22.MAI.2012 N.579 NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO NOTÍCIAS AESE e a formação de “cidadãos exemplares” em Moçambique “Democracia Liberal – A Política, o Justo e o Bem” OPINIÃO Como será a quarta vida? Voluntária, eu? PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR PANORAMA DOCUMENTAÇÃO Aumenta o desemprego de longa duração “Não pedir à Wikipédia mais do que pode dar” Os que não abandonam a energia nuclear Novas Aventuras Empresariais em 2012 Simulador da HBS testa competência em Gestão de Projetos Warren Buffett e a Berkshire Hathaway Passaporte As três epidemias modernas Verge: É tempo para fazer Lisboa, 6 de junho Internacionalização de PME’s Porto, 6 de junho Finanças Para Não-Financeiros Lisboa, 17 e 24 de setembro, 1 e 8 de outubro As razões para ter dirigentes portugueses otimistas PGL: Um desafio pessoal e profissional AGENDA Uma escola para pais pela Internet Alavancas de Sustentabilidade. Casos Reais Lisboa, 21 de junho Corrupção e gestão danosa Lisboa, 25 de junho Negociar com eficácia Porto, 25 a 27 de junho “Battle Hymn of the Tiger Mother” www.aese.pt ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR 27 e 28 de abril de 2012 Seminário de Alta Direção de Empresas em Maputo AESE e a formação de “cidadãos exemplares” em Moçambique A AESE realizou em Maputo, nos passados dias 27 e 28 de abril, o 1º Seminário de Alta Direção da AESE. No encerramento dos trabalhos, o Ministro da Educação de Moçambique, Zeferino Martins, dirigiu-se aos participantes e professores, manifestando o desejo de que esta iniciativa de dois dias na cidade das acácias fosse proveitosa. 2 CAESE maio 2012 Começou por frisar a grande importância da educação no desenvolvimento socioeconómico, e expôs amplamente os desafios do seu ministério, o “mais difícil” de todo o governo, a curto, médio e longo prazos, apresentando depois algumas das suas respostas mais relevantes. Entre outros dados expostos referiu, por exemplo, que se espera que um ano adicional de escolaridade da população possa resultar no retorno de cerca de 10% em termos de crescimento do PIB. Com fundamentação teórica, definiu o desenvolvimento como a combinação de uma taxa elevada de investimentos, com uma distribuição ampliada dos seus resultados e o desenvolvimento de uma consciência cívica que se sinta responsável por um futuro comum. Abordando, em concreto, o papel do Estado no cumprimento deste desígnio, assumiu que este deve ter um papel facilitador, incluindo todas as partes interessadas nas várias iniciativas. Zeferino Martins recomendou que toda a formação dos executivos promovesse uma perspetiva de complementaridade e cooperação (não de competição), suscitando Zeferino Martins, Ministro da Educação de Moçambique »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO um compromisso coletivo (contrário ao individualismo) numa lógica de longa duração (não imediatismo) e fomentando o espírito empreendedor (sem estar à espera de orientações). “O fator humano é decisivo num processo de desenvolvimento, porque só as pessoas, principalmente os líderes, podem mobilizar em prol das mudanças”, o que exige formação, reflexão, participação em seminários como estes, pelo que foi com muito agrado que aceitou o convite para encerrar o 1º Seminário de Alta Direção da AESE em Maputo, congratulando-se com a presença nele de vários líderes representativos. 3 CAESE maio 2012 “Esta é uma tarefa que exige perseverança, iniciativa e criatividade, estar focado, ter paixão e cultivar as relações interpessoais, em resumo, ser um cidadão exemplar. Neste sentido, são bem-vindas e de apoiar todas as ações suscetíveis de contribuir para a formação e capacitação dos gestores. Por isso está de parabéns a AESE por organizar este evento de alta direção, e esperamos que não seja o último”. “O 1º Seminário de Alta Direção foi uma experiência valiosa.” Manuel Gamito (Assessor da Presidência da República) destacou a “grande utilidade e qualidade da formação, com pedagogia interativa e dinâmica de transmissão de conhecimentos, assim como de competências e experiências de forma absolutamente cativante. Manuel Gamito acrescentou que “a convivência e partilha de pontos de vista por diferentes profissionais” foi “encantadora e profícua”. Fulgêncio Magaia, Administrador da Moçambique Capitais, considerou o seminário “com grande utilidade para Executivos e quadros superiores de gestão, que no dia a dia se têm de confrontar com delicadas e cada vez mais complexas situações, que exigem uma tomada de decisões rápida e eficiente, sendo para isso fundamental poder também dispor de instrumentos de análise rápida dos fatos que PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR rodeiam um problema específico de gestão. Estou absolutamente convicto que nenhum participante sairá indiferente no fim de um programa destes.” . ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR 8 de maio de 2012 Novo livro do Prof. Pedro Ferro “Democracia Liberal - A Política, o Justo e o Bem” “Democracia Liberal - A Política, o Justo e o Bem” é o título do mais recente livro do Prof. Pedro Ferro, Diretor do PADE - Programa de Alta Direção de Empresas da AESE, Professor na área de Fator Humano na Organização e Consultor. A obra consiste numa coletânea de ensaios que exprimem, segundo o Prof. João Carlos Espada, “um olhar sobre o fenómeno político, que escasseia na atual atmosfera intelectual.” 4 CAESE maio 2012 “Este é um livro notável (…). Possui uma coerência interna que não escapará ao leitor. Exprime uma atitude política (…). E, no entanto, essa atitude está entre as fundadoras das democracias liberais em que vivemos, ou que herdámos dos nossos antepassados. Talvez por isso mesmo, por ser fundadora, seja hoje quase esquecida. Mas o esquecimento das fundações e dos fundadores é um risco para a democracia liberal.” Licenciado em Economia pela Universidade Católica Portuguesa, Pedro Ferro tem um Mestrado em Ciência Política (2006), pela mesma universidade. Realizou o Executive MBA, do Instituto Empresarial Portuense/ESADE, e uma Pós-graduação em Economia Europeia (UCP). É, desde 2009, Docente no ISEC - Instituto Superior de Educação e Ciências e regente da cadeira de Marketing, no Mestrado em Tecnologias Gráficas. Pedro Ferro é também autor da obra "A motivação dos funcionários públicos e a reforma administrativa - entre o bem comum e o interesse próprio", lançada em 2010. “Democracia Liberal - A Política, o Justo e o Bem” encontra-se à venda na livraria da AESE. ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR 4 de maio de 2012 Convidado da 10ª edição do Executive MBA AESE/IESE As razões para ter dirigentes portugueses otimistas No último dia de aulas do 10º Executive MBA AESE/IESE, a AESE convidou o Prof. Gautam Ahuja, o especialista em estratégia da Ross School of Management que os participantes conheceram na semana internacional dos EUA. 5 CAESE maio 2012 Perceber a vantagem competitiva das empresas e do país é fundamental para avaliar os recursos e formular uma linha de ação. “Os fatores de sucesso variam razoavelmente em função dos ambientes. Mas numa situação como a atual, de grandes constrangimentos, existe uma série de limitações ao poder de compra.” Nestas condições, o Prof. Ahuja indicou duas possibilidades de atuação. “Em primeiro lugar, a estratégia tem de ser inovadora no sentido de corresponder às necessidades dos consumidores que têm mais poder de compra. Isso implica a imple- mentação de modelos que sejam extremamente rentáveis”. Uma vez que existe uma menor disponibilidade financeira, interessa investir em algo que garanta retorno. “Focar a atenção numa produção eficiente contribuirá para a definição de uma estratégia bem sucedida, no presente contexto.” Considerando a realidade portuguesa e o elevado nível de competitividade que se vive globalmente, “as empresas portuguesas devem agarrar-se aos seus pontos mais fortes”, para garantirem uma vantagem competitiva.” A solidez das instituições e a expressão da língua portuguesa falada por cerca de 200 milhões de pessoas, colocam Portugal numa situação vantajosa que poderá ser potenciada pelas tecnologias de informação. “Portugal pode internacionalizar-se, expandir os seus negócios »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO em países que não beneficiem de um enquadramento institucional tão forte como o vosso. O Prof. Gautam Ahuja deixou uma palavra de otimismo aos dirigentes portugueses, “porque nós sabemos que os tempos difíceis surgem, mas também sabemos a importância de consolidar e fortalecer a herança institucional de uma nação, com boa regulamentação e um bom lobby, que a sustente como via para o sucesso. Pode demorar, mas é o caminho a seguir.” 6 CAESE maio 2012 O reecontro com o 10º Executive MBA AESE/IESE na reta final do programa foi uma oportunidade que o Professor acolheu com grande satisfação. “Foi um prazer contactar com os professores e alunos. Como tem vindo a ser hábito, aprendi muito com este encontro, (…) sobre Portugal e sobre o modo como a crise tem afetado o país. Depois de consultar muitos dados e observar em redor, concluo que, de fato, o futuro de Portugal é brilhante, ainda que a curto prazo tenha de passar por uma fase de sofrimento.” Galeria de Vídeos PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO 3 de maio de 2012 Entrega de diplomas ao 1º Programa de Gestão e Liderança PGL: Um desafio pessoal e profissional A primeira edição do programa paper less da AESE, chegou ao fim, a 3 de maio, em Lisboa. Os participantes no PGL – Programa de Gestão e Liderança receberam os seus diplomas depois de um dia intensivo que culminou com um jantar de convívio entre os agora Alumni, os seus cônjuges e os Professores. Durante o jantar, Duarte Freitas (1º PGL), Vogal do Conselho de Administração da CARAM, considerou que o programa do qual é Presidente, suscitou “um sentimento transversal a todos nós, a consciência da utilidade deste PGL. Já todos nos demos conta de utilizarmos, no dia a dia, as ideias chave das sessões, os chamados “take away”.” 7 CAESE maio 2012 As sessões de coaching desenvolvidas na segunda metade do PGL foram muito apreciadas. Trata-se de “um importante exercício de sistematização, de autoconhecimento e de compromisso, onde não existe um adversário externo. O desafio é de cada qual consigo próprio.” O PGL foi para Pedro Morais Barbosa do Activo Bank, eleito Vice-Presidente do Programa, ”talvez a grande experiência de ensino e de curso desde que terminei a faculdade”. No PGL, Cristina Rodrigues, da Lisgarante, aprendeu “a liderar e a orientar muito melhor as pessoas”, o que leva Tatiana Pereira da Iberlim a concluir que “saio daqui um bocadinho “maior”: em conhecimentos e enquanto pessoa.” PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO 27 de abril de 2012 10º Executive MBA AESE/IESE apresenta Novas Aventuras Empresariais em 2012 8 CAESE maio 2012 Na reta final do Executive MBA AESE/IESE, os participantes da 10ª edição submeteram os conhecimentos apreendidos em formato de plano de negócios à consideração de professores, colegas, investidores e jornalistas. proximidade (iPoster); Cultura de milho para grão (Grain Growth); Alimentação e saúde (Pão São); Inovação na actividade farmacêutica (Pharma Label e Healthink); e Sistema de fidelização de clientes (Caash). Doze foi o número de start ups apresentadas, cuja área de atividade, missão, valores e plano de investimento foi detalhado em 15 minutos. Relativamente aos anos anteriores, o Prof. Vasco Bordado, responsável pela área de empreendedorismo da AESE e Administrador não Executivo de NAVES Sociedade de Capital de Risco, congratulou-se pela qualidade técnica das apresentações que têm vindo a melhorar em cada edição. Os planos de negócios cobriram áreas como: a Gestão Florestal (VSN); Vendas online e inovação em vendas (ytMarketplace); Consultadoria de redução de custos (Best Results); indústria transformadora (Dignus e Projeto Chicago); Publicações (Earn, AESE Business Review); Alimentação saudável (Easyfish); Turismo (Touch in); Marketing de A conferência-colóquio que se seguiu à apresentação pública de NAVES do 10º Executive MBA AESE/IESE foi conduzida por Leonor Beleza, Presidente da Fundação Champalimaud. PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR 17 e 18 de abril de 2012 Com Agostinho Abrunhosa, Jorge Ribeirinho Machado e Pedro Leão Simulador da HBS testa competência em Gestão de Projetos Decorreu a 17 e 18 de Abril a 1ª edição do Seminário de “Gestão de Projetos” da AESE intitulado “Gestão de Projectos: Uma abordagem prática”. Com base na discussão de casos de estudo reais, evidenciando situações práticas onde a temática da Gestão de Projetos assume particular relevo, o seminário incluiu conferências-colóquio, que asseguraram o enquadramento concetual dos temas em debate, e a simulação de grupo da Harvard Business School que permitiu implementar os conhecimentos adquiridos. 9 CAESE maio 2012 Os participantes, quadros médio/ altos de algumas das mais prestigiadas empresas do país, inscreveram-se com a expetativa de consolidar os conhecimentos na área de Gestão de Projetos e “arrumar” os conceitos relativos ao tema. Por isso, decidiram aproveitar o período de menor atividade económica, para apostar na melhoria das competências. Com o desenrolar do programa, foi notório o crescendo da dinâmica competitiva inter-grupos, onde três equipas competiam entre si para atingirem o melhor scoring no simulador, estando previsto um follow up pós-seminário na AESE, para sedimentar as principais aprendizagens do exercício. O nível de satisfação foi visível, tendo os participantes demonstrado particular entusiasmo pela introdução da componente de simulação, para além de terem sugerido novas ideias para seminários dentro da Agostinho Abrunhosa Pedro Leão e André Vilares Morgado »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR temática da Gestão de Projetos. Para Carlota Albergaria, Senior Associate da Heidrick & Struggles, “o Seminário de Gestão de Projetos da AESE foi bastante interessante e útil do ponto de vista concetual, e proporcionou uma ótima experiência pessoal. Gostei sobretudo do método do caso e da ferramenta do Simulador de Gestão. Num contexto de aprendizagem altamente dinâmica, este método proporciona e permite-nos não só um envolvimento mais direto com a realidade, como ter uma visão mais abrangente e global do negócio. Deixo ainda os parabéns a toda a equipa da AESE, pela forma como envolvem os alunos e todo o entusiasmo transmitido ao longo do Seminário.” O Seminário esteve a cargo dos Professores Agostinho Abrunhosa, Jorge Ribeirinho Machado e Pedro Leão (4º Executive MBA AESE/ IESE). 10 CAESE maio 2012 Participantes do Seminário “Gestão de Projetos” da AESE ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR Investigação AESE O Caso “Warren Buffett e a Berkshire Hathaway” Escrito pelo Prof. Adrián Caldart e pelo Eng. Luís Lynce de Faria, “Warren Buffett e a Berkshire Hathaway” é o título do mais recente caso da AESE. "A Estrutura Corporativa da Berkshire Hathaway para gerir oitenta negócios muito díspares e sem qualquer sinergia entre eles, constitui um caso único na história da organização de empresas e de Grupos empresariais em particular. A dimensão deste grupo mede-se pelo volume de negócios da ordem de 136.000 milhões de dólares, com a participação de 260.000 colaboradores, e apenas 21 dos quais na Corporação. 11 CAESE maio 2012 O grande desafio que se coloca, é se a Berkshire e o seu modelo corporativo, que se identificam com a vida do empresário Warren Buffett , de 80 anos, resistirá após a sua sucessão, que se adivinha para breve Um recente caso de "Inside Information" envolvendo um dos seus mais diretos colaboradores, o que não era muito comum na história do Grupo, levanta algumas questões de muito interesse para a análise desta organização. Embora o colaborador se tenha demitido, o assunto está a ser analisado ao nivel da SEC (U.S. Securities and Exchange Commission)." Prof. Adrián Caldart Eng. Luís Lynce de Faria ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO AGENDA PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR Seminários Seminário Seminário Corrupção e gestão danosa Negociar com eficácia Porto, 25 a 27 de junho Saiba mais > Lisboa, 25 de junho Saiba mais > Eventos Seminário Finanças para Não-Financeiros Lisboa, 17 e 24 de setembro, 1 e 8 de outubro Evento Verge: É tempo de fazer Lisboa, 6 de junho Saiba mais > Saiba mais > Sessões de Continuidade Sessão de Continuidade 12 Internacionalização de PME’s Alavancas da Sustentabilidade. Casos Reais Saiba mais > Lisboa, 21 de junho Saiba mais > Porto, 6 de junho CAESE maio 2012 Ciclo AESE-EDP ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR BLOG Partilhe connosco a sua opinião Como será a quarta vida? “Se vivemos mais, temos de trabalhar mais. É da mais elementar inteligência. Portugal precisa. E agradece. A diferença entre as receitas e as despesas da Segurança Social atingiu o mínimo histórico de 63 milhões de euros.. (…)“ Leia mais e comente José Manuel Diogo, 35º PADE e Diretor-Geral da Agenda Setting Post publicado em Agenda Setting, a 4 de maio de 2012 Voluntária, eu? “Há coisas que não faço por dinheiro nenhum. Mas posso fazê-las porque sim, na minha casa, à minha família, aos meus amigos. Como posso fazê-las ao mais pobre dos pobres, maltrapilho e malcheiroso, doente ou incapaz.(..)” Leia mais e comente Publicado na revista “Aposta” nº105, de abril de 2012, e no Blog AESE. Beatriz Abreu, 11º PDE e Diretora do GOS 13 CAESE maio 2012 Siga-nos em Blog AESE ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR PASSAPORTE David Branquinho (9º Executive MBA AESE/IESE) é atualmente o Responsável de Estratégia e Planeamento da Brico Depot, do Grupo Kingfisher Plc. Pedro Bord’ Água (3º Executive MBA AESE/IESE), defendeu com sucesso a sua tese de doutoramento em Engenharia e Gestão, no Instituto Superior Técnico. Rui Moreira (3º Executive MBA AESE/IESE) é o novo diretor financeiro da Caetano Coatings. 14 CAESE maio 2012 Nesta secção, pretendemos dar notícias sobre algumas trajetórias profissionais e iniciativas empresariais dos nossos Alumni. Dê-nos a conhecer ([email protected]) o seu último carimbo no passaporte. ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR PANORAMA Aumenta o desemprego de longa duração A crise económica provocou uma grande perda de empregos mas, quase mais marcante do que o desemprego total, é o aumento do prolongado (superior a um ano), como destaca a OCDE no seu último relatório “Employment Outlook / Perspectives de l’ emploi”. 15 CAESE maio 2012 Na OCDE, o número de desempregados subiu de 13 para 44 milhões desde o começo da crise (2008). É normal que, nesta situação, aumente também a duração do desemprego. Agora, 32,4% dos desempregados estão nesta situação mais de um ano, contra 25,5% antes da crise. Mas, em muitos países, a evolução do desemprego prolongado não é pro- porcional à taxa geral. Isto faz recear que se esteja a criar uma grande bolsa de pessoas que venham a ficar definitivamente fora do mercado laboral. Os países com maiores percentagens de desemprego superior a um ano não são, necessariamente, os que têm mais altas taxas de desemprego. A Alemanha baixou o desemprego prolongado mas continua a estar muito acima da média da OCDE, com 47,3%, e antes da crise registava 52,6%. Em Espanha, onde a taxa de desemprego é muito elevada (21,2%), o prolongado não chegou tão alto, embora tenha subido muito: de 23,8% em 2008, para 40,5% em 2011. Mais desemprego prolongado, em termos relativos, têm outros países com taxas gerais inferiores à espanhola, como Itália (8% de desemprego total), Portugal (10,8%; hoje, superior a 15%), Irlanda (13,6%) ou Bélgica (7,5%), além da Alemanha (7%). O desemprego prolongado em França é igual ao de Espanha, embora a taxa geral seja menos de metade (9,9%). É também de salientar o caso dos Estados Unidos, onde noutros tempos os que perdiam o emprego encontravam outro rapidamente: de facto, o desemprego superior a um ano alcançava 9,5% em 2008. O desemprego total subiu, »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO certamente, durante a crise: de 5,8% para 9,1%; mas o prolongado triplicou, vindo a alcançar 30,4%. Contraste semelhante, mas menos marcado, acontece no Japão. Neste país, o desemprego total é baixo e subiu pouco durante a crise (de 4,0% para 4,7%); em contrapartida, o prolongado, que já era bastante alto, aumentou ainda mais (de 33,3% para 37,6%). No outro extremo da tabela, o desemprego total e o prolongado evoluem em paralelo. Os países onde menos de 10% dos desempregados são de longa duração (Coreia do Sul, México, Noruega e Polónia) têm taxas totais igualmente baixas. A sul-coreana é de PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR apenas 3,3%, tendo lá o desemprego prolongado um número muito reduzido de 0,3%, quase dois pontos e meio a menos que antes da crise. (OCDE) PANORAMA Os que não abandonam a energia nuclear 16 CAESE maio 2012 A Alemanha não é o único país que rejeitou a energia nuclear devido ao acidente de Fukushima. No ano passado, a Suíça decidiu não substituir as suas centrais nucleaes quando terminarem a sua vida útil, pelo que dentro de 30 anos não restará nenhuma. Também no ano passado, os eleitores italianos aprovaram, em referendo, anular o plano de renascimento nuclear preparado pelo Governo de Silvio Berlusconi, que iria revogar o apagão decidido em 1987, depois do acidente de Chernobil. No Chile, deficitário em energia, o governo suspendeu o seu projeto de construir centrais nucleares (agora não existe nenhuma). »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO 17 CAESE maio 2012 PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR Mas essa não é a posição maioritária no clube nuclear. Atualmente, existem 29 países com reatores, e 14 deles têm centrais em construção (outro ainda, o Irão, está a construir a primeira). trução, que se vão juntar aos 32 já em funcionamento. Os outros países com mais reatores em construção são a Índia (6) e a Coreia do Sul (5); os restantes têm um ou dois. percentagem do nuclear, que agora é de 15,6%. Para isso, pretendem ter em 2025 oito centrais novas mais potentes, que irão substituir outras tantas das 19 atuais. A maior expansão nuclear é a da China, que tem 13 reatores e está a construir mais 28. Esta pode ser uma boa notícia para a atmosfera, se dessa forma a China conseguir conter o seu consumo de carvão, que cresceu 185% na década passada, até alcançar quase metade do total mundial. O carvão é o combustível fóssil mais poluente, ao qual se deve a maior parte (43%) das emissões mundiais de CO2. Fukushima não vai fazer com que a Grã-Bretanha saia do clube. Depois de uma revisão da segurança das centrais, o Governo de Londres publicou em 2011 o novo plano energético nacional, que conta com a energia nuclear como um dos pilares para reduzir as emissões de CO2 na geração de eletricidade. Concretamente, prevê baixar para 20% a parte produzida com combustíveis fósseis e obter o restante a partir de centrais nucleares e de fontes renováveis, em partes iguais. Isto pressupõe mais do que duplicar a A Holanda tão-pouco vai fechar a sua única central nuclear, que lhe possibilita cumprir a sua meta de emissões. Igualmente, a Argentina (com dois reatores operacionais e um em vias de inauguração) confirmou que não renuncia, apesar de Fukushima. Em segundo lugar aparece a Rússia, com 11 reatores em cons- Há, além disso, países sem energia nuclear que querem tê-la. A Polónia planeia erguer seis centrais, de modo a assegurar a autossuficiência energética e não depender da Rússia. A Arábia Saudita, embora seja o segundo »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO produtor mundial de petróleo (a Rússia ultrapassou-a em 2010) e ter as maiores reservas, quer satisfazer a sua crescente procura de energia sem gastar mais do seu próprio crude. As instalações de refrigeração, as dessalinizadoras para obter água potável do mar e a indústria solicitam cada vez mais eletricidade, e seria mau negócio gerá-la queimando barris de petróleo que dão mais dinheiro se forem exportados. A meta saudita é, portanto, construir 16 centrais nucleares até 2030, a um custo equivalente a 70.000 milhões de euros. PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR Panorama nuclear Japão Desligou mais de 40 reatores Alemanha Fixou o apagão nuclear para 2022 Suíça Não vai substituir as centrais existentes, que fecharão daqui a 30 anos Itália Recusada em referendo a construção de centrais nucleares China Está a construir 28 centrais Rússia Grã-Bretanha Arábia Saudita Tem 11 centrais em construção Polónia Projeta construir 6 centrais Quer duplicar a percentagem da eletricidade de origem nuclear Prevê construir 16 centrais antes de 2030 R.S. 18 CAESE maio 2012 »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR PANORAMA As três epidemias modernas Vivemos tempos de perda. Hoje convivem ao mesmo tempo três epidemias de grande envergadura: a depressão, o stress e a rutura conjugal. Não saberia dizer qual a ordem de chegada. 19 CAESE maio 2012 A depressão é a doença da melancolia. A palavra passou para a linguagem coloquial e o seu uso e abuso está na ordem do dia. Há dois tipos, duas modalidades: as endógenas, que vêm de dentro e que se devem a uma desordem bioquímica cerebral complexa, que têm um fundo hereditário e que são sazonais (especialmente na primavera); têm bom prognóstico, curam-se em cerca de 90 por cento delas e hoje contamos com medicamentos que travam a recaída. As outras são as exógenas, que podem ser chamadas reativas e que se devem a acontecimentos negativos da vida. Há duas modalidades: os traumas de grande dimensão, que são impactos muito fortes a deixar o ser humano prostrado à beira do precipício e dos quais poderíamos dizer que a mulher é especialmente sensível às frustrações sentimentais e familiares, enquanto que o homem o é às frustrações económicas e profissionais. Hoje isto está a mudar e haveria muitos matizes a e xpo r aqui. A ou tr a, são o s traumas de menor dimensão, que são factos negativos de pequena e média intensidade, mas que f o r ma m u m so ma t ó r i o , u ma constelação de fatores nocivos que dão lugar a um estado de ânimo de tristeza, apatia, ir abaixo, falta de vontade de viver, desilusão e um longo et cetera nessa mesma linha. Estas depressões multiplicaram-se hoje devido ao tipo de vida que vivemos, e muitas delas arrancam, brotam, emergem, saltam aos pés da crise económica tão grave que estamos a viver e da rutura da família, com tudo o que isso acarreta. As dep r e ssõ e s e xó g e n a s t ê m u m »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO prognóstico incerto e a sua evolução depende dos factos que as desencadearam. 20 CAESE maio 2012 A segunda epidemia é o stress, que consiste num ritmo trepidante de vida sem tempo para mais nada a não ser trabalhar. Há também duas modalidades: o stresse real, que se deve a se estar sempre sobrecarregado e mesmo ultrapassado por inúmeras coisas e atividades, e que acontece com especial frequência nos executivos, nos homens de negócios, nos jornalistas e em todos aqueles que não sabem colocar limites à sua atividade profissional e que cedo ou tarde são apanhados pelos laços da profissionalite sem freio. A outra é o stresse psicológico, que não é tão objetivo co- mo o anterior e que se dá em pessoas que se esgotam, que aceleram o seu ritmo de vida sem necessidade e que são autênticas fábricas de ansiedade. Por vezes, ambas as modalidades acontecem simultaneamente. Evitar o stress é saber trabalhar com ordem e vontade. Saber planificar as coisas que temos de efetuar e aprender a dizer não a pedidos, solicitações e pressões excessivas de trabalho. Diz o Eclesiates: «Ama o teu ofício e envelhece nele». A terceira epidemia, a das ruturas conjugais, podemos dizer que é mais recente no mundo ocidental. Hoje assistimos ao espetáculo de um casal desfeito e outro e mais outro. Aqui e ali. Quem nos ia di- PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR zer há apenas algumas décadas que este ia ser um dos piores males do nosso tempo? Que significa isto, o que se está a passar, quais são as causas e motivos que desencadearam este feroz tsunami de proporções gigantescas? São muitas as coisas que se foram sucedendo para que isto aconteça. Não é fácil dar uma resposta única, porque são numerosos os ingredientes que se acumulam aqui e levaram a que tantos casais se tenham esboroado e apareçam os chamados “filhos pingue pongue”, que vão daqui para acolá todas as semanas, com tudo o que significa essa transferência para a pessoa que ainda está em formação. »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO Observo a palavra amor falsificada. Há um uso, um abuso e uma manipulação da palavra amor. A qualquer coisa chama-se amor! Há que devolver a este termo a sua força, a sua qualidade e a sua exigência. Amar uma pessoa é dizer-lhe: vou tentar que tu nunca morras para mim, que sejas o meu primeiro argumento; vou colocar da minha parte para te dar, o melhor que tenho… vou tentar extrair o melhor da minha pessoa e da tua. O amor do casal constitui uma tarefa laboriosa que tem elevada percentagem de um 21 CAESE maio 2012 verdadeiro trabalho artesanal psicológico. E no meio deste ideal de vida, ao mesmo tempo realista e exigente, deparamos com uma sociedade em que se foram impondo de modo gradual e progressivo uma série de conteúdos, umas vezes claros e outras desfocados: o hedonismo, o consumismo, a permissividade e o relativismo, e todos eles alinhavados pelo materialismo e pela falta de espiritualidade. E o drama é servido em bandeja. Em face PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR dessa paisagem que temos diante dos olhos, há que saber ir em contracorrente e não se deixar levar pelas modas do momento. A epidemia de casais desfeitos é contagiosa. E. R. (“ABC”) »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR PANORAMA “Battle Hymn of the Tiger Mother” Battle Hymn of the Tiger Mother Autora: Amy Chua Penguin Group 2011 240 págs. 22 CAESE maio 2012 Os pais mais exigentes, que fazem dos seus filhos autênticos trabalhadores a partir da mais tenra infância, são os que depois conseguem universitários responsáveis, seguros e cheios de energia, segundo Amy Chua, a autora sino-americana do livro “Battle Hymn of the Tiger Mother” que chocou o mundo educativo nos EUA pela sua defesa do regresso a posições autoritárias e exigentes. Num encontro com os leitores do seu livro na Biblioteca Pública de Nova Iorque, Chua, que alcançou um grande sucesso de vendas nos Estados Unidos, louvou os efeitos da rígida educação de origem oriental que aplicou às suas filhas há já uma década, e assegurou que a chegada da sua filha à universidade, lhe mostrou que o resultado do seu esforço e acompanhamento não deram lugar a “um autómato nem a um robot”, mas a uma pessoa independente, criativa e corajosa. Segundo refere o diário “The Wall Street Journal”, a autora do polémico livro aproveitou o encontro para se defender das críticas re- cebidas nos últimos meses e procurar responder aos pontos mais criticados pelos defensores de uma educação flexível. Na sua opinião, disseram-se muitas coisas acerca da instrução que ela propõe inexatas. O seu objetivo não é tanto conseguir metas, resultados ou boas notas, “mas ensinar aos filhos que são capazes de fazer muito mais do que pensam”. Chua, que compareceu ao encontro acompanhada de Sofia, a sua filha mais velha, e do seu marido – também professor universitário -, afirmou que talvez mesmo agora, ambos são dos pais menos intervencionistas na vida dos seus filhos universitários porque, simplesmente, os seus »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO filhos não precisam desse intervencionismo depois de terem recebido uma rígida educação entre os 5 e os 12 anos, época em que se forma o caráter. Na sua defesa de uma maior exigência, Amy Chua comparou a severidade que propugna com a que praticaram os pioneiros norte-americanos, que inspiravam resistência nos seus filhos, e não tanto com a desenvolvida pelos seus antepassados chineses. Pelo contrário, ridicularizou os ‘pais helicóptero’, que sobrevoam constantemente os filhos, protegendo-os de possíveis ameaças, carregando as suas mochilas e incapacitando-os para qualquer esforço, 23 CAESE maio 2012 PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR algo que não tem nenhuma tradição nem raízes nos Estados Unidos da América. Por isso, considera que, ao chegar à universidade, onde os filhos pela primeira vez se encontram sozinhos, é muito fácil que aqueles que ouviram mil vezes dos seus pais, palavras como “magnífico, és um génio” e foram educados com excessivos cuidados, sofram um autêntico trauma quando algo lhes corre mal. A promotora da exigência na educação recordou que hoje em dia é muito alargada a tendência para elogiar a criatividade, “como se Steve Jobs, o pai da Apple, t i ve sse co n se gui d o a s su a s »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR invenções fugindo às aulas quando, na realidade, tanto ele como o criador do Facebook, Mark Zuckerberg, são o protótipo do trabalho esforçado e souberam recuperar e resistir a situações limite”, justamente o que pretende obter a educação com autoridade que Amy Chua defende. “Ninguém inventaria um iPod sem lhe ter dedicado antes longas horas de trabalho”, salienta. O livro teve uma edição em castelhano com o título “Madre tigre, hijos leones”, ed. Temas de Hoy, 2011. Também no Brasil foi publicado: “Grito de Guerra da Mãe-Tigre”, ed. Intrínseca, 2011. 24 CAESE maio 2012 »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO Errata “Com as redes sociais, aumenta a dose diária de ecrã entre os jovens”: O slide 22 do nº 578, que voltamos a apresentar, incluiu um lapso no final do último parágrafo que aqui retificamos, relativo ao texto “Com as redes sociais, aumenta a dose diária de ecrã entre os jovens”. As nossas desculpas 25 CAESE maio 2012 Em conjunto, o consumo médio de Internet é de 1h 30m, o que já constitui o mesmo tempo consumido em televisão e mais 15 minutos do que o gasto nas videoconsolas. O aparecimento das RS fez aumentar a navegação pela rede, sem diminuir o tempo empregue nas outras formas de lazer. Que relação haverá entre o uso das tecnologias e os resultados académicos? Para 56% dos inquiridos, o computador ajuda-os a fazer as tarefas escolares. Também para os professores constitui uma ajuda a utilização de software didático e a melhoria na edição das suas notas e apresentações. PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR Mas, juntamente com isso, o excessivo consumo de tempo atribuído às tecnologias costuma levar a piores notas. Por exemplo, em face de 9% de não utentes das tecnologias que confessam não ler nada, há 13% de utentes avançados na mesma situação. Os alunos dizem que não lhes faz diminuir o tempo de estudo, mas o gráfico seguinte publicado na “Aceprensa” mostra como os resultados académicos baixam ligeiramente com o uso das tecnologias. »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR DOCUMENTAÇÃO “Não pedir à Wikipédia mais do que pode dar” Procurar no Google e acabar por conhecer as coisas através da Wikipédia, converteu-se num clássico da nossa cultura. A tecnologia 2.0 parece aproximar-nos da utopia de um saber universal e democrático. Enrique Banús, titular da cátedra Jean Monnet de Cultura Europeia, atualmente diretor do programa de doutoramento em Humanidades na Universitat Internacional de Catalunya é, além disso, um dos maiores especialistas em Wikipédia de língua castelhana. 26 CAESE maio 2012 A Wikipédia é a primeira fonte de informação dos utentes da Internet. Mas uma sombra letal paira sobre a enciclopédia cole- tiva: em que medida será fiável? As investigações efetuadas, oferecem-nos resultados diferenciados. Numa delas, concluiu-se que tinha mais ou menos a mesma fiabilidade da “Enciclopédia Britânica”, noutra o resultado não é tão favorável. Também se fizeram ensaios introduzindo erros ex profeso e ver por quanto tempo demoravam a ser corrigidos; o resultado foi bastante satisfatório: normalmente, ao fim de algumas horas, algum utente havia retificado a informação. Em artigos de menor relevância, podem manter-se erros bastante tempo (mas são artigos muito pouco consultados). O ritmo vertiginoso da Internet, também tem algo a trazer à sabedoria… Com efeito, podem fazer-se umas 15-20 edições por minuto. Isto significa que há várias dezenas de pessoas a trabalhar em simultâneo. Embora alguns se dediquem quase exclusivamente a fazer revisões, muitos estão a criar artigos novos ou a melhorar os existentes. A própria arquitetura efémera do meio facilita as emendas… Mas convém salientar que a qualidade dos artigos é muito desigual: junto com alguns excelentes, há »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO outros feitos por alguém com muito entusiasmo, mas poucos conhecimentos sobre o que é uma enciclopédia. Além disso, a Wikipédia não tem a mesma fiabilidade nos seus diferentes idiomas. A Wikipédia aglutina as maiores realizações da Internet: partilhar desinteressadamente o conhecimento e construir o mundo em comunidade. Estamos a assistir à ansiada democratização do conhecimento? 27 CAESE maio 2012 Tenho as minhas dúvidas sobre o que significa “democratização do conhecimento”... Mas é verdade que muitas pessoas oferecem os seus conhecimentos à Wikipédia. Todavia, não são assim tantos os que colaboram assiduamente e de modo significativo. Também exis- tem casos de editores muito sólidos que deixam o projeto, por cansaço, ou porque ficaram desiludidos com as normas de funcionamento. A autorregulação dos utentes A Wikipédia baseia-se na boa fé dos utentes. A autorregulação será suficiente garantia de qualidade? Efetivamente, espera-se dos próprios utentes que acabem por modelar a enciclopédia, com interações niveladoras. Para isso, estabeleceram-se algumas modalidades práticas, como a lista das últimas modificações, os últimos artigos criados… que permitem um acompanhamento quase em tempo real da criação e modifica- PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR ção de artigos. Há também utentes especializados nessas “tarefas de manutenção” e que fazem um grande trabalho. Será tudo isto suficiente? Como já o referi, o resultado é desigual, dependendo dos idiomas, das áreas de conhecimento... Se qualquer pessoa pode editar um artigo, qualquer pessoa é construtora de cultura. Mas a figura do bibliotecário parece contradizer-se com a própria definição que a Wikipédia faz de si mesma (“somos meros coletores de informação”). A Wikipédia trabalha com um conceito chave, que é o da “neutralidade”. Soa muito bem, mas não é fácil: por vezes, existem “guerras de edições”, mediações »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO por parte dos "bibliotecários"... Tudo isso deve desenvolver-se na interação e no diálogo, mas entre os editores e mesmo os bibliotecários, existem os mais dialogantes e os que o são menos. Um sistema complexo, tal como a própria sociedade. Sistema que põe em causa a democracia direta: isso porque todos podem participar, mas existem sempre mediadores. 28 CAESE maio 2012 Na Wikipédia há uma certa hierarquia de controlo. Os bibliotecários são pessoas com capacidades especiais de edição de conteúdos e administração do sistema. Muitos gozam de autoridade, como utentes de prestígio, cuja opinião tem um grande peso. Mas não devemos esquecer que são escolhidos pela própria comunidade wikipédica, e que podem ser substituídos. Anonimato dos editores Talvez quem tenha mais a oferecer a este projeto sejam pessoas com vasta experiência. Mas terão problemas com as barreiras tecnológicas? No âmbito do saber na rede, pode acontecer que quem ganhe, seja mais o tecnólogo do que o sábio. Não tem de ser assim. Os conhecimentos necessários para editar na Wikipédia são simples. Se se quiser ir mais além (ser nomeado bibliotecário, por exemplo), aí a pessoa deve absorver as regras internas do sistema, jogar em mui- PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR tos campos: isso sim, é que é muito mais complicado. Também é verdade que, às vezes, utentes pouco experientes podem ser protegidos com argumentos formais: as regras wikipédicas (já bastante sofisticadas) que, bem geridas, proporcionam uma posição de vantagem nítida. O facto de nenhum colaborador da Wikipédia ser remunerado pelo seu trabalho favorece que partilhemos gratuitamente o melhor de nós mesmos. No entanto, o anonimato dos editores, não será uma porta aberta à fraude? O anonimato tem certas vantagens e alguns – grandes – inconvenientes: às vezes, por exemplo, nas discussões, dizem-se »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO coisas bastante rudes e vigorosas, que seguramente se diriam mais moderadamente se fossem assinadas. Mas a percentagem dos que se dedicam ao “vandalismo” (termo wikipédico) é muito pequena e existem instrumentos eficazes para os neutralizar. Ponto de vista neutral Voltemos ao PVN (ponto de vista neutral), assumido pela Wikipédia como “absoluto e não negociável”. Para mim, trata-se de uma debilidade da Wikipédia: a soma de muitas falsidades não dá uma verdade. 29 CAESE maio 2012 No entanto, a busca consciente ou inconsciente de uma “inteli- gência coletiva” esconde essa outra perspetiva: testar se a soma de opiniões ou o consenso nas controvérsias garantem a verdade. “Neutralidade” significa, em princípio, que se exigem fontes confiáveis, embora nos temas mais controversos se procure mencionar as diferentes posições, uma ao lado da outra. O erro reside em pensar que isso já é uma garantia de veracidade. Outro dos paradoxos da Wikipédia é a convivência do positivismo moderno com a tradição filosófica grega (na qual o diálogo faz brilhar a sabedoria). Poderão conciliar-se estas duas atitudes? PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR As enciclopédias são filhas do Iluminismo e incorporam em si toda a sua grandeza e os seus problemas. A Wikipédia, mantendo uma auréola iluminista, tem igualmente uma certa fé na ação popular, que não é muito iluminista. Não será pois totalmente coerente? Realmente não, mas trata-se disso mesmo: um instrumento útil, desde que se esteja consciente das suas limitações. Não se deve pedir à Wikipédia mais do que pode dar. Tantas culturas como wikipédias Esta enciclopédia carateriza-se por excluir a publicidade como fonte de financiamento. A fé no crowdsourcing traduz-se numa esperança de crowdfunding. »» ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO Será que a filantropia justifica o sucesso das campanhas de donativos da enciclopédia? Penso que sim. Por detrás da Wikipédia está uma fundação, que dá emprego a 108 pessoas (a maioria delas engenheiros e programadores).Todos os anos fazem uma campanha para pedir donativos... e conseguem-nos. Com efeito, pareceria contraproducente que aceitasse publicidade, porque facilmente se iria comprometer a independência nos artigos. 30 CAESE maio 2012 Paolo Massa desenvolveu um projeto chamado Manypedia, no qual se comparam artigos publicados na Wikipédia em diversas línguas. É surpreendente como a idiossincrasia particular de cada comunidade cultural se reflete no trabalho conjunto. Atualmente, muitos âmbitos do saber têm-se vindo a igualar: cada vez se publica mais em inglês (por parte de pessoas de outras línguas), mas, além disso, o estilo anglo-saxónico impôs-se totalmente e afastou outros modos, rotulando-os de não científicos. A Wikipédia escapa a este fenómeno. O modo de wiki-trabalhar continua a revelar particularidades culturais. Por exemplo, a Wikipédia inglesa tem artigos mais breves que a Wikipédia em castelhano. Mas os debates constituem parte intrínseca do processo de elaboração de um artigo, enquanto que em Espa- PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR nha apenas 20% dos tópicos suscitam discussão. Será que contamos com um novo método de radiografia cultural? É uma evidência: as diferentes culturas científicas refletem-se na Wikipédia tão claramente como nas revistas académicas, nos congressos, nas aulas das universidades… Na Wikipédia, essas diferenças vão manter-se muito mais tempo: uma grande notícia! O desaparecimento da versão impressa da “Enciclopédia Britânica” parece constituir o dobre de finados das enciclopédias clássicas. Além da Wikipédia, que outras enciclopédias online valiosas recomendaria a um público geral? ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO Não posso dizer nada: só conheço outras superficialmente. A sabedoria que nasce de reconhecer os limites é um bom fecho para uma conversa sobre a Wiki- PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR pédia. Sobretudo porque este gigantesco esforço de inteligência coletiva compete inevitavelmente com o Google; talvez o robot omni-englobante, se esteja a converter numa enciclopédia gigante, fagocitadora mas útil para navegar pelo ilimitado oceano do conhecimento. T.G. de C. DOCUMENTAÇÃO Uma escola para pais pela Internet A Fundación PROFORPA, vinculada à Confederación Católica de Padres y Madres de Alumnos (CONCAPA) e dedicada à formação de pais, apresentou “Escuela de Familiar”, um curso online para pais, pensado como guia orientador para educar os filhos. 31 CAESE maio 2012 O curso consta de 9 módulos que abordam diversos temas: o desenvolvimento e crescimento dos filhos desde que nascem até ao final da adolescência; a família na sociedade; o centro escolar; a comunicação e o diálogo na família; a resolução de conflitos na convivência familiar; o lazer e os tempos livres dos filhos; os meios de comunicação social e as novas tecnologias; educar na responsabilidade, o esforço e a autonomia; e, por último, os transtornos mais frequentes na infância e na adolescência. “Escuela de Familias” tem como principal objetivo ajudar os pais a envolverem-se de modo eficaz na educação dos seus filhos, dizem os promotores. Os temas são analisados tendo em conta o contexto social e educativo atual, que por vezes ajuda pouco a que os pais possam exercer de maneira eficaz a sua missão. “Escuela de Familias” foi elabo- »» rado por um grupo de professores ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA · OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO e especialistas. Os temas são abordados em múltiplas perspetivas – médica, pedagógica, psicológica, legislativa...–, para proporcionar orientações práticas de modo a que os pais possam levar a cabo o seu trabalho nos diferentes contextos em que têm de atuar. O curso é igualmente dirigido a outros agentes educativos, como tutores, avós ou associações de pais. Pode-se começá-lo a qualquer altura e custa 100 euros. 32 CAESE maio 2012 PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR ÍNDICE · NOTÍCIAS · AGENDA OPINIÃO · PANORAMA · DOCUMENTAÇÃO PESQUISAR · SAVE · PRINT · SAIR Partilhe com a AESE as suas questões, Notícias e Passaporte ([email protected]) AESE Lisboa AESE Porto Seminários Alumni Júlia Côrte-Real Telemóvel (+351) 939 871 256 Telefone (+351) 217 221 530 Fax (+351) 217 221 550 [email protected] Edifício Sede, Calçada de Palma de Baixo, n.º 12 1600-177 Lisboa Carlos Fonseca Telefone (+351) 226 108 025 Fax (+351) 226 108 026 [email protected] Rua do Pinheiro Manso, 662-esc. 1.12 4100-411 Porto Filomena Gonçalves Telemóvel (+351) 939 939 639 Telefone (+351) 217 221 530 [email protected] Abdel Gama Telefone (+351) 217 221 530 [email protected] Formulário de cancelamento: www.aese.com.pt/cancelamento Formulário de novas adesões: www.aese.com.pt/adesao Esta comunicação é de natureza geral e meramente informativa, não se destinando a qualquer entidade ou situação particular. © 2012 AESE - Escola de Direcção e Negócios. 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