CONSUMO E POBREZA NO BRASIL: dá pra pensar? Milene Peixoto Ávila 1 Resumo: Nesse artigo pretendo analisar, partindo de uma reflexão sobre o Programa Bolsa Família, as recentes políticas sociais destinadas ao combate à pobreza, focando as relações tecidas entre consumo e cidadania. Parte-se da idéia de que a “solução” para o problema da pobreza encontrada pelas instituições internacionais e pelo governo Lula de distribuição de dinheiro para os “mais pobres”, apesar de apresentar crescimento de renda e ativar o consumo, não se reverte, necessariamente, em erradicação da pobreza, redução a desigualdade ou em maior/melhor cidadania. Estaríamos diante da formação de dependentes de programas de transferência de renda e consumidores, não de cidadãos. Palavras-chave: Políticas sociais, pobreza, cidadania, consumo. Abstract: This work presents an analysis on the social policies of poverty combat in Brazil, observing particularly the connections between consumption and citizenship, based on a reflection on “Programa Bolsa Família”. I believe that the “solution” for the poverty problem found by both the international institutions and Lula’s policy of income distribution to the “poorest”, even showing income growth and enhancing consumption, do not necessarily mean poverty eradication, inequality reduction or achievement of citizenship. We are rather seeing a formation of consumers and dependents of income transfer programs, instead of citizens. Key words: Social policies, poverty, citizenship, consumption. 1 Doutoranda. Universidade Estadual de Campinas. Email: [email protected]. 0 I- INTRODUÇÃO A proliferação de programas de transferência de renda, ao longo dos anos 90, como resposta à crise do Welfare State e como possibilidade de redução da pobreza e do desemprego crescentes tem confirmado a distribuição de dinheiro aos “mais pobres” como a política social predominante no Brasil, assim como em diferentes países desenvolvidos e em desenvolvimento. Parece haver uma espécie de consenso internacional a respeito da sua eficácia na esfera econômica, afinal de contas é notável, desde 2001, acentuando-se a partir de 2003, o aumento da renda dos setores mais empobrecidos da sociedade brasileira, em contraposição à estabilidade ou queda dos rendimentos dos estratos médios e superiores (Dedecca, 2007). A queda no número de pobres2 tem assumido, nos discursos oficiais do governo Lula e em alguns institutos de pesquisa ares de “resolução da desigualdade”3 e de estímulo à mobilidade social, configurando a ampliação da classe média/C, em detrimento a quedas das classes A/B e D/E. Esse recente movimento de queda da desigualdade – atingindo uma média de 1,2% por ano, um dos mais acentuados do mundo! – tem como principais determinantes a expansão do crédito e os programas de transferência de renda federais Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada – BPC, além da política de valorização do salário mínimo e seus efeitos nas aposentadorias. Dentre os dois programas de transferência de renda, é o BPC, cujo beneficio equivale a um salário mínimo, que mais tem contribuído para o aumento da renda de famílias consideradas pelo Estado como pobres e miseráveis (Jaccound, 2006). Já o programa Bolsa Família (PBF) se destaca menos pelo valor pago, do que pela quantidade de pessoas que atinge: mais de 11,1 milhões de famílias4. Mas, apesar da constatação de um movimento 2 Estudos feitos pela Fundação Getúlio Vargas apresentam uma queda de 19,18% no número de pessoas miseráveis, entre os anos de 2003 e 2005 (Neri, 2006:03). Outro estudo do IPEA, realizado nas 6 regiões metropolitanas do país mostra que a taxa de pobreza cai de 35,0% da população em 2003 para 24,1% já em 2008. A indigência segue o mesmo ritmo: em termos percentuais, sua participação na população cai para a metade. Nesse mesmo trabalho, é interessante notar que, ao passo que diminuem o número de pobres, aumenta o de ricos. Maiores informações consultar Ipea, 2008. 3 É comum nas propagandas do governo Lula o slogam “O Brasil cresce e diminui as desigualdades. A vida dos brasileiros melhora”. Retirado do Le Monde Diplomatique Brasil, ano 1, número 12, julho de 2008. 1 até então inédito no país, de queda da desigualdade mediante distribuição de renda5, parto da hipótese nesse artigo de que os programas de transferência de renda, enquanto política pública de combate à pobreza, têm importância para o aumento da renda dos beneficiários6 e, conseqüentemente, a capacidade de consumo desses segmentos, mas não tem contribuído, no dia-a-dia da política, para ampliação e consolidação de direitos ou melhor/ maior exercício da cidadania. Nas próximas páginas, pretendo fazer um breve levantamento sobre o Programa Bolsa Família, aqui entendido como a política social predominante no governo atual, recomendada por órgãos e instituições internacionais. Por fim, procuro analisar o resultado do aumento da renda dos segmentos mais pobres, focando as relações tecidas entre consumo e cidadania. I – A CIDADANIA E O SISTEMA DE PROTEÇÃO SOCIAL Á BRASILEIRA Ao compararmos nosso Sistema de Proteção Social com o constituído nos países desenvolvidos, nota-se que, nem de perto, conseguimos implantar um Estado de Bem Estar Social, uma vez que não universalizamos os direitos sociais, nem garantimos a possibilidade de emprego para uma camada expressiva da população7. Para Draibe (1990) o tipo de intervenção do Estado brasileiro é marcada pelo caráter meritocrático –particularista, o que equivale dizer 4 Em janeiro de 2009 o governo anunciou alterações nos critérios de seleção do PBF: a ampliação da renda per capita familiar de R$ 120,00 para R$ 137,00, o que equivale à inclusão, em 2009, de mais 1,8 milhões de famílias beneficiárias, fato que irá elevar para 12,9 milhões de famílias atendidas pelo programa. 5 É importante destacar que em outros momentos houve queda da desigualdade. Ao longo dos anos 70 a pobreza foi reduzida à metade (Pastore; Zylberstajn; Pagoto, 1983 apud Ipea, 2007: 09). Durante o período de implantação do Plano Real, a pobreza declinou quase 10 pontos percentuais (Rocha, 2003). 6 O valor do benefício do PBF, como se sabe, é variável de família por família, dependendo do número de filhos crianças e adolescentes e da classificação do beneficiário (miserável ou pobre). Para muitas famílias, o valor recebido do Bolsa Família é ínfimo, em outros casos, representa a única renda fixa da família. 7 No Brasil, ao contrário do que ocorreu ao longo dos “trinta anos gloriosos” nos países desenvolvidos, nunca houve um período de democratização do acesso ao trabalho formal. Atualmente, cerca de 41% da população economicamente ativa está inserida no mercado informal (Ipea, 2006). 2 que na sociedade brasileira cada pessoa deve estar em condições de resolver suas próprias necessidades, com base no seu mérito (e dinheiro!), nas suas relações sociais (e pessoais), no seu trabalho e capacidades particularidades e só contar com o Estado quando “a coisa estiver feia”. Uma espécie de salve-se quem puder, uma vez que ainda sob uma cidadania regulada, sem políticas universalizantes, capazes de garantir a proteção ou prevenção a todos os brasileiros. A política social, nesse contexto, é pensada somente como fator de correção parcial de distorções do mercado, dirigida a grupos específicos: “os necessitados” ou “ os mais pobres”. Ainda de acordo com Draibe, esse padrão de intervenção estatal conservador, com características autoritárias e tecnocráticas, somado à cultura do assistencialismo se consolida no Brasil em meados das décadas 60 e 70, em pleno punho militar, produzindo o que eu chamaria de Welfare State à brasileira: longe de estar no centro das ações do Estado, a questão social no Brasil sempre esteve em segundo plano e porque não dizer, relegada às primeiras-damas, quicá bem intencionadas. Sob o julgo da cidadania regulada, aos pobres e àqueles incapazes de sobreviver por conta própria, por não portarem o passaporte de ingresso a tão sonhada CLT - no sistema de proteção social, não houve outro caminho se não recorrer à filantropia, à bondade alheia ou a serviços residuais do Estado para a provisão da cobertura de seus direitos mínimos (Cohn, 2004: 02). Com a Constituição de 1988, no entanto, o Estado assume, em todas as suas esferas de competência, a responsabilidade pela “erradicação da pobreza, da marginalização e da diminuição das desigualdades sociais” (BRASIL, 1988, artigo 3, inciso III e IV). Os programas de transferência de renda surgem no cenário nacional como a alternativa para as novas ondas de políticas sociais, compensatórias e focalizadas. II- TRANSFERIR RENDA: ALTERNATIVAS E LIMITES 3 Já nos fins da década de 70, com o desemprego crescente e prolongado e a crise do Estado de Bem Estar Social, idéias sobre a necessidade de se reformar o Estado, na busca de um novo tipo de intervenção passam a ser preconizadas primeiro nos países desenvolvidos, para, ao longo dos anos 90, assumir materialidade nos países latinos-americanos. No Brasil as reformas de cunho neoliberal se efetivaram durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. As políticas sociais foram marcadas pela implantação de programas de transferência de renda; focalização das políticas sociais nos “mais pobres” e criação do Cadastro Único, um interessante banco de dados sobre a pobreza. Apesar dessas inovações, na década de 90 as políticas sociais subordinaram-se ao grande projeto político de FHC: a estabilização da economia, fato facilmente observável no caráter liberalizante do pacote de reformas prómercado, em contraposição ao princípio universalizante da Constituição de 88. Fomos vivenciando um processo de universalização restrita, isto é, as políticas sociais adotadas foram pensadas para atingir um público alvo específico8. Optou-se pelo caminho da focalização, da discriminação positiva (Castel, 2008); da fragmentação das políticas sociais e privatização das proteções (Di Giovanni & Proni, 2006). Para Ivo (2006) essa mudança de perspectiva tem como objetivo produzir um efeito compensatório e flexível: reduzir os efeitos adversos do ajuste estrutural imposto ao longo da década de 80 e 90, não se constituindo como direitos, mas benefícios, passíveis de serem retirados a qualquer momento, provavelmente para “conter gastos públicos”. É, pois nesse contexto de “muda, mas permanece” que o Bolsa Família, maior programa de transferência de renda do mundo, surge no cenário político como uma grande promessa de Lula e do PT para a transformação das desigualdades. III- UMA BOLSA PRO CONSUMO O Programa Bolsa Família, resultado da junção de 04 programas de transferência de renda implantados na gestão de FHC, é criado em 2003 e, desde então, vem sofrendo 8 Ludmila Abílio (2005) ao analisar programas de transferência de renda da cidade de São Paulo chama a atenção para o uso do termo “ público alvo”, próprio do mundo do marketing. 4 contínuas transformações no seu desenho que vão desde a ampliação do número de beneficiários, à correção do valor do benefício. Uma série de estudos tem demonstrado, sob diferentes óticas, os resultados positivos do programa, dentre os quais destacamos o acréscimo da renda e, conseqüentemente, do consumo, em grande parte, de alimentos (Cedeplar, 2007 e Ibase, 2008), além do aumento da freqüência escolar das crianças filhas dos beneficiários (Draibe, 2006). Assim, um dos maiores feitos desse novo tipo de política social é a capacidade de ativação econômica dos setores mais empobrecidos da sociedade brasileira (classes D/E), fato que se expressa no crescimento da classe C, hoje a maior do Brasil9. De acordo com o pesquisador Marcelo Neri a renda familiar extra advinda do programa Bolsa Família favorece a expansão do mercado de massa (Fernandes, 2007). Mas se para os economistas e para o Governo esse é um dado a ser comemorado, tem se observado diferentes opiniões na sociedade brasileira a respeito do uso do dinheiro do benefício do programa. Recentemente o jornal O globo, através de comentários de Ali Kamel, vinculou algumas reportagens questionando o uso do dinheiro para a aquisição de eletrodomésticos10. Em contraposição, pesquisa encomendada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome ao Ibase (2008) mostra que os beneficiários estão usando o dinheiro do “bolsa” no cuidado dos filhos, priorizando a aquisição de alimentos (87% ), mas gastando também com a manutenção da criança, através da compra de material escolar (46%) e vestuário (37%), além de outros itens. Rocha (1997) talvez seja uma das poucas estudiosas da pobreza que afirma a necessidade de se considerar a estrutura de consumo das famílias na formulação de linhas de pobreza e na definição do que seja a pobreza. Mas, embora aponte para os limites da adoção 9 A ampliação da classe C foi muito divulgada pela mídia ao longo do ano de 2008. Pesquisas tais como a da FGV, organizada por Neri (2008) e a Observador Brasil 2008, organizada pela Cetelem- Ipsos (2008) apontam que a classe C, em 2007, contava com 86,2 milhões de brasileiros, o equivalente a 46% de toda a população. Esse aumento foi concomitante com a queda de pessoas da classe A/B e com o acréscimo de pessoas oriundas das classes D/E. Ante aos dados, é importante ressaltar,no entanto, que não há consenso com relação a essa classificação, pautada exclusivamente na renda. 10 Para maiores informações, consultar matéria de Letícia Lins, “Governo defende uso do Bolsa Família para comprar bens”. Jornal O Globo, do dia 04 de março de 2008. http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/03/04/governo_defende_recursos_do_bolsa_familia_para_comprar_bens426085348.asp 5 de parâmetros puramente baseados na renda, destacando a necessidade de se considerar a estrutura de consumo das famílias, sua análise ainda está muito centrada na cesta alimentar, no consumo das calorias e nutrientes necessários ao provimento da sobrevivência física. O consumo, nesse caso, é visto mais como um instrumento da satisfação das necessidades básicas, do que algo mais complexo, definido também por desejos, anseios, como se o pobre, pelo fato de “ser pobre” não possuísse outras influências na hora de consumir, que não a pura sobrevivência. Afirmar isso seria deixar de lado uma análise mais global do atual estágio do capitalismo e da sociedade de consumo. Ao olharmos esses dados, observa-se a tendência corrente em considerar o consumo do pobre restrito à aquisição de alimentos. Desde a definição de linhas da pobreza e indigência a partir do estabelecimento de cesta básica de alimentos e de calorias, até a “preocupação da sociedade e do Governo” com uso do dinheiro do benefício, nota-se a persistência em tratar a escala/padrão de consumo do pobre restrito à sobrevivência material, fato que se contrapõe, por exemplo, a recentes pesquisas que demonstram o aumento do consumo de celulares e computadores entre as classes C e D/E. Contrariando as teses mais correntes sobre o consumo que consideram o ato de consumir como um ato de escolha racional, influenciado pelos meios de comunicação e pela propaganda, para Mary Douglas o ato de adquirir bens possui a importante função de dar sentido à ação e às relações sociais, a qual estrapola a satisfação das necessidades básicas. Os bens, nessa abordagem, fornecem serviços de marcação nos rituais de consumo. Isso se torna mais claro ao considerarmos o consumo como um processo ritual, cuja função primária é dar sentido ao fluxo incompleto dos acontecimentos (2004:112). O consumo, dessa forma, passa a ser visto como um processo ativo em que todas as categoria sociais estão sendo constantemente redefinidas, ou seja, as pessoas usariam o consumo para marcar um processo interno de classificação, no qual os bens e o ato de consumir servem para pensar os valores que estão em jogo. Para Canclini (2006) os meios eletrônicos fizeram irromper as massas populares na esfera pública e foram deslocando o desempenho da cidadania em direção às práticas de consumo. A capacidade de apropriação dos bens de consumo e o seu uso estão relacionados com o exercício da cidadania, uma vez que o consumo privado de bens e os meios de comunicação acabam por fornecer mais respostas aos cidadãos do que as regras abstratas da democracia. Somos constantemente convocados a 6 sermos consumidores, o que significa que a identidade se define (também) pelo consumo, por aquilo que se possui. IV- CONCLUSÃO De acordo com o exposto, nota-se hoje no Brasil a preocupação em se discutir os efeitos do acréscimo de renda advinda dos programas de transferência de renda no consumo dos mais pobres. Observações morais com relação ao uso do dinheiro surgem como forma de denúncia do “abuso” (ou não) do dinheiro público. Essas discussões apontam para dois horizontes: de um lado, temos uma restrição com relação ao conhecimento dos padrões de consumo dos mais pobres, afinal, se estamos vivenciando um momento de aumento da renda e do consumo, pouco se sabe sobre as formas de uso desse dinheiro e dos elementos simbólicos considerados na hora de consumir, fato que sugere pesquisas que considerem o ato de consumir do pobre muito mais do que satisfação de necessidades básicas, mas como um recurso de marcação e classificação das relações sociais. Por outro lado, ao deslocarmos o olhar da renda para outras dimensões da desigualdade, tais como acesso a bens e serviços públicos (assistência e proteção social, saúde, creche, mercado de trabalho, geração de renda, acesso aos direitos sociais, etc); capital social, cultural, simbólico e humano, ou mesmo, autonomia e participação política, percebe-se que o acréscimo de uma renda mensal garantido pelo Estado, não se reverte, necessariamente, em redução da desigualdade social, ou mesmo na erradicação da pobreza. Corremos o risco de substituirmos o cidadão (como aconteceu nos países mais desenvolvidos) pelo beneficiário, aquela figura que depende de outrem para dar conta de seu destino, ainda que isto ocorra por direito (Demo, 2000:30). Dentro da lógica histórico-estrutural da desigualdade social, adverte-nos o autor, prefere-se sempre o beneficiário ao cidadão, porque, de um lado, reproduz com elegância a ignorância (um dos pilares da pobreza política) e, de outro, fantasia utilidade imediatista dos agentes da política social, em particular, da pública (op. cit. : 31). Comprovar a queda da pobreza depois de praticamente 30 anos de taxas estáveis parece nos levar a considerar os programas de transferência de renda automaticamente como 7 sendo um avanço das atuais políticas sociais de combate à pobreza, uma vez que, o mais difícil aconteceu: em poucos anos caiu o número de pessoas pobres e miseráveis. Mas, apesar de aumentar a base de consumo dos segmentos mais pobres, esse incremento de renda não se converte, necessariamente, em melhoria nas outras dimensões da desigualdade, nem em maior/ melhor exercício da cidadania, tampouco em emancipação dos mais pobres. REFERÊNCIAS BILBIOGRÁFICAS - ABÍLIO, L.C. (2005). 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