UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO
DIRETORIA DE PROJETOS ESPECIAIS
INSTITUTO A VEZ DO MESTRE
A IMPORTÂNCIA DA PSICOMOTRICIDADE NO PROCESSO
ENSINO-APRENDIZAGEM
Por
FRANCINÉIA NASCIMENTO DOS SANTOS
ORIENTADOR (A):
PROFª. Maria Esther de Araújo Oliveira
Tapauá
2009
UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO
DIRETORIA DE PROJETOS ESPECIAIS
INSTITUTO A VEZ DO MESTRE
A IMPORTÂNCIA DA PSICOMOTRICIDADE NO PROCESSO
ENSINO-APRENDIZAGEM
FRANCINÉIA NASCIMENTO DOS SANTOS
Trabalho monográfico apresentado como
requisito parcial para obtenção de Grau de
Especialista em Psicomotricidade.
Tapauá
2009
AGRADECIMENTO
Aos meus familiares e amigos pelo incentivo e a contribuição dada, para que
esta obra acontecesse, além do significado de um incentivo para dar força e
sustentação diante das decisões cotidianas que tomamos.
DEDICATÓRIA
A minha querida família, em
destaque a minha mãe e meu pai,
minha estimada e amada filha, pela
alegria de sua existência.
RESUMO
De
acordo
com
alguns
especialistas
estudados
nesta
pesquisa
a
psicomotricidade é a ciência que tem como objeto de estudo o homem através
do seu corpo em movimento e em relação ao seu mundo interno e externo.
Está ciência está relacionada ao processo de maturação, onde o corpo é a
origem das aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas. É sustentada por três
conhecimentos básicos: o movimento, o intelecto e o afeto. A psicomotricidade
evoluiu muito e hoje existe várias definições. Teve como trajetória, o estudo
basicamente teórico para depois chegar no estudo prático. Hoje há um
equilíbrio bastante significativo entre a teoria e a prática. Essa caminhada
iniciou-se com os estudos no desenvolvimento motor da criança, depois foi
para o atraso do desenvolvimento motor até chegar no atraso intelectual da
criança. A Psicomotricidade contribui de maneira expressiva para a formação e
estruturação do esquema corporal e tem como objetivo principal incentivar a
prática do movimento em todas as etapas da vida de uma criança. Assim, a
psicomotricidade nada mais é que se relacionar através da ação, como um
meio de tomada de consciência que une o ser corpo, o ser mente, o ser
espírito, o ser natureza e o ser sociedade. A psicomotricidade está associada à
afetividade e à personalidade, porque o indivíduo utiliza seu corpo para
demonstrar o que sente.
METODOLOGIA
A presente pesquisa utilizou-se do método de abordagem, de procedimento
e técnicas de pesquisa necessária para a obtenção dos dados que serviram
para o desenvolvimento do trabalho.
Como método de abordagem utilizou-se do dialético cujo o objetivo é fazer
uma abordagem qualitativa no olhar da realidade observada, o processo de
investigação de acordo com esse método é de que as coisas podem sofrer
mudança, pois a dialética fornece base para uma interpretação dinâmica da
realidade.
O método de procedimento trabalhado foi o monográfico que pretende,
através de uma observação sistemática, observar e entender melhor o
problema, para que assim se possam traçar novas propostas de apoio ao
desenvolvimento do objeto de pesquisa.
Consistindo numa investigação profunda do caso, onde alguns materiais de
pesquisa são bastante importantes, como; questionários formulados para
professores, alunos e pais de alunos, cadernos de campo onde foram
registradas as pequenas observações durante a pesquisa.
A técnica de pesquisa utilizada foi a observação direta intensiva em sua
forma sistemática não participativa pois se trata de um trabalho organizado que
não fez parte do objeto e sim apenas estudar para melhor entender e atuar
significativamente com propostas de melhoramento da situação-problema.
A sustentação teórica deste trabalho, a parti de suas fontes bibliográficas,
traz importantes atores, mas destacar-se-á os principais e suas abordagens,
Lapierre e Aucouturier, falando do movimento, psicomotricidade e educação;
Le Boulch, falando da educação psicomotora e Wallon, falando do ato ao
pensamento.
É sob está abordagem teórica bibliográfica que pretendemos trabalhar o
desenvolvimento desta pesquisa. Visto a contribuição dessa linha de
entendimento
reuni
uma
serie
de
informações
desenvolvimento de aprendizagem do educando.
importantes
para
o
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
9
CAPÍTULO I
11
PSICOMOTRICIDADE
11
1.1 A intervenção em psicomotricidade
12
1.2 A importância da psicomotricidade
14
CAPÍTULO II
17
PSICOMOTRICIDADE NO CONTEXTO EDUCACIONAL
17
2.1 Psicomotricidade e suas tendências
17
2.2 A importância da psicomotricidade no processo ensino aprendizagem
19
CAPÍTULO III
23
PSICOMOTRICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
23
3.1 A contribuição da psicomotricidade no desenvolvimento da criança
25
CONCLUSÃO
28
BIBLIOGRAFIA
30
INTRODUÇÃO
Este trabalho monográfico traz como abordagem temática a importância da
psicomotricidade no processo ensino-aprendizagem.
A questão central deste trabalho envolve os fatores que dificultam o
desenvolvimento da criança de forma integral, prejudicando o seu processo de
aprendizagem.
O tema em debate é de fundamental importância, pois, procura mostrar a
importância da Psicomotricidade no desenvolvimento integral da criança e
como complemento do processo ensino-aprendizagem, para que a criança
possa desenvolver a sua cognição e também o corporal, o todo com suas
partes em pleno funcionamento.
A partir da realidade educacional, onde as escolas não se preocupam em
trabalhar a criança como um todo e, sempre estão apenas ensinando os
conteúdos didáticos pedagógicos e esquecem-se do corpo, que deve está
sempre em sintonia com o funcionamento dos demais órgãos, para que a
criança possa estar sempre bem.
Assim, o trabalho justifica-se pela pertinência e a necessidade de se
trabalhar a criança em sua totalidade, no entanto, nossas escolas ainda não
acompanham o acelerado crescimento tecnológico e as transformações
socioculturais e educacionais pelas quais a sociedade passa. E, na tentativa de
elaborar um estudo, para que se possam propor possíveis soluções para o
aprimoramento, melhoramento e utilização da Psicomotricidade no contexto
escolar é que direcionamos nosso projeto na busca de uma educação de
qualidade.
São, portanto, objetivos deste trabalho mostrar a importância da
psicomotricidade no processo ensino-aprendizagem e no desenvolvimento da
criança. Como também possibilitar a escola como um espaço para o novo,
mostrando a importância de se trabalha o cognitivo em conjunto com o
corporal, viabilizando atividades didático-pedagógicos, para ajudar na aquisição
do conhecimento e no seu desenvolvimento psicomotor. Analisar os principais
fatores que dificulta a inserção da psicomotricidade no contexto educacional
das escolas municipais de Tapauá, também está inserido nos objetivos
propostos neste trabalho.
Posto que o desenvolvimento desta pesquisa pode revelar que as escolas
trabalhadas não utilizam no seu contexto escolar a Psicomotricidade, por falta
de conhecimento dos professores e por motivo da escola não proporcionar
cursos de orientação e capacitação docente. Procura mostrar que os pais
desconhecem esse tipo de trabalho e pensam que a escola deve apenas
ensinar o didático-pedagógico, e que não há necessidade de trabalhar o
psicomotor.
Assim, acredita-se na contribuição e na importância da psicomotricidade
dando sua contribuição no processo ensino aprendizagem do educando.
CAPÍTULO I
PSICOMOTRICIDADE
Para um melhor entendimento da psicomotricidade no processo ensino
aprendizagem irá se definir o que se entende por esta importante ciência para
a educação escolar.
A psicomotricidade é a ciência que tem como objeto de estudo o homem
através do seu corpo em movimento e em relação ao seu mundo interno e
externo. Segundo Lima (2008), está relacionada ao processo de maturação,
onde o corpo é a origem das aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas. É
sustentada por três conhecimentos básicos: o movimento, o intelecto e o afeto.
Psicomotricidade, portanto, é um termo empregado para uma concepção
de movimento organizado e integrado, em função das experiências vividas pelo
sujeito cuja ação é resultante de sua individualidade, sua linguagem e sua
socialização.
Segundo a Organização Internacional de Psicomotricidade e Relaxação
(2001), a Psicomotricidade é "uma reeducação ou terapia de mediação corporal
e expressiva, na qual o reeducador ou terapeuta estuda e compensa as
condutas motoras inadequadas ou inadaptadas, em diversas situações,
geralmente ligadas a problemas de desenvolvimento e de maturação
psicomotora, de comportamento, de aprendizagem e de âmbito psicoafetivo".
Envolve uma prática educativa com o objetivo de estimular o desenvolvimento
psicomotor,
e
uma
prática
reeducativa
ou
terapêutica
quando
o
desenvolvimento e aprendizagem estão comprometidos ou quando é
necessário
ultrapassar
adaptabilidade da pessoa.
problemas
relacionais
que
comprometem
a
1.1. A Intervenção em Psicomotricidade
Segundo Amante (2201), a Psicomotricidade tem como finalidades:
• A comunicação, gerindo a ambivalência surgida do desejo de identificação e
de dependência e da dinâmica de trocas;
• A criação, como capacidade de ação pessoal transformadora;
• O acesso a um pensamento operatório, passando de um pensamento
essencialmente imediato ao estabelecimento de relações lógicas entre os
elementos da ação e do pensamento, desenvolvendo a capacidade de
identificar, discriminar, analisar e sintetizar a informação;
• A harmonização e maximização do potencial motor, cognitivo e afetivorelacional, ou seja, o desenvolvimento global da personalidade, adaptabilidade
social e adequabilidade do processamento de informação.
O instrumento de trabalho é o corpo em movimento, o do terapeuta e o do
indivíduo, como meio de relação consigo próprio, com o outro e com o
envolvimento (o espaço, o tempo e os objectos).
Para Amante (2001), a intervenção em Psicomotricidade pode-se dividir em
duas componentes: a Instrumental e a Relacional.
• Psicomotricidade Instrumental: intervenção com maior fundamentação de
tipo cognitivo e neuropsicológico privilegia a intervenção centrada nas
situações problema, apelando à descoberta guiada e ao pensamento
divergente. As situações devem ser apresentadas em forma de jogo e de forma
a serem vividas como situações de êxito, estabelecendo uma relação de
confiança e motivação entre a criança e a ação. O recurso à demonstração
deverá ser reduzido, evitando a imitação, utilizando a mediação cognitiva de
forma a favorecer os processos de análise, integração e elaboração da
informação, promovendo as capacidades de reflexão, invenção, expressão e
transposição, possibilitando a expressão criativa do indivíduo. A verbalização
deve ser explorada quer na antecipação da atividade quer na sua avaliação de
forma a que a ação seja interiorizada, passando da experiência imediata à
tomada de consciência.
• Psicomotricidade Relacional: centra-se na componente psico-afetiva e
relacional, permite como que um "reviver regressivo da relação primordial
maternal num diálogo tônico-emocional". Neste diálogo, por mediatização
corporal, a comunicação é, sobretudo não verbal envolvendo as "orientações
corporais, as posturas, a distância interpessoal, as mímicas, a gestualidade, a
respiração, a voz, a sincronia rítmica, o contacto corporal, o olhar, o odor,...".
A intervenção deve basear-se em situações que possibilitem ultrapassar os
bloqueios existentes e permitam a flexibilidade e liberdade de expressão
gestual, através de uma atmosfera permissiva, segura e lúdica.
Os objetos (balões, cordas, arcos, bolas, tecidos, etc.) devem ser utilizados
como mediadores, sendo introduzidos não apenas pela sua funcionalidade e
utilização práxica, mas, sobretudo pelas produções do tipo simbólico que vão
encorajar.
O ambiente lúdico constitui outro aspecto fundamental ao nível da
Psicomotricidade, dadas as suas características (ativo, dinâmico, significativo,
motivante, construtor,...) constitui um facilitador e potencializador da vivência
corporal, da relação, da comunicação e da aprendizagem.
1.2. A importância da psicomotricidade
É de suma importância salientar que o movimento é a primeira manifestação
na vida do ser humano, pois desde a vida intra-uterina realizamos movimentos
com o nosso corpo, no qual vão se estruturando e exercendo enormes
influências no comportamento.
A partir deste conceito e através da nossa prática no contexto escolar,
consideramos que a psicomotricidade é um instrumento riquíssimo que nos
auxilia a promover preventivos e de intervenção, proporcionando resultados
satisfatórios
em
situações
de
dificuldades
no
processo
de
ensino-
aprendizagem.
Segundo Assunção & Coelho (1997, p.108) apud Lima (2008) a
psicomotricidade é a “educação do movimento com atuação sobre o intelecto,
numa relação entre pensamento e ação, englobando funções neurofisiológicas
e psíquicas”.
Além disso, possui uma dupla finalidade: “assegurar o desenvolvimento
funcional, tendo em conta as possibilidades da criança, e ajudar sua afetividade
a se expandir e equilibrar-se, através do intercâmbio com o ambiente humano”.
Os movimentos expressam o que sentimos nossos pensamentos e atitudes
que muitas vezes estão arquivadas em nosso inconsciente. Estruturas o corpo
com uma atitude positiva de si mesma e dos outros, a fim de preservar a
eficiência física e psicológica, desenvolvendo o esquema corporal e
apresentando uma variedade de movimentos.
Através da ação sobre o meio físico com o meio social e da interação como
ambiente social, processa-se o desenvolvimento e a aprendizagem do ser
humano. É um processo complexo, em que a combinação de fatores
biológicos, psicológicos e sociais, produz nele transformações qualitativas.
Para tanto o desenvolvimento envolve aprendizagem de vários tipos,
expandindo e aprofundando a experiência individual.
O professor deve estar sempre atento às etapas do desenvolvimento do
aluno, colocando-se na posição de facilitador da aprendizagem e calcando seu
trabalho no respeito mútuo, na confiança e no afeto.
Ele deverá estabelecer com seus alunos uma relação de ajuda, atento para
as atitudes de quem ajuda e para a percepção de quem é ajudado.
Diante disso, percebe-se a importância do trabalho da psicomotricidade no
processo de ensino-aprendizagem, pois a mesma está intimamente ligada aos
aspectos afetivos com a motricidade, com o simbólico e o cognitivo.
De acordo com Assunção & Coelho (1997, p 108) apud Lima (2008), a
psicomotricidade integra várias técnicas com as quais se pode trabalhar o
corpo (todas as suas partes), relacionando-o com a afetividade, o pensamento
e o nível de inteligência.
Ela enfoca a unidade da educação dos movimentos, ao mesmo tempo em
que põe em jogo as funções intelectuais. As primeiras evidências de um
desenvolvimento mental normal são manifestações puramente motoras.
Diante desta visão, as atividades motoras desempenham na vida da criança
um papel importantíssimo, em muitas das suas primeiras iniciativas
intelectuais. Enquanto explora o mundo que a rodeia com todos os órgãos dos
sentidos, ela percebe também os meios como quais fará grande parte dos seus
contatos sociais.
Portanto, a educação psicomotora na idade escolar deve ser antes de tudo
uma experiência ativa, onde a criança se confronta com o meio. A educação
proveniente dos pais e do âmbito escolar, não tem a finalidade de ensinar à
criança comportamentos motores, mas sim permite exercer uma função de
ajustamento individual ou em grupo.
As atividades desenvolvidas no grupo favorecem a integração e a
socialização das crianças com o grupo, portanto propicia o desenvolvimento
tanto psíquico como motor. Os movimentos, as expressões, os gestos
corporais, bem como suas possibilidades de utilização (danças, jogos,
esportes...), recebem um destaque especial em nosso desenvolvimento
fisiológico e psicológico (LIMA, 2008).
Com base neste contexto, percebemos a importância das atividades
motoras na educação, pois elas contribuem para o desenvolvimento global das
crianças. Entretanto, as crianças passam por fases diferentes uma das outras e
cada fase exige atividades propicias para cada determinada faixa etária.
A psicomotricidade precisa ser vista com bons olhos pelo profissional da
educação, pois ela vem auxiliar o desenvolvimento motor e intelectual do aluno,
sendo que o corpo e a mente são elementos integrados da sua formação.
CAPÍTULO II
PSICOMOTRICIDADE NO CONTEXTO EDUCACIONAL
2.1 Psicomotricidade e suas tendências
Segundo
a
Sociedade
Brasileira
de
Psicomotricidade
(2000),
a
psicomotricidade “é a ciência que estuda o homem através do seu corpo em
movimento e em relação ao seu mundo interno e externo e de suas
possibilidades de perceber, atuar e agir com o outro, com os objetos e consigo
mesmo. Está relacionada ao processo de maturação, onde o corpo é origem
das aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas.”
A psicomotricidade evoluiu muito e hoje existem várias definições. Teve
como trajetória, o estudo basicamente teórico para depois chegar ao estudo
prático. Hoje há um equilíbrio bastante significativo entre a teoria e a prática.
Essa caminhada iniciou-se com os estudos no desenvolvimento motor da
criança, depois foi para o atraso do desenvolvimento motor até chegar no
atraso intelectual da criança.
Perceber o seu desenvolvimento maturacional foi uma das conquistas da
psicomotricidade, até chegar na posição atual como relata BUENO (1998),
“ultrapassar os problemas motores e trabalhar também a relação entre o gesto
e a afetividade e a qualidade de comunicação por indivíduos dos mesmos”.
Foi no passado e está sendo no presente esta a visão psicomotora dos
profissionais. Perceber o indivíduo como um todo e principalmente entender
que ele é um ser único e com características emocionais marcadas pelo seu
interno e também pelo seu externo.
Os profissionais de hoje já conseguem observar a necessidade de escutar
esse corpo e entendê-lo através das suas vivências e experiências de cada dia.
A Sociedade Brasileira de Psicomotricidade luta a cada dia para que os
profissionais possam atuar de forma consciente e bem estruturada. Para haver
essa leitura corporal é necessário uma formação séria e organizada.
O desenvolvimento psicomotor atua no intelectual, emocional, motor e no
aspecto expressivo do indivíduo. Para BUENO (1998), existe duas fases:
-
Primeira infância: 0 a 3 anos
-
Segunda infância: 3 a 7 anos
Completando assim, o seu processo maturacional por volta dos 8 anos.
A psicomotricidade tem objetivo principal fazer do indivíduo:
1-
um ser de comunicação
2-
um ser de criação
3-
um ser de pensamento operativo ( comunicação/ corpo/ gestualidade)
Para LAPIERRE (1984), as primeiras experiências psicomotoras que a
criança constrói, mostra pouco a pouco o seu modo pessoal de ser, sentir, agir
e reagir diante dos outros, dos objetos e do mundo que a cerca. A qualidade da
relação com o meio vai estabelecer uma saúde mental para a criança.
Portanto, a psicomotricidade é um termo empregado para uma concepção
de movimento organizado e integrado, em função das experiências vividas pelo
sujeito, cuja ação é resultante de sua individualidade, sua linguagem e sua
socialização.
Esse olhar psicomotor pode ser elaborado em vários meios. Atualmente a
psicomotricidade está inserida em vários campos de atuação. Pode-se
trabalhar no meio terrestre, no meio aquático e com o auxílio de animais (num
processo mais terapêutico).
2.2 A importância da psicomotricidade no processo ensinoaprendizagem
É de suma importância salientar que o movimento é a primeira manifestação
na vida do ser humano, pois desde a vida intra-uterina realizamos movimentos
com o nosso corpo, no qual vão se estruturando e exercendo enormes
influências no comportamento.
A partir deste conceito e através da nossa prática no contexto escolar,
consideramos que a psicomotricidade é um instrumento riquíssimo que nos
auxilia a promover preventivos e de intervenção, proporcionando resultados
satisfatórios
em
situações
de
dificuldades
no
processo
de
ensino-
aprendizagem.
Segundo Assunção & Coelho (1997, p.108) apud Lima (2008), a
psicomotricidade é a “educação do movimento com atuação sobre o intelecto,
numa relação entre pensamento e ação, englobando funções neurofisiológicas
e psíquicas”. Além disso, possui uma dupla finalidade: “assegurar o
desenvolvimento funcional, tendo em conta as possibilidades da criança, e
ajudar sua afetividade a se expandir e equilibrar-se, através do intercâmbio
com o ambiente humano”.
Os movimentos expressam o que sentimos nossos pensamentos e atitudes
que muitas vezes estão arquivadas em nosso inconsciente. Estruturas o corpo
com uma atitude positiva de si mesma e dos outros, a fim de preservar a
eficiência física e psicológica, desenvolvendo o esquema corporal e
apresentando uma variedade de movimentos.
Através da ação sobre o meio físico com o meio social e da interação como
ambiente social, processa-se o desenvolvimento e a aprendizagem do ser
humano.
É um processo complexo, em que a combinação de fatores biológicos,
psicológicos e sociais, produz nele transformações qualitativas. Para tanto
desenvolvimento envolve aprendizagem de vários tipos, expandindo e
aprofundando a experiência individual.
O professor deve estar sempre atento às etapas do desenvolvimento do
aluno, colocando-se na posição de facilitador da aprendizagem e calcando seu
trabalho no respeito mútuo, na confiança e no afeto. Ele deverá estabelecer
com seus alunos uma relação de ajuda, atento para as atitudes de quem ajuda
e para a percepção de quem é ajudado.
Diante disso, percebe-se a importância do trabalho da psicomotricidade no
processo de ensino-aprendizagem, pois a mesma está intimamente ligada aos
aspectos afetivos com a motricidade, com o simbólico e o cognitivo.
De acordo com Assunção & Coelho (1997, p 108) apud Lima (2008), a
psicomotricidade integra várias técnicas com as quais se pode trabalhar o
corpo (todas as suas partes), relacionando-o com a afetividade, o pensamento
e o nível de inteligência. Ela enfoca a unidade da educação dos movimentos,
ao mesmo tempo que põe em jogo as funções intelectuais. As primeiras
evidências de um desenvolvimento mental normal são manifestações
puramente motoras.
Diante desta visão, as atividades motoras desempenham na vida da criança
um papel importantíssimo, em muitas das suas primeiras iniciativas
intelectuais.
Enquanto explora o mundo que a rodeia com todos os órgãos dos sentidos,
ela percebe também os meios como quais fará grande parte dos seus contatos
sociais.
Portanto, a educação psicomotora na idade escolar deve ser antes de tudo
uma experiência ativa, onde a criança se confronta com o meio. A educação
proveniente dos pais e do âmbito escolar, não tem a finalidade de ensinar à
criança comportamentos motores, mas sim permite exercer uma função de
ajustamento individual ou em grupo.
As atividades desenvolvidas no grupo favorecem a integração e a
socialização das crianças com o grupo, portanto propicia o desenvolvimento
tanto psíquico como motor.
Os movimentos, as expressões, os gestos corporais, bem como suas
possibilidades de utilização (danças, jogos, esportes...), recebem um destaque
especial em nosso desenvolvimento fisiológico e psicológico.
Com base neste contexto, percebemos a importância das atividades
motoras na educação, pois elas contribuem para o desenvolvimento global das
crianças, sejam elas ditas “normais” ou com necessidades especiais.
Entretanto, as crianças passam por fases diferentes uma das outras e cada
fase exige atividades propicias para cada determinada faixa etária.
Percebe-se que a psicomotricidade é de fundamental importância no
processo de ensino dos alunos ditos “normais”.
Está importância se estende aos alunos com necessidades especiais que
precisam e devem ser trabalhos, sem distinção, para que possa existir um
processo interativo e inclusivo, possibilitando a aprendizagem a todos.
Nesse sentido, a psicomotricidade precisa ser vista com bons olhos pelo
profissional da educação, pois ela vem auxiliar o desenvolvimento motor e
intelectual do aluno, sendo que o corpo e a mente são elementos integrados da
sua formação.
CAPÍTULO III
PSICOMOTRICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
A Psicomotricidade contribui de maneira expressiva para a formação e
estruturação do esquema corporal e tem como objetivo principal incentivar a
prática do movimento em todas as etapas da vida de uma criança.
Por meio das atividades, as crianças, além de se divertirem, criam,
interpretam e se relacionam com o mundo em que vivem. Por isso, cada vez
mais os educadores recomendam que os jogos e as brincadeiras ocupem um
lugar de destaque no programa escolar desde a Educação Infantil.
A Psicomotricidade nada mais é que se relacionar através da ação, como
um meio de tomada de consciência que une o ser corpo, o ser mente, o ser
espírito, o ser natureza e o ser sociedade. A Psicomotricidade está associada à
afetividade e à personalidade, porque o indivíduo utiliza seu corpo para
demonstrar o que sente.
Oliveira (2000) comenta que a "PSICOMOTRICIDADE" é atualmente
concebida como a integração superior da motricidade, produto de uma relação
inteligível entre a criança e o meio.
Na Educação Infantil, a criança busca experiências em seu próprio corpo,
formando conceitos e organizando o esquema corporal. A abordagem da
Psicomotricidade irá permitir a compreensão da forma como a criança toma
consciência do seu corpo e das possibilidades de se expressar por meio desse
corpo, localizando-se no tempo e no espaço.
O movimento humano é construído em função de um objetivo. A partir de
uma intenção como expressividade íntima, o movimento transforma-se em
comportamento significante. É necessário que toda criança passe por todas as
etapas em seu desenvolvimento.
O trabalho da educação psicomotora com as crianças deve prever a
formação de base indispensável em seu desenvolvimento motor, afetivo e
psicológico, dando oportunidade para que por meio de jogos, de atividades
lúdicas, se conscientize sobre seu corpo.
Através da recreação a criança desenvolve suas aptidões perceptivas como
meio de ajustamento do comportamento psicomotor. Para que a criança
desenvolva o controle mental de sua expressão motora, a recreação deve
realizar atividades considerando seus níveis de maturação biológica.
A recreação dirigida proporciona a aprendizagem das crianças em várias
atividades esportivas que ajudam na conservação da saúde física, mental e no
equilíbrio sócio-afetivo.
Segundo Barreto (2000) apud Oliveira (2000), “O desenvolvimento
psicomotor é de suma importância na prevenção de problemas da
aprendizagem e na reeducação do tônus, da postura, da direcional idade, da
lateralidade e do ritmo”.
A educação da criança deve evidenciar a relação através do movimento de
seu próprio corpo, levando em consideração sua idade, a cultura corporal e os
seus interesses.
A educação psicomotora para ser trabalhada necessita que sejam utilizadas
as funções motoras, perceptivas, afetivas e sócio-motoras, pois assim a criança
explora o ambiente, passa por experiências concretas, indispensáveis ao seu
desenvolvimento intelectual, e é capaz de tomar consciência de si mesma e do
mundo que a cerca.
Bons exemplos de atividades físicas são aquelas de caráter recreativo, que
favorecem a consolidação de hábitos, o desenvolvimento corporal e mental, a
melhoria da aptidão física, a socialização, a criatividade; tudo isso visando à
formação da sua personalidade.
3.1 A Contribuição da Psicomotricidade no Desenvolvimento da Criança
A Psicomotricidade contribui de maneira expressiva para a formação e
estruturação do esquema corporal e tem como objetivo principal incentivar a
prática do movimento em todas as etapas da vida de uma criança.
Por meio das atividades, as crianças, além de se divertirem, criam,
interpretam e se relacionam com o mundo em que vivem. Por isso, cada vez
mais os educadores recomendam que os jogos e as brincadeiras ocupem um
lugar de destaque no programa escolar desde a Educação Infantil.
A Psicomotricidade nada mais é que se relacionar através da ação, como
um meio de tomada de consciência que une o ser corpo, o ser mente, o ser
espírito, o ser natureza e o ser sociedade. A Psicomotricidade está associada à
afetividade e à personalidade, porque o indivíduo utiliza seu corpo para
demonstrar o que sente.
Vitor da Fonseca (1988) apud Lima (2008, p. 27), comenta que a
"psicomotricidade" é atualmente concebida como a integração superior da
motricidade, produto de uma relação inteligível entre a criança e o meio.
Na Educação Infantil, a criança busca experiências em seu próprio corpo,
formando conceitos e organizando o esquema corporal. A abordagem da
Psicomotricidade irá permitir a compreensão da forma como a criança toma
consciência do seu corpo e das possibilidades de se expressar por meio desse
corpo, localizando-se no tempo e no espaço.
O movimento humano é construído em função de um objetivo. A partir de
uma intenção como expressividade íntima, o movimento transforma-se em
comportamento significante. É necessário que toda criança passe por todas as
etapas em seu desenvolvimento.
O trabalho da educação psicomotora com as crianças deve prever a
formação de base indispensável em seu desenvolvimento motor, afetivo e
psicológico, dando oportunidade para que por meio de jogos, de atividades
lúdicas, se conscientize sobre seu corpo.
Através da recreação a criança desenvolve suas aptidões perceptivas como
meio de ajustamento do comportamento psicomotor. Para que a criança
desenvolva o controle mental de sua expressão motora, a recreação deve
realizar atividades considerando seus níveis de maturação biológica.
A recreação dirigida proporciona a aprendizagem das crianças em várias
atividades esportivas que ajudam na conservação da saúde física, mental e no
equilíbrio sócio-afetivo.
Segundo Barreto (2000) apud Lima (2008, p. 41), “O desenvolvimento
psicomotor é de suma importância na prevenção de problemas da
aprendizagem e na reeducação do tônus, da postura, da direcional idade, da
lateralidade e do ritmo”.
A educação da criança deve evidenciar a relação através do movimento de
seu próprio corpo, levando em consideração sua idade, a cultura corporal e os
seus interesses.
A educação psicomotora para ser trabalhada necessita que sejam utilizadas
as funções motoras, perceptivas, afetivas e sócio-motoras, pois assim a criança
explora o ambiente, passa por experiências concretas, indispensáveis ao seu
desenvolvimento intelectual, e é capaz de tomar consciência de si mesma e do
mundo que a cerca.
Portanto, bons exemplos de atividades físicas são aquelas de caráter
recreativo, que favorecem a consolidação de hábitos, o desenvolvimento
corporal e mental, a melhoria da aptidão física, a socialização, a criatividade;
tudo isso visando à formação da sua personalidade.
CONCLUSÃO
A educação infantil ainda é um desafio, pois é ela que marca a vida escolar
e o inicio da aprendizagem escolar, juntamente com essa aprendizagem é
fundamental que a escola se preocupe com o desenvolvimento corporal e
motor da criança, pois isso também faz parte do seu desenvolvimento integral,
que deve ser satisfatório tanto quanto o desenvolvimento cognitivo.
A psicomotricidade ajudar muito na iniciação e no desenvolvimento e
aprendizagem da criança, pois faz com que a criança domine, tenha controle
sobre alguma coisa, isso vai lhe dando autonomia, pois existe a convivência,
seja com jogo, brincadeira, ou outro tipo de material didático confeccionado,
como um avião de papel, que pode parecer apenas um brinquedo, pode
enriquecer o pensamento e o desejo de descoberta da criança, possibilitando
maior equilíbrio e autonomia motora.
Quando as crianças brincam ou joga, além de ela entender que existem
limites e regras importante para o convívio e também para o desenvolvimento
cognitivo, ela cria autonomia motora, esse manuseio com os jogos e
brinquedos faz com que a criança se movimente mais do que se estivesse
desenhando ou lendo, esse movimento servirá para ajudar no desenvolvimento
físico-corporal da criança.
Assim, a psicomotricidade tem sua contribuição diante do processo ensino
aprendizagem, pois além de trabalhar o motor consegue trabalhar e disciplinar
o intelecto para que ele possa fluir para uma absorção maior da aquisição do
saber. Essa potencialidade da psicomotricidade tem espaço no brincar e nos
movimentos aleatórios e que a criança, pode-se ir ganhando autonomia quando
ela brinca, se movimenta, manuseia um pincel enfim, quando os movimentos
fluem de forma aleatória.
Isso é extremamente importante tanto para o desenvolvimento físico como o
cognitivo da criança, contribuindo de forma substancial para o desenvolvimento
de sua aprendizagem.
Nesse sentido, as práticas educacionais devem suscitar a aprendizagem e o
desenvolvimento como um todo das crianças para que estas cresçam de forma
integral.
BIBLIOGRAFIA
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