UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE
CURSO DE FISIOTERAPIA
Esdras Edgar Batista Pereira
Romário Versailles Silva Costa
ESTUDO COMPARATIVO ENTRE O EXERCÍCIO AERÓBICO E
RESISTIDO APLICADO AO PACIENTE HIPERTENSO
BELÉM
2010
Esdras Edgar Batista Pereira
Romário Versailles Silva Costa
ESTUDO COMPARATIVO ENTRE O EXERCÍCIO AERÓBICO E
RESISTIDO APLICADO AO PACIENTE HIPERTENSO
Trabalho de conclusão de curso
apresentado ao curso de Fisioterapia, do
Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, da
Universidade da Amazônia, como requisito
para obtenção do Grau de Bacharel em
Fisioterapia. Orientado pela Profa. Ms.
Valéria Marques Ferreira Normando. Coorientado pela Profa. Ms. Carla Cristina
Alvarez Serrão.
BELÉM
2010
Esdras Edgar Batista Pereira
Romário Versailles Silva Costa
ESTUDO COMPARATIVO ENTRE O EXERCÍCIO AERÓBICO E
RESISTIDO APLICADO AO PACIENTE HIPERTENSO
Trabalho de conclusão de curso
apresentado ao curso de Fisioterapia, do Centro
de Ciências Biológicas e da Saúde, da
Universidade da Amazônia, como requisito para
obtenção do Grau de Bacharel em Fisioterapia.
Orientado pela Profa. Ms. Valéria Marques
Ferreira Normando. Co-orientado pela Profa.
Ms. Carla Cristina Alvarez Serrão.
Banca Examinadora
_______________________________________
Profa. Ms. Valéria Marques Ferreira Normando
Orientadora
_______________________________________
Prof. Paulo Eduardo Santos Ávila
_______________________________________
Apresentado em: ___ / ___ / _____
Conceito: ___________
BELÉM
2010
Aos nossos pais, pessoas fundamentais
para a conquista deste sonho.
AGRADECIMENTOS – Edgar Pereira
Primeiramente agradeço a Deus, por sempre estar ao meu lado, por estar comigo dia após
dia em todas as batalhas, nos momentos mais difíceis da minha vida, Ele sempre esteve
comigo. Te agradeço Pai, por tudo o que tens feito e por tudo que ainda vais fazer em minha
vida.
Agradeço aos meus pais, que sempre me apoiaram nas mais diversas decisões. Obrigado por
tudo, pela criação, pelos princípios, pelo carinho, pelo amor, pela dedicação em minha
criação. Sou eternamente grato a vocês. Se hoje estou aqui, se hoje alcancei essa vitória, foi
graças a criação que vocês me deram. Amo muito vocês dois, meus heróis, que nunca
mediram esforços por mim. Agradeço por terem me dado irmãos tão maravilhosos: Emmylly,
Erika, Junior, Helder e Hermes, amo todos vocês.
Aproveito também para agradece minha vovó, Dona Maria, aprendi muito com essa mulher,
obrigado vovó por existir, obrigado por todo apoio que me foi concedido e pelos
ensinamentos que moldaram meu caráter.
Agradeço aos meus amigos, que sempre estiveram comigo, verdadeiros irmãos, sempre
juntos, unidos. Apoiaram-me em todos os momentos! Com vocês aprendi muitas coisas,
dentre elas a valorizar ainda mais uma amizade. Como sempre falo, muito do que eu sou é
reflexo dos meus amigos. Obrigado a todos!!! Podem ter certeza jamais me esquecerei dos
momentos felizes que passamos nesses anos!
A minha namorada Sandry Furtado, pessoa especial que Deus colocou em minha vida.
Obrigado amor pelo carinho, amizade, cumplicidade, compreensão, pelo incentivo e pelo
apoio nesses últimos meses. Te amo vida!
Em especial agradeço ao meu parceiro Romário Versailles, cara obrigado por tudo, Deus me
deu um irmão, agradeço a Ele por eu ter a honra de ter a tua amizade mano. Te agradeço
irmãozão pelo companheirismo, pela confiança e amizade. Nossa amizade é para toda vida!
A minha primeira chefinha, Ft. Helaine Santana, amiga que ganhei nesses 4 anos. Obrigado
pela confiança depositada, pelo companheirismo e pelos ensinamentos jamais esquecidos.
Obrigado por existir coração.
Agradeço aos meus professores, que com muita dedicação me ajudaram a chegar até aqui.
Admiro muito todos vocês.
A todos aqueles que contribuíram para essa vitória!
AGRADECIMENTOS – Romário Versailles
Agradeço primeiramente a Deus por me conceder a vida e a habilidade de lidar com os
problemas e dificuldades do dia a dia.
Obrigado aos tios Edna, Pedro e Valtemir, aos primos Rennan, Vanessa, Tiago e Elaine, aos
manos Paulo e Priscila, a avó Francisca, enfim, a todos da minha imensa família que me
apoiaram desde o início do sonho.
Obrigado, minha querida avó Idiolina, pelas noites mal dormidas, pelas “chamadas de
atenção”, pelos conselhos e por tudo que eu sei que fizeste que estava ao seu alcance.
Aos meus pais, Lusimar e Valber, que me deram a vida e me ensinaram a vivê-la com
dignidade. A vocês, que renunciaram aos seus sonhos, para que, muitas vezes, pudesse
realizar os meus. A vocês, pais por natureza, por opção e amor. Amo muito vocês!
Agradeço aos meus amigos Arthur, Edgar, Bruna, Laion, Carol, Safira, Sandra, Ney, Luis
Neto, Kelvin e Letícia pela amizade verdadeira e sincera que eu sempre compartilhei com
vocês. Saibam que foram realmente importantes pra mim. A vocês, minha eterna admiração.
Obrigado aos companheiros de trabalho da UEPA Marcos, Laura, Antonio Carlos e Joelson
pela compreensão e apoio que sempre me deram quando precisei.
Agradeço aos amigos do Grupo Oásis e aos companheiros do Quarteto Kerygma.
Aos queridos professores que contribuíram com minha formação.
Aos amigos de faculdade Isana, Manuela, Patrícia, Rubens, Maurício e Thaís.
Ao meu parceiro de TCC, Edgar Pereira, que sempre incentivou e apoiou. Que também deu o
ritmo necessário pra que este projeto fosse uma realidade nas nossas vidas e nas dos
pacientes. Cara, tu sempre serás um irmão pra mim.
Enfim, a todos que fizeram parte da minha vida durante toda esta trajetória e contribuíram
para a execução deste projeto. Obrigado a todos!
AGRADECIMENTOS
Agradecemos a Deus por nos ter dado a força suficiente para cumprir cada etapa deste
projeto; por nos ter concedido a sabedoria de tomar as decisões certas no tempo certo; por
ter colocado sua mão em cada contato, cada atendimento, cada letra escrita, casa idéia
surgida e cada passo.
Agradecemos a participação dos pacientes do Programa HIPERDIA da Unidade Básica de
Saúde da Pedreira.
A diretora da Unidade da Pedreira, as enfermeiras Rose, Gorete e Lucy que nos deram a luz
burocrática e sentiram a real importância que esse projeto tinha na vida dos pacientes
hipertensos.
Aos nossos monitores Rodrigo Borges e Amanda Barrozo, que conseguiram transmitir as
experiências e conselhos necessários para que o trabalho pudesse sair com o menor número
de falhas possível.
Agradecemos a Dra. Valéria Normando, nossa orientadora, pela destreza em conduzir
profissionalmente a execução de todo o projeto e pelo empenhou máximo para que este não
fosse apenas mais um trabalho, mas um projeto de real importância social.
A nossa co-orientadora, Carla Serrão pelo apoio fundamental durante a fase de pesquisa
bem como na fase de conclusão do trabalho. Obrigado por ter reservado, muitas vezes, seu
precioso tempo de descanso só pra nos dar aquela orientação, aquele incentivo, e por nos ter
permitido receber sua empolgação ao acreditar na gente e no nosso projeto.
Um obrigado especial as professoras Edilea Monteiro, Maria Lúcia e Márcia Bitta que se
preocuparam em ajudar na execução do trabalho e deram de si mais do que esperávamos.
Obrigado aos fisioterapeutas Erielson Bossini, Ana Júlia Brito, Lucy Leão, Petra Mesquita,
Cecília Waris, Daniel Nunes e Márcio Clementino que cederam seus espaços de trabalho na
Fisioclínica e apoiaram este projeto com se fosse seus.
Agradecemos a Lia e Jaque que, com toda paciência, realmente nos “agüentaram” todos os
dias em que estávamos na Fisioclínica para mais um dia de atendimento. Ao Marilzo, Tia
Claudinha e Sr. Givaldo, exemplos de funcionários da Unama. E a Tia do Doce pelo apoio
precioso.
Sem todos vocês citados, tenham certeza que esse projeto não sairia da forma que queríamos.
Por fim, um obrigado a todos que contribuíram diretamente e indiretamente na execução
deste projeto. Muito obrigado a todos.
Edgar Pereira & Romário Versailles
EPÍGRAFE
Tudo posso naquele que me fortalece.
Filipenses 4:13
RESUMO
A prática de exercício físico regular é vista como um importante integrante do processo de
reabilitação do paciente hipertenso. Diversos estudos discutem os mais variados efeitos do
exercício sobre os fatores de risco e agravo da hipertensão, onde afirmam serem necessários
mais estudos sobre o referido tema. No presente estudo objetivou-se comparar os efeitos do
exercício aeróbico com os efeitos do exercício resistido em dois grupos de hipertensos. A
amostra do estudo foi constituída inicialmente por 26 hipertensos de ambos os sexos, com
idade entre 43 e 60 anos, divididos em dois grupos, Grupo R (n=13) e Grupo A (n=13). O
estudo foi realizado na clínica-escola de Fisioterapia da Universidade da Amazônia
(UNAMA) no período de fevereiro a abril de 2010, totalizando um protocolo de 24 sessões de
exercício físico. No período de 24 sessões, 6 pacientes não compareceram no número mínimo
de sessões e foram excluídos das análise dos efeitos crônico dos protocolos, fechando o Grupo
R (n=9) e Grupo A (n=11). O protocolo contou com três momentos avaliativos, com coleta de
dados referentes a medidas antropométricas (Peso, IMC e ICQ), pressão arterial, freqüência
cardíaca, desempenho no TC6M, perfil metabólico e reflexo sobre a qualidade de vida, com a
aplicação no Minichal Teste. A análise estatística foi realizada através da comparação
intragrupo e intergrupos dos dados obtidos, nos 3 momentos avaliativos, sendo aplicado o
teste t de Student e o teste de Wilcoxon para amostras pareadas na análise intragrupo. Na
análise comparativa intergrupo foi aplicado o teste t de Student para amostras pareadas,
quando as amostra apresentaram distribuição assimétrica foi aplicado o teste U de MannWhitney. A partir da análise dos dados obtidos evidenciou que na análise intragrupo, o Grupo
A apresentou maior número de resultados satisfatórios, entre eles, redução do peso
(p=0,0001*), redução do IMC (p=0,0017*), aumento da DP no TC6M (p=0,0020*) e melhora
da qualidade de vida (p=0,0323*). Já o Grupo R apresentou somente melhora da DP no
TC6M (p=0,007*). Na analise intergrupo pode-se observar que não houve diferenças
significativas entre os dois grupos, sobre as variáveis estudadas. A partir dos resultados
obtidos pode-se concluir que os dois protocolos não diferem estatisticamente entre si, porem
ao serem isoladamente analisados, pode-se evidência que o exercício aeróbico apresentou um
maior número de efeitos coadjuvantes para a melhora da hipertensão.
Palavras-chave: Hipertensão. Tratamento Não Medicamentoso. Exercício Aeróbico.
Exercício Resistido.
ABSTRACT
The practice of regular exercise is seen as an important member of the rehabilitation process
of hypertensive patients. Several studies discuss the most varied effects of exercise on risk
factors and aggravation of hypertension, where they say more studies were needed on that
topic. In the present study aimed to compare the effects of aerobic exercise with the effects of
resistance exercise in two groups of hypertensive patients. The study sample was initially
composed of 26 hypertensive patients of both sexes, aged between 43 and 60 years, divided
into two groups, Group R (n=13) and Group A (n=13). The study was conducted at the
clinical school of Physical Therapy at the University of Amazonia (UNAMA) in the period
from February to April 2010, amounting to a protocol of 24 exercise sessions. During 24
sessions, 6 patients did not attend the minimum number of sessions and were excluded from
the analysis of the effects of chronic protocols, closing the Group R (n=9) and Group A
(n=11). The protocol included three moments of evaluation, together with collection of data
on anthropometric measures (weight, BMI and WHR), blood pressure, heart rate, 6MWT
performance, metabolic profile and reflection on the quality of life, with the application in
Minichal Test. Statistical analysis was performed by comparing intra-and inter data obtained
in three moments of evaluation, and applied the Student t test and Wilcoxon test for paired
analysis within the group. In the intergroup comparison was applied Student t test for paired
samples when the sample showed asymmetrical distribution was applied to test U of MannWhitney. From the analysis of data obtained showed that the intragroup analysis, the Group A
showed more satisfactory results, among them, weight reduction (p=0.0001*), reduction in
BMI (p=0.0017*) increase in PD in 6MWT (p = 0.0020*) and improved quality of life (p =
0.0323*). Already the Group R showed only improvement in 6MWT of PD (p=0.007*). In the
intergroup analysis can be observed that there were no significant differences between the two
groups on these variables. From the results we can conclude that the two protocols are not
statistically different among themselves, but to be analyzed in isolation, it can be evidence
that aerobic exercise had a greater number of effects to supporting the improvement of
hypertension.
Key-words: Hypertension. Nonpharmacological Treatment. Aerobic Exercise. Resistive
Exercise.
LISTA DE GRÁFICOS
Gráfico 1: Análise comparativa do Peso (Kg) dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação. ..... 64
Gráfico 2: Análise comparativa do IMC (kg/m2) dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação. 65
Gráfico 3: Análise comparativa do ICQ dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação. .............. 66
Gráfico 4: Comportamento Longitudinal da PAS (mmHg) nos instantes: Antes, Depois e no
período de recuperação de 5’ a 60’ nos Grupos R e A. ............................................................ 67
Gráfico 5: Comportamento Longitudinal da PAD (mmHg) nos instantes: Antes, Depois e no
período de recuperação de 5’ a 60’ nos Grupos R e A. ............................................................ 68
Gráfico 6: Análise comparativa da PAS (mmHg) dos Grupos R e A em três momentos: Antes,
Durante e Após a intervenção................................................................................................... 69
Gráfico 7: Análise comparativa da PAD (mmHg) dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
.................................................................................................................................................. 70
Gráfico 8: Análise comparativa da FC (bpm) dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação. ..... 71
Gráfico 9: Análise comparativa da DP no TC6M dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação. 72
Gráfico 10: Análise da diferença entre a DP e a DPN no TC6M do Grupo R na 1ª, 2ª e 3ª
Avaliação .................................................................................................................................. 73
Gráfico 11: Análise da diferença entre a DP e a DPN no TC6M do Grupo A na 1ª, 2ª e 3ª
Avaliação. ................................................................................................................................. 73
Gráfico 12: Análise Comparativa da variação do PAS (mmHg) entre antes e depois do TC6M
dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação. .............................................................................. 74
Gráfico 13: Análise Comparativa da variação do PAD (mmHg) entre antes e depois do TC6M
dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação. .............................................................................. 75
Gráfico 14: Análise Comparativa da variação do FC (bpm) entre antes e depois do TC6M dos
Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação. ..................................................................................... 76
Gráfico 15: Análise Comparativa da variação do FR (irpm) entre antes e depois do TC6M dos
Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação. ..................................................................................... 77
Gráfico 16: Análise Comparativa da variação da SPO2 (%) entre antes e depois do TC6M dos
Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação. ..................................................................................... 78
Gráfico 17: Análise Comparativa da variação da Escala de Borg entre antes e depois do
TC6M dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação. ................................................................... 79
Gráfico 18: Análise Comparativa da Taxa de Colesterol Total (mg/dL) dos Grupos R e A na
1ª, 2ª e 3ª Avaliação. ................................................................................................................. 80
Gráfico 19: Análise Comparativa da Taxa de HDL-C (mg/dL) dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª
Avaliação. ................................................................................................................................. 81
Gráfico 20: Análise Comparativa da Taxa de LDL-C (mg/dL) dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª
Avaliação. ................................................................................................................................. 81
Gráfico 21: Análise Comparativa da Taxa de Triglicerídeos (mg/dL) dos Grupos R e A na 1ª,
2ª e 3ª Avaliação. ...................................................................................................................... 82
Gráfico 22: Análise Comparativa da Taxa de Glicemia (mg/dL) dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e
3ª Avaliação. ............................................................................................................................. 82
Gráfico 23: Análise Comparativa da Pontuação do Minichal Teste (escore próprio) dos
Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação. ..................................................................................... 83
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Ilustração 1: Delineamento do Estudo ...................................................................................... 47
Ilustração 2: Anamnese. ........................................................................................................... 49
Ilustração 3: Mensuração da Pressão Arterial .......................................................................... 50
Ilustração 4: Mensuração da FCrepouso....................................................................................... 51
Ilustração 5: Mensuração de Peso e Altura. ............................................................................. 51
Ilustração 6: Coleta do ICQ. ..................................................................................................... 52
Ilustração 7: Teste da Caminhada de 6 Minutos....................................................................... 55
Ilustração 8: Alongamento de flexores de punho e dedos ........................................................ 56
Ilustração 9: Alongamento de tríceps braquial. ........................................................................ 56
Ilustração 10: Alongamento de deltóide ................................................................................... 56
Ilustração 11: Alongamento de peitorais .................................................................................. 56
Ilustração 12: Alongamento de quadrado lombar .................................................................... 57
Ilustração 13: Alongamento de quadríceps .............................................................................. 57
Ilustração 14: Alongamento de MMSS. ................................................................................... 57
Ilustração 15: Alongamento de isquiotibiais. ........................................................................... 57
Ilustração 16: Voador ............................................................................................................... 58
Ilustração 17: Cadeira Extensora .............................................................................................. 58
Ilustração 18: Supino Sentado .................................................................................................. 59
Ilustração 19: Flexão perna....................................................................................................... 59
Ilustração 20: Rosca Bíceps ...................................................................................................... 59
Ilustração 21: Rosca Tríceps..................................................................................................... 59
Ilustração 22: Abdução Coxa ................................................................................................... 59
Ilustração 23: Adução Coxa ..................................................................................................... 59
Ilustração 24: Exercício Abdominal ......................................................................................... 60
Ilustração 25: Exercício Aeróbico ............................................................................................ 61
LISTA DE QUADROS
Quadro 1: Classificação da Pressão Arterial ............................................................................ 50
Quadro 2: Classificação dos Valores do IMC .......................................................................... 52
Quadro 3: Classificação dos Valores do ICQ para os Homens ................................................ 53
Quadro 4: Classificação dos Valores do ICQ para as Mulheres............................................... 53
Quadro 5: Equações para predição da distância no TC6M. ..................................................... 54
LISTA DE TABELAS
Tabela 1: Medidas de tendência central e variação da Idade nos grupos. ................................ 63
Tabela 2: Distribuição da variável Sexo nos grupos. ............................................................... 63
Tabela 3: Medidas de tendência central e variação do IMC (kg/m2) nos grupos. .................... 63
Tabela 4: Análise comparativa do Peso (kg) dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação. ....... 64
Tabela 5: Análise comparativa do IMC (kg/m2) dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação. .. 65
Tabela 6: Análise comparativa do ICQ dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação................. 66
Tabela 7: Média e desvio padrão da evolução da PAS (mmHg) nos instantes: Antes, Depois e
no período de recuperação de 5’ a 60’ nos Grupos R (n=13) e A (n=13). ............................... 67
Tabela 8: Média e desvio padrão da evolução da PAD (mmHg) nos instantes: Antes, Depois e
no período de recuperação de 5’ a 60’ nos Grupos R (n=13) e A (n=13) . .............................. 68
Tabela 9: Análise comparativa da PAS (mmHg) dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.. 69
Tabela 10: Análise comparativa da PAD (mmHg) dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação
.................................................................................................................................................. 70
Tabela 11: Análise comparativa da FC (bpm) dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação ...... 71
Tabela 12: Análise comparativa da DP no TC6M dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
.................................................................................................................................................. 72
Tabela 13: Análise Comparativa da variação do PAS (mmHg) entre antes e depois do TC6M
dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação. .............................................................................. 74
Tabela 14: Análise Comparativa da variação do PAD (mmHg) entre antes e depois do TC6M
dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação. .............................................................................. 75
Tabela 15: Análise Comparativa da variação do FC (bpm) entre antes e depois do TC6M dos
Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação. ..................................................................................... 76
Tabela 16: Análise Comparativa da variação do FR (irpm) entre antes e depois do TC6M dos
Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação. ..................................................................................... 77
Tabela 17: Análise Comparativa da variação da SPO2 (%) entre antes e depois do TC6M dos
Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação. ..................................................................................... 78
Tabela 18: Análise Comparativa da variação da Escala de Borg entre antes e depois do TC6M
dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação. .............................................................................. 79
Tabela 19: Análise Comparativa do Perfil Metabólico dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª
Avaliação. ................................................................................................................................. 80
Tabela 20: Análise Comparativa da Pontuação do Minichal Teste (escore próprio) dos Grupos
R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação. .................................................................................................. 83
LISTA DE ABREVEATURAS E SIGLAS
ATP - Adenosina Trifosfato
AVE – Acidente Vascular Encefálico
CT - Colesterol Total
DCV - Doenças Cardiovasculares
FC máxima – Freqüência Cardíaca Máxima
FC repouso – Freqüência Cardíaca de Repouso
FC treino – Freqüência Cardíaca de Treino
HAS - Hipertensão Arterial Sistêmica
HDL-C - Lipoproteína de Alta Densidade
ICQ - Índice Cintura Quadril
IMC - Índice de Massa Corpórea
LDL-C - Lipoproteína de Baixa Densidade
MINICHAL - Mini-Questionário de Qualidade de Vida em Hipertensão Arterial
OMS - Organização Mundial de Saúde
PAD - Pressão Arterial Diastólica
PAS - Pressão Arterial Sistólica
TC6M - Teste da Caminhada de 6 Minutos
TG - Triglicerídeos
UBS – Unidade Básica de Saúde
VLDL-C - Lipoproteína de Muito Baixa Densidade
1RM – Uma Repetição Máxima
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 20
2 OBJETIVOS ..................................................................................................................................... 22
2.1 OBJETIVO GERAL ....................................................................................................................... 22
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .......................................................................................................... 22
3 REFERENCIAL TEÓRICO ........................................................................................................... 23
3.1 FISIOPATOLOGIA DA HAS ........................................................................................................ 23
3.2 FATORES DE RISCOS PARA HAS ............................................................................................. 26
3.3 DIAGNÓSTICO DA HAS .............................................................................................................. 29
3.3.1 Medida da PA ............................................................................................................................. 29
3.3.2 Anamnese .................................................................................................................................... 30
3.3.3 Exame Físico ............................................................................................................................... 30
3.3.4 Exames Laboratoriais ................................................................................................................ 31
3.4 TRATAMENTO DA HAS.............................................................................................................. 32
3.4.1 Tratamento Medicamentoso...................................................................................................... 32
3.4.2 Tratamento Não Medicamentoso .............................................................................................. 34
3.5 EXERCICIO FÍSICO E HIPERTENSÃO ...................................................................................... 36
3.5.1 Efeitos do Exercício Aeróbico ................................................................................................... 38
3.5.2 Efeitos do Exercício Resistido ................................................................................................... 41
4 METODOLOGIA ............................................................................................................................ 45
4.1 TIPO DE ESTUDO ......................................................................................................................... 45
4.2 LOCAL DO ESTUDO .................................................................................................................... 45
4.3 AMOSTRA ..................................................................................................................................... 45
4.4 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO ......................................................................................................... 46
4.5 CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO........................................................................................................ 46
4.6 COLETA DE DADOS .................................................................................................................... 46
4.6.1 Etapa 1: Abordagem aos Pacientes na UBS............................................................................. 47
4.6.2 Etapa 2: Seleção da Amostra..................................................................................................... 48
4.6.3 Etapa 3: Triagem e Avaliação ................................................................................................... 48
4.6.3.1 Avaliação................................................................................................................................... 48
4.6.3.1.1 Anamnese .............................................................................................................................. 49
4.6.3.1.2 Mensuração da Pressão Arterial ......................................................................................... 49
4.6.3.1.3 Freqüência Cardíaca de Treino .......................................................................................... 50
4.6.3.1.4 Exame Físico ......................................................................................................................... 51
4.6.3.1.5 Avaliação da Qualidade de Vida ......................................................................................... 53
4.6.3.1.6 Coleta de Sangue .................................................................................................................. 54
4.6.3.1.7 Teste da Caminhada de Seis Minutos – TC6M ................................................................. 54
4.6.4 Etapa 4: Aplicação dos Protocolos de Exercício .......................................................................... 55
4.6.4.1 Protocolo de Exercício Resistido – Grupo R............................................................................. 58
4.6.4.2 Protocolo de Exercício Aeróbico – Grupo A ............................................................................ 60
4.7 ANÁLISE ESTATÍSTICA ............................................................................................................. 61
5 RESULTADOS ................................................................................................................................. 63
5.1 CARACTERÍSTICAS DA AMOSTRA ......................................................................................... 63
5.2. ESTUDO COMPARATIVO DAS VARIÁVEIS ANTROPOMÉTRICAS .................................. 64
5.2.1. Estudo Comparativo do Peso dos Hipertensos ....................................................................... 64
5.2.2. Estudo Comparativo do IMC dos Hipertensos ....................................................................... 65
5.2.3. Estudo Comparativo do ICQ dos Hipertensos ....................................................................... 66
5.3. ESTUDO COMPARATIVO DO EFEITO HIPOTENSOR .......................................................... 67
5.3.1. Estudo Comparativo do Efeito Hipotensor Sobre a PAS ...................................................... 67
5.3.2. Estudo Comparativo do Efeito Hipotensor Sobre a PAD...................................................... 68
5.4. ESTUDO COMPARATIVO DO EFEITO DO EXERCICIO FÍSICO SOBRE A PA E FC......... 68
5.4.1. Estudo Comparativo do Efeito do Exercício Físico sobre a PAS .......................................... 69
5.4.2. Estudo Comparativo do Efeito do Exercício Físico sobre a PAD ......................................... 70
5.4.3. Estudo Comparativo do Efeito do Exercício Físico sobre a FC ............................................ 71
5.5. ESTUDO COMPARATIVO DO DESEMPENHO NO TC6M ..................................................... 72
5.5.1. Estudo Comparativo da Distância Percorrida (DP) .............................................................. 72
5.5.2. Estudo da Diferença entre a Distância Predita de Normalidade (DPN) com Distância
Percorrida (DP) ................................................................................................................................... 73
5.5.2.1. Estudo da Diferença entre a Distância Predita de Normalidade (DPN) com Distância
Percorrida (DP) no Grupo R.................................................................................................................. 73
5.5.2.2. Estudo da Diferença entre a Distância Predita de Normalidade (DPN) com Distância
Percorrida (DP) no Grupo A ................................................................................................................. 73
5.5.3. Estudo Comparativo da Variação da PA no TC6M .............................................................. 74
5.5.3.1. Estudo Comparativo da Variação da PAS no TC6M ............................................................... 74
5.5.3.2. Estudo Comparativo da Variação da PAD no TC6M .............................................................. 75
5.5.4. Estudo Comparativo da Variação da FC no TC6M .............................................................. 76
5.5.5. Estudo Comparativo da Variação da FR no TC6M .............................................................. 77
5.5.6. Estudo Comparativo da Variação da SPO2 no TC6M ........................................................... 78
5.5.7. Estudo Comparativo da Variação da Escala de Borg no TC6M .......................................... 79
5.6. ESTUDO COMPARATIVO DO PERFIL METABÓLICO .......................................................... 80
5.7. ESTUDO COMPARATIVO DA PONTUAÇÃO OBTIDA NO MINICHAL TESTE ................. 82
6 DISCUSSÃO ..................................................................................................................................... 84
7 CONCLUSÃO .................................................................................................................................. 97
REFERÊNCIAS .................................................................................................................................. 98
APÊNDICE I ..................................................................................................................................... 118
APÊNDICE II .................................................................................................................................... 119
APÊNDICE III .................................................................................................................................. 120
APÊNDICE IV .................................................................................................................................. 121
APÊNDICE V .................................................................................................................................... 122
APÊNDICE VI .................................................................................................................................. 124
APÊNDICE VII ................................................................................................................................. 127
APÊNDICE VIII ............................................................................................................................... 128
ANEXO A .......................................................................................................................................... 129
ANEXO B........................................................................................................................................... 130
ANEXO C .......................................................................................................................................... 131
ANEXO D .......................................................................................................................................... 132
20
1 INTRODUÇÃO
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é um problema de saúde pública no Brasil e no
mundo. Pesquisas mostram que a incidência da patologia tende a crescer e proporcionar mais
danos nos próximos anos (BOING; BOING, 2007), estando entre as patologias que
apresentam custos médicos e socioeconômicos elevados, decorrentes principalmente das suas
complicações, tais como: doença cerebrovascular, doença arterial coronariana, insuficiência
cardíaca, insuficiência renal crônica e doença vascular de extremidades (SBC, 2006). Por esta
razão, há uma série de medidas no tratamento da HAS, entre elas o tratamento não
medicamentoso (GASPERIN; FENSTERSEIFER, 2006).
A Organização Mundial de Saúde (OMS) caracteriza a reabilitação cardiopulmonar e
metabólica como a integração de intervenções, denominadas “ações não medicamentosas”,
para assegurar as melhores condições físicas, psicológicas e sociais para o paciente com
doença cardiovascular, pulmonar e metabólica, apesar de muitas vezes não ser observada na
sua complexidade pelos setores da saúde (CARVALHO et al., 2006).
A reabilitação ou tratamento não medicamentoso para HAS é baseado na mudança do
estilo de vida do hipertenso, onde dentre várias mudanças está a adesão à prática de exercício
físico regular, devido o seu efeito hipotensor em repouso e também durante o exercício
(AMOEDO et al., 2006; MEDIANO et al., 2008).
Diversos estudos demonstram o papel do exercício físico na redução da pressão
arterial e da morbimortalidade cardiovascular e seus benefícios para o efeito hipotensor, por
isso a ação dos exercícios aeróbicos e resistidos nos níveis tensionais ainda é objeto de estudo
em todo o mundo (BARROZO et al., 2008).
Entretanto vários fatores influenciam no efeito hipotensor gerado pelo exercício físico,
dentre os principais: intensidade, duração e tipo de exercício. Sendo assim, vários estudos
indicam a realização de mais pesquisas com exercícios aeróbicos e resistidos, principalmente
com os resistidos que ainda não têm sua real eficácia determinada (BRUM et al., 2006;
YRIGOYEN et al., 2006).
A busca da compreensão dos efeitos proporcionados pelo exercício físico ao
hipertenso deve ser preocupação do fisioterapeuta, visto que o mesmo integra uma equipe
multidisciplinar formado por agentes da reabilitação cardiopulmonar e metabólica. Entender
os efeitos que o exercício aeróbico e o exercício resistido geram no sistema cardiovascular e
pulmonar, proporciona aos profissionais da reabilitação segurança ao aplicar protocolos,
21
visando a redução da morbimortalidade cardiovascular e melhora da qualidade de vida dos
hipertensos.
A pesquisa se justifica por procurar entender as diferentes respostas que o organismo
dos hipertensos desenvolve a diferentes protocolos de reabilitação cardiopulmonar. Além
disso, buscou possíveis vantagens que um protocolo sobre o outro, levando em consideração
alguns fatores de riscos relacionados a morbimortalidade cardiovascular (IMC, ICQ, PA e
Perfil Metabólico), a capacidade cardiorrespiratória e a qualidade de vida do individuo.
22
2 OBJETIVOS
2.1 OBJETIVO GERAL
Comparar os efeitos entre exercício aeróbico e o exercício resistido em pacientes
hipertensos de uma Unidade Básica de Saúde de Belém.
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
•
Comparar as variáveis antropométricas de Peso, Índice de Massa Corpórea
(IMC) e Índice Cintura Quadril (ICQ) entre os hipertensos submetidos a 2 meses de exercício
aeróbico e os submetidos a 2 meses de exercício resistido.
•
Comparar os valores da PAS e PAD entre os hipertensos, após uma sessão
exercício aeróbico e uma sessão de exercício resistido.
•
Comparar os valores de PAS, PAD e FC entre os hipertensos submetidos a 2
meses de exercício aeróbico e os submetidos a 2 meses de exercício resistido.
•
Comparar o desempenho no Teste da Caminhada de 6 Minutos (TC6M) entre
os hipertensos submetidos a 2 meses de exercício aeróbico e os submetidos a 2 meses de
exercício resistido.
•
Comparar o perfil metabólico entre os hipertensos submetidos a 2 meses de
exercício aeróbico e os submetidos a 2 meses de exercício resistido.
•
Comparar os resultados do questionário de qualidade de vida Minichal-Brasil
entre os hipertensos submetidos a 2 meses de exercício aeróbico e os submetidos a 2 meses de
exercício resistido.
23
3 REFERENCIAL TEÓRICO
3.1 FISIOPATOLOGIA DA HAS
A preocupação médica com a pressão arterial teve forte influência da medicina grega,
com Hipócrates em 460 a.C., que descreveu o pulso arterial; de Herófilo em 300 a.C. que
descreveu com exatidão as pulsações e correlacionou a sístole e a diástole com sons musicais
e afirmou que o pulso é um fenômeno que ocorre dentro dos vasos; e Erasistrato em 310 a.C.,
que considerou que o coração dá origem ao espírito vital que é levado pelas artérias para todo
corpo (ASSIS; OLIVEIRA, 2003).
Segundo Irigoyen et al. (2006, p. 413) a pressão é definida como força por unidade de
área. A pressão arterial (PA) depende de fatores físicos como volume sanguíneo e a
capacitância da circulação, além de ser resultante da combinação entre débito cardíaco e
resistência vascular periférica.
O fator que inicia a HAS seria o débito cardíaco elevado, mas não é o mesmo que a
mantêm, pois a causa principal seria o aumento da resistência vascular periférica, regulada
pelas arteríolas. As arteríolas são vasos que possuem duas características, estruturais e
funcionais, que regulam o calibre desses vasos. As características estruturais estão
relacionadas a espessura da musculatura lisa desses vasos, e as funcionais estão relacionadas a
ação nervosa sobre o endotélio, controlando o calibre desses vasos através da vasoconstrição e
vasodilatação (NOCITE, 1988; IRIGOYEN et al., 2006).
A HAS ocorre devido a diminuição do calibre dos vasos que causa aumento da
resistência vascular periférica. Esse calibre diminui devido ações estruturais como diminuição
da luz do vaso, ocasionada pelo espessamento do endotélio (hipertrofia adaptativa), e
alterações funcionais que causam vasoconstrição ativa. Inicialmente a HAS apresenta
alterações predominantemente funcionais, mas, ao se tornar crônica tanto os fatores
funcionais quanto estruturais estão presentes (SANJULIANI, 2002; IRIGOYEN et al., 2006).
As características funcionais dependem de vários fatores, que vão desde a
despolarização da membrana até a contração muscular, que sofre regulação pelo Sistema
Nervoso Simpático (SNS). A função do SNS nas arteríolas é manter o seu tônus fisiológico.
Quando ocorre a elevação da PA, devido o débito cardíaco aumentado, ocorre aumento do
fluxo sangüíneo, as paredes das arteríolas distendem, provocando vasoconstrição, gerando o
24
aumento da resistência vascular periférica e regulando o fluxo, sendo esse o principal
mecanismo gerador da hipertensão (KRIEGER et al., 1996; IRIGOYEN et al., 2006).
Mas essa musculatura lisa sofre influência também de estímulos vasodilatadores, logo
o que determina o tônus da musculatura lisa das arteríolas é a soma algébrica dos estímulos
vasodilatadores e vasoconstritores (IRIGOYEN et al., 2006).
As variações do tônus vascular dependem de diferentes fatores funcionais
influenciados pela ação simpática gerada centralmente, modulada por diferentes reflexos e por
substâncias vasoconstritoras e vasodilatadoras. Qualquer adaptação gerada pelo aumento do
débito cardíaco sustentado pode causar alterações nos mecanismos neurogênicos,
pressorreceptores arteriais, receptores cardiopulmonares e quimioreceptores que controlam o
tônus muscular, gerando aumento da resistência vascular periférica (KRIEGER et al., 1996;
IRIGOYEN et al., 2006).
Muitos desses mecanismos neurogênicos influenciam nos mecanismos hormonais que
controlam o calibre dos vasos, pois quando ocorre diminuição da PA sustentada ocorre
liberação de adrenalina e noradrenalina pela medula adrenal, maior liberação de vasopressina
pela neuroipófise e aumento dos níveis plasmáticos de renina (IRIGOYEN et al., 2006).
Em resposta ao aumento de níveis plasmáticos de renina, ocorre a clivagem do
angiotensinogênio, formando a angiotensina I, que é convertida pela enzima conversora de
angiotensina I, produzindo assim a angiotensina II, definindo o mecanismo reninaangiotensina. A angiotensina II é um hormônio biologicamente ativo que provoca
vasoconstrição e aumento da placa de ateroma, aumentando a resistência vascular periférica e
conseqüentemente aumentando a PA. O sistema renina-angiotensina possui um papel muito
importante na fisiopatologia da hipertensão, sendo alvo de vários estudos. Mas a atuação do
sistema cinina-calicreina e da vasopressina também é importante na hipertensão (KRIEGER
et al., 1996; SANJULIANI, 2002).
Além dos fatores funcionais supracitados, o aumento da resistência vascular periférica
ocorre também por fatores estruturais como as disfunções endoteliais. Isso ocorre, pois
geralmente pacientes hipertensos possuem redução da dilatação do vaso. O endotélio também
produz substâncias vasoativas tais como as vasodilatadoras, por exemplo o óxido nítrico; e
vasoconstritoras, por exemplo o peptídeo endotelina (SANJULIANI, 2002).
O papel do óxido nítrico é proporcionar a diminuição da pressão arterial devido a
vasodilatação causada pelo mesmo. Mas as disfunções endoteliais contam com a diminuição
na produção de óxido nítrico ou diminuição da biodisponibilidade do mesmo, provocando
diminuição da vasodilatação. A alteração na biodisponibilidade do óxido nítrico está também
25
relacionada ao aumento do estresse oxidativo, proporcionado pelo aumento de espécies ativas
de oxigênio, como os superóxidos (SANJULIANI, 2002; IRIGOYEN et al., 2006).
A endotelina é um importante vasoconstritor produzido pelo endotélio devido vários
fatores como hipóxia, trombina, angiotensina II e vasopressina. Na HAS a produção de
endotelina é aumentada (SANJULIANI, 2002; IRIGOYEN et al., 2006).
Além das alterações neurogênicas e hormonais supracitadas, a PA sofre alterações por
fatores ambientais e genéticos. Entre os fatores ambientais temos: ingestão de sódio,
sensibilidade ao sal, modulação do sódio, climatério, obesidade e resistência a insulina e o
sedentarismo (IRIGOYEN et al., 2006).
No que diz respeito a ingestão de sódio, o seu aumento pode determinar a elevação da
PA, devido aumento na atividade do SNS. Na sensibilidade ao sal, indivíduos sal-sensíveis
possuem maior chance de desenvolver hipertensão devido a ingestão salina, onde de 30% a
60% dos pacientes hipertensos são sal-sensíveis. Quanto a modulação do sódio, o
desenvolvimento da hipertensão determinado pelo sal se deve inicialmente pela retenção de
sódio que gera acúmulo de volume e conseqüentemente aumento do débito cardíaco
(NOCITE, 1988; KRIEGER et al., 1996; SANJULIANI, 2002; IRIGOYEN et al., 2006).
No que se refere ao climatério, após esse período a PA nas mulheres aumenta e a HAS
torna-se mais prevalente devido a falta ou diminuição de hormônios ovarianos. Em relação a
obesidade e a resistência a insulina, a obesidade provoca aumento da resistência da insulina e
produção de angiotensinogênio, que aumenta a função vascular, ativando o sistema reninaangiotensina, gerando a ativação do SNS, diminuindo assim a vasodilatação. Isso muitas
vezes está relacionado ao sedentarismo, pois estudos mostram que indivíduos sedentários têm
de 60% a 70% de chance de desenvolver HAS, sendo o exercício físico um elemento
essencial na prevenção e no seu tratamento devido o seu efeito hipotensor (NOCITE, 1988;
KRIEGER et al., 1996; SANJULIANI, 2002; IRIGOYEN et al., 2006).
Aos fatores genéticos é atribuída uma série de complexidades, alvos de vários estudos,
pois a patologia se mostra altamente variável. Vários estudos procuram traçar definições
operacionais que sejam vinculadas as alterações fisiopalógicas da hipertensão, mas encontram
uma série de barreiras relacionadas a vários fatores que cada indivíduo de cada população
sofre para desenvolver a patologia. Isso quer dizer que hipertensos de uma população podem
não possuir um mesmo conjunto de alterações de outra população, postulando-se que as
variações genéticas podem contribuir nos níveis da PA de um indivíduo pela sua
herdabilidade (IRIGOYEN et al., 2006).
26
Assim, a HAS se mostra como uma doença complexa, multifatorial, onde diferentes
pacientes podem apresentar diferentes fatores de riscos, podendo ser tanto ambientais quanto
genéticos, que acabam provocando aumento da resistência vascular periférica por alterações
funcionais ou estruturais.
3.2 FATORES DE RISCOS PARA HAS
A HAS é uma doença que se apresenta de forma muito complexa, dependente de
diversos fatores de riscos, que variam de paciente para paciente. Entre os fatores de risco para
o desenvolvimento e o agravo da patologia estar a idade, sexo, etnia, fatores socioeconômicos,
consumo de sal, consumo de álcool, tabagismo, obesidade, sedentarismo, hiperglicemia,
dislipidemia e o estresse (SBC, 2006, AMOEDO et al., 2006).
No que se refere a idade, os indivíduos com idade mais avançada tendem apresentar
HAS mais freqüentemente que os jovens, mostrando que a pressão arterial aumenta
linearmente com a idade, pois o organismo passa a sofrer uma série de efeitos nos diversos
sistemas, incluindo o cardiovascular, que no processo de envelhecimento tem seus vasos
menos elásticos e mais enrijecidos, devido o acúmulo de tecido conjuntivo e cálcio, gerando
diminuição da complacência arterial e espessura das paredes das arteríolas, reduzindo a luz do
vaso (AZEVEDO et al., 2006; GIMENES et al., 2008).
Pesquisas mostram que no fator de risco sexo, em algumas populações a prevalência
da hipertensão não varia entre os sexos (SBC, 2006), mas que o sexo feminino apresenta
maior tendência em desenvolver HAS com o avançar da idade. Essa incidência tende
aumentar devido os efeitos do climatério, onde ocorre a redução dos hormônios ovarianos e
conseqüentemente o aumento da PA (IRIGOYEN et al., 2006; GONÇALVES et al., 2007).
No que se refere à etnia, pesquisas mostram que HAS tem um elevado índice na
população em geral, sendo mais prevalente e mais grave em pessoas de etnia negra, tendo os
mesmos maior prevalência para o AVE do que os brancos (PRESSUTO; CARVALHO, 1998;
CRUZ; LIMA, 1999; NOBLAT et al., 2004). Em mulheres afrodescendentes o excesso de
risco de hipertensão pode ser de até 130% em relação às mulheres brancas (SBC, 2006).
Os fatores socioeconômicos também são importantes fatores de riscos para o
desenvolvimento da hipertensão, interagindo com os demais fatores, pois pesquisas mostram
que quanto menor o nível social da população maior é a prevalência de HAS (LOTUFO,
2006). Este fator está associado a hábitos dietéticos inadequados, incluindo consumo de sal e
27
ingestão de álcool, IMC aumentado, menos acesso aos cuidados de saúde e baixo nível
educacional (SBC, 2006; MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2007).
O consumo de sal está presente como um fator de risco prevalente na grande maioria
dos hipertensos, pois o excesso de consumo de sódio contribui para a ocorrência de HAS.
Além disso, a ingestão de sal é um importante fator de risco para doenças coronarianas
(PRESSUTO; CARVALHO, 1998; SBC, 2006). Tudo isso ocorre devido o excesso de sal,
inicialmente, proporcionar a retenção de sódio pelo organismo, gerando aumento de volume e
conseqüentemente aumento do débito cardíaco, que gradativamente é substituído pelo
aumento da resistência vascular periférica (IRIGOYEN et al., 2006).
O consumo de álcool é também um fator de risco para o desenvolvimento e agravo da
HAS, pois provavelmente o consumo de álcool gera ativação do SNS e alteração no tônus
vascular, devido alterações no transporte de cálcio e sódio (AMOEDO et al., 2006). Segundo
a V Diretriz Brasileira de Hipertensão (2006, p. 6) o consumo elevado de bebidas alcoólicas
como cerveja, vinho e destilados aumenta a pressão arterial e que o efeito varia com o gênero,
e a magnitude está associada à quantidade de etanol e à freqüência de ingestão. Um estudo
desenvolvido por Conceição et al. (2006, p. 30) mostrou que houve maiores níveis de PA
entre consumidores do que nos não-consumidores de bebidas alcoólicas.
O tabagismo é um fator de risco para o desenvolvimento das DCVs em geral, estando
relacionado com a incidência do AVE e de doenças coronarianas, pois das mortes atribuídas
ao fumo, 36% são por DCVs e indivíduos fumantes possuem 80% de chance de gerar doenças
coronarianas (AMOEDO et al., 2006). Isso ocorre devido a nicotina promover a liberação de
catecolaminas, que geram aumento da resistência vascular periférica. Além disso, o fumo
promove redução de oxigênio nos glóbulos vermelhos em cerca de 20%, pois o monóxido de
carbono se liga à hemoglobina, o que gera lesão na parede interna dos vasos, propiciando a
deposição de gorduras (PRESSUTO; CARVALHO, 1998).
A relação entre obesidade e HAS é conhecida desde o início do século XX, onde
começou se observar que o aumento de peso corpóreo estava associado a elevação da PA,
pois a obesidade gera a retenção de fluidos, aumento da resistência a insulina, ativação do
sistema renina angiotensina e conseqüentemente ativação do SNS (CONCEIÇÃO et al., 2006;
IRIGOYEN et al., 2006;
LOBATO et al., 2009). Segundo a V Diretriz Brasileira de
Hipertensão (2006, p. 6) a obesidade é responsável por 20% a 30% dos casos de hipertensão
arterial. Essa incidência é mensurada através do cálculo do Índice de Massa Corpórea (IMC)
e Relação Cintura Quadril (RCQ), sendo marcadores de riscos cardiovasculares (LOPES et
28
al., 2003, AMOEDO et al., 2006, GASPERIN; FENSTERSEIFER; 2006; MILHOMEM,
2006).
Um fator associado a obesidade é o sedentarismo no paciente hipertenso, pois
pesquisas mostram que o sedentarismo aumenta a incidência da HAS, sendo o indivíduo
sedentário 30% a 70% mais propenso a desenvolver HAS que o individuo ativo (SBC, 2006;
IRIGOYEN et al., 2006; FERREIRA FILHO, et al., 2007). O sedentarismo possui grande
prevalência na população idosa, que devido o processo de envelhecimento tem algumas
manifestações fisiológicas capazes de favorecer a dificuldade para realização de atividades
físicas (LANUEZ; JACOB FILHO, 2008, SCHER et al., 2008).
A grande maioria dos pacientes sedentários pode apresentar outros fatores de risco
associados a HAS como a hiperglicemia e as dislipidemias. A hiperglicemia, representada na
grande maioria como diabetes mellitus, junto com a HAS, aumenta os riscos para o
desenvolvimento de DCV (COLOMBO; PLAVNIK, 2006). A HAS é responsável pela
maioria dos casos de hipertensão associada ao diabetes, particularmente o diabetes tipo 2,
onde de 35% a 45% das complicações cardiovasculares e renais podem ser atribuídas à
hipertensão
(LIMA;
GUIMARÃES,
2001).
Indivíduos
hipertensos
freqüentemente
apresentam altos níveis de colesterol, hipertrigliceridemia e dislipidemias, que são fatores de
risco para a aterosclerose e contribuem para o aumentando dos riscos de DCV (FONSECA et
al., 2002; MARTE; SANTOS, 2007).
Outro fator de risco muito importante é o estresse, que acomete boa parte da
população hipertensa (AMOEDO et al., 2006). O estresse é a reação que proporciona aos
indivíduos condições de se defender de determinadas situações. As reações proporcionadas
pelo estresse estão ligadas ao SNS, que é ativado em situações emergenciais provocando
aumento da PA e freqüência cardíaca (CASTRO; SCATENA, 2004). Quando as reações de
estresse tornam-se crônicas, o desenvolvimento da HAS pode estar evidente, apesar do
mecanismo causador ainda não ser bem claro (SBC, 2006).
Todos os fatores de riscos supracitados devem ser analisados para se chegar ao
diagnóstico de HAS, visto que o conhecimento de fatores de riscos dentre outras informações
do hipertenso, são de suma importância para a caracterização do paciente no momento da
avaliação.
29
3.3 DIAGNÓSTICO DA HAS
Segundo a V Diretriz Brasileira de Hipertensão (2006) na avaliação inicial deve-se
colher uma história clínica detalhada, realizar exame clínico completo, exames laboratoriais e
eletrocardiograma.
A verificação da PA é o elemento fundamental para estabelecer o diagnóstico da HAS,
sendo necessária em toda a avaliação de saúde (ZILLI; FRANÇA, 2002, SBC, 2006). Mas
somente esse dado não é o suficiente para traçar o risco cardiovascular global, para elaboração
da estratégia terapêutica e para o acompanhamento do paciente hipertenso.
Por isso, a
avaliação inicial do paciente hipertenso tem o objetivo de definir a intensidade da hipertensão,
bem como identificar a presença de lesão de órgãos-alvo, determinar a presença de fatores de
risco cardiovascular e buscar indícios de uma causa secundária para a HAS (COLOMBO;
PLAVNIK, 2006).
A HAS pode ser classificada pela sua etiologia, como sendo uma HAS primária, que
acomete 95% dos hipertensos, onde a causa da mesma é por fatores ambientais e genéticos; e
a HAS secundária, que acomete 5% dos hipertensos, onde a causa é detectável e bem
estabelecida, como a HAS gerada pelo hiperaldosteronimo primário, uso de drogas que
induzem a hipertensão, hipertensão renovascular, dentre outras (ZILLI; FRANÇA, 2002;
COLOMBO; PLAVNIK, 2006; SBC, 2006).
3.3.1 Medida da PA
A medida da PA é o elemento-chave para o diagnóstico da HAS e para a avaliação da
eficácia do tratamento. Pois a HAS é definida como um aumento dos níveis pressóricos acima
do recomendado, já estabelecidos com respaldo científico. Indivíduos acima de 18 anos de
idade possuem quadro hipertensivo quando, na verificação da PA, observar-se uma PAS≥
140 mmHg e/ou uma PAD≥ 90 mmHg ( SBC, 2006; WHO/ISH, 2007; SANCHEZ et al.,
2009).
Sendo a verificação da PA um dado importantíssimo para o diagnóstico de HAS, ela
deverá ser realizada de maneira metódica e padronizada, utilizando-se equipamentos que
apresentem critérios de certificação, testados e devidamente calibrados (CHOBANIAN et al.,
2004; COLOMBO; PLAVNIK, 2006). O método mais utilizado para verificação da PA é o
indireto, através da técnica auscultatória, com o paciente sentado, sendo um método
30
considerado “simples”, fácil de ser realizado e não invasivo, embora de grande complexidade
teórico-prática (ASSIS; OLIVEIRA, 2003; COLOMBO; PLAVNIK, 2006; GUILEILETE et
al., 2006).
Segundo a V Diretriz Brasileira de Hipertensão (2006) o método de medição da PA na
posição sentada é dividido em dois momentos: preparo do paciente e procedimento de medida
da PA. Além disso, na primeira consulta deve-se verificar a PA nos dois membros superiores,
que caso apresente valores diferentes, o membro com maior valor deve ser tomado como
referência para as futuras medidas. Em cada consulta deverão ser realizadas pelo menos três
consultas, sendo a média das duas últimas considerada a pressão arterial do indivíduo.
3.3.2 Anamnese
A anamnese é uma das mais importantes etapas da avaliação do paciente hipertenso,
pois é nessa etapa que se conduz a investigação diagnóstica e terapêutica (ZILLI, C. E.;
FRANÇA, M. F.; 2002). Nessa etapa busca-se dados referente a idade, sexo, raça e descrições
detalhadas de sinais e sintomas cardiovasculares e gerais, atuais e pregressos, para que se
forneçam dados sobre possíveis lesões de órgãos-alvo e indícios de HAS de causas
secundárias (COLOMBO; PLAVNIK, 2006; SANCHEZ et al., 2009).
Investigam-se nessa etapa sintomas de distúrbios respiratórios como a síndrome da
apnéia do sono, elevação súbita da PA, taquicardia, sudorese, tremores, fraqueza muscular e
cãibras. Buscam-se também histórias médicas sugestivas a formas secundárias da HAS. E,
além disso, investigam-se os antecedentes pessoais do paciente, buscando fatores ligados ao
fumo, consumo de bebida alcoólica, dislipidemias, diabetes mellitus, doença renal, doença
vascular periférica e uso de medicamentos que induzem a hipertensão (ZILLI; FRANÇA;
2002; CHOBANIAN et al., 2004; COLOMBO; PLAVNIK, 2006).
3.3.3 Exame Físico
Nessa etapa são coletados dados referentes a sinais vitais; dados antropométricos
como peso, altura, cálculo do IMC (peso em kg / quadrado da altura em cm) e ICQ (C = no
ponto médio entre a última costela e a crista ilíaca lateral e Q = ao nível do trocânter maior) e
cálculo da relação cintura/quadril; palpação de todos os pulsos arteriais; inspeção facial e
31
aspectos sugestivos de hipertensão secundária; exame do pulmão através de ausculta de
estertores, roncos e sibilos; e exame do abdome com a verificação de massas abdominais
indicativas de rins policísticos, hidronefrose, tumores e aneurismas, sopros abdominais na
aorta e nas artérias renais (CHOBANIAN et al., 2004; SBC, 2006).
Além dos dados supracitados, é necessário também, sempre que possível, realizar o
exame de fundo de olho, que promove a avaliação dos efeitos da hipertensão no leito
vascular; e a medida do índice tornozelo-braquial, para que se possa predizer a intensidade de
uma possível doença arterial periférica e riscos de futuros eventos cardíacos (COLOMBO;
PLAVNIK, 2006).
3.3.4 Exames Laboratoriais
A avaliação de exames laboratoriais tem como principal objetivo identificar possíveis
lesões de órgãos-alvo, riscos cardiovasculares, dislipidemias e diabetes mellitus associados a
HAS; e causas secundárias da hipertensão (V Diretriz Brasileira de Hipertensão 2006;
SANCHEZ et al., 2009).
Para Colombo e Plavnik (2006, p. 441) a avaliação de exames
laboratoriais pode ser dividida em três grupos: avaliação mínima, avaliação complementar
cardiovascular e avaliação complementar e bioquímica.
Na avaliação mínima, indicada para todo paciente na primeira consulta e para aqueles
em acompanhamento ambulatorial, deve-se colher dados através do eletrocardiograma (ECG),
exame de glicemia, colesterol total, HDL e LDL-Colesterol, triglicerídeos, Creatina Sérica,
Potássio Sérico, Ácido Úrico Plasmático e Exame de Urina (SBC, 2006). Além desses, testes
opcionais como a razão albumina/creatina e dosagem de cálcio podem ser realizados
(CHOBANIAN et al., 2004).
Na avaliação complementar cardiovascular busca-se identificar o grau de
comprometimento cardíaco através do ecocardiograma bidimensional, radiografia de tórax e
testes de esforço (ZILLI; FRANÇA, 2002; COLOMBO; PLAVNIK, 2006)
A avaliação complementar bioquímica é uma investigação específica para se
identificar a HAS de etiologia secundária com níveis de potássio baixos, através da dosagem
da atividade plasmática de renina e aldosterona, para se identificar a razão entre os dois
(COLOMBO; PLAVNIK, 2006).
Todos os dados coletados na avaliação permitem a hipótese diagnóstica do paciente
hipertenso, para que a partir desse momento sejam traçadas as estratégias terapêuticas
32
necessárias, levando em consideração os valores da PA, os fatores de risco cardiovasculares,
as lesões de órgãos-alvo e doenças cardiovasculares (SBC, 2006).
3.4 TRATAMENTO DA HAS
O tratamento para HAS, seja primária ou secundária, começou ser alvo de estudo
intensamente a partir da metade do século XX, mas estudos mostram que a HAS tem sido um
problema desde o Egito antigo (BRANDÃO et al., 2003; GIORGI; LOPES, 2006).
A estratégia terapêutica para HAS dever ser individualizada, levando em consideração
os fatores de risco e a meta do nível da PA (Tabela 3), onde se busca mudanças dos hábitos
alimentares e do estilo de vida (tratamento não-medicamentoso) para todos os pacientes,
sendo esse associado ou não ao tratamento medicamentoso (SBP, 2006; GIORGI; LOPES,
2006).
O objetivo do tratamento anti-hipertensivo é a diminuição os riscos cardiovasculares e
renais (ligados aos índices de morbimortalidade) e a manutenção da boa qualidade de vida dos
pacientes. Os riscos cardiovasculares e renais estão associados a valores altos de PA, assim a
redução dos valores da PA (meta do nível PA) diminui os riscos cardiovasculares. Para
pacientes com HA sistólica e diastólica que não apresentem altos riscos cardiovasculares, o
objetivo é uma PA inferior a 140/90 mmHg (CHOBANIAN et al., 2004, SBC, 2006;
WHO/ISH, 2007; SANCHEZ et al., 2009).
3.4.1 Tratamento Medicamentoso
O tratamento medicamentoso para HAS tem o objetivo de diminuir os valores da PAS
e PAD, levando em consideração as características de cada indivíduo (KOHLMANN JR;
RIBEIRO, 2006). Essa redução da PA evita eventos cardiovasculares irreversíveis e fatais,
conseqüentemente, promove a diminuição dos riscos de morbimortalidade (SBC, 2006).
Esses anti-hipertensivos podem ser divididos em seis classes: os Diuréticos, os
Inibidores Adrenérgicos, os Vasodilatadores Diretos, Inibidores da Enzima Conversora da
Angiotensina, os Antagonistas dos Canais de Cálcio e os Bloqueadores do receptor AT1 da
Angiotensina (KOHLMANN JR; RIBEIRO, 2006; SANCHEZ et al., 2009).
33
Segundo Brandão et al (2003, p. 52) todos os anti-hipertensivos pertencentes aos cinco
grupos de diuréticos (bloqueadores beta-adrenérgicos, antagonistas dos canais de cálcio,
inibidores da enzima de conversão da angiotensina e os bloqueadores dos receptores da
angiotensina) isolados ou em associação são capazes de reduzir a PA.
Mas a forma como se administra esses medicamentos varia dependendo de cada
paciente, pois mais de dois terços das pessoas hipertensas não podem ser controladas por uma
única droga (mesmo em estágio I de hipertensão) e vai exigir dois ou mais agentes antihipertensivos de diferentes classes. Assim, no estágio I da hipertensão, qualquer antihipertensivo pode ser utilizado, mas caso sejam altos os riscos cardiovasculares é indicada a
associação de medicamentos, sendo a associação indicada também para os estágios II e III da
HAS (CHOBANIAN et al., 2004; KOHLMANN; RIBEIRO, 2006; OMS, 2008).
Os diuréticos são indicados para a redução da PA, pois estão relacionados à
diminuição de volume extracelular, que no período entre 4 e 6 semanas gera diminuição da
resistência vascular periférica. São eficazes por mostrarem em vários estudos a diminuição da
morbimortalidade cardiovascular, principalmente com os tiazídios (SANDRIM; SANTOS,
2006; KOHLMANN JR; RIBEIRO, 2006; SBC, 2006).
Os inibidores adrenérgicos (α-1 bloqueadores e β-bloqueadores) atuam estimulando os
receptores α-2-adrenérgicos pré-sinápticos no SNC, promovendo a redução do tônus
simpático, reduzindo a resistência vascular periférica (KOHLMANN JR; RIBEIRO, 2006;
SBC, 2006).
Os vasodilatadores atuam diretamente sobre a musculatura dos vasos, promovendo
relaxamento, correspondente a uma vasodilatação que gera conseqüentemente a uma
diminuição da resistência vascular periférica. Os principais são o minoxidil e a hidralazina
(KOHLMANN JR; RIBEIRO, 2006; SBC, 2006).
Os antagonistas dos canais de cálcio atuam na musculatura vascular, reduzindo as
concentrações de cálcio para o meio intracelular, diminuindo a vasoconstrição, e
conseqüentemente a redução da PA por diminuição da resistência vascular periférica. Entre os
fármacos dessa classe encontram-se as seguintes famílias: fenilalquilaminas, benzodiazepinas
e diidropiridinas (BRANDÃO et al., 2003, KOHLMANN JR; RIBEIRO, 2006; SBC, 2006).
Os inibidores da enzima conversora da angiotensina promovem a inibição da enzima
que converte a angiotensina I em angiotensina II, o que gera a diminuição da vasoconstrição e
conseqüentemente diminuição da resistência vascular periférica. Dentre os principais
medicamentos dessa classe estão o Benazepril, Captopril e o Cilazapril. Esses medicamentos
34
são responsáveis pela diminuição de hospitalização por insuficiência cardíaca e infarto do
miocárdio (SOUZA, SILVA, 2003; SANDRIM, SANTOS, 2006; SBC, 2006).
Os bloqueadores do receptor AT1 da angiotensina antagonizam a ação da angiotensina
II por meio do bloqueio especifico do receptor AT1, diminuindo a vasoconstrição e a
resistência vascular periférica. Como exemplo desses fármacos existe a Candesartana e a
Irbersartana (SBC, 2006).
Apesar dos benefícios causados pelo tratamento medicamentos, o mesmo possui um
grande índice de abandono devido os efeitos colaterais que as drogas geram (SANCHEZ et
al., 2009).
Entre as complicações geradas pelos medicamentos temos: arritmias ventriculares,
intolerância a glicose e aumento dos níveis séricos de triglicerídeos provocadas por diuréticos;
sonolência, sedação, boca seca, fadiga hipotensão postural e disfunção sexual ocasionadas por
inibidores adrenérgicos; retenção hídrica e taquicardia reflexa influenciadas pelos
vasodilatadores; cefaléia, tontura e edemas periféricos por antagonistas dos canais de cálcio;
tosse seca, alteração do paladar e reações de hipersensibilidade por inibidores de enzima
conversora de angiotensina; e tontura e hipersensibilidade cutânea induzida por bloqueadores
de AT1 (KOHLMANN JR; RIBEIRO, 2006).
3.4.2 Tratamento Não Medicamentoso
O tratamento não medicamentoso, ou ações não farmacológicas, para HAS está
baseado na mudança de hábitos e estilo de vida do paciente, na diminuição dos valores da PA
e na diminuição de fatores de riscos presentes, melhorando a saúde cardiovascular
(CARVALHO et al., 2006).
Entre essas ações não farmacológicas estão o combate a obesidade, implementação de
dieta, restrição a ingestão de álcool, eliminação do tabagismo, diminuição do estresse e a
adesão a prática de exercício físico (combate ao sedentarismo), que tem como objetivo
assegurar as melhores condições físicas, psicológicas e sociais ao hipertenso (GASPERIN;
FENSTERSEIFER, 2006, CARVALHO et al., 2006).
O combate a obesidade é um dos aspectos do tratamento anti-hipertensivo devido a
perda de peso estar relacionada a diminuição dos níveis pressóricos e aumento da resposta
pressórica à restrição de sódio e aos medicamentos hipotensores. Estima-se que 75% do risco
para hipertensão se atribui ao excesso de peso. Pesquisas demonstram que para cada 1
35
quilograma de peso perdido há a redução de 1,05 mmHg da PAS e de 0,92 da PAD
(AMOEDO et al., 2006). Segundo a OMS (2008, p. 20) o controle do peso deve estar
associado a dieta hipocalórica e aumento da atividade física, para a diminuição dos fatores de
riscos cardiovasculares.
A implementação de uma dieta é uma mudança que, quando incrementada
adequadamente, possui efeitos hipotensores comprovadamente eficazes, pois o consumo de
alimentos ricos em sódio e gorduras saturadas pode induzir respostas indesejáveis para a PA
(LOPES et al., 2003). Para evitar o aumento da PA associada a alimentação inadequada, a V
Diretriz Brasileira de Hipertensão e a WHO/ISH indicam a alimentação baseada nos estudos
da DASH (Dietary Approachs to Stop Hypertension), visando o consumo de frutas, verduras,
alimentos integrais, leite desnatado e derivados, quantidade reduzida de gorduras saturadas e
colesterol, maior quantidade de fibras, potássio, cálcio e magnésio.
A restrição a ingestão de álcool se mostra eficaz na redução da PA, visto que o álcool
possui efeitos sobre o transporte de sódio e cálcio, o que altera a regulação do tônus vascular,
controlado pelo SNS. Assim, restringindo a ingestão de álcool evita-se o aumento da PA.
Várias pesquisas mostram que a redução de 67% do consumo de álcool reduz a PAS em 3,31
mmHg e a PAD em 2,04 mmHg (AMOEDO et al., 2006).
A eliminação do tabagismo é um fator muito importante no tratamento não
medicamentoso, visto que possui efeitos anti-hipertensivos associados a possível diminuição
da liberação de catecolaminas e a diminuição da resistência vascular periférica, prevenindo
complicações cardiovasculares através de um tratamento multidisciplinar que inclui a prática
de exercício físico (CHOBANIAN et al., 2004; AMOEDO et al., 2006). Segundo a V Diretriz
Brasileira de Hipertensão (2006) e a OMS (2008) o tabagismo deve ser fortemente combatido
e eliminado para reduzir os riscos cardiovasculares.
A diminuição do estresse também possui efeito hipotensor, pois ocorre também
mediante a diminuição da atividade do SNS. Algumas pesquisas mostram que o controle do
estresse (medidas antiestresse), com diferentes técnicas, gera benefícios no controle e na
redução da variabilidade da PA, podendo ser utilizado como medida adicional na abordagem
não-farmacológica de pacientes hipertensos, mesmo com poucas comprovações científicas
(AMOEDO et al., 2006; SBC, 2006).
E por último, mas não menos importante, a adesão a prática de exercício físico é
indicada como um importantíssimo elemento dentre as ações não farmacológicas antihipertensivas (CARVALHO et al., 2006). O exercício físico regular promove redução da PAS
36
e PAD que é independente da redução do peso, promovendo um efeito hipotensor logo no
período após exercício (AMOEDO et al., 2006).
Todos os elementos supracitados mostram-se necessários para que se possa obter êxito
no tratamento para HAS. Muitos deles indicados por diversas organizações e grupos de
pesquisas, que visam a comprovação científica e a efetividade dos mesmos na diminuição dos
riscos de morbimortalidade cardiovascular. Mas o objetivo principal dessa pesquisa é obter
informações referentes aos benefícios de dois tipos de atividade física para o hipertenso, por
isso a relação exercício físico e hipertensão será abordada com maiores detalhes a seguir.
3.5 EXERCICIO FÍSICO E HIPERTENSÃO
O sedentarismo é considerado um importante fator de risco para a morbimortalidade
cardiovascular, sendo esse fator presente entre 50% a 80% da população mundial, fazendo
com que os indivíduos acometidos possuam um risco de 20% a 50% de desenvolver HAS.
Assim, medidas de proteção cardiovascular devem ser tomadas para evitar um aumento da
morbimortalidade cardiovascular, sendo a prática de exercício físico regular uma dessas
medidas (AMOEDO et al., 2006).
A recomendação da prática de exercício físico regular para hipertensos tem aumentado
muito nos últimos anos, visto que vários estudos epidemiológicos demonstram que o estilo de
vida ativo e boa condição cardiorrespiratória, diminuem a incidência de várias doenças
cardiovasculares, incluindo a HAS (BRUM et al., 2006, LATERZA et al., 2008).
Segundo a WHO/ISH (2007, p. 35) há evidências de estudos observacionais de que o
exercício físico está associado à redução do risco e da mortalidade por DCV em ambos os
sexos e em indivíduos de meia e terceira idade; e que indivíduos sedentários possuem riscos
maiores de desenvolver ou agravar DCV.
Os efeitos proporcionados pelo exercício físico regular incluem controle ou
diminuição de peso, redução da PA, melhora do bem estar psicológico, controle do estresse,
ação coadjuvante no tratamento das dislipidemias, da resistência à insulina, do abandono do
tabagismo e aumento da expectativa de vida, devido a diminuição do risco de DCV
(MAGALHÃES et al., 2003; WHO/ISH, 2007).
Segundo Carvalho et al. (2006, p. 75) não se deve deixar os portadores de hipertensão
e de outras doenças cardiovasculares sem os benefícios terapêuticos das ações não
37
farmacológicas, onde encontra-se em destaque a necessidade da prescrição de exercício físico,
para assegurar melhores condições físicas, psicológicas e sociais para os mesmos.
O exercício físico é uma atividade realizada com repetições sistemáticas de
movimentos orientados que desencadeiam importantes adaptações neurais, hormonais,
cardiovasculares e respiratórias, tanto em repouso quanto durante o exercício, com o objetivo
de manter a homeostase do organismo, alterada devido à necessidade da demanda energética
para a musculatura solicitada (MONTEIRO, SOBRAL FILHO, 2004; BRUM et al., 2004,
RONDON et al., 2006).
As adaptações do sistema cardiovascular e respiratório ocorrem devido ajustes
fisiológicos feitos a partir das demandas metabólicas, cujas informações geram arcos reflexos
constituídos de receptores, vias aferentes, centros integradores, vias eferentes e efetores
(BRUM et al., 2004, MONTEIRO; SOBRAL FILHO, 2004).
Em geral, o conjunto de informações gera efeitos agudos imediatos (elevação da
freqüência cardíaca, da ventilação pulmonar e sudorese, durante o exercício físico), agudos
tardios (redução da PA, expansão do volume plasmático, na melhora da função endotelial e
diminuição da resistência a insulina, até 72 horas após o exercício físico) e crônicos
(bradicardia relativa de repouso, a hipertrofia muscular, a hipertrofia ventricular esquerda
fisiológica, aumento do consumo máximo de oxigênio, angiogênese, aumento do fluxo
sanguíneo para os músculos esqueléticos e para o músculo cardíaco) (GONÇALVES et al.,
2007).
Para Cunha et al. (2006, p. 314) tem sido demonstrado que a realização de uma única
sessão de exercício físico pode promover queda pressórica abaixo dos valores observados no
período pré-exercício, fenômeno este denominado como hipotensão pós-exercício, sendo esse
efeito mais evidente em hipertensos.
O efeito hipotensor gerado pelo exercício físico, devido benefícios cardiovasculares,
metabólicos e autonômicos após exercício físico agudo e crônico, tem sido nos últimos anos
objeto de estudo para muitos pesquisadores a fim de que se utilizem como uma conduta não
medicamentosa no tratamento da HAS (IRIGOEYN et al., 2006, GONÇALVES et al., 2007).
Segundo Ferreira Filho et al. (2007) o exercício físico regular possui o efeito
hipotensor pois promove diminuição da atividade simpática (promovendo vasodilatação,
redução de catecolaminas e queda da freqüência cardíaca – que geram diminuição da
resistência vascular periférica e do débito cardíaco), aumento da atividade barorreflexa
(melhor ajuste pressórico), menor atividade de glicogênio sintetase (menor resistência a
insulina), aumento das taxas de lipoproteína de alta densidade (HDL-C), diminuição das taxas
38
de lipoproteína de baixa densidade (LDL-C) e do sobrepeso mostrando que, além de diminuir
a PA, proporciona benefícios para o tratamento de síndromes metabólicas e prevenção de
DVC associadas a HAS.
Para Laterza et al. (2008, p. 322) a redução média da PAS e PAD após o período de
treinamento físico, em pacientes hipertensos sem o uso de medicamento, é de 7,4 mmHg e de
5,8 mmHg, respectivamente. Além disso, para pacientes submetidos ao tratamento
medicamentoso, o exercício físico também é capaz de proporcionar uma diminuição da dose
ou, em alguns casos, até mesmo a suspensão da medicação anti-hipertensiva, reduzindo,
assim, o ônus para os órgãos de saúde pública e os efeitos colaterais decorrentes do
tratamento medicamentoso.
Segundo Lopes et al. (2003, p. 151) a prática de exercício físico deve ser estimulada
pelo impacto positivo na PA, por contribuir para a redução do peso corpóreo e, sobretudo,
para melhora da qualidade de vida e bem-estar social do paciente.
É importante destacar que o tipo e a magnitude das adaptações cardiovasculares, para
gerar o efeito hipotensor, proporcionado pelo exercício físico, dependem do tipo, duração,
freqüência e intensidade do exercício físico. Por isso, é necessário que se saiba que a atividade
física possui dois tipos de exercícios físicos, o aeróbico e o anaeróbico (resistido), ambos
promovendo efeitos hipotensores (BRUM et al., 2004, AMOEDO et al., 2006, BARROSO et
al., 2008).
3.5.1 Efeitos do Exercício Aeróbico
O exercício do tipo aeróbico é a atividade também conhecida como dinâmica
(caminhada, natação, bicicleta, cicloergômetro e esteira ergométrica), de baixa intensidade,
com contrações seguidas de movimentos articulares (BRUM et al., 2004; AMOEDO et al.,
2006; BRUM et al., 2006). É um importante complemento da dieta para redução de peso e
PA, devendo ser aplicado em todos os pacientes hipertensos com elevados fatores de risco
para DCV (SANCHEZ et al., 2009).
Devido o seu efeito hipotensor, o exercício físico aeróbico é o mais indicado por
vários autores como parte do tratamento não medicamentoso, apesar de muitos benefícios
proporcionados pelo mesmo ainda não ser bem definido (FORJAZ et al., 2005;
CHRISTOFARO et al., 2008). Por isso a atenção de várias pesquisas estar voltada para a
procura em entender o efeito hipotensor do exercício aeróbico depende de algumas variáveis
39
como população (sexo, idade e etnia), intensidade, freqüência e duração do exercício físico
(CUNHA et al., 2006; SCHER et al., 2008; CASONATTO; POLITO, 2009).
Os efeitos do exercício físico aeróbico estão divididos em efeitos imediatos, agudos
tardios e crônicos (BRUM et al., 2004; GONÇASLVES et al., 2007).
Os efeitos imediatos são aqueles que ocorrem durante o exercício físico aeróbico, onde
ocorre aumento da atividade nervosa simpática, capaz de promover aumento da freqüência
cardíaca, do volume sistólico e do débito cardíaco. Além disso, ocorrem também acúmulos de
metabólitos musculares geradores da diminuição da resistência vascular periférica. Logo,
durante o exercício físico ocorre o aumento da PAS e manutenção da PAD, sendo esse
aumento dependente da massa muscular envolvida, pois quanto menor a massa muscular
envolvida menor o aumento da PA (BRUM et al., 2004, FORAZ et al., 2005).
Os efeitos agudos tardios, que ocorrem logo após o exercício, gerados pelo exercício
aeróbico ocorrem devido a influências de fatores hemodinâmicos, neurais e humorais
(IRIGOYEN et al., 2006). Entre esses está a hipotensão pós-exercicio, influenciada por dois
componentes: a resistência vascular periférica e o débito cardíaco. Assim, acredita-se que a
hipotensão gerada pelo exercício aeróbico ocorra devido a diminuição da atividade simpática
e aumento da atividade barroreflexa, que promovem diminuição da resistência vascular
periférica e bradicardia (CASONATTO; POLITO, 2009).
Mas as respostas hipotensoras, do exercício físico aeróbico, sofrem influências da
amostra populacional estudada, pois fatores como sexo, idade e etnia respondem
diferentemente ao exercício aeróbico. Segundo Brum et al. (2006, p. 178) a queda da PA após
o exercício aeróbico é maior nas mulheres do que nos homens, devido as respostas hormonais
durante e após o exercício; a faixa etária que possui maior diminuição da PA após exercício
aeróbico, são os indivíduos de meia idade; e as etnias que possuem melhores índices de
hipotensão pós-exercício são os asiáticos, sendo o mesmo para as populações miscigenadas
como a brasileira.
A hipotensão pós-exercicio sofre influência também de alguns fatores relacionados ao
exercício como a intensidade do exercício físico, a duração da sessão e a freqüência que o
mesmo é realizado (BRUM et al., 2006; AMOEDO et al., 2006).
Estudos mostram que a intensidade do exercício aeróbico é um dos fatores que
influenciam na hipotensão pós-exercicio, mostrando que os exercícios com intensidade
submáxima (de baixa a moderada) entre 40% e 80% do consumo de oxigênio de pico ou entre
35% e 79% da freqüência cardíaca máxima promovem redução da PA (BRUM et al., 2006;
AMOEDO et al., 2006; CASONATTO; POLITO, 2009).
40
No que se refere a duração da sessão, vários estudos mostram que a duração do
exercício aeróbico para provocar reduções da PA em grandes magnitudes, deve ser em torno
de 30
a 60 minutos, onde observa-se que a duração da sessão de exercício físico
aparentemente modula a magnitude da resposta hipotensora (MONTEIRO; SOBRAL FILHO,
2004; BRUM et al., 2006; AMOEDO et al., 2006; OMS, 2007; CHRISTOFARO et al., 2008,
SANCHEZ et al., 2009),
Para a freqüência do exercício aeróbico recomenda-se que para obtenção do efeito
hipotensor pós-exercicio físico, é necessário que a mesma deva ser de 3 à 5 dias durante a
semana (FORAZ et al., 2005; BRUM et al., 2006; AMOEDO et al., 2006, SBC, 2006;
LATERZA et al., 2007).
A redução da resistência vascular periférica ocorre devido a atividade simpática e o
aumento da atividade barroreflexa, ocorrendo a redução de angiotensina II, que proporciona
vasodilatação devido os mecanismos termorreguladores; os metabólitos produzidos pela
contração muscular; as substâncias vasodilatadoras secretadas durante o exercício, tais como
o óxido nítrico e os opióides endógenos; e a diminuição da sensibilidade vascular adrenérgica
(FORJAZ et al., 2005; BRUM et al., 2006; CASONATTO; POLITO, 2009).
Os efeitos crônicos do exercício físico aeróbico ocorrem a partir do momento em que
o mesmo começa a ser realizado regulamente, provocando adaptações hemodinâmicas e
autonômicas sobre o sistema cardiovascular. Entre os efeitos mais importantes estão a
bradicardia de repouso, aumento do volume sistólico e diminuição da atividade nervosa
simpática (BRUM et al., 2004; FORJAZ et al., 2005).
Estudos mostram que a regularidade do exercício físico aeróbico é capaz de fazer com
que os valores de PA, após 6 meses de treinamento físico, não apresentem reduções
significativas, mas após 12 meses de acompanhamento, o treinamento físico diminuiu
significativamente os níveis de PAS por 24 horas, no período diurno como noturno. Além
disso, promove diminuição da resposta pressórica ao estímulo do exercício físico submáximo
e situações de estresse mental (LATERZA et al., 2007).
O treinamento físico aeróbico, reduz significativamente a PA de indivíduos
hipertensos, com uma redução média de 7 a 10 mmHg das PAS e PAD (BRUM et al., 2006).
Além de promover menor resposta taquicárdica durante a execução de exercícios físicos em
mesma intensidade absoluta e menor resposta taquicárdica ao exercício progressivo em
normotensos treinados quando comparados aos sedentários. Tudo isso associado a uma menor
retirada vagal e menor intensificação simpática (BRUM et al., 2004).
41
3.5.2 Efeitos do Exercício Resistido
O exercício resistido (exercício de força, exercícios com pesos, exercício de
resistência muscular localizada ou musculação) é a atividade que trabalha a contração
muscular de dado segmento corporal contra a resistência de algum equipamento
(equipamentos de musculação, pesos livres, elásticos ou próprio corpo), realizado em séries
com seqüências contínuas de repetições de movimentos, com intervalos de duração variada
(FORJAZ et al., 2006). Esse tipo de exercício físico possui efeitos sobre o sistema
cardiovascular, incluindo seu efeito hipotensor, sendo indicado como complemento no
tratamento não medicamentoso para pacientes hipertensos (BRUM et al., 2006; MAIOR et al.,
2007; TERRA et al., 2008; GURJÃO et al., 2009).
Esse tipo de exercício físico é capaz de promover adaptações que geram o aumento na
capacidade de realizar atividades de vida diária, o incremento na tolerância ao exercício
aeróbico submáximo, a supressão da queda de força relacionada à idade e a atenuação das
respostas cardiovasculares ao esforço (UMPIERRE; STEIN, 2007).
O exercício físico resistido pode ser realizado de diferentes formas, tais como a
Resistência Muscular Localizada (RML), que se caracteriza como um exercício de baixa
intensidade (40% à 60% da carga voluntaria máxima) e muitas repetições (20 à 30 repetições
ou 30s à 2 minutos); e exercício de hipertrofia, que se caracteriza como um exercício de alta
intensidade (acima de 70% da carga voluntaria máxima) e poucas repetições (12 repetições);
cada um levando a adaptações musculares e cardiovasculares diferentes, devido suas
características dinâmicas e estáticas, respectivamente (FORJAZ et al., 2003; BARROSO et
al., 2008).
Os efeitos cardiovasculares gerados pelo exercício de hipertrofia (estático) estão
relacionados ao tipo de contração que o mesmo executa, predominantemente isométrica,
capaz de aumentar a pressão intramuscular pela compressão, até oclusão, dos vasos dentro do
músculo ativo. Isso impede a saída de metabólitos produzidos (lactato, adenosina e outros),
ativando mecanorreceptores que estimulam o SNS, que eleva a freqüência cardíaca,
aumentando o débito cardíaco e a resistência vascular periférica expressivamente, fazendo
com que a PAS e a PAD tenham um grande aumento (BRUM et al., 2004; FORJAZ et al.,
2006; UMPIERRE; STEIN, 2007).
Entre os efeitos cardiovasculares gerados pelo exercício de RML (dinâmico) estão
relacionados também ao tipo de contração que o mesmo executa, predominantemente
isotônica pulsátil, capaz de promover aumento do fluxo sanguíneo muscular, que ativa o SNS
42
pelo comando central e por mecanorreceptores musculares e articulares. A ativação do SNS
promove aumento da freqüência cardíaca, do volume sistólico e do débito cardíaco, gerando
aumento da PAS. Além disso, ocorre diminuição da resistência vascular periférica, devido a
liberação de metabólitos e óxido nítrico capazes de gerar vasodilatação da musculatura ativa,
proporcionando queda da PAD (BRUM et al., 2004; FORJAZ et al., 2006; UMPIERRE;
STEIN, 2007).
As adaptações cardiovasculares imediatas, gerados pelo exercício resistido dependem
então da intensidade, do número de repetições e da massa muscular envolvida (FORJAZ et
al., 2003). Muitas dessas adaptações ainda são pouco conhecidas, mas já se sabe que a
freqüência cardíaca e as PAS e PAD aumentam progressivamente à medida que se prolonga
as repetições, ou seja, quanto maior o número de repetições mais altos são os valores da PA.
Além disso, pesquisas mostram que quanto maior for a intensidade do exercício e a massa
muscular envolvida, maior será o valor da pressão arterial e da freqüência cardíaca (FORJAZ
et al., 2006; UMPIERRE; STEIN, 2007).
Os efeitos agudos tardios gerados sobre o sistema cardiovascular pelo exercício
resistido ainda são pouco conhecidos, mas, estudos mostram que a PAS pode aumentar,
diminuir, ou se manter enquanto que a PAD pode ser mantida ou diminuir após o exercício
físico resistido. Essa variação é observada devido a presença de fatores relacionados a
intensidade do exercício onde exercícios de alta intensidade, como os de hipertrofia, possuem
um efeito hipotensor pós-exercício menor que o do exercício resistido de baixa intensidade,
como o de RML (FORJAZ et al., 2006; ASSUNÇÃO et al., 2007; UMPIERRE; STEIN,
2007; TERRA et al., 2008).
As adaptações crônicas do exercício resistido dependem diretamente da intensidade a
qual se aplica o exercício. Exercícios de RML, devido a baixa intensidade, geram adaptações
com a diminuição da PA, sendo menores que as do exercício aeróbico (FORJAZ et al., 2006).
Já os exercícios de hipertrofia, devido a alta intensidade, geram grande sobrecarga de
pressão sobre o sistema cardiovascular, o que acarreta o aumento da musculatura cardíaca
(hipertrófica concêntrica). Além disso, pesquisas mostram que as adaptações cardiovasculares
do exercício resistido de hipertrofia, não são semelhantes aos do exercício aeróbico, pois se
observa que após um período de treinamento não ocorrem diferenças significativas na
freqüência cardíaca, no débito cardíaco e na resistência vascular periférica entre ativos e
sedentários e que possivelmente a diminuição média da PA estaria entre 3,3 mmHg (BRUM
et al., 2004; FORJAZ et al., 2006).
43
Segundo Forjaz et al. (2006, p, 282) não existem evidências de que o exercício
resistido traga grandes benefícios ao hipertenso, visto que nos exercícios de alta intensidade
não se observa efeito hipotensor e nos de baixa intensidade o efeito hipotensor é menor que
no exercício aeróbico.
Mas, em uma pesquisa realizada por Terra et al. (2008), observou-se que em um
programa de exercícios resistidos em idosas hipertensas controladas, com um protocolo de 12
semanas, contendo 12 exercícios, realizados com 3 series entre 8 e 12 repetições, com uma
intensidade alta (superior a 60% da carga voluntaria máxima) e intervalo de descanso entre 60
e 90 segundos, houve a redução da PAS e da PA média em 5 mmHg em repouso.
Em uma pesquisa realizada por Krinski et al. (2008) observou-se que em um programa
de exercícios resistidos em idosas hipertensas, contendo 8 exercícios, de 3 series de 12
repetições, com uma intensidade baixa (50% da carga voluntaria máxima), com intervalo de
descanso de 50 segundos, observou-se que a PAS não diminuiu e que houve uma redução
significativa da PAD em média de 5 mmHg.
Maior et al. (2007), em uma pesquisa com indivíduos normotensos, comparou o efeito
hipotensor gerado pelo exercício resistido com diferentes intervalos de recuperação, 1 minuto
e 2 minutos, observando que não houve diferença significativa entre eles. Ainda por Maior et
al. (2009), em sua pesquisa com indivíduos hipertensos, observou que com um programa de
exercício resistido, de 3 séries de 12 repetições, com uma intensidade entre 40% e 70% da
carga avaliada no teste de 12RM, gerou redução da PAS, PAD e PA média até 48 minutos
após o exercício físico.
Para Saccomani et al. (2008) com um protocolo de exercícios resistidos em jovens
normotensos, com 2 séries de 12 repetições, observou que houve diminuição de freqüência
cardíaca, PAS, PAD e PA média, até um hora após a atividade física.
A variabilidade dos efeitos agudos tardios e crônicos se mostra entre as pesquisas,
devido a influência dos protocolos aplicados, pois se observa que as variáveis de população,
número de exercícios realizados, séries, repetições, freqüência semanal, intensidade e
intervalos de recuperação, são muito diferentes uns dos outros acarretando respostas
diferentes sobre a PA (GURJÃO et al., 2009).
Seja qual for o tipo de exercício a ser utilizado, devem-se levar em consideração os
riscos que cada exercício possui. Pois qualquer tipo de exercício leva o aumento da PA,
deixando o indivíduo hipertenso com alto risco de evoluir para um AVE. Assim os exercícios
resistidos de baixa intensidade possuem menores riscos de desenvolver um AVE, comparado
com os altos riscos proporcionados pelo exercício de alta intensidade (FORJAZ et al., 2006).
44
Assim para se evitar os fatores de riscos ligados ao exercício resistido, Forjaz et al.
(2006) indica que para o mesmo gerar uma resposta hipotensora, é necessário um circuito de 8
a 10 exercícios, com séries de 10 a 20 repetições, evitando a fadiga concêntrica, com uma
intensidade de 50% da carga voluntária máxima, com pausas que permitam o retorno da PA a
níveis basais.
45
4 METODOLOGIA
O estudo foi realizado a partir do aceite da orientadora (Apêndice I); da co-orientadora
(Apêndice II); da autorização da coordenadora da Fisioclínica (Apêndice III); da carta de
apresentação dos pesquisadores a UBS da Pedreira emitida pelo diretor do 1º Centro Regional
de Saúde (Anexo A); da autorização da diretora da referida instituição para a coleta de dados
e acompanhamento do atendimento do Programa HIPERDIA (Apêndice IV); aprovação do
Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade da Amazônia através do protocolo
nº291680/09 (Anexo B); autorização dos voluntários a partir da assinatura do Termo de
Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) (Apêndice V), de acordo com a Resolução do
Conselho Nacional de Saúde (CNS) 196/96, que consta de todas as informações acerca da
pesquisa.
4.1 TIPO DE ESTUDO
Estudo clínico prospectivo e experimental comparativo, visto que comparou os efeitos
do exercício aeróbico e do exercício resistido no paciente hipertenso.
4.2 LOCAL DO ESTUDO
O estudo foi realizado nas salas de Fisiologia do Exercício e Ginásios Terapêuticos I e
III da clinica-escola de Fisioterapia da Universidade da Amazônia - Fisioclínica, localizada na
Avenida Alcindo Cacela número, 359, bairro do Umarizal, em Belém do Pará.
4.3 AMOSTRA
O presente estudo foi composto por 26 hipertensos, de ambos os sexos, com idade
entre 43 e 60 anos, provenientes da Unidade Básica de Saúde da Pedreira, do Programa
HIPERDIA. Os 26 hipertensos foram divididos em dois grupos homogêneos, estratificados
conforme sexo, idade e IMC, formando o Grupo R (n=13) e Grupo A (n=13). Dos 26
46
hipertensos ingressos no estudo, 6 tiveram que ser excluídos devido não comparecerem a pelo
menos 75% do número total de sessões, totalizando uma amostra de 20 pacientes.
Sendo assim, para análise dos resultados referentes a uma única sessão, o estudo
contou com 26 hipertensos, Grupo R (n=13) e Grupo A (n=13) e para análise dos resultados
referentes a 2 meses exercício físico regular o estudo contou com 20 pacientes, Grupo R (n=9)
e Grupo A (n=11).
4.4 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO
Neste estudo foram aceitos indivíduos com idade igual ou no intervalo de 35 e 60
anos, com diagnóstico clínico de HAS primária em estágio 1 (PAS
≥ 140 mmHg e < 160
mmHg e/ou PAD≥ 90mmHg e < 100 mmHg), cadastrados na Unidade Básica de Saúde da
Pedreira, sob o controle de algum medicamento anti-hipertensivo, não praticantes de exercício
físico regular, que demonstraram interesse em participar da pesquisa através da assinatura do
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
4.5 CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO
Todos os indivíduos que não se enquadraram nos critérios de inclusão; e que não
obtivessem até o inicio do programa a recomendação médica para a prática de exercício físico
regular; que apresentaram lesão osteomioarticular com comprometimento funcional, com
pneumopatias, com labirintopatias, neuropatias, antecedentes de AVE, com diagnóstico de
doença arterial coronariana, diabetes mellitus e qualquer outro distúrbio metabólico que
poderia influenciar nas variáveis do estudo.
4.6 COLETA DE DADOS
A coleta de dados do estudo ocorreu no período de novembro de 2009 a abril de 2010,
sendo dividida em 4 etapas, conforme o delineamento do estudo exposto na ilustração 1.
47
Ilustração 1: Delineamento do Estudo
Fonte: Dados dos autores
4.6.1 Etapa 1: Abordagem aos Pacientes na UBS
Os pacientes do programa HIPERDIA receberam palestras educativas sobre a HAS e a
importância da prática de exercício físico regular como parte do tratamento anti-hipertensivo,
sendo informados sobre o referente estudo, ao termino das palestras. Essa etapa da pesquisa
foi realizada no período de novembro de 2009 a janeiro de 2010. Nesse período 187 pacientes
48
do programa cadastraram-se para participar do estudo, destinando aos pesquisadores os dados
referentes a nome, idade, sexo, diagnóstico ou não de hipertensão e telefone de contato.
4.6.2 Etapa 2: Seleção da Amostra
Dos 187 pacientes que demonstraram interesse em participar do estudo, somente 73
enquadraram-se nos critérios de inclusão da pesquisar, sendo informados sobre data e local de
avaliação. Essa etapa do estudo foi realizada no mês de janeiro de 2010.
4.6.3 Etapa 3: Triagem e Avaliação
Dos 73 hipertensos com características inclusivas para o estudo, somente 48
compareceram para a avaliação, sendo que do total de 48 pacientes avaliados 22
apresentaram-se dentro dos critérios de exclusão do estudo, totalizando 26 pacientes incluídos
para a realização dos programas de exercício físico. Essa etapa foi realizada no período de
janeiro a fevereiro de 2010.
4.6.3.1 Avaliação
A avaliação foi realizada em dois dias. O primeiro dia foi destinado a avaliação
clínica, a mensuração da pressão arterial, a coleta de dados antropométricos a partir do exame
físico, determinação da FC treino e análise dos exames laboratoriais (CT, TG, HDL-C, LDL-C e
Glicemia). O segundo dia foi destinado a aplicação do Teste da Caminhada de 6 minutos.
Todos esses dados foram coletados e registrados na ficha de avaliação (Apêndice VI).
49
4.6.3.1.1 Anamnese
No primeiro dia os pacientes foram avaliados a partir da ficha de avaliação, que
buscou dados em uma anamnese que justificasse o diagnóstico clínico de hipertensão do
paciente. A anamnese buscou a descrição detalhada de sinais e sintomas cardiovasculares e
gerais, atuais e pregressos, presença ou não de doenças associadas, assim como possíveis
lesões de órgãos-alvo e de uma possível hipertensão arterial de etiologia secundária,
antecedentes pessoais e familiares, uso de medicamentos e prática de exercício físico
(ilustração 2).
Ilustração 2: Anamnese.
Fonte: Dados dos autores.
4.6.3.1.2 Mensuração da Pressão Arterial
Ainda no primeiro dia da avaliação, foi mensurada a pressão arterial sistólica e
diastólica, através do método auscultatório, com o esfigmomanômetro aneróide (Premium®)
e estetoscópio (Premium®), seguindo as normas recomendadas pela V Diretriz Brasileira de
Hipertensão descrita no Apêndice VII (ilustração 3). Esse dado foi coletado e registrado
conforme o estágio da hipertensão (quadro 1).
50
Ilustração 3: Mensuração da Pressão Arterial
Fonte: Dados dos autores.
Quadro 1: Classificação da Pressão Arterial
CLASSIFICAÇÃO
PAS (mmHg) PAD (mmHg)
Ótima
< 120
< 80
Normal
< 130
< 85
Limítrofe
130-139
85-89
Hipertensão estágio 1
140-159
90-99
Hipertensão estágio 2
160-179
100-109
Hipertensão estágio 3
> 180
> 110
Hipertensão sistólica isolada
> 140
< 90
Fonte: V Diretriz Brasileira de Hipertensão (SBC, 2006)
4.6.3.1.3 Freqüência Cardíaca de Treino
Foi estabelecido no primeiro dia a FC treino, estimada através do cálculo da fórmula de
Karvonen (FC
da FC
máxima,
treino=
[(FC
máxima
– FC
repouso)
x % + FC
calculada através da equação FC
máxima=
repouso]),
sendo necessária a estimativa
220 – Idade. A FC repouso foi mensurada
após o indivíduo ter permanecido sentado durante 5 minutos, monitorada através do oxímetro
de pulso (Nonin modelo 9500 – Onix®), ilustração 4.
51
Ilustração 4: Mensuração da FCrepouso
Foto: Dados dos autores.
4.6.3.1.4 Exame Físico
No exame físico, realizado também no primeiro dia, foram coletados dados
antropométricos: peso (Balança Mecânica Antropométrica Welmy®) e altura (Régua
Antropométrica da Balança Welmy®) para cálculo do índice de massa corpórea (IMC = peso
(kg)/altura2 (m)). Esse dado foi coletado (ilustração 5) e registrado conforme o padrão de
normalidade (quadro 2).
Ilustração 5: Mensuração de Peso e Altura.
Foto: Dados dos autores.
52
Quadro 2: Classificação dos Valores do IMC
Classificação
IMC (Peso/Altura2)
Riscos de Co-morbidades
Baixo Peso
< 18,5
Baixo (porém maiores riscos de
outros problemas clínicos)
Ausente
Normal
18,5-24,9
Excesso de Peso
≥ 25
Pré-obeso
25-29,9
Obeso classe I
30-34,9
Obeso classe II
35-39,9
Obeso classe III
≥ 40
Fonte: OMS apud NEGRÃO; BARRETO (2006).
Aumento
Moderado
Severo
Muito Severo
Além do valor do IMC, foi coletado também o ICQ (Fita Métrica para avaliação de
medidas - Fisiostore®), coletado da seguinte forma: foi localizado o ponto C (no ponto médio
entre a última costela e a crista ilíaca lateral) e o ponto Q (ao nível do trocânter maior), os
dois valores foram utilizados no cálculo da relação cintura/quadril (C/Q), obtendo um
resultado em centímetros, sendo esse dado coletado e registrado conforme o padrão de
normalidade (quadro 3 e 4).
Ilustração 6: Coleta do ICQ.
Fonte: Dados dos autores.
53
Quadro 3: Classificação dos Valores do ICQ para os Homens
ÍNDICE CINTURA QUADRIL
RISCO
SEXO
HOMENS
IDADE
20 A 29
30 A 39
40 A 49
50 A 59
60 A 69
BAIXO MODERADO
< 0,83
0,83 - 0,88
< 0,84
0,84 - 0,91
< 0,88
0,88 - 0,95
< 0,90
0,90 - 0,96
< 0,91
0,91 - 0,98
ALTO
0,89 - 0,94
0,92 - 0,96
0,96 - 1,00
0,97 - 1,02
0,99 - 1,03
MUITO
ALTO
> 0,94
> 0,96
> 1,00
> 1,02
> 1,03
LIMITE DE
NORMALIDADE
0,95
Fonte: HEYWARD; STOLARCZYK, 1996; V Diretriz Brasileira de Hipertensão, 2006.
Quadro 4: Classificação dos Valores do ICQ para as Mulheres
ÍNDICE CINTURA QUADRIL
RISCO
SEXO
IDADE
20 A 29
30 A 39
MULHERES 40 A 49
50 A 59
60 A 69
BAIXO MODERADO
< 0,71
0,71 A 0,77
< 0,72
0,72 A 0,78
< 0,73
0,73 A 0,79
< 0,74
0,74 A 0,81
< 0,76
0,76 A 0,83
ALTO
0,76 A 0,83
0,79 A 0,84
0,80 A 0,87
0,82 A 0,88
0,84 A 0,90
MUITO
ALTO
> 0,82
> 0,84
> 0,87
> 0,88
> 0,90
LIMITE DE
NORMALIDADE
0,85
Fonte: HEYWARD; STOLARCZYK, 1996; V Diretriz Brasileira de Hipertensão, 2006.
4.6.3.1.5 Avaliação da Qualidade de Vida
Ao final do primeiro dia os indivíduos foram submetidos ao questionário de qualidade
de vida para pacientes hipertensos. O teste conteve 17 questões de múltipla escolha
organizadas em dois fatores: estado mental (10 questões), manifestações somáticas (6
questões) e uma questão para verificar como o paciente avaliava a influencia da hipertensão e
do seu tratamento na sua qualidade de vida. Os indivíduos tiveram 4 opções de respostas dos
domínios entre 0 (Não, absolutamente) a 3 (Sim, muito).
Para análise do resultado, quanto mais próximo a 0 estiver o resultado, melhor a
qualidade de vida. O domínio estado mental compreende as questões de 1 a 9, sendo a
pontuação máxima de 27 pontos. O domínio manifestações somáticas compreende as questões
de 10 a 16 e tem pontuação máxima de 21 pontos (Anexo C).
54
4.6.3.1.6 Coleta de Sangue
A coleta de sangue foi realizada pela manhã, com o paciente em jejum de 8 a 12 horas
antes da coleta, sendo de inteira responsabilidade da UBS, visto que todos os pacientes tinham
acesso gratuito, oferecido rotineiramente pelo programa HIPERDIA, para a realização do
mesmo. Todo o processo de agendamento dos exames foi coincidente aos dias de avaliação e
de reavaliação dos pacientes, para que os valores das taxas de Colesterol Total, HDL-C, LDLC, Triglicerídeos e Glicemia fossem registrados na ficha de avaliação.
4.6.3.1.7 Teste da Caminhada de Seis Minutos – TC6M
No segundo dia de avaliação foi aplicado o Teste da Caminhada de 6 Minutos para
avaliar a capacidade cardiorrespiratória funcional do indivíduo hipertenso. Para a realização
do teste foi necessário um corredor de no mínimo 30 metros, cronômetro, fita métrica para
demarcação dos espaços, esfigmomanômetro, estetoscópio, oxímetro de pulso e escala de
Borg.
Antes da aplicação do teste o indivíduo ficou em repouso durante um período de 10
minutos. Nesse período foi avaliada a pressão arterial através do método auscultatório, com o
esfigmomanômetro aneróide (Premium®) e estetoscópio (Premium®), seguindo as normas
recomendadas pela V Diretriz Brasileira de Hipertensão; SPO2 e FC (Oxímetro de Pulso
Nonin modelo 9500 – Onix®); Escala de Borg (Anexo D), e FR (número de incursões
respiratórias por minuto).
Após a realização do teste, todos os dados anteriores foram novamente coletados. A
distância percorrida (DP) no teste foi mensurada e comparada com o predito (DPN) para o
indivíduo levando em consideração altura, idade, peso e sexo do paciente (quadro 5).
Quadro 5: Equações para predição da distância no TC6M.
Homens:
DP = (7.57 x altura cm) - (5.02 x idade) - (1.76 x peso Kg) - 309m.
Subtrair 153m para obter o limite inferior de normalidade
Mulheres:
DP = (2.11 x altura cm) - (2.29x peso Kg) - (5.78 x idade) + 667m.
Subtrair 139m para obter o limite inferior de normalidade
DP = distância prevista no teste de caminhada de 6 minutos.
Fonte: BITTO; SOUZA (2006).
55
Ilustração 7: Teste da Caminhada de 6 Minutos
Fonte: Dados dos autores
4.6.4 Etapa 4: Aplicação dos Protocolos de Exercício
Os 26 pacientes inclusos no estudo foram divididos em dois grupos, Grupo R e Grupo
A, sendo oferecido a ambos um período de 2 meses de exercícios. Os indivíduos pertencentes
ao Grupo R foram submetidos a um protocolo de exercícios resistidos, os do Grupo A foram
submetidos a um protocolo de exercícios aeróbicos.
No período de realização dos protocolos do estudo realizaram-se três avaliações: a 1ª
avaliação (na fase de triagem e avaliação), 2ª avaliação (ao completar 1 meses ou após a 12ª
sessão de exercício regular) e 3ª avaliação (ao completar 2 meses ou entre a 18ª e 24ª sessão).
Nos três momentos avaliativos foram coletados dados referentes ao peso, IMC, ICQ,
PAS e PAD de repouso, ao TC6M, ao perfil metabólico (taxa de colesterol total, HDL-C,
LDL-C, triglicerídeos e níveis plasmáticos de glicose) e aplicação do Minichal teste.
No primeiro dia da realização dos protocolos de exercício físico, os dois grupos foram
submetidos à mensuração da PAS e PAD, através do método auscultatório, com o
56
esfigmomanômetro aneróide (Premium®) e estetoscópio (Premium®). Esse monitoramento
foi feito nos intervalos de tempo de 5, 10, 15, 30, 45 e 60 minutos após os exercícios, com o
intuito de verificar os efeitos das duas modalidades de exercícios logo após a sua prática.
Os dois grupos foram submetidos a protocolos cinesioflexibilidade auto-passiva, antes
e após cada sessão, para o alongamento dos seguintes músculos: flexores de dedos, punhos e
cotovelo (ilustração 8); tríceps braquial (ilustração 9); deltóide (ilustração 10); peitorais
(ilustração 11); quadrado lombar (ilustração 12); quadríceps femoral (ilustração 13); do
membro superior (ilustração 14) e músculos ísquiotibiais (ilustração 14).
Ilustração 8: Alongamento de flexores de
punho e dedos
Foto: Dados dos autores.
Ilustração 9: Alongamento de tríceps braquial.
Foto: Dados dos autores.
Ilustração 10: Alongamento de deltóide
Foto: Dados dos autores.
Ilustração 11: Alongamento de peitorais
Foto: Dados dos autores.
57
Ilustração 12: Alongamento de quadrado
lombar
Foto: Dados dos autores.
Ilustração 13: Alongamento de quadríceps
Foto: Dados dos autores.
Ilustração 14: Alongamento de MMSS.
Foto: Dados dos autores.
Ilustração 15: Alongamento de ísquiotibiais.
Foto: Dados dos autores.
Tanto o Grupo R quanto o Grupo A foram constantemente monitorados pela FCTreino,
mantendo a mesma entre 35% e 75% da FCTreino, durante a realização dos exercícios. O Grupo
R foi monitorado através do frequencímetro portátil (Tech Line®, modelo K920) e o Grupo A
através do oxímetro de pulso (Onix®, modelo Nonin, 9500).
Antes e após a realização dos protocolos, os dois grupos tiveram os seguintes dados
coletados: PAS e PAD, com o esfigmomanômetro aneróide (Premium®) e estetoscópio
(Premium®); FR (número de incursões respiratórias por minuto), FC repouso e SPO2 (Oxímetro
de Pulso Nonin modelo 9500 – Onix®).
58
4.6.4.1 Protocolo de Exercício Resistido – Grupo R
Todo protocolo de exercícios resistidos ao qual o Grupo R foi submetido se baseou em
revisões literárias de ensaios clínicos randomizados demonstrados em estudos publicados no
período de 2006 e 2009 (Apêndice VIII).
O protocolo contou com uma sessão destinada para a determinação carga máxima para
uma repetição dos grupos musculares que seriam trabalhados, estabelecida através do teste de
1RM. A partir das sessões seguintes o protocolo contou com as fases de alongamento,
cinesioterapia resistida e alongamento.
O protocolo de exercícios resistidos foi realizado na estação de musculação
(Moviment® Mega II modelo residencial) e com caneleiras obedecendo a seguinte seqüência
de exercícios: exercício resistido para peitoral (ilustração 16); exercício resistido para
quadríceps femoral (ilustração 17); exercício resistido para tríceps e peitoral (ilustração 18);
exercício resistido para ísquiotibiais (ilustração 19); exercício resistido para flexores do
cotovelo (ilustração 20); exercício resistido para tríceps braquial (ilustração 21); exercício
resistido para abdutores do quadril (ilustração 22); exercício resistido para adutores do quadril
(ilustração 23); e exercício abdominal (ilustração 24).
Ilustração 16: Voador
Foto: Dados dos autores.
Ilustração 17: Cadeira Extensora
Foto: Dados dos autores.
59
Ilustração 18: Supino Sentado
Foto: Dados dos autores.
Ilustração 19: Flexão perna
Foto: Dados dos autores.
Ilustração 20: Rosca Bíceps
Foto: Dados dos autores
Ilustração 21: Rosca Tríceps
Foto: Dados dos autores
Ilustração 22: Abdução Coxa
Foto: Dados dos autores
Ilustração 23: Adução Coxa
Foto: Dados dos autores
60
Ilustração 24: Exercício Abdominal
Foto: Dados dos autores
Neste grupo foram realizados exercícios com intensidade entre 30% e 60% da 1RM,
sendo 3 séries de 12 repetições, com uma freqüência semanal de três sessões. Sendo
estabelecido o tempo de 30 segundos de descanso entre as séries e de 1 minuto entre os
exercícios. Durante os exercícios os hipertensos foram constantemente orientados a não
realizarem a manobra de valsava.
Todo o protocolo contou com progressão quinzenal de intensidade: na 1ª quinzena foi
aplicada uma intensidade de 30% da 1RM; na 2ª quinzena 40% da 1RM, na 3ª quinzena 50%
da 1RM e na 4ª quinzena 60% da 1RM.
4.6.4.2 Protocolo de Exercício Aeróbico – Grupo A
Todo protocolo de exercícios aeróbicos ao qual o Grupo A será submetido se baseou
em revisões literárias de ensaios clínicos randomizados demonstrados em estudos publicados
no período de 2006 e 2008 (Apêndice VIII).
O protocolo de exercícios realizados pelo Grupo A foi composto por exercícios
aeróbicos, com uma proposta que integrou as seguintes fases: alongamento, aquecimento,
treinamento, desaquecimento e alongamento, realizado com uma freqüência de três sessões
semanais.
61
A fase de aquecimento foi realizada na bicicleta ergométrica vertical (Moviment®
Biccycle modelo 2600) com tempo estimado de 5 minutos. Durante essa fase de aquecimento
a FC do paciente foi monitorada fincando entre 20% e 35% da FC treino (ilustração 25).
Ilustração 25: Exercício Aeróbico
Foto: Dados dos autores
Na fase de treinamento o paciente, ainda na bicicleta, foi submetido a exercício
aeróbico com uma FC
treino
entre 35% a 79% durante 30 minutos. Tendo uma progressão de
sua intensidade, obedecendo a seguinte seqüência: na 1ª quinzena mantendo a FC treino entre
35% e 45%; na 2ª quinzena mantendo a FC treino entre de 45% e 55%; na 3ª quinzena a FC treino
entre 55% e 65%; e 4ª quinzena a FC treino entre 65% e 75%.
Na fase de desaquecimento, ainda bicicleta, o paciente foi orientado a reduzir
gradativamente a FC
treino,
associada a exercícios respiratórios e alongamento de membros
superiores, durante 5 minutos.
4.7 ANÁLISE ESTATÍSTICA
A análise estatística realizou-se através da comparação intragrupo e intergrupos dos
dados obtidos. Para comparar os valores do Peso, IMC, ICQ, PAS, PAD, Colesterol Total,
HDL-C, LDL-C e da qualidade de vida através do Minichal teste, entre os 3 momentos
avaliativos dos protocolos de exercício aeróbico e exercício resistido, foi aplicado o teste t de
62
Student para amostras pareadas, quando as variáveis não apresentaram distribuição normal foi
aplicado o teste de Wilcoxon para amostras pareadas (AYRES et al., 2007, p.157).
Para comparar os efeitos do TC6M sobre a capacidade cardiopulmonar dos pacientes e
sobre os valores de PAS e PAD após uma sessão exercício aeróbico e resistido (5, 10, 15, 30,
45 e 60 minutos após o exercício) foi aplicado o teste t de Student para amostras pareadas e
alternativamente o teste de Wilcoxon para amostras pareadas quando as variáveis não
apresentaram distribuição gaussiana.
Na análise comparativa intergrupo foi aplicado o teste t de Student para amostras
pareadas, quando as amostra apresentaram distribuição assimétrica foi aplicado o teste U de
Mann-Whitney.
Foi previamente fixado o nível α= 0.05 para rejeição da hipótese nula. Os dados foram
armazenados em banco de dados cuja ferramenta para construção foi o software Microsoft
Office EXCEL 2007. Sendo o processamento estatístico realizado através do software
BioEstat versão 5.
63
5 RESULTADOS
5.1 CARACTERÍSTICAS DA AMOSTRA
Tabela 1: Medidas de tendência central e variação da Idade nos grupos.
Grupo R
Grupo A
(n=9)
(n=11)
Mínimo
43.0
Média
53.8
Mediana
55.0
Desvio Padrão
6.4
Máximo
60.0
Fonte: Dados dos autores.
p-valor (R x A) = 0.6310, teste t de Student
45.0
52.6
52.0
4.0
59.0
Tabela 2: Distribuição da variável Sexo nos grupos.
Grupo R
(n=9)
Grupo A
(n=11)
Masculino
1
11%
2
18%
Feminino
8
89%
9
82%
Fonte: Dados dos autores.
p-valor (R x A) = 0.8899, teste t de Student
Tabela 3: Medidas de tendência central e variação do IMC (kg/m2) nos grupos.
Grupo R
Grupo A
(n=9)
(n=11)
Mínimo
21.2
24.4
Média
27.8
30.7
Mediana
28.3
28.3
Desvio Padrão
3.8
6.8
Máximo
33.8
47.5
Fonte: Dados dos autores.
p-valor (R x A) = 0.4704, teste de Mann-Whitney
64
5.2. ESTUDO COMPARATIVO DAS VARIÁVEIS ANTROPOMÉTRICAS
5.2.1. Estudo Comparativo do Peso dos Hipertensos
Tabela 4: Análise comparativa do Peso (kg) dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
Peso (kg)
p-valor
1ª Avaliação 2ª Avaliação 3ª Avaliação (1ª x 2ª)
Grupo R
(n=9)
Mínimo
Média
Mediana
Desvio Padrão
Máximo
53.6
69.4
67.8
10.6
81.2
Grupo A
(n=11)
Mínimo
54.8
Média
73.5
Mediana
75.2
Desvio Padrão
13.9
Máximo
101.1
p-valor (RxA)
0.4723
Fonte: protocolo da pesquisa.
*Teste t de Student para amostras pareadas
52.8
68.7
67.6
10.2
81.6
51.8
68.5
66.6
10.5
79.7
51.4
72.2
72.0
13.8
98.7
0.5325
51.1
71.3
71.5
13.8
96.8
0.6247
0.8917
Peso (kg)
0.0171*
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
A
1ª Avaliação
R
A
2ª Avaliação
R
0.8670
0.0171* <0.0001*
<0.0001*
R
p-valor
(1ª x 3ª)
A
3ª Avaliação
Gráfico 1: Análise comparativa do Peso (Kg) dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
65
5.2.2. Estudo Comparativo do IMC dos Hipertensos
Tabela 5: Análise comparativa do IMC (kg/m2) dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
IMC (kg/m2)
p-valor
1ª Avaliação
2ª Avaliação
3ª Avaliação (1ª x 2ª)
Grupo R
(n=9)
Mínimo
Média
Mediana
Desvio Padrão
Máximo
21.2
27.8
28.3
3.8
33.8
Grupo A
(n=11)
Mínimo
24.4
Média
30.7
Mediana
28.3
Desvio Padrão
6.8
Máximo
47.5
p-valor (RxA)
0.2794
Fonte: protocolo da pesquisa.
*Teste t de Student para amostras pareadas
21.6
27.6
27.5
3.6
34.0
21.7
27.4
27.3
3.6
32.9
22.8
30.2
27.1
6.7
46.3
0.3128
22.7
29.8
27.0
6.7
45.4
0.3558
0.3001
0.0665
0.0329*
0.0017*
0.0017*
0.0329*
IMC (kg/m2)
40
30
20
10
0
R
A
1ª Avaliação
R
A
2ª Avaliação
R
p-valor
(1ª x 3ª)
A
3ª Avaliação
Gráfico 2: Análise comparativa do IMC (kg/m2) dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
66
5.2.3. Estudo Comparativo do ICQ dos Hipertensos
Tabela 6: Análise comparativa do ICQ dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
ICQ
p-valor
1ª Avaliação 2ª Avaliação 3ª Avaliação (1ª x 2ª)
Grupo R
(n=9)
Mínimo
Média
Mediana
Desvio Padrão
Máximo
Grupo A
(n=11)
Mínimo
Média
Mediana
Desvio Padrão
Máximo
p-valor (RxA)
Fonte: protocolo da pesquisa.
0.7
0.9
0.9
0.1
1.0
0.8
0.9
0.9
0.0
0.9
0.8
0.9
0.9
0.1
1.0
0.8
0.9
0.9
0.1
1.0
0.2393
0.8
0.9
0.9
0.1
1.0
0.2140
0.8
0.9
0.9
0.1
1.0
0.2188
1.2
1.0
ICQ
0.8
0.6
0.4
0.2
0.0
R
A
1ª Avaliação
R
A
2ª Avaliação
R
A
3ª Avaliação
Gráfico 3: Análise comparativa do ICQ dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
p-valor
(1ª x 3ª)
0.8422
0.5882
0.1409
0.8788
67
5.3. ESTUDO COMPARATIVO DO EFEITO HIPOTENSOR
5.3.1. Estudo Comparativo do Efeito Hipotensor Sobre a PAS
Tabela 7: Média e desvio padrão da evolução da PAS (mmHg) nos instantes: Antes, Depois e no
período de recuperação de 5’ a 60’ nos Grupos R (n=13) e A (n=13).
Tempo
Média
Grupo R
D Padrão
A Sessão
D Sessão
5'
10'
15'
30'
45'
60'
129.5
136.8
124.8
124.8
125.4
123.1
124.3
124.4
8.7
13.3
9
9.5
10.5
10.7
10.3
10.7
p-valor
Média
Grupo A
D Padrão
0.0480*
0.06
0.0585
0.1218
0.0339*
0.0407*
0.063
135.1
142.2
128.9
126.8
126.8
126
127.4
125.5
17.5
16.6
12.1
13.2
11.5
11.3
12.9
12.1
p-valor
Intergrupo
p-valor
0.0112*
0.0353*
0.0070*
0.0446*
0.0350*
0.0763
0.0177*
0.3151
0.319
0.3479
0.8263
0.8164
0.4926
0.5181
0.825
Fonte: protocolo da pesquisa.
*Teste t de Student para amostras pareadas
Gráfico 4: Comportamento Longitudinal da PAS (mmHg) nos instantes: Antes, Depois e no
período de recuperação de 5’ a 60’ nos Grupos R e A.
68
5.3.2. Estudo Comparativo do Efeito Hipotensor Sobre a PAD
Tabela 8: Média e desvio padrão da evolução da PAD (mmHg) nos instantes: Antes, Depois e no
período de recuperação de 5’ a 60’ nos Grupos R (n=13) e A (n=13) .
Tempo
Média
Grupo R
D Padrão
p-valor
A Sessão
81.1
8.4
D Sessão
83.4
7.7
0.2875
5'
80.8
8.5
0.8698
10'
80.2
8.4
0.6539
15'
81.8
9.9
0.7614
30'
79.8
7.6
0.9026
45'
81.3
6.7
0.2321
60'
81.8
7.5
0.6567
Fonte: Protocolo de Pesquisa.
*teste t de Student para amostras pareadas
Média
Grupo A
D Padrão
83.4
83.2
83.7
82.9
83.8
84.6
86.2
84.5
11.4
12.8
11.1
10.9
10.9
9.9
9.5
9.7
p-valor
Intergrupo
p-valor
0.9117
0.8289
0.7846
0.8579
0.7071
0.3259
0.6994
0.6139
1.0000
0.4461
0.6038
0.6281
0.1605
0.1324
0.3859
Gráfico 5: Comportamento Longitudinal da PAD (mmHg) nos instantes: Antes, Depois e no período
de recuperação de 5’ a 60’ nos Grupos R e A.
5.4. ESTUDO COMPARATIVO DO EFEITO DO EXERCICIO FÍSICO SOBRE A PA E
FC.
69
5.4.1. Estudo Comparativo do Efeito do Exercício Físico sobre a PAS
Tabela 9: Análise comparativa da PAS (mmHg) dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
PAS (mmHg)
p-valor
p-valor
1ª Avaliação 2ª Avaliação 3ª Avaliação (1ª x 2ª) (1ª x 3ª)
Grupo R
(n=9)
Grupo A
(n=11)
Mínimo
Média
Mediana
Desvio Padrão
Máximo
117.7
130.8
129.3
7.5
141.3
103.3
123.0
116.7
22.6
174.7
98.0
122.7
120.7
18.2
158.0
Mínimo
Média
Mediana
Desvio Padrão
Máximo
116.0
138.5
132.0
16.5
174.3
0.2390
104.0
128.2
128.0
16.2
166.0
0.2706
114.0
132.2
128.0
17.7
176.0
0.2390
PAS (mmHg)
p-valor (RxA)
Fonte: protocolo da pesquisa
*Teste t para amostras pareadas
200
180
160
140
120
100
80
60
40
20
0
0.1386
0.1497
0.0067*
0.0653
0.0067*
R
A
1ª Avaliação
R
A
2ª Avaliação
R
A
3ª Avaliação
Gráfico 6: Análise comparativa da PAS (mmHg) dos Grupos R e A em três momentos: Antes, Durante
e Após a intervenção
70
5.4.2. Estudo Comparativo do Efeito do Exercício Físico sobre a PAD
Tabela 10: Análise comparativa da PAD (mmHg) dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
PAD (mmHg)
1ª Avaliação 2ª Avaliação 3ª Avaliação
Grupo R
(n=9)
Mínimo
Média
Mediana
Desvio Padrão
Máximo
Grupo A
(n=11)
Mínimo
Média
Mediana
Desvio Padrão
Máximo
p-valor (RxA)
Fonte: protocolo da pesquisa
70.7
82.6
84.7
7.7
94.0
64.3
77.6
77.3
10.6
100.0
64.7
78.5
80.0
9.3
97.0
67.0
83.4
87.0
10.1
95.0
0.4917
66.0
80.7
80.0
8.5
96.0
0.4656
76.0
83.3
82.0
6.5
98.0
0.1965
p-valor
(1ª x 2ª)
p-valor
(1ª x 3ª)
0.2770
0.2331
0.4867
0.9570
140
PAD (mmHg)
120
100
80
60
40
20
0
R
A
1ª Avaliação
R
A
2ª Avaliação
R
A
3ª Avaliação
Gráfico 7: Análise comparativa da PAD (mmHg) dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
71
5.4.3. Estudo Comparativo do Efeito do Exercício Físico sobre a FC
Tabela 11: Análise comparativa da FC (bpm) dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação
FC (bpm)
p-valor
1ª Avaliação 2ª Avaliação 3ª Avaliação (1ª x 2ª)
Grupo R
(n=9)
Mínimo
Média
Mediana
Desvio Padrão
Máximo
Grupo A
(n=11)
Mínimo
Média
Mediana
Desvio Padrão
Máximo
p-valor (RxA)
Fonte: protocolo da pesquisa
57.0
68.7
66.0
11.4
94.0
59.0
70.1
69.0
6.7
81.0
59.0
69.1
65.0
9.5
87.0
57.0
70.5
70.0
11.4
95.0
0.7316
57.0
67.9
69.0
6.7
79.0
0.4723
50.0
64.9
66.0
7.1
74.0
0.2713
0.6732
0.6235
0.3398
0.0819
100
FC (bpm)
80
60
40
20
0
R
A
1ª Avaliação
R
A
2ª Avaliação
R
p-valor
(1ª x 3ª)
A
3ª Avaliação
Gráfico 8: Análise comparativa da FC (bpm) dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
72
5.5. ESTUDO COMPARATIVO DO DESEMPENHO NO TC6M
5.5.1. Estudo Comparativo da Distância Percorrida (DP)
Tabela 12: Análise comparativa da DP no TC6M dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
DP (m)
p-valor p-valor
1ª Avaliação 2ª Avaliação 3ª Avaliação (1ª x 2ª) (1ª x 3ª)
Grupo R
(n=9)
Mínimo
Média
Mediana
Desvio Padrão
Máximo
444.0
515.6
504.0
56.0
635.0
507.0
577.2
536.0
80.1
724.5
496.0
565.2
547.0
69.5
729.0
Mínimo
395.0
Média
502.8
Mediana
488.0
Desvio Padrão
65.9
Máximo
598.0
p-valor (RxA)
0.3662
Fonte: protocolo da pesquisa
* Teste t de Student para mostras pareadas
472.0
596.0
579.0
90.9
819.0
0.2352
478.0
601.0
593.0
63.8
707.0
0.2897
Grupo A
(n=11)
0.0038*
0.0077*
0.0112*
0.0020*
Aerbico
1ª Avaliação
Resistido
Aerbico
2ª Avaliação
Resistido
3ª Avaliação
Aeróbico
Resistido
0
100
200
300
400
500
600
700
800
TC6M - Distância Percorrida (m)
Gráfico 9: Análise comparativa da DP no TC6M dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
73
5.5.2. Estudo da Diferença entre a Distância Predita de Normalidade (DPN) com
Distância Percorrida (DP)
5.5.2.1. Estudo da Diferença entre a Distância Predita de Normalidade (DPN) com Distância
Percorrida (DP) no Grupo R
DP
1ª Avaliação
DPN
DPLIN
DP
2ª Avaliação
DPN
DPLIN
DP
2ª Avaliação
DPN
DPLIN
100
0
200
300
400
500
600
TC6M (m)
Gráfico 10: Análise da diferença entre a DP e a DPN no TC6M do Grupo R na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação
5.5.2.2. Estudo da Diferença entre a Distância Predita de Normalidade (DPN) com Distância
Percorrida (DP) no Grupo A
DM
1ª Avaliação
DPN
DPLIN
DM
2ª Avaliação
DPN
DPLIN
DM
3ª Avaliação
DPN
DPLIN
0
50
100 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600 650
TC6M (m)
Gráfico 11: Análise da diferença entre a DP e a DPN no TC6M do Grupo A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
74
5.5.3. Estudo Comparativo da Variação da PA no TC6M
5.5.3.1. Estudo Comparativo da Variação da PAS no TC6M
Tabela 13: Análise Comparativa da variação do PAS (mmHg) entre antes e depois do TC6M dos
Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
1ª Avaliação
Grupo R
(n=9)
Mínimo
Média
Mediana
Desvio Padrão
Máximo
ΔPAS (mmHg)
2ª Avaliação 3ª Avaliação
1.7
18.8
11.0
16.4
50.7
Grupo A
(n=11)
Mínimo
1.0
Média
14.2
Mediana
12.0
Desvio Padrão
10.8
Máximo
38.3
p-valor (RxA)
0.4605
Fonte: protocolo da pesquisa
* Teste t de Student para mostras pareadas
-8.7
23.0
29.3
20.1
51.3
1.0
20.2
18.7
10.8
34.0
6.0
31.6
24.0
15.6
52.0
0.2905
2.0
32.4
36.0
17.2
58.0
0.0836
p-valor
(1ª x 2ª)
p-valor
(1ª x 3ª)
0.6315
0.7434
0.0024*
0.0101*
50
∆ PAS (mmHg)
0.0101*
40
0.0024*
30
20
10
0
R
A
1ª Avaliação
R
A
2ª Avaliação
R
A
3ª Avaliação
Gráfico 12: Análise Comparativa da variação do PAS (mmHg) entre antes e depois do TC6M dos
Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
75
5.5.3.2. Estudo Comparativo da Variação da PAD no TC6M
Tabela 14: Análise Comparativa da variação do PAD (mmHg) entre antes e depois do TC6M dos
Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
ΔPAD (mmHg)
p-valor p-valor
1ª Avaliação 2ª Avaliação 3ª Avaliação (1ª x 2ª) (1ª x 3ª)
Grupo R
(n=9)
Mínimo
Média
Mediana
Desvio Padrão
Máximo
-8.0
3.8
6.3
6.4
9.4
Grupo A
(n=11)
Mínimo
0.0
Média
3.3
Mediana
3.3
Desvio Padrão
2.8
Máximo
7.3
p-valor (RxA)
0.1711
Fonte: protocolo da pesquisa
* Teste t de Student para mostras pareadas
-5.7
2.4
-3.0
9.5
20.3
-7.0
0.4
1.0
5.2
10.0
-6.0
4.5
4.0
5.9
14.0
0.5533
-12.0
0.5
0.0
7.7
12.0
0.9548
0.7191
0.2439
0.5756
0.3393
∆ PAD (mmHg)
10
8
6
4
2
0
R
A
1ª Avaliação
R
A
2ª Avaliação
R
A
3ª Avaliação
Gráfico 13: Análise Comparativa da variação do PAD (mmHg) entre antes e depois do TC6M dos
Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
76
5.5.4. Estudo Comparativo da Variação da FC no TC6M
Tabela 15: Análise Comparativa da variação do FC (bpm) entre antes e depois do TC6M dos Grupos
R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
ΔFC (bpm)
p-valor p-valor
1ª Avaliação 2ª Avaliação 3ª Avaliação (1ª x 2ª) (1ª x 3ª)
Grupo R
(n=9)
Mínimo
Média
Mediana
Desvio Padrão
Máximo
11.0
34.3
36.0
12.9
51.0
Grupo A
(n=11)
Mínimo
1.0
Média
29.8
Mediana
28.0
Desvio Padrão
17.4
Máximo
54.0
p-valor (RxA)
0.5275
Fonte: protocolo da pesquisa
* Teste t de Student para mostras pareadas
32.0
45.1
44.0
6.4
54.0
8.0
40.8
40.0
15.6
57.0
10.0
37.4
41.0
23.1
72.0
0.1711
25.0
55.3
63.0
20.6
83.0
0.0799
0.0416*
0.3252
0.3893
0.0037*
80
0.0037*
∆ FC (bpm)
70
60
0.0416*
50
40
30
20
10
0
R
A
1ª Avaliação
R
A
2ª Avaliação
R
A
3ª Avaliação
Gráfico 14: Análise Comparativa da variação do FC (bpm) entre antes e depois do TC6M dos Grupos
R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
77
5.5.5. Estudo Comparativo da Variação da FR no TC6M
Tabela 16: Análise Comparativa da variação do FR (irpm) entre antes e depois do TC6M dos Grupos
R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
ΔFR (irpm)
p-valor
p-valor
1ª Avaliação 2ª Avaliação 3ª Avaliação (1ª x 2ª) (1ª x 3ª)
Grupo R
(n=9)
Mínimo
Média
Mediana
Desvio Padrão
Máximo
-3.0
0.6
0.0
2.2
4.0
Grupo A
(n=11)
Mínimo
-4.0
Média
1.9
Mediana
2.0
Desvio Padrão
2.6
Máximo
6.0
p-valor (RxA)
0.5275
Fonte: protocolo da pesquisa
* Teste t de Student para mostras pareadas
-7.0
1.0
2.0
3.4
4.0
-2.0
2.0
3.0
2.4
5.0
-6.0
0.6
2.0
2.9
4.0
0.1711
-2.0
4.5
2.0
5.8
18.0
0.0799
0.6121
0.2281
0.3296
0.2262
5
∆ FR (irpm)
4
3
2
1
0
R
A
1ª Avaliação
R
A
2ª Avaliação
R
A
3ª Avaliação
Gráfico 15: Análise Comparativa da variação do FR (irpm) entre antes e depois do TC6M dos Grupos
R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
78
5.5.6. Estudo Comparativo da Variação da SPO2 no TC6M
Tabela 17: Análise Comparativa da variação da SPO2 (%) entre antes e depois do TC6M dos Grupos R
e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
ΔSPO2(%)
p-valor p-valor
1ª Avaliação 2ª Avaliação 3ª Avaliação (1ª x 2ª) (1ª x 3ª)
Grupo R
(n=9)
Mínimo
Média
Mediana
Desvio Padrão
Máximo
-1.0
0.8
1.0
1.1
2.0
Grupo A
(n=11)
Mínimo
0.0
Média
0.8
Mediana
0.0
Desvio Padrão
1.3
Máximo
3.0
p-valor (RxA)
0.5275
Fonte: protocolo da pesquisa
* Teste t de Student para mostras pareadas
-2.0
-0.2
-1.0
1.3
2.0
-2.0
0.1
0.0
1.1
2.0
-1.0
-0.1
0.0
0.5
1.0
0.1711
-3.0
-0.5
0.0
1.3
2.0
0.0799
0.1097
0.2135
0.0519
0.0284*
0.0284*
1.0
∆ SPO2 (%)
0.8
0.6
0.4
0.2
-0.0
-0.2
-0.4
-0.6
R
A
1ª Avaliação
R
A
2ª Avaliação
R
A
3ª Avaliação
Gráfico 16: Análise Comparativa da variação da SPO2 (%) entre antes e depois do TC6M dos Grupos
R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
79
5.5.7. Estudo Comparativo da Variação da Escala de Borg no TC6M
Tabela 18: Análise Comparativa da variação da Escala de Borg entre antes e depois do TC6M dos
Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
ΔBorg
p-valor p-valor
1ª Avaliação 2ª Avaliação
3ª Avaliação
(1ª x 2ª) (1ª x 3ª)
Grupo R
(n=9)
Mínimo
Média
Mediana
Desvio Padrão
Máximo
-2.0
0.4
0.0
1.2
2.0
Grupo A
(n=11)
Mínimo
0.0
Média
2.9
Mediana
2.0
Desvio Padrão
2.7
Máximo
9.0
p-valor (RxA)
0.5275
Fonte: protocolo da pesquisa
* Teste t de Student para mostras pareadas
-1.0
1.9
2.0
1.3
4.0
0.0
1.7
2.0
1.3
4.0
-2.0
2.5
2.0
2.0
6.0
0.1711
0.0
2.8
3.0
1.3
4.0
0.0799
0.0425*
0.0747
0.5940
0.8589
∆ Escala de Borg
5
4
0.0425*
3
2
1
0
R
A
1ª Avaliação
R
A
2ª Avaliação
R
A
3ª Avaliação
Gráfico 17: Análise Comparativa da variação da Escala de Borg entre antes e depois do TC6M dos
Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
80
5.6. ESTUDO COMPARATIVO DO PERFIL METABÓLICO
Tabela 19: Análise Comparativa do Perfil Metabólico dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
Perfil Metabólico
p-valor
1ª Avaliação 2ª Avaliação 3ª Avaliação (1ª x 2ª)
221.1±78.1
233.7±44.8
260.2±47.6
0.6401
p-valor
(1ª x 3ª)
0.2760
A
260.8±96.7
0.3336
223.9±38.7
0.6073
231.6±49.3
0.2066
0.2843
0.3750
R
A
56.9±20.3
51.5±23.4
0.3823
63.6±14.4
58.5±17.0
0.7324
57.2±11.7
60.5±11.6
0.4704
0.3454
0.3983
0.3779
0.2477
R
A
151.7±56.9
181.2±90.8
0.4083
129.0±60.5
131.5±39.9
0.9144
179.7±37.6
148.3±38.4
0.0829
0.1096
0.1068
0.3179
0.2286
R
140.6±67.4
167.2±71.0
113.3±64,9
0.4413
0.1386
A
136.0±67.6
0.6761
169.6±65.9
0.8494
132.5±28.7
0.0742
0.0745
0.0589
R
A
82.3±9.5
92.0±13.3
0.0839
87.3±8.2
93.4±13.8
0.2646
88.1±12.7
91.4±18.5
0.6601
0.2721
0.7906
0.2796
0.9172
Grupo
Colesterol Total
(mg/dL)
R
p-valor (RxA)
HDL-C (mg/dL)
p-valor (RxA)
LDL-C (mg/dL)
p-valor (RxA)
Triglicerídeos
(mg/dL)
p-valor (RxA)
Glicemia
(mg/dL)
p-valor (RxA)
Fonte: protocolo da pesquisa
Teste t de Student
Teste de Wilcoxon para amostras pareadas e Teste de Mann-Whitney
Colesterol (mg/dL)
400
350
300
250
200
150
100
50
0
R
A
1ª Avaliação
R
A
2ª Avaliação
R
A
3ª Avaliação
Gráfico 18: Análise Comparativa da Taxa de Colesterol Total (mg/dL) dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª
Avaliação.
81
80
HDL (mg/dL)
70
60
50
40
30
20
10
0
R
A
1ª Avaliação
R
A
2ª Avaliação
R
A
3ª Avaliação
Gráfico 19: Análise Comparativa da Taxa de HDL-C (mg/dL) dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª
Avaliação.
300
LDL (mg/dL)
250
200
150
100
50
0
R
A
1ª Avaliação
R
A
2ª Avaliação
R
A
3ª Avaliação
Gráfico 20: Análise Comparativa da Taxa de LDL-C (mg/dL) dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª
Avaliação.
82
Triglicerídeos (mg/dL)
300
250
200
150
100
50
0
R
A
1ª Avaliação
R
A
R
2ª Avaliação
A
3ª Avaliação
Gráfico 21: Análise Comparativa da Taxa de Triglicerídeos (mg/dL) dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª
Avaliação.
Glicemia (mg/dL)
125
100
75
50
25
0
R
A
1ª Avaliação
R
A
2ª Avaliação
R
A
3ª Avaliação
Gráfico 22: Análise Comparativa da Taxa de Glicemia (mg/dL) dos Grupos R e A na 1ª, 2ª e 3ª
Avaliação.
5.7. ESTUDO COMPARATIVO DA PONTUAÇÃO OBTIDA NO MINICHAL TESTE
83
Tabela 20: Análise Comparativa da Pontuação do Minichal Teste (escore próprio) dos Grupos R e A
na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
PONTUAÇÃO
p-valor
p-valor
1ª Avaliação 2ª Avaliação 3ª Avaliação (1ª x 2ª) (1ª x 3ª)
Grupo R
(n=9)
Mínimo
Média
Mediana
Desvio Padrão
Máximo
Grupo A
(n=11)
Mínimo
Média
Mediana
Desvio Padrão
Máximo
p-valor (RxA)
3.0
6.2
6.0
3.0
12.0
1.0
5.8
4.0
4.4
15.0
0.0
6.2
3.0
7.7
25.0
3.0
9.2
7.0
6.0
23.0
0.2241
2.0
6.8
5.0
3.9
13.0
0.4474
2.0
4.5
3.0
3.2
13.0
0.8093
0.8336
0.8103
0.1823
0.0323*
Fonte: protocolo da pesquisa.
* Teste de Wilcoxon para mostras pareadas
0.0323*
18
MINICHAL
15
12
9
6
3
0
R
A
1ª Avaliação
R
A
2ª Avaliação
R
A
3ª Avaliação
Gráfico 23: Análise Comparativa da Pontuação do Minichal Teste (escore próprio) dos Grupos R e A
na 1ª, 2ª e 3ª Avaliação.
84
6 DISCUSSÃO
Segundo Schulze (2009) a prática de exercício físico e a boa aptidão
cardiorrespiratória têm sido associados a redução da mortalidade cardiovascular, devido
estarem ligados a mudanças em vários fatores de riscos cardíacos, como o metabolismo
lipídico, a resistência à insulina, o peso e variáveis psicossociais. Por isso, o exercício físico
regular é indicado em diversos estudos como um componente primordial no tratamento de
pacientes hipertensos.
Os efeitos proporcionados pela prática de exercício físico regular dependem das
características de cada exercício, como tipo, intensidade, freqüência, duração e progressão,
para que se entenda o real efeito sobre o paciente hipertenso. Por isso, diversos estudos tentam
descrever os mais variados efeitos do exercício aeróbico, resistido e combinados, com
características próprias de cada modalidade.
Na tentativa de comparar os efeitos entre o exercício físico aeróbico e o resistido sobre
os pacientes hipertensos, no presente estudo foram formados dois grupos, o Grupo R e o
Grupo A.
Na tabela 1 pode-se observar que os hipertensos do Grupo R apresentaram idade
média de 53,8±6,4 anos e os do Grupo A idade média de 52,6±4,0 anos. A tabela 2 mostra a
distribuição do sexo entre os grupos, observando que o sexo feminino foi predominante em
ambos, compondo 89% do Grupo R e 82% do Grupo A. Na tabela 3 observaram-se os valores
médios do IMC de ambos os grupos, onde o Grupo R apresentou um IMC médio de 27,8±3,8
kg/m2 e o Grupo A um IMC médio de 30,7±6,8 kg/m2.
As três características (Idade, Sexo e IMC) supracitadas não apresentaram diferenças
estatisticamente significantes ao serem comparadas intergrupo, evidenciando que apresentam
características amostrais homogeneas entre si.
A influência do exercício físico sobre as características antropométricas é alvo de
muitos estudos. Segundo Bündchen et al. (2009) muitos estudos observacionais analisam a
relação da obesidade com a HAS, visto que como afirma Correia (2006), o sobrepeso e a
obesidade estão associados ao aumento da PA por meio de múltiplos mecanismos
fisiopatológicos.
Assim, a análise de marcadores de riscos para HAS, como peso, IMC e ICQ são de
extrema necessidade para observar os efeitos do exercício físico aplicado ao hipertenso.
Na tabela 4 e gráfico 1 observou-se que após a aplicação dos protocolos, o Grupo R
não apresentou alteração significativa sobre o peso. Já o Grupo A, apresentou redução de 2,2
85
kg (P1ªAv.=73.5±13.9 kg; P3ªAv.=71.3±13.8 kg) sobre o peso inicial. Na tabela 5 e gráfico 2
pode-se observar que somente o Grupo A gerou alteração significativa sobre o IMC, com
redução de 0,9 kg/m2 (IMC1ªAv.=30,7±6,8 kg/m2; IMC3ªAv.=29,8±6,7). Na tabela 6 e gráfico 3,
observou-se que não ocorreram alterações significantes sobre o ICQ nos dois grupos nos três
momentos avaliativos. Ao fazer a comparação intergrupo, não se observou diferenças
estatísticas do Peso, IMC e ICQ entre os dois grupos.
Através desses resultados podemos observar que o exercício aeróbico gerou alterações
significantes sobre duas das três variáveis antropométricas estudadas e que o protocolo de
exercício resistido aplicado ao Grupo R, não proporcionou qualquer alteração nos valores
médios do grupo. Na análise entre intergrupo não se observou predomínio de um grupo sobre
o outro.
Os resultados apresentados pelo Grupo R são similares aos resultados obtido na
pesquisa de Pedroso et al. (2007) realizado durante 2 meses com exercício resistido aplicado
em mulheres hipertensas; mas contrário ao encontrado por Silva et al. (2006), que observou
redução 0,9 kg do peso e de 0,04 kg/m2 do IMC, após 3 meses de exercício resistido aplicado
em mulheres sedentárias.
O exercício resistido em diversas pesquisas mostra-se como uma modalidade que
proporciona redução da massa corpórea devido a demanda energética desencadeada após o
exercício. Segundo Fleck e Kraemer (2006) apud Guilherme e Souza Jr. (2006), os exercícios
de força podem produzir mudanças na composição corporal, no desempenho motor, na força
muscular e na estética corporal.
Essa variação de resultados é justificada por Guilherme e Souza Jr. (2006), que afirma
que o exercício resistido pode contribuir para a redução de peso, mas que isso depende de
características individuais de cada paciente, sendo influenciado por fatores como raça, sexo,
idade, entre outros fatores como as características do próprio exercício, variáveis essas que
impedem a devida conclusão de diversas pesquisas.
Os resultados apresentados pelo Grupo A, redução de 2,2 kg do peso e 0,9 kg/m2 do
IMC, corroboram com os achados de diversos pesquisadores, como os de Miller et al. (2010),
que aplicaram 2 meses de exercício aeróbico em 22 hipertensos obtendo ao final redução de
5,5 kg peso e de 1,9 kg/m2 do IMC.
Nunes et al. (2006) observaram que houve redução significativa do peso (-1,2 Kg) e do
IMC (-1,0Kg/m2) no decorrer de 6 meses de exercício. Nemoto et al. (2007) aplicaram 5
meses de exercício aeróbico, em 43 mulheres, obtendo redução de 1,2 kg do peso e 0,5 kg/m2
86
do IMC. Farinatti et al. (2005) estudaram o efeito do exercício aeróbico durante 4 meses em
78 hipertensos e conseguiram observar a redução do peso (-3,5Kg) e do ICQ (-0,03).
Na análise comparativa intergrupo não se observou diferenças significativas entre o
Grupo R e o Grupo A, dado que colabora com os resultados de Banz et al. (2003), que
compararam os efeitos das duas modalidade durante 2,5 meses, não observando diferenças
significativas dos valores de peso e IMC na análise intragrupo e intergrupo, mas houve uma
redução significativa de 0,04 kg/m2 do ICQ no Grupo Resistido e de 0,02 kg/m2 no Grupo
Aeróbico. Feet et al. (2008) ao comparar as duas modalidades em 24 mulheres durante 2
meses, observaram redução do peso e do IMC significativamente igual nos dois grupos; e que
o ICQ reduziu significativamente no Grupo Aeróbico, não relatando qualquer significância na
análise intergrupo.
A provável redução do peso promovida pelas diversas formas de exercício físico tem
sido algo observado em muitos estudos, visto que as alterações ocorridas proporcionam
regulação e controle da PA. Segundo Feijão et al. (2004) o peso é um importante determinante
da elevação da PA, pois são fatores fortemente associados, sendo o controle do peso uma
intervenção pertinente para diminuir a ocorrência de HAS.
Segundo Scher et al. (2008) o exercício físico regular requer a interação de
mecanismos fisiológicos, de modo que os sistemas corporais, sobretudo o sistema
cardiovascular, atendam as necessidades do organismo. Para Monterio e Sobral Filho (2004),
esses efeitos podem gerar adaptações agudas e crônicas sobre a PA e FC.
Na tabela 7 e gráfico 4 foi possível notar os efeitos de uma sessão de exercício físico
sobre a PAS. Nos dados apresentados nos itens, observamos no Grupo R, aumento de 7,3
mmHg da PAS (PASAS=129.5±8.7mmHg; PASDS= 136.8±13.3mmHg) logo após a sessão e
redução significativa de até 6,4 mmHg no 30º e 45º minuto após a sessão. No Grupo A
evidenciou-se
um
aumento
de
7,1
mmHg
da
PAS
(PASAS=135.1±17.5mmHg;
PASDS=142,2±16,6mmHg) logo após a sessão, e redução significativa de até 9,6 mmHg no 5º,
10º, 15º, 30º e 60º minuto após a sessão.
Na tabela 8 e gráfico 5, analisou-se os efeitos de uma sessão de exercício físico sobre a
PAD, onde evidenciou-se que no Grupo R e no Grupo A não ocorreram alterações
significativas sobre a PAD. Não observando efeito hipotensor sobre essa variável.
Os resultados obtidos pelo Grupo R colaboram com os achados de Jinnig et al. (2009)
que em seu estudo com 8 hipertensos, gerou redução de até 4,5±6,7 mmHg da PAS no 20º e
40º minuto após a sessão e não gerou qualquer alteração sobre a PAD. O mesmo estudo
verificou que ao aplicar uma série de exercícios intercalados, evidenciou-se redução média de
87
11,3±9,1 mmHg da PAS do 10º ao 60º minuto após o exercício , sem redução significativa da
PAD.
Esse resultado também foi encontrado nas pesquisas de Romero et al. (2005) e Dias et
al. (2007), que após uma sessão de exercício resistido evidenciaram efeito hipotensor sobre a
PAS a partir do 40º minuto após o exercício, não tendo efeito significativo sobre a PAD.
Lizardo e Simões (2005) encontraram resultados similares a presente pesquisa, onde o
efeito hipotensor ocorreu somente na PAS, durante todos os intervalos de recuperação após o
exercício. Assim como Rezk et al. (2006) onde a PAS reduziu igualmente nos instantes logo
após a sessão de exercício resistido, com intensidades de 40% e 80% da 1RM. Mas a PAD
aumentou após o exercício com 80% da 1RM e reduziu com o exercício com 40% da 1RM.
Santos e Simão (2005) observaram que após uma sessão de exercício resistido
aplicado a 9 indivíduos sedentários não ocorreu diferença significativa da PAS e PAD pós
exercício. Mas se observou uma tendência maior para redução da PAS após a aplicação do
protocolo. Assim como Mediano et al. (2005) que observaram que uma sessão de exercício
resistido aplicado em 20 mulheres hipertensas teve efeito hipotensor com redução de 6 mmHg
da PAS e redução significativa da PAD nos 30º e 50º minutos após o exercício.
Maior et al. (2007) comparam o efeito hipotensor do exercício resistido com dois
diferentes intervalos de recuperação entre as séries, observando que houve redução
significativa da PAS e PAD após os exercícios, em ambos os grupos, principalmente no 30º e
40º minuto. Resultados obtidos também por Veloso et al. (2010) observaram que a PAS
reduziu no 60º minuto e que a PAD entre o 15º e 45º minuto após os exercícios.
Os diversos estudos mencionados mostram que há muitos resultados diferentes sobre o
efeito hipotensor após o exercício resistido. Diferenças justificadas devido vários fatores
referentes as características do exercício, como intensidade, massa muscular envolvida e
intervalo de recuperação entre as séries, todos levemente diferentes em cada estudo,
diferenças pouco vistas no exercício aeróbico.
Os resultados apresentados pelo Grupo A são similares aos obtidos por Forjaz et al.
(1998) que evidenciaram a redução de até 9 mmHg da PAS, entre 30º e 90º minuto após o
exercício; e nenhuma alteração significativa da PAD após 45 minutos de exercício aeróbico.
Resultados que colaboram com os achados de Christofaro et al. (2008) que
observaram que após um protocolo de 40 minutos de exercício aeróbico ocorreu redução
significativa de até 5,8 mmHg sobre a PAS, entre o 20º e 60º minutos após o exercício e que a
PAD não sofreu qualquer influência do protocolo aplicado. Algo semelhante, mas em
proporções maiores ocorreu no estudo de Gonçalves et al. (2007) que observaram redução de
88
até 21 mmHg sobre a PAS e nenhuma alteração na PAD entre 5 e 30 minutos após uma
sessão de 30 minutos de exercício aeróbico.
Os resultados supracitados diferem dos achados de Corazza et al. (2003) que ao
aplicarem exercício aeróbico em 7 mulheres hipertensas, observaram significativa hipotensão
de até 6,4 mmHg sobre a PAS e de até 4,2 mmHg sobre a PAD entre o 15º e 60º minuto após
o exercício em esteira ergométrica, Assim como os de Cunha et al. (2006) que encontraram
efeito hipotensor sobre a PAS e PAD após a aplicação de exercício aeróbico, evidenciando
que ocorreu redução de até 19 mmHg sobre a PAS entre o 5º e 60º minuto após o exercício e
redução da PAD no 5º, 10º, 15º e 30º minutos após o exercício.
Dutra et al. (2008) aplicaram dois protocolos de exercício aeróbico, um em esteira
ergométrica e outro em bicicleta estacionária; e conseguiram evidenciar que a PAS sofreu
redução significativa de até 5,7 mmHg no 45º e 60º minuto após o protocolo na esteira, não
evidenciando efeito hipotensor significativo da PAS no protocolo de bicicleta; e que os dois
protocolos não tiveram efeito hipotensor sobre a PAD.
Toda a análise supracitada evidenciou o efeito hipotensor das duas modalidades, sendo
a PAS mais sensível ao exercício, comparada a PAD, em ambos os grupos, mas ao comparar
o predomínio de uma modalidade sobre a outra, pode-se observar que não houve diferenças
significantes entre os dois grupos.
Resultado este semelhante ao obtido por Polito et al. (2009) que ao compararem um
protocolo de exercício resistido com um protocolo de exercício aeróbico, aplicado em um
grupo de 12 hipertensos sedentários, observaram que na análise intragrupo houve efeito
hipotensor com redução da PAS e PAD no Grupo Aeróbico e somente da PAS no Grupo
Resistido, mas nenhuma diferença significante na analise intergrupo.
Cansonato e Polito (2009) afirmam que a análise do efeito hipotensor, efeito agudo do
exercício, sobre diferentes protocolos de exercício sofrem influencias da intensidade, duração,
tipo de exercício e da amostra investigada, sugerindo que tais variáveis enfraquecem as
conclusões sobre os protocolos.
Na tabela 9 e gráfico 6 analisam-se os efeitos crônicos do exercício físico sobre a
PAS, evidenciando que no Grupo R ocorreu redução não significante de até 8,1 mmHg da
PAS (PAS1ªAv.=130.8±7.5 mmHg; PAS3ªAv.=122.7±18.2 mmHg) entre os instantes avaliativos,
e que no Grupo A ocorreu redução significativa de até 10,3 mmHg (PAS1ªAv.=138.5±16.5
mmHg; PAS2ªAv.=128.2±16.2 mmHg) o que não se manteve até o ultimo instante avaliativo.
Resultados que refletem na comparação intergrupo que não se observou diferenças
significativas entre os dois grupos.
89
Na tabela 10 e gráfico 7 analisam-se os efeitos crônicos do exercício físico sobre a
PAD, evidenciando que o Grupo R e o Grupo A não tiveram alterações significantes sobre a
PAD após 2 meses de exercício físico. Não observando diferenças significantes na
comparação entre os dois grupos.
No geral os efeitos dos protocolos da pesquisa não promoveram alteração significativa
na PAS e PAD dos hipertensos, algo similar ao obtido no estudo realizado por Campos et al.
(2009), que observaram que em um programa de 3 meses de exercício aeróbico e resistido,
aplicado a 12 mulheres não promoveu alterações significativas na PAS e PAD. Porém
contrario ao obtido por Viecile et al. (2009), que ao aplicar 3 meses de exercício aeróbico e
resistido a 48 hipertensos, observou que ocorreu redução de 15 mmHg (-10%) da PAS e de 8
mmHg (-8%) da PAD.
No Grupo R observou-se uma redução de até 8,1 mmHg da PAS e de até 4,1 mmHg
da PAD, valores esses não significantes. Algo similar foi encontrado por Miyachi et al. (2004)
com um estudo aplicado a 28 indivíduos sedentários, não observou redução significativa da
PAS e PAD após 8 meses de exercício resistido. Resultados que colaboram com os achados
de Casey et al. (2006) que aplicaram 3 meses de exercício resistido em um grupo de 24
indivíduos sedentários, não observando redução significativa da PAS e PAD. Assim como no
estudo realizado por Anton et al. (2006), onde observou-se que não houve redução
significativa da PAS e PAD após 13 semanas de exercício resistido aplicado a 13 indivíduos
sedentários.
Todos os resultados supracitados são contraditórios aos achados de Martel et al.
(2000), que aplicou 6 meses de exercício resistido a 21 indivíduos sedentários, evidenciando
redução de 5 mmHg na PAS e 4 mmHg na PAD. Resultado que converge com o estudo de
Terra et al. (2008) que evidenciaram em sua pesquisa que 3 meses de exercício resistido
aplicado a 20 idosas hipertensas proporcionou redução de 10,5 mmHg (-9,2%) na PAS e 0,96
mmHg (-1,4%) na PAD.
Em estudo de meta-análise desenvolvido por Kelley e Kelley (2000), analisou 34
ensaios clínicos, na tentativa de investigar a influencia do exercício resistido sobre os valores
de repouso da PAS e PAD, observando que em todos os modelos e categorias ocorreu redução
média de 2% e 4% da PAS e PAD respectivamente. Fagard et al. (2006), também em uma
meta-análise composta por 72 estudos, evidenciou a redução dos valores de PAS (-3,2 mmHg;
p<0,01) e PAD (-3,5 mmHg; p<0,01) para os indivíduos que foram expostos ao treinamento
resistido.
90
No Grupo A, observou-se uma redução de até 10,3 mmHg na PAS e de até 2,7 mmHg
na PAD, significante para PAS e não significante para PAD, resultado esse que colabora com
os achados de Pinto et al. (2003) que não observou redução significativa da PAS e PAD após
18 meses de exercício aeróbico em hipertensos. Na pesquisa de Rodriguez et al. (2008), ao
aplicar 3 meses de exercício aeróbico em 12 pacientes hipertensas observou algo similar ao
presente estudo, encontrando redução de 13,18 mmHg da PAS e de 4,61 mmHg PAD.
Em estudo de meta-análise desenvolvido por Seamus et al. (2002), analisando os
efeitos do exercício aeróbico sobre os níveis pressóricos de 2419 pacientes hipertensos em 54
ensaios clínicos, observou redução de 3,84 mmHg na PAS e de 2,58 na PAD. A redução da
PA foi também observada por Fontoura et al. (2005) que ao aplicar exercício aeróbico em 48
mulheres em 12 meses, verificaram redução média de 42,4 mmHg na PAS e de 16,8 mmHg
na PAD.
Farinatti et al. (2005) observou em sua pesquisa, com 52 mulheres hipertensas,
redução de 6 mmHg da PAS e de 9 mmHg da PAD. Oliveira et al. (2009) encontrou em seu
estudo, após aplicar um protocolo de exercício aeróbico em 11 hipertensos, que houve
redução significativa da PAS (-9 mmHg) e da PAD (-6,4 mmHg).
Banz et al. (2003) comparou os efeitos do exercício aeróbico (n=11) e resistido (n=8)
durante 10 semanas sobre os níveis pressóricos de indivíduos sobre fatores de risco para
doença arterial coronariana, observando que a PAS e PAD não foram estatisticamente
diferentes entre os grupos, antes e depois da intervenção; e que também não houve
significativas mudanças induzidas por cada exercício em ambos os grupos.
Cardoso Jr. et al. (2009) no seus estudos de meta-análise, que teve como objetivos
investigar os efeitos crônicos e agudos do exercício aeróbico e resistido sobre a pressão
arterial de indivíduos normotensos e hipertensos, citaram que no levantamento realizado não
se observou redução da pressão arterial ao ser realizado o exercício resistido, sugerindo que o
mesmo seja utilizado como modalidade complementar ao do exercício aeróbico.
Na tabela 11 e gráfico 8 pode-se observar a evolução da FC (bpm) durante os dois
meses de exercícios, sendo possível evidenciar que a mesma não sofreu alterações
significativas nos dois grupos, nem na análise comparativa intergrupo. Corroborando com os
resultados de Casey et al. (2006) e Terra et al. (2008) que também não observaram alterações
significativas sobre a FC dos indivíduos estudados.
No Grupo A, apesar do resultado da evolução da FC (bpm) não ter sido significante,
pode-se observar uma redução de até 5,6 bpm (FC1ªAv.=70,5±11,4bpm;FC3ªAv.=64,9±7,1bpm)
entre a 1ª e 3ª avaliação. Resultado similar ao obtido por Fargad et al. (2005), que citaram em
91
seu estudo de revisão que um protocolo de exercício aeróbico, aplicado a 23 hipertensos, foi
capaz de gerar redução de 4,5 bpm sobre a FC de antes do protocolo.
A prática de exercício físico regular é vista como algo que melhore a aptidão
cardiorrespiratória dos hipertensos. Sendo necessário quantificar essa melhora através de
testes específicos, como o Teste da Caminhada de 6 Minutos (TC6M).
Segundo Bitto e Sousa (2006) o TC6M tem entre seus objetivos avaliar a capacidade
funcional antes e após uma intervenção terapêutica. Para Araujo et al. (2006) e Pires et al.
(2007) é um teste que apresenta baixo custo e utilizado para avaliar indivíduos com pouco
condicionamento físico.
Na tabela 12 e gráfico 9 pode-se observar o desempenho dos Grupos R e A no TC6M,
nos três momentos avaliativos, dentro dos 2 meses de exercício físico. No Grupo R observouse um aumento significativo de 61,6 m (DP1ªAv.=515.6±56m; DP2ªAv.=577.2±80.1m) da
distância percorrida entre a 1ª e a 2ª avaliação e 49,6 m (DP1ªAv.=515.6±56m;
DP2ªAv.=565.2±69.5m) da distância percorrida entre a 1ª e 3ª avaliação. No Grupo A
observou-se
um
aumento
significativo
de
93,2
m
(DP1ªAv.=502.8±65.9m;
DP2ªAv.=596.0±90.9m) da distancia percorrida entre a 1ª e a 2ª avaliação e de 98,2 m
(DP1ªAv.=502.8±65.9m; DP3ªAv.=565.2±69.5m) da distância percorrida entre a 1ª e a 3ª
avaliação. Não evidenciando diferenças significativas na análise intergrupo.
Nos gráficos 10 e 11 podemos observar o desempenho no TC6M, comparado com a
Distancia Predita de Normalidade (DPN) no mesmo teste, evidenciando que os dois grupos
tiveram na avaliação inicial o desempenho abaixo da DPN e que ambos melhoraram
significativamente após a aplicação dos protocolos, localizando seus resultados acima da DPN
na 2ª e 3ª avaliação.
Miranda e Rabelo (2006) aplicaram o TC6M em 20 mulheres ativas, praticantes de
exercício aeróbico regular e observaram que essas se encontravam com uma DP praticamente
igual à DPN. Já Costa et al. (2009) aplicou o mesmo teste em um grupo de 10 hipertensos
sedentários e observou que os demais apresentaram um resultado de 16,87m acima do
esperado. Ghashghaei et al. (2010) aplicaram um protocolo de exercício físico, como parte de
uma reabilitação cardíaca e observou que após 2 meses do inicio do protocolo houve aumento
significativo da DP.
Esses resultados colaboram com o estudo de Meurer (2002) que aplicou um protocolo
de exercício aeróbico, em um grupo de 12 indivíduos sedentários durante 2 meses,
evidenciando um aumento significativo de 60,8 da DP, localizando-os acima da DPN. Assim
como os resultados apresentados por Lanuez et al. (2008) que aplicaram um protocolo de
92
exercício aeróbico em indivíduos sedentários, observando melhora progressiva e significativa
da DP.
Marcos et al. (2008) aplicaram um protocolo de exercício aeróbico e resistido, em um
grupo de 7 pacientes diabéticos, evidenciando que após 4 meses de exercício os mesmos
apresentaram uma melhora 45,5 m no TC6M. No mesmo estudo foi observado os resultados
de outro grupo de 8 paciente diabéticos que foram submetidos a 4 meses de exercício aeróbico
e evidenciaram uma melhora significativa de 29,9 m dentro desse grupo. O mesmo foi
evidenciado por Hallage (2008) que mostrou em seu estudo que após 3 meses de exercício
aeróbico ocorreu aumento 9,48% da DP no TC6M.
Farias et al. (2008) aplicaram um protocolo de exercício aeróbico a 20 mulheres
sedentárias
e
observaram
significativo
aumento
de
105m
(DPantes=420±37m;
DPdepois=525±50m) da DP após 5 meses de exercício aeróbico. Similar ao encontrado por
Malta e Silva (2009) que mostraram em seu estudo o aumento significativo de 41,8 m no
TC6M, após dois meses de exercício aeróbico aplicado a 11 mulheres sedentárias.
Rubenstein et al. (2000) aplicou um protocolo de exercício resistido em 31 homens
sedentários e observou que os mesmo obtiveram um aumento significativo de 48,1 m na DP
no TC6M após 3 meses de exercício.
Kalapostharakos et al. (2004) aplicaram dois protocolos de exercício resistido, um
com alta intensidade e outro de moderada intensidade, em 23 indivíduos durante 3 meses,
chegando a evidenciar que os indivíduos que realizaram o protocolo com alta intensidade
tiveram um aumento significante de 128,2 m, e os que realizaram o protocolo com moderada
intensidade tiveram um aumento significante de 140,4 m.
As evidências dos diversos estudos supracitados mostram que a prática de exercício
físico regular, aeróbico, resistido ou combinado, aumentam o desempenho no TC6M,
melhorando significativamente a aptidão cardiorrespiratória, porém a intensidade da melhora
varia conforme a população estudada e as características dos exercícios aplicados.
Segundo ATS (2002) e Enright (2003) a análise da DP no TC6M é considerada um
item primário no resultado do referido teste, sendo as variáveis relacionadas ao
monitoramento (PAS, PAD, FC, SPO2), fadiga e dispnéia (Escala de Borg) itens secundários
e importantes para a avaliação da capacidade funcional cardiorrespiratória.
Na tabela 13 e gráfico 12, na análise comparativa da variação da PAS nos três
instantes avaliativos do TC6M, evidenciou-se que a PAS não apresentou alteração
significante no Grupo R, contrariamente ao apresentado pelo Grupo A em que houve um
aumento progressivo de até 18,2 ΔPAS
mmHg (
1ªAv.=14.2±10,8mmHg;
ΔPAS3ªAv.=
93
32.4±17,2mmHg), entre a 1ª e 3ª avaliação. Na tabela 14 e gráfico 13, na análise comparativa
da variação da PAD nos três instantes avaliativos no TC6M, evidenciou-se que a PAD não
sofreu alterações significativas nos grupos. Tanto a PAS e PAD não apresentaram diferenças
significativas na análise intergrupo.
Na tabela 15 e gráfico 14, na análise comparativa da variação da FC nos três instantes
avaliativos do TC6M, evidenciou-se que a FC no Grupo R sofreu um aumento significativo
de 10.8 bpm (ΔFC1ªAv.=34.3±12.9bpm;ΔFC2ªAv.=45.1±6,4bpm), entre a 1ª e 2ª avaliação. E o
Grupo
A
sofreu
aumento
significativo
de
25,5
bpm
(ΔFC1ªAv.=
29.8±17.4bpm;ΔFC3ªAv.=55.3±20.6bpm), entre a 1ª e 3ª avaliação, não apresentando
diferenças significativas na análise intergrupo.
Na tabela 16 e gráfico 15, na análise comparativa da variação da FR nos três instantes
avaliativos do TC6M, evidenciou-se que a FR não sofreu alterações significativas nos dois
grupos, entre os instantes avaliativos, não apresentando diferenças significativas na análise
intergrupo.
Na tabela 17 e gráfico 16, na análise comparativa da variação da SPO2 nos três
instantes avaliativos do TC6M, evidenciou-se que a SPO2 não sofreu alterações significativas
no Grupo R, sendo percebida somente Grupo A, onde ocorreu uma redução significativa e
progressiva de até 1,5%
ΔSPO
(
21ªAv.=0,8±1,3%;ΔSPO23ªAv.=-0,5±1,3%),
entre a 1ª e 3ª
avaliação, não apresentando diferenças significativas na análise intergrupo.
Na tabela 18 e gráfico 17, na análise comparativa da variação da Escala de Borg
podemos observar que o Grupo R apresentou um aumento significativo de 1,5 pontos
(ΔEB1ªAv.=0.4±1.2pontos;ΔEB2ªAv.=1.9±1,3pontos) entre a 1ª e 2ª avaliação. Não apresentando
alterações significativas sobre o Grupo A e na análise intergrupo.
No geral evidenciou-se nesse estudo que ao comparar a os resultados obtidos no
TC6M na 1ª e na 3ª avaliação, na análise intragrupo, o Grupo R apresentou aumento da DP,
estabilidade sobre as variáveis de monitoramento, fadiga e dispnéia. No Grupo A notou-se
aumento da DP, aumento da PAS, aumento da FC e redução da SPO2.
Ribeiro et al. (2005) aplicaram um protocolo de exercícios aeróbicos e resistidos,
durante 2 meses, em um grupo de 10 indivíduos, evidenciando no TC6M que os mesmo
aumentaram significativamente 62 m na DP, reduziram 3,8 bpm da FC, redução de 1,3 pontos
na Escala de Borg e aumento de 4,4% na SPO2, destacando que os 2 meses proporcionou
melhora da tolerância aos esforços.
Alves (2007) citou em seu estudo que a melhora da capacidade cardiorrespiratória,
pode ser observada com o aumento da DP, concomitantemente com a redução da FR, redução
94
da FC, redução de PA, aumento da SPO2 e redução do valor obtido na escala subjetiva de
esforço (Escala de Borg). Afirmando ainda que tais variáveis sejam influenciadas pelo peso,
pois quanto maior o peso maior o trabalho cardiorrespiratório.
Neste estudo também foram avaliados o perfil metabólico dos hipertensos nos dois
grupos. Visto que o perfil metabólico indica fatores de risco, como a doença arterial
coronariana, relacionados ao agravo da hipertensão, que podem ser diminuídos com a adesão
a prática de exercício físico regular.
Para Belli et al. (2009) o exercício físico apresenta-se como importante estratégia para
redução de fatores de risco para doença arterial coronariana, porém os resultados são
divergentes, devido os protocolos de exercícios aplicados.
Segundo Williams et al. (2007) em seu estudo de revisão literária, comparou os efeitos
entre o exercício aeróbico e o exercício resistido, citando que no perfil metabólico, o exercício
resistido e o exercício aeróbico reduzem igualmente a taxa glicêmica, reduzem a taxa de
LDL-C, aumentam a taxa de HDL-C, mostrando que o exercício aeróbico reduz duas vezes
mais a taxa de triglicerídeos, comparado ao exercício resistido.
Na tabela 19 e gráficos de 18 a 22 do presente estudo, foi possível notar a tendência de
alterações, de redução ou aumento de algumas variáveis, nos momentos avaliativos dentro de
cada grupo, evidenciando que não houve alterações significativas dos dois protocolos de
exercícios sobre o perfil metabólico dos indivíduos estudados, tanto na análise intragrupo
como na análise intergrupo.
Banz et al. (2003) estudou os efeitos do exercício aeróbico e resistido sobre o perfil
metabólico de 19 indivíduos sedentários, observando que os 11 indivíduos que realizaram o
exercício aeróbico sofreram o efeito do exercício somente sobre a taxa de HDL-C (+2,9
mg/dL), enquanto o grupo resistido não demonstrou alterações significantes.
No geral os resultados obtidos no presente estudo são contrários aos achados de Silva
(2009), que aplicou um protocolo de exercício aeróbico e resistido, durante 6 meses em um
grupo 170 indivíduos, evidenciando que após esse período ocorreu redução significativa de 22
mg/dL da Glicemia, redução 38 mg/dL do Colesterol Total, aumento de 10 mg/dL do HDL-C,
redução de 47 mg/dL do LDL-C e redução de 37 mg/dL do Triglicerídeos.
Apesar de não ter se observado alterações significativas sobre o perfil metabólico dos
indivíduos estudados, pode-se notar tendências de alterações, para mais e para menos, sobre
algumas variáveis na análise intragrupo.
No Grupo R foi possível observar que ocorreu um aumento de até 39 mg/dL
(p=0,2760) sobre a taxa de Colesterol Total; pequeno aumento de 6,7 mg/dL (p=0,3779) sobre
95
a taxa de HDL-C; aumento de até 28 mg/dL (p=0,3179) sobre a taxa de LDL-C; redução de
até 27,3 mg/dL (p=0.1386) sobre a taxa de triglicerídeos; e pequeno aumento de até 5,8
mg/dL (p=0,2796) sobre a taxa glicêmica.
Esses resultados colaboram para os achados de Anton et al. (2005), que aplicaram
exercício resistido, durante 13 semanas, em um grupo de 13 indivíduos sedentários e
observou que não ocorreram alterações significativas sobre o perfil metabólico dos
indivíduos.
No Grupo A foi possível observar que ocorreu redução de até 29,2 mg/dL (p=0,3750)
sobre a taxa de Colesterol Total; aumento de até 9 mg/dL (p=0,2477) sobre a taxa de HDL-C;
redução de até 32,9 mg/dL (p=0,2286) sobre a taxa de LDL-C; pequena redução de até 3,5
mg/dL (p=0,0589) sobre a taxa de Triglicerídeos; pequena redução de até 0,6 mg/dL
(p=0,9172) sobre a taxa glicêmica.
Os resultados supracitados corroboram com Pinto et al. (2003) que aplicaram um
protocolo de exercício aeróbico, em 29 pacientes hipertensos, durante 12 meses, não
observando diferenças significativas sobre o perfil metabólico dos hipertensos.
Monteiro et al. (2007), que aplicou em um grupo de 16 mulheres um protocolo de
exercício aeróbico, evidenciando que após 4 meses de exercício ocorreu redução significativa
níveis de glicose plasmática, o que não se observou significativamente sobre as taxas de
Colesterol Total, HDL-C, LDL-C e Triglicerídeos.
Os efeitos da prática de exercício físico regular, usado como método terapêutico não
medicamentoso,
podem
proporcionar
adaptações
antropométricas,
hemodinâmicas,
cardiorrespiratórias e metabólicas, que juntas reduzem os principais fatores de risco para
hipertensão, sendo capazes de oferecer melhor qualidade de vida aos que praticam.
Segundo Pinotti et al. (2008) a hipertensão contribui significativamente para
modificações na qualidade de vida das pessoas, visto que interfere na capacidade física,
emocional, interação social, atividade intelectual, exercício profissional e outras atividades do
cotidiano. Por isso, a analise da qualidade de vida de hipertensos submetidos a prática de
exercício físico regular é de suma importância para que se entenda a real eficácia e/ou
predominância do exercício físico aeróbico e resistido sobre a qualidade de vida dos
hipertensos.
Na tabela 20 e gráfico 23 podemos observar a pontuação obtida pelos hipertensos no
Minichal teste, permitindo ser observado que o Grupo R não apresentou alterações
significativas na pontuação no teste de qualidade de vida. Já no Grupo A observou-se que
96
ocorreu redução progressiva de até 4,7 pontos (Escore1ªAv.=9,2±6,0;Escore3ªAv=4,5±3,2),
evidenciando-se melhora significativa da qualidade de vida dos pacientes do grupo.
Segundo Melchiors et al. (2010) o Minichal teste é um instrumento útil para avaliação
da qualidade de vida dos pacientes hipertensos, podendo ser úteis no auxilio da escolha do
melhor tratamento. Bicalho et al. (2008) observou em seu estudo com avaliação da qualidade
de vida em hipertensos que, o grupo de 41 hipertensos apresentou um escore geral de 7,9
pontos, pontuação essa quase duas vezes maior que a obtida por normotensos (3,9 pontos).
O resultado do presente estudo foi similar ao obtido por Bündchen et al. (2009) que
aplicaram um protocolo de exercício aeróbico e resistido, durante 2,5 meses, em um grupo e
18 hipertensos, e observou uma redução média de 2,39 na pontuação do Minichal teste
Cusachs et al. (2003) aplicaram o Minichal teste em um grupo de 636 hipertensos,
antes e após 6 meses de uma rigorosa intervenção anti-hipertensiva, e observaram uma
redução de 4,0 pontos do escore apresentado inicialmente, o que coincidiu com a redução
significativa da PA dos pacientes avaliados, correlacionado a redução da PA com a melhora
da qualidade de vida dos paciente.
97
7 CONCLUSÃO
No que tange aos resultados obtidos neste estudo, evidenciou-se que não ocorreram
diferenças significativas entre os efeitos do exercício aeróbico e o exercício resistido nos
hipertensos estudados, quando comparados em uma análise intergrupo. Esse dado geral
mostrou-se presente em todas as variáveis estudadas, quer seja nos efeitos agudos, quer seja
nos efeitos crônicos.
Embora no geral as diferenças não tenham sido notadas, pode-se observar que quando
os dois grupos foram analisados isoladamente, os mesmos mostraram resultados particulares,
evidenciando efeitos agudos e crônicos quando comparados os momentos avaliativos. Por
mais que em algumas variáveis não tenha sido notado valores estatisticamente significantes, a
tendência de melhora foi percebida, principalmente quando comparadas no início e ao final do
período de exercícios.
Os hipertensos que realizaram exercícios resistidos obtiveram redução da PA, em uma
única sessão e no decorrer dos dois meses de tratamento, obtiveram melhora significativa
sobre sua aptidão cardiorrespiratória aumentando significativamente a distância percorrida no
TC6M, sem gerar significativas alterações hemodinâmicas. Mas não geraram efeito algum
sobre as variáveis antropométricas e metabólicas, indicativas de agravo da HAS.
Já os hipertensos que realizaram exercícios aeróbicos, apresentaram dentro do seu
grupo, uma somatória maior de efeitos coadjuvantes para melhora da HAS, como a presença
do efeito hipotensor pós exercício mantido por mais tempo, quando comparado ao grupo
resistido. Apresentaram nos 2 meses de tratamento redução da PA e da FC, melhora da
capacidade cardiorrespiratória, com aumento progressivo e significante da distância
percorrida no TC6M, redução das taxa de colesterol total e triglicerídeos, o que
provavelmente refletiu e um melhora significativa sobre a qualidade de vida desses
indivíduos.
Durante a realização do estudo, verificou-se que existem inúmeros resultados sobre os
efeitos da prática de exercício físico no hipertenso, sendo possível evidenciar efeitos distintos
entre as modalidade aplicadas e sobre as características relacionadas a intercede, freqüência e
duração dos protocolos. O que indica a necessidade de estudos mais controlados, com um
número maior de indivíduos o mais homogêneos possível, para que se possam obter
resultados mais precisos sobre o tema abordado.
98
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118
APÊNDICE I
ACEITE DO ORIENTADOR
UNIVERSIDADE DA AMAZONIA
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE
CURSO DE FISIOTERAPIA
DECLARAÇÃO:
Eu,Valéria Marques Ferreira Normando, aceito orientar o trabalho intitulado
“ESTUDO COMPARATIVO ENTRE O EXERCÍCIO AERÓBICO E RESISTIDO
APLICADO AO PACIENTE HIPERTENSO”, de autoria dos alunos Esdras Edgar Batista
Pereira – 0621909086 e Romário Versailles Silva Costa - 0621909023, declarando ter total
conhecimento das normas de realização de Trabalhos Científicos vigentes, segundo o Manual
de Orientação de Trabalhos Científicos do Curso de Fisioterapia da UNAMA para 2009 ,
estando inclusive ciente da necessidade de minha participação na banca examinadora por
ocasião da defesa do trabalho. Declaro ainda ter conhecimento do conteúdo do anteprojeto
ora entregue para o qual dou meu aceite pela rubrica das páginas.
119
APÊNDICE II
ACEITE DO CO-ORIENTADOR
UNIVERSIDADE DA AMAZONIA
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE
CURSO DE FISIOTERAPIA
DECLARAÇÃO:
Eu, Carla Cristina Alvarez Serrão, aceito co-orientar o trabalho intitulado “ESTUDO
COMPARATIVO ENTRE O EXERCÍCIO AERÓBICO E RESISTIDO APLICADO AO
PACIENTE HIPERTENSO”, de autoria dos alunos Esdras Edgar Batista Pereira –
0621909086 e Romário Versailles Silva Costa - 0621909023, declarando ter total
conhecimento das normas de realização de Trabalhos Científicos vigentes, segundo o Manual
de Orientação de Trabalhos Científicos do Curso de Fisioterapia da UNAMA para 2009,
estando inclusive ciente da necessidade de minha participação na banca examinadora por
ocasião da defesa do trabalho. Declaro ainda ter conhecimento do conteúdo do anteprojeto
ora entregue para o qual dou meu aceite pela rubrica das páginas.
Belém - Pará, 27 de agosto de 2009
120
APÊNDICE III
TERMO DE AUTORIZAÇÃO
À COORDENAÇÃO DA FISIOCLÍNICA
Eu, Marylourdes Torres da Silva, declaro que permito a liberação da Sala de Fisiologia
do Exercício e dos Ginásios Terapêuticos I e III, bem como a Estação para Musculação
(Moviment® MEGA II modelo residencial), a Esteira Ergométrica (Imbrasport® modelo
Master ATL), as Bicicletas Ergométricas (Moviment® Biccycle modelo 2600), do Oxímetro
de Pulso (Nonin modelo 9500 – Onix®), do Frequencímetro (Tech Line®, modelo K920), da
Balança Mecânica Antropométrica (Welmy®) e do Banco de Wells (Sanny®); localizados na
Av. Alcindo Cacela, 287, bairro do Umarizal, Belém – Pará, durante os meses de outubro,
novembro, dezembro de 2009; e janeiro, fevereiro, março e abril de 2010, das segundas-feiras
às sextas-feiras (de 12:00h às 19:00h) e aos sábados (de 8:00h às 12:00h), para o
desenvolvimento da pesquisa sobre o tema “Estudo Comparativo entre o Exercício
Aeróbico e Resistido Aplicado ao Paciente Hipertenso” dos acadêmicos Esdras Edgar
Batista Pereira (0621909086) e Romário Versailles Silva Costa (0621909023), devidamente
matriculados na Universidade da Amazônia – UNAMA sob responsabilidade da orientadora
Professora Valéria Marques Ferreira Normando e da Professora Co-orientadora Carla Cristina
Alvarez Serrão. Para a realização da pesquisa, será utilizada uma amostra paciente de ambos
os sexos, os quais deverão ter idade compreendida entre 35 e 55 anos. A pesquisa tem como
objetivo geral comparar os efeitos do exercício aeróbico e do exercício resistido em pacientes
hipertensos da Unidade Básica de Saúde da Pedreira.
Belém, 28/09/2009.
121
APÊNDICE IV
TERMO DE AUTORIZAÇÃO
À DIRETORIA DA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DA PEDREIRA
Eu, Nazaré do Socorro Carvalho Miranda, declaro que permito a liberação de dados
estatísticos (número de pacientes hipertensos, idade, sexo e patologias associadas) referentes
ao programa HIPERDIA, tendo como responsável a Professora da UNAMA Valéria Marques
Ferreira Normando, bem como o acompanhamento do atendimento das enfermeiras Roseane
Maués e Maria do Céu Souza responsáveis pelo referido programa na Unidade Básica de
Saúde da Pedreira; localizada na Avenida Pedro Miranda, esquina com a Travessa Maurití,
s/nº, bairro da Pedreira em Belém do Pará. O acompanhamento com as enfermeiras do
programa estará previsto para os meses de outubro, novembro, dezembro de 2009; das
segundas-feiras às sextas-feiras (de 8:00 às 12:00 e de 14:00 às 18:00), no intuito de informa
os pacientes sobre a pesquisa, sendo isso possível somente após a aprovação do Comitê de
Ética e Pesquisa da Universidade da Amazônia. Para o desenvolvimento da pesquisa sobre o
tema “Estudo Comparativo entre o Exercício Aeróbico e Resistido Aplicado ao Paciente
Hipertenso” dos acadêmicos Esdras Edgar Batista Pereira (0621909086) e Romário
Versailles Silva Costa (0621909023), devidamente matriculados na Universidade da
Amazônia – UNAMA sob responsabilidade da Professora Orientadora Valéria Ferreira
Marques Normando e da Professora Co-orientadora Carla Cristina Alvarez Serrão. Para a
realização da pesquisa, será utilizada uma amostra paciente de ambos os sexos, os quais
deverão ter idade compreendida entre 35 e 55 anos. A pesquisa tem como objetivo geral
comparar os efeitos do exercício aeróbico e do exercício resistido em pacientes hipertensos da
Unidade Básica de Saúde da Pedreira.
Belém, 29/09/2009.
122
APÊNDICE V
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
ESTUDO COMPARATIVO ENTRE O EXERCÍCIO AERÓBICO E RESISTIDO
APLICADO AO PACIENTE HIPERTENSO
Você está sendo convidado(a) a participar do projeto de pesquisa acima citado. O
documento abaixo contém todas as informações necessárias sobre a pesquisa que estamos
fazendo. Sua colaboração neste estudo será de muita importância para nós, mas se desistir a
qualquer momento, isso não causará nenhum prejuízo a você.
Eu,
______________________________________________,
residente
e
domiciliado(a) na _____________________________________________, portador(a) da
Cédula de identidade, RG ____________ , e nascido(a) em ___ / ___ /_____ , abaixo
assinado(a), concordo de livre e espontânea vontade em participar como voluntário(a) da
pesquisa intitulada “ESTUDO COMPARATIVO ENTRE O EXERCÍCIO AERÓBICO
E RESISTIDO APLICADO AO PACIENTE HIPERTENSO”
Estou ciente que:
I) A pesquisa será realizada na Fisioclínica (Clínica Escola de Fisioterapia da
Universidade da Amazônia), na Sala de Fisiologia do Exercício e Ginásios Terapêuticos I e
III, cujo objetivo é comparar os efeitos do exercício aeróbico e do exercício resistido no
paciente hipertenso, em um período de 48 sessões sendo elas alternadas com uma freqüência
de 3 vezes semanais e não acontecendo em domingos e feriados;
II) A pesquisa contará com 3 (três) períodos avaliativos, no início, no meio e no final
do estudo, destinados a coletar dados referentes a avaliação clínica, a mensuração da pressão
arterial, a coleta de dados antropométricos (peso, altura, IMC e ICQ), a aplicação do Teste da
Caminhada de 6 minutos e a coleta de exames laboratoriais;
III) Os exames laboratoriais contarão com 3 (três) momentos de tirada de sangue, uma
no inicio do tratamento na fase avaliativa, uma durante o período do protocolo e outra no final
do tratamento, na fase de reavaliação. Por isso os responsáveis do projeto pedem para coletar
(tirar) uma pequena amostra de sangue (5 mililitros), para fazer a dosagem das taxas de
Colesterol Total, Mau Colesterol (LDL-C), Bom Colesterol (HDL-C), Triglicerídeos e a taxa
de Açúcar no Sangue (Glicemia). A coleta de sangue será realizada por profissionais
habilitados do Laboratório vinculado a Unidade Básica de Saúde da Pedreira;
IV) A pesquisa poderá apresentar como risco, um aumento significativo da pressão
arterial, podendo levar a um Acidente Vascular Encefálico durante a atividade física. Porém,
vale ressaltar que todas as medidas de segurança vão ser utilizadas, a fim de zelar pela saúde
do participante. Todavia, serão aplicados protocolos de exercícios de baixa à moderada
intensidade, monitorada pela freqüência cardíaca do paciente, para evitar o significativo
aumento da pressão arterial e possíveis complicações da atividade física. Além disso,
qualquer sinal de desconforto o paciente terá sua atividade interrompida;
V) Nos procedimentos terei de responder uma ficha de avaliação, bem como um
questionário de avaliação da qualidade de vida, que constará de dados pessoais e perguntas
impessoais acerca da patologia, sinais e sintomas, sendo importante frisar que caso não
queira, não serei obrigado a responder as questões;
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VI) Serei fotografado (a) pelos pesquisadores para a obtenção de dados relevantes a
pesquisa; sendo a foto autorizada para o uso em apresentação de trabalhos;
VII) Nesta pesquisa não terei gastos com os procedimentos, nem serei remunerado ou
recompensado para participar da mesma, sendo a minha participação totalmente voluntária,
porém caso me aconteça alguma lesão relativa aos exercícios submetidos e a coleta sanguínea,
e esta seja comprovada, os pesquisadores se comprometem em financiar o tratamento
médico/hospitalar necessário;
VIII) No momento em que desejar, tenho liberdade de desistir ou interromper minha
colaboração neste estudo, sem que sejam necessárias justificativas. E, caso a desistência
aconteça, não ocorrerá nenhum prejuízo a mim, nem à minha saúde e bem estar físico;
IX) Minha participação nesta pesquisa contribuirá para acrescentar à literatura dados
referentes ao tema, auxiliando no norteamento da avaliação e protocolos de tratamento;
X) Concordo que os resultados sejam divulgados em publicações científicas, desde
que meus dados pessoais não sejam mencionados;
XI) Caso eu desejar, poderei pessoalmente tomar conhecimento dos resultados parciais
e finais desta pesquisa.
( ) Desejo conhecer os resultados desta pesquisa.
( ) Não desejo conhecer os resultados desta pesquisa.
Belém,
de
de
2009.
Declaro que obtive todas as informações necessárias, bem como todos os eventuais
esclarecimentos quanto às dúvidas por mim apresentadas.
______________________________________________
Voluntário
Testemunha 1:
_____________________________________________________________
Nome / RG / Telefone
Testemunha 2:
_____________________________________________________________
Nome / RG / Telefone
Responsáveis pelo Projeto:
Esdras Edgar Batista Pereira – 8895-9222
Romário Versailles Silva Costa – 8153-8461
Valéria Marques Ferreira Normando – 8112-8272
Carla Cristina Alvarez Serrão – 9941-9463
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APÊNDICE VI
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126
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APÊNDICE VII
PROCEDIMENTO DE MEDIDA DA PRESSÃO ARTERIAL
Fase de Preparo do paciente para a medida da pressão arterial
1. Explicar o procedimento ao paciente;
2. Repouso de pelo menos 5 minutos em ambiente calmo;
3. Evitar bexiga cheia;
4. Não praticar exercícios físicos 60 a 90 minutos antes;
5. Não ingerir bebidas alcoólicas, café ou alimentos e não fumar 30 minutos antes;
6. Manter pernas descruzadas, pés apoiados no chão, dorso recostado na cadeira e
relaxado;
7. Remover roupas do braço no qual será colocado o manguito;
8. Posicionar o braço na altura do coração (nível do ponto médio do esterno ou 4º espaço
intercostal), apoiado, com a palma da mão voltada para cima e o cotovelo ligeiramente
fletido;
9. Solicitar para que não fale durante a medida.
Fase do Procedimento de medida da pressão arterial
1. Medir a circunferência do braço do paciente;
2. Selecionar o manguito de tamanho adequado ao braço;
3. Colocar o manguito sem deixar folgas acima da fossa cubital, cerca de 2 a 3 cm
4. Centralizar o meio da parte compressiva do manguito sobre a artéria braquial;
5. Estimar o nível da pressão sistólica (palpar o pulso radial e inflar o manguito até seu
desaparecimento, desinflar rapidamente e aguardar 1 minuto antes da medida);
6. Palpar a artéria braquial na fossa cubital e colocar a campânula do estetoscópio sem
compressão excessiva;
7. Inflar rapidamente até ultrapassar 20 a 30 mmHg o nível estimado da pressão sistólica
8. Proceder à deflação lentamente (velocidade de 2 a 4 mmHg por segundo);
9. Determinar a pressão sistólica na ausculta do primeiro som (fase I de Korotkoff), que é
um som fraco seguido de batidas regulares, e, após, aumentar ligeiramente a velocidade
de deflação;
10. Determinar a pressão diastólica no desaparecimento do som (fase V de Korotkoff)
11. Auscultar cerca de 20 a 30 mmHg abaixo do último som para confirmar seu
desaparecimento e depois proceder à deflação rápida e completa;
12. Se os batimentos persistirem até o nível zero, determinar a pressão diastólica no
abafamento dos sons (fase IV de Korotkoff) e anotar valores da sistólica/diastólica/zero.
Fonte: V Diretriz Brasileira de Hipertensão (SBC, 2006)
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APÊNDICE VIII
REVISÃO LITERÁRIA PARA DEFINIÇÃO DOS PROTOCOLOS DE EXERCÍCIOS
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ANEXO A
CARTA DE APRESENTAÇÃO DO 1º CENTRO REGIONAL DE SAÚDE
Mem. 2097/1ªRPS/SESPA
Em 24 de setembro de 2009
À Diretora da USB Pedreira/SESPA
Assunto: Apresentação de Alunos da UNAMA
Apresentamos os alunos da UNAMA, Esdras Edgar Batista Pereira e
Romário Versailles Silva Costa, para realizar pesquisa intitulada “Estudo Comparativo
entre o Exercício Aeróbico e Resistido Aplicado ao Paciente Hipertenso”
acompanhado pela Profª. Valéria Marques Ferreira Normando, os alunos farão
levantamento de dados estatísticos referente ao Programa Hiperdia, sendo essas
informações necessárias para a provação do estudo pelo Comitê de Ética e Pesquisa da
Universidade com o acompanhamento da Enfermeira da unidade Dra. Roseane Maués,
conforme autorização da diretora através do Processo 344575/2009 cópia em anexo.
Atenciosamente,
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ANEXO B
CERTIFICADO DE APROVAÇÃO DO CEP - UNAMA
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ANEXO C
MINICHAL TESTE
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ANEXO D
ESCALA DE BORG
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estudo comparativo entre o exercício aeróbico e resistido