O TRABALHO DOCENTE E OS TRANSTORNOS MENTAIS* Dayla Rocha Duarte Fiusa1 Resumo:O presente artigo evidencia uma pesquisa na qual o objetivo foi identificar, em pesquisas publicadas nos derradeiros cinco anos, quais os principais transtornos mentais desencadeados pela classe docente e quais fatores psíquicos que comprometem sua saúde mental. Utilizou-se o método de pesquisa documental, e os resultados mostraram que o trabalho exerce influência na saúde mental do sujeito, podendo desencadear fatores psíquicos nocivos ou equilibrantes a saúde mental do indivíduo, de acordo com as demandas do ambiente. Entretanto, identificou-se que a saúde mental do professor está consideravelmente comprometida, uma vez que, o aumento das demandas do seu dia-a-dia, como participar de outras atividades além da sala de aula, planejamento e tarefas que envolvem a sala de aula, ainda precisa disponibilizar-se para fazer parte de outros afazeres escolares, sejam elas atribuídas pela própria escola ou pelos pais e responsáveis de alunos.Portanto, uma vez que a saúde mental do professor esteja comprometida, é sujeito influenciar também no aprendizado do aluno, pois a maneira que o professor se dedica ao trabalho, a condição de prestar este importantíssimo serviço com qualidade pode estar afetados, tanto os conhecimentos específicos como também para a constituição da personalidade da criança. Concluiu-se que o número de professores que apresentam sintomas de exaustão emocional, estresse, Burnout, cansaço mental, esquecimento e outros sintomas relacionados ao trabalho docente são consideravelmente elevados. Palavras-chave:Trabalho Docente.Transtornos mentais.Saúde Mental no trabalho. WORK TEACHING AND MENTAL DISORDERS Abstract:This article highlights a study in which the goal was to identify research published in the final five years, which the major mental disorders triggered by the class teacher and what psychological factors that compromise your mental health. We used the method of documentary research, and the results showed that the work influences the mental health of the subject, which can trigger psychological factors equilibrating harmful or mental health of the individual, in accordance with the demands of the environment.However, it was identified that the mental health of the teacher is considerably compromised, since the increased demands of your day-today as participate in other activities beyond the classroom, planning and tasks that involve room class, still needs to be made available to be part of some other business school, whether they are assigned by the school or the parents or guardians of students.Therefore, since the teacher's mental health is compromised, is subject also influence the student's learning, because the way that the teacher engaged in the work, the condition to provide this important service quality can be affected both the expertise but also for the formation of the personality of the child.It was concluded that the number of teachers who have symptoms of emotional exhaustion, stress, burnout, mental fatigue, forgetfulness and other symptoms related to teaching are considerably high. Keywords: Teaching Work. Mental disorders. Mental health at work. *Trabalho apresentado à Universidade Federal de Rondônia – Núcleo de Saúde - Programa De Pós-Graduação Em Psicologia, na linha de Pesquisa “Saúde e Processos Psicossociais” como requisito parcial para avaliação da disciplina “Otrabalho docente e a saúde do professor”, 2013, sob orientação do Professor Dr. Luís Alberto Lourenço de Matos. 1 Aluna especial da disciplina “O trabalho docente e a saúde do professor”, do Programa de Pós Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Rondônia, na linha de Pesquisa “Saúde e Processos Psicossociais”.Email: [email protected]. 2 INTRODUÇÃO O presente artigo evidencia uma pesquisa na qual o objetivo foi identificar, em pesquisas publicadas nos derradeiros cinco anos, quais os principais transtornos mentais desencadeados pela classe docente e quais fatores psíquicos que comprometem sua saúde mental. Utilizou-se o método de pesquisa documental, e os resultados mostraram que o trabalho exerce influência na saúde mental do sujeito, podendo desencadear fatores psíquicos nocivos ou equilibrantes a saúde mental do indivíduo, de acordo com as demandas do ambiente. Entretanto, no decorrer da pesquisa, identificou-se que a saúde mental do professor está consideravelmente comprometida, uma vez que, o aumento das demandas do seu dia-adia, como participar de outras atividades além da sala de aula, planejamento e tarefas que envolvem a sala de aula, ainda precisa disponibilizar-se para fazer parte de outros afazeres escolares, sejam elas atribuídas pela própria escola ou pelos pais e responsáveis de alunos, além dos seus deveres familiares e sociais. Identificou-se ainda que o número de professores que apresentam sintomas de exaustão emocional, estresse, Burnout, cansaço mental, esquecimento e outros sintomas relacionados ao trabalho docente são consideravelmente elevados. O trabalho humano é essencial para o bem estar humano, tanto físico quanto mental e Ao mesmo tempo em que auxilia ao indivíduo a construção de identidade por meio da sensação de realização, em outro extremo, quando estas expectativas humanas são frustradas, o trabalho pode se tornar nocivo a saúde (SELIGMANN-SILVA, 1987; DEJOURS, 1987; MARX, 1988; BENDASSOLI, 2011; LIMA, 2013). A cada dia, no Brasil e no mundo, os indivíduos vêm solicitando mais competência e domínio educacional por parte dos professores. Em pleno século XXI, onde a sociedade em geral está inserida em um contexto capitalista, na busca dia a dia pelo desenvolvimento multifuncional de seus afazeres, os pais sujeitam-se a terceirizar ou adiar o auxilio necessário para seus filhos em seus afazeres escolares, portanto, ainda é escasso o discernimento da verdadeira função do professor, onde muitas vezes, os profissionais da rede pública de educação no Brasil, ainda se deparam com a necessidade de responsabilizarem-se pela educação de um indivíduo além de sua delimitação, entretanto, na luta pela realização dessa árdua e satisfatória tarefa, não é difícil se deixarem influenciar por fatores que desequilibram sua saúde mental. 3 O TRABALHO E A SAÚDE MENTAL Retoricamente, no pensamento antigo, o trabalho é conexo ao sofrimento e punição,o que pode ter acarretado uma intensificação dos problemas psíquicos desencadeados por fatores emocionais demandados pelo trabalho, e as conseqüências dessa cultura vêm refletindo-se no período contemporâneo, podendo ser identificadas através do mal-estar do trabalho, procedente do mal-estar na civilização. No entanto, o sofrimento é essencial para a constituição da saúde mental, sendo positivo quando proporciona ao indivíduo um nível de ansiedade em equilíbrio, pois favorece o desenvolvimento psíquico,oferece autonomia para lidar com os problemas, resolver dilemas e conflitos.(BENDASSOLI, 2011). O trabalho humano é uma ação que ocorre entre o homem e a Natureza e tem um duplo caráter. Ao mesmo tempo em que auxilia o indivíduo na construção de identidade por meio da sensação de realização, a percepção da capacidade demobilizar e transformar o ambiente, a satisfaçãode ser útil e hábil em agir, o prazer que sente em poder empregar e desenvolver sua força corporal, favorecendo ainda as convivências sociais, por outro, quando estas expectativas são frustradas, o trabalho pode se converter em atuanteprovedor de agentes psíquicos patogênicos, transformando-se em algo nocivo a saúde (SELIGMANN-SILVA, 1987; DEJOURS, 1987; MARX, 1988; BENDASSOLI, 2011; LIMA, 2003). Em “O mal-estar na civilização”, Freud (1930) evidencia que o homem é exposto a três possibilidades de sofrimento, sendo este demandado pela decadência do seu próprio corpo, advindos do mundo externo ou por meio da coexistência com os outros homens, onde o ultimo é o mais árduo que qualquer outro. O principal mecanismo de defesa contra os agentes psíquicos desencadeados pela convivência com os outros humanos é o isolamento, onde o sujeito se mantém distante das outras pessoas, o que Freud denomina ser “a busca da felicidade da quietude”.Entretanto, Freud assegura que a felicidade consiste em um equilíbrio entre ausência de sofrimento e desprazer, porém, afirma que o homem não suportaria uma sucessão de dias belos. Portanto, o processo de individualização é um novo modelo de gestão de pessoas implantado no mercado atual, onde a avaliação de desempenho do trabalhoé individual, a remuneração é embasada em metas particulares, o desenvolvimento da carreira do sujeito é um procedimento pessoal, ao qual este é condicionado a desempenhar sozinho sua especialização e preparação para o mercado de trabalho. Logo, este procedimento é uma das fontes provedoras de agentes psíquicos de desprazer e sofrimento no trabalho, pois aausência 4 do trabalho coletivo ocasiona ameaças de rebaixamento, do não reconhecimento pelo outro, além do risco de demissão. Ademais, o sujeito ainda vivencia um constante dilema de como realizar o seu trabalho da melhor maneira possível, onde muitas vezes, não desfruta de apoio e condições primordiais para as realizações das tarefas.(BENDASSOLI, 2011; FREUD, 1930) Portanto, seguindo o desígnio de Dejours (1994) em psicodinâmica do trabalho, quando o indivíduo é exposto a situações de tensão e desprazer, ocorre um acréscimo de sua carga psíquica. Uma vez que o ambiente de trabalho é propício a desencadear sofrimentos e frustrações,na impossibilidade de alívio deste aditivo por meio das vias psíquicas, este meio pode gerir sofrimento e patologias, dentre elas, os transtornos mentais. TRABALHO DOCENTEE TRANSTORNOS MENTAIS A LDB n. 9.394/96, nos seus artigos 12, 13 e 14, determina asaptidões dos estabelecimentos de ensino no Brasil e a capacidade dos docentes,ademais, esclarecea propósito da gestão democrática, explanandoque o trabalho docente esta além da sala de aula,que deve ainda promover as relações com a sociedade local, com a gestão daescola, a organização e implementação do projeto pedagógico, incluir-se nos conselhos,entre outros desígnios necessários no ambiente escolar. Portanto,é visível queocorreuumaexpansão da compreensão do que é o pleno exercíciodas atividades docentes e um acúmulo de tarefas. Assunção e Oliveira (2009) afirmam que o sistema educacional brasileiro espera que o docente jáchegue à escolapreparado em sua formação para a prática e tenha motivação para desempenhar seu papel, apresentando domínio dentro da sala de aula, obtendo capacidade para atender a diversidade que é demandada atualmente pelo próprio sistema educacional e pelo público escolar. Portanto, é pertinenteà administração escolar estratégica zelar e se fazer cumprir os propósitos da educação, visando fazer mediações entre os interesses escolares e da sociedade, além de promover o bem estar dos colaboradores da escola,buscando equilibrar a organização dentro do meio escolar com qualidade, oferecendo apoio, tranquilidade e segurança aos colaboradores do setor, criando condições para a realização de transformações sociais positivas, através de projetos que intervenham positivamente na construção das relações sociais de sua comunidade local (RUSSO, 2004; MICHELS, 2006). 5 Na concepção de Costa e Pinheiro (2002), a administração escolar deve manter sempre o equilíbrio entre foco estratégico, flexibilidade e criatividade, agindo com precisão e cautela, observando sempre a importância de direcionar e, ao mesmo tempo,estabelecer condições para orientar os outros componentes da equipe, almejando sempre uma boa integração do grupo escolar, além dos êxitos administrativos e pedagógicos. As condições reais do sistema educacional brasileiro ainda não apresentam condições favoráveis de trabalho para a classe docente, pois estes se deparam com diversos fatores ambientais que influenciam negativamente no planejamento e no desenvolvimento de suas atividades, como iluminação inadequada, ruídos, ambientes em condições de higiene precária, cadeira desconfortável, ausência de materiais de expediente necessários e materiais eletrônicos como datashow, computador, acesso a internet, e outros,ademais, no caso das escolas públicas, ainda tem as superlotações das salas de aulas (ASSUNÇÃO;OLIVEIRA, 2009; LIMA;LIMA-FILHO, 2009). A sobrecarga ocupacional pode acarretar diversas patologias pertinentes à saúde física e mental. Pois de acordo com Limae Lima-Filho; Valério, Amorim e Moser (2009),grande porcentagem da classe docente, principalmente sujeitos do sexo feminino e casados, apresenta-se com exaustão emocional, depressão, síndrome de Burnoute alto aparecimento de sintomas de desequilíbrio psíquico, comoansiedade, estresse, cansaço mental, esquecimento,insônia,angústia, dores musculares constantes, gramelona nas cordas vocais, tensões musculares como dores nas pernas e costa, dentre outros. Ademais, os professores ainda têm uma tendência a não perceber o desenvolvimento da doença, além de não munir-se da preocupação adequada em cuidar dos sintomas apresentados. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Utilizou-se como método na realização desta pesquisa a análise documental, que constitui uma técnica importante na pesquisa qualitativa, seja complementando informações obtidas por outras técnicas, seja desvelando aspectos novos de um tema ou problema (LUDKE; ANDRÉ, 1986). Como técnica para avaliação dos dados, utilizou-sea analise de conteúdo, que segundo Gil (1999), é uminstrumento metodológicofundamental, uma vez que, desvenda informações que estão ocultas e facilita o estudo e a explicação destas. 6 O interesse em pesquisar sobre este assunto aflorou-se após a pesquisadora realizar minuciosa leitura e pesquisa de materiais teórico-científicos, observados em artigos, livros, revistas e monografias estudados durante as aulas de pós-graduação lato-sensu em Saúde Mental, na especialização em Metodologia e Didática do Ensino Superior e realização da disciplina “O trabalho docente e saúde do professor”. O método de escolha dos documentos foi realizado em três períodos, o primeiro momento, conforme acima descrito, subseqüente, no segundo período, selecionando para análise propriamente dita, apenas os documentos que eram convenientes aos objetivos desta pesquisa, durante os meses de março e abril do ano de 2013, incluindo na pesquisa os documentos publicados nos derradeiros cinco anos, entre o ano de 2008 e o mês de abril de 2013, o que resultou em 28 documentos. No terceiro momento, efetuou-se a transcrição e tratamento dos dados através da técnica de análise de conteúdo, de categoria não-apriorísticas, por ser propícia a esta pesquisa. Os resultados bibliográficos foram estudados minuciosamente, onde se concretizou as discussões e a elaboração do presente artigo. Considerando odesígnio de obtenção de esclarecimentos e conhecimentos constituídos no objetivo apresentado na delimitação deste projeto de estudo, estabeleceu-se como premissa nesta pesquisa a metodologia descritiva com abordagem qualitativa. Desta maneira, entende-se que a escolha desta abordagem permitiu que a pesquisadorainvestigasse e examinasse de maneira abrangente os resultados que as derradeiras pesquisasapresentaram sobre o assunto, preservando a origem dos dados(MARCONI; LAKATOS, 2004). RESULTADOS E DISCUSSÃO A organização do trabalho é um aspecto que pode facilitar o surgimento de agentes psíquicos desencadeadores de sofrimentos mentais, ademais, sujeito ser favorável à reprodução das relações alienadas intrínsecas ao modo de produção capitalista e a autonomia do trabalhadordocente. Portanto, fazendo uma analogia da teoria com a prática, de acordo a pesquisa de Servilha e Pereira (2008) 57,2% dos professores que fizeram parte da pesquisa trabalhavam durante dois períodos diários, o evidencia a possível existência daintensificação do trabalho, conforme afirma Assunção e Oliveira, (2009), que acarretam diversas patologias físicas e 7 mentais, como stress, síndrome de Burnout, ansiedade, insônia, cansaço mental, esquecimento, insônia, angústia, dores musculares constantes, gramelona nas cordas vocais, tensões musculares como dores nas pernas e costa, dentre outros. Servilha e Pereira (2008) também revelaram que grande parte dos professores pesquisados (71,4%) citou que é necessário o uso de forte intensidade da voz em sala de aula, é necessário falar em alta intensidade na sala de aula para se fazer ouvir e manter a sala de aula equilibrada, o que é sujeito causar um grande desgaste, possibilitando o surgimento de danos vocais devido ao uso da voz de maneira inadequada, além de influenciar na saúde mental do trabalhador, uma vez que, de acordo com Dejours (1994) quando o indivíduo é exposto a tensão e desprazer, ocorre um acréscimo de sua carga psíquica, o que é presumível de desencadear sofrimentos e além desofrimento e patologias, dentre elas, os transtornos mentais. Ainda seguindo os dados da pesquisa de Servilha e Pereira (2008), é possível identificar a superlotação das salas de aulas, onde o número médio de alunos por sala de aula na pesquisa diversificou entre 35 e 80, sendo mais frequente a faixa de 61 a 80 alunos em 42,8% das salas de aula. Estes fatores podem influenciar diretamente na saúde mental dos docentes, ocasionando transtornos mentais, conforme afirma Servilha e Pereira (2008), além do docente ter seu trabalho intensificado para conseguir atender a demanda da sala de aula (ASSUNÇÃO;OLIVEIRA, 2009). os principais sintomas dos docentes pesquisados são o cansaço mental que foi identificado em 53,9%, o estresse, presente em 52,4% dos professores, ansiedade 42,9%, esquecimento 42,9%, frustração 37,8%, nervosismo 31,1%, angústia 29,3%, insônia 29,1% e depressão 16,8%. A pesquisa de Servilha e Pereira (2008) evidencia que as queixas relacionadas à saúde física também são de alto índice, considerando que 55,9% disseram sentir dores na costa, 38,8% relataram dores nas pernas, 32,2% falaram de dores nos braços, 21,1% enfrentaram ou ainda enfrentam problemas de rinite e 21,2% de alergia respiratória, o que revela a somatização dos sintomas psíquicos, expressamente visível no corpo. Entretanto, a pesquisa revela que muitas vezes, o trabalhador docente pode ainda não esta consciente do seu próprio sofrimento psíquico e desconsidera sintomas que são importantes, como se fosse um mal-estar passageiro, o que é sujeito prorrogar a identificação da patologia, seja ela física ou mental, além de manter o tratamento ausente. 8 CONSIDERAÇÕES FINAIS No decorrer de diversos estudos, cogitou-se a hipótese de haver sofrimento psíquico na classe trabalhadora docente, o que possivelmente ocasionaria uma interferência na relação ensino-aprendizagem. Portanto, esta pesquisa evidencia que a hipótese se confirma, além do que a pesquisadora imaginava que poderia acontecer, antes da realização desta pesquisa, pois os dados encontrados em pesquisas anteriores são preocupantes e revelam diversas patologias físicas e mentais na classe docente atualmente. Portanto, uma vez que a saúde mental do professor esteja comprometida, é sujeito influenciar também no aprendizado do aluno, pois a maneira que o professor se dedica ao trabalho, a condição de prestar este importantíssimo serviço com qualidade pode estar afetados, tanto os conhecimentos específicos como também para a constituição da personalidade da criança, pois, sabemos que o professor (a) muitas vezes, na sociedade contemporânea, faz o papel de figura parental para seus alunos, além das possíveis consequências na vida familiar e social deste trabalhador. Os indícios de comprometimento da saúde física e mental da classe trabalhadora docente são elevados, porém, as instituições governamentais e os próprios trabalhadores da classe ainda não estão buscando estratégias de tratamento para os professores que se apresentam patológico, mesmo quando estes são remanejados ou afastados de suas atividades, o que pode colaborar ainda mais para o agravamento do estado mental destes indivíduos. Recomendam-se como premissa, novas pesquisas que possibilita mais conhecimento sobre os transtornos mentais dos trabalhadores docentes, além de averiguar a importância que as instituições governamentais estão direcionando ao assunto, se está buscando oferecer aos professores condições de tratamento de sintomas patológicos físicos e mentais que são desencadeados por situações vivenciadas no ambiente de trabalho, identificando ainda se estes cuidados são realizados e o nível de saúde em que o assunto é tratado, primária, secundária ou terciaria. REFERÊNCIAS ASSUNÇÃO, A.Á; OLIVEIRA, D. A. Intensificação do trabalho docente. Educação & Sociedade, Campinas, v. 30, n. 107, p.. 349-372, maio/ago. 2009. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/es/v30n107/03.pdf>. Acesso em 4 mar. 2013. 9 BENDASSOLLI, P. F. Mal-estar no trabalho: do sofrimento ao poder de agir. Revista MalEstar e Subjetividade. Fortaleza, v. X, n. 1, p. 63-98, mar/2011. Disponível em: <http://www.pedrobendassolli.com/textos/ mal-estar. pdf> Acesso em 4 mar 2013. COSTA, F. J.; PINHEIRO, D. R. C.A administração estratégica da escola: um novo Desafio. Gestão em Ação, Salvador, v. 5, n. 2, p. 145-156, jul./dez. 2002. Disponível em: <http://www.gestaoemacao.ufba.br/revistas/gav5n202_fundef.PDF>. Acesso em: 3 abr. 2013. Dejours, C. A carga psíquica do trabalho. Em: Betiol, M.I.S. (Org.). Psicodinâmica do trabalho: contribuições da escola dejouriana à análise da relação prazer, sofrimento etrabalho. p. 21-32. São Paulo: Atlas, 1994. FREUD, S. O mal-estar na civilização. Trad. Paulo Cesar Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 1930/2010. GIL, A. C. Utilização de documentos. In: ______. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1999. p. 160-167. LIMA, M. E. A. A polêmica em torno do nexo causal entre distúrbio mental e trabalho. Psicologia em Revista, Belo Horizonte, v. 10, n. 14, p. 82-91, dez. 2003. Disponível em: <http://periodicos.pucminas.br/index.php/psicologiaemrevista/article/view/184/194>. Acesso em 8mar. 2003. LIMA, M. F. E. M.; LIMA-FILHO, D. O. Condições de trabalho e saúde do/a professor/a universitário/a. Ciênc. cogn. [online]. 2009, vol.14, n.3, pp. 62-82. ISSN 18065821.Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/pdf/cc/v14n3/v14n3a06.pdf>. Acesso em 8mar. 2013. LÜDKE, M.; ANDRÉ, M. E. D. A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986. MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. V. Metodologia qualitativa. In:______. Metodologia científica. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2004. p. 269-284. MARX, K. Processo de trabalho e processo de valorização. In K. Marx, O capital: crítica da economia política (vol. 1, pp. 142-156). São Paulo: Nova Cultural, 1988 (Originalmente publicado em 1890. Título original: Das capital: kritik der politischen ökonomie) MICHELS, M. H. Gestão, formação docente e inclusão: eixos da reforma educacional brasileira que atribuem contornos à organização escolar. RevistaBrasileira de Educação, v. 11, n. 33, p. 406-423, set./dez. 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/%0D/rbedu /v11n33/a03v1133.pdf>. Acesso em: 2 mar. 2013. RUSSO, M. H. Escola e paradigmas de gestão.EccosRevista Científica [ On Line], jun. 2004. Disponível em: <http://redalyc.uaemex.mx/redalyc/src/inicio/ArtPdfRed.jsp?iCve=715 60103>. Acesso em: 3 mar. 2013. SELIGMANN-SILVA, E. Da psicopatologia à psicodinâmica do trabalho: Marcos de um percurso. In:DEJOURS, C. ABDOUCHELI, E. JAYET, C. Psicodinâmica do 10 trabalho:Contribuições da escola Dejouriana à análise da relação prazer, sofrimento e trabalho. São Paulo: Atlas, 1994. p. 13-19. SERVILHA E.A; PEREIRA P.M. Condições de trabalho, saúde e voz em professores universitários. Rev Ciênc.Méd. (Campinas). 2008;17(1):21-31.Disponível em:<http://200.18.252.94/seer/index.php/cienciasmedicas/article/view/741/721>. Acesso em 3 mar. 2013. VALÉRIO F.J.; AMORIM C.; MOSER A.M. A síndrome de Burnout em professores de Educação Física. Rev PsicolIMED 2009; 1 (1): 127-136. Disponível em: <http://seer.imed.edu.br/index.php/revistapsico/article/view/17/17>. Acesso em 2 mar. 2013.