Índice
Diretor Presidente Hospital Santa Genoveva
Dr. Luizote de Freitas
Conselho editorial
Dr Almir Fernando Loureiro Fontes
Dr. Marcos Alvinair Gomes
Dr. Túlio Tadeu Marcolini
Ricardo Sá
Analú Guimarães
Célio Cardoso
Guiomar Lacerda
Conteúdo/Revisão
Serifa Comunicação
[email protected]
Jornalista Responsável
Analú Guimarães
MTB MG 05979JP
Repórteres
Aline Morais/Alitéia Milagre
Jacqueline Oliveira
06
09
10
14
17
18
Edição e Produção
Cult Publisher
Designer Gráfico/Criação
Jobcriativo - Jeferson Santos
Fotografos
Mauro Marques, Beto Oliveira e Peruzzo
Impressão
Registro Gráfica
Tiragem desta Edição
8.000 exemplares
Consultores de Midia
Guiomar Lacerda Domingos
Coordenação e Publicidade
Guiomar Lacerda Domingos
[email protected]
9102-6570 - 3213-5779
Contato Hospital Santa Genoveva
[email protected]
[email protected]
34 3239 0222
34 3239 0204
20
22
26
28
30
32
36
39
Capa
Complexo Hospitalar Santa Genoveva
é Acreditado Pleno Nível 2
Beleza
Rinoplastia: procedimento cirúrgico capaz de melhorar
a aparência e corrigir problemas respiratórios
Panorama
Câncer é a 1ª causa de morte por
doença em crianças
Entrevista
Secretário Municipal de Saúde fala sobre
os desafios e planos para sua gestão
Notícias
População tem vivido mais apesar do estilo
de vida menos saudável
Atualidade
Hospital investe em ações práticas
que salvam vidas
Psicologia
Impotência sexual atinge cerca de
50% da população masculina
Saúde
Videolaparoscopia melhora pós-operatório
em cirurgias renais
Farma
Saiba mais sobre os homeopáticos
Nutrição
Suplementos podem amplificar resultados no esporte
Destaque
Complexo Hospitalar Santa Genoveva implanta
atendimento com classificação de risco
Fitness
Esporte eleva os limites acima do chão
História
Complexo Hospitalar Santa Genoveva vai
ampliar e modernizar estrutura
Guia Médico
Viva Vida
03
Editorial
N
ós do Complexo Hospitalar Santa Genoveva, começamos 2013 com
a renovação da nossa estrutura, dos nossos conceitos e da nossa
forma de trabalhar. Nos preparamos e conquistamos a certificação com a
Acreditação Hospitalar, que trará ainda mais segurança e qualidade aos
nossos serviços.
Implantamos diversos projetos como a classificação de risco, planejando
ainda melhor o nosso espaço, ampliando a capacidade de atendimento
e proporcionando aos nossos clientes ainda mais qualidade e tecnologia
de ponta. Com o fim das obras, ainda será possível aumentar os nossos
leitos, mudança tão necessária atualmente.
Com a padronização dos nossos processos de trabalho, implantamos
diversos projetos como a classificação de risco no pronto atendimento,
por meio do protocolo Manchester, uma metodologia científica que vai
classificar e separar os atendimentos por ordem de gravidade de cada
caso, não comprometendo a saúde do paciente.
Vale lembrar que somos o primeiro hospital
privado do Triângulo Mineiro a implantar esse
protocolo de atendimento.
Além disso, também fomos pioneiros na
implantação hospital sem papel, que digitalizou
o Prontuário Eletrônico do Paciente, gerando
segurança no arquivo de informações e rapidez
nas pesquisas e receitas médicas, dentre vários
outros projetos, que quando concretizados vão
aumentar ainda mais a qualidade dos nossos
serviços e nos ajudar a alcançar nosso objetivo
em ser referência regional em cuidados da saúde
com segurança, resolutividade e qualidade no
atendimento.
Para esta edição da VivaVida, você vai entender
um pouco mais das ações do Santa Genoveva,
vai conferir uma entrevista exclusiva com nosso
Secretário de Saúde, Dr. Almir Fontes, conhecer
novas atividades como o Slackline pg.32, dentre
outros assuntos que vão deixar você por dentro
das novidades na área médica.
Boa leitura!
04
Viva Vida
Dr. Luizote de Freitas
Diretor Presidente do Complexo Hospitalar
Santa Genoveva
Capa
Complexo Hospitalar
Santa Genoveva é
acreditado Pleno Nível 2
Instituição foi avaliada e recebeu o certificado
comprovando a qualidade dos seus serviços
Diretoria do Complexo Hospitalar Santa Genoveva
O
Complexo Hospitalar Santa Genoveva recebeu,
no mês de março, a certificação de Acreditado
Pleno, Nível 2 da Organização Nacional de
Acreditação (ONA), reconhecimento que veio confirmar
o elevado nível dos serviços prestados pela instituição
para a sociedade.
O mercado em suas diversas áreas está cada vez mais
competitivo e isso não é diferente na área de saúde. A
qualidade dos serviços se tornou uma obrigação.
Por esse motivo que o Complexo Hospitalar Santa
Genoveva se empenhou em conquistar a Acreditação
Hospitalar, um selo que representa a responsabilidade
e o comprometimento da instituição com a segurança
06
Viva Vida
e com a garantia da qualidade do atendimento à
população.
A avaliação da instituição foi feita pela Instituição
Acreditadora, Germanischer Lloyd, que inspecionou
todos os setores do Santa Genoveva de 11 a 13 de março.
“O nível 2 de Acreditação avalia o gerenciamento da
interação entre os processos, através de indicadores
de resultados, que demonstram a efetividade dos
processos, permitindo que ações de melhoria contínua
possam ser implementadas sempre que necessário. Por
isso, é permanente o compromisso com a aplicação
dos padrões e a melhoria dos processos, com a
adoção de procedimentos padrões que garantem
segurança e qualidade aos serviços prestados”, afirma a
coordenadora do setor de Qualidade, Ellen Magalhães.
para adequação ao Manual
Brasileiro de Acreditação.
O resultado positivo foi apresentado no último dia
de auditoria no auditório da instituição para todos
os gestores. Nessa reunião, a avaliadora líder do
Germanischer Lloyd, citou os pontos fortes do Hospital
durante a leitura da ata de decisão, sendo eles: “a
integração das metodologias de gestão nas seguintes
áreas: direção, administrativa, corpo clínico, área
assistencial, farmácia e áreas de apoio; a implementação
de melhorias com foco às ações do Planejamento
Estratégico e minimização dos riscos, o comprometimento
do quadro funcional e da direção com o sistema de gestão,
a preocupação com a saúde e segurança dos pacientes/
clientes com impacto direto nos resultados, sendo assim
concedida a Acreditação (ONA) Nível 2 - Pleno.”
A participação dos médicos
do corpo clínico, dos gestores,
colaboradores de todos os
setores, terceiros e prestadores
de serviços demonstraram
o alinhamento necessário
para alcançar as metas
que foram propostas”, diz Ellen.
De acordo com a coordenadora da Qualidade, a
certificação foi fruto do trabalho em equipe. “A conquista
desse certificado aconteceu por meio da participação e
integração de todos os setores, orientados pela equipe da
Qualidade, que atenderam integralmente as exigências.
A determinação e a participação efetiva da diretoria
e administração do Hospital foram cruciais para as
tomadas de decisão e mudanças que foram necessárias
Para o diretor presidente, Dr. Luizote de Freitas, o
pensamento não é diferente, o emprenho de cada um
foi fundamental para essa conquista tão importante.
“O trabalho foi difícil. Tivemos que mudar muitos
hábitos e corrigir alguns protocolos de gestão, mas
tudo por um bem maior: o bem do nosso paciente.
Todos cresceram e melhoraram com esse processo.
Só temos que agradecer pelo empenho de todos
do Complexo Hospitalar Santa Genoveva. Médicos,
colaboradores, terceiros e prestadores de serviço,
enfim todos os envolvidos diretos e indiretamente
com a instituição, pois foi pelo trabalho em conjunto
de todos que conseguimos este tão importante
passo”, avalia o diretor.
Equipe envolvida na Acreditação
Viva Vida
07
Capa
Auditoras durante reunião de diagnóstico
Organização Nacional de Acreditação (ONA)
A Acreditação Hospitalar é um sistema de verificação
externa que tem o objetivo de determinar a
conformidade diante de um conjunto de padrões,
constituindo-se num processo de avaliação dos
recursos institucionais, que é feito em caráter
voluntário, periódico e reservado.
Dentro do Sistema Brasileiro de Acreditação,
o processo de avaliação para certificação é de
responsabilidade das Instituições Acreditadoras
Credenciadas pela ONA. Essa atividade é
desempenhada pela equipe de avaliadores das
Instituições Acreditadoras Credenciadas, tendo
como referência as Normas do Sistema Brasileiro de
Acreditação e o Manual Brasileiro de Acreditação ONA específico.
É a organização, serviço ou programa da saúde que
manifesta o interesse pela avaliação, diretamente a
08
Viva Vida
uma das Instituições Acreditadoras Credenciadas.
A avaliação para Acreditação é dividida em Nível
Acreditado, Nível Acreditado Pleno e Acreditado com
Excelência. Sendo eles:
Nível Acreditado: estrutura (certifica os recursos físicos,
materiais, equipamentos, financeiros, organizacionais,
humanos, gestão da segurança). Tem validade de dois anos.
Nível Acreditado Pleno: processo da assistência
(certifica o que e como é feito para os pacientes). Tem
validade de dois anos.
Nível acreditado com Excelência: resultados (certifica
os resultados obtidos em relação ao estado de saúde dos
pacientes e sua satisfação com o sistema de prestação
do serviço). Tem validade de três anos.
Fonte: ONA
Beleza
A
Rinoplastia: procedimento
cirúrgico capaz de melhorar
a aparência e corrigir
problemas respiratórios
credite se quiser, um nariz bem desenhado pode
modificar a aparência do seu rosto. Existem vários
formatos desfilando por aí: romano, grego, núbio,
falcão, pequeno e arrebitado, cada um com o seu charme.
E quando á natureza não colabora muito com a estética da
face, a medicina pode ajudar. Nessas situações, famosos e
pessoas comuns recorrem à cirurgia no nariz ou rinoplastia. O
procedimento é considerado um dos mais desafiadores para
os cirurgiões, pois exige habilidade, maturidade cirúrgica e
sensibilidade artística.
narinas é retirado em um período de 24 horas, podendo variar
com o tipo de cirurgia. O tempo de internação também depende
do porte cirúrgico e do tipo de anestesia (local ou geral). Há
casos em que o paciente recebe alta no mesmo dia da cirurgia.
Já a cicatrização da ferida cirúrgica é rápida – em torno de
cinco a sete dias, seja interna ou externa –, mas o resultado
cirúrgico é demorado. O resultado final da rinoplastia só poderá
ser observado de seis meses a um ano após a realização do
procedimento, que é quando já não se tem mais edema residual
e quando a integração dos enxertos já está adequada.
A cabeleireira Sirlaine Rosa Jordão, de 38 anos, não podia ver um
flash e tinha pavor de fotografias pelo incômodo que o nariz lhe
causava. “Antes de passar pela cirurgia, meu nariz me incomodava
muito. Eu não gostava de tirar fotos, pois achava meu nariz feio
e grande. Ele tinha uma espécie de bolinha – pelota – na ponta e
as abas muito abertas. No ano passado, dia 30 de março, data do
meu aniversário, decidi me presentear com a cirurgia plástica.
Para Priscila, mesmo que a cirurgia no nariz seja executada com
o olhar clínico do cirurgião é importante ressaltar ao paciente que
em procedimentos estéticos os resultados nunca são prometidos.
“Isso, porque a cirurgia plástica é considerada um procedimento de
meio e não um procedimento de fim, ou seja, não se pode garantir
um resultado final, já que a resposta do organismo é individual,
variando de paciente para paciente. No procedimento cirúrgico são
utilizados todos os meios possíveis para que os resultados sejam
de acordo com o esperado, só tendo o cuidado de informar ao
paciente que não se pode garantir determinado resultado para não
Hoje, ao comparar as fotos de antigamente com as atuais,
Sirlaine conta que se arrepende de não ter operado antes. “A
cirurgia foi perfeita. A médica Priscila disse que no meu caso,
o problema poderia ser resolvido em 80%, mas pelo resultado
que obtive foi de 100%. Mudou minha aparência e aumentou
minha auto estima. Em um mês, já estava bem cicatrizado, não
tinha ferimentos e o inchaço era mínimo. Com dois meses, a
sensação de dormência havia passado quase completamente e
as pessoas já nem percebiam que eu tinha feito plástica. Com
60 dias estava muito tranquila e satisfeita”, disse.
gerar frustrações”, finaliza.
De acordo com a cirurgiã plástica, Priscila Vasconcelos, do
Complexo Hospitalar Santa Genoveva, a cirurgia plástica no nariz
é considerada rápida, mas pode variar de acordo com a proposta
do procedimento. “A rinoplastia é uma intervenção geralmente
de pequeno porte. Em geral, dura cerca de uma hora. Já para
cirurgias associadas à septoplastias ou envolvendo enxertos,
costumam demorar um pouco mais”, afirma a cirurgiã.
Ela acrescentou ainda que o tampão colocado no interior das
Dra.Priscila Vasconcelos - Cirugiã Plástica do
Complexo Hospitalar Santa Genoveva
Viva Vida
09
Panorama
Câncer é a 1ª causa de morte
por doença em crianças
Leucemia é o câncer mais frequente na faixa etária de 0 a 14 anos
G
iovana Barbosa Pontes, hoje com cinco anos
de idade, era há dois anos uma criança sapeca,
brincalhona e que às vezes se queixava aos pais
de dores de barriga, ou aparecia com algum roxo na pele,
comuns entre muitas crianças. Mas o que os pais não
esperavam é que esses sintomas eram apenas alertas de
uma doença ainda mais grave. “A Giovana às vezes se
queixava de dores na barriga, mas pensávamos que fosse
10
Viva Vida
por conta de uma prisão de ventre, percebíamos alguns
roxos também, mas criança sempre tem isso, devido
às brincadeiras. Percebemos, em um domingo, dois
caroços no pescoço, do lado esquerdo e começamos a
ficar atentos. Isso foi em agosto de 2011. Três dias depois
eles amanheceram doloridos e enrijecidos. Levamos ao
pediatra que pediu exame de sangue que não detectou
nada. Desde então, fomos a vários especialistas tentando
descobrir o que ela tinha, até que dois meses depois
repetimos o exame de sangue, que deu uma alteração,
constatando uma baixa imunidade e baixa nas plaquetas.
Em outubro de 2011 ela foi internada e diagnosticada
com leucemia”, conta Geisson Gomes Pontes, pai de
Giovana.
Casos como o de Giovana são mais comuns do que
se imagina. No Brasil, o câncer infantil é a primeira causa
de morte por doença, na faixa etária de 5 a 19 anos. O
Inca – Instituto Nacional de Câncer estima mais de 12 mil
casos de câncer infanto-juvenil para 2013, entre crianças
e adolescentes de 1 a 19 anos. Estima-se que a incidência
dos tumores pediátricos no mundo varie de 1% a 3%
do total de casos de câncer. Apesar dos números serem
preocupantes, de 70 a 80% das crianças acometidas
pelo câncer são curadas, quando o diagnóstico é precoce
e o tratamento adequado.
Tratamento
Um dos fatores de maior sucesso no tratamento é o
diagnóstico precoce, por isso, é importante que os pais
estejam alertas para qualquer sinal e sintoma e levem
sempre seus filhos ao pediatra, no caso destes sinais e
sintomas serem persistentes. “Os sintomas geralmente
são semelhantes àqueles apresentados em doenças
comuns na infância, como por exemplo, dor nas pernas,
febre e caroços no pescoço. Por isso, é importante que
“O câncer infantil acontece quando há a proliferação
descontrolada de células anormais em qualquer lugar
do organismo. Nas crianças, o câncer geralmente atinge
as células sanguíneas e tecidos de sustentação”, afirma
Tatiana Macedo Vilela, oncopediatra do COT – Centro
Oncológico do Triângulo.
Os cânceres mais frequentes nas crianças são as
leucemias (quando as células sanguíneas, como os
glóbulos brancos, as plaquetas e as hemácias, são
afetados, causando palidez, sangramentos e febre), que
são o tipo mais frequente na maioria das populações,
correspondendo entre 25% e 35% dos tipos de câncer
em crianças de 0 a 14 anos; os tumores do sistema
nervoso central e linfomas (envolve o sistema linfático),
o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso
simpático, que acomete qualquer nível da medula
espinhal, desde o pescoço até a final da coluna e também
as glândulas adrenais), tumor de Wilms (tumor renal),
retinoblastoma (na retina do olho), tumores germinativos
(tumores das células que vão dar origem as glândulas
sexuais), osteossarcoma (tumor ósseo) e sarcomas
(tumores de partes moles, como cartilagem e músculos).
Viva Vida
11
Panorama
mesmo parecendo simples, estes sinais e sintomas sejam avaliados por um especialista”,
afirma a médica.
O tratamento do câncer infantil pode incluir quimioterapia, cirurgia e/ou
radioterapia, dependendo de cada tipo de tumor e de seu estágio, isto é, se
está localizado ou se já se espalhou.
É importante também que o acompanhamento da criança seja feito
por uma equipe multiprofissional, aumentando, assim, as chances de
resultados positivos.
“O câncer em crianças e adolescentes é sempre complexo, principalmente
pelas questões emocionais e sociais envolvidas, por isso a cura não deve
se basear somente na recuperação biológica, mas também psicológica,
mantendo o bem-estar e a qualidade de vida do paciente e de sua família”,
conta a oncopediatra.
No caso de Giovana ela aceitou bem o tratamento como conta o pai. “Ela reagiu
bem ao tratamento e às pessoas. Encarou tudo com muita maturidade para idade
dela. Os exames hoje não aparecem alterações significativas, apenas uma baixa
imunidade devido os efeitos da quimioterapia. Hoje estamos felizes com o bom
andamento do tratamento. Giovana está respondendo bem e neste período, a
quimio está apenas em manutenção e se tudo correr bem, no fim do ano ela terá
alta médica”, afirma o pai que ainda deixa o alerta: “recomendo aos outros pais que
fiquem atentos aos mínimos sintomas, mesmo que seja uma dor de barriga, ou um
roxo qualquer. Toda queixa de criança deve ser investigada”, afirma Geisson.
Fique atento aos sintomas:
- Nas leucemias, a criança se torna suscetível a infecções, pode ficar pálida, ter sangramentos, febre e sentir
dores ósseas.
- No retinoblastoma, dois sinais importantes, de acordo com a oncopediatra, são os reflexos brancos e
menor frequente, o estrabismo (olhar torto). Geralmente acomete crianças até os três anos de idade. “Hoje
o teste do reflexo vermelho, feito na maternidade, dá pista sobre a presença deste tumor. Se positivo, a
criança deve ser encaminhada para um oftalmologista ou oncopediatra. Se descoberto a tempo, a visão pode
ser totalmente preservada, porém se evoluir sem diagnóstico, a criança pode perder a visão dos dois olhos”,
afirma Tatiana.
- Tumores do sistema nervoso central têm como sintomas dor de cabeça, vômitos, alterações motoras,
alterações de comportamento e paralisia de nervos faciais.
- Aumento do volume ou uma massa no abdômen, podendo tratar-se, nesse caso, de um tumor de Wilms
ou neuroblastoma.
- Tumores sólidos podem se manifestar pela formação de massa, podendo ser visíveis ou não e causar dor
nos membros, sintoma, por exemplo, frequente no osteossarcoma (tumor no osso em crescimento), mais
comum em adolescentes.
- Tumor de sistema nervoso central tem como sintomas dor de cabeça, vômitos, alterações motoras,
alterações de comportamento e paralisia de nervos.
Fonte: Inca
12
Viva Vida
Viva Vida
13
Entrevista
Secretário Municipal de
Saúde fala sobre os desafios
e planos para sua gestão
O
carioca Dr. Almir Fontes nasceu na capital fluminense.
Mesmo com todos os encantos naturais do Rio de
Janeiro, o cardiologista afirma que seu coração é de
Uberlândia. É filho de pais portugueses. Veio para as terras
mineiras aos 13 anos, passando a viver em Juiz de Fora. Lá se
formou em Medicina na Universidade Federal de Juiz de Fora
(UFJF), em 1990. É casado com uma médica pediatra, pai de dois
filhos e há 14 anos está na cidade onde, agora, responde pela
Secretaria Municipal de Saúde.
Suas residências médicas foram em Clínica Médica na UnicampSP, especializou-se em Cardiologia e Ecocardiografia no Instituto
Dante Pazzanese de Cardiologia-SP, Ressonância Magnética
Cardíaca no HCor-SP, Medicina Tradicional Chinesa (acupuntura
e fitoterapia) no Hospital Servidor Público Municipal-SP. Possui
títulos de Especialista em Clínica Médica, Terapia Intensiva,
Ecocardiografia e Cardiologia. Tem mestrado em Clínica Médica
14
Viva Vida
pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) (Telemedicina
em Cardiologia). Estagiou em Cardiologia e Ecocardiografia no
Hospital Johns Hopikins – Baltimore, nos Estados Unidos, além
de apresentar diversos trabalhos científicos em congressos
regionais e nacionais e palestrar em congressos de cardiologia.
Foi militante político no movimento estudantil e médico.
Participou como missionário em expedição na África
(Moçambique e África do Sul). Trabalhou como médico
concursado na USP-SP, Hospitais Municipais e Estaduais de São
Paulo. Foi presidente do XX Congresso Mineiro de Cardiologia
e membro da diretoria da Sociedade Mineira da Cardiologia.
Faz parte do corpo clínico do Hospital Santa Genoveva,
trabalhou como médico de executivos do Grupo Algar, Serviço
de Ecocardiografia do Hospital Municipal de Uberlândia e UAI
Tibery. Atualmente é médico concursado e chefe do Setor de
Ecocardiografia da UFU.
Em entrevista exclusiva para a VivaVida, Dr. Almir Fontes conta
os desafios frente à esta nova missão.
Como surgiu o convite para que o senhor assumisse a
Secretaria Municipal de Saúde?
Dr. Almir – Sempre fui um profissional de saúde preocupado
com as causas sociais, mesmo na época da faculdade. Ao
longo da vida, tive a preocupação de ajudar a população
garantindo um atendimento à saúde com qualidade e de
maneira humanizada. A aproximação com o prefeito Gilmar
Machado veio de encontros eventuais. Uma das vezes que
conversei com ele foi durante um Congresso de Cardiologia
que ajudei a trazer para Uberlândia. Lembro também de ter
contado a ele sobre uma viagem que fiz a Moçambique, em
uma ação missionária. E também participei da elaboração dos
Planos de Governo nas duas eleições em que o atual prefeito
era candidato. Um dia, estava em uma consulta e ele me
ligou. Fiquei surpreso e um tanto preocupado em um primeiro
momento. Mas a tranquilidade veio com a certeza de que em
Uberlândia temos pessoas muito competentes e que estão
ao meu lado na gestão da saúde no município. Falei a ele que
precisaríamos de uma equipe gabaritada, independente da
ideologia partidária.
E quais foram os critérios para a formação desta equipe?
Dr. Almir – Competências e as qualificações técnicas. E claro
que, aliado a isso, temos o histórico de luta em movimentos
sociais, o envolvimento com a população e a preocupação em
atender bem o nosso povo. Não adianta colocar pessoas para
coordenar áreas específicas da saúde, sem habilitação, sem
experiência e sem uma formação adequada. E tudo isso deve
estar estreitamente ligada à visão humanista da saúde.
Há um processo de reestruturação de cargos dentro da
Secretaria de Saúde?
Dr. Almir – Tínhamos nas gestões anteriores uma visão um
pouco diferente da nossa. A estrutura era burocrata e não
priorizava em atender os princípios do Sistema Único de
Saúde (SUS). Nesse movimento de organização, estamos
desenvolvendo um organograma extremamente técnico,
com profissionais focados para que os SUS sejam de fato
implementados em Uberlândia. A busca pela universalidade,
pela equidade e pela integralidade da atenção à saúde da nossa
população será uma busca obsessiva da nossa gestão.
E para garantir essas premissas e cumprir outros objetivos, o
caminho passa pela criação da Fundação de Saúde? Ela já foi
aprovada pela Câmara?
Dr. Almir – Sim, o projeto foi aprovado pela Câmara. E mais, o
projeto da Fundasus, que é o nome que estamos utilizando para
a fundação, foi submetido ao Conselho Municipal de Saúde
e também a uma audiência pública. É uma ordem expressa
do prefeito que iremos sempre cumprir: a população e os
legisladores vão conhecer antecipadamente e participar
efetivamente de todos os projetos que a Secretaria Municipal
de Saúde elaborar, assim como todos os projetos das demais
Secretarias.
Sobre as organizações sociais (OSs) que atendem atualmente
a prefeitura, não há nada contra elas. Acreditamos que sem
estas instituições, a saúde de Uberlândia estaria muito mal.
Mas, esse tipo de gestão do atendimento não é a nossa
filosofia. Todo esse processo que arrasta por anos, deixou que
as OSs ficassem muito independentes e com uma gerência
própria, tomadas de conduta individuais e, muitas vezes, não
pautadas nas reais necessidades da população. Repito, tudo
isso foge aos princípios do SUS. E nós somos SUS. Reiterando,
nós não temos nada contra as OSs, apenas buscamos que
a gestão seja feita dentro dos nossos princípios e a nossa
supervisão. O Ministério Público determinou que os contratos
tem que ser cancelados.
Mas, tudo não foi muito rápido?
Dr. Almir – A necessidade de criar a Fundação de Saúde fez
parte do Programa de Governo do Gilmar Machado. A ideia
era que discutíssemos com tranquilidade, mas em função dos
problemas que nós encontramos de gestão e em função de
uma determinação do Ministério Público, resolvemos antecipar
essa discussão.
Uberlândia a exemplo de outras cidades do país tem uma
carência de médicos. Como resolver essa questão? Como
está o nível de formação de profissionais na cidade, não só
dos médicos, mas de todas as profissões da saúde?
Dr. Almir – Existe um déficit de 272 médicos. Uberlândia é uma
cidade universitária, onde se formam pelo menos 60 médicos
ao ano. Apesar de ter uma quantidade significativa de
médicos, uma parte está direcionada à iniciativa privada.
Muitos trabalham conosco, mas o tempo de participação
no SUS é pequeno, pois depois que formam, ficam um
ano ou dois e acabam seguindo outras oportunidades de
especialidade ou residência médica.
A nossa ideia, para todas as carreiras da saúde, é trazer mais
estudantes para a rede municipal de saúde. Muitos não têm
contato com a população e acreditamos que isso afasta o
profissional de saúde do serviço público, principalmente da
atenção primária. Queremos que eles atuem junto aos PSFs e
às UAIs, justamente para podermos formar essa mentalidade
social, de responsabilidade com a população e de uma visão
humanista.
Estamos também organizando cursos de capacitações para o
profissional que esteja dentro da rede, independente do tempo
de formação e da experiência.
Viva Vida
15
Entrevista
A proposta da nova gestão é que Uberlândia seja uma cidade
educadora. Essa ideia está impressa até no novo slogan
da administração. Como o senhor avalia a importância da
educação em saúde?
Dr. Almir – Fundamental. Não podemos pensar em ações na
saúde se elas não forem compartilhadas com a população
de uma forma muito clara. Por exemplo, podemos levar
informações em saúde para a rede Municipal de Educação. É
muito importante atuarmos com outras secretarias. No caso
específico, do aprendizado dentro da sala de aula, podemos
ter um contexto dentro das disciplinas dos professores, as
crianças podem aprender sobre higiene bucal, corporal, sobre
a importância de praticar atividade física, da importância de
ser ter uma alimentação mais saudável com frutas e verduras.
Acreditamos que, com esta educação, as crianças não só vão
replicar para seus pais, vizinhos e amigos, mas com certeza
vão se tornar adultos saudáveis. Sabemos que hoje temos uma
epidemia de doenças cardiovasculares e grande parte delas
começa na infância com hábitos irregulares e não saudáveis.
Queremos não só esta atuação da Educação em Saúde na
Escola, mas no dia a dia. Vamos criar uma Coordenação de
Promoção em Saúde, que visa difundir o conceito da atividade
física e elevar Uberlândia a um patamar de cidade saudável.
A Secretaria de Saúde busca uma aproximação maior com os
Programas dos Governos Estadual e Federal?
Dr. Almir – Com certeza, com qualquer programa, tanto do
Governo Estadual como Federal, serão muito bem-vindos.
Nossa preocupação é que a população esteja bem atendida.
Neste sentido temos mantido um amplo diálogo tanto no
Governo Federal como no Estadual. A nossa preocupação é
com o ser humano, independente da ideologia partidária.
O senhor foi eleito presidente do Cosems (Conselho Regional
de Secretários Municipais de Saúde). Pode explicar a razão
de ter se candidatado ao cargo.
Dr. Almir – A regional de Uberlândia engloba outros 17
municípios: Abadia dos Dourados, Araguari, Araporã, Cascalho
Rico, Coromandel, Douradoquara, Estrela do Sul, Grupiara,
Indianópolis, Iraí de Minas, Monte Alegre de Minas, Monte
Carmelo, Nova Ponte, Patrocínio, Prata, Romaria e Tupaciguara.
Dentro da proposta do prefeito de que a saúde tenha seu
atendimento ampliado e regionalizado, teremos força para
articular junto ao Estado e à União programas, incentivos e
políticas públicas para a nossa área de abrangência. Nesse
ponto, entram também o alinhamento para a implantação
das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e do Serviço de
Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
Isso quer dizer que o Hospital e Maternidade Municipal vai
ser regionalizado?
Dr. Almir – Essa visão é um tanto deturpada e tem um viés
político. O Hospital Municipal faz parte do SUS, recebe recursos
do Estado e da União e faz parte do sistema de regulação. Claro
16
Viva Vida
que a prioridade é para a população local. Mas, um exemplo:
temos leitos de UTI neonatal. Na segunda semana do mês,
uma criança de Ituiutaba precisou de um leito. Tínhamos vagas
disponíveis. É correto deixar uma criança morrer por ela não ser
de Uberlândia?
E o governo pode trabalhar em conjunto com os hospitais
particulares?
Dr. Almir – Sim e estamos caminhando para isso. Já tivemos
uma reunião para estreitar essa relação e iremos sim reativar
convênios com hospitais particulares.
O prefeito Gilmar Machado anunciou o Mutirão da Saúde,
que atenderá mais de mil pacientes em casos cirúrgicos. Os
hospitais particulares serão parceiros?
Dr. Almir – As cirurgias serão realizadas neste primeiro
momento, no hospital Santa Marta, 540 cirurgias de hérnia
(umbilical e inguinal), 170 de vesícula e 600 de varizes
bilaterais. O valor destinado aos procedimentos é de R$
1.430.000,00 e será repassado pelo Ministério da Saúde
e governo estadual. O mutirão também vai beneficiar
pacientes das cidades de Prata, Tupaciguara e Araporã. Os
procedimentos realizados no Hospital Municipal continuam
sendo feitos normalmente e vão beneficiar apenas a população
de Uberlândia. As parcerias com o Santa Genoveva e outros
hospitais serão, sim, muito bem-vindas.
Notícias
População tem vivido mais
apesar do estilo
de vida menos saudável
Cirurgia bariátrica está entre as
8 principais
inovações médicas para 2013
Após a divulgação do relatório Global Burden of
Disease Study 2010 (GBD 2010), publicado no
The Lancet, no qual revela que a população de
todo o mundo tem vivido mais, a mortalidade
infantil apresentou queda, mas ainda assim as
pessoas têm levado um estilo de vida menos
saudável – o governo brasileiro iniciou o
investimento em políticas de saúde para aumentar
a longevidade e garantir qualidade de vida, já que
o Brasil está inserido neste contexto mundial.
Um estudo feito pela Cleveland Clinic, um centro
médico e acadêmico de Ohio, nos Estados Unidos,
listou as melhores inovações médicas para
2013. Entre elas está a cirurgia bariátrica como
controlador do diabetes tipo 2. Apesar de não ser
um procedimento novo, a cirurgia bariátrica é melhor
do que o tratamento clínico do diabetes tipo 2, de
acordo com pesquisadores da Cleveland Clinic, já que
essa operação pode beneficiar um grande número de
pessoas.
De acordo com o ministro Alexandre Padilha,
do Ministério da Saúde, os trabalhos serão
intensificados para manter o aumento da
expectativa de vida no Brasil, porém esta tarefa vai
começar pela melhora na qualidade desses anos
a mais.
Recentemente, foi divulgado um estudo brasileiro
sobre a relação da cirurgia bariátrica com o diabetes.
O trabalho, publicado na revista Diabetes Care,
da Associação Americana de Diabete, avaliou 66
pacientes por seis anos, que receberam tratamento
no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo. Destes,
88% dos participantes tiveram remissão do diabetes.
O relatório publicado no The Lancet levou
cinco anos para ser concluído e contou com a
participação de 486 autores de mais de 50 países.
O trabalho foi conduzido pelo Instituto de Métrica
e Avaliação de Saúde (IHME), da Universidade
de Washington. O secretário de Vigilância em
Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa,
foi um dos entrevistados da publicação e disse
que o SUS está atento à prevenção das doenças
crônicas e à diminuição dos fatores de risco, como
sedentarismo, alimentação não balanceada e
tabagismo.
Com informações da Agência Saúde.
O cirurgião bariátrico Luis Augusto Mattar, concorda
com o estudo, mas alerta que a cirurgia ainda
é feita preferencialmente para o tratamento da
obesidade. “Os resultados da cirurgia bariátrica são
promissores. A maioria dos pacientes operados
que sofriam de diabetes, alcançaram seu controle
após o procedimento. Porém, vale ressaltar que sua
utilização em pessoas não obesas ainda está em fase
de pesquisas e não pode ser apontada como uma
solução”, afirma o especialista.
A lista divulgada pela Cleveland Clinic ainda inclui
tratamentos contra enxaqueca, câncer de próstata,
dispositivos para diagnosticar doenças como
melanoma e câncer de mama, transplante de pulmão
e cirurgia de catarata.
Viva Vida
17
Atualidades
Hospital investe em
ações práticas que
salvam vidas
C
onstantemente, a mídia tem
noticiado erros cometidos
por médicos e enfermeiros
em hospitais de todo o Brasil. Um
remédio errado, aplicado na veia
de um paciente, pode levá-lo a
óbito em questão de segundos.
Por que esse tipo de conduta tem
se tornado cada vez mais comum?
Que tipo de medidas pode ser
tomado para que erros tão graves
parem de acontecer?
Segundo a gerente de enfermagem
do Complexo Hospitalar Santa
Genoveva, Cléria Ferreira, os
medicamentos representam o
ranking de erros de enfermagem.
“Quando medicamentos são
administrados erroneamente
podem causar diferentes danos e
desencadear reações sistêmicas,
locais e até mesmo a morte do
paciente. Quando se trata de uma
criança a situação pode ser ainda
mais grave, visto que elas são
mais vulneráveis. Além de erro ao
aplicar ou injetar medicamento,
uma falha grave por levar a
queimaduras de pele, quedas,
cirurgias em pacientes errados ou
membros errados. São problemas
que precisam receber a atenção
necessária para a identificação e a
correção imediata”, disse Cléria.
18
Viva Vida
Falta de preparo e sobrecarga
Na visão da gerente de enfermagem do Complexo
Hospitalar Santa Genoveva, o que tem agravado a situação
nesse sentido é a falta de formação adequada e segura
dos profissionais, seja durante o curso de enfermagem
ou dentro das unidades de saúde. “A falta de despreparo
dos profissionais de saúde tem custado vidas e isso é
inadmissível. Os estudantes precisam buscar faculdades
e universidades sérias, ser aplicado e buscar se qualificar
bem. Muitos saem despreparados com conhecimentos
básicos de enfermagem”, acrescenta Cléria.
Na medida em que ingressam no mercado de trabalho,
devido à falta de profissionais qualificados para suprir as
vagas disponíveis, muitos chegam ao estresse provocado
pela sobrecarga de trabalho, gerada pela quantidade de
turnos, já que muitos atuam em mais de um hospital. “A
remuneração nem sempre satisfatória faz com que grande
parte dos profissionais estenda as cargas horárias e isso
acaba gerando cansaço excessivo e, consequentemente,
erros grotescos”, acredita Cléria.
Investimento em capacitação e reciclagem
Segundo o Conselho Federal de Enfermagem, o Brasil
tem cerca de 1,5 milhão de profissionais da área, sendo
300 mil enfermeiros, 1,1 milhão de técnicos e auxiliares.
No Hospital Santa Genoveva são mais de 200 técnicos
e enfermeiros. Mais do que preocupar com seu nome,
o Santa Genoveva prima pela vida. Por isso, oferece
capacitação permanente dos profissionais, por meio
do projeto “Educação Continuada em Enfermagem,
caminhada de adesão”. O objetivo é aperfeiçoar todos os
profissionais que têm contato com a enfermagem, como
técnicos, auxiliares, enfermeiros assistenciais, trainees e
também estudantes que fazem estágio na área, a fim de
atualizar seus conhecimentos e melhorar o atendimento
do profissional com o paciente.
“O enfermeiro responsável recepciona todos os
admitidos com aulas teóricas e práticas das rotinas
básicas de enfermagem e estes colaboradores são
acompanhados durante os 90 dias. Além disso, todos os
técnicos da empresa, inclusive os do turno da noite são
acompanhados por este enfermeiro. Com aqueles mais
experientes a educação continuada ocorre com caráter
voltado para a atualização dos processos de enfermagem”,
explicou a gerente de enfermagem do Complexo
Hospitalar Santa Genoveva.
Além de capacitar os que trabalham dentro do Complexo
Hospitalar Santa Genoveva, este ainda possui um
Comitê Interno de Segurança do Paciente, que tem como
meta geral assegurar a segurança do cliente assistido.
Cléria afirma que este comitê multiprofissional trabalha
mensalmente cada passo com a equipe de enfermagem
durante a educação continuada. Os dez passos estão de
acordo com a Rede Brasileira De Segurança do Paciente
(REBRAENSP) e compreendem: identificação do paciente,
Cuidado limpo e Cuidado Seguro; Cateteres e sondas
seguras; Cirurgia Segura; Administração Segura de
sangue e hemocomponentes; Paciente envolvido na sua
própria segurança; Comunicação efetiva; Prevenção de
quedas; Prevenção de Úlceras de Decúbito e Segurança na
utilização de tecnologia.
Outras ações importantes
Para que os erros não ocorram no Hospital, há o cuidado
com o paciente desde a entrada até a saída. De acordo
com Cléria, todos os acolhidos são identificados antes
da administração de qualquer medicamento. “Logo na
recepção já colocamos uma pulseira. As coloridas são para
os pacientes com risco de alergia e com risco de quedas.
Também seguimos o protocolo que evita úlceras de
decúbito (escaras). Os cateteres centrais são manuseados
apenas por enfermeiros experientes. Para evitar a
sobrecarga horária trabalhamos com dimensionamento de
pessoal técnico”.
Cléria conta que estas medidas surtem resultados
satisfatórios. “Além de inexistência de casos
de úlceras de decúbito nas UTIs, reduzimos
significativamente as flebites (inflamação das veias),
bem como o número de punção venosa. Não temos
nenhum registro de quedas dentro do Hospital.
Também conseguimos rapidez no atendimento
ao cliente. Com essas ações o nosso colaborador
se sente mais seguro em suas ações, o que traz
motivação para a equipe de modo geral”.
Viva Vida
19
Panorama
Psicologia
Impotência sexual
atinge cerca de 50% da
população masculina
Um a cada quatro homens acima de 65 anos apresentam disfunção sexual
P
ensar na hipótese de sofrer com a disfunção erétil
chega a ser um pesadelo para os homens. O fato
é que esse problema atinge cerca de 50% da
população masculina entre 40 e 70 anos, problema que
está longe de ser uma fraqueza dos homens e nada tem a
ver com sua masculinidade.
O National Institute of Health (INH) e a American
Urological Association (AUA) definem a disfunção erétil
(DE) como a incapacidade, recorrente ou permanente, de
obter e/ou manter uma ereção peniana adequada para um
intercurso sexual satisfatório. Em definições anteriores não
havia a palavra “satisfatório”. Com a sua introdução, fica
clara a importância da satisfação do paciente para perfeita
definição da DE.
Segundo o urologista e terapeuta sexual do Complexo
Hospitalar Santa Genoveva, Luiz Mauro Coelho
Nascimento, a prevalência da DE aumenta com a idade.
“Abaixo dos 40 anos apenas um em cada 50 homens
apresentam DE. Com aumento da idade a relação também
ascende, ou seja, um a cada quatro homens acima de 65
anos apresentam esta dificuldade”, diz o médico.
Ele explica que o fenômeno da ereção é um evento
hemodinâmico e multifatorial, e depende de fatores
psicológicos, neuroendócrinos, vasculares ou teciduais.
Dr.Luiz Mauro Coelho Nascimento - Urologista e Terapeuta Sexual
do Complexo Hospitalar Santa Genoveva
20
Viva Vida
A DE classifica-se em dois grupos: psicogênica e orgânica
(física). No grupo psicogênico, os jovens são os mais
atingidos, pois de acordo com o urologista, as causas
estão relacionadas a dificuldades conjugais, perda de
emprego, do cônjuge ou de parentes próximos, também
pelo medo de falhar, além da depressão, estigmas
religiosos, educação muito rígida, a ansiedade e a baixa
autoestima, por exemplo. Já os que estão inseridos no
grupo orgânico, as causas se relacionam com fatores
hormonais, vasculares, neurológicos e medicamentosos.
Luiz Mauro Coelho Nascimento afirma que os fatores
hormonais correspondem de 5% a 10% das causas de
DE. As principais se referem ao aumento da prolactina
e hipogonadismo (função testicular diminuída). Já
quando as causas são vasculares, explica o médico,
qualquer situação que diminua o fluxo arterial para o pênis
é passível de causar DE. Os principais fatores de risco
para esta condição são: hipertensão arterial, dislipidemia,
diabete melito, tabagismo, obesidade/sedentarismo e
tratamento de neoplasias pélvicas.
Nos casos onde as situações são neurológicas ocorre
perda da integridade da inervação que chega ao pênis,
provocado pela neuropatia diabética ou alcoólica,
operações pélvicas (prostatectomia radical) e lesões
medulares. Além desses fatores, o uso de alguns antihipertensivos, antidepressivos, antipsicóticos, hormônios
também podem favorecer o aparecimento de dificuldades
de ereção.
Outro aspecto que deve ser esclarecido é que o câncer
de próstata em si, em geral, não causa disfunção erétil,
mas o seu tratamento pode levar a esta condição. “Por
exemplo, a cirurgia que se realiza na tentativa de curálo, a Prostatectomia Radical, como também o uso de
hormônios para o controle desta afecção favorece a DE”,
esclarece o urologista.
Os tipos mais comuns e seus tratamentos
O médico explica que para dar início ao tratamento da DE é
preciso avaliar as possíveis doenças associadas, em especial
os pacientes com algum risco cardiovascular; discutir
as opções de tratamento em conjunto com o paciente
e reforçar a parceira, levando em consideração suas
preferências e expectativas e realizar o tratamento de forma
progressiva, aumentando o grau de invasão e risco. “Isso
porque a DE também pode ser considerada como um sinal
de alerta para doenças cardiovasculares, ou seja, doenças
arteriais, como infarto agudo do miocárdio, acidente
vascular cerebral. Nesse sentido, a avaliação mínima para
DE consiste, além da história médica e exame físico, os
seguintes exames: dosagem sérica da glicemia de jejum,
perfil lipídico (colesterol total e frações e triglicérides),
testosterona total e SHBG (globulina ligadora de hormônios
sexuais), para determinação da fração livre da testosterona”,
explica Nascimento.
Os tipos de tratamento mais comuns são a terapia oral
que são os inibidores da fosfodiesterase – 5 (PDE-5)
– Sildenafil, Vardenafil, Tadalafil, Lodenafil que atuam
promovendo o relaxamento muscular dentro do corpo
cavernoso do pênis, dando condição necessária para
obtenção da ereção. Também a terapia intracavernosa
que se caracteriza pela introdução de medicações no
corpo cavernoso do pênis, ainda o tratamento cirúrgico
com o implante de prótese peniana, geralmente
indicada quando não se obtém sucesso com as terapias
anteriores e o dispositivo de Constrição a Vácuo, que
segundo o urologista não constitui um modelo muito
bem aceito pela população masculina brasileira. “Este
equipamento é comercializado com o objetivo principal
de aumentar o pênis, o que não é verdade”, afirma o
especialista.
Outra modalidade de tratamento é a Terapia Sexual, que
consiste em informações técnicas sobre o funcionamento
sexual humano (masculino e feminino), como também
trocas de ideias e aprendizado sobre a sexualidade
humana, ou seja, sua real importância e valor para o ser
humano.
“Enfim, qualquer tratamento deve vir acompanhado
da ajuda da parceira, com sua compreensão, carinho e
colaboração, evitando possíveis pressões sobre o parceiro,
tornando o encontro sexual um momento de intensa troca
de sentimentos, emoções e com exageros de criatividade,
não permitindo que estes momentos se tornem um fardo,
uma obrigação a ser cumprida”, conclui o especialista.
Viva Vida
21
Saúde
Panorama
Videolaparoscopia
melhora pós-operatório
em cirurgias renais
Técnica vem evoluindo e trazendo diversos benefícios aos pacientes
I
niciada na década de 90, a cirurgia de laparoscopia vem
evoluindo e se aperfeiçoando em termos tecnológicos
e de instrumentação. Hoje já é utilizada em diversos
centros hospitalares e por várias especialidades como:
cirurgia geral, cardiotorácica, pediátrica, ginecológica,
vascular e a urológica. A técnica de vídeolaparoscopia
é caracterizada por uma via de acesso minimamente
invasiva, na qual é possível executar uma série de
diferentes procedimentos cirúrgicos. Por essa via é
feita a introdução de uma câmera acoplada a diversos
instrumentos e iluminada por fibras ópticas, em pequenos
orifícios no abdômen, com cerca de um centímetro.
22
Viva Vida
Nesta técnica, o abdômen é distendido por CO2 para
permitir a visualização das estruturas. “O objetivo é
realizar cirurgias que antes eram executadas por meio de
grandes incisões, diminuindo assim a dor e favorecendo
uma rápida recuperação pós-operatória. O exemplo
mais conhecido em nosso meio é o da colecistectomia
vídeo-laparoscópica que é a retirada da vesícula biliar por
vídeo”, conta o urologista do Complexo Hospitalar Santa
Genoveva, Danielo Garcia.
Para sua utilização são necessários diversos equipamentos
(a maioria de alto custo): câmera de vídeo de alta
resolução, insulflador de CO2, fonte de luz de Xenon,
monitor de alta resolução, diversas pinças específicas
para dissecção e sutura, ponteiras de bisturi bipolar e
ultrasônico, material de controle hemostático como
clipes e grampeadores específicos para cada região a ser
operada, trocarters, entre outros. Na urologia, o médico
destaca diversas cirurgias que podem ser realizadas com
a técnica. “Dependendo das condições do paciente, da
experiência do cirurgião e da disponibilidade dos materiais
essa técnica poderá ser aplicada em cirurgias dos rins,
suprarrenais, ureteres e até mesmo em casos de cirurgia
de próstata e bexiga”, afirma Danielo.
Dentre as vantagens, a cirurgia laparoscópica vem se
destacando em relação à cirurgia convencional. Dentre
alguns benefícios estão a menor perda sanguínea, o que
reduz a necessidade de transfusão de sangue; o período
de internação é menor, com menos dor no pós-operatório,
o que acarreta uma inferior necessidade de utilização de
terapêuticas analgésicas pós-operatórias e menos risco de
infecção cirúrgica. “O grande benefício em sua realização
está na incisão bem menor para retirada do órgão, com
menor intensidade de dor e menor período de internação
hospitalar. O resultado estético é também superior. Já em
relação à anestesia ainda permanece de regra a anestesia
geral, assim como na cirurgia aberta tradicional. Porém,
em alguns casos, o tempo cirúrgico poderá ser maior na
cirurgia por vídeo”, diz o especialista.
Na urologia, a técnica minimamente invasiva veio para
amenizar as cirurgias renais, uma vez que a incisão
convencional para se operar o rim é tradicionalmente
grande e dolorosa. Com o passar dos anos e com a difusão
da técnica, as indicações desta abordagem aumentaram.
Porém, existem ainda diferentes graus de complexidade
e indicações ainda precisas para a sua execução. “Hoje é
factível realizar cirurgias de nefrectomias (retirada do rim)
para problemas benignos e malignos (tumores) e também,
em centros bastante avançados, a retirada do rim do
doador vivo para transplante. Mas é importante salientar
que existem contraindicações relativas e absolutas para
esta técnica e nem todos os pacientes são diretamente
candidatos para a realização. Existem contraindicações
absolutas, como pneumopatias e cardiopatias moderadas
a graves ou contraindicações relativas, nas quais o
cirurgião deverá avaliar com critério o fator risco/benefício
em se utilizar a técnica, no caso de: obesidade mórbida,
cirurgias prévias no local a ser operado, complexidade do
caso, alterações anatômicas congênitas, dentre outras.
Porém, hoje as indicações ampliaram e a técnica tem
evoluído consideravelmente (sobretudo para cirurgia
renal)”, explica.
Dr. Danielo Garcia - Urologista do Complexo Hospitalar Santa Genoveva
Viva Vida
23
Farma
Saiba mais sobre os
homeopáticos
M
ilhares de pessoas em todo o mundo adotam
os procedimentos homeopáticos para ajudar
a combater diversas doenças. Mas, o que
é homeopatia? Qualquer pessoa pode tratar com
o remédio? Quais as vantagens e desvantagens da
homeopatia? Estas e outras perguntas são respondidas
pela ginecologista e obstetra, Eliane C. Faria Espindola.
O que é a homeopatia?
Homeopatia é uma palavra de origem grega que significa
moléstia semelhante. Foi criada e desenvolvida pelo
médico alemão Cristiano Frederico Samuel Hahnemann,
que nasceu em Meissen (Saxônia), em 10 de abril de 1755
e faleceu em Paris em 2 de julho de 1843. A homeopatia
tem como principio fundamental Similia Similibus
Curantur ou cura pela semelhança, principio já anunciado
por Hipócrates (450 a.C); como também anunciou o
adágio Contraria Contrarius Curantur ou contrários se
curam pelos contrários, derivando da alopatia, onde o
tratamento é feito à base dos “antis”: anti-inflamatório,
antiácido, antipirético, antiparasitário, antibiótico, etc.
Qualquer pessoa pode fazer tratamentos com remédios
homeopáticos?
Sim. O tratamento homeopático não diferencia pacientes
aptos ou não ao tratamento, alguns grupos inclusive
podem se beneficiar pela abordagem homeopática
como crianças, gestantes e idosos que merecem
atenção ainda mais individualizada. No entanto, como
qualquer tratamento médico, obedece critérios, normas e
conhecimento do médico assistente.
É verdade que eles demoram mais tempo para fazer
efeito em relação aos remédios convencionais?
Não. Existem mitos e crendices na medicina que não são
privilégios enfrentados apenas pela homeopatia, como,
por exemplo, o obstetra ainda deve explicar às pacientes
que devem “lavar cabelos após o parto”. A desinformação
26
Viva Vida
de que a homeopatia age com demora ou o tratamento
é longo e associado muitas vezes a dose mínima
(quantitativa) dos medicamentos, esses talvez sejam um
dos maiores mitos da homeopatia. Fruto, muitas vezes, da
ignorância no sentido real da palavra em “não conhecer
o assunto”, pelos pacientes e também médicos. Basta
lembrar que doses mínimas de medicamentos alopáticos
podem tratar ou agravar a doença, como apenas uma
picada de abelha pode matar um paciente alérgico.
Portanto, o medicamento pode agir de maneira rápida e
eficaz em casos agudos ou crônicos.
Tem remédios homeopáticos para qualquer tipo de
doença?
O medicamento homeopático deve ser individualizado
para o doente. Por exemplo, duas ou mais pessoas se
queixam de dor de cabeça, no entanto, sabemos que
cada uma tem a sua própria dor de cabeça. Observamos
então em um paciente essa cefaléia, para um é frontal
e em outro lateral, um piora com a luminosidade,
outro é indiferente e assim por diante; para eficácia do
tratamento toda essa abordagem deve ser considerada,
como também exames complementares e atendimento
multidisciplinar quando necessário como interconsulta do
clínico junto ao neurologista e assim por diante. O médico
independentemente da abordagem homeopática ou
alopática necessita avaliar da melhor forma o diagnóstico
e tratamento em determinado momento para beneficiar o
doente.
Que tipo de composição se usa para produzir remédios
homeopáticos?
Medicamentos homeopáticos podem ser obtidos de
reinos animais, vegetais, minerais ou outras substâncias
que produzam efeitos que se assimilem aos sintomas
do doente, por exemplo, Lachesis advém do veneno de
uma serpente e também na alopatia os digitálicos são
produzidos de veneno de serpentes.
Existem bulas homeopáticas?
Os medicamentos homeopáticos são descritos em
literatura denominada “matéria médica”, quando
pormenorizadamente se confrontam efeitos descritos e
sintomas do doente para melhor escolha de acordo com
aquele doente. Portanto, como nas bulas de medicamentos
alopáticos, o paciente em uso de medicamentos
homeopáticos não necessariamente encontrará todos os
sintomas de sua doença na matéria médica de determinado
medicamento. Cabe ao médico essa escolha.
Para tomar remédios homeopáticos é preciso passar por
consulta médica específica?
O médico pode utilizar de prescrição homeopática desde
que adquira por estudo e dedicação conhecimentos
básicos da especialidade. No entanto, por exemplo, o
generalista é apto a fazer o pré-natal de uma gestante
de baixo risco embora o obstetra esteja mais habilitado
pela dedicação maior à especialidade. Vários cursos
de pós graduação são disponibilizados aos médicos e
reconhecidos pelo MEC e desde 1979 a homeopatia foi
reconhecida pela Associação Médica Brasileira e em 1980
pelo Conselho Federal de Medicina, sendo portanto o
médico que queira assumir a especialidade se submeter
a todas as avaliações ditadas pelos órgãos competentes
como qualquer outra especialidade .
ao lado da razão em benefício do paciente e não em
seu prejuízo. Por isso, deve ser prescrita como qualquer
medicamento pelos médicos e não em balcões de
farmácias, a prescrição é de receituário médico.
Quais as vantagens e desvantagens da homeopatia?
A homeopatia individualiza o doente, tem baixo custo de
medicamentos e ocupa seu lugar como mais uma maneira
de levar à cura, o tratamento ou lenitivo às aflições
físicas ou psicossomáticas do paciente, somando mais
uma opção no arsenal da luta diária na busca da melhor
qualidade de vida.
A homeopatia e os florais têm algo em comum?
Não. A homeopatia é uma especialidade médica que
utiliza medicamentos advindos de várias origens da
natureza e tem por princípios semelhantes medicamentos
diluídos e dinamizados e não devem ser confundidos com
o uso de florais, que o uso de plantas (fitoterapia).
O tratamento homeopático apresenta efeito colateral ou
reação adversa?
Como qualquer outra forma de abordar o doente, até
mesmo nas suas emoções, por exemplo, psicanálise o
interventor, no caso o médico deve conhecer seus efeitos
e reações esperadas, visto que, a intenção deve se colocar
Dra. ElianeC.Faria Espindola - Ginecologista e Obstetra
do Complexo Hospitalar Santa Genoveva
Viva Vida
27
Nutrição
Suplementos podem
amplificar resultados
no esporte
O
uso da suplementação é indicado para quem
pratica musculação e esportes em geral. Essas
vitaminas agem como combustíveis ideais
para atletas, além de ampliar os resultados da atividade
física, trazendo mais ânimo e explosão. Os atletas
do Uberlândia Esporte Clube (UEC) fazem uso de
suplementos nutricionais para aumentar o rendimento
nos treinos. “Atletas de alto rendimento precisam ingerir
mais vitaminas e minerais, pois necessitam produzir
maior energia e esforço durante os treinos e nos jogos.
Também é feito um acompanhamento diário quanto à
28
Viva Vida
dosagem, para garantir uma alimentação balanceada.
A suplementação esportiva contribui com a ingestão
de nutrientes que não foram absorvidos sob a forma
de alimentos. As vitaminas mais importantes são a do
complexo B e vitamina C”, explica o preparador físico do
UEC, Henrique Lima.
Existem diferentes tipos de suplementos no mercado:
Bcaa, Whey Protein, Creatina, Gel De Carboidrato e
suplementos à base de cafeína. Ao serem combinados
com a atividade física, promovem ganhos significativos
de massa muscular, mais fôlego e pode até reduzir
a gordura abdominal. Contudo, antes de aderir ao
produto é necessária avaliação de um nutricionista. “A
quantidade de suplemento a ser tomada dependerá do
perfil do paciente e deve estar de acordo com o peso,
IMC, estatura, dentre outras exigências. Mas, antes
da ingestão consulte um profissional para o consumo
consciente”, orienta a nutricionista do Complexo
Hospitalar Santa Genoveva, Ludimila Milken.
Segundo o preparador físico do UEC, o atleta deve
manter horários regulares para hidratação suficiente do
corpo. “A orientação para os jogadores do Uberlândia
Esporte é uma hidratação maior em dias mais quentes
devido à grande perda de líquido durante as sessões de
treino. E, durante o exercício físico manter o organismo
sempre hidratado no início dos treinos, durante
as sessões e entre as pausas de 20 a 30 minutos.
Principalmente, após os treinos”, conclui Henrique.
Para os iniciantes, a especialista recomenda uma
alimentação rica em energéticos antes das atividades
físicas. “Isto é, o consumo de carboidratos uma hora
antes do treino e de acordo com as necessidades
energéticas de cada indivíduo. Dependendo do tipo de
exercício, vale introduzir carboidratos de absorção rápida,
por exemplo, a maltodextrina, produto bastante útil no
pré-treino para garantir um bom desempenho e prevenir
a fadiga muscular”, diz Milken.
O preparador físico ainda alerta que o consumo
indiscriminatório de macro e micronutrientes pode
comprometer o desempenho físico: “o atleta que não
se policiar em relação a alimentação e suplementação,
pode ter seu rendimento comprometido devido a grande
demanda energética que os treinos e jogos exigem.”
E no UEC não é diferente. A recomendação para os
atletas é justamente essa: coma carboidratos. “A
ingestão de carboidratos deve estar presente em,
praticamente, todos os dias e em todas as refeições.
É através dele que conseguimos ter uma produção e
uma fonte maior de energia para a rotina dos atletas.
Lembrando que no pós-treino, o carboidrato tem uma
função importante de reposição e também antes dos
jogos, devido à demanda energética que uma partida de,
em média, 90 minutos exige”, completa Henrique.
De acordo com a nutricionista, além da absorção de
carboidratos, o cardápio certo para ganhar energia ainda
deve conter proteínas e lipídios. “A alimentação deve ser
constituída por 20% de proteínas, formadora de massa
magra/músculos. Além disso, também deve conter de
50 a 60% de carboidratos, para garantir a energia do
atleta. O lipídio fica em torno de 20%. E, para combater
o estresse oxidativo produzido pela atividade física,
a alimentação do atleta deve ser rica em vitaminas e
minerais antioxidantes (vitaminas A, C, E, Zn e selênio),
que atuam no combate dos radicais livres”, afirma
Ludmila.
Hidratação suficiente
Além da suplementação, outro componente
indispensável para quem pratica esportes é a água.
Ludimila é nutricionista clínica do Complexo Hospitalar Santa Genoveva
Viva Vida
29
Destaque
Complexo
Hospitalar
Santa
Genoveva é
o primeiro
hospital
privado do
Triângulo
Mineiro a
implantar
o Protocolo de
Manchester
Protocolo Manchester
determinará o tempo máximo de
atendimento para cada paciente
de acordo com seus sintomas
30
Viva Vida
O
Complexo Hospitalar Santa Genoveva recebeu
a certificação do GBCR – Grupo Brasileiro de
Classificação de Riscos, para a implantação
do Protocolo de Manchester no atendimento da
instituição, sendo o primeiro hospital privado do
Triângulo Mineiro a operar com estas normas. O
Sistema de Triagem de Manchester é um método
internacional, que consiste no enquadramento da
prioridade de atendimento dos pacientes, baseado
em protocolos internacionalmente reconhecidos,
visando assegurar o atendimento de forma mais
adequada e rápida aos pacientes que precisam de
cuidados e urgência e emergência. “Esse processo
visa à classificação de riscos dos pacientes, o qual
será realizado por enfermeiro capacitado e certificado
pelo Grupo Brasileiro de Classificação de Riscos, a
partir de uma entrevista e observação rápida dos
sinais e sintomas do paciente, determinando o nível de
urgência do doente de forma objetiva e sistematizada.
Em seguida, o atendimento médico é realizado de
acordo com a prioridade clínica estabelecida”, explica
Ellen Magalhães, coordenadora do setor de qualidade
do Complexo Hospitalar Santa Genoveva.
O objetivo da classificação de risco não é fazer um
diagnóstico, mas sim definir uma prioridade clínica.
No Sistema de Triagem Manchester os riscos são
classificados e separados por cinco cores. Cada cor
determina um tempo máximo para o atendimento ao
paciente. O vermelho deve ser atendido de imediato,
laranja em até 10 minutos, o amarelo, verde e azul
devem ser atendidos em tempo máximo de 1h, 2h e 4
horas respectivamente.
“O paciente que passará pela classificação de risco terá
sua prioridade de atendimento definida pelos sintomas
que estiver apresentando, e será informado de imediato a
previsão de atendimento, sendo por opção do paciente a
escolha de aguardar pelo atendimento ou ser direcionado
para os consultórios médicos”, afirma Ellen.
Esse novo sistema tem o paciente como principal
beneficiado, o qual será atendido de acordo com sua
prioridade, porque seu atendimento será feito em um tempo
determinado, o qual contribuirá para o sucesso do tratamento
e também promoverá a realização mais assertiva das queixas
que motivaram a procura no pronto atendimento.
Antes, o atendimento era realizado por ordem de
chegada, com exceção dos pacientes urgentes que
tinham prioridade de atendimento. “O risco dessa
prática consiste que um paciente que não demonstre
estar em situação grave, pode ter o seu quadro ainda
piorado devido à demora no atendimento. A classificação
de riscos atuará justamente nesse sentido de garantir
ao paciente com sintomas urgentes o atendimento
prioritário. Além de ser um grande passo para a
sistematização da assistência, pois desta forma os
profissionais terão imagem clara do número de doentes
que se encontram no setor e da gravidade de cada um”,
finaliza a gerente de enfermagem, Cléria Rodrigues.
O hospital será auditado frequentemente pelos órgãos
responsáveis para a garantia da conformidade com as
normas do manual de classificação de riscos.
Viva Vida
31
Esporte
Esporte eleva os
limites acima do chão
32
Viva Vida
M
uitos já devem ter visto quando criança
bailarinos circenses equilibrarem-se em uma
fita esticada em dois pontos de fixação. O
número, hoje, é reconhecido como esporte e é chamado
de slackline. A travessia tem se popularizado por trazer
inúmeros benefícios aos adeptos, além de proporcionar
a superação de desafios. “O corpo humano busca
novos desafios a cada instante. Manter-se em pé já é
um desafio para nossa mente. O slackline supera isso.
Ele eleva nosso nível de equilíbrio, tanto físico quanto
mental. Acredito que essa ‘febre’ do esporte se deve
exatamente a isso: ser desafiador a cada passo”, diz o
psicólogo e praticante do esporte, Peruzzo.
A Vertical Escalada, de Uberlândia, é um dos locais para
prática deste esporte. De acordo com o proprietário,
Ricardo de Carvalho, o slack é um esporte para todos.
Ao chegar à Vertical, os aventureiros de primeira viagem
recebem informações a respeito de equipamentos e
dicas de segurança. “Com o devido acompanhamento e
respeitando os aspectos subjetivos, o slackline pode ser
praticado por qualquer pessoa. Geralmente, o slack é
exercitado bem próximo ao chão, evitando assim alguns
riscos, porém, além da altura da corda usamos algumas
ferramentas para prevenir acidentes sérios como o
“crash pads”, colchões, colchonetes e capacete”, explica
Ricardo.
O slackline é radical no nome e na atividade em si.
Segundo Peruzzo, o esporte trabalha a coordenação
motora, atuando no equilíbrio do corpo e da mente e
até permite realizar performances na fita de nylon ou
polyester. “Com o ‘slack’ é possível praticar a meditação
dinâmica, andar na corda bamba e fazer manobras como:
pulos, giros, deitar e sentar sobre a fita, trabalhando
também a criatividade do praticante”, conta o psicólogo.
Peruzzo apresentou, há oito meses, o slackline ao artista
plástico Júlio César, de 31 anos, e ele não parou de andar
na fita. “Gostei tanto do esporte, que comprei minha
própria fita pela internet. Hoje, através de pesquisas
urbanas por praças e campos limpos, consigo identificar
diferentes espaços para armar a fita. O que mais me atrai
no slack é isso, o aspecto social e coletivo. Em poucos
minutos, você passa a criar um vínculo com aquele
Viva Vida
33
Esporte
lugar e as pessoas que ali estão. Em meus meses de
experiência, percebo que as pessoas se aproximam
para conhecer e também andar na fita. Já outras se
sentem incomodadas, mas isso aconteceu em menor
número. A maioria é receptiva com o esporte”, conta.
O artista plástico também participa de um projeto
redutor de danos em bairros carentes da cidade.
A iniciativa é desenvolvida pela Prefeitura de
Uberlândia e é ligada ao Sistema Único de Saúde
(SUS). No bairro Tocantins, por exemplo, Júlio
promove a saúde através do slackline. “Participo
desse trabalho, há cinco meses, todas as quartasfeiras, das 14h30 às 16h30, com um público que varia
de 4 a 35 anos. A maioria são crianças, porém os
pais e outras pessoas que passam pelo local também
participam”, completa Júlio.
A nova tendência, que lembra a corda bamba, é uma
atividade completa. Além de treinar o equilíbrio e
a resistência muscular, ainda promove a interação
social e reabilitação de crianças e jovens.
Conheça as modalidades especiais que os praticantes podem treinar no slackline:
Soulline: é a iniciação do exercício, onde são aprendidos os fundamentos do slackline.
Yogaline: tanta concentração empregada no exercício fez nascer a modalidade inspirada em poses de ioga.
Há treinos para ganhar equilíbrio sentado sobre a corda.
Trickline: conquistado o equilíbrio, é hora de aumentar a dificuldade. As manobras começam a ser feitas
com um metro ou mais de distância do chão.
Longline: o desafio aqui é continuar a um metro do chão, mas aumentar o percurso para 20 metros de fita
esticada.
Waterline: que tal praticar slackline sob um rio ou uma piscina? O desafio da modalidade é não sair
molhado no final do exercício.
Highline: superados os desafios, os mais corajosos encaram a travessia da fita a cinco metros do chão.
Fonte: Agência Hélice,Especial para o Terra
34
Viva Vida
Social
Comemoração
E
vento tradicional entre o corpo clínico do
Complexo Hospitalar Santa Genoveva, a
confraternização de fim de ano contou com
a presença de diversos especialistas atuantes na
instituição. Realizada no dia 15 de dezembro, no Center
Convention, a tradicional confraternização celebrou
mais um ano de vitórias e conquistas, em uma tarde ao
som de Lísias e Banda.
Viva Vida
35
História
Complexo Hospitalar
Santa Genoveva vai ampliar
e modernizar estrutura
Serão construídas novas salas cirúrgicas, UTIs Geral e
Cardiológica e área administrativa
O
Complexo Hospitalar Santa Genoveva é um dos
hospitais mais tradicionais da cidade, com 37 anos
de atuação, oferece serviços a toda população.
Hoje conta com um corpo clínico de aproximadamente
230 médicos, em 40 especialidades diferentes e um
quadro de colaboradores composto por mais de 400
pessoas, além de terceiros que diariamente desenvolvem
atividades na instituição. Desde sua fundação, o Santa
Genoveva atende mensalmente cerca de 7 mil pessoas,
em sua atual estrutura, demanda que vem crescendo a
cada dia. Por isso, a atual diretoria viu a necessidade de
ampliar e modernizar a estrutura da instituição. Foram
36
Viva Vida
iniciadas em março deste ano, as obras para ampliação
do atual prédio do hospital que, neste primeiro momento,
engloba a construção de uma torre de cinco andares e a
reforma do atual prédio da administração, centro cirúrgico
e sala dos médicos.
O objetivo, de acordo com o diretor financeiro
administrativo do Complexo Hospitalar Santa Genoveva,
Gilson Fayad, é além de ampliar, modernizar toda a
estrutura atual. “Esta obra vem ampliar e ao mesmo
tempo modernizar as instalações do Centro Cirúrgico,
UTIs Geral e Cardiológica, área administrativa, auditório
e sala de estar médico. Pretendemos de maneira geral
uma melhoria da qualidade no atendimento, não só com
instalações novas, mas acima de tudo utilizando novas
tecnologias que irão conferir ao Complexo Hospitalar
Santa Genoveva um avanço rumo ao que acontece nos
maiores centros médicos do país”, afirma.
Em breve, os clientes do Complexo Hospitalar Santa
Genoveva poderão contar com tecnologias de ponta
em sua estrutura. No centro cirúrgico, por exemplo,
será criada uma sala híbrida que ao mesmo tempo
serve como sala propedêutica e se necessário cirúrgica,
também uma sala dita inteligente, onde todo o aparato
cirúrgico se encontra suspenso, dando mobilidade
e visibilidade à equipe cirúrgica, consequentemente
melhorando os resultados. Ainda no Centro Cirúrgico,
um local será destinado apenas ao atendimento
obstétrico, melhorando a assistência perinatal.
“Com a conclusão da primeira etapa de obras será
possível ampliar os serviços de oftalmologia do Complexo
Hospitalar Santa Genoveva e dar sequência à necessária
ampliação de leitos do hospital. Com esta ampliação,
juntamente com outras melhorias implementadas, como a
classificação de risco com o protocolo Manchester no PA,
Acreditação hospitalar e criação da farmacêutica clínica, e
ainda em andamento a implantação do controle hospitalar
em segmentos de segurança entre outras, poderemos
aumentar ainda mais a qualidade de nossos serviços,
afirma o diretor administrativo.
Entenda a obra
Neste primeiro momento o Complexo Hospitalar Santa
Genoveva vai construir uma torre de cinco andares,
no local onde era localizada a sala de estar médico e
faturamento. Esta torre será composta por: Térreo: será
construída uma estrutura que abrigará no térreo uma UTI
– Adulto (Geral), com dez leitos de internação, um leito de
isolamento e um leito de pós-operatório.
Primeiro andar: serão construídas seis novas salas
cirúrgicas, sendo duas delas especiais – uma sala
inteligente (preparada para cirurgias de vídeo com
alta definição e robótica) e outra híbrida, com
equipamento de hemodinâmica para cirurgias
cardíacas e neurológicas de alto risco. As outras
quatro serão destinadas para cirurgias gerais. Como
apoio ainda serão construídos oito leitos de pósoperatório. Além da reforma de outras duas salas
já existentes, perfazendo com isso, um total de oito
salas cirúrgicas de grande evidência no Complexo
Hospitalar Santa Genoveva.
Segundo andar: será construído uma UTI Cardíaca,
que contará com dez leitos de internação e um leito de
isolamento.
Terceiro andar: este pavimento abrigará a área
administrativa do hospital, com salas para escritórios
contábeis e administrativos, TI e contará também com um
moderno auditório para 50 pessoas.
Quarto andar: continuação da área administrativa,
contará com as salas da diretoria, administração geral,
contas e uma estrutura de apoio e conforto médico, com
sala de descanso, café e jogos. Uma sala preparada para
telemedicina, integrando o hospital em tempo real com os
maiores hospitais do Brasil e do mundo.
Quinto andar: pavimento estritamente técnico que abrigará
a casa de máquinas de dois elevadores (transporte vertical)
e equipados para transporte de macas.
Além da ampliação, o hospital também vai reformar seu
atual centro cirúrgico e área administrativa:
Térreo Centro Cirúrgico: o local onde hoje existem
quatro salas cirúrgicas (circulo central) será adaptado
para colocar uma CME (Central de Material Esterilizado),
em conformidade com as novas exigências técnicas da
ANVISA e também uma farmácia satélite que dará apoio
ao Centro Cirúrgico e as UTI’s.
Primeiro andar do Centro Cirúrgico: coincidente com
o primeiro pavimento que abrigará as novas salas
cirúrgicas. Serão adequadas duas salas de cirurgia
(reformadas), dois vestiários de barreira (vestiários
médicos), uma copa, uma sala para preparo de materiais
e outra sala para guarda de materiais e equipamentos.
Atual administração: será construída uma torre, frontal
lateral à esquerda do hospital, ao lado do elevador
existente hoje. Esta torre abrigará dois novos elevadores,
onde um servirá ao Instituto de Olhos Santa Genoveva
e o outro servirá de acesso direto à administração do
hospital, sem trânsito de visitantes comerciais pelas
dependências internas da instituição.
De acordo com Clóvis Queiroz, arquiteto e urbanista
responsável pela obra, a ampliação e reforma deve durar
até 12 meses. “Preparamos a documentação necessária
pertinente da Vigilância Sanitária e Prefeitura Municipal. A
Construtora Conel, contratada para execução, contratou
todo o pessoal para obra e providenciou a instalação do
Canteiro de Obras. O contrato prevê uma obra de 10 a 12
meses”, afirma Clóvis.
Viva Vida
37
História
Lançamento da pedra fundamental
para início das obras de expansão
da instituição
50
46
Viva Vida
Guia Médico
De acordo com as disposições da Resolução n. 1.974/2011 do CFM
diretor técnico médico JOSE HILARIO ALVES BORGES CRM 20203
Informações relativas ao Complexo Hospitalar Santa Genoveva
Av: Vasconcelos Costa , 962- Bairro Martins / Uberlândia - MG
Guia Médico
DRA. ABADIA GILDA BUSO MATOSO - CRM: 28332
DRA. ANNA SILVIA JARDIM DE FREITAS LUCAS - CRM: 49357
3292-1400
3239-02523239-0102
DR. ABDULKARIM MILKEM - CRM: 5927
DR. ANTONIO DE PADUA FARIA - CRM: 10488
3239-01773239-0178
3239-02443239-0102
DR. ADAEL SANSONI SOARES - CRM: 39269
DR. ANTONIO DONIZETTI DE SENA PEREIRA - CRM: 41706
3239-0312
3239-02333239-0305
DR. ADILSON GERALDO DE QUEIROZ - CRM: 28303
DR. ANTONIO GERALDO DINIZ ROQUETE - CRM: 6396
3239-12223239-0166
3239-0170
DRA. ADRIANA BARBOSA DE FREITAS CAPARELLI - CRM: 45634
DR. ARISTIDES ANTONIO DE FREITAS BORGES - CRM: 10702
3236-0185
3239-02703239-0233
DR. AGNALDO BERTUCCI - CRM: 23033
DRA. ASTRIDIA MARILIA DE SOUZA FONTES - CRM: 23156
3239-0233
3239-0233
DR. ALAN DE PAULA - CRM: 22171
DR. BRUNO SPINI HEITOR - CRM: 36932
3239-02333219-3415
3239-01023239-0114
DRA. ALDA DE CARVALHO- CRM: 22145
DR. BRUNO TEIXEIRA BERNARDES - CRM: 51593
3239-01773239-0178
3239-02523239-0150
DR. ALEXANDRE DE MENEZES RODRIGUES - CRM:35855
DR. CAIO JUNQUEIRA MARÇAL - CRM: 53639
3239-02443239-0102
3239-01223239-0166
DR. ALMIR FERNANDO LOUREIRO FONTES - CRM: 23155
DR. CARLOS ROBSON DE ALARCAO CARISIO - CRM: 19646
3236-57663239-0184
3239-0218
DRA. ANA AMELIA MENEZES RODOVALHO - CRM: 10771
DR. CARMO GONZAGA DE FREITAS - CRM: 7312
3239-02333235-7709
3239-02333239-0169
DRA. ANA CAROLINA DE MENEZES RODRIGUES - CRM: 45010
DR. CASTINALDO BRASIL SANTOS - CRM: 4384
3239-0102
3239-0293
DRA. ANA PAULA LINO JORGE MACHADO - CRM: 24667
CDI- PABX
3239-0102
3239-02473239-0242
DR. ANDERSON ABDULMASSIH WOOD DA SILVA - CRM: 12468
DR. CELIO JOSE VICTAL DE CARVALHO - CRM: 36150
3239-01553239-0102
3239-01233239-0233
DR. ANDRE RESENDE RODRIGUES DA CUNHA - CRM: 47328
DR. CEZAR AUGUSTO DOS SANTOS - CRM: 26797
3239-01223239-0166
3239-0233
40
Viva Vida
DR. CHRISTIANO SOUSA RODRIGUES DA CUNHA - CRM: 43586
DR. EDSON TRANQUILO ARTONI - CRM: 18386
3239-01113239-0102
3239-0233
DR. CIRO JOSE GONCALVES FARIA - CRM: 10021
DR. EDUARDO DE OLIVEIRA NETO - CRM: 28330
3239-01533239-0102
3239-02333235-1061
DR. CLAUDIO HENRIQUE ABRAO BORGES - CRM: 31031
DR. EDUARDO FERREIRA JORGE - CRM: 32155
3239-01383239-0102
3239-0197
DR. CLAUDIO RIBEIRO DA CUNHA - CRM: 29730
DR. EDUARDO HENRIQUE COSTA VITOR - CRM: 38160
3239-0233
3239-0233
DRA. CRISTINA PALMER BARROS - CRM: 32093
DR. EDUARDO TIVERON VELUDO - CRM: 34879
3239-0233
3239-02893239-0102
DR. DANIEL DE MATTOS DELGADO - CRM: 37525
DR. ELDO BENEDITO CASSARO - CRM: 20723
3239-0233
3239-0233
DR. DANIELO GARCIA DE FREITAS - CRM: 28629
DRA. ELIANE DE CASSIA FARIA ESPINDOLA - CRM: 25732
3239-01033239-0102
3239-0252
3239-0184 /3239- 0102
DR. DAYTON GOMES FERNANDES - CRM: 12751
DR. ELIEZER ANTONIO NARCISIO - CRM: 21861
3233-0300
3239-0233
DR. DEMOCRITO RIBEIRO DE BRITO NETO - CRM: 42541
DR. FABIO DA MOTA FERNANDES NUNES - CRM: 39404
3239-02443239-0102
3239-0233
DR. DENIS EDUARDO AMARAL MARQUES - CRM: 32707
DRA. FABISA DA SILVA CALDAS CARVALHO - CRM: 22720
3239-0233 3239-0233
DRA. DILMA APARECIDA PEIXOTO MARANHA - CRM: 17608
DRA. FLAVIA PADUAN DE LIMA - CRM: 41875
3239-01023239-0150
3239-0233
DR. DORINATO JORGE - CRM: 4374
DR. FRANCISCO DE PAULA RIBEIRO FILHO - CRM: 14414
3239-0233
3239-0252
DR. EDER NAVES DUARTE - CRM: 26216
DR. GERALDO CARNEIRO JUNIOR - CRM: 20115
3239-0261
3239-01223239-0166
DR. EDSON ABRAO - CRM: 7594
DR. GILSON MARTINS FAYAD - CRM: 14598
3239-01093239-0102
3239-02563239-0102
DR. EDSON GONÇALVES JUNIOR - CRM: 44251
DR. GIOVANY SILVA PEREIRA - CRM: 32286
3239-02333292-1400
3239-02073239-0216
Viva Vida
41
Guia Médico
DRA. GIZELE FERNANDA HANK VILARINO - CRM: 43685
DR. JOEL ROGERIO HEITOR - CRM: 6919
3239-01233239-0233
3236-01773239-0178
DR. GUILHERME DUARTE DE CASTRO - CRM: 47295
DR. JOEL ROGERIO HEITOR FILHO - CRM: 35488
3239-0240
3239-01143239-0102
DR. HAROLDO LUIS OLIVA GOMES ROCHA - CRM: 39921
DRA. JORDANA DE CARVALHO VELUDO - CRM: 35424
3292-1400
3239-0289
DR. HEAL BREIN LUIS FERREIRA - CRM: 28301
DR. JORGE FERNANDO MAMEDE MOREIRA - CRM: 28425
3239-0102
3239-0233
DR. HELIO ANTONIO FABRI - CRM: 16889
DR. JOSÉ AMÉRICO GOMIDES DE SOUSA - CRM: 56433 3239-0233
3217-7070 DR. HENRIQUE GARCIA BORGES - CRM: 5618
DR. JOSE ANTONIO PATROCINIO - CRM: 11160
3239-01553239-0102
3239-02213239-0102
HIPERBÁRICA
DR. JOSE EDUARDO GUERRA - CRM: 15791
3239-0163
3292-1400
DRA. IVANA RIBEIRO ROCHA DE ALMEIDA - CRM: 18827
DR. JOSE HILARIO ALVES BORGES - CRM: 20203
3239-01773239-0178
3239-01023239-0109
DR. JAIDE MURILO FERREIRA DA SILVA - CRM: 31249
DR. JOSE HUMBERTO BARBOSA AFONSO - CRM: 13201
3239-0233
3239-01953239-0233
DR. JAIR NUNES - CRM: 12094
DR. JOSE JUNQUEIRA DE FREITAS - CRM: 25182
3239-01223239-0166
3239-01233239-0233
DR. JEFFERSON MANOEL CARDOSO DE SOUZA - CRM: 22174
DR. JOSE MARIA BARREIRA RIBEIRO - CRM: 14246
3239-01023239-0249
3239-01783239-0177
DR. JOAO ALVARENGA DE MELO - CRM: 15673
DR. JOSE MARIANO CARVALHO COSTA
3239-02503239-0233
3239-01963239-0233
DR. JOAO BATISTA ALEXANDRE FERREIRA - CRM: 18744
DR. JOSE PIRES RIBEIRO JUNIOR - CRM: 25004
3239-01773239-0178
3239-0233
DR. JOAO BATISTA MENDONÇA - CRM: 6301
DR. JOSE WEBER VIEIRA DE FARIA - CRM: 28359
3239-01223239-0166
3239-0233
DR. JOAO BATISTA RIBEIRO FRANCO - CRM: 9314
DRA. JULIANA PONTES PINTO FREITAS - CRM: 36071
3239-01223239-0166
3239-01773239-0178
42
Viva Vida
3239-0233
DR. JULIO DANTE BONETTI - CRM: 18844
DR. LUCAS GOMES PATROCINIO - CRM: 38730
3239-0233
3239-02213239-0102
DRA. KARINE CORDEIRO DE OLIVEIRA
DRA. LUDMILA MELO MILKEN
3239-01593239-0233
3239-03163239-0233
DRA. KATIA CRISTINA MARTINS - CRM: 31469
DR. LUIS AUGUSTO MATTAR - CRM: 40946
3239-0102
3217-7070
DRA. KATIA KYOMY WATANABE - CRM: 20785
DR. LUIS BENEDITO FAVARO - CRM: 8863
3239-01033239-0153
Laboratório de Patologia Cirúrgica e Citopatologia
DRA. NIETA CERVILHA - CRM: 16844
3239-0266
LABORATORIO IPAC
3292-20003239-0176
DR. LEANDRO ROSA FERREIRA DOS REIS - CRM: 49111
3239-01553239-0102
DRA. LEILA PINHEIRO DE FREITAS - CRM: 11068
3239-01773239-0178
DR. LEONARDO FERREIRA JORGE - CRM: 36957
3239-01883239-0233
DR. LUIS CARLOS ALVES PERILLO - CRM: 22043
3239-02543239-0102
DR. LUIZ DE FREITAS COSTA NETO - CRM: 11069
3239-01223239-0166
DR. LUIZ FERNANDO PINHEIRO FREITAS - CRM: 37446
3239-01223239-0166
DR. LUIZ GUSTAVO DE MENEZES RODRIGUES - CRM: 36332
3239-02443239-0102
DR. LUIZ MAURO COELHO NASCIMENTO - CRM: 15437
3238-0220
3239-0233
DR. LEONARDO FRANCA PACHECO - CRM: 38779
DR. LUIZ ROBERTO BRIGATO - CRM: 13614
3239-0233
3239-01953239-0233
DR. LEONARDO GONÇALVES DE ABREU - CRM: 15405
DR. MARCELO AUGUSTO FARIA DE FREITAS - CRM: 34819
3239-0233
3239- 0285
DR. LEONARDO SEVERINO - CRM: 28331
DR. MARCELO BATISTA CHIOATO DOS SANTOS - CRM: 27012
3239-02333239-0184
3239-0199
DR. LINDON JOHNSON BARROSO CAMPOS MAGALHAES - CRM: 26813
DR. MARCELO KLEIMAN ARANTES - CRM: 43691
3239-02363239-0102
3239-02333239-0303
LITOTRIPSIA
DR. MARCIO EVARISTO DA SILVA - CRM: 14671
3239-02093239-0228
3239-01233239-0233
DRA. LOURDES DE FATIMA GONCALVES GOMES - CRM: 18969
DR. MARCIO GONCALVES DE ABREU - CRM: 19596
3239-0233
3239-0233
3239-0102
Viva Vida
43
Guia Médico
DR. NEWTON CAMPOS RODRIGUES - CRM: 6314
DR. MARCO TULIO ALVARENGA SILVESTRE - CRM: 20206
3239-02443239-0102
3239-02563239-0102
DR. MARCOS ALVINAIR GOMES - CRM: 20518
DRA. NIETA CERVILHA - CRM: 16844
3236-9554
3239-0266
DR. MARCOS CANAZZA DAMIAN - CRM: 9831
DR. OSCAR BERTINO DE ALMEIDA OLIVEIRA FILHO - CRM: 16955
3239-01663239-0166
DR. MARCOS VINICIUS DE CASTRO - CRM: 37036
3239-01773239-0178
DRA. MARIA ALICE CAMPOS REZENDE - CRM: 19820
3239-0233
DRA. MARIA FERNANDA FERRARO - CRM: 45507
3239-01113239-0102
DR. OSCAR MANDIM NETO - CRM: 26683
3239-01223239-0166
DR. OSCARI BRUNO - CRM: 36499
3239-01773239-0233
DR. OSVALDO HERNANDES CONSENTINO - CRM: 5251
3233 1400
DRA. MARILUCIA RESENDE SALOMAO FELICE - CRM: 11033
DR. OSWALDO DE FREITAS FILHO - CRM: 5251
3239-01653239-0102
3239-01033239-0102
DR. MARIO MILKEN - CRM: 9883
3239-02443239-0102
DRA. MARIZA RODRIGUES DE FARIA - CRM: 21561
3239-0233
DR. MAYKELL QUEIROZ DOS REIS - CRM: 41979
3239-0233
DR. MILTON VIANA DINIZ FILHO - CRM: 6560
3236-0100
DR. NARCISO VOLPE JUNIOR - CRM: 19323
3236-3319
DR. PABLO RODRIGUES LUCAS - CRM: 38719
3239-01023239-0168
PABX
3239-02473239-0242
DR. PAULO CESAR NAVES BORGES - CRM: 14883
3239-0106
DR. PAULO CESAR SANTOS - CRM: 34986
3239-0233
PEDIATRIA RECEPÇÃO
3239-01773239-0178
DR. NELSON SILVA JORDAO FILHO - CRM: 190985 DR. PEDRO LUIZ NAVES BORGES - CRM: 18480
3219-48263239-0102
3239-0186
DRA. NERYA NERY PERFEITO DRA. PRISCILA MEIRA VASCONCELOS - CRM: 43499
3239-01593239-0233
3239-01093239-0102
DR. NESTOR BARBOSA DE ANDRADE - CRM: 75825
Pronto Atendimento Geral
3292-1400
3239-02633239-0123
44
Viva Vida
RECEPÇÃO HEMODINÂMICA
DR. ROGERIO FERREIRA ABDULMASSIH - CRM: 19770
3239-0305
3239-0198
RECEPÇÃO PS.CORAÇÃO
DR. ROGERIO PIMENTEL - CRM: 37177
3239-0303
3239-01223239-0166
DR. RELTON CUNHA - CRM: 14045
DR. ROQUE MANOEL DE LIMA FILHO - CRM: 19311
3239-01053239-0102
3239-01223239-0166
DR. RENZO UMBERTO SANSONI - CRM: 8772
DR. RUBERVAL RODRIGUES DOS SANTOS - CRM: 18336
3239-0119
3239-0233
DR. RICARDO GARCIA DE FREITAS - CRM: 34820
DR. RUBSON EVANGELISTA DA SILVA - CRM: 28531
3239-01033239-0102
3239-01963239-0233
DR. ROBERTO EDUARDO DE BRITO GOSUEN - CRM: 33830
DRA. SABRINA DE AMORIM FELIPE REIS NAVES - CRM: 49079
3239-0233
3239-0233
DR. ROBERTO FERREIRA OIZUMI - CRM: 46225
DR. SALAH DAUD - CRM: 4733
3239-0233
3239-01773239-0178
DR. ROBERTO GUERRA LAGE - CRM: 27326
DR. SALUSTIANO PEREIRA DE ARAUJO - CRM: 18715
3239-02333236-6677
3239-01843239-0102
DR. ROBERTO VIEIRA BOTELHO - CRM: 682551
DR. SAMIR SEME ARAB REIS - CRM: 19810
3239-02333239-0305
3239-02333239-0305
DR. ROBERTO WAGNER TOMAZ DA SILVA - CRM: 19836
DR. SAMUEL CAPUTO CASTRO - CRM: 6400
3239-0233
3239-0240
DR. RODOLFO GADIA - CRM: 36491
DR. SEBASTIAO GILBERTO BORGES - CRM: 23369
3291-35003239-0233
3239-0233
DR. RODRIGO MIQUELANTI MELO - CRM: 38892
DR. SERGIO ANTONIO ARAUJO COSTA - CRM: 34657
3239-0233
3239-01963239-0233
DR. RODRIGO RODRIGUES ALVES - CRM: 42504
DR. SERGIO LUIS DE MELLO - CRM: 26509
3239-02443239-0102
3214-4359
DR. RODRIGO VINICIUS DOS SANTOS - CRM: 36457
DR. SILESIO DO PRADO - CRM: 6923
3239-01233239-0233
3239-01953239-0233
DR. ROGERIO AGENOR ARAUJO - CRM: 16737
DRA. SILMARA REGINA SEGALA GOUVEIA - CRM: 38404
3291-35003239-0233
3239-02073239-0216
Viva Vida
45
Guia Médico
DR. VICTOR HUGO VERSUTI E NUNES - CRM: 47720
DR. SILVIO DEMETRIO PAVAN CAPPARELLI - CRM: 18526
3239-01683239-0102
3239-01223239-0166
DR. TELEMACO LUIZ DA SILVA JUNIOR - CRM: 30039
DR. VINICIUS VASCONCELOS TEODORO - CRM: 50004
3239-0233
3239-0102
DR. TIAGO FEROLLA NUNES - CRM: 47222
DR. VIVALDE FARIA LOBATO NETO - CRM: 41956
3239-0233
3239-0233
DR. TOMAS GOMES PATROCINIO - CRM: 43297
DR. VIVALDO SEBASTIAO AMORIM - CRM: 15526
3239-02213239-0102
DR. TULIO TADEU MARCOLINI - CRM: 8184
3239-01953239-0233
DR. VALDO GONCALVES BORGES - CRM: 53732
3239-0250
DRA. VALERIA DE CASTRO FERREIRA - CRM: 10788
3239-01773239-0178
DRA. VALERIA RIBEIRO LOPES - CRM: 26093
3291-35003239-0233
DRA. VERA LUCIA ANDRADE PINTO - CRM: 14039
3239-0102
46
Viva Vida
3239-01773239-0178
DR. WARLEY RODRIGUES MARTINS - CRM: 28269
3239-0102
DR. WILLIAM MANOEL CECILIO - CRM: 5021
3239-01553239-0102
DR. WILLIAM DAUD - CRM: 15777
3239-0233
DRA. ZAIRA MEDEIROS - CRM: 15276
3291-35003239-0233
Consulte oportunidades para edição de aniversário
Download

Veja a versão para Tablets e Smartphones