Análise Anual do Comércio Brasileiro de Chocolates, Balas e Amendoins do ano de 2012 Supervisão Vice-Presidente: Solange Isidoro Gestor de Exportação: Rodrigo Solano Elaboração e Execução Coordenadora de Inteligência Comercial: Juliany Braga Setor de Exportação ABICAB Esse material é desenvolvido para associados, sendo proibida sua distribuição e venda. Gostaríamos de saber sua opinião sobre esse material. Elogios, críticas e sugestões, por favor, enviar para [email protected]. Março/2013 Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 2 ÍNDICE SUMÁRIO EXECUTIVO ........................................................................03 EXPORTAÇÕES ...................................................................................05 Exportações do Setor .........................................................................05 Exportações de Candies .....................................................................08 Exportações de Chocolates ...............................................................11 Exportações de Amendoim ................................................................14 PREÇO SETORIAL ...............................................................................16 Câmbio ..................................................................................................18 Preço de Insumos ................................................................................19 Açúcar ......................................................................................................19 Cacau ......................................................................................................20 Milho ........................................................................................................21 IMPORTAÇÕES ....................................................................................22 Importações do Setor ..........................................................................22 Importações de Candies .....................................................................26 Importações de Chocolates ...............................................................28 Importações de Amendoim ................................................................30 BALANÇA COMERCIAL ......................................................................31 RESUMO ...............................................................................................32 CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES .................................................36 PRINCIPAIS AÇÕES REALIZADAS EM 2012 .....................................37 Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 3 SUMÁRIO EXECUTIVO • As exportações brasileiras do setor apresentaram queda em 2012, seguindo o comportamento das exportações totais do país. A queda, das exportações de chocolates, candies e amendoim, foi de 8% em valor e 10% em volume, em comparação a 2011. O pior desempenho foi o do segmento de candies, que apresentou queda de 12% em valor e volume em relação ao ano anterior. O segmento de chocolates apresentou queda de 3% em valor e 4% em volume. Já o segmento de amendoim apresentou crescimento de 8% em valor (volume estável). • As exportações brasileiras do setor acompanham o comportamento das demais exportações brasileiras, que diminuíram com a desaceleração global. A perda de vitalidade do comércio exterior não é um problema exclusivo do Brasil, a desaceleração estaria reduzindo os negócios no mundo todo, segundo o valor Econômico. • O saldo da Balança Comercial do Brasil em 2012 foi o pior dos últimos 10 anos, segundo o Estado de São Paulo. Com exportações de US$ 242,5 bilhões e importações de 223,1 bilhões, o superávit foi de apenas US 19,4 bilhões, 34,8% inferior ao de 2011. Segundo o jornal, o resultado só não teria sido pior porque uma parte das importações de combustíveis e lubrificantes da Petrobrás no fim do ano passado não foi registrada e entrará apenas no resultado de 2013. As exportações caíram 5,3%, enquanto as importações caíram 1,4%. Em 2012, o PIB brasileiro cresceu apenas 0,9% segundo dados do IBGE, e o PIB da indústria de transformação caiu 2,5% segundo a FIESP. • O aumento dos preços médios de exportação, acompanhados pelo aumento da taxa de câmbio, por outro lado, aumentaram a porcentagem de lucro de algumas empresas. A taxa de câmbio nominal do real frente ao dólar norte-americano desvalorizou-se 8,9% no ano de 2012. O preço dos insumos variou, o preço do açúcar fechou o ano 21% menor que em 2011, já o preço do cacau subiu 10%, e do milho, 15%. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 4 • A maior parte das exportações do setor ainda se concentra na América, sendo a Argentina e os Estados Unidos os principais parceiros. O aumento das exportações para os Estados Unidos compensou em parte a queda das exportações para a Argentina, causada pelas dificuldades no Balanço de Pagamentos do país. Os Estados Unidos compraram mais produtos brasileiros, especialmente manufaturados, amenizando a tendência de queda generalizadas das exportações (reflexo também da política americana de afrouxamento monetário), segundo o Valor Econômico. • Note-se, entretanto, que enquanto as importações totais brasileiras e as exportações do setor caíram, as importações de confectionery cresceram (27% em valor e 13% em volume) em 2012. • O destaque do mercado brasileiro na atualidade atrai a concorrência de empresas estrangeiras, o que apresenta uma ameaça para as empresas domésticas, uma vez que algumas empresas estrangeiras possuem marcas internacionais fortes e alto desenvolvimento tecnológico, além de melhores embalagens, comunicação com o consumidor e reconhecimento de qualidade. Assim, investimento e ampliação da atuação internacional não são apenas um incremento, mas uma necessidade. Não se pode mais pensar regionalmente, sob o risco de perder mercado para empresas estrangeiras. • O aumento das importações e o destaque do Brasil no cenário internacional salientam uma questão importante, qual seja a competitividade do produto brasileiro. Conforme já abordado pelo Planejamento Estratégico do Setor, a indústria brasileira necessita de diferenciais competitivos, que não estejam relacionados inerentemente a custo, como inovação em produto e em embalagens, e fortalecimento das marcas através de marketing internacional, para continuar crescendo no mercado local e alavancar sua internacionalização de forma sólida. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 5 EXPORTAÇÕES Exportações do Setor • As exportações brasileiras do setor de chocolates, candies e amendoim em 2012 totalizaram US$ 310,3 milhões, o que representou 115,5 mil toneladas. • O valor exportado pelo setor foi 8% inferior ao de 2011. Note-se, entretanto, que no ano de 2011 esse valor havia alcançado seu recorde. Ao comparar os valores apresentados em 2009 e 2010, as exportações em valor mantiveram comportamento ascendente, influenciadas pela evolução do preço médio. • O volume exportado caiu 10% e apresentou seu menor valor desde 2000. Se comparado ao ano de 2004, ápice de exportação em volume, o volume exportado em 2012 apresentou queda acumulada de 45%, ou 7% ao ano. • A participação do segmento de balas, chocolates e amendoim no total exportado em valor pelo setor em 2012 foi de 53%, 44% e 3%, respectivamente. • A participação do segmento de balas vem caindo ano após ano – correspondia a 56% em 2011 – sendo repassada para a participação tanto de chocolates como de amendoim. • Por região, a América do Sul, tradicional destino das exportações de produtos brasileiros, continua sendo o principal mercado do setor, com participação de 53%. Na sequência, América do Norte (15%) e África (13%). • Vale destacar que a América em geral (norte, sul e central) corresponde a uma participação de 71%. Assim, essa região merece atenção especial na formulação de estratégias de aumento de exportações. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 6 • O principal destino de exportação dos produtos do setor continua sendo a Argentina, a despeito da crise no Balanço de Pagamentos do país. As exportações de chocolates, candies e amendoins para o país em 2012 foi de US$ 48,4 milhões, valor 11% inferior ao de 2011, e que representou uma participação de 15,6% no total exportado pelo setor. • Os Estados Unidos são o segundo principal destino das exportações do setor, com participação de 13,6%. As exportações do setor para o país, a exemplo do que tem ocorrido também nos demais setores brasileiros, vêm crescendo (as exportações do setor para os Estados Unidos aumentaram 9% em 2012). • Seguem na sequência Paraguai e Uruguai, com participações de 10,4% e 7%, respectivamente. As exportações para o Paraguai caíram 2% em relação a 2011. Já as exportações para o Uruguai subiram 5%. • A Venezuela, que em 2011 correspondia ao quarto mercado do setor, em 2012 passou para quinto, apresentando queda expressiva (decrescimento de 40%, passando de US$26,8 milhões em 2011 para US$ 16 milhões em 2012). Não se espera que a situação com o país venha melhorar, com os planos de desvalorização cambial para estímulo da produção nacional e devido a projeções de queda do crescimento econômico (motivadas pela instabilidade política e à alta inflação). • O preço médio do setor foi de 2,7 dólares por quilograma, 2% maior que em 2011. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 7 Gráfico 1 - Exportações Brasileiras do Setor (1998-2012) 400 350 289,0 322,9 300 303,7 300,8 310,3 293,2 236,8 250 194,1 200 209,4 166,1 153,2 150 335,8 328,9 308,7 135,9 131,6 126,2 105,2 100 64,4 204,4 173,1 169,3 156,2 155,3 140,6 132,8 121,8 128,0 115,5 81,4 50 0 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Volume (TON Milhares) 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Valor (US$ Milhões) Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB. Gráfico 2 - Principais Destinos das Exportações de Setor (em valor) em 2012 ARGENTINA 16% OUTROS 31% ESTADOS UNIDOS 13% PARAGUAI 10% PERU 2% COLÔMBIA 3% CHILE 4% URUGUAI 7% BOLÍVIA 5% ANGOLA 4% VENEZUELA 5% Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 8 Exportações de Candies • As exportações brasileiras de candies em 2012 totalizaram US$ 164,2 milhões, o que representou 79,1 mil toneladas. • O valor e o volume exportado pelo segmento foi 12% inferior ao de 2011. • O desempenho do segmento de candies foi o pior do setor. Isso é em parte justificado pela queda acentuada das importações de parceiros importantes: Argentina e Venezuela. Como a situação dos dois países não tende a melhorar no curto-médio prazo, novas parcerias, estratégias e formas de atuação devem ser buscadas e desenvolvidas. • A América do Sul absorveu 33% das exportações em valor do segmento, seguida por América do Norte 24% e África 20%. • O principal destino das exportações brasileiras de candies em 2012 foram os Estados Unidos, cuja participação foi de 22% (US$ 35,7 milhões). As exportações para o país no ano subiram 6%, comparadas a 2011. • O segundo principal mercado, Paraguai, apresentou participação de 9% em 2012, o equivalente a US$ 14,3 milhões. As exportações para o país caíram 2% em relação a 2011. • A Argentina, que era em 2011 o segundo principal destino das exportações de candies brasileiros passou para terceiro lugar, apresentando uma queda de 32%. As exportações para a Argentina em 2012 foram de US$ 13,3 milhões, o que representou uma participação de 8% no total exportado pelo segmento. • Angola, quarto principal mercado (com 7% de participação, o equivalente a US$ 11,8 milhões) apresentou queda de 5% em relação a 2011. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 9 • A Venezuela, atualmente quinto principal mercado de candies (com participação de 5%), em 2011 ocupava a terceira posição. As exportações para a Venezuela em 2012 foram de US$ 7,7 milhões, 56% menor que em 2011. • O preço médio do segmento foi de 2,08 dólares por quilograma, ficando praticamente estável (+0,1%). Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 10 Gráfico 3 - Exportações Brasileiras de Balas, Confeitos e Gomas de Mascar (1998-2012) 200 180 162,3 163,5 158,9 129,9 166,2 119,2 113,5 114,7 104,3 97,8 87,4 100 83,5 80 60 72,7 45,1 59,9 94,1 89,7 2001 2002 164,2 145,6 126,3 111,0 120 154,2 171,8 165,0 160 140 186,9 183,5 96,6 90,1 79,1 76,0 40 20 0 1998 1999 2000 2003 2004 Volume (TON Milhares) 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Valor (US$ Milhões) Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB. Gráfico 4 - Principais Destinos das Exportações de Balas, Confeitos e Gomas de Mascar (em valor) em 2012 ESTADOS UNIDOS 22% OUTROS 34% PARAGUAI 9% ARGENTINA 8% ANGOLA 7% ÁFRICA DO SUL 2% REP. DEM. CONGO 2% CANADÁ 3% BOLÍVIA 4% URUGUAI VENEZUELA 4% 5% Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 11 Exportações de Chocolates • As exportações brasileiras de chocolates em 2012 totalizaram US$ 136,2 milhões, o que representou 31,9 mil toneladas. • O valor exportado pelo setor foi 2,5% inferior ao de 2011. Já o volume exportado apresentou queda de 4,4%. • A América do Sul absorveu 79% das exportações em valor do segmento, seguida por América do Norte 5% e África 4%. • Vale a pena destacar que só a América foi responsável por 86% das vendas de chocolates para o exterior. Se considerarmos os 9 principais países da região a participação é de 78% nas exportações totais de chocolates, ou seja, 78% do resultado são gerados a partir de 9 países. Embora uma menor diversificação possa aumentar os riscos, esse fato sugere que a concentração pode ser a chave dos resultados finais, pois ao concentrar esforços minimizam-se os custos de gerenciamento. Assim, a estratégia de focar em mercados específicos seria mais eficaz. • O principal destino de exportação continuou sendo a Argentina, com 26% de participação. O valor foi equivalente a US$ 35,2 milhões, ficando praticamente estável em relação a 2011 (+0,5%). Entretanto, estima-se que devido à imposição de barreiras comerciais pela Argentina, grande parte das exportações e importações com aquele país seja devida a operações intercompany. • O segundo principal país cliente, Paraguai, absorveu US$ 17,7 milhões em chocolates brasileiros, o que representou 13% do valor total exportado pelo segmento. Esse valor foi 2% inferior ao apresentado em 2011. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 12 • Na sequência, foi exportado para o Uruguai US$ 14 milhões, o que representou uma participação de 10%. Esse valor foi 9% superior ao apresentado em 2011. • O preço médio do segmento foi de 4,27 dólares por quilograma, 2% maior que em 2011. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 13 Gráfico 5 - Exportações Brasileiras de Chocolates (1998-2012) 180 156,5 160 145,0 140 136,2 126,7 131,9 120 139,8 140,2 124,0 123,0 106,2 100 82,5 80 60 67,9 65,2 53,4 51,6 46,3 40 19,3 21,0 1998 1999 28,8 37,0 52,8 56,1 45,7 40,4 38,8 31,8 34,3 33,4 33,4 31,9 2009 2010 2011 2012 20 0 2000 2001 2002 2003 2004 Volume (TON Milhares) 2005 2006 2007 2008 Valor (US$ Milhões) Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB. Gráfico 6 - Principais Destinos das Exportações de Chocolates (em valor) em 2012 OUTROS 26% ARGENTINA 26% VENEZUELA 5% COLOMBIA 6% PARAGUAI 13% BOLIVIA 7% CHILE 7% URUGUAI 10% Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 14 Exportações de Amendoim • As exportações brasileiras de amendoim em 2012 totalizaram US$ 9,8 milhões, o que representou 4,5 mil toneladas. • O valor exportado pelo setor foi 8% superior ao de 2011. Já o volume exportado ficou estável (+0,02%). • A América do Sul absorveu 49% das exportações em valor do segmento, seguida por Leste Europeu e Europa Ocidental, ambos com 17% de participação. • O principal destino de exportação continuou sendo o Peru, com 23% de participação. O valor foi equivalente a US$ 2,2 milhões, apresentando crescimento de 37% em relação a 2011. • O segundo principal país cliente, a Venezuela, absorveu US$ 1,4 milhões das exportações de amendoins, o que representou 14% do valor total exportado pelo segmento. Esse valor foi 40% superior ao apresentado em 2011. • Já as exportações para o terceiro principal país cliente, a Ucrânia, foi de US$ 1,2 milhões, o que representou uma participação de 12%. Esse valor foi 51% superior ao apresentado em 2011. • O preço médio do segmento foi de 2,17 dólares por quilograma, 8% maior que em 2011. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 15 Gráfico 7 - Exportações Brasileiras de Amendoim (1998-2012) 10,00 9,8 9,2 8,00 6,00 4,9 4,00 2,9 2,8 4,3 0,7 0,5 0,6 0,4 0,04 0,1 0,5 0,4 0,5 0,4 0,5 2000 2001 2002 2003 1998 1999 0,7 5,2 4,5 3,9 4,5 3,9 2,8 2,3 2,7 2,00 0,00 5,2 1,9 2,0 2008 2009 2,3 2004 2005 Volume (TON Milhares) 2006 2007 2010 2011 2012 Valor (US$ Milhões) Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB. Gráfico 8 - Principais Destinos das Exportações de Amendoim (em valor) em 2012 PERU 23% OUTROS 29% VENEZUELA 14% RÚSSIA 4% ESTADOS UNIDOS 5% URUGUAI 7% UCRÂNIA 12% REINO UNIDO 6% Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 16 PREÇO SETORIAL • O preço médio do setor foi de 2,69 dólares por quilograma, 2% maior que em 2011. Além da influência do aumento geral dos preços de exportação do setor, esse fato se deve também ao aumento da participação de chocolates no valor exportado. • Influenciaram o preço médio a evolução da taxa de câmbio e o aumento de preço de alguns insumos. • A taxa de câmbio nominal do real frente ao dólar norte-americano desvalorizou-se 8,9% no ano de 2012. O preço dos insumos variou, o preço do açúcar fechou o ano 21% menor que em 2011, já o preço do cacau subiu 10%, e do milho, 15%. • Em geral, os preços médios dos produtos exportados pelo setor sofreram um aumento em 2012. Embora as exportações do setor tenham caído, o aumento de preços permitiu uma porcentagem de lucro maior para algumas empresas. • O preço médio do segmento de candies foi de 2,08 dólares por quilograma, ficando praticamente estável em relação a 2011 (+0,1%). • O preço médio do segmento de chocolates foi de 4,27 dólares por quilograma, 2% maior que em 2011. • O preço médio do segmento de amendoim foi de 2,17 dólares por quilograma, 8% maior que em 2011. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 17 Gráfico 9 – Preço Médio das Exportações do Setor e seus Segmentos 1998-2012 (US$/Kg) 4,50 4,27 4,00 3,62 3,50 2,80 3,00 2,77 2,69 2,50 2,35 2,05 2,00 2,17 1,96 1,50 2,12 1,38 1,21 1,61 2,08 1,60 1,00 1,05 0,50 0,00 1998 1999 2000 2001 2002 Amendoim 2003 2004 Candies 2005 2006 2007 Chocolates 2008 2009 2010 2011 2012 Setor Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB. • Em 2008, o preço médio do amendoim exportado apresentou crescimento expressivo (de 65%) sobre o ano anterior. Esse fato pode ser justificado pela qualidade do produto in natura daquela safra, favorecida pelo clima favorável, que ainda aumentou a produtividade no período. O aumento de preços também foi justificado pela baixa dos estoques do ano anterior, devido boa demanda e a procura das indústrias de doces e cerealistas. • A seguir, fatores que influenciaram os preços do setor. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 18 Câmbio É um fator importante na avaliação das exportações, ainda mais no caso de • países ou empresas que competem via preços. De modo geral, as exportações brasileiras do setor mantêm uma relação positiva com o movimento da taxa de câmbio, uma vez que a desvalorização do real diminui os preços percebidos pelo mercado externo, aumentando a competitividade dos produtos domésticos. Oficialmente1, a taxa de câmbio nominal do real frente ao dólar norte- • americano desvalorizou-se 8,9% no ano de 2012. Entretanto, a taxa de câmbio média do ano de 2012 foi 17% superior a do ano de 2011. O aumento da taxa de câmbio ocorreu, sobretudo, a partir do segundo semestre. O dólar ultrapassa o valor de 2 reais a partir do mês de maio de 2011, permanecendo assim desde então. Gráfico 10 – Evolução da taxa de câmbio real/dólar 2007-2012 (compra) 3 2,5 2 1,5 out/12 jul/12 abr/12 jan/12 jul/11 out/11 abr/11 jan/11 out/10 jul/10 jan/10 abr/10 out/09 jul/09 abr/09 jan/09 jul/08 out/08 abr/08 jan/08 out/07 jul/07 jan/07 abr/07 1 2,5 Fonte: Banco Central do Brasil. 2 1,5 1 1 BCB, Relatório da Administração 2012. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 19 Preços insumos Açúcar • Importante insumo utilizado na produção de candies e chocolates, o açúcar apresentou uma queda de preço significativo de 21% em reais ou 28% em dólares em 2012. Entre e julho e agosto os preços passam por um ligeiro aumento e tornam a cair em seguida. Gráfico 11 – Evolução do Preço do Açúcar Cristal 2004-2012 (Saca 50 kg) 80 70 60 50 40 30 20 Valores em reais 10 Valores em dólares 0 Fonte: CEPEA/ESALQ. 70 60 50 40 30 20 10 0 Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 20 Cacau O preço do cacau fechou o ano 10% maior que em 2011. O valor da tonelada • alcançou o pico em setembro. A alta no terceiro trimestre de 2012 ocorreu principalmente devido à baixa na • oferta, com a queda da produção da Costa do Marfim no período. Gráfico 12 – Evolução do Preço do Cacau 2005-2012 (US$/ton) 4000 3500 3000 2500 2000 1500 Fonte: ICCO – International Cocoa Organization. set/12 mai/12 jan/12 set/11 mai/11 jan/11 set/10 mai/10 jan/10 set/09 mai/09 jan/09 set/08 mai/08 jan/08 set/07 mai/07 jan/07 set/06 mai/06 jan/06 set/05 jan/05 mai/05 1000 2700 2600 2500 2400 2300 2200 Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 21 Milho • O milho é o insumo básico da extração da glucose, usada na produção da maior parte dos produtos do segmento de candies. • O milho apresentou aumento de preço de 15% em reais e 5% em dólar sobre o ano anterior. Embora o ano de 2012 tenha começado com a queda dos preços, eles voltaram a subir a partir do segundo semestre, com a quebra da safra de milho dos EUA. Gráfico 13 – Evolução do Preço do Milho 2004-2012 (Saca 60 kg) 40 35 30 25 20 15 10 Valores em reais 5 Valores em dólares 0 5/1/2004 5/1/2005 5/1/2006 5/1/2007 5/1/2008 5/1/2009 5/1/2010 5/1/2011 5/1/2012 40 Fonte: CEPEA/ESALQ. 35 30 25 20 15 10 5 0 Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 22 IMPORTAÇÕES Importações do Setor • As importações brasileiras do setor de candies, chocolates e amendoim em 2012 totalizaram US$ 166,5 milhões, o que representou 25 mil toneladas. • A importação de produtos do setor ocorreu, sobretudo, no segmento de chocolates. A participação do segmento nas importações totais foi de 78,4%, enquanto a de candies foi de 22,4% (a de amendoim ainda é inexpressiva). Gráfico 14 - Importações Brasileiras do Setor (1998-2012) 180 166,5 160 146,2 140 131,0 120 100 101,3 84,7 80 64,4 72,1 50,9 60 42,3 40 34,7 31,9 26,7 20 46,4 82,8 57,7 37,6 25,5 21,4 18,0 11,6 11,2 13,5 12,0 12,8 13,4 2002 2003 2004 2005 2006 2007 16,4 19,2 22,1 25,0 15,9 2008 2009 2010 2011 2012 0 1998 1999 2000 2001 Volume (TON Milhares) Valor (US$ Milhões) Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB. • Enquanto as exportações apresentaram queda, as importações do setor aumentaram. O valor importado do setor foi 27% superior ao de 2011. Já o volume importado, 13%. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 23 • As empresas do setor devem ficar atentas a esse movimento, uma vez que o mercado brasileiro tem se tornado cada vez mais atrativo para as empresas estrangeiras. Embora a atuação no Brasil seja complexa, a crise internacional, a maturidade do mercado nos países desenvolvidos e o crescimento do consumo no país são fatores que estimulam o desafio. • O mercado de confectionery no Brasil é de aproximadamente 12,7 bilhões de dólares, segundo o Euromonitor, e ainda não completamente desenvolvido. Isso porque comparado a países desenvolvidos, o consumo per capita de confectionery no Brasil ainda pode aumentar. • O destaque do Brasil deve continuar, já que está no rol de países que mais contribuirão para o incremento do PIB mundial nos próximos anos, além de ser país sede de vários eventos importantes, como Copa das Confederações em 2013, Copa do Mundo em 2014 e Olimpíadas em 2016. • Além disso, o Euromonitor prevê que o Brasil venha se tornar o segundo maior mercado consumidor de confectionery no mundo em 2016. • Os preços médios de importação também cresceram. O preço médio de importação do segmento de chocolates foi de 7,94 dólares por quilograma, 16% superior ao de 2011. Já o preço médio de importação do segmento de candies foi de 4,20 dólares por quilograma, ficando estável em relação ao ano de 2011. O preço médio de importação do amendoim foi de 3,56 dólares por quilograma, 71% superior ao de 2011. • Enquanto as importações do setor subiram 13%, o consumo caiu 2% e a produção doméstica caiu 3%. Ou seja, a participação de produtos importados no mercado brasileiro aumentou. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 24 Gráfico 16 – Consumo de Candies – Ranking Mundial (kg per capita em 2010) Brasil: consumo per capita de 2,16 kg em 2010, 21ª posição mundial. Gráfico 17 – Consumo de Chocolates – Ranking Mundial (kg per capita em 2010) Brasil: consumo per capita de 2,93 kg em 2010. Consumo per capita de candies e chocolate. Fonte: CAOBISCO, 2012 Statistical Bulletin. Consumo brasileiro de chocolates per capita. Fonte: UHY Auditores/ABICAB. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 25 Gráfico 18 – Incremento no PIB Mundial Previsto no período 2012-2017 China TOTAL: 21.445 US BI 6.211; 29% EUA Índia 4.962; 23% Rússia Indonésia Brasil 4.092; 19% 387; 2% Reino Unido 478; 2% 948; 4% 626; 3% 664; 3% 1.023; 5% Japão 1.224; 6% 829; 4% Coreia do Sul Turquia Outros Fonte: FMI (World Economic Outlook out/2012). Elaboração: IC-ABICAB Gráfico 15 – Preço Médio das Importações do Setor e seus Segmentos 19982012 (US$/Kg) 8,00 7,94 7,00 6,65 5,74 6,00 5,00 3,56 4,01 4,00 4,53 3,38 3,46 3,00 4,20 2,28 3,14 3,02 2,00 1,45 1,49 1,95 1,00 0,86 0,00 1998 1999 2000 2001 2002 2003 Amendoim 2004 2005 Candies 2006 2007 Chocolates 2008 2009 2010 2011 2012 Setor Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 26 Importações de Candies • As importações brasileiras do segmento de candies em 2012 totalizaram US$ 35,7 milhões, o que representou 8,5 mil toneladas. • O valor importado do setor foi 12% superior ao de 2011. Já o volume importado, 13%. • Os principais fornecedores para o Brasil foram Equador (participação de 44% das importações totais do segmento), Argentina (15%) e China (14%). • O preço médio de importação do segmento foi de 4,20 dólares por quilograma, ficando estável em relação ao ano de 2011. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 27 Gráfico 19 - Importações Brasileiras de Balas, Confeitos e Gomas de Mascar (1998-2012) 70 65,1 60 50 45,4 40 33,2 35,7 31,7 30 22,0 21,6 20 21,5 13,5 16,5 10 12,8 7,9 5,8 1999 2000 9,2 9,9 5,3 6,3 4,8 2003 2004 2005 0 1998 10,5 2001 2002 Volume (TON Milhares) 11,2 5,0 4,8 2006 2007 21,2 20,5 11,4 6,9 6,4 5,8 2008 2009 2010 7,5 8,5 2011 2012 Valor (US$ Milhões) Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB. Gráfico 20 - Principais Fornecedores de Candies (em valor) em 2012 OUTROS 19% EUA 3% ESPANHA 5% EQUADOR 44% CHINA 14% ARGENTINA 15% Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 28 Importações de Chocolates • As importações brasileiras de chocolates em 2012 totalizaram US$ 130,4 milhões, o que representou 16,4 mil toneladas. • O valor importado do segmento de chocolates foi 32% superior ao de 2011. Já o volume importado, 14%. • Os principais fornecedores para o Brasil foram Argentina (participação de 45% das importações totais do segmento), Equador (12%) e Itália (10%). • O preço médio de importação do segmento foi de 7,94 dólares por quilograma, 16% superior ao de 2011. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 29 Gráfico 21 - Importações Brasileiras de Chocolates (1998-2012) 140 130,4 120 100 80 99,0 79,2 80,0 60 62,1 50,2 38,1 40 29,6 34,0 28,0 23,1 17,5 19,7 20 9,3 45,3 27,7 16,8 7,0 7,2 5,0 6,0 6,5 7,7 8,7 4,7 6,5 9,9 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 13,3 14,4 16,4 2010 2011 2012 0 1998 1999 Volume (TON Milhares) Valor (US$ Milhões) Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB. Gráfico 22 - Principais Fornecedores de Chocolates (em valor) em 2012 OUTROS 16% BÉLGICA 8% SUÍÇA 9% ARGENTINA 45% ITÁLIA 10% EQUADOR 12% Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 30 Importações de Amendoim • As importações brasileiras de amendoim ainda são incipientes. Em 2012, totalizaram US$ 371,4 mil, o que representou 104,3 toneladas. O valor importado do segmento foi 28% superior ao de 2011. Já o volume importado caiu 26%. • As importações de amendoim tiveram origem basicamente nos Estados Unidos (70%) e Argentina (29%). O preço médio de importação do segmento foi de 3,56 dólares por quilograma, 71% superior ao de 2011. Gráfico 23 - Importações Brasileiras de Amendoim (1998-2012) 2.500,0 2.000,0 1.952,3 1.586,5 1.500,0 1.000,0 1.553,9 1.190,1 1.311,0 1.090,3 953,1 892,2 919,7 1.058,5 723,3 1.132,5 891,9 878,7 791,6 866,9 663,7 1.000,4 1.128,3 981,1 500,0 455,4 314,5 156,4 152,5 290,9 371,4 84,3 104,4 89,7 140,2 2009 2010 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 Volume (TON) 2005 2006 2007 2008 2011 2012 Valor (US$ Milhares) Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 31 BALANÇA COMERCIAL • Com a queda das exportações e aumento das importações, a balança comercial do setor apresentou queda. • A Balança Comercial do setor em 2012 fechou em US$ 143,8 milhões, 30% inferior a de 2011. • A Balança Comercial do segmento de candies 2012 fechou em US$ 128,5 milhões, o que representou uma queda de 17% em relação a 2011. • A Balança Comercial do segmento de chocolates em 2012 fechou em US$ 5,8 milhões, o que representou uma queda de 86% em relação a 2011. • A Balança Comercial do segmento de amendoim em 2012 fechou em US$ 9,5 milhões, o que representou um crescimento de 7% em relação a 2011. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 32 RESUMO Gráfico 24 – Amendoim, Balas & Confeitos e Chocolate Exportação, Importação e Saldo da Balança Comercial em Valor (US$ Milhões, 1998-2012) 380 330 280 230 EXPORTAÇÕES US$ (MILHÕES) EXPORTAÇÃO 2011 vs 2010 2012 vs 2011 (+11%) (-8%) IMPORTAÇÃO 2011 vs 2010 (+29%) 2012 vs 2011 (+27%) SALDO DA BAL. COM. 2011 vs 2010 (+1%) 2012 vs 2011 (-30%) 293 262 243 257 202 211 166 143 85 51 -20 205 210 166 144 131 134 101 89 80 30 310 304 136 130 126 336 301 285 254 153 146 309 289 SALDO BALANÇA COMERCIAL 329 323 237 194 180 IMPORTAÇÕES 64 83 72 51 32 26 38 35 46 58 -20 -70 1998 1999 2000 PAÍSES ATENDIDOS: 99 106 112 2001 129 2002 92 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 108 129 144 150 142 142 146 145 142 143 Gráfico 25 – Amendoim, Balas & Confeitos e Chocolate Exportação, Importação e Saldo da Balança Comercial em Volume (Mil Ton, 1998-2012) 240 EXPORTAÇÕES TON ('000) EXPORTAÇÃO 2011 vs 2010 2012 vs 2011 (-4%) (-10%) IMPORTAÇÃO 2011 vs 2010 (+15%) 2012 vs 2011 (+13%) 190 173 SALDO DA BAL. COM. 2011 vs 2010 (-7%) 2012 vs 2011 (-15%) 196 204 192 169 156 114 122 141 143 124 110 133 128 139 114 116 106 91 81 64 40 155 156 105 90 SALDO BALANÇA COMERCIAL 162 132 140 209 IMPORTAÇÕES 42 22 84 55 27 25 21 18 12 11 12 13 13 13 19 16 16 22 -10 1998 1999 2000 PAÍSES ATENDIDOS: 99 106 112 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 129 92 108 129 144 150 142 142 146 2010 2011 2012 145 142 143 Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 33 Gráfico 26 – Balas, Confeitos e Gomas de Mascar Exportação, Importação e Saldo da Balança Comercial em Valor (US$ Milhões, 1998-2012) EXPORTAÇÕES US$ (MILHÕES) IMPORTAÇÕES SALDO BALANÇA COMERCIAL 200 180 EXPORTAÇÃO 2011 vs 2010 2012 vs 2011 (+9%) (-12%) 183 IMPORTAÇÃO 2011 vs 2010 2012 vs 2011 (+50%) (+12%) 163 140 SALDO DA BAL. COM. 2011 vs 2010 (+3%) 2012 vs 2011 (-17%) 164 162 154 148 155 151 146 129 122 111 98 100 84 60 172 130 120 80 154 152 166 159 162 160 187 165 87 84 89 73 65 45 54 40 32 38 33 20 22 8 0 1998 13 1999 2000 PAÍSES ATENDIDOS: 85 95 107 2001 2002 111 120 11 8 9 22 11 11 36 21 21 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 119 137 142 137 131 135 142 138 129 134 Gráfico 27 – Balas, Confeitos e Gomas de Mascar Exportação, Importação e Saldo da Balança Comercial em Volume (Mil Ton, 1998-2012) 170 150 130 110 EXPORTAÇÕES TON ('000) EXPORTAÇÃO 2011 vs 2010 (-7%) 2012 vs 2011 (-12%) 90 141 119 121 114 90 76 113 115 104 109 97 108 90 98 84 91 83 84 70 50 146 148 126 94 SALDO BALANÇA COMERCIAL 154 IMPORTAÇÃO 2011 vs 2010 (+30%) 2012 vs 2011 (+13%) SALDO DA BAL. COM. 2011 vs 2010 (-9%) 2012 vs 2011 (-14%) IMPORTAÇÕES 79 71 60 63 45 43 30 24 13 10 22 10 7 6 6 6 5 6 5 5 5 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 111 120 119 137 142 137 131 135 142 138 129 134 16 8 8 -10 1998 1999 2000 PAÍSES ATENDIDOS: 85 95 107 Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 34 Gráfico 28 – Chocolate Exportação, Importação e Saldo da Balança Comercial em Valor (US$ Milhões, 1998-2012) 200 EXPORTAÇÕES US$ (MILHÕES) EXPORTAÇÃO 2011 vs 2010 2012 vs 2011 IMPORTAÇÃO 2011 vs 2010 2012 vs 2011 (+10%) (-3%) (+24%) (+32%) IMPORTAÇÕES SALDO BALANÇA COMERCIAL 157 145 150 129 65 53 38 28 28 23 17 18 30 80 90 50 45 50 36 99 62 55 52 50 87 89 68 136 130 111 101 83 140 127 123 106 100 79 140 132 124 SALDO DA BAL. COM. 2011 vs 2010 (-13%) 2012 vs 2011 (-86%) 34 47 61 41 14 6 0 -26 -50 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 127 97 102 114 127 128 126 124 125 114 110 PAÍSES ATENDIDOS: 54 63 74 2012 111 Gráfico 29 – Chocolate Exportação, Importação e Saldo da Balança Comercial em Volume (Mil Ton, 1998-2012) 70 60 50 EXPORTAÇÕES TON ('000) EXPORTAÇÃO 2011 vs 2010 2012 vs 2011 IMPORTAÇÃO 2011 vs 2010 2012 vs 2011 (-0,2%) (-4%) 46 50 47 40 41 37 SALDO BALANÇA COMERCIAL 56 53 46 SALDO DA BAL. COM. 2011 vs 2010 (-6%) 2012 vs 2011 (-18%) 40 (+8%) (+14%) IMPORTAÇÕES 39 39 34 32 30 20 33 27 30 21 20 30 13 12 10 7 7 6 6 8 9 33 32 19 16 20 24 22 19 14 10 15 5 5 6 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 127 97 102 114 127 128 126 124 125 114 110 111 9 0 33 29 0 -10 1998 1999 2000 PAÍSES ATENDIDOS: 54 63 74 Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 35 Gráfico 30 – Amendoim Exportação, Importação e Saldo da Balança Comercial em Valor (US$ Milhões, 1998-2012) EXPORTAÇÕES US$ (MILHÕES) 12,0 EXPORTAÇÃO 2011 vs 2010 2012 vs 2011 10,0 IMPORTAÇÃO 2011 vs 2010 2012 vs 2011 (+76%) (+8%) IMPORTAÇÕES SALDO BALANÇA COMERCIAL (+91%) (+28%) 9,8 9,5 9,2 8,9 8,0 SALDO DA BAL. COM. 2011 vs 2010 (+75%) 2012 vs 2011 (+7%) 5,2 6,0 5,2 4,9 3,9 3,9 4,0 2,8 3,8 2,0 2,0 1,1 0,7 0,0 0,1 -1,9 -2,0 1,6 0,9 -0,3 -1,1 3,7 3,0 2,2 0,8 1,7 1,1 0,4 0,7 -0,1 -0,5 0,6 0,5 -0,4 0,9 5,1 4,8 2,9 1,1 0,7 1,0 0,3 0,4 0,5 0,2 0,2 -4,0 1998 1999 2000 2001 PAÍSES ATENDIDOS: 8 8 13 2002 15 2003 26 29 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 38 37 57 30 28 32 35 39 36 Gráfico 31 – Amendoim Exportação, Importação e Saldo da Balança Comercial em Volume (Mil Ton, 1998-2012) 6,0 5,0 4,0 3,0 EXPORTAÇÕES TON ('000) EXPORTAÇÃO 2011 vs 2010 (+64%) 2012 vs 2011 (+0,02%) IMPORTAÇÃO 2011 vs 2010 2012 vs 2011 (+56%) (-26%) 1,6 1,0 0,9 1,0 1,2 1,1 3,0 0,9 0,5 0,0 -1,0 0,5 0,4 0,4 4,5 4,4 4,4 1,3 2,0 1,9 1,5 0,9 0,7 2,7 0,1 0,3 0,1 0,1 0,1 -0,4 -0,4 -0,5 1,9 1,4 1,1 0,0 2,3 2,0 0,5 4,5 2,8 2,7 2,3 1,0 SALDO BALANÇA COMERCIAL 4,3 SALDO DA BAL. COM. 2011 vs 2010 (+64%) 2012 vs 2011 (+1%) 2,0 -1,0 IMPORTAÇÕES -0,7 -1,2 -2,0 1998 1999 2000 PAÍSES ATENDIDOS: 8 8 13 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 15 26 29 38 37 57 30 28 32 35 39 2012 36 Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 36 CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES • O momento para a indústria brasileira é a de buscar o aumento de sua competitividade. Embora seja um momento de retração do comércio internacional, também é um momento que a indústria brasileira deve aproveitar para investir e se reinventar. Isso porque é necessário que o setor desenvolva diferenciais, e que os produtos não tenham foco na competição via preço. • O desenvolvimento da competitividade da indústria é motivado principalmente por duas razões: 1) pensamento de longo prazo para fortalecimento da indústria e; 2) se preparar para quando o cenário externo se recuperar, levando ao despertar de mercados realmente interessantes internacionalmente. • Apesar de o Custo Brasil ser um fator limitante ou uma fraqueza2, as empresas devem buscar outros meios de aumentar sua competitividade. Sugere-se, por exemplo, melhorias na apresentação do produto, exploração de brasilidades, mais marketing internacional e inovação3. O Brasil é o terceiro maior produtor de chocolates e o terceiro maior produtor de balas, e deve se posicionar de acordo. • Além disso, sugere-se também o estreitamento da relação empresários- ABICAB, seja por meio de feedback de ações, participação nos projetos e sugestões. 2 Segundo estudo da FIESP, por exemplo, produto manufaturado brasileiro é em média 34,2% mais caro que similar importado. O estudo inclui em sua análise fatores sistêmicos como carga tributária, burocracia e custo da infraestrutura logística. 3 Para mais sugestões e informações sobre tendências do setor, vide relatório da ISM 2013, disponível nos seguintes links: Parte 1 - http://www.mediafire.com/?v70g96rzkvvfi2w e Parte 2 http://www.mediafire.com/?xzg1b7q2pcgalkd. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 37 PRINCIPAIS AÇÕES REALIZADAS EM 2012 • Lançamento do novo Projeto Big Push Export 2012-2014: durante a feira ABAD/Sweet Brasil em agosto de 2012, foi renovado o convênio com a Apex-Brasil por meio do Projeto de Expotação Big Push Export 2012-2014. Além de ampliar as ações de promoção comercial que já vinham sendo realizadas, o novo Projeto contempla também projetos estruturantes, como Segmentação, Certificação Sweet Brasil, dentre outros. O Planejamento Estratégico do Setor para o período encontrase no site da ABICAB (www.abicab.org.br) na área de associados. • Big Push Peru : O projeto que visa o aumento das exportações e a melhora de posicionamento de empresas e marcas brasileiras no Peru realizou atividades como campanhas em grandes cadeias de supermercados, participação em feiras locais via distribuidor e merchandising. As empresas que ainda não fazem parte desse projeto e têm interesse em participar devem entrar em contato (para empresas de maturidade exportadora nível 3 ou superior). • Big Push EUA – Além de campanhas em PDVs e merchandising, as empresas participantes do projeto participaram de diversos eventos, como Candy Planning Every Day/ECRM-EPPS (Efficient Collaborative Retail Marketing – Efficient Program Planning Sessions) em Nevada, feira Food & Beverage Show em Miami e de Road Show em Fontana, dentre outros. • Ações Promocionais: Empresas integrantes da Sweet Brasil tiveram oportunidade de expor seus produtos e ampliar ou desenvolver suas relações comerciais por meio da ISM, Projeto Carnaval, Gulfood, Projeto Fórmula Indy SP, Missão Vendedora EUA,Projeto Fórmula Indy Fontana e Sial. • Estudos: A partir de 2012 foi disponibilizado o estudo do Canadá (download pode ser realizado via link http://www.mediafire.com/?0ojfj3uniezj8c5), além dos estudos dos Estados Unidos (http://www.mediafire.com/?l44srk49grjk6z0), Peru Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900 38 (http://www.mediafire.com/?j9tblk3wyon2ikl), (http://www.mediafire.com/?393vraunk85aq36) Bolívia e Argentina (http://www.mediafire.com/?vcmez1hj960ega9). • Segmentação: foi dado andamento ao projeto que visa identificar o nível de maturidade exportadora das empresas participantes do projeto de exportação, proporcionando produtos específicos às suas necessidades. O objetivo desse projeto consiste em adequar e melhorar a estratégia de posicionamento externo do setor como um todo. • Novas parcerias: As empresas associadas da ABICAB possuem 75% de desconto nos serviços oferecidos pela UPS e 50% de desconto nos cursos de comércio exterior realizados pelo INP. Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809 CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil Fone/Fax +55 11 3269-6900