DISCIPLINA SEMIPRESENCIAL
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Sociologia
Organizacional
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Amandio Henriques de Oliveira
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Módulo IV
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Professor (a):
Tânia Pereira da Gama e Paula
Disciplina:
Sociologia Organizacional
Carga Horária:
60h
MENSAGEM AO ALUNO:
Prezado aluno você está recebendo o terceiro módulo da disciplina com os respectivos exercícios de
revisão do conteúdo.Em breve estaremos enviando os demais.Bom estudo. Dedique-se.
MÓDULO IV
SUMÁRIO
Liderança e Gerenciamento
4.1- Liderança
4.2- Gerência com Articulações Grupais
4.3- Gerenciamento: o Exercício Permanente de Liderança
4.4- Desenvolvimento de Liderança Gerencial
4.4- Obstáculos ao Exercício da Liderança Gerencial
4- LIDERANÇA E GERENCIAMENTO
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“ Em um time de alta performance,
nunca se ouvirá alguém dizer:
‘Eu fiz a minha parte’”.
4.1- LIDERANÇA
Liderança e líder são palavras muito usadas hoje. Se abrirmos um bom dicionário,
encontraremos para a palavra “líder” os seguintes significados: chefe, condutor, embora haja uma
diferença acentuada entre um termo e outro.
“Líder” é originário do abrasileiramento do vocábulo inglês “leader”,cujo significado é:
“pessoa que vai à frente para guiar ou mostrar o caminho,ou dirige qualquer ação, opinião ou
movimento”.
No entanto, quase todos os autores concordam quanto à complexidade do conceito de
“liderança”, embora insistam em definí-la.
KOONTZ e O’DONNELL, ligam o conceito de liderança ao fato de “lidar” com seres humanos
e escrevem: “é a habilidade de exercer influência interpessoal, por meio da comunicação, para a
consecução de um objetivo que considere, por si mesmo, desejável.”
Liderança é a função exercida por um líder. Talvez uma das dificuldades de sua conceituação
correta esteja no fato de ser a liderança um fenômeno social, alguma coisa que acontece nos grupos;
não apenas nos grupos humanos, mas inclusive nos agrupamentos animais.
Vamos partir do princípio de que todos somos líderes em qualquer coisa. Em determinados
períodos da vida precisamos exercer esse papel à frente de uma equipe ou de uma comunidade, de
uma empresa, de uma família e, o que é crucial no mundo do trabalho hoje,a frente da própria
carreira.
Um líder tem que aprender a lidar com situações difusas, necessitando para isso de
flexibilidade. O líder deve ter entre suas capacidades: ser um bom ouvinte e um ótimo observador.
Sendo a liderança um fenômeno social, implica na existência de uma sociedade e de um
ambiente. A situação é um fato novo que surge das relações do líder com o grupo e vice-versa. Para
que se caracterize um conceito amplo de liderança precisamos de um líder, de um grupo e de uma
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situação. Liderança assim, seria função do líder que a exerce sobre um grupo, em determinada
situação.
Dessa conclusão nascem três teorias básicas na conceituação de liderança: função do indivíduo, do
grupo e da situação.
1- A LIDERANÇA COMO FUNÇÃO DO INDIVÍDUO
Se efetiva através de um indivíduo que irá influenciar o comportamento de um grupo
obedecendo suas ordens em nome de um princípio aceitável pelos demais.
Sendo liderança a função do líder e sendo o líder um indivíduo, por extensão podemos
considerar a liderança uma função do indivíduo. Um líder necessita de capacidade de
liderança. No que consiste, entretanto, essa capacidade? Consiste em uma qualidade básica, ou
em um conjunto de qualidades individuais?
A mais antiga das teorias da liderança é a inastia. Segundo esta concepção, o exercício
de liderança estaria vinculado aos atributos inerentes da personalidade e do caráter do líder.
Durante muitas décadas acreditou-se que o líder fosse portador de características
peculiares, responsáveis pelo seu êxito como condutor de homens. Chegou-se a conclusão que
a liderança não é um atributo inato do homem e que seria possível chegarmos a um traço
conjunto de qualidade e personalidade que pudesse determinar os líderes e os não líderes.
Esta teoria sofre duas críticas fundamentais:
A primeira, considera que por basear-se na
comparação
de
traços
físicos
e
intelectuais dos líderes (biografia das personalidades dos campos das artes,das ciências,etc.) e
de seus seguidores, concluiu, por exemplo, que os líderes tendem a ser maiores, mais
inteligentes e melhores ajustados.Tal método, apesar de haver produzido algum resultado
modesto teve o inconveniente de generalizar observações imperfeitas. Por exemplo, se
citarmos alguns líderes da história, verificaremos que a inteligência é um traço psicológico
comum a todos eles; uma vez que tantas outras pessoas dotadas destas características não
foram líderes, podemos concluir que a inteligência também, não pode ser o único requisito
básico
–
outras
características
psicológicas
como
compreensão,habilidade,persuasão,bom
julgamento, são importantes fatores tão importantes quanto os demais.
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Outra crítica consiste em realçar a falta de precisão de seus resultados.Na verdade, se a
liderança dependesse exclusivamente dos traços individuais do líder, as exaustivas pesquisas
levadas a efeito com o objetivo de identificá-los teriam chegado a resultados bem mais
positivos do que os até hoje alcançados.
Além disso,as teorias inatistas não são capazes de explicar o tão freqüente fenômeno de
destituição de líderes,pois se alguém assumiu o poder de mando pelo fato de seus atributos
sobrelevarem os dos demais que ficaram, pó isso, a ele submissos como compreender o desgaste
de sua autoridade se ele não perdeu ou diminuiu suas qualidades. Na verdade, a razão da
substituição dos líderes pode ter sua origem na interferência de outros fatores não pessoais
capazes de criarem uma situação de liderança.
A liderança é efetivamente, alguma coisa que pertence ao indivíduo,que ele traz para o
grupo e é capaz de produzir resultados sob as mais diversas condições.Para ser líder a pessoa
precisa trazer consigo, como parte de sua personalidade e da estrutura do seu caráter,
qualidade de ser e capacidade de fazer,que a liguem no grupo ou situação. Isso nos leva a
concluir que, não se pode afirmar haver alguma evidência de existirem traços universais de
liderança.
2- A LIDERANÇA COMO FUNÇÃO DO GRUPO
Diante da impossibilidade de considerar a liderança apenas uma função do
indivíduo,as atenções se concentram no grupo, onde o líder ocupa uma posição de
proeminência e sobre o qual exerce influência.
A descoberta do grupo como unidade de trabalho, fez com que sua importância superasse a
do indivíduo. Sendo a liderança um fenômeno social, e tendo fracassado as tentativas de
caracterizá-lo em termos apenas individuais, nada mais natural que se fizesse tentativas de
compreendê-la, não mais como função individual, e sim como função do grupo.
Segundo esta teoria o comportamento do líder é para ele tão casual quanto o de
qualquer outro membro do grupo, todos os submissos a satisfação de condições impostas
pelas necessidades sociais. Não lhe cabendo o papel propriamente a direção, o líder deixaria
de existir, dando lugar apenas ao fenômeno liderança,segundo princípios impostos pelos
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grupos e pelas suas relações com seus liderados. O líder, nesse caso, limita-se a ser um
indivíduo que ocupa uma posição de destaque que lá foi colocado pelo dinamismo do grupo a
cujas necessidades ele conseguiu se antecipar em relação aos demais membros, muitas vezes
até por simples acaso. O líder, então, teria de liderar,configurando-se melhor um simples
porta-voz das exigências sociais e nesses termos a destituição de líderes ficava muito bem
explicada como resultante de uma reestruturação do grupo que, criando novas necessidades,
encontrou outros membros em novas posições de destaque que passavam,por isso, a assumir a
liderança.
3- ALIDERANÇA COMO FUNÇÃO DA SITUAÇÃO
De acordo com essa teoria “a situação determinará quem será o líder”. Denominam-se
situacionistas aqueles que atribuem à situação uma função de liderança. Preocupam-se com a
individualidade do líder na medida em que ela é determinada pela situação (circunstância).
As qualidades, características e habilidades exigidas de um líder são largamente determinadas
pela situação em
que ele deve agir como tal. Isto é, somente a circunstância dirá que membro do grupo,
naquela ocasião, é o mais indicado para assumir a liderança. Não existe,portanto,qualidades
previamente definidas, quase tudo depende de fatores circunstanciais: o indivíduo em
determinados momentos e para determinados grupos tem que possuir determinadas
qualidades específicas para aquela ocasião.
Na liderança circunstancial a mobilidade é uma característica importante, isto é, a
liderança é móvel, passa de um membro para outro de acordo com a necessidade da vida
grupal. A fixidez do comando ( o mesmo indivíduo lidera sempre) só é aceitável quando não
existem mudanças nas circunstâncias da vida grupal, ou seja, ávida do grupo é sumamente
uniforme. Neste sentido, de acordo com as circunstâncias todos os membros do grupo podem
exercer a liderança.
Outra característica significativa da liderança circunstancial é que ela é
transitória,isto é, assim que termine o motivo ( circunstância) pelo qual o indivíduo foi
designado pelo grupo como líder, ele volta a nivelar-se com os demais membros do grupo.
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Na liderança circunstancial temos que considerar também a autenticidade, isto é, a
necessidade do líder ser de fato o membro do grupo a ter as qualidades reais e necessárias que
o grupo e a circunstância exigem. Caso contrário, o falso líder poderá levar o grupo a
sucumbir. O grupo, na medida do possível, tem que ter certeza na escolha do líder.
Como exemplo, podemos citar que embora o piloto de um avião esteja no comando
durante o vôo, caso apareça uma situação de emergência que envolva a vida de sobreviventes
após um desastre, o grupo pode escolher um líder diferente para assumir o comando, se suas
habilidades de liderança estiverm melhor adaptadas à nova situação.
Uma das características básicas de um líder é o diálogo,
que
é
a
unidade
básica de trabalho numa organização. Essa qualidade determina como as pessoas colhem e
processam as informações, como tomam decisões, como se sentem a respeito uma das outras e
como enxergam os resultados das medidas tomadas. O diálogo pode conduzir a novas idéias e
à velocidade como vantagem competitiva. Ele é o fator isolado mais importante da empresa,
vindo logo após a produtividade e o desenvolvimento do trabalhador e do conhecimento. O
tom e conteúdo do diálogo moldam os comportamentos e as crenças das pessoas mais
depressa e de forma mais permanente que qualquer sistema de premiação ou mudança
estrutural. A execução e o feedback são os passos finais para a criação de uma cultura decisiva,
que constituem a vantagem competitiva mais duradoura de uma empresa.
CONCLUSÃO
A liderança tem como base atingir a eficácia no relacionamento entre dirigentes e
dirigidos. Alguns exemplos de seus traços são: a sociabilidade e a habilidade interpessoais,
autoconfiança,ascendência e domínio, participação nas trocas sociais, fluência verbal,
equilíbrio emocional, controle e busca de responsabilidade.
LIDERANÇA X MOTIVAÇÃO Nesta relação o líder é visto como alguém que pode
trazer benefícios não somente para o grupo em geral, mas também para cada membro desse
grupo em particular.Quando cada membro de um grupo percebe seu líder de maneira
positiva, haverá uma tendência natural em devolvê-lo a seu reconhecimento e aceitação como
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forma de conferir a autoridade da qual necessita para desempenhar seu papel de dirigir
pessoas.
A liderança eficaz deve ser entendida como um processo de influência mútua,sem a
preocupação de salvaguardar a autoridade ou poder. Significa desenvolver sua habilidade
interpessoal,caso realmente busque eficácia no desempenho do seu papel, ou seja, a liderança
é essencialmente um processo social definido através da de interação; envolve um processo de
definir a realidade de forma que sensibilize o liderado, mostra um relacionamento de
dependência no qual os indivíduos abdicam do seu poder de interpretar e definir a realidade
dos outros, representa um estágio adicional de institucionalização no qual os direitos e
obrigações em definir a natureza da experiência e da atividade são reconhecidos e
formalizados.
O grande desafio das organizações não é transformar gerentes em líderes e viceversa, mas sim coloca-los nos postos mais adequados,conforme suas características, a fim de
que cada um deles possa usar mais produtivamente possível seus pontos fortes.Treinar
gerentes para serem líderes e líderes para serem gerentes não só representa perda de
tempo,como também evidencia uma falta total de conhecimento,consequentemente, é perda
de tempo e dinheiro todo treinamento que vise transformar administradores em líderes e viceversa. Eles não mudarão de forma definitiva e duradoura.
No ambiente organizacional, a mudança é a palavra que mais se ouve, tanto para
os seus líderes como para os seus seguidores. A mudança consiste em deixara predominar a
motivação e os talentos de todos, oferecendo, em especial, alguma forma de apoio para que
sejam eles utilizados de forma eficaz na organização.
Em síntese, podemos afirmar que não bastam certas qualidades deliderança para
ser um líder. A liderança é uma função da situação, da cultura, do contexto e dos costumes,
tanto quanto é uma função de atributos pessoais e estruturas de grupos. É a combinação
equilibrada de três elementos vitais e dinâmicos: o indivíduo, o grupo e a situação.
Agora tem início o seu momento de estudo individualizado. Leia com atenção o Módulo III e
responda as questões propostas. A cada dúvida retorne ao texto.
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MOTIVE-SE
SUCESSO
EXERCÍCIOS DE REVISÃO
1- Analise o significado da palavra “líder”.
2- Justifique a seguinte afirmativa: “A liderança é um fenômeno social”.
3-
A conceituação de liderança se baseia em três teorias distintas. Quais são essas teorias?
Apresente-as de maneira resumida.
4-
Analise as seguintes afirmativas:
a) “A liderança eficaz deve ser entendida como um processo de influência mútua. Sem a
preocupação de salvaguardar a autoridade ou o poder”.
b) “O grande desafio das organizações não é transformar gerentes em líderes e vice-versa,
mas sim coloca-los nos postos mais adequados”.
c) No ambiente organizacional, a mudança é a palavra que mais se ouve,tanto para os
seus líderes como para os seus seguidores”.
I-
Complete:
5-A liderança tem por base atingir................................................
6-São traços do líder:......................................................................
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7-Na relação liderança x motivação o líder é visto como:.....................
REFERÊNCIAS BIBLIOGÁFICAS
BERNARDES,C. Sociologia Aplicada à Administração.São Paulo: Pioneira,1996.
DRUCKER, Peter Ferdinand.Fator Humano e Desempenho.São Paulo:Pioneira,1981.
DRUCKER, Peter Ferdinand. A profissão de administrador. São Paulo: Pioneira Thomson Learning,
2001.
DRUCKER, Peter Ferdinand. O melhor de Peter Drucker: a administração. São Paulo:Nobel, 2001.
GIL, Antonio Carlos. Administração de Recursos Humanos. São Paulo:Atlas,1994,cap.1,p.15.
OLIVEIRA,Silvio Luiz de. Sociologia das Organizações: Uma análise do Homem e das Empresas no
Ambiente Competitivo. São Paulo:Pioneira,2002.
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Módulo 4