Análise Anual do Comércio Brasileiro de
Chocolates, Balas e Amendoins do ano de 2012
Supervisão
Vice-Presidente: Solange Isidoro
Gestor de Exportação: Rodrigo Solano
Elaboração e Execução
Coordenadora de Inteligência Comercial: Juliany Braga
Setor de Exportação ABICAB
Esse material é desenvolvido para associados, sendo proibida sua distribuição e venda.
Gostaríamos de saber sua opinião sobre esse material.
Elogios, críticas e sugestões, por favor, enviar para [email protected].
Março/2013
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2
ÍNDICE
SUMÁRIO EXECUTIVO ........................................................................03
EXPORTAÇÕES ...................................................................................05
Exportações do Setor .........................................................................05
Exportações de Candies .....................................................................08
Exportações de Chocolates ...............................................................11
Exportações de Amendoim ................................................................14
PREÇO SETORIAL ...............................................................................16
Câmbio ..................................................................................................18
Preço de Insumos ................................................................................19
Açúcar ......................................................................................................19
Cacau ......................................................................................................20
Milho ........................................................................................................21
IMPORTAÇÕES ....................................................................................22
Importações do Setor ..........................................................................22
Importações de Candies .....................................................................26
Importações de Chocolates ...............................................................28
Importações de Amendoim ................................................................30
BALANÇA COMERCIAL ......................................................................31
RESUMO ...............................................................................................32
CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES .................................................36
PRINCIPAIS AÇÕES REALIZADAS EM 2012 .....................................37
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3
SUMÁRIO EXECUTIVO
•
As exportações brasileiras do setor apresentaram queda em 2012, seguindo o
comportamento das exportações totais do país. A queda, das exportações de
chocolates, candies e amendoim, foi de 8% em valor e 10% em volume, em
comparação a 2011. O pior desempenho foi o do segmento de candies, que
apresentou queda de 12% em valor e volume em relação ao ano anterior. O
segmento de chocolates apresentou queda de 3% em valor e 4% em volume. Já o
segmento de amendoim apresentou crescimento de 8% em valor (volume estável).
•
As exportações brasileiras do setor acompanham o comportamento das
demais exportações brasileiras, que diminuíram com a desaceleração global. A
perda de vitalidade do comércio exterior não é um problema exclusivo do Brasil, a
desaceleração estaria reduzindo os negócios no mundo todo, segundo o valor
Econômico.
•
O saldo da Balança Comercial do Brasil em 2012 foi o pior dos últimos 10
anos, segundo o Estado de São Paulo. Com exportações de US$ 242,5 bilhões e
importações de 223,1 bilhões, o superávit foi de apenas US 19,4 bilhões, 34,8%
inferior ao de 2011. Segundo o jornal, o resultado só não teria sido pior porque uma
parte das importações de combustíveis e lubrificantes da Petrobrás no fim do ano
passado não foi registrada e entrará apenas no resultado de 2013. As exportações
caíram 5,3%, enquanto as importações caíram 1,4%. Em 2012, o PIB brasileiro
cresceu apenas 0,9% segundo dados do IBGE, e o PIB da indústria de
transformação caiu 2,5% segundo a FIESP.
•
O aumento dos preços médios de exportação, acompanhados pelo aumento
da taxa de câmbio, por outro lado, aumentaram a porcentagem de lucro de algumas
empresas. A taxa de câmbio nominal do real frente ao dólar norte-americano
desvalorizou-se 8,9% no ano de 2012. O preço dos insumos variou, o preço do
açúcar fechou o ano 21% menor que em 2011, já o preço do cacau subiu 10%, e do
milho, 15%.
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4
•
A maior parte das exportações do setor ainda se concentra na América, sendo
a Argentina e os Estados Unidos os principais parceiros. O aumento das
exportações para os Estados Unidos compensou em parte a queda das exportações
para a Argentina, causada pelas dificuldades no Balanço de Pagamentos do país.
Os
Estados
Unidos
compraram
mais
produtos
brasileiros,
especialmente
manufaturados, amenizando a tendência de queda generalizadas das exportações
(reflexo também da política americana de afrouxamento monetário), segundo o Valor
Econômico.
•
Note-se, entretanto, que enquanto as importações totais brasileiras e as
exportações do setor caíram, as importações de confectionery cresceram (27% em
valor e 13% em volume) em 2012.
•
O destaque do mercado brasileiro na atualidade atrai a concorrência de
empresas estrangeiras, o que apresenta uma ameaça para as empresas
domésticas, uma vez que algumas empresas estrangeiras possuem marcas
internacionais fortes e alto desenvolvimento tecnológico, além de melhores
embalagens, comunicação com o consumidor e reconhecimento de qualidade.
Assim, investimento e ampliação da atuação internacional não são apenas um
incremento, mas uma necessidade. Não se pode mais pensar regionalmente, sob o
risco de perder mercado para empresas estrangeiras.
•
O aumento das importações e o destaque do Brasil no cenário internacional
salientam uma questão importante, qual seja a competitividade do produto brasileiro.
Conforme já abordado pelo Planejamento Estratégico do Setor, a indústria brasileira
necessita de diferenciais competitivos, que não estejam relacionados inerentemente
a custo, como inovação em produto e em embalagens, e fortalecimento das marcas
através de marketing internacional, para continuar crescendo no mercado local e
alavancar sua internacionalização de forma sólida.
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5
EXPORTAÇÕES
Exportações do Setor
•
As exportações brasileiras do setor de chocolates, candies e amendoim em
2012 totalizaram US$ 310,3 milhões, o que representou 115,5 mil toneladas.
•
O valor exportado pelo setor foi 8% inferior ao de 2011. Note-se, entretanto,
que no ano de 2011 esse valor havia alcançado seu recorde. Ao comparar os valores
apresentados em 2009 e 2010, as exportações em valor mantiveram comportamento
ascendente, influenciadas pela evolução do preço médio.
•
O volume exportado caiu 10% e apresentou seu menor valor desde 2000. Se
comparado ao ano de 2004, ápice de exportação em volume, o volume exportado
em 2012 apresentou queda acumulada de 45%, ou 7% ao ano.
•
A participação do segmento de balas, chocolates e amendoim no total
exportado em valor pelo setor em 2012 foi de 53%, 44% e 3%, respectivamente.
•
A participação do segmento de balas vem caindo ano após ano –
correspondia a 56% em 2011 – sendo repassada para a participação tanto de
chocolates como de amendoim.
•
Por região, a América do Sul, tradicional destino das exportações de produtos
brasileiros, continua sendo o principal mercado do setor, com participação de 53%.
Na sequência, América do Norte (15%) e África (13%).
•
Vale destacar que a América em geral (norte, sul e central) corresponde a
uma participação de 71%. Assim, essa região merece atenção especial na
formulação de estratégias de aumento de exportações.
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6
•
O principal destino de exportação dos produtos do setor continua sendo a
Argentina, a despeito da crise no Balanço de Pagamentos do país. As exportações
de chocolates, candies e amendoins para o país em 2012 foi de US$ 48,4 milhões,
valor 11% inferior ao de 2011, e que representou uma participação de 15,6% no total
exportado pelo setor.
•
Os Estados Unidos são o segundo principal destino das exportações do setor,
com participação de 13,6%. As exportações do setor para o país, a exemplo do que
tem ocorrido também nos demais setores brasileiros, vêm crescendo (as
exportações do setor para os Estados Unidos aumentaram 9% em 2012).
•
Seguem na sequência Paraguai e Uruguai, com participações de 10,4% e 7%,
respectivamente. As exportações para o Paraguai caíram 2% em relação a 2011. Já
as exportações para o Uruguai subiram 5%.
•
A Venezuela, que em 2011 correspondia ao quarto mercado do setor, em
2012 passou para quinto, apresentando queda expressiva (decrescimento de 40%,
passando de US$26,8 milhões em 2011 para US$ 16 milhões em 2012). Não se
espera que a situação com o país venha melhorar, com os planos de desvalorização
cambial para estímulo da produção nacional e devido a projeções de queda do
crescimento econômico (motivadas pela instabilidade política e à alta inflação).
•
O preço médio do setor foi de 2,7 dólares por quilograma, 2% maior que em
2011.
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7
Gráfico 1 - Exportações Brasileiras do Setor (1998-2012)
400
350
289,0
322,9
300
303,7
300,8
310,3
293,2
236,8
250
194,1
200
209,4
166,1
153,2
150
335,8
328,9
308,7
135,9
131,6
126,2
105,2
100
64,4
204,4
173,1
169,3
156,2
155,3
140,6
132,8
121,8
128,0
115,5
81,4
50
0
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
Volume (TON Milhares)
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Valor (US$ Milhões)
Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB.
Gráfico 2 - Principais Destinos das Exportações de Setor (em valor) em 2012
ARGENTINA
16%
OUTROS
31%
ESTADOS UNIDOS
13%
PARAGUAI
10%
PERU
2%
COLÔMBIA
3%
CHILE
4%
URUGUAI
7%
BOLÍVIA
5%
ANGOLA
4%
VENEZUELA
5%
Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB.
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8
Exportações de Candies
•
As exportações brasileiras de candies em 2012 totalizaram US$ 164,2
milhões, o que representou 79,1 mil toneladas.
•
O valor e o volume exportado pelo segmento foi 12% inferior ao de 2011.
•
O desempenho do segmento de candies foi o pior do setor. Isso é em parte
justificado pela queda acentuada das importações de parceiros importantes:
Argentina e Venezuela. Como a situação dos dois países não tende a melhorar no
curto-médio prazo, novas parcerias, estratégias e formas de atuação devem ser
buscadas e desenvolvidas.
•
A América do Sul absorveu 33% das exportações em valor do segmento,
seguida por América do Norte 24% e África 20%.
•
O principal destino das exportações brasileiras de candies em 2012 foram os
Estados Unidos, cuja participação foi de 22% (US$ 35,7 milhões). As exportações
para o país no ano subiram 6%, comparadas a 2011.
•
O segundo principal mercado, Paraguai, apresentou participação de 9% em
2012, o equivalente a US$ 14,3 milhões. As exportações para o país caíram 2% em
relação a 2011.
•
A Argentina, que era em 2011 o segundo principal destino das exportações
de candies brasileiros passou para terceiro lugar, apresentando uma queda de 32%.
As exportações para a Argentina em 2012 foram de US$ 13,3 milhões, o que
representou uma participação de 8% no total exportado pelo segmento.
•
Angola, quarto principal mercado (com 7% de participação, o equivalente a
US$ 11,8 milhões) apresentou queda de 5% em relação a 2011.
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9
•
A Venezuela, atualmente quinto principal mercado de candies (com
participação de 5%), em 2011 ocupava a terceira posição. As exportações para a
Venezuela em 2012 foram de US$ 7,7 milhões, 56% menor que em 2011.
•
O preço médio do segmento foi de 2,08 dólares por quilograma, ficando
praticamente estável (+0,1%).
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10
Gráfico 3 - Exportações Brasileiras de Balas, Confeitos e Gomas de Mascar
(1998-2012)
200
180
162,3 163,5
158,9
129,9
166,2
119,2
113,5
114,7
104,3
97,8
87,4
100
83,5
80
60
72,7
45,1
59,9
94,1
89,7
2001
2002
164,2
145,6
126,3
111,0
120
154,2
171,8
165,0
160
140
186,9
183,5
96,6
90,1
79,1
76,0
40
20
0
1998
1999
2000
2003
2004
Volume (TON Milhares)
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Valor (US$ Milhões)
Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB.
Gráfico 4 - Principais Destinos das Exportações de Balas, Confeitos e
Gomas de Mascar (em valor) em 2012
ESTADOS UNIDOS
22%
OUTROS
34%
PARAGUAI
9%
ARGENTINA
8%
ANGOLA
7%
ÁFRICA DO SUL
2%
REP. DEM. CONGO
2%
CANADÁ
3%
BOLÍVIA
4%
URUGUAI VENEZUELA
4%
5%
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11
Exportações de Chocolates
•
As exportações brasileiras de chocolates em 2012 totalizaram US$ 136,2
milhões, o que representou 31,9 mil toneladas.
•
O valor exportado pelo setor foi 2,5% inferior ao de 2011. Já o volume
exportado apresentou queda de 4,4%.
•
A América do Sul absorveu 79% das exportações em valor do segmento,
seguida por América do Norte 5% e África 4%.
•
Vale a pena destacar que só a América foi responsável por 86% das vendas
de chocolates para o exterior. Se considerarmos os 9 principais países da região a
participação é de 78% nas exportações totais de chocolates, ou seja, 78% do
resultado são gerados a partir de 9 países. Embora uma menor diversificação possa
aumentar os riscos, esse fato sugere que a concentração pode ser a chave dos
resultados finais, pois ao concentrar esforços minimizam-se os custos de
gerenciamento. Assim, a estratégia de focar em mercados específicos seria mais
eficaz.
•
O principal destino de exportação continuou sendo a Argentina, com 26% de
participação. O valor foi equivalente a US$ 35,2 milhões, ficando praticamente
estável em relação a 2011 (+0,5%). Entretanto, estima-se que devido à imposição de
barreiras comerciais pela Argentina, grande parte das exportações e importações
com aquele país seja devida a operações intercompany.
•
O segundo principal país cliente, Paraguai, absorveu US$ 17,7 milhões em
chocolates brasileiros, o que representou 13% do valor total exportado pelo
segmento. Esse valor foi 2% inferior ao apresentado em 2011.
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12
•
Na sequência, foi exportado para o Uruguai US$ 14 milhões, o que
representou uma participação de 10%. Esse valor foi 9% superior ao apresentado
em 2011.
•
O preço médio do segmento foi de 4,27 dólares por quilograma, 2% maior que
em 2011.
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13
Gráfico 5 - Exportações Brasileiras de Chocolates (1998-2012)
180
156,5
160
145,0
140
136,2
126,7
131,9
120
139,8
140,2
124,0
123,0
106,2
100
82,5
80
60
67,9
65,2
53,4
51,6
46,3
40
19,3
21,0
1998
1999
28,8
37,0
52,8
56,1
45,7
40,4
38,8
31,8
34,3
33,4
33,4
31,9
2009
2010
2011
2012
20
0
2000
2001
2002
2003
2004
Volume (TON Milhares)
2005
2006
2007
2008
Valor (US$ Milhões)
Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB.
Gráfico 6 - Principais Destinos das Exportações de Chocolates
(em valor) em 2012
OUTROS
26%
ARGENTINA
26%
VENEZUELA
5%
COLOMBIA
6%
PARAGUAI
13%
BOLIVIA
7%
CHILE
7%
URUGUAI
10%
Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB.
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14
Exportações de Amendoim
•
As exportações brasileiras de amendoim em 2012 totalizaram US$ 9,8
milhões, o que representou 4,5 mil toneladas.
•
O valor exportado pelo setor foi 8% superior ao de 2011. Já o volume
exportado ficou estável (+0,02%).
•
A América do Sul absorveu 49% das exportações em valor do segmento,
seguida por Leste Europeu e Europa Ocidental, ambos com 17% de participação.
•
O principal destino de exportação continuou sendo o Peru, com 23% de
participação. O valor foi equivalente a US$ 2,2 milhões, apresentando crescimento
de 37% em relação a 2011.
•
O segundo principal país cliente, a Venezuela, absorveu US$ 1,4 milhões das
exportações de amendoins, o que representou 14% do valor total exportado pelo
segmento. Esse valor foi 40% superior ao apresentado em 2011.
•
Já as exportações para o terceiro principal país cliente, a Ucrânia, foi de US$
1,2 milhões, o que representou uma participação de 12%. Esse valor foi 51%
superior ao apresentado em 2011.
•
O preço médio do segmento foi de 2,17 dólares por quilograma, 8% maior que
em 2011.
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15
Gráfico 7 - Exportações Brasileiras de Amendoim (1998-2012)
10,00
9,8
9,2
8,00
6,00
4,9
4,00
2,9
2,8
4,3
0,7
0,5
0,6
0,4
0,04
0,1 0,5
0,4
0,5
0,4
0,5
2000
2001
2002
2003
1998
1999
0,7
5,2 4,5
3,9
4,5
3,9
2,8
2,3
2,7
2,00
0,00
5,2
1,9
2,0
2008
2009
2,3
2004
2005
Volume (TON Milhares)
2006
2007
2010
2011
2012
Valor (US$ Milhões)
Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB.
Gráfico 8 - Principais Destinos das Exportações de Amendoim
(em valor) em 2012
PERU
23%
OUTROS
29%
VENEZUELA
14%
RÚSSIA
4%
ESTADOS UNIDOS
5%
URUGUAI
7%
UCRÂNIA
12%
REINO UNIDO
6%
Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB.
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16
PREÇO SETORIAL
•
O preço médio do setor foi de 2,69 dólares por quilograma, 2% maior que em
2011. Além da influência do aumento geral dos preços de exportação do setor, esse
fato se deve também ao aumento da participação de chocolates no valor exportado.
•
Influenciaram o preço médio a evolução da taxa de câmbio e o aumento de
preço de alguns insumos.
•
A taxa de câmbio nominal do real frente ao dólar norte-americano
desvalorizou-se 8,9% no ano de 2012. O preço dos insumos variou, o preço do
açúcar fechou o ano 21% menor que em 2011, já o preço do cacau subiu 10%, e do
milho, 15%.
•
Em geral, os preços médios dos produtos exportados pelo setor sofreram um
aumento em 2012. Embora as exportações do setor tenham caído, o aumento de
preços permitiu uma porcentagem de lucro maior para algumas empresas.
•
O preço médio do segmento de candies foi de 2,08 dólares por quilograma,
ficando praticamente estável em relação a 2011 (+0,1%).
•
O preço médio do segmento de chocolates foi de 4,27 dólares por quilograma,
2% maior que em 2011.
•
O preço médio do segmento de amendoim foi de 2,17 dólares por quilograma,
8% maior que em 2011.
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17
Gráfico 9 – Preço Médio das Exportações do Setor e seus Segmentos
1998-2012 (US$/Kg)
4,50
4,27
4,00
3,62
3,50
2,80
3,00
2,77
2,69
2,50
2,35
2,05
2,00
2,17
1,96
1,50
2,12
1,38
1,21
1,61
2,08
1,60
1,00
1,05
0,50
0,00
1998
1999
2000
2001
2002
Amendoim
2003
2004
Candies
2005
2006
2007
Chocolates
2008
2009
2010
2011
2012
Setor
Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB.
•
Em 2008, o preço médio do amendoim exportado apresentou crescimento
expressivo (de 65%) sobre o ano anterior. Esse fato pode ser justificado pela
qualidade do produto in natura daquela safra, favorecida pelo clima favorável, que
ainda aumentou a produtividade no período. O aumento de preços também foi
justificado pela baixa dos estoques do ano anterior, devido boa demanda e a procura
das indústrias de doces e cerealistas.
•
A seguir, fatores que influenciaram os preços do setor.
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18
Câmbio
É um fator importante na avaliação das exportações, ainda mais no caso de
•
países ou empresas que competem via preços. De modo geral, as exportações
brasileiras do setor mantêm uma relação positiva com o movimento da taxa de
câmbio, uma vez que a desvalorização do real diminui os preços percebidos pelo
mercado externo, aumentando a competitividade dos produtos domésticos.
Oficialmente1, a taxa de câmbio nominal do real frente ao dólar norte-
•
americano desvalorizou-se 8,9% no ano de 2012. Entretanto, a taxa de câmbio
média do ano de 2012 foi 17% superior a do ano de 2011. O aumento da taxa de
câmbio ocorreu, sobretudo, a partir do segundo semestre. O dólar ultrapassa o valor
de 2 reais a partir do mês de maio de 2011, permanecendo assim desde então.
Gráfico 10 – Evolução da taxa de câmbio real/dólar 2007-2012 (compra)
3
2,5
2
1,5
out/12
jul/12
abr/12
jan/12
jul/11
out/11
abr/11
jan/11
out/10
jul/10
jan/10
abr/10
out/09
jul/09
abr/09
jan/09
jul/08
out/08
abr/08
jan/08
out/07
jul/07
jan/07
abr/07
1
2,5
Fonte: Banco Central do Brasil.
2
1,5
1
1
BCB, Relatório da Administração 2012.
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19
Preços insumos
Açúcar
•
Importante insumo utilizado na produção de candies e chocolates, o açúcar
apresentou uma queda de preço significativo de 21% em reais ou 28% em dólares
em 2012. Entre e julho e agosto os preços passam por um ligeiro aumento e tornam
a cair em seguida.
Gráfico 11 – Evolução do Preço do Açúcar Cristal 2004-2012 (Saca 50 kg)
80
70
60
50
40
30
20
Valores em reais
10
Valores em dólares
0
Fonte: CEPEA/ESALQ.
70
60
50
40
30
20
10
0
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20
Cacau
O preço do cacau fechou o ano 10% maior que em 2011. O valor da tonelada
•
alcançou o pico em setembro.
A alta no terceiro trimestre de 2012 ocorreu principalmente devido à baixa na
•
oferta, com a queda da produção da Costa do Marfim no período.
Gráfico 12 – Evolução do Preço do Cacau 2005-2012 (US$/ton)
4000
3500
3000
2500
2000
1500
Fonte: ICCO – International Cocoa
Organization.
set/12
mai/12
jan/12
set/11
mai/11
jan/11
set/10
mai/10
jan/10
set/09
mai/09
jan/09
set/08
mai/08
jan/08
set/07
mai/07
jan/07
set/06
mai/06
jan/06
set/05
jan/05
mai/05
1000
2700
2600
2500
2400
2300
2200
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21
Milho
•
O milho é o insumo básico da extração da glucose, usada na produção da
maior parte dos produtos do segmento de candies.
•
O milho apresentou aumento de preço de 15% em reais e 5% em dólar sobre
o ano anterior. Embora o ano de 2012 tenha começado com a queda dos preços,
eles voltaram a subir a partir do segundo semestre, com a quebra da safra de milho
dos EUA.
Gráfico 13 – Evolução do Preço do Milho 2004-2012 (Saca 60 kg)
40
35
30
25
20
15
10
Valores em reais
5
Valores em dólares
0
5/1/2004
5/1/2005
5/1/2006
5/1/2007
5/1/2008
5/1/2009
5/1/2010
5/1/2011
5/1/2012
40
Fonte: CEPEA/ESALQ.
35
30
25
20
15
10
5
0
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22
IMPORTAÇÕES
Importações do Setor
•
As importações brasileiras do setor de candies, chocolates e amendoim em
2012 totalizaram US$ 166,5 milhões, o que representou 25 mil toneladas.
•
A importação de produtos do setor ocorreu, sobretudo, no segmento de
chocolates. A participação do segmento nas importações totais foi de 78,4%,
enquanto a de candies foi de 22,4% (a de amendoim ainda é inexpressiva).
Gráfico 14 - Importações Brasileiras do Setor (1998-2012)
180
166,5
160
146,2
140
131,0
120
100
101,3
84,7
80
64,4
72,1
50,9
60
42,3
40
34,7
31,9
26,7
20
46,4
82,8
57,7
37,6
25,5
21,4
18,0
11,6
11,2
13,5
12,0
12,8
13,4
2002
2003
2004
2005
2006
2007
16,4
19,2
22,1
25,0
15,9
2008
2009
2010
2011
2012
0
1998
1999
2000
2001
Volume (TON Milhares)
Valor (US$ Milhões)
Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB.
•
Enquanto as exportações apresentaram queda, as importações do setor
aumentaram. O valor importado do setor foi 27% superior ao de 2011. Já o volume
importado, 13%.
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23
•
As empresas do setor devem ficar atentas a esse movimento, uma vez que o
mercado brasileiro tem se tornado cada vez mais atrativo para as empresas
estrangeiras. Embora a atuação no Brasil seja complexa, a crise internacional, a
maturidade do mercado nos países desenvolvidos e o crescimento do consumo no
país são fatores que estimulam o desafio.
•
O mercado de confectionery no Brasil é de aproximadamente 12,7 bilhões de
dólares, segundo o Euromonitor, e ainda não completamente desenvolvido. Isso
porque comparado a países desenvolvidos, o consumo per capita de confectionery
no Brasil ainda pode aumentar.
•
O destaque do Brasil deve continuar, já que está no rol de países que mais
contribuirão para o incremento do PIB mundial nos próximos anos, além de ser país
sede de vários eventos importantes, como Copa das Confederações em 2013, Copa
do Mundo em 2014 e Olimpíadas em 2016.
•
Além disso, o Euromonitor prevê que o Brasil venha se tornar o segundo
maior mercado consumidor de confectionery no mundo em 2016.
•
Os preços médios de importação também cresceram. O preço médio de
importação do segmento de chocolates foi de 7,94 dólares por quilograma, 16%
superior ao de 2011. Já o preço médio de importação do segmento de candies foi de
4,20 dólares por quilograma, ficando estável em relação ao ano de 2011. O preço
médio de importação do amendoim foi de 3,56 dólares por quilograma, 71% superior
ao de 2011.
•
Enquanto as importações do setor subiram 13%, o consumo caiu 2% e a
produção doméstica caiu 3%. Ou seja, a participação de produtos importados no
mercado brasileiro aumentou.
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24
Gráfico 16 – Consumo de Candies – Ranking Mundial
(kg per capita em 2010)
Brasil: consumo per capita de
2,16 kg em 2010, 21ª posição
mundial.
Gráfico 17 – Consumo de Chocolates – Ranking Mundial
(kg per capita em 2010)
Brasil: consumo per capita
de 2,93 kg em 2010.
Consumo per capita de candies e chocolate. Fonte: CAOBISCO, 2012 Statistical Bulletin.
Consumo brasileiro de chocolates per capita. Fonte: UHY Auditores/ABICAB.
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25
Gráfico 18 – Incremento no PIB Mundial Previsto no período 2012-2017
China
TOTAL: 21.445 US BI
6.211; 29%
EUA
Índia
4.962; 23%
Rússia
Indonésia
Brasil
4.092; 19%
387; 2%
Reino Unido
478; 2%
948; 4%
626; 3%
664; 3%
1.023; 5%
Japão
1.224; 6%
829; 4%
Coreia do Sul
Turquia
Outros
Fonte: FMI (World Economic Outlook out/2012). Elaboração: IC-ABICAB
Gráfico 15 – Preço Médio das Importações do Setor e seus Segmentos 19982012 (US$/Kg)
8,00
7,94
7,00
6,65
5,74
6,00
5,00
3,56
4,01
4,00
4,53
3,38
3,46
3,00
4,20
2,28
3,14
3,02
2,00
1,45
1,49
1,95
1,00
0,86
0,00
1998
1999
2000
2001
2002
2003
Amendoim
2004
2005
Candies
2006
2007
Chocolates
2008
2009
2010
2011
2012
Setor
Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB.
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26
Importações de Candies
•
As importações brasileiras do segmento de candies em 2012 totalizaram US$
35,7 milhões, o que representou 8,5 mil toneladas.
•
O valor importado do setor foi 12% superior ao de 2011. Já o volume
importado, 13%.
•
Os principais fornecedores para o Brasil foram Equador (participação de 44%
das importações totais do segmento), Argentina (15%) e China (14%).
•
O preço médio de importação do segmento foi de 4,20 dólares por
quilograma, ficando estável em relação ao ano de 2011.
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27
Gráfico 19 - Importações Brasileiras de Balas, Confeitos e
Gomas de Mascar (1998-2012)
70
65,1
60
50
45,4
40
33,2
35,7
31,7
30
22,0
21,6
20
21,5
13,5
16,5
10
12,8
7,9
5,8
1999
2000
9,2
9,9
5,3
6,3
4,8
2003
2004
2005
0
1998
10,5
2001
2002
Volume (TON Milhares)
11,2
5,0
4,8
2006
2007
21,2
20,5
11,4
6,9
6,4
5,8
2008
2009
2010
7,5
8,5
2011
2012
Valor (US$ Milhões)
Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB.
Gráfico 20 - Principais Fornecedores de Candies (em valor) em 2012
OUTROS
19%
EUA
3%
ESPANHA
5%
EQUADOR
44%
CHINA
14%
ARGENTINA
15%
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28
Importações de Chocolates
•
As importações brasileiras de chocolates em 2012 totalizaram US$ 130,4
milhões, o que representou 16,4 mil toneladas.
•
O valor importado do segmento de chocolates foi 32% superior ao de 2011. Já
o volume importado, 14%.
•
Os principais fornecedores para o Brasil foram Argentina (participação de 45%
das importações totais do segmento), Equador (12%) e Itália (10%).
•
O preço médio de importação do segmento foi de 7,94 dólares por
quilograma, 16% superior ao de 2011.
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Gráfico 21 - Importações Brasileiras de Chocolates (1998-2012)
140
130,4
120
100
80
99,0
79,2
80,0
60
62,1
50,2
38,1
40
29,6
34,0
28,0
23,1
17,5
19,7
20
9,3
45,3
27,7
16,8
7,0
7,2
5,0
6,0
6,5
7,7
8,7
4,7
6,5
9,9
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
13,3
14,4
16,4
2010
2011
2012
0
1998
1999
Volume (TON Milhares)
Valor (US$ Milhões)
Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB.
Gráfico 22 - Principais Fornecedores de Chocolates (em valor) em 2012
OUTROS
16%
BÉLGICA
8%
SUÍÇA
9%
ARGENTINA
45%
ITÁLIA
10%
EQUADOR
12%
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30
Importações de Amendoim
•
As importações brasileiras de amendoim ainda são incipientes. Em 2012,
totalizaram US$ 371,4 mil, o que representou 104,3 toneladas. O valor importado do
segmento foi 28% superior ao de 2011. Já o volume importado caiu 26%.
•
As importações de amendoim tiveram origem basicamente nos Estados
Unidos (70%) e Argentina (29%). O preço médio de importação do segmento foi de
3,56 dólares por quilograma, 71% superior ao de 2011.
Gráfico 23 - Importações Brasileiras de Amendoim (1998-2012)
2.500,0
2.000,0
1.952,3
1.586,5
1.500,0
1.000,0
1.553,9
1.190,1
1.311,0
1.090,3
953,1
892,2
919,7
1.058,5 723,3 1.132,5
891,9
878,7 791,6
866,9
663,7
1.000,4
1.128,3
981,1
500,0
455,4
314,5
156,4 152,5
290,9
371,4
84,3
104,4
89,7 140,2
2009
2010
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
Volume (TON)
2005
2006
2007
2008
2011
2012
Valor (US$ Milhares)
Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB.
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31
BALANÇA COMERCIAL
•
Com a queda das exportações e aumento das importações, a balança
comercial do setor apresentou queda.
•
A Balança Comercial do setor em 2012 fechou em US$ 143,8 milhões, 30%
inferior a de 2011.
•
A Balança Comercial do segmento de candies 2012 fechou em US$ 128,5
milhões, o que representou uma queda de 17% em relação a 2011.
•
A Balança Comercial do segmento de chocolates em 2012 fechou em US$ 5,8
milhões, o que representou uma queda de 86% em relação a 2011.
•
A Balança Comercial do segmento de amendoim em 2012 fechou em US$ 9,5
milhões, o que representou um crescimento de 7% em relação a 2011.
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32
RESUMO
Gráfico 24 – Amendoim, Balas & Confeitos e Chocolate
Exportação, Importação e Saldo da Balança Comercial em Valor
(US$ Milhões, 1998-2012)
380
330
280
230
EXPORTAÇÕES
US$ (MILHÕES)
EXPORTAÇÃO
2011 vs 2010
2012 vs 2011
(+11%)
(-8%)
IMPORTAÇÃO
2011 vs 2010
(+29%)
2012 vs 2011
(+27%)
SALDO DA BAL. COM.
2011 vs 2010
(+1%)
2012 vs 2011
(-30%)
293
262
243
257
202
211
166
143
85
51
-20
205
210
166
144
131
134
101
89
80
30
310
304
136
130
126
336
301
285
254
153
146
309
289
SALDO BALANÇA COMERCIAL
329
323
237
194
180
IMPORTAÇÕES
64
83
72
51
32
26
38
35
46
58
-20
-70
1998
1999
2000
PAÍSES ATENDIDOS:
99
106
112
2001
129
2002
92
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
108
129
144
150
142
142
146
145
142
143
Gráfico 25 – Amendoim, Balas & Confeitos e Chocolate
Exportação, Importação e Saldo da Balança Comercial em Volume
(Mil Ton, 1998-2012)
240
EXPORTAÇÕES
TON ('000)
EXPORTAÇÃO
2011 vs 2010
2012 vs 2011
(-4%)
(-10%)
IMPORTAÇÃO
2011 vs 2010 (+15%)
2012 vs 2011 (+13%)
190
173
SALDO DA BAL. COM.
2011 vs 2010
(-7%)
2012 vs 2011
(-15%)
196
204
192
169
156
114
122
141
143
124
110
133
128
139
114
116
106
91
81
64
40
155
156
105
90
SALDO BALANÇA COMERCIAL
162
132
140
209
IMPORTAÇÕES
42
22
84
55
27
25
21
18
12
11
12
13
13
13
19
16
16
22
-10
1998
1999
2000
PAÍSES ATENDIDOS:
99
106
112
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
129
92
108
129
144
150
142
142
146
2010
2011
2012
145
142
143
Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB.
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33
Gráfico 26 – Balas, Confeitos e Gomas de Mascar
Exportação, Importação e Saldo da Balança Comercial em Valor
(US$ Milhões, 1998-2012)
EXPORTAÇÕES
US$ (MILHÕES)
IMPORTAÇÕES
SALDO BALANÇA COMERCIAL
200
180
EXPORTAÇÃO
2011 vs 2010
2012 vs 2011
(+9%)
(-12%)
183
IMPORTAÇÃO
2011 vs 2010
2012 vs 2011
(+50%)
(+12%)
163
140
SALDO DA BAL. COM.
2011 vs 2010
(+3%)
2012 vs 2011
(-17%)
164
162
154
148
155
151
146
129
122
111
98
100
84
60
172
130
120
80
154
152
166
159
162
160
187
165
87
84
89
73
65
45
54
40
32
38
33
20
22
8
0
1998
13
1999
2000
PAÍSES ATENDIDOS:
85
95
107
2001
2002
111
120
11
8
9
22
11
11
36
21
21
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
119
137
142
137
131
135
142
138
129
134
Gráfico 27 – Balas, Confeitos e Gomas de Mascar
Exportação, Importação e Saldo da Balança Comercial em Volume
(Mil Ton, 1998-2012)
170
150
130
110
EXPORTAÇÕES
TON ('000)
EXPORTAÇÃO
2011 vs 2010
(-7%)
2012 vs 2011
(-12%)
90
141
119
121
114
90
76
113
115
104
109
97
108
90
98
84
91
83
84
70
50
146
148
126
94
SALDO BALANÇA COMERCIAL
154
IMPORTAÇÃO
2011 vs 2010 (+30%)
2012 vs 2011 (+13%)
SALDO DA BAL. COM.
2011 vs 2010
(-9%)
2012 vs 2011
(-14%)
IMPORTAÇÕES
79
71
60
63
45
43
30
24
13
10
22
10
7
6
6
6
5
6
5
5
5
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
111
120
119
137
142
137
131
135
142
138
129
134
16
8
8
-10
1998
1999
2000
PAÍSES ATENDIDOS:
85
95
107
Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB.
Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809
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34
Gráfico 28 – Chocolate
Exportação, Importação e Saldo da Balança Comercial em Valor
(US$ Milhões, 1998-2012)
200
EXPORTAÇÕES
US$ (MILHÕES)
EXPORTAÇÃO
2011 vs 2010
2012 vs 2011
IMPORTAÇÃO
2011 vs 2010
2012 vs 2011
(+10%)
(-3%)
(+24%)
(+32%)
IMPORTAÇÕES
SALDO BALANÇA COMERCIAL
157
145
150
129
65
53
38
28
28
23
17
18
30
80
90
50
45
50
36
99
62
55
52
50
87
89
68
136
130
111
101
83
140
127
123
106
100
79
140
132
124
SALDO DA BAL. COM.
2011 vs 2010
(-13%)
2012 vs 2011
(-86%)
34
47
61
41
14
6
0
-26
-50
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
127
97
102
114
127
128
126
124
125
114
110
PAÍSES ATENDIDOS:
54
63
74
2012
111
Gráfico 29 – Chocolate
Exportação, Importação e Saldo da Balança Comercial em Volume
(Mil Ton, 1998-2012)
70
60
50
EXPORTAÇÕES
TON ('000)
EXPORTAÇÃO
2011 vs 2010
2012 vs 2011
IMPORTAÇÃO
2011 vs 2010
2012 vs 2011
(-0,2%)
(-4%)
46
50
47
40
41
37
SALDO BALANÇA COMERCIAL
56
53
46
SALDO DA BAL. COM.
2011 vs 2010
(-6%)
2012 vs 2011
(-18%)
40
(+8%)
(+14%)
IMPORTAÇÕES
39
39
34
32
30
20
33
27
30
21
20
30
13
12
10
7
7
6
6
8
9
33
32
19
16
20
24
22
19
14
10
15
5
5
6
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
127
97
102
114
127
128
126
124
125
114
110
111
9
0
33
29
0
-10
1998
1999
2000
PAÍSES ATENDIDOS:
54
63
74
Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB.
Av. Paulista, 1313 - 8º andar - cj 809
CEP: 01311-923 São Paulo - SP - Brasil
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35
Gráfico 30 – Amendoim
Exportação, Importação e Saldo da Balança Comercial em Valor
(US$ Milhões, 1998-2012)
EXPORTAÇÕES
US$ (MILHÕES)
12,0
EXPORTAÇÃO
2011 vs 2010
2012 vs 2011
10,0
IMPORTAÇÃO
2011 vs 2010
2012 vs 2011
(+76%)
(+8%)
IMPORTAÇÕES
SALDO BALANÇA COMERCIAL
(+91%)
(+28%)
9,8
9,5
9,2
8,9
8,0
SALDO DA BAL. COM.
2011 vs 2010
(+75%)
2012 vs 2011
(+7%)
5,2
6,0
5,2
4,9
3,9
3,9
4,0
2,8
3,8
2,0
2,0
1,1
0,7
0,0
0,1
-1,9
-2,0
1,6
0,9
-0,3
-1,1
3,7
3,0
2,2
0,8
1,7
1,1
0,4 0,7
-0,1
-0,5
0,6
0,5
-0,4
0,9
5,1
4,8
2,9
1,1
0,7
1,0
0,3
0,4
0,5
0,2
0,2
-4,0
1998
1999
2000
2001
PAÍSES ATENDIDOS:
8
8
13
2002
15
2003
26
29
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
38
37
57
30
28
32
35
39
36
Gráfico 31 – Amendoim
Exportação, Importação e Saldo da Balança Comercial em Volume
(Mil Ton, 1998-2012)
6,0
5,0
4,0
3,0
EXPORTAÇÕES
TON ('000)
EXPORTAÇÃO
2011 vs 2010
(+64%)
2012 vs 2011
(+0,02%)
IMPORTAÇÃO
2011 vs 2010
2012 vs 2011
(+56%)
(-26%)
1,6
1,0
0,9
1,0
1,2
1,1
3,0
0,9
0,5
0,0
-1,0
0,5
0,4
0,4
4,5
4,4
4,4
1,3
2,0
1,9
1,5
0,9
0,7
2,7
0,1
0,3
0,1
0,1
0,1
-0,4
-0,4
-0,5
1,9
1,4
1,1
0,0
2,3
2,0
0,5
4,5
2,8
2,7
2,3
1,0
SALDO BALANÇA COMERCIAL
4,3
SALDO DA BAL. COM.
2011 vs 2010
(+64%)
2012 vs 2011
(+1%)
2,0
-1,0
IMPORTAÇÕES
-0,7
-1,2
-2,0
1998
1999
2000
PAÍSES ATENDIDOS:
8
8
13
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
15
26
29
38
37
57
30
28
32
35
39
2012
36
Fonte: MDIC/ALICEWEB. Elaboração: IC-ABICAB.
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36
CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES
•
O momento para a indústria brasileira é a de buscar o aumento de sua
competitividade. Embora seja um momento de retração do comércio internacional,
também é um momento que a indústria brasileira deve aproveitar para investir e se
reinventar. Isso porque é necessário que o setor desenvolva diferenciais, e que os
produtos não tenham foco na competição via preço.
•
O desenvolvimento da competitividade da indústria é motivado principalmente
por duas razões: 1) pensamento de longo prazo para fortalecimento da indústria e;
2) se preparar para quando o cenário externo se recuperar, levando ao despertar de
mercados realmente interessantes internacionalmente.
•
Apesar de o Custo Brasil ser um fator limitante ou uma fraqueza2, as
empresas devem buscar outros meios de aumentar sua competitividade. Sugere-se,
por exemplo, melhorias na apresentação do produto, exploração de brasilidades,
mais marketing internacional e inovação3. O Brasil é o terceiro maior produtor de
chocolates e o terceiro maior produtor de balas, e deve se posicionar de acordo.
•
Além disso, sugere-se também o estreitamento da relação empresários-
ABICAB, seja por meio de feedback de ações, participação nos projetos e
sugestões.
2
Segundo estudo da FIESP, por exemplo, produto manufaturado brasileiro é em média 34,2% mais
caro que similar importado. O estudo inclui em sua análise fatores sistêmicos como carga tributária,
burocracia e custo da infraestrutura logística.
3
Para mais sugestões e informações sobre tendências do setor, vide relatório da ISM 2013,
disponível nos seguintes links: Parte 1 - http://www.mediafire.com/?v70g96rzkvvfi2w e Parte 2 http://www.mediafire.com/?xzg1b7q2pcgalkd.
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37
PRINCIPAIS AÇÕES REALIZADAS EM 2012
•
Lançamento do novo Projeto Big Push Export 2012-2014: durante a feira
ABAD/Sweet Brasil em agosto de 2012, foi renovado o convênio com a Apex-Brasil
por meio do Projeto de Expotação Big Push Export 2012-2014. Além de ampliar as
ações de promoção comercial que já vinham sendo realizadas, o novo Projeto
contempla também projetos estruturantes, como Segmentação, Certificação Sweet
Brasil, dentre outros. O Planejamento Estratégico do Setor para o período encontrase no site da ABICAB (www.abicab.org.br) na área de associados.
•
Big Push Peru : O projeto que visa o aumento das exportações e a melhora
de posicionamento de empresas e marcas brasileiras no Peru realizou atividades
como campanhas em grandes cadeias de supermercados, participação em feiras
locais via distribuidor e merchandising. As empresas que ainda não fazem parte
desse projeto e têm interesse em participar devem entrar em contato (para
empresas de maturidade exportadora nível 3 ou superior).
•
Big Push EUA – Além de campanhas em PDVs e merchandising, as
empresas participantes do projeto participaram de diversos eventos, como Candy
Planning Every Day/ECRM-EPPS (Efficient Collaborative Retail Marketing – Efficient
Program Planning Sessions) em Nevada, feira Food & Beverage Show em Miami e
de Road Show em Fontana, dentre outros.
•
Ações Promocionais: Empresas integrantes da Sweet Brasil tiveram
oportunidade de expor seus produtos e ampliar ou desenvolver suas relações
comerciais por meio da ISM, Projeto Carnaval, Gulfood, Projeto Fórmula Indy SP,
Missão Vendedora EUA,Projeto Fórmula Indy Fontana e Sial.
•
Estudos: A partir de 2012 foi disponibilizado o estudo do Canadá (download
pode ser realizado via link http://www.mediafire.com/?0ojfj3uniezj8c5), além dos
estudos dos Estados Unidos (http://www.mediafire.com/?l44srk49grjk6z0), Peru
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38
(http://www.mediafire.com/?j9tblk3wyon2ikl),
(http://www.mediafire.com/?393vraunk85aq36)
Bolívia
e
Argentina
(http://www.mediafire.com/?vcmez1hj960ega9).
•
Segmentação: foi dado andamento ao projeto que visa identificar o nível de
maturidade exportadora das empresas participantes do projeto de exportação,
proporcionando produtos específicos às suas necessidades. O objetivo desse
projeto consiste em adequar e melhorar a estratégia de posicionamento externo do
setor como um todo.
•
Novas parcerias: As empresas associadas da ABICAB possuem 75% de
desconto nos serviços oferecidos pela UPS e 50% de desconto nos cursos de
comércio exterior realizados pelo INP.
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Análise Anual do Comércio Brasileiro de Chocolates