SUMÁRIO
PARTE I – A RELAÇÃO LETRAMENTO E INTERPRETAÇÃO NOS MODOS
DE TRADUÇÃO DA SUBJETIVIDADE
NADA VALE A PENA - A ESCRITA E O IMPOSSÍVEL
Alessandra Fernandes Carreira
ESCREVENDO PERDA E LUTO EM ESAÚ E JACÓ
Bethania Mariani
ESCULPIR, PINTAR, ESCREVER EM CLARICE LISPECTOR.
Flavia Trocoli
MICHEL PÊCHEUX E A ESCRITA DO SUJEITO DIVIDIDO
Frederico Zeymer Feu de Carvalho
ADOLESCÊNCIA EM TRANSE
José Francisco Miguel Henriques Bairrão
DISCURSO, LEITURA E ALTERIDADE: RELAÇÕES ENTRE PALAVRAS E
IMAGENS
Nádea Regina Gaspar
PARTE II – LETRAMENTO, ESCRITA E A LEGITIMAÇÃO DISCURSIVA DA
LEITURA
LETRAMENTO E ESCRITA ACADÊMICA: UMA EXPERIÊNCIA COM O
ARTIGO DE PESQUISA
Adair Bonini e Débora de Carvalho Figueiredo
INTERPRETAÇÃO
DIFICULDADES
E
E
LETRAMENTO
PERSPECTIVAS
NO
PARA
ENSINO
A
FUNDAMENTAL:
PRÁTICA
PEDAGÓGICA
ESCOLAR
Filomena Elaine Paiva Assolini
ESTUDOS DA LINGUAGEM: A LEITURA SOB DIFERENTES OLHARES
TEÓRICOS
Freda Indursky
PARTE
III
–
MÚLTIPLOS
ENDEREÇAMENTOS
DA
ESCRITA
NO
CONSTRUÇÃO
DE
COTIDIANO DAS PRÁTICAS LETRADAS
A
ESCRITA
DE
SI:
DIFERENÇA
RACIAL
E
SUBJETIVIDADES
Aracy Ernst-Pereira
ESTILO E AGENTIVIDADE NA ESCRITA
Inês Signorini
LETRAMENTO – MOSAICO MULTIFACETADO
Leda Verdiani Tfouni
LETRAMENTO E SEGMENTAÇÕES NÃO-CONVENCIONAIS DE PALAVRAS
Luciani Tenani
A ESCRITA DA FALA: TRANSCRIÇÃO ENQUANTO MÉTODO
Regina Maria Ayres de Camargo Freire
APRESENTAÇÃO
Este livro tem a pretensão de apresentar uma atualização possível (dentre outras) para o tema expresso no
título: Letramento, escrita e leitura – Questões contemporâneas. Sua originalidade firma-se em dois
polos: o primeiro está relacionado ao caráter heterogêneo das contribuições. Aqui se entrecruzam várias
abordagens sobre os três eixos temáticos. Isso permitirá ao leitor uma aproximação plural e multifacetada,
o que, em termos científicos, possibilita que se atinja tanto um diálogo, quanto uma diáspora, entre essas
visões. O segundo diz respeito ao fato de empreendermos aqui uma tentativa de aproximação entre os
conceitos de letramento, leitura e escrita, que, em geral, são tratados separadamente. Fizemos uma divisão
em partes, agrupando as contribuições de acordo com alguma interface teórica ou temática. Na parte I - A
relação letramento e interpretação nos modos de tradução da subjetividade a abertura dá-se com o
capítulo de Alessandra Carreira, “Nada vale a pena - A escrita e o impossível”, que aborda a questão de
que a escrita psicanalítica não pode ser totalmente lida, uma vez que existem vazios na cadeia
significante. Segundo a autora, é esse caráter impossível do real da escrita que, paradoxalmente, nos leva
a escrever, na tentativa inútil de podermos decifrar (ler). Mariani, em “Escrevendo perda e luto em Esaú e
Jacó”, procura responder à questão sobre “... o que haveria de semelhante, de processo psíquico comum,
frente ao furo no real provocado por uma perda, uma perda verdadeira, essa espécie de perda intolerável
ao ser humano que provoca nele o luto...?”. Para encetar uma resposta, a autora analisa a obra-prima Esaú
e Jacó, procurando mostrar ali “... a perda em sua espantosa radicalidade como movência, movimento em
direção a um significante novo” e “fundamento de uma posição subjetiva até então não efetuada”.
No terceiro capítulo dessa parte, Flavia Troccoli assume a posição de que a escrita é uma operação
simbólica que pode tornar possível uma abordagem do real, e sustenta-se na obra de Clarice Lispector
para apresentar seus argumentos. No capítulo “Michel Pêcheux e a escrita do sujeito dividido”, Frederico
Feu, estudando em profundidade a obra de Pêcheux, propõe dois tipos de escritura: a escritura por
encadeamento e a escritura por desligamento, sendo que Pêcheux cita a obra de Borges como paradigma
do primeiro caso, enquanto aproxima a segunda do aforisma “não existe relação sexual”, proposto por
Lacan, e também da escrita de Joyce. No capítulo seguinte, “Adolescência em transe”, Miguel Bairrão faz
uma crítica bastante pertinente ao conceito de desenvolvimento em psicologia, e propõe que, para realizar
uma “análise linguística científica e objetiva” do ponto de vista das manifestações culturais é preciso
desnaturalizar a noção de desenvolvimento e colocar em seu lugar as de letra e texto em sentido
metafórico. A seguir propõe que estudar o transe como instância enunciativa vai possibilitar que: ao invés
de estudar-se a adolescência como uma fase do desenvolvimento, possamos buscar como adolescentes de
periferia buscam romper as amarras que os prendem a uma cadeia significante que deformou suas
identidades, o que poderá dar acesso à “.... marca de marginalidade a que os seus maiores se viram
histórica e politicamente reduzidos”. Encerrando esta primeira parte, Nádea Gaspar escreve “Discurso,
leitura e alteridade: relação entre palavras e imagens”, onde recorre à semiótica e a Bakhtin para abordar
as cartas escritas por van Gogh a seu irmão Theo, nas quais aquele relata fatos de seu cotidiano,
entremeados por avaliações sobre os mesmos. A autora enuncia seu propósito da seguinte maneira: “o que
nos interessa nas cartas é encontrar alguns enunciados escritos e relacioná-los com os das imagens dos
quadros pintados pelo artista, buscando, assim, associações entre as palavras e as imagens”.
A parte II, Letramento, escrita e a legitimação discursiva da leitura, abre-se com o texto de Adair Bonini
e Débora Figueiredo “Letramento e escrita acadêmica: uma experiência com o artigo de pesquisa”, que
relata uma pesquisa realizada com alunos de mestrado em ciências da linguagem que envolve uma oficina
e um período de tutoria visando à produção textual acadêmica, especificamente, o artigo de pesquisa.
Analisam um dos textos produzidos, baseados no fundamento de que “... ao realizar práticas discursivas,
o sujeito também participa do processo de construção e transformação de sistemas de conhecimento e
crença e, além disso, se constitui enquanto identidade social”. Em seguida, de Filomena Elaine Assolini
temos “Interpretação e letramento no ensino fundamental: dificuldades e perspectivas para a prática
pedagógica escolar”, onde a autora, discutindo o discurso pedagógico escolar tradicional, no tocante às
práticas de leitura e escrita, critica a regulação da interpretação pela escola, impedindo que os educandos
possam constituir-se como livres intérpretes. Faz uma analogia entre a pedagogia medieval e os métodos
da escola atual, e traz a proposta de Tfouni de alfabetização com letramento, que “... considera a
dimensão político-ideológica da leitura e da escrita, reivindicando ações educativas para além da
decifração e interpretação literal”. No capítulo “Estudos da linguagem: a leitura sob diferentes olhares
teóricos”, Freda Indursky mobiliza três abordagens teóricas sobre a leitura, a saber, a linguística textual,
as teorias da enunciação e a análise do discurso, para, segundo ela, “... verificar como é possível refletir
sobre leitura a partir de cada uma delas. Na verdade, penso que estes quadros teóricos permitem pensar a
leitura diferentemente, já que suas concepções de língua, de contexto e de texto diferem bastante, quando
comparadas entre si”. Após discussão aprofundada, a autora conclui que as três teorias podem ser
produtivas do ponto de vista pedagógico, se forem usadas concomitantemente, visto que cada uma propõe
uma entrada diferente para explorar o texto. A autora conclui que “Esta postura frente ao texto vai
mostrar que não há uma leitura única para um texto. e que uma leitura assim produzida vai transformar o
aluno-leitor em um sujeito crítico e vai conduzi-lo a assumir seu lugar de autoria”. A parte III, Múltiplos
endereçamentos da escrita no cotidiano das práticas letradas, tem sua abertura com o capítulo de Aracy
Ernst-Pereira intitulado “A escrita de si: diferença racial e construção de subjetividades”, no qual a autora
propõe-se a “... analisar discursos fundadores sobre essas populações marginalizadas (negros, índios etc.),
que instituem um imaginário social que se situa em uma zona de sentidos onde não é possível dizer, por
exemplo, que “negro é trabalhador”. Mais séria se torna a questão quando os dados apresentados por
Ernst-Pereira mostram que tais discursos discriminatórios- fundadores de identidades são mobilizados em
autodesignações. A autora apresenta, então, a interessante questão: O que ocorre quando o objeto
(imaginário) do dizer do sujeito é o próprio sujeito? em outras palavras, como se dá o processo de
autodesignação? E continua: “Para responder a essa questão, partimos inicialmente da hipótese, cuja
premissa diz respeito ao fato de todo discurso, sendo derivado das condições de produção, construir um
efeito-sujeito, de que essa construção está necessariamente ligada ao outro, enquanto objeto de demanda,
em sua dupla dimensão: lugar simbólico e semelhante, polo da relação imaginária”. No capítulo seguinte,
da autoria de Inês Signorini, intitulado “Estilo e agentividade na escrita”, é trazida à tona a questão de
uma abordagem contemporânea de estilo, que a autora remete a três orientações: “... a que tem como foco
o estudo das relações entre sujeito e linguagem, a que tem como foco o estudo das relações entre sujeitos
na/pela linguagem, e a que tem como foco as relações entre linguagem e processos não subjetivos de
individuação...”, sendo que cada uma delas supõe noções diversas de sujeito e de linguagem.. Após
esgotar cada uma dessas três concepções, apresentando exemplos, Signorini propõe relacionar a noção de
estilo à de agentividade, e define este conceito, seguindo Emirbayer e Mische, como um processo ao
mesmo tempo relacional e temporal, que é “... in-formado por padrões e repertórios do passado (...), mas
também orientado para o futuro (...) e para o presente (...)”. A autora realça a seguir a relação entre
agentividade e letramento. Na sequência, Leda Verdiani Tfouni apresenta “Letramento – mosaico
multifacetado”, no qual coloca em questão a separação entre discursos orais e escritos que alguns autores
que escrevem sobre o tema subscrevem. Segundo Tfouni, o conceito de autoria presta-se a mostrar que tal
separação não existe, pois tanto há discursos orais com autoria, como discursos escritos sem autoria. A
proposta que Tfouni faz é considerar as noções de deriva e dispersão para estabelecer se um texto (oral ou
escrito) tem autoria: “... o não-controle da dispersão ao lado de um não-saber como lidar linguística e
discursivamente com a deriva seriam os elementos que caracterizam o discurso com baixo grau de
letramento e que teriam como marca a ausência de autoria, fato que coloca o sujeito do discurso como
totalmente perdido no grande outro. já no caso de discursos com grau mais alto de letramento, haveria
autoria, na medida em que a dispersão e a deriva estariam controladas pelo sujeito através de um processo
de retroação sobre a cadeia metonímica”. No capítulo “Letramento e segmentações não-convencionais de
palavras”, Luciani Tenani coloca que diversas possíveis segmentações em uma cadeia estejam ligadas ao
princípio de autoria. O capítulo tem por objetivo estudar certos tipos de segmentações que não estão de
acordo com as convenções da escrita padrão, como, por exemplo, “meavama”, “ajudime”. Sua conclusão
é que “os erros de segmentação não-convencional que ainda ocorrem nas produções escritas de alunos
que já concluíram o primeiro ciclo do ensino fundamental são motivados por uma dificuldade na forma de
grafar categorias gramaticais que, em termos fonético-fonológicos, são expressas por monossílabos nãoacentuados”. No capítulo final, Regina Freire escreve sobre “A escrita da fala: transcrição enquanto
método”, onde coloca em questão o estatuto da transcrição na clínica fonoaudiológica, pressupondo nesse
ato uma opacidade. Seus objetivos são : “... apresentar os usos da transcrição na clínica fonoaudiológica
como técnica inerente ao processo diagnóstico, ou seja, na identificação e análise de sintomas na
linguagem, e defender sua adoção na terapêutica como parte inalienável do método clínico
fonoaudiológico”. Defende que a transcrição seja um método, que permite ao analista fonoaudiólogo
acesso à cena clínica posteriormente à sua ocorrência, o que permite a escuta, e, consequentemente, a
interpretação diferida daquela cena. Freire conclui afirmando que “É essa visão que nos dá suporte para
concluir pela irredutibilidade da escrita da fala por meio da transcrição de acontecimentos clínicos para
que o fonoaudiólogo identifique o sujeito alienado às pistas/marcas/sintomas do funcionamento da
linguagem e, como corolário, arme a sua terapêutica”. (Leda Verdiani Tfouni)
SOBRE OS AUTORES
Adair Bonini é professor de Lingüística e Língua Portuguesa na Universidade do Sul
de Santa Catarina. Doutor em Lingüística pela Universidade Federal de Santa Catarina,
é autor de “Gêneros textuais e cognição” (2002) e organizador, juntamente com J.L.
Meurer e D. Motta-Roth, de “Gêneros: teorias, métodos, debates” (2005), e, com C.
Bazerman e D. C. Figueiredo, de “Genre in a changing world – Advances in genre
theory, analysis, and teaching” (no prelo). Organizou também números especiais de
periódicos: “Gêneros textuais e ensino-aprendizagem” (revista Linguagem e Discurso),
juntamente com M. M. Furlaneto; “L1 studies in Brazil” (L1–Educational Studies in
Language and Literature); e “Genres and social ways of being” (Linguistics and the
Human Sciences) ambos organizados juntamente com C. Bazerman e D. C. Figueiredo.
É também autor de diversos capítulos de livros e artigos publicados em revistas
especializadas. Suas atividades de pesquisa envolvem a análise de gêneros textuais, a
leitura e a produção de textos em língua materna. Desde de 2002, exerce a função de
editor-chefe da revista Linguagem em (Dis)curso.
Alessandra Fernandes Carreira é psicóloga, mestre e doutora em Psicologia pela
FFCLRP-USP. Psicanalista e docente titular do curso de Psicologia da UNAERP,
atualmente realiza um pós-doutoramento junto ao Instituto de Estudos da Linguagem da
UNICAMP, pesquisando a relação possível entre a autoria e a fantasia, bem como é
membro-fundador e diretora de LALÍNGUA - Espaço de Interlocução em Psicanálise,
atuando na transmissão da psicanálise, a partir das orientações de Freud e Lacan, em
Ribeirão Preto (SP) e região. Dentre as suas publicações, destaca-se o livro Contando a
minha história: uma técnica de trabalho com crianças em grupos para ouvir e contar
histórias (Pancast, 2002), o capítulo de livro “Autoria e fantasia: cons(c)ertando a
realidade insatisfatória” (Múltiplas faces da Autoria (análise do discurso, psicanálise,
literatura, modernidade, enunciação), organizado por Leda Verdiani Tfouni, Editora
Unijuí, 2008), bem como os artigos “La dispersion comme trace de l’interdit dans les
récits oraux de fiction des enfants de rue brésiliens” (Tfouni e Carreira, Cahiers
d´Aquisition et Pathologie Du Langage, 2000), “A narrativa de ficção como
possibilidade de elaboração de angústias em crianças” (Carreira e Soares, Temas em
Educação e Saúde, 2001) e “O sujeito submetido à linguagem” (Tfouni e Carreira,
Revista Investigação, 2008).
Aracy Ernst-Pereira possui graduação em Curso de Letras pelo Fundação
Universidade Federal do Rio Grande (1971) , especialização em Lingüística e Letras
pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1978) , mestrado em
Lingüística e Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1980),
doutorado em Lingüística e Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande
do Sul (1994) e pós-doutorado pela Université Paris III - Sorbonne Nouvelle (2001).
Atualmente é Professor Adjunto da Universidade Católica de Pelotas. Tem experiência
na área de Lingüística, com ênfase em Lingüística Aplicada. Atua principalmente nos
seguintes temas: Discurso, Provérbios, Alterações, Ideologia, Inconsciente.
Bethania Mariani é professora da Universidade Federal Fluminense,pesquisadora do
CNPq e membro da Escola Lacaniana de Psicanálise do Rio deJaneiro. Vem publicando
os resultados de suas pesquisas em artigos elivros, dentre os quais destacam-se: O PCB
e a Imprensa (1998) eColonização Lingüística (2004). Além desses, organizou A
Escrita e osEscritos; questões em Análise do Discurso e em Psicanálise (2004) e
traduziu(em parceria com Maria Elizabeth Chaves de Mello) o livro A Língua
Inatingível, de Michel Pêcheux.
Débora de Carvalho Figueiredo, mestre e doutora em inglês pela Universidade
Federal de Santa Catarina, é professora de Lingüística e Língua Portuguesa no
Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem da Universidade do Sul de
Santa Catarina. Suas áreas centrais de atuação são a análise crítica do discurso (ACD) e
a Lingüística Sistêmica Funcional (LSF), com ênfase em questões de gênero social,
identidade e relações de poder em discursos como o da mídia e do Direito. A autora tem
artigos publicados nacional e internacionalmente em periódicos (the ESPecialist,
Intercâmbio, Linguagem em Discurso, Journal of Pragmatics) e em livros: Genres in a
changing world (no prelo, Clearinghouse/Parlor Press), Linguagem e gênero no
trabalho, na mídia e em outros contextos (2006, EdUFSC), Systemic Functional
Linguistics and Critical Discourse Analysis (2002, Macmillan), Language in the Legal
Process (2000, Palgrave). Desde de 2004 exerce a função de editora assistente da revista
Linguagem em (Dis)curso.
Filomena Elaine Paiva Assolini é mestre em Psicologia pela Faculdade de Filosofia,
Ciências e Letras de Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo, doutora em Ciências
pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto – Universidade de São
Paulo. Atualmente é docente dessa Faculdade, onde leciona a disciplina Alfabetização e
Letramento: estudos teóricos e aspectos didáticos. Coordena o GEPALLE – Grupo de
Estudos e Pesquisas sobre Alfabetização, Leitura e Letramento.
É responsável pelo
Projeto de Extensão Universitária “Professoras Alfabetizadoras, suas leitura e práticas
pedagógicas” que, dentre outros fazeres, promove formação continuada para professoras
da rede pública e privada do Estado de São Paulo. A Análise do Discurso de “linha”
francesa e a Teoria Sócio-Histórica do Letramento são referenciais que sustentam as
investigações desenvolvidas pela pesquisadora.
Flavia Trocoli é pós-doutora pelo Departamento de Lingüística do IEL/UNICAMP
(2004-2007), o projeto de pesquisa intitulou-se “Do eu ao ele, de Lispector a Woolf:
vertigem e evanescência na ficção moderna”. Possui Licenciatura em Letras pela
Universidade Estadual de Campinas (1997), mestrado em Teoria e História Literária
pela Universidade Estadual de Campinas (2000), a dissertação foi intitulada “Fios da
introspecção: para uma leitura do terceiro romance de Lúcio Cardoso, e doutorado em
Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de Campinas (2004), a tese foi
intitulada “Molduras para o vazio: duas obras de Clarice Lispector”. Recebeu Bolsa
FAPESP no Mestrado, no Doutorado e no Pós-doutorado. Tem experiência na área de
Letras, com ênfase em Teoria Literária, Literatura Brasileira, Literatura Comparada e
Literatura e Psicanálise. É membro-fundador do Centro de Pesquisas Outrarte, no
IEL/UNICAMP. Atualmente, é professora do Curso de Letras e do Curso de
Especialização em Literatura do Centro Universitário Padre Anchieta, em Jundiaí, SP, e
membro participante da Escola de Psicanálise de Campinas.
Freda Indursky é mestre em Lingüística pela Faculté des Lettres et Sciences Humaines
da Université de Besançon, França. Doutora em Ciências da Linguagem e Professora
Ttitular de Língua Portuguesa do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas do
Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, atuando na docência
e na orientação, tanto na graduação quanto na pós-graduação deste Instituto. Publicou
A fala dos quartéis e as outras vozes; co-organizou Os múltiplos territórios da Análise
do Discurso; Discurso, Memória, Identidade; Michel Pêcheux e a Análise do Discurso:
uma relação de nunca acabar e Análise do Discurso no Brasil: mapeando conceitos,
confrontando limites. Autora de vários capítulos de livros e de inúmeros artigos. Seu
projeto de pesquisa, Discurso do/sobre o MST, rendeu inúmeros artigos, publicados em
periódicos científicos, bem como vários capítulos de livros. Sua pesquisa se volta
igualmente para refletir sobre língua, texto, leitura e escritura, sempre à luz da Análise
do Discurso. Foi Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Letras/UFRGS e
Presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Letras e
Lingüística.
Frederico Zeymer Feu de Carvalho é psicanalista, membro da Escola Brasileira de
Psicanálise, seção Minas Gerais, mestre em Filosofia e doutor em Lingüística pela
UFMG. É também professor e coordenador do Curso de especialização em psicanálise
da Universidade FUMEC.
José Francisco Miguel Henriques Bairrão graduou-se em Psicologia e em Filosofia
pela USP (FFLCH e IP). Doutorou-se em Filosofia pela UNICAMP. Atualmente
leciona na USP (FFCLRP). Coordena o Laboratório de Etnopsicologia desta instituição,
onde orienta e desenvolve pesquisas pautadas pelo interesse em não divorciar reflexão
epistemológica (Epistemologia da Psicologia, Filosofia da Psicanálise) e pesquisa
empírica (Psicologia da Cultura, Psicologia da Religião), bem como abertas a
argumentos e contribuições interdisciplinares.
Leda Verdiani Tfouni encaminhou-se para a área de Letras e Lingüística por amor à
literatura e por identificaçã com professores como Adolfo Casais Monteiro, Jorge de
Sena e Antonio Candido. É graduada em Letras Anglo-Germânicas pela UNESP de
Araraquara (então um instituto isolado), onde, além dos estudos acadêmicos, foi
influenciada pela militância de entidades estudantis que lutavam contra a ditadura
militar, como a UNE, UEE e o Centro Acadêmico. É Master of Arts (MA) in Language
Acquisition pela University of Califórnia, Santa Barbara (individual major), Doutora em
Ciências (Lingüística) pelo IEL-UNICAMP, Livre-Docente e Titular pela USP.
Realizou dois pós-doutoramentos na Université Paris III (La Sorbonne Nouvelle) com
Jacqueline-Authier. Publicou os livros: “Adultos não-alfabetizados- O avesso de
avesso” (Pontes), “Adultos não-alfabetizados em uma sociedade letrada” (reedição
ampliada do primeiro) (Cortez) e “Letramento e Alfabetização” (Cortez). Tem dezenas
de artigos publicados em periódicos nacionais e internacionais. Coordena o grupo ADInterfaces, cadastrado nos diretórios de pesquisa do CNPq, cujo objetivo é estabelecer
um diálogo entre Análise do Discurso , Psicanálise lacaniana e Letramento. É bolsista
de produtividade do CNPq.
Luciani Tenani é bacharel em Lingüística pela UNICAMP, fez mestrado e doutorado
na área de Fonologia, também na UNICAMP. Atualmente, é professora na UNESP,
campus de São José do Rio Preto, e ministra disciplinas, na graduação, para os cursos
de Licenciatura em Letras e Licenciatura em Pedagogia e, na pós-graduação, para o
Programa em Estudos Lingüísticos. Desenvolve e orienta pesquisas sobre a fonologia
do Português e sobre a relação entre Prosódia e Escrita. Coordena projetos de extensão
universitária na área de ensino de Português para alunos das redes municipal e estadual.
As reflexões sobre as pesquisas desenvolvidas são regularmente apresentadas em
eventos nacionais e publicadas em diversas revistas no país.
Nádea Gaspar Professora adjunta da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar),
no Departamento de Ciência da Informação, e ministra aulas na graduação em
disciplinas referentes ao campo da Análise do discurso e Cultura. Atua também como
docente no curso de pós-graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade, na linha de
pesquisa em Linguagens, Comunicação e Ciência. Líder em dois Grupos de pesquisa do
CNPq: “Discurso, Memória e Identidade: diálogos entre a imagem, a palavra e o som”,
e “Comunicação Científica, Linguagens e Transferência do Conhecimento”. Orienta
pesquisas voltadas para os seguintes temas: Discurso, Leitura e Autoria; Discurso, signo
e enunciado na imagem; Discurso e audiovisual; Discurso e transferência do
conhecimento. Possui vários trabalhos de pesquisa sobre a Análise do discurso,
publicados em livros e revistas.
Regina Maria Ayres de Camargo Freire possui graduação em
Fonoaudiologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1967),
mestrado em Lingüística Aplicada e Estudos da Linguagem pela Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo (1980), doutorado em Educação
(Psicologia da Educação) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
(1990) e pós doutorado pela USP - campus Ribeirão Preto no departamento de
Psicologia (1995). Atualmente é professora titular da Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo. Tem experiência na área de Fonoaudiologia, com
ênfase em Clínica Fonoaudiológica, atuando principalmente nos seguintes
temas: clínica fonoaudiológica, aquisição de linguagem, fonoaudiologia,
patologia de linguagem, análise de discurso e psicanálise lacaniana, e é .
bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq - Nível 2
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estudos da linguagem e formação docente