Imagem de País de Origem e Atitude em Relação a Filmes de Origens Diversas: A Influência do Afeto, Cognição e Comportamento. Autoria: Juliana Ferreira Ribeiro Pessoa, Eduardo André Teixeira Ayrosa Resumo A informação de país de origem faz parte do conjunto de atributos extrínsecos ao produto, ao lado da marca e preço. Esses atributos, como observado em diversas pesquisas anteriores (HAN, 1989; MAHESWARAN, 1994; AYROSA, 2000; SHETH et al., 2001), não afetam diretamente o desempenho do produto, mas podem desempenhar papel importante na avaliação do produto, atuando positiva ou negativamente sobre as opiniões de consumidores relativas à qualidade do produto em questão (CORDELL, 1992). Tas efeitos podem ser observados não apenas na avaliação de bens tangíveis (CORDELL, 1992; CHAO, 1993; LECLERC, SCHMITT & DUBÉ, 1994; LIM, DARLEY & SUMMERS, 1994) mas também produtos de conteúdo como o cinema (AYROSA, 1991; LIMA, 2004). O presente estudo tem como objetivo principal investigar as relações entre a imagem de país de origem de um filme e as atitudes de espectadores em relação a filmes de origens diversas. Também se constitui em objetivo do estudo verificar a predominância do componente afetivo, cognitivo ou comportamental na formação das atitudes dos consumidores em relação a filmes de origens diversas. As variáveis analisadas são: Imagem de País, Envolvimento com o Produto, envolvimento com o País e Atitude (Cognição, Emoção e Comportamento). Na pesquisa, foram utilizadas a análise de correlações e o teste-t de variáveis pariadas para a comparação de médias. Os resultados encontrados sugerem que a imagem de país de origem parece estar correlacionada com as atitudes dos consumidores em relação ao produto filme. Adicionalmente, foi verificado que os filmes brasileiros parecem ser vistos pelos respondentes de forma mais favorável do que os filmes franceses, iranianos, indianos e chineses. Apenas os filmes norte-americanos parecem ser vistos de forma mais favorável do que os filmes brasileiros. Tais observações confirmam tendência de recuperação da imagem dos filmes brasileiros junto ao seu público doméstico identificada em estudo de Lima (2004). A confirmação desta tendência é uma informação importante não apenas para produtores de cinema, ma também para patrocinadores e formuladores de políticas públicas, uma vez que grande esforço tem sido feito nos últimos anos para recuperar a imagem do cinema brasileiro. Os dados encontrados indicam ainda que em situações de alto envolvimento com o produto filme, quando comparado com fatores comportamentais, os fatores cognitivos exercem maior influência sobre a formação das atitudes dos indivíduos em relação ao produto filme de determinada origem. Isso indica que a avaliação de filmes é fortemente influenciada por informações disponíveis não apenas em relação ao filme em si, mas também em relação ao país ao qual ele está originariamente relacionado. 1 1. Introdução Estudos realizados em 1991 (AYROSA, 1991) e 2004 (LIMA, 2004) apontam para uma forte influência da informação sobre o país de origem de um filme sobre atitudes dos espectadores. Tais estudos, no entanto, abordaram atitudes de uma forma genérica, ignorando a possibilidade de predominância de aspectos cognitivos ou afetivos na sua formação. Assumindo que atitudes podem ser analisadas de acordo com fatores cognitivos, afetivos e comportamentais (EAGLY & CHAIKEN 1993), o presente estudo pretende analisar o efeito do país de origem de um filme sobre os componentes afetivo, cognitivo e comportamental das atitudes de cinespectadores relativas a filmes. Apesar dos estudos de Ayrosa (1991) e Lima (2004) terem apontado para um efeito negativo da origem brasileira sobre atitudes de cinespectadores, o trabalho de 2004 detecta uma tendência clara de recuperação da imagem dos filmes brasileiros. Considerando os investimentos feitos ao longo dos últimos anos, investimentos estes provavelmente motivados por programas governamentais de incentivo à produção audiovisual, e o bom desempenho do cinema brasileiro principalmente no Brasil, mas também no exterior, uma melhor compreensão da imagem do cinema brasileiro e do efeito do atributo “brasileiro”sobre as atitudes de cinespectadores é relevante. 2 Referencial Teórico 2.1. Imagem de País e Efeitos de País de Origem sobre Atitudes Poiesz (1989) sugere que, no contexto de marketing, o conceito de imagem “deve ser usado para se referir à impressão holística da posição relativa de uma marca entre os seus concorrentes percebidos” (p. 467). Assim sendo, a imagem de país está fortemente relacionada à imagem de outros países considerados no mesmo contexto de comparação. Desta forma, tal imagem é dinâmica, uma vez que é formada ao longo do tempo e está sempre passando por diversas mutações. De acordo com Kleppe (2005) a imagem de país é influenciada por fatores políticos, relacionamento histórico entre o país do produto e o do avaliador, pela forma com a qual o país lida com suas questões sociais e ambientais, pelo seu sistema legal, pelas suas relações econômicas e comerciais, sistema político, produção cultural. Para Parameswaran e Pisharodi (1994), o conceito de imagem de país evoluiu gradualmente da idéia segundo a qual as pessoas vinculam percepções estereotipadas a produtos fabricados em um determinado país. Compreendendo estereótipos como estruturas de conhecimento (ou esquemas) relativamente pobres e resistentes à mudança (FISKE & TAYLOR 1991) alguns autores vêem a imagem de país como diretamente resultante do conhecimento que se tem sobre produtos do país (NAGASHIMA, 1970), ou como uma “dica” (cue) que facilita não apenas a avaliação geral do produto (JOHANSSON 1989), mas também a avaliação de outros atributos (HAN, 1989). De acordo com Sheth et al (2001 p.295), “os efeitos de país de origem referem-se ao viés nas percepções do cliente, devido ao país em que um produto ou serviço foi fabricado”. Sendo assim, de forma simplificada, pode-se dizer que o efeito de país de origem diz respeito aos efeitos da informação que o consumidor tem sobre o país de origem do produto nas suas atitudes e comportamento com relação a esse produto. Os efeitos do país de origem, portanto, são os efeitos da imagem do país sobre avaliações de produtos a este país associados. A informação de país de origem pode estar disponível para o consumidor de forma implícita ou explícita e pode ser comunicada de várias maneiras, como por meio de selo indicativo do local de fabricação “fabricado em...”, “made in...”, “hecho em...”; pelo nome da 2 empresa; quando a pronúncia ou escrita do nome da companhia ou marca indicam ou sugerem sua origem; quando o país de origem está indicado ou sugerido no visual da embalagem do produto (AYROSA, 2000). No caso específico do produto filme, pode-se imaginar que a informação sobre o país de origem também pode ser comunicada pelo local onde se passa o filme, pelo diretor, pelo nome do filme e dos atores. 2.2. Atitudes Para Sheth et al. (2001), atitudes são formadas com base em alguma experiência com um objeto ou uma informação sobre ele. As atitudes residem na mente dos consumidores, e freqüentemente - mas não sempre - influenciam e precedem o comportamento. Sheth et al (2001) afirmam que as atitudes são avaliações feitas pelos consumidores sobre lugares, pessoas, produtos, marcas, organizações, entre outros, isto é, que atitude é uma avaliação geral e duradoura de pessoas (incluindo o próprio avaliador), objetos, anúncios ou questões. As atitudes são formadas em relação a objetos, “qualquer coisa em relação à qual uma pessoa tenha uma atitude” (SOLOMON, 2002, p. 167), que podem ser concretos como um bem tangível ou um lugar, ou abstratos como conceitos políticos, morais, ou comportamentais (aí incluída a intenção de compra). Um indivíduo passa a ter atitude a respeito de um objeto a partir do momento em que passa a responder de forma avaliativa com relação a ele. A base da avaliação feita pelos indivíduos pode ser cognitiva, afetiva ou comportamental. Segundo Eagly e Chaiken (1993) poderá haver combinação de fatores cognitivos, afetivos e comportamentais, mas geralmente haverá predominância de um deles. Respostas avaliativas cognitivas incluem pensamentos, opiniões, inferências, esquemas mentais, idéias e crenças que um indivíduo tem sobre o objeto da atitude. Respostas avaliativas do tipo afetivo consistem em sentimentos, emoções, reações fisiológicas sentidas pelas pessoas em relação ao objeto de atitude. Já as respostas avaliativas da categoria comportamental (ou conativa) abrangem as ações dos indivíduos em relação ao objeto de atitude e também a intenção de agir. Os três tipos de respostas avaliativas podem variar de extremamente positiva a extremamente negativa. (EAGLY e CHAIKEN, 1993). É importante mencionar que diferentes objetos de atitude desencadeiam diferentes reações em diferentes indivíduos. Para Eagly e Chaiken (1993), atitudes podem ser formadas principalmente ou exclusivamente a partir de um dos três fatores, ou ainda resultar de uma combinação entre eles. Segundo os autores, evidências apóiam o modelo dos componentes cognitivo, afetivo e comportamental das atitudes, assim como a possível independência desses fatores entre si. Dessa forma, por exemplo, em alguns casos, o componente emocional poderá prevalecer, ou atuar isoladamente do componente cognitivo e comportamental. Visto os três componentes, para que se possa compreender três das hipóteses que serão apresentadas adiante (H2, H3 e H4), é fundamental também compreender o conceito de envolvimento e seu papel nas atitudes dos indivíduos. 2.3. Envolvimento do consumidor De acordo com Peter e Olson (1999), envolvimento é a percepção de relevância de um assunto ou objeto. O grau de envolvimento que um indivíduo possui com um produto influenciará no esforço empregado para interpretar um estímulo e o grau de atenção que é dada à informação. Um indivíduo que exibe alto grau de envolvimento com objetos como um produto, serviço ou assunto, dedicará mais atenção às informações relacionadas a este objeto do que um indivíduo que possui baixo envolvimento com o mesmo objeto. Indivíduos com 3 alto grau de envolvimento são mais motivados a buscar e trocar informações sobre o objeto de seu envolvimento (PETER e OLSON, 1999). Ayrosa (2000) observou que dentre a maioria dos trabalhos abordados, o termo envolvimento refere-se ao indivíduo e não ao produto. De acordo com a teoria, não é o tipo ou categoria do produto que vai determinar o grau de envolvimento que os indivíduos terão em relação a ele, mas sim o indivíduo que apresentará maior ou menor envolvimento com o produto, em função da atenção despedida por ele ao produto. O envolvimento pode ser duradouro ou situacional (ROTHSCHILD & HUSTON, 1980). Seja o envolvimento situacional ou duradouro, uma pessoa apenas apresentará envolvimento em relação a um produto que considera importante porque ele a ajudará a resolver um problema que se pões em um determinado momento (envolvimento situacional), ou é alvo de interesse permanente e não diretamente relacionado à possibilidade ou mesmo efetiva intenção de compra (envolvimento permanente). No presente estudo não foi contemplada a influência do envolvimento situacional, mas apenas a do envolvimento duradouro. 3 Metodologia Foi realizado um levantamento com cinco níveis de comparação para a variável independente “país de origem”. Os cinco países escolhidos têm grandes indústrias cinematográficas, e seus filmes têm sido exibidos no Brasil. Os países são, na ordem alfabética: Brasil, EUA, França, Índia, Irã, França. As variáveis dependentes foram as seguintes: Atitudes relativas ao filme (ATF), Componente afetivo de atitude relativa a filmes (AtMedAfe), Componente cognitivo de atitude relativa a filmes (AtMedCog), Componente comportamental de atitude relativa a filmes (AtMedCom). Cada uma destas variáveis foi medida com perguntas que abordavam especificamente afeto (“EU ME SINTO em relação a filmes chineses de forma:”), cognição (“PENSANDO BEM a respeito de filmes brasileiros, minha opinião é:”), e comportamento (“Minha opinião a respeito de VER UM FILME chinês ao longo do próximo mês é:”). Cada um a destas perguntas foi respondida através de três escalas de sete pontos ancoradas com adjetivos opostos “favorável / desfavorável”, boa / ruim” e “positiva / negativa”. Foram também incluídas medidas de imagem de país (IPO) e de envolvimento permanente com cinema (ENVPAIS) e com o país de origem em questão (ENVPAIS). As medidas de imagem de país foram realizadas através da escala de Imagem de País de Origem de Ayrosa (2000). As dimensões de Imagem de País nesta escala são as seguintes: Atitudes relativas a Produtos e Serviços (ATPS), Resposta Afetiva relativa ao País (ATCTRY), Atitudes relativas às artes do país (ATARTS), Marketing do país (ATMKT) e Importância no cenário global (ATGLCO). A variável “envolvimento duradouro” será medida utilizando-se uma nova escala RPII, reformulada, traduzida, testada e validada em Ayrosa (2001). Tal escala foi desenvolvida a partir da escala RPII, criada por (MCQUARRIE e MUSON,1991). No que se refere às escalas de envolvimento duradouro, seja com o produto ou com o país, foi visto que é possível utilizar a escala proposta em Ayrosa (2001) para envolvimento duradouro com o produto cinema/filme, sem perda de qualidade. Para o presente estudo foram incluídas no instrumento de coleta de dados 5 questões utilizadas em Ayrosa (1991), com o objetivo de abordar aspectos complementares do envolvimento com o produto e 10 questões que têm com o objetivo verificar, de forma mais abrangente, o grau de envolvimento duradouro do indivíduo, com o país em questão. Tanto a escala de imagem de país de origem, quanto as escalas de envolvimento com o produto e com o país, são do tipo diferencial semântico de sete pontos. 4 Coeficientes alfa de Cronbach de todas as escalas mantiveram-se acima do valorlimite sugerido por Nunnally (1994) de 0,7. Assim sendo, as escalas usadas no estudo mostraram-se confiáveis. 3.1 População e Amostra A população do presente estudo constituiu-se por cinespectadores, ou seja, indivíduos que, mesmo que com frequência pequena, vão ao cinema regularmente. Tendo em mente o tamanho desta população e o volume limitado de recursos disponível para a realização do estudo, a população foi limitada a estudantes de cursos de graduação, pós-graduação e mestrado de universidades localizadas na cidade do Rio de Janeiro, a saber, UNIGRANRIO, IBMEC, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Para a coleta dos dados, foram utilizados questionários auto-administrados. Cinco versões diferentes dos questionários foram de cinco tipos, cada um correspondendo a um dos tratamentos que variaram apenas na indicação do país abordado, sendo o tipo 1 para China, tipo 2 para França, tipo 3 para Irã, tipo 4 para Índia e tipo 5 para EUA. Cada questionário inclui medidas de atitude relativas a filmes originários do Brasil e de um dos outros cinco países. Assim sendo, espera-se que os respondentes respondam às perguntas com os dois países em mente. Dos 310 questionários impressos, 252 foram respondidos de forma adequada, o que corresponde a um índice de aproveitamento de 81,3% do total dos questionários impressos. 3.2 Descrição da Amostra Com base nos dados obtidos, 79,2% do total da amostra era composta por alunos em nível de graduação, 9,2% em nível de pós-graduação e 11,6% em nível de mestrado. A amostra é composta por 44,6% de homens e 55,4% de mulheres. No que se refere à idade, temos: 16,8% dos casos válidos de respondentes entre 15 e 20 anos, 46,8% entre 21 e 25 anos, 14,4% entre 26 e 30 anos, 6,4% entre 31 e 35 anos, 6,0% entre 36 e 40 anos e 9,6% acima de 40 anos. No que se refere à classificação econômica, foi utilizado o Critério de Classificação Econômica Brasil (CCEB), desenvolvido pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP). Foi verificado que 58,4% dos respondentes pertencem à classe A, 30,5% pertencem à classe B, 10,7% pertencem à classe C e 0,4% pertence à classe E. De acordo com os questionários respondidos, 95,2% dos respondentes informaram que costumam assistir a filmes no cinema (os 4,8% que não vão ao cinema foram removidos da amostra). Entre os respondentes, 87,3% costumam ir ao cinema entre 1 e 4 vezes por mês; 94,8% dos respondentes costumam assistir filmes na televisão; e 94% dos respondentes informaram que possuem o hábito de assistir filmes em DVD. Esses dados indicam que a os participantes da pesquisa estão familiarizados com o produto filme, objeto de atitude em questão. 3.3 Definição das Hipóteses Inicialmente foram desenvolvidas as seguintes perguntas de pesquisa: P1: Existe correlação entre a imagem de país de origem de um filme e as atitudes dos indivíduos em relação ao produto filme de uma determinada origem? 5 P2: Existe predominância de algum dos três componentes das atitudes: afeto, cognição e comportamento, na formação das atitudes dos indivíduos em relação a filmes de origens diversas? Para que se pudesse responder às perguntas de pesquisa, foram desenvolvidas as hipóteses apresentadas no quadro abaixo: Quadro 1: Definição das Hipóteses Hipótese Relação Hipotetizada Existe correlação entre a imagem de país e as atitudes dos IPO <-> ATF indivíduos em relação ao produto filme. Em situações de baixo (versus alto) envolvimento com o produto filme, a média do componente afetivo de atitudes relativas a AtMedAfe > AtCog filmes será significativamente mais alta do que as médias H2 verificadas para os componentes cognitivo e comportamental, AtMedAfe > AtCom nas atitudes dos espectadores, em relação a filmes de diversas origens. H1 Em situação de alto (versus baixo) envolvimento com o produto filme, a média do componente cognitivo será mais alta do que as AtMedCog > AtAfe H3 médias dos componentes afetivo e comportamental, nas atitudes AtMedCog > AtCom dos indivíduos em relação a filmes de diversas origens. Em situações de alto (versus baixo) envolvimento com o país de AtMedAfe > AtCog origem do filme, a média do componente afetivo será mais alta H4 do que a média dos componentes cognitivo e comportamental nas AtMedAfe > AtCom atitudes dos consumidores em relação ao produto filme. 4 Análise dos Dados 4.1 Teste Hipótese H1 - Existência de Correlação entre Imagem de País e Atitude As variáveis AtMedCog, AtMedCom e AtMedAfe representam, respectivamente, a média das respostas dos entrevistados no que se refere ao componente cognitivo, comportamental e afetivo, de formação das atitudes. Essas variáveis foram criadas a partir das três questões constantes no instrumento de coleta de dados, destinadas a medir cada um dos três componentes das atitudes. As variáveis ATPS, ATCTRY, ATARTS, ATMKT e ATGLCO, representam as cinco dimensões originais de imagem de país, respectivamente, atitude em relação a produtos e serviços do país, afeto em relação ao país, habilidade em artes, aspectos de marketing e importância global. Os valores para essas variáveis foram obtidos por meio das 15 questões constantes no questionário, destinadas a verificar cada um dos cinco aspectos da imagem de país. Para a presente pesquisa o grau de significância será fixado em 0,05 ou 5%. A matriz de correlação disposta adiante apresenta todas as intercorrelações entre as variáveis AtMedCog, AtMedCom e AtMedAfe, com ATPS, ATCTRY, ATARTS, ATMKT e ATGLCO. 6 Como pode ser visto na matriz de correlação, as variáveis imagem de país e atitude em relação ao cinema do país correspondente apresentam índices de correlação positivos e significativos (p < 0,01) na maioria dos casos, o que indica que a variável imagem de país está relacionada com a atitude dos respondentes em relação ao filme produto do país. A correlação verificada é moderada na maio parte dos casos, sendo a mais forte (0,379, p < 0,01) a correlação entre Afeto relativo ao país (ATCTRY) e Componente afetivo de atitudes (AtMedAfe), e a mais fraca (0,153, p < 0,05) aquela entre Aspectos de Marketing (ATMKT) e Componente afetivo de atitudes (AtMedAfe). Assim sendo, é possível confirmar as expectativas levantadas pela hipótese H1, segundo a qual existe correlação significativa entre imagem de país de origem e atitude em relação aos filmes de origem correspondente. 4.2 Teste Hipóteses H2 e H3 - Relação Entre o Nível de Envolvimento Duradouro e os Três Componentes das Atitudes: Afeto, Cognição e Comportamento Estas três hipóteses buscaram verificar a relação entre o grau de envolvimento do indivíduo em relação ao cinema ou em relação ao país e as diferentes influências dos componentes afeto, cognição e comportamento, na formação das atitudes. Para que as hipóteses H2, H3 e H4 pudessem ser testadas, as observações foram divididas em quatros grupos: alto envolvimento duradouro com cinema e baixo envolvimento duradouro com cinema, alto envolvimento duradouro com o país e baixo envolvimento duradouro com o país. 7 A separação foi realizada com base na mediana de cada variável. Para envolvimento com cinema foi considerado pertencente ao grupo de baixo envolvimento as observações com valores entre 0 e 53, e de alto envolvimento o grupo com observações com valores de 54 em diante. As variáveis ENVCINE e ENVPAIS referem-se às respostas encontradas para envolvimento com cinema e envolvimento com o país, respectivamente. Tabela 2: Estatísticas Descritivas ENVCINE e ENVPAIS. ENVCINE ENVPAIS N Válido 247 248 Perdido 5 4 Média 51,8 41,0 Mediana 53 41 Moda 53 29(a) Desvio Padrão 9,7 14,1 Percentis 25 45 29 50 75 53 59 41 50 (a) Existência de modas múltiplas. Valor menor mostrado. Da mesma forma, a separação em grupos de alto envolvimento duradouro com o país e baixo envolvimento duradouro com o país foi realizada com base na mediana da categoria. Foram consideradas pertencentes ao grupo de baixo envolvimento em relação ao país analisado, as observações com valores entre 0 e 41, e de alto envolvimento com o país analisado, o grupo com observações de valores acima de 42. O procedimento univariado adotado para analisar se existe diferença significativa entre as médias dos grupos é o teste T com variáveis pareadas. A média mais alta numa categoria indica que os respondentes apresentam respostas avaliativas mais favoráveis naquela categoria do que nas demais. No caso da hipótese 2 (H2) esperava-se que a média das respostas verificadas entre os indivíduos que apresentam baixo envolvimento duradouro com cinema, para o componente afetivo fosse significativamente superior às médias das respostas verificadas para os componentes cognitivo e comportamental. A hipótese nula, por sua vez, assume que não há diferença significativa entre as médias das três categorias. A tabela 3 apresenta os resultados referentes ao teste da hipótese 2 (H2). Tabela 3: Médias dos três componentes das atitudes para os grupos dos sujeitos que apresentaram baixo e alto nível de envolvimento duradouro em relação a cinema. H2 e H3 Envolvimento com Cinema Atitude ENV BAIXO (N) ENV ALTO (N) AtMedAfe 4,08 4,91 AtMedCog 4,05 4,88 a AtMedCom 3,90 4,64 a a Médias são diferentes em 5% dos casos ou menos. Comparações apenas ao longo das colunas da tabela. A tabela 4, por sua vez, apresenta o resultado do Teste-t de comparação pareada para H2. 8 Tabela 4: Resultado do teste-t de comparação pareada para H2. Média do Desvio Média N Desvio T Padrão Padrão AtMedAfe 4,0892 127 1,77701 ,15768 0,583 Par 1 AtMedCog 4,0499 127 1,77682 ,15767 AtMedAfe 4,0807 128 1,77261 ,15668 1,575 Par 2 AtMedCom 3,8958 128 2,06701 ,18270 a df Sig. (bi(Graus de caudal) Liberdade) 126 0,561 127 0,118 Envolvimento com cinema 2 grupos = 1,00 Como observado na tabela acima, a relação hipotetizada na H2 não se confirma, uma vez que a diferença entre a média do componente afetivo (AtMedAfe) não é significativamente maior do que a média do componente cognitivo (AtMedCog) ou do componente comportamental (AtMedCom). Sendo assim, a hipótese nula H2 não pode ser rejeitada. No caso da terceira hipótese (H3), esperava-se que a média das respostas verificadas entre os indivíduos que apresentam alto envolvimento duradouro com cinema, para o componente cognitivo fosse significativamente superior às médias das respostas verificadas para os componentes afetivo e comportamental. A hipótese nula, no entanto, assume que não há diferença significativa entre as médias das três categorias. Para que fossem calculadas as médias das três categorias e realizado o teste-t, usou-se a separação dos grupos pela mediana, conforme descrito anteriormente. Tabela 5: Resultado do teste-t de comparação pareada para H3. Média do Desvio Média N Desvio T Padrão Padrão AtMedCog 4,8764 116 1,67420 ,15545 -0,432 Par 1 AtMedAfe 4,9080 116 1,61430 ,14988 AtMedCog 4,8899 115 1,67525 ,15622 2,064 Par 2 AtMedCom 4,6406 115 2,02381 ,18872 a df Sig. (bi(Graus de caudal) Liberdade) 115 0,667 114 0,041 Envolvimento com cinema 2 grupos = 2,00 Como observado na tabela 5, a diferença entre a média do componente cognitivo (AtMedCog) não é significativamente maior do que a média do componente afetivo (AtMedAfe). No entanto a diferença observada entre as médias do componente cognitivo (AtMedCog) e do componente comportamental (AtMedCom) mostra-se significativa, uma vez que apresenta significância bi-caudal igual a 0,041. Sendo assim, no que se refere à H3, rejeita-se parcialmente a hipótese nula. 4.3 Teste Hipótese H4 Por fim, no teste de H4 buscou-se verificar a existência de diferença significante entre a média verificada para o componente afetivo em relação ao componente cognitivo e o componente comportamental, na formação das atitudes em relação ao produto filme de origens diversas, entre os indivíduos que apresentaram alto nível de envolvimento com o país correspondente. 9 Para que se pudesse rejeitar a hipótese nula (Ho), esperava-se que em situações de alto envolvimento duradouro com o país de origem do filme, a média do componente afetivo fosse significativamente maior do que a média dos componentes cognitivo e comportamental nas atitudes dos consumidores em relação ao produto filme de mesma origem. A tabela 6 apresenta os dados referentes ao teste de comparação das três médias. Tabela 6: Médias dos três componentes das atitudes para os grupos dos sujeitos que apresentaram baixo e alto nível de envolvimento duradouro com o país de origem. H4 Envolvimento com País Atitude ENV BAIXO (N) ENV ALTO (N) AtMedAfe 3,80 5,14 AtMedCog 3,68 5,16 AtMedCom 3,41 5,02 A média verificada para o componente afetivo, em situações de alto envolvimento duradouro com o país de origem foi 5,14, enquanto a média encontrada para o componente cognitivo foi 5,16. Como para que se possa rejeitar a hipótese nula é necessário que a média do componente afetivo seja maior e que haja diferença significativa entre elas, percebe-se que não é necessário recorrer à significância estatística, uma vez que AtMedAfe < AtMedCog. Resta ainda comparar as médias dos componentes afetivo e comportamental. Como pode-se concluir a partir dos dados dispostos na tabela 6, AtMedAfe apresenta valor mais alto do que o encontrado para AtMedCom, no entanto, considera-se a diferença entre as médias apenas se houver significância estatística entre elas. Tabela 7: Resultado do teste-t de comparação pareada para H4. Média do Desvio Média N Desvio T Padrão Padrão AtMedAfe 5,1457 119 1,61539 ,14808 -0,213 Par 1 AtMedCog 5,1597 119 1,53726 ,14092 AtMedAfe 5,1457 119 1,61539 ,14808 1,019 Par 2 AtMedCom 5,0168 119 1,86748 ,17119 a df Sig. (bi(Graus de caudal) Liberdade) 118 0,831 118 0,310 Envolvimento com pais 2 grupos = 2,00 Para a comparação entre as médias de AtMedAfe e AtMedCom (Tabela 7) foi encontrado o valor t = 1,019 e significância bi-caudal = 0,310, o que indica que também não existe diferença significativa entre as médias dos componentes afetivo e comportamental. Dessa forma, a hipótese nula H4 não pode ser rejeitada. 4.4 Resultados Adicionais Os resultados adicionais referem-se à comparação entre atitudes dos indivíduos em relação a filmes brasileiros versus atitude em relação a filmes de origem norte-americana, indiana, francesa, iraniana e chinesa. Para verificar tal relação foram analisadas as médias das atitudes dos respondentes em relação a filmes brasileiros, versus filmes chineses, franceses, iranianos, indianos e norte-americanos. A Tabela 8 adiante apresenta as médias por 10 componente das atitudes (cognição, comportamento e afeto), para o Brasil e para os demais países. A comparação foi realizada entre a média de cada um dos componentes das atitudes, em relação a filmes brasileiros e a média de cada um dos componentes das atitudes, correspondente a filme de cada uma das origens estudadas (chinesa, francesa, iraniana, indiana e norte-americana). O resultado mostrou que os respondentes demonstram atitude mais favorável sobre filmes brasileiros do que sobre filmes chineses, franceses, indianos e iranianos. Foram encontradas diferenças significativas entre as atitudes dos respondentes em relação a filmes brasileiros e chineses, brasileiros e franceses, brasileiros e iranianos e brasileiros e indianos. A comparação entre as médias das atitudes sobre filmes brasileiros e filmes norteamericanos foi considerada significativa apenas a 0,05%, para o componente comportamental, com atitude mais favorável para filmes norte-americanos, o que pode indicar que a decisão por facilidade de acesso, maior oferta, entre outros fatores. 5 Conclusões Os resultados do presente estudo sugerem que a imagem do país de origem parece estar positivamente correlacionada com as atitudes dos consumidores em relação ao produto filme. Conclui-se, também, que: a) Em situações de baixo envolvimento com o produto filme parece não haver diferença entre as médias dos componentes afetivo e cognitivo, e afetivo e comportamental. Dessa forma, entende-se que não há predominância do componente afetivo na formação de tais atitudes; 11 b) Em situações de alto envolvimento com o produto filme, houve diferença significativa entre as médias dos componentes cognitivo e comportamental, mas não entre as médias dos componentes cognitivo e afetivo; Com base nos dados encontrados supõe-se que, em situações de alto envolvimento com o produto, quando comparado com fatores comportamentais, os fatores cognitivos exercem maior influencia sobre a formação das atitudes dos indivíduos em relação ao produto filme de determinada origem. No entanto, quando comparado com fatores afetivos, os fatores comportamentais não parecem influenciar a formação das atitudes, de forma mais intensa. Como já notado por Eagly e Chaiken (1993) e Solomon (2002), o componente cognitivo refere-se aos pensamentos e às crenças dos indivíduos com relação a um objeto de atitude, enquanto o componente comportamental envolve as intenções de um indivíduo sobre fazer algo em relação a um objeto de atitude ou ação propriamente dita. Ocorre que, de acordo com os autores, a intenção não necessariamente resulta num comportamento real. Os resultados encontrados nos testes das hipóteses H2 e H4 vão de encontro à teoria de Eagly e Chaiken (1993), de acordo com a qual, na base da avaliação feita pelos indivíduos haverá combinação de fatores cognitivos, afetivos e comportamentais, mas geralmente haverá predominância de um deles. No presente caso, não parece haver predominância de nenhum fator. A forma de combinação dos fatores, no entanto, que não foi objeto deste trabalho, pode ser investigada em pesquisas futuras. Entre as hipóteses do trabalho, apenas para a H3 foi possível verificar predominância do componente cognitivo, em relação ao componente comportamental, em situações de alto envolvimento com o produto filme. Com base nos dados encontrados supõe-se que, quando comparado com fatores comportamentais, os fatores cognitivos exercem maior influencia sobre a formação das atitudes dos indivíduos em relação ao produto filme de determinada origem. No entanto, quando comparado com fatores afetivos, os fatores comportamentais não parecem influenciar a formação das atitudes, de forma significativamente superior. No que se refere aos resultados adicionais, foi possível concluir que os filmes brasileiros parecem ser vistos, pelos universitários, de forma mais favorável do que os filmes franceses, iranianos, indianos e chineses. Este resultado vai ao encontro da tendência identificada por Lima (2004), segundo a qual os filmes brasileiros foram mais bem avaliados pelo público consultado do que em outro estudo realizado em 1991 por Ayrosa. No estudo de 2004 todas as médias das características dos filmes pesquisadas apresentaram resultados mais positivos que em 1991. Ainda no que se refere à comparação das médias das atitudes em relação a filmes brasileiros e das demais nacionalidades, foi possível concluir que apenas os filmes norteamericanos parecem ser vistos, pelos universitários, de forma mais favorável do que os filmes brasileiros. Tal conjunto de evidências indica que “a presença de um viés anti-nacionalista em relação ao cinema brasileiro” identificada por Ayrosa em 1991 (p. 103) e parcialmente confirmada por Lima em 2003 não mais se verifica. Ao que parece, após tantos anos, o cinema brasileiro se desvencilhou da imagem, vigente nas décadas de 70 e 80, de país produtor de filmes pornográficos e pornochanchadas. Atitudes relativas ao cinema brasileiro mudam juntamente com as atitudes dos brasileiros em relação ao próprio país. O resultado encontra respaldo na teoria comentada em Johansson (1988), segundo a qual, atitudes em relação à informação de país de origem mudam com o tempo, isto é, países podem gozar de imagem favorável sobre um produto em um momento e noutro gozar de imagem negativa em relação ao mesmo produto ou vice-versa. Com base nos dados examinados, é possível concluir que não é verificada atualmente, entre os universitários, desvalorização de filmes brasileiros, frente às obras das outras nacionalidades. 12 Deve-se considerar como um dos motivos influentes na recuperação do cinema brasileiro as ações de apoio financeiro ao setor, esforços de divulgação nacionalmente e no exterior, promovidos por empresas públicas e privadas, secretarias e agências de estado. Pode ser visto também como fator influente o reaparecimento de cursos na área e capacitação de mão de obra para o setor. Não se pode deixar de ressaltar que numa época onde a globalização dos mercados está presente e este movimento tem como conseqüência a padronização dos bens tangíveis e dos serviços, o conhecimento e a produção cultural dos países constituem um diferencial competitivo fundamental e um instrumento de afirmação da identidade de um povo. Considerando-se os resultados alcançados, com base na amostra estudada, têm-se condições de responder as perguntas formuladas no início desta pesquisa e reproduzidas abaixo: P1: Existe correlação entre a imagem de país de origem de um filme e as atitudes dos indivíduos em relação ao produto filme de uma determinada origem? Com base nos dados coletados entre a amostra estudada é possível concluir que existe correlação positiva entre imagem de país de origem de um filme e as atitudes dos indivíduos em relação ao produto filme de tal origem. Isto é, se o país é avaliado de forma positiva, as atitudes em relação ao produto do país, nesse caso filmes, serão mais favoráveis. P2: Pode-se imaginar que existe predominância de um dos três componentes das atitudes: afeto, cognição e comportamento, na formação das atitudes dos indivíduos em relação a filmes de origens diversas? Foi verificada predominância apenas em situações de alto envolvimento com o produto filme, uma vez que houve diferença significativa entre as médias dos componentes cognitivo e comportamental. Nas demais hipóteses testadas não foi possível encontrar diferença significante entre as médias dos componentes de forma a concluir que sempre haverá diferença significativa. Sendo assim, pode-se concluir que de fato pode haver predominância de um dos componentes das atitudes: afeto, cognição e comportamento. No que se refere aos componentes das atitudes, é possível concluir ainda que, mesmo não havendo diferenças significativas, nos testes realizados o componente afetivo apresentou médias mais altas, sendo seguido respectivamente pelo componente cognitivo e comportamental, o que deixa clara a necessidade de pesquisas complementares envolvendo a importância do componente afetivo na formação das atitudes. 13 REFERÊNCIAS AYROSA, Eduardo André Teixeira. As Percepções de Filmes Brasileiros e Estrangeiros Uma Investigação entre Universitários. Rio de janeiro – RJ. COPPEAD/UFRJ. 1991. ______. Some Notes on the Development of Country of Origin Effects, Arché Interdisciplinar, 26, p. 181-214. 2000. BILKEY, W. J. e Nes, E. (1982). Country of Origin Effects on Product Evaluation. Journal of International Busines Studies, Spring-Summer, pp. 89-99. BRASIL. Medida Provisória n. 2.228 de 6 de setembro de 2001. Estabelece princípios gerais da Política Nacional do Cinema, cria o Conselho Superior do Cinema e a Agência Nacional do Cinema - ANCINE, institui o Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Cinema Nacional - PRODECINE, autoriza a criação de Fundos de Financiamento da Indústria Cinematográfica Nacional - FUNCINES, altera a legislação sobre a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2228-1.htm#art77>. Acesso em: 11 de novembro de 2007. CHAO, P. Partitioning Country of Origin Effects: Consumer Evaluations of a Hybrid Product. Journal of International Business Studies, v.24, n.Second Quarter, p.291-306. 1993. CORDELL, Victor V. Effects of Consumer Preferences for Foreign Sourced Products. Journal of International Business Studies. Second Quarter; 23, 2. p. 251-269. 1992. EAGLY, A. H. e S. Chaiken. The Psychology of Attitudes. Orlando, FL: Harcourt Brace. 1993. FISKE, S. T., & Taylor, S. E. (1991). Social Cognition (2nd. ed.): McGraw-Hill. HAIR Jr., Joseph F.; Anderson, Rolph E.; Tatham, Ronald L. e Black, William. Análise Multivariada de Dados. Tradução Adonai Schlup Sant’Anna e Anselmo Chaves Neto. Porto Alegre – RS. Bookman, 2005. HAN, Min. C. County Image: Halo or Summary Construct? Journal of Marketing Research. Vol. XXVI (May, 1989). p. 222-229. 1989. ______. The Role of Consumer Patriotism in the Choice of Domestic versus Foreign Products. Journal of Advertising Research. June-July 1988. p. 25-32. 1988. ______. Testing the Role of Country Image in Consumer Choice Behavior.Wayne State University. European Journal of Marketing, Vol. 24 – 6. p. 24-40. 1990. JOHANSSON, J. K. Determinants and Effects of the Use of "Made-in" Labels. International Marketing Review, v.6, n.1, p.47-58. 1989. KLEPPE, Ingeborg Astrid. Country Image: A Reflection of the Significance of the Other. Advances in Consumer Research. Vol. 32, p. 295-301. 2005. 14 LECLERC, F. e J. D. C. Little. Can Advertising Copy Make FSI Coupons More Effective? Journal of Marketing Research, v.XXXIV, n.November, p.473-484. 1997. LIM, J. S., W. K. Darley, et al. An Assessment of Country of Origin under Alternative Presentation Formats. Journal of the Academy of Marketing Science, v.22, n.3, p.274-282. 1994. LIMA, Carlos Alberto da Silva. O Cinema Brasileiro Ainda Queima o Filme? – Reestudando atitudes relativas a filmes nacionais. Rio de Janeiro – RJ. FGV/EBAPE. 2004. MAHESWARAN, Durairaj. Country of Origin as a Stereotype: Effects of Consumer Expertise and Attribute Strength on Product Evaluations. Journal of Consumer Research, inc. Vol. 21. September 1994. p. 354-365. 1994. McQUARRIE, E. F. e J. M. Munson. A Revised Product Involvement Inventory: Improved Usability and Validity. In: J. F. Sherry e B. Sternthal (Ed.). Advances in Consumer Research. Provo, UT: The Association for Consumer Research, v.19, 1991. NAGASHIMA, A. A Comparison of Japanese and U.S. Attitudes Towards Foreign Products. Journal of Marketing, v.34, n.January, p.68-74. 1970. NUNNALLY, J. C. e I. H. Bernstein. Psychometric Theory. New York: McGraw-Hill, Inc. 1994 PARAMESWARAN, Rawi and Pisharodi, R. Mohan. Facets of Country of Origin Image: An Empirical Assessment. Journal of Advertising, Vol. XXIII, Number I, p. 43-56. 1994. POIESZ, B. C. (1989). The Image Concept. Journal of Economic Psychology, 458. PETER, J. Paul and Olson, Jerry C. Consumer Behavior and Marketing Strategy. Irwin/ Mc-Graw-Hill. 1999. ROTHSCHILD, M. L. e M. J. Houston. Individual Differences in Voting Behaviour: Further Investigations of Involvement. In: J. C. Olson (Ed.). Advances in Consumer Research, 1980. SHETH, Jagdish N; Mittal, Banwari e Newman, I Bruce. Comportamento do Cliente, indo além do comportamento do consumidor. Tradução Lenita M. R. Esteves, Atlas. São Paulo, 2001. SOLOMON, Michael R. O Comportamento do Consumidor: comprando, possuindo e sendo. Trad. Lene Belon Ribeiro – 5. ed. Porto Alegre. Bookman, 2002. SOLOMON, R. C. The Philosophy of Emotions. In: M. Lewis e J. M. Haviland (Ed.). Handbook of Emotions. New York: The Gilford Press, 1993. The Philosophy of Emotions 15