Progressões aritméticas
e geométricas
Prof. Jorge
Quem levou vantagem?
Denise e Pedro são colegas. No ano
passado, cada um recebia 200,00 reais de
mesada. Este ano, eles fizeram aos pais
propostas diferentes. A mesada começaria
pequena e aumentava mês a mês.
Prof. Jorge
Quem levou vantagem?
Denise queria receber 10,00 reais em
janeiro e, a cada um dos meses seguintes,
30,00 reais a mais que no mês anterior.
Já a proposta de Pedro era receber só 1 real
em janeiro e, em cada um dos meses
seguintes, o dobro do mês anterior.
Prof. Jorge
Quem levou vantagem?
Os pais acharam as propostas interessantes
e toparam. No acumulado do ano, Denise e
Pedro levaram vantagem?
A resposta a essa pergunta você
encontrar no estudo das progressões.
Prof. Jorge
vai
Sucessão ou seqüência
Prof. Jorge
Sucessão ou seqüência
O quadro a seguir mostra, ordenadamente, a lista
dos seis primeiros classificados no campeonato
brasileiro de futebol, edição 2007.
Classificação
Time
1
Primeiro lugar
São Paulo (SP)
2
Segundo lugar
Cruzeiro(CZ)
3
Terceiro lugar
Grêmio (GE)
4
Quarto lugar
Palmeiras (PA)
5
Quinto lugar
Fluminense (FL)
6
Sexto lugar
Santos (SN)
(SP,
CZ, GE,
GE, PA,
PA, SN,
FL, SN)
(CZ, FL,
SP)
Prof. Jorge
Sucessão ou seqüência
Veja os elementos da sucessão ou seqüência.
(SP, CZ, GE, PA, FL, SN)
Cada time é um termo da seqüência;
O critério ordem de classificação identifica qual
é o primeiro termo, o segundo, o terceiro, ..., o
sexto;
Na representação de uma sucessão, os termos
aparecem entre parênteses, ordenados e
separados por vírgulas.
Prof. Jorge
Sucessão ou seqüência
Veja agora, o quadro a seguir. Ele mostra o número
de alunos do 1º. Ano que perderam média em
Matemática, em cada uma das três etapas de 2007.
1
2
3
Etapa
1.ª
2.ª
3.ª
No. de alunos
18
15
11
Os números da última linha formam a seqüência ou
sucessão (18, 15, 11)
O critério ordem cronológica identifica qual é o
primeiro, o segundo e o terceiro termo;
Prof. Jorge
Definição
Sucessão ou seqüência é toda lista de
termos em que se distinguem, a partir de
um determinado critério bem definido, o
primeiro, o segundo, o terceiro, etc.
Numa seqüência, duas coisas são importantes:
Os termos que a compõem;
A ordem em que eles aparecem, a partir de um
critério pré-estabelecido;
Prof. Jorge
Seqüências numéricas
Vamos dar ênfase às seqüências numéricas. São
aquelas cujos termos são números reais.
Uma seqüência pode ser finita e infinita.
A seqüência (18, 15, 11) é uma seqüência
numérica finita. Ela tem último termo (o terceiro).
A seqüência (0, 2, 4, 6, 8, ...) dos números
naturais pares é uma seqüência infinita. Não
existe o maior número natural par.
Prof. Jorge
Seqüências numéricas - representação
De modo geral os termos consecutivos de uma
seqüência numérica são indicados por uma letra
minúscula, acompanhada de um índice.
a1 → primeiro termo
a2 → segundo termo
a3 → terceiro termo
a4 → quarto termo
........................................
O índice indica a
posição do elemento
na seqüência.
an → enésimo termo ou termo geral
Prof. Jorge
Seqüências numéricas - representação
De modo geral os termos consecutivos de uma
seqüência numérica são indicados por uma letra
minúscula, acompanhada de um índice.
(a1, a2, a3, a4, ..., an) representa uma sucessão
finita
(a1, a2, a3, a4, ...an, ...) representa uma sucessão
infinita
Prof. Jorge
Exemplo
Na secessão infinita (1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, ...) dos
números naturais ímpares, temos:
a1 = 1
a3 = 5
a6 = 11
Prof. Jorge
Sucessão definida pelo
seu termo geral
Prof. Jorge
Definição
Uma sucessão numérica é uma função de variável
natural n, não-nula, com imagem no conjunto dos
números reais. O domínio da variável n é
O conjunto N*, se a sucessão é infinita;
O conjunto {1, 2, 3, 4, 5, ..., n}, se a sucessão é
finita, com n termos.
Assim, f(1) = a1, f(2) = a2, f(3) = a3, ..., f(n) = an.
Prof. Jorge
Exemplo
Na secessão infinita (1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, ...) dos
números naturais ímpares, temos:
(a1, a2, a3, a4, a5, a6, a7, ..., an, ...)
n = 1 → f(1) = 1 ⇒ a1 = 1
n = 2 → f(2) = 3 ⇒ a2 = 3
n = 3 → f(3) = 5 ⇒ a3 = 5
n = 4 → f(4) = 7 ⇒ a4 = 7
n = 5 → f(5) = 9 ⇒ a5 = 9
..................................................
Prof. Jorge
Termo geral
Certas sucessões numéricas são definidas pelo seu
termo geral an. No caso, o enésimo termo é
expressão em função da variável natural n ≠ 0.
Prof. Jorge
Exemplo
O termo geral de uma sucessão é an = n2 + 2n. Obter
os termos a2 e a7. Mostrar que 48 é um de seus
termos e identificar a posição.
Em an = n2 + 2n, vamos fazer n = 2 e n = 7.
n = 2 ⇒ a2 = 22 + 2.2
⇒ a2 = 4 + 4 = 8
n = 7 ⇒ a2 = 72 + 2.7
⇒ a2 = 49 + 14 = 63
Fazendo an = 48,
n2 + 2n = 48
⇒ n2 + 2n – 48 = 0
⇒ n’ = –8 (F) ⇒ n” = 6
⇒ 48 é o sexto termo.
Prof. Jorge
⇒ a6 = 48.
Sucessão definida por
uma lei de recorrência
Prof. Jorge
Lei de recorrência
Seqüências numéricas costumam ser definidas, às
vezes, por uma lei de recorrência. No caso, são
dados.
Um dos termos (em geral, o primeiro);
Uma lei que permita obter cada um dos demais
termos, recorrendo-se a termos anteriormente
calculados.
Prof. Jorge
Exemplos
Obter os cinco primeiros termos da sucessão
numérica infinita, definida pela lei de recorrência.
a1 = 3
an+1 = 2an + 1, para n ≥ 1
n = 1 ⇒ a2 = 2.a1 + 1 ⇒ a2 = 2.3 + 1 ⇒ a2 = 7
n = 2 ⇒ a3 = 2.a2 + 1 ⇒ a3 = 2.7 + 1 ⇒ a3 = 15
n = 3 ⇒ a4 = 2.a3 + 1 ⇒ a4 = 2.15 + 1 ⇒ a4 = 31
n = 4 ⇒ a5 = 2.a4 + 1 ⇒ a5 = 2.31 + 1 ⇒ a5 = 63
(3, 7, 15, 31, 63)
Prof. Jorge
Exemplos
Descubra uma lógica de formação em cada sucessão,
e ache seus dois próximos termos.
a) (2, 7, 12, 17, ...)
22 e 27.
b) (1, 8, 27, 64, ...)
125 e 216.
c) (1, 2, –1, 6, 1, 18, –1, 54, ...) 1 e 162.
d) (3, 6, 12, 24, ...) 48 e 96.
e) (1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, ...) 21 e 34.
f) (0, 3, 8, 15, 24, ...)
Prof. Jorge
35 e 48.
Exemplos
Descubra uma lógica de formação em cada sucessão,
e ache seus dois próximos termos.
g)
1 , 2 , 3 , 4 , ...
4 9 16 25
5 , 6
36 49
h)
1 , 4 , 11 , 29 , ...
3 7 18 47
76 , 199
123
322
i) (Ana, Gustavo, Bárbara, Hugo, Bruna, ...)
João, Camila
Prof. Jorge
Progressões aritméticas
Prof. Jorge
Progressão aritmética
Rodrigo resolveu colecionar moedas. Começou
apenas com 15. Mas ele está animado. A cada dia
pretende acrescentar mais 4 moedas à sua coleção.
15
19
+4
23
+4
27
+4
31
+4
35
+4
(15, 19, 23, 27, 31, 35, ...)
Prof. Jorge
...
+4
A constante 4 é
a razão da
seqüência.
Definição
Progressão aritmética (PA) é toda sucessão numérica
em que cada termo (a partir do segundo) é a soma
do antecessor com uma constante r, chamada razão
da P.A.
Para n > 1, uma P.A. obedece à lei de recorrência
an = an - 1 + r
⇒
an – an - 1 = r
Portanto, a razão r é a diferença entre um termo
qualquer e o anterior.
r = a2 – a1 = a3 – a2 = a4 – a3 = ...
Prof. Jorge
Exemplos
(2, 5, 8, 11, 14) É uma P.A. finita. Ela é crescente,
porque cada termo é maior que o anterior. Sua razão
é:
r = 5 – 2 = 8 – 5 = 11 – 8 = 14 – 11 = 3
Em geral, se r > 0 a P.A. é crescente.
Prof. Jorge
Exemplos
(6; 5,5; 5; 4,5; 4; 3,5; ...) É uma P.A. infinita. Ela é
decrescente, porque cada termo é menor que o
anterior. Sua razão é:
r = 5,5 – 6 = 5 – 5,5 = 4,5 – 5 = 4 – 4,5 = –0,5
Em geral, se r < 0 a P.A. é decrescente.
Prof. Jorge
Exemplos
(3, 3, 3, 3, 3, 3, 3 ...) É uma P.A. constante, porque
tem todos os termos iguais. Sua razão é:
r=3–3=0
Em geral, se r = 0 a P.A. é constante.
Prof. Jorge
Exemplos
Se (2, m + 1, 3m – 4) é uma P.A., obter o valor de m
e a razão da P.A.
Na sucessão, a1 = 2, a2 = m + 1 e a3 = 3m – 4
Se ela é uma P.A., deve ser:
a 2 – a 1 = a3 – a 2
⇒ m + 1 – 2 = 3m – 4 – (m + 1)
⇒ m – 1 = 3m – 4 – m – 1
⇒
⇒ m – 1 = 2m – 5 ⇒ – m = – 4
m – 1 = 2m – 5
⇒
m=4
Para m = 4, a P.A. é (2, 5, 8), de razão 3.
Prof. Jorge
Observação
Da definição de P.A. decorre que, de três termos
consecutivos o termo do meio é a media aritmética
dos outros dois.
Considerando os termos consecutivos a1, a2 e a3,
a 2 – a1 = a3 – a2
a2 =
Prof. Jorge
⇒
2a2 = a1 + a3
a1 + a3
2
Termo geral de uma P.A.
Prof. Jorge
Termo geral da P.A.
Numa progressão aritmética o primeiro termo e a
razão são fundamentais. Conhecendo-os fica fácil
escrever toda a progressão.
Vamos analisar um processo geral para se obter um
termo qualquer de uma progressão aritmética, a
partir do primeiro termo e da razão.
Prof. Jorge
Termo geral da P.A.
Observe a seqüência de termos abaixo.
a1
a2
+r
a3
+r
a4
+r
a5
+r
a6
+r
...
+r
Note que “saltar” de um termo para o seguinte significa somar a razão.
De a1 até a2 temos 1 salto ⇒
a2 = a1 + r
De a1 até a3 temos 2 saltos ⇒ a3 = a1 + 2r
De a1 até a4 temos 3 saltos ⇒ a4 = a1 + 3r
E assim por diante.
Prof. Jorge
Termo geral da P.A.
Observe a seqüência de termos abaixo.
a1
a2
+r
a3
+r
a4
+r
a5
+r
a6
+r
...
+r
De maneira geral, de a1 até um termo genérico an,
são (n – 1) saltos.
an = a1 + (n – 1)r
Prof. Jorge
an é o enésimo termo
n é a posição do termo
Observação
O raciocínio utilizado funciona, mesmo que não se
tome como ponto de partida o primeiro termo. Veja o
esquema a seguir.
–r
a8
–r
a9
+r
–r
a10
+r
–r
a11
+r
–r
a12
+r
–r
a13
+r
...
+r
Saltar para o termo seguinte é somar a razão;
saltar para o termo anterior é subtrair a razão.
Prof. Jorge
Exemplos
–r
a8
–r
a9
+r
–r
a10
+r
–r
a11
+r
–r
a12
+r
–r
a13
+r
De a1 para a15 são 15 – 1 = 14 saltos
a15 = a1 + 14r
ou
a1 = a15 – 14r
De a8 para a12 são 12 – 8 = 4 saltos
a12 = a8 + 4r
Prof. Jorge
ou
a8 = a12 – 4r
...
+r
Exemplos
–r
a8
–r
a9
+r
–r
a10
+r
–r
a11
+r
–r
a12
+r
–r
a13
+r
...
+r
De a10 para a13 são 13 – 10 = 3 saltos
a13 = a10 + 3r
ou
a10 = a13 – 3r
De a23 para a37 são 37 – 23 = 14 saltos
a37 = a23 + 14r
Prof. Jorge
ou
a23 = a37 – 14r
Exemplos
Na P.A. (–2, 1, 4, ...) calcular o décimo quinto termo
e o termo geral an.
Na sucessão, a1 = –2 e r = 4 – 1 = 3
a15 = a1 + 14r = –2 + 14.3 = –2 + 42
an = a1 + (n – 1)r = –2 + (n – 1) . 3
⇒ an = –2 + 3n – 3
Prof. Jorge
⇒ an = –5 + 3n
⇒ a15 = 40
Exemplos
A sucessão infinita de termo geral an = 7 – 5n é uma
P.A. Achar o terceiro e o décimo termos e, a partir
deles, a razão da P.A.
Em an = 7 – 5n, vamos fazer n = 3 e n = 10.
a3 = 7 – 5.3 = 7 – 15 ⇒ a3 = –8
a10 = 7 – 5.10 = 7 – 50 ⇒ a10 = –43
a10 = a3 + 7.r
⇒ –43 = –8 + 7r ⇒ –7r = –8 + 43
⇒ –7r = + 35 ⇒
Prof. Jorge
r = –5
Exemplos
Quanto são os números naturais múltiplos de 3, e
que têm dois algarismos?
O menor múltiplo de 3 com 2 algarismos é 12 e o maior
é 99. Temos uma P.A. finita (12, 15, 18, ..., 96, 99)
Na sucessão, a1 = 12, r = 3 e an = 99.
an = a1 + (n – 1)r
⇒ 99 = 12 + (n – 1) . 3
⇒ 99 = 12 + 3n – 3
⇒ 90 = 3n
Prof. Jorge
⇒ 99 = 9 + 3n
⇒ n = 30
Soma dos termos na P.A.
Prof. Jorge
Soma dos termos na P.A.
O alemão Carl Friedrich Gauss deu grandes
contribuições
ao
desenvolvimento
das
idéias
matemáticas.
Desde pequeno, ele mostrava sua genialidade. Um
fato curioso ocorreu quando ele tinha em torno de
dez anos de idade.
Certo dia, numa aula de matemática, o professor
pediu que seus alunos obtivessem a soma dos
números inteiros de 1 a 100. Entre os alunos, estava
Gauss.
Prof. Jorge
Soma dos termos na P.A.
S = 1 + 2 + 3 + 4 + ... + 99 + 100?
1 +
2 + 3 + 4 + ... + 97 + 98 + 99 + 100
101
101
101
101
S = 101 . 50 = 5 050
Observe que as parcelas da soma de Gauss formam
uma P.A. (Nela a1 = 1, a100 = 100 e r = 1).
Prof. Jorge
Soma dos termos na P.A.
Você verá que a propriedade que Gauss descobriu é
válido para qualquer P.A. Numa P.A. finita com n
termos,
(a1
a2
a3
a4
...
an-3
an-2
an-1
an)
n termos
a1 + an = a2 + an–1 = a3 + an–2 = a4 + an–3 = ...
Sn = (a1 + an). n
2
Prof. Jorge
Sn =
a1 + an
.n
2
Exemplos
Obter a soma dos 30 primeiros números ímpares,
sem adicioná-los um a um.
Devemos obter a soma dos 30 primeiros termos da
P.A. (1, 3, 5, 7, 9, ...)
a30 = a1 + 29r
S30
⇒ a30 = 1 + 29.2 ⇒ a30 = 59
a1 + a30
.n =
=
2
Prof. Jorge
1 + 59
2
. 30 ⇒ S30 = 900
Exemplos
Calcular a soma 2 + 5 + 8 + ... + 62, sabendo-se que
as parcelas formam uma P.A.
Primeiro vamos encontrar o número de termos da P.A.
an = a1 + (n – 1).r
⇒
62 = 2 + (n – 1).3
⇒
62 = 2 + 3n – 3
⇒
63 = 3n
S21
a1 + a21
.n =
=
2
Prof. Jorge
2 + 62
2
⇒
n = 21
. 21 ⇒ S21 = 672
Exemplos
Um jardineiro planta roseiras em filas: 3 na primeira
fila; 4 na segunda; 5 na terceira; e assim em diante.
Sempre ele planta uma roseira a mais na fila
seguinte. Ele plantou um total de 150 roseiras.
Determinar o total de filas e o número de roseiras na
última fila.
A quantidade de roseiras em cada fila formam a P.A.
(3, 4, 5, ..., x).
an = a1 + (n – 1).r
⇒
x = 3 + (n – 1).1
⇒
⇒
x=n+2
x=3+n–1
Prof. Jorge
Exemplos
Um jardineiro planta roseiras em filas: 3 na primeira
fila; 4 na segunda; 5 na terceira; e assim em diante.
Sempre ele planta uma roseira a mais na fila
seguinte. Ele plantou um total de 150 roseiras.
Determinar o total de filas e o número de roseiras na
última fila.
A quantidade de roseiras em cada fila formam a P.A.
(3, 4, 5, ..., x).
a1 + an
.n
2
Sn =
⇒
⇒
3+n+2
. n = 150
2
Prof. Jorge
3+x
2
. n = 150
⇒ n = 15
e
x = 17
Progressões geométricas
Prof. Jorge
Progressão aritmética
Um laboratorista pesquisou uma cultura de bactérias,
em uma lâmina. Ele percebeu que, a princípio, havia
apenas 5 bactérias. A cada hora, no entanto, a
quantidade delas dobrava.
05
10
.2
.2
20
.2
40
80
.2
160
.2
(5, 10, 20, 40, 80, 160, ...)
Prof. Jorge
...
.2
A constante 2 é
a razão da
seqüência.
Definição
Progressão geométrica (PG) é toda sucessão
numérica de termos não-nulos em que cada termo (a
partir do segundo) é produto do seu antecessor com
uma constante q, chamada razão da P.G.
Para n > 1, uma P.G. obedece à lei de recorrência
an = an - 1 . q
⇒
an/an - 1 = q
Portanto, a razão q é o quociente entre um termo
qualquer e o anterior.
q = a2/a1 = a3/a2 = a4/a3 = ...
Prof. Jorge
Exemplos
(2, 6, 18, 54, 162) É uma P.G. infinita e crescente,
porque cada termo é maior que o anterior. Sua razão
é:
q = 6/2 = 18/6 = 54/18 = 162/54 = 3
Em geral, se a1 > 0 e q > 0 a P.G. é crescente.
Em geral, se a1 < 0 e 0 < q < 1 a P.G. é crescente.
Prof. Jorge
Exemplos
(40, 20; 10, 5, ...) É uma P.G. infinita e decrescente,
porque cada termo é menor que o anterior. Sua razão
é:
q = 20/40 = 10/20 = 5/10 = 0,5
Em geral, se a1 > 0 e 0 < q < 1 a P.G. é
decrescente.
Em geral, se a1 < 0 e q > 0 a P.G. é decrescente.
Prof. Jorge
Exemplos
(3, 3, 3, 3, 3, 3, 3 ...) É uma P.G. infinita e constante,
porque tem todos os termos iguais. Sua razão é:
q = 3/3 = 1
Em geral, se q = 1 a P.G. é constante.
Prof. Jorge
Exemplos
(3, –6, 12, –24, 48) É uma P.G. finita e oscilante,
porque ela alterna termos positivos e negativos. Sua
razão é:
q = –6/3 = 12/–6 = –24/12 = 48/–24 = –2
Em geral, se q < 0 a P.G. é oscilante.
Prof. Jorge
Exemplos
Se (x, x + 3, 2x + 14) é uma P.G., obter o valor de x.
Na sucessão, a1 = x, a2 = x + 3 e a3 = 2x + 14
Se ela é uma P.G., deve ser:
x+3
2x + 14
=
x
x+3
⇒
⇒
a2/a1 = a3/a2
(x + 3)2 = x(2x + 14)
x2 + 6x + 9 = 2x2 + 14x ⇒
(1, 4, 16)
q=4
⇒ x’ = –9 ou x” = 1
Prof. Jorge
x2 + 8x – 9 = 0
(–9, –6, –4)
q = 2/3
Observação
Da definição de P.G. decorre que, de três termos
consecutivos o termo do meio é a media geométrica
dos outros dois.
Considerando os termos consecutivos a1, a2 e a3,
a2
a1
Prof. Jorge
=
a3
a2
⇒
(a2)2 = a1 . a3
Termo geral de uma P.G.
Prof. Jorge
Termo geral da P.G.
Numa progressão geométrica o primeiro termo e a
razão são fundamentais. Conhecendo-os fica fácil
escrever toda a progressão.
Vamos analisar um processo geral para se obter um
termo qualquer de uma progressão geométrica, a
partir do primeiro termo e da razão.
Prof. Jorge
Termo geral da P.G.
Observe a seqüência de termos abaixo.
a1
a2
.q
a3
.q
a4
.q
a5
.q
a6
.q
...
.q
Agora “saltar” de um termo para o seguinte significa
multiplicar pela razão.
De a1 até a2 temos 1 salto ⇒
a2 = a1.q
De a1 até a3 temos 2 saltos ⇒ a3 = a1.q2
De a1 até a4 temos 3 saltos ⇒ a4 = a1.q3
E assim por diante.
Prof. Jorge
Termo geral da P.G.
Observe a seqüência de termos abaixo.
a1
a2
.q
a3
.q
a4
.q
a5
.q
a6
.q
...
.q
De maneira geral, de a1 até um termo genérico an,
são (n – 1) saltos.
an = a1.qn–1
Prof. Jorge
an é o enésimo termo
n é a posição do termo
Observação
O raciocínio utilizado funciona, mesmo que não se
tome como ponto de partida o primeiro termo. Veja o
esquema a seguir.
:q
a8
:q
a9
.q
:q
a10
.q
:q
a11
.q
:q
a12
.q
:q
a13
.q
...
.q
Saltar para o termo seguinte é multiplicar pela
razão;
saltar para o termo anterior é dividir pela razão.
Prof. Jorge
Exemplos
:q
a8
:q
a9
.q
:q
a10
.q
:q
a11
.q
:q
a12
.q
:q
a13
.q
De a1 para a18 são 18 – 1 = 17 saltos
a18 = a1.q17
ou
a1 = a18:q17
De a5 para a11 são 11 – 5 = 6 saltos
a11 = a5.q6
Prof. Jorge
ou
a5 = a11:q6
...
.q
Exemplos
:q
a8
:q
a9
.q
:q
a10
.q
:q
a11
.q
:q
a12
.q
:q
a13
.q
...
.q
De a13 para a16 são 16 – 13 = 3 saltos
a16 = a13.q3
ou
a13 = a16:q3
De a11 para a37 são 37 – 11 = 26 saltos
a37 = a11.q26
Prof. Jorge
ou
a11 = a37:q26
Exemplos
Na P.G. (3, 6, 18, ...) achar o oitavo termo e o termo
geral an.
Na sucessão, a1 = 3 e q = 6/3 = 2
a8 = a1.q7 = 3.27
an = a1.qn–1
Prof. Jorge
= 3 . 128
⇒ an = 3.2n–1
⇒ a8 = 384
Exemplos
Obter a razão q e o termo a12 da P.G. crescente na
qual a6 = 12 e a10 = 48.
De a6 até a10 são 10 – 6 = 4 saltos.
⇒
a10 = a6.q4
⇒ 48 = 12.q4 ⇒ q4 = 4
⇒ q = ± √2
para q = –√2, a P.G. seria oscilante, logo q = √2
⇒
a12 = a10.q2 = 48.(√2 )2 ⇒
Prof. Jorge
a12 = 96
Exemplos
Em janeiro um clube tinha 20 sócios. A partir de
fevereiro,
cada
sócio
do
clube
inscreve,
mensalmente, 3 novos sócios. Em que mês do ano
haverá, 81 920 sócios?
Veja o que ocorre, por exemplo, até março.
mês
antigos
novos
1. Janeiro
20
–
20
a1
2. Fevereiro
20
60
80
a2
3. Março
80
240
320
a3
Prof. Jorge
Total
Exemplos
Em janeiro um clube tinha 20 sócios. A partir de
fevereiro,
cada
sócio
do
clube
inscreve,
mensalmente, 3 novos sócios. Em que mês do ano
haverá, 81 920 sócios?
Os totais de sócios mês a mês formam a P.G.
(20, 80, 240, ...), de razão q = 4.
an = a1.qn–1
⇒
81 920 = 20.4n–1
⇒ 4n–1 = 4 096 ⇒ 4n–1 = 46 ⇒ n – 1 = 6 ⇒ n = 7
O clube terá 81 920 sócios em julho (mês 7).
Prof. Jorge
Exemplos
Numa P.G. oscilante, a4 + a6 = 40 e a2 + a4 = 10.
Calcular o primeiro termo e a razão.
Vamos escrever cada termo em função do primeiro
termo a1 e da razão q.
a4 + a6 = a1.q3 + a1.q5 = 40 ⇒ a1.q3(1 + q2) = 40
a2 + a4 = a1.q + a1.q3 = 10
a1.q3(1 + q2) = 40
a1.q(1 +
q 2)
= 10
⇒ a1.q(1 + q2) = 10
⇒ q2 = 4
⇒ q = ±2
P.G. oscilante q = –2, então a1 = –1.
Prof. Jorge
Soma dos termos na P.G.
Prof. Jorge
Soma finita dos termos de uma P.G.
Podemos obter, também, a soma dos n termos de
uma P.G. finita, de forma bem simples. Não
precisamos para isso, conhecer os valores de todos
os seus termos a serem somados.
Prof. Jorge
Soma finita na P.G. constante (q = 1)
Os termos de uma P.G. constante (q = 1) são todos
iguais. Por isso, é extremamente simples calcular a
soma dos n primeiros termos.
Na P.G. infinita e constante (3, 3, 3, 3, ...), a
soma dos 8 primeiros termos é
S8 = 8.3 = 24
A soma dos 20 primeiros termos é
S20 = 20.3 = 60
Prof. Jorge
Soma finita na P.G. não-constante (q ≠ 1)
Vamos obter, de um jeito diferente, a soma das
potências de 2, com expoentes naturais de um até
dez: 21 + 22 + 23 + ... + 29 + 210.
A expressão (21 + 22 + 23 + ... + 29 + 210) representa a
soma dos dez termos de uma P.G., onde a1 = 2 e q = 2.
S = 21 + 22 + 23 + ... + 29 + 210
(A)
2.S = 2.21 + 2.22 + 2.23 + ... + 2.29 + 2.210
2.S = 22 + 23 + 24 + ... + 210 + 211
Prof. Jorge
(B)
Soma finita na P.G. não-constante (q ≠ 1)
Vamos obter, de um jeito diferente, a soma das
potências de 2, com expoentes naturais de um até
dez: 21 + 22 + 23 + ... + 29 + 210.
Vamos subtrair, membro a membro (B) – (A).
2.S – S = 211 – 21
⇒
⇒
S = 2048 – 2 = 2046
Prof. Jorge
S = 211 – 21
Soma finita na P.G. não-constante (q ≠ 1)
De maneira Geral. A soma dos n primeiros termos de
uma P. G., não-constante (q ≠ 1) é dado por
Sn = a1 + a2 + a3 + ... + an–1 + an
(1)
q.Sn = a1.q + a2.q+ a3.q+ ... + an–1.q + an.q
q.Sn = a2 + a3 + a4 + ... + an + an + 1
q.Sn – Sn = an+1 – a1
Sn =
Prof. Jorge
(2)
⇒ Sn.(q – 1) = a1.qn – a1
a1.(qn – 1)
q–1
(q ≠ 1)
Exemplos
Calcular a soma dos oito primeiros termos da P.G.
(2, 6, 18, ...), sem adicioná-los um a um.
Na P.G., temos a1 = 2 e q = 3. queremos S8.
S8 =
a1.(q8 – 1)
Prof. Jorge
q–1
=
2.(38 – 1)
3–1
= 38 – 1 = 6 560
Exemplos
Em janeiro, uma empresa fabricou 20 000 unidades
de um certo produto. Nos meses seguintes, a
produção cresceu 10% ao mês. Qual será a produção
acumulada de janeiro a abril?
A produção a cada mês é multiplicada por 1,1 (110%),
logo forma uma P.G. de razão q = 1,1 e a1 = 20 000.
S4 =
=
a1.(q4 – 1)
q–1
=
20 000.(1,14 – 1)
20 000.(1,4641 – 1)
Prof. Jorge
0,1
1,1 – 1
= 92 820
Somas convergentes
numa P.G. infinita
Prof. Jorge
Somas convergentes na P.G. infinita
Bruna pegou uma fita de papel, cujo comprimento
era 16 m, e resolveu fazer uma brincadeira.
Primeiro cortou-a ao meio, dividindo-a em dois pedaços
de 8 m cada um e colocou-os lado a lado.
8m
8m
Depois cortou um dos pedaços ao meio novamente,
obtendo 3 partes: 8m, 4 m e 4 m. Colocou-os lado a lado.
8m
Prof. Jorge
4m
4m
Somas convergentes na P.G. infinita
Bruna pegou uma fita de papel, cujo comprimento
era 16 m, e resolveu fazer uma brincadeira.
Em seguida, cortou um dos pedaços menores ao meio,
mais uma vez. Ficou, assim com 4 partes: uma de 8 m,
uma de 4 m e duas de 2 m cada uma. Outra vez, elas
foram postas lado a lado.
8m
4m
2m
2m
Bruna achou a brincadeira interessante e continuou com
ela por muito tempo. Sempre um dos pedaços menores
era dividido ao meio.
Prof. Jorge
Somas convergentes na P.G. infinita
Continuando infinitamente esse processo, observamos:
O total de pedaços obtidos é infinito;
O tamanho de cada pedaço é cada vez menor (a
metade do anterior).
A soma, em metros, das infinitas partes é a soma dos
termos de uma P.G. infinita:
8 + 4 + 2 + 1 + 0,5 + 0,25 + ...
a1 = 8 e a q = 0,5. Quanto mais parcelas são somadas,
cada vez mais a soma se aproxima de 16.
Prof. Jorge
Somas convergentes na P.G. infinita
Uma P.G. é convergente, se a soma dos seus infinitos
termos tender para um determinado número.
Nesse caso, essa soma é simbolizada por lim Sn.
8 + 4 + 2 + 1 + 0,5 + 0,25 + ...
Lim Sn = 16
8 + 4 + 2 + 1 + 0,5 + 0,25 + ... = 16
A soma dos termos de uma P.G. infinita é
convergente ⇔ 0 < | q | < 1.
Prof. Jorge
Exemplos
A soma 1 + 0,1 + 0,01 + 0,001 + ... É convergente a
razão da P.G. q = 0,1 e 0 < q < 1.
A soma 2 – 1 + 0,5 – 0,25 + 0,125 + ... É convergente
a razão da P.G. q = – 0,5 e 0 < | q | < 1.
A soma 1 + 3 + 9 + 27 + ... Não é convergente a
razão da P.G. q = 3, q > 1.
Prof. Jorge
Somas convergentes na P.G. infinita
De maneira Geral. O limite da soma dos termos de
uma P. G. infinita é dado por
Sn =
n
qn
q–1
1
0,51 = 0,5
2
0,52 = 0,25
a1.(0 – 1)
3
0,53 = 0,125
q–1
4
0,54 = 0,0625
5
0,55 = 0,03125
a1
...
....
1–q
n→
qn → 0
⇒
a1.(qn – 1)
Sn =
⇒
Lim Sn =
∞
Prof. Jorge
Exemplos
Na soma infinita 18 – 12 + 8 – 16/3 + ..., as parcelas
estão em P.G. Mostrar que essa soma é convergente
e calcular seu valor.
Na P.G. a razão q = –2/3. 0 < | q | < 1. A soma é
convergente
Lim Sn =
a1
1–q
= 18 .
Prof. Jorge
=
3
5
18
1 + 2/3
= 10,8
=
18
5/3
Exemplos
Utilizando a fórmula do limite da soma, achar a
fração geratriz da dízima periódica 2,533333...
A dízima é igual à seguinte soma infinita:
2,5 + 0,03 + 0,003 + 0,0003 + 0,00003 + ...
P.G. infinita: a1 = 0,03 e q = 0,1.
Lim Sn =
a1
1–q
=
0,03
1 – 0,1
=
0,03
0,9
2,53333... = 2,5 + 1/30 = 38/15
Prof. Jorge
= 1/30
Exemplos
Colocam-se caixas cúbicas encostadas na parede de
um depósito, uma ao lado da outra, conforme figura.
A largura da maior é de 90 cm. A partir dela, cada
caixa tem a largura reduzida em 15%, relativamente
à anterior.
Qual deve ser a largura mínima da parede do
depósito, para que eu possa colocar lado a lado,
quantas caixas eu quiser?
Prof. Jorge
Exemplos
Colocam-se caixas cúbicas encostadas na parede de
um depósito, uma ao lado da outra, conforme figura.
A largura da maior é de 90 cm. A partir dela, cada
caixa tem a largura reduzida em 15%, relativamente
à anterior.
Qual deve ser a largura mínima da parede do
depósito, para que eu possa colocar lado a lado,
quantas caixas eu quiser?
As larguras das caixas formam a P.G. (90, 68, 57,8, ...)
convergente de a1 = 90 e q = 0,85.
Lim Sn =
Prof. Jorge
a1
1–q
=
90
1 – 0,85
=
90
0,15
= 600 cm