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MEIO AMBIENTE: UMA QUESTAO DE CONSCIENTIZACÃO E
PRESERVACÃO DO HOMEM EM PROL DE SUA PRÓPRIA
SOBREVIVÊNCIA
Patrícia Edí Ramos
Escola Estadual Maria Eduarda Pereira Soldera
São José dos Quatro Marcos
INTRODUCÃO
Este trabalho tem por objetivo uma pesquisa acerca dos elementos que
compõem as práticas de gestão ambiental, pois é de suma importância que a
sociedade se conscientize da extrema necessidade de se preservar o meio
ambiente. A questão ambiental tomou espaço e se tornou uma preocupação
tanto de organizações governamentais como não governamentais e também do
mercado internacional, ambos interessados em demonstrar comprometimento
com o meio ambiente, buscando controlar os impactos ambientais das suas
atividades, produtos ou serviços, tendo em consideração a sua política e
objetivos ambientais, fatores esses que contribuem para o trabalho nas
empresas de acordo com as legislações e normatizações.
Para dar inicio ao nosso estudo nos atentamos a analisar a expressão
meio ambiente, que podemos defini lá como tudo aquilo que nos cerca, ou seja,
o céu, a terra, o ar, as águas, as árvores, as construções, os municípios, os
estados, os países, mais especificamente trata do mundo em si.
Desde o inicio da civilização, o ser humano vem fazendo uso frequente
dos recursos naturais, ainda nos tempos da caverna o homem caçava, pescava
e coletava produtos da fauna e flora para alimentação e vestimentas, tudo isso
se intensificou a medida que o homem passou a percorrer o mundo. Com o
passar dos anos e desenvolvimento da agricultura e a domesticação de
animais, o homem passou também a utilizar de maneira intensa os recursos
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minerais, algumas vezes como material para construção e outra vezes como
instrumentos para diversos tipos de trabalhos.
Por muito tempo os recursos naturais foram vistos como algo que nunca
teria fim, porém com o passar dos anos e com os desgastes causados a
natureza devida toda industrialização, o homem começou a perceber que isto
não passava de uma mera ilusão, e a partir deste momento o meio ambiente
deixou de ser visualizado como uma fonte inesgotável de recursos e passou a
fazer parte da preocupação de toda a humanidade.
A partir do momento em que o homem passou a perceber que a forma
de vida que levava estava resultando na escassez dos recursos e causando a
degradação do meio ambiente, começou uma busca incansável por alternativas
que recuperasse os recursos naturais e ajudasse na restauração dos recursos
ambientais. Foi a partir daí que a sociedade em geral passou a cobrar das
empresas, uma maneira delas aliar suas atividades a conservação do meio
ambiente, visto que estas são as maiores causadoras dos danos ambientais.
Não podemos deixar de observar a suma importância que tem o espaço
que a mídia tem dado ao assunto, pois é através de discussões, da pressão
das organizações governamentais e até mesmo não governamentais e da
exigência do mercado internacional que as empresas começaram a implantar
soluções para os problemas ambientais, tudo isso resultou no aumento de
empresas com o Sistema de Gerenciamento Ambiental (SGA), este tem a
função de verificar se os objetivos estabelecidos estão sendo alcançados, mas
para que isso aconteça é preciso também à implantação da Auditoria
Ambiental, uma ferramenta que contribui efetivamente na eficácia de bons
resultados do sistema.
Diante de todo esse patamar é imprescindível que consideremos a vida
em harmonia com o meio ambiente como um fator determinante para nossa
sobrevivência e a sobrevivência de tudo que nos cerca. E foi pensando em
tudo que estamos presenciando nos dias atuais com os ecossistemas e mais
precisamente com a natureza que tem respondido ao homem todos os danos
que este o causou que surgiu o interesse em ler, estudar, pesquisar e refletir
sobre o meio ambiente e tudo que interfere neste, pensando que atualmente
sou uma professora atuante em uma escola da zona rural, e que é meu papel
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não só meu, mas como de todos educadores orientar e esclarecer todos os
educando sendo esta uma forma de auxiliar na formação de cidadãos críticos e
conscientes de seu papel perante a sociedade e ao meio em que vive.
MEIO AMBIENTE RESPEITAR PARA SE TER UMA QUALIDADE DE
VIDA
A relação de vida do homem com o meio ambiente corresponde
especificamente ao modo de vida, ou melhor, de construir o seu meio de
viver, pois suas ações refletem diretamente na qualidade de vida do meio
ambiente, se tornando uma questão econômica e de sobrevivência de ambos.
Todo enfoque ao redor da degradação da vida ambiental, tem haver com
o fato dos recursos naturais estarem se esgotando, ou melhor, a natureza não
tem conseguido se recuperar perante as ações humanas, a partir do progresso
com a industrialização, o homem se mostrou capaz de alterar totalmente o
meio ambiente, assim surgiu à necessidade de conciliar o modo de vida do ser
humano com a proteção ao meio ambiente.
Somente há poucas décadas, em decorrência de catástrofes ambientais,
índices alarmantes de poluição e a constatação de que os limites da natureza
estavam sendo superados foi que se iniciou um movimento em favor da
utilização racional dos recursos naturais. Essa decorrência de fatores se deve
aos estágios de relacionamentos, pelos quais o ser humano vem passando em
seu processo de evolução através dos tempos.
Em principio, movido pela preocupação com as forças da natureza e o
desejo de segurança relacionado ao medo e ao respeito, gerou o espírito de
cooperação mútua e a organização social. Trabalhava-se para o sustento do
grupo o que gerava mais segurança e pouca interferência nos ecossistemas da
época, um período em que o homem retirava da natureza somente o
necessário para a sua sobrevivência.
Logo, o homem começa a se sentir autoconfiante, e então se inicia o
período de adaptação do meio às necessidades do homem, como por exemplo,
a domesticação de animais selvagens e o surgimento de atividades agrícolas
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garantindo alimento para todos, o que propicia o crescimento populacional.
Agora já fortalecido diante aos desafios da vida social, a vida em harmonia com
a natureza se transforma em agressão devido todo desenvolvimento,
urbanização, industrialização a mineração intensiva, processos que geram um
progresso a qualquer custo. No entanto, todo esse desenvolvimento tem
propiciado o surgimento de sentimentos em relação ao mundo, como os
sentimentos de responsabilidade social, ética ambiental e consciência coletiva,
ou seja, novamente o homem terá que ajustar suas necessidades às
características do meio se quiser preservar a vida de sua própria espécie.
Cuidar do meio ambiente é muito mais que o uso da razão, da ciência e
da tecnologia, passou a ser uma questão de sobrevivência. Para Ribeiro
(1998), as mudanças de valores, mentalidade e comportamento são
fundamentais para o futuro da espécie humana, em que o limite norteia uma
situação que o consumismo e os valores materialistas exercem pressão sobre
os recursos naturais.
Quando nos atentamos para as questões ambientais, não se trata
apenas do nosso Brasil, mas sim de uma questão de nível internacional, o meio
ambiente é uma preocupação mundial. O crescimento populacional urbano e o
desenvolvimento industrial desenfreado têm gerado enormes degradações
ambientais, podemos citar como exemplos significativos deste fator o aumento
de temperatura do planeta, a destruição da camada de ozônio, o esgotamento
acelerado dos recursos naturais, entre muitos outros fatores.
Estas situações pôs o mundo todo a pensar e buscar por novas práticas
de desenvolvimento econômico que preservem a natureza. A esse respeito
Cavalcanti (1998) relata que a economia não pode ser vista como algo à parte
da natureza, a sustentabilidade implica o requisito de que os conceitos e
métodos a serem usados na ciência econômica devem levar em conta as
restrições ambientais ao desenvolvimento social.
As relações entre ambiente e desenvolvimento econômico estão
estritamente ligadas e devem buscar sempre o eixo da sustentabilidade, ou
seja, como o próprio significado da palavra sustentável já traz que não envolva
riscos ambientais. O termo sustentabilidade foi bem explicado pela primeira vez
pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente das Nações Unidas, que o definiu
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da seguinte maneira: “é o desenvolvimento que satisfaz as necessidades atuais
sem comprometer a habilidade das futuras gerações em satisfazer suas
necessidades”
(WECD,
1987).
Relacionado
a
esse
contexto
de
sustentabilidade Barbieri (1996, p. 29) descreve que “o objetivo da
sustentabilidade é aumentar as opções das pessoas, respeitando não só as
gerações atuais como também as gerações futuras”.
Segundo Sachs (2002, p. 85), o desenvolvimento voltado para a
sustentabilidade deve considerar aspectos como: social, cultural, ecológico,
ambiental e territorial. Os quais serão descritos a seguir:

Sustentabilidade social: aquela em que se alcança um patamar razoável
de homogeneidade social, distribuição de renda justa, emprego pleno e/ ou
autônomo com qualidade de vida decente e igualdade no acesso aos recursos
e serviços sociais;

Sustentabilidade cultural: a que se refere às mudanças no interior da
comunidade, capacidade de autonomia para elaboração de um projeto nacional
integrado e com abertura para o mundo. Implica ainda na necessidade de se
buscar solução de âmbito local, utilizando-se das potencialidades das culturas
e do modo de vida da cidade, assim como da participação da população
residente nos processos decisórios e nas formulações de programas e do
desenvolvimento turístico;

Sustentabilidade Ecológica: a que decorre da preservação do potencial
capital da natureza na sua produção de recursos renováveis, da limitação do
uso de recursos não renováveis, da limitação do respeito da capacidade de
carga máxima de suporte dos ecossistemas;

Sustentabilidade Ambiental: aquela que respeita e realça a capacidade
de autodepuração dos ecossistemas naturais;

Sustentabilidade Territorial: a que se refere às configurações urbanas e
rurais balanceadas.
A necessidade de implantar um instrumento de gestão ambiental que
garantisse a implantação das normas ambientais e o cumprimento das leis
surgiu a partir do momento que as empresas começaram a investir em um
planejamento sustentável. Foi a partir de então que se implantou as normas
ISO
série
14000,
uma
organização
internacional
especializada,
não
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governamental, composta por 111 países, também conhecida como a família
de normas desenvolvidas para cuidar da rotulagem ambiental. Seu principal
objetivo
é
comunicação
desenvolver
e
normas
publicar
referentes
documentos
à
que
fabricação,
comércio
estabeleçam
e
práticas
internacionalmente aceitas, esses documentos são geralmente Normas
Internacionais, que estabelecem regras a serem seguidas.
Segundo Valle (1995) a ISO série 14000 auxilia as empresas a
cumprirem suas responsabilidades em relação ao meio ambiente através de
um sistema de gestão, suas normas se aplicam às atividades industriais,
extrativas, agroindustriais, certificando que as empresas satisfaçam os padrões
de qualidade ambiental em suas linhas de produção. Todo esse procedimento
impede que a sociedade pague por uma conta, isto é, impactos ambientais,
que muitas vezes as empresas causadoras deixam de assumir.
Valle (1995, p.54) ressalta que:
Com o intuito de uniformizar as ações que deveriam se
encaixar em uma nova ótica de proteção ao meio
ambiente, a ISO – International Organization for
Standartization
(Organização
Internacional
para
Normalização) – decidiu criar um sistema de normas que
convencionou designar pelo código ISO 14000. Esta série
de normas trata basicamente da gestão ambiental e não
deve ser confundida com um conjunto de normas
técnicas.
O Brasil participa da ISO por meio da Associação Brasileira de Normas
Técnicas - ABNT, que é uma entidade privada sem fins lucrativos, composta de
pessoas físicas e jurídicas. A ABNT é conhecida pelo governo brasileiro como
Foro Nacional de Normalização, é o órgão responsável pela normalização
técnica no país, fornecendo a base necessária ao desenvolvimento tecnológico
brasileiro, cujo objetivo principal é promover a elaboração de normas em
diversos domínios de atividades. Além disso, a ABNT pode efetuar a
certificação de produtos e sistemas.
Para Bogo (1998) as normas ISO série 14000 focalizam um sistema que
alcance político, objetivo e de alvo, em que requerem políticas de inclusão de
elementos que façam com que cumpram as leis e suas regulamentações,
principalmente quando se tratam de evitarem a poluição.
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A série ISO 14000 abrange seis áreas: sistemas de gerenciamento
ambiental, auditorias ambientais, avaliação do desempenho ambiental,
rotulagem ambiental, análise do ciclo de vida e aspectos ambientais
relacionados a produtos.
De forma simplificada, a ISO série 14000 pode ser visualizada em dois
grandes blocos: um seria o direcionamento para a organização e outro para o
processo. A série cobre suas áreas, tanto no nível do Sistema de
Gerenciamento Ambiental, realizando a avaliação do desempenho ambiental e
da Auditoria Ambiental, quanto na Rotulagem Ambiental, isto é, por meio da
análise do ciclo de vida e aspectos ambientais dos produtos. Como podemos
notar as normas ISO série 14000 procuram desenvolver uma abordagem
organizacional que leve a uma gestão ambiental efetiva e um dos pontos chave
para esse impasse seria a mudança de hábitos do consumidor, pois foi esse
um dos elementos que despertou nas organizações o interesse pela gestão
ambiental que integra em seu significado:

A política ambiental, que é o conjunto consistente de princípios
doutrinários que conformam as aspirações sociais e/ ou governamentais no
que concerne à regulamentação ou modificação no uso, controle, proteção e
conservação do ambiente;

O planejamento ambiental, que é o estudo prospectivo que visa à
adequação do uso, controle e proteção do ambiente às aspirações sociais e/ ou
governamentais expressas formal ou informalmente em uma política ambiental,
através da coordenação, compatibilização, articulação e implantação de
projetos de intervenções estruturais e não estruturais.

O gerenciamento ambiental, que é o conjunto de ações destinado a
regular o uso, controle, proteção e conservação do meio ambiente, e a avaliar a
conformidade da situação corrente com os princípios doutrinários estabelecidos
pela política ambiental.
Como podemos ver o Sistema de Gestão Ambiental (SGA) é a parte do
sistema
global
planejamento,
que
inclui
a
responsabilidades,
estrutura
práticas,
organizacional,
procedimentos,
atividades
processos
de
e
recursos a desenvolver, programar, atingir, analisar criticamente e manter a
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política ambiental. A ISO 14001 define, de acordo com Maimon (1999, p. 85) o
Sistema de Gestão Ambiental como:
A parte do Sistema de Gestão Global que inclui a
estrutura organizacional, o planejamento de atividades,
responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e
recursos para o desenvolvimento, implantação, alcance,
revisão e manutenção da política ambiental.
Ainda em se tratando de preservação ambiental, de acordo com Siqueira
(2001), para que uma sociedade possa viver em harmonia, todos respeitem o
espaço alheio e cumpram seus direitos e obrigações, normalmente são criadas
as regras que se concretizam com a edição de Leis, Decretos, Tratados, dentre
outros. Em relação ao meio ambiente não é diferente. Tem-se a Lei 9.605,
sancionada em 12 de dezembro de 1998, que veio estabelecer sanções
criminais às práticas lesivas ao meio ambiente. Ela veio para complementar a
Lei 6.398/81, em relação à responsabilidade criminal do poluidor e/ou
degradador do meio ambiente, já que a Lei 6.398/81 trata apenas das
reparações civis decorrentes de atos danosos ao meio ambiente. Segundo
Seguin e Carreira (1999, p. 70) o direito ambiental pode ser conceituado como:
O conjunto de leis, princípios e políticas publicas que
regem a interação do homem com o Meio Ambiente para
assegurar, através de processo participativo, a
manutenção de um equilíbrio da Natureza, um ambiente
ecologicamente equilibrado para a presente e as futuras
gerações.
Após a realização de todo procedimento citado até agora, inicia-se o
processo de auditoria ambiental. Em que para Sá (1990) a auditoria pode ser
vista como uma revisão, perícia, intervenção, exame de contas ou de toda uma
escrita, constantemente ou eventualmente. O termo auditoria pode ser
observado ainda como: exames de documentos antes de escriturados, o que
podemos chamar de pré-auditoria, enquanto que os exames citados adiante
são de fato auditorias ambientais, vejamos quais são eles: exame sistemático
de todos os fatos realizados dentro da empresa, exame semestral ou anual de
contas para aprovação, exame eventual solicitado por alguém competente para
verificação da exatidão de procedimentos de uma administração, dentre outros.
La Rovere (2001, p. 13) define auditoria ambiental como:
Um exame e/ou avaliação independente, relacionada a
um determinado assunto, realizada por especialista no
objeto de exame, que faça uso de julgamento profissional
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e comunique o resultado aos interessados (clientes). Ela
pode ser restrita aos resultados de um dado domínio, ou
mais ampla, abrangendo os aspectos operacionais, de
decisão e de controle.
Como podemos ver a auditoria ambiental é uma ferramenta que permite
através dos resultados dos exames o uso de medidas corretivas quanto a
problemas ambientais eventualmente detectados, e relacionadas a esse
sistema de gestão temos as normas ISO 14010, 14011, e 14012.
A
Norma
NBR
ISO
14010
(1996)
apresenta
orientações
às
organizações, auditores e seus clientes em relação aos princípios gerais
comuns à execução de auditorias ambientais, estabelecendo os princípios
gerais de auditoria ambiental, as definições e os termos relacionados,
composta por alguns termos específicos para auditoria ambiental como:
conclusão de auditoria, critérios de auditoria, evidência de auditoria,
constatação de auditoria, equipe de auditoria, auditado, auditor ambiental,
cliente, auditoria ambiental, auditor-líder ambiental, organização, objeto da
auditoria e especialista técnico, que constam também na ISO 14050.
Uma questão interessante a se destacar seria o porquê das empresas
buscarem por uma certificação ambiental? Podemos destacar inúmeras razões
para a busca da certificação de gerenciamentos ambientais corretos, que
podem variar também de uma organização para outra, pois cada qual agirá
segundo aquilo que acredita.
Entre os fundamentos para se adotar um Sistema de Gerenciamento
Ambiental, temos:
A necessidade de preservar nosso ecossistema, pois como já citamos
no inicio do trabalho os recursos minerais estão se esgotando, isto é, são
limitados e devido às atividades publicas estão se tornando escassos, raros e
caros, isso quando não se encontram protegidos por lei. Os bens naturais,
como a água e o ar deixaram de serem bens livres, ou seja, passaram a ter
valor comercial, por exemplo, pagamos pela água que consumimos e a
tendência é pagar cada vez mais caro pelo consumo desse recurso natural.
Assim, como as residências que quando situadas em regiões com ar puro, livre
da poluição seu valor é bem maior do que o de uma casa na região de
poluição, justamente por proporcionar bem estar aos que habitam regiões onde
a natureza é preservada.
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Sem esquecer que é devido a todos os danos ao meio ambiente, que as
legislações ambientais estão exigindo cada vez mais respeito e cuidado com o
nosso planeta, exigências essas que conduz a pressões publicas tanto
nacionais como internacionais, e mesmo a sociedade em geral, como a
comunidade em que se vive está se demonstrando mais crítica e vigilante
quanto aos danos ambientais e a poluição gerada pelas indústrias, partindo
desde o vizinho até as organizações, todos estão trabalhando em prol do
beneficiamento tanto ecológico como o populacional, pois todos serão
beneficiados com a reparação dos danos ambientais, com a minimização dos
impactos ambientais e os cumprimentos das legislações.
Principalmente as empresas preservadoras dos ecossistemas, que em
geral conseguem ter privilégios dos bancos, das financiadoras e seguradoras,
enquanto que a firmas poluidoras como uma forma de serem castigadas tem
suas apólices e taxas financeiras com valores elevados.
Muitos são os benefícios daqueles que primam por um trabalho em
harmonia com o meio em que vive, pois tanto compradores, como acionistas,
consumidores, fornecedores e autoridades públicas estão dando preferência às
empresas ambientalmente responsáveis. Atualmente os consumidores tendem
a dar preferência aos produtos cultivados de forma mais saudável, sem
qualquer tipo de agressão ambiental, sendo esta uma questão chave para as
empresas investirem na produção consciente.
Para muitas empresas a gestão ambiental tornou-se uma questão
estratégica, e não somente uma questão de atendimentos aos requisitos legais.
Atualmente as empresas estão expostas a cobranças de posturas mais ativas
com relação à responsabilidade sobre seus processos industriais, é importante
analisar o produto como um todo, ou seja, desde a matéria-prima até o
descarte final, não se deve esquecer que as empresas são consideradas pela
sociedade como os principais responsáveis pela poluição, o que as tornam
vulneráveis a ações legais, e levam a recusa por parte dos consumidores, que
hoje consideram a qualidade ambiental como uma de suas necessidades
principais a serem atendidas (MOURA 2002).
Outro fator interessante e importante é que as auditorias ambientais
podem ser uma ferramenta de cunho auxiliador na determinação de melhorias
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a serem realizadas nas empresas, deixando de ser uma ferramenta importante
apenas na área de gestão ambiental, mas também para toda gestão da
empresa, isto é, ter papel fundamental em diminuir os riscos financeiros da
empresa e auxiliar em todo o Sistema de Gerenciamento Ambiental.
Vale aqui ressaltar que as normas de meio ambiente não são um
modismo: vieram para ficar, visto que atendem às novas exigências do
mercado, cada vez mais globalizado e competitivo, em que o fator de
preservação ambiental estará relacionado à aceitação dos produtos e sua
valorização.
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CONCLUSÃO
Através desta pesquisa foi possível conhecer e refletir sobre o Sistema
de Gerenciamento Ambiental, bem como as auditorias ambientais e as normas
que as regem.
Em relação ao termo meio ambiente e sua qualidade de vida, bem como
o ciclo de vida humano, podemos constatar que a sociedade se encontra bem
atenta quanto à questão ambiental. Muitos têm sido os esforços tanto de
organizações governamentais como não governamentais para conscientizar o
mundo de que a vida no planeta depende de uma série de fatores e é de suma
importância o respeito à vida ecológica, bem como fazer uso responsável dos
recursos encontrados nela.
Com os olhos do mundo voltado para a degradação ambiental, toda a
sociedade tem cobrado do mercado industrializado e globalizado alternativas
para
se
viver
em
harmonia
com
o
mundo
ecológico,
buscar
um
desenvolvimento que não prejudique nem comprometa a preservação
ambiental,
sendo
uma
alternativa
para
esse
desenvolvimento
a
sustentabilidade, que tem como prioridade a qualidade de vida.
Diante de toda conscientização que tem sido realizada através das
mídias, a população passou a cobrar em relação à produção dos produtos
comercializados pelas empresas, o mercado globalizado se tornou mais
exigente com relação às empresas, o que resultou numa preocupação em dar
mais credibilidade aos produtos que são fabricados de maneira ecologicamente
correta e sustentável.
Assim, diante das exigências impostas pelo mercado consumidor, ter a
certificação das normas ISO tornou-se sinônimo de bons negócios e de
qualidade perante a concorrência, o que levou as empresas a buscarem
implantar o Sistema de Gerenciamento Ambiental, bem como a auditoria
ambiental, visto que esta é uma ferramenta que tem a função de acompanhar e
auxiliar os objetivos a serem alcançados por aquela determinada organização,
sendo de fundamental importância as empresas possuírem planejamento e
metas a serem alcançadas dentro de um sistema sustentável que tem por
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finalidade um trabalho racional sem degradação do meio ambiente. Por fim,
uma empresa deve sempre buscar pela melhoria de seu sistema de
funcionamento, unindo a necessidade de proteção ambiental, bem como
satisfazendo as expectativas dos clientes e consumidores.
Assim, diante de tudo que estudamos e refletimos, mais uma vez
podemos elevar que o respeito do homem com o meio em que vive é de suma
importância para garantir sua própria sobrevivência no planeta. É preciso que o
homem aprenda a lidar e a utilizar de forma consciente tudo àquilo que é
oferecido pela natureza, pensando sempre nas gerações futuras. Afinal que
mundo pretendemos deixar para os nossos descendentes? Qual será a
qualidade de vida que as gerações sequentes terão? E de que forma nossos
filhos, os filhos de nossos amigos e daqueles que nem sequer conhecemos
irão ver o planeta que hoje conhecemos por nossa terra, nosso lar? Todas
essas questões cabem a nós mesmos as respostas, pois é das nossas atitudes
e do modo como escolheremos viver que dependerá o futuro daqueles que
ainda estão por vir ao mundo que construímos com nossas ações.
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