UNIVER NIVERSIDADE CANDIDO MENDES NDES PÓS--GRADUAÇÃO “LATO SENSU” NSU” AVM FACULDADE INTEGRADA DA OS DESAFIOS FIOS DO ENFERMEIRO COMO EDUCA DUCADOR NA DOCÊNCIA SUPERIOR SILVANA PEREIRA PINHEIRO Orientador Profª. fª. ED EDLA LUCIA TROCOLI XAVIER DA SILVA SILV RIO DE JANEIRO 2012 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” AVM FACULDADE INTEGRADA OS DESAFIOS DO ENFERMEIRO COMO EDUCADOR NA DOCÊNCIA SUPERIOR Apresentação de monografia à Universidade Candido Mendes como requisito parcial para obtenção do grau de Especialista em Docência do Ensino Superior. Silvana Pereira Pinheiro 3 AGRADECIMENTO Agradeço a Deus por te me dado a oportunidade de estar aqui concluindo mais uma etapa da minha vida. E também aos meus Familiares e aos meus Amigos do curso que me ajudaram a chegar até o final desta etapa me incentivando a não desistir. 4 DEDICATÓRIA “Dedico a minha Mãe, Eliziete (in memorian), por ter me ensinado a lutar e nunca desistir dos meus sonhos mesmo diante das dificuldades. Perseverar para não parar no meio ter inteligência para terminar e humildade para acreditar em mim. 5 METODOLOGIA Para realizar este estudo buscou-se alcançar o conhecimento, utilizando métodos para atingir o objetivo desejado. Método científico é o conjunto de processos ou operações mentais que se deve empregar na investigação. É a linha de raciocínio adotada no processo de pesquisa. Os métodos que fornecem as bases lógicas à investigação são: dedutivo, indutivo, hipotético-dedutivo, dialético e fenomenológico. Considerando a complexidade do tema estudado, a seleção foi realizada através de uma revisão bibliográfica, de abordagem qualitativa com desígnio exploratório e descritivo. A revisão de literatura oferece meios para definir e resolver não somente problemas já conhecidos,como também explorar novas áreas onde os problemas não se cristalizam suficientemente. Quanto à técnica de seleção de dados foi realizado um levantamento cujas fontes de pesquisa foram livros, bases de dados virtuais. Com o objetivo de alcançar o proposto pela pesquisa, foi realizada análise dos dados bibliográficos, pré-analise, exploração de material, tratamento dos resultados obtidos, e interpretação. Deste modo, primeiro realizou-se uma investigação em acervos, selecionou-se o material retirado dos bancos de dados virtuais, que após leituras cansativas dos mesmos, foi organizado um ficha mento, contendo a identificação dos pesquisadores (nome; titulo do trabalho; ano; fonte; metodologia do estudo; palavrachave), o tipo de publicação (artigo periódico; livro; monografia; tese; e outros) e a área de conhecimento Enfermagem; Educação e outros conteúdos concernentes às questões norteadoras. Por final, 6 depois de seguir todas as etapas a organização dos dados buscou-se correlacioná-los com o tema da pesquisa, assim respondendo as questões norteadoras. 7 RESUMO Os Desafios Do Enfermeiro Como Educador Na Docência Superior, 2012. 30 páginas. Apresentação de monografia à Universidade Candido Mendes como requisito parcial para obtenção do grau de especialista em Docência do Ensino Superior. A Docência superior tem refletido em um modelo pedagógico importante na atuação do Enfermeiro como professor. Com as varias mudanças curriculares e pedagógicas este trabalho tem como objetivo refletir os desafios na pratica do docente Enfermeiro, agrupado as mudanças educacionais e sua formação e contudo atender as novas ações educacionais. Trata-se de um estudo bibliográfico. Relacionado ao uma analise minuciosa da literatura que permite afirmar que o docente Enfermeiro estão preparados para levar o seu conhecimento aos discentes de enfermagem e preparado para ministra todo conteúdo curricular inerente a sua formação. Transpondo todo seu conhecimento na grandeza do cuidado e assistência a saúde. Para formação de enfermeiro o docente deve ter total conhecimento pratico e teórico para ministrar de forma concisa suas aulas para que seus alunos consigam entender todo o conteúdo curricular. Palavras–chaves: docência superior, Enfermagem, educação em enfermagem. 8 SUMÁRIO 1-METODOLOGIA................................................................05 2 -INTRODUÇÃO...................................................................10 3.1-CAPITULO I - DOCÊNCIA NA ENFERMAGEM...............13 3.3-CAPITULO II - DIDÁTICA NA FORMAÇÃO SUPERIOR.19 3.3-CAPITULO Ill - ENSINO CENTRADO NO CUIDADO......26 4-CONCLUSÃO......................................................................33 REFERÊNCIAS......................................................................34 9 INTRODUÇÃO Em meio às modificações dos modelos educacionais e a necessidade de adaptação a essas transformações, o Curso de Enfermagem, assim como os demais cursos da área da saúde, enfrentam um problema: a maior parte dos professores não tem formação pedagógica, dificilmente as abordagens da formação de professores estendem- se a formação de professores universitários. Quando se fala em formação pedagógica se reflete em ensino fundamental e ensino médio. A didática é de suprema importância para os especialistas que se detém em um conteúdo. Os cursos de pós - graduação compreende que formar especialistas na condução de pesquisa perpetuando que para ser professora basta ter conteúdo das disciplinas oferecidas. Reis, Gomes e Rodrigues (2004, p.132) afirmam que “Logo, eles ainda ‘ensinam a fazer’, como fizeram com eles, e transmitem o conteúdo que receberam, geralmente, da forma como receberam”. O Enfermeiro segue a todo tempo o papel de educador, assumindo todas as responsabilidades dos trabalhos educativos pautados à enfermagem. Entretanto seguimos uma seqüência educacional voltado ao conteúdo enraizado como especialista. O que faz da docência superior um grande desafio. Em diversas aéreas cruzam o campo da docência do ensino superior como decorrência natural de suas atividades e por razões e interesses variados e, na maioria das vezes nunca se questionaram sobre o que é ser professor. Dessa forma, atuam no ensino superior sem 10 terem sido preparados para o desempenho da docência. Pimenta e Anastasiou (2005). Neste sentido é necessário repensar o papel do docente universitário Enfermeiro e como este profere sua prática pedagógica no sentido de atender as novas funções que a educação estabelece. Ao ponto de vista atual, O papel do professor universitário deve ser revista a partir de três competências para a docência no ensino superior: ser proporcional em uma área de conhecimento; possuir domínio da área pedagógica e desempenhar a dimensão política na prática da docência universitária. No que se refere ao domínio dos conhecimentos básicos da ciência e experiência profissional do campo. A segunda envolve a esfera do conceito de metodologia e aprendizagem, associado ao desenvolvimento cognitivo, afetivoemocional e de habilidades e Propriedade como a formação de atitudes, abrindo espaços para a interação e a interdisciplinaridade. A terceira abrange a discussão, com os alunos, dos aspectos políticos e éticos e profissional do seu aprendizado na sociedade, para que nela adquiram competência de se posicionar como cidadãos e profissionais (MASETTO, 2001 apud REIS; GOMES; RODRIGUES ,2004, p. 138). Assim, buscamos através da revisão da literatura refletir sobre a necessidade da formação pedagógica do Enfermeiro professor em virtude da adequação desta formação as novas demandas educacionais propostas pelas diretrizes curriculares do Curso de Graduação em Enfermagem. 11 Em 2001, houve a manifestação de um grupo de professores do Setor de Ciências Biológicas e da Saúde interessados em discutir questões didáticas ligadas ao cotidiano da prática pedagógica universitária, e assim, em parceria com um grupo de professoras, foi idealizado o curso extensionista “Revitalizando o ensinar-aprender na Universidade”. Logo após, sugeriu a elas que as discussões não se esgotassem, tendo em conta a repercussão positiva do curso. A idéia desse Centro de Apoio Didático foi ampliada e tornou-se o PRODEA – Programa Didático em Ação. O programa tem oportunizado discussões interdisciplinares envolvendo professores de diversas Instituições que participam dos cursos, grupos de estudos, pesquisas e assessorias. O PRODEA consolida-se como programa permanente, pois sua repercussão, bastante positiva no meio universitário, com seus avanços e recuos, aprova a sua validade. A proposta vem ganhando novos rumos, ampliando suas áreas de atuação. O desafio permanente é a inovação. 12 CAPITULO I- DOCÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR A Enfermagem tem um papel importante na construção da educação, o que leva o professor de enfermagem buscar novos conhecimentos através da didática, mesmo sendo especialista, mestre ou doutor precisa estar apto a novos conhecimentos e tecnologias de ensino. O conhecimento da didática traz ao professor a maneira correta de docência, o que poderia já estar inserido na grade curricular do Enfermeiro e todas as graduações. A educação em si, esta centralizada no desenvolvimento e conhecimento, focalizando no aluno como um todo. Com as novas políticas de certificação, acelerou o numero de profissionais despreparados para sala de aula. O que implica completamente a aprendizagem e entendimento em sala de aula. A educação atual esta voltada politicamente na preparação de pesquisadores que pesquisam suas teses e a defendem; porém não o prepara para o campo como docente . O que dificulta muito sustentar a didática em sala de aula. O professor precisa usar de sua criatividade para sustentar a atenção e manter o aluno interessado na matéria ministrada por ele. Isso parece um verdadeiro desafio diante de tantos alunos que parecem estar em aula e nada entender o que esta sendo ministrado. Essa diferença esta realmente na didática o que faz a compreensão da maneira de ensinar, educar e levar o aluno a ter interesse nas aulas. “O papel da educação é formar esse profissional e para isso, esta não se sustenta apenas 13 na instrução que o professor passa ao aluno, mas na construção do conhecimento pelo aluno e no desenvolvimento de novas Competências, como: capacidade de inovar, criar o novo partir do conhecido, adaptabilidade ao novo, criatividade, autonomia, comunicação.” (MERCADO, 1999, p.30). A educação tem um papel fundamental na construção do futuro da enfermagem como pratica e cuidado, analisando o ser humano como um todo. Assim preparando enfermeiros capacitados para atuar na promoção, prevenção, tratamento e reabilitação dos seus pacientes. Deste modo trabalhando na construção de profissionais capazes de atuar na assistência, administração, gestão, educares e pesquisadores. A educação em enfermagem procura efetivar um processo de construção e formação que seja voltada ao trabalho que desfaça a barreira entre a teoria e pratica profissional. Com o aparecimento do parecer 314/94 e da portaria do MEC nº1721/94, que tratam o currículo mínimo para os cursos de graduação em enfermagem em nível nacional, recomenda o estudo voltado para semiologia e semiotécnica da enfermagem, aperfeiçoou o contato precoce do aluno com a sociedade. O que induziu a identificação das variáveis e os fatores que intervêm no processo saúde-doença, determinando que efetivassem seu olhar de uma maneira mais focal dos problemas de saúde. Os novos currículos pedagógicos devem estar consolidados, permanentemente com as mudanças na educação aprimorando-se a cada dia ao conhecimento atual. A educação, especialmente as demandas da educação em saúde, vem sendo reconduzida no 14 sentido de ampliar sua margem de alcance nos serviços. Pode-se defini-la com uma disciplina que estabelece um campo de práticas que acontecem no nível das relações sociais, normalmente estruturadas pelos profissionais da saúde, entre si, com as instituições e com os usuários dessas instituições, no desenvolvimento cotidiano das suas atividades (L’Abbate S. Educação em saúde1994). No entanto, ao observar os diferentes arranjos no âmbito da saúde, no que tange a resolutividade e prevenção de danos, se faz necessário questionar se a educação em saúde, diante de suas proposições inovadoras, está sendo empreendida adequadamente. Muitos profissionais da área da saúde têm abordado a questão da educação em saúde com a população mais como “um ritual de informações do que um encontro promotor à aprendizagem de competência dos sujeitos com sua saúde”(Said FA. Dinâmicas pedagógicas na perspectiva da educação em saúde. Curitiba (PR): Do Autor; 2001. 94 p.:7). O desenvolvimento da enfermagem em todos os países do mundo está produzindo modelos de conhecimento com algumas características em comum; Porém, algumas inovações em potencial para a educação em enfermagem ainda continuam em níveis locais, sem transmissão para fora das fronteiras dos países. A dialética entre as diversidades culturais e costumes nacionais poderia ser uma importante tentativa para melhorar os níveis de educação em enfermagem na próxima década. Análises em vários locais e culturas permitiram o aumento da generalização dos achados científicos e, ao mesmo tempo, diminuiriam as diversidades 15 nacionais. Desse modo, a mudança dos achados de investigação para a prática em diferentes lugares necessita ser mais bem explorada. A Cooperação multinacional em pesquisa e educação em enfermagem deveria ser uma das mais importantes metas para o futuro próximo. Todo este processo ainda vem sendo um desafio a cada dia na formação profissional do Enfermeiro que embora saiba ministrar aulas universitárias, embora se depare com a necessidade da didática na grade curricular de especialista e até mesmo mestre. Devemos partir do princípio que os docentes são responsáveis pela formação do futuro profissional. Dessa forma, consideramos oportuna uma investigação a respeito da prática pedagógica dos docentes de um Curso de Graduação em Enfermagem, aprofundando o olhar na maneira como exercem, um ensino que midiatize uma visão humana em relação ao cuidar do outro. Compete aos docentes questionar o seguinte: quais são as características do processo ensino-aprendizagem no Curso de Graduação em Enfermagem que nos aproxima de um cuidar flexível, sensível, não unidimensional, não determinista, não prédeterminado. As questões que envolvem o docente junto à equipe são constituídas de profissionais com formação na área de saúde ,devendo eles terem responsabilidades técnicas e saber passar de forma correta. A formação multiprofissional também é importante para formação de um trabalho integrado e participação de cada 16 elemento com seu conhecimento e competência, visam à manutenção ou restabelimento da saúde do indivíduo. A atuação do enfermeiro requer uma postura ética e profissional, uma compreensão acerca do seu objeto de trabalho, que é o próprio ser humano, semelhante a qualquer um de nós e sujeitos a emoções e problemas idênticos aos que vivem os enfermeiros. As relações entre as pessoas acontecem principalmente através da comunicação. A maneira de falar entonação da voz, o uso adequado das palavras,expressão facial,postura corporal trajes e adornos são fatores que influenciam na comunicação.um ambiente calmo e agradável facilita a comunicação e o relacionamento. As relações interpessoais são favorecidas quando o indivíduo sabe ouvir o outro com atenção isso faz que tenha uma melhor percepção e consiga ser sensível ao sentimento ou sofrimento do outro, sem preconceito e sem impor os seus valores acerca do que o interlocutor manifesta. Outra condição importante é estar disponível, ou seja, naquele momento toda atenção estar voltada para o paciente com que se fala. A empatia, que é a capacidade de se colocar no lugar do outro, é potro fator bastante significante para estabelecer uma relação interpessoal que venha trazer confiança. Cabe o enfermeiro desenvolver um trabalho de acordo com as orientações da equipe de saúde; essa execução devera ser realizada de maneira Mecânica, mas utilizando princípios científicos, observação, rapidez de raciocínio e outros instrumentos de trabalho. 17 Deve-se orientara o paciente antes de qualquer procedimento, a fim de diminuir a ansiedade e receber dele a cooperação e confiança, mas respeitando as funções de cada um. O enfermeiro como integrante e responsável pela definição de tarefas para o bom andamento do trabalho. Participação no planejamento, execução e avaliação dos programas em saúde, prescrição de medicamento que contém na instituição aprovada no programa de saúde publica, planos assistências de saúde, participação de reformas em unidades de internação; prevenção e controle sistemático de danos, da infecção hospitalar; de doenças transmissíveis e aquelas que fazem parte de notificação compulsória deve ser identificadas pelo mesmo, assistência de enfermagem a gestante, parturiente e puerpera e educação em saúde. Cada membro da equipe deve utilizar conhecimentos atitudes e habilidades que permitam um desempenho eficiente de sua função. Empregam-se instrumentos, maior ou menor grau de acordo com a complexidade da função de cada um dos membros da equipe de enfermagem, enfermeiro, técnico de enfermagem e auxiliar de enfermagem. Utiliza-se a observação através dos órgãos dos sentidos (visão, audição, tato, olfato). Resolução dos problemas observando deve-se defini-lo o e trazer a solução pratica ,submeter essas soluções a uma apreciação e aplicar as soluções. 18 CAPITULO II - DIDÁTICA DO ENSINO SUPERIOR Muitas Instituições de Ensino Superior têm se dedicado, há anos, a propor iniciativas voltadas para a formação continuada de professores. No Brasil, o primeiro órgão voltado à assessoria pedagógica do docente. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (BERBEL, 1994). A discussão sobre o desempenho da didática no processo de ensino-aprendizagem se faz pensar em uma educação aberta a todos e que respeite as particularidades humanas. Partindo desse desígnio, transmissão de torna-se necessária conhecimentos no uma modificação âmbito escolar, na uma reformulação do ato educativo, procurando despertar à crítica dos cidadãos em face à realidade. A formação do docente universitário tem se concentrado na sua crescente especialização dentro de uma área do saber. O espectro de docentes universitário hoje tem alocado uma visão de novos professores no mercado de trabalho, frente às novas formulações pedagógicas e mudanças na educação. De acordo com Vasconcelos (1998, p. 86), há “pouca preocupação com o tema da formação pedagógica de mestres e doutores oriundos dos diversos cursos de pós-graduação do país. A graduação tem sido ‘alimentada’ por docentes titulados, entretanto, sem a menor competência pedagógica. A constatação leva a um questionamento acerca de uma conexão entre a crescente especialização oferecida pelos cursos de pós-graduação e a melhoria da qualidade docente dos professores universitários. 19 Em diferentes investigações, a linha encontrada entre a produção científica dos professores e a avaliação que seus alunos p tem sido muito baixa, finalizando as analogias entre produção científica e a eficácia docente é insuficiente. São basicamente independentes uma da outra. Pimenta e Anastasiou (2002, p. 190-196) observam que a formação atualmente oferecida aos pós - graduando separa-os de qualquer discussão sobre o pedagógico, desconsiderando, inclusive, que os elementos-chave do processo de pesquisa (sujeitos envolvidos, tempo, conhecimento, resultados e métodos) não são os mesmos necessários à atividade de ensinar, e elaboram uma comparação entre as características dos elementos constituintes de cada atividade. Em particular o trabalho é realizado individualmente; capaz de existir momentos de trabalho em grupo, mas o pós - graduando, em geral, trabalha apenas ligado a seu orientador. O professor está constantemente envolvido com outros sujeitos: seus pares institucionais (chefias e colegas docentes), alunos, comunidade etc. Habitualmente é previsto em grupos, conforme a formação da idéia e comporta alterações relevantes, submetendo-se a certa flexibilidade. O método de ensino em particular tem de se adequar período letivo, não havendo flexibilidade, constituindo-se um permanente desafio a adequação temporal dos cronogramas curriculares. O ensino deve ajustar-se a novas elaborações e modernas sínteses aos professores e aos alunos, ampliando a herança 20 cultural e propiciando ao aluno uma inquietação qualitativamente superior dos quadros teóricos e da própria realidade. Os conhecimentos de natureza em composições provisórias geradoras de novas propostas de trabalho. Aborda, em geral, do trabalho com o conhecimento já existente e sistematizado, a ser “apropriado” pelo aluno sob a orientação do professor. A didática para assumir um papel significativo na formação do educador não poderá reduzir e voltar-se somente ao ensino de meios e mecanismos pelos quais desenvolvem um processo de ensino-aprendizagem, e sim, deverá ser um modo crítico de desenvolver uma prática educativa forjadora de um projeto histórico, que não será feito tão somente pelo educador, mas, por ele conjuntamente com o educando e outros membros dos diversos setores da sociedade. Deve considerar o papel crítico do ensino superior, a importância de sua disciplina nesse papel, a relação existente entre sua disciplina e as demais para que não seja repetitiva e desmotivada, contribuindo assim efetivamente para a construção de novos seres humanos e profissionais comprometidos mundo sócio e economicamente do mesmo modo justo e inclusivo A didática necessita se enquadrar como mecanismo de tradução prática, no exercício educativo, de decisões filosóficopolíticas e epistemológicas de uma concepção histórica de desenvolvimento da sociedade. Ao desempenhar seu papel característico estará apresentando-se como um organismo tradutor de posturas teóricas em práticas educativas. 21 Os métodos avaliativos instituem uma autoridade do professor no papel de educador, qualificando seus métodos de forma que o educando tenha seus princípios individuais respeitados, nem sempre a realidade é igual para todos no que diz respeito ao contexto social. Deste modo, é imprescindível redesenhar o educador, tornando-o um indivíduo compromissado com um patrono de uma idéia mais igualitária, pois sabe que o estudante na escola pública nada mais é que o povo na escola. Este novo educador seria aquele que enfrenta a educação como uma problematização, que apóiem homens a sua própria vida como um desafio a ser vivido, buscando a transformação. A Pedagogia Tradicional Preparação intelectual e moral dos alunos para assumir seu papel na sociedade Conhecimento valores sociais acumulados através dos tempos e repassados aos alunos como verdades absolutas. Exposição e demonstração verbal da matéria e/ou por meios de modelos. Autoridade do professor que exige atitude receptiva do aluno. São receptiva e mecânica, sem se considerar as características próprias de cada idade. Nas escolas que adotam filosofias clássicas ou científicas. A escola deve adequar às necessidades individuais ao meio social. São estabelecidas a partir das experiências vividas pelos alunos frente às situações problemas. Por meio de experiências, pesquisas e método de solução de problemas. O professor é auxiliador no desenvolvimento livre do aluno. É baseada na motivação e na estimulação de problemas. 22 As novas tendências pedagógicas leva a uma escola liberal renovada não-diretiva (Escola Nova) Formação de atitudes. Baseia-se na busca do conhecimento pelos próprios alunos. Método baseado na facilitação da aprendizagem Educação centralizada no aluno e o professor é quem garantirá um relacionamento de respeito. Aprender é modificar as percepções da realidade. Tendência Liberal e tecnicista modeladora do comportamento humano através de técnicas específicas. São elementos ordenados numa seqüência lógica e psicológica. Procedimento e técnicas para a transmissão e recepção de informações. Relação objetiva onde o professor transmite informação o aluno vai fixá-las. Aprende baseado no desempenho. Visão progressista e libertadora leva professores e alunos a atingir um nível de consciência da realidade em que vivem na busca da transformação social. Matérias geradoras de grupos de discussão que promove no homem o despertar do pensamento. A relação é de igual para igual, horizontal para resolução da situação problema. Tendência Progressista "crítico social dos conteúdos” ou "histórico-crítica" promove uma comunicação dos conteúdos. Conteúdos culturais universais que são incorporados pela humanidade frente à realidade social. O método parte de uma relação direta da experiência do aluno confrontada com o saber sistematizado. 23 Papel do aluno como participador e do professor como mediador entre o saber e o aluno. Baseadas nas estruturas cognitivas já estrutura nos alunos. INTERDISCIPLINARIDADE • Que se entende por interdisciplinaridade? • Como se dá nossa relação com o mundo social, natural e cultural? • Esta relação se dá fragmentada, de tal modo que cada fenômeno observado ou vivido é entendido ou percebido como fato isolado? Ou essa relação se dá de forma global, entendendo que cada fenômeno observado ou vivido está inserido numa rede de relações que lhe dá sentido e significado? • Enfim como se dá o conhecimento? • E como se realiza um fazer docente pautado no conceito de interdisciplinaridade? INTERDISCIPLINARIDADE É a integração de dois ou mais componentes curriculares na construção do conhecimento. A interdisciplinaridade surge como uma das respostas à necessidade de uma reconciliação epistemológica, processo necessário devido à fragmentação dos conhecimentos ocorrido com a revolução industrial e a necessidade de mão de obra especializada. A interdisciplinaridade buscou conciliar o conceito pertencente às diversas áreas do conhecimento 24 a fim de promover avanços como a produção de novos conhecimentos ou mesmo, novas subáreas. Com o processo de especialização do saber, a interdisciplinaridade mostrou-se como uma das respostas para os problemas provocados pela excessiva compartimentalização do conhecimento. No final do séc. XX surge à necessidade de mudanças nos métodos de ensino, buscando viabilizar práticas interdisciplinares. 25 CAPITULO Ill - ENSINO CENTRADO NO CUIDADO Partindo no principio o binômio saúde - doença é um processo dinâmico e dependente de relações estabelecidas no âmbito da sociedade,e inquestionável a existência do setor saúde no comovente a resolução dos problemas da população. Existem fatores determinantes na influência da saúde e bem estar do ser humano que não depende somente de um problema social, mas também de um questão sócio política,econômicas,ambientais,culturais,corpotamentais biológicas que visem a melhoria e condições e de vida e;conseqüentemente demandem medidas abrangentes para a promoção de saúde da população. As condições de vida do ser humano não podem ser atribuídas somente como uma responsabilidade exclusiva do setor de saúde e dever do estado, pois, as condições de integridade física precisam estar presentes em cada individuo. Neste aspecto a saúde visa bem estar físico como: paz ,habitação,educação,renda ,ecossistema estável, justiça social,equidade,alimentação,além da participação efetiva do governo,dos diversos setores e segmentos da sociedade,inclusive organizações não governamentais. A constituição federal em vigor afirma o direito à saúde de todo cidadão e o acesso a universalidade e igualitário ao sistema publico de saúde (SUS). A grande maioria da população depende do sistema de saúde oferecida pelo sistema único de saúde, em 26 diversos níveis de atendimento, que se encontram organizado segundo a sua complexidade. Serviços primário de saúde são oferecidos pelas unidades básicas de saúde que são denominados por centros de saúde, postos de saúde, PSF, unidades de pronto atendimento. Serviços secundários hospital geral, ambulatórios especializados. E o serviço terciário que são os hospitais especializados e universitários. De maneira geral as instituições de saúde desenvolvem um trabalho com ação de maneira preventiva,curativa e de reabilitação. O resultado hoje do nível atual e tecnológico, cientifico e administrativo tem por resultado um caráter mais dinâmico dos serviços de saúde. Através de diagnostico precoce nas doenças e agilidade na aplicação do tratamento clinico cirúrgico e procedimentos especiais. Estes fatores contribuem para melhor desempenho no pacientes na fase de recuperação e reabilitação. Como conseqüência tem uma conseqüência, pode-se perceber a redução nas internações e permanência de pacientes na rede hospitalar e diminui os gastos com internações. Exercer funções educativas e de pesquisa através da educação sanitária e praticas de saúde publica, visando o paciente a família e a comunidade. Ao ponto de vista de formação e aperfeiçoamento dos profissionais de saúde,o hospital exerce um papel fundamental ,pois é onde se coloca em pratica os conhecimentos e inovação técnico- científico, nas diversas áreas do campo de saúde. Ao promover a saúde da população e através do cuidado intensivo voltado a o paciente, surge o fundamento do cuidado onde o paciente tem direito de receber todas as explicações necessárias 27 de seu diagnóstico e tratamento a qual será exercido durante sua permanência no hospital. Os clientes hospitalizados estão no reconhecimento da individualidade da experiência humana do sofrimento, por sua permanência e de algum modo, pela dependência do outro, pois estará à mercê de outras pessoas que prestarão assistência. Esta atitude pessoal do prestador face ao outro e suas necessidades: Preocupação, compromisso, respeito, sensibilidade e urbanidade. O cuidado com o outro gera na assistência atitudes necessária e educativa para uma melhor qualidade do serviço a ser exercido, como por exemplo, a sistematização da assistência o que faz uma grande diferença pela pessoa hospitalizada. A sistematização da assistência envolve o paciente como um todo, proporcionado um ambiente confortável e com segurança. O enfermeiro é o profissional que mais permanece ao lado do pacientes durante sua internação. Diante deste fato é o profissional que tem melhor oportunidade para minimizar o sofrimento do paciente hospitalizado. Os desconfortos e à ajuda a alcançar um estado eficaz em que o doente experimenta tranqüilidade face ao presente e ao futuro; pode ser auto - administrado quando o cliente encontra modos de aliviar o desconforto, e a dor sem inserção de fármacos. O cuidado é aquele que aumenta a percepção de controle sobre a vida e as circunstâncias de ajudar amenizar o sofrimento, aquele que facilita a percepção de normalidade de vida, mesmo durante a hospitalização. 28 A construção do cuidado passa pelo fornecimento de necessidades humanas básicas através de medidas preventivas e de alivio são importantes na integridade física do ser humano. Estabelece a proximidade física e afetiva, pela comunicação com respeito e compromisso no que diz respeito ao próximo. Outro fator importante no cuidado e o dialogo entre o paciente e o profissional d que ira dirigir- se ao mesmo. O profissional deve chamá-lo pelo nome, identificando- se e falando sua qualificação profissional para que assim ele possa através de uma conversação informal levar segurança e conforto. O cuidado é alicerçado no aumento do conhecimento e sentido de reconhecimento do cliente, na diminuição das respostas e recursos, e na diminuição das agressões pelo que o contorna. As teorias educativas tradicionais e as práticas de enfermagem destacam seus pontos de vista e dimensões, percebida como estratégia para mudança de comportamentos errôneos evidenciando atitudes mais saudáveis na população. Com isto modificando algumas atitudes que possam de alguma forma promover saúde através de mudanças de hábitos de vida. Enfoques que permeiam a educação em saúde em seu aspecto primordial e abrangente como instrumento das ações educativas na qual a se propõe a alcançar. O enfermeiro utiliza métodos educativos como instrumento nas práticas cotidianas do enfermeiro atuante na assistência de enfermagem. Dentre suas funções em destaque como educador, apontando algumas implicações em sua prática considerada como 29 parte do processo de trabalho em saúde, e treinamento especializado de sua equipe através de educação continuada. A educação e saúde no Brasil possuem dois pressupostos, no qual o primeiro refere-se às medidas preventivas e curativas que visam a obtenção da saúde e o enfrentamento das doenças; o segundo, às estratégias da promoção da saúde objetiva a construção social da saúde e do bem estar. O pressuposto das estratégias preventivas e curativas de enfrentar a doença e de obter saúde é coerente com os princípios que regem as atuais culturas e sociedades, pois são baseadas na produção incessante e sempre renovadas de variados serviços que se fundamentam na tecnologia e na ciência oferecidos para o consumo das pessoas que freqüentam o serviço publico (GUEDES; SILVA; FREITAS, 2004). A promoção da saúde entendida como processo participativo da comunidade e no contexto de sua vida habitual, pois a participação da população e importante, pois este é o propósito de levar conhecimento as pessoas sob risco de adoecer, quando demonstra a obtenção das condições de vida da população,entre outros propósitos, eliminar ou minimizar a ocorrência dinâmica de morbidades decorrentes da ausência destas condições. Deste modo atinge as causas e não apenas evita a manifestação de tais agravos. Prevenção pode ser considerada como toda e qualquer medida tomada antes do surgimento de condição mórbida ou de um seu conjunto, vistas a uma situação que não ocorra com pessoas ou coletividades ou, pelo menos, se vier a ocorrer, que isso se dê de forma menos grave ou mais branda. 30 Para entender a importância da educação em saúde a historicidade da Estratégia da saúde da família. O cenário da saúde pública no país ao longo do tempo tem sofrido uma série de transformação de cunho político e social culminando com a constituição de 1988, onde a Constituição Federal implementou a saúde como direito de todos. Antes, o atendimento era oferecido pelo Estado a quem tinha vínculo empregatício e carteira assinada. Outras pessoas tinham acesso à saúde, não como um direito, mas como um favor. Com a criação do Sistema Único de Saúde – SUS surgem alguns princípios básicos de atendimento á saúde: universalidade, equidade, integralidade, hierarquização e controle social. Todos os cidadãos, na teoria, passam a ter acesso à saúde. São criados os centros de atenção básica. Com o principal propósito de reorganizar a prática da atenção à saúde em novas bases e substituir o modelo tradicional, levando a saúde para mais perto da família e, com isso, melhorando a qualidade de vida dos brasileiros. As unidades básicas de saúde priorizam as ações de prevenção, promoção e recuperação da saúde das pessoas, de forma integral e continua. Através de uns maiores investimentos nas unidades básicas de saúde, tem diminuído nas estatísticas do país a cronicidade das doenças, ou seja, os agravos. Quando se fala em educação em saúde na maioria das vezes, as pessoas têm idéia de cuidados pessoais que sejam para evitar doenças, parecendo que a saúde em se revela em um problema individual podendo ser resolvido apenas pela educação das pessoas. 31 A educação em saúde é vista como uma maneira de se conseguir mudança de algumas peculiaridades individuais por a falta de higiene, alimentação, pobreza, enfim, a não o adesão aos cuidados preventivos importantes e necessários para a promoção em saúde, segundo Lima (1996). A educação em saúde de acordo com o modelo clássico pode ser chamada também de preventiva, segue os desígnios da antiga saúde pública. Este modelo demonstra e objetiva a prevenção de enfermidades situadas em sua abordagem na mudança individual, seguindo o foco embasado nos princípios da ideologia do individualismo e do behaviorismo (OLIVEIRA apud SOUZA, 2005). Através de estratégias educativas pretendem mudar comportamentos individuais, seguindo uma pedagogia de ensino bancário, no qual o “professor” detém todo o conhecimento que será “depositado” nos educandos, ou seja, estudam de forma passiva. Este método dificulta da consciência crítica desse sujeito, pois, parte da hipótese de que o sujeito nada sabe e que é preciso preencher espaços vazios da sua mente, depositando nesta os conhecimentos que se julgam importantes, sem que haja uma atitude questionadora e crítica, destaca Souza (2005). 32 CONCLUSÃO Para formação do Enfermeiro docente necessita ter total conhecimento pratico e teórico para ministrar de forma concisa suas aulas fazendo que seus alunos consigam entender todo o conteúdo curricular. Analisando a importância da idéia na direção da formação e atuação do docente é que apresentamos eixos norteadores dos métodos de formação, tendo conhecimento que a formação reflexiva engloba tanto atitudes como os saberes e competências que ajustem condições para que o profissional Enfermeiro seja capaz de cumprir um papel ativo na elaboração de objetivos, estratégias, avaliações. Práticas que procedam do conhecimento teórico dos professores, por meio de um ensino reflexivo que nos estimule o desejo de aprender e de ensinar levando em consideração as responsabilidades do professor em sua prática. Perceptibilidade de estabelecer parâmetros de ações contextualizadas e críticas permanentemente. Destaque conclusivo de contribuição na expectativa de concentração na formação inicial de professores no aprendizado da docência superior. A refletividade se introduz como um dos elementos de formação inicial ou continuada, compreendida como um processo articulado de reflexão que começa com a prática e posteriormente traduza uma obra concreta, transmitindo uma nova reflexão e uma pratica diferenciada. 33 BIBLIOGRAFIA 1. L’Abbate S. Educação em saúde: uma Nova abordagem.Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro 1994 out/dez;10(4):481-90. 2. MERCADO, L. P. L. Formação continuada de professores e novas tecnologias. Maceió.Maceió: Edufal, 1999. 3. Indicadores de Qualidade do Projeto do curso. (SEGUNDO PORTARIA MEC Nº 877/97 E ART. 4º/PORTARIA MEC Nº 1721/94 DE 15/12/94). 4. PIMENTA, S. G.; ANASTASIOU, L. G. C. Docência no ensino superior. 2ª ed. SP: Cortez, 2005. 5. REIS, S.M.A.; GOMES, V.L.; RODRIGUES, M.M. A docência nos cursos superiores na área da saúde. Ícone Educação, Uberlândia, n.1/2, v.10, p.131-144, jan./dez. 6. Said FA. Dinâmicas pedagógicas na perspectiva da educação em saúde. Curitiba (PR): Do Autor; 2001. 34 INDICE FOLHA DE ROSTO.........................................................02 AGRADECIMENTO..........................................................03 DEDICATÓRIA.................................................................04 METODOLOGIA.............................................................. 05 RESUMO..........................................................................07 ABSTRACT__________________...... 08 SUMÁRIO.........................................................................09 INTRODUÇÃO .................................................................10 CAPITULO I- DOCÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR..........12 CAPITULO II - DIDÁTICA DO ENSINO SUPERIOR..........19 CAPITULO Ill - ENSINO CENTRADO NO CUIDADO.........26 CONCLUSÃO.....................................................................33 BIBLIOGRAFIA ..................................................................34