I SEMINÁRIO LUSOBRASILEIRO DE EDUCAÇÃO
INFANTIL - SLBEI
IV SEMANA INTERNACIONAL
DE PEDAGOGIA - SIP
Centro Cultural e de Exposições
Ruth Cardoso
De 21 a 25 de Novembro de 2015
Maceió - Alagoas - Brasil
Colegiado de
Pedagogia
UFAL
Centro Acadêmico
Paulo Freire - CAPed
ISSN: 1981 - 3031
A INFLUÊNCIA DOS TEÓRICOS EM SUA PRÁTICA PEDAGÓGICA NA
DISCIPLINA DE PESQUISA EDUCACIONAL
Aplicações voltadas para a química analítica
Nome: Krysthal Marrie do Santos
Email: [email protected]
Nome:Amanda Oliveira de Souza
Email:[email protected]
RESUMO
Este artigo procura demonstrar as práticas docentes aplicadas em sala de aula bem como suas
relações com teóricos educacionais que contribuíram muito em métodos disciplinares de
aprendizagem utilizados em escolas do mundo todo. Às vezes os professores utilizam técnicas de
ensino e nem tem a ideia de que aquele método aplicado foi descoberto ou estudado por algum
teórico, principalmente os professores bacharéis que não possuíram disciplinas pedagógicas em suas
grades curriculares no processo de formação. O objetivo do estudo foi escolher e observar uma
disciplina do curso de licenciatura em química do Instituto de Química e Biotecnologia/Universidade
Federal de Alagoas e registrar a influência dos teóricos na prática desse docente.
PALAVRAS-CHAVE: Teóricos educacionais. Práticas docentes. Métodos disciplinares.
PROBLEMÁTICA DA PESQUISA
A disciplina de química analítica qualitativa tem sido uma das disciplinas que
geram muitas dificuldades nos alunos não só do curso de licenciatura em química,
como nos alunos dos cursos que contenham esse programa nas grades curriculares,
porém com o auxílio dessa disciplina podemos encontrar explicações para diversos
fatos do contexto químico qualitativo, pesquisadores antigos e atuais encontraram
na analítica qualitativa um meio de compreender o comportamento químico das
espécies em soluções aquosas e a possibilidade de determinar a composição de
amostras.
A química analítica se divide em qualitativa e quantitativa. A primeira tem
como objetivo o reconhecimento ou identificação dos elementos e dos grupos
químicos presentes em uma amostra. A segunda, a determinação das quantidades
dos mesmos e suas possíveis relações químicas incluindo suas estruturas. A
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química analítica qualitativa, por tanto, estuda os meios de identificar os
componentes químicos de uma amostra. Todos os métodos analíticos se
fundamentam na observação de certas propriedades dos elementos ou grupos
químicos que permitem deduzir sua presença. (MARTÍ - 1964)
OBJETIVOS
 Analisar as aulas de um docente lotado no IQB e realizar comparações de
suas aulas com os fundamentos de teóricos educacionais;
 Realizar críticas positivas e negativas, com a metodologia aplicada em sala
de aula;
 Identificar quais os teóricos educacionais influenciaram e influenciam até hoje
em suas aulas.
METODOLOGIA
A produção desse artigo se deu como exigência para obtenção de nota na
disciplina de pesquisa educacional, foi preciso escolher um professor no qual
estivéssemos pagando a disciplina dele e identificar durante um semestre, 2014.1, a
influência dos teóricos na prática pedagógica deste docente. Diante da importância
da química analítica para a formação no curso, e devido à vasta aplicação dessa
disciplina optei por ela para as observações.
RESULTADOS
No início do semestre o professor procurou fazer uma revisão antes de começar os
assuntos referentes à analítica qualitativa, ele estava preocupado com o
desempenho dos alunos caso ele iniciasse seus conteúdos, então preferiu retratar
tudo que já tinha sido visto em outros semestres, e que servia como base para a
analítica, o intuito desta ação era relembrar o que os alunos já tinham noção, como
estequiometria, fórmulas utilizadas nos cálculos de concentração, porém não
estavam lembrados com plena convicção.
Essa situação pode ser comparada as inovações de Lev Seminovich
Vygotsky, ele defendia dois estágios de desenvolvimento, o atual e a zona de
desenvolvimento próximo. O nível de desenvolvimento atual tem relação com um
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processo de desenvolvimento obtido pelo jovem, o que ele já é capaz de fazer só, ou
seja, os alunos já são capazes de resolver questões voltadas para alguns conteúdos
que eles já viram no decorrer do curso, são capazes de realizar cálculos
estequiométricos, cálculos de concentração, e esses conteúdos são cruciais para o
desenvolvimento dessa disciplina, então o professor retratou esses conceitos para
fazer uma análise da turma e constatar se eles de fato estavam aptos para o início
dos conteúdos analíticos. Esse então é o nível de desenvolvimento atual porque o
próprio docente pode verificar o grau de dificuldade ou de desenvolvimento dos seus
alunos quando ele está revisando conteúdos que os educandos já deveriam ter visto
no decorrer do curso de química licenciatura.
A zona de desenvolvimento próximo nesse caso, seria o que o professor iria
passar para eles, os assuntos referentes à química analítica e que eles iriam
aprender com esse docente, a aprendizagem nesse caso só é possível porque eles
já tem um nível de desenvolvimento alcançado, ou seja, eles já viram em outras
disciplinas conteúdos imprescindíveis para o aprimoramento da analítica.
O docente sempre procurava se adequar a situações do cotidiano para que
nossa assimilação fosse despertada com mais clareza, pois ele sabia que o contexto
associado a analítica eram onde os alunos mais tinham dificuldades, então ele
buscava todos os meios que podia, a maioria deles eram improvisados, que muitas
vezes facilitava o nosso conhecimento. Até nas listas de exercícios, as questões
tinham relação com nosso dia a dia, o que despertava nosso interesse com relação
à química analítica em nossas vidas.
Quando ele passou a falar de concentrações nos perguntou ‘’Qual a maior
fonte de íons fosfato que vocês tomam diariamente?” e todos os alunos ficaram
perplexos sem saber a resposta, quando ele respondeu que era a Coca-cola, muitos
ainda continuaram abismados porque isso não é do conhecimento de todos, essa
interação despertava nosso interesse a se profundar no conteúdo, esse foi apenas
um dos vários exemplos que ele relatava em suas aulas e que tinham relações com
nossas vidas diariamente.
Os aspectos voltados para essa relação com o cotidiano, envolvendo a
sociedade, estão contidos em algumas práticas pedagógicas estudadas pelo teórico
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ucraniano Anton Semionovich Makarenko, alguns parâmetros fundamentos por ele,
são postos em sala de aula pelo docente.
Makarenko acreditava que o aluno deveria ser preparado de forma
contribuinte para a sociedade, para isso, ele colocava em prática meios que
estimulassem a curiosidade e a vontade de aprender do individuo, os conteúdos a
serem abordados adentravam com a realidade dos jovens tornando o aprendizado
mais simples e significativo. O ucraniano unia suas técnicas para que fossem
formados indivíduos que pudessem lidar com diversas situações, e tomarem
decisões que auxiliassem no desenvolvimento dos educandos.
Antes de iniciar algum conteúdo analítico, o docente sempre fazia algumas
perguntas dentro do contexto para os alunos, porque todos que estavam pagando
esta disciplina tiveram os pré-requisitos necessários como: química geral 1 e 2,
química inorgânica, química ambiental, e química orgânica, para chegar em química
analítica 1, pois um pouquinho de cada uma dessas disciplinas estariam inseridas na
analítica. As perguntas feitas por ele tinham como objetivo de explanar a mente dos
alunos a respeito de conteúdos já vistos, ele sempre lembrava que tudo que os
educandos tinham estudado em períodos anteriores, eram como uma peça chave
para compreender com clareza os conteúdos que seriam abordados durante o
semestre, ou seja, os conhecimentos adquiridos serviriam como base para análise
da situação proposta pelo professor (da pergunta feita por ele) e assim ele ajudava
aos alunos a encontrarem uma solução para o problema imposto por ele mesmo,
dessa forma ele preparava os alunos para a sociedade, de forma que eles deveriam
estar aptos para qualquer tipo de situação que eles possam se deparar no dia-a-dia,
afinal ser professor é estar disposto e pronto para várias situações, principalmente
diversas perguntas inesperadas, então é sempre necessário saber um pouco de
cada coisa.
As questões da prova desse professor, não eram objetivas, o que levava o
aluno a trabalhar o seu lado pensante, o que causou uma certa dificuldade e ao
mesmo tempo era um aspecto positivo pois muitos alunos estavam acostumados a
questões onde o raciocínio não era trabalhado, e a partir disso tiveram que se
esforçar mais para se adequar ao conteúdo. A ação de pensar desperta no aluno a
capacidade de aprendizagem e desenvolve toda parte intelectual contida nele,
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porém não exposta, pois esse lado era pouco trabalhado, esse fato leva a uma
esforço adentrado a um objetivo, fazendo com que o aluno se cobre mais e comece
a perceber relação das coisas.
Situações semelhantes a essas, tanto com relação a forma com que ele inicia
o assunto revisando outras químicas, quanto na não objetividade das provas, podem
ser encontradas nas contribuições descritas por John Dewey, doutor em filosofia,
que lançou o movimento da Escola Nova, um ensino centrado no aluno onde ele
deveria ser preparado e destinado a situações de experiências em sociedade. Todos
os acadêmicos de licenciatura em química futuramente estarão em sala de aula, e
eles tem que estar preparados para perguntas inesperadas e de qualquer tipo, e
saberem lidar com diversas situações. Então em ambas as ocorrências os alunos
devem pensar sobre os conteúdos que estão sendo vistos,
recordar outros, e por em prática ou seja, vivenciar tudo que ele absorveu, pois
nenhum aprendizado é descartado e tanto a experiência quanto a aprendizagem
possui uma relação.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao longo do semestre 2014.1 observando as aulas de um docente de química
analítica, percebeu-se que por ele lecionar uma disciplina que abrange um pouco de
várias outras, foram geradas muitas dúvidas entre os alunos, então o professor
colocava em prática técnicas que facilitavam o aprendizado, sejam elas técnicas
motivacionais, ou até mesmo improvisações, aplicadas em sala de aula, que
detinham a influência de teóricos educacionais. O professor poderia até não ter
conhecimento das contribuições pedagógicas dos principais teóricos, mas pelo fato
dos processos de aprendizagem serem duradouros e passados de geração a
geração, estando estas aplicações presentes em escolas do mundo todo, então as
melhores e mais indicadas formas de passar os conteúdos são aquelas em que o
professor esteja realmente preocupado com o aprendizado do aluno, e não só se
importando em passar o conteúdo de qualquer forma, ele busca todas as maneiras
possíveis para que o aluno consiga fixar os assuntos, tenta relembrar conteúdos já
vistos, e mesmo que o docente não tenha conhecimento algum a respeito dos
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teóricos, percebe-se que se ele realmente se importar com sua profissão e com a
forma com que o conteúdo é passado e com a resposta dos alunos com relação ao
aprendizado haverá influência, mesmo que mínima, de algum teórico.
REFERÊNCIAS
MARTÍ, F. Burriel., CONDE, F. Lucena., JIMENO, S. Arribas., MÉNDEZ, J.
Hernández.,Química analítica cualitativa. 18º Ed. 5º Impresión. 2008. Madrid España
MEIRA, Marisa Eugênia Melillo. Desenvolvimento e aprendizagem: Reflexões
sobre suas relações e implicações para a prática docente. Bauru - 2006
PAVÃO, Ronaldo Maciel; QUEIRÓS, Edinelson Vilalba; SOUZA, Liliane Pereira.
Aspectos históricos e filosóficos da educação socialista de Anton Makarenko:
Novos paradigmas pedagógicos para o novo homem soviético. Campo grande,
2012
ZANATTA, Beatriz Aparecida. O legado de Pestalozzi, Herbart e Dewey para suas
práticas pedagógicas escolares. Rev. Teoria e Prática da Educação, v. 15, n. 1, p.
105-112, jan./abr. Goiás 2012.
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