UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
A PSICOMOTRICIDADE NA TERCEIRA IDADE
NILSA MARIA DA COSTA MELLO CUNHA
RIO DE JANEIRO,
JUNHO 2002
UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO
CURSO DE PSICOMOTRICIDADE
PROJETO “A VEZ DO MESTRE”
A PSICOMOTRICIDADE NA TERCEIRA IDADE
ALUNO: Nilsa Maria da Costa Mello Cunha
Orientador: Jorge Tadeu Vieira Lourenço, M. Sc.
RIO DE JANEIRO,
JUNHO 2002
UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO
CURSO DE PSICOMOTRICIDADE
PROJETO “A VEZ DO MESTRE”
A PSICOMOTRICIDADE NA TERCEIRA IDADE
Nilsa Maria da Costa Mello Cunha
Trabalho Monográfico apresentado como
requisito parcial para a obtenção do
Grau de Especialista em Psicomotricidade
RIO DE JANEIRO,
JUNHO DE 2002
Agradeço a Deus, por mais este degrau em minha vida,
pois muitas vezes senti sua mão e seus braços
amparando-me nos momentos difíceis.
E aos meus pais, que continuam vivos em meu coração.
Dedico aos meus filhos Pedro Henrique e Letícia e
ao meu marido, pelo apoio e compreensão.
iv
RESUMO
A proporção aumentada de pessoas idosas na população traz novas pressões
sociais e novas necessidades.
O envelhecimento é um processo que, do ponto de vista fisiológico, não ocorre
necessariamente em paralelo ao avanço da idade cronológica, apresentando
considerável variação individual, este processo surge acompanhado por uma serie
de modificações nos diferentes sistemas do organismo .
Com o envelhecimento acontece também um decréscimo das capacidades motoras,
redução da forca, flexibilidade, velocidade, dificultando a realização das atividades
diárias e a manutenção de um estilo de vida saudável.
Neste trabalho, são abordados alguns fundamentos da psicomotricidade, que
interferem
no cotidiano de pacientes na terceira idade, assim como, atividades
psicomotoras, que ajudam a resgatar sua auto–estima, autonomia e independência,
auxiliando-o nas atividades da vida diária.
v
SUMÁRIO
INTRUDUÇÃO
7
1 PSICOMOTRICIDADE
9
1.1 Compreendendo a Psicomotricidade
1.2 Definição
10
1.3 O Esquema Corporal e Imagem Corporal
11
2 CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE A TERCEIRA IDADE
12
2.1 O que é Envelhecimento
2.2 Etapas do Envelhecimento
13
2.3 Idade Biológica e Idade Cronológica
2.4 Aspectos Biológicos do Envelhecimento e suas Conseqüências
14
2.4.1 Pele, mucosas, pêlos e unhas
2.4.2 Sistema circulatório
2.4.3 Sistema respiratório
15
2.4.4 Sistema músculo-esquelético
2.4.5 Sistema digestivo
16
2.4.6 Sistema endócrino
2.4.7 Sistema urinário
2.4.8 Sistema reprodutivo
17
2.4.9 Sistema nervoso
2.5 Aspectos Psicológicos do Envelhecimento
18
2.6 Aspectos Sociais do Envelhecimento
20
2.7 O Envelhecimento Saudável
22
3 A GERONTOLOGIA E A PSICOMOTRICIDADE
24
3.1 A Gerontologia de Intervenção e a Gerontomotricidade
3.2 Psicomotricidade e Envelhecimento
25
3.3 Psicomotricidade e Bioenergética
26
vi
4 AS ATIVIDADES PSICOMOTORAS
28
4.1 Fatores a Serem Trabalhados na Atividade Física para a Terceira Idade
29
4.2 Exemplos dos Principais Exercícios
30
CONCLUSÃO
35
BIBLIOGRAFIA
36
ANEXOS
37
Anexo A – Comprovantes Acadêmicos
A.1- De estágio
38
A.2- De participação em eventos culturais
39
7
INTRODUÇÃO
Desde a
antiguidade, velhice tem sido associada à dependência e a perda do
controle sobre a própria vida, mesmo para atos corriqueiros e banais de
sobrevivência. A teoria médica, biológica e psicológica, na maioria das vezes, tende
a confirmar o envelhecimento como tempo de declínio e decadência.
Assim, a velhice tem sido pensada, quase sempre, como um processo degenerativo,
oposto a qualquer progresso ou desenvolvimento. É como se nessa etapa da vida
deixasse de existir o potencial de desenvolvimento humano.
A expectativa de vida esta aumentando em todo o mundo e esta ocorrendo o
envelhecimento populacional em quase todos os países. Com isso, um número cada
vez maior de indivíduo passa a sobreviver até 70 ou 80 anos.
A maioria dos indivíduos deseja viver cada vez mais, porém a experiência do
envelhecimento (própria e a dos outros) esta trazendo angústias e decepções.
Preparar-se para a velhice é armar-se para enfrentar as diversas modificações, não
apenas físicas, mas também sociais, econômicas e psicológicas que sofrerão. A
característica mais comum e evidente no envelhecimento é a diminuição das
funções corporais, que acabam, muitas vezes, limitando a própria vida do idoso.
O envelhecimento é uma preocupação constante do homem em todos os tempos.
Em nossa sociedade, o homem ainda rejeita o envelhecimento, e vive a busca da
fonte da juventude.
Historicamente, o corpo vem sendo alvo de interesse do ser humano, uma vez que é
através dele que manifestamos a vida. Esse interesse está ligado ao seu uso, sua
eficiência e utilidade, bem como nas atividades que ele desempenha. Isto pode ser
comprovado pelas mudanças físicas de nossa anatomia, pela luta contra as doenças
e pelo próprio envelhecimento, é através dele que nos manifestamos no mundo.
O corpo comunica-se por gestos e expressões, com uma parte ou pelo todo, com ou
sem intenção, percebendo ou sem perceber. Através dos atos motores, ele expressa
emoções, sensibilidade, entre outras manifestações.
O corpo revela as curvas da história pessoal, os segredos, os traumas e os triunfos
de dias passados.
Todos eles estão corporificados em ligamentos, músculos e expressões nas
posturas, nos movimentos, tensões, vitalidade. O corpo não mente, e sim revela o
8
interior da pessoa. O corpo conta coisas sobre nossa história emocional e nossos
mais profundos sentimentos, nosso caráter e nossa personalidade. Não há ação,
não há pensamento sem o corpo.
O movimento corporal é o resultado das nossas emoções; portando torna-se
impossível à separação entre corpo e mente. É conveniente lembrar que no caso da
pessoa idosa, as atitudes corporais refletem não só o seu estado interior, mas,
também o resultado de uma vida toda. As sensações negativas são expostas pela
rejeição ao próprio corpo, julgando-o feio e incapaz, mascarando o aspecto mais
positivo que é viver ou estar corporalmente vivo.
O objetivo desta monografia é abordar a psicomotricidade na Terceira Idade,
buscando através da terapia psicomotora, meios que melhorem a qualidade de vida
do idoso, bem como abordar de forma simples, mas objetiva, o envelhecimento, e
está exposta da seguinte forma:
O capítulo 1 aborda como alguns autores conceituam a psicomotricidade. Este
capítulo também trata do esquema e da imagem corporal.
No capítulo 2 são descritas as considerações gerais sobre a Terceira Idade, assim
como os aspectos biológicos, psicológicos e sociais do envelhecimento.
O capítulo 3 trata da Gerontologia e Psicomotricidade e sua importância no processo
de envelhecer.
No capítulo 4 descreve-se as atividades psicomotoras e os principais exercícios
psicomotores.
Com relação à metodologia utilizada, trata-se de um estudo qualitativo cuja coleta de
dados foi através de pesquisas bibliográficas, por método descritivo.
9
CAPÍTULO 1
PSICOMOTRICIDADE
1.1 Compreendendo a Psicomotricidade
A psicomotricidade é uma nova abordagem do corpo humano. Ela estuda o indivíduo
e suas relações com o corpo. É uma técnica em que se cruzam e encontram
múltiplos pontos de vista e que utiliza os conhecimentos de várias ciências como a
Biologia, a Psicologia, a Psicanálise, a Sociologia e a Lingüística.
Além disso, ela é uma terapia porque se dispõe a desenvolver as faculdades
expressivas do indivíduo. Como se sabe, toda a ciência é relativa a um objeto de
estudo que dele tira a sua unidade e especificação. No caso da Psicomotricidade, o
objeto de estudo é o corpo e sua expressão dinâmica, fundamentado por três
conhecimentos básicos que o substanciam:
a) O movimento, que, segundo os conhecimentos atuais, ultrapassa o ato
mecânico e o próprio indivíduo, sendo a base das posturas e posicionamento
diante da vida.
b) Intelecto que encerra a gênese e todas as qualidades da inteligência do
pensamento humano; seu desenvolvimento depende do movimento para se
estabelecer, desenvolver-se e operar.
c) O afeto, que é a própria pulsão interna do indivíduo, matiza a motivação e
envolve todas as relações do sujeito com os outros, com o meio e consigo
mesmo.
Portanto, a Psicomotricidade tem como preocupação a ação concomitante de sentir,
agir e pensar. Ela parte dos gestos corporais que são a manifestação da presença
do homem no mundo.
A psicomotricidade nasceu nos serviços de neuropsiquiatria infantil com o nome de
reeducação psicomotora. Sua imagem inicial está ligada à patologia. Atualmente,
uma corrente educativa tem se superposto à prática inicial, e há trabalhos mais
recentes que se interessam pela Psicomotricidade como mais uma forma de terapia
corporal.
Inicialmente, são três as suas áreas de atuação:
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1) Educação
–
atua
na
formação
do
indivíduo
possibilitando
o
seu
desenvolvimento global, utilizando-se do corpo como meio de atingir os fins
determinados pela escola.
2) Reeducação – atua nas funções prejudicadas, utilizando-se o próprio corpo
para reabilitação.
3) Terapia – atua nas emoções e na afetividade por meio de jogos corporais;
tem como objetivo auxiliar o indivíduo nas múltiplas ações à vida corrente.
1.2 Definição
A Psicomotricidade é a técnica ou grupo de técnicas que tendem a interferir no ato
intencional significativo, para estimular ou modificá-lo, usando como mediadores a
atividade corporal e sua expressão simbólica. O objetivo, por conseguinte, é
aumentar a capacidade de interação do sujeito com o ambiente. (VIDAL, 1994).
A Psicomotricidade é um foco da intervenção educacional ou terapia cujo objetivo é
o desenvolvimento da capacidade motriz, expressivas e criativas a partir do corpo, o
que o leva centrar sua atividade e se interessar pelo movimento e o ato que é
derivado da: disfunções, patologias, excitação (estímulos), aprendizagem, etc.
(BERRUEZO, 1995).
A psicomotricidade é uma disciplina educativa/reeducativa/terapêutica. Concebeu
como diálogo que considera o ser humano como uma unidade psicossomática e que
atua sobre sua totalidade por meio do corpo e do movimento no ambiente, por meio
de métodos ativos de mediação principalmente corporal, com o propósito de
contribuir o seu desenvolvimento integrante. (MUNIÁIN, 1997).
A Psicomotricidade é a posição global do sujeito. Pode ser entendido como a função
de ser humano que sintetiza psiquismo e motricidade com o propósito de permitir ao
indivíduo adaptar de maneira flexível e harmoniosa ao meio que o cerca. Pode ser
entendido como um olhar globalizado que percebe a relação entre a motricidade e
psiquismo como entre o indivíduo global e o mundo externo. Pode ser entendido
como uma técnica cuja organização de atividades possibilite à pessoa conhecer de
uma maneira concreta seu ser e seu ambiente de imediato para atuar de maneira
adaptada. (DE LIÈVRE, 1992).
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1.3 O Esquema Corporal e Imagem Corporal
O esquema corporal é o foco de atenção da psicomotricidade. Ele é o resultado das
experiências do corpo desde o nascimento, é elemento indispensável para a
formação de personalidade. A criança até os 12 anos estrutura seu esquema
corporal passando por várias fases. Progressivamente, ela se descobre, reconhecese diferente do outro, dos objetos, do tempo e do espaço. Passa a ter consciência
de seu próprio corpo, das partes que o compõem, dos movimentos, das posturas e
dos gestos que marcam a sua presença no mundo.
Enquanto o esquema corporal se dá de uma forma consciente, a imagem corporal é
totalmente inconsciente e será fruto do desenvolvimento das sensações e
percepções relativas ao seu próprio corpo integradas aos seus sentimentos. A
imagem é a representação que cada um tem de si.
A intervenção psicomotora embora se dê no movimento, no gesto e vise o resgate
do aspecto comunicativo do corpo, veículo de expressão individual de pensamentos
e emoções, ela também atuará no comportamento no que diz respeito a: auto-estima
(nível afetivo); autoconfiança (nível intelectual) e auto-imagem (nível físico-social).
Cada movimento, cada contato, cada gesto por menor que seja ou até a ausência
desses, carrega uma emoção. O ato motor é desde o nascimento uma combinação
de pensamento e atividade numa relação. As vivências psicomotoras têm como
objetivo maior levar a pessoa a conhecer e a utilizar o seu corpo percebendo o
quanto ele está integrado e intimamente ligado ao seu pensamento e as suas
emoções. Estudos revelam que cada pensamento e cada emoção cria uma
correspondente reação muscular por mais leve que seja. Todas as atividades
desenvolvidas pela psicomotricidade têm como meta a autoconsciência corporal.
São elas: relaxamento, respiração, coordenação de movimentos e equilíbrio.
12
CAPÍTULO 2
CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE A TERCEIRA IDADE
2.1 O que é Envelhecimento.
Dentre vários conceitos sobre envelhecimento, destaca-se o seguinte:
Envelhecimento é a conseqüência de alterações , que os indivíduos demonstram, de
forma característica, com progressão do tempo, da idade adulta até o fim da vida.
(SINGER, 1981).
É importante que tenhamos noção do que é envelhecer, normalmente o idoso tem
doenças crônicas, como hipertensão e osteoporose que são o acúmulo de sua vida
inteira.
Sabemos que, devido entre outras coisas ao avanço da medicina, há um grande
aumento da expectativa de vida, e com isso, aumento das patologias crônicas
A pior coisa que pode acontecer ao idoso é a perda da autonomia, da capacidade de
se relacionar com o mundo.
O envelhecimento é um processo irreversível.
O pico máximo de nossa capacidade biológica de vida ocorre mais ou menos aos 30
anos. Após esta fase, vão ocorrendo transformações, como diminuição da função de
vários órgãos (pulmões, rins, coração, etc.) e reações mais lentas, quando se trata
de um envelhecimento normal. O envelhecimento não é igual em todas as pessoas.
As coisas acontecem de acordo com a genética e com o tipo de vida de cada um. As
perdas biológicas acontecem gradativamente, como diminuição dos sentidos, (visão,
olfato, audição) diminuição do cálcio ósseo, da tolerância a variação da temperatura,
da necessidade de alimento, da defesa orgânica .
O envelhecimento é um processo normal, mas a doença no idoso não é uma coisa
normal. Por exemplo, a menopausa, extinção do período fértil da mulher, é uma
ocorrência comum em todas as mulheres; a demência , contudo, não é algo normal,
é uma patologia.
Velhice não é igual à doença e incapacidade, sendo possível controlar muitos
problemas de saúde comuns nesta etapa através de assistência adequada.
13
2.2 Etapas do Envelhecimento
1) Idade do meio ou crítica - dos 45 aos 60 anos aproximadamente - Encontramse os primeiros sinais de envelhecimento, que representam freqüentemente uma
tendência ou predisposição ao aparecimento de doenças.
2) Senescência
gradual – dos 60 aos 70 anos, aproximadamente- É
caracterizada pelo aparecimento de alterações fisiológicas e funcionais
instaladas, típicas da idade avançada.
3) Velhice – Nesta idade, que se inicia por volta dos 70 anos, está – se frente ao
velho ou ancião no sentido estrito.
4) Longevo – ou grande velho – Aquele com mais de 90 anos.
De maneira geral, os estudiosos em gerontologia são unânimes em salientar que a
idade cronológica não corresponde a idade biológica, e essa classificação é utilizada
como uma orientação para o profissional quanto a maneira de se abordar a
problemática apresentada pelo indivíduo: se preventiva , reabilitativa ou paliativa.
2.3 Idade Biológica e Idade Cronológica
A idade cronológica não está diretamente correlacionada à idade biológica. Para
saber a idade biológica seria necessário medir algo de biológico que mudasse em
função do passar dos anos. No entanto não existe forma de medição disponível
através da qual possamos determinar a idade biológica dos seres humanos e da
maior parte dos outros animais.
Uma pessoa com uma determinada idade cronológica poderia a ser muito mais
jovem ou mais velha biologicamente, dependendo da velocidade média do seu
relógio biológico. Essa dificuldade deve-se ao excesso de variabilidade individual
nos possíveis marcadores do envelhecimento. Os seres humanos, já ao nascer,
apresentam uma enorme gama de diferenças na maioria das variáveis mensuráveis.
As diferenças freqüentemente não estão relacionadas à idade. É como se cada um
de nós iniciasse a corrida para o envelhecimento com os pés em uma linha de
partida diferente. Como os seres humanos não possuem nenhum dos marcadores
de idade, é necessário se basear nos documentos para estabelecer a idade
cronológica.
14
2.4 Aspectos Biológicos do Envelhecimento e suas Conseqüências
À medida que uma pessoa envelhece, os primeiros sinais que se notam são físicos:
os cabelos embranquecem, apele enruga, os passos tornam-se mais lentos ao
caminhar e a atividade física diminui. Cada pessoa envelhece de forma diferente e
as alterações ocorrem em tempos diferentes. Algumas pessoas parecem “velhas”
aos 50 anos, enquanto outras desafiam sua idade cronológica e parecem muito
jovens e ativas aos 80 ou 90 anos.
Muitos fatores contribuem para determinar como uma pessoa envelhece. O estilo de
vida, a ocorrência de doenças crônicas ou agudas, acidentes, estresse emocional e
condições ambientais desfavoráveis contribuem para acelerar o processo de
envelhecimento de uma pessoa. Em geral , à medida que se envelhece, os órgãos
reduzem o número de células e diminuem o funcionamento.
2.4.1 Pele, mucosas, pêlos e unhas
Há uma redução no número de células e da quantidade de líquido intracelular na
pele. Há uma diminuição do tecido subcutâneo; o tecido conjuntivo torna-se rígido e
diminui a elasticidade; diminui a quantidade de pêlos no corpo, as unhas tornam-se
secas e opacas, diminui o fluxo de sangue, diminui a transpiração.
Conseqüências: A pele torna-se seca e frágil; reduz-se a tolerância ao sol; aumenta
a susceptibilidade às infecções: diminui a tolerância ao calor e ao frio: a pele se
rompe e se fere com facilidade.
2.4.2 Sistema Circulatório
Diminui o débito cardíaco: acumula-se gordura no pericárdio e no interior dos vasos
sangüíneos: a redução da ação de enzimas
o coração diminui a força e a
velocidade de contração de contração do músculo cardíaco; diminui a capacidade do
coração voltar ao normal quando ocorrem doenças ou aumento de atividade; há uma
tendência de aumento da pressão arterial. Nos vasos sangüíneos ocorre
acumulação de depósitos de gordura e colesterol – arteriosclerose; diminui o retorno
venoso ao coração.
15
Conseqüências:
Doenças
súbitas
podem
causar
taquicardia
e
insuficiente
suprimento de oxigênio para o organismo; a pressão pode cair abruptamente
quando o corpo muda de posição – deitado para em pé; maior dificuldade de
circulação nas extremidades: pés e mãos tornam-se mais frios; aumento da pressão
arterial; tendência a distúrbios circulatórios nas pernas, pés, e mãos; edema de
membros inferiores.
2.4.3 Sistema respiratório
A expansão pulmonar torna-se restrita devido à calcificação da caixa torácica; a
dimensão antero-posterior da caixa torácica aumenta; desenvolve-se uma cifose, o
tecido pulmonar torna-se mais rígido; a expansão pulmonar fica reduzida; diminui a
força da musculatura respiratória; o tecido da base pulmonar se expande menos e o
dos ápices expande-se mais.
Conseqüências: Ocorrências de dispnéia durante exercícios; menos oxigenação e
troca de gás carbônico; respiração mais superficial; tendência de colapso das bases
pulmonares; diminui o reflexo de tosse produtiva;; tendência à doença pulmonar, se
a pessoa for inativa.
2.4.4 Sistema músculo-esquelético
Diminui o número de fibras musculares e de tecido muscular; diminui força muscular;
diminui o tamanho dos músculos, acarretando atrofia muscular; aumenta a retenção
de substância tóxicas nos músculos(ácido lático, dióxido de carbono); as células
musculares acumulam gordura e colágeno. No sistema esquelético, os ossos
tornam-se porosos; a massa muscular declina; há perda de cálcio especialmente nas
mulheres após a menopausa; desenvolvem-se curvaturas na coluna; diminui a
elasticidade e mobilidade articular.
Conseqüências: A inatividade resulta em maior perda de força; as alterações
posturais levam à perda do equilíbrio; a perda da força tende a produzir quedas e
reduz a habilidade para as atividades da vida diária; as células musculares que são
substituídas por colágeno causam rigidez ao tecido; as substâncias tóxicas
acumuladas
reduzem
a
atividade
muscular.
A
osteoporose
ocorre
mais
16
freqüentemente em mulheres; fraturas ocorrem com mais facilidade; as articulações
tornam-se rígidas e a mobilidade diminui.
2.4.5 Sistema digestivo
Retração da gengiva; diminuição das papilas gustativas; diminuição da salivação;
diminuição da ação de enzimas em todas as partes do sistema; menor quantidade
de ácido clorídrico no estômago, diminui peristalse e tônus intestinal; diminui
tolerância à gordura; diminui absorção de vitaminas e minerais (vitaminas B e K,
cálcio e ferro); diminui controle esfincteriano do esôfago e intestino.
Conseqüências: Perda dos dentes; aumento do uso de dentaduras; perda do apetite;
deficiências nutricionais; aumento de doenças da gengiva; aumento da intolerância à
alimentação; freqüente ocorrência de aspiração; constipação intestinal; diminuição
da ingestão de proteínas devido à inabilidade de mastigar carne; tendência à hérnia
hiatal.
2.4.6 Sistema endócrino
Diminuição do número de células e tamanho das glândulas; diminuição da
quantidade de secreção das glândulas; diminuição do metabolismo; diminuição da
capacidade de adaptação ao estresse (menos adrenalina); diminui resposta
imunológica; aumento dos níveis de glicose; diminuição da produção de hormônios
da tireóide.
Conseqüências: Tendência ao hipotiroidismo; tendência à diabetes; tendência às
doenças auto-imunes; diminuição da resistência a doenças; diminuição da
temperatura corporal; tendência a sentir frio; tendência a infecções vaginais nas
mulheres por diminuição das secreções; nos homens, ocorrem ejaculações mais
lentas.
2.4.7 Sistema urinário
Diminui tamanho dos rins; diminui quantidade de células funcionais; diminui a
circulação sangüínea para os rins; menos urina produzida e excretada; reduz-se
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filtração renal; diminui tônus muscular da musculatura pélvica e da bexiga; diminui
capacidade da bexiga reter urina.
Conseqüências: Menor capacidade do rim de eliminar medicações; tendência ao
desequilíbrio no balanço ácido-básico de eletrólitos e eliminação de fluidos
orgânicos; tendência à noctúria e aumento da freqüência de urina; tendência a
infecções urinárias; tendência à retenção urinária; tendência à incontinência, menos
tempo entre a sensação e o ato de urinar.
2.4.8 Sistema reprodutivo
Mulheres: diminui tamanho dos ovários e o útero se atrofia; reduzem-se as
secreções vaginais; a mucosa vaginal torna-se mais fina. Homens: a próstata
aumenta, os testículos diminuem; as ejaculações tornam-se mais lentas. A função
sexual e a atividade sexual continuam em ambos os sexos; mais tempo é requerido
para satisfação.
Conseqüências: Nas mulheres há uma tendência ao plurido e irritação vaginal;
tendência ao prolapso genital (especialmente após já ter ficado grávida varias
vezes). Os homens apresentam problemas urinários devido à obstrução provocada
pelo aumento da próstata.
2.4.9 Sistema nervoso
Diminuição do peso do cérebro; diminuição do número de neurônios; diminuição das
reações psicomotoras devido ao alentecimento do tempo de condução dos
estímulos ao cérebro; diminuição do fluxo de sangue ao cérebro; diminuição de
todas as percepções sensoriais: audição, visão, paladar, olfato, tato, senso de
equilíbrio; declínio da memória; formação de placas neorofibrilares.
Conseqüências: As atividades de vida diária levam mais tempo; respostas a
estímulos externos tornam-se mais lentas; a capacidade de aprendizado continua,
porém leva mais tempo; são necessários ajustes e equipamentos para audição,
visão e tato; tendência a quedas.
18
2.5 Aspectos Psicológicos do Envelhecimento
A vida humana se constitui numa série de acontecimentos interrelacionados e, que
mesmo quando isolados, sofrem a influência de todo um contexto sócio ambiental no
qual se insere o indivíduo.
A vida é um constante estado de equilibração, e como um estado de equilíbrio é
sempre afetado por uma.nova situação, ocorre então um desequilíbrio a que se deve
responder, a fim de que não passe de transitório à permanente. A cada
nova
situação vivida é exigido do indivíduo todo um esforço de posicionamento.
A situação de equilíbrio ou da busca do equilíbrio é constante no processo de vida,
mas muitas vezes é pouco percebida pelas pessoas em geral. Essa situação é mais
facilmente detectada pelos jovens, pois além de contarem com condições físicas
mais satisfatórias, beneficiam-se de toda uma ação protetora da sociedade e de um
esforço constante para sua integração produtiva, por meio da passagem de uma
situação de improdutividade para uma situação de produtividade, de uma situação
de dependência para uma situação de independência, pelo acesso a uma situação ,
por uma ampliação de sua perspectiva. Há, pois, todo um estímulo em direção ao
futuro, as pessoas contam aos anos que têm a considerar pela frente como anos
promissores e com amplas possibilidades de realização. Sentem-se, então,
psicologicamente motivadas e cheias de esperança naquele estágio do ciclo da vida
humana, que Jung chamou de “manhã” da vida e que significa um verdadeiro
nascimento psíquico na medida em que o jovem procura sua própria identidade,
distinta dos pais, dos seus pares, dos demais, porém com a necessidade de se
ajustar às situações reais, tanto as do mundo externos como as pessoas. Este
estágio termina por volta dos 35 a 40 anos.
Inicia-se então a meia idade, onde a tarefa primordial consciente é arranjar
novamente a existência em torno de outro conjunto de valores. A energia psíquica
anteriormente dirigida para estabelecer-se no mundo, começa a mudar de direção e
a voltar-se para o centro organizador da pessoa, o “self” ou si mesmo. E a
necessidade de dirigir a energia psíquica para dentro desviando-a do seu rumo
anterior – para fora – constitui, um dos maiores desafios da vida.
Transposto esse estágio no ciclo da vida, onde geralmente se invertem todos os
valores e ideais cultivados durante a “manhã” da vida começa, por volta dos 60 – 65
19
anos, a instalar-se a “tarde” da vida. E nesse estágio, onde já passam a ser visíveis
as mudanças físicas, que acentuam-se as mudanças no domínio psíquico.
Então, na velhice, aquela busca da situação de equilíbrio se torna mais difícil, pois a
longa história de vida acentua as diferenças individuais, quer pela aquisição de um
sistema de reivindicações e desejos pessoas, quer pela fixação de estratégias de
comportamento. As pessoas começam a se dar conta de que há mais anos a
considerar para trás do que para frente, ou a fazer suposições sobre o tempo que
lhes resta para viver, ao invés de contar o tempo a partir de seu nascimento.
Dessa maneira, no tempo da maturidade e da velhice, certas modificações se
processam no íntimo do indivíduo de forma que ficam alterados seus valores e
atitudes sem que possa contar com a mesma ação protetora da sociedade e com
seu apelo à integração produtiva.
Diante de tal quadro, é normal que o entusiasmo e a motivação dos idosos tenda a
diminuir, sendo necessários estímulos consideráveis para fazê-lo empreender ações
que levam a um novo equilíbrio. Assim o problema psicológico da adaptação à
velhice se constitui num grande desafio para o homem contemporâneo,
especialmente quando se sabe que a expectativa de vida para os seres humanos
tem crescido enormemente nas ultimas décadas e tendem a crescer ainda mais, de
modo que um número crescente de pessoas tem de se preparar para viver um
tempo de vida maior após a chamada “idade produtiva”, a qual costuma se encerrar
ou se encerrada por volta dos 60 – 65 anos.
Assim sendo, um dos aspectos psicológicos mais importantes quando se fala da
velhice diz respeito exatamente à capacidade das pessoas de se adaptarem a ela.
A ausência de perspectiva para o futuro também interfere negativamente, pois, torna
o presente um momento pouco entusiasmante e inexpressivo, levando a uma
supervalorização do passado, pois foi lá que ocorreram as realizações. Daí,
inclusive, o uso corrente,
entre os idosos, da expressão “no meu tempo”, que
denuncia uma consciência da falta de perspectiva social do futuro, ao mesmo tempo
em que denota uma posição solitária num mundo que parece não ser mais aquele
seu mundo de valores e normas conhecidas e dominadas.
Nessas condições, cessa o interesse por novos projetos e se inicia uma conversão
a questões anteriores, não condizentes com as situações que, para viver, o idoso
tem de enfrentar. É claro que, para algumas pessoas, a riqueza das experiências
passadas pode, até certo ponto, sustentar o equilíbrio no tempo da velhice,
20
permitindo a construção de um mundo à parte, no qual o individuo se encerra e se
protege contra a sociedade que não o reconhece mais. Mas por outro lado, as
experiências passadas, ao invés de servirem como suporte para viver a situação
atual, podem mesmo surgir como causa de desajustamento.
A situação tende a ser mais angustiante quando a pessoa idosa, ao admitir que a
velhice é a etapa final da vida, transforma essa época numa busca de acerto de
contas consigo mesma, na qual não são permitidas justificações que minimizem as
culpas ou atenuem os erros.
Nestas circunstâncias, a adaptação que favorece o equilíbrio e atingida quando o
individuo resolve seus conflitos, superando suas angústias e decepções. Mas, tratase de exercício que se prepara não só às vésperas ou ao atingir a terceira idade. E
um exercício que se prepara em todas as etapas da vida, as quais, à medida que se
sucedem, vão sempre apresentando dificuldades, o segredo é não deixar que essas
dificuldades se acumulem para serem resolvidas na velhice, porque tornam-se
quase intransponíveis.
Na verdade, em cada etapa da vida ou ciclo de vida as pessoas devem procurar
resolver os problemas que lhes são, sem ficar adiando ou postergando sua solução,
da mesma forma que não se recomenda o adiamento de gratificações para o futuro.
Dessa forma, tudo o que for possível fazer em cada momento deve ser feito, pois
cada momento é único. Deixar de fazê-lo com a esperança de uma outra
oportunidade, transferir resoluções para um outro dia, contar com as possibilidades
de uma outra época, é como assinar uma espécie de contrato de risco com o
destino, sem se dar conta de que cláusulas de tal contrato costumam ser
francamente desfavoráveis aos mortais.
2.6 Aspectos Sociais do Envelhecimento
A proporção elevada de pessoas mais velhas na população traz novas pressões
sociais e novas necessidades. Premiada por esse envelhecimento populacional, a
sociedade terá de encontrar soluções, levando em conta, a prevalência aumentada
de incapacidade à medida que os anos passam. O desafio é examinar e
compreender a natureza e magnitude dessas necessidades, e selecionar medidas e
políticas que ajudarão a melhorar a condição e o desempenho social dessa
população. Mas não só isso. O desempenho social é um conceito mais amplo, que
21
abrange todas as atividades e relações humanas. Sua avaliação envolve uma
investigação das interações da pessoa com as demais e com o meio. Há diversas
dimensões do funcionamento social do idoso, importantes para a sua avaliação
gerontogeriátrica , a saber: as relações sociais (sua freqüência, contexto e
qualidade); as atividades sociais (sua freqüência,natureza e qualidade); os recursos
sociais (rendimentos, moradia e condições ambientais); o suporte social ( que tipo de
ajuda de outras pessoas o idoso recebe e com que tipo de ajuda se pode
contar,caso necessário); a sobrecarga e o estresse que recaem sobre a família em
geral e sobre o cuidador em particular, quando convivendo e cuidando de idosos
fragilizados e dependentes.
Idosos fragilizados por doença crônica e séria ou incapacitados, necessitam de um
sistema de suporte, uma rede social de apoio, para permanecerem na comunidade.
Caso contrario serão institucionalizados. Mas, tragicamente, a dependência costuma
surgir numa ocasião em que seu grupo de apoio e seus entes queridos estão
diminuindo drasticamente devido a mortes ou se tornando também incapacitados, ou
com dificuldades financeiras. Os países que se prepararem, construindo um suporte
social, amenizarão as dificuldades de seus idosos fragilizados, e poderão devolvêlos à plena capacidade social.
Pessoas idosas socialmente bem integradas em sua comunidade podem ter
capacidades aumentadas de se recuperar de doenças e, com isso, uma
probabilidade maior de sobrevida mais longa. Por outro lado, o isolamento social é
fator de risco definido para mortalidade. Daí a necessidade de avaliação do
desempenho social e de eliminação ou abrandamento das condições que levam à
incapacidade social.
Sendo assim, alguns aspectos devem ser considerados:
a) Resgatar os conceitos de cidadania do idoso mantendo-o inserido na família e
na
comunidade,
através
de
programas
e
educativos,
preventivos,
terapêuticos, reabilitados e promocionais.
b) Mobilizar a comunidade para conscientizar-se da situação do idoso tornandoo capaz de participar do processo de reformulação de atenção primária à
saúde.
c) Adotar estratégias do tipo atenção primária á saúde para o atendimento das
necessidades básicas do idoso, contando com a sua participação ativa e
22
também, com a melhor utilização e aproveitamento dos recursos públicos
disponíveis .
d) Estimular as pesquisas de enfermagem para melhorar a atenção a saúde do
idoso facilitando as necessárias mudanças nos serviços e administração
relacionados ao atendimento das necessidades básicas desse grupo
populacional.
Considerando estes objetivos, é imprescindível o desenvolvimento de intervenções
adequadas o mais precoce possível para que as pessoas cheguem a terceira idade
no máximo de sua capacidade funcional.
2.7 O Envelhecimento Saudável
Envelhecer de maneira saudável significa que além da manutenção de um bom
estado de saúde física, as pessoas necessitam de reconhecimentos, respeito,
segurança e sentirem-se participantes de sua comunidade, onde podem colocar sua
experiência e seu interesse. É indispensável à obtenção de cuidados em relação aos
problemas de saúde que se apresentam nessa etapa da vida. Além disso, os idosos
querem ser aceitos como seres humanos com necessidades e possibilidades
especiais, querem ter direitos e não querem ser discriminados.
A valorização do idoso como pessoa socialmente útil repercute diretamente e
indiretamente na própria pessoa, família e comunidade, alcançando assim, um estilo
de vida desejável.
Há uma correlação positiva entre velhice saudável e vida independente. A maioria
dos idosos impõe a exigência de não dependerem de ninguém, para garantir o
próprio bem estar. Todos querem ser donos de sua própria vida, ter a capacidade de
decidir e escolher, mesmo para atos corriqueiros do dia-a-dia, como na escolha da
roupa a vestir ou da marca do produto a comprar. Se esse objetivo não for
alcançado, sentem-se infelizes, despojados da possibilidade de auto-realização,
adoentados, impotentes. Portanto, saúde e bem-estar se correlacionam com
independência e, principalmente, com autonomia.
No entanto, o estilo de vida também contribui para que o individuo tenha ou não
uma velhice saudável, sendo assim, se torna necessário à mudança de hábitos e
23
comportamentos, visando assim à prevenção de doenças. Alguns fatores devem ser
considerados, tais como:
a) Tabagismo – O cigarro causa doenças respiratórias, câncer de pulmão (o
pulmão vai perdendo a elasticidade normal, não consegue reagir ás
agressões do tabaco) câncer no esôfago e outros e, ainda agride ás células
nervosas do cérebro, algo bastante arriscado.
b) Dieta alimentar – É importante para manter o peso adequado, para evitar o
acumulo de gorduras nas artérias, evitar a hipertensão. A dieta alimentar
ajuda a evitar o uso de medicamentos que têm efeitos colaterais. Noventa por
cento das pessoas sofrem de constipação intestinal devido ao erro alimentar.
c) Alcoolismo - causa problema em todos os órgãos. É fator de risco da
encefalopatia, neuropatia (inflamação dos nervos periféricos, hipertensão,
rigidez cardíaca, esofagite, gastrite, cirrose epática, etc.).
d) Exercícios – O exercício melhora o condicionamento e a capacidade física.
Com a idade, a capacidade respiratória fica comprometida por causa da falta
da elasticidade dos pulmões. O exercício respiratório abre as vias
respiratórias. Nas doenças , coronarianas melhora a performance. Todavia,
após os 40 anos, havendo historia cardíaca ou pulmonar, é preciso orientação
médica. Exercícios aeróbicos leves como, caminhadas,
melhoram
o
metabolismo
do
diabético,
diminuindo
hidroginástica,
o
açúcar
no
sangue.Caminhar ajuda a evitar a osteoporose e colabora na perda de peso,
além de reduzir a ansiedade e a depressão.
e) Medicação – O medicamento é absorvido pelo sangue, passando por vários
órgãos, e depois eliminando pelos rins. Isso é o metabolismo.No idoso, o
metabolismo é mais baixo, por isso sua pele é ressecada. Deve beber muita
água, em média um copo de hora em hora. Alguns medicamentos ficam mais
tempo no organismo, e não entram no processo do metabolismo, havendo um
comprometimento orgânico. Os rins do idoso também funcionam menos.Ás
vezes, uma aspirina pode causar hemorragia digestiva, assim como os
antiinflamatórios. O cuidado com o idoso deve ter atenção redobrada.
24
CAPITULO 3
A GERONTOLOGIA E APSICOMOTRICIDADE
3.1 A Gerontologia de Intervenção e a Gerontomotricidade
Considera-se a Gerontologia, atualmente, uma ciência aplicada moderna que estuda
o idoso, isto é, estudo os fenômenos biológicos, psicológicos, neuropsicossomaticos,
sócios-culturais e econômicos decorrentes do envelhecimento, bem como suas
conseqüências. Procura desfazer os mitos e preconceitos que marcam a
marginalização social do idoso, desencadeando processos e meios que lhe facilitem
viver o presente com perspectiva futura. A saúde e o bem-estar do idoso são dois
imperativos da gerontologia, numa das fases do processo de desenvolvimento do
ser humano que, em constante integração com o meio ambiente, sofre continua
transformação. A Gerontologia. Inter-relacionada com a Medicina, a Educação Física
e as demais áreas da saúde, é vista nesse processo sob nova dimensão, de forma
eminentemente interdisciplinar e objetiva.
Assim, a Gerontologia é o conjunto de disciplinas integradas que estudam o
processo
de
envelhecimento.
Fundamenta-se
na
concepção
biopsicossociofisiologica, na qual as questões concernentes à prevenção, saúde e
qualidade de vida do idoso levam a Gerontologia de Intervenção.
A Gerontologia de intervenção é o estudo integrado da Gerontologia que analisa e
observa, de forma interdisciplinar, os fenômenos biopsicossociologicos decorrentes
do processo de desenvolvimento do ser humano. Trata da conservação das
diferentes funções físicas, intelectuais e dos órgãos dos sentidos, numa abordagem
holística.
A Gerontologia de intervenção observa e analisa, também, numa visão crítica, as
funções reintegradoras; atua, por meios de gestos e movimentos adequados em
cada nível de desenvolvimento do idoso, na tentativa de recuperar, de forma
adaptada, as habilidades parcialmente perdidas. Fundamenta-se essencialmente na
individualidade, de acordo com o processo de envelhecimento e da situação
particular de cada pessoa idosa.
25
Como
um
conjunto
de
disciplinas
inter-relacionadas,
interatuantes
e
interdependentes, a Gerontologia de Intervenção atua por meio de tarefas
preventiva,assistencial, de reabilitação e de reeducação psicomotora, numa
concepção holística do ser.
A Gerontologia
de Intervenção pode ser desenvolvida em quatro dimensões
diferenciadas:
1) Otimização: por meio das atividades intelectual e afetiva, da pratica de
exercícios físicos, tendo como base as habilidades ainda disponíveis do
idoso.
2) Prevenção: pelo continuo processo de manutenção de cuidados pessoais.
3) Reabilitação: caracterizada pelas tentativas de recuperação, ainda que
parcial de habilidades perdidas.
4) Gerenciamento de situações irreversíveis: com o objetivo de favorecer
mudanças de atitudes e crenças, bem como aceitação de fatos
consumados, complementado por iniciativas de mudança ambiental.
A Gerontologia de Intervenção e a Psicomotricidade, integradas, numa perspectiva
constante de renovação, estão estreitamente inter-relacionadas e vão ao encontro
dos anseios da necessidade de movimento, característica intrínseca do ser humano.
Utiliza como meio a gerontomotricidade . Visa a recuperar e conservar, de forma
funcional, as condutas psicomotoras; a melhorar e aprimorar o conhecimento de si e
a eficácia das ações, sobretudo das atividades de vida diária – AVD.
Repousa sobre as premissas de trabalho individualizado, nas quais observa cada
etapa do processo de envelhecimento. Favorece o desenvolvimento integral do
idoso, estabelecendo, de forma equilibrada e harmônica, a inter-relação entre a
motricidade e o psiquismo. Propicia o equilíbrio e a noção do corpo no espaço,
propicia equilíbrio e a noção do corpo no espaço, em sua totalidade, e contribui para
a preservação da saúde.
3.2 Psicomotricidade e Envelhecimento
Uma abordagem globalizada como é o da Psicomotricidade pode atender
satisfatoriamente às necessidades do idoso.
A psicomotricidade para idosos, como parte do atendimento interdisciplinar à velhice,
tem como objetivo maior a manutenção das suas capacidades funcionais. A
26
manutenção das capacidades funcionais está intimamente ligada à manutenção da
independência e da autonomia que interferem diretamente na qualidade de vida de
qualquer pessoa e em especial na do idoso. Poder fazer tudo aquilo que deseja
dentro do seu contexto sócio-econômico-cultural, dá a pessoa idosa potencia e
vitalidade, alem de tirar um peso da sociedade.
A psicomotricidade para o idoso, visa criar uma consciência de seu poder de
sabedoria, valorizar suas capacidades e dar realce às suas forças, incentivar o
enfrentamento de certas limitações físicas e perdas e estimular o auto-cuidado com
o desenvolvimento de hábitos pessoais de saúde. A pratica psicomotora vai colocalo diante de um espaço de vida, de um espaço de atividade. Essa intervenção
certamente levará o idoso a questionar suas atitudes e conseqüentemente ter mais
possibilidades em adaptar-se às mudanças que o envelhecer acarreta.
3.3 Psicomotricidade e Bioenergética
A idéia mestra de que o ser humano é uma unidade biopsíquica e de que o seu
funcionamento é expresso simultaneamente em emoções e funções fisiológicas é a
base para pensarmos sobre os resultados que são obtidos a partir das intervenções
propostas pelas terapias corporais.
Entender que a grande maioria das doenças é psicossomática e que a direção do
sintoma será para o somático ou psíquico dependendo apenas do canal escolhido
para descarga de uma energia contida, é fundamental.
Trabalhar com um corpo relacionando-o com pensamentos e sentimentos dá à
pessoa uma sensação de integridade que atende à natureza do homem que é a
unidade psico-física. Os estímulos sensoriais e perceptivos e a própria atividade
física promovem um estado de prazer. Despertar o prazer em pessoas que, por sua
própria condição existencial, apresentam situações de depressão e luto não só pela
perda de entes queridos, mas também pelas perdas relacionadas com o lugar social
que ocupavam e com as perdas do processo de envelhecimento, é dar-lhes sentido
de vida, é ativar a energia existente nessas pessoas.
A Psicomotricidade, atuando como uma terapia corporal, trabalha basicamente com
o prazer; o prazer de sentir o próprio corpo tão esquecido e adormecido; o prazer de
perceber possibilidades; o prazer de lidar de alguma maneira com as suas
limitações; o prazer de brincar; o prazer de reconhecer; o prazer de viver.
27
As atividades psicomotoras estimulam, acima de tudo, a consciência de um corpo
que é expressão de um ser que pensa, que sente, e que age em relação com os
outros, com os objetos e consigo mesmo. A exploração do corpo é proposta com o
objetivo de uma tomada de consciência para que haja melhor uso e
conseqüentemente maior possibilidade de expressão. Vivenciar um corpo livre, solto,
relaxado para qualquer um é prazeroso. O idoso vivencia um corpo cheio de dores, e
tem nesse corpo a prova viva das perdas que ocorrem tanto no físico como nos
aspectos psico-sociais. As tensões musculares crônicas que se acumularam no
passar dos anos impedem a percepção das sensações de partes do corpo. Tomar
consciência dessas tensões já é o primeiro passo para encontrar meios de
adaptação. Um maior domínio do corpo, ou seja, o desenvolvimento de uma autoconfiança
reflete-se
diretamente
em
mudanças
na
auto-imagem
e
conseqüentemente no aumento da auto-estima.
Não se consegue perceber que o alicerce de uma vida alegre é o prazer que se
sente no corpo, e a Psicomotricidade para idoso resgata esse corpo de sensações,
trazendo prazer.
28
CAPÍTULO 4
AS ATIVIDADES PSICOMOTORAS
Em um programa de atividade física para a terceira idade, deve-se dar ênfase ao
esquema corporal. O importante é a reeducação das funções diárias; subir e descer
escadas, segurar-se em um ônibus, colocar os sapatos, pentear os cabelos vestir o
casaco.Recomenda-se que o programa seja realizado no período da manhã devido
à não–predisposição de estresse psicológico e físico.
O idoso predisposto às agressões do meio torna-se improdutivo, não se
beneficiando inteiramente com a atividade .
Diversas concepções e praticas das atividades físicas voltadas para o bem-estar
físico e psíquico podem interagir, em busca da melhoria da qualidade de vida, em
todo o transcurso do desenvolvimento do ser humano.
A Gerontologia de Intervenção é um processo ativo e contínuo de intervenção, no
qual se aplicam as atividades psicomotoras sob o enfoque da reeducação
neurológica. Nesse processo utilizam-se variadas formas de atividades físicas com
movimentos conscientes, intencionais e sensíveis.
A aplicação de exercícios psicomotores a pessoas idosas, ou reeducação
psicomotora , constitui uma ciência artesanal. Trabalha-se com a pessoa. É uma
nova dimensão particular, individual, em que está em jogo o aspecto qualitativo do
relação
humana
vinculada
aos
estímulos
externos
que
determinam
os
comportamentos surgidos ao longo da vida do ser humano
A estimulação e a orientação às práticas de atividades de reeducação psicomotora
propiciam a criação de uma atmosfera saudável, atuante e existencial, de elevado
valor psicológico, sob forma de tarefas e movimentos lúdicos.
Os movimentos são realizados de forma lenta, integrados aos exercícios
respiratórios, aplicados de maneira contingencial e adequados às necessidades e
capacidades funcionais de cada idoso. Controlados pelo ritmo individual, sem
esforços, os exercícios devem obedecer à execução máxima de cinco vezes cada,
com intervalo de um para outro, aumentando gradativamente, de acordo com as
possibilidades individuais.
29
Efetuados diariamente ou no mínimo três vezes por semana, as consignes não
possuem caráter de obrigatoriedade, mas devem encaradas como organicamente
necessárias, por minimizar as tensões. Estimulam a circulação e aumentam o
interesse em realizar movimentos conscientes, intencionais e sensíveis.Propiciam,
num clima de cordialidade, o alcance de objetivos imediatos de preservação da
saúde, bem estar e alegria de viver.
Nos Programas e Planejamentos de Saúde para o próximo milênio, a OMS
considerou como uma das metas mínimas o aumento de tempo de vida dos
humanos. O principal enfoque dessa meta, em sua amplitude, é considerar a saúde
como um dos componentes do bem estar de cada comunidade.
4.1 Fatores a Serem Trabalhados na Atividade Física para a Terceira Idade
Tendo como objetivo final a melhora ou manutenção da qualidade de vida
relacionada á saúde, deve–se, então, escolher as capacidades físicas que sejam pré
requisitos básicos para a conquista do objetivo final.
Reeducação postural – Através de estímulos proprioceptivos e esteroceptivos,
educando as sensações, leva a uma boa integração do esquema corporal e de
atitude, facilitando as atividades diárias com menos gasto energético, mudando
conseqüentemente o comportamento social e afirmando a personalidade.
Força muscular – Facilita a manutenção dos níveis de proteínas corporais e a
reconstrução em caso de atrofia por inatividade, com melhor conservação da massa
e de toda a musculatura do corpo, aumentando também sua resistência.
Mobilidade articular – Leva o indivíduo a desenvolver a amplitude das articulações
não-comprometidas por patologias e ampliar a capacidade articular dos segmentos
atingidos por uma degeneração osteoarticular, capacitando músculos e tendões a
uma tensão maior, dotando o indivíduo de condição elementar de uma execução
qualitativa e quantitativa do movimento.
Equilíbrio – Exige uma boa integração do esquema corporal e um esquema de
atitude, tornando o individuo mais seguro na sua locomoção e assumindo, em suas
30
tarefas diárias, uma posição mais simétrica, facilitando o desempenho de suas
funções orgânicas de forma mais eficaz.
Coordenação – É a base do movimento homogêneo e eficiente, que exige uma
extensa organização do sistema nervoso, com utilização dos músculos certos, no
tempo certo e intensidade correta, sem gastos energéticos.
Capacidade aeróbica - Aumentando a função cardiovascular e respiratória, impede
que os sinais do primeiro envelhecimento se estabeleçam.
Respiração – Exercícios respiratório envolvem o retreinamento de padrões
respiratórios através de exercícios de propriocepção da musculatura envolvida, sem
condução rítmica do movimento de inspiração e expiração
Relaxamento - Evitando esforço consciente para aliviar a tensão de um segmento
muscular,
devendo
o
individuo
controlar
ou
inibir
tensões,
através
da
conscientização corporal.
4.2 Exemplos dos Principais Exercícios
Rolar
Deitado no solo, em decúbito dorsal, rolar com:
Braços estendidos no prolongamento dos ombros, estendidos acima da cabeça.
Braços cruzados no peito.
Braços estendidos ao longo do corpo.
Engatinhar
O padrão deve ser cruzado. Observar a posição das mãos com os dedos abertos
voltados para frente, apoio de joelhos no solo, os pés apoiados no dorso, os olhos
dirigidos para a mão que estiver na frente.
Esta atividade atua sobre o mesencéfalo, área de mediação e integração onde se
origina o tronco cerebral, que é também composto de pela ponte formada a partir do
mielencéfalo.
31
Desenvolve a capacidade de manipular objetos no espaço, usando ambos os olhos
em conjunto e a capacidade de sentir, reestimulando as áreas sensoriais do
cérebro.Nessa fase o idoso executa voluntariamente uma ação consciente,
intencional e sensível.É a fase preparatória para a reeducação da posição ereta.
Estimula o tônus postural, por meio do fortalecimento da musculatura dorsal
antigravitacional.
Engatinhar com as pernas estendidas
“Marcha do Elefante” ou “andar do macaco” (peso do corpo sobre os braços
estendidos, pernas estendidas, colocando o pé à frente, bem apoiado no solo).
Integrada à forma de engatinhar acima, leva estímulo ao equilíbrio e à posição ereta.
Marcha Cruzada
Movimentação alternada de braços e pernas; observam-se a postura e o equilíbrio
por ocasião da realização do movimento.
São movimentos completos de andar no mesmo lugar, variando gradativamente para
as diversas formas de deslocamento.Atua no córtex de transição, segundo Delacato.
Importante para regulação de meio interno, é também uma das áreas do encéfalo
associadas às emoções.
Simboliza a transição da posição do primata para posição ereta do homem.
Marcha com elevação dos joelhos e movimentos alternados dos braços, no mesmo
lugar.
Marcha com movimentos alternados dos braços deslocando-se para frente e para
trás
Marcha apontando o pé contrario.
Marcha elevando os braços alternadamente.
Marchas variadas.
Equilíbrio
Equilibrar-se de formas variadas:
Com um pé elevado à frente, apoiado no outro pé e uma das mãos no ombro do
companheiro.
32
Com um pé elevado para trás, retroversão da pelve, segurando o dorso ou não, com
as mãos apoiadas no espaldar da cadeira.
O equilíbrio é influenciado pelo cérebro (sistema límbico) e pelo cerebelo, que
controla a postura, o tônus muscular, o equilíbrio e tem grande atuação na
coordenação dos movimentos.
Manipulação
Realizar exercícios que visem ao aprimoramento manual (manipulação), a fim de
prolongar e restabelecer a coordenação fina.
Deve-se observar que não existe separação rígida entre a motricidade e a
sensibilidade,
não
podendo
o
impulso
motor
ser
desvinculado
de
seu
correspondente sensitivo.
Posição deitada em decúbito ventral: movimentos de pronação e supinação das
mãos.
Idem, movimentos de pronação e supinação, batendo com as mãos no solo, em
ritmos variados.
Realizar atividades de movimentos de oponência dos dedos.Dobrar papel em várias
partes, com as duas mãos e somente com uma das mãos.
Atividades em que se realizem formas de pinçamentos, tais como rasgar papel em
pedaços bem pequenos
O olhar
O olhar é o instrumento das ordens interiores: ele é carregado de paixões da alma e
dotado de poder mágico. O olhar fascina, fulmina, seduz e se expressa, por si
mesmo.
Os exercícios para os olhos, estimulam o nervo óptico, os 12 músculos orbiculares,
desenvolvem a coordenação da dinâmica geral, a concentração e a atenção.
Exercícios realizados com movimentos dos olhos na direção: horizontal, vertical,
circular, diagonal.Aproximação e afastamento do olhar em objetos fixos e em
deslocamentos.Movimentos variados de um olho com uma das mãos tapando o
outro olho e, em seguida, com os olhos abertos.
Realizar jogos significativos de olhar para o companheiro, olhar para as suas mãos,
acompanhar os gestos e movimentos com o olhar, empregar bem o olhar para sentir,
para estimular as percepções.
33
Coordenação Manovisual Motora
São todos os exercícios realizados sob formas de arremessar,pegar,lançar tocar
bater,com bolas de tamanhos variados e objetos diversos, tais como peteca, pedra e
outros. Os exercícios
de lançar utilizando bolas podem e devem ser realizados
também com a finalidade de restabelecimento da lateralidade, coordenação da
dinâmica geral, equilíbrio e organização espaço-temporal.
Exemplos:
Lançar uma bola do tipo tênis para o alto e pegá-la após um quique no solo: idem,
sem deixar cair no solo.
Quicar uma bola no solo e pegá-la com ou duas mãos.
Realizar quiques variados da bola no solo, parado ou em deslocamento.
Lançar uma bola ou qualquer objeto leve ao companheiro e bater palmas.
Audição
Caracteriza-se pelos trabalhos realizados sob forma de coordenação proprioceptiva,
audição e articulação de fonemas.Dá-se ênfase especial aos fonemas surdos/
sonoros, principalmente para os portadores de distúrbios de leitura e escrita do tipo
auditivo.
O sistema auditivo propicia o desenvolvimento da noção temporal integrada à noção
espacial, ao vestibulococlear localizado no tronco encefálico, formado por duas
porções integradas: a auditiva ou coclear e a vestibular, que possibilita o
equilíbrio.Daí a inclusão de jogos cooperativos, movimentos e posições de equilíbrio,
em que os idosos deslocam-se no espaço numa intima relação com os sons,
objetivando a comunicação, a orientação, a organização espaço-temporal e o
próprio equilíbrio.
Exemplos:
Andar/ correr batendo palmas.
Idem, variando de direção e alternando o andar com o correr.
Andar batendo palmas ao ritmo da música.
Perceber o volume da música:
Som alto: ficar o mais alongado possível, na ponta dos pés.
34
Parado ou deitado, observando e sentindo:
Os sons distantes
Os sons mais próximos.
Ou ainda selecionar um tipo de som.
A forma de aplicação dos exemplos acima deve fundamentar-se em desafios
provocativos e/ou sob forma de jogos psicomotores, cooperativos e participativos,
que propiciem ao idoso a retomada de consciência de seu corpo e suas ações.
35
CONCLUSÃO
Preparar-se para a velhice é, antes de tudo, armar-se para enfrentar as diversas
modificações, não apenas físicas, mas também sociais, econômicas e psicológicas
que sofrerão. A característica mais comum e evidente no envelhecer é a diminuição
das funções corporais, que acabam, muitas vezes, limitando a vida do idoso.
Um dos fatores que distingue a saúde do idoso é a possibilidade de manutenção de
sua autonomia e independência.
No desenvolvimento desta pesquisa, constatou-se que a Psicomotricidade interfere
positivamente no processo de envelhecimento, promovendo bem estar, e elevando a
auto-estima do idoso.
No entanto, a escassez de material bibliográfico, acaba por limitar uma melhor
abordagem do assunto, ficando assim, em aberto para futuras pesquisas.
36
BIBLIOGRAFIA
CALDAS, C. P. A Saúde do Idoso: A Arte de Cuidar. Rio de Janeiro: UERJ, 1998
FERREIRA, C. A. M. Imagem e Esquema Corporal. São Paulo: Lovise, 2002
FERREIRA, C. A. M. Psicomotricidade da Educação Infantil à Gerontologia. São
Paulo: Lovise, 2000
JAKUBOVICZ, R. Psicomotricidade, Deficiência de Audição, Atraso de
Linguagem Simples e Gagueira Infantil. Rio de Janeiro: Revinter, 1997
PAPPALÉO NETO, M. G. Gerontologia. São Paulo: Ateneu, 1997
RAUCHBACH, R. A Atividade Física para a 3ª Idade. Curitiba: Lovise, 1990
RUSSO, I. P. Intervenção Fonoaudiológica na Terceira Idade. Rio de Janeiro:
Revinter, 1999
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PSICOMOTRICIDADE. Psicomotricidade. Definições.
Disponível em <http://www.psicomotricidade.com.br>. Acesso em: 10 abr. 2002.
37
ANEXOS A
Comprovantes Acadêmicos
38
A1 De estágio
39
A2 De participação em eventos culturais
40
41
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nilsa maria da costa mello cunha