CENTRO UNIVERSITÁRIO NILTON LINS
CURSO DE PSICOLOGIA
MARIA DA CONCEIÇÃO CARNEIRO BARBOSA
O ALEITAMENTO MATERNO E A RELAÇÃO
BIOPSICOSSOCIAL DAS MÃES
Manaus / AM
JUNHO/2005
12
MARIA DA CONCEIÇÃO CARNEIRO BARBOSA
O ALEITAMENTO MATERNO E A RELAÇÃO
BIOPSICOSSOCIAL DAS MÃES
Monografia apresentada como exigência
parcial para obtenção do grau de
Psicóloga ao Centro Universitário Nilton
Lins sob orientação da professora Leila
Otero Machado.
MANAUS / AM
JUNHO/2005
13
INTRODUÇÃO
A abordagem sobre aleitamento materno e a relação biopsicossocial da mãe,
surgiu das minhas observações durante os estágios na maternidade Ana Braga,
quando observei que a maioria das mães necessitava de orientações sobre o “ato de
amamentar” e os benefícios que ele gera para a mãe e o bebê.
O caráter das informações de cunho cientifico somente atingirá a clientela
especifica, a partir do momento em que houver uma diagnose do grau de
conhecimento das mesmas sobre o tema em questão.
Desta forma, a monografia, além do seu caráter acadêmico, cumpre um papel
social de relevância, tendo em vista que os conhecimentos obtidos através de farta
bibliografia, retrataram-se através da Semana do Aleitamento Materno em Manaus,
ocorrida no segundo semestre de 2004.
Entre os objetivos da pesquisa, privilegiou-se a análise do nível de
conhecimento das mães no que se refere a vínculo afetivo. O direito de crescer com
a melhor saúde possível é um direito fundamental de toda criança e está
contemplado no Estatuto dos Direitos da Criança, no qual os governos se
comprometem a implementá-lo. Portanto, reconhecem o direito da criança de gozar
do padrão mais elevado de saúde e concordam em lutar por sua implementação
completa, através da adoção de medidas apropriadas para a redução da mortalidade
infantil e de jovens. Estas medidas incluem a garantia de que todos os segmentos
da sociedade, em particular pais e crianças, sejam informados, tenham acesso à
educação e recebam apoio para o uso de conhecimentos básicos sobre nutrição e
saúde infantil e as vantagens da amamentação.
14
O leite materno é o melhor e mais completo alimento para o bebê durante os
seis primeiros meses de vida. Para que o início e o estabelecimento do aleitamento
materno, como fonte exclusiva de alimentação do bebê, tenham êxito, as mães
necessitam de apoio psicológico ativo durante a gravidez e após o parto, não só de
suas famílias e comunidades, mas também do sistema de saúde, já que 70% dos
bebês brasileiros nascem em hospitais. No entanto, a realidade mostra que as
práticas de cuidados de saúde dirigida às mães e bebês freqüentemente oferecem
obstáculos ou impedem o início e o estabelecimento da amamentação.
Com objetivo de mudar essa situação, a Organização Mundial de
Saúde – OMS – e o Fundo das Nações Unidas para Infância – UNICEF, idealizaram
em 1990, a Iniciativa Hospital Amigo da Criança, cujo programa começou a ser
desenvolvido no Brasil, em março de 1992, pelo Ministério da Saúde e pelo Grupo
de Defesa da Criança, com apoio do UNICEF, OMS e Organização Pan-americana
de Saúde e visa a promoção, a proteção e o apoio á amamentação através da
revisão de políticas, práticas e rotinas em serviços de saúde Materno - Infantil, tendo
como base os Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno.
Em abril de 2005 a Maternidade Ana Braga, pertencente ao Sistema de
Saúde do Governo do Estado, foi escolhida pelo Ministério da Saúde como um
Hospital Amigo da Criança, pelo fato de já ter implantado o Banco de Leite e estar
cumprindo os objetivos do programa.
No Capítulo V, constam os dados pertinentes à coleta efetuada por
amostragem, onde estão evidenciados os fatores que devem ser trabalhados
visando a promoção do aleitamento materno como fonte de saúde mãe-bebê.
15
1 -ANATOMIA E FISIOLOGIA DAS MAMAS
A necessidade de abordar este título diz respeito ao entendimento que as
mães devem ter sobre as mamas, no que se refere ao aspecto anatômico-fisiologico
pois, na maioria das vezes, esse desconhecimento traz implicações sociais
(estereótipo), bem como na relação mãe-filho, no auge da amamentação.
Em primeiro lugar, é necessário que as mães conheçam a anatomia das
mamas, cujas glândulas são compostas de uma infinidade de alvéolos produtores de
leite e condutos de saída do leite que se acumula nos seios lactíferos esperando a
ordem para sair pelo mamilo. Estes alvéolos estão na parte posterior, sobre o tórax,
e os condutos e seios lactíferos estão na medida anterior dos seios. Em volta de
cada alvéolo há uma célula chamada mioepitelial, capaz de contrair-se, comprimindo
o alvéolo de tal forma que o obriga a expulsar o leite até os condutos.
Alvéolos: são os produtores de leite e estão na parte posterior dos seios.
Células mioepiteliais: são as que comprimem os alvéolos para que expulsem
o leite até os condutos.
Condutos e seios lactíferos: São os canais e coletores de leite que chegam
até o mamilo e estão na parte anterior dos seios.
16
Evidentemente, á luz de outros referenciais teóricos, a descrição sobre
anatomia e fisiologia das mamas apresenta limitações, mas para a delimitação do
problema de pesquisa, as abordagens enfatizadas cumprem o seu papel.
Murahovschi et al (1997), define alguns conceitos que contribuem para o
entendimento genérico no que se refere anatomia.
1.1 -COMO É A MAMA?
A mama também chamada de “seio” materno ou “peito”, pode-se comparar
com um “cacho de uvas”. Cada uva (isto é, cada bago) é uma célula
produtora de leite (alvéolo). De cada uva sai um canalzinho (como um
raminho oco); os canalzinhos vão se juntando com os que saem de outras
uvas e formam canais mais largos até chegarem num canal (ramo oco) mais
largo e mais comprido que desemboca na ponta do bico do peito
(bico=mamilo). Antes de desembocar no bico, bem sob a aréola (aquele
circulo marrom que fica em volta do mamilo), o canal se alonga e forma uma
bolsa ou depósito, onde fica estocado um pouco de leite pronto entre as
mamadas. Cada mama tem aproximadamente quinze cachos (por isso no
mamilo existem quinze orifícios, formando um verdadeiro chuveiro e cada
cacho tem mais de 3.000 uvas (alvéolos). Cada “uva” é envolvida por um
elástico. Na hora da mamada o elástico espreme a uva e expulsa o seu
conteúdo (leite) para os canalzinhos e daí para o mamilo (MURAHOVSCHI
et al, 1999, p.12)).
1.1.1 COMO É QUE A MAMA PRODUZ LEITE?
O leite materno é produzido pela ação de hormônios e reflexos. Durante a
gravidez hormônios preparam o tecido glandular para a produção do leite.
O tecido glandular se desenvolve mais e as mamas ficam maiores. Logo após
o parto, os hormônios fazem com que a mama comece a produzir leite. Quando a
criança começa a sugar, os reflexos fazem o leite ”descer” na quantidade e no
momento certos. Estes reflexos são chamados de reflexo de produção ou reflexo
da prolactina e reflexo da ocitocxina ou reflexo da descida.
17
Os alvéolos são verdadeiras usinas que produzem leite, o que vai se
acumulando, gota a gota, naqueles depósitos que ficam sob a aréola. Este
leite é o primeiro que a criança vai receber. Mas este leite é ralo, com pouca
gordura e serve mais para matar a sede da criança. A maior parte do leite
(2/3 do leite que a criança bebe em cada mamada) é produzida na hora.
Assim que o bebê começa a sugar é como se apertasse um botão que faz o
computador funcionar: o cérebro recebe um sinal e emite uma ordem para a
liberação de um hormônio (prolactina) que faz a usina de leite (alvéolo)
funcionar e produzir leite. Este leite é mais forte (tem mais gordura) e só sai
quando bebê já está mamando há alguns minutos. O ultimo leite, mais
gordo, chamado leite posterior, é um leite branco espesso.(MURAHOVSCHI
et al, 1997 p. 11).
Há, ainda, outra comparação quando se relata que as mamas funcionam
como uma árvore. Sendo que o solo representa o corpo da mãe, a árvore a mama e
o fruto da árvore é esse alimento incomparável: o leite humano.
1.2 OS NUTRIENTES DO LEITE
O ato de amamentar vai além do ato de amar, pois está em jogo a
transferência de nutrientes da mãe para o filho, diferenciada da realizada na
gestação. Por que amamentar? Tal pergunta somente pode ser respondida, a partir
do momento em que se contextualiza diferentes autores e suas produções teóricas
sobre o tema.
Falar em nutrição implica dissertar sobre aspectos qualitativos e quantitativos
do leite. As citações enunciadas, a seguir, tangenciam uma leitura mais científica
que se pode ter. Novamente pretende-se afirmar que tais abordagens não se
configuram com um ponto final, uma vez que a ciência avança rapidamente e a cada
dia novas pesquisas vão surgindo.
Proteínas: Entres as proteínas encontramos caseína, lactoglobulina,
lactoferrina, albumina e globulinas.
18
O conteúdo do leite humano em proteínas é de cerca de 1/3 do conteúdo do
leite bovino. Uma alimentação muito rica em proteínas, como seria a alimentação à
base do leite de vaca, causaria uma excessiva perda de água, através da urina, e
uma maior tendência à desidratação.
Açúcares: A lactose constitui cerca de 90% dos açúcares do leite humano,
que se encontra exclusivamente no leite dos mamíferos. Enquanto o bebê é
amamento ao seio, a lactose representa praticamente o único açúcar que ele
absorve.
A lactose é uma fonte de energia, fornece material de construção para o
cérebro e possui ação inibidora sobre o crescimento no intestino de germes
potencialmente repensáveis pelas gastroenterites.
Além disso, a ausência de sacarose (açúcar comum) no leite humano evita
que a criança se habitue á absorção de alimentos doces desde os primeiros meses,
diminuindo o risco de futuras cáries dentarias e de obesidade.
Gorduras: As gorduras presentes no leite humano são digeridas e absorvidas
com maior eficácia. O elevado conteúdo do leite materno em colesterol (três vezes
mais do que o leite de vaca), parece representar um fato relevante na prevenção da
arteriosclerose.
Já se comprovou que níveis modestos de colesterol na dieta das primeiras
semanas de vida são úteis para assegurar no organismo o desencadeamento de
mecanismos de defesa, que no resto da vida se oporão a uma eventual
hipercolesterolemia.
19
Minerais: O leite humano pode ser considerado um leite pobre em minerais,
mas esse fato é vantajoso. Através da urina, o organismo do recém nascido não
seria capaz de eliminar excesso de minerais e, ao mesmo tempo, reter a água, uma
vez que os seus rins ainda não adquiram uma capacidade plena de concentrar a
urina. O cálcio do leite materno apresenta-se em quantidades inferiores ao do leite
de vaca e é mais bem absorvido pela criança.
A escassez de sódio (sal) no leite materno reduz o risco de hipertensão nas
idades futuras, pelo menos nas pessoas predispostas. Apesar do conteúdo do leite
humano ser baixo em ferro, bebê amamentado no seio apresenta menor incidência
de anemia, em virtude de uma melhor absorção intestinal desse mineral e pela
presença no leite materno de outros componentes com funções antianêmicas, por
exemplo, a vitamina C.
Vitaminas: Em crianças amamentadas ao seio é raro o raquitismo, doença
dos ossos causada pela carência de vitamina D.
Constatei, através das bibliografias parafraseadas acima, que o leite no seu
aspecto qualitativo e quantitativo contribui, e muito, para o desenvolvimento do bebê.
Apesar disso, constatei, enquanto profissional da saúde, que muitas mães, movidas
pela vaidade, ou melhor, dizendo, pela absoluta falta de conhecimento, negam o seu
próprio leite, ofertando ao filho leite industrializado
1.2.1 COLOSTRO
Nas últimas semanas de gravidez, nos primeiros dias após o parto tem-se o
colostro, o qual possui grande concentração de anticorpos, sendo extremamente
eficiente contra as infecções.
20
Murahovschi et al (1997) afirma que o colostro é a primeira e melhor vacina
que o bebê conhece. O colostro é também rico em fatores de crescimento que
estimulam o intestino imaturo da criança a se desenvolver. Se a criança recebe leite
de vaca ou outro alimento antes de receber o colostro, estes alimentos podem lesar
o intestino e causar alergias. O colostro é laxativo e auxilia a eliminação do mecônio
(primeiras fezes muito escuras). Isto ajuda a evitar a icterícia.
21
2 - A INTERAÇÃO MÃE – FILHO
Neste capítulo percebemos que a grande importância do ato de amamentar,
não é somente do ponto de vista nutricional e econômico, mas igualmente ou até
principalmente do ponto de vista interacional.
A amamentação ao seio deve ser entendida também como uma oportunidade
que a mulher tem, desde as primeiras horas de vida de seu bebê, depois do parto,
de estabelecer uma integração total, física e psicológica, com seu filho, de modo a
favorecer a instauração de uma relação especifica e durável no tempo e um vínculo
verdadeiro.
É importante ter claro que estamos tratando de uma modalidade oral, ou seja,
as fantasias ligadas à amamentação são o núcleo da maternidade, mas não a
própria maternagem.
Estas fantasias são organizadoras do mundo interno da criança e
correlacionam-se, apenas fragmentariamente, com a realidade externa e objetiva. Se
o desenvolvimento fosse a quantidade de leite produzida e a duração do
aleitamento, isto não seria verdade.
O relacionamento com a mãe é primordialmente qualitativo. Não importa
apenas dar o seio, mas como o seio é dado, como as solicitações paralelas da
criança são atendidas, ou seja, não se está apenas incorporando o leite da mãe,
mas também sua voz, seus embalos, suas carícias.
22
O bebê discrimina mais a mãe pelo cheiro e pela voz, do que pelo olhar, visto
que o rosto humano só será discriminado a partir do 4º. mês. As carícias da mãe não
só proporcionam intensa sensação de prazer, como vão progressivamente dando à
criança as configurações de seu corpo; vão auxiliando a configuração do esquema
corporal. O eu da criança começa a configurar limites, ou, seja, a ter existência
própria pelo contorno que lhe é dado pelo corpo materno.
As crianças criadas em instituições, apesar de todos cuidados alimentares,
higiênicos e médicos, andam e falam tardiamente, possuem um esquema corporal
prejudicado, têm dificuldades de estabelecer ligações significativas e como fonte de
satisfação usam freqüentemente condutas auto-eróticas, portanto regredidas. Por
exemplo, os balanceios e as ritualizações rítmicas de movimentos.
O leite e o asseio não são em si suficientes para o desenvolvimento sadio.
Mamar deve ser acompanhado de um ritual prazeroso de conhecimento de uma
figura amada e permanente. O mesmo é válido para os cuidados higiênicos e os
jogos. Por isto fracassam tanto os programas institucionais onde voluntárias
esporádicas vão brincar com as crianças.
Estamos frizando que, ao nível da figura materna, o ponto fundamental é a
presença de uma mulher que seja figura estável, que seja capaz de dar amor e que
seja, aos níveis qualitativos, capaz de compreender e atender às solicitações
básicas feitas pela criança.
Não utilizamos o termo mãe, mas sim figura materna, porque este é o
elemento fundamental para a criança. Não importa se a mãe é verdadeira ou não ao
nível biológico. Importa, sim, que seja uma figura capaz de criar laços estáveis de
amor e de confiança na relação estabelecida com o bebê.
23
Alguns padrões básicos de relacionamento, como os estabelecidos com a
mãe, com o pai e com o triângulo edípico, são estrutura inatas da criança, que para
serem desenvolvidas requerem basicamente a existência de uma mulher e de um
homem adequado e estável.
Da mesma forma, não é dado único partir-se de que o seio real seja
indispensável para o desenvolvimento psicológico sadio. A maternagem é um
processo global de desenvolvimento mãe-filho. Caso a mãe não possua leite, ou
mesmo em caso de filho adotivo, é o relacionamento amoroso e corporal como
totalidade que alimentará os processos introjetivos da criança.
Portanto, mesmo não havendo leite no seio, a mãe será adequada se puder
amar e se puder repetir todo o ritual existente na amamentação real. Tomar o filho
ao colo nú e dar-lhe contato pele a pele é prazeroso e configurador. Falar com ele,
embalá-lo, acaricia-lo, tudo lhe dará não só a própria configuração, mas também o
ajudará a organizar e amar o objeto primordial de toda a sua evolução afetiva: sua
mãe.
Winnicott (1983) a mãe suficientemente boa, é a que permite ao bebê poder
conviver com ela sem prejuízo para sua saúde psíquica. Essa mãe representa o
ambiente suficientemente bom, cuja importância é vital para a saúde psíquica do ser
humano. A mãe suficientemente boa permite a criança pequena desenvolver uma
vida psíquica e física fundamentada em suas tendências inatas. Assim, ela pode
experimentar um sentimento de continuidade da vida, que é o sinal da emergência
de um verdadeiro self, de um verdadeiro eu.
Segundo Winnicott (1983) o verdadeiro self é a pessoa que é eu apenas eu,
ou seja, a pessoa que se constrói, fundamentalmente, a partir do emprego de suas
tendências inatas. No começo da vida, o self verdadeiro não é muito mais do que o
somatório da vida sensório-motora. Manifesta-se através dos gestos espontâneos,
das idéias pessoais. O gesto espontâneo é o self verdadeiro em ação. Só o
verdadeiro self pode ser criador e só o verdadeiro self pode ser sentido como real.
24
A mãe suficientemente boa é aquela que, durante os primeiros meses de vida
do filho, identifica-se estreitamente com ele, e que na teoria, adapta-se
perfeitamente às suas necessidades.
As três funções maternas importantes são: a apresentação do objeto, o
holding e o handling.
Na função materna de apresentação do objeto, pareceu-me que o exemplo
mais impressionante é a apresentação do seio. Essa oferta começa com o que
Winnicott denomina de primeira refeição teórica, que é também uma primeira
refeição real. Só que essa primeira refeição teórica é representada, na vida real, pela
soma das experiências precoces de muitas refeições. Dada a extrema imaturidade
do recém-nascido, a primeira refeição não pode assumir, a priori, a significação de
uma experiência emocional, mas em razão de um estado vital na criança e graça ao
desenvolvimento de tensão pulsional, a criança passa a esperar alguma coisa; e
então surge alguma coisa que logo assume uma forma: é a mão ou a boca que se
estende naturalmente para o objeto.
Durante essa primeira refeição, a mãe apresenta o seio no momento em que
o bebê está pronto para imaginá-lo e, portanto, para encontrá-lo. Ao oferecer o seio
mais ou menos cria o objeto do qual sente confusamente a necessidade. Ao lhe dar
a ilusão dessa criação, a mãe permite que o bebê tenha experiência de onipotência,
isto é, que o objeto adquira existência real no momento em que é esperado. Durante
esse período de dependência absoluta, a mãe, que age de maneira a estar
disponível diante de uma excitação potencial do bebê, permite que este adquira, no
correr das mamadas, a capacidade de assumir relações estimulantes com as coisas
ou as pessoas. Em outras palavras, o ser humano torna-se capaz de experimentar
emoções, sentimentos de amor ou de ódio, sem que eles representem uma ameaça
potencial e sejam, necessariamente, uma fonte de angustia insuportável.
25
A segunda função da mãe corresponde ao holding, ou seja, a sustenção. A
mãe protege o bebê dos perigos físicos, leva em conta suas sensibilidades
cutâneas, auditivas e visuais, suas sensibilidades às quedas e sua ignorância da
realidade externa. Através dos cuidados cotidianos, ela instaura uma rotina,
seqüências repetitivas. Com essa função de holding, Winnicott enfatiza o modo de
segurar a criança, a principio fisicamente, mas também psiquicamente. A
sustentação psíquica
consiste
em dar esteio
ao eu do bebê em
seu
desenvolvimento, isto é, em colocá-lo em contato com uma realidade externa
simplificada, repetitiva, que permita ao eu nascente encontrar pontos de referência
simples e estáveis, necessários para que ele leve a cabo seu trabalho de integração
no tempo e no espaço.
A terceira função da mãe se exerce através do handling, ou seja, da
manipulação do bebê enquanto ele é cuidado. A mãe troca a roupa do bebê, dá-lhe
banho, embala, etc. O emprego dessa terceira função materna é necessário para o
bem-estar físico do bebê, que aos poucos se experimenta convivendo dentro de um
corpo e, com isso, realiza uma união entre sua vida psíquica e seu corpo. Uma união
que Winnicott chama de personalização, o que significa que elas precisem ser
perfeitas. São mães comuns fazendo coisas comuns, e mesmo errando estão
buscando perceber as necessidades do bebê e procurando atendê-las.
A mãe é o início de tudo. Não há sobrevivência física ou emocional de um
bebê sem o ambiente. Características como sensibilidade, responsividade e
envolvimento emocional são essenciais para iniciar o bebê em sua jornada rumo à
independência. Mas a mãe a que nos referimos não precisa necessariamente ser a
mãe biológica, pois a capacidade de criar um bebê, de amá-lo, valorizá-lo e dele
cuidar é uma questão de personalidade e disponibilidade.
26
A preocupação materna primária é um estado em que a mãe mostra uma
crescente identificação natural com o bebê. É uma condição psicológica especial da
mãe nas semanas anteriores e posteriores ao nascimento do bebê. È um estado de
sensibilidade elevada, de uma familiaridade e de retraimento do mundo externo para
se aproximar das necessidades do bebê. Isto dá à mãe sua habilidade de fazer a
coisa certa, saber como o bebê pode estar se sentindo por certa capacidade de
identificação com ele.
Esse suporte é base para quem gradativamente se transforma em um ser que
experimenta a si mesmo. O suporte inclui a rotina de cuidados por todo o dia e noite;
leva em conta a sensibilidade epidérmica, acompanhada as alterações diárias
decorrentes do desenvolvimento. Inclui até segurar fisicamente o bebê, que é uma
forma de amar. Sabemos que podem surgir problemas psicológicos por causa da
falta de contato físico com o corpo ou dissociação deste. Ao aconchegar o bebê, a
mãe o transforma em uma unidade. Unidade tão necessária para a integração do
ego e base para coordenação corporal. O bebê precisa de todas essas experiências,
bastante tranqüilas, para sentir- se seguro de forma carinhosa e viva, sem confusão,
ansiedade e tensão.
Winnicott vê a mãe como uma pessoa humana, e não mecanicamente
perfeita. A perfeição pertence às maquinas, e o bebê necessita, justamente, é de um
outro ser humano que seja consistentemente eles mesmos, proporcionando cuidado
e atenção contínuos para que haja mutualidade na experiência. Os seres humanos
fracassam várias vezes, mas podem tentar consertar seus erros. Até as tentativas
de reparação imediata podem construir uma comunicação de amor, mostrando que
existe, de fato, alguém que se preocupa. Quando o fracasso não é reparado, temos
a privação. As mães são pessoas comuns fazendo coisas comuns, essa
continuidade de experiência é muito importante para um senso de segurança, um
sentimento de ser amado.
27
A inter-relação da psique e do soma constitui a base para o aparecimento e
manutenção do self, mas quando a mãe não pode ser suficientemente boa, o
processo é interrompido, dando origem à dissociação entre a psique e o soma que
caracteriza a doença psicossomática. Essa abordagem da idéia da importância do
meio-ambiente no desenvolvimento emocional primitivo de todos nós.
A doença psicossomática é o produto final da maternagem precária ou
inconstante. O desenvolvimento depende de um suprimento ambiental satisfatório,
ou seja, de um ambiente que facilite as tendências individuais. O ambiente (mãe)
torna possível o self em formação no bebê.
O ambiente facilitador proporciona ao individuo a possibilidade de crescer,
freqüentemente em direção à saúde, enquanto que o ambiente que falha,
principalmente no início do desenvolvimento, provavelmente levará à instabilidade e
à doença.
Conforme trata Winnicott (2000), ao se referir ao desenvolvimento emocional afetivo da criança:
O primeiro ano de vida o bebe mantèm uma relação visceral com a mãe,
onde ele a considera como uma extensão de seu próprio corpo, ate
acontecer à divisão do não eu e do eu do bebê.Para que haja uma boa
formação psíquica deste bebê, é preciso que esta mãe e o ambiente que lhe
cerca sejam suficientemente bons, evitando assim Falhas ou carências, que
podem gerar grande ansiedade, que por sua vez, pode comprometer a
constituição da sua subjetividade. (WINNICOTT, 1988, p45.)
Ainda o mesmo autor relata que, a mãe, ao tocar, manipular o bebê,
aconchega-lo, falar com ele acaba provendo um arranjo entre soma e psique e
principalmente ao olhá-lo, ela se oferece como o espelho onde o bebê deve se ver, a
forma como esta mãe olha o bebê (expressão facial) devolve a ele a sua imagem
corporal, como forma de comunicação.
28
Maldonado (1991) ressalta a importância da interação mãe-filho no ato de
amamentar e que através desse contato, distúrbios emocionais e /ou de conduta
poderão ser prevenidos, pois o bebê ao ser aleitado no seio sente-se amado.
Para Melo Filho (1992) na interação precoce entre mãe e recém-nascido,
também podemos observar o surgimento dos fenômenos psicossomáticos do
lactente. Falhas importantes neste processo instalam a angústia primordial que
transborda em manifestações várias, tais como: insônia, cólica intensa, dificuldades
de ingerir e de digerir os alimentos, alterações do ritmo respiratório, pertubação do
funcionamento intestinal.
A mãe insuficientemente boa. Ela pode corresponder a uma mãe real ou a
uma situação. Quando se trata de uma mãe real, Winnicott fala numa mãe que, em
termos globais, não tem a capacidade de se identificar com as necessidades do
filho. Em vez de responder aos gestos espontâneos e as necessidades do bebê, ela
os substitui pelos seus.
2.1 -O SUCESSO DO ALEITAMENTO MATERNO DEPENDE DO BEM
ESTAR DA MÃE.
A Abordagem desse capítulo é de suma importância, uma vez que os estudos
científicos em diferentes áreas da ciência, abarcam com muita ênfase tais
benefícios.
Uma leitura mais critica sobre os benefícios do aleitamento materno para a
mãe e o bebê, configura-se como estrutura lógica e indispensável na abordagem
29
geral do tema “Aleitamento Materno”. Enquanto pesquisadora tais leituras somente
enriqueceram meus conhecimentos e aplicabilidade na profissão de psicóloga.
O sucesso do aleitamento materno não depende só da opção da mãe pelo
aleitamento. Depende, também, da sua habilidade em levar adiante esta opção e
também do ambiente em que ela se encontra que pode favorecer ou desestimular
completamente o aleitamento materno. Nas sociedades mais antigas o papel de
agente estimulador era desempenhado pelas mulheres mais velhas do círculo
familiar. Hoje este papel está ao encargo de profissionais da área de saúde
(médicos, enfermeiros psicólogos, auxiliares, etc...) Quanto mais precoce e mais
constante for a intervenção, maiores as chances do sucesso.
Existem algumas orientações gerais que todas as mulheres deveriam saber.
Algumas se referem às vantagens do aleitamento materno, aos benefícios
do colostro e aos perigos da alimentação artificial. Segundo o autor as mães
acima de tudo não devem se sentir ansiosas, culpadas ou precionadas.
(KING 2001, p.149)
Deve-se fazer com que as mães escolham livremente, sendo incentivadas a
realmente querer amamentar.
No pré-natal, momento mais adequado para motivar a mulher a amamentar,
mostrar-lhe as vantagens do uso do leite humano, orientando sobre a preparação
física das mamas durante a gravidez. O apoio psicológico a essas mães é muito
mais eficaz e a própria evolução da gravidez se encarrega de preparar as mamas
para o aleitamento.
As mães devem ser conscientizadas sobre a prática do aleitamento materno e
o que elas vão sentir, especialmente nos primeiros dias. Precisam saber que o leite
desce e que a criança precisa sugar para estimular a produção, mesmo que as
mamas pareçam vazias.
30
No que se refere a técnica de retirada do leite, o autor fala que é importante
retirar leite por expressão, que deve ser mostrada às mães e estimulada a sua
aplicação. A mãe, também, deve ser estimulada a falar das suas dúvidas e temores,
e se já passou por uma amamentação difícil anteriormente, deve ser ensinada como
prevenir infecções na mama.
Assim para o sucesso do aleitamento materno, a mãe deve ser consciente
que o seu leite é o melhor alimento para seu filho e que a sua qualidade será a
mesma, mesmo que a mãe esteja fazendo dieta. Deve saber que o tamanho e o
formato da mama não importam, pois sejam grandes ou pequenas, produzirão a
mesma quantidade e qualidade de leite. A amamentação não altera o corpo, muito
pelo contrário, ajuda a perder peso depois do nascimento da criança.
Por fim, deve-se ter consciência que as mães ficam mais emotivas e
sensíveis do que o habitual durante algumas semanas depois do parto. Mas esses
sentimentos são normais e logo desaparecerão. Pode-se ouvir dizer “Amamentar é
natural porque então a mãe precisaria de ajuda?”. Algumas mulheres têm sorte e
conseguem amamentar seus filhos sem nenhuma dificuldade. Entretanto, outras
realmente necessitam de ajuda de início, especialmente com o primeiro filho, e,
particularmente, se forem muitos jovens. Inúmeras mulheres precisam de apoio para
continuar a amamentar, principalmente se trabalham fora, ou se a criança chora
muito.
Com freqüência, a ausência de aleitamento materno está correlacionada a
problemas emocionais no desenvolvimento. Julgamos que não é especificamente a
falta do leite do seio que provoca estes problemas, mas por existirem, ao nível da
mãe, distúrbios emocionais sérios, cujos sintomas implicam na rejeição do filho, e
que, por somatização, o leite desaparece.
31
Mesmo ao nível da sabedoria popular conhecemos a expressão indicadora de
que ”o leite secou” em conseqüência de susto ou frustração violenta. As angústias
inconscientes poderão bloquear a formação do leite. Sabemos, também, que na
origem do aleitamento há influências hormonais (pró-lactina) e de estimulação local.
Por exemplo, em algumas tribos são as mulheres idosas que amamentam todas as
crianças.
A constante estimulação local mantem o fluxo de leite quase que indefinido.
Também na Idade Média, as damas de leite eram escolhidas entre moças solteiras e
sem filhos. Como amamentar não era uma função nobre, e tão logo chegava a hora
de nascer um sangue azul, as donzelas punham os irmãos menores (e os
namorados) a prover estimulação local. O leite jorrava, ela e sua família eram
levadas para o castelo, resolvendo-se a sobrevivência da família.
Queremos com isto mostrar que o prazer que a mulher tem de dar o seio e
estimulações resultantes das amamentações regulares constituem a base da
manutenção do leite.
Ora, as mulheres que evitam dar o seio, que retiram ao primeiro intervalo da
criança, que desnecessariamente ficam buscando alimentação complementar que
espace a amamentação, são mulheres que em geral tem este desempenho como
sintoma de uma rejeição inconsciente da criança.
Estamos ressalvando, é lógico, os casos onde a miséria e o trabalho materno
impedem o processo. É, portanto, julgamento precitado atribuir os problemas
psicológicos evolutivos à carência de aleitamento materno. Pensamos que o que
faltou não foi o leite, mas a mãe no sentido pleno da palavra.
32
Podemos voltar às instituições, onde o suporte da mamadeira é o travesseiro,
onde a enfermeira não se relaciona com uma criança, mas com vinte ou trinta
travesseiros a serem lavados.
A criança não evolui, não porque o aleitamento seja artificial, mas sim porque
inexiste a mulher permanente que ama e que se engaja na relação com o filho.
Em seu processo de desenvolvimento, a criança apresenta uma seqüência
definida na evolução de seu mundo psicológico, ou seja, o momento de interrupção
da amamentação concretiza diferente postura no relacionamento com o mundo.
Posturas estas que, embora iniciadas nestes momentos, tenderão a se expandir
para todo desenvolvimento futuro, ou seja, todas as modalidades de relações futuras
poderão estar permeadas por este processo. Teremos, então, quatro momentos
diferentes na interrupção da amamentação: interrupção correta, precoce, no
surgimento da dentição, amamentação anormalmente prolongada.
33
3 -OS BENEFÍCIOS DO ALEITAMENTO MATERNO PARA A MÃE E O BEBÊ.
Os benefícios imunológicos são inúmeros, inclusive em doença de destaque
na saúde publica, como cólera, dengue, pois o leite humano equivale a uma vacina.
Ele reúne em sua composição mais de 150 substâncias diferentes, todas com
funções biológicas definidas.
Do ponto de vista emocional, permitir à criança ser alimentada no peito é dar
a ela um contato próximo com a mãe, que além de satisfazer as suas necessidades
orais, vai lhe permitir uma melhor estrutura do Eu através das trocas afetivas e de
calor.
Os Dez passos para o sucesso do aleitamento materno:
Passo 1.
Acredite Que Não Existe Leite Fraco.
Todo leite é forte e adequado para o melhor crescimento e desenvolvimento
do bebê até seis meses de vida. Nessa fase, não precisa dar outro alimento. No
primeiro dia, a produção de leite é pequena. Esse leite, chamado colostro, é
transparente ou amarelado, tem alto valor nutritivo, é suficiente para as
necessidades do bebê e age como uma vacina, protegendo-o contra doenças. Se eu
chorar, verifique se estou com fome, molhado ou se necessito de colo e carinho.
34
Passo 2.
Saiba que quanto mais o bebê mama mais leite você produz.
Sugar o peito é o que estimula a produção de leite. Por isso, não dê ao seu
filho chás, água, sucos ou outro leite, nos seis primeiros meses de vida. Começar a
mamar desde a sala de parto, facilita a descida mais rápida do leite. Procure manter
o bebê ao seu lado, do nascimento até a alta. A criança que mama no peito vária
vezes, dia e noite, de acordo com a vontade do bebê, não necessita de mais nada.
Dê os dois peitos a cada mamada.
Passo 3.
Coloque o bebê na Posição correta para mamar.
Para que o bebê sugue bem, ele deve estar em posição de poder abocanhar
não só o mamilo (bico do peito), mas grande parte da aréola (parte escura do peito),
com o corpo total voltado pára o peito corretamente, com o corpo total voltado para o
da mãe (barriga com barriga). Quando a criança pega o peito corretamente, com a
boca aberta, o leite sai em quantidade suficiente, o bebê engole tranqüilamente e a
mãe não sentirá dor.
Passo 4.
Cuide adequadamente das mamas.
Para evitar rachaduras, não lave os mamilos antes e depois das mamadas.
Basta o banho diários, evitando infecções. Não use pomadas nem creme nos
35
mamilos. A exposição das mamas ao sol durante 15 minutos pela manhã também
ajuda a prevenir rachaduras. Troque o sutiã quando estiver molhado.
Passo 5.
Retire leite quando for necessário (ordenha).
Evite que a mama fique cheia e pesada. Se isto acontecer, lave bem as mãos,
faça massagens circulares com as pontas dos dedos, pressionando as mamas do
mamilo para a base, depois, coloque os dedos onde termina a aréola e aperte com
cuidado até o leite sair. Guarde o leite em frasco fervido por dez minutos na
geladeira (24 horas) ou freezer (20 dias) ou doe a um banco de leite humano. Para
aquecer o leite, use banho–maria. Na falta de geladeira, o leite poderá ser guardado
até 6 horas em local fresco e dado ao bebê de copinho ou colher, quando a mãe não
estiver em casa.
Passo 6.
Nunca use bicos, chupetas, chuquinhas ou mamadeiras.
O uso de bicos, chupetas ou mamadeiras deve ser evitado, pois prejudica a
amamentação. Os bebês que fazem uso de amamentação. Os bebês que fazem uso
de mamadeira acabam largando o peito.
Passo 7.
Tome líquidos, alimente-se e descanse sempre que possível.
A mãe que amamenta deve tomar líquidos em abundancia, melhorar sua
alimentação e dormir ou descansar sempre que possível.
36
Passo 8.
Só tome medicamentos com ordem médica.
A mãe só deverá tomar medicamentos quando orientada pelo medico ou
profissional da saúde habilitado.
Passo 9.
Continue a amamentação, se possível, até os dois anos de idade.
A ciência hoje recomenda que todo bebê deve ser amamentado
exclusivamente no peito até os seis meses de vida e continuar mamando até os dois
anos de idade, ao mesmo tempo em que são introduzidos novos alimentos
adequados para a criança.
Passo 10.
Conheça os direitos da mãe trabalhadora.
A mãe que trabalha fora tem direito:
-
Licença maternidade de 120 dias;
-
A dois descansos remunerados de meia hora por dia, quando retornar ao
trabalho, para amamentar seu filho, até os seis meses de idade;
-
A berçário ou creches nos locais de trabalho, sempre que a empresa tiver
30 ou mais mulheres trabalhando.
A amamentação estimula a liberação do hormônio ocitocina no organismo da
mãe. Atualmente já esta bem definida que a ocitocina, além de estimular as
contrações uterinas e a ejeção do leite, promove o desenvolvimento do
comportamento materno e a relação entre mãe e seu filho.
37
O leite humano é inigualavelmente superior como alimento infantil, e é
especifico da espécie, toda e qualquer alimentação que venha substituí-lo difere dele
de forma significativa. A criança amamentada é a referencia ou modelo normativo, e
serve de base para a mensuração de todos os outros métodos de alimentação no
que diz respeito a crescimento, saúde, desenvolvimento e todos os outros benefícios
de curto e longo prazo .Se todas as mulheres que não amamentam ou que o fazem
por menos de três meses, o fizessem durante 4 a 12 meses, o câncer de mama
poderia ser reduzido em 11% entre mulheres em pré-menopausa que tiveram filhos.
O leite materno ajuda a eliminar o mecônio (substância escura do intestino
dos bebês quando nascem). O colostro, ou primeiro leite, destina-se principalmente
a movimentar esta substancia através do corpo da criança a fim de eliminá-la.
Os bebês digerem o leite materno com mais facilidade do que o leite de
outros animais, provalvemente porque os leites maternos contem uma enzima que
auxilia este processo. O leite materno forma coágulo menores do que os do leite de
vaca (base da maioria dos leites em pó) no estomago do lactente, e é mais
facilmente assimilado pelo organismo. Por conter menos proteína que o leite de
vaca, em principio toda a proteína do leite materno é aproveitado. Da mesma forma,
ferro e zinco são mais bem absorvidos por bebês amamentados com leite materno.
A amamentar ajuda a mãe a perder peso depois que o nasce o bebê. Quem
amamenta exclusivamente ou parcialmente tem reduções significativa maiores na
circunferência dos quadris e menos freqüentemente ficam acima de seu peso prégestacional um mês após o parto em relação às mães que alimentaram os bebês
com mamadeira.
Mas não podemos esquecer a importância da cultura no comportamento
humano. A amamentação não é apenas um fato biológico. Não basta ter um par de
mamas para que a mulher possa amamentar. A influência cultural é muito
importante. Se a amamentação hoje é vista como um ato de amor, onde o normal é
38
amamentar, nem sempre foi assim. Badinter (1995) mostra que o amor materno é
apenas um sentimento. E esse sentimento não é inerente à condição da mulher. Ele
é adquirido. É produto da evolução social, a partir do século XIX, pois nos séculos
XVII e XVIII na França, as crianças eram entregues, desde o nascimento, às amas,
para que fossem criadas por elas e só voltavam para a família depois dos cinco
anos, quando sobreviviam, pois as condições de higiene na casa das amas eram
precárias. A tarefa de amamentar não era nobre para uma dama. O conceito de
amor materno não era ligado à amamentação.
A sobrevivência das crianças agora é prioritária e o abandono do aleitamento
é considerado injustiça para com o filho. O numero de crianças encaminhadas para
amas diminuiu muito na França, a partir de 1.800. Nos séculos seguintes nós vemos
a continuação desse novo amor, influenciado pela literatura e pela psicanálise.
39
4 – METODOLOGIA DA PESQUISA
Esta pesquisa é de cunho exploratório (teórico-prático). Documentação direta
e indireta, ou seja, quantitativo e qualitativo.
Método Quantitativo: emprega técnica estatística na coleta e tratamento das
informações. Exemplo: percentual, média, desvio-padrão, coeficiente de correlação,
análise de regressão, etc.
Método Qualitativo: tem origem nas pesquisas etnográficas (que descrevem a
cultura de um povo, em especial seus usos e costumes). Envolve a discrição dos
fenômenos (situações, eventos, pessoas, interações e comportamentos).
O estudo foi desenvolvido na Maternidade Ana Braga, Zona Leste de Manaus,
através do qual foi aplicado um questionário estruturado para as mães internadas.
No que se refere à população e amostra, priorizou-se as mães com limite de idade
entre 12 a 30 anos, internadas e vivenciando o ato de amamentação. O estudo foi
delimitado na questão do aleitamento materno e a relação biopsicossocial das mães,
residentes em Manaus, com grau de escolaridade do ensino fundamental e médio.
Por extensão, realizou-se questionário, além de incentivar a participação de
concurso de frases e desenhos sobre o aleitamento. Trabalhou-se a motivação e o
estímulo através da músicoterapia. Modelo do questionário, em apêndice.
Esta pesquisa teve coleta de dados através de questionários estruturados e
materiais: vídeo-cassete, televisão, cds, aparelho de som, caneta, lápis de cor,
cartolina, pincel colorido e livros. A utilização de Questionário permitiu maior
aproximação com o universo dos respondentes e dos formadores de opinião,
possibilitando a identificação de característica particular do pesquisado com o
pesquisador.
40
Consideração ética ou Aspectos éticos:
Na elaboração da pesquisa foi observado o dispositivo na resolução nº
196/96, do Conselho Nacional de Saúde, que define as diretrizes e normas
regulamentadoras de pesquisa envolvendo seres humanos e o Código de Ética dos
Profissionais em Psicologia.
Todos os sujeitos da pesquisa foram esclarecidos sobre os objetivos do
estudo, os quais assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecimento,
conforme Apêndice, recebendo uma copia.
O
projeto
de
pesquisa
identificado
pelo
processo
nº
05/05
–
GRAD/PRPG/CEP, foi apreciado pelo Comitê de Ética (CEP) do Centro Universitário
Nilton Lins, recebendo aprovação na plenária, no dia 08 de abril de 2005, conforme
cópia do documento, em anexo.
41
5 – APRESENTAÇÃO,ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
TABELA 1
Distribuição do Aleitamento materno realizado.
Resposta
Quantidade
Sim
Não
TOTAL
40
0
40
GRAFICO 1
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO ALEITAMENTO
GRÁFICO DE RESPOSTAS
0%
SIM
NÃO
100%
Constatou-se pelos dados acima que a totalidade das mães realizaram o
aleitamento materno com os seus filhos. Na maternidade Ana Braga, este programa
de incentivo ao aleitamento materno, funciona com êxito, pois as mães são
estimuladas a amamentar, logo após o parto, a rotina da unidade, tem como base os
42
dez passos para o sucesso do aleitamento materno, logo a maternidade treinou seus
servidores
através
de
curso
do
Ministério
da
Saúde,
visando
melhores
conhecimentos técnicos, para que eles pudessem ajudar as mães a amamentar com
eficiência.
TABELA 2.
DISTRIBUIÇÃO DA IDADE DAS MÃES
43
Quantidade
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
TOTAL
01
01
02
03
01
01
01
01
02
01
08
02
03
02
03
03
02
01
02
40
Idades das Mães
30
28
26
24
Idade
Idade
22
20
18
16
14
12
00
02
04
06
08
10
Quantidade
Das mães entrevistadas, entre as diversas idades, o maior número está na faixa de
idade de vinte e dois anos (n=22).
TABELA 3
44
DISTRIBUIÇÃO DAS DIFICULDADES NO ALEITAMENTO MATERNO
Respostas
Não teve dificuldades
Ausência de Leite
Falta de Orientação
Mãe Doente (hospitalizada)
TOTAL
Quantidades
13
09
10
08
40
GRÁFICO 3
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA.
Gráfico de Dificuldades no Aleitamento
20%
32%
Não teve dificuldades
Ausência de Leite
Falta de Orientação
Mãe Doente
25%
23%
Das dificuldades encontradas pelas mães, destaca a ausência de leite
(23%), o que vem confirmar a afirmação de Campestrini (1992) “a amamentação não
é totalmente instintiva no ser humano. Tem que ser aprendida, em grande parte, e
para ser prolongada com êxito, a maioria das mães que aleitam precisam também
de reforço e apoio constantes”.
Os
problemas
relatados
pelas
mães
são
situações
que,
com
acompanhamento e orientação, podem ser identificadas e resolvidas.
A amamentação é um processo que necessita ser muito bem trabalhado com
as mulheres e suas famílias. Para algumas, este período passa de maneira
45
harmoniosa, sendo os obstáculos encontrados facilmente superados. No entanto,
para outras é um período problemático e estressante. Em função dessa
ambivalência, a amamentação necessita ser encarada com maior profundidade.
Segundo Maldonado (1991), “o primeiro evento social e talvez o mais crítico
da vida de uma criança ocorre com a interação entre mãe e filho na situação da
amamentação. É evidente que esta interação é cercada de peculiaridades e dos
mais variados sentimentos, que necessitam de reconhecimento, investigação,
aprofundamento e conduta individualizada”.
46
TABELA 4
DISTRUBIÇÃO DA IMPORTÂNCIA DO ALEITAMENTO MATERNO
Respostas
Quantidades
Promove a saúde geral
13
Desenvolvimento físico (crescimento)
10
Vínculo mãe/filho
08
Desenvolvimento da inteligência
05
Economia (custo)
03
Criança mais tranqüila
01
TOTAL
40
GRÁFICO 4 REPRESENTAÇÃO GRAFICA
Gráfico da Importância do Aleitamento
3%
Promove a saúde geral
8%
32%
13%
Desenvolvimento físico
(crescimento)
Vínculo mãe/filho
Desenvolvimento da
inteligência
Economia (custo)
Criança mais tranqüila
20%
24%
Quanto a importância do aleitamento materno, as mães relacionaram
inúmeras vantagens, com destaque para a promoção da saúde geral (32%) e o
desenvolvimento físico (24%).
Quanto à importância do aleitamento materno, as mães relacionaram
inúmeras vantagens, sendo que para treze (n=13) destacou-se a resposta “Promove
a saúde geral”, e em segundo, para dez mães (n=10) a vantagem está no
crescimento do bebê.
47
Entre as respostas obtidas, uma grande porcentagem afirma que o leite
materno promove a saúde da criança ou ausência de “doença”, porém, uma minoria
exemplifica as prováveis patologias (alergias, crises respiratórias, diarréias e outras).
Através das respostas de 40 mães, constatou-se que para 08 (oito) delas o
aleitamento materno estabelece vínculo mãe/bebê.
Com relação aos sentimentos da mãe que amamenta, levantados por
Campestrini (1992), existe correlação com a tabela acima quando a autora define os
argumentos: que a mãe que amamenta sente-se realizada como mulher, estabelece
relação profunda com seu filho, sente satisfação por dar algo de si: leite bom e
fresco.
Quando as experiências iniciais forem satisfatórias tanto para mãe quanto
para o filho, terá sido feita uma base para mutualidade em que a criança se sente
segura, amada e livre de temores e a mãe é capaz de obter satisfação na resposta
de seu filho.
Devo ressaltar a necessidade de um trabalho de orientação sobre a estreita
relação existente entre aleitamento materno/mãe/bebê/vínculo afetivo. Através da
significação dessa tríade será mas fácil à compreensão e aceitação dos outros
tantos benefícios deste tão precioso “Sangue Branco”, ou seja, o leite materno.
No estudo realizado por Mepham (1987), constatou-se que na amamentação
muitos estímulos afetivos surgem de ambos os indivíduos, alguns intencionais
(afagos, sussurros da mãe) e outros acidentais, mas não menos importantes
(contato físico e o som da batida do coração materno). Nessa condição o bebê
começa a aprender a se comunicar, inicialmente pela mímica e outras formas de
comportamento imitativo.
48
No diagrama a seguir, apresentado didaticamente, enfatizou-se a interação
entre fatores maternos (à esquerda) e fatores infantis (à direita) durante o ato de
amamentar.
49
50
CONCLUSÃO
O tema da pesquisa, ”Aleitamento Materno” constatou a sua relevância e
implica entendimento mais amplo, tendo em vista a necessidade de se trabalhar a
conscientização para as mães em estado de lactação. Desta forma, procurou-se, a
partir do referido tema, buscar uma delimitação à problemática da pesquisa, devido a
complexidade e os múltiplos sub-temas decorrentes desta temática.
Assim, procurou-se, com esta monografia, investigar a temática do
Aleitamento Materno” e a relação biopsicossocial da mãe. Foram incluídas no
universo da pesquisa, 40 mães entre idade mínima 12 anos e máxima 30 anos.
A opção por essa amostragem surgiu quando dos meus estágios na
Maternidade Ana Braga, especificamente no Banco de Leite e no Cantinho da
Amamentação. A coleta de dados foi feita através de questionários e as respostas
tratadas e tabuladas, apontam para a necessidade de um programa sistemático que
enfatize a importância do Aleitamento Materno, tendo em vista as dificuldades
evidenciadas pelas mães pesquisadas. Foi possível identificar vários fatores que
dificultam o conhecimento sobre o tema pelas mães, tais como: nível cultural,
ambiente em que vivem, gravidez indesejada, numero de filhos amamentados, tabus
e outros.
As tabelas e gráficos inseridos nesta monografia servem de referencial de
análise quanto ao tema em questão, uma vez que as mesmas relatam a realidade
que permeou as concepções sobre “Aleitamento Materno“ na ótica das mães que
vivenciaram a interação mãe e filho. Constatou-se através da amostragem que as
mães acreditam que o leite materno tem um papel fundamental na saúde do bebê,
ainda que desconheçam a prevenção de muitas patologias, explicitando, nesse
caso, a generalização sem conhecimento de causa. Tal forma de pensamento é
sensível às manifestações etnoculturais que muitas vezes carecem ou negam o
caráter cientifico da importância do aleitamento materno.
51
Diante deste fato, compete à autoridade da saúde, desenvolver programas de
caráter educativo voltado às mães lactantes, no que tange a incorporação e a
valorização do ato nobre de amamentar. No que se refere à revisão de literatura,
genericamente tratam com cientificidade o tema, desde a anatomia e fisiologia como,
também, endossam a importância do aleitamento materno no desenvolvimento
psico-social da criança.
Minha preocupação com o tema abarcado nesta pesquisa foi estendida
através de palestras educativas na Maternidade Ana Braga, no Banco de Leite. A
interação, através do dialogo que mantive com as mães internadas, aponta para
novos encaminhamentos que extrapolam os objetivos iniciais da presente
monografia. É preciso que haja mais informações do serviço de psicologia sobre o
desenvolvimento psico-motor do bebê, para que as mães gestantes se
conscientizem desta importância.
Vimos que a amamentação é um elemento central da maternagem que
organiza a evolução afetiva normal, mas que pode ser perturbada pela inadequação
afetiva da mãe, pela maior fragilidade constitucional da criança e por fatores
acidentais. Como núcleo da maternagem, as distorções na amamentação são
sintomas de que há problemas emocionais ao nível da criança ou da mãe. Não
utilizamos o termo mãe, mas sim a figura materna, porque este é o elemento
fundamental para a criança. Não importa se a mãe é verdadeira ou não ao nível
biológico. Importa, sim, que seja uma figura capaz de criar laços estáveis de amor e
de confiança na relação estabelecida com o bebê.
Queremos, com isto, mostrar que o prazer que a mulher tem de dar o seio e
estimulações resultantes das amamentações regulares constituem a base da
manutenção do leite. Ora, as mulheres que evitam dar o seio, que retiram ao
intervalo da criança, que desnecessariamente ficam buscando alimentações
complementares que espace a amamentação, são mulheres que, geralmente,
apresentam sintoma de rejeição inconsciente da criança. Estamos ressalvando, é
52
lógico, o caso onde a miséria
e o trabalho materno impedem o progresso. É,
portanto, julgamento precipitado atribuir aos problemas psicológicos evolutivos a
carência de aleitamento materno. Pensamos que o que faltou não foi o leite, mas a
mãe no sentido pleno da palavra.
Podemos voltar às U.T. I (Unidades Terapêuticas Intensivas), onde o suporte
da sonda é o travesseiro, onde a enfermeira não se relaciona com uma criança. A
criança não evolui, não porque o aleitamento seja artificial, mas sim porque inexiste
a mulher permanente que ama e que se engaja na relação com o filho. O contato
íntimo que ocorre durante a amamentação e os vários estímulos sensoriais
envolvidos (tato, cheiro, som) desempenham papel importante na interação mãe/
recém-nascido nos mamíferos, que inclui também arrumar, ajeitar e acariciar. Assim
ocorre com o contato entre o mamilo da mãe e a boca da criança, que é fonte de
prazer independente da necessidade de absorção do alimento. Assim, durante a
amamentação cria-se um fluxo de estímulos extremamente variados, em duas
direções: da mãe para criança e desta para a mãe.
Por outro lado, a mulher se vê tomada pelo desejo de espojar o recémnascido, tocar, olhar, dirigir-se a ele com voz suave, te-lo próximo de si. Nenhuma
criança fica passiva diante do comportamento materno. O recém-nascido, por
exemplo, se acalma quando é tomado ao colo, por efeito do calor do corpo do adulto
e da tranqüilizante e ritmada batida do coração.
Desse modo, mãe e filho tem essas potencialidades, nada mais natural e
desejável que seja precoce o contato entre os dois. Por este motivo, os resultados
devem ser considerados ainda preliminares, mas indicam que a instrução conjunta
sobre o aleitamento materno e a estimulação para uma população de baixa renda é
viável e pode contribuir para a diminuição dos fatores de risco, tanto para morbimortalidade e desnutrição quanto para o atraso no desenvolvimento do bebê e é,
para isto, que se destinam os seios.
53
REFERÊNCIAS
ALVAREZ, Castro Mario. 101 Razões para amamentar seu filho. Instituto de
Química e biologia S. A, 1998.
ASSOCIACÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS.NBR 14724: informação e
documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação.Rio de janeiro, 2002.
ASSOCIACÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS.NBR 10520: Informação e
documentação citações em documentos: apresentação.Rio de janeiro, 2002.
ASSOCIACÃO DE BRASILEIRA NORMAS TÉCNICAS.NBR 6023: Informação e
documentação referências: elaborada.Rio de janeiro, 2002.
CAMPESTRINI, S. 1987. O “Seio-cobaia” para ensinar como amamentar.
Contact, 53 (encarte).
HISADA, Sueli. Conversando sobre Psicossomática.Rio de Janeiro: REVINTER,
2003.
JUREMA, Jefferson; QUEIROZ, Walace. Metodologia para apresentação de
trabalhos acadêmicos. Manaus: Lorena, 2005.
KING, Savage F. Como ajudar as mães a amamentar. Tradução: Zuleika
Thomsom e Orides Navarro Gordon. Brasília: Ministério da Saúde, 2001.
MALDONADO, Maria Tereza P. Psicologia da Gravidez. 12ed. Petrópolis: Vozes,
1991.
54
MELO FILHO, Julio de. Psicossomática Hoje. Porto Alegre: Artmed, 1992.
MEPHAN, T.B. Funções biológicas da amamentação. Trad.Tereza S. Toma.São
Paulo: SENAC, 1987.
MURAHOSVKI, Jame et al. Cartilha de Amamentação: Dando Amor. 2.ed. São
Paulo: ALMED, 1997.
REICH, Wilhelm; 1978. O combate sexual da juventude. Porto, Textos Marginais
WINNICOTT, D.W. Da Pediatria á Psicanálise. Rio de Janeiro: Francisco Alves,
1988.
WINNICOTT, D.W. O ambiente e os processos de maturação.Porto Alegre:
Artmed, 1983.
VARELA, Carlos Beccar. A arte de Amamentar seu filho. 7 ed. Petrópolis:
Vozes1984.
Download

centro universitário nilton lins curso de psicologia maria da