Relatório Congresso Nacional Segundo Semestre de 2013 AUTORIDADE PÚBLICA OLÍMPICA Após disputada campanha, foi anunciada, no dia 02 de outubro de 2009, a cidade do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Sediar os primeiros da América do Sul é um projeto do Brasil e, portanto, todos devemos contribuir para apresentar ao mundo um evento esportivo à altura do nosso País. A Autoridade Pública Olímpica (APO), em parceria com o Comitê Organizador dos Jogos, é o instrumento do Estado brasileiro nessa empreitada. Amparada nos correspondentes instrumentos legais dos níveis federal, estadual e municipal, cabe à autarquia coordenar os três entes na modelagem de uma atividade inédita no Brasil e que servirá de parâmetro para futuras experiências semelhantes. O planejamento, a preparação e a execução de uma Olimpíada são tarefas complexas, com a necessidade de ajustes constantes para manter o curso das ações no tempo restante até a realização dos Jogos. Assim, são feitos esforços para manter uma sintonia crescente entre os entes envolvidos na organização do evento com o objetivo de cumprir, com eficiência, o que foi assumido junto ao Comitê Olímpico Internacional (COI). Neste relatório, são apresentadas as ações desenvolvidas pela APO ao longo do segundo semestre de 2013 para contribuir com a organização dos Jogos de 2016, conforme determinado em lei. FERNANDO AZEVEDO E SILVA Presidente APO 1. INTRODUÇÃO “A APO enviará ao Congresso Nacional relatório semestral de suas atividades e calendário de ações a cumprir, para acompanhamento dos prazos estabelecidos pelo Comitê Olímpico Internacional e pelo Comitê Paraolímpico Internacional.” (Art. 6° da Lei nº 12.396/2011) A Autoridade Pública Olímpica (APO) iniciou um processo de reestruturação no segundo semestre de 2013, com foco nas atribuições legais desta entidade. Paralelamente, deu-se início aos trabalhos para a elaboração da Matriz de Responsabilidades, documento engloba os compromissos assumidos pelos entes governamentais associados, exclusivamente à organização e realização do evento, junto ao Comitê Olímpico Internacional (COI). No mesmo compasso das avaliações e observações exaradas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em 2013, foram iniciados estudos no sentido de realinhar a estrutura organizacional, privilegiando a atividade fim na coordenação dos preparativos do grande evento esportivo. Este relatório, referente ao segundo semestre de 2013, contempla os últimos meses da gestão Sr Márcio Fortes de Almeida e de seu substituto legal, Sr Elcione Diniz Macedo, e os primeiros da gestão Gen Div Fernando Azevedo e Silva. Segundo Semestre / 2013 3 2. ATIVIDADES INSTITUCIONAIS a. Conselho Público Olímpico Foi realizada a segunda reunião ordinária, em 17 de dezembro de 2013, tendo sido tratada a aprovação do Orçamento da APO para os exercícios de 2013 e 2014, a nomeação de membros do Conselho de Governança e a nomeação de membros e escolha do Presidente do Conselho Fiscal. b. Conselho de Governança Realizou reunião ordinária em 05 de dezembro, tendo como itens de pauta a posse do membro do Conselho de Governança, representante do Governo Federal e a manifestação sobre a proposta de Orçamento da APO para os exercícios de 2013 e 2014. c. Conselho Fiscal O Colegiado reuniu-se seis vezes, uma a cada mês, destacando os seguintes temas de suas pautas: análise de demonstrativos contábeis e financeiros de maio a outubro de 2013; acompanhamento de processos licitatórios; acompanhamento do Plano Anual de Atividades de Auditoria Interna – PAINT; atualizações do Contrato de Rateio de 2013; e verificação das Certidões Negativas de Débitos da Receita Federal. d. Presidência Em julho de 2013 o então Presidente Marcio Fortes de Almeida, nos termos do artigo 2º da Lei 12.396, de 21 de março de 2011, renunciou ao cargo. Em vacância, o então Diretor Executivo Elcione Diniz Macedo assumiu, interinamente, a presidência. Indicado pela Presidenta da República Dilma Rousseff e, após aprovação em sabatina do Senado Federal, tomou posse, em 19 de novembro de 2013, o atual Presidente, General de Divisão Fernando Azevedo e Silva, conforme publicado no Diário Oficial da União de número 212, de 31 de outubro de 2013. Os presidentes exerceram suas atividades conforme previsto no Estatuto da APO, conduzindo os trabalhos do Conselho de Governança e da Diretoria Colegiada. Segundo Semestre / 2013 4 e. Calendário dos Eventos do COI e Comitê Paraolímpico Internacional com participação da APO Os Grupos de Trabalho (GT) já constituídos avançaram em suas atividades com vistas ao estabelecimento de parâmetros e resultados de questões e situações que poderiam vir a impactar o sucesso do evento em 2016. Durante o período foram identificados novos assuntos e a necessidade de ampliar os grupos para tratarem especificamente deles, como foram os casos dos temas Segurança, Energia e Portos, para um total de 21 grupos em funcionamento. EVENTO Classificação DATA Início Término 01/09/2013 02/09/2013 27/11/2013 28/11/2013 09/09/2013 11/09/2013 VICR - COI Venues Infrastructure Construction Review COI.Sessões de acompanhamento dos projetos de instalações esportivas, não esportivas, sistemas de monitoramento, serviços públicos e transportes 25/11/2013 29/11/2013 PR - IPC Project Review IPC – Executive – revisão do projeto pelos especialistas do IPC (todos os temas) 01/11/2013 02/11/2013 TICR - COI Transport Review – revisão dos projetos da área de transportes, com participação restrista dos Governos 06/11/2013 07/11/2013 Transport Review - IPC Revisão de projetos sobre operações e sistemas dos aeroportos de São Paulo e Rio de Janeiro 07/11/2013 08/11/2013 ADD Review – COI Revisão de projetos da área de Chegadas e Partidas, com foco no Rio de Janeiro 08/11/2013 08/11/2013 Energy Review - COI Sessão de trabalho - energia 28/08/2013 28/08/2013 Sustaintability Review - COI Sustainability Review - COI - revisão do planejamento e projetos de sustentabilidade 20/08/2013 23/08/2013 Technology Project Review - COI Revisão de projetos da área de Tecnologia (incluído o tema telecomunicações) 29/08/2013 30/08/2013 Workshop de Logística Workshop de Logística 28/08/2013 28/08/2013 OGKM de Segurança Transferência de Conhecimento, na área de Segurança, do Comitê Olímpico Internacional (COI), intitulado Olympic Games Knowledge Managment 28/08/2013 28/08/2013 COCOM PR - COI VICR - COI Segundo Semestre / 2013 Tipo Coordination Comission COI – acompanhamento dos projetos (todos os temas) pelo comitê de coordenação do COI Project Review COI – revisão do projeto pelos especialistas do COI, Secretario Geral e Presidente da Comissão de Coordenação do COI Venues Infrastructure Construction Review COI (apenas venues). Sessões de acompanhamento dos projetos de instalações esportivas e não esportivas 5 (OGKM) f. Diretoria de Infraestrutura Esportiva, de Apoio ao Evento e Meio Ambiente A Diretoria de Infraestrutura Esportiva, de Apoio ao Evento e Meio Ambiente (DIEMA) tem como atribuição supervisionar e coordenar a implementação dos projetos referentes às infraestruturas esportiva, de apoio ao evento, urbana e de habitações, visando às acomodações da família olímpica, do centro principal de mídia e do centro internacional de transmissões para a realização dos Jogos de 2016. Além disso, trata das ações necessárias ao saneamento e ao meio ambiente. 1) Superintendência de Infraestrutura Esportiva (SIESP) Em 2013, os principais focos da DIEMA/SIESP se concentraram no monitoramento e acompanhamento das ações que permitissem que os cronogramas das Instalações Esportivas avançassem para a fase de execução de obras. Foram alvo de acompanhamento os seguintes temas: Zona Barra da Tijuca, Zona Deodoro, Zona Copacabana e Zona Maracanã. 2) Superintendência de Infraestrutura de Apoio ao Evento A Superintendência de Infraestrutura de Apoio ao Evento (SUIAE) atuou junto aos órgãos e entidades envolvidas na realização dos Jogos Rio2016, a fim de acompanhar e avaliar os impactos dos planos, projetos e programas, visando ao atendimento das garantias para a sua realização. Esteve presente em reuniões e Grupos de Trabalhos, direcionados às instalações não esportivas, bem como nos encontros específicos com o COI, promovidos pelo Comitê Rio2016. 3) Superintendência de Meio Ambiente e Sustentabilidade A APO acompanhou os aspectos ambientais e de sustentabilidade dos projetos necessários ao cumprimento dos compromissos assumidos por meio do Dossiê de Candidatura e pelo Host City Contract (HCC). Os projetos são de saneamento, voltados para a qualidade do ar e da água, bem como de recuperação ambiental. Segundo Semestre / 2013 6 No segundo semestre de 2013 as ações foram desenvolvidas para a integração dos entes por intermédio da coordenação e participação nos Grupos de Trabalho Sustentabilidade e os subgrupos Florestas e Olimpic Games Impact (OGI). g. Diretoria de Infraestrutura e Serviços de Segurança e Prevenção – DISEG A APO adotou a metodologia de interlocução com as instituições criadas ou designadas pelos Governos Federal, Estadual e Municipal para coordenar grandes eventos, principalmente de Segurança Pública e de Defesa Nacional. As articulações foram promovidas em reuniões de trabalho e eventos de transferência/compartilhamento de conhecimentos. O GT Segurança, coordenado pela Assessoria Especial para Grandes Eventos (AEGE), conjuntamente com a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (SESGE), tem como atividade principal a implementação de ações para a coordenação da Segurança dos Jogos, que compreendam todos os serviços relativos à Segurança Pública, Defesa Nacional, Defesa Civil, Inteligência e Segurança Privada para a garantia de um grande evento pacífico e seguro. 1) Caderno de Atividades e Atribuições de Segurança dos Jogos O Caderno de Atividades e Atribuições de Segurança serviu como subsídio para o desenvolvimento da Lista de Projetos de Segurança, a qual, por sua vez, deverá ser monitorada pela APO, com vista ao cumprimento de sua atribuição de garantir a entrega das obras e serviços. 2) Serviços de Prevenção: Avaliações das obras de instalações olímpicas A APO apresentou no GT Segurança uma proposta de Política de Segurança no Canteiro de Obras de Instalações Olímpicas / Paraolímpicas que, após análise, foi encaminhada ao Comitê de Coordenação, com sugestão para divulgação aos envolvidos na execução das obras relacionadas aos Jogos Rio 2016. Segundo Semestre / 2013 7 h. Diretoria de Operações e Serviços (DIOPS) A APO coopera com as ações para organização e acompanha a execução de projetos de operações e serviços, nas temáticas específicas. O trabalho realizado permitiu espaço de diálogo e parcerias na busca de soluções viáveis para as questões relacionadas com a organização, estabelecendo uma gestão integrada entre os entes consorciados. 1. Sustentabilidades Social e Econômica A questão da sustentabilidade também está irremediavelmente ligada às questões básicas de igualdade social e melhor qualidade de vida. Por si, o conceito tem um comprometimento com a construção de um legado positivo e permanente. Por essa razão o Dossiê de Candidatura enfocou uma visão que aliou sustentabilidade e legado, assumindo como premissa que os Jogos Rio2016 seriam catalizadores de mudanças que impactariam positivamente o quadro ambiental, social e econômico da cidade e do estado do Rio de Janeiro e do próprio Brasil. As ações que tratam dessa sustentabilidade social dizem respeito à inclusão das pessoas que habitam a cidade-sede, considerando sua diversidade. Elas implicam em planejamento e integração amplos que abrangem vários cuidados. 2. Legado Social O conceito de legado é amplo e abrangente, não se restringindo às obras, às operações e aos serviços diretamente envolvidos com os Jogos. O escopo abarca políticas públicas e parcerias com o setor privado, no intuito de garantir o necessário padrão de excelência. O foco do planejamento do legado foi a transformação. A atuação da DIOPS foi diretamente relacionada à integração e planejamento dos entes consorciados para a definição das necessidades de capacitação e treinamento, bem como na identificação de cursos de formação profissional. Foram realizadas tratativas com instituições públicas no estabelecimento do Consórcio CONRIO2016, formado por universidades e escolas federais públicas do Rio de Janeiro, como também reuniões com os entes no intuito de compartilhar o conhecimento sobre outros grandes eventos, como a Copa das Confederações e a Copa do Mundo 2014. Segundo Semestre / 2013 8 3) Prevenção e Proteção à Saúde A APO acompanha as ações de segurança, defesa, saúde, proteção e defesa civil com vistas a garantir a gestão de riscos pela prevenção, preparação, resposta, redução, recuperação e reconstrução, no que concerne aos riscos à família olímpica, às instalações e à população como um todo. 4) Cultura, Eventos e Turismo (Acomodações) a) Cultura A APO participa do GT Cultura, coordenado pelo Ministério da Cultura, que tem como principal produto a elaboração e execução do Programa Cultura dos Jogos. A meta é oferecer uma programação que evidencie a cultura popular brasileira e a diversidade de expressões artísticas nacionais, de forma a promover o engajamento com as competições, ampliando o acesso à cultura e propiciando uma experiência única e memorável ao espectador. A proposta teve sua versão preliminar aprovada pelo COI, em agosto de 2013. A partir disso, foram feitas reuniões do GT Cultura em cada uma das Cidades do futebol – Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Salvador – com o objetivo de referendar a versão final do Programa Cultura. b) Eventos e Turismo Mais especificamente nas questões relacionadas a Eventos e Turismo, foram realizadas diversas reuniões ampliadas do GT Cultura, na sede da APO, envolvendo as secretarias e organismos oficiais de turismo e cultura dos Estados e Cidades da Copa de 2014, para apresentação dos projetos do Comitê Rio2016 quanto aos temas Live Sites, Look da Cidade e Voluntariado, abordando aspectos de proteção de marcas e propriedade intelectual dos parceiros privados dos Jogos. As discussões acerca do Projeto da Tocha, envolvendo definição do formato, roteiro, planejamento e execução, ainda se encontram em fase embrionária no Comitê Rio2016, dependendo da definição quanto à criação de um grupo de trabalho que irá cuidar desse assunto. c) Acomodações O tema acomodações prevê o acompanhamento da entrega das unidades habitacionais acordadas com o COI, a implementação da classificação hoteleira no Rio de Janeiro, condizente com os critérios internacionais, respeitando as condições de sustentabilidade e acessibilidade, e as negociações para a prática de tarifas condizentes com o mercado, no período dos Jogos.Meios para cumprir o prazo nas entregas das obras vêm sendo discutidos pelo CIRJ com as empresas executoras para que não ocorram atrasos. A APO vem acompanhando reuniões do Consórcio Integrador, bem Segundo Semestre / 2013 9 como o fechamento das negociações de contratação dos hotéis pelo Rio2016, na expectativa de entrega do número de unidades habitacionais acordadas. 5) Comunicação A APO participa das atividades do GT Comunicação, acompanhando as ações de comunicação com a sociedade. Dentre os trabalhos desenvolvidos, está o acompanhamento do evento World Press Briefing, com foco em mostrar os trabalhos de preparação. 6) Mapeamento de Serviços A DIOPS representa a APO na equipe responsável pela articulação das diversas áreas, com o propósito de consolidar o mapeamento de serviços e ações governamentais dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos. Esse trabalho proporcionará uma visão integrada dos Planos Operacionais de Governo e do Comitê Rio2016. 7) Tributação, Aduana, Imigração e Credenciamento Em janeiro de 2013, na área de isenções fiscais, houve a publicação da Lei Federal nº 12.780, cujo conteúdo remete à necessidade de regulamentação, dando ensejo aos trabalhos do primeiro semestre focados no entendimento da lei, além da elaboração de decretos, instruções normativas e congêneres que permitam sua operacionalização, para garantir as isenções dos tributos, conforme compromisso assumido no processo de candidatura. 8) Garantias – Proteção de Marcas e Propriedade Intelectual O GT Garantias foca suas atividades na materialização das garantias oferecidas no processo de candidatura dos Jogos e no alinhamento de entendimentos jurídicos entre as três esferas de governo. De acordo com os objetivos estabelecidos e aprovados pelo Comitê de Coordenação, o SubGT Proteção de Marcas iniciou os trabalhos para entendimento dos requisitos e regras apresentados pelo COI e pelo Comitê Rio2016 para uso das marcas olímpicas pelos entes governamentais. 9) Energia e Telecomunicações Frente aos desafios para tornar disponível a infraestrutura dos serviços públicos, foram de grande relevância os trabalhos executados pelo GT Operacional Energia, de cunho técnico e coordenado pela APO. Foram apresentadas todas as propostas de diagramas elétricos básicos para as áreas de competição, bem como promovido o entendimento técnico sobre as responsabilidades de financiamento e execução das obras. Segundo Semestre / 2013 10 Diante das atribuições referentes à operação e serviços de telecomunicações, a APO promoveu reuniões mensais com representantes do setor, tendo sido elaborado o Plano de Coordenação de Espectro para os Jogos, com início dos trabalhos para definição de responsabilidade pelos serviços de gestão de espectro. 10) Dados Meteorológicos e Oceanográficos A APO coordenou os trabalhos de grupo composto por representantes do Ministério do Esporte, do Ministério da Defesa, Exercito/AJO, Marinha/CHM, Aeronáutica/DECEA, INMET, EGP-Rio, INEA, SMAC, ALERTARio, COB e Rio2016 para definição do processo de repasse de dados meteorológicos e oceanometeorológicos. Na primeira etapa, foi possível testar o processo através da definição do padrão dos dados e entrega para o período ago/13 – set/13. Com base nessa experiência, ficaram acordadas as próximas entregas, conforme necessidades de planejamento dos Jogos. 11) Olympic Games Impact A APO também fez parte dos trabalhos da estruturação de processo para tornar disponíveis os dados existentes no âmbito dos governos para contribuir na geração de relatórios do Olympic Games Impact. Haja vista as atribuições e trabalhos de pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre desenvolvimento econômico, financeiro e ambiental, foi promovido contato para análise de viabilidade de criação de relatórios ou da introdução de dados nas pesquisas do MUNIC (Pesquisas de Informações Básicas Municipais) e ESTADIC (Pesquisas de Informações Básicas Estaduais). 12) Transferência de conhecimento A equipe da Diretoria de Operações e Serviços (DIOPS) foi qualificada por meio de diferentes atividades de observação, debates, reuniões de estudo e trabalhos, utilizando o Programa Governamental de Observadores e o Programa de Observadores dos Comitês Olímpico e Paraolímpico Internacional, como previsto nos manuais técnicos do COI. i. Diretoria de Infraestrutura de Mobilidade, Trânsito e Tráfego A infraestrutura de mobilidade, trânsito e tráfego está entre as que o Brasil se comprometeu em melhorar para a realização dos Jogos. Destaca-se a existência de cartas-compromisso firmadas por autoridades brasileiras, as quais garantiram, dentre outras, ações nessa área, constando do Dossiê de Candidatura, em especial do Tema 15. Segundo Semestre / 2013 11 1) Aeroportos As atividades concernentes a aeroportos vêm sendo tratadas no âmbito do Comitê Técnico de Operações Especiais (CTOE) da Comissão Nacional de Autoridades Aeroportuárias (CONAERO), conduzidas pela Secretaria de Aviação Civil. As reuniões ocorrem quinzenalmente, com o objetivo de dar andamento às atividades de organização dos grandes eventos em curso no Brasil – Copa do Mundo 2014 e Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio2016. Foram e continuam sendo objeto de acompanhamento as obras dos aeroportos considerados Olímpicos: Galeão, Guarulhos, Salvador, Confins e Brasília. 2) Porto A venue não esportiva “Porto” não recebeu obras significativas no período considerado. A construção do Píer em Y não será mais foco para as Olimpíadas e o Projeto Porto Maravilha continuou a realizar obras em ritmo acelerado que alteraram significativamente seu entorno. Houve, no final do semestre, entendimentos entre a Companhia Docas do Rio de Janeiro, Píer Mauá e Prefeitura Do Rio De Janeiro, que resultaram em algumas alterações na configuração do porto e adjacências. 3) Plano Tático de Mobilidade para os Jogos de 2016 Foi constituída uma comissão técnica para que se desse início às discussões sobre contratação de empresa de consultoria em engenharia para desenvolvimento de estudos, estimativas, projeções de demanda, simulações de tráfego e gestão de multidões, intitulado Plano Tático de Mobilidade para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 – PTMJRio2016. O objeto dos estudos é uma avaliação da Cidade do Rio de Janeiro e das zonas olímpicas - Zona Olímpica Copacabana, Zona Olímpica Maracanã, Zona Olímpica Vila Militar/Deodoro e Zona Olímpica Barra. 4) Mobilidade nas Zonas Olímpicas A situação da mobilidade nas Zonas Olímpicas foi acompanhada mediante a participação nas reuniões do Consórcio Integrador do Rio de Janeiro, ocasião em que foram atualizadas as informações relativas a esse tema. A principal pendência em relação à mobilidade nas quatro zonas olímpicas foi identificada em Deodoro, relativas à construção do Terminal Integrador e às reformas das estações da Vila Militar, Magalhães Bastos e Ricardo de Albuquerque. A Empresa Olímpica Municipal informou que em 2014 serão lançadas as licitações em questão. Segundo Semestre / 2013 12 5) Cadeia de Suprimento Devido à necessidade de intervir na mitigação dos riscos apresentados, a APO, juntamente com o Comitê Rio2016, discutiu sobre a criação de uma estrutura de governança para o monitoramento da cadeia de suprimentos que possa eliminar os riscos de desabastecimentos, tendo sido encaminhado o assunto para decisão por alçadas de governo. j. Divulgação Institucional Com o objetivo de informar à sociedade sua atuação, dando transparência às ações realizadas, a APO divulga suas atividades, tendo como meios seu portal, o uso de redes sociais, a distribuição de sugestões de pauta e de releases, além da interlocução com os meios de comunicação, quando se faz representar junto ao público, especialmente por meio de seu principal dirigente, o presidente da Autarquia. Salienta-se, ainda, a participação em reunião com a SECOM/PR com vistas à elaboração de um plano de comunicação integrada voltado para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, além de tratar de agenda com os principais eventos previstos no respectivo calendário. 3. DEMONSTRATIVO DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA A Autoridade Pública Olímpica, além das ações internas de controle, atuou no provimento de informações e no apoio às auditorias realizadas pelos órgãos de controles interno e externo. O Decreto nº 7.615/2011 vincula a APO ao Ministério do Esporte, o que permite àquele órgão da administração direta da União o atendimento às obrigações previstas nos contratos de rateio firmados anualmente, atendendo a todos os estágios da despesa, conforme previsto na Lei n° 12.396/2011, o que permite à instituição receber recursos financeiros dos seus consorciados. De 2011 a 2013, os contratos foram firmados no último bimestre do ano, o que impacta nas previsões orçamentárias. A execução da autarquia ocorre com recursos financeiros oriundos de superávit apurado em balanço patrimonial do exercício anterior e com outras receitas obtidas durante o exercício financeiro. Buscando a regular e efetiva execução, a autarquia solicitou à Secretaria do Tesouro Nacional autorização para aplicar seus recursos financeiros na Conta Única. A autorização ocorreu em novembro de 2012, porém a operacionalização desse processo se deu a partir de março do ano seguinte. Em 2013, os rendimentos auferidos foram de, aproximadamente, R$ 8,0 milhões. Segundo Semestre / 2013 13 Os recursos executados em 2013 foram aqueles apurados no superávit havido em 2012, que foi de R$ 108.807.167,77 (cento e oito milhões, oitocentos e sete mil, cento e sessenta e sete reais e setenta e sete centavos) e não incluiu R$ 1,0 mil de custeio que deveria ter sido repassado pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro até 31 de dezembro de 2012, bem como R$ 1,0 milhão de investimento que, da mesma forma, deveria ter sido repassado pelo Ministério do Esporte até aquela data, antes, portanto, da expiração do Contrato de Rateio de 2012. Tais recursos foram repassados em 2013 e classificados como outras receitas. Os recursos financeiros que integravam o contrato de rateio estavam classificados da seguinte forma: CONTRATO DE RATEIO DE 2013 (Em Reais 1,0) CUSTEIO INVESTIMENTO TOTAL UNIÃO 9.825.985 4.000.000 13.825.985 ESTADO 23.088 23.088 46.176 MUNICÍPIO 1.000 00 1.000 9.850.073 4.023.088 13.873.161 PESSOAL TOTAL 00 Cabe esclarecer que o contrato de rateio foi firmado em 17 de dezembro de 2013 e o Ministério do Esporte, representante da União, empenhou R$ 4.000.000,00 (quatro milhões) de custeio e R$ 4.000.000,00 (quatro milhões) de investimento e os demais consorciados empenharam os valores totais previstos. Nenhum dos consorciados repassou os recursos financeiros na vigência do Contrato de Rateio que expirou em 31/12/2013. Não integravam o Contrato de Rateio valores para pagamento de pessoal, pois o superávit da autarquia era composto de, aproximadamente, R$ 73,0 milhões nessa classificação e, nas projeções realizadas durante o ciclo orçamentário ficou indicado desnecessário o repasse para esse fim por cinco anos (2013-2017). Na proposta orçamentária da APO para 2013, constava uma dotação adicional com lastro financeiro oriundo do superávit de 2012 de cerca de R$ 35,0 milhões de custeio, R$ 100,0 mil de investimento, R$ 18,7 milhões para pessoal e, como dotação inicial, R$ 6,0 milhões relativos aos rendimentos das aplicações na Conta Única do Tesouro Nacional. Pode-se afirmar que a execução de Segundo Semestre / 2013 14 2013 ocorreu somente por meio da dotação adicional aprovada pelo Conselho Público Olímpico e demais órgãos colegiados da APO. Por fim, no Decreto nº 7560/2011 há previsão de que a autarquia utilize sistemas informatizados da União para acompanhamento, execução e controle de seus recursos e de suas atividades. A APO conseguiu, dadas suas especificidades orçamentárias (não integrante do orçamento da União) e na condição de consórcio público interfederativo integrante da administração indireta dos entes que o compõem e, ainda, em função da data limite de sua extinção (31 de dezembro de 2018), utilizar somente os sistemas SIAPE, SIAFI e SIASG. O Demonstrativo da Execução Orçamentária Financeira referente ao 2º Semestre de 2013 encontra-se anexo – Anexo I. 4. INSTRUMENTOS DE MONITORAMENTO E CONTROLE a. Matriz de Responsabilidades dos Jogos 1) Metodologia para elaboração A partir da definição legal de Matriz de Responsabilidades e com base nas obrigações assumidas pelos Governos do País – federal, estadual e municipal – para a organização e a realização dos Jogos Rio2016, foram estabelecidas as premissas e os critérios utilizados em sua elaboração e atualizações. 2) Premissas Os projetos/ações que deverão compor a Matriz de Responsabilidades não serão estáticos, visto estarem asseguradas atualizações contínuas das informações desse documento, na forma do inciso VI da cláusula quarta do Contrato de Consórcio Público. A partir da aprovação da Matriz de Responsabilidades pelo Conselho Público Olímpico, a APO, para assegurar o cumprimento e a eficácia desse documento, estabelecerá monitoramento, unificando e uniformizando o canal de informação para fins de interlocução direta com os entes. Com o objetivo de permitir a verificação do cumprimento dos requisitos técnicos exigidos pelo COI e de tornar viável o monitoramento contínuo do cumprimento dos prazos das entregas necessárias aos Jogos de 2016, os entes consorciados serão responsáveis pela transmissão imediata de informações atualizadas à APO sobre o andamento dos projetos. Segundo Semestre / 2013 15 Elaborada pela APO em conjunto com os entes e o Comitê Organizador, a Estratégia Orçamentária permitirá um melhor acompanhamento por parte da sociedade – transparência –, com maior clareza dos conceitos adotados no processo, como se seguem: Orçamento Rio/2016 – investimentos privados do Comitê Rio2016 para organização e realização dos Jogos; Matriz de Responsabilidades – projetos governamentais executados com recursos financeiros públicos e privados, exclusivamente associados à organização e realização dos Jogos, constituindo nos projetos que não aconteceriam se o Rio não fosse escolhido como cidade sede; e Plano de Políticas Públicas – Legado – Projetos que antecipam ou ampliam investimentos federais, estaduais e municipais em infraestrutura e políticas públicas. A Matriz de Responsabilidades englobará os compromissos do Dossiê de Candidatura, exclusivos para o grande evento esportivo, e está com previsão de lançamento para Janeiro de 2014. 3) Critérios para elaboração e atualização A Matriz de Responsabilidades indicará o resultado do agrupamento de projetos por regiões que concentram as principais instalações esportivas e não esportivas (Região Barra, Região Deodoro, Região Maracanã e Região Copacabana), com a definição das responsabilidades pelos recursos e pela execução, dos níveis de maturidade, dos valores totais e dos prazos de início e conclusão das obras, serviços, investimentos, incentivos ou financiamentos públicos associados, exclusivamente, à realização dos Jogos. As atualizações serão consolidadas e publicadas a cada seis meses. Os prazos e valores das obras e serviços serão divulgados à medida que atingirem o nível de maturidade 3 (três), considerando que nesta fase a licitação é publicada, contendo essas informações. Nos casos de utilização do Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC) – Lei Federal nº 12.462/2011 –, quando a licitação se der sob orçamento sigiloso (regra geral), o custo só poderá ser divulgado após a licitação finalizada, o que, neste caso, corresponde ao nível 4 (quatro) de maturidade, sendo que os órgãos de controle interno e externo têm acesso imediato à informação. b. Carteira de Projetos Olímpicos 1) Metodologia para elaboração Este documento apresentará os critérios utilizados para seleção de projetos que integrarão a Carteira de Projetos dos XXXI Jogos Olímpicos e XV Jogos Paraolímpicos, a serem realizados na cidade do Rio de Janeiro, em 2016. Segundo Semestre / 2013 16 2) Premissas A partir da aprovação da Carteira pelo Conselho Público Olímpico, a APO implementará, de forma específica, para assegurar o cumprimento e a eficácia desse documento, um sistema próprio de gestão e de monitoramento, unificando e uniformizando o canal de informação para fins de interlocução direta com os entes. Com o objetivo de permitir a verificação do cumprimento dos requisitos técnicos exigidos pelo COI, de tornar viável o monitoramento contínuo do cumprimento dos prazos das entregas necessárias aos Jogos de 2016 e garantir a atualização periódica do documento, os entes consorciados serão responsáveis pela transmissão contínua e imediata de informações atualizadas à APO, de forma similar ao que deve ocorrer com a Matriz de Responsabilidades. 3) Critérios de seleção para a Carteira de Projetos A Carteira de Projetos Olímpicos contemplará obras e serviços essenciais, consubstanciado em um documento elaborado a partir das análises da base de projetos, dos compromissos e das garantias assumidas pelos Governos Federal, Estaduais e Municipais – incluindo as cidades do futebol. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS A organização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos envolve um significativo número de clientes, produtos, parceiros públicos e privados que se engajam no projeto em momentos e formas distintas. Coordenar os preparativos desse grande evento esportivo é uma atividade sem precedentes no Brasil. O período considerado neste relatório compreende ações e metas que foram implantadas ainda em 2013 para que fossem integralmente efetivadas no primeiro semestre de 2014. Nesse contexto, destaca-se a reformulação no quadro de pessoal com a nomeação de profissionais de diferentes áreas e capacitações, a reestruturação interna da APO e as necessárias e urgentes ações para a produção e aprovação da Matriz de Responsabilidades. Essas iniciativas contribuíram para aumentar a confiança na dinâmica entre os entes públicos na organização dos Jogos Rio 2016. Na conclusão do ano de 2013, o relacionamento integrado mostrou-se em franca evolução. Com o que foi tratado neste relatório, pode-se observar que a APO vem cumprindo o seu papel legal. Incontáveis fatores interferem nos trabalhos, mas colaborações valiosas, como as oferecidas pelos órgãos de controle externo, permitem os adequados ajustes para que se possa obter a inédita gestão dos Jogos, principal objetivo desta empreitada. Segundo Semestre / 2013 17 ANEXO I PROGRAMAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA AUTORIDADE PÚBLICA OLÍMPICA DEMONSTRATIVO DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA – 2º SEMESTRE DE 2013 DESPESAS REALIZADAS – Em Reais 1,0 DESCRIÇÃO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO TOTAL DIÁRIAS – PESSOAL CIVIL 88.867,11 26.156,33 26.325,36 60.337,91 14.010,91 27.703,69 241.401,31 MATERIAL DE CONSUMO 1.839,44 - - - 3.874,50 9.009,03 14.722,97 63.679,62 193.198,10 102.855,56 193.254,72 133.486,75 192.869,45 879.344,20 2.438,60 7.956,20 11.166,35 238,60 2.438,60 6.510,40 30.748,75 71.820,40 67.896,67 78.705,22 67.459,52 91.880,16 178.443,04 556.205,01 12.003,80 11.119,28 11.698,62 13.207,58 12.694,43 15.806,12 76.529,83 125.420,52 191.351,67 168.845,90 190.231,10 148.948,91 163.616,65 988.414,75 PASSAGENS E DESPESAS COM LOCOMOÇÃO SERVIÇOS DE TERCEIROS – PESSOA FÍSICA SERVIÇOS DE TERCEIROS – PESSOA JURÍDICA AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO CIVIL INDENIZAÇÕES E RESTITUIÇÕES TOTAL CUSTEIO 364.069,49 497.678,25 399.597,01 524.729,43 407.334,26 593.958,38 2.787.366,82 AQUISIÇÃO DE MATERIAL PERMANENTE - - - - 143.302,74 42.725,60 186.028,34 TOTAL INVESTIMENTO - - - - 143.302,74 42.725,60 186.028,34 VENCIMENTOS E VANTAGENS FIXAS 750.190,37 842.894,00 748.933,42 767.042,89 1.143.666,37 875.286,30 5.128.013,35 OBRIGAÇÕES PATRONAIS 116.522,46 123.701,25 121.894,37 127.143,82 220.804,52 153.290,53 863.356,95 3.000,00 13.053,33 17.350,00 16.791,83 19.105,98 15.000,00 84.301,14 325.645,82 321.442,09 838.020,26 105.618,18 317.321,78 304.562,93 2.212.611,06 1.195.358,65 1.301.091,67 1.726.198,05 1.016.596,72 1.700.898,65 1.348.139,76 8.288.282,50 1.559.428,14 1.798.768,92 2.125.795,06 1.541326,15 2.251.535,65 1.984.823,74 11.261.677,66 OUTRAS DESPESAS VARIÁVEIS – PESSOAL CIVIL RESSARCIMENTO DE DESPESAS DE PESSOAL REQUISITADO TOTAL DA FOLHA + ENCARGOS TOTAL GERAL DO 2º SEMESTRE Segundo Semestre / 2013 18 ANEXO II CALENDÁRIO PRIMEIRO SEMESTRE 2014 DATA EVENTO 21/22 Jan 14 17ª VENUES INFRASTURCTURE CONSTRUCTION REVIEW 17/21 MAR 14 18ª VENUES INFRASTURCTURE CONSTRUCTION REVIEW 19/21 MAR 14 6ª COMISSÃO DE COORDENAÇÃO DO COI 06/07 MAIO 14 ACCOMMODATION REVIEW 12/13 MAIO 14 TRANSPORT INFRASTRUCTURE CONSTRUCTION REVIEW 13/14 MAIO 14 5º PROJECT REVIEW - IPC 15/16 MAIO 14 ARRIVALS & DEPARTURES REVIEW 22 MAIO 14 SECURITY REVIEW 10/11 JUN 14 9º PROJECT REVIEW - IOC 05/06 JUN 14 19º VENUES INFRASTURCTURE CONSTRUCTION REVIEW Segundo Semestre / 2013 LOCAL RIO2016 19