www.embalagemmarca.com.br
Mais do que apenas informação
D
Wilson Palhares
Dedicamo-nos
a oferecer de
forma cada vez
mais densa à
cadeia produtiva
de embalagem
aquilo que sintetiza
nossa missão:
transformar
informação em
conhecimento
estacamos nesta
edição a reportagem de capa, sobre
embalagens para queijos,
e a cobertura exclusiva da
Labelexpo Europe, maior
feira mundial de rotulagem.
A edição, como de hábito,
tem muitos outros pontos de
interesse, mas julgamos conveniente chamar a atenção
para a próxima. Ela sinalizará a entrada da revista na
casa dos três dígitos. Chegar
ao número 100 já seria motivo para comemorações, num
país em que grande parte dos
empreendimentos sucumbe no primeiro ano de vida.
Mais ainda o seria ante o fato
de EMBALAGEMMARCA ter
entrado, há oito anos e meio,
num segmento já ocupado.
No entanto, como não nos
damos a soltar rojões para
festejar nossa própria existência, dedicamo-nos a dar
continuidade a ela e a aperfeiçoá-la sempre. Nesse percurso, mantemos o passo que
permitiu à revista tornar-se
a de maior crescimento e a
de maior credibilidade entre
as dirigidas à área. Ou seja,
fazemos o que acreditamos
ser a razão básica de nosso
êxito e a síntese de nossa
missão: transformar informação em conhecimento.
É nosso compromisso levar a
quem nos honra ao optar pela
leitura da revista, em meio
a enxurradas de títulos que
chegam às suas mãos, mais
do que apenas informações.
Em EMBALAGEMMARCA estas
são sempre contextualizadas,
interpretadas, relativizadas,
ampliadas em outros canais,
de modo a se transformarem num instrumento de trabalho efetivamente útil aos
profissionais do packaging.
Depoimentos nos dizem que
o leitor de EMBALAGEMMARCA tem, no conteúdo de cada
mês da revista e no conjunto
acumulado de informações
aportado desde a edição
número 1, um ferramental
que o diferencia no mercado e o fortalece na carreira.
Continuaremos assim.
nº 99 • novembro 2007
24
Diretor de Redação
Wilson Palhares
[email protected]
Reportagem
de capa: Queijos
Reportagem
[email protected]
Indústria de queijos abre
cada vez mais oportunidades
no mercado de embalagens
investindo em produtos já
prontos para o consumidor
Flávio Palhares
[email protected]
Guilherme Kamio
[email protected]
Leandro Haberli Silva
[email protected]
Marcella de Freitas Monteiro
12
14
Fechamentos
Metalúrgica
desenvolve
tampa de
fácil abertura
que dispensa
uso de peças
plásticas
40
32
3
Plásticas
Departamento de Arte
Xampu e condicionador da
Phisalia trocam embalagem
standard por frasco exclusivo
[email protected]
Carlos Gustavo Curado
José Hiroshi Taniguti
Administração
Eunice Fruet
Marcos Palhares
Mercado
Embalagens ajudam grandes
indústrias a vender mais
sucos prontos para beber
46
48
30
[email protected]
Departamento Comercial
[email protected]
Marcas
Karin Trojan
Wagner Ferreira
Ao completar 50 anos,
Cremogema ganha de
presente nova roupagem
Circulação e Assinaturas
Juliana Lenz
Rotulagem
[email protected]
Assinatura anual: R$ 99,00
Tendências apresentadas no
maior evento mundial do setor
de conversão, em Bruxelas
Público-Alvo
EMBALAGEMMARCA é dirigida a profissionais
que ocupam cargos de direção, gerência
e supervisão em empresas integrantes da
cadeia de embalagem. São profissionais
envolvidos com o desenvolvimento de
embalagens e com poder de decisão colocados principalmente nas indústrias de bens
de consumo, tais como alimentos, bebidas,
cosméticos e medicamentos.
Sondagem GNPD
Painel da Mintel apresenta
novidades internacionais
em queijos
Entrevista:
Silmara Figueiredo
Consultora da Associação
das Indústrias de Queijo
mostra oportunidades
abertas pelo setor para
a cadeia do packaging
62
64
Inovação
Aromatizante bucal combina
características de diversas
categorias em apenas uma
embalagem
Artigo
Há limite para a inovação?
Por Victo Basso
Filiada ao
Editorial
A essência da edição do mês, nas palavras do editor
Espaço aberto
Opiniões, críticas e sugestões de nossos leitores
8
Display
Lançamentos e novidades – e seus sistemas de embalagens
22 Internacional
Destaques e idéias de mercados estrangeiros
44 Panorama
Movimentação no mundo das embalagens e das marcas
66 Conversão e Impressão
Produtos e processos da área gráfica para a produção de rótulos e embalagens
72 Índice de Anunciantes
Relação das empresas que veiculam peças publicitárias nesta edição
74 Almanaque
Fatos e curiosidades do mundo das marcas e das embalagens
Impressão: Margraf Tel.: (11) 4689-7100
CAPA ILUSTRAÇÃO: JOSÉ HIROSHI TANIGUTI / BLOCO DE COMUNICAÇÃO
6
EMBALAGEMMARCA é uma publicação
mensal da Bloco de Comunicação Ltda.
Rua Arcílio Martins, 53 • Chácara Santo
Antonio • CEP 04718-040 • São Paulo, SP
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O conteúdo editorial de EMBALAGEMMARCA é
resguardado por direitos autorais. Não é permitida a reprodução de matérias editoriais
publicadas nesta revista sem autorização
da Bloco de Comunicação Ltda. Opiniões
expressas em matérias assinadas não refletem necessariamente a opinião da revista.
de lançamento da embalagem em 1º
de janeiro de 2006. Fica registrada a
minha sugestão.
Marcelo Perucci
Especialista de produtos
Rigesa Westvaco do Brasil
Valinhos, SP
Apoio da Belas Artes
R
egistro meu orgulho em ter participado desta primeira edição do PRÊMIO
EMBALAGEMMARCA – GRANDES CASES
DE EMBALAGEM.
Digo isto logo após receber o número 98 da revista, com a cobertura
da premiação, onde todos os cases
ganhadores estão bem caracterizados
e fundamentados. Sem dúvida é uma
referência na área. Creio que o prêmio
é na verdade um serviço que estamos
prestando ao setor e à nação. Valeu.
Parabéns e contem conosco em 2008,
2009, 2010. . .
Auresnede Pires Stephan (prof. Eddy)
Assessor de desenvolvimento
educacional
Unicentro Belas Artes de São Paulo
São Paulo, SP
Inscrições no Prêmio
P
rimeiramente quero parabenizar a
revista EMBALAGEMMARCA pelo gesto nobre em reconhecer certas falhas
no processo de inscrição no PRÊMIO
EMBALAGEMMARCA – GRANDES CASES
DE EMBALAGEM e torcer para que no
próximo concurso ocorra uma evolução em todos os sentidos. Realmente acredito que a inscrição de nossa
embalagem “Bulk 200 litros” ficou
prejudicada por alguns dos motivos
citados em mensagem a nós enviada
e na reportagem de capa da edição nº
98. Acredito que seria justo que para o
próximo concurso seja mantida a data
6 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
Lamentamos que a inscrição tenha sido
prejudicada, mas a data não poderá ser
mantida, dado que o concurso é anual e
abrange períodos sucessivos. Assim, as
inscrições à segunda edição do Prêmio
deverão abranger cases registrados no
período compreendido entre 1º/7/2007
e 30/6/2008. Dada a qualidade de seu
trabalho e a criatividade de sua equipe,
sem dúvida a Rigesa terá a apresentar
cases com forte potencial para serem
escolhidos pelo júri.
CORREÇÕES
Ânforas revisitadas
Na reportagem com o título acima,
sobre embalagens colecionáveis de
O Boticário, publicada na edição nº
98 de EMBALAGEMMARCA, (novembro de
2007), foi omitida por equívoco a informação de que o desenvolvimento do
projeto dos cartuchos é de responsabilidade do escritório Komm Design, de
Curitiba. A Rigesa, citada na matéria
como responsável pela criação dessas
embalagens secundárias, na realidade
assumiu a produção.
Do Uruguai
D
esejamos felicitar a revista pelo
excelentíssimo nível do idioma espanhol na escrita, na expressão gramatical e na sintaxe, algo realmente muito
raro de ver nas revistas traduzidas
no Brasil. Aproveitamos também para
felicitá-los por seu conteúdo didático e
informativo. Em muitas oportunidades
utilizamos a revista aqui em nosso Instituto com nossos alunos, como material didático. Felicitações novamente.
I.L.E. Instituto de Línguas Estrangeiras
Montevidéu
Uruguai
Do Chile
D
esejo felicitá-los pela revista. Não
contém desperdícios, é objetiva, vai
diretamente ao ponto com clareza.
As reportagens e os artigos são de
excelente qualidade, além de serem
sempre interessantes. Sem dúvida, é
uma revista com a qual vários setores
podem contar como apoio. Uma sugestão: procurem divulgar mais a revista
na América Latina. Não sei de uma só
pessoa que conheça a revista que não
expresse seu agrado com ela, e isso
hoje em dia vale muito.
Sergio Almada
Designer
Santiago, Chile
Fibrothin pela Cosgraf
Na seção Display de EMBALAGEMMARCA
nº 97 (outubro de 2007) a produção dos rótulos das embalagens da
linha de produtos para emagrecimento Fibrothin, produto do Laboratório
Catarinense, foi atribuída à Sanavita,
quando na verdade foram impressos
pela Cosgraf Indústria Gráfica.
A informação foi dada pela assessoria
de imprensa da agência Design Inverso, que nos enviou comunicado sobre
o lançamento do produto.
Mensagens para
EMBALAGEMMARCA
Redação: Rua Arcílio Martins, 53
CEP 04718-040 • São Paulo, SP
Tel (11) 5181-6533
Fax (11) 5182-9463
[email protected]
As mensagens recebidas por carta,
e-mail ou fax poderão ter trechos não
essenciais eliminados, em função do
espaço disponível, de modo a dar o
maior número possível de oportunidades aos leitores. As mensagens poderão
também ser inseridas no site da revista
(www.embalagemmarca.com.br).
Preservativos
modernizados
Sachês de Jontex são renovadas
Inapel
(11) 6462-8800
www.inapel.com.br
M Design
(11) 3839-0969
www.mdesign.art.br
As embalagens dos preservativos
Jontex, da Johnson & Johnson, foram
redesenhadas. Os sachês de filme
flexível de BOPP são impressos em
rotogravura pela Inapel. A mudança se
estendeu para as versões Lubrificado
(Preto), Comfort Plus (Verde), Ultra
(Vermelho) e Sensitive (Azul Claro).
A logomarca também foi atualizada.
O trabalho de modernização ficou a
cargo da M Design.
Novelprint
(11) 3768-4111
www.novelprint.com.br
Mazda Embalagens Flexíveis
(11) 4441-6502
www.mazdaembalagens.com.br
SP.OK Design
(11) 3815-9155
www.spokdesign.com.br
Purity em vidro
Embalagem tem rótulo magazine
A Cocamar lança a maionese Purity
Ligth com Canola, primeira a conter
50% de óleo de soja e 50% de óleo
de canola, em sua composição. Com
o layout das embalagens assinado
pela Jump Comunicação, o produto
é comercializado em potes de vidro
fabricados pela Owens-Illinois com
tampas de polietileno (PE) da Revpack. A decoração dos potes é feita com
rótulos magazine de papel impressos
pela Gráfica Tuicial.
Gráfica Tuicial
(45) 3227-2020
www.tuicial.com.br
Jump Comunicação
(44) 3031-3233
www.jump.com.br
Owens-Illinois
(11) 6542-8000
www.oidobrasil.com.br
Revpack
(11) 4070-7755
www.revpack.com.br
Prática e compacta
Lenço Softy’s ganha versão menor com selo abre-fecha
A Softy’s, tradicional marca de lenços
descartáveis da Papéis Melhoramentos,
ganha uma versão compacta, com 57
milímetros de comprimento, 75 milímetros de altura e 20 milímetros de profundidade. A embalagem de polietileno de
baixa densidade (PEBD) produzida pela
8 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
Mazda Embalagens Flexíveis, com tema
oito lenços de papel, é menor que as
opções disponíveis no mercado e tem um
fecho resselável, fornecido pela Novelprint. A SP.OK Design, responsável pelo
layout, criou sete estampas diferentes,
que remetem a instrumentos musicais.
Foil’sPack
(19) 3209-0510
www.foilspack.com.br
Latapack Ball
(12) 2127-4700
www.latapack.com.br
SPO+Pantani
(11) 3168-9166
www.pantanidesign.com.br
Saborizadas e seladas
Cerveja Crystal tem gosto de frutas
Chega às gôndolas a Crystal Fusion, cerveja saborizada da Petrópolis. A bebida, que tem as versões
guaraná, limão e maracujá, é acondicionada em latas
de alumínio fornecidas pela Latapack Ball e conta com
selos higiênicos de alumínio supridos pela Foil’sPack.
O design é assinado pela SPO+Pantani, que também
cuidou da reformulação do logotipo Crystal.
Cores para cores
FAZdesign
(47) 3027-2298
www.fazdesign.com.br
Nova Lata
(11) 6168-5255
www.novalata.com.br
Tons fortes destacam latas de tintas
A fabricante de tintas Maxicron reformula as embalagens
de sua linha de produtos e aposta em cores fortes que se
destacam no ponto-de-venda. As latas de aço são produzidas por fornecedores não revelados e litografadas pela
Nova Lata. A agência que assina o design das embalagens é a FAZdesign.
Cynar em
garrafa verde
Tradicional bebida tem nova cara
A Cynar altera suas embalagens e aposta em garrafas
de vidro mais finas, fornecidas pela Owens-Illinois. As
embalagens ganharam a cor
verde e têm o logotipo em
destaque em alto relevo. Os
rótulos de papel couché,
aplicados com cola
fria, são impressos
pelas gráficas 43 e
Gesa. As tampas de
polietileno de alta
densidade (PEAD)
são produzidas pela
Indeplast e pela Guala
Closures. O design das
embalagens foi desenvolvido pela Campari
do Brasil e segue o
padrão de identidade
visual usado nos outros
países onde a marca é
comercializada.
Destaque para o peso
Gráfica Gesa
(54) 3332-1301
Embalagem de proteína de soja
comunica alteração no volume
Guala Closures
(11) 4166-2400
www.gualaclosures.com.br
As embalagens da proteína de soja
Soya, da Bunge, produzidas em polietileno de baixa densidade (PEBD) pela
Inplac, chegam às gôndolas com cores
vibrantes. O layout, assinado pela
Pande Design, destaca a alteração do
peso líquido do conteúdo, de 500 para
400 gramas.
Gráfica 43
(47) 3221-1200
www.43sagrafica.com.br
Indeplast
(11) 6806-5000
www.indeplast.com.br
Owens-Illinois
(11) 6542-8000
www.oidobrasil.com.br
Inplac
(48) 3279-9000
www.inplac.com.br
Pande Design
(11) 3849-9099
www.pande.com.br
Moça agora é top
Bisnaga embala lançamento da Nestlé
Dixie Toga
(11) 5516-2000
www.dixietoga.com.br
Pande Design
(11) 3849-9099
www.pande.com.br
Sonoco
(11) 5097-2750
www.sonocoforplas.com.br
10 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
Um boa notícia para os fãs
da linha Moça: a Nestlé
aumenta o portfólio do sem
leite condensado com o
Moça Top, ideal para ser
utilizado como cobertura.
O novo produto, que tem
os sabores tradicional,
chocolate e doce de leite,
é acondicionado em tubos
laminados multicamadas
de polietileno e alumínio
de 170 gramas, fornecidos
pela Dixie Toga, com tampas de polipropileno da
Sonoco. A arte da embalagem é da Pande Design.
Camomila pediátrica
Art Set
(11) 4421-7426
www.art-set.net
AST Graphic Design
(11) 3277-9698
Intercom Comunicação
(11) 4226- 3866
Plastwal Latino Americana
(11) 4613-7600
www.plastwal.com.br
Medicamento infantil ganha novo layout
A Igefarma alterou o layout das embalagens de
Camomilina C, medicamento de uso pediátrico
indicado para combater as dores causadas pela
primeira dentição. Os cartuchos de papel cartão,
impressos pela Intercom Comunicação, tiveram
o design desenvolvido pela AST Graphic Design.
Cada caixa abriga 20 comprimidos acondicionados em um blister de PVC e alumínio, produzido
pela Plastwal e impresso pela Art Set.
Mistura fina
Brasilgrafica
(11) 4133-7777
www.brasilgrafica.com.br
Speranzini Design
(11) 5685-8555
www.speranzini.com.br
Cartão acondiciona massa para tortas
As embalagens das misturas para o preparo de tortas e mousses Massa Flora, da linha Carte D’Or, da
Unilever FoodSolutions, chegam ao mercado repaginadas pela Speranzini Design. O produto, destinado
a cozinhas profissionais, é acondicionado em cartuchos de papel cartão impressos pela Brasilgrafica.
fechamentos >>> alimentos
Sorte
lançada
Inspirada em trevo e sem
vedante, nova tampa de aço a
vácuo busca um lugar ao sol
O
SEM ANEL
Dispensando
peça de plastissol,
nova tampa de aço a
vácuo levou sete anos
para ser desenvolvida
dirigida a tais produtos (veja o quadro). “É inegável: o atomatado hoje é a coqueluche para as
tampas de aço a vácuo”, comenta o engenheiro
Antonio Pintor Aguilar, diretor industrial da
Metalúrgica Mococa.
Como novidade, o mecanismo de abertura do fechamento a vácuo da Mococa difere
daquele mais conhecido do mercado, presente tanto na precursora tampa Abre-Fácil, da
Rojek, lançada na década de 80, quanto na
tampa Prática, da Aro, mais recente. Sucede
que seu sistema de eliminação do vácuo, para a
abertura da embalagem, não implica na liberação de furos pela remoção de peças de plastissol (composto de resina de PVC com aditivos)
– na Abre-Fácil, a indefectível pecinha branca
tem formato de disco; na Prática, de anel. “O
mecanismo da Trevo é baseado num semicorte
FOTOS: CARLOS CURADO / BLOCO DE COMUNICAÇÃO
copo de vidro não foi vítima solitária da migração maciça dos requeijões para os copos plásticos. As
tampas de aço com práticos sistemas de abertura por vácuo, acessórios fiéis dos
vidros de requeijão, comungaram do mesmo
abalo. Para as metalúrgicas fabricantes desses
fechamentos, a saída foi concentrar atenções
em outros canais de escoamento, como o dos
atomatados. A vedação de copos e latas de
molhos, polpas e extratos de tomate mantém-se
como negócio altamente atraente para as tampas por vácuo. Tanto é que influencia, e muito,
a entrada nesse ramo da Metalúrgica Mococa,
fabricante de embalagens metálicas sediada na
cidade homônima, no interior paulista.
Ainda sem nome comercial definitivo, mas
com boas chances de ser oficialmente batizada de Trevo, a tampa de aço da Mococa com
sistema a vácuo está sendo apresentada ao
mercado com decoração litográfica alusiva
aos derivados de tomate, e em paralelo com
uma nova lata de aço expandida especialmente
Quase invisível, semicorte em formato
de cruz fica no “vale” entre o relevo
12 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
Para romper o semicorte, basta pressionar
o centro da tampa com o dedo
Ao eliminar o vácuo, rompimento
permite a fácil retirada da tampa
que dispensa o vedante”, explica Aguilar. “A
tampa abre com um pequeno esforço de pressão em seu topo, que rompe esse semicorte
inicial” (veja as fotos).
Metalúrgica Mococa
(19) 3656-9300
www.metalurgicamococa.com.br
Desenho helicoidal
O semicorte da tampa Trevo, em formato de
cruz, é orientado para o interior da embalagem
e não possui rebarbas, além de ficar protegido
num “vale” formado por um desenho helicoidal
em relevo (o que inspirou o apelido do produto). “O risco de o consumidor cortar a mão é
zero”, garante o diretor da metalúrgica.
Com patente já depositada, a Trevo levou
sete anos para ser desenvolvida, tendo derivado
de idéias de funcionários da Mococa. Embora
seus alvos primários sejam os atomatados, a
Trevo também já foi oferecida a produtores
de doces e de conservas. Mas uma agradável
surpresa, conta Aguilar, foi a sondagem de
um famoso laticínio, localizado próximo a
Mococa, para a possível adoção da tampa num
requeijão – um dos que não arredaram pé do
copo de vidro. (GK)
Uma expandida a mais
Mococa lança nova lata com perfil irregular
Atendendo a solicitações de
departamentos de marketing
de alguns clientes e tomando
como referência embalagens
européias, a Metalúrgica
Mococa acaba de lançar,
após dois anos de pesquisa
e desenvolvimento, um novo
modelo de lata de aço expandido. O corpo do recipiente é
dotado de três ondulações,
que, segundo Antonio Pintor
Aguilar, diretor industrial
da Mococa, “além de gerar
diferenciação estética, facilitam o manuseio da embalagem”. Atomatados são alvos
naturais da novidade, além
de outros produtos com
razoável valor agregado. “A
nova lata já é utilizada em
exportações de cafés solúveis para a Europa, dificultando falsificações”, detalha
Aguilar. A Mococa utiliza
duas máquinas expansoras
na modificação do perfil da
embalagem. Uma é da francesa Sabatier, referência na
área. A outra foi construída
pela própria metalúrgica.
mercado >>> sucos prontos
Muita sede a mitigar
No aquecido mercado de sucos de frutas, as embalagens ajudam a vender
Por Flávio Palhares
14 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
72,3%
=
21,9%
4,6%
CARTONADAS
PLÁSTICAS
* Até maio
COMPLEMENTO
Para Jandaia,
embalagem é uma
extensão do produto
METÁLICAS
0,7%
0,5%
VIDRO
SACHÊS
TOTAL:
100,0%
FONTE: ESTIMATIVA BIMESTRAL – ASSOCIADAS ABIR
Participação de embalagens no
mercado de sucos prontos – 2007*
A empresa traz para o Brasil sua mais nova
versão de sucos de alto valor agregado, em
garrafas de vidro de 300 mililitros. Exportado
para dezoito países, o Jandaia Premium é um
suco pronto para beber com alto teor de polpa
de fruta, mais concentrado, em cinco sabores:
manga, maracujá, acerola, goiaba e caju. As
garrafas, fornecidas pela CIV – Companhia
Industrial de Vidros, têm rótulos auto-adesivos produzidos pela Gráfica Halley com uso
de faca especial e tampas de aço douradas,
FOTOS: DIVULGAÇÃO
A
pesar de o consumo de sucos
prontos no Brasil ser incipiente
em comparação aos números da
Europa e dos Estados Unidos,
grandes fabricantes estão cada vez mais presentes nesse mercado. Enquanto em países
como Alemanha e França o consumo anual
per capita é 59 e 63 litros, respectivamente,
chegando a 42 litros nos Estados Unidos, no
Brasil esse volume é de apenas 2,5 litros/ano
por pessoa.
É o tipo da situação que pode ser vista
com otimismo, ou seja, se o consumo é baixo,
a oportunidade de crescimento é grande.
Embora a comparação com o movimento de
outros mercados pareça indicar pouca atração
do consumidor pelos sucos prontos, a leitura
pode ser a de que a imensa sede dos brasileiros pelo produto é um atrativo convite às
empresas interessadas em mitigá-la. Assim,
chama a atenção o fato de que as vendas vêm
crescendo a taxas médias de 17% ao ano nos
últimos cinco anos no mercado nacional, e
em 2006 as indústrias do setor movimentaram mais de 1 bilhão de reais.
Com dezenas de marcas no mercado utilizando a mesma matéria-prima – basicamente
frutas –, a embalagem tornase um atrativo que, na maioria
das vezes, pode se tornar o
diferencial na hora da escolha
pelo consumidor. Assim, as
empresas buscam inovar no
design, no formato e na variedade de materiais. Apesar de
o setor ser amplamente dominado pelas embalagens cartonadas (ver gráfico), outros
recipientes, como lata de alumínio, vidro e PET, buscam
sua fatia nesse bolo.
Um bom exemplo disso é
dado pela tradicional fabricante de sucos cearense Jandaia.
FOTOS: DIVULGAÇÃO
fornecidas pela Amcor White Cap. A
Jandaia, aliás, vê a embalagem como
complemento do produto. O diretor
comercial da empresa, Luiz Eduardo
Figueiredo, afirma que o processo
para definição do recipiente correto é
longo, complexo e de grande importância. “Hoje o consumidor é mais
exigente e participativo, por isso, em
nossa empresa, as mudanças só ocorrem depois de pesquisas”, diz ele,
acrescentando que uma boa embalagem é fundamental para conservar
a qualidade e o poder vitamínico
da fruta. “Os produtos ficam vários
dias expostos nas prateleiras e precisam manter todas as propriedades da
fruta”, argumenta.
Laranja com gomos
Nesse cada vez mais atrativo mercado,
crescem as movimentações de aquisições e
lançamentos de novos produtos. Em setembro
último, a General Brands, que recentemente
lançou o néctar de frutas com a marca Camp,
adquiriu da Nova América a Beba Brasil,
produtora e envasadora do Top Fruit e de
marcas como Nestlé, Carrefour, Wal-Mart,
Bompreço e Fazenda Bela Vista. Enquanto
aguarda decisão do Conselho Administrativo
de Defesa Econômica (Cade) para formalizar
a compra da líder Del Valle, em parceria com
a Femsa, a Coca-Cola, que já detém as marcas Minute Maid Mais e Kapo, lança o primeiro suco de laranja com gomos da fruta, o
Laranja Caseira, sob a chancela Minute Maid
Mais. A nova bebida, que tem 67% de suco
ESPREMIDO EM CASA
Embalagens do Minute
Maid Mais buscam
identificação com
consumidor que prefere
bebida feita na hora
natural, mais alta concentração de suco entre
os néctares desse sabor no mercado, segundo
a Coca-Cola, é comercializada em embalagens cartonadas assépticas da Tetra Pak:
Tetra Prisma Aseptic de 1 litro, com tampa de
rosca, e de 250 mililitros, com fecho PullTab,
uma etiqueta de alumínio que protege a área
onde a boca é colocada, permitindo o consumo do produto direto da caixinha.
A Oz Design criou a identidade visual das
embalagens, cujo desenho xadrez lembra toalhas de mesa, já que o objetivo da Coca-Cola
é que o sabor do suco seja o mesmo da laranja espremida em casa. A frase “Feito com
carinho” também aparece na embalagem. De
acordo com Andréa Motta, diretora de marketing de Novas Bebidas da Coca-Cola Brasil,
CARRO-CHEFE
Schincariol aposta na
marca Fruthos para
crescer no mercado
de sucos prontos
16 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
FOTOS: DIVULGAÇÃO
EM DUAS FRENTES
Skinka tem duas
opções de embalagem
e concorre com o
Kapo, da Coca-Cola
a empresa dá grande importância às embalagens, “pois elas são um ponto de contato fundamental com o consumidor”. Andréa destaca
que a Coca-Cola tem investido em embalagens diferenciadas, como a minilata de 235
mililitros (ver EmbalagemMarca 97)e a caixinha Tetra Prisma Aseptic de 750 mililitros
com tampa de rosca (ver EMBALAGEMMARCA
nº 94, maio de 2007). Caso a venda da Del
Valle seja aprovada, as duas principais marcas de sucos passam às mãos da Coca-Cola.
Com o infantil Kapo, a empresa passaria a
deter mais de um terço do mercado de sucos
prontos para beber, segundo dados da Nielsen.
Até a decisão do Cade, entretanto, as
gestões da Del Valle e da Coca-Cola,
assim como as estratégias de marketing, continuam separadas, de acordo
com as empresas.
Schincariol investe
Quem também investe em sucos
prontos é a Schincariol. Para ganhar
espaço nesse mercado, a empresa
relançou a linha Skinka e investe
em uma nova marca, a Fruthos. A
intenção da companhia é estar entre
as três primeiras do mercado e brigar
pela liderança nesse segmento até o
final de 2008. A marca Fruthos, novo
carro-chefe da companhia no segmento de prontos para beber, concorre na
categoria néctar, que tem até 50% de
18 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
ESTRÉIA
Com tradição em água
de coco, Amacoco aposta
em mercado promissor
polpa de fruta e representa cerca de 70% das
vendas no Brasil. O produto é acondicionado
em embalagens cartonadas assépticas de 1
litro e de 200 mililitros Tetra Brik Aseptic,
da Tetra Pak. O Fruthos terá seis sabores
normais e quatro em versão light. O design
gráfico das embalagens remete à idéia dos
caixotes onde as frutas são transportadas. A
marca e as embalagens foram criadas pela
agência de marketing Aktuell PSVA, em parceria com a Tátil Design.
A Skinka, antiga marca de suco misto
da Schincariol que enfrenta diretamente a
linha Kapo, da Coca-Cola, com foco no
público infantil, ganhou novos sabores, nova
formulação e novas embalagens: garrafas
de PET de 450 mililitros, produzidas pela
própria Schincariol, e caixinhas Tetra Wedge
Aseptic, da Tetra Pak, estampadas com
personagens licenciados do canal Cartoon
Network. Segundo o diretor de marketing da
Schincariol, Marcel Sacco, o investimento demonstra a intenção da companhia se consolidar como uma empresa
de bebidas, e não só de cerveja.
Outra marca que estréia no mercado de sucos prontos é a Kero, da
Amacoco, tradicional fabricante de
água de coco. Os sucos prontos Kero
chegam em embalagens cartonadas
assépticas Tetra Brik Aseptic de 1 litro
e 200 mililitros, nos sabores manga,
maracujá, pêssego e uva. A versão
FOTOS: DIVULGAÇÃO
DIFERENCIAÇÃO – Maguary adota tampas vermelhas nas linhas de sucos prontos e concentrados para ganhar destaque nas gôndolas
light, nas variantes manga e uva, é disponibilizada apenas nas embalagens de 1 litro.
A agência responsável pelo layout das
embalagens foi a Núcleo 3. O lançamento faz parte da estratégia da companhia
de aumentar e diversificar seu leque de
produtos. “Nosso objetivo é continuar
crescendo no mercado de água de coco e
também diversificar a linha de produtos”,
diz Nicola Armellini, gerente de marketing da Amacoco. “A linha de sucos Kero
é nosso primeiro movimento nesse sentido,
e novidades ainda virão.”
Tampas que fazem a diferença
A Maguary, da Kraft Foods, líder de mercado
em sucos concentrados e que desde 2003 oferece mercado a opção de prontos para beber,
renovou suas embalagens, com a modernização dos rótulos, novo logotipo e a introdução
de tampas vermelhas em toda a sua linha
– de sucos prontos, em embalagens cartonadas assépticas, produzidas pela Tetra Pak;
e concentrados, em garrafas de PET de 500
mililitros, da Amcor PET Packaging, com
tampas fornecidas pela Alcoa CSI e rótulos
de polipropileno biorientado (BOPP) impressos pela Sol PP Print. O novo layout, criado
pela Narita Design, traz frases que falam de
saúde e bem-estar e selos que comunicam a
comemoração dos 55 anos da marca. A logomarca da Maguary também foi reformulada e
agora tem o formato de uma folha de árvore.
20 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
Estilizada, essa folha acompanha o código
de barras dos produtos. De acordo com
Andréa Martins, gerente de marketing de
bebidas da Kraft Foods Brasil, as mudanças nas embalagens foram introduzidas
depois de pesquisas realizadas com consumidores. A adoção das tampas vermelhas
visa “diferenciar os sucos Maguary das
outras marcas, que em geral têm as tampas
brancas, tanto na linha de prontos como na
de concentrados”, explica a executiva.
ESTILIZADO
Folha que acompanha
novo logotipo de
Maguary é adicionada
ao código de barras
Aktuell PSVA
(11) 5543-9889
www.aktuellpsva.com.br
Narita Design
(11) 3167-0911
www.naritadesign.com.br
Alcoa CSI
(11) 4134-2500
www.alcoa.com.br
Núcleo 3
(11) 2244-1350
www.nucleo3com.com.br
Amcor PET Packaging
(11) 4589-3062
www.amcor.com
Oz Design
(11) 5112-9200
www.ozdesign.com.br
Amcor White Cap
(11) 5585-0723
www.amcorwcb.com.br
Sol PP Print
(11) 4199-1316
www.solembalagens.com.br
CIV – Companhia
Industrial de Vidros
(81) 3272-4484
www.civ.com.br
Tátil Design
(11) 2131-2200
www.tatil.com.br
Gráfica Halley
(86) 3216-9858
www.halleysa.com.br
Tetra Pak
(11) 5501-3200
www.tetrapak.com.br
Feijão como iogurte
Potinhos termoformados modernizam uma tradição do desjejum inglês
P
Termoformagem multicamadas
Os potes são termoformados pela alemã RPC
Bebo Plastik a partir de chapas de polipropileno/EVOH/polipropileno de alta barreira.
Assim como as latas de aço, as embalagens
plásticas multicamadas dispensam refrigeração para o armazenamento do produto. Cada
pote é fechado com selo combinando filme
de alumínio e polipropileno, que estampa
22 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
: DIVU
LG
AÇÃO
CUMBUQUINHA – Com porção
individual, Snap Pot pode ir ao
forno de microondas. Novidade
chega ao varejo em multipacks
cartonadas com quatro unidades
FOTOS
ara o paladar do brasileiro, feijão
com molho de tomate e proeminente sabor adocicado sugere
uma gororoba. Tal prato, contudo,
é uma iguaria em outros países. Na GrãBretanha, por exemplo, feijão doce é um must
dos cafés-da-manhã. Assim, faz todo sentido
o surgimento de uma nova apresentação para
esse produto no mercado britânico: potinhos
plásticos iguais aos dos matinais iogurtes. A
aposta é da americana Heinz, dona da mais
famosa marca de feijão doce industrializado,
a Beanz. Batizada como Snap Pot, a novidade
chega abalando uma fidelidade centenária.
Desde seu lançamento, em 1901, a Beanz
era comercializada exclusivamente em latas
de aço.
De acordo com a Heinz, a novidade
surge devido a duas mudanças de hábitos
alimentares. A primeira delas é o clamor por
porções menores. Mais da metade de todas
as refeições na Grã-Bretanha é preparada por
singles – aliás, a fabricante estima que um em
cada cinco lares britânicos seja hoje habitado
por apenas uma pessoa. O segundo fator é
o clamor por conveniência. “Snap Pots são
perfeitos para quem tem um estilo de vida
pressionado pelo tempo e quer refeições leves
sem ter que lavar louças ou ocupar considerável espaço na geladeira, guardando sobras
das latinhas”, diz Nathan Ansell, diretor de
marketing da Heinz britânica.
Cada Snap Pot acondiciona 200 gramas
dos chamados baked beans e é apropriado
para o aquecimento em forno de microondas.
O preparo leva um minuto.
RPC Bebo Plastik
+49 4761-8600
www.rpc-beboplastik.de
instruções de preparo impressos por codificadora inkjet.
O Beanz Snap Pots é comercializado em
multipacks com quatro potes, unidos pelas
bordas superiores como os potes termoformados de iogurtes – daí o “snap” (ruptura,
vertendo-se do inglês) do nome da nova
versão. Uma luva de papel cartão recobre
o conjunto e confere apelo vendedor para o
produto. Com o mesmo conceito de embalagem, a Heinz lançou, simultaneamente com
o Beanz, o Hoops em Snap Pot, massa mergulhada no mesmo molho adocicado. (GK)
reportagem de capa >>> queijos
Mais perto
do consumidor
Desenvolvimento do mercado
de queijos, principalmente os
especiais, estimula fabricantes
a oferecer apresentações
fracionadas. A indústria de
embalagens comemora
ILUSTRAÇÃO: JOSÉ HIROSHI TANIGUTI
Por Leandro Haberli
24 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
B
ranco, mussarela, prato e requeijão.
Em oposição à grande fragmentação dos mercados mais desenvolvidos, no Brasil apenas esses quatro
tipos de queijos respondem por 75% do faturamento do setor, calculado em 4,3 bilhões de
reais no ano passado. Embora ainda seja muito
grande, essa concentração diminuiu nos últimos
anos. Além de ter aumentado o consumo de
queijos de origem americana, como cheddar,
cottage e cream cheese, receitas finas e tradicionais da Europa ganham espaço crescente no
cenário nacional. Nomes como brie, camembert, emmenthal, estepe e gruyère talvez nunca
tenham sido tão populares no país, num processo de diversificação que exerce forte influência
no campo dos sistemas de acondicionamento.
A cada dia o mercado de queijos abre mais
oportunidades para a área de embalagem. Ainda
que muitos consumidores prefiram produtos
cortados na hora, novos materiais e tecnologias
de acondicionamento estão contribuindo para
que mais e mais queijos saiam das linhas de
produção prontos para o consumidor final.
Isso significa que as queijarias brasileiras estão
buscando alternativas às apresentações de grandes volumes que precisam ser manipuladas e
abertas pelo varejo. Num mercado em que são
comuns embalagens destinadas aos canais de
distribuição, e não ao consumidor final, trata-se
de mudança significativa. Nesse novo panorama
de negócios, a bola da vez são as embalagens
fracionadas, que vêm sendo beneficiadas pelo
crescimento do mercado de queijos especiais.
Estímulo às cartonadas
ficiados pela explosão do nicho de queijos
especiais é o papel cartão. “A demanda realmente cresceu nos últimos anos”, confirma
Sergio Brusco, diretor comercial da Escala 7,
indústria gráfica que atende empresas como a
Polenghi, pertencente ao grupo francês Soparind
Bongrain, um dos maiores produtores de queijos especiais do mundo. Há cerca de cinco anos
a Escala 7 fornece diferentes embalagens cartonadas usadas na linha de queijos finos denominada Polenghi Selection. As caixinhas trazem
volumes pequenos, em média de 175 gramas,
e apresentam formatos variados, podendo ser
sextavadas ou ter a aparência de um pedaço de
pizza. O papel cartão mais utilizado é o triplex,
sempre com acabamento plastificado na frente e
no verso, relevo e impressão offset de no mínimo cinco cores.
A diversificação do portfólio das queijarias
nacionais também tende a abrir caminho para
novos processos de acondicionamento. É o
caso da tecnologia de atmosfera modificada para embalagem, ou MAP,
SHELF LIFE
Bandejas da Campo
Verde alimentos com
atmosfera modificada:
vida útil expandida
FO
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S
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CA
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O
D
RA
CU
Cerca de quinze anos atrás, quando as primeiras
marcas de queijos finos importados chegaram
ao país, a indústria brasileira praticamente não
se dedicava a esse segmento. No ano passado,
porém, os fabricantes nacionais produziram 62
mil toneladas de queijos especiais. Embora custem até 50% menos que as marcas importadas,
esses produtos apresentam maior rentabilidade,
pois seu preço é em média o dobro do dos
queijos considerados commodities. Assim, se
em volume o segmento correspondeu a pouco
mais de 10% das 575 mil toneladas produzidas
em 2006, em valor sua participação já corresponde a quase 25% do faturamento da indústria
brasileira.
Um dos materiais de embalagem mais bene-
ACABAMENTO SOFISTICADO
Caixinhas usadas em
marcas de queijo brie
apresentam papel cartão
triplex plastificado, relevo
e impressão de cinco cores
novembro 2007 <<<
EmbalagemMarca <<< 25
na sigla em inglês. Nesse sistema de acondicionamento altera-se a atmosfera ao redor
do produto para ampliar sua validade. Numa
pesquisa realizada em 2005 na Escola Superior
de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP
de Piracicaba, aumentou-se a durabilidade de
queijos do tipo minas frescal em mais de cinco
vezes com o uso de MAP. O produto manteve
suas características sensoriais, microbiológicas
e físico-químicas por 43 dias, enquanto nos
saquinhos plásticos ou nas bandejas de isopor
recobertas com filme transparente a durabilidade foi de apenas oito dias. Os gases normalmente utilizados na composição da nova atmosfera
são nitrogênio, oxigênio e dióxido de carbono.
A composição das misturas gasosas, bem como
a concentração dos gases, é determinada conforme o produto que será embalado. Afora
queijos, a tecnologia MAP pode ser aplicada no
acondicionamento de carnes, vegetais, bolos,
pães, frios e até castanha de caju.
No caso de queijos, além do aumento da
validade, a MAP possibilita o processamento de produtos com maior umidade. “Dessa
forma é possível melhorar a qualidade sensorial
e facilitar o manuseio dos queijos fatiados”,
explica Roberto Botto, gerente de aplicações
e processos da White Martins, fornecedora de
gases para MAP no Brasil. “A MAP também
apresenta vantagens em relação às embalagens
a vácuo, que podem causar deformações nas
peças”, acrescenta Botto.
A despeito de tantos benefícios, a tecnologia
não deslanchou nas prateleiras de queijos do
país. Entre os entraves estariam o custo e a dificuldade de acesso do material de embalagem.
“Temos de importar o filme que utilizamos em
nossas bandejas”, conta Marcelo Scarano, diretor comercial da Campo Verde Alimentos, tida
como pioneira no uso de MAP na indústria brasileira de queijos. Desde que a empresa começou a trabalhar com a tecnologia, há doze anos,
Tradição regional, queijo em lata continua forte
Neste período do ano, as linhas
produtivas da Metalgráfica
Palmira trabalham com força
total. Maior fornecedora de
latas de aço para esse segmento de mercado, a empresa se
beneficia da tradição nordestina
de não deixar faltar o produto
nas ceias de Natal e Ano Novo,
ainda que seja adquirido em
sistema de consórcio. O produto made in Brazil nasceu em
1880, por iniciativa do imigrante
português Carlos de Sá Fortes,
que trouxe queijeiros holandeses
para a cidade de Palmyra, hoje
Santos Dumont, na Zona da
Mata mineira.
Comercializado deste então
com a marca tirada do
nome da cidade, o queijo
tipo reino, de sabor
forte e picante, caiu
firme no gosto dos
brasileiros e hoje se
multiplica em vinte
marcas, embora
muitos consumidores se refiram
a ele invariavelmente como “queijo palmira”. Apesar da variedade, a lata esférica, litografada
a quatro cores, e com rugas
características – que a par de
conferirem maior resistência se
tornaram um equity da embalagem – praticamente não teve
seu design mudado ao longo do
tempo. Uma única alteração:
a marca Skandia, da Polenghi,
inovou em 2004, ao adotar uma
lata semi-esférica, com sistema
de fechamento abre-fácil. Aberta,
a embalagem faz as vezes de
queijeira e pode ir direto à mesa.
26 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
Passado o período de exclusividade no fornecimento, o sistema
foi adotado por outras marcas
modernas, que recorrem também ao sistema light-easy, o qual
igualmente não exige o uso de
instrumentos para ser aberto.
Segundo Maria Tereza Ladeira
Abud, diretora industrial da
Metalgráfica Palmira, “as marcas
mais tradicionais e que estão
no mercado há setenta, oitenta,
noventa anos, ainda utilizam em
seus produtos a abertura de
recravação, ou seja é necessário
o abridor de latas para fazer esta
abertura”.
FOTOS: CARLOS CURADO / BLOCO DE COMUNICAÇÃO
Categoria de queijo reino tem na Palmira sua principal fornecedora de latas
o mercado evoluiu pouco. “Em países desenvolvidos a situação é outra”, compara Scarano.
“Lá fora nenhum funcionário de supermercado
põe a mão no queijo.”
Enquanto a atmosfera modificada não
expande, os potes plásticos termoformados
dotados de selos de alumínio se encarregam de
aumentar a vida útil de diferentes queijos vendidos no Brasil. Graças a seu eficiente sistema de
fechamento, essas embalagens são capazes de
conservar queijos frescos por até cinqüenta dias
em ambiente refrigerado. Com isso, as queijarias se tornaram importantes clientes dos transformadores de embalagens plásticas. “Trata-se
de uma categoria que vem crescendo, ainda que
muitos fabricantes continuem usando saquinhos
plásticos”, conta Antonio Carlos Silva Jr., diretor comercial da Poly-Vac, que atende fabricantes como Polenghi, Tirolez, Quatá e Vigor.
RIVALIDADE – Aos poucos,
potes dispensam saquinhos
plásticos no mercado de
queijos cremosos e frescos
Paralelepípedo
Uma das últimas novidades no campo das
embalagens plásticas rígidas foi recentemente
lançada nos supermercados de São Paulo pela
Polenghi. Trata-se de um pote retangular com
capacidade para 400 gramas usado na linha de
queijos do tipo minas frescal ultrafiltrado, aqueles com menos soro e textura lisa, além de baixos
índices de gordura e bactérias. Outra diferença
desse tipo de produto é o preço: os ultrafiltrados
custam até 20 reais o quilo, enquanto o queijo
minas tradicional tem custo médio de 10 reais o
quilo. Feita de polipropileno (PP) pela Fibrasa,
outro grande transformador plástico, a embalagem desse novo produto Polenghi lembra os
O TRUNFO DO FORMATO
Polenghi apostou em
potes com formato de
paralelepípedo: fatias
adequadas para
lanches e sanduíches
MENOS É MAIS
Linha Frescatino
pode ser encontrada
em embalagens de
250 gramas, metade
do volume padrão
da categoria de
ultrafiltrados
MARCO DE
INOVAÇÃO
Embalagem
queijeira da
Danúbio permite
levar produto
da geladeira
para a mesa
DIVULGAÇÃO
potes com formato de paralelepípedo comuns
na categoria de margarinas.
“Apostamos nessa apresentação ao perceber
que uma fatia de queijo redondo nem sempre é
adequada para o preparo de lanches e sanduíches”, conta Paulo Netto, diretor de marketing
da Polenghi. Embora tenha chegado ao varejo
de São Paulo há poucos meses, o produto estava sendo vendido no Rio de Janeiro, Espírito
Santo e Sul do país desde 2005. “Mas usamos
potes plásticos há muito mais tempo”, lembra
o diretor da empresa, em referência à linha
Frescatino, também de queijo minas ultrafiltrado. Desde o final dos anos 1990 a marca é oferecida em potes plásticos virados de boca para
baixo e envoltos por estruturas de papel cartão.
A linha Frescatino também chama atenção por
seguir a tendência de diminuição das porções,
sendo oferecida em embalagens de 250 gramas,
metade do volume padrão da categoria.
No entanto, o pioneirismo no uso de potes
plásticos na categoria de queijos minas ultrafiltrado foi da marca Danubio, controlada pela
Vigor. A idéia surgiu em 1986, despertando
a atenção de concorrentes, que logo migraram dos saquinhos plásticos para esse tipo de
acondicionamento. Em 2001 o queijo Danubio
O reinado de Romeu e Julieta
Entre as mais mineiras sobremesas brasileiras, a mistura
de queijo com doces de leite ou
geléias de frutas está na mira de
dois grandes laticínios do país:
Polenghi e Vigor. Esta última vem
apostando num produto formado
por queijo aerado e diferentes
tipos de doce de frutas, dentre os quais a versão Romeu e
Julieta, que leva goiabada, faz
grande sucesso. Vendido com
a marca Danubio, o produto é
apresentado em dois potes individuais de 130 gramas unidos por
uma estrutura cartonada. Esta é
impressa pela Graphic Packaging
em papel cartão Klafod BF com
290 gramas por metro quadrado. Tanto ela como o material
de que é feita são especialmente
desenvolvidos para ambientes
refrigerados. Montada por encaixe, a estrutura cartonada dispensa pontos de cola que poderiam
soltar sob frigorificação. Já o
cartão recebe tratamento de
superfície específico para armazenamento em ambientes gelados.
Quem também aposta na mistura de queijo com doces típicos
é a Polenghi, que em 2005
acrescentou ao portfólio da
marca Frescatino uma linha de
sobremesas contendo
dois potinhos,
um de queijo
minas ultrafiltrado e outro com
doce de leite ou
geléias de frutas.
Os recipientes são
28 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
unidos com filme plástico termoencolhível. Na mesma época de
seu lançamento, o produto foi
distribuído como um brinde do
McLanche Feliz. Essa, aliás, não
foi a primeira parceria entre a
Polenghi e a cadeia de fast food.
“Somos tradicionais fornecedores
do queijo e do sorvete vendidos
pelo McDonalds”, explica Paulo
Netto, diretor de marketing da
Polenghi.
DIVULGAÇÃO
Prontas para consumo, sobremesas fracionadas fazem sucesso
inovou mais uma vez, adotando uma prática
embalagem queijeira associada a luva de papel
cartão, que faz sucesso até hoje por permitir que
o queijo vá da geladeira diretamente à mesa do
consumidor, sem necessidade de ser retirado da
embalagem.
“Para o consumidor, uma das grandes vantagens do pote é a eliminação do pinga-pinga dos
saquinhos, que ainda exalam o desagradável
cheiro de soro de leite”, diz Valdivo Begali Jr.,
gerente de produto da Vigor. “Além de oferecer
maior proteção contra danos físicos que podem
ocorrer durante o transporte, armazenagem e
exposição no ponto-de-venda, esse tipo de
embalagem tem visual mais atraente”, completa Begali. Na apresentação tradicional de 500
gramas, a tampa e o pote do queijo Danubio
são fornecidos pela Huhtamaki, enquanto a
embalagem de 250 gramas é da Fibrasa. Os
selos de alumínio são da Selimpack, e a luva de
papel cartão é impressa em offset pela Graphic
Packaging.
Superavitário
No campo das flexíveis também há boas novidades de embalagem para queijos. Um dos
setores mais desenvolvidos é o de filmes encolhíveis de alta barreira. Entre as empresas que
atuam no desenvolvimento de matérias-primas
para esse tipo de material está a gigante de
especialidades químicas Dow. Em seu portfólio
há resinas e plastômeros poliolefínicos próprios
para filmes plásticos de embalagens de queijo.
“São produtos que garantem alta resistência
de selagem contra contaminantes, tais como
gorduras, líquidos e partículas sólidas finas”,
explica Verônica Perez, gerente de marketing
para a área de embalagens da Dow. A empresa também oferece filmes multicamadas com
nylon. “Nesses casos nossa tecnologia de polietilenos modificados cumpre o papel de adesivo
entre as camadas de poliolefinas e a poliamida,
PROTEÇÃO - Filmes encolhíveis
produzidos com especialidades
da Dow oferecem alta barreira
ÃO
AÇ
LG
U
DIV
assegurando coesão da estrutura e evitando
delaminação”, completa a executiva.
Como se vê, as tecnologias de embalagem
disponíveis para o mercado de queijos evoluíram muito. Obviamente, isso não basta para
que o panorama de embalagens do mercado
nacional se equipare ao de países desenvolvidos. Mas alguns fatos reforçam a idéia de que
caminhamos nesse sentido. Em primeiro lugar,
o preço do leite vem apresentando grandes oscilações na entressafra, fator que compensa investimentos em produtos de maior valor agregado.
Por outro lado, a produção brasileira de leite
cresceu 40% nos últimos dez anos, passando de
18,5 bilhões de litros em 1996 para 25,6 bilhões
em 2006.
“De grande importador de leite, o país
começa a se tornar superavitário”, observa
Silmara Figueiredo, consultora de marketing da
Associação Brasileira da Indústria de Queijos
(Abiq) (ver entrevista completa na página 32).
Isso significa que, a par dos recentes incrementos de renda dos brasileiros, o aumento
da produção de leite dinamizou fortemente
a indústria brasileira de queijos. Somado ao
esforço dos fabricantes para apagar as suspeitas
de adulteração que recentemente recaíram sobre
o setor, quando foram descobertos lotes com
datas de validade e embalagens irregulares, esse
cenário indica um bom ritmo de inovações no
panorama de embalagens da categoria, com os
grandes sistemas de acondicionamento cedendo
cada vez mais espaço para porções fracionadas
e prontas para o consumo final.
novembro 2007 <<<
TENDÊNCIA
Sadia aposta em linha
com porções fracionadas
e fatias embaladas
individualmente
Dow
(11) 5188-9000
www.dow.com
Escala 7
(11) 6914-2933
www.escala7.com.br
Fibrasa
(11) 5051-2984
www.fibrasa.com.br
Graphic Packaging
(11) 4589-4500
www.graphicpkg.com.br
Huhtamaki
(41) 3661-1290
www.huhtamaki.com.br
Poly-Vac
(11) 5693-9988
www.poly-vac.com.br
Selimpack
(11) 4447-2080
www.selimpack.com.br
White Martins
0800 709 9000
www.whitemartins.com.br
EmbalagemMarca <<< 29
Sondagem GNPD*: Queijos
Todos os meses, EMBALAGEMMARCA seleciona alguns cases internacionais de um dos mercados analisados por
nossa reportagem, para que os leitores possam compará-los com o que se produz no Brasil
Kiri Al Jarra
P’tit Louis Filôfil
Edam Mainland
País: Egito
Embalagem: Pote plástico
formado por extrusão e
sopro, decorado com rótulo
termoencolhível impresso
em rotogravura, com
capacidade para 450
gramas. Possui ainda
uma tampa plástica de
rosca e lacre antiviolação. Os materiais
não estão especificados.
Descrição: Queijo cremoso rico em cálcio apresentado em nova textura, mais
fácil para espalhar.
País: França
Embalagem: Quatro sachês flexíveis impressos em flexografia,
contendo 21 gramas do produto,
são agrupados num flow pack
impresso em rotogravura. O material dos filmes não é especificado.
Descrição Barras de queijo adicioDescrição:
nadas de cálcio e vitamina D que
devem ser
consumidas
em até 24
horas após
retiradas da
geladeira.
Direcionado
às crianças.
País: Nova Zelândia
Embalagem: Bandeja plástica termoformada selada com filme plástico
(impresso em rotogravura) adesivado
nas bordas para refechamento da
embalagem. Na bandeja há ainda a
aplicação de um rótulo auto-adesivo
de papel impresso em offset. Contém
10 fatias do queijo tipo Edam.
Descrição Produto fresco, com
Descrição:
25% a menos
de gordura que
o queijo tipo
cheddar. Possui
duas variantes de
sabores: Colby e
Suíço.
Fresh
Mozzarella
Medallions
País: Espanha
E
Embalagem: Bandeja plástica
resselável contendo fatias do
queijo separadas por folhas
plásticas que facilitam
a retirada de cada
porção do produto. Os materiais
e o sistema de
impressão não
são informados.
Descrição Queijo
Descrição:
suave, sem conservantes que centra seus apelos
mercadológicos na questão
ambiental. O fabricante afirma
produzir mais energia renovável
do que consome.
El Ventero
Tierno
País: Espanha
E
Embalagem: Bandeja
plástica resselável contendo fatias do queijo
separadas por folhas
plásticas que facilitam a
retirada de cada porção
do produto. Os materiais
e o sistema de impressão
não são informado
informados.
Descrição Queijo suave,
Descrição:
sem conservantes que centra
seus apelos mercadológicos na
questão ambiental. O fabricante
afirma produzir mais energia
renovável do que consome.
Back-Feta Alpenhain Fondue de
Hot Cheese Dip
Quezo
Suizo
J.L.Kraft
País: Finlândia
Finl
Embalagem: Bandeja termoformada de
plástico não especificado com capacidade para 200 gramas do produto,
selada com filme plástico (material
não informado). Uma bandeja menor,
selada com filme plástico impresso
em flexografia, traz uma porção de
molho. A embalagem primária vem
envolta em cartucho de papel cartão
kraft impresso em offset, dotado de
tira picotada para fácil abertura.
Descrição Queijo suave, sem conserDescrição:
vantes que centra seus apelos mercadológicos na questão ambiental. O
fabricante afirma
produzir mais
energia renovável
do que consome.
País: Guatemala
Embalagem: Filme
transparente (material não especificado)
impresso em flexografia. Acondiciona
400 gramas do
produto, porção suficiente para duas ou
três pessoas.
Descrição: Pode ser
preparado em fogão
convencional ou
forno de microondas.
País: EEstados Unidos
Embalagem: Pote injetado de polipropileno (PP) com rótulo auto-adesivo
de papel impresso em flexografia e
tampa plástica injetada (material não
especificado), envolto em luva
de papel cartão, impressa em
offset, dotada de tira picotada
para fácil abertura. O pote,
com capacidade para 184
gramas, pode ser aquecido
no microondas.
Descrição O queijo fundido,
Descrição:
após o aquecimento, pode ser consumido diretamente na embalagem.
Produto tem versões Parmesão com
Mussarela e Tomate Seco, Parmesão
com Espinafre e Alcachofra e Cheddar
Branco com Pimenta Chilpoctli.
O GLOBAL NEW PRODUCTS DATABASE (GNPD) DA MINTEL ACOMPANHA, INTERNACIONALMENTE,
NOVOS LANÇAMENTOS DE PRODUTOS, TENDÊNCIAS E INOVAÇÕES. PARA INFORMAÇÕES ADICIONAIS
SOBRE O GNPD, VISITE WWW.GNPD.COM OU LIGUE PARA A MINTEL INTERNACIONAL (+ 1 312 932-0600)
30 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
FOTOS: DIVULGAÇÃO
As informações apresentadas nesta seção são provenientes de levantamentos e análises da Mintel e são protegidas por direitos autorais.
EMBALAGEMMARCA não se responsabiliza pelo conteúdo.
entrevista >>> Silmara Figueiredo
“Os queijeiros buscam
diferenciação”
H
á vinte anos no mercado de lácteos, Silmara
Figueiredo já passou por empresas como
Parmalat, Polenghi e Tetra Pak. Hoje é
consultora de marketing da Associação
Brasileira das Indústrias de Queijo (Abiq).
Essa trajetória lhe permitiu observar de perto a evolução
dos fabricantes nacionais. Novos sabores, formatos e
apresentações se multiplicaram nas gôndolas do setor nos
últimos anos. Na parte de embalagens, esse movimento
vem demandando tecnologias e materiais de acondicionamento aprimorados e adequados a diferentes perfis
de consumidor. Em outras palavras, a diversificação e
a melhora de qualidade da indústria brasileira de queijo estão abrindo boas oportunidades de negócio para a
cadeia de embalagem, como a consultora da Abiq deixa
claro a seguir.
Porções individuais, como as
acondicionadas em filmes de
alumínio, vivem perspectiva
de crescimento
A senhora diria que aumentou a demanda da indústria de
queijo por embalagens diferenciadas?
Sim, pois os fabricantes têm percebido a necessidade
de apresentar seus produtos de outras formas. Já há em
alguns segmentos diferenciações interessantes de embalagem. No caso de queijos finos, como brie e camembert, já são usadas embalagens cartonadas em porções
menores. É verdade que poderia haver mais inovações.
Se olharmos o mercado de queijos de outros países isso
fica claro. Mas também não há dúvidas de que estamos
seguindo as tendências vistas lá fora. Estamos cada vez
mais diminuindo as porções e oferecendo queijos mais
prontos para consumo, já fatiados ou já picados, por
exemplo. Isso favorece a disseminação de novas tecnologias, como a atmosfera modificada, que aumenta o
tempo de prateleira do queijo. Na França em particular
e na Europa de modo geral essa tecnologia já é bastante
comum. Baldes industriais para queijos cream cheese,
requeijão ou processados usados pela indústria de alimentos também ganharam bastante força no Brasil. No
varejo, creio que a tendência seja oferecer ao consumidor produtos mais fracionados e com maior praticidade.
Estamos falando de embalagens com formatos diferentes,
que abrem e fecham, por exemplo. Esta particularmente é
uma demanda importante, que ainda não temos no Brasil.
Queijinhos em porções individualizadas, que usam filme
de alumínio ou laminados plásticos, também tendem a
crescer, impulsionados pela onda da portabilidade.
A indústria de queijos se sente bem atendida em termos
de embalagem? Ou os fornecedores de embalagem ainda
não despertaram para as novas necessidades de acondicionamento dos fabricantes de queijo?
Consultora de marketing da Associação Brasileira das
que a mudança do panorama de embalagens do setor
abriu oportunidades para a cadeia do packaging
32 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
FOTO: DIVUL
GAÇÃO
Indústrias de Queijo (Abiq), Silmara Figueiredo mostra
entrevista >>> Silmara Figueiredo
Em muitos casos o varejo é responsável pelo acondicionamento final dos diversos queijos que vende.
Bandejas recobertas com filmes plásticos transparentes
são comuns em produtos fatiados, por exemplo. Esse
modelo é próprio do mercado brasileiro? Ou também
ocorre em outros países?
Ocorre porque há uma tradição nesse sentido. O fato é
que muitas pessoas querem que o queijo seja fatiado na
sua frente, pois assim têm a idéia de estar levando um
produto mais fresco. Traçando um paralelo, o mesmo se
dá com o pãozinho francês. As pessoas gostam de comprá-lo ainda quentinho. Nos outros países é comum os
consumidores não apenas pedirem para fatiar uma peça.
Muitos também escolhem uma cunha específica. Mas,
asssim como aqui, lá fora também são comuns, no autoserviço, as bandejas de fatiados, pois não é todo mundo
que quer ficar na fila. O que substitui esse modelo em
outros países, e que começamos a ver no Brasil, é a estratégia de fatiar os queijos nas linhas de produção e oferecê-los em embalagens com atmosfera modificada. Essa
tecnologia usa um gás inerte, que faz com que o queijo
dure mais do que aquele embalado com filme comum utilizado pelo supermercado. De qualquer forma, pedir para
fatiar o queijo na hora ainda é um hábito do brasileiro.
Observamos, porém, que esse costume começa a mudar.
Os Estados do Sul já apresentam oferta maior de queijos
pré-embalados.
E quanto às embalagens cartonadas? Elas constituem
uma opção às bandejas?
Depende um pouco da tecnologia do queijo. Um gorgonzola oferecido numa cunha requer um filme de proteção
contra oxigênio. Os queijos de mofo branco, além da
embalagem cartonada, precisam de um papel especial,
que preserva a camada branca aveludada típica do queijo.
Às vezes a indústria está determinada a inovar sua embalagem, mas isso se torna difícil em função das característi-
Atmosfera modificada promete
crescer no Brasil, permitindo que
os queijos sejam cortados e acondicionados nas linhas de produção
34 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
Fracionamento estimula consumo
de estruturas cartonadas no nicho
de queijos finos
FOTOS: CARLOS CURADO / BLOCO DE COMUNICAÇÃO
A função da embalagem no mercado de queijos é muito
relevante. Acima de tudo uma boa embalagem de queijo
tem de garantir a validade do produto. É preciso haver
determinadas características técnicas para preservar o
queijo. Isso em alguns casos limita as opções de embalagem. Mesmo assim, tem havido uma evolução significativa em oferta de embalagem. O segmento de queijos
tem procurado outras formas de apresentar seus produtos.
Apesar disso, em alguns mercados predominam determinadas apresentações. A maioria das formas de queijo,
por exemplo, é vendida em embalagens seladas. Elas
impedem a entrada de oxigênio e aumentam a validade
do produto. Mas inovações importantes têm sido observadas. É o caso das embalagens fracionadas, destinadas
a atender perfis específicos de consumidor e unidades
familiares menores. Tendências assim têm aberto mercado para soluções alternativas, como potes plásticos e
embalagens de alumínio. Tampas constituídas por selos
de alumínio, aliás, também são muito importantes para
preservar o produto lácteo.
cas e das exigências de proteção do produto lácteo. Como
já disse, a questão da proteção é primordial. É claro que
surgem novidades, como bandejas pré-moldadas, com
filme selante que abre e fecha. Também há bandejas com
subdivisões, nas quais são oferecidos, por exemplo, mini
aperitivos de queijo. São pequenas porções já cortadas e
fracionadas. Na Espanha há uma embalagem de queijo
com um cabinho de plástico, tornando o produto parecido
com um sorvete. Em suma, com o aumento da renda e do
consumo, a indústria de queijos tende a buscar embalagens diferenciadas, embora sempre haja a condicionante
de que essa embalagem garanta o tempo de prateleira do
produto, o que realmente é um desafio.
Como está o mercado brasileiro de queijos especiais?
Tem sido noticiado que, mesmo com o dólar em baixa, os
queijos especiais importados foram largamente substituídos pelos nacionais?
Grande parte do mercado brasileiro é composto por queijos que nós chamamos de cotidianos. São produtos com
grande distribuição, que estão presentes na alimentação
diária e como ingrediente da indústria de alimentos.
Basicamente são os queijos mussarela, prato, minas frescal e requeijão. Esses quatro produtos representam entre
70% e 75% do consumo nacional. Os queijos que saem
do consumo cotidiano, tais como provolone, parmesão,
gruyère, gorgonzola e camembert, são designados como
queijos finos, e constituem de fato um segmento que tem
crescido no Brasil. A primeira onda de crescimento desse
setor se deu no Plano Real, quando entraram muitos
queijos importados no país. Naquela época houve uma
experimentação maior de queijos pelos brasileiros. Agora
esses queijos já são supridos pela indústria nacional. Não
serve mais tanto queijo importado no varejo do país. De
dez anos para cá houve um bom ritmo de inovações. Vale
lembrar que a indústria de queijos de um país é muito
ligada ao seu rebanho predominante. Como no Brasil a
maioria do rebanho é bovino, a maioria dos queijos é,0
de leite de vaca. Mesmo assim, já há uma boa oferta de
queijos de leite de búfala. Já há também uma produção
industrial de queijos de cabra, e agora começamos a notar
a oferta de queijo de leite de ovelha. Também estamos
crescendo no nicho de queijos saborizados e processados.
Nesse aspecto é interessante notar que a introdução da
cultura de queijos no Brasil se deu através da tradição
européia. Os queijos amarelos que consumimos hoje
são em grande parte descendentes dos queijos que os
imigrantes dinamarqueses que vieram para Minas Gerais
entrevista >>> Silmara Figueiredo
trouxeram. A imigração dos italianos, por sua vez, trouxe
o provolone, a mussarela e o parmesão. Mais recentemente temos notados a introdução de queijos originalmente consumidos por americanos, como o cheddar, no
fast food, o cottage e o cream cheese. Portanto, o Brasil
tem essa capacidade de acompanhar diferentes tendências. Hoje a indústria brasileira é capaz de produzir todas
as famílias de queijos: frescos, de massa semi-cozida,
duros, de massa filada, com olhaduras, de mofo branco,
mofo azul ou queijos fundidos. Podemos não ter muitas
variedades da mesma família. Na França, por exemplo,
há um grande variedade só de camembert. Mas temos
uma grande diversidade de tipos de queijos, que não é
comum em vários países.
Falando sobre queijo de diferentes países, é verdade que
o queijo branco é um produto tipicamente brasileiro?
O queijo de minas é brasileiro no sentido de que exatamente igual a ele não há em outro lugar, embora haja
queijos semelhantes em outros países, como Espanha
e México. Mas o queijo minas pode ser definido como
um queijo local. Sua tecnologia de produção é simples.
Basta coagular o leite, enformar, salgar, tirar um pouco
do soro que fica na massa sólida e pronto. Por isso ele se
chama queijo fresco. Ele tem uma validade curta, pois é
basicamente leite. Outros processos são mais complexos.
Há queijos mais prensados, mais curados ou maturados.
Podemos ter queijos curados com penicillium candidum,
como os queijos camembert e brie, que são conheci-
dos como queijos de mofo branco, ou com penicillium
roqueforti, caso do gorgonzola, que é classificado entre
os queijos de mofo azul. Outro exemplo de processo de
produção mais complexo é o do parmesão, que chega a
ficar seis meses numa câmara de maturação.
Potes plásticos envoltos por estruturas cartonadas chamam atenção na categoria de queijos do tipo minas
frescal. Produtos assim, aparentemente mais elaborados,
constituem uma tendência no mercado brasileiro de queijos de consumo cotidiano?
É preciso lembrar que queijos como os das marcas
Danubio e Frescatino apresentam não apenas embalagens
mais complexas, mas tecnologias de produção diferentes.
São queijos do tipo minas frescal, mas que se diferenciam
do queijo de minas comum por terem sido ultrafiltrados.
Me parece que o grande objetivo dessas embalagens é
aumentar a vida de prateleira do produto. Por ser fresco,
esse tipo de queijo é muito sensível.
Como tem evoluído o consumo de queijos no Brasil?
O consumo ainda é baixo. Temos uma média estimada de
3 quilos por habitante/ano, quando na vizinha Argentina
esse índice é de 11 quilos. Na França, para citar um
exemplo extremo, o consumo médio por habitante é de
23 quilos de queijo por ano. Por outro lado, o queijo
tem propriedades nutricionais importantes, que são reconhecidas pela população. Trata-se de uma grande fonte
de proteínas e de cálcio, além de vitaminas A e D. Tal
Estruturas de papel cartão, por sua vez,
contribuem para diferenciação visual de
queijos minas frescal ultrafiltrados
36 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
FOTO QUATÁ: CARLOS CURADO / BLOCO DE COMUNICAÇÃO
FOTO DANUBIO: DIVULGAÇÃO
Crescente uso de potes rígidos em
substituição a saquinhos plásticos
denota preocupação com aumento
da vida útil dos queijos frescos
aspecto, aliado ao aumento de renda, abre a oportunidade para que mais pessoas experimentem mais tipos
de queijos. Ultimamente, mais especificamente de três
anos para cá, o consumo brasileiro tem crescido acima
do PIB. Também tem havido um aumento significativo
do uso de queijos pela indústria de alimento. Neste caso
o queijo pode não apenas dar sabor, mas conferir valor
nutricional. Em outras palavras, o aumento da indústria
de pratos prontos e a consolidação do hábito de comer
fora também têm impulsionado a indústria de queijos.
No ano passado o crescimento do nosso setor foi ao
redor de 5,5%. Este ano vamos ver como fecha.
Quanto o setor movimentou em 2006?
O mercado de queijos sob inspeção federal movimentou no ano passado cerca de 575 000 toneladas, algo
em torno de 4,5 bilhões de reais. A indústria de queijo
também é muito importante pois emprega muita mãode-obra. Até pouco tempo atrás, o Brasil era um grande
importador de leite. Isso tornava difícil para as empresas
crescer em qualquer segmento lácteo. Havia falta de
leite, e não é possível fazer queijo com leite em pó. É
necessário usar leite fresco. Agora o Brasil começou a
ter produção superavitária de leite.
O país deve se tornar um player importante no mercado
mundial de leite, assim como já é em carne. Essa evolução tende a facilitar o crescimento da indústria de
queijos e o aprimoramento da qualidade.
Qual foi o impacto do aumento do preço do leite na
indústria brasileira de queijos em 2007? Este ano o problema foi maior do que em anos anteriores? Por quê?
Houve falta de leite no mercado internacional. O preço
da tonelada do leite em pó passou de 1 200 dólares para,
em alguns casos, até 5 000 dólares. A produção mundial
de leite está abaixo do consumo devido ao incremento da
demanda. Na África, na Ásia e na América Latina houve
de maneira geral um aumento do consumo de lácteos.
Os grandes fornecedores mundiais, que têm superavit,
são Estados Unidos, Europa, Nova Zelândia e Austrália,
tradicionalmente. Estas duas últimas regiões enfrentaram
nos últimos dois anos fortes secas e tiveram declínio na
sua produção. A Europa também acabou tendo de usar
todos seus estoques, porque houve aumento de consumo
e isso pressionou o preço do leite. No nosso mercado,
os queijeiros enfrentaram uma situação mais difícil, pois
ficaram mais pressionados em termos de rentabilidade.
Eles não repassaram os aumentos importantes do leite
para os preços de seus produtos. Isso porque o ciclo de
produção e de comercialização dos queijos muitas vezes
é mais longo que o dos leites longa vida.
Em 2007, o setor de
embalagens ganhou uma
premiação diferente.
Em 2008, você
não pode ficar de fora.
Inscreva seus projetos na
segunda edição do PRÊMIO
EMBALAGEMMARCA – GRANDES
CASES DE EMBALAGEM.
Poderão concorrer embalagens
lançadas no mercado entre
1/7/2007 e 30/6/2008.
Mais informações:
[email protected]
plásticas >>> higiene pessoal
Gêmeos diferentes
Xampu e condicionador infantis adquirem personalidade com frascos exclusivos
40 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
TRANSIÇÃO
Foram substituidos por
novos, ergonômicos e
com desenho exclusivo
2007
O desenho do novo frasco foi confiado à Benchmark Design Total. A agência
paulistana projetou uma embalagem com
capacidade para 480 mililitros e dotada de
um estreitamento na parte superior que proporciona um manuseio mais fácil. A “pega”
é ainda facilitada pelo fato de a cintura receber a aplicação de bolhas em baixo relevo.
Tal textura diminui o risco de a embalagem
escorregar das mãos das mães durante o
banho das crianças.
Das pranchetas, o projeto seguiu para
a etapa industrial, com assessoria do escritório de engenharia de embalagens
Packaging Solutions. “Ajustamos
e adequamos dimensionalmente
os componentes, auxiliamos no
processo de prototipagem, detalhamos tecnicamente o projeto
2004
Os primeiros frascos de Trá
Lá Lá Kids, cilíndricos e com
jeito standard
FOTOS: DIVULGAÇÃO
U
m pode ser pouco, dois parece
razoável, mas três já é demais.
Não soa a insensatez tomar o
conhecido provérbio para delimitar, em anos, um ciclo de vida para as
embalagens do mercado de higiene infantil, no qual se vive crescente disputa entre
marcas e produtos. Tendo lançado a família
Trá Lá Lá Kids de itens de toucador para o
público mirim em meados de 2004, a paulista Phisalia sentiu que era hora de atualizar
suas embalagens. Carros-chefes da linha, o
xampu e o condicionador tiveram aposentados os frascos plásticos originais, cilíndricos e com jeito
standard, para ganhar um
novo, com design exclusivo, anatômico e mais
impactante no ponto-devenda.
A reformulação foi
guiada por uma pesquisa
com consumidores, que
abordou aspectos relacionados a ergonomia, segurança, originalidade, valor
percebido e design das
embalagens originais.
Informações coletadas
pela equipe de promotores
e vendedores da empresa, que mantém contato
freqüente com o varejo, também ajudaram no
embasamento do projeto.
As análises verificaram,
por exemplo, a importância dada pelos consumidores à visualização do
conteúdo. Isso contou
pontos a favor da manutenção do PET, notório
pela alta transparência,
como matéria-prima das
embalagens.
em 3D e 2D para os fornecedores, acompanhamos a fabricação dos moldes e os tryouts de produção e de envase”, conta Marcos
Quimenton, proprietário da consultoria.
Ganhos sem desperdícios
O molde para sopro da nova embalagem foi
usinado pela Copentec. “Aproveitamos o
mesmo molde de injeção do frasco antigo, o
que proporcionou ao cliente uma economia
de 200 mil reais”, ressalta Renato Szpigel,
gerente de desenvolvimento de novos produtos da Engratech, fabricante das embalagens
da Phisalia. O ferramental completo sairia
por cerca de 350 mil reais.
Szpigel destaca ainda outro desafio superado na industrialização do formato do novo
frasco dos produtos Trá Lá Lá Kids: a
dificuldade de se obter a rigidez necessária
no ombro sem influenciar negativamente o
peso e a resistência do frasco na distribuição
da massa de PET na moldagem. Com testes
e ajustes, a Engratech conseguiu resolver a
dificuldade.
Na parte de decoração, xampu e condicionador ganharam rótulos do tipo manga
(wraparound) de polietileno de baixa densidade (PEBD) cuja impressão, feita pela
Rhotoplás, deixa pontos transparentes ao
longo de suas áreas. “Desse modo, a cor
do produto contribui com o visual”, explica
Francis Canterucci, coordenadora de marke-
ting da Phisalia. “Além de ‘vestir’ o
produto em 360 graus, o rótulo manga se
solta facilmente do frasco, o que facilita
a reciclagem”, completa a profissional. O
fechamento dos frascos é feito com uma
tampa flip-top de polipropileno (PP),
produzida pela Plasmotec.
De acordo com a Phisalia,
a modernização das embalagens, realçada por inovações
como a cintura com grip em
relevo e as transparências
nos rótulos, inegavelmente
agregou valor à marca Trá
Lá Lá Kids. Os novos frascos
do xampu e do condicionador já
estão disponíveis no varejo, inclusive numa versão conjugada, comercializada
numa mochila de PVC cristal produzida pela
Plásticos Risana. Um atrativo a mais para a
criançada. (MF)
AGREGADO – Mochila
vai de brinde na versão
conjugada dos produtos
Benchmark Design Total
(11) 3057-1222
www.bench.com.br
Igaratiba
(19) 3821-8000
www.igaratiba.com.br
Plásticos Risana
(11) 5667-4499
www.risana.com.br
Copentec
(11) 5541-7116
[email protected]
Packaging Solutions
(19) 3849-0528
www.packagingsolutions.com.br
Propack
(11) 4785-3700
www.propack.com.br
Engratech
(19) 3837-8100
www.grupoengra.com.br
Plasmotec
(11) 2178-9555
www.plasmotec.com.br
Rhotoplás
(11) 4199-2555
www.rhotoplas.com.br
No rastro dos irmãos
SILHUETA – Novo
frasco do Creme
para Pentear tem
tampa push-pull e
cintura inexistente
na versão anterior
(acima, em
destaque)
42 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
Em paralelo à reformulação
dos frascos do xampu e do
condicionador para o público
infantil, a Phisalia também
decidiu modernizar a embalagem do seu Creme para
Pentear Trá Lá Lá Kids.
Assim como xampu e condicionador, o produto teve
substituído seu antigo frasco
cilíndrico por um acinturado,
mais ergonômico. A nova
embalagem é fabricada em
polietileno de alta densidade
(PEAD) pela Plasmotec e é
dotada de tampa de polipropileno (PP) do tipo push-pull,
fornecida pela Igaratiba.
Já a decoração do frasco
fica a cargo de um rótulo
termoencolhível de PVC,
produzido pela Propack. “O
rótulo fica como se fosse
uma pele no frasco inteiro”,
destaca Francis Canterucci,
coordenadora de marketing
da Phisalia. “Ganhamos uma
área de rotulagem atraente,
que tem boa visibilidade na
gôndola.”
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Assim como xampu e condicionador, creme
pós-banho ganha embalagem mais sinuosa
Edição: Guilherme Kamio
Uma dúzia no WorldStar 2007
Organização Mundial de Embalagem premia doze projetos brasileiros
De treze inscrições, doze
embalagens brasileiras foram
laureadas na edição de 2007 do
Prêmio WorldStar, realizado pela
Organização Mundial de Embalagem (WPO). De um total de
291 inscrições, de 32 diferentes
países, 166 foram premiadas
após deliberação dos 26 juízes
do concurso em Atenas, Grécia,
no fim de outubro.
Entre os troféus brasileiros, o
abiscoitado pela Packing Design
com a embalagem da Linha
Banho e Pós-Banho Turma
da Mônica, da Kimberly Clark,
só foi possível devido ao fato
de a mesma ter sido uma das
vencedoras do PRÊMIO EMBALAGEMMARCA – GRANDES CASES DE
EMBALAGEM 2007. Ocorre que a
premiação num concurso reconhecido no país de origem é um
dos requisitos para a inscrição
no WorldStar.
Duas outras embalagens agraciadas pelo Prêmio de EMBALAGEMMARCA figuraram entre as
vencedoras: a das Lasanhas
Pastagnolli e a do clareador
dental Whiteness Perfect, inscritas pela Design Inverso. Elas
também haviam ganhado o Prêmio Abre de Design de Embalagem, da Associação Brasileira
de Embalagem. Veja ao lado as
embalagens brasileiras premiadas pela WPO (entre parênteses, as empresas responsáveis
pela inscrição).
Seis das 166 embalagens escolhidas – nenhuma das doze brasileiras – concorrerão à categoria especial “President’s Award”.
A vencedora será revelada na
cerimônia de entrega dos troféus WorldStar, a ser realizada
em 21 de maio de 2008 em
Acra, capital do Gana, na África.
Perfume Isabela
Capeto (Casa Granado)
Lasanhas Pastagnolli
(Design Inverso)
Clareador Dental Whiteness
Perfect (Design Inverso)
Colônia Biografia (Natura)
Óleo Trifásico Ekos (Natura)
Projeto Joaninha – Fraldas
Pampers (Orsa Celulose,
Papel e Embalagens)
Linha Banho e Pós-Banho Turma
da Mônica (Packing Design)
Cafés Baggio Aromas
(Pipa Design & Propaganda)
Rótulo da CocaCola Soccer Ball
(Sleever International)
Rótulo da cobertura
para sorvetes Bazzar
(Sleever International)
Rótulo da aguardente
Ypióca 160 Anos
(Sleever International)
Amaciante Comfort
“Magnum” (Unilever Brasil)
44 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
Caixas em mudança
Desafio em outro campo
Sócio-proprietário do grupo Sol, forte
no campo de embalagens plásticas,
laminados e rótulos, Andrés Sanchez
foi eleito em outubro o novo presidente do Sport Club Corinthians Paulista, depois de conflitos do clube de
futebol com sua parceira de gestão,
a multinacional MSI. Ficará no cargo
até a convocação de novas eleições,
daqui a um ano e meio.
Paraibuna inaugura nova fábrica de embalagens de papelão
A produtora de caixas de papelão
ondulado Paraibuna Embalagens
inaugura oficialmente em novembro
sua fábrica de Sapucaia (RJ). Resultado de um projeto de expansão
da empresa iniciado há dois anos,
a unidade industrial recebeu investimentos de cerca de 20 milhões
de reais, incluídos os aportes para
a aquisição de uma onduladeira
Fosber de 2,5 metros de largura e
uma impressora flexográfica francesa Martin MID Line 924, capaz de
decorar até 20 000 caixas/hora em
quatro cores. A fábrica incrementará
a capacidade produtiva da Paraibuna em 8 000 toneladas mensais e
ocupa 22 000 metros quadrados de
área construída, tendo aberto, de
início, 200 postos de trabalho. A unidade mais antiga da Paraibuna, em
Juiz de Fora (MG), ficará focada na
fabricação de papel e no atendimento de embalagens para nichos específicos, como a indústria moveleira.
Máquina
instalada em
Sapucaia
Foi. Não foi. Agora vai de novo
Mais um texto disposto a criar política nacional
de gestão de resíduos sólidos transita no Congresso
Como novo capítulo de uma novela
que já dura quase quinze anos, em
setembro chegou à Câmara dos
Deputados uma nova versão de
projeto de lei para estabelecer uma Política
Nacional de Gestão
de Resíduos Sólidos. Um ponto
polêmico do
novo documento, composto
por 33 artigos
distribuídos em
sete capítulos, é a
logística reversa, que
sugere a responsabilização
de indústrias pela incorreta destinação dos resíduos sólidos pós-consumo de seus produtos – ou seja,
basicamente das embalagens.
Como, porém, esse mercanismo
será implantado? Ainda não se
sabe, pois o texto somente dispõe
diretrizes gerais. “Se por um lado o
texto simplificado facilita a compreensão, bem como a sua aprovação,
por outro deixa margem
a dúvidas, além de
amplo espaço para
negociações”, ressalva reportagem
do Instituto Akatu
(www.akatu.org).
O projeto, disponível para consulta
pública (em www2.
camara.gov.br/proposições) promete ser
sabatinado por parlamentares nos próximos meses. Mesmo
aprovado, ainda precisará ser regulamentado. Ao enviar o projeto ao
Congresso, o presidente Lula pediu
a participação da sociedade na discussão do tema.
Treinamento aos dez
Completando dez anos de atividades,
a Packing Design de Embalagem irá
dispor de um serviço de “coaching”,
comandado por Márcia Portazio, professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Segundo
a Packing, o treinamento de capacitação, dinamização de competências
e superação de fragilidades é inédito
no Brasil no setor de desenho de
embalagens.
Crescimento...
Realizada de 15 a 17 de outubro, a
feira de embalagens Pack Expo Las
Vegas registrou crescimentos percentuais de dois dígitos em visitação
total (13%, com 37 452 visitantes),
visitação de estrangeiros (34%, com
3 718 pessoas) e número de expositores (12%, com 1 281 empresas) em
relação à edição anterior, de 2005.
...e foco sanitário
Um dos temas-chave do evento, organizado pelo PMMI, a entidade representativa dos fabricantes americanos de máquinas de embalagem,
foi segurança alimentar. Ocorre que
se vive, nos Estados Unidos, a expectativa pela publicação de novas
normas sanitárias para a indústria
alimentícia.
Manutenção
Luis Carlos Loureiro Filho foi reeleito
presidente da Associação Brasileira
do Alumínio (Abal) no fim de outubro.
Diretor da Companhia Brasileira de
Alumínio (CBA), Loureiro Filho continua à frente da entidade até 2009.
novembro 2007 <<<
EmbalagemMarca <<< 45
marcas >>> design
Mingau cinqüentão em
novíssima embalagem
Unilever atualiza layout do Cremogema no jubileu de ouro da marca
46 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
FOTOS: DIVULGAÇÃO
L
ançado há meio século pela Refinações
de Milho Brasil, a
mistura para mingaus
Cremogema, dona de um dos
jingles que mais sucesso fazia
entre as crianças (veja o quadro), vem passando por algumas
alterações nas embalagens desde
que a RMB foi adquirida pela
Unilever no ano 2000.
A primeira mudança, em 2001,
foi a introdução da “marca mãe”
Maizena nas caixas de papel cartão que acondicionam o produto.
Agora, no cinqüentenário da marca, as
embalagens de Cremogema foram totalmente reformuladas. Com o objetivo de
proporcionar maior visibilidade nos pontos-de-venda, os cinco sabores do produto – Tradicional, Chocolate, Morango,
Vitamina de Frutas e Milho Verde – ganharam nova identidade visual, com cores
mais vibrantes e maior destaque para os
personagens que estampam as caixinhas.
As novas embalagens, que tiveram o layout
criado pela Usina Escritório de Desenho e
são impressas pela IGB – Indústria Gráfica
Brasileira, estampam desenhos em 3D,
numa linguagem que vem sendo explorada
nos alimentos infantis.
A mudança foi feita após pesquisa realizada com mães que possuem filhos entre
4 e 13 anos. “Desde seu lançamento no
mercado nacional, em 1957, Cremogema
é grande sucesso junto aos consumidores.
Agora, com o rejuvenescimento da marca
e a mudança da embalagem, vamos nos
aproximar ainda mais de nossas consumidoras”, diz Ricardo Cavalcante, gerente de
marketing de Unilever. A formulação do
produto e o sabor não foram alterados, o
que é destacado na embalagem. (FP)
PARA CRIANÇAS
Personagens divertidos ganham
destaque nas embalagens
IGB – Indústria
Gráfica Brasileira
(81) 3521-1299
www.igb-embrasa.com.br
Usina Escritório de Desenho
(11) 5571-6788
www.usinadedesenho.com.br
A coisa mais gostosa desse mundo
Jingle de Cremogema é um clássico da publicidade
Inspirado na música da estória infantil de Chapeuzinho
Vermelho, o jingle de Cremogema fazia bastante sucesso entre
a criançada na década de 1970. Apesar de ser definido como
“coisa”, o produto era exaltado como gostoso e saudável.
Lobo canta: Eu sou o lobo-mau, lobo-mau, lobo-mau.
Eu pego as criancinhas pra fazer mingau.
Criança fala: Ah, seu lobo, faz com Cremogema.
Lobo fala: Cremogema?
Coro de crianças canta: Cre, cremo, cremo, Cremogema é a
coisa mais gostosa desse mundo.
Locutor: Tem vitaminas, tem proteínas, sais minerais.
Coro de crianças canta: A mamãe quer sempre o melhor pra
gente. Cremo, cremo, Cremogema.
Lobo fala: Bom demais!!!
rotulagem >>> labelexpo europe
Em constante evolução
Tendências em conversão são apresentadas no maior evento mundial do setor
Por Marcos Palhares, de Bruxelas
N
o pujante mercado de
conversão de rótulos, fornecedores mantêm investimentos para atender as
grandes demandas de convertedores
1
e usuários finais. EMBALAGEMMARCA,
única revista brasileira de embalagens
presente à Labelexpo Europe, realizada
entre 26 e 29 de setembro último em
Bruxelas, na Bélgica, agrupou em qua-
Mundo
digital
Tecnologia de produção está cada
vez mais digital. Com precisão,
computadores hoje dominam a
pré-impressão e controlam os
fluxos de trabalho. Impressoras
digitais ganham espaço, e uma
nova alternativa – com tinta UV
líquida – surge como potencial
rival às já consagradas máquinas
com toner seco.
Página 50
2
tro grandes tendências o que se mostrou na maior feira mundial do setor:
1) mundo digital, 2) margens de lucro,
3) questão ambiental e 4) rotulagem
inteligente. Confira a seguir.
Em busca
das margens
Fenômeno global que atinge
todos os setores competitivos,
deterioração das margens dá
apenas duas opções aos agentes
econômicos: investir ou desaparecer. Nesse contexto, abre-se
espaço para a consolidação do
setor, e mercados emergentes
tornam-se mais e mais interessantes.
Página 54
3
Moda ou
realidade?
Pressionada por consumidores
e órgãos reguladores, indústria
apresenta soluções para reduzir
o impacto ambiental de suas
ações. Ao tomar o caminho
rumo à sustentabilidade, mercado indica que, nesse caso,
os últimos continuarão a ser os
últimos.
Página 58
4
Inteligentes
e didáticas
Apesar de não deslanchar como
se esperava há alguns anos,
tecnologia RFID cresce e atrai
investimentos. Alternativas para
fazer rótulos e etiquetas desempenharem funções de controle de
qualidade e segurança mostram
que o futuro está na informação
bem manejada.
Página 60
48 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
1
MUNDO DIGITAL
Desponta uma
alternativa
Impressoras jato de tinta UV mostram que vieram para ficar
Foco: dados variáveis
De olho na proliferação dos lotes pequenos de
rótulos, pedidos que atormentam a indústria
convertedora, a norte-americana EFI mostrou
o seu modelo Jetrion 4000 Series UV Inkjet
JETRION
Jato de tinta da EFI
mira mercado das
curtas tiragens
50 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
System, prometendo qualidade próxima à das
impressoras flexográficas a custo mais baixo
do que as tecnologias digitais concorrentes. A
verdade é que, por enquanto, com velocidade
nominal que chega a 30,5 metros por minuto,
Um olho no gato, outro na sardinha
Nilpeter, tradicional fabricante de impressoras banda
estreita convencionais, apresenta solução com inkjet
Vendo o despontar da tecnologia jato de tinta, a dinamarquesa Nilpeter preferiu
não aguardar para ver se,
de fato, o frisson não passa
de uma simples promessa.
Tratou de firmar acordo
com a britânica FFEI (antiga
FujiFilm Electronic Imaging),
com quem desenvolveu conjuntamente uma solução em
inkjet.
O resultado, apresentado
na Labelexpo, foi a impressora Caslon, com opções
de banda de 330mm e
420mm, mas com alternativas de 508mm e 559mm
já anunciadas para o futuro. Com design modular, a
Caslon pode ser integrada
às impressoras flexográficas
convencionais da Nilpeter,
ou trabalhar independentemente, em sistema bobinabobina.
Dessa forma, sem perder o
foco no seu negócio principal,
que são impressoras banda
estreita convencionais, de
alta performance, a Nilpeter
finca um pé no promissor
terreno das inkjet.
FFEI
www.ffei.co.uk
+ 44 1442 210518
Nilpeter
www.nilpeter.com.br
(11) 5071-7721
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Q
uando as primeiras impressoras
digitais surgiram, no final dos anos
1990, poucos duvidaram que a tecnologia emplacaria. Hoje, não se
questiona mais a viabilidade desses equipamentos, mas sim até quantos metros lineares compensa rodar nas máquinas. Ao que parece, um
novo passo está sendo dado nesse mercado.
Na Labelexpo deste ano, chamou a atenção o avanço das impressoras inkjet UV. As
alternativas expostas ainda não chegam a um
padrão ótimo de velocidade e qualidade, mas
têm potencial para crescer rapidamente. Hoje
não seriam capazes de substituir os equipamentos convencionais, e ainda ficam atrás de
impressoras digitais tradicionais como as HP
Indigo. O atrativo advém do fato de as soluções
permitirem, em geral, a utilização de tintas de
diferentes fornecedores.
o equipamento mostra-se viável para impressão
de dados variados.
A Atlantic Zeiser, fabricante alemã de sistemas de codificação, mostrou duas versões de
sua impressora Omega jato de tinta com tecnologia DoD (Drop on Demand): a 36, máquina
entry level com velocidade de até 30 metros por
minuto, e a 36i, que atinge o dobro da velocidade. Esses equipamentos, com resolução de 360
dpi, imprimem diferentes substratos com até
36mm de largura, tanto em bobinas como em
folhas, e são indicados para a inclusão de dados
variáveis em bobinas pré-impressas. As cabeças
de impressão foram desenhadas para trabalhar
com tintas UV ou base solvente.
OMEGA – Dados variáveis em bobinas pré-impressas
Tratamento dispensado
Xeikon roda diferentes materiais sem aplicação de primer
Voltada à produção de rótulos com tecnologia digital, a
Xeikon 330, da belga Punch
Graphix International, oferece resolução de 600dpi
a velocidades de até 14,7
metros por minuto, independentemente do número de
cores impressas. A máquina
funciona à base de toner
seco e, segundo a empresa, o modelo pode imprimir
sobre diferentes substratos,
sem necessidade de tratamento prévio, com ótimos
resultados em laminados
auto-adesivos. Pequenos
lotes e impressão de dados
variáveis são os mercadosalvo desse equipamento,
preparado para imprimir
em quatro cores (CMYK)
mais branco opaco (cores
especiais também podem
ser utilizadas) em bobinas
com 320mm ou 330mm de
largura.
Punch Graphix
+ 32 3 443 13 11
www.punchgraphics.com
1
MUNDO DIGITAL
A francesa Impika, por sua vez, centrou
forças em seu modelo 600. Com tecnologia de
impressão DoD, a Impika 600 é anunciada como
sendo capaz de atingir 75 metros por minuto
imprimindo em quatro cores, com resolução de
600x600dpi, em larguras de até 474mm. Com
tintas base água, a Impika 600 pode imprimir
sobre diferentes substratos, de filmes a papéis.
Já a norte-americana Sun Chemical anunciou o lançamento da SolarJet, desenvolvida
especialmente para tentar ganhar o mercado
de pequenas tiragens em banda estreita, e
para atender as necessidades de impressão
de dados variáveis. Construída em parceria
com a também norte-americana iTi – Imaging
Technology International, a SolarJet destina-se a tiragens de até 10 000 rótulos, com
resolução de 900 x 900dpi, e velocidade
nominal de impressão de 25 metros por minu-
to. O equipamento imprime sobre diferentes
bases, em larguras que variam de 53mm a
160mm, em quatro cores (CMYK). Usando
seu expertise, a Sun Chemical desenvolveu,
especificamente para essa máquina, uma tinta
UV, batizada de SolarDot.
Atlantic Zeiser
Tel. +49 (0)7465 291 136
www.atlanticzeiser.com
EFI Jetrion
www.efi.com
+ 1 650 357 3500
Impika
www.impika.com
No Brasil: Comprint
www.comprint.com.br
(11) 3371-3371
SOLARJET
Para tiragens de
até 10 000 rótulos
Sun Chemical
www.sunchemical.com
(11)6462-2500
HP anuncia alianças de longo prazo
Acordos com ABGe EskoArtWork permitem a oferta de soluções completas de impressão
Líder mundial em impressoras
digitais de banda estreita, a
HP usou a Labelexpo para mostrar que está empenhada em
aumentar a produtividade de
seus clientes, tornando sua linha
Indigo atraente para lotes cada
vez mais longos. Para isso, a
empresa montou em seu estande uma “torre de produção”, um
conjunto de equipamentos que,
em cada dia da feira, rodava
serviços reais da convertedora
holandesa de rótulos Eshuis.
A HP aproveitou a Labelexpo
para anunciar alianças de longo
prazo com parceiros já tradicionais: a EskoArtwork e a ABG
International.
A EskoArtwork já há tempos
desenvolve e integra sistemas
de pré-impressão e gerenciamento de cores para as impressoras
HP Indigo. O novo acordo estabelece entre as duas empresas
uma relação de OEM (Original
Equipment Manufacturer, isto é,
a utilização de componentes de
uma empresa em equipamentos
52 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
da outra, ou a venda de equipamentos de uma pela outra).
Na Labelexpo foi mostrada, pela
primeira vez, a Digital Front-end
VDP para a HP Indigo ws4500.
Trata-se de uma ferramenta
focada em impressão de dados
variáveis, como códigos de barra
e numerações seqüenciais, para
o mercado de conversão.
Pela outra aliança, a HP reconhece os equipamentos da ABG
como preferenciais nas soluções
end-to-end para a conversão de
rótulos, como se viu durante
ABG
www.abgint.com
No Brasil: Comprint
www.comprint.com.br
(11) 3371-3371
a feira de Bruxelas. Na ilha de
produção da Eshuis, por exemplo, o acabamento dos rótulos
farmacêuticos rodados era feito
em uma AB Graphic Digicon
(equipamento totalmente modular, semi-rotativo e com controle
de tensão de bobina servoacionado) e inspecionados por
uma AB Graphic Flytech (que
pode ser combinado com uma
codificadora jato de tinta para
numerar os rótulos ao mesmo
tempo em que a bobina é 100%
inspecionada).
EskoArtworks
www.esko-graphics.com
(11)
HP
www.hp.com
No Brasil: Comprint
www.comprint.com.br
(11) 3371-3371
DIGICON
Um dos equipamentos da
ABG indicados pela HP como
“preferenciais”
2
EM BUSCA DAS MARGENS
Perder menos
para ganhar mais
Impressoras banda estreita embutem tecnologia para ser mais produtivas
O
s vetores do mercado já são conhecidos de todos. Maior segmentação das linhas de produtos levando a lotes cada vez mais curtos.
Estoques menores resultando em prazos espremidos. Varejo poderoso pressionando clientes,
que por sua vez pressionam os fornecedores a
reduzir preços. O resultado para a indústria de
embalagens é uma força empurrando os custos
para cima, e outra querendo jogar os preços
de venda para baixo. Para fugir dessa prensa
sobre as margens, um dos caminhos é ganhar
produtividade.
Melhorar o processo produtivo, portanto,
não é luxo, mas questão de sobrevivência. Uma
das formas de se conseguir isso é investir em
máquinas mais rápidas, flexíveis e com capacidade de realizar trocas de serviço em tempos
cada vez mais curtos. Entre os fabricantes de
impressoras presentes na Labelexpo, essa tendência ficou muito clara.
A francesa Codimag, por exemplo, mostrou
a sua Viva 420, offset semi-rotativa com banda
de 420mm que imprime em velocidades de
até 60 metros lineares por minuto. O destaque
do equipamento fica por conta da unidade de
54 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
Aniflo, o anilox para offset
Sistema de
entintamento
encapsulado
Rolo
Anilox, com
controle de
temperatura
Rolo de
borracha
para
transferência
de tinta
Cilindro
de chapa
VIVA
Viscosidade
da tinta é a
única variável
a controlar
BRAVA
Rotativa e semi-rotativa
com formato variável
Lâmpada
infra-vermelho
Cilindro de
blanqueta
impressão que, apesar de ser offset, é dotada
de um cilindro anilox. Batizada de Aniflo, ela
possui, além do anilox, um sistema de entintamento encapsulado, um rolo de borracha para
transferência de tinta, um cilindro de chapa,
um cilindro de blanqueta e uma lâmpada infravermelho para controlar a temperatura da blanqueta (ver esquema acima). Com controle de
temperatura também no anilox e no cilindro de
chapa, a Aniflo tem a viscosidade da tinta como
única variável a ser controlada.
A Rotatek, da Espanha, apresentou a Brava,
impressora que, de acordo com a empresa, é a
única impressora offset rotativa e semi-rotativa
com formato variável do mercado. O convertedor pode usar o equipamento como semi-rotativa para as pequenas e médias tiragens, com
velocidade nominal de impressão de até 70
metros por minuto, em formatos de 120mm a
350mm e incrementos de 1/10mm, e trabalhar
no sistema rotativo para grandes tiragens, com
velocidade de até 150 metros por minuto, em
formatos variando entre 330mm e 635mm, com
incrementos de 4,2mm. Tudo com um só equi-
ALTAPRINTA-V
Agora com unidade de impressão flexográfica
pamento. A Brava roda substratos entre 150mm
e 450mm de largura.
Formatos variáveis, aliás, são o forte da
Altaprinta-V, offset da suíça Müller Martini.
Uma rápida e simples troca de cilindros permite que se imprimam artes com diferentes
passos, característica que a torna atraente para
os mercados de rótulos wrap around e termoencolhíveis, além de colocá-la como alternativa
para pequenos lotes de embalagens flexíveis.
Durante a Labelexpo, a empresa apresentou
uma unidade de impressão flexográfica para a
impressora, mostrada num modelo Altaprinta
52V, com largura de 520mm.
Caminho inverso fez a italiana Gidue.
Tradicional fabricante de impressoras flexográficas, a empresa recentemente fez o début
na seara das offsets. No estande da empresa
foi mostrada a máquina combinada Xpannd,
que (naquela configuração) trazia seis grupos
impressores offset e quatro unidades flexo,
XPANND – Estréia com estilo da Gidue em offset
2
EM BUSCA DAS MARGENS
além de hot stamping in-line, cold foil e aplicação plana de relevo. Com essa configuração
“premium”, a Gidue mira os mercados de rótulos que requerem elevada qualidade gráfica,
como os de vinhos, azeites e bebidas alcoólicas.
Apesar da sofisticação, a empresa diz que as
trocas de serviço são feitas com grande rapidez
e com poucas perdas no ajuste de máquina.
A também italiana Omet engrossa o coro
dos fabricantes que sugerem velocidades imbatíveis no setup, com conseqüente redução no
desperdício de material. Na feira, um dos destaques da empresa foi a X-Flex, impressora flexográfica com a possibilidade de inclusão de unidades para hot stamping, cold foil, laminação e
impressão no adesivo totalmente intercambiáveis. Pode-se, ainda, incluir na configuração um
cassete para serigrafia, também intercambiável.
A grande jogada da X-Flex, contudo, está na
estrutura de sua unidade flexo: o cilindro de
impressão e o chill-drum estão integrados (este
último faz as vezes do contra-pressão), o que
resulta em maior estabilidade na impressão de
substratos fílmicos.
A linha de impressoras RCS, solução highend da suíça Gallus, ganhou uma nova opção
de largura: 430mm. Essa família de impressoras totalmente servo-acionadas e modulares
tem como pontos fortes o elevado grau de
automatização e a flexibilidade, características
que garantem trocas de serviços rápidas e alta
produtividade. Multiprocessos, a RCS 430 traz
cinco cassetes offset, uma unidade flexo e
módulos de serigrafia, hot stamping e cold foil.
A impressora pode usar qualquer processo de
impressão (inclusive rotogravura UV) em qualquer parte da máquina.
Tradicional fabricante de máquinas banda
estreita, a Mark Andy, dos Estados Unidos,
RCS 430: Nova largura para linha high-end da Gallus
56 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
XFLEX – Cilindro de impressão
e chill-drum integrados
Codimag
www.codimag.fr
No Brasil: Coras do Brasil
(11) 5507-7010
Gallus
www.gallus.ch
(11) 5525-4486
Gidue
www.gidue.com
No Brasil: Comprint
www.comprint.com.br
(11) 3371-3371
Mark Andy
www.markandy.com
No Brasil: PTCGS
(11) 6194-2828
Müller Martini
www.mullermartini.com.br
(11) 3613-1000
Omet
www.omet.it
No Brasil: Gämmerler
(11) 3846-6877
Rotatek
www.rotatek.com.br
(11) 4195-9888
anunciou avanços na sua linha entry-level 2200.
Os modelos XL, com velocidade nominal de
150 metros lineares por minuto, e XLS, que
roda até 230 metros por minuto, ganharam versões servo-motor, disponíveis comercialmente
a partir de janeiro de 2008. Os dois modelos
podem imprimir sobre laminados auto-adesivos
e filmes sem suporte. A Labelexpo foi também
o palco para a apresentação, na Europa, da
impressora Comco C2, uma máquina flexográfica concebida para competir com impressoras offset. Com as unidades de impressão na
horizontal, a C2 tem transferência de pontos
semelhante à das offset, e atinge velocidade
de impressão de até 360 metros por minuto.
Disponível em larguras de 457mm a 914mm,
o equipamento pode receber cassetes com diferentes sistemas de impressão e acabamento,
com exceção de offset.
Coadjuvantes garantem o enredo
Mais produtividade também nos equipamentos auxiliares
Partindo do pressuposto de que desperdícios de substrato
e trocas de bobinas custam caro, realizar grandes tiragens de forma contínua pode ser uma saída interessante. Por isso, a Martin Automatic, empresa fabricante de
equipamentos para manuseio de bobinas, com sede nos
Estados Unidos, enfatizou ao longo dos quatro dias de
feira a importância de se analisar o quanto se pode melhorar o processo produtivo com acessórios
como o seu emendador de bobinas MBNT.
Esse equipamento une o final de uma bobina ao início de uma nova, sem sobrepor o
substrato. Resultado: produção sem
interrupções.
MBNT
Martin Automatic Inc.
Tel: +1 815 654 4800
www.martinautomatic.com
Emendas sem
sobreposição das
extremidades
das bobinas
MODA OU REALIDADE?
A força do ambiente
Questão ecológica orienta desenvolvimentos de substratos
C
om governos e consumidores reduzindo sua tolerância com a interferência das atividades industriais
sobre o meio ambiente, há empresas
que vêem no ar uma oportunidade para alavancar seus negócios. Exemplo disso é a Sidaplax,
empresa de origem belga que hoje é subsidiária
da norte-americana Plastic Suppliers. A empresa mostrou durante a Labelexpo um filme para
rótulos à base de PLA (Ácido Polilático), bioplástico originário do milho. Com uma versão
branca e outra transparente, o filme – batizado
de EarthFirst – tem como principal apelo o
fato de se utilizar de uma fonte renovável, sem
comprometer a qualidade visual dos rótulos,
fato que pode ser explorado amplamente pela
indústria usuária em sua comunicação com o
consumidor final.
Argumento semelhante está sendo usado
pela britânica Innovia Films, que anunciou
durante a feira a extensão de sua linha de
filmes biodegráveis
e compostáveis para
rótulos sensíveis a
pressão. O mais recente lançamento da
empresa nessa área é
o NatureFlex NVLW,
filme branco à base
de celulose de árvores
originárias de florestas
certificadas pelo FSC
(Forest Stewardship
Council, entidade que
atesta o manejo susBIODEGRADÁVEL
Linha NatureFlex, da
tentável de materiais
Innovia Films, ficou maior
derivados de madeira).
Além do apelo da degradação, o filme NVLW
é ideal para atividades que desejam ter toda a
cadeia certificada.
Certificações da cadeia de custódia também foram obtidas pela UPM Raflatac, gigante finlandesa no fornecimento de substratos
auto-adesivos. Além do selo FSC, a empresa
anunciou ter obtido a certificação de outra
entidade importante, a PEFC (Programme for
58 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
the Endorsement of Forest Certification), para
garantir a origem da celulose usada em suas
estruturas, e diz estar implementando a norma
ISO 14001.
Innovia Films
www.innoviafilms.com
(11) 5053-9946
Sidaplax
www.sidaplax.com
+44 1 604 76 66 99
UPM Raflatac
www.upmraflatac.com
+ 1 828 651 4800
Mais fino, menos impacto
Lean Film promete ganhos ambientais e na produção
Tradicional fornecedora de substratos para rótulos autoadesivos, a Avery Dennison introduziu no mercado a linha
Fasson Lean Film (nome que, em português, daria algo
como Filme Enxuto). A grande inovação, segundo a companhia, está na espessura menor do frontal, o que permite
a acomodação de mais metros lineares de base por bobina, reduzindo a necessidade de paradas de máquina para
trocas de rolos. As economias de tempo, na estimativa do
fornecedor, chegam a 22%. Os ganhos se estenderiam aos
usuários finais, que teriam também menos trocas de bobinas durante o processo de aplicação dos rótulos.
A Avery Dennison anuncia que o substrato combina propriedades dos filmes de polietileno (boa impressão) e polipropileno (registro) numa base estável nas impressoras mesmo
em altas velocidades. O produto está disponível nas versões
branco e transparente, e pode receber o meio corte com as
ferramentas tradicionais.
O fabricante recomendada, para otimização dos resultados,
a utilização do Lean Film para rótulos simétricos e menores que 15cmx15cm. Os mercados-alvo do novo filme são
aqueles com características de longas tiragens, como os de
cuidados pessoais e higiene e limpeza.
Ao reduzir a espessura dos filmes, ganha também o meio
ambiente, já que mais rótulos de menor espessura significam
menos material descartado, e redução de gasto de energia
com transporte, pois são levadas mais unidades por bobinas carregada. É, em suma,
um ótimo exemplo de que ser ambientalmente melhor não significa necessariamente gastar mais. Vale a lógica de
que desperdício, seja de material,
de energia ou de tempo, equivale,
invariavelmente, a recursos mal
utilizados.
DELGADO
Espessura
menor garante
mais metros de
filme por bobina
Avery Dennison
www.averydennison.com.br
(19) 3876-7600
FOTOS: DIVULGAÇÃO
3
4
INTELIGENTES E DIDÁTICAS
Questão de tempo
Empresa inglesa usa processo mecânico em etiqueta que controla validade
N
ão se pode acusar os britânicos
de falta de criatividade. Durante a
Labelexpo, a Timestrip apresentou
uma etiqueta inteligente capaz de
alertar os consumidores sobre prazos expirados e exposição a temperaturas impróprias.
Até aí, nenhuma novidade. A inovação fica
por conta do mecanismo de funcionamento
dos smart labels. As etiquetas trazem um
líquido colorido (um óleo comestível) encapsulado, que inicia um processo controlado de
migração por uma membrana especial, após
a ativação dos tags com o pressionar de um
botão (ver esquema).
O controle das propriedades da membrana
permitem à Timestrip administrar prazos de
validade que podem variar de minutos a períodos de até um ano. Dependendo das características do desenvolvimento, as etiquetas
atuam em faixas determinadas de temperatura,
permitindo o monitoramento das condições a
que certo produto foi exposto. Como o líquido
está protegido antes do acionamento, sendo
insensível à variação de temperatura, não há
necessidades especiais de armazenamento.
Pela sua estrutura, o acessório pode ser
adesivado e colado nas embalagens, ou incorporado em tampas, por exemplo. Por dispensarem componentes eletrônicos e compartilharem ganhos de escala com qualquer utilização
do sistema, a empresa diz que as etiquetas têm
custo bem inferior ao de outras alternativas.
Timestrip
www.timestrip.com
+ 44 870 220 0549
MOVIDA A ÓLEO
Etiqueta inteligente sem
componentes eletrônicos
Será que agora vai?
Empresa alemã anuncia tecnologia que pode agilizar aplicação de chips em RFID
60 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
continua a avançar, mas com
o mesmo passo de tartaruga
com que recuam os preços dos
seus chips – um dos
entraves para a viabilização da tecnologia.
Entre aqueles que
continuam apostando
firme na consolidação das etiquetas
inteligentes dotadas
de chip está a alemã
Bielomatik, que anunciou na Labelexpo um
novo conceito para a
produção dos tags UHF, batizado RF-LoopTag. Trata-se de uma
tecnologia que facilita a colocação de chips numa antena UHF
secundária, graças à tolerância
maior no posicionamento desses
e também aos adesivos nãocondutivos usados no processo
de produção dos inlays ou das
etiquetas UHF.
Bielomatik
www.bielomatik.com
No Brasil: Comprint
www.comprint.com.br
(11) 3371-3371
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Eterna promessa nas feiras de
rotulagem, o RFID (sigla para
Radio Frequency Identification)
Desde a sua fundação, em
1984, a Colacril se orgulha
de ter contribuído para a
consolidação e o
crescimento do mercado de
100%
brasileira
pontualidade
na entrega
auto-adesivos no Brasil.
Com investimentos
constantes em tecnologia,
seja em equipamentos,
investimento
seja em capital intelectual,
constante
a Colacril sempre esteve à
frente das evoluções
do segmento.
Fincada em parcerias com
visão
de futuro
fornecedores de primeira
respeito ao
linha, a empresa, nascida
ambiente
em Ribeirão Preto (SP), hoje
produz em sua moderna
fábrica de 50.000m² na cidade
amplo leque de
produtos
de Campo Mourão (PR)
mais de 100 itens
dirigidos às mais diversas
aplicações, e exporta
para mais de vinte países
espalhados pelos quatro
cantos do mundo.
regularidade
no fornecimento
www.colacril.com.br • [email protected] • + 55 (44) 3518-3500
Mercado maduro
Heidelberg do Brasil cria setor de acabamento de embalagens e presidente
diz como a empresa se prepara para atender a crescente demanda do setor
P
Por que a Heidelberg do Brasil está investindo num departamento de acabamento de embalagem?
Nosso último relatório anual mostra claramente que a área
de embalagem representa importantes oportunidades para a
empresa crescer além do mercado tradicional de impressoras planas. Mundialmente, o mercado de embalagem tem a
ver com um foco em serviço, peças e consumíveis. Temos
grande expectativa de crescimento mundial nesse setor.
Nos mercados emergentes a demanda já está crescendo
num ritmo muito grande. O mercado de cosméticos e produtos de beleza do Brasil já é o terceiro do mundo, atrás
apenas de Japão e Estados Unidos. Independentemente
da classe social, as brasileiras consomem volumes muito
grandes de produtos de beleza. O mercado de produtos farmacêuticos, puxado pelos medicamentos genéricos, também vem crescendo muito rapidamente no Brasil. Tudo
isso indica que precisamos ter uma estrutura adequada ao
atendimento dessas demandas.
Quais as grandes tendências em acabamento de embalagens cartonadas?
Como ocorre nos mercados maduros, também aqui notamos que o consumidor e o cliente exigem embalagens
cada vez mais sofisticadas. Por outro lado, hoje a indústria
de embalagens enfrenta o problema da falsificação de
produtos. Estamos trabalhando forte para fornecer embalagens que indiquem imediatamente para o consumidor
62 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
FOTOS: DIVULGAÇÃO
residente da Heidelberg do Brasil há sete
anos, o alemão Dieter Brandt é um observador
privilegiado do mercado de embalagens. Sua
empresa fabrica equipamentos gráficos usados
na produção de cartuchos cartonados que acondicionam
diversas marcas de medicamentos e cosméticos, dentre
outros produtos. Atento ao crescimento da demanda, ele
acaba de criar na companhia uma área de acabamento de
embalagens. Na entrevista a seguir, Brandt, que começou
na Heidelberg em 1980, passou pela subsidiária mexicana
na década de 1990, e desde 2001 é responsável pela operação da empresa em toda América do Sul, comenta as
perspectivas do mercado brasileiro de conversão de embalagens cartonadas, além de adiantar os planos da empresa
para a Drupa 2008, considerado o principal evento do
mercado gráfico mundial.
que aquele é um produto original. Um exemplo são as
tintas reativas. No mercado de cosméticos há cada vez
mais aplicações com tintas especiais, efeitos metalizados
e vernizes mais sofisticados com aplicações localizadas.
Aliados a uma pressão por custos cada vez maior, esses
fatores têm exigido máquinas cada vez mais rápidas nas
trocas de um serviço para outro. Estamos oferecendo aqui
a mesma qualidade experimentada pelo gráfico que imprime na Alemanha ou nos Estados Unidos. Tudo isso requer
controle do fluxo de trabalho, de cor e de qualidade.
O que está sendo apresentado para os convertedores de
embalagem no Brasil?
Demonstramos pela primeira vez uma solução inteira
baseada num de nossos equipamentos, uma XL 105 seis
cores mais verniz. O pacote contém pré-impressão, CtPs e
fluxo de trabalho. Também estamos investindo em máquinas de acabamento e de fechamento dos cartuchos. Temos
diferentes opções. Para o mercado farmacêutico a máquina
standard hoje é a CD 74. Inauguramos um novo prédio na
fábrica da Alemanha com 35 000 metros quadrados, para
um equipamento de embalagem que na próxima Drupa
será um de nossos principais lançamentos. Queremos
entrar no mercado de embalagens de grandes volumes e
grandes formatos.
Cada vez mais se ouve falar na fragmentação das tiragens.
Qual a estratégia da empresa diante disso?
Estamos lançando na América Latina
uma máquina nova, a Anicolor. Ela
permite que uma máquina standard
como a Speedmaster 52 imprima
com um sistema de entintagem com
o qual o gráfico utiliza arquivos de
pré-impressão padronizados. Assim
é possível imprimir em baixas tiragens com um custo muitíssimo
interessante. Isso porque as perdas
são muito pequenas e as chapas de
impressão utilizadas são as mesmas
de uma máquina normal. Com a tecnologia Anicolor também é possível
imprimir sobre diferentes substratos. A flexibilidade é muito grande.
O público-alvo dessa tecnologia é
formado por gráficos que tenham
máquinas digitais e procuram redução dos custos. Por outro lado, gráficos que tenham máquinas de folha
inteira e que precisam, por exemplo,
imprimir a capa de uma revista, também podem se beneficiar. É uma
alternativa interessante para quem
quer atuar em nichos de mercado.
máquinas oito cores anos atrás, havia poucas tintas disponíveis no mercado, e com um custo bem mais elevado do que
atualmente. Hoje a tinta para a máquina oito cores é uma
tinta standard. Acho que a mesma coisa vai acontecer com a
tinta usada na tecnologia Anicolor.
“O setor de
embalagens abriu
importantes
oportunidades para a
empresa crescer além do
mercado de impressoras
A empresa tem planos para a
impressão de filmes?
Essas novas máquinas também
imprimem em filme plástico. Hoje
cerca de 80% do nosso negócio está
concentrado nos mercados de papel
e cartão. Mas cada vez mais clientes querem imprimir em materiais
alternativos como filmes plásticos.
São clientes que imprimem com
máquinas customizadas. Esse tipo
de negócio nos interessa muito.
planas. A indústria
Como o senhor avalia o mercado
de rótulos?
É um mercado tradicionalmente
importante, no qual há diferentes
segmentos. Existem as grandes
tiragens, onde há grande pressão
por custos. Para atender esse nicho,
temos que fornecer novas soluções,
como a linha XL, que imprime
até 18 000 folhas por hora. Temos
clientes que chegam a imprimir 90
milhões de folhas em um ano. Máquinas tradicionais
chegam a 50 milhões no máximo. O aumento de produtividade é muito grande. Por outro lado temos rótulos muito
sofisticados. Também nesse mercado estamos atuando.
Temos tecnologia para imprimir sobre uma lâmina de cold
foil, por exemplo.
brasileira de cosméticos,
por exemplo,
já é a terceira
maior do mundo”
FOTOS: DIVULGAÇÃO
A impressão digital costuma ser criticada pelo custo dos
insumos. Existe esse problema na tecnologia Anicolor?
É necessária uma tinta especial, mas acreditamos que seu
custo vá cair ao longo do tempo. Quando lançamos as
Tintas, efeitos e vernizes especiais protagonizam tendências perseguidas pelo recém-criado setor de acabamento de embalagem da Heidelberg
64 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
Revigoração I
Tradicional fabricante de impressoras flexográficas para a indústria
de embalagens, a brasileira Feva
divulgou um comunicado afirmando
que está se revigorando “depois de
dois anos conturbados”. “Eram muitos os fatores que coincidiram para
que a empresa passasse por este
problema transitório”, diz Rubem
Novaes, porta-voz da companhia.
Entre esses fatores, ele conta que
há dois anos um grande cliente do
exterior “sustou um contrato de
parceria”.
Revigoração II
A empresa também teria tido problemas com recursos retidos no
Banco Santos. “Aliado a isso, com
o dólar mais baixo, diminuíram as
exportações”, completa Novaes.
A anunciada volta por cima é
baseada, entre outros fatores, na
entrega de “quantidade expressiva
de máquinas tanto para clientes
brasileiros como de outros países,
como México, Nigéria, Venezuela e
Rússia”. “A previsão é que a empresa consiga se equilibrar por completo em dezoito meses”, adianta
Novaes.
Novo CEO
Depois de quase dez anos à frente
da superintendência da fabricante
de papel cartão Papirus, Antonio
Claudio Salce foi nomeado CEO
da empresa. Químico Industrial,
ele atua no setor de celulose papel
desde 1969. Fundada há 55 anos, a
empresa continua com seu conselho
de acionistas presidido por Dante
Ramenzoni.
Provas digitais
A EskoArtwork, conhecida por seus
equipamentos e softwares de préprodução de embalagens, e a divisão
de filmes plásticos da ExxonMobil
Chemical anunciaram uma solução
para assegurar a precisão das cores
nos processos de impressão digital
de rótulos. Incluindo o Esko Software
Suite 7, programa de gerenciamento de cores e fluxo de trabalho, e
o filme Digilyte, da ExxonMobil, o
pacote permite conferir detalhes da
impressão antes que os trabalhos
sejam rodados.
66 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
Bons resultados com kit promocional
Estrutura cartonada unitiza porta-pote e embalagens de margarina
A Sadia está comemorando os
bons resultados de sua mais
recente embalagem promocional
de margarinas. A empresa
ofereceu em edição
limitada um kit contendo dois potes
de margarina Qualy
de 500 gramas e,
como brinde, um
porta-pote plástico. Uma estrutura
de papel cartão
produzida pela gráfica Ibratec serviu
de solução de unitização dos produtos.
O cartão utilizado é o
KlaFold FZ 378 com gramatura de
378g/m², da Klabin. A novidade foi
distribuída no Estado de São Paulo
e na região Sul. Com uma
alça na tampa, o portapote tem acabamento
em alto relevo com a
marca Qualy.
Ibratec
(11) 4772-8277
www.ibratecgrafica.com.
br
Klabin
(11) 3046-5800
www.klabin.com.br
Qualy: porta-pote
conjugado e luva cartonada
Entre as melhores do mundo
Impressão digital da Mack Color leva prêmio da HP global
Conseguir se destacar entre as
maiores empresas convertedoras
de rótulos de todos os continentes é uma tarefa difícil. Mas foi
justamente o que a Mack Color
conseguiu durante a realização de
Labelexpo, em Bruxelas, no final de
setembro (ver reportagem na página 48). Foi lá que a HP anunciou
os vencedores do Customers Label
Awards, prêmio internacional dirigi-
do às gráficas que imprimem com
equipamentos da linha HP Indigo.
A Mack Color venceu na categoria
Cosméticos (eram dez categorias
divididas por segmentos de mercado), com os rótulos do xampu
Empório Bothânico, da Driss
Cosméticos.
Mack Color
(11) 6195-4499
www.mackcolor.com.br
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Edição: Leandro Haberli
Rótulos ambientalmente amigáveis
Frontal de filme biodegradável diz alô ao mercado nacional
Cada vez mais comuns em embana sigla em inglês) e pelo PEFC
lagens cartonadas, as certificações
(Programme for the Endorsement of
ambientais que atestam manejo
Forest Certification). Compostável,
florestal adequado também comeo filme se degrada em aproximadaçam a aparecer nos rótulos. Grande
mente dezesseis semanas depois
fabricante de bases auto-adesivas,
de descartado. Segundo a empresa,
a Avery Dennison anunciou o lançaa característica pró-ambiental não
mento do “primeiro
compromete a aparênproduto auto-adesivo
cia ou o acabamento,
do Brasil com frontal
uma vez que o Bio
feito em filme biodeFilme passa por tragradável”. Trata-se do
tamento de superfície
Fasson Bio Filme TC/
destinado a assegurar
S0250/62g. À base
qualidade gráfica e alta
de celulose, o produtransparência (efeito
to é obtido a partir de
“no-label look”).
florestas certificadas
Avery Dennison
pelo Conselho de
(19) 3876-7600
Frontal da Avery Dennison se
Manejo Florestal (FSC, desintegra em poucas semanas www.fasson.com.br
Uma gigante na área das cartonadas
Máquina com 250 metros de comprimento estréia na Klabin
Começou a operar na unidade Monte Alegre, em Telêmaco
Borba (PR), a nova máquina de
papel cartão da Klabin. Segundo
a empresa, trata-se do mais
moderno equipamento do gênero
do mundo. Com capacidade de
350 000 toneladas/ano, a máquina tem 250 metros de comprimento e sete metros de largura
de tela. Com ela, a capacidade
de produção da fábrica passou
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Equipamento pode produzir até
350 000 toneladas/ano de papel cartão
para 1,1 milhão de toneladas/ano.
A tecnologia foi desenvolvida
pela Voith, e tem 75% de seus
equipamentos e peças produzidos no Brasil. O investimento foi
de 2,2 bilhões de reais.
Klabin
(11) 3046-5800
www.klabin.com.br
Voith
No Brasil: (11) 3044 4088
www.voith.com
Fim de atividades...
A queda na rentabilidade e no fluxo
de caixa nas plantas de Ascoli, na
Itália, e de Chantraine, na França,
poderá levar a finlandesa Ahlstrom
a encerrar ou vender as duas unidades. A companhia iniciou uma
análise das operações naqueles
mercados para determinar qual a
viabilidade de manter as duas fábricas de papéis de embalagem e etiquetas, que juntas têm capacidade
de produção estimada em 100 000
toneladas anuais.
...segue tendência
A possibilidade de encerrar a produção na Europa segue tendência de
revisão de operações das empresas
de papel e celulose no hemisfério
Norte. Outros países, como Estados
Unidos e Canadá, também são vítimas do aumento dos custos e da
dificuldade em competir com produtos desenvolvidos em mercados
como o brasileiro e o asiático.
Vendas em alta
O setor de papelão ondulado encerrou o terceiro trimestre de 2007 com
vendas de 1 694,5 mil toneladas. O
crescimento foi de 4,7% em relação
a igual período de 2006 (1 618,5
mil toneladas). Os números são da
ABPO – Associação Brasileira do
Papelão Ondulado.
Artecola compra
O Grupo Artecola, com sede em
Campo Bom (RS), anunciou a aquisição de 54% da empresa Surna,
fabricante mexicana de adesivos.
Com o negócio, o grupo brasileiro
completa a compra de cinco novas
plantas em um ano no Chile, Peru,
Argentina, Brasil e México. O valor
do negócio não foi divulgado.
Tour gráfico
A MAN Ferrostaal reuniu profissionais gráficos em São Paulo para
mostrar suas tecnologias adequadas
à produção de pequenas e médias
tiragens. Foram destacados equipamentos das fabricantes Ryobi,
entre eles o modelo 784 E, que conta
com colocação semiautomática de
chapas e ajuste de registro vertical,
lateral e diagonal, e Horizon, especializada em linhas de acabamento.
O evento incluiu visitas às gráficas
Igupe e Input.
novembro 2007 <<<
EmbalagemMarca <<< 67
inovação >>> higiene oral
FOTOS: DIVULG
AÇÃO
Dilema
encapsulado
Bala, higienizador e remédio
de uma só vez (também na
embalagem), aromatizante
bucal vai ganhando evidência
B
alas, dropes e chicletes refrescantes situam-se numa espécie de
zona mista em termos de conceito
mercadológico. Se não parece pertinente classificá-los como alimentos, também
soa esquisito taxá-los de itens de higiene
pessoal (apesar da alegada ação dentifrícia
de alguns deles) ou de medicamentos, como
intencionam os laboratórios – hoje donos de
muitas marcas fortes em guloseimas. Desse
cenário indefinido brotou o aromatizante
bucal, novidade que vem conquistando sucesso no mundo e no Brasil com propostas variadas de produto e de embalagem. O Bonicaps,
desde maio no mercado nacional, exemplifica
a situação.
Isento de açúcar e com aroma de menta,
o produto não tem efeito medicinal. Mas é
fabricado por um laboratório, o Boniquet, e se
apresenta na forma de cápsulas de revestimento fino e gelatinoso, típicas de remédios. Doze
dessas “bolinhas” são acondicionadas em um
blister aluminizado, como os de comprimidos.
Por sua vez, o blister, em contraste, é acomodado numa luva de papel cartão cujo projeto
gráfico combina características de embalagens
de itens de higiene oral e de candies.
“Ao refrescar o hálito de forma instantânea e moderna, os aromatizantes bucais em
cápsulas estão atraindo cada vez mais consumidores nos Estados Unidos e na Europa”,
comenta Flávia Mello, gerente comercial da
Boniquet. No Brasil, ela diz, não tem sido
diferente. O produto já é distribuído nacionalmente e estaria apresentando “altos índices de
recompra”. “Nosso target principal é compos68 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
to por jovens”,
explica a executiva. “Mas estamos recebendo
uma resposta muito boa de diferentes perfis
de consumidor, como executivos e donas-decasa.”
A embalagem cartonada do Bonicaps é
produzida pela Gráfica Gonçalves. De bolso e
própria para gancheiras dispostas no checkout
de drogarias, a luva de papel cartão tem visual
azulado, em sintonia com a cor do aromatizante. Também conta com um pequeno vazado na parte frontal, que facilita a retirada do
blister e ao mesmo tempo permite visualizar
uma das doze cápsulas.
DECOTE
Área vazada na
extremidade da luva
permite visualização de
cápsula contida no blister
Proteção e adequação
A Boniquet prefere não revelar o nome do
fornecedor dos blisters utilizados, mas explica que a idéia de embalar individualmente
as cápsulas surgiu da necessidade de deixálas frescas e protegidas por mais tempo. A
escolha da embalagem também levou em
consideração a adequação aos preços de balas
e chicletes – curiosamente considerados concorrentes indiretos pela fabricante –, além
das variações de temperatura e de umidade
verificadas nos pontos-de-venda e durante os
processos de distribuição e armazenagem.
De origem espanhola, a Boniquet chegou
ao Brasil em 2002. O laboratório também vem
se destacando pela fabricação de cremes dentais para marcas próprias do varejo. Por sinal,
os cartuchos e displays desses produtos também são fornecidos pela Gonçalves. (LH)
Gráfica Gonçalves
(11) 4689-4700
www.goncalves.com.br
artigo >>> temas estruturais
Há limite para inovar?
Se não houver metodologia, é necessário ter cautela em produtos inovadores
Por Victor Basso*
Produto
Funcionalidade
Mudança de um produto, segundo a Lógica dos Mercados, de P. Belohlavek
70 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
de um produto” (Lógica dos Mercados, P.
Belohlavek, 1999). Os três exemplos da figura
mostram a inovação de Forma, Funcionalidade
e Essência. Portanto, já que vivemos em um
coro de vozes que nos incitam a inovar obrigatoriamente, é preferível lembrar que:
Muitas empresas se tornaram grandes ao
montarem equipamentos com componentes
da geração anterior à última, pois eram mais
confiáveis e homologados
Os compradores realmente inovadores são
apenas 5% no início do ciclo de vida de
produto
Os primeiros automóveis eram vendidos
como carros nos quais os cavalos eram substituídos por um motor, pois o público não
sabia o que era, na verdade, um automóvel
Uma embalagem tão inovadora quanto o
“blister-pack” demorou cerca de vinte anos
para ir da Europa aos Estados Unidos
Algumas invenções de Leonardo da Vinci
demoraram séculos para ser compreendidas,
e é razoável acreditar que ninguém quer que
isso aconteça com seu produto
Vender inovação não é fácil nem rápido,
e quanto maior for o grupo de participantes
numa ação inovadora, mais difícil será. Devese considerar que a introdução de um novo
Essência
ILUSTRAÇÃO: JOSÉ HIROSHI TANIGUTI / BLOCO DE COMUNICAÇÃO
N
um dos recentes congressos sobre
embalagens a que assisti, 80% dos
oradores vincularam o título de sua
dissertação ao tema da inovação.
Na verdade, é quase impossível desvincular o
“packaging” definido como ciência que estuda
as embalagens ao tema da inovação. É natural,
já que o mercado compete mostrando novas
tecnologias, fruto da capacidade de inovar e
criar. Mas acredito que, em alguma medida,
estamos exagerando, e pretendo definir os limites de minha discordância.
Nada tenho contra a inovação. A rigor, inovar é o que tenho feito nos últimos 35 anos de
atuação no universo do packaging, mas essa é
uma atitude que pode se dar de muitas maneiras diferentes. Poucas são eficientes. É o caso
de perguntar: Existe um limite para a tarefa de
inovar? Qual é esse limite?
Sabemos que o excesso em qualquer virtude a torna um vício, e essa é a razão por que a
prudência se coloca acima de todas as virtudes
e todos os dons. A definição dos limites da
inovação envolve tantas variáveis e conceitos
que pode ser estabelecida como um problema
complexo, ou seja, aquele no qual as relações
causais, se existirem, não são lineares e predeterminadas.
“A inovação pode ser definida como uma
mudança na essência, na função e na forma
produto/embalagem com base na inovação
precisa contar com a necessária capacidade de
influenciar o meio em que se pretende atuar.
Além disso, é fundamental que exista grande
necessidade do produto/embalagem para acelerar o prazo para sua introdução. Fazer inovações sem capacidade de influenciar o meio
leva em si o risco de que a iniciativa não conquiste massa crítica e seu idealizador termine
como “inventor de garagem”. A influência
é alta quando os atributos da marca, em seu
segmento, tornem crível e viável a novidade
apresentada.
Quando há muita incerteza com respeito
à mudança a ser produzida, normalmente esta
não se concretiza. É necessário alinhar muitas
vontades para poder avançar. O que resta às
empresas é a possibilidade de influenciar as
necessidades, demonstrando as vantagens da
inovação e fazê-lo utilizando os atributos da
marca.
Observa-se que uma inovação que o mercado possa assimilar com rapidez, obviamente
será mais viável que as de assimilação mais
complicada. Por isso, quanto mais intuitiva for
sua funcionalidade e mais fácil a explicação de
“como funciona”, mais sucesso ela terá.
Temos que salientar as novas formas de
inovar através da colaboração. A empresa americana P&G, proprietária de 27.000 patentes,
esta fazendo inovação com o novo paradigma:
a) Colocou parte de sua propriedade
intelectual para venda ou troca, através de
novos mecanismos de relacionamento. Com
isto faz líquido um enorme ativo que tem custos de manutenção.
b) Conseguiu atingir a meta que os 35%
de seus novos desenvolvimentos foram feitos por pessoas fora de seu staff. Os sites:
Innocentive.com e yet2.com; conectam aos
“seekeers” buscadores de tecnologias com os
“solvers” solucionadores, ou seja, científicos,
inventores e pessoas que possuem um “know
how”. Muitos aposentados conseguem hoje
ingressos adicionais desta maneira.
Neste mundo competitivo e globalizado, a
figura das empresas segurando contra o peito
todos seus “segredos industriais” está mudando
para a empresa que se arrisca a um jogo mais
aberto de intercâmbio de informação, com parceiros eventuais, espalhados pelo mundo.
Enquanto sabemos que a inovação é o
caminho do futuro para quase todas as atividades, somos muitos os que ainda temos que
aprender: como fazer inovação adequada e
eficientemente.
(*) © Copyright Victor Basso Consultoria Ltda.
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72 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
Almanaque
Francisca, mulata sessentona
Gotas no mar
Lançado em 1942 e sinônimo de sorvete de chocolate, o Chicabon completa 65 anos. Inicialmente, a marca
era produzida pela U.S. Harkson do
Brasil, que adotava o nome fantasia
de Sorvex-Kibon. A assinatura Kibon
passou a integrar as embalagens apenas em 1950. Diz a lenda que o nome
Chicabon foi uma homenagem de
John Kent Lutey, dono da Harkson, a
uma mulata do Morro da Mangueira,
Quando fez 200 anos, em 1959, a
cerveja Guinness, hoje pertencente
à Diageo, adotou uma criativa ação
de marketing para marcar a data:
150 000 garrafas foram jogadas em
diversos pontos do Oceano Atlântico. A ação durou seis semanas e
envolveu 38 embarcações. Dentro
das garrafas havia um rótulo dourado comemorativo, um livreto contando a história da Guinness, instruções de como transformar a garrafa
em uma luminária e um vale para
trocar por uma caixa de cerveja,
além de informações sobre o navio
que lançou a garrafa. Batizadas de
garrafas-gota, as embalagens não
eram rotuladas. Em alto relevo havia
a inscrição: “1759-1959. Garrafa-gota
especial (Oceano Atlântico) para
celebrar e comemorar o bicentenário da Guinness”. A empresa garante que ainda há vasilhames à deriva.
A expectativa dos fãs da Guinness
é grande, pois a cervejaria promete
outra grande ação em 2009, quando
a marca completa 250 anos.
Agradecimento: Eduardo Lima, do
blog baresefutilidades.blogspot.com
1997
1959
1970
1999
2002
1975
2004
1985
1993
2007
FOTOS: DIVULGAÇÃO
1956
no Rio de Janeiro (onde ficava a fábrica), chamada Francisca, a “Chica”,
cuja beleza o encantava.
Ao longo dos anos, Chicabon passou
por diversas modificações, no visual
e no sabor. Para marcar os 65 anos
do sorvete, a fórmula original, de
chocolate e malte, foi ressuscitada e
embalagens comemorativas acabam
de ser criadas pela Matriz Escritório
de Desenho.
Bombril de americano
WD-40 nasceu nos Estados Unidos em
1953, inicialmente concebido para uso
em mísseis da NASA e na fuselagem
de aeronaves, como protetor contra
a ferrugem. O nome WD-40 vem de
water displacement (dispersor
de água, em
inglês), e do
número relativo
ao alcance do
êxito da fórmula,
que só ocorreu
na quadragésima
tentativa. Não demorou muito para
os funcionários perceberem que o
produto tinha “1001 utilidades”, como
a famosa lã de aço brasileira: limpava
quadros negros, conservava artigos de
couro, removia cola-tudo e adesivos,
matava baratas e, claro, tirava ferrugem. O WD-40 se tornou um sucesso
nos EUA quando começou a ser vendido em aerossol, em 1958. Segundo
a WD-40 Company, a composição do
produto só é conhecida por três executivos da empresa e permanece inalterada desde sua invenção.
74 >>> EmbalagemMarca >>> novembro 2007
Inscrição em relevo identificava
garrafa comemorativa, que
trazia rótulo como brinde
Download

EmbalagemMarca Nº 99