Atletas quenianos vencem prova masculina e feminina da Maratona internacional Prémios “Sound & Image Challenge 2011” mostram criatividade da RAEM pág 7 澳 門 論 壇 日 報 Jornal pág 9 www.jtm.com.mo ao serviço de macau desde 1982 Tribuna de Macau Director José rocha Dinis | Director Editorial executivo Sérgio Terra | Nº 3921 | segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 10 Patacas MIGUEL CAMPINA, EM ENTREVISTA AO JTM “A falta de visão estratégica é manifesta e gritante” Págs 2 E 3 Polícia detém manifestantes em Moscovo e S. Petersburgo Secretária de Estado de França: “não existe islamismo moderado” A polícia fez numerosas detenções de militantes da oposição que tentaram manifestar-se na capital russa e em São Petersburgo contra as eleições parlamentares. Em Moscovo, a Praça Triunfalnaia foi cercada por dezenas de polícias e soldados do Ministério do Interior da Rússia para evitar a reunião de manifestantes. Os agentes de segurança detiveram também um número ainda não determinado de pessoas em São Petersburgo. Os opositores consideram que “o escrutínio não passa de uma farsa”. Os partidos que participam nas eleições queixam-se de violações em massa no escrutínio. A secretária de Estado da Juventude de França, Jeannette Bougrab, afirmou que não existe “islamismo moderado” e que as leis fundadoras da «charia», a lei islâmica, são “necessariamente uma restrição dos direitos e das liberdades”. A governante francesa, de origem árabe, reagia às vitórias eleitorais de partidos islâmicos em Marrocos, na Tunísia e no Egito, o que considerou “muito inquietante”. “Não conheço islamismo moderado. Não existe uma ‘charia light’. O direito fundado pela ‘charia’ é necessariamente uma restrição das liberdades, nomeadamente da liberdade da consciência”, acrescentou. EURO2012 Portugal no grupo dos campeões • Adeptos de Macau entre o optimismo e o pessimismo centrais e pág 12 “O que se faz muito é resolver superficialmente, chuta-se para a frente, faz-se de conta e os problemas mantêm-se” local “Afirma-se vezes sem conta a singularidade de Macau no seio da Grande China e depois age-se como se nada disso contasse” “Temos gosto em receber toda a gente, mas para tornar Macau num centro internacional de turismo e lazer teremos de limitar a entrada dos turistas àqueles que se enquadram nestes padrões” local “[Os anteprojectos para os novos aterros] não têm nada de inovador, criativo ou interessante. É o vazio” MIGUEL CAMPINA EM ENTREVISTA AO JTM Prioridades do Governo devem ser menos “populistas” Não é com medidas populistas e imediatas que se resolvem os problemas da RAEM. É preciso uma visão global que defina o caminho de Macau, analisa Miguel Campina. Para onde vai e como vai? São perguntas que carecem de respostas concretas, critica o arquitecto, a viver no território há quase 30 anos. Falta uma melhor gestão, a par de objectivos mais “ambiciosos e latos”. Se o rumo não mudar, a cidade vai arcar com consequências cada vez mais pesadas. Como acontecerá quando o Sistema de Metro Ligeiro começar a circular ou se o projecto turístico para o Lago Sai Van for aprovado RAQUEL CARVALHO L au Si Io vai hoje à tarde apresentar as Linhas de Acção Governativa para 2012 na área dos Transportes e Obras Públicas. Acredita que serão traçadas novas orientações? - Não nutro a mínima expectativa e não tenho ilusões relativamente àquilo que podem ser as novidades. Vamos voltar a ouvir as mesmas receitas e sobretudo as mesmas promessas. As coisas têm vindo a ser repetidas há 10 anos. Continuamos no campo das afirmações e das declarações de princípio, enquanto que para a concretização falta muito. Há, por um lado, a incapacidade de uma visão estratégica, que é manifesta e gritante, à excepção do que está relacionado com a principal indústria da terra, o Jogo. À parte isso, não existe raciocínio estratégico e depois não há capacidade de realização. Essa circunstância deve-se muito provavelmente ao facto de havendo recursos materiais, existir uma enorme dificuldade em encontrar os recursos humanos que dêem resposta às necessidades. Há a vontade de agradar a todos em geral e a alguns em particular. Portanto, criam-se mecanismos que levam a que se adiem sucessivamente decisões que poderiam e deveriam já ter sido tomadas. - Que decisões são essas? - Do meu ponto de vista, o enquadramento estratégico continua a ser o que me mais falta faz. O que é que se pretende que Macau seja, para além do chavão da plataforma, da integração regional e de tudo isso? Quais são os objectivos relativamente à realidade social de Macau? O que é que se pretende para além de ser um centro de jogo e de cariz internacional? Faltam respostas. Sem essa visão e propósito, todas as acções que se tomam resultam da pressão do quotidiano, do investimento, portanto nada é feito em função de objectivos a longo prazo que tenham sido suficientemente definidos e discutidos. Fala-se de muita coisa, como das indústrias criativas, de criar em Macau um centro de línguas, do potencial da medicina tradicional chinesa...mas eu não vejo acções concretas. - Entende que a evolução social está desfasada do ritmo económico? - Há muitos aspectos que foram profundamente descurados. Fala-se muito que não existia planeamento, que não foram tomadas medidas suficientes para acompanhar o investimento que foi feito, qualificando a cidade e a sua população. É a constatação de um facto, agora sabemos que deveria ter acontecido de outra forma e era isso que se deveria esperar das pessoas que governam. As escolhas que foram feitas são completamente erradas. E os cidadãos vão ser confrontados com essa realidade, por exemplo com o erguer das passagens aéreas do Metro Ligeiro. As pessoas vão verificar a gravidade do impacto. É claro que a população se habitua a tudo. Mas não houve o cuidado de ajustar soluções àquilo que são as características deste sítio. É isso que choca e que dói: a permanente contradição entre o discurso e a prática. Ou seja, afirma-se vezes sem conta a singularidade de Macau no seio da Grande China e depois age-se como se nada disso contasse. Não há razão nenhuma para que a escolha tenha passado por um sistema elevado, para que nos obriguem a viver com essa monstruosidade. A cidade sofrerá imenso. O espírito de diálogo que dizem existir quando é confrontado com as escolhas do Governo não é assim tão grande quanto isso. Acabam sempre por vingar as soluções que já estavam apontadas à revelia da opinião das pessoas. Basta olhar para aquele pequeno troço na Rua de Londres. Percebe-se mal que com tanta capacidade económica e com técnicos alegadamente tão competentes, as autoridades sejam incapazes de fazer uma ligeira inflexão – que ainda por cima seria inteligente e perfeitamente viável do ponto de vista técnico, ao contrário do que é sistematicamente afirmado. Ainda por cima nivelam por baixo as estimativas e já se sabia que o dinheiro não ia chegar. Não chegou no passado nem vai chegar no futuro. E andamos aqui a fingir de conta que somos todos honestos, quando na realidade vemos exemplos atrás de exemplos que esta abordagem de mercearia tem as consequências que tem. Veja-se agora também o caso da Ilha da Montanha, onde há um desvio orçamental de 30 por cento. Como é que é possível que este desvio seja justificado pela valorização do renminbi e aumento do custo de vida? O pior é que chegarão à conclusão que tudo foi feito de acordo com a lei e que está tudo no melhor dos mundos. - Considera então que existem problemas graves de gestão? - Olhe mais um exemplo: o Governo organizou um concurso para disciplinar e melhorar a qualidade do serviço dos autocarros. A ideia era seleccionar duas companhias. Durante o processo acabam por ser escolhidas não duas, mas três. Algo que redundou numa ineficiência acrescida, embora isso não seja admitido. A verdade é que a desorganização continua a mesma e as queixas da população também. Todavia, os custos cresceram. É um exemplo de boa gestão? É no mínimo natural que as pessoas se questionem. Mas a resposta é sempre a mesma: foi tudo feito de acordo com as regras e com a lei. Do ponto de vista formal, eventualmente, do ponto de vista da inteligência e da responsabilidade ética há dúvidas. - É necessário reformular alguns serviços para que a gestão financeira seja mais eficaz? - O que eu acho é que tem de haver uma alteração das mentalidades. O desempenho do poder é antes de mais responsabilidade. E sendo uma responsabilidade tem de se traduzir numa forma diferente de encarar o exercício político. Se isso acontecesse, este labor intenso em tentar justificar tudo na base das pequenas regras deixaria de ser o discurso dominante. - Macau caminha para uma aparentemente desejada integração regional. Estará a região preparada para se afirmar num contexto tão competitivo? - Se Macau continuar a dispor dos meios financeiros que tem agora, estará em posição para ultrapassar todas as dificuldades. A questão é se o vai fazer bem ou menos bem. Macau ao contrário de muitas regiões e países não se confronta com falta de meios, mas sim com falta de ideias e capacidade. Esta é a questão fundamental. Talvez fosse oportuno as autoridades reflectirem de modo mais profundo sobre as dificuldades reais. O que se faz muito é resolver superficialmente, chuta-se para a frente, faz-se de conta e os problemas mantêm-se. Por exemplo, a história dos cheques. Ninguém acredita que o Governo não tem a consciência de que essa é a forma mais rápida e fácil. Tem-se dinheiro e calam-se as consciências, passa-se à frente. Mas o problema não está resolvido: as extremas desigualdade sociais continuam a existir. A pergunta que o Governo deve fazer – tal como nós – é o que é que os jovens que estão a acabar os seus estudos terão daqui a dez anos para fazer em Macau. - O Governo refere muitas vezes as oportunidades que se vão abrir com a exploração da Ilha da Montanha… - É sempre bom pensar que as oportunidades estão noutro sítio. Quando temos a casa desarrumada, o que temos de fazer é começar a arrumá-la e não pensar no que está ali ao lado. Mas ao invés disso, por exemplo, chegam à praia de Hac Sá e cortam as casuarinas todas para substitui-las por palmeiras. Haverá alguma razão científica para abater centenas de árvores? Alguém que vende palmeiras conseguiu o negócio da vida e o mal fica feito. É demonstrativo de uma ausência de valores. Mais recentemente, está em consulta pública a ideia de alguém, que teve um sonho mau e que resolveu que queria fazer um centro de tendinhas na praça do Lago Sai Van. O projecto desta zona mereceu um prémio pela proposta que tão bem resultou naquele sítio. Agora querem lá pôr umas tendinhas para animar aquilo. E fizeram uma brochura que é o exemplo daquilo que de mau se pode fazer, de uma pobreza tão grande e provincialismo que só há uma resposta: não! Não pensem nisso! Por favor, parem com este tipo de propostas e projectos que são completamente absurdos. Macau não precisa desta falta de gosto e de qualidade. Não é preciso. Os centros de turismo internacionais constroem-se com esforço, gosto e objectivos. Aquilo é feio! Pode dizer-se que é popular, que as pessoas vão gostar muito. Mas não é assim que se constrói um centro internacional de turismo. Há a necessidade de diferenciar aquilo que serve um objectivo mais lato e ambicioso e o que é mais populista e imediato. Este conceito deve ser introduzido nas prioridades do Governo. É preciso ser mais exigente. Porque isso é que vai fazer a diferença. jornal tribuna de macau Propriedade: Tribuna de Macau, Empresa Jornalística e Editorial, S.A.R.L. • Administração: José Rocha Dinis • Director: José Rocha Dinis Director Editorial Executivo: Sérgio Terra • Grande Repórter: Raquel Carvalho • Redacção: Fátima Almeida, Paulo Barbosa e Viviana Chan • Editor Multimédia: Pedro André Santos • Colaboradores: José Luís Sales Marques, Miguel Senna Fernandes, Rogério P. D. Luz (S. Paulo) e Rui Rey • Colunistas: Albano Martins, António Aresta, António Ribeiro Martins, Daniel Carlier, Henrique Manhão, João Guedes, Jorge Rangel, Jorge Silva, José Simões Morais, Luis Machado e Luíz de Oliveira Dias • Grafismo: Suzana Tôrres • Serviços Administrativos e Publicidade: Joana Chói ([email protected] e [email protected]) • Agências: Serviços Noticiosos da Lusa e Xinhua Impressão: Tipografia Welfare, Ltd • Administração, Direcção e Redacção: Calçada do Tronco Velho, Edifício Dr. Caetano Soares, Nos4, 4A, 4B - Macau • Caixa Postal (P.O. Box): 3003 • Telefone: (853) 28378057 • Fax: (853) 28337305 • Email: [email protected] (serviço geral) pág 02 segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 jornal tribuna de macau “É preciso garantir que todos estão sujeitos às mesmas regras” Continuam a existir leis que são cumpridas apenas por alguns. Miguel Campina lança questões sobre os atropelos urbanísticos que têm acontecido em Macau ao longo dos últimos anos e lembra que as regras devem ser seguidas por todos, sem excepção. Os dois anteprojectos para os novos aterros deixam muito a desejar, não revelando “nada de inovador ou criativo”. E pior que tudo, avisa o arquitecto, podem redundar num anulamento da identidade de Macau. Miguel Campina defende ainda que é urgente encontrar um equilíbrio entre a vinda de turistas e a qualidade de vida dos residentes J á são conhecidos os dois anteprojectos para os novos aterros. Com que impressão ficou e que expectativas guarda? - Agora tenta-se fazer uma apresentação diferente das origens deste projecto de novos aterros, mas foi tudo gizado por Ao Man Long, sabe-se lá se por inspiração própria ou com a ajuda de alguém. Passou-se um pano sobre o assunto e o contorno físico dos novos aterros vem dessa altura. Até agora ninguém – que eu saiba – foi capaz de explicar a necessidade desta expansão e muito menos os termos em que está a ser proposta. Propõe-se um modelo de ocupação física: fala-se em zonas verdes, em proporção mais acertada entre zonas... mas de facto nós não sabemos para quê é que aquilo serve. Eles dizem que é para habitação, equipamentos sociais... é preciso tudo isso numa cidade, mas para quê? Para servir quem e como? Como é feita a articulação com o tecido urbano existente? Se não houver um raciocínio global, uma visão estratégica, o que surge é um exercício fraco, que é o que está em curso. As pessoas envolvidas – sem desconsideração para nenhuma delas – poderiam ter feito uma coisa semelhante para os subúrbios de uma qualquer cidade menor na República Popular da China (RPC). Não tem nada de inovador, criativo ou interessante. É o vazio. - Não encontra diferenças entre os dois anteprojectos? - Praticamente não há diferenças, à excepção da única coisa que parece preocupar algumas pessoas, que é a localização do terminal marítimo. À parte isso, ninguém está preocupado com mais nada. Mais uma vez, parece-me que é uma oportunidade que se vai perder. No papel, as águas são azuis, os barcos muitos e os iates alguns. Na realidade a não ser que tenham uma imaginação prodigiosa e tenham soluções como eles dizem ‘científicas’ para resolver o problema, todos aqueles canais nunca vão ser canais, porque aquilo já está assoreado e mesmo que seja desassoreado volta a assorear rapidamente. É um pequeníssimo detalhe num contexto em que a relevância destes canais é enorme. Um pequeno problema, passa a ser o problema. Andam a fazer desenhos que acham bonitos e eu tenho as maiores dúvidas até relativamente à beleza daquilo. São meros exercícios de ocupação. Dá-se um tabuleiro e diz-se a uns actores para comporem uns legos. Uns gostam mais de legos amontoados no meio e outros nas bordas. É essa a diferença entre as duas opções. Não se percebe qual será o sistema de comunicação, de interacção com o tecido existente, como ocorrerá a valorização do património. - Então que intenções transparecem? - O esforço parece ser todo concentrado – embora não seja dito tão explicitamente – na articulação com as zonas adjacentes. Essa articulação é importante, desde que não seja feito à custa da anulação da identidade de Macau. E é isso que me parece – subrepticiamente, mais ou menos conscientemente – que está a acontecer. É ou não estranho que com o conhecimento público as entidades envolvidas na execução desses planos venham todas do mesmo sítio e todas da RPC?! - Considera que o destino dos aterros poderia ser diferente se estivessem envolvidas equipas locais? - Creio que existiria outra sensibilidade, porque o conhecimento desta realidade é seguramente diferente entre quem a vivencia diariamente. Há pessoas em Macau que têm uma larguíssima experiência de planeamento e que simplesmente não foram consultadas. Não porque não se disponibilizaram, mas porque provavelmente foi entendido que seriam entraves à execução de directivas que estavam dadas e que não passam pela intervenção local. Devem pensar que Macau gerido pelas suas gentes é bom, mas Macau gerido por outras gentes é capaz de ser melhor. - O Governo já prometeu avançar com a Lei de Bases do Planeamento urbanístico. Acredita que novas normas poderão alterar o rumo da cidade? - Uma das questões que se tem colocado é a falta de planeamento. Eu sou por formação e opção defensor do planeamento. Macau não tinha um plano director antes e aconteceram coisas erradas, mas não foi a desgraça que ocorreu após o período de liberalização do Jogo. A quê é que se deve essa falta de controlo sobre aquilo que aconteceu? Não é por falta de um plano de ordenamento geral, mas muito mais o resultado da legislação existente ter sido simplesmente ignorada. Algo visível na altura dos edifícios, na forma como ocuparam os lotes, como deixaram construir em situações difíceis de explicar. Basta olhar para o ‘Starworld’, em cima da Av. Da Amizade, e o ‘L’Arc’. As leis que eu conheço – e que outros tal como eu têm que seguir – não permitem fazer aquilo. Portanto, não é uma questão de falta de planeamento, é uma questão de permitir que se faça aquilo que é ditado por interesses suficientemente poderosos para subverter esta ordem. Por outro lado, é preciso lembrar que existiam planos no território. É certo que não cobriam a totalidade do território, eram parciais, mas disciplinavam a ocupação e o uso do solo. Porque é que foram cancelados? A gestão da cidade não se faz só porque as normas são boas. A gestão da cidade faz-se porque as normas não são más e porque são aplicadas. De que vale ter normas e planos se depois não são postos em prática?! Falta garantir que todos, quer queiram quer não, estão sujeitos às mesmas regras. Há um sistema que continua a permitir excepções e que abre precedentes. Com os instrumentos que existem, é possível fazer mais. E criando melhores instrumentos e sobretudo mecanismos mais rigorosos, de certeza que é possível construir uma realidade diferente e bem melhor. - Considerando todos esses atropelos, como avalia a preservação dos bairros antigos? - Tudo passa por escolhas estratégicas. Há mais de 10 anos fizemos um plano de intenções para criar mecanis- mos que permitissem um desenvolvimento controlado e protegido das zonas do Porto Interior e da Barra. Serviu para quê? Para nada. Escusávamos de ter coisas monstruosas no Porto Interior que comprometem toda aquela frente. Há a necessidade de balançar e escolher entre aquilo que melhor serve maior número e o que serve o menor número. Na protecção de património tem-se feito coisas louváveis, mas são casos pontuais. O grosso do trabalho continua a ser uma incógnita. Alguma coisa tem de ser feita para manter os elementos próprios da identidade de Macau. - Macau pretende atrair cada vez mais turistas. A cidade está preparada para receber mais pessoas e garantir a qualidade de vida dos residentes? - A física mostra que não. Temos gosto em receber toda a gente, mas para tornar Macau num centro internacional de turismo e lazer teremos de limitar a entrada dos turistas àqueles que se enquadram nestes padrões. É discriminatório relativamente àqueles que vêm com viagens a custo zero?! É, mas mais uma vez é preciso fazer escolhas. Quanto mais cedo for feita e mais cedo se escolher aquilo que pode beneficiar os locais, melhor. Não se pode é ignorar o problema. Não cabe toda a gente. Creio também que as pessoas não são indiferentes à forma como a sua cidade foi invadida. Todos nós beneficiamos por um lado, mas somos prejudicados pelo outro. É preciso que o Governo encontre o equilíbrio. R.C. Aquela “densidade nostálgica” Das palavras do avô, ouvia histórias de um local distante e bucólico. Encontraria essa Macau repleta de uma “humidade” familiar e uma “espessura atmosférica” semelhante à da Angola que o viu nascer. “Macau possuía uma densidade nostálgica difícil de descrever, algo que se foi perdendo”. Bem antes disso, Miguel Campina aterrou em Portugal para estudar arquitectura, depois de ter feito alguns anos em engenharia. Apanhou os movimentos académicos ao rubro, “escolas fechadas, polícia na rua, contestação ao regime”. E “aquilo que se perdeu em formação académica ganhou-se em formação cívica”. A chegada a Macau aconteceu apenas em 1984, de onde não mais saiu, a não ser para projectos pontuais noutras zonas da Ásia. “Vim trabalhar no sector privado, para ajudar a acabar os planos do Porto Exterior, Areia Preta, da Av. Almeida Ribeiro e Porto Interior”, recorda. À margem da arquitectura, perde-se nas sonoridades do jazz. Foi dirigente do Clube de Jazz de Macau e confessa que a “música é a maior paixão da vida”. As baquetas ainda hoje não lhe saem das mãos. Sempre que pode regressa à bateria. jornal tribuna de macau segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 pág 03 Macaense na Câmara de Richmond. Pela primeira vez na história do Canadá, a macaense Linda Prata Ostergo-Mc Phail foi eleita para a assembleia da Câmara de Richmond, uma cidade canadiana na “British Columbia”. local VOX POPuli TODOS OS SEMÁFOROS COM SISTEMA DE AVISO SONORO. Responsáveis da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego garantiram ontem, na 2ª fase de auscultação pública do Plano Director Municipal das Novas Zonas Urbanas para as pessoas com deficiência, que até ao final do próximo ano todos os semáforos vão ter sistema de aviso sonoro. ESPECIALISTA NOTA DIFERENÇA ENTRE CLASSE MÉDIA DE MACAU E DE OUTRAS REGIÕES CHINESAS Estudo diz que 42% da população empregada pertence à classe média Novo estudo, que teve unicamente em conta os rendimentos, classifica classe média como tendo um rendimento familiar mensal entre 20 mil e 100 mil patacas. Divide ainda esta classe em três partes diferentes SARAH WU (turista de Taiwan) “Acabei por descobrir uma dualidade cultural” - Qual é a sua primeira impressão de Macau? - Se calhar, por causa de ser de Taiwan, vejo muito Macau como uma cidade de jogo. Quando cheguei fui surpreendida pela existência de património mundial e alguns monumentos históricos, mesmo que não sejam reconhecidos como património mundial, também mostram aos turistas o passado de uma cultura mista, como por exemplo o Largo do Senado ou a Biblioteca Sir Robert Ho Tung. Existem edifícios com estilo europeu e acho que isso é a especialidade de Macau, para além dos casinos. Também acho que devia-se tentar outro tipo de desenvolvimento para além do jogo. A cidade tem uma grande história, mas não sei porque é que essa parte não é agora tão reconhecida lá fora. Macau é vista apenas como a Las Vegas do Oriente, um local cheio de luxo. - Do que gosta mais de Macau? - Gosto mais da parte antiga de cidade. Nos primeiros dias, estava cheia de curiosidade pelos casinos, mas depois perdi o entusiasmo de visitar mais. Mas vou lembrar a história e a cultura de Macau para sempre. Acabei por descobrir uma dualidade cultural aqui: por exemplo, há cerimónias tradicionais chinesas em frente das igrejas. Existe uma harmonia entre as culturas. Penso que um dia, quando os meus amigos me perguntarem o que há para ver em Macau vou recomendar a parte histórica. - Se pudesse, o que mudaria? - Acho que os transportes são cómodos, porque há os “shuttle bus” a partir dos hotéis. Mas aqui quase não há “Wi-Fi”, agora quase toda a gente utiliza “smart phone”, e quando quero partilhar as fotos da viagem deparo-me com a falta de internet o que é muito incómodo e chato. V.C. pág 04 segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 jornal tribuna de macau O principais sectores de Macau no ano passado. Assim, concluiu-se que 20 mil patacas é o rendimento mínimo familiar para pertencer à classe média em Macau, enquanto o rendimento máximo atinge 100 mil patacas. Para traçar o retrato da classe média foram entrevistadas 12 famílias de Macau. O estudo indica ainda alguns sinais de classe. Desta forma, uma família que pertença à classe média despende 1500 patacas em média para a alimentação familiar, enquanto que três mil patacas são dispensadas para a educação dos filhos menores, e três mil para auxiliar os pais. A classe média foi estruturada ainda em três tipos. Primeiro, em antiga classe média, em que se inserem os empresários das pequenas e médias empresas, incluindo as que já existiam durante governação portuguesa e que agora têm boas receitas oriundas do imobiliário, ou as empresas que são beneficiadas pelos casinos. Neste grupo, as pessoas preocupam-se muito com as alterações de políticas económicas, com o ambiente de negócios, as políticas ligadas à contratação de trabalhadores não residentes e às políticas de segurança social e das habitações. Segundo, a nova classe média, de que fazem parte funcionários públicos, médicos, advogados e contabilistas. Para este grupo importa mais o desenvolvimento pessoal e a qualidade da vida, incluindo as políticas das habitações, da educação, dos benefícios sociais e dos serviços de saúde. Em terceiro, a classe média na margem, como os trabalhadores nos casinos, (com exclusão de trabalhadores com funções superiores). As pessoas pertencentes a este grupo são possuidoras de alguma habilitação mas não têm um alto nível de educação. Preocupam-se mais com as políticas dos trabalhadores não residentes, com a proveniência das chefias (querem chefes locais) e também com a segurança do trabalho. APARTAMENTOS DE HABITAÇÃO ECONÓMICA NO EDIFÍCIO DA ALAMEDA DA TRANQUILIDADE 74 famílias já têm chave Há 545 interessados por uma casa de habitação económica no Edifício da Alameda da Tranquilidade que já escolheram a casa. Instituto da Habitação vai enviar segunda ronda de cartas às famílias inscritas A té sexta-feira, 74 agregados familiares já tinham recebido a chave dos apartamentos de habitação económica do Edifício da Alameda da Tranquilidade, na Areia Preta, enquanto outros 545 interessados já têm os apartamentos seleccionados. Agora o Instituto da Habitação (IH) vai enviar uma segunda ronda de cartas para os interessados em lista de espera escolherem os apartamentos que desejam adquirir. Os candidatos seleccionados já visitaram os apartamentos entre 25 de Outubro e 2 de Novembro, 600 PESSOAS NA RUA PELOS DIREITOS DOS ANIMAIS. Cerca de 600 pessoas manifestaram-se ontem pelos direitos dos animais, entre a Praça do Tap Seac e a sede do Governo, na Avenida da Praia Grande, onde entregaram uma petição a exigir uma lei contra a crueldade para com os animais. CERCA DE 300 RESIDENTES PARTICIPARAM NA DISCUSSÃO Arranque da sondagem deliberativa contou 29 jornalistas e 300 residentes Depois de concluída a sondagem, uma equipa técnica de estudo vai analisar os dados e elaborar um relatório que sirva de referência ao Governo para a revisão das leis de imprensa e de radiodifusão VIVIANA CHAN Chefe do Executivo, Chui Sai On, referiu já várias vezes a importância da classe média nas Linhas de Acção Governativa, mas há quem questione quem se insere ao certo nessa designação. Agora, há mais um estudo, desta vez resultante de uma colaboração entre o Centro de Pesquisa Estratégica para o Desenvolvimento de Macau e a Academia Chinesa de Ciência Sociais, e que refere que 42% da população empregada de Macau pertence à classe média. Desta vez, a classe média foi definida só pelo rendimento auferido ao nível da família, segundo uma notícia do jornal chinês Ou Mun. O método utilizado neste estudo foi diferente do de outras pesquisas sobre a classe média, feitas nos países ocidentais, e que têm em linha de conta o nível de educação e a profissão dos inquiridos. Chen Xin, responsável do Centro de Estudos para os Assuntos das Regiões Administrativas Especiais, que pertence à Academia Chinesa das Ciências Sociais, referiu que o factor económico devia ser considerado como a prioridade neste estudo. “Devido aos factores históricos e económicos de Macau, consideramos que o factor económico deve ficar no primeiro lugar desta pesquisa, enquanto a educação e a profissão dos residentes deviam ficar em segundo plano”. Segundo Chen Xin “há uma grande diferença entre a classe média em Macau e a classe média das outras regiões”. Depois de três meses de investigação, a primeira fase do estudo sobre a classe média de Macau está terminada. A população com um rendimento familiar mensal entre 20 mil e 100 mil patacas é classificada como classe média. Considera-se que esta classe, em Macau, só surgiu devido à prosperidade no território, com o desenvolvimento do jogo, e ao mesmo tempo, devido à falta de indústrias modernas. Por tal facto, este estudo teve que criar um modo de investigação específico, não podendo copiar outros métodos de análise. O Centro de Pesquisa Estratégica para o Desenvolvimento de Macau definiu a faixa salarial da classe média, baseado nos rendimentos médios dos nove local REQUERER CONTRIBUIÇÕES SÓ ATÉ AO FINAL DO ANO. O Fundo de Segurança Social informou, numa nota oficial, que o prazo para requerer o pagamento de contribuições retroactivas do novo Regime de Segurança Social termina no final de Dezembro deste ano. segundo noticia o jornal chinês Ou Mun. Depois de confirmado o interesse, 545 agregados familiares escolheram os apartamentos, no início de Novembro. No total há 880 apartamentos para venda. Depois de escolhida a casa, os candidatos têm que tratar das formalidades relacionados com o crédito bancário. Alguns compradores já pagaram algumas verbas tendo assinado o contrato de compra e venda da casa com o IH. Depois desta fase, os proprietários já começam a pagar as verbas referentes ao condomínio. O procedimento de venda da habitação económica termina quando os donos voltam a examinar outra vez o apartamento escolhido. Ao mesmo tempo, o IH ainda dá aos agregados familiares instruções sobre como montar vários equipamentos no apartamento, como aparelhos de ar condicionado, a varanda, ou até as decorações. V.C. F oram 29 os jornalistas, de quatro órgãos de comunicação social, que ontem participaram no debate inserido na sondagem deliberativa que visa discutir a revisão das leis de imprensa e de radiodifusão. Por outro lado, mais de 300 residentes marcaram presença. A Associação dos Jornalistas de Macau mostrou dúvidas sobre a cientificidade, a transparência e a motivação deste sistema de sondagem deliberativa e por isso, de acordo com a TDM, decidiu boicotar a iniciativa. Presente esteve o presidente da Associação de Imprensa em Português e Inglês de Macau (AIPIM), Paulo Azevedo, que é um dos membros do painel de especialistas e académicos convidados pela organização, e que em declarações à Rádio Macau preferiu destacar a presença das centenas de residentes. “Eu não esperava, de facto, que houvesse tanta participação, com cerca de três centenas de pessoas que representam a sociedade civil, que foram lá ouvir a opinião de um painel de profissionais e académicos”. Um dos pontos em discussão, segundo Paulo Azevedo, foi a criação de um Conselho de Imprensa e se devem existir códigos deontológicos. “Basicamente, foi uma procura de respostas a muitas dúvidas que até nós enquanto profissionais também temos”, explicou. Este foi um dos pontos que, de resto, suscitou dúvidas aos restantes O “Dia da Sondagem Deliberativa” decorreu ontem nas instalações da Escola Secundária Kao Ip do Porto Exterior profissionais. Mas de acordo com Paulo Azevedo, as dúvidas não são apenas sobre as capacidades de um eventual Conselho de Imprensa, mas “também sobre qual o papel a ser desempenhado, qual a composição”, e, acrescentou, sobre “o receio de que, eventualmente, o Conselho de Imprensa possa ser um instrumento por parte do Governo”. O “Dia da Sondagem Deliberativa” decorreu ontem nas instalações da Escola Secundária Kao Ip do Porto Exterior. Segundo uma nota oficial, a sessão contou com a participação de grupos da sociedade civil e de profissionais da comunicação social, num total de 277 pessoas que foram escolhidas aleatoriamente e de 29 profissionais do sector, em representação de vários órgãos de comunicação social locais. 60 ACADÉMICOS PARTICIPARAM. Juntamente com o presidente da AIPIM, fizeram parte do painel de especialistas, académicos e convidados da organização como Camões Tam, professor da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, Chio Lai U, professora sénior da Escola de Comunicação da Hong Kong Baptist University, Chang Ngai, editora-chefe adjunta do Jornal Ou Mun, Paulino Comandante, secretáriogeral da Associação de Advogados de Macau e Victor Chan, director do Gabinete de Comunicação Social. Cerca de 60 académicos, especialistas e profissionais ligados à comunicação social de outros países e regiões que assistiram à sessão na qualidade de observadores. De acordo com o director do Gabinete de Comunicação Social (GCS), Victor Chan, depois de concluída a sondagem, uma equipa técnica de estudo vai analisar os dados e elaborar um relatório para referência do Governo, mas cujas conclusões vão ser dadas a conhecer ao público. Todos os debates foram filmados e as gravações vão ser disponibilizadas na internet. Ontem, Victor Chan defendeu que “a regulamentação do sector e a questão de reconhecimento profissional devem seguir os princípios da independência e ser elaboradas pelas entidades competentes do próprio sector” estando o GCS disponível para qualquer tipo de apoio técnico. Prevê-se que até Agosto do próximo ano, altura em que se iniciam os ajustes finais do relatório de revisão das duas leis, sejam ouvidas cerca de duas mil pessoas. CONGRESSO ANUAL DE CARDIOLOGIA TERMINOU ONTEM Bolsas de investigação para médicos de Macau O memorando de cooperação entre a Associação de Cardiologia de Macau e a Sociedade Europeia de Cardiologia pretende fomentar a “cooperação científica e educacional” entre as duas entidades. De entre o conjunto de actividades a que os médicos de Macau podem ter acesso está a candidatura a bolsas de investigação, financiadas na totalidade pela Sociedade Europeia de Cardiologia E stá estabelecida a ligação dos cardiologistas de Macau ao que se faz na Europa. O acordo ontem assinado no último dia do Congresso Anual de Cardiologia abriu portas a mais formações clínicas e realização de seminários, feitos em parceria com a Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC, na sigla inglesa). Além disso, este memorando prevê que os médicos de Macau possam estar envolvidos nas actividades desenvolvidas por esta entidade europeia, onde se incluem candidaturas a bolsas de investigação. Tal como disse ao JTM Fausto Pinto, vice-presidente da ESC, os cardiologistas do território vão poder realizar “bolsas de investigação para treinos médicos”, que são financiadas na totalidade por esta entidade europeia. Outro projecto que está previsto é a realização do encontro anual que pretende trazer o melhor das Inovações em Intervenções de Cardiologia (ICI, na sigla inglesa) para Macau e Hong Kong. Esta poderá ser realizada “de forma alternada” entre ambos os territórios e irão participar “um conjunto de oradores europeus para falar de assuntos actuais na área”, apontou Fausto Pinto. O presidente da Associação de Cardiologia de Macau, Mário Évora, não pode adiantar a data da realização desta iniciativa, mas frisou que vai servir para “fazer um ponto de situação sobre o que se passou no mundo da cardiologia este ano. Isso permite-nos ficar globalizados face ao que se passa e podemos oferecer mais aos nossos doentes”, disse. Além do lado de formação clínica, o é objectivo fazer da Associação de Cardiologia de Macau membro integrante da ESC, algo que deverá acontecer em 2012. É uma união que “traz mais prestígio e credibilidade, e podemos elevar o nome de Macau ao nível dos eventos científicos”, explicou Mário Évora. MAIS MÉDICOS PARA MACAU. Em declarações à TDM, Mário Évora garantiu que há médicos de Portugal que vão chegar brevemente aos hospitais do território. Sem adiantar números de profissionais ou as áreas de especialidade, o responsável afirmou ainda que vai ser realizado mais um curso de admissão do internato complementar para formar mais médicos nesta área. Da ligação estabelecida com a ESC espera-se, mais do que formação, a certificação da aprendizagem das práticas clínicas. “São cursos certificados, em que mandamos um especialista que vem certificado com uma determinada técnica. Por via desse entendimento prevemos que seja mais fácil para eles virem cá e os médicos de Macau vão ter acesso aos cursos que são dados na Europa”. A.S.S. jornal tribuna de macau segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 pág 05 publicidade MACAU EM FEIRA DE NEGÓCIOS EM HONG KONG. O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau inaugurou em Hong Kong, no âmbito da “World SME Expo”, o Pavilhão de Macau, com o objectivo de apresentar o ambiente de investimento em Macau. local OPERÁRIOS ENVOLVEM-SE EM AGRESSÕES. Um cidadão do Vietname indocumentado foi ferido ontem à tarde durante uma rixa entre um grupo de trabalhadores num estaleiro perto do Galaxy Resort, na Taipa, segundo noticiou a TDM. seis mil atletas pelas ruas da raem Quénia absoluto na maratona American Home Assurance Company - Sucursal de Macau Publicações ao abrigo do nº. 3 do artigo 86 do Decreto - Lei nº. 27/97/M, de 30 de Junho Na competição masculina, 13 atletas do Quénia ficaram nos 15 primeiros lugares. O vencedor tinha ficado em segundo no ano passado BALANÇO EM 30/9/2010 MOP Totais Sub-sub-totais ACTIvO PASSIvO E SITUAÇãO LÍQUIDA IMOBILIZAÇÕES FINANCEIRAS - Valores afectos às provisões técnicas - próprios . Depósitos a prazo - . Depósitos de garantia - - PARTICIPAÇÃO DOS RESSEG. NAS P.R.C. . De seguro directo . De resseguro aceite - - - PARTICIPAÇÃO DOS RESSEGURADORES NAS PROVISÕES PARA SINISTROS A PAGAR . De seguro directo . De resseguro aceite - - - DEVEDORES GERAIS . Outros - - 275,035 275,035 - PROVISÕES PARA SINISTROS A PAGAR . De seguro directo . De resseguro aceite - - Acidentes de Trabalho Incêndio Marítimo carga Automóvel Outros ramos de seguros Conta gerais Sub-totais Totais - - - - - - - COMISSÕES . De Seguro Directo . De Resseguro Aceite 112,727 - 567,839 - 40,597 - 51,883 - 1,519,014 18,162 2,292,060 18,162 2,310,222 - ENCARGOS DE RESSEGURO CEDIDO - Prémios cedidos - Redução das Provisões para Riscos em Curso (R.C.) - Redução das Provisões para Sinistros (R.C.) 339,495 208,031 5,521 1,509,557 2,382,673 - 109,116 35,440 - 153,290 30,321 - 4,015,177 354,895 - 6,126,635 3,011,360 5,521 9,143,516 . De Resseguro Aceite - Prémios cedidos - Redução das Provisões para Riscos em Curso (R.C.) - Redução das Provisões para Sinistros (R.C.) - - - - 81,642 57,500 81,642 57,500 139,142 419,689 8,683 101,234 483,389 17,972 168,248 30,759 1,163,182 152,360 1,702,077 843,439 2,545,516 - - - - - . De Resseguro Aceite - Pagas - Provisões - DESPESAS GERAIS 3,049,129 3,049,129 - AMORTIZAÇÕES E REINTEGRAÇÕES DO EXERCÍCIO - LUCRO DE EXPLORAÇÃO - Totais 1,094,146 5,044,692 Acidentes de Trabalho 371,373 Incêndio 266,253 Marítimo carga Automóvel 7,361,932 Outros ramos de seguros 52,030 52,030 557,230 557,230 3,658,389 17,796,785 Conta gerais MOP Sub-totais Totais 678,993 - 2,203,783 - 217,305 - 153,290 - 7,098,331 81,642 10,351,702 81,642 10,433,344 - PROVEITOS DE RESSEGURO CEDIDO . De Seguro Directo - Comissões (incluindo participação nos lucros) - Indemnizações - Part. dos Resseguradores nas Provisões para Riscos em Curso - Participação dos resseguradores nas provisões para sinistros a pagar 95,988 219,441 - 568,310 50,617 416,880 35,124 8,986 83,830 44,454 30,759 1,617,250 581,592 147,040 2,361,126 860,636 678,509 3,900,271 . De Resseguro Aceite - Comissões (incluindo participação nos lucros) - Part. dos Resseguradores nas Provisões para Riscos em Curso - Participação dos resseguradores nas provisões para sinistros a pagar - - - - 30,615 - 30,615 - 30,615 416,064 - 2,469,090 - 57,605 - 30,321 - 376,904 - 3,349,984 - 3,349,984 - - - - 57,500 57,500 57,500 - REDUÇÃO NAS PROVISÕES P/RISCOS EM CURSO . De Seguro Directo . De Resseguro Aceite - REDUÇÃO NAS PROVISÕES P/SINISTROS . De Seguro Directo . De Resseguro Aceite - PROVEITOS INORGÂNICOS . Financeiros - Totais - - - - - 25,071 25,071 1,410,486 5,708,680 402,850 258,824 9,990,874 25,071 17,796,785 - CONTA DE GANHOS E PERDAS DO EXERCÍCIO DE 2010 MOP Resultados líquidos - Prejuízo - Provisão p/imposto complementar de rendimentos - Resultados líquidos (lucro final) 270,598 - - COMISSÕES A PAGAR 270,598 270,598 - Total do Passivo - Totais 45,634 514,531 560,165 - Lucro - De exploração - Relativo a exercícios anteriores O Contabilista Salina Lai - Totais 557,230 2,935 560,165 O Gerente Chan Chi San Macau, 12 de Janeiro de 2011 Nota: 1. A Autoridade Monetária de Macau aprovou a licença de seguros gerais em Macau da Chartis Insurance Hong Kong Limited, sucursal de Macau, com efeito a partir de 1 de Junho de 2010 em substituição da sociedade do mesmo grupo American Home Assurance Company, sucursal de Macau." 2. As perdas e lucro acima indicadas levam em conta todas as operações realizadas pela AHA Macau até ao dia 31 de Maio de 2010. 3. Estas demonstrações financeiras foram auditadas como últimas demonstrações financeiras da American Home Assurance Company, sucursal de Macau. pág 06 segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 jornal tribuna de macau . Fundo de estabelecimento - . Conta-geral (7,396,007) - RESULTADOS TRANSITADOS (7,396,007) 6,885,913 - RESULTADOS LÍQUIDOS (antes de impostos) 560,165 - PROV. P/IMPOSTO COMPLEMENTAR DE RENDIMENTOS (45,634) - RESULTADOS LÍQUIDOS (depois de impostos) 514,531 - Total da Situação Líquida 4,437 - Total do Passivo e da Situação Líquida 275,035 RELATÓRIO DE ACTIvIDADES DE 2010 MOP - - INDEMNIZAÇÕES BRUTAS . De Seguro Directo - Pagas - Provisões - - CREDORES GERAIS) . Resseguradores . Organismos oficiais . Outros 275,035 - CONTA DE EXPLORAÇãO DO EXERCÍCIO DE 2010 (RAMOS GERAIS) - PRÉMIOS BRUTOS . De Seguro Directo . De Resseguro Aceite - - SEDE - Total do Activo CRÉDITO - - SITUAÇãO LÍQUIDA - - PRÉMIOS EM COBRANÇA - DEPÓSITOS EM INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO - Depósitos à ordem - Depósitos a prazo - PROVISÕES PARA RISCOS EM CURSO . De Seguro Directo . De Resseguro Aceite - PROV. P/RISCOS EM CURSO . De seguro directo . De resseguro aceite - PROVISÕES DIVERSAS - CUSTOS PLURIENAIS . Conservação de imobilizações corpóreas DÉBITO Totais - PASSIvO - - IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS MOP Sub-totais Esta Sucursal de Macau exerce a actividade seguradora nos ramos gerais, tais como acidentes de trabalho, multi-riscos, marítimo-carga, acidentes pessoais, viagens, automóvel, etc. O volume de prémios brutos auferidos no exercício de 2010 foi de MOP 10,433,344 e o resultado apurado neste ano foi de MOP 514,531. RELATÓRIO DO AUDITOR INDEPENDENTE SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS RESUMIDAS O queniano Stephen Chemlany venceu ontem a prova masculina da Maratona Internacional de Macau que cumpriu 30 anos nas estradas do território com dois recordes, de participantes e dos atletas. Num jogo de equipa - o Quénia colocou 13 atletas nos 15 primeiros lugares e apenas dois deles eram convidados da organização do evento - Stephen Chemlany terminou a prova com 02:12.49 horas, menos 02.17 minutos que o recorde de 02:15.06 horas conseguido em 2008 pelo etíope Yemane Tsegay Adhane. O segundo lugar foi ocupado pelo também queniano Julius Kiplimo Maisei que terminou com o tempo de 02:12.53 horas, num pódio que fechou com o etíope Haile Haja Gemeda, com o tempo de 02:12.59 horas. De fora dos primeiros 15 atletas ficou o etíope Tekeste Nekatibeb, de 31 anos, vencedor da prova em 2010. Com a vitória na maratona de Macau e com um novo recorde, Stephen Chemlany, que já tinha ficado em segundo no ano passado, leva para casa um prémio de 320 mil patacas (160 mil pela vitória na prova, 120 mil pelo recorde e um bónus de 40 mil). No sector feminino, num pódio que repetiu o alinhamento da prova masculina, a queniana Chesire Rose Jepkemboi terminou no primeiro lugar com 02:31.28 horas, um novo recorde Atleta queniano Stephen Chemlany (nº 8), que tinha ficado em segundo o ano passado, bateu recorde este ano no sector feminino, seguida pela etíope Tsega Gelaw Reta com 02:31.48 horas e pela também queniana Winfridah Nyansikera com 02:32.27 horas. Na categoria dos atletas de Macau, Kuok Chi Wai venceu a prova masculina e Hoi Long a feminina. “Estavam reunidas todas as condições para se baterem recordes”, disse ao JTM o vice-presidente do Instituto do Desporto, que destacou o facto de os primeiros 11 atletas a cortarem a meta na prova masculina terem todos batido recordes, enquanto na prova feminina as duas primeiras corredoras também bateram recordes. Para José Tavares, estes resultados significam que a competição “está num nível excelente”. Cerca de seis mil atletas de 59 países e territórios participaram na 30.ª edição da Maratona Internacional de Macau, que este ano foi para a estrada com um número recorde de participantes, mas sem portugueses pela primeira vez em mais de 20 anos, o que foi lamentado por José Tavares. “O convite foi feito à Federação Portuguesa de Atletismo e ao Comité Olímpico, mas os responsá- veis do comité disseram que não conseguiram destacar ninguém”. A maratona, assim como a meia e a minimaratona (6,5 quilómetros), decorreram desde as 06:00 locais (22:00 de sábado em Lisboa) com partida e chegada no Estádio de Macau, na ilha da Taipa, percorrendo as principais ruas do território. A Maratona Internacional de Macau distribuiu prémios de 1.400.000 patacas. JTM/Lusa PARA A GERÊNCIA DA AMERICAN HOME ASSURANCE COMPANY -SUCURSAL DE MACAU As demonstrações financeiras resumidas anexas da American Home Assurance Company - Sucursal de Macau (a “Sucursal”) referentes ao período de nove meses findo em 30 de Setembro de 2010 resultam das demonstrações financeiras auditadas da Sucursal referentes ao periodo findo naquela data. Estas demonstrações financeiras resumidas, as quais compreendem o balanço em 30 de Setembro de 2010 e a demonstração dos resultados do período findo naquela data, são da responsabilidade da Gerência da Sucursal. A nossa responsabilidade consiste em expressar uma opinião, unicamente endereçada a V. Exas, enquanto Gerência, sobre se as demonstrações financeiras resumidas são consistentes, em todos os aspectos materiais, com as demonstrações financeiras auditadas e sem qualquer outra finalidade. Não assumimos responsabilidade nem aceitamos obrigações perante terceiros pelo conteúdo deste relatório. Auditámos as demonstrações financeiras da Sucursal referentes ao período de nove meses findo em 30 de Setembro de 2010 de acordo com as Normas de Audítoria e Normas Técnicas de Auditoria emitidas pelo Governo da Região Administrativa Especial de Macau, e expressámos a nossa opinião sem reservas sobre estas demonstrações financeiras, no relatório de 15 de Outubro de 2010. As demonstrações financeiras auditadas compreendem o balanço em 30 de Setembro de 2010, a demonstração dos resultados, a demonstração de alterações na conta com a casa-mãe e nas reservas e a demonstração dos fluxos de caixa do periodo findo naquela data, e um resumo das principais politicas contabilísticas e outras notas explicativas. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras resumidas são consistentes, em todos os aspectos materiais, com as demonstrações financeiras auditadas da Sucursal. Para uma melhor compreensão da posição financeira da Sucursal e dos resultados das suas operações, e do âmbito da nossa auditoria, as demonstrações finance iras resumidas devem ser lidas em conjunto com as demonstrações financeiras auditadas e com o respectivo relatório do auditor independente. Tsang Cheong Wai Auditor de contas PricewaterhouseCoopers Macau, 12 de Janeiro de 2011 TRIBUNAL JUDICIAL DE BASE Juízo Cível ANÚNCIO ICQ dental team is a group of dental specialists with internationally recognized qualifications. We provide all range of dental services: − Oral examination and radiology investigation − Restorative and Cosmetic Dentistry − Children Dentistry − Orthodontic Treatment − Oral and Dental implant Surgery – Endodontic Treatment − Periodontal Treatment − Emergency Treatment We are committed to deliver high quality dental services with personalized care. We ensure the highest level of infection control. Website:www.icqoral.com Consultation by appointment: Mon to Sat: 10:30am - 7:30pm Sun: 10:30am - 2:00pm Tue and public holidays: closed Tel: 28373266 Fax: 28356483 Email: [email protected] Avenida da Praia Grande, Nº 665, Edifício Great Will, 2º Andar A Convocatória Nos termos do Artigo 17º dos Estatutos do LABORATÓRIO DE ENGENHARIA CIVIL DE MACAU - LECM, convoca-se a Assembleia Geral para uma reunião ordinária na sede do LECM, Av. Wai Long Nº 185, Taipa, Macau, pela 10:30 horas do dia 14 de Dezembro de 2011 (Quarta-feira), com a seguinte ordem de trabalhos: Ponto um: Discussão e Votação do Plano de Actividades e Orçamento para 2012 Ponto dois: Sugestão Temporária Em caso de falta de quorum, a Assembleia Geral reúne-se 30 minutos depois, em segunda convocatória, nos termos do nº 2 do Artigo 18º, considerando-se validamente constituída qualquer que seja o número de associados presentes e o património associativo representado. Macau, 18 de Novembro de 2011 Acção ordinária nº CV1-11-0018-CAO 1° Juízo Autor: BANCO NACIONAL ULTRAMARINO, S.A., sociedade comercial anónima, com sede em Macau, na Avenida Almeida Ribeiro, n.º 22, registada na Conservatória dos Registos Comercial e de Bens Móveis sob o n.º 13548 (SO). Réu: KWA KIM YEOW, solteiro, maior, titular do Passaporte da Malásia, com última residência conhecida em Macau na Avenida Demétrio Cinatti, n.º 2, Edifício Heng Wa Kok, 14.º andar “E”, ora ausente em parte incerta. FAZ-SE SABER que pelo 1º Juízo Cível do Tribunal Judicial de Base de R.A.E.M., correm éditos de TRINTA DIAS contados a partir da segunda e última publicação deste anúncio, citando o réu KWA KIM YEOW para no prazo de TRINTA DIAS, findo o dos éditos, querendo contestar a acção supracitados, na qual o Autor pede que a presente acção seja julgada procedente e provada e, por via dela, ser o Réu condenado a pagar ao Autor a quantia de MOP134.648,55 (cento e trinta e quatro mil, seiscentas e quarenta e oito patacas e cinquenta e cinco avos) e dos juros vencidos, a que acrescem os juros que se forem vencendo, à taxa anual de 30%, após a propositura da acção e até integral pagamento, o respectivo imposto de selo que sobre os mesmos incide e, ainda, as custas e condigna procuradoria. Tudo como melhor consta do duplicado da petição inicial arquivado neste Juízo e que será entregue aos citandos, logo que solicitado, e de que a falta de contestação, em caso de revelia absoluta, não importa o reconhecimento dos factos articulados pelo autor. É obrigatória a constituição de advogado caso seja deduzida contestação. (art.º 74º do C.P.C.M.). RAEM, 18 de Novembro de 2011 A Juiz de Direito, Ana Meireles O Escrivão Judicial Principal, Cheang U Wai A Direcção Ao Peng Kong Leong Man Io Lau Veng Seng 1ª Vez “JTM” - 5 de Dezembro de 2011 jornal tribuna de macau segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 pág 07 publicidade “PÉ DE DANÇA” CHEGOU AO FIM. O Programa de Intercâmbio com Taipé chamado “Pé de Dança” terminou anteontem à noite, no Centro Cultural, com a estreia de “Uníssonos”, um triplo espectáculo que incluiu duas novas peças e “Água Lunar”, um solo interpretado pela bailarina taiwanesa Sheu Fang-Yi. local PRÉMIOS “SOUND & IMAGE CHALLENGE 2011” Publicações ao abrigo do nº. 3 do artigo 86 do Decreto - Lei nº. 27/97/M, de 30 de Junho BALANÇO EM 31/12/2010 MOP Totais Sub-sub-totais ACTIvO PASSIvO E SITUAÇÃO LÍQUIDA 19,000,000 53,840 - CUSTOS PLURIENAIS . Conservação de imobilizações corpóreas 199,412 - PARTICIPAÇÃO DOS RESSEG. NAS P.R.C. . De seguro directo . De resseguro aceite 6,815,489 312,587 7,128,076 - PARTICIPAÇÃO DOS RESSEGURADORES NAS PROVISÕES PARA SINISTROS A PAGAR . De seguro directo . De resseguro aceite 3,385,222 203,206 3,588,428 - DEVEDORES GERAIS . Resseguradores . Outros 1,405,273 1,467 - PRÉMIOS EM COBRANÇA 4,612,499 - (PROVISÕES PARA PRÉMIOS EM COBRANÇA) (506,468) 36,381 6,045,124 908,094 908,094 8,000 - CAIXA - CONTA DE EXPLORAÇÃO DO PERÍODO ENTRE 1 DE JUNHO DE 2010 E 31 DE DEZEMBRO DE 2010 (RAMOS GERAIS) Acidentes de Trabalho - PROVISÕES PARA RISCOS EM CURSO . De Seguro Directo . De Resseguro Aceite Incêndio Marítimo carga Automóvel Outros ramos de seguros Conta gerais Sub-totais Totais 1,971,343 - 117,459 - 37,550 - 360,943 312,587 2,487,295 312,587 2,799,882 - COMISSÕES . De Seguro Directo . De Resseguro Aceite 269,161 - 1,628,612 - 53,910 - 105,284 - 2,942,060 131,046 4,999,027 131,046 5,130,073 - ENCARGOS DE RESSEGURO CEDIDO - Prémios cedidos - Redução das Provisões para Riscos em Curso (R.C.) - Redução das Provisões para Sinistros (R.C.) 839,656 4,399 38,531 6,138,252 93,630 55,916 74,543 - 314,045 10,464 3,601,417 51,249 - 10,949,286 130,191 142,625 11,222,102 . De Resseguro Aceite - Prémios cedidos - Redução das Provisões para Riscos em Curso (R.C.) - Redução das Provisões para Sinistros (R.C.) - - - - 595,656 170,756 595,656 170,756 766,412 173,587 - 303,471 - 2,984 82,712 - 2,260,248 977,181 2,740,290 1,059,893 3,800,183 - 2,204 - - 253,742 - 253,742 2,204 . De Resseguro Aceite - Pagas - Provisões 2,780,004 - DESPESAS GERAIS 255,946 2,780,004 - AMORTIZAÇÕES E REINTEGRAÇÕES DO EXERCÍCIO 118,219 118,219 - Provisões p/Prémios em Cobrança 506,468 506,468 - LUCRO DE EXPLORAÇÃO - Totais CRÉDITO 1,325,334 10,137,512 Acidentes de Trabalho - PRÉMIOS BRUTOS . De Seguro Directo . De Resseguro Aceite 387,524 Incêndio 467,343 Marítimo carga Automóvel 11,656,885 Outros ramos de seguros 5,096,216 5,096,216 8,500,907 32,475,505 Conta gerais MOP Sub-totais Totais 1,487,263 - 8,367,997 - 541,074 - 314,044 - 13,346,311 595,656 24,056,689 595,656 24,652,345 - PROVEITOS DE RESSEGURO CEDIDO . De Seguro Directo - Comissões (incluindo participação nos lucros) - Indemnizações - Part. dos Resseguradores nas Provisões para Riscos em Curso - Participação dos resseguradores nas provisões para sinistros a pagar 215,294 92,251 - 1,638,879 129,886 1,231,984 - 7,201 1,492 31,813 91,074 37,550 - 757,885 1,717,197 555,940 2,710,333 1,940,826 1,269,534 587,753 6,508,446 . De Resseguro Aceite - Comissões (incluindo participação nos lucros) - Indemnizações - Part. dos Resseguradores nas Provisões para Riscos em Curso - Participação dos resseguradores nas provisões para sinistros a pagar - 2,204 - - 169,337 253,742 312,587 - 169,337 253,742 312,587 2,204 737,870 - REDUÇÃO NAS PROVISÕES P/RISCOS EM CURSO . De Seguro Directo . De Resseguro Aceite 107,653 - - - - - 107,653 - 107,653 - REDUÇÃO NAS PROVISÕES P/SINISTROS . De Seguro Directo . De Resseguro Aceite 116,478 - 108,307 - - 10,888 - 170,756 235,673 170,756 406,429 - - - - - 62,762 62,762 2,018,939 11,479,257 581,580 453,556 17,879,411 62,762 32,475,505 - PROVEITOS INORGÂNICOS . Financeiros - Totais - CONTA DE GANHOS E PERDAS DO EXERCÍCIO DE 2009 MOP Resultados líquidos - Prejuízo - Provisão p/imposto complementar de rendimentos 656,765 - Resultados líquidos (lucro final) 4,445,729 - Totais - Lucro - De exploração 5,096,216 6,278 - De resultados extraordinários do exercício - Relativo a exercícios anteriores 5,102,494 O Contabilista Salina Lai Macau, 27 de Setembro de 2011 pág 08 segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 jornal tribuna de macau - - Totais O Gerente Chan Chi San 5,859,764 203,206 6,062,970 - CREDORES GERAIS . Resseguradores . Mediadores . Organismos oficiais . Outros 6,596,567 1,320,353 656,765 - - INDEMNIZAÇÕES A PAGAR 8,573,685 310,095 - Total do Passivo 26,610,251 - SITUAÇÃO LÍQUIDA - SEDE . Fundo de estabelecimento 5,000,000 . Conta-geral 6,569,524 11,569,524 - - RESULTADOS LÍQUIDOS (antes de impostos) 5,102,494 - PROV. P/IMPOSTO COMPLEMENTAR DE RENDIMENTOS (656,765) - RESULTADOS LÍQUIDOS (depois de impostos) 4,445,729 - Total da Situação Líquida 16,015,253 - Total do Passivo e da Situação Líquida 42,625,504 RELATÓRIO DE ACTIvIDADES DE 2010 MOP - - INDEMNIZAÇÕES BRUTAS . De Seguro Directo - Pagas - Provisões 10,845,722 817,779 42,625,504 - Total do Activo DÉBITO 10,533,135 312,587 - RESULTADOS TRANSITADOS 1,045,124 5,000,000 . Em moeda externa - Depósitos à ordem - PROVISÕES PARA SINISTROS A PAGAR . De seguro directo . De resseguro aceite 1,406,740 - ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS . Juros a receber - DEPÓSITOS EM INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO . Em moeda local - Depósitos à ordem - Depósitos a prazo - PROV. P/RISCOS EM CURSO . De seguro directo . De resseguro aceite - PROVISÕES DIVERSAS 4,106,031 MOP Totais - PASSIvO - 145,378 IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS IMOBILIZAÇÕES FINANCEIRAS - Valores afectos às provisões técnicas - próprios . Depósitos a prazo . Depósitos de garantia Sub-totais 5,102,494 Esta Sucursal de Macau exerce a actividade seguradora nos ramos gerais, tais como acidentes de trabalho, multi-riscos, marítimo-carga, acidentes pessoais, viagens, automóvel, etc. O volume de prémios brutos auferidos no exercício de 2010 foi de MOP 24,652,345 e o resultado apurado neste ano foi de MOP 4,445,729. RELATÓRIO DO AUDITOR INDEPENDENTE SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS RESUMIDAS PARA A GERÊNCIA DA CHARTIS INSURANCE HONG KONG LIMITED – SUCURSAL DE MACAU (constituida em Hong Kong com responsabilidade limitada) As demonstrações financeiras resumidas anexas da Chartis Insurance Hong Kong Limited - Sucursal de Macau (a “Sucursal”) referentes ao periodo de sete meses entre 1 de Junho de 2010, data da constituição, e 31 de Dezembro de 2010 resultam das demonstrações financeiras auditadas da Sucursal referentes ao período de sete meses findo em 31 de Dezembro de 2010. Estas demonstrações financeiras resumidas, as quais compreendem o balanço em 31 de Dezembro de 2010 e a demonstração dos resultados do periodo de sete meses findo em 31 de Dezembro de 2010, são da responsabílidade da Gerência da Sucursal. A nossa responsabilidade consiste em expressar uma opinião, unicamente endereçada a V Exas, sobre se as demonstrações financeiras resumidas são consistentes, em todos os aspectos materiais, com as demonstrações financeiras auditadas e sem qualquer outra finalidade. Não assumimos responsabilidade nem aceitamos obrigações perante terceiros pelo conteúdo deste relatório. Auditámos as demonstrações financeiras da Sucursal referentes ao periodo entre 1 de Junho de 2010 e 31 de Dezembro de 2010 de acordo com as Normas de Auditoria e Normas Técnicas de Auditoria emitidas pelo Governo da Região Administrativa Especial de Macau, e expressámos a nossa opinião sem reservas sobre estas demonstrações financeiras, no relatório de 11 de Julho de 2011 . As demonstrações financeiras auditadas compreendem o balanço em 31 de Dezembro de 2010, a demonstração dos resultados, a demonstração de alterações na conta com a casa-mãe e a demonstração dos fluxos de caixa do periodo de sete meses findo em 31 de Dezembro de 2010, e um resumo das principais políticas contabilísticas e outras notas explicativas. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras resumidas são consistentes, em todos os aspectos materiais, com as demonstrações financeiras auditadas. Para uma melhor compreensão da posição financeira da Sucursal e dos resultados das suas operações, e do âmbito da nossa auditoria, as demonstrações financeiras resumidas devem ser lidas em conjunto com as demonstrações financeiras auditadas e com o respectivo relatório do auditor independente. Tsang Cheong Wai Auditor de contas PricewaterhouseCoopers Macau, 27 de Setembro de 2011 Breves “Os criativos de Macau estão num patamar internacional” Chartis Insurance Hong Kong Limited - Macau Branch Cinco vídeo-clips competiam num concurso no qual criatividade e técnica eram essenciais. Entrega de prémio foi no sábado. Para o ano, o concurso pode ser lançado já a partir de Janeiro, segundo a organização “S trange Occurences by the Water Front” foi o vídeo-clip vencedor, este sábado, no concurso “Sound & Image Challenge”, promovido pelo Centro de Indústrias Criativas. Ao JTM, a directora, Lúcia Lemos, mostrou-se satisfeita com os vídeoclips que foram a concurso, elogiando os concorrentes. “Os criativos de Macau estão num patamar internacional”, garante. “G.E. Mistake” venceu o prémio para melhor design de som, enquanto o prémio para o melhor design de imagem em movimento foi para “Kaleidoscope”. Já o prémio do público, atribuído por votação através da internet, foi conquistado por “Your mind is your Weapon”. Segundo Lúcia Lemos, “este ano a quantidade de trabalhos a concurso foi maior, com 20 vídeo-clips entregues”. Destes, foram selecionados cinco. Apesar de elogiar a qualidade geral dos trabalhos apresentados, Lúcia Lemos apontou alguma dispersão em relação ao tema proposto, “Loud Image Colourful Sound”. “Penso que algumas pessoas tentaram fazer trabalhos mais globais, talvez com o objectivo de concorrer a outros concursos”, referiu. E em relação à primeira edição, notou ainda que “talvez por ser novidade, no ano passado pareceu haver uma maior preocupação colocada na produção dos trabalhos”. Desta forma, a organização está a ponderar lançar o concurso mais cedo no próximo ano, “para os concorrentes terem pelo menos mais três meses para trabalhar, por isso o concurso pode ser lançado já a partir de Janeiro de 2012”. O argumento do vídeo-clip vencedor, produzido pela equipa LTL, segundo a organização girava à volta do “contexto histórico e político de Macau formado por um excepcional hibridismo, único à face da terra”, na qual existem “estruturas flutuantes, paisa- Imagem do vídeo-clip vencedor, da equipa LTL gens distendidas, ‘Estranhas Ocorrências Pela Consequência das Marés’ [que dá o nome ao vídeo-clip]” e que tornam este vídeo “uma observação humorística de situações bizarras que acontecem na cidade sob os olhos dos cidadãos”. A equipa vencedora vai receber 20 mil patacas, enquanto os vencedores das outras duas categorias recebem dez mil patacas cada. Este concurso foi criado com o objectivo de captar novos produtores com ideias criativas e possuidores de conhecimentos técnicos. Aos concorrentes foi pedido que se organizassem em equipas técnicas cujos elementos tivessem conhecimentos de design de som e animação de imagem, sendo que era obrigatório que a comunicação tivesse conteúdo de campanha ou de anúncio para um serviço público. “Este concurso não passa de uma plataforma para as pessoas poderem mostrar os trabalhos, promovendo ao mesmo tempo a capacidade criativa de Macau”, de acordo com Lúcia Lemos. “E não tenho dúvidas de que em Macau há qualidade. Ainda este ano estive no Porto, num festival de vídeo, e mostrei os trabalhos do ano passado e foram muito elogiados”. H.A. Moçambique quer Jogos da Lusofonia O interesse pela organização da competição, organizada em primeiro por Macau, em 2006, foi confirmada pelo presidente do Comité Olímpico de Moçambique. Marcelino Macombe assegura que em Março de 2012 já pode dar “a palavra definitiva” O presidente do Comité Olímpico de Moçambique, Marcelino Macome, disse ontem à Agência Lusa em Macau que o país está disponível para organizar os Jogos da Lusofonia em 2017 “A disponibilidade existe até porque há uma base que foi a organização dos Jogos Africanos em que tivemos um legado quer de instalações, quer em pessoas para a organização”, sublinhou o mesmo responsável que está em Macau para participar na Assembleia Geral da Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa (ACOLOP). Para Marcelino Macome, o que está agora em causa “é fazerem-se os estudos de viabilidade e criarem-se as fontes de financiamento”. Os responsáveis do DISTINGUIDOS 174 JOVENS VOLUNTÁRIOS. 174 jovens foram distinguidos este fim-de-semana pela dedicação a actividades voluntárias. Entre os distinguidos está uma rapariga com oito anos. No total, os jovens completaram mais de três mil horas de serviços voluntários à comunidade. desporto de Moçambique estão “disponíveis e dispostos para trabalhar nesse sentido”, garantiu. “Logo que chegarmos a Maputo vamos começar a trabalhar e em Março, na reunião que vamos ter em Goa, estaremos em condições de dar já a palavra definitiva”, declarou. Salientando que a organização dos quartos Jogos da Lusofonia - depois de Macau em 2006, Lisboa em 2009 e Goa em 2013 – “é um desafio bastante grande”, Marcelino Macome recordou que as “duas edições anteriores foram muito bem organizadas”. Além de ser o primeiro país africano da ACOLOP a pretender organizar o evento, o mesmo responsável salientou a “responsabilidade e a honra” devido à participação dos melhores atletas de cada país. Os membros da ACOLOP estão reunidos em Macau e decidiram este fim de semana realizar a próxima assembleia-geral em Goa, cidade que vai acolher os terceiros Jogos da Lusofonia, onde irão efectuar uma visita de inspecção e decidir quais as modalidades a integrar na prova. Prabhu Desai, director-executivo da Autoridade Desportiva de Goa, afirmou que aquela região indiana tem já cinco complexos desportivos prontos para os Jogos e que vão continuar a trabalhar para uma boa realização do evento. “Temos cerca de ano e meio para os jogos e estamos confiantes na capacidade de organizar os Jogos da Lusofonia, além de termos o apoio do Governo local”, acrescentou o mesmo responsável. JTM/Lusa Deputado exige indemnizações laborais mais altas Chan Wai Chi, deputado do Novo Macau, exigiu uma indemnização mais para os trabalhadores que sejam despedidos sem justa causa, através uma revisão do valor do rendimento básico, segundo uma interpelação por escrito. A Lei do Trabalho prevê que o patrão indemnize o trabalhador caso o despeça sem justa causa. Mas o deputado defende que, como a lei já é de 1998, o valor para a indemnização está desactualizada. Deste modo, quer que a lei seja revista. Ao mesmo tempo, Chan Wai Chi exigiu ainda prolongamento da licença de maternidade, para que a RAEM iguale as regiões vizinhas. As mulheres do Interior da China gozam 90 dias, em Hong Kong 70 dias, mas em Macau apenas as funcionárias públicas podem gozar os 90 dias, enquanto as outras trabalhadoras só gozam 56 dias. Agora o deputado vem reclamar mais direitos para as mães. Política demográfica como prioridade O presidente da Associação Promotora de Economia de Macau, Ieong Tou Hong defendeu no sábado, num simpósio no Centro Ciência de Macau, que as políticas demográficas de longo prazo deveriam ser consideradas na prioritárias no planeamento d os novos aterros urbanos de Macau. Ieong Tou Hong é da opinião de que não deve haver pressa no desenvolvimento dos novos aterros, mas deve ser tomada uma atitude séria para formar as políticas demográficas, as quais, para este responsável, podem ser uma oportunidade preciosa para a melhoria da qualidade residencial em Macau. Mais de cem alunos graduados no Instituto de Gestão de Macau Realizou-se no sábado a cerimónia de graduação do Instituto de Gestão (IGS), na Torre de Macau, que contou com presença do coordenador do Gabinete de Apoio do Ensino Superior (GAES), Sou Chio Fai, e mais de cem finalistas. O presidente do IGS disse que o instituto vai formar mais trabalhadores na área da gestão. Sou Chio Fai falou assegurou ainda que o Governo vai continuar apoiar as instituições de ensino superior da RAEM para melhorar o nível de ensino. IACM proíbe restaurantes de deitar no lixo restos de comida O aviso para aos restaurantes foi lançado pelo Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) no fim-de-semana passado: estão proibidos de colocar nos contentores públicos os resíduos alimentares, sob pena de serem multados. O IACM alertou para o surgimento de muitos casos em que restaurantes colocam esse resíduos nos contentores destinados apenas ao lixo doméstico. Segundo o IACM, já foram passadas dez multas durante o mês de Outubro e a fiscalização vai ser reforçada. Au Kam San exige casas de “slots” fora dos bairros Au Kam San, deputado do Novo Macau, voltou a criticar as casas de “slots”, numa interpelação por escrito, na última quinta-feira. A existência das casas de “slots” nos bairros pode “atrair” os residentes e aumentar o vício no jogo. O deputado indicou que as casas de “slots” no bairro do Fai Chi Kei já levou alguns idosos, domésticas e até jovens do bairro a ficarem viciados. Por isso, Au Kam San exigiu a delimitação de zonas reservadas para os casinos. jornal tribuna de macau segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 pág 09 Portugal joga nos estádios mais pequenos. A selecção portuguesa vai realizar os jogos do Grupo B em Lviv e Kharkiv, nos estádios mais pequenos e que distam 1015 km um do outro. A Arena de Lviv, inaugurada a 15 de Novembro, vai acolher o primeiro desafio de Portugal na competição, frente à Alemanha, a 9 de Junho. desporto Uma nova “Tango” para o Europeu2012. Umas das estrelas do Euro2012 vai ser a bola. Chama-se Adidas Tango e é a interpretação moderna de um design clássico, cujo desenho inclui uma linha inspirada nas bandeiras dos países organizadores: Ucrânia e Polónia. Foi desenvolvida durante dois anos e testada por jogadores de oito diferentes países. ALEMANHA O príncipe que dá magia à máquina José Mourinho elogia a “mentalidade alemã” e a “criatividade turca” da grande estrela do Real Madrid Mesut Özil nasceu há 23 anos na cidade alemã de Gelsenkirchen. É descendente de turcos emigrantes na Alemanha, país onde começou a mostrar o enorme talento que o levou a ser chamado de “Mágico”. Foi nas escolas do Schalke 04 que começou a dar nas vistas, e aos 20 anos mudou-se para o Werder Bremen a troco de 4,3 milhões de euros. A partir daí foi sempre a subir. Sagrou-se campeão europeu de sub-21 um ano antes de se tornar a grande surpresa da Alemanha no Mundial da África do Sul. “Mesut tem uma mentalidade muito alemã em relação à disciplina, e a parte turca de sua mentalidade dá-lhe um pouco de criatividade, dinamismo e técnica”, disse José Mourinho, que ficou tão enfeitiçado pelo talento de Özil que o quis levar para o Real Madrid. A sua importância nos merengues é indiscutível, a ponto de relegar para o banco de suplentes o brasileiro Kaká. Özil é o príncipe da máquina alemã e tem tudo para ser uma das estrelas do Euro 2012. Para já, é a principal figura da Alemanha, selecção posicionada no terceiro lugar do ranking da FIFA. HOLANDA O génio que dá mais sumo à laranja O médio Sneidjer é o ‘ cérebro’ do Inter e da selecção holandesa. Foi o segundo melhor jogador do Mundial 2010 Portugal no grupo dos campeões Alemanha, Holanda e Dinamarca são os adversários da equipa nacional, que se estreia na prova a 9 de Junho SILVIA FRECHES J á tinham saído Holanda e Dinamarca, respectivamente campeões da Europa em 1988 e 1992, faltava conhecer o último adversário de Portugal. E a bola, tirada por Marco van Basten, fez ecoar um “ohhhh” na sala apinhada de figuras do futebol mundial... A Alemanha, três vezes campeã do mundo e outras tantas da Europa, completava o trio das selecções que vão medir forças com os portugueses ( os únicos sem qualquer título) na fase de grupos no Europeu de 2012, na Polónia e Ucrânia. O grupo da morte desta competição estava encontrado. Por segundos, muito breves, Paulo Bento sorriu ao mesmo tempo que engelhava a testa, uma expressão habitual, quando os jogos não lhe estão a correr de feição. Fernando Santos, o outro treinador português com A quinta selecção favorita Nunca abandone o seu animal de estimação * Contacto da Anima: 63018939 (Bernardo) * Ajude-nos a Ajudá-los pág 10 Portugal tem, segundo um estudo que assenta na “última tecnologia e na técnica de análise de dados”, 48,5% de hipóteses de passar a fase de grupos, percentagem que coloca Portugal como a 5.ª selecção favorita à vitória final no Europeu organizado por Polónia e Ucrânia. A probabilidade de Portugal chegar à final assenta nos 17,2%, embora sejam Espanha e Holanda a reunirem o favoritismo para decidirem quem será o novo campeão europeu, à imagem do que já sucedeu na final do Mundial 2010. presença no Euro, ao comando da Grécia, olhou para a fila de cadeiras mesmo atrás de si, onde estava a comitiva portuguesa. O ar era bem mais descontraído. Afinal, o sorteio tinha sido seu aliado: se Portugal estava no grupo mais difícil, a Grécia calhou no mais acessível (Polónia, Rússia e República Checa). VELHOS AMIGOS. Holanda, Dinamarca e Alemanha compõem aquele que tradicionalmente se designa de “grupo da morte”, por se tratar do teoricamente mais forte do Euro 2012. Por isso, nas cidades ucranianas de Lviv e Kharkiv vão defrontar-se velhos conhecidos. Em fases finais de grandes competições, alemães e portugueses defrontaramse por quatro vezes, sendo que o baptismo da equipa nacional deu-se precisamente no Euro 84, em Estrasburgo, frente à então RFA, com um empate a zero. Depois disso, registaram-se dois triunfos alemães (Euro 2008 e Mundial 2006) e um triunfo lusitano (Euro 2000). Os holandeses devem ter pesadelos com Portugal, pois perderam nas duas ocasiões (Euro 2004 e Mundial 2006) em que se encontraram. Já com a Dinamarca, a equipa portuguesa empatou 1- 1 no Euro 96, único duelo numa fase final, mas é bom não esquecer a derrota em Copenhaga que obrigou a equipa de Paulo Bento a jogar o play-off para chegar ao Europeu de 2012. Além disso, quando as equipas entrarem em campo haverá abraços trocados entre jogadores que durante o ano partilharam o mesmo balneário. Que o digam Ronaldo, Pepe e Fábio Coentrão, que no Real Madrid jogam ao lado dos alemães Sami Khedira e Mesut Özil e no primeiro jogo, a 9 de Junho, vão ser adversários. No desafio com a Dinamarca, poderá haver um encontro de benfiquistas, com Eduardo e Rúben Amorim de um lado, e Danielwass, que fez a pré-época na Luz, do outro. No duelo com a Holanda, segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 jornal tribuna de macau será o sportinguista Schaars a trocar cumprimentos com Rui Patrício e João Pereira. Outro dado interessante que “atravessa” os jogadores deste grupo: José Mourinho. “O melhor treinador do mundo”, para alem dos portugueses, treina as “estrelas” da Alemanha e já treinou os melhores holandeses – Aaren Roben (no Chelsea) e Snejder (no Inter). Os dinamarqueses são, apesar de tudo, os menos famosos e individualmente mais fracos... “PARA COMPETIR.” Foi a única promessa deixada por Paulo Bento. E o arranque de Portugal está agendado para 9 de Junho (um dia depois do jogo inaugural, PolóniaGrécia), frente à Alemanha, em Lviv (Ucrânia). Será um frente-a-frente entre Ronaldo e Ozil, que no Real Madrid se alimentam da arte um do outro: o alemão lê o jogo como poucos e sabe lançar o português para a parte do campo onde nenhum adversário gosta de o ter. Para já a estatística não é muito animadora, pois nos 16 confrontos com os germânicos, Portugal apenas ganhou três. A 13 de Junho, também em Lviv, o adversário é a Dinamarca, vencedora do grupo de Portugal na qualificação, obrigando a formação de Bento a ir ao play- off. A 17 de Junho, também na Ucrânia, mas em Kharkiv, os portugueses jogam com a Holanda, a selecção derrotada na final do último Mundial. Terminado o sorteio, no Palácio das Artes, os seleccionadores iniciaram os preparativos para a escolha dos locais onde as equipas vão ficar durante o Euro. Lá fora, já Kiev estava em silêncio. O grupo de mulheres (Femen) que se manifestava em topless contra a prostituição no país, principalmente durante o torneio, já tinha dispersado, mas com a promessa de, também elas, voltarem em Junho. JTM/DN Wesley Sneijder foi a alma da selecção holandesa no Euro 2008 e no Mundial 2010, torneios em que foi eleito para o onze ideal. No Campeonato do Mundo foi mesmo o segundo melhor jogador, só suplantado pelo uruguaio Diego Forlán. Filho de um antigo futebolista, Sneijder é um dos muitos grandes produtos da famosa escola do Ajax, de onde saiu em 2007 para o Real Madrid, que adquiriu o seu passe por 27 milhões de euros. No entanto, foi no Inter Milão que atingiu o ponto alto da sua carreira. Foi o cérebro dos nerazzurri de José Mourinho, que em 2009/ 2010 conquistou o título e a Taça de Itália e a Liga dos Campeões. Tal como o treinador português, o seleccionador Bert van Marwijk não abdica de Sneijder, que aos 27 anos é senhor de uma capacidade de passe, remate e criação de jogo ofensivo que alimenta um ataque poderoso, no qual brilhamvan Persie e Huntelaar. Em Itália, chamam-lhe génio, e com toda a razão, pois com ele em campo a Holanda, segunda selecção do ranking FIFA, torna-se uma laranja menos mecânica muito mais sumarenta. DINAMARCA O avançado que marcou quatro a Portugal Os nórdicos, o opositor mais acessível, têm-se dado bem com Portugal. E tem um goleador anti-Portugal À primeira vista, a Dinamarca, a 11ª selecção do ranking da FIFA é o adversário mais fácil que Portugal vai enfrentar na fase de grupos. É aquele opositor que a equipa de Paulo Bento está obrigada a ganhar sem que isso dê qualquer garantia de apuramento para os oitavos-de–final. Mas numa segunda observação reparamos que a Dinamarca venceu o grupo de Portugal na fase de qualificação, teve o desplante de atirar a equipa nacional para o play-off e, ainda por cima, tem um trunfo que nem a Alemanha, nem a Holanda dispõem: um avançado que possa dizer alto e bom som que já marcou quatro golos a Portugal. Ncklas Bendtner ter sido um verdadeiro carrasco para os guarda-redes portuguese. E o curioso é que o avançado do Sunderland esteve a um passo de representar um emblema português depois de deixar o Arsenal. Associados aos três grandes, o homem que já lutou com Adebayor em pleno relvado e choucou o mundo com umas botas cor de rosa, deve ter sorrido que viu Portugal calhar no seu grupo. Pudera! pág 11 “Não vamos longe com o Paulo Bento como treinador e não vamos longe sem o Bosingwa e o Ricardo Carvalho, que são dois dos melhores defesas do mundo. A única alternativa que vejo é de Portugal trocar de treinador”-Braz-Gomes DESPORTO “O facto do primeiro jogo ser contra a Alemanha pode ser favorável, pois no primeiro jogo as equipas surgem sempre um pouco retraídas porque não querem perder”.- Rui Cardoso MORREU O FUTEBOLISTA BRASILEIRO SÓCRATES. O antigo futebolista Sócrates, que disputou os Mundiais de 1982 e 1986, não resistiu a uma infecção e morreu no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde estava internado desde quinta-feira. DESPORTO CARRILLO CONVOCADO PARA JOGO COM BELENENSES. O avançado peruano Carrillo está recuperado e foi convocado para o jogo do Sporting frente ao Belenenses, hoje, na partida que fecha os 16 avos da Taça de Portugal em futebol. TAÇA DE PORTUGAL Benfica passa mais um ano distante do Jamor Encarnados sem pernas quando Marítimo acelerou o jogo foram eliminados com a primeira derrota da época RUI FRIAS Braz-Gomes Jorge Silva Pedro Leal António Conceição Jr António Aguiar António Dias Azedo José Veiga Bruno Nunes Rui Cardoso Carlos Ávila Macau entre o pessimismo e o optimismo Uma ronda “ad hoc” feita na tarde de ontem com algumas personalidades da comunidade portuguesa de Macau, mostra que não há consenso sobre o resultado do sorteio do Euro 2012 que a TDM vai transmitir em directo. Para uns “estamos arrumados”, para outros há possibilidades. E há vários que ficaram contentes com o resultado pois “Portugal joga melhor contra as boas equipas” O jornalista Jorge Silva, reconhece que “com este Portugal vai ter muitas dificuldades em se apurar para a fase seguinte. Não estou muito optimista, em especial pelos jogos contra a Alemanha e Holanda que fizeram percursos imaculados para este Euro.” O Ex director das Finanças, Carlos Ávila, acha mesmo que “estamos arrumados. Qualquer das três equipas que Portugal defronta é muito difícil, pelo que se trata de uma missão impossível”. Carlos Ávila acha que “Alemanha, Holanda e Dinamarca são três adversários superiores”, concluindo que “não tenho fezada nenhuma”. Da mesma opinião comunga o bancário José Braz-Gomes que acha que Portugal tem “poucas possibilidades”. Para o vice-presidente do Benfica local, “calharam-nos três equipas fabulosas, cada uma melhor que a outra”. Braz-Gomes vê um grande problema na selecção portuguesa. “Acho que não vamos longe com o Paulo Bento como treinador e não vamos longe sem o Bosingwa e o Ricardo Carvalho, que são dois dos melhores defesas do mundo. A única alternativa que vejo é de Portugal trocar de treinador, meter alguém como o Humberto Coelho que é um diplomata, um homem de consensos. O Paulo Bento cria muitos problemas”. Opinião diferente tem o empresário José Veiga, um destacado fã do Futebol Clube do Porto. Reconhece que “o sorteio foi muito puxado para Por- tugal”, mas lembra que “o nosso pais está em sétimo no ranking da FIFA e temos equipa para estar no Euro”, pelo que assume-se optimista pois acha que “Portugal vai passar à fase seguinte”. O presidente da Associação de Hóquei em patins António Aguiar diz que ficou satisfeito com o resultado do sorteio. “Acho que Portugal joga melhor quando tem que defrontar as boas equipas e por isso acho que nesse sentido foi um bom sorteio. Quando calha jogar com os mais fracos, Portugal tende a facilitar. Eu gostei do sorteio e fiquei bastante optimista. Portugal vai ter que encarar a sério desde o início e não contar com as “favas contadas” como acontece por vezes.” Idêntica opinião tem o advogado Pedro Leal, um ex- praticante de rubgy. “Não é certo perdermos com a Alemanha, Holanda e Dinamarca, pois jogamos melhor com as boas equipas que com as mais fracas. Portugal pode fazer um bom Europeu”, salientou-nos. Para António Conceição Jr, actual presidente do Sporting de Macau “o resultado foi complicado, mas extremamente estimulante”. Encontrar a Alemanha, Holanda e a Dinamarca são, na sua opinião, “desafios importantes, embora ache que “Portugal precisa de ser estimulado e ganhar adrelina” rumo à vitória. O gestor António Trindade foi ainda mais entusiasta. “Achei óptimo o sorteio”, disse. “Para se ser campeão tem que se ganhar a todos”, explicou, considerando que “não havia grupos fáceis, todas as selec- pág 12 segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 jornal tribuna de macau ções que estão no Euro são boas equipas e em cada grupo só passam duas”. Assim, e como “para se chegar, pelo menos às meias finais, seria muito difícil não encontrar equipas boas, o facto de se encontrar com elas mais cedo, até é bom”. E sentencia: Portugal não precisa de sorte... precisa é de jogar bem e ganhar.” O advogado Bruno Nunes também achou bem. Quando Portugal defronta grandes equipas fazemos melhores jogos. O problema é quando jogamos com as mais fáceis, porque temos tendência para facilitar. No Euro 2000 foi assim. Alem do mais temos oportunidade de em Macau ver Portugal a jogar grandes jogos. O resto é futebol!”, frisou. Também optimista está o advogado Dias Azedo. “É verdade que Portugal ficou num grupo muito forte, qualquer delas das melhores do Mundo, mas não há que ter receio, pois a equipa portuguesa também é muito boa. Estou optimista e convicto que Portugal pode chegar, pelo menos, à final. Afinal os nossos jogadores quando querem, conseguem.” Rui Cardoso, ex-jogador e actual técnico do Benfica acha que o resultado do sorteio “pode ter sido uma sorte”. Na sua opinião, “o facto do primeiro jogo ser contra a Alemanha pode ser favorável, pois no primeiro jogo as equipas surgem sempre um pouco retraídas porque não querem perder.”Para Rui Cardoso, “se apanhássemos a Alemanha no jogo final era muito pior, porque tem jogadores de grande capacidade física que vão crescer J orge Jesus terá de passar mais um ano sem conseguir cumprir o sonho de disputar uma final da Taça com o Benfica. Invictos até ontem, os encarnados não resistiram na visita aos Barreiros, onde o Marítimo confirmou a sua bela temporada com uma reviravolta, na segunda metade, que impôs à equipa de Jorge Jesus a primeira derrota ( 2- 1) da época. E a eliminação de uma competição que não vence desde 2004. Este Benfica, já se sabe, pouco tem a ver com o das duas épocas anteriores com Jorge Jesus. Ganhou vertigens à velocidade, tornou-se menos exuberante, mais calculista, mesmo quando assume as rédeas do jogo, como aconteceu ontem na primeira parte. Agora, este Benfica prefere apostar em tentar sedar o adversário até o pôr a dormir. Foi assim que Nolito aproveitou para agitar um jogo pachorrento, aos 25 minutos, com uma bela arrancada na esquerda e um número de circo na área. O espanhol deixou-se cair entre dois defesas do Marítimo e convenceu o árbitro Paulo Baptista a assinalar penálti. Saviola não perdeu a oferta de reforçar a estratégia do Benfica até ao intervalo. O Marítimo, que tinha tido pouca bola para LIGA ESPANHOLA PREMIER LEAGUE Tudo na mesma na liderança Manchester é a capital do futebol Real Madrid venceu o Sporting de Gijon, por 3-0, somando o 10.º triunfo consecutivo na prova, mantendo três pontos e um jogo a menos, à entrada da semana em que se joga o “clássico” As duas equipas de Manchester venceram os seus jogos da 14.ª jornada da liga inglesa de futebol e mantiveram as diferenças relativas no topo da classificação, com o City cinco pontos à frente do United o difícil encontro nas Astúrias, e jogando sem Xabi Alonso, castigado pelo quinto amarelo, o Real Madrid demorou cerca de meia hopra para abrir o marcador. Depois, aos 33 minuto, Angel Di Maria entrou pela pongta esquerda e junto da linha fez entrar a bola entre o corpo do guarda-redes do Gijon, que contava com o cruzamento. Já na segunda parte, Cristiano Ronaldo (aos 63), fez o 17.º golo na Liga, e Marcelo (90+2) encerraram o marcador, que teve sempre o Real Madrid em posição de supremacia. Logo a seguir, o FC Barcelona goleou o Levante, que até há algumas jornadas liderara a classificação geral. Os “culés” decidiram o encontro na primeira parte, com um “bis” de Cesc Fabregas (4 e 33 minutos) e um golo do jovem Cuenca, tendo Lionel Messi (55) e Alexis Sanchez (61) fechado a contagem. O Barcelona dominou todo o encontro, que acabou por ficar marcado pela lesão do capitão Carles Puyol, que, segundo a “Marca” de ontem, não causa preocupação para o Bernabéu. O “clássico” está a marcar a actualidade em Espanha, embora as duas equipas ainda tenham que fazer um jogo para a Liga dos Campeões, já qualificadas para a fase seguinte. A Marca” de ontem anunciava que na lista de convocados para o jogo com o BATE, o técnico do Manchester City começou por golear o Norwich, por 5-1, mas depois o Manchester United respondeu bem, com um triunfo no Villa Park de Birmingham, ao Aston Villa, por 1-0, golo de Phil Jones aos 20 minutos, com assistência do português Nani. O Tottenham consolidou o terceiro lugar, ao bater o Bolton por 3-0, ao mesmo tempo que o Chelsea, treinado pelo português André Villas Boas, ganhou pela mesma margem ao Newcastle, regressando ao quarto posto da classificação e aliviando um pouco da pressão ao técnico português. A quatro dias de um jogo decisivo em Basileia para a Liga dos Campeões, os pupilos de Alex Ferguson superaram uma deslocação difícil, com saldo negativo em termos de lesões, já que o mexicano “Chicharito” teve de ser substituído por lesão, devendo parar um mês. O Manchester City lidera, com 38 pontos (em 42 possíveis), contra 33 do United, 31 do Tottenham e 28 do Chelsea. Os “citizens” continuam imparáveis e voltaram a “facturar” uma goleada, com a vítima a ser o Norwich, derrotado por 5-1. Aguero, Nasri, Touré, Balotelli e Johnson marcaram pelo Manchester City, que esta época não está a dar hipóteses a ninguém: em 14 jogos, apenas cedeu dois empates e tem já uma impressio- N nos jogos seguintes”. Deste modo, e se o primeiro jogo correr bem “Portugal entra motivado com a Dinamarca e, dependendo dos resultados dos outros encontros, quando chegar ao jogo final com a Holanda até poderá bastar um empate”. Outro conhecedor do meio, o jornalista Vítor Rebelo é mais cauteloso. Reconheceu que “calhámos num grupo muito complicado. Havia a possibilidade de ser mais difícil (por exemplo a França com a Holanda), mas também podia ser com a Polónia e a Ucrânia (as equipas ideais). Com estas é difícil. A Holanda está em grande forma, a Alemanha é um “panzer” que leva tudo à frente e a Dinamarca... enfim só se partirmos para a vingança.” O jornalista especializado em desporto, antevê “presença muito difícil”. Salienta, contudo que “a selecção portuguesa é capaz do melhor e do pior, e por isso, acho que vai ser fundamental o que acontecer no primeiro encontro. É importante não perdermos com a Alemanha para termos hipóteses nos outros. Se perdermos, a equipa vai a baixo animicamente e perde-se em termos de futebol...” Guineense Sami marcou golo da vitória madeirense e carregou Heldon às costas nos festejos poder mostrar o futebol rápido e apoiado que tem causado sensação esta temporada em Portugal ( invicto nos Barreiros, quarto lugar na Liga), entrou na segunda metade decidido a agitar o jogo. Assumiu o risco, adiantou peças, acelerou processos. E como o Benfica revelava pouca vontade de tirar as pantufas e levantar-se do sofá, o Marítimo foi crescendo e acreditando. Tanto que Roberto Sousa começou a virar o jogo com um pontapé cheio de fé, quase desde o meio-campo, num dos mais belos golos da época em Portugal. Eduardo, ontem na baliza encarnada, foi impotente. Como voltou a ser pouco depois para evitar um chapéu de Sami, mais rápido do que uma já totalmente desorientada defesa do Benfica. OLHANENSE E MOREIRENSE APURADOS. O Olhanense, da Liga, garantiu o apuramento para os quartos de final da Taça de Portugal de futebol, mas precisou do desempate por grandes penalidades (4-2) para afastar o Estoril-Praia, da Liga de Honra. O médio João Coimbra marcou o primeiro golo dos “canarinhos”, aos 16 minutos. Rui Duarte empatou aos 90+4, na conversão de uma grande penalidade e Yontcha, aos 112, deu vantagem aos algarvios, antes de Steven Vitória empatar de novo, aos 120. Nas grandes penalidades, Steven Vitória e Diogo Amado falharam para o Estoril-Praia, enquanto Cauê não converteu para os algarvios, com Rui Duarte a marcar o golo decisivo. O Olhanense, que na próxima ronda vai defrontar o Mirandela (II divisão) ou a Oliveirense (Liga de Honra), juntou-se ao Moreirense, da Liga de Honra, que afastara o Torreense. Barça, Guardiola não apresentara Valdés, Alves, Puyol, Abidal, Mascherano, Keita, Busquets, Xavi, Iniesta, Cesc, Messi, Alexis e Villa, 13 jogadores habitualmemnte titulares. Sobre o Real, ainda não se conhece a convocatória, embora Mourinho deva fazer descansar parte dos titulares. O Valência venceu em casa o Espanyol de Barcelona (2-1) e manteve o terceiro lugar da Liga espanhola de futebol, a sete pontos do Real e a quatro do Barça. num jogo com nove cartões amarelos. Com um golpe de cabeça exemplar, na sequência de um pontapé de canto, Soldado desfez a igualdade que persistia desde os 68, quando Héctor Moreno, após passe longo de Thievy, fez o 1-1. Tino Costa foi o autor do primeiro golo do Valencia, obtido aos 6 minutos, na marcação de uma grande penalidade a castigar falta de Dídac sobre Dealbert. O Racing de Santander deixou, provisoriamente, o último lugar da Liga espanhola, ao vencer em casa o Villarreal, 12.º, por 1-0, graças a um golo do uruguaio Christian Stuani, aos 27 minutos. Ontem, em jogo ao meio dia, o Atlético de Madrid venceu o Rayo Vallecano por 3-1, salientando-se o regresso de Falcao aos golos. Mais tarde, já depois do fecho desta edição, defrontavam-se Real Sociedad-Malaga, Osasuna-Real Betis, Mallorca- Athletic Bilbao e o Granada-Zaragoza. O nante diferença de golos positiva de 35 (48-13). Morrison marcou o tento de honra do Norwich. O Totenham firmou-se no segundo, graças aos golos de Bale, Lennon e Defoe na vitória sobre o Bolton por 3-0. Pela mesma marca ganhou o Chelsea em Newcastle, num jogo “louco”, de futebol ofensivo dos dois lados, em que valeram os golos de Drogba, Kalou e Sturridge. A equipa londrina procura inverter a tendência francamente negativa das últimas semanas, em que perdeu cinco em sete jogos disputados. O seu próximo compromisso é o crucial jogo com o Valência, na Liga dos Campeões, após o qual defrontarão o City para o campeonato inglês. Boa jornada também para o Arsenal, com goleada de 4-0, com golos de Arteta, Vermaelen, Gervinho e Van Persie, mas há que destacar que o Wigan é o “lanterna vermelha”. O Blackburn bateu o Swansea, por 4-2, com um “poker” de Yakubu, enquanto Queens Park Rangers e West Bromwich Albion empataram, 1-1. Ontem, o Stoke City foi vencer o Everton por 1-0 enquanto Wolverhampton e Sunderland - equipa que deverá estrear o treinador Martin O’Neill, após ter despedido a meio da semana Steve Bruce - começaram a jogar à hora do fecho desta edição. jornal tribuna de macau segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 pág 13 Damasco considera «injusta» resolução da ONU. A Síria considerou ontem «injusta» e «com motivações políticas» a resolução aprovada sexta-feira pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU a condenar as «sistemáticas violações» dos direitos humanos pelas autoridades de Damasco. actual Rangoon confirma acordo com rebeldes. Os meios de comunicação social estatais da Birmânia confirmaram ontem que foi assinado um acordo de cessar-fogo com um dos principais grupos armados das minorias étnicas que lutam há décadas por maior autonomia. Países da UE com equipas anti crimes informáticos. A Europa quer que, em 2012, todos os Estados membros constituam equipas capazes de intervir numa situação de emergência em que se verifique um ataque de piratas das redes. actual ESPANHA PORTUGAL A teia que apanhou o genro Projecto de 10 milhões para revitalizar a Baixa Um escândalo de corrupção no Governo das Ilhas Baleares acabou por levantar suspeitas em relação ao Instituto Nóos, presidido pelo Duque de Palma entre 2004 e 2006. Iñaki Urdangarin, o genro do Rei promete defender a sua “honra e incência” A ala nascente do Terreiro do Paço vai acolher em 2012 um centro de interpretação da capital, restaurantes, lojas e uma discoteca, num projecto orçado em 10 milhões de euros, anunciou o director-geral do Turismo de Lisboa, Vítor Costa do Rei Juan Carlos SUSANA SALVADOR E ra suposto ser uma fundação sem fins lucrativos, mas pelos cofres do Instituto Nóos passaram milhões de euros. Dinheiro que, segundo a investigação empreendida pelas autoridades espanholas, pode ter ido parar aos bolsos de Iñaki Urdangarin, o seu presidente entre 2004 e 2006. Em Espanha, contamse os dias até o genro do Rei Juan Carlos ser chamado a depor diante da justiça, numa teia que também já está a atingir a infanta Cristina. O nome da fundação surgiu pela primeira vez ligado a um escândalo de desvio de fundos em Julho de 2010. Nas ilhas Baleares, estava a ser investigado o caso Palma Arena, que envolvia o ex-líder do Governo Jaume Matas, acusado de branqueamento de capitais e apropriação indevida de fundos públicos. O juiz pediu uma investigação aos contratos de duas entidades dependentes do Governo das ilhas com o Instituto Nóos, que tinham como objectivo a realização de congressos internacionais sobre desporto e turismo. O instituto presidido por Urdangarin recebeu 2,3 milhões de euros para realizar dois encontros em 2005 e 2006 nas Baleares, um valor muito superior aos custos reais. Além disso, o instituto subcontratava outras empresas para a realização dos serviços, sendo que estas eram controladas por Urdangarin – uma delas, a promotora imobiliária Aizoon, é detida a 50% pelo genro do Rei e pela própria infanta Cristina. As empresas emitiam facturas falsas. Além dos contratos com o Governo balear, o Instituto Nóos terá também recebido 1,7 milhões de euros do Executivo de Valência, para a realização de três cimeiras sobre grandes acontecimentos desportivos entre 2004 e 2006. E 382 mil euros nesse último ano para uma candidatura aos Jogos Europeus, que não se chegou a concretizar. Além disso, assinou pequenos contratos com outros municípios, com a imprensa espanhola a dizer que o de Cristina e as ligações à Casa Real eram usados para facilitar os negócios. A situação para o duque de Palma começou a complicar-se em Junho deste ano, quando o juiz titular do caso, José Castro, acusou o seu sócio no processo Palma Arena. Diego Torres era gerente do Instituto Nóos quando o genro do Rei era presidente, sucedendo-lhe neste cargo em 2006. Além disso, a ligação empresarial entre ambos manteve-se após a ida dos duques de Palma para Washington, em 2009. Há apenas três meses, Iñaki e Cristina mudaram a sede da Aizoon para a mesma morada fiscal de outras empresas que são propriedade de Torres. A 7 de Novembro, muitas dessas empresas foram alvo de buscas judiciais, ao abrigo da Operação Babel, tal como a sede do Instituto Nóos, em Barcelona. Dois dias depois, a procuradoria anticorrupção das Baleares afirma que Urdangarin estava à frente de uma actividade cujo objectivo era “apoderar-se” de “fundos públicos”. Desde a acusação contra Torres, outros suspeitos foram também imputados. Fontes ligadas ao caso, contactadas pela imprensa local, consideram “inevitável” que o genro do também seja chamado pela justiça. Iñaki já disse que defenderá a sua “honra e inocência”. O procurador-geral espanhol, Cándido Conde- Pumpido, afirmou esta semana que não quer “antecipar acontecimentos”, já que a investigação está ainda numa fase “incipiente”. Segundo este responsável, a análise da documentação poderá levar várias semanas e só depois se tomará uma decisão sobre se Urdangarin será ou não chamado. Por seu lado, o chefe dos procuradores da Audiência Nacional (máxima instância judicial espanhola), Javier Zaragoza, lembrou que “ninguém está acima da lei”. Diariamente, o caso tem novos desenvolvimento na imprensa. Devido ao impacto que poderá ter para a Casa Real, há já quem defenda que Cristina deverá abdicar do seu direito ao trono – é sétima na linha de sucessão. O Palácio da Zarzuela já disse que a defesa de Iñaki é um assunto do foro pessoal e que não haverá qualquer intervenção oficial. A popularidade do casal está entretanto em baixa, com um grupo de vereadores da Câmara de Palma de Maiorca a pedirem a retirada do nome dos duques de Palma de uma rua da cidade. JTM/DN O “Lisbon Story Centre” - centro de interpretação da história de Lisboa -, a inaugurar em Outubro de 2012 - será o projecto-âncora da requalificação da ala nascente, antes ocupada por serviços dos Ministérios da Finanças e da Administração Interna. A revitalização desta área será da responsabilidade da Câmara Municipal e da Associação de Turismo de Lisboa, resultando de um protocolo que foi assinado no fim de semana, entre o presidente da autarquia, António Costa, e o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas. O “Lisbon Story Centre”, com dois mil metros quadrados, “será uma atracção estruturante da oferta turística e cultural da cidade, contando de forma lúdica e interactiva, com respeito pelo rigor científico, os eventos mais marcantes de Lisboa, em especial da Baixa e do Terreiro do Paço”, nomeadamente a reconstituição em quatro dimensões do terramoto de 1755. Será aqui “instalada e valorizada” a maqueta da cidade pré-pombalina, funcionando o centro como “um ‘portal’ de acesso à cidade e ao seu património, uma plataforma de consolidação de conhecimentos para grupos escolares e um espaço para visitantes mais interessados, que poderão efectuar consultas à sua extensa base de dados”, explicou, na apresentação do projecto, Vítor Costa, adiantando que está prevista uma afluência média anual superior a 250 mil visitantes. O salão situado no Torreão Nascente - onde funcionou, até 1994, a Bolsa de Lisboa - será “restaurado e objecto de uma intervenção minimalista”, passando a funcionar “como espaço polivalente, vocacionado para a realização de eventos públicos e privados”. Zarzuela demarca-se de escândalo de corrupção. Duque de Palma terá de se defender como “qualquer cidadão” RAQUEL COSTA O envolvimento do duque de Palma no escândalo de corrupção tem sido, como tantos outros assuntos delicados, tratado com pinças pelo Palácio da Zarzuela. A imprensa espanhola deu conta, nos dias seguintes a o caso ter sido tornado público, de um profundo mal-estar do Rei Juan Carlos em relação ao envolvimento do genro em negócios menos claros. A pressão do monarca para que Iñaki Urdangarin se demarcasse da família real e, a título pessoal, quebrasse o silêncio, surtiu efeito e, a 12 de Novem- bro, o marido da infanta Cristina emitiu um comunicado oficial, garantindo que vai defender a sua “honra e inocência” e assegurando que a sua conduta profissional “foi sempre correcta”. Dias mais tarde, seria a vez de o Palácio da Zarzuela confirmar o envolvimento do secretário pessoal das infantas, Carlos García Revenga, no caso, e demonstrar “total apoio às decisões judiciais”. Fonte oficial da Casa Real afirmou ainda, dias depois, pág 14 segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 jornal tribuna de macau que Iñaki Urdangarin “terá de se defender como qualquer cidadão particular”. E nem mais uma palavra. Os rumores de que algo ia mal no casamento de 13 anos da infanta Cristina com o ex-jogador de andebol surgiram em 2009, aquando da mudança do casal para Washington. A imprensa “del corazón” especulava sobre um afastamento do casal, teoria baseada na ausência do duque de Palma em vários eventos ofi- Mas, já no próximo verão, a ala nascente terá mais movimento, com a instalação de uma cervejaria - incluindo um núcleo museológico dedicado à cerveja -, um “food court”, uma pizzaria, dois cafés e um bar nocturno, espaços já concessionados a privados e que deverão abrir em Junho de 2012. Na praça serão instaladas esplanadas, com um total de 1.216 lugares, um espaço para animação de rua e uma banca de florista “que recria os tronos do Santo António”. Na extremidade mais próxima do rio, continuará a funcionar a agência da Caixa Geral de Depósitos, mas que será remodelada. O projecto prevê ainda a abertura de uma passagem controlada para o jardim do ministério das Finanças. O projecto de requalificação da ala nascente é da autoria do arquitecto Tiago Silva Dias e está orçado em dez milhões de euros, dos quais sete milhões de euros cabem ao Turismo de Lisboa e o restante aos concessionários, que serão responsáveis pela decoração e equipamento dos estabelecimentos. “É um projecto abrangente em termos de públicosalvo, coerente em relação à ocupação da praça, complementar com as ocupações já existentes e previstas, diversificado nas propostas e nos horários a praticar, que contribuirá decisivamente para a revitalização do Terreiro do Paço”, defende o Turismo de Lisboa. Ultraconservador sai da corrida à Casa Branca Falando da “nuvem de dúvidas” lançada sobre a sua campanha, o ultra conservador Herman Cain atirou a toalha ao chão Família real reage com cautela... e silêncio ciais. Jaime Peñafiel, especialista em assuntos ligados à monarquia, levantou o véu, em Maio de 2010, sobre o distanciamento. “Há crise entre Iñaki Urdangarin e a Casa Real”, disse Peñafiel, acrescentando: “A Casa Real não gosta que ninguém se meta em negócios. Trabalho sim, mas negócios, não”, afirmou na altura o jornalista no programa Sálvame, da televisão espanhola Telecinco. Sob o pretexto de uma proposta de trabalho irrecusável na multinacional Telefónica, Iñaki Urdangarin, a infanta Cristina e os quatro filhos, Juan Valentín, de 12 anos, Pablo Nicolás, de 11, Miguel, de nove, e Irene, de seis, passavam a residir na capital dos EUA e, sempre que a imprensa internacional especulava sobre uma possível separação, a família surgia feliz em imagens públicas na imprensa cor- de-rosa. JTM/DN O Freguesias vaiam Ministro Miguel Relvas Assobios, vaias, e até a exibição de cartazes com críticas. A tudo isto recorreram os participantes no XIII Congresso Nacional de Freguesias para receberem o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas. Quando o governante, que tem a pasta do poder local, começou a discursar, uma boa parte dos congressistas abandonou a sala. Os que ficaram a assistir obrigaram Relvas a parar de falar, diversas vezes, devido às vaias. No final do discurso, Miguel Relvas disse que o clima de contestação com que foi recebido foi “gerado e estimulado”. O ministro disse já esperar a contestação mas explicou que acredita na Reforma do Poder Local e disse que esta vai mesmo avançar. Onze mortos em ataque de rebeldes maoístas EUA candidato negou as alegações “não provadas, falsas”, mencionou os efeitos negativos que as acusações tinham na sua vida pessoal e família. “Estou em paz com o meu Deus”, disse. A Casa Branca era o “plano A”, a campanha ficou “suspensa” por causa das “distracções”. Mas “não ficarei em silêncio”, acrescentou, falando da conclusão do seu “plano B”. A saída era esperada e foi inevitável, apesar de Cain negar o mais recente escândalo, quando Ginger White, uma mãe divorciada, afirmou em entrevista a um canal de Atlanta que tivera uma longa ligação ao candidato, durante 13 anos. Essa relação com um homem casado, disse White, terminou apenas em Maio, quando Herman Cain decidiu concorrer à Casa Branca. O político negro, de 65 anos, surgiu na campanha como um ciclone, com uma ideia sobre impostos (o plano 9- 9- 9) que incendiou a base volta ao MUND conservadora do partido (que nos EUA é chamado o Grand Old Party, GOP). As ideias fiscais de Cain partiam do princípio de que haveria um imposto sobre empresas de 9%, outro também de 9% sobre o rendimento das pessoas e ainda um IVA federal do mesmo valor. Com grande carisma, Cain começou logo a subir nas sondagens, apesar de não ter experiência política (nunca foi eleito) nem possuir máquina partidária. No Sábado, em Atlanta, garantiu que o seu plano de impostos não ia desaparecer e os adversários terão talvez de levar isso em conta. Com bons desempenhos nos debates televisivos, apesar das gafes em entrevistas, a campanha de Cain parecia sólida, até ao momento em que o empresário e lobista foi acusado por várias mulheres de assédio sexual, no tempo em que era presidente da associação americana de restaurantes. A sua falta de experiência política era visível no carácter improvisado das intervenções. Cain foi vice- presidente de um banco e liderou uma cadeia de fastfood, a Godfather’s Pizza (nome inspirado no famoso filme Padrinho). As últimas sondagens indicavam que estava em queda livre, com apenas 8% a nível nacional, quando já rondara os 30% da preferência republicana. A grande questão, a partir de agora, é saber para onde irá o eleitorado de Cain, muito associado aos eleitores do Tea Party, o movimento ultraconservador que está a limitar o espaço de manobra dos candidatos. Os corredores passam a ser sobretudo três: Newt Gingrich, Mitt Romney e Rick Perry, embora o calendário eleitoral seja determinante. Nesta fase do campeonato, pouco importam as sondagens partidárias nacionais, mas muito mais a opinião pública nos Estados que votam primeiro. O essencial da competição joga-se entre Janeiro e Março. jornal tribuna de macau segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 pág 15 Rebeldes maoístas mataram 11 pessoas em ataques no leste da Índia, depois do seu líder ter sido assassinado num troca de tiros com as forças de segurança. Segundo a polícia, os rebeldes explodiram troços de estrada em dois pontos em Jharkhand em protesto por causa da morte, a 24 de Novembro, de Koteshwar Rao, tendo atacado uma caravana em que seguia um deputado, detonando explosivos que causaram a morte a nove agentes e disparando tiros que atingiram fatalmente dois civis no sábado. Cavalos provocaram acidente em Queluz Dois cavalos à solta, na IC19, embateram em dois automóveis que circulavam junto à descida de Queluz, no sentido Sintra/Lisboa. Apesar dos danos nos veículos, os seus ocupantes, além do susto, não sofreram qualquer ferimento causado pelo embate, apenas um dos animais ficou gravemente ferido, tendo recebido assistência dos bombeiros e da polícia. Cruz Vilaça proposto para Tribunal Europeu O Governo propôs José Luís da Cruz Vilaça para o lugar de juiz português do Tribunal de Justiça da União Europeia (UE), referiu à Lusa fonte do Executivo. O Tribunal de Justiça da UE inclui 27 juízes, um por cada Estado-membro. O ex-procurador geral da República, de 67 anos, é considerado o português com mais experiência em justiça europeia, tendo já presidido ao Tribunal de Primeira Instância das comunidades europeias. A proposta do Governo deverá ser agora enviada ao Parlamento, para aprovação. A confirmar-se, Cruz Vilaça substituirá Cunha Rodrigues. Banguecoque promete ficar “seca” O governador de Banguecoque, Sukhumbhand Paribatra, afirmou ontem que a água das inundações será drenada da capital antes do final do ano. A capital “vai estar seca antes do final do mês porque eu quero-o como um presente de Ano Novo para os residentes de Banguecoque”, disse. Actualmente, 36 dos 50 distritos de Banguecoque ainda continuam afectadas pelas cheias consideradas as mais graves dos últimos 50 anos e que provocaram a morte de 615 pessoas. Berardo pede resignação de Cavaco O empresário Joe Berardo diz que o Presidente da República não tem conseguido manter o compromisso de «defender os portugueses», nem explicar o seu envolvimento em algumas situações polémicas, pelo que deve «pedir a resignação» do cargo. «O Presidente da Republica é um pouco responsável por muita coisa que aconteceu até agora», disse o comendador à agência Lusa, acrescentando: «Acho que o Presidente da República devia pedir a resignação». Suspeita-se que haja água em Marte A Agência Espacial Europeia (ESA) informou que as imagens tiradas na ultima semana pela sonda Mars na cordilheira Phlegra Montes apontam para a existência de grandes quantidades de água na superfície de Marte. Segundo a Agência Espacial Europeia, através das fotografias é possível observar que muitas das montanhas de Marte estão rodeadas de detritos em forma de lobo muito parecidos com detritos que cobrem os glaciares na Terra. Dito “Os nacionalismos velhos ou modernos nunca foram bons conselheiros e o mundo global é incompatível com os discursos paroquiais que levaram Portugal a esta triste miséria franciscana.” António Ribeiro Ferreira in “i” opinião “A melhoria das condições de investimento na economia tem de ser fruto do alívio geral, de renegociações posteriores, e nunca conseguida à custa das metas nacionais. Se tentássemos sozinhos, falharíamos e, além do mais, deixaríamos de ser credíveis.”- João Marcelino opinião “Entre a sharia versão mata e a sharia versão esfola, não se pode dizer que os indígenas não escolheram democraticamente. Também não se pode dizer que a escolha foi aquela que a ingenuidade “multicultural” do Ocidente gostaria que tivesse sido. Ou pode, se trocarmos a ingenuidade pela má-fé.”- Alberto Gonçalves Há 20 anos falar de nós In “Jornal de Macau” e “Tribuna de Macau” 0512/1991 MACAU CAMPEÃO ASIÁTICO EM HÓQUEI Macau reconquistou o título de campeão asiático de hóquei em patins, ao derrotar a equipa da República Popular da China por 12-4, no derradeiro jogo do quarto campeonato da modalidade, que decorreu no território. A equipa local, que não conheceu a derrota durante os seis jogos do calendário da prova, recuperou assim o ceptro perdido há dois anos para a República Popular da China, durante o terceiro Campeonato Asiático de Hóquei em Patins, em Pequim. A selecção de Macau, que tinha conquistado o título de campeã asiática no ano da sua estreia na prova, em 1987, durante o segundo Campeonato Asiático, em Seul, foi também a equipa com o melhor ataque, com 139 golos, e com o seu jogador Alberto Lisboa a ser o melhor marcador do torneio com 48 golos. O Japão, que alcançou o terceiro lugar no final do campeonato, foi a equipa com menos golos sofridos, 24. TERMINOU REUNIÃO DO GRUPO DE LIGAÇÃO O Grupo de Ligação Conjunto Luso-Chinês chegou a acordo sobre “os termos da manutenção do Estatuto de Macau como membro associado do ESCAP, além de 1999”, segundo o comunicado divulgado no território no final da 12ª reunião plenária. O órgão de consulta entre os Governos de Lisboa e de Pequim decidiu, igualmente, constituir um grupo de trabalho sobre a participação de Macau em organizações internacionais para “reforçar as consultas relativas a esta matéria”, refere o comunicado. Além da definição dos termos da participação de Macau no Comité Económico e Social das Nações Unidas para o Pacífico, durante a reunião “a parte chinesa reiterou o apoio activo do Comité Olímpico da China à adesão de Macau ao Comité Olímpico Internacional”. O comunicado refere ainda que a reunião decorreu numa “atmosfera de colaboração amigável e construtiva”, tendo sido apreciados “os desenvolvimentos havidos relativamente às questões de localização dos quadros, estatuto oficial da língua chinesa e tradução das leis para chinês”. Mais um depoimento recente sobre o “1-2-3” “ʻO incidente da Taipaʼ foi usado como pretexto. Durante 58 dias Macau foi afectado pelo tufão maoísta. Os Guardas Vermelhos impuseram a sua lei”. De “Há Biscoitos no Armário”, Outubro de 2011 E ste espaço foi já usado várias vezes para recordar os graves incidentes que ficaram localmente conhecidos por “12, 3”, quando, no auge da revolução cultural chinesa, o fervor extremado do regime comunista se fez aqui sentir com inusitada força e de forma violenta, pondo tudo em causa, abalando a confiança da população e colocando em risco a própria manutenção da presença portuguesa no território. Diversos depoimentos foram aqui parcialmente reproduzidos e comentados, permitindo ao leitor conhecer perspectivas diferentes na apreciação dos conflitos provocados, bem como das suas causas e consequências. A recente publicação do livro “Há Biscoitos no Armário”, de Jorge Pinheiro (Outubro de 2011), uma “história de vida”, de homenagem à professora Maria Manuel Pimenta de Castro Machado, proporcionou-me o ensejo de partilhar com o leitor mais uma sucinta descrição desses fatídicos acontecimentos. Com a devida vénia, e também com o intuito de suscitar de novo a atenção para esta obra, que todos quantos se interessam por Macau e pela presença de Portugal no Oriente devem ler, transcrevo mais este depoimento, no 45.º aniversário daqueles incidentes que mudaram profundamente Macau: “Nesse ano de 1966 a Revolução Cultural chegou a Macau. Chegou sem que as autoridades portuguesas se tivessem apercebido. A Revolução Cultural Chinesa era imparável. Até aí ela não era evidente em Macau. Mas, inevitavelmente, tinha de chegar. Mais do que um protesto contra os portugueses, mais do que a intenção de integrar Macau na China (que nunca houve), os incidentes visavam, tão-somente, mostrar a Mao Tsé-tung que Macau também era revolucionário. Pretendiam mostrar o fervor das gentes de Macau, à causa da Revolução Cultural. Claro que o ʻincidente da Taipaʼ podia ter sido evitado. Os portugueses, por manifesta inabilidade, caíram na armadilha. Mas se não fosse esse, seria qualquer outro pretexto. Macau tinha de ter os seus Guardas Vermelhos. Em Novembro, um grupo de residentes chineses da ilha da Taipa tentou obter uma licença para a construção (ou reconstrução) de uma escola de feição comunista. Na impossibilidade de obter a licença, começaram ilegalmente a edificação. Rui Andrade, o administrador interino das Ilhas saiu de casa. Passou pela escola. Insurgiu-se contra a construção. Resolveu intervir. Apelou à autoridade. E eis como um homem fraco pode fazer história, da pior forma. A 15 de Novembro, a Polícia prendeu, de forma violenta, os responsáveis pela iniciativa, operários de construção, residentes e jornalistas. Foi, obviamente, uma precipitação. Até porque o pedido de licença estava parado numa qualquer gaveta de um qualquer burocrata. Mais, a brutalidade da intervenção foi, manifestamente, desproporcionada, quando era o diálogo e a diplomacia que se exigiam. O 2.º Comandante da PSP, Vaz Antunes, que estava presente durante o incidente, assim não entendeu. A arrogância imperou. A imprensa chinesa, em especial o jornal Ou Mun, e as associações comunistas atacaram em força. De repente, a revolução cultural entrou em Macau. A partir daí, os chineses tiveram necessidade de se manifestar. De provar a Mao Tsé-tung que eram patriotas. Os protestos iniciaram-se e foram sempre em crescendo. Na cidade, os taxistas passaram o sinal. Eram, na sua maioria, indonésios, expulsos por Sukarno. Estavam revoltados contra tudo e contra todos. Buzinavam sem parar. Incendiaram o ambiente. As manifestações sucederam-se. Manifestações com mais de 15.000 pessoas, o que era muito, face à dimensão do território. Em Macau havia cerca de 50.000 estudantes chineses, a frequentarem escolas comunistas. Um potencial revolucionário impressionante. Os Guardas Vermelhos surgiram. O governo ficou debaixo de fogo. De crescendo em crescendo, a contestação aumentou e generalizou-se, provocando um sentimento de verdadeira revolta no seio da comunidade chinesa. Macau estava há alguns meses sem Governador. Lopes dos Santos, um homem ponderado e que conhecia bem o Oriente, tinha regressado à Metrópole, em Julho de 1966. Como Encarregado do Governo ficou Mota Cerveira. Um homem arrogante e militarista, que preferia a bravata à diplomacia. A arrogância ao diálogo. O Comandante da Polícia, o TenenteCoronel Galvão de Figueiredo, pautava-se pelos mesmos valores. Não podia ter sido pior. Os dirigentes políticos e as forças de segurança de Macau actuaram com manifesta inabilidade e total ausência de sentido diplomático. Pior, usaram de arrogância colonialista. As tensões exacerbaram-se. As posições extremaram-se. pág 16 segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 jornal tribuna de macau tribuna Jorge A. H. Rangel* No dia 3 de Dezembro de 1966 as manifestações iniciaram-se pelo meio-dia. As escolas estavam mobilizadas. Estudantes e professores invadiram o Largo do Leal Senado e as ruas circundantes. Uma camioneta carregada de pedregulhos avança pela rua onde se situava o Comando da Polícia. Atrás, protegidos pelo camião, manifestantes entoavam canções revolucionárias e gritavam palavras de ordem, empunhando o Livro Vermelho. Aproximavam-se cada vez mais da esquadra. Lá estavam guardadas armas e munições. Parecia evidente a intenção de tomar a esquadra de assalto. Vaz Antunes, o 2.º Comandante, dá ordem de fogo. Não havia outra solução. O condutor da camioneta é a primeira vítima. O carro segue descontrolado, até embater, com violência, no fundo da rua. A confusão é enorme. Debaixo de uma enorme pressão, os polícias, acantonados na esquadra, mantêm, nervosamente, o fogo. A multidão dispersa-se. Seguem-se perseguições na zona da Praia Grande. O recolher obrigatório é decretado às 16 horas. No dia seguinte ainda havia disparos dispersos por toda a cidade. No final dos dois dias, um saldo final de 8 mortos e cerca de 200 feridos, todos chineses. Foi necessária a mobilização de soldados para controlar a situação. A tensão, no entanto, continuou a crescer. Várias famílias portuguesas começaram a preparar-se para abandonar Macau. O ʻ1-2-3ʼ é isso mesmo: mês 12, dia 3. E o futuro de Macau nunca mais seria o mesmo. A violência acabou. A repressão amainou. Começou, então, a pressão política. Uma pressão que assumiu proporções inenarráveis. As exigências não se fizeram esperar. Eram pesadas e inegociáveis. Os mortos de 3 e 4 de Dezembro mantinham-se nas urnas, por enterrar. E assim ficaram até à assinatura do acordo, a 29 de Janeiro de 1967. Todos os dias os chineses lembravam os mortos. Publicavam fotografias dos cadáveres. Uma pressão total. Em 25 de Novembro de 1966, chegou a Macau novo Governador, Nobre de Carvalho. Apenas ao aterrar em Hong Kong, o Governador toma conhecimento da situação em Macau. Até aí nada lhe tinha sido dito. Absolutamente extraordinário. Mal chega a Macau, Nobre de Carvalho tem de iniciar a complexa negociação com os chineses e com Lisboa. O Governo de Lisboa mantinha-se irredutível. Salazar envia um telegrama em que resumia a sua posição: ʻConfirmar que, em caso de necessidade, todos cumprirão o seu dever, mesmo com os maiores sacrifíciosʼ. Um telegrama em tudo semelhante ao enviado para a Índia Portuguesa, imediatamente antes da invasão das tropas de Nehru. Um telegrama que não auspiciava nada de bom. No dia 16 de Janeiro, a comunidade chinesa adoptou a ʻpolítica dos três nãosʼ: não entregar impostos; não prestar serviços ao Governo (incluindo abastecimento de água e electricidade); não vender produtos portugueses. Entretanto, emergiram figuras que, até aí, se tinham mantido na sombra. Ho Yin, o líder da comunidade chinesa, é relegado para segundo plano. Emergem dirigentes comunistas. (...). Em Macau, o Conselho de Defesa estava reunido quase em permanência, sob a presidência de Nobre de Carvalho. Eram reuniões contínuas até altas horas da noite. Alinhavam-se argumentos. Definiam-se estratégias. Tudo em vão. As tentativas de chegar a um texto de acordo aceitável pelas duas partes sucediam-se. As negociações eram chefiadas por Mesquita Borges, chefe de gabinete do Governador e integravam, ainda, o Dr. Assumpção, advogado macaense e representante de Macau junto da Câmara Corporativa, em Lisboa e Roque Choi, secretário e braço direito de Ho Yin. Entretanto, por imperativa exigência chinesa, tinham sido demitidos Mota Cerveira, Galvão de Figueiredo e Vaz Antunes. O Comando da Polícia passou a ser exercido, interinamente, pelo capitão Lages Ribeiro. Finalmente, a 29 de Janeiro, o Governo de Macau e as autoridades da República Popular da China, chegaram a um acordo, assinado na sede da Associação Comercial. Para Portugal, tudo foi humilhante naquele acordo. O local, o conteúdo, a forma. O Governo pediu desculpas à comunidade chinesa. Passou a ser proibido dar apoio ou asilo político aos nacionalistas do Kuomintang. Foram entregues à China cinco guerrilheiros nacionalistas, que foram imediatamente fuzilados. Procedeu-se à indemnização das famílias das vítimas. Ficou claramente marcada a posição da China. Portugal apenas estaria em Macau enquanto a China quisesse.” (...) A situação, embora continuasse tensa, foi voltando, paulatinamente, à normalidade, ao mesmo tempo que a confiança no futuro voltava a fazer-se sentir. Terra de muitos tufões, Macau sobreviveu também a essa enorme tempestade política. Nasceu e cresceu como o bambu, capaz de se vergar em todas as intempéries, para continuar viçoso, com as hastes apontadas para o céu. E foi fazendo o seu percurso histórico até se transformar, pacificamente, em região especial da China, em Dezembro de 1999. * Presidente do Instituto Internacional de Macau. Escreve neste espaço às 2.a feiras. João Marcelino* A União à beira do precipício 1 . Começou por ser um cenário teórico, renegado com tiques de superioridade por todos aqueles que acham que o mundo anda sempre no mesmo sentido e nunca para trás. Depois foi aceite como um pseudoperigo agitado para animar o debate intelectual, apenas isso. Hoje, vários meses depois, fruto do egoísmo dos países do Norte e da inconsciência dos do Sul, a hipótese de o euro acabar é uma possibilidade que atormenta a maioria dos cidadãos do eurogrupo e é o cerne de todas as movimentações políticas. Repare-se: a questão não é já, tão-só, deixar pelo caminho as sociedades, como a portuguesa, que se habituaram ao incumprimento e a viver dos credores. O problema está em que o ataque dos mercados toca mesmo as grandes economias europeias, ou Nicolas Sarkozy não diria aos seus compatriotas, como no arriscado e solene discurso de quinta-feira, em Toulon, que se o euro acabar a França multiplicaria por dois a sua dívida externa. Ficou o aviso para consumo interno. 2 . Vai ser tudo muito rápido nesta revolução que estamos a viver e em que pela primeira vez o capitalismo desconfia do capitalismo. Sarkozy falou primeiro. Ontem foi Merkel. Segunda-feira encontramse em Berlim. O momento-chave vem logo depois na cimeira de 8 e 9 em Bruxelas. Aí começarão a ser ratificadas as decisões dos dois países do eixo (que tomaram as rédeas da União), e para as quais não parecem existir alternativas. Essas medidas serão ainda mais violentas para quem já protesta com o carácter recessivo do memorando assinado por Portugal com a troika. Em cima da mesa está reduzir o limite do défice de 3% para 2%, impor penalizações fortes por incumprimento aos países prevaricadores, entre outras condições, para se poder caminhar no sentido do Ministério das Finanças, que o Parlamento Europeu também deseja, e do maior protagonismo do Banco Central a que até agora a Alemanha se tem oposto. A questão é saber se estamos pe- tribuna rante uma mudança de paradigma, emanada da consciência do perigo real, ou se, pelo contrário, vamos ter mais do mesmo - e aí porventura estaremos mesmo, como crêem os mais cépticos, à beira do colapso do euro, com consequências inimagináveis neste espaço de solidariedade e segurança que a Europa soube construir depois da última guerra mundial. 3 . O tempo, mesmo com decisões boas, urge se quisermos combater o medo que, como bem assinala o Presidente francês, paralisa a actividade económica, dos consumidores aos bancos passando pelos investidores. Aliás, o tempo ideal foi há muito ultrapassado de reunião em reunião, cimeira em cimeira. Mudar os tratados (que as medidas exigem) daria sempre para alguns anos, entre dois e três, e arriscaria sempre um veto num qualquer referendo nacional. É por isso que a Alemanha já admite avançar através de um protocolo anexo ao Tratado ou de um tratado intergovernamental entre os 17, tudo coisas a mon- tante daquilo que é a grande necessidade do momento: o Banco Central (ou o Fundo de Estabilidade) a injectar liquidez e a comprar imediatamente dívida pública dos países aflitos, por muito que Merkel desconfie da inflação associada. E a seguir, mais tarde ou mais cedo, as obrigações de dívida pública da Zona Euro (que a Alemanha ainda veta). Ou tudo isto acontece ou, como afirmava recentemente Christian Lagarde, a directora-geral do FMI, muitos outros países vão ter de recorrer à ajuda de credores durante 2012. Há muita coisa que não está nas nossas mãos, mas uma pelo menos está: cumprir, cumprir rigorosa e obstinadamente aquilo a que nos comprometemos internacionalmente. A melhoria das condições de investimento na economia tem de ser fruto do alívio geral, de renegociações posteriores, e nunca conseguida à custa das metas nacionais. Se tentássemos sozinhos, falharíamos e, além do mais, deixaríamos de ser credíveis. *Director do Diário de Notícis JTM/DN Alberto Gonçalves A Europa que dançou O s estudiosos dos fenómenos colectivos conhecem a capacidade de o ser humano adquirir, por contágio, comportamentos irracionais e inexplicáveis. Estão documentados os surtos dançarinos ocorridos entre os séculos XIV e XVII principalmente em cidades alemãs, nos quais um sujeito começava a dançar sem motivo aparente e, ainda antes de alguém virar o disco, dezenas ou centenas punham-se a imitá-lo. A coisa era menos uma expressão de alegria do que uma possessão incontrolável: o bailarico prolongava-se por horas e dias a fio, só interrompido pelo cansaço dos participantes, que desmaiavam ou cediam a um enfarte. Consta que alguns espumavam da boca. Nenhuma epidemia do género, porém, ultrapassa a sucedida em boa parte da Europa nos primeiros anos do século corrente. De repente (digamos), diversos governos e populações desataram a espatifar o dinheiro que não possuíam e, a julgar pela capacidade produtiva dos respectivos países, jamais poderiam vir a possuir. Sobretudo a sul, o histérico exercício contaminou uma quantidade considerável dos membros da Zona Euro, que apenas moderaram a dança, perdão, a despesa perante ameaça ou constatação de falência. Também aqui houve problemas cardíacos, traduzidos quer nas contas públicas quer nas privadas. Também aqui houve quem espumasse, mas de indignação. Misteriosamente, ou nem por isso, os indignados não se voltaram contra a sua própria folia. A raiva dirigiu-se inteirinha para os mercados e os especuladores, que deveriam continuar a confiar e a investir em irresponsáveis, para as agências de notação, que deveriam continuar a avalizar a irresponsabilidade, e para a sr.ª Merkel, que deveria continuar a hostilizar os contribuintes que a elegeram em nome de uma comovente “solidarieda- de”. Em jargão contemporâneo, a “solidariedade” significa a alegada obrigação de uns em patrocinar o parasitismo dos restantes, inclinação natural com que, pelos vistos, a sr.ª Merkel não concorda. A título de exemplo, veja-se o caso português. Segundo a peculiar ortodoxia, se um ou dois governos eleitos pelos cidadãos pulverizaram em meia dúzia de anos todos os recordes da dívida pública, a culpa coube aos estrangeiros que deixaram de financiar a proeza. Se, conforme reza um cliché adequado, esbanjámos acima das nossas possibilidades, a culpa é dos que não nos permitem prosseguir o esbanjamento. Se chegámos à bancarrota, a culpa é, enfim, dos que não tornam a bancarrota um estado viável e feliz. Num clímax humorístico, e à semelhança da criança que aponta o dedo ao colega, a ortodoxia justifica-se com o carácter internacional da crise, como se o facto de vários países terem enveredado pela demência absolvesse Portugal da dita. A verdade é que, somados, os países em causa colocaram o euro na dependência de um milagre, ou na dependência da Europa que conta e faz contas. A solução que, muito hipoteticamente, hoje obstará ao fim da união monetária (e não só) é o critério que, num mundo sensato, teria presidido ao respectivo início: ou os calaceiros cumprem o rigor exigido ou são enxotados do convívio com a civilização. Por outras palavras, ou aceitamos a perda de soberania ou resignamo-nos a perder tudo. A ordem vem dos alemães, que agora curiosamente não dançam. Nós, e os gregos e os italianos e os espanhóis, dançámos. Até cair. Da democracia nas arábias Lembram-se da Primavera Árabe? Lembram-se da entretanto lendária Praça Tahrir, no Cairo, reple- ta de gente a exigir democracia e liberdade? Lembram-se das manifestações convocadas pelo Facebook? Lembram-se da alegria nos rostos quando da queda de Mubarak? Lembram-se dos comentadores ocidentais a assegurar que tudo aquilo era puro e secular e distante de fúrias religiosas? Lembram-se dos insultos adequadamente dirigidos aos cínicos que duvidavam de tamanhas maravilhas? Se calhar houve algum equívoco pelo caminho, já que a Irmandade Muçulmana lidera com substancial avanço a contagem de votos nas “legislativas” locais. Em segundo lugar está o partido “salafista”, hoje apelidado de “radical”, e em terceiro vem o Bloco Egípcio, que nos curiosos critérios em jogo passa por “liberal”. Aparentemente, no léxico dos correspondentes ocidentais, os senhores da Irmandade representam agora as forças “centristas” ou “moderadas” da sociedade, o que, no caso, significa apenas que, por exemplo, defendem a lapidação das adúlteras com calhaus um pedacinho menores do que os utilizados pelos “radicais” e um nadinha maiores do que os utilizados pelos “liberais”. Ou que pretendem torturar os homossexuais com severidade ligeiramente inferior à dos “radicais” e algo superior à dos “liberais”. Ou que prometem dedicar aos apóstatas uma morte qualquer coisinha mais rápida do que os “radicais” e uns minutos mais lenta do que os “liberais”. Etc. Entre a sharia versão mata e a sharia versão esfola, não se pode dizer que os indígenas não escolheram democraticamente. Também não se pode dizer que a escolha foi aquela que a ingenuidade “multicultural” do Ocidente gostaria que tivesse sido. Ou pode, se trocarmos a ingenuidade pela má-fé. JTM/DN jornal tribuna de macau segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 pág 17 “Estou a ficar careca”, diz Selma Blair. A actriz Selma Blair começou a sentir as alterações hormonais do pós-parto, revelando que há um mês seu cabelo começou a cair: “eu não gosto de apliques, então, em breve, Selma será careca!”, disse ainda. lazer Lady Gaga despe-se em novo videoclip Lady Gaga continua a ser notícia pelas opções polémicas para os seus trajes ou vídeos. Desta feita, a cantora surge nua no videoclip de «Marry The Night». O tema é o mais recente single do seu álbum «Born This Way» e o teledisco é quase uma curta-metragem, com mais de 13 minutos de duração. O vídeo foi realizado por Lady Gaga. Recentemente, a cantora chocou os espectadores num programa televisivo ao actuar com um traje em que parecia ter sido decapitada e segurava a própria cabeça. ver vídeo na edição online do jtm www.jtm.com.mo Ex de Charlie Sheen detida Scarlett culpa trabalho por porte de cocaína pelo fim do casamento Beyoncé diz saber que vida materna será difícil A ex-mulher do ator Charlie Sheen, Brooke Mueller, foi presa novamente na noite em Aspen, sob suspeita de posse de cocaína. De acordo com o site norte-americano TMZ, os detalhes que cercam a prisão ainda não estão claros. Contudo, fontes policiais disseram que a ex do actor também foi autuada por agressão. Brooke, de 34 anos, acabou sendo libertada da cadeia no sábado após pagar uma fiança de 11 mil USD. Já havia sido presa em Setembro de 1996 - por dirigir embriagada - e em Março de 2001 - também por posse de cocaína. Charlie foi casado com Brooke Mueller durante três anos sendo que, dessa união, nasceram dois filhos gémeos. O divórcio foi decretado em 2 de Maio deste ano. Apesar de estar bastante animada com a vida materna que está por vir, Beyoncé Knowles admitiu em entrevista ao programa 20/20, do canal norte-americano ABC, ter consciência das difuldades que a nova função irá lhe trazer. “É empolgante”, disse a cantora de 30 anos de idade, “mas sei que não será fácil”. A despeito da confissão, Beyoncé garantiu estar preparada para os desafios da vida materna, principalmente pelo fato de vê-la como necessária à condição humana. “Acredito que esse seja o motivo de vivermos. É a única forma de nos mantermos nesse mundo para sempre. É o nosso legado”. Beyoncé ainda disse estar tomando cuidados especiais com a sua alimentação devido ao temor de, após o fim da gestação, se desesperar para perder quilos extras. pág 18 segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 jornal tribuna de macau Capa da edição de Dezembro da Vanity Fair, a actriz Scarlett Johansson falou sobre o fim de seu casamento com Ryan Reynolds e declarou não estar preparada para fazer o trabalho que o casamento exige. A união chegou ao fim em Dezembro de 2010, mas o processo de divórcio somente foi finalizado em Julho deste ano. Johansson diz que não sabia o quão difícil seria sustentar a relação e admite que a atribulada agenda impactou negativamente em sua vida amorosa. Salientou ainda à revista Cosmopolitan que ser casada é uma vida e um processo de respiração. Admitiu não estar plenamente consciente dos altos e baixos da relação, além de não conseguir passar muito tempo com o ex-marido. TDM SPORT Ronaldo e Irina procuram casa em Itália. Para viverem após o casamento, o casal está interessado nas moradias de luxo do Lago de Como, local onde, por exemplo, têm residência George Clooney, Ricky Martin, os Beckham ou Elton John. 04:00 Fulham Vs Liverpool tdm 13:00 13:30 14:30 17:30 18:00 18:25 19:35 20:30 21:00 22:00 23:00 23:30 00:00 00:30 41 HBO TDM News - Rep. Jornal das 24h RTPi DIRECTO That 70’s Show Música Movimento (Rep.) Contraponto (Rep.) Amanhecer Telejornal TDM Desporto Passione TDM News Portugueses sem Fronteiras Telejornal (Rep.) RTPi DIRECTO 30 ESPN 13:00 16:00 16:30 19:30 20:00 20:30 21:00 22:00 22:30 Virginia Tech vs. Clemson Stihl Timbersports Series US Open Championship 2011 (LIVE) Sportscenter Asia Monday Night Verdict ABL Best Games X Games 17 Sportscenter Asia Rugby Australia vs. Russia 31 Star Sports 13:00 16:00 18:00 19:00 19:30 21:30 22:00 22:30 23:00 Roteiro New Zealand Open Day 3 Best Of Australian Open Tennis Intercontinental Rally Challenge Game Sutton United vs. Notts County (LIVE) Score Tonight Motorsports@Petronas 2011 Engine Block 2011 Best Of Australian Open Tennis 12:00 14:00 16:00 17:45 18:20 20:20 22:00 23:55 Dr. No Joe’S Palace The Truth About Charlie Hbo Central Green Card Rocky III From Russia, With Love Hung 42 Cinemax 12:15 14:00 16:00 17:15 19:00 20:30 22:00 23:40 Beverly Hills Cop III G.I. Joe The Bride Of Frankenstein First Men In The Moon Love And A Bullet Poltergeist II The Other Side Nightmares Snatch 43 MGM 11:30 13:45 15:45 17:30 19:00 21:00 22:45 00:30 Mayrig Crime and Punishment Terror at London Bridge A Dog’s Breakfast Inherit the Wind The Dust Factory Convict Cowboy Fight for Life 50 Discovery 13:00 Mythbusters 14:00 Curiosity: I, Caveman 15:00 Primal Connections 16:00 Construction Intervention 17:00 Extreme Peril 18:00 How It’s Made 14 18:30 How Do They Do It? 40 star movies 19:00 Surviving The Cut 12:50 The Walking Dead Walkthrough 20:00 Howe & Howe Tech 13:25 Father Of The Bride Part Ii 21:00 Swamp Loggers 15:15 Astro Boy 22:00 Coal 16:55 Letters To Juliet 23:00 Swords: Life On The Line 18:45 Skyline 00:00 Swamp Loggers 20:25 13 22:00 The Walking Dead 51 NGC 23:50 Knight & Day 12:30 Dog Whisperer 13:25 14:20 15:15 16:10 17:05 18:00 19:00 20:00 21:00 22:00 23:00 00:00 Hyper Rescue Tokyo Forbidden Tomb Of Genghis Khan Classified: CIA Confidential The Indestructibles Islands My Dog Ate What? Britain’s Greatest Machines with Chris Barrie Generals At War Classified: CIA Confidential The Indestructibles Locked Up Abroad Classified: CIA Confidential 54 History 13:00 14:00 16:00 17:00 18:00 19:00 20:00 21:00 23:00 Modern Marvels Return Of The Pirates Hidden Cities Ancients Behaving Badly Modern Marvels Swamp People Ice Road Truckers Pawn Stars The Pickers 55 Biography Channel 13:00 14:00 15:00 16:00 17:00 18:00 18:30 19:00 20:00 22:00 23:00 00:00 Intervention Hoarders Robert DeNiro Chevy Chase Gutted Sell This House Kirstie Alley’s Big Life Hoarders Storage Wars Tom Cruise Hoarders Intervention 62 AXN 12:15 13:05 14:00 15:45 16:40 17:30 Masters Of Illusion 24 So You Think You Can Dance The Amazing Race Asia 24 Masters Of Illusion HBO Serviço de atendimento a clientes 22:00 28822866 From Russia, With Love www.macaucabletv.com 18:20 Wipeout cinema 19:15 The Amazing Race Cineteatro Sala 1 seediq bale 20:10 Top Chef 21:05 Csi: Crime Scene Investigation Falado em Japonês e Seediq com legendas em Chinês) Filme de: Te-Sheng Wei. Com: Qing-tai Lin, Da-qing You, Zhixiang Ma. 22:00 Hawaii Five-0 14:15H 17:00H 22:55 The Amazing Race 23:50 Hawaii Five-0 00:45 Top Chef 63 Star World 12:10 MasterChef US 13:05 The Bachelorette 14:55 Happy Endings 15:25 Castle 17:15 America’s Next Top Model 18:10 MasterChef US 19:05 How I Met Your Mother 19:30 Happy Endings Cineteatro Sala 2 sleepwalker Filme de: Fengbo Lee, Jimmy Wn. Com: Jam Hsiao, Chrissie Chow, Eric Tsang. 14:15H 16:00H 17:45H 21:45H Cineteatro Sala 3 trespass Filme de: Joel Schumacher. Com: Nicolas Cage, Nicole Kidman e Cam Gigandet. 14:15H 16:00H 17:45h 19:30h Torre de macau the three musketeers 3d Filme de: Paul W.S. Anderson. Com: Logan Lerman, Mila Jovovich. 14:30H 16:45h 19:15h 21:30H 20:00 The Bachelorette Clube Militar de Macau 21:50 Dancing With The Stars 22:45 MasterChef US 23:40 How I Met Your Mother 00:05 The Bachelorette Avenida da Praia Grande, 975, Macau Tel: 28714000 82 RTPi 15:00 Telejornal Madeira 15:30 Entre Pratos Telefones Úteis 16:00 Magazine Eua Contacto Número de Socorro 999 Bombeiros 28 572 222 PJ (Linha aberta) 993 PJ (Piquete) 28 557 775 PSP 28 573 333 Serviços de Alfândega 28 559 944 Centro Hospitalar Conde S. Januário 28 313 731 Hospital Kiang Wu 28 371 333 CCAC 28 326 300 IACM 28 387 333 DST 28 882 184 Aeroporto 88982873/74 Táxi (Amarelo) 28 519 519 Táxi (Preto) 28 939 939 Água - Avarias 2990 992 Telecomunicações - Avarias 1000 Electricidade - Avarias 28 339 922 Directel 28 517 520 Rádio Macau 28 568 333 16:30 A Casa E A Cidade 17:00 Bom Dia Portugal 18:00 Quem Quer Ser Milionário 18:45 Resistirei 19:30 Linha Da Frente 20:00 Maternidade 21:00 Jornal Da Tarde 22:15 O Preço Certo 23:00 Magazine Eua Contacto 23:30 Cuidado Com A Língua! 23:45 Portugal No Coração 02:00 Portugal Em Directo A programação é da responsabilidade das estações emissoras anima Sociedade Protectora dos Animais Sociedade de Macau Sociedade Protectora Protectora dos Animais Telefone: dos Animais de Macau de Macau 28715732 / 63018939 Telefone: fax: fax: 28715732 / 63018939 28703224 jornal tribuna de macau segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 pág 19 jornal tribuna de macau www.jtm.com.mo Administração, Direcção e Redacção: Calçada do Tronco Velho, Edifício Dr. Caetano Soares, Nos4, 4A, 4B - Macau Caixa Postal (P.O. Box): 3003 Tel.: (853) 28378057 Fax: (853) 28337305 • Email: [email protected] e [email protected] última en passant José Rocha Dinis Fracasso De acordo com os dados da organização, do público em geral apareceram 300 pessoas (entre mais de 550 mil, aguarda-se o número certo do Censos 2010) todos, como é do conhecimento geral, com almoço e a promessa de receberem uma verba. Das várias centenas de jornalistas locais (o número não se sabe ao certo uma vez que a profissão não está regulada), a Rádio Macau revelou que apareceram 29. Os restantes prescindiram do almoço e da verba... Estes resultados têm que ser o primeiro ponto a ser analisado pela organização da Sondagem Deliberativa, e embora a organização se tenha mostrado satisfeita não se percebe muito bem porquê. Na verdade, nas condições locais, a falta dos jornalistas (do público, sempre haverá 300 que apreciem um almoço de borla e um dinheirinho) foi um fracasso! Prenunciado, mas um fracasso. A contrário do que parece pensar o Prof. James Fishkin, director do Centro de Sondagem Deliberativa da Universidade de Stanford, centro que não se percebe porquê foi principescamente contratado para fazer esta sondagem, talvez as pessoas e os jornalistas locais não sejam afinal tão estúpidos. fonte: serviços meteorológicos e geofísicos www.smg.gov.mo hoje amanhã 150C 200C 160C 220C câmbios - indicativos fonte: bnu Pataca Compra Venda US Dólar 7.97 8.08 EURO 10.58 10.71 yuan (rpc) 1.215 1.273 PASSOS COELHO ANUNCIA VERBA EXCEDENTE DE 2 MIL MILHÕES O Primeiro-Ministro português Passos Coelho afirmou ontem que existe uma verba excedente de cerca de dois mil milhões de euros para “pagamentos à economia”. Numa entrevista ao jornal Público, Passos Coelho explicou que o défice deste ano “não estará em causa devido a transferência dos fundos de pensões da banca”, sublinhando “algo de muito positivo relacionado com essa transferência: existe uma verba de cerca de dois mil milhões de euros” para “pagamentos à economia”. Disse ter como objectivo, em duas legislaturas, “pelo menos reduzir a despesa pública – com qualidade, serviço social, preocupação social – a um nível não superior a 42-40 por cento do PIB”. A propósito da “grande escassez de recursos” que o país atravessa, o chefe do Executivo deixou um aviso: “Temos de ter a certeza de que aqueles que recebem rendimento social de inserção são mesmo os que mais precisam dele e não pessoas com alternativas de trabalho, e que estão sentadas sobre essa prestação que o Estado lhes oferece e a complementam com um certo nível de economia informal”. “Seria revoltante, sendo Portugal o segundo país mais desigual da Europa, não ir concertando as coisas de modo a tornar o país mais justo. Apesar dos fracos recursos”, adiantou. Ao longo de uma entrevista de sete páginas, Passos Coelho explica ainda a questão do aumento do IVA sobre a restauração e os bens culturais. “Foi possível propor a compensação da perda de receita no caso dos espectáculos culturais (cerca de 20 milhões de euros) com o agravamento dos impostos especiais sobre o álcool e o tabaco”, disse. A perda de receita no caso da restauração “seria de várias centenas de milhões de euros, o que só poderia ser compensado com agravamentos sensíveis de outros impostos, nomeadamente do IRS”. Pedro Passos Coelho negou que as suas ideias sobre a Europa estejam coladas à “senhora Merkel, ou à Alemanha”. A sua posição, disse, “é a de que aqueles que forem indisciplinados devem - quando requerem a solidariedade dos outros países – devolver essa solidariedade com responsabilidade”. Sobre uma eventual subida da onda da contestação social, o chefe do Governo disse: “a conflitualidade exacerbada só agravaria a crise e eu sei que as pessoas não desejam esse caminho”. ESTE ANO FORAM ASSASSINADOS 74 JORNALISTAS 74 profissionais do jornalismo foram assassinados enquanto exerciam a sua profissão em 2011. Um número substancialmente mais elevado do que o do ano anterior, em que se registaram 42 mortes. Os dados, divulgados pelo Comité de Protecção dos Jornalistas (CPJ), revelam ainda que o Paquistão, o Iraque e a Líbia foram os países onde se contabilizou o maior número de mortes (com um total de 11 jornalistas assassinados no terreno). Destes 74 profissionais assassinados, apenas 41 mortes foram confirmadas, estando 33 ainda sob investigação. “A esmagadora maioria dos jornalistas mortos em serviço não são baixas no campo de batalha – são perseguidos e marcados para serem assassinados”, afirma a CPJ no relatório anual. Dos 74 profissionais de media assassinados, 81% era da nacionalidade do país onde se encontrava a trabalhar e apenas 19% estrangeiros. Uma percentagem significativa já havia sido ameaçada durante o desempenho do seu trabalho. 29% foram feitos prisioneiros e 21% chegaram mesmo a ser torturados. Cresceu também o número de vítimas em países da América Latina, como no México, onde foram assassinados três jornalistas – todos investigavam crimes ligados ao cartéis de droga e crime organizado. Fotolegenda AUMENTO RETROACTIVO PARA A FUNÇÃO PÚBLICA. “Esperamos que a Função Pública possa ter aumento de vencimentos, com retroactivos a partir de Janeiro”, disse a presidente da Assembleia Geral da ATFPM, no decurso do jantar comemorativo do aniversário da RAEM e Festa de Natal da Associação, com a presença do Chefe do Executivo, Chui Sai On. pág 20 segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 jornal tribuna de macau tempo SOLDADO BRITÂNICO APUNHALOU CRIANÇA AFEGÃ Alguns dos episódios mais sombrios da guerra no Afeganistão vão sendo revelados aos poucos à opinião pública. O “Daily Mail” revelou ontem mais um caso de conduta imprópria das forças britânicas naquele país. Um soldado foi preso e expulso do exército depois de ter apunhalado com a sua baioneta uma criança afegã de 10 anos de idade. Na madrugada anterior ao incidente, em Março do ano passado, o soldado Daniel Crook foi alvo de tratamento médico por excesso de bebidas álcoolicas. No dia seguinte, a sua unidade deixou um chekpoint na provincia de Helman e saiu em patrulha. Crook fechava a coluna, armado apenas com duas granadas e uma baioneta, uma vez que a sua espingarda foi confiscada pelos seus oficiais como medida de precaução. Ao cruzar-se com duas crianças afegãs de bicicleta, uma delas parou perto dele e pediu-lhe chocolate. Em resposta, foi agarrada por um braço e apunhalada pelo soldado nos joelhos. O pai da criança afirma que nunca recebeu um pedido formal de desculpa do exército britânico, adiantando, revoltado, que os “ingleses deveriam estar aqui para repôr a estabilidade e a paz e não para apunhalar crianças”. Levado a tribunal, em Junho, Daniel Crook foi condenado a uma pena de 18 meses numa prisão militar e expulso do exército britânico. ROUBOU TRÊS MIL CARRINHOS DE COMPRAS Um homem, de 37 anos, foi preso e acusado de roubar, pelo menos, três mil carrinhos de compras em centros comerciais de Madrid, Espanha, que depois revendia. Foi localizado graças a um aparelho de GPS colocado aleatoriamente num dos carrinhos. Segundo a polícia, o homem efectuava os roubos em vários centros comerciais e depois vendia os carrinhos a um depósito de sucata em Madrid. O preço de um carrinho de compras de supermercado oscila entre os 80 e os 200 euros, dependendo do peso e da resistência do material. As autoridades calculam que o total dos roubos, realizados no último ano, pode chegar aos 290 mil euros. A investigação foi iniciada depois da polícia ter recebido várias queixas de centros comerciais e supermercados da Madrid, a propósito de roubos que sofriam constantemente. O autor do crime foi apanhado na zona de Vallecas e a investigação avançou até serem encontrados mais carrinhos num armazém. A proprietária e o encarregado da empresa de sucata também foram detidos por suspeita do crime de receptação. fecho desta edição jtm - 01:15horas