No 07 | Ano 3
O lídEr
está de cara nova
Foco pág. 10
Prazer
Aproveite as coisas boas que
as Serras Gaúchas oferecem
Estratégia
Nossa História
A presença do Sistema Unimed
na região Norte do Brasil
O exemplo positivo
da Unimed Batatais
EDITORIAL
No 07 | ANO 03
Intercâmbio de
conhecimento
O poder do aprendizado é imensurável e domínio exclusivo de cada um
de nós. É pessoal e intransferível. Seria até egoísta, se o conhecimento não
tivesse a capacidade de ser disseminado, distribuído, compartilhado... Mas
não, é solidário e depende de todos para chegar mais longe.
A Revista Unimed BR é o órgão de informação
oficial da Unimed do Brasil.
CONSELHO EDITORIAL
Eudes de Freitas Aquino (Unimed do Brasil)
Mohamad Akl (Central Nacional Unimed)
Rafael Moliterno (Seguros Unimed)
João Batista Caetano (Fundação Unimed)
Emilio de Oliveira Issa (Unimed Participações)
COMITÊ EDITORIAL
Luciana Palmeira Dias Langer
Jânia Evangelista D’Amario
Aline Cebalos
Coordenação Geral
Eudes de Freitas Aquino
Produção
Depto. de Marketing da Unimed do Brasil
Jornalista Responsável
Altair Albuquerque (MTb 17.291)
Redação
Texto Assessoria de Comunicação
Fotos
Texto Assessoria de Comunicações
Arquivo Sistema Unimed
Shutterstock
Saulo Cruz
Projeto Gráfico e Design
Agência Unimed do Brasil
Tiragem
25.000 exemplares
fale com a redação, anuncie:
[email protected] – (11) 3265-4000
Este segundo semestre promete ser rico neste quesito. Eventos de grande
relevância para a Unimed e para o Cooperativismo estão prestes a ser realizados. E honrado me sinto por saber da dedicação de cada envolvido nestas, por
assim dizer, imersões de conhecimento. Estes grandes encontros proporcionam aos participantes uma sempre louvável troca de experiências, tão valiosa e necessária para um Sistema que conta com 360 cooperativas distribuídas
pelos quatro, e cheios de particularidades, cantos do Brasil.
Sabemos das dificuldades que essa diversidade nos traz, mas preferimos
valorizar as oportunidades advindas dela e nos basear em pilares comuns ao
nosso universo, independentemente de estarmos no sul ou no norte do País.
Cooperação, Crescimento e Sustentabilidade. Este é o tema da 43ª Convenção
Nacional Unimed, a mais tradicional reunião de dirigentes do Sistema que
acontecerá em setembro, na capital mineira. Juntos, discutiremos o desenvolvimento sustentável que dará continuidade aos 45 anos de história deste
exemplo de sucesso cooperativo que – e que não soe pretensão - nós somos.
E em outubro, teremos no Brasil a XVIII Conferência Regional da Aliança Cooperativa Internacional das Américas. Um ano após festejarmos o Ano
Internacional das Cooperativas, é chegada a hora de nos debruçarmos no
projeto da Década do Cooperativismo. E esta proposta será discutida nessa
estratégica reunião, que acontecerá pela primeira vez em nosso País, mais
precisamente no Guarujá, litoral de São Paulo, e contará com representantes
de cooperativas de toda a América.
Como já disse e para que todos saibam, agir para manter o crescimento é
preciso. Por isso, vamos em frente desbravando o cenário da saúde no País,
criando e apresentando soluções, superando expectativas e dando consistentes exemplos, por que não?
Eudes de Freitas Aquino
Presidente da Unimed do Brasil
Foto: Osmar Bustos
Unimed do Brasil – Confederação
Nacional das Cooperativas Médicas
Alameda Santos, 1.827 – 15º andar
São Paulo/SP – Brasil – CEP 01419-909
Telefone: 55 11 3265-4000
www.unimed.coop.br – [email protected]
[email protected]
A Unimed tem feito seu papel. Uma comitiva do Sistema voltou recentemente dos Estados Unidos e trouxe a experiência norte-americana em práticas modernas relacionadas à Saúde. Trouxemos contribuições importantes
para a adequação às condições brasileiras e posterior implantação, pensando sempre na conquista da excelência. Com isso, precisamos ser, também,
profissionais no intercâmbio de conhecimento, na troca de informações, sem
viés de copiar, e tão somente de compor um cenário para fortalecer o modelo.
08
HOLOFOTE
Dirigentes do
Sistema Unimed,
liderados por
Eudes de Freitas
Aquino, durante
viagem aos
Estados Unidos
para conhecer o
sistema de saúde
daquele país
40
20
23
ESTRATÉGIA
PRAZER
Os desafios do
novo líder para
conquistar a
equipe e obter
sucesso
Um pouco do
que pensa o
economista
Armínio Fraga
Os números
da Unimed
na região
Norte, o Saúde
Ocupacional
Unimed e muito
mais
Um convite
para visitar as
Serras Gaúchas
46
52
55
DE BRASÍLIA
EVENTOS
As iniciativas
de destaque
das Unimeds em
todo o país
Novidades
sobre saúde em
outras partes
do planeta
As recentes
decisões da ANS
que impactam
as Unimeds
Fórum
Político, CONAI,
Conferência
ACI Américas e
outros eventos
importantes
07
ANO 3
10
PELO BRASIL
FOCO
PELO MUNDO
NO ALVO
58
65
NOSSA
HISTÓRIA
Com sucesso,
Unimed
Batatais
completa
31 anos
Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR
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HOLOFOTE
Comando renovado
Unimed do Brasil foca trabalho
no fortalecimento do Sistema
Foto: Osmar Bustos
Três novos dirigentes juntam-se
ao presidente Eudes de Freitas Aquino
na Confederação Nacional das
Cooperativas Médicas.
E
O presidente Eudes
de Freitas Aquino: contínua
profissionalização
udes de Freitas Aquino permanece na presidência da
Unimed do Brasil para novo mandato de quatro anos
(2013/2016). Ao seu lado agora estão Orestes Barrozo
Medeiros Pullin (vice-presidente); Edevard J. de Araujo, à
frente da diretoria de Marketing e Desenvolvimento; e João
Luiz Moreira Saad, o novo diretor Administrativo. Euclides
Malta Carpi (diretor Financeiro), Valdmário Rodrigues Júnior
(diretor de Integração Cooperativista e Mercado) e Antonio
Cesar Azevedo Neves (diretor de Tecnologia e Sistemas) permanecem por mais uma gestão no comando de suas áreas.
O vice-presidente da gestão 2009/20012, Luiz Carlos Misurelli Palmquist, assumiu nova função como dirigente da
Fundação Unimed. O então diretor Administrativo Francisco
Alberniz Boher Pilla faz parte, agora, da diretoria da Central
Nacional Unimed e o diretor de Marketing e Desenvolvimento, Aucélio Melo de Gusmão, voltou para sua Cooperativa, na Paraíba.
“Agradeço de coração aos colegas de diretoria que concluíram o seu mandato. O reconhecimento do Sistema Unimed
à atuação da Unimed do Brasil fala por si. Cada um dos membros da gestão 2009/2013 deu o máximo e tem de se orgulhar do trabalho em prol do cooperativismo médico. Quem
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REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013
Nova diretoria da Unimed do Brasil (2013/2016): ânimo renovado para novas conquistas em prol do cooperativismo médico no País
chegou já percebeu que ainda há
muito trabalho a ser feito, com
criatividade e transparência”,
disse o presidente Eudes. “Contem comigo”, ressaltou o novo
vice-presidente Orestes Barrozo
Medeiros Pullin. “Me somo aos
demais companheiros de diretoria para avançar no processo
de fortalecimento da Unimed do
Brasil e, por extensão, do Sistema
Unimed. Não faltam motivação e
disposição de contribuir para esse objetivo”.
“Há muitos desafios na área
de Marketing, Eventos, Comunicação e Responsabilidade Social,
particularmente em relação às
ações da Unimed do Brasil voltadas para os médicos cooperados.
Eles precisam estar sempre
muito bem informados sobre
nossas iniciativas. Também precisamos trabalhar para mostrar
à sociedade a realidade da saúde
privada”, ressaltou Edevard J. de
Araujo, novo diretor de Marketing e Desenvolvimento.
“Estou aqui para cumprir o
meu papel em prol da Unimed
do Brasil e, por extensão, do Sistema Unimed. Sinto-me honrado e assumi a responsabilidade
com muita motivação, trabalho
e dedicação”. Palavras de João
Luis Moreira Saad, o novo diretor Administrativo da Unimed
do Brasil.
A Assembleia Geral Ordinária que aclamou a nova diretoria
executiva também aprovou a nomeação dos novos componentes
do Conselho Fiscal da Confederação - Gestão 2013/2016. São eles:
Efetivos: Fábio Nasser Monnerat,
Fernando Augusto Abdul Ahad e
Roberval Silva Esper.
Suplentes: Lauro Benedito Hanna,
Marcus Vinicius Azevedo Tanure e
Mario Tadaiti Iria
Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR
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HOLOFOTE
A experiência
norte-americana em saúde
Grupo de dirigentes da Unimed, liderado por
Eudes de Freitas Aquino, conhece de perto a
realidade da saúde nos Estados Unidos.
P
agamentos por Performance (P4P), Atenção Primária à Saúde, Inovações
em Tecnologia da Informação
em Saúde e Qualidade dos Serviços de Saúde, além do novo
plano de saúde dos Estados Unidos (ObamaCare) foram os temas
principais de duas jornadas de
troca de conhecimentos e atualização técnica realizadas nos
Estados Unidos, em junho, por
comitiva de dirigentes do cooperativismo brasileiro, liderada por
Eudes de Freitas Aquino, presidente da Unimed do Brasil.
Os primeiros tópicos fizeram
parte do Intercâmbio Técnico
Operacional das Cooperativas
Médicas Unimed, iniciativa da
Ocesp e Sescoop SP, da qual participaram a diretoria da Unimed do
Brasil e dirigentes do Sistema Unimed. A proposta do curso foi proporcionar conhecimentos e vivência internacional em tecnologias e
inovações em saúde, com visão
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aprofundada das tendências em
temas inovadores e importantes.
O grupo da Unimed do Brasil,
composto pelo presidente Eudes
de Freitas Aquino; Valdmário
Rodrigues Jr., diretor de Integração Cooperativista e Mercado;
Euclides Malta Carpi, diretor
Financeiro; João Luiz Moreira Saad, diretor Administrativo;
Adriano Leite Soares, assessor da
presidência; José Cláudio Ribeiro
Oliveira, assessor jurídico; José
Abel Ximenes, assessor político
institucional; e Cloer Vescia Alves, coordenador do Comitê de
Atenção Integral à Saúde, entre
outros dirigentes do Sistema, viveu experiências em centros de
referência em medicina de atenção primária à saúde nas cidades
de Kansas, São Francisco, Nova
York, Washington e Boston.
A primeira parada foi em
Kansas, onde os participantes
conheceram uma das maiores
REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013
empresas de softwares de prontuários eletrônicos para este
modelo de atenção. Em seguida,
o destino foi São Francisco. Lá,
o grupo visitou a Kaiser Permanente para conhecer seus modelos de atenção primária à saúde
e protocolos para engajamento
dos médicos.
Na sequência, os representantes da Unimed participaram
de conferências em Washington com representantes do governo e entidades de classe do
sistema de saúde. Na capital
norte-americana, foram recebidos no Senado por Sarah Arbes,
diretora adjunta de Políticas de
Saúde, que representou Lamar
Alexander, membro superior do
comitê do Senado dos EUA para
a Saúde, Educação, Trabalho e
Pensões (HELP).
Na reunião, foram abordados
os prós e contras do novo plano de saúde nacional do país,
Dirigentes da Unimed nos EUA: agenda sobre temas importantes, como pagamento por performance,
atenção primária à saúde, inovações em tecnologia da informação em saúde e qualidade dos serviços
chamado de ObamaCare. Trata-se de lei promulgada em
2010, que será regulamentada
ainda este ano, entrando em
vigor em 2014. Seu objetivo é
reformar o sistema de saúde
norte-americano, ampliando
o acesso da população, regulamentando as operadoras de
planos de saúde e reduzindo
os gastos.
Na Cambridge Health Alliance - entidade de saúde pública que trabalha a inovação
de gestão em Saúde -, em Boston, o grupo liderado por Eudes de Freitas Aquino conheceu o Institute for Healthcare
Improvement, que produz
pesquisas e desenvolve tecnologias e metodologias na área.
Para finalizar o intercâmbio,
foi realizado workshop em
que se discutiram as formas
de implantação dos modelos
estudados durante a viagem
no Sistema Unimed.
ACI Américas discute
plano estratégico para a década
O presidente da Unimed do Brasil e delegado titular do Conselho de Administração da ACI Américas, Eudes de Freitas Aquino, participou, no início de junho,
do Seminário de Comitês Temáticos e Organizações Setoriais e da 51ª Reunião
do Conselho de Administração Regional da Aliança Cooperativista Internacional
das Américas, em Honduras.
O evento avaliou o Plano Estratégico para uma Década Cooperativa e as propostas de ações para discussão na XVIII Conferência Regional ACI Américas, programada para 6 a 11 de outubro, no Guarujá (veja matéria à página 62).
Manuel Mariño, diretor regional da ACI Américas, ressaltou que o plano almeja
vários tópicos, como: elevar a participação dos sócios e a governança cooperativa a outro patamar, posicionar as cooperativas como construtoras de sustentabilidade, construir a mensagem e garantir a identidade cooperativa, além de
assegurar marcos jurídicos que apoiem seu crescimento.
A 51ª Reunião do Conselho de Administração Regional da ACI Américas também
avançou as discussões sobre o plano estratégico até 2016, o plano operacional
deste ano, a proposta de modificação do Regulamento do Conselho da ACI Américas e a proposta para a difusão da Lei Marco para as Cooperativas da América
Latina, entre outros temas. Eudes de Freitas Aquino fez apresentação da programação e dos preparativos para a XVIII Conferência Regional ACI Américas.
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FOCO
Os desafios do
“novo” líder
Mais do que comandar,
os líderes do século 21 precisam
conquistar suas equipes para alcançar
(e superar) os objetivos propostos.
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REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013
Uma das palavras de ordem mais ouvidas
nas organizações atualmente é retenção de
talentos, entendida como a estratégia para
motivar, engajar e recompensar aqueles
profissionais que contribuem para as
empresas irem além dos objetivos normais.
Amy Edmondson (Harvard
Business School): “O trabalho
do líder é inovar, ao mesmo
tempo em que executa o voo”
U
m novo desafio está se
impondo às companhias,
instituições públicas e
privadas e demais grupos empresariais: não basta reter as
melhores cabeças, é preciso ter
quem as guie para, aí sim, alcançar resultados superiores.
Dessa forma, tão importante
quanto ter um time de qualidade é ter um comandante que se
imponha não apenas pela autoridade, mas principalmente pelo
conhecimento, estratégia e pontos de vista.
Verdadeira força-motriz das
organizações, os líderes - nos
mais diferentes níveis hierárquicos - dão o ritmo às organizações.
Para Amy Edmondson, PhD
em comportamento organizacional e professora de liderança
e gestão da Harvard Business
School, é papel dos líderes conciliar a visão de futuro com a
execução de tarefas diárias. “O
trabalho do líder é inovar, ao
mesmo tempo em que executa
o voo”, diz a especialista. Ela defende que um bom líder deva se
basear em três pilares:
maiores chances de manter os
pés no chão, pois pode antecipar obstáculos que, sozinho, não
enxergaria.
Fazer bem o que está fazendo: o primeiro passo é focar em
sua função atual. O líder precisa
se sair bem em suas tarefas corriqueiras. Realizando com eficiência as responsabilidades que
lhe cabem, naturalmente ficará
claro que pode assumir desafios
maiores.
Praticar a liderança nas relações: informalmente, o líder
deve testar maneiras diferentes
de influenciar as pessoas com
suas ideias. É preciso argumentar, compartilhar sua visão e ver
o que funciona para que os outros o sigam. Assim, o líder ganha
experiência para aplicar em um
contexto maior.
Olhar à frente: o segundo passo é pensar no futuro. Mas, como
um campo de oportunidades – e
não com pressa ou ansiedade.
O líder deve saber onde gostaria de chegar com determinado
produto ou serviço. Essa visão
deve ser incrementada com a visão dos outros e não apenas com
as ideias da sua cabeça ou fruto
de sua experiência. O líder deve
se deixar influenciar por conversas com quem tem bagagem
e educação diferentes. Assim,
terá perspectiva mais global e
“Nenhum colaborador deseja
ser guiado por um administrador
a quem falte coragem e autoconfiança. É o estilo de liderança positiva daquele que ousa nas
tarefas e se vale de oportunidades não tentadas anteriormente”,
completa outro especialista, Luiz
Almeida Marins Filho.
Para a composição do seu papel na organização, o líder precisa combinar certos atributos, na
visão de Marins. São eles:
Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR
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FOCO
Automotivação: o líder que
não consegue se automotivar
não tem a menor chance de ser
capaz de motivar os outros.
Luiz Almeida Marins Filho:
“Nenhum colaborador
deseja ser guiado por um
administrador a quem falte
coragem e autoconfiança”
Percepção aguda do que é
justo: esta é uma grande qualidade do líder eficaz. Para ter o
respeito da equipe, ele deve ser
sensível ao que é direito e justo.
O estilo de liderança segundo o
qual todos são tratados de forma justa e igual sempre cria uma
sensação de segurança. Isso é
extremamente construtivo e um
grande fator de nivelamento.
Planos definidos: o líder motivado sempre tem objetivos claros e definidos e já planejou a
realização de seus objetivos. Ele
estrutura o trabalho e depois trabalha o seu plano com a participação de seus subordinados.
Perseverança nas decisões: o
líder que vacila no processo decisório mostra que não está certo
de si mesmo, ao passo que um
líder eficaz decide depois de ter
feito suficientes considerações
preliminares sobre o problema.
Ele considera mesmo a possibilidade de a decisão que está sendo
tomada vir a se revelar errada.
Muitas pessoas que tomam
decisões erram algumas vezes.
Entretanto, isso não diminui o respeito que os seguidores têm por
elas. Sejamos realistas: um líder
pode tomar decisões certas, mas
um líder eficaz decide e mostra
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REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013
sua convicção e crença na decisão
ao manter-se fiel a ela, sabendo, no
entanto, reconhecer quando erra.
O hábito de fazer mais do que
aquilo pelo qual é pago: um dos
ônus da liderança é a disposição
para fazer mais do que é exigido
da equipe. O líder gerencial que
chega antes dos empregados e
que deixa o serviço depois deles é um exemplo deste atributo
de liderança.
Personalidade positiva: as
pessoas respeitam tal qualidade.
Ela inspira confiança e também
constrói e mantém uma equipe
com entusiasmo.
Empatia: o líder de sucesso
deve possuir a capacidade de
colocar-se no lugar de seu pessoal, de ser capaz de ver o mundo
pelo lado das outras pessoas. Ele
não precisa concordar com essa
visão, mas deve ser capaz de entender como as pessoas se sentem e compreender seus pontos
de vista.
Domínio dos detalhes: o líder
bem-sucedido entende e executa cada detalhe do seu trabalho
e, é evidente, dispõe de conhecimento e habilidade para dominar as responsabilidades inerentes à sua posição.
Disposição para assumir plena responsabilidade: outro ônus
da liderança é assumir responsabilidade pelos erros de seus
seguidores. Caso um subalterno
cometa um erro, talvez por incompetência, o líder deve considerar que foi ele quem falhou.
Se o líder tentar mudar a direção
dessa responsabilidade, não continuará liderando e dará insegurança a seus seguidores. O clichê
do líder é: “A responsabilidade é
minha”.
Duplicação: o líder de sucesso
está sempre procurando maneiras de espelhar suas habilidades
em outras pessoas. Dessa forma,
ele faz os outros evoluírem e
é capaz de “estar em muitos
lugares diferentes ao mesmo
tempo”.
Talvez este seja um dos maiores atributos do líder: ser capaz de
desenvolver outros líderes. Podese julgar um líder pelo número
de pessoas nas quais ele refletiu
os seus talentos e fez evoluir.
Profunda crença em seus
princípios: a expressão “A menos que batalhemos por alguma
causa, nos deixaremos levar por
qualquer causa” resume bem a
importância de ter-se uma causa pela qual valha a pena viver
e trabalhar. Nada cuja aquisição
tenha valor é muito fácil. O líder de sucesso tem a determinação de atingir objetivos não
importando os obstáculos que
surjam pelo caminho. Ele acredita no que está fazendo com a
determinação de batalhar por
sua realização.
Os diferentes tipos de líder,
segundo o Instituto Brasileiro
de Coaching
Nesta liderança modelada pelos princípios do coaching, as competências são estimuladas, os projetos conduzidos em parceria, as habilidades desenvolvidas, as opiniões ouvidas e levadas
em conta e os colaboradores têm a confiança em seu trabalho.
Este tipo de líder sabe delegar com assertividade, uma vez que
identifica as capacidades individuais de cada um de seus liderados e as utiliza para potencializar seus resultados. Este tipo
de liderança apresenta desafios e novidades motivadoras, que
criam ambiente colaborativo e empreendedor e também mais
feliz e favorável à evolução profissional e ao alcance das metas
da empresa.
As decisões são centralizadas no líder sem qualquer participação dos colaboradores. Este tipo de liderança é egocentrada e
costuma oprimir seus subordinados. Sua presença causa desconforto, pois não valoriza competências, conhecimentos, habilidades e resultados dos colaboradores. Na maioria das vezes
este líder autoritário enxerga os colaboradores mais talentosos
como concorrentes ao seu posto e mantém postura de defesa
em relação a estes. Assim, cria um ambiente de trabalho em que
os profissionais são cobrados excessivamente e têm de assumir
comportamento submisso.
Esta liderança sabe criar um ambiente em que as decisões são
compartilhadas. Ou seja, os colaboradores também são ouvidos e
suas opiniões e conhecimentos levados em consideração. O líder
com esse perfil sabe conduzir, ensinar, delegar e acompanhar o
trabalho de seus colaboradores e em muito se assemelha à Liderança Coaching, pois esse modelo participativo compartilha seus
conhecimentos para que estes se desenvolvam e tenham mais
autonomia e confiança para realizar suas tarefas.
Neste tipo, os colaboradores têm liberdade para fazer suas funções com menos interferências diretas das lideranças e, por si
só, são responsáveis por gerenciar os resultados de seu trabalho. Ainda assim, o líder liberal precisa estar atento para que os
colaboradores não fiquem sem condução, cometam erros sem
correção e, com isso, culmine em menor desempenho e queda
de produção para a empresa.
Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR
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FOCO
“O líder precisa ser exemplo”
Dois exemplos: a liderança na visão da
Fundação Unimed e da Central Nacional Unimed.
Que qualidades/características
um líder precisa ter?
Priscila Galhardo, consultora da
Fundação Unimed - As características de um líder não são as
de um chefe. Enquanto a chefia
é caracterizada pelo poder de
mando sustentado pela posição
que a pessoa ocupa em determinada hierarquia, a liderança é
uma autoridade que se constrói
pelo exemplo, pela admiração e
pelo respeito. Muitas vezes encontramos pessoas legitimadas
como líderes sem a formalização
de um cargo. Listo algumas características que um líder apresenta e que nos dias de hoje são
valorizadas: é inspirador e consegue a adesão das pessoas para
obter resultados positivos; tem
credibilidade, dá exemplos de
integridade e promove a união
das pessoas; sabe elevar a equipe, reconhece talentos e deseja
ver o crescimento do outro; está
presente, acompanha as pessoas,
os processos e projetos, além de
encorajar e incentivar a iniciativa
de todos; tem firmeza de propósitos, autoconfiança e coragem
para implantar coisas novas, assumir riscos e responsabilidades;
é justo e pensa no bem coletivo e
não no individual; sabe lidar com
pessoas, reconhecer as diferenças e adequar a linguagem para
ser bem compreendido; mantém
postura respeitosa com os diferentes tipos hierárquicos; é bem
informado, antenado com os
movimentos do mercado e capaz
de realizar leituras de cenários
antecipando-se a possíveis crises. Tem visão de futuro.
Rosimeire Franco, gerente de RH
da Central Nacional Unimed - O
líder precisa ter uma série de características. Destaco as principais: capacidade de adaptação e
flexibilidade para saber se adaptar às diferentes exigências do
meio; comunicação e interação,
saber ouvir, processar e compreender a mensagem, além de
ter facilidade de argumentação
e oferecer feedback sempre que
necessário; poder de orientação
para buscar a satisfação contínua
dos colaboradores e da empresa;
trabalho focado na superação
das expectativas e melhoria da
satisfação dos clientes; liderança
para catalisar esforços e, assim,
atingir ou superar os objetivos
organizacionais, estabelecendo
clima motivador, formação de
parcerias e estímulo ao desenvolvimento da equipe; orientação
para resultados, com capacidade para trabalhar com objetivos
e metas, focando os resultados a
ser alcançados; e relacionamento
interpessoal para interagir positivamente com as pessoas, inclusive diante de situações conflitantes, demonstrando atitudes
assertivas, comportamento maduro e não combativo.
mas são ótimas na execução de
projetos, nas sugestões de inovação e de propostas de melhoria
dos processos.
Todos podem ser líderes ou é
preciso algo especial?
Priscila Galhardo - Criar um ambiente favorável à expressão de
talentos, saber identifica-los e
investir em seu desenvolvimento com treinamentos nessa área,
além de trabalho diferenciado de
coaching. Favorecer o desabrochar dessas pessoas incentivando iniciativas e inserção em projetos e reconhecendo o esforço e
o interesse individual.
Priscila Galhardo - Segundo o filósofo e educador Mario Cortella,
liderança não é dom, mas virtude. Aliás, exatamente por não
ser um dom podemos debater o
tema. Porque, se fosse dom, não
haveria discussão: a pessoa nasceria ou não com esse traço. Já
a virtude é definida como força
intrínseca, uma capacidade a ser
desenvolvida. Logo, o potencial
de liderança precisa ser desenvolvido. Eugenio Mussak considera que todos, sem exceção,
possuem esta força interior, porém, em alguns indivíduos essa
força é maior do que em outros.
E, independentemente de sua
intensidade, essa força, essa capacidade de influenciar as pessoas, precisa ser trabalhada. Outros
autores também consideram a
capacidade de liderar como algo
que possuímos em maior ou menor grau e que é necessário desenvolvê-la. O mais importante
é que as pessoas tenham oportunidade de expressar essa virtude
ou força interior e recebam apoio
e suporte em seus ambientes de
trabalho para tal.
Rosimeire Franco - Primeiro, é
preciso querer ser líder. Muitas
pessoas não têm esse desejo, pois
sentem-se melhores realizando
uma atividade do que conduzindo um grupo de trabalho. Isso
se chama autoconhecimento: as
pessoas descobrem que não têm
habilidade para gerir pessoas,
Quais os passos indicados para a
formação de um líder?
Rosimeire Franco - Investir em
capacitação e criar oportunidades para que os colaboradores
possam conhecer os desafios de
uma posição de liderança. Para
isso, a empresa coloca à disposição cursos com temas sobre liderança não somente para quem
já ocupa essa posição, mas para
profissionais que têm interesse
de, um dia, se transformar em
líder. É importante ressaltar que
as pessoas que não têm desejo de
liderar não são necessariamente profissionais com baixo desempenho. Há excelentes casos
de profissionais extremamente
reconhecidos, pois são ótimos
técnicos. Bons profissionais são
aqueles que desempenham bem
suas atividades. Aqueles que se
qualificam, correm e saem na
frente dos demais. Há muitos
motivos que fazem de uma pessoa um excelente profissional.
Motivos que podem ou não estar
ligados à capacidade ou interesse
de liderar. Liderar é, acima de tudo, a prática de conduzir pessoas,
de gerenciar grupos e áreas, e temos de respeitar quem não tem
esse desejo.
“A liderança é
uma autoridade
que se constrói
pelo exemplo,
pela admiração e
pelo respeito”
Priscila Galhardo
Fundação Unimed
“É importante
ressaltar que as
pessoas que não
têm desejo de
liderar não são
necessariamente
profissionais com
baixo desempenho”
Rosimeire Franco
Gerente de RH da CNU
Que importância têm os líderes
no crescimento de uma organização como o Sistema Unimed?
E de que maneira os líderes
podem contribuir para motivar
os colaboradores a buscar resultados sempre melhores?
Priscila Galhardo - Líderes bem
formados e alinhados com os objetivos estratégicos fazem diferença em qualquer organização, independente do segmento. São os
Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR
15
FOCO
responsáveis diretos pelos resultados e pelo engajamento das pessoas no cumprimento das metas.
No Sistema Unimed podem contribuir significativamente com
o crescimento da organização
propagando os princípios cooperativistas, consolidando a cultura
e demonstrando flexibilidade para se adaptar às mudanças constantes impostas pelo mercado e
pela Agência Nacional de Saúde
Suplementar. Isso requer do líder
uma habilidade especial para lidar com imprevistos e ser capaz
de propor novas ideias utilizando
criatividade e inovação. A melhor
maneira é pelo exemplo, estando
junto da equipe, dividindo as glórias e os fracassos e trabalhando
em grupo para superar quaisquer
obstáculos. É importante, ainda,
oferecer feedback e acompanhar
o desenvolvimento de sua equipe,
além de demonstrar reconhecimento por meio de elogios e recompensas.
Rosemeire Franco - É de
fundamental importância em
qualquer ramo de atuação. Se
uma equipe não for constituída
por alguém que possa inspirá
-la a realizar suas atividades de
forma eficiente, se tornará um
líder de manutenção de rotina.
Dificilmente se atualizará, criará novas soluções, enxergará os
desafios como uma oportunidade de melhoria. Isso pode fazer com que a empresa deixe de
se tornar competitiva no mercado, podendo apenas agir baseada em experiências passadas e
não promovendo a inovação. O
líder precisa não apenas gerir
pessoas, mas tem de fazer com
que as pessoas vejam sentido
naquilo que realizam. Como?
Estando junto de sua equipe,
escutando o que eles têm a dizer, participando, mostrando a
importância do trabalho de todos e apontando a importância
de cada parcela deste trabalho
para o resultado final da empresa. A comunicação é muito
importante. Não basta apenas
dizer para a equipe o que é para
ser feito, mas sim o porquê da
atividade e o que se espera dela,
além de orientar a equipe para
a atenção com as diretrizes estratégicas da empresa. Quando
todos compreendem quais as
metas, resultados esperados e
valores da empresa, a tendência é que haja mais sinergia e,
com isso, eles tornam-se mais
comprometidos e dispostos a
contribuir com o sucesso da organização.
“Nossos líderes devem ter a grandeza de reconhecer a interdependência
para se unirem na gigantesca e múltipla missão de conduzir o Sistema Unimed, aptos para o debate necessário, com domínio do assunto, ainda que
seja para discordar e, se preciso for, rever conceitos. Sentindo a firmeza de
seus líderes, os colaboradores serão estimulados ao trabalho e também terão relacionamento construtivo com os colegas. Postura de poder significa
liderança com autoridade e não autoritarismo”.
Nilson Luiz May, presidente da Unimed Participações
“Na Central Nacional Unimed temos excelentes casos de profissionais que
começaram muito jovens e inexperientes e hoje são grandes gestores e comandam equipes motivadas, empreendedoras e prósperas. Verdadeiros líderes. São exemplos como esses que nos fazem acreditar e valorizar, acima
de tudo, a nossa equipe. Por esse motivo, não medimos esforços para treinar,
qualificar e promover o desenvolvimento de nosso quadro. Também, sempre que possível, priorizamos a promoção dos nossos colaboradores a fazer
novas contratações. Assim, a CNU cresce e, junto com ela, crescem também
os colaboradores”.
Mohamad Akl, presidente da Central Nacional Unimed
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“Comportamento é limitador
da liderança no Brasil”
O diretor Administrativo da UniCooperativas e, com experiência, conhecimento e capacidade de se relamed do Brasil, João Luiz Moreira
cionar, alcançam espaço nas demais
Saad, entende que um líder preciinstâncias do Sistema Unimed”.
sa ter qualificações fundamentais,
como integridade, capacidade de
Para João Saad, o líder de sucesso é
adaptação, capacidade de envolver
aquele que tem a inteligência emoos outros em compromissos cocional. “Goleman define inteligência
muns e opinião. Ele relata que nos
emocional como ‘a capacidade de
últimos dez anos o prof. Joel Dutra,
reconhecer os próprios sentimentos
da Universidade de São Paulo, dee os dos outros para se motivar, para
senvolve pesquisa para compreencontrolar bem as emoções próprias e
der a liderança no Brasil. Para tanto,
dos outros’”. Para o estudioso, assiele estudou o processo de liderannala Saad, a inteligência emocional é
ça na empresa contemporânea e o
João Saad: “O bom líder precisa
um ingrediente decisivo na liderança
nível de preparo do líder para lidar
ter habilidade de ouvir, falar de
e identifica seus principais compocom esse processo. “O professor
maneira clara, evitar rompantes
nentes, que são:
Dutra constatou que, atualmente,
de irritação e compreender as
a maior parcela da liderança brasiemoções do outro”
Autoconsciência – Também definida
leira é competente tecnicamente
como autocrítica
e domina instrumentos de gestão,
mas o grande limitador de sucesso
Autorregulação – Capacidade de controlar seu próprio
do líder no Brasil são aspectos comportamentais”.
humor
Saad ressalta que “a maioria dos estudos realizados
para descobrir o perfil do profissional de sucesso revela que ele deve ser capaz de se relacionar bem com
os companheiros de trabalho. Isso implica habilidade
de ouvir, falar de maneira clara, evitar rompantes de irritação e compreender as emoções do outro. Afinal, não
basta mais apenas ser profissional com excelente conhecimento sobre a área. É preciso saber lidar com suas
emoções – e com a dos outros – para que o desempenho seja melhor”.
Nesse sentido, o dirigente ressalta que a Unimed se preocupa em prover seus cooperados e colaboradores de
conhecimentos técnicos, de disseminar os valores do
cooperativismo, de estimular a troca de conhecimentos
e de experiências no Sistema. “A partir daí, naturalmente aparecem os líderes. Estas lideranças surgem nas
Motivação – Paixão por trabalhar por razões que vão
além de dinheiro e status, associado ao otimismo e ao
comprometimento organizacional
Empatia – Capacidade de entender a constituição emocional das outras pessoas e a habilidade de tratá-las de
acordo com suas reações emocionais
Habilidades sociais – Competência em administrar relações e formar redes de relacionamentos profissionais
para alcançar os resultados desejados
“Um líder pode contribuir criando significado comum
para a equipe (projeto comum), preparando as pessoas
para situações adversas, capacitando-as para tanto, estimulando-as a usar seus pontos fortes e desenvolvê-los”,
complementa o diretor João Saad.
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FOCO
Fortaleza mesmo em
tempos de crise
Em 6 de Julho, foi comemorado o
91º Dia Internacional do Cooperativismo,
o modelo socioambiental e econômico que já
reúne mais de 3 bilhões de pessoas.
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C
erca de 40% da população
global – algo em torno de
3 bilhões de pessoas – já
estão ligadas ao cooperativismo
em todo o mundo. E a tendência
é de contínuo avanço desse número. A Aliança Cooperativista
Internacional projeta para 2020
a conquista da liderança em modelo de atuação no mundo, superando o capitalismo, o socialismo
e o comunismo, entre outros.
Esta certeza está por trás do
tema do 91º Dia Internacional do
Cooperativismo e do 19º Dia Internacional do Cooperativismo
nas Nações Unidas, comemorado
em 6 de julho de 2013: “Empresas
cooperativas continuam fortes
em tempos de crise”.
“O grande diferencial do cooperativismo é a preocupação
social e ambiental além da econômica. Não somos movidos pelo lucro, mas pela atenção às pessoas”, assinala Eudes de Freitas
Aquino, presidente da Unimed
do Brasil.
A Unimed é a maior cooperativa de serviços médicos do mundo. Constituída em 1967, reúne
atualmente mais de 110 mil médicos e quase 70 mil colaboradores em 366 unidades espalhadas
por 83% do território nacional.
Por conta de sua atuação pulverizada, inclusive pelas localidades pouco populosas, a Unimed
responde por 38% do mercado de
planos de saúde e atende mais de
19 milhões de clientes.
Segundo a Aliança Cooperativa Internacional (ACI), o Dia
Internacional constituiu-se em
uma grande oportunidade para
celebrar a diferença cooperativa e foi a primeira oportunidade
após o Ano Internacional das Cooperativas (2012) para o compartilhamento das melhores práticas
sociais, ambientais e econômicas.
Nicola Huckerby, diretora de
Comunicação da ACI, destaca alguns pontos importantes do papel das cooperativas no mundo.
“As cooperativas financeiras têm
se saído melhor do que os bancos de propriedade de investidores em tempos de crise; as cooperativas de crédito e bancos cooperativos mantiveram o fluxo
de crédito, especialmente para as
pequenas e médias empresas, e
permanecem estáveis em todas
as regiões do mundo, enquanto
(indiretamente) criavam empregos. É a combinação única de
controle e benefícios que está no
coração de sua resistência e proporciona uma série de vantagens
em relação aos concorrentes. Da
mesma forma, as cooperativas
financeiras - representando fatia
relevant do mercado bancário
global - são importantes para
entender melhor o modelo. Destaque, ainda, às cooperativas de
saúde, que desempenham papel fundamental na prestação
de serviços, os quais, de outra
forma, seriam fornecidos pelos
seguradores privados ou pelo
Estado, ou mesmo sequer seriam oferecidos em virtude dos
cortes nos orçamentos estatais.
E, claro, não se pode omitir uma
grande vantagem das cooperativas de consumo: a capacidade de
oferecer ao público custos mais
baixos para alimentação e outros bens essenciais – algo vital
em um momento em que os seus
salários diminuem ou não existem”, ressaltou a dirigente.
Marcio Lopes de Freitas, presidente da Organização Brasileira
das Cooperativas (OCB/Sescoop),
destaca, também, o Dia Internacional do Cooperativismo como
uma data para comemorar o espaço para crescimento do modelo no
Brasil, inclusive porque é considerado jovem - pouco mais de 100
anos. “Nos últimos 40 anos, o setor
conquistou maior relevância, tanto econômica quanto socialmente.
Mesmo assim, apresenta características muito fortes. As nossas cooperativas estão aproveitando os
momentos que a economia nacional oferece, figurando, com certeza, entre as grandes experiências
realizadas no mundo. Tanto é assim que o único presidente não
europeu da Aliança Cooperativa
Internacional (ACI) foi um brasileiro, Roberto Rodrigues”.
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NO ALVO
Os riscos
da atual política
econômica
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“O Estado precisa diminuir o seu
peso sobre a economia e tomar
decisões para toda a sociedade,
não para setores específicos.”
Palavras de Armínio Fraga*
O
economista Armínio Fraga era
pouco conhecido dos brasileiros até ser alçado ao importante posto de presidente do Banco Central no governo de Fernando Henrique
Cardoso. Após sair do governo, tornouse investidor e um dos consultores
mais requisitados para falar sobre os
rumos da economia nacional. Seguem
alguns dos seus conceitos.
Câmbio flutuante,
metas de inflação e
superávit primário...
Este tripé está fragilizado. Não foi
abandonado, mas está sendo administrado de maneira mais flexível do que
no passado, e isso me preocupa. As
políticas macroeconômicas do mundo deram uma guinada nessa direção
também de: exigir mais dos bancos
centrais e de acomodar mais as pressões orçamentárias, principalmente
em países em recessão. Não se recomenda tanto uma política de austeridade nesses casos. Quando é possível,
é recomendável não ter, porque há países que perdem acesso aos mercados.
Se abusar desse tipo de política, o país
acaba não conseguindo ter crédito na
hora em que precisa. Tem de tomar
“O Estado precisa olhar com
mais atenção para os anseios
da sociedade como um todo”,
diz Fraga
cuidado com isso. Em tempo de vacas gordas, precisa acumular bastante
gordura para poder fazer esse tipo de
coisa na hora da crise. Há um contexto de grande efervescência intelectual
e prática e o Brasil está metido nisso.
Câmbio e inflação...
O governo acumulou reservas, tentou defender um pouco, mas não tem sido a minha maior fonte de preocupação.
Eu acredito que o real teria se depreciado alguma coisa, mesmo que o governo não tivesse entrado firme como entrou em período recente. Acho que talvez o governo tenha conseguido que o
real andasse 5% a 10% a mais do que teria andado. Também me preocupa a inflação, me preocupa ver o governo dando respostas pontuais. E agora já faz isso com um histórico suficiente para ver
que é parte da estratégia. Eu nem sou a
favor de o Banco Central ficar sinalizando tanto. Esse modismo existe mais lá
fora, porque eles estão com o juro zero. E
é uma situação muito ruim ficar com juro negativo. Então, eles ficam tentando
convencer as pessoas que o juro vai ficar zero por muito tempo. É o que dá para fazer lá, mas aqui nós não temos esse
problema. Nosso juro ainda é muito alto,
dá para subir, dá para descer.
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NO ALVO
A queda do
investimento...
É um quadro frustrante. A taxa de investimento, que já era
baixa, caiu e o crescimento (do
PIB) fica abaixo do esperado. Ao
mesmo tempo, temos um mercado de trabalho bem aquecido. Um quadro que claramente aponta para problemas na
área de oferta. É particularmente preocupante quando se leva em conta que o BNDES cresceu muito o seu ativo e, no entanto, o investimento agregado
caiu. O caso é que uma quantidade desses recursos, difícil de
quantificar, pode estar substituindo outras fontes de financiamento de projetos que, eventualmente, teriam ocorrido de
qualquer maneira. É um sinal de
que tem alguma coisa errada. As
condições para o investimento
não estão dadas. Há problemas
em infraestrutura, mão de obra
qualificada, estrutura tributária,
burocracia, qualidade da regulação. Houve uma mudança importante, uma guinada, a partir do segundo mandato do presidente Lula, para este modelo
mais centralizado. É um quadro
em que falta investimento, produtividade e educação, que vem
lentamente melhorando. Mas a
carência hoje de profissionais
qualificados é enorme, em todos os níveis: tanto PhD quanto
o trabalhador mais especializado. Temo que estejamos vendo
o desenrolar de um modelo que
conhecemos, porque vivemos
isso, na década de 70. Mas que
talvez não seja o melhor modelo para sairmos de 20% da renda
per capita dos países ricos para
100%, o que deveria ser a nossa
meta. Não vejo um modelo hoje
capaz de nos dar crescimento de
22
5% a 6%, que um país tão distante da fronteira global deveria ter.
O peso do Estado...
Estamos seguindo um modelo com ênfase enorme do Estado
como tomador de risco e até como produtor. Uma visão de que
o Brasil não precisa estar tão integrado à economia mundial.
Há sinais claros de protecionismo espalhados em toda a parte, subsídios, barreiras à importação etc. E pouca ênfase, portanto, a temas maiores ligados à
produtividade. Há também uma
crise de infraestrutura. Estamos
buscando respostas, mas ainda longe de resolver. O Estado
se transformou num enorme intermediário financeiro e já não
é de hoje. O BNDES já há algum
tempo não consegue financiar
seus programas todos só com o
FAT e os recursos tradicionais.
E a história universal do Estado
como intermediário financeiro,
por melhor que seja o Estado, é
bastante preocupante. No setor
ferroviário, além de bancar boa
parte do trem-bala, o novo arcabouço põe no Estado boa parte
do risco de investimento. Os incentivos são um pouco diferentes entre o Estado e o setor privado. O Estado olha o retorno
social das coisas, mas talvez sem
o foco nos riscos, que o setor privado naturalmente tem.
A relação do
governo e o setor
privado...
Mesmo quando o governo
tenta se aproximar, há problemas. As duas MPs, do setor elétrico e dos portos, sem entrar no
mérito em si, são algo que caiu
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do céu. Eu me pergunto, por que
MPs? A obrigação do governo é
ser desconfiado, já passei por lá,
mas ele tem de dar as respostas
pensando na sociedade e na economia como um todo, e tomar
cuidado para não dar respostas
pontuais que acabam sendo boas
apenas para empresas ou setores específicos. Quantos pacotes
nós vamos fazer para a indústria
automobilística? Quantos pacotes já foram feitos nos últimos
30, 40 anos? Não é assim que se
resolve o problema. Ou a indústria automobilística brasileira se
encaixa nas cadeias produtivas
globais dentro dos melhores padrões, ou vamos ficar apoiando
sempre. E isso é bom pra quem?
A curto prazo, para as empresas do setor e seus funcionários,
mas para a economia como um
todo não funciona. O governo, a
meu ver corretamente, tenta se
aproximar do setor privado, ouvir os problemas, mas filtra mal
o que é preciso fazer. Não é para
dar respostas pontuais, salvo em
casos em que o governo consiga
justificá-las de maneira muito
bem fundamentada. Senão, acho
que o precioso dinheiro público
deveria ser distribuído de forma
muito mais horizontal, mais eficiente e que distorcesse menos.
O País ganharia muito mais eliminando um número colossal
de distorções no sistema tributário e nas alíquotas de importação, para dar dois exemplos.
* Fonte: Jornal
O Estado de S. Paulo
ESTRATÉGIA
Força e
capilaridade
Mais de 360 cooperativas,
presença em 83% do território
nacional, mais de 110 mil
médicos cooperados. A força
do Sistema Unimed já é
conhecida e reconhecida. Com
uma nova publicação, ganha
ainda mais relevância.
A
área de gestão estratégica da Unimed do Brasil
concluiu recentemente um levantamento detalhado da presença da marca no país. O detalhado
estudo "Perfis Econômicos, Demográficos e Estratégicos
do Sistema Unimed" é uma inesgotável fonte de informações, que traz dados e estatísticas muito importantes
para entender o Sistema Unimed e, mais do que isso, reconhecer sua participação absolutamente relevante no
mercado de saúde privada no Brasil.
"Trata-se de uma ferramenta de informação e orientação, com visão ampla e privilegiada do Sistema. Os dados atualizados possibilitam traçar novos planos de fortalecimento das cooperativas médicas no país", ressalta
Eudes de Freitas Aquino, presidente da Unimed do Brasil.
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ESTRATÉGIA
Eudes vai além e diz que, ao
mostrar a atuação, capilaridade e
indicadores do Sistema Unimed,
o levantamento "dá a dimensão
da sustentabilidade econômicofinanceira, da garantia e do desempenho da assistência à saúde prestada aos beneficiários da
Unimed, além do grau de investimento social e o compromisso
com a sociedade".
"Esta publicação contribui para
a melhor gestão do conhecimento
no Sistema Unimed e reconfiguração das cooperativas médicas", acrescenta Jania Evangelista
D'Amário, gerente de gestão estratégica da Unimed do Brasil e coordenadora do levantamento.
Ela entende que o documento ressalta a força da marca Unimed, expressa na quantidade de
24
municípios atendidos, participação no mercado, capacidade instalada da rede assistencial credenciada ou própria e número de
médicos cooperados.
Além dos dados específicos
do Sistema Unimed, o "Perfis
Econômicos, Demográficos e
Estratégicos" também traz informações sobre economia, como o
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), e considera fatores
inerentes ao país, como o envelhecimento da população.
A partir desta edição, Unimed BR publicará extratos desse importante levantamento.
Para começar, traçamos o panorama da presença da Unimed
na região Norte, composta por
Amazonas, Acre, Amapá, Pará,
Rondônia e Roraima.
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Presença consolidada
e liderança no Norte
O Norte do Brasil representa
cerca de 5% do Sistema Unimed.
Há na região 12 cooperativas, que
atendem 71% dos municípios onde estão 97% da população. A
marca Unimed é líder regional,
com 47% de participação. Cerca
de 31% dos médicos do Norte são
cooperados.
A estrutura assistencial conta
com 6 hospitais com 378 leitos.
Em termos macroeconômicos, o
Norte concentra 5% do Produto
Interno Bruto (PIB) e lá estão 8%
da população brasileira.
Os gráficos a seguir dão mais
informações sobre o Norte como
um todo e também a presença da
Unimed em cada estado da região.
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ESTRATÉGIA
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ESTRATÉGIA
Cerca de duas centenas de profissionais participaram do
III Fórum de Regulação do Sistema Unimed, realizado em São Paulo
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Fórum de Regulação
avança na aproximação
Unimed/ANS
Cerca de 200 dirigentes e profissionais do
Sistema Unimed acompanharam de perto
mais uma etapa do relacionamento positivo
da Unimed com a Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS)
A
Unimed do Brasil intensifica as discussões
e o acompanhamento de temas relativos à
regulação da saúde privada, além de buscar
maior aproximação com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Nesse contexto, o III Fórum
de Regulação, ocorrido no início de abril com promoção da Superintendência de Regulação da Unimed do Brasil, mostrou avanços consistentes e cumpriu os seus objetivos básicos: ampliar conhecimentos e trocar experiências visando à sustentabilidade
do Sistema Unimed.
A pauta foi cheia. Dentre os assuntos debatidos, destaque à Agenda Regulatória da ANS para
2013/2014, aos desafios do Sistema diante da Regulação, à IN 49 (reajustes dos planos) e às NIPs (Notificações de Investigação Preliminar), entre outros tópicos
relevantes. A importância do evento atraiu quase duas
centenas de participantes de todas as regiões do país.
Orestes Barrozo Medeiros
Pullin, Vice-presidente da
Unimed do Brasil
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ESTRATÉGIA
José Cláudio Ribeiro Oliveira, Maria Júlia Joviano, Eraldo Cruz e Luciana Silveira
Orestes Barrozo Medeiros
Pullin, vice-presidente da Unimed do Brasil, destacou o Fórum
como importante oportunidade
para interlocução com os representantes da ANS para melhoria
das condições dos médicos cooperados e a responsabilidade
contínua na prestação de serviço
de saúde à população.
Valdmário Rodrigues Júnior,
diretor de Integração Cooperativista e Mercado da Unimed do
Brasil, assinalou que “a saúde privada tem investido muito mais
para cuidar de 50 milhões de
clientes do que o SUS para cuidar
de 150 milhões de brasileiros,
demonstrando a desproporção
dos níveis de investimento”.
As diretrizes da regulação da
saúde suplementar, definidas pela Agenda Regulatória 2013/2014
da ANS, foi o tema apresentado
pela Superintendente de Regulação, Luciana Silveira. “Podemos e
36
devemos construir nosso futuro,
e é em eventos como este Fórum de Regulação que criamos
um ambiente favorável à troca
saudável de informações sobre
cenários futuros, buscamos alternativas e, sobretudo, aumentamos a percepção do órgão
regulador da difícil realidade vivenciada pelas cooperativas médicas”, enfatizou.
A Agenda Regulatória possui
sete tópicos: sustentabilidade do
setor, garantia de acesso e qualidade assistencial, relacionamento
entre operadoras e prestadores,
incentivo à concorrência, garantia
de acesso à informação, integração da saúde suplementar com o
SUS e governança regulatória.
A Unimed do Brasil contribuiu com a sugestão de inclusão dos seguintes temas: liberação de ativos garantidores
para construção/aquisição de
entidades próprias assistenciais
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de saúde; ampliação dos prazos
para cumprimento da constituição das provisões técnicas e das
garantias financeiras e alteração
da metodologia atual do cálculo
de reajuste dos contratos novos
individuais/familiares; criação
de órgão regulador de preços
de OPMEs (Órteses, Próteses e
Materiais Especiais); desenvolvimento de ações para evitar a
Judicialização e ampliação dos
modelos de produtos.
Com a abordagem sobre as
medidas preventivas que podem
ser adotadas pelas cooperativas
médicas para evitar a instauração de regimes especiais, o executivo de negócios institucionais
da Superintendência de Regulação da Unimed do Brasil, Eraldo
Cruz, destacou pontos como regras contábeis, garantias financeiras e a necessidade de maior
controle por parte das cooperativas sobre os trabalhos desenvolvidos por consultorias.
Fórum de Regulação do Sistema Unimed objetiva ampliar conhecimentos
e trocar experiências
Durante o painel que propôs
debate sobre os desafios do Sistema Unimed frente às decisões da
ANS e do Poder Judiciário, o assessor jurídico da Unimed do Brasil, José Cláudio Ribeiro Oliveira,
abordou as estratégias da Unimed
do Brasil para mitigar os efeitos
negativos da Judicialização da
saúde, com destaque às principais
causas dos processos e fundamentos jurídicos das demandas.
Nessa mesma mesa, a executiva de negócios institucionais
da Superintendência de Regulação, Maria Júlia Joviano, reforçou
a atuação da Unimed do Brasil
junto à ANS na defesa dos interesses do sistema cooperativista,
abordando a atuação da Superintendência de Regulação e as estratégias de aproximação entre o
Sistema Unimed e a Agência.
Os representantes da ANS
enriqueceram os debates. Leandro Fonseca, diretor-adjunto de
Normas e Habilitação de Operadoras, abordou a nova fase da
regulação econômico-financeira
e traçou panorama das despesas
com a saúde e o setor de saúde
suplementar brasileiro, além de
detalhar os principais parâmetros da regulação econômica.
Maurício Nunes, coordenador
de Monitoramento da Contratualização da Agência, mostrou o
histórico das normas da contratualização e detalhamento da
IN 49 e afirmou que “a função
primordial da ANS é promover a
defesa do interesse público e, em
segundo plano, regular a operadora. Quando a relação operadora–beneficiário gera risco ao
beneficiário, a Agência interfere”.
Dalton Callado, diretor-adjunto de Fiscalização, abordou
a Notificação de Investigação
Preliminar (NIP), comentando
sobre o projeto da nova NIP,
que visa incrementar e ampliar
Wladmir Ventura de Souza –
Diretor-adjunto de
Desenvolvimento Setorial da ANS
a mediação de conflitos entre
operadoras e clientes, alcançando todos os temas (assistencial e
não assistencial) e promovendo
solução consensual mais eficiente e transparente.
Carla Soares, diretora-adjunta de Normas e Habilitação dos
Produtos, falou sobre a Norma
de Monitoramento da Garantia
de Atendimento com sua fundamentação legal, prazos e medidas administrativas e as mudanças provocadas pela IN DIPRO 42.
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ESTRATÉGIA
Rafael Moliterno, Eudes de Freitas Aquino, Luiz Roberto Dib (Fesp), Valdmário Rodrigues Jr. e João Saad (Unimed do Brasil):
atenção à saúde ocupacional
Mais um produto da
Unimed: o SOU
Workshop realizado em maio, em São
Paulo, apresentou ao Sistema Unimed
o Saúde Ocupacional Unimed (SOU).
A
Unimed do Brasil preparou um novo produto para o Sistema: o Saúde Ocupacional
Unimed, que posiciona a marca frente a um
nicho de mercado que não está sendo explorado em
nível nacional. O objetivo do S.O.U. é fortalecer as
cooperativas médicas em todo o território nacional,
tornando-as mercadologicamente competitivas, o
que sinaliza grandes oportunidades de negócios na
área de Medicina do Trabalho.
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Para sua implantação, estão sendo estabelecidas regras específicas e padronizações, seguindo
premissas éticas, técnicas e legais, além da administração do Intercâmbio Nacional. “O S.O.U. deverá agregar às cooperativas Singulares nova fonte
de receita e conquista de mercado”, ressalta Valdmário Rodrigues Júnior, diretor de Integração Cooperativista e Mercado da Unimed do Brasil.
A fim de compartilhar detalhes do S.O.U., em maio foi realizado em São Paulo o I Workshop
de Saúde Ocupacional do Sistema Unimed, na sede da Federação das Unimeds do Estado de
São Paulo (Fesp). O evento contou com a participação de dirigentes e colaboradores da área
técnica de Saúde Ocupacional e
de departamentos comerciais.
Eudes de Freitas Aquino, presidente da Unimed do Brasil,
abriu o encontro, reconhecendo
e destacando a importância deste novo produto para o Sistema
Unimed. Também participaram
da mesa de abertura, além de
Valdmário, José Tarcísio Penteado
Buschinelli, coordenador técnico
de Saúde Ocupacional da Unimed
do Brasil; Rafael Moliterno Neto,
presidente da Seguros Unimed;
Luiz Roberto Dib Mathias Duarte, presidente da Fesp; e João Luiz
Moreira Saad, diretor Administrativo da Unimed do Brasil.
Propaganda
faz a diferença
Não importa quão bom seja um serviço, a publicidade é um dos
fatores que mais alavancam o seu sucesso. Com esse entendimento, a Unimed Curitiba - parceira da Unimed do Brasil no produto Benefício Família (remissão assistencial) nos períodos de 2 e
5 anos - também oferece o SOS Unimed e o divulga por meio de
uma comunicação de alta qualidade.
Tendo como parâmetro a unidade da marca, a Unimed Curitiba está liberando, gratuitamente, a veiculação do vídeo “Onde existe
uma emergência, existe uma ambulância da Unimed Curitiba” para
outras Unimeds que também oferecem o serviço SOS Unimed da
Unimed do Brasil aos seus beneficiários. Com isso, possibilita-se
a mesma comunicação do serviço em qualquer lugar do país. Para
adquiri-lo entre em contato com: [email protected]
O workshop abriu debate entre os presentes, levantando discussões para o aprimoramento
do produto e a parceria com as
cooperativas que já possuem DSO
(Departamento de Saúde Ocupacional), com o objetivo de criar
estratégias e integrar o Sistema
para que o S.O.U. obtenha sucesso nacional. “Nossa expectativa
é transformar o Sistema Unimed em referência em serviços
de Saúde Ocupacional e líder de
mercado na área com sustentabilidade”, complementa Valdmário.
Esse é um segmento a ser explorado e a marca Unimed tem a
força necessária para ocupar espaços. Uma das medidas importantes para atingir esse objetivo é
o valor da consulta no S.O.U. a R$
30, acima dos preços praticados
no mercado.
Marcelo João (gerente comercial), Sheizi Ono (diretor tesoureiro),
Sergio Ioshii (diretor presidente) e Daniel Coelho (assessor de
marketing e comunicação)
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PRAZER
O momento combina com as
Serras Gaúchas
por Livia Albuquerque
O
Quem aprecia os
meses mais frios do
ano já foi - ou irá visitar a região, que
combina culinária
com belas paisagens.
Brasil é conhecido por suas praias e dias sempre ensolarados, mas não é porque nascemos nesse país bonito por natureza e abençoado por Deus que devemos
ser apaixonados apenas por sua tropicalidade. Há muito mais
nesse país maravilhoso.
Habitamos uma nação que, devido à grande extensão, nos
propicia diferentes paisagens, climas e atividades, atendendo
os mais distintos gostos. Assim, não é pecado abandonar o sol
por alguns momentos e relaxar com um bom vinho, café da
manhã colonial e o friozinho da serra.
E essa época do ano é perfeita para isso. Quem não abre
mão do sol e da praia pode viajar para o Nordeste - ou até o
hemisfério norte - e desfrutar dos prazeres do clima tropical.
Por outro lado, o inverno também é a época favorita de um
bom número de brasileiros. E eles preferem um clima mais
ameno ou, em algumas vezes, mais radical.
Eis que surge como opção indiscutível a região sul, a única
com clima subtropical. Está aí uma ótima opção para conviver
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Serras Gaúchas aliam
clima subtropical com
beleza natural
com uma realidade diferente, mas da
mesma forma inspiradora.
Nove em cada dez brasileiros que
gostam do frio já foram - ou pretendem
ir - para as Serras Gaúchas. Predominantemente localizada no Rio Grande
do Sul, a região caiu no gosto do povo e
invariavelmente é escolhida para as férias dos brasileiros que querem fugir do
calor e conviver com o clima europeu.
Sua elevada altitude e localização
privilegiada interferem no clima, causando, durante o inverno, temperaturas
negativas e até com probabilidade de
precipitações de neve, como ocorreu
neste ano. As fortes geadas também são
frequentes. A beleza natural da região,
as serras e os vales também são grandes atrativos.
A Cascata do Caracol,
no Parque que leva
o mesmo nome, é
uma das principais
atrações de Canela
Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR
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PRAZER
Cânions do
Itaimbezinho:
local privilegiado
para reflexão e
caminhadas
A área das Serras Gaúchas é
dividida em três regiões culturais:
Região Gaúcha: única parte
das serras que não sofreu a influência dos imigrantes europeus, sendo a cultura gaúcha,
semelhante à região dos pampas, predominante.
Onde ir: Cânions de Itaimbezinho, Fortaleza e Malacara. Localizados na cidade de Cambará
do Sul, possuem paisagem incrível com cascatas, rios e muitas
trilhas para os interessados em
ver as belezas do local de perto e uma visão privilegiada dos
cânions. Vale lembrar que por
ser localizados em parques não
estão disponíveis para visitação
todos os dias.
Região Alemã ou Região das
Hortênsias: possui diversos aspectos da colonização alemã.
Os descendentes preservaram
as festas e os hábitos alimentares, como o café colonial. Muitos
são falantes da língua alemã - e
não abrem mão disso - principalmente no interior, embora a
maioria hoje em dia fale apenas
o português.
42
Onde ir: o Tour da Uva e do Vinho é um passeio imperdível,
que segue de Gramado a Bento
Gonçalves, passando por Caxias
do Sul, Carlos Barbosa e Nova Petrópolis, e tem como ponto alto o
passeio de Maria Fumaça, com
vinho e atrações no antigo trem.
O passeio custa em torno de R$
150,00 por pessoa e a passagem
da Maria Fumaça é de R$ 65,00
por pessoa.
Gramado: cidade
pequena com ótimas
opções de passeios
Lago Negro: era conhecido como
Vale do Bom Retiro até o local ser
destruído por incêndio. Leopoldo Rosenfeld começou a construção da barragem do lago e
seu reflorestamento com mudas
de pinheiros trazidas da Floresta
Negra, da Alemanha. Atualmente, o local é um dos mais visitados na cidade, ótimo para passeios no bosque ou de pedalinho
no lago.
Minimundo: como o nome já diz,
o lugar é um parque com réplicas
de atrações turísticas mundiais.
REVISTA UNIMED BR • ED 06 • Março | 2013
Além das miniaturas formarem
uma pequena cidade, elas possuem 2.500 “mini-habitantes”.
Vale a pena conferir.
Dreamland Museu de Cera: primeiro museu de cera da América
Latina, tem 18 cenários temáticos
e 70 personalidades. Já a semelhança com a pessoa homenageada fica a critério de cada um.
Museu Gramado de Minerais e
Pedras Preciosas: se caracteriza
por conter pedras, lapidadas ou
brutas, peças confeccionadas para
decoração e coleção de diversos
continentes. Apesar de ter ingresso pra entrar, ele pode ser convertido como bônus para as compras.
Harley Motor Show: localizado
no subsolo do Dreamland Museu
de Cera, abriga mais de 20 modelos de motos mostrando quase
um século de história da marca. O
lugar funciona como bar de sexta e sábado e quem compra o ingresso tem desconto na entrada.
A maioria das atrações custa em
torno de R$ 15,00 cada por pessoa. Portanto, é bom preparar,
pelo menos, R$ 200,00 por casal.
Gramado oferece atrações
variadas, inclusive para quem
deseja paz e sossego
Maria Fumaça, o passeio imperdível
na região das serras gaúchas
Vale dosVinhedos: aqui,
o vinho é a atração principal
Março | 2013 • ED 06 • REVISTA UNIMED BR
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PRAZER
Canela: a imagem europeia
presente no Sul do Brasil
Uma ótima opção é ficar no Hotel Varanda das Bromélias, apesar de a diária ser mais cara que
os outros hotéis (entre R$ 565,00
e R$ 890,00), tem a melhor vista.
como fábrica de papel, siderúrgica,
moinho de vento, usinas e a reconstrução de um acidente ferroviário ocorrido em Paris, em 1895,
são as atrações do lugar.
Canela: não deixe de
visitar o Parque do
Caracol
Os ingressos dos parques vão de
R$ 8,00 até R$ 15,00.
É nele que está a famosa Cascata do Caracol, sendo sempre a
primeira parada nas trilhas ecológicas do local. A Escadaria do
parque, com seus 927 degraus, é
opção para quem busca uma vista diferente da cascata. Também
é um passeio interessante.
Mundo a Vapor: O parque temático reconstitui a época em que o
vapor era o principal responsável
para a produção de energia. Miniaturas de importantes invenções,
44
Região Italiana ou Pequena Itália: a maioria dos imigrantes da
região veio de Vêneto e o dialeto
falado por muitos é o italiano, que
tem sua origem no Norte da Itália.
A base da economia da região é o
vinho, que veio junto com pratos
típicos, que hoje formam a culinária tradicional da localidade.
Onde ir: Caxias do Sul: conhecida pela fabricação dos derivados da uva, é um bom lugar para
que aprecia o bom vinho, mas
também oferece opções de esportes radicais.
REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013
Criúva: Um dos melhores lugares
para o turismo campeiro. O local
oferece espaço para diversos esportes, trilhas ecológicas para a
prática do trekking ou passeios
em grupo, paredões, rios e cascatas para o rapel e para o rafting e
remo e canoagem na represa São
Miguel. Mas reserve um tempo,
antes do passeio, para começar
o dia com o chamado “camargo”,
tradicional bebida campeira obtida da mistura do leite retirado
direto da fonte com café forte.
Estrada do Imigrante: o passeio
mostra as estradas por onde passaram os primeiros imigrantes
italianos que chegaram a Caxias
do Sul, incluindo prédios centenários e museus com peças originais no percurso. O turista também pode fazer passeios em carretões, muito parecidos com os
utilizados pelos colonizadores.
São Joaquim, a cidade
mais fria do país
A “Cidade da Neve”
São Joaquim, em Santa Catarina, é
uma cidade pequena, com população
de 23 mil habitantes. Como atração
principal, é considerado um dos municípios mais frios do país. Suas geadas e, com sorte, a esperada neve, são
os pontos altos da viagem. No inverno, a média de temperatura é de 9°C.
A produção de maçãs da região também merece destaque. Muitas vezes
consideradas as melhores do Brasil,
são exportadas para dezenas de países.
O que atrai os turistas do Brasil inteiro
são as belíssimas paisagens do inverno serrano. A cidade, coberta de neve,
a culinária e o aconchego que o frio
muitas vezes proporciona são os grandes pontos turísticos, mas com a autorização do Ibama de Santa Catarina
é possível conhecer o Parque Nacional
de São Joaquim. Criado para a proteção
das araucárias, o parque oferece a visão
dos cartões postais da região: a Pedra
Furada e o Morro da Igreja.
Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR
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PELO BRASIL
Unimed
Top
of Mind
Internet
é mais uma vez
"Qual o primeiro plano de saúde que vem a cabeça
quando pensa em internet?". Pela 5ª vez consecutiva, os usuários da web responderam Unimed e a
marca foi vencedora do Prêmio Top of Mind Internet 2013 na categoria.
O levantamento, coordenado pelo Instituto Datafolha em parceria com o Portal UOL, foi realizado nas
cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte,
Porto Alegre, Salvador e Brasília. O Top of Mind Internet revela as marcas mais reconhecidas da web.
Em 2013, a premiação foi dividida em 21 categorias.
Marca Unimed também está no patrocínio da
Seleção Brasileira de Futebol
A marca institucional do Sistema Unimed também será utilizada no patrocínio da Confederação Brasileira de
Futebol (CBF), assinado em 1º de junho e válido até 31 de
julho de 2019, após o encerramento da Copa América.
Segundo Eudes de Freitas Aquino, presidente da Unimed do Brasil, essa decisão é estratégica. “Além da
Seguros Unimed, que se torna o seguro de saúde oficial da Seleção Brasileira de Futebol,
vamos expor a marca institucional Unimed em eventos da Seleção Brasileira
de Futebol em todo o país, demonstrando o compromisso de nossa
organização com o futebol brasileiro e reforçando a força da nossa
marca”, informa o dirigente.
O patrocínio é válido para todas
as seleções (principal e olímpica,
categorias de base e equipes femininas). As marcas aparecerão em todas as ações e eventos da CBF no Brasil
e no exterior, inclusive em ambulâncias e carros-maca
em jogos com mando da entidade. Além disso, tanto
Unimed como Seguros Unimed podem usar o título de
patrocinadora oficial da Seleção Brasileira de Futebol
com exclusividade na área de saúde.
O patrocínio à CBF faz parte do compromisso do Sistema Unimed com os esportes. Há uma década, a Unimed patrocina o paraesporto e o Campeonato Brasileiro de Futebol.
“Essa parceria dará ainda mais visibilidade à Unimed no
momento em que o Brasil sedia importantes eventos
internacionais, como a Copa das Confederações, a Copa
do Mundo FIFA 2014, as Olimpíadas e as Paraolimpíadas 2016”, assinala Eudes de Freitas Aquino.
Importante ressaltar que o uso da marca Unimed como
patrocinador oficial da Seleção Brasileira de Futebol
será estendido a todo o Sistema em camisas, brindes,
impressos, publicidade, marketing e outras ações. Essa
autorização faz parte do contrato firmado.
Mais de 600
participantes
no passeio ciclístico de Jaú
A Unimed apoiou mais um passeio ciclístico realizado pelo
27° Batalhão Polícia Militar do município. O evento atraiu
cerca de 600 pessoas das mais diferentes faixas etárias.
Unimed e presidente da CNU
são “top five” de RH
Pela décima quinta vez, a marca Unimed está entre as cinco operadoras mais lembradas do país, na categoria “Convênio Assistência Médica”, do Top of Mind Estadão de RH.
Das quinze indicações, a Unimed conquistou o título 13
vezes. Mohamad Akl, presidente da Central Nacional Unimed, também está no Top Five, pela quarta vez consecutiva, como Empresário de Destaque - Empresa Fornecedora.
No fim do passeio, os ciclistas concorreram a bicicletas
e outros brindes. A Unimed Regional Jaú ofereceu uma
bicicleta, ganha por Anallicy Moralles Mazzeto, de nove
anos. A Unimed também colocou à disposição dos participantes profissionais de saúde para teste de glicemia e
aferição de pressão, além de distribuir protetor solar para
os ciclistas. O evento contribuiu com a arrecadação de
meia tonelada de alimentos para o Asilo São Lourenço, o
Nosso Lar e o Pró-Meninas.
O Top of Mind Estadão de RH é um dos mais tradicionais
prêmios que identificam e reconhecem os profissionais
e as empresas mais lembradas. Criado e realizado pela
Editora Fênix há 16 anos, desde 2010 tem o “naming-rights” (uso da marca) cedido ao Estadão.
Na primeira fase da seleção, os profissionais indicam
espontaneamente as marcas e profissionais que concorrerão em 33 categorias. Na segunda fase, os cinco mais
bem classificados são votados e escolhidos os campeões em cada segmento. Os vencedores serão anunciados
no dia 16 de outubro.
Unimed é homenageada em edição especial do
Prêmio Marketing Best
Representando a Unimed, Luciana Langer, gerente de Marketing e
Eventos da Confederação, recebeu
o Prêmio Marketing Best – Edição
Especial 25 Anos, na segunda-feira,
22 de julho.
O evento, realizado na Sala São
Paulo, no centro da capital paulista,
aconteceu em comemoração aos 25
anos da premiação, promovida pela
Editora Referência e Madiamundomarketing, e homenageou a qualidade e excelência dos cases apresentados ao longo desses anos.
Dos 600 trabalhos premiados durante as 25 edições do evento, uma
primeira seleção realizada pelos 35
membros da Academia Brasileira
de Marketing chegou a 100 finalistas e, na noite do Prêmio, a Unimed
estava entre as 36 marcas selecionadas, incluindo nomes importantes como AlmapBBDO, Bombril,
DM9DDB, DPZ, Estadão, Globosat,
Grupo Pão de Açúcar, Itaú, Mastercard, Petrobrás, SBT e Unilever.
“Este reconhecimento é para todo o Sistema, em especial as áreas
de Marketing e suas agências, que
fazem nossa marca forte e criam
relações sustentáveis com nossos
stakeholders”, afirma Luciana.
Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR
47
PELO BRASIL
Campanha de higiene
das mãos em Chapecó
Há quase um ano, o Hospital Unimed Chapecó desenvolve atividades de estímulo à higiene adequada das mãos
por meio da Comissão de Incentivo e Avaliação à Prática
de Higiene das Mãos. São realizadas ações educativas,
que incluem a mensuração de taxas de adesão, incentivo
à melhoria das taxas, premiação dos setores e categorias
em destaque.
“A higiene das mãos é a forma mais barata e eficaz para a
prevenção da disseminação de micro-organismos”, ressalta a enfermeira Charlene Pompermaier, do Serviço de
Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde do Hospital Unimed Chapecó.
Charlene lembra que fungos, vírus e bactérias são transferidos de pessoa para pessoa por meio das mãos,
Evento sobre a
importância da água
movimenta Barbacena
podendo causar doenças e graves enfermidades. A higiene inadequada possibilita a transmissão de infecções e,
por este motivo, a campanha reforça as práticas corretas
de higienização, beneficiando todos os colaboradores do
Complexo Unimed Chapecó, pacientes e familiares.
Livro trata do
envelhecimento
saudável
Em comemoração ao Mês Mundial da Saúde, a Unimed
Barbacena realizou a segunda edição do Saúde em Dia. O
evento abordou o tema: água – um aliado para sua saúde
e mostrou de forma lúdica os benefícios que o precioso
líquido proporciona à saúde, apresentando as melhores
opções para manter o corpo hidratado.
O Saúde em Dia contou, ainda, com aferição de pressão
arterial, avaliação nutricional, sessões de quick-massage
e orientações sobre alongamentos e hábitos saudáveis.
“Envelhecer bem está longe de ser uma questão de sorte.
Exige dedicação”. Assim começa o livro Um novo envelhecer: tempo de ser feliz. O autor é o médico cooperado
da Unimed Vale do Sinos, o geriatra Leandro Minozzo. Ao
longo do livro são abordados temas como desidratação
na terceira idade, colesterol bom (HDL), consultas médicas e outros. Todos resultam das dúvidas e inquietações
dos pacientes e do dia a dia do consultório.
Com objetivos de instruir para esta etapa da vida ser saudável e feliz, a obra pode ser lida por qualquer faixa etária:
os jovens e pessoas de meia idade para se prepararem
e os idosos para adotar novos hábitos. Com população
média de 22 milhões de pessoas com mais de 60 anos
no Brasil, envelhecer é um assunto muito em alta. Para
Leandro, o envelhecimento não tem a ver com tristeza;
tem a ver com felicidade.
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REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013
Unimed Campo Grande realiza novamente
cursos para gestantes
A partir do momento em que uma mulher descobre que
está grávida, sua vida muda. Não só porque filhos são
para sempre, mas também porque durante a gravidez o
seu organismo passa por diversas transformações: seu
corpo ganha novas formas, seus hormônios e seu estado
de espírito se alteram. Tudo para gerar e receber uma nova vida. Além disso, após o nascimento do bebê surgem
dúvidas e medos e a falta de experiência causa grande
insegurança nos pais.
Pensando em proporcionar gestação mais tranquila e
segura aos futuros papais e mamães, a Unimed Campo
Grande realizou mais uma edição do Curso para Gestantes, realizado por meio do Serviço de Medicina Preventiva (Sempre).
Uma equipe multidisciplinar, formada por profissionais que entendem a rotina da maternidade, ministrou
duas palestras para orientar as mamães a ter gestação
mais segura e responsável. As participantes do curso passam agora a receber ligações mensais para o
Federação Espírito
Santo discute a
gestão de mudanças
A Unimed Espírito Santo promoveu treinamento sobre
gestão de mudanças para colaboradores da Federação e
das Singulares Norte Capixaba, Noroeste Capixaba, Piraqueaçu e Vitória.
O evento debateu as dificuldades enfrentadas no dia a
dia, incluindo novas tarefas, alteração de processos, alcance de metas, análise de solução, definição de planos
e como encarar as alterações no ambiente de trabalho e
na vida pessoal, superando obstáculos.
acompanhamento do seu pré-natal e também após o
parto para o esclarecimento de dúvidas e preenchimento
dos dados do bebê.
Unimed Caruaru no
Projeto Colmeia
A Unimed Caruaru participou da 7ª edição do Projeto Colmeia - Feira de Saúde e Cidadania, promovido pelo Sesc
Caruaru. O evento tem como objetivo unir ações educativas e preventivas, com a intenção de melhorar a qualidade de vida e resgatar a cidadania da população.
A Unimed Caruaru prestou diversos serviços, como dermatologia, focado na prevenção contra o câncer de mama, atendimento pediátrico e tipagem sanguínea. As
áreas de responsabilidade social e a gestão de pessoas
também participaram, realizando cadastro de currículos
para os processos seletivos da cooperativa.
Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR
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PELO BRASIL
Gente
saudável
propõe integração
das pessoas
em Natal
Volta Redonda realiza pelo 11º ano o
“Inimigos do dodói”
Emocionante é a palavra que melhor
define o trabalho dos voluntários
que atuam no projeto Inimigos do
Dodói, da Unimed Volta Redonda. A
iniciativa completa 11 anos de existência. E para reforçar a data, houve
formatura dos novos voluntários,
que concluíram treinamento.
hospitalar. Isso só foi possível porque, na época, dois colaboradores
da Unimed Volta Redonda (William
Rangel e Sérgio Almeida) apresentaram a proposta, abraçada pela
direção da Singular”, explica a vice-presidente Elizabeth Carolina Mathias de Araújo.
Com conteúdos teóricos e práticos,
o grupo se preparou para realizar
as visitas semanais nos hospitais e
contribuir com o cuidado da saúde
emocional do paciente e dos familiares. Ao todo são 15 voluntários.
A maioria dos integrantes é composta por colaboradores da cooperativa. É o caso da analista do Pró
Vida, Adriana Laureano (Dra. Sorriso). “Esse projeto tem significado
especial. Com os Inimigos do Dodói
resgatei minha alegria e posso dizer
que hoje consigo sorrir com a alma”,
releva Adriana.
“Estamos em uma nova fase desse
projeto, que nasceu para levar humanização e alegria ao ambiente
Fundação Unimed repassa
conhecimento extra
para geriatras e gerontólogos
A fim de atender à crescente demanda do mercado por médicos aptos a trabalhar com a promoção e a assistência integral à saúde do idoso, a Fundação
Unimed desenvolveu o curso de pós-graduação em geriatria e gerontologia.
Goiânia sediou uma das turmas do curso, aberto a médicos que já atuam na
área e desejam atualizar seus conhecimentos e a médicos interessados em se
especializar nas duas áreas.
O curso tem 360 horas de duração e envolve Demografia do Envelhecimento,
Conceitos Básicos em Gerontologia, Avaliação Geriátrica Funcional, Fisiologia
e Farmacologia Aplicadas ao Envelhecimento e Prática Clínica, Meio Ambiente e Sustentabilidade.
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REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013
O Programa Gente Saudável, da
Unimed Natal, realizou o seu 1° Torneio de Futsal e Vôlei. O objetivo do
evento foi promover a integração
entre cooperados e colaboradores
por meio do esporte. Segundo o
educador físico Ewerton Cortês, o
torneio despertou entre os participantes a consciência da importância
da prática regular de atividade física.
“A Unimed Natal se preocupa com a
saúde de seus cooperados e colaboradores e, portanto, cria espaços para que eles desenvolvam atividades
regularmente. Uma das propostas
do torneio é justamente a de estimular os colaboradores e cooperados a um estilo de vida mais saudável”, ressalta Ewerton.
Os atletas participantes do 1° Torneio Unimed Natal de Futsal e Vôlei
contaram com assistência médica
durante o evento, com aferição de
pressão arterial e taxa de glicose,
além de mesa de frutas para repor
as energias.
Coluna semanal
de saúde em São Luis
A Unimed São Luis fechou parceria com o jornal O Estado do Maranhão, líder em circulação no estado, para
publicação de coluna semanal com artigos sobre as mais
diversas especialidades da medicina preventiva, além de
matérias com informações sobre os programas desenvolvidos pela cooperativa.
A Coluna Dom é veiculada todos os domingos e já tratou de temas como Atividade X Sedentarismo, O papel
do profissional de enfermagem na medicina preventiva,
A importância da Saúde preventiva e O lado social da
medicina preventiva, entre outros temas. A parceria está
garantida durante todo o ano de 2013.
Corrida da Saúde
em Campina Grande
Mais de mil atletas prestigiaram a II Corrida da Saúde Unimed Campina Grande, em comemoração ao Dia
Mundial da Saúde.
A prova abriu o Circuito de Corridas de Rua de Campina
Grande e mostrou a grande mobilização da comunidade
campinense junto ao apelo da Unimed por mais qualidade de vida com o slogan "Corra pela vida, corra por você".
Como ato solidário, no momento da inscrição cada atleta
doou 2 kg de alimento não perecível, somando cerca de
duas toneladas arrecadados. A doação ocorreu na forma
de troca pelo "Kit Corrida" para cada inscrito. A corrida
ofereceu duas modalidades de percurso: uma de 5 km e
outra de 10 km.
Seguros Unimed
revitaliza praça em São Paulo
A Praça Vinícius de Moraes, localizada ao lado da sede
do governo paulista, está mudando para melhor. A Seguros Unimed está revitalizando o lugar e oferecendo
aos frequentadores e moradores da região uma opção de
bem-estar e qualidade de vida na cidade de São Paulo. A
praça possui 73.337m² e é um lugar agradável para passeios a pé ou prática esportiva, já que tem percurso de
1,5 km, com subida leve. Entretanto, estava abandonada
e em péssimas condições de uso.
De acordo com Henrique João Dias, superintendente de
Marketing da Seguros Unimed, as primeiras impressões
da comunidade sobre o projeto foram muito boas, pois
todos dividiam a mesma opinião de que a praça estava
precisando de cuidados. “Nossa intenção, como uma empresa que cuida de pessoas, vai além de preservar o local.
Queremos estimular a vida mais saudável por meio da
prática esportiva”, conta Dias.
Semana da Saúde
na Unimed Goiânia
Em comemoração ao Dia Mundial da Saúde, o Setor de
Gestão de Pessoas da Unimed Goiânia realizou a Semana da Saúde e a SIPAT para os seus colaboradores. A programação incluiu palestras nas unidades da cooperativa,
atendimento odontológico e sessão de massagens.
As palestras abordaram temas variados como HIV/DST,
Prevenção de Doenças Gastrointestinais, Saúde da Mulher, Programa de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde, Gerenciando o Estresse, Perfurocortantes e
Cuidados com a Voz.
A Tenda da Saúde destacou-se pela entrega de material
informativo sobre doenças sexualmente transmissíveis,
tuberculose, alimentação saudável, exercícios para prevenção de doenças, aferição de pressão arterial, teste de
glicemia e IMC.
Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR
51
PELO MUNDO
Austeridade provoca suicídio,
depressão e doenças infecciosas
A austeridade tem efeito devastador sobre a saúde na Europa e na
América do Norte, concluíram dois
pesquisadores, autores do livro “O
corpo da economia: porque mata a
austeridade”. David Stuckler, professor da Universidade de Oxford,
e Sanjay Basu, da Universidade de
Stanford, concluíram que o corte de
orçamento pode provocar suicídio,
depressão e doenças infecciosas
devido à redução do acesso a medicamentos e cuidados de saúde.
Na publicação, os pesquisadores ingleses informam que a austeridade
já provocou dez mil suicídios e um
milhão de casos de depressão na
Europa e América do Norte.
Eles dão a Grécia como exemplo. Lá,
os cortes na prevenção do HIV levaram ao aumento de 200% da taxa de
infectados. Nos Estados Unidos, mais
de cinco milhões de pessoas perderam o acesso à saúde durante a última recessão. Na Grã-Bretanha, cerca
de dez mil famílias foram morar na
rua devido aos cortes do governo.
OIT pede campanha global
para prevenir acidentes e doenças de trabalho
As doenças ocupacionais empobrecem os trabalhadores, suas famílias
e a sociedade em geral. Todos são
afetados quando perdem os seus
trabalhadores mais produtivos. A
afirmação é do diretor-geral da OIT
(Organização Internacional do Trabalho), Guy Ryder.
Para reduzir a ocorrência desses casos relacionados a atividades profissionais, Ryder cita a importância da
prevenção, que, segundo ele, é mais
52
eficaz e menos dispendiosa do que
remediar acidentes. Para isso, a OIT
pediu urgente e vigorosa campanha
global de prevenção para impedir o
aumento de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.
Além das perdas humanas, os acidentes geram custos financeiros.
Atualmente, cerca de US$ 2,8 trilhões são gastos com os custos
diretos e indiretos de acidentes e
mortes causadas pelo trabalho, o
REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013
que corresponde a 4% do PIB global (US$ 70 trilhões). A organização
estima que 2,3 milhões de pessoas
morram por ano de doenças e acidentes relacionados ao trabalho.
Doenças
de origem
alimentar
ainda atormentam
a Europa
Os dados são da Organização Mundial de Saúde (OMS). Estima-se que,
nos países mais industrializados da
Europa, uma em cada três pessoas
sofra, por ano, alguma doença de
origem alimentar.
Malária: prevenção
com maior rigor em Angola
A médica angolana Nadir Gonçalves
defendeu mais rigor e regularidade
nas campanhas preventivas contra
a malária, com vista a informar as
pessoas dos procedimentos que
devem ter para redução dessa doença. A especialista pede medidas
preventivas mais eficazes contra a
malária para evitar o surgimento de
novos casos, sobretudo nas crianças
e mulheres grávidas.
Segundo Nadir, é necessário que
as pessoas evitem frequentar locais onde há águas estagnadas da
chuva, porque estão contaminadas
com bactérias que podem causar a
enfermidade. “Se todos acatarem as
orientações transmitidas pelos especialistas de saúde, será possível a
redução de casos de malária”, concluiu a médica.
Hálito pode ajudar a diagnosticar
doenças respiratórias
Um grupo de pesquisadores suíços
descobriu que as pessoas têm uma
espécie de impressão digital no hálito. Além de ser exclusividade humana, a respiração de cada pessoa
traz marca própria, que pode ajudar
a prever doenças.
Durante quase duas semanas, os
cientistas do Instituto Federal Suíço
de Tecnologia (ETH) e do Hospital
Universitário de Zurique analisaram
o hálito de 11 voluntários diferentes,
em momentos diferentes do dia.
Apesar de muitas semelhanças,
eles perceberam que o hálito de
cada pessoa tem um conjunto de
compostos químicos que forma
padrão único, chamado de breathprints. Os cientistas concluíram,
dessa forma, que é como se o hálito
tivesse impressão digital.
Não se trata de impressão digital capaz de identificar a pessoa. Porém, o
hálito é uma marca que serve como
referência pessoal para monitorar a
saúde, especialmente doenças que
afetam os pulmões. Se os médicos
conservarem os dados sobre o hálito do paciente, seria possível detectar até mesmo sinais bem fracos de
doenças infecciosas, metabólicas,
câncer e falência de órgãos.
Esse cenário é preocupante porque,
apesar da comprovada relação entre
a ingestão de alimentos contaminados e o aparecimento de várias
enfermidades, como diarreia, dores
abdominais e desidratação, pouco
se conhece sobre a real magnitude
do problema na região devido à escassez de informação disponível. A
OMS, alias, recomenda a criação de
um sistema estruturado e harmonizado de comunicação/informação de
doenças transmitidas por alimentos.
O fato é que, na prática, há desconhecimento sobre o número de hospitalizações e mortes devido a doenças
de origem alimentar, sobretudo as
enfermidades de diagnóstico difícil.
Porém, a OMS não tem dúvidas da
gravidade do problema.
Em alguns países, por exemplo, os
casos reportados são em número tão
elevado que indicam alta frequência
dessa classe de enfermidades. É o
caso de Áustria, França, Alemanha,
Lituânia, Romênia, Eslováquia e Polônia, onde são constatadas hospitalizações devido, sobretudo, a
Salmonella, Campylobacter, Bacillus
cereus, enterotoxinas estafilocócicas
e a outros agentes não identificados.
Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR
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PELO MUNDO
Estudo nos EUA
decifra o processo de
envelhecimento
Estudo realizado por cientistas do Albert Einstein College of Medicine, em Nova York (Estados Unidos), aponta
que a atividade de uma molécula no hipotálamo (região
do cérebro) é responsável por sinalizar o começo do envelhecimento. A pesquisa foi publicada na revista especializada Nature. A descoberta pode levar a novos tratamentos para doenças envolvendo a velhice.
A equipe do fisiólogo Dongsheng Cai monitorou, no cérebro de ratos, a atividade da NF-kB, molécula que controla a transcrição de DNA e é relacionada a inflamações
e à reação do corpo a situações de estresse. Os cientistas
descobriram que a molécula torna-se mais ativa no hipotálamo conforme o rato fica mais velho.
Quando injetada nos animais substância que inibe a ação
da NF-kB, os ratos viviam mais, tinham mais sucesso em
testes de cognição e movimento e mostraram menor
declínio em força muscular, espessura de pele e massa
óssea. Já os ratos que receberam a substância que estimulava a atividade da molécula morriam mais cedo.
“Nós oferecemos evidências científicas para o conceito
de que o envelhecimento sistêmico é influenciado por
um tecido particular no corpo”, disse Cai. Manipulando o
hipotálamo, ele conseguiu aumentar a longevidade dos
ratos em 20%. E admitiu que o mesmo tratamento pode
funcionar em humanos.
Projeto Brain,
financiado pelos EUA, estudará
cérebro para curar doenças
A comunidade médica comemorou o anúncio de que os
Estados Unidos investirão US$ 100 milhões no programa
científico Brain, cujo objetivo é estudar o cérebro e sua
centena de trilhões de conexões.
Mapeando essas conexões, os neurocientistas querem
avançar nas pesquisas sobre esquizofrenia, autismo,
doença de Parkinson e Alzheimer. Esse interesse norte-americano justifica-se também pelo plano de tratar
melhor os veteranos de guerra, que frequentemente
voltam para o país com danos mentais.
Em princípio, nanopartículas serão inseridas no cérebro
de cobaias animais e há previsão de que em dez anos
será reconstruída toda a atividade neural, por exemplo,
de um camundongo.
Estudo holandês
comprova que fio de cabelo
pode revelar doenças cardíacas
Estudo feito pelo Centro Médico Erasmus, na Universidade de Roterdã (Holanda), comprovou que um fio de cabelo pode revelar o risco de desenvolver doenças cardíacas.
O hormônio do estresse (cortisol) pode ser identificado a
fundo pelos fios dos cabelos. Já pela via sanguínea revela
apenas o que está acontecendo no momento.
Para terem essa comprovação os cientistas analisaram
283 idosos (entre 65 e 85 anos). Por meio de amostras
de cabelo de três centímetros de comprimento, tiradas
de perto do couro cabeludo, conseguiram medir os níveis
de cortisol em um período de três meses. Pessoas com
altas quantidades eram mais propensas a ter histórico de
doença cardíaca, acidente vascular cerebral, insuficiência
arterial periférica ou diabetes.
Segundo a cientista Elisabeth van Rossum, “estudos adicionais são necessários para explorar o papel da medição
de cortisol em longo prazo como forma de predizer doença cardiovascular e como ele pode ser usado para informar o novo tratamento ou estratégias de prevenção”.
Estudos anteriores apontaram que a análise do cabelo
também possibilitava diagnosticar alergias a alimentos
e deficiências minerais.
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REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013
DE BRASÍLIA
Mais rigor na comercialização
de planos de saúde
A Agência Nacional de Saúde Suplementar divulgou relatório de monitoramento
das operadoras, que (pela primeira vez) inclui os novos critérios para suspensãOotemporária da comercialização de planos de saúde.
Além do descumprimento dos prazos de atendimento para consultas, exames
e cirurgias, previstos na RN 259, passaram a ser considerados todos os itens
relacionados à negativa de cobertura, como o rol de procedimentos, o período
de carência, a rede de atendimento, o reembolso e o mecanismo de autorização
para os procedimentos.
Para que haja a suspensão é necessária a soma de dois períodos de monitoramento com os mesmos critérios, o que ocorreu no mês de julho de 2013.
A avaliação das operadoras em relação às garantias de atendimento, previstas
na RN 259, é realizada de acordo com dois critérios: comparando-as
entre si, no mesmo segmento e porte, e avaliando evolutivamente
seus próprios resultados.
Os planos de saúde recebem notas de 0 a 4, em que 0 significa
que o serviço atendeu às normas e 4 é a pior avaliação possível.
Os planos com pior avaliação – durante dois períodos consecutivos
- estão sujeitos à suspensão temporária da comercialização.
ANS oferece arquivos
da nova versão do
Padrão TISS
Estão disponíveis os arquivos dos componentes
da versão 3.00.01 do Padrão TISS por correção
da versão 3.00.00, conforme previsto no artigo
3º da Instrução Normativa IN 51/DIDES/2012. A
disponibilização da versão 3.00.01 não implica
alteração do prazo de implantação. Fica mantida
a data limite para adoção do Padrão TISS em 30
de novembro de 2013.
Os números
da saúde privada em 2012
A Agência Nacional de Saúde Suplementar publicou a mais recente edição do Caderno de Informação da Saúde Suplementar - edição 2012 com informações detalhadas sobre o setor. Os dados
apontam crescimento de 2,06% do número de beneficiários de
planos de assistência médica e receita de contraprestações das
operadoras de cerca de R$ 95 bilhões, indicando crescimento de
12,2% em relação a 2011.
Em dezembro de 2012, 47,9 milhões de beneficiários estavam vinculados a planos de assistência médica, cerca de 970 mil a mais
que em dezembro de 2011. Por sua vez, havia 18,6 milhões de beneficiários em planos exclusivamente odontológicos, sendo 1,7
milhão a mais do que no ano anterior. O ano terminou com 1.121
operadoras médico-hospitalares, das quais 963 com beneficiários
e 417 operadoras exclusivamente odontológicas em atividade,
sendo 360 delas com beneficiários.
Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR
55
DE BRASÍLIA
Operadoras devem fornecer
bolsas coletoras
Desde maio de 2013, as operadoras
de planos de saúde devem fornecer
bolsas coletoras intestinais ou urinárias para os seus beneficiários que
as utilizam. A medida está na Resolução Normativa 325, da ANS. A solicitação do material deverá ser feita à
operadora via relatório médico.
A norma foi desenvolvida pelo Grupo Técnico que está revisando o
Rol de Procedimentos e Eventos
em Saúde e passa a fazer parte da
cobertura mínima obrigatória dos
planos. Fazem parte deste grupo
representantes do setor de saúde
suplementar, como órgãos de defesa do consumidor, operadoras de
planos de saúde, associações de
profissionais da área da saúde e representantes de beneficiários.
Nova edição
do Mapa
Assistencial
A Agência Nacional de Saúde Suplementar lançou a segunda edição do
Mapa Assistencial, publicação semestral que oferece ao setor importante ferramenta para a qualificação
da gestão à assistência com base nas
informações da saúde suplementar.
O Mapa Assistencial reúne dados enviados pelas operadoras para a ANS.
A publicação apresenta diversas informações do setor, como consultas,
exames e outros procedimentos.
O Mapa Assistencial possui capítulo
dedicado à saúde suplementar. Estão disponíveis também dados como as taxas de prevalência da obesidade, os indicadores de tabagismo
e a realização de exames complementares no Brasil e no mundo. A
publicação também apresenta dados estratificados por modalidade
de operadora e a produção assistencial de outros países, além do Brasil.
ANS lança Agenda
Regulatória 2013-2014
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu a nova Agenda Regulatória para o biênio 2013-2014. A nova Agenda estabelece sete eixos temáticos, que definem as ações e os projetos prioritários a ANS nesse período.
Os sete eixos temáticos da Agenda Regulatória 2013-2014 são: Garantia de
acesso e qualidade assistencial, Sustentabilidade do setor, Relacionamento
entre operadoras e prestadores, Governança regulatória, Incentivo à concorrência, Garantia de acesso à informação e Integração da Saúde Suplementar
com o SUS.
A primeira Agenda Regulatória da ANS, implantada no biênio 2011-2012, somou 28 projetos e, segundo a Agência, 24 deles foram totalmente concluídos
até dezembro do ano passado. Os outros quatro tiveram o escopo ampliado e
continuam sendo desenvolvidos pela ANS.
“Com a colaboração dos vários setores da saúde suplementar é possível melhorar a qualidade da regulação. A Agenda Regulatória é um instrumento eficaz
para o amadurecimento de ações que podem resultar em novas regras para
o setor e contribuir para ampliar os avanços na gestão regulatória”, afirma o
diretor-presidente da ANS, André Longo.
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REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013
Regras de reajuste
devem constar nos contratos
Todos os contratos entre operadoras de planos de saúde e profissionais de saúde que atuam em consultórios devem ter, obrigatoriamente,
os critérios de forma e periodicidade de reajuste pela prestação de
serviços expressos de forma clara. É
o que determina a Instrução Normativa 49/2012, publicada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar.
O prazo para adequação dos contratos entre operadoras e profissionais
de saúde que atuam em consultório
terminou em 12 de maio. A partir
de agora, os critérios de reajuste
do pagamento das operadoras para
médicos precisa estar em contrato e
deve ser respeitada.
Para os contratos celebrados entre
operadoras e hospitais, clínicas e
laboratórios, o prazo foi prorrogado
por 90 dias, contados a partir de 12
de maio. Nesse caso, foi formado um
grupo de trabalho que terá 60 dias
para estabelecer os parâmetros que
serão utilizados para a adequação.
A operadora que não tiver os contratos adequados ao que dispõe a
IN 49 poderá ser multada em R$
35.000,00 por contrato.
Site da ANS tem
Espaço Você Saudável
O Espaço Você Saudável, no site da ANS, tem orientações voltadas à educação em saúde. Resultado da parceria da Agência com a Organização Pan-Americana da
Saúde (OPAS), a nova área traz dicas para aumentar a
qualidade de vida, incentivando a adoção permanente
de hábitos saudáveis pela população. Com linguagem
simples e acesso fácil, o espaço possui vídeos, links e
aplicativos. O objetivo é buscar a conscientização das
pessoas sobre a necessidade de se adotar hábitos de vida saudável, orientando sobre a importância do controle
dos fatores de risco e reunindo informações que resultem
em mudanças de comportamento com impacto direto na
qualidade de vida. Traz também receitas culinárias e exercícios físicos para praticar em casa, entre outros.
Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR
57
EVENTOS
Eudes de Freitas Aquino
(presidente da Unimed
do Brasil) e André Longo
(presidente da ANS):
fortalecimento do diálogo
Política e integração
Fórum Político e CONAI somam forças em
prol do fortalecimento da Unimed tanto no
âmbito político quanto interno.
Brasília foi a cidade escolhida como palco para o 3º Fórum Político
Nacional Unimed, promovido pela
Unimed do Brasil – com o apoio da
Unimed Participações, Seguros Unimed, Fundação Unimed, Central Nacional Unimed, OCB e Frencoop. O
objetivo do evento, que ganha cada
vez mais relevância, é incentivar discussões pertinentes a todo o Sistema Unimed, além de estreitar relações político-institucionais. Missão
cumprida. O Fórum foi muito bem
avaliado pelos participantes, que
destacaram o seu amadurecimento
e a rica programação.
58
José Abel Ximenes, assessor político institucional da Unimed do Brasil
e coordenador do Fórum, destaca
a participação expressiva das lideranças cooperativistas e a discussão profunda de temas importantes. “O Fórum acrescentou muito
às discussões políticas no Sistema
Unimed e mostrou, mais do que tudo, o amadurecimento das nossas
lideranças. Além do envolvimento
maior nas discussões políticas, que
até algum tempo atrás não víamos
acontecer. Por outro lado, também
mostrou que os parlamentares estão mais dedicados aos temas de
REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013
interesse do Sistema Unimed e isso
é muito importante”.
O 3º Fórum Político da Unimed do
Brasil começou em grande estilo,
com uma mesa de líderes, como
o presidente da Unimed do Brasil,
Eudes de Freitas Aquino; o assessor político José Abel Ximenes; o
diretor de Integração Cooperativista e Mercado, Valdmário Rodrigues
Júnior; o presidente do Sistema
OCB/Paraíba e representante do
presidente da OCB Nacional, André
Pacelli; e o presidente da Agência
Nacional de Saúde Suplementar,
André Longo, representando o ministro
da Saúde, Alexandre Padilha.
“Esse evento político que antecede o CONAI é o instrumento mais que apropriado
para que possamos ter uma discussão
aberta dos problemas que nos afligem no
dia a dia”, explicou o presidente Eudes, citando ainda a importância da união de forças com a classe política.
Eudes: discussão
aberta dos problemas
André Longo discursou sobre o tema ‘O
Papel da Saúde Suplementar e do Cooperativismo no Sistema Brasileiro de Saúde’.
Ele relembrou das ações da Agência, expôs o panorama da saúde suplementar no
País e seus desafios e falou sobre o bom
momento das cooperativas. “Os números
das cooperativas médicas demonstram a
magnitude e relevância desse setor para a
saúde suplementar. Elas já tinham atingido a liderança do ponto de vista das receitas e, recentemente, passaram em número
de beneficiários, superando a medicina de
grupo”, informou.
Gilvandro Vasconcelos
de Araújo
As mesas-redondas começaram com
apresentação de Marlene Treuk, gerente
de pesquisa e mercado do Instituto DataFolha, que apresentou os resultados
de pesquisa de satisfação em relação a
planos de saúde. Ela apontou que, entre
outros detalhamentos, 74% dos clientes
estão contentes com o serviço. Em seguida, Carla Soares, diretora adjunta de
Normas e Habilitação dos Produtos das
ANS, falou sobre o nível de reclamações
dos consumidores e também explanou
sobre os desafios da Agência. Juliana Pereira da Silva, secretária nacional de defesa
do consumidor (Senacon/MJ), ressaltou
a importância de oferecer serviços com
transparência para o cliente e enfatizou os
pontos negativos e as consequências de
tais manifestações.
O painel sobre o ato cooperativo e o seu
adequado tratamento tributário foi bastante intenso, contando com a presença
do deputado André Vargas; Márcio Lopes
de Freitas, presidente do Sistema OCB; deputado Marco Aurélio Ubiali; José Cláudio
Ribeiro Oliveira, assessor jurídico da Unimed do Brasil; e Roni Peterson Bernardino
Paulo Gala
Orestes Barrozo
Medeiros Pullin
José Tarcísio Penteado
Buschinelli
de Brito, chefe substituto da Divisão de
Contribuições Sociais sobre a Receita e a
Importação (DIREI). A mesa foi presidida
por Humberto Jorge Isaac, vice-presidente
da Central Nacional Unimed.
A mesa sobre a representação política na
defesa do cooperativismo de saúde, presidida por André Pacelli e moderada por
Orestes Barroso Pullin, vice-presidente
da Unimed do Brasil, tratou da importância de se ter um representante na esfera
política que acredite no cooperativismo e
que aja como facilitador, impedindo e/ou
aprovando ações de interesse. “Ao longo
do tempo começamos a entender de forma diferente que a participação política
das pessoas é que faz a sociedade evoluir”,
avaliou Orestes, incentivando a discussão entre os debatedores: deputado Lelo
Coimbra, coordenador do ramo Saúde na
Frencoop; deputado Ronaldo Caiado, líder
do DEM na Câmara e membro da Frencoop; e deputado Marco Antonio Ubiali.
Palestras - Gilvandro Vasconcelos de
Araújo, procurador-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade),
comandou a palestra “Marco Regulatório
do Sistema de Saúde Suplementar – Avanços e Lacunas na Visão do Cade”, sobre a lei
de defesa da concorrência brasileira. O professor e cientista político Fabiano Santos
abordou “Instituições Políticas, Processo
Legislativo e Democracia”. “O objetivo foi
mostrar que é possível aperfeiçoar o processo decisório no Legislativo, tornando-o
mais democrático e mais bem informado.
Existem potencialidades no Congresso,
instrumentos para isso, e é preciso pensar
em reformas institucionais que caminhem
nesse sentido e que favoreçam, por exemplo, o trabalho das cooperativas, que têm
interesse em aperfeiçoar o sistema legal
brasileiro”, explicou Fabiano. No final do
Fórum, o físico, astrônomo, professor e escritor Marcelo Gleiser ministrou a palestra
“Micro Macro: Reflexões sobre o Homem,
o Tempo e o Espaço”, propondo profunda
reflexão sobre nossas origens, nosso destino e o significado de nossa existência.
“Até o momento, não temos nenhuma informação de que exista vida fora da Terra.
Vamos proteger a vida da melhor forma
possível”, sugeriu Gleiser.
Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR
59
EVENTOS
Eudes de Freitas Aquino
na abertura do 15º CONAI,
em Brasília: foco em temas
importantes para o dia a dia
do Sistema Unimed
CONAI mostra a amplitude
do Sistema Unimed
“O CONAI começou com caráter puramente operacional.
Depois, os exercícios da medicina privada brasileira passaram a sofrer injunções de toda ordem, umas devidas, outras
descabidas, e a situação derivou para aspectos jurídicos e
de outras ordens em detrimento do operacional. Por isso,
resolvemos criar o Fórum Político. A proposta do Fórum é
exatamente anteceder o CONAI, justamente para dar vazão
a essas questões e ao encaminhamento de soluções”, disse
o presidente da Unimed do Brasil, na abertura do evento, em
16 de maio, em Brasília. Também participaram da abertura
Valdmário Rodrigues Júnior, diretor de Integração Cooperativista e Mercado da Unimed do Brasil; e José Abel Ximenes, assessor político-institucional da Confederação, que
receberam os convidados Florentino Cardoso, presidente
da AMB (Associação Médica Brasileira), e José Hiran Gallo,
diretor-tesoureiro do CFM (Conselho Federal de Medicina).
A preocupação com a qualidade da saúde marcou o
evento. Florentino Cardoso, presidente da Associação
Médica Brasileira (AMB), ressaltou que “devemos fazer
sempre o melhor pelo doente. Otimizando custos, sendo
mais eficientes e buscando boas evidências científicas,
certamente vamos trilhar um ótimo caminho”. José Hiran
Gallo, diretor-tesoureiro do Conselho Federal de Medicina (CFM), teceu elogios ao Sistema Unimed, dizendo ser
de grande importância para a classe médica e para a sociedade. “Sou defensor intransigente do Sistema Unimed
e acredito que o cooperativismo seja o sistema ideal de
remuneração de médicos”, afirmou.
60
REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013
Assuntos econômicos estiveram em pauta com palestra
de Paulo Gala, estrategista da Fator Corretora, do Banco
Fator. Ele abordou o panorama da economia brasileira e
fez comparativo com a situação mundial. “Quis oferecer
uma visão do que está acontecendo no país, especialmente com as recentes transformações, como o surgimento da classe média, a baixa taxa de desemprego e
a expansão do setor de serviços, em que a saúde tem
papel fundamental.”
A proposta da mesa-redonda “Virando a mesa”, moderada por Adriano Leite Soares, assessor da presidência
da Unimed do Brasil, foi apresentar exemplos de superação de Unimeds – Jundiaí (SP), Bebedouro (SP) e Feira
de Santana (BA) - que passaram por dificuldades econômico-financeiras e receberam da ANS a solicitação de
plano de recuperação.
A Unimed do Brasil criou esses planos e acompanhou a
gestão dessas cooperativas. “É possível se recuperar e é
possível ter resultado melhor que o normal, realizando
estratégias de forma planejada e estruturada”, explicou
Adriano, que dividiu a mesa com Valdmário Rodrigues
Júnior, diretor de Integração Cooperativista e Mercado
da Unimed do Brasil, Valério Delamanha, presidente da
Unimed Jundiaí, e João Carlos Lopes Cavalcante, presidente da Unimed Feira de Santana. “Já fizemos mais de
25 planos. Esses são apenas três exemplos de métodos
diferentes utilizados”, assinalou Adriano Soares.
A mesa que tratou dos honorários
médicos foi encabeçada por Eudes
de Freitas Aquino, presidente da
Unimed do Brasil, e teve Florentino
Cardoso, presidente da AMB, como
moderador. Entre os debatedores
estavam Valdmário Rodrigues Júnior, diretor de Integração Cooperativista e Mercado da Unimed do
Brasil; Sérgio Ossamu, presidente da
Unimed Curitiba; e Márcio Pizzato,
presidente do Conselho de Administração da Unimed Porto Alegre.
Os dirigentes das cooperativas de
Curitiba e Porto Alegre mostraram
seus bons números, incentivando os
demais na busca pela melhor remuneração dos médicos cooperados.
Eles também citaram a complexidade do tema, o que dificulta a conclusão sobre qual seria o valor adequado para cada caso.
Edevard J. de Araujo, diretor de
Marketing e Desenvolvimento da
Unimed do Brasil, e moderador da
mesa sobre a mudança do modelo
assistencial, destacou a importância do novo modelo já implantado
por algumas Unimeds. Na sequência, Marta Oliveira, gerente-geral de
Regulação Assistencial da ANS, mostrou dados que ressaltam a necessidade de revisão. “Estamos discutindo na Agência a sustentabilidade.
Não temos dúvida de que para alcançá-la hoje é preciso pensar o modelo
assistencial praticado. É preciso reorganizar e mudar a gestão assistencial como um todo”, disse.
Com a mesma opinião, Cloer Vescia, consultor médico da Unimed do
Brasil, está otimista com o projeto
que vem sendo bem aceito pelas
Singulares. “A proposta é mostrar
que o assunto está na Agência e que
ela está conosco e reconhece nosso
trabalho. Além disso, falo em nome
do Comitê de Atenção à Saúde, que
aglutina todas as ações em prol da
mudança do modelo, expondo o que
a Unimed do Brasil está fazendo. E,
por fim, a apresentação do case da
Unimed Vitória, comprovando na
prática tudo o que já havíamos levantado. Não estamos falando em
teoria, mas em planejamento, implantação e resultado”, disse Cloer, referindo-se à participação de
Márcio Almeida, presidente da Unimed Vitória.
Em sua palestra sobre o Registro
Eletrônico de Saúde, Cesar Neves,
diretor de Tecnologia e Serviços da
Unimed do Brasil, discorreu sobre a
relevância da tecnologia na saúde
suplementar, salientando que o compartilhamento de dados diminui os
custos, entre outros benefícios. Cesar
também indicou os passos que devem ser dados para a implantação do
RES e apresentou as fases do projeto,
que promete mudar completamente
o modelo atual, evitando falhas como
a repetição de exames e até salvando um paciente por meio do acesso
à informação. “É preciso ter gestão da
saúde com acesso a dados de qualquer lugar”, reiterou o dirigente.
Destaque também à apresentação
do presidente do Data Popular, Renato Meirelles, que falou sobre a
mudança do mercado de assistência à saúde no Brasil, que se deve
ao crescimento das classes C e D
e impacta diretamente o negócio de saúde. “Houve aumento do
emprego formal, o que representa
uma chance enorme para os planos empresariais avançarem e, num
segundo momento, maior parcela
da sociedade com mais dinheiro e
condições de arcar com planos de
saúde”. Para ele, “a questão é como
conquistar a classe C, que hoje representa 53% da população e movimenta 1 trilhão de reais”.
A questão dos recursos próprios
mereceu mesa-redonda, presidida
por Mairton Pereira de Lucena, presidente da Unimed Fortaleza, que
conta com um dos hospitais mais
antigos do Sistema e de referência.
Valdmário Rodrigues Júnior, diretor
de Integração Cooperativista e
Mercado da Unimed do Brasil
“Os hospitais são estruturas extremamente importantes no sistema
cooperativo, principalmente nas
grandes Unimeds”, disse.
Helton Freitas, diretor da Seguros
Unimed e presidente da Unimed Belo Horizonte, mostrou a experiência
de sucesso da Singular mineira. Entre outros projetos, ele citou a construção do Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Pesquisa em Saúde
e a Central de Consultórios Médicos.
“Nós já estamos investindo em serviços próprios e entendo que temos
de investir ainda mais”, disse Helton.
Alexandre Ruschi, diretor da Seguros
Unimed, alertou para os desafios do
investimento hospitalar no Sistema
Unimed, reforçando a preocupação
da Unimed do Brasil em encontrar
formas para viabilizá-lo. Por fim, Renato Couto, presidente da IAG Saúde
(Instituição de Acreditação e Gestão
em Saúde), fez críticas construtivas
e apresentou modelos alternativos
para bons investimentos.
Professor de Medicina do Trabalho
da Faculdade de Ciências Médicas
da Santa Casa de São Paulo e pesquisador do Fundacentro, José Tarcísio Penteado Buschinelli apresentou o novo produto para o Sistema
Unimed: o Saúde Ocupacional. “O
objetivo foi dar o start para os dirigentes na Saúde Ocupacional (SOU),
programa extremamente importante do ponto de vista estratégico para
a Unimed do Brasil e para todas as
Singulares, além de gerar receita”,
explicou Tarcísio, coordenador técnico da iniciativa.
Para Valdmário Rodrigues Júnior,
diretor de Integração Cooperativista e Mercado da Unimed do Brasil,
o 15º CONAI foi, mais uma vez, um
marco de troca de informações que
levam sustentabilidade às cooperativas. “Foram abordados temas
atuais, palpitantes e de interesse
de todos os dirigentes e representantes das Unimeds. Também foi
gerado um entendimento amplo
de que todo o sistema cooperativo
necessita urgentemente de profissionalização da sua gestão. Não
existe mais lugar na saúde privada
do Brasil para amadorismo”.
Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR
61
EVENTOS
Cooperativismo busca liderança
socioambiental e econômica
A XVIII Conferência
Regional ACI Américas,
em outubro, no Guarujá
(SP), contribuirá para o
cooperativismo chegar a
2020 como modelo
número 1 no mundo.
Em outubro, o Brasil – e particularmente o Guarujá (SP) – torna-se a
capital do cooperativismo nas Américas. Entre os dias 6 e 11, será realizada no município do litoral paulista a XVIII Conferência Regional ACI
Américas, o maior evento do cooperativismo das Américas, iniciativa da
Aliança Cooperativa Internacional
das Américas (ACI-Américas) e da
Unimed do Brasil. O tema central
será “A década das cooperativas: cenários e perspectivas”.
A Conferência reunirá lideranças do
cooperativismo brasileiro, latino-americano e mundial. No total, são
esperados cerca de 1.000 convidados. Trata-se de público altamente
qualificado e comprometido com
os valores e princípios do cooperativismo. Além das lideranças do
modelo, são esperados representantes das instituições públicas
e privadas, ONGs, organismos internacionais, políticos e órgãos de
promoção e desenvolvimento.
“Estamos com ótimas expectativas para essa edição da Conferência no Brasil, país muito representativo para o cooperativismo
mundial. Queremos que essa oportunidade seja exemplo para os
outros países latino-americanos”,
assinala Manuel Mariño, diretor
regional da ACI.
O presidente da Unimed do Brasil,
Eudes de Freitas Aquino, ressalta que “o cooperativismo é a razão de ser da Unimed há 45 anos.
Sendo assim, a realização no Brasil
da XVIII Conferência Regional ACI
Américas é motivo de orgulho e
satisfação. Afinal, o cooperativismo
reconhece a importância da Unimed e traz para o país o seu evento
regional mais importante”.
O cooperativismo congrega mais de
três bilhões de pessoas em todo o
mundo. Isso significa perto de 40%
da população global. Trata-se, assim, de um vértice bastante importante tanto em termos econômicos
como de pessoas e, particularmente, social. A Conferência discutirá,
entre outros tópicos, os desafios do
cooperativismo no futuro, com ênfase às características regionais e à
diversidade de povos e realidades
políticas, econômicas e sociais.
“A Conferência é o local ideal para
unir e articular ações entre as organizações cooperativas das Américas
para que o modelo se consolide e
seja reconhecido, em 2020, como líder em sustentabilidade econômica,
social e ambiente. Trata-se, também,
do modelo preferido pelas pessoas e
o que mais rápido crescimento apresenta em termos globais”, informa o
presidente da Unimed do Brasil.
Com a palavra, os profissionais da área
Como sempre, com
sucesso o seminário
Jurídico, Contábil, Atuarial
e Financeiro envolveu os
técnicos nas discussões.
62
“Um evento que reúne mais de 700 técnicos dessas áreas tem importância muito grande porque representa avanços claros em termos de uniformização e de
padronização das ações. O Sistema Unimed como um todo ganha muito em
qualidade do ponto de vista de sobrevivência das cooperativas, que recebem
informações para se organizarem financeiramente e em aspectos regulatórios”.
Palavras do vice-presidente da Unimed do Brasil, Orestes Barrozo Medeiros
Pullin, na abertura do 22º Seminário Nacional Jurídico, Contábil, Atuarial e
Financeiro do Sistema Unimed, realizado no início de junho, em São Paulo.
O dirigente também palestrou no painel “A Saúde Suplementar tem Cura?”,
sob o aspecto do Diagnóstico, destacando a importância do Sistema Unimed para a saúde suplementar.
REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013
O diretor de Integração Cooperativista e Mercado, Valdmário Rodrigues Júnior, também participou
do evento, tratando da questão da
Terapêutica. “Não podemos deixar
que o Poder Público repasse para as
cooperativas médicas o que é de sua
obrigação de acordo com a Constituição. Como legalistas que somos,
entendemos que a regulação da ANS
deve ser feita com tempo maior de
adaptação, para não sobrecarregar as
cooperativas que necessitam investir em leitos e qualificação de mão
de obra para os clientes. Também
precisamos promover a mudança do
atual modelo hospitalocêntrico para
o modelo de atenção integral à saúde”, assinalou o dirigente.
Convidado especial, Massami Uyeda, Ministro do Superior Tribunal de
Justiça, argumentou sobre o âmbito
jurídico da questão da Terapêutica,
ressaltando as dificuldades impostas pela burocracia brasileira. “Meu
depoimento nesse seminário mostra a preocupação em trazer julgamentos mais atuais, pois a medicina
suplementar tem de cumprir o que
está no contrato. Além disso, ela
ainda está sob as orientações de
uma agência reguladora”, explicou.
Partindo para apresentações mais
técnicas, Eliseu Martins, professor
emérito da FEA/USP, proferiu a palestra “O Novo Perfil do Contabilista”,
na qual afirmou que o profissional da
área precisa acompanhar a realidade
econômica, o que exige mudança de
Eliseu Martins, professor emérito
da FEA/USP
Orestes, Valdmário, ministro Massami Uyeda (STJ) e José Claudio. “A medicina
suplementar tem de cumprir o que está no contrato”, disse o ministro
comportamento a fim de exercer a
capacidade de julgamento. O assessor jurídico da Unimed do Brasil José
Cláudio de Oliveira, e a gerente de
Controladoria e Finanças Izabel Marques Rizo, além de Eraldo de Almeida
Ferreira Cruz, executivo de Negócios
Institucionais da Superintendência
de Regulação da Unimed do Brasil,
e Bruno Martins Rodrigues, gerente
geral de Acompanhamento das Operadoras e Mercado da ANS, trataram
de um tema recorrente: “Como Capitalizar a Sua Unimed”.
Isabel discorreu sobre a margem de
solvência e José Cláudio sobre os
aspectos jurídicos da capitalização.
Bruno tratou das questões regulatórias da capitalização, do ponto de vista da ANS. Eraldo afirmou que, atualmente, a contabilidade é a essência
sobre a forma e, por isso, é preciso
transparência para que não haja dúvidas no momento da auditoria.
As discussões focadas no dia a dia
das cooperativas médicas marcaram
o seminário. Como é prática no evento, os participantes foram divididos
em grupos de trabalho e, no último
dia, trocaram ideias, compromissos
e objetivos. É o caso do grupo que
tratou da operacionalização da Câmara de Compensação e das regras
do Manual de Intercâmbio e financiamento para recursos próprios junto
ao BNDES, liderado pelo coordenador financeiro Claudinei S. Santos.
Superintendente atuarial da Única. O
Superintendente, Saulo Ribeiro Lacerda, coordenou o grupo atuarial e
destacou o papel do Comitê Técnico
Atuarial da Unimed do Brasil de subsidiar a Confederação nas questões
técnicas levadas à ANS.
“Percebemos evolução e amadurecimento nas discussões dos temas
propostos, o que é positivo para todo o Sistema Unimed. Os técnicos
estão mais fundamentados, apesar
do grande número de novos profissionais. Houve também entrelaçamento muito maior do grupo contábil com os demais grupos, principalmente com o jurídico. Em meio
a tantas mudanças, essa integração
é importante e percebemos isso de
forma muito expressiva neste seminário”, disse Isabel.
“É importante esclarecer que as
conclusões dos grupos não são da
Unimed do Brasil, mas dos técnicos
que compõem todo o Sistema Unimed e decorrem, na verdade, da participação coletiva, o que é extremamente salutar para o cooperativismo médico”, ressaltou José Cláudio.
Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR
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EVENTOS
Cooperação,
Crescimento e
Sustentabilidade
Com o tema ‘Cooperação, Crescimento e Sustentabilidade’,
a 43ª Convenção Nacional Unimed acontecerá entre
os dias 17 e 20 de setembro, no Centro de Convenções
Minascentro, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
Até o momento, já estão previstas a conferência “Interação do
Poder Judiciário com a Agência Reguladora – As decisões conflitantes do Poder Judiciário com as resoluções normativas da
ANS” e as mesas-redondas “Nova agenda regulatória e cenário da saúde suplementar” e “A agenda regulatória da Saúde
Suplementar”.
Na quinta-feira, 19 de julho, deverão ser tratados os temas “As redes de Atenção à Saúde” e “Modelos de atenção à Saúde: Primeiros resultados do Sistema Unimed”, além de uma mesa-redonda
sobre a relação médico-paciente e um painel sobre tendências e
competitividade do Sistema Unimed.
Para o último dia são aguardados o painel “Grandes Temas do
Sistema Unimed – Perguntas que os dirigentes gostariam de
saber as respostas”, a palestra “Sustentabilidade dos Recursos Próprios” e a apresentação “Modelos de Governança entre o Conselho de Administração e a Diretoria Executiva nas
cooperativas”.
Além disso, a convenção contará com a feira de negócios.
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REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013
NOSSA HISTÓRIA
A história de conquistas da
Unimed Batatais
Cooperativa está perfeitamente envolvida com
a comunidade de Batatais e cidades vizinhas e
investe na melhoria da prestação de serviços.
E
xemplo de gestão e compromissos com os valores do cooperativismo, a Unimed Batatais está
chegando aos 31 anos de existência com novidades importantes para os seus clientes. Há alguns
meses, a cooperativa entregou o seu novo Centro Médico, estrutura moderna e de alto padrão destinada a
atendimentos de urgência e emergência 24 horas.
Trata-se de um projeto inovador para o município, tanto pela qualidade de serviços quanto pela sua
infraestrutura, elaborada para aliar inovação tecnológica e melhor aproveitamento de recursos naturais, como luz solar e água da chuva, o que também
reduz os custos com a manutenção das instalações.
O Centro Médico está ganhando forma em duas
fases de construção. A primeira, já concluída, oferece três salas de consultórios, duas salas para realização de pequenas cirurgias, sala para atendimentos
de urgência e emergência, sala de raios-x totalmente equipada, sala para realização de endoscopia
Novo Centro Médico:
mais qualidade no atendimento
Agosto | 2013 • No 07 • Ano 3 • REVISTA UNIMED BR
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NOSSA HISTÓRIA
digestiva, sala de ortopedia, laboratório, sala de inaloterapia e leitos para observações clínicas.
O início da segunda etapa das obras está previsto para 2014 e compreenderá a construção do
centro cirúrgico composto de quatro salas para a
realização de cirurgias e o setor de hotelaria, com
24 apartamentos para as internações hospitalares.
A unidade foi construída para ampliar a capacidade de atendimento e funciona 24 horas para
atendimentos de urgência e emergência e demais
atendimentos ambulatoriais eletivos.
"Em três décadas, a Singular cresceu muito e,
com isso, foi necessário aumentar desde a estrutura até o número de serviços prestados, buscando oferecer o melhor para os clientes", informou a
diretoria da Unimed Batatais à revista Unimed BR.
Há também um consistente viés social no trabalho da cooperativa. O Programa Felix, de informática para jovens, é desenvolvido desde 2003, oferecendo gratuitamente cursos de informática a crianças
carentes do município. O objetivo é treiná-las para
os desafios da vida.
"O Programa Felix tem alcançado tamanho sucesso que foi necessário estendê-lo ao público da
terceira idade, que se sente motivado com o novo
conhecimento e se integra ainda mais à sua comunidade", ressalta a direção da cooperativa. Cerca de 1.200 alunos já concluíram o curso.
Destaque, ainda, à creche Os Samarithanos, entidade social e assistencial que proporciona amparo às crianças de extrema carência de até seis anos
durante o período do dia. A Unimed Batatais é parceira da creche, acompanhando a saúde das crianças da unidade na questão nutricional e de crescimento físico. Os trabalhos de acompanhamento
são realizados pelos profissionais/colaboradores
enfermeiros. Além disso, a cooperativa coloca a
estrutura do Centro Médico Unimed para os atendimentos de consultas e procedimentos ambulatoriais das crianças amparadas.
No campo preventivo de doenças, a Unimed
Batatais tem atuado em todas as campanhas promovidas pelas diversas instituições públicas e privadas da cidade. Dentre as diversas campanhas de
prevenção à saúde realizadas, destacam-se: Campanha da Voz, Campanhas contra o Diabetes e a
Hipertensão Arterial, em parceria com a Secretaria
Municipal da Saúde, Campanha contra Obesidade Infantil, Campanha contra Câncer de Mama e
Campanha de Prevenção contra AIDS/DST.
A cooperativa também apoia e participa dos
grandes eventos culturais da cidade, como, por
exemplo, a Festa do Leite, a Festa di San Gennaro,
o Carnaval de Rua e a Festa do Peão, o que "mostra
que somos uma empresa que valoriza a vida do ser
humano em todas as suas manifestações. Uma empresa que participa, que promove verdadeiramente
a cidadania".
Medicina preventiva: cooperativa participa de
iniciativas positivas para o município
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REVISTA UNIMED BR • No 07 • Ano 3 • Agosto | 2013
“Há 30 anos, a Unimed de Batatais promove a
medicina cooperativista de maneira ética e responsável, sempre comprometida com a valorização
do ser humano e da vida. Esta filosofia está presente em todos os serviços que oferecemos. Nossa empresa encontrou a aliança perfeita entre a tecnologia e os talentos humanos, em benefício da saúde e
do bem-estar. Para nós, o sentido da vida está em
proporcionar a segurança e a tranquilidade dos
nossos clientes. E, assim, a Unimed vai construindo com muita saúde a sua história em Batatais", informa sua diretoria executiva.
Você cuida de seus pacientes,
nós cuidamos de sua cooperativa.
O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) tem a
finalidade de aprimorar, por meio da formação profissional, a gestão e os
serviços prestados pelas cooperativas brasileiras.
Desde 1999, o Sescoop apoia cooperativas de todos os ramos, inclusive
da área da saúde, em todos os estados e no Distrito Federal. Ou seja:
o bem-estar do cooperativismo brasileiro depende da eficiência das
cooperativas. E, para isso, as cooperativas podem contar com o Sescoop.
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