0 UNIJUÍ – Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul DACEC – Departamento de Ciências Administrativas, Contábeis, Econômicas e da Comunicação Social. Curso de Administração COMPETÊNCIAS COMPORTAMENTAIS DAS GERAÇÕES X E Y: A PERCEPÇÃO DOS GESTORES DA ORGANIZAÇÃO ABC Documento Sistematizador do Trabalho de Conclusão de Curso GÉSSICA BOBATO Orientador: Prof. Marcos Paulo Dhein Griebeler Três Passos/RS, Junho 2014. 1 GESSICA BOBATO COMPETÊNCIAS COMPORTAMENTAIS DAS GERAÇÕES X E Y: A PERCEPÇÃO DOS GESTORES DA ORGANIZAÇÃO ABC Documento Sistematizador do Trabalho de Conclusão de Curso Trabalho de Conclusão de Curso em Administração da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), como requisito à obtenção do Grau de Bacharelado em Administração. Orientador: Prof°. Marcos Paulo Dhein Griebler Três Passos/2014 2 Tenha em mente que tudo o que você aprende na escola é trabalho de muitas gerações. Receba essa herança, honre-a, acrescente a ela e, um dia, fielmente, deposite-a nas mãos de seus filhos. (Albert Einsten) 3 AGRADECIMENTOS Primeiramente a Deus que permitiu que tudo isso acontecesse, não somente nestes anos como universitária, mas que em todos os momentos é o maior mestre que alguém pode conhecer. Agradeço a minha mãe Eloir, heroína que me deu apoio, incentivo nas horas difíceis, de desânimo e cansaço. Agradeço ao meu namorado Guilherme, que me compreendeu e me deu todo o apoio no decorrer do curso e principalmente durante a realização deste trabalho, ajudando sempre nas horas em que necessitava. Agradeço a todos os professores, em especial ao meu orientador Marcos Paulo Dhein Griebeler, por ter me proporcionado todo o conhecimento tanto em minha formação profissional e pessoal. Agradeço de uma forma muito especial, a empresa, objeto deste estudo, pela colaboração, disponibilidade e apoio. Agradeço aos meus amigos, em especial a minha colega, amiga e companheira, desde o início desta caminhada, Vanessa Tamara Frizzo. Agradeço a todos que direta ou indiretamente fizeram parte de minha formação, o meu muito obrigado. 4 RESUMO EXPANDIDO Introdução Nos últimos anos é possível perceber que há muitas diferenças no comportamento dos indivíduos dentro de uma organização ou até mesmo na sociedade. Este fato se justifica por existir várias gerações atuando no mercado simultaneamente, ou seja, Geração dos Baby Boomers, X e Y no mesmo ambiente de trabalho. As gerações podem ser definidas como um grupo de indivíduos nascidos na mesma época, influenciados por um contexto histórico e que causam impacto à sociedade no que diz respeito à evolução (MICHELE, 2012). Diante disto, surge também o nome das Gerações, devido aos acontecimentos ocorridos naquele período. O comportamento dos indivíduos, que neste estudo é tratado como o comportamento organizacional, é conceituado, segundo Newstrom (2008), como o estudo sobre como os indivíduos agem dentro das organizações, buscando identificar formas pelas quais as pessoas podem agir de maneira mais eficaz. O objetivo central deste estudo é de identificar e analisar qual é a percepção dos gestores da Organização ABC em relação ao comportamento das Gerações X e Y dos colaboradores que estes gestores estão liderando e após identificar e propor um conjunto de práticas voltadas às competências comportamentais. Metodologia Para o presente estudo utilizou-se o critério de classificação de acordo com Vergara (2000). Quanto aos fins é classificada como exploratória e descritiva e no que se refere aos meios é uma pesquisa bibliográfica, documental, pesquisa de campo e de levantamento. Foram aplicados 32 questionários para 17 Pólos de Atendimento pertencentes à Organização ABC que está localizada em vários municípios da Região Celeiro do Rio Grande do Sul, com o intuito de analisar e identificar qual é a percepção dos gestores e Coordenadores Administrativos Financeiros (CAFs) em relação aos colaboradores das Gerações X e Y. Os gestores e CAFs possuem idade entre 24 e 36 anos, sendo 20 respondentes do gênero masculino e 12 do gênero feminino. Também para o universo amostral foi realizada uma entrevista para os dois assessores de Gestão de Pessoas, um do gênero masculino e uma do gênero feminino, com idade entre 24 e 36 anos com o interesse de conhecer a percepção destes em relação às Gerações. A análise dos dados foi interpretada de forma qualitativa através de tabelas e gráficos elaborados na ferramenta do Microsoft Office Excel. Resultados Para o referido estudo foram entrevistados 32 gestores e CAFs a respeito do comportamento das Gerações X e Y, através da entrega de questionários. Inicialmente foi analisado quais são os principais comportamentos que podem afetar a relação interpessoal dentro das organizações, com 13 respostas o fator pouco compromisso e responsabilidade foi o mais apontado pelos respondentes, em 5° grau, em uma escala de 0 a 5. Outro fator típico desta geração que também foi apontado com 8 respostas foi o fator falta de pontualidade. O item baixo vínculo 5 afetivo com a empresa também foi apontado pelos gestores, mas como um fator que não faz diferença na questão das relações interpessoais, pois esta geração costuma não “vestir a camiseta”, já se apresenta em suas características ser uma geração que só pensa em si, e não na organização como um todo. Destes 32 entrevistados, 19 gestores e CAFs utilizam-se dos “diálogos constantes” (feedbacks) para se ter uma boa relação com os jovens colaboradores da organização. E 13 respondentes consideram a “paciência” como o principal elemento para saber trabalhar com estas gerações. Quando os gestores foram questionados sobre alguns fatores que consideram importante no trabalho, 18 responderam o fator qualidade de vida, 13 o fator relacionamento interpessoal e 12 respondentes ficaram entre as opções salário e desempenho profissional. A principal competência desta geração é considerada o fator multitarefa, 29 respondentes também concordam com esta afirmação, a “abertura ao novo” também é considerada uma competência, com 9 respostas. Para Lipkin e Perrymore (2010), esta geração é acostumada a realizar várias tarefas ao mesmo tempo, sem prejudicar seu desempenho, conseguem realizar multiprocessamentos e multitarefas. Muitos jovens desta geração não se contentam com o trabalho que fazem, querem logo serem admitidos para altos cargos, desta maneira, questionou-se quais os principais motivos que levam estes jovens à mudarem de emprego mesmo estando estabilizados, 29 participantes da pesquisa responderam o fator remuneração. Segundo Erickson (2011), esta geração possui características de impaciência, na espera pela promoção, fidelidade a projetos em detrimento da organização empregadora. Conclusão Buscou-se através do presente estudo analisar e conhecer qual a percepção dos gestores, dos CAFs e dos assessores de Gestão Pessoas da Organização ABC, sobre o comportamento das Gerações X e Y, a fim de identificar os principais pontos fortes e fracos destas gerações. Também foi possível identificar melhor quais as principais características destas gerações, como se comportam, como reagem em determinada situação e através dos resultados obtidos pelos questionários e entrevistas foi possível identificar algumas estratégias para melhorar a relação entre colaborador e gestor na organização. A principal característica apresentada por vários autores a respeito da Geração Y é a multitarefa, conseguem realizar várias atividades ao mesmo tempo, se preocupam mais com a qualidade de vida do que com a vida profissional. Já os integrantes da Geração X, são mais individualistas e conservam o seu emprego, apreciam o trabalho em equipe e procuram conciliar a vida pessoal e profissional e a estabilidade no emprego. A perspectiva é que cada vez mais as gerações se encontrem trabalhando em um mesmo ambiente, convivendo com as mais diferentes formas de trabalhar e de se relacionar umas com as outras. Cada geração possui um comportamento diferente, desta maneira, será necessário que as organizações mudem suas estratégias, sua maneira de trabalho e liderança para conseguir se adequar a todas as gerações, mantendo com isso a qualidade do seu serviço e a qualidade de seus colaboradores. 6 Palavras-chave: comportamento, Geração Baby Boomers, X e Y, competências comportamentais, gestores. Referências Bibliográficas ERICKSON, T. E agora Geração X? Como se manter no auge profissional e exercer a liderança plena numa época de intensa transformação. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011. LIPKIN, Nicole A.; PERRYMORE, April J. A geração Y no trabalho: como lidar com a força de trabalho que influenciará definitivamente a cultura de sua empresa. Tradução: Bruno Alexander. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. MICHELE, Roberta. As Gerações e suas características. Artigo. 2012. Disponível em: http://www.administradores.com.br/artigos/academico/as-geracoes-e-suascaracteristicas/67890/. Acesso em: 10/11/2013. NEWSTROM, John W. Comportamento organizacional: o comportamento humano no trabalho. São Paulo: McGraw-Hill, 2008. VERGARA, Sylvia Constant. Projetos Administração. São Paulo: Atlas, 2000. e Relatórios de Pesquisa em 7 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Quadro 1 - Classificação Geracional ......................................................................... 21 Quadro 2 - Características da Geração Y ................................................................. 25 Quadro 3 - Características de cada Geração ............................................................ 27 Quadro 4 - Ética profissional das Gerações .............................................................. 29 Quadro 5 - Comportamento X Proposições de melhoria ........................................... 51 Quadro 6 – Objetivos Específicos X Metodologia X Resultados Alcançados ............ 53 Tabela 1 - Perfil dos entrevistados ............................................................................ 42 Gráfico 1 - Comportamentos da Geração Y nas organizações ................................. 43 Gráfico 2 - Comportamentos utilizados pelos Gestores em relação aos seus colaboradores............................................................................................................ 45 Gráfico 3 - Fatores importantes no trabalho .............................................................. 46 Gráfico 4 - Competências das Gerações X e Y ......................................................... 47 Gráfico 5 - Motivos que levam os jovens destas Gerações à procurarem outras oportunidades de trabalho ......................................................................................... 48 Gráfico 6 - Adequação às novas Gerações ............................................................... 49 8 SUMÁRIO INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 9 1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO .................................................................... 11 1.2 Apresentação do tema ..................................................................................... 11 1.3 Questão de estudo ........................................................................................... 12 1.4 Objetivos .......................................................................................................... 12 1.4.1 Objetivo Geral ............................................................................................ 12 1.4.2 Objetivos Específicos................................................................................. 12 1.5 Justificativa ...................................................................................................... 13 2 REFERENCIAL TEÓRICO ..................................................................................... 15 2.1 Comportamento humano nas organizações .................................................... 15 2.2 Competências comportamentais ...................................................................... 17 2.3 As diferentes Gerações .................................................................................... 19 2.3.1 Baby Boomers ........................................................................................... 21 2.3.2 Geração X .................................................................................................. 22 2.3.3 Geração Y .................................................................................................. 23 3 METODOLOGIA..................................................................................................... 30 3.1 Classificação do Estudo ................................................................................... 30 3.2 Universo amostral e sujeitos da pesquisa ........................................................ 32 3.3 Coleta de Dados .............................................................................................. 32 3.4 Análise e Interpretação dos Dados .................................................................. 33 4 COMPETÊNCIAS COMPORTAMENTAIS DA GERAÇÃO X E Y: A PERCEPÇÃO DOS GESTORES DA ORGANIZAÇÃO ABC ............................................................ 35 4.1 Caracterização da organização........................................................................ 35 4.2 Percepção dos assessores da área de Gestão Pessoas a partir de seu contato com as Gerações Baby Boomers, X e Y ................................................................ 38 4.3 Percepção dos gestores de equipes em relação ao comportamento dos colaboradores da Geração X e Y que estão sob sua responsabilidade ................. 41 4.4 Proposições para a organização com foco nas competências comportamentais ............................................................................................................................... 50 CONCLUSÃO............................................................................................................ 55 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 57 APÊNDICE ................................................................................................................ 60 9 INTRODUÇÃO Com o passar dos anos percebe-se que cada vez mais as gerações estão evoluindo e começam a trabalhar juntas em uma mesma organização, causando muitas vezes conflito entre as mesmas. A forma de se relacionar é diferente, a maneira como eles desenvolvem suas atividades são diferentes, pois desde a sua criação as pessoas são direcionadas a seguir um padrão de vida de determinada época. Para os pertencentes da Geração Y, que são os nascidos entre os anos 80 e 90 com características e personalidade marcante, as organizações estão enfrentando certa transformação, pois são profissionais que almejam ser reconhecidos e recompensados de forma rápida. O objetivo deste estudo foi perceber e conhecer o comportamento das diferentes gerações, com foco nas Gerações X e Y dos colaboradores da Organização ABC na percepção dos assessores de Gestão de Pessoas, dos gestores de cada equipe desta organização e dos Coordenadores Administrativos Financeiros (CAFs), que trabalham diretamente com o gestor de cada Pólo de Atendimento, através de entrevista realizada e entrega dos questionários. Os gestores atuais necessitam incorporar cada vez mais tecnologias e conhecimentos à sua gestão e aos seus negócios, pois é preciso desenvolver equipes automotivadas e com autodesempenho, pois o papel do gestor é passar aos seus liderados a aprendizagem, preparando os mesmos para o ambiente de trabalho. Por ser um assunto bem polêmico e curioso ao mesmo tempo, devido há vários acadêmicos e até mesmo pessoas da sociedade que não tem conhecimento do que significa cada geração, o porquê do nome dessas gerações e qual o período de cada geração, este trabalho foi desenvolvido para auxiliar na pesquisa sobre o assunto. O presente estudo esta estruturado em quatro capítulos: contextualização do estudo, referencial teórico, metodologia, apresentação e análise dos resultados. No primeiro capítulo foi apresentado o tema, a questão de estudo, o objetivo geral, os objetivos específicos e a justificativa. 10 O segundo capítulo é constituído do referencial teórico onde foram apresentadas as ideias e conceitos de vários autores que embasam o projeto, conceituando o comportamento humano e organizacional, as competências organizacionais e a explanação sobre as diferentes gerações. Para o terceiro capítulo apresentou-se a metodologia utilizada, abordando a classificação do estudo, o universo amostral, a coleta de dados e a análise e interpretação dos dados. No quarto capítulo, apresentou-se a caracterização da Organização ABC, também foi apresentada a análise dos dados coletados, através de gráficos que mostram o resultado dos questionários avaliados e a análise da entrevista realizada aos assessores de Gestão de Pessoas da organização. As recomendações realizadas a partir dos resultados obtidos também foram contempladas neste capítulo. Por fim, o trabalho consta da conclusão do estudo, bibliografia e os apêndices onde foram apresentados a entrevista e os questionários aplicados. 11 1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO 1.2 Apresentação do tema Ao longo dos anos, percebe-se a grande mudança que vem ocorrendo no comportamento das pessoas, geralmente indivíduos mais novos que entram no mercado de trabalho. Este fator se apresenta devido à entrada das novas gerações nas organizações, principalmente as Gerações X e Y que estão trabalhando juntas em um mesmo espaço e na mesma organização. Para compreender melhor este contexto é preciso conhecer o que é o comportamento humano nas organizações, suas competências e os principais comportamentos destas gerações. O comportamento organizacional também designado como o comportado humano nas organizações, nada mais é do que a concepção de como o colaborador age em seu ambiente de trabalho para a obtenção de seus objetivos pessoais. Quando se fala em mercado de trabalho, já se pensa muito em pessoas, comportamento de cada indivíduo, mas este fator tem muito em relação às gerações, a cultura de cada pessoa. Atualmente as gerações mais conhecidas e faladas pela sociedade são as Gerações dos Baby Boomers, X e Y. A próxima geração que já vem sendo estudada e analisada e que também irá fazer parte do mercado de trabalho e consequentemente da sociedade é a Geração Z, as pessoas nascidas a partir de 1990 até 2014. A partir da década de 80 se inicia a Geração Y. Com atitudes bastante diferentes das gerações mais antigas. São pessoas mais criativas, ousadas e corajosas. (LIPKIN e PERRYMORE, 2010) No entanto esta geração apresenta certa instabilidade comportamental. Eles não se sentem valorizados ou recompensados e correm em busca de novas oportunidades. Eles procuram e querem ser logo recompensados e reconhecidos dentro da empresa, almejam rapidamente cargos superiores em pouco tempo. 12 Estudar e conhecer um pouco a mais sobre este tema é de suma importância, pois é neste meio que muitos indivíduos se preparam para adquirir maior conhecimento e investimento pessoal e profissional, com isso é de grande valia conhecer e analisar o comportamento destas gerações. 1.3 Questão de estudo Diante de um cenário com grandes mudanças, informação, tecnologia, grandes empresas atuando no mercado, profissionais concorrendo com vagas melhores de emprego percebeu-se o desafio de pesquisar e conhecer um pouco mais sobre como está o comportamento dos indivíduos das diferentes gerações através da questão de estudo: De que modo os gestores percebem as competências comportamentais dos colaboradores das Gerações X e Y da Organização ABC? 1.4 Objetivos 1.4.1 Objetivo Geral Analisar as competências comportamentais dos colaboradores das Gerações X e Y da Organização ABC, a partir da percepção dos assessores de Gestão de Pessoas e dos gestores desta organização. 1.4.2 Objetivos Específicos Identificar a percepção dos assessores da área de Gestão de Pessoas a partir de seu contato com as Gerações Baby Boomers, X e Y; Analisar de que maneira os gestores das equipes percebem o comportamento dos colaboradores das Gerações X e Y, que estão sob sua responsabilidade; 13 Propor para a organização um conjunto de práticas voltadas às competências comportamentais. 1.5 Justificativa Estudar as Gerações X e Y ainda é um assunto recente para a sociedade, diante disto percebe-se pouco conhecimento teórico para embasar o tema estudado, no entanto através das análises de alguns autores é possível analisar e identificar os principais comportamentos e características destas gerações. Vive-se em um período em que as empresas estão tendo que administrar e liderar diferentes gerações ao mesmo tempo, e sabe-se que liderar estas novas gerações não é tarefa muito fácil. Porém nenhuma empresa pode descartar uma geração ou outra e trabalhar somente com uma. Ela deve saber equilibrar estas duas ou mais gerações que tentam trabalhar em uma mesma sintonia. A diferença na maneira de pensar a agir entre as gerações é real e perceptível desde relações familiares às relações profissionais. A organização em estudo é uma empresa que possui em seu quadro de colaboradores uma faixa etária praticamente nova, com idades que variam de 20 a 50 anos, por isso um estudo sobre como é o comportamento destes futuros colaboradores que farão parte da sua equipe é essencial para qualquer empresa. Como o foco atual da empresa em estudo é contratar pessoas qualificadas e que consequentemente serão mais jovens, integrantes da Geração X ou Y, fazendo com que isso reduza impactos e conflitos em razão das diferenças entre as gerações, faz com que este trabalho sirva de apoio também para a organização. A pesquisa também teve por finalidade reforçar os estudos na área das futuras gerações mostrando para os gestores e líderes da organização como é o comportamento e quais as competências comportamentais destas gerações, para que os mesmos possam se posicionar e liderar de forma correta seus liderados com o intuito de conviver se forma passiva com estes colaboradores. Para os colaboradores e gestores da empresa o presente estudo propiciou aos mesmos uma maneira de como conhecer os verdadeiros hábitos e comportamentos destas gerações. 14 Em relação à sociedade, este estudo auxiliou aos leitores e estudiosos à conhecerem um pouco mais sobre as gerações que se encontram no mercado e na sociedade atualmente, e demonstrar muitas vezes como devem lidar e se comportar diante destas novas gerações. Para a comunidade acadêmica justificou-se a realização deste projeto para que o mesmo possa daqui a algum tempo servir como base para outros projetos e ajudar na pesquisa sobre o tema Comportamento e as diferentes Gerações. Também foi de fundamental importância, pois a maioria dos jovens convive atualmente com estas gerações, necessitando assim do estudo do comportamento de cada geração presente nas organizações. Para a acadêmica, este estudo através dos conceitos e pesquisas realizadas, acrescentou para o seu dia-a-dia, experiências profissionais de como agir e trabalhar com estas novas gerações entrantes no mercado e com as gerações que já estão trabalhando de uma forma diferente da qual está se vivendo atualmente. Também propiciou uma oportunidade de colocar em prática os conhecimentos adquiridos até o momento durante a graduação. Justifica-se também pelo fato de a acadêmica trabalhar na organização em estudo e ter o interesse de conhecer mais profundamente como é o comportamento destas gerações. A organização possui em seu quadro de colaboradores pessoas muito jovens que desempenham funções como Jovem Aprendiz, diante de observações é possível identificar várias características que são muito presentes nos indivíduos, desta maneira se torna relevante o fato de estudar mais sobre o tema. 15 2 REFERENCIAL TEÓRICO O referencial teórico procura embasar as concepções desenvolvidas durante o estudo através do conhecimento de autores consagrados, para que ocorra um diálogo entre os autores e aquilo que se apresenta no trabalho, possibilitando para a acadêmica e para os leitores um entendimento mais claro dos assuntos abordados. O referencial teórico está estruturado da seguinte maneira: inicialmente apresentam-se os conceitos sobre o comportamento humano nas organizações, na sequência as competências comportamentais e posteriormente o estudo das diferentes gerações, abordando todas as características das três gerações, Baby Boomers, X e Y. 2.1 Comportamento humano nas organizações Atualmente percebe-se uma diferença significativa no comportamento das pessoas que não somente trabalham em organizações, mas sim em toda a sociedade, está surgindo novas culturas, novos costumes e adaptar-se a tudo isso está virando uma necessidade. Estudar o comportamento organizacional ajudará a compreender melhor o que cada indivíduo pensa em relação à determinada situação. De acordo com (NEWSTROM, 2008, p. 3): “Comportamento organizacional é o estudo sistemático e a aplicação cuidadosa do conhecimento sobre como as pessoas agem dentro das organizações, seja como indivíduos, seja em grupos. Ele busca identificar as formas pelas quais as pessoas podem agir de maneira mais eficaz”. O comportamento organizacional também oferece ferramentas úteis para facilitar a análise, auxiliando os gerentes, por exemplo, a examinar o comportamento de indivíduos em uma organização ou nas relações interpessoais, ou seja, quando duas pessoas ou mais interagem. 16 Na visão de Kanaane (2006) o comportamento humano é compreender as reações das pessoas dentro de um contexto social, ou seja, cada indivíduo reage de uma maneira diferente diante de determinada situação e esta resposta define-se como o comportamento humano. Para Gil (2001) o comportamento humano tem uma forte ligação com a motivação. Um indivíduo motivado e com o desejo de atingir algum objetivo pode trazer bons resultados para a empresa. O autor afirma que na maioria das vezes estes indivíduos não conseguem determinar certos objetivos ou não conseguem alcançar tais objetivos, pois de alguma maneira eles não são claros. Estas pessoas então se tornam frustradas, desenvolvendo assim comportamentos irracionais como agressão, deslocamento, racionalização, regressão, fixação, fuga e resignação. Gil (2001) também afirma que a maneira de pensar de algumas pessoas também influencia o comportamento dos indivíduos que convivem com estas pessoas. Desta forma são úteis as Teorias X e Y do psicólogo Douglas McGregor. A Teoria X considera que a maioria das pessoas não gosta de trabalhar e sua equipe funciona apenas pela disciplina e recompensa. Já a Teoria Y, considera que seus colaboradores trabalham com satisfação e dedicam-se para obter os melhores resultados. Para Robbins (2005), o comportamento organizacional é um campo de estudos que se preocupa com o comportamento das pessoas dentro da organização, ou seja, como isto afeta o desempenho da empresa. Ele investiga qual é o impacto que grupos ou indivíduos têm sobre o comportamento na organização, a fim de utilizar este conhecimento para melhorar e eficácia da organização. Na concepção de DuBrin (2003), o comportamento organizacional nada mais é do que o estudo do comportamento humano, mas dentro da organização e entre as pessoas. Suas principais metas são de explicar, prever e controlar o comportamento. Para Chiavenato (2009), ele considera que as pessoas são portadoras de habilidades, capacidades, conhecimentos, competências e motivadas para o trabalho, ou seja, pessoas são pessoas. Pessoas que possuem características de personalidade, expectativas e objetivos pessoais. Portanto, o autor salienta que 17 algumas características genéricas podem melhorar o comportamento humano nas organizações e cita algumas características comportamentais das pessoas: 1. O homem é proativo. O comportamento é orientado para satisfazer as necessidades e alcançar objetivos pessoais. Desta forma, cada indivíduo reage e responde ao ambiente de forma proativa, tanto voltado para a organização como pessoal. 2. O homem é social. Participação conduz ao envolvimento com outras pessoas e grupos. 3. O homem tem diferentes necessidades. Cada indivíduo é motivado por uma necessidade. Um fator pode motivar o comportamento desta pessoa hoje, mas pode não ser suficiente para determinar o comportamento amanhã. O comportamento é influenciado por inúmeras necessidades. 4. O homem percebe e avalia. Tendo como base as suas experiências e suas próprias necessidades e valores. 5. O home pensa e escolhe. O comportamento humano é proposital, proativo e cognitivamente ativo, capaz de ser analisado para lidar com os estímulos com que se defronta e para alcançar seus objetivos pessoais. 6. O homem tem limitada capacidade de resposta. Os indivíduos não são capazes de se comportar de todas as formas. As diferenças individuais fazem com que as pessoas tenham comportamentos variados. Segundo Spector (2006), o comportamento organizacional é avaliado perguntando aos gestores ou supervisores que avaliam o comportamento de seus subordinados segundo o comportamento organizacional da cidadania. Entende-se que este comportamento é definido como sendo o comportamento que vai além das exigências formais de trabalho e que se torna vantajoso para a organização. 2.2 Competências comportamentais Para Zarifian (2001), a competência comportamental é a mobilização do conhecimento, da habilidade e das atitudes (CHA) de cada indivíduo que resultam em comportamentos relacionados a cada situação. 18 O autor diferencia as competências em uma organização da seguinte maneira: Competências sobre processos: os conhecimentos do processo de trabalho. Competências técnicas: conhecimentos específicos sobre o trabalho que deve ser realizado. Competências sobre a organização: saber organizar os fluxos de trabalho. Competências de serviço: aliar a competência técnica à pergunta: qual o impacto que este produto ou serviço terá sobre o consumidor final? Competências sociais: saber ser, incluindo atitudes que sustentam o comportamento das pessoas (autonomia, responsabilização e comunicação). De acordo com Reis (2003) a competência deve ser um saber agir, com responsabilidade e reconhecimento, possibilitando a capacidade, habilidade, aptidão, idoneidade, mobilização, integração, transferência de conhecimentos, levando assim a um desempenho elevado. Para Chiavenato (2008, p. 142) a “competência constitui um repertório de comportamentos capazes de integrar, mobilizar, transferir conhecimentos, habilidades, julgamentos e atitudes que agregam valor econômico à organização e valor social à pessoa”. Segundo Dutra 2002 (apud PARRYY 1996:50) o conceito de competência é: “um cluster de conhecimentos, habilidades e atitudes relacionados que afetam a maior parte de um papel profissional ou responsabilidade, que se correlaciona com a performance desse papel ou responsabilidade, que possa ser medido contra parâmetros „bem-aceitos‟ e que pode ser melhorado através de treinamento”. Segundo Gramigna (2007), competência refere-se a capacidade de entrega das pessoas, isto é, a maneira como elas realizam o seu trabalho. Mesmo as pessoas que realizam as mesmas funções dentro da organização, apresentam capacidades e qualidade diferentes uma das outras. 19 A competência permite que a empresa consiga definir o que é essencial e o que pode ser exigido do colaborador, capacidades, habilidades e aptidões necessárias para ocupar determinado cargo ou função dentro da organização. Através disso é possível avaliar melhor o indivíduo, diante de sua forma de agir, transferir o conhecimento e assumir responsabilidades. O autor Fleury e Fleury (2004) também afirma que as competências são representadas pelo conhecimento, habilidade e atitude de cada indivíduo. Considera competência como um estoque de recursos que cada pessoa possui, de acordo com as tarefas que são atribuídas para o seu cargo ou posição que o mesmo ocupa dentro da organização. De acordo com Dutra (2002), é possível verificar também um processo contínuo de troca de competências. A organização transfere os seus conhecimentos para os colaboradores, preparando-os para enfrentar situações pessoais e profissionais, os colaboradores ao se desenvolverem transferem para a organização o seu aprendizado, fazendo com que a empresa consiga enfrentar novos desafios. Este processo entre colaborador e empresa é contínuo, portanto, a empresa deve esperar que seus colaboradores lhe entreguem tudo aquilo que for essencial e indispensável para o seu crescimento. 2.3 As diferentes Gerações Estudar as gerações não é um estudo fácil de analisar e compreender. Conviver e trabalhar com novas gerações no mercado também está confuso, visto que há muitas diferenças no comportamento destas gerações. De acordo com o período em que as pessoas nascem, costuma-se classificar em várias gerações. Não há um período certo do ano em que surgiu cada geração, mas costuma-se definir de acordo como movimentos culturais ou acontecimentos históricos de determinados períodos. Para compreender melhor as gerações, apresenta-se um estudo sobre o que são gerações e quais as características e comportamentos das principais gerações que circulam nos meios de trabalho e na sociedade. 20 A definição de geração, descrita por Oliveira (2009), estabelece um marco de aproximadamente vinte anos entre uma geração e outra, é o momento que os jovens começam a intervir de forma efetiva na sociedade. Segundo Carelli (2012), geração é o que separa pais e filhos, pessoas de idades diferentes que pensam diferentes. É aquela que é definida de acordo com eventos ou acontecimentos históricos em determinada época. Para Erickson (2011), a geração é definida como um grupo de pessoas que compartilham não só uma localização cronológica, mas sim experiências de sua geração. Segundo Michele (2012): “as gerações podem ser definidas como um grupo de indivíduos nascidos na mesma época, influenciados por um contexto histórico e que causam impacto à sociedade no que diz respeito à evolução”. Atualmente as gerações mais conhecidas e estudadas são a Geração Baby Boomers, X e a Y, porém não são as únicas, como pode ser visto no quadro 1, mas são esses grupos de pessoas que geralmente compartilham hoje o mesmo local de trabalho. Hesselbein et al (2000) discutem que hoje em dia, três gerações estão trabalhando nas organizações e o que caracteriza cada uma delas é o fato de terem passado por acontecimentos históricos de sua época ou de sua geração. Para as organizações as diferenças que cada geração possui são fundamentais, pois elas influenciam expectativas e motivações. 21 Quadro 1 - Classificação Geracional Período Nascidos nas Nome Centro da geração Principal Características décadas Baby Boomers 1940/1950 60 anos Estruturados ansiedade Revolução Construtores Geração X 1960/1970 45 anos Céticos Facilidades Tolerantes Geração Y 1980/1990 22 anos Desestruturados Inovações Contestadores Geração Z 2000... 10 anos Conectados e Equilíbrio? Relacionais Fonte: Oliveira (2012, p. 26) (Adaptado pela autora) O quadro retrata as principais características dessas gerações. A partir de então é detalhado o comportamento e suas características. 2.3.1 Baby Boomers Para Erickson (2011), os Baby Boomers já são uma geração mais presente no mercado de trabalho. Nascidos entre 1946 e 1961 e cresceram em um período de revoluções. Em seu artigo Conflito de Gerações nas Organizações, ele também apresenta que os Baby Boomers são moralistas, porém não aceitam autoritarismo sobre moral ou ética, não se sacrificam em prol do grupo, são individualistas. De acordo com Oliveira (2009) pertencem à geração “Baby Boomers” os nascidos entre 1940 e 1960. Esse nome veio do crescimento da taxa de natalidade após o final da Segunda Guerra Mundial em todo o mundo. Para Zemke (2008), a gestão dessa geração é realizada por consensos, são pessoas que colocam o trabalho a frente de tudo inclusive a família, e se definem através dos resultados que alcançam. É uma geração mais saudável e instruída, eles vivem mais e com qualidade, por isso tendem a se aposentar mais tarde. Hesselbein et al (2000) afirmam que os Baby Boomers é um grupo de pessoas nascidas entre os anos de 1943 e 1960. Em relação às organizações, a 22 autoridade não parecia ser confiável e quase sempre era errada e achavam razoável desafiá-la diretamente. Para os autores todas as influencias desta geração produz uma nova geração de líderes, mais informal e baseado no trabalho em equipe, dividirão responsabilidades e se comunicarão frequentemente desafiando as hierarquias da sua organização. 2.3.2 Geração X A geração X conforme Oliveira (2009) são as pessoas nascidas entre os anos de 1960 e 1980. Essa geração possui uma visão totalmente contraria a visão das gerações anteriores. A Geração X não gosta de regras e está interessada em trabalhar com liberdade, flexibilidade e criatividade do que somente por dinheiro ou status. Filhos da Geração dos Baby Boomers, já nasceram podendo usufruir de direitos conquistados pelos pais tanto no que diz respeito à estrutura familiar, quanto aos questionamentos dos poderes governamentais, ou seja, tiveram uma vida social e familiar com menos cobranças. Para Lombardia (2008), a Geração X compreende os nascidos em meados dos anos 60 e início dos anos 80 e descreve que a Geração X é uma geração que viveu momentos políticos significativos na história e se deparou com o surgimento da Aids. São reconhecidos como pessoas que nutrem desilusão em relação aos valores adotados por seus pais. Costumam ser profissionais de alto nível motivados pelas perspectivas de carreira como forma de manutenção de seu poder, mas considerados como egoístas, onde o consumo prevalece sobre os valores familiares e sociais. Erickson (2011) comenta que a Geração X sentiu que ia receber muito menos do que a geração anterior fazendo com que esta geração se distanciasse do materialismo que a geração dos Baby Boomers possuía, ficando assim mais próximo dos familiares e dos amigos. Esta geração é marcada pela insegurança. Para Oliveira (2009), é a partir desta geração que começam a notar diferenças na educação dos filhos e na formação de uma identidade para os jovens. 23 O autor explica que o surgimento da televisão afetou os relacionamentos familiares, ela se tornou um “auxiliar” na educação dos filhos. As pessoas que nasceram neste período vivenciaram uma época em que a tecnologia, que está disponível no mercado hoje, começava a ser desenvolvida e aperfeiçoada, logo não sentem tanta dificuldade quanto à geração que a precede em trabalhar com as novidades e facilidades que ela oferece. Segundo Hesselbein et al (2000) a Geração X é geração dos casais que trabalham fora e das pessoas nascidas entre 1961 e 1981. Esta geração foi a primeira a obter a vantagem de duas rendas familiares e a desvantagem da maior ausência dos pais. Constata-se ainda que os membros desta geração têm um desejo de não repetir suas próprias experiências infantis, quando seus pais eram menos disponíveis, pelo contrário, desejam uma vida familiar tradicional e cuidam para não se dedicar muito ao trabalho. Ainda no pensamento dos autores, em relação às organizações, para a Geração X, ser leal à empresa era coisa do passado. E quando perguntam para um jovem da Geração X quantos empregadores esperam ter em toda sua carreira profissional, certamente irão responder três a cinco, pois sabem que em determinado momento irão perder seu emprego e sabem também que há concorrentes que oferecem oportunidades melhores, salários melhores e melhores desafios. Hesselbein et al (2000) também afirmam que “chefiar” a Geração X não será fácil mas sim um fracasso, pois esta geração procura por instrutores ou mentores e não chefes e que gerenciam mais pela sua persuasão eficaz do que pelo comando. Eles são individualistas e conservam o seu emprego, apreciam o trabalho em equipe e procuram conciliar a vida pessoal e profissional e a estabilidade no emprego. 2.3.3 Geração Y Com relação à Geração Y, Santos (2010) apresenta que esta geração é constituída por pessoas nascidas na década de 80 e 90, são pessoas que valorizam a qualidade de vida e não o trabalho, são voltados para os resultados, impacientes, ansiosos, extremamente informados, estão em busca de reconhecimento, curtir a 24 vida, estão posicionados contra a burocracia, são ágeis, possuem habilidade com eletrônicos e informática, são pró-ativos. Estes são os filhos da Geração X, fazem parte de uma geração que nasceu quando a tecnologia estava em alta. São também chamados de Geração da internet ou iGeração. Segundo Lipkin e Perrymore (2010), os nascidos entre os anos de 1980 e o ano de 2000 pertencem à Geração Y e são caracterizados por ser uma geração multitalentosa, super estimulada, socialmente consciente, exigente e criativa. Esta geração foi criada em um ambiente de auto-estima elevada e com a convicção de que você pode ser o que quiser ser, seus pais que pertencem à Geração dos Baby Boomers se rebelaram contra a forma de educar e exigiram das escolas um modelo que recompensasse seus filhos mesmo sem o devido merecimento. Para Bastos (2012) nas organizações, a Geração Y é mais preocupada com sua própria carreira do que com a organização, com pessoas impacientes esperando por oportunidades e promoções. São acostumados com comunicações instantâneas, conversam com as pessoas das mais variadas formas: SMS, Twitter, blogs, redes sociais, etc. Atualizam-se facilmente com as novas tecnologias e preferem trabalhar e aprender usando networks e a tecnologia. Questionam e tem foco no sucesso pessoal. Esta geração gosta de trabalhar em equipe e espera resultados rápidos e desejam saber constantemente a avaliação de suas atividades e comportamento. Alguns comportamentos comuns da Geração Y que precisam ser enfrentados no trabalho (LIPKIN; PERRYMORE, 2010, p. 3): Falar ao celular ou mandar mensagens de texto durante o expediente ou em reuniões; Explicar por que piercing no rosto e chinelo não são o traje social mais adequado; Convencer essa geração de que nem todo mundo pode ter horário flexível; 25 Ajudá-los a entender por que não ocuparão posição de liderança no primeiro ano de emprego; Ensinar a eles que não se deve falar com supervisores, gerentes e CEOs da mesma forma como se fala com amigos; Controlar ataques de fúria ao lidar com erros ou feedbacks negativo. Para Lombardia (2008) a geração Y nasceu em uma sociedade preocupada com a segurança, onde as crianças são alegres, seguras de si e com muita energia. A autora descreve a geração como a geração dos Power Ranger, da internet e da tecnologia que muda constantemente. Erickson (2011) apresenta que a Geração Y cresceu em um meio tecnológico, convivendo com computadores e mensagens instantâneas. Não possuem memória de um tempo que a tecnologia não existia massivamente. Ainda para Erickson 2011 (apud Santana 2008) retratam que os profissionais da Geração Y querem tudo e agora, com características de impaciência na espera pela promoção, fidelidade a projetos em detrimento da organização empregadora. No quadro 2 apresenta-se quais são as principais características da Geração Y nas categorias: idiomas, nível educacional, estado civil, vínculos sociais, trabalho e expectativas profissionais. Quadro 2 - Características da Geração Y Categoria Característica Idiomas Conhecem vários idiomas com predominância do inglês. Nível educacional Com pós-graduação, MBA ou mestrado. Estado Civil Geralmente solteiro, se casados com poucos filhos. Vínculos sociais Conhecem pessoas do mundo todo sem preconceito com a raça, religião ou nacionalidade. Trabalho Experiências multinacionais, sem limites de mobilidade. Expectativas profissionais Carreiras brilhantes com altos salários. Fonte: Lombardia (2008), adaptado pela autora. 26 Oliveira (2009) apresenta que as pessoas da Geração Y dificilmente imaginam-se em um mundo sem tecnologia, desprovido de energia elétrica e comunicação instantânea. Para esta geração tudo isto é natural, pois quando eles nasceram todas essas modernidades já existiam ou estavam se desenvolvendo. A Geração Y tem total acesso à internet, celulares e outras novidades tecnológicas. Comparada a Geração X, que possui maior formalidade no relacionamento com os superiores, esta nova geração tem um meio mais informal de se comunicar, na maioria das vezes, tratando-se de igual para igual. Não se acomodam como seus pais ou avós nos seus empregos, são imediatistas, buscam conhecimento e reconhecimento imediato. Com relação à formação do perfil comportamental dos jovens Y, pode-se observar que: “Essa geração recebeu tudo a mais que as outras, carinho, cuidados, estímulos, informações, abertura na convivência familiar e com isso tornouse a geração de auto-estima mais elevada de todos os tempos, são jovens autoconfiantes, inteligentes, alegres, agitados, informais, imediatistas, tendem a imaginar que as coisas acontecem na velocidade da internet e dos vídeos games”. (SILVA, 2010, p. 22). O jovem da Geração Y preocupa-se mais com seus estudos e sua qualificação, para conseguir um lugar melhor no mercado de trabalho, onde acabam desta maneira, ingressando cada vez mais tarde. O quadro 3 apresentado por Siqueira (2012) indica quais são as principais características das Gerações X, Y e Z e o ano que cada geração corresponde, resumindo desta forma as três gerações que se tornam as gerações mais estudadas até o momento. 27 Quadro 3 - Características de cada Geração GERAÇÕES ANO NASCIMENTO CARACTERÍSTICAS -Limites para a dedicação; Geração X 1961 à 1981 -Menos leais às empresas; -Líderes monitores; -Recusam o autocratismo (autoritário); -Não utilizam manual, geração da tentativa do erro; -Geração do improviso; Geração Y 1981 à 2000 -Familiarizados com a tecnologia; -Não aceitam o autoritarismo; -Líderes Generosos. -Dinâmicas e inovadoras; -Convivem com a tecnologia e a ciência conhecida como inativos da internet; Geração Z 2001 até os dias atuais -Fazem diversas tarefas ao mesmo tempo; -São imediatistas, críticos mudam de opinião diversas vezes; -Preocupados com questões ambientais; -Serão profissionais mais exigentes, versáteis e flexíveis. Fonte: Siqueira, 2012 A partir do quadro é possível analisar a grande diferença que possui a Geração X à Geração Z. Os integrantes da Geração X não são muito dedicados e recusam o autoritarismo, o que os integrantes da Geração Y também prezam, ou seja, não aceitam. Para eles tanto faz se errou ou não, mas eles tentam, improvisam. Tanto os integrantes da Geração Y como os integrantes da Geração Z convivem e entendem muito bem da tecnologia, internet e conseguem fazer várias atividades ao mesmo tempo e com isso se tornarão profissionais mais exigentes e flexíveis. Uma das características mais marcantes do jovem Y é estar envolvido em diversas atividades ao mesmo tempo, sem que isto prejudique seu desempenho: “Os jovens da Geração Y estão acostumados com multiprocessamentos e multitarefas, e são mais eficientes nessa área do que qualquer outra geração. Sentem-se muito à vontade recebendo e enviando diversas formas de informação simultaneamente.” (LIPKIN; PERRYMORE, 2010, p. 105). 28 O fato de essas pessoas estarem conectadas sempre a internet ou envolvido com alguma atividade ao mesmo tempo, faz com que este colaborador não mantenha o foco em uma única atividade perdendo assim a atenção. Outra característica forte desta geração é ser questionadora e também ser considerada a primeira geração que não aceita ordens superiores sem retrucar. Lipkin e Perrymore (2010, p. 69) afirmam: “os jovens dessa geração cresceram ouvindo elogios em casa, na escola e em sua comunidade. O foco era as recompensas e as vitórias, geralmente sem merecimento, no lugar da crítica construtiva e do aprendizado”. Com isso, um aspecto importante para o profissional desta geração é o feedback. Assim quando eram pequenos recebiam elogios, eles também foram acostumados a receber retorno de seus pais e professores a respeito de se desempenho, isso fez com que esta geração criasse uma necessidade de receber constantemente retornos ou avaliações de seus gestores. “Quando são elogiados e estimulados, os jovens Y revelam todo seu potencial e seu compromisso com a empresa aumenta. No entanto, quando são ignorados nessa área (ou quando são tratados como os outros funcionários), seu potencial se atrofia, afetando os resultados financeiros da organização”. (LIPKIN; PERRYMORE, 2010, p. 76). No quadro 4 é possível analisar as principais diferenças entre a Geração Y e as gerações anteriores em relação à ética profissional. 29 Quadro 4 - Ética profissional das Gerações Ética Profissional Tradicional O trabalho em primeiro lugar. Distinção entre horário de trabalho e horário de Ética Profissional da Geração Y A vida em primeiro lugar. Indistinção entre horário de trabalho e horário de lazer = integração vida profissional/vida lazer. pessoal. Segue regras acima de tudo. Segue regras que funcionam e estabelecem as próprias regras. O chefe merece respeito. Respeito só quando merecido. Tempo de serviço = promoção. Talento = promoção. Expediente das 09hs às 18hs, com horas Horário de trabalho indefinido. extras. Trabalho baseado em horas. Quando terminar o trabalho, posso ir embora, mesmo que seja antes das 6hs. Preferência por contato pessoal. Preferência por contato virtual. Veste sempre a camisa. Veste a camisa quando necessário. Muda de acordo com as necessidades da Espera que a empresa mude de acordo com empresa. suas necessidades. Fonte: LIPKIN; PERRYMORE, 2010 p. 127. Percebe-se através do quadro que as gerações anteriores buscavam cumprir suas obrigações em detrimento de sua satisfação, mas voltada principalmente para o trabalho, enquanto que a Geração Y dedica-se ao trabalho e sucesso pessoal, preocupando-se com sua vida pessoal, o qual é prioridade. De acordo com Lipkin e Perrymore (2010), as frustrações destas gerações são evidentes, pois eles querem viver a vida agora, eles valorizam o tempo livre, a energia e a saúde no trabalho, que exclusivamente fazem parte da vida e não a própria vida. 30 3 METODOLOGIA A metodologia visa explicitar os aspectos metodológicos para este estudo. Primeiramente apresentou-se a classificação do estudo, na sequencia o universo amostral, seguido da coleta de dados e por fim a análise dos dados que foram coletados. 3.1 Classificação do Estudo Para este estudo foi considerado o critério de classificação de acordo com Vergara (2000), que define dois critérios básicos, quanto aos fins e quanto aos meios. No que se refere aos fins, pode ser classificada como exploratória e descritiva. O estudo classifica-se como exploratória devido à pesquisa de várias informações a cerca do tema central do estudo, buscando compreender qual é a percepção dos gestores sobre as Gerações X e Y da Organização ABC. Segundo Gil (2002), as pesquisas exploratórias têm por objetivo proporcionar uma familiaridade com o problema, o aprimoramento de idéias ou a descoberta de intuições. Estas pesquisas também envolvem levantamento bibliográfico, entrevistas com pessoas experientes no assunto e análise de exemplos que estimulem a compreensão. Na concepção de Vergara (2000, p. 47) “a investigação exploratória é realizada em área na qual há pouco conhecimento acumulado e sistematizado”. A pesquisa é classificada também como descritiva, pois foram desenvolvidos questionários onde puderam ser analisados os dados coletados os quais foram respondidos pelos gestores e pelos CAFs dos Pólos de Atendimento compactuadas na região de atuação da Organização ABC pertencentes às Gerações X e Y e alguns da Geração Baby Boomers. 31 Para Vergara (2000) esta pesquisa expõe características de determinada população ou fenômeno estabelecendo correlações entre as variáveis. A pesquisa descritiva não explica os fenômenos, mas serve como base para tal explicação. Segundo Gil (2002) as pesquisas descritivas também descrevem as características de determinada população e estas podem ser coletadas através de técnicas padronizadas como o questionário e a observação sistemática. No que se refere aos meios, a mesma é classificada como pesquisa bibliográfica, documental, pesquisa de campo e de levantamento. Devido à busca para o embasamento teórico do estudo, através da consulta de livros, artigos, teses e dissertações e utilizando-os como fonte, a pesquisa classifica-se em bibliográfica. De acordo com Vergara (2000) a pesquisa bibliográfica é o estudo desenvolvido com base em material publicado em livros, revistas, jornais, redes eletrônicas acessível ao público geral. E para Gil (2002) a pesquisa bibliográfica é desenvolvida principalmente em livros e artigos científicos. A pesquisa também é documental, pois alguns dados foram coletados e investigados na instituição, como a quantidade total de colaboradores que a empresa possui atualmente, quantos homens e quantas mulheres, qual a faixa etária dos colaboradores, contando com o número de gestores e CAFs, dados estes disponibilizados pela área de Gestão de Pessoas. Gil (2002) apresenta que a pesquisa documental é muito semelhante à pesquisa bibliográfica, porém sua diferença está na natureza das fontes. A pesquisa documental é classificada como de primeira mão que são os documentos conservados em arquivos de órgão públicos, e instituições privadas incluindo cartas pessoais, diários, fotografias, gravações, etc., e classificam-se em documentos de segunda mão, que de alguma forma esses documentos foram analisados, tais como: relatórios de pesquisa, tabelas estatísticas, relatório de empresas. O estudo também se classifica como pesquisa de campo, pois houve deslocamento da pesquisadora até os Pólos de Atendimento para a entrega dos questionários e para a realização das entrevistas junto aos assessores de Gestão de Pessoas. Conforme (Vergara 2000 p. 47) “pesquisa de campo é a investigação empírica realizada no local onde ocorre ou ocorreu um fenômeno ou que dispõe de 32 elementos para explicá-lo. Pode incluir entrevistas, aplicação de questionários, testes e observação participante ou não”. E por fim a pesquisa se classifica como de levantamento, que de acordo com Gil (2002), permite ao pesquisador realizar uma sondagem de opinião pública sobre determinado tema, através da interrogação direta das pessoas solicitando informações para um grupo de pessoas a cerca do tema em estudo. 3.2 Universo amostral e sujeitos da pesquisa Segundo Andrade (2010) o universo da pesquisa é constituído pelos elementos de uma classe, ou toda a população, neste caso, população não se refere somente a pessoas, mas abrange qualquer tipo de elemento: pessoas, pássaros, amebas. Segundo o autor é impossível estudar uma população inteira, por isso os elementos que serão estudados fazem parte de uma amostra da população ou do universo, escolhendo-se determinada quantidade dos sujeitos. Para o presente estudo o universo da pesquisa foi a Organização ABC e a amostra foram os 17 gestores da empresa e o 17 Coordenadores Administrativos Financeiros. Os entrevistados foram os dois assessores de Gestão de Pessoas que trabalham na Superintendência da organização. Na tabela 1 que será apresentada no capítulo 4 é possível analisar o perfil dos gestores da organização juntamente com o perfil dos CAFs. 3.3 Coleta de Dados A coleta de dados, segundo Vergara (2000), é como o pesquisador irá obter os dados e informações que precisa para responder ao seu problema. Os dados podem ser coletados através de observação, questionário, formulário e a entrevista. Primeiramente foi elaborado um questionário que de acordo com Vergara (2000) é caracterizado por uma série de questões apresentadas ao respondente por escrito. Ele se classifica ainda em questionário aberto, pouco ou não estruturado e fechado, estruturado. 33 Os questionários foram entregues aos gestores e para os CAFs dos 17 Pólos de Atendimento, os quais pertencem às Gerações X e Y. (APÊNDICE B). Foram distribuídos 34 questionários, dos quais 32 foram analisados. O prazo para responder ao questionário deu-se em 24 dias, no período de 19.02.2014 à 14.03.2014. Alguns questionários foram distribuídos aos gestores pessoalmente em reuniões que aconteciam durante o período estipulado, na Superintendência da Organização, outros entregues nos Pólos de Atendimento. Em um segundo momento foi realizado uma entrevista juntamente com os assessores de Gestão de Pessoas, também colaboradores da organização em estudo os quais estão alocados na Superintendência da Organização. Para a entrevista foi agendado uma data e um horário para cada assessor responder às questões elaboradoras com relação à sua percepção sobre as Gerações dos Baby Boomers, X e Y (APÊNDICE A). A entrevista com o assessor A foi no dia 10 de março de 2014 e com o assessor B no dia 11 de março de 2014. O método de entrevista utilizado deu-se em forma de perguntas realizadas aos gestores que no decorrer da entrevista, suas respostas eram transcritas de forma manual pela acadêmica. Para Vergara (2000 p. 55) “a entrevista é um procedimento no qual você faz perguntas a alguém que, oralmente, lhe responde. A presença física de ambos é necessária no momento da entrevista, mas, se você dispõe de mídia interativa, ela se torna dispensável”. Segundo Collins e Hussey (2005), as entrevistas são um método no qual perguntas são feitas a pessoas selecionadas para saber o que fazem, pensam ou sentem e podem ser realizadas pessoalmente, por telefone ou por computador (email). 3.4 Análise e Interpretação dos Dados Após a coleta dos dados analisou-se e foram interpretadas as informações recebidas pelos respondentes de forma qualitativa, com a finalidade de se chegar aos objetivos definidos. 34 Para realizar a tabulação dos dados foi utilizada a ferramenta Microsoft Office Excel para a elaboração dos gráficos e tabelas obtidos através dos questionários. Os dados qualitativos também foram analisados através das entrevistas realizadas aos assessores de Gestão de Pessoas e por pesquisa bibliográfica baseando-se no que os mesmos responderam. 35 4 COMPETÊNCIAS COMPORTAMENTAIS DA GERAÇÃO X E Y: A PERCEPÇÃO DOS GESTORES DA ORGANIZAÇÃO ABC Neste capítulo apresenta–se o resultado da pesquisa obtida através dos questionários e entrevistas realizadas na empresa para avaliar quais os comportamentos e como o gestor se revela diante de tal situação para liderar ou até mesmo trabalhar com indivíduos pertencentes às Gerações X e Y. Após as análises foram apresentados as recomendações e proposições de melhorias. 4.1 Caracterização da organização O estudo foi desenvolvido em uma Cooperativa, a qual requer sigilo sobre sua identificação e algumas informações, chamando-se assim de Organização ABC. A fundação da organização deu-se na época de 1981, mais especificamente no dia 10 de junho, com a nomenclatura de ABC NOVO, com a aprovação de seu estatuto social, partindo da sua primeira Assembleia Geral, constituída devido à iniciativa de 21 pessoas, as quais se tornaram sócias fundadoras. É uma organização que pertence a um Sistema de Crédito Cooperativo, que é composto por um presidente, vice-presidente e demais assessores executivos que são responsáveis pelos atos de gestão da sociedade, juntamente com um Conselho de Administração e Fiscal que se reúnem uma vez ao mês para deliberar assuntos relevantes à organização, como ações e investimentos que a empresa deve ou não assumir. O Conselho Fiscal tem como principal atribuição fiscalizar, assídua e minuciosamente, os atos da administração da sociedade. É uma organização composta por várias filiais situadas em vários estados, mas para o presente estudo foi considerado apenas algumas cidades que pertencem à esta organização em estudo, uma filial que pertence a cidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. São elas: São Martinho, Bom Progresso, Campo Novo, Três Passos, Braga, Sede Nova, Redentora, Tenente Portela, Vista Gaucha, Derrubadas, Esperança do Sul, Miraguaí, Barra do Guarita, São Miguel do Oeste, Iporã do Oeste, Mondai e Descanso. 36 A Organização ABC conta com um quadro de 184 colaboradores entre colaboradores efetivos, estagiários e jovens aprendizes. Destes, 91 (49%) são homens e 94 (51%) são mulheres. A faixa etária de todos os colaboradores é que 119 (65%) estão entre 20 e 29 anos, 44 colaboradores (24%) estão entre 30 e 39 anos, 14 colaboradores (8%) os que estão entre 17 e 19 anos e apenas 7 colaboradores (4%) estão entre 40 e 49 anos. Em relação ao tempo de serviço, 78 colaboradores (42%) trabalham de 1 a 5 anos na organização, 47 colaboradores (26%) de 5 a 10 anos, 45 colaboradores (24%) menos de 1 ano, 10 colaboradores (5%) os que estão de 10 a 15 anos, 3 colaboradores (2%) trabalham de 15 anos a 20 e 1 colaborador (1%) acima de 20 anos. Com o passar dos tempos, a organização passou a aumentar sua área de atuação e aos poucos foi abrangendo mais municípios da região, com a implantação de Pólos de Atendimento. Depois de Campo Novo, que é considerada a Sede da organização, os próximos dois Pólos foram implantados em São Martinho e Sede Nova em Julho de 1989. Após foi a vez do município de Braga em Outubro de 1989. Em 1990 outros municípios receberam as instalações da organização, Três Passos e Bom Progresso. Posteriormente, em Outubro de 1991 foi Vista Gaúcha o município contemplado com um Pólo de Atendimento da Organização ABC. Dois anos depois foram instalados Pólos de Atendimento em Redentora e em Derrubadas. Em Maio de 1997, as outras implantações foram nos municípios de Barra do Guarita, Esperança do Sul e em Miraguaí. Em Março de 2003 a organização iniciou sua participação na URDC Ijuí (Centro Administrativo) sendo compartilhada com outras organizações da região, são elas: ABC Augusto Pestana, ABC Ajuricaba, ABC Santoaugustense e ABC Panambi. A sua área de atuação estava crescendo e com isso expandindo-se para outros estados. Em 17 de Março de 2007 foi alterada a denominação a fim de identificar-se com a nova atuação, passando a acrescentar em sua denominação a sigla SC (Santa Catarina), sendo conhecida assim como Organização - ABC RS/SC. 37 Em 2009 ocorre a desvinculação da organização junto a URDC Ijuí e passa a participar da SUREG Vale do Rio Uruguai com sede em Frederico Westphalen RS/SC. E em 2010 há a desvinculação desta e a organização forma uma Superintendência Regional, a SUREG CELEIRO RS/SC com sede no município de Três Passos/RS. A Organização ABC também possui missão, visão, valores e objetivos sociais. Sua Missão é: “Como sistema cooperativo, valorizar o relacionamento, oferecer soluções financeiras para agregar renda e contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos associados e da sociedade”. Sua visão é: “Ser reconhecida pela sociedade como instituição financeira cooperativa, com excelência operacional e de gestão, voltada para o desenvolvimento econômico e social”. Valores: Preservação irrestrita da natureza cooperativa do negócio; Respeito à individualidade do associado; Valorização e desenvolvimento das pessoas; Preservação da instituição como sistema; Respeito às normas oficiais e internas; Eficácia e transparência na gestão. A organização em estudo também preza pelos Princípios do Cooperativismo, que são: Adesão voluntária e livre; Gestão democrática pelos membros; Participação econômica dos membros; Autonomia e independência; Educação, formação e informação; Intercooperação; Interesse pela comunidade. 38 Por ser uma organização que faz parte de um sistema cooperativo, a mesma possui alguns diferenciais competitivos, são eles: 1. Relacionamento; 2. Instituição financeira da comunidade; 3. Ato cooperativo; 4. Modelo agregador de renda; 5. Autonomia das cooperativas; 6. Organização sistêmica; 7. Responsabilidade solidária. Os objetivos sociais são estimular a formação de poupança, administrando os recursos pertinentes e através da mutualidade, conceder empréstimos aos associados, além de prestar serviços inerentes à sua condição de instituição financeira, podendo praticar todas as operações compatíveis com a sua modalidade social, inclusive obter recursos financeiros de fontes externas, obedecendo a legislação pertinente, os atos regulamentares oficiais, o estatuto e normas internas do ABC. Sempre buscando a educação do seu quadro social, visando a fomentar a expansão do cooperativismo de crédito, atendendo aos princípios de ajuda mútua, da economia sistemática e do uso adequado do crédito, e ainda princípios de neutralidade política e discriminação religiosa, racial e social. Dentro da organização, os associados, os donos do negócio, possuem direitos, deveres e responsabilidades que são regidas pelo Estatuto Social. Atualmente a organização possui aproximadamente 27.500 associados. 4.2 Percepção dos assessores da área de Gestão Pessoas a partir de seu contato com as Gerações Baby Boomers, X e Y Ao entrevistar os assessores de Gestão de Pessoas da organização questionou-se o grau de comprometimento e responsabilidade dos colaboradores da Geração Baby Boomers, se era maior do que a Geração Y e qual destas duas 39 gerações eram mais comprometidas. Em meio a isso se obteve a seguinte resposta dos assessores: “Existem diferentes olhares sobre estes grupos e, também, há o fator familiar/social a ser pensado. No total, em geral, os Baby Boomers são os que “vestem a camisa” pela empresa, os X se dedicam ao máximo, mas muito mais por sua própria necessidade de crescer, o comprometimento é seu, é próprio. Quanto aos Y, eles se comprometem consigo (tal como os X), porém há a preocupação com sua vida pessoal (ao contrário dos X). Quanto às responsabilidades, isso é muito nato, o que acaba caindo fora do problema das gerações”. Houve também a visão de outro assessor que se mostrou um pouco contrário, afirmando que na há muitas diferenças no comportamento dessas gerações: “Quanto às diferenças entre épocas, vejo que o maior impacto nas empresas é a maneira que as pessoas visualizam o trabalho, porém, não observo grandes diferenças no comprometimento de ambas as gerações para o trabalho. Apenas identifico que, diferente da geração Baby Boomers, a Y não se prende à ideia de um trabalho duradouro, mas sim, a um ambiente laboral que permita que exponham suas ideias, que possua qualidade de vida e que os realizem profissionalmente, fatores esses que poderão impactar no seu comprometimento à empresa, pois o mesmo poderá estar ligado à sua identificação pela razão de existir da organização”. Segundo Lipkin e Perrymore (2010), o profissional da Geração Y preza pela vida em primeiro lugar, seguem regras que funcionam e estabelecem as próprias regras, “veste a camisa” só quando for necessário e espera que a empresa mude conforme as suas necessidades. A próxima pergunta elaborada foi em relação ao Feedback, ou seja, se os colaboradores da Geração Y possuem uma relação mais aberta para conversar com o seu gestor do que a geração X. Neste questionamento ocorreram respostas semelhantes, os assessores trouxeram as diferenças das duas gerações. “Geração X: pessoas que possuem boa capacidade de escuta, abertos às mudanças, aceitam opiniões, preferem se preparar para o momento, se sentindo mais confortável se o feedback for agendado antecipadamente. Já para os integrantes da Geração Y, possuem uma necessidade de feedbacks instantâneos, ou seja, logo que o fato ocorra posicionar-se quanto a performance positiva ou negativa do profissional. Eles são mais questionadores e procurarão evidências para os pontos que seu gestor trará. Possuem uma expectativa de que o feedback seja num formato de 40 orientação/coaching, para que possam visualizar um plano de carreira dentro da empresa. Buscarão reconhecer seus erros”. Em relação ao feedback, Lipkin e Perrymore (2010), afirmam que esta geração possui uma grande necessidade de receber retornos de sua liderança a cerca de seu trabalho, pois foram acostumados desde criança a receberem retornos de seus pais. Quando estes jovens são elogiados ou estimulados, demonstram maior potencial e compromisso para com a empresa, no contrário, quando são ignorados, seu potencial cai, afetando os resultados financeiros da organização. Logo após foi questionado sobre a empresa, se ela deve se moldar as novas gerações ou os colaboradores destas gerações deverão se moldar à empresa. Novamente as respostas dos assessores se assemelham. “É um processo que gera adaptações de ambas as partes: empresa e colaborador, e a empresa que não souber trabalhar desta maneira irá se perder no mercado e para manter-se no mercado, necessita rever as estratégias, o modo de gerir as pessoas, os incentivos, para se adequar as necessidades das novas gerações. Porém, este processo ocorre sempre olhando para sua cultura, missão, visão e valores. Do mesmo modo, é necessário que o colaborador, ao entrar na organização, traga ideias novas, mas também siga as normas e busque entender a cultura da empresa, se moldando a esta numa relação recíproca de ganho-ganha”. Na organização há várias gerações que trabalham juntas ao mesmo tempo, por isso foi questionado à eles como é esta relação na organização, pois segundo alguns autores a Geração Baby Boomers tem espírito de equipe, a X prefere agir de forma isolada e a Y valoriza equipes abertas e honestas. “Há poucos Baby Boomers em nossa empresa, mas estes defendem a empresa, os X estão em funções estratégicas e de gestão, tem dificuldade de aceitar a inconstância e urgência dos Y. Os Y são rápidos e se entendem com facilidade. Buscam crescimento imediato, porém trabalham em parcerias. Essas diferenças geracionais são pontos que acrescentam às organizações, pois, o aprendizado que essa convivência gera, agrega valor à empresa. A relação entre eles, se for gerenciada de maneira a valorizar o potencial de cada um, poderá originar um time de alta performance, pois, aprenderão com os ensinamentos dos mais experientes, quebrarão paradigmas com os mais jovens e construirão ideias criativas e empreendedoras incentivados pela geração X. Depende muito da gestão da equipe e da abertura dos seus membros”. 41 A presença de diferentes gerações no mesmo ambiente de trabalho faz com que a empresa necessite de adaptações em seus processos gerenciais, visando o bem estar de seus colaboradores e um ambiente saudável, obtendo o máximo de cada um e o aproveitamento de suas diferentes competências. E por fim, a última pergunta realizada aos entrevistados foi de que maneira a empresa (organização em estudo) pode conviver com todas as gerações e equilibrar as perspectivas de cada uma. “A escuta é um passo importante, além da abertura para as ideias de todos e de planejamento em conjunto das ações. A troca de experiências entre as gerações é fantástica. Envolver todos os membros da empresa nos objetivos a serem alcançados, faz com que as pessoas sintam-se parte da construção e consequentemente tornam-nas mais engajadas em suas atividades. Valorizar também as contribuições individuais, bem como, as coletivas, é uma forma de gerar o equilíbrio geracional e um time vencedor”. A visão dos assessores em relação ao tema gerações é atual e mostra perfeitamente como eles visualizam esta geração no ambiente de trabalho. Todas as características apresentadas pelos autores é o que realmente os assessores visualizam em seus colaboradores, a percepção é nítida. O papel de cada assessor é muito importante dentro da organização, pois é a partir deles que novos indivíduos começam a atuar na organização como colaboradores. Cada indivíduo possui características próprias, mas como os assessores apontam, cada indivíduo pertence a uma geração e cada um busca se moldar para se relacionar com todos os colegas, na construção de resultados e relações interpessoais melhores. No item 4.3 foi abordado o segundo objetivo, analisando de que maneira os gestores e os CAFs percebem o comportamento dos colaboradores destas gerações que acabam estando sob sua responsabilidade, ou seja, sob sua gestão. 4.3 Percepção dos gestores de equipes em relação ao comportamento dos colaboradores da Geração X e Y que estão sob sua responsabilidade Para analisar como é a percepção dos gestores em relação aos colaboradores destas gerações, inicialmente apresenta-se o perfil dos gestores que responderam ao questionário. 42 Tabela 1 - Perfil dos entrevistados CARACTERÍSTICA Gênero Faixa etária Nível Superior Tempo de Empresa VARIÁVEL AMOSTRA Masculino 20 Feminino 12 De 24 a 36 anos 26 De 37 a 45 anos 6 Sim 32 Até 2 anos 1 Até 3 anos 1 Até 4 anos 2 Até 5 anos 6 Mais de 5 anos 22 Fonte: Pesquisa 2014. Foram submetidos a responder ao questionário todos os gerentes de cada Pólo de Atendimento e todos os Coordenadores Administrativos Financeiros. Foram entregues trinta e quatro questionários, mas somente trinta e dois foram analisados. No que se refere ao gênero, vinte são do gênero masculino e 12 do gênero feminino. Quanto a idade, vinte e seis gestores estão na faixa etária dos 24 à 36 anos, ou seja, pertencentes à geração Y e seis gestores entre 37 à 45 anos, pertencentes à geração X. Os assessores de Gestão de Pessoas foram apenas duas pessoas entrevistadas, sendo uma delas do gênero feminino e a outra do gênero masculino, ambos pertencentes à Geração Y, ou seja, com faixa etária entre 24 e 36 anos. Quanto à formação dos gestores, todos possuem formação em nível superior. Em relação ao tempo em que o gestor está na empresa, varia de dois a mais de 5 anos, sendo que 22 gestores possuem mais de 5 anos de empresa e 6 gestores possuem até 5 anos de empresa. 43 Em relação aos assessores de Gestão de Pessoas, os dois colaboradores são formados em Psicologia e Gestão de Pessoas. Possuem até 2 anos de empresa. No gráfico 1 são apresentados os principais comportamentos que podem ser percebidos em uma pessoa pertencente à Geração Y. O objetivo desta pergunta foi de analisar qual é o comportamento que mais dificulta a relação interpessoal dentro da organização. O “estilo de comunicação” desta geração, o “uso excessivo de instrumentos tecnológicos”, “baixo vínculo afetivo com a empresa”, “pouco compromisso e responsabilidade” junto com a “falta de pontualidade” foram os fatores analisados. Gráfico 1 - Comportamentos da Geração Y nas organizações 18 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0 13 11 9 6 1 Grau 0 Grau 1 8 5 5 5 4 1 8 6 5 2 Grau 2 2 Grau 3 8 Grau 4 3 Grau 5 USO EXCESSIVO DE INSTRUMENTAL TECNOLOGICO BAIXO VINCULO AFETIVO COM A EMPRESA POUCO COMPROMISSO E RESPONSABILIDADE FALTA DE PONTUALIDADE Fonte: Pesquisa 2014. Quando questionado os respondentes a respeito de quais comportamentos típicos desta geração lhe incomodavam, o fator considerado em maior grau foi o “pouco compromisso e responsabilidade” e com menor grau ou menor importância é o “baixo vínculo afetivo com a empresa”. O fato de este comportamento ser o mais apontado pelos gestores e CAFs é explicado por Lipkin e Perrymore (2010), eles afirmam que esta geração não é 44 responsável, pois nasceu e cresceu ouvindo de seus pais, que seu filho está certo de qualquer maneira, mesmo que esteja errado. Esse tipo de educação fez excluir a lição mais importante de assumir as responsabilidades pelos seus atos. Segundo os autores, quando possuímos e assumimos as responsabilidades de nossos comportamentos, conseguimos entender o sistema de causa e efeito, aumentando assim a nossa auto-estima. Para a pesquisa, o fator “estilo de comunicação” foi uma variável não muito apontada pelos respondentes da pesquisa, no entanto, há vários problemas que a forma de comunicação pode causar na organização. Lipkin e Perrymore (2010) citam alguns fatores que podem vir a acontecer na empresa: Falhas de comunicação por falta de entendimento; Frustração pela falta de resposta instantânea; Declínio da linguagem profissional da empresa; Desleixo na comunicação que pode causar problemas graves, o que levou as organizações a monitorarem toda e qualquer comunicação interna x externa. Problemas mais graves, como por exemplo, blogs e twitter com assuntos da empresa. Pressa na comunicação pode levar a graves problemas. Alguns dos pontos citados podem ser percebidos frequentemente em nosso dia-a-dia que aos poucos podem ser moldados para que haja uma boa comunicação dentro de qualquer organização. 45 Gráfico 2 - Comportamentos utilizados pelos Gestores em relação aos seus colaboradores 20 18 19 16 14 12 13 10 10 8 9 9 9 CLAREZA ORIENT. E ACOMP. SISTEM. CONSELHOS 6 4 2 0 DISCIPLINA PACIENCIA DIALOGOS CONSTANTES Fonte: Pesquisa 2014. Cada gestor ou CAF possui uma maneira de trabalhar e exercer sua liderança. No gráfico de número 2, a principal estratégia utilizada pelos participantes da pesquisa são os “diálogos constantes” e o fator “paciência”. Dezenove respondentes afirmam que o fator “diálogos constantes” (Feedbacks) pode minimizar e melhorar o relacionamento com seus colaboradores. Diante de tantas situações que acontecem durante o dia em uma organização, é preciso ter muita cautela para dar o retorno ao colaborador. É preciso saber dialogar com estes colaboradores. Treze gestores responderam a opção “paciência”. Dez gestores consideram o fator “disciplina” um comportamento para minimizar e melhorar as relações interpessoais. Os fatores “clareza”, “orientações e acompanhamentos sistêmicos” e “conselhos”, foram outros comportamentos que os gestores utilizam para sua gestão. No entanto estas estratégias se mantiveram constantes na visão dos gestores. 46 Gráfico 3 - Fatores importantes no trabalho 20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0 Série1 DESEMPENHO PROFISSIONAL ESTABILIDADE NA EMPRESA RELACIONAMEN TO INTERPESSOAL SALÁRIO QUALIDADE DE VIDA 12 10 13 12 18 Fonte: Pesquisa 2014. O Gráfico 3 representa o que cada gestor e CAF considera mais importante no trabalho. Segundo eles, a variável “qualidade de vida” é o fator mais importante, ou seja, 19 participantes respondentes prezam pela sua condição de vida. O “relacionamento interpessoal” também é uma variável importante, 13 respondentes consideram este fator considerável para trabalhar com colegas e principalmente com pessoas pertencentes às Gerações X e Y. O fator “salário” e o fator “desempenho profissional” se igualaram, com 12 respostas. Segundo Lipkin e Perrymore (2010), a ética profissional dos colaboradores da Geração Y é a vida em primeiro lugar, estes colaboradores fazem distinção do horário de trabalho e horário de laser. 47 Gráfico 4 - Competências das Gerações X e Y 35 30 29 25 20 15 10 5 2 2 2 9 7 1 6 6 3 3 0 Fonte: Pesquisa 2014. No Gráfico 4 apresentam-se as principais competências destas gerações. Segundo os gestores e CAFs de cada Pólo de Atendimento o fator “multitarefa” é a principal competência destes colaboradores, considerada por 29 respondentes. De acordo com Lipkin e Perrymore (2010, p. 105): “os jovens da Geração Y estão acostumados com multiprocessamentos e multitarefa, e são mais eficientes nessa área do que qualquer outra geração. Sentem-se muito à vontade recebendo e enviando diversas formas de informação simultaneamente.” Os fatores “abertura ao novo” e “ousadia” também foram dois fatores apontados pelos gestores. Nove responderam “abertura ao novo” e 7 a opção “ousadia”. Seis gestores consideram que os fatores “interesse” e “confiança” são competências destas “autoconhecimento”, Gerações. “satisfação”, Os “respeito”, demais comportamentos “envolvimento”, como “coleguismo” e “disponibilidade” também foram apontados, mas em menor escala. Assim como qualquer outro indivíduo que possui características e defeitos, as pessoas pertencentes à Geração Y também possui suas vantagens. Lipkin e Perrymore (2010) resumem em itens algumas vantagens em se trabalhar com os 48 jovens da Geração Y, que também pode ser consideradas competências desta geração: a. É confiante e acredita em sua capacidade de prospectar em novas áreas; b. É aberto a perguntas; c. Arriscam-se, o que pode levar ao sucesso inesperado; d. Importam-se com o que as outras pessoas importantes pensam dele; e. Tem muito jeito com a tecnologia e pode criar novas possibilidades de comunicação para a sua empresa; f. Sabe trabalhar em equipe; g. Sabe utilizar varias ferramentas de comunicação ao mesmo tempo; h. Tem facilidade de pedir ajuda e orientação. Gráfico 5 - Motivos que levam os jovens destas Gerações à procurarem outras oportunidades de trabalho 35 30 29 25 20 15 10 5 6 4 3 5 6 0 Maior valorização Novas experiências Melhor remuneração Maior identificação com a empresa Maior identificação com o cargo Melhores relações interpessoais Fonte: Pesquisa 2014. Diante de vários conflitos e de todas as competências e características destas Gerações, foi questionado aos gestores e CAFs o que levaria na opinião deles os jovens que muitas vezes já estão estabilizados na organização a mudarem 49 de emprego. Boa parte, ou seja, 29 participantes responderam que a variável “melhor remuneração” faz com que muitos de seus colaboradores saiam à procura ou optam por outras atividades. Outros 6 respondentes afirmam que as “novas experiências” e as “melhores relações interpessoais” são variáveis que fazem com que os colaboradores optam por outro mercado. Para 5 gestores, o item “maior identificação com o cargo” também auxilia para que os mesmos procurem outro emprego. As variáveis, “maior valorização” e “maior identificação” com a empresa também foram dois fatores apontados pelos gestores. O fato que levam muitos dos respondentes a optarem pelo fator “melhor remuneração”, diz respeito ao que Lipkin e Perrymore (2010) afirmam sobre o profissional da Geração Y, eles querem tudo para agora, não esperam para serem recompensados. Eles necessitam de constante aprovação e recompensas para se sentirem motivados a produzir, por exemplo, bônus, aumento de salário, dias de trabalho em casa, presentes e vários outros benefícios. Gráfico 6 - Adequação às novas Gerações 25 20 21 15 10 7 5 4 0 A EMPRESA DEVE SE OS COLABORADORES ENQUADRAR À ESSA NOVA DESTA GERAÇÃO DEVEM SE GERAÇÃO ADEQUAR À EMPRESA Fonte: Pesquisa 2014. AMBOS DEVEM SE ADEQUAR 50 Quando os gestores e CAFs foram questionados sobre a adequação da empresa em relação a estas novas gerações entrantes no mercado, 21 gestores responderam que ambos devem se adequar, ou seja, tanto a empresa como o colaborador que inicia suas atividades. Sete gestores responderam que a empresa deve se enquadrar às novas gerações e apenas 4 afirmam que os colaboradores destas gerações devem se adequar à empresa. Foi questionado também aos participantes da pesquisa de cada Pólo de Atendimento se existia algum problema de relacionamento com superiores de idades diferentes, ou seja, mais velhos ou mais novos e também se o mesmo sente abertura para se aproximar de seu superior imediato. Os 32 respondentes afirmaram que não possuem problemas de relacionamento com os superiores de idades diferentes e também apontaram que sentem total abertura para conversar com seu superior imediato. Com a análise dos gráficos e dos dados coletados foi possível perceber algumas competências e comportamentos presentes nos indivíduos destas gerações e conhecer também qual é a percepção dos gestores desses indivíduos a respeito do seu comportamento. Para tanto no item 4.4, depois de realizada toda a análise do estudo, foi sugerido proposições para a organização com foco nas competências comportamentais destes indivíduos pertencentes à Geração X e Y. 4.4 Proposições para a organização com foco nas competências comportamentais Por meio da análise dos gráficos apresentados no item 4.3 é possível a partir de agora elencar os pontos fortes e os gargalos que a empresa apresenta, propor para a Organização ABC um conjunto de práticas voltadas às competências destas gerações, a fim de melhorar e sanar as principais dificuldades apresentadas, no que diz respeito às relações interpessoais das Gerações X e Y, que convivem com as demais Gerações dentro do mesmo ambiente de trabalho. Quando questionado aos gestores e CAFs sobre a principal dificuldade encontrada por eles com relação ao comportamento destas gerações, o grande problema levantado foi o “pouco compromisso e responsabilidade”, a “falta de 51 pontualidade” e o “uso excessivo de instrumental tecnológico”. No quadro 5 é possível visualizar o comportamento e as sugestões de melhoria para cada comportamento apresentado. Quadro 5 - Comportamento X Proposições de melhoria COMPORTAMENTO SUGESTÃO PARA MELHORIA Fazer uso de feedbacks, abordando conversas Pouco compromisso e responsabilidade sobre o tema, ou seja, alinhar com o colaborador que é preciso ter responsabilidade e cumprir com qualquer atividade designada para sua função. Criar regras e traçar metas para cada tarefa Falta de pontualidade designada, punindo com advertências caso a mesma não for cumprida em tempo hábil. Apesar de esta geração ser movida pela internet e saber facilmente lidar com a tecnologia, dispor de atividades que exigem certo tempo para pensar e desenvolver algo que seja surpreendente aos olhos Uso excessivo de instrumental tecnológico de quem recebe a atividade solicitada, algo que possa ser elaborado em qualquer ferramenta disponível tanto em redes sociais, despertando certo interesse para realizar determinada atividade, tanto nas ferramentas da internet ou do computador. Fonte: Própria autora, 2014. Um ponto forte abordado pelos gestores e CAFs é que esta geração é multifuncional, ou seja, uma característica é ser multitarefa. Na visão de Lipkin e Perrymore (2010), esta característica pode ser tanto um ponto forte como um ponto fraco. Pelo lado positivo, esta geração é capaz de realizar várias atividades ao mesmo tempo, sem prejudicar seu desempenho, pois se sentem muito a vontade recebendo e enviando informações simultaneamente. Mas o fato de elas estarem sempre conectadas ou envolvidas em várias atividades faz com que este colaborador não mantenha o foco em uma única atividade, perdendo assim a atenção no que se está realizando naquele momento. 52 Diante desta análise, propõe-se aos gestores e CAFs, mas principalmente aos gestores, que construa com cada colaborador uma agenda diária de tarefas, com horários e atividades definidas para cada momento, podendo realizar suas tarefas de forma organizada, no momento certo e mantendo a atenção, tendo ainda a disponibilidade de realizar outras tarefas mais práticas simultaneamente ao que se está fazendo. Também é uma forma organizada de visualizar todas as atividades desempenhadas por cada colaborador dentro da organização. Outro fator apontado pelos gestores e CAFs foi com relação aos motivos que levam alguns desses colaboradores a procurarem outras oportunidades de trabalho. O principal motivo apontado foi a variável remuneração. Para Dutra (2002), a remuneração é uma forma de valorizar as pessoas pelo trabalho exercido por ela, isto é, está relacionada à contribuição do colaborador para a empresa. Para sanar este ponto fraco, sugere-se a empresa adquirir ou trabalhar também com a remuneração por performance, que segundo Dutra (2002), remunera os colaboradores através de premiações devido os resultados alcançados pelas pessoas, pela empresa ou negócios realizados. Geralmente esta premiação é transferida para o colaborador em forma de dinheiro ou prêmios. Outra sugestão para a Organização ABC são as formas de benefícios à seus colaboradores. Como a organização em estudo já é uma empresa bem estruturada e complexa, que possui os benefícios assistenciais, que visam prover ao empregado benefícios como assistência médica, odontológica, suplemento de aposentadoria, entre outros, sugere-se aderir aos benefícios recreativos, procurando proporcionar aos seus colaboradores e familiares nos momentos de lazer, diversão. Montar um clube, com jogos, piscina, quadras de vôlei e futebol, tênis, colônia de férias, disponibilizar aos seus colaboradores um site com dicas de lugares para as férias, com direito a descontos. Isso também melhora a qualidade de vida de cada colaborador. Quando questionado aos respondentes sobre quem deveria se adequar na relação Organização X Geração Y, grande parte dos respondentes, ou seja, 21 gestores concordam que ambos devem se adequar, tanto a empresa como os colaboradores da Geração Y devem se adequar no quesito relação de trabalho. 53 Para este fator, sugere-se a empresa desenvolver treinamentos e palestras que envolva tanto o gestor como o colaborador em um mesmo ambiente, discutindo e trocando ideias a cerca do tema comportamento. Propor uma auto-avaliação do gestor e do colaborador. Procurar trazer profissionais de fora da empresa que consiga transmitir aos seus colaboradores maneiras de conviver e coordenar pessoas pertencentes a estas gerações. Atualmente a empresa procura e busca por vários treinamentos de ótima qualidade para seus colaboradores, mas, no entanto, esses momentos não envolvem todo o grupo. No quadro 6 apresenta-se um resumo com os objetivos específicos definidos para o estudo juntamente com a metodologia utilizada e os resultados alcançados. Quadro 6 – Objetivos Específicos X Metodologia X Resultados Alcançados OBJETIVOS ESPECÍFICOS METODOLOGIA 1 – Identificar a percepção dos assessores de Gestão de Pessoas a partir de seu contato com as Gerações Baby Boomers, X e Y. Realização de entrevista junto aos assessores de Gestão de Pessoas. 2 – Analisar de que maneira os gestores das equipes percebem o comportamento dos colaboradores das Gerações X e Y, que estão sob sua responsabilidade. Realização de questionário entregue aos gestores e Coordenadores Administrativos Financeiros dos 17 Pólos de Atendimento da Organização ABC. 3 – Propor para a organização um conjunto de práticas voltadas às competências comportamentais. Apresentar para a Organização ABC, através da elaboração deste trabalho, baseandose nos gráficos apresentados, um conjunto de sugestões para sanar as dificuldades percebidas pelos gestores em relação aos colaboradores das Gerações X e Y. Fonte: Própria autora, 2014. RESULTADOS ALCANÇADOS Identificou-se que os assessores de Gestão de Pessoas possuem uma percepção nítida sobre todas as Gerações, devido à posição que os mesmos exercem na organização, desempenhando funções de recrutamento de pessoas, conhecendo assim o comportamento e características de cada indivíduo. Analisou-se diante dos resultados da pesquisa que os gestores conseguem perceber com mais ênfase algumas características presentes nestas gerações. É perceptível que os gestores consideram o “pouco compromisso e responsabilidade” um fator presente nos colaboradores destas Gerações. Com a análise sugere-se para a Organização ABC investir em seus colaboradores, realizar treinamentos, palestras, pois a cada geração mudanças acontecem em seus comportamentos. As empresas devem preocupar-se com a responsabilidade e compromisso de seus colaboradores, preservando a qualidade de vida. 54 Realizada a pesquisa e análise de todos os resultados apresentados, é possível perceber que a cada geração que passa novos acontecimentos e mudanças ocorrem no comportamento e nas características das pessoas. As empresas devem estar mais atentas e preocupadas com seus colaboradores, investindo em capacitações para aumentar o desempenho dos indivíduos que daqui alguns anos entrarão no mercado de trabalho. 55 CONCLUSÃO O mercado atual das empresas vem exigindo mudanças cada vez mais e ao longo dos anos passaram por diversas transformações, e essas mudanças só ocorrem devido à entrada de novos colaboradores com perfis diferentes, com novas formas de pensar, agir e se relacionar. As gerações vêm se comportando de maneira distinta ao passar dos anos e o objetivo deste estudo foi de analisar e conhecer o comportamento destas gerações, principalmente a X e a Y. O presente estudo foi realizado na Organização ABC que pertence a um Sistema Cooperativo, mais especificamente aos gestores desta empresa, possibilitando identificar qual é sua visão em relação aos colaboradores que estes estão liderando pertencentes às Gerações X e Y. A maioria dos gestores e CAFs questionados pertencem a Geração X, estão na faixa etária dos 24 a 36 anos e geralmente estão sob suas responsabilidades jovens que pertencem a Geração Y, ou seja, jovens que estão entre 18 a 23 anos. O estudo apontou que a “multitarefa”, característica presente na Geração Y predomina na Organização ABC na percepção dos gestores, e a principal reação deles em relação a qualquer situação que se destina a esta geração é uso dos “diálogos constantes”, ou seja, o feedback, que também é avaliado como um ponto forte para a Geração Y, que segundo a afirmação de vários autores é uma geração que possui menos formalidade e gosta de feedbacks. A pesquisa também revelou que na visão dos gestores os fatores mais importantes no trabalho é a qualidade de vida, fator este que também é apresentado pelas pessoas da Geração Y, prezam pela vida em primeiro lugar. Foi percebido que o “pouco compromisso e responsabilidade” da Geração Y também é uma característica dessas pessoas, assim como a “falta de pontualidade”, o “estilo de comunicação” que pode estar relacionado com o “uso excessivo de instrumentos tecnológicos”, assim como a internet. É possível perceber que a alta tecnologia esta muito presente nesta geração, por isso o estilo de comunicação também pode ser afetado devido a estes 56 fatores. Os colaboradores muitas vezes preferem trocar e-mails ao invés de conversar e resolver o problema por telefone ou uma conversa informal, o uso excessivo da internet fez com que muitas empresas perdem um pouco das relações interpessoais que existe entre seus colaboradores. A análise realizada através da entrevista dos Assessores de Gestão de Pessoas também foi de grande valia para o presente estudo, pois é a partir deles que a empresa abre suas portas para um novo colaborador fazer parte da organização. Percebeu-se também que os mesmos possuem um vasto conhecimento a cerca do assunto abordado, facilitando assim o entendimento a ser repassado aos demais colegas sobre o comportamento que os colegas pertencentes às diferentes gerações apresentam no dia-a-dia. Após ter analisado algumas perguntas realizadas aos gestores através do questionário, é possível identificar que a organização pode cada vez mais apostar nas altas tecnologias, nos treinamentos de integração, feedbacks constantes como formas de aproveitar todas as competências dessas Gerações. Apostar na multitarefa, na exposição de ideias desses colaboradores, na iniciativa e na confiança. 57 REFERÊNCIAS ANDRADE, Maria Margarida. Introdução à metodologia do Trabalho Cientifico. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2010. BASTOS, Rosaria. Geração “x” e “y”. Artigo 2012. Disponível em: http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/geracao-x-e-y/64388/. Acesso em: 10/11/2013. CARELLI, Gabriela. A Geração coisa nenhuma. 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Elaborado por: Géssica Bobato Data: ROTEIRO DE ENTREVISTA 1 – Na sua opinião, o grau de comprometimento e responsabilidade dos colaboradores da Geração Baby Boomers e X é maior que a Geração Y? Qual das duas gerações é comprometido para com a empresa? 2 – Em relação ao Feedback, o Sr. entende que os colaboradores da Geração Y possuem uma relação mais aberta para conversar com o seu gestor do que a Geração X? 3 – Com todas as diferenças de gerações, você entende que a empresa tem que se moldar aos hábitos e costumes das Gerações ou os novos colaboradores pertencentes à Geração Y devem se moldar aos costumes e normas da organização? 4 – De acordo com alguns autores, Geração Baby Boomers tem espírito de equipe, a X prefere agir de forma isolada e a Y valoriza equipes abertas e honestas. Na sua opinião, como é esta relação na organização? 61 5 – De maneira geral, de que modo a empresa pode conviver com todas as gerações e equilibrar as perspectivas de cada uma? 6 – Comentários. 62 APÊNDICE B: Questionário respondido pelos gestores das Unidades de Atendimento. Prezado Gestor! Este instrumento de coleta de dados faz parte do Trabalho de Conclusão de Curso de Administração da UNIJUÍ e tem por finalidade coletar dados sobre a “perspectiva dos gestores em relação ao comportamento dos colaboradores das Gerações X e Y”. Para tanto, solicito a sua colaboração respondendo as questões abaixo; garantindo que as informações aqui coletadas serão utilizadas exclusivamente para fins acadêmicos. Desde já agradeço sua atenção! 1 - Gênero: ( ) Masculino ( ) Feminino 2 - Idade: ( ) 18 a 23 anos ( ) 24 a 36 anos ( ) 37 a 45 anos ( ) 46 anos ou mais 3 - Possui formação em Nível Superior: ( ) Sim ( ) Não 63 4 - Tempo de Empresa: ( ) Menos de 1 ano ( ) Até 2 anos ( ) Até 3 anos ( ) Até 4 anos ( ) Até 5 anos ( ) Mais de 5 anos 5 – Quais são as principais dificuldades encontradas por você no que tange ao relacionamento interpessoal em relação aos comportamentos típicos da Geração Y (nascidos entre 1978 e 1994). De 0 a 5, sendo 0 mais fraco e 5 mais forte; mensure o quanto eles lhe incomodam. a. Estilo de comunicação (verbal/escrita) ( ) b. Uso excessivo de instrumental tecnológico ( ) c. Baixo vínculo afetivo com a empresa ( ) d. Pouco compromisso e responsabilidade ( ) e. Falta de pontualidade ( ) 6 – Conhecendo a profundidade dessas dificuldades, quais são os comportamentos mais comuns utilizados por você para minimizar esse impacto no relacionamento? (Marcar as opções que você achar mais importante). a. b. c. d. e. f. g. Disciplina ( ) Autoridade ( ) Agressividade ( ) Paciência ( ) Clareza ( ) Orientações e acompanhamentos sistemáticos ( ) Conselhos ( ) 64 h. Diálogos constantes ( ) i. Outras. Qual?________________ 7 – O que é mais importante para você no trabalho? Assinale com um X. (Marcar quantas achar necessário). 8 a. b. c. d. e. f. Desempenho profissional ( ) Estabilidade na empresa ( ) Relacionamento Interpessoal ( ) Salário ( ) Qualidade de vida ( ) Outra. Qual?__________________ - Quais as competências comportamentais mais presentes nos colaboradores da Geração X e Y no desempenho de suas atividades: (Marcar quantas achar necessário) ( ) exposição de idéias ( ) disciplina ( ) iniciativa ( ) receptividade ( ) autoconhecimento ( ) satisfação ( ) respeito ( ) foco ( ) envolvimento ( ) ousadia ( ) comprometimento ( ) organização ( ) interesse ( ) profissionalismo ( ) persistência ( ) coleguismo ( ) abertura ao novo ( ) multitarefa ( ) confiança ( ) disponibilidade 65 9 - Na sua opinião, qual o principal motivo que leva esses jovens (Geração X e Y) muitas vezes já “estáveis” na empresa, a procurarem outras oportunidades de trabalho? (Marcar quantas achar necessário) ( ) Maior valorização ( ) Novas experiências ( ) Melhor remuneração ( ) Melhor horário de trabalho ( ) Maior identificação com a empresa ( ) Maior identificação com o cargo ( ) Melhores relações interpessoais ( ) Outros_________________________________________________ 10 - Na sua opinião, nesta relação de trabalho, organização X Geração Y, quem deve se adequar: ( ) a empresa deve se adequar a essa nova geração ( ) os colaboradores desta geração devem se adequar à empresa ( ) ambos devem se adequar 11 – Você tem problemas de relacionamento com superiores de idades diferentes (mais novos ou mais velhos)? ( ) Sim ( ) Não 12 – Você sente abertura para se aproximar de seu superior? ( ) Sim ( ) Não 13 – Comentários: ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________