MENSAGEM DA DIRETORIA
Caro PARTICIPANTE,
Diariamente, os profissionais da FASCEMAR trabalham no sentido de melhorar os processos internos e
garantir retornos financeiros para os investimentos dos Planos de Benefícios Definidos (BD I) e Misto de
Benefícios (PMB), objetivando prestar serviços de qualidade aos associados, bem como proporcionar a estes
tranquilidade na aposentadoria.
Outro ponto importante, que merece destaque, é a busca constante da redução das despesas administrativas,
onde Fundação e os Conselhos Deliberativo e Fiscal vem trabalhando para manter os custos em patamares
aceitáveis.
2012 foi um ano marcante no cenário econômico, com a redução da taxa básica de juros da economia, nesse
Frederico Barros
(Presidente)
contexto a FASCEMAR procurou alocar os ativos em investimentos que representassem um resultado melhor
para os planos administrados. Para o Plano BD I a rentabilidade do ano representou 15,02%, superior a Meta
Atuarial de 11,51%, e para o Plano Misto de 14,57%, contra uma meta de rentabilidade de 12,19% (definida
pelo Conselho Deliberativo).
Em oito anos o patrimônio da Fundação cresceu mais de 50%, crescimento este que possibilitou a adoção
das seguintes premissas atuariais para o Plano BD I: Tábua de Expectativa de Vida AT-2000 (desde Nov/2007)
e a Meta Atuarial de 4,5% (quatro e meio por cento) ao ano (adotada em Dez/2012).
Em setembro de 2012, houve a renovação dos Conselhos Deliberativo e Fiscal, através da eleição de 1/3 dos
membros e indicação dos demais pelas patrocinadoras. Estamos trabalhando na profissionalização dos
conselhos, para que os membros tenham condições de exercerem seus mandatos na plenitude, cujo
resultado será uma atuação mais participativa dos órgãos colegiados.
O presente Relatório apresenta as principais informações do ano de 2012, com o objetivo de compartilhar de
forma transparente os resultados obtidos, esperamos que sua leitura seja construtiva e esclarecedora.
Estamos construindo uma Fundação forte para que você e seus dependentes possam usufruir dos benefícios
Roberto Sarmento Travincas
(Diretor de Benefícios)
de ser FASCEMAR.
A DIRETORIA
2
QUEM SOMOS
FASCEMAR - Fundação de Previdência Complementar
Pessoa Jurídica de direito privado, de fins não lucrativos, classificada como entidade de previdência complementar e com
autonomia administrativa e financeira.
Missão
Administrar os Planos Previdenciários da Fundação e prestar serviços aos seus associados, de forma a garantir a estes melhores
benefícios, principalmente àqueles de prestação continuada referentes à aposentadoria (complementação e renda).
Visão
Ser reconhecida como referência de Entidade Fechada de Previdência Complementar do Norte/Nordeste, cujos resultados são
percebidos pelos seus participantes / beneficiários.
Valores
Valores são referências que norteiam as atividades da entidade, orientando-nos em qualquer circunstância. Cada colaborador da
FASCEMAR deve incorporar atitudes e expressar no comportamento valores básicos, que são:
 Foco em Gente
 Dedicação ao Participante
 Obstinação pelo Resultado
 Ética e Integridade
 Transparência
 Segurança
3
GESTÃO ESTRATÉGICA
Equipe Técnica
A
FASCEMAR
vem
buscando,
através
de
seus planos
A Equipe de Benefícios trabalha tendo como base os regulamentos dos
previdenciários, melhorar a qualidade de vida dos seus participantes
planos, visando cumprir com o objetivo estatutário da Entidade,
ativos e assistidos. Os recursos advindos das contribuições dos
consciente de que o participante é a razão de ser da Fundação.
participantes são investidos no mercado financeiro, como forma de
garantir o pagamento das complementações de aposentadorias, rendas,
pensões e pecúlios por invalidez ou morte.
Em 2012, a Fundação teve em seu
A Área de
Benefícios,
além do Diretor Roberto
Travincas, conta com o
quadro funcional 12 (doze)
apoio
técnico
dos
colaboradores, sendo 2 diretores, 1 gerente financeira, 1 contador, 1
Analistas:
Jairon
Rafael
analista de investimentos, 1 analista financeiro, 1 analista de sistemas, 1
Brito,
Guiomary
Lopes,
analista de riscos e 3 analistas de benefícios. A Fundação tem buscado a
Uilma
Rego
reciclagem e aperfeiçoamento dos seus colaboradores, através de
Gomes;
treinamentos
Administrativo Francisco
e
participações
em
seminários
e
encontros,
de
e
e
do
Teresa
Auxiliar
profissionais do setor.
Júnior.
O reconhecimento deste trabalho e o
EQUIPE FINANCEIRA
comprometimento da equipe, podem
ser constatados com as indicações de
alguns dos nossos colaboradores para
compor Comissões Técnicas Regionais.
A área Financeira é responsável pela administração dos recursos
financeiros da Fundação, assegurando seu crescimento e rentabilidade,
bem como registrar todos os atos e fatos contábeis, gerando relatórios e
informações gerenciais, desenhando
estratégias, com o objetivo de
subsidiar diretoria e conselhos na tomada de decisões.
Destacamos em 2012 a indicação
do colaborador Fernando Calvet,
para compor a Comissão Técnica
Regional Centro- Norte de
Tecnologia da Informação.
EQUIPE DE BENEFICIOS
Fernando Calvet (analista
de sistema);
Milton Maia (contador);
Lilia Cavalcante (Gerente
Financeira);
Milton Jr. (analista de
A área de Benefícios tem como objetivo principal proporcionar aos
investimentos); e
participantes, atendimento de qualidade, como forma de garantir os
Mayron (analista
benefícios previstos nos planos previdenciários administrados pela
financeiro).
Fundação.
4
Equipe Área Financeira:
GOVERNANÇA CORPORATIVA
Estrutura
O organograma ao lado, demonstra a estrutura dos órgãos responsáveis
pela governança da FASCEMAR.
Com o final do mandato dos Conselhos Deliberativo e Fiscal, a FASCEMAR
realizou o processo de eleições para escolha de 1/3 dos membros dos
Conselhos Deliberativo e Fiscal, onde cada participante exerceu de forma
democrática o seu direito de escolha. A votação foi realizada através do site
da FASCEMAR, bem como através de urnas colocadas na FASCEMAR e AAPC.
Foram eleitos 4 conselheiros deliberativos, 2 titulares e 2 suplentes, com
mandato de 2012 a 2015 e 2 conselheiros fiscais, 1 titular e 1 suplente, com
mandato de 2012 a 2014. Foram indicados pela patrocinadora CEMAR 8
conselheiros deliberativos e 4 conselheiros fiscais, sendo 50% titulares e seus
respectivos suplentes.
A Diretoria da FASCEMAR foi reconduzida pela Patrocinadora Principal (Cemar), para mais um mandato de 3 anos, de 2012 a 2015. A
seguir a nova composição da FASCEMAR:
Conselho Deliberativo
Mandato de 18 de setembro de 2012 a 17 de setembro de 2015
Conselho Fiscal
Mandato de 18 de setembro de 2012 a 17 de setembro de 2014
Membros Efetivos
Membros Efetivos
Fernando José Moreira Mendonça - Presidente - Indicado Patrocinadora
Kalbert Costa Pinto - Presidente - Indicado Patrocinadora
Ciro Ferreira de Albuquerque - Indicado Patrocinadora
Jorge Henrique de Sousa Plácido - Eleito Participantes
Emanoel Fernando Ramos dos Santos - Eleito Participantes
Rita de Cássia de Carvalho Costa - Indicado Patrocinadora
Geovane Ximenes de Lira - Indicado Patrocinadora
José Silva Sobral Neto - Indicado Patrocinadora
Nobuyuki Nakashima - Eleito Participantes
Suplentes
Agenilson Chaves de Melo - Indicado Patrocinadora
Suplentes
José Tavares Bezerra Júnior - Indicado Patrocinadora
Carmelita de Moraes Rego Lima Reis - Indicado Patrocinadora
Raimundo Nonato Garrido Costa Junior - Eleito Participantes
José Ribeiro dos Santos Filho - Indicado Patrocinadora
Suelen Rodrigues Barão - Indicado Patrocinadora
Marcos Antonio Lopes Freixo Filho - Eleito Participantes
Ranniery Soares de Sousa - Indicado Patrocinadora
Ytaquirate Quena Silva Soeiro - Indicado Patrocinadora
5
GOVERNANÇA CORPORATIVA
Controles
Em 2012, a FASCEMAR continuou buscando melhorias nos seus processos, onde Conselhos Deliberativo e Fiscal, Comitê de
Investimentos, Diretoria e colaboradores direcionaram suas ações para consolidar uma estrutura de atendimento voltada para suprir
as necessidades dos seus participantes, sempre observando a legislação vigente.
A gestão é voltada para adoção de controle internos, visando reduzir ou minimizar os riscos vinculados às atividades desenvolvidas.
Nesse contexto, podemos citar o “check list” das operações solicitadas pelos participantes (Exs.: Empréstimos. Resgates etc.), que
garantem a conformidade com os procedimentos normativos.
No que diz respeito aos gestores de recursos, a seleção é feita observando os valores ética e transparência, níveis de governança e
confiabilidade do mercado financeiro para com a instituição, a fim de garantir
resultados sustentáveis para a Fundação e
Participantes.
Anualmente, realizamos pesquisa para mensurar o grau de satisfação dos participantes, objetivando melhorar o atendimento. A
seguir apresentamos o resultado da pesquisa de satisfação:
6
LINHA DO TEMPO
FATOS RELEVANTES EM 2012
CERTIFICAÇÃO
No mês de maio, foram certificados pelo ICSS (instituto de Certificação
dos Profissionais de Seguridade Social), o então Diretor Financeiro, Sr.
Filipe Sotero e a Gerente Financeira, Sra. Lilia Cavalcante, atendendo,
assim, a legislação que estabelece que conselheiros, dirigentes e técnicos
tenham condições técnica e profissional para exercer suas funções e
tomar decisões.
CAPACITAÇÃO
 No mês de abril foi realizado em Brasília, o Seminário Gestão de
 Objetivando certificar seus técnicos para alcance do percentual exigido
pela legislação, foi ministrado no período de 13 a 15 de junho, o Curso
Preparatório para Certificação em Investimento Financeiro –
CPA20. Participaram dirigentes, técnicos da FASCEMAR, comitê de
investimento e colaboradores da área financeira da patrocinadora
CEMAR, com o objetivo de formar novos membros para atuarem nos
Conselhos da Entidade. O evento contou com um total de 19
participantes.
 Aconteceu nos dias 9 a 10 de agosto o XV EPB – Encontro dos
Profissionais de Benefícios do Norte e Nordeste. O evento contou
com a participação de 180 profissionais, sendo a FASCEMAR
representada pelo Diretor de Benefícios, Sr. Roberto Travincas, que
trouxe na bagagem experiências trocadas com outras fundações que
agregaram valores, principalmente na área regulatória.
Riscos das EFPC´s – Modelos Proprietários, que contou com a
participação da analista de riscos, Sra. Guiomary Lopes. O evento
proporcionou para a colaboradora, atualizações e reflexões com
 Em outubro a Fundação sediou a 25ª Reunião da Comissão Técnica
aplicabilidade nas rotinas dos processos da Fundação.
Regional Centro-Norte de Contabilidade das EFPC´s. O encontro foi
 Foi realizado em maio, na cidade de Salvador, o XVII Encontros de
organizado pelo contador da FASCEMAR, Sr. Milton Maia que é
Profissionais de Investimentos do Norte e Nordeste – EPINNE,
membro da referida Comissão. O evento deu continuidade ao trabalho
cujo tema “Valores Essenciais: Compartilhar e Multiplicar”, enriqueceu
de elaboração de uma Cartilha para simplificar o linguajar das
o aprendizado dos representantes da FASCEMAR, Sra. Lilia Cavalcante,
informações contábeis para os participantes . A previsão é que o
Gerente Financeira e Milton de Carvalho Júnior, Analista de
projeto esteja concluído em 2013.
Investimentos, com as trocas de experiências obtidas no evento.
 No dia 22 de novembro a FASCEMAR proporcionou a seus
 A FASCEMAR em parceria com a
colaboradores e da patrocinadora CEMAR uma palestra ministrada
CAPOF realizaram no dia 25 de
pelo Superintendente Executivo do Banco Bradesco, Sr. Fernando
maio
o Seminário Custeio
Honorato Barbosa, com o tema “Será que o Brasil perdeu o seu
Administrativo
e
PGA
–
brilho? Cenários para um mundo em transformação”. O objetivo da
Resolução CGPC nº 29/2009,
palestra foi atualizar o público sobre o cenário econômico.
ministrado
pelo Sr. Dionísio
FATORES ECONÔMICOS
Jorge da Silva, da Consultorys.
Participaram do evento 25
A FASCEMAR sempre com um olhar no futuro, detectou com auxilio de
pessoas
entre
técnicos,
sua consultoria de riscos a viabilidade de melhorar a rentabilidade dos
conselheiros,
dirigentes
e
seus investimentos com a troca dos seus ativos indexados ao CDI por
colaboradores. O treinamento
ativos indexados a índices de preços, nesse sentido o Comitê de
coincidiu com o momento em
Investimentos aprovou e sugeriu a estratégia de aplicação ao Conselho
que a PREVIC apresentou estudos
Deliberativo, que decidiu favoravelmente à indicação do Comitê. Este
de parâmetros de custeio para as
movimento proporcionou à FASCEMAR superar a sua meta de
Fundações.
rentabilidade.
7
LINHA DO TEMPO
Convênio de Consignação com a Caixa Econômica Federal
No mês de outubro a
Fundação assinou Convênio
de Consignação com a Caixa
Econômica Federal, com o
objetivo de oferecer mais
uma opção de empréstimo
para
os
participantes
assistidos, pensionistas e
colaboradores da FASCEMAR.
Estrutura Organizacional
Em 1º de outubro, foi destituído o Diretor Financeiro, Sr. Filipe
Sotero, em razão de ter assumido novos desafios na CELPA,
empresa do Grupo Equatorial. Em seu lugar assumiu o Presidente,
Sr. Frederico Barros, que passou a acumular as duas funções.
Fatores Externos
Criada em agosto, pela ABRAPP (Associação Brasileira das Entidades
Fechadas de Previdência Complementar), uma Comissão para tratar
sobre Custeio Administrativo das Fundações, para atender os
Mudança da Meta Atuarial Plano BD I
anseios das Entidades em função do estudo que a PREVIC está
Em novembro foi aprovado pelo Conselho Deliberativo a redução
realizando sobre o assunto.
da meta atuarial de 5% + INPC para 4,5% + INPC, tal decisão foi
tomada principalmente em função da redução da taxa básica de O Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC)
juros da economia, que trouxe como consequência o fechamento publicou no fim do ano passado duas novas resoluções. A
das taxas dos títulos públicos, bem como a redução das Resolução MPS/CNPC nº 9, de 29 de novembro de 2012 (DOU de
23.01.2013), altera a Resolução nº 18, de 28 de março de 2006, do
rentabilidades ofertadas pelos investimentos.
Conselho de Gestão de Previdência Complementar, que estabelece
Em janeiro/2013 foi publicada a Resolução CNPC N° 9, (CNPC parâmetros técnico-atuariais para estruturação de plano de
Conselho Nacional de Previdência Complementar), onde as
benefícios de entidades fechadas de previdência complementar, e
Fundações terão até 2018 para adotarem a Meta Atuarial de 4,5%. A
dá outras providências.
FASCEMAR mais uma vez teve uma visão de futuro, alterando a
meta por entender que é a melhor alternativa para o referido plano. Já a Resolução MPS/CNPC nº 10, de 19 de dezembro de 2012 (DOU
de 23.01.2013), altera a Resolução nº 26, de 29 de setembro de
Empréstimo a Participantes - Redução da taxa de Juros
2008, do Conselho de Gestão de Previdência Complementar, que
Em dezembro foi reduzida a Taxa de Juros para empréstimo dispõe sobre as condições e os procedimentos a serem observados
pessoal, como forma de adequação ao cenário econômico, onde a pelas entidades fechadas de previdência complementar na apuração
FASCEMAR procura manter as menores taxas praticadas no do resultado, na destinação e utilização de superávit e no
mercado, a seguir quadro demonstrativo das alterações :
equacionamento de déficit dos planos de benefícios de caráter
previdenciário que administram, e dá outras providências. Estas
Descrição
De
Para
resoluções vêm ajudar as Fundações de Previdência Complementar
Juros
0,75%+ INPC
0,50% + INPC
a se ajustar ao novo cenário de juros baixos.
8
Taxa Administração
Taxa Seguro
0,50%
0,50%
0,50%
0,10% a.m
Teto
5 Salários
Ativos (5 salários)
Assistidos (5 salários / Limite R$ 15mil)
PARTICIPANTES
No exercício de 2012, a FASCEMAR registrou o ingresso de 141 participantes no Plano Misto de Benefício I, com idade média de 29 anos.
Houve um total de 16 benefícios concedidos, sendo 5 complementações de aposentadoria (2 do Plano BD I e 3 do Plano Misto) e 11
pensões por morte de participantes (8 do Plano BD I e 3 do Plano Misto) .
ASSISTIDOS
ATIVOS
Nossos Números
INFORMAÇÕES
COLABORADORES DAS PATROCINADORAS
% PARTICIPANTES
ATIVOS
AUTOPATROCINADOS
BENEFÍCIOS CONCEDIDOS NO ANO
APOSENTADOS
PENSÃO
EMPRÉSTIMOS ATIVOS
RESGATES
PORTABILIDADE
AUXÍLIO FUNERAL
VALOR
1.231
96%
1.180
23
16
464
201
907
111
1
8
A FASCEMAR fechou o exercício com o
percentual de 96% de adesão dos colaboradores
das patrocinadoras, demonstrando a
credibilidade e a confiança depositada na
Entidade, bem como a percepção destes da
importância de ter um plano de previdência
complementar.
Evolução
9
PATRIMÔNIO
Evolução
A Demonstração das Mutações do Patrimônio Social mostra as
variações ocorridas no patrimônio da entidade. No inicio do
exercício a Fundação apresentava o total de R$ 162.927
em
recursos para cumprir as suas obrigações. Durante o exercício o
acréscimo do Patrimônio Social, isto é, a diferença entre o total
de recursos recebidos (R$ 27.997) e o total das saídas de recursos
(R$14.468), foi de R$ 13.529, aumentando o Patrimônio Social em
8,3% em relação ao exercício anterior.
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO SOCIAL CONSOLIDADO
(Em milhares de reais - R$ mil)
2012
2011
PATRIMÔNIO SOCIAL - INÍCIO DO EXERCÍCIO
162.927
151.905
ADIÇÕES
27.997
25.684
Contribuições previdenciais
6.542
6.933
Resultado positivo dos investimentos - gestão previdencial
18.354
15.544
Receitas administrativas
2.871
3.058
Resultado positivo dos investimentos - gestão administrativa
211
128
Reversão de contingência - gestão administrativa
0
19
Constituição de fundos de investimento
19
2
DESTINAÇÕES
-14.468
-14.662
Benefícios
-12.185
-11.848
Despesas administrativas
-2.279
-2.814
Reversão de fundos de investimento
-4
ACRÉSCIMO NO ATIVO LÍQUIDO
13.529
11.022
Provisões matemáticas
17.023
20.333
Fundos previdenciais
710
1.837
Déficit técnico
-5.023
-11.542
Fundos administrativos
804
391
Fundos de investimentos
15
3
PATRIMÔNIO SOCIAL - FINAL DO EXERCÍCIO
176.456
162.927
10
Variação (%)
7%
9%
-6%
18%
-6%
65%
-100%
850%
-1%
3%
-19%
23%
-16%
-61%
-56%
106%
400%
8%
CENÁRIO FINANCEIRO
2012 foi um ano de altos e baixos na economia, afetando os investimentos das Fundações, levando estas a
reflexões e busca de ativos que garantissem a rentabilidade para pagamento dos benefícios dos seus
participantes.
Destacamos a seguir fatos que marcaram a economia durante o exercício de 2012:
IBOVESPA
O inicio de 2012 para o IBOVESPA foi de euforia, já que no primeiro trimestre fez a máxima do ano de 68.394
pontos, chegando a apresentar ganhos de 20,51%. O ano prometia, porém a situação econômica internacional
mostrou fragilidade, levando a bolsa brasileira a mínima do ano de 52.481 pontos, com perdas de -7,53%.
Dezembro veio e trouxe aos investidores que continuavam acreditando na bolsa, uma valorização de 7,40% no
ano.
CENÁRIO INTERNACIONAL
No cenário internacional, a Europa em crise continuou sendo destaque, sendo a Alemanha a grande articuladora
da União Europeia, responsável pelo processo de restabelecimento da estabilidade. Grécia, Itália e Espanha
foram pressionadas a realizar mudanças consistentes em suas respectivas economias.
A China durante 2012 perdeu força e teve uma redução no seu crescimento econômico.
Os Estados Unidos que começaram 2012 com sinais de melhoria, entrou em evidência no final com a perspectiva
de um abismo fiscal, efeito que pode ser negativo na sua recuperação econômica.
BRASIL
Para o Brasil o ano foi tumultuado no cenário econômico e no mercado financeiro, conforme destacamos a
seguir:
 O Governo manteve a política de redução da taxa de juros fechando a 7,25% a.a e controle do câmbio;
 Diminuição do spread bancário (taxa de juros);
 Redução de impostos em alguns setores da Industria;
 Mudança na regra de remuneração da caderneta de poupança;
 Redução no preço da energia elétrica, o que levou as ações das empresas de energia a perderem seu
valor no mercado.
11
GESTÃO MATRICIAL DE DESPESA
A FASCEMAR sempre focada no seu custeio administrativo continuou com a sistemática de controle de despesas, através da
ferramenta GMD – Gestão Matricial de Despesas, delegando a cada colaborador um pacote de despesas, cuja meta estabelecida foi a
redução de 5% em relação ao orçado.
O processo contou com o comprometimento de todos os colaboradores que se empenharam e o resultado foi a superação da meta
em 8%, conforme pode ser observado no demonstrativo a seguir:
Descrição
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez
Acumulado
Orçado 2012
219
215
224
220
228
226
218
237
221
223
228
251
2.710
Realizado 2012
208
199
195
204
220
203
200
200
215
207
200
252
2.503
%
-5%
-7%
-13%
-7%
-3%
-10%
-8%
-16%
-3%
-7%
-12%
0%
-8%
R$ MIL
-11
-16
-29
-15
-8
-23
-18
-38
-6
-16
-28
1
-207
Orçado X Realizado
BENEFÍCIO DEFINIDO I
GMD 2012 - RESUMO - FASCEMAR - DEZEMBRO 2012
Acumulado
PACOTES
TOTAL
PESSOAL E ENCARGOS
12
Realizado
Orçado
2.503
Diferença
2.710
Valor
-207
%
-8%
1.406
1.487
-81
-5%
MATERIAL DE CONSUMO
21
21
0
0%
SERVIÇOS DE TERCEIROS E IMPOSTOS
605
650
-45
-7%
TAXAS DE ADMINISTRAÇÃO
367
372
-5
-1%
DIVULGAÇÃO DE RESULTADOS
11
26
-15
-57%
MANUTENÇÃO EQUIPAMENTOS E INTERNET
20
20
-1
-3%
DESPESAS CARTÓRIO/ASSOCIAÇÕES E ENTIDADES DE CLASSE
33
35
-2
-6%
EVENTOS E REUNIÕES/ASSINATURAS PERIÓDICOS
18
28
-10
-36%
TREINAMENTO E VIAGENS
24
70
-46
-66%
Status
BENEFÍCIOS DEFINIDOS
13
GESTÃO PREVIDENCIAL
Mudança nas premissas atuariais
As premissas atuarias são hipóteses utilizadas como parâmetros para elaboração da avaliação atuarial que possibilitam mensurar os compromissos futuros do plano de
benefícios considerando-se, principalmente, fatores econômicos e biométricos.
Em dezembro de 2012, foi considerada a hipótese Entrada de Aposentadoria que o início do gozo de benefício pleno, se dá no 1º momento em que o participante
preencher as condições regulamentares, sem aplicação de qualquer redutor. Também foi realizada a segregação por tipo de benefícios concedidos, conforme solicitação
da PREVIC.
No fechamento a Fundação apresentou um Superávit Técnico Acumulado de R$1,16 Mil integralmente registrado como Reserva de Contingência, para dar cobertura a
desvios desfavoráveis que possam vir a ocorrer em relação às hipóteses atuariais adotadas, em especial no que se refere ao nível de sobrevivência e ao retorno dos
investimentos. Vale destacar que, em relação ao mês de novembro houve uma queda no resultado, em razão da adoção da nova Meta Atuarial de 4,5%.
Taxa de Juros
Tendo em vista as crises econômicas mundiais e a redução da taxa de juros, os fundos de pensão terão dificuldades no futuro próximo de atingir a meta atuarial dos
planos e, assim, garantir o pagamento das obrigações futuras aos seus participantes.
Diante deste cenário, a FASCEMAR solicitou ao Atuário estudos visando reduzir a Meta Atuarial, que apresentado ao Conselho Deliberativo, foi aprovada a redução da
meta atuarial de 5% + INPC para 4,5% + INPC. Tal medida justifica-se pelos pontos a seguir:
 O Plano BD é um plano fechado a novas adesões, portanto, a massa de participantes é conhecida.
 O Plano é maduro com característica de pagador, desta forma, o passivo atuarial já é conhecido e precificado.
 A Fundação no final de 2005 fez um hedge (proteção) do passivo atuarial, com aquisição de títulos públicos e ,com base no estudo de ALM e na Política de
Investimentos, anualmente, faz alongamentos dos títulos para garantir o fluxo de pagamentos futuros.
 Anualmente, a Fundação faz o estudo de ALM, para definição da Política de Investimentos.
 A adoção de uma Meta Atuarial menor do que a atualmente praticada é uma medida conservadora, que visa reduzir a exposição dos investimentos a um menor
nível de risco.
Evolução do Passivo Atuarial
O Passivo Atuarial representa os compromissos regulamentares do plano
calculado atuarialmente, ou seja, o montante necessário de patrimônio que a
Fundação deve ter para garantir o pagamento dos benefícios atuais e futuros
do plano. Houve um crescimento de 19% nos compromissos em relação ao
exercício de 2011, em razão da redução da Meta Atuarial, estando garantidos
pelo Ativo Líquido do BD I.
14
Provisões Matemáticas em R$ MIL
2012
2011
Variação
Benefícios Concedidos
127.888
117.520
18%
Benefícios a Conceder
2.309
1.953
25%
(1.098)
(1.349)
-15%
Total das Provisões
129.099
118.124
19%
Passivo Atuarial
129.099
118.124
19%
(-) Provisões Matemáticas a Constituir
GESTÃO PREVIDENCIAL
Evolução do Ativo Líquido
O Ativo Líquido do Plano representa o patrimônio do plano destinado à cobertura de seus
compromissos. O Ativo Líquido do BD I cresceu 5% em relação ao exercício financeiro de 2011.
O plano apresentou um Superávit Acumulado de R$ 1.164 mil, menor que o de 2011 em
Em R$ Mil
2012
2011
135.707
129.063
15
149
17.735
21.838
Investimentos
117.957
107.076
OBRIGAÇÕES
-4.339
-4.191
-44
-167
Contingencial
-4.295
-4.024
FUNDOS NÃO PREVIDENCIAIS
-1.105
-561
130.263
124.311
129.099
118.124
1.164
6.187
ATIVOS
razão da redução da meta atuarial de 5% para 4,5%, estando garantido o pagamento dos
Disponível
compromissos futuros.
Recebível
Operacional
ATIVO LÍQUIDO
Provisão Matemática
Superávit
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO ATIVO LÍQUIDO DO PLANO BD-I
(Em milhares de reais)
2012
ATIVO LÍQUIDO - INÍCIO DO EXERCÍCIO
ADIÇÕES
Contribuições previdenciais
2011
Variação (%)
124.311
117.293
6%
15.702
16.007
-2%
2.799
3.521
-21%
Resultado positivo dos investimentos - gestão previdencial
12.903
12.486
3%
DESTINAÇÕES
(9.750)
(8.989)
8%
Benefícios
(9.737)
(9.293)
5%
(13)
304
-104%
5.952
-15%
-41%
Custeio Administrativo
ACRÉSCIMO NO ATIVO LÍQUIDO
Provisões matemáticas
10.975
7.018
18.560
Déficit técnico
(5.023)
(11.542)
-56%
130.263
124.311
5%
FUNDOS NÃO PREVIDENCIAIS
1.105
560
97%
Fundos administrativos
1.101
560
97%
4
-
100%
ATIVO LÍQUIDO - FINAL DO EXERCÍCIO
Fundos de Investimentos
15
GESTÃO DE INVESTIMENTOS
Alocação dos Recursos por Segmento
As aplicações dos recursos do Plano BD I tem maior concentração no segmento de renda fixa, demonstrando a adoção de uma
política de investimento mais conservadora para o Plano. A alocação dos recursos estão de acordo com a Política de Investimentos e
com a Resolução CMN nº 3.792, do Conselho Monetário Nacional.
Valores em
* Resolução
Alocação
Política
R$ Mil
CMN 3792/09
Renda Fixa
106.078
93%
75% a 100% 0% a 100%
Renda Variável
2.154
2%
0% a 10%
0% a 70%
Investimentos Estruturados
0%
0% a 7,5%
0% a 20%
Empréstimos e Financiamentos
1.345
1%
0% a 10%
0% a 15%
Imóveis
4.101
4%
0% a 8%
0% a 8%
Depósitos Judiciais/Recursais
0%
Exigíveis de Investimentos
(20)
0%
RECURSOS GARANTIDORES (*)
113.658
100%
(*) Recursos Garantidores, consoante a Resolução do CMN 3.792/2009.
Segmento
Alocação dos Recursos por Ativos
Ativos de Mercado
Títulos Públicos (NTN´s B e C)
Instituições (DPGE´s)
Patrocinadores (Debêntures)
Fundo de Investimentos Renda Fixa
Fundo de Investimentos Renda Variável
Total
Valores em
R$ Mil
92.530
1.337
6.004
6.191
2.154
108.216
Nota: O contrato de dívida celebrado entra a CEMAR e a FASCEMAR compõe o
ativo da Fundação (a receber gestão previdenciária), sendo considerado como
receita previdenciária a correção do saldo devedor.
16
GESTÃO DE INVESTIMENTOS
Títulos Mantidos até o Vencimento e para Negociação
A FASCEMAR possui em sua estrutura investimentos classificados
nas categorias: Títulos para negociação (precificados a valor de
mercado) e Títulos mantidos até o vencimento (precificados pela
curva do rendimento de forma proporcional até o vencimento); com
o objetivo de garantir o fluxo de pagamentos e a saúde financeira
do Plano de Beneficio Definido.
O percentual de 92% dos títulos mantidos até o vencimento, visa
garantir o fluxo atuarial do plano, ou seja, os pagamentos dos
benefícios ao longo do tempo.
O percentual de 8% dos títulos mantidos para negociação, permite
uma gestão junto aos gestores de uma melhor rentabilidade, bem
como garantir a gestão do fluxo de caixa de curto prazo para fazer
face as despesas do plano.
Em março de 2012 a FASCEMAR realizou o alongamento dos seus
títulos com vencimento em 2015 e 2017, de acordo com a Política
de Investimentos, obtendo um ganho de R$347mil.
Títulos Mantidos até o Vencimento em R$ Mil
Títulos
Valor de
Custo
Valor de
Mercado
NTN-B
NTN-B
NTN-B
NTN-B
NTN-B
NTN-B
NTN-B
NTN-B
NTN-B
NTN-C
2.589
4.463
3.586
27.408
6.368
23.553
6.934
5.511
3.274
8.844
3.074
5.401
4.067
42.187
7.986
32.588
8.660
8.480
4.070
12.216
Total
92.530
128.729
Vencimento
15/05/2017
15/08/2020
15/08/2022
15/08/2024
15/08/2030
15/05/2035
15/08/2040
15/05/2045
15/05/2050
01/04/2021
-
Títulos Para negociação em R$ Mil
Títulos
Debêntures - CEMAR (*)
DPGE Banco BMG
Cotas BB Institucional Fundo de RF
Cotas Bradesco FI RF IMA-B 5+
Cotas BTG Pactual IPCA FI RF
Cotas HSBC FI Regimes de Prev.
Cotas Vinci FIDC
Cotas Bradesco FIA Infraestrutura
Cotas BTG Pactual Abs Inst FIA
Cotas FI GEMS MM Low
Total
Valor de
Custo
Valor de
Vencimento
Mercado
6.004
1.337
3
638
289
5.189
72
1.947
204
3
6.004
1.337
3
638
289
5.189
72
1.947
204
3
15.686
15.686
2013 e 2020
28/03/2014
-
17
GESTÃO DE INVESTIMENTOS
Comparativo Benchmark
Os ativos do Plano BD I performaram em 2012 de forma positiva 15,02%, com destaque para o segmento de Renda Fixa. Ficando
acima da mediana dos planos BD’s de outras Fundações, que fecharam o ano na média de 14,95%. Este resultado foi gerado em
razão de uma gestão focada e antenada nos principais acontecimentos econômicos, com o apoio da Assessoria de Risco.
SEGMENTOS
2012
2011
2010
2009
2008
Renda Fixa
15,60
14,38
14,21
11,69
14,69
Renda Variável
10,35
-9,34
9,85
82,60
-53,56
Imóveis
10,32
10,89
9,27
14,26
15,09
Empréstimo
16,11
16,91
15,52
17,07
21,00
FASCEMAR
15,02
13,71
13,89
12,47
13,05
CDI
8,42
11,60
9,75
9,89
12,43
Ibovespa
7,40
-18,10
1,04
82,64
-41,31
11,51
11,38
12,85
10,36
12,87
5,84
6,50
5,91
4,31
5,90
12,19
12,89
12,26
10,57
12,26
7,81
5,10
11,32
-1,71
9,81
14,28
11,4
18,00
4,18
16,39
Meta Atuarial
IPCA
IPCA+6%
IGPM
IGPM+6%
Rentabilidade Anual do Plano
18
GESTÃO DE INVESTIMENTOS
Rentabilidade por Segmento
Em 2012 a renda fixa teve como destaque os créditos privados e os produtos atrelados à
inflação, onde o fechamento das taxas dos títulos públicos NTNB´s contribuiu sobremaneira
para este resultado, tornando os fundos de renda fixa mais rentáveis, atingindo um
percentual médio de 21,71% a.a contra o CDI que fechou em 8,36%. Nesta linha a
FASCEMAR buscou alocar seus ativos em aplicações de fundos atrelados a índices de
inflação, o que proporcionou a superação da meta do Plano BD I, conforme pode ser
observado no gráfico ao lado.
Renda variável, é um segmento de investimento onde existe a incerteza quanto a
remuneração ou retorno do capital investido, devido a alta volatilidade do investimento
que carrega um risco maior do que outras aplicações.
O Plano BD I alocou neste segmento um percentual de 1,9% dos seus ativos, não expondo,
desta forma, um grande volume de recursos. Apesar do IBOVESPA ter apresentado picos
de altos e baixos, fechando o ano com uma rentabilidade de 7,40%, a FASCEMAR realocou
seus ativos em fundos desatrelados ao IBOVESPA, gerando, assim, um resultado positivo
para o plano.
A carteira de empréstimos do plano BD I encerrou 2012 com uma alocação de 1,13% do
total dos investimentos, aderente a Politica de Investimentos, com 323 contratos ativos,
com uma rentabilidade de 16,11%.
A carteira de imóveis da FASCEMAR está alocada no Plano BD I, sendo composta de 16
(dezesseis) salas comerciais localizadas no Edifício Santos Dumont, em Fortaleza.
Em 2012 a rentabilidade desta carteira fechou abaixo da meta atuarial, o que levou a
Diretoria e o Conselho Deliberativo a decidirem pela venda destes ativos. Vide ao lado o
demonstrativo da rentabilidade.
19
GESTÃO DE INVESTIMENTOS
Despesas com Investimentos
As despesas com investimentos realizadas em 2012 totalizaram o valor de R$205 Mil, com a maior representatividade no item
referente a Taxa de Administração de Investimentos.
Taxa de Administração de Imóveis: Pagamento efetuado para Verona Imóveis, imobiliária responsável por administrar os imóveis
da FASCEMAR, na cidade de Fortaleza.
Condomínio: Valor referente ao Condomínio pago no Edifício Santos Dumont, em Fortaleza, sendo este ressarcido pela embaixada
norte americana.
Custódia: Pagamento efetuado para o Itaú Custódia, que é responsável por acompanhar e monitorar nossos investimentos.
CETIP e SELIC: Taxas pagas de acordo com a movimentação financeira dos investimentos.
Taxa de Administração dos Investimentos: Pagamento efetuado para Asset Itaú para movimentar nossa carteira de títulos públicos,
inclusive negociações nos leilões público.
Atualmente possuímos as seguintes carteiras no BD I:
 FASCEMAR BD Própria
 Itaú BD
DESCRIÇÃO
Condomínio
Taxa de adm Imóveis
Custódia
CETIP
SELIC
Taxa de Adm Investimento
Total
20
ACUMULADO em R$ Mil
2012
2011
5
53
41
22
4
80
205
4
40
44
21
3
74
186
GESTÃO DE INVESTIMENTOS
Política de Investimentos
A Política de Investimentos do Plano BD I, foi elaborada levando-se em
A tabela a seguir apresenta os limites de aplicação em cada um dos
consideração o período de 2013 a 2017 e sendo aprovada pelo Conselho
segmentos definidos pela Resolução CMN nº 3792, e eventuais
Deliberativo em reunião realizada no dia 10/12/2012, registrada na ATA nº
subsegmentos em que a Entidade pode manter aplicações. Essa alocação
168/2012.
foi definida com base em estudo de macroalocação de ativos, elaborado
A Política de Investimento apresenta as diretrizes para a aplicação dos
com o intuito de determinar a alocação estratégica a ser perseguida ao
recursos garantidores do Plano de Benefícios Definidos, cujas principais
longo do exercício da Política de Investimentos ou com base na
características são:
estratégia de gestão definida para o horizonte de tempo vigente na




Tipo de Plano: Benefício Definido (BD)
política.
CNPB: 1986.0001-92
Meta Atuarial: INPC + 4,5% ao ano
SEGMENTO
Administrador Responsável pelo Plano de Benefícios (ARPB):
Roberto Sarmento Travincas
 Administrador
Estatutário
Renda Fixa
Tecnicamente
Qualificado
(AETQ):
Raimundo Frederico Menezes Barros.
Os investimentos do Plano BD FASCEMAR seguem a estrutura abaixo:
LIMITES
LIMITE
LEGAL
INFERIOR
SUPERIOR
100%
75%
100%
Renda Variável
70%
0%
10%
Investimentos Estruturados
Investimentos no Exterior
Imóveis
20%
10%
8%
0%
0%
0%
7,5%
2%
8%
Operações Participantes
15%
0%
10%
Em linha com o que estabelece o Capitulo III, “Dos Controles Internos e de
Avaliação de Risco”, da Resolução CMN nº 3792, a Política de
Investimentos estabelece quais serão os critérios, parâmetros e limites de
gestão de risco dos
investimentos.
Nossa
Política
Investimentos
os
riscos
a
de
aborda
seguir
relacionados:
21
MISTO DE BENEFÍCIOS
22
GESTÃO PREVIDENCIAL - PMB
Evolução da Cota do Plano
A Cota representa a parcela de
idêntico valor em que se divide o
patrimônio líquido do Plano
Misto, mensalmente, a mesma é
atualizada com base na
rentabilidade líquida do plano.
Através do valor da cota é
possível apurar a participação
individual de cada participante no
patrimônio do plano.
Em 2012, a cota do plano teve sua
evolução crescente fechando em
dezembro acima da meta de
rentabilidade do plano.
Evolução do Passivo Atuarial
O
Passivo
Atuarial
representa
os
compromissos
regulamentares do plano calculado atuarialmente, ou seja, o
montante
necessário
de
patrimônio
para
garantir
o
pagamento dos benefícios. Houve um crescimento de 18,05%
Provisões Matemáticas em R$ MIL
2012
2011
Variação
Benefícios Concedidos
8.907
8.024
11,00%
Benefícios a Conceder
32.277
27.112
19,05%
-
-
-
(-) Provisões Matemáticas a Constituir
Total das Provisões
41.184
35.136
17,21%
nos compromissos em relação ao exercício de 2011, estando
Fundo Previdencial
3.011
2.301
30,91%
garantido pelo Ativo Líquido do PMB.
Passivo Atuarial
44.195
R$ 37.437
18,05%
23
GESTÃO PREVIDENCIAL - PMB
Evolução do Ativo Líquido
O Ativo Líquido representa o patrimônio destinado à cobertura dos compromissos do Plano, apresentando um crescimento de 11%
em relação ao exercício financeiro de 2011. O saldo dos Fundos Previdenciais fechou o exercício com o valor de R$ 3.011 mil.
Em R$ Mil
2012
2011
45.195
38.094
Disponível
24
516
Recebível
830
568
Investimentos
44.341
37.010
OBRIGAÇÕES
-107
-39
Operacional
-107
-39
0
0
-893
-618
44.195
37.437
41.184
35.136
3.011
2.301
ATIVOS
Contingencial
FUNDOS NÃO PREVIDENCIAIS
ATIVO LÍQUIDO
Provisão Matemáticas
Fundos Previdências
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO ATIVO LÍQUIDO DO PLANO MISTO
(Em milhares de reais)
2012
ATIVO LÍQUIDO - INÍCIO DO EXERCÍCIO
ADIÇÕES
Variação (%)
33.827
11%
9.844
6.719
47%
Contribuições previdenciais
4.394
3.661
20%
Resultado positivo dos investimentos - gestão previdencial
5.450
3.058
78%
(3.086)
(3.109)
-1%
(2.448)
(2.555)
-4%
DESTINAÇÕES
Benefícios
Custeio Administrativo
(638)
554
15%
ACRÉSCIMO NO ATIVO LÍQUIDO
6.758
Provisões matemáticas
6.047
3.610
3.067
87%
97%
711
543
31%
44.195
37.437
18%
FUNDOS NÃO PREVIDENCIAIS
893
618
44%
Fundos administrativos
830
566
47%
63
52
21%
Fundos Previdenciais
ATIVO LÍQUIDO - FINAL DO EXERCÍCIO
Fundos dos investimentos
24
2011
37.437
GESTÃO DE INVESTIMENTOS
Alocação dos Recursos por Segmento
Em 2012 os investimentos dos recursos do Plano Misto mantiveram sua maior alocação no segmento de renda fixa, demonstrando
uma política mais conservadora. Os investimentos estão de acordo com a Política de Investimentos e a Resolução CMN nº 3.792, do
Conselho Monetário Nacional. 2012 foi um ano em que a FASCEMAR traçou estratégias com uma visão voltada para diversificação
dos investimentos ao longo do tempo, como forma de garantir uma maior rentabilidade para os recursos do Plano.
Valores em
* Resolução
Alocação
Política
R$ Mil
CMN 3792/09
Renda Fixa
29.996
68%
45% a 100% 0% a 100%
Renda Variável
10.674
24%
0% a 40%
0% a 70%
Investimentos Estruturados
0%
0% a 15%
0% a 10%
Empréstimos e Financiamentos
3.695
8%
0% a 2%
0% a 15%
Imóveis
0%
0% a 8%
0% a 8%
Depósitos Judiciais/Recursais
0%
Exigíveis de Investimentos
(92)
0%
RECURSOS GARANTIDORES (*)
44.273
100%
(*) Recursos Garantidores, consoante a Resolução do CMN 3.792/2009.
Segmento
Alocação dos Recursos por Ativos
Ativos de Mercado
Instituições (CDB´S e DPGE´s)
Fundo de Investimentos Renda Fixa
Fundo de Investimentos Renda Variável
Total
Valores em
R$ Mil
22.752
7.209
10.674
40.635
25
GESTÃO DE INVESTIMENTOS
Títulos para Negociação
A carteira de investimentos do Plano Misto, possui em sua alocação títulos e fundos cuja precificação é a valor de mercado. Tal
característica está de acordo com o fluxo de obrigações do mesmo, uma vez que este plano encontra-se em fase de acumulação de
reservas por parte dos seus participantes, o que permite uma flexibilidade maior no momento da alocação e realocação dos recursos.
Títulos Para negociação - Fundos
Títulos Para negociação - Crédito e Títulos
Créditos Privados e Depósitos
Valor de Valor de
Vencimento
Custo Mercado
Fundos de Investimentos
CDB Safra
4.224
4.224
03/04/2013
Cotas BB Institucional Fundo de RF
CDB Votorantim
5.680
5.680
03/04/2013
DPGE Banco BMG
2.673
2.673
28/03/2014
DPGE Mercantil
5.374
5.374
20/04/2015
DPGE BIC Banco
4.801
4.801
23/04/2015
22.752
22.752
Total
-
23
23
-
Cotas Bradesco FI RF IMA-B 5+
1.797
1.797
-
Cotas BTG Pactual IPCA FI RF
3.491
3.491
-
Cotas HSBC FI Regimes Prev.
1.862
1.862
-
36
36
-
Cotas Bradesco FIA Dividendos
3.307
3.307
-
Cotas Bradesco FIA Infraestrutura
1.149
1.149
-
Cotas BTG Pactual Abs. Inst. FIA
1.802
1.802
-
10
10
-
Cotas JGP Institucional FIA
1.163
1.163
-
Cotas Sulamerica Expertise FIA
1.206
1.206
-
Cotas UBS Pactual Inst. Dividendos
2.037
2.037
-
17.883
17.883
-
Cotas Vinci FIDC
Cotas FI GEMS MM Low
Total
26
Valor de Valor de
Vencimento
Custo Mercado
GESTÃO DE INVESTIMENTOS
Comparativo Benchmark
A rentabilidade do Plano Misto em 2012 ficou acima da meta do Plano (6% + IPCA), este resultado foi impactado principalmente pelo
bom trabalho desenvolvido quanto as alocações dos ativos, nos segmentos de renda fixa (alocação em fundos de índices atrelados a
inflação) e de renda variável, onde se buscou investir em fundos não atrelados ao IBOVESPA. Nesse sentido foi efetuada uma
diversificação com aplicação em fundos com características de valor, ativista, de infraestrutura e dividendos.
SEGMENTOS
2012
2011
2010
2009
2008
Renda Fixa
14,43
16,22
11,57
10,78
9,63
Renda Variável
13,19
-10,18
8,95
74,84
-38,44
Empréstimo
16,38
15,32
15,53
18,89
21,73
FASCEMAR
14,56
9,83
11,26
22,76
-2,91
CDI
8,42
11,60
9,75
9,89
12,43
Ibovespa
7,40
-18,10
1,04
82,64
-41,31
IPCA
5,84
6,50
5,91
4,31
5,90
Meta do Plano
12,19
12,89
12,26
10,57
12,26
IGPM
7,81
5,10
11,32
-1,71
9,81
IGPM+6%
14,28
11,40
18,00
4,18
16,39
Rentabilidade Anual do Plano
27
GESTÃO DE INVESTIMENTOS
Rentabilidade por Segmento
Em 2012, com o cenário de queda da taxa de juros favoreceu as aplicações em fundos de
investimentos indexados ao IMA-B (Índice Mercado Anbima), nesse sentido, a FASCEMAR
tomou a decisão de liquidar alguns fundos com benchmark em CDI, migrando os recursos
para fundos atrelados ao IMA-B:
 Bradesco RF IMAB5
 HSBC FI Regimes de Previdência
Estes fundos impactaram positivamente na rentabilidade da renda fixa do Plano Misto.
Vide quadro ao lado.
O percentual de alocação de renda variável do Plano Misto encerrou 2012 com 24,11%,
cuja estratégia adotada pela FASCEMAR foi a diversificação dos fundos, objetivando uma
alocação menor em fundos atrelados ao IBOVESPA, já que a bolsa obteve rentabilidade
negativa na maioria dos meses, cuja recuperação só aconteceu no mês de dezembro, com
um fechamento de 7,40%.
Diante deste cenário foram efetuadas novas aplicações em fundos ativistas, valor,
infraestrutura e dividendos. Com esta diversificação a renda variável do Plano superou a
meta de rentabilidade 12,19%.
Vide quadro ao lado com a rentabilidade da renda variável.
No segmento de operações com participantes o plano Misto encerrou 2012 com uma
alocação de 8,17% do total de recursos garantidores, quando a Política de Investimentos
da Fundação permite alocar até o limite de 15%. Este segmento contempla a concessão
de empréstimos aos nossos participantes.
Em 2012 fechamos com 584 contratos ativos concedidos pela FASCEMAR, a taxa de
0,75% + INPC ao mês.
Ao lado demonstrativo gráfico da rentabilidade obtida nesta carteira.
28
GESTÃO DE INVESTIMENTOS
Despesas com Investimentos
As despesas com investimentos do Plano Misto realizadas em 2012 totalizaram o valor de R$40 mil. Estas taxas são pagas visando
garantir um acompanhamento seguro e aderente à legislação vigente, a seguir as taxas pagas:
Custódia: Pagamento efetuado para o Itaú Custódia, que é responsável por acompanhar e monitorar os investimentos da Fundação.
CETIP e SELIC: Taxas pagas, cujo valor varia de acordo com a movimentação financeira dos investimentos.
O Plano Misto possui apenas a carteira Própria.
DESCRIÇÃO
ACUMULADO
2012
2011
Custódia
25
17
CETIP
15
11
0
0
40
28
Taxa de Adm Investimento
Total
29
GESTÃO DE INVESTIMENTOS
Política de Investimentos
A Política de Investimentos do Plano Misto, foi elaborada levando-se em
A tabela a seguir apresenta os limites de aplicação em cada um dos
consideração o período 2013 a 2017 e foi aprovada pelo Conselho
segmentos definidos pela Resolução CMN nº 3792, e eventuais
Deliberativo em reunião realizada no dia 10/12/2012, registrada na ATA
subsegmentos em que a Entidade pode manter aplicações. Essa
nº 168/2012.
alocação foi definida com base em estudo de macroalocação de ativos,
Esta política de investimento apresenta as diretrizes para a aplicação dos
elaborado com o intuito de determinar a alocação estratégica a ser
recursos garantidores do Plano Misto de Benefícios, administrado pela
perseguida ao longo do exercício da Política de Investimentos ou com
FASCEMAR cujas principais características são:
base na estratégia de gestão definida para o horizonte de tempo



Tipo de Plano: Contribuição Definida (CD)
vigente na política.
CNPB:2005.0505-29
obrigação)

Administrador Responsável pelo Plano de Benefícios (ARPB):
Roberto Sarmento Travincas

SEGMENTO
Índice de Referência: INPC + 5,5% ao ano (não se configura como
Administrador
Estatutário
Tecnicamente
Qualificado
(AETQ):
Raimundo Frederico Menezes Barros.
Renda Fixa
Renda Variável
Investimentos Estruturados
Investimentos no Exterior
Imóveis
Operações Participantes
LIMITE
LEGAL
100%
70%
20%
10%
8%
15%
LIMITES
INFERIOR
SUPERIOR
45%
100%
0%
40%
0%
15%
0%
2%
0%
8%
0%
15%
Os investimentos do Plano Misto FASCEMAR seguem a estrutura abaixo:
Em linha com o que estabelece o Capitulo III, “Dos Controles
Internos e de Avaliação de Risco”, da Resolução CMN nº 3792, a
Política
de
Investimentos
estabelece
quais
serão os critérios,
parâmetros
e
limites de gestão
de
risco
dos
investimentos.
A Política de
Investimentos
aborda os riscos a
seguir
relacionados:
30
PLANO DE GESTÃO ADMINISTRATIVA
31
GESTÃO ADMINISTRATIVA - INVESTIMENTO
Política de Investimentos
A Política de investimento estabelece os princípios e diretrizes que devem reger os investimentos dos recursos administrativos do
Plano de Gestão Administrativa (PGA), conforme estabelece a Resolução CGPC nº 29.
Os limites e critérios aqui estabelecidos estão fundamentados na Resolução CMN nº 3.792, de 24 de setembro de 2009, e em suas
alterações subsequentes. Esta legislação estabelece as diretrizes de aplicação dos recursos garantidores das Entidades Fechadas de
Previdência Complementar.
Alocação dos Recursos por Segmento
Valor em
Alocação Política
R$ Mil
Renda Fixa
2.224
100%
100%
RECURSOS GARANTIDORES (*)
2.224
100%
(*) Recursos Garantidores, consoante a Resolução do CMN 3.792/2009.
Títulos em R$ Mil
Alocação dos Recursos por Ativos
Ativos de Mercado
Cotas Active Fix IB MM FI
Cotas Caixa FI Brasil IMA-B TP RF LP
Cotas HSBC FI Regimes Prev.
Total
Valores em
R$ Mil
546
1.064
512
2.122
Em linha com o que estabelece o Capitulo III,
“Dos Controles Internos e de Avaliação de
Risco”, da Resolução CMN nº 3792, a Política
de Investimentos estabelece quais serão os
critérios, parâmetros e limites de gestão de
risco dos investimentos.
Nossa Politica de Investimentos aborda os
riscos ao lado:
32
Benchmark
CDI
* Resolução
CMN 3792/09
100%
GESTÃO ADMINISTRATIVA - DESPESA
Despesas Administrativas
As Despesas Administrativas do PGA correspondem aos gastos para manutenção da gestão dos Planos, segregadas em despesas de Administração
Previdencial e de Administração de Investimentos, tendo como base o critério de rateio aprovado pelo Conselho Deliberativo da Fundação. Em 2012,
ocorreu uma redução nas despesas em relação a 2011 de 19%, com destaque para as contas de Treinamento/Congressos e Seminários e Viagens e
Estadias.
DEMONSTRAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO
ADMINISTRATIVA (CONSOLIDADA) em R$ Mil
Administração previdencial
Pessoal e encargos
Treinamentos/congressos e seminários
Viagens e estadias
Variação
(%)
2012
2011
(1.106)
(1.186)
(704)
(736)
-4%
(5)
(12)
-58%
-7%
(6)
(17)
-65%
Serviços de terceiros
(240)
(259)
-7%
Despesas gerais
(123)
(131)
-6%
(28)
(31)
-10%
(1.146)
(1.258)
-9%
(702)
(736)
-5%
(5)
(12)
-58%
Depreciações e amortizações
Administração dos investimentos
Pessoal e encargos
Treinamentos/congressos e seminários
Viagens e estadias
(6)
(14)
-57%
Serviços de terceiros
(226)
(279)
-19%
Despesas gerais
(207)
(217)
-5%
(27)
(2.279)
(370)
(2.814)
-93%
-19%
Outras despesas
Total das Despesas
Despesa Analítica Serviços de Terceiros
PLANO BD-I
SERVIÇOS DE TERCEIROS
Consultoria Atuarial
Consultoria de Investimentos
Consultoria Jurídica
Informática
Gestão e Planejamento
Auditoria Contábil
Outras
Gerenciamento de Documentos
Reavaliação Imobiliária
GESTÃO
Previdencial Investimentos
240
226
101
87
30
30
68
68
11
11
25
25
5
5
4
4
1
1
TOTAL
466
101
87
60
136
22
50
10
8
2
33
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - 2012
ATIVO
Nota explicativa
DISPONÍVEL
REALIZÁVEL
Gestão previdencial
4
Gestão administrativa
Investimentos
Títulos públicos
Créditos privados e depósitos
Fundos de investimento
Investimentos imobiliários
Empréstimos
Depósito judicial
Outros realizáveis
5
BALANÇO PATRIMONIAL CONSOLIDADO LEVANTADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012
(Em milhares de reais - R$ mil)
2012
2011
Variação (%)
PASSIVO
EXIGÍVEL OPERACIONAL
52
670
-92%
Gestão previdencial
181.152
166.920
9%
Gestão administrativa
16.634
21.279
-22%
Investimentos
8
164.510
92.530
30.093
28.349
4.101
5.040
4.295
102
14
145.627
85.245
28.397
18.877
4.175
4.765
4.024
144
-43%
13%
9%
6%
50%
-2%
6%
7%
-29%
85
85
103
103
-17%
-17%
PERMANENTE
Imobilizado
TOTAL DO ATIVO
181.289
167.693
EXIGÍVEL CONTINGENCIAL
Gestão administrativa
Gestão investimento
7
PATRIMÔNIO SOCIAL
Patrimônio de cobertura do plano
Provisões matemáticas
Benefícios concedidos
8.1
Benefícios a conceder
( - ) Provisões matemáticas a constituir
Equilíbrio técnico
Resultados realizados
Superávit técnico acumulado
Fundos
Fundos previdenciais
Fundos administrativos
Fundos dos investimentos
TOTAL DO PASSIVO
8%
8.2
8.2
2012
517
39
366
112
2011
Variação (%)
721
-28%
43
-9%
502
-27%
176
-36%
4.316
21
4.295
4.045
21
4.024
7%
0%
7%
176.456
171.447
170.283
136.795
162.927
159.447
153.260
125.544
8%
8%
11%
9%
34.586
-1.098
1.164
1.164
1.164
5.009
3.011
1.931
67
181.289
29.065
-1.349
6.187
6.187
6.187
3.480
2.301
1.127
52
167.693
19%
-19%
-81%
-81%
-81%
44%
31%
71%
29%
8%
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO SOCIAL CONSOLIDADO
DEMONSTRAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO ADMINISTRATIVA (CONSOLIDADA)
(Em milhares de reais - R$ mil)
(Em milhares de reais - R$ mil)
2012
PATRIMÔNIO SOCIAL - INÍCIO DO EXERCÍCIO
ADIÇÕES
Contribuições previdenciais
Resultado positivo dos investimentos - gestão previdencial
Receitas administrativas
Resultado positivo dos investimentos - gestão administrativa
2011
Variação (%)
162.927
151.905
7%
27.997
25.684
9%
6.542
6.933
-6%
18.354
15.544
18%
2.871
3.058
-6%
211
128
65%
0
19
-100%
19
2
850%
DESTINAÇÕES
-14.468
-14.662
-1%
Benefícios
-12.185
-11.848
3%
-2.279
-2.814
-19%
Reversão de contingência - gestão administrativa
Constituição de fundos de investimento
Despesas administrativas
Reversão de fundos de investimento
13.529
11.022
23%
Provisões matemáticas
17.023
20.333
-16%
710
1.837
-61%
-5.023
-11.542
-56%
804
391
106%
15
3
400%
176.456
162.927
8%
Fundos previdenciais
Déficit técnico
Fundos administrativos
Fundos de investimentos
PATRIMÔNIO SOCIAL - FINAL DO EXERCÍCIO
2.012
2.011
Variação (%)
FUNDO ADMINISTRATIVO DO EXERCÍCIO ANTERIOR
1.127
736
53%
Custeio da gestão administrativa
3.083
3.205
-4%
3.083
3.205
-4%
653
621
5%
2.106
2.393
-12%
37%
Receitas
Custeio administrativo da gestão previdencial
Custeio administrativo dos investimentos
Taxa de administração de empréstimos e financiamentos
Resultado positivo dos investimentos
Reversão de contingências
Outras receitas
Despesas administrativas
Administração previdencial
Pessoal e encargos
Treinamentos/congressos e seminários
Viagens e estadias
26
19
212
128
66%
0
19
-100%
86
25
244%
-2.279
-2.814
-19%
-1.106
-1.186
-7%
-704
-736
-4%
-5
-12
-58%
-6
-17
-65%
Serviços de terceiros
-240
-259
-7%
Despesas gerais
-123
-131
-6%
-28
-31
-10%
-1.146
-1.258
-9%
-702
-736
-5%
-5
-12
-58%
Depreciações e amortizações
-4
ACRÉSCIMO NO ATIVO LÍQUIDO
34
Nota explicativa
6
Administração dos investimentos
Pessoal e encargos
Treinamentos/congressos e seminários
-6
-14
-57%
Serviços de terceiros
Viagens e estadias
-226
-279
-19%
Despesas gerais
-207
-217
-5%
-27
-370
-93%
Outras despesas
Sobra da gestão administrativa
804
391
106%
Constituição de fundo administrativo
804
391
106%
1.931
1.127
71%
FUNDO ADMINISTRATIVO DO EXERCÍCIO ATUAL
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
FASCEMAR - FUNDAÇÃO DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
FASCEMAR - FUNDAÇÃO DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
DEMONSTRAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO ADMINISTRATIVA DO PLANO BD-I
DEMONSTRAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO ADMINISTRATIVA DO PLANO MISTO DE BENEFÍCIOS
PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012
PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012
(Em milhares de reais - R$ mil)
(Em milhares de reais - R$ mil)
2012
FUNDO ADMINISTRATIVO DO EXERCÍCIO ANTERIOR
2011
Variação
2012
2011
Variação
561
376
49%
FUNDO ADMINISTRATIVO DO EXERCÍCIO ANTERIOR
566
360
57%
2.321
2.463
-6%
Custeio da gestão administrativa
762
742
3%
2.321
2.463
-6%
762
742
3%
14
67
-79%
639
554
15%
2.104
2.279
-8%
10
5
100%
125
78
60%
0
14
0%
68
20
240%
Outras receitas
-1.781
-2.278
-22%
Despesas administrativas
-839
-908
-8%
-839
-908
-8%
-915
-1.000
-9%
-915
-1.000
-9%
-27
-370
0%
Sobra da gestão administrativa
540
185
192%
Constituição de fundo administrativo
540
185
192%
1.101
561
96%
Custeio da gestão administrativa
Receitas
Custeio administrativo da gestão previdencial
Custeio administrativo dos investimentos
Taxa de administração de empréstimos e financiamentos
Resultado positivo dos investimentos
Reversão de contingências
Outras receitas
Despesas administrativas
Administração previdencial
Despesas comuns
Administração dos investimentos
Despesas comuns
Outras Despesas
FUNDO ADMINISTRATIVO DO EXERCÍCIO ATUAL
Receitas
Custeio administrativo da gestão previdencial
Custeio administrativo dos investimentos
2
114
-98%
Taxa de administração de empréstimos e financiamentos
16
14
14%
Resultado positivo dos investimentos
87
50
74%
-
5
0%
18
5
260%
(498)
(536)
-7%
(267)
(278)
-4%
(267)
(278)
-4%
(231)
(258)
-10%
(231)
(258)
-10%
Sobra da gestão administrativa
264
206
28%
Constituição de fundo administrativo
264
206
28%
FUNDO ADMINISTRATIVO DO EXERCÍCIO ATUAL
830
566
47%
Reversão de contingências
Administração previdencial
Despesas comuns
Administração dos investimentos
Despesas comuns
FASCEMAR - FUNDAÇÃO DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
FASCEMAR - FUNDAÇÃO DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
DEMONSTRAÇÃO DO ATIVO LÍQUIDO DO PLANO BD-I
DEMONSTRAÇÃO DO ATIVO LÍQUIDO DO PLANO MISTO DE BENEFÍCIOS
PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012
PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012
(Em milhares de reais - R$ mil)
Nota
explicativa
ATIVOS
Disponível
Recebível
Investimento
Títulos públicos
Créditos privados e depósitos
Fundos de investimento
Investimentos imobiliários
Empréstimos
Depósito judicial
OBRIGAÇÕES
Operacional
Contingencial
FUNDOS NÃO PREVIDENCIAIS
Fundos administrativos
Fundos de investimentos
ATIVO LÍQUIDO
Provisões matemáticas
Superávit técnico
4
5
6
7
8.1
8.2
2012
135.707
15
17.735
117.957
92.530
7.341
8.345
4.101
1.345
4.295
-4.339
-44
-4.295
-1.105
-1.101
-4
130.263
129.099
1.164
2011
Variação (%)
129.063
5%
149
-90%
21.838
-19%
107.076
10%
85.245
9%
4.943
49%
7.414
13%
4.175
-2%
1.275
5%
4.024
7%
-4.191
4%
-167
-74%
-4.024
7%
-561
97%
-561
96%
0
100%
124.311
5%
118.124
9%
6.187
-81%
ATIVOS
Disponível
Recebível
Investimento
Créditos privados e depósitos
Fundos de investimento
(Em milhares de reais - R$ mil)
Nota
Explicativa
2012
45.195
24
4
830
5
44.341
22.752
17.883
2011
38.094
516
568
37.010
23.454
10.009
Variação (%)
19%
-95%
46%
20%
-3%
79%
3.695
11
3.490
57
6%
-81%
(107)
(107)
(893)
(830)
(63)
44.195
41.184
3.011
(39)
(39)
(618)
(566)
(52)
37.437
35.136
2.301
174%
174%
44%
47%
21%
18%
17%
31%
Empréstimos
Outros realizáveis
OBRIGAÇÕES
Operacional
FUNDOS NÃO PREVIDENCIAIS
Fundos administrativos
Fundos dos investimentos
ATIVO LÍQUIDO
Provisões matemáticas
Fundos previdenciais
6
8.1
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
35
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
FASCEMAR - FUNDAÇÃO DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
FASCEMAR - FUNDAÇÃO DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO ATIVO LÍQUIDO DO PLANO BD-I
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO ATIVO LÍQUIDO DO PLANO MISTO DE BENEFÍCIOS
PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012
PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012
(Em milhares de reais - R$ mil)
(Em milhares de reais - R$ mil)
2012
ATIVO LÍQUIDO - INÍCIO DO EXERCÍCIO
ADIÇÕES
Contribuições previdenciais
Resultado positivo dos investimentos - gestão previdencial
DESTINAÇÕES
Benefícios
Custeio administrativo
ACRÉSCIMO NO ATIVO LÍQUIDO
2011
124.311
117.293
6%
15.702
16.007
-2%
2.799
3.521
-21%
12.903
12.486
3%
(9.750)
(8.989)
8%
(9.737)
(9.293)
5%
(13)
304
-104%
5.952
7.018
18.560
-15%
-41%
(11.542)
-56%
Provisões matemáticas
10.975
Déficit técnico
(5.023)
ATIVO LÍQUIDO - FINAL DO EXERCÍCIO
130.263
124.311
5%
FUNDOS NÃO PREVIDENCIAIS
1.101
560
97%
Fundos administrativos
1.101
560
97%
4
-
100%
Fundos de investimentos
2012
Variação (%)
ATIVO LÍQUIDO - INÍCIO DO EXERCÍCIO
2011
Variação (%)
37.437
33.827
11%
ADIÇÕES
9.844
6.719
47%
Contribuições previdenciais
4.394
3.661
20%
Resultado positivo dos investimentos - gestão previdencial
5.450
3.058
78%
(3.086)
(3.109)
-1%
(2.448)
(2.555)
-4%
(638)
(554)
15%
ACRÉSCIMO NO ATIVO LÍQUIDO
6.758
3.610
87%
Provisões matemáticas
6.047
3.067
97%
DESTINAÇÕES
Benefícios
Custeio administrativo
Fundos previdenciais
711
543
31%
44.195
37.437
18%
FUNDOS NÃO PREVIDENCIAIS
893
618
44%
Fundos administrativos
830
566
47%
63
52
21%
ATIVO LÍQUIDO - FINAL DO EXERCÍCIO
Fundos dos investimentos
FASCEMAR - FUNDAÇÃO DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
FASCEMAR - FUNDAÇÃO DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
DEMONSTRAÇÃO DAS OBRIGAÇÕES ATUARIAIS DO PLANO BD-I
DEMONSTRAÇÃO DAS OBRIGAÇÕES ATUARIAIS DO PLANO MISTO DE BENEFÍCIOS
PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012
PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012
(Em milhares de reais - R$ mil)
(Em milhares de reais - R$ mil)
Nota
Explicativa
2012
2011
Nota
Variação (%)
Explicativa
PATRIMÔNIO DE COBERTURA DO PLANO
130.263
124.311
5%
129.099
118.124
9%
Benefícios concedidos
127.888
117.520
9%
Benefício definido
127.888
117.520
9%
Provisões matemáticas
8.1.c
Benefícios a conceder
2.309
1.953
18%
Benefício definido
2.309
1.953
18%
(1.098)
(1.349)
-19%
(1.098)
(1.349)
-19%
(1.098)
(1.349)
-19%
1.164
6.187
-81%
Superávit técnico acumulado
1.164
6.187
-81%
Reserva de contingência
1.164
6.187
-81%
(-) Provisões matemáticas a constituir
(-) Serviço passado
(-) Patrocinador(es)
Equilíbrio técnico
8.2
PATRIMÔNIO DE COBERTURA DO PLANO
2012
2011
Variação (%)
41.184
35.136
17%
41.184
35.136
17%
8.907
8.024
11%
8.907
8.024
11%
32.277
27.112
19%
32.277
27.112
19%
Saldo de contas - parcela patrocinadores
13.410
11.615
15%
Saldo de contas - parcela participantes
18.867
15.497
22%
-
-
0%
Provisões matemáticas
Benefícios concedidos
Contribuição definida
Benefícios a conceder
Contribuição definida
Benefício definido estruturado em regime de
8.1.c
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
36
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Notas Explicativas
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 E DE 2011
(Em milhares de reais ou de outra forma, conforme indicado)
1.CONTEXTO OPERACIONAL
A FASCEMAR - Fundação de Previdência Complementar (“FASCEMAR” ou “Fundação”) é uma
entidade fechada de previdência complementar, sem fins lucrativos, com autonomia
administrativa, financeira e patrimonial, constituída e patrocinada pela Companhia Energética
do Maranhão - CEMAR, conforme Portaria no 3.671, de 7 de fevereiro de 1986, regida pela Lei
Complementar no 109, de 29 de maio de 2001 - regulamentada pelo Decreto-Lei no 4.206, de
23 de abril de 2002.
Desde a sua criação, a FASCEMAR contava somente com um plano de previdência, estruturado
na modalidade de benefício definido (Plano de Benefícios Definidos I - BD I), onde as
flutuações das hipóteses atuariais adotadas - Tábuas de Mortalidade e vinculação ao teto do
INSS facilmente interferiam no equilíbrio financeiro da Fundação, podendo levá-la a situações
de déficit atuarial. Esta situação levou a FASCEMAR, assim como a maioria das fundações, a
implantar planos mais modernos e aderentes à realidade do mercado. O Plano de Benefícios
Definidos I - BD I assegura aos participantes uma suplementação do benefício concedido pela
Previdência Social. Os principais benefícios complementares assegurados aos participantes são:
complementação de aposentadoria por invalidez; complementação de aposentadoria por
tempo de contribuição; complementação de aposentadoria por idade; complementação de
aposentadoria especial; complementação de auxílio doença; complementação de pensão por
morte; complementação de abono anual e auxílio funeral.
O Plano de Benefícios Definidos I - BD I passou por uma reestruturação para atender à
legislação, com a implantação de novos institutos, o benefício proporcional diferido e a
portabilidade. O novo regulamento do plano BD I foi aprovado pela Secretaria de Previdência
Complementar – SPC, em 21 de dezembro de 2005, através do Ofício no 2.639/SPC/DETEC/
CGAT.
No ano de 2005, a Administração da FASCEMAR trabalhou na elaboração de um novo plano
previdenciário e na sua aprovação junto à Secretária de Previdência Complementar - SPC, o
que ocorreu em 17 de novembro de 2005, através da Portaria no 277. O novo plano Vida Flex Plano Misto de Benefícios I (“Plano Misto”) é do tipo contribuição definida e foi efetivamente
implementado em maio de 2006. Os principais benefícios complementares assegurados aos
participantes do Plano Misto são: benefício de aposentadoria normal; benefício de
incapacidade para o trabalho; benefício por morte de participante ativo e benefício por morte
de participante assistido. O Plano Misto contempla os mesmos institutos do Plano BD-I, ou
seja, autopatrocínio, resgates de contribuições, benefício proporcional diferido e portabilidade.
Em 25 de outubro de 2005, foi firmado entre a CEMAR e a FASCEMAR o termo de Adesão, com
o objetivo de formalizar a condição da FASCEMAR como patrocinadora do Plano Misto de
Benefício I, no qual a CEMAR assume solidariedade com a patrocinadora FASCEMAR nas
responsabilidades e obrigações relativas ao Plano.
O Plano BD-I está fechado a novas inscrições desde 21 de dezembro de 2005, permanecendo
neste os participantes que já estavam na condição de assistidos e os ativos que não fizeram a
migração para o Plano Misto.
ajustes referem-se aos institutos de resgate, portabilidade, benefício proporcional diferido e
autopatrocínio.
Em 15 de março de 2010, a PREVIC – Superintendência Nacional de Previdência
Complementar aprovou o Convênio de Adesão da Equatorial Energia S.A. na condição de
Patrocinadora do Plano Misto de Benefício I, através da Portaria no 151/2010, publicada no
Diário Oficial no 51, de 17 março de 2010, com retroatividade para 02 de outubro de 2006,
data em que a Equatorial Energia S.A. passou a ser empregadora de participantes oriundos
do Patrocinador CEMAR, conforme Análise Técnica no 029/CGAF/DITEC/PREVIC
considerando as manifestações técnicas exaradas no MPS no 3000.0003344/1985, comando
no 102388022 e juntada no 338770726.
Em 15 de setembro de 2010, a PREVIC – Superintendência Nacional de Previdência
Complementar aprovou o Convênio de Adesão da Equatorial Soluções S.A. na condição de
Patrocinadora do Plano Misto de Benefício I, através da Portaria no 702, publicada no Diário
Oficial no 179, de 17 de setembro de 2010, considerando as manifestações técnicas exaradas
no MPS no 3000.0003344/1985, comando no 339533738 e juntada no 342686562.
Em 2011, a Fundação alterou o critério de mensuração da população dos participantes e
assistidos dos planos de benefícios, incluindo na categoria de participantes ativos os
participantes que solicitaram o cancelamento da sua inscrição nos planos de benefícios,
assim como os participantes que se encontram desligados da patrocinadora, mas que ainda
não optaram por nenhum dos institutos, conforme art. 15 do regulamento do plano Misto e
item 07 do regulamento do plano BDI. Desta forma, o demonstrativo referente a 31 de
dezembro de 2010 foi ajustado para demonstrar o novo critério adotado.
Os recursos da FASCEMAR são representados por contribuições das suas patrocinadoras e
de seus participantes, vertidas de forma paritária, e pelos rendimentos das aplicações desses
recursos, que devem obedecer ao disposto em resoluções do Conselho Monetário Nacional
– CMN e na Política de Investimentos da Fundação.
As contribuições dos participantes ativos são calculadas tendo como base percentuais que
variam entre 3%, 5% e 9%, de acordo com a faixa salarial, aplicada aos dois Planos. A
contribuição mensal da patrocinadora é de forma paritária. A Patrocinadora contribui com
1,65% sobre a folha de salários dos participantes ativos dos Planos BD-I e Misto, para
cobertura da reserva a constituir do Plano de Benefício Definido I, suportada por Nota
Técnica Atuarial. Em novembro de 2007, a FASCEMAR implantou a redução de 70% das
contribuições dos participantes (ativos, assistidos e autopatrocinados do Plano BD-I e das
contribuições normais e da contribuição da reserva a amortizar da Patrocinadora), por se
tratar de contribuição a reserva a amortizar paga pela patrocinadora CEMAR, pelo prazo de
30 anos, através da utilização de parte do superávit técnico, tendo como base estudo
realizado por especialista, conforme parecer atuarial (JM2162/2007).
De acordo com o resultado da reavaliação atuarial – do DRAA Plano BD-I, a partir de março
de 2010, os percentuais de desconto contributivos sobre as contribuições normais da
patrocinadora e dos participantes (ativos, assistidos, autopatrocinados e patrocinadora), bem
como a contribuição suplementar da patrocinadora, foram aumentados em 66,67% em
relação aos percentuais vigentes em 31/12/2009, 30% da contribuição normal, perfazendo
um desconto total de 70% e que vigoraram até o mês fevereiro de 2010. Em março de
2010, o percentual de desconto passou a ser 50%.
Foi aprovado pela Secretaria de Previdência Complementar - SPC, através da Portariano
1.172, de 6 de junho de 2007 e publicada no Diário Oficial da União no 109, de 8 de junho
de 2007, seção 1, o novo regulamento do Plano Misto de Benefícios I, cujos principais
37
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Notas Explicativas
A determinação da Secretaria de Previdência Complementar - SPC de que fundos de pensão
utilizem em seus cálculos atuariais, no mínimo, a tábua de mortalidade AT-83 até dezembro de
2008, provocou um acréscimo no compromisso das fundações com o pagamento de
benefícios. O acréscimo ocorre porque a tábua Annuity Table - 83 (AT-83) consiste em uma
longevidade maior, resultando no aumento de suas Reservas Matemáticas, que garantem esses
benefícios. A FASCEMAR, no sentido de promover maior segurança nos benefícios dos seus
participantes do Plano BD-I, antecipou-se nesse processo com a adoção da AT-2000, tábua
mais conservadora e condizente com a realidade demográfica, cuja aplicação foi iniciada ainda
no ano de 2007.
do plano BDI, que foi utilizada como taxa de desconto para apuração do valor presente dos
fluxos de contribuições e benefícios. A FASCEMAR está enquadrada até 2018.
Em 31 de dezembro 2012, a Fundação contava com 1.948 participantes (1.919 em 31 de
dezembro de 2011), nos dois Planos, conforme quadro demonstrativo a seguir:
Participantes
Plano
BD-I
Ativos
38
2012
Plano
Misto
1.142
Total
1.180
Para assistir aos seus participantes, a FASCEMAR realiza a gestão dos recursos captados de
Autopatrocinados
3
20
23
acordo com a legislação vigente e a Política de Investimentos que estabelecem as diretrizes
665
80
745
Assistidos
pertinentes à aplicação dos recursos garantidores das reservas técnicas, bem como daqueles
706
1.242
1.948
Total
de qualquer origem ou natureza, correspondentes às demais reservas, fundos e provisões dos
2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
seus planos de benefícios.
Os Planos Previdenciários administrados pela FASCEMAR possuem regulamentos próprios e a
sua forma de constituição de reserva dos recursos tem controle em separado, sendo o custeio
em DRAA específicos e a Política de Investimentos definida e aprovada de forma segregada.
Não existe solidariedade entre os planos nem no que diz respeito a déficit do Plano de
Benefícios Definido ou a resultados negativos do Plano Misto de Benefícios.
Em janeiro de 2011, com base no Parecer Atuarial do exercício de 2010, a FASCEMAR passou a
adotar taxa real de juros / descontos de 5% ao ano (no lugar de 6% ao ano), como
consequência para o Plano BD-I houve movimentação nas contas do Patrimônio Social na
ordem de R$ 9.710, decorrente de:
- aumento nas Provisões Matemáticas que passaram de R$ 99.564 em 2010 para R$ 109.274
em 01.01.2011, e
- redução no Superávit Técnico que passou de R$ 17.729 em 2010 para R$ 8.019 em
01.01.2011.
A FASCEMAR atendeu a legislação CGPC no 3792 de 24/09/2009, em seu artigo 8º, & 1º e 2º
item II, certificando dois Dirigentes e seis membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal,
alcançando o percentual de 25%. As qualificações ocorreram em 2011, embora alguns
certificados tenham sido recebidos no início de 2012. A exigência de qualificação para gestão
dos fundos de pensão surgiu com a Lei 6.435/77, constando depois na Resolução no 13/04, do
Conselho de Gestão de Previdência Complementar (CGPC).
Plano
BD-I
2011
Plano
Misto
Total
40
3
664
1.124
13
75
1.164
16
739
707
1.212
1.919
As demonstrações contábeis estão sendo apresentadas em atendimento às disposições legais
dos órgãos normativos e reguladores das atividades das entidades fechadas de previdência
complementar, especificamente a Resolução do Conselho Nacional de Previdência
Complementar - CNPC no 8, de 31 de outubro de 2011, Instrução da Secretaria da Previdência
Complementar - SPC no 34, de 24 de setembro de 2009, Resolução do Conselho Federal de
Contabilidade – CFC no 1.272, de 22 de janeiro de 2010, que aprova a NBC ITG 2001 e as
práticas contábeis brasileiras aplicáveis às Entidades reguladas pelo Conselho Nacional de
Previdência Complementar – CNPC.
Essas diretrizes não requerem a divulgação em separado de ativos e passivos de curto prazo e
de longo prazo, nem a apresentação da Demonstração do Fluxo de Caixa e do valor
adicionado. A estrutura da planificação contábil padrão das entidades fechadas de
previdência complementar (“EFPC”) reflete o ciclo operacional de longo prazo da sua
atividade, de forma que a apresentação de ativos e passivos, observadas as gestões
previdencial e administrativa e o fluxo dos investimentos, proporcione informações mais
adequadas, confiáveis e relevantes do que a apresentação em circulante e não circulante, em
conformidade com o item 63 da NBC T 19.27.
A sistemática introduzida pelos órgãos normativos apresenta, além das características já
descritas, a segregação dos registros contábeis em três gestões distintas (Previdencial,
Assistencial e Administrativa) e o Fluxo dos Investimentos, que é comum às Gestões
Previdencial e Administrativa, segundo a natureza e a finalidade das transações.
Em maio de 2012, dando continuidade ao processo de certificação, foram certificados o Diretor 3.PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS
Financeiro e a Gerente Financeira da Fundação, visando atender a legislação que rege o 3.1.Programa Previdencial – Realizável
assunto.
Representado substancialmente por contas a receber da Patrocinadora CEMAR (ver nota
explicativa no 4), atualizado até a data do balanço pelos índices fixados em contrato.
Em outubro de 2012, foi efetuado o estudo para redução da taxa real de juros de 5% para
4,5%, respaldado pelo parecer do atuário “Jesse Montello Serviços Técnicos em Atuária e
Economia Ltda.” encaminhado através do relatório JM 3128/2012 e aprovada no dia
20/11/2012 pelo Conselho Deliberativo, registrada através da Ata no 165/2012, a ser adotada a
partir de janeiro/2013. Entretanto a Fundação antecipou-se aos fatos, reduzindo a taxa real de
juros no exercício de 2012.
Em novembro de 2012 foi expedida pelo CNPC a resolução no 9, que altera a Resolução CGPC
no 18, de 28/3/2006, que estabelece parâmetros técnico-atuariais para estruturação de plano
de benefícios de entidades fechadas de previdência complementar, e de outras providências. A
Fundação utilizou a taxa real de juros de 4,5% no exercício de 2012 para as projeções atuariais
38
3.2.Programa de investimento
3.2.1.Renda fixa
Conforme determina a Instrução SPC no 34, de 24 de setembro de 2009, e as Resoluções
CGPC de no 4 e 15, de 30/1/2002 e 23/8/2005, respectivamente, os títulos de Renda Fixa
são registrados ao custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos pró-rata dia
até a data do balanço e ajustados ao valor provável de realização.
Estão classificados nas seguintes categorias:
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Notas Explicativas
Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem negociados
independentemente do prazo a decorrer da data da aquisição até a data de vencimento.
Apura-se a avaliação contábil pelo valor de mercado.
consideração a vida útil estimada dos bens (móveis e utensílios a 10% ao ano e,
computadores e periféricos e veículos, 20% ao ano).
3.4.Exigível contingencial
Títulos mantidos até o vencimento - mantidos em carteira até o vencimento, considerando
O exigível contingencial é contabilizado pelo montante de perda considerada provável,
parecer em relatório que atesta a capacidade financeira da Fundação. O critério de avaliação
observada a natureza de cada contingência, e atualizado até a data do balanço.
contábil é o da marcação pela curva do rendimento de forma proporcional (pró-rata) até o
3.5.Provisões matemáticas
vencimento.
As provisões matemáticas dos planos de benefícios são determinadas por atuário externo e
Em 31 de dezembro de 2012, os títulos de renda fixa emitidos pelo Governo Federal estão
constituídas para fazer face aos compromissos relativos aos benefícios concedidos e a
classificados como “títulos mantidos até o vencimento” e pertencem ao plano BD. Os demais
conceder aos participantes e seus beneficiários.
títulos estão classificados como “títulos para negociação” e estão avaliados pelo valor de
As provisões relativas a benefícios concedidos são representadas pelo valor presente dos
mercado.
benefícios do plano com os compromissos futuros da Fundação para com os participantes
que já estão em gozo de benefícios de prestação continuada, aposentadorias e pensões.
3.2.2.Renda variável
As ações adquiridas no mercado à vista são contabilizadas pelo custo de aquisição acrescido
As provisões relativas a benefícios a conceder representam o valor presente dos benefícios
das despesas diretas de corretagem, emolumentos e outras taxas incidentes à operação e
futuros dos participantes em atividade, líquido das respectivas futuras contribuições.
foram precificadas a valor de mercado pela cotação de fechamento do último dia útil do mês,
Os Planos adotam o regime financeiro de capitalização para o cálculo das provisões
conforme Instrução SPC no 34, de 24 de setembro de 2009. A variação apurada entre os
matemáticas relativas aos benefícios de aposentadoria e pensão e regime de repartição de
custos das ações e seus respectivos valores de mercado é apropriada diretamente ao
capitais para auxílio doença.
resultado do exercício. As rendas oriundas de dividendos, de juros sobre capital próprio e de
bonificações, decorrentes de investimentos em ações, foram reconhecidas contabilmente a 3.6.Superávit técnico
partir da publicação da decisão da assembleia geral dos acionistas.
Apurado pela diferença entre o Ativo Líquido (Ativo Total menos Exigíveis Operacional e
Os montantes relativos aos fundos de investimento são representados pelo valor de suas
Contingencial e Fundos) e as Provisões Matemáticas. É registrado em Reserva de
cotas na data do balanço. Alguns ativos relevantes alocados nesses fundos vêm sendo
Contingência até o limite de 25% em relação às Provisões Matemáticas. O que ultrapassa este
avaliados a valor econômico, conforme previsto na Resolução CGPC no 4, de 30/1/2002, e na
limite é registrado em Reserva para Revisão de Plano a cada exercício, conforme determina o
Instrução CVM no 438, de 12/7/2006.
artigo 20 da Lei Complementar no 109, de 29/5/2001.
3.2.3.Investimentos imobiliários
3.7.Fundos
São registrados ao custo de aquisição, reavaliados em período não superior a três anos e
Registra os fundos constituídos, conforme a seguir:
depreciados (exceto terrenos) pelo método linear, à taxa anual de 2% a.a. ou pelas taxas
Gestão previdencial - constituído do saldo, devidamente rentabilizado, dos recursos oriundos
estabelecidas em função do tempo de vida útil remanescente, com base nos laudos de
do Fundo Atuarial Coletivo de Contribuição Patronal a Apropriar, em razão de não serem mais
avaliação, em cumprimento ao que estabelece a legislação vigente. A FASCEMAR reavalia sua
pertinentes suas alocações na Subconta-Patrocinador, da Conta Programada do Participante,
carteira imobiliária a cada três anos parcialmente, a cada ano, observando as normas
e dos recursos oriundos do Fundo Atuarial de Risco destinados a cobertura dos benefícios de
vigentes. A última reavaliação ocorreu em 2011.
risco.
Os ajustes da reavaliação, positivos ou negativos, são contabilizados nas contas específicas
Gestão administrativa - o Fundo Administrativo tem por finalidade garantir os recursos
em contrapartida com o resultado.
futuros necessários à manutenção da estrutura administrativa da Fundação.
3.2.4.Operações com participantes
Gestão de investimentos - fundos que se destinam à quitação de empréstimos simples em
Registram os empréstimos concedidos aos participantes (ativos e assistidos), nos termos das
caso de morte do mutuário (participante), conforme mencionado no item 3.2.4 acima. Sua
normas estatutárias e regulamentares, e estão demonstrados pelo valor principal, acrescido
constituição ocorre a partir de taxas contratuais cobradas dos mutuários (participante).
dos encargos auferidos até a data do balanço.
A Fundação possui um fundo de reserva para quitação dos empréstimos de participantes que
vierem a falecer, constituído na concessão do empréstimo, pelo qual o participante paga uma 3.8.Custeio Administrativo
O custeio administrativo engloba as despesas administrativas de todos os programas,
taxa de seguro de 0,5% do valor total do empréstimo.
utilizando-se para sua cobertura a receita prevista no plano de custeio anual calculada pelo
Foi constituída uma provisão para crédito de liquidação duvidosa, de acordo com o
atuário, que é apropriada mensalmente.
estabelecido na Instrução SPC no 34, de 24 de setembro de 2009, conforme demonstrado na
Conforme determinação da Secretaria de Previdência Complementar - SPC, as despesas de
nota explicativa no 5.
administração são desmembradas em despesas de administração previdencial e despesas de
administração dos investimentos, tendo como base o critério de rateio aprovado pelo
3.3.Ativo permanente
Conselho Deliberativo da Fundação, formalizado através da Ata nº 142 de 27 de dezembro de
Representa os bens necessários ao funcionamento da Fundação e está registrado pelo custo de
2011:
aquisição. A depreciação do ativo imobilizado é calculada linearmente, a taxas que levam em
39
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Notas Explicativas
Os valores apropriados nos centros de custos vinculados às atividades de previdência e de dívida está garantida por recebíveis da CEMAR.
investimentos foram registrados integralmente como despesas de administração previdencial
O contrato foi homologado pela Secretaria de Previdência Complementar - SPC através do
e despesas de administração dos investimentos, respectivamente; e
Ofício no 2.146/DAJUR/SPC, de 30 de dezembro de 2003
Os valores apropriados nos centros de custos vinculados às atividades administrativas foram
4.3. Contribuições ao fundo administrativo
registrados conforme tabela a seguir:
Valor referente à constituição de fundo administrativo de acordo com a Portaria n o 176 da
Despesas administrativas
Despesas administrativas
SPC.
Descrição das despesas
previdenciais
de investimento
Além dos valores da gestão previdencial acima mencionados, os planos apresentam
Pessoal e encargos
50%
50%
participação no PGA – Plano de Gestão Administrativo para configurar no seu ativo líquido
Serviços de terceiros
50%
50%
recebível, constante na demonstração do Ativo Líquido, a saber:
Despesas gerais
Depreciações e amortizações
50%
100%
50%
0%
2012
Plano
BD-I
16.634
1.101
17.735
Para o rateio das despesas administrativas comuns aos planos de benefício, foi utilizado como
critério o Patrimônio Social de 31 de dezembro de 2011 (sendo 78% para o Plano BD-I e 22%
Total da gestão previdencial
para o Plano Misto). As despesas específicas identificadas por plano são alocadas diretamente
Participação no PGA – Plano de Gestão Administrativo
ao plano a que pertencem, ou seja, alocação direta, não havendo nenhum tipo de rateio. Estes
Recebível total
critérios foram definidos na Nota Técnica Orçamentária do PGA – Plano Geral Administrativo
5. INVESTIMENTOS
aprovada pelo Conselho Deliberativo da Fundação, em 27 de dezembro de 2011
3.9. Transferência de recursos
O resultado líquido do fluxo dos investimentos é transferido proporcionalmente à gestão
previdencial e gestão administrativa.
2011
Plano
Misto
830
830
Plano
BD-I
21.277
561
21.838
Plano
Misto
2
566
568
O programa de investimentos, composto basicamente de ativos de renda fixa, renda variável,
investimentos imobiliários, operações com participantes, depósitos judiciais e operações
entre planos, alcançou montante de R$145.627 em 31 de dezembro de 2011 (R$131.592 em
31 de dezembro de 2010), conforme demonstrado a seguir:
3.10. Receitas e despesas
As receitas e as despesas são reconhecidas e registradas segundo o regime contábil de
competência.
Nota
Plano
Plano
explicativa
BD-I
Misto
PGA
4. GESTÃO PREVIDENCIAL
108.216
40.635
2.121
150.972
2012
Plano
BD-I
TÍTULOS E VALORES MOBILIÁ-
2011
Consolidado
1
1
Plano
BD-I
1
Plano
Misto
2
3
16.339
16.339
20.956
-
20.956
294
294
320
-
320
Total
16.634
16.634
21.277
2
21.279
Os valores de contribuições a receber - autopatrocinados são referentes às contribuições
provisionadas e não pagas referentes aos meses de dezembro de 2012 e de 2011.
4.2. Contribuições contratadas – Patrocinadora
Em 20 de março de 2001, foi celebrado o contrato de confissão de dívida entre a FASCEMAR e
a CEMAR, cujo fato gerador foi a dívida que a CEMAR tinha para com a FASCEMAR,
proveniente das retenções e dos atrasos nos repasses de suas contribuições como
Patrocinadora da Fundação. A dívida resultante desse contrato está sendo devidamente paga
pela Patrocinadora, e consiste em 168 parcelas mensais e consecutivas desde abril de 2001,
atualizada mensalmente com a incidência dos juros correspondentes a 102% do Certificado de
Depósito Interbancário - CDI ou pela variação do INPC, acrescida de 0,5% ao mês (mínimo
atuarial), dos dois o maior, em 30 de dezembro de 2012 a CEMAR pagou a parcela 141/168. A
BD-I
Misto
97.602 33.463
PGA
Total
1.454 132.519
92.530
-
-
92.530
-
-
85.245
7.341
22.752
-
30.093
4.943 23.454
-
28.397
Instituições financeiras
1.337
22.752
24.089
1.141 23.454
Patrocinador – CEMAR
6.004
-
-
6.004
8.345
17.883
2.121
Ações
2.151
10.664
Renda fixa
6.119
7.173
3
72
10
512
-
Fundos de investimentos
5.1.2
Multimercado
Direitos creditórios
OUTROS INVESTIMENTOS
Investimento imobiliário
5.2 a
Locadas a terceiros
Empréstimos e financiamentos
5.2 b
Empréstimos
Parcelas em atraso
( - ) Provisões para
crédito de liquidação
Depósitos judiciais
Outros realizáveis
Disponível a receber
Total
Total
Plano
5.1.1
Créditos privados e depósitos
Contribuições a receber do mês –
autopatrocinados
Contribuições contratadas – patrocinadora
Contribuições ao fundo administrativo
2011
Plano
5.1 a.2
Títulos públicos – Federais
Consolidado
4.1. Contribuições a receber – do mês e em atraso
40
2012
7
36
85.245
3.802
24.595
-
-
3.802
28.349
7.414 10.009
1.454
18.877
-
12.815
1.993
7.421
-
9.414
1.609
14.901
4.884
2.570
1.454
8.908
525
537
18
-
555
9.741
3.706
91
108
13.538
9.474
3.547
87
13.108
4.101
-
-
4.101
4.175
-
-
4.175
4.101
-
-
4.101
4.175
-
-
4.175
1.345
3.695
-
5.040
1.275
3.490
-
4.765
1.344
3.691
-
5.035
1.272
3.487
-
4.759
31
9
-
40
32
7
-
39
30)
(5)
-
(35)
(29)
(4)
-
(33)
4.295
-
-
4.295
4.024
-
-
4.024
-
11
91
102
-
57
87
144
11
117.957 44.341
91
2.212
102
57
87
144
164.510 107.076 37.010 1.541 145.627
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Notas Explicativas
De acordo com Parecer Atuarial emitido e encaminhado através do JM no 0402/2013 de 7 de
fevereiro de 2013, a FASCEMAR possui capacidade financeira para manter seus títulos até o
vencimento.
5.1 Composição dos títulos e valores mobiliários:
2012
PLANO BD I
Títulos para Negociação
Categoria
Valor de
custo
Valor de
mercado
Valor
contábil
Vencimento
Créditos privados e depósitos (Nota
Debêntures - CEMAR (*)
Renda Fixa
DPGE Banco BMG
Renda Fixa
6.004
6.004
6.004
2013 e 2020
28/03/2014
1.337
1.337
1.337
7.341
7.341
7.341
Fundos de Investimentos (Nota 5.1.2)
Cotas BB Institucional Fundo
Renda Fixa
3
3
3
sem
Cotas Bradesco FI RF IMA-B
Renda Fixa
638
638
638
sem
Cotas BTG Pactual IPCA FI RF
Renda Fixa
289
289
289
sem
Cotas HSBC FI Regimes de
Renda Fixa
5.189
5.189
5.189
sem
Cotas Vinci FIDC
Direitos
creditórios
72
72
72
Cotas Bradesco FIA
Renda
1.947
1.947
1.947
Cotas BTG Pactual Abs Inst FIA
Renda
Variável
204
204
204
Cotas FI GEMS MM Low
Multimercado
3
3
3
8.345
8.345
8.345
sem
vencimento
sem
sem
vencimento
NTN-B
Renda Fixa
2.589
3.074
2.589
15/05/2017
NTN-B
Renda Fixa
4.463
5.401
4.463
15/08/2020
NTN-B
Renda Fixa
3.586
4.067
3.586
15/08/2022
NTN-B
Renda Fixa
27.408
42.187
27.408
15/08/2024
NTN-B
Renda Fixa
6.368
7.986
6.368
15/08/2030
NTN-B
Renda Fixa
23.553
32.588
23.553
15/05/2035
NTN-B
Renda Fixa
6.934
8.660
6.934
15/08/2040
NTN-B
Renda Fixa
5.511
8.480
5.511
15/05/2045
NTN-B
Renda Fixa
3.274
4.070
3.274
15/05/2050
NTN-C
Renda Fixa
01/04/2021
8.844
12.216
8.844
128.729
92.530
Em março de 2012, parte das NTN’s-B, com vencimento para 2015 e 2017 do plano BD-I
(R$10.872) foi alongada através de venda da posição anteriormente detida e compra
concomitante de NTN-B com vencimento para os anos de 2022 (R$3.402), 2030 (R$1.433),
2040 (R$4.344) e 2050 (R$3.096). Justificando-se esta operação pelos motivos abaixo
especificados:

Casamento dos investimentos com as obrigações do plano de benefícios (ALM);

Perspectivas de retorno, com base em nossos cenários internos e de mercado, relativo à
evolução da taxa de juros reais; e

Mitigação do risco de reaplicação dos investimentos de Renda Fixa.
O valor da negociação foi de R$10.872, com efeito positivo de R$1.347, refletido no resultado
contábil do Plano BDI.
Em março de 2011 foram comprados Títulos Públicos para o Plano Misto: NTN-B 2014
(R$1.988) e LTN 2013 (R$1.497) e vendidos em agosto de 2011.
Venda
sem
Títulos Públicos Mantidos até o vencimento
92.530
A Administração da FASCEMAR decidiu manter as NTN’s do plano BD-I em carteira na
modalidade títulos mantidos até o vencimento, tendo em vista as suas características – em
termo de rentabilidade, superior à meta atuarial (INPC + 5%); com risco reduzido (Títulos
Públicos Federais); e prazo de vencimento longo e compatível com fluxo de caixa atuarial.
Data da
negociação
Título/
venc
Quant
vendida
Valor de
custo
data da
venda
NTNB/2015
3.490
R$ 7.024
Aquisição
Valor
negociado
Ganho
R$ 7.956
R$ 932
21/03/201
2
NTNB/2017
Total
Título/
vencimento
NTNB/2022
NTNB/2030
1.852
R$ 3.848
R$ 4.263
R$ 415
NTNB/2040
NTNB/2050
5.342
R$ 10.872
R$ 12.219
R$ 1.347
Total
Quant
adquirida
Valor de
aquisição
1.477
R$ 3.402
612
R$ 1.433
1.831
R$ 4.344
1.294
R$ 3.096
5.214
R$ 12.275
A alienação dos títulos públicos federais descrita acima, classificados na categoria “títulos
mantidos até o vencimento”, foi realizada simultaneamente à aquisição de novos títulos da
mesma natureza, com prazo de vencimento superior e em montante igual ou superior ao dos
títulos alienados, não descaracterizam a intenção da Fundação quando da classificação dos
mesmos na referida categoria, conforme permite a Resolução CGPC no 15 de 2005.
108.216
41
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Notas Explicativas
2012
PLANO MISTO
Títulos para Negociação
Valor de custo
atualizado
Categoria
Valor de
mercado
Valor
contábil
Vencimento
Créditos privados e depósitos (Nota 5.1.1)
CDB Safra
Renda Fixa
4.224
4.224
4.224
03/04/2013
CDB Votarantim
Renda Fixa
5.680
5.680
5.680
03/04/2013
DPGE Banco BMG
Renda Fixa
2.673
2.673
2.673
28/03/2014
DPGE Mercantil
Renda Fixa
5.374
5.374
5.374
20/04/2015
DPGE BIC Banco
Renda Fixa
4.801
4.801
4.801
23/04/2015
22.752
22.752
22.752
Fundos de Investimentos (Nota 5.1.2)
Cotas BB Institucional Fundo de RF
Renda Fixa
23
23
23
sem vencimento
Cotas Bradesco FI RF IMA-B 5+
Renda Fixa
1.797
1.797
1.797
sem vencimento
Cotas BTG Pactual IPCA FI RF
Renda Fixa
3.491
3.491
3.491
sem vencimento
Cotas HSBC FI Regimes Prev.
Renda Fixa
1.862
1.862
1.862
sem vencimento
Cotas Vinci FIDC
Direitos
Creditórios
36
36
36
(a) O título CDB do Banco Fator venceu em abril de 2012, sendo o valor total recebido de
R$1.473.
(b) Em outubro de 2012, o Banco BVA foi liquidado pelo BACEN.
A Fundação possuía em sua carteira uma DPGE deste Banco, cujo montante estava
coberto pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Desta forma, em 14/11/2012 o FGC
creditou para a FASCEMAR o valor total acrescido de correção financeira de R$2.254,
não incorrendo prejuízos para o plano. Os recursos desta DPGE estavam alocados no
Plano MISTO.
(c) Em junho de 2012 foram adquiridas 300 (trezentas) novas debêntures da CEMAR no
valor total de R$3.000, rentabilizado à taxa de 5,89% a.a. + IPCA, para o Plano BDI.
5.1.2.Fundos de Investimentos
2012
sem vencimento
Cotas Bradesco FIA Dividendos
Renda Variável
3.307
3.307
3.307
sem vencimento
Cotas Bradesco FIA Infraestrutura
Renda Variável
1.149
1.149
1.149
sem vencimento
Cotas BTG Pactual Abs. Inst. FIA
Renda Variável
1.802
1.802
1.802
sem vencimento
Cotas FI GEMS MM Low
Multimercado
10
10
10
sem vencimento
Total
PGA
-
2.435
-
-
-
-
3.491
-
3.780
-
150
-
150
Cotas Sulamerica Expertise FIA
Renda Variável
1.206
1.206
1.206
sem vencimento
Cotas UBS Pactual Inst. Dividendos
Renda Variável
2.037
2.037
2.037
sem vencimento
17.883
17.883
17.883
HSBC FI Regimes Prev. (c) (f) (g)
40.635
Itaú Estratégia (c)
Categoria
Misto
1.797
1.163
Títulos para Negociação
BD-I
289
1.163
Caixa FI Brasil IMA-B TP RF LP(d)
-
-
1.064
1.064
-
-
-
-
FIF BB Institucional
3
23
-
26
570
2.420
1.454
4.444
5.189
1.862
545
7.596
-
-
-
-
-
-
-
-
3.086
-
-
3.086
Mercatto Top (c)
Total renda fixa
Valor
contábil
Total
PGA
638
1.163
Valor de
mercado
Misto
Plano
BTG Pactual IPCA (a)
Renda Variável
2012
BD-I
2011
Plano
Bradesco FI RF IMA-B 5+ (b)
Cotas JGP Institucional FIA
Valor de
custo
atualizado
Plano
Renda Fixa
sem vencimento
PLANO GESTÃO ADMINISTRATIVA
Plano
-
-
-
-
1.228
-
-
1.228
6.119
7.173
1.609
14.901
4.884
2.570
1.454
8.908
72
36
-
108
-
-
-
-
72
36
-
108
-
-
-
-
Vencimento
Direitos creditórios
Fundos de Investimentos
sem vencimento
PGA BDI
Multimercado
382
382
382
sem vencimento
Cotas Caixa FI Brasil IMA-B TP RF LP
Renda Fixa
493
493
493
sem vencimento
Cotas HSBC FI Regimes Prev.
Renda Fixa
Cotas Active Fix IB MM FI
428
428
428
sem vencimento
1.303
1.303
1.303
sem vencimento
sem vencimento
PGA MISTO
Multimercado
130
130
130
sem vencimento
Cotas Caixa FI Brasil IMA-B TP RF LP
Renda Fixa
571
571
571
sem vencimento
Cotas HSBC FI Regimes Prev.
Renda Fixa
sem vencimento
Cotas Active Fix IB MM FI
117
117
117
818
818
818
2.121
5.1.1.Créditos privados e depósitos
2012
BD-I
2011
Misto
Total
BD-I
Misto
Total
Vinci FIDC
Total direitos creditórios
Renda Variável
Bradesco FIA Dividendos (c)
-
3.307
-
3.307
-
-
-
-
Bradesco FIA Estrutura (c) (g)
1.947
1.150
-
3.097
-
-
-
-
BTG Pactual Abs. Inst. FIA (h)
204
1.802
-
2.006
-
-
-
-
FIA Itaú RPI (c)
-
-
-
-
1.807
3.770
-
5.577
Mellon FIA (i)
-
-
-
-
-
1.724
-
1.724
GAP FIA (i)
-
-
-
-
186
1.927
-
2.113
JGP Institucional FIA (h)
-
1.163
-
1.163
-
-
-
-
Sulamerica Expertise FIA (h)
-
1.206
-
1.206
-
-
-
-
UBS Pactual Inst. Div. (c)
-
2.036
-
2.036
-
-
-
-
2.151
10.664
-
12.815
1.993
7.421
-
9.414
531
Total renda variável
CDB Banco Fator (a)
-
-
-
-
1.428
1.428
CDB Banco Safra
-
4.224
4.224
-
3.796
3.796
CDB Banco Votorantim
-
5.680
5.680
-
5.093
5.093
DPGE Banco Mercantil
-
5.374
5.374
-
4.897
4.897
HSBC MM CPLP (c)
-
-
-
-
531
-
-
DPGE BIC Banco
-
4.801
4.801
-
3.967
3.967
Active Fix IB MM FI (e)
-
-
512
512
-
-
-
-
1.337
2.673
4.010
1.141
2.283
3.424
FMM GEMS LOW
3
10
-
13
6
18
-
24
Total multimercado
3
10
512
525
537
18
-
555
8.345
17.883
2.121
28.349
7.414
10.009
1.454
18.877
DPGE BMG
DPGE BVA (b)
-
-
-
-
1.990
1.990
Debêntures – CEMAR (c)
6.004
-
6.004
3.802
-
3.802
Total
7.341
22.752
30.093
4.943
23.454
28.397
42
Multimercado
Total
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Notas Explicativas
(a) Em fevereiro de 2012, foram compradas cotas do fundo BTG Pactual IPCA para o Plano BDI.
(b) Em abril de 2012, foram compradas cotas do fundo Bradesco FI RF IMA-B 5+ para o Plano
Misto e em maio de 2012 para o plano BDI.
(c) Em junho de 2012, foram compradas cotas do fundo UBS Pactual Inst. Dividendos ,
Bradesco FIA Dividendos para o plano Misto e Bradesco FIA Infraestrutura e HSBC FI
Regimes Prev. para o Plano BDI com recursos oriundos dos resgates totais dos fundos
ITAU Estratégia RF LP FIC, Mercatto Top RF FI e HSBC FICFIMM CP LT ST do Plano BDI e
resgate dos fundos ITAU RPI Ações Ibovespa dos Planos BDI e Misto.
(d) Em junho de 2012, também foram adquiridas cotas do Fundo Caixa FI Brasil IMA-B TP RF LP
para os planos PGA (BDI e Misto).
(e) Em julho de 2012, foram adquiridas cotas do Fundo Active Fix IB MM FI para os planos PGA
BDI e PGA Misto.
(f) Em outubro de 2012, foram adquiridas cotas do fundo Vinci FIDC para os Planos BDI e Misto
e cotas do fundo HSBC FI Regimes Prev. para o Plano Misto.
(g) Em novembro de 2012, foram adquiridas cotas do fundo HSBC FI Regimes Prev para os
Planos PGA BDI e PGA Misto, e cotas do fundo Bradesco FIA Infraestrutura para o Plano
Misto.
(h) Em dezembro de 2012, foram adquiridas cotas do fundo BTG Pactual Abs. Inst. FIA para os
Planos BDI e Misto, e cotas dos fundos JGP Institucional FIA, Sulamerica Expertise FIA para
o Plano Misto.
(i) Em dezembro de 2012, também foi realizado o resgate total dos fundos GAP FIA dos Planos
BDI e Misto, e Mellon FIA do Plano Misto.
5.2.Outros Investimentos
(a) Investimento Imobiliário
2012
Plano
Plano
BD-I
Misto
PGA
Total
Plano
BD-I
Misto
PGA
Total
Locados a terceiros
Ed. Santos Dummont
Total
4.101
-
-
4.101
4.175
-
-
4.175
4.101
-
-
4.101
4.175
-
-
4.175
A última reavaliação das 16 salas comerciais localizados no Ed. Torre Santos Dumont em
Fortaleza – CE foi realizada em outubro de 2011, e gerou um resultado positivo de R$ 1.597
registrado em 2011, representando uma valorização de 62% na época. A reavaliação foi
realizada no mês de agosto de 2011 pela empresa “Técnica Engenharia de Avaliação e Perícia
Ltda”, CNPJ no 03.410.312/0001-61, CREA no 7696/D – CE. De acordo a legislação, esta última
reavaliação estará vigente até 2014.
(i) (b)Empréstimo e Financiamentos
Plano
BD-I
Empréstimo simples – 0,9% + INPC
Empréstimo simples – 0,75% + INPC
Parcelas em atraso
( - ) Provisões para crédito de liquidação duvidosa
Total
4
1.340
31
(30)
1.345
2012
Plano
Misto
28
3.663
9
(5)
3.695
Total
32
5.003
40
(35)
5.040
Plano
BD-I
31
1.241
32
(29)
1.275
No exercício de 2012 a Fundação operava com duas taxas de empréstimo:


0,90% a.m. concessão realizada até abril de 2009; e
0,75% a.m. concessão realizada a partir de maio de 2009.
Em dezembro de 2012, o Conselho Deliberativo aprovou a mudança nos parâmetros para
concessão de empréstimo, registrado em Ata de no 168/2012, a vigorar a partir de 2013,
conforme a seguir:
i. De acordo com o estabelecido na Instrução SPC no 34, de 24 de setembro de 2009, a
Fundação contém saldo de provisão para perdas. Em 31 dezembro de 2012, esse montante
é de R$35 (R$33 em 31 de dezembro de 2011), constituída conforme regras abaixo:
Descrição
De
Para
Taxa de Juros
0,75% a.m. + INPC
0,50% a.m. + INPC
Taxa de Administração
0,50% sobre o valor concedido
0,50% sobre o valor concedido
Taxa de Seguro
0,50% sobre o valor concedido
0,10% a.m.
Limites
5 salário
Ativos
5 salários
Assistidos
5 salários – limitado a 15 mil
Participantes
Limites
ii. No caso de atraso entre 61 (sessenta e um) e 120 (cento e vinte) dias: 25% (vinte e cinco
por cento) sobre o valor dos créditos vencidos e vincendos;
iii. No caso de atraso entre 121 (cento e vinte e um) e 240 (duzentos e quarenta) dias: 50%
(cinquenta por cento) sobre o valor dos créditos vencidos e vincendos;
iv. No caso de atraso entre 241 (duzentos e quarenta e um) e 360 (trezentos e sessenta) dias:
75% (setenta e cinco por cento) sobre o valor dos créditos vencidos e vincendos; e
2011
Plano
Em 31 de dezembro 2012 e de 2011, as operações com participantes, no montante de
R$5.040 (R$4.765 em 31 de dezembro de 2011) são representadas por modalidade de
“empréstimos simples”.
2011
Plano
Misto
104
3.383
7
(4)
3.490
v. No caso de atraso superior a 360 (trezentos e sessenta) dias: 100% (cem por cento) sobre o
valor dos créditos vencidos e vincendos.
2012
Gestão previdencial
Benefícios a pagar
Retenções a recolher
Outros
Subtotal
Gestão administrativa
Contas a pagar
Retenções a recolher
Total
135
4.624
39
(33)
4.765
A Fundação possui um fundo de reserva para quitação dos empréstimos de participantes que
vierem a óbito, constituído na concessão do empréstimo pelo qual o participante paga uma
taxa de seguro 0,5% do valor total do empréstimo.
Subtotal
Investimentos
Empréstimos e financiamentos
Taxas a pagar
Disponível a pagar
Outros
Subtotal
Total
Plano
Plano
BD-I
Misto
2011
PGA
Total
-
1
-
23
12
-
1
2
-
24
15
-
-
-
357
-
-
9
-
-
366
1
3
-
6
-
-
12
89
-
1
-
-
20
92
-
44
107
366
1
35
3
39
357
9
366
4
6
101
1
112
517
Plano
Plano
BD-I
Misto
PGA
Total
-
-
-
23
13
-
5
2
-
28
15
-
-
-
494
-
-
8
-
-
502
1
24
-
7
-
-
131
-
13
139
24
13
167
39
515
36
7
43
494
8
502
25
7
144
176
721
43
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Notas Explicativas
Em 31 dezembro de 2012 e de 2011, o exigível operacional representa as obrigações por operações
correntes da Fundação.
7.EXIGÍVEL CONTIGENCIAL
A FASCEMAR, no curso normal de suas operações, está envolvida em processos legais de natureza
trabalhista, cível e tributária. A Fundação, baseada na opinião de seus assessores jurídicos, constituiu
provisão para contingências em montante considerado suficiente pela sua Administração para cobrir
perdas prováveis nesses processos. Em 31 de dezembro de 2012 e de 2011, essas provisões são
apresentadas da seguinte forma:
2012
2011
Plano
Plano
BD-I
PGA
Total
BD-I
PGA
Total
Gestão Administrativa
Reclamações trabalhistas
-
21
21
-
21
21
4.295
-
4.295
4.295
21
4.316
4.024
-
4.024
4.024
21
4.045
Investimentos
Processos fiscais
Total
Existem outros processos avaliados pelos assessores jurídicos como sendo de risco possível, no
montante de R$ 239 para os quais nenhuma provisão foi constituída, tendo em vista que as práticas
contábeis adotadas no Brasil não requerem sua contabilização. Essas ações em sua maioria são
provenientes de ações de reclamações trabalhistas e no âmbito previdencial, com ação de obrigação
de fazer com indenização, complementação de aposentadoria, revisional de pensão,
Gestão administrativa – Reclamações trabalhistas
Em 31 de dezembro de 2012, as ações trabalhistas estão compostas por quatro autos conclusos, três
autos sob análise do advogado do reclamante e um auto em arquivo. Os assessores jurídicos da
Fundação julgaram como risco de perda provável apenas um auto, cujo valor de provisão para
reclamação trabalhista foi estimado em R$21.
Investimentos - Ações fiscais de imunidade tributária do imposto de renda
Em setembro de 1992, a Fundação propôs Ação Declaratória de Inexistência de Relação Tributária
contra a União, visando o reconhecimento da imunidade tributária das entidades de previdência
privada em relação à cobrança de imposto de renda sobre os rendimentos das aplicações financeiras
e obteve uma liminar garantindo o direito de depositar em juízo o tributo questionado. Desta forma,
de 1992 até 1996, a Fundação não recolheu o imposto de renda à SRF e efetuou mensalmente os
depósitos judiciais referentes aos valores devidos.
A Fundação acredita que o tributo referente ao período depositado já prescreveu, portanto não
sendo devido. Nesse sentido, a Fundação solicitou a liberação dos valores depositados em juízo, que
atualizado até 31 dezembro 2012 representa o montante de R$4.295 (R$4.024, em 31 de dezembro
de 2011). Essa demanda foi analisada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), sendo o pedido
rejeitado judicialmente e reconhecida à constitucionalidade da cobrança de Imposto de Renda
Retido na Fonte - IRRF sobre os rendimentos provenientes de suas aplicações financeiras, por
entenderem que não há a decadência, constituindo-se os depósitos judiciais em autolançamento. A
FASCEMAR interpôs embargos de declaração junto ao STJ, pendente de apreciação.
Diante do exposto sobre a não liberação dos depósitos judiciais, ainda em 2009, os assessores
jurídicos da Fundação mudaram a classificação de risco de perda nessa ação de recuperação dos
depósitos de possível para provável. Como resultado, em 26 de junho de 2009, com base na melhor
estimativa da Administração e do Conselho Deliberativo da FASCEMAR, foi constituída provisão dos
montantes depositados em juízo durante o período de 1992 a 1996. Mensalmente, os depósitos
judiciais são atualizados financeiramente e a correção é registrada na conta dos depósitos judiciais e
também na conta de provisão para contingência. A correção financeira sofrida no exercício de 2012
foi de R$ 271.
44
A partir de 1996, a Fundação passou a recolher normalmente os impostos devidos.
8.PATRIMÔNIO DE COBERTURA DO PLANO
Provisões matemáticas
As provisões matemáticas foram constituídas de acordo com os cálculos efetuados pelo atuário
externo, em conformidade com os critérios aprovados pela PREVIC, com as mesmas premissas
atuariais adotadas em 31 de dezembro de 2012, a meta atuarial do plano BDI 4,5% + INPC e estão
representadas por:
a. Benefícios concedidos
Correspondem ao valor atual dos compromissos futuros a serem pagos pela Fundação em relação
aos atuais aposentados e pensionistas.
b.Benefícios a conceder
Correspondem ao valor presente dos benefícios futuros (ainda não concedidos), líquido das
contribuições futuras dos Participantes e da Patrocinadora, para os Participantes ativos que não
adquiriram os direitos de aposentadoria e pensão.
c.Provisões matemáticas a constituir
Correspondem ao valor atual das contribuições extraordinárias futuras já vigentes, referentes a
serviço passado, assumidas pela Patrocinadora, destinadas a equacionar os déficits técnicos, em
conformidade com o plano de custeio e benefícios.
Demonstramos a seguir a composição do exigível atuarial em 31 de dezembro 2012 e de 2011:
2012
Plano
2011
Plano
BD-I
Plano
Misto
Consolidado
Plano
BD-I
Misto
Consolidado
Provisões matemáticas de benefícios concedidos
Contribuição definida
Benefício definido estruturado em regime de
Subtotal
-
8.907
-
-
127.888
117.520
127.888
8.907
136.795
127.888
8.907
-
8.024
-
8.024
-
117.520
117.520
8.024
125.544
Provisões matemáticas de benefícios a conceder
Contribuição definida
Benefício definido estruturado em regime de
capitalização programado
Benefício definido estruturado em regime de
capitalização não programado
Benefício definido estruturado em regime de
repartição simples
Subtotal
( - ) Provisões matemáticas a constituir
Total das provisões matemáticas
-
32.277
32.277
-
27.112
27.112
1.536
-
1.536
1.822
-
1.822
773
-
773
131
-
131
-2.309
32.277
34.586
-1.953
27.112
29.065
(1.098)
--
(1.098)
(1.349)
--
(1.349)
129.099
41.184
170.283
118.124
35.136
153.260
Demonstramos a seguir as hipóteses admitidas nos estudos para comparação no período abrangido:
2012
Fatores Econômicos
2011
Plano BD-I
Plano Misto
Plano BD-I
Plano Misto
(i) Taxa de desconto a valor presente de obrigação atuarial
4,5% a.a.
Não aplicável
5% a.a.
Não aplicável
(ii) Taxa de rendimento esperado sobre os ativos do plano
INPC + 5% a.a.
Não aplicável
INPC + 5% a.a.
Não aplicável
1% a.a.
Não aplicável
1% a.a.
Não aplicável
(iv) Taxa anual de inflação a longo prazo
4%
Não aplicável
4%
Não aplicável
(v) Capacidade salarial e de benefícios (*)
98%
Não aplicável
98%
Não aplicável
(iii) Crescimento salarial médio, crescimento do benefício do
INSS e reajuste do benefício do plano
(*)
O fator de capacidade tem por objetivo refletir a defasagem dos valores monetários
observados na data da avaliação, considerando a periodicidade e os índices utilizados para a
recuperação das perdas inflacionárias.
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Notas Explicativas
para os benefícios a conceder a partir do exercício de 2016, considerando que a atualização
realizada é quinquenal.
2012 e 2011
Plano BD-I
Plano misto
9.OUTRAS INFORMAÇÕES
(i)
Tábua de mortalidade geral
(ii)
Tábua de mortalidade de inválidos (**)
(iii)
Tábua de entrada em invalidez
(iv)
Rotatividade
(v) Entrada de aposentadoria
AT-2000
AT-49
AT-83
Não aplicável
Light-Média
Light-Média
agravada em 20%
Nula
Calculado considerando
que a entrada em gozo de
aposentadoria programada
do participante não
assistido se dará no 1º
momento em que ele
preencha as condições
para recebimento do
benefício pleno, ou seja,
sem aplicação de qualquer
redução.
Nula
Não Aplicável
(**) Com o resultado dos estudos das premissas e hipóteses apresentados pelo atuário foi
realizada substituição da tábua AT-49 pela AT-83 (masculina), com característica da AT-2000
(masculina), tendo sua adoção um nível de mortalidade mais elevado, aderente à situação
atual.
8.2.Equilíbrio Técnico – Superávit Técnico
O superávit técnico é constituído pelo excedente patrimonial em relação aos compromissos
totais da Fundação. Desse excedente, o valor correspondente a até 25% das provisões
matemáticas é destinado à reserva de contingência, classificada em subgrupo do superávit
técnico, e o restante, se houver, deve ser destinado a reservas para ajuste do plano.
Apresentamos abaixo a movimentação das provisões matemáticas, do superávit técnico e
dos fundos para o exercício findo em 31 de dezembro 2012:
Provisões
matemáticas
Saldo em 31 de dezembro de 2011
Constituição de provisões
Déficit técnico do exercício
Constituição de fundos
Saldo em 31 de dezembro de 2012
153.260
17.023
170.283
Superávit
técnico
6.187
(5.023)
1.164
9.1 Ação judicial coletiva sobre expurgos inflacionários incidentes sobre as obrigações
do FND
Em 1986, por meio do Decreto-Lei no. 2.228, foi criado o Fundo Nacional de
Desenvolvimento (FND), cuja constituição contou com a participação obrigatória das
Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), patrocinadas pelo setor público,
incluindo a FASCEMAR, onde tiveram que aplicar o equivalente a 30% de suas reservas
técnicas (denominadas atualmente provisões matemáticas) nas “obrigações” desse Fundo. A
publicação do Decreto-Lei no 2.383/87 e emissão da Circular do Banco Nacional de
Desenvolvimento – BNDES, alterando, dentre outros aspectos, o indexador de atualização
monetária dos valores investidos, acarretou prejuízo para os aplicadores. A Associação
Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (ABRAPP), após aprovação
em Assembleia, ingressou com ação em 1991 contra União Federal, o BNDES e o FND em
favor das suas associadas. Em 29.11.2010, o processo transitou em julgado no Superior
Tribunal de Justiça em favor das EFPC’s e encontra-se em fase de execução. Em 13.01.2012 a
União Federal ingressou com uma ação rescisória.
Neste contexto e em virtude de que o registro da receita, decorrente dessa decisão judicial,
depende ainda das confirmações e ajustes nos valores apurados, mediante manifestação da
Justiça Federal com relação aos valores devidos e a forma de pagamento pela União Federal,
a FASCEMAR não efetuou até o momento qualquer registro contábil dos efeitos financeiros
em suas demonstrações contábeis. Os assessores jurídicos da Fundação avaliam receber o
montante de R$ 662.
9.2 Aprovação das demonstrações contábeis
A Administração da Fundação aprovou as demonstrações contábeis e sua divulgação em 27
de março de 2013.
Fundos
3.480
1.529
5.009
O déficit técnico do Plano BD I no exercício findo em 31 de dezembro de 2012, é decorrente
da mudança da meta atuarial de 5% + INPC para 4,5% + INPC utilizada na reavaliação
atuarial de dezembro de 2012, esta mudança foi aprovada pelo Conselho Deliberativo,
registrada na Ata de no 165, de 20 de novembro de 2012 e justificado através de parecer
atuarial conforme JM no 3128/2012.
A partir de dezembro de 2011, em decorrência da fiscalização feita pela PREVIC, atendendo
aos resultados de estudos de aderência das premissas atuarias do plano em relação à
composição familiar em gozo dos benefícios concedidos e pensões, foi adotada a hipótese
de família efetiva, permanecendo experiência regional para os benefícios a conceder.
Conforme o resultado da avaliação atuarial está prevista a utilização da hipótese em questão
45
PARECER ATUARIAL
INFORMAÇÕES CADASTRAIS - BENEFÍCIO DEFINIDO JM402/2013 de 07/02/2013:
CNPB: 19860001-92
CPF do atuário: 405.910.507-49
CNPJ da empresa de atuária: 30.020.036/0001-06
INFORMAÇÕES SOBRE A AVALIAÇÃO ATUARIAL:
Motivo da Avaliação: Avaliação Atuarial Anual de encerramento do exercício de 2012
Data do Cadastro: 30/11/2012
Data da Avaliação: 31/12/2012
Observações: Base novembro de 2012, já com reajuste de 5,99% na Tabela Salarial da CEMAR (conforme ACT2012/2014), bem como a provisão de 0,54% correspondente ao INPC do IBGE de novembro de 2012, para colocar a
preços de dezembro de 2012.
INFORMAÇÕES SOBRE A DURATION DO PASSIVO DO PLANO DE BENEFÍCIOS:
Duration do passivo (em meses): 144
Observações: Calculado com base no resultado do fluxo probabilístico de receitas e despesas previdenciárias do Plano.
DEMONSTRATIVO DA AVALIAÇÃO ATUARIAL:
Grupo de Custeio: 1
Patrocinadores e Instituidores: CNPJ da CEMAR: 06.272.793/0001-84
Participantes Ativos: 41 (26 ativos + 3 autopatrocinados + 2 benefícios proporcionais diferidos + 3 auxílios-doença + 7
cancelados).
Folha de Salário de Participação *1: 13 × R$ 80.024,99 = R$ 1.040.324,87.
*1: Corresponde à Folha de Salário de Participação dos Participantes Não Assistidos, a preços de 31/12/2012.
PARECER ATUARIAL - BDI
V.1. - Custos para o exercício seguinte em relação ao anterior:
1) A aplicação da metodologia de cálculo atuarial estabelecida para o Plano de Benefícios Definidos I (BD I) da
FASCEMAR, utilizando as hipóteses atuariais apresentadas nestas Demonstrações Atuariais (D.A.) e o cadastro de
participantes fornecido pela FASCEMAR, resultou no custo total de 4,891% da Folha do Salário de Participação dos
Participantes Não Assistidos (excluída a contribuição normal de 1,61% dos participantes aposentados destinada a
participar do custeio normal dos benefícios), conforme descrito a seguir:
CUSTO (%)
TIPO DE BENEFÍCIO
Ano Anterior
Ano Atual
APOSENTADORIAS *1
2,808%
1,450%
INVALIDEZ/AUXÍLIO-DOENÇA
0,327%
1,675%
PENSÃO POR MORTE
0,372%
0,331%
SUB-TOTAL (1)
3,507%
3,456%
SUPLEMENTAR
0,825%
0,825%
ADMINISTRAÇÃO *2
0,619%
0,610%
SUB-TOTAL (2)
1,444%
1,435%
TOTAL (1)+(2)
4,951%
4,891%
Em %
Ano Atual
Contribuição Normal Média dos Ativos (alíquotas variáveis)
2,063%
Contribuição Normal da Patrocinadora
2,063%
2,033%
Sub-Total
4,126%
4,066%
2,033%
Contribuição Suplementar
0,825%
0,825%
Total Contribuições (Patrocinadoras + Participantes Ativos)
4,951%
4,891%
Contribuições Normais dos Assistidos
Aposentados Assistidos (*)
Pensionistas Assistidos
(*): Inclui Sobrecarga Administrativa.
46
1,90%
-
1,89%
-
Referência
31/12/2011
Provisão de Benefícios Concedidos ................................................
117.519.974,88
31/12/2012
127.888.321,27
Provisão de Benefícios a Conceder ........................................................
1.953.291,56
Provisão Matemática a Constituir .........................................................
(1.349.357,05)
(1.098.245,12) *1
2.309.072,13
Provisões Matemáticas (Passivo Atuarial) ............................................
118.123.909,39
129.099.148,28
Variação
8,82%
18,21%
-18,61%
9,29%
*1: A ser amortizada pelo pagamento da CEMAR da Contribuição Suplementar de 0,825% da folha salarial base dos
Participantes Ativos do Plano de Benefícios Definidos I (BD I)e do Plano Misto de Benefícios I da FASCEMAR a vigorar
durante 36 meses a contar de janeiro de 2013, em razão da migração de Participantes do Plano de Benefícios Definidos I
(BD I) para o Plano Misto de Benefícios I da FASCEMAR (de forma a preservar a estabilidade da base de cálculo da
contribuição suplementar).
V.3. - Principais riscos atuariais e, se for o caso, medidas para sua mitigação:
A situação financeiro-atuarial do Plano de Benefícios Definidos I (BD I) vigente na FASCEMAR, patrocinado pela CEMAR,
avaliada pelo regime/método de financiamento atuarial Agregado (que foi o mesmo regime/método adotado na
avaliação atuarial do ano anterior), em razão do fechamento do Plano, em 17/11/2005, a novas adesões de participantes
face à entrada em vigência do Plano Misto de Benefícios I da FASCEMAR, bem como avaliada com as mesmas hipóteses
atuariais adotadas na avaliação atuarial do exercício anterior, com exceção da taxa real de juros/desconto de 5% ao ano
que foi reduzida para 4,5% ao ano, apresentou um Superávit Técnico Acumulado de R$ 1.164.127,68, equivalente a
0,89% do Patrimônio de Cobertura do Plano, então existente, de R$ 130.263.275,96.
2) No encerramento do exercício de 2012, o reflexo da redução da taxa real de juros/desconto de 5% ao ano para 4,5%
ao ano foi um aumento nas Provisões Matemáticas de R$ 5.853.074,84.
Tábua de Mortalidade Geral: qx da AT-2000 (masculina).
Tábua de Mortalidade de Inválidos: da AT-83 (masculina).
Tábua de Entrada em Invalidez: LIGHT (MÉDIA).
Rotatividade: Considerada Nula.
Taxa real de juros/desconto: Reduzida para 4,5% ao ano (em substituição aos 5% ao ano adotada na Avaliação
Atuarial de 2011).
vi.Projeção de Crescimento Real de Salários: Mantida em 1% ao ano, só que com a adoção, para maior realismo, da limitação ao Teto
Salarial Máximo (3 vezes o Teto da Previdência Social).
NOTA: Na avaliação Atuarial de 2012, a idade média dos participantes ativos é de 52 anos.
2) O custo total reavaliado de 4,891% da Folha dos Salários de Participação dos Participantes Não Assistidos será
custeado, no exercício de 2013, pelas contribuições descritas a seguir, dentro dos parâmetros definidos no Regulamento
do Plano de Benefícios Definidos I (BD I) da FASCEMAR, que mantém as alíquotas vigentes tanto para os participantes
quanto para o Patrocinador, quais sejam:
Ano Anterior
1) A variação do Passivo Atuarial (Provisões Matemáticas) deste Plano do final do ano de 2011 para o final do ano 2012 é
a seguinte:
i.
ii.
iii.
iv.
v.
*2: 30% das Contribuições Normais do Patrocinador serão alocadas para o custeio das despesas administrativas, sendo
que, caso a diferença entre as fontes de custeio e de despesas não seja coberta pelo Fundo Administrativo e pelos
referidos 30% das Contribuições Normais do Patrocinador, a mesma será coberta com um percentual das receitas das
aplicações financeiras.
Referência
V.2. Variação das Provisões Matemáticas no exercício encerrado em relação ao exercício anterior:
3) Foram adotadas as seguintes hipóteses atuariais:
*1: Inclui a cobertura dos Institutos do Resgate, da Portabilidade e do Benefício Proporcional Diferido.
Contribuições Normais
3)A Contribuição Normal Vigente, atuarialmente determinada, de 4,066% da folha do Salário Real de Contribuição
corresponde exatamente ao Custo Normal atuarialmente verificado ao final de 2012, de 4,066% da folha do Salário de
Participação dos Participantes Não Assistidos. Tal fato significa que a Contribuição Normal que vem sendo praticada
guarda conformidade com o Custo Normal reavaliado no encerramento do exercício de 2012.
vii. Fator de determinação do valor real dos salários ao longo do tempo: Não adotado face a se estar trabalhando com o Salário Real
de Benefício, que corresponde à média, devidamente atualizada, dos últimos Salários Reais de Contribuição.
viii.Em relação à composição familiar, se está adotando a família efetiva para avaliar as Provisões de Benefícios Concedidos de
Aposentadoria e de Pensão por Morte e se está adotando a Composição de Família relativa à Experiência Regional, atualizada em
2011, para avaliar atuarialmente os benefícios de pensão por morte dos Participantes Não Assistidos.
ix.Fator de determinação do valor real dos benefícios da entidade ao longo do tempo: 98% (compatível com uma inflação anual
média da ordem de 4% ao longo dos anos remanescentes de existência desse Plano).
4) Para o exercício de 2013, estão sendo mantidas as contribuições vigentes (reduzidas inicialmente em 70% em novembro/2007 e,
posteriormente, para 50% em março/2010) e, nesse contexto, não está sendo utilizada qualquer parcela do resultado acumulado
no exercício anterior e contabilizado como reserva de contingência para reduzir contribuições vigentes, ou seja:
i) Contribuição Normal dos Participantes Não Assistidos e Assistidos:
a% = 1,50% da parcela do Salário Real de Contribuição (Salário de Participação) não excedente à metade do teto
máximo do Salário de Contribuição à Previdência Social;
b% = 2,50% da parcela do Salário Real de Contribuição (Salário de Participação) entre a metade do teto máximo e o
próprio teto máximo do Salário de Contribuição da Previdência Social; e
c% = 4,50% da parcela do Salário Real de Contribuição (Salário de Participação) entre o teto máximo de contribuição à
Previdência Social e 3 vezes esse teto máximo.
ii) Contribuição Normal da Patrocinadora:
A contribuição normal da patrocinadora é paritária com o total das contribuições normais recolhidas pelos participantes
não assistidos.
iii) Contribuição Suplementar da Patrocinadora:
 0,825% incidente sobre a folha total dos respectivos Salários dos participantes ativos, tanto do Plano de Benefícios
Definidos I (BD I) da FASCEMAR, quanto do Plano Misto de Benefícios I da FASCEMAR, sendo a vigência dessa
contribuição suplementar de 36 meses a contar de janeiro de 2013.
PARECER ATUARIAL
NOTA: O custeio das despesas administrativas será feito, em princípio, com 30% das Contribuições Normais do
Patrocinador realizada, de forma paritária com as Contribuições Normais dos Participantes Não Assistidos, sendo que,
caso a diferença em relação às fontes de custeio de despesas não seja coberta pelo Fundo Administrativo (e pelos
referidos 30%), a mesma será coberta com um percentual das receitas financeiras.
5) Devemos destacar que este Plano de Benefício Definido I (BD I) da FASCEMAR possui em carteira própria papéis que
levará até o vencimento com taxas atreladas à inflação, com “spread” superior à meta atuarial, cujo registro contábil,
nos termos do artigo 3º da Resolução CGPC nº 04/2002, está sendo feito pelos custos de aquisição acrescidos dos
rendimentos auferidos conforme taxa pactuada. A diferença entre o valor contabilizado e o valor de mercado destes
títulos aumentaria em R$ 36.196.015,78 o superávit existente, demonstrando a capacidade financeira de levar os títulos
até o vencimento, levando em consideração os títulos já em carteira, bem como a necessidade de alongar os
vencimentos dos referidos títulos, conforme definido no estudo de ALM parte integrante da Política de Investimento. A
capacidade financeira relativa à adoção de procedimento de registro de títulos classificados como “títulos até o
vencimento” pelos respectivos custos de aquisição acrescidos dos rendimentos auferidos se baseia no fato de que o
perfil, traçado pela área de investimentos, leva em consideração os fluxos de receitas e despesas projetados, atuarial e
financeiramente, para os anos que irão decorrer até o vencimento desses títulos.
6) A rentabilidade nominal líquida, obtida pela FASCEMAR na aplicação do Ativo Líquido deste Plano de Benefícios
Definidos I (BD I), ao longo de 2012, foi de 12,56% contra uma expectativa atuarial de rentabilidade nominal líquida de
11,25% o que, em termos reais, representou obter mais 6,24%, ultrapassando assim a meta atuarial de rentabilidade
real líquida de 5% ao ano, tomando como indexador base, com 1 (um) mês de defasagem na sua aplicação, o INPC do
IBGE, e adotando o método da taxa interna de retorno (TIR), a partir dos fluxos mensais de receitas e despesas, na
obtenção dos referidos percentuais de rentabilidade.
7) Além da amortização da Provisão Matemática a Constituir de R$ (1.098.245,12), através da contribuição de 0,825%
incidente sobre o total dos Salários dos Participantes Não Assistidos do Plano de Benefícios Definidos I (BD I) da
FASCEMAR e do Plano Misto de Benefícios I da FASCEMAR, a vigorar ao longo de 36 meses a contar de janeiro de
2013, se registrava, também em 31/12/2012, um saldo devedor de R$ 16.338.917,58 do patrocinador para com esse
Plano de Benefícios Definidos I (BDI), a ser amortizado em 26 meses a contar de janeiro de 2013 pelo Sistema da
Tabela Price com juros reais não inferiores a 6% ao ano e atualização monetária mensal pelo INPC do IBGE aplicado
com 1 (um) mês de defasagem.
NOTA: Na posição de 31/12/2012, o saldo da Provisão Matemática a Constituir e o saldo devedor do Patrocinador,
apresentados neste numeral 8, considerando os cronogramas e as formas de amortização, também apresentados neste
numeral 8, não comprometem a capacidade financeira do Plano de Benefícios Definidos I (BD I) da FASCEMAR de
honrar seus compromissos para com os Participantes/Assistidos, conforme analisado em fluxo atuarial de receitas e de
despesas.
V.4. - Qualidade da Base Cadastral Utilizada:
Com relação aos valores registrados como Provisões Matemáticas de Benefícios Concedidos e a Conceder, como
Provisão Matemática a Constituir e como Superávit Técnico Acumulado, devidamente registrado como Reserva de
Contingência, atestamos que os mesmos foram avaliados por esta Consultoria Atuarial Independente, adotando as
hipóteses atuariais relacionadas no numeral 3 do item V.3. desta D.A., o regime atuarial de financiamento de
Capitalização na versão Agregado para o conjunto dos benefícios de aposentadoria, de pensão por morte e de auxíliodoença, bem como utilizando os dados contábeis e cadastrais que nos foram enviados pela FASCEMAR, sendo que os
dados cadastrais foram objeto de análise de consistência e de comparação com os dados cadastrais do exercício
anterior, a qual submetemos à referida Entidade Fechada de Previdência Complementar para os ajustes necessários e
posterior validação, tendo sido, tão somente após tal validação, utilizados na elaboração da avaliação atuarial do
exercício de 2012, refletida nesta D.A..
Deve-se destacar que o Benefício de Auxílio-Doença está sendo avaliado dentro da Provisão Matemática de Benefícios
de Aposentadoria por Invalidez a Conceder, considerando-se o Auxílio-Doença como se fosse uma pré-invalidez, por
existirem apenas cerca de 32 Participantes Não Assistidos neste Plano de Benefícios Definidos I (BD I) fechado a novas
adesões de participantes.
V.5. - Variação do Resultado Superavitário no exercício encerrado, apontando as causas mais prováveis:
Superávit Técnico Esperado considerando o valor total das Provisões Matemáticas de
31/12/2012 avaliadas por recorrência desde a abertura do exercício de 2012 (partindo da
avaliação atuarial de dezembro de 2011) .............
Redução da Taxa Real de Juros de 5% ao ano para 4,5% ao ano ........................
Outros fatores pulverizados e de origens diversas (ganhos / perdas atuariais) .......
Superávit Técnico Apurado na Reavaliação Atuarial de 31/12/2012 ......................
R$ 8.089.991,55 (*1)/(*2)
R$ (6.126.742,32)
R$
(799.121,55)
R$ 1.164.127,68 (*3)
(*1): R$ 130.263.275,96 - R$ 122.173.284,41 = R$ 8.089.991,55, onde R$ 130.263.275,96 é o valor do Patrimônio de
Cobertura do Plano em 31/12/2012 e onde R$ 122.173.284,41 é o valor total das Provisões Matemáticas avaliadas por
recorrência desde a abertura do exercício de 2012 (partindo da Reavaliação Atuarial de Dezembro de 2011).
(*2): Neste valor de R$ 8.089.991,55 já está incluído o seguinte ganho de rentabilidade por ter sido ultrapassada a meta
atuarial de juros reais de 5% ao ano: R$ 130.263.275,96 - R$ 128.687.001,77 = R$ 1.576.274,19, onde R$ 130.263.275,96
é o valor do Patrimônio de Cobertura do Plano contabilizado em 31/12/2012, onde R$ 128.687.001,77 é o valor que o
Patrimônio de Cobertura do Plano teria em 31/12/2012, com o alcance da rentabilidade real de 5% ao ano, ao longo de
2012, e onde o valor de R$ 1.576.274,19 representa o ganho de rentabilidade real acima de 5% ao ano.
(*3):
Equivalente a 0,90% do valor total das Provisões Matemáticas obtido na Reavaliação Atuarial do exercício de
2012, que foi de R$ 129.099.148,28.
V.6. - Natureza conjuntural ou estrutural do Resultado Acumulado:
Considerando que o Superávit Técnico Acumulado, nos termos da legislação vigente, por estar abaixo dos 25% (vinte e
cinco por cento) do total das Provisões Matemáticas, encontra-se registrado como Reserva de Contingência, cujo
objetivo é o de dar cobertura à contingência de vir a ocorrerem desvios desfavoráveis nas hipóteses atuariais ao longo
dos anos futuros, à luz da legislação vigente, ele é entendido como sendo conjuntural, não sendo, portanto, passível de
distribuição facultativa ou obrigatória.
V.7.- Adequação dos métodos de financiamento aplicados no caso do regime financeiro de capitalização:
Considerando tratar-se de um Plano de Benefício Definido I (BD I), fechado a novas adesões de participantes, o regime
financeiro de Capitalização na versão Agregado está sendo adotado no financiamento dos Benefícios de Aposentadoria
e de Pensão por Morte, sendo que, no que se refere ao Benefício de Auxílio-Doença, o mesmo está avaliado dentro da
Provisão Matemática de Benefícios de Aposentadoria por Invalidez a Conceder, como se fosse uma pré-invalidez, por
existirem apenas cerca de 32 Participantes Não Assistidos neste Plano de Benefícios Definidos I (BD I) fechado a novas
adesões de participantes.
INFORMAÇÕES CADASTRAIS - PLANO MISTO DE BENEFÍCIOS:
CNPB: 20050050-29
CPF do atuário: 405.910.507-49
CNPJ da empresa de atuária: 30.020.036/0001-06
INFORMAÇÕES SOBRE A AVALIAÇÃO ATUARIAL:
Motivo da Avaliação: Avaliação Atuarial Anual de encerramento do exercício de 2012
Data do Cadastro: 31/12/2012
Data da Avaliação: 31/12/2012
Observações: Base novembro de 2012, já com reajuste de 5,99% na Tabela Salarial da CEMAR (conforme Aditivo ao
ACT-2012/2014), bem como a provisão de 0,54% correspondente ao INPC do IBGE de novembro de 2012, para colocar
a preços de dezembro de 2012.
DEMONSTRATIVO DA AVALIAÇÃO ATUARIAL:
Grupo de Custeio: 2
Patrocinadores e Instituidores: CNPJ da CEMAR: 06.272.793/0001-84
CNPJ da FASCEMAR: 07.009.152/0001-02
CNPJ da EQUATORIAL SOLUÇÕES S.A.: 09.347.229/0001-71
CNPJ da EQUATORIAL ENERGIA S.A.: 03.220.438/0001-73
Participantes Ativos: 1.164 (1.116 ativos + 20 autopatrocinados + 0 benefícios proporcionais diferidos + 18 auxíliosdoença + 28 cancelados).
Folha de Salário de Participação *1: 13 × R$ 3.888.102,50 = R$ 50.545.332,50
*1: Corresponde à Folha de Salário de Participação dos Participantes Não Assistidos a preços de 31/12/2012.
PARECER ATUARIAL - PLANO MISTO DE BENEFÍCIOS:
V.1. - Custos para o exercício seguinte em relação ao anterior:
A aplicação da metodologia de cálculo atuarial estabelecida para o Plano Misto de Benefícios I da FASCEMAR, utilizando
as hipóteses atuariais apresentadas nestas Demonstrações Atuariais (D.A.) e o cadastro de participantes fornecido pela
FASCEMAR, resultou no custo total de 7,882%, conforme abaixo descrito:
CUSTO (%)
TIPO DE BENEFÍCIO
Ano Anterior
APOSENTADORIAS
6,047%
PECÚLIO POR MORTE / INVALIDEZ (*1)
0,585%
0,591%
SUB-TOTAL (1)
6,632%
6,700%
SUPLEMENTAR
Ano Atual
6,109%
-%
-%
CUSTO ADMINISTRATIVO (*2)
1,170%
1,182%
SUB-TOTAL (2)
1,170%
1,182%
TOTAL (1)+(2)
7,802%
7,882%
*1: Equivalente a 15% da Contribuição Normal Paritária do Patrocinador.
*2: Equivalente a 30% da Contribuição Normal Paritária do Patrocinador (VIDE IMPORTANTE).
IMPORTANTE: Além dos 30% da Contribuição Normal Paritária do Patrocinador, o custeio administrativo se dará pelas
seguintes outras fontes de custeio:
i) 1% das Contribuições Extraordinárias dos Participantes, exceto no aporte de tempos passados efetuados, de forma
extraordinária, pelo Patrocinador e pelos Participantes para os admitidos entre 01/05/2004 e 30/04/2006, que terá 30%
da Contribuição Normal Paritária do Patrocinador, a título de Contribuição Administrativa, conforme nos foi informado
pela FASCEMAR no e-mail datado de 18/01/2007 (12:53); e
ii) 100% da Contribuição Normal do Participante Assistido.
NOTA: Na avaliação Atuarial de 2012, a idade média dos participantes ativos é de 35 anos.
47
PARECER ATUARIAL
2) O custo total reavaliado de 7,882% será custeado, no exercício de 2013, pelas alíquotas descritas abaixo, dentro dos
parâmetros definidos no Regulamento do Plano Misto de Benefícios I da FASCEMAR, que mantém as alíquotas vigentes
tanto para os participantes quanto para o Patrocinador, correspondendo a:
Contribuições Normais
Em %
Referência
Ano Anterior
Ano Atual
Contribuição Normal Média dos Ativos (alíquotas variáveis) (*1)
3,901%
3,941%
Contribuição Normal da Patrocinadora (*1)
3,901%
3,941%
Sub-Total
7,802%
7,882%
-%
-%
7,802%
7,882%
Aposentados Assistidos
1,50%
1,50%
Pensionistas Assistidos
1,50%
1,50%
Contribuição Suplementar
Total Contribuições (Patrocinadoras + Participantes Ativos):
Contribuições Normais dos Assistidos: (*2)
*1: Inclui a contribuição destinada ao custeio administrativo correspondente a 30% da Contribuição Normal do
Patrocinador.
*2: A ser destinada integralmente para custear as despesas administrativas.
NOTA: No numeral 4 do item V.3. encontra-se o Plano de Custeio vigente, que continuará em vigor em 2013.
V.2.- Variação das Provisões Matemáticas no exercício encerrado em relação ao exercício anterior:
1) A decomposição do Passivo Atuarial (Provisões Matemáticas) deste Plano, do final do ano de 2011 para o final do ano
2012 é a seguinte:
Referência
31/12/2011
31/12/2012
Variação
Provisão de Benefícios Concedidos ........................... R$ 8.024.337,60
R$ 8.906.374,09
10,99%
Provisão de Benefícios a Conceder .......................... R$ 27.111.493,43
R$ 32.277.005,89
19,05%
Provisão Matemática a Constituir .....................
Provisões Matemáticas (Passivo Atuarial) ...........
R$ 35.135.831,03
R$ 41.183.379,98
-%
17,21%
V.3. - Principais riscos atuariais e, se for o caso, medidas para sua mitigação:
1) Pela natureza do Plano ser de Contribuição Definida, não há registro de Superávit Técnico Acumulado ou Déficit
Técnico Acumulado.
2) Em relação ao Benefício de Risco por Morte do Participante Ativo, o custo do mesmo é avaliado atuarialmente pelo
regime financeiro de repartição simples, utilizando os “qx da Tábua de Mortalidade Geral AT-49 (masculina) agravados
em 20%, que vem se mostrando suficiente, conforme demonstra a evolução do Saldo registrado como Fundo Coletivo
de Benefício de Risco (a Conceder), que, em 31/12/2012, alcançou o valor de R$ 1.833.470,54 comparativamente aos R$
1.424.992,21 registrados em 31/12/2011.
c) Contribuição Básica do Patrocinador: corresponde a 55% da Contribuição Normal Paritária do Patrocinador, cuja
destinação é o Custeio dos Benefícios Programados do Plano.
d) Contribuição para Benefícios de Risco do Patrocinador: corresponde a 15% da Contribuição Normal Paritária do
Patrocinador, cuja destinação é o custeio dos Benefícios de Risco do Plano.
e) Contribuição para Despesas Administrativas do Patrocinador: Além dos 30% da Contribuição Normal Paritária do
Patrocinador, o custeio administrativo se dará pelas seguintes outras fontes de custeio.
i) 1% das Contribuições Extraordinárias dos Participantes, exceto no aporte de tempos passados efetuados, de forma
extraordinária, pelo Patrocinador e pelos Participantes para os admitidos entre 01/05/2004 e 30/04/2006, que terá 30%
da Contribuição Normal Paritária do Patrocinador, a título de Contribuição Administrativa, conforme nos foi informado
pela FASCEMAR no e-mail datado de 18/01/2007 (12:53); e
ii) 100% da Contribuição Normal do Participante Assistido.
Contribuição dos Assistidos: contribuição mensal continuada, de caráter obrigatório, a ser realizada pelos assistidos,
não superior a 1,5% do valor do benefício, estando fixada em 1,5% até que, através de parecer atuarial, tal percentual
seja modificado, cuja destinação é o custeio das despesas administrativas.
NOTA: No numeral 1 do item V.1. desta D.A., designado por “IMPORTANTE”, estão elencadas todas as fontes de custeio
das despesas administrativas.
A rentabilidade repassada às contas desse Plano é com base na variação do valor das cotas, conforme estabelecido no
artigo 24 do Regulamento do Plano Misto de Benefícios I da FASCEMAR.
V.4. - Qualidade da Base Cadastral Utilizada:
Os dados cadastrais que nos foram enviados pela FASCEMAR, foram objeto de análise de consistência e de comparação
com os dados cadastrais do exercício anterior, a qual submetemos à referida Entidade Fechada de Previdência
Complementar para os ajustes necessários e posterior validação, tendo sido, tão somente após tal validação, utilizados
na elaboração da avaliação atuarial do exercício de 2012, refletida nesta D.A..
V.5.- Variação do Resultado Superavitário no exercício encerrado, apontando as causas mais prováveis:
Pela natureza do Plano Misto de Benefícios I da FASCEMAR ser do tipo Contribuição Definida, o mesmo não registra, ao
longo do tempo, superávit ou déficit atuarial.
V.6. - Natureza conjuntural ou estrutural do Resultado Acumulado:
Pela natureza do Plano Misto de Benefícios I da FASCEMAR ser do tipo Contribuição Definida, o mesmo não registra, ao
longo do tempo, superávit ou déficit atuarial, ou qualquer resultado acumulado.
V.7.- Adequação dos métodos de financiamento aplicados no caso do regime financeiro de capitalização:
Considerando tratar-se de Benefícios de Risco por Morte do Participante Ativo e por Incapacidade Laborativa, tais
benefícios estão sendo adequadamente financiados pelo Regime de Repartição Simples. Quanto aos demais benefícios,
por serem concedidos na modalidade de Contribuição Definida, estão sendo financiados pelo regime financeiro de
Capitalização Individual.
3) Em se tratando do Benefício de Risco por Incapacidade para o Trabalho, o custo do mesmo é avaliado atuarialmente
pelo regime financeiro de repartição simples, utilizando os “ix da Tábua de Entrada em Invalidez LIGHT (MÉDIA)
agravados em 20%”, que vem se mostrando suficientemente adequada, conforme demonstra a evolução do saldo
registrado
como
Fundo
Coletivo
de
Benefícios
de
Risco
(a
Conceder),
de
R$ 1.424.992,21, registrado em 31/12/2011, para R$ 1.833.470,54 em 31/12/2012.
Rio de Janeiro, 07 de fevereiro de 2013
4) O Plano de Custeio Vigente destinado a dar cobertura aos Benefícios do Plano Misto de Benefícios I da FASCEMAR,
que continuará em vigor em 2013, é basicamente o seguinte:
Raphael Bosco T. Montello
Atuário MIBA 2031
a) Contribuição Normal Mensal Programada do Participante:
Seu valor total é igual a:



R% de 3% da parcela do Salário Real de Contribuição não excedente a 5 URF (*1);
R% de 5% da parcela do Salário Real de Contribuição entre 5 e 10 URF (*1); e
R% de 9% da parcela do Salário Real de Contribuição entre 10 e 30 URF (*1), sendo R% um percentual definido no
Art. 56 do Regulamento.
(*1): URF é a Unidade Referência FASCEMAR, cujo valor é igual a R$ 389,13 ( a preços de novembro de 2012), a ser
reajustada, no mês base do reajuste anual do respectivo Patrocinador, pelo INPC do IBGE.
A totalidade de Contribuição Normal Mensal Programada do Participante é destinada à cobertura dos Benefícios
Programadas do Plano.
48
b) Contribuição Normal Facultativa do Participante: corresponde à contribuição mensal ou esporádica, de caráter
voluntário, feita com o objetivo de aumentar a cobertura relativa aos benefícios programados deste Plano Misto de
Benefícios I da FASCEMAR.
PARECERES
Auditoria Independente
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES
Aos
Administradores e Membros Participantes da
FASCEMAR – Fundação de Previdência Complementar
São Luís – MA
Deloitte Touche Tohmatsu
Auditores Independentes
Av. Desemb. Moreira, 2120
salas 201 a 204
60.170-002 – Fortaleza - CE
Tel: + 55 (85) 3264-7050
Fax:+ 55 (85) 3264-7055
www.deloitte.com.br
Examinamos as demonstrações contábeis da FASCEMAR - Fundação de
Previdência Complementar (“Fundação”), que compreendem o balanço
patrimonial consolidado (representado pelo somatório de todos os planos de
benefícios administrados pela Fundação, aqui denominados de consolidado,
por definição da Resolução CNPC nº 8) em 31 de dezembro de 2012 e as
respectivas demonstrações consolidadas da mutação do patrimônio social e do
plano de gestão administrativa, bem como as demonstrações individuais por
plano de benefício que compreendem a demonstração do ativo líquido, das
mutações do ativo líquido, do plano de gestão administrativa e das obrigações
atuariais do plano para o exercício findo naquela data, assim como o resumo
das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.
Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações contábeis
A Administração da Fundação é responsável pela elaboração e adequada
apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas
contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades reguladas pelo Conselho
Nacional de Previdência Complementar - CNPC, e pelos controles internos que
ela determinou como necessários para permitir a elaboração de
demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se
causada por fraude ou erro.
Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para
obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas
demonstrações contábeis da Fundação. Os procedimentos selecionados
dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de
distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se
causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os
controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das
demonstrações contábeis da Fundação para planejar os procedimentos de
auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de
expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Fundação.
Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis
utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração,
bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas
em conjunto.
Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para
fundamentar nossa opinião.
Opinião
Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam
adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e
financeira consolidada da FASCEMAR – Fundação de Previdência
Complementar e individual por plano de benefício em 31 de dezembro de 2012
e o desempenho consolidado e por plano de benefício de suas operações para
o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas
no Brasil aplicáveis às entidades reguladas pelo Conselho Nacional de
Previdência Complementar - CNPC.
Fortaleza, 27 de março de 2013
Responsabilidade dos auditores independentes
Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas
demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo
com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas
requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a
auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança
razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção
relevante.
49
PARECERES
Conselho Fiscal
PARECER DO CONSELHO FISCAL
MANIFESTAÇÃO DO CONSELHO DELIBERATIVO
Em conformidade com o artigo 35, do Estatuto da FASCEMAR e
consoante ao que estabelece a letra “j” do item 17, do Anexo “C”, da
Resolução do CNPC nº 8, de 31 de outubro de 2011, com base na
análise efetuada nas Demonstrações Contábeis do exercício
financeiro de 2012, consubstanciada pelo Parecer Atuarial da
consultoria Jessé Montello Serviços Técnicos em Atuária e Economia
Ltda., responsável técnica pelos Planos de Benefícios: BDI e PM, assim
como pelo Relatório e Parecer do Auditor Independente da DELOITTE
TOUCHE TOHMATSU verificamos que as mesmas estão adequadas e
refletem a situação da gestão econômica e financeira da FASCEMAR
no exercício de 2012. Assim, recomendamos a sua aprovação pelo
Conselho Deliberativo.
Os membros do Conselho Deliberativo da FASCEMAR – Fundação
de Previdência Complementar, abaixo assinados, em cumprimento
ao estabelecido no Artigo 20, do Estatuto que rege as atividades da
referida Fundação, tendo procedido ao exame do Balanço
Patrimonial e Demonstrativo Financeiro, referentes ao exercício
financeiro de 2012, já analisados anteriormente pelo Consultor José
Roberto Montello, pelos Auditores Externos DELOITTE TOUCHE
TOHMATSU e considerando o Parecer do Conselho Fiscal da
FASCEMAR, decidiram por unanimidade pela aprovação das
referidas demonstrações.
São Luis (MA), 27 de março de 2013.
Conselho Deliberativo:
Conselho Fiscal:
50
Conselho Deliberativo
São Luis (MA), 27 de março de 2013.
CONSELHO DELIBERATIVO
Efetivos
Fernando José Moreira Mendonça - (Presidente)
Ciro Ferreira de Albuquerque
Emanoel Fernando Ramos dos Santos
Geovane Ximenes de Lira
José Silva Sobral Neto
Nobuyuki Nakashima - Eleito Participantes
Suplentes
Agenilson Chaves de Melo
Carmelita de Moraes Rego Lima Reis
José Ribeiro dos Santos Filho
Marcos Antonio Lopes Freixo Filho
Ranniery Soares de Sousa
Ytaquirate Quena Silva Soeiro
CONSELHO FISCAL
Efetivos
Kalbert Costa Pinto - (Presidente)
Jorge Henrique de Sousa Plácido
Rita de Cássia de Carvalho Costa
Suplentes
José Tavares Bezerra Júnior
Raimundo Nonato Garrido Costa Junior
Suelen Rodrigues Barão
EQUIPE TÉCNICA FASCEMAR:
CONTADOR
Milton Maia Martins Braga Neto - CRC MA : 008822/O-9
ANALISTA DE SISTEMAS
Fernando Messias Calvet de Castro e Silva
ANALISTAS DE BENEFÍCIOS
Maria Teresa Barbosa Gomes
Uilma Maria Pinto Rêgo
DIRETORIA EXECUTIVA
Raimundo Frederico Menezes Barros
Roberto Sarmento Travincas
GERENTE FINANCEIRO
Lília Nunes Cavalcante
COMITÊ DE INVESTIMENTOS
Bruno Pinheiro Macedo Couto
Humberto Soares Filho
Suelen Rodrigues Barão
Eduardo Nogueira Machado
CONSULTOR DO COMITÊ
Eduardo Haiama
ATUÁRIO
José Roberto Montello - MIBA: 426
PATROCINADORAS:
EQUATORIAL ENERGIA S.A.
EQUATORIAL SOLUÇÕES
CEMAR - Companhia Energética do Maranhão
FASCEMAR - Fundação de Previdência Complementar
ANALISTA DE RISCOS
Guiomary Luzia Feitosa Busaglo Lopes
ANALISTAS FINANCEIRO e INVESTIMENTO
Mayron Castelo Branco Vale
Milton de Carvalho Cardoso Junior
APOIO ADMINISTRATIVO
Francisco Alves da Costa Junior
Hugo Leonardo Dias Cordeiro - (Estagiário)
RELACIONAMENTOS COM O PARTICIPANTE
Telefone: (98) 2106-5668
Fax: (98) 2106-5650
E-mail: [email protected]
Endereço: Alameda A, Quadra SQS, Loteamento Quitandinha,
Altos do Calhau, Anexo A, S/N.
Cep: 65.071-680
Portal: www.fascemar.org.br
51
FASCEMAR - Fundação de Previdência Complementar
CNPJ: 07.009.152/0001-02
Endereço: Alameda A, Quadra SQS, Loteamento Quitandinha, Altos do Calhau,
Anexo A, S/N. São Luís-MA
Cep: 65.071-680
Telefone: (98) 2106-5668
Fax: (98) 2106-5650
E-mail: [email protected]
Portal: www.fascemar.org.br
Arte Gráfica: Fernando Calvet
52
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