17.mar.2015 N.647 NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO NOTÍCIAS Boletim da Capelania S. José, Pai e Senhor “A sorte dá imenso trabalho” PANORAMA DOCUMENTAÇÃO Solidariedade com lucro, porque não? Festivais de ideias para melhorar o debate político EUA: A universidade, mais acessível do que se afirma + “Las 6 decisiones más importantes de tu vida” Casos vencedores voltam a vencer AGENDA Link_@AESE : Comunicação Organizacional Lisboa, 23 de março de 2015 Aumentar a Eficácia para obter Mais Valor Resolver um problema em tempo útil O caso do Clube de Produtores Continente PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR Media Podemos: novos rostos, velhas ideias Lisboa, 24 e 25 de março de 2015 Experiential Marketing Lisboa, 24 de março de 2015 Curso "A Alegria do Evangelho" | O Anúncio do Evangelho Lisboa, 27 de março de 2015 Gerir por missões “Os desafios do mercado norte-americano”, entre outros… Lisboa, 10 de abril de 2015 Seminário Métodos Qualitativos www.aese.pt Lisboa, 6 e 13 de abril de 2015 ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR Lisboa, 27 de fevereiro de 2015 Executive MBA AESE recebe Ana Paula Moutela, da Inditex Portugal, para "Conversa deVida" “A sorte dá imenso trabalho” Ana Moutela, Diretora geral da Inditex Portugal, esteve entre os participantes do Executive MBA da AESE para, numa “Conversa deVida”, falar sobre a sua experiência na liderança do grupo Inditex, em Portugal. A sessão realizou-se em Lisboa, a 27 de fevereiro de 2015. 2 CAESE março 2015 “Dentro da mala”, Ana Moutela traz irreverência, capacidade comunicativa e vontade de marcar a vida dos outros, ajudando-os. Com 26 anos, contava já com três experiências profissionais duras, acabando por entrar na Inditex em 1988. Ana Moutela considera esta como sendo a “empresa da sua vida”. A seu ver, “não vale a pena trabalhar numa empresa que não é a da nossa vida. Se estamos dispostos a trabalhar, é bom que haja um alinhamento e que acreditemos nas pessoas, nos valores e na missão da instituição. Temos de lutar por aquilo em que acreditamos e ter determinação para defendermos aquilo de que não abdicamos”. “Todo o meu percurso é uma dádiva, perante vários momentos em que tudo parecia estar perdido.” Em termos de formação, Ana Moutela destacou nas escolas que frequentou, a importância da identificação com os valores e o tempo de transformação que lhe proporcionaram. Determinada, obstinada, apaixonada, humana e exigente são as caraterísticas que identifica como suas, ao olhar-se no espelho. E conclui que a “sorte dá imenso trabalho”. “Todos somos pessoas, todos temos medos que nos atormentam. »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO Mas continuo em cada momento a pensar que tenho de melhorar. Nunca penso que estou preparada, o que dá simultaneamente uma certa instabilidade, mas também vontade de aprender.” Ana Moutela considera que “vale a pena meditar sobre o que os outros pensam sobre nós, porque às vezes não coincide com o que achamos que nós somos. E esta pode ser uma oportunidade valiosa de melhoria.” Sobre a conciliação entre a vida familiar e a profissional, a Diretora da Inditex Portugal considera que “cada dia é um dia diferente, que implica decisões. Umas vezes ganham uns e outras vezes ganham outros. Em cada momento eu tenho de fazer o melhor. E uma das partes ganha sempre e isso tranquiliza-me”, consciente de que “não somos heróis”. 3 CAESE março 2015 Após a sua apresentação, seguiu-se um momento de perguntas dos participantes, às quais Ana Paula Moutela respondeu com a simplicidade e a franqueza que lhe são caraterísticas. Esta foi a primeira sessão do ciclo “Conversa deVida”, que se propõe ser um ciclo de encontros de uma geração de líderes atuais e do futuro. PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR Lisboa, 26 de fevereiro de 2015 Carlos Molina, da 89 Bits, explica como manter um negócio na área da tecnologia Resolver um problema em tempo útil Carlos Molina, sócio fundador da 89 Bits, foi o convidado da sessão de continuidade, na AESE, em Lisboa, a 26 de fevereiro de 2015. Numa conversa à margem da conferência, o empreendedor destacou os fatores chave para criar uma empresa tecnológica de sucesso como a 89 Bits. 4 CAESE março 2015 “Do meu ponto de vista, há dois fatores chave: definiria o primeiro como querer apaixonar-se pelo problema que se quer resolver e não pela solução que estamos a propor ou pelo nosso produto. Ou seja, se se puder resolver o problema do cliente, está a criar-se valor, e ele estará disposto a pagar pela solução para o seu problema. Isso significa que se testa o modelo de negócio, o qual é validado nessa prática. O segundo, é que se o modelo que se está a tentar implementar não tem sucesso, tem de se mudar rapidamente; procurar o modo de acrescentar valor ao cliente e oferecer esse valor.” Em resumo, “estes são os dois fatores essenciais: poder resolver um problema e mudar rapidamente para conseguir a adesão a um modelo.” “No âmbito tecnológico e ainda mais nas aplicações móveis onde se situa o nosso negócio, o que vemos é que quando observamos um modelo de negócio aceite pelo cliente, esse é sustentável na melhor das hipóteses durante três anos. Temos de pensar que o nosso modelo vai deixar de o ser e pensar na tendência seguinte e começar a trabalhar nisso. Isto é algo que na indústria tradicional pode demorar cerca de 20 anos.” Pegando na experiência da 89 Bits, »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO Carlos Molina explicou o que acontece com o negócio dos videojogos. “Há cinco anos, pagava-se pela descarga. Há cerca de 4 anos, começou o advertising dentro das aplicações ou o pagamento pelas descargas «perpétuas» e, agora, a monetização dos jogos desde há 2 anos e meio, em que se queremos utilizar, pagamos. Daqui a dois anos não será assim e virá outra onda de monetização. Temos de estar sempre atualizados para cobrar justamente ao utente e para alterar o nosso modelo, com a celeridade que o mercado exige.” Após a sua intervenção perante os Alumni da AESE, houve oportunidade para que os participantes colocassem questões mais específicas, às quais o orador respondeu com muito interesse e simpatia. 5 CAESE março 2015 PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR Lisboa, 3 de março de 2015 Ivone Silva foi a convidada do GAIN O caso do Clube de Produtores Continente O 1.º GAIN recebeu Ivone Silva, Presidente do Clube de Produtores Continente, para uma sessão de enquadramento, no dia 3 de março de 2015. 6 CAESE março 2015 Nascido em 1998, o Clube de Produtores Continente foi criado com dois grandes propósitos que se mantêm atuais: “Apoiar e divulgar a produção nacional.” “Num mercado tão dinâmico, como é o mercado da distribuição versus produção, é preciso termos a capacidade de nos irmos adaptando. Os principais eixos da atuação do Clube de Produtores são: o crescimento do clube, o contínuo crescimento, seja a nível de métodos, da área de produção, ou das próprias áreas envolvidas do clube: começámos com três e hoje temos quinze, o que também é uma das nossas preocupações. O segundo eixo estratégico passa pela inovação: é fundamental para nós, nos dias que correm, e, cada vez mais, é algo que fomentamos muito. Temos o Prémio Inovação que entregamos todos os anos, no nosso encontro do Clube de Produtores Continente, precisamente para premiar a inovação. Ivone Silva, considera que “o Clube de Produtores tem uma enorme capacidade de se reinventar. A capacidade de adaptação tem de ser enorme, de ambas as partes. Portanto, o Clube de Produtores tem de ter a capacidade de responder às expectativas dos seus sócios e, por outro lado, às expectativas de quem compra, que é o Continente.” E os principais desafios na relação entre produtores e distribuidores são… “O Clube de Produtores acrescenta »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO verdadeiramente valor a ambas as partes. Esse é o principal desafio. Que seja uma relação, como se diz na gíria, de win-win, mas que na verdade se consiga passar à prática e que quem está, esteja satisfeito, não queira sair e que quem não está, gostasse de estar. 7 CAESE março 2015 A semente do GAIN da AESE Sobre a relevância do programa GAIN – Programa de Direção de Empresas Agrícola e agroindustriais, Ivone Silva diz fazer sentido “e de que maneira, diria mesmo. Porquê? Porque defendo que o futuro de um país passa pelo conhecimento. O futuro de qualquer indústria, seja ela a agroalimentar, a agropecuária, o que seja, passa claramente pelo conhecimento. E o conhecimento muito dele é inato, mas muito é aprendido. Na verdade, grande parte dele é aprendido. Portanto, faz todo o sentido que escolas como a AESE tenham este tipo de programas e possam cada vez mais cimentar a formação. Felizmente, temos hoje numa parte dos empresários, uma formação muito boa e há que conseguir sustentá-la: dar-lhes uma visão, trazer-lhes casos internacionais, trazer-lhes outras experiências de outros países, não só de Portugal, e permitir que a formação seja ainda melhor. E que depois permita que os nossos empresários consigam fazer as empresas deles ainda melhores do que elas já são.” O colóquio com os participantes no programa levantou questões oportunas e polémicas que se colocam na agenda dos responsáveis do setor agrícola e agroindustrial. PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO Março de 2015 Investigações promovidas pela AESE marcam pontos internacionalmente Casos vencedores voltam a vencer A componente de investigação da AESE está a internacionalizar-se cada vez mais. Foram dois os casos distinguidos recentemente, pela The Case Centre, instituição internacional promotora da aprendizagem e do ensino com o Método do caso. O Caso escrito por Adapa Srinivasa Rao (Research Scholar, na IFHE University) e Debapratim Purkayastha (Associate Dean, da ICFAI Business School), já vencedor do Concurso de Casos AESE 2014, foi mais uma vez premiado, desta vez no The Case Centre Awards 2015, na categoria Gestão de Recursos Humanos / Comportamento Organizacional. O caso intitulado “Corporate Entrepreneurship and 8 CAESE março 2015 Innovation at Google, Inc.”, aborda a temática da inovação na gigante Google. Também o Caso “The Jaipur Foot,” escrito por Eugénio Viassa Monteiro, Professor da AESE, e Luís Matos, integrou pela segunda vez a lista dos 15 casos mais vendidos na categoria de Empreendedorismo. The Case Centre, fundada em 1973, é uma iniciativa conjunta de 22 das melhores escolas de ensino superior da Grã-Bretanha e Irlanda, que promove a partilha de Casos entre os professores das escolas de negócios de todo o mundo. PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO AGENDA PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR Sessões de continuidade Sessão de Continuidade Sessão de Continuidade Link_@AESE: Comunicação Organizacional Experiential Marketing Lisboa, 24 de março de 2015 Saiba mais > Lisboa, 23 de março de 2015 Saiba mais > Seminários Seminário Seminário Aumentar a Eficácia para obter Mais Valor Seminário Métodos Qualitativos Lisboa, 24 e 25 de março de 2015 Lisboa, 6 e 13 de abril de 2015 Saiba mais > Saiba mais > Evento Seminário Gerir por Missões Lisboa, 10 de abril de 2015 9 CAESE março 2015 Saiba mais > Evento Curso "A Alegria do Evangelho" | O Anúncio do Evangelho Lisboa, 27 de março de 2015 Saiba mais > ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR Boletim da Capelania S. José, Pai e Senhor São Josemaría Escrivá de Balaguer tinha uma especial devoção pelo santo esposo de Maria, que foi também, por vontade divina, pai adotivo de Jesus: São José. Festejando os espanhóis o dia do seu santo, com preferência no seu aniversário natalício, é provável que o facto de o dia de São José ser o dia de São Josemaría, como era também o de seu homónimo pai, tenha contribuído inicialmente para esta sua devoção. Mas é evidente que, à medida que foi amadurecendo a sua fé, a sua admiração pelo santo patriarca ganhou contornos mais profundos e teológicos. 10 CAESE março 2015 Foi grande a alegria do fundador da Obra quando São João XXIII incluiu São José na oração eucarística romana, logo após a referência a Nossa Senhora e antes ainda da menção aos apóstolos, mártires, confessores da fé e santos papas. Por isso, é previsível que, no céu, São Josemaría muito se tenha regozijado com uma das primeiras decisões do Papa Francisco, ao estender essa referência nominal a São José para todas as liturgias eucarísticas vigentes, de forma que, em qualquer missa católica que se celebre, seja sempre referido o castíssimo esposo de Maria e pai de Jesus. Quando se lhe dirigia, São Josemaría gostava de o invocar como Pai e Senhor. A primeira denominação faz referência ao modo como providenciou a educação, em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens, de Jesus. Que bom exemplo para todos os pais cristãos, a recordar »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO muito especialmente no próximo dia 19 de Março, dia de São José, dia do pai! Mas S. Jose é também Senhor: foi-o da casa e sagrada família de Nazaré e é-o agora da Igreja universal, de que é especial padroeiro. Em ano mariano da família, nunca será demais, seguindo também o conselho da santa doutora Teresa de Jesus, recorrer a este varão justo, para que a Igreja ilumine todos os casais e famílias cristãs. Com José, a Jesus, por Maria! Pe. Gonçalo Portocarrero Almada, Capelão da AESE 11 CAESE março 2015 de PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR AESE nos Media In Oje, 6 de março de 2015 Os desafios do mercado norte-americano 12 CAESE março 2015 Pedro Leão, General Manager da Plenitude e docente na escola de negócios AESE, explica em discurso direto os principais trunfos para vencer em terras do tio Sam. empresas portuguesas sobretudo as de alta tecnologia e TI tecnologias de informação por, estarem normalmente mais alinhadas com um mercado com as características dos EUA . Poder-se-á dizer com toda a convicção que o mercado norte-americano se afigura ao mesmo tempo como muito apetecível e muito desafiador para as empresas portuguesas e em bom rigor são dois aspetos que só podem beneficiar o tecido empresarial nacional que vivia circunscrito a um mercado pequeno e periférico no seio da Europa e que, em virtude da crise económica vivida desde 2009, se viu impelido a procurar novos rumos e novas geografias para escoar os seus produtos e serviços. Dito isto, é inequívoco que os EUA serão um mercado gradualmente mais interessante para as Com a crescente aposta em ID Investigação Desenvolvimento e Inovação, em que Portugal tem investido nas últimas décadas, tendo sido considerado recente mente o 25.° país mais inovador, é perfeitamente plausível que uma nova geração de empresas que entende os fatores críticos de sucesso do mercado norte-americano comece a apostar cada vez mais, mostrando todo o potencial de criatividade, inovação e talento nacional, aspetos que o embaixador dos EUA, Robert Sherman, mencionou recentemente a respeito da grande disponibilidade de capital e potencial humano no nosso país, no âmbito do empreendedorismo que começa a despontar. »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO Para além disto, com uma diáspora que, com os descendentes, totaliza 2 milhões de indivíduos, as empresas portuguesas poderão certamente capitalizar esta fonte de recursos e de conhecimento da cultura local, para tirar o máximo partido e minimizar riscos de entrada e os típicos erros de principiante, podendo inclusivamente recorrer a iniciativas de lobbying junto de luso descendentes com influência política e ou económica na sociedade norte-americana. Para colmatar as tradicionais falhas e dificuldades das empresas nacionais no mercado dos EUA, deixam-se algumas sugestões de abordagem: 13 CAESE março 2015 Abordagem 100 % profissional Num mercado com este grau de competitividade e sofisticação, não há espaço para amadorismos. Este facto é tanto mais importante quando se fala de recursos humanos. As empresas portuguesas gostam de recorrer à prata da casa, i.e., levar colaboradores da confiança direta para os mercados internacionais. Mas ainda que faça sentido fazê-lo num ou noutro caso pontual, do ponto de vista de controlo e de governance, o facto é que no mercado americano é absolutamente crítico ter uma equipa com recursos locais que conheçam a fundo a dinâmica e características do mercado. Outro aspeto crucial é dar aos recursos locais cargos de responsabilidade de gestão, não colocando apenas recursos da casa nos boards e nas segundas linhas de gestão. Dar capacidade de gestão a recursos locais é chave para poder responder aos desafios locais, ainda que os mesmos sejam coadjuvados por poderes nacionais. O próprio idioma pode ser por vezes problemático e é recomendável contar com recursos que dominem o idioma local. Necessidade obrigatória de segmentação em face da escala do mercado Dada a escala e complexidade deste mercado, é fundamental que as empresas saibam identificar o segmento em que vão atuar, onde sentem claramente que as suas vantagens competitivas são mais marcantes e diferenciadoras e PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR manterem-se focadas nessa missão até que consigam entrar em jogo de forma efetiva. Tal como noutros mercados de grande dimensão, é normal que os empresários sejam constantemente confrontados com inúmeras oportunidades, dentro ou fora do seu segmento de mercado ou mesmo da indústria, o que poderá trazer desfoque e inerentemente maiores dificuldades em ter sucesso neste mercado, dada a competitividade dos players em jogo. (…)” Aceda à entrevista na íntegra nos links abaixo. AESE nos media Os desafios do mercado norte-americano OJE, 6.3.2015 "Mercado de sonho" para empresários que encaram o "Dream Big" muito a sério OJE, 6.3.2015 Exportações de medicamentos para os EUA disparam em 2014 OJE, 6.3.2015 ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR AESE nos Media De 28 de fevereiro a 13 de março de 2015 25 anos: Dar tempo ao tempo – Executive MBA AESE Público, 11h11 As oportunidades que vêm da América, i, 3.3.2015 Dia da Mulher: saíram do trabalho directas para a maternidade Público, 8.3.2015 Comentário Nuno Campilho (Água): "A água é o parente pobre da energia?" AmbienteOnline, 2.3.2015 Economia do mar na AESE Expresso, 7.3.2015 Avaliação dos professores Expresso /Economia, 7.3.2015 Economia do mar na AESE Expresso Emprego Online, 6.3.2015 Os desafios do mercado norte-americano OJE, 6.3.2015 "Mercado de sonho" para empresários que encaram o "Dream Big" muito a sério OJE, 6.3.2015 Exportações de medicamentos para os EUA disparam em 2014 OJE, 6.3.2015 14 CAESE março 2015 Comentário Paulo Preto dos Santos (Energia): "Mais eficiência energética para quê?" AmbienteOnline, 5.3.2015 Só em 2095 haverá igualdade de género no mercado de trabalho economico.pt, 2.3.2015 Conselhos para garantir a subida na carreira Diário Económico, 02.03.2015 Só em 2095 haverá igualdade de género no mercado de trabalho Diário Económico, 2.3.2015 Futuro da banca - Pt.1 in ETV – Comissão Executiva, 27.2.2015 Intervenções do Prof. Diogo Santos Ribeiro 00:08:06 – 00:10:40 00:18:07 – 00:22:32 Pt.2 00:07:15 – 00:11:42 00:19:11 – 00:21:14 Economias emergentes é tema de livro da FEDRAVE Diário de Aveiro, 26.2.2015 ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR PANORAMA Solidariedade com lucro, porque não? “Depois de mim, o dilúvio” foi, além da expressão de desdém de um monarca francês, a máxima de alguns empresários durante muito tempo. O problema foi fazer dinheiro, maximizar lucros sem se importarem demasiado, por exemplo, com consequências ambientais ou a promoção da pessoa. 15 CAESE março 2015 A perceção de que esta dinâmica é insustentável, e de que cada investimento deve, além de garantir um proveito ao investidor, contribuir para o bem-estar do destinatário, para a sua realização pessoal e para o desenvolvimento da sua comunidade, ganhou força nos últimos anos através da fórmula do Impact Investing (investimento de impacto). A Global Impact Investing Network (GIIN) define o conceito como investimentos em empresas, organizações e fundos, encaminhados para gerar um impacto social e ambiental naquilo que os especialistas chamam a “base da pirâmide”, essa enorme massa de 4 000 milhões de pessoas que vivem com menos de oito dólares diários, ao mesmo tempo que se garante o retorno do capital e lucros razoáveis. Não se trata de Robin dos Bosques, de colocar em cada mão uma moeda para comprar pão e desaparecer na floresta, não: neste caso, “Robin”, a saber, as instituições e figuras interessadas em combater a pobreza, convocam para esse objetivo colaboradores de grande dimensão, como os grandes bancos, ou atores mais modestos (O Conselho de Investidores da GIIN agrupa instituições bancárias como o Deutsche Bank, o J.P. Morgan, o Crédit Suisse, etc., e entidades como as fundações Bill & Melinda Gates, Rockefeller, Ford, o grupo Goldman Sachs, e o Exército de Salvação Holandês, entre outros), para disponibilizarem fundos a investir em projetos de agricultura sustentável, habitações dignas, cuidados de saúde, tecnologias limpas, serviços financeiros, etc., onde os destinatários sejam gestores e beneficiários, e dos quais se obtenham margens de lucro aceitáveis, não desmedidas. »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO Segundo dados oferecidos pela web do congresso “Investir nos Pobres” (em 16 e 17 de junho de 2014), organizado pela Santa Sé (Pontifício Conselho Justiça e Paz), estima-se que 8 000 milhões de dólares estão a ser investidos neste mesmo momento a gerar impactos positivos nas comunidades pobres. 16 CAESE março 2015 Seria o dinheiro ao serviço do ser humano, e não o inverso, segundo a incansável exortação do Papa Francisco ao mundo dos negócios. No seu discurso aos participantes do evento, que contou como oradores representantes do G-8, da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e do Goldman Sachs, entre outros, o bispo de Roma afirmou que “a lógica destas formas inovadoras de intervenção é aquela que reconhece o laço original entre lucro e solidariedade, e a existência de um círculo fecundo entre ganhar e doar”. Vários fatores impulsionaram o Impact Investing, e um deles é o reconhecimento de que os recursos com que se conta para eliminar a pobreza extrema, a desigualdade e o empobrecimento do ambiente natural, são à partida insuficientes. Com a crise económica global, os países industrializados cortaram nos seus orçamentos, e a ajuda ao desenvolvimento, já em si exígua – deveria ser de 0,7 % do PIB de cada país rico, e são poucos os que chegam a essa meta –, é a primeira vítima ao se ajustarem défices e dívidas. Os privados, necessariamente, têm de assumir também as suas responsabilidades. PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR A crise, além disso, difundiu uma mentalidade mais propensa para medir os riscos das decisões económicas, e para investir aquilo que se tem, com a certeza de que os recursos se esgotam, de que nem sempre estarão ao alcance da mão. Assim, talvez uma das orientações mais interessantes que definem esta modalidade, ao contrário de certas políticas desenvolvimentistas que não têm em conta as consequências a longo prazo, seja a avaliação das repercussões que tem cada investimento no âmbito social e ambiental. “Medir o impacto ajuda a assegurar a transparência e a responsabilidade” explica a web da GIIN -, “e é essencial para configurar o campo de ação”. »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO Desta forma, os atores envolvidos nos investimentos diagnosticam as necessidades reais de cada comunidade e avançam com os recursos em função de projetos concretos. No Quénia, por exemplo, o Banco Africano de Desenvolvimento financiou, com a ajuda de investidores e do governo local, uma rede de energia eólica na região do lago Turkana (Noroeste), no valor de 115 milhões de dólares, a qual fornece de eletricidade zonas muito remotas do país, ao mesmo tempo que embaratece os custos aos consumidores que já dispunham do serviço. 17 CAESE março 2015 Na Índia, entretanto, a Spring Health, uma empresa de gestão da água estabelecida em 2010, está a fornecer água potável a 170 núcleos de população rural através dos proprietários de estações de bombagem. O líquido, que é purificado no ponto de venda através de uma técnica de cloração muito económica, chega já a 85 000 consumidores e espera alcançar 100 milhões numa década. O prognóstico é que começará a obter lucros líquidos dentro de poucos anos. É essa a ideia que pode “fazer enamorar” os doadores: que o dinheiro não caia em saco roto, mas que sirva para gerar ganhos e que, por sua vez, quem ontem dependia de um avião lhe lançar um saco de trigo, hoje possa adquiri-lo como cliente, com o salário obtido naquela empresa que um dia fez singrar para lhe mudar a vida. “Há alguns investidores por aí” – refere Rajiv Shah, administrador da USAID – “que PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR estão à procura de uma remuneração económica pelo seu investimento, mas também assegurar que os fundos colocados por eles em jogo, estão a servir para aliviar a pobreza e o sofrimento”. No investimento de recursos “nos” pobres e “com” os pobres, é possível detetar alguns valiosos ecos do ensinamento da doutrina social da Igreja. O reconhecimento do ser humano como devedor da sua sociedade, de cujos avanços científico-técnicos, culturais e de outras ordens é beneficiário, deve impulsioná-lo a retribuir, a ser generoso na sua disponibilidade para servir os mais desfavorecidos, e a implementar de alguma forma a sua ação social. “Com os anos, da doutrina social emergiram conceitos inovadores e »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO mecanismos em resposta à necessidade de suprir as necessidades dos seres humanos e promover o desenvolvimento”, explica o P. Seamus Finn, dos Missionários Oblatos de Maria Imaculada, orador no evento do Vaticano. “O envolvimento das paróquias e das comunidades de fé na criação de fundos de crédito e de cooperativas é um exemplo específico das variantes que surgem nesta tradição”, acrescenta. 18 CAESE março 2015 Na sua opinião, o Impact Investing está ainda na sua “infância”, embora os seus termos e conceitos estejam a ser rapidamente adotados, e haja uma práxis em andamento. A sua própria Missão participa de algumas iniciativas, como o fundo de investimento privado 8 Miles, que se centra em países africanos com governos sólidos e democráticos, e que desfrutam de um clima favorável ao investimento estrangeiro. Aí, os seus objetivos de apoio e transformação são o mercado agrícola, a energia, os serviços de saúde e farmacológicos, as telecomunicações e os transportes, entre outros. “Acreditamos” – diz o P. Seamus – “que podemos dar uma contribuição positiva nesses setores. Também temos um investimento no fundo MicroVest (um dos primeiros fundos de microcréditos nos EUA), que deverá ter impacto social positivo, e a implementar em África e na América Latina”. O apoio às iniciativas de desenvolvimento integral pode, explica, PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR assumir diferentes modalidades, segundo foi possível constatar no evento romano de Impact Investing: “Existem muitos tipos de fundos e mecanismos de financiamento. Podem ser fundos de empréstimo, fundos de investimento, fundos de risco. Alguns operam no âmbito do micro financiamento, outros na saúde, outros no apoio às PMEs locais, outros na agricultura, e assim por diante”. Do que se trata é de dar lugar a um “capitalismo do bem comum” que, na opinião do P. Seamus, “pode abraçar simultaneamente os conceitos de solidariedade e de lucro, numa perspetiva criativa”. A. R. »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR PANORAMA EUA: A universidade, mais acessível do que se afirma A subida das propinas nas universidades dos EUA deram muito que falar nos meios de comunicação social. No entanto, os títulos frequentemente não tiveram em conta que uma coisa são os preços oficiais publicados pelas universidades e outra o custo real para o bolso do estudante. 19 CAESE março 2015 Concretamente, como explicava Judith Scott-Clayton num blogue económico do “The New York Times” (“College Is Cheaper Than You Think”, 4.11.2011), apenas um terço dos estudantes universitários (bachelor’s degrees) a tempo inteiro, pagam o custo oficial do curso. Assim, nos pro- gramas de quatro anos, que agrupam uma maioria dos estudantes universitários, o preço real nem sequer chega a 50 % do publicado. Em concreto, e segundo dados do College Board – reputada instituição que presta assessoria tanto a estudantes como a universidades –, o aluno de uma instituição pública pagou em média 3 120 dólares, pelos 8 890 dólares que foi o preço médio oficial; nas privadas, a diferença foi ainda maior: dos 30 000 dólares oficiais para os 12 400 dólares reais. A diferença entre ambos os preços tem aumentado nos últimos anos, ao mesmo tempo que crescia o alarme social pelos exorbitantes custos universitários. Desde o ano letivo de 2003/4, o preço médio numa universidade privada aumentou 25 %, mas o custo real baixou 8 %. Nas públicas, embora o custo real a pagar seja muito menor do que nas privadas, aumentou a um ritmo maior do que os preços oficiais; ainda assim, no último ano letivo, o custo real foi apenas 1 200 dólares superior ao de há dez anos, mesmo que se tenha de levar em conta que a média de rendimentos por lar caiu outros 1 000 dólares desde então. »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO De qualquer forma, existe hoje uma diferença de quase 5 800 dólares entre o preço oficial e o real de um curso nas universidades públicas, e de mais de 17 000 dólares nas privadas. 20 CAESE março 2015 Como é coberto o preço restante? Em grande parte, com as ajudas estaduais ou federais. O aluno universitário médio (de um programa de quatro anos) recebe 6 500 dólares por ano em bolsas de estudo, e outros 1 000 dólares mais por benefícios fiscais. Entre estas últimas ajudas, destaca-se a expansão do programa American Oportunity Tax Credit, que proporciona isenções de até 2 500 dólares consoante o nível socioeconómico do estudante. Se se descontarem os vários subsídios, verifica-se que os estudantes das universidades privadas pagam efetivamente 1 140 dólares a menos que dez anos atrás. E tudo isto sem ter em conta os programas de dois anos, onde as ajudas – nas universidades públicas, em que predomina a grande maioria destes programas – superam em mais de 1 500 dólares o preço das propinas. Os meios de comunicação social, comenta Scott-Clayton, tendem a fixar as suas atenções nas universidades de ponta, onde as matrículas são muito caras, e negligenciam essas atenções para com os programas de dois anos onde se encontram matriculados entre 40 % e 45 % dos que constituem a população universitária do país. Isto explica que, como demonstram os inquéritos, os norte-americanos tendam a exagerar o preço das propinas. PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR Para calcular o preço total de se estudar numa universidade, deve ter-se em conta o chamado “custo de oportunidade”: o que se deixa de ganhar por não se estar a trabalhar. A competitividade e precariedade do mercado laboral durante a crise fez com que este custo seja menor do que há dez anos. Por isso, Derek Thompson refere em “The Atlantic” (“How College Is Like Sunscreen”, 24.6.2014) que o sacrifício económico que hoje se faz para estudar numa universidade pública é 8 000 dólares menor do que em 1970; 15 000 dólares menor se se estudar num privada. Não obstante, mais uma vez se tem de ter em conta que os rendimentos médios dos lares norte-americanos, ajustados à inflação, desceram quase 5 000 dólares desde o ano 2000 até 2012. »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO Como analisa um relatório da Brookings Institution (“Is a Student Loan Crisis on the Horizon?”, June 2014), desde 1992 a 2010, a dívida média dos lares por créditos universitários aumentou em 18 000 dólares; mas também, no mesmo período, os rendimentos médios anuais por lar cresceram 7 400 dólares. O aumento na dívida seria compensado por dois anos e meio de rendimentos. mento da dívida deve-se simplesmente ao facto dos norte-americanos estarem a estudar mais, e sobretudo programas de pós-graduação. Com efeito, a dívida média destes estudantes multiplicou-se por quatro desde o início dos anos 90 (de 10 000 dólares para 40 000 dólares), enquanto que a dos graduados com um bachelor’s degree cresceu muito menos, de 6 000 dólares para 16 000 dólares. Continua a ser um número significativo, mas este dado matiza consideravelmente o que se encontra em todos os títulos: que a dívida média do estudante universitário norte-americano ronda os 30 000 dólares. Por outro lado, embora se tenha falado muito da subida das propinas ou dos juros para devolver os empréstimos, um quarto do cresci- As condições de pagamento, em geral, melhoraram, sobretudo nos prazos; daí que, apesar do aumento da dívida, a percentagem Na dívida, que também gerou títulos alarmantes nos meios de comunicação, uma análise mais contextualizada demonstra ter-se desenhado algo mais alarmante do que sugerem os dados. 21 CAESE março 2015 PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR dos rendimentos mensais que o licenciado médio dedica a pagar se tenha mantido estável desde o início dos anos 90. Cada vez há mais licenciados a trabalharem em postos abaixo da sua qualificação, o que levou alguns a interrogarem-se se vale a pena estudar um curso. No entanto, explica Derek Thompson, um diploma universitário atua como um protetor solar: quando mais pega o Sol (quanto mais dura é a crise), o protetor parece não fazer nada, mas nesse momento é mais imprescindível do que nunca. Basta comparar com os que não o possuem. No caso da universidade, os que têm um bachelor’s degree continuam a ganhar, em média, 75 % mais do que quem abandona os estudos no final do ensino secundário. »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR PANORAMA “Las 6 decisiones más importantes de tu vida” “The 6 Most Important Decisions You’ll Ever Make” Autor: Sean Covey Palabra. Madrid (2014). 329 págs. 22 CAESE março 2015 Sean Covey, filho do famoso autor de “The seven habits of highly effective families” (“Los siete hábitos de la gente altamente efectiva”, na edição espanhola da Ed. Palabra), decidiu difundir os ensinamentos de seu pai e adaptar os sete pilares da pessoa madura aos problemas da infância, da adolescência ou da família. Num momento como o atual, onde prolifera o coaching sério, mas também um rentável merchandising da autoajuda ridícula, é bom recordar pioneiros sérios que, como Covey, reivindicaram uma conceção clássica da virtude e a importância de formar o caráter para conseguir uma existência plena, e divulgaram estas ideias com uma linguagem moderna e atraente para o homem de hoje. “Las 6 decisiones más importantes de tu vida” é um manual que ajuda a que o jovem amadureça e tome consciência de que é um ser livre e que está nas suas mãos desenvolver todo o seu potencial, mas também desperdiçá-lo deixando-se levar pela moda, por aquilo que é agradável ou pelo arbitrário. Neste sentido, explica-lhe que todas as suas ações determinam, de uma ou de outra forma, o seu futuro e, portanto, a sua felicidade. Nessas circunstâncias, o livro constitui uma chamada de atenção que vai incitar o adolescente a sair da sua comodidade, do conformismo ambiental ou mediático e da impostura rebelde. Tomando como base os hábitos que o seu pai popularizou, Covey encoraja o leitor a pensar no médio e longo prazo e a não restringir a sua reflexão ao mais imediato. O livro convida a exercitar uma liberdade responsável, mas concretiza e pormenoriza como esse ideal se põe em prática. Analisa as decisões que se podem tomar nos âmbitos em que decorre a »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO vida do adolescente; concretamente, incita-o a pensar o que é que pretende da escola, dos seus amigos ou dos seus pais, avaliando os prós e os contras e as virtudes que se podem desenvolver; clarifica o que são as relações sentimentais, como enfrentar as dependências – o tabaco, as drogas, mas também a pornografia – e os meios para as vencer e, por último, a forma de construir uma sã autoestima. A ideia de fundo não é dizer-lhe o que deve fazer, o que provocaria rejeição ou receio no jovem, mas que seja capaz de o descobrir por si mesmo, treinando-o na prática 23 CAESE março 2015 PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR da prudência e do deliberar. O livro é premeditadamente descontraído, afasta-se claramente das reprimendas e evita esse tom condescendente em que incorrem às vezes os adultos ao falarem com os adolescentes. Está repleto de divertidas ilustrações e exige uma leitura ativa, pois propõe atividades e perguntas. É ao mesmo tempo muito formativo. Pode ser um recurso eficaz e um interessante complemento na tarefa educativa da família e da escola. J. D. ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR DOCUMENTAÇÃO Festivais de ideias para melhorar o debate político A 100 dias das eleições gerais na Grã-Bretanha, o festival de ideias “Change: How?” reuniu em Londres 500 pessoas que querem devolver à sociedade britânica a confiança no processo democrático. Os eventos deste tipo, patrocinados por empresas, universidades e jornais, destacam a contribuição que a sociedade civil pode dar ao debate político e à mudança social. 24 CAESE março 2015 “É ano de eleições gerais. Seja qual for a sua tendência política, o futuro apresenta-se cinzento. A apatia é uma epidemia”, lamenta a web de “Change: How?” tendo em conta algumas estatísticas. Mas as coisas podem mudar: “Venha disposto a dar a sua contribuição. Venha disposto a adotar medidas. Venha disposto a deixar-se inspirar por formas imaginativas de ocupar o nosso futuro”. Por detrás desta reclamação está a mensagem chave do festival: num momento de desencanto com a política, a sociedade civil deve envolver-se mais e pensar soluções para os problemas de todos. O festival, realizado no domingo 8 de fevereiro, começou pelo meio-dia. Durante seis horas falaram 100 oradores distribuídos por várias salas. A maioria era constituí- da por empreendedores sociais, ativistas, pensadores e escritores. Além disso, os assistentes tinham a opção de participar em leituras poéticas, concertos e espetáculos cómicos… impregnados de reflexões sérias. Pensar é perigoso Que as ideias podem sacudir o statu quo e alterar a realidade é algo que foi claro para os intelectuais de todas as épocas. Disse-o genialmente Joseph Joubert numa das suas sentenças: “Um pensamento é algo tão real como uma bala de canhão”. E Oscar Wilde repetiu-o à sua maneira: »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO “Uma ideia que não seja perigosa não merece o nome de ideia”. A confiança no poder transformador das ideias está a inspirar fóruns de debate em países anglo-saxónicos como Inglaterra, Escócia, Austrália, Estados Unidos ou Canadá. Pode-se estar mais ou menos de acordo com as abordagens que propõem, mas o método é atraente: em face do pragmatismo dos programas eleitorais, estes festivais oferecem tempo para refletir mais profundamente sobre temas políticos e sociais. 25 CAESE março 2015 No Canadá, o “The Festival of Dangerous Ideas: Food For Thought” aspira a provocar mudanças sociais na indústria alimentar através da música, da arte e do debate. Aqui a expressão “ideias perigosas” é utilizada em sentido ambivalente: perigosas são, na opinião dos organizadores, as propostas que ameaçam o ambiente e a saúde humana: desde os alimentos transgénicos até aos pesticidas. E perigosas são também – por motivo diverso – as ideias que põem em causa o pensamento dominante para impulsionar um sistema alimentar justo. Responder ao politicamente correto é o objetivo do festival “The Battle of Ideas”, organizado em Londres pelo Institut of Ideas com o apoio da web “Spiked”, entre outros parceiros. Este fórum de debate analisa temas controversos atuais, enfrentando o “liberalismo intolerante” que silencia qualquer crítica pública à ortodoxia estabelecida. PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR Tanto o Instituto como o festival nasceram “da frustração perante a pobreza do debate público”, explicou ao “El Mundo” (“La ‘batalla’ de las ideas”, 6.1.2013), Claire Fox, fundadora do Institut of Ideas. “Não se pensa suficientemente sobre o que se está a passar. Há, além disso, uma tendência perigosa para simplificar os grandes problemas e para se entrincheirar nas velhas divisões políticas”. E dá como exemplo a dicotomia austeridade vs. crescimento, muito explorada durante a crise económica. “É muito fácil declarar-se contra a austeridade e a favor do crescimento, mas quando chega a hora da verdade e numa situação tão crítica, as decisões não são tão simples como escolher entre o preto e o branco”. »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO As transgressões abençoadas… e as de verdade Há ideias que podem ser apresentadas como transgressoras e que, no entanto, não passam de tópicos de domínio público. Aconteceu na primeira edição do “Festival of Dangerous Ideas”, realizado há cinco anos na Austrália. Christopher Hitchens, um dos representantes mais agressivos do novo ateísmo, deu uma conferência sob o título provocador “A religião envenena tudo”. Mas como explica Kathy Gilsinan em “The Atlantic” (“Can an Idea Be Dangerous?”, 31.8.2014), o conteúdo não conseguiu escandalizar demasiado. 26 CAESE março 2015 Mais audaciosa se tornou a intervenção de Kajsa Ekis Ekman no festival realizado em agosto pas- sado na Ópera de Sidney. Esta jornalista e ativista sueca defendeu a ideia de que as barrigas de aluguer são uma forma de exploração similar à prostituição: ambas as práticas vendem o corpo da mulher e ambas permitem a outros lucrarem à custa de mulheres pobres. Outras vezes, os organizadores deste tipo de eventos dissecam ideias com as quais não estão de acordo, mas que consideram merecedoras de atenção. Uma forma de neutralizar as suas consequências é trazê-las à luz do dia e submetê-las a escrutínio público. Realmente perigoso seria não discuti-las sob o pretexto de que “ofendem” alguém. “As autoridades não são as únicas que nos proíbem pensar isto ou PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR dizer aquilo. A frase ‘é ofensivo’ converteu-se no grito de moda dos censores de hoje”, diz Claire Fox, na web do Institut of Ideas. Por isso, o festival que organiza pretende ser “um antídoto contra este clima de censura, suscitando perguntas difíceis, em vez de repetir respostas fáceis ou silenciar opiniões com as quais não estamos de acordo”. Com o apoio da imprensa e da universidade O “Bristol Festival of Ideas”, que dura todo o mês de maio, é um exemplo de como este tipo de eventos contribui para elevar o nível cultural de uma cidade. Um grupo de empreendedores e artistas arrancou com ele há 11 anos e, desde então, gerou mais de 2 000 eventos, assim como um »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO festival de livros, outro de economia e outro sobre temas sociais para pessoas jovens. Entre os patrocinadores do festival há duas universidades, o município e outras organizações. Um dos seus aliados mais importantes é o “The Observer”, o jornal dominical geminado ao “The Guardian”. Além disso, o “The Observer” conta desde o ano passado com o seu próprio festival de ideias no Barbican Center de Londres. Outro meio de comunicação social britânico que se juntou à sequência dos festivais de ideias é a BBC, patrocinadora juntamente 27 CAESE março 2015 com outras entidades do “Cambridge Festival of Ideas”. Por seu turno, a revista “The New Statesman” é, desde 2014, um dos parceiros do “Cambridge Literary Festival”. Nos Estados Unidos, goza de grande prestigio o “Aspen Ideas Festival”, que reúne no Colorado especialistas mundiais sobre tendências sociais, política, arte, educação, ciência… (“Aceprensa”, “Nosotros, los moderados”, 12.7.2012). Uma iniciativa mais jovem é “The Imagination Festival”, o primeiro evento deste tipo organizado na Escócia. Na primeira edição, reali- PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR zada em 2014, um dos temas mais candentes que abordaram foi o referendo sobre a independência. Como se vê, a temática dos festivais de ideias é variada. Mas, em geral, o fundo é o mesmo: a sociedade civil não pode ficar de braços cruzados à espera que os políticos resolvam todos os problemas; é necessário igualmente que os cidadãos reflitam sobre eles e se decidam a influir no seu raio de ação. J. M. »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR DOCUMENTAÇÃO Podemos: novos rostos, velhas ideias 28 Em Espanha, a aspiração de renovar a esquerda tornou-se visível com a ascensão do Podemos após as eleições europeias, nas quais se converteu no quarto partido com 7,9 % dos votos. E as sondagens mais recentes situam-no como primeira força política em intenções de voto, rompendo a tradicional bipolarização partidária entre PP e PSOE. A formação liderada por Pablo Iglesias reivindica um novo modo de fazer política. Mas a maioria das suas propostas para trazer a mudança, continua ancorada em velhas ideias de esquerda. CAESE março 2015 Os bons resultados obtidos pelo Podemos nas últimas sondagens refletem que está a conseguir a adesão de muitos cidadãos fartos da corrupção, do desemprego, da crise e de um sistema dominado pelo bipartidarismo. Mas também lhe vieram dar uma dose de realidade: com mais possibilidades de governar, tem vindo a aproximar-se do centro político. Na ausência de um programa definido, Iglesias começou a suavizar o exposto nas europeias, onde abundavam a falta de clareza e os objetivos que não especificavam o como. “Fizemo-lo muito rapidamente e empurrados por uma onda de esperança que nos obrigou a voar”, admite. Já não fala de não pagar a dívida, mas de reestruturá-la. E insiste em que antes era um programa para outras eleições e que agora virá algo novo. A sociedade, em luta A “Asamblea Cuidadana ‘Sí se puede’”, fechada a 15 de novembro, depois de um longo processo em que foram votados documentos e candidatos em listas abertas, mostra que o Podemos levou a sério a vontade de escutar as suas bases. Neste sentido, distancia-se do estilo habitual dos grandes partidos de esquerda e de direita, “a casta” na linguagem de Iglesias, expressão tomada da terminologia política de Itália. »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO A participação dos cidadãos foi precisamente o grande trunfo do Podemos para articular o seu discurso de confronto entre as pessoas e a casta. “São os cidadãos que têm de decidir, não a minoria egoísta que nos trouxe até aqui”, lia-se no manifesto que lançou as bases, em janeiro de 2014, para articular a candidatura do Podemos às europeias (“Mover ficha: convertir la indignación en cambio político”. O texto deste manifesto foi publicado pelo diário “Público” de 14.1.2014). 29 CAESE março 2015 Herdeiro político dos “indignados” do 15M e gerido por pessoas ligadas ao partido Izquierda Anticapitalista, ao movimento Juventud sin Futuro e por antigos simpatizantes da Izquierda Unida (o próprio Iglesias colaborou nas suas campanhas de comunicação), o Podemos quis distanciar-se da “casta” construindo uma formação aberta e democrática. Mas este novo “impulso democratizador” não significa que haja rompido com a visão marxista da sociedade como conflito de interesses económicos. A dialética entre as pessoas e a casta não é senão a enésima repetição da retórica “oprimidos contra opressores”, para a qual também tem apontado a nova onda de líderes populistas latino-americanos de esquerda (cfr. “Aceprensa”, “Populismo: el hartazgo de las masas”, 27.5.2014). O admirável processo deliberativo utilizado na assembleia muito menos impediu as lutas de poder PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR interno, embora no final Pablo Iglesias tenha levado a água ao seu moinho (88 % dos votos), com a sua proposta de um secretário-geral em vez de uma direção coletiva. Longe da esquerda europeia Desde os tempos do Novo Trabalhismo de Tony Blair, a social-democracia europeia tem-se esforçado em procurar “uma sinergia entre os setores públicos e privados, aproveitando o dinamismo dos mercados, mas tendo em conta o interesse público”, nas palavras do sociólogo britânico Anthony Giddens (“La tercera vía. La renovación de la socialdemocracia”. Taurus, Madrid, 1999, pp. 119-120). ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO A aspiração a uma terceira via que articule o papel do Estado, do mercado e da iniciativa social encontrou eco em Gerhard Schröder, que assinou com Blair uma declaração comum. Ambos reconheceram que “a crença de que o Estado deveria responder aos fracassos do mercado leva com demasiada frequência a uma expansão desproporcionada do alcance do governo e da burocracia que acarreta” (Tony Blair e Gerhard Schröder, “The Third Way / Die Neue Mitte”, Declaração Conjunta de Política para a Europa, 8.6.1999, Londres). 30 CAESE março 2015 Mas a formação de Pablo Iglesias virou as costas a esta evolução da esquerda, declarando guerra ao privado. E assim, o seu programa das europeias (“Documento Final del Programa Colaborativo”) declara que “se irão revogar todas as leis, diretivas, ordens e decretos que tenham implicado a privatização direta ou indireta dos serviços públicos essenciais”. E quais são os serviços públicos essenciais? Quer isto dizer que a saúde pública não poderá encaminhar pacientes para a privada de modo a reduzir listas de espera, ou que um município não poderá contratar o serviço de limpeza a uma empresa privada? Mais Estado e menos liberdades O objetivo do Podemos de recuperar o “controlo público nos setores estratégicos da economía” vai na línha de engordar o Estado PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR Providência. O mesmo se passa com a concessão de novas prestações sociais que, além disso, seriam acompanhadas do “direito a um rendimento básico para todos” (embora falte saber como se financiaria). É o contrário das novas ideias avançadas pelo centro-esquerda na Grã-Bretanha e na Holanda para reformar o Estado Providência (cfr. “Aceprensa”, “Dos propuestas de izquierda para repensar el Estado del bienestar”, 26.9.2013). Ou, na Europa do Sul, pelo pragmático Manuel Valls e pelo popular Matteo Renzi (ver artigos em “Aceprensa”). Mesmo o líder trabalhista Ed Miliband, mais próximo do estatismo de Gordon Brown do que da ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO social-democracia de Tony Blair, advoga (“Ed Miliband fightback speech in full”, “Politics.co.uk”, 13.11.2014) combater com realismo a desigualdade social para não comprometer ainda mais o défice público: “Gastar muito não resolverá o problema de uma economia que não funciona para os trabalhadores”. Miliband, conhecido como “Ed o Vermelho”, quer que os trabalhistas sejam encarados como “criadores de riqueza e não só como redistribuidores”. 31 CAESE março 2015 O Podemos muito menos é original quanto à promoção de certos “direitos” de inspiração libertária: aborto com financiamento público, “morte digna”, “diversidade sexual”… Paradoxalmente, estas promessas não são acompanhadas por mais liberdades para aqueles que pensam de forma diferente. Num livro-entrevista com o jornalista Jacobo Rivero, “Conversación con Pablo Iglesias”, o líder do Podemos anuncia a sua intenção de estabelecer “mecanismos de controlo público” para os meios de comunicação. Na mesma linha, o programa do partido de cor roxa (o Podemos) promete a “paralização dos processos de privatização da educação e de todos os serviços escolares”, assim como a “eliminação de qualquer subsídio e ajuda ao ensino privado, incluindo a modalidade de concertação”. Estas propostas casam mal com a grande esperança de Pablo Igle- PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR sias de impulsionar a participação dos cidadãos. Surge a dúvida de se a promessa de mais “democracia real” não estará reservada aos estreitos círculos do Podemos. Até agora, a jovem formação tem sido mais um partido de protesto do que um partido com propostas de governo. O seu apoio tem vindo a crescer entre o eleitorado de esquerda, mas o radicalismo e a indefinição das suas propostas prejudica-o perante um eleitorado de centro. Iglesias diz que “o Podemos não é uma experiência política”, e que não se deve agitar o medo. Mas o facto de carecer de momento de um programa, não facilita que seja visto como gente séria. ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO Inovador foi o Tea Party Atacar o establishment não é monopólio da esquerda. O lema do Podemos no Twitter parece-se demasiado com o “We the People” que ainda hoje é cantado pelo Tea Party. “Está na hora de se escutar a voz das pessoas”, diz o perfil de @ahorapodemos. De facto, o processo coletivo do Podemos para adotar decisões não é tão original como se pensa. Também a injuriada National Tea 32 CAESE março 2015 PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR Party Federation usou este método em 2010 para elaborar a declaração “Contract from America”, à qual aderiram muitos tea partiers. O texto original apresentava uma lista de 1 000 propostas e, a partir de um processo de votação online, os seus simpatizantes foram escolhendo até ficarem com dez (cfr. “Aceprensa”, “¿Por qué importa el Tea Party?, 6.10.2010). também estabeleceu um precedente. Tal como Iglesias, que apresentou “La Tuerka” primeiro no “Canal 33” e depois no “Público”, a antiga governadora do Alaska teve o seu próprio programa no canal de televisão “Fox News”, entre 2010 e 2013. A apaixonada convergência entre Palin e a Fox durante esses anos, recorda hoje a do Podemos e do canal televisivo “La Sexta”. A ativa presença na televisão de Sarah Palin, estrela do Tea Party, J. M. ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR Partilhe com a AESE as suas questões, Notícias e Passaporte ([email protected]) AESE Lisboa AESE Porto Seminários Alumni Júlia Côrte-Real Telemóvel (+351) 939 871 256 Telefone (+351) 217 221 530 Fax (+351) 217 221 550 [email protected] Edifício Sede, Calçada de Palma de Baixo, n.º 12 1600-177 Lisboa Carlos Fonseca Telefone (+351) 226 108 025 Fax (+351) 226 108 026 [email protected] Rua do Pinheiro Manso, 662-esc. 1.12 4100-411 Porto Filomena Gonçalves Telemóvel (+351) 939 939 639 Telefone (+351) 217 221 530 [email protected] Abdel Gama Telefone (+351) 217 221 530 [email protected] Formulário de cancelamento: www.aese.com.pt/cancelamento Formulário de novas adesões: www.aese.com.pt/adesao Esta comunicação é de natureza geral e meramente informativa, não se destinando a qualquer entidade ou situação particular. © 2013 AESE - Escola de Direcção e Negócios. Todos os direitos reservados. www.aese.pt