No 07 | Ano 3 O lídEr está de cara nova Foco pág. 10 Prazer Aproveite as coisas boas que as Serras Gaúchas oferecem Estratégia Nossa História A presença do Sistema Unimed na região Norte do Brasil O exemplo positivo da Unimed Batatais EDITORIAL No 07 | ANO 03 Intercâmbio de conhecimento O poder do aprendizado é imensurável e domínio exclusivo de cada um de nós. É pessoal e intransferível. Seria até egoísta, se o conhecimento não tivesse a capacidade de ser disseminado, distribuído, compartilhado... Mas não, é solidário e depende de todos para chegar mais longe. A Revista Unimed BR é o órgão de informação oficial da Unimed do Brasil. CONSELHO EDITORIAL Eudes de Freitas Aquino (Unimed do Brasil) Mohamad Akl (Central Nacional Unimed) Rafael Moliterno (Seguros Unimed) João Batista Caetano (Fundação Unimed) Emilio de Oliveira Issa (Unimed Participações) COMITÊ EDITORIAL Luciana Palmeira Dias Langer Jânia Evangelista D’Amario Aline Cebalos Coordenação Geral Eudes de Freitas Aquino Produção Depto. de Marketing da Unimed do Brasil Jornalista Responsável Altair Albuquerque (MTb 17.291) Redação Texto Assessoria de Comunicação Fotos Texto Assessoria de Comunicações Arquivo Sistema Unimed Shutterstock Saulo Cruz Projeto Gráfico e Design Agência Unimed do Brasil Tiragem 25.000 exemplares fale com a redação, anuncie: [email protected] – (11) 3265-4000 Este segundo semestre promete ser rico neste quesito. Eventos de grande relevância para a Unimed e para o Cooperativismo estão prestes a ser realizados. E honrado me sinto por saber da dedicação de cada envolvido nestas, por assim dizer, imersões de conhecimento. Estes grandes encontros proporcionam aos participantes uma sempre louvável troca de experiências, tão valiosa e necessária para um Sistema que conta com 360 cooperativas distribuídas pelos quatro, e cheios de particularidades, cantos do Brasil. Sabemos das dificuldades que essa diversidade nos traz, mas preferimos valorizar as oportunidades advindas dela e nos basear em pilares comuns ao nosso universo, independentemente de estarmos no sul ou no norte do País. Cooperação, Crescimento e Sustentabilidade. Este é o tema da 43ª Convenção Nacional Unimed, a mais tradicional reunião de dirigentes do Sistema que acontecerá em setembro, na capital mineira. Juntos, discutiremos o desenvolvimento sustentável que dará continuidade aos 45 anos de história deste exemplo de sucesso cooperativo que – e que não soe pretensão - nós somos. E em outubro, teremos no Brasil a XVIII Conferência Regional da Aliança Cooperativa Internacional das Américas. Um ano após festejarmos o Ano Internacional das Cooperativas, é chegada a hora de nos debruçarmos no projeto da Década do Cooperativismo. E esta proposta será discutida nessa estratégica reunião, que acontecerá pela primeira vez em nosso País, mais precisamente no Guarujá, litoral de São Paulo, e contará com representantes de cooperativas de toda a América. Como já disse e para que todos saibam, agir para manter o crescimento é preciso. Por isso, vamos em frente desbravando o cenário da saúde no País, criando e apresentando soluções, superando expectativas e dando consistentes exemplos, por que não? Eudes de Freitas Aquino Presidente da Unimed do Brasil Foto: Osmar Bustos Unimed do Brasil – Confederação Nacional das Cooperativas Médicas Alameda Santos, 1.827 – 15º andar São Paulo/SP – Brasil – CEP 01419-909 Telefone: 55 11 3265-4000 www.unimed.coop.br – [email protected] [email protected] A Unimed tem feito seu papel. Uma comitiva do Sistema voltou recentemente dos Estados Unidos e trouxe a experiência norte-americana em práticas modernas relacionadas à Saúde. Trouxemos contribuições importantes para a adequação às condições brasileiras e posterior implantação, pensando sempre na conquista da excelência. Com isso, precisamos ser, também, profissionais no intercâmbio de conhecimento, na troca de informações, sem viés de copiar, e tão somente de compor um cenário para fortalecer o modelo. 08 HOLOFOTE Dirigentes do Sistema Unimed, liderados por Eudes de Freitas Aquino, durante viagem aos Estados Unidos para conhecer o sistema de saúde daquele país 40 20 23 ESTRATÉGIA PRAZER Os desafios do novo líder para conquistar a equipe e obter sucesso Um pouco do que pensa o economista Armínio Fraga Os números da Unimed na região Norte, o Saúde Ocupacional Unimed e muito mais Um convite para visitar as Serras Gaúchas 46 52 55 DE BRASÍLIA EVENTOS As iniciativas de destaque das Unimeds em todo o país Novidades sobre saúde em outras partes do planeta As recentes decisões da ANS que impactam as Unimeds Fórum Político, CONAI, Conferência ACI Américas e outros eventos importantes 07 ANO 3 10 PELO BRASIL FOCO PELO MUNDO NO ALVO 58 65 NOSSA HISTÓRIA Com sucesso, Unimed Batatais completa 31 anos Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 5 HOLOFOTE Comando renovado Unimed do Brasil foca trabalho no fortalecimento do Sistema Foto: Osmar Bustos Três novos dirigentes juntam-se ao presidente Eudes de Freitas Aquino na Confederação Nacional das Cooperativas Médicas. E O presidente Eudes de Freitas Aquino: contínua profissionalização udes de Freitas Aquino permanece na presidência da Unimed do Brasil para novo mandato de quatro anos (2013/2016). Ao seu lado agora estão Orestes Barrozo Medeiros Pullin (vice-presidente); Edevard J. de Araujo, à frente da diretoria de Marketing e Desenvolvimento; e João Luiz Moreira Saad, o novo diretor Administrativo. Euclides Malta Carpi (diretor Financeiro), Valdmário Rodrigues Júnior (diretor de Integração Cooperativista e Mercado) e Antonio Cesar Azevedo Neves (diretor de Tecnologia e Sistemas) permanecem por mais uma gestão no comando de suas áreas. O vice-presidente da gestão 2009/20012, Luiz Carlos Misurelli Palmquist, assumiu nova função como dirigente da Fundação Unimed. O então diretor Administrativo Francisco Alberniz Boher Pilla faz parte, agora, da diretoria da Central Nacional Unimed e o diretor de Marketing e Desenvolvimento, Aucélio Melo de Gusmão, voltou para sua Cooperativa, na Paraíba. “Agradeço de coração aos colegas de diretoria que concluíram o seu mandato. O reconhecimento do Sistema Unimed à atuação da Unimed do Brasil fala por si. Cada um dos membros da gestão 2009/2013 deu o máximo e tem de se orgulhar do trabalho em prol do cooperativismo médico. Quem 6 REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013 Nova diretoria da Unimed do Brasil (2013/2016): ânimo renovado para novas conquistas em prol do cooperativismo médico no País chegou já percebeu que ainda há muito trabalho a ser feito, com criatividade e transparência”, disse o presidente Eudes. “Contem comigo”, ressaltou o novo vice-presidente Orestes Barrozo Medeiros Pullin. “Me somo aos demais companheiros de diretoria para avançar no processo de fortalecimento da Unimed do Brasil e, por extensão, do Sistema Unimed. Não faltam motivação e disposição de contribuir para esse objetivo”. “Há muitos desafios na área de Marketing, Eventos, Comunicação e Responsabilidade Social, particularmente em relação às ações da Unimed do Brasil voltadas para os médicos cooperados. Eles precisam estar sempre muito bem informados sobre nossas iniciativas. Também precisamos trabalhar para mostrar à sociedade a realidade da saúde privada”, ressaltou Edevard J. de Araujo, novo diretor de Marketing e Desenvolvimento. “Estou aqui para cumprir o meu papel em prol da Unimed do Brasil e, por extensão, do Sistema Unimed. Sinto-me honrado e assumi a responsabilidade com muita motivação, trabalho e dedicação”. Palavras de João Luis Moreira Saad, o novo diretor Administrativo da Unimed do Brasil. A Assembleia Geral Ordinária que aclamou a nova diretoria executiva também aprovou a nomeação dos novos componentes do Conselho Fiscal da Confederação - Gestão 2013/2016. São eles: Efetivos: Fábio Nasser Monnerat, Fernando Augusto Abdul Ahad e Roberval Silva Esper. Suplentes: Lauro Benedito Hanna, Marcus Vinicius Azevedo Tanure e Mario Tadaiti Iria Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 7 HOLOFOTE A experiência norte-americana em saúde Grupo de dirigentes da Unimed, liderado por Eudes de Freitas Aquino, conhece de perto a realidade da saúde nos Estados Unidos. P agamentos por Performance (P4P), Atenção Primária à Saúde, Inovações em Tecnologia da Informação em Saúde e Qualidade dos Serviços de Saúde, além do novo plano de saúde dos Estados Unidos (ObamaCare) foram os temas principais de duas jornadas de troca de conhecimentos e atualização técnica realizadas nos Estados Unidos, em junho, por comitiva de dirigentes do cooperativismo brasileiro, liderada por Eudes de Freitas Aquino, presidente da Unimed do Brasil. Os primeiros tópicos fizeram parte do Intercâmbio Técnico Operacional das Cooperativas Médicas Unimed, iniciativa da Ocesp e Sescoop SP, da qual participaram a diretoria da Unimed do Brasil e dirigentes do Sistema Unimed. A proposta do curso foi proporcionar conhecimentos e vivência internacional em tecnologias e inovações em saúde, com visão 8 aprofundada das tendências em temas inovadores e importantes. O grupo da Unimed do Brasil, composto pelo presidente Eudes de Freitas Aquino; Valdmário Rodrigues Jr., diretor de Integração Cooperativista e Mercado; Euclides Malta Carpi, diretor Financeiro; João Luiz Moreira Saad, diretor Administrativo; Adriano Leite Soares, assessor da presidência; José Cláudio Ribeiro Oliveira, assessor jurídico; José Abel Ximenes, assessor político institucional; e Cloer Vescia Alves, coordenador do Comitê de Atenção Integral à Saúde, entre outros dirigentes do Sistema, viveu experiências em centros de referência em medicina de atenção primária à saúde nas cidades de Kansas, São Francisco, Nova York, Washington e Boston. A primeira parada foi em Kansas, onde os participantes conheceram uma das maiores REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013 empresas de softwares de prontuários eletrônicos para este modelo de atenção. Em seguida, o destino foi São Francisco. Lá, o grupo visitou a Kaiser Permanente para conhecer seus modelos de atenção primária à saúde e protocolos para engajamento dos médicos. Na sequência, os representantes da Unimed participaram de conferências em Washington com representantes do governo e entidades de classe do sistema de saúde. Na capital norte-americana, foram recebidos no Senado por Sarah Arbes, diretora adjunta de Políticas de Saúde, que representou Lamar Alexander, membro superior do comitê do Senado dos EUA para a Saúde, Educação, Trabalho e Pensões (HELP). Na reunião, foram abordados os prós e contras do novo plano de saúde nacional do país, Dirigentes da Unimed nos EUA: agenda sobre temas importantes, como pagamento por performance, atenção primária à saúde, inovações em tecnologia da informação em saúde e qualidade dos serviços chamado de ObamaCare. Trata-se de lei promulgada em 2010, que será regulamentada ainda este ano, entrando em vigor em 2014. Seu objetivo é reformar o sistema de saúde norte-americano, ampliando o acesso da população, regulamentando as operadoras de planos de saúde e reduzindo os gastos. Na Cambridge Health Alliance - entidade de saúde pública que trabalha a inovação de gestão em Saúde -, em Boston, o grupo liderado por Eudes de Freitas Aquino conheceu o Institute for Healthcare Improvement, que produz pesquisas e desenvolve tecnologias e metodologias na área. Para finalizar o intercâmbio, foi realizado workshop em que se discutiram as formas de implantação dos modelos estudados durante a viagem no Sistema Unimed. ACI Américas discute plano estratégico para a década O presidente da Unimed do Brasil e delegado titular do Conselho de Administração da ACI Américas, Eudes de Freitas Aquino, participou, no início de junho, do Seminário de Comitês Temáticos e Organizações Setoriais e da 51ª Reunião do Conselho de Administração Regional da Aliança Cooperativista Internacional das Américas, em Honduras. O evento avaliou o Plano Estratégico para uma Década Cooperativa e as propostas de ações para discussão na XVIII Conferência Regional ACI Américas, programada para 6 a 11 de outubro, no Guarujá (veja matéria à página 62). Manuel Mariño, diretor regional da ACI Américas, ressaltou que o plano almeja vários tópicos, como: elevar a participação dos sócios e a governança cooperativa a outro patamar, posicionar as cooperativas como construtoras de sustentabilidade, construir a mensagem e garantir a identidade cooperativa, além de assegurar marcos jurídicos que apoiem seu crescimento. A 51ª Reunião do Conselho de Administração Regional da ACI Américas também avançou as discussões sobre o plano estratégico até 2016, o plano operacional deste ano, a proposta de modificação do Regulamento do Conselho da ACI Américas e a proposta para a difusão da Lei Marco para as Cooperativas da América Latina, entre outros temas. Eudes de Freitas Aquino fez apresentação da programação e dos preparativos para a XVIII Conferência Regional ACI Américas. Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 9 FOCO Os desafios do “novo” líder Mais do que comandar, os líderes do século 21 precisam conquistar suas equipes para alcançar (e superar) os objetivos propostos. 10 REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013 Uma das palavras de ordem mais ouvidas nas organizações atualmente é retenção de talentos, entendida como a estratégia para motivar, engajar e recompensar aqueles profissionais que contribuem para as empresas irem além dos objetivos normais. Amy Edmondson (Harvard Business School): “O trabalho do líder é inovar, ao mesmo tempo em que executa o voo” U m novo desafio está se impondo às companhias, instituições públicas e privadas e demais grupos empresariais: não basta reter as melhores cabeças, é preciso ter quem as guie para, aí sim, alcançar resultados superiores. Dessa forma, tão importante quanto ter um time de qualidade é ter um comandante que se imponha não apenas pela autoridade, mas principalmente pelo conhecimento, estratégia e pontos de vista. Verdadeira força-motriz das organizações, os líderes - nos mais diferentes níveis hierárquicos - dão o ritmo às organizações. Para Amy Edmondson, PhD em comportamento organizacional e professora de liderança e gestão da Harvard Business School, é papel dos líderes conciliar a visão de futuro com a execução de tarefas diárias. “O trabalho do líder é inovar, ao mesmo tempo em que executa o voo”, diz a especialista. Ela defende que um bom líder deva se basear em três pilares: maiores chances de manter os pés no chão, pois pode antecipar obstáculos que, sozinho, não enxergaria. Fazer bem o que está fazendo: o primeiro passo é focar em sua função atual. O líder precisa se sair bem em suas tarefas corriqueiras. Realizando com eficiência as responsabilidades que lhe cabem, naturalmente ficará claro que pode assumir desafios maiores. Praticar a liderança nas relações: informalmente, o líder deve testar maneiras diferentes de influenciar as pessoas com suas ideias. É preciso argumentar, compartilhar sua visão e ver o que funciona para que os outros o sigam. Assim, o líder ganha experiência para aplicar em um contexto maior. Olhar à frente: o segundo passo é pensar no futuro. Mas, como um campo de oportunidades – e não com pressa ou ansiedade. O líder deve saber onde gostaria de chegar com determinado produto ou serviço. Essa visão deve ser incrementada com a visão dos outros e não apenas com as ideias da sua cabeça ou fruto de sua experiência. O líder deve se deixar influenciar por conversas com quem tem bagagem e educação diferentes. Assim, terá perspectiva mais global e “Nenhum colaborador deseja ser guiado por um administrador a quem falte coragem e autoconfiança. É o estilo de liderança positiva daquele que ousa nas tarefas e se vale de oportunidades não tentadas anteriormente”, completa outro especialista, Luiz Almeida Marins Filho. Para a composição do seu papel na organização, o líder precisa combinar certos atributos, na visão de Marins. São eles: Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 11 FOCO Automotivação: o líder que não consegue se automotivar não tem a menor chance de ser capaz de motivar os outros. Luiz Almeida Marins Filho: “Nenhum colaborador deseja ser guiado por um administrador a quem falte coragem e autoconfiança” Percepção aguda do que é justo: esta é uma grande qualidade do líder eficaz. Para ter o respeito da equipe, ele deve ser sensível ao que é direito e justo. O estilo de liderança segundo o qual todos são tratados de forma justa e igual sempre cria uma sensação de segurança. Isso é extremamente construtivo e um grande fator de nivelamento. Planos definidos: o líder motivado sempre tem objetivos claros e definidos e já planejou a realização de seus objetivos. Ele estrutura o trabalho e depois trabalha o seu plano com a participação de seus subordinados. Perseverança nas decisões: o líder que vacila no processo decisório mostra que não está certo de si mesmo, ao passo que um líder eficaz decide depois de ter feito suficientes considerações preliminares sobre o problema. Ele considera mesmo a possibilidade de a decisão que está sendo tomada vir a se revelar errada. Muitas pessoas que tomam decisões erram algumas vezes. Entretanto, isso não diminui o respeito que os seguidores têm por elas. Sejamos realistas: um líder pode tomar decisões certas, mas um líder eficaz decide e mostra 12 REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013 sua convicção e crença na decisão ao manter-se fiel a ela, sabendo, no entanto, reconhecer quando erra. O hábito de fazer mais do que aquilo pelo qual é pago: um dos ônus da liderança é a disposição para fazer mais do que é exigido da equipe. O líder gerencial que chega antes dos empregados e que deixa o serviço depois deles é um exemplo deste atributo de liderança. Personalidade positiva: as pessoas respeitam tal qualidade. Ela inspira confiança e também constrói e mantém uma equipe com entusiasmo. Empatia: o líder de sucesso deve possuir a capacidade de colocar-se no lugar de seu pessoal, de ser capaz de ver o mundo pelo lado das outras pessoas. Ele não precisa concordar com essa visão, mas deve ser capaz de entender como as pessoas se sentem e compreender seus pontos de vista. Domínio dos detalhes: o líder bem-sucedido entende e executa cada detalhe do seu trabalho e, é evidente, dispõe de conhecimento e habilidade para dominar as responsabilidades inerentes à sua posição. Disposição para assumir plena responsabilidade: outro ônus da liderança é assumir responsabilidade pelos erros de seus seguidores. Caso um subalterno cometa um erro, talvez por incompetência, o líder deve considerar que foi ele quem falhou. Se o líder tentar mudar a direção dessa responsabilidade, não continuará liderando e dará insegurança a seus seguidores. O clichê do líder é: “A responsabilidade é minha”. Duplicação: o líder de sucesso está sempre procurando maneiras de espelhar suas habilidades em outras pessoas. Dessa forma, ele faz os outros evoluírem e é capaz de “estar em muitos lugares diferentes ao mesmo tempo”. Talvez este seja um dos maiores atributos do líder: ser capaz de desenvolver outros líderes. Podese julgar um líder pelo número de pessoas nas quais ele refletiu os seus talentos e fez evoluir. Profunda crença em seus princípios: a expressão “A menos que batalhemos por alguma causa, nos deixaremos levar por qualquer causa” resume bem a importância de ter-se uma causa pela qual valha a pena viver e trabalhar. Nada cuja aquisição tenha valor é muito fácil. O líder de sucesso tem a determinação de atingir objetivos não importando os obstáculos que surjam pelo caminho. Ele acredita no que está fazendo com a determinação de batalhar por sua realização. Os diferentes tipos de líder, segundo o Instituto Brasileiro de Coaching Nesta liderança modelada pelos princípios do coaching, as competências são estimuladas, os projetos conduzidos em parceria, as habilidades desenvolvidas, as opiniões ouvidas e levadas em conta e os colaboradores têm a confiança em seu trabalho. Este tipo de líder sabe delegar com assertividade, uma vez que identifica as capacidades individuais de cada um de seus liderados e as utiliza para potencializar seus resultados. Este tipo de liderança apresenta desafios e novidades motivadoras, que criam ambiente colaborativo e empreendedor e também mais feliz e favorável à evolução profissional e ao alcance das metas da empresa. As decisões são centralizadas no líder sem qualquer participação dos colaboradores. Este tipo de liderança é egocentrada e costuma oprimir seus subordinados. Sua presença causa desconforto, pois não valoriza competências, conhecimentos, habilidades e resultados dos colaboradores. Na maioria das vezes este líder autoritário enxerga os colaboradores mais talentosos como concorrentes ao seu posto e mantém postura de defesa em relação a estes. Assim, cria um ambiente de trabalho em que os profissionais são cobrados excessivamente e têm de assumir comportamento submisso. Esta liderança sabe criar um ambiente em que as decisões são compartilhadas. Ou seja, os colaboradores também são ouvidos e suas opiniões e conhecimentos levados em consideração. O líder com esse perfil sabe conduzir, ensinar, delegar e acompanhar o trabalho de seus colaboradores e em muito se assemelha à Liderança Coaching, pois esse modelo participativo compartilha seus conhecimentos para que estes se desenvolvam e tenham mais autonomia e confiança para realizar suas tarefas. Neste tipo, os colaboradores têm liberdade para fazer suas funções com menos interferências diretas das lideranças e, por si só, são responsáveis por gerenciar os resultados de seu trabalho. Ainda assim, o líder liberal precisa estar atento para que os colaboradores não fiquem sem condução, cometam erros sem correção e, com isso, culmine em menor desempenho e queda de produção para a empresa. Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 13 FOCO “O líder precisa ser exemplo” Dois exemplos: a liderança na visão da Fundação Unimed e da Central Nacional Unimed. Que qualidades/características um líder precisa ter? Priscila Galhardo, consultora da Fundação Unimed - As características de um líder não são as de um chefe. Enquanto a chefia é caracterizada pelo poder de mando sustentado pela posição que a pessoa ocupa em determinada hierarquia, a liderança é uma autoridade que se constrói pelo exemplo, pela admiração e pelo respeito. Muitas vezes encontramos pessoas legitimadas como líderes sem a formalização de um cargo. Listo algumas características que um líder apresenta e que nos dias de hoje são valorizadas: é inspirador e consegue a adesão das pessoas para obter resultados positivos; tem credibilidade, dá exemplos de integridade e promove a união das pessoas; sabe elevar a equipe, reconhece talentos e deseja ver o crescimento do outro; está presente, acompanha as pessoas, os processos e projetos, além de encorajar e incentivar a iniciativa de todos; tem firmeza de propósitos, autoconfiança e coragem para implantar coisas novas, assumir riscos e responsabilidades; é justo e pensa no bem coletivo e não no individual; sabe lidar com pessoas, reconhecer as diferenças e adequar a linguagem para ser bem compreendido; mantém postura respeitosa com os diferentes tipos hierárquicos; é bem informado, antenado com os movimentos do mercado e capaz de realizar leituras de cenários antecipando-se a possíveis crises. Tem visão de futuro. Rosimeire Franco, gerente de RH da Central Nacional Unimed - O líder precisa ter uma série de características. Destaco as principais: capacidade de adaptação e flexibilidade para saber se adaptar às diferentes exigências do meio; comunicação e interação, saber ouvir, processar e compreender a mensagem, além de ter facilidade de argumentação e oferecer feedback sempre que necessário; poder de orientação para buscar a satisfação contínua dos colaboradores e da empresa; trabalho focado na superação das expectativas e melhoria da satisfação dos clientes; liderança para catalisar esforços e, assim, atingir ou superar os objetivos organizacionais, estabelecendo clima motivador, formação de parcerias e estímulo ao desenvolvimento da equipe; orientação para resultados, com capacidade para trabalhar com objetivos e metas, focando os resultados a ser alcançados; e relacionamento interpessoal para interagir positivamente com as pessoas, inclusive diante de situações conflitantes, demonstrando atitudes assertivas, comportamento maduro e não combativo. mas são ótimas na execução de projetos, nas sugestões de inovação e de propostas de melhoria dos processos. Todos podem ser líderes ou é preciso algo especial? Priscila Galhardo - Criar um ambiente favorável à expressão de talentos, saber identifica-los e investir em seu desenvolvimento com treinamentos nessa área, além de trabalho diferenciado de coaching. Favorecer o desabrochar dessas pessoas incentivando iniciativas e inserção em projetos e reconhecendo o esforço e o interesse individual. Priscila Galhardo - Segundo o filósofo e educador Mario Cortella, liderança não é dom, mas virtude. Aliás, exatamente por não ser um dom podemos debater o tema. Porque, se fosse dom, não haveria discussão: a pessoa nasceria ou não com esse traço. Já a virtude é definida como força intrínseca, uma capacidade a ser desenvolvida. Logo, o potencial de liderança precisa ser desenvolvido. Eugenio Mussak considera que todos, sem exceção, possuem esta força interior, porém, em alguns indivíduos essa força é maior do que em outros. E, independentemente de sua intensidade, essa força, essa capacidade de influenciar as pessoas, precisa ser trabalhada. Outros autores também consideram a capacidade de liderar como algo que possuímos em maior ou menor grau e que é necessário desenvolvê-la. O mais importante é que as pessoas tenham oportunidade de expressar essa virtude ou força interior e recebam apoio e suporte em seus ambientes de trabalho para tal. Rosimeire Franco - Primeiro, é preciso querer ser líder. Muitas pessoas não têm esse desejo, pois sentem-se melhores realizando uma atividade do que conduzindo um grupo de trabalho. Isso se chama autoconhecimento: as pessoas descobrem que não têm habilidade para gerir pessoas, Quais os passos indicados para a formação de um líder? Rosimeire Franco - Investir em capacitação e criar oportunidades para que os colaboradores possam conhecer os desafios de uma posição de liderança. Para isso, a empresa coloca à disposição cursos com temas sobre liderança não somente para quem já ocupa essa posição, mas para profissionais que têm interesse de, um dia, se transformar em líder. É importante ressaltar que as pessoas que não têm desejo de liderar não são necessariamente profissionais com baixo desempenho. Há excelentes casos de profissionais extremamente reconhecidos, pois são ótimos técnicos. Bons profissionais são aqueles que desempenham bem suas atividades. Aqueles que se qualificam, correm e saem na frente dos demais. Há muitos motivos que fazem de uma pessoa um excelente profissional. Motivos que podem ou não estar ligados à capacidade ou interesse de liderar. Liderar é, acima de tudo, a prática de conduzir pessoas, de gerenciar grupos e áreas, e temos de respeitar quem não tem esse desejo. “A liderança é uma autoridade que se constrói pelo exemplo, pela admiração e pelo respeito” Priscila Galhardo Fundação Unimed “É importante ressaltar que as pessoas que não têm desejo de liderar não são necessariamente profissionais com baixo desempenho” Rosimeire Franco Gerente de RH da CNU Que importância têm os líderes no crescimento de uma organização como o Sistema Unimed? E de que maneira os líderes podem contribuir para motivar os colaboradores a buscar resultados sempre melhores? Priscila Galhardo - Líderes bem formados e alinhados com os objetivos estratégicos fazem diferença em qualquer organização, independente do segmento. São os Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 15 FOCO responsáveis diretos pelos resultados e pelo engajamento das pessoas no cumprimento das metas. No Sistema Unimed podem contribuir significativamente com o crescimento da organização propagando os princípios cooperativistas, consolidando a cultura e demonstrando flexibilidade para se adaptar às mudanças constantes impostas pelo mercado e pela Agência Nacional de Saúde Suplementar. Isso requer do líder uma habilidade especial para lidar com imprevistos e ser capaz de propor novas ideias utilizando criatividade e inovação. A melhor maneira é pelo exemplo, estando junto da equipe, dividindo as glórias e os fracassos e trabalhando em grupo para superar quaisquer obstáculos. É importante, ainda, oferecer feedback e acompanhar o desenvolvimento de sua equipe, além de demonstrar reconhecimento por meio de elogios e recompensas. Rosemeire Franco - É de fundamental importância em qualquer ramo de atuação. Se uma equipe não for constituída por alguém que possa inspirá -la a realizar suas atividades de forma eficiente, se tornará um líder de manutenção de rotina. Dificilmente se atualizará, criará novas soluções, enxergará os desafios como uma oportunidade de melhoria. Isso pode fazer com que a empresa deixe de se tornar competitiva no mercado, podendo apenas agir baseada em experiências passadas e não promovendo a inovação. O líder precisa não apenas gerir pessoas, mas tem de fazer com que as pessoas vejam sentido naquilo que realizam. Como? Estando junto de sua equipe, escutando o que eles têm a dizer, participando, mostrando a importância do trabalho de todos e apontando a importância de cada parcela deste trabalho para o resultado final da empresa. A comunicação é muito importante. Não basta apenas dizer para a equipe o que é para ser feito, mas sim o porquê da atividade e o que se espera dela, além de orientar a equipe para a atenção com as diretrizes estratégicas da empresa. Quando todos compreendem quais as metas, resultados esperados e valores da empresa, a tendência é que haja mais sinergia e, com isso, eles tornam-se mais comprometidos e dispostos a contribuir com o sucesso da organização. “Nossos líderes devem ter a grandeza de reconhecer a interdependência para se unirem na gigantesca e múltipla missão de conduzir o Sistema Unimed, aptos para o debate necessário, com domínio do assunto, ainda que seja para discordar e, se preciso for, rever conceitos. Sentindo a firmeza de seus líderes, os colaboradores serão estimulados ao trabalho e também terão relacionamento construtivo com os colegas. Postura de poder significa liderança com autoridade e não autoritarismo”. Nilson Luiz May, presidente da Unimed Participações “Na Central Nacional Unimed temos excelentes casos de profissionais que começaram muito jovens e inexperientes e hoje são grandes gestores e comandam equipes motivadas, empreendedoras e prósperas. Verdadeiros líderes. São exemplos como esses que nos fazem acreditar e valorizar, acima de tudo, a nossa equipe. Por esse motivo, não medimos esforços para treinar, qualificar e promover o desenvolvimento de nosso quadro. Também, sempre que possível, priorizamos a promoção dos nossos colaboradores a fazer novas contratações. Assim, a CNU cresce e, junto com ela, crescem também os colaboradores”. Mohamad Akl, presidente da Central Nacional Unimed 16 REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013 “Comportamento é limitador da liderança no Brasil” O diretor Administrativo da UniCooperativas e, com experiência, conhecimento e capacidade de se relamed do Brasil, João Luiz Moreira cionar, alcançam espaço nas demais Saad, entende que um líder preciinstâncias do Sistema Unimed”. sa ter qualificações fundamentais, como integridade, capacidade de Para João Saad, o líder de sucesso é adaptação, capacidade de envolver aquele que tem a inteligência emoos outros em compromissos cocional. “Goleman define inteligência muns e opinião. Ele relata que nos emocional como ‘a capacidade de últimos dez anos o prof. Joel Dutra, reconhecer os próprios sentimentos da Universidade de São Paulo, dee os dos outros para se motivar, para senvolve pesquisa para compreencontrolar bem as emoções próprias e der a liderança no Brasil. Para tanto, dos outros’”. Para o estudioso, assiele estudou o processo de liderannala Saad, a inteligência emocional é ça na empresa contemporânea e o João Saad: “O bom líder precisa um ingrediente decisivo na liderança nível de preparo do líder para lidar ter habilidade de ouvir, falar de e identifica seus principais compocom esse processo. “O professor maneira clara, evitar rompantes nentes, que são: Dutra constatou que, atualmente, de irritação e compreender as a maior parcela da liderança brasiemoções do outro” Autoconsciência – Também definida leira é competente tecnicamente como autocrítica e domina instrumentos de gestão, mas o grande limitador de sucesso Autorregulação – Capacidade de controlar seu próprio do líder no Brasil são aspectos comportamentais”. humor Saad ressalta que “a maioria dos estudos realizados para descobrir o perfil do profissional de sucesso revela que ele deve ser capaz de se relacionar bem com os companheiros de trabalho. Isso implica habilidade de ouvir, falar de maneira clara, evitar rompantes de irritação e compreender as emoções do outro. Afinal, não basta mais apenas ser profissional com excelente conhecimento sobre a área. É preciso saber lidar com suas emoções – e com a dos outros – para que o desempenho seja melhor”. Nesse sentido, o dirigente ressalta que a Unimed se preocupa em prover seus cooperados e colaboradores de conhecimentos técnicos, de disseminar os valores do cooperativismo, de estimular a troca de conhecimentos e de experiências no Sistema. “A partir daí, naturalmente aparecem os líderes. Estas lideranças surgem nas Motivação – Paixão por trabalhar por razões que vão além de dinheiro e status, associado ao otimismo e ao comprometimento organizacional Empatia – Capacidade de entender a constituição emocional das outras pessoas e a habilidade de tratá-las de acordo com suas reações emocionais Habilidades sociais – Competência em administrar relações e formar redes de relacionamentos profissionais para alcançar os resultados desejados “Um líder pode contribuir criando significado comum para a equipe (projeto comum), preparando as pessoas para situações adversas, capacitando-as para tanto, estimulando-as a usar seus pontos fortes e desenvolvê-los”, complementa o diretor João Saad. Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 17 FOCO Fortaleza mesmo em tempos de crise Em 6 de Julho, foi comemorado o 91º Dia Internacional do Cooperativismo, o modelo socioambiental e econômico que já reúne mais de 3 bilhões de pessoas. 18 REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013 C erca de 40% da população global – algo em torno de 3 bilhões de pessoas – já estão ligadas ao cooperativismo em todo o mundo. E a tendência é de contínuo avanço desse número. A Aliança Cooperativista Internacional projeta para 2020 a conquista da liderança em modelo de atuação no mundo, superando o capitalismo, o socialismo e o comunismo, entre outros. Esta certeza está por trás do tema do 91º Dia Internacional do Cooperativismo e do 19º Dia Internacional do Cooperativismo nas Nações Unidas, comemorado em 6 de julho de 2013: “Empresas cooperativas continuam fortes em tempos de crise”. “O grande diferencial do cooperativismo é a preocupação social e ambiental além da econômica. Não somos movidos pelo lucro, mas pela atenção às pessoas”, assinala Eudes de Freitas Aquino, presidente da Unimed do Brasil. A Unimed é a maior cooperativa de serviços médicos do mundo. Constituída em 1967, reúne atualmente mais de 110 mil médicos e quase 70 mil colaboradores em 366 unidades espalhadas por 83% do território nacional. Por conta de sua atuação pulverizada, inclusive pelas localidades pouco populosas, a Unimed responde por 38% do mercado de planos de saúde e atende mais de 19 milhões de clientes. Segundo a Aliança Cooperativa Internacional (ACI), o Dia Internacional constituiu-se em uma grande oportunidade para celebrar a diferença cooperativa e foi a primeira oportunidade após o Ano Internacional das Cooperativas (2012) para o compartilhamento das melhores práticas sociais, ambientais e econômicas. Nicola Huckerby, diretora de Comunicação da ACI, destaca alguns pontos importantes do papel das cooperativas no mundo. “As cooperativas financeiras têm se saído melhor do que os bancos de propriedade de investidores em tempos de crise; as cooperativas de crédito e bancos cooperativos mantiveram o fluxo de crédito, especialmente para as pequenas e médias empresas, e permanecem estáveis em todas as regiões do mundo, enquanto (indiretamente) criavam empregos. É a combinação única de controle e benefícios que está no coração de sua resistência e proporciona uma série de vantagens em relação aos concorrentes. Da mesma forma, as cooperativas financeiras - representando fatia relevant do mercado bancário global - são importantes para entender melhor o modelo. Destaque, ainda, às cooperativas de saúde, que desempenham papel fundamental na prestação de serviços, os quais, de outra forma, seriam fornecidos pelos seguradores privados ou pelo Estado, ou mesmo sequer seriam oferecidos em virtude dos cortes nos orçamentos estatais. E, claro, não se pode omitir uma grande vantagem das cooperativas de consumo: a capacidade de oferecer ao público custos mais baixos para alimentação e outros bens essenciais – algo vital em um momento em que os seus salários diminuem ou não existem”, ressaltou a dirigente. Marcio Lopes de Freitas, presidente da Organização Brasileira das Cooperativas (OCB/Sescoop), destaca, também, o Dia Internacional do Cooperativismo como uma data para comemorar o espaço para crescimento do modelo no Brasil, inclusive porque é considerado jovem - pouco mais de 100 anos. “Nos últimos 40 anos, o setor conquistou maior relevância, tanto econômica quanto socialmente. Mesmo assim, apresenta características muito fortes. As nossas cooperativas estão aproveitando os momentos que a economia nacional oferece, figurando, com certeza, entre as grandes experiências realizadas no mundo. Tanto é assim que o único presidente não europeu da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) foi um brasileiro, Roberto Rodrigues”. Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 19 NO ALVO Os riscos da atual política econômica 20 REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013 “O Estado precisa diminuir o seu peso sobre a economia e tomar decisões para toda a sociedade, não para setores específicos.” Palavras de Armínio Fraga* O economista Armínio Fraga era pouco conhecido dos brasileiros até ser alçado ao importante posto de presidente do Banco Central no governo de Fernando Henrique Cardoso. Após sair do governo, tornouse investidor e um dos consultores mais requisitados para falar sobre os rumos da economia nacional. Seguem alguns dos seus conceitos. Câmbio flutuante, metas de inflação e superávit primário... Este tripé está fragilizado. Não foi abandonado, mas está sendo administrado de maneira mais flexível do que no passado, e isso me preocupa. As políticas macroeconômicas do mundo deram uma guinada nessa direção também de: exigir mais dos bancos centrais e de acomodar mais as pressões orçamentárias, principalmente em países em recessão. Não se recomenda tanto uma política de austeridade nesses casos. Quando é possível, é recomendável não ter, porque há países que perdem acesso aos mercados. Se abusar desse tipo de política, o país acaba não conseguindo ter crédito na hora em que precisa. Tem de tomar “O Estado precisa olhar com mais atenção para os anseios da sociedade como um todo”, diz Fraga cuidado com isso. Em tempo de vacas gordas, precisa acumular bastante gordura para poder fazer esse tipo de coisa na hora da crise. Há um contexto de grande efervescência intelectual e prática e o Brasil está metido nisso. Câmbio e inflação... O governo acumulou reservas, tentou defender um pouco, mas não tem sido a minha maior fonte de preocupação. Eu acredito que o real teria se depreciado alguma coisa, mesmo que o governo não tivesse entrado firme como entrou em período recente. Acho que talvez o governo tenha conseguido que o real andasse 5% a 10% a mais do que teria andado. Também me preocupa a inflação, me preocupa ver o governo dando respostas pontuais. E agora já faz isso com um histórico suficiente para ver que é parte da estratégia. Eu nem sou a favor de o Banco Central ficar sinalizando tanto. Esse modismo existe mais lá fora, porque eles estão com o juro zero. E é uma situação muito ruim ficar com juro negativo. Então, eles ficam tentando convencer as pessoas que o juro vai ficar zero por muito tempo. É o que dá para fazer lá, mas aqui nós não temos esse problema. Nosso juro ainda é muito alto, dá para subir, dá para descer. Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 21 NO ALVO A queda do investimento... É um quadro frustrante. A taxa de investimento, que já era baixa, caiu e o crescimento (do PIB) fica abaixo do esperado. Ao mesmo tempo, temos um mercado de trabalho bem aquecido. Um quadro que claramente aponta para problemas na área de oferta. É particularmente preocupante quando se leva em conta que o BNDES cresceu muito o seu ativo e, no entanto, o investimento agregado caiu. O caso é que uma quantidade desses recursos, difícil de quantificar, pode estar substituindo outras fontes de financiamento de projetos que, eventualmente, teriam ocorrido de qualquer maneira. É um sinal de que tem alguma coisa errada. As condições para o investimento não estão dadas. Há problemas em infraestrutura, mão de obra qualificada, estrutura tributária, burocracia, qualidade da regulação. Houve uma mudança importante, uma guinada, a partir do segundo mandato do presidente Lula, para este modelo mais centralizado. É um quadro em que falta investimento, produtividade e educação, que vem lentamente melhorando. Mas a carência hoje de profissionais qualificados é enorme, em todos os níveis: tanto PhD quanto o trabalhador mais especializado. Temo que estejamos vendo o desenrolar de um modelo que conhecemos, porque vivemos isso, na década de 70. Mas que talvez não seja o melhor modelo para sairmos de 20% da renda per capita dos países ricos para 100%, o que deveria ser a nossa meta. Não vejo um modelo hoje capaz de nos dar crescimento de 22 5% a 6%, que um país tão distante da fronteira global deveria ter. O peso do Estado... Estamos seguindo um modelo com ênfase enorme do Estado como tomador de risco e até como produtor. Uma visão de que o Brasil não precisa estar tão integrado à economia mundial. Há sinais claros de protecionismo espalhados em toda a parte, subsídios, barreiras à importação etc. E pouca ênfase, portanto, a temas maiores ligados à produtividade. Há também uma crise de infraestrutura. Estamos buscando respostas, mas ainda longe de resolver. O Estado se transformou num enorme intermediário financeiro e já não é de hoje. O BNDES já há algum tempo não consegue financiar seus programas todos só com o FAT e os recursos tradicionais. E a história universal do Estado como intermediário financeiro, por melhor que seja o Estado, é bastante preocupante. No setor ferroviário, além de bancar boa parte do trem-bala, o novo arcabouço põe no Estado boa parte do risco de investimento. Os incentivos são um pouco diferentes entre o Estado e o setor privado. O Estado olha o retorno social das coisas, mas talvez sem o foco nos riscos, que o setor privado naturalmente tem. A relação do governo e o setor privado... Mesmo quando o governo tenta se aproximar, há problemas. As duas MPs, do setor elétrico e dos portos, sem entrar no mérito em si, são algo que caiu REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013 do céu. Eu me pergunto, por que MPs? A obrigação do governo é ser desconfiado, já passei por lá, mas ele tem de dar as respostas pensando na sociedade e na economia como um todo, e tomar cuidado para não dar respostas pontuais que acabam sendo boas apenas para empresas ou setores específicos. Quantos pacotes nós vamos fazer para a indústria automobilística? Quantos pacotes já foram feitos nos últimos 30, 40 anos? Não é assim que se resolve o problema. Ou a indústria automobilística brasileira se encaixa nas cadeias produtivas globais dentro dos melhores padrões, ou vamos ficar apoiando sempre. E isso é bom pra quem? A curto prazo, para as empresas do setor e seus funcionários, mas para a economia como um todo não funciona. O governo, a meu ver corretamente, tenta se aproximar do setor privado, ouvir os problemas, mas filtra mal o que é preciso fazer. Não é para dar respostas pontuais, salvo em casos em que o governo consiga justificá-las de maneira muito bem fundamentada. Senão, acho que o precioso dinheiro público deveria ser distribuído de forma muito mais horizontal, mais eficiente e que distorcesse menos. O País ganharia muito mais eliminando um número colossal de distorções no sistema tributário e nas alíquotas de importação, para dar dois exemplos. * Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo ESTRATÉGIA Força e capilaridade Mais de 360 cooperativas, presença em 83% do território nacional, mais de 110 mil médicos cooperados. A força do Sistema Unimed já é conhecida e reconhecida. Com uma nova publicação, ganha ainda mais relevância. A área de gestão estratégica da Unimed do Brasil concluiu recentemente um levantamento detalhado da presença da marca no país. O detalhado estudo "Perfis Econômicos, Demográficos e Estratégicos do Sistema Unimed" é uma inesgotável fonte de informações, que traz dados e estatísticas muito importantes para entender o Sistema Unimed e, mais do que isso, reconhecer sua participação absolutamente relevante no mercado de saúde privada no Brasil. "Trata-se de uma ferramenta de informação e orientação, com visão ampla e privilegiada do Sistema. Os dados atualizados possibilitam traçar novos planos de fortalecimento das cooperativas médicas no país", ressalta Eudes de Freitas Aquino, presidente da Unimed do Brasil. Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 23 ESTRATÉGIA Eudes vai além e diz que, ao mostrar a atuação, capilaridade e indicadores do Sistema Unimed, o levantamento "dá a dimensão da sustentabilidade econômicofinanceira, da garantia e do desempenho da assistência à saúde prestada aos beneficiários da Unimed, além do grau de investimento social e o compromisso com a sociedade". "Esta publicação contribui para a melhor gestão do conhecimento no Sistema Unimed e reconfiguração das cooperativas médicas", acrescenta Jania Evangelista D'Amário, gerente de gestão estratégica da Unimed do Brasil e coordenadora do levantamento. Ela entende que o documento ressalta a força da marca Unimed, expressa na quantidade de 24 municípios atendidos, participação no mercado, capacidade instalada da rede assistencial credenciada ou própria e número de médicos cooperados. Além dos dados específicos do Sistema Unimed, o "Perfis Econômicos, Demográficos e Estratégicos" também traz informações sobre economia, como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), e considera fatores inerentes ao país, como o envelhecimento da população. A partir desta edição, Unimed BR publicará extratos desse importante levantamento. Para começar, traçamos o panorama da presença da Unimed na região Norte, composta por Amazonas, Acre, Amapá, Pará, Rondônia e Roraima. REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013 Presença consolidada e liderança no Norte O Norte do Brasil representa cerca de 5% do Sistema Unimed. Há na região 12 cooperativas, que atendem 71% dos municípios onde estão 97% da população. A marca Unimed é líder regional, com 47% de participação. Cerca de 31% dos médicos do Norte são cooperados. A estrutura assistencial conta com 6 hospitais com 378 leitos. Em termos macroeconômicos, o Norte concentra 5% do Produto Interno Bruto (PIB) e lá estão 8% da população brasileira. Os gráficos a seguir dão mais informações sobre o Norte como um todo e também a presença da Unimed em cada estado da região. Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 25 ESTRATÉGIA 26 REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013 Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 27 ESTRATÉGIA 28 REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013 Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 29 ESTRATÉGIA 30 REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013 Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 31 ESTRATÉGIA 32 REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013 Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 33 ESTRATÉGIA Cerca de duas centenas de profissionais participaram do III Fórum de Regulação do Sistema Unimed, realizado em São Paulo 34 REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013 Fórum de Regulação avança na aproximação Unimed/ANS Cerca de 200 dirigentes e profissionais do Sistema Unimed acompanharam de perto mais uma etapa do relacionamento positivo da Unimed com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) A Unimed do Brasil intensifica as discussões e o acompanhamento de temas relativos à regulação da saúde privada, além de buscar maior aproximação com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Nesse contexto, o III Fórum de Regulação, ocorrido no início de abril com promoção da Superintendência de Regulação da Unimed do Brasil, mostrou avanços consistentes e cumpriu os seus objetivos básicos: ampliar conhecimentos e trocar experiências visando à sustentabilidade do Sistema Unimed. A pauta foi cheia. Dentre os assuntos debatidos, destaque à Agenda Regulatória da ANS para 2013/2014, aos desafios do Sistema diante da Regulação, à IN 49 (reajustes dos planos) e às NIPs (Notificações de Investigação Preliminar), entre outros tópicos relevantes. A importância do evento atraiu quase duas centenas de participantes de todas as regiões do país. Orestes Barrozo Medeiros Pullin, Vice-presidente da Unimed do Brasil Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 35 ESTRATÉGIA José Cláudio Ribeiro Oliveira, Maria Júlia Joviano, Eraldo Cruz e Luciana Silveira Orestes Barrozo Medeiros Pullin, vice-presidente da Unimed do Brasil, destacou o Fórum como importante oportunidade para interlocução com os representantes da ANS para melhoria das condições dos médicos cooperados e a responsabilidade contínua na prestação de serviço de saúde à população. Valdmário Rodrigues Júnior, diretor de Integração Cooperativista e Mercado da Unimed do Brasil, assinalou que “a saúde privada tem investido muito mais para cuidar de 50 milhões de clientes do que o SUS para cuidar de 150 milhões de brasileiros, demonstrando a desproporção dos níveis de investimento”. As diretrizes da regulação da saúde suplementar, definidas pela Agenda Regulatória 2013/2014 da ANS, foi o tema apresentado pela Superintendente de Regulação, Luciana Silveira. “Podemos e 36 devemos construir nosso futuro, e é em eventos como este Fórum de Regulação que criamos um ambiente favorável à troca saudável de informações sobre cenários futuros, buscamos alternativas e, sobretudo, aumentamos a percepção do órgão regulador da difícil realidade vivenciada pelas cooperativas médicas”, enfatizou. A Agenda Regulatória possui sete tópicos: sustentabilidade do setor, garantia de acesso e qualidade assistencial, relacionamento entre operadoras e prestadores, incentivo à concorrência, garantia de acesso à informação, integração da saúde suplementar com o SUS e governança regulatória. A Unimed do Brasil contribuiu com a sugestão de inclusão dos seguintes temas: liberação de ativos garantidores para construção/aquisição de entidades próprias assistenciais REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013 de saúde; ampliação dos prazos para cumprimento da constituição das provisões técnicas e das garantias financeiras e alteração da metodologia atual do cálculo de reajuste dos contratos novos individuais/familiares; criação de órgão regulador de preços de OPMEs (Órteses, Próteses e Materiais Especiais); desenvolvimento de ações para evitar a Judicialização e ampliação dos modelos de produtos. Com a abordagem sobre as medidas preventivas que podem ser adotadas pelas cooperativas médicas para evitar a instauração de regimes especiais, o executivo de negócios institucionais da Superintendência de Regulação da Unimed do Brasil, Eraldo Cruz, destacou pontos como regras contábeis, garantias financeiras e a necessidade de maior controle por parte das cooperativas sobre os trabalhos desenvolvidos por consultorias. Fórum de Regulação do Sistema Unimed objetiva ampliar conhecimentos e trocar experiências Durante o painel que propôs debate sobre os desafios do Sistema Unimed frente às decisões da ANS e do Poder Judiciário, o assessor jurídico da Unimed do Brasil, José Cláudio Ribeiro Oliveira, abordou as estratégias da Unimed do Brasil para mitigar os efeitos negativos da Judicialização da saúde, com destaque às principais causas dos processos e fundamentos jurídicos das demandas. Nessa mesma mesa, a executiva de negócios institucionais da Superintendência de Regulação, Maria Júlia Joviano, reforçou a atuação da Unimed do Brasil junto à ANS na defesa dos interesses do sistema cooperativista, abordando a atuação da Superintendência de Regulação e as estratégias de aproximação entre o Sistema Unimed e a Agência. Os representantes da ANS enriqueceram os debates. Leandro Fonseca, diretor-adjunto de Normas e Habilitação de Operadoras, abordou a nova fase da regulação econômico-financeira e traçou panorama das despesas com a saúde e o setor de saúde suplementar brasileiro, além de detalhar os principais parâmetros da regulação econômica. Maurício Nunes, coordenador de Monitoramento da Contratualização da Agência, mostrou o histórico das normas da contratualização e detalhamento da IN 49 e afirmou que “a função primordial da ANS é promover a defesa do interesse público e, em segundo plano, regular a operadora. Quando a relação operadora–beneficiário gera risco ao beneficiário, a Agência interfere”. Dalton Callado, diretor-adjunto de Fiscalização, abordou a Notificação de Investigação Preliminar (NIP), comentando sobre o projeto da nova NIP, que visa incrementar e ampliar Wladmir Ventura de Souza – Diretor-adjunto de Desenvolvimento Setorial da ANS a mediação de conflitos entre operadoras e clientes, alcançando todos os temas (assistencial e não assistencial) e promovendo solução consensual mais eficiente e transparente. Carla Soares, diretora-adjunta de Normas e Habilitação dos Produtos, falou sobre a Norma de Monitoramento da Garantia de Atendimento com sua fundamentação legal, prazos e medidas administrativas e as mudanças provocadas pela IN DIPRO 42. Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 37 ESTRATÉGIA Rafael Moliterno, Eudes de Freitas Aquino, Luiz Roberto Dib (Fesp), Valdmário Rodrigues Jr. e João Saad (Unimed do Brasil): atenção à saúde ocupacional Mais um produto da Unimed: o SOU Workshop realizado em maio, em São Paulo, apresentou ao Sistema Unimed o Saúde Ocupacional Unimed (SOU). A Unimed do Brasil preparou um novo produto para o Sistema: o Saúde Ocupacional Unimed, que posiciona a marca frente a um nicho de mercado que não está sendo explorado em nível nacional. O objetivo do S.O.U. é fortalecer as cooperativas médicas em todo o território nacional, tornando-as mercadologicamente competitivas, o que sinaliza grandes oportunidades de negócios na área de Medicina do Trabalho. 38 REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013 Para sua implantação, estão sendo estabelecidas regras específicas e padronizações, seguindo premissas éticas, técnicas e legais, além da administração do Intercâmbio Nacional. “O S.O.U. deverá agregar às cooperativas Singulares nova fonte de receita e conquista de mercado”, ressalta Valdmário Rodrigues Júnior, diretor de Integração Cooperativista e Mercado da Unimed do Brasil. A fim de compartilhar detalhes do S.O.U., em maio foi realizado em São Paulo o I Workshop de Saúde Ocupacional do Sistema Unimed, na sede da Federação das Unimeds do Estado de São Paulo (Fesp). O evento contou com a participação de dirigentes e colaboradores da área técnica de Saúde Ocupacional e de departamentos comerciais. Eudes de Freitas Aquino, presidente da Unimed do Brasil, abriu o encontro, reconhecendo e destacando a importância deste novo produto para o Sistema Unimed. Também participaram da mesa de abertura, além de Valdmário, José Tarcísio Penteado Buschinelli, coordenador técnico de Saúde Ocupacional da Unimed do Brasil; Rafael Moliterno Neto, presidente da Seguros Unimed; Luiz Roberto Dib Mathias Duarte, presidente da Fesp; e João Luiz Moreira Saad, diretor Administrativo da Unimed do Brasil. Propaganda faz a diferença Não importa quão bom seja um serviço, a publicidade é um dos fatores que mais alavancam o seu sucesso. Com esse entendimento, a Unimed Curitiba - parceira da Unimed do Brasil no produto Benefício Família (remissão assistencial) nos períodos de 2 e 5 anos - também oferece o SOS Unimed e o divulga por meio de uma comunicação de alta qualidade. Tendo como parâmetro a unidade da marca, a Unimed Curitiba está liberando, gratuitamente, a veiculação do vídeo “Onde existe uma emergência, existe uma ambulância da Unimed Curitiba” para outras Unimeds que também oferecem o serviço SOS Unimed da Unimed do Brasil aos seus beneficiários. Com isso, possibilita-se a mesma comunicação do serviço em qualquer lugar do país. Para adquiri-lo entre em contato com: [email protected] O workshop abriu debate entre os presentes, levantando discussões para o aprimoramento do produto e a parceria com as cooperativas que já possuem DSO (Departamento de Saúde Ocupacional), com o objetivo de criar estratégias e integrar o Sistema para que o S.O.U. obtenha sucesso nacional. “Nossa expectativa é transformar o Sistema Unimed em referência em serviços de Saúde Ocupacional e líder de mercado na área com sustentabilidade”, complementa Valdmário. Esse é um segmento a ser explorado e a marca Unimed tem a força necessária para ocupar espaços. Uma das medidas importantes para atingir esse objetivo é o valor da consulta no S.O.U. a R$ 30, acima dos preços praticados no mercado. Marcelo João (gerente comercial), Sheizi Ono (diretor tesoureiro), Sergio Ioshii (diretor presidente) e Daniel Coelho (assessor de marketing e comunicação) Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 39 PRAZER O momento combina com as Serras Gaúchas por Livia Albuquerque O Quem aprecia os meses mais frios do ano já foi - ou irá visitar a região, que combina culinária com belas paisagens. Brasil é conhecido por suas praias e dias sempre ensolarados, mas não é porque nascemos nesse país bonito por natureza e abençoado por Deus que devemos ser apaixonados apenas por sua tropicalidade. Há muito mais nesse país maravilhoso. Habitamos uma nação que, devido à grande extensão, nos propicia diferentes paisagens, climas e atividades, atendendo os mais distintos gostos. Assim, não é pecado abandonar o sol por alguns momentos e relaxar com um bom vinho, café da manhã colonial e o friozinho da serra. E essa época do ano é perfeita para isso. Quem não abre mão do sol e da praia pode viajar para o Nordeste - ou até o hemisfério norte - e desfrutar dos prazeres do clima tropical. Por outro lado, o inverno também é a época favorita de um bom número de brasileiros. E eles preferem um clima mais ameno ou, em algumas vezes, mais radical. Eis que surge como opção indiscutível a região sul, a única com clima subtropical. Está aí uma ótima opção para conviver 40 REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013 Serras Gaúchas aliam clima subtropical com beleza natural com uma realidade diferente, mas da mesma forma inspiradora. Nove em cada dez brasileiros que gostam do frio já foram - ou pretendem ir - para as Serras Gaúchas. Predominantemente localizada no Rio Grande do Sul, a região caiu no gosto do povo e invariavelmente é escolhida para as férias dos brasileiros que querem fugir do calor e conviver com o clima europeu. Sua elevada altitude e localização privilegiada interferem no clima, causando, durante o inverno, temperaturas negativas e até com probabilidade de precipitações de neve, como ocorreu neste ano. As fortes geadas também são frequentes. A beleza natural da região, as serras e os vales também são grandes atrativos. A Cascata do Caracol, no Parque que leva o mesmo nome, é uma das principais atrações de Canela Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 41 PRAZER Cânions do Itaimbezinho: local privilegiado para reflexão e caminhadas A área das Serras Gaúchas é dividida em três regiões culturais: Região Gaúcha: única parte das serras que não sofreu a influência dos imigrantes europeus, sendo a cultura gaúcha, semelhante à região dos pampas, predominante. Onde ir: Cânions de Itaimbezinho, Fortaleza e Malacara. Localizados na cidade de Cambará do Sul, possuem paisagem incrível com cascatas, rios e muitas trilhas para os interessados em ver as belezas do local de perto e uma visão privilegiada dos cânions. Vale lembrar que por ser localizados em parques não estão disponíveis para visitação todos os dias. Região Alemã ou Região das Hortênsias: possui diversos aspectos da colonização alemã. Os descendentes preservaram as festas e os hábitos alimentares, como o café colonial. Muitos são falantes da língua alemã - e não abrem mão disso - principalmente no interior, embora a maioria hoje em dia fale apenas o português. 42 Onde ir: o Tour da Uva e do Vinho é um passeio imperdível, que segue de Gramado a Bento Gonçalves, passando por Caxias do Sul, Carlos Barbosa e Nova Petrópolis, e tem como ponto alto o passeio de Maria Fumaça, com vinho e atrações no antigo trem. O passeio custa em torno de R$ 150,00 por pessoa e a passagem da Maria Fumaça é de R$ 65,00 por pessoa. Gramado: cidade pequena com ótimas opções de passeios Lago Negro: era conhecido como Vale do Bom Retiro até o local ser destruído por incêndio. Leopoldo Rosenfeld começou a construção da barragem do lago e seu reflorestamento com mudas de pinheiros trazidas da Floresta Negra, da Alemanha. Atualmente, o local é um dos mais visitados na cidade, ótimo para passeios no bosque ou de pedalinho no lago. Minimundo: como o nome já diz, o lugar é um parque com réplicas de atrações turísticas mundiais. REVISTA UNIMED BR • ED 06 • Março | 2013 Além das miniaturas formarem uma pequena cidade, elas possuem 2.500 “mini-habitantes”. Vale a pena conferir. Dreamland Museu de Cera: primeiro museu de cera da América Latina, tem 18 cenários temáticos e 70 personalidades. Já a semelhança com a pessoa homenageada fica a critério de cada um. Museu Gramado de Minerais e Pedras Preciosas: se caracteriza por conter pedras, lapidadas ou brutas, peças confeccionadas para decoração e coleção de diversos continentes. Apesar de ter ingresso pra entrar, ele pode ser convertido como bônus para as compras. Harley Motor Show: localizado no subsolo do Dreamland Museu de Cera, abriga mais de 20 modelos de motos mostrando quase um século de história da marca. O lugar funciona como bar de sexta e sábado e quem compra o ingresso tem desconto na entrada. A maioria das atrações custa em torno de R$ 15,00 cada por pessoa. Portanto, é bom preparar, pelo menos, R$ 200,00 por casal. Gramado oferece atrações variadas, inclusive para quem deseja paz e sossego Maria Fumaça, o passeio imperdível na região das serras gaúchas Vale dosVinhedos: aqui, o vinho é a atração principal Março | 2013 • ED 06 • REVISTA UNIMED BR 43 PRAZER Canela: a imagem europeia presente no Sul do Brasil Uma ótima opção é ficar no Hotel Varanda das Bromélias, apesar de a diária ser mais cara que os outros hotéis (entre R$ 565,00 e R$ 890,00), tem a melhor vista. como fábrica de papel, siderúrgica, moinho de vento, usinas e a reconstrução de um acidente ferroviário ocorrido em Paris, em 1895, são as atrações do lugar. Canela: não deixe de visitar o Parque do Caracol Os ingressos dos parques vão de R$ 8,00 até R$ 15,00. É nele que está a famosa Cascata do Caracol, sendo sempre a primeira parada nas trilhas ecológicas do local. A Escadaria do parque, com seus 927 degraus, é opção para quem busca uma vista diferente da cascata. Também é um passeio interessante. Mundo a Vapor: O parque temático reconstitui a época em que o vapor era o principal responsável para a produção de energia. Miniaturas de importantes invenções, 44 Região Italiana ou Pequena Itália: a maioria dos imigrantes da região veio de Vêneto e o dialeto falado por muitos é o italiano, que tem sua origem no Norte da Itália. A base da economia da região é o vinho, que veio junto com pratos típicos, que hoje formam a culinária tradicional da localidade. Onde ir: Caxias do Sul: conhecida pela fabricação dos derivados da uva, é um bom lugar para que aprecia o bom vinho, mas também oferece opções de esportes radicais. REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013 Criúva: Um dos melhores lugares para o turismo campeiro. O local oferece espaço para diversos esportes, trilhas ecológicas para a prática do trekking ou passeios em grupo, paredões, rios e cascatas para o rapel e para o rafting e remo e canoagem na represa São Miguel. Mas reserve um tempo, antes do passeio, para começar o dia com o chamado “camargo”, tradicional bebida campeira obtida da mistura do leite retirado direto da fonte com café forte. Estrada do Imigrante: o passeio mostra as estradas por onde passaram os primeiros imigrantes italianos que chegaram a Caxias do Sul, incluindo prédios centenários e museus com peças originais no percurso. O turista também pode fazer passeios em carretões, muito parecidos com os utilizados pelos colonizadores. São Joaquim, a cidade mais fria do país A “Cidade da Neve” São Joaquim, em Santa Catarina, é uma cidade pequena, com população de 23 mil habitantes. Como atração principal, é considerado um dos municípios mais frios do país. Suas geadas e, com sorte, a esperada neve, são os pontos altos da viagem. No inverno, a média de temperatura é de 9°C. A produção de maçãs da região também merece destaque. Muitas vezes consideradas as melhores do Brasil, são exportadas para dezenas de países. O que atrai os turistas do Brasil inteiro são as belíssimas paisagens do inverno serrano. A cidade, coberta de neve, a culinária e o aconchego que o frio muitas vezes proporciona são os grandes pontos turísticos, mas com a autorização do Ibama de Santa Catarina é possível conhecer o Parque Nacional de São Joaquim. Criado para a proteção das araucárias, o parque oferece a visão dos cartões postais da região: a Pedra Furada e o Morro da Igreja. Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 45 PELO BRASIL Unimed Top of Mind Internet é mais uma vez "Qual o primeiro plano de saúde que vem a cabeça quando pensa em internet?". Pela 5ª vez consecutiva, os usuários da web responderam Unimed e a marca foi vencedora do Prêmio Top of Mind Internet 2013 na categoria. O levantamento, coordenado pelo Instituto Datafolha em parceria com o Portal UOL, foi realizado nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Brasília. O Top of Mind Internet revela as marcas mais reconhecidas da web. Em 2013, a premiação foi dividida em 21 categorias. Marca Unimed também está no patrocínio da Seleção Brasileira de Futebol A marca institucional do Sistema Unimed também será utilizada no patrocínio da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), assinado em 1º de junho e válido até 31 de julho de 2019, após o encerramento da Copa América. Segundo Eudes de Freitas Aquino, presidente da Unimed do Brasil, essa decisão é estratégica. “Além da Seguros Unimed, que se torna o seguro de saúde oficial da Seleção Brasileira de Futebol, vamos expor a marca institucional Unimed em eventos da Seleção Brasileira de Futebol em todo o país, demonstrando o compromisso de nossa organização com o futebol brasileiro e reforçando a força da nossa marca”, informa o dirigente. O patrocínio é válido para todas as seleções (principal e olímpica, categorias de base e equipes femininas). As marcas aparecerão em todas as ações e eventos da CBF no Brasil e no exterior, inclusive em ambulâncias e carros-maca em jogos com mando da entidade. Além disso, tanto Unimed como Seguros Unimed podem usar o título de patrocinadora oficial da Seleção Brasileira de Futebol com exclusividade na área de saúde. O patrocínio à CBF faz parte do compromisso do Sistema Unimed com os esportes. Há uma década, a Unimed patrocina o paraesporto e o Campeonato Brasileiro de Futebol. “Essa parceria dará ainda mais visibilidade à Unimed no momento em que o Brasil sedia importantes eventos internacionais, como a Copa das Confederações, a Copa do Mundo FIFA 2014, as Olimpíadas e as Paraolimpíadas 2016”, assinala Eudes de Freitas Aquino. Importante ressaltar que o uso da marca Unimed como patrocinador oficial da Seleção Brasileira de Futebol será estendido a todo o Sistema em camisas, brindes, impressos, publicidade, marketing e outras ações. Essa autorização faz parte do contrato firmado. Mais de 600 participantes no passeio ciclístico de Jaú A Unimed apoiou mais um passeio ciclístico realizado pelo 27° Batalhão Polícia Militar do município. O evento atraiu cerca de 600 pessoas das mais diferentes faixas etárias. Unimed e presidente da CNU são “top five” de RH Pela décima quinta vez, a marca Unimed está entre as cinco operadoras mais lembradas do país, na categoria “Convênio Assistência Médica”, do Top of Mind Estadão de RH. Das quinze indicações, a Unimed conquistou o título 13 vezes. Mohamad Akl, presidente da Central Nacional Unimed, também está no Top Five, pela quarta vez consecutiva, como Empresário de Destaque - Empresa Fornecedora. No fim do passeio, os ciclistas concorreram a bicicletas e outros brindes. A Unimed Regional Jaú ofereceu uma bicicleta, ganha por Anallicy Moralles Mazzeto, de nove anos. A Unimed também colocou à disposição dos participantes profissionais de saúde para teste de glicemia e aferição de pressão, além de distribuir protetor solar para os ciclistas. O evento contribuiu com a arrecadação de meia tonelada de alimentos para o Asilo São Lourenço, o Nosso Lar e o Pró-Meninas. O Top of Mind Estadão de RH é um dos mais tradicionais prêmios que identificam e reconhecem os profissionais e as empresas mais lembradas. Criado e realizado pela Editora Fênix há 16 anos, desde 2010 tem o “naming-rights” (uso da marca) cedido ao Estadão. Na primeira fase da seleção, os profissionais indicam espontaneamente as marcas e profissionais que concorrerão em 33 categorias. Na segunda fase, os cinco mais bem classificados são votados e escolhidos os campeões em cada segmento. Os vencedores serão anunciados no dia 16 de outubro. Unimed é homenageada em edição especial do Prêmio Marketing Best Representando a Unimed, Luciana Langer, gerente de Marketing e Eventos da Confederação, recebeu o Prêmio Marketing Best – Edição Especial 25 Anos, na segunda-feira, 22 de julho. O evento, realizado na Sala São Paulo, no centro da capital paulista, aconteceu em comemoração aos 25 anos da premiação, promovida pela Editora Referência e Madiamundomarketing, e homenageou a qualidade e excelência dos cases apresentados ao longo desses anos. Dos 600 trabalhos premiados durante as 25 edições do evento, uma primeira seleção realizada pelos 35 membros da Academia Brasileira de Marketing chegou a 100 finalistas e, na noite do Prêmio, a Unimed estava entre as 36 marcas selecionadas, incluindo nomes importantes como AlmapBBDO, Bombril, DM9DDB, DPZ, Estadão, Globosat, Grupo Pão de Açúcar, Itaú, Mastercard, Petrobrás, SBT e Unilever. “Este reconhecimento é para todo o Sistema, em especial as áreas de Marketing e suas agências, que fazem nossa marca forte e criam relações sustentáveis com nossos stakeholders”, afirma Luciana. Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 47 PELO BRASIL Campanha de higiene das mãos em Chapecó Há quase um ano, o Hospital Unimed Chapecó desenvolve atividades de estímulo à higiene adequada das mãos por meio da Comissão de Incentivo e Avaliação à Prática de Higiene das Mãos. São realizadas ações educativas, que incluem a mensuração de taxas de adesão, incentivo à melhoria das taxas, premiação dos setores e categorias em destaque. “A higiene das mãos é a forma mais barata e eficaz para a prevenção da disseminação de micro-organismos”, ressalta a enfermeira Charlene Pompermaier, do Serviço de Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde do Hospital Unimed Chapecó. Charlene lembra que fungos, vírus e bactérias são transferidos de pessoa para pessoa por meio das mãos, Evento sobre a importância da água movimenta Barbacena podendo causar doenças e graves enfermidades. A higiene inadequada possibilita a transmissão de infecções e, por este motivo, a campanha reforça as práticas corretas de higienização, beneficiando todos os colaboradores do Complexo Unimed Chapecó, pacientes e familiares. Livro trata do envelhecimento saudável Em comemoração ao Mês Mundial da Saúde, a Unimed Barbacena realizou a segunda edição do Saúde em Dia. O evento abordou o tema: água – um aliado para sua saúde e mostrou de forma lúdica os benefícios que o precioso líquido proporciona à saúde, apresentando as melhores opções para manter o corpo hidratado. O Saúde em Dia contou, ainda, com aferição de pressão arterial, avaliação nutricional, sessões de quick-massage e orientações sobre alongamentos e hábitos saudáveis. “Envelhecer bem está longe de ser uma questão de sorte. Exige dedicação”. Assim começa o livro Um novo envelhecer: tempo de ser feliz. O autor é o médico cooperado da Unimed Vale do Sinos, o geriatra Leandro Minozzo. Ao longo do livro são abordados temas como desidratação na terceira idade, colesterol bom (HDL), consultas médicas e outros. Todos resultam das dúvidas e inquietações dos pacientes e do dia a dia do consultório. Com objetivos de instruir para esta etapa da vida ser saudável e feliz, a obra pode ser lida por qualquer faixa etária: os jovens e pessoas de meia idade para se prepararem e os idosos para adotar novos hábitos. Com população média de 22 milhões de pessoas com mais de 60 anos no Brasil, envelhecer é um assunto muito em alta. Para Leandro, o envelhecimento não tem a ver com tristeza; tem a ver com felicidade. 48 REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013 Unimed Campo Grande realiza novamente cursos para gestantes A partir do momento em que uma mulher descobre que está grávida, sua vida muda. Não só porque filhos são para sempre, mas também porque durante a gravidez o seu organismo passa por diversas transformações: seu corpo ganha novas formas, seus hormônios e seu estado de espírito se alteram. Tudo para gerar e receber uma nova vida. Além disso, após o nascimento do bebê surgem dúvidas e medos e a falta de experiência causa grande insegurança nos pais. Pensando em proporcionar gestação mais tranquila e segura aos futuros papais e mamães, a Unimed Campo Grande realizou mais uma edição do Curso para Gestantes, realizado por meio do Serviço de Medicina Preventiva (Sempre). Uma equipe multidisciplinar, formada por profissionais que entendem a rotina da maternidade, ministrou duas palestras para orientar as mamães a ter gestação mais segura e responsável. As participantes do curso passam agora a receber ligações mensais para o Federação Espírito Santo discute a gestão de mudanças A Unimed Espírito Santo promoveu treinamento sobre gestão de mudanças para colaboradores da Federação e das Singulares Norte Capixaba, Noroeste Capixaba, Piraqueaçu e Vitória. O evento debateu as dificuldades enfrentadas no dia a dia, incluindo novas tarefas, alteração de processos, alcance de metas, análise de solução, definição de planos e como encarar as alterações no ambiente de trabalho e na vida pessoal, superando obstáculos. acompanhamento do seu pré-natal e também após o parto para o esclarecimento de dúvidas e preenchimento dos dados do bebê. Unimed Caruaru no Projeto Colmeia A Unimed Caruaru participou da 7ª edição do Projeto Colmeia - Feira de Saúde e Cidadania, promovido pelo Sesc Caruaru. O evento tem como objetivo unir ações educativas e preventivas, com a intenção de melhorar a qualidade de vida e resgatar a cidadania da população. A Unimed Caruaru prestou diversos serviços, como dermatologia, focado na prevenção contra o câncer de mama, atendimento pediátrico e tipagem sanguínea. As áreas de responsabilidade social e a gestão de pessoas também participaram, realizando cadastro de currículos para os processos seletivos da cooperativa. Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 49 PELO BRASIL Gente saudável propõe integração das pessoas em Natal Volta Redonda realiza pelo 11º ano o “Inimigos do dodói” Emocionante é a palavra que melhor define o trabalho dos voluntários que atuam no projeto Inimigos do Dodói, da Unimed Volta Redonda. A iniciativa completa 11 anos de existência. E para reforçar a data, houve formatura dos novos voluntários, que concluíram treinamento. hospitalar. Isso só foi possível porque, na época, dois colaboradores da Unimed Volta Redonda (William Rangel e Sérgio Almeida) apresentaram a proposta, abraçada pela direção da Singular”, explica a vice-presidente Elizabeth Carolina Mathias de Araújo. Com conteúdos teóricos e práticos, o grupo se preparou para realizar as visitas semanais nos hospitais e contribuir com o cuidado da saúde emocional do paciente e dos familiares. Ao todo são 15 voluntários. A maioria dos integrantes é composta por colaboradores da cooperativa. É o caso da analista do Pró Vida, Adriana Laureano (Dra. Sorriso). “Esse projeto tem significado especial. Com os Inimigos do Dodói resgatei minha alegria e posso dizer que hoje consigo sorrir com a alma”, releva Adriana. “Estamos em uma nova fase desse projeto, que nasceu para levar humanização e alegria ao ambiente Fundação Unimed repassa conhecimento extra para geriatras e gerontólogos A fim de atender à crescente demanda do mercado por médicos aptos a trabalhar com a promoção e a assistência integral à saúde do idoso, a Fundação Unimed desenvolveu o curso de pós-graduação em geriatria e gerontologia. Goiânia sediou uma das turmas do curso, aberto a médicos que já atuam na área e desejam atualizar seus conhecimentos e a médicos interessados em se especializar nas duas áreas. O curso tem 360 horas de duração e envolve Demografia do Envelhecimento, Conceitos Básicos em Gerontologia, Avaliação Geriátrica Funcional, Fisiologia e Farmacologia Aplicadas ao Envelhecimento e Prática Clínica, Meio Ambiente e Sustentabilidade. 50 REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013 O Programa Gente Saudável, da Unimed Natal, realizou o seu 1° Torneio de Futsal e Vôlei. O objetivo do evento foi promover a integração entre cooperados e colaboradores por meio do esporte. Segundo o educador físico Ewerton Cortês, o torneio despertou entre os participantes a consciência da importância da prática regular de atividade física. “A Unimed Natal se preocupa com a saúde de seus cooperados e colaboradores e, portanto, cria espaços para que eles desenvolvam atividades regularmente. Uma das propostas do torneio é justamente a de estimular os colaboradores e cooperados a um estilo de vida mais saudável”, ressalta Ewerton. Os atletas participantes do 1° Torneio Unimed Natal de Futsal e Vôlei contaram com assistência médica durante o evento, com aferição de pressão arterial e taxa de glicose, além de mesa de frutas para repor as energias. Coluna semanal de saúde em São Luis A Unimed São Luis fechou parceria com o jornal O Estado do Maranhão, líder em circulação no estado, para publicação de coluna semanal com artigos sobre as mais diversas especialidades da medicina preventiva, além de matérias com informações sobre os programas desenvolvidos pela cooperativa. A Coluna Dom é veiculada todos os domingos e já tratou de temas como Atividade X Sedentarismo, O papel do profissional de enfermagem na medicina preventiva, A importância da Saúde preventiva e O lado social da medicina preventiva, entre outros temas. A parceria está garantida durante todo o ano de 2013. Corrida da Saúde em Campina Grande Mais de mil atletas prestigiaram a II Corrida da Saúde Unimed Campina Grande, em comemoração ao Dia Mundial da Saúde. A prova abriu o Circuito de Corridas de Rua de Campina Grande e mostrou a grande mobilização da comunidade campinense junto ao apelo da Unimed por mais qualidade de vida com o slogan "Corra pela vida, corra por você". Como ato solidário, no momento da inscrição cada atleta doou 2 kg de alimento não perecível, somando cerca de duas toneladas arrecadados. A doação ocorreu na forma de troca pelo "Kit Corrida" para cada inscrito. A corrida ofereceu duas modalidades de percurso: uma de 5 km e outra de 10 km. Seguros Unimed revitaliza praça em São Paulo A Praça Vinícius de Moraes, localizada ao lado da sede do governo paulista, está mudando para melhor. A Seguros Unimed está revitalizando o lugar e oferecendo aos frequentadores e moradores da região uma opção de bem-estar e qualidade de vida na cidade de São Paulo. A praça possui 73.337m² e é um lugar agradável para passeios a pé ou prática esportiva, já que tem percurso de 1,5 km, com subida leve. Entretanto, estava abandonada e em péssimas condições de uso. De acordo com Henrique João Dias, superintendente de Marketing da Seguros Unimed, as primeiras impressões da comunidade sobre o projeto foram muito boas, pois todos dividiam a mesma opinião de que a praça estava precisando de cuidados. “Nossa intenção, como uma empresa que cuida de pessoas, vai além de preservar o local. Queremos estimular a vida mais saudável por meio da prática esportiva”, conta Dias. Semana da Saúde na Unimed Goiânia Em comemoração ao Dia Mundial da Saúde, o Setor de Gestão de Pessoas da Unimed Goiânia realizou a Semana da Saúde e a SIPAT para os seus colaboradores. A programação incluiu palestras nas unidades da cooperativa, atendimento odontológico e sessão de massagens. As palestras abordaram temas variados como HIV/DST, Prevenção de Doenças Gastrointestinais, Saúde da Mulher, Programa de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde, Gerenciando o Estresse, Perfurocortantes e Cuidados com a Voz. A Tenda da Saúde destacou-se pela entrega de material informativo sobre doenças sexualmente transmissíveis, tuberculose, alimentação saudável, exercícios para prevenção de doenças, aferição de pressão arterial, teste de glicemia e IMC. Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 51 PELO MUNDO Austeridade provoca suicídio, depressão e doenças infecciosas A austeridade tem efeito devastador sobre a saúde na Europa e na América do Norte, concluíram dois pesquisadores, autores do livro “O corpo da economia: porque mata a austeridade”. David Stuckler, professor da Universidade de Oxford, e Sanjay Basu, da Universidade de Stanford, concluíram que o corte de orçamento pode provocar suicídio, depressão e doenças infecciosas devido à redução do acesso a medicamentos e cuidados de saúde. Na publicação, os pesquisadores ingleses informam que a austeridade já provocou dez mil suicídios e um milhão de casos de depressão na Europa e América do Norte. Eles dão a Grécia como exemplo. Lá, os cortes na prevenção do HIV levaram ao aumento de 200% da taxa de infectados. Nos Estados Unidos, mais de cinco milhões de pessoas perderam o acesso à saúde durante a última recessão. Na Grã-Bretanha, cerca de dez mil famílias foram morar na rua devido aos cortes do governo. OIT pede campanha global para prevenir acidentes e doenças de trabalho As doenças ocupacionais empobrecem os trabalhadores, suas famílias e a sociedade em geral. Todos são afetados quando perdem os seus trabalhadores mais produtivos. A afirmação é do diretor-geral da OIT (Organização Internacional do Trabalho), Guy Ryder. Para reduzir a ocorrência desses casos relacionados a atividades profissionais, Ryder cita a importância da prevenção, que, segundo ele, é mais 52 eficaz e menos dispendiosa do que remediar acidentes. Para isso, a OIT pediu urgente e vigorosa campanha global de prevenção para impedir o aumento de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Além das perdas humanas, os acidentes geram custos financeiros. Atualmente, cerca de US$ 2,8 trilhões são gastos com os custos diretos e indiretos de acidentes e mortes causadas pelo trabalho, o REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013 que corresponde a 4% do PIB global (US$ 70 trilhões). A organização estima que 2,3 milhões de pessoas morram por ano de doenças e acidentes relacionados ao trabalho. Doenças de origem alimentar ainda atormentam a Europa Os dados são da Organização Mundial de Saúde (OMS). Estima-se que, nos países mais industrializados da Europa, uma em cada três pessoas sofra, por ano, alguma doença de origem alimentar. Malária: prevenção com maior rigor em Angola A médica angolana Nadir Gonçalves defendeu mais rigor e regularidade nas campanhas preventivas contra a malária, com vista a informar as pessoas dos procedimentos que devem ter para redução dessa doença. A especialista pede medidas preventivas mais eficazes contra a malária para evitar o surgimento de novos casos, sobretudo nas crianças e mulheres grávidas. Segundo Nadir, é necessário que as pessoas evitem frequentar locais onde há águas estagnadas da chuva, porque estão contaminadas com bactérias que podem causar a enfermidade. “Se todos acatarem as orientações transmitidas pelos especialistas de saúde, será possível a redução de casos de malária”, concluiu a médica. Hálito pode ajudar a diagnosticar doenças respiratórias Um grupo de pesquisadores suíços descobriu que as pessoas têm uma espécie de impressão digital no hálito. Além de ser exclusividade humana, a respiração de cada pessoa traz marca própria, que pode ajudar a prever doenças. Durante quase duas semanas, os cientistas do Instituto Federal Suíço de Tecnologia (ETH) e do Hospital Universitário de Zurique analisaram o hálito de 11 voluntários diferentes, em momentos diferentes do dia. Apesar de muitas semelhanças, eles perceberam que o hálito de cada pessoa tem um conjunto de compostos químicos que forma padrão único, chamado de breathprints. Os cientistas concluíram, dessa forma, que é como se o hálito tivesse impressão digital. Não se trata de impressão digital capaz de identificar a pessoa. Porém, o hálito é uma marca que serve como referência pessoal para monitorar a saúde, especialmente doenças que afetam os pulmões. Se os médicos conservarem os dados sobre o hálito do paciente, seria possível detectar até mesmo sinais bem fracos de doenças infecciosas, metabólicas, câncer e falência de órgãos. Esse cenário é preocupante porque, apesar da comprovada relação entre a ingestão de alimentos contaminados e o aparecimento de várias enfermidades, como diarreia, dores abdominais e desidratação, pouco se conhece sobre a real magnitude do problema na região devido à escassez de informação disponível. A OMS, alias, recomenda a criação de um sistema estruturado e harmonizado de comunicação/informação de doenças transmitidas por alimentos. O fato é que, na prática, há desconhecimento sobre o número de hospitalizações e mortes devido a doenças de origem alimentar, sobretudo as enfermidades de diagnóstico difícil. Porém, a OMS não tem dúvidas da gravidade do problema. Em alguns países, por exemplo, os casos reportados são em número tão elevado que indicam alta frequência dessa classe de enfermidades. É o caso de Áustria, França, Alemanha, Lituânia, Romênia, Eslováquia e Polônia, onde são constatadas hospitalizações devido, sobretudo, a Salmonella, Campylobacter, Bacillus cereus, enterotoxinas estafilocócicas e a outros agentes não identificados. Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 53 PELO MUNDO Estudo nos EUA decifra o processo de envelhecimento Estudo realizado por cientistas do Albert Einstein College of Medicine, em Nova York (Estados Unidos), aponta que a atividade de uma molécula no hipotálamo (região do cérebro) é responsável por sinalizar o começo do envelhecimento. A pesquisa foi publicada na revista especializada Nature. A descoberta pode levar a novos tratamentos para doenças envolvendo a velhice. A equipe do fisiólogo Dongsheng Cai monitorou, no cérebro de ratos, a atividade da NF-kB, molécula que controla a transcrição de DNA e é relacionada a inflamações e à reação do corpo a situações de estresse. Os cientistas descobriram que a molécula torna-se mais ativa no hipotálamo conforme o rato fica mais velho. Quando injetada nos animais substância que inibe a ação da NF-kB, os ratos viviam mais, tinham mais sucesso em testes de cognição e movimento e mostraram menor declínio em força muscular, espessura de pele e massa óssea. Já os ratos que receberam a substância que estimulava a atividade da molécula morriam mais cedo. “Nós oferecemos evidências científicas para o conceito de que o envelhecimento sistêmico é influenciado por um tecido particular no corpo”, disse Cai. Manipulando o hipotálamo, ele conseguiu aumentar a longevidade dos ratos em 20%. E admitiu que o mesmo tratamento pode funcionar em humanos. Projeto Brain, financiado pelos EUA, estudará cérebro para curar doenças A comunidade médica comemorou o anúncio de que os Estados Unidos investirão US$ 100 milhões no programa científico Brain, cujo objetivo é estudar o cérebro e sua centena de trilhões de conexões. Mapeando essas conexões, os neurocientistas querem avançar nas pesquisas sobre esquizofrenia, autismo, doença de Parkinson e Alzheimer. Esse interesse norte-americano justifica-se também pelo plano de tratar melhor os veteranos de guerra, que frequentemente voltam para o país com danos mentais. Em princípio, nanopartículas serão inseridas no cérebro de cobaias animais e há previsão de que em dez anos será reconstruída toda a atividade neural, por exemplo, de um camundongo. Estudo holandês comprova que fio de cabelo pode revelar doenças cardíacas Estudo feito pelo Centro Médico Erasmus, na Universidade de Roterdã (Holanda), comprovou que um fio de cabelo pode revelar o risco de desenvolver doenças cardíacas. O hormônio do estresse (cortisol) pode ser identificado a fundo pelos fios dos cabelos. Já pela via sanguínea revela apenas o que está acontecendo no momento. Para terem essa comprovação os cientistas analisaram 283 idosos (entre 65 e 85 anos). Por meio de amostras de cabelo de três centímetros de comprimento, tiradas de perto do couro cabeludo, conseguiram medir os níveis de cortisol em um período de três meses. Pessoas com altas quantidades eram mais propensas a ter histórico de doença cardíaca, acidente vascular cerebral, insuficiência arterial periférica ou diabetes. Segundo a cientista Elisabeth van Rossum, “estudos adicionais são necessários para explorar o papel da medição de cortisol em longo prazo como forma de predizer doença cardiovascular e como ele pode ser usado para informar o novo tratamento ou estratégias de prevenção”. Estudos anteriores apontaram que a análise do cabelo também possibilitava diagnosticar alergias a alimentos e deficiências minerais. 54 REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013 DE BRASÍLIA Mais rigor na comercialização de planos de saúde A Agência Nacional de Saúde Suplementar divulgou relatório de monitoramento das operadoras, que (pela primeira vez) inclui os novos critérios para suspensãOotemporária da comercialização de planos de saúde. Além do descumprimento dos prazos de atendimento para consultas, exames e cirurgias, previstos na RN 259, passaram a ser considerados todos os itens relacionados à negativa de cobertura, como o rol de procedimentos, o período de carência, a rede de atendimento, o reembolso e o mecanismo de autorização para os procedimentos. Para que haja a suspensão é necessária a soma de dois períodos de monitoramento com os mesmos critérios, o que ocorreu no mês de julho de 2013. A avaliação das operadoras em relação às garantias de atendimento, previstas na RN 259, é realizada de acordo com dois critérios: comparando-as entre si, no mesmo segmento e porte, e avaliando evolutivamente seus próprios resultados. Os planos de saúde recebem notas de 0 a 4, em que 0 significa que o serviço atendeu às normas e 4 é a pior avaliação possível. Os planos com pior avaliação – durante dois períodos consecutivos - estão sujeitos à suspensão temporária da comercialização. ANS oferece arquivos da nova versão do Padrão TISS Estão disponíveis os arquivos dos componentes da versão 3.00.01 do Padrão TISS por correção da versão 3.00.00, conforme previsto no artigo 3º da Instrução Normativa IN 51/DIDES/2012. A disponibilização da versão 3.00.01 não implica alteração do prazo de implantação. Fica mantida a data limite para adoção do Padrão TISS em 30 de novembro de 2013. Os números da saúde privada em 2012 A Agência Nacional de Saúde Suplementar publicou a mais recente edição do Caderno de Informação da Saúde Suplementar - edição 2012 com informações detalhadas sobre o setor. Os dados apontam crescimento de 2,06% do número de beneficiários de planos de assistência médica e receita de contraprestações das operadoras de cerca de R$ 95 bilhões, indicando crescimento de 12,2% em relação a 2011. Em dezembro de 2012, 47,9 milhões de beneficiários estavam vinculados a planos de assistência médica, cerca de 970 mil a mais que em dezembro de 2011. Por sua vez, havia 18,6 milhões de beneficiários em planos exclusivamente odontológicos, sendo 1,7 milhão a mais do que no ano anterior. O ano terminou com 1.121 operadoras médico-hospitalares, das quais 963 com beneficiários e 417 operadoras exclusivamente odontológicas em atividade, sendo 360 delas com beneficiários. Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 55 DE BRASÍLIA Operadoras devem fornecer bolsas coletoras Desde maio de 2013, as operadoras de planos de saúde devem fornecer bolsas coletoras intestinais ou urinárias para os seus beneficiários que as utilizam. A medida está na Resolução Normativa 325, da ANS. A solicitação do material deverá ser feita à operadora via relatório médico. A norma foi desenvolvida pelo Grupo Técnico que está revisando o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde e passa a fazer parte da cobertura mínima obrigatória dos planos. Fazem parte deste grupo representantes do setor de saúde suplementar, como órgãos de defesa do consumidor, operadoras de planos de saúde, associações de profissionais da área da saúde e representantes de beneficiários. Nova edição do Mapa Assistencial A Agência Nacional de Saúde Suplementar lançou a segunda edição do Mapa Assistencial, publicação semestral que oferece ao setor importante ferramenta para a qualificação da gestão à assistência com base nas informações da saúde suplementar. O Mapa Assistencial reúne dados enviados pelas operadoras para a ANS. A publicação apresenta diversas informações do setor, como consultas, exames e outros procedimentos. O Mapa Assistencial possui capítulo dedicado à saúde suplementar. Estão disponíveis também dados como as taxas de prevalência da obesidade, os indicadores de tabagismo e a realização de exames complementares no Brasil e no mundo. A publicação também apresenta dados estratificados por modalidade de operadora e a produção assistencial de outros países, além do Brasil. ANS lança Agenda Regulatória 2013-2014 A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu a nova Agenda Regulatória para o biênio 2013-2014. A nova Agenda estabelece sete eixos temáticos, que definem as ações e os projetos prioritários a ANS nesse período. Os sete eixos temáticos da Agenda Regulatória 2013-2014 são: Garantia de acesso e qualidade assistencial, Sustentabilidade do setor, Relacionamento entre operadoras e prestadores, Governança regulatória, Incentivo à concorrência, Garantia de acesso à informação e Integração da Saúde Suplementar com o SUS. A primeira Agenda Regulatória da ANS, implantada no biênio 2011-2012, somou 28 projetos e, segundo a Agência, 24 deles foram totalmente concluídos até dezembro do ano passado. Os outros quatro tiveram o escopo ampliado e continuam sendo desenvolvidos pela ANS. “Com a colaboração dos vários setores da saúde suplementar é possível melhorar a qualidade da regulação. A Agenda Regulatória é um instrumento eficaz para o amadurecimento de ações que podem resultar em novas regras para o setor e contribuir para ampliar os avanços na gestão regulatória”, afirma o diretor-presidente da ANS, André Longo. 56 REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013 Regras de reajuste devem constar nos contratos Todos os contratos entre operadoras de planos de saúde e profissionais de saúde que atuam em consultórios devem ter, obrigatoriamente, os critérios de forma e periodicidade de reajuste pela prestação de serviços expressos de forma clara. É o que determina a Instrução Normativa 49/2012, publicada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar. O prazo para adequação dos contratos entre operadoras e profissionais de saúde que atuam em consultório terminou em 12 de maio. A partir de agora, os critérios de reajuste do pagamento das operadoras para médicos precisa estar em contrato e deve ser respeitada. Para os contratos celebrados entre operadoras e hospitais, clínicas e laboratórios, o prazo foi prorrogado por 90 dias, contados a partir de 12 de maio. Nesse caso, foi formado um grupo de trabalho que terá 60 dias para estabelecer os parâmetros que serão utilizados para a adequação. A operadora que não tiver os contratos adequados ao que dispõe a IN 49 poderá ser multada em R$ 35.000,00 por contrato. Site da ANS tem Espaço Você Saudável O Espaço Você Saudável, no site da ANS, tem orientações voltadas à educação em saúde. Resultado da parceria da Agência com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a nova área traz dicas para aumentar a qualidade de vida, incentivando a adoção permanente de hábitos saudáveis pela população. Com linguagem simples e acesso fácil, o espaço possui vídeos, links e aplicativos. O objetivo é buscar a conscientização das pessoas sobre a necessidade de se adotar hábitos de vida saudável, orientando sobre a importância do controle dos fatores de risco e reunindo informações que resultem em mudanças de comportamento com impacto direto na qualidade de vida. Traz também receitas culinárias e exercícios físicos para praticar em casa, entre outros. Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 57 EVENTOS Eudes de Freitas Aquino (presidente da Unimed do Brasil) e André Longo (presidente da ANS): fortalecimento do diálogo Política e integração Fórum Político e CONAI somam forças em prol do fortalecimento da Unimed tanto no âmbito político quanto interno. Brasília foi a cidade escolhida como palco para o 3º Fórum Político Nacional Unimed, promovido pela Unimed do Brasil – com o apoio da Unimed Participações, Seguros Unimed, Fundação Unimed, Central Nacional Unimed, OCB e Frencoop. O objetivo do evento, que ganha cada vez mais relevância, é incentivar discussões pertinentes a todo o Sistema Unimed, além de estreitar relações político-institucionais. Missão cumprida. O Fórum foi muito bem avaliado pelos participantes, que destacaram o seu amadurecimento e a rica programação. 58 José Abel Ximenes, assessor político institucional da Unimed do Brasil e coordenador do Fórum, destaca a participação expressiva das lideranças cooperativistas e a discussão profunda de temas importantes. “O Fórum acrescentou muito às discussões políticas no Sistema Unimed e mostrou, mais do que tudo, o amadurecimento das nossas lideranças. Além do envolvimento maior nas discussões políticas, que até algum tempo atrás não víamos acontecer. Por outro lado, também mostrou que os parlamentares estão mais dedicados aos temas de REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013 interesse do Sistema Unimed e isso é muito importante”. O 3º Fórum Político da Unimed do Brasil começou em grande estilo, com uma mesa de líderes, como o presidente da Unimed do Brasil, Eudes de Freitas Aquino; o assessor político José Abel Ximenes; o diretor de Integração Cooperativista e Mercado, Valdmário Rodrigues Júnior; o presidente do Sistema OCB/Paraíba e representante do presidente da OCB Nacional, André Pacelli; e o presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar, André Longo, representando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Esse evento político que antecede o CONAI é o instrumento mais que apropriado para que possamos ter uma discussão aberta dos problemas que nos afligem no dia a dia”, explicou o presidente Eudes, citando ainda a importância da união de forças com a classe política. Eudes: discussão aberta dos problemas André Longo discursou sobre o tema ‘O Papel da Saúde Suplementar e do Cooperativismo no Sistema Brasileiro de Saúde’. Ele relembrou das ações da Agência, expôs o panorama da saúde suplementar no País e seus desafios e falou sobre o bom momento das cooperativas. “Os números das cooperativas médicas demonstram a magnitude e relevância desse setor para a saúde suplementar. Elas já tinham atingido a liderança do ponto de vista das receitas e, recentemente, passaram em número de beneficiários, superando a medicina de grupo”, informou. Gilvandro Vasconcelos de Araújo As mesas-redondas começaram com apresentação de Marlene Treuk, gerente de pesquisa e mercado do Instituto DataFolha, que apresentou os resultados de pesquisa de satisfação em relação a planos de saúde. Ela apontou que, entre outros detalhamentos, 74% dos clientes estão contentes com o serviço. Em seguida, Carla Soares, diretora adjunta de Normas e Habilitação dos Produtos das ANS, falou sobre o nível de reclamações dos consumidores e também explanou sobre os desafios da Agência. Juliana Pereira da Silva, secretária nacional de defesa do consumidor (Senacon/MJ), ressaltou a importância de oferecer serviços com transparência para o cliente e enfatizou os pontos negativos e as consequências de tais manifestações. O painel sobre o ato cooperativo e o seu adequado tratamento tributário foi bastante intenso, contando com a presença do deputado André Vargas; Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB; deputado Marco Aurélio Ubiali; José Cláudio Ribeiro Oliveira, assessor jurídico da Unimed do Brasil; e Roni Peterson Bernardino Paulo Gala Orestes Barrozo Medeiros Pullin José Tarcísio Penteado Buschinelli de Brito, chefe substituto da Divisão de Contribuições Sociais sobre a Receita e a Importação (DIREI). A mesa foi presidida por Humberto Jorge Isaac, vice-presidente da Central Nacional Unimed. A mesa sobre a representação política na defesa do cooperativismo de saúde, presidida por André Pacelli e moderada por Orestes Barroso Pullin, vice-presidente da Unimed do Brasil, tratou da importância de se ter um representante na esfera política que acredite no cooperativismo e que aja como facilitador, impedindo e/ou aprovando ações de interesse. “Ao longo do tempo começamos a entender de forma diferente que a participação política das pessoas é que faz a sociedade evoluir”, avaliou Orestes, incentivando a discussão entre os debatedores: deputado Lelo Coimbra, coordenador do ramo Saúde na Frencoop; deputado Ronaldo Caiado, líder do DEM na Câmara e membro da Frencoop; e deputado Marco Antonio Ubiali. Palestras - Gilvandro Vasconcelos de Araújo, procurador-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), comandou a palestra “Marco Regulatório do Sistema de Saúde Suplementar – Avanços e Lacunas na Visão do Cade”, sobre a lei de defesa da concorrência brasileira. O professor e cientista político Fabiano Santos abordou “Instituições Políticas, Processo Legislativo e Democracia”. “O objetivo foi mostrar que é possível aperfeiçoar o processo decisório no Legislativo, tornando-o mais democrático e mais bem informado. Existem potencialidades no Congresso, instrumentos para isso, e é preciso pensar em reformas institucionais que caminhem nesse sentido e que favoreçam, por exemplo, o trabalho das cooperativas, que têm interesse em aperfeiçoar o sistema legal brasileiro”, explicou Fabiano. No final do Fórum, o físico, astrônomo, professor e escritor Marcelo Gleiser ministrou a palestra “Micro Macro: Reflexões sobre o Homem, o Tempo e o Espaço”, propondo profunda reflexão sobre nossas origens, nosso destino e o significado de nossa existência. “Até o momento, não temos nenhuma informação de que exista vida fora da Terra. Vamos proteger a vida da melhor forma possível”, sugeriu Gleiser. Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 59 EVENTOS Eudes de Freitas Aquino na abertura do 15º CONAI, em Brasília: foco em temas importantes para o dia a dia do Sistema Unimed CONAI mostra a amplitude do Sistema Unimed “O CONAI começou com caráter puramente operacional. Depois, os exercícios da medicina privada brasileira passaram a sofrer injunções de toda ordem, umas devidas, outras descabidas, e a situação derivou para aspectos jurídicos e de outras ordens em detrimento do operacional. Por isso, resolvemos criar o Fórum Político. A proposta do Fórum é exatamente anteceder o CONAI, justamente para dar vazão a essas questões e ao encaminhamento de soluções”, disse o presidente da Unimed do Brasil, na abertura do evento, em 16 de maio, em Brasília. Também participaram da abertura Valdmário Rodrigues Júnior, diretor de Integração Cooperativista e Mercado da Unimed do Brasil; e José Abel Ximenes, assessor político-institucional da Confederação, que receberam os convidados Florentino Cardoso, presidente da AMB (Associação Médica Brasileira), e José Hiran Gallo, diretor-tesoureiro do CFM (Conselho Federal de Medicina). A preocupação com a qualidade da saúde marcou o evento. Florentino Cardoso, presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), ressaltou que “devemos fazer sempre o melhor pelo doente. Otimizando custos, sendo mais eficientes e buscando boas evidências científicas, certamente vamos trilhar um ótimo caminho”. José Hiran Gallo, diretor-tesoureiro do Conselho Federal de Medicina (CFM), teceu elogios ao Sistema Unimed, dizendo ser de grande importância para a classe médica e para a sociedade. “Sou defensor intransigente do Sistema Unimed e acredito que o cooperativismo seja o sistema ideal de remuneração de médicos”, afirmou. 60 REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013 Assuntos econômicos estiveram em pauta com palestra de Paulo Gala, estrategista da Fator Corretora, do Banco Fator. Ele abordou o panorama da economia brasileira e fez comparativo com a situação mundial. “Quis oferecer uma visão do que está acontecendo no país, especialmente com as recentes transformações, como o surgimento da classe média, a baixa taxa de desemprego e a expansão do setor de serviços, em que a saúde tem papel fundamental.” A proposta da mesa-redonda “Virando a mesa”, moderada por Adriano Leite Soares, assessor da presidência da Unimed do Brasil, foi apresentar exemplos de superação de Unimeds – Jundiaí (SP), Bebedouro (SP) e Feira de Santana (BA) - que passaram por dificuldades econômico-financeiras e receberam da ANS a solicitação de plano de recuperação. A Unimed do Brasil criou esses planos e acompanhou a gestão dessas cooperativas. “É possível se recuperar e é possível ter resultado melhor que o normal, realizando estratégias de forma planejada e estruturada”, explicou Adriano, que dividiu a mesa com Valdmário Rodrigues Júnior, diretor de Integração Cooperativista e Mercado da Unimed do Brasil, Valério Delamanha, presidente da Unimed Jundiaí, e João Carlos Lopes Cavalcante, presidente da Unimed Feira de Santana. “Já fizemos mais de 25 planos. Esses são apenas três exemplos de métodos diferentes utilizados”, assinalou Adriano Soares. A mesa que tratou dos honorários médicos foi encabeçada por Eudes de Freitas Aquino, presidente da Unimed do Brasil, e teve Florentino Cardoso, presidente da AMB, como moderador. Entre os debatedores estavam Valdmário Rodrigues Júnior, diretor de Integração Cooperativista e Mercado da Unimed do Brasil; Sérgio Ossamu, presidente da Unimed Curitiba; e Márcio Pizzato, presidente do Conselho de Administração da Unimed Porto Alegre. Os dirigentes das cooperativas de Curitiba e Porto Alegre mostraram seus bons números, incentivando os demais na busca pela melhor remuneração dos médicos cooperados. Eles também citaram a complexidade do tema, o que dificulta a conclusão sobre qual seria o valor adequado para cada caso. Edevard J. de Araujo, diretor de Marketing e Desenvolvimento da Unimed do Brasil, e moderador da mesa sobre a mudança do modelo assistencial, destacou a importância do novo modelo já implantado por algumas Unimeds. Na sequência, Marta Oliveira, gerente-geral de Regulação Assistencial da ANS, mostrou dados que ressaltam a necessidade de revisão. “Estamos discutindo na Agência a sustentabilidade. Não temos dúvida de que para alcançá-la hoje é preciso pensar o modelo assistencial praticado. É preciso reorganizar e mudar a gestão assistencial como um todo”, disse. Com a mesma opinião, Cloer Vescia, consultor médico da Unimed do Brasil, está otimista com o projeto que vem sendo bem aceito pelas Singulares. “A proposta é mostrar que o assunto está na Agência e que ela está conosco e reconhece nosso trabalho. Além disso, falo em nome do Comitê de Atenção à Saúde, que aglutina todas as ações em prol da mudança do modelo, expondo o que a Unimed do Brasil está fazendo. E, por fim, a apresentação do case da Unimed Vitória, comprovando na prática tudo o que já havíamos levantado. Não estamos falando em teoria, mas em planejamento, implantação e resultado”, disse Cloer, referindo-se à participação de Márcio Almeida, presidente da Unimed Vitória. Em sua palestra sobre o Registro Eletrônico de Saúde, Cesar Neves, diretor de Tecnologia e Serviços da Unimed do Brasil, discorreu sobre a relevância da tecnologia na saúde suplementar, salientando que o compartilhamento de dados diminui os custos, entre outros benefícios. Cesar também indicou os passos que devem ser dados para a implantação do RES e apresentou as fases do projeto, que promete mudar completamente o modelo atual, evitando falhas como a repetição de exames e até salvando um paciente por meio do acesso à informação. “É preciso ter gestão da saúde com acesso a dados de qualquer lugar”, reiterou o dirigente. Destaque também à apresentação do presidente do Data Popular, Renato Meirelles, que falou sobre a mudança do mercado de assistência à saúde no Brasil, que se deve ao crescimento das classes C e D e impacta diretamente o negócio de saúde. “Houve aumento do emprego formal, o que representa uma chance enorme para os planos empresariais avançarem e, num segundo momento, maior parcela da sociedade com mais dinheiro e condições de arcar com planos de saúde”. Para ele, “a questão é como conquistar a classe C, que hoje representa 53% da população e movimenta 1 trilhão de reais”. A questão dos recursos próprios mereceu mesa-redonda, presidida por Mairton Pereira de Lucena, presidente da Unimed Fortaleza, que conta com um dos hospitais mais antigos do Sistema e de referência. Valdmário Rodrigues Júnior, diretor de Integração Cooperativista e Mercado da Unimed do Brasil “Os hospitais são estruturas extremamente importantes no sistema cooperativo, principalmente nas grandes Unimeds”, disse. Helton Freitas, diretor da Seguros Unimed e presidente da Unimed Belo Horizonte, mostrou a experiência de sucesso da Singular mineira. Entre outros projetos, ele citou a construção do Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Pesquisa em Saúde e a Central de Consultórios Médicos. “Nós já estamos investindo em serviços próprios e entendo que temos de investir ainda mais”, disse Helton. Alexandre Ruschi, diretor da Seguros Unimed, alertou para os desafios do investimento hospitalar no Sistema Unimed, reforçando a preocupação da Unimed do Brasil em encontrar formas para viabilizá-lo. Por fim, Renato Couto, presidente da IAG Saúde (Instituição de Acreditação e Gestão em Saúde), fez críticas construtivas e apresentou modelos alternativos para bons investimentos. Professor de Medicina do Trabalho da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e pesquisador do Fundacentro, José Tarcísio Penteado Buschinelli apresentou o novo produto para o Sistema Unimed: o Saúde Ocupacional. “O objetivo foi dar o start para os dirigentes na Saúde Ocupacional (SOU), programa extremamente importante do ponto de vista estratégico para a Unimed do Brasil e para todas as Singulares, além de gerar receita”, explicou Tarcísio, coordenador técnico da iniciativa. Para Valdmário Rodrigues Júnior, diretor de Integração Cooperativista e Mercado da Unimed do Brasil, o 15º CONAI foi, mais uma vez, um marco de troca de informações que levam sustentabilidade às cooperativas. “Foram abordados temas atuais, palpitantes e de interesse de todos os dirigentes e representantes das Unimeds. Também foi gerado um entendimento amplo de que todo o sistema cooperativo necessita urgentemente de profissionalização da sua gestão. Não existe mais lugar na saúde privada do Brasil para amadorismo”. Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 61 EVENTOS Cooperativismo busca liderança socioambiental e econômica A XVIII Conferência Regional ACI Américas, em outubro, no Guarujá (SP), contribuirá para o cooperativismo chegar a 2020 como modelo número 1 no mundo. Em outubro, o Brasil – e particularmente o Guarujá (SP) – torna-se a capital do cooperativismo nas Américas. Entre os dias 6 e 11, será realizada no município do litoral paulista a XVIII Conferência Regional ACI Américas, o maior evento do cooperativismo das Américas, iniciativa da Aliança Cooperativa Internacional das Américas (ACI-Américas) e da Unimed do Brasil. O tema central será “A década das cooperativas: cenários e perspectivas”. A Conferência reunirá lideranças do cooperativismo brasileiro, latino-americano e mundial. No total, são esperados cerca de 1.000 convidados. Trata-se de público altamente qualificado e comprometido com os valores e princípios do cooperativismo. Além das lideranças do modelo, são esperados representantes das instituições públicas e privadas, ONGs, organismos internacionais, políticos e órgãos de promoção e desenvolvimento. “Estamos com ótimas expectativas para essa edição da Conferência no Brasil, país muito representativo para o cooperativismo mundial. Queremos que essa oportunidade seja exemplo para os outros países latino-americanos”, assinala Manuel Mariño, diretor regional da ACI. O presidente da Unimed do Brasil, Eudes de Freitas Aquino, ressalta que “o cooperativismo é a razão de ser da Unimed há 45 anos. Sendo assim, a realização no Brasil da XVIII Conferência Regional ACI Américas é motivo de orgulho e satisfação. Afinal, o cooperativismo reconhece a importância da Unimed e traz para o país o seu evento regional mais importante”. O cooperativismo congrega mais de três bilhões de pessoas em todo o mundo. Isso significa perto de 40% da população global. Trata-se, assim, de um vértice bastante importante tanto em termos econômicos como de pessoas e, particularmente, social. A Conferência discutirá, entre outros tópicos, os desafios do cooperativismo no futuro, com ênfase às características regionais e à diversidade de povos e realidades políticas, econômicas e sociais. “A Conferência é o local ideal para unir e articular ações entre as organizações cooperativas das Américas para que o modelo se consolide e seja reconhecido, em 2020, como líder em sustentabilidade econômica, social e ambiente. Trata-se, também, do modelo preferido pelas pessoas e o que mais rápido crescimento apresenta em termos globais”, informa o presidente da Unimed do Brasil. Com a palavra, os profissionais da área Como sempre, com sucesso o seminário Jurídico, Contábil, Atuarial e Financeiro envolveu os técnicos nas discussões. 62 “Um evento que reúne mais de 700 técnicos dessas áreas tem importância muito grande porque representa avanços claros em termos de uniformização e de padronização das ações. O Sistema Unimed como um todo ganha muito em qualidade do ponto de vista de sobrevivência das cooperativas, que recebem informações para se organizarem financeiramente e em aspectos regulatórios”. Palavras do vice-presidente da Unimed do Brasil, Orestes Barrozo Medeiros Pullin, na abertura do 22º Seminário Nacional Jurídico, Contábil, Atuarial e Financeiro do Sistema Unimed, realizado no início de junho, em São Paulo. O dirigente também palestrou no painel “A Saúde Suplementar tem Cura?”, sob o aspecto do Diagnóstico, destacando a importância do Sistema Unimed para a saúde suplementar. REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013 O diretor de Integração Cooperativista e Mercado, Valdmário Rodrigues Júnior, também participou do evento, tratando da questão da Terapêutica. “Não podemos deixar que o Poder Público repasse para as cooperativas médicas o que é de sua obrigação de acordo com a Constituição. Como legalistas que somos, entendemos que a regulação da ANS deve ser feita com tempo maior de adaptação, para não sobrecarregar as cooperativas que necessitam investir em leitos e qualificação de mão de obra para os clientes. Também precisamos promover a mudança do atual modelo hospitalocêntrico para o modelo de atenção integral à saúde”, assinalou o dirigente. Convidado especial, Massami Uyeda, Ministro do Superior Tribunal de Justiça, argumentou sobre o âmbito jurídico da questão da Terapêutica, ressaltando as dificuldades impostas pela burocracia brasileira. “Meu depoimento nesse seminário mostra a preocupação em trazer julgamentos mais atuais, pois a medicina suplementar tem de cumprir o que está no contrato. Além disso, ela ainda está sob as orientações de uma agência reguladora”, explicou. Partindo para apresentações mais técnicas, Eliseu Martins, professor emérito da FEA/USP, proferiu a palestra “O Novo Perfil do Contabilista”, na qual afirmou que o profissional da área precisa acompanhar a realidade econômica, o que exige mudança de Eliseu Martins, professor emérito da FEA/USP Orestes, Valdmário, ministro Massami Uyeda (STJ) e José Claudio. “A medicina suplementar tem de cumprir o que está no contrato”, disse o ministro comportamento a fim de exercer a capacidade de julgamento. O assessor jurídico da Unimed do Brasil José Cláudio de Oliveira, e a gerente de Controladoria e Finanças Izabel Marques Rizo, além de Eraldo de Almeida Ferreira Cruz, executivo de Negócios Institucionais da Superintendência de Regulação da Unimed do Brasil, e Bruno Martins Rodrigues, gerente geral de Acompanhamento das Operadoras e Mercado da ANS, trataram de um tema recorrente: “Como Capitalizar a Sua Unimed”. Isabel discorreu sobre a margem de solvência e José Cláudio sobre os aspectos jurídicos da capitalização. Bruno tratou das questões regulatórias da capitalização, do ponto de vista da ANS. Eraldo afirmou que, atualmente, a contabilidade é a essência sobre a forma e, por isso, é preciso transparência para que não haja dúvidas no momento da auditoria. As discussões focadas no dia a dia das cooperativas médicas marcaram o seminário. Como é prática no evento, os participantes foram divididos em grupos de trabalho e, no último dia, trocaram ideias, compromissos e objetivos. É o caso do grupo que tratou da operacionalização da Câmara de Compensação e das regras do Manual de Intercâmbio e financiamento para recursos próprios junto ao BNDES, liderado pelo coordenador financeiro Claudinei S. Santos. Superintendente atuarial da Única. O Superintendente, Saulo Ribeiro Lacerda, coordenou o grupo atuarial e destacou o papel do Comitê Técnico Atuarial da Unimed do Brasil de subsidiar a Confederação nas questões técnicas levadas à ANS. “Percebemos evolução e amadurecimento nas discussões dos temas propostos, o que é positivo para todo o Sistema Unimed. Os técnicos estão mais fundamentados, apesar do grande número de novos profissionais. Houve também entrelaçamento muito maior do grupo contábil com os demais grupos, principalmente com o jurídico. Em meio a tantas mudanças, essa integração é importante e percebemos isso de forma muito expressiva neste seminário”, disse Isabel. “É importante esclarecer que as conclusões dos grupos não são da Unimed do Brasil, mas dos técnicos que compõem todo o Sistema Unimed e decorrem, na verdade, da participação coletiva, o que é extremamente salutar para o cooperativismo médico”, ressaltou José Cláudio. Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 63 EVENTOS Cooperação, Crescimento e Sustentabilidade Com o tema ‘Cooperação, Crescimento e Sustentabilidade’, a 43ª Convenção Nacional Unimed acontecerá entre os dias 17 e 20 de setembro, no Centro de Convenções Minascentro, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Até o momento, já estão previstas a conferência “Interação do Poder Judiciário com a Agência Reguladora – As decisões conflitantes do Poder Judiciário com as resoluções normativas da ANS” e as mesas-redondas “Nova agenda regulatória e cenário da saúde suplementar” e “A agenda regulatória da Saúde Suplementar”. Na quinta-feira, 19 de julho, deverão ser tratados os temas “As redes de Atenção à Saúde” e “Modelos de atenção à Saúde: Primeiros resultados do Sistema Unimed”, além de uma mesa-redonda sobre a relação médico-paciente e um painel sobre tendências e competitividade do Sistema Unimed. Para o último dia são aguardados o painel “Grandes Temas do Sistema Unimed – Perguntas que os dirigentes gostariam de saber as respostas”, a palestra “Sustentabilidade dos Recursos Próprios” e a apresentação “Modelos de Governança entre o Conselho de Administração e a Diretoria Executiva nas cooperativas”. Além disso, a convenção contará com a feira de negócios. 64 REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013 NOSSA HISTÓRIA A história de conquistas da Unimed Batatais Cooperativa está perfeitamente envolvida com a comunidade de Batatais e cidades vizinhas e investe na melhoria da prestação de serviços. E xemplo de gestão e compromissos com os valores do cooperativismo, a Unimed Batatais está chegando aos 31 anos de existência com novidades importantes para os seus clientes. Há alguns meses, a cooperativa entregou o seu novo Centro Médico, estrutura moderna e de alto padrão destinada a atendimentos de urgência e emergência 24 horas. Trata-se de um projeto inovador para o município, tanto pela qualidade de serviços quanto pela sua infraestrutura, elaborada para aliar inovação tecnológica e melhor aproveitamento de recursos naturais, como luz solar e água da chuva, o que também reduz os custos com a manutenção das instalações. O Centro Médico está ganhando forma em duas fases de construção. A primeira, já concluída, oferece três salas de consultórios, duas salas para realização de pequenas cirurgias, sala para atendimentos de urgência e emergência, sala de raios-x totalmente equipada, sala para realização de endoscopia Novo Centro Médico: mais qualidade no atendimento Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR 65 NOSSA HISTÓRIA digestiva, sala de ortopedia, laboratório, sala de inaloterapia e leitos para observações clínicas. O início da segunda etapa das obras está previsto para 2014 e compreenderá a construção do centro cirúrgico composto de quatro salas para a realização de cirurgias e o setor de hotelaria, com 24 apartamentos para as internações hospitalares. A unidade foi construída para ampliar a capacidade de atendimento e funciona 24 horas para atendimentos de urgência e emergência e demais atendimentos ambulatoriais eletivos. "Em três décadas, a Singular cresceu muito e, com isso, foi necessário aumentar desde a estrutura até o número de serviços prestados, buscando oferecer o melhor para os clientes", informou a diretoria da Unimed Batatais à revista Unimed BR. Há também um consistente viés social no trabalho da cooperativa. O Programa Felix, de informática para jovens, é desenvolvido desde 2003, oferecendo gratuitamente cursos de informática a crianças carentes do município. O objetivo é treiná-las para os desafios da vida. "O Programa Felix tem alcançado tamanho sucesso que foi necessário estendê-lo ao público da terceira idade, que se sente motivado com o novo conhecimento e se integra ainda mais à sua comunidade", ressalta a direção da cooperativa. Cerca de 1.200 alunos já concluíram o curso. Destaque, ainda, à creche Os Samarithanos, entidade social e assistencial que proporciona amparo às crianças de extrema carência de até seis anos durante o período do dia. A Unimed Batatais é parceira da creche, acompanhando a saúde das crianças da unidade na questão nutricional e de crescimento físico. Os trabalhos de acompanhamento são realizados pelos profissionais/colaboradores enfermeiros. Além disso, a cooperativa coloca a estrutura do Centro Médico Unimed para os atendimentos de consultas e procedimentos ambulatoriais das crianças amparadas. No campo preventivo de doenças, a Unimed Batatais tem atuado em todas as campanhas promovidas pelas diversas instituições públicas e privadas da cidade. Dentre as diversas campanhas de prevenção à saúde realizadas, destacam-se: Campanha da Voz, Campanhas contra o Diabetes e a Hipertensão Arterial, em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde, Campanha contra Obesidade Infantil, Campanha contra Câncer de Mama e Campanha de Prevenção contra AIDS/DST. A cooperativa também apoia e participa dos grandes eventos culturais da cidade, como, por exemplo, a Festa do Leite, a Festa di San Gennaro, o Carnaval de Rua e a Festa do Peão, o que "mostra que somos uma empresa que valoriza a vida do ser humano em todas as suas manifestações. Uma empresa que participa, que promove verdadeiramente a cidadania". Medicina preventiva: cooperativa participa de iniciativas positivas para o município 66 REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013 “Há 30 anos, a Unimed de Batatais promove a medicina cooperativista de maneira ética e responsável, sempre comprometida com a valorização do ser humano e da vida. Esta filosofia está presente em todos os serviços que oferecemos. Nossa empresa encontrou a aliança perfeita entre a tecnologia e os talentos humanos, em benefício da saúde e do bem-estar. Para nós, o sentido da vida está em proporcionar a segurança e a tranquilidade dos nossos clientes. E, assim, a Unimed vai construindo com muita saúde a sua história em Batatais", informa sua diretoria executiva. Você cuida de seus pacientes, nós cuidamos de sua cooperativa. O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) tem a finalidade de aprimorar, por meio da formação profissional, a gestão e os serviços prestados pelas cooperativas brasileiras. Desde 1999, o Sescoop apoia cooperativas de todos os ramos, inclusive da área da saúde, em todos os estados e no Distrito Federal. Ou seja: o bem-estar do cooperativismo brasileiro depende da eficiência das cooperativas. E, para isso, as cooperativas podem contar com o Sescoop.