Relatório Anual de Atividades 2011 1 Sumário 1. Apresentação 5 2. O Trabalho do Instituto hoje 7 3. Prêmios 8 4. Sumário dos Programas 11 5. Programa Fazendo Minha História 13 6. Programa Perspectivas 41 7. Programa Com Tato 49 8. Programa Palavra de Bebê 53 9. Projetos Pontuais 57 10. Outras Ações 61 11. Sustentabilidade, Demonstração Financeiras e Governança 63 12. Comunicação 66 13. Abrigos Parceiros da Rede dos programas do Instituto 67 14. Equipe de Trabalho 71 15. Parceiros do Instituto 73 2 3 1. APRESENTAÇÃO O percurso de profissionalização dos serviços de acolhimento está a pleno vapor e os desafios ainda são muitos. Para acompanhar os abrigos nesta jornada, entendemos que cada instituição ganha muito quando se abre para a rede de seu território, estabelece parcerias e relacionamentos com outros atores envolvidos no acolhimento e descobre que não está sozinha. Conselhos Tutelares, Varas da Infância e Juventude, Centros de Referência (CRAS e CREAS) e outros serviços também estão buscando sua identidade e a profissionalização de sua atuação para um melhor acolher. Neste sentido, além de dar continuidade aos programas que já realizava, em 2011 o Instituto Fazendo História apresenta com alegria o crescimento e fortalecimento da rede colaborativa que reúne hoje mais de 500 profissionais da área para trocar informações relevantes sobre o tema. São debates sobre autonomia, sobre sexualidade, sobre o trabalho de integração das famílias nos programas de acolhimento, entre outros. As trocas de e-mails fazem com que cada profissional afaste-se por minutos de seu cotidiano e observe sua própria prática, compartilhe seus desafios e conquistas. Assim, cria-se um espaço coletivo de reflexão, capaz de fortalecer a identidade dos serviços de acolhimento. Para nós, o Acolhimento em Rede é um grande exercício de formação continuada e autônoma. Conheça também, o Grupo nÓs. Trata-se de um grupo de apoio aos adolescentes que estão deixando os abrigos pela maioridade. Nas páginas a seguir, você poderá conhecer então todo o trabalho realizado pelo Instituto Fazendo História em 2011, nossos parceiros e nossos investidores. Leia, conheça, aproprie-se da nossa prática. Um abraço, Claudia Vidigal 4 5 2. O trabalho do Instituto hoje O Instituto Fazendo História colabora com o desenvolvimento de crianças e adolescentes que estão em instituições de acolhimento, trabalhando junto a sua rede de proteção, a fim de fortalecê-los para que transformem a própria história. A importância da história pessoal e familiar de cada acolhido é o eixo transversal de todos os programas da organização. Buscamos: Ser referência na formação de profissionais da rede de proteção de crianças e adolescentes com foco em medidas de acolhimento. Ser referência na criação de metodologias de trabalho com crianças e adolescentes nos serviços de acolhimento. Ser referência para a constituição de uma rede de abrigos que operem dentro da lógica que considera a história de vida pessoal e familiar de cada criança e adolescente como ponto de partida para um bom acolhimento. Desde 2005, o Instituto atua junto à abrigos, através de seus programas e projetos, em diversos municípios de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Maranhão, Ceará e Paraíba. Em 2011: 127 instituições de acolhimento foram nossas parceiras. 1.158 crianças e adolescentes foram atendidos diretamente. 1.400 crianças e adolescentes foram atendidos indiretamente. 831 profissionais dos abrigos participaram de formações do Instituto. 416 voluntários trabalharam em nossos programas. 22 6 famílias acolhedoras participaram de nossas formações. 7 3. PRÊMIOS Prêmio CLAUDIA 2011 Em 2011, a presidente do Instituto, Claudia Vidigal, foi vencedora do Prêmio CLAUDIA, a maior e mais importante premiação da America Latina voltada para a capacidade da mulher de transformar sua realidade com iniciativas originais que podem ser replicadas. O prêmio CLAUDIA promove e reconhece, desde 1996, as conquistas de mulheres que sonham, realizam e transformam a vida dos brasileiros. Idealizado pela Editora Abril, o prêmio apresenta, a cada ano, quinze finalistas divididas em cinco categorias: ciências, negócios, trabalho social, políticas públicas e cultura. Claudia Vidigal foi premiada na categoria trabalho social, como um reconhecimento de seu trabalho no Instituto Fazendo História. Conheça o vídeo de apresentação do trabalho realizado pela equipe do Prêmio. www.claudia.abril.com.br/premioclaudia/ Prêmio Empreendedor Social da Folha de São Paulo e Fundação Schwab Em 2011, o Instituto Fazendo História participou da 7ª. Edição do Prêmio Empreendedor Social, uma parceria do jornal Folha de São Paulo e a Fundação Schwab. Reconhecida mundialmente, a Fundação Schwab é uma organização sem fins lucrativos com sede em Genebra, na Suíça. Criada em 1998 por Klaus Schwab, mentor do Fórum Econômico Mundial e por sua mulher, Hilde, a entidade identifica e promove a troca de know-how entre empreendedores de destaque, viabilizando o contato deles com grandes patrocinadores internacionais incluindo-os na rede de líderes globais do Fórum, com representantes das áreas empresarial, política e de mídia, entre outras. O Prêmio Empreendedor Social do jornal Folha de São Paulo em parceria com a Fundação Schwab laureia os líderes que atuam no Brasil há pelo menos três anos, de forma inovadora, sustentável e com forte impacto positivo na sociedade e em políticas públicas em áreas como agricultura, ambiente, cultura, desenvolvimento de negócios, educação, habitação e saúde. Claudia Vidigal foi selecionada como uma das cinco finalistas da premiação. A pontuação leva em conta, também, os critérios perfil do empreendedor social (comprometimento, paixão e visão de futuro) e influências em políticas públicas. 8 Com este reconhecimento, Claudia Vidigal passa a fazer parte da RedeFolha, que busca dar visibilidade para as iniciativas através do maior jornal de circulação do país, além de considerar os seus integrantes como fontes de informação e formadores de opinião nos mais diversos temas de nossa sociedade. Veja o vídeo produzido pela equipe da Folha sobre o trabalho do Instituto. www1.folha.uol.com.br/empreendedorsocial/ Prêmio Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil O Fazendo Minha História foi o vencedor do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2011. Tecnologia Social compreende produtos, técnicas ou metodologias replicáveis, desenvolvidas na interação com a comunidade e que representem efetivas soluções de transformação social. É um conceito que remete para uma proposta inovadora de desenvolvimento, considerando a participação coletiva no processo de organização, desenvolvimento e implementação. Está baseado na disseminação de soluções para problemas voltados a demandas de alimentação, educação, energia, habitação, renda, recursos hídricos, saúde, meio ambiente, dentre outras. As Tecnologias Sociais podem aliar saber popular, organização social e conhecimento técnico-científico. Importa essencialmente que sejam efetivas e replicáveis, propiciando desenvolvimento social em escala. O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, criado em 2001, é um instrumento de identificação, seleção, certificação, promoção e fomento de tecnologias que apresentem respostas efetivas para diferentes demandas sociais e que possam integrar o Banco de Tecnologias Sociais. Veja o Vídeo do projeto produzido pela FBB Este prêmio permitirá à equipe trabalhar com 10 novos abrigos no ano de 2012. www.fbb.org.br/ 9 4. SUMÁRIO DOS PROGRAMAS O Instituto Fazendo História organiza sua atuação em programas que já tem uma estratégia comprovada de geração de resultados e promoção de mudanças para melhorar o universo do acolhimento de crianças e adolescentes. z do Minha H Fa en ist ória Fazendo Minha História Propicia meios de expressão para que cada criança ou adolescente entre em contato e registre sua história de vida, utilizando a literatura infantil como mediadora desse processo. A idéia é que eles sejam cada dia mais os protagonistas de suas histórias. Perspectivas Oferece formação a educadores e técnicos visando a profissionalização das instituições de acolhimento. Atua junto às equipes criando espaços de reflexão sobre a prática. As supervisões institucionais e as oficinas abrigos em rede são suas principais estratégias de atuação. Com Tato Oferece atendimento psicológico a crianças e adolescentes que moram em instituições de acolhimento. Os psicoterapeutas que atuam nesse programa são voluntários e contam com supervisões semanais oferecidas por profissionais também voluntários. Palavra de Bebê Trabalha para fortalecer a qualidade do acolhimento de bebês em instituições de acolhimento através de três eixos de intervenção: realização de ateliês de sensibilização, promoção de espaços de reflexão e formação para educadores e registro das histórias de cada um. 10 11 z O que é? do Minha H Fa en ist ória 5. Fazendo Minha História O Programa Fazendo Minha História oferece espaços de expressão para que as crianças e adolescentes, que estão em instituições de acolhimento, resgatem e registrem as suas histórias de vida. A partir da mediação de leitura, a criança ou adolescente e um adulto de referência encontram-se semanalmente para compartilhar histórias e registrá-las em um álbum com fotos, relatos e depoimentos. O álbum é da criança ou adolescente e a acompanha para o resto de sua vida. Como fazemos? As primeiras ações realizadas no abrigo são oficinas de sensibilização com os educadores para o trabalho com histórias de vida da criança ou adolescente no cotidiano da instituição. Sabemos da importância dos trabalhadores do abrigo para que o projeto aconteça da melhor maneira possível. Sensibilizá-los para este trabalho é uma forma de criarmosmultiplicadores de ações pautadas no olhar para a história de vida e respeito aos direitos das crianças e adolescentes moradores de abrigos. São realizados, também, três encontros de formação com os voluntários que trabalharão com as crianças ou adolescentes. No primeiro encontro, são passadas informações a respeito do contexto no qual os abrigos estão inseridos, o que é um abrigo e as leis que regem esse serviço, além dos princípios do Fazendo Minha História e contrato estabelecido com aqueles que quiserem se tornar colaboradores. O segundo e terceiros encontros são focados nas metodologias do projeto: a mediação de leitura e a confecção do álbum da história de vida da criança. Em ambos são trabalhadas questões de ordem prática e esclarecidas dificuldades que o colaborador pode encontrar no decorrer de seu trabalho. Em cada abrigo parceiro é implantada uma biblioteca com cerca de 150 livros infantis e juvenis selecionados a partir da diversidade de formas, cores, tamanhos, autores, temas e idades. Os livros e a mediação de leitura são as principais ferramentas para a formação de um vínculo entre a criança ou adolescente e o colaborador, o que possibilita o resgate e registro de suas histórias de vida. Os livros enriquecem o cotidiano e o imaginário das crianças e adolescentes, proporcionam contato com a diversidade humana, com diferentes jeitos de ser e fazer. Além disso, os livros são um convite para que entrem em contato e compartilhem as próprias histórias. Os encontros semanais entre a criança ou adolescente e seu colaborador duram uma hora e acontecem por um ano, a menos que a criança ou adolescente seja desabrigada antes desse período. Neles, além da leitura dos livros, são realizadas atividades lúdicas com desenhos, fotografias, colagens, pinturas, entre outras, que comporão o álbum de sua história de vida. O espaço aberto por esse adulto convida a criança ou adolescente a se expressar, entrar em contato com seus medos e desejos e ir se percebendo como protagonista de sua história. 12 13 Durante todo o ano, o trabalho do colaborador é supervisionado pelo coordenador do programa no abrigo através de telefonemas, e-mails e reuniões periódicas onde discutem e refletem sobre as dificuldades e desafios encontrados. Reuniões entre a coordenação do programa e a equipe do abrigo também acontecem com freqüência para acompanhar a forma como os princípios do programa entram e começam a fazer parte do cotidiano do abrigo. É importante dizer que o programa encontra formas variadas de se desenvolver a partir, principalmente, dos seguintes critérios: recursos financeiros disponíveis, localização dos abrigos e recursos humanos. Formações Em 2011, o Fazendo Minha História realizou, em São Paulo,5 formações iniciais para colaboradores que contaram com a participação de mais de 100 pessoas. Além disso, foram promovidos 2 encontros de capacitação abertos para todos os profissionais dos abrigos e voluntários do programa, contando com cerca de 30 pessoas em cada um. O primeiro deles, em abril, teve como convidada a especialista em Scrapbook Roberta Sala, que compartilhou formas de utilização de diversos recursos gráficos e ofereceu ferramentas para deixar os álbuns das crianças e adolescentes mais bonitos e organizados. Acreditamos que a estética é um aspecto relevante na construção dos registros, contribuindo para a valorização dos álbuns e reafirmando às crianças e adolescentes a importância de suas histórias. O segundo encontro de capacitação, realizado em setembro, foi conduzido pela psicanalista Maria de Lourdes Trassi Teixeira, que abordou a questões da adolescência. A partir da exposição, foi possível refletir sobre quem são os adolescentes que estão nos abrigos e quais nossas possibilidades, enquanto adultos, de interferir em suas vidas e projetos pessoais. Temas e inquietações como sexualidade, agressividade, apatia, família, amizade e identidade foram compartilhados e discutidos. O trabalho nos abrigos da cidade de São Paulo Abrigo Amigos da Inocência Seguimos em parceria com o Abrigo Amigos da Inocência capacitando novos colaboradores voluntários para atender as crianças e adolescentes que chegaram à casa. Para acompanhar novos e antigos colaboradores, reuniões de supervisão aconteceram periodicamente, sendo visível o comprometimento e qualidade do trabalho desenvolvido, resultando em ganhos significativos para as crianças e adolescentes. Neste ano, o abrigo recebeu novas crianças, mudou para uma casa maior e iniciou um processo necessário de profissionalização de sua equipe, visando oferecer um serviço de maior qualidade. A equipe do Fazendo Minha História se colocou disponível e vem auxiliando o abrigo nesse processo. Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvidos: Colaboradores voluntários: Abrigo Anália Franco A parceria entre o Fazendo Minha História e o Abrigo Anália Franco existe desde 2007 e continua gerando bons frutos para as crianças e adolescentes da casa. Em 2011, foram capacitados novos colaboradores voluntários para atender aqueles que chegaram e queriam participar e aqueles que haviam participado há muito tempo e gostariam de fazê-lo novamente. Para acompanhar os colaboradores, reuniões de supervisão aconteceram a cada dois meses com a presença da coordenadora da casa, sendo visível o comprometimento e qualidade do trabalho desenvolvido, resultando em ganhos significativos para colaboradores e crianças e adolescentes. Crianças e adolescentes: Os resultados do Fazendo Minha História em 2011 em números Total de crianças e adolescentes atendidos: 1050 Total de profissionais dos abrigos envolvidos: 380 Total de colaboradores voluntários: 348 Total de estagiários: 06 Total de famílias acolhedoras envolvidas: 14 16 15 7 10 Profissionais do abrigo envolvidos: Colaboradores voluntários: 14 2 8 Abrigo Lar das Crianças Casa do Caminho No terceiro ano de parceria com o Abrigo Lar das Crianças, o foco do projeto esteve na formação de novos colaboradores voluntários e supervisão de todos que atuaram junto as crianças e adolescentes da casa. Além disso, foram realizadas reuniões bimestrais com a equipe técnica para alinhar princípios, supervisionar o projeto e discutir encaminhamentos dos casos das crianças e adolescentes. Tais reuniões foram importantes para sensibilizar a equipe para um olhar constante para as histórias de vida de cada um. 15 No segundo semestre do ano, o abrigo foi fechado e a equipe do FMH acompanhou esse processo de perto, acolhendo as crianças e adolescentes a partir do trabalho de voluntários comprometidos. Foi garantido assim um processo de transição para o outro abrigo com maior suporte e atenção. Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvidos: Colaboradores voluntários: 25 6 10 Abrigo Marly Cury Neste abrigo, o projeto conta com uma dupla gestora forte e comprometida que organiza o FMH com bastante autonomia. A cada 45 dias, foram realizados encontros de supervisão do trabalho dos colaboradores nos quais a participação desta dupla gestora foi fundamental para enriquecer a reflexão sobre as histórias das crianças e adolescentes. Ao longo do ano, as crianças e adolescentes que chegaram à casa foram incluídas no projeto. Grande parte dos adolescentes completou um ano de encontros individuais com seus colaboradores; alguns optaram por dar continuidade ao álbum com um guardião do projeto e outros escolheram finalizar o processo, conforme plano inicial. O uso dos livros na rotina da casa se fortaleceu muito em 2011 com apoio de um estagiário do Projeto Arte e Expressão. Como excelente resultado, crianças e adolescentes solicitaram mais livros e, em dezembro, a biblioteca foi enriquecida com 47 novos títulos. 14 Profissionais do abrigo envolvidos: 5 Colaboradores Voluntários: 9 Crianças e adolescentes: Abrigo Mensageiros Em 2011 o Fazendo Minha História realizou ações focadas na formação e supervisão de colaboradores voluntários para atuarem junto às crianças e adolescentes no trabalho com as histórias de vida. É visível o comprometimento e qualidade do trabalho desenvolvido por esses, resultando em ganhos significativos para as crianças e adolescentes. Houve, durante todo o ano, um grande investimentono suporte para a organização da gestão do projeto na casa, o maior desafio deste abrigo, através da realização de reuniões periódicas com coordenação, equipe técnica e educadores da casa. Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvidos: Colaboradores voluntários: 16 28 5 17 Abrigo Solid Rock Church No ano de 2011, o FMH continuou realizando ações focadas na formação e supervisão de colaboradores voluntários para atuarem junto às crianças e adolescentes no trabalho com as histórias de vida, construindo um grupo envolvido e motivado com a atuação a partir do projeto. Uma capacitação sobre mediação de leitura foi oferecida aos educadores da casa e encontros de leitura e de avaliação do projeto foram realizados junto às crianças e adolescentes, que se interessaram e aproveitaram ainda mais a ótima biblioteca da casa. A relação de bastante proximidade com coordenação proporcionou reflexões produtivas sobre as histórias das crianças e adolescentes, promovendo novos olhares para as manifestações de cada um deles. 16 Profissionais do abrigo envolvidos: 4 Colaboradores voluntários: 11 Crianças e adolescentes: Abrigos da Associação Helen Drexel A Associação Maria Helen Drexel faz parte da trajetória do programa, tendo estabelecido uma parceria com o Fazendo Minha História antes mesmo da fundação do Instituto; entre 2002 e 2007, o projeto foi realizado em 5 casas-lares da instituição. Em 2010, após diversas mudanças institucionais, a atual gestora da Associação voltou a entrar em contato com o Instituto trazendo a forte demanda de estabelecer nova parceria para realização do Fazendo Minha História. Em março, iniciou-se o projeto em duas casas-lares das AMHD. Após poucos meses de trabalho e muito envolvimento do grupo de colaboradores, todas as crianças/adolescentes de ambos os lares começaram a participar do projeto. Paralelamente à implementação do FMH a equipe do Instituto e gestão do serviço de acolhimento perceberam a importância de oferecer um espaço de capacitação e supervisão para os profissionais da organização, contribuindo para o processo de profissionalização da equipe. De maio a novembro foram realizados pela equipe do programa 6 encontros de formação baseados nos marcos legais e orientações técnicas que regem os serviços de acolhimento. LAR 6 Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvidos: Colaboradores voluntários: 10 2 7 17 LAR 8 Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvidos: Colaboradores voluntários: Abrigo Solidário 3 7 2 4 A parceria com o Abrigo Solidário 3 iniciou-se em 2004 e manteve-se desde então através de encaminhamento de colaboradores voluntários para o trabalho com as crianças e adolescentes. Em 2010, educadores passaram a realizar semanalmente, atividades de mediação e registro com as crianças que já haviam encerrado sua participação com voluntários. Esse espaço continua, e assim, os objetivos do projeto permanecem garantidos. Crianças e adolescentes: Abrigos da Liga Solidária A parceria com os abrigos da Liga Solidária iniciou-se em 2005 e desde então ampliou suas ações para todas as suas cinco casas em diversos formatos. Em 2011, a equipe do FMH manteve o acompanhamento do projeto em todas as casas, visando o atendimento individualizado das crianças e adolescentes. Em agosto de 2011, devido a questões internas da instituição, a Liga Solidária optou por encerrar a parceria com o Programa Fazendo Minha História em seus cinco abrigos, sendo que até dezembro as atividades que estavam em andamento continuaram, garantindo um encerramento cuidadoso com todos os envolvidos. Abrigo Solidário 1 A parceria com o Abrigo Solidário iniciou-se em 2007. No início de 2011, foi mantido o acompanhamento de colaboradores voluntários. Em junho a parceria foi suspensa pelo fato do abrigo contar com outras demandas e prioridades no momento. Dois voluntários que realizavam as atividades mantiveram os encontros até o final de seus processos (de um ano) para garantir um encerramento de qualidade com as crianças e adolescentes atendidos. Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvidos: Colaboradores voluntários: 4 2 2 Abrigo Solidário 2 A parceria com o Abrigo Solidário 2 iniciou-se em 2006. No ano de 2011, manteve-se o trabalho de atendimento às crianças e adolescentes através de encontros individuais com colaboradores voluntários. Foram realizadas reuniões de supervisão e acompanhamento entre voluntários e equipes do FMH e do abrigo, além de reuniões de troca entre os abrigos da Liga Solidária. O trabalho seguiu até o final do ano. Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvidos: Colaboradores voluntários: 18 10 4 7 Profissionais do abrigo envolvidos: Colaboradores voluntários: 20 14 4 Abrigo Solidário 4 – Passos Em 2011 contamos com uma equipe de educadores muito envolvidos com a realização do projeto. Além disso, foram incluídos colaboradores voluntários para realizarem o projeto individualmente com algumas crianças, e duas estagiárias de psicologia coordenando um dos grupos realizados, compondo, desta forma, uma equipe eficaz para garantir a circulação das histórias de vida e o acontecimento do projeto na casa. Em 2011, a parceria foi encerrada e a equipe do projeto garantiu que tal fechamento fosse realizado de maneira gradual e com muito cuidado, para que não fosse experimentado pelas crianças e adolescentes da casa como algo da ordem de uma ruptura. Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvidos: Estagiárias: Colaboradores voluntários: 23 6 2 3 Abrigo Solidário 5 – Pinheiros A parceria com o Abrigo Solidário 5 iniciou-se em 2008, através de sensibilização com educadores e realização de encontros individuais entre crianças e adolescentes e colaboradores voluntários. Em abril de 2011, o Abrigo Solidário 5 foi fechado, sendo as crianças e adolescentes transferidas para outras casas da Liga Solidária. Desta forma, entre janeiro e abril, foram realizadas reuniões e encontros com crianças, adolescentes e educadores de forma a garantir um espaço para conversa e elaboração desta mudança. Além disso, os colaboradores voluntários puderam realizar um fechamento de suas atividades com cada uma das crianças e adolescentes. Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvidos: Colaboradores voluntários: 7 10 6 19 Casa Abrigo Campo Limpo A parceria com a Casa Abrigo Campo Limpo iniciou-se em 2010. Inicialmente, diante do desejo e demanda da instituição, os próprios educadores eram os colaboradores que realizavam as ações de mediação de leitura e construção dos álbuns com as crianças e adolescentes. Ao longo de 2011, no entanto, alguns destes profissionais perceberam que não seria possível conciliar a rotina de trabalho com a realização dos encontros e, assim, se desligaram gradativamente do projeto. Para que todas as crianças/adolescentes fossem incluídas no Fazendo Minha História, foram formados e encaminhados 4 voluntários externos à instituição. Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvidos: Colaboradores voluntários: 26 12 5 Casa Abrigo São Judas Tadeu Em agosto iniciou-se o projeto na casa com um processo de sensibilização da equipe do abrigo com foco na mediação de leitura. A proposta durante o semestre foi realizar grupos semanais de mediação com as crianças e adolescentes com a condução de duas estagiárias do quarto ano de Psicologia da PUC e/ou da coordenadora do FMH. Ficou combinado que haveria sempre a presença de um educador nesse grupo com o objetivo de que ganhasse cada vez mais autonomia para, então, assumir a condução dos grupos no ano de 2012. Devido ao complexo cotidiano da instituição de acolhimento, e às mudanças na equipe da casa, optou-se por esperar o ano de 2012 para dar início ao trabalho com colaboradores. Com a entrada de Fabiana (nova coordenadora), o contrato foi refeito e, novamente a equipe e a gestão do projeto foram recolocados no centro do trabalho. Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvidos: Estagiários: 18 8 2 Casa Semeia – Fundação Francisca Franco A parceria com a Casa Semeia iniciou-se em 2004, sendo que o projeto neste tempo se desenvolveu em diferentes formatos. A localização em uma área central da cidade sempre foi um fator que facilitou a captação de voluntários para esta casa. Em 2011, todas as crianças e adolescentes foram incluídas no Fazendo Minha História através de encontros semanais com colaboradores voluntários. Para as crianças e adolescentes que já haviam encerrado a participação no projeto, foi oferecido um grupo quinzenal com uma voluntária para continuidade de atividades ligadas às histórias, livros e álbuns. Além disso, foram realizados encontros com educadores da instituição com o objetivo de sensibilização 20 para os princípios do projeto e para a inclusão de atividades relacionadas às histórias no cotidiano do abrigo. Duas educadoras iniciaram a realização de mediações de leitura semanais, contribuindo para ampliar o contato das crianças e adolescentes com os livros e o prazer pela leitura. Foram realizadas reuniões bimestrais de acompanhamento e supervisão juntamente à equipe do abrigo. Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvidos: Colaboradores voluntários: 21 8 13 Casas Taiguara e Taiguarinha Durante o ano de 2011, o Fazendo Minha História aconteceu através de atividades em grupos, separando crianças de adolescentes. Durante o primeiro semestre, os encontros semanais foram coordenados pela técnica responsável pelo projeto, acompanhada por uma dupla de estagiárias de5º ano de psicologia da PUC-SP, Taly Sister e Carol Grazia, supervisionadas por Maria de Lourdes Trassi Teixeira. No segundo semestre, os grupos ficaram sob a coordenação das estagiárias, que trouxeram ricas contribuições para o projeto e acompanharam as mudanças institucionais do serviço de acolhimento. A cada grupo havia uma atividade planejada pelas estagiárias que visava trabalhar um tema específico. Registros, desenhos, fotos e outras atividades eram armazenadas na pasta do Fazendo Minha História que seguia com a criança ou adolescente para seus diferentes encaminhamentos. Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvidos: Estagiárias: 100 7 2 Minha Casa – Associação Santa Fé Com uma forte parceria desde 2002, o FMH e o abrigo Minha Casa deram continuidade ao trabalho através de encontros semanais entre colaboradores voluntários e crianças/adolescentes. Os encontros mensais de supervisão, realizados pela técnica do Instituto e da gestora do projeto na casa, enriqueceu o conteúdo trabalhado nos álbuns e possibilitou, sobretudo, importantes reflexões acerca das histórias de vida das crianças/adolescentes. A rotatividade de crianças e adolescentes nesta instituição foi grande, não havendo colaboradores suficientes para incluir todos os jovens no projeto. Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvidos: Colaboradores Voluntários: 20 2 12 21 Obra Social Dom Bosco Crianças e adolescentes: A partir da experiência do Fazendo Minha História na casa Madre Mazzarello, em setembro de 2009, a diretoria da Obra Social Dom Bosco contratou o Instituto para realização do projeto em suas outras sete casas. A instituição tinha como demanda incluir os educadores em atividades diferenciadas junto às crianças e adolescentes, garantindo um olhar mais técnico e afetivo. Após um ano de realização em todas as casas, em 2011, o projeto teve como foco a supervisão das atividades realizadas pelos educadores em cada uma das casas. Profissionais do abrigo envolvidos: Obra Social Dom Bosco - Casa Irmã Maria A parceria com a Casa Irmã Maria teve início em outubro de 2009 e até o final de 2010, foram realizados encontros de sensibilização com educadores e grupos semanais com a presença de uma colaboradora técnica, atendendo a todas as crianças e adolescentes. No primeiro semestre de 2011, foram realizados encontros de supervisão com os educadores. No entanto, devido a questões institucionais, as atividades foram suspensas no segundo semestre, até que a casa pudesse se organizar para garantir a realização das atividades. Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvidos: 0 6 Obra Social Dom Bosco - Casa Laura Vicuña A parceria com a Casa Laura Vicuña teve início em outubro de 2009 e, até o final de 2010, foram realizados encontros de sensibilização com educadores e grupos semanais com a presença de uma colaboradora técnica, atendendo a todas as crianças e adolescentes. Educadores, além de participarem dos grupos, responsabilizaram-se pela confecção dos álbuns dos bebês. No primeiro semestre de 2011, foram realizados encontros com os educadores na casa. No entanto, devido a questões institucionais, as atividades foram suspensas no segundo semestre, até que a casa pudesse organizar sua rotina novamente. Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvidos: 0 6 Obra Social Dom Bosco - Casa Nossa Senhora Aparecida A parceria com a Casa Nossa Senhora Aparecida teve início em outubro de 2009 e, até o final de 2010, foram realizadas sensibilizações de educadores e grupos semanais com a presença de uma colaboradora técnica, atendendo a todas as crianças e adolescentes. Por apresentar um grande número de meninos adolescentes nesta casa, foram criadas estratégias específicas para o trabalho em grupo com esta faixa etária. No primeiro semestre de 2011, foram realizados encontros com educadores. No segundo semestre, a supervisão foi suspensa tendo em vista que as atividades ligadas ao projeto não estavam acontecendo. 22 0 6 Obra Social Dom Bosco - Casa Irmão Genésio Dalmônico A parceria com a Casa Irmão Genésio Dalmônico teve início em outubro de 2009 e, até o final 2010, aconteceram atividades com educadores e crianças em grupos. Em 2011, os grupos semanais com as crianças e adolescentes deixaram de ser conduzidos com a presença de uma colaboradora técnica e os educadores passaram a ser os responsáveis por esta prática. Para dar suporte ao trabalho, durante o primeiro semestre, a coordenadora do FMH realizou uma reunião a cada 15 dias com a dupla gestora do projeto e com os educadores que se encontravam na casa. O foco desta etapa do trabalho foi instrumentalizar e fortalecer a dupla gestora, de forma que a casa pudesse se tornar mais autônoma em relação à organização do projeto e suporte técnico aos adultos que realizam as atividades de leitura e construção dos álbuns. No segundo semestre, a proposta foi de realizar reuniões mensais com a equipe toda, proporcionando um espaço coletivo de troca a respeito das práticas do projeto. Foram realizadas conversas com a equipe gestora da casa, visando adaptar estratégias para melhorar a qualidade das práticas dos educadores relativas ao projeto- condução dos grupos, construção dos álbuns dos bebês, entre outros. Paralelamente, foram realizados encontros semestrais com representantes das oito casas da Obra para compartilhar experiências do projeto. Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvidos: 25 9 Obra Social Dom Bosco - Casa Madre Mazzarello Em 2011, na casa Madre Mazzarello, o foco do trabalho continuou o mesmo do ano anterior: a ampliação da autonomia dos educadores, que já realizavam diversas ações relacionadas ao FMH, como condução dos grupos semanais com as crianças e adolescentes e construção dos álbuns dos bebês. . Para dar suporte ao trabalho, durante o primeiro semestre, a cada 45 dias a coordenadora do FMH realizou uma reunião com cada plantão. No segundo semestre, a proposta foi de realizar reuniões mensais com a equipe toda, proporcionando um espaço coletivo de troca a respeito das práticas do projeto. Também foram realizadas reuniões com as três colaboradoras voluntárias para reflexão dos encontros individuais realizados por elas. A forte parceria estabelecida com a equipe gestora fez com que o projeto se desenvolvesse de forma cada vez mais integrada à rotina da instituição. Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvidos: Colaboradores voluntários: 31 12 3 23 Obra Social Dom Bosco - Casa Mamãe Margarida A parceria com a Casa Mamãe Margarida teve início em outubro de 2009 e, até o final de 2010, foram realizadas sensibilização com educadores e grupos semanais com crianças e adolescentes. Em 2011, esses grupos deixaram de ser conduzidos com a presença de uma colaboradora técnica e os educadores passaram a ser os responsáveis por esta prática. Para dar suporte ao trabalho, durante o primeiro semestre, a cada 45 dias a coordenadora do FMH realizou uma reunião com cada plantão. A equipe se mostrou envolvida com o projeto e realizou as ações propostas, como os grupos e construção dos álbuns dos bebês. No segundo semestre, a proposta foi de realizar reuniões mensais com a equipe toda, proporcionando um espaço coletivo de troca a respeito das práticas do projeto. Neste período, a instituição passou por importantes mudanças (de equipe e espaço físico), o que tornou a viabilização do projeto na casa mais complexa. Paralelamente, foram realizados encontros semestrais com representantes das oito casas da Obra para o compartilhamento de experiências do projeto. Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvidos: 27 11 Obra Social Dom Bosco - Casa São Domingos Sávio A parceria com a Casa São Domingos Sávio teve início em outubro de 2009 e, até o final de 2010 foram realizados encontros de sensibilização com educadores e grupos semanais com crianças e adolescentes. Em 2011, esses grupos deixaram de ser conduzidos com a presença de uma colaboradora técnica e os educadores passaram a ser os responsáveis por esta prática. Com mais autonomia, deram continuidade também à construção dos álbuns dos bebês e das crianças menores. Para dar suporte ao trabalho, durante o primeiro semestre, a cada 45 dias a coordenadora do FMH realizou uma reunião com cada plantão. No segundo semestre, a proposta foi de realizar reuniões mensais com a equipe toda, proporcionando um espaço coletivo de troca a respeito das práticas do projeto. Houve também reuniões periódicas com a equipe gestora da casa, que continuava colocando as atividades do FMH como uma prioridade na rotina, e encontros semestrais com representantes das oito casas da Obra para o compartilhamento de experiências do projeto. Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvidos: 26 13 Obra Social Dom Bosco - Casa Nossa Senhora Auxiliadora A parceria com a Casa Nossa Senhora Auxiliadora teve início em outubro de 2009 e, até o final de 2010, foram realizados encontros de sensibilização e grupos semanais com as crianças e adolescentes. Em 2011, esses grupos deixaram de ser conduzidos com a presença de uma colaboradora técnica e os educadores passaram a ser os responsáveis por esta prática. Para dar suporte a este trabalho, a cada 45 dias a coordenadora do FMH teria uma reunião com cada plantão e a dupla gestora acompanharia o dia-a-dia do desenvol- 24 vimento do projeto . Entretanto, a rotina da casa e dificuldades da equipe impediram a realização das ações previstas pelo FMH. A parceria foi encerrada em julho em concordância com a coordenadora da casa. Ao final do semestre, houve ainda um encontro com representantes das oito casas da Obra para o compartilhar de experiências do projeto. Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvidos: 25 06 O trabalho nos abrigos em outras regiões do país Lar dos Meninos e Lar Santa Filomena, de Presidente Prudente - SP Em 2011 as grandes articuladoras do Fazendo Minha História nos dois abrigos de Presidente Prudente foram as coordenadoras de cada casa, Marisa, do Lar dos Meninos, e Eliana, do Lar Santa Filomena, além de Esther Katayama, psicóloga, professora de Psicologia da Unoeste e integrante da AASPTJ. Apesar de técnicas do FMH não terem ido a Presidente Prudente nesse ano, contatos telefônicos e por e-mail serviram para acompanhar o projeto. Temos certeza que o FMH segue caminhando bem com as crianças e adolescentes acolhidas em Presidente Prudente e estamos na retaguarda das técnicas para apoiá-las e orientá-las quanto precisarem, vibrando com as conquistas e desenhando junto assoluções para as dificuldades encontradas. Lar dos Meninos: Crianças e adolescentes: Profissionais dos abrigos envolvidos: Colaboradores voluntários: 15 3 10 Lar Santa Filomena: Crianças e adolescentes: Profissionais dos abrigos envolvidos: Colaboradores voluntários: 11 4 10 25 Abrigo Provisório para Crianças e Adolescentes de Salesópolis– SP Recanto Samaritano, de Franca – SP (Patrocínio Estater) (Financiamento obtido pelo abrigo) O Abrigo Provisório para Crianças e Adolescentes de Salesópolis entrou em contato com o Instituto, demonstrando muito interesse em implementar o Fazendo Minha História. Em agosto, a equipe técnica da casa veio a São Paulo com mais 4 educadores para participar das formações para voluntários e iniciar o trabalho a partir das metodologias apresentadas. Em março de 2011, Ana Paula Marafiga Ribeiro, administradora do Recanto Samaritano em Franca, entrou em contato com o Instituto Fazendo História interessada em estabelecer uma parceria para implementação do Programa Fazendo Minha História em sua instituição. A partir de informações obtidas com a equipe do FMH, Ana Paula formatou um projeto para obtenção de recursos através do CMDCA da região. Em julho de 2011, com a aprovação do projeto e liberação dos recursos, Ana Paula entrou em contato novamente para dar início às ações de implementação do Fazendo Minha História. Em duas idas à Franca, a equipe do FMH realizou formação sobre os princípios e práticas do projeto com toda a equipe de educadores e técnicos da instituição, além de formação de colaboradores voluntários. Duas duplas gestoras foram definidas para cuidar de todas as ações e procedimentos relativos ao cotidiano do projeto na instituição, tais como organização da biblioteca e materiais, organização de horários, acompanhamento e supervisão de voluntários, tendo apoio à distância da equipe do FMH. A partir do empenho destas técnicas, em poucos meses, todas as crianças e adolescentes estavam sendo atendidas pelo projeto em encontros semanais individuais com colaboradores voluntários, e o projeto Fazendo Minha História pôde ser incluído na rotina desta instituição. Através do financiamento da Estater, o Instituto teve oportunidade de firmar uma parceria com o abrigo, dando início às ações desupervisão, sensibilização dos educadores e formação de voluntários externos que atuarão como colaboradores em 2012. Com a participação dos próprios profissionais da instituição, 11 crianças e adolescentes iniciaram os encontros de mediação de leitura e construção dos álbuns. Crianças e adolescentes: Profissionais dos abrigos envolvidos: Colaboradores Voluntários: 11 7 0 Casa Transitória Nossa Senhora Aparecida, de Jundiaí – SP Crianças e adolescentes: (Financiamento obtido pelo abrigo) Profissionais do abrigo envolvidos: Em junho de 2011 a voluntária Dolores Diaz Rossi, responsável pela parte de captação de recursos e projetos da Casa Transitória Nossa Senhora Aparecida, entrou em contato com o Instituto interessada em implementar o FMH na casa. Com o financiamento de uma empresa, Dolores conseguiu captar recursos para viabilizar a parceria durante um ano (de agosto de 2011 a agosto de 2012). A partir de julho, foram realizadas ações como a sensibilização da equipe (quatro encontros), apresentação do projeto para as crianças (dois encontros) e formação de colaboradores (três encontros). Durante um mês e meio, cinco colaboradores realizaram semanalmente encontros de mediação de leitura em pequenos grupos. Depois desse período, definiu-se as duplas colaborador-criança para os encontros individuais. Nos meses de outubro e dezembro, a coordenadora do FMH esteve presente junto à dupla gestora do projeto em duas supervisões dos colaboradores.O desafio para 2012 é mobilizar mais colaboradores voluntários para que se garantam os encontros individuais de registro das histórias de vida para todas as crianças e adolescentes da casa. Colaboradores voluntários: Crianças e adolescentes: Profissionais da casa envolvidos: Colaboradores voluntários: 12 8 5 Casa da Alegria, de Poços de Caldas – MG No início de 2011, a coordenação da casa entrou em contato com o Instituto interessada em realizar o FMH na casa, o que não se efetivou por falta de verba. Nos meses de abril e agosto, integrantes da equipe da Casa da Alegria foram convidados a participar do seminário realizado em Campinas para dez abrigos do interior de SP (sobre mediação de leitura e registro respectivamente). Nesse período, a gestão do projeto se organizou para realizar algumas ações, como as mediações de leitura com os adolescentes e a preparação de uma sala destinada ao FMH. Em setembro de 2011, a parceria entre a casa e o FMH pôde ser efetivada devido ao financiamento do empresário Flávio Azzi (Instituto Azzi) e a equipe do FMH esteve em Poços de Caldas para realização de sensibilização de educadores, formação de colaboradores e conversas com a equipe gestora. Após a formação dos colaboradores e a festa de inauguração do projeto, seis deles deram início ao trabalho. A equipe gestora da casa responsabilizou-se por acompanhar e supervisionar o trabalho destes voluntários, sendo amparados à distância pela equipe do FMH. Crianças e adolescentes: Profissionais da casa envolvidos: Colaboradores voluntários: 26 51 30 32 10 9 6 27 Casa-Lar Bem Viver, de Poços de Caldas – MG Associação Ecos de esperança, de Joinville – SC (Investimento Flávio Azzi) (Financiamento obtido pelo abrigo) Em setembro de 2011, houve a possibilidade de realizar a parceria entre a casa e o FMH devido ao financiamento do empresário Flávio Azzi que disponibilizou recursos para que a Casa da Alegria e outras duas casas-lares de Poços pudessem desenvolver o projeto. Ações como sensibilização de educadores, formação de colaboradores e conversas com a equipe gestora foram realizadas com a presença da equipe do FMH. Por conta de mudanças na equipe, a realização do FMH ficou nas mãos de dois educadores que se envolveram muito com a proposta, tornando-se os gestores do projeto. A princípio, organizaram a rotina da casa de modo que os educadores pudessem dar conta de realizar os encontros individuais com as crianças e adolescentes. A partir da dificuldade de efetivar esta proposta, por iniciativa própria, realizaram quatro encontros de formação de colaboradores (com auxílio para planejamento da equipe do FMH). Em dezembro de 2011, cinco colaboradores deram início ao trabalho e as mediações de leitura passaram a ser feitas pelos educadores com frequência. Em outubro de 2010, Fabiane, uma das técnicas da Associação Ecos de Esperança, esteve em São Paulo para participar de uma formação do projeto FMH com o objetivo de replicá-lo em sua instituição. A partir disso, iniciou-se uma conversa para seguir em parceria. Em outubro de 2011, duas técnicas da Associação Ecos de Esperança vieram a São Paulo para participar de dois dias de formação sobre o projeto Fazendo Minha História. Além de participar de encontros de formação e reunião com a equipe do Instituto para esclarecimentos a respeito dos princípios e práticas do projeto, as técnicas puderam visitar uma instituição parceira, conhecendo assim uma iniciativa já em andamento. A partir destas vivências, as duas técnicas retornaram à Joinville, responsabilizando-se pela gestão do projeto na casa, pela multiplicação dos conteúdos com toda a equipe e formação de colaboradores para iniciarem encontros individuais com as crianças e adolescentes a partir de 2012. Crianças e adolescentes: Profissionais da casa envolvidos: Colaboradores voluntários: 7 6 5 Casa-Lar Veredas, de Poços de Caldas – MG Em setembro de 2011, houve a possibilidade de realizar a parceria entre a casa e o FMH devido ao financiamento do empresário Flávio Azzi que disponibilizou recursos para que a Casa da Alegria e outras duas casas-lares de Poços pudessem desenvolver o projeto. Ações como sensibilização de educadores, formação de colaboradores e conversas com a equipe gestora foram realizadas com a presença da equipe do FMH. Uma das técnicas da casa assumiu a função de gestora do projeto e pôde realizar ações importantes como a formação de colaboradores, sensibilização dos educadores e a organização da biblioteca da casa. No final do ano, cada uma das dez crianças/adolescentes já tinha seu colaborador, sendo que dois deles eram funcionários da casa. Crianças e adolescentes: Profissionais da casa envolvidos: Colaboradores voluntários: 10 5 10 Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvidos: Colaboradores voluntários: Associação Passos de Integração, Itajaí – SC (Financiamento obtido pelo abrigo) Em 2011, Raciel Gonçalves Junior, presidente da Associação Passos de Integração, de Itajaí, conseguiu recursos para desenvolver o Fazendo Minha História através de um edital do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, de Itajaí. A parceria se desenvolveu a partir de 3 idas de duas técnicas do FMH à Itajaí para realização de reuniões com a equipe técnica da Passos de Integração, formação e sensibilização com a equipe de funcionários, formações para colaboradores voluntários e apresentação do FMH para a rede local de atores do Sistema de Garantia de Direitos. Tais encontros foram bastante produtivos e resultaram em trocas a respeito das conquistas e dificuldades enfrentadas pela rede local de acolhimento e no desenvolvimento do FMH no abrigo gerido pela Associação Passos de Integração. Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvidos: Colaboradores voluntários: 28 0 3 0 14 4 11 29 Projeto Fazendo Minha História no Interior de São Paulo Abrigo Provisório Municipal Casa Coração de Mãe, de Piracaia – SP Em 2011, o Instituto Fazendo História, em parceria com a Fixação Marketing Cultural e com o apoio do Ministério da Cultura através da Lei Rouanet, desenvolveu o Fazendo Minha História junto a 11 instituições de acolhimento do interior do Estado de São Paulo. As ações realizadas para o compartilhamento das estratégias do projeto foram 3 seminários participativos nos quais foram trabalhados temas como mediação de leitura e o valor afetivo da literatura, importância do trabalho com histórias de vida e estratégias para registrá-las, e supervisão acerca das conquista e desafios vividos pelas instituições na implementação do FMH. Em outubro de 2010, uma das técnicas da prefeitura de Piracaia participou de um encontro de formação para abrigos realizado no Instituto Fazendo História, mas não conseguiu iniciar efetivamente as atividades do projeto no abrigo. Com a participação nesses seminários, a equipe da casa pôde se apropriar ainda mais dos princípios e práticas do projeto e, a partir daí, iniciar as atividades com as crianças e adolescentes. Ao longo destes encontros de formação, contamos com a participação de alguns atores importantes no cenário nacional do acolhimento: Dr Fabiano Moura de Moura, Juiz da Infância de João Pessoa (PB); Jane Valente, responsável pela alta complexidade em Campinas; Renate Meyer Sanches, psicanalista, mestre em Psicologia Social e doutora em Psicologia Clínica; e Esther Katayama, psicóloga, professora de Psicologia da Unoeste e integrante da AASPTJ. Além dos seminários participativos, que contaram com mais de 70 profissionais dos abrigos parceiros, foram realizados encontros de formação e supervisão em cada um dos abrigos com a presença de técnicos do Fazendo Minha História. O objetivo das visitas às instituições foi ajudar a formar atores para o projeto (educadores e colaboradores), organizar e instrumentalizar a gestão do FMH, realizar supervisão de colaboradores e planejar estratégias de superação dos desafios. Os abrigos participantes também receberam os materiais necessários para desenvolver o projeto da melhor maneira possível: 250 livros infanto-juvenis, 20 álbuns, guias para o trabalho, esteiras de leitura, armários e outros móveis para compor uma biblioteca aconchegante e acessível às crianças e adolescentes. Os abrigos participantes deste projeto são os 11 a seguir: Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvidos: Colaboradores voluntários: A equipe do Caminho de Luz participou ativamente dos seminários de formação para apropriação dos princípios e práticas do FMH. A equipe do projeto esteve uma vez em Paulínia para realização de uma formação em mediação de leitura com todos os educadores da casa. A mobilização de uma equipe de colaboradores voluntários aconteceu a partir do segundo seminário, sobre registro de histórias.No entanto, o início dos encontros individuais para construção dos álbuns foi adiado devido à inconstância da equipe de voluntários. Ficou acordado com a equipe que no início de 2012 será realizada uma formação com a equipe de educadores para que eles se transformem em referências para a construção dos álbuns com os adolescentes. Crianças e adolescentes: Parte da equipe da Casa da Criança participou dos seminários sobre os princípios e práticas do projetoe, a partir deles, iniciou atividades junto às crianças e adolescentes relacionadas às histórias de vida, com momentos constantes de mediação de leitura na rotina e construção dos álbuns individuais de cada criança e adolescente. A equipe do FMH esteve por duas vezes na Instituição; para realização de um encontro de apresentação do projeto para as famílias das crianças e adolescentes,e para uma formação com educadores. Profissionais do abrigo envolvidos: Profissionais do abrigo envolvidos: Colaboradores voluntários: 9 4 3 11 5 6 Programa de acolhimento institucional Caminho de luz, de Paulínia – SP Casa da criança e do adolescente de Valinhos – SP Crianças e adolescentes: 30 A equipe gestora da instituição apostou na inclusão da equipe de educadores como referência para a construção dos álbuns, incluindo também alguns voluntários e uma estagiária de psicologia. Apesar de grandes mudanças no quadro de profissionais da casa no final do ano, as ações do projeto se mantiveram. A equipe do FMH esteve duas vezes em Piracaia para a realização de formações com as educadoras da casa. Colaboradores voluntários: 6 12 0 Bethel Casas Lares de Sorocaba – SP O FMH teve início em Bethel a partir de uma participação ativa de seus profissionais nos seminários de formação em Campinas. Através do acompanhamento à distância e de ações pontuais realizadas no serviço de acolhimento, tais como a formação e supervisão de colaboradores e encontros junto à equipe, o FMH deu suporte para a implementação e o desenvolvimento do programa em Bethel, que hoje conta com uma equipe gestora bastante forte e colaboradores voluntários comprometidos com o trabalho. Com isso, 31 conseguem desenvolver o hábito da leitura e do registro das histórias de vida das crianças e adolescentes com qualidade. Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvidos: Colaboradores voluntários: 20 7 11 Casa do Menor Francisco de Assis de Leme – SP O início do FMH no Núcleo Espírita Casa do Caminho se deu a partir da participação ativa da psicóloga da casa junto a uma voluntária nos seminários de formação em Campinas. Ambas se mostraram muito entusiasmadas e foram, aos poucos, dando vida ao projeto junto às crianças da casa. Através do acompanhamento do projeto à distância e de uma ação pontual junto aos colaboradores no abrigo, o FMH deu suporte para a implementação e o desenvolvimento do projeto. A psicóloga faz uma gestão competente no cotidiano e vem conseguindo desenvolver o hábito da leitura e do registro das histórias de vida das crianças e adolescentes do Núcleo Espírita Casa do Caminho. 6 2 5 Muito interessada em implementar o FMH, a Casa do Menor Francisco de Assis de Leme começou a mobilizar voluntários que pudessem atuar no projeto em uma faculdade de Psicologia da região. Em março, a instituição contratou o programa para realizar uma ação pontual: a formação destes atores. Duas técnicas do Fazendo Minha História conduziram esta formação possibilitando que nas semanas seguintes tivessem início os encontros individuais. Dois meses depois, o projeto no interior de São Paulo permitiu o estabelecimento de uma parceria mais extensa com a casa. Crianças e adolescentes: Além dos voluntários externos, profissionais da instituição também atuam como colaboradores e o empenho da psicóloga foi fundamental para a realização do projeto. Devido ao grande número de crianças/adolescentes acolhidos nesta instituição, ainda é um desafio incluir todos no projeto, um objetivo que vem sendo buscado com afinco. A Parceria com os abrigos da Associação de Educação do Homem de Amanhã existe há 5 anos e vem crescendo cada vez mais, com bons resultados junto às crianças e profissionais dos abrigos. O projeto teve início na unidade I em 2007 e foi estendido para a unidade II em 2008. Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvido: Colaboradores Voluntários: 44 6 16 Casa Abrigo de Santa Cruz das Palmeiras – SP Movida por um grande desejo de implementar o projeto, a equipe técnica participou de uma formação em São Paulo, sensibilizou os profissionais para o uso dos livros e mobilizou voluntários da cidade para atuarem no projeto. O início da parceria através dos seminários em Campinas coincidiu com a formação do primeiro grupo de voluntários que começaria atividades de mediação de leitura e construção dos álbuns. Desde maio de 2011, os encontros entre as crianças e adolescentes e os colaboradores vêm sendo realizados com comprometimento. O suporte, empenho e aposta da equipe técnica da instituição no trabalho com as histórias de vida têm sido fundamental para a qualidade do trabalho. Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvido: Colaboradores Voluntários: 32 Núcleo Espírita Casa do Caminho, de Franco da Rocha – SP 15 7 11 Profissionais do abrigo envolvido: Colaboradores Voluntários: Abrigos Convívio Aparecida Unidades I e II, de Campinas – SP Em 2011, com a possibilidade de participação nos seminários desenvolvidos em Campinas sobre os princípios e práticas do FMH, novos profissionais se aproximaram do projeto. Ao longo do ano, os dois abrigos realizaram juntos novas formações de colaboradores voluntários, conseguindo um alto número atuante junto as crianças e adolescentes. Além disso, a técnica do FMH foi à Campinas por 3 vezes para realizar reuniões de acompanhamento do trabalho em cada casa e reuniões de supervisão dos colaboradores. Vale ressaltar que o trabalho das equipes técnicas das casas foi fundamental para que colaboradores e profissionais realizassem encontros de mediação e de registro das histórias com sucesso! Unidade I Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvidos: Colaboradores voluntários: 16 5 11 Unidade II Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvidos: Colaboradores voluntários: 25 5 19 33 CMPCA (Centro Municipal de Proteção à Criança e ao Adolescente), de Campinas – SP Projeto Fazendo Minha História em Fortaleza – CE – Parceria com Criança Esperança/Unesco O abrigo municipal de Campinas foi um dos que se interessou em participar dos seminários do Fazendo Minha História na cidade para desenvolver um trabalho mais consistente no que diz respeito às histórias de vida das crianças acolhidas. O psicólogo da casa, duas educadoras e uma voluntária participaram ativamente dos 3 seminários e, com apoio de uma técnica do FMH, realizaram encontros de formação sobre as metodologias apresentadas para educadores e voluntários do abrigo. Com isso, tiveram início as sessões de mediação de leitura semanais com alguns educadores que se encantaram com a proposta e encontros individuais de algumas crianças com voluntários que se comprometeram com o projeto e com a casa. A equipe gestora do FMH no CMPCA segue se empenhando em formar novos voluntários e ter cada vez mais crianças lendo mais e construindo seus álbuns. Em 2011, o Fazendo Minha História, através do apoio financeiro do Criança Esperança em parceria com a Unesco, deu continuidade à implementação do projeto em 6 instituições de acolhimento de Fortaleza/CE. A técnica do projeto em Fortaleza, contando com o suporte à distância da equipe de São Paulo, acompanhou e auxiliou a organização da rotina do projeto em cada instituição, realizando regularmente reuniões com as duplas gestoras e supervisões bimestrais do trabalho dos voluntários. Técnicas de São Paulo realizaram em Fevereiro e Junho ações presenciais para acompanhamento, supervisão e avaliação do projeto. Ao longo do ano, a técnica local e duplas gestoras do projeto de cada instituição realizaram duas formações para voluntários que foram distribuídos e encaminhados às instituições. Além disso, em Agosto uma capacitação sobre mediação de leitura para profissionais dos abrigos e voluntários do projeto foi realizada por um profissional da instituição A Cor da Letra. Brincando e experimentando os livros, 42 participantes tiveram a oportunidade de aperfeiçoar suas técnicas de mediação de leitura. Crianças e adolescentes: Profissionais do abrigo envolvidos: Colaboradores voluntários: 8 4 8 Sapeca (Serviço de Acolhimento e Proteção Especial à Criança e ao Adolescente), de Campinas - SP O Sapeca é um programa de famílias acolhedoras que existe há 14 anos em Campinas e faz, reconhecidamente, um trabalho de muita qualidade. Quando se interessou em ser parceiro do FMH logo topamos o desafio de pensar, juntos, como ele poderia acontecer nas famílias. A partir da participação de suas técnicas nos seminários de apresentação da metodologia foi se desenhando a forma como ele seria desenvolvido. Algumas reuniões de apresentação foram realizadas com as famílias acolhedoras, que logo se interessaram em levar livros para casa para ler com as crianças no cotidiano e dar início aos registros de suas histórias em seus álbuns. Todos estão muito empenhados em proporcionar às crianças um contato prazeroso com os livros e com suas histórias de vida! Crianças e adolescentes: Famílias envolvidas: Colaboradores voluntários: 17 16 2 Conforme previsto, em Junho, encerrou-se o financiamento do Criança Esperança e, devido ao comprometimento das instituições e resultados alcançados ao longo de um ano de trabalho, o Instituto definiu a manutenção do projeto com recursos próprios e suporte técnico local por mais 6 meses. Durante este período, as duplas gestoras tiveram oportunidade de fortalecer sua atuação para que em 2012 possam realizar o Fazendo Minha História com plena autonomia nas instituições onde trabalham. Como resultado importante deste projeto e das parcerias estabelecidas em Fortaleza, a Secretaria de Direitos Humanos, responsável pelo acolhimento, manifestou desejo de dar continuidade e ampliar o Fazendo Minha História, tornando-o política de acolhimento do município. Paralelamente, duas instituições de gestão direta da prefeitura (Casa de Passagem e Casa das Meninas) introduziram em seus Projetos Político-Pedagógicos as estratégias do FMH, sendo entendidas como ferramentas de trabalho da instituição e tornando-se parte das atividades previstas na casa. Importante dizer que, em 2011, o Instituto deparou-se com graves situações de violação do direito de crianças e adolescentes acolhidas em uma das instituições parceiras, a Casa do Menor São Miguel Arcanjo. Diante da falta de abertura para dialogar, das repetidas práticas de violência e da indisponibilidade de promover mudanças, pela primeira na vez na sua história, o Instituto tomou a difícil decisão de registrar junto ao Ministério Público de Fortaleza uma denúncia e de suspender a parceria com esta instituição. CASA DO MENOR (parceria suspensa) Crianças e adolescentes: Profissionais dos abrigos envolvidos: Colaboradores Voluntários: 34 13 3 7 35 Projeto Fazendo Minha História na Paraíba BARRACA DA AMIZADE Crianças e adolescentes: Profissionais dos abrigos envolvidos: 23 6 O Projeto é realizado pelos próprios profissionais da instituição CASA DAS MENINAS Crianças e adolescentes: Profissionais dos abrigos envolvidos: Colaboradores Voluntários: 13 4 4 SOCIEDADE DA REDENÇÃO Crianças e adolescentes: Profissionais dos abrigos envolvidos: 7 3 O Projeto é realizado pelos próprios profissionais da instituição e pela técnica local CASA DE PASSAGEM – PONTE DE ENCONTRO Crianças e adolescentes: Profissionais dos abrigos envolvidos: Colaboradores Voluntários: 47 8 12 Profissionais dos abrigos envolvidos: O formato desse projeto seguiu os moldes do projeto desenvolvido com sucesso no interior de São Paulo também em 2011. Para compartilhar com os abrigos as estratégias do projeto e convocá-los a colocá-las em prática no dia a dia, foram realizados 2 seminários participativos. Neles foram trabalhados temas relativos à mediação de leitura, o valor afetivo da literatura, a importância do trabalho com histórias de vida e estratégias para registrá-las. Tais seminários contaram com mais de 40 profissionais dos abrigos parceiros. Para que pudéssemos realizar um acompanhamento efetivo das ações do projeto, foi contratada em João Pessoa a psicóloga Mariana Stucchi, que se tornou a técnica local do FMH. Mariana pôde então acompanhar de perto os abrigos e auxiliá-los no desenvolvimento do projeto, formando colaboradores voluntários, ajudando a organizar e instrumentalizar a gestão do FMH em cada abrigo, realizar supervisão de colaboradores e planejando junto estratégias de superação de desafios. Os abrigos participantes receberam também os materiais necessários para desenvolver o projeto, sendo eles: 250 livros infanto-juvenis, 20 álbuns para registro das histórias, guias para o trabalho, esteiras de leitura, armários e outros móveis para compor uma biblioteca gostosa e acessível as crianças e adolescentes. Os abrigos participantes desse projeto são os seguintes: Missão Restauração, João Pessoa 8 Profissionais dos abrigos envolvidos: 2 Colaboradores Voluntários: 0 Crianças e adolescentes: AQUARELA Crianças e adolescentes: A partir do apoio do Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet, e o investimento da Brasil Máquinas,foi possível firmar parceria com 8 abrigos de João Pessoa, 1 de Lucena e 3 de Campina Grande, totalizando 12 abrigos parceiros no desenvolvimento do FMH. 12 5 O Projeto é realizado pelos próprios profissionais da instituição Jesus de Nazaré, João Pessoa Crianças e adolescentes: Profissionais dos abrigos envolvidos: Colaboradores Voluntários: 10 3 2 AldeiasInfantis SOS, João Pessoa Crianças e adolescentes: Profissionais dos abrigos envolvidos: Colaboradores Voluntários: 36 28 4 0 37 Casa Lar Manaíra, João Pessoa Crianças e adolescentes: Profissionais dos abrigos envolvidos: Colaboradores Voluntários: 12 4 0 Casa de Acolhida Masculina, João Pessoa 4 Profissionais dos abrigos envolvidos: 4 Colaboradores Voluntários: 1 Crianças e adolescentes: Casa de Acolhida Feminina, João Pessoa Crianças e adolescentes: Profissionais dos abrigos envolvidos: Colaboradores Voluntários: 3 4 1 Morada do Betinho, João Pessoa 8 Profissionais dos abrigos envolvidos: 4 Colaboradores Voluntários: 3 Crianças e adolescentes: CasaShalon, João Pessoa 6 Profissionais dos abrigos envolvidos: 3 Colaboradores Voluntários: 1 Crianças e adolescentes: Apôitchá, Lucena 8 Profissionais dos abrigos envolvidos: 4 Colaboradores Voluntários: 0 Crianças e adolescentes: Ministério Farol Luz para o Mundo, Campina Grande Crianças e adolescentes: Profissionais dos abrigos envolvidos: Colaboradores Voluntários: 38 6 3 5 Casa da Esperança I, Campina Grande 6 Profissionais dos abrigos envolvidos: 2 Colaboradores Voluntários: 0 Crianças e adolescentes: Casa da Esperança II, Campina Grande Crianças e adolescentes: Profissionais dos abrigos envolvidos: Colaboradores Voluntários: 6 3 0 39 6. PROGRAMA Perspectivas Perspectivas é o programa do Instituto Fazendo História responsável pela formação de profissionais dos serviços de acolhimento. Com o objetivo de instaurar nestas instituições espaços coletivos de escuta e reflexão que possam fornecer subsídio, formação e capacitação para seus profissionais, o programa vem acompanhando as instituições em seus processos de reordenamento e readequação às exigências das legislações e orientações dos Conselhos de Direito da Criança e do Adolescente. O programa atua a partir de três estratégias principais: Supervisão Institucional, Oficinas Temáticas e Projeto Arte e Expressão. Ainda como estratégia metodológica, o Perspectivas vem desenvolvendo “Formações pontuais” para os abrigos distantes da cidade de São Paulo ou que demandam uma capacitação inicial, antes de entrarem em processo de supervisão. Contamos por mais um ano com a presença de estagiários da Faculdade de Psicologia da PUC-SP, supervisionados pela Prof. Dra. Isabel Khan, intensificando nossa parceria com esta instituição e aprimorando o trabalho com os abrigos. Em 2011 a equipe do programa buscou sistematizar as práticas e experiências vividas junto aos abrigos organizando a publicação Perspectivas – Formação de Profissionais em serviços de acolhimento com lançamento previsto para março de 2012. Os resultados do Perspectivas em 2011 Total de profissionais dos abrigos envolvidos: Total de abrigos: Total de estagiários: Total de famílias acolhedoras envolvidas: 40 451 18 2 5 41 Supervisão Institucional Abrigo Lar de Elisinha Casa da Criança e do Adolescente de Santo Amaro O ano de 2011 foi pautado por várias conquistas. Durante os encontros de supervisão foi possível acompanhar e dar suporte ao processo de consolidação da nova gestão do abrigo. Nos encontros com a equipe técnica e educadores foram discutidos procedimentos internos ao abrigo e problematizadas condutas junto às crianças e adolescentes. De fevereiro a setembro foram realizadas reuniões semanais com a equipe diretamente envolvida nas duas casas-lar pertencentes a esta instituição. Nestes encontros discutiu-se o papel do educador, procedimentos relativos ao Projeto Político Pedagógico e os casos das crianças e adolescentes atendidos. O trabalho teve como foco a atuação participativa das mães sociais nas questões que envolvem a instituição, como também no atendimento às crianças e adolescentes e fundamentalmente no trabalho com suas famílias. No decorrer dos encontros percebeu-se a formação de um grupo de trabalhadoras mais coeso e cooperativo, promovendo relações institucionais embasadas na confiança e vínculo. Abrigo Casa Lilás – AMEM Participantes: 1 coordenadora, 1 assistente de coordenação e 5 mães sociais Ao longo de 2011, o trabalho de supervisão junto aos profissionais do Abrigo Casa Lilás teve como foco a reflexão sobre os casos de crianças e adolescentes acolhidos, o papel do educador e a dinâmica de funcionamento da equipe. Os encontros tiveram como foco afinar a conduta dos educadores e manter a equipe unida diante das adversidades do cotidiano. Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos Participantes: 1 coordenador ( até Outubro), 1 psicólogo, 1 Assistente social , 10 educadores Desde 2008, a equipe técnica e coordenação deste abrigo participa de supervisões quinzenais com o Perspectivas, nas quais são discutidos os casos de crianças e adolescentes, o Projeto Político Pedagógico do abrigo, a dinâmica entre as equipes e a articulação com a rede municipal. A parceria com a rede e a constituição de espaços coletivos de reflexão e planejamento têm favorecido um atendimento de qualidade, com vistas à reinserção familiar e a garantia dos direitos. Além das supervisões, no inicio de 2011, foi realizada uma formação com todos os trabalhadores do abrigo buscando o aprimoramento do projeto pedagógico. Participantes: 1 coordenadora, 1 pedagoga, 1 psicólogo e 2 assistentes sociais nas supervisões; 15 trabalhadores na formação de janeiro intitulada “Perspectivas para o Projeto Pedagógico”. Abrigo Caminho de Luz – Paulínia Durante o ano de 2011 foram realizadas supervisões quinzenais com a equipe técnica do abrigo, sendo que uma vez por mês os encontros contaram com a participação de todos os educadores. Procedimentos do Projeto Político Pedagógico do abrigo, bem como os casos dos adolescentes atendidos e estratégias de articulação da rede municipal foram temas desses encontros. A história da institucionalização no Brasil, considerando as mudanças de legislações e as novas orientações da área embasaram as discussões. Participantes: 1 coordenadora, 1 assistente social, 1 psicólogo, 1 pedagoga e 12 educadores Abrigo Marly Cury Este abrigo, parceiro do Instituto Fazendo História em outras programas, iniciou o processo de supervisão institucional em novembro. Os primeiros encontros com os profissionais do abrigo trataram de mapear as principais dificuldades encontradas pela equipe e planejar metas para o enfrentamento destes desafios. Participantes: 1 coordenadora, 1 auxiliar administrativo, 1 psicólogo, 1 assistente social e 8 educadores. 42 Participantes: 1 coordenador, 1 psicólogo, Assistente social , 10 educadores Abrigo AMAMOS O principal objetivo durante o ano de 2011 foi contribuir com o processo de reordenamento desse abrigo. O espaço de supervisão teve como temas; a elaboração do Projeto Político Pedagógico; a rotina pedagógica e a implantação do programa “Fazendo a Minha História” como estratégia de registro das histórias das crianças. Participantes: 1 coordenador , 1 psicólogo, 1 Assistente social , 1 Pedagoga 1enfermeira 8 educadores Abrigo Rogacionista A parceria com esse abrigo acontece desde 2010. Durante esse ano foram feitas muitas discussões de caso; conversas sobre o papel do educador; autonomia, sexualidade, agressividade e rotina. Os espaços de reflexão foram ocupados pelos educadores, que puderam falar de suas angústias e dificuldades em lidar com as crianças e adolescentes. Participantes: 1 coordenador, 1 psicólogo, Assistente social , 10 educadores 3 auxiliares 2 cozinheiras Abrigo Lar de Nice No final de 2011 fechamos o contrato de parceria com o Lar de Nice e iniciamos o processo de diagnóstico institucional. Durante os três primeiros encontros com a equipe foi possível mapear a realidade e demanda da instituição, para a partir desse levantamento iniciar os encontros de supervisão no ano de 2012. Participantes: 1 coordenador, 1 psicólogo, 1Assistente social , 10 educadores Casa Abrigo Vinhedo O abrigo de Vinhedo passou a ser coordenado pela instituição CECAVI em fevereiro desse ano e em março foi estabelecida a parceria com o Programa Perspectivas. O trabalho teve 43 como foco a constituição da equipe técnica, a definição das funções de cada profissional e as discussões de caso de crianças e adolescentes. Participantes: 1 coordenador e 2 técnicos Abrigo Anália Franco A parceria com o Programa Perspectivas e o Abrigo Anália Franco iniciou-se em maio de 2011. Questões sobre o papel do educador, as relações interpessoais, o alinhamento e coesão das práticas, o papel da equipe técnica e discussões de caso foram os principais temas trabalhados. Durante o processo ficou evidente a potência dos espaços coletivos de discussão e os educadores expressaram a importância de poderem colocar suas impressões e experiências com as crianças e jovens acolhidos. Participantes: 1 Coordenadora, 1 Assistente Social, 1 Psicóloga, 1 Auxiliar administrativo e 10 Educadores. Abrigo Casa Rosa – AMEM Ao longo de 2011, o processo que se desenvolveu junto aos profissionais do Abrigo Casa Rosa teve como foco a reflexão sobre as crianças e adolescentes acolhidos, o papel do educador e a dinâmica de funcionamento da equipe. O espaço de supervisão com os trabalhadores contribuiu para a constituição de relações de confiança e amizade entre os trabalhadores, assim como para a melhora do trabalho do abrigo como um todo. O abrigo ainda tem pela frente o desafio de consolidar espaços coletivos de circulação de informações e reflexão sobre os casos, independentemente de uma supervisão externa. Participantes: 1 coord, 2 tecnicos, 8 educadores e 3 auxiliares Abrigo Casa Verde – AMEM O trabalho de supervisão que se desenvolveu no abrigo Casa Verde, ao longo do primeiro semestre de 2011 se caracterizou por um processo cuja marca central esteve nos movimentos da coordenação e das técnicas no sentido de se fortalecerem para tomar determinadas posições junto as relações que estabelecem em seu trabalho, seja com a equipe de educadores da casa, a própria organização mantenedora e demais atores da rede. Esse processo contribuiu para que, no segundo semestre, essa equipe acompanhasse com competência o processo de reordenamento dos serviços de acolhida no município de São Paulo. Participantes:1 coord., 2 técnicos, 8 educadores e 3 auxiliares Casa Madre Mazzarello – Obra Social Dom Bosco Desde 2008, o abrigo Casa Madre Mazzarello da Obra Social Dom Bosco (OSDB), mantém uma parceria com o Instituto Fazendo História (IFH), através do Programa Fazendo Minha História. No primeiro semestre de 2011, por meio do Programa Perspectivas, desenvolveu-se um processo para a construção do Projeto Político Pedagógico (PPP) do abrigo, que ocorreu a partir de encontros mensais. Com o intuito de avançar na elaboração do PPP 44 e experimentar com mais frequência o dispositivo dos espaços coletivos de reflexão, no segundo semestre de 2011, contratou-se um trabalho de supervisão institucional a ser realizado em encontros quinzenais e envolvendo toda a equipe de trabalhadores do abrigo. Ao todo, foram realizados 15 encontros em que participaram em média 8 trabalhadores por encontro. Participantes: 1 coord, 2 técnicos, 12 educadores Formação Pontual Casa do Menor Francisco de Assis de Leme Em junho de 2011 foram realizadas 12 horas de formação neste abrigo do interior de São Paulo. A formação buscou contribuir com o desenvolvimento do processo de elaboração do Projeto Político Pedagógico deste serviço a partir de discussões sobre os seguintes temas: singularidade na instituição, o papel do educador, projeto pedagógico, trabalho com as famílias e articulação da rede de garantia de direitos. Participaram: 1 coordenadora, 1 assistente social, 1 psicóloga, 13 educadores Sítio Agar – Cajamar Em setembro de 2011 foi realizado um processo de formação no Município de Cajamar. Foram realizadas duas oficinas de quatro horas cada, para a sensibilização sobre o papel do educador. Participaram dos encontros, coordenadores, técnicos e educadoresque trabalham nesta instituição. Durante as oficinas foi possível discutir sobre questões relativas: aos cuidados de adolescentes e portadores de HIV, idealizações sobre o trabalho em abrigos; a família; dificuldades de relacionamento no trabalho”; referências dos participantes para o seu trabalho como educador; levantamento de questões e dificuldades que permeiam o trabalho na instituição. 20 participantes Nova Geração Entre outubro e dezembro de 2011 foram realizados 5 encontros de formação com duração de 3 horas cada um com a equipe do abrigo Nova Geração, que se preparava para abrir as portas e receber as crianças a qualquer momento, a partir do reordenamento dos abrigos do município. Os principais temas trabalhados durante os encontros foram: “a história do acolhimento” e “o papel do educador”. Durante os encontros, as equipes fizeram visitas a outros abrigos e tivemos a oportunidade de discutir e problematizar estas experiências. Outra ação importante realizada pela equipe durante os encontros foi a construção das regras de convivência e da rotina da casa, o que possibilitou conversas importantes sobre temas polêmicos, como sexualidade, religião, drogas, cigarro, entre outros. 16 participantes 45 Doce Lar V Em novembro e dezembro de 2011 foram realizados 5 encontros de formação com duração de 3 horas cada um com a equipe do abrigo Doce Lar V. A equipe vinha se preparando há alguns meses para abrir as portas e entre o primeiro e o segundo encontro de formação a casa começou a receber as crianças e adolescentes. Tivemos a oportunidade de trabalhar sobre a história do acolhimento e o papel do educador, mas a partir da chegada das crianças e adolescentes passamos a trabalhar as questões do cotidiano trazidas pelos educadores e equipe técnica, tais como a agressividade entre os adolescentes, os papéis da equipe técnica e dos educadores dentro do serviço e a necessidade de se construir regras claras de convivência que orientassem a conduta das crianças e adolescentes e também dos funcionários. 16 participantes Oficinas Temáticas Data: 18/junho/2011 Local: SESC Vila Mariana Especialistas: Cida Aidar (psicanalista) e Ricardo Carvalho (educador social) Participantes: 49 4)“Família: Janta junto todo dia? O trabalho com famílias nos serviços de acolhimento” Data: 20/agosto/2011 Local: Escola Estadual Prof. António Alves Cruz Especialistas: Mônica Genofre (psicóloga especialista em terapia familiar) e Isabel Ferreira (assistente social do projeto Quixote) Participantes: 39 5)“Drogas: uma questão do cotidiano” O projeto Oficinas Temáticas é uma das estratégias de formação do programa Perspectivas, que busca aprofundar o saber técnico e reunir profissionais de diferentes instituições de acolhimento para trocar experiências sobre temas que fazem parte do trabalho cotidiano. A metodologia das oficinas tem como ponto de partida o conteúdo e o repertório de cadaparticipante e é a partir da construção coletiva que surgem propostas educativas e construçãode procedimentos comuns em um espaço coletivo. A cada encontro um tema é proposto a partir de questões que os profissionais encontram no cotidiano, identificadas através dos programas do Instituto Fazendo História. Cada oficina tem duração de 5 horas e disponibiliza vagas para 20 instituições; sendo duas por instituição (um técnico e um educador), totalizando assim 40 profissionais por oficina. Publicação: Perspectivas – formação de profissionais em serviços de acolhimento Os encontros são realizados em diferentes espaços públicos da cidade de São Paulo, promovendo a divulgação dos espaços e a apropriação dos mesmos pelos participantes. Oficinas realizadas em 2011 1) ”Uni Duni Tê. O escolhido foi você. Quer brincar de quê?: O brincar e suas possibilidades no abrigo.” Data: 19/fevereiro/2011 Local: SESC Vila Mariana Especialistas: Lola Cuperman (psicanalista) e José Roberto da Silva (pedagogo) Participantes: 46 2) “Adolescência: Sexo, Drogas e Hip Hop” 46 3)“O papel dos educadores nos serviços de acolhimento. Afinal: que vínculo é esse?” Data: 16/abril/2011 Local: Colméia - Instituição a Serviço da Juventude Especialistas:Antonio Hermes de Souza (coordenador da instituição NUA – Nova União da Arte) e Fabio Silvestre (psicólogo) Participantes: 47 Data: 05/novembro/2011 Local: Casa Taiguara de Cultura Especialistas:Bruno Ramos (psicólogo) e Mallú Amaral (psicóloga) Participantes: 22 Durante o ano de 2011 a equipe do Programa Perspectivas trabalhou na sistematização de suas práticas, organizando assim o livro Perspectivas – formação dos profissionais dos serviços de acolhimento. “O trabalho realizado pelo Perspectivas tem a ousadia de propor educar o educador, uma empreitada que pode ter muitas estratégias e procedimentos, e que o Instituto Fazendo História conta como faz e por que faz, com a convicção de que a publicação de suas práticas pode contribuir para a qualificação do serviço de acolhimento de crianças e adolescentes separados de suas famílias por inúmeros e humanos motivos. O texto é um convite a pensar de novo nossas concepções sobre as crianças e os adolescentes que vivem alguma condição de vulnerabilidade, e sobre a instituição de acolhimento. O texto nos leva a problematizar as praticas do cotidiano , descobrir o que já sabemos sobre tudo isso e o que falta saber e fazer para que possamos também, inventar novas rotas, percursos para cumprirmos em nossas equipes de trabalho – a responsabilidade ética de acolhimento e educação das novas gerações. Vale a pena percorrer o texto e se deixar tocar por ele. “ Maria de Lourdes Trassi Teixeira, no prefácio do livro. 47 7. PROGRAMA COM TATO O que é? O Com Tato é um programa que oferece, gratuitamente, psicoterapia para crianças e adolescentes que vivem em instituições de acolhimento na cidade de São Paulo. Crianças e adolescentes acolhidos tiveram suas vidas marcadas por diferentes tipos de violência e abandono, o que gera sequelas no seu desenvolvimento intelectual e emocional. Em função disso, podem apresentar dificuldades de relacionamento, manifestações psicossomáticas, baixo aproveitamento escolar e envolvimento com o mundo das drogas e da marginalidade, entre outros sintomas. Uma das maiores dificuldades desses jovens é sobreviver emocionalmente às imensas perdas sofridas no decorrer da vida que, se não forem elaboradas, podem impedi-los de construir vínculos afetivos duradouros. Através da psicoterapia, busca-se ajudar estes jovens a conhecerem e a elaborarem suas histórias de vida para que possam encontrar formas saudáveis de construir um projeto de vida, no qual não se repita, no futuro, o ciclo de violência e abandono vividos na infância. Como fazemos? O Com Tato possui uma rede de psicoterapeutas credenciados, que atendem voluntariamente duas crianças ou adolescentes nos seus próprios consultórios particulares. Os psicoterapeutas são selecionados e capacitados através de supervisões semanais, com profissionais experientes na área clínica, que também atuam voluntariamente. Além das supervisões, o programa promove encontros semestrais com toda a equipe do Com Tato, com o objetivo de buscar uma reflexão contínua sobre temas pertinentes aos atendimentos. As crianças e adolescentes são atendidos semanalmente pelo período que for necessário, mesmo que mudem de instituição, voltem para a família ou sejam adotados: a proposta é de um atendimento a longo prazo. Como cada atendimento é único e sempre pautado na necessidade do próprio paciente, esse período varia muito: há jovens atendidos durante alguns meses e outros que permanecem em atendimento por vários anos. Esse é um grande diferencial do programa Com Tato: embora muitas crianças recebam atendimento psicológico através da rede pública, a alta rotatividade comum nesses espaços dificulta a formação de vínculos afetivos, essencial para um trabalho dessa natureza – principalmente em jovens que já tem a vida tão marcada por sucessivos rompimentos afetivos. Para que o atendimento tenha sucesso é importante o comprometimento da instituição de acolhimento, com a qual fazemos um contrato, que marca as responsabilidades de todos os envolvidos no processo: coordenação do Com Tato, psicoterapeutas e instituição (responsável legal pelas crianças e adolescentes). A instituição de acolhimento compromete-se a levar as crianças aos consultórios, além de acompanhar o desenvolvimento do trabalho, sendo uma ponte fundamental entre o que acontece na vida da criança e o psicoterapeuta que cuida do caso. Os técnicos da instituição (normalmente o psicólogo 48 49 ou o coordenador) participam ativamente desse processo, conversando sobre a criança ou adolescente com o psicoterapeuta, sempre que for necessário. A coordenação do Com Tato acompanha os casos através de informações do psicoterapeuta e, principalmente, por meio dos relatórios anuais preenchidos tanto pelo psicoterapeuta quanto pela instituição. É responsável por selecionar os profissionais que fazem parte do programa e por fornecer um suporte para toda a equipe, cuidando sempre da qualidade dos atendimentos. São realizadas, também, reuniões semestrais com os profissionais das instituições, com o intuito de fortalecer a parceria e promover um espaço de troca e compartilhamento de experiências. O Com Tato tem como premissa a importância de um trabalho em rede, na qual o psicoterapeuta insere-se de forma ativa, buscando dialogar com todas as instâncias que fazem parte da vida desses jovens: escola, instituição de acolhimento, fórum, família, serviços de saúde em geral. Resultados do Com Tato em 2011 60 pacientes em atendimento (em dezembro/ 2011) 52 profissionais voluntários: 39 terapeutas e 13 supervisores 22 instituições parceiras Terapeutas e Supervisores Adriana de C. A. Omati Érica S. Ditolvo Olívia M. Françoso Adriana Elisabeth Dias Fernanda Lopes Ignácio Paula Lima Freire Em 2011, demos continuidade ao crescimento do programa, firmando parcerias com novos psicoterapeutas, supervisores e instituições. Além disso, intensificamos os encontros e espaços de diálogos entre a rede. Ana Paula Dias Pacheco Fernanda Ghirighello Sato Raíssa Machado Angelina Verônica Chu Isabel Kahn Marin Renata Carolo Neponucemo Realizamos duas reuniões com as instituições parceiras e duas com a equipe de psicoterapeutas e supervisores do Com Tato, uma em cada semestre. Neste ano, esses encontros foram especialmente ricos e produtivos, o que mostra que as parcerias tanto entre a equipe como com as instituições estão mais fortes. Anna Carolina Targa Gabriela Casellato Renate Meyer Sanches Carolina Maroni Giselle FariaGuimarães Sabrina Silva Veloso Carolina Torres Julia Gusmão Eid Sandra Pavone Caroline WajssZylberkan Juliana Braga Silvia Regina Antunes Petrilli Com as instituições o tema dos encontros foi a adolescência. Em fevereiro, o coordenador do Educandário Dom Duarte, Mariano Gaiosk foi convidado a relatar a sua experiência no momento em que os meninos e as meninas devem sair da casa e construir um projeto para vida fora do abrigo. A troca de experiências que sucedeu o relato foi bastante rica e o grupo demandou que o tema prosseguisse no encontro do segundo semestre. Em setembro convidamos Fabio Silvestre, psicólogo que possui larga experiência na atuação com adolescentes em situação de vulnerabilidade, para conversar conosco. Através de uma escuta sensível e apurada, ele propiciou um precioso espaço de reflexão a respeito do cotidiano das instituições e do olhar que cada uma delas tem sobre os adolescentes que acolhe. Catarina Pedroso Larissa Roberto Nunes Tamara Petric Cecília Ferrari França Luciana Hilário Correa Tânia Corghi Veríssimo Cenira Loenia de Oliveira Mahyra Costivelli Tatiana Barile Clarissa de Toledo Temer Manuela Fagundes Tatiana Inglez Mazarella Claudia Bonfily Pimentel Marcella Schiavon Teresa Martins da Costa Daniela de Camara Cezar Marcia Almeida Batista Thais Garrafa Daniela Teperman Marcus Góes Tomás Bonomi Daniele Pisani de Freitas Maria Lacombe Pires Valéria Tinoco As reuniões de equipe foram igualmente ricas. Nas duas, tivemos relatos de casos apresentados pelas psicoterapeutas Olivia Françoso, supervisionada por Daniela Teperman e Claudia Pimentel, supervisionada por Renate Sanches. Olivia nos apresentou um caso delicado no qual estava em questão a destituição do poder familiar e Claudia relatou o acompanhamento de um paciente em seu processo de adoção por uma nova família. Débora de Carvalho Vigevani Maya Espínola Foigel Elisabeth Maia dos Santos Mônica Gonçalves Camargo Em 2011 nos aprimoramos no trabalho em rede, com grande investimento no aprimoramento da relação com o judiciário. Pelo primeiro ano, os relatórios anuais aos Fóruns sobre os atendimentos foram revisados um a um pela coordenação e discutidos com cada terapeuta. Com isso, além de melhorar a qualidade desses relatórios, os terapeutas puderam se instrumentalizar para essa comunicação que demanda uma linguagem que não é a mesma usada nos meios estritamente clínicos. Além disso, também tivemos a oportunidade de conhecermos de perto as particularidades dos casos atendidos. Renata Marmelsztejn O Com Tato em 2011 50 Uma grande conquista de 2011 foi termos conseguido formar um grupo de supervisão na zona leste, podendo com isso atender melhor as instituições localizadas nessa região. Coordenação Geral Clarissa Temer Coordenação de abrigos Juliana Braga 51 8. PROGRAMA PALAVRA DE BEBÊ O que é? O Palavra de Bebê é um programa de intervenção junto a abrigos que visa fortalecer os laços afetivos entre bebês de 0 a 3 anos e seus adultos de referência, tanto em relação a cuidados quanto em relação ao projeto educacional concebido dentro da rotina da instituição. O programa tem a finalidade de contemplar a especificidade do acolhimento de bebês em abrigos e criar estratégias de intervenção institucional que visem contribuir para a formação dos responsáveis pelas crianças. Através de suas ações busca criar espaços de reflexão com os profissionais sobre sua própria prática e permitir um conhecimento mais amplo da singularidade de cada bebê, bem como da potencialidade do adulto em cuidar dele. A proposta da intervenção é criar um ambiente facilitador do desenvolvimento de sujeitos autônomos, críticos e criativos a partir dos primeiros vínculos estabelecidos na vida do bebê. Como fazemos? A intervenção proposta consiste em três grandes frentes de trabalho: 1) criar ateliês de estimulação para os bebês sempre contando com a presença dos educadores (música, construção de brinquedos, histórias, massagem); 2) realizar encontros de capacitação para o trabalho com bebês e promover grupos de reflexão com os educadores, fortalecendo o vínculo em constituição entre adulto e criança. Neste sentido, a ação visa oferecer espaços potenciais de aproximação afetiva e reflexão acerca do papel desenvolvido pelos adultos no acolhimento de bebês e suas implicações dentro do abrigo. 3) Construir, numa parceria entre educadores e colaboradores, um álbum com a história de vida dos bebês e o testemunho do seu desenvolvimento. Ampliando o conhecimento Além destas ações, o Programa Palavra de Bebê oferece um espaço de formação na área da primeira infância em situação de acolhimento institucional. Algumas ações que contribuem para isso são: 52 Grupo de estudos mensal sobre o tema da primeira infância aberto a todos os interessados; Publicação: “Entre o singular e o coletivo: O acolhimento de bebês em abrigos”. O Palavra de Bebê, associado a um grupo de psicanalistas, elaborou uma pesquisa baseada em estudos de caso de situações vivenciadas pelos bebês que vivem em abrigos e os educadores e técnicos por eles responsáveis. O livro foi lançado oficialmente em maio na Livraria da Vila e em agosto houve um encontro na sede do CRP-SP, com a participação da prof. Isabel Kahn Marin, autora do prefácio do livro. Na ocasião, aproximadamente 100 participantes, entre profissionais de abrigos, creches, psicólogos, entre outros, participaram da discussão sobre o acolhimento institucional na primeira infância e receberam um exemplar do livro. A publicação foi distribuída aos profissionais dos quatro abrigos acompanhados pelo Palavra de Bebê no ano de 2011 53 e utilizada como material de base para os encontros de formação e discussão de caso que aconteceram nos abrigos com a participação de educadores e técnicos. Parceria com PUC/SP – No ano de 2011 o Palavra de Bebê efetivou uma parceria com a Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde da PUC/SP, através do curso de psicologia. A parceria contou com a participação de três estagiárias do quinto ano do curso de psicologia do núcleo “Intervenções clínico-institucionais junto à criança e o adolescente: Constituição da subjetividade e cidadania”. As estagiárias atuaram nos abrigos Solid Rock Church Brasil e Casa Santa Bakhita. a presença da maioria dos funcionários da casa, incluindo educadores, técnicos e agentes operacionais. As educadoras relatam que houve mudanças na forma de lidar com os bebês a partir da intervenção do programa e em 2012 a parceria deverá seguir a todo vapor, contando com discussões de caso, capacitações em parceria com a Aliança pela Infância, ações semanais com duas duplas de colaboradoras e confecção dos álbuns dos bebês. 6 17 4 Bebês atendidos: Educadores e equipe técnica envolvidos: Colaboradores voluntários: Os resultados do Palavra de Bebê em 2011 108 0 80 16 3 4 Total de bebês atendidos: Total de mães adolescentes atendidas: Total de educadores e equipe técnica envolvidos: Total de colaboradores voluntários: Total de estagiárias: Abrigos: O trabalho na Casa de Amparo Tia Marly teve início em fevereiro com uma apresentação do Programa Palavra de Bebê a toda a equipe de profissionais da casa. Nos meses seguintes aconteceram encontros de formação e discussão de caso com a participação da equipe técnica e das educadoras. Além disso, duas duplas de colaboradoras atuaram semanalmente no abrigo, promovendo ateliês e auxiliando as educadoras no processo de construção dos álbuns dos bebês. O desafio enfrentado em 2011 disse respeito à alta rotatividade do quadro de educadoras e para 2012 ficou definido que o trabalho das colaboradoras continuará, através dos ateliês semanais e construção dos álbuns, mas as capacitações serão suspensas até que o quadro de funcionários se estabilize. Educadores e equipe técnica envolvidos: Colaboradores voluntários: 54 7 18 2 Bebês atendidos: Estagiárias PUC/SP: Casa de Amparo Tia Marly O Palavra de Bebê iniciou suas atividades no Solid Rock em 2009 e a equipe técnica percebe um amadurecimento da equipe de educadores desde então. Durante esse ano de trabalho percebemos que a equipe estava bastante engajada no trabalho do Palavra de Bebê - tanto os ateliês quanto nos encontros de capacitação. As estagiárias da PUC construíram uma parceria interessante com a equipe, levantaram muitas questões sobre as famílias dos bebês e buscaram contribuir com o trabalho realizado com as mesmas. Em 2012, os álbuns serão realizados por colaboradores do Fazendo Minha História e uma dupla de estagiárias fará os ateliês semanais junto aos bebês e seus educadores. Educadores e equipe técnica envolvidos: O trabalho nos abrigos Bebês atendidos: Abrigo Solid Rock Church 10 13 5 Casa Santa Bakhita A Casa Santa Bakhita é uma casa de passagem e recebe crianças de 0 a 6 anos de idade, mas em geral, a instituição recebe bebês de até um ano de idade. A Casa tem uma ótima estrutura para o acolhimento de bebês e a equipe preza pela eficiência no acolhimento. O Palavra de Bebê iniciou seu trabalho na Casa Bakhita em 2011 e devido ao grande número de bebês que passam por lá, 4 duplas de colaboradoras atuaram semanalmente, dentre elas uma estagiária da PUC. Devido à especificidade do acolhimento de bebês, esta instituição conta com um quadro de 32 funcionários. Infelizmente, por questões de dificuldade logística, não tivemos nenhum encontro com toda a equipe do abrigo. Desta forma, as capacitações mensais ocorreram sempre com a presença da equipe técnica e as educadoras que estavam no plantão. Em 2012, a parceria irá continuar e haverá a tentativa de realizar as capacitações e discussões de caso com toda a equipe. As colaboradoras e estagiárias seguirão normalmente os encontros semanais com os bebês e suas educadoras. Bebês atendidos: CairbarSchutell Educadores e equipe técnica envolvidos: A equipe do abrigo procurou o Palavra de Bebê em 2010 e em setembro foi realizada a primeira reunião de diagnóstico da instituição. O trabalho começou efetivamente em março de 2011 e os encontros mensais de discussão de caso e capacitação contaram com Colaboradores voluntários: Estagiária PUC/SP: 85 32 7 1 55 9. PROJETOS pontuais Acolhimento em rede O Acolhimento em Rede é fruto de um desejo do Instituto Fazendo História de ampliar a comunicação entre os profissionais atuantes no campo do acolhimento, e de promover o fortalecimento da identidade profissional dos mesmos. Acreditando na força da troca e diálogo, o Instituto apostou na criação de um espaço que viabilizasse a comunicação visível e qualificada entre esses profissionais. Para este projeto, um grupo de trabalho com profissionais de diversos programas do Instituto colocou-se à frente da proposta, definindo objetivos e estratégias de atuação. Contamos com a assessoria de Mariana de Salles Oliveira, que levantou o perfil dos profissionais atuantes no campo, através de uma pesquisa da qual participaram 95 profissionais de 25 instituições de acolhimento no estado de São Paulo. O e-mail foi constatado como a melhor ferramenta para a comunicação entre os profissionais, uma vez que possibilitava maior abrangência e participação do público naquele momento. Assim surgiu o AcolhimentoemRede, rede virtual de conversações entre profissionais do acolhimento, pensada como uma ferramenta horizontal de discussão. Seus principais objetivos são: Ativar e fortalecer a rede de trabalhadores que atuam em ou com instituições de acolhimento; Fomentar a troca de experiências entre o grupo participante; Dar visibilidade ao trabalho e fortalecer a integração de ações individuais e conjuntas; Difundir o conhecimento produzido; Disponibilizar informações relevantes aos diversos atores da rede de forma organizada; Em cerca de um ano de existência, a rede conta com 450 participantes, entre eles educadores e técnicos de abrigos, juízes, conselheiros e outros profissionais. Há uma média de 3 mensagens trocadas por dia, nas quais são divulgados eventos e cursos de interesse dos profissionais do acolhimento, além de serem compartilhados materiais de referência para o trabalho e anunciadas oportunidades de trabalho na área. Além disso, são discutidos temas referentes à área, como a elaboração de PIA’s, as audiências concentradas, a drogadição e questões do cotidiano institucional. Vale dizer que os tópicos iniciados na rede têm alta responsividade: 31% dos tópicos são respondidos. Estes resultados, demonstrados no gráfico abaixo, provam a importância de um espaço de troca e contato entre os profissionais do acolhimento. No último semestre deste ano, novamente contamos com a assessora Mariana de Salles Oliveira para o levantamento de dados sobre a rede e o planejamento das ações para 2012: neste, destaca-se a criação de um blog que permita a sistematização e o aprofundamento dos temas mais discutidos na rede. Um blog cuja autoria é da própria rede, que 56 57 deverá se envolver na construção e sustento do blog. A comunicação e a troca horizontal assim permanecerão como valores fundamentais do Acolhimentoemrede, agora recebendo também um espaço mais técnico de compartilhamento. Desde sua origem, o Instituto Fazendo História se preocupa bastante com a questão da adolescência e o desenvolvimento de autonomia nos serviços de acolhimento. Alguns trabalhos com este foco já foram desenvolvidos pela equipe do Instituto, dentre estes uma intervenção bastante significativa, em 2006, junto aos adolescentes e equipes do abrigo Bororé. Responsividade das msgs – 454 tópicos mais que 10 3% 5 a 10 4% 0 67% 2a5 26% TAGS da rede – 454 tópicos SPAM 11% material de referência 11% nossa rede 11% info 11% eventos 12% formação para o público 12% vagas 11% reflexões 11% Grupo nÓs formação 25% Hoje, a rede é um espaço de trocas efetivas, onde é possível receber informações relevantes e também perguntar e buscar respostas, apoio e comparar as nossas ações! “Obrigada pelo esclarecimento, realmente temos que pensar nas crianças e nos direitos delas, por isso preciso da ajuda de todos, nunca trabalhei numa casa de acolhimento e agora faço parte da diretoria de uma, quero fazer de tudo para não prejudicá-las” Em agosto de 2011, por meio de uma parceria com a empresa Estater, o Instituto teve a oportunidade de reiniciar um trabalho junto aos adolescentes, através de uma nova intervenção: o gruponÓs. Esse grupo tem como objetivo acompanhar e apoiar, durante 3 anos, 15 adolescentes que, por conta da maioridade, serão desabrigados de nossos abrigos parceiros: Solid Rock, Helen Drexel, Anália Franco e Marly Cury. Sendo responsabilidade da instituição de acolhimento o desenvolvimento e as constantes atualizações do Plano Individual de Atendimento (ECA artigo 101/ Orientações Técnicas aos Serviços de Acolhimento - CONANDA), o grupo nÓs se propõe acompanhar e apoiar a implementação de ações referentes aos PIA’s de adolescentes que deverão ser desabrigados pela maioridade, trabalhando em parceria com as equipes dos serviços de acolhimento e os adolescentes participantes. O trabalho dos profissionais do grupo nÓsnão substitui o trabalho técnico dos serviços de acolhimento, mas contribui com apoio emocional, material e profissional para que os adolescentes possam enfrentar de maneira mais positiva os desafios do processo de desabrigamento. A meta do grupo nÓs é fortalecer um grupo de jovens e contribuir para o processo de identificação, sentimento de pertencimento, criação de uma rede de apoio. Certamente o apoio emocional e social é nossa maior ferramenta, mas o apoio financeiro também existe. Ele vem na forma de três tipos de bolsas: “nós apóia”, “nós profissa” e “nós casa”. Tais bolsas dependem da participação nos encontros grupais, nos encontros individuais e nas saídas culturais e do envolvimento de cada um na construção de seu projeto profissional e de moradia. O grupo nÓs está crescendo bastante, fazendo parcerias com instituições e empresas, para desenvolver um trabalho cada vez mais significativo, que visa desenvolver a autonomia e o auto-sustento dos jovens participantes. Conta atualmente com uma equipe de 4 profissionais do instituto, envolvidas direta ou indiretamente nas ações do grupo. 12 participantes (há mais 3 vagas para 2012) Profissionais dos abrigos envolvidos: 8 Profissionais do Instituto envolvidos: 4 Adolescentes: Caso você também tenha ficado interessado em fazer parte desta rede envie um email para [email protected] e solicite sua adesão. Você será muito bem vindo! Nosso agradecimento especial a Mariana de Salles Oliveira. 58 59 10. OUTRAS AÇÕES Arte e Expressão O Projeto Arte e Expressão foi uma parceria do Instituto Fazendo História e Casas Taiguara, sendo uma formação em arte educação para trabalhadores dos serviços de acolhimento, financiado pelo Instituto Minidi Pedroso de Arte e Educação. A terceira edição do Arte e Expressão contou com 25 participantes de 12 serviços de acolhimento de São Paulo. Durante oito meses, um grupo de educadores, técnicos e coordenadores participaram de encontros de música, artes visuais, mediação de leitura e teatro. Além de entrar em contato com as linguagens artísticas, descobrindo seu potencial de expressão e criação, os participantes discutiram o projeto pedagógico de um serviço de acolhimento, bem como o seu papel profissional nestes contextos. Ao encontrarem na arte uma boa aliada para si e para o trabalho, os educadores sentem-se mais potencializados para o enfrentamento dos desafios cotidianos. Durante 2011, um integrante da equipe Arte e Expressão – João Verani - acompanhou encontros de multiplicação em alguns abrigos parceiros, propondo discussões com os educadores e intervenções com as crianças e os adolescentes. Pelo terceiro ano consecutivo, o Arte e Expressão contou com uma estagiária da Faculdade de Psicologia da PUC-SP, sob supervisão da professora Isabel Khan. Seminários e Palestras O Instituto Fazendo Historia entende que sua participação nos mais diversos espaços relacionados ao tema do acolhimento, trazendo sua visão do cenário atual, promovendo reflexões e socializando sua prática é algo de suma importância para atingir a sua missão. Trata-se de um movimento de conscientização sobre a importância do acolhimento, do olhar para as histórias familiares como histórias de valor e, sobretudo, fomentar espaços coletivos de reflexão sobre a prática. Em 2001, estivemos presentes, através de nossos profissionais e, sobretudo da sócia fundadora e atual presidente Claudia Vidigal em muitos fóruns, seminários e encontros que extrapolam a ação dos programas ou projetos. Abaixo um apanhado de nossas atividades. Março Claudia Vidigal participa em São Paulo do debate promovido pelo Itaú, no Itaú Cultural sobre sustentabilidade financeira, política e técnica. Bruna Elage, nossa diretora, participa do seminário de lançamento da coleçãoo Abrigos em Movimento, realizada em uma tríplice parceria com a Secretaria de Direitos Humanos e o Neca, no Tucarena, em São Paulo. Bruna Elage participa do seminário de lançamento da mesma coleção supra citada, no Rio de Janeiro. 60 61 Junho Claudia Vidigal participa de uma mesa no Encontro Nacional dos grupos de apoio à adoção, realizado no Paraná para mais de 500 participantes. Claudia trouxe a importância dos vínculos no acolhimento institucional. Julho Participamos, como palestrantes, do grupo de estudos dos profissionais do tribunal de justiça do Estado de São Paulo, debatendo a importância de se falar sobre as histórias de vida. Agosto Participamos de seminário a convite da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, apresentando o Instituto Fazendo História e aprofundando a metodologia do Fazendo mInha História para estudantes e profissionais de serviços de acolhimento. Setembro Participamos, como palestrantes, de um segundo grupo de estudos dos profissionais do tribunal de justiça do Estado de São Paulo, debatendo a importância de se falar sobre as histórias de vida. Manuela Fagundes apresenta, no Sedes Sapientae, um caso acompanhado pelo Instituto através do programa Fazendo Minha História : Estórias que contam 15 anos do grupo acesso Participamos do Encontro sobre a infância e adolescência em risco: interlocuções possíveis Outubro Claudia é convidada a participar de um grupo de profissionais que vão debater os rumos e possibilidades de investimento na Primeira Infância No Brasil, em Brasília, promovido pela Secretaria de Direitos Humanos. Novembro Claudia participa de encontro estadual sobre adoção, em Santa Catarina, onde pudemos fazer um relato de prática. Parceria Harvard Business School No primeiro semestre deste ano tivemos a oportunidade de estabelecer uma parceria com a Harward Business School, recebendo, por 3 meses, a estagiária Laila Parada-Worby. Sua maior contribuição para o Instituto foi desenvolver um banco de dados de possíveis parceiros nacionais e internacionais para a captação de recursos. Também teve um papel importante na inscrição de projetos em alguns editais, assim como teve a oportunidade de participar de oficinas e visitas aos nossos abrigos parceiros. Avaliou seu estágio conosco como uma rica e importante experiência já que teve a oportunidade de entender tanto o processo administrativo de uma Instituição como a nossa, como vivenciar parte de uma difícil realidade brasileira, através do contato com as crianças e adolescentes em situação de acolhimento. 62 11. SUSTENTABILIDADE, DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E GOVERNANÇA Para garantir sua sustentabilidade financeira o Instituto encontra suporte, especialmente, em duas áreas: qualidade dos projetos executados e qualidade na comunicação dessas ações. Ou seja, além de fazer bem feito o que se propõe a realizar, o Instituto tem, também, a tarefa de se posicionar de maneira adequada junto aos diversos atores que contribuem com o seu desenvolvimento. Parceiros técnicos, parceiros em serviços, profissionais associados, colaboradores voluntários, pessoas físicas doadoras, pessoas jurídicas patrocinadoras, órgãos públicos e todas as outras instâncias que se relacionam com o Instituto devem ter claro: quem somos; o que fazemos; o que a tecnologia social pode trazer de mudanças sociais efetivas; quais os resultados obtidos com o seu trabalho e os recursos financeiros. Origem dos recursos 2011 (R$) Doações de Pessoa Jurídica 272.373 Doações de Pessoa Física 75.766 FUMCAD (Pessoas Jurídica e Física) 246.759 Editais e Prêmios 60.084 Lei Rouanet MINC (Pessoas Jurídica e Física) 257.983 Eventos e Produtos 5.768 Serviços * 230.244 Rendimentos 31.716 oferecido pelos Saldo de 2010 615.726 programas do Recursos totais em 2011 1.796.419 * Serviços: trabalho Instituto aos abrigos (incluindo saldo de 2010) Aplicação dos recursos 2011 (R$) Fazendo Minha História 514.438 Perspectivas 254.475 Com Tato 54.696 Palavra de Bebê 78.193 Administrativo 179.620 Projetos pontuais 68.795 Total aplicado em 2011 1.150.217 Saldo de 2011 646.202 63 Governança O Instituto Fazendo História tem uma estrutura de gestão que parte de um sistema democrático de governança, com papéis bem definidos, facilitando o processo de decisões de longo, médio e curto prazo. A seguir, o gráfico de nossa estrutura organizacional. Origem dos recursos em 2011 Rendimentos 3% Serviços 19,5% Eventos e produtos 0,5% Doações de pessoas jurídicas 23% Doações de pessoas físicas 6% Conselho 13 Coordenação geral 1 Editais e Prêmios 5% Adm. financeiro 2 Lei Rouanet (PJ e PF) 22% FUMCAD (PJ e PF) 22% Aplicação dos recursos em 2011 Fazendo minha história Perspectivas Com Tato Palavra de bebê Coordenador 1 1 1 1 Equipe 6 3 2 1 404 – 35 9 Voluntários Projetos pontuais 6% Fazendo minha história 45% A cada dois anos, membros do Conselho se reúnem para uma reflexão aprofundada dos rumos da organização, definindo, assim, o planejamento estratégico dos anos seguintes. Foram definidas como metas de curto e médio prazo para o Instituto: Administrativo 15% Palavra de bebê 7% Com Tato 5% 64 Perspectivas 22% Estudar, produzir e socializar conhecimento; Influenciar as políticas públicas; Fortalecer o processo de formação de rede dos abrigos parceiros do Instituto. 65 12. COMUNICAÇÃO 13.ABRIGOS PARCEIROS DA REDE DOS PROGRAMAS DO INSTITUTO A boa comunicação com o público beneficiário e com nossos parceiros faz parte das metas institucionais do Instituto Fazendo História. Criar novas estratégias, circular pelas redes sociais e viabilizar espaços para uma troca dinâmica de informações são nosso compromisso. O site do instituto, que ganhou uma nova versão em 2010, é sempre atualizado com novos materiais, publicações e notícias. No FACEBOOK, o instituto mantém contato com beneficiários, parceiros, voluntários e profissionais do acolhimento. E há também um arquivo de fotos no FLICKR, em que se veem ilustradas as formações, encontros e eventos promovidos pelo IFH. Em 2011, o instituto lançou seu canal no YOUTUBE, e pôde compartilhar oficinas e palestras realizadas, disponibilizando este importante material para qualquer usuário. Sistematizações de formações e oficinas também podem ser acessadas através do BLOG, que tem se mostrado uma importante ferramenta de formação à distância. É também pelo blog que são divulgadas a agenda do instituto e novidades relacionadas ao tema do acolhimento. Fica cada vez mais claro o potencial que a comunicação virtual apresenta: a visibilidade nas redes sociais têm, inclusive, trazido novos voluntários aos programas do instituto. Profissionais de todo o Brasil têm acessado e comentado o material disponibilizado na web, o que promove a troca de informações e a divulgação de nosso trabalho. Além disso, o Instituto Fazendo História envia, para seus parceiros, newsletters trimestrais por e-mail e um relatório anual de atividades. São Paulo / SP ABRICAM – Abrigo Municipal Abrindo Caminhos Abricam Mairiporã Abrigo Aliança de Misericórdia Abrigo Amigos da Inocência Abrigo Anália Franco Abrigo Betsaida Abrigo Doce Lar Abrigo Cairbar Schutell: casa 2 Abrigo Casa Sentinela (Ass. Amigos em Cristo) Abrigo Constelação Abrigo Joselito Lopes Martins Abrigo Lar das Crianças - Casa do Caminho Abrigo Lar de Nice Abrigo Marly Cury Abrigo Marilda Fernandes Coelho Fique em contato conosco, visite: Abrigo Mensageiros FACEBOOK www.facebook.com.br – Instituto Fazendo História Abrigo Minha Casa BLOG http://institutofazendohistoria.wordpress.com FLICKR www.flickr.com/photos/institutofh YOUTUBE http://www.youtube.com/user/institutofh Abrigo Nova Geração Abrigo Padre Batista Abrigo Roberto Borghi Abrigo Rogacionista Abrigo São Mateus Abrigo Santa Bakhita Abrigo Solid Rock Church Abrigo São Judas Tadeu Amamos AMEM (Casa Azul) AMEM (Casa Rosa) AMEM (Casa Lilás) Associação Amigos da Inocência Associação Amigos da Vida 66 67 Associação Beneficiente Sta Fé Liga Solidária- Abrigo Solidário 5 Associação de Atendimento à Criança e ao Adolescente de Lorena - AACAL Obra Social Dom Bosco Casa Auxiliadora Associação Maria Helen Drexel Obra Social Dom Bosco Casa Irmão Genésio Dalmônico Associação Lar Renascer Obra Social Dom Bosco Casa Laura Vicuña Associação Aliança de Misericórdia Obra Social Dom Bosco Casa Madre Mazzarello Associação Vida Jovem Obra Social Dom Bosco Casa Mamãe Margarida Casa Abrigo Caminho de Luz Obra Social Dom Bosco Casa Nossa Senhora Aparecida Casa Abrigo Campo Limpo Obra Social Dom Bosco Casa São Domingos Sávio Casa Abrigo Santana - Núcleo 1 - CAS Piedade Obra Social Maria Madalena Casa Abrigo Santa Cruz das Palmeiras Abrigo Convívio Aparecida - Unidade I Casa Amor ao Próximo Abrigo Convívio Aparecida - Unidade II Casa da Criança e do Adolescente de Santo Amaro Grossarl Casa da Criança e do Adolescente de Santo Amaro Campinas, São Paulo Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos CMPCA, Campinas, São Paulo Casa da Criança Nossa Senhora Auxiliadora Sapeca, Campinas, São Paulo Casa da Alegria Fund. Francisca Franco – Casa da Menina Mãe Casa Dom Luciano Instituto Meninos de São Judas Casa de Amparo Tia Marly Projeto Lar Casa dos Inocentes Fortaleza, Ceará Casa Madre Mazzarello Casa das Meninas Casa de Isabel Abrigo Projeto Beija Flor Casa de Passagem Casa Girassol – Abrigo Jardim Ângela Ponto de Encontro Casa do Menor Francisco de Assis Leme Sociedade da Redenção Casa Sitio Agar – Cajamar Barraca da Amizade Casa Abrigo - Vinhedo Presidente Prudente, São Paulo Casa Semeia Lar dos Meninos Casa Coração de Mãe Lar Santa Filomena Centro de Apoio à Criança Ninho de Luz João Pessoa, Paraíba Clínica da Alegria - Proj Casa Lar (POÇOS DE CALDAS) Casa Lar Morada do Betinho 8 CRECA Bela Vista - Casa Taiguara Casa de Acolhida Feminina CRECA Bela Vista - Casa Taiguarinha Casa de Acolhida Masculina COR – Abrigo Sol e Vida Aldeias Infantis SOS Brasil Lar Batista de Crianças – Aclimação Lar de Elisinha Liga Solidária- Abrigo Solidário 1 Liga Solidária- Abrigo Solidário 2 Liga Solidária- Abrigo Solidário 3 Casa Shalon Casa Lar Manaíra Missão Restauração Jesus de Nazaré Lucena, Paraíba Apôitchá 68 69 Campina Grande, Paraíba Casa da Esperança I Casa da Esperança II 14. EQUIPE DE TRABALHO Ministério Farol Luz para o Mundo Jundiaí, São Paulo Casa Transitória Nossa Senhora Aparecida Sorocaba, São Paulo Conselho Presidente: Claudia Vidigal Associação Bethel Vice presidente: Fábio Liberman Piracaia, São Paulo Diretora Administrativa: Bruna Elage Casa Coração de Mãe Conselheiros: Valinhos, São Paulo Casa da Criança e do Adolescente Ana Fernandes Kertsz Paulínia, São Paulo Camila Werneck de Souza Dias Caminho de Luz Márcio ChevisSvartman Associação criança feliz Maria de Lourdes Trassi Teixeira Santa Cruz das Palmeiras, São Paulo Casa abrigo, Santa Cruz das Palmeiras, Marina Guaspari de Brito Gonçalves Leme, São Paulo Renata Marmelsztejn Casa do Menor Francisco de Assis Victor Garcia PallaresZockun Poços de Caldas, Minas Gerais Casa da Alegria Casa Veredas Conselho fiscal Casa Bem Viver Laís Fleury Itajaí, Santa Catarina Tatiana Grinfeld Associação Passos de integração Maisa Susi Bertanha Franca, São Paulo Recanto Samaritano São Bernardo Do Campo Área administrativa e financeira Fundação Criança de São Bernardo do Campo Claudia Vidigal - gestora Salesópolis, São Paulo Karin Baltus Abrigo Provisório para Crianças e Adolescentes Joinville, Santa Catarina Maíra Susi Bertanha Associação Ecos de Esperança Gisele Juodinis PAC - Proj. Amigos das Crianças Mayra Karvelis Franco Nosso Lar II Serviço de Acolhimento Institucional Nova Geração 70 71 Programa Fazendo minha história 15. parceiros do instituto Bárbara Castelo Branco Monte Débora Vigevani Isabel Penteado (Coordenação) MahyraCostivelli Manuela Fagundes Mariana Stucchi Mônica Vidiz Tatiana Barile (Coordenação) Taísa Martinelli Programa Perspectivas Bruna Elage (Coordenação) Marcus Goes Lucas Souza de Carvalho Renata Gentile Milton Filks Juliana López Braga Programa Com Tato Renata Marmelsztejn ( Coordenação) Clarissa de Toledo Temer Lulia Juliana López Braga Programa Palavra de Bebê Manuel Alceu Affonso Ferreira Advogados Fernanda Nogueira Roberta Alencar 72 73 Um agradecimento especial às pessoas que investem e acreditam no nosso trabalho ( colaboradores financeiros Pessoas Físicas ) Albertus Sandee Andrea Zago Antonio Carlos Almeida Costa Carlos Eduardo Andreovi Ambrósio Daniel Pinsky Daniela Plaster Kok Fernanda Vidigal Fernando Amaral Flávio Kantor Cuperman Graziela Galli Ferreira Guilherme Vidigal Gonçalves Helder Rodrigues da Cunha Soares José Eduardo Gobbi Karin Baltus Luciana Nogueira Luciano Prado Luiz Fernando Lourero Marcelo Karvelis Franco Marcos Amendola Zaidan Marcos Flavio Azzi Maria Helena Garcia Pallares Zockun Maria Paula Duailibi Marina Guaspari de Brito Gonçalves Thijs van de Laale Yvonne Teixeira de Goeye luciana sion graphic design Um agradecimento especial a Sonia Freitas, que abre o espaço de sua casa para a sede do Instituto há anos. Seu jardim nos deixa crescer e florescer. 74 75 Instituto Fazendo História Rua Alberto Faria, 1308 – Alto de Pinheiros São Paulo – SP – 05459 001 – Brasil Tel/fax: (11) 3021-9889 E-mail: [email protected] www.fazendohistoria.org.br 76