22.MAI.2012
N.579
NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO
NOTÍCIAS
AESE e a formação
de “cidadãos
exemplares” em
Moçambique
“Democracia Liberal –
A Política, o Justo e o
Bem”
OPINIÃO
Como será a quarta
vida?
Voluntária, eu?
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PANORAMA
DOCUMENTAÇÃO
Aumenta o desemprego
de longa duração
“Não pedir à Wikipédia
mais do que pode dar”
Os que não abandonam
a energia nuclear
Novas Aventuras
Empresariais em 2012
Simulador da HBS testa
competência em Gestão
de Projetos
Warren Buffett
e a Berkshire Hathaway
Passaporte
As três epidemias
modernas
Verge: É tempo
para fazer
Lisboa, 6 de junho
Internacionalização de
PME’s
Porto, 6 de junho
Finanças
Para Não-Financeiros
Lisboa, 17 e 24 de setembro,
1 e 8 de outubro
As razões para ter
dirigentes portugueses
otimistas
PGL: Um desafio pessoal
e profissional
AGENDA
Uma escola para pais
pela Internet
Alavancas de
Sustentabilidade.
Casos Reais
Lisboa, 21 de junho
Corrupção e gestão
danosa
Lisboa, 25 de junho
Negociar com eficácia
Porto, 25 a 27 de junho
“Battle Hymn of the Tiger
Mother”
www.aese.pt
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27 e 28 de abril de 2012
Seminário de Alta Direção de Empresas em Maputo
AESE e a formação de “cidadãos exemplares”
em Moçambique
A AESE realizou em Maputo, nos
passados dias 27 e 28 de abril, o 1º
Seminário de Alta Direção da
AESE. No encerramento dos
trabalhos, o Ministro da Educação
de Moçambique, Zeferino Martins,
dirigiu-se aos participantes e
professores, manifestando o desejo
de que esta iniciativa de dois dias
na cidade das acácias fosse
proveitosa.
2
CAESE maio 2012
Começou por frisar a grande importância da educação no desenvolvimento socioeconómico, e expôs
amplamente os desafios do seu
ministério, o “mais difícil” de todo o
governo, a curto, médio e longo
prazos, apresentando depois algumas das suas respostas mais
relevantes. Entre outros dados
expostos referiu, por exemplo, que
se espera que um ano adicional de
escolaridade da população possa
resultar no retorno de cerca de
10% em termos de crescimento do
PIB.
Com fundamentação teórica, definiu o desenvolvimento como a
combinação de uma taxa elevada
de
investimentos,
com uma
distribuição ampliada dos seus
resultados e o desenvolvimento de
uma consciência cívica que se
sinta responsável por um futuro
comum. Abordando, em concreto, o
papel do Estado no cumprimento
deste desígnio, assumiu que este
deve ter um papel facilitador,
incluindo todas as partes interessadas nas várias iniciativas.
Zeferino Martins recomendou que
toda a formação dos executivos
promovesse uma perspetiva de
complementaridade e cooperação
(não de competição), suscitando
Zeferino Martins, Ministro da Educação de Moçambique
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um compromisso coletivo (contrário
ao individualismo) numa lógica de
longa duração (não imediatismo) e
fomentando o espírito empreendedor (sem estar à espera de
orientações).
“O fator humano é decisivo num
processo de desenvolvimento, porque só as pessoas, principalmente
os líderes, podem mobilizar em prol
das mudanças”, o que exige
formação, reflexão, participação em
seminários como estes, pelo que foi
com muito agrado que aceitou o
convite para encerrar o 1º
Seminário de Alta Direção da AESE
em Maputo, congratulando-se com
a presença nele de vários líderes
representativos.
3
CAESE maio 2012
“Esta é uma tarefa que exige
perseverança, iniciativa e criatividade, estar focado, ter paixão e
cultivar as relações interpessoais,
em resumo, ser um cidadão exemplar. Neste sentido, são bem-vindas
e de apoiar todas as ações suscetíveis de contribuir para a formação e capacitação dos gestores.
Por isso está de parabéns a AESE
por organizar este evento de alta
direção, e esperamos que não seja
o último”.
“O 1º Seminário de Alta Direção foi
uma experiência valiosa.” Manuel
Gamito (Assessor da Presidência
da República) destacou a “grande
utilidade e qualidade da formação,
com pedagogia interativa e dinâmica de transmissão de conhecimentos, assim como de competências e experiências de forma
absolutamente cativante. Manuel
Gamito
acrescentou
que
“a
convivência e partilha de pontos de
vista por diferentes profissionais” foi
“encantadora e profícua”.
Fulgêncio Magaia, Administrador da
Moçambique Capitais, considerou o
seminário “com grande utilidade
para Executivos e quadros superiores de gestão, que no dia a dia se
têm de confrontar com delicadas e
cada vez mais complexas situações, que exigem uma tomada de
decisões rápida e eficiente, sendo
para isso fundamental poder também dispor de instrumentos de
análise rápida dos fatos que
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rodeiam um problema específico de
gestão. Estou absolutamente convicto que nenhum participante sairá
indiferente no fim de um programa
destes.”
.
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8 de maio de 2012
Novo livro do Prof. Pedro Ferro
“Democracia Liberal - A Política, o Justo e o Bem”
“Democracia Liberal - A Política, o
Justo e o Bem” é o título do mais
recente livro do Prof. Pedro Ferro,
Diretor do PADE - Programa de Alta
Direção de Empresas da AESE,
Professor na área de Fator
Humano
na
Organização
e
Consultor. A obra consiste numa
coletânea
de
ensaios
que
exprimem, segundo o Prof. João
Carlos Espada, “um olhar sobre o
fenómeno político, que escasseia
na atual atmosfera intelectual.”
4
CAESE maio 2012
“Este é um livro notável (…). Possui uma coerência interna que não
escapará ao leitor. Exprime uma
atitude política (…). E, no entanto,
essa atitude está entre as
fundadoras das democracias liberais em que vivemos, ou que
herdámos dos nossos antepassados. Talvez por isso mesmo, por
ser fundadora, seja hoje quase
esquecida. Mas o esquecimento
das fundações e dos fundadores é
um risco para a democracia liberal.”
Licenciado em Economia pela
Universidade Católica Portuguesa,
Pedro Ferro tem um Mestrado em
Ciência Política (2006), pela mesma universidade. Realizou o Executive MBA, do Instituto Empresarial Portuense/ESADE, e uma
Pós-graduação em Economia Europeia (UCP). É, desde 2009,
Docente no ISEC - Instituto
Superior de Educação e Ciências e
regente da cadeira de Marketing,
no Mestrado em Tecnologias
Gráficas.
Pedro Ferro é também autor da
obra "A motivação dos funcionários
públicos e a reforma administrativa
- entre o bem comum e o interesse
próprio", lançada em 2010.
“Democracia Liberal - A Política, o
Justo e o Bem” encontra-se à venda na
livraria da AESE.
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4 de maio de 2012
Convidado da 10ª edição do Executive MBA AESE/IESE
As razões para ter dirigentes portugueses otimistas
No último dia de aulas do 10º
Executive MBA AESE/IESE, a
AESE convidou o Prof. Gautam
Ahuja, o especialista em estratégia
da Ross School of Management
que os participantes conheceram
na semana internacional dos EUA.
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CAESE maio 2012
Perceber a vantagem competitiva
das empresas e do país é fundamental para avaliar os recursos e
formular uma linha de ação. “Os
fatores de sucesso variam razoavelmente em função dos ambientes. Mas numa situação como a
atual, de grandes constrangimentos, existe uma série de limitações
ao poder de compra.” Nestas
condições, o Prof. Ahuja indicou
duas possibilidades de atuação.
“Em primeiro lugar, a estratégia tem
de ser inovadora no sentido de
corresponder às necessidades dos
consumidores que têm mais poder
de compra. Isso implica a imple-
mentação de modelos que sejam
extremamente rentáveis”. Uma vez
que existe uma menor disponibilidade financeira, interessa investir
em algo que garanta retorno.
“Focar a atenção numa produção
eficiente contribuirá para a definição de uma estratégia bem sucedida, no presente contexto.”
Considerando a realidade portuguesa e o elevado nível de competitividade que se vive globalmente,
“as empresas portuguesas devem
agarrar-se aos seus pontos mais
fortes”, para garantirem uma
vantagem competitiva.” A solidez
das instituições e a expressão da
língua portuguesa falada por cerca
de 200 milhões de pessoas,
colocam Portugal numa situação
vantajosa que poderá ser potenciada pelas tecnologias de informação. “Portugal pode internacionalizar-se, expandir os seus negócios
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em países que não beneficiem de
um enquadramento institucional tão
forte como o vosso. O Prof.
Gautam Ahuja deixou uma palavra
de otimismo aos dirigentes portugueses, “porque nós sabemos que
os tempos difíceis surgem, mas
também sabemos a importância de
consolidar e fortalecer a herança
institucional de uma nação, com
boa regulamentação e um bom
lobby, que a sustente como via
para o sucesso. Pode demorar,
mas é o caminho a seguir.”
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CAESE maio 2012
O reecontro com o 10º Executive
MBA AESE/IESE na reta final do
programa foi uma oportunidade que
o Professor acolheu com grande
satisfação. “Foi um prazer contactar com os professores e alunos.
Como tem vindo a ser hábito,
aprendi muito com este encontro,
(…) sobre Portugal e sobre o modo
como a crise tem afetado o país.
Depois de consultar muitos dados e
observar em redor, concluo que, de
fato, o futuro de Portugal é
brilhante, ainda que a curto prazo
tenha de passar por uma fase de
sofrimento.”
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3 de maio de 2012
Entrega de diplomas ao 1º Programa de Gestão e Liderança
PGL: Um desafio pessoal e profissional
A primeira edição do programa
paper less da AESE, chegou ao
fim, a 3 de maio, em Lisboa. Os
participantes no PGL – Programa
de Gestão e Liderança receberam
os seus diplomas depois de um dia
intensivo que culminou com um
jantar de convívio entre os agora
Alumni, os seus cônjuges e os
Professores.
Durante o jantar, Duarte Freitas (1º
PGL), Vogal do Conselho de
Administração da CARAM, considerou que o programa do qual é
Presidente, suscitou “um sentimento transversal a todos nós, a
consciência da utilidade deste PGL.
Já todos nos demos conta de
utilizarmos, no dia a dia, as ideias
chave das sessões, os chamados
“take away”.”
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CAESE maio 2012
As sessões de coaching desenvolvidas na segunda metade do PGL
foram muito apreciadas. Trata-se
de “um importante exercício de
sistematização, de autoconhecimento e de compromisso, onde
não existe um adversário externo.
O desafio é de cada qual consigo
próprio.”
O PGL foi para Pedro Morais
Barbosa do Activo Bank, eleito
Vice-Presidente
do
Programa,
”talvez a grande experiência de
ensino e de curso desde que
terminei a faculdade”. No PGL,
Cristina Rodrigues, da Lisgarante,
aprendeu “a liderar e a orientar
muito melhor as pessoas”, o que
leva Tatiana Pereira da Iberlim a
concluir que “saio daqui um bocadinho “maior”: em conhecimentos e
enquanto pessoa.”
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27 de abril de 2012
10º Executive MBA AESE/IESE apresenta
Novas Aventuras Empresariais em 2012
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CAESE maio 2012
Na reta final do Executive MBA
AESE/IESE, os participantes da 10ª
edição submeteram os conhecimentos apreendidos em formato
de plano de negócios à consideração de professores, colegas,
investidores e jornalistas.
proximidade (iPoster); Cultura de
milho para grão (Grain Growth);
Alimentação e saúde (Pão São);
Inovação
na
actividade
farmacêutica (Pharma Label e
Healthink); e Sistema de fidelização
de clientes (Caash).
Doze foi o número de start ups
apresentadas,
cuja
área
de
atividade, missão, valores e plano
de investimento foi detalhado em
15 minutos.
Relativamente aos anos anteriores,
o Prof. Vasco Bordado, responsável
pela área de empreendedorismo da
AESE e Administrador não Executivo de NAVES Sociedade de
Capital de Risco, congratulou-se
pela qualidade técnica das apresentações que têm vindo a
melhorar em cada edição.
Os planos de negócios cobriram
áreas como: a Gestão Florestal
(VSN); Vendas online e inovação
em
vendas
(ytMarketplace);
Consultadoria de redução de
custos (Best Results); indústria
transformadora (Dignus e Projeto
Chicago); Publicações (Earn, AESE
Business Review); Alimentação
saudável
(Easyfish);
Turismo
(Touch
in);
Marketing
de
A conferência-colóquio que se
seguiu à apresentação pública de
NAVES do 10º Executive MBA
AESE/IESE foi conduzida por
Leonor Beleza, Presidente da
Fundação Champalimaud.
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17 e 18 de abril de 2012
Com Agostinho Abrunhosa, Jorge Ribeirinho Machado e Pedro Leão
Simulador da HBS testa competência em Gestão
de Projetos
Decorreu a 17 e 18 de Abril a 1ª
edição do Seminário de “Gestão de
Projetos” da AESE intitulado
“Gestão de Projectos: Uma abordagem prática”.
Com base na discussão de casos
de estudo reais, evidenciando
situações práticas onde a temática
da Gestão de Projetos assume
particular relevo, o seminário incluiu
conferências-colóquio, que asseguraram o enquadramento concetual
dos temas em debate, e a simulação de grupo da Harvard Business
School que permitiu implementar os
conhecimentos adquiridos.
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CAESE maio 2012
Os participantes, quadros médio/
altos de algumas das mais prestigiadas empresas do país, inscreveram-se com a expetativa de
consolidar os conhecimentos na
área de Gestão de Projetos e
“arrumar” os conceitos relativos ao
tema.
Por
isso,
decidiram
aproveitar o período de menor
atividade económica, para apostar
na melhoria das competências.
Com o desenrolar do programa, foi
notório o crescendo da dinâmica
competitiva inter-grupos, onde três
equipas competiam entre si para
atingirem o melhor scoring no simulador, estando previsto um follow up
pós-seminário na AESE, para
sedimentar as principais aprendizagens do exercício.
O nível de satisfação foi visível,
tendo os participantes demonstrado
particular entusiasmo pela introdução da componente de simulação,
para além de terem sugerido novas
ideias para seminários dentro da
Agostinho Abrunhosa
Pedro Leão e André Vilares Morgado
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temática da Gestão de Projetos.
Para Carlota Albergaria, Senior
Associate da Heidrick & Struggles,
“o Seminário de Gestão de Projetos
da AESE foi bastante interessante
e útil do ponto de vista concetual, e
proporcionou uma ótima experiência pessoal. Gostei sobretudo
do método do caso e da ferramenta
do Simulador de Gestão. Num
contexto de aprendizagem altamente dinâmica, este método
proporciona e permite-nos não só
um envolvimento mais direto com a
realidade, como ter uma visão mais
abrangente e global do negócio.
Deixo ainda os parabéns a toda a
equipa da AESE, pela forma como
envolvem os alunos e todo o
entusiasmo transmitido ao longo do
Seminário.”
O Seminário esteve a cargo dos
Professores Agostinho Abrunhosa,
Jorge Ribeirinho Machado e Pedro
Leão (4º Executive MBA AESE/
IESE).
10
CAESE maio 2012
Participantes do Seminário “Gestão de Projetos” da AESE
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Investigação AESE
O Caso “Warren Buffett e a Berkshire Hathaway”
Escrito pelo Prof. Adrián Caldart e
pelo Eng. Luís Lynce de Faria,
“Warren Buffett e a Berkshire
Hathaway” é o título do mais
recente caso da AESE.
"A Estrutura Corporativa da Berkshire Hathaway para gerir oitenta
negócios muito díspares e sem
qualquer sinergia entre eles, constitui um caso único na história da
organização de empresas e de
Grupos empresariais em particular.
A dimensão deste grupo mede-se
pelo volume de negócios da ordem
de 136.000 milhões de dólares,
com a participação de 260.000
colaboradores, e apenas 21 dos
quais na Corporação.
11
CAESE maio 2012
O grande desafio que se coloca, é
se a Berkshire e o seu modelo corporativo, que se identificam com a
vida do empresário Warren Buffett ,
de 80 anos, resistirá após a sua
sucessão, que se adivinha para
breve
Um recente caso de "Inside
Information" envolvendo um dos
seus mais diretos colaboradores, o
que não era muito comum na
história do Grupo, levanta algumas
questões de muito interesse para a
análise desta organização. Embora
o colaborador se tenha demitido, o
assunto está a ser analisado ao
nivel da SEC (U.S. Securities and
Exchange Commission)."
Prof. Adrián Caldart
Eng. Luís Lynce de Faria
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AGENDA
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Seminários
Seminário
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Negociar com eficácia
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Eventos
Seminário
Finanças para Não-Financeiros
Lisboa, 17 e 24 de setembro,
1 e 8 de outubro
Evento
Verge: É tempo de fazer
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Sessões de Continuidade
Sessão de Continuidade
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Internacionalização
de PME’s
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Sustentabilidade.
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CAESE maio 2012
Ciclo AESE-EDP
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Como será a quarta vida?
“Se vivemos mais, temos de trabalhar mais. É da mais elementar inteligência.
Portugal precisa. E agradece.
A diferença entre as receitas e as despesas da Segurança Social atingiu o mínimo histórico de 63
milhões de euros.. (…)“
Leia mais e comente
José Manuel Diogo,
35º PADE e Diretor-Geral da
Agenda Setting
Post publicado em Agenda Setting, a 4 de maio de 2012
Voluntária, eu?
“Há coisas que não faço por dinheiro nenhum. Mas posso fazê-las porque sim, na minha casa, à
minha família, aos meus amigos. Como posso fazê-las ao mais pobre dos pobres, maltrapilho e
malcheiroso, doente ou incapaz.(..)”
Leia mais e comente
Publicado na revista “Aposta” nº105, de abril de 2012, e no Blog AESE.
Beatriz Abreu,
11º PDE e Diretora do
GOS
13
CAESE maio 2012
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PASSAPORTE
David Branquinho (9º Executive
MBA AESE/IESE) é atualmente o
Responsável de Estratégia e
Planeamento da Brico Depot, do
Grupo Kingfisher Plc.
Pedro Bord’ Água (3º Executive
MBA AESE/IESE), defendeu com
sucesso a sua tese de doutoramento em Engenharia e Gestão, no Instituto Superior Técnico.
Rui Moreira (3º Executive MBA
AESE/IESE) é o novo diretor
financeiro da Caetano Coatings.
14
CAESE maio 2012
Nesta secção, pretendemos dar notícias sobre algumas trajetórias profissionais e iniciativas empresariais dos nossos Alumni.
Dê-nos a conhecer ([email protected]) o seu último carimbo no passaporte.
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PANORAMA
Aumenta o desemprego de longa duração
A crise económica provocou uma
grande perda de empregos mas,
quase mais marcante do que o
desemprego total, é o aumento do
prolongado (superior a um ano),
como destaca a OCDE no seu
último relatório “Employment Outlook / Perspectives de l’ emploi”.
15
CAESE maio 2012
Na OCDE, o número de desempregados subiu de 13 para 44
milhões desde o começo da crise
(2008). É normal que, nesta situação, aumente também a duração
do desemprego. Agora, 32,4% dos
desempregados estão nesta situação mais de um ano, contra
25,5% antes da crise. Mas, em
muitos países, a evolução do desemprego prolongado não é pro-
porcional à taxa geral. Isto faz
recear que se esteja a criar uma
grande bolsa de pessoas que
venham a ficar definitivamente fora do mercado laboral.
Os países com maiores percentagens de desemprego superior a
um ano não são, necessariamente, os que têm mais altas taxas de
desemprego. A Alemanha baixou
o desemprego prolongado mas
continua a estar muito acima da
média da OCDE, com 47,3%, e
antes da crise registava 52,6%.
Em Espanha, onde a taxa de
desemprego é muito elevada
(21,2%), o prolongado não chegou
tão alto, embora tenha subido
muito: de 23,8% em 2008, para
40,5% em 2011. Mais desemprego prolongado, em termos relativos, têm outros países com
taxas gerais inferiores à espanhola, como Itália (8% de desemprego total), Portugal (10,8%; hoje,
superior a 15%), Irlanda (13,6%)
ou Bélgica (7,5%), além da
Alemanha (7%). O desemprego
prolongado em França é igual ao
de Espanha, embora a taxa geral
seja menos de metade (9,9%).
É também de salientar o caso dos
Estados Unidos, onde noutros
tempos os que perdiam o emprego encontravam outro rapidamente: de facto, o desemprego superior a um ano alcançava 9,5% em
2008. O desemprego total subiu,
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certamente, durante a crise: de
5,8% para 9,1%; mas o prolongado triplicou, vindo a alcançar
30,4%.
Contraste semelhante, mas menos marcado, acontece no Japão.
Neste país, o desemprego total é
baixo e subiu pouco durante a crise (de 4,0% para 4,7%); em contrapartida, o prolongado, que já
era bastante alto, aumentou ainda
mais (de 33,3% para 37,6%).
No outro extremo da tabela, o
desemprego total e o prolongado
evoluem em paralelo. Os países
onde menos de 10% dos desempregados são de longa duração
(Coreia do Sul, México, Noruega e
Polónia) têm taxas totais igualmente baixas. A sul-coreana é de
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apenas 3,3%, tendo lá o desemprego prolongado um número muito reduzido de 0,3%, quase dois
pontos e meio a menos que antes
da crise.
(OCDE)
PANORAMA
Os que não abandonam a energia nuclear
16
CAESE maio 2012
A Alemanha não é o único país
que rejeitou a energia nuclear
devido ao acidente de Fukushima.
No ano passado, a Suíça decidiu
não substituir as suas centrais
nucleaes quando terminarem a
sua vida útil, pelo que dentro de
30 anos não restará nenhuma.
Também no ano passado, os
eleitores italianos aprovaram, em
referendo, anular o plano de
renascimento nuclear preparado
pelo Governo de Silvio Berlusconi,
que iria revogar o apagão decidido
em 1987, depois do acidente de
Chernobil. No Chile, deficitário em
energia, o governo suspendeu o
seu projeto de construir centrais
nucleares (agora não existe nenhuma).
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17
CAESE maio 2012
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Mas essa não é a posição maioritária no clube nuclear. Atualmente, existem 29 países com reatores, e 14 deles têm centrais em
construção (outro ainda, o Irão,
está a construir a primeira).
trução, que se vão juntar aos 32 já
em funcionamento. Os outros países com mais reatores em construção são a Índia (6) e a Coreia
do Sul (5); os restantes têm um ou
dois.
percentagem do nuclear, que
agora é de 15,6%. Para isso, pretendem ter em 2025 oito centrais
novas mais potentes, que irão
substituir outras tantas das 19
atuais.
A maior expansão nuclear é a da
China, que tem 13 reatores e está
a construir mais 28. Esta pode ser
uma boa notícia para a atmosfera,
se dessa forma a China conseguir
conter o seu consumo de carvão,
que cresceu 185% na década
passada, até alcançar quase metade do total mundial. O carvão é
o combustível fóssil mais poluente, ao qual se deve a maior
parte (43%) das emissões mundiais de CO2.
Fukushima não vai fazer com que
a Grã-Bretanha saia do clube.
Depois de uma revisão da segurança das centrais, o Governo de
Londres publicou em 2011 o novo
plano energético nacional, que
conta com a energia nuclear como
um dos pilares para reduzir as
emissões de CO2 na geração de
eletricidade. Concretamente, prevê baixar para 20% a parte produzida com combustíveis fósseis
e obter o restante a partir de centrais nucleares e de fontes renováveis, em partes iguais. Isto
pressupõe mais do que duplicar a
A Holanda tão-pouco vai fechar a
sua única central nuclear, que lhe
possibilita cumprir a sua meta de
emissões. Igualmente, a Argentina
(com dois reatores operacionais e
um em vias de inauguração) confirmou que não renuncia, apesar
de Fukushima.
Em segundo lugar aparece a
Rússia, com 11 reatores em cons-
Há, além disso, países sem energia nuclear que querem tê-la. A
Polónia planeia erguer seis centrais, de modo a assegurar a
autossuficiência energética e não
depender da Rússia. A Arábia
Saudita, embora seja o segundo
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produtor mundial de petróleo (a
Rússia ultrapassou-a em 2010) e
ter as maiores reservas, quer
satisfazer a sua crescente procura
de energia sem gastar mais do
seu próprio crude. As instalações
de refrigeração, as dessalinizadoras para obter água potável do
mar e a indústria solicitam cada
vez mais eletricidade, e seria mau
negócio gerá-la queimando barris
de petróleo que dão mais dinheiro
se forem exportados. A meta
saudita é, portanto, construir 16
centrais nucleares até 2030, a um
custo equivalente a 70.000 milhões de euros.
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Panorama nuclear
Japão
Desligou mais de 40 reatores
Alemanha
Fixou o apagão nuclear para 2022
Suíça
Não vai substituir as centrais existentes, que fecharão daqui a 30 anos
Itália
Recusada em referendo a construção de centrais nucleares
China
Está a construir 28 centrais
Rússia
Grã-Bretanha
Arábia Saudita
Tem 11 centrais em construção
Polónia
Projeta construir 6 centrais
Quer duplicar a percentagem da eletricidade de origem nuclear
Prevê construir 16 centrais antes de 2030
R.S.
18
CAESE maio 2012
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PANORAMA
As três epidemias modernas
Vivemos tempos de perda. Hoje
convivem ao mesmo tempo três
epidemias de grande envergadura: a depressão, o stress e a
rutura conjugal. Não saberia dizer
qual a ordem de chegada.
19
CAESE maio 2012
A depressão é a doença da
melancolia. A palavra passou para
a linguagem coloquial e o seu uso
e abuso está na ordem do dia. Há
dois tipos, duas modalidades: as
endógenas, que vêm de dentro e
que se devem a uma desordem
bioquímica cerebral complexa,
que têm um fundo hereditário e
que são sazonais (especialmente
na primavera); têm bom prognóstico, curam-se em cerca de 90 por
cento delas e hoje contamos com
medicamentos que travam a recaída.
As outras são as exógenas, que
podem ser chamadas reativas e
que se devem a acontecimentos
negativos da vida. Há duas modalidades: os traumas de grande
dimensão, que são impactos muito fortes a deixar o ser humano
prostrado à beira do precipício e
dos quais poderíamos dizer que a
mulher é especialmente sensível
às frustrações sentimentais e
familiares, enquanto que o homem
o é às frustrações económicas e
profissionais. Hoje isto está a
mudar e haveria muitos matizes a
e xpo r aqui. A ou tr a, são o s
traumas de menor dimensão, que
são factos negativos de pequena
e média intensidade, mas que
f o r ma m u m so ma t ó r i o , u ma
constelação de fatores nocivos
que dão lugar a um estado de ânimo de tristeza, apatia, ir abaixo,
falta de vontade de viver, desilusão e um longo et cetera nessa
mesma linha. Estas depressões
multiplicaram-se hoje devido ao
tipo de vida que vivemos, e muitas
delas arrancam, brotam, emergem, saltam aos pés da crise económica tão grave que estamos a
viver e da rutura da família, com
tudo o que isso acarreta. As dep r e ssõ e s e xó g e n a s t ê m u m
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prognóstico incerto e a sua evolução depende dos factos que as
desencadearam.
20
CAESE maio 2012
A segunda epidemia é o stress,
que consiste num ritmo trepidante
de vida sem tempo para mais
nada a não ser trabalhar. Há também duas modalidades: o stresse
real, que se deve a se estar
sempre sobrecarregado e mesmo
ultrapassado por inúmeras coisas
e atividades, e que acontece com
especial frequência nos executivos, nos homens de negócios, nos
jornalistas e em todos aqueles
que não sabem colocar limites à
sua atividade profissional e que
cedo ou tarde são apanhados
pelos laços da profissionalite sem
freio. A outra é o stresse psicológico, que não é tão objetivo co-
mo o anterior e que se dá em
pessoas que se esgotam, que
aceleram o seu ritmo de vida sem
necessidade e que são autênticas
fábricas de ansiedade. Por vezes,
ambas as modalidades acontecem simultaneamente. Evitar o
stress é saber trabalhar com
ordem e vontade. Saber planificar
as coisas que temos de efetuar e
aprender a dizer não a pedidos,
solicitações e pressões excessivas de trabalho. Diz o Eclesiates:
«Ama o teu ofício e envelhece nele».
A terceira epidemia, a das ruturas
conjugais, podemos dizer que é
mais recente no mundo ocidental.
Hoje assistimos ao espetáculo de
um casal desfeito e outro e mais
outro. Aqui e ali. Quem nos ia di-
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zer há apenas algumas décadas
que este ia ser um dos piores
males do nosso tempo? Que significa isto, o que se está a passar, quais são as causas e motivos que desencadearam este
feroz tsunami de proporções gigantescas? São muitas as coisas
que se foram sucedendo para que
isto aconteça. Não é fácil dar uma
resposta única, porque são numerosos os ingredientes que se
acumulam aqui e levaram a que
tantos casais se tenham esboroado e apareçam os chamados
“filhos pingue pongue”, que vão
daqui para acolá todas as semanas, com tudo o que significa essa
transferência para a pessoa que
ainda está em formação.
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Observo a palavra amor falsificada. Há um uso, um abuso e
uma manipulação da palavra
amor. A qualquer coisa chama-se
amor! Há que devolver a este
termo a sua força, a sua qualidade
e a sua exigência. Amar uma
pessoa é dizer-lhe: vou tentar que
tu nunca morras para mim, que
sejas o meu primeiro argumento;
vou colocar da minha parte para
te dar, o melhor que tenho… vou
tentar extrair o melhor da minha
pessoa e da tua. O amor do casal
constitui uma tarefa laboriosa que
tem elevada percentagem de um
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CAESE maio 2012
verdadeiro trabalho artesanal psicológico.
E no meio deste ideal de vida, ao
mesmo tempo realista e exigente,
deparamos com uma sociedade
em que se foram impondo de
modo gradual e progressivo uma
série de conteúdos, umas vezes
claros e outras desfocados: o
hedonismo, o consumismo, a
permissividade e o relativismo, e
todos eles alinhavados pelo
materialismo e pela falta de
espiritualidade. E o drama é
servido em bandeja. Em face
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dessa paisagem que temos diante
dos olhos, há que saber ir em
contracorrente e não se deixar
levar pelas modas do momento. A
epidemia de casais desfeitos é
contagiosa.
E. R.
(“ABC”)
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PANORAMA
“Battle Hymn of the Tiger Mother”
Battle Hymn of the Tiger Mother
Autora: Amy Chua
Penguin Group
2011
240 págs.
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CAESE maio 2012
Os pais mais exigentes, que
fazem dos seus filhos autênticos
trabalhadores a partir da mais
tenra infância, são os que depois
conseguem universitários responsáveis, seguros e cheios de energia, segundo Amy Chua, a autora
sino-americana do livro “Battle
Hymn of the Tiger Mother” que
chocou o mundo educativo nos
EUA pela sua defesa do regresso
a posições autoritárias e exigentes.
Num encontro com os leitores do
seu livro na Biblioteca Pública de
Nova Iorque, Chua, que alcançou
um grande sucesso de vendas
nos Estados Unidos, louvou os
efeitos da rígida educação de
origem oriental que aplicou às
suas filhas há já uma década, e
assegurou que a chegada da sua
filha à universidade, lhe mostrou
que o resultado do seu esforço e
acompanhamento não deram lugar a “um autómato nem a um
robot”, mas a uma pessoa independente, criativa e corajosa.
Segundo refere o diário “The Wall
Street Journal”, a autora do polémico livro aproveitou o encontro
para se defender das críticas re-
cebidas nos últimos meses e
procurar responder aos pontos
mais criticados pelos defensores
de uma educação flexível. Na sua
opinião, disseram-se muitas coisas acerca da instrução que ela
propõe inexatas. O seu objetivo
não é tanto conseguir metas, resultados ou boas notas, “mas
ensinar aos filhos que são capazes de fazer muito mais do que
pensam”. Chua, que compareceu
ao encontro acompanhada de
Sofia, a sua filha mais velha, e do
seu marido – também professor
universitário -, afirmou que talvez
mesmo agora, ambos são dos
pais menos intervencionistas na
vida dos seus filhos universitários
porque, simplesmente, os seus
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filhos não precisam desse intervencionismo depois de terem recebido uma rígida educação entre
os 5 e os 12 anos, época em que
se forma o caráter.
Na sua defesa de uma maior
exigência, Amy Chua comparou a
severidade que propugna com a
que praticaram os pioneiros norte-americanos, que inspiravam resistência nos seus filhos, e não
tanto com a desenvolvida pelos
seus antepassados chineses. Pelo
contrário, ridicularizou os ‘pais
helicóptero’, que sobrevoam constantemente os filhos, protegendo-os de possíveis ameaças, carregando as suas mochilas e incapacitando-os para qualquer esforço,
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CAESE maio 2012
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algo que não tem nenhuma tradição nem raízes nos Estados
Unidos da América. Por isso,
considera que, ao chegar à universidade, onde os filhos pela primeira vez se encontram sozinhos, é muito fácil que aqueles
que ouviram mil vezes dos seus
pais, palavras como “magnífico,
és um génio” e foram educados
com excessivos cuidados, sofram
um autêntico trauma quando algo
lhes corre mal.
A promotora da exigência na
educação recordou que hoje em
dia é muito alargada a tendência
para elogiar a criatividade, “como
se Steve Jobs, o pai da Apple,
t i ve sse co n se gui d o a s su a s
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invenções fugindo às aulas
quando, na realidade, tanto ele
como o criador do Facebook,
Mark Zuckerberg, são o protótipo
do trabalho esforçado e souberam
recuperar e resistir a situações
limite”, justamente o que pretende
obter a educação com autoridade
que Amy Chua defende. “Ninguém
inventaria um iPod sem lhe ter
dedicado antes longas horas de
trabalho”, salienta.
O livro teve uma edição em
castelhano com o título “Madre
tigre, hijos leones”, ed. Temas de
Hoy, 2011. Também no Brasil foi
publicado: “Grito de Guerra da
Mãe-Tigre”, ed. Intrínseca, 2011.
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CAESE maio 2012
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Errata “Com as redes sociais,
aumenta a dose diária de ecrã
entre os jovens”:
O slide 22 do nº 578, que voltamos a apresentar, incluiu um
lapso no final do último parágrafo que aqui retificamos,
relativo ao texto “Com as redes
sociais, aumenta a dose diária
de ecrã entre os jovens”.
As nossas desculpas
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CAESE maio 2012
Em conjunto, o consumo médio de
Internet é de 1h 30m, o que já
constitui o mesmo tempo consumido em televisão e mais 15
minutos do que o gasto nas
videoconsolas. O aparecimento
das RS fez aumentar a navegação
pela rede, sem diminuir o tempo
empregue nas outras formas de
lazer.
Que relação haverá entre o uso
das tecnologias e os resultados
académicos? Para 56% dos
inquiridos, o computador ajuda-os
a fazer as tarefas escolares.
Também para os professores
constitui uma ajuda a utilização de
software didático e a melhoria na
edição das suas notas e
apresentações.
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Mas, juntamente com isso, o
excessivo consumo de tempo
atribuído às tecnologias costuma
levar a piores notas. Por exemplo,
em face de 9% de não utentes
das tecnologias que confessam
não ler nada, há 13% de utentes
avançados na mesma situação.
Os alunos dizem que não lhes faz
diminuir o tempo de estudo, mas o
gráfico seguinte publicado na
“Aceprensa” mostra como os
resultados académicos baixam
ligeiramente com o uso das
tecnologias.
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DOCUMENTAÇÃO
“Não pedir à Wikipédia mais do que pode dar”
Procurar no Google e acabar por
conhecer as coisas através da
Wikipédia, converteu-se num clássico da nossa cultura. A tecnologia
2.0 parece aproximar-nos da
utopia de um saber universal e
democrático. Enrique Banús, titular da cátedra Jean Monnet de
Cultura Europeia, atualmente
diretor do programa de doutoramento em Humanidades na Universitat Internacional de Catalunya
é, além disso, um dos maiores
especialistas em Wikipédia de língua castelhana.
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CAESE maio 2012
A Wikipédia é a primeira fonte
de informação dos utentes da
Internet. Mas uma sombra letal
paira sobre a enciclopédia cole-
tiva: em que medida será fiável?
As investigações efetuadas, oferecem-nos resultados diferenciados.
Numa delas, concluiu-se que tinha
mais ou menos a mesma fiabilidade da “Enciclopédia Britânica”,
noutra o resultado não é tão favorável. Também se fizeram ensaios
introduzindo erros ex profeso e
ver por quanto tempo demoravam
a ser corrigidos; o resultado foi
bastante satisfatório: normalmente, ao fim de algumas horas, algum utente havia retificado a informação. Em artigos de menor relevância, podem manter-se erros
bastante tempo (mas são artigos
muito pouco consultados).
O ritmo vertiginoso da Internet,
também tem algo a trazer à
sabedoria…
Com efeito, podem fazer-se umas
15-20 edições por minuto. Isto
significa que há várias dezenas de
pessoas a trabalhar em simultâneo. Embora alguns se dediquem quase exclusivamente a
fazer revisões, muitos estão a
criar artigos novos ou a melhorar
os existentes.
A própria arquitetura efémera
do meio facilita as emendas…
Mas convém salientar que a qualidade dos artigos é muito desigual:
junto com alguns excelentes, há
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outros feitos por alguém com muito entusiasmo, mas poucos conhecimentos sobre o que é uma
enciclopédia. Além disso, a Wikipédia não tem a mesma fiabilidade nos seus diferentes idiomas.
A Wikipédia aglutina as maiores
realizações da Internet: partilhar desinteressadamente o conhecimento e construir o mundo em comunidade. Estamos a
assistir à ansiada democratização do conhecimento?
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CAESE maio 2012
Tenho as minhas dúvidas sobre o
que significa “democratização do
conhecimento”... Mas é verdade
que muitas pessoas oferecem os
seus conhecimentos à Wikipédia.
Todavia, não são assim tantos os
que colaboram assiduamente e de
modo significativo. Também exis-
tem casos de editores muito sólidos que deixam o projeto, por
cansaço, ou porque ficaram desiludidos com as normas de funcionamento.
A autorregulação dos utentes
A Wikipédia baseia-se na boa fé
dos utentes. A autorregulação
será suficiente garantia de qualidade?
Efetivamente, espera-se dos próprios utentes que acabem por
modelar a enciclopédia, com interações niveladoras. Para isso,
estabeleceram-se algumas modalidades práticas, como a lista das
últimas modificações, os últimos
artigos criados… que permitem
um acompanhamento quase em
tempo real da criação e modifica-
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ção de artigos. Há também utentes especializados nessas “tarefas
de manutenção” e que fazem um
grande trabalho. Será tudo isto
suficiente? Como já o referi, o
resultado é desigual, dependendo
dos idiomas, das áreas de conhecimento...
Se qualquer pessoa pode editar
um artigo, qualquer pessoa é
construtora de cultura. Mas a
figura do bibliotecário parece
contradizer-se com a própria
definição que a Wikipédia faz de
si mesma (“somos meros coletores de informação”).
A Wikipédia trabalha com um
conceito chave, que é o da “neutralidade”. Soa muito bem, mas
não é fácil: por vezes, existem
“guerras de edições”, mediações
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por parte dos "bibliotecários"...
Tudo isso deve desenvolver-se na
interação e no diálogo, mas entre
os editores e mesmo os bibliotecários, existem os mais dialogantes e os que o são menos. Um
sistema complexo, tal como a
própria sociedade.
Sistema que põe em causa a
democracia direta: isso porque
todos podem participar, mas
existem sempre mediadores.
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CAESE maio 2012
Na Wikipédia há uma certa
hierarquia de controlo. Os bibliotecários são pessoas com capacidades especiais de edição de conteúdos e administração do sistema. Muitos gozam de autoridade,
como utentes de prestígio, cuja
opinião tem um grande peso. Mas
não devemos esquecer que são
escolhidos pela própria comunidade wikipédica, e que podem ser
substituídos.
Anonimato dos editores
Talvez quem tenha mais a oferecer a este projeto sejam pessoas com vasta experiência.
Mas terão problemas com as
barreiras tecnológicas? No âmbito do saber na rede, pode
acontecer que quem ganhe, seja mais o tecnólogo do que o
sábio.
Não tem de ser assim. Os conhecimentos necessários para editar
na Wikipédia são simples. Se se
quiser ir mais além (ser nomeado
bibliotecário, por exemplo), aí a
pessoa deve absorver as regras
internas do sistema, jogar em mui-
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tos campos: isso sim, é que é
muito mais complicado. Também é
verdade que, às vezes, utentes
pouco experientes podem ser
protegidos com argumentos formais: as regras wikipédicas (já
bastante sofisticadas) que, bem
geridas, proporcionam uma posição de vantagem nítida.
O facto de nenhum colaborador
da Wikipédia ser remunerado
pelo seu trabalho favorece que
partilhemos gratuitamente o
melhor de nós mesmos. No entanto, o anonimato dos editores, não será uma porta aberta à
fraude?
O anonimato tem certas vantagens e alguns – grandes – inconvenientes: às vezes, por exemplo, nas discussões, dizem-se
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coisas bastante rudes e vigorosas,
que seguramente se diriam mais
moderadamente se fossem assinadas. Mas a percentagem dos
que se dedicam ao “vandalismo”
(termo wikipédico) é muito pequena e existem instrumentos eficazes para os neutralizar.
Ponto de vista neutral
Voltemos ao PVN (ponto de
vista neutral), assumido pela
Wikipédia como “absoluto e
não negociável”.
Para mim, trata-se de uma debilidade da Wikipédia: a soma de
muitas falsidades não dá uma
verdade.
29
CAESE maio 2012
No entanto, a busca consciente
ou inconsciente de uma “inteli-
gência coletiva” esconde essa
outra perspetiva: testar se a
soma de opiniões ou o consenso nas controvérsias garantem
a verdade.
“Neutralidade” significa, em princípio, que se exigem fontes confiáveis, embora nos temas mais controversos se procure mencionar as
diferentes posições, uma ao lado
da outra. O erro reside em pensar
que isso já é uma garantia de
veracidade.
Outro dos paradoxos da Wikipédia é a convivência do positivismo moderno com a tradição
filosófica grega (na qual o diálogo faz brilhar a sabedoria). Poderão conciliar-se estas duas
atitudes?
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As enciclopédias são filhas do
Iluminismo e incorporam em si
toda a sua grandeza e os seus
problemas. A Wikipédia, mantendo
uma auréola iluminista, tem igualmente uma certa fé na ação
popular, que não é muito iluminista. Não será pois totalmente coerente? Realmente não, mas trata-se disso mesmo: um instrumento
útil, desde que se esteja consciente das suas limitações. Não se
deve pedir à Wikipédia mais do
que pode dar.
Tantas culturas como wikipédias
Esta enciclopédia carateriza-se
por excluir a publicidade como
fonte de financiamento. A fé no
crowdsourcing traduz-se numa
esperança de crowdfunding.
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Será que a filantropia justifica o
sucesso das campanhas de
donativos da enciclopédia?
Penso que sim. Por detrás da
Wikipédia está uma fundação, que
dá emprego a 108 pessoas (a
maioria delas engenheiros e programadores).Todos os anos fazem
uma campanha para pedir donativos... e conseguem-nos. Com
efeito, pareceria contraproducente que aceitasse publicidade, porque facilmente se iria comprometer a independência nos artigos.
30
CAESE maio 2012
Paolo Massa desenvolveu um
projeto chamado Manypedia, no
qual se comparam artigos publicados na Wikipédia em diversas línguas. É surpreendente
como a idiossincrasia particular
de cada comunidade cultural se
reflete no trabalho conjunto.
Atualmente, muitos âmbitos do saber têm-se vindo a igualar: cada
vez se publica mais em inglês (por
parte de pessoas de outras línguas), mas, além disso, o estilo
anglo-saxónico impôs-se totalmente e afastou outros modos,
rotulando-os de não científicos. A
Wikipédia escapa a este fenómeno.
O modo de wiki-trabalhar continua a revelar particularidades
culturais. Por exemplo, a Wikipédia inglesa tem artigos mais
breves que a Wikipédia em castelhano. Mas os debates constituem parte intrínseca do processo de elaboração de um
artigo, enquanto que em Espa-
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nha apenas 20% dos tópicos
suscitam discussão. Será que
contamos com um novo método de radiografia cultural?
É uma evidência: as diferentes
culturas científicas refletem-se na
Wikipédia tão claramente como
nas revistas académicas, nos
congressos, nas aulas das universidades… Na Wikipédia, essas
diferenças vão manter-se muito
mais tempo: uma grande notícia!
O desaparecimento da versão
impressa da “Enciclopédia Britânica” parece constituir o dobre de finados das enciclopédias clássicas. Além da Wikipédia, que outras enciclopédias
online valiosas recomendaria a
um público geral?
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Não posso dizer nada: só conheço
outras superficialmente.
A sabedoria que nasce de reconhecer os limites é um bom fecho
para uma conversa sobre a Wiki-
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pédia. Sobretudo porque este gigantesco esforço de inteligência
coletiva compete inevitavelmente
com o Google; talvez o robot
omni-englobante, se esteja a converter numa enciclopédia gigante,
fagocitadora mas útil para navegar
pelo ilimitado oceano do conhecimento.
T.G. de C.
DOCUMENTAÇÃO
Uma escola para pais pela Internet
A Fundación PROFORPA, vinculada à Confederación Católica de
Padres y Madres de Alumnos
(CONCAPA) e dedicada à formação de pais, apresentou “Escuela
de Familiar”, um curso online para
pais, pensado como guia orientador para educar os filhos.
31
CAESE maio 2012
O curso consta de 9 módulos que
abordam diversos temas: o desenvolvimento e crescimento dos filhos desde que nascem até ao
final da adolescência; a família na
sociedade; o centro escolar; a comunicação e o diálogo na família;
a resolução de conflitos na convivência familiar; o lazer e os tempos livres dos filhos; os meios de
comunicação social e as novas
tecnologias; educar na responsabilidade, o esforço e a autonomia;
e, por último, os transtornos mais
frequentes na infância e na adolescência.
“Escuela de Familias” tem como
principal objetivo ajudar os pais a
envolverem-se de modo eficaz na
educação dos seus filhos, dizem
os promotores. Os temas são analisados tendo em conta o contexto social e educativo atual, que
por vezes ajuda pouco a que os
pais possam exercer de maneira
eficaz a sua missão.
“Escuela de Familias” foi elabo- »»
rado por um grupo de professores
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e especialistas. Os temas são
abordados em múltiplas perspetivas – médica, pedagógica, psicológica, legislativa...–, para proporcionar orientações práticas de
modo a que os pais possam levar
a cabo o seu trabalho nos diferentes contextos em que têm de
atuar.
O curso é igualmente dirigido a
outros agentes educativos, como
tutores, avós ou associações de
pais. Pode-se começá-lo a qualquer altura e custa 100 euros.
32 CAESE maio 2012
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22.MAI.2012 N.579