MARKETING Segredos do público jovem O especialista em marcas Martin Lindstrom sugere, nesta entrevista, como se comunicar com crianças e adolescentes entre 8 e 14 anos Sinopse Em seu livro BRANDchild, o sr. afirma que já não é mais possível se comunicar com crianças e adolescentes –entre 8 e 14 anos– como no passado. O que mudou? No passado, o “líder do grupo” estabelecia as regras básicas e funcionava como exemplo para os seguidores. Isso mudou. Hoje os grupos de adolescentes são como cardumes de peixes. Mesmo que o líder saia de cena, o restante do grupo continua seguindo na mesma direção. Não é o líder que controla o comportamento do grupo; o que cria a dinâmica é o diálogo interno, ou a rede interna, entre os integrantes. Assim, as decisões são tomadas pelo grupo como resultado do diálogo entre seus membros. Antes, para se comunicar com crianças e adolescentes, bastava concentrar-se no líder da turma, porque era ele quem definia a direção do grupo. Hoje o comportamento do grupo é determinado por vários de seus integrantes, pela maioria destes ou até mesmo pelo grupo como um todo. Por terem crescido em um ambiente impregnado pela tecnologia interativa, as crianças e os adolescentes de hoje possuem uma imagem ampla do que acontece a seu redor e estão mais bem equipados do que os adultos para filtrar a informação que recebem. Essa é uma das principais conclusões do livro BRANDchild, de Martin Lindstrom. O trabalho é baseado em uma pesquisa mundial realizada pela consultoria Millward Brown, sobre as preocupações e o comportamento de crianças e adolescentes entre 8 e 14 anos. Nesta entrevista, ele fala do que descobriu e do impacto dessas descobertas em relação às tarefas dos profissionais de marketing. De acordo com Lindstrom, o comportamento dos jovens é em grande parte determinado pelo grupo a que pertencem. Além disso, esperam que as marcas cumpram suas promessas, já não aceitam tão facilmente o endosso de celebridades e apresentam baixa fidelidade a marcas. A pesquisa ainda mostra a preocupação deles com o meio ambiente, mas traz resultados preocupantes, como a superexposição aos meios eletrônicos, fenômeno que, pelo menos no Brasil, vem recebendo críticas de muitos pais e especialistas (veja quadro na página seguinte). A entrevista foi realizada por Sarah Paowell, da Emerald Now. HSM Management 42 janeiro-fevereiro 2004 Que conseqüências traz esse fenômeno para os profissionais de marketing? Há diversos tipos de mensagem publicitária que podem ser adotados nesse novo contexto. O primeiro deles é o que chamamos de “marketing selvagem”, ou alternativo, que significa recorrer a provedores de Internet e e-mails –como o Hotmail– como ferramenta de comunicação para divulgar sua mensagem. Esses provedores são de fácil acesso e eficazes para “espalhar a mensagem”. O segredo é criar uma mensagem que seja singular em conteúdo e nova em termos de público-alvo. Ela deve ser personalizada para atender aos interesses de grupos específicos, ou seja, seu estilo e suas preferências particulares. Isso faz com que eles se sintam especiais, e seu entusiasmo pelo produto pode criar uma tendência entre outros grupos. O segundo tipo é o “marketing de pares”, voltado a um grupo e não a um tipo de pessoa. Esse grupo atrai outros grupos porque é considerado interessante. Essa idéia é utilizada pela marca Mambo, a terceira do mundo em roupas para surfistas. Ela começou sua trajetória entre a comunidade de surfistas australianos e logo a “novidade” chegou a outros grupos de surfistas MARKETING do mundo todo e a outras comunidades que admiravam os praticantes de surfe e queriam se vestir como eles. A Mambo é uma marca com personalidade e outros grupos querem desfrutar esse atributo. Na verdade, a Mambo vai um pouco além porque o estilo de suas roupas embute uma mensagem política. É uma espécie de “segredo” compartilhado pelos fãs da marca na Austrália. Jovens adoram ter segredos porque se sentem “especiais”. Essa é também a estratégia de produtos como o Kinder Ovo com Surpresa, que sempre traz algo escondido dentro deles. Que valores e aspirações o sr. observou entre jovens de culturas diferentes ao redor do mundo? Não posso deixar de dizer como fiquei chocado e triste ao constatar o grau de preocupação que existe entre crianças e adolescentes de todo o mundo com relação ao futuro. De nossa amostra, cerca de 60% deles esperam com ansiedade a idade adulta. No norte da Europa, esse problema é especialmente crítico e, aparentemente, está relacionado com o estilo de vida. Em Contraponto outros países –como a Índia–, as crianConsumismo preocupa pais e especialistas ças são menos estimuladas a assumir um “comportamento comercial” (veja o que No Brasil, o consumismo e a extivos –sugestões estas que vão na acontece no Brasil no quadro “Contraponto”, posição excessiva de crianças e adomesma linha do que a maioria dos ao lado). lescentes à televisão e outros meios especialistas tem recomendado. EnNo norte da Europa, elas tendem a eletrônicos preocupam cada vez tre elas estão a de limitar o tempo passar um tempo considerável dentro de mais pais e especialistas em educade televisão a uma ou duas horas por casa jogando no computador e muitas se ção e psicologia infantil. dia; ajudar a criança a encontrar alsentem obrigadas a afirmar sua “identiUm exemplo disso aparece nesternativas sadias, como esportes, dade” usando marcas famosas. te trecho do livro A Saúde de Nossos Filhos (ed. Publifolha), do departamento de pediatria do hospital Albert Einstein, de São Paulo: “A nossa cultura valoriza excessivamente o consumo. Muitas vezes os valores reais são alterados ou esquecidos, e a fantasia triunfa sobre a realidade. No mundo moderno, a mídia tem uma participação extraordinária na vida das pessoas, principalmente das crianças e adolescentes, e com freqüência colabora para que o quadro consumista e irreal se acentue”. De acordo com os profissionais do Einstein, as crianças respondem por cerca de 20% do consumo, “o que explica a saturação de imagens e anúncios dirigidos especificamente ao universo infantil. Novos heróis, num mundo de sonhos, promovem a necessidade de consumir roupas, brinquedos, jogos e grifes”. Em seguida, o livro sugere o que os pais podem fazer para mudar esse quadro ou reduzir seus efeitos nega- hobbies e atividades familiares em grupo; escolher antecipadamente os programas mais adequados; não permitir a instalação de aparelho de TV no quarto da criança; e manter livros, revistas e jogos de tabuleiro na sala em que fica o aparelho de TV, para criar opções. Além disso, para muitos psicólogos, o melhor é restringir os presentes a datas especiais, como aniversário e Natal, em vez de encher as crianças de bens de consumo. Permitir que elas decidam sobre produtos e marcas a serem comprados pela família também não é uma atitude vista como saudável para o desenvolvimento infantil. Junto com a televisão, a Internet também é preocupante. Aí a sugestão que vem sendo dada aos pais é similar. Recomenda-se, por exemplo, limitar o tempo que a criança ou adolescente passa diante do computador e orientá-lo sobre os melhores sites a serem visitados. HSM Management 42 janeiro-fevereiro 2004 Quais são as principais preocupações das crianças e dos adolescentes pesquisados? Além da ansiedade causada pela guerra e pelo terrorismo, a separação dos pais é outra causa de preocupação. De todos os adolescentes entrevistados, 97% consideravam importantes as estruturas e os valores tradicionais da família. Fatores como o desemprego dos pais também são uma preocupação para os indivíduos da faixa etária estudada. Além disso, eles demonstram acentuada “nostalgia” do passado (que não viveram) por considerar que era um tempo mais seguro, enquanto se mostram apreensivos em relação ao futuro. Por outro lado, esses adolescentes são uma geração bastante sincera e notavelmente positiva. Raramente mentem, preocupam-se com o meio ambiente, compreendem os problemas mundiais e são sensíveis e respeitosos em relação a outras culturas. Os valores que exibem indicam a expectativa de que as marcas que tentem conquistá-los como possíveis clientes cumpram o que prometem e sejam sensíveis a suas necessidades. MARKETING “Embora a exposição à mídia tenha causado tanta insegurança nessa geração, O paradoxo está no fato de que, embora a exposição à mídia, particularmente à Internet, tenha sido o fator causador de tanta insegurança nessa geração, foi essa mesma exposição que possibilitou o surgimento de características positivas. Como cresceram acostumados à tecnologia interativa e ao ambiente da mídia, as crianças e os adolescentes da faixa etária pesquisada têm um conhecimento muito maior sobre o que acontece no mundo. E, o que é crucial, estão muito mais bem equipados do que as gerações anteriores para “filtrar” as informações que recebem. Para os jovens, a idéia de “excesso de informações” é uma bobagem. Esse é o único mundo que eles conhecem. A maioria dos adultos tem dificuldade para lidar com a inundação de produtos, anúncios, e-mails, ofertas pelo correio etc. Para os adolescentes, tudo isso é normal, porque sua capacidade de filtrar lhes possibilita selecionar e rejeitar de imediato as informações de acordo com suas necessidades e seus interesses. foi essa exposição que possibilitou o surgimento de características positivas” Qual o impacto do amadurecimento acelerado dessa geração sobre o marketing e o tempo de vida de um produto? A faixa etária entre 8 e 14 anos corresponde à primeira geração verdadeiramente interativa. Essas crianças nasceram e foram criadas com um mouse na mão e não têm a menor idéia de como era o mundo sem ele. Como todos os meios de comunicação tendem a ser interativos, precisamos estudar essa geração para ter uma idéia de como serão as próximas. No futuro teremos públicos ainda mais jovens. Imagino que, em meia década, estaremos estudando crianças de 5 anos. Provavelmente será mais difícil fazê-las se expressar claramente, mas certamente demonstrarão a mesma maturidade que vemos nos adolescentes de hoje. Afinal, já foi comprovado que crianças de 18 meses conseguem reconhecer uma marca. O amadurecimento acelerado das crianças acontece por vários motivos. Em primeiro lugar estão o divórcio e a jornada de trabalho prolongada dos pais. Esses dois fatores fazem com que crianças e adolescentes se envolvam muito mais nas decisões de compra da família. Em segundo lugar aparece o fato de as crianças se encontrarem muito mais expostas à comunicação de marcas na televisão. Como assistem mais à televisão que seus pais, estes até as consultam sobre que marcas adquirir. Em terceiro lugar vem o uso crescente da tecnologia. Cerca de 60% de todas as crianças sabem manejar melhor o computador do que seus pais, que têm consciência disso e até lhes pedem ajuda para resolver problemas. Além disso, a linguagem que aprendem com a televisão leva as crianças a parecer mais maduras do que efetivamente são. Por isso, os pais acabam achando que seus filhos são mais avançados do que os colegas e muitas vezes lhes compram brinquedos projetados para crianças mais velhas. São brinquedos mais complexos e os filhos acabam perdendo o interesse – um problema para os fabricantes. De acordo com minhas estimativas, cerca de 80% das compras de produtos de marca são influenciadas pelas crianças. Mesmo que não possam dirigir, por exemplo, os pais pedem a opinião delas em cerca de dois terços das compras totais de carros. A Toyota da Austrália percebeu isso e utilizou adolescentes no comercial de seu novo modelo. Foi um de seus anúncios de carros mais bem-sucedidos. Como o setor encara as questões éticas relacionadas ao marketing voltado para o público jovem? Os anunciantes cujo público-alvo sejam crianças e adolescentes precisam assumir o compromisso de manter um comportamento ético. Eles têm de se comprometer profundamente a dizer a verdade sobre seus produtos e a cumprir o que prometerem. Os pais também têm um papel, ou seja, ensinar seus filhos a ser criteriosos em relação aos comerciais. Existe o temor de que a publicidade e o marketing contribuam para o amadurecimento acelerado de crianças e adolescentes e estimulem comportamentos que não são adequados para sua idade? Com certeza. Eu pessoalmente lamento que eles estejam amadurecendo com tanta rapiHSM Management 42 janeiro-fevereiro 2004 MARKETING “Quando não confiam em uma marca, os adolescentes não compram. Se uma marca deixa de atender a suas expectativas, eles a abandonam” dez. Também temo que essa tendência venha a se acelerar, pois, como passam muito mais tempo navegando na Internet, as crianças estão cada vez mais bem informadas que seus pais e mais expostas a acontecimentos como guerras, morte, crises etc. É inevitável que isso gere algumas conseqüências indesejáveis. Para preencher as lacunas na vida das pessoas, as marcas poderão passar a ser utilizadas como substitutos de felicidade, realização, amor ou segurança, da mesma forma que muitas pessoas atualmente recorrem ao conforto da religião. Em seu livro, o sr. relata o declínio, entre os adolescentes, da aceitação do aval de celebridades a certos produtos. Ao mesmo tempo, diz que a Nike está usando com sucesso estrelas como Tiger Woods para promover seus produtos. Os esportistas são exceção? Os astros do esporte são vistos com outros olhos. O esporte provoca aspirações e traduz uma série de ideais. Esportistas bem-sucedidos trabalharam muito para chegar ao sucesso e são amplamente admirados. Há também um forte sentimento comunitário em torno do esporte, uma identidade comum entre os fãs, mesmo que pertençam a camadas sociais distintas. Em comparação, as conquistas das celebridades são vistas pelos adolescentes como superficiais, vazias. O “filtro de informações” e o ceticismo das crianças e adolescentes da faixa etária estudada indicam que os profissionais de marketing precisam trabalhar muito mais para garantir que suas mensagens sejam eficazes? Não há dúvida de que os adolescentes de hoje são muito céticos. Em um mundo onde tudo é ilimitado, seja acesso a canais de TV, estações de rádios ou sites na Internet, eles se tornam, por necessidade, extremamente competentes em filtrar informações. Como são tão competentes em analisar marcas –afinal, assistem a quase 22 mil comerciais de TV todo ano–, eles percebem de imediato quando o anunciante não está dizendo a verdade. Portanto, as marcas, hoje e no futuro, precisam cumprir o que prometem. Quando não confiam em uma marca, os adolescentes não compram. Se uma marca deixa de atender a suas expectativas, eles a abandonam. Se ligarem para um serviço de atendimento ao consumidor e forem deixados esperando por muito tempo, boicotam a marca. Os adolescentes são os clientes mais críticos de todos os tempos. Nossa pesquisa mostrou que, por exemplo, mais da metade dos indivíduos dessa faixa etária afirma que não consome marcas que causem danos ao meio ambiente. Esses comportamentos estão promovendo melhorias em produtos e serviços. Para satisfazer as demandas desses adolescentes, as empresas terão de permanecer interativas 24 horas por dia, sete dias por Saiba mais semana, a fim de esclarecer as dúvidas Lindstrom trabalhou com Patricia Seybold de imediato e assim demonstrar seu compromisso com os consumidores. Martin Lindstrom é considerado um dos maiores especialistas em criação Os profissionais de marketing que de marcas do mundo. Foi diretor de operações internacionais da LookSmartnão conseguirem se comunicar adequaBritish Telecom, fundador e presidente da BBDO Interactive Asia, principal damente com os adolescentes e responempresa de soluções para Internet da Ásia, e também co-fundador da BBDO der a suas demandas acabarão pagando Interactive, filial européia do grupo. Ainda atuou como consultor de emprecaro por isso. sas como Pepsi, Lego, American Express, Mercedes-Benz, Visa, Ericsson, Yellow Pages e Microsoft. O especialista é autor do livro Clicks, Bricks & Brands (ed. Kogan Page), escrito com Don Peppers e Martha Rogers. Seu mais recente trabalho, BRANDchild – Remarkable Insights into The Minds of Today’s Global Kids and Their Relationship with Brands (ed. Kogan Page), escrito com Patricia B. Seybold, foi elogiado por ícones do marketing como Philip Kotler, Faith Popcorn, Don Peppers, Martha Rogers, Lester Wunderman e Stan Rapp. HSM Management 42 janeiro-fevereiro 2004 Com toda essa exposição aos meios eletrônicos, a privacidade é uma preocupação dos adolescentes? Eu imaginava que os adolescentes não dessem a mínima atenção ao assunto. Estava totalmente errado. Quando perguntamos se prefeririam ter um vírus em seu computador ou um vírus real, a resposta MARKETING “Devem-se monitorar salas de bate-papo, responder a e-mails, analisar tendências e definir as estratégias da campanha em tempo integral” surpreendente foi que prefeririam ficar doentes a ter um vírus em seu computador, indicando que se preocupam muito mais com as questões da privacidade do que seus pais. Eles sabem quais são as conseqüências, conhecem os meios de comunicação, entendem que seus dados podem ser capturados, têm consciência dos perigos. Assim, qualquer empresa que queira garantir a aceitação e o sucesso de sua marca precisa criar políticas de privacidade. O sr. menciona a necessidade de envolver os consumidores adolescentes no desenvolvimento de produtos e no marketing. Como viabilizar isso? Os adolescentes querem participar, e fabricantes que efetivamente se preocupam com esses consumidores promovem esse engajamento na fase de desenvolvimento de um produto por meio da criação de uma grande comunidade virtual e da filtragem do feedback que recebem. Eles selecionam os adolescentes que tenham coisas particularmente interessantes a dizer e iniciam um diálogo com eles –mas é imprescindível que esse diálogo seja genuíno. Prometer que vai responder e não fazê-lo transforma-se em desastre porque eles passam a considerar a empresa arrogante e transferem sua fidelidade para outra marca. O segredo para que a publicidade atinja os adolescentes é ter sempre em mente que, para eles, não há diferença entre os meios on-line, off-line e sem fio; portanto, o fundamental para uma empresa é ter uma estratégia de canais multidimensional integrada e não movida por um só canal. É isso que eu chamo de criação de marca contextualizada, ou seja, transmitir a mensagem no momento certo, no tom certo e para o público certo. Os meios de comunicação utilizados precisam estar integrados e atuar em conjunto para conseguir um efeito do tipo dominó. Qual deve ser a maior preocupação das pessoas responsáveis pelo marketing dirigido a crianças e adolescentes? Em primeiro lugar, como as marcas vão ser cada vez mais interativas, o horário de funcionamento do departamento de marketing das empresas deve ser ampliado para 24 horas por dia, sete dias por semana. Uma campanha de marketing precisa ser conduzida como uma campanha política. Os responsáveis devem monitorar salas de bate-papo, responder a e-mails, analisar as tendências e os eventos dos concorrentes e definir as estratégias da campanha em tempo integral. Em segundo lugar, as marcas devem ser continuamente atualizadas para responder ao feedback fornecido pelos adolescentes. Em terceiro lugar, é necessário que as marcas engajem os jovens consumidores no desenvolvimento, no lançamento e no marketing de produtos. E a política da empresa deve ser transparente para que os adolescentes possam confirmar que a companhia e as promessas que faz são para valer. Os adolescentes questionam tudo. Para eles, a fidelidade a um produto tradicional tem pouco ou nenhum significado. Os adultos podem depositar grande confiança em uma empresa e perdoar alguns problemas eventuais. Os adolescentes, quando descobrem uma falha qualquer, não perdoam e rejeitam a marca, mesmo que tal falha venha a ser devidamente explicada. Sua lealdade pertence exclusivamente ao grupo. Quando o grupo é fiel a uma marca (enquanto grupo), é ele quem decide se todos os membros continuarão fiéis ou mudarão de marca. Todos esses fatores são desafios substanciais para os profissionais de marketing. © Emerald Now HSM Management 42 janeiro-fevereiro 2004