FAÇA LÁ UM POEMA – 2013..1º Prémio
1º CICLO
1-
O Rio
O rio da minha terra
é bonito a valer
até já dei um passeio
só para o ver nascer.
No início é pequeno
vai crescendo de onde a onde
percorre muitos quilómetros
chegando a Vila do Conde.
Passa por algumas cidades
Santo Tirso é uma delas
até nisso é felizardo
pois é uma das mais belas!
Muitas fábricas junto a si
quase o fizeram morrer
mas homens bons o trataram
e ele voltou as renascer.
Suas águas brincalhonas
de pedra em pedra a saltar
lá vão elas a correr
abraçando o vasto mar.
Olhando para as suas margens
vejo homens a pescar
coitados dos pobres peixes
já não podem mais nadar.
Este rio de que falo
é uma riqueza sem par
por acaso são capazes
de seu nome adivinhar?
Autor: João Pedro Pinto
(Colégio Stª. Teresa de Jesus - Santo Tirso)
FAÇA LÁ UM POEMA – 2013 2º Prémio
1º CICLO
A minha estrela
Há uma estrela lá no céu
Que na cabeça, usa chapéu.
Há uma estrela lá no alto
E para vê-la eu não falto.
Vou contar todos os dias, Sempre à
espera da tua magia. Estrelinha,
estrelinha vejo-te a brilhar, E sinto o
teu corpo sempre a cintilar.
Nunca te conheci na vida,
Mas tu és uma estrela perdida.
És a minha melhor amiga,
Não há quem eu mais siga.
És a minha heroína,
Não gostas de tangerina.
Temos as duas gostos de diferentes,
É o que nos faz contentes.
Acompanhaste-me os meus sonhos,
E afastaste os medronhos.
Eu vou amar-te sempre
Enquanto isso, fico contente.
Olhei-te no céu pela primeira vez,
A minha vida mudou e recomeçou.
Sinto que és feita para mim,
Acho que o teu brilho não tem fim.
Quando, de dia, não te consigo ver
Deito-me na cama e tento adormecer.
Assim nos meus sonhos tu apareces
E ao meu lado, tu adormeces.
Foste minha companheira desde pequenina,
És a minha estrelinha.
Quando estou com medo, olho para ti
És a melhor coisa que vi.
E este momento não vai acabar,
Enquanto eu te amar.
Estarei sempre ao pé de ti,
E tu perto de mim.
Autora: Mariana Jesus Cardoso
(Agrupamento de Escolas de Valongo do Vouga - Águeda)
FAÇA LÁ UM POEMA – 2013..3º Prémio
1º CICLO
Ai mar!
Vivo tão longe de ti, mas
de ti ouço falar. Dizem
que não tens fim, que
tuas algas são jardim,
onde sonho passear.
Dizem que tens muitos peixes,
nas tuas águas a nadar.
Que é tanta a tua beleza
que não se encontra na Natureza,
algo que te possa igualar.
Também me dizem que tuas ondas,
nos rochedos a bater,
dão fortes rugidos!
Não serão dolorosos gemidos
pelo que te estão a fazer?
Ouço ainda dizer,
mas não sei se vou acreditar
que as tuas águas salgadas
são lágrimas choradas
pelos portugueses a lutar.
Ai mar! Vives tão longe de mim!
Como te posso ajudar?
Ando tão preocupada,
e se o homem não tem cuidado,
acaba por te matar.
Autora: Ana Borges Diegas
(Agrupamento de Escolas de Pedras Salgadas - Vila Pouca de Aguiar)
FAÇA LÁ UM POEMA – 2013..1º Prémio
2º CICLO
Há palavras…
Há palavras apaixonadas,
delicadas,
perfumadas,
Há palavras afiadas como espadas!
Há palavras elegantes,
distantes,
cortantes,
Há palavras (muito) petulantes!
Há palavras maduras,
prematuras,
obscuras,
Há palavras (secretamente) inseguras!
Há palavras quentes,
inocentes,
prepotentes,
Há palavras resistentes!
Há palavras banais,
excecionais,
especiais,
Há palavras para sempre, porque são intemporais!
Há palavras macias,
sombrias,
frias,
Há palavras feias, frágeis, fugidias…
Há palavras curiosas,
generosas,
misteriosas,
Há palavras como flores venenosas.
Há palavras prometidas,
proibidas
perseguidas,
Há palavras com lágrimas incontidas.
Há palavras inquietas,
indiscretas,
incorretas,
Há palavras escondidas por serem secretas!
Há palavras inspiradoras,
sonhadoras,
sedutoras,
Há palavras avassaladoras!
Há palavras indizíveis,
insensíveis,
imprevisíveis,
Há palavras imperfeitas,
Outras (quase) perfeitas!
Há palavras caladas,
revoltadas,
Há palavras inventadas,
Ou fruto da minha imaginação…
Mas palavras são palavras,
Façam sentido ou não!
Autora: Alice Menezes Rodrigues Brito
(Agrupamento de Escolas de Aveiro - Aveiro)
FAÇA LÁ UM POEMA – 2013..2º Prémio
2º CICLO
O Livro
Um livro é um mistério
Que nos faz voar para longe,
Viver num mundo cheio de sonhos coloridos
E de castelos encantados.
O livro não fala
No entanto diz-nos tudo
Conta-nos segredos antigos
Histórias de encantar e histórias tristes.
Os meus livros são mágicos.
Já conheci princesas e reis,
Fadas e a menina do mar.
Já viajei para terras distantes
E conheci outros lugares.
O livro é meu amigo fiel
Faz-me sempre companhia.
Nunca me deixa sozinha,
Não me desilude nem ralha comigo.
Os meus livros fazem-me sonhar.
Autora: Filipa Laranjeira
(Colégio D. Afonso V - Sintra)
FAÇA LÁ UM POEMA – 2013..3º Prémio
2º CICLO
Eu e o mar
O mar é um lenço de água
Que se encharcou por tanto chorar,
Pois queria ter alguém
Com quem conversar.
Quando vou à praia,
Ouço-o a choramingar sem parar,
Mas quando me sento na areia,
Ele começa a cantar.
Eu rio-me e canto sem parar e
Molho-me nas lágrimas salgadas
E quando vou embora
Ele começa a lacrimejar.
Como ele gosta de mim
Dá-me um enorme presente,
Uma concha em que posso ouvir
As suas ondas demoradamente.
Autora: Raquel Alves Pacheco
(Agrupamento de Escolas de Lordelo - Paredes)
FAÇA LÁ UM POEMA – 2013-. Menção Honrosa
2º CICLO
Já é tarde...
Já é tarde...
Tarde para brincar!
Pois tive de fazer os deveres
E já tenho de me ir deitar!
Amanhã... amanhã brinco
Se não tiver de estudar!
De estudar tenho sempre!
E fica tarde para brincar ...
Mas chega aquele esperado dia
Em que não tenho tanto com que me preocupar
Ao sábado e ao domingo
Dá para brincar!
Depois do karaté treinar
Da música ensaiar e ... de estudar,
Vou finalmente
Com os meus irmãos brincar!
Autora: Sofia Manuel Sousa Macieirinha Ferreira
(Escola Básica Sophia de Mello Breyner - Vila Nova de Gaia)
FAÇA LÁ UM POEMA – 2013..1º Prémio
3º CICLO
Versos de Inverno
Inverno com frio
Frio com neve
Neve branca
Branca a tinta
Tinta para pintar
Pintar com pincel
Pincel castanho
Castanho o trondo das árvores
Árvores com laranjas
Laranjas para comer
Comer sopa quente
Quente na cama
cama para dormir
Dormir para descansar
Descansar á lareira
Lareira acesa
Acesa no inverno.
Autor: Pedro Ferreira
(Agrupamento de Escolas de Colmeias - Condeixa-a-Nova)
FAÇA LÁ UM POEMA – 2013..2º Prémio
3º CICLO
Um livro é como uma caixa
Um livro é como uma caixa
Onde guardamos segredos,
Onde fechamos escondidos
As alegrias e os medos.
Um livro é como uma caixa
Onde tudo tem lugar
Uma aventura, um mistério,
Tudo consegue contar.
Um livro é como uma caixa
Com palavrinhas lá dentro,
Todas juntas, com sentido,
São a voz do pensamento.
Um livro é como uma caixa
Com desenhos e gravuras
Coloridos a carvão,
Dos grandes às miniaturas.
Um livro é como uma caixa
Desperta a curiosidade,
Antes de aberto é desejo,
Depois de lido, saudade.
Um livro é como uma caixa
Nunca perde utilidade,
Se um dia acolhe tristezas,
Noutro exibe a felicidade.
Autor: João Francisco Letras Ferreira
(Agrupamento de Escolas de Condeixa-a-Nova - Condeixa-a-Nova)
FAÇA LÁ UM POEMA – 2013..3º Prémio
3º CICLO
Entroikado
Tuga entroikado
Graças a Coelho não caçado
E Gaspar robotizado
Ouvindo a Chanceler
De bolso recheado,
Que só pensa no seu,
Por vezes, no do cunhado.
Imposto aumentado,
E salário cortado
Para quem não está ainda desempregado.
Mais autoestradas
E submarino inutilizado
Em que o dinheiro é queimado.
Cavaco calado
Com BMW mobiliado
E reforma insuficiente
Para viver descansado.
Português enganado
E totalmente roubado,
Ainda tem de sair
Do seu país amado!?
2013 melhorado,
Só para quem está no Estado.
Bacalhau e presunto
Vai ter de ser poupado
Para poder pagar aos filhos
O estudo necessitado.
País afundado
Ai, já estou de pé molhado!
Autor: Spallou Pinto Ferreira
(Agrupamento de Escolas de Estarreja - Estarreja)
FAÇA LÁ UM POEMA – 2013..2º Prémio
E. SECUNDÁRIO
Hipnose
Olhei-me do monte mais alto
e revi o meu sobressalto,
em hipnose ou sono profundo,
eu hoje tomo parte do mundo
e planto, em pranto errante
(nómada hesitante),
o elevar vagueante do norte,
fazendo da sorte o sim da estrada.
Sabei que eu recomecei a jornada!
Sabei que usei de novo a enxada
para encher de tudo esta terra de nadas.
Sim, plantei crianças e fiz mares azuis,
levantei marés e toquei as estrelas,
roubando centelhas ao fogo dos céus.
Depois libertei a dor dos infernos
e amainei os ventos desertos de cor.
Por fim, vi o amor na raiva da dor
e a terra engravidar de esperança...
Assim vi nascer a lembrança!
Autor: Luís Bernardo Damasceno Fernandes
(Escola Secundária de Pombal - Pombal)
FAÇA LÁ UM POEMA – 2013..3º Prémio
E. SECUNDÁRIO
Explicação das coisas
Sentada defronte a dezasseis polegadas de brilho e estímulos visuais,
Teclando sofregamente letras que se resumem a sequências de zeros e uns,
Confere-me a alegria de as ver ganhar vida.
Vida – manancial panteísta de convenções humanas – é ciência!
Ser intersectada por cinco vezes dez elevado a treze neutrinos solares
Por segundo, viajando a três vezes dez elevado a oito metros por segundo,
E poder senti-los a todos, um a um, sem desprimor por nenhum!
Saber que eles interagem de forma tão subtil, inócua e enigmática
Que, quanto mais fraca for a interacção, maior será o desejo
De descortinar todas as suas particularidades.
Desejo esse diferente do das coisas e pessoas mundanas.
Ainda bem que não somos eternos!…
(Quando a tabuleta da tabacaria que Campos frequentara desaparecer
E os versos que aqui deixou enternecerem
Quando a língua que partilhamos perecer
E o sol aglutinar tudo o que encontrar à sua passagem,
Reduzindo a humanidade a escombros,
Um sossego metafísico assenhorar-se-á do vácuo;
Uma profusão de explosões invadirá este pedaço de matéria
Onde outrora Platão, Arquimedes, Descartes, Newton, Bohr, Einstein…
Espalharam a magia, que só Caeiro (não) consegue, objectivamente, ver.
E, no fim, que sentido tem tudo isto a mais que a vida de Sísifo?)
Autora: Rita Isabel Sousa Costa
(Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes - Portimão)
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