Nº 28 Ano 5 Janeiro/Fevereiro 2008
SoLUÇÕeS Br – nº 28 – ano 5 – Janeiro/Fevereiro 2008
Pacto de acidente Zero
Mais segurança
nas estradas brasileiras
enerGia
a força das PcHs
tecnoLoGia
nota fiscal eletrônica à vista
P A
L
A V
R
A
B
R
Todos os dias a Petrobras Distribuidora cumpre sua tarefa de receber,
armazenar, distribuir e comercializar derivados de petróleo, mesmo nos
pontos mais remotos do país. Nunca é demais lembrar que somos a única
distribuidora presente em todo o território nacional. Este trabalho é realizado predominantemente por modal rodoviário, em estradas e rodovias
muitas vezes em estado precário de conservação ou com alto índice de
acidentes.
Por isso mesmo redobramos nossa responsabilidade, tanto com a segurança dos profissionais das transportadoras contratadas pela BR, como
com os demais usuários dessas estradas. Foi por isso que decidimos lançar
o Pacto de Acidente Zero (PAZ). O objetivo do programa é sensibilizar
motoristas, transportadoras e demais equipes envolvidas no transporte de
produtos para a importância da prevenção de acidentes.
Complementando a reportagem sobre o PAZ, trazemos também um
estudo elaborado pela Confederação Nacional dos Transportes, o Plano
CNT de Logística. Ele sugere alternativas para induzir o crescimento socioeconômico e a preservação da natureza, racionalizar o uso da energia no
transporte, incrementar a multimodalidade e ampliar o número de terminais de integração e transbordo entre os diferentes modais. Com isso, a BR
conjuga a responsabilidade social e ambiental com a preocupação com o
desenvolvimento e a eliminação dos gargalos logísticos que ainda limitam
o crescimento da economia brasileira.
E não se pode ter crescimento econômico sem energia. Mas nem sempre a força de uma solução energética está no tamanho. A maior prova
disso são as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), implantadas pela
Brasil PCH, empresa da qual a BR detém 49% de participação, e que está
ajudando a mudar o perfil da geração de energia elétrica ao diversificar a
matriz energética do país.
Falando em diversificação, a Petrobras Distribuidora também está participando de uma iniciativa de sustentabilidade ambiental, fornecendo etanol aditivado – combustível menos poluente – para abastecer um ônibus,
que já circula, desde o fim do ano passado, pelas ruas do Grande ABC,
em São Paulo.
Estamos presentes ainda em outro projeto de vanguarda: a BR inaugurará, até o fim de 2008, o primeiro posto do Brasil capaz de abastecer
veículos movidos a hidrogênio. A iniciativa faz parte do programa Ônibus
Brasileiro a Hidrogênio, que tem por objetivo desenvolver tecnologias de
produção e aplicação veicular de hidrogênio no Brasil, com emissão zero
de poluentes.
Foto Ana Limp
BR leva paz
às estradas
José Eduardo Dutra
Presidente da Petrobras D istribuidora
Corporativo
3 Novos diretores na BR
..................................................................
Entrevista
5 José Eduardo Dutra – Presidente da BR
..................................................................
Responsabilidade Social
P ublicação
9 Paz nas estradas
15 Um Posto em defesa da mulher
Energias Alternativas
José Eduardo Dutra
DIRETOR DE MERCADO CONSUMIDOR
17 PCH: Pequena, mas poderosa
..................................................................
Andurte de Barros Duarte Filho
DIRETOR DA REDE DE POSTOS DE SERVIÇO
Lubrificantes
Reinaldo José Belotti Vargas
23 Lubrax, uma marca latina
..................................................................
DIRETOR FINANCEIRO
Nestor Cuñat Cerveró
Etanol
26 Transporte público mais limpo
..................................................................
Novos Tempos
DIRETOR DE OPERAÇÕES E LOGÍSTICA
Edimilson Antonio Dato Sant’Anna
CONSELHO EDITORIAL
28 Era digital chega à nota fiscal
..................................................................
Elastron
Sumário
P etrobras D istribuidora S.A.
PRESIDENTE
..................................................................
Alex Messias
Antônio Carlos Alves Caldeira
Érica Saião Caputo
Francelino da Silva Paes
Gilce Oliveira Sant’Anna
Hévila Aparecida Arbex
José Zonis
Luis Marcelo Freitas
Marco Antonio de Oliveira do Couto
Sandra Braga Nery
Thomaz Lucchini Coutinho
GERENTE DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS
Versatilidade em
Impermeabilizante
Paulo Otto Von Sperling
30
..................................................................
Tecnologia da Informação
35 Tecnologia da integração
..................................................................
Clientes e Mercado
37 Nota 10 para os parceiros
..................................................................
Abrafati 2007
45 Tudo azul no mercado
..................................................................
Prêmio Assintecal
48 Incentivo a inovações
..................................................................
Eventos
50 Bons negócios à luz de velas
..................................................................
Aviação
53 Céu de Brigadeiro
56 BR Aviation amplia operações na região Norte do País
..................................................................
Fórmula Truck
58 Laboratório sobre eixos
..................................................................
Caravana Siga Bem Caminhoneiro
64 Sucesso itinerante
2
da
GERENTE DE COMUNICAÇÃO
Luis Fernando Meinicke
GERENTE DE IMPRENSA
Marcelo Siqueira Campos
EDITORA
Beatriz Cardoso
REPORTAGEM
Fania Rodrigues e Fernando Zaider
REVISÃO
Mariflor Rocha
PROJETO GRÁFICO
Marcelo Pires Santana / Paula Barrene de Artagão
DIAGRAMAÇÃO
Trama Criações de Arte
PRODUÇÃO GRÁFICA
Sérgio Murilo Silva Gomes
FOTOS
Agência Pedra Viva e Banco de Imagens Petrobras
FOTO DE CAPA
Paulo Mumia
Produzida por Trama Criações de Arte Ltda.
TIRAGEM
10 mil exemplares
CORPORATIVO
Novos
diretores na BR
Profissionais de carreira da Petrobras, os novos diretores de Mercado Consumidor, Andurte
de Barros Duarte Filho, e da área Financeira, Nestor Cerveró, encaram com entusiasmo e
Fotos Adriana Lorete
determinação a missão de contribuir para a manutenção da liderança da Companhia.
Time experiente: Edimilson Sant’ Anna, José Eduardo Dutra, Nestor Cerveró, Reinaldo Belotti e Andurte Duarte Filho na descontraída cerimônia de posse na sede
da Petrobras Distribuidora
C
ontribuir para o crescimento contínuo da Petrobras
Distribuidora: este é o compromisso assumido por Andurte
de Barros Duarte Filho e Nestor
Cerveró, ao tomarem posse das
diretorias de Mercado Consumidor (DMCO) e Financeira (DFIN),
no dia 5 de março, em solenidade
descontraída realizada na sede da
Companhia, no Rio de Janeiro. Os
novos diretores são profissionais
de carreira da Petrobras.
O presidente da BR, José Eduardo Dutra, comandou o evento, ao
lado dos diretores Reinaldo Belotti,
da Rede de Postos e Serviço, e Edimilson Sant’Anna, de Operações e
Logística, do ex-titular da DMCO,
Marco Antonio Capute, que estava
no cargo desde 1999, além de assistentes da diretoria e gerentes executivos da Companhia.
“Na DMCO, pretendo dar prosseguimento a todo o trabalho feito
pelo Capute, tocar uma série de
novos projetos, perseguir números
mais altos e administrar uma participação de mercado nesse nível de
55% que a BR tem hoje”, afirmou
Andurte de Barros, que, até então,
era titular da Gerência de Grandes
Consumidores (GGC).
Cerveró, por sua vez, ressaltou o
ritmo de crescimento da Companhia
e a satisfação por assumir o cargo.
“Receber o convite de integrar essa
equipe me orgulha muito. Principalmente neste momento extremamen-
3
CORPORATIVO
Cerveró destaca competência e qualidade do corpo
profissional da BR
O ex-diretor Capute passa o bastão para Andurte, o novo titular da área de Mercado Consumidor
te favorável, em que a BR apresenta uma perspectiva de crescimento
com maior número de postos e novas aquisições”, salientou o novo
DFIN, que nos últimos cinco anos
esteve à frente da Área Internacional da Petrobras. “Tenho certeza de
que a mesma competência e quali-
dade de trabalho que encontrei na
Petrobras, encontrarei aqui na BR
também”, afirmou o executivo.
No final da cerimônia, o presidente Dutra entregou os crachás de
identificação da BR aos novos diretores. “Tenho certeza de que o Andurte dará continuidade ao proces-
so que veio sendo feito pelo Capute
nos últimos nove anos, contribuindo para que nossa empresa cresça
ainda mais. E o Cerveró trará a experiência de mais de 30 anos de
Petrobras para a BR, proporcionando um resultado ainda melhor para
nós”, afirmou.
Tratamento personalizado
Esta é a proposta da nova
ouvidora da BR, jornalista Geide Miguel, que tem como uma
de suas metas “estreitar ainda
mais a relação da alta administração com os parceiros estratégicos, que representam a marca
da Companhia junto ao consumidor”.
Ela assumiu em janeiro a Ouvidoria da Petrobras Distribuidora, um canal que busca garantir
o exercício dos direitos dos diversos públicos da Companhia,
como parceiros, clientes e consumidores.
Geide Miguel pretende também buscar a melhoria de pro-
4
Geide Miguel vai buscar oportunidades de melhorias
cessos e procedimentos internos. “A partir das demandas que
recebemos procuramos fazer um
diagnóstico qualitativo: muitas
vezes um problema específico
pode se mostrar recorrente”, garante.
Ouvidora da Petrobras Transporte (Transpetro) entre agosto de 2004 e janeiro de 2007,
Geide Miguel é bacharel em
Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica Campinas (PUC-Campinas) e tem especialização em Energia e Meio
Ambiente pela Universidade Esta­
dual de Campinas (Unicamp).
CONTATOS OUVIDORIA
Geide Miguel
[email protected] – (21) 3876-4313
Av. General Canabarro, 500, 16o andar, Maracanã, RJ.
ENTREVISTA
A hora e a vez do
biodiesel
José Eduardo Dutra
Foto Ana Limp
Presidente da PETROBRAS Distribuidora
Obrigatório desde 1 o de
janeiro deste ano, na
proporção de 2% adicionado
ao combustível, o biodiesel
apresenta-se como uma
solução atraente econômica
e ambientalmente, na visão
do presidente da Petrobras
Distribuidora,
José Eduardo Dutra.
Por isso, uma das metas
da BR é incentivar cada
vez mais o uso desse
combustível, em percentuais
maiores do que o exigido,
respaldada no sucesso
de parcerias com
grandes empresas.
5
ENTREVISTA
Soluções BR – Qual o peso do
segmento de grandes consumidores nos negócios da Petrobras Distribuidora?
Dutra – É a área da empresa que
tem o maior valor econômico agregado. É também uma área que reforça o relacionamento institucional da BR, já que entre os grandes
consumidores estão as indústrias,
os governos esta­duais, municipais
e federal. Além da importância
econômica, ela tem o aspecto institucional que possibilita a aproximação da BR com os poderes
constituídos.
Soluções BR – Que ações podem ser feitas para melhorar o
relacionamento da BR com esse
segmento?
6
“A área de grandes
consumidores
da empresa, além de
ter o maior valor
econômico
agregado, reforça o
relacionamento
institucional da BR,
pois agrega
indústrias, governos
estaduais, municipais e
federal”
Foto Ana Limp
Soluções BR – Como o senhor encara o desafio de comandar a BR?
José Eduardo Dutra – Com entusiasmo, empenho e confiança. A
BR é uma empresa, assim como a
Petrobras, que pratica um modelo
de governança corporativa bem
“azeitado”. Numa empresa assim,
o papel do presidente é liderar a
equipe buscando atingir as metas
do seu planejamento estratégico.
O Plano de Negócios 2008-2012
tem metas bastante arrojadas como
a ampliação da participação do
mercado global, redução de custos, aumento da participação no
mercado de GLP, aumento do índice de satisfação do consumidor automotivo, entre outras. Além disso,
prevê investimentos de R$ 5,4 bilhões. Como eu disse em meu discurso de posse, se há uma palavra
que possa definir a minha gestão à
frente de BR, esta será CONTINUIDADE. Quero continuar o excelente trabalho que foi desenvolvido
pelo Landim e pela Graça.
Dutra – Além de desenvolver novos produtos e soluções tecnológicas, a BR tem procurado incentivar
os grandes consumidores, particularmente a área industrial, no sentido de utilizar o diesel com percentuais de biodiesel maiores até do
que o estabelecido pela legislação.
Temos, por exemplo, contrato com
empresas de ônibus de São Paulo,
que já usam o B-30. E estamos incentivando governos estaduais e
administradores municipais a buscarem autorização da ANP para
utilização de percentuais de biodiesel superiores ao estabelecido em
lei, para abastecer suas frotas. Assim, contribuirão para disseminar o
programa do biodiesel e diminuir a
poluição ambiental.
Soluções BR – Que vantagens a
BR adquire ao patrocinar pilotos,
competições e eventos de esporte
motor, especialmente a Fórmula
Truck?
Dutra – É importante ressaltar que
a F-Truck é o maior patrocínio da
BR na área de esporte motor. Ela
tem duas vertentes. Uma é estreitar
o relacionamento com seus clientes,
à medida que você os traz a eventos como esse. Mas o principal é o
caráter de laboratório de testes que
essa prova possibilita para a BR.
Aqui se desenvolvem novos produtos que depois são disseminados
para o conjunto da população. O
Lubrificante Tec Turbo foi desenvolvido para a Fórmula Truck e hoje
já é comercializado. Então são dois
aspectos: campo de provas para
novas tecnologias e para o relacionamento com os nossos clientes.
Soluções BR – Quais as perspectivas da Fórmula Truck para 2008?
Dutra – Em 2007, introduzimos o
B2, percentual de 2% no diesel que
é fornecido para os caminhões da
Fórmula Truck, contribuindo com
a melhoria ambiental e a redução
da emissão de fumaça. Com essa
mudança, os caminhões obtiveram
um aumento de 40 cavalos em sua
potência e uma redução de 20% na
emissão de gases poluentes. A perspectiva para 2008 é a introdução
do B5, ou seja, a adição de 5% de
biodiesel ao diesel utilizado, o que
significa um avanço em relação à
própria legislação que obrigou,
desde 1o de janeiro último, a adição
de 2% de biodiesel a todo diesel comercializado no país.
Foto Bruno Veiga
ENTREVISTA
a BR tem procurado incentivar
os grandes consumidores
no sentido de utilizar o diesel
com percentuais de biodiesel
maiores até do que o
estabelecido pela legislação
7
Foto Bruno Veiga
ENTREVISTA
mais de 300 jovens foram qualificados pelo
senac através do programa Meninos a postos
Soluções BR – O Sistema Petrobras tem forte preocupação com a
questão da responsabilidade social
e ambiental. A BR, seguindo essa
linha, dá ênfase a uma série de
projetos nessas áreas. Essa política
será mantida?
Dutra – Sim, sem dúvida. Está no
plano estratégico da Petrobras Distribuidora que sua missão é “distribuir, industrializar e comercializar
derivados de petróleo e seus correlatos com competitividade, rentabilidade e responsabilidade social e ambiental”. Sendo assim, a
Companhia procura seguir e cumprir as leis e decisões governamentais sobre o meio ambiente e adota
programas sociais que incentivem
a geração de emprego e renda.
Na área ambiental, por exemplo,
nossa iniciativa vai desde comercializar um produto como a gasolina Podium, cujo desenvolvimento
tecnológico permitiu que o teor de
enxofre fosse de 30 partes por milhão (ppm), contra 1.000 ppm das
outras gasolinas até a adoção de
práticas como a racionalização de
8
energia nos postos; a reciclagem
da água de lavagem e a utilização
de energias renováveis, entre outras.
Soluções BR – E na área social?
Dutra – Além de destinar recursos
para políticas públicas voltadas a
crianças, adolescentes e famílias
socialmente excluídas por meio
dos Fundos para a Infância e Adolescência (FIAs), a BR busca proteger os trabalhadores das empresas
com quem mantém relações comerciais. Nos contratos com nossos fornecedores há uma cláusula
que veta o trabalho escravo e o
uso de mão-de-obra infantil. Em
alguns casos, eles são orientados
ainda a elevar os indicadores sociais locais.
Também há os programas sociais
conduzidos pela Companhia, entre
os quais destaco o Projeto Postoescola, considerado um dos principais projetos de responsabilidade
social e alinhado ao Programa de
Geração de Empregos do governo
federal. Seu objetivo é a formação
de mão-de-obra especializada,
a fim de promover a inserção de
jovens no mercado de trabalho,
notadamente nos Postos Petrobras.
Atualmente, já são 15 Postos-escola em operação nos estados do Rio
de Janeiro, Paraná, Bahia, Espírito
Santo, Minas Gerais, São Paulo,
Pernambuco, Brasília, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.
Cerca de quatro mil pessoas foram
capacitadas, de fevereiro de 2001
a julho de 2007.
Temos ainda o Programa Meninos
a Postos – Convênio Aprendiz, que
promove a aprendizagem profissional dos jovens por meio de cursos
no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e atividades práticas nas lojas BR Mania
com o apoio dos franqueados, que
auxiliam na orientação e educação desses jovens em situação de
risco pessoal e social. Mais de 300
pessoas já foram formadas. Outro
exemplo é o Projeto Cidadão Capaz, que é um programa de inclusão social iniciado em setembro de
2002, tendo como meta a inserção
de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.
Soluções BR – Que mensagem o
senhor deseja passar para os grandes clientes?
Dutra – Primeiro, agradecer por
serem fiéis à Petrobras Distribuidora, que procura atendê-los do melhor modo possível, com eficácia e
transparência. Desejamos que esse
relacionamento se estreite cada vez
mais, a fim de que possamos estar à altura de atingir suas expectativas e necessidades. E que suas
demandas contribuam para que
possamos desenvolver produtos
mais modernos e com tecnologias
cada vez mais avançadas para poder atendê-los.
RESPONSABILIDADE SOCIAL
PAZ
Foto Divulgação
nas estradas
Pacto de Acidente Zero
no Transporte Rodoviário
de Produtos (PAZ)
estabelece regras de
conduta e segurança
para todos os envolvidos
no transporte de
produtos da BR.
Ao propor o PAZ para
as transportadoras
contratadas, a Companhia
se engaja no combate
à violência do trânsito
nas rodovias, contribuindo
também com um Plano de
Logística para o Brasil,
proposto pela
Confederação Nacional
do Transporte (CNT).
9
RESPONSABILIDADE SOCIAL
O
programa Pacto de Acidente Zero no Transporte
Rodoviário de Produtos
(PAZ), lançado pela Petrobras Distribuidora no segundo semestre
de 2007, é mais uma iniciativa de
responsabilidade social e ambiental da empresa que, mensalmente,
transporta mais de 3 milhões de
metros cúbicos de combustíveis pelas rodovias nacionais.
Todas as transportadoras contratadas que firmaram o pacto se
comprometeram a cumprir as 14
regras de gestão aplicadas a estas empresas. A obrigatoriedade
de rea­lização de exames periódicos de saúde de seus motoristas e
funcionários e a orientação de não
realizar o transporte entre 22h e 5h
da manhã são algumas exigências
do pacto. Os motoristas também
deverão fazer a sua parte: eles vêm
passando por treinamentos para
conhecer outras 18 regras criadas
especialmente para lhes assegurar
uma viagem tranqüila.
O PAZ está sendo divulgado
nas bases, terminais e demais
instalações da BR, que promov­e ­
rá Diálogos de Segurança e reu­
niões preventivas com as trans­
porta­doras.
“A BR tem uma grande preocupação com os profissionais que
trafegam pelas rodovias e com os
usuários dessas estradas entregando nossos produtos Brasil afora”,
destacou Edimilson Sant’Anna,
Diretor de Operações e Logística.
“Daí a importância do PAZ: queremos atingir indicadores ainda
melhores em Segurança, Meio
Ambiente e Saúde (SMS). Além
de líderes de mercado, queremos
manter a nossa liderança também
em segurança no transporte de
combustíveis.”
Tristes índices
De acordo com as estatísticas
divulgadas recentemente pelo Ministério da Saúde, o trânsito mata
quase 100 pessoas por dia no Bra-
sil. Daí a necessidade de sensibilizar
motoristas, empresas de logística e
equipes envolvidas no transporte
de produtos para a importância de
seguir as regras do PAZ para prevenir acidentes.
O pacto envolveu as 90 unidades operacionais da Companhia
que expedem produtos por via rodoviária para todo o território nacional. A meta dos treinamentos,
que era divulgar o PAZ para 85%
do público alvo envolvido foi superada: mais de 95% dos cerca de
seis mil motoristas hoje cadastrados na BR tomaram conhecimento
de suas 18 regras.
O PAZ é um programa de choque e de aplicação permanente,
pois sempre haverá novos motoristas a serem treinados. Qualquer
profissional que iniciar a prestação
de serviços no transporte de produtos para a BR, a qualquer tempo,
será informado do programa, que
prevê eventos de reciclagem dos
motoristas já treinados.
AS REGRAS DO PAZ PARA OS MOTORISTAS
1 Obedeça os procedimentos operacionais no
carregamento e na descarga, e o Código Nacional de Trânsito durante todo o trajeto.
11 Não viaje entre 22:00h e 5:00h nos casos de
transferência, coleta ou entrega de longa distância (acima de 100 km).
2 Em caso de dúvida, pare o que estiver fazendo e
fale com seu chefe.
12 Busque orientações específicas de seu chefe quando for inevitável viajar entre 22:00h e
5:00h.
3 Use o rotograma para ter uma viagem segura.
4 Pare quando estiver cansado.
5 Descanse em local seguro.
6 Cuide de seu caminhão para garantir uma viagem segura.
7 Informe ao seu chefe os problemas observados
no carregamento, carga e descarga.
8 Somente dirija quando estiver em boas condições de saúde.
10
13 Não desvie de sua rota.
14 Reduza a velocidade na chuva, neblina, horário
noturno, falta de sinalização e de acostamento
ou em pistas com buracos.
15 Não ande próximo do veículo da frente.
16 Ligue imediatamente para 0800 24 44 33 em
caso de acidente.
9 Não beba nem use drogas ao dirigir.
17 Preste atendimento imediato nas emergências:
sinalize, auxilie no socorro às vítimas e controle
vazamentos.
10 Não dê carona.
18 Calce o caminhão ao estacionar.
RESPONSABILIDADE SOCIAL
Foto Paulo Mumia
POLÍTICA DE TRANSPORTE PLANEJADA
A partir da realização de pesquisas em todos os segmentos
de transporte, a Confederação
Nacional do Transporte (CNT)
criou uma proposta denominada
Plano CNT de Logística. O Pacto
de Acidente Zero no Transporte
Rodoviário de Produtos (PAZ) foi
criado pela BR justamente para
ajudar a melhorar a condição
das rodovias e reduzir a violência nas estradas.
As pesquisas feitas pela CNT
aferiram as condições da infra-
estrutura de transporte em todos
os segmentos – ferroviário, rodoviário e aquaviário. Os estudos
apontam os aspectos qualitativos
e quantitativos do setor, que podem impedir ou facilitar a integração e a ampliação da matriz
de transporte no país. “Trata-se
de um conjunto de propostas de
projetos de adequação, construção e recuperação da infra-estrutura de transporte, organizado
sobre a forma de eixos, representando a segmentação e os
fluxos macro e microrregionais
do país”, destaca a entidade ao
apresentar a proposta.
O presidente da CNT, Clésio
Andrade, salienta que é fundamental a redefinição dos parâmetros que norteiam a política
de transporte do Brasil. “O atual
cenário da infra-estrutura de
transporte demonstra a necessidade de dois tipos de ações: as
de caráter imediato e as intervenções estruturantes”, destaca
o dirigente, ressaltando que o
11
Plano de Logística abre espaço
para outros estudos de planejamento de transporte.
De acordo com Clésio Andrade, o plano foi proposto pelos transportadores brasileiros
visando identificar os principais
gargalos e carências que devem
ser enfrentados pelo país. “O
Plano CNT de Logística é uma
proposta de aprimoramento do
transporte brasileiro e uma contribuição dos transportadores
para o avanço do país. O que
buscamos é um maior dinamismo, a otimização do transporte
e a melhoria da conexão de pessoas.”
A CNT pontua que, para que
haja a consolidação de uma
rede ampla e eficiente, o setor
transportador brasileiro entende
que são necessárias intervenções práticas e sistematizadas,
de obras e de investimento para
promover o crescimento equilibrado do país. “O objetivo do
plano é identificar obras que,
em curto, médio e longo prazos,
possam adequar a infra-estrutura de transporte às demandas
atuais e futuras de cargas e passageiros”, salienta o dirigente da
CNT, para concluir: “Como operadores de todas as modalidades
e conhecedores de suas maiores
carências, o setor transportador
brasileiro, por meio do plano,
acredita que serão formulados
estudos, análises e políticas que
possibilitem ao Brasil atingir patamares mais elevados de efi­
ciência no transporte.”
Distribuição da
produção
O plano baseia-se na estruturação de eixos de transporte,
VOLUME MOVIMENTADO PELO TRANSPORTE RODOVIÁRIO
Em toneladas
Fonte: IDET. 2007
12
Foto Paulo Mumia
RESPONSABILIDADE SOCIAL
RESPONSABILIDADE SOCIAL
Respondendo por 61,1%
da movimentação de cargas
no Brasil, O modal rodoviário
é o principal indutor do
crescimento da economia
micro-regional
13
RESPONSABILIDADE SOCIAL
DISTRIBUIÇÃO DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTE
NAS REGIÕES DO BRASIL
Fonte: CHT. 2006
que abrange um conjunto de
ações de infra-estrutura de acordo com a produção econômica
e a necessidade de distribuição
dessa produção entre os centros
consumidores e pontos de exportação. Na visão dos transportadores que contribuíram para
este estudo, os projetos organizados nos Eixos do Plano CNT
de Logística consolidariam um
cenário ideal de rodovias, ferrovias, portos, hidrovias, terminais e aeroportos para atender
às necessidades dos operadores
e dos usuários dos sistemas de
transporte brasileiros.
O plano vai mais além do
transporte, sugerindo alternativas
para induzir o crescimento socioeconômico e a preservação da
natureza, racionalizar o uso da
energia no transporte, incremen-
14
tar a multimodalidade e ampliar
o número de terminais de integração e transbordo. Essas iniciativas
visam ainda defender as áreas de
restrição e controle de uso do
solo; aumentar a eficiência produtiva das áreas consolidadas;
promover o desenvolvimento de
áreas de expansão de fronteira
agrícola e mineral; consolidar a
economia micro-regional e a integração sul-americana.
No modal rodoviário – que
ainda é o principal indutor do
crescimento da economia micro-regional, que responde por
61,1% da movimentação de cargas no Brasil –, o plano destaca
a necessidade de adequação da
estrutura rodoviária por meio de
obras que assegurem a qualidade e a capacidade do tráfego nas
rodovias brasileiras.
Com uma extensão total
de 1.603.131 quilômetros, a
malha rodoviária tem uma par­
cela insuficiente de rodovias
pavimentadas, apenas 10% do
total, que estão distribuídas da
seguinte forma: 58.152 quilômetros de rodovias federais,
115.393 quilômetros de rodovias estaduais e 22.735 quilômetros de rodovias municipais
(CNT, 2007), sendo os governos
responsáveis pela ampliação,
conservação e manutenção da
malha, conforme a respectiva
jurisdição. Dos 84.382 quilômetros de rodovias avaliados na
Pesquisa Rodoviária CNT 2006,
75,0% apresentam alguma deficiência no pavimento, na sinalização ou na geometria da
via, o que compromete a qualidade e a segurança do fluxo de
carga e de pessoas, restringe a
integração com os demais modais e gera custos operacionais
elevados devido aos problemas
mecânicos que ocorrem nos veí­
culos de carga.
A frota brasileira de veícu­
los rodoviários de carga é de
3.035.921 unidades, entre ca­
minhões unitários de carga,
cavalos-mecânicos, reboques e
semi-reboques, enquanto a frota de ônibus interestadual e de
fretamento é de 38.332 uni­
dades. Segundo dados fornecidos pela Agência Nacional de
Transportes Terrestres (ANTT), a
malha rodoviária brasileira tem
um total de 173 terminais rodoviários equipados com instalações físicas de postos da ANTT,
para atendimento de passageiros em viagens estaduais e interestaduais.
RESPONSABILIDADE SOCIAL
um posto
em defesa da
mulher
Petrobras Distribuidora reafirma seu compromisso social ao levar para a rede de postos
Foto Alexandre Brum
de serviço uma campanha nacional de combate à violência contra as mulheres.
O presidente da BR, José Eduardo Dutra, distribuiu o folder da campanha ao lado da ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres
15
16
violência contra as mulheres, como
uma violação dos Direitos Humanos.
Lei está sendo aplicada
“Não queremos que a Lei Maria
da Penha seja apenas mais uma: é
inadmissível ainda termos que conviver com notícias de agressão contra
as mulheres”, frisou o presidente da
Petrobras Distribuidora, José Eduardo Dutra. Ele também destacou que
é fundamental o comprometimento
da sociedade nessa luta. “Cada vez
que uma mulher é agredida todos
perdem. É uma mãe que deixa de
cuidar dos filhos, uma funcionária
que falta ao dia de trabalho. Portanto, essa não é uma luta apenas
das mulheres, mas de todos os cidadãos.”
O presidente Sérgio Gabrielli,
lembrou que a Companhia tem um
conjunto de ações contra qualquer
tipo de diferenciação e discriminação. “Estamos comprometidos com
a criação de comissões para a denúncia da violência em geral e particularmente contra as mulheres. Essa
campanha é uma forma de viabilizar
uma ação mais direta contra algo
tão condenável.”
Em menos de um ano de vigência da chamada Lei Maria da
Penha, mais de seis mil Medidas
Protetivas de Urgência, uma inovação proposta pela legislação, foram
concedidas: ou seja, milhares de
mulheres deixaram de ser agredidas
ou mortas em decorrência da apreensão de armas e o afastamento do
denunciado do lar. “Diminuiu muito
a reincidência da violência contra a
mulher. A sensação de impunidade
está acabando”, ressalta a ministra
Nilcéa Freire, da Secretaria Especial
de Políticas para as Mulheres.
A participação da BR conscientiza um público diversificado. “Muitos
homens são atingidos nessa campanha nos postos. É importante
que eles se engajem nessa causa e
compreendam que a não-violência
contra a mulher beneficia toda a sociedade”, observa a ministra.
A diretora-executiva da Agende, Marlene Libardoni, conta que
a campanha mundial pelo fim da
violência contra as mulheres teve
início em 1991 na preparação para
a Conferência Mundial de Direitos Humanos que foi realizada em
1993, em Viena. “Hoje ela acontece
simultaneamente em 135 países”,
comemora.
Foram distribuídos 650 mil folhetos em 155 postos Petrobras, em 15 capitais brasileiras
Foto Alexandre Brum
E
ngajada na luta da nãoviolência contra as mulheres,
a Petrobras Distribuidora se
posiciona mais uma vez como uma
empresa socialmente responsável:
durante mais de duas semanas, a
Companhia distribuiu 600 mil folhetos, que explicam as características
da violência doméstica e familiar e
mostram a conquista da Lei Maria
da Penha (Lei Federal no 11.340),
sancionada ano passado e que
pune agressores com mais rigor.
Esta ação, intitulada de “Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim
da Violência contra as Mulheres” foi
lançada no dia 25 de novembro, no
Rio de Janeiro, sob o slogan “Está
na Lei. Exija seus Direitos. Lei Maria
da Penha”. Já é o segundo ano que
a BR abraça a causa da mulher: os
folhetos, que também informam o
telefone da Central de Atendimento
à Mulher, foram distribuídos em outros 155 postos da Petrobras, em 15
capitais brasileiras.
Mostrando que a Companhia
e os parceiros atuam de forma integrada em prol da sociedade, a
Petrobras Distribuidora escolheu o
Posto Hilário de Gouveia, na famosa praia de Copacabana, para dar
partida na campanha. Os presidentes da Petrobras, José Sergio Gabrielli, e da Petrobras Distribuidora,
José Eduardo Dutra, ajudaram na
distribuição dos folhetos, acompanhados pela ministra Nilcéa Freire,
da Secretaria Especial de Políticas
para as Mulheres.
O diretor de Rede de Postos de
Serviço, Reinaldo Belotti, o gerente
Executivo de Automotivos 3, Rogério
Fuchs, e a coordenadora da ONG
Ações em Gênero, Cidadania e Desenvolvimento (Agende), Marlene Libardoni, também formaram a linha
de frente desta ação, que tem por
objetivo chamar a atenção para a
Foto Stéferson Faria
RESPONSABILIDADE SOCIAL
ENERGIAS ALTERNATIVAS
PCH: Pequena, mas
poderosa
A Petrobras Distribuidora dá mais um importante passo para se consolidar como uma
empresa de energia com os projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), que
oferecem diversas vantagens em relação às grandes usinas, como o aproveitamento de
cursos d’água menores, custos mais baixos e menor impacto ambiental. Até o final
Foto Stéferson Faria
de 2008, vão entrar em operação comercial 15 PCHs, em vários locais do país.
Com capacidade instalada para gerar 30 MW, a PCH Santa Fé está localizada entre os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, no município de Três Rios
17
ENERGIAS ALTERNATIVAS
A
força de uma solução energética não está no tamanho. Maior prova disso é a
criação pela BR da coligada Brasil
PCH, responsável pela implantação de 13 Pequenas Centrais
Hidrelétricas (PCHs) nos estados
do Rio de Janeiro, Minas Gerais,
Espírito Santo e Goiás, que está
ajudando a diversificar a matriz
energética do país. Além de contribuir para a reestruturação deste
segmento, as PCHs são mais um
passo importante para a consolidação da Petrobras como companhia integrada de energia.
“Uma das metas da BR é obter
a liderança na geração distribuída
de energias renováveis no Brasil”,
afirma Renato de Andrade Costa,
gerente de Negócios de Geração
de Energia com Renováveis e Gás
Natural (GNERG) da Gerência de
Negócios de Energia (GNE). Segundo ele, as outorgas, ou seja,
as autorizações para explorar esses empreendimentos, estavam
nas mãos da iniciativa privada,
que não conseguia deslanchar os
projetos. “A BR vislumbrou uma
oportunidade”, salienta o executivo, acrescentando que a estratégia escolhida para transformar os
projetos de engenharia em realidade foi a de fazer parcerias com
a iniciativa privada, que também
geram valor para a Companhia.
Foi concebido um modelo de
O modelo de negócios das Pequenas centrais
hidrelétricas está criando um novo mercado
Foto Banco de Imagens BR
de energia DE Pequenos e médios produtores
governança corporativa para dar
maior agilidade e transparência
à implantação das obras, dentro
do prazo estabelecido pela Eletrobrás, a qual desejava que a
energia começasse a ser gerada
em dois anos – ou seja, a partir
de 2008. O modelo prevê o aporte de capital próprio, o financiamento dos projetos nos bancos de
fomento, como o Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES), e outros instrumentos para financiamento do
equity (capital próprio).
O diferencial do maior projeto de geração de energia da
história da BR, segundo Renato,
foi o modelo de financiamento e
implantação, que tornou possível a obtenção de todo o capital
necessário para os investimentos,
envolvendo 13 obras simultâneas.
“Para aprovar esse projeto pioneiro na diretoria da BR, fizemos em
nosso planejamento uma análise
técnica, econômica e financeira,
considerando também os riscos
existentes e as respectivas medidas
mitigatórias”, afirmou Renato.
Experiência consolidada
Uma das metas da BR é obter a liderança na geração distribuída de energias renováveis no Brasil
18
A Brasil PCH conta com uma
estrutura regional, formada por
superintendentes que se reportam
à diretoria na sede da empresa,
no Rio de Janeiro, e cuidam das
obras em cada estado (Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo
e Goiás). Esse modelo de acompanhamento de obras gerou uma
experiência que vai permitir à BR
participar de outros projetos com
os mesmos resultados ou até melhorando a capacidade de implantação.
Além da contribuição significativa da BR para a diversificação da
matriz energética, prevista no Pro-
Foto Alex Ferro
ENERGIAS ALTERNATIVAS
A energia gerada pelas
pchS, COMO A DE sANTA fÉ,
é suficiente para o atendimento
de unidades residenciais
equivalentes a uma população
de 3,5 milhões de pessoas
19
Fotos Banco de Imagens BR
ENERGIAS ALTERNATIVAS
Casa de força da PCH Bonfante
grama de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), e consequentemente, para o
sucesso do Programa de Aceleração do Crescimento do governo
federal (PAC) na área de energias
alternativas, a Petrobras Distribui-
Tomada d’água da PCH Fumaça 4
dora continua prospectando novos negócios nessa área. “Com o
modelo de parceria reconhecido
no mercado, prospectamos vários
projetos que estão sendo analisados na GNE. Nesse trabalho, com
nossa experiência, estamos con-
Das 13 PCHs em construção, 12 deverão
estar concluídas até julho e uma deverá
Foto Alex Ferro
entrar em operação em outubro próximo
Obras de construção da Pequena Central Hidrelétrica Santa Fé
20
Barragem da PCH Carangola
tribuindo para melhorar a infraestrutura de geração de energia,
criando empregos e estimulando
o crescimento econômico”, afirma
Renato. “O local para os interessados oferecerem projetos e buscarem parcerias com a BR é aqui”,
complementa Kátia Cristina Pires
de Mendonça, gerente de Vendas
e Desenvolvimento de Negócios
de Energia – PCH (GNE/GNERG/
GVDPCH). Segundo ela, o modelo
de negócios das PCHs está criando um novo mercado de energia,
de pequenos e médios produtores
independentes de energia.
Dos 3.300 MW contratados
ao Proinfa pela Eletrobrás para
produção de energias alternativas (eólica, biomassa e pequenas
centrais hidrelétricas), 1.100 eram
destinados para PCHs. Desse total,
quase 30% estão sendo atendidos
por empreendimentos da BR. Além
das 13 pequenas usinas da Brasil
PCH, a BR também participa da
construção de outras duas PCHs
no estado do Tocantins, em sociedade com a Termoelétrica Potiguar
(TEP), que vão gerar aproximadamente mais 30 megawatts.
ENERGIAS ALTERNATIVAS
Casa de força da PCH São Simão
Barragem de terra da PCH Retiro Velho
LOCALIZAÇÃO DAS USINAS DA BRASIL PCH
PCH
MW
CIDADE
ESTADO
RIO
Previsão Operação
Comercial
FUNIL
22,5
Dores de Guanhães
MG
Rio Guanhães
MARÇO
SÃO JOAQUIM
21,0
Alfredo Chaves
ES
Rio Benevente
CARANGOLA
15,0
Carangola
MG
Rio Carangola
19,0
São José do Calçado / Bom Jesus do
Itabapoana
ES / RJ
Rio Itabapoana
CALHEIROS
SANTA FÉ
30,0
Chiador, Santana do Deserto / Três
Rios, Comendador Levy Gasparian
MG / RJ
Rio Paraibuna
SÃO SIMÃO
27,0
Alegre / Muniz Freire
ES
Rio Itapemirim – Braço
Norte Esquerdo
BONFANTE
19,0
Simão Pereira / Comendador Levy
Gasparian
MG / RJ
FUMAÇA 4
4,5
Dores do Rio Preto / Caiana
ES / MG
Rio Preto
IRARA
30,0
Jataí / Rio Verde
GO
Rio Doce
JATAÍ
30,0
Jataí
GO
Rio Claro
RETIRO VELHO
18,0
Aporé
GO
Rio da Prata
MONTE SERRAT
25,0
Simão Pereira / Comendador
Levy Gasparian
MG / RJ
SÃO PEDRO
30,0
Domingos Martins
ES
Rio Paraibúna
Rio Paraibuna
Rio Jucu – Braço Norte
ABRIL
MAIO
JUNHO
JULHO
DEZEMBRO
21
ENERGIAS ALTERNATIVAS
Brasil PCH
Fotos Banco de Imagens BR
O pequeno município de Dores
de Guanhães, no interior de Minas
Gerais, serviu como cenário histórico para a implantação da PCH
Funil, a primeira central hidrelétrica de pequeno porte construída
pela Petrobras Distribuidora, que
deu assim mais um passo para a
sua consolidação como empresa
de energia.
Construída para aproveitar o
potencial hidrelétrico do rio Guanhães, a PCH Funil iniciou a fase
de testes no dia 2 de fevereiro e
desde então está interligada à
Cemig, a distribuidora local de
energia elétrica. Este foi o primeiro empreendimento de uma série
de 13 unidades contratadas pela
Brasil PCH, empresa da qual a Petrobras Distribuidora detém 49%
de participação societária. Além
da BR, participam da Brasil PCH as
empresas Araguaia Centrais Elétricas, BSB Energética, Eletroriver e
Jobelpa.
O custo das 13 usinas totalizará R$ 1,2 bilhão e representa o
maior investimento da história da
BR no setor energético nacional.
As obras de implantação vão durar
Vertedouro da PCH Funil
em torno de dois anos e criaram,
ao todo, cerca de cinco mil empregos diretos e 15 mil indiretos.
A energia gerada pela potência
instalada das usinas totalizará 291
megawatts (MW) e foi integralmente contratada pela Eletrobrás no
âmbito do Programa de Incentivo
às Fontes Alternativas de Energia
(Proinfa) – criado pelo Ministério
de Minas e Energia para diversificar a matriz energética do país.
Cada PCH está registrada
como produtora independente de
energia elétrica, por meio de resoluções da Agência Nacional de
Energia Elétrica (Aneel) e também
obteve licenciamento ambiental,
bem como a aprovação do BNDES
para o seu financiamento.
A energia gerada pelos empreendimentos é suficiente para o
atendimento de unidades residenciais equivalentes a uma população de cerca de 3,5 milhões de
pessoas. As obras se encontram
em fase de conclusão. A segunda
PCH a ser inaugurada será a de
Santa Fé – uma das quatro maiores PCHs com participação da Petrobras Distribuidora. Com capacidade para gerar 30 MW, a PCH
Santa Fé deverá entrar em operação em março na divisa entre os
estados de Minas Gerais e Rio de
Janeiro, no município de Três Rios.
Das 13 PCHs em construção, 12
delas deverão estar concluídas até
julho e uma deverá entrar em operação em outubro próximo. “Todas
as unidades estão entrando antes
Vertedouro da PCH São Joaquim
do prazo estabelecido no contrato
de venda de energia com a Eletrobrás”, informa Fernando Homem
da Costa Filho, presidente indicado
pela BR na Brasil PCH. Localizadas
em quatro estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e
Goiás), as 13 usinas aproveitam o
potencial hidráulico de quatro subbacias hidrográficas nos rios Doce,
Claro e Aporé (GO); Paraibuna (RJ
e MG); Guanhães e Carangola
(MG); Jucu, Benevente e Preto (ES),
e Itabapoana (RJ e ES).
Uma das vantagens das pequenas centrais hidrelétricas em relação às grandes usinas é o aproveitamento de cursos d’água menores
a custos mais baixos e com menores impactos ambientais. Além
disso, a energia é consumida na
mesma região onde é produzida
e não precisa trafegar por grandes
distâncias. É o que se convencionou chamar de geração distribuída. Outra vantagem das PCHs é o
desconto de 50% na tarifa de uso
das linhas de transmissão.
JOSÉ ZONIS é o titular da Gerência de Negócios de Energia, cujo objetivo é desenvolver a melhor resposta para a
necessidade de energia de cada cliente. A unidade oferece produtos e serviços com alto grau de competitividade,
qualidade e confiabilidade, dentro dos padrões adequados de rentabilidade.([email protected])
22
LUBRIFICANTES
Lubrax
Uma marca latina
A Petrobras Distribuidora está alçando novos vôos para consolidar a expansão de seus
negócios internacionais na área de lubrificantes, com foco na América Latina. O “time” que
Fotos Geraldo Falcão
atua no exterior agora conta com um reforço extra nos serviços de suporte técnico e vendas.
23
LUBRIFICANTES
P
resente na Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai e
Uruguai, além do Brasil, a
linha Lubrax ganhou um importante “aditivo” para sua expansão
no exterior. A Gerência Industrial
(GEI) da Petrobras Distribuidora e
a Área de Negócios Internacional
(ANI) da Petrobras firmaram uma
parceria para ampliar as atividades de suporte técnico, vendas e
serviços, e reforçar a exportação
nas unidades da Companhia que
comercializam lubrificantes no exterior.
O contrato dá respaldo às atividades de suporte técnico que a
BR presta para a ANI, no apoio à
produção, distribuição e comercialização de óleos e graxas lubrificantes nos países onde a Petrobras
atua, através de suas unidades locais. Esse serviço é realizado pela
Gerência Industrial (GEI), que responde pela produção dos lubrificantes das linhas Lubrax, Marbrax
e Ferbrax, assim como pela Gerência de Grandes Consumidores
(GGC), responsável pelas vendas
e serviços pós-venda a clientes
diretos no Brasil e exportação de
lubrificantes.
Atualmente, recebem esse suporte os mercados da Argentina e
Colômbia (ambos com produção
local de Lubrax), Uruguai e Paraguai, que recebem produtos exportados do Brasil, e o Chile, que
comercializa os lubrificantes produzidos na Argentina. O contrato
foi assinado pelo gerente executivo de Suporte Técnico aos Negócios, Abílio Ramos, pelo diretor de
Operações e Logística da BR, Edimilson Sant’Anna e pelo ex-diretor
de Mercado Consumidor, Marco
Antônio Capute.
“O acordo formaliza um suporte que já ocorre e que, nos últimos
24
A unidade de lubrificantes de Avellaneda, na Argentina, é exportadora de produtos BR
anos, dá respaldo à expansão da
linha Lubrax no exterior, seja através do aumento da exportação ou
da produção local”, destaca Luiz
Claudio Sanches, gerente geral de
Abastecimento da INTER-TEC. Ele
observa que essa parceria abre espaço para oportunidades em novos segmentos, além de reforçar a
atuação da Companhia, a consolidação da marca e a fidelização
de clientes.
Rota de expansão
A demanda do apoio técnico
surgiu com a expansão do mercado de lubrificantes da Petrobras na
América do Sul, a partir da compra
dos ativos da Shell na Colômbia,
Paraguai e Uruguai. A extensão
deste apoio aplica-se também ao
suporte técnico comercial, notadamente na área de serviços.
Esse caminho já era trilhado
pela Companhia desde 2001,
quando a planta de lubrificantes
da empresa Eg3, adquirida pela
Petrobras na Argentina, foi preparada para a produção de Lubrax
a partir de janeiro de 2002. Em
2003, a marca Lubrax ultrapassou mais uma fronteira, quando
os produtos da linha passaram a
ser produzidos também na Bolívia. Desde então, vários contratos
de suporte técnico à produção de
lubrificantes foram firmados entre
a BR e cada unidade produtora,
LUBRIFICANTES
Os produtos Lubrax expostos na área de lubrificação da Estação de Serviços La Pampa, em Buenos Aires, atraem a atenção do consumidor
para a cobertura de custos relativos a auditorias de processo, formulações e análises de produtos e
qualificação de insumos. “Além do
suporte à produção na Colômbia,
havia necessidade também de um
contrato corporativo que respaldasse as demais atividades, como
fazemos em todos os países. Daí a
decisão de fazer um novo acordo
de suporte técnico”, diz Sanches.
Padrão global
Para assegurar que os padrões
de qualidade dos lubrificantes produzidos sejam os mesmos em qualquer local, alguns quesitos devem
ser cumpridos. “Temos que estar
atentos não só à qualidade, como
também aos segmentos de atuação, atendimento pós-venda, identidade visual e comunicação. Esse
contrato busca manter o que cha-
Caminhão-tanque abastecendo na unidade da distribuidora, em instalações da Petrobras Argentina
mamos de ‘garantia de origem’, ou
seja, por trás de cada produto há a
segurança e o prestígio das marcas
como Lubrax e Petrobras. Manter
uma linha de produtos de qualidade é preservar e valorizar nossas
marcas corporativas”, ressalta Luiz
Cláudio Sanches.
Hoje, as produções na Argentina e Colômbia já são suficientes
para atender aos mercados locais.
Além disso, a Argentina está produzindo acima do seu consumo,
possibilitando atender também
parte do mercado chileno. Apenas
Uruguai e Paraguai importam todos os produtos do Brasil. A planta de lubrificantes da BR no Brasil
ainda exporta uma pequena quantidade de produtos especiais para
os mercados argentino e colombiano, como linha complementar que,
pela especificidade, não é produzida localmente.
Atualmente o Brasil exporta cerca de 800 m³/mês de lubrificantes
para os países vizinhos. As marcas
Lubrax e Marbrax têm maior participação no Uruguai (30%), Paraguai (20%) e Argentina (12%).
25
ETANOL
Transporte público
mais limpo
Abastecido pela BR, ônibus movido a etanol circulará durante um ano pelas ruas da Grande
Fotos Banco de Imagens BR
São Paulo, dentro do “Projeto Best – Etanol para o Transporte Sustentável”.
Estação de serviço de abastecimento montada pela BR para o evento de lançamento do ônibus movido a etanol, reforça busca de sustentabilidade
26
ETANOL
A
Petrobras Distribuidora par­
ti­­­cipará de uma importante
iniciativa na busca de um
transporte sustentável. A Companhia fornecerá etanol aditivado,
combustível menos poluente, para
abastecimento do ônibus que já
circula pelas ruas do Grande ABC,
em São Paulo, desde o final do
ano passado.
Desenvolvido pelo Centro Na­
cio­­­­nal de Referência em Biomassa
(Cenbio) da Universidade de São
Paulo (USP), dentro do “Projeto
Best – Etanol para o Transporte
Sustentável”, o ônibus vai circular
durante um ano com produto experimental.
A BR está montando um tanque
aéreo de 15 mil litros, acoplado a
uma bomba, na sede da Empresa
Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU/SP), para fornecer cerca
de 10 mil litros/mês. Pela previsão
do Cenbio, o veículo deverá rodar
entre cinco mil e oito mil quilômetros nesse período, consumindo até
120 mil litros de etanol aditivado.
Coordenado pelo Cenbio, o Projeto Best – que inclui outros parceiros, como Scania, Marcopolo,
Copersucar, SPTrans, Única e Baff/
Sekab – quer demonstrar a viabilidade do uso do etanol no transporte público urbano. O projeto
tem apoio da União Européia e da
prefeitura de Estocolmo. Recentemente, o presidente da República,
Luiz Inácio Lula da Silva, andou em
um ônibus similar, durante viagem
à Escandinávia.
Para o abastecimento inaugural, em
23 de outubro, a BR montou um miniposto de serviços, com bomba de
combustível (mock-up) e testeira, na
Escola Politécnica da Universidade
de São Paulo (Poli/USP). Ao lado
do biodiesel e do hidrogênio, o álcool pode ser uma alternativa mais
limpa para o transporte coletivo urbano do futuro. Daí a participação
da Companhia em iniciativas como
essa, no intuito de produzir e testar
combustíveis menos poluentes.
BR inaugura posto de hidrogênio
Mais uma vez a BR sai na
frente, buscando atender aos
consumidores de novos combustíveis: a Companhia inaugurará até o fim do ano o primeiro
posto do Brasil capaz de abastecer veículos movidos com hidrogênio. A unidade será localizada
na sede da Empresa Municipal
de Transportes Urbanos de São
Paulo (EMTU/SP), em São Bernardo do Campo.
A iniciativa faz parte do projeto Ônibus Brasileiro a Hidrogênio, lançado oficialmente em
novembro de 2006. O objetivo
é desenvolver tecnologias de
produção e aplicação veicular
de hidrogênio no Brasil, de forma a reforçar a criação de um
novo mercado de transporte
coletivo com emissão zero de
poluentes.
A instalação será capaz de
produzir 120 kg de hidrogênio
por dia, com uma pre ssão de
450 kg/cm2. Inicialmente, o
posto abastecerá um ônibus,
que durante seis meses circulará de forma experimental. A
previsão é que o posto entre em
operação no segundo semestre
de 2008. Após os testes de funcionamento, do posto e do ônibus, serão iniciados os estudos
para a operação comercial de
mais três veículos.
A Companhia assumiu esse
de­sa­fio respaldada na experiên­
cia do Centro de Pesquisa e
Desen­volvi­mento da Petrobras
(Cenpes), que atua na geração
de conhecimento e desenvolvimento de especificações brasileiras dessa tecnologia.
O projeto Ônibus Brasileiro
a Hidrogênio é conduzido em
parceria com o Ministério de
Minas e Energia, Programa das
Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Global
Environment Facility (GEF) e
a Financiadora de Estudos e
Projetos (Finep). Ele está sendo
implantado por um consórcio
formado pela BR, AES Eletropaulo, Ballard Power Systems,
EPRI International, Hydrogenics,
Marcopolo, Nucellsys e a Tuttotrasporti.
ANTONIO CARLOS ALVES CALDEIRA é o titular da Gerência de Grandes Consumidores, que tem como objetivo ser
líderna comercialização de combustíveis e lubrificantes no mercado. A unidade destaca-se pela excelência na qualidade
de produtos e serviços a clientes. A gerência tem como compromisso se antecipar às mudanças no perfil energético
brasileiro e assegurar, de forma sustentável, um retorno adequado aos investimentos. ([email protected])
27
NOVOS TEMPOS
Era digital
chega à nota fiscal
A obrigatoriedade de emissão de nota fiscal eletrônica (NF-e) tem total apoio da Petrobras
Distribuidora, uma vez que o documento digital vai assegurar maior transparência ao
mercado de combustíveis, sendo, juntamente com a Certificação Digital e o Danfe, um passo
O
objetivo é aumentar a arrecadação, uma vez que
a nota fiscal eletrônica
(NF-e) vai facilitar a fiscalização,
ao possibilitar a identificação dos
sonegadores, e limitar sua atua­
ção. Os 26 estados brasileiros
junto com o Distrito Federal concordaram com o novo sistema,
fazendo com que a NF-e passe a
ser obrigatória em todo o território
nacional, a partir de abril. Inicialmente, ela vai atingir diretamente algumas classes de empresas,
principalmente aquelas que são
grandes contribuintes. Isso inclui
refinarias, usinas de álcool e distribuidoras de combustíveis.
“Apesar de não estarem obrigados a emitir as notas fiscais
eletrônicas, os revendedores também estarão inseridos nesse processo porque a partir de abril de
2008, eles terão que verificar a
validade das mesmas acessando
o site www.nfe.fazenda.gov.br. O
transporte dos produtos até os
postos será acompanhado por
um impresso chamado Documen-
28
Foto Arquivo Sindicom
decisivo para a consolidação do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED).
to Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (Danfe)”, destacou Rubem
Rosário Matos, gerente executivo
de Administração e Planejamento
Tributário.
A NF-e significa avanços não
só do ponto de vista tecnológico,
mas também administrativo e fiscal. O sistema possibilita agilizar o
processo, reduzir a burocracia e os
entraves administrativos, além de
assegurar maior transparência, já
que quaisquer irregularidades serão facilmente identificadas. Além
NOVOS TEMPOS
de melhorar a confiabilidade da
informação e diminuir o risco de
sonegação, a nota eletrônica vai
reduzir custos das empresas, principalmente com emissão, guarda
e recuperação dos documentos.
Permitirá também a simplificação
de obrigações acessórias – pois
dispensará a Autorização para
Impressão de Documentos Fiscais
(AIDF) – e a maior agilidade dos
serviços prestados nos postos fiscais estaduais. A ampliação da
capacidade de atendimento, por
causa de todas essas vantagens,
vai exigir a modernização tributária nas três esferas de governo.
Espera-se também um estímulo ao comércio eletrônico entre as
empresas e o governo (B2G). Para
o receptor, o novo modelo possibilitará a eliminação da necessidade
de digitação nas notas fiscais na
recepção de mercadorias e também um planejamento de logística
mais eficiente devido ao conhecimento prévio das informações
contidas no documento.
Benefícios para o contribuinte
vendedor (emissor da NF-e)
• Redução de custos de impressão.
• Redução de custos de aquisição de papel.
• Redução de custos de envio do documento
fiscal.
• Redução de custos de armazenagem de
documentos fiscais.
• Simplificação de obrigações acessórias,
como dispensa de AIDF.
• Redução de tempo de parada de caminhões em postos fiscais de fronteira.
• Incentivo ao uso de relacionamentos eletrônicos com clientes (B2B).
Benefícios para o contribuinte
comprador (receptor da NF-e)
• Eliminação de digitação de notas fiscais na
recepção de mercadorias, realizando automação através do processo B2B.
• Planejamento de logística de entrega pela
Esforços concentrados
Para fazer frente a esse novo
de­safio, a Petrobras Distribuidora
concentra os esforços na adequação ao Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), que promete
tornar o processo comercial mais
confiável, com a utilização da
certificação digital, que garante
maior autenticidade quanto aos
dados enviados à Receita Federal
e aos compradores. Portanto, as
expectativas são as melhores possíveis.
Benefícios para a sociedade
• Redução do consumo de papel, com impacto em termos ecológicos.
• Incentivo ao comércio eletrônico e ao uso
de novas tecnologias.
• Padronização dos relacionamentos eletrônicos entre empresas.
• Surgimento de oportunidades de negócios
e empregos na prestação de serviços ligados à nota fiscal eletrônica.
Benefícios para as
administrações tributárias
• Aumento na confiabilidade da nota fiscal.
• Melhoria no processo de controle fiscal,
possibilitando um melhor intercâmbio e
compartilhamento de informações entre os
fiscos.
• Redução de custos no processo de controle
das notas fiscais pela fiscalização de mercadorias em trânsito.
recepção antecipada da informação da
NF-e.
• Aumento da arrecadação devido à redução da
• Redução de erros de escrituração devido a
• Suporte aos projetos de escrituração eletrô-
falhas de digitação de notas fiscais.
• Incentivo ao uso de relacionamentos eletrônicos com fornecedores (B2B).
sonegação.
nica contábil e fiscal da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) (Sistema Público
de Escrituração Digital – SPED).
29
ELASTRON
Versatilidade
Fotos Geraldo Falcão
impermeabilizante
30
ELASTRON
em
impermeabilizante
Produto asfáltico desenvolvido pela BR com tecnologia de ponta está
sendo aplicado na impermeabilização de instalações da Petrobras.
31
ELASTRON
P
roduzido à base de poliuretano e asfalto, o que lhe garante uma gama de aplicações
e maior durabilidade, o Elastron
vem confirmando seu grande potencial como impermeabilizante
e na proteção anticorrosiva e de
isolamento térmico, podendo ser
usado em instalações industriais e
administrativas.
A excelente qualidade do Elastron, com casos de mais de 10
anos de exposição às intempéries
sem alteração nas suas características, permite o seu uso em obras
de impermeabilização sem proteção mecânica (ponto de amolecimento de 160º C), o que é uma
grande vantagem em relação aos
produtos convencionais. A forma
de aplicação também é um fator
que permite a aplicação nas mais
diversas situações: o produto é colocado a frio com pincel, rolo de
lã e até mesmo com máquinas de
spray (air-less).
Maior prova disso são os clientes do próprio Sistema Petrobras,
que têm adotado esta solução
para impermeabilização de revestimentos industriais, pisos e outras
aplicações em diversas instalações, devido à resistência física
e química (sendo extremamente
estável à exposição aos raios ultravioletas do Sol), versatilidade e
facilidade de aplicação.
Renan Gomes dos Santos Neto,
profissional da Gerência de Tecnologia de Serviços de Pavimentação
e Produtos Asfálticos ligada à Gerência de Comercialização de As-
faltos (GCA), explica que o produto
começou a ser aplicado nas próprias fábricas de emulsão da BR,
como proteção anticorrosiva nos
tanques de aço-carbono da fase
aquosa, em contato direto com
ácido clorídrico (que é extremamente corrosivo), bem como nos
diques de contenção dos tanques
de armazenamento de ácido.
“Logo, o uso do Elastron passou
a ser difundido para outras instalações da BR, como a Fábrica de
Lubrificantes, em Duque de Caxias,
na impermeabilização dos galpões
de armazenamento”, diz Renan.
Hoje, o produto é utilizado ainda
na impermeabilização de todos
os terminais da Companhia, e na
proteção das bases de tanques de
armazenamento, com o intuito de
O Elastron tem amplo uso nas instalações da Transpetro, principalmente em tanques dos terminais e malha de dutos
32
ELASTRON
O Sistema Petrobras tem adotado esta solução para impermeabilização de diversas instalações, devido à resistência física e química do Elastron
evitar um dos problemas mais críticos: a corrosão da chaparia de
fundo, devido à infiltração de água
entre a base e o fundo do tanque.
Solução da casa
Atualmente, o produto tem am­
plo uso em unidades de todo o
Sistema Petrobras: desde instalações da Transpetro (tanques dos
terminais e malha de dutos) e refinarias (diversas unidades), a áreas
administrativas, como o Edise, se­
de da Petrobras (impermeabilização de reservatórios de água e
lajes de cobertura) e o Centro de
Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Melo
(Cenpes), substituindo impermeabilizantes con­­vencionais.
“A escolha do Elastron para impermeabilização dos reservatórios
de água do Edise mostrou ser a
mais adequada para suportar as
movimentações estruturais, além
de sua flexibilidade na aplicação”,
diz Renan. Tanto que o produto foi
aplicado na laje de cobertura sem
que fosse necessária a remoção da
proteção mecânica da antiga impermeabilização. “Devido à resistência do produto, não foi preciso
uma nova proteção mecânica, que
acarretaria em sobrecarga.”
Nas refinarias, o Elastron vem
demonstrando sua eficácia na proteção de tubulações enterradas na
RLAM (BA), no revestimento de rea­
tores da Reduc (RJ), proteção de
taludes na RPBC (SP), impermeabilização de isolamento térmico na
Unidade de Xisto (PR), entre outras
instalações.
Efeitos socioambientais
Experiências bem-sucedidas são
observadas em outras áreas, inclusive com efeitos socio-ambientais
positivos. A Petrobras está obtendo
bons resultados no uso do Elastron
na proteção de isolamento térmico
de tubulações externas na região
do Alto Rodrigues (RN). O produto está substituindo o revestimento de alumínio dessas tubulações,
que muitas vezes ficavam sujeitas
a danos graves, devido à retirada
irregular da cobertura de metal por
pessoas do local, onde o alumínio
tem múltiplos usos, inclusive em tetos de casas.
“Além de evitar este tipo de
ocorrência, o uso do Elastron permitiu também o emprego de mãode-obra local, gerando trabalho
para a comunidade e redução de
impacto ambiental”, diz Renan,
contabilizando que em quatro anos
já foram impermeabilizados mais
de 50 km de tubulação, gerando
renda para mais de 300 pessoas
na região.
THOMAZ LUCCHINI COUTINHO é o titular da Gerência de Comercialização de Asfaltos, cuja missão é administrar a venda
de asfaltos e emulsões, agregando serviços aos produtos, de forma competitiva e rentável. A unidade procura se entrosar
com as demais áreas para o sucesso do negócio, orientada pelo mercado e com foco no cliente. ([email protected])
33
ELASTRON
Atributos são o diferencial
Este elastômero é um produto bicomponente, à base de poliuretano e asfalto
que, após reação da mistura, forma uma
membrana emborrachada, com aderência
nos mais diversos substratos, como concreto, aço, madeira etc. “O poliuretano
é o elemento que assegura as principais
características do material como resistência mecânica (ponto de amolecimento
de 160ºC) e resistência química (resiste
a ácidos, soda cáustica etc.). O asfalto
agregado, além de reduzir custos, contribui para melhorar as características do
material, como autonivelamento e elasticidade”, explica Renan.
Com mais de 13 anos de reconhecimento no mercado, o Elastron é produzido na Fábrica de Emulsões Asfálticas de
São Paulo (FASFSP), unidade da Petrobras
Distribuidora localizada em Diadema, que
tem uma produção mensal atual de 25 toneladas deste elastômero.
O produto está disponível em duas
versões: o Elastron TR, versão convencional, forma uma membrana autonivelante,
elástica, muito resistente e aderente, enquanto o Elastron TX, versão tixotrópica,
não escorre quando aplicado em espessuras de até 6 mm. É ideal para superfícies
inclinadas, verticais ou invertidas (tetos).
Outra vantagem está na facilidade de
aplicação, inclusive na hora de fazer reparos, uma vez que dispensa o uso de juntas,
sendo ainda mais econômico – com uma
pequena equipe é possível fazer a cobertura de grandes áreas – e com uma taxa
de aplicação de até 12 m2 por minuto.
Entre outros atributos estão a secagem rápida (possibilitando a aplicação de uma
segunda camada, quando necessário, em
minutos), o fato de ser um produto frio
(dispensa aquecimento) e de seu processo
de cura permitir que a área recoberta esteja apta para uso em 24 horas.
34
Características do Elastron curado
Resistência à tração,
ASTM D412, filme 2,5 mm
Alongamento à ruptura,
ASTM D14, filme 2,5 mm
Resistência ao rasgo,
ASTM D624-C
Fadiga por dobramento,
ASTM D430/73, aparelho De Matia
Aderência ao concreto, Elcometro
Ponto de amolecimento,
ASTM D2398 – anel e bola
Ponto de fragilidade,
ASTM D 648 – temp. deflexão
Permeabilidade vapor,
ASTM E96, filme 2,5 mm a 38ºC
Resistência ao intemperismo, var. máxima,
5400 Weather Ometer / ASTM D882, tração
e alongamento
Resistência à abrasão – perda de massa,
ASTM D4060/84 – Taber Abraser CS 17
1.000 g/1.000 rev.
Rigidez dielétrica,
ASTM D 149/75 a 25ºC, umidade 50%,
filme 1,0 mm
Sólidos/volume
Recuperação elástica,
5 minutos após extensão de 100%
Dureza,
ASTM D2240 a 25ºC
35 kgf/cm2
150 %
15 kg/cm
06 ciclos
24 kgf/cm2
160 ºC
-50 ºC
0,06 PERMS
15 %
150 mg
15 kv/mm
90 %
98 %
50 shore A
Tempos de aplicação do Elastron
Mistura dos componentes: mecânica (3 min) ou manual (5 min)
Trabalhabilidade ideal: 30 min
Tempo de aplicação: 60 min
Secagem ao toque: 4 h
Intervalo máximo de aderência entre demãos: 6 h
Cura completa: 24 h
Obs.: Tempos definidos em laboratórios a 25oC.
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
Tecnologia DA
integração
Software inovador capaz de automatizar e integrar todos os processos de compra e
faturamento, desenvolvido pela Gerência de Tecnologia da Informação (GTI) da BR, faz
rodar o “motor” da megaparceria entre a Vale e a Petrobras Distribuidora, para
fornecimento anual de 1,807 bilhão de litros de óleo diesel, óleo combustível e gasolina
Foto Vale
em 80 pontos espalhados pelo país, durante cinco anos.
Tecnologia desenvolvida pela BR resultou em contrato de cinco anos, no valor de R$ 11 bilhões, para fornecimento de combustíveis a todos os modais de transporte
da Vale , inclusive as ferrovias, como a Estrada de Ferro Carajás, um dos principais meios de escoamento da produção da mineradora
35
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
U
ma poderosa ferramenta tecnológica está sendo utilizada
na execução de uma tarefa
hercúlea: assegurar o fornecimento, durante cinco anos, de 1,807
bilhão de litros de óleo diesel, óleo
combustível e gasolina, para 80
pontos de abastecimento da Vale,
espalhados pelo Brasil. Entre os
clientes grandes consumidores da
BR, a mineradora é responsável
pela compra do maior volume de
combustíveis – entre óleo diesel,
óleo combustível e gasolina.
Esta gigantesca operação, que
vai gerar cerca de 600 empregos
diretos, vem sendo realizada com
sucesso pela Petrobras Distribuidora graças a um software exclusivo e
inovador desenvolvido pela Gerência de Tecnologia da Informação
(GTI). Ainda que invisível a olho nu,
esta solução, capaz de automatizar
e integrar todos os processos de
compra e faturamento, foi um fator
decisivo para a Companhia fechar,
em 2006, um contrato de R$ 11
bilhões – o maior da BR, equivalente a 5% do faturamento anual
da Companhia – e tornar-se fornecedora exclusiva de combustível
da mineradora, em todas as suas
atividades no país.
PROJETO PREMIADO
Luiz Gustavo Dias de Oliveira,
da equipe de Ambiente e Integração da GTI, salienta que o uso
dessa tecnologia vai possibilitar a
automatização e integração dos
pedidos de compra e envio de notas fiscais à Vale. “Em um cenário
de globalização e freqüentes mudanças do mercado, as empresas
precisam estar alinhadas com este
novo mundo, onde rapidez e a
qualidade da informação são fundamentais”.
A ferramenta tecnológica automatiza todo
o processo de fornecimento de combustíveis
Foto Rogério Reis
BR para 80 pontos de abastecimento da Vale
Segundo ele, a evolução contínua dos sistemas de informação
obriga as empresas a se renovar,
tanto em suas estruturas organizacionais, como no planejamento de
seus negócios, custos, sistemas de
comunicação e escolhas de tecnologias. “Esse é o nosso desafio
para levar os combustíveis aos 80
pontos de fornecimento espalhados pelo país, nos segmentos de
mineração e siderurgia, principalmente”, destaca.
Ele faz questão de frisar que
um dos principais objetivos é o
alinhamento estratégico com os
negócios e serviços da BR. “Para
dar suporte a tantas demandas foram desenvolvidos projetos usando as mais recentes e diferentes
tecnologias como: WebServices,
Plataformas de Integração, SSL,
XML, SMS, tecnologias Web, Protocolos de Comunicação, Linguagens de Programação e Bancos
de Dados”, conclui Luiz Gustavo
de Oliveira, lembrando que o
projeto de integração ficou em
o
2 lugar no Prêmio InfoCorporate
2007, na categoria Comércio e
Distribuição.
A Gerência de Tecnologia da Informação (GTI) vem desenvolvendo ferramentas para automatizar e integrar todos os processos de compra e faturamento
36
CLIENTES E MERCADO
Nota 10 para os
parceiros
Onze empresas são destaque na quarta edição do prêmio “Cliente Nota Dez”, uma
iniciativa da Gerência de Produtos Químicos (GPQ) que, mais do que avaliar seus clientes,
nos diversos segmentos deste mercado, busca reforçar as relações e contribuir para o
Foto Playmovie Produções
desempenho dos seus parceiros comerciais.
Paulo Cesar T. Meirelles, gerente de Produtos Químicos para Indústria de Petróleo; Marco Antonio Vaz Capute, ex-diretor de Mercado Consumidor; o homenageado
Robinson de Andrade (Petrobras); Antônio Carlos A. Caldeira, atual gerente executivo de Grandes Consumidores e Klaus Nolte, gerente de Supply House
37
CLIENTES E MERCADO
T
odo cliente é dez para a Petrobras Distribuidora. Mas há
aqueles que, atuando em fina
sintonia e com os mesmos princípios que regem todos os negócios
da Companhia, se sobressaem na
relação de parceria, ajudando a
consolidar uma trajetória de sucesso. Foi para esses parceiros da
excelência que a BR criou o Prêmio
Cliente Nota Dez: uma forma de
reconhecer, publicamente, aqueles
que se destacaram não somente
nas relações comerciais, mas, principalmente, por seu desempenho e
resultados nos negócios.
O prêmio busca avaliar, por
meio de critérios técnicos e financeiros pré-definidos, os clientes que se
destacaram em todos os segmentos
do mercado atendidos pelas Gerências de Segmento – Químicos
para Tintas, Adesivos e Borrachas
ambas do segmento de petróleo.
Todas elas demonstraram seu valor
e receberam nota dez por sua atuação em 2007.
O ex-diretor de Mercado Consumidor (DMCO), Marco Antonio Vaz
Capute, e o atual gerente executivo
de Grandes Consumidores e ex-gerente executivo de Produtos Químicos, Antonio Carlos Alves Caldeira,
participaram da solenidade de entrega do troféu Cliente Nota Dez
2007, que reuniu os principais parceiros da Petrobras Soluções Químicas. O ex-diretor falou dos grandes
desafios da DMCO, seu peso no
faturamento da Companhia, as metas esperadas e as perspectivas para
2008, destacando também outras
ações de relacionamento com o
objetivo de reforçar os laços com
os parceiros, em todas as áreas do
mercado consumidor.
o prêmio tem como objetivo estreitar a
relação de parceria dos clientes com a br
(GQTAB), Química Fina & Agronegócios (GQUIF), e Químicos para
Indústria de Petróleo (GQPET) e pela
Gerência de Supply House (GESH).
Em sua terceira edição, 11 empresas, incluindo a Petrobras, foram
reconhecidas por sua parceria e
fidelidade no relacionamento em
2007, durante a festa de premiação
realizada no dia 28 de novembro,
no Rio de Janeiro. Os destaques
do ano foram: Amaggi, Copebrás,
Dow Corning, Produquímica, Syngenta, clientes da GQUIF; Basf
(cliente comum GQUIF/GQTAB),
Borrachas Vipal, Ceras Johnson,
Sherwin Williams e Unilever, atendidas pela GQTAB, e a Petrobras,
cliente hors-concours das gerências
Supply House (GESH) e Químicos
para Indústria de Petróleo (GQPET),
38
Ao destacar a importância da
iniciativa para entender melhor as
demandas dos clientes, Antonio
Carlos Alves Caldeira explicou aos
convidados o porquê da nova marca – Petrobras Soluções Químicas –,
além de discorrer sobre os principais
objetivos estratégicos da Gerência
de Produtos Químicos (GPQ), o desenvolvimento conjunto de soluções
BR para clientes e os serviços e produtos desenvolvidos em 2007 para
cada segmento de negócio.
Aferição sistemática
O objetivo do prêmio é estreitar a relação de parceria dos
clientes com a BR; identificar
perfis e potenciais dos clietes; reconhecer aqueles que tiveram o melhor desempenho, em cada gerên-
cia de segmento; e contribuir para
a melhoria contínua dos resul­tados
gerenciais das duas empresas.
Além de ser um importante
mecanismo na fidelização de clientes, o prêmio é também uma oportunidade para a Petrobras Soluções
Químicas conhecer mais de perto
as necessidades de seus parceiros,
de forma a criar produtos e serviços
diferenciados.
São utilizados fatores comerciais
e financeiros na avaliação e ponderação dos cinco clientes de maior
pontuação total de cada segmento
da GPQ.
Faturamento, volume de vendas,
tempo de relacionamento do cliente, potencial para desenvolvimento
de novos negócios, parcerias, flexibilidade para alterar as condições
(quantidades, preços e prazos) são
alguns dos fatores comerciais avaliados. Entre os fatores financeiros
pesam aspectos como incidência,
relevância de atrasos, de débitos,
problemas no mercado, qualidade
das garantias – solidez e liquidez.
Ciente da importância de cada
área reforçar sua relação com o
cliente, a GPQ informa aos gerentes de segmento e profissio­
nais de vendas a classificação final
de seus clientes, os quais recebem a notícia da premiação diretamente dos profissionais de
vendas da GPQ que os atendem.
Cada empresa premiada recebe
um troféu e um diploma com os
dize­res: “A Petrobras Distribuidora S/A destaca a empresa (nome
da empresa vencedora) como
Clien­te Nota Dez” Os geren­tes
Má­­rio Richa de Sá Barreto
(GQTAB), Viviane Sa­­la­thé (GQUIF),
Paulo Cesar Mei­­relles (GPET) e
Klaus Nolte (GESH) entregaram os
prêmios aos clientes de seus segmentos de negócios.
Foto Playmovie Produções
CLIENTES E MERCADO
Foto Playmovie Produções
Viviane Salathe, gerente de Química Fina e Agronegócios; Sebastião Cunha e Ricardo Fornel, da empresa homenageada Dow Corning; Antônio Carlos A. Caldeira,
atual gerente executivo de Grandes Consumidores; Leda Amaral, da Dow Corning, e Wagner Belmont, assessor comercial da Petrobras Distribuidora
O gerente de Compras da divisão Sherwin Williams/Sumaré, Hermes Antônio Campos; o assessor comercial da BR, Celso Afonso Materna; Rui Cipriano Toloza, da
Gerência de Compras da divisão Sherwin Williams/Sumaré; o gerente de Quimicos para Tintas, Adesivos e Borrachas da BR, Mário Richa de Sá Barreto; o gerente de
Compras da Sherwin Williams/Lazzuril, Fernando Malvezi; o assessor comercial da BR, Jackson Rocha Franco e o gerente de Desenvolvimento de Soluções Quimicas
da BR, Luiz Claudio Mandarino Freire
39
ClIENTES E mERCAdO
HOMENAGEADAS
OS PRêMIOS FORAM RECEBIDOS PELOS SEGUINTES REPRESENTANTES DAS EMPRESAS:
Tintas Decorativas da Basf
Eugenio Luporino Neto
Diretor de Marketing
Borrachas Vipal S/A
Rodrigo Antonio Paradinha
Analista de Suprimentos
Ceras Johnson
Luciana R. Antonio
Copebrás
Produquímica
Augusto Juan Bernardi
José Francisco vasconcelos
v
Gerente de Suprimentos
Estratégicos
Walquiria Escobar Montaldi
Gerente de Produção
Gerente Comercial
Eduardo Morales
Gerente de Supply Chain
Anglo American Brasil
Syngenta
José Roberto Nucci
Líder de compras Supply Brasil
Dow Corning
Key Buyer
Ricardo Fornel de Oliveira
Mauricio Mendes
Gustavo Sassi
Gerente de Suprimentos e
Logística
Diretor de Operações para
América Latina
Procurement Manager
Sherwin-Williams/Sumaré
Hermes Antonio de Campos
Gerente de Compras
Ruy Tolosa
Comprador
Fernando Malvezi
Petrobras
Lêda Amaral
Gerente da conta BR
Unilever Brasil
Josué Alves da Silva
Supply Management
Foto Playmovie Produções
Chefe de Suprimentos
Divisão Lazzuril
Sebastião Cunha
Gerente Comercial e de
Processos
o Prêmio Cliente Nota 10 hoje constitui um importante diferencial para os parceiros da Petrobras distribuidora
40
Carlos André Campos Ayres
Gerente-geral da Unidade de
Serviço de Apoio
Robinson de Andrade
Gerente setorial de Operação
e Manutenção de Equipamentos
de Infra-Estrutura
Foto J. Valpereiro
ClIENTES E mERCAdO
CLIENTES NOTA 10
defensivos agrícolas:
syngenta
Foto Cris Isidororo
Uma das líderes mundiais na
área de agribusiness, comprometida com a agricultura sustentável através de inovação em
pesquisa e tecnologia, a Syngenta destaca-se na proteção
de cultivos, ocupando a terceira
posição no ranking do mercado
de sementes de alto valor agregado. Com vendas de aproximadamente US$ 8,1 bilhões
em 2006, a empresa emprega
cerca de 20 mil funcionários
em mais de 90 países. No Brasil, onde desenvolve projetos de
responsabilidade social e ambiental, inclusive em parceria
com a Petrobras (Programa Jovem Aprendiz), a Syngenta vem
se consolidando como um dos
maiores clientes da BR no segmento de defensivos, com parceria marcante no processo de
logística integrada e controle de
estoque de matéria-prima (óleo
mineral – OPPA).
agronegócios:
amaggi exportação
e importação
Empresa líder do Grupo André
Maggi, com atuação nos estados de Mato Grosso, Rondônia,
Amazonas, São Paulo e Paraná, a
Amaggi, criada em 1977, dispõe
de infra-estrutura para comercializar, armazenar, processar, transportar e fomentar a produção
de soja através de recursos ou
insumos. Com foco na qualidade
de seus produtos, os armazéns,
fábricas e portos da empresa
possuem a certificação de Boas
Práticas de Fabricação (BPF) e
princípios de APPCC (Análise de
Perigo e Pontos Críticos de Controle), além de certificação ISO
14001, que creditou todos os armazéns e a indústria da Amaggi,
localizados no Corredor Noroeste de Exportação. A qualidade e
a garantia de fornecimento é o
fator relevante no relacionamento com a BR, que fornece hexano
grau alimentício, utilizado pela
Amaggi no esmagamento da
soja para produção de óleo e
farelo nas unidades de Rondonópolis (MT) e Itacoatiara (AM).
fertilizantes fosfatados:
copeBrás
A Copebrás Ltda. é uma empresa de capital nacional fundada
em 1955, para suprir a indústria
nacional com negro-de-fumo,
matéria-prima utilizada na indústria de pneus, borrachas e plásti-
cos. Ao longo de sua história, a
empresa vem diversificando suas
atividades para acompanhar o
desenvolvimento econômico do
país, e hoje se destaca na produção de fosfatos, tanto para a área
de limpeza e outros, como para
a agricultura, com uma ampla
linha de fertilizantes fosfatados e
matérias-primas para a indústria
de alimentação animal. Há 15
anos tem parceria com a BR, que
nos últimos anos vem respondendo pelo fornecimento exclusivo
de combustíveis e, desde 2005,
pelo fornecimento de enxofre.
fertilizantes,
ingredientes para
alimentação animal,
tratamento de água
e efluentes,
galvanoplastia:
roduquímica
Fundada em 1965, a Produquímica iniciou suas atividades no
ramo de produtos químicos, produzindo sulfato de cobre para
indústrias de alimentação animal,
fertilizantes e galvanoplastia.
Com o desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias na
produção de nutrientes, a empresa ampliou seu portfolio de produtos químicos, micronutrientes
para composição de fertilizantes
e alimentação animal. Posicionada entre as maiores empresas
do setor de química inorgânica,
41
a Produquímica é um dos principais clientes de enxofre da BR
(10 mil t/ano), iniciando recentemente negociação para distribuir também a linha de óleos
agrícolas da Companhia.
indústria química:
dow corning do Brasil
Foto rogério reis
Criada em 1943, com o objetivo
de explorar a química do silício,
a Dow Corning hoje fornece soluções para atender às necessidades de mais de 25 mil clientes.
Empresa multinacional de grande porte e líder tecnológica em
soluções à base de silicones, sua
experiência em química analítica
a habilita a oferecer soluções na
área de materiais, destacando-se
no desenvolvimento, manufatura
e desempenho dos polímeros
do silício em vários campos de
aplicação do dia-a-dia. Desde
2002 tem um Acordo de Cooperação Tecnológica com a BR,
que resultou no desenvolvimento de produtos de ponta, como
a Linha Evolua para embelezamento de carros, formulações de
antiespumantes para a área de
E&P e para o mercado agrícola.
42
plásticos e Borrachas:
Borrachas vipal s/a
Empresa 100% brasileira, fundada em 1973, em Nova Prata
(RS), o Grupo vipal é líder no
mercado nacional nos segmentos de plásticos e borrachas. Ele
vem conquistando espaço no
mercado internacional com um
portfolio diversificado de produtos, entre os quais, materiais
para banda de rodagens e toda
linha para a reforma de pneus,
pisos laminados, forros, divisórias e esquadrias em PvC, entre
outros. O mercado, que é atendido atualmente pelas unidades
fabris do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Pernambuco, vai ter
uma nova frente de fornecimento
no Nordeste, pois a vipal deve
concluir, até junho deste ano, as
obras da fábrica em construção
no município de Feira de Santana
(BA). No exterior, a empresa comemora a entrada em operação
da unidade fabril instalada na
Cidade do México. Parceira de
primeira hora da BR – desde sua
fundação, em 1973 –, a vipal recebeu o prêmio Cliente Nota Dez
pelo quarto ano consecutivo.
Foto Cris Isidororo
ClIENTES E mERCAdO
domissanitários:
ceras Johnson
Multinacional de origem norteamericana, criada em 1886,
em Wisconsin (EUA), a Ceras
Johnson instalou a primeira
subsidiária brasileira em 1960,
no Rio de Janeiro. Hoje, sua
atuação no Brasil abrange os
segmentos de higiene e limpeza, cuidados pessoais, inseticidas e linha automotiva, tendo
como marcas principais: Raid,
Off, Glade, Bravo, Grand Prix,
Zip Loc e Shout. Com subsidiárias em mais de 80 países e
produtos comercializados em
mais de uma centena de países,
a empresa tem mais de 10 mil
funcionários no mundo inteiro.
Desde 2005, a BR fornece solventes (querosene e aguarrás)
para atendimento das necessidades de consumo das unidades fabris da Ceras Johnson no
Brasil.
ClIENTES E mERCAdO
tintas: sherwin-williams
Foto rogério reis
Líder nos EUA e Canadá na produção e vendas de tintas imobiliárias, industriais e automotivas,
a Sherwin-Williams tem seus negócios alicerçados em sólida estrutura de pesquisa e desenvolvimento de produtos inovadores.
No Brasil desde 1944, a empresa possui uma fábrica de tintas
imobiliárias em Taboão da Serra
(SP), tintas industriais e spray aerossol em Sumaré (SP), tintas automotivas em São Bernardo do
Campo (SP) e comercialização
de tintas em pó (Pulverlack), em
Caxias do Sul (RS). Há 17 anos,
a Sherwin-Williams mantém um
forte relacionamento comercial
com a BR, que fornece solventes hidrocarbônicos (aguarrás,
xileno e tolueno), e a partir deste ano, solventes oxigenados
(acetato de etila e isoamila), o
que comprova a sólida parceria
comercial existente, com grande
potencial para ser intensificada
e ampliada.
indústria química: Basf
Empresa de origem alemã criada em 1865, a Basf iniciou suas
atividades na América do Sul em
1911. Com um portfolio de cerca de 8 mil produtos, ela atua
nos segmentos de tintas (imobiliárias e automotivas), produtos
de desempenho, plásticos, produtos para a agricultura e nutrição, petróleo e gás.
O relacionamento comercial
com a BR, iniciado há 12 anos,
foi ampliado em 2006, a partir
de acordos comerciais anuais
para fornecimento de aguarrás
(a BR atende 75% do consumo
da BASF do produto) e enxofre
líquido (100% do consumo), incluindo os serviços de monitoramento e gestão de estoque, além
do suprimento spot de solvente
xileno e óleo para pulverização
agrícola (OPPA). A parceria ganhou ainda mais força com o Fórum de Oportunidades BR–Basf,
que visou mapear as oportunidades de fornecimento mútuo entre
as empresas, principalmente na
área de E&P.
saBões e detergentes:
unilever Brasil
O grupo anglo-holandês é um dos
fornecedores líderes de produtos
de bens de consumo no mundo,
atuando em três nichos de negócios: alimentos, higiene e beleza.
No Brasil, as unidades da Unilever seguem as diretrizes mundiais
da companhia no cuidado com
o meio ambiente, incentivando a
redução da poluição, a promoção da eficiência ecológica e o
apoio ao fornecimento responsável em toda a cadeia de suprimentos, incluindo fornecedores e
prestadores de serviços. Algumas
de suas conhecidas marcas são:
Omo, Minerva, Brilhante, Lux,
Rexona, Seda, Dove, Close-up,
Kibon, Hellmann’s, Knorr, Ades,
entre outras. O grupo tem uma
parceria de sucesso desde a década de 80, quando a BR iniciou
as atividades de sua fábrica de
Indaiatuba (SP), onde é produzido enxofre líquido, necessário
para a fabricação de sabões de
detergentes da Unilever.
43
ClIENTES E mERCAdO
maior da indústria brasileira, e
uma das mais importantes nas
últimas décadas, em todo o
mundo, poderá posicionar a Petrobras entre as maiores empresas mundiais do setor e o Brasil
como um dos principais países
no mercado global de petróleo.
Além das modernas tecnologias de E&P, a Petrobras vem
aplicando recursos cada vez
maiores na pesquisa e desenvolvimento de biocombustíveis e
energias renováveis, com resultados extremamente promissores. Como conseqüência dessa
política, a Petrobras é uma das
poucas empresas brasileiras a
obter o Índice de Sustentabilidade Dow Jones, na Bolsa de
valores de Nova Iorque.
v
Foto thelma Vidales
Maior empresa do Brasil e
uma das oito maiores empresas
petrolíferas do mundo, a Petrobras, com o lema “Do Poço ao
Posto”, atua desde a extração
do petróleo e gás natural à comercialização de produtos derivados de petróleo. Reconhecida
mundialmente pelo seu knowhow em exploração e produção
(E&P) de petróleo e gás natural
em águas profundas, a Companhia é detentora das mais avançadas tecnologias nesta área.
Graças a esse conhecimento,
a Petrobras pôde anunciar, recentemente, a descoberta de
uma nova fronteira petrolífera,
a mais de 7 mil metros de profundidade, o campo de Tupi.
Essa descoberta, considerada a
Foto Bruno Veiga
CLIENTE HORS
ORS-- CO
COn
nCOUR
COURSS
DO SEGMENTO DE PPETR
ETRó
ETR
óLEO
LEO:: PETROBRAS
PETROBRAS
a Petrobras se destaca em todas as áreas nas quais atua, pela inovação, experiência consolidada e liderança tecnológica em águas profundas e refino
44
Foto Rogério Reis
ABRAFATI 2007
Tudo
azul
no mercado
45
ABRAFATI 2007
Com um crescimento estimado de 6% em 2007, setor de tintas do Brasil, um dos cinco
maiores mercados mundiais, mostrou o que há de novo em produtos, serviços e tecnologias,
em evento que reuniu fabricantes, fornecedores de matérias-primas e distribuidores.
O
dutiva – o fabricante de tintas, o
fornecedor de matérias-primas e o
distribuidor – foi realizada entre 24
e 26 de outubro, em São Paulo.
A Petrobras Distribuidora foi
uma das expositoras desta feira
tradicional do segmento de tintas e
vernizes, do qual é uma das fornecedoras de matérias-primas, principalmente de solventes hidrocarbônicos. Embora com um portfolio
ainda pequeno, que restringe sua
atuação a algumas empresas, a
expectativa da BR é ampliar essa
participação no setor nos próximos
anos.
Com esse objetivo, a Companhia instalou um estande na área
do evento, no qual os profissionais
da Petrobras Soluções Químicas
recepcionaram clientes e visitan-
tes interessados nos produtos e
serviços oferecidos para o setor,
além de distribuir materiais promocionais. Marco Antonio Garcia,
um dos profissionais da Petrobras
Distribuidora nessa área, realizou
uma palestra no congresso internacional, sobre “Sistemas solventes alternativos aos solventes aromáticos na indústria de tintas”.
A visita de representantes dos
principais fabricantes de tintas do
País ao estande confirmou o apoio
de clientes e parceiros a essa iniciativa da Companhia. A participação neste evento internacional é
considerada estratégica para fixar
a marca Petrobras Soluções Químicas como fornecedora de produtos e serviços para a indústria
química.
Foto Abrafati
s três elos da cadeia produtiva do setor de tintas
tiveram uma oportunidade única para conhecer de perto os benefícios e aplicações dos
mais recentes produtos, serviços
e tecnologia disponíveis no mercado, bem como nivelar informações quanto ao atual estágio de
desenvolvimento mundial do setor
durante a Abrafati 2007. Promovido pela Associação Brasileira dos
Fabricantes de Tintas (Abrafati), o
evento dispunha de uma área reservada para exposição e outra
para a realização do X Congresso
Internacional de Tintas.
A única exposição na América
do Sul voltada exclusivamente para
o setor de tintas, congregando representantes de toda a cadeia pro-
Maquete do estande da BR montado na maior feira do setor de tintas realizada na América do Sul: busca de maior proximidade com novos e potenciais clientes
46
ABRAFATI 2007
O setor de tintas decorativas, industriais e automotivas está otimista em relação a 2008, depois dos
bons resultados consolidados no ano passado, que
mostraram o desempenho positivo dos principais indicadores econômicos, a produção recorde da indústria automobilística e o aquecimento do mercado
imobiliário.
Na avaliação do presidente do conselho deliberativo da Abrafati, Rui Goerck, durante o segundo
Fórum Abrafati da Indústria de Tintas, realizado no
final do ano passado, diferentes fatores pesaram
para a evolução da indústria, em cada segmento de
atuação.
O de tintas imobiliárias foi impulsionado, entre
outros fatores, pela queda das taxas de juros e o
alongamento dos prazos para financiamento, ajudando a estimular a construção habitacional; o
grande aumento na disponibilidade de recursos
para financiamento de imóveis habitacionais; e o incentivo do governo à construção civil, que foi a mais
contemplada nos projetos do Plano de Aceleração
do Crescimento (PAC), do qual a Petrobras é um dos
pilares.
No segmento de tintas automotivas, o bom desempenho se deve, entre outros, a uma produção e
venda interna crescente (+10%); investimentos das
montadoras em ampliação de capacidade.
Foto Rogério Reis
Mercado comemora um bom ano
No mercado de tintas industriais, em geral, o
crescimento superior a 6% em 2007 está respaldado no aquecimento da produção industrial, que
foi de 6% acima do Produto Interno Bruto (PIB); a
tendência das exportações revertida em função da
valorização do real; desenvolvimento de projetos em
infra-estrutura e energia, que projetam demandas
ainda mais fortes do que as do ano anterior.
Em todos os segmentos, novos processos e
tecnologias para aumentar a produtividade, aliados
a uma maior preocupação ambiental, que resultou no aumento das vendas de produtos com baixa
emissão e à base de água, também contribuíram decisivamente para a evolução do setor.
Números do mercado (Abrafati)
Um dos cinco maiores mercados mundiais para
tintas, o Brasil conta nesse segmento com atuação
dos principais fornecedores globais de matériasprimas e insumos para tintas. Além disso, a cadeia
produtiva nacional utiliza tecnologia de ponta e
tem grau de competência técnica comparável ao
dos mais avançados centros internacionais de produção.
•Fabricantes: cerca de 300, espalhados por todo o
País
•Empregos diretos: 16 mil
•Faturamento total 2006: US$ 2,05 bilhões
•Volume produzido 2006: 968 milhões de litros
•Capacidade instalada: mais de 1 bilhão de litros
•Previsão de crescimento 2007/2008: 6,0% a
6,5%
Segmentos em que o setor se divide
•Tinta imobiliária: representa cerca de 77% do volume total e entre 59% a 62% do faturamento
•Tinta para indústria automotiva (montadoras):
entre 3,5% a 4,5% do volume e entre 6% a 7,5%
do faturamento
•Tinta para indústria em geral (eletrodomésticos,
móveis, autopeças etc.): 15% do volume e entre
23% a 25% do faturamento
•Tinta para repintura automotiva: 4% do volume e
entre 9% a 10% do faturamento
47
PRÊMIO ASSINTECAL
Incentivo a
inovações
Pesquisadores da Unicamp e da FCC Fornecedora são destaques na 2 a edição do Prêmio
Fotos Assintecal
Assintecal-Petrobras de Tecnologia em Adesivos e Processos de Colagem para Calçados.
Solenidade de entrega do Prêmio Assintecal-Petrobras de Tecnologia reuniu empresários de todo a cadeia produtiva do setor de calçados
48
PRÊMIO ASSINTECAL
Luiz Cláudio Mandarino, gerente de Desenvolvimento de Soluções Químicas da BR, com
os campeões da noite, Sérgio Augusto Venturelli Jannuzzi, da Unicamp e os co-autores
do tabalho vencedor, Fábio do Carmo Bragança e Fernando Galembeck
A
participação de trabalhos
de grandes empresas fabricantes de adesivos e de
grandes universidades brasileiras
na segunda edição do Prêmio Assintecal confirmou o sucesso dessa
iniciativa da Associação Brasileira de Empresas de Componentes
para Couro, Calçados e Artefatos
(Assintecal) em parceria com a Petrobras Distribuidora S.A., por meio
da Gerência de Produtos Químicos.
Na solenidade de entrega do prêmio, realizada em Novo Hamburgo
(RS), empresários do setor calçadista, representantes dos go­vernos
estadual e municipal, e parlamentares destacaram a importância da
Petrobras Distribuidora no incentivo
à atividade de pesquisa e desenvolvimento desse segmento.
Durante o premiação a superin­
ten­dente da Assintecal, Ilse Guima­
rães, ressalta que “a BR é uma
em­­­pre­sa de destaque no setor de
dis­tribuição de soluções químicas
e reconhecida pela sua elevada capacitação tecnológica, que vem dedicando especial atenção ao setor”.
Cesar Recke, diretor de Relações Institucionais da APEX Brasil (Agência de Promoções
e Exportações do Brasil ) entrega o prêmio de segundo lugar à Schana Andréia da
Silva e ao co-autor, Ricardo Sperb, da FCC Fornecedora
Ciente do papel que essa indústria
tem na economia nacional, a BR,
procura atuar como uma parceira, agregando valor aos negócios
por meio de sua linha de produtos,
especialidades químicas e prestação de serviços. “A entidade visa
ao incremento da competitividade
da cadeia produtiva. A pesquisa
e o desenvolvimento tecnológico,
orientados para a inovação de produtos e processos, são alguns de
nossos principais focos”, afirmou o
presidente da Assintecal, Luís Amaral, ao falar da importância da parceria com a BR.
Integração entre
indústria e universidade
A união das duas instituições na
criação do Prêmio Assintecal é fruto do interesse comum pela valorização do conhecimento científico e
sua aplicação em prol do desenvolvimento econômico do setor calçadista brasileiro.A premiação, rea­
lizada a cada dois anos e que tem
por objetivo estimular a pesquisa
científica e o desenvolvimento de
novas tecnologias e processos para
o setor, teve grande receptividade
desde a primeira edição. A meta
é também propiciar maior aproximação entre o meio empresarial
com universidades e instituições de
pesquisa científica e tecnológica.
Meta que vem sendo alcançada:
tanto a indústria como a universidade tiveram trabalhos destacados
nesta edição do prêmio. Ainda assim, os organizadores pretendem
desenvolver ações para aumentar
o número de pesquisadores e instituições participantes na próxima
edição, prevista para 2009.
Premiados
1° lugar – Processo de Laminação de Filmes
Nanoestruturados Auto-adesivados para a Indústria de Calçados.
Autores – Sérgio Augusto Venturelli
Jannuzzi, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e os co-autores Fábio do
Carmo Bragança e Fernando Galembeck.
2° lugar – Prime Halogenante Aquoso.
Autores – Schana Andréia da Silva em
parceria com Ricardo Sperb, da FCC Fornecedora.
49
Foto João Salamonde
EVENTOS
50
EVENTOS
Bons negócios
à luz de
velas
Conciliando produção e logística para assegurar que o produto chegue aos fabricantes de
velas, a BR destina mais de 80% de sua disponibilidade de parafina para o segmento veleiro.
R
esponsável por mais de 60%
do consumo total de parafinas no Brasil, os fabricantes
de velas têm na BR sua principal
parceira: a Companhia fornece
80% do insumo para o mercado
nacional, que é de 8 mil toneladas/
mês. Atende tanto ao segmento veleiro, maior consumidor da parafina comercializada no Brasil (60%),
quanto às indústrias, que utilizam
os outros 40% como insumos na
manufatura de diversos materiais
(tintas, removedores, papel, embalagens, chocolates, balas, aditivos,
ceras, resinas).
Reunidos no V Enafave – Encontro Nacional de Fabricantes de Velas, realizado nos dias 16 e 17 de
novembro de 2007, em São Paulo
(SP), organizado pela Associação
Brasileira de Fabricantes de Velas
(Abrafave), clientes, revendedores e
fornecedores comemoraram mais
um ano de bons negócios.
“Entendemos que participar do
evento é uma excelente oportuni-
dade para manter o relacionamento com a atual carteira de clientes
consumidores de parafinas, bem
como possibilitar a aproximação
comercial com potenciais compradores. Já conseguimos inclusive nos
associar à Abrafave”, destaca Viviane Salathé, gerente de Química
Fina e Agronegócios da Gerência de
Produtos Químicos da BR, que juntamente com a Petrobras patrocina
o único evento de grande porte do
setor veleiro.
A BR e a Petrobras montaram um
estande conjunto para expor o material promocional e de divulgação
sobre parafinas e produtos à base
desse insumo. “Os nossos revendedores também estiveram presentes e
puderam apresentar material técnico sobre as parafinas que distribuem
com a marca Petrobras”, diz Viviane,
destacando que profissionais das
áreas de mar­keting e comercial da
Companhia também fizeram palestra para um público de aproximadamente 150 pessoas do setor veleiro.
Parceria decisiva
“A participação da BR cresceu
muito nos últimos dois anos, fruto
de um trabalho conjunto com seus
revendedores. O resultado desse
crescimento é que a Companhia
conseguiu conquistar a confiança
dos clientes, garantindo volume e
entrega da parafina, num mercado
onde a dificuldade é conciliar a produção com a logística”, afirma Jairo
Guimarães, diretor da Platina Química, empresa parceira da BR desde
agosto de 2004.
“A BR é fornecedora exclusiva da
Platina Química, que desde o início
de suas atividades vem aumentando
substancialmente os negócios com
a Companhia, para trabalhar com
uma diversidade de materiais”, salienta o executivo.
Em suas duas unidades, a sede
paranaense, em Curitiba, e a fábrica baiana, em Simões Filho, a Platina processou e vendeu cerca de
16 mil toneladas de parafinas em
2007, obtendo um faturamento de
51
Foto Banco de Imagens BR
EVENTOS
Estande cheio no Enafave: da esquerda para a direita, Sidney Gouvea (Petrobras/Com), Marcos Valério (Petrobras/Cenpes), Viviane Salathé (BR/GPQ), Paulo
Moreira (Solven), Geisa Leandra (BR/GPQ), Nelson Paim (Petrobras/Com), Jairo Guimarães e Rodrigo Ramos (Platina Química)
R$ 70 milhões. “Estamos investindo
na compra de maquinários para a
parafina e no aumento da tancagem de produtos a granel em nossa unidade da Bahia”, acrescenta
Jairo Guimarães.
Segundo ele, o grande desafio
é manter o que foi conquistado,
crescendo de forma objetiva e concreta, não abrindo mão da qualidade do serviço prestado. “Nosso
grande diferencial é que aliamos o
que a BR tem de melhor, que é sua
marca, sua força de negociação e
seu corpo técnico, com o que as
revendas têm de mais positivo: a
agilidade, a força de vendas e a
flexibilidade de mercado.”
Para ele, o apoio da Petrobras a
eventos desse porte é fundamental.
“O interesse demonstrado pela BR
ao patrocinar esse evento, consolida seu crescimento nesse mercado
e fortalece sua participação entre
os clientes e prestadores de serviços”, finaliza o diretor da Platina.
Para Paulo Sérgio Moreira, diretor da Solven Solventes e Químicos
Ltda., a participação da Companhia nesses eventos é importante para deixar patente que ela vê
o setor veleiro como fundamental
para o desenvolvimento e crescimento do seu negócio.
“Atualmente, o setor veleiro,
que movimenta US$ 350 milhões/
ano, consome aproximadamente
60% do total de parafina macro
produzida pela Petrobras. Temos
cerca de 600 fábricas registradas
nas juntas comerciais e outras 300
informais, apenas para velas votivas, consumindo aproximadamente 5 mil toneladas/ano de parafina
macro cristalina. Só o segmento de
velas decorativas, produzidas por
centenas de pequenos artesãos,
que está em franco crescimento,
consome 4 mil t/ano”, contabiliza
o executivo.
O diretor da Solven revela que
os negócios atuais com a Petrobras
Distribuidora são bastante diversificados e sólidos: a empresa compra, para comercialização e industrialização, parafinas – que usa
também na fabricação de emulsões para o segmento de madeira
reconstituída, no qual detém 40%
do mercado –, solventes hidrogenados, óleos de processo e acetatos, “o que representou um volume
de negócios, em 2007, da ordem
de R$ 40 milhões”, diz Paulo Sérgio Moreira.
A parceria com a BR começou
em 1995 para a produção de parafina em pó e tablete, na Bahia,
sendo consolidada em 2004 quando a Solven foi escolhida como
revendedora exclusiva da parafina
Petrobras para venda em determinados estados do Brasil.
A empresa tem duas unidades
industriais: em Dia D`Ávila (BA),
com capacidade para processar e
industrializar duas mil toneladas de
emulsão e 1.200 toneladas de parafina por mês, e em Hortolândia
(SP), local onde dispõe de parque
de tancagem para armazenar os
diversos solventes e óleos adquiridos da BR e utilizados também na
fabricação dos thinneres.
LUIS MARCELO FREITAS é o titular da Gerência de Produtos Químicos, cujo objetivo é distribuir e comercializar produtos
químicos, insumos e serviços para a indústria química, petroquímica e de petróleo. A gerência está apta a desenvolver, fabricar ou
buscar fontes alternativas de suprimento, quando isto se mostrar necessário. A GPQ tem como compromisso observar os melhores
prazos de atendimento e especificações para os clientes, com níveis adequados de rentabilidade. ([email protected])
52
AVIAÇÃO
Céu
de brigadeiro
A Petrobras Distribuidora renovou no final de 2007 o contrato com a Força Aérea Brasileira
(FAB) para o fornecimento de combustíveis de aviação. Entre janeiro e dezembro de 2008, a
BR abastecerá os 602 aviões militares da FAB com a previsão aproximada de 125,4 milhões
de litros de três tipos de combustíveis comercializados pela Companhia: querosene, gasolina
Foto Alexandre Loureiro
e querosene aditivado (BR Jet Plus).
Os combustíveis da Petrobras asseguram as operações dos aviões Hércules C -130, no território brasileiro e no exterior – inclusive na região Antártica
53
Abastecimento garantido
A FAB voa diariamente em missões diversas para qualquer ponto do país. O abastecimento pode
ocorrer tanto nas bases aéreas da
Aeronáutica operadas pela BR – Canoas, Santa Cruz, Campo dos Afonsos, Santos, Santa Maria, Cachimbo
e Anápolis – como em aeroportos
de grandes capitais ou até em missões especiais de resgate, presiden-
54
Abastecimento garantido em todo o país
ciais ou exercícios militares, realizadas em locais inóspitos nos diversos
ecossistemas do país.
“Esteja onde a FAB estiver, onde
houver Brasil, a BR está pronta para
fazer o abastecimento das aeronaves”, afirma Lídia Almeida, coordenadora da Carteira de Comandos
Militares da BR. Segundo Lídia, a
FAB é um cliente estratégico que demanda um atendimento personalizado, com foco na agilidade e na flexibilidade, por causa das operações
diferenciadas da aviação militar. “A
atuação da FAB tem particularidades. Um dia pode estar, por exemplo, em Tabatinga, na divisa com a
Colômbia, e no outro em Eirunepé,
no Amazonas, base do Projeto Sivam”, exemplifica.
A BR Aviation está presente em
100 aeroportos brasileiros, mas
para prestar o atendimento em locais
onde não está fisicamente presente,
Fotos Alexandre Loureiro
E
ssa estimativa de consumo é
cerca de 19% maior do que
o volume fornecido no ano
passado e representa 80% do consumo anual de combustíveis da FAB.
A previsão é da Diretoria de Material
Aeronáutico e Bélico (Dirmab), a divisão do Comando da Aeronáutica
(Comaer) responsável pelos contratos de aquisição de combustíveis de
aviação.
Apesar de representar uma fatia
de apenas 2% do mercado brasileiro
de combustíveis de aviação, a FAB
é um cliente importantíssimo para a
BR, pois são 36 anos de parceria.
As primeiras operações de aviação
na BR aconteceram em 1972 para
abastecer aeronaves militares da
Marinha e da FAB, com seus caças
Mirage, nas bases aéreas de Anápolis (GO) e do Galeão (RJ). Somente
tempos depois, a Companhia passou a atender também aeronaves
civis em todos os aeroportos nacionais.
“Uma parceria de décadas gera
credibilidade, não só no atendimento, mas na qualidade do produto”,
afirmou o coronel Eduardo Polônio,
da Divisão de Combustíveis da FAB.
“A BR Aviation normalmente está do
nosso lado, carrega nossa bandeira
junto, inclusive em questões de segurança nacional, e cumpre a missão até onde a Força Aérea vai, com
uma atuação irmã.”
Foto Alexandre Loureiro
AVIAÇÃO
Sargento André Rangel Coronel Eduardo Polônio
é necessário montar operações especiais. O combustível solicitado e o
equipamento para atendimento partem da base mais próxima possível
do local indicado pela FAB. Como
a Unidade de Abastecimento de
Aeronaves (UAA) não pode trafegar
por rodovias, em muitos casos seu
deslocamento é feito sobre um caminhão-prancha. Para atender a um
pedido da Esquadrilha da Fumaça
que iria se apresentar em Paranaíba,
interior do Mato Grosso do Sul, por
exemplo, a UAA teve que se deslocar
do aeroporto mais próximo, a 360
quilômetros daquele município.
“A BR Aviation tem atendido muito bem a todas as expectativas e
necessidades de abastecimento da
Esquadrilha da Fumaça nas diversas localidades”, afirmou o capitão
Mauro Massahiro Okabayashi, um
dos pilotos do grupamento de exibição. Segundo ele, apesar de ter
vários fornecedores homologados
para abastecer a frota, em locais
onde não há abastecedor credenciado a BR Aviation é acionada. “Essa
facilidade de entregar o combustível
em qualquer local para nós é importantíssima”, acrescentou.
Apoio estratégico
Com muitos equipamentos dedicados à FAB, a BR consegue apoiar
desde missões presidenciais, que
pelo caráter estratégico são comunicadas, às vezes, com um mínimo
de antecedência, até resgates de
acidentes aéreos em qualquer ponto
do país. Foram várias missões registradas nesses 36 anos de parceria
entre a BR e a FAB. Na opinião do
sargento André Rangel, há 15 anos
na Divisão de Combustíveis do Comaer, a operação mais difícil na qual
a BR apoiou a FAB foi o resgate das
vítimas do acidente com o Boeing
737-800 da Gol, que se chocou no
ar com um Legacy e caiu no interior
do Mato Grosso, em setembro de
2006. “Foram vários abastecimentos nossos e também do Exército,
que atuou na operação, em local
inóspito”, descreveu Rangel, acrescentando elogios à parceria com
a BR. “É a única companhia que
consegue nos atender nos piores
momentos”, relata o sargento, lembrando, por exemplo, um pedido
recente da Presidência da República
para colocar um caminhão de combustível no entroncamento de uma
rodovia próxima a Salvador para
abastecer o helicóptero presidencial
que passaria por lá em menos de 24
horas.
“Estamos presentes em aeroportos, notadamente na região Norte
do país, quase que exclusivamente para atendimento da FAB. É um
cliente que demanda ampla infraestrutura e capilaridade e a BR
detém uma malha de distribuição
capaz de garantir esse atendimento”, comenta Érica Saião, gerente
de marketing de revendedores e
aviação geral, responsável pelo
relacionamento comercial com a
FAB.
A BR apóia também o projeto
Proantar, convênio firmado entre o
governo federal e o Ministério da
Marinha, que tem a Aeronáutica
como responsável pelo transporte
de pessoas para a Base Antártica.
Outra atividade que requer da BR
uma logística especial é a Operação Cruzeiro do Sul (Cruzex), maior
exercício militar multinacional da
América Latina, que acontece a
cada dois anos. Em 2006, além
da FAB, a Cruzex III contou com a
participação das forças aéreas da
Argentina, França, Uruguai, Venezuela e Chile. Durante 12 dias,
as aeronaves participaram de um
conflito simulado, usando como
Foto FAB
AVIAÇÃO
A Forpça Aéra Brasileira opera em várias regiões do Brasil com o suporte da BR Aviation
base de abastecimento os aeroportos de Jataí (GO), Anápolis (GO),
Brasília (DF) e Campo Grande
(MS). “A operação de maior vulto,
aconteceu no aeroporto de Anápolis, com mais de 60 aeronaves
usando a base aérea e abastecimentos simultâneos feitos por oito
caminhões da BR Aviation”, destacou o coronel Polônio. A BR apoiou
todo o evento, que tem um ritmo
de abastecimento intenso, inclusive
fornecendo combustível para abastecimentos realizados em pleno ar.
A Cruzex IV está prevista para novembro deste ano em três estados
do Nordeste e terá apoio da BR.
Além de atender às bases aéreas
e diversos aeroportos com ponto
de abastecimento, a BR treina os
abastecedores da FAB nas normas
de segurança e meio ambiente referentes à atividade.
LICITAÇÃO
Em conseqüência da longa parceria e da importância do cliente,
a Gerência de Produtos de Aviação
(GPA) procurou criar sinergias e desenvolveu um programa de controle de movimentação de faturas de
produtos com a mesma metodologia que é adotada pela FAB, utilizando a mesma base de dados, que
é totalmente diferenciada de todos
os outros clientes de aviação.
Outra inovação da BR foi o sistema especialmente criado para participar do Pregão Eletrônico adotado
pela FAB para a compra de combustíveis. O programa armazena os
lances de todos os participantes, do
primeiro ao último, permitindo ver
a evolução do processo, além de
acompanhar as tendências do mercado e a reação da concorrência.
Além da BR, participaram da disputa outros dois concorrentes. Foram
licitados mais de 400 itens, divididos em três produtos distribuídos
em cada um dos cerca de 150 aeroportos e bases aéreas. O leilão é
presencial e os interessados comparecem no dia, hora e local previstos.
Em setembro de 2007, após mais
de um mês de negociação com o
pregão aberto, a BR conseguiu fechar mais um ano de fornecimento
para a FAB, conquistando 80% do
volume do cliente.
A Força Aérea é uma importante parceira no projeto “Combustível
Solidário”, em que 1% do faturamento do querosene aditivado BR
Jet Plus é destinado a 24 instituições,
que cuidam de crianças carentes,
localizadas no entorno de aeroportos de todo o país. Cerca de 45%
do volume do BR Jet Plus em 2007
foi consumido pela FAB e a expectativa do novo contrato é de quase
triplicar esse volume em 2008.
55
AVIAÇÃO
BR Aviation
Foto Banco de Imagens BR
amplia operações na
região norte do país
O início das operações próprias da BR Aviation em Ji-Paraná, no estado de Rondônia, reforça aposta da Companhia no atendimento da aviação regional
56
AVIAÇÃO
Com o início das operações de abastecimento em Ji-Paraná, no interior de Rondônia, chega
a 100 o número de aeroportos brasileiros atendidos pela BR Aviation.
A
BR Aviation realizou no final de março seu primeiro
abastecimento de avião
co­mercial na cidade de Ji-Paraná,
no interior de Rondônia. O início
das operações como fornecedora
regular de combustíveis de aviação no aeroporto atendeu à solicitação de dois clientes exclusivos
da BR Aviation: a Trip Linhas Aéreas e a Ocean Air Linhas Aéreas,
que apontaram a necessidade de
intensificar suas atividades e precisavam da presença do parceiro
fornecedor na base, visando ganhar competitividade nos serviços.
“A chegada da BR Aviation em
Ji-Paraná realça a parceria estratégica com a Trip, reforça a nossa
competitividade e aumenta a capilaridade da Petrobras, que resulta em um melhor atendimento
no interior do país”, afirmou José
Mário Caprioli, presidente da Trip
Linhas Aéreas.
Segundo Carlos Mauricio Coe­
lho de Moraes, gerente de Mar­
keting de Companhias Aéreas,
a presença física da BR Aviation
em Ji-Paraná consegue ampliar a
competitividade das companhias
aéreas regionais ao atender à
demanda de suprimento de combustível, considerado um insumo
de grande importância na cadeia
produtiva da aviação.
“O início da operação própria em Ji-Paraná, além de inserir
mais um aeroporto na rede da BR
Aviation, realça a importância da
aviação regional para a Companhia, pois significa a consolidação
da parceria com nossos clientes
exclusivos e a expansão da nossa
malha logística. A Petrobras Distribuidora não economiza esforços para atuar em todos os aeroportos onde estão seus principais
clientes e parceiros”, destacou o
executivo, que é responsável pelo
relacionamento comercial da BR
com as companhias aéreas nacionais, regionais e estrangeiras que
­atuam no Brasil.
Responsável pelas operações
da BR Aviation em 21 aeroportos
da região Norte, Luiz Henrique
Perez de Almeida – gerente de Aeroporto de Manaus, explica que a
operação da malha logística e de
suprimento na região Norte tem
suas complicações.
“Com poucas estradas e o cenário repleto de florestas e rios, a
aviação ganha importância vital
na região. E quando se trata de
transporte aéreo, as companhias
buscam a BR Aviation, justamente pelas facilidades logísticas que
oferece. O querosene de aviação
(JET A-1), por exemplo, é produzido na Refinaria de Manaus e
segue do Terminal de Porto Velho
por via rodoviária para Ji-Paraná”,
salienta o gerente.
Luiz Henrique atuou diretamente na adequação de suprimento e logística do aeroporto
de Ji-Paraná. Ele conta que ao receber a missão de abrir um novo
ponto de operações de combustíveis, no início de fevereiro, visitou
o local para conhecer as necessidades operacionais e encontrou
a Yuri Comércio de Combustíveis
Ltda., uma empresa revendedora
de combustíveis bandeira branca, que realizava o abastecimento das aeronaves na localidade,
inclusive da Trip. Enquanto fazia
o planejamento para implantação do sistema de distribuição de
combustíveis de aviação no local,
recebeu contato da empresa, que
ofereceu suas instalações para fazer o atendimento dos clientes e
demonstrou interesse em se tornar
uma franqueada da rede BR Aviation.
“A partir da negociação aberta,
visando ganhar agilidade no atendimento aos clientes, a Companhia decidiu pela integração desse revendedor à rede BR Aviation”,
explicou Luiz Henrique. Segundo
o gerente, a partir daí, a instalação foi tecnicamente avaliada
e adaptada para o atendimento
inicial, a equipe foi treinada nos
padrões BR Aviation de atendimento ao cliente e o aeroporto foi
dotado de um caminhão-tanque
abastecedor (CTA).
“Hoje, temos uma instalação adequada, de acordo com a
qualificação técnica da revenda
e com as necessidades exigidas
pelo mercado de aviação e pela
legislação em vigor”, salientou
Luiz Henrique.
FRANCELINO DA SILVA PAES é o titular da Gerência de Produtos de Aviação (GPA), cuja missão é distribuir produtos de
aviação Petrobras, atuando nos serviços de abastecimento de aeronaves e atividades correlatas. A unidade tem como objetivo
garantir a satisfação dos consumidores, com competitividade, rentabilidade e responsabilidade social. ([email protected])
57
FÓRMULA TRUCK
Laboratório
sobre eixos
Petrobras reúne
clientes e parceiros
para a etapa final
da Fórmula Truck
Foto Josemar Gonçalves
2007 em Brasília.
58
FÓRMULA TRUCK
59
FÓRMULA TRUCK
N
em a chuva fina intermitente que caiu sobre o
Autódromo Nelson Piquet
conseguiu tirar o brilho da festa
realizada em 15 de dezembro: a
nona e última etapa da temporada
2007 do Campeonato Brasileiro de
Fórmula Truck, que teve a presença
do presidente da Petrobras Distribuidora, José Eduardo Dutra.
Patrocinadora master do campeonato, a BR é a fornecedora oficial do combustível e do lubrificante
usados pelos competidores. Foram
nove etapas em 2007 – Cascavel,
Tarumã, São Paulo, Fortaleza, Caruaru, Goiânia, Curitiba, Campo
Grande e Brasília. Como faz em
todas as rodadas, a Companhia
montou um “hospitality center”
(HC): um tipo de camarote com
visibilidade total para a pista e es-
trutura de bufê para receber cerca
de 550 convidados. Além disso, a
BR franqueou o ingresso para mais
1.200 parceiros e clientes especiais
nas arquibancadas com direito a
lanche e camisetas.
“Maior patrocínio da BR na área
de esporte motor, a F-Truck tem
duas vertentes: além de estreitar o
relacionamento com clientes e outros públicos de interesse, serve de
laboratório para o desenvolvimento
de novos produtos. O Lubrificante
Tec Turbo, por exemplo, foi desenvolvido na Fórmula Truck e hoje
está disponível para o público consumidor”, salientou o presidente
José Eduardo Dutra.
Sob esse ângulo, o destaque de
2007 foi a utilização pela primeira vez do Diesel Podium Petrobras,
com adição de 2% de biodiesel.
A BR É A FORNECEDORA OFICIAL DO COMBUSTÍVEL e
Foto Josemar Gonçalves
do LUBRIFICANTE USADOS PELOS COMPETIDORES
Esse produto foi testado no início
de 2007 no dinamômetro dos organizadores da F-Truck em todas as
cinco marcas de diferentes motores
– Volkswagen, Ford, Scania, Volvo e
Iveco – que correm na categoria.
“É importante ter obtido a igualdade do desempenho do combustível em todos os motores, para não
privilegiar nenhuma das marcas”,
salienta Luís Fernando Meinicke,
gerente de Comunicação da Petrobras Distribuidora. O novo produto
proporcionou um aumento de 40
cavalos de potência nos motores,
com a redução de 20% da fumaça. “Essa é a nossa grande batalha aqui na Fórmula Truck. Queremos ter aumento de potência sem
aumentar a emissão de fumaça”,
acrescentou. O regulamento da
competição não abre mão do aspecto ambiental, por isso prevê a
desclassificação de caminhões que
estejam com índice de fumaça além
do permitido.
Visando garantir a segurança dos competidores que correm
com caminhões de quatro a seis
toneladas e motores de mais de
1.000 cavalos de potência, um radar eletrônico colocado num ponto estratégico do circuito acusa os
caminhões que passarem acima
dos 160 quilômetros horários no
trecho. O piloto que ultrapassar a
velocidade máxima permitida é punido. “Imagina como é difícil parar
um caminhão com esse peso e alta
velocidade no final de uma reta, em
uma situa­ção de emergência”, justificou Luís Fernando Meinicke.
B2 em 2008
O presidente da BR, José Eduardo Dutra, entregou o troféu ao campeão da temporada, Felipe Giaffone
60
Na temporada 2008, a BR manterá a adição de 2% de biodiesel ao
Diesel Podium fornecido à F-Truck,
assim como o fornecimento do
lubrificante Lubrax Tec Turbo, fun-
Foto J. Valpereiro
FÓRMULA TRUCK
damental para o desempenho e a
durabilidade dos mo­tores.
“Desde que desenvolveram esse
lubrificante, acabou a quebradeira de turbinas na Fórmula Truck.
Eu diria que nós temos o melhor
óleo lubrificante do Brasil e talvez
um dos melhores do mundo que é
o Lubrax Tec Turbo”, testemunhava
Aurélio Batista Félix, criador e presidente da Fórmula Truck, falecido
no dia 5 de março último, durante
o fechamento desta edição da Soluções BR.
A Petrobras Distribuidora registra com pesar o falecimento de
Aurélio.
Ele era um dos grandes nomes
da festa que dura um dia inteiro e
termina com a corrida. Aurélio Félix
fazia o público vibrar e aplaudir enquanto se revezava no volante dos
vários cavalos mecânicos, colocavaos para girar no próprio eixo e os
abandonava em movimento circular
em meio a uma nuvem de fumaça
causada pelo atrito dos pneus “fritando” no asfalto. Seu parceiro era
Jeferson Martins, o Jefão, piloto
malabarista que faz manobras sobre
as motos de arrepiar o público.
Descontração e negócios
Os grandes consumidores da
BR não poderiam faltar. Para Carlos Alberto Medeiros, sócio-diretor
da Taguatur, de Brasília, a Fórmula Truck é um espetáculo muito bonito. “Aqui a gente encontra
o pessoal com quem se trabalha
diariamente, mas num ambiente
informal. Às vezes até fazemos um
bom negócio, mas o importante
é a descontração e a união de
todos”, afirmou o empresário do
setor de transportes intermunicipais, dono de uma frota de 1.800
ônibus.
Jefferson Andrade, da Andrade Cavaletti Logística, de Brasília, trouxe a filha e o sócio para
o HC, o hospitality center da Petrobras Distribuidora na Fórmula
Truck. Segundo o empresário, a
ocasião é importante para fazer
contato comercial e aproximar o
relacionamento com alguns clientes como Sadia, Perdigão, Grupo
JBS-Friboi, Bertin, Kibon/Unilever,
que ele também convidou para a
festa.
Andrade destacou o Controle Total de Frotas (CTF), que tem
como principal vantagem eliminar
o dinheiro na compra de diesel da
Petrobras Distribuidora. “É muito
importante para nós porque acabou com o desperdício e reduziu
em 15% nossos gastos com esses
produtos”, resumiu o empresário,
que tem uma frota de 120 caminhões e presta serviços de logística
para empresas de porte nacional.
Assistindo pela primeira vez a
uma prova da Fórmula Truck, Celso Pinto, da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil
(Novacap), estava impressionado
com o tamanho e a beleza da festa. “É uma oportunidade para incrementar o relacionamento entre
as áreas comerciais das duas empresas”, afirmou o representante
de um dos grandes compradores
de produtos betuminosos para pavimentação. Segundo ele, a Novacap consome mensalmente entre
61
FÓRMULA TRUCK
70 e 100 toneladas para a manutenção e a conservação do asfalto
das vias urbanas de Brasília.
Sempre que pode, o superintendente de Geração Elétrica da Eletronorte, José Eduardo Fragomeni,
comparece à F-Truck. “Já estive
aqui no ano passado. Tenho boas
amizades dentro da BR do ponto
de vista cooperativo entre as duas
empresas. Observei que existe um
congraçamento entre os vários
clientes, já que pude encontrar
aqui a linha industrial, energética
e automotiva. É uma oportunidade
de conhecer os vários segmentos
de fornecimento da BR”, afirmou.
Grande final
A corrida teve um final eletrizante. A vitória coube ao piloto da
casa Geraldo Piquet, filho do tricampeão mundial de Fórmula 1,
Nelson Piquet. Ele largou em oitavo lugar e foi ganhando posições
até assumir a ponta, a duas voltas
do final, com a quebra de Roberval Andrade, que liderava a prova
Foto J. Valpereiro
Hexacampeão
dá show de velocidade
desde o início, mas não agüentou
a pressão de Piquet.
Já o campeonato de 2007 da
Fórmula Truck ficou mesmo com
o paulista Felipe Giaffone, da RM
Competições, que se consagrou o
melhor piloto da temporada. No
podium, Piquet e Giaffone receberam os respectivos troféus das
mãos do presidente da Petrobras
Distribuidora, José Eduardo Dutra. O campeo­nato de marcas da
F-Truck neste ano foi ganho pela
Volkswagen.
F-Truck 2008
O Campeonato Brasileiro de
Fórmula Truck 2008, que estreou
no dia 02 de março, em Guaporé (RS), fez uma justa homenagem
ao seu criador. A segunda etapa
da temporada, que se realizou
pela 12ª vez em Goiânia (GO),
no dia 06 de abril, recebeu o
nome de Aurélio Batista Félix.
CALENDÁRIO DE PROVAS
Expostas ao lado do HC da Petrobras, duas motos Honda
– CBR-1000 atraíram a curiosidade de quem passava pelo
local. Elas pertencem aos pilotos Gilson Scudeler e Pierre
Chofard, respectivamente, o hexacampeão brasileiro de motovelocidade e o vice-campeão das duas últimas temporadas. Eles distri­buíram autógrafos e fizeram uma demonstração ao vivo sobre suas máquinas que podem atingir uma
potência estimada de 200 cavalos e chegar a 300 km/h no
final de uma reta.
Scudeler anunciou seus planos de buscar o heptacampeonato em 2008 e parar de competir em 2009. “Vou continuar atuando como chefe de equipe e pretendo iniciar uma
formação para jovens pilotos. Será a fábrica de campeões”,
antecipou.
62
Guaporé (RS)
Goiânia (GO)
Caruaru (PE)
Fortaleza (CE)
São Paulo (SP)
Rio de Janeiro (RJ)
Campo Grande (MS)
Curitiba (PR)
Tarumã (RS)
Brasília (DF)
02 de março
06 de abril
04 de maio
31 de maio*
06 de julho
03 de agosto
14 de setembro
12 de outubro
09 de novembro
07 de dezembro
* ou 1° de junho (a confirmar)
A Petrobras é a única fornecedora de combustíveis e lubrificantes da F-Truck desde sua criação,
em 1996. A exemplo da sua atua­
ção nas demais categorias de esporte motor, a Companhia utiliza
as pistas como laboratórios para
testes e aprimoramento de seus
produtos.
FÓRMULA TRUCK
Crianças visitam autódromo
sobre moto que Jefão apresentou com exclusividade
para as crianças.
Luiz Mauricio Leal Vega, gerente regional de
Grandes Consumidores do Centro-Oeste (incluindo
o Triângulo Mineiro), comentou: “Nossa atividade é
comercial, mas todo negociador tem um lado humano. Essa ação reforça um aspecto positivo do relacionamento com a nossa carteira de clientes fora do
ambiente de trabalho.”
Fotos Josemar Gonçalves
Cerca de 100 meninos e meninas de 8 a 13 anos
visitaram o Autódromo Nelson Piquet e assistiram
aos treinos livres na véspera da corrida, a convite
da Petrobras Distribuidora. A iniciativa visa atender
compromissos da Companhia com responsabilidade
social e é repetida em todas as etapas da Fórmula
Truck. Segundo Maria de Fátima Brito, da gerência
regional de Grandes Consumidores do CentroOeste, responsável pela ação em Brasília, os jovens
fazem parte do Segundo Tempo, projeto social e esportivo do Ministério dos Esportes, operacionalizado
pelo SESC do Distrito Federal.
“A cada ano é escolhida uma periferia diferente. Essas crianças, por exemplo, se originam de duas
ocupações, a Vila Estrutural e a Vila Areal”, explicou.
Muito comportadas, todas ganharam camisetas, bonés, lanche e até autógrafos de pilotos, como Jefão
e Ana Lúcia, do Pace Truck (o caminhão-madrinha).
Além dos presentes distribuídos por César Augusto
Barbosa, da gerência de Fidelização, Promoção e
Merchandising, voluntariamente vestido de Papai
Noel, a surpresa final foi o show de malabarismos
63
CARAVANA SIGA BEM CAMINHONEIRO
Sucesso
itinerante
Em sua terceira edição, a Caravana Siga Bem Caminhoneiro se consagra como uma das mais
bem-sucedidas ações do segmento rodoviário e que carrega a bandeira social no combate ao
Foto Adriano Leal
abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.
Sucesso nas estradas: Caravana Siga Bem Caminhoneiro 2007 percorreu 20 mil quilômetros de rodovias, passando por 11 estados brasileiros
A
mais importante ação mer­
cadológica, voltada para
os postos Petrobras do
segmento rodoviário, é um sucesso consagrado nas estradas
do Brasil. Em seu terceiro ano, a
Caravana Siga Bem Caminhoneiro conseguiu, mais uma vez, aliar
responsabilidade social, educação no trânsito e promoções aos
sonhos e esperanças dos profissionais rodoviários, que disputaram os três caminhões Iveco, um
dos pontos altos desta iniciativa.
Dois caminhões foram sortea­dos
durante a Caravana, que pre­miou
64
ainda o vencedor do concurso
Caminhoneiro do Ano 2007 com
um terceiro caminhão, no valor de
R$ 250 mil.
Sorte ou pura coincidência, a
verdade é que quem fez a festa
nessa edição foram os profissionais do Sul do país. O primeiro
ganhador do sorteio do caminhão
Iveco Daily, realizado dia 5 de novembro, foi o gaúcho Sadir Paulo
Passi, de Sapucaia do Sul. O segundo caminhão saiu no dia 21
de janeiro para outro gaúcho, o
caminhoneiro Nelson Miro Conrado, da cidade de Taquara. Mas o
grande vencedor foi o paranaense
Alessandro Milesk, da cidade de
Reserva, que levou para casa um
caminhão Iveco Stralis zero quilômetro e o título de Caminhoneiro
do Ano 2007.
Os objetivos da Caravana vão
muito além das premiações. A causa social é que representa o espírito e a credibilidade deste projeto,
que tem como principais metas a
segurança nas estradas, os direitos à cidadania e ainda mobilizar
os caminhoneiros no combate ao
abuso e à exploração sexual de
crianças e adolescentes.
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nº28 - jan/fev - Petrobras Distribuidora