\ CONFERENCIA IADIS IBERO-AMERICANA WWW/INTERNET 2011 ATAS DA CONFERENCIA IADIS IBERO-AMERICANA WWW/INTERNET 2011 Copyright201l IADIS Press Todos os direitos reservados Este trabalh o esta sujeito a direitos de autor, Todos os direit os sao reservados, no todo ou em parte, mais especifieamente os direitos de tradu~o. reimpressso, reu tilizacao de i1 ustrn~es, re-ci taeao, emissao, reprod ucao em miemfil me au de qualquer outra forma , e armazen amento em bases de dados. A permissao para utiJiza~o devera ser sempre obtida da LADIS Press. Par favor contact ar [email protected]. RIO DE JANEIRO, BRASIL 5 - 7 NOVElVIBRO, 2011 Editado por Flavia Maria Santoro, Vania Ribas Ulbricht, Jose Maria Gutierrez e Pedro Isaias Editor Associado: Luis Rodrigues ISBN: 978-989-8533-03-6 Organizada por IADIS International Association for Development ofthe Information Society Co-organizada pela 10r UNIRIO l ) l \. - -, ). iNDICE DIFERENCIA<;:AO DE FLASHCROWDS E ATAQUES DDOSATRAVEs DA ANALISEINTEGRADA DOTRAFEGO DE REDEE DOS METADADOS DOS SITES Rodolfo Soares Alves Dantas, Wallace Anacleto Pinhe iro I' 75 Ronalda Moreiro Salles DETEC<;:AO DE EVENTOS EM REDESDE COMPUTADORES UTILIZANDO DETEC<;:AO DE NOVIDADE xi PREFAcIO xiii COMITE DO PROGRAMA Maira Lambort Batista I' Adriano 83 Mouro Cansian COMPARA<;:AO DE ALGORITMOS PARADETECl;AODE MENSAGENS DEPHISHING Maria de Fatima Webber do Prado Lima. Carine Geltrudes Webber I' 91 Felipe Spegorin Hepp APLICACI6N DE ONTOLOGiAS Y TECNOLOGiAS DE WEB SEMANTICA PARALA REUTILIZACI6NDE DIAGRAMAS DE CASOS DE usa ARTIGOS LONGOS 99 Belen B. Bonilla M. Sergio Crespo C.S. Pinto y Clifton Clunie YOUFLOW: A ESTRUTRUl;AO DAS MENSAGENS EM MICROBLOG PROMOVE A INTERAl;A07 IMPLEMENTAl;AO DE SUPORTEA MULTIPLOS CANAlSDE RETORNO NA PLATAFORMAOPENGINGA: UM ESTUDO DE CASONA REGIAO AMAZONlCA 3 SISTEMADE COLETA, ANALISEE DETEC<;:AO DE C6DIGO MAUCIOSO BASEADONO SISTEMA IMUNOL6GICOHUMANO Isabela Liane de Oliveira, Andre Ricardo Gregio I' 11 Adriano Mauro Cansian UMA BIBLIOTECA DE MODELOS 3D PARAREQUISITOS DE ACESSIBILIDADE EM PROJETOSARQUITETONlCOS Silvana R. Rodrigues, Alexandre Sztajnberg, Rosa Maria E. Mda Costa I' 19 27 Felipe F. Freitas. Rodrigo F. de Moroes I' ANOTA<;:AO SEMANTICA DE CONTEUDOS TEXTUAIS PRESENTES EM pAGINASWEBE SUARECUPERA<;:AO 43 DISCURSOS EM TORNODAFLEXIBILIDADE E NOVASTECNOLOGIAS 51 SERAQUE AS TECNOLOGIAS DE INFORMA<;:AO E COMUNlCAC;:AO (TIC) INFLUENCIAM A APRENDIZAGEM7 0 CASODA ESCOLAPROFISSIONAL DO MONTIJO - PORTUGAL 59 UMAABORDAGEM DE REDESCOBERTA E MELHORIA DE PROCESSOS DE NEG6cIO ATRAYEs DA INTEGRA<;:AO DE SIMULA<;:AO BASEADA EM AGENTES E MINERA<;:AO DE PROCESSOS 146 155 163 Fernando Szlmanski; Celia G. Ralha I' Ricardo P. Jacobi 67 COMPUTA<;:AO M6VEL: UM AMBIENTE DE DESENVOLVIMENTO PARAMULTIPLOS nrsrosrrrvos Giani Carla Ito e Mauricio Goncalves Ferreira Anlran Jose Costa Goncalves I' Cristiane Neri Nobre v 138 Ana Tomas e Silvia Estrabocha Angela Rossane Benedetto Flares. Vania Ribas Ulbricht; Marilia A. Amaral, Silvia R.P. de Quevedo e Tarcisio Vanzin INTERFACEASSISTIVA: DESENYOLVIMENTO DE UMA INTERFACE DE ENTRADA PARA usuARIos COM LIMlTA<;:6ES MOTORAS 131 Maria Amelia Marques Mauricio Jos e Viana Amorim. Patricia Alejandro Behar I' Magda Bercht REPENSANDO0 CONCEITO DE INCLUSAO DE DEFICIENTES VISUAlSNA BAD I' Hugo Carneiro Leao, Roger Arg6/o Sampaio "Sean W. M Sique ira Maria Lucia Bento Villela. Raquel Oliveira Protes I' Maria Aparecida Moura QUIZWEBCAlvIXML - UMA FERRAMENTA PARACONFEC<;:AO DE QUESTIONARIOS UTILIZANDO 0 PADUO XML E COMCAPTURA DEIMAGENS 123 FOLKSONOMIA ASSISTIDA: ENRIQUECENDO A DESCRI<;:AO DE RECURSOS INFORMACIONAIS EM REPOSIT6RIOS DIGITAlS 35 Patricia Jaques QUALIDADEEM REDES SOCIAlS ONLINE: UM ESTUDODE CASO CONTRASTANDO PERSPECTIVAS DAS AREASDE me E CrENCIA DA INFORMA<;:AO UTILIZA<;:AO DE WIKIS PARAA APRENDIZAGEM COLABORATIVA NO AMBIENTEORGANIZACIONAL Jose Eduardo Santarem Segundo e Silvana Aparecida Borseui Greg6rio Vidoui Alfredo Del Fabre Neto, Rogerio Turchettl, Celio Trois. Walter Priesnitz Filho, Jonas Eduardo Siein I' Eunice Palmeira UM SISTEMAWEB DE CONSULTADE TRAJETOS DE TRANSPORTE PUBLICO 115 Thiago Jabur Bittar, Luanna Lopes Lobato. Leandro Agostini do Amaral e Renata Pontin de Mattos Fortes Patricia Lima Quinl4o, Mehra" MlSagh~ Tacila Gonr;alves Nascimento, Fabiola Bento Soares Luis Fernando Faina William S. M Bitter UTILIZANDO0 PROTOCOLO OPENlDPARAIMPLEMENTARSSO EM UM SISTEMAACADEMICOINTEGRADO Rafael Krejci I' Sean Iv. M Siqueira DESENVOLVIMENTOE APLICA<;:AO DA FERRAMENTA ACCESSIBILITYUTIL.COM: COLABORAl;AO DE EXPERIENCIAS EM ACESSmILIDADENA WEB Hugo Pereira Kuribayashi; Marcos Cisar da Rocha SerujJo I' Carlos Renata Lisboa Frances 107 vi 171 T.CRM: UM ESTUDODE CASODE APLICA<;:AO COMERCIAL INTERATIVA PARATV DIGITAL 179 Carlos N. da Silva. Marcos C. da R. Seruffo, Carlos R. L. Frances, Aline Lima, Luciana Almeida e 187 195 Breno Fabrlclo Terra Azevedo, Patricia Alejandro Behar e Eliseo Berni Reategui DESIGN INSTRUCIONAL PARAA GESTAO DE REDES DE COMPARTILHAMENTO EM AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM 203 272 2II 277 Fabiola Bento Soares, Patricia Lima Quinliia, Mehran Misaght; Luis Fernando Fa ina e Jamil Salem Barbar Jorge E. Rodriguez R., Wilson J. Sanchez c. Y Nestor J. Rodriguez C. AVALIA<;:AO DE TRAFEGO DE DADOS EM UMA RSSFADAPTADA 282 287 Lucas Arruda Rama lho, Yaltem ir Emer incio do Nascimento, Ruy de Oliveira, Ed'Wilson Tavares Ferreira e A ilton Akira Shi noda Cleyton Aparecido Dim e Francisco Edson Lopes da Rocha WEBCMTOOL': UM AMBIENTE WEBPARAFACILITAR A AVALIA<;:AO AUTOMATICA DA APRENDIZAGEM MEDIADA POR MAPAS CONCEITUAIS E ONTOLOGIAS DE DOMlNIO CARACTERlSTICAS DE UM MODELO DE CONFlAN<;:A PARA COLABORA<;:AO EM REDES SOCIAlS SOFTWARE PARAPREPROCESAMIENTO DE DATOS - UDCLEARVER. 2.0 Rosane de Fatima Antunes Obregon, Tarcislo Yontin and Vania Ri~ Ulbricht APIN+: UM WEB-FRAMEWORK PARA CRlAc;Ao DE MlSSOES APINEM ALTO NivEL . VlABILIZANDO 0 CANALDA CIDADANIA: SERVI<;:OS PUBLICOS EM APLICA<;:AO INTERATIVA PARAA TV DIGITAL Mateus dos Santos e Maria Cecilia Celani Baranauskas Adrian Dominguez, Joseba Saenz de Navarrete, Luis de Marcos y Jose Javier Martinez UM SOFTWAREPARAANALISEDAS MENSAGENS DE F6RUNS DE DISCUSSAO 267 Millon Saulo Raimundo, Maisa Aparecida Penha e Marcelo Alberta Piazza Igor Costa SERVICIOWEB RESTFULPARAEL PROCESADO DE ESCENAS 3D MEDIANTE GRANIA DE RENDER AJAX- AVALIA<;:AO DE ATRIBUTOS DE USABILIDADE SOB A 6TICA DA EFICrENCIA 219 COMPARA9AO DE PROTOCOLOS DE ENLACE WAN EM CONTEXTOS DIFERENCIADOS DE CODIFICA<;:AO DE NiVELFiSICO 292 Alessandro Kraemer, Bruno Alves de Oliveira, Cicero Pinheiro Jupi e Rodrigo Takashi Kuroda Renan Cristiano Rocha Rodrigues e Francisco Edson Lopes da Rocha ANALISISY EVALUACI6N DEL RENDIMIENTO ACADEMICO Y PATRONES DE COMPORTAMIENTO DE LOS ESTUDIANTES EN UN ENTORNO INTERACTIVO B-LEARNING UTILIZANDO TECNICAS DE MINERiADE DATOS 227 235 A IMPORTANCIA E AS PRINCIPAlS POTENCIALIDADES DA E-HEALTH PARA OS CIDADAOS MAIS IDOSOS 302 Henrique Gil e Fausto Amaro Solange de L Pertile e Roseclea Duarte Medina UMA ABORDAGEM PARA CRIA<;:AO DE CASOS DE TESTEFUNCIONAIS PARA SISTEMASDE CONHECIMENTO 297 Antonio Flavio de Sousa Freitas, Ruy de Oliveira, Lucas Arruda Ramalho, Valtemir Emerkncio Nasc imento e Ed'Wilson Tavares Ferreira Angel Cabo, Roclo Rocha y Yurlenis Alvarez DESENVOLVIMENTO E APLICA<;:AO DE UM METODO PARADETEC<;:AO DE INDicIOS DE PUGIO AVALIAc;;AO DA CONECTIVIDADE DE SENSORES SEMFlO EM AMBIENTE REALINDOOR 243 Jose Reinaldo Merlin e Maria Madalena Dlas LITERACIA DIGITALE INCLUSAO SOCIAL DE JOVENS EM SITUA<;:AO DE POBREZA- ANALISE DOS RESULTADOS DE POLiTICAS PUBLICAS DE INCLUSXO DIGITALNO BRASIL 307 Roberto Cezarde Carvalho e Silva, Simone de Assis Alves da Silva e Ana Maria Pereira Cardosa IMPLEMENTA<;:AO DE UM FRAMEWORK PARAAUTOMATIZA<;:AO DE TESTES PARA SISTEMAS WEB 312 Rafael Boufleuer, Celio Trois, Waller Priesn itz Filho, Rogerio Turchetti, Alfredo Del Fabro Neto e Tiago Antonio Rizzetti; Filho ARTIGOS CURTOS INOVAc;;AO NA EDUCAl;AO ATRAvss DA EXPERIMENTA<;:AO REMOTACOMO SUPORTEAO ENSINO SENSIBILIZA<;:AO AO PLANEJAMENTO DE CARREIRA A DISTANCIA 253 AkOssio Miranda Silva, Franc ieli Naspolini Formanski e Juarez Bento da Sil va 257 Euclides Alberto Chavez Acoslll y Heriberto Pintos Correa 262 Marilla A. Amaral, Vania Ribas Ulbricht; Gertrudes Dandolini, Carlos Henr lque Berg, Douglas Kaminski e Joso Artur Souza Dan iela Forgiarini Pereira, Marco Teixeira, Magda Bercht e Renzo Oswald EXPERIENCIA DO USUA.RrO IDOSONA INTERNET: 0 CAPITAL TECNICO E A EVOLU<;:AO DO CONHECIMENTO EM TI ATRAvss DE REDES SOCIAlS EVALUACI6N ACADEMICA INTERACTIVA DESENVOLVIMENTO DE WEBSITE ACESsfVEL Marco Antonio Damiani Goncales e Luiz Carlos Monte: Monte UM MODELOPARA AVALlAR A USABILIDADE DE SISTEMAS DE SUPORTE ADECISAO Maria Alcileia Alves Rocha, Raquel Pereira Crespo e Simone Vasconcelos Silva vii UMA ABORDAGEM ARQUITETURAL DE UM SISTEMA PERGUNTA-RESPOSTA. Marla Talitha Carvalho Freire de Amorim, Davidson Cury e Credine S. Menezes viii 317 322 327 332 ENGSOFf: UM AMBIENTE PARADAR SUPORTEA UMAMETODOLOGIA COLABORA A VOLTADA PARA 0 ENSINODE ENGENHARIA DE SOFTWARE nv 331 POSTERS Severino Paiva e Aivaro Medeir03 MODELO DE ACEITA<;:AO TECNOL6GICA NO OSS 343 Carlos Costa. Manuela Aparicio e Fernando Bento ABORDAGEM DE MODELAGEM NA NORMAISOI5926 389 Geiza MariaHatnaraki do Silva e GabrielBustamante MonteiraLopes GENERACI6N DE BASESDE CONOCIMIENTO EN PROCESOS DE MEJORA DE LA ACCESIBILIDAD WEB 348 BRINQUEDOTECA VIRTUAL: RECURSO 0 FACILITADOR NA CONSTRU<;AO DE CONHECIMENTO 353 A IMAGEMNAS INTERFACES DIGITAlSEDUCATIVAS Gabriel Fontanet Nadal y Jaime Jaume 391 Marise Matos Goncalves, Tarclsio Vanzine VaniaRibas Ulbricht ABORDAGEME FERRAMENTA PARA RECUPERAQAO E GERAQAO DE CONTEUoO INTERATNO PARA TV DIGITALBASEADO NA WEB Paulo Roberto Oliveira de Sa, Roberto Rogbio do Amaral, FernandoOstuni Gauthier, Roberto Dimas do Amaral e Claudine! Barros MODELAGEMDE SERVI<;OS WEB USANDOBPMN:UM ESTUDODE CASO PARA INDEXACAOE BUSCADE DOCUMENTOS POR CONTEUoO EMETADADOS 393 Angela Ribas Cleve Costa.Berenice Goncalvese Man7ia Matos Goncoives FERRAMENTA DE APOIOAO SPATIALDATAMINING 358 A DOM6T1CACOMOSUSTENTABILIDADE E COMODIDADE AOS SEUS usuARIos Jorge Roberto Rosa Pereira, Douglas Felipe Pereira, Elias CanhadosGenvigire Luciano Tadeu Esteves Pansanato 396 CamilaAlves de Medeiros.Fernando TochioIchiba, Rogeria CristianeGrasso de Souza e CarlosRoberto Valincio 39~ Anderson Vm/cOO ToledoAndrade e Annabel! D.R. Tamariz APLICATIVO EDUCACIONAL DE CONSCIENTIZA<;AO AMBIENTAL PARA TV DIGITAL 403 Felipe F. Soares. Carlos N. Silva, Marcos C do R. Serujfo e CarlosR. L. Frances PRE-ETAPA PARAIDENTIFICAC;:AO DE TUPLAS DUPLICADAS COM FOCO EMIDIOMAS ARTIGOS DE REFLExAO 406 Juliano Augusto Carreira. CamilaAlves de Medeirose CarlosRoberto Valincio AVALIA<;AO DO PROTOCOLO MPLS QUANDO ESTENDIDO PARA 0 CONTEXTOETHERNET 365 Alessandro Kraemer e Bruno Alves de Oliveira PERSPECTN AS DA TELEVISAO DIGITALNA CONSTRUCAO COLETNA DE CONHECIMENTO 369 409 UNAAPROXIMACI6NMODPARAMODELAR LABORATORIOSVIRTUALES 412 Yois Smith Pascuas Rengifo. Edson Johann Ortiz Lozada, Jose Joaquin Bocanegra Garcia y Jose Nelson Perez Costilla Nadir Rodrigues Pereira e Sergio Ferreira do Amaral AVALIA<;AO DO GRAU DE SATISFA<;AO DE CURSISTAS COMA CATEGORIA MATERIALDIDATICOEM UM CURSODE FORMAC;:AO CONTINUADA DA FUNDA<;AO CECIERl AVALIA<;AO DE USABILIDADE DO WEBSITE DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SAO JOAODEL-REI-MG A PARTIRDE TESTECOM USUARIO E AVALIA<;AO DE COMUNICABILIDADE Amanda C. A. Goncalves, Paulo J. O. Amara, Thomas Y. Baba;Jefferson A. V. Maia, Elisa T. Albe,¥aria e Cristiane N. Nobre 313 SISTEMADE AUTENTICACI6NUNNERSITARIO BASADOEN JAVA CARD Y CERTIFICADO DIGITALX.509 415 Maria T. Ortegay Sergio Sanchez Angela Carrancha da Silva. Eli=abetll Ramalho Soarer Bastes, Angela Maria da Silva Campos , Carmen Granj« da Sf/va Rodrigues, Marlem Castro Gervazont. Mary N= Dias Galdino e Nilma Goncalves Cavalcante COMO INTEGRARUM SISTEMADE GESTAO DE APRENDIZAGEM 311 NUMA INSTITffi<;AO DE ENSINOSUPERIOR Ana Luisa Mateus Oliveira Chanfa Torres TECNOLOGlAS WEB 2.0 EN EL MERCADODE MlCROSEGUROS: RETOS Y POSIBILIDADES. EL CASODE BRASIL Olavo Ribeiro Salles y Luis Joyanes Aguil/ar 381 CONs6RCIO DOUTORAL UMAARQUITETURA BASEADA EM AGENTES INTELIGENTES PARA TROCA DE MENSAGENS SENsivEL AO CONTEXTO PARA 0 CUIDADO DE SAUoE PERVASIVO JoiioLuis C. de Moraes,Adriano A. Bossonaro,Anderson Menezes. WanderleyL. de Souza e Antonio F. Prado AUI1IOR INDEX ix x 421 r PREFACIO Estas atas contem os artigos e posters da Conferencia IADIS Thero-Americana WWW!Internet 20 II, organizada pela International Association for Development of the Information Society e co-organizada pela UNlRlO, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil, de 5 a 7 de Novembro 2011. A conferencia lADIS Ibero-Americana WWWlInternet 2011 pretende focar os principais aspetos relacionados com a WWW e a Internet. A WWW e a Internet tiveram urn crescimento significativo nos ultimos anos. As preocupaeoes Ji nao se centram apenas nos aspetos tecnol6gicos e torna-se notorio 0 despertar para outros aspetos. Esta conferencia pretende abordar ambos os aspetos, tecnol6gicos e nao tecnol6gicos relacionados com este desenvolvimento: Web 2.0: Sistemas Colaborativos, Redes Sociais, Folksonomias, Wikis e Blogs • Empresariais, Mashups e Programacao Web, Tags e Sistemas de Categorizacao do Utilizador, Jomalismo cidadao, Web Semantica e XML: Arquiteturas, Middleware, Services, Agentes, Ontologias, • Aplicacoes, Gestae de Dados e Recuperacao de informacao. Como sabemos, a organizacso de uma conferencia requer 0 esforco de muitas pessoas. Gostariamos de agradecer a todos os membros do Comite de Programa pelo trabalho realizado na revisso e seleeao dos artigos que constam destas atas . Estas atas resultam da contribuicao de urn variado mimero de autores . Estamos gratos a todos os autores que submeteram os seus artigos. Agradecemos igualmente Ii Professora Claudia Motta, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Brasil por ter aceitado dar uma palestra. Tambem gostariamos de agradecer a todos os membros do comite de organizacao, delegados, e convidados cuja contribuicao e envolvimento sao cruciais para 0 sucesso desta conferencia, Por tim, desejamos que todos os participantes tenham uma excelente estadia no Rio de Janeiro. Convidamos todos os participantes para a ediyao do proximo ano da conferencia IADIS Ibero-Americana WWW!Internet. Flavia Maria Santoro, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRlO), Brasil Vania Ribas Ulbricht, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Brasil Jose Maria Gutierrez, Escue1a Politecnica de la Universidad de Alcala , Espanha Pedro Isaias, Universidade Aberta, Portugal Co-Chairs Rio de Janeiro, Brasil 5 de Novembro 2011 Aplica~oes e Utillzacoes: e-learning, e-Commerce ! e-Business, e-Govemment, • e-Health, e-Procurement, e-Society, Bibliotecas Digitais, Services Web! Software como Service, Interoperabilidade de Aplicacoes, Tecnologias Multimedia para a Web. Services, Arquitecturas e Desenvolvimento da Web: Internet Wireless, Internet Movel, Cornputacao em Cloud/Grid, Metricas Web, Web Standards, Arquiteturas da Web, Algoritmos de Rede, Arquiteturas de Rede, Computacao em Rede, Gestae de Redes, Performance de Rede, Tecnologias de Distribuicao de Conteudos, Protocolos e standards, Modelos de Trafego. • Questoes de Investigaeao: Web Ciencia, Gestso de Direitos Digitais, Bioinformatica, Usabilidade e Interaeao Hurnano-Computador, Seguranca e Privacidade na Web, Sistemas de Confianca e Reputacao Online, Data Mining, Recuperacao de Informacao, Otimizacao de Motores de Busca. Pratica e Experiencla Industrial: Aplicacoes Empresariais, Casos de Estudo de • Empresas, Sistemas de Informaeao Empresariais A conferencia lADIS Ibero-Americana WWW!Internet 2011 teve 139 submissoes. Cada submissiio foi avaliada por uma media de quatro revisores independentes para assegurar 0 elevado nivel final das submissoes aceites. 0 resultado final foi a publicacao de 31 artigos longos (correspondentes a uma taxa de aceitacao inferior a 23%), sendo publicados tambem artigos curtos, artigos de reflexao, consorcio doutoral e posters. xi xii \,..Owc:renCla UUJIO) IDerQ--I\II1CflCana W W wnnterner ~UJ.I 5. CONCLUSAO Utilizando as anotacoes semsuticas baseadas em ontologias obtem-se maior conhecimento do domlnio, pennitindo 0 uso do mecanismo de busca capaz de recuperar informayaes semelhantes a desejada. Este trabalho rnostrou que utilizando anotacoes semanticas em textos na web e posslvel realizar buscas rnais precisas, de forma que sejamos capazes de obter resultados mais proximos ao que esperamos, dentro do contexto desejado. • Foi apresentada uma proposta de uma arquitetura que possibilitasse a realizacao de buscas semanticas a partir de anotacdes sobre paginas web. Na arquitetura proposta utilizou-se de tecnologias da Web Semantica, adaptando 0 ' usn de uma ferramenta e 0 desenvolvendo-se urn sistema para, juntos, apoiar a anolayao sernantica e permitir a recuperayiio (semintica) dos dados. Como trabalhos futuros seria interessante utilizar urn esquema de ontologia mais completo, com mais classes e individuos e que fosse possivel eplicar regras de iaferencia mais complexas, para avaiiar a arquitetura em urn contexte mais amplo. Seria importante urna melhoria no plugin de marcayiio semantica, impJementando uma busca nos individuos e melhorando sua interface. No sistema de visualizacao observou-se a possibilidade de implementar operadores logicos, podendo juntar consultas diferentes em um sO resultado. Exemplos: "professor que nao ensina na unirio" e "professor que eosina na unirio ou eosina na uff", Outro trabalbo interessante seria realizar as marcayaes semsntieas de forma automatica, permitindo que, atraves de algoritmos de compreensao de linguagem natural, os textos fossem classificados automaticamente. Isso eliminaria 0 trabalho manual de selecionar e classificar 0 texto e permitiria que um maior nt1mero de paginas fossem marcadas. • ISBN: 978-989-8533-'13-6 020 II IADIS DISCURSOS EM TORNO DA FLEXIBILIDADE E NOVAS TECNOLOGIAS Maria AmeliaMarques Institute Politecn lco de Setubal-EsCDlaSuperior de CleJ'clas Empresariols IPS, CDmpus da Esrefanliha. 2910-503 Settibal RESUMO No presente trabalho pretende-se discutir as diferentes eonceptualizaeoes e apropriaeces do modele de organizacao f1exivel, bern comoda utiliza~o das novastecoologias e da adop~o dos novos modelosde organizacao do trabalhc, por forma a compreender os efeilos diferenciados que se tern vindo a constatar ao nivel empirico sobre as praticas organizacionais e, eonsequentemente., sobre a aprendizagem. PALAVRAS-CHAVE Modelo de organWo,liof1exlvel; Novas Tecnologias; Modelos de organiza~o do trabalho; Aprendizagem. 1. INTRODU<;AO AGRADEClMENTOS Este trabalho foi parcialmente financiado pela FAPERJ (atraves do auxillo E-26! 101.50912010 BOLSAlBBP Representacao e recuperayiiocontextualizada de conteudos de aprendizagem). REFERENClAS Berners-Lee, T., Hendler, J. andLassila, 0., 2001.TheSemantie'Web. In Scientific American, May2001. Espinasse, B. ; Fournier, S. ; Freitas, F., 2009. AGATHE: An. Agent- and Ontology-Based System for Gathering Information aboutRestricted WebDomains. In International Journal ofE-Business Research, v, 5, pp. 14-34 Freitas, F. and Bittencourt, G., 2003. An. Ontology-based Architecture for Cooperative Information Agents. In Proceedings of th« Intemational Joint Conference ofArtljieialInrelligence (IJCAI), Acapulco, Mexico. Freitas, F. et al., 2008.FromMASTER·Web to AGATHE: the evolution ofan architecture for manipulating information overthe Webusingontologies. In REClIS- Elect. J. Coinmun. Inf.Innov. Health, v.2,0.1,p.73-1l4. Griesi, D.• Pazienza, M. T. and Stellato, A., 2007,Semantic Turkey: a SemantieBookmarking tool (System Description), Proceedings of European Semantic Web Conference. lnnsbruck, Austria. DisponiveJ em: <hDp:lIwww.eswc2007.orglpdfleswc07-griesi.pdl>. Acesso emJunhol201 I. Lassila, 0 .• McGuiness, D., 2001.The Roleof Frame-Based Representation OIl the Semantic Web. In Knowledge Systems LabomroT)' Report KSL-'1I-'12. Stanford University. McGuinness, D. L and Hannelen, F~ 2004. Web Ontology Language Overview. Disponlvel em <hDp:l/www.w3.orglTRlowl-featurW>. Acesso emJunbol201 I. Navega, S. C., 2004. Manipula~o semintica de toxtns os projetos wordnet e!sa. Anals do Infolmagem. SaoPaulo,Brasil. Disponlvel em; <hDp:lIwww.intelliwise.com/reportsl"1nf02004.pdf>.Acesso emJunhol201 I. Oren, E., HilUlerk, K., Seem, S., Handscbuh, S. and Sintek, M., 2006. Whal ano Semantic Annotations?, Digital Enterprise Reseatch Institute. Disponlvel em: <hDp:lIwww.siegfriedhandscbuh.netlpubI2006Iwhatissemannot2006.pdl>. Acesso emJunh0J2011. As novas tecnologias desempenbam urn papel crucial nos actuais contextos socioecon6micos, caracterizados, entre outros, pela globalizacao, 0 aumento da concorrencia econ6mica e da competitividade e pela diferenciayao do consumo. 0 nipido desenvolvimento tecnolegico, com a consequente obsolescencia da propria tecnologia, conjugada com as exigencies crescentes dos mercados em termos de eficacia e eficiencia tern vindo a pressionar as organizayoes nestes contextos para a adopcao de estruturas organizacionais mais f1exlveis que potenciern a aprendizagem dos seus trabalhadores e que permitam urna adequada gesuo do conhecimento. Nestes contextos, 0 mode le de organizayao f1exivel, conforme preconizado por Atkinson (1984), tern vindo a ser difundido como um "modele" mais adequado para dar respostas as necessidades com que se confrontam as organizacoes, Em consonincia com este, tern sido largamenle difundidos novas forrnas de organizay~o do trabalho elou as denominadas pniticas inovadoras ou flexiveis de trabalbo, cujo denominador comum e 0 trabalho em equipa. A adqpyao destas pniticas pressupOe 0 recurso As novas tecnologias e UIIl3 adequada ges~o do conhecimento, atraves da erlaeso de opartunidades de aprendizagem, qualifi ~o e participa.ao dos trabalhadores em contexte de trabalho. •Contudo, nilo obstante a larga difusiio e aparente unanimidade dos difen:ntes discursos (acadCmicos, institucionais e empresariais) relativamente 3 necessidade de novas formas de trabalho, empirii:amente tem-se constatado que as organizacoes nao s6 tern revelado alguma resistencia na introduyiio das novas praticas, como nquelas que as adoptam 0 tem feito de forma muito diferenciada., 0 que remere para diferentes modns de apropriayao quer do discursos quer das novas tecnologias, bem como paTll diferentes da lIexibilidade, da organizayiioe, em suma, dns recursos humanos. Recorrendo a an3Hse des difuentes discursos e de alguns estudos empiricos, referidos na Jiteratura, no presente trabalho pretende-se discutir as iIif=tes CODceplll31iZayoes de f1exibiJidade e de utilizayao das novas tecDologias e os impactos que as mesmas podem let sobre as pniticas organizacionais e. consequentemenle, sobre a aprendizagem individual e colectiva. 2. 0 MODELO DE ORGANIZA<;AO FLExivEL Partindo dos pressupostos que existe uma segmentayao interna da fon;a do trabalho e que os diferentes grupos de trabalhadores podem proporcionar diferentes fontes de flexibilidade, Atkinson (1984; 1987) 145 146 Conferl!n<:i.IADlS lbero-Americana WWW/lnlerntl 2011 ," , ISBN : 978-989-8S3J-OJ-6 0 2011 JADIS precenlza que ... olpIliU¢es eonseguem mllior fiexibilidade quando reorgwi= as seus mereadcs Internos, Essa rearg1lnizn>!o impliea • d~aa de dais grupos de lr.lb.1hlldares,nameadamente, 0 gropo de trnbalbadores nucleates ("core'') e 0 grupo de lr.lbllbadores periferica. i,periphml"). 0 gropo de trabalhaderes nucleares ~ 0 grupo fixo de trabalhadores que sao retpOl1S:lveis pelo exerclcio das fun~Oes nucleares e lmportantes da org.n lzaI'Ao. Este grope ~ COllSlltuldo por l;llbolhadores perteneentes ' 0 rnereado de emprego primario, que possuem um leque alo~o de competencio. que Ihes permilem deseavolver um conjunlo de aetividades para alem da fun,30 para I qual foram ecmratados, ou sej a, possuem Ilexibilidade funcional. Atki.:\Son (1987) inelui no grupo de ltabll1h.>dores nueleares 05 gestores, os t""nieos e es "designers", As pnllieas de ges130 de reeursos humanos para OS tr:lbilllAdores nueleares incluem 0 trabatho a lempo integral, a conlraUl,ao permenerue au segurmya no empregc, bo.. eondiy6-.s de remunera~Jo, 0 0= 0 ;, fornl:t~ilo profissional e I boas plnno. de carreim. Eslll. prau"", lern como finalidade permitir nlvels etevados de compromisso com • empresa e uma rela~!o perspeetivsda a longo prazo. 0 grupo de trabalh' dores perirericos represent. a parte vari:!vel da forya de lr.lbalho e cconstituldopor trlb aJr",dores que nao desempenli.m . ctividades ouclenres ou "core" pam a organiza>!o. Os lr.lbalhadores perlfericos sao conlrallldos de Icordo com as o..essidl des da Ofg1lnizopo. numa logica do curto prazo (lkiibiHdad e numerical. As pratlcns de gesllo de recurso. hwmn os remu.. lOS tr.lb01h.odores perlfericos 10m subjeceote a logica de redu,ao de euslo. de m5o-de·obra. Apesar da impOrlilncia que tem ao nlvel da ges130 e, em porticular,da gestio de = os humanos, 0 modelo preconizldo por Atkinson ( 1984) . presenb algumas ambiguidades que pareeem esttl lID base das diferent.. fOnnD! como 0 modele • divulgado e . propriado, qucr pelOlS orgDUizayOes quer pelo discurso aeademico. Kalleberg (2001); por ""emplo, eoosidef3que este modelo nAo ope",eion.liza elou distingue de forma cIa", 0 que eonslilui a forya de lInbalho nuclear e a forya de trabalbo perifl!rie:t da organiza~ao. A oulora argumenta que os dois grup03 tem . ido concepW>UzadOI como P":rles separad.s e dieolomicns da organiza~Go. tendo CSSlI dieotomla conduzido a dUllS p=peetivu de anAlise diferentcs. nomcadameole, uma que se centra no grupo "nuelur" e outra que so eenlr.l no gropo "periferlco". As .bard.gens que so enquadram na perspectiva que se cenln no grupo "nuclear" ou "core" eolocam • enfl" no. sislemas de elevado desempenbo como forma de obtenfllo de n""lbiJidade inlema • funeional. As abordagens que se inserem na perspecuva que . e eeolta no gropo "poriferleo" eol = a enb>e nos proccssosde ex:ema1iza~o e no ne" ibiJidade oumerica. tendo subj •..,nte uma estr.lt.gia de redu~lo de custo•. Segundo KoUeberg (2001), esIM pmpecliv", slo limit. d.... porque tendem a 19oorar LS inlet-rel. yO.. entre a n.,.lbilid. de fund o"al e a lIeJ<lbllidade nwnerlea, bem como entre I perspectlva au n.,.ibilida<le Interna e .,.\etrul. Enlende-se po. flexibilidade intcma a CIIp.tidade da Ofg1lniZll>iO p8lll desenvolvcr a responsabllidade e compel! neins des lrabalhadores e por flexibiJidl de atoma a eapocidade da o~u para . rtic:ular processos inovadores e novas fornw de orgaoizll~o do tnbalho. tendo em vista 0 desenvelvimenlo de produtns e ..rvi~s, que se afirrnemeomo a melbor resposta is exigi,neias do meio extemo (Lund e Gjerding. 1996). CclUidenmdo que estes dois tipos de nexlbmdade nlo sao mnlUBmente ""e1l1Sivo.. KaUeberg(200I) refcrp a neces. id. de uml lbord.gem d. an:lH.e que a!mulj l o. dois tIpo. de fiex.ibiJidade. num.rica e funcional. e a forma como I organiza~o o. conjuga. Lund • Ojerdlng (1996: 13), IlIItlbCm, Cllf.l1zam a necessldade de uma delinipo mai.s ampll do eooccito. referindo que "Flexibility is the c:cpaeily based 00 learning structures and processes to respond with new productsond technology to a changing environment". A diseUS5Go ruseitada em tomo do modelo de otg:mizo~lo flexlvel Ibrange 0 proprio conceito de " f1exibilid. de". 0 con""ito olo • preciso. sendo essa impreclsAo denuo?ada n:t3 dife:-..ntes fornw como 0 eonecito e operaclon. lizodo. Este tern sido operaeiooalizado como (Dyu, 1998; CatlanO e T.vares, 2000): ( I) nexibilldade funtional: relaeion.da com 0 a1arglmeDlll dos funyOes do tr.lbathldor ellSSOCiada, em gem!, •aos trab.lhado res nueleares, implicando 0 desenvolvimento de competin cias, a fonn'~o • umoperspectiva de estabilidade no emp' ego: (2) f1exjbilidade numerl. .: associadJ b varla, ao do volume de tr.lbalho e ao. trab. lhadores perirerieos. Iendo subj aeente 0 eonlrala,lo a tenno cerlo e lIS fortDllS alipica. de ltabalho; (3) nexibilidade fin~eira: rellcionada com os euslo. de m5o-<le-obra, com .. individualizop o das remuneral'lles, 0 pagamento b bora. etc. Oulras operad onaliza. lles do conceito ~o I nCJ<ibUid .de tempom (C. et, no e Tavares. 2000; Bl)'1oo, 2001). que se ",fere 10 n:curso 10 honlrio de tr.lbslbo varia... 1 (0 isen,ao de honiTio, 0 lrabalho a lempo parcial, ell:.) e como fiexibilid,de eootratwd (Hutcbinson e Brewster, 1994) qwmdo &C refere ao recurso I diferentes upos de "contnllllf,ao" (conlnl os 0 termo eerto au ine=. trabalbo lemporllrio, etc.). As diftt entes utUiza~Oes da Oexibilid. de dmooun, Illmbern. que 0 eonceito camg. urna dimew o ideologie. imporlant•• que tern suscitado urn debste sabre 0 eonceito !' as SUllS implica. Oes ' 0 nJvel da g..tilo. em geral. e da gestAo de reeursos humano•• em particulor.Nesse debate podem identifiCllT·" duos visOes, aemeadamente, a optimisla e I pessimists (Smith, J997: Carvalhc, 2005: Kovacs e Casaea, 2000: Ko~ cs, 2002; Kovics, 19981). A visiio optimism " aquela que e p=oniz.ada esseaeialmente no discurso da Gestiio (Kovacs e Cas.... 2000) e que pode ser earacterizada como un" perspeetlva que se centra na. vantagens competitivas da fiexibilidad.. A vist o pessimists " aquela mais proxima do discurso da Soeiologil ) e que pode ser earaeterizada como urn.. perspectiva que se centra no disClWiio dos efeltes neg. lives d. implementn~o do modelo d. organizll~o nexlve1como estraleSi. de :l:du, fto de custos, Essa separ1l~o legiuma a dualiza>!o das priueas de gestio de recursos bumllrlO. e I ecnsequente desquolilicRI'Ao dos trabalhadores conslderados periferico. que ficomsujeito• • precariedade do emprego, IIfalta de eeesso • fonna>!o e i p. rtieip. yao, i. 1n•• a faelores que contribuempara I sua pro~ dcsqualifi....~o. Smith (1 99 7) refere que 0 modelo preconlzado permite combinor elemento. dis du.. perspecrivas, ou seja, 0 modelo permite articular uma eberdagem eentrada nas pOlen<:ialidades da Ilexibilidade e nns pr:itieas de e!evado desernpeahe com urn• •bardasem centrada nos pratiCllS de baixo dcsempenho, lUI restripo e COt,,30. Ape..r da . nw. numa ou ooulnl ~jlceth.. ser modell dl pelDS profissOes e pelas posi¢.. hier:irquicas do. lrab. lh. dores, a ado~o do modelo tern apre.enlodo algumas ambiguidades e conlrad i~Oes 00 que respei", :Is prit iCll' de ges t10 de =rsos bumaoos precenizlldaspara us lrabalbadores nueleDre•. A adop~ du modelo lem revel. do lcldencia cao .0 para I du,l izal'60d.. pnllic's de &est.1o de reeursos hum=. mllS b mb. m a tendenci. pam a descentral~o du controlo. intonsificn~Go do trab. lho e aumento dl p=rizapo e i""tabilidade no emprego. De l COrdO com u que" precoaizado no modelo de organiu~no nexivel. os trah.lhodores nucleares, coneeptualiudos como aqueles que terilm ace.,o A fonna~no. l partic1p.,a o e • seguran~. no emprego. veriam os seus beneficio. reforyado. com • segregayao dOli trabathodon:s perifl!rieo. sujeitos 00 trabalhopredrio e menos qu:tlifieado elou quaJificante. Conludo. tnl n10 se tern cOllSblado nos processes de tfolVllSi:ing. Nestes pro..."", verifica-se que o. trab. lhl dores nucleores ficam sujeito. I UIllO m. ior exig_neil de qualifica90es. conjug1lda com um aumenlO d. eaeg. de trab.tho. berncomo a novas processos de controlo. monitoriuyJo e avali...o. quer pelos suped ores ltienirquicos quer pelos pares.Em ' WlUl, {team sujeitns I proc=os coercives e coolnldlt6rios com 0 preeooizado compromisso e enlpaw<!m " ",r dJ fofI'a de trabalho. Cowno e Tavares (2000) reforpm que o. tipos de nexibiJidlU!e e • ov,a o par . bordageos individnalistas au colectivistas mo . e constituem como eslntegias al.. t6rias nem generalizadas das organiza. oes. Estas, Inldw:em combin.yOesposslveis mtre 05 diferentes tipos de mudan", adoplados e as pratieas de gestiu de recurses bumanos .. mais especifi= ote, • forma de p'rlicipa~no e implica~60 dos ~-abaJhadores (Coetano e Tavares, 2000). Os autores COlISt:tlDram uma lend_nci. pam a dualiza>io dis pnlticas de geslllode retunOS hum.oos nos empresas em que 010 h.6 urna conjuga,s o entre 0 grau de mudanl'as tecnol6gicas-estrutunts e no, produtoslscrviyos. Neste upo de empresas coostzuram 0 recurso aos lrts lipos de nexibilidzde, num<rica, funcioDal e f""'n ceira. bern eomo a uliJizayao simulLineaele abordagens individualistas e eoleeuvistas d. pattitipa~o dos trab. 1h.odores. Nas empresas com estralegias pr6-. cri.... que iotrodw:em urn grau cle..do de llllldan\'U lecnohlgieo-es:run:rals e prod utoslservi~os , us au10res comtataram 0 = 0 l fiexibilidade fimcioOlll e finaneeif3. be:n como . adapl'iio de .bordagcns mals individuaJiSt!lS. 1'1.. empresas COm estrat.8ias re.e li...., que introduztOl urn bll"o grau ou poucas mudllIll"'S leeoologiCS-e$lrUtUraI. e nos produtosl.crvi~s. predomina 0 ,ecurso • nexibiJidl de oumeric. e a utiliza,ao de abordageoseolecrivistl$d. participa,ao dos tr.lballl:tdores. Kav:lcs e Cas,ca (2000), numa analise do. di.seurso. d. Soeiologin e d. GeslJo. eonslatnmm que I dif.,en, a eotre I p=peetiva extema e a perspeetiva lnlema sobre • nCJ<ibilidade represenll as diferen.as entre os exislllntes oos dois disc:unos. Apesar do di.scurso da Sociologi. e dl Ge.tio terem em comum 0 objecto. islo e, incidirem . obre • problemitica dl fiCJ<ibiJidadc ofg1lnizacionaJ. diferem no que respeiUt aos pressuposto. e objectives. 0 discnrso d. Gest10 lenl subjacente a def... da ~pecliva exl= , que se caracteriza pc)1 orienlD~o pam a competiuvidade atrav~. d. urna estralegi, de redu~:to de custos. 0 discurso cia Sociologia. tcndc: a centr.u-sc: mais Dill pc:rspec.tiva intema. ista C. c.en tra~se no desenvolvimento dos reeutsos inlernos: C, mais precisamente. no desenvolvimenlo dos rea:rsos humanos como [;]clor de nexibilidad.. Essas dlferen~.. Ir.duzem-&c em diferen... na produl'lo e divul g~o academica do modelo. be'" como na forro. como este ,; . dopUdo d ou trzduzido em prAtic:as org. oizacionais. Segundo Kovacs e Casaca (2000). 0 discurso dJ Oestan ovid"!'ci. uma ell ra I rles.lO Aideologl. da coIDpctillvid. de. ou seja. aceiUl·a primazia da ..onomia do =c.do livre solr.e OS aspectos humanos. _ i. is e ecologico•. Este discurso caracteriza-se pela defesode unu "racionaJtu,ao flexlvel" e ""nlra-se na cria,a o e preseri~o de um conjunlo de tn<!lOdos e teenieu de ~o das organizal'lie. , dos quai. silo e"emplo: 0 tor,,{ quolity managtmoJr; 0 jus l..in-tlm ~ 0 c1ownsi:lngj D. ~ e:nhariB; D ou/: ourr:ing. Ap~n [g n d o·s e como um discursopodaoso, 0 disQJl'5o dB Gcst3.o e 0 que excrcc maior influenciil nas pdticas organizl!cionnis. EsSD = ,i ) . 00' i " .' , i 147 148 ,I I i .' I ConferencialADIS lbero-AmerieenaWWWllnlemel2011 influenc ia deve-se , nao sO 010 estanno alcancado nos ultimos aDOS pels Gestio, mas tarnbem ao faeto de este discurso permitir perpetua r os "governing variables" das organiza~es (Argyris, 1992), ist~ e, as concepeoes tradicionais de gestae, atraves da legilimol'1o de um conjunlo de priticos que 0 prior! serlam eonsideradas -' social e politicamente "ineorrectas". Sao exemplo dessas pnlticas 0 recurso a l1exibilidade contratual e nurnerica, que conduz a precarizacao do emprego e, consequeme aurnenlo _do desemprego e 0 recurso ao outsourcing justificado pela necessidade de concentraeao do negecio num "core business" ou "core competence" e de extern:>li~ao das acti vidades sec und olrillS. A maie r parte destas pnlti= ~o preconizad as pelo modelo com n priliC3S destinadas l OS trabaUuulom p«rUericos, q~~ sso aqu eles que nSo poss uem compel.neias po'" nego ci... DO mereado, 0 que signili... que este tipo de priticu que limitam 0 _ = 0 '0 emprego eslivel• • participa~ o e Ii forma~o, reCo~m as suas debilidades e proporcionam a suo progress iva des quaIiIiCl!~ao. . Enquadram-se nesta perspectiva.e titulo de exemplo,as abard.gens de Prahllad e Hamel (1990), Drucker (1996), Charan (1996), Hammer (1996) , Schaffer e Thomson (1996), Svelby ( 1991) ' Tang e Bluer (1995). Prahalad.e Hamel (1990) reeorrem a menifora de ." 0 organiza~o ecm a .uma arvore" . conceptualizam 0 modelo de J .,. ' organi28~o fie.xfvel como um ITKJdelo enraizado rw.s competl!ncias nuclenres au "core compelencies", eutendidas como (Prabal.d e H.niel, 1990:82) : "Core competencies are the collective learning in the organization, especi.lly how to coordinate diverse produclion skills .nd integrate multiple streams of Technologies", Os Butora precoojzam que.rifonnacrilo das compelenciB:5i nucleares p~sup6e B cria~ao de uma .rquitectura estralegica oricDlada quer para 0 .mbiente externo que~ para 0 .mbiente interno. A orienta~ilo pa.ra 0 ambieote exte:mo deve ler como objectivo B cTia~a.o de UmB comuoicacrilo eficaz e elicienle com os clientes e outros constituinles externos da organiza~o. A orienta~Ao para 0 ambienle interno deve possibilitar • cria~iio de uma cultura organizacioDal que promo". n envo lvimentD e compromisso da fo~o de tr.bnlho•• l1exibilid.de e ad.ptabilidade li5 mudaDI"'Se a mobilidade e' introd~o do.trab.lbo em equip .. Refor~ando 0 papel dos novas tecnologias e do couhecimento, Drucker(1996: 13) 'Dl!De~. ~heg.da de uma "nov. organiza~ao". precODizando ':( .•. ) the .hill from the command-and-c:ontrol organlZ3110n, the org.nization of departments and divisions. to the information-b.sed organizalioo, the organization of knowledge specialists". Essa "nova organiza~ao" pressupOc. uma cstrutura.yiJo em toma de urn numcro restrito de objectivos comUDS. traduzidos em BeyOe! concretas, concreLimdos atrave,s de u~a estrutura : organizacion.l simples e ach.lJld., .lice~Bda nBS compelenci.s dos especialista. responsaveis capazes .de organizar e executar 0 seu trabalho . Ch.r.n (1996), Hammer (19.96), Schaffer e Thomson (1996) e Sve.by (1997) enfatizam a orienla~lo para os resultados e para as exigenc ias dos mercados preconizando "urn modelo" que articule as pOlencialidades das DOV1Ill tecnologias de informa~o com a gestao da for~ do tr.b.lho, as competencios e 0 conhec imento . Tang e Bauer (1995) rererem a importAucia de modelo de organiZll~o l1exlvel, que fa~ urn. inlegra~o optima entre a estrategil. e a q""lid.de, para a obten~o do que designamde udominancja competiliva", islo c, paramanter a lideI1l11lJ4 00 mercado. . Em suma, 0 discurso da Gestao enfaliZll • perspectiva externa urna vez que precomza 0 modelo de organiza~ao l1exlvel como a resposta mais .dequad. para li5 exig.!nci.. de compelitividade da envolvenle. Apresenta-se como um discursa fortemcnte orientada para 0 melo, prescriLivo. na medida em que a sua preocupa~.o ceutral propor um conjunlo de comportamenlos. atitudes. e estrategi.s de mudan~a organizacion.1. &sa .desao a "ideologi. da competitiv.idade" (Kovilcs e Cas.ca, 2000), bem como urn. ccrt. submi ssao ao faclor lecnologico, .caba por traduzir 0 mOdelo de organiza~o l1exlvel num modelo .llernativo de "racioualiZlll'1o l1exlvel" (Abrahamson, 1997, Citin Kavocs e Cos.ca. 2000). que .pesar de e proclamsr as recursos humanos como activo eslrategico e factor chave de sucesso, submete.-ns a urna racionalizayao em nome da competitividBde que os toma tlo mutiveis como os cHentes. o discurso d. Sociologia apresenlJl·se COIOO urn discurso mols bum.nista e vBJorizador do potencial bumano. Ao contr.irio do discurso da Gestao que se orienta para • COmpelilividade, 0 discurso da Sociologia e mais orientado para 0 desenvolvimento de competencias individWlis c coleet ivas, entend idas como factomcbnve de competitividade. 0 modelo de organiza~o l1exlvel, os novos modelos de organiza~o do trabalho, a parlicipa y8.o e 0 compromisso dos trabalhudore.5, sAoanalisados comp (Betores que poteneiam e co.ndicionarn • qualifical'1o e 0 desenvolvimellto dos trabalhadores e. collSequentemenle, 0 desenvolvunento da orgauiza~ao. Ao focar-se no desenvolvimeuto dos compelfutcias individuais e colectivas como factor de vanlagem competiliv8, niia ncgligcnciando os faclores de contexto inlerno e extenlO das organizslYoes, a discurso da Sociologi. preconiza uma perspectiva de analise m.is compreensiv. e que permite c.plJlr melhor as dimlmicas proprins das organiza~6es. Nesse quadro, 0 discUJ"So da Sociologiaapresenta-se tendencialmenle como urn discurso mais crltico do que 0 da Gestao, pais procura denuociar os efeitos negativos. as 149 ISBN, 978-989-8533-03.602011 lAD1S contradicoes e ambiguidades, antericrmente mencionados, con tidas no modclo de organiza~ao l1exivel, quer na forma como este e difundido quer na forma como tern sido adoptado elou apropriado pelas organizaeoes, Eaquadrando-se desse modo no que se pode deslgnar de perspecliva "pessimista" da flexibil idade, Importa, coatudo, referir que se a distinflo entre os dois discursos parece ser clara, issc nao significa que as diferentes teorias que se enquadram no campo d. Sociologla so pautem todas peles mesmos pressupostos basicos no que respeita a concep~o da organiza~o, ' .0 papel do factor bumanc na org""jZll~30 e as praticas organizacionais, pois esta problemiliCl!. eacontra-se longe de estar estabilizada em termos conceptuais. As diferentes conce~Oes sobre • orgoniza<;llo e utiliza~lo das novas tecnologios d. "16gica dom innnte" ou gestao de topo tern sido.s poDtadas como foetor importantena forma como as organiza~Oes lntrcduzem rnodaneas tecnico-organizacionBis;.Morton .(1992) c Schein (1992), defendendo que as eoneepcoes d. gestae de topo sobre lIS novas lecnologias sio um factcr-cbave no seu modo de introdu~o e utilizs-rAo. ldentlflcaram IJis per.;peetivas de utiliza~ao. acrneadamente,para: automalizar, isIo e. para reduzir os custos de mAo-de-obra ao nlvel produtivo; infol1llDtiznr, isto e, pam melhornr 0 controlo dos trabalbadores (iDfofmaliza<;llo ascendenle) ou para dotar es trabalhadores de ma ior poder e cap.cidade de deci..o e autonomia (infonnatiz.a.~lo descendente; ~runs~~1 ista ~, para q1udBr a clima organizacional (esla perspeetiva en menos rrequente).j(ovacs (1998b) identificou quatro o~Oes estrategicas das organiza~Oes no que mpeita 1 introdu<;llo e utilizn<;lln dIS no.... teeno logi.. de inform.~o. Es IaS quntro op~Oes estrategicas representam diferentes conceptua1iza~Oes do modelo de nrgonizal'4o l1exivel '" consequentemente,'diferentes imp1ica~Oes S!lbre as prilicas de tt.balbo e de gestio de rec ursos humonos. As qualro op~iles eslrntegicas identific:ad.s foram (Kovics, 1998b:1I-12): I) "a eslrategia de redu~Go de custos, sobretudo da mao-decben"; 2) "a estrategia de ioova~o nt~cnOCeDtrica"n; 3) U .., ! a estrat~gia de incva~li.o inspirada' na leoll organiz.~o". As duns , i production": 4) "a estrategi. de inovni:in ..antropocentric.... centrada nas pessoas e n. primeiras op~Oes estralegicBS CIIco.ntramose em organiza~iles com estrategias ...cliv.s ou adaptativ.s. que lendem • ignorar 0 dinamismo do mercado. Os processos de modemiZll~ao tecnol6gica tern poucos imp.ctos nas prillicas de gestAo de recursos bumanos e no desenvolvimento de compell!ucias, n. medid. em que se peepetoa a concep~lo du.Usla da organiZll~ao, isto e, a dicotnmi. entre a cnucep~ao/progr.m.~ilol planeamenlo e a execu~lo. 0 trab.lbo pobre e urn' intensific.~~o do conlrolo e d. autorid.de sao inibidores do <;!eseovolvirnento de compctencias ~ou de aprendizagem, bern como conduzem, em alguns casas, .' I a desqualilica~lo de op~Oes eslralegios l",b.lliadores que anteriornletlte realizavam trab.lho tn. is qualificado. Estes tipos de vern refor~ • existencia de uma "culrura de regr.s" (Quinn e Cameron, 1983), que caracteriza 0 modele tnldicional. Nesle CODt..,lo, a flex ibilidade organizacional 0 traduz id. como llexibilidad~ numorica, recorrendo estas organiza~oe.s 11 coDtrala~ao a termo ou ao trabalho temporario de mao-de-obra nao qualificada (Parente et aI., 2001; Kovacs, 2002), havendo tambem uma tendeneia das mesmas pa'" a exlemaliza;lode.lgumasaetividades.Esletipodenp~ilesestrategicas ..r..clivas .. podem vir a constituir-se como uma amea~, naa s6 plU1l os trabalhadore.s. que perante as processos de automatizaty3o se tomamobsoletosou, em muitos CasDS, ~os vigilantesdos equipamento$ como tambem para os empresas, no medio e longo prazo. No que R:S)ieita is empresa s, estas pode rao ver 0 seu desenvolvimento comprometido J pais. 0 recurso d fleJtibilidade numerica e a desvaJcrjza~~o dos recursos humanos poderao nao so inibir 0 desenvolvimento dos lrllbalhadom mas tambem a cri.~o de urn senlimento de perten~. e de lealdade para com a organiza~o, 0 que impossibilila • cria~o de condi~Oes para • emergencia de uma coltora de jnova~o e de qWllidade (Kovacs, 1999). A op~lo de "fazer mais com meuos", .traves d. redu~o do emprego e a contrata~o de pessoal com maior Divel de habiIilJl~ao escolar e de qualifica~o, pode levar il perda da "memoria colec tiv." (perd. de conhecimenlos tilcilo, acumul ndos) e ao enfraquecimento da sua cultura, comprometendo com;sso 0 sucesso.d. organiza~!o (Kovacs. 1999). A terceira e quorta op~es estnltegicas, a "lean production " e os modelos " antropocentricos de produ~ao" (Kovacs, 1998b) , represeDtam os dois graDdes modelos de produ~o .lIemalivos '0 modelo "t.ylorista". Estes mndelos pressupilem 0 recurso quer a l1exibilidade quanlilJlliva ou DUmerica quer • lIexibilidnde quaIit.tiva elou funciona l (aumento d. qualifica~ao, polivalcnc ia e .daplabilidade). Apes... do dofenderem '! ,i certosprineipios antropocentricos, nomeadamenteJ 0 enlprego de recursos hwnonosqualificados e 0 trabalho em equipa, os dnis modelos possuem diferen~.s '0 nivel dos objeclivos e da fonna como conceptualizam a organiza~ao. Estas diferen~as tern implic.~Oes diferentes nas pralicas de gestao d. recursos humanos, bern 0 modele de uJean production" (produ~ao m.gra), designa~ao sugerida por Wom.ck et .1. (I990), tern sido operac ion.liz.do como urn modelo de , como no desenvolvimcllto de coropetencias. OenericamenteJ of "racionnliza!j:3.o flexivcl" , que coojuga um conjunto de praticas aparentementeincongruenles, como sejam, a trab.lho em equipa, • promo~o do recNt.menlo de trabalhadores qualificados e polivalentes, os 150 • I t Confe<inc~ ,i ) IADIS lbero-Americena WWW/loleme12011 met.nislllos G. p. n lcip. >,!o aetiva DO trabalho COIll 0 layout do trabalho em licha de moatagem, a elevada fonoaliz.s.30 e eslrutura. 30 dos obJ.ctivo. om funv.Jo do mercado, 0 trnbalho em Iinha d. montagem clou individualizado e . no~n d. trabalhoem equipa sG.o eoncili~v.is neste modele no que se designs de "lwzen" (rnclbcram eute continuo). 0 que signinca que • parUeip.\,!o e a trabalhc em equip. sao conceptuolizados como prnticas individuais e colectivnspara a obtcn"o d. feedbacksebre 0 preeesso d. produ\,!o e 0 produto. Consequentemerue, spesar de 0 trnbalho em equip. uigir urn conJunlO maiJ vasto de competiacias. nio exige propriamente polivalencia dns trabalhadores, uma vea que estes csUo confinados 0 postos d. trabalho pre-delinidos e altameate fono.liz:ldo,. Os trabolh.dores tern urn grJIU d. autonomil restrito, imposu p. lo aceila"~o da elevadn dialloci. do poder (Hofstede. 1990), nao podende participar em tedes cs mementos e deci,~es do plOCCSSO de produl'ao. pe ls, I partieipa\,!o s6 .brang< I produ"o e Illo os fins otpnizacionais. Asslm, 0 conceito de equip. eslruturada em lDrno d. urn llder, assenta m:tisno interdependencia de tarefas do quc numa conceptualiZll>!O modular do trabalhc, 0 que, aliodo , elevada formolizol'!o, poderi collStituir-s. como 11m facto r impedltive do forma\'!o de vudad eiras comunidadesde pr~dca (Brown. Duguid. 1994; e Wenger. 200 l). que pn:ssupoem I interdcpendt nci. e 0 transfClincll de s.be= fum. is e !lIcitos. Contudo, a fonna>'!ode base mais elevada • I idenudode eOllStrulda sobre sabere5 te6ricos dest.. trabalhadores pod.."!! eveotuolm.nl. conferir·thes "... in= possibilidades do mobilidod. (snbretuclo ""temI) e de aprendiZllgem no elou foro do lrab.l ho (Dubar, 1997). A clam orien....o para os "'sultado. e a g.stllo por obj""tivos pennile enquod= 0 modelo ·le.n" no conceilo de "geslJlo do posso.l", pois esse eonceito conl~.m. 11m. eonecptualizay3o ambivalent. do possoal como urn eUSIO ou como urn r=no. A quarto eslmteglO (ou modele) e inspirada n. eorrclll. s6clo-t~jca. Os · sistcmos aDllOpocentricos de produ>!o" p", conizzm a iOlegra. llo entre os ",cursos humanos qU1llificados e polivalentcs e IS novas t =logi.. de informay3o, no scntido das scgundos ..rem desenhodns • desenvolvidos para servlr os primeiros. PrcssupOemW1lII g.slllo parlicip.li va e descentrnlizlldoque tern subj.cente uma visiio hollsliCll da org;mizapo eom a organiz;apo do lrab.th o em eqllip"" 5Omi-aulOnouuu (Kovic:s, 1998a). Este modelo consUtui-st como urn modelo de organiZll. iio do t.."balho fucititldo r do oprendiza8orn • da en. p o de comuni<ades de proliC!, pois pennile in'egror a. fuoyOes monuais e inlelectuais e os conhecimento. lic itos e fano.is. No que rcspeilD ils culturas Clue prct':onium clou promovem, 0 modtlo "h::m production" promoVIC! uma, cultura dos ··objectivos rocion. i," e 0 modelo dos "sistemas ollllOpocentricos de prodllpO" uma cultura dos "mtcm:lS ab. rtos· (Quinn e Cameron, 1983). Ambos definem cultlll'llS mcnlOdospora 0 ""Ierior. mas 0 primeire CCOtnl-se sob'" o controlo e e representative de uma oUlude emprcsarial pre-acliva. enquon'n 0 s.guo dn centra-se sobre • n.xlbilldadclpolivoltocia dos recursu. humanos, e ~ representalive de urna olitud. pr6-ocliva(Mouro, 1997). Nesse sentido, os dois modelos representom .1 duas paspectivllS reieridas no caplrolo lUlterior, sobre • flexibilidade, nomead. m.nte • • exlemo e intema . Comparando os dois modelos supn cilados. 010 ~ clificH leVlllllar hip6teseJ para • nipida difus:l.o do modelo "lean production" e as difieuld.des com que se eonfroota a difusao e itnplcmeUlil>,!o dos · sislemas llDlIopoceutricos de produy3o". A hipOtese m:tis 6b,i . dessos dlficuld.des parece scr a mudl11t~a de p=digm. organi=ionnl elou exigeneia de "double loop teaming" (Argyri.. 1992) que os siSlemas ontropocentrieos requerem,pois, Uu ao modelo Imcli~iona1, requerem.urn. nov. conceptuallzal'!O d. otganiza~lo. dos recursos humano•• do papel da lccnologla, que . repcoOlzada como "human eentr.d ". OUlrO di.cu rso importante llCSlil problcm~tica sobre 0 modelo d. ·organiZll~o nexlvel e 0 discurso que tern cmergido nos dOcumentos dos organismos publicos. Citam-sc como ex.cmplos OS documentos: "Ente,.,rise reslructuring and Work Organizalion". do Fundo Monetirio Intemaclonal (lMF) (2001); "Wod: organizatioo. T. chnology and Working conditions". da European Foundatioo for lbe !mprovement of U ving Iln d Working Conditions (2002); "New forms of Work OrganiZlllion: the obSUlclcs 10 wider dilliaion", do European Comls. ion DG for Employment and Social Affl lrs (2002) e 0 "Livro Branco pam as R. lo,oes 1.:lbOfBis", da ComiSSllo do Llvro Branco pllm ns &el0l'0" Labomis (2007): Deslacam-.e ncstes, por eumplo, 0 Re1llt6rio do Fllndo Monetllrio Inlernacional (IMF, 2001), que sahenl1 que os processos de reeslrulun~o conduziram a uma adoPYiio generslizado do mod.lo d. organiZll~30 do trabll1ho dcsignndo como modelo "lean production" e que as crnpresas indll5triais vlnham Il substituir a produyio como . cllvldade nucl. ar 011 "core" pel.. actividodes financeiras ou de retalho, tidos como m.is IUCf1lrivas. 0 mesmo documenlo refere qllotro grondcs consequenclas do Idop>Jo do modelo de organizol'!O fJ""lvel clOII destes processos de rcestruturl >!o: ( I) 0 ouuourdllg e dOWtISWng, qlle cond~ .• mlu >'!o do de competenci.s d. s empresas e a urn aurnento dl: Clltga de trabalho e 1 n:<Iup\o do numero de tarefu sunples, I..,do como consequenelas a inv~b i1lzay3o d. introduyiio de progrornas de aprendiZllgem, bem como 0 exclus30 dos trabolhadores wenos qualific.do. e com deficiencia; (2) • introduyio do modelo "Ie.n ?... 1St ISBN: 978-989-8533-03-6 0 2011 IADIS production" tern cocduzido • uma maior racion. IiZll>'!o do trab. lho manual e n~o m.nual e a ciclos mais curios de produ~30, tendo como cocsequincias 0 alatglllllcoto das Ulrefas • a maior responsabiliZllyio des trabalh.dores e 0 como efeito secundlirio0 oumcnlo dos nlveis de stresse no lrabalho; (3) 0 aumento do cargo de lrabalbo nllo trouxe grandesbeneficios para os trabalhadcres, porque I precsrledade no empre ge passou a ser tmmversalo toda a o,g. nlzay3o, lnelulndo celarinhos broncos e ozui>: (~) bouve uma tendenei. genii para • iolrodu.~o de pegamentc de incentivos e para 0 iodividuaUZIll'ilO d. remunem,:Io, com I ecnsequeme reduy30 do podor dos sindicstos e da negoci.y3o eolectiva snbre este tema, No RelolOrio d. "European Foundation for the improvement ofliving and working condit ic es" (20 0~) sAo enfatizados os lmpsctos da organiZll~o do trabalho e da tecaologia sobre a saude e bern-estar dos trnbalhadores. Neste estudo ""nslatou-5O que. intensidade do tnbll1ho tern aumentade em todos os Est. dos Membros da Unwo Europei•• Em gaal, cs trabalhod= lrDb. lham mais ccp""s. e tem pr.lZO' mais cun os. A maior outonomia delida na e:tCCUPlo das acuvidadcs n!a compen.. 0 acmento da lntens idade do cargo de lrdbalho, 0 qlle signlfiea que coda vea mats se encontram .m .i tu.,Oes de eleVllda lCns' o. As li tuayOes de clev.d. tens!o cst:l.o rel.cio nad.. ao stresse• • problemas museulo"'s e i baixo SGlisfo>,!o no lrabalho por oposi;io is de babta lens!o que se enconlmm ponco relaciooadas com os problem.s de salide_ Quanto 6 ulilizay30 da !Catologi. , 0 estudo consl1tou que .. "novas tecnologl.... menos .fcilos n. galivos sobre • saudc:, isto ~ :ncontram-sc associadu a menos problemas de saude. As "nOVM lecnoi ogias" est30 rnais ..soci.d .. i Iquisi~!o • dcsenvolvimenfo de compettnc l..., bern como 00 ICessO Ii rO mUJ,30 e ils nClividades euiturais, dcsportivas e d. lo.er, fora do contexto de L..balho. Enqnanlo que as '1ecnologlas de rroquina" rem mois efeit'" negnUvos sobre • saude, isfO ~, .sdl> associadas a m.is problemas d. saude, coma seJ.m OS dncnl'' ' muscular.. • alergia•• Iv. ilIlim.. proporcionam umo menor satisroy3o no trabalho e menos oportunidndes de desenvolvimentodas competeneias requerid... No Rel'16rio da "European Cornianon Directorate G.neml for EmploymcrJ and Social Affairs" (2002), sG.o discutidos os comportlUnentol das org;miul>Oes relativ. mente a. mudanl'85 e. nlais espccificam. nte, 11 a d op~30 de nov... fonnas de nrg.niZll~30 do trnb.lho. No estudo con.t:llou-s. que a uliliu~!o d.. oons foemasde orgllliZlly3o do ttabalho e maior em grandesemp"".. (com mo:s de 250 t",b. lhadores) do que em medias e pequenns empresas, sc:ndo .I. d iren:n~ entre u grande, c as media! e pequenu organiu -;Ocs m.ais significalivn quando eomparnda I uUlby30 sislemi.. . 030 sistemiea. Nos 50% de .mpresas Utilizadoras, 10% dos qu. is Ulilizzdoros Sistimicas, constnllJram·5O alguns problemas como a comunic'1'30 org. nlzacional; 0 compromi..o; a inCllpacidade d. Iideranl'a da gcst30 de topo; a falll d. n.xlbllidade par. implemenl:ir 0 proccsso de mudanl"'; a difieuldadc medir 0 progresso desSIl mudanl"'. Mais rec.ntemenle, 0 "Livro Bronco pam as Relo,oes Labomis" (2007) apreseolll os resuhados de urn estudo sabre a s:ituai 40 portuguaa no que re5pcib i Bdo~o de noves mode}os orgnnizacionai3 c: de or~o do trabalho. Segundo esle relat6rio. a s itua~ao ponuguesa e fonornenle contrllSlanle com a tendeJ:cia Geevoluy3oregislada nos palses que se lern re...elado mais cOl1ljlCulivos e alguns deles socialment. mois cquilibrados. apontlndo como principal factor de . truso os bsi,os nlveis d. pllI1icip•• 30 dos trabalbodores no olpniZlly3o do lrabalho. Compara!ivlmenle • outros palses, . m Portugol, os ""balh. dores tern urn Imbalho regular, diatribuldepelos di.. do $em.a na, com honlrio fixo e pouco rccursn 10 Imbotho por tumos. Se pol urn lode. os trab. lhado",s portugueses Ie encontram. cornpararivamente oos dos onllos paises. meoos afcotaco por "horos de trabaIho onti-socbd". per outro. a falta de flexibilidade tempomllimitJI-os na conc iU'l'~o do uabalho com outra. octividadcs. Qu:mIO ao conlelidodo trabolho. n estudn rev. lou 0 trabatho 50 caraelerizav. par 11m gnu m.is elmdo de ~W mon6tonas • com menor grau de compl""idad•. 0 recurso 1 rollly3o dos rarefase I difusao do lrabalho em equipa lamb<!m era tnenor do que nOIoutros paises. RC\'1:la, Oindll, que embora os trabalhadores se aulo-avalicm eol1'.o podendo pOrem pli tic.a as suas idei. s no trab. lho, a Iiberdode de escolha desles ero lirnit>da, ScoGOa Iiberoodc de escolha meis baixo 00 que respeita • esco.lha dos colegas. Em suma.. 0 trabaJho em Portugal, compnrntiY1lmentc: It outIes poises. oferecia menores oponunidades de participayiio e d. aprendizag. m. , : 1 ! "til ) I , ~ I em I · I , I 1 I )! ,j I I 3. CONCLUSAO A titulo de com:lusao, pode constatar·~e que nos diferentes discursos 0 \1 perspectivas apresentadas. nomeadamente os orient~Oe3 institucion:lis ou dos organismos publicos, bem como as per3pectivas de Gesti o e da Sociotogia, encontram·se impUcilos dois pressuposlos relalivomenlc: i emergEncia de urnnovo ] 52 1 I Coof~ncia IADISlOOm-Americano WWW/lntcroet2011 modelo organizacional mais Ilexlvel e participativo como sejam: (I) a sua natureza contingente face ao aumento da concorrencia economlca e da ince.rteza da envolvente externa; (2) a importincia do factor lecno16gico, preconizando-se que a ulilizsyllo das novas tecnologias de informacao permite a descentralizacao e a simplificnCfito das estruturas organizacionais e B qualificByilo de todos as trabalhadores da organizacao, uma vez que. a autornatizacao dBS larefas rotineiras os liberia para as tarefas "mais intellgentes". Contudo, constata-se que a utiliza9io des mesmos dependeessencialmente do modo como 0 modele de organlzacao flexlvel e as novas tecnologias sao conceptualizadas pelas organlzacoes, verificandose na maioria das Sin1890es urua tendencia para Bperpetua.y§.o dosmodelosmaistrndicionais. REFERENCIAS .' ARGYRlS, C. (1992). all Orgoll;zarfo,101 Leanlillg,Oxford:BlackwellBusiness. ATKINSON, John(1984). Manpower strategies forFlexibleOrganizations. Penom,el Ma"agement, September, 16 (8), pp.28-31. ATKINSON,John (1987). Flexibilityof Frogmeolation7 TI,c United KingdomLebcar Marl<et in the Eighties,Labollr olldSocie/)' 12(l),pp. 87·105. BLVTON.Paul(2001). Flexibletimes? Recent developments in temporal flexibilily,lt,dustrlalRelallonsJolI,.."a/, 23 (I); 26-36. BROWN, P.• DUGUID, J (l994). Organizational Learning and communities-of-practice: toward a unified view of working. learningand innovation. in Tsoukas, H., NelliThinking In Organizational Behavior,Oxford: ButterworthHeinemann Ltd.,pp. 165-187. CAETANO, Antonio,TAVARES, Susana (2000). ''Tendencias na Mudnn~ Drganizacional", DiOllmiB (Working pnper, 16),policopiado. CARVALHO, Ana Cristina de Allneidn e (2005). A gestiio dn flexlbilldade no emprego iltrav~ da gestaode recursos humenos, Braga: Eacola de Econonua e Gestio, Univer3idadc do MiDho, tese de Doutoramento em Cicncias Empresariais (policopiado). CHARAN, Ram (1996). How Networks Reshape Organizations - for Resulls,CHAMPY, James e NOHRlA,Nilin (ed.), Fast Forward>The Best Ideas 0" Managing BU3ilfus, BoslOn: HBR.pp.15-37. COMiSsAo DO LIVRO BRANCO PARA AS RBLA<;OBS LABORAIS (2007). £lYra Bronco pora a. Relo¢es 'Laborat.s. Lisboa:Ministeriodo Trobalhoe Solidariedade Social. DRUCKER, P. (1996).The Comiog of the New Organization, CHAMPY, Jamese NOHRIA, Nitin(ed.), FasrForward> TheBest ideas Oil ManagingBusiness, BoStOD: HBR, pp.3-l4. DYER, Suzette (1998).Flexibilitymodels:a criticalanalysis,Jlllematlonal JOIl/7/ol ojManpower, 19 (4),pp.223-233. EUROPEAN COMISSlON DG EMPLOYMENT AND SOCIALAFFAIRS (2002).NeH' forms of Wa"kOrgonizot;on: the obstacles to wider J!ffus;Otr. s.l., Business Decisions Limited. EUROPEAN FOUNDATION FORTHE IMPROVEMENT OF LIVINGANDWORKING CONDITIONS (2002), Wo,* organization. Teclmologyand Wo,*/ngconditions, Dublin: EUROFUND (www.eurefuud.eu.int, em 200S.09.L~). HAMMER, Micbael (1996), Reengineering Work: Don't Automale, Obliterate, CHAMPY, Jnmes e NOHRlA, Nitin (ed.), Fast Forward - TT,e Bestideos 011 ManagingBU31ne33, Boston: Harvard Business Review,pp.105-119. HOFSTEDE, Geert (1990). Measuring Organizational Cultures: A QualilBtive and QUBDlilBtive StudyAcross Twenty Cases,Administrat/~'t! ScienceQuarterly, 35 (2), pp.286-316. HlffCHINSON, S. & BREWSTER, C. (J 994), Fle.tibl/ity or H'O'* InErlrClpe:straregles olldpractIce.London:Institute of Personnel Development INTERNATIONAL MONETARY FUND(2001). Enlerprise reslructuring and Worl< Organization, JMFResearchPaper rm EllterpriseRe.slrue/uri"g and WorkO,.ganization. Washington. KALLEBERG, Anoc L (2001).OrganizingFlexibility:The Dexiblefum in a New Century,Brltl.1I Jou/7/ol oj Jlld,,,"101 Relalloll", 39 (4), pp. 479-504. KOVA.CS, 1110na (1998a), Da eonlroversia sob~ os novos modelosde produ9Do, KovAcs, I e CASTILHO, Novo. Madela. de ProdufOO. Oolr.., CeltaEditDnl,pp. 5-24. KovAcs. I (1998b).Trabajo. cualificaciones y aprendizaje alo largo de 10 vida.llusionesy problemas de lasociedadde la infonnaci6n, Sociologiadel Trabajo, Otono,PP.3: 25. KOVA.cs, Ilona (1999), Conscqu.nciasda reorganizafAo das ernpresas no emprego,Orgolliza¢es e Trabollla, pp.22: 925. 153 ISBN:978-989-8533-03-6 e 2011 IADlS xovxcs, nona e CASACA, Susana Falcio (2000). Evolul"lo dos Temas em Ges~o c SlOT: modas, rivalidades e infiuencias,lVCongresso Portugues deSociologia, Coirnbra, Portugal. KOYAcs, Jlona (2002).As metamor:!oses do Emprego,Oeiras: CeltaEditom. LUND. Reinhard e GJERDING, A. N. (1996).Theflexiblecompany. Innovation, workorganization andhuman resource management, DRUIDWorkingPaper,pp.96-J7 MORTON, Michael S. (l992). The efTeels oflnfocma.tion technology on Management and Organization, [ KOCHAN. Thomas e USEEM, Michael (Eds): r,.rms/on"ing Organizations, NewYork: Oxford University Press,pp.261.279. PARENTE. Cristina, VELOSO, Lulsa I: PINTO, CI~udia (2001). DinAmicas de Gestao de Recursos Humaucs c Competitividade, IVSimp6sio PortuguCs de Sociologist Braga, Portugal. PRAHALAD, C.K.,HAMEL,Gary(1990).Tbe eorecompetency of the corporation, HarvardBusinessReview,5, pp.7991. QUINN, Robert E., CAMERON, Kim S. (1983). Organizational life cycles and shifting criteria for effectiveness, Manogement Science,29 (I),pp. 33-51SCHAFFER, RobertH., THOMSON, HarveyA. (1996).Successful ChangeProgramsBeginwith Results,in CHAMPY, Jamcse NOHlUA,Nitin (ed.), FOIl/ Forward- TI,e Best tdeos on Mallagillg Business, Boston: HBR, pp.141-156 SCHEIN, E. (1992). The Role or the CEO in the Management of Change; The Case of Infor-mation Technology, i KOCHAN, T. e USEEM, M. (ed.), Tran~onning Orgolliza/;oll., New York:Oxford UniversityPress,pp-80-96. SMITH,Vicki(1997).New formsof work org.nization,Annl/. Rev. SocloL.23:315-339. SVEIBY, K.. (1997). Tire New Organizational Wealth. Managing eMeasuring Knowledge-BasedAssess, San Francisco: Berrett-Koehler, Inc. TANG,V., BAUER, R.(1995). CompetitiveDomInance -Beyound StrategicAdva1ltagrz and Total QuafityJ'v{allugemetlt, New York: VanNostrand Reinhold. WENGER, E.• McDERMOTT, R. e SNYDER. W. (2002). CultivatingCommunities of Practice: A Guide to Maflagi"g Knowledge.Boston: HBLVard Busines~ School Press WOMACK, James P., JONES, Dnniel T. &ROOS, Doniel (1990). Tilemachinetllarchanged tire worid: the story oftean production. USA:Scribner BookCompany. ,' I , I j , : ; r: " J54