Atletas quenianos vencem
prova masculina e feminina
da Maratona internacional
Prémios “Sound & Image
Challenge 2011” mostram
criatividade da RAEM
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論
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報
Jornal
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www.jtm.com.mo
ao serviço de macau desde 1982
Tribuna de Macau
Director José rocha Dinis | Director Editorial executivo Sérgio Terra | Nº 3921 | segunda-feira, 05 de dezembro de 2011
10 Patacas
MIGUEL CAMPINA, EM ENTREVISTA AO JTM
“A falta de visão
estratégica
é manifesta
e gritante”
Págs 2 E 3
Polícia detém manifestantes
em Moscovo e S. Petersburgo
Secretária de Estado de França:
“não existe islamismo moderado”
A polícia fez numerosas detenções de militantes da oposição
que tentaram manifestar-se na capital russa e em São
Petersburgo contra as eleições parlamentares. Em Moscovo,
a Praça Triunfalnaia foi cercada por dezenas de polícias e
soldados do Ministério do Interior da Rússia para evitar a
reunião de manifestantes. Os agentes de segurança detiveram
também um número ainda não determinado de pessoas em São
Petersburgo. Os opositores consideram que “o escrutínio não
passa de uma farsa”. Os partidos que participam nas eleições
queixam-se de violações em massa no escrutínio.
A secretária de Estado da Juventude de França, Jeannette
Bougrab, afirmou que não existe “islamismo moderado” e que as
leis fundadoras da «charia», a lei islâmica, são “necessariamente
uma restrição dos direitos e das liberdades”. A governante
francesa, de origem árabe, reagia às vitórias eleitorais de
partidos islâmicos em Marrocos, na Tunísia e no Egito, o
que considerou “muito inquietante”. “Não conheço islamismo
moderado. Não existe uma ‘charia light’. O direito fundado
pela ‘charia’ é necessariamente uma restrição das liberdades,
nomeadamente da liberdade da consciência”, acrescentou.
EURO2012
Portugal no grupo dos campeões
• Adeptos de Macau entre o optimismo e o pessimismo
centrais e pág 12
“O que se faz muito é resolver superficialmente,
chuta-se para a frente, faz-se de conta e os
problemas mantêm-se”
local
“Afirma-se vezes sem conta a singularidade de
Macau no seio da Grande China e depois age-se
como se nada disso contasse”
“Temos gosto em receber toda a gente, mas para tornar Macau num
centro internacional de turismo e lazer teremos de limitar a entrada
dos turistas àqueles que se enquadram nestes padrões”
local
“[Os anteprojectos para os novos aterros] não
têm nada de inovador, criativo ou interessante.
É o vazio”
MIGUEL CAMPINA EM ENTREVISTA AO JTM
Prioridades do Governo devem ser menos “populistas”
Não é com medidas populistas e imediatas
que se resolvem os problemas da RAEM.
É preciso uma visão global que defina o
caminho de Macau, analisa Miguel Campina.
Para onde vai e como vai? São perguntas
que carecem de respostas concretas, critica
o arquitecto, a viver no território há quase
30 anos. Falta uma melhor gestão, a par de
objectivos mais “ambiciosos e latos”. Se o
rumo não mudar, a cidade vai arcar com
consequências cada vez mais pesadas. Como
acontecerá quando o Sistema de Metro
Ligeiro começar a circular ou se o projecto
turístico para o Lago Sai Van for aprovado
RAQUEL CARVALHO
L
au Si Io vai hoje à tarde apresentar as Linhas de
Acção Governativa para 2012 na área dos Transportes e Obras Públicas. Acredita que serão traçadas novas orientações?
- Não nutro a mínima expectativa e não tenho
ilusões relativamente àquilo que podem ser as novidades. Vamos voltar a ouvir as mesmas receitas e sobretudo as mesmas promessas. As coisas têm vindo a
ser repetidas há 10 anos. Continuamos no campo das
afirmações e das declarações de princípio, enquanto que para a concretização falta muito. Há, por um
lado, a incapacidade de uma visão estratégica, que é
manifesta e gritante, à excepção do que está relacionado com a principal indústria da terra, o Jogo. À parte
isso, não existe raciocínio estratégico e depois não há
capacidade de realização. Essa circunstância deve-se
muito provavelmente ao facto de havendo recursos
materiais, existir uma enorme dificuldade em encontrar os recursos humanos que dêem resposta às necessidades. Há a vontade de agradar a todos em geral e a
alguns em particular. Portanto, criam-se mecanismos
que levam a que se adiem sucessivamente decisões
que poderiam e deveriam já ter sido tomadas.
- Que decisões são essas?
- Do meu ponto de vista, o enquadramento estratégico continua a ser o que me mais falta faz. O que é
que se pretende que Macau seja, para além do chavão
da plataforma, da integração regional e de tudo isso?
Quais são os objectivos relativamente à realidade social de Macau? O que é que se pretende para além de
ser um centro de jogo e de cariz internacional? Faltam
respostas. Sem essa visão e propósito, todas as acções
que se tomam resultam da pressão do quotidiano,
do investimento, portanto nada é feito em função de
objectivos a longo prazo que tenham sido suficientemente definidos e discutidos. Fala-se de muita coisa,
como das indústrias criativas, de criar em Macau um
centro de línguas, do potencial da medicina tradicional chinesa...mas eu não vejo acções concretas.
- Entende que a evolução social está desfasada do
ritmo económico?
- Há muitos aspectos que foram profundamente descurados. Fala-se muito que não existia planeamento, que não foram tomadas medidas suficientes
para acompanhar o investimento que foi feito, qualificando a cidade e a sua população. É a constatação de
um facto, agora sabemos que deveria ter acontecido
de outra forma e era isso que se deveria esperar das
pessoas que governam. As escolhas que foram feitas
são completamente erradas. E os cidadãos vão ser
confrontados com essa realidade, por exemplo com
o erguer das passagens aéreas do Metro Ligeiro. As
pessoas vão verificar a gravidade do impacto. É claro
que a população se habitua a tudo. Mas não houve
o cuidado de ajustar soluções àquilo que são as características deste sítio. É isso que choca e que dói: a
permanente contradição entre o discurso e a prática.
Ou seja, afirma-se vezes sem conta a singularidade
de Macau no seio da Grande China e depois age-se
como se nada disso contasse. Não há razão nenhuma
para que a escolha tenha passado por um sistema elevado, para que nos obriguem a viver com essa monstruosidade. A cidade sofrerá imenso. O espírito de diálogo que dizem existir quando é confrontado com as
escolhas do Governo não é assim tão grande quanto
isso. Acabam sempre por vingar as soluções que já
estavam apontadas à revelia da opinião das pessoas. Basta olhar para aquele pequeno troço na Rua de
Londres. Percebe-se mal que com tanta capacidade
económica e com técnicos alegadamente tão competentes, as autoridades sejam incapazes de fazer uma
ligeira inflexão – que ainda por cima seria inteligente
e perfeitamente viável do ponto de vista técnico, ao
contrário do que é sistematicamente afirmado. Ainda por cima nivelam por baixo as estimativas e já se
sabia que o dinheiro não ia chegar. Não chegou no
passado nem vai chegar no futuro. E andamos aqui
a fingir de conta que somos todos honestos, quando
na realidade vemos exemplos atrás de exemplos que
esta abordagem de mercearia tem as consequências
que tem. Veja-se agora também o caso da Ilha da
Montanha, onde há um desvio orçamental de 30 por
cento. Como é que é possível que este desvio seja justificado pela valorização do renminbi e aumento do
custo de vida? O pior é que chegarão à conclusão que
tudo foi feito de acordo com a lei e que está tudo no
melhor dos mundos.
- Considera então que existem problemas graves
de gestão?
- Olhe mais um exemplo: o Governo organizou
um concurso para disciplinar e melhorar a qualidade do serviço dos autocarros. A ideia era seleccionar
duas companhias. Durante o processo acabam por
ser escolhidas não duas, mas três. Algo que redundou
numa ineficiência acrescida, embora isso não seja admitido. A verdade é que a desorganização continua a
mesma e as queixas da população também. Todavia,
os custos cresceram. É um exemplo de boa gestão?
É no mínimo natural que as pessoas se questionem.
Mas a resposta é sempre a mesma: foi tudo feito de
acordo com as regras e com a lei. Do ponto de vista
formal, eventualmente, do ponto de vista da inteligência e da responsabilidade ética há dúvidas.
- É necessário reformular alguns serviços para
que a gestão financeira seja mais eficaz?
- O que eu acho é que tem de haver uma alteração das mentalidades. O desempenho do poder é antes de mais responsabilidade. E sendo uma responsabilidade tem de se traduzir numa forma diferente de
encarar o exercício político. Se isso acontecesse, este
labor intenso em tentar justificar tudo na base das pequenas regras deixaria de ser o discurso dominante.
- Macau caminha para uma aparentemente desejada integração regional. Estará a região preparada
para se afirmar num contexto tão competitivo?
- Se Macau continuar a dispor dos meios financeiros que tem agora, estará em posição para ultrapassar todas as dificuldades. A questão é se o vai fazer bem ou menos bem. Macau ao contrário de muitas
regiões e países não se confronta com falta de meios,
mas sim com falta de ideias e capacidade. Esta é a
questão fundamental. Talvez fosse oportuno as autoridades reflectirem de modo mais profundo sobre as
dificuldades reais. O que se faz muito é resolver superficialmente, chuta-se para a frente, faz-se de conta
e os problemas mantêm-se. Por exemplo, a história
dos cheques. Ninguém acredita que o Governo não
tem a consciência de que essa é a forma mais rápida e
fácil. Tem-se dinheiro e calam-se as consciências, passa-se à frente. Mas o problema não está resolvido: as
extremas desigualdade sociais continuam a existir. A
pergunta que o Governo deve fazer – tal como nós – é
o que é que os jovens que estão a acabar os seus estudos terão daqui a dez anos para fazer em Macau.
- O Governo refere muitas vezes as oportunidades que se vão abrir com a exploração da Ilha da Montanha…
- É sempre bom pensar que as oportunidades
estão noutro sítio. Quando temos a casa desarrumada, o que temos de fazer é começar a arrumá-la e não
pensar no que está ali ao lado. Mas ao invés disso,
por exemplo, chegam à praia de Hac Sá e cortam as
casuarinas todas para substitui-las por palmeiras.
Haverá alguma razão científica para abater centenas
de árvores? Alguém que vende palmeiras conseguiu
o negócio da vida e o mal fica feito. É demonstrativo
de uma ausência de valores. Mais recentemente, está
em consulta pública a ideia de alguém, que teve um
sonho mau e que resolveu que queria fazer um centro
de tendinhas na praça do Lago Sai Van. O projecto
desta zona mereceu um prémio pela proposta que
tão bem resultou naquele sítio. Agora querem lá pôr
umas tendinhas para animar aquilo. E fizeram uma
brochura que é o exemplo daquilo que de mau se
pode fazer, de uma pobreza tão grande e provincialismo que só há uma resposta: não!
Não pensem nisso! Por favor, parem com este
tipo de propostas e projectos que são completamente
absurdos. Macau não precisa desta falta de gosto e
de qualidade. Não é preciso. Os centros de turismo
internacionais constroem-se com esforço, gosto e objectivos. Aquilo é feio! Pode dizer-se que é popular,
que as pessoas vão gostar muito. Mas não é assim
que se constrói um centro internacional de turismo.
Há a necessidade de diferenciar aquilo que serve um
objectivo mais lato e ambicioso e o que é mais populista e imediato. Este conceito deve ser introduzido
nas prioridades do Governo. É preciso ser mais exigente. Porque isso é que vai fazer a diferença.
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pág 02 segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 jornal tribuna de macau
“É preciso garantir
que todos estão sujeitos
às mesmas regras”
Continuam a existir leis que são cumpridas apenas por alguns.
Miguel Campina lança questões sobre os atropelos urbanísticos
que têm acontecido em Macau ao longo dos últimos anos
e lembra que as regras devem ser seguidas por todos, sem
excepção. Os dois anteprojectos para os novos aterros deixam
muito a desejar, não revelando “nada de inovador ou criativo”.
E pior que tudo, avisa o arquitecto, podem redundar num
anulamento da identidade de Macau. Miguel Campina defende
ainda que é urgente encontrar um equilíbrio entre a vinda de
turistas e a qualidade de vida dos residentes
J
á são conhecidos os dois anteprojectos para os novos aterros. Com
que impressão ficou e que expectativas guarda?
- Agora tenta-se fazer uma apresentação diferente das origens deste projecto de novos aterros, mas foi tudo gizado
por Ao Man Long, sabe-se lá se por inspiração própria ou com a ajuda de alguém.
Passou-se um pano sobre o assunto e o
contorno físico dos novos aterros vem
dessa altura. Até agora ninguém – que
eu saiba – foi capaz de explicar a necessidade desta expansão e muito menos os
termos em que está a ser proposta. Propõe-se um modelo de ocupação física:
fala-se em zonas verdes, em proporção
mais acertada entre zonas... mas de facto
nós não sabemos para quê é que aquilo
serve. Eles dizem que é para habitação,
equipamentos sociais... é preciso tudo
isso numa cidade, mas para quê? Para
servir quem e como? Como é feita a articulação com o tecido urbano existente?
Se não houver um raciocínio global, uma
visão estratégica, o que surge é um exercício fraco, que é o que está em curso. As
pessoas envolvidas – sem desconsideração para nenhuma delas – poderiam ter
feito uma coisa semelhante para os subúrbios de uma qualquer cidade menor
na República Popular da China (RPC).
Não tem nada de inovador, criativo ou
interessante. É o vazio.
- Não encontra diferenças entre
os dois anteprojectos?
- Praticamente não há diferenças, à
excepção da única coisa que parece preocupar algumas pessoas, que é a localização do terminal marítimo. À parte isso,
ninguém está preocupado com mais
nada. Mais uma vez, parece-me que é
uma oportunidade que se vai perder.
No papel, as águas são azuis, os barcos
muitos e os iates alguns. Na realidade
a não ser que tenham uma imaginação
prodigiosa e tenham soluções como eles
dizem ‘científicas’ para resolver o problema, todos aqueles canais nunca vão
ser canais, porque aquilo já está assoreado e mesmo que seja desassoreado volta
a assorear rapidamente. É um pequeníssimo detalhe num contexto em que
a relevância destes canais é enorme. Um
pequeno problema, passa a ser o problema. Andam a fazer desenhos que acham
bonitos e eu tenho as maiores dúvidas
até relativamente à beleza daquilo. São
meros exercícios de ocupação. Dá-se
um tabuleiro e diz-se a uns actores para
comporem uns legos. Uns gostam mais
de legos amontoados no meio e outros
nas bordas. É essa a diferença entre as
duas opções. Não se percebe qual será o
sistema de comunicação, de interacção
com o tecido existente, como ocorrerá a
valorização do património.
- Então que intenções transparecem?
- O esforço parece ser todo concentrado – embora não seja dito tão explicitamente – na articulação com as zonas
adjacentes. Essa articulação é importante, desde que não seja feito à custa
da anulação da identidade de Macau. E
é isso que me parece – subrepticiamente, mais ou menos conscientemente –
que está a acontecer. É ou não estranho
que com o conhecimento público as entidades envolvidas na execução desses
planos venham todas do mesmo sítio e
todas da RPC?!
- Considera que o destino dos
aterros poderia ser diferente se estivessem envolvidas equipas locais?
- Creio que existiria outra sensibilidade, porque o conhecimento desta
realidade é seguramente diferente entre
quem a vivencia diariamente. Há pessoas em Macau que têm uma larguíssima
experiência de planeamento e que simplesmente não foram consultadas. Não
porque não se disponibilizaram, mas
porque provavelmente foi entendido
que seriam entraves à execução de directivas que estavam dadas e que não
passam pela intervenção local. Devem
pensar que Macau gerido pelas suas
gentes é bom, mas Macau gerido por
outras gentes é capaz de ser melhor.
- O Governo já prometeu avançar
com a Lei de Bases do Planeamento urbanístico. Acredita que novas normas
poderão alterar o rumo da cidade?
- Uma das questões que se tem
colocado é a falta de planeamento.
Eu sou por formação e opção defensor do planeamento. Macau não tinha
um plano director antes e aconteceram
coisas erradas, mas não foi a desgraça
que ocorreu após o período de liberalização do Jogo. A quê é que se deve
essa falta de controlo sobre aquilo que
aconteceu? Não é por falta de um plano de ordenamento geral, mas muito
mais o resultado da legislação existente ter sido simplesmente ignorada.
Algo visível na altura dos edifícios, na
forma como ocuparam os lotes, como
deixaram construir em situações difíceis de explicar. Basta olhar para o ‘Starworld’, em cima da Av. Da Amizade,
e o ‘L’Arc’. As leis que eu conheço – e
que outros tal como eu têm que seguir
– não permitem fazer aquilo. Portanto,
não é uma questão de falta de planeamento, é uma questão de permitir que
se faça aquilo que é ditado por interesses suficientemente poderosos para
subverter esta ordem. Por outro lado,
é preciso lembrar que existiam planos
no território. É certo que não cobriam a
totalidade do território, eram parciais,
mas disciplinavam a ocupação e o uso
do solo. Porque é que foram cancelados? A gestão da cidade não se faz só
porque as normas são boas. A gestão
da cidade faz-se porque as normas não
são más e porque são aplicadas. De que
vale ter normas e planos se depois não
são postos em prática?! Falta garantir
que todos, quer queiram quer não, estão sujeitos às mesmas regras. Há um
sistema que continua a permitir excepções e que abre precedentes. Com os
instrumentos que existem, é possível
fazer mais. E criando melhores instrumentos e sobretudo mecanismos mais
rigorosos, de certeza que é possível
construir uma realidade diferente e
bem melhor.
- Considerando todos esses atropelos, como avalia a preservação dos
bairros antigos?
- Tudo passa por escolhas estratégicas. Há mais de 10 anos fizemos um
plano de intenções para criar mecanis-
mos que permitissem um desenvolvimento controlado e protegido das zonas do Porto Interior e da Barra. Serviu
para quê? Para nada. Escusávamos de
ter coisas monstruosas no Porto Interior
que comprometem toda aquela frente.
Há a necessidade de balançar e escolher
entre aquilo que melhor serve maior
número e o que serve o menor número.
Na protecção de património tem-se feito coisas louváveis, mas são casos pontuais. O grosso do trabalho continua a
ser uma incógnita. Alguma coisa tem de
ser feita para manter os elementos próprios da identidade de Macau.
- Macau pretende atrair cada vez
mais turistas. A cidade está preparada
para receber mais pessoas e garantir
a qualidade de vida dos residentes?
- A física mostra que não. Temos
gosto em receber toda a gente, mas
para tornar Macau num centro internacional de turismo e lazer teremos de
limitar a entrada dos turistas àqueles
que se enquadram nestes padrões. É
discriminatório relativamente àqueles
que vêm com viagens a custo zero?!
É, mas mais uma vez é preciso fazer
escolhas. Quanto mais cedo for feita e
mais cedo se escolher aquilo que pode
beneficiar os locais, melhor. Não se
pode é ignorar o problema. Não cabe
toda a gente. Creio também que as pessoas não são indiferentes à forma como
a sua cidade foi invadida. Todos nós
beneficiamos por um lado, mas somos
prejudicados pelo outro. É preciso que
o Governo encontre o equilíbrio.
R.C.
Aquela “densidade nostálgica”
Das palavras do avô, ouvia histórias de um local distante e bucólico.
Encontraria essa Macau repleta de uma “humidade” familiar e uma
“espessura atmosférica” semelhante à da Angola que o viu nascer. “Macau
possuía uma densidade nostálgica difícil de descrever, algo que se foi
perdendo”. Bem antes disso, Miguel Campina aterrou em Portugal para
estudar arquitectura, depois de ter feito alguns anos em engenharia.
Apanhou os movimentos académicos ao rubro, “escolas fechadas, polícia
na rua, contestação ao regime”. E “aquilo que se perdeu em formação
académica ganhou-se em formação cívica”. A chegada a Macau aconteceu
apenas em 1984, de onde não mais saiu, a não ser para projectos
pontuais noutras zonas da Ásia. “Vim trabalhar no sector privado, para
ajudar a acabar os planos do Porto Exterior, Areia Preta, da Av. Almeida
Ribeiro e Porto Interior”, recorda. À margem da arquitectura, perde-se nas
sonoridades do jazz. Foi dirigente do Clube de Jazz de Macau e confessa
que a “música é a maior paixão da vida”. As baquetas ainda hoje não lhe
saem das mãos. Sempre que pode regressa à bateria.
jornal tribuna de macau segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 pág 03
Macaense na Câmara de Richmond. Pela
primeira vez na história do Canadá, a
macaense Linda Prata Ostergo-Mc Phail
foi eleita para a assembleia da Câmara
de Richmond, uma cidade canadiana na
“British Columbia”.
local
VOX POPuli
TODOS OS SEMÁFOROS COM SISTEMA DE AVISO SONORO. Responsáveis
da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego garantiram
ontem, na 2ª fase de auscultação pública do Plano Director
Municipal das Novas Zonas Urbanas para as pessoas com
deficiência, que até ao final do próximo ano todos os semáforos vão
ter sistema de aviso sonoro.
ESPECIALISTA NOTA DIFERENÇA ENTRE CLASSE MÉDIA DE MACAU E DE OUTRAS REGIÕES CHINESAS
Estudo diz que 42% da população
empregada pertence à classe média
Novo estudo, que teve unicamente em conta
os rendimentos, classifica classe média como
tendo um rendimento familiar mensal entre
20 mil e 100 mil patacas. Divide ainda esta
classe em três partes diferentes
SARAH WU
(turista de Taiwan)
“Acabei por descobrir
uma dualidade
cultural”
- Qual é a sua primeira impressão
de Macau?
- Se calhar, por causa de ser de Taiwan,
vejo muito Macau como uma cidade de
jogo. Quando cheguei fui surpreendida
pela existência de património mundial
e alguns monumentos históricos, mesmo que não sejam reconhecidos como
património mundial, também mostram
aos turistas o passado de uma cultura
mista, como por exemplo o Largo do
Senado ou a Biblioteca Sir Robert Ho
Tung. Existem edifícios com estilo europeu e acho que isso é a especialidade
de Macau, para além dos casinos. Também acho que devia-se tentar outro
tipo de desenvolvimento para além do
jogo. A cidade tem uma grande história, mas não sei porque é que essa parte não é agora tão reconhecida lá fora.
Macau é vista apenas como a Las Vegas
do Oriente, um local cheio de luxo.
- Do que gosta mais de Macau?
- Gosto mais da parte antiga de cidade. Nos primeiros dias, estava cheia de
curiosidade pelos casinos, mas depois
perdi o entusiasmo de visitar mais.
Mas vou lembrar a história e a cultura de Macau para sempre. Acabei por
descobrir uma dualidade cultural aqui:
por exemplo, há cerimónias tradicionais chinesas em frente das igrejas.
Existe uma harmonia entre as culturas.
Penso que um dia, quando os meus
amigos me perguntarem o que há para
ver em Macau vou recomendar a parte
histórica.
- Se pudesse, o que mudaria?
- Acho que os transportes são cómodos, porque há os “shuttle bus” a
partir dos hotéis. Mas aqui quase não
há “Wi-Fi”, agora quase toda a gente
utiliza “smart phone”, e quando quero
partilhar as fotos da viagem deparo-me
com a falta de internet o que é muito
incómodo e chato.
V.C.
pág 04 segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 jornal tribuna de macau
O
principais sectores de Macau no ano passado. Assim,
concluiu-se que 20 mil patacas é o rendimento mínimo
familiar para pertencer à classe média em Macau, enquanto o rendimento máximo atinge 100 mil patacas.
Para traçar o retrato da classe média foram entrevistadas 12 famílias de Macau. O estudo indica ainda
alguns sinais de classe. Desta forma, uma família que
pertença à classe média despende 1500 patacas em média para a alimentação familiar, enquanto que três mil
patacas são dispensadas para a educação dos filhos menores, e três mil para auxiliar os pais.
A classe média foi estruturada ainda em três tipos.
Primeiro, em antiga classe média, em que se inserem os empresários das pequenas e médias empresas, incluindo as que já existiam durante governação
portuguesa e que agora têm boas receitas oriundas do
imobiliário, ou as empresas que são beneficiadas pelos
casinos. Neste grupo, as pessoas preocupam-se muito
com as alterações de políticas económicas, com o ambiente de negócios, as políticas ligadas à contratação de
trabalhadores não residentes e às políticas de segurança
social e das habitações.
Segundo, a nova classe média, de que fazem parte
funcionários públicos, médicos, advogados e contabilistas. Para este grupo importa mais o desenvolvimento
pessoal e a qualidade da vida, incluindo as políticas das
habitações, da educação, dos benefícios sociais e dos
serviços de saúde.
Em terceiro, a classe média na margem, como os
trabalhadores nos casinos, (com exclusão de trabalhadores com funções superiores). As pessoas pertencentes a este grupo são possuidoras de alguma habilitação
mas não têm um alto nível de educação. Preocupam-se
mais com as políticas dos trabalhadores não residentes,
com a proveniência das chefias (querem chefes locais) e
também com a segurança do trabalho.
APARTAMENTOS DE HABITAÇÃO ECONÓMICA NO EDIFÍCIO DA ALAMEDA DA TRANQUILIDADE
74 famílias já têm chave
Há 545 interessados por uma casa de
habitação económica no Edifício da Alameda
da Tranquilidade que já escolheram a casa.
Instituto da Habitação vai enviar segunda
ronda de cartas às famílias inscritas
A
té sexta-feira, 74 agregados familiares já tinham recebido a chave dos apartamentos de
habitação económica do Edifício da Alameda
da Tranquilidade, na Areia Preta, enquanto outros 545
interessados já têm os apartamentos seleccionados.
Agora o Instituto da Habitação (IH) vai enviar
uma segunda ronda de cartas para os interessados
em lista de espera escolherem os apartamentos que
desejam adquirir.
Os candidatos seleccionados já visitaram os
apartamentos entre 25 de Outubro e 2 de Novembro,
600 PESSOAS NA RUA PELOS DIREITOS DOS ANIMAIS. Cerca de
600 pessoas manifestaram-se ontem pelos direitos dos
animais, entre a Praça do Tap Seac e a sede do Governo,
na Avenida da Praia Grande, onde entregaram uma petição
a exigir uma lei contra a crueldade para com os animais.
CERCA DE 300 RESIDENTES PARTICIPARAM NA DISCUSSÃO
Arranque da sondagem deliberativa
contou 29 jornalistas e 300 residentes
Depois de concluída a sondagem,
uma equipa técnica de estudo
vai analisar os dados e elaborar
um relatório que sirva de
referência ao Governo para a
revisão das leis de imprensa e de
radiodifusão
VIVIANA CHAN
Chefe do Executivo, Chui Sai On, referiu já várias vezes a importância da classe média nas
Linhas de Acção Governativa, mas há quem
questione quem se insere ao certo nessa designação.
Agora, há mais um estudo, desta vez resultante de uma
colaboração entre o Centro de Pesquisa Estratégica para
o Desenvolvimento de Macau e a Academia Chinesa de
Ciência Sociais, e que refere que 42% da população empregada de Macau pertence à classe média. Desta vez,
a classe média foi definida só pelo rendimento auferido
ao nível da família, segundo uma notícia do jornal chinês Ou Mun.
O método utilizado neste estudo foi diferente do
de outras pesquisas sobre a classe média, feitas nos países ocidentais, e que têm em linha de conta o nível de
educação e a profissão dos inquiridos.
Chen Xin, responsável do Centro de Estudos para
os Assuntos das Regiões Administrativas Especiais, que
pertence à Academia Chinesa das Ciências Sociais, referiu que o factor económico devia ser considerado como
a prioridade neste estudo. “Devido aos factores históricos e económicos de Macau, consideramos que o factor
económico deve ficar no primeiro lugar desta pesquisa,
enquanto a educação e a profissão dos residentes deviam ficar em segundo plano”. Segundo Chen Xin “há
uma grande diferença entre a classe média em Macau e
a classe média das outras regiões”.
Depois de três meses de investigação, a primeira fase do estudo sobre a classe média de Macau está
terminada. A população com um rendimento familiar
mensal entre 20 mil e 100 mil patacas é classificada
como classe média.
Considera-se que esta classe, em Macau, só surgiu
devido à prosperidade no território, com o desenvolvimento do jogo, e ao mesmo tempo, devido à falta de
indústrias modernas. Por tal facto, este estudo teve que
criar um modo de investigação específico, não podendo
copiar outros métodos de análise.
O Centro de Pesquisa Estratégica para o Desenvolvimento de Macau definiu a faixa salarial da classe média, baseado nos rendimentos médios dos nove
local
REQUERER CONTRIBUIÇÕES SÓ ATÉ AO FINAL DO ANO. O Fundo de
Segurança Social informou, numa nota oficial, que o prazo para
requerer o pagamento de contribuições retroactivas do novo
Regime de Segurança Social termina no final de Dezembro
deste ano.
segundo noticia o jornal chinês Ou Mun. Depois de
confirmado o interesse, 545 agregados familiares escolheram os apartamentos, no início de Novembro.
No total há 880 apartamentos para venda.
Depois de escolhida a casa, os candidatos têm
que tratar das formalidades relacionados com o crédito bancário. Alguns compradores já pagaram algumas
verbas tendo assinado o contrato de compra e venda
da casa com o IH. Depois desta fase, os proprietários já
começam a pagar as verbas referentes ao condomínio.
O procedimento de venda da habitação económica termina quando os donos voltam a examinar outra
vez o apartamento escolhido. Ao mesmo tempo, o IH
ainda dá aos agregados familiares instruções sobre
como montar vários equipamentos no apartamento,
como aparelhos de ar condicionado, a varanda, ou
até as decorações. V.C.
F
oram 29 os jornalistas, de quatro
órgãos de comunicação social,
que ontem participaram no debate inserido na sondagem deliberativa
que visa discutir a revisão das leis de
imprensa e de radiodifusão. Por outro
lado, mais de 300 residentes marcaram
presença.
A Associação dos Jornalistas de
Macau mostrou dúvidas sobre a cientificidade, a transparência e a motivação
deste sistema de sondagem deliberativa e por isso, de acordo com a TDM,
decidiu boicotar a iniciativa.
Presente esteve o presidente da
Associação de Imprensa em Português e Inglês de Macau (AIPIM), Paulo
Azevedo, que é um dos membros do
painel de especialistas e académicos
convidados pela organização, e que
em declarações à Rádio Macau preferiu destacar a presença das centenas de
residentes. “Eu não esperava, de facto,
que houvesse tanta participação, com
cerca de três centenas de pessoas que
representam a sociedade civil, que foram lá ouvir a opinião de um painel de
profissionais e académicos”.
Um dos pontos em discussão, segundo Paulo Azevedo, foi a criação de
um Conselho de Imprensa e se devem
existir códigos deontológicos. “Basicamente, foi uma procura de respostas a
muitas dúvidas que até nós enquanto
profissionais também temos”, explicou. Este foi um dos pontos que, de
resto, suscitou dúvidas aos restantes
O “Dia da Sondagem Deliberativa” decorreu ontem nas instalações da Escola Secundária Kao Ip do Porto Exterior
profissionais.
Mas de acordo com Paulo Azevedo, as dúvidas não são apenas sobre as
capacidades de um eventual Conselho
de Imprensa, mas “também sobre qual
o papel a ser desempenhado, qual a
composição”, e, acrescentou, sobre “o
receio de que, eventualmente, o Conselho de Imprensa possa ser um instrumento por parte do Governo”.
O “Dia da Sondagem Deliberativa” decorreu ontem nas instalações
da Escola Secundária Kao Ip do Porto
Exterior. Segundo uma nota oficial, a
sessão contou com a participação de
grupos da sociedade civil e de profissionais da comunicação social, num total de 277 pessoas que foram escolhidas
aleatoriamente e de 29 profissionais do
sector, em representação de vários órgãos de comunicação social locais.
60 ACADÉMICOS PARTICIPARAM.
Juntamente com o presidente da AIPIM,
fizeram parte do painel de especialistas,
académicos e convidados da organização como Camões Tam, professor da
Universidade de Ciência e Tecnologia
de Macau, Chio Lai U, professora sénior
da Escola de Comunicação da Hong
Kong Baptist University, Chang Ngai,
editora-chefe adjunta do Jornal Ou
Mun, Paulino Comandante, secretáriogeral da Associação de Advogados de
Macau e Victor Chan, director do Gabinete de Comunicação Social.
Cerca de 60 académicos, especialistas e profissionais ligados à comunicação social de outros países e regiões
que assistiram à sessão na qualidade
de observadores.
De acordo com o director do Gabinete de Comunicação Social (GCS),
Victor Chan, depois de concluída a
sondagem, uma equipa técnica de estudo vai analisar os dados e elaborar um
relatório para referência do Governo,
mas cujas conclusões vão ser dadas a
conhecer ao público. Todos os debates
foram filmados e as gravações vão ser
disponibilizadas na internet.
Ontem, Victor Chan defendeu que
“a regulamentação do sector e a questão
de reconhecimento profissional devem
seguir os princípios da independência
e ser elaboradas pelas entidades competentes do próprio sector” estando o
GCS disponível para qualquer tipo de
apoio técnico.
Prevê-se que até Agosto do próximo ano, altura em que se iniciam os
ajustes finais do relatório de revisão
das duas leis, sejam ouvidas cerca de
duas mil pessoas.
CONGRESSO ANUAL DE CARDIOLOGIA TERMINOU ONTEM
Bolsas de investigação para médicos de Macau
O memorando de cooperação entre a Associação de Cardiologia de Macau e a Sociedade Europeia de Cardiologia pretende fomentar a
“cooperação científica e educacional” entre as duas entidades. De entre o conjunto de actividades a que os médicos de Macau podem ter acesso
está a candidatura a bolsas de investigação, financiadas na totalidade pela Sociedade Europeia de Cardiologia
E
stá estabelecida a ligação dos cardiologistas de
Macau ao que se faz na Europa. O acordo ontem
assinado no último dia do Congresso Anual de
Cardiologia abriu portas a mais formações clínicas e
realização de seminários, feitos em parceria com a Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC, na sigla inglesa). Além disso, este memorando prevê que os médicos de Macau possam estar envolvidos nas actividades
desenvolvidas por esta entidade europeia, onde se incluem candidaturas a bolsas de investigação. Tal como
disse ao JTM Fausto Pinto, vice-presidente da ESC, os
cardiologistas do território vão poder realizar “bolsas
de investigação para treinos médicos”, que são financiadas na totalidade por esta entidade europeia.
Outro projecto que está previsto é a realização
do encontro anual que pretende trazer o melhor das
Inovações em Intervenções de Cardiologia (ICI, na
sigla inglesa) para Macau e Hong Kong. Esta poderá ser realizada “de forma alternada” entre ambos os
territórios e irão participar “um conjunto de oradores europeus para falar de assuntos actuais na área”,
apontou Fausto Pinto.
O presidente da Associação de Cardiologia de
Macau, Mário Évora, não pode adiantar a data da realização desta iniciativa, mas frisou que vai servir para
“fazer um ponto de situação sobre o que se passou no
mundo da cardiologia este ano. Isso permite-nos ficar
globalizados face ao que se passa e podemos oferecer
mais aos nossos doentes”, disse.
Além do lado de formação clínica, o é objectivo
fazer da Associação de Cardiologia de Macau membro integrante da ESC, algo que deverá acontecer em
2012. É uma união que “traz mais prestígio e credibilidade, e podemos elevar o nome de Macau ao nível
dos eventos científicos”, explicou Mário Évora.
MAIS MÉDICOS PARA MACAU. Em declarações à
TDM, Mário Évora garantiu que há médicos de Portugal que vão chegar brevemente aos hospitais do território. Sem adiantar números de profissionais ou as áreas
de especialidade, o responsável afirmou ainda que vai
ser realizado mais um curso de admissão do internato
complementar para formar mais médicos nesta área.
Da ligação estabelecida com a ESC espera-se,
mais do que formação, a certificação da aprendizagem das práticas clínicas. “São cursos certificados, em
que mandamos um especialista que vem certificado
com uma determinada técnica. Por via desse entendimento prevemos que seja mais fácil para eles virem cá
e os médicos de Macau vão ter acesso aos cursos que
são dados na Europa”.
A.S.S.
jornal tribuna de macau segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 pág 05
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MACAU EM FEIRA DE NEGÓCIOS EM HONG KONG. O Instituto
de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau
inaugurou em Hong Kong, no âmbito da “World SME
Expo”, o Pavilhão de Macau, com o objectivo de apresentar
o ambiente de investimento em Macau.
local
OPERÁRIOS ENVOLVEM-SE EM AGRESSÕES. Um
cidadão do Vietname indocumentado foi ferido
ontem à tarde durante uma rixa entre um grupo
de trabalhadores num estaleiro perto do Galaxy
Resort, na Taipa, segundo noticiou a TDM.
seis mil atletas pelas ruas da raem
Quénia absoluto na maratona
American Home Assurance Company - Sucursal de Macau
Publicações ao abrigo do nº. 3 do artigo 86 do Decreto - Lei nº. 27/97/M, de 30 de Junho
Na competição masculina, 13
atletas do Quénia ficaram nos 15
primeiros lugares. O vencedor
tinha ficado em segundo no ano
passado
BALANÇO EM 30/9/2010
MOP
Totais
Sub-sub-totais
ACTIvO
PASSIvO E SITUAÇãO LÍQUIDA
IMOBILIZAÇÕES FINANCEIRAS
- Valores afectos às provisões técnicas - próprios
. Depósitos a prazo
-
. Depósitos de garantia
-
- PARTICIPAÇÃO DOS RESSEG. NAS P.R.C.
. De seguro directo
. De resseguro aceite
-
-
- PARTICIPAÇÃO DOS RESSEGURADORES
NAS PROVISÕES PARA SINISTROS A PAGAR
. De seguro directo
. De resseguro aceite
-
-
- DEVEDORES GERAIS
. Outros
-
-
275,035
275,035
- PROVISÕES PARA SINISTROS A PAGAR
. De seguro directo
. De resseguro aceite
-
-
Acidentes de
Trabalho
Incêndio
Marítimo
carga
Automóvel
Outros ramos
de seguros
Conta
gerais
Sub-totais
Totais
-
-
-
-
-
-
- COMISSÕES
. De Seguro Directo
. De Resseguro Aceite
112,727
-
567,839
-
40,597
-
51,883
-
1,519,014
18,162
2,292,060
18,162
2,310,222
- ENCARGOS DE RESSEGURO CEDIDO
- Prémios cedidos
- Redução das Provisões para Riscos em Curso (R.C.)
- Redução das Provisões para Sinistros (R.C.)
339,495
208,031
5,521
1,509,557
2,382,673
-
109,116
35,440
-
153,290
30,321
-
4,015,177
354,895
-
6,126,635
3,011,360
5,521
9,143,516
. De Resseguro Aceite
- Prémios cedidos
- Redução das Provisões para Riscos em Curso (R.C.)
- Redução das Provisões para Sinistros (R.C.)
-
-
-
-
81,642
57,500
81,642
57,500
139,142
419,689
8,683
101,234
483,389
17,972
168,248
30,759
1,163,182
152,360
1,702,077
843,439
2,545,516
-
-
-
-
-
. De Resseguro Aceite
- Pagas
- Provisões
- DESPESAS GERAIS
3,049,129
3,049,129
- AMORTIZAÇÕES E REINTEGRAÇÕES DO EXERCÍCIO
- LUCRO DE EXPLORAÇÃO
- Totais
1,094,146
5,044,692
Acidentes de
Trabalho
371,373
Incêndio
266,253
Marítimo
carga
Automóvel
7,361,932
Outros ramos
de seguros
52,030
52,030
557,230
557,230
3,658,389
17,796,785
Conta
gerais
MOP
Sub-totais
Totais
678,993
-
2,203,783
-
217,305
-
153,290
-
7,098,331
81,642
10,351,702
81,642
10,433,344
- PROVEITOS DE RESSEGURO CEDIDO
. De Seguro Directo
- Comissões (incluindo participação nos lucros)
- Indemnizações
- Part. dos Resseguradores nas Provisões para Riscos em Curso
- Participação dos resseguradores nas provisões para sinistros a pagar
95,988
219,441
-
568,310
50,617
416,880
35,124
8,986
83,830
44,454
30,759
1,617,250
581,592
147,040
2,361,126
860,636
678,509
3,900,271
. De Resseguro Aceite
- Comissões (incluindo participação nos lucros)
- Part. dos Resseguradores nas Provisões para Riscos em Curso
- Participação dos resseguradores nas provisões para sinistros a pagar
-
-
-
-
30,615
-
30,615
-
30,615
416,064
-
2,469,090
-
57,605
-
30,321
-
376,904
-
3,349,984
-
3,349,984
-
-
-
-
57,500
57,500
57,500
- REDUÇÃO NAS PROVISÕES P/RISCOS EM CURSO
. De Seguro Directo
. De Resseguro Aceite
- REDUÇÃO NAS PROVISÕES P/SINISTROS
. De Seguro Directo
. De Resseguro Aceite
- PROVEITOS INORGÂNICOS
. Financeiros
- Totais
-
-
-
-
-
25,071
25,071
1,410,486
5,708,680
402,850
258,824
9,990,874
25,071
17,796,785
- CONTA DE GANHOS E PERDAS DO EXERCÍCIO DE 2010
MOP
Resultados líquidos
- Prejuízo
- Provisão p/imposto complementar de rendimentos
- Resultados líquidos (lucro final)
270,598
-
- COMISSÕES A PAGAR
270,598
270,598
- Total do Passivo
- Totais
45,634
514,531
560,165
- Lucro
- De exploração
- Relativo a exercícios anteriores
O Contabilista
Salina Lai
- Totais
557,230
2,935
560,165
O Gerente
Chan Chi San
Macau, 12 de Janeiro de 2011
Nota: 1. A Autoridade Monetária de Macau aprovou a licença de seguros gerais em Macau da Chartis Insurance Hong Kong Limited, sucursal
de Macau, com efeito a partir de 1 de Junho de 2010 em substituição da sociedade do mesmo grupo American Home Assurance
Company, sucursal de Macau."
2. As perdas e lucro acima indicadas levam em conta todas as operações realizadas pela AHA Macau até ao dia 31 de Maio de 2010.
3. Estas demonstrações financeiras foram auditadas como últimas demonstrações financeiras da American Home Assurance Company,
sucursal de Macau.
pág 06 segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 jornal tribuna de macau
. Fundo de estabelecimento
-
. Conta-geral
(7,396,007)
- RESULTADOS TRANSITADOS
(7,396,007)
6,885,913
- RESULTADOS LÍQUIDOS (antes de impostos)
560,165
- PROV. P/IMPOSTO COMPLEMENTAR DE RENDIMENTOS
(45,634)
- RESULTADOS LÍQUIDOS (depois de impostos)
514,531
- Total da Situação Líquida
4,437
- Total do Passivo e da Situação Líquida
275,035
RELATÓRIO DE ACTIvIDADES DE 2010
MOP
-
- INDEMNIZAÇÕES BRUTAS
. De Seguro Directo
- Pagas
- Provisões
-
- CREDORES GERAIS)
. Resseguradores
. Organismos oficiais
. Outros
275,035
- CONTA DE EXPLORAÇãO DO EXERCÍCIO DE 2010
(RAMOS GERAIS)
- PRÉMIOS BRUTOS
. De Seguro Directo
. De Resseguro Aceite
-
- SEDE
- Total do Activo
CRÉDITO
-
- SITUAÇãO LÍQUIDA -
- PRÉMIOS EM COBRANÇA
- DEPÓSITOS EM INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO
- Depósitos à ordem
- Depósitos a prazo
- PROVISÕES PARA RISCOS EM CURSO
. De Seguro Directo
. De Resseguro Aceite
- PROV. P/RISCOS EM CURSO
. De seguro directo
. De resseguro aceite
- PROVISÕES DIVERSAS
- CUSTOS PLURIENAIS
. Conservação de imobilizações corpóreas
DÉBITO
Totais
- PASSIvO -
-
IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS
MOP
Sub-totais
Esta Sucursal de Macau exerce a actividade seguradora nos ramos gerais, tais como
acidentes de trabalho, multi-riscos, marítimo-carga, acidentes pessoais, viagens,
automóvel, etc.
O volume de prémios brutos auferidos no exercício de 2010 foi de MOP 10,433,344 e
o resultado apurado neste ano foi de MOP 514,531.
RELATÓRIO DO AUDITOR INDEPENDENTE SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES
FINANCEIRAS RESUMIDAS
O
queniano Stephen Chemlany
venceu ontem a prova masculina da Maratona Internacional
de Macau que cumpriu 30 anos nas estradas do território com dois recordes,
de participantes e dos atletas.
Num jogo de equipa - o Quénia
colocou 13 atletas nos 15 primeiros lugares e apenas dois deles eram convidados da organização do evento - Stephen Chemlany terminou a prova com
02:12.49 horas, menos 02.17 minutos
que o recorde de 02:15.06 horas conseguido em 2008 pelo etíope Yemane Tsegay Adhane.
O segundo lugar foi ocupado
pelo também queniano Julius Kiplimo
Maisei que terminou com o tempo de
02:12.53 horas, num pódio que fechou
com o etíope Haile Haja Gemeda, com
o tempo de 02:12.59 horas.
De fora dos primeiros 15 atletas ficou o etíope Tekeste Nekatibeb, de 31
anos, vencedor da prova em 2010.
Com a vitória na maratona de Macau e com um novo recorde, Stephen
Chemlany, que já tinha ficado em segundo no ano passado, leva para casa
um prémio de 320 mil patacas (160 mil
pela vitória na prova, 120 mil pelo recorde e um bónus de 40 mil).
No sector feminino, num pódio
que repetiu o alinhamento da prova
masculina, a queniana Chesire Rose
Jepkemboi terminou no primeiro lugar
com 02:31.28 horas, um novo recorde
Atleta queniano Stephen Chemlany (nº 8), que tinha ficado em segundo o ano passado, bateu recorde este ano
no sector feminino, seguida pela etíope Tsega Gelaw Reta com 02:31.48 horas e pela também queniana Winfridah
Nyansikera com 02:32.27 horas.
Na categoria dos atletas de Macau,
Kuok Chi Wai venceu a prova masculina e Hoi Long a feminina.
“Estavam reunidas todas as condições para se baterem recordes”, disse
ao JTM o vice-presidente do Instituto
do Desporto, que destacou o facto de os
primeiros 11 atletas a cortarem a meta
na prova masculina terem todos batido
recordes, enquanto na prova feminina
as duas primeiras corredoras também
bateram recordes. Para José Tavares,
estes resultados significam que a competição “está num nível excelente”.
Cerca de seis mil atletas de 59 países
e territórios participaram na 30.ª edição
da Maratona Internacional de Macau,
que este ano foi para a estrada com um
número recorde de participantes, mas
sem portugueses pela primeira vez em
mais de 20 anos, o que foi lamentado
por José Tavares. “O convite foi feito à
Federação Portuguesa de Atletismo e
ao Comité Olímpico, mas os responsá-
veis do comité disseram que não conseguiram destacar ninguém”.
A maratona, assim como a meia e
a minimaratona (6,5 quilómetros), decorreram desde as 06:00 locais (22:00 de
sábado em Lisboa) com partida e chegada no Estádio de Macau, na ilha da
Taipa, percorrendo as principais ruas
do território.
A Maratona Internacional de Macau distribuiu prémios de 1.400.000 patacas.
JTM/Lusa
PARA A GERÊNCIA DA AMERICAN HOME ASSURANCE COMPANY
-SUCURSAL DE MACAU
As demonstrações financeiras resumidas anexas da American Home Assurance
Company - Sucursal de Macau (a “Sucursal”) referentes ao período de nove meses findo
em 30 de Setembro de 2010 resultam das demonstrações financeiras auditadas da Sucursal
referentes ao periodo findo naquela data. Estas demonstrações financeiras resumidas, as
quais compreendem o balanço em 30 de Setembro de 2010 e a demonstração dos resultados
do período findo naquela data, são da responsabilidade da Gerência da Sucursal. A nossa
responsabilidade consiste em expressar uma opinião, unicamente endereçada a V. Exas,
enquanto Gerência, sobre se as demonstrações financeiras resumidas são consistentes, em
todos os aspectos materiais, com as demonstrações financeiras auditadas e sem qualquer
outra finalidade. Não assumimos responsabilidade nem aceitamos obrigações perante
terceiros pelo conteúdo deste relatório.
Auditámos as demonstrações financeiras da Sucursal referentes ao período de nove
meses findo em 30 de Setembro de 2010 de acordo com as Normas de Audítoria e
Normas Técnicas de Auditoria emitidas pelo Governo da Região Administrativa
Especial de Macau, e expressámos a nossa opinião sem reservas sobre estas demonstrações
financeiras, no relatório de 15 de Outubro de 2010.
As demonstrações financeiras auditadas compreendem o balanço em 30 de Setembro
de 2010, a demonstração dos resultados, a demonstração de alterações na conta com a
casa-mãe e nas reservas e a demonstração dos fluxos de caixa do periodo findo naquela
data, e um resumo das principais politicas contabilísticas e outras notas explicativas.
Em nossa opinião, as demonstrações financeiras resumidas são consistentes, em todos os
aspectos materiais, com as demonstrações financeiras auditadas da Sucursal.
Para uma melhor compreensão da posição financeira da Sucursal e dos resultados das suas
operações, e do âmbito da nossa auditoria, as demonstrações finance iras resumidas devem
ser lidas em conjunto com as demonstrações financeiras auditadas e com o respectivo
relatório do auditor independente.
Tsang Cheong Wai
Auditor de contas
PricewaterhouseCoopers
Macau, 12 de Janeiro de 2011
TRIBUNAL JUDICIAL DE BASE
Juízo Cível
ANÚNCIO
ICQ dental team is a group of dental specialists with
internationally recognized qualifications.
We provide all range of dental services:
− Oral examination and radiology investigation
− Restorative and Cosmetic Dentistry
− Children Dentistry
− Orthodontic Treatment
− Oral and Dental implant Surgery
–
Endodontic Treatment
− Periodontal Treatment
− Emergency Treatment
We are committed to deliver high quality dental services
with personalized care. We ensure the highest level of
infection control.
Website:www.icqoral.com
Consultation by appointment:
Mon to Sat: 10:30am - 7:30pm
Sun: 10:30am - 2:00pm
Tue and public holidays: closed
Tel: 28373266 Fax: 28356483
Email: [email protected]
Avenida da Praia Grande, Nº 665,
Edifício Great Will, 2º Andar A
Convocatória
Nos termos do Artigo 17º dos Estatutos do LABORATÓRIO
DE ENGENHARIA CIVIL DE MACAU - LECM, convoca-se a
Assembleia Geral para uma reunião ordinária na sede do LECM,
Av. Wai Long Nº 185, Taipa, Macau, pela 10:30 horas do dia
14 de Dezembro de 2011 (Quarta-feira), com a seguinte ordem
de trabalhos:
Ponto um: Discussão e Votação do Plano de Actividades e
Orçamento para 2012
Ponto dois: Sugestão Temporária
Em caso de falta de quorum, a Assembleia Geral reúne-se
30 minutos depois, em segunda convocatória, nos termos do
nº 2 do Artigo 18º, considerando-se validamente constituída
qualquer que seja o número de associados presentes e o
património associativo representado.
Macau, 18 de Novembro de 2011
Acção ordinária nº CV1-11-0018-CAO
1° Juízo
Autor: BANCO NACIONAL ULTRAMARINO, S.A., sociedade
comercial anónima, com sede em Macau, na Avenida Almeida Ribeiro, n.º
22, registada na Conservatória dos Registos Comercial e de Bens Móveis
sob o n.º 13548 (SO).
Réu: KWA KIM YEOW, solteiro, maior, titular do Passaporte da Malásia,
com última residência conhecida em Macau na Avenida Demétrio Cinatti,
n.º 2, Edifício Heng Wa Kok, 14.º andar “E”, ora ausente em parte incerta.
FAZ-SE SABER que pelo 1º Juízo Cível do Tribunal Judicial de Base
de R.A.E.M., correm éditos de TRINTA DIAS contados a partir da segunda
e última publicação deste anúncio, citando o réu KWA KIM YEOW para
no prazo de TRINTA DIAS, findo o dos éditos, querendo contestar a acção
supracitados, na qual o Autor pede que a presente acção seja julgada
procedente e provada e, por via dela, ser o Réu condenado a pagar ao
Autor a quantia de MOP134.648,55 (cento e trinta e quatro mil, seiscentas e
quarenta e oito patacas e cinquenta e cinco avos) e dos juros vencidos, a que
acrescem os juros que se forem vencendo, à taxa anual de 30%, após a propositura da acção e até integral pagamento, o respectivo imposto de selo que
sobre os mesmos incide e, ainda, as custas e condigna procuradoria.
Tudo como melhor consta do duplicado da petição inicial arquivado neste
Juízo e que será entregue aos citandos, logo que solicitado, e de que a falta de
contestação, em caso de revelia absoluta, não importa o reconhecimento dos
factos articulados pelo autor.
É obrigatória a constituição de advogado caso seja deduzida contestação.
(art.º 74º do C.P.C.M.).
RAEM, 18 de Novembro de 2011
A Juiz de Direito,
Ana Meireles
O Escrivão Judicial Principal,
Cheang U Wai
A Direcção
Ao Peng Kong
Leong Man Io
Lau Veng Seng
1ª Vez
“JTM” - 5 de Dezembro de 2011
jornal tribuna de macau segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 pág 07
publicidade
“PÉ DE DANÇA” CHEGOU AO FIM. O Programa de Intercâmbio com
Taipé chamado “Pé de Dança” terminou anteontem à noite,
no Centro Cultural, com a estreia de “Uníssonos”, um triplo
espectáculo que incluiu duas novas peças e “Água Lunar”, um
solo interpretado pela bailarina taiwanesa Sheu Fang-Yi.
local
PRÉMIOS “SOUND & IMAGE CHALLENGE 2011”
Publicações ao abrigo do nº. 3 do artigo 86 do Decreto - Lei nº. 27/97/M, de 30 de Junho
BALANÇO EM 31/12/2010
MOP
Totais
Sub-sub-totais
ACTIvO
PASSIvO E SITUAÇÃO LÍQUIDA
19,000,000
53,840
- CUSTOS PLURIENAIS
. Conservação de imobilizações corpóreas
199,412
- PARTICIPAÇÃO DOS RESSEG. NAS P.R.C.
. De seguro directo
. De resseguro aceite
6,815,489
312,587
7,128,076
- PARTICIPAÇÃO DOS RESSEGURADORES NAS PROVISÕES PARA SINISTROS A PAGAR
. De seguro directo
. De resseguro aceite
3,385,222
203,206
3,588,428
- DEVEDORES GERAIS
. Resseguradores
. Outros
1,405,273
1,467
- PRÉMIOS EM COBRANÇA
4,612,499
- (PROVISÕES PARA PRÉMIOS EM COBRANÇA)
(506,468)
36,381
6,045,124
908,094
908,094
8,000
- CAIXA
- CONTA DE EXPLORAÇÃO DO PERÍODO ENTRE 1 DE JUNHO DE 2010 E 31 DE DEZEMBRO DE 2010
(RAMOS GERAIS)
Acidentes de
Trabalho
- PROVISÕES PARA RISCOS EM CURSO
. De Seguro Directo
. De Resseguro Aceite
Incêndio
Marítimo
carga
Automóvel
Outros ramos
de seguros
Conta
gerais
Sub-totais
Totais
1,971,343
-
117,459
-
37,550
-
360,943
312,587
2,487,295
312,587
2,799,882
- COMISSÕES
. De Seguro Directo
. De Resseguro Aceite
269,161
-
1,628,612
-
53,910
-
105,284
-
2,942,060
131,046
4,999,027
131,046
5,130,073
- ENCARGOS DE RESSEGURO CEDIDO
- Prémios cedidos
- Redução das Provisões para Riscos em Curso (R.C.)
- Redução das Provisões para Sinistros (R.C.)
839,656
4,399
38,531
6,138,252
93,630
55,916
74,543
-
314,045
10,464
3,601,417
51,249
-
10,949,286
130,191
142,625
11,222,102
. De Resseguro Aceite
- Prémios cedidos
- Redução das Provisões para Riscos em Curso (R.C.)
- Redução das Provisões para Sinistros (R.C.)
-
-
-
-
595,656
170,756
595,656
170,756
766,412
173,587
-
303,471
-
2,984
82,712
-
2,260,248
977,181
2,740,290
1,059,893
3,800,183
-
2,204
-
-
253,742
-
253,742
2,204
. De Resseguro Aceite
- Pagas
- Provisões
2,780,004
- DESPESAS GERAIS
255,946
2,780,004
- AMORTIZAÇÕES E REINTEGRAÇÕES DO EXERCÍCIO
118,219
118,219
- Provisões p/Prémios em Cobrança
506,468
506,468
- LUCRO DE EXPLORAÇÃO
- Totais
CRÉDITO
1,325,334
10,137,512
Acidentes de
Trabalho
- PRÉMIOS BRUTOS
. De Seguro Directo
. De Resseguro Aceite
387,524
Incêndio
467,343
Marítimo
carga
Automóvel
11,656,885
Outros ramos
de seguros
5,096,216
5,096,216
8,500,907
32,475,505
Conta
gerais
MOP
Sub-totais
Totais
1,487,263
-
8,367,997
-
541,074
-
314,044
-
13,346,311
595,656
24,056,689
595,656
24,652,345
- PROVEITOS DE RESSEGURO CEDIDO
. De Seguro Directo
- Comissões (incluindo participação nos lucros)
- Indemnizações
- Part. dos Resseguradores nas Provisões para Riscos em Curso
- Participação dos resseguradores nas provisões para sinistros a pagar
215,294
92,251
-
1,638,879
129,886
1,231,984
-
7,201
1,492
31,813
91,074
37,550
-
757,885
1,717,197
555,940
2,710,333
1,940,826
1,269,534
587,753
6,508,446
. De Resseguro Aceite
- Comissões (incluindo participação nos lucros)
- Indemnizações
- Part. dos Resseguradores nas Provisões para Riscos em Curso
- Participação dos resseguradores nas provisões para sinistros a pagar
-
2,204
-
-
169,337
253,742
312,587
-
169,337
253,742
312,587
2,204
737,870
- REDUÇÃO NAS PROVISÕES P/RISCOS EM CURSO
. De Seguro Directo
. De Resseguro Aceite
107,653
-
-
-
-
-
107,653
-
107,653
- REDUÇÃO NAS PROVISÕES P/SINISTROS
. De Seguro Directo
. De Resseguro Aceite
116,478
-
108,307
-
-
10,888
-
170,756
235,673
170,756
406,429
-
-
-
-
-
62,762
62,762
2,018,939
11,479,257
581,580
453,556
17,879,411
62,762
32,475,505
- PROVEITOS INORGÂNICOS
. Financeiros
- Totais
- CONTA DE GANHOS E PERDAS DO EXERCÍCIO DE 2009
MOP
Resultados líquidos
- Prejuízo
- Provisão p/imposto complementar de rendimentos
656,765
- Resultados líquidos (lucro final)
4,445,729
- Totais
- Lucro
- De exploração
5,096,216
6,278
- De resultados extraordinários do exercício
- Relativo a exercícios anteriores
5,102,494
O Contabilista
Salina Lai
Macau, 27 de Setembro de 2011
pág 08 segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 jornal tribuna de macau
-
- Totais
O Gerente
Chan Chi San
5,859,764
203,206
6,062,970
- CREDORES GERAIS
. Resseguradores
. Mediadores
. Organismos oficiais
. Outros
6,596,567
1,320,353
656,765
-
- INDEMNIZAÇÕES A PAGAR
8,573,685
310,095
- Total do Passivo
26,610,251
- SITUAÇÃO LÍQUIDA - SEDE
. Fundo de estabelecimento
5,000,000
. Conta-geral
6,569,524
11,569,524
-
- RESULTADOS LÍQUIDOS (antes de impostos)
5,102,494
- PROV. P/IMPOSTO COMPLEMENTAR DE RENDIMENTOS
(656,765)
- RESULTADOS LÍQUIDOS (depois de impostos)
4,445,729
- Total da Situação Líquida
16,015,253
- Total do Passivo e da Situação Líquida
42,625,504
RELATÓRIO DE ACTIvIDADES DE 2010
MOP
-
- INDEMNIZAÇÕES BRUTAS
. De Seguro Directo
- Pagas
- Provisões
10,845,722
817,779
42,625,504
- Total do Activo
DÉBITO
10,533,135
312,587
- RESULTADOS TRANSITADOS
1,045,124
5,000,000
. Em moeda externa
- Depósitos à ordem
- PROVISÕES PARA SINISTROS A PAGAR
. De seguro directo
. De resseguro aceite
1,406,740
- ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS
. Juros a receber
- DEPÓSITOS EM INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO
. Em moeda local
- Depósitos à ordem
- Depósitos a prazo
- PROV. P/RISCOS EM CURSO
. De seguro directo
. De resseguro aceite
- PROVISÕES DIVERSAS
4,106,031
MOP
Totais
- PASSIvO -
145,378
IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS
IMOBILIZAÇÕES FINANCEIRAS
- Valores afectos às provisões técnicas - próprios
. Depósitos a prazo
. Depósitos de garantia
Sub-totais
5,102,494
Esta Sucursal de Macau exerce a actividade seguradora nos ramos gerais, tais como acidentes de
trabalho, multi-riscos, marítimo-carga, acidentes pessoais, viagens, automóvel, etc.
O volume de prémios brutos auferidos no exercício de 2010 foi de MOP 24,652,345 e o resultado
apurado neste ano foi de MOP 4,445,729.
RELATÓRIO DO AUDITOR INDEPENDENTE SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES
FINANCEIRAS RESUMIDAS
PARA A GERÊNCIA DA CHARTIS INSURANCE HONG KONG LIMITED
– SUCURSAL DE MACAU
(constituida em Hong Kong com responsabilidade limitada)
As demonstrações financeiras resumidas anexas da Chartis Insurance Hong Kong Limited
- Sucursal de Macau (a “Sucursal”) referentes ao periodo de sete meses entre 1 de Junho de
2010, data da constituição, e 31 de Dezembro de 2010 resultam das demonstrações financeiras
auditadas da Sucursal referentes ao período de sete meses findo em 31 de Dezembro de
2010. Estas demonstrações financeiras resumidas, as quais compreendem o balanço em 31
de Dezembro de 2010 e a demonstração dos resultados do periodo de sete meses findo
em 31 de Dezembro de 2010, são da responsabílidade da Gerência da Sucursal. A nossa
responsabilidade consiste em expressar uma opinião, unicamente endereçada a V Exas, sobre
se as demonstrações financeiras resumidas são consistentes, em todos os aspectos materiais,
com as demonstrações financeiras auditadas e sem qualquer outra finalidade. Não assumimos
responsabilidade nem aceitamos obrigações perante terceiros pelo conteúdo deste relatório.
Auditámos as demonstrações financeiras da Sucursal referentes ao periodo entre 1 de Junho
de 2010 e 31 de Dezembro de 2010 de acordo com as Normas de Auditoria e Normas
Técnicas de Auditoria emitidas pelo Governo da Região Administrativa Especial de Macau,
e expressámos a nossa opinião sem reservas sobre estas demonstrações financeiras, no
relatório de 11 de Julho de 2011 .
As demonstrações financeiras auditadas compreendem o balanço em 31 de Dezembro de 2010,
a demonstração dos resultados, a demonstração de alterações na conta com a casa-mãe e a
demonstração dos fluxos de caixa do periodo de sete meses findo em 31 de Dezembro de
2010, e um resumo das principais políticas contabilísticas e outras notas explicativas.
Em nossa opinião, as demonstrações financeiras resumidas são consistentes, em todos os
aspectos materiais, com as demonstrações financeiras auditadas.
Para uma melhor compreensão da posição financeira da Sucursal e dos resultados das suas
operações, e do âmbito da nossa auditoria, as demonstrações financeiras resumidas devem ser
lidas em conjunto com as demonstrações financeiras auditadas e com o respectivo relatório do
auditor independente.
Tsang Cheong Wai
Auditor de contas
PricewaterhouseCoopers
Macau, 27 de Setembro de 2011
Breves
“Os criativos de Macau estão
num patamar internacional”
Chartis Insurance Hong Kong Limited - Macau Branch
Cinco vídeo-clips competiam num concurso
no qual criatividade e técnica eram essenciais.
Entrega de prémio foi no sábado. Para o ano,
o concurso pode ser lançado já a partir de
Janeiro, segundo a organização
“S
trange Occurences by the Water Front” foi o
vídeo-clip vencedor, este sábado, no concurso
“Sound & Image Challenge”, promovido pelo
Centro de Indústrias Criativas. Ao JTM, a directora,
Lúcia Lemos, mostrou-se satisfeita com os vídeoclips que foram a concurso, elogiando os concorrentes. “Os criativos de Macau estão num patamar internacional”, garante.
“G.E. Mistake” venceu o prémio para melhor
design de som, enquanto o prémio para o melhor design de imagem em movimento foi para “Kaleidoscope”. Já o prémio do público, atribuído por votação
através da internet, foi conquistado por “Your mind
is your Weapon”.
Segundo Lúcia Lemos, “este ano a quantidade
de trabalhos a concurso foi maior, com 20 vídeo-clips
entregues”. Destes, foram selecionados cinco. Apesar
de elogiar a qualidade geral dos trabalhos apresentados, Lúcia Lemos apontou alguma dispersão em
relação ao tema proposto, “Loud Image Colourful
Sound”. “Penso que algumas pessoas tentaram fazer trabalhos mais globais, talvez com o objectivo de
concorrer a outros concursos”, referiu. E em relação
à primeira edição, notou ainda que “talvez por ser
novidade, no ano passado pareceu haver uma maior
preocupação colocada na produção dos trabalhos”.
Desta forma, a organização está a ponderar lançar o concurso mais cedo no próximo ano, “para os
concorrentes terem pelo menos mais três meses para
trabalhar, por isso o concurso pode ser lançado já a
partir de Janeiro de 2012”.
O argumento do vídeo-clip vencedor, produzido pela equipa LTL, segundo a organização girava à
volta do “contexto histórico e político de Macau formado por um excepcional hibridismo, único à face da
terra”, na qual existem “estruturas flutuantes, paisa-
Imagem do vídeo-clip vencedor, da equipa LTL
gens distendidas, ‘Estranhas Ocorrências Pela Consequência das Marés’ [que dá o nome ao vídeo-clip]” e
que tornam este vídeo “uma observação humorística
de situações bizarras que acontecem na cidade sob os
olhos dos cidadãos”.
A equipa vencedora vai receber 20 mil patacas,
enquanto os vencedores das outras duas categorias
recebem dez mil patacas cada.
Este concurso foi criado com o objectivo de captar novos produtores com ideias criativas e possuidores de conhecimentos técnicos. Aos concorrentes
foi pedido que se organizassem em equipas técnicas
cujos elementos tivessem conhecimentos de design
de som e animação de imagem, sendo que era obrigatório que a comunicação tivesse conteúdo de campanha ou de anúncio para um serviço público.
“Este concurso não passa de uma plataforma para
as pessoas poderem mostrar os trabalhos, promovendo ao mesmo tempo a capacidade criativa de Macau”,
de acordo com Lúcia Lemos. “E não tenho dúvidas de
que em Macau há qualidade. Ainda este ano estive no
Porto, num festival de vídeo, e mostrei os trabalhos do
ano passado e foram muito elogiados”.
H.A.
Moçambique quer Jogos da Lusofonia
O interesse pela organização da competição, organizada em primeiro por Macau, em 2006,
foi confirmada pelo presidente do Comité Olímpico de Moçambique. Marcelino Macombe
assegura que em Março de 2012 já pode dar “a palavra definitiva”
O
presidente do Comité Olímpico de Moçambique, Marcelino Macome, disse ontem
à Agência Lusa em Macau que o
país está disponível para organizar
os Jogos da Lusofonia em 2017
“A disponibilidade existe até
porque há uma base que foi a organização dos Jogos Africanos em
que tivemos um legado quer de
instalações, quer em pessoas para
a organização”, sublinhou o mesmo responsável que está em Macau para participar na Assembleia
Geral da Associação dos Comités
Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa (ACOLOP).
Para Marcelino Macome, o
que está agora em causa “é fazerem-se os estudos de viabilidade
e criarem-se as fontes de financiamento”. Os responsáveis do
DISTINGUIDOS 174 JOVENS VOLUNTÁRIOS. 174 jovens foram
distinguidos este fim-de-semana pela dedicação a actividades
voluntárias. Entre os distinguidos está uma rapariga com oito
anos. No total, os jovens completaram mais de três mil horas
de serviços voluntários à comunidade.
desporto de Moçambique estão
“disponíveis e dispostos para trabalhar nesse sentido”, garantiu.
“Logo que chegarmos a Maputo vamos começar a trabalhar e
em Março, na reunião que vamos
ter em Goa, estaremos em condições de dar já a palavra definitiva”, declarou.
Salientando que a organização dos quartos Jogos da Lusofonia - depois de Macau em 2006,
Lisboa em 2009 e Goa em 2013 –
“é um desafio bastante grande”,
Marcelino Macome recordou que
as “duas edições anteriores foram
muito bem organizadas”.
Além de ser o primeiro país africano da ACOLOP a pretender organizar o evento, o mesmo responsável salientou a “responsabilidade e
a honra” devido à participação dos
melhores atletas de cada país.
Os membros da ACOLOP estão reunidos em Macau e decidiram
este fim de semana realizar a próxima assembleia-geral em Goa, cidade
que vai acolher os terceiros Jogos da
Lusofonia, onde irão efectuar uma
visita de inspecção e decidir quais as
modalidades a integrar na prova.
Prabhu Desai, director-executivo da Autoridade Desportiva de
Goa, afirmou que aquela região indiana tem já cinco complexos desportivos prontos para os Jogos e que
vão continuar a trabalhar para uma
boa realização do evento. “Temos
cerca de ano e meio para os jogos e
estamos confiantes na capacidade
de organizar os Jogos da Lusofonia,
além de termos o apoio do Governo
local”, acrescentou o mesmo responsável.
JTM/Lusa
Deputado exige indemnizações
laborais mais altas
Chan Wai Chi, deputado do Novo Macau, exigiu
uma indemnização mais para os trabalhadores
que sejam despedidos sem justa causa, através
uma revisão do valor do rendimento básico,
segundo uma interpelação por escrito. A Lei
do Trabalho prevê que o patrão indemnize o
trabalhador caso o despeça sem justa causa.
Mas o deputado defende que, como a lei já
é de 1998, o valor para a indemnização está
desactualizada. Deste modo, quer que a lei seja
revista. Ao mesmo tempo, Chan Wai Chi exigiu
ainda prolongamento da licença de maternidade,
para que a RAEM iguale as regiões vizinhas. As
mulheres do Interior da China gozam 90 dias, em
Hong Kong 70 dias, mas em Macau apenas as
funcionárias públicas podem gozar os 90 dias,
enquanto as outras trabalhadoras só gozam
56 dias. Agora o deputado vem reclamar mais
direitos para as mães.
Política demográfica
como prioridade
O presidente da Associação Promotora de
Economia de Macau, Ieong Tou Hong defendeu
no sábado, num simpósio no Centro Ciência de
Macau, que as políticas demográficas de longo
prazo deveriam ser consideradas na prioritárias
no planeamento d os novos aterros urbanos de
Macau. Ieong Tou Hong é da opinião de que
não deve haver pressa no desenvolvimento dos
novos aterros, mas deve ser tomada uma atitude
séria para formar as políticas demográficas,
as quais, para este responsável, podem ser
uma oportunidade preciosa para a melhoria da
qualidade residencial em Macau.
Mais de cem alunos graduados
no Instituto de Gestão de Macau
Realizou-se no sábado a cerimónia de
graduação do Instituto de Gestão (IGS), na
Torre de Macau, que contou com presença do
coordenador do Gabinete de Apoio do Ensino
Superior (GAES), Sou Chio Fai, e mais de
cem finalistas. O presidente do IGS disse que
o instituto vai formar mais trabalhadores na
área da gestão. Sou Chio Fai falou assegurou
ainda que o Governo vai continuar apoiar as
instituições de ensino superior da RAEM para
melhorar o nível de ensino.
IACM proíbe restaurantes
de deitar no lixo restos de comida
O aviso para aos restaurantes foi lançado pelo
Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais
(IACM) no fim-de-semana passado: estão
proibidos de colocar nos contentores públicos
os resíduos alimentares, sob pena de serem
multados. O IACM alertou para o surgimento de
muitos casos em que restaurantes colocam esse
resíduos nos contentores destinados apenas
ao lixo doméstico. Segundo o IACM, já foram
passadas dez multas durante o mês de Outubro
e a fiscalização vai ser reforçada.
Au Kam San exige casas
de “slots” fora dos bairros
Au Kam San, deputado do Novo Macau,
voltou a criticar as casas de “slots”, numa
interpelação por escrito, na última quinta-feira.
A existência das casas de “slots” nos bairros
pode “atrair” os residentes e aumentar o vício
no jogo. O deputado indicou que as casas de
“slots” no bairro do Fai Chi Kei já levou alguns
idosos, domésticas e até jovens do bairro a
ficarem viciados. Por isso, Au Kam San exigiu
a delimitação de zonas reservadas para os
casinos.
jornal tribuna de macau segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 pág 09
Portugal joga nos estádios mais pequenos. A selecção
portuguesa vai realizar os jogos do Grupo B em Lviv e
Kharkiv, nos estádios mais pequenos e que distam 1015
km um do outro. A Arena de Lviv, inaugurada a 15 de
Novembro, vai acolher o primeiro desafio de Portugal na
competição, frente à Alemanha, a 9 de Junho.
desporto
Uma nova “Tango” para o Europeu2012. Umas das estrelas
do Euro2012 vai ser a bola. Chama-se Adidas Tango e
é a interpretação moderna de um design clássico, cujo
desenho inclui uma linha inspirada nas bandeiras dos países
organizadores: Ucrânia e Polónia. Foi desenvolvida durante
dois anos e testada por jogadores de oito diferentes países.
ALEMANHA
O príncipe que dá magia à máquina
José Mourinho elogia a “mentalidade alemã” e a “criatividade
turca” da grande estrela do Real Madrid
Mesut Özil nasceu há 23 anos na cidade alemã de
Gelsenkirchen. É descendente de turcos emigrantes
na Alemanha, país onde começou a mostrar o enorme
talento que o levou a ser chamado de “Mágico”. Foi nas
escolas do Schalke 04 que começou a dar nas vistas, e
aos 20 anos mudou-se para o Werder Bremen a troco
de 4,3 milhões de euros. A partir daí foi sempre a subir.
Sagrou-se campeão europeu de sub-21 um ano antes
de se tornar a grande surpresa da Alemanha no Mundial
da África do Sul. “Mesut tem uma mentalidade muito
alemã em relação à disciplina, e a parte turca de sua
mentalidade dá-lhe um pouco de criatividade, dinamismo
e técnica”, disse José Mourinho, que ficou tão enfeitiçado
pelo talento de Özil que o quis levar para o Real Madrid.
A sua importância nos merengues é indiscutível, a ponto
de relegar para o banco de suplentes o brasileiro Kaká.
Özil é o príncipe da máquina alemã e tem tudo para ser
uma das estrelas do Euro 2012. Para já, é a principal
figura da Alemanha, selecção posicionada no terceiro
lugar do ranking da FIFA.
HOLANDA
O génio que dá mais sumo à laranja
O médio Sneidjer é o ‘ cérebro’ do Inter e da selecção holandesa.
Foi o segundo melhor jogador do Mundial 2010
Portugal no grupo dos campeões
Alemanha, Holanda e Dinamarca são os
adversários da equipa nacional, que se
estreia na prova a 9 de Junho
SILVIA FRECHES
J
á tinham saído Holanda e Dinamarca,
respectivamente campeões da Europa
em 1988 e 1992, faltava conhecer o último adversário de Portugal. E a bola, tirada
por Marco van Basten, fez ecoar um “ohhhh”
na sala apinhada de figuras do futebol mundial... A Alemanha, três vezes campeã do
mundo e outras tantas da Europa, completava o trio das selecções que vão medir forças
com os portugueses ( os únicos sem qualquer
título) na fase de grupos no Europeu de 2012,
na Polónia e Ucrânia. O grupo da morte desta competição estava encontrado.
Por segundos, muito breves, Paulo Bento sorriu ao mesmo tempo que engelhava a
testa, uma expressão habitual, quando os jogos não lhe estão a correr de feição. Fernando Santos, o outro treinador português com
A quinta selecção favorita
Nunca abandone o seu animal de estimação
*
Contacto da Anima: 63018939 (Bernardo)
*
Ajude-nos a Ajudá-los
pág 10
Portugal tem, segundo um estudo que
assenta na “última tecnologia e na
técnica de análise de dados”, 48,5% de
hipóteses de passar a fase de grupos,
percentagem que coloca Portugal como
a 5.ª selecção favorita à vitória final
no Europeu organizado por Polónia e
Ucrânia. A probabilidade de Portugal
chegar à final assenta nos 17,2%, embora
sejam Espanha e Holanda a reunirem o
favoritismo para decidirem quem será o
novo campeão europeu, à imagem do que
já sucedeu na final do Mundial 2010.
presença no Euro, ao comando da Grécia,
olhou para a fila de cadeiras mesmo atrás de
si, onde estava a comitiva portuguesa. O ar
era bem mais descontraído. Afinal, o sorteio
tinha sido seu aliado: se Portugal estava no
grupo mais difícil, a Grécia calhou no mais
acessível (Polónia, Rússia e República Checa).
VELHOS AMIGOS. Holanda, Dinamarca e
Alemanha compõem aquele que tradicionalmente se designa de “grupo da morte”, por
se tratar do teoricamente mais forte do Euro
2012. Por isso, nas cidades ucranianas de
Lviv e Kharkiv vão defrontar-se velhos conhecidos. Em fases finais de grandes competições, alemães e portugueses defrontaramse por quatro vezes, sendo que o baptismo
da equipa nacional deu-se precisamente no
Euro 84, em Estrasburgo, frente à então RFA,
com um empate a zero. Depois disso, registaram-se dois triunfos alemães (Euro 2008 e
Mundial 2006) e um triunfo lusitano (Euro
2000). Os holandeses devem ter pesadelos
com Portugal, pois perderam nas duas ocasiões (Euro 2004 e Mundial 2006) em que se
encontraram. Já com a Dinamarca, a equipa
portuguesa empatou 1- 1 no Euro 96, único
duelo numa fase final, mas é bom não esquecer a derrota em Copenhaga que obrigou a
equipa de Paulo Bento a jogar o play-off para
chegar ao Europeu de 2012.
Além disso, quando as equipas entrarem em campo haverá abraços trocados entre jogadores que durante o ano partilharam
o mesmo balneário. Que o digam Ronaldo,
Pepe e Fábio Coentrão, que no Real Madrid
jogam ao lado dos alemães Sami Khedira e
Mesut Özil e no primeiro jogo, a 9 de Junho,
vão ser adversários. No desafio com a Dinamarca, poderá haver um encontro de benfiquistas, com Eduardo e Rúben Amorim de
um lado, e Danielwass, que fez a pré-época
na Luz, do outro. No duelo com a Holanda,
segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 jornal tribuna de macau
será o sportinguista Schaars a trocar cumprimentos com Rui Patrício e João Pereira.
Outro dado interessante que “atravessa” os
jogadores deste grupo: José Mourinho. “O
melhor treinador do mundo”, para alem
dos portugueses, treina as “estrelas” da Alemanha e já treinou os melhores holandeses
– Aaren Roben (no Chelsea) e Snejder (no Inter). Os dinamarqueses são, apesar de tudo,
os menos famosos e individualmente mais
fracos...
“PARA COMPETIR.” Foi a única promessa deixada por Paulo Bento. E o arranque
de Portugal está agendado para 9 de Junho
(um dia depois do jogo inaugural, PolóniaGrécia), frente à Alemanha, em Lviv (Ucrânia). Será um frente-a-frente entre Ronaldo
e Ozil, que no Real Madrid se alimentam da
arte um do outro: o alemão lê o jogo como
poucos e sabe lançar o português para a parte do campo onde nenhum adversário gosta
de o ter.
Para já a estatística não é muito animadora, pois nos 16 confrontos com os germânicos, Portugal apenas ganhou três.
A 13 de Junho, também em Lviv, o adversário é a Dinamarca, vencedora do grupo de
Portugal na qualificação, obrigando a formação de Bento a ir ao play- off. A 17 de Junho,
também na Ucrânia, mas em Kharkiv, os portugueses jogam com a Holanda, a selecção
derrotada na final do último Mundial.
Terminado o sorteio, no Palácio das
Artes, os seleccionadores iniciaram os preparativos para a escolha dos locais onde as
equipas vão ficar durante o Euro. Lá fora, já
Kiev estava em silêncio. O grupo de mulheres (Femen) que se manifestava em topless
contra a prostituição no país, principalmente
durante o torneio, já tinha dispersado, mas
com a promessa de, também elas, voltarem
em Junho.
JTM/DN
Wesley Sneijder foi a alma da selecção holandesa
no Euro 2008 e no Mundial 2010, torneios em que
foi eleito para o onze ideal. No Campeonato do
Mundo foi mesmo o segundo melhor jogador, só
suplantado pelo uruguaio Diego Forlán. Filho de um
antigo futebolista, Sneijder é um dos muitos grandes
produtos da famosa escola do Ajax, de onde saiu
em 2007 para o Real Madrid, que adquiriu o seu
passe por 27 milhões de euros. No entanto, foi no
Inter Milão que atingiu o ponto alto da sua carreira.
Foi o cérebro dos nerazzurri de José Mourinho,
que em 2009/ 2010 conquistou o título e a Taça de
Itália e a Liga dos Campeões. Tal como o treinador
português, o seleccionador Bert van Marwijk não
abdica de Sneijder, que aos 27 anos é senhor de
uma capacidade de passe, remate e criação de jogo
ofensivo que alimenta um ataque poderoso, no qual
brilhamvan Persie e Huntelaar. Em Itália, chamam-lhe
génio, e com toda a razão, pois com ele em campo a
Holanda, segunda selecção do ranking FIFA, torna-se
uma laranja menos mecânica muito mais sumarenta.
DINAMARCA
O avançado que marcou quatro a Portugal
Os nórdicos, o opositor mais acessível, têm-se dado bem com
Portugal. E tem um goleador anti-Portugal
À primeira vista, a Dinamarca, a 11ª selecção
do ranking da FIFA é o adversário mais fácil
que Portugal vai enfrentar na fase de grupos. É
aquele opositor que a equipa de Paulo Bento
está obrigada a ganhar sem que isso dê qualquer
garantia de apuramento para os oitavos-de–final.
Mas numa segunda observação reparamos que
a Dinamarca venceu o grupo de Portugal na fase
de qualificação, teve o desplante de atirar a equipa
nacional para o play-off e, ainda por cima, tem
um trunfo que nem a Alemanha, nem a Holanda
dispõem: um avançado que possa dizer alto e
bom som que já marcou quatro golos a Portugal.
Ncklas Bendtner ter sido um verdadeiro carrasco
para os guarda-redes portuguese. E o curioso
é que o avançado do Sunderland esteve a um
passo de representar um emblema português
depois de deixar o Arsenal. Associados aos três
grandes, o homem que já lutou com Adebayor
em pleno relvado e choucou o mundo com
umas botas cor de rosa, deve ter sorrido que viu
Portugal calhar no seu grupo. Pudera!
pág 11
“Não vamos longe com o Paulo Bento como
treinador e não vamos longe sem o Bosingwa e
o Ricardo Carvalho, que são dois dos melhores
defesas do mundo. A única alternativa que vejo é de
Portugal trocar de treinador”-Braz-Gomes
DESPORTO
“O facto do primeiro jogo ser contra
a Alemanha pode ser favorável, pois
no primeiro jogo as equipas surgem
sempre um pouco retraídas porque
não querem perder”.- Rui Cardoso
MORREU O FUTEBOLISTA BRASILEIRO SÓCRATES.
O antigo futebolista Sócrates, que disputou os
Mundiais de 1982 e 1986, não resistiu a uma
infecção e morreu no Hospital Albert Einstein,
em São Paulo, onde estava internado desde
quinta-feira.
DESPORTO
CARRILLO CONVOCADO PARA JOGO COM
BELENENSES. O avançado peruano Carrillo
está recuperado e foi convocado para o jogo
do Sporting frente ao Belenenses, hoje, na
partida que fecha os 16 avos da Taça de
Portugal em futebol.
TAÇA DE PORTUGAL
Benfica passa mais um ano distante do Jamor
Encarnados sem pernas quando Marítimo
acelerou o jogo foram eliminados com a
primeira derrota da época
RUI FRIAS
Braz-Gomes
Jorge Silva
Pedro Leal
António Conceição Jr
António Aguiar
António Dias Azedo
José Veiga
Bruno Nunes
Rui Cardoso
Carlos Ávila
Macau entre o pessimismo e o optimismo
Uma ronda “ad hoc” feita na tarde de ontem com algumas personalidades da comunidade portuguesa de Macau, mostra que não há consenso
sobre o resultado do sorteio do Euro 2012 que a TDM vai transmitir em directo. Para uns “estamos arrumados”, para outros há possibilidades.
E há vários que ficaram contentes com o resultado pois “Portugal joga melhor contra as boas equipas”
O
jornalista Jorge Silva, reconhece
que “com este Portugal vai ter
muitas dificuldades em se apurar para a fase seguinte. Não estou muito
optimista, em especial pelos jogos contra
a Alemanha e Holanda que fizeram percursos imaculados para este Euro.”
O Ex director das Finanças, Carlos
Ávila, acha mesmo que “estamos arrumados. Qualquer das três equipas que
Portugal defronta é muito difícil, pelo
que se trata de uma missão impossível”. Carlos Ávila acha que “Alemanha,
Holanda e Dinamarca são três adversários superiores”, concluindo que “não
tenho fezada nenhuma”.
Da mesma opinião comunga o
bancário José Braz-Gomes que acha
que Portugal tem “poucas possibilidades”. Para o vice-presidente do Benfica
local, “calharam-nos três equipas fabulosas, cada uma melhor que a outra”.
Braz-Gomes vê um grande problema
na selecção portuguesa. “Acho que não
vamos longe com o Paulo Bento como
treinador e não vamos longe sem o Bosingwa e o Ricardo Carvalho, que são
dois dos melhores defesas do mundo. A
única alternativa que vejo é de Portugal
trocar de treinador, meter alguém como
o Humberto Coelho que é um diplomata, um homem de consensos. O Paulo
Bento cria muitos problemas”.
Opinião diferente tem o empresário José Veiga, um destacado fã do
Futebol Clube do Porto. Reconhece que
“o sorteio foi muito puxado para Por-
tugal”, mas lembra que “o nosso pais
está em sétimo no ranking da FIFA e
temos equipa para estar no Euro”, pelo
que assume-se optimista pois acha que
“Portugal vai passar à fase seguinte”.
O presidente da Associação de Hóquei em patins António Aguiar diz que ficou satisfeito com o resultado do sorteio.
“Acho que Portugal joga melhor quando
tem que defrontar as boas equipas e por
isso acho que nesse sentido foi um bom
sorteio. Quando calha jogar com os mais
fracos, Portugal tende a facilitar. Eu gostei do sorteio e fiquei bastante optimista.
Portugal vai ter que encarar a sério desde
o início e não contar com as “favas contadas” como acontece por vezes.”
Idêntica opinião tem o advogado
Pedro Leal, um ex- praticante de rubgy.
“Não é certo perdermos com a Alemanha, Holanda e Dinamarca, pois jogamos melhor com as boas equipas que
com as mais fracas. Portugal pode fazer
um bom Europeu”, salientou-nos.
Para António Conceição Jr, actual
presidente do Sporting de Macau “o resultado foi complicado, mas extremamente estimulante”. Encontrar a Alemanha, Holanda e a Dinamarca são, na sua
opinião, “desafios importantes, embora
ache que “Portugal precisa de ser estimulado e ganhar adrelina” rumo à vitória.
O gestor António Trindade foi ainda
mais entusiasta. “Achei óptimo o sorteio”,
disse. “Para se ser campeão tem que se ganhar a todos”, explicou, considerando que
“não havia grupos fáceis, todas as selec-
pág 12 segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 jornal tribuna de macau
ções que estão no Euro são boas equipas e
em cada grupo só passam duas”. Assim,
e como “para se chegar, pelo menos às
meias finais, seria muito difícil não encontrar equipas boas, o facto de se encontrar
com elas mais cedo, até é bom”. E sentencia: Portugal não precisa de sorte... precisa
é de jogar bem e ganhar.”
O advogado Bruno Nunes também
achou bem. Quando Portugal defronta
grandes equipas fazemos melhores jogos. O problema é quando jogamos com
as mais fáceis, porque temos tendência
para facilitar. No Euro 2000 foi assim.
Alem do mais temos oportunidade de
em Macau ver Portugal a jogar grandes
jogos. O resto é futebol!”, frisou.
Também optimista está o advogado
Dias Azedo. “É verdade que Portugal ficou num grupo muito forte, qualquer delas das melhores do Mundo, mas não há
que ter receio, pois a equipa portuguesa
também é muito boa. Estou optimista e
convicto que Portugal pode chegar, pelo
menos, à final. Afinal os nossos jogadores quando querem, conseguem.”
Rui Cardoso, ex-jogador e actual
técnico do Benfica acha que o resultado
do sorteio “pode ter sido uma sorte”. Na
sua opinião, “o facto do primeiro jogo ser
contra a Alemanha pode ser favorável,
pois no primeiro jogo as equipas surgem
sempre um pouco retraídas porque não
querem perder.”Para Rui Cardoso, “se
apanhássemos a Alemanha no jogo final
era muito pior, porque tem jogadores de
grande capacidade física que vão crescer
J
orge Jesus terá de passar mais um ano sem conseguir cumprir o sonho de disputar uma final da
Taça com o Benfica. Invictos até ontem, os encarnados não resistiram na visita aos Barreiros, onde o
Marítimo confirmou a sua bela temporada com uma
reviravolta, na segunda metade, que impôs à equipa
de Jorge Jesus a primeira derrota ( 2- 1) da época. E a
eliminação de uma competição que não vence desde
2004.
Este Benfica, já se sabe, pouco tem a ver com o das
duas épocas anteriores com Jorge Jesus. Ganhou vertigens à velocidade, tornou-se menos exuberante, mais
calculista, mesmo quando assume as rédeas do jogo,
como aconteceu ontem na primeira parte. Agora, este
Benfica prefere apostar em tentar sedar o adversário
até o pôr a dormir. Foi assim que Nolito aproveitou
para agitar um jogo pachorrento, aos 25 minutos, com
uma bela arrancada na esquerda e um número de circo
na área. O espanhol deixou-se cair entre dois defesas
do Marítimo e convenceu o árbitro Paulo Baptista a assinalar penálti. Saviola não perdeu a oferta de reforçar
a estratégia do Benfica até ao intervalo.
O Marítimo, que tinha tido pouca bola para
LIGA ESPANHOLA
PREMIER LEAGUE
Tudo na mesma
na liderança
Manchester é a
capital do futebol
Real Madrid venceu o Sporting de Gijon, por 3-0, somando o 10.º
triunfo consecutivo na prova, mantendo três pontos e um jogo a
menos, à entrada da semana em que se joga o “clássico”
As duas equipas de Manchester venceram os seus jogos da 14.ª
jornada da liga inglesa de futebol e mantiveram as diferenças relativas
no topo da classificação, com o City cinco pontos à frente do United
o difícil encontro nas Astúrias,
e jogando sem Xabi Alonso,
castigado pelo quinto amarelo,
o Real Madrid demorou cerca de meia
hopra para abrir o marcador. Depois,
aos 33 minuto, Angel Di Maria entrou
pela pongta esquerda e junto da linha
fez entrar a bola entre o corpo do guarda-redes do Gijon, que contava com o
cruzamento. Já na segunda parte, Cristiano Ronaldo (aos 63), fez o 17.º golo
na Liga, e Marcelo (90+2) encerraram o
marcador, que teve sempre o Real Madrid em posição de supremacia.
Logo a seguir, o FC Barcelona goleou o Levante, que até há algumas
jornadas liderara a classificação geral.
Os “culés” decidiram o encontro na
primeira parte, com um “bis” de Cesc
Fabregas (4 e 33 minutos) e um golo do
jovem Cuenca, tendo Lionel Messi (55)
e Alexis Sanchez (61) fechado a contagem. O Barcelona dominou todo o encontro, que acabou por ficar marcado
pela lesão do capitão Carles Puyol, que,
segundo a “Marca” de ontem, não causa preocupação para o Bernabéu.
O “clássico” está a marcar a actualidade em Espanha, embora as duas
equipas ainda tenham que fazer um jogo
para a Liga dos Campeões, já qualificadas para a fase seguinte. A Marca” de ontem anunciava que na lista de convocados para o jogo com o BATE, o técnico do
Manchester City começou por
golear o Norwich, por 5-1, mas
depois o Manchester United respondeu bem, com um triunfo no Villa
Park de Birmingham, ao Aston Villa, por
1-0, golo de Phil Jones aos 20 minutos,
com assistência do português Nani.
O Tottenham consolidou o terceiro
lugar, ao bater o Bolton por 3-0, ao mesmo tempo que o Chelsea, treinado pelo
português André Villas Boas, ganhou
pela mesma margem ao Newcastle, regressando ao quarto posto da classificação e aliviando um pouco da pressão ao
técnico português.
A quatro dias de um jogo decisivo
em Basileia para a Liga dos Campeões,
os pupilos de Alex Ferguson superaram
uma deslocação difícil, com saldo negativo em termos de lesões, já que o mexicano “Chicharito” teve de ser substituído por lesão, devendo parar um mês.
O Manchester City lidera, com
38 pontos (em 42 possíveis), contra 33
do United, 31 do Tottenham e 28 do
Chelsea. Os “citizens” continuam imparáveis e voltaram a “facturar” uma
goleada, com a vítima a ser o Norwich,
derrotado por 5-1.
Aguero, Nasri, Touré, Balotelli e Johnson marcaram pelo Manchester City,
que esta época não está a dar hipóteses
a ninguém: em 14 jogos, apenas cedeu
dois empates e tem já uma impressio-
N
nos jogos seguintes”. Deste modo, e se o
primeiro jogo correr bem “Portugal entra
motivado com a Dinamarca e, dependendo dos resultados dos outros encontros,
quando chegar ao jogo final com a Holanda até poderá bastar um empate”.
Outro conhecedor do meio, o jornalista Vítor Rebelo é mais cauteloso. Reconheceu que “calhámos num grupo muito
complicado. Havia a possibilidade de ser
mais difícil (por exemplo a França com a
Holanda), mas também podia ser com a
Polónia e a Ucrânia (as equipas ideais).
Com estas é difícil. A Holanda está em
grande forma, a Alemanha é um “panzer”
que leva tudo à frente e a Dinamarca...
enfim só se partirmos para a vingança.”
O jornalista especializado em desporto,
antevê “presença muito difícil”. Salienta,
contudo que “a selecção portuguesa é capaz do melhor e do pior, e por isso, acho
que vai ser fundamental o que acontecer
no primeiro encontro. É importante não
perdermos com a Alemanha para termos
hipóteses nos outros. Se perdermos, a
equipa vai a baixo animicamente e perde-se em termos de futebol...”
Guineense Sami marcou golo da vitória madeirense e carregou
Heldon às costas nos festejos
poder mostrar o futebol rápido e apoiado que tem
causado sensação esta temporada em Portugal ( invicto nos Barreiros, quarto lugar na Liga), entrou na
segunda metade decidido a agitar o jogo. Assumiu
o risco, adiantou peças, acelerou processos. E como
o Benfica revelava pouca vontade de tirar as pantufas e levantar-se do sofá, o Marítimo foi crescendo e
acreditando. Tanto que Roberto Sousa começou a virar o jogo com um pontapé cheio de fé, quase desde
o meio-campo, num dos mais belos golos da época
em Portugal. Eduardo, ontem na baliza encarnada,
foi impotente. Como voltou a ser pouco depois para
evitar um chapéu de Sami, mais rápido do que uma já
totalmente desorientada defesa do Benfica.
OLHANENSE E MOREIRENSE APURADOS. O
Olhanense, da Liga, garantiu o apuramento para os
quartos de final da Taça de Portugal de futebol, mas
precisou do desempate por grandes penalidades (4-2)
para afastar o Estoril-Praia, da Liga de Honra. O médio João Coimbra marcou o primeiro golo dos “canarinhos”, aos 16 minutos. Rui Duarte empatou aos 90+4,
na conversão de uma grande penalidade e Yontcha,
aos 112, deu vantagem aos algarvios, antes de Steven
Vitória empatar de novo, aos 120. Nas grandes penalidades, Steven Vitória e Diogo Amado falharam para
o Estoril-Praia, enquanto Cauê não converteu para os
algarvios, com Rui Duarte a marcar o golo decisivo.
O Olhanense, que na próxima ronda vai defrontar o
Mirandela (II divisão) ou a Oliveirense (Liga de Honra), juntou-se ao Moreirense, da Liga de Honra, que
afastara o Torreense.
Barça, Guardiola não apresentara Valdés,
Alves, Puyol, Abidal, Mascherano, Keita,
Busquets, Xavi, Iniesta, Cesc, Messi, Alexis e Villa, 13 jogadores habitualmemnte
titulares. Sobre o Real, ainda não se conhece a convocatória, embora Mourinho
deva fazer descansar parte dos titulares.
O Valência venceu em casa o Espanyol de Barcelona (2-1) e manteve o
terceiro lugar da Liga espanhola de futebol, a sete pontos do Real e a quatro do
Barça. num jogo com nove cartões amarelos. Com um golpe de cabeça exemplar, na sequência de um pontapé de
canto, Soldado desfez a igualdade que
persistia desde os 68, quando Héctor
Moreno, após passe longo de Thievy, fez
o 1-1. Tino Costa foi o autor do primeiro
golo do Valencia, obtido aos 6 minutos,
na marcação de uma grande penalidade
a castigar falta de Dídac sobre Dealbert.
O Racing de Santander deixou, provisoriamente, o último lugar da Liga espanhola, ao vencer em casa o Villarreal,
12.º, por 1-0, graças a um golo do uruguaio Christian Stuani, aos 27 minutos.
Ontem, em jogo ao meio dia, o Atlético de Madrid venceu o Rayo Vallecano por 3-1, salientando-se o regresso de
Falcao aos golos. Mais tarde, já depois
do fecho desta edição, defrontavam-se
Real Sociedad-Malaga, Osasuna-Real
Betis, Mallorca- Athletic Bilbao e o Granada-Zaragoza.
O
nante diferença de golos positiva de
35 (48-13). Morrison marcou o tento de
honra do Norwich.
O Totenham firmou-se no segundo, graças aos golos de Bale, Lennon e
Defoe na vitória sobre o Bolton por 3-0.
Pela mesma marca ganhou o Chelsea em
Newcastle, num jogo “louco”, de futebol
ofensivo dos dois lados, em que valeram
os golos de Drogba, Kalou e Sturridge.
A equipa londrina procura inverter a tendência francamente negativa
das últimas semanas, em que perdeu
cinco em sete jogos disputados. O seu
próximo compromisso é o crucial jogo
com o Valência, na Liga dos Campeões,
após o qual defrontarão o City para o
campeonato inglês.
Boa jornada também para o Arsenal, com goleada de 4-0, com golos de
Arteta, Vermaelen, Gervinho e Van Persie, mas há que destacar que o Wigan é
o “lanterna vermelha”.
O Blackburn bateu o Swansea, por
4-2, com um “poker” de Yakubu, enquanto Queens Park Rangers e West
Bromwich Albion empataram, 1-1.
Ontem, o Stoke City foi vencer o
Everton por 1-0 enquanto Wolverhampton e Sunderland - equipa que deverá
estrear o treinador Martin O’Neill, após
ter despedido a meio da semana Steve
Bruce - começaram a jogar à hora do fecho desta edição.
jornal tribuna de macau segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 pág 13
Damasco considera «injusta» resolução da ONU. A
Síria considerou ontem «injusta» e «com motivações
políticas» a resolução aprovada sexta-feira pelo
Conselho de Direitos Humanos da ONU a condenar as
«sistemáticas violações» dos direitos humanos pelas
autoridades de Damasco.
actual
Rangoon confirma acordo com rebeldes.
Os meios de comunicação social estatais da
Birmânia confirmaram ontem que foi assinado
um acordo de cessar-fogo com um dos principais
grupos armados das minorias étnicas que lutam
há décadas por maior autonomia.
Países da UE com equipas anti crimes informáticos.
A Europa quer que, em 2012, todos os Estados
membros constituam equipas capazes de intervir
numa situação de emergência em que se verifique
um ataque de piratas das redes.
actual
ESPANHA
PORTUGAL
A teia que apanhou o genro
Projecto de 10 milhões
para revitalizar a Baixa
Um escândalo de corrupção no Governo
das Ilhas Baleares acabou por levantar
suspeitas em relação ao Instituto Nóos,
presidido pelo Duque de Palma entre 2004
e 2006. Iñaki Urdangarin, o genro do Rei
promete defender a sua “honra e incência”
A ala nascente do Terreiro do Paço vai acolher
em 2012 um centro de interpretação da
capital, restaurantes, lojas e uma discoteca,
num projecto orçado em 10 milhões de euros,
anunciou o director-geral do Turismo de
Lisboa, Vítor Costa
do Rei Juan Carlos
SUSANA SALVADOR
E
ra suposto ser uma fundação sem fins
lucrativos, mas pelos cofres do Instituto
Nóos passaram milhões de euros. Dinheiro que, segundo a investigação empreendida
pelas autoridades espanholas, pode ter ido parar aos bolsos de Iñaki Urdangarin, o seu presidente entre 2004 e 2006. Em Espanha, contamse os dias até o genro do Rei Juan Carlos ser
chamado a depor diante da justiça, numa teia
que também já está a atingir a infanta Cristina.
O nome da fundação surgiu pela primeira vez ligado a um escândalo de desvio de
fundos em Julho de 2010. Nas ilhas Baleares,
estava a ser investigado o caso Palma Arena,
que envolvia o ex-líder do Governo Jaume
Matas, acusado de branqueamento de capitais
e apropriação indevida de fundos públicos.
O juiz pediu uma investigação aos contratos
de duas entidades dependentes do Governo
das ilhas com o Instituto Nóos, que tinham
como objectivo a realização de congressos internacionais sobre desporto e turismo.
O instituto presidido por Urdangarin recebeu 2,3 milhões de euros para realizar dois
encontros em 2005 e 2006 nas Baleares, um valor muito superior aos custos reais. Além disso, o instituto subcontratava outras empresas
para a realização dos serviços, sendo que estas
eram controladas por Urdangarin – uma delas, a promotora imobiliária Aizoon, é detida
a 50% pelo genro do Rei e pela própria infanta
Cristina. As empresas emitiam facturas falsas.
Além dos contratos com o Governo balear, o Instituto Nóos terá também recebido 1,7
milhões de euros do Executivo de Valência,
para a realização de três cimeiras sobre grandes acontecimentos desportivos entre 2004 e
2006. E 382 mil euros nesse último ano para
uma candidatura aos Jogos Europeus, que
não se chegou a concretizar. Além disso, assinou pequenos contratos com outros municípios, com a imprensa espanhola a dizer que
o de Cristina e as ligações à Casa Real eram
usados para facilitar os negócios.
A situação para o duque de Palma começou a complicar-se em Junho deste ano, quando o juiz titular do caso, José Castro, acusou
o seu sócio no processo Palma Arena. Diego
Torres era gerente do Instituto Nóos quando
o genro do Rei era presidente, sucedendo-lhe
neste cargo em 2006. Além disso, a ligação
empresarial entre ambos manteve-se após a
ida dos duques de Palma para Washington,
em 2009. Há apenas três meses, Iñaki e Cristina mudaram a sede da Aizoon para a mesma morada fiscal de outras empresas que são
propriedade de Torres.
A 7 de Novembro, muitas dessas empresas foram alvo de buscas judiciais, ao abrigo da
Operação Babel, tal como a sede do Instituto
Nóos, em Barcelona. Dois dias depois, a procuradoria anticorrupção das Baleares afirma que
Urdangarin estava à frente de uma actividade
cujo objectivo era “apoderar-se” de “fundos
públicos”. Desde a acusação contra Torres, outros suspeitos foram também imputados. Fontes ligadas ao caso, contactadas pela imprensa
local, consideram “inevitável” que o genro do
também seja chamado pela justiça. Iñaki já disse que defenderá a sua “honra e inocência”.
O procurador-geral espanhol, Cándido
Conde- Pumpido, afirmou esta semana que
não quer “antecipar acontecimentos”, já que a
investigação está ainda numa fase “incipiente”.
Segundo este responsável, a análise da documentação poderá levar várias semanas e só depois se tomará uma decisão sobre se Urdangarin
será ou não chamado. Por seu lado, o chefe dos
procuradores da Audiência Nacional (máxima
instância judicial espanhola), Javier Zaragoza,
lembrou que “ninguém está acima da lei”.
Diariamente, o caso tem novos desenvolvimento na imprensa. Devido ao impacto que
poderá ter para a Casa Real, há já quem defenda que Cristina deverá abdicar do seu direito ao trono – é sétima na linha de sucessão.
O Palácio da Zarzuela já disse que a defesa de
Iñaki é um assunto do foro pessoal e que não
haverá qualquer intervenção oficial. A popularidade do casal está entretanto em baixa, com
um grupo de vereadores da Câmara de Palma
de Maiorca a pedirem a retirada do nome dos
duques de Palma de uma rua da cidade.
JTM/DN
O
“Lisbon Story Centre” - centro de interpretação
da história de Lisboa -, a inaugurar em Outubro
de 2012 - será o projecto-âncora da requalificação da ala nascente, antes ocupada por serviços dos Ministérios da Finanças e da Administração Interna.
A revitalização desta área será da responsabilidade
da Câmara Municipal e da Associação de Turismo de
Lisboa, resultando de um protocolo que foi assinado no
fim de semana, entre o presidente da autarquia, António Costa, e o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas.
O “Lisbon Story Centre”, com dois mil metros quadrados, “será uma atracção estruturante da oferta turística e cultural da cidade, contando de forma lúdica e
interactiva, com respeito pelo rigor científico, os eventos mais marcantes de Lisboa, em especial da Baixa e
do Terreiro do Paço”, nomeadamente a reconstituição
em quatro dimensões do terramoto de 1755.
Será aqui “instalada e valorizada” a maqueta da cidade pré-pombalina, funcionando o centro como “um
‘portal’ de acesso à cidade e ao seu património, uma
plataforma de consolidação de conhecimentos para
grupos escolares e um espaço para visitantes mais interessados, que poderão efectuar consultas à sua extensa
base de dados”, explicou, na apresentação do projecto,
Vítor Costa, adiantando que está prevista uma afluência média anual superior a 250 mil visitantes.
O salão situado no Torreão Nascente - onde funcionou, até 1994, a Bolsa de Lisboa - será “restaurado e
objecto de uma intervenção minimalista”, passando a
funcionar “como espaço polivalente, vocacionado para
a realização de eventos públicos e privados”.
Zarzuela demarca-se de
escândalo de corrupção. Duque
de Palma terá de se defender
como “qualquer cidadão”
RAQUEL COSTA
O
envolvimento do duque de Palma no escândalo de corrupção
tem sido, como tantos outros
assuntos delicados, tratado com pinças
pelo Palácio da Zarzuela. A imprensa espanhola deu conta, nos dias seguintes a
o caso ter sido tornado público, de um
profundo mal-estar do Rei Juan Carlos
em relação ao envolvimento do genro
em negócios menos claros.
A pressão do monarca para que
Iñaki Urdangarin se demarcasse da família real e, a título pessoal, quebrasse o
silêncio, surtiu efeito e, a 12 de Novem-
bro, o marido da infanta Cristina emitiu
um comunicado oficial, garantindo que
vai defender a sua “honra e inocência”
e assegurando que a sua conduta profissional “foi sempre correcta”. Dias mais
tarde, seria a vez de o Palácio da Zarzuela confirmar o envolvimento do secretário pessoal das infantas, Carlos García
Revenga, no caso, e demonstrar “total
apoio às decisões judiciais”. Fonte oficial
da Casa Real afirmou ainda, dias depois,
pág 14 segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 jornal tribuna de macau
que Iñaki Urdangarin “terá de se defender como qualquer cidadão particular”.
E nem mais uma palavra.
Os rumores de que algo ia mal no
casamento de 13 anos da infanta Cristina
com o ex-jogador de andebol surgiram
em 2009, aquando da mudança do casal
para Washington. A imprensa “del corazón” especulava sobre um afastamento
do casal, teoria baseada na ausência do
duque de Palma em vários eventos ofi-
Mas, já no próximo verão, a ala nascente terá mais
movimento, com a instalação de uma cervejaria - incluindo um núcleo museológico dedicado à cerveja -,
um “food court”, uma pizzaria, dois cafés e um bar
nocturno, espaços já concessionados a privados e que
deverão abrir em Junho de 2012.
Na praça serão instaladas esplanadas, com um total de 1.216 lugares, um espaço para animação de rua
e uma banca de florista “que recria os tronos do Santo
António”. Na extremidade mais próxima do rio, continuará a funcionar a agência da Caixa Geral de Depósitos, mas que será remodelada. O projecto prevê ainda a
abertura de uma passagem controlada para o jardim do
ministério das Finanças.
O projecto de requalificação da ala nascente é da
autoria do arquitecto Tiago Silva Dias e está orçado em
dez milhões de euros, dos quais sete milhões de euros
cabem ao Turismo de Lisboa e o restante aos concessionários, que serão responsáveis pela decoração e equipamento dos estabelecimentos.
“É um projecto abrangente em termos de públicosalvo, coerente em relação à ocupação da praça, complementar com as ocupações já existentes e previstas,
diversificado nas propostas e nos horários a praticar,
que contribuirá decisivamente para a revitalização do
Terreiro do Paço”, defende o Turismo de Lisboa.
Ultraconservador sai
da corrida à Casa Branca
Falando da “nuvem de dúvidas” lançada sobre a sua campanha, o ultra conservador Herman Cain
atirou a toalha ao chão
Família real reage com cautela... e silêncio
ciais. Jaime Peñafiel, especialista em assuntos ligados à monarquia, levantou o
véu, em Maio de 2010, sobre o distanciamento. “Há crise entre Iñaki Urdangarin
e a Casa Real”, disse Peñafiel, acrescentando: “A Casa Real não gosta que ninguém se meta em negócios. Trabalho
sim, mas negócios, não”, afirmou na altura o jornalista no programa Sálvame,
da televisão espanhola Telecinco.
Sob o pretexto de uma proposta de
trabalho irrecusável na multinacional
Telefónica, Iñaki Urdangarin, a infanta
Cristina e os quatro filhos, Juan Valentín,
de 12 anos, Pablo Nicolás, de 11, Miguel,
de nove, e Irene, de seis, passavam a residir na capital dos EUA e, sempre que a
imprensa internacional especulava sobre
uma possível separação, a família surgia
feliz em imagens públicas na imprensa
cor- de-rosa.
JTM/DN
O
Freguesias vaiam Ministro Miguel Relvas
Assobios, vaias, e até a exibição de cartazes com
críticas. A tudo isto recorreram os participantes no
XIII Congresso Nacional de Freguesias para receberem o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas. Quando o governante,
que tem a pasta do poder local, começou a discursar, uma boa parte dos congressistas abandonou a
sala. Os que ficaram a assistir obrigaram Relvas a
parar de falar, diversas vezes, devido às vaias. No
final do discurso, Miguel Relvas disse que o clima
de contestação com que foi recebido foi “gerado
e estimulado”. O ministro disse já esperar a contestação mas explicou que acredita na Reforma do
Poder Local e disse que esta vai mesmo avançar.
Onze mortos em ataque de rebeldes maoístas
EUA
candidato negou as alegações “não provadas, falsas”,
mencionou os efeitos negativos que as acusações tinham na
sua vida pessoal e família. “Estou
em paz com o meu Deus”, disse. A
Casa Branca era o “plano A”, a campanha ficou “suspensa” por causa
das “distracções”. Mas “não ficarei
em silêncio”, acrescentou, falando
da conclusão do seu “plano B”.
A saída era esperada e foi inevitável, apesar de Cain negar o mais
recente escândalo, quando Ginger
White, uma mãe divorciada, afirmou em entrevista a um canal de
Atlanta que tivera uma longa ligação ao candidato, durante 13 anos.
Essa relação com um homem casado, disse White, terminou apenas
em Maio, quando Herman Cain decidiu concorrer à Casa Branca.
O político negro, de 65 anos,
surgiu na campanha como um ciclone, com uma ideia sobre impostos (o
plano 9- 9- 9) que incendiou a base
volta ao
MUND
conservadora do partido (que nos
EUA é chamado o Grand Old Party, GOP). As ideias fiscais de Cain
partiam do princípio de que haveria
um imposto sobre empresas de 9%,
outro também de 9% sobre o rendimento das pessoas e ainda um IVA
federal do mesmo valor. Com grande carisma, Cain começou logo a subir nas sondagens, apesar de não ter
experiência política (nunca foi eleito) nem possuir máquina partidária.
No Sábado, em Atlanta, garantiu
que o seu plano de impostos não ia
desaparecer e os adversários terão
talvez de levar isso em conta.
Com bons desempenhos nos
debates televisivos, apesar das gafes
em entrevistas, a campanha de Cain
parecia sólida, até ao momento em
que o empresário e lobista foi acusado por várias mulheres de assédio
sexual, no tempo em que era presidente da associação americana de
restaurantes.
A sua falta de experiência
política era visível no carácter improvisado das intervenções. Cain
foi vice- presidente de um banco e
liderou uma cadeia de fastfood, a
Godfather’s Pizza (nome inspirado
no famoso filme Padrinho). As últimas sondagens indicavam que estava em queda livre, com apenas 8% a
nível nacional, quando já rondara os
30% da preferência republicana.
A grande questão, a partir de
agora, é saber para onde irá o eleitorado de Cain, muito associado aos
eleitores do Tea Party, o movimento
ultraconservador que está a limitar
o espaço de manobra dos candidatos. Os corredores passam a ser sobretudo três: Newt Gingrich, Mitt
Romney e Rick Perry, embora o calendário eleitoral seja determinante.
Nesta fase do campeonato,
pouco importam as sondagens partidárias nacionais, mas muito mais a
opinião pública nos Estados que votam primeiro. O essencial da competição joga-se entre Janeiro e Março.
jornal tribuna de macau segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 pág 15
Rebeldes maoístas mataram 11 pessoas em
ataques no leste da Índia, depois do seu líder ter
sido assassinado num troca de tiros com as forças de segurança. Segundo a polícia, os rebeldes
explodiram troços de estrada em dois pontos em
Jharkhand em protesto por causa da morte, a 24
de Novembro, de Koteshwar Rao, tendo atacado
uma caravana em que seguia um deputado, detonando explosivos que causaram a morte a nove
agentes e disparando tiros que atingiram fatalmente dois civis no sábado.
Cavalos provocaram acidente em Queluz
Dois cavalos à solta, na IC19, embateram em dois
automóveis que circulavam junto à descida de
Queluz, no sentido Sintra/Lisboa. Apesar dos danos nos veículos, os seus ocupantes, além do susto, não sofreram qualquer ferimento causado pelo
embate, apenas um dos animais ficou gravemente
ferido, tendo recebido assistência dos bombeiros
e da polícia.
Cruz Vilaça proposto para Tribunal Europeu
O Governo propôs José Luís da Cruz Vilaça para
o lugar de juiz português do Tribunal de Justiça
da União Europeia (UE), referiu à Lusa fonte do
Executivo. O Tribunal de Justiça da UE inclui 27
juízes, um por cada Estado-membro. O ex-procurador geral da República, de 67 anos, é considerado o português com mais experiência em
justiça europeia, tendo já presidido ao Tribunal de
Primeira Instância das comunidades europeias. A
proposta do Governo deverá ser agora enviada ao
Parlamento, para aprovação. A confirmar-se, Cruz
Vilaça substituirá Cunha Rodrigues.
Banguecoque promete ficar “seca”
O governador de Banguecoque, Sukhumbhand
Paribatra, afirmou ontem que a água das inundações será drenada da capital antes do final do
ano. A capital “vai estar seca antes do final do
mês porque eu quero-o como um presente de Ano
Novo para os residentes de Banguecoque”, disse.
Actualmente, 36 dos 50 distritos de Banguecoque
ainda continuam afectadas pelas cheias consideradas as mais graves dos últimos 50 anos e que
provocaram a morte de 615 pessoas.
Berardo pede resignação de Cavaco
O empresário Joe Berardo diz que o Presidente
da República não tem conseguido manter o compromisso de «defender os portugueses», nem explicar o seu envolvimento em algumas situações
polémicas, pelo que deve «pedir a resignação» do
cargo. «O Presidente da Republica é um pouco responsável por muita coisa que aconteceu até agora», disse o comendador à agência Lusa, acrescentando: «Acho que o Presidente da República
devia pedir a resignação».
Suspeita-se que haja água em Marte
A Agência Espacial Europeia (ESA) informou que
as imagens tiradas na ultima semana pela sonda
Mars na cordilheira Phlegra Montes apontam para
a existência de grandes quantidades de água na
superfície de Marte. Segundo a Agência Espacial
Europeia, através das fotografias é possível observar que muitas das montanhas de Marte estão rodeadas de detritos em forma de lobo muito parecidos com detritos que cobrem os glaciares na Terra.
Dito
“Os nacionalismos velhos ou modernos nunca foram
bons conselheiros e o mundo global é incompatível
com os discursos paroquiais que levaram Portugal a
esta triste miséria franciscana.”
António Ribeiro Ferreira in “i”
opinião
“A melhoria das condições de investimento na economia
tem de ser fruto do alívio geral, de renegociações
posteriores, e nunca conseguida à custa das metas
nacionais. Se tentássemos sozinhos, falharíamos e, além
do mais, deixaríamos de ser credíveis.”- João Marcelino
opinião
“Entre a sharia versão mata e a sharia versão esfola, não se pode
dizer que os indígenas não escolheram democraticamente. Também
não se pode dizer que a escolha foi aquela que a ingenuidade
“multicultural” do Ocidente gostaria que tivesse sido. Ou pode, se
trocarmos a ingenuidade pela má-fé.”- Alberto Gonçalves
Há 20 anos
falar de nós
In “Jornal de Macau”
e “Tribuna de Macau”
0512/1991
MACAU CAMPEÃO
ASIÁTICO EM HÓQUEI
Macau reconquistou o título
de campeão asiático de
hóquei em patins, ao derrotar
a equipa da República
Popular da China por 12-4,
no derradeiro jogo do quarto
campeonato da modalidade,
que decorreu no território.
A equipa local, que não
conheceu a derrota durante
os seis jogos do calendário
da prova, recuperou assim o
ceptro perdido há dois anos
para a República Popular
da China, durante o terceiro
Campeonato Asiático de
Hóquei em Patins, em
Pequim. A selecção de Macau,
que tinha conquistado o
título de campeã asiática no
ano da sua estreia na prova,
em 1987, durante o segundo
Campeonato Asiático, em
Seul, foi também a equipa
com o melhor ataque, com
139 golos, e com o seu jogador
Alberto Lisboa a ser o melhor
marcador do torneio com 48
golos. O Japão, que alcançou
o terceiro lugar no final do
campeonato, foi a equipa com
menos golos sofridos, 24.
TERMINOU REUNIÃO
DO GRUPO DE LIGAÇÃO
O Grupo de Ligação
Conjunto Luso-Chinês
chegou a acordo sobre “os
termos da manutenção do
Estatuto de Macau como
membro associado do ESCAP,
além de 1999”, segundo
o comunicado divulgado
no território no final da
12ª reunião plenária. O
órgão de consulta entre
os Governos de Lisboa
e de Pequim decidiu,
igualmente, constituir um
grupo de trabalho sobre a
participação de Macau em
organizações internacionais
para “reforçar as consultas
relativas a esta matéria”,
refere o comunicado. Além
da definição dos termos
da participação de Macau
no Comité Económico e
Social das Nações Unidas
para o Pacífico, durante a
reunião “a parte chinesa
reiterou o apoio activo do
Comité Olímpico da China à
adesão de Macau ao Comité
Olímpico Internacional”. O
comunicado refere ainda que
a reunião decorreu numa
“atmosfera de colaboração
amigável e construtiva”,
tendo sido apreciados “os
desenvolvimentos havidos
relativamente às questões
de localização dos quadros,
estatuto oficial da língua
chinesa e tradução das leis
para chinês”.
Mais um depoimento recente sobre o “1-2-3”
“ʻO incidente da Taipaʼ foi usado como pretexto. Durante 58 dias
Macau foi afectado pelo tufão maoísta. Os Guardas Vermelhos impuseram a sua lei”.
De “Há Biscoitos no Armário”, Outubro de 2011
E
ste espaço foi já usado várias vezes para recordar os graves incidentes que ficaram localmente conhecidos por “12,
3”, quando, no auge da revolução cultural chinesa, o fervor extremado do regime comunista se fez aqui sentir com inusitada
força e de forma violenta, pondo tudo em causa, abalando a
confiança da população e colocando em risco a própria manutenção da presença portuguesa no território. Diversos depoimentos foram aqui parcialmente reproduzidos e comentados,
permitindo ao leitor conhecer perspectivas diferentes na apreciação dos conflitos provocados, bem como das suas causas e
consequências.
A recente publicação do livro “Há Biscoitos no Armário”,
de Jorge Pinheiro (Outubro de 2011), uma “história de vida”,
de homenagem à professora Maria Manuel Pimenta de Castro
Machado, proporcionou-me o ensejo de partilhar com o leitor
mais uma sucinta descrição desses fatídicos acontecimentos.
Com a devida vénia, e também com o intuito de suscitar de
novo a atenção para esta obra, que todos quantos se interessam
por Macau e pela presença de Portugal no Oriente devem ler,
transcrevo mais este depoimento, no 45.º aniversário daqueles
incidentes que mudaram profundamente Macau:
“Nesse ano de 1966 a Revolução Cultural chegou a Macau.
Chegou sem que as autoridades portuguesas se tivessem apercebido. A
Revolução Cultural Chinesa era imparável. Até aí ela não era evidente
em Macau. Mas, inevitavelmente, tinha de chegar. Mais do que um
protesto contra os portugueses, mais do que a intenção de integrar Macau na China (que nunca houve), os incidentes visavam, tão-somente,
mostrar a Mao Tsé-tung que Macau também era revolucionário. Pretendiam mostrar o fervor das gentes de Macau, à causa da Revolução
Cultural. Claro que o ʻincidente da Taipaʼ podia ter sido evitado. Os
portugueses, por manifesta inabilidade, caíram na armadilha. Mas se
não fosse esse, seria qualquer outro pretexto. Macau tinha de ter os
seus Guardas Vermelhos. Em Novembro, um grupo de residentes chineses da ilha da Taipa tentou obter uma licença para a construção (ou
reconstrução) de uma escola de feição comunista. Na impossibilidade
de obter a licença, começaram ilegalmente a edificação. Rui Andrade,
o administrador interino das Ilhas saiu de casa. Passou pela escola. Insurgiu-se contra a construção. Resolveu intervir. Apelou à autoridade.
E eis como um homem fraco pode fazer história, da pior forma. A 15 de
Novembro, a Polícia prendeu, de forma violenta, os responsáveis pela
iniciativa, operários de construção, residentes e jornalistas. Foi, obviamente, uma precipitação. Até porque o pedido de licença estava parado
numa qualquer gaveta de um qualquer burocrata. Mais, a brutalidade
da intervenção foi, manifestamente, desproporcionada, quando era o
diálogo e a diplomacia que se exigiam. O 2.º Comandante da PSP, Vaz
Antunes, que estava presente durante o incidente, assim não entendeu. A arrogância imperou. A imprensa chinesa, em especial o jornal
Ou Mun, e as associações comunistas atacaram em força. De repente,
a revolução cultural entrou em Macau. A partir daí, os chineses tiveram necessidade de se manifestar. De provar a Mao Tsé-tung que eram
patriotas. Os protestos iniciaram-se e foram sempre em crescendo. Na
cidade, os taxistas passaram o sinal. Eram, na sua maioria, indonésios, expulsos por Sukarno. Estavam revoltados contra tudo e contra
todos. Buzinavam sem parar. Incendiaram o ambiente. As manifestações sucederam-se. Manifestações com mais de 15.000 pessoas, o que
era muito, face à dimensão do território. Em Macau havia cerca de
50.000 estudantes chineses, a frequentarem escolas comunistas. Um
potencial revolucionário impressionante. Os Guardas Vermelhos surgiram. O governo ficou debaixo de fogo. De crescendo em crescendo,
a contestação aumentou e generalizou-se, provocando um sentimento
de verdadeira revolta no seio da comunidade chinesa. Macau estava há
alguns meses sem Governador. Lopes dos Santos, um homem ponderado e que conhecia bem o Oriente, tinha regressado à Metrópole, em
Julho de 1966. Como Encarregado do Governo ficou Mota Cerveira.
Um homem arrogante e militarista, que preferia a bravata à diplomacia. A arrogância ao diálogo. O Comandante da Polícia, o TenenteCoronel Galvão de Figueiredo, pautava-se pelos mesmos valores. Não
podia ter sido pior. Os dirigentes políticos e as forças de segurança de
Macau actuaram com manifesta inabilidade e total ausência de sentido diplomático. Pior, usaram de arrogância colonialista. As tensões
exacerbaram-se. As posições extremaram-se.
pág 16 segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 jornal tribuna de macau
tribuna
Jorge A. H. Rangel*
No dia 3 de Dezembro de 1966 as manifestações iniciaram-se pelo
meio-dia. As escolas estavam mobilizadas. Estudantes e professores invadiram o Largo do Leal Senado e as ruas circundantes. Uma camioneta carregada de pedregulhos avança pela rua onde se situava o Comando da Polícia. Atrás, protegidos pelo camião, manifestantes entoavam
canções revolucionárias e gritavam palavras de ordem, empunhando
o Livro Vermelho. Aproximavam-se cada vez mais da esquadra. Lá
estavam guardadas armas e munições. Parecia evidente a intenção
de tomar a esquadra de assalto. Vaz Antunes, o 2.º Comandante, dá
ordem de fogo. Não havia outra solução. O condutor da camioneta é
a primeira vítima. O carro segue descontrolado, até embater, com violência, no fundo da rua. A confusão é enorme. Debaixo de uma enorme
pressão, os polícias, acantonados na esquadra, mantêm, nervosamente,
o fogo. A multidão dispersa-se. Seguem-se perseguições na zona da
Praia Grande. O recolher obrigatório é decretado às 16 horas. No dia
seguinte ainda havia disparos dispersos por toda a cidade. No final dos
dois dias, um saldo final de 8 mortos e cerca de 200 feridos, todos chineses. Foi necessária a mobilização de soldados para controlar a situação.
A tensão, no entanto, continuou a crescer. Várias famílias portuguesas
começaram a preparar-se para abandonar Macau. O ʻ1-2-3ʼ é isso mesmo: mês 12, dia 3. E o futuro de Macau nunca mais seria o mesmo.
A violência acabou. A repressão amainou. Começou, então, a
pressão política. Uma pressão que assumiu proporções inenarráveis.
As exigências não se fizeram esperar. Eram pesadas e inegociáveis. Os
mortos de 3 e 4 de Dezembro mantinham-se nas urnas, por enterrar. E
assim ficaram até à assinatura do acordo, a 29 de Janeiro de 1967. Todos os dias os chineses lembravam os mortos. Publicavam fotografias
dos cadáveres. Uma pressão total. Em 25 de Novembro de 1966, chegou a Macau novo Governador, Nobre de Carvalho. Apenas ao aterrar em Hong Kong, o Governador toma conhecimento da situação em
Macau. Até aí nada lhe tinha sido dito. Absolutamente extraordinário.
Mal chega a Macau, Nobre de Carvalho tem de iniciar a complexa
negociação com os chineses e com Lisboa. O Governo de Lisboa mantinha-se irredutível. Salazar envia um telegrama em que resumia a sua
posição: ʻConfirmar que, em caso de necessidade, todos cumprirão o
seu dever, mesmo com os maiores sacrifíciosʼ. Um telegrama em tudo
semelhante ao enviado para a Índia Portuguesa, imediatamente antes
da invasão das tropas de Nehru. Um telegrama que não auspiciava
nada de bom. No dia 16 de Janeiro, a comunidade chinesa adoptou a
ʻpolítica dos três nãosʼ: não entregar impostos; não prestar serviços ao
Governo (incluindo abastecimento de água e electricidade); não vender
produtos portugueses. Entretanto, emergiram figuras que, até aí, se
tinham mantido na sombra. Ho Yin, o líder da comunidade chinesa,
é relegado para segundo plano. Emergem dirigentes comunistas. (...).
Em Macau, o Conselho de Defesa estava reunido quase em permanência, sob a presidência de Nobre de Carvalho. Eram reuniões contínuas
até altas horas da noite. Alinhavam-se argumentos. Definiam-se estratégias. Tudo em vão. As tentativas de chegar a um texto de acordo
aceitável pelas duas partes sucediam-se. As negociações eram chefiadas
por Mesquita Borges, chefe de gabinete do Governador e integravam,
ainda, o Dr. Assumpção, advogado macaense e representante de Macau junto da Câmara Corporativa, em Lisboa e Roque Choi, secretário
e braço direito de Ho Yin. Entretanto, por imperativa exigência chinesa, tinham sido demitidos Mota Cerveira, Galvão de Figueiredo e Vaz
Antunes. O Comando da Polícia passou a ser exercido, interinamente,
pelo capitão Lages Ribeiro.
Finalmente, a 29 de Janeiro, o Governo de Macau e as autoridades da República Popular da China, chegaram a um acordo, assinado
na sede da Associação Comercial. Para Portugal, tudo foi humilhante
naquele acordo. O local, o conteúdo, a forma. O Governo pediu desculpas à comunidade chinesa. Passou a ser proibido dar apoio ou asilo
político aos nacionalistas do Kuomintang. Foram entregues à China
cinco guerrilheiros nacionalistas, que foram imediatamente fuzilados.
Procedeu-se à indemnização das famílias das vítimas. Ficou claramente marcada a posição da China. Portugal apenas estaria em Macau
enquanto a China quisesse.” (...)
A situação, embora continuasse tensa, foi voltando, paulatinamente, à normalidade, ao mesmo tempo que a confiança no
futuro voltava a fazer-se sentir. Terra de muitos tufões, Macau
sobreviveu também a essa enorme tempestade política. Nasceu e
cresceu como o bambu, capaz de se vergar em todas as intempéries, para continuar viçoso, com as hastes apontadas para o céu.
E foi fazendo o seu percurso histórico até se transformar, pacificamente, em região especial da China, em Dezembro de 1999.
* Presidente do Instituto Internacional de Macau.
Escreve neste espaço às 2.a feiras.
João Marcelino*
A União à beira do precipício
1
. Começou por ser um cenário
teórico, renegado com tiques de
superioridade por todos aqueles que
acham que o mundo anda sempre no
mesmo sentido e nunca para trás.
Depois foi aceite como um
pseudoperigo agitado para animar o
debate intelectual, apenas isso.
Hoje, vários meses depois, fruto
do egoísmo dos países do Norte e da
inconsciência dos do Sul, a hipótese
de o euro acabar é uma possibilidade que atormenta a maioria dos cidadãos do eurogrupo e é o cerne de
todas as movimentações políticas.
Repare-se: a questão não é já,
tão-só, deixar pelo caminho as sociedades, como a portuguesa, que
se habituaram ao incumprimento e
a viver dos credores.
O problema está em que o ataque dos mercados toca mesmo as
grandes economias europeias, ou Nicolas Sarkozy não diria aos seus compatriotas, como no arriscado e solene
discurso de quinta-feira, em Toulon,
que se o euro acabar a França multiplicaria por dois a sua dívida externa.
Ficou o aviso para consumo interno.
2
. Vai ser tudo muito rápido nesta
revolução que estamos a viver e em
que pela primeira vez o capitalismo
desconfia do capitalismo.
Sarkozy falou primeiro. Ontem
foi Merkel. Segunda-feira encontramse em Berlim. O momento-chave vem
logo depois na cimeira de 8 e 9 em Bruxelas. Aí começarão a ser ratificadas as
decisões dos dois países do eixo (que
tomaram as rédeas da União), e para as
quais não parecem existir alternativas.
Essas medidas serão ainda mais
violentas para quem já protesta com o
carácter recessivo do memorando assinado por Portugal com a troika.
Em cima da mesa está reduzir o limite do défice de 3% para 2%, impor
penalizações fortes por incumprimento
aos países prevaricadores, entre outras
condições, para se poder caminhar no
sentido do Ministério das Finanças, que o
Parlamento Europeu também deseja, e do
maior protagonismo do Banco Central a
que até agora a Alemanha se tem oposto.
A questão é saber se estamos pe-
tribuna
rante uma mudança de paradigma,
emanada da consciência do perigo
real, ou se, pelo contrário, vamos ter
mais do mesmo - e aí porventura estaremos mesmo, como crêem os mais
cépticos, à beira do colapso do euro,
com consequências inimagináveis
neste espaço de solidariedade e segurança que a Europa soube construir
depois da última guerra mundial.
3
. O tempo, mesmo com decisões
boas, urge se quisermos combater o medo que, como bem assinala
o Presidente francês, paralisa a actividade económica, dos consumidores
aos bancos passando pelos investidores. Aliás, o tempo ideal foi há muito
ultrapassado de reunião em reunião,
cimeira em cimeira.
Mudar os tratados (que as medidas
exigem) daria sempre para alguns anos,
entre dois e três, e arriscaria sempre um
veto num qualquer referendo nacional.
É por isso que a Alemanha já admite
avançar através de um protocolo anexo
ao Tratado ou de um tratado intergovernamental entre os 17, tudo coisas a mon-
tante daquilo que é a grande necessidade do momento: o Banco Central (ou o
Fundo de Estabilidade) a injectar liquidez e a comprar imediatamente dívida
pública dos países aflitos, por muito que
Merkel desconfie da inflação associada.
E a seguir, mais tarde ou mais cedo, as
obrigações de dívida pública da Zona
Euro (que a Alemanha ainda veta).
Ou tudo isto acontece ou, como
afirmava recentemente Christian Lagarde, a directora-geral do FMI, muitos outros países vão ter de recorrer à
ajuda de credores durante 2012.
Há muita coisa que não está
nas nossas mãos, mas uma pelo menos está: cumprir, cumprir rigorosa
e obstinadamente aquilo a que nos
comprometemos internacionalmente.
A melhoria das condições de investimento na economia tem de ser fruto
do alívio geral, de renegociações posteriores, e nunca conseguida à custa
das metas nacionais. Se tentássemos
sozinhos, falharíamos e, além do
mais, deixaríamos de ser credíveis.
*Director do Diário de Notícis
JTM/DN
Alberto Gonçalves
A Europa que dançou
O
s estudiosos dos fenómenos colectivos conhecem a capacidade de o ser humano adquirir, por
contágio, comportamentos irracionais e inexplicáveis.
Estão documentados os surtos dançarinos ocorridos
entre os séculos XIV e XVII principalmente em cidades alemãs, nos quais um sujeito começava a dançar
sem motivo aparente e, ainda antes de alguém virar
o disco, dezenas ou centenas punham-se a imitá-lo. A
coisa era menos uma expressão de alegria do que uma
possessão incontrolável: o bailarico prolongava-se por
horas e dias a fio, só interrompido pelo cansaço dos
participantes, que desmaiavam ou cediam a um enfarte. Consta que alguns espumavam da boca.
Nenhuma epidemia do género, porém, ultrapassa a sucedida em boa parte da Europa nos primeiros
anos do século corrente. De repente (digamos), diversos governos e populações desataram a espatifar o dinheiro que não possuíam e, a julgar pela capacidade
produtiva dos respectivos países, jamais poderiam vir
a possuir. Sobretudo a sul, o histérico exercício contaminou uma quantidade considerável dos membros da
Zona Euro, que apenas moderaram a dança, perdão,
a despesa perante ameaça ou constatação de falência.
Também aqui houve problemas cardíacos, traduzidos
quer nas contas públicas quer nas privadas. Também
aqui houve quem espumasse, mas de indignação.
Misteriosamente, ou nem por isso, os indignados não se voltaram contra a sua própria folia.
A raiva dirigiu-se inteirinha para os mercados e os
especuladores, que deveriam continuar a confiar e
a investir em irresponsáveis, para as agências de
notação, que deveriam continuar a avalizar a irresponsabilidade, e para a sr.ª Merkel, que deveria
continuar a hostilizar os contribuintes que a elegeram em nome de uma comovente “solidarieda-
de”. Em jargão contemporâneo, a “solidariedade”
significa a alegada obrigação de uns em patrocinar
o parasitismo dos restantes, inclinação natural com
que, pelos vistos, a sr.ª Merkel não concorda.
A título de exemplo, veja-se o caso português.
Segundo a peculiar ortodoxia, se um ou dois governos eleitos pelos cidadãos pulverizaram em meia
dúzia de anos todos os recordes da dívida pública, a
culpa coube aos estrangeiros que deixaram de financiar a proeza. Se, conforme reza um cliché adequado,
esbanjámos acima das nossas possibilidades, a culpa
é dos que não nos permitem prosseguir o esbanjamento. Se chegámos à bancarrota, a culpa é, enfim,
dos que não tornam a bancarrota um estado viável
e feliz. Num clímax humorístico, e à semelhança da
criança que aponta o dedo ao colega, a ortodoxia justifica-se com o carácter internacional da crise, como
se o facto de vários países terem enveredado pela demência absolvesse Portugal da dita.
A verdade é que, somados, os países em causa
colocaram o euro na dependência de um milagre, ou
na dependência da Europa que conta e faz contas. A
solução que, muito hipoteticamente, hoje obstará ao
fim da união monetária (e não só) é o critério que,
num mundo sensato, teria presidido ao respectivo início: ou os calaceiros cumprem o rigor exigido ou são
enxotados do convívio com a civilização. Por outras
palavras, ou aceitamos a perda de soberania ou resignamo-nos a perder tudo. A ordem vem dos alemães,
que agora curiosamente não dançam. Nós, e os gregos
e os italianos e os espanhóis, dançámos. Até cair.
Da democracia nas arábias
Lembram-se da Primavera Árabe? Lembram-se
da entretanto lendária Praça Tahrir, no Cairo, reple-
ta de gente a exigir democracia e liberdade? Lembram-se das manifestações convocadas pelo Facebook? Lembram-se da alegria nos rostos quando da
queda de Mubarak? Lembram-se dos comentadores
ocidentais a assegurar que tudo aquilo era puro e
secular e distante de fúrias religiosas? Lembram-se
dos insultos adequadamente dirigidos aos cínicos
que duvidavam de tamanhas maravilhas?
Se calhar houve algum equívoco pelo caminho, já que a Irmandade Muçulmana lidera com
substancial avanço a contagem de votos nas “legislativas” locais. Em segundo lugar está o partido
“salafista”, hoje apelidado de “radical”, e em terceiro vem o Bloco Egípcio, que nos curiosos critérios
em jogo passa por “liberal”. Aparentemente, no
léxico dos correspondentes ocidentais, os senhores
da Irmandade representam agora as forças “centristas” ou “moderadas” da sociedade, o que, no
caso, significa apenas que, por exemplo, defendem
a lapidação das adúlteras com calhaus um pedacinho menores do que os utilizados pelos “radicais”
e um nadinha maiores do que os utilizados pelos
“liberais”. Ou que pretendem torturar os homossexuais com severidade ligeiramente inferior à dos
“radicais” e algo superior à dos “liberais”. Ou que
prometem dedicar aos apóstatas uma morte qualquer coisinha mais rápida do que os “radicais” e
uns minutos mais lenta do que os “liberais”. Etc.
Entre a sharia versão mata e a sharia versão esfola, não se pode dizer que os indígenas não escolheram democraticamente. Também não se pode dizer
que a escolha foi aquela que a ingenuidade “multicultural” do Ocidente gostaria que tivesse sido. Ou
pode, se trocarmos a ingenuidade pela má-fé.
JTM/DN
jornal tribuna de macau segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 pág 17
“Estou a ficar careca”, diz Selma Blair. A actriz Selma Blair
começou a sentir as alterações hormonais do pós-parto, revelando
que há um mês seu cabelo começou a cair: “eu não gosto de
apliques, então, em breve, Selma será careca!”, disse ainda.
lazer
Lady Gaga despe-se
em novo videoclip
Lady Gaga continua a ser notícia pelas
opções polémicas para os seus trajes
ou vídeos. Desta feita, a cantora surge
nua no videoclip de «Marry The Night».
O tema é o mais recente single do seu
álbum «Born This Way» e o teledisco é
quase uma curta-metragem, com mais
de 13 minutos de duração. O vídeo foi
realizado por Lady Gaga. Recentemente,
a cantora chocou os espectadores num
programa televisivo ao actuar com um
traje em que parecia ter sido decapitada e
segurava a própria cabeça.
ver vídeo na edição online do jtm
www.jtm.com.mo
Ex de Charlie Sheen detida Scarlett culpa trabalho
por porte de cocaína
pelo fim do casamento
Beyoncé diz saber que vida
materna será difícil
A ex-mulher do ator Charlie
Sheen, Brooke Mueller, foi
presa novamente na noite em
Aspen, sob suspeita de posse
de cocaína. De acordo com o
site norte-americano TMZ, os
detalhes que cercam a prisão
ainda não estão claros. Contudo,
fontes policiais disseram que a
ex do actor também foi autuada
por agressão. Brooke, de 34
anos, acabou sendo libertada da cadeia no sábado após
pagar uma fiança de 11 mil USD. Já havia sido presa em
Setembro de 1996 - por dirigir embriagada - e em Março
de 2001 - também por posse de cocaína. Charlie foi
casado com Brooke Mueller durante três anos sendo que,
dessa união, nasceram dois filhos gémeos. O divórcio foi
decretado em 2 de Maio deste ano.
Apesar de estar bastante animada
com a vida materna que está por
vir, Beyoncé Knowles admitiu em
entrevista ao programa 20/20, do canal
norte-americano ABC, ter consciência
das difuldades que a nova função irá
lhe trazer. “É empolgante”, disse a
cantora de 30 anos de idade, “mas
sei que não será fácil”. A despeito da
confissão, Beyoncé garantiu estar
preparada para os desafios da vida
materna, principalmente pelo fato de
vê-la como necessária à condição
humana. “Acredito que esse seja o motivo de vivermos. É a
única forma de nos mantermos nesse mundo para sempre. É
o nosso legado”. Beyoncé ainda disse estar tomando cuidados
especiais com a sua alimentação devido ao temor de, após o
fim da gestação, se desesperar para perder quilos extras.
pág 18 segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 jornal tribuna de macau
Capa da edição de Dezembro
da Vanity Fair, a actriz Scarlett
Johansson falou sobre o fim
de seu casamento com Ryan
Reynolds e declarou não
estar preparada para fazer
o trabalho que o casamento
exige. A união chegou ao fim
em Dezembro de 2010, mas o
processo de divórcio somente
foi finalizado em Julho deste
ano. Johansson diz que não sabia o quão difícil seria
sustentar a relação e admite que a atribulada agenda
impactou negativamente em sua vida amorosa. Salientou
ainda à revista Cosmopolitan que ser casada é uma vida e
um processo de respiração. Admitiu não estar plenamente
consciente dos altos e baixos da relação, além de não
conseguir passar muito tempo com o ex-marido.
TDM SPORT
Ronaldo e Irina procuram casa em Itália. Para viverem após
o casamento, o casal está interessado nas moradias de luxo
do Lago de Como, local onde, por exemplo, têm residência
George Clooney, Ricky Martin, os Beckham ou Elton John.
04:00
Fulham Vs
Liverpool
tdm
13:00 13:30 14:30 17:30 18:00 18:25 19:35 20:30 21:00 22:00 23:00 23:30 00:00 00:30 41 HBO
TDM News - Rep.
Jornal das 24h
RTPi DIRECTO
That 70’s Show
Música Movimento (Rep.)
Contraponto (Rep.)
Amanhecer
Telejornal
TDM Desporto
Passione
TDM News
Portugueses sem Fronteiras
Telejornal (Rep.)
RTPi DIRECTO
30 ESPN
13:00 16:00 16:30 19:30 20:00 20:30 21:00 22:00 22:30 Virginia Tech vs. Clemson
Stihl Timbersports Series
US Open Championship 2011
(LIVE) Sportscenter Asia
Monday Night Verdict
ABL Best Games
X Games 17
Sportscenter Asia
Rugby Australia vs. Russia
31 Star Sports
13:00 16:00 18:00 19:00 19:30 21:30 22:00 22:30 23:00 Roteiro
New Zealand Open Day 3
Best Of Australian Open Tennis
Intercontinental Rally Challenge
Game
Sutton United vs. Notts County
(LIVE) Score Tonight
Motorsports@Petronas 2011
Engine Block 2011
Best Of Australian Open Tennis
12:00 14:00 16:00 17:45 18:20 20:20 22:00 23:55 Dr. No
Joe’S Palace
The Truth About Charlie
Hbo Central
Green Card
Rocky III
From Russia, With Love
Hung
42 Cinemax
12:15 14:00 16:00 17:15 19:00 20:30 22:00 23:40 Beverly Hills Cop III
G.I. Joe
The Bride Of Frankenstein
First Men In The Moon
Love And A Bullet
Poltergeist II The Other Side
Nightmares
Snatch
43 MGM
11:30 13:45 15:45 17:30 19:00 21:00 22:45 00:30 Mayrig
Crime and Punishment
Terror at London Bridge
A Dog’s Breakfast
Inherit the Wind
The Dust Factory
Convict Cowboy
Fight for Life
50 Discovery
13:00 Mythbusters
14:00 Curiosity: I, Caveman
15:00 Primal Connections
16:00 Construction Intervention
17:00 Extreme Peril
18:00 How It’s Made 14
18:30 How Do They Do It?
40 star movies
19:00 Surviving The Cut
12:50 The Walking Dead Walkthrough 20:00 Howe & Howe Tech
13:25 Father Of The Bride Part Ii
21:00 Swamp Loggers
15:15 Astro Boy
22:00 Coal
16:55 Letters To Juliet
23:00 Swords: Life On The Line
18:45 Skyline
00:00 Swamp Loggers
20:25 13
22:00 The Walking Dead
51 NGC
23:50 Knight & Day
12:30 Dog Whisperer
13:25 14:20 15:15 16:10 17:05 18:00 19:00 20:00 21:00 22:00 23:00 00:00 Hyper Rescue Tokyo
Forbidden Tomb
Of Genghis Khan
Classified: CIA Confidential
The Indestructibles
Islands
My Dog Ate What?
Britain’s Greatest
Machines with Chris Barrie
Generals At War
Classified: CIA Confidential
The Indestructibles
Locked Up Abroad
Classified: CIA Confidential
54 History
13:00 14:00 16:00 17:00 18:00 19:00 20:00 21:00 23:00 Modern Marvels
Return Of The Pirates
Hidden Cities
Ancients Behaving Badly
Modern Marvels
Swamp People
Ice Road Truckers
Pawn Stars
The Pickers
55 Biography Channel
13:00 14:00 15:00 16:00 17:00 18:00 18:30 19:00 20:00 22:00 23:00 00:00 Intervention
Hoarders
Robert DeNiro
Chevy Chase
Gutted
Sell This House
Kirstie Alley’s Big Life
Hoarders
Storage Wars
Tom Cruise
Hoarders
Intervention
62 AXN
12:15 13:05 14:00 15:45 16:40 17:30 Masters Of Illusion
24
So You Think You Can Dance
The Amazing Race Asia
24
Masters Of Illusion
HBO
Serviço de atendimento a clientes
22:00
28822866
From Russia,
With Love
www.macaucabletv.com
18:20 Wipeout
cinema
19:15 The Amazing Race
Cineteatro Sala 1 seediq bale
20:10 Top Chef
21:05 Csi: Crime Scene Investigation
Falado em Japonês e Seediq com legendas em Chinês)
Filme de: Te-Sheng Wei. Com: Qing-tai Lin, Da-qing You, Zhixiang Ma.
22:00 Hawaii Five-0
14:15H 17:00H
22:55 The Amazing Race
23:50 Hawaii Five-0
00:45 Top Chef
63 Star World
12:10 MasterChef US
13:05 The Bachelorette
14:55 Happy Endings
15:25 Castle
17:15 America’s Next Top Model
18:10 MasterChef US
19:05 How I Met Your Mother
19:30 Happy Endings
Cineteatro Sala 2 sleepwalker
Filme de: Fengbo Lee, Jimmy Wn. Com: Jam Hsiao, Chrissie Chow, Eric Tsang.
14:15H 16:00H 17:45H 21:45H
Cineteatro Sala 3 trespass
Filme de: Joel Schumacher.
Com: Nicolas Cage, Nicole Kidman e Cam Gigandet.
14:15H 16:00H 17:45h 19:30h
Torre de macau the three musketeers 3d
Filme de: Paul W.S. Anderson.
Com: Logan Lerman, Mila Jovovich.
14:30H 16:45h 19:15h 21:30H
20:00 The Bachelorette
Clube
Militar
de Macau
21:50 Dancing With The Stars
22:45 MasterChef US
23:40 How I Met Your Mother
00:05 The Bachelorette
Avenida da Praia
Grande, 975, Macau
Tel: 28714000
82 RTPi
15:00 Telejornal Madeira
15:30 Entre Pratos
Telefones Úteis
16:00 Magazine Eua Contacto
Número de Socorro
999
Bombeiros
28 572 222
PJ (Linha aberta)
993
PJ (Piquete)
28 557 775
PSP
28 573 333
Serviços de Alfândega
28 559 944
Centro Hospitalar Conde S. Januário 28 313 731
Hospital Kiang Wu
28 371 333
CCAC
28 326 300
IACM
28 387 333
DST
28 882 184
Aeroporto
88982873/74
Táxi (Amarelo)
28 519 519
Táxi (Preto)
28 939 939
Água - Avarias
2990 992
Telecomunicações - Avarias
1000
Electricidade - Avarias
28 339 922
Directel
28 517 520
Rádio Macau
28 568 333
16:30 A Casa E A Cidade
17:00 Bom Dia Portugal
18:00 Quem Quer Ser Milionário
18:45 Resistirei
19:30 Linha Da Frente
20:00 Maternidade
21:00 Jornal Da Tarde
22:15 O Preço Certo
23:00 Magazine Eua Contacto
23:30 Cuidado Com A Língua!
23:45 Portugal No Coração
02:00 Portugal Em Directo
A programação é da responsabilidade
das estações emissoras
anima
Sociedade
Protectora
dos
Animais
Sociedade
de Macau
Sociedade
Protectora
Protectora
dos
Animais
Telefone:
dos
Animais
de Macau
de Macau
28715732
/ 63018939
Telefone:
fax:
fax:
28715732
/ 63018939
28703224
jornal tribuna de macau segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 pág 19
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Administração, Direcção e Redacção: Calçada do Tronco Velho, Edifício
Dr. Caetano Soares, Nos4, 4A, 4B - Macau Caixa Postal (P.O. Box): 3003
Tel.: (853) 28378057 Fax: (853) 28337305 • Email: [email protected]
e [email protected]
última
en passant
José Rocha Dinis
Fracasso
De acordo com os dados da organização, do público em geral
apareceram 300 pessoas (entre mais de 550 mil, aguarda-se o
número certo do Censos 2010) todos, como é do conhecimento geral, com almoço e a promessa de receberem uma verba.
Das várias centenas de jornalistas locais (o número não se
sabe ao certo uma vez que a profissão não está regulada), a
Rádio Macau revelou que apareceram 29. Os restantes prescindiram do almoço e da verba...
Estes resultados têm que ser o primeiro ponto a ser analisado
pela organização da Sondagem Deliberativa, e embora a organização se tenha mostrado satisfeita não se percebe muito
bem porquê. Na verdade, nas condições locais, a falta dos
jornalistas (do público, sempre haverá 300 que apreciem um
almoço de borla e um dinheirinho) foi um fracasso!
Prenunciado, mas um fracasso.
A contrário do que parece pensar o Prof. James Fishkin, director do Centro de Sondagem Deliberativa da Universidade
de Stanford, centro que não se percebe porquê foi principescamente contratado para fazer esta sondagem, talvez as pessoas e os jornalistas locais não sejam afinal tão estúpidos.
fonte: serviços meteorológicos
e geofísicos www.smg.gov.mo
hoje
amanhã
150C
200C
160C
220C
câmbios - indicativos
fonte: bnu
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10.71
yuan (rpc)
1.215
1.273
PASSOS COELHO ANUNCIA VERBA EXCEDENTE DE 2 MIL MILHÕES
O Primeiro-Ministro português Passos Coelho afirmou ontem
que existe uma verba excedente de cerca de dois mil milhões
de euros para “pagamentos à economia”. Numa entrevista ao
jornal Público, Passos Coelho explicou que o défice deste ano
“não estará em causa devido a transferência dos fundos de
pensões da banca”, sublinhando “algo de muito positivo relacionado com essa transferência: existe uma verba de cerca de
dois mil milhões de euros” para “pagamentos à economia”.
Disse ter como objectivo, em duas legislaturas, “pelo menos
reduzir a despesa pública – com qualidade, serviço social, preocupação social – a um nível não superior a 42-40 por cento do
PIB”. A propósito da “grande escassez de recursos” que o país
atravessa, o chefe do Executivo deixou um aviso: “Temos de ter a certeza de que aqueles que recebem
rendimento social de inserção são mesmo os que mais precisam dele e não pessoas com alternativas
de trabalho, e que estão sentadas sobre essa prestação que o Estado lhes oferece e a complementam
com um certo nível de economia informal”. “Seria revoltante, sendo Portugal o segundo país mais
desigual da Europa, não ir concertando as coisas de modo a tornar o país mais justo. Apesar dos fracos
recursos”, adiantou. Ao longo de uma entrevista de sete páginas, Passos Coelho explica ainda a questão do aumento do IVA sobre a restauração e os bens culturais. “Foi possível propor a compensação da
perda de receita no caso dos espectáculos culturais (cerca de 20 milhões de euros) com o agravamento
dos impostos especiais sobre o álcool e o tabaco”, disse. A perda de receita no caso da restauração
“seria de várias centenas de milhões de euros, o que só poderia ser compensado com agravamentos
sensíveis de outros impostos, nomeadamente do IRS”. Pedro Passos Coelho negou que as suas ideias
sobre a Europa estejam coladas à “senhora Merkel, ou à Alemanha”. A sua posição, disse, “é a de que
aqueles que forem indisciplinados devem - quando requerem a solidariedade dos outros países – devolver essa solidariedade com responsabilidade”. Sobre uma eventual subida da onda da contestação
social, o chefe do Governo disse: “a conflitualidade exacerbada só agravaria a crise e eu sei que as
pessoas não desejam esse caminho”.
ESTE ANO FORAM ASSASSINADOS 74 JORNALISTAS
74 profissionais do jornalismo foram assassinados enquanto exerciam a sua profissão em 2011.
Um número substancialmente mais elevado do
que o do ano anterior, em que se registaram 42
mortes. Os dados, divulgados pelo Comité de
Protecção dos Jornalistas (CPJ), revelam ainda
que o Paquistão, o Iraque e a Líbia foram os
países onde se contabilizou o maior número de
mortes (com um total de 11 jornalistas assassinados no terreno). Destes 74 profissionais assassinados, apenas 41 mortes foram confirmadas, estando 33 ainda sob investigação. “A esmagadora maioria dos jornalistas mortos em serviço não são baixas
no campo de batalha – são perseguidos e marcados para serem assassinados”,
afirma a CPJ no relatório anual. Dos 74 profissionais de media assassinados,
81% era da nacionalidade do país onde se encontrava a trabalhar e apenas 19%
estrangeiros. Uma percentagem significativa já havia sido ameaçada durante
o desempenho do seu trabalho. 29% foram feitos prisioneiros e 21% chegaram
mesmo a ser torturados. Cresceu também o número de vítimas em países da
América Latina, como no México, onde foram assassinados três jornalistas – todos investigavam crimes ligados ao cartéis de droga e crime organizado.
Fotolegenda
AUMENTO RETROACTIVO PARA A FUNÇÃO PÚBLICA. “Esperamos que a Função Pública possa
ter aumento de vencimentos, com retroactivos a partir de Janeiro”, disse a presidente da
Assembleia Geral da ATFPM, no decurso do jantar comemorativo do aniversário da RAEM e
Festa de Natal da Associação, com a presença do Chefe do Executivo, Chui Sai On.
pág 20 segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 jornal tribuna de macau
tempo
SOLDADO BRITÂNICO APUNHALOU CRIANÇA AFEGÃ
Alguns dos episódios mais sombrios da guerra no Afeganistão vão sendo revelados aos poucos à opinião pública. O “Daily Mail” revelou ontem mais um caso de
conduta imprópria das forças britânicas naquele país.
Um soldado foi preso e expulso do exército depois de
ter apunhalado com a sua baioneta uma criança afegã
de 10 anos de idade. Na madrugada anterior ao incidente, em Março do ano passado, o soldado Daniel
Crook foi alvo de tratamento médico por excesso de bebidas álcoolicas. No dia seguinte, a sua unidade deixou
um chekpoint na provincia de Helman e saiu em patrulha. Crook fechava a coluna,
armado apenas com duas granadas e uma baioneta, uma vez que a sua espingarda
foi confiscada pelos seus oficiais como medida de precaução. Ao cruzar-se com
duas crianças afegãs de bicicleta, uma delas parou perto dele e pediu-lhe chocolate. Em resposta, foi agarrada por um braço e apunhalada pelo soldado nos joelhos.
O pai da criança afirma que nunca recebeu um pedido formal de desculpa do exército britânico, adiantando, revoltado, que os “ingleses deveriam estar aqui para
repôr a estabilidade e a paz e não para apunhalar crianças”. Levado a tribunal, em
Junho, Daniel Crook foi condenado a uma pena de 18 meses numa prisão militar e
expulso do exército britânico.
ROUBOU TRÊS MIL CARRINHOS DE COMPRAS
Um homem, de 37 anos, foi preso e acusado de roubar, pelo menos, três mil carrinhos de compras em centros comerciais
de Madrid, Espanha, que depois revendia. Foi localizado graças a um aparelho
de GPS colocado aleatoriamente num dos
carrinhos. Segundo a polícia, o homem
efectuava os roubos em vários centros
comerciais e depois vendia os carrinhos
a um depósito de sucata em Madrid. O
preço de um carrinho de compras de supermercado oscila entre os 80 e os 200
euros, dependendo do peso e da resistência do material. As autoridades calculam que o total dos roubos, realizados no último ano, pode chegar aos 290
mil euros. A investigação foi iniciada depois da polícia ter recebido várias
queixas de centros comerciais e supermercados da Madrid, a propósito de
roubos que sofriam constantemente. O autor do crime foi apanhado na zona
de Vallecas e a investigação avançou até serem encontrados mais carrinhos
num armazém. A proprietária e o encarregado da empresa de sucata também
foram detidos por suspeita do crime de receptação.
fecho desta edição jtm - 01:15horas
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