A indisciplina na sala de aula
Silvia Maria dos Santos Araújo1
Resumo
O problema da indisciplina em sala de aula em todas as escolas têm sido sem
dúvida, uma das maiores preocupações existentes entre os educadores em
todo o Brasil. Este artigo apresenta um projeto de intervenção realizado no
Colégio Estadual D. Anaídes Brito Miranda, na cidade de Guarai-TO. O
objetivo deste trabalho foi promover a reflexão acerca dos conceitos de
indisciplina e possíveis estratégias de superação de comportamentos
indisciplinares, analisando e descrevendo situações que levaram a estes tipos
de indisciplina na sala de aula e no que acreditam ser os procedimentos de
intervenção mais adequados ao seu enfrentamento, através do coletivo
realizando estratégias de superação dos problemas existentes. Foi realizada
uma pesquisa-ação com a equipe da secretaria, Serviço de Orientação
Educacional (SOE), gestor, professores, pais e alunos onde os mesmos
responderam questionários com perguntas abordando os possíveis motivos e
quais as soluções que amenizarão os problemas de indisciplina na escola na
opinião destes, constatou-se que a comunidade local esteve mais presente na
escola participando das atividades, maior democratização das decisões,
melhoria no funcionamento dos setores, conservação do espaço escolar, houve
a amenização da indisciplina em sala de aula, resultando em fatores
satisfatórios em relação à aprendizagem dos alunos e sobretudo na relação
entre professor e aluno.
Palavras chave: indisciplina, prática pedagógica, família.
Introdução
O presente trabalho tem como foco principal a questão da indisciplina
escolar, o que vem inquietando educadores de todo o país, tornando-se para
as instituições de ensino, um enorme desafio permeado de complexidades.
Esse artigo aborda um projeto de intervenção desenvolvido no ano de 2011 no
Colégio Estadual D. Anaídes Brito Miranda, na cidade de Guaraí, atualmente a
1
Graduada em Pedagogia pela UNITINS; Pós-graduada em Orientação Educacional pela Salgado de
Oliveira. Coordenadora Pedagógica do Colégio Estadual D. Anaídes Brito Miranda, Guaraí-TO.
Especializando em Coordenação Pedagógica pela Universidade Federal do Tocantins-Pólo de Guaraí-TO.
escola tem 380 alunos com turmas do 1° ao 9° ano do Ensino Fundamental e
Ensino Médio nos turnos matutino e vespertino.
E o que vem a ser especificadamente indisciplina?
A falta de limites, o desrespeito aos direitos dos outros, incompreensão
das regras de convivência a falta de solidariedade, atitudes que não combinam
com atividades em grupo, e propriamente a educação formal.
Assim baseadas na problemática existente, em Março do ano de 2011, a
Comunidade Escolar formada pelos professores, coordenadores, funcionários,
diretores, representantes de pais e alunos do colégio Estadual D. Anaídes Brito
Miranda situado na Avenida 15 de Novembro,1580, Setor: Cristo Redentor,
município:
Guarai/Estado:TO,
localizado
na
zona
urbana,
tiveram
conhecimento da criação do Projeto de Intervenção, através de uma reunião
sobre as causas e possíveis mudanças que contribuirão para a diminuição do
índice atual das indisciplinas em nosso âmbito escolar, a comunidade escolar
visando melhoria na qualidade do ensino oferecido pela instituição estabeleceu
metas e ações no Projeto Político Pedagógico para a realização destas ações,
sendo seu desenvolvimento no decorrer do ano letivo de 2011.
Neste artigo serão relatados todos os passos elaborados e executados
pela comunidade escolar na realização do projeto de intervenção, visando
estratégias de superação de comportamento indisciplinares em sala de aula,
buscando sua a diminuição, trabalhando coletivamente para realizar as
estratégias de superação dos problemas existentes, tão importante para o
desenvolvimento da unidade escolar.
A escolha do foco de intervenção justifica-se pelos altos índices de
reprovações, repetências e infreqüências. Assim foi repassado aos alunos (três
alunos por turma do ensino fundamental do 1° ao 5° ano), pais, professores e
SOE, questionários sobre os possíveis motivos e quais as soluções que
amenizarão os problemas de indisciplina na escola na opinião destes.
Para que a elaboração do Projeto de intervenção e sua aplicabilidade
acontecessem foi necessário construir com uma gestão democrática, uma
equipe comprometida em realizar as ações necessárias, onde juntamente com
a coordenação pedagógica criassem mecanismos que possibilitassem o
envolvimento da equipe escolar num processo prático e viável de mudanças
educativas resgatando o verdadeiro sentido da existência da escola que nada
mais é que a qualidade de ensino dentro da comunidade que está inserida.
Os objetivos estabelecidos para a realização do Projeto de Intervenção
foram definidos como: Promover uma mudança de olhar em relação à
indisciplina, estudando conceitos de desenvolvimento moral e ético e adotandoos como conhecimento necessário ao processo educacional. Estimular a
equipe a refletir sobre a própria postura. Conhecer os princípios de um
ambiente de cooperação. Orientar a atuação da equipe frente a situações de
conflito. Motivar os alunos através de atividades diversificadas para a melhoria
de seu desempenho em sala de aula.
As pesquisas foram realizadas através de análise dos coordenadores
pedagógicos, professores e o Serviço de Orientação Educacional (SOE), no
inicio do ano letivo com o comportamento preliminar dos alunos, neste
momento foi definido o cronograma geral com ações para alcançar os objetivos
específicos do projeto de intervenção que aconteceria no período de 01/2011 a
08/2011. Além de entrevistas, estudos dirigidos e bibliográficos.
As metodologias utilizadas foram desenvolvidas de acordo com as ações
realizadas, contendo questionários, reuniões, debates, entrevistas e estudos
bibliográficos. Em janeiro/2011 ficou definido o foco de intervenção; em
fevereiro/2011 inicio de leituras de obras para a fundamentação teórica na
elaboração do projeto de intervenção; em março/2011 início da execução do
projeto de intervenção; 15/03/2011- planejamento da data de culminância do
projeto, envolvendo toda comunidade escolar; entrega dos questionários. Já
em abril 2011- Elaboração do projeto de intervenção e planejamento na reunião
do pré-conselho de classes, através das evidencias existentes o “pagamento”
feito ao aluno em dinheirinho (falso), através de um contrato pedagógico
afixados em sala de aula, em troca das atividade realizadas; em 21/06/2011
culminância do projeto de intervenção. Agosto/2011- Elaboração do relatório de
evidências do projeto de intervenção.
A indisciplina pode ser superada nas escolas no aspecto de ter a família
e escola em parceria, ambas teriam muitas utilidades no combate a indisciplina
em sala de aula.
Um dos fatores que influenciam a indisciplina pode ser a falta de
comunicação da própria família dentro de casa, pelo fato de muitos jovens não
encontrarem apoio e terem que procurar em uma pessoa, talvez errada, que
lhe acaba colocando no mau caminho.
Problemas familiares de fato influenciam no comportamento do aluno em
sala de aula, e em muitos casos os próprios pais são os responsáveis, por
darem à estes alunos excessiva proteção. Existem fatos também relacionados
as carências sociais; influências recebidas de pessoas erradas; desmotivação
dos alunos para todas as matérias postas em sala de aula; envolvimento com
drogas; métodos de ensino tradicionais fixação, agressividade, desafio a
autoridade do professor e falta de capacidade de alguns professores
controlarem a turma.
Todos (a sociedade, a família, a escola, o professor) ajudam na formação
da criança. A indisciplina não inicia na escola, vem de casa. A família que não
proporciona ao filho um bom alicerce acaba sofrendo as conseqüências. Neste
sentido família e escola não podem andar separadamente, nem pouco
trabalharem com objetivos contrários, se cada parte dentro de suas
possibilidades e limitações, teremos alunos cada dia mais disciplinado.
A disciplina, como criadora de condições para aprender, não pode cuidar
sã de condições individuais, deve cuidar também de criar um ambiente, um
clima, que ajude as pessoas a aprender. Cada um deve contribuir com o seu
modo de ser e estar pronto para ajudar a construir um ambiente escolar
estimulante.
Costuma-se compreender a indisciplina, no meio educacional, como a
manifestação de um individuo ou de um grupo com um comportamento
inadequado, um sinal de rebeldia, intransigência, desacato, traduzida na falta
de educação ou de respeito pelas autoridades, na bagunça ou agitação. Como
também na incapacidade do aluno (ou alunos) em se ajustar às normas e
padrões de comportamento esperados.
Desenvolvimento
Lembrando que esse projeto foi desenvolvido com a participação de cinco
turmas do ensino fundamental do 1° ao 5° ano, com estimativa de
aproximadamente 98 alunos com participação ativa, com 06 professores dando
suporte e 37 pais respondendo aos questionários, participando das reuniões e
auxiliando na execução do projeto observamos que apenas o número de pais
durante a realização das ações que deixou a desejar.
Para mudar a perspectiva em relação à indisciplina, é imprescindível que
a escola se responsabilize cotidianamente por garantir um ambiente de
cooperação, em que o valor humano, o respeito, a dignidade e a integridade
marquem as relações. Ao mesmo tempo, é preciso ter em mente que conflitos
sempre vão ocorrer e não é possível esperar o fim da formação para resolvêlos, temos que criar estratégias para amenizá-los. Lembre-se de que o mais
importante é lidar com a causa do conflito e não apenas atribuir culpa e impor
punições. Pouco importa quem começou uma discussão.
Para Vasconcelos (1993) a causa dessa indisciplina não é somente o que
foi citado acima, ele diz que a indisciplina pode ser classificada em cinco
grandes níveis: Sociedade, Família, Escola, Professor e Aluno.
A indisciplina do aluno na escola é resultante de muitos fatores e
influências que recaem sobre a criança, ao longo do seu desenvolvimento, na
família e no meio social. Desse modo, a indisciplina dos educando não é alheia
à escola e a família, que são as instituições responsáveis pela educação e sua
formação.
Para Aquino (2003), é impossível negar a importância e o impacto que a
educação familiar tem sobre o indivíduo. No entanto, seu poder não é absoluto
e irrestrito. Neste sentido é preciso adaptar a estrutura familiar às novas
circunstâncias e transformar determinadas normas, sem deixar de constituir um
modelo de referencial familiar.
Para Pires (1999), A família e a escola mudaram de modo significante nos
últimos tempos. Para o autor, a família antes era cúmplice da escola, mas
infelizmente
hoje,
tem
depositado
suas
funções
e
delegado
suas
responsabilidades à ela, e mesmo assim tem criticado, assim os alunos vêm a
escola com os menos limites trabalhados e conquistados pela família.
Perante essa situação ver-se-a uma necessidade de reorganização da
família, com base em atitudes e em valores morais e sociais, pois ela é o
primeiro
contexto
de
socialização
que
exerce
enorme
influência
no
comportamento das crianças.
O projeto foi desenvolvido durante o primeiro semestre de 2011 e durante
sua realização foram realizadas cinco ações, com o objetivo de promover a
reflexão acerca dos conceitos de indisciplina e possíveis estratégias de
superação de comportamentos indisciplinares, analisando e descrevendo
situações que levaram a estes tipos de indisciplina na sala de aula e no que
acreditam ser os procedimentos de intervenção mais adequados ao seu
enfrentamento, através do coletivo realizando estratégias de superação dos
problemas existentes.
As ações realizadas no projeto de intervenção foram:
1ª AÇÃO- Elaboração do projeto de intervenção, detectando assim quais
os níveis de indisciplina existentes em nossa escola, e como trabalhar os
índices de reprovação, repetência e infreqüências, que são atribuídos a esta
indisciplina. Em 01/2011 à 02/2011.
2ª AÇÃO- Em março foi repassado aos docentes através de uma reunião,
sobre quais as causas e possíveis mudanças que contribuirão para a
diminuição do índice atual das indisciplinas em nosso âmbito escolar. a
Comunidade Escolar formada pelos professores, coordenadores, funcionários,
diretor, representantes de pais e alunos.
3ª AÇÃO- Através de pesquisas com a equipe da secretaria, SOE, gestor,
professores, pais e alunos foram respondido questionários com perguntas dos
possíveis motivos e quais as soluções que amenizarão os problemas de
indisciplina na escola na opinião destes. Em 15/03/2011.
4ª AÇÃO- No dia 10/04/2011 na reunião do pré-conselho, através das
evidências existentes apresentadas pelos regentes das turmas iniciais,
auxiliaremos a equipe a resolver os conflitos, através das ações de intervenção
do ensino fundamental do 1° ao 5° ano, ou seja, o “pagamento” feito ao aluno
em dinheirinho(falso), através de um contrato pedagógico afixados em sala de
aula, em troca das atividades realizadas:
CONTRATO PEDAGÓGICO
Trazer seu material completo: R$5,00;
Fazer todas as atividades: R$5,00;
Produção de texto: R$5,00;
Comportamento em sala de aula: R$3,00;
Freqüência: R$2,00;
Aula de reforço: R$2,00;
Para casa feito: R$2,00;
Livro lidos: R$2,00.
5ª AÇÃO- Essa ação é realizada com a culminância do projeto de
intervenção, ou seja, ao final do bimestre quando todos receberem os
dinheiros pelas atividades desenvolvidas em sala de aulas. Será feita a
compras de artigos e objetos que foram doados pela comunidade escola e
local, como: material escolar (cadernos, lápis, borrachas e apontadores, lápis
de cor, giz de cera), guloseimas (algodão doce, pipoca, geladinha, balas,
chocolates e outros), brinquedos (pula-pula, piscina de bolinhas), bazar de
roupas e bijuterias. Em 21/06/2011.
Havendo a preocupação, com a falta de disciplina em sala de aula, as
influências externas para com a conduta do aluno dentro da sua organização
formal, buscou encontrar meios para diminuir os crescentes índices de conflito
no ambiente escolar. Nas principais indisciplinas vêm à mente as idéias de
limites (frustração, interdição, proibição), objetos concretos (finalidades,
sentido com limite colocado).
A crise da indisciplina escolar esta associada juntamente à crise de
objetivos e limites vivenciados, onde o aluno traz para a aula os valores e
atitudes que foi aprendendo, onde pode ser um reflexo da ausência de
condições para uma adequada educação familiar.
A própria constituição física ou intelectual do aluno pode provocar
comportamentos indisciplinados. A imaturidade, a desatenção, a incapacidade
de fixação, o baixo rendimento, repressões a incapacidade nos sistemas de
distúrbios mais profundos (quer fisiológicos, quer emocionais).
Segundo Aquino (1996) há cinco regras éticas no trabalho do docente. A
primeira é que o professor não é responsável pela solução de todos os
problemas de indisciplina em sala de aula, mas de haver uma tentativa em
buscar caminhos, para tentar diminuir o fato.
A segunda regra é a ética, refere-se a dês-idealização do perfil de aluno.
Ou seja, abandonemos a imagem do aluno ideal, de como ele deveria ser,
quais hábitos deveria ter, e conjuguemos nosso material humano e concreto.
A terceira regra implica a facilidade ao contato pedagógico. É obrigatório
que não abramos mão sob hipótese alguma, do que escapa de nossa ação, do
objeto de nosso trabalho, que é apenas um: o conhecimento.É importante que
tenhamos clareza de nossa tarefa em sala de aula para que o aluno possa ter
clareza também da parte dele.
A quarta regra é a experimentação de novas estratégias de trabalho,
precisamos
tomar o
nosso
oficio
como
um
campo
privilegiado
de
aprendizagem,
de
investigação
de
novas
possibilidades
de
atuação
profissional.
A última regra, ainda segundo Aquino (1996), é a ética, e com qual
encerramos nosso percurso, á idéia de que dois são valores básicos que
subdividi nossa ação em sala de aula: a competência e o prazer.
Assim, no momento que a indisciplina interioriza para a sala de aula, são
muitos fatores que a mesma gera: o desinteresse do aluno, inquietação,
incapacidade de prestar atenção, que na maioria das vezes impedem as
crianças de aprender.
Quando as famílias acompanham o seu filho de perto os resultados de
ensino e aprendizagem, tem resultados positivos, diante de tal postura à
criança se encontra mais motivada em estudar e pesquisar algo que lhe
interesse.
Entende-se, então que o problema da indisciplina é tarefa de todos:
sociedade, família, escola, professor e aluno. Porém não podemos ser
ingênuos, pois embora a tarefa seja de todos nem sempre isto acontece,
temos visto, nem todos estão interessados em resolver o problema. Uma das
atitudes a serem tomadas é tentarmos fazer apenas nossa parte, somados
com os aliados da luta e vamos, ao mesmo tempo, cobrando que outro faça a
parte dele.
É por essas e outras que nós quanto educadores que somos devemos
encontrar em nossa ação pedagógica o resgate e o prazer dos valores
familiares, sociais, humanos de interação com o outro, como o crescer
individual e coletivo. Encontrando assim o verdadeiro caminho do aprender
transformador.
Considerações finais
Como em qualquer trabalho complexo que envolve várias pessoas dentro
de uma comunidade escolar, enfrentamos algumas dificuldades para que todos
pudessem se envolver. Mesmo enfrentando estas dificuldades professores,
pais, alunos, diretores, coordenadores, em enfim todos os funcionários do
Colégio Estadual D. Anaídes Brito Miranda, perceberam avanços na escola
considerando os objetivos específicos listados no projeto de intervenção.
Foi constatado que a comunidade local esteve mais presente na escola
participando das atividades, maior democratização das decisões, melhoria no
funcionamento dos setores, conservação do espaço escolar, houve a
amenização da indisciplina em sala de aula, resultando em fatores satisfatórios
em relação à aprendizagem dos alunos e sobretudo na relação entre professor
e aluno. Devido ao sucesso na realização desta ação a equipe gestora tomou a
decisão de ampliar o projeto de intervenção com as demais turmas (6° ao 9°
ano).
Percebemos que a família deve ser um dos núcleos fundamentais na
formação dos seres para o convívio social e tem um papel que só a ela cabe:
que é introduzir as primeiras lições de cidadania e de respeito ao próximo, além
de demonstrar exemplos de condutas adequadas.
Problemas familiares de fato influenciam no comportamento do aluno em
sala de aula, e em muitos casos os próprios pais são os responsáveis, por
darem à estes alunos excessiva proteção, existem fatos também relacionados
carências sociais; influências recebidas de pessoas erradas; desmotivação dos
alunos para todas as matérias postas em sala de aula; envolvimento com
drogas; métodos de ensino tradicionais, fixação, agressividade, desafio a
autoridade do professor e falta de capacidade de alguns professores
controlarem a turma.
Neste sentido é necessário que os educadores revejam suas práticas de
ensino, construindo dinâmicas, resgatando no aluno o interesse pelo
aprendizado, além de ser levado em consideração o conhecimento específicos
sobre cada indisciplina.
Este trabalho possibilitou um acréscimo para o conhecimento tanto teórico
como prático no que diz respeito à história da educação, os estudos trouxeram
várias reflexões sobre a grandeza e importancia de como lhe dar com o
problema da indisciplina na escola e sobretudo em sala de aula, o processo
educacional pelo qual foi realizado este projeto permitiu-nos sistematizar bem
os conhecimentos enquanto coordenadora, articuladora e mediadora
do
processo ensino aprendizagem.
O que o conjunto da sociedade, especial dos educadores desejam, é uma
disciplina ativa e consciente, marcada pelo respeito, responsabilidade,
construção do conhecimento, interação, participação, formação do caráter e da
cidadania. E isto começa em casa, com os pais que tem que transmitir o saber
e educar as crianças.
Percebeu-se então que houve grande avanço na participação da
comunidade local a qual esteve mais envolvida na escola participando das
atividades, como também maior democratização das decisões, conservação do
espaço escolar,
amenização da indisciplina em sala de aula e em todo o
âmbito escolar, aumento da participação dos servidores, enfocando um
trabalho coletivo em prol somente de uma aprendizagem com qualidade.
Referências:
AQUINO, J. G. Indisciplina: o contraponto das escolas democráticas. São
Paulo: Moderna, 2003.
PIRES, Dorotéia Baduy. Disciplina: construção da disciplina consciente e
interativa em sala de aula e na escola. Educação & Sociedade, ano XX, nº
66, Abril/99.
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Disciplina: construção da disciplina
consciente e interativa em sala de aula e na escola. São Paulo: Libertad,
1993.
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