Nº 28 Ano 5 Janeiro/Fevereiro 2008 SoLUÇÕeS Br – nº 28 – ano 5 – Janeiro/Fevereiro 2008 Pacto de acidente Zero Mais segurança nas estradas brasileiras enerGia a força das PcHs tecnoLoGia nota fiscal eletrônica à vista P A L A V R A B R Todos os dias a Petrobras Distribuidora cumpre sua tarefa de receber, armazenar, distribuir e comercializar derivados de petróleo, mesmo nos pontos mais remotos do país. Nunca é demais lembrar que somos a única distribuidora presente em todo o território nacional. Este trabalho é realizado predominantemente por modal rodoviário, em estradas e rodovias muitas vezes em estado precário de conservação ou com alto índice de acidentes. Por isso mesmo redobramos nossa responsabilidade, tanto com a segurança dos profissionais das transportadoras contratadas pela BR, como com os demais usuários dessas estradas. Foi por isso que decidimos lançar o Pacto de Acidente Zero (PAZ). O objetivo do programa é sensibilizar motoristas, transportadoras e demais equipes envolvidas no transporte de produtos para a importância da prevenção de acidentes. Complementando a reportagem sobre o PAZ, trazemos também um estudo elaborado pela Confederação Nacional dos Transportes, o Plano CNT de Logística. Ele sugere alternativas para induzir o crescimento socioeconômico e a preservação da natureza, racionalizar o uso da energia no transporte, incrementar a multimodalidade e ampliar o número de terminais de integração e transbordo entre os diferentes modais. Com isso, a BR conjuga a responsabilidade social e ambiental com a preocupação com o desenvolvimento e a eliminação dos gargalos logísticos que ainda limitam o crescimento da economia brasileira. E não se pode ter crescimento econômico sem energia. Mas nem sempre a força de uma solução energética está no tamanho. A maior prova disso são as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), implantadas pela Brasil PCH, empresa da qual a BR detém 49% de participação, e que está ajudando a mudar o perfil da geração de energia elétrica ao diversificar a matriz energética do país. Falando em diversificação, a Petrobras Distribuidora também está participando de uma iniciativa de sustentabilidade ambiental, fornecendo etanol aditivado – combustível menos poluente – para abastecer um ônibus, que já circula, desde o fim do ano passado, pelas ruas do Grande ABC, em São Paulo. Estamos presentes ainda em outro projeto de vanguarda: a BR inaugurará, até o fim de 2008, o primeiro posto do Brasil capaz de abastecer veículos movidos a hidrogênio. A iniciativa faz parte do programa Ônibus Brasileiro a Hidrogênio, que tem por objetivo desenvolver tecnologias de produção e aplicação veicular de hidrogênio no Brasil, com emissão zero de poluentes. Foto Ana Limp BR leva paz às estradas José Eduardo Dutra Presidente da Petrobras D istribuidora Corporativo 3 Novos diretores na BR .................................................................. Entrevista 5 José Eduardo Dutra – Presidente da BR .................................................................. Responsabilidade Social P ublicação 9 Paz nas estradas 15 Um Posto em defesa da mulher Energias Alternativas José Eduardo Dutra DIRETOR DE MERCADO CONSUMIDOR 17 PCH: Pequena, mas poderosa .................................................................. Andurte de Barros Duarte Filho DIRETOR DA REDE DE POSTOS DE SERVIÇO Lubrificantes Reinaldo José Belotti Vargas 23 Lubrax, uma marca latina .................................................................. DIRETOR FINANCEIRO Nestor Cuñat Cerveró Etanol 26 Transporte público mais limpo .................................................................. Novos Tempos DIRETOR DE OPERAÇÕES E LOGÍSTICA Edimilson Antonio Dato Sant’Anna CONSELHO EDITORIAL 28 Era digital chega à nota fiscal .................................................................. Elastron Sumário P etrobras D istribuidora S.A. PRESIDENTE .................................................................. Alex Messias Antônio Carlos Alves Caldeira Érica Saião Caputo Francelino da Silva Paes Gilce Oliveira Sant’Anna Hévila Aparecida Arbex José Zonis Luis Marcelo Freitas Marco Antonio de Oliveira do Couto Sandra Braga Nery Thomaz Lucchini Coutinho GERENTE DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS Versatilidade em Impermeabilizante Paulo Otto Von Sperling 30 .................................................................. Tecnologia da Informação 35 Tecnologia da integração .................................................................. Clientes e Mercado 37 Nota 10 para os parceiros .................................................................. Abrafati 2007 45 Tudo azul no mercado .................................................................. Prêmio Assintecal 48 Incentivo a inovações .................................................................. Eventos 50 Bons negócios à luz de velas .................................................................. Aviação 53 Céu de Brigadeiro 56 BR Aviation amplia operações na região Norte do País .................................................................. Fórmula Truck 58 Laboratório sobre eixos .................................................................. Caravana Siga Bem Caminhoneiro 64 Sucesso itinerante 2 da GERENTE DE COMUNICAÇÃO Luis Fernando Meinicke GERENTE DE IMPRENSA Marcelo Siqueira Campos EDITORA Beatriz Cardoso REPORTAGEM Fania Rodrigues e Fernando Zaider REVISÃO Mariflor Rocha PROJETO GRÁFICO Marcelo Pires Santana / Paula Barrene de Artagão DIAGRAMAÇÃO Trama Criações de Arte PRODUÇÃO GRÁFICA Sérgio Murilo Silva Gomes FOTOS Agência Pedra Viva e Banco de Imagens Petrobras FOTO DE CAPA Paulo Mumia Produzida por Trama Criações de Arte Ltda. TIRAGEM 10 mil exemplares CORPORATIVO Novos diretores na BR Profissionais de carreira da Petrobras, os novos diretores de Mercado Consumidor, Andurte de Barros Duarte Filho, e da área Financeira, Nestor Cerveró, encaram com entusiasmo e Fotos Adriana Lorete determinação a missão de contribuir para a manutenção da liderança da Companhia. Time experiente: Edimilson Sant’ Anna, José Eduardo Dutra, Nestor Cerveró, Reinaldo Belotti e Andurte Duarte Filho na descontraída cerimônia de posse na sede da Petrobras Distribuidora C ontribuir para o crescimento contínuo da Petrobras Distribuidora: este é o compromisso assumido por Andurte de Barros Duarte Filho e Nestor Cerveró, ao tomarem posse das diretorias de Mercado Consumidor (DMCO) e Financeira (DFIN), no dia 5 de março, em solenidade descontraída realizada na sede da Companhia, no Rio de Janeiro. Os novos diretores são profissionais de carreira da Petrobras. O presidente da BR, José Eduardo Dutra, comandou o evento, ao lado dos diretores Reinaldo Belotti, da Rede de Postos e Serviço, e Edimilson Sant’Anna, de Operações e Logística, do ex-titular da DMCO, Marco Antonio Capute, que estava no cargo desde 1999, além de assistentes da diretoria e gerentes executivos da Companhia. “Na DMCO, pretendo dar prosseguimento a todo o trabalho feito pelo Capute, tocar uma série de novos projetos, perseguir números mais altos e administrar uma participação de mercado nesse nível de 55% que a BR tem hoje”, afirmou Andurte de Barros, que, até então, era titular da Gerência de Grandes Consumidores (GGC). Cerveró, por sua vez, ressaltou o ritmo de crescimento da Companhia e a satisfação por assumir o cargo. “Receber o convite de integrar essa equipe me orgulha muito. Principalmente neste momento extremamen- 3 CORPORATIVO Cerveró destaca competência e qualidade do corpo profissional da BR O ex-diretor Capute passa o bastão para Andurte, o novo titular da área de Mercado Consumidor te favorável, em que a BR apresenta uma perspectiva de crescimento com maior número de postos e novas aquisições”, salientou o novo DFIN, que nos últimos cinco anos esteve à frente da Área Internacional da Petrobras. “Tenho certeza de que a mesma competência e quali- dade de trabalho que encontrei na Petrobras, encontrarei aqui na BR também”, afirmou o executivo. No final da cerimônia, o presidente Dutra entregou os crachás de identificação da BR aos novos diretores. “Tenho certeza de que o Andurte dará continuidade ao proces- so que veio sendo feito pelo Capute nos últimos nove anos, contribuindo para que nossa empresa cresça ainda mais. E o Cerveró trará a experiência de mais de 30 anos de Petrobras para a BR, proporcionando um resultado ainda melhor para nós”, afirmou. Tratamento personalizado Esta é a proposta da nova ouvidora da BR, jornalista Geide Miguel, que tem como uma de suas metas “estreitar ainda mais a relação da alta administração com os parceiros estratégicos, que representam a marca da Companhia junto ao consumidor”. Ela assumiu em janeiro a Ouvidoria da Petrobras Distribuidora, um canal que busca garantir o exercício dos direitos dos diversos públicos da Companhia, como parceiros, clientes e consumidores. Geide Miguel pretende também buscar a melhoria de pro- 4 Geide Miguel vai buscar oportunidades de melhorias cessos e procedimentos internos. “A partir das demandas que recebemos procuramos fazer um diagnóstico qualitativo: muitas vezes um problema específico pode se mostrar recorrente”, garante. Ouvidora da Petrobras Transporte (Transpetro) entre agosto de 2004 e janeiro de 2007, Geide Miguel é bacharel em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica Campinas (PUC-Campinas) e tem especialização em Energia e Meio Ambiente pela Universidade Esta dual de Campinas (Unicamp). CONTATOS OUVIDORIA Geide Miguel [email protected] – (21) 3876-4313 Av. General Canabarro, 500, 16o andar, Maracanã, RJ. ENTREVISTA A hora e a vez do biodiesel José Eduardo Dutra Foto Ana Limp Presidente da PETROBRAS Distribuidora Obrigatório desde 1 o de janeiro deste ano, na proporção de 2% adicionado ao combustível, o biodiesel apresenta-se como uma solução atraente econômica e ambientalmente, na visão do presidente da Petrobras Distribuidora, José Eduardo Dutra. Por isso, uma das metas da BR é incentivar cada vez mais o uso desse combustível, em percentuais maiores do que o exigido, respaldada no sucesso de parcerias com grandes empresas. 5 ENTREVISTA Soluções BR – Qual o peso do segmento de grandes consumidores nos negócios da Petrobras Distribuidora? Dutra – É a área da empresa que tem o maior valor econômico agregado. É também uma área que reforça o relacionamento institucional da BR, já que entre os grandes consumidores estão as indústrias, os governos estaduais, municipais e federal. Além da importância econômica, ela tem o aspecto institucional que possibilita a aproximação da BR com os poderes constituídos. Soluções BR – Que ações podem ser feitas para melhorar o relacionamento da BR com esse segmento? 6 “A área de grandes consumidores da empresa, além de ter o maior valor econômico agregado, reforça o relacionamento institucional da BR, pois agrega indústrias, governos estaduais, municipais e federal” Foto Ana Limp Soluções BR – Como o senhor encara o desafio de comandar a BR? José Eduardo Dutra – Com entusiasmo, empenho e confiança. A BR é uma empresa, assim como a Petrobras, que pratica um modelo de governança corporativa bem “azeitado”. Numa empresa assim, o papel do presidente é liderar a equipe buscando atingir as metas do seu planejamento estratégico. O Plano de Negócios 2008-2012 tem metas bastante arrojadas como a ampliação da participação do mercado global, redução de custos, aumento da participação no mercado de GLP, aumento do índice de satisfação do consumidor automotivo, entre outras. Além disso, prevê investimentos de R$ 5,4 bilhões. Como eu disse em meu discurso de posse, se há uma palavra que possa definir a minha gestão à frente de BR, esta será CONTINUIDADE. Quero continuar o excelente trabalho que foi desenvolvido pelo Landim e pela Graça. Dutra – Além de desenvolver novos produtos e soluções tecnológicas, a BR tem procurado incentivar os grandes consumidores, particularmente a área industrial, no sentido de utilizar o diesel com percentuais de biodiesel maiores até do que o estabelecido pela legislação. Temos, por exemplo, contrato com empresas de ônibus de São Paulo, que já usam o B-30. E estamos incentivando governos estaduais e administradores municipais a buscarem autorização da ANP para utilização de percentuais de biodiesel superiores ao estabelecido em lei, para abastecer suas frotas. Assim, contribuirão para disseminar o programa do biodiesel e diminuir a poluição ambiental. Soluções BR – Que vantagens a BR adquire ao patrocinar pilotos, competições e eventos de esporte motor, especialmente a Fórmula Truck? Dutra – É importante ressaltar que a F-Truck é o maior patrocínio da BR na área de esporte motor. Ela tem duas vertentes. Uma é estreitar o relacionamento com seus clientes, à medida que você os traz a eventos como esse. Mas o principal é o caráter de laboratório de testes que essa prova possibilita para a BR. Aqui se desenvolvem novos produtos que depois são disseminados para o conjunto da população. O Lubrificante Tec Turbo foi desenvolvido para a Fórmula Truck e hoje já é comercializado. Então são dois aspectos: campo de provas para novas tecnologias e para o relacionamento com os nossos clientes. Soluções BR – Quais as perspectivas da Fórmula Truck para 2008? Dutra – Em 2007, introduzimos o B2, percentual de 2% no diesel que é fornecido para os caminhões da Fórmula Truck, contribuindo com a melhoria ambiental e a redução da emissão de fumaça. Com essa mudança, os caminhões obtiveram um aumento de 40 cavalos em sua potência e uma redução de 20% na emissão de gases poluentes. A perspectiva para 2008 é a introdução do B5, ou seja, a adição de 5% de biodiesel ao diesel utilizado, o que significa um avanço em relação à própria legislação que obrigou, desde 1o de janeiro último, a adição de 2% de biodiesel a todo diesel comercializado no país. Foto Bruno Veiga ENTREVISTA a BR tem procurado incentivar os grandes consumidores no sentido de utilizar o diesel com percentuais de biodiesel maiores até do que o estabelecido pela legislação 7 Foto Bruno Veiga ENTREVISTA mais de 300 jovens foram qualificados pelo senac através do programa Meninos a postos Soluções BR – O Sistema Petrobras tem forte preocupação com a questão da responsabilidade social e ambiental. A BR, seguindo essa linha, dá ênfase a uma série de projetos nessas áreas. Essa política será mantida? Dutra – Sim, sem dúvida. Está no plano estratégico da Petrobras Distribuidora que sua missão é “distribuir, industrializar e comercializar derivados de petróleo e seus correlatos com competitividade, rentabilidade e responsabilidade social e ambiental”. Sendo assim, a Companhia procura seguir e cumprir as leis e decisões governamentais sobre o meio ambiente e adota programas sociais que incentivem a geração de emprego e renda. Na área ambiental, por exemplo, nossa iniciativa vai desde comercializar um produto como a gasolina Podium, cujo desenvolvimento tecnológico permitiu que o teor de enxofre fosse de 30 partes por milhão (ppm), contra 1.000 ppm das outras gasolinas até a adoção de práticas como a racionalização de 8 energia nos postos; a reciclagem da água de lavagem e a utilização de energias renováveis, entre outras. Soluções BR – E na área social? Dutra – Além de destinar recursos para políticas públicas voltadas a crianças, adolescentes e famílias socialmente excluídas por meio dos Fundos para a Infância e Adolescência (FIAs), a BR busca proteger os trabalhadores das empresas com quem mantém relações comerciais. Nos contratos com nossos fornecedores há uma cláusula que veta o trabalho escravo e o uso de mão-de-obra infantil. Em alguns casos, eles são orientados ainda a elevar os indicadores sociais locais. Também há os programas sociais conduzidos pela Companhia, entre os quais destaco o Projeto Postoescola, considerado um dos principais projetos de responsabilidade social e alinhado ao Programa de Geração de Empregos do governo federal. Seu objetivo é a formação de mão-de-obra especializada, a fim de promover a inserção de jovens no mercado de trabalho, notadamente nos Postos Petrobras. Atualmente, já são 15 Postos-escola em operação nos estados do Rio de Janeiro, Paraná, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco, Brasília, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. Cerca de quatro mil pessoas foram capacitadas, de fevereiro de 2001 a julho de 2007. Temos ainda o Programa Meninos a Postos – Convênio Aprendiz, que promove a aprendizagem profissional dos jovens por meio de cursos no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e atividades práticas nas lojas BR Mania com o apoio dos franqueados, que auxiliam na orientação e educação desses jovens em situação de risco pessoal e social. Mais de 300 pessoas já foram formadas. Outro exemplo é o Projeto Cidadão Capaz, que é um programa de inclusão social iniciado em setembro de 2002, tendo como meta a inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Soluções BR – Que mensagem o senhor deseja passar para os grandes clientes? Dutra – Primeiro, agradecer por serem fiéis à Petrobras Distribuidora, que procura atendê-los do melhor modo possível, com eficácia e transparência. Desejamos que esse relacionamento se estreite cada vez mais, a fim de que possamos estar à altura de atingir suas expectativas e necessidades. E que suas demandas contribuam para que possamos desenvolver produtos mais modernos e com tecnologias cada vez mais avançadas para poder atendê-los. RESPONSABILIDADE SOCIAL PAZ Foto Divulgação nas estradas Pacto de Acidente Zero no Transporte Rodoviário de Produtos (PAZ) estabelece regras de conduta e segurança para todos os envolvidos no transporte de produtos da BR. Ao propor o PAZ para as transportadoras contratadas, a Companhia se engaja no combate à violência do trânsito nas rodovias, contribuindo também com um Plano de Logística para o Brasil, proposto pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). 9 RESPONSABILIDADE SOCIAL O programa Pacto de Acidente Zero no Transporte Rodoviário de Produtos (PAZ), lançado pela Petrobras Distribuidora no segundo semestre de 2007, é mais uma iniciativa de responsabilidade social e ambiental da empresa que, mensalmente, transporta mais de 3 milhões de metros cúbicos de combustíveis pelas rodovias nacionais. Todas as transportadoras contratadas que firmaram o pacto se comprometeram a cumprir as 14 regras de gestão aplicadas a estas empresas. A obrigatoriedade de realização de exames periódicos de saúde de seus motoristas e funcionários e a orientação de não realizar o transporte entre 22h e 5h da manhã são algumas exigências do pacto. Os motoristas também deverão fazer a sua parte: eles vêm passando por treinamentos para conhecer outras 18 regras criadas especialmente para lhes assegurar uma viagem tranqüila. O PAZ está sendo divulgado nas bases, terminais e demais instalações da BR, que promove rá Diálogos de Segurança e reu niões preventivas com as trans portadoras. “A BR tem uma grande preocupação com os profissionais que trafegam pelas rodovias e com os usuários dessas estradas entregando nossos produtos Brasil afora”, destacou Edimilson Sant’Anna, Diretor de Operações e Logística. “Daí a importância do PAZ: queremos atingir indicadores ainda melhores em Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS). Além de líderes de mercado, queremos manter a nossa liderança também em segurança no transporte de combustíveis.” Tristes índices De acordo com as estatísticas divulgadas recentemente pelo Ministério da Saúde, o trânsito mata quase 100 pessoas por dia no Bra- sil. Daí a necessidade de sensibilizar motoristas, empresas de logística e equipes envolvidas no transporte de produtos para a importância de seguir as regras do PAZ para prevenir acidentes. O pacto envolveu as 90 unidades operacionais da Companhia que expedem produtos por via rodoviária para todo o território nacional. A meta dos treinamentos, que era divulgar o PAZ para 85% do público alvo envolvido foi superada: mais de 95% dos cerca de seis mil motoristas hoje cadastrados na BR tomaram conhecimento de suas 18 regras. O PAZ é um programa de choque e de aplicação permanente, pois sempre haverá novos motoristas a serem treinados. Qualquer profissional que iniciar a prestação de serviços no transporte de produtos para a BR, a qualquer tempo, será informado do programa, que prevê eventos de reciclagem dos motoristas já treinados. AS REGRAS DO PAZ PARA OS MOTORISTAS 1 Obedeça os procedimentos operacionais no carregamento e na descarga, e o Código Nacional de Trânsito durante todo o trajeto. 11 Não viaje entre 22:00h e 5:00h nos casos de transferência, coleta ou entrega de longa distância (acima de 100 km). 2 Em caso de dúvida, pare o que estiver fazendo e fale com seu chefe. 12 Busque orientações específicas de seu chefe quando for inevitável viajar entre 22:00h e 5:00h. 3 Use o rotograma para ter uma viagem segura. 4 Pare quando estiver cansado. 5 Descanse em local seguro. 6 Cuide de seu caminhão para garantir uma viagem segura. 7 Informe ao seu chefe os problemas observados no carregamento, carga e descarga. 8 Somente dirija quando estiver em boas condições de saúde. 10 13 Não desvie de sua rota. 14 Reduza a velocidade na chuva, neblina, horário noturno, falta de sinalização e de acostamento ou em pistas com buracos. 15 Não ande próximo do veículo da frente. 16 Ligue imediatamente para 0800 24 44 33 em caso de acidente. 9 Não beba nem use drogas ao dirigir. 17 Preste atendimento imediato nas emergências: sinalize, auxilie no socorro às vítimas e controle vazamentos. 10 Não dê carona. 18 Calce o caminhão ao estacionar. RESPONSABILIDADE SOCIAL Foto Paulo Mumia POLÍTICA DE TRANSPORTE PLANEJADA A partir da realização de pesquisas em todos os segmentos de transporte, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) criou uma proposta denominada Plano CNT de Logística. O Pacto de Acidente Zero no Transporte Rodoviário de Produtos (PAZ) foi criado pela BR justamente para ajudar a melhorar a condição das rodovias e reduzir a violência nas estradas. As pesquisas feitas pela CNT aferiram as condições da infra- estrutura de transporte em todos os segmentos – ferroviário, rodoviário e aquaviário. Os estudos apontam os aspectos qualitativos e quantitativos do setor, que podem impedir ou facilitar a integração e a ampliação da matriz de transporte no país. “Trata-se de um conjunto de propostas de projetos de adequação, construção e recuperação da infra-estrutura de transporte, organizado sobre a forma de eixos, representando a segmentação e os fluxos macro e microrregionais do país”, destaca a entidade ao apresentar a proposta. O presidente da CNT, Clésio Andrade, salienta que é fundamental a redefinição dos parâmetros que norteiam a política de transporte do Brasil. “O atual cenário da infra-estrutura de transporte demonstra a necessidade de dois tipos de ações: as de caráter imediato e as intervenções estruturantes”, destaca o dirigente, ressaltando que o 11 Plano de Logística abre espaço para outros estudos de planejamento de transporte. De acordo com Clésio Andrade, o plano foi proposto pelos transportadores brasileiros visando identificar os principais gargalos e carências que devem ser enfrentados pelo país. “O Plano CNT de Logística é uma proposta de aprimoramento do transporte brasileiro e uma contribuição dos transportadores para o avanço do país. O que buscamos é um maior dinamismo, a otimização do transporte e a melhoria da conexão de pessoas.” A CNT pontua que, para que haja a consolidação de uma rede ampla e eficiente, o setor transportador brasileiro entende que são necessárias intervenções práticas e sistematizadas, de obras e de investimento para promover o crescimento equilibrado do país. “O objetivo do plano é identificar obras que, em curto, médio e longo prazos, possam adequar a infra-estrutura de transporte às demandas atuais e futuras de cargas e passageiros”, salienta o dirigente da CNT, para concluir: “Como operadores de todas as modalidades e conhecedores de suas maiores carências, o setor transportador brasileiro, por meio do plano, acredita que serão formulados estudos, análises e políticas que possibilitem ao Brasil atingir patamares mais elevados de efi ciência no transporte.” Distribuição da produção O plano baseia-se na estruturação de eixos de transporte, VOLUME MOVIMENTADO PELO TRANSPORTE RODOVIÁRIO Em toneladas Fonte: IDET. 2007 12 Foto Paulo Mumia RESPONSABILIDADE SOCIAL RESPONSABILIDADE SOCIAL Respondendo por 61,1% da movimentação de cargas no Brasil, O modal rodoviário é o principal indutor do crescimento da economia micro-regional 13 RESPONSABILIDADE SOCIAL DISTRIBUIÇÃO DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTE NAS REGIÕES DO BRASIL Fonte: CHT. 2006 que abrange um conjunto de ações de infra-estrutura de acordo com a produção econômica e a necessidade de distribuição dessa produção entre os centros consumidores e pontos de exportação. Na visão dos transportadores que contribuíram para este estudo, os projetos organizados nos Eixos do Plano CNT de Logística consolidariam um cenário ideal de rodovias, ferrovias, portos, hidrovias, terminais e aeroportos para atender às necessidades dos operadores e dos usuários dos sistemas de transporte brasileiros. O plano vai mais além do transporte, sugerindo alternativas para induzir o crescimento socioeconômico e a preservação da natureza, racionalizar o uso da energia no transporte, incremen- 14 tar a multimodalidade e ampliar o número de terminais de integração e transbordo. Essas iniciativas visam ainda defender as áreas de restrição e controle de uso do solo; aumentar a eficiência produtiva das áreas consolidadas; promover o desenvolvimento de áreas de expansão de fronteira agrícola e mineral; consolidar a economia micro-regional e a integração sul-americana. No modal rodoviário – que ainda é o principal indutor do crescimento da economia micro-regional, que responde por 61,1% da movimentação de cargas no Brasil –, o plano destaca a necessidade de adequação da estrutura rodoviária por meio de obras que assegurem a qualidade e a capacidade do tráfego nas rodovias brasileiras. Com uma extensão total de 1.603.131 quilômetros, a malha rodoviária tem uma par cela insuficiente de rodovias pavimentadas, apenas 10% do total, que estão distribuídas da seguinte forma: 58.152 quilômetros de rodovias federais, 115.393 quilômetros de rodovias estaduais e 22.735 quilômetros de rodovias municipais (CNT, 2007), sendo os governos responsáveis pela ampliação, conservação e manutenção da malha, conforme a respectiva jurisdição. Dos 84.382 quilômetros de rodovias avaliados na Pesquisa Rodoviária CNT 2006, 75,0% apresentam alguma deficiência no pavimento, na sinalização ou na geometria da via, o que compromete a qualidade e a segurança do fluxo de carga e de pessoas, restringe a integração com os demais modais e gera custos operacionais elevados devido aos problemas mecânicos que ocorrem nos veí culos de carga. A frota brasileira de veícu los rodoviários de carga é de 3.035.921 unidades, entre ca minhões unitários de carga, cavalos-mecânicos, reboques e semi-reboques, enquanto a frota de ônibus interestadual e de fretamento é de 38.332 uni dades. Segundo dados fornecidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a malha rodoviária brasileira tem um total de 173 terminais rodoviários equipados com instalações físicas de postos da ANTT, para atendimento de passageiros em viagens estaduais e interestaduais. RESPONSABILIDADE SOCIAL um posto em defesa da mulher Petrobras Distribuidora reafirma seu compromisso social ao levar para a rede de postos Foto Alexandre Brum de serviço uma campanha nacional de combate à violência contra as mulheres. O presidente da BR, José Eduardo Dutra, distribuiu o folder da campanha ao lado da ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres 15 16 violência contra as mulheres, como uma violação dos Direitos Humanos. Lei está sendo aplicada “Não queremos que a Lei Maria da Penha seja apenas mais uma: é inadmissível ainda termos que conviver com notícias de agressão contra as mulheres”, frisou o presidente da Petrobras Distribuidora, José Eduardo Dutra. Ele também destacou que é fundamental o comprometimento da sociedade nessa luta. “Cada vez que uma mulher é agredida todos perdem. É uma mãe que deixa de cuidar dos filhos, uma funcionária que falta ao dia de trabalho. Portanto, essa não é uma luta apenas das mulheres, mas de todos os cidadãos.” O presidente Sérgio Gabrielli, lembrou que a Companhia tem um conjunto de ações contra qualquer tipo de diferenciação e discriminação. “Estamos comprometidos com a criação de comissões para a denúncia da violência em geral e particularmente contra as mulheres. Essa campanha é uma forma de viabilizar uma ação mais direta contra algo tão condenável.” Em menos de um ano de vigência da chamada Lei Maria da Penha, mais de seis mil Medidas Protetivas de Urgência, uma inovação proposta pela legislação, foram concedidas: ou seja, milhares de mulheres deixaram de ser agredidas ou mortas em decorrência da apreensão de armas e o afastamento do denunciado do lar. “Diminuiu muito a reincidência da violência contra a mulher. A sensação de impunidade está acabando”, ressalta a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. A participação da BR conscientiza um público diversificado. “Muitos homens são atingidos nessa campanha nos postos. É importante que eles se engajem nessa causa e compreendam que a não-violência contra a mulher beneficia toda a sociedade”, observa a ministra. A diretora-executiva da Agende, Marlene Libardoni, conta que a campanha mundial pelo fim da violência contra as mulheres teve início em 1991 na preparação para a Conferência Mundial de Direitos Humanos que foi realizada em 1993, em Viena. “Hoje ela acontece simultaneamente em 135 países”, comemora. Foram distribuídos 650 mil folhetos em 155 postos Petrobras, em 15 capitais brasileiras Foto Alexandre Brum E ngajada na luta da nãoviolência contra as mulheres, a Petrobras Distribuidora se posiciona mais uma vez como uma empresa socialmente responsável: durante mais de duas semanas, a Companhia distribuiu 600 mil folhetos, que explicam as características da violência doméstica e familiar e mostram a conquista da Lei Maria da Penha (Lei Federal no 11.340), sancionada ano passado e que pune agressores com mais rigor. Esta ação, intitulada de “Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres” foi lançada no dia 25 de novembro, no Rio de Janeiro, sob o slogan “Está na Lei. Exija seus Direitos. Lei Maria da Penha”. Já é o segundo ano que a BR abraça a causa da mulher: os folhetos, que também informam o telefone da Central de Atendimento à Mulher, foram distribuídos em outros 155 postos da Petrobras, em 15 capitais brasileiras. Mostrando que a Companhia e os parceiros atuam de forma integrada em prol da sociedade, a Petrobras Distribuidora escolheu o Posto Hilário de Gouveia, na famosa praia de Copacabana, para dar partida na campanha. Os presidentes da Petrobras, José Sergio Gabrielli, e da Petrobras Distribuidora, José Eduardo Dutra, ajudaram na distribuição dos folhetos, acompanhados pela ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. O diretor de Rede de Postos de Serviço, Reinaldo Belotti, o gerente Executivo de Automotivos 3, Rogério Fuchs, e a coordenadora da ONG Ações em Gênero, Cidadania e Desenvolvimento (Agende), Marlene Libardoni, também formaram a linha de frente desta ação, que tem por objetivo chamar a atenção para a Foto Stéferson Faria RESPONSABILIDADE SOCIAL ENERGIAS ALTERNATIVAS PCH: Pequena, mas poderosa A Petrobras Distribuidora dá mais um importante passo para se consolidar como uma empresa de energia com os projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), que oferecem diversas vantagens em relação às grandes usinas, como o aproveitamento de cursos d’água menores, custos mais baixos e menor impacto ambiental. Até o final Foto Stéferson Faria de 2008, vão entrar em operação comercial 15 PCHs, em vários locais do país. Com capacidade instalada para gerar 30 MW, a PCH Santa Fé está localizada entre os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, no município de Três Rios 17 ENERGIAS ALTERNATIVAS A força de uma solução energética não está no tamanho. Maior prova disso é a criação pela BR da coligada Brasil PCH, responsável pela implantação de 13 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Goiás, que está ajudando a diversificar a matriz energética do país. Além de contribuir para a reestruturação deste segmento, as PCHs são mais um passo importante para a consolidação da Petrobras como companhia integrada de energia. “Uma das metas da BR é obter a liderança na geração distribuída de energias renováveis no Brasil”, afirma Renato de Andrade Costa, gerente de Negócios de Geração de Energia com Renováveis e Gás Natural (GNERG) da Gerência de Negócios de Energia (GNE). Segundo ele, as outorgas, ou seja, as autorizações para explorar esses empreendimentos, estavam nas mãos da iniciativa privada, que não conseguia deslanchar os projetos. “A BR vislumbrou uma oportunidade”, salienta o executivo, acrescentando que a estratégia escolhida para transformar os projetos de engenharia em realidade foi a de fazer parcerias com a iniciativa privada, que também geram valor para a Companhia. Foi concebido um modelo de O modelo de negócios das Pequenas centrais hidrelétricas está criando um novo mercado Foto Banco de Imagens BR de energia DE Pequenos e médios produtores governança corporativa para dar maior agilidade e transparência à implantação das obras, dentro do prazo estabelecido pela Eletrobrás, a qual desejava que a energia começasse a ser gerada em dois anos – ou seja, a partir de 2008. O modelo prevê o aporte de capital próprio, o financiamento dos projetos nos bancos de fomento, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e outros instrumentos para financiamento do equity (capital próprio). O diferencial do maior projeto de geração de energia da história da BR, segundo Renato, foi o modelo de financiamento e implantação, que tornou possível a obtenção de todo o capital necessário para os investimentos, envolvendo 13 obras simultâneas. “Para aprovar esse projeto pioneiro na diretoria da BR, fizemos em nosso planejamento uma análise técnica, econômica e financeira, considerando também os riscos existentes e as respectivas medidas mitigatórias”, afirmou Renato. Experiência consolidada Uma das metas da BR é obter a liderança na geração distribuída de energias renováveis no Brasil 18 A Brasil PCH conta com uma estrutura regional, formada por superintendentes que se reportam à diretoria na sede da empresa, no Rio de Janeiro, e cuidam das obras em cada estado (Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Goiás). Esse modelo de acompanhamento de obras gerou uma experiência que vai permitir à BR participar de outros projetos com os mesmos resultados ou até melhorando a capacidade de implantação. Além da contribuição significativa da BR para a diversificação da matriz energética, prevista no Pro- Foto Alex Ferro ENERGIAS ALTERNATIVAS A energia gerada pelas pchS, COMO A DE sANTA fÉ, é suficiente para o atendimento de unidades residenciais equivalentes a uma população de 3,5 milhões de pessoas 19 Fotos Banco de Imagens BR ENERGIAS ALTERNATIVAS Casa de força da PCH Bonfante grama de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), e consequentemente, para o sucesso do Programa de Aceleração do Crescimento do governo federal (PAC) na área de energias alternativas, a Petrobras Distribui- Tomada d’água da PCH Fumaça 4 dora continua prospectando novos negócios nessa área. “Com o modelo de parceria reconhecido no mercado, prospectamos vários projetos que estão sendo analisados na GNE. Nesse trabalho, com nossa experiência, estamos con- Das 13 PCHs em construção, 12 deverão estar concluídas até julho e uma deverá Foto Alex Ferro entrar em operação em outubro próximo Obras de construção da Pequena Central Hidrelétrica Santa Fé 20 Barragem da PCH Carangola tribuindo para melhorar a infraestrutura de geração de energia, criando empregos e estimulando o crescimento econômico”, afirma Renato. “O local para os interessados oferecerem projetos e buscarem parcerias com a BR é aqui”, complementa Kátia Cristina Pires de Mendonça, gerente de Vendas e Desenvolvimento de Negócios de Energia – PCH (GNE/GNERG/ GVDPCH). Segundo ela, o modelo de negócios das PCHs está criando um novo mercado de energia, de pequenos e médios produtores independentes de energia. Dos 3.300 MW contratados ao Proinfa pela Eletrobrás para produção de energias alternativas (eólica, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas), 1.100 eram destinados para PCHs. Desse total, quase 30% estão sendo atendidos por empreendimentos da BR. Além das 13 pequenas usinas da Brasil PCH, a BR também participa da construção de outras duas PCHs no estado do Tocantins, em sociedade com a Termoelétrica Potiguar (TEP), que vão gerar aproximadamente mais 30 megawatts. ENERGIAS ALTERNATIVAS Casa de força da PCH São Simão Barragem de terra da PCH Retiro Velho LOCALIZAÇÃO DAS USINAS DA BRASIL PCH PCH MW CIDADE ESTADO RIO Previsão Operação Comercial FUNIL 22,5 Dores de Guanhães MG Rio Guanhães MARÇO SÃO JOAQUIM 21,0 Alfredo Chaves ES Rio Benevente CARANGOLA 15,0 Carangola MG Rio Carangola 19,0 São José do Calçado / Bom Jesus do Itabapoana ES / RJ Rio Itabapoana CALHEIROS SANTA FÉ 30,0 Chiador, Santana do Deserto / Três Rios, Comendador Levy Gasparian MG / RJ Rio Paraibuna SÃO SIMÃO 27,0 Alegre / Muniz Freire ES Rio Itapemirim – Braço Norte Esquerdo BONFANTE 19,0 Simão Pereira / Comendador Levy Gasparian MG / RJ FUMAÇA 4 4,5 Dores do Rio Preto / Caiana ES / MG Rio Preto IRARA 30,0 Jataí / Rio Verde GO Rio Doce JATAÍ 30,0 Jataí GO Rio Claro RETIRO VELHO 18,0 Aporé GO Rio da Prata MONTE SERRAT 25,0 Simão Pereira / Comendador Levy Gasparian MG / RJ SÃO PEDRO 30,0 Domingos Martins ES Rio Paraibúna Rio Paraibuna Rio Jucu – Braço Norte ABRIL MAIO JUNHO JULHO DEZEMBRO 21 ENERGIAS ALTERNATIVAS Brasil PCH Fotos Banco de Imagens BR O pequeno município de Dores de Guanhães, no interior de Minas Gerais, serviu como cenário histórico para a implantação da PCH Funil, a primeira central hidrelétrica de pequeno porte construída pela Petrobras Distribuidora, que deu assim mais um passo para a sua consolidação como empresa de energia. Construída para aproveitar o potencial hidrelétrico do rio Guanhães, a PCH Funil iniciou a fase de testes no dia 2 de fevereiro e desde então está interligada à Cemig, a distribuidora local de energia elétrica. Este foi o primeiro empreendimento de uma série de 13 unidades contratadas pela Brasil PCH, empresa da qual a Petrobras Distribuidora detém 49% de participação societária. Além da BR, participam da Brasil PCH as empresas Araguaia Centrais Elétricas, BSB Energética, Eletroriver e Jobelpa. O custo das 13 usinas totalizará R$ 1,2 bilhão e representa o maior investimento da história da BR no setor energético nacional. As obras de implantação vão durar Vertedouro da PCH Funil em torno de dois anos e criaram, ao todo, cerca de cinco mil empregos diretos e 15 mil indiretos. A energia gerada pela potência instalada das usinas totalizará 291 megawatts (MW) e foi integralmente contratada pela Eletrobrás no âmbito do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa) – criado pelo Ministério de Minas e Energia para diversificar a matriz energética do país. Cada PCH está registrada como produtora independente de energia elétrica, por meio de resoluções da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e também obteve licenciamento ambiental, bem como a aprovação do BNDES para o seu financiamento. A energia gerada pelos empreendimentos é suficiente para o atendimento de unidades residenciais equivalentes a uma população de cerca de 3,5 milhões de pessoas. As obras se encontram em fase de conclusão. A segunda PCH a ser inaugurada será a de Santa Fé – uma das quatro maiores PCHs com participação da Petrobras Distribuidora. Com capacidade para gerar 30 MW, a PCH Santa Fé deverá entrar em operação em março na divisa entre os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, no município de Três Rios. Das 13 PCHs em construção, 12 delas deverão estar concluídas até julho e uma deverá entrar em operação em outubro próximo. “Todas as unidades estão entrando antes Vertedouro da PCH São Joaquim do prazo estabelecido no contrato de venda de energia com a Eletrobrás”, informa Fernando Homem da Costa Filho, presidente indicado pela BR na Brasil PCH. Localizadas em quatro estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Goiás), as 13 usinas aproveitam o potencial hidráulico de quatro subbacias hidrográficas nos rios Doce, Claro e Aporé (GO); Paraibuna (RJ e MG); Guanhães e Carangola (MG); Jucu, Benevente e Preto (ES), e Itabapoana (RJ e ES). Uma das vantagens das pequenas centrais hidrelétricas em relação às grandes usinas é o aproveitamento de cursos d’água menores a custos mais baixos e com menores impactos ambientais. Além disso, a energia é consumida na mesma região onde é produzida e não precisa trafegar por grandes distâncias. É o que se convencionou chamar de geração distribuída. Outra vantagem das PCHs é o desconto de 50% na tarifa de uso das linhas de transmissão. JOSÉ ZONIS é o titular da Gerência de Negócios de Energia, cujo objetivo é desenvolver a melhor resposta para a necessidade de energia de cada cliente. A unidade oferece produtos e serviços com alto grau de competitividade, qualidade e confiabilidade, dentro dos padrões adequados de rentabilidade.([email protected]) 22 LUBRIFICANTES Lubrax Uma marca latina A Petrobras Distribuidora está alçando novos vôos para consolidar a expansão de seus negócios internacionais na área de lubrificantes, com foco na América Latina. O “time” que Fotos Geraldo Falcão atua no exterior agora conta com um reforço extra nos serviços de suporte técnico e vendas. 23 LUBRIFICANTES P resente na Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai e Uruguai, além do Brasil, a linha Lubrax ganhou um importante “aditivo” para sua expansão no exterior. A Gerência Industrial (GEI) da Petrobras Distribuidora e a Área de Negócios Internacional (ANI) da Petrobras firmaram uma parceria para ampliar as atividades de suporte técnico, vendas e serviços, e reforçar a exportação nas unidades da Companhia que comercializam lubrificantes no exterior. O contrato dá respaldo às atividades de suporte técnico que a BR presta para a ANI, no apoio à produção, distribuição e comercialização de óleos e graxas lubrificantes nos países onde a Petrobras atua, através de suas unidades locais. Esse serviço é realizado pela Gerência Industrial (GEI), que responde pela produção dos lubrificantes das linhas Lubrax, Marbrax e Ferbrax, assim como pela Gerência de Grandes Consumidores (GGC), responsável pelas vendas e serviços pós-venda a clientes diretos no Brasil e exportação de lubrificantes. Atualmente, recebem esse suporte os mercados da Argentina e Colômbia (ambos com produção local de Lubrax), Uruguai e Paraguai, que recebem produtos exportados do Brasil, e o Chile, que comercializa os lubrificantes produzidos na Argentina. O contrato foi assinado pelo gerente executivo de Suporte Técnico aos Negócios, Abílio Ramos, pelo diretor de Operações e Logística da BR, Edimilson Sant’Anna e pelo ex-diretor de Mercado Consumidor, Marco Antônio Capute. “O acordo formaliza um suporte que já ocorre e que, nos últimos 24 A unidade de lubrificantes de Avellaneda, na Argentina, é exportadora de produtos BR anos, dá respaldo à expansão da linha Lubrax no exterior, seja através do aumento da exportação ou da produção local”, destaca Luiz Claudio Sanches, gerente geral de Abastecimento da INTER-TEC. Ele observa que essa parceria abre espaço para oportunidades em novos segmentos, além de reforçar a atuação da Companhia, a consolidação da marca e a fidelização de clientes. Rota de expansão A demanda do apoio técnico surgiu com a expansão do mercado de lubrificantes da Petrobras na América do Sul, a partir da compra dos ativos da Shell na Colômbia, Paraguai e Uruguai. A extensão deste apoio aplica-se também ao suporte técnico comercial, notadamente na área de serviços. Esse caminho já era trilhado pela Companhia desde 2001, quando a planta de lubrificantes da empresa Eg3, adquirida pela Petrobras na Argentina, foi preparada para a produção de Lubrax a partir de janeiro de 2002. Em 2003, a marca Lubrax ultrapassou mais uma fronteira, quando os produtos da linha passaram a ser produzidos também na Bolívia. Desde então, vários contratos de suporte técnico à produção de lubrificantes foram firmados entre a BR e cada unidade produtora, LUBRIFICANTES Os produtos Lubrax expostos na área de lubrificação da Estação de Serviços La Pampa, em Buenos Aires, atraem a atenção do consumidor para a cobertura de custos relativos a auditorias de processo, formulações e análises de produtos e qualificação de insumos. “Além do suporte à produção na Colômbia, havia necessidade também de um contrato corporativo que respaldasse as demais atividades, como fazemos em todos os países. Daí a decisão de fazer um novo acordo de suporte técnico”, diz Sanches. Padrão global Para assegurar que os padrões de qualidade dos lubrificantes produzidos sejam os mesmos em qualquer local, alguns quesitos devem ser cumpridos. “Temos que estar atentos não só à qualidade, como também aos segmentos de atuação, atendimento pós-venda, identidade visual e comunicação. Esse contrato busca manter o que cha- Caminhão-tanque abastecendo na unidade da distribuidora, em instalações da Petrobras Argentina mamos de ‘garantia de origem’, ou seja, por trás de cada produto há a segurança e o prestígio das marcas como Lubrax e Petrobras. Manter uma linha de produtos de qualidade é preservar e valorizar nossas marcas corporativas”, ressalta Luiz Cláudio Sanches. Hoje, as produções na Argentina e Colômbia já são suficientes para atender aos mercados locais. Além disso, a Argentina está produzindo acima do seu consumo, possibilitando atender também parte do mercado chileno. Apenas Uruguai e Paraguai importam todos os produtos do Brasil. A planta de lubrificantes da BR no Brasil ainda exporta uma pequena quantidade de produtos especiais para os mercados argentino e colombiano, como linha complementar que, pela especificidade, não é produzida localmente. Atualmente o Brasil exporta cerca de 800 m³/mês de lubrificantes para os países vizinhos. As marcas Lubrax e Marbrax têm maior participação no Uruguai (30%), Paraguai (20%) e Argentina (12%). 25 ETANOL Transporte público mais limpo Abastecido pela BR, ônibus movido a etanol circulará durante um ano pelas ruas da Grande Fotos Banco de Imagens BR São Paulo, dentro do “Projeto Best – Etanol para o Transporte Sustentável”. Estação de serviço de abastecimento montada pela BR para o evento de lançamento do ônibus movido a etanol, reforça busca de sustentabilidade 26 ETANOL A Petrobras Distribuidora par ticipará de uma importante iniciativa na busca de um transporte sustentável. A Companhia fornecerá etanol aditivado, combustível menos poluente, para abastecimento do ônibus que já circula pelas ruas do Grande ABC, em São Paulo, desde o final do ano passado. Desenvolvido pelo Centro Na cional de Referência em Biomassa (Cenbio) da Universidade de São Paulo (USP), dentro do “Projeto Best – Etanol para o Transporte Sustentável”, o ônibus vai circular durante um ano com produto experimental. A BR está montando um tanque aéreo de 15 mil litros, acoplado a uma bomba, na sede da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU/SP), para fornecer cerca de 10 mil litros/mês. Pela previsão do Cenbio, o veículo deverá rodar entre cinco mil e oito mil quilômetros nesse período, consumindo até 120 mil litros de etanol aditivado. Coordenado pelo Cenbio, o Projeto Best – que inclui outros parceiros, como Scania, Marcopolo, Copersucar, SPTrans, Única e Baff/ Sekab – quer demonstrar a viabilidade do uso do etanol no transporte público urbano. O projeto tem apoio da União Européia e da prefeitura de Estocolmo. Recentemente, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, andou em um ônibus similar, durante viagem à Escandinávia. Para o abastecimento inaugural, em 23 de outubro, a BR montou um miniposto de serviços, com bomba de combustível (mock-up) e testeira, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP). Ao lado do biodiesel e do hidrogênio, o álcool pode ser uma alternativa mais limpa para o transporte coletivo urbano do futuro. Daí a participação da Companhia em iniciativas como essa, no intuito de produzir e testar combustíveis menos poluentes. BR inaugura posto de hidrogênio Mais uma vez a BR sai na frente, buscando atender aos consumidores de novos combustíveis: a Companhia inaugurará até o fim do ano o primeiro posto do Brasil capaz de abastecer veículos movidos com hidrogênio. A unidade será localizada na sede da Empresa Municipal de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU/SP), em São Bernardo do Campo. A iniciativa faz parte do projeto Ônibus Brasileiro a Hidrogênio, lançado oficialmente em novembro de 2006. O objetivo é desenvolver tecnologias de produção e aplicação veicular de hidrogênio no Brasil, de forma a reforçar a criação de um novo mercado de transporte coletivo com emissão zero de poluentes. A instalação será capaz de produzir 120 kg de hidrogênio por dia, com uma pre ssão de 450 kg/cm2. Inicialmente, o posto abastecerá um ônibus, que durante seis meses circulará de forma experimental. A previsão é que o posto entre em operação no segundo semestre de 2008. Após os testes de funcionamento, do posto e do ônibus, serão iniciados os estudos para a operação comercial de mais três veículos. A Companhia assumiu esse desafio respaldada na experiên cia do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes), que atua na geração de conhecimento e desenvolvimento de especificações brasileiras dessa tecnologia. O projeto Ônibus Brasileiro a Hidrogênio é conduzido em parceria com o Ministério de Minas e Energia, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Global Environment Facility (GEF) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Ele está sendo implantado por um consórcio formado pela BR, AES Eletropaulo, Ballard Power Systems, EPRI International, Hydrogenics, Marcopolo, Nucellsys e a Tuttotrasporti. ANTONIO CARLOS ALVES CALDEIRA é o titular da Gerência de Grandes Consumidores, que tem como objetivo ser líderna comercialização de combustíveis e lubrificantes no mercado. A unidade destaca-se pela excelência na qualidade de produtos e serviços a clientes. A gerência tem como compromisso se antecipar às mudanças no perfil energético brasileiro e assegurar, de forma sustentável, um retorno adequado aos investimentos. ([email protected]) 27 NOVOS TEMPOS Era digital chega à nota fiscal A obrigatoriedade de emissão de nota fiscal eletrônica (NF-e) tem total apoio da Petrobras Distribuidora, uma vez que o documento digital vai assegurar maior transparência ao mercado de combustíveis, sendo, juntamente com a Certificação Digital e o Danfe, um passo O objetivo é aumentar a arrecadação, uma vez que a nota fiscal eletrônica (NF-e) vai facilitar a fiscalização, ao possibilitar a identificação dos sonegadores, e limitar sua atua ção. Os 26 estados brasileiros junto com o Distrito Federal concordaram com o novo sistema, fazendo com que a NF-e passe a ser obrigatória em todo o território nacional, a partir de abril. Inicialmente, ela vai atingir diretamente algumas classes de empresas, principalmente aquelas que são grandes contribuintes. Isso inclui refinarias, usinas de álcool e distribuidoras de combustíveis. “Apesar de não estarem obrigados a emitir as notas fiscais eletrônicas, os revendedores também estarão inseridos nesse processo porque a partir de abril de 2008, eles terão que verificar a validade das mesmas acessando o site www.nfe.fazenda.gov.br. O transporte dos produtos até os postos será acompanhado por um impresso chamado Documen- 28 Foto Arquivo Sindicom decisivo para a consolidação do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED). to Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (Danfe)”, destacou Rubem Rosário Matos, gerente executivo de Administração e Planejamento Tributário. A NF-e significa avanços não só do ponto de vista tecnológico, mas também administrativo e fiscal. O sistema possibilita agilizar o processo, reduzir a burocracia e os entraves administrativos, além de assegurar maior transparência, já que quaisquer irregularidades serão facilmente identificadas. Além NOVOS TEMPOS de melhorar a confiabilidade da informação e diminuir o risco de sonegação, a nota eletrônica vai reduzir custos das empresas, principalmente com emissão, guarda e recuperação dos documentos. Permitirá também a simplificação de obrigações acessórias – pois dispensará a Autorização para Impressão de Documentos Fiscais (AIDF) – e a maior agilidade dos serviços prestados nos postos fiscais estaduais. A ampliação da capacidade de atendimento, por causa de todas essas vantagens, vai exigir a modernização tributária nas três esferas de governo. Espera-se também um estímulo ao comércio eletrônico entre as empresas e o governo (B2G). Para o receptor, o novo modelo possibilitará a eliminação da necessidade de digitação nas notas fiscais na recepção de mercadorias e também um planejamento de logística mais eficiente devido ao conhecimento prévio das informações contidas no documento. Benefícios para o contribuinte vendedor (emissor da NF-e) • Redução de custos de impressão. • Redução de custos de aquisição de papel. • Redução de custos de envio do documento fiscal. • Redução de custos de armazenagem de documentos fiscais. • Simplificação de obrigações acessórias, como dispensa de AIDF. • Redução de tempo de parada de caminhões em postos fiscais de fronteira. • Incentivo ao uso de relacionamentos eletrônicos com clientes (B2B). Benefícios para o contribuinte comprador (receptor da NF-e) • Eliminação de digitação de notas fiscais na recepção de mercadorias, realizando automação através do processo B2B. • Planejamento de logística de entrega pela Esforços concentrados Para fazer frente a esse novo desafio, a Petrobras Distribuidora concentra os esforços na adequação ao Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), que promete tornar o processo comercial mais confiável, com a utilização da certificação digital, que garante maior autenticidade quanto aos dados enviados à Receita Federal e aos compradores. Portanto, as expectativas são as melhores possíveis. Benefícios para a sociedade • Redução do consumo de papel, com impacto em termos ecológicos. • Incentivo ao comércio eletrônico e ao uso de novas tecnologias. • Padronização dos relacionamentos eletrônicos entre empresas. • Surgimento de oportunidades de negócios e empregos na prestação de serviços ligados à nota fiscal eletrônica. Benefícios para as administrações tributárias • Aumento na confiabilidade da nota fiscal. • Melhoria no processo de controle fiscal, possibilitando um melhor intercâmbio e compartilhamento de informações entre os fiscos. • Redução de custos no processo de controle das notas fiscais pela fiscalização de mercadorias em trânsito. recepção antecipada da informação da NF-e. • Aumento da arrecadação devido à redução da • Redução de erros de escrituração devido a • Suporte aos projetos de escrituração eletrô- falhas de digitação de notas fiscais. • Incentivo ao uso de relacionamentos eletrônicos com fornecedores (B2B). sonegação. nica contábil e fiscal da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) (Sistema Público de Escrituração Digital – SPED). 29 ELASTRON Versatilidade Fotos Geraldo Falcão impermeabilizante 30 ELASTRON em impermeabilizante Produto asfáltico desenvolvido pela BR com tecnologia de ponta está sendo aplicado na impermeabilização de instalações da Petrobras. 31 ELASTRON P roduzido à base de poliuretano e asfalto, o que lhe garante uma gama de aplicações e maior durabilidade, o Elastron vem confirmando seu grande potencial como impermeabilizante e na proteção anticorrosiva e de isolamento térmico, podendo ser usado em instalações industriais e administrativas. A excelente qualidade do Elastron, com casos de mais de 10 anos de exposição às intempéries sem alteração nas suas características, permite o seu uso em obras de impermeabilização sem proteção mecânica (ponto de amolecimento de 160º C), o que é uma grande vantagem em relação aos produtos convencionais. A forma de aplicação também é um fator que permite a aplicação nas mais diversas situações: o produto é colocado a frio com pincel, rolo de lã e até mesmo com máquinas de spray (air-less). Maior prova disso são os clientes do próprio Sistema Petrobras, que têm adotado esta solução para impermeabilização de revestimentos industriais, pisos e outras aplicações em diversas instalações, devido à resistência física e química (sendo extremamente estável à exposição aos raios ultravioletas do Sol), versatilidade e facilidade de aplicação. Renan Gomes dos Santos Neto, profissional da Gerência de Tecnologia de Serviços de Pavimentação e Produtos Asfálticos ligada à Gerência de Comercialização de As- faltos (GCA), explica que o produto começou a ser aplicado nas próprias fábricas de emulsão da BR, como proteção anticorrosiva nos tanques de aço-carbono da fase aquosa, em contato direto com ácido clorídrico (que é extremamente corrosivo), bem como nos diques de contenção dos tanques de armazenamento de ácido. “Logo, o uso do Elastron passou a ser difundido para outras instalações da BR, como a Fábrica de Lubrificantes, em Duque de Caxias, na impermeabilização dos galpões de armazenamento”, diz Renan. Hoje, o produto é utilizado ainda na impermeabilização de todos os terminais da Companhia, e na proteção das bases de tanques de armazenamento, com o intuito de O Elastron tem amplo uso nas instalações da Transpetro, principalmente em tanques dos terminais e malha de dutos 32 ELASTRON O Sistema Petrobras tem adotado esta solução para impermeabilização de diversas instalações, devido à resistência física e química do Elastron evitar um dos problemas mais críticos: a corrosão da chaparia de fundo, devido à infiltração de água entre a base e o fundo do tanque. Solução da casa Atualmente, o produto tem am plo uso em unidades de todo o Sistema Petrobras: desde instalações da Transpetro (tanques dos terminais e malha de dutos) e refinarias (diversas unidades), a áreas administrativas, como o Edise, se de da Petrobras (impermeabilização de reservatórios de água e lajes de cobertura) e o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Melo (Cenpes), substituindo impermeabilizantes convencionais. “A escolha do Elastron para impermeabilização dos reservatórios de água do Edise mostrou ser a mais adequada para suportar as movimentações estruturais, além de sua flexibilidade na aplicação”, diz Renan. Tanto que o produto foi aplicado na laje de cobertura sem que fosse necessária a remoção da proteção mecânica da antiga impermeabilização. “Devido à resistência do produto, não foi preciso uma nova proteção mecânica, que acarretaria em sobrecarga.” Nas refinarias, o Elastron vem demonstrando sua eficácia na proteção de tubulações enterradas na RLAM (BA), no revestimento de rea tores da Reduc (RJ), proteção de taludes na RPBC (SP), impermeabilização de isolamento térmico na Unidade de Xisto (PR), entre outras instalações. Efeitos socioambientais Experiências bem-sucedidas são observadas em outras áreas, inclusive com efeitos socio-ambientais positivos. A Petrobras está obtendo bons resultados no uso do Elastron na proteção de isolamento térmico de tubulações externas na região do Alto Rodrigues (RN). O produto está substituindo o revestimento de alumínio dessas tubulações, que muitas vezes ficavam sujeitas a danos graves, devido à retirada irregular da cobertura de metal por pessoas do local, onde o alumínio tem múltiplos usos, inclusive em tetos de casas. “Além de evitar este tipo de ocorrência, o uso do Elastron permitiu também o emprego de mãode-obra local, gerando trabalho para a comunidade e redução de impacto ambiental”, diz Renan, contabilizando que em quatro anos já foram impermeabilizados mais de 50 km de tubulação, gerando renda para mais de 300 pessoas na região. THOMAZ LUCCHINI COUTINHO é o titular da Gerência de Comercialização de Asfaltos, cuja missão é administrar a venda de asfaltos e emulsões, agregando serviços aos produtos, de forma competitiva e rentável. A unidade procura se entrosar com as demais áreas para o sucesso do negócio, orientada pelo mercado e com foco no cliente. ([email protected]) 33 ELASTRON Atributos são o diferencial Este elastômero é um produto bicomponente, à base de poliuretano e asfalto que, após reação da mistura, forma uma membrana emborrachada, com aderência nos mais diversos substratos, como concreto, aço, madeira etc. “O poliuretano é o elemento que assegura as principais características do material como resistência mecânica (ponto de amolecimento de 160ºC) e resistência química (resiste a ácidos, soda cáustica etc.). O asfalto agregado, além de reduzir custos, contribui para melhorar as características do material, como autonivelamento e elasticidade”, explica Renan. Com mais de 13 anos de reconhecimento no mercado, o Elastron é produzido na Fábrica de Emulsões Asfálticas de São Paulo (FASFSP), unidade da Petrobras Distribuidora localizada em Diadema, que tem uma produção mensal atual de 25 toneladas deste elastômero. O produto está disponível em duas versões: o Elastron TR, versão convencional, forma uma membrana autonivelante, elástica, muito resistente e aderente, enquanto o Elastron TX, versão tixotrópica, não escorre quando aplicado em espessuras de até 6 mm. É ideal para superfícies inclinadas, verticais ou invertidas (tetos). Outra vantagem está na facilidade de aplicação, inclusive na hora de fazer reparos, uma vez que dispensa o uso de juntas, sendo ainda mais econômico – com uma pequena equipe é possível fazer a cobertura de grandes áreas – e com uma taxa de aplicação de até 12 m2 por minuto. Entre outros atributos estão a secagem rápida (possibilitando a aplicação de uma segunda camada, quando necessário, em minutos), o fato de ser um produto frio (dispensa aquecimento) e de seu processo de cura permitir que a área recoberta esteja apta para uso em 24 horas. 34 Características do Elastron curado Resistência à tração, ASTM D412, filme 2,5 mm Alongamento à ruptura, ASTM D14, filme 2,5 mm Resistência ao rasgo, ASTM D624-C Fadiga por dobramento, ASTM D430/73, aparelho De Matia Aderência ao concreto, Elcometro Ponto de amolecimento, ASTM D2398 – anel e bola Ponto de fragilidade, ASTM D 648 – temp. deflexão Permeabilidade vapor, ASTM E96, filme 2,5 mm a 38ºC Resistência ao intemperismo, var. máxima, 5400 Weather Ometer / ASTM D882, tração e alongamento Resistência à abrasão – perda de massa, ASTM D4060/84 – Taber Abraser CS 17 1.000 g/1.000 rev. Rigidez dielétrica, ASTM D 149/75 a 25ºC, umidade 50%, filme 1,0 mm Sólidos/volume Recuperação elástica, 5 minutos após extensão de 100% Dureza, ASTM D2240 a 25ºC 35 kgf/cm2 150 % 15 kg/cm 06 ciclos 24 kgf/cm2 160 ºC -50 ºC 0,06 PERMS 15 % 150 mg 15 kv/mm 90 % 98 % 50 shore A Tempos de aplicação do Elastron Mistura dos componentes: mecânica (3 min) ou manual (5 min) Trabalhabilidade ideal: 30 min Tempo de aplicação: 60 min Secagem ao toque: 4 h Intervalo máximo de aderência entre demãos: 6 h Cura completa: 24 h Obs.: Tempos definidos em laboratórios a 25oC. TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Tecnologia DA integração Software inovador capaz de automatizar e integrar todos os processos de compra e faturamento, desenvolvido pela Gerência de Tecnologia da Informação (GTI) da BR, faz rodar o “motor” da megaparceria entre a Vale e a Petrobras Distribuidora, para fornecimento anual de 1,807 bilhão de litros de óleo diesel, óleo combustível e gasolina Foto Vale em 80 pontos espalhados pelo país, durante cinco anos. Tecnologia desenvolvida pela BR resultou em contrato de cinco anos, no valor de R$ 11 bilhões, para fornecimento de combustíveis a todos os modais de transporte da Vale , inclusive as ferrovias, como a Estrada de Ferro Carajás, um dos principais meios de escoamento da produção da mineradora 35 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO U ma poderosa ferramenta tecnológica está sendo utilizada na execução de uma tarefa hercúlea: assegurar o fornecimento, durante cinco anos, de 1,807 bilhão de litros de óleo diesel, óleo combustível e gasolina, para 80 pontos de abastecimento da Vale, espalhados pelo Brasil. Entre os clientes grandes consumidores da BR, a mineradora é responsável pela compra do maior volume de combustíveis – entre óleo diesel, óleo combustível e gasolina. Esta gigantesca operação, que vai gerar cerca de 600 empregos diretos, vem sendo realizada com sucesso pela Petrobras Distribuidora graças a um software exclusivo e inovador desenvolvido pela Gerência de Tecnologia da Informação (GTI). Ainda que invisível a olho nu, esta solução, capaz de automatizar e integrar todos os processos de compra e faturamento, foi um fator decisivo para a Companhia fechar, em 2006, um contrato de R$ 11 bilhões – o maior da BR, equivalente a 5% do faturamento anual da Companhia – e tornar-se fornecedora exclusiva de combustível da mineradora, em todas as suas atividades no país. PROJETO PREMIADO Luiz Gustavo Dias de Oliveira, da equipe de Ambiente e Integração da GTI, salienta que o uso dessa tecnologia vai possibilitar a automatização e integração dos pedidos de compra e envio de notas fiscais à Vale. “Em um cenário de globalização e freqüentes mudanças do mercado, as empresas precisam estar alinhadas com este novo mundo, onde rapidez e a qualidade da informação são fundamentais”. A ferramenta tecnológica automatiza todo o processo de fornecimento de combustíveis Foto Rogério Reis BR para 80 pontos de abastecimento da Vale Segundo ele, a evolução contínua dos sistemas de informação obriga as empresas a se renovar, tanto em suas estruturas organizacionais, como no planejamento de seus negócios, custos, sistemas de comunicação e escolhas de tecnologias. “Esse é o nosso desafio para levar os combustíveis aos 80 pontos de fornecimento espalhados pelo país, nos segmentos de mineração e siderurgia, principalmente”, destaca. Ele faz questão de frisar que um dos principais objetivos é o alinhamento estratégico com os negócios e serviços da BR. “Para dar suporte a tantas demandas foram desenvolvidos projetos usando as mais recentes e diferentes tecnologias como: WebServices, Plataformas de Integração, SSL, XML, SMS, tecnologias Web, Protocolos de Comunicação, Linguagens de Programação e Bancos de Dados”, conclui Luiz Gustavo de Oliveira, lembrando que o projeto de integração ficou em o 2 lugar no Prêmio InfoCorporate 2007, na categoria Comércio e Distribuição. A Gerência de Tecnologia da Informação (GTI) vem desenvolvendo ferramentas para automatizar e integrar todos os processos de compra e faturamento 36 CLIENTES E MERCADO Nota 10 para os parceiros Onze empresas são destaque na quarta edição do prêmio “Cliente Nota Dez”, uma iniciativa da Gerência de Produtos Químicos (GPQ) que, mais do que avaliar seus clientes, nos diversos segmentos deste mercado, busca reforçar as relações e contribuir para o Foto Playmovie Produções desempenho dos seus parceiros comerciais. Paulo Cesar T. Meirelles, gerente de Produtos Químicos para Indústria de Petróleo; Marco Antonio Vaz Capute, ex-diretor de Mercado Consumidor; o homenageado Robinson de Andrade (Petrobras); Antônio Carlos A. Caldeira, atual gerente executivo de Grandes Consumidores e Klaus Nolte, gerente de Supply House 37 CLIENTES E MERCADO T odo cliente é dez para a Petrobras Distribuidora. Mas há aqueles que, atuando em fina sintonia e com os mesmos princípios que regem todos os negócios da Companhia, se sobressaem na relação de parceria, ajudando a consolidar uma trajetória de sucesso. Foi para esses parceiros da excelência que a BR criou o Prêmio Cliente Nota Dez: uma forma de reconhecer, publicamente, aqueles que se destacaram não somente nas relações comerciais, mas, principalmente, por seu desempenho e resultados nos negócios. O prêmio busca avaliar, por meio de critérios técnicos e financeiros pré-definidos, os clientes que se destacaram em todos os segmentos do mercado atendidos pelas Gerências de Segmento – Químicos para Tintas, Adesivos e Borrachas ambas do segmento de petróleo. Todas elas demonstraram seu valor e receberam nota dez por sua atuação em 2007. O ex-diretor de Mercado Consumidor (DMCO), Marco Antonio Vaz Capute, e o atual gerente executivo de Grandes Consumidores e ex-gerente executivo de Produtos Químicos, Antonio Carlos Alves Caldeira, participaram da solenidade de entrega do troféu Cliente Nota Dez 2007, que reuniu os principais parceiros da Petrobras Soluções Químicas. O ex-diretor falou dos grandes desafios da DMCO, seu peso no faturamento da Companhia, as metas esperadas e as perspectivas para 2008, destacando também outras ações de relacionamento com o objetivo de reforçar os laços com os parceiros, em todas as áreas do mercado consumidor. o prêmio tem como objetivo estreitar a relação de parceria dos clientes com a br (GQTAB), Química Fina & Agronegócios (GQUIF), e Químicos para Indústria de Petróleo (GQPET) e pela Gerência de Supply House (GESH). Em sua terceira edição, 11 empresas, incluindo a Petrobras, foram reconhecidas por sua parceria e fidelidade no relacionamento em 2007, durante a festa de premiação realizada no dia 28 de novembro, no Rio de Janeiro. Os destaques do ano foram: Amaggi, Copebrás, Dow Corning, Produquímica, Syngenta, clientes da GQUIF; Basf (cliente comum GQUIF/GQTAB), Borrachas Vipal, Ceras Johnson, Sherwin Williams e Unilever, atendidas pela GQTAB, e a Petrobras, cliente hors-concours das gerências Supply House (GESH) e Químicos para Indústria de Petróleo (GQPET), 38 Ao destacar a importância da iniciativa para entender melhor as demandas dos clientes, Antonio Carlos Alves Caldeira explicou aos convidados o porquê da nova marca – Petrobras Soluções Químicas –, além de discorrer sobre os principais objetivos estratégicos da Gerência de Produtos Químicos (GPQ), o desenvolvimento conjunto de soluções BR para clientes e os serviços e produtos desenvolvidos em 2007 para cada segmento de negócio. Aferição sistemática O objetivo do prêmio é estreitar a relação de parceria dos clientes com a BR; identificar perfis e potenciais dos clietes; reconhecer aqueles que tiveram o melhor desempenho, em cada gerên- cia de segmento; e contribuir para a melhoria contínua dos resultados gerenciais das duas empresas. Além de ser um importante mecanismo na fidelização de clientes, o prêmio é também uma oportunidade para a Petrobras Soluções Químicas conhecer mais de perto as necessidades de seus parceiros, de forma a criar produtos e serviços diferenciados. São utilizados fatores comerciais e financeiros na avaliação e ponderação dos cinco clientes de maior pontuação total de cada segmento da GPQ. Faturamento, volume de vendas, tempo de relacionamento do cliente, potencial para desenvolvimento de novos negócios, parcerias, flexibilidade para alterar as condições (quantidades, preços e prazos) são alguns dos fatores comerciais avaliados. Entre os fatores financeiros pesam aspectos como incidência, relevância de atrasos, de débitos, problemas no mercado, qualidade das garantias – solidez e liquidez. Ciente da importância de cada área reforçar sua relação com o cliente, a GPQ informa aos gerentes de segmento e profissio nais de vendas a classificação final de seus clientes, os quais recebem a notícia da premiação diretamente dos profissionais de vendas da GPQ que os atendem. Cada empresa premiada recebe um troféu e um diploma com os dizeres: “A Petrobras Distribuidora S/A destaca a empresa (nome da empresa vencedora) como Cliente Nota Dez” Os gerentes Mário Richa de Sá Barreto (GQTAB), Viviane Salathé (GQUIF), Paulo Cesar Meirelles (GPET) e Klaus Nolte (GESH) entregaram os prêmios aos clientes de seus segmentos de negócios. Foto Playmovie Produções CLIENTES E MERCADO Foto Playmovie Produções Viviane Salathe, gerente de Química Fina e Agronegócios; Sebastião Cunha e Ricardo Fornel, da empresa homenageada Dow Corning; Antônio Carlos A. Caldeira, atual gerente executivo de Grandes Consumidores; Leda Amaral, da Dow Corning, e Wagner Belmont, assessor comercial da Petrobras Distribuidora O gerente de Compras da divisão Sherwin Williams/Sumaré, Hermes Antônio Campos; o assessor comercial da BR, Celso Afonso Materna; Rui Cipriano Toloza, da Gerência de Compras da divisão Sherwin Williams/Sumaré; o gerente de Quimicos para Tintas, Adesivos e Borrachas da BR, Mário Richa de Sá Barreto; o gerente de Compras da Sherwin Williams/Lazzuril, Fernando Malvezi; o assessor comercial da BR, Jackson Rocha Franco e o gerente de Desenvolvimento de Soluções Quimicas da BR, Luiz Claudio Mandarino Freire 39 ClIENTES E mERCAdO HOMENAGEADAS OS PRêMIOS FORAM RECEBIDOS PELOS SEGUINTES REPRESENTANTES DAS EMPRESAS: Tintas Decorativas da Basf Eugenio Luporino Neto Diretor de Marketing Borrachas Vipal S/A Rodrigo Antonio Paradinha Analista de Suprimentos Ceras Johnson Luciana R. Antonio Copebrás Produquímica Augusto Juan Bernardi José Francisco vasconcelos v Gerente de Suprimentos Estratégicos Walquiria Escobar Montaldi Gerente de Produção Gerente Comercial Eduardo Morales Gerente de Supply Chain Anglo American Brasil Syngenta José Roberto Nucci Líder de compras Supply Brasil Dow Corning Key Buyer Ricardo Fornel de Oliveira Mauricio Mendes Gustavo Sassi Gerente de Suprimentos e Logística Diretor de Operações para América Latina Procurement Manager Sherwin-Williams/Sumaré Hermes Antonio de Campos Gerente de Compras Ruy Tolosa Comprador Fernando Malvezi Petrobras Lêda Amaral Gerente da conta BR Unilever Brasil Josué Alves da Silva Supply Management Foto Playmovie Produções Chefe de Suprimentos Divisão Lazzuril Sebastião Cunha Gerente Comercial e de Processos o Prêmio Cliente Nota 10 hoje constitui um importante diferencial para os parceiros da Petrobras distribuidora 40 Carlos André Campos Ayres Gerente-geral da Unidade de Serviço de Apoio Robinson de Andrade Gerente setorial de Operação e Manutenção de Equipamentos de Infra-Estrutura Foto J. Valpereiro ClIENTES E mERCAdO CLIENTES NOTA 10 defensivos agrícolas: syngenta Foto Cris Isidororo Uma das líderes mundiais na área de agribusiness, comprometida com a agricultura sustentável através de inovação em pesquisa e tecnologia, a Syngenta destaca-se na proteção de cultivos, ocupando a terceira posição no ranking do mercado de sementes de alto valor agregado. Com vendas de aproximadamente US$ 8,1 bilhões em 2006, a empresa emprega cerca de 20 mil funcionários em mais de 90 países. No Brasil, onde desenvolve projetos de responsabilidade social e ambiental, inclusive em parceria com a Petrobras (Programa Jovem Aprendiz), a Syngenta vem se consolidando como um dos maiores clientes da BR no segmento de defensivos, com parceria marcante no processo de logística integrada e controle de estoque de matéria-prima (óleo mineral – OPPA). agronegócios: amaggi exportação e importação Empresa líder do Grupo André Maggi, com atuação nos estados de Mato Grosso, Rondônia, Amazonas, São Paulo e Paraná, a Amaggi, criada em 1977, dispõe de infra-estrutura para comercializar, armazenar, processar, transportar e fomentar a produção de soja através de recursos ou insumos. Com foco na qualidade de seus produtos, os armazéns, fábricas e portos da empresa possuem a certificação de Boas Práticas de Fabricação (BPF) e princípios de APPCC (Análise de Perigo e Pontos Críticos de Controle), além de certificação ISO 14001, que creditou todos os armazéns e a indústria da Amaggi, localizados no Corredor Noroeste de Exportação. A qualidade e a garantia de fornecimento é o fator relevante no relacionamento com a BR, que fornece hexano grau alimentício, utilizado pela Amaggi no esmagamento da soja para produção de óleo e farelo nas unidades de Rondonópolis (MT) e Itacoatiara (AM). fertilizantes fosfatados: copeBrás A Copebrás Ltda. é uma empresa de capital nacional fundada em 1955, para suprir a indústria nacional com negro-de-fumo, matéria-prima utilizada na indústria de pneus, borrachas e plásti- cos. Ao longo de sua história, a empresa vem diversificando suas atividades para acompanhar o desenvolvimento econômico do país, e hoje se destaca na produção de fosfatos, tanto para a área de limpeza e outros, como para a agricultura, com uma ampla linha de fertilizantes fosfatados e matérias-primas para a indústria de alimentação animal. Há 15 anos tem parceria com a BR, que nos últimos anos vem respondendo pelo fornecimento exclusivo de combustíveis e, desde 2005, pelo fornecimento de enxofre. fertilizantes, ingredientes para alimentação animal, tratamento de água e efluentes, galvanoplastia: roduquímica Fundada em 1965, a Produquímica iniciou suas atividades no ramo de produtos químicos, produzindo sulfato de cobre para indústrias de alimentação animal, fertilizantes e galvanoplastia. Com o desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias na produção de nutrientes, a empresa ampliou seu portfolio de produtos químicos, micronutrientes para composição de fertilizantes e alimentação animal. Posicionada entre as maiores empresas do setor de química inorgânica, 41 a Produquímica é um dos principais clientes de enxofre da BR (10 mil t/ano), iniciando recentemente negociação para distribuir também a linha de óleos agrícolas da Companhia. indústria química: dow corning do Brasil Foto rogério reis Criada em 1943, com o objetivo de explorar a química do silício, a Dow Corning hoje fornece soluções para atender às necessidades de mais de 25 mil clientes. Empresa multinacional de grande porte e líder tecnológica em soluções à base de silicones, sua experiência em química analítica a habilita a oferecer soluções na área de materiais, destacando-se no desenvolvimento, manufatura e desempenho dos polímeros do silício em vários campos de aplicação do dia-a-dia. Desde 2002 tem um Acordo de Cooperação Tecnológica com a BR, que resultou no desenvolvimento de produtos de ponta, como a Linha Evolua para embelezamento de carros, formulações de antiespumantes para a área de E&P e para o mercado agrícola. 42 plásticos e Borrachas: Borrachas vipal s/a Empresa 100% brasileira, fundada em 1973, em Nova Prata (RS), o Grupo vipal é líder no mercado nacional nos segmentos de plásticos e borrachas. Ele vem conquistando espaço no mercado internacional com um portfolio diversificado de produtos, entre os quais, materiais para banda de rodagens e toda linha para a reforma de pneus, pisos laminados, forros, divisórias e esquadrias em PvC, entre outros. O mercado, que é atendido atualmente pelas unidades fabris do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Pernambuco, vai ter uma nova frente de fornecimento no Nordeste, pois a vipal deve concluir, até junho deste ano, as obras da fábrica em construção no município de Feira de Santana (BA). No exterior, a empresa comemora a entrada em operação da unidade fabril instalada na Cidade do México. Parceira de primeira hora da BR – desde sua fundação, em 1973 –, a vipal recebeu o prêmio Cliente Nota Dez pelo quarto ano consecutivo. Foto Cris Isidororo ClIENTES E mERCAdO domissanitários: ceras Johnson Multinacional de origem norteamericana, criada em 1886, em Wisconsin (EUA), a Ceras Johnson instalou a primeira subsidiária brasileira em 1960, no Rio de Janeiro. Hoje, sua atuação no Brasil abrange os segmentos de higiene e limpeza, cuidados pessoais, inseticidas e linha automotiva, tendo como marcas principais: Raid, Off, Glade, Bravo, Grand Prix, Zip Loc e Shout. Com subsidiárias em mais de 80 países e produtos comercializados em mais de uma centena de países, a empresa tem mais de 10 mil funcionários no mundo inteiro. Desde 2005, a BR fornece solventes (querosene e aguarrás) para atendimento das necessidades de consumo das unidades fabris da Ceras Johnson no Brasil. ClIENTES E mERCAdO tintas: sherwin-williams Foto rogério reis Líder nos EUA e Canadá na produção e vendas de tintas imobiliárias, industriais e automotivas, a Sherwin-Williams tem seus negócios alicerçados em sólida estrutura de pesquisa e desenvolvimento de produtos inovadores. No Brasil desde 1944, a empresa possui uma fábrica de tintas imobiliárias em Taboão da Serra (SP), tintas industriais e spray aerossol em Sumaré (SP), tintas automotivas em São Bernardo do Campo (SP) e comercialização de tintas em pó (Pulverlack), em Caxias do Sul (RS). Há 17 anos, a Sherwin-Williams mantém um forte relacionamento comercial com a BR, que fornece solventes hidrocarbônicos (aguarrás, xileno e tolueno), e a partir deste ano, solventes oxigenados (acetato de etila e isoamila), o que comprova a sólida parceria comercial existente, com grande potencial para ser intensificada e ampliada. indústria química: Basf Empresa de origem alemã criada em 1865, a Basf iniciou suas atividades na América do Sul em 1911. Com um portfolio de cerca de 8 mil produtos, ela atua nos segmentos de tintas (imobiliárias e automotivas), produtos de desempenho, plásticos, produtos para a agricultura e nutrição, petróleo e gás. O relacionamento comercial com a BR, iniciado há 12 anos, foi ampliado em 2006, a partir de acordos comerciais anuais para fornecimento de aguarrás (a BR atende 75% do consumo da BASF do produto) e enxofre líquido (100% do consumo), incluindo os serviços de monitoramento e gestão de estoque, além do suprimento spot de solvente xileno e óleo para pulverização agrícola (OPPA). A parceria ganhou ainda mais força com o Fórum de Oportunidades BR–Basf, que visou mapear as oportunidades de fornecimento mútuo entre as empresas, principalmente na área de E&P. saBões e detergentes: unilever Brasil O grupo anglo-holandês é um dos fornecedores líderes de produtos de bens de consumo no mundo, atuando em três nichos de negócios: alimentos, higiene e beleza. No Brasil, as unidades da Unilever seguem as diretrizes mundiais da companhia no cuidado com o meio ambiente, incentivando a redução da poluição, a promoção da eficiência ecológica e o apoio ao fornecimento responsável em toda a cadeia de suprimentos, incluindo fornecedores e prestadores de serviços. Algumas de suas conhecidas marcas são: Omo, Minerva, Brilhante, Lux, Rexona, Seda, Dove, Close-up, Kibon, Hellmann’s, Knorr, Ades, entre outras. O grupo tem uma parceria de sucesso desde a década de 80, quando a BR iniciou as atividades de sua fábrica de Indaiatuba (SP), onde é produzido enxofre líquido, necessário para a fabricação de sabões de detergentes da Unilever. 43 ClIENTES E mERCAdO maior da indústria brasileira, e uma das mais importantes nas últimas décadas, em todo o mundo, poderá posicionar a Petrobras entre as maiores empresas mundiais do setor e o Brasil como um dos principais países no mercado global de petróleo. Além das modernas tecnologias de E&P, a Petrobras vem aplicando recursos cada vez maiores na pesquisa e desenvolvimento de biocombustíveis e energias renováveis, com resultados extremamente promissores. Como conseqüência dessa política, a Petrobras é uma das poucas empresas brasileiras a obter o Índice de Sustentabilidade Dow Jones, na Bolsa de valores de Nova Iorque. v Foto thelma Vidales Maior empresa do Brasil e uma das oito maiores empresas petrolíferas do mundo, a Petrobras, com o lema “Do Poço ao Posto”, atua desde a extração do petróleo e gás natural à comercialização de produtos derivados de petróleo. Reconhecida mundialmente pelo seu knowhow em exploração e produção (E&P) de petróleo e gás natural em águas profundas, a Companhia é detentora das mais avançadas tecnologias nesta área. Graças a esse conhecimento, a Petrobras pôde anunciar, recentemente, a descoberta de uma nova fronteira petrolífera, a mais de 7 mil metros de profundidade, o campo de Tupi. Essa descoberta, considerada a Foto Bruno Veiga CLIENTE HORS ORS-- CO COn nCOUR COURSS DO SEGMENTO DE PPETR ETRó ETR óLEO LEO:: PETROBRAS PETROBRAS a Petrobras se destaca em todas as áreas nas quais atua, pela inovação, experiência consolidada e liderança tecnológica em águas profundas e refino 44 Foto Rogério Reis ABRAFATI 2007 Tudo azul no mercado 45 ABRAFATI 2007 Com um crescimento estimado de 6% em 2007, setor de tintas do Brasil, um dos cinco maiores mercados mundiais, mostrou o que há de novo em produtos, serviços e tecnologias, em evento que reuniu fabricantes, fornecedores de matérias-primas e distribuidores. O dutiva – o fabricante de tintas, o fornecedor de matérias-primas e o distribuidor – foi realizada entre 24 e 26 de outubro, em São Paulo. A Petrobras Distribuidora foi uma das expositoras desta feira tradicional do segmento de tintas e vernizes, do qual é uma das fornecedoras de matérias-primas, principalmente de solventes hidrocarbônicos. Embora com um portfolio ainda pequeno, que restringe sua atuação a algumas empresas, a expectativa da BR é ampliar essa participação no setor nos próximos anos. Com esse objetivo, a Companhia instalou um estande na área do evento, no qual os profissionais da Petrobras Soluções Químicas recepcionaram clientes e visitan- tes interessados nos produtos e serviços oferecidos para o setor, além de distribuir materiais promocionais. Marco Antonio Garcia, um dos profissionais da Petrobras Distribuidora nessa área, realizou uma palestra no congresso internacional, sobre “Sistemas solventes alternativos aos solventes aromáticos na indústria de tintas”. A visita de representantes dos principais fabricantes de tintas do País ao estande confirmou o apoio de clientes e parceiros a essa iniciativa da Companhia. A participação neste evento internacional é considerada estratégica para fixar a marca Petrobras Soluções Químicas como fornecedora de produtos e serviços para a indústria química. Foto Abrafati s três elos da cadeia produtiva do setor de tintas tiveram uma oportunidade única para conhecer de perto os benefícios e aplicações dos mais recentes produtos, serviços e tecnologia disponíveis no mercado, bem como nivelar informações quanto ao atual estágio de desenvolvimento mundial do setor durante a Abrafati 2007. Promovido pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), o evento dispunha de uma área reservada para exposição e outra para a realização do X Congresso Internacional de Tintas. A única exposição na América do Sul voltada exclusivamente para o setor de tintas, congregando representantes de toda a cadeia pro- Maquete do estande da BR montado na maior feira do setor de tintas realizada na América do Sul: busca de maior proximidade com novos e potenciais clientes 46 ABRAFATI 2007 O setor de tintas decorativas, industriais e automotivas está otimista em relação a 2008, depois dos bons resultados consolidados no ano passado, que mostraram o desempenho positivo dos principais indicadores econômicos, a produção recorde da indústria automobilística e o aquecimento do mercado imobiliário. Na avaliação do presidente do conselho deliberativo da Abrafati, Rui Goerck, durante o segundo Fórum Abrafati da Indústria de Tintas, realizado no final do ano passado, diferentes fatores pesaram para a evolução da indústria, em cada segmento de atuação. O de tintas imobiliárias foi impulsionado, entre outros fatores, pela queda das taxas de juros e o alongamento dos prazos para financiamento, ajudando a estimular a construção habitacional; o grande aumento na disponibilidade de recursos para financiamento de imóveis habitacionais; e o incentivo do governo à construção civil, que foi a mais contemplada nos projetos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), do qual a Petrobras é um dos pilares. No segmento de tintas automotivas, o bom desempenho se deve, entre outros, a uma produção e venda interna crescente (+10%); investimentos das montadoras em ampliação de capacidade. Foto Rogério Reis Mercado comemora um bom ano No mercado de tintas industriais, em geral, o crescimento superior a 6% em 2007 está respaldado no aquecimento da produção industrial, que foi de 6% acima do Produto Interno Bruto (PIB); a tendência das exportações revertida em função da valorização do real; desenvolvimento de projetos em infra-estrutura e energia, que projetam demandas ainda mais fortes do que as do ano anterior. Em todos os segmentos, novos processos e tecnologias para aumentar a produtividade, aliados a uma maior preocupação ambiental, que resultou no aumento das vendas de produtos com baixa emissão e à base de água, também contribuíram decisivamente para a evolução do setor. Números do mercado (Abrafati) Um dos cinco maiores mercados mundiais para tintas, o Brasil conta nesse segmento com atuação dos principais fornecedores globais de matériasprimas e insumos para tintas. Além disso, a cadeia produtiva nacional utiliza tecnologia de ponta e tem grau de competência técnica comparável ao dos mais avançados centros internacionais de produção. •Fabricantes: cerca de 300, espalhados por todo o País •Empregos diretos: 16 mil •Faturamento total 2006: US$ 2,05 bilhões •Volume produzido 2006: 968 milhões de litros •Capacidade instalada: mais de 1 bilhão de litros •Previsão de crescimento 2007/2008: 6,0% a 6,5% Segmentos em que o setor se divide •Tinta imobiliária: representa cerca de 77% do volume total e entre 59% a 62% do faturamento •Tinta para indústria automotiva (montadoras): entre 3,5% a 4,5% do volume e entre 6% a 7,5% do faturamento •Tinta para indústria em geral (eletrodomésticos, móveis, autopeças etc.): 15% do volume e entre 23% a 25% do faturamento •Tinta para repintura automotiva: 4% do volume e entre 9% a 10% do faturamento 47 PRÊMIO ASSINTECAL Incentivo a inovações Pesquisadores da Unicamp e da FCC Fornecedora são destaques na 2 a edição do Prêmio Fotos Assintecal Assintecal-Petrobras de Tecnologia em Adesivos e Processos de Colagem para Calçados. Solenidade de entrega do Prêmio Assintecal-Petrobras de Tecnologia reuniu empresários de todo a cadeia produtiva do setor de calçados 48 PRÊMIO ASSINTECAL Luiz Cláudio Mandarino, gerente de Desenvolvimento de Soluções Químicas da BR, com os campeões da noite, Sérgio Augusto Venturelli Jannuzzi, da Unicamp e os co-autores do tabalho vencedor, Fábio do Carmo Bragança e Fernando Galembeck A participação de trabalhos de grandes empresas fabricantes de adesivos e de grandes universidades brasileiras na segunda edição do Prêmio Assintecal confirmou o sucesso dessa iniciativa da Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) em parceria com a Petrobras Distribuidora S.A., por meio da Gerência de Produtos Químicos. Na solenidade de entrega do prêmio, realizada em Novo Hamburgo (RS), empresários do setor calçadista, representantes dos governos estadual e municipal, e parlamentares destacaram a importância da Petrobras Distribuidora no incentivo à atividade de pesquisa e desenvolvimento desse segmento. Durante o premiação a superin tendente da Assintecal, Ilse Guima rães, ressalta que “a BR é uma empresa de destaque no setor de distribuição de soluções químicas e reconhecida pela sua elevada capacitação tecnológica, que vem dedicando especial atenção ao setor”. Cesar Recke, diretor de Relações Institucionais da APEX Brasil (Agência de Promoções e Exportações do Brasil ) entrega o prêmio de segundo lugar à Schana Andréia da Silva e ao co-autor, Ricardo Sperb, da FCC Fornecedora Ciente do papel que essa indústria tem na economia nacional, a BR, procura atuar como uma parceira, agregando valor aos negócios por meio de sua linha de produtos, especialidades químicas e prestação de serviços. “A entidade visa ao incremento da competitividade da cadeia produtiva. A pesquisa e o desenvolvimento tecnológico, orientados para a inovação de produtos e processos, são alguns de nossos principais focos”, afirmou o presidente da Assintecal, Luís Amaral, ao falar da importância da parceria com a BR. Integração entre indústria e universidade A união das duas instituições na criação do Prêmio Assintecal é fruto do interesse comum pela valorização do conhecimento científico e sua aplicação em prol do desenvolvimento econômico do setor calçadista brasileiro.A premiação, rea lizada a cada dois anos e que tem por objetivo estimular a pesquisa científica e o desenvolvimento de novas tecnologias e processos para o setor, teve grande receptividade desde a primeira edição. A meta é também propiciar maior aproximação entre o meio empresarial com universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica. Meta que vem sendo alcançada: tanto a indústria como a universidade tiveram trabalhos destacados nesta edição do prêmio. Ainda assim, os organizadores pretendem desenvolver ações para aumentar o número de pesquisadores e instituições participantes na próxima edição, prevista para 2009. Premiados 1° lugar – Processo de Laminação de Filmes Nanoestruturados Auto-adesivados para a Indústria de Calçados. Autores – Sérgio Augusto Venturelli Jannuzzi, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e os co-autores Fábio do Carmo Bragança e Fernando Galembeck. 2° lugar – Prime Halogenante Aquoso. Autores – Schana Andréia da Silva em parceria com Ricardo Sperb, da FCC Fornecedora. 49 Foto João Salamonde EVENTOS 50 EVENTOS Bons negócios à luz de velas Conciliando produção e logística para assegurar que o produto chegue aos fabricantes de velas, a BR destina mais de 80% de sua disponibilidade de parafina para o segmento veleiro. R esponsável por mais de 60% do consumo total de parafinas no Brasil, os fabricantes de velas têm na BR sua principal parceira: a Companhia fornece 80% do insumo para o mercado nacional, que é de 8 mil toneladas/ mês. Atende tanto ao segmento veleiro, maior consumidor da parafina comercializada no Brasil (60%), quanto às indústrias, que utilizam os outros 40% como insumos na manufatura de diversos materiais (tintas, removedores, papel, embalagens, chocolates, balas, aditivos, ceras, resinas). Reunidos no V Enafave – Encontro Nacional de Fabricantes de Velas, realizado nos dias 16 e 17 de novembro de 2007, em São Paulo (SP), organizado pela Associação Brasileira de Fabricantes de Velas (Abrafave), clientes, revendedores e fornecedores comemoraram mais um ano de bons negócios. “Entendemos que participar do evento é uma excelente oportuni- dade para manter o relacionamento com a atual carteira de clientes consumidores de parafinas, bem como possibilitar a aproximação comercial com potenciais compradores. Já conseguimos inclusive nos associar à Abrafave”, destaca Viviane Salathé, gerente de Química Fina e Agronegócios da Gerência de Produtos Químicos da BR, que juntamente com a Petrobras patrocina o único evento de grande porte do setor veleiro. A BR e a Petrobras montaram um estande conjunto para expor o material promocional e de divulgação sobre parafinas e produtos à base desse insumo. “Os nossos revendedores também estiveram presentes e puderam apresentar material técnico sobre as parafinas que distribuem com a marca Petrobras”, diz Viviane, destacando que profissionais das áreas de marketing e comercial da Companhia também fizeram palestra para um público de aproximadamente 150 pessoas do setor veleiro. Parceria decisiva “A participação da BR cresceu muito nos últimos dois anos, fruto de um trabalho conjunto com seus revendedores. O resultado desse crescimento é que a Companhia conseguiu conquistar a confiança dos clientes, garantindo volume e entrega da parafina, num mercado onde a dificuldade é conciliar a produção com a logística”, afirma Jairo Guimarães, diretor da Platina Química, empresa parceira da BR desde agosto de 2004. “A BR é fornecedora exclusiva da Platina Química, que desde o início de suas atividades vem aumentando substancialmente os negócios com a Companhia, para trabalhar com uma diversidade de materiais”, salienta o executivo. Em suas duas unidades, a sede paranaense, em Curitiba, e a fábrica baiana, em Simões Filho, a Platina processou e vendeu cerca de 16 mil toneladas de parafinas em 2007, obtendo um faturamento de 51 Foto Banco de Imagens BR EVENTOS Estande cheio no Enafave: da esquerda para a direita, Sidney Gouvea (Petrobras/Com), Marcos Valério (Petrobras/Cenpes), Viviane Salathé (BR/GPQ), Paulo Moreira (Solven), Geisa Leandra (BR/GPQ), Nelson Paim (Petrobras/Com), Jairo Guimarães e Rodrigo Ramos (Platina Química) R$ 70 milhões. “Estamos investindo na compra de maquinários para a parafina e no aumento da tancagem de produtos a granel em nossa unidade da Bahia”, acrescenta Jairo Guimarães. Segundo ele, o grande desafio é manter o que foi conquistado, crescendo de forma objetiva e concreta, não abrindo mão da qualidade do serviço prestado. “Nosso grande diferencial é que aliamos o que a BR tem de melhor, que é sua marca, sua força de negociação e seu corpo técnico, com o que as revendas têm de mais positivo: a agilidade, a força de vendas e a flexibilidade de mercado.” Para ele, o apoio da Petrobras a eventos desse porte é fundamental. “O interesse demonstrado pela BR ao patrocinar esse evento, consolida seu crescimento nesse mercado e fortalece sua participação entre os clientes e prestadores de serviços”, finaliza o diretor da Platina. Para Paulo Sérgio Moreira, diretor da Solven Solventes e Químicos Ltda., a participação da Companhia nesses eventos é importante para deixar patente que ela vê o setor veleiro como fundamental para o desenvolvimento e crescimento do seu negócio. “Atualmente, o setor veleiro, que movimenta US$ 350 milhões/ ano, consome aproximadamente 60% do total de parafina macro produzida pela Petrobras. Temos cerca de 600 fábricas registradas nas juntas comerciais e outras 300 informais, apenas para velas votivas, consumindo aproximadamente 5 mil toneladas/ano de parafina macro cristalina. Só o segmento de velas decorativas, produzidas por centenas de pequenos artesãos, que está em franco crescimento, consome 4 mil t/ano”, contabiliza o executivo. O diretor da Solven revela que os negócios atuais com a Petrobras Distribuidora são bastante diversificados e sólidos: a empresa compra, para comercialização e industrialização, parafinas – que usa também na fabricação de emulsões para o segmento de madeira reconstituída, no qual detém 40% do mercado –, solventes hidrogenados, óleos de processo e acetatos, “o que representou um volume de negócios, em 2007, da ordem de R$ 40 milhões”, diz Paulo Sérgio Moreira. A parceria com a BR começou em 1995 para a produção de parafina em pó e tablete, na Bahia, sendo consolidada em 2004 quando a Solven foi escolhida como revendedora exclusiva da parafina Petrobras para venda em determinados estados do Brasil. A empresa tem duas unidades industriais: em Dia D`Ávila (BA), com capacidade para processar e industrializar duas mil toneladas de emulsão e 1.200 toneladas de parafina por mês, e em Hortolândia (SP), local onde dispõe de parque de tancagem para armazenar os diversos solventes e óleos adquiridos da BR e utilizados também na fabricação dos thinneres. LUIS MARCELO FREITAS é o titular da Gerência de Produtos Químicos, cujo objetivo é distribuir e comercializar produtos químicos, insumos e serviços para a indústria química, petroquímica e de petróleo. A gerência está apta a desenvolver, fabricar ou buscar fontes alternativas de suprimento, quando isto se mostrar necessário. A GPQ tem como compromisso observar os melhores prazos de atendimento e especificações para os clientes, com níveis adequados de rentabilidade. ([email protected]) 52 AVIAÇÃO Céu de brigadeiro A Petrobras Distribuidora renovou no final de 2007 o contrato com a Força Aérea Brasileira (FAB) para o fornecimento de combustíveis de aviação. Entre janeiro e dezembro de 2008, a BR abastecerá os 602 aviões militares da FAB com a previsão aproximada de 125,4 milhões de litros de três tipos de combustíveis comercializados pela Companhia: querosene, gasolina Foto Alexandre Loureiro e querosene aditivado (BR Jet Plus). Os combustíveis da Petrobras asseguram as operações dos aviões Hércules C -130, no território brasileiro e no exterior – inclusive na região Antártica 53 Abastecimento garantido A FAB voa diariamente em missões diversas para qualquer ponto do país. O abastecimento pode ocorrer tanto nas bases aéreas da Aeronáutica operadas pela BR – Canoas, Santa Cruz, Campo dos Afonsos, Santos, Santa Maria, Cachimbo e Anápolis – como em aeroportos de grandes capitais ou até em missões especiais de resgate, presiden- 54 Abastecimento garantido em todo o país ciais ou exercícios militares, realizadas em locais inóspitos nos diversos ecossistemas do país. “Esteja onde a FAB estiver, onde houver Brasil, a BR está pronta para fazer o abastecimento das aeronaves”, afirma Lídia Almeida, coordenadora da Carteira de Comandos Militares da BR. Segundo Lídia, a FAB é um cliente estratégico que demanda um atendimento personalizado, com foco na agilidade e na flexibilidade, por causa das operações diferenciadas da aviação militar. “A atuação da FAB tem particularidades. Um dia pode estar, por exemplo, em Tabatinga, na divisa com a Colômbia, e no outro em Eirunepé, no Amazonas, base do Projeto Sivam”, exemplifica. A BR Aviation está presente em 100 aeroportos brasileiros, mas para prestar o atendimento em locais onde não está fisicamente presente, Fotos Alexandre Loureiro E ssa estimativa de consumo é cerca de 19% maior do que o volume fornecido no ano passado e representa 80% do consumo anual de combustíveis da FAB. A previsão é da Diretoria de Material Aeronáutico e Bélico (Dirmab), a divisão do Comando da Aeronáutica (Comaer) responsável pelos contratos de aquisição de combustíveis de aviação. Apesar de representar uma fatia de apenas 2% do mercado brasileiro de combustíveis de aviação, a FAB é um cliente importantíssimo para a BR, pois são 36 anos de parceria. As primeiras operações de aviação na BR aconteceram em 1972 para abastecer aeronaves militares da Marinha e da FAB, com seus caças Mirage, nas bases aéreas de Anápolis (GO) e do Galeão (RJ). Somente tempos depois, a Companhia passou a atender também aeronaves civis em todos os aeroportos nacionais. “Uma parceria de décadas gera credibilidade, não só no atendimento, mas na qualidade do produto”, afirmou o coronel Eduardo Polônio, da Divisão de Combustíveis da FAB. “A BR Aviation normalmente está do nosso lado, carrega nossa bandeira junto, inclusive em questões de segurança nacional, e cumpre a missão até onde a Força Aérea vai, com uma atuação irmã.” Foto Alexandre Loureiro AVIAÇÃO Sargento André Rangel Coronel Eduardo Polônio é necessário montar operações especiais. O combustível solicitado e o equipamento para atendimento partem da base mais próxima possível do local indicado pela FAB. Como a Unidade de Abastecimento de Aeronaves (UAA) não pode trafegar por rodovias, em muitos casos seu deslocamento é feito sobre um caminhão-prancha. Para atender a um pedido da Esquadrilha da Fumaça que iria se apresentar em Paranaíba, interior do Mato Grosso do Sul, por exemplo, a UAA teve que se deslocar do aeroporto mais próximo, a 360 quilômetros daquele município. “A BR Aviation tem atendido muito bem a todas as expectativas e necessidades de abastecimento da Esquadrilha da Fumaça nas diversas localidades”, afirmou o capitão Mauro Massahiro Okabayashi, um dos pilotos do grupamento de exibição. Segundo ele, apesar de ter vários fornecedores homologados para abastecer a frota, em locais onde não há abastecedor credenciado a BR Aviation é acionada. “Essa facilidade de entregar o combustível em qualquer local para nós é importantíssima”, acrescentou. Apoio estratégico Com muitos equipamentos dedicados à FAB, a BR consegue apoiar desde missões presidenciais, que pelo caráter estratégico são comunicadas, às vezes, com um mínimo de antecedência, até resgates de acidentes aéreos em qualquer ponto do país. Foram várias missões registradas nesses 36 anos de parceria entre a BR e a FAB. Na opinião do sargento André Rangel, há 15 anos na Divisão de Combustíveis do Comaer, a operação mais difícil na qual a BR apoiou a FAB foi o resgate das vítimas do acidente com o Boeing 737-800 da Gol, que se chocou no ar com um Legacy e caiu no interior do Mato Grosso, em setembro de 2006. “Foram vários abastecimentos nossos e também do Exército, que atuou na operação, em local inóspito”, descreveu Rangel, acrescentando elogios à parceria com a BR. “É a única companhia que consegue nos atender nos piores momentos”, relata o sargento, lembrando, por exemplo, um pedido recente da Presidência da República para colocar um caminhão de combustível no entroncamento de uma rodovia próxima a Salvador para abastecer o helicóptero presidencial que passaria por lá em menos de 24 horas. “Estamos presentes em aeroportos, notadamente na região Norte do país, quase que exclusivamente para atendimento da FAB. É um cliente que demanda ampla infraestrutura e capilaridade e a BR detém uma malha de distribuição capaz de garantir esse atendimento”, comenta Érica Saião, gerente de marketing de revendedores e aviação geral, responsável pelo relacionamento comercial com a FAB. A BR apóia também o projeto Proantar, convênio firmado entre o governo federal e o Ministério da Marinha, que tem a Aeronáutica como responsável pelo transporte de pessoas para a Base Antártica. Outra atividade que requer da BR uma logística especial é a Operação Cruzeiro do Sul (Cruzex), maior exercício militar multinacional da América Latina, que acontece a cada dois anos. Em 2006, além da FAB, a Cruzex III contou com a participação das forças aéreas da Argentina, França, Uruguai, Venezuela e Chile. Durante 12 dias, as aeronaves participaram de um conflito simulado, usando como Foto FAB AVIAÇÃO A Forpça Aéra Brasileira opera em várias regiões do Brasil com o suporte da BR Aviation base de abastecimento os aeroportos de Jataí (GO), Anápolis (GO), Brasília (DF) e Campo Grande (MS). “A operação de maior vulto, aconteceu no aeroporto de Anápolis, com mais de 60 aeronaves usando a base aérea e abastecimentos simultâneos feitos por oito caminhões da BR Aviation”, destacou o coronel Polônio. A BR apoiou todo o evento, que tem um ritmo de abastecimento intenso, inclusive fornecendo combustível para abastecimentos realizados em pleno ar. A Cruzex IV está prevista para novembro deste ano em três estados do Nordeste e terá apoio da BR. Além de atender às bases aéreas e diversos aeroportos com ponto de abastecimento, a BR treina os abastecedores da FAB nas normas de segurança e meio ambiente referentes à atividade. LICITAÇÃO Em conseqüência da longa parceria e da importância do cliente, a Gerência de Produtos de Aviação (GPA) procurou criar sinergias e desenvolveu um programa de controle de movimentação de faturas de produtos com a mesma metodologia que é adotada pela FAB, utilizando a mesma base de dados, que é totalmente diferenciada de todos os outros clientes de aviação. Outra inovação da BR foi o sistema especialmente criado para participar do Pregão Eletrônico adotado pela FAB para a compra de combustíveis. O programa armazena os lances de todos os participantes, do primeiro ao último, permitindo ver a evolução do processo, além de acompanhar as tendências do mercado e a reação da concorrência. Além da BR, participaram da disputa outros dois concorrentes. Foram licitados mais de 400 itens, divididos em três produtos distribuídos em cada um dos cerca de 150 aeroportos e bases aéreas. O leilão é presencial e os interessados comparecem no dia, hora e local previstos. Em setembro de 2007, após mais de um mês de negociação com o pregão aberto, a BR conseguiu fechar mais um ano de fornecimento para a FAB, conquistando 80% do volume do cliente. A Força Aérea é uma importante parceira no projeto “Combustível Solidário”, em que 1% do faturamento do querosene aditivado BR Jet Plus é destinado a 24 instituições, que cuidam de crianças carentes, localizadas no entorno de aeroportos de todo o país. Cerca de 45% do volume do BR Jet Plus em 2007 foi consumido pela FAB e a expectativa do novo contrato é de quase triplicar esse volume em 2008. 55 AVIAÇÃO BR Aviation Foto Banco de Imagens BR amplia operações na região norte do país O início das operações próprias da BR Aviation em Ji-Paraná, no estado de Rondônia, reforça aposta da Companhia no atendimento da aviação regional 56 AVIAÇÃO Com o início das operações de abastecimento em Ji-Paraná, no interior de Rondônia, chega a 100 o número de aeroportos brasileiros atendidos pela BR Aviation. A BR Aviation realizou no final de março seu primeiro abastecimento de avião comercial na cidade de Ji-Paraná, no interior de Rondônia. O início das operações como fornecedora regular de combustíveis de aviação no aeroporto atendeu à solicitação de dois clientes exclusivos da BR Aviation: a Trip Linhas Aéreas e a Ocean Air Linhas Aéreas, que apontaram a necessidade de intensificar suas atividades e precisavam da presença do parceiro fornecedor na base, visando ganhar competitividade nos serviços. “A chegada da BR Aviation em Ji-Paraná realça a parceria estratégica com a Trip, reforça a nossa competitividade e aumenta a capilaridade da Petrobras, que resulta em um melhor atendimento no interior do país”, afirmou José Mário Caprioli, presidente da Trip Linhas Aéreas. Segundo Carlos Mauricio Coe lho de Moraes, gerente de Mar keting de Companhias Aéreas, a presença física da BR Aviation em Ji-Paraná consegue ampliar a competitividade das companhias aéreas regionais ao atender à demanda de suprimento de combustível, considerado um insumo de grande importância na cadeia produtiva da aviação. “O início da operação própria em Ji-Paraná, além de inserir mais um aeroporto na rede da BR Aviation, realça a importância da aviação regional para a Companhia, pois significa a consolidação da parceria com nossos clientes exclusivos e a expansão da nossa malha logística. A Petrobras Distribuidora não economiza esforços para atuar em todos os aeroportos onde estão seus principais clientes e parceiros”, destacou o executivo, que é responsável pelo relacionamento comercial da BR com as companhias aéreas nacionais, regionais e estrangeiras que atuam no Brasil. Responsável pelas operações da BR Aviation em 21 aeroportos da região Norte, Luiz Henrique Perez de Almeida – gerente de Aeroporto de Manaus, explica que a operação da malha logística e de suprimento na região Norte tem suas complicações. “Com poucas estradas e o cenário repleto de florestas e rios, a aviação ganha importância vital na região. E quando se trata de transporte aéreo, as companhias buscam a BR Aviation, justamente pelas facilidades logísticas que oferece. O querosene de aviação (JET A-1), por exemplo, é produzido na Refinaria de Manaus e segue do Terminal de Porto Velho por via rodoviária para Ji-Paraná”, salienta o gerente. Luiz Henrique atuou diretamente na adequação de suprimento e logística do aeroporto de Ji-Paraná. Ele conta que ao receber a missão de abrir um novo ponto de operações de combustíveis, no início de fevereiro, visitou o local para conhecer as necessidades operacionais e encontrou a Yuri Comércio de Combustíveis Ltda., uma empresa revendedora de combustíveis bandeira branca, que realizava o abastecimento das aeronaves na localidade, inclusive da Trip. Enquanto fazia o planejamento para implantação do sistema de distribuição de combustíveis de aviação no local, recebeu contato da empresa, que ofereceu suas instalações para fazer o atendimento dos clientes e demonstrou interesse em se tornar uma franqueada da rede BR Aviation. “A partir da negociação aberta, visando ganhar agilidade no atendimento aos clientes, a Companhia decidiu pela integração desse revendedor à rede BR Aviation”, explicou Luiz Henrique. Segundo o gerente, a partir daí, a instalação foi tecnicamente avaliada e adaptada para o atendimento inicial, a equipe foi treinada nos padrões BR Aviation de atendimento ao cliente e o aeroporto foi dotado de um caminhão-tanque abastecedor (CTA). “Hoje, temos uma instalação adequada, de acordo com a qualificação técnica da revenda e com as necessidades exigidas pelo mercado de aviação e pela legislação em vigor”, salientou Luiz Henrique. FRANCELINO DA SILVA PAES é o titular da Gerência de Produtos de Aviação (GPA), cuja missão é distribuir produtos de aviação Petrobras, atuando nos serviços de abastecimento de aeronaves e atividades correlatas. A unidade tem como objetivo garantir a satisfação dos consumidores, com competitividade, rentabilidade e responsabilidade social. ([email protected]) 57 FÓRMULA TRUCK Laboratório sobre eixos Petrobras reúne clientes e parceiros para a etapa final da Fórmula Truck Foto Josemar Gonçalves 2007 em Brasília. 58 FÓRMULA TRUCK 59 FÓRMULA TRUCK N em a chuva fina intermitente que caiu sobre o Autódromo Nelson Piquet conseguiu tirar o brilho da festa realizada em 15 de dezembro: a nona e última etapa da temporada 2007 do Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck, que teve a presença do presidente da Petrobras Distribuidora, José Eduardo Dutra. Patrocinadora master do campeonato, a BR é a fornecedora oficial do combustível e do lubrificante usados pelos competidores. Foram nove etapas em 2007 – Cascavel, Tarumã, São Paulo, Fortaleza, Caruaru, Goiânia, Curitiba, Campo Grande e Brasília. Como faz em todas as rodadas, a Companhia montou um “hospitality center” (HC): um tipo de camarote com visibilidade total para a pista e es- trutura de bufê para receber cerca de 550 convidados. Além disso, a BR franqueou o ingresso para mais 1.200 parceiros e clientes especiais nas arquibancadas com direito a lanche e camisetas. “Maior patrocínio da BR na área de esporte motor, a F-Truck tem duas vertentes: além de estreitar o relacionamento com clientes e outros públicos de interesse, serve de laboratório para o desenvolvimento de novos produtos. O Lubrificante Tec Turbo, por exemplo, foi desenvolvido na Fórmula Truck e hoje está disponível para o público consumidor”, salientou o presidente José Eduardo Dutra. Sob esse ângulo, o destaque de 2007 foi a utilização pela primeira vez do Diesel Podium Petrobras, com adição de 2% de biodiesel. A BR É A FORNECEDORA OFICIAL DO COMBUSTÍVEL e Foto Josemar Gonçalves do LUBRIFICANTE USADOS PELOS COMPETIDORES Esse produto foi testado no início de 2007 no dinamômetro dos organizadores da F-Truck em todas as cinco marcas de diferentes motores – Volkswagen, Ford, Scania, Volvo e Iveco – que correm na categoria. “É importante ter obtido a igualdade do desempenho do combustível em todos os motores, para não privilegiar nenhuma das marcas”, salienta Luís Fernando Meinicke, gerente de Comunicação da Petrobras Distribuidora. O novo produto proporcionou um aumento de 40 cavalos de potência nos motores, com a redução de 20% da fumaça. “Essa é a nossa grande batalha aqui na Fórmula Truck. Queremos ter aumento de potência sem aumentar a emissão de fumaça”, acrescentou. O regulamento da competição não abre mão do aspecto ambiental, por isso prevê a desclassificação de caminhões que estejam com índice de fumaça além do permitido. Visando garantir a segurança dos competidores que correm com caminhões de quatro a seis toneladas e motores de mais de 1.000 cavalos de potência, um radar eletrônico colocado num ponto estratégico do circuito acusa os caminhões que passarem acima dos 160 quilômetros horários no trecho. O piloto que ultrapassar a velocidade máxima permitida é punido. “Imagina como é difícil parar um caminhão com esse peso e alta velocidade no final de uma reta, em uma situação de emergência”, justificou Luís Fernando Meinicke. B2 em 2008 O presidente da BR, José Eduardo Dutra, entregou o troféu ao campeão da temporada, Felipe Giaffone 60 Na temporada 2008, a BR manterá a adição de 2% de biodiesel ao Diesel Podium fornecido à F-Truck, assim como o fornecimento do lubrificante Lubrax Tec Turbo, fun- Foto J. Valpereiro FÓRMULA TRUCK damental para o desempenho e a durabilidade dos motores. “Desde que desenvolveram esse lubrificante, acabou a quebradeira de turbinas na Fórmula Truck. Eu diria que nós temos o melhor óleo lubrificante do Brasil e talvez um dos melhores do mundo que é o Lubrax Tec Turbo”, testemunhava Aurélio Batista Félix, criador e presidente da Fórmula Truck, falecido no dia 5 de março último, durante o fechamento desta edição da Soluções BR. A Petrobras Distribuidora registra com pesar o falecimento de Aurélio. Ele era um dos grandes nomes da festa que dura um dia inteiro e termina com a corrida. Aurélio Félix fazia o público vibrar e aplaudir enquanto se revezava no volante dos vários cavalos mecânicos, colocavaos para girar no próprio eixo e os abandonava em movimento circular em meio a uma nuvem de fumaça causada pelo atrito dos pneus “fritando” no asfalto. Seu parceiro era Jeferson Martins, o Jefão, piloto malabarista que faz manobras sobre as motos de arrepiar o público. Descontração e negócios Os grandes consumidores da BR não poderiam faltar. Para Carlos Alberto Medeiros, sócio-diretor da Taguatur, de Brasília, a Fórmula Truck é um espetáculo muito bonito. “Aqui a gente encontra o pessoal com quem se trabalha diariamente, mas num ambiente informal. Às vezes até fazemos um bom negócio, mas o importante é a descontração e a união de todos”, afirmou o empresário do setor de transportes intermunicipais, dono de uma frota de 1.800 ônibus. Jefferson Andrade, da Andrade Cavaletti Logística, de Brasília, trouxe a filha e o sócio para o HC, o hospitality center da Petrobras Distribuidora na Fórmula Truck. Segundo o empresário, a ocasião é importante para fazer contato comercial e aproximar o relacionamento com alguns clientes como Sadia, Perdigão, Grupo JBS-Friboi, Bertin, Kibon/Unilever, que ele também convidou para a festa. Andrade destacou o Controle Total de Frotas (CTF), que tem como principal vantagem eliminar o dinheiro na compra de diesel da Petrobras Distribuidora. “É muito importante para nós porque acabou com o desperdício e reduziu em 15% nossos gastos com esses produtos”, resumiu o empresário, que tem uma frota de 120 caminhões e presta serviços de logística para empresas de porte nacional. Assistindo pela primeira vez a uma prova da Fórmula Truck, Celso Pinto, da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), estava impressionado com o tamanho e a beleza da festa. “É uma oportunidade para incrementar o relacionamento entre as áreas comerciais das duas empresas”, afirmou o representante de um dos grandes compradores de produtos betuminosos para pavimentação. Segundo ele, a Novacap consome mensalmente entre 61 FÓRMULA TRUCK 70 e 100 toneladas para a manutenção e a conservação do asfalto das vias urbanas de Brasília. Sempre que pode, o superintendente de Geração Elétrica da Eletronorte, José Eduardo Fragomeni, comparece à F-Truck. “Já estive aqui no ano passado. Tenho boas amizades dentro da BR do ponto de vista cooperativo entre as duas empresas. Observei que existe um congraçamento entre os vários clientes, já que pude encontrar aqui a linha industrial, energética e automotiva. É uma oportunidade de conhecer os vários segmentos de fornecimento da BR”, afirmou. Grande final A corrida teve um final eletrizante. A vitória coube ao piloto da casa Geraldo Piquet, filho do tricampeão mundial de Fórmula 1, Nelson Piquet. Ele largou em oitavo lugar e foi ganhando posições até assumir a ponta, a duas voltas do final, com a quebra de Roberval Andrade, que liderava a prova Foto J. Valpereiro Hexacampeão dá show de velocidade desde o início, mas não agüentou a pressão de Piquet. Já o campeonato de 2007 da Fórmula Truck ficou mesmo com o paulista Felipe Giaffone, da RM Competições, que se consagrou o melhor piloto da temporada. No podium, Piquet e Giaffone receberam os respectivos troféus das mãos do presidente da Petrobras Distribuidora, José Eduardo Dutra. O campeonato de marcas da F-Truck neste ano foi ganho pela Volkswagen. F-Truck 2008 O Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck 2008, que estreou no dia 02 de março, em Guaporé (RS), fez uma justa homenagem ao seu criador. A segunda etapa da temporada, que se realizou pela 12ª vez em Goiânia (GO), no dia 06 de abril, recebeu o nome de Aurélio Batista Félix. CALENDÁRIO DE PROVAS Expostas ao lado do HC da Petrobras, duas motos Honda – CBR-1000 atraíram a curiosidade de quem passava pelo local. Elas pertencem aos pilotos Gilson Scudeler e Pierre Chofard, respectivamente, o hexacampeão brasileiro de motovelocidade e o vice-campeão das duas últimas temporadas. Eles distribuíram autógrafos e fizeram uma demonstração ao vivo sobre suas máquinas que podem atingir uma potência estimada de 200 cavalos e chegar a 300 km/h no final de uma reta. Scudeler anunciou seus planos de buscar o heptacampeonato em 2008 e parar de competir em 2009. “Vou continuar atuando como chefe de equipe e pretendo iniciar uma formação para jovens pilotos. Será a fábrica de campeões”, antecipou. 62 Guaporé (RS) Goiânia (GO) Caruaru (PE) Fortaleza (CE) São Paulo (SP) Rio de Janeiro (RJ) Campo Grande (MS) Curitiba (PR) Tarumã (RS) Brasília (DF) 02 de março 06 de abril 04 de maio 31 de maio* 06 de julho 03 de agosto 14 de setembro 12 de outubro 09 de novembro 07 de dezembro * ou 1° de junho (a confirmar) A Petrobras é a única fornecedora de combustíveis e lubrificantes da F-Truck desde sua criação, em 1996. A exemplo da sua atua ção nas demais categorias de esporte motor, a Companhia utiliza as pistas como laboratórios para testes e aprimoramento de seus produtos. FÓRMULA TRUCK Crianças visitam autódromo sobre moto que Jefão apresentou com exclusividade para as crianças. Luiz Mauricio Leal Vega, gerente regional de Grandes Consumidores do Centro-Oeste (incluindo o Triângulo Mineiro), comentou: “Nossa atividade é comercial, mas todo negociador tem um lado humano. Essa ação reforça um aspecto positivo do relacionamento com a nossa carteira de clientes fora do ambiente de trabalho.” Fotos Josemar Gonçalves Cerca de 100 meninos e meninas de 8 a 13 anos visitaram o Autódromo Nelson Piquet e assistiram aos treinos livres na véspera da corrida, a convite da Petrobras Distribuidora. A iniciativa visa atender compromissos da Companhia com responsabilidade social e é repetida em todas as etapas da Fórmula Truck. Segundo Maria de Fátima Brito, da gerência regional de Grandes Consumidores do CentroOeste, responsável pela ação em Brasília, os jovens fazem parte do Segundo Tempo, projeto social e esportivo do Ministério dos Esportes, operacionalizado pelo SESC do Distrito Federal. “A cada ano é escolhida uma periferia diferente. Essas crianças, por exemplo, se originam de duas ocupações, a Vila Estrutural e a Vila Areal”, explicou. Muito comportadas, todas ganharam camisetas, bonés, lanche e até autógrafos de pilotos, como Jefão e Ana Lúcia, do Pace Truck (o caminhão-madrinha). Além dos presentes distribuídos por César Augusto Barbosa, da gerência de Fidelização, Promoção e Merchandising, voluntariamente vestido de Papai Noel, a surpresa final foi o show de malabarismos 63 CARAVANA SIGA BEM CAMINHONEIRO Sucesso itinerante Em sua terceira edição, a Caravana Siga Bem Caminhoneiro se consagra como uma das mais bem-sucedidas ações do segmento rodoviário e que carrega a bandeira social no combate ao Foto Adriano Leal abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. Sucesso nas estradas: Caravana Siga Bem Caminhoneiro 2007 percorreu 20 mil quilômetros de rodovias, passando por 11 estados brasileiros A mais importante ação mer cadológica, voltada para os postos Petrobras do segmento rodoviário, é um sucesso consagrado nas estradas do Brasil. Em seu terceiro ano, a Caravana Siga Bem Caminhoneiro conseguiu, mais uma vez, aliar responsabilidade social, educação no trânsito e promoções aos sonhos e esperanças dos profissionais rodoviários, que disputaram os três caminhões Iveco, um dos pontos altos desta iniciativa. Dois caminhões foram sorteados durante a Caravana, que premiou 64 ainda o vencedor do concurso Caminhoneiro do Ano 2007 com um terceiro caminhão, no valor de R$ 250 mil. Sorte ou pura coincidência, a verdade é que quem fez a festa nessa edição foram os profissionais do Sul do país. O primeiro ganhador do sorteio do caminhão Iveco Daily, realizado dia 5 de novembro, foi o gaúcho Sadir Paulo Passi, de Sapucaia do Sul. O segundo caminhão saiu no dia 21 de janeiro para outro gaúcho, o caminhoneiro Nelson Miro Conrado, da cidade de Taquara. Mas o grande vencedor foi o paranaense Alessandro Milesk, da cidade de Reserva, que levou para casa um caminhão Iveco Stralis zero quilômetro e o título de Caminhoneiro do Ano 2007. Os objetivos da Caravana vão muito além das premiações. A causa social é que representa o espírito e a credibilidade deste projeto, que tem como principais metas a segurança nas estradas, os direitos à cidadania e ainda mobilizar os caminhoneiros no combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.