Novembro/Dezembro 2008 • Ano 14 • Número 6 Noviembre/Diciembre 2008 • Año 14 • Número 6 INFORMAÇÃO E TECNOLOGIA DE PETRÓLEO PARA A AMÉRICA LATINA R$ 6,80 • US$ 4.00 INFORMACIÓN Y TECNOLOGÍA DE PETRÓLEO PARA AMÉRICA LATINA Dutos: saída para minimizar impacto de 180 blocos na Região Amazônica Ductos: salida para minimizar el impacto de 180 bloques en la Región Amazónica Leilões Subastas ANP: 68% dos blocos foram arrematados ANP: 68% de los bloques fueron adjudicados ENFOQUE REGIONAL ENFOQUE REGIONAL México e Cuba abrem petróleo para o mundo México y Cuba abren petróleo para el mundo Relatório setorial Reporte sectorial Petrobras aquece estaleiros no Brasil Petrobras estimula astilleros en Brasil PONTO DE VISTA PUNTO DE VISTA De olho em avanços não sísmicos Atento a los avances no 2008 sísmicos Novembro/Dezembro • Noviembre/Diciembre 2008 1 2 Oil & Gas Journal Latinoamericana Novembro/Dezembro 2008 . Ano 14 . Número 6 Noviembre/Diciembre 2008 . Año 14 . Número 6 SUMÁRIO SUMARIO Arquivo Estaleiro Mauá Publisher Publicista Jean-Paul Prates [email protected] Diretoria Editorial Directoría Editorial Marcia Fialho [email protected] Diretoria Comercial Directoría Comercial Marcia Fialho [email protected] Editorias Locais Editorias Locales América Central • Argentina • Bolivia • Brasil • Colombia • Ecuador • Perú • Trinidad & Tobago/Caribe • Venezuela Gestão Administrativa e Financeira Gestión Administrativa y Financiera Rafaela Mesquita Prates [email protected] Gestão de Assinaturas e Circulação Gestión de Suscripciones y Circulación Anderson Motta [email protected] Design Diseño Mary Paz Guillén [email protected] Envio de Artigos Técnicos Envio de Articulos Tecnicos Qualquer Trabalho técnico ou correspondência para esta revista devem ser enviados para o email [email protected]. Cualquier trabajo tecnico o correspondencia para esta revista deben ser enviados para el email [email protected]. 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Brasil)/América Central/Caribe/México Marcia Fialho • [email protected] • +5521 2533-5703 Estados Unidos/Canadá Charlene Burman • [email protected] • 713-963-6274 Marlene Breedlove • [email protected] • 713-963-6293 David Davis • [email protected] • 713-963-6206 Bailey Simpson • [email protected] • +1 713 963 6286 França/Bélgica/Espanha/Portugal/Suíça (Sul)/Mônaco/Norte da África Francia/Bélgica/España/Portugal/Suiza (Sur)/Mónaco/Norte de África Daniel Bernard (Prominter) • [email protected] +33 01 3071 1224 Inglaterra Carole Winstanley • Adbiz Media • [email protected] +44 (0) 1224 791178 Escandinávia/Holanda/Oriente Médio Escandinavia/Holanda/Medio Oriente David Betham-Rogers • [email protected] • +33.2.33.282584 Itália Italia Vittorio Rossi Prudente • [email protected] • +39 049 72 3548 Alemanha/Suíça/Leste Europeu/Dinamarca/Áustria/Rússia Alemania/Suiza/Europa del Este/Dinamarca/Austria/Rusia Andreas Sicking • [email protected] • +49 0201 77 9861 Japão Japón Manami Konishi • [email protected] • +81 3 3556 1575 Masaki Mori • [email protected] • +81 3 3556 1575 Cingapura/Austrália/Ásia-Pacífico Singapur/Australia/Asia-Pacífico Michael Yee • [email protected] • +65 9616 8080 India Rajan Sharma • Interads Limited • [email protected] [email protected] Nigéria Dele Olaoye • [email protected] • + 234 805 687 2630 Webcasts & Serviços de Mídia Digital Webcasts & servicios del medios digitales Anderson Motta • [email protected] •+5521 2533 5703 Mike Moss • [email protected] •+1 713 963 6221 Guy Bills • [email protected] •+1 713 963 6208 Vendas Publicitárias (Impresso & Online) Vendas Publicitarias (Impresso y Online) Márcia Fialho • [email protected] • +55 21 2533 5703 Glenda Harp • [email protected] • + 1 918 832 9301 www.ogjla.com.br Produção Producción Avenida Erasmo Braga 227 – 11º piso Rio de Janeiro RJ 20024-900 BRASIL (55 21) 2533 5703 – [email protected] www.expetro.com.br | www.pennwell.com.br Corporate Headquarters 1421 S. Sheridan Rd. 74112 Tulsa, OK Plataforma de Mexilhão 3 LEILÕES Leilão da ANP supera expectativas 3 SUBASTAS 4 RELATÓRIO ESPECIAL 7 INFORME ESPECIAL Dutos podem minimizar impacto de 180 blocos na Região Amazônica 10 ENFOQUE REGIONAL Licitación de la ANP supera las expectativas Ductos pueden minimizar el impacto de 180 bloques en la región Amazónica 19 ENFOQUE REGIONAL México: esboço de uma reforma no setor de petróleo México: el esbozo de una reforma del sector petrolífero 22 RELATÓRIO SETORIAL Demanda da Petrobras faz indústria naval brasileira crescer 25 INFORME SETORIAL La demanda de Petrobras estimula el crecimiento de la industria naval brasileña 32 PONTO DE VISTA Novo presidente da SEG de olho em avanços não sísimicos 32 PUNTO DE VISTA El nuevo presidente de la SEG está atento a los avances no sísmicos Seções Secciones 2 Editorial 36 Raio-X 40 Agenda 2 Editorial 38 Rayo-X 40 Agenda Glossário de Unidades l = litro m3= metro cúbico b = barril de petróleo t = tonelada métrica h = hora; d = dia; a = ano Btu = British thermal unit M = mil (103) MM = milhão (106) B = bilhão (109) MW = megawatt MWh = megawatt hora Glosario de Unidades l = litro m3= metro cubico b = barril de petróleo t = tonelada metrica h = hora; d = día; a = año Btu = British thermal unit M = mil (103) MM = millón (106) B = mil millones (109) MW = megawatt MWh = megawatt hora Novembro/Dezembro 2008 • Noviembre/Diciembre 2008 3 E D I TO R I A L 2009: Grandes decisões nacionais pela frente Jean-Paul Prates 2008 marca o fim de um período de grande evolução no mundo energético mundial. Após mais de uma década de preços do barril de petróleo em alta, a crise financeira mundial recoloca as fontes energéticas em competição acirrada, agora diante de uma realidade completamente nova quanto às renováveis. O mundo, e os governos nacionais (isoladamente ou em conjunto, conforme o caso), terão que decidir que futuro terá o petróleo nas suas vidas, por exemplo. O novo presidente dos EUA, Barack Obama, prometeu iniciar “uma jornada em direção à nova fronteira energética”, afirmando que essa será “a prioridade dominante” do seu governo, “como um teste que definirá a nossa época”. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) anunciou no dia 17/12 redução na sua produção diária em 2,2 milhões de barris a partir de 01 de janeiro de 2009, no que será o maior corte na produção da história da organização. Consultores da KBC Market Services (Surrey, Inglaterra), esperam uma estabilização dos preços em torno do patamar de US$ 80/barril para o Brent, ao longo de 2009. De nossa parte, preferimos vaticinar um patamar mais conservador, em torno de US$70. Apesar do enxugamento da liquidez nos mercados financeiros ter jogado um balde de água fria nas ousadas metas de investimentos da ordem de 500 bilhões de euros em programas de geração de energia a partir de fontes renováveis, é certo que projetos voltados para geração local de energia (a partir de fontes eólicas, fotovoltaicas ou termo-solares) ainda atrairão investimentos mesmo em meio à crise. Segundo a consultoria especializada Edelman (em conferência sobre o assunto, havida em Bruxelas, no final de novembro), “ao invés de simplesmente receberem e distribuirem energia gerada nas plantas para o consumidor final, as distribuidoras terão que se preparar cada vez mais para receber energia gerada pelos seus próprios consumidores, por vezes estocá-la e distribuí-la para outros consumidores de acordo com a demanda de cada um”. Isso levará a uma verdadeira industrialização geral dos mercados de energia e uma necessidade que as distribuidoras de energia participem e apóiem cada vez mais de perto o investimento de seus consumidores em geração local (auto-produção e co-geração, por exemplo), diminuindo os fluxos de energia inter-estaduais e internacionais. Nesta edição, a última de 2008, tratamos da Amazônia peruana e equatoriana - onde , ao contrário do que se imagina, não é a exploração de petróleo que mais afeta áreas indígenas e de preservação. Falamos também da retomada da indústria naval no Brasil – uma realidade auspiciosa que pode contaminar todo o continente. A perspectiva de mudanças regulatórias no México, último reduto monopolista e a repercussão da Administração Obama para os cubanos também fazem parte da agenda. Feliz 2009 a todos, lembrando que crise é sinônimo de oportunidade. 2009: Grandes decisiones nacionales por la frente 2008 marca el final de un período de grandes evoluciones en el mundo energético mundial. Después de más de una década caracterizada por el alza del precio del barril de petróleo, la crisis financiera mundial coloca nuevamente a las fuentes energéticas en una fuerte competición, ahora frente a una realidad completamente nueva con relación a las fuentes renovables. El mundo, y los gobiernos nacionales (de manera aislada o en conjunto, según el caso), tendrán que decidir qué futuro ocupará el petróleo en sus destinos, por ejemplo. El nuevo presidente de los EUA, Barack Obama, ha prometido iniciar “una jornada en dirección a la nueva frontera energética”, afirmando que esa será la “prioridad dominante de su gobierno”, “como una prueba que definirá a nuestra época”. La Organización de los Países Exportadores de Petróleo (Opep) anunció el día 17/12 que realizará una reducción de 2,2 millones de barriles de su producción diaria, a partir de 01 de enero de 2009, el mayor recorte en la 4 Oil & Gas Journal Latinoamericana producción de la historia de la organización. Consultores de KBC Market Services (Surrey, Inglaterra), esperan que se produzca una estabilización de los precios, a un nivel de aproximadamente US$ 80 / barril de Brent, a lo largo de 2009. Por nuestra parte, no inclinamos por un nivel más conservador, de cerca de US$ 70 el barril. A pesar de que la caída de la liquidez en los mercados financieros ha arrojado un balde de agua fría sobre las osadas metas de inversiones del orden de los 500.000 millones de euros en programas de generación de energía a partir de fuentes renovables, ciertamente los proyectos orientados a la generación local de energía (a partir de fuentes eólicas, fotovoltaicas o termosolares) todavía atraerán inversiones pese al contexto de crisis. Según la consultora especializada Edelman (en una conferencia sobre el asunto, ocurrida en Bruselas a fines de noviembre), “en vez de recibir y distribuir simplemente energía generada en las plantas hacia el consumidor final, las distribuidoras tendrán que prepararse cada vez más para recibir energía generada por sus propios consumidores, debiendo, a veces, almacenarla y distribuirla hacia los otros consumidores de acuerdo con la demanda de cada uno”. Eso conducirá a una verdadera industrialización general de los mercados de energía y a la necesidad de que las distribuidoras de energía participen y apoyen cada vez más de cerca la inversión en generación local de sus consumidores (autoproducción y cogeneración, por ejemplo), lo que disminuirá los flujos de energía interprovinciales e internacionales. En esta edición, la última de 2008, tratamos del tema de la Amazonia peruana y ecuatoriana – en donde, en contraste con lo que se suele pensar, no es la exploración de petróleo lo que más afecta las áreas indígenas y de preservación. Hablamos también de la revitalización de la industria naval en Brasil – una realidad auspiciosa que puede contaminar a todo el continente. La perspectiva de cambios regulatorios en México, último reducto monopolista y las repercusiones de la Administración Obama para los cubanos también hacen parte de la agenda. Feliz 2009 a todos, sin olvidar que crisis es sinónimo de oportunidad. L EILÕES / S U B A S TA S (SREC-T3 e SREC-T4), por dez empresas. O total de bônus arrecadado no setor é cerca de R$ 11,1 milhões. Potiguar - dos 35 blocos oferecidos no setor SPOT-T4, 14 foram arrematados por oito empresas em um total arrecadado de R$ 19,7 milhões. Amazonas - dos sete blocos ofertados no setor SAM-O, três foram arrematados pela Petrobras em consórcio com a Petrogal e um pela STR (Argentina) em consórcio com a Agemo (Brasil). Foram arrecadados cerca R$ 28 milhões e a previsão de investimento mínimo na fase de exploração é de R$ 384 milhões. Foi a bacia que registrou recorde de bônus de assinatura: R$ 13,640 milhões oferecidos pelo consórcio Petrobras (60%) e Petrogal (40%), pelo bloco AM-T-85. Sergipe-Alagoas - nove blocos foram arrematados, dos 44 ofertados, localizados no setor SEAL-T3. A previsão de investimento mínimo na fase de exploração é de R$ 35,7 milhões. As empresas vencedoras foram Integral (IST - Colômbia), Severo Villares, Synergy (Panamá), Petrobras e Nord Oil (Brasil). Parecis - todos os seis blocos oferecidos no setor SPRC-L, da Bacia de Parecis, foram arrematados pela Petrobras, que desembolsou R$ 2,7 milhões em bônus. São Francisco - Dos 12 blocos oferecidos Leilão da ANP supera expectativas O leilão de 130 blocos em terra, realizado durante a 10ª Rodada da ANP, superou as expectativas do Programa Exploratório que inicia com uma previsão de investimento mínimo de R$ 611,154 milhões . Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), foram arrematados cerca de 48 mil km², 68% da área oferecida com uma arrecadação total de R$ 89,406 milhões em bônus. O maior bônus oferecido, segundo a ANP, foi referente ao bloco AM-T- 85, arrematado por R$ 13,640 milhões pelo consórcio Petrobrás (60%) e Petrogal (40%). A Petrobras levou 27 blocos liderando o leilão e ainda está presente em quase todos os blocos arrematados. A estatal só não participou do bloco POT-T-603, na Bacia do São Francisco (MG), que ficou com o consórcio da estreante Cemig (Sipet, Comp, Orteng e Codemig). O diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, considerou o resultado do leilão muito bom e afirmou que o objetivo de ampliar a exploração de petróleo no interior do País foi atingido. Resultados por bacia Recôncavo - Foram arrematados 11 blocos, dos 21 oferecidos nos dois setores Licitación de la ANP supera las expectativas La licitación de 130 bloques en tierra, realizada durante la 10ª Ronda de la ANP, superó las expectativas del Programa Exploratorio, que se inicia con una previsión de inversión mínima de R$ 611,154 millones. Según la Agencia Nacional del Petróleo (ANP), han sido adjudicados cerca de 48 mil km², el 68% del área ofrecida, lo que representa una recaudación total de R$ 89,406 millones en bonos de participación. El mayor bono ofrecido, según la ANP, fue el referente al bloque AM-T- 85, adjudicado por R$ 13,640 millones al consorcio Petrobras (60%) y Petrogal (40%). Petrobras se llevó 27 bloques, liderando la licitación, e incluso se encuentra presente en todos los bloques adjudicados. La compañía estatal solamente no obtuvo participación en el bloque POT-T-603, el cual fue obtenido por el consorcio de la debutante Cemig (Sipet, Comp, Orteng y Codemig). El director general de la ANP, Haroldo Lima, consideró muy bueno el resultado de la licitación y afirmó que fue alcanzado el objetivo de ampliar la exploración de petróleo en el interior del País. Resultados por cuenca Recôncavo - diez empresas se adjudicaron 11 bloques, de los 21 ofrecidos en los dos sectores (SREC-T3 e SREC-T4). El total de bonos recaudados en el sector es de aproximadamente R$ 11,1 millones. Potiguar - de los 35 bloques ofrecidos en el sector SPOT-T4, ocho empresas se adjudicaron 14 bloques, recaudándose un total de R$ 19,7 millones. Amazonas - de los siete bloques ofertados en el sector SAM-O, tres fueron adjudicados a Petrobras en consorcio con Petrogal y uno a STR (Argentina) en consorcio con Agemo (Brasil). Se recaudaron aproximadamente R$ 28 millones y la previsión de inversión mínima en la fase de exploración es de R$ 384 millones. Fue la cuenca que registró un récord de bonos de participación: R$ 13,640 millones ofrecidos por el consorcio Petrobras (60%) y Petrogral (40%), por el bloque AM-T-85. Sergipe-Alagoas - se adjudicaron nueve bloques, de los 44 ofertados, todos ubicados en el sector SEAL-T3. La previsión de inversión mínima en la fase de exploración es de R$ 35,7 millones. Las empresas vencedoras fueron Integral no setor SSF-S, nove foram concedidos para seis empresas, com destaque para as estreantes Sipet, Cemig e Codemig, em consórcio com a Orteng e Comp, que já são concessionárias que arremataram juntas, quatro blocos na bacia. O bônus total arrecadado foi de R$ 18,3 milhões. Paraná - Somente um bloco dos cinco oferecidos no setor SPAR-CS foi arrematado por R$ 1,2 milhão pela empresa argentina STR. Foto - ANP Diretoria da ANP Uruguai realizará leilão em 2009 O Ministério de Energia do Uruguai e a Ancapa, empresa nacional do petróleo, deram início em dezembro de 2008 a “Rodada Uruguai” para as bacias de offshore. O leilão que ocorrerá em julho de 2009 vai oferecer as bacias de Punta del Este e Pelotas, com profundidades variando entre 50 e 1500 metros e a bacia exterior nomeada Oriental Del Plata. As áreas variam de 2.500km²a 10.000km. Matéria completa na próxima edição. (IST - Colombia), Severo Villares, Synergy (Panamá), Petrobras y Nord Oil (Brasil). Parecis - los seis bloques ofrecidos en el sector SPRC-L, de la Cuenca de Parecis, fueron adjudicados a Petrobras, que desembolsó R$ 2,7 millones para pagar los bonos de participación. São Francisco - De los 12 bloques ofrecidos en el sector SSF-S, nueve fueron concedidos a seis empresas, de las que se destacan las compañías debutantes Sipet, Cemig y Codemig, en consorcio con Orteng y Comp, que ya son concesionarias que se adjudicaron juntas cuatro bloques en la cuenca. El bono de participación total recaudado fue de R$ 18,3 millones. Paraná - Sólo fue adjudicado uno de los bloques, de los cinco ofrecidos en el sector SPAR-CS, por R$ 1,2 millones, y la empresa vencedora fue STR, de Argentina. Uruguay realizará una licitación en 2009 El Ministerio de Energía de Uruguay y la Ancapa, empresa nacional de petróleo, dieron comienzo en diciembre de 2008 a la “Ronda Uruguay” para las cuencas de offshore. La licitación, que tendrá lugar en julio de 2009, va a ofrecer las cuencas de Punta del Este y Pelotas, que poseen profundidades que varían entre los 50 y los 1500 metros, además de la cuenca exterior denominada Oriental Del Plata. Las áreas varían de 2.500km² a 10.000km². El artículo completo estará disponible en la próxima edición. Novembro/Dezembro 2008 • Noviembre/Diciembre 2008 5 Relatório especial extração ilegal de madeira e caça ilegal. Eles sugerem que os novos projetos de exploração façam escoar a produção por dutos, ferrovias e hidrovias para evitar que estradas incentivem a grilagem em regiões ainda inabitadas. O gasoduto UrucuCoari-Manaus da Petrobras foi o exemplo citado pelo estudo para a construção de oleodutos sem a abertura de estradas na região. Se considerarmos apenas os resultados de produção em terra, o complexo de Urucu na bacia de Solimões no Estado do Amazonas é o primeiro produtor de gás natural e o segundo maior produtor de petróleo no país. A bacia Paleozóica do Amazonas, com cerca de 600.000km2² já teve 213 poços perfurados, dos quais 107 foram descobridores. Com produção média de 55,000 barris de óleo equivalente (boe) por dia, o petróleo de Urucu é levíssimo e aproveitado para a produção de gasolina, nafta petroquímica, óleo diesel e GLP (gás de cozinha). Urucu alimenta a maior unidade de processamento de gás natural do País, com um volume de 10MM m3³por dia. O processamento de GLP, que supera 1,500 toneladas diárias, equivale a 115 mil botijas de 13kg. O GLP de Urucu abastece os estados do Pará, Amazonas, Rondônia, Maranhão, Tocantins, Acre, Amapá e parte da região nordeste. Em julho desse ano a Petrobras comemorou os 20 anos de produção em Urucu. Ao longo desses anos, foram implantadas estratégias de gestão focadas em segurança, qualidade e preservação do meio ambiente, o que possibilitou a obtenção das certificações OHSAS-18001 (segurança operacional e preservação da saúde), ISO 9001 (qualidade dos processos) e ISO 14001 (preservação do meio ambiente). Minimizar o impacto é o maior desafio na região Amazônica Dayse Abrantes Atualmente 35 majors estão operando em 180 blocos na região Amazônica totalizando uma área de 688,000km2, informou um trabalho intitulado “Projetos de Óleo e Gás na Amazônia Ocidental: Ameaças a Floresta, a Biodiversidade e aos Povos Indígenas” que mapeou projetos de exploração de petróleo em áreas do Brasil, Peru, Colômbia, Equador e Bolívia. Um dos autores do estudo publicado em agosto na revista científica “PLoS One”, o ecólogo Clinton N. Jenkins, da Universidade Duke, EUA, destacou que os problemas mais graves para a segurança dos povos indígenas e para a biodiversidade na região estão ocorrendo no Peru e no Equador. Para os quatro analistas que desenvolveram o estudo, o maior risco não é fruto direto da extração de petróleo. O problema são as estradas que abrem caminho para áreas remotas, criando oportunidades para desmatamento, 6 Oil & Gas Journal Latinoamericana Mais gás para substituir o diesel Dos US$97.4 bilhões que a Petrobras pretende investir em suas operações no País até 2012, US$2.6 bilhões serão investidos na região amazônica. O diretor de E&P da empresa, Guilherme Estrella, informou que os investimentos são necessários para que a Petrobras mantenha a produção de petróleo e incremente as reservas de gás para cumprir um contrato assinado com o governo do Estado do Amazonas para o fornecimento de 5,5MM m3/dia, por mais 20 anos. Duas novas sondas entraram em operação em julho com contrato de quatro anos, a ser renovado por mais quatro. No período de 2008 a 2011, serão perfurados 22 poços em Urucu, gerando um ganho de produção de cerca de 30MM de barris de óleo. Em 2011, esses novos poços produzirão cerca de 15,000b/d. Dos 22 poços a serem perfurados, 18 serão feitos em clareiras de poços já existentes e o restante às margens das rodovias já construídas, não sendo necessária a abertura de novas estradas. A Petrobras voltará a investir nos projetos de desenvolvimento dos campos de Juruá, Jaraqui e São Mateus, na Bacia do Solimões, que estavam suspensos devido a dificuldades de escoamento do produto. Estrella disse que juntos, esses campos têm reserva estimada em um bilhão de boe (petróleo e gás). Estrella também informou que há uma previsão de declínio da produção de Urucu a partir de 2012: “Os campos de gás têm produção declinante em uma velocidade maior que os de petróleo. E hoje as reservas não são suficientes para atender ao cumprimento do contrato com o governo do Amazonas.” “O importante é que o gás existente em Urucu nos permite atender ao contrato para além de 2012. Isto nos dá tempo para fazer novas perfurações, confirmar as reservas estimadas e para procurar com calma as sondas necessárias ao desenvolvimento do projeto”, explicou o diretor. A diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, afirma que o gasoduto Urucu-CoariManaus (661km) deve entrar em operação até setembro de 2009. “Faltam menos de 30km para a conclusão da obra.” O gasoduto Urucu-Coari-Manaus viabilizará o transporte inicial de 5,5 bilhões de m3 de gás natural ao mercado amazonense a ser usado principalmente para suprir a geração de energia elétrica em Manaus. “Com o gasoduto em operação, parte significativa da energia gerada com óleo combustível será substituída por gás natural, o que representa um grande impacto, tanto econômico quanto ambiental”. A Petrobras detém a concessão de cinco áreas na bacia Solimões, enquanto a Oil M&S, uma empresa argentina, adquiriu 10 áreas durante a 7ª rodada de licitações em 2005. Na 10ª Rodada de licitações da ANP a ser realizada em dezembro, sete blocos perfazendo cerca de 13.000km2 no Estado do Amazonas foram leiloados. Amazônia peruana Com 15 anos de regras estáveis no setor, o Peru tem hoje reservas de gás que se aproximam dos 17 trilhões de pés cúbicos ou 476 bilhões de m3. Em setembro último, mais 22 blocos foram licitados no Peru. Em 2009, a Petrobras deverá investir até US$ 100 milhões na exploração de petróleo e gás na selva amazônica do sul do Peru, informou recentemente Pedro Grijalba, gerente geral da Petrobras Energia Peru, filial peruana da estatal brasileira. De acordo com Grijalba, a empresa planeja perfurar dois poços no bloco 58 na região de Cuzco, próximo da reserva de gás de Camisea, a mais importante do país. Além disso, continua investindo US$ 100 milhões por ano no Bloco 10, na costa norte. O Peru representa hoje 17,7% das reservas internacionais da Petrobras, a segunda maior produtora de óleo e gás no país. A produção média em 2008, diz a estatal, se situa em torno dos 14.000b/d de óleo e 310.000m3 de gás natural por dia. O trabalho publicado na revista americana constatou que, na Amazônia peruana, 64 blocos de exploração já cobrem 72% dos 490.000km2 de floresta. Isso representa uma enorme expansão, comparada com 2005, quando a área ocupada com a atividade petrolífera era de 15%. As áreas que deveriam estar protegidas, os parques nacionais e santuários históricos, atualmente representam apenas 12% da floresta. Mesmo assim, 58 dos 64 blocos em atividade no Peru estão localizados em terras do território indígena e 17 blocos estão dentro de reservas demarcadas ou propostas para demarcação, denunciou o estudo. Os projetos para os blocos 39 e 67, ao norte do país, são citados como de alto risco. Outro projeto, o Peru LNG, com investimento de US$ 3,8 bilhões, que está sendo tocado pela americana Hunt Oil, a coreana SK, a espanhola Repsol-YPF e a japonesa Marubeni, tem capacidade para liquefazer 14MM m3 de gás por dia. A unidade foi concebida para fornecer gás natural liquefeito (GNL) para o México. Steve Suellentrop, presidente da Hunt Oil no Peru, disse que na exploração de um bloco em parceria com a Pluspetrol está operando no limite físico do que pode ser feito em matéria de tecnologia para minimizar o impacto na floresta. A empresa está empregando perfuração direcional (directional drilling) em pequenas distâncias. Consultores de meio ambiente, em geral recomendam planejar a logística de exploração na selva da mesma forma como é planejada e oceanos, com os trabalhadores e equipamentos levados por helicópteros até o local e com a perfuração do menor número de poços possível. Eles indicam a perfuração direcional de longo alcance (extended reach well), que significa furar um poço verticalmente, de início, e em seguida horizontalmente, com até 12km de extensão, como uma solução para evitar a instalação de um grande número de torres de perfuração em áreas sensíveis. Aconselham a instalar sondas com até 20 quilômetros de distância uma das outras o que também diminui as despesas. Este ano o governo peruano procurou demonstrar que o mega projeto de extração de gás natural, o Camisea, ajudou a proteger 1,5MM de hectares de floresta tropical na Amazônia peruana. Camisea começou a fluir em 2004 e nos primeiros 18 meses de operação aconteceram cinco grandes derramamentos de óleo. Estimase que o campo continue produzindo por mais 30 anos. Joseph Milewski, especialista ambiental do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), recentemente falou a imprensa internacional sobre o projeto e mostrou no mapa os parques e santuários que estão em torno do Bloco 88, onde a Pluspetrol está desenvolvendo extração de gás natural de Camisea. Ele explicou que o BID emprestou US$75 milhões para financiar tubulações para o projeto Camisea e US$5 milhões para fortalecer órgãos governamentais encarregados de supervisionar as empresas privadas que operam na área para evitar novos impactos ambientais. Isso inclui também as operações da usina Malvinas que processa o gás natural de Camisea e o transporte do gás para Lima, até o terminal marítimo de exportação. O desafio é transportar o gás sobre os Andes em duas tubulações. O gás líquido por 540 quilômetros de gasoduto e o gás natural por 714 quilômetros. Para evitar impacto direto, as empresas privadas recuperaram a vegetação na passagem do gasoduto, limitaram rigidamente o contato entre funcionários e populações locais e abriram mão da construção de estradas levando a tubulação por via aérea e por rio. Conflito na Colômbia Embora mais de 90% da Amazônia Colombiana não tenha atividade petrolífera em andamento, o modo de vida dos índios U’wa está mais uma vez ameaçado pelos planos do governo Novembro/Dezembro 2008 • Noviembre/Diciembre 2008 7 Relatório especial colombiano e da estatal Ecopetrol de avançar com o projeto Siriri para e exploração de óleo. O Siriri é uma área de 56,682 hectares situado sobre terras ancestrais dos U’wa. O problema é agravado pelo fato da violência política entre guerrilha de esquerda (FARC) e o governo da Colômbia ter mantido o país por tanto tempo em estado de guerra civil, o que dificultou entendimentos com a comunidade U’wa. Dos 470 projetos em andamento no País, segundo a Agencia Nacional de Hidrocarburos (ANH), apenas 36 estão situados na bacia Caguan-Putumayo próxima a fronteira do Brasil, na floresta amazônica colombiana. Desses 36 projetos, 14 áreas estão sendo licitadas em dezembro e os contratos serão assinados em janeiro. Os contratos de concessões cedidos a empresas privadas nessa área que estão em fase de exploração são 13, totalizando 310.838 hectares. Embora empresas como a Petrobras, Chevron, Repsol e outras majors estejam presentes nas outras bacias da Colombia, em Putumayo as empresas privadas com maior número de concessões são a Emmerald com quatro áreas em fase de exploração e Grand Tierra com três blocos em produção. Em Putumayo, a Ecopetrol explora em uma área de 50,742 hectares e produz em oito blocos, totalizando 202.230 hectares. Do total de 123 poços exploratórios perfurados em todo o país até outubro desse ano, apenas dois foram perfurados na região amazônica, informou José Nelson Perez, subdiretor técnico da ANH. De acordo com Carolina Garcia, responsável pelo setor de estatísticas de produção da ANH, a média de produção no país foi de 623,000b/d de óleo e 913 MM de pés cúbicos de gás até outubro desse ano. Em 2007 a Ecopetrol comprovou reservas de 1.4 bilhões boe. Óleo pesado na floresta equatoriana O governo equatoriano determinou que 65% de suas florestas, uma área de 52.300km2, serão abertas à exploração de petróleo. Ao contrário de outros países, a legislação no Equador permite a exploração de petróleo em parques nacionais. Quando foi encontrado petróleo no Parque Nacional de Yasuní, o 8 Oil & Gas Journal Latinoamericana Presidente Rafael Correa prometeu às tribos indígenas da região que não faria o desenvolvimento da produção nesse parque se os países ricos pagassem US$350 MM por ano, durante 10 anos ao governo equatoriano, o que corresponde a metade dos ganhos estimados com a produção do campo. Trata-se de um dos projetos mais promissores e que poderia aumentar muito a produção no país. O campo é chamado Ishpingo-Tapococha-Tiputini (ITT) e fica a leste do Equador. Nessa área foram provadas reservas de 900MM de barris, mas o potencial estimado é de 1.3 B de barris. Alguns analistas equatorianos estimam que quando for desenvolvido o campo poderá produzir pelo menos 190.000b/d. No entanto, o óleo é tão pesado que para ser transportado por oleoduto é necessário misturar antes com outro óleo mais leve. Em 2005, devido à pressão da tribo Waorani, a Petrobras interrompeu a construção de uma estrada que atravessaria o parque para acessar o bloco e redesenhou o projeto para operar com helicópteros para montar infra-estrutura e oleodutos para escoar produção. Em janeiro de 2007, o governo decidiu delimitar por decreto uma área ao sul do Parque Yasuní, com 7.580km2, chamada “Zona Intangible” onde passou a ser proibido extrair óleo, gás ou madeira. Com 4,5 B de barris, o Equador tem a terceira maior reserva provada de petróleo na América Latina, é membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEC) e é o segundo maior exportador de óleo para os Estados Unidos depois da Venezuela. Em 2008 produziu em média 520.000b/d, mas como consome pouco mais de 150.000b/d também exporta para o Chile, Peru e América Central. Petroecuador, a estatal Equatoriana é responsável por pouco mais da metade da produção do país. As outras empresas que mais produzem são a Repsol-YPF, Andes Petroleum, um consorcio liderado pela Chinese National Petroleum Corporation (CNPC), a Perenco e Agip. Os campos mais produtivos do Equador são os do nordeste do país. O maior campo, Shushufindi, é operado pela Petroecuador. Outros principais são Sacha (Petroecuador), Dorine (Andes), e Eden Yuturi (Petroecuador). O país produz duas variedades de óleo cru: Oriente (29º API), meio pesado e Napo (19° API), o mais pesado. O ITT e o bloco 31 são os mais visados pelas organizações ambientalistas, enquanto os blocos 10 e 15 são citados como exemplos de exploração com técnicas de menor impacto. Em lugar de usar tratores a população local foi contratada para abrir caminho com facão para a realização das pesquisas sísmicas. Foi usado mais material de imagens aéreas para reduzir o uso de dinamite. Além disso, devido a pressão dos indígenas locais, as empresas de petróleo estão cada vez mais injetando a água servida (suja) dos acampamentos e os rejeitos tóxicos resultantes das operações de volta no solo em lugar de deixar que derramem em rios e lagos na floresta. Informe especial de aberturas de rutas en la región. Si se consideran únicamente los resultados de producción en tierra, el complejo Urucu en la cuenca de Solimões en el estado de Amazonas es el primer productor de gas natural y el segundo mayor productor de petróleo del país. La cuenca Paleozoica del Amazonas, con cerca de 600.000km2, ya cuenta con 213 pozos perforados, de los cuales 107 han sido descubridores. Con una producción promedio de 55.000 barriles de petróleo equivalente (boe) por día, el petróleo de Urucu es muy liviano y se aprovecha para la producción de gasolina, nafta petroquímica, petróleo diesel y GLP (gas de cocina). Urucu alimenta a la mayor unidad de procesamiento de gas natural del País, con un volumen de 10MM m3 por día. El procesamiento de GLP, que supera las 1.500 toneladas diarias, equivale a 115 mil garrafas de 13kg. El GLP de Urucu abastece a los estados de Pará, Amazonas, Rondônia, Maranhão, Tocantins, Acre, Amapá y parte de la región Nordeste. En julio de este año, Petrobras festejó los 20 años de producción de Urucu. A lo largo de estos años, fueron implementadas estrategias de gestión que se concentraron en la seguridad, la calidad y la preservación del medioambiente, lo que permitió obtener las certificaciones OHSAS-18001 (seguridad operativa y preservación de la salud), ISO 9001 (calidad de los procesos) e ISO 14001 (preservación del medioambiente). Minimizar el impacto es el mayor desafío en la región Amazónica Dayse Abrantes Actualmente, 35 majors están operando en 180 bloques en la región Amazónica, lo que representa un área total de 688.000km2, informó un trabajo titulado “Proyectos de Petróleo y Gas en el Amazonas Occidental: Amenazas a la Selva, la Biodiversidad y a los Pueblos Indígenas” que realizó un mapeo de proyectos de exploración de petróleo en áreas de Brasil, Perú, Colombia, Ecuador y Bolivia. Uno de los autores del estudio, publicado en agosto en la revista científica “PLoS One”, el ecólogo Clinton N. Jenkins, de la Universidad Duke, EUA, destacó que los problemas más graves para la seguridad de los pueblos indígenas y para la biodiversidad en la región están ocurriendo en Perú y en Ecuador. Para los cuatro analistas que elaboraron el estudio, el mayor riesgo no es el resultado directo de la extracción de petróleo. El problema está dado por las rutas que abren camino hacia las áreas remotas, que crean oportunidades para la deforestación, la extracción ilegal de madera y la caza ilegal. Los autores recomiendan que los nuevos proyectos de exploración realicen la transferencia de la producción mediante ductos, vías de ferrocarril y fluviales, a fin de evitar que las rutas incentiven la ocupación de tierras en regiones que aún se encuentran inhabitadas. El gasoducto Urucu-Coari-Manaus de Petrobras fue el ejemplo citado por el estudio para referirse a la construcción de oleoductos que prescinden de la realización Más gas para reemplazar al diesel De los US$ 97.400 millones que Petrobras pretende invertir en sus operaciones en el País de aquí al 2012, US$ 2.600 millones serán invertidos en la región amazónica. El director de E&P de la empresa, Guilherme Estrella, informó que las inversiones son necesarias para que Petrobras pueda mantener la producción de petróleo e incremente las reservas de gas, a fin de poder cumplir con un contrato firmado con el gobierno del estado de Amazonas para el abastecimiento de 5,5MM m3/día, por 20 años más. Dos nuevas sondas entraron en operación en julio mediante un contrato de cuatro años, pudiendo ser renovado por otros cuatro años más. Durante el período 2008-2011, serán perforados 22 pozos en Urucu, lo que permitirá generar una ganancia en la producción de cerca de 30MM de barriles de petróleo. En 2011, esos nuevos pozos producirán cerca de 15.000b/d. De los 22 pozos que serán perforados, 18 se realizarán en calvas de pozos ya existentes y el resto en los márgenes de las carreteras ya construidas, lo que permite prescindir de la necesidad de abrir nuevos caminos. Petrobras volverá a invertir en los proyectos de desarrollo de los campos de Juruá, Jaraqui y São Mateus, en la Cuenca de Solimões, que se encontraban suspendidos debido a las dificultades para transferir el producto. Estrella dijo que, en conjunto, esos campos poseen una reserva estimada de 1.000 millones de boe (petróleo y gas). Estrella también informó que está previsto un declive en la producción de Urucu a partir de 2012: “los campos de gas poseen una producción que disminuye a una mayor velocidad que los campos de petróleo. Y hoy las reservas no son suficientes para poder cumplir con el contrato establecido con el gobierno de Amazonas.”. “Lo importante es que el gas de Urucu nos permite cumplir con el contrato hasta incluso después de 2012. Esto nos da tiempo para realizar nuevas perforaciones, confirmar las reservas estimadas y para buscar con calma las sondas necesarias para el desarrollo del proyecto”, explicó el director. La directora de Gas y Energía de Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, afirma que está previsto que el gasoducto Urucu-Coari-Manaus (661km) comience sus operaciones en septiembre de 2009, a más tardar. “Faltan menos de 30km para concluir la obra”. El gasoducto Urucu-Coari-Manaus viabilizará el transporte inicial de 5.500 millones de m3 de gas natural al mercado del estado de Amazonas, que será utilizado principalmente para suplir la generación de energía eléctrica en Novembro/Dezembro 2008 • Noviembre/Diciembre 2008 9 Informe especial Manaos. “Con el gasoducto en operación, una parte significativa de la energía generada con el petróleo combustible será substituida por gas natural, lo que representa un gran impacto, tanto económico como ambiental”. Petrobras posee la concesión de cinco áreas en la cuenca de Solimões, mientras que Oil M&S, una empresa argentina, adquirió 10 áreas durante la 7ª Ronda de licitaciones, celebrada en 2005. En la 10ª Ronda de licitaciones de la ANP, que fué realizada en diciembre, serán licitados siete bloques en el estado de Amazonas, que cubren una extensión de 13.000km2. La Amazonia peruana Con 15 años de reglas estables para el sector, Perú posee hoy reservas de gas que se aproximan a los 17 billones de pies cúbicos o 476.000 millones de m3. En septiembre de este año, fueron licitados en Perú otros 22 bloques más. En 2009, Petrobras realizará inversiones de hasta US$ 100 millones para la exploración de petróleo y gas en la selva amazónica del sur de Perú, informó recientemente Pedro Grijalba, gerente general de Petrobras Energía Perú, filial peruana de la empresa estatal brasileña. De acuerdo con Grijalba, la empresa planea perforar dos pozos en el bloque 58, en la región de Cuzco, cerca de la reserva de gas de Camisea, la más importante del país. Además de eso, continúa invirtiendo US$ 100 millones por año en el Bloque 10, ubicado en la costa norte. Perú representa hoy el 17,7% de las reservas internacionales de Petrobras, la segunda mayor productora de petróleo del país. La producción promedio en 2008, dice la compañía estatal, alcanza aproximadamente los 14.000b/d de petróleo y los 310.000m3 de gas natural por día. El trabajo publicado en la revista americana constató que, en la Amazonia peruana, 64 bloques de exploración ya cubren el 72% de los 490.000km2 de selva. Eso representa una enorme expansión, comparada con la situación del año 2005, cuando el área ocupada por la actividad petrolífera alcanzaba el 15%. Las áreas que deberían estar protegidas, los parques nacionales y santuarios 10 Oil & Gas Journal Latinoamericana históricos, actualmente representan tan sólo el 12% de la selva. Aún así, 58 de los 64 bloques en actividad en Perú se encuentran situados en zonas que pertenecen a los indígenas y 17 bloques están dentro de reservas demarcadas o propuestas para demarcación, denunció el estudio. Los proyectos para los bloques 39 y 67, al norte del país, son citados como de alto riesgo. Otro de los proyectos, denominado Perú LNG, con una inversión de US$ 3.800 millones, emprendido por la americana Hunt Oil, la coreana SK, la española Repsol-YPF y la japonesa Marubeni, posee capacidad para licuar 14MM m3 de gas por día. La unidad fue concebida para proveer gas natural licuado (GNL) a México. Steve Suellentrop, presidente de Hunt Oil en Perú, dijo que en la exploración de un bloque en asociación con Pluspetrol se está operando al límite físico de lo que puede ser realizado en materia de tecnología para minimizar el impacto sobre la selva. La empresa está empleando perforación direccional (directional drilling) en pequeñas distancias. Consultores de medioambiente, recomiendan, en general, realizar la debida planificación logística de exploración en la selva, de la misma manera en que se hace en los océanos, por medio del envío de trabajadores y equipos mediante helicópteros que se dirigen al lugar, y realizando la perforación del menor número posible de pozos. Los consultores señalan a la perforación direccional de largo alcance (extended reach well), que implica perforar un pozo verticalmente, desde el inicio, y luego de manera horizontal, con hasta 12km de extensión, como una solución para evitar la instalación de un gran número de torres de perforación en áreas sensibles. Aconsejan la instalación de sondas separadas al menos por 20 kilómetros las unas de las otras, lo que también permite disminuir los gastos. Este año, el gobierno peruano intentó demostrar que el megaproyecto de extracción de gas natural, llamado Camisea, ha ayudado a proteger 1,5MM de hectáreas de selva tropical en la Amazonia peruana. Camisea comenzó a fluir en 2004 y durante los primeros 18 meses de operación tuvieron lugar cinco grandes derrames de petróleo. Se calcula que el campo continuará produciendo por 30 años más. Joseph Milewski, especialista ambiental del Banco Interamericano de Desarrollo (BID), hablo ante la prensa internacional sobre el proyecto y mostró en el mapa los parques y santuarios que están en torno del Bloque 88, en donde Pluspetrol está desarrollando extracción de gas natural de Camisea. Milewski explicó que el BID ha prestado US$ 75 millones para financiar tuberías para el proyecto Camisea y US$ 5 millones para fortalecer órganos gubernamentales encargados de supervisar a las empresas privadas que operan en el área, a fin de evitar nuevos impactos ambientales. Eso incluye también a las operaciones de la central Malvinas, la cual procesa el gas natural de Camisea, y el transporte de gas hacia Lima, hasta la terminal marítima de exportación. El desafío es transportar el gas sobre los Andes en dos tuberías. El gas líquido a través de 540 kilómetros y el gas natural por medio de 714 kilómetros. Para evitar que se produzca un impacto directo, las empresas privadas han procedido a recuperar la vegetación en los sitios por donde pasa el gasoducto. También han restringido rígidamente el contacto entre los empleados y las poblaciones locales y han abandonado sus planes de construir caminos. Como contrapartida, han optado por llevar las tuberías por vía área y fluvial. Conflicto en Colombia Si bien es cierto que el 90% de la Amazonia Colombiana no posee actividad petrolífera activa, el modo de vida de los indios U´wa se encuentra cada vez más amenazado en función de los planes del gobierno colombiano y de la compañía estatal, Ecopetrol, de avanzar en el desarrollo del proyecto Siriri de exploración de petróleo. Siriri es un área de 56.682 hectáreas, situada en tierras ancestrales de los U´wa. El problema se agrava debido a la situación de guerra civil que se mantiene desde hace tanto tiempo en el país en función de la violencia política sostenida entre la guerrilla de izquierda (FARC) y el gobierno de Colombia, situación que ha dificultado los entendimientos con la comunidad U´wa. De los 470 proyectos en curso en el país, según la Agencia Nacional de Hidrocarburos (ANH), tan sólo 36 se encuentran situadas en la cuenca CaguaPutumayo, próxima a la frontera con Brasil, en la selva amazónica colombiana. De esos 36 proyectos, 14 áreas están siendo licitadas en diciembre y los contratos se firmarán en enero. 13 son los contratos de concesiones cedidos a empresas privadas en esa área que están en fase de exploración. En total, el área cubre 310.838 hectáreas. Si bien es cierto que empresas como Petrobras, Chevron, Repsol y otras majors están presentes en otras cuencas de Colombia, en Putumayo las empresas privadas con un mayor número de concesiones son Emmerald, con cuatro áreas en fase de exploración y Grand Tierra, con tres bloques en producción. En Putumayo, Ecopetrol explora en un área de 50.742 hectáreas y produce en ocho bloques, alcanzando un total de 202.230 hectáreas. Del total de los 123 pozos exploratorios perforados en todo el país hasta octubre de este año, tan sólo dos fueron perforados en la región amazónica, informó José Nelson Pérez, subdirector de la ANH. De acuerdo con Carolina García, responsable por el sector de estadísticas de producción de la ANH, el promedio de producción en el país fue de 623.000b/d de petróleo y 913MM de pies cúbicos de gas, hasta octubre de este año. En 2007, Ecopetrol comprobó reservas de 1.400 millones boe. Petróleo en la selva ecuatoriana El gobierno ecuatoriano ha determinado que el 65% de sus selvas, que cubren un área de 52.300km2, se abrirán para la exploración de petróleo. A diferencia de otros países, la legislación en Ecuador permite la exploración de petróleo en parques nacionales. Cuando se encontró petróleo en el Parque Nacional de Yasuní, el Presidente Rafael Correa les prometió a las tribus indígenas de la región que no llevaría a cabo el desarrollo de la producción en ese parque, siempre y cuando los países ricos le pagasen al gobierno ecuatoriano una suma de US$ 350 MM por año, durante 10 años, lo que corresponde a la mitad de las ganancias estimadas mediante la producción del campo. Se trata de uno de los proyectos más promisorios, que podría aumentar mucho la producción del país. El campo ha sido llamado Ishpingo-Tapococha-Tiputini (ITT) y está ubicado al Este de Ecuador. En esa área fueron probadas reservas de 900MM de barriles, aunque el potencial estimado es de 1.300 millones de barriles. Algunos analistas ecuatorianos prevén que cuando se haya desarrollado el campo, podría producir por lo menos 190.000b/d. Sin embargo, el petróleo es tan pesado que para que pueda ser transportardo por medio de oleoducto es necesario mezclarlo antes con otro petróleo más liviano. En 2005, debido a la presión de la tribu Waorani, Petrobras interrumpió la construcción de un camino que iba a atravesar el parque y que permitiría el acceso al bloque, y reformuló el proyecto para operar con helicópteros a fin de montar la infraestructura y los oleoductos necesarios para realizar la transferencia de la producción. En enero de 2008, el gobierno decidió delimitar por decreto un área al sur del Parque Yasuní, de 7.580km2, llamada “Zona Intangible”, en donde empezó estar prohibida la extracción de petróleo, gas o madera. Con 4.500M de barriles, Ecuador posee la tercera mayor reserva probada de petróleo de América Latina, es miembro de la Organización de los Países Exportadores de Petróleo (OPEC) y es el segundo mayor exportador de petróleo hacia los Estados Unidos, después de Venezuela. En 2008, produjo en promedio 520.000b/d, pero como consume poco más de 150.000b/d también exporta hacia Chile, Perú y América Central. Petroecuador, la compañía estatal ecuatoriana, es responsable por poco más de la mitad de la producción del país. Las otras empresas que más producen son Repsol-YPF, Andes Petroleum, un consorcio liderado por la Chinese National Petroleum Corporation (CNPC), Perenco y Agip. Los campos más productivos de Ecuador son los del nordeste del país. El mayor campo Shushufindi, está bajo control operativo de Petroecuador. Otros de los campos principales son Sacha (Petroecuador), Dorine (Andes), y Eden Yuturi (Petroecuador). El país produce dos variedades de petróleo crudo: Oriente (29º API), medio pesado y Napo (19° API), el más pesado. El ITT y el bloque 31 son los que más están en la mira de las organizaciones ambientalistas, mientras que los bloques 10 y 15 son citados como ejemplos de exploración con técnicas de menor impacto. En lugar de utilizar tractores, se decidió contratar a la población local para abrir camino con machete para la realización de investigaciones sísmicas. Se empleó más material de imágenes aéreas para reducir el uso de dinamita. Además de eso, debido a la presión de los indígenas locales, las empresas de petróleo están inyectando cada vez más el agua servida (sucia) de los campamentos, así como los residuos tóxicos, de nuevo en el suelo, en lugar de dejar que se derrame en ríos y lagos de la selva. Exploración de petróleo en la Selva Amazónica Novembro/Dezembro 2008 • Noviembre/Diciembre 2008 11 E NFOQUE REGIONAL não serão concedidos direitos sobre a propriedade dos hidrocarbonetos para os prestadores de serviço. As empresas interessadas em investir no Golfo do México ficaram decepcionadas. A Pemex estima que, de um total de 54 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) de recursos potenciais nas sete bacias terrestres e marítimas do país, 55% (cerca de 30 bilhões de boe) estão nas águas profundas do setor mexicano do Golfo, uma área de 550,000km quadrados que está praticamente inexplorada. Mesmo após a reforma as permissões ficaram restritas a algumas áreas, com regras contratuais severas em que o pagamento de serviços prestados por empresas privadas será feito por nível de desempenho e não vinculado à quantidade de óleo encontrado como é comumente praticado por outros países. Portanto, analistas consideram que os incentivos podem não ser suficientes para justificar investimentos exploratórios no golfo. O setor petrolífero mexicano não foi desregulamentado ao estilo do brasileiro, abrindo espaço para a competição de companhias privadas nacionais e estrangeiras, como quando a Petrobras perdeu o monopólio do upstream em 1997. O que a Pemex conquistou com a nova legislação foi um pouco de autonomia em relação ao governo, incluindo mais controle sobre o orçamento, sobre o levantamento de capital e na contratação de empresas de serviços. Não será permitido o investimento do capital privado na construção e operação de refinarias, unidades de armazenamento ou de transporte de petróleo. Alguns executivos da empresa consideram o resultado positivo porque as alterações no marco legal permitem que a Pemex invista maior percentagem de seus rendimentos em exploração e desenvolvimento. Eles acreditam que haverá espaço para a criação de incentivos contratuais, como prêmios aos contratados que completarem projetos sem atrasos e bônus por transferência de tecnologia para a empresa. México: o esboço de uma reforma no setor petrolífero Peter Howard Wertheim Depois que o Congresso mexicano aprovou proposta permitindo participação do capital privado e de empresas internacionais na indústria de petróleo em 23 de outubro passado, analistas advertiram: só o processo de elaboração dos contratos revelará a verdadeira extensão dessa abertura. Para as autoridades mexicanas a questão principal também permanece em aberto: como aumentar a produção da estatal Petróleos Mexicanos (Pemex), a 10ª maior companhia petrolífera do mundo. Embora deputados e senadores do PRI (Partido Revolucionário Institucional) tenham apresentado ao Congresso uma proposta bem parecida com a proposta inicial feita em abril pelo partido conservador do Presidente Felipe Calderón (PAN – Partido Acción Nacional), o projeto sofreu muitas modificações antes de ser aprovado. Comparada com a primeira proposta, permitindo que a Pemex firmasse contratos de parceria com companhias privadas para a exploração, extração, transporte, refino e distribuição do petróleo e derivados, a reforma aprovada ficou diluída e bem menos atrativa do que o esperado. Foram aprovadas sete novas leis para o setor de energia, sendo que uma delas especifica claramente que 12 Oil & Gas Journal Latinoamericana Atualmente, 40% do orçamento do governo é oriundo da receita da Pemex. Até o momento era a secretaria da Fazenda a encarregada de fiscalizar o orçamento da Pemex. “Os investidores terão que esperar e ver como a reforma vai refletir na elaboração de novos contratos,” comentou David Shields, um analista do setor de energia baseado na capital do México e autor do livro “Pemex: um futuro incerto”. Ele acha que a curto prazo e nesse contexto, não há como evitar que a produção de óleo mexicana diminua ainda mais. Maior autonomia Já os analistas latino-americanos consideram a vitória política de Calderón importante e têm esperança que a nova legislação abra caminho para a criação progressiva de novas modificações, permitindo a assinatura de contratos mais flexíveis entre a Pemex e empresas privadas e estrangeiras. A reforma proporcionou maior autonomia nos âmbitos financeiro e administrativo da Pemex, abrindo a possibilidade da empresa criar um regime próprio de contratação de terceiros. Além disso, permite que a Pemex e suas contratadas façam mudanças nos projetos em andamento, baseadas nas informações obtidas durante as atividades e levando em consideração as possíveis mudanças no preço de matérias primas, de equipamento ou de novas tecnologias. Essa conquista também vai facilitar a obtenção de material para fazer frente a emergências em acidentes e derramamentos de óleo. Muito tumultuada, a seção que aprovou o projeto de reforma encerrou meses de expectativas, especulações e demonstrações populares da esquerda. Pesquisas indicaram que apenas 37% dos mexicanos são a favor da permissão para o investimento privado na Pemex. Qualquer tipo de reformulação envolvendo o monopólio da Pemex é extremamente polêmica desde que a indústria petrolífera foi nacionalizada em março de 1938, quando o então presidente Lázaro Cárdenas expropriou ativos de 17 empresas e expulsou os consórcios britânicos e norte-americanos do país. Foto - Agência Petrobras de Notícias de 10 anos, governo e oposição não chegaram a um consenso sobre como enfrentar o problema. Os resultados negativos da empresa provocaram acalorados debates públicos sobre má administração, corrupção e o uso da Pemex como fundo de reserva pelo governo federal. Esquerda dividida José Sérgio Gabrielli e o presidente do México, Felipe Calderón Desde janeiro, quando o Presidente Calderón abriu o debate sobre reforma na legislação do setor como proposta de reação à queda na produção de petróleo do país, a agitação popular foi grande. Raúl Cardoso, que no início de novembro foi a Lisboa representar a Pemex em negociações para compra de gasolina do Grupo Galp, falou com a imprensa portuguesa sobre a queda na produção. “Em relação a 2007, a queda desse ano foi de 260,000b/d, sendo que a produção média atual é de 2.8 milhões b/d de óleo. O nosso objetivo era estar produzindo 3.2 milhões b/d.” O executivo também explicou que embora a Pemex tenha investido US$10 milhões por ano nos últimos 10 anos, não alcançou as metas esperadas porque os investimentos não foram suficientes para compensar o declínio da produção em Cantarell, o maior campo de óleo e gás do México. “Dos 2.8 milhões b/d que estamos produzindo, aproximadamente 1.5 milhões vão para o consumo interno e o resto é para exportar,” comentou. Em 2006 o México havia sido o sexto maior produtor mundial com 3.7 milhões de b/d de óleo. O governo não tem capital suficiente para investir no desenvolvimento da indústria. No terceiro trimestre desse ano a empresa contabilizou perda líquida de US$1.3 bilhões, admitiu o Presidente Calderón. Compare-se com o prejuízo de US$1.5 bilhão durante todo o ano de 2007 devido à queda na produção doméstica. Atualmente a empresa importa 40% da gasolina e do diesel consumidos no país porque em 30 anos não construiu uma nova refinaria. Embora a Pemex admita que as reservas atuais vão acabar em menos O líder das manifestações contra a reforma, Andres Manuel Lopez Obrador, que perdeu as eleições presidenciais por 1% dos votos para Calderón em 2006, tentou impedir a votação e argumentou até o último instante que a proposta, mesmo diluída, era privatizante e que sua aprovação levaria o México perder controle sobre grande parte do seu petróleo. Ele já havia organizado outro bloqueio, tentando impedir que senadores votassem, poucos dias antes da votação dos deputados no Congresso. A atitude de Obrador foi tão radical que abriu uma brecha para a aproximação entre Calderón e a ala mais moderada do partido de esquerda que ele lidera, Partido da Revolução Democrática (PRD). Ao mesmo tempo, a persistência da crise financeira internacional levou o Executivo mexicano a comunicar um recuo em suas previsões de crescimento da economia do país de 2,4% para 2,0% para 2008, e de 3,0% para 1,8% para 2009. Para reverter esse quadro o país precisa urgentemente encontrar novo petróleo nas áreas ainda inexploradas do Golfo ou na fronteira entre o Texas e o México, onde a partir de 2010 as empresas americanas pretendem começar a explorar. A situação é dramática, não só para mexicanos, como para os Estados Unidos, que importam 10% de seu petróleo do México, o terceiro maior supridor depois do Canadá e da Arábia Saudita. Se o México interromper a exportação de petróleo, os Estados Unidos terão que pagar mais caro pelo transporte de lugares mais distantes para compensar a diferença. Recentemente, durante a Sexta Cúpula de Negócios na cidade de Monterrey, Rogelio Gasca Neri, ex- Novembro/Dezembro 2008 • Noviembre/Diciembre 2008 13 E NFOQUE REGIONAL subsecretário de Fazenda do México, declarou que a Pemex deverá deixar de exportar petróleo depois de 2012, mesmo que o México se beneficie da reforma petroleira. “O México exportará em 2012 perto de um milhão de barris diários de óleo bruto”, disse Mariano Ruiz-Funes, no mesmo evento, ao abordar o tema “Avaliando as implicações práticas das leis de reforma do setor petrolífero”. De qualquer modo, isso implica uma forte diminuição, já que em 2008 a Pemex exportou em média 1.39 milhões b/d. Pouca exploração de óleo Até agora a Pemex explorou apenas 20% de suas áreas promissoras, calculam os analistas do setor. A maior parte das reservas comprovadas mexicanas, imensas e de fácil acesso, não exigiu investimentos pesados em tecnologia e expertise para produzir. E isso inclui o mega-campo de Cantarell, principal jazida do país, descoberta em 1971, por acidente, por um pescador nas águas rasas da baía de Campeche, litoral da península de Yucatán. Até 2004, Cantarell foi responsável por 63% da produção mexicana. No entanto, depois de chegar a produzir mais de 2 milhões de b/d, a Pemex estima que a produção vai diminuir para cerca de 700,000b/d em 2010 e apenas 450,000b/d em 2015. Carlos Morales, diretor de E&P da empresa já disse que só esse ano o campo deixou de produzir mais de 300,000b/d. O executivo acredita que a fronteira exploratória mais accessível para incrementar a produção esteja nas águas profundas do Golfo do México. Isso porque os 30 anos de exploração contínua do setor americano no Golfo ainda estão rendendo mais de um milhão de b/d. Para tanto seria necessário acelerar o ritmo de exploração. Enquanto a Pemex perfurou apenas seis poços no período de um ano em águas de 500 a 1,000 m de profundidade, na parte norte americana do Golfo do México foram perfurados mais de 150 novos poços. Os executivos da área de E&P da Pemex acreditam que poderão manter 14 Oil & Gas Journal Latinoamericana a produção em 2.75 milhões b/d durante 2009 se conseguirem aumentar a produção no campo de óleo pesado de Ku Maloob Zaap e no campo de Chicontepec, uma área terrestre, já bem madura. Descoberta em 1926, Chicontepec atualmente requer a perfuração de centenas de poços por ano para manter a produção. A Pemex anunciou que durante os próximos três meses vai lançar editais para sete licitações internacionais para a perfuração de 2,520 poços como parte de um programa para conseguir fazer com que Chicontepec consiga produzir 600.000b/d em 2021. Um projeto novo é o campo de óleo leve, chamado Sihil, que fica por baixo do Cantarell e que em 2009 pode chegar a produzir 120,000 b/d de óleo, disse Morales. Além disso, o executivo diz que a Pemex tem planos de expandir atividades exploratórias em 2009, com a perfuração de pelo menos 5 poços, para dar uma arrancada no projeto de perfurar 15 poços em águas profundas até 2011. Em 2010 a Pemex pretende estar operando com novas sondas para águas profundas e já lançou editais para licitações previstas para o segundo semestre do ano que vem. Mesmo assim será difícil repor o óleo que Cantarell deixou de produzir, estimam analistas americanos. O plano de aumentar a produção em Chicontepec de 30,000 b/d para 75,000 b/d no fim desse ano tiveram que ser adiados devido a uma súbita interrupção nas negociações dos contratos com as empresas que alugam sondas. Morales espera que de agora em diante, como a empresa tem mais flexibilidade e autoridade para conduzir as negociações, essas interrupções no andamento de contratos deixem de ocorrer. A empresa divulgou um trabalho onde estima que para atender aos objetivos de produção deveria estar perfurando cerca de 1,000 poços por ano. Estrangeiras na expectativa Em abril, o diretor-geral da Pemex, Jesús Reyes Heroles estava no III Encontro Latino-Americano do Fórum Econômico Mundial em Cancun falando sobre uma grande oportunidade para o México seguir exportando e aproveitando seus recursos de hidrocarbonetos, especialmente em águas profundas do Golfo do México através de parceria tecnológica com a Petrobras. Na mesma ocasião, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli confirmou que “há um convite e estamos esperando para compartilhar as operações em cerca de 300 poços situados no Golfo do México”. Como a Pemex não tem experiência nem a tecnologia para águas profundas a Petrobras, que já explora nos setores americano e cubano do Golfo do Mexico está bem posicionada para se beneficiar das mudanças que vierem a ocorrer a partir desse esboço inicial de abertura no setor. Mas por enquanto, a Constituição mexicana continua proibindo o compartilhamento de direitos sobre o petróleo nacional ou de lucros oriundos de produção de óleo com empresas privadas ou estrangeiras. E isso, além de impedir a realização de investimentos conjuntos para a exploração em águas profundas, coloca o México em uma posição mais radical ainda do que a da Venezuela e de Cuba. Atualmente, a estatal venezuelana PDVSA e a Cupet cubana convidam empresas privadas e estrangeiras para explorar em terra ou no mar. A expectativa em torno da real dimensão da flexibilização no setor petrolífero mexicano pode se estender até o fim de 2009. A Pemex anunciou recentemente que só então pretende iniciar negociações para os primeiros contratos de exploração e produção de petróleo com empresas como Petrobras, Statoil, BP, Exxon, Shell, Chevron e Total. Depois da reforma, Morales, diretor de E&P da Pemex, disse a imprensa americana que há muito que aprender com as estrangeiras e que os primeiros contratos serão específicos para áreas em que a empresa tem encontrado dificuldades técnicas como no projeto terrestre de Chicontepec e nas áreas de grande profundidade no Golfo. Cuba: investimentos em águas profundas Peter Howard Wertheim Correspondente Com a eleição de Barack Obama, alguns líderes caribenhos reacenderam a campanha para que os Estados Unidos (EUA) suspenda o embargo que proíbe relações econômicas e comerciais de empresas americanas com Cuba. O Presidente da Guyana, Bharrat Jagdeo e os presidentes das ilhas de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves, de Trinidad e Tobago, Patrick Manning e de Antígua e Barbuda, Baldwin Spencer, enviaram mensagens a Obama pedindo que mude a política do governo em relação a Cuba. O governo cubano também congratulou Obama e reiterou o pedido de suspensão do embargo estabelecido em 1962. Muitos empresários americanos e até mesmo a oposição ao governo em Cuba acredita que o comércio com os EUA poderá levar o novo governo cubano a relaxar restrições também. Todos argumentam que se existem relações comerciais com a China comunista e com a Venezuela socialista, não há razão para manter o embargo a Cuba. Pela décima sétima vez, em 29 de outubro passado, a AssembléiaGeral das Nações Unidas aprovou quase por unanimidade uma resolução recomendando a suspensão do embargo. Dos 192 países, 185 votaram a favor e apenas os EUA, Israel e Palau se manifestaram contra. As abstenções foram das Ilhas Marshall e Micronésia e El Salvador e Iraque não votaram. Em sua primeira declaração pública sobre as eleições americanas, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou um sinal concreto de mudança na administração de Obama, referindo-se ao fim do embargo e lamentou “que as resoluções da ONU não sejam cumpridas pelos grandes, só pelos pequenos”. O fato é que embora durante a campanha Obama tenha se mostrado disposto a renovar o diálogo e usar a diplomacia com países não alinhados, ele também declarou à Fundação de Cubanos Americanos de Miami que manteria o embargo. Ao mesmo tempo, no entanto, afirmou que se encontraria com Raul Castro e que removeria restrições às viagens a Cuba e às remessas de dinheiro para a ilha. Para alguns analistas essa indefinição não vai durar muito. A combinação de crise econômica com altíssimo consumo de energia, as preocupações com o meio ambiente e lideranças novas nos dois países poderia facilitar a suspensão do embargo. Imensas reservas no mar De um ponto de vista mais pragmático, o fato da estatal Cuba Petróleo (Cupet) estar anunciando desde julho passado que uma área a noroeste da ilha pode conter reservas acima de 20 bilhões de barris, pode levar poderosos lobistas de grandes petroleiras americanas a decidir. As reservas nos EUA são estimadas em 21 bilhões de barris. Se forem confirmadas as reservas de Cuba o governo já anunciou que vai exportar. Afinal, investir em Cuba pode ser mais interessante do que depender do óleo importado de países instáveis no Oriente Médio. O gerente de exploração da Cupet, Rafael Perez, explicou recentemente para a imprensa internacional que a estimativa do Serviço Geológico dos EUA, de que Cuba pode ter cerca de 9 B/b de óleo e 180 B/m³ de gás natural, é baixa porque os americanos não dispõem de tantos dados quanto os especialistas cubanos. Segundo Tenreyro, os cálculos cubanos se basearam na similaridade das características geológicas da área cubana do golfo com a geologia submarina do gigantesco campo petrolífero das águas mexicanas, Cantarell, na baía de Campeche e com o campo Poza Rica também na parte mexicana do golfo. Na tentativa de manter sua produção atual de 80M b/d de óleo pesado (10-12 graus API) e 20 M barris-equivalentes de gás natural, Cuba está realizando um projeto-piloto para aumentar a recuperação secundária, isto é, está injetando gás nos poços de seu campo de Varadero, o mais importante da ilha, onde a Cupet já produz desde a década de 1970. Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Raúl Castro Como a produção atual corresponde a apenas 50% de suas necessidades, Cuba recebe outros 93M b/d da Venezuela, através de um acordo assinado no ano 2000. A Venezuela vende petróleo abaixo do preço de mercado para Cuba e, em troca, muitos médicos cubanos trabalham em programas sociais venezuelanos. Quase todos os poços produtores de Cuba estão situados na chamada franja de óleo pesado, que tem 120.000 quilômetros de extensão e se situa entre as baías de La Habana e Cárdenas, na província de Matanzas. A área está dividida em 43 blocos, 28 em águas rasas e o resto em terra. Desse total, 11 blocos já estão contratados e 32 disponíveis. Nessa região, a Cupet descobriu 35 reservatórios, mas nem todos foram desenvolvidos. Entre os que estão produzindo, os principais são Cojímar, Boca de Jaruco, Puerto Escondido, Vía Blanca, Santa Cruz, Yumurí e Majaguillay. Atualmente a empresa chinesa Gran Muralla está participando no desenvolvimento de uma descoberta feita há um ano atrás pela Cupet no poço Guanabo 2, em águas rasas da costa norte da ilha, 25 quilômetros a leste de Havana. Petrobras em Cuba Em 31 de outubro, durante uma cerimônia realizada em Cuba com a presença dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Raúl Castro, a Petrobras assinou um acordo com a Cupet para a exploração de petróleo no bloco 37 na costa norte da ilha. O investimento inicial para a fase de exploração da área de 1.600 quilômetros quadrados será de US$ 8 milhões. O bloco 37 fica a uma distância de 3 a 12 quilômetros da costa, em profundidade d’água que variam de 500 a 1.600 m, cerca de 140 quilômetros a leste de Havana. Novembro/Dezembro 2008 • Noviembre/Diciembre 2008 15 E NFOQUE REGIONAL O acordo, assinado entre o diretor comercial da Cupet, Rafael Arias e José Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras, é válido por sete anos para a prospecção e 25 anos para a eventual produção. Enquanto a Cupet não ressarcir a Petrobras pelos investimentos na prospecção e pelo desenvolvimento da área a produção será compartilhada entre as duas empresas. Essa não é a primeira experiência da Petrobras em Cuba. Depois de investir US$ 20 milhões nos trabalhos de prospecção em outra área marítima há 10 anos atrás, a Petrobras desistiu. Uma empresa canadense, a Sherritt International Corp. também desistiu do projeto de exploração que vinha fazendo em águas cubanas. Investimentos em infraestrutura Animada com o apoio da Venezuela e da Rússia, recentemente Cuba anunciou que além de modernizar uma refinaria existente em Santiago de Cuba, pretende construir outra refinaria perto do porto de Matanzas para processar 150,000 b/d, com investimento de $4,3 bilhões. O porto tem um terminal para navios petroleiros construído há muito tempo com ajuda da Rússia e um antigo oleoduto que se estende até o porto de Cienfuegos ao sul da ilha. Em meados de outubro a Sherritt interrompeu as atividades numa concessão situada na área de 112,000 quilômetros quadrados que está dividida em 59 blocos a noroeste da ilha, a chamada Zona Econômica Exclusiva (ZEE), considerada a mais promissora pelo diretor Rafael Tenreyro. A Sherritt, que antes era a maior investidora estrangeira no setor petrolífero cubano, ainda continua operando seus campos produtores em terra. Estes campos estão em Yumuri, Varadero, Canasi, e Puerto Escondido, na costa norte de Cuba, entre Havana e Cardenas. Um consórcio da Cupet com a petroleira norueguesa Norsk Hydro e a empresa indiana Oil & Natural Gás Corporation Limited (ONGC) continua fazendo prospecção em seis blocos da ZEE cubana, embora ainda não tenham anunciado nenhuma descoberta comercial. A ONGC Videsh Ltd (OVL) tem outros dois blocos na ZEE. Tenreyro informou que um consórcio liderado pela espanhola Repsol-YPF SA já testou alguns poços na ZEE e vai perfurar um primeiro poço de produção em 2009. Ele explicou que essa produção ainda não começou devido ao excesso de demanda mundial que causou dificuldades para conseguir uma plataforma de perfuração. Outras empresas estrangeiras que exploram na ZEE são: StatoilHydro (Noruega), Petronas (estatal da Malásia), Petroleos de Venezuela AS (PDVSA) e PetroVietnam, com quatro blocos cada uma. Em Cienfuegos, a Venezuela está ajudando o governo cubano a reformar uma antiga refinaria. Durante a visita do Presidente russo Dmitry Medvedev no fim de novembro, foi assinado um acordo estabelecendo que a Rússia também vai contribuir com a modernização da refinaria de Cienfuegos e na construção de tanques de armazenamento e modernização de oleodutos. Além disso, o acordo assinado entre o Ministério de Energia da Rússia e o Ministério da Indústria Básica de Cuba incluiu a participação de empresas de petróleo russas como a Lukoil Holdings, a TNK-BP e a Rosneft no esforço de encontrar petróleo na ZEE. A maior produtora de gás natural no mundo, que controla 17% das reservas mundiais, a companhia de gás russa Gazprom, ou mais precisamente a unidade de petróleo da companhia, a Gazprom Neft, também se mostrou interessada em participar de projetos de exploração na parte cubana do Golfo do México. Durante a visita, a imprensa cubana reportou que embora a cooperação mais comentada seja a exploração de petróleo nas águas profundas do golfo, houve um acordo específico com a empresa russa Zarubezhneft, para ajudar Cuba a melhorar a eficiência na recuperação de petróleo nos campos maduros em terra. Ingepet 2008: festa da indústria petroleira no Peru A realização do Seminário Internacional Ingepet 2008, realizado em Lima, Peru, confirmou que esta série de eventos alcançou a maturidade e se destacou pela qualidade dos trabalhos expostos e por sua visão da sustentabilidade social e ambiental, manifestada pelos mais de 1.300 participantes provenientes de 26 países. Comentário aparte deve ser feito sobre as conferencias magistralmente apresentadas pelos líderes de empresas petrolíferas que possuem operações no Peru e a exibição tecnológica que ocorreu em forma paralela às 170 seções técnicas do seminário. 16 Oil & Gas Journal Latinoamericana Durante cinco dias foram debatidas as novas tecnologias e novos conceitos de prospecção, bem como os processos de recuperação melhorados e novas aplicações tecnológicas para o desenvolvimento de petróleo bruto. Diversos fóruns abrangeram aspectos referentes ao forte impacto na América Latina da abertura aos investimentos na Colômbia, Brasil e Peru, o desenvolvimento do petróleo bruto no mundo e o fortalecimento do conceito de responsabilidade social aplicado a novos projetos na área de energia. Com esta edição, a série de seminários Ingepet chega a sua sexta edição e supera vinte anos consolidando-se como uma das principais reuniões da indústria latino-americana. De muitas formas, a Ingepet 2008 refletiu o que vem ocorrendo no setor dos hidrocarbonetos peruanos, o qual se desenvolve a margem de comentários jornalísticos adversos, provocados por insinuações na imprensa de corrupção na concessão de contratos. A respeito disto, o presidente de Perupetro, Daniel Saba, defendeu a clareza do processo de seleção de 2008 Alguns avanços Executivos premiados pela qualidade de seus trabalhos técnicos durante a Ingepet 2008 e disse que não se evadirá através de subterfúgios e batalhará até o final para demonstrar que o processo licitatório de Perupetro foi transparente de início a fim. “Os funcionários de Perupetro possuem um interesse especial em que as investigações se conduzam com total amplitude e rigorosidade, para assim conseguir que a verdade prevaleça e que se mantenha a confiança em âmbito nacional e internacional da indústria do petróleo.”, enfatizou Saba. Face às investigações, a empresa estatal demonstrou total colaboração porque seus diretores acreditam que uma análise objetiva e real dos fatos permitirá determinar que o processo seletivo de 2008 foi realizado de forma transparente e imparcial. Aumentam as atividades de prospecção A indústria do petróleo no Peru atravessa um momento de dinamismo poucas vezes visto, resultado das atividades que se realizam nos 80 lotes sob contrato e de um esforço mantido ao longo de mais de 15 anos de uma política de incentivos aos investimentos. Ao longo do ano foram perfurados 177 poços no Peru, dos quais 160 foram executados na costa norte, região em que nasceu a indústria petrolífera latino-americana. Dez poços em Zócalo Continental e sete na Amazônia contabilizam o ritmo alcançado pela atividade no Peru. Com uma produção de 162mbd e 372mmpcd, estima-se que a partir no ano 2011 o país possa voltar a ser um exportador nato de hidrocarbonetos. Espera-se que no ano de 2009 sejam perfurados 11 poços exploratórios e se registrem mais de sete mil quilômetros de sísmica. Os prognósticos para o ano de 2010 fixam em 23 os poços exploratórios e em cinco mil os quilômetros de sísmica adquirida. Por outro lado, é interessante descartar que contra todos os prognósticos, que colocavam em dúvida a possibilidade de que o país feche o ano com cem contratos vigentes, a meta traçada por Perupetro poderia ser cumprida antes de 31 de dezembro. No fechamento desta edição, as empresas Cepsa, Kei, Olympic, Goleen Oil, Talismán em sociedade com Ecopetrol, Petrolífera Petroleum e Faulkner esperam que se aprove o decreto supremo correspondente para a concessão de ditos contratos pelos lotes 130, 144, 145, 132 /132B, 158, 133 e XXVII, respectivamente. A diretoria de Perupetro S.A. tem aprovados 13 dos 17 contratos pelos lotes que foram oferecidos na última licitação. Trata-se daqueles que se subscreverão proximamente com os consórcios Jindal / Enigma pelos lotes 147, 153 e 159; Global / Petrolera Monterrico pelos lotes 149 e 152; Pluspetrol / Petroperú / Reliance / CNPC pelo lote 155; Kedcom / Consultora de Petróleo pelo lote 160 e com as empresas Petro Tech pelos lotes Z 51 e Z 52, Pan Andean, Petrovietnam, Emerald e Sudamericana, pelos lotes 161, 162, 163 e 156, respectivamente. A empresa Repsol encontra-se avaliando as amostras obtidas na perfuração do poço exploratório Sipán 90-34-1X no Lote 90 e do poço confirmatório Raya 39-04-04, no Lote 39; cuja perfuração foi concluída o passado dia dois de novembro, a uma profundidade de 6,103 pés. Neste último, a empresa já selecionou a empreiteira encarregada em realizar o estudo de impacto ambiental necessário para iniciar uma nova campanha sísmica. A Repsol também possui a concessão de outros dois lotes. No Lote 57 vem realizando os trabalhos geológicos de campo e prepara-se para adquirir dados sísmicos e no Lote 109, além da geologia de campo, está procurando qual empresa realizará o estudo de impacto ambiental para a campanha sísmica do próximo ano. Outra empresa espanhola, a Cepsa, também é uma das mais ativas na área de atividade exploratória. No Lote 127 apresentou às autoridades o estudo ambiental para a aquisição do programa sísmico 2D e está realizando uma terceira rodada de seminários explicativos para as comunidades nativas da região. Por sua vez, a companhia Geotrace Technologies continua reprocessando 2.700km de sísmica 2D e se prepara para adquirir 390 km de sísmica 2D. Trabalhos semelhantes são realizados no Lote 114, no qual foi aprovado o estudo ambiental para a aquisição de 20km de sísmica. No Zócalo Continental, a companhia BPZ, constituída nos Estados Unidos por profissionais peruanos, leva adiante um plano de desenvolvimento orientado a aumentar a produção da região. Dentro do Lote Z-1, no campo de Albacora, prepara-se a perfuração de seis poços exploratórios. No campo Corvina foi terminada a perfuração do poço Corvina CX11-20XD e se avança com a perfuração de Corvina CX11-15D. Prepara-se também a perfuração do primeiro poço exploratório no Lote XIX, a qual será executada por um equipamento especialmente construído por Petrex para os projetos em terra e prepara o programa sísmico 2009 do Lote XXIII. Novembro/Dezembro 2008 • Noviembre/Diciembre 2008 17 E NFOQUE REGIONAL México: el esbozo de una reforma del sector petrolífero Peter Howard Wertheim Luego de que el Congreso mexicano aprobara la propuesta que permite la participación de capital privado y de empresas internacionales en la industria de petróleo, el último 23 de octubre, los analistas advirtieron: únicamente el proceso de elaboración de los contratos revelará la verdadera extensión de esa abertura. Para las autoridades mexicanas, la cuestión principal también permanece abierta: cómo aumentar la producción de la compañía estatal Petróleos Mexicanos (Pemex), la 10ª mayor compañía petrolífera del mundo. Si bien es cierto que los diputados y senadores del PRI (Partido Revolucionario Institucional) presentaron en el Congreso una propuesta bastante parecida a la propuesta inicial realizada en abril por el partido conservador del Presidente Felipe Calderón (PAN – Partido Acción Nacional), el proyecto luego sufrió modificaciones, antes de ser aprobado. Comparada con la primera propuesta, que permitía que Pemex pudiera firmar contratos de asociación con compañías privadas para la exploración, extracción, transporte, refinación y distribución del petróleo y derivados, la reforma aprobada terminó diluida y mucho menos atractiva de lo esperado. Fueron aprobadas siete nuevas leyes para el sector de energía, siendo que una de ellas especifica, claramente, que no serán concedidos derechos sobre la 18 Oil & Gas Journal Latinoamericana propiedad de los hidrocarburos a los prestadores de servicios. Las empresas interesadas en invertir en el Golfo de México terminaron decepcionadas. Pemex calcula que, de un total de 54.000 millones de barriles de petróleo equivalente (boe) de recursos potenciales en las siete cuencas terrestres y marítimas del país, el 55%, o lo que equivale a cerca de 30.000 de boe se encuentran en aguas profundas del sector mexicano del Golfo, un área de 550.000km cuadrados que está prácticamente inexplorada. Incluso después de la reforma, los permisos han permanecido restringidos a algunas áreas, con reglas contractuales severas mediante las que el pago de servicios prestados por empresas privadas será realizado teniendo en cuenta el nivel de desempeño, en vez de estar vinculado a la cantidad de petróleo encontrado, sistema comúnmente utilizado por otros países. Por lo tanto, los analistas consideran que los incentivos pueden ser insuficientes para justificar inversiones exploratorias en el golfo. El sector petrolífero mexicano no fue desregulado como en Brasil, país en donde las reformas del sector permitieron abrir un espacio para la competencia de compañías privadas nacionales y extranjeras, tal como ocurrió cuando Petrobras perdió el monopolio del upstream en el año 1997. Lo que Pemex ha conquistado mediante la nueva legislación es un poco de autonomía con relación al gobierno, incluyendo más control sobre el presupuesto, sobre los análisis de capital y para la contratación de empresas de servicios. No se permitirán las inversiones provenientes del capital privado para la construcción y operación de refinerías, unidades de almacenamiento o transporte de petróleo. Algunos ejecutivos de la empresa consideran que el resultado es positivo porque las alteraciones del marco legal permiten que Pemex invierta un mayor porcentaje de sus ganancias en exploración y desarrollo. Creen que habrá espacio para la creación de inventivos contractuales, como premios a los contratados que finalicen proyectos sin incurrir en atrasos, así como gratificaciones otorgadas en función de la transferencia de tecnología a la empresa estatal. Actualmente, el 40% del presupuesto del Estado proviene de los ingresos de Pemex. Hasta ahora, era la Secretaría de Hacienda la entidad encargada de controlar el presupuesto de Pemex. “Los inversores tendrán que esperar y ver de qué manera la reforma se va a reflejar en la elaboración de los nuevos contratos”, comentó David Shields, un analista del sector de energía que se encuentra en la capital de México y que es autor del libro “Pemex: un futuro incierto”. Shields cree que a corto plazo y en este contexto, no habrá manera de evitar que continúe disminuyendo aún más la producción de petróleo del país. Mayor autonomía Los analistas latinoamericanos, por su parte, consideran importante la victoria política de Calderón y tienen la esperanza de que la nueva legislación permita abrir camino para la progresiva creación de nuevas modificaciones, lo que haría posible la firma de contratos más flexibles entre Pemex y las empresas privadas y extranjeras. La reforma le ha proporcionado a Pemex una mayor autonomía en las áreas financiera y administrativa, abriendo la posibilidad de que la empresa pueda crear un régimen propio de contratación de terceros. Además de eso, permite que Pemex y las empresas por ella contratadas realicen cambios en los proyectos en curso, a partir de la información obtenida en el transcurso de las actividades y considerando los eventuales cambios en los precios de las materias primas, de los equipos o de las nuevas tecnologías. Esa conquista también va a facilitar la obtención de material para poder enfrentar las emergencias relacionadas con accidentes y derrames de petróleo. Después de haber causado mucho tumulto, la sección que aprobó el proyecto de reforma concluyó con meses de expectativas, especulaciones y manifestaciones populares organizadas por la izquierda. Algunas encuestas de opinión muestran que tan sólo el 37% de los mexicanos están a favor de que se les otorgue permiso a las empresas privadas para realizar inversiones en Pemex. Cualquier tipo de reformulación que involucre el monopolio de Pemex ha sido extremadamente polémica desde que se efectuó la nacionalización de la industria petrolífera, en marzo de 1938, momento en el que el presidente Lázaro Cárdenas expropió los activos de 17 empresas y expulsó del país a los consorcios británicos y norteamericanos. Desde enero, cuando el Presidente Calderón abrió el debate sobre la reforma en la legislación del sector, como una propuesta para reaccionar frente a la caída en la producción de petróleo del país, la agitación popular ha sido importante. Raúl Cardoso, que a principios de noviembre viajó a Lisboa en representación de Pemex para negociar la compra de gasolina con el Grupo Galp, habló con la prensa portuguesa sobre la caída en la producción. “Con relación a 2007, la caída de este año ha sido de 260.000b/d, siendo que la producción promedio actual es de 2,8 millones de b/d de petróleo. Nuestro objetivo era llegar a producir 3,2 millones de b/d.”. El ejecutivo también explicó que a pesar de que Pemex ha estado invirtiendo US$10 millones por año durante los últimos 10 años, no logró alcanzar las metas esperadas porque las inversiones no fueron suficientes como para compensar el declive de la producción en Cantarell, el mayor campo de petróleo y gas de México. “De los 2,8 millones de b/d que estamos produciendo, aproximadamente 1,5 millones se destinan al consumo interno y el resto es para exportar”, comentó Cardoso. En 2006, México había sido el sexto mayor productor mundial, con 3,7 millones de b/d de petróleo. El Estado no tiene capital suficiente para invertir en el desarrollo de la industria. En el tercer trimestre de este año, la empresa contabilizó una pérdida líquida de US$ 1.300 millones, admitió el Presidente Calderón. Esto puede compararse al perjuicio de US$ 1.500 millones relativos a todo el año 2007, en función de la caída en la producción doméstica. Actualmente, la empresa importa el 40% de la gasolina y del diesel que se consumen en el país, porque en 30 años no ha construido una nueva refinería. A pesar de que Pemex ha admitido que las actuales reservas se acabarán en menos de 10 años, el gobierno y la oposición no han logrado llegar a un consenso sobre cómo enfrentar el problema. Los resultados negativos de la empresa han provocado acalorados debates públicos sobre la mala administración, la corrupción y el uso de Pemex como fondo de reserva por parte del gobierno federal. La izquierda dividida El líder de las manifestaciones contra la reforma, Andrés Manuel López Obrador, quien perdió las elecciones presidenciales por el 1% de los votos en 2006, contra Calderón, intentó impedir la votación y argumentó hasta el último instante que la propuesta, incluso diluida, era privatizadora y que su aprobación llevaría a México a perder el control sobre gran parte de su petróleo. López Obrador ya había organizado otro bloqueo, al intentar impedir que los senadores votaran, pocos días antes de la votación de los diputados en el Congreso. La actitud Obrador fue tan radical que abrió una brecha que posibilitó la aproximación entre Calderón y el ala más moderada del partido de izquierda que él mismo lidera, el Partido de la Revolución Democrática (PRD). Al mismo tiempo, la persistencia de la crisis financiera internacional llevó al Ejecutivo mexicano a comunicar cambios en sus previsiones sobre el crecimiento de la economía del país, pasando del 2,4% anteriormente previsto al 2,0%, para el año 2008, y del 3,0% al 1,8% para el 2009. A fin de revertir ese cuadro, el país necesita urgentemente encontrar nuevo petróleo en las áreas que aún permanecen inexploradas en el Golfo de México o en la frontera entre Texas y México, ubicación en donde las empresas americanas pretenden comenzar a explorar en el 2010. La situación es dramática, no sólo para los mexicanos, sino también para los Estados Unidos, que importan el 10% de su petróleo de México, el tercer mayor proveedor después de Canadá y Arabia Saudita. Si México llegara a interrumpir la exportación de petróleo, los Estados Unidos tendrían que pagar más caro por el transporte de lugares más distantes para compensar la diferencia. Recientemente, durante la Sexta Cúpula de Negocios realizada en la ciudad de Monterrey, Rogelio Gasca Neri, ex subsecretario de Hacienda de México, declaró que se prevé que Pemex dejará de exportar petróleo después de 2012, incluso si México se beneficia en función de la reforma del sector petrolero. “México exportará en 2012 cerca de un millón de barriles diarios de petróleo bruto”, dijo Mariano RuízFunes, en el mismo evento, al abordar el tema “Evaluando las implicancias prácticas de las leyes de reforma del sector petrolífero”. De cualquier modo, eso implica una fuerte disminución, ya que en 2008 Pemex ha exportado un promedio de 1,39 millones de b/d. Poca exploración de petróleo Hasta ahora, Pemex ha explorado tan sólo el 20% de sus áreas promisoras, calculan los analistas del sector. La mayor parte de las reservas comprobadas de México, inmensas y de fácil acceso, no han exigido grandes inversiones en tecnología y expertise para poder producir. Y eso incluye el megacampo de Cantarell, principal yacimiento del país, que fue descubierto en 1971, por accidente, por un pescador en las aguas rasas de la bahía de Campeche, litoral de la península de Yucatán. Hasta el 2004, Cantarell fue responsable por el 63% de la producción mexicana. Sin embargo, después de haber llegado a producir más de 2 millones de b/d, Pemex calcula que la producción va a disminuir a cerca de 700.000b/d en 2010 y tan sólo 450.000b/d en 2015. Carlos Morales, director de E&P de la empresa ha dicho que este año el campo ya ha dejado de producir más de 300.000b/d. El ejecutivo cree que la frontera exploratoria más accesible para Novembro/Dezembro 2008 • Noviembre/Diciembre 2008 19 E NFOQUE R EGIONAL Distribuición de los recursos prospectivos de México incrementar la producción está en aguas profundas del Golfo de México. Eso se explica porque los 30 años de exploración continua del sector americano del Golfo todavía están rindiendo más de un millón de b/d. Para ello, sería necesario acelerar el ritmo de exploración. Mientras que Pemex perforó tan sólo seis pozos durante el período de un año en aguas profundas de entre los 500 y los 1.000 m de profundidad, en la parte norteamericana del Golfo de México fueron perforados más de 150 nuevos pozos. Los ejecutivos del área de E&P de Pemex creen que podrán mantener la producción en 2,75 millones de b/d durante 2009, en el caso de que consigan aumentar la producción en el campo de petróleo pesado de Ku Maloob Zaap y en el campo de Chicontepec, un área terrestre ya bastante madura. Descubierta en 1926, Chicontepec actualmente exige la perforación de centenas de pozos por año para mantener la producción. Pemex ha anunciado que durante los próximos tres meses va a lanzar pliegos para siete licitaciones internacionales para la perforación de 2.520 pozos, como parte de un programa que ha sido creado con el objetivo de lograr que Chicontepec alcance una producción de 600.000b/d en 2021. Un proyecto nuevo es el campo de petróleo liviano llamado Sihil, que está ubicado por debajo de Cantarell 20 Oil & Gas Journal Latinoamericana y que en 2009 podría llegar a producir 120.000 b/d de petróleo, dijo Morales. Además de eso, el ejecutivo dice que Pemex está planeando expandir actividades exploratorias en 2009, lo que incluye la perforación de por lo menos 5 pozos, a fin de ganar impulso en el proyecto de perforar 15 pozos en aguas profundas de aquí al 2011. En 2010, Pemex pretende estar operando con nuevas plataformas para aguas profundas y ya ha lanzado pliegos previstos para el segundo semestre del próximo año. A pesar de esto último, será difícil lograr reponer el petróleo que Cantarell ha dejado de producir, calculan analistas americanos. El proyecto de aumentar la producción en Chicontepec, para fin de año, de 30.000b/d a 75.000b/d, tuvo que ser pospuesto en función de la súbita interrupción de las negociaciones de los contratos con las empresas que arriendan las plataformas. Morales espera que de ahora en adelante, como la empresa tienen más flexibilidad y autoridad para conducir las negociaciones, dejen de ocurrir ese tipo de interrupción del desarrollo de los contratos. La empresa divulgó un trabajo en el que se calcula que para cumplir con los objetivos de producción, debería perforar cerca de 1.000 pozos por año. Las empresas extranjeras en expectativa En abril, el director general de Pemex, Jesús Reyes Heroles, se encontraba en el III Encuentro Latinoamericano del Foro Económico Mundial, celebrado en Cancún, y habló de la gran oportunidad que México tiene de seguir exportando y aprovechando sus recursos de hidrocarburos, especialmente en aguas profundas del Golfo de México, a través de una asociación tecnológica con Petrobras. En esa misma ocasión, el presidente de Petrobras, José Sergio Gabrielli, confirmó que “existe una invitación y estamos esperando para poder compartir las operaciones en cerca de 300 pozos situadas en el Golfo de México”. Como Pemex no tiene experiencia ni tecnología para aguas profundas, Petrobras, que ya explora en los sectores americano y cubano del Golfo de México, está bien posicionada para beneficiarse de los cambios que pudieran llegar a ocurrir a partir de ese esbozo inicial de abertura en el sector. Pero por ahora, la Constitución mexicana continúa prohibiendo la posibilidad de compartir los derechos sobre el petróleo nacional, o las ganancias provenientes de la producción de petróleo, con empresas privadas o extranjeras. Y eso, además de impedir la realización de inversiones conjuntas para la exploración en aguas profundas, coloca a México en una posición más radical aún que la de Venezuela y Cuba. Actualmente, la compañía estatal venezolana PDVSA y la cubana Cupet invitan a empresas privadas y extranjeras para explorar en tierra y en el mar. La expectativa en torno de la dimensión real de la flexibilización en el sector petrolífero de México podría extenderse hasta fines de 2009. Pemex ha anunciado recientemente que sólo entonces pretende iniciar negociaciones para los primeros contratos de exploración y producción de petróleo con empresas como Petrobras, Statoil, BP, Exxon, Shell, Chevron y Total. Después de la reforma, Morales, director de E&P de Pemex, declaró ante la prensa americana que hay mucho que aprender con las empresas extranjeras y que los primeros contratos serán específicos para áreas en que la empresa ha encontrado dificultades técnicas, como en el caso del proyecto terrestre de Chicontepec y en las áreas de gran profundidad en el Golfo. Cuba: inversiones en aguas profundas Peter Howard Wertheim Corresponsal A partir de la elección de Barack Obama, algunos líderes caribeños reavivaron la campaña para que los Estados Unidos (EUA) suspenda el embargo que prohíbe relaciones económicas y comerciales de empresas americanas con Cuba. El Presidente de Guyana, Bharrat Jagdeo y los presidentes de las islas de São Vicente e Granadinas, Ralpjh Gonsalves, de Trinidad y Tobago, Patrick Manning y de Antigua y Barbuda, Baldwin Spencer, enviaron mensajes a Obama solicitándole que cambie la política del gobierno en relación a Cuba. El gobierno cubano también felicitó a Obama y reiteró el pedido de suspensión del embargo establecido en 1962. Muchos empresarios americanos y hasta incluso la oposición al gobierno en Cuba creen que el comercio con los EUA también podrá llevar al nuevo gobierno cubano a flexibilizar restricciones. Todos argumentan que si existen relaciones comerciales con la China comunista y con la Venezuela socialista, no hay razón para mantener el embargo a Cuba. El pasado 29 de octubre, por la decimoséptima vez, la Asamblea General de las Naciones Unidas aprobó casi por unanimidad una resolución mediante la que se recomienda la suspensión del embargo. De los 192 países, 185 votaron a favor y tan sólo EUA, Israel y Palau se manifestaron en contra. Las abstenciones fueron de las Islas Marshall y Micronesia, mientras que El Salvador e Irak no votaron. En su primera declaración pública sobre las elecciones americanas, el Presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamó una señal concreta de cambio en la administración de Obama, refiriéndose al fin del embargo y lamentó “que las resoluciones de la ONU no sean cumplidas por los grandes, sólo por los pequeños”. El hecho es que a pesar de que durante la campaña Obama se mostró dispuesto a renovar el diálogo y usar la diplomacia con países no alineados, también declaró frente a la Fundación de Cubanos Americanos de Miami que mantendría el embargo. Al mismo tiempo, sin embargo, afirmó que se encontraría con Raúl Castro y que removería restricciones a los viajes a Cuba y a las remesas de dinero dirigidas a la isla. Para algunos analistas, esa indefinición no va a durar mucho. La combinación entre crisis económica y un altísimo consumo de energía, las preocupaciones con el medioambiente y la existencia de nuevos liderazgos en los dos países podría facilitar la suspensión del embargo. Inmensas reservas en el mar Desde un punto de vista más pragmático, el hecho de que la compañía estatal Cuba Petróleo (Cupet) haya estado anunciando, desde julio de este año, que un área al noroeste de la isla puede contener reservas superiores a los 20.000 millones de barriles, podría llevar a poderosos lobistas de grandes empresas petroleras americanas a decidirse. Las reservas en los EUA están calculadas en 21.000 millones de barriles. Si se confirmaran las reservas de Cuba, el gobierno ya ha anunciado que va a exportar. Al final, invertir en Cuba puede ser más interesante que tener que depender del petróleo importado de países inestables del Medio Oriente. El gerente de exploración de Cupet, Rafal Pérez, explicó recientemente ante la prensa internacional que la estimativa del Servicio Geológico de los EUA, de que Cuba puede tener cerca de 9.000M/b de petróleo y 180.000M/ m³ de gas natural, es conservadora, porque los americanos no disponen de tantos datos como los que poseen los especialistas cubanos. Según Tenreyro, los cálculos cubanos se basan en la similitud que existe entre las características geológicas del área cubana del golfo y la geología submarina del gigantesco campo petrolífero de las aguas mexicanas, Cantarell, situado en la bahía de Campeche, y el campo Poza Rica, también ubicado en la parte mexicana del golfo. En su intento de mantener su producción actual de 80M b/d de petróleo pesado (10-12 grados API) y 20M barriles-equivalentes de gas natural, Cuba está realizando un proyecto piloto para aumentar la recuperación secundaria, esto es, está inyectando gas en los pozos de su campo de Varadero, el más importante de la isla, en donde Cupet ya produce desde la década de 1970. Como la producción actual corresponde a tan sólo el 50% de sus necesidades, Cuba recibe otros 93M b/d de Venezuela, a través de un acuerdo firmado en el año 2000. Venezuela le vende petróleo a Cuba por debajo del precio de mercado y, a cambio, muchos médicos cubanos trabajan en programas sociales venezolanos. Casi todos los pozos productores de Cuba están situados en la llamada faja de petróleo pesado, que posee 120.000 kilómetros de extensión y se sitúa entre las bahías de La Habana y Cárdenas, en la provincia de Matanzas. El área está dividida en 43 bloques, 28 de los cuales se encuentran en aguas llanas, mientras que el resto está en tierra. De ese total, 11 bloques ya están contratados y 32 se encuentran disponibles. En esa región, Cupet ha descubierto 35 reservorios, aunque no todos han sido desarrollados. Entre los que están produciendo, los principales son Cojímar, Boca de Jaruco, Puerto Escondido, Vía Blanca, Santa Cruz, Yumurí y Majaguillay. Actualmente, la empresa china Gran Muralla está participando en el desarrollo de un descubrimiento realizado hace un año atrás por Cubet en el pozo Guanabo 2, en aguas llanas de la costa norte de la isla, a 25 kilómetros al Este de la Habana. Petrobras en Cuba El 31 de octubre, durante una ceremonia realizada en Cuba y que contó con la presencia de los presidentes Luiz Inácio Lula da Silva y Raúl Castro, Petrobras firmó un acuerdo con Cupet para la exploración de petróleo en el bloque 37, en la costa norte de la isla. La inversión inicial para la fase de exploración del área de 1.600 kilómetros cuadrados será de US$ 8 millones. El bloque 37 está a una distancia de 3 a 12 kilómetros de la costa, a una profundidad de lámina de agua que varía de entre los 500 a los 1.600m, cerca de 140 kilómetros al Este de la Habana. El acuerdo, firmado entre el director comercial de Cupet, Rafael Arias y José Novembro/Dezembro 2008 • Noviembre/Diciembre 2008 21 E NFOQUE R EGIONAL Sergio Gabrielli, presidente de Petrobras, tiene una validez de 7 años para la prospección y de 25 años para la eventual producción. Mientras Cupet no pueda resarcirle a Petrobras por las inversiones en la prospección y por el desarrollo del área, la producción se compartirá entre las dos empresas. Esa no es la primera experiencia de Petrobras en Cuba. Después de haber invertido US$ 20 millones en los trabajos de prospección en otra área marítima, hace 10 años, Petrobras terminó desistiendo. Una empresa canadiense, la Sherritt International Corp. también desistió del proyecto de exploración que venía haciendo en aguas cubanas. A mediados de octubre, Sherritt interrumpió las actividades en una Inversiones en infraestructura Cuba anunció recientemente que además de modernizar una refinería existente en Santiago de Cuba, pretende construir otra refinería cerca del puerto de Matanzas, para procesar 150.000b/d, a partir de una inversión de $4.300 millones. Esto se debió al entusiasmo que generó el apoyo de Venezuela y de Rusia. El puerto posee una terminal para navíos petroleros que fue construida hace mucho tiempo mediante la ayuda de Rusia, además de un antiguo oleoducto que se extiende hasta el puerto de Cienfuegos al Sur de la isla. concesión situada en el área de 112.000 kilómetros cuadrados que está dividida en 59 bloques al Noroeste de la isla, la llamada Zona Económica Exclusiva (ZEE), considerada la más promisoria por parte del director Rafael Tenreyro. Sherritt, que antes era el mayor inversionista extranjero en el sector petrolífero cubano, todavía continúa operando sus campos productores en tierra. Esos campos están en Yumuri, Varadero, Canasi, y Puerto Escondido, en la costa Norte de Cuba, entre la Habana y Cárdenas. Un consorcio formado por Cupet, la petrolera noruega Norsk Hydro y la empresa india Oil & Natural Gas Corporation Limited (ONGC) continúa realizando prospección en seis bloques de la ZEE cubana, a pesar de que aún no han anunciado ningún descubrimiento comercial. ONGC Videsh Ltd (OVL) posee otros dos bloques en la ZEE. Tenreyro informó que un consorcio liderado por la española RepsolYPF SA ya ha probado algunos pozos en la ZEE y va a perforar un primer pozo de producción en 2009. Tenreyro explicó que esa producción todavía no ha comenzado, debido al exceso de la demanda mundial, que causó dificultades para conseguir una plataforma de perforación. Otras empresas extranjeras que exploran en la ZEE son: StatoilHydro (Noruega), Petronas (estatal de Malasia), Petróleos de Venezuela AS (PDVSA) y PetroVietnam, con cuatro bloques cada una. En Cienfuegos, Venezuela está ayudando al gobierno cubano a reformar una antigua refinería. Durante la visita del Presidente ruso Dmitry Medvedev, a fines de noviembre, fue firmado un acuerdo que establece que Rusia también va a contribuir con la modernización de la refinería de Cienfuegos y ayudará en la construcción de tanques de almacenamiento y modernización de oleoductos. Además de eso, el acuerdo firmado entre el Ministerio de Energía de Rusia y el Ministerio de Industria Básica de Cuba incluye la participación de empresas de petróleo rusas, como Lukoil Holdings, TNK-BP y Rosneft, en un esfuerzo por encontrar petróleo en la ZEE. El mayor productor de gas natural del mundo, que controla el 17% de las reservas mundiales, la compañía de gas rusa Gazprom, o más precisamente, la unidad de petróleo de la compañía, la Gazprom Neft, también se mostró interesada en participar de los proyectos de exploración en la parte cubana del Golfo de México. Durante la visita, la prensa cubana informó que a pesar de que la iniciativa de cooperación más comentada haya sido el tema de la exploración de petróleo en las aguas profundas del golfo, ha habido un acuerdo específico con la empresa rusa Zarubezhneft, para ayudar a Cuba a mejorar la eficiencia en la recuperación de petróleo en los campos maduros situados en tierra. Ingepet 2008: fiesta de la industria hidrocarburifera en Peru La realización del Seminario Internacional Ingepet 2008, en Lima, Perú, confirmó que esta serie de eventos ha alcanzado ya plena madurez y se destacó por la calidad de los trabajos expuestos y la visión de sostenibilidad social y ambiental puesta de manifiesto por más de 1300 asistentes procedentes de 26 diferentes países. Un comentario aparte merecen las conferencias magistrales presentadas por líderes de las empresas petroleras con operaciones en 22 Oil & Gas Journal Latinoamericana Perú y la exhibición tecnológica que tuvo lugar en forma paralela a las 170 sesiones técnicas del seminario. Durante los cinco días se debatió sobre nuevas tecnologías y nuevos conceptos de exploración, así como procesos de recuperación mejorada y nuevas aplicaciones tecnológicas para el desarrollo de crudos pesados. Diversos foros cubrieron aspectos relativos al fuerte impacto en Latinoamérica de la apertura a la inversión en Colombia, Brasil y Perú, el desarrollo de los crudos pesados en el mundo y el fortalecimiento del concepto de responsabilidad social aplicado a los proyectos energéticos. Con esta edición, la serie de seminarios Ingepet llegó a su sexta versión y pasó ya los veinte años consolidándose como una de las principales reuniones de la industria latinoamericana. De muchas maneras, Ingepet 2008 reflejó lo que viene ocurriendo en el sector hidrocarburífero peruano, que se desarrolla al margen de comentario periodísticos adversos provocados por insinuaciones periodísticas de corrupción en la adjudicación de contratos. Al respecto, el presidente de Perupetro, Daniel Saba, ha defendido la limpieza del proceso de selección 2008 y ha dicho que no se evadirá por la puerta falsa y batallará hasta el final para demostrar que el concurso de Perupetro fue transparente desde el principio hasta el final. “Los funcionarios de Perupetro tienen especial interés en que las investigaciones se lleven a cabo con total amplitud y rigurosidad, para así lograr que la verdad prevalezca y se mantenga la confianza en el ámbito nacional e internacional de la industria de hidrocarburos”, ha remarcado Saba. Frente a las investigaciones, la empresa estatal ha mostrado su total colaboración porque sus directivos creen que un análisis objetivo y real de los hechos permitirá determinar que el proceso de selección 2008 se realizó de manera transparente e imparcial. Aumenta actividad exploratoria La industria hidrocarburífera en Perú atraviesa un momento de dinamismo pocas veces visto antes, resultado de las actividades que se realizan en los 80 lotes bajo contrato y de un esfuerzo sostenido a lo largo de más de 15 años de política de incentivos a la inversión. A lo largo del año se han perforado 177 pozos en Perú, de los cuales 160 se hicieron en la costa norte, región en la que nació la industria hidrocarburífera latinoamericana. Diez pozos en el Zócalo Continental y siete en la Amazonía, dan cuenta del ritmo que viene alcanzando la actividad en Perú. Con una producción de 162 mbd y 372 mmpcd, se estima que a partir del año 2011 el país pueda volver a ser exportador neto de hidrocarburos. Se espera que el 2009 se perforen 11 pozos exploratorios y se registren más de siete mil kilómetros de sísmica. Los pronósticos para el año 2010 fijan en 23 los pozos exploratorios y en cinco mil los kilómetros de sísmica adquidirida. De otro lado, es interesante destacar que contra todos los pronósticos que ponían en duda la posibilidad de que el país cierre el año con cien contratos vigentes, la meta trazada por Perupetro podría cumplirse antes del 31 de diciembre. Al cierre de esta edición, las empresas Cepsa, Kei, Olympic, Goleen Oil, Talismán en sociedad con Ecopetrol, Petrolífera Petroleum y Faulkner esperan que se apruebe el decreto supremo correspondiente para la suscripción de sendos contratos por los lotes 130, 144, 145, 132 /132B, 158, 133 y XXVII, respectivamente. El directorio de Perupetro S.A. tiene aprobados 13 de los 17 contratos por los lotes que fueron ofrecidos en el último concurso. Se trata los que se suscribirán próximamente con los consorcios Jindal / Enigma por los lotes 147, 153 y 159; Global / Petrolera Monterrico por los lotes 149 y 152; Pluspetrol / Petroperú / Reliance / CNPC por el lote 155; Kedcom / Consultora de Petróleo por el lote 160 y con las empresas Petro Tech por los lotes Z 51 y Z 52, Pan Andean, Petrovietnam, Emerald y Sudamericana, por los lotes 161, 162, 163 y 156, respectivamente. Algunos avances La empresa Repsol se encuentra evaluando las muestras obtenidas en la perforación del pozo exploratorio Sipán 90-34-1X en el Lote 90 y del pozo confirmatorio Raya 39-04-04, en el Lote 39; cuya perforación culminó el pasado dos de noviembre a una profundidad de 6,103 pies. En este último, la empresa ha seleccionado ya a la contratista que se encargará de realizar el estudio de impacto ambiental necesario para iniciar una nueva campaña sísmica. Repsol tiene adjudicados además otros dos lotes. En el Lote 57 viene realizando trabajos de geología de campo y se prepara para adquirir datos sísmicos y en el Lote 109, además de la geología de campo, está viendo con qué empresa realiza el estudio de impacto ambiental para la campaña sísmica del año entrante. Otra empresa española, Cepsa, es también una de las más activas en el campo de la actividad exploratoria. En el Lote 127ha presentado a las autoridades el estudio ambiental para la adquisición del programa sísmico 2d y está llevando a cabo una tercera ronda de talleres explicativos con las comunidades nativas de la zona. A su vez, La compañía Geotrace Technologies continúa reprocesando 2700km de sísmica 2d y se prepara la adquisición de 390 km de sísmica 2d. Trabajos similares se realizan en el Lote 114, en el cual tiene aprobado ya el estudio ambiental para la adquisición de 200km de sísmica. En el Zócalo Continental, la compañía BPZ, constituida en los Estados Unidos por profesionales peruanos, lleva adelante un plan de desarrollo orientado a elevar la producción de la zona. Dentro del Lote Z-1, en el campo Albacora, se alista para perforar seis pozos exploratorios. En el campo Corvina terminado la perforación del pozo Corvina CX11-20XD y avanza con la del Corvina CX11-15D. Prepara también la perforación del primer pozo exploratorio en el Lote XIX, que estará a cargo de un equipo especialmente construido por Petrex para los proyectos en tierra y viene preparando el programa sísmico 2009 del Lote XXIII. OIL & GAS JOURNAL LATINOAMERICANA Este é o décimo-quarto ano da edição latinoamericana da mais importante publicação internacional da indústria do petróleo: o Oil & Gas Journal. A Oil & Gas Journal Latinoamericana, sua edição continental, é bimestral e editada em espanhol e português, com cobertura exclusivamente voltada para o mercado latino-americano. É editada, produzida e distribuída a partir do Brasil para mais de 10.000 assinantes dos quais 80% domiciliados na região e 20% na América do Norte (gerentes e diretores encarregados das operações na América Latina). A Oil & Gas Journal Latinoamericana é o veículo ideal para as empresas que desejam se comunicar com a América Latina, com foco e sem perder abrangência. Para saber as oportunidades especiais para veicular anúncios nas próximas edições da OGJLA: Novembro/Dezembro 2008 • Noviembre/Diciembre 2008 23 Márcia Fialho - (55 21) 2533 5703 - 92408198 - 81532309, [email protected] ou [email protected] Relatório s e to r i a l não haverá retração de investimentos porque “a empresa está entre as melhores do mercado e com melhores projetos e, portanto, há perspectivas de estar muito bem situada na retomada da economia”. Processar aço Processar aço é a palavra de comando de todos os estaleiros. Otimista, o presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo Rocha, afirmou que a Indústria Naval brasileira está se preparando para a grande demanda de 338 unidades (navios e plataformas) que despontam no mercado nos próximos oito anos. Segundo ele, a indústria naval vai fechar o ano com 40 mil empregos diretos e uma carteira de encomendas de US$ 6 bilhões, com previsão de 55 mil empregos diretos e encomendas firmes de US$ 9 bilhões em 2009. São 26 estaleiros de porte médio com 4,7 milhões de metros de área ocupada e capacidade de processar, por ano, 570 mil toneladas de aço. Além da capacidade já instalada, Ariovaldo Rocha informou que os estaleiros estão investindo também em equipamentos, em tecnologias avançadas e mão-de-obra qualificada . “O objetivo Demanda da Petrobras faz indústria naval brasileira crescer Marcia Fialho Os estaleiros brasileiros que aguardavam ansiosamente as encomendas do segmento de petróleo para começar a navegar de vento em popa, podem comemorar. Apesar das últimas turbulências da economia mundial, a Indústria Naval Brasileira segue em mar de almirante. A Petrobras já deu o pontapé inicial com as encomendas da Transpetro, maior armadora da América Latina e braço logístico da Petrobras, através dos Programas de Modernização e Expansão da Frota (Promef I e II) que contarão com investimentos totais de US$ 4,7 bilhões nas duas fases. (Veja quadros). A expectativa do mercado em relação às unidades de E&P continuará até janeiro, quando a Petrobras divulgará seu Plano de Negócios para o período 2009/2013 (previsão anterior de US$ 112,4 bilhões). A definição de quanto, do total, a empresa investirá junto a Indústria Naval Brasileira ainda não está 100% definido em função da atual volatilidade do mercado. Mas, é certo que a estatal pretende contratar até 2017, em estaleiros brasileiros 48 navios petroleiros, 146 barcos de apoio, oito FPSOs e 28 sondas. A empresa também tem previsão de afretar 21 navios do tipo VLCC (Very Large Crude Carrier), com capacidade para 300 mil tpb, de armadores nacionais que se comprometam a construir esses petroleiros em estaleiros brasileiros. Um memorando de entendimentos já foi assinado com a Noroil Empresa de Navegação Ltda para o afretamento dos dois primeiros navios dentro deste sistema. O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, ressaltou que 24 Oil & Gas Journal Latinoamericana Promef I é acompanhar o desenvolvimento do mercado mundial e atender as exigências da Petrobras. Por exemplo: o Brasil realizou uma inovação no uso dos arranjos produtivos locais (clusters), com o uso dinâmico da capacidade produtiva dos estaleiros de uma mesma região”, ressaltou. Em terra firme Em terra firme a modernização dos estaleiros já começou. O Estaleiro Atlântico Sul entrou em operação em 2005, quando foi criado através da participação acionária das brasileiras Camargo Segundo o presidente do Sinaval, os estaleiros brasileiros estão planejando o seu futuro contando com os seguintes elementos: o aumento da participação do transporte aquaviário no Brasil; o atendimento das encomendas para produção de petróleo; o desenvolvimento do capital humano; a programação das encomendas de aço; e o desenvolvimento do fornecimento de navipeças, além de assegurar uma correta visão fiscal no cumprimento dos regimes tributários especiais, nas vendas aos estaleiros e no aprimoramento das relações trabalhistas. Com o aquecimento da indústria naval, o Sinaval estima a ampliação dos empregos diretos em 20 mil novos postos de trabalho, sobre uma base já existente estimada em 40 mil pessoas. Segundo Ariovaldo, essa realidade exerce Na primeira fase do Programa de Modernização e Expansão da Frota serão construídos 26 navios. As empresas ganhadoras do processo de licitação foram: • Estaleiro Atlântico Sul (PE): 10 navios Suezmax Preço global: US$ 1.209.500 mil Preço médio por navio: US$ 120.950 mil Assinatura dos contratos: 31 de janeiro de 2007, em Pernambuco • Estaleiro Atlântico Sul (PE): 5 navios Aframax Preço global: US$ 517 milhões Preço médio por navio: US$ 103.400 mil. Assinatura dos contratos: 11 de abril de 2007, no Rio de Janeiro • Estaleiro Eisa: 4 navios Panamax Preço global: US$ 349 milhões Preço médio por navio: US$ 87.250 mil Assinatura dos contratos: 11 de abril de 2007, no Rio de Janeiro • Estaleiro Mauá (RJ): 4 navios de produtos Preço global: US$ 277.079.543,00 Preço médio por navio: US$ 69.269.886,00 Assinatura dos contratos: 30 de novembro de 2007, em Niterói (RJ) • Estaleiro Itajaí S.A. (SC) - 3 navios gaseiros. Preço global: US$ 130.900.000,00. Preço médio por navio: US$ 43.633.334,00. pressão sobre a formação de capital humano. Informou que existem programas Correia, Queiroz Galvão, PJMR e a sócia internacional Samsung Heavy Industries. Com um investimento de R$ 1,4 bilhões, o estaleiro, que foi construído em Suape (PE), nordeste brasileiro, atualmente pode processar 160 mil toneladas de aço/ ano e é considerado o mais moderno do setor de construção naval e offshore do hemisfério sul, figurando no seleto time das plantas navais de quarta geração, junto aos estaleiros asiáticos, segundo seu presidente, Angelo Bellelis. Ele acrescentou que estão preparados para atender qualquer tipo de encomenda de navio até 500mil tpbs, além de plataformas de offshore dos tipos semi-submersíveis, FPSO (Sistemas Flutuantes de Produção, Armazenamento e Transferência de Petróleo), TLP (Plataformas de Pernas Atirantadas) e SPAR. Para isso, o estaleiro conta com uma área de 1 milhão e 620 mil metros²de terreno, área coberta de 130 mil metros² e um dique seco de 400m de extensão, 73m de largura e 12m de profundidade, além de um cais de acabamento de 730m de extensão equipado com dois guindastes de 35 ton. Também possui um cais de 680m destinado a construção e reparo de plataformas. Atualmente o Atlântico Sul conta com uma carteira de encomendas de 10 suezmax, cinco Aframax e o casco da plataforma P-55 para a Petrobras, além do navio Very Large Crude Carrier (VLCC) para a Noroil Navegação. O Estaleiro Atlântico Sul é focado na produção de navios cargueiros, petroleiros, porta-containeres, graneleiros e de carga geral, além de plataformas offshore, navios de perfuração e barcos de apoio marítimo. Tradição do Barão de Mauá Presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielle e Presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha CEC) e outra no Caximbau, na Ilha da Conceição, todos em Niterói. Os três estão plenamente reativados e prontos para atender encomendas, nas atividades de construção de navios, offshore e reparo naval. O Mauá possui em carteira atualmente quatro navios para transporte de produtos claros encomendados pela Transpetro; a conclusão da Plataforma de Mexilhão que produzirá gás na Bacia de Santos; a finalização da modernização da plataforma semi-submersível Olinda Star, da Queiroz Galvão, que é considerado o maior upgrade ocorrido no Brasil, e o reparo e modernização das plataformas de perfuração, Ocean Worker e Ocean Whittington, que pertencem à Brasdril. A Plataforma de Mexilhão, que terá capacidade de produzir 15 mm/m3/d de Gás Natural, será peça fundamental do programa de auto-suficiência de gás natural para o Brasil. Os “topsides” dos FPSOs da Petrobras P-43, P-48, P-50 e P-54 foram construídos pelo Mauá, assim como os serviços de integração e comissionamento dos FPSOs P-43, P-50 e P-54. O acervo de equipamentos do estaleiro ganhou mais uma força, a balsa elevatória submersível Gávea Lifter, que vai atender ao mercado de reparos navais e mais especificamente de grandes plataformas. Com capacidade de levantar embarcações até 50 mil toneladas, a balsa foi arrendada pelo Mauá por três anos. “A incorporação desse equipamento consolida o Estaleiro Mauá como centro de referência no reparo e conversão de plataformas de perfuração e produção que atuam no mar territorial brasileiro. A balsa elevatória já esteve a serviço do estaleiro em 2005 durante as obras de reparo do navio sonda Leo Segerius e da plataforma de perfuração Paul Wolff, ambas pertencentes à Noble Drilling”, informou o presidente do Estaleiro Mauá, Domingos D’Arco. Após adquirir experiência em equipamentos offhsore, o presidente do Com a tradição de 163 anos e credibilidade que vem da época do barão de Mauá (1845) somadas à experiência das mais modernas tecnologias do mercado, hoje, o Estaleiro Mauá é Promef II considerado um dos A) 20 navios reunidos nos seguintes lotes: maiores centros de construção e integração Lote 1 - 4 Suezmax DP (Posicionamento Dinâmico); de unidades flutuantes Lote 2 - 3 Aframax DP (Posicionamento Dinâmico); de produção de petróleo Lote 3 - 3 para Produtos Claros 45.000 toneladas; e gás em todo o mundo. Pode processar 40 mil Lote 4 - 3 para Produtos Claros 30.000 toneladas e 2 para Produtos Escuros 30.000 toneladas; toneladas de aço/ano Lote 5 - 2 Gaseiros semi-pressurizados 12.000m3; em suas três unidades Lote 6 - 3 Gaseiros pressurizados 4.000m3; industriais: uma na Ponta D’Areia, uma B) 3 navios para bunker (combustível para embarcação) em um único lote. na Ilha do Caju (antiga Novembro/Dezembro 2008 • Noviembre/Diciembre 2008 25 Relatório s e to r i a l Mauá considera que as unidades do grupo estão prontas para novas encomendas. “Entretanto, o fato mais importante em 2008 é que o estaleiro voltou a construir navios, depois de mais de 10 anos dedicados somente à construção offshore e reparo de navios e plataformas. Estamos entrando em todos os nichos do mercado e investindo maciçamente na modernização e ampliação de nossas instalações industriais e nos preparando para a construção de uma nova sede administrativa aqui na Ponta D´ Areia, em Niterói”. Apesar da atual crise econômica mundial, Domingos D’Arco está confiante em um novo momento positivo da indústria naval e do petróleo. “ Estamos investindo justamente durante a crise. A indústria do petróleo é de longa maturação. Entre a descoberta dos campos de petróleo e a entrada em produção levam vários anos, por isso estamos nos preparando para o novo momento da indústria naval e do petróleo. Nossos investimentos na modernização e ampliação do estaleiro mostram essa confiança”, concluiu. Também faz parte do grupo o Estaleiro Eisa, na Ilha do Governador, com capacidade de processar 50 mil toneladas de aço/ano e considerado um estaleiro Arquivo Estaleiro Mauá Estaleiro EISA 26 Oil & Gas Journal Latinoamericana exportador. Ele acaba de receber a encomenda de quatro petroleiros Panamax, para a Tanspetro, e ainda possui 18 navios em carteira: cinco full-containers, para a Log-in (Brasil), 10 Panamax, para a PDVSA (Venezuela), um PSV, para a Ultrapetrol (Argentina), um casco para embarcação offshore do tipo OSCV-6 encomendada pela Aker-Promar (STX) e um graneleiro do tipo Self-unloading para a Gypsum Transportation Limited - GTL (EUA). Participação ativa Localizado em Angra dos Reis (RJ) em uma área de 410.000m², o estaleiro BrasFels também participa ativamente do desenvolvimento da Indústria Naval Brasileira. Recentemente lançou ao mar a P-51, primeira plataforma semisubmersível construída integramente no Brasil e com 75% de nacionalização. A BrasFels começou a operar em 2000 e tem a seu favor a tradição asiática que herdou da empresa mãe, Keppel Fels, de Cingapura que já projetou e construiu mais de 250 navios e plataformas (sistemas móveis de perfuração offshore, sistemas flutuantes de produção, plantas de operação flutuante, plataformas fixas e de perfuração). Segundo o presidente do BrasFels, Gilberto Israel, o estaleiro tem como meta atender ao mercado de construção naval, offhsore e de óleo e gás. “A nossa experiência e capacitação estarão a serviço dos mercados de óleo e gás nas plataformas continentais do Brasil e do oeste-africano. Utilizando as melhores facilidades e infra-estrutura da América do Sul, aliadas à execução de projetos suportada por avançados recursos computacionais, a Keppel Fels Brasil buscará assegurar a satisfação do cliente através de preços e prazos competitivos”, ressaltou Israel. O estaleiro pode processar 50 mil ton. de aço/ano, construir navios de até 600 mil tpb, além de plataformas. Possui três carreiras, um dique seco, um pórtico para 660 toneladas, sete guindastes e dois cais de acabamento. Atualmente o estaleiro está centralizando seu trabalho na plataforma P-56, com data de entrega prevista para dezembro de 2010 e na fabricação dos módulos da P-57, também para o segundo semestre de 2010. Outro estaleiro que vem conquistando o mercado de petróleo é o Itajaí, que recentemente teve seu controle acionário assumido pela empresa de navegação Elcano, (espanhola). Em suas carreiras já estão sendo construídos três navios gaseiros contratados pela Petrobras pelo preço global de US$ 130.900 milhões. Demanda por infraestrutura no Brasil Navios Descrição Programa/ Qt Armador PROMEF 1 (26) PROMEF 2 (23) Afretamento (23) PDVSA (10) Prazo Tipo Local Obs. 10 Suezmax EAS iniciado 5 Aframax Rio Naval aguardando início 4 Panamax Rio Naval aguardando início 3 Gaseiros EISA (Itajaí) aguardando início 4 Produtos Mauá aguardando início 4 Suezmax (BID) a licitar 3 Aframax (BID) a licitar 8 Produtos (BID) a licitar 5 Gaseiros (BID) a licitar 3 Bunker (BID) a licitar 10 Produtos (BID) a licitar 3 Gaseiros (BID) a licitar 6 Bunker (BID) a licitar 2 VLCC EAS a licitar 2 PC EISA (RJ) iniciado 8 Panamax EISA (RJ) iniciado GTL 1 Graneleiro EISA (RJ) iniciado LOG-IN (5) 5 Container EISA (RJ) iniciado 2008.1 2008.2 2009.1 2009.2 2010.1 2010.2 2011.1 2011.2 2012.1 2012.2 2013.1 2013,2 Fonte: Petrobras Petróleo aquece estaleiros brasileiros O megaplano para os estaleiros, fruto do pré-sal, vai aquecer até 2017 os estaleiros brasileiros. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), acaba de aprovar o financiamento de US$ 5 bilhões para o programa de modernização da indústria naval brasileira. A intenção é financiar mais de 25 projetos, desde navios, rebocadores a unidades de offshore. Os recursos do BNDES também vão financiar a construção da Plataforma de Mexilhão. A Companhia Mexilhão do Brasil (CMB), sociedade de propósito específico (SPE) vinculada à Petrobras, assinou um contrato de financiamento de R$ 528 milhões destinados a construção da Plataforma de Mexilhão 1 (PMXL-1) no Estaleiro Mauá. Com 227m de altura, capacidade para produzir até 15MMm3 de gás natural dia, a unidade irá operar no Campo de Mexilhão a 145km da costa. A Petrobras vai contratar oito de 10 novas unidades de produção de petróleo do tipo FPSO para a área de pré-sal na Bacia de Santos, na indústria nacional. A capacidade de produção diária das oito plataformas que pertencerão a Petrobras é de 120M/b de petróleo cada e 5MMm3³ de gás natural. A diretoria da empresa aprovou ainda a contratação de 40 sondas de perfuração, das quais 12 serão construídas no exterior e 28 no Brasil e operadas por empresas brasileiras, cerca de US$ 19 bilhões de investimento. Apesar da escassez de financiamento no mercado mundial, a empresa continua otimista. Para o segmento de embarcações de apoio a exploração e produção marítima de petróleo da companhia, a Petrobras pretende gastar US$ 5 bilhões, com a encomenda no Brasil de 146 novas unidades. As embarcações serão encomendadas ao longo de seis anos através de sete licitações. A primeira em andamento, prevê a contratação de 24 Novembro/Dezembro 2008 • Noviembre/Diciembre 2008 27 Relatório s e to r i a l embarcações e as demais serão feitas até 2014, com prazos contratuais de oito anos. A crise econômica mundial não atrapalhou os planos da Transpetro. A empresa tem suas encomendas de navios com financiamento garantido, pelo Fundo de Marinha Mercante (FMM), segundo sua assessoria de imprensa. Serão investidos US$ 4,7 bilhões nos Promefs I e II. Os recursos desse fundo são vinculados e destinados, especificamente, aos investimentos na construção naval e na navegação comercial. Os 26 navios do Promef I têm, no mínimo, prioridade definida (reserva de recursos) pelo Conselho Diretor do FMM, informou a empresa. O Promef II, que teve a licitação iniciada em julho deste ano, entra agora em dezembro na fase de apresentação das propostas. O inconveniente, De olho no mercado A demanda do segmento de petróleo para construção de novas embarcações e plataformas está movimentando investidores estrangeiro e brasileiros. Eles pretendem construir no Brasil novos estaleiros com a intenção de aproveitar o mercado que está em ebulição com as perspectivas do pré-sal. O grupo chinês Sinopacific Shipbuilding pretende montar um estaleiro de grande porte em Outeiro (PA), com investimentos de US$ 1,2 bilhões. O Sinopacific tem experiência na construção de navios de grande porte, navios-tanque, petroleiros, 28 Oil & Gas Journal Latinoamericana queixou-se a empresa, é que houve fortes oscilações nos preços das matérias-primas desde o início das negociações. A expectativa da Transpetro é assinar o contrato entre o BNDES e os estaleiros vencedores do Promef II, ao longo do primeiro semestre de 2009. Em relação aos prazos contratuais de entrega das unidades, a empresa disse que só começa a contar a partir da concessão da eficácia, o que evitaria o problema do atraso na conclusão das etapas de construção. A empresa também espera concluir 95% das contratações do Promef I até dezembro de 2008. A Transpetro aventou a possibilidade de recorrer aos estaleiros da América do Sul, caso haja necessidade de garantir cronogramas, em função das perspectivas de demanda do pré- sal. informou ainda que os planos de expansão, tanto da frota quanto das sondas, embarcações de apoio e plataformas de exploração da Petrobras são ambiciosos e deverão consolidar os estaleiros do País, de acordo com a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para a construção naval brasileira. ”Como os planos estratégicos foram formulados sem um diagnóstico mais completo das possibilidades do pré-sal, e no nosso caso com base exclusivamente nas perspectivas de produção da plataforma continental em camadas mais superficiais (póssal), é razoável supor novas e grandes demandas. Nesse caso, para garantir os cronogramas, será necessário recorrer à capacidade adicional, e os parceiros da América do Sul deverão ter prioridade”, informou a Transpetro. de transporte de gás, de productos químicos, além de plataformas. Também o Estaleiro Mauá está investindo em uma nova unidade em São Gonçalo, Niterói, onde funcionará o Mauá Gradim, numa área de 40 mil m2 e onde serão abertos inicialmente 800 postos de trabalho. Segundo o presidente da empresa, Domingos D’Arco, o Gradim possibilitará a entrada do grupo na concorrência para construção dos navios da Marinha do Brasil que estão para entrar em licitação. Outras empresas estão investindo na Indústria Naval. Na Bahia, uma joint-venture entre o Estaleiro da Bahia S/A a OAS e a Setal, além da Piemonte Investimentos, vai aplicar US$ 400 milhões na construção de um estaleiro para produzir sondas, plataformas e navios de apoio marítimo. O estaleiro deverá ser construído em Maragosipe, Recôncavo baiano e deverá entrar em operação até 2010. O governo baiano está dando incentivo ao setor através do programa Pronaval e ainda espera novos investidores, entre eles a Odebrecht. Também a Rolls-Royce entra no mercado de reparo naval e offshore. O presidente da empresa, Francisco Itazina e o prefeito de Niterói, Godofredo Pinto descerraram a pedra fundamental das instalções da RollsRoyce Marine na Ilha do Cajú, Niterói, tem previsão de começar a operar no primeiro semestre de 2009. Informe s e c to r i a l entendimientos con Noroil Empresa de Navegación Ltda para el arrendamiento de los dos primeros navíos según este sistema. El presidente de Petrobras, Sérgio Gabrielli, resaltó que no habrá La demanda de Petrobras estimula el crecimiento de la industria naval brasileña Marcia Fialho Los astilleros brasileños que esperaban ansiosamente los encargos del segmento de petróleo para comenzar a navegar a toda máquina ya pueden festejar. A pesar de las últimas turbulencias de la economía mundial, la Industria Naval Brasileña sigue viento en popa. Petrobras ya ha dado el puntapié inicial con los encargos de Transpetro, el mayor armador de América Latina y brazo derecho de Petrobras, a través de los Programas de Modernización y Expansión de la Flota (Promef I y II), que contarán con inversiones totales de US$ 4.700 millones en sus dos fases. (Ver cuadros). La expectativa del sector con relación a las unidades de E&P continuará hasta enero, mes en que Petrobras va a divulgar su Plan de Negocios para el período 2009/2013 (previsión anterior de US$ 112.400 millones). La definición de cuanto, del total, invertirá la empresa en la Industria Naval Brasileña todavía no se ha confirmado 100%, en función de la actual volatilidad del mercado. Sin embargo, lo que es seguro es que la compañía estatal pretende contratar de aquí al 2017 en astilleros brasileños 48 navíos petroleros, 146 barcos de apoyo, ocho FPSOs y 28 sondas. La empresa también planea arrendar 21 navíos de tipo VLCC (Very Large Crude Carrier), con capacidad para 300 mil tpb, a armadores nacionales que se han comprometido a construir esos petroleros en astilleros brasileños. Ya ha sido firmado un memorando de retracción de inversiones porque “la empresa está entre las mejores del mercado y tiene los mejores proyectos y, por lo tanto, hay perspectivas de que esté mucho mejor situada cuando se produzca la recuperación de la economía”. Procesar acero Procesar acero está a la orden del día en todos los astilleros. Optimista, el presidente del Sindicato Nacional de la Industria de la Construcción y Reparación Naval y Offshore (Sinaval), Ariovaldo Rocha, afirmó que la Industria Naval brasileña se está preparando para una gran demanda de 338 unidades (navíos y plataformas) que se avecina en el mercado en los próximos ocho años. Según él, la industria naval va a terminar el año habiendo creado 40 mil empleos directos y con una cartera de encargos que ascienden a los US$ 6.000 millones. Además, para el 2009, existe una previsión de 55 mil empleos directos Promef I En la primera fase del Programa de Modernización y Expansión de la Flota serán construidos 26 navíos. Las empresas ganadoras del proceso de licitación fueron: • Astillero Atlântico Sul (PE): 10 navíos Suezmax Precio global: US$ 1.209.500 mil Precio medio por navío: US$ 120.950 mil Firma de los contratos: 31 de enero de 2007, en Pernambuco • Astillero Atlântico Sul (EP): 5 navíos Aframax Precio global: US$ 517 millones Precio medio por navío: US$ 103.400 mil. Firma de los contratos: 11 de abril de 2007, en Rio de Janeiro • Astillero Eisa: 4 navíos Panamax Precio global: US$ 349 millones Precio medio por navío: US$ 87.250 mil Firma de los contratos: 11 de abril de 2007, en Rio de Janeiro • Astillero Mauá (RJ): 4 navíos de productos Precio global: US$ 277.079.543,00 Precio medio por navío: US$ 69.269.886,00 Firma de los contratos: 30 de noviembre de 2007, en Niterói (RJ) • Astillero Itajaí S.A. (SC) - 3 navíos gaseros. Precio global: US$ 130.900.000,00. Precio medio por navío: US$ 43.633.334,00. Promef II A) 20 navíos agrupados en los siguientes lotes: Lote 1 - 4 Suezmax DP (Posicionamento Dinámico); Lote 2 - 3 Aframax DP (Posicionamento Dinámico); Lote 3 - 3 para Productos Claros 45.000 toneladas; Lote 4 - 3 para Productos Claros 30.000 toneladas e 2 para Productos Oscuros 30.000 toneladas; Lote 5 - 2 Gaseros semipresurizados 12.000m3; Lote 6 - 3 Gaseros presurizados 4.000m3; B) 3 navíos para bunker (carga y descarga de combustible para embarcación) en un único lote. Novembro/Dezembro 2008 • Noviembre/Diciembre 2008 29 Informe s e c to r i a l Arquivo Estaleiro Atlântico Sul - foto Eudes Santana Estaleiro Atlântico Sul y encargos efectivos de US$ 9.000 millones. Son 26 astilleros medianos que poseen un área ocupada de 4,7 millones de m² y una capacidad de procesar 570 mil toneladas de acero por año. Además de la capacidad ya instalada, Ariovaldo Rocha informó que los astilleros también están invirtiendo en equipos, en tecnologías avanzadas y en mano de obra calificada. “El objetivo es estar a la altura del desarrollo del mercado mundial y satisfacer las exigencias de Petrobras. Por ejemplo: Brasil realizó una innovación en el uso de arreglos productivos locales (clusters), mediante el uso dinámico de la capacidad productiva de los astilleros de una misma región”, resaltó. Según el presidente del Sinaval, los astilleros brasileños están planificando su futuro y para ello están contando con los siguientes elementos: el aumento de la participación del transporte por vías acuáticas en Brasil; el cumplimiento de los encargos para la producción de petróleo; el desarrollo de capital humano; la programación de los encargos de acero; y el desarrollo de la provisión de piezas para navíos, además de asegurar una correcta visión fiscal con relación al cumplimiento de los regímenes tributarios especiales, a las ventas a los astilleros y a la mejora de las relaciones laborales. A partir del estímulo que vive hoy la industria naval, el Sinaval calcula que se producirá un crecimiento de 20 mil nuevos puestos de trabajo directos, sobre una base ya existente estimada 30 Oil & Gas Journal Latinoamericana de 40 mil empleos. Según Ariovaldo, esa realidad ejerce presión sobre la capacitación de capital humano. Informó que existen programas de capacitación de personal en prácticamente todos los astilleros, en el Senai y en el Prominp (Programa de Movilización de la Industria Nacional del Petróleo y Gas Natural), del Ministerio de Minas y Energía. El Sinaval está promoviendo una articulación con las Universidades con el objetivo de definir un programa de capacitación de personal de nivel superior, iniciado por los ingenieros. En tierra firme En tierra firme, ya ha comenzado la modernización de los astilleros. El Astillero Atlântico Sul inició sus operaciones en 2005, cuando fue creado a través de la participación accionaria de las empresas brasileñas Camargo Correia, Queiroz Galvão, PJMR y la socia internacional Samsung Heavy Industries. Con un inversión de R$ 1.400 millones, el astillero, que fue construido en Suape (estado de Pernambuco), nordeste brasileño, actualmente puede procesar 160 mil toneladas de acero/ año y está considerado como el más moderno del sector de construcción naval y offshore del hemisferio sur. El astillero figura en el selecto grupo de las plantas navales de cuarta generación, junto a los astilleros asiáticos, según su presidente, Angelo Bellelis. El ejecutivo agregó que están preparados para poder cumplir con cualquier tipo de encargo de navíos de hasta 500 mil tpbs, además de plataformas de offshore de tipo semisumergible, FPSO (Sistemas Flotantes de Producción, Almacenamiento y Transferencia de Petróleo), TLP (Plataformas de Piernas Tensionadas) y SPAR. Para ello, el astillero cuenta con un área de 1.620.000m2²de terreno, área cubierta de 130 mil m2 y un dique seco de 400m de extensión, 73m de ancho y 12m de profundidad, además de un muelle para acabado de 730m de extensión, equipado con dos grúas de 35 toneladas. También posee un muelle de 680m destinado a la construcción y reparación de plataformas. Actualmente, el Atlântico Sul cuenta con una cartera de encargos de 10 suezmax, cinco Aframax y el caso de la plataforma P-55 para Petrobras, además del navío Very Large Crude Carrier (VLCC) para Noroil Navegación. El astillero Atlântico Sul se especializa en la producción de navíos de carga, petroleros, portacontenedores, graneleros y de carga general, además de plataformas offshore, navíos de perforación y barcos de apoyo marítimo. Tradición del Barón de Mauá Con 163 años de tradición y credibilidad que se remontan a la época del barón de Mauá (1845), sumadas a la experiencia de las más modernas tecnologías del mercado, hoy, el Astillero Mauá está considerado como uno de los mayores centros de construcción e integración de unidades flotantes de producción de petróleo y gas del mundo. Puede procesar 40 mil toneladas de acero/año en sus tres unidades industriales: una situada en Ponta D’Areia, otra en la Ilha do Caju (antigua CEC) y la tercera en Caximbau, en la Ilha da Conceição, todas en Niterói. Las tres están plenamente reactivadas y listas para cumplir con encargos, en las actividades de construcción de navíos, offshore y reparación naval. El Atillero Mauá posee actualmente en su cartera cuatro navíos de transporte de productos claros encargados por Transpetro; la conclusión de la Plataforma de Mexilhão, la cual producirá gas en la Cuenca de Santos; la finalización de la modernización de la plataforma semisumergible Olinda Star, de Queiroz Galvão, que está considerado como el mayor upgrade realizado en Brasil, y la reparación y modernización de la plataformas de perforación, Ocean Worker y Ocean Whittington, que pertenecen a Brasdril. La Plataforma de Mexilhão, que tendrá una capacidad para producir 15 mm/m3/d de Gas Natural, será una pieza fundamental en el programa de autosuficiencia de gas natural para Brasil. Los “topsides” de los FPSOs de Petrobras P-43, P-48, P-50 y P-54, fueron construidos por el Astillero Mauá, que también estuvo a cargo de los servicios de integración y entrada en funcionamiento de los FPSOs P-43, P-50 y P-54. El inventario de equipos del astillero ha sido ampliado tras la incorporación de la balsa de elevación sumergible Gávea Lifter, la cual se encargará del mercado de reparaciones, y, más específicamente, de grandes plataformas. Con una capacidad para levantar embarcaciones de hasta 50 mil toneladas, el astillero Mauá ha arrendado la balsa por un período de tres años. “La incorporación de ese equipo consolida al Astillero Mauá como centro de referencia para la reparación y conversión de plataformas de perforación y producción que operan en el mar territorial brasileño. La balsa de elevación ya había estado al servicio del astillero en 2005, durante las obras de reparación del navío sonda Leo Segerius y de la plataforma de perforación Paul Wolff, ambas de propiedad de Noble Drilling”, según lo informado por el presidente del Astillero Mauá, Domingos D´Arco. Después de haber adquirido experiencia en equipos offshore, el presidente del astillero considera que las unidades del grupo están listas para cumplir con nuevos encargos. “El hecho más importante de 2008, sin embargo, es que el astillero volvió a construir navíos, después de más de 10 años dedicados únicamente a la construcción offshore y a la reparación de navíos y plataformas. Estamos entrando en todos los nichos del mercado e invirtiendo masivamente en la modernización y ampliación de nuestras instalaciones industriales. También estamos preparándonos para la construcción de una nueva sede administrativa ubicada aquí en Ponta D´Areia, en Niterói”. A pesar de la actual crisis económica mundial, Domingos D´Arco confía en un nuevo momento positivo para la industria naval y del petróleo. “Estamos invirtiendo justamente durante la crisis. La industria del petróleo es de larga maduración. Entre el descubrimiento de los campos de petróleo y el inicio de la producción pasan varios años, y por eso no estamos preparando para el nuevo momento de la industria naval y del petróleo. Nuestras inversiones en la modernización del astillero muestran esa confianza”, concluyó. El Astillero Eisa, ubicado en la Ilha do Governador, también forma parte del grupo. El Eisa tiene una capacidad Demanda por infraestructura en Brasil Plataformas Descripción Plazo Petrobras Tipo Local Obs. P-51 SS Keppel/ Brasfels En curso P-53 FPSO Puerto Rio Grande En curso P-55 SS Rio Grande / EAS En curso P-56 SS Keppel/ Brasfels En curso P-57 FPSO Keppel/ Brasfels En curso PMXL-1 Jaqueta Maua En curso P-59 / P-60 PA Sao Roque En licitación P-58 FPSO / Baleia Azul No difinido a licitar P-61 TLWP / PPT No difinido a licitar P-62 FPSO / RO Maua En negociación P-63 FPSO / PPT No difinido a licitar Cascos FPSO Dique Rio Grande En estudio Top Side Módulos Varios Canteros de obra 2008.1 2008.2 2009.1 2009.2 2010.1 2010.2 2011.1 2011.2 2012.1 2012.2 2013 2014 2015 2016 Fuente: Petrobras Novembro/Dezembro 2008 • Noviembre/Diciembre 2008 31 Informe s e c to r i a l para procesar 50 mil toneladas de acero/año y está considerado como un astillero exportador. Acaba de recibir el encargo de cuatro petroleros Panamax, para Transpetro, y ya tiene incluso 18 navíos en su cartera: cinco full-containers, para la empresa Login (Brasil), 10 Panamax, para PDVSA (Venezuela), un PSV, para Ultrapetrol (Argentina), un casco para embarcación offshore de tipo OSCV-6 solicitada por Aker-Promar (STX) y un granelero de tipo Self-unloading para Gypsum Transportation Limited - GTL (EUA). Participación activa Localizado en Angra dos Reis (Estado de Rio de Janeiro), en un área de 410.000m2, el astillero BrasFels también participa activamente del desarrollo de la Industria Naval Brasileña. Recientemente lanzó al mar la P-51, primera plataforma semisumergible construida íntegramente en Brasil y que posee un 75% de contenido nacional. El astillero Brasfiels comenzó a operar en 2000 y tiene a su favor la tradición asiática que heredó de la empresa madre, Keppel Fels, de Singapur, que ya ha diseñado y construido más de 250 navíos y plataformas (sistemas móviles de perforación offshore, sistemas flotantes de producción, plantas de operación flotante, plataformas fijas y de perforación). Según el presidente del astillero BrasFels, Gilberto Israel, el astillero tiene como meta lograr satisfacer el mercado de construcción naval, offshore y de petróleo y gas. “Nuestra experiencia y capacitación estarán al servicio de los mercados de petróleo y gas en las plataformas continentales de Brasil y del Oeste africano. Utilizando las mejores facilidades e infraestructura de América del Sur, aliadas a la ejecución de proyectos y apoyada por recursos de computación avanzados, Keppel Fels Brasil buscará asegurar la satisfacción del cliente a través de precios y plazos competitivos”, resaltó Israel. El astillero puede procesar 50 mil toneladas de acero/año, construir navíos de hasta 600 mil tpb, además de plataformas. Posee tres carriles, un dique seco, un pórtico para 660 toneladas, siete grúas y dos muelles para acabado. Actualmente, el astillero está concentrando su trabajo en la plataforma P-56, cuya fecha de entrega está prevista para diciembre de 2010, y en la fabricación de los módulos de la P-57, también previstos para el segundo semestre de 2010. Otro astillero que ha venido conquistando el mercado de petróleo es el astillero Itajaí, cuyo control accionario ha sido asumido recientemente por la empresa de navegación Elcano (española). En sus instalaciones ya están siendo construidos tres navíos gaseros contratados por Petrobras, por un precio global de US$ 130,900 millones. El Petróleo estimula a los astilleros brasileños Foto Agência Petrobras de Notícias La Plataforma P-53 llegó procedente de Singapur y fue reformada en Brasil El megaplan para los astilleros, fruto del presal, va a estimular, de aquí al 2017, a los astilleros brasileños. El Banco Nacional de Desarrollo Económico y Social (BNDES), ha aprobado recientemente el financiamiento de 32 Oil & Gas Journal Latinoamericana US$ 5.000 millones para el programa de modernización de la industria naval brasileña. La intención es financiar más de 25 proyectos, que incluyen navíos, remolcadores y unidades de offshore. Los recursos del BNDES también van a financiar la construcción de la Plataforma de Mexilhão. La compañía Mexilhão do Brasil (CMB), sociedad de propósito específico (SPE) vinculada a Petrobras, firmó un contrato de financiamiento de R$ 528 millones, destinados a la construcción de la Plataforma de Mexilhão 1 (PMXL-1) en el Astillero Mauá. Con 227m de altura, una capacidad para producir hasta 15MMm3 de de gas natural por día, la unidad operará en el campo de Mexilhão, situado a 145km de la costa. Petrobras va a recurrir a la industria nacional para la contratación de ocho de las 10 nuevas unidades de producción de petróleo de tipo FPSO destinadas al área del presal en la cuenca de Santos. Cada una de las ocho plataformas que pertenecerán a Petrobras tendrá una capacidad de producción diaria de 120M/b de petróleo y 5MMm3 de gas natural. La dirección de la empresa ha aprobado además la contratación de 40 sondas de perforación, de las cuales 12 serán construidas en el exterior y 28 en Brasil. Las mismas serán operadas por empresas brasileñas. Estas contrataciones insumirán cerca de US$ 19.000 millones. A pesar de la escasez de financiamiento en el mercado mundial, la empresa continúa optimista. Con relación al segmento de embarcaciones de apoyo a la exploración y producción marítima de petróleo de la compañía, Petrobras tiene la intención de gastar US$ 5.000 millones para encargar 146 nuevas unidades en Brasil. Las embarcaciones serán encargadas a lo largo de seis años, a través de siete licitaciones. La primera, que ya está en marcha, prevé la contratación de 24 embarcaciones. Las demás serán realizadas a lo largo de los próximos años, hasta el año 2014, y contarán con plazos contractuales de ocho años. La crisis económica mundial no afectó los planes de Transpetro. Según el servicio de prensa de la compañía, Transpetro tiene garantizado el financiamiento para realizar encargas de navíos, mediante el Fondo de la Marina Mercante (FMM). Serán invertidos US$ 4.700 millones en los Promefs I y II. Los recursos de ese fondo están vinculados y destinados, específicamente, a las inversiones para la construcción naval y la navegación comercial. Según la empresa, los 26 navíos del Promef I tienen, como mínimo, una prioridad definida (recursos reservados) por parte del Consejo Directivo del FMM. El Promef II, cuya licitación se inició en julio de este año, entra ahora en diciembre en la fase de presentación de propuestas. El inconveniente, según la empresa, es que desde el inicio de las negociaciones se han producido fuertes oscilaciones en los precios de las materias primas. Transpetro tiene la expectativa de firmar el contrato entre el BNDES y los astilleros ganadores del Promef II en el transcurso del primer semestre de 2009. Con relación a los plazos contractuales de entrega de las unidades, la empresa ha dicho que sólo comienza a contar a partir de la concesión de la eficacia, lo que evitaría el problema de eventuales atrasos en la conclusión de las etapas de construcción. La compañía también espera poder concluir el 95% de las contrataciones del Promef I para diciembre de 2008. Transpetro ventiló la posibilidad de recurrir a los astilleros de América del Sur, en el caso de que exista la necesidad de garantizar cronogramas, en función de las perspectivas de demanda del presal. Informó, además, que los planes de expansión, tanto de la flota como de las sondas, embarcaciones de apoyo y plataformas de exploración de Petrobras son ambiciosos y servirán para consolidar los astilleros del País, de acuerdo a la decisión del presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre la industria naval brasileña. “Como los planes estratégicos fueron formulados sin que hubiera un diagnóstico más completo de las posibilidades del presal, y, en nuestro caso, con base exclusivamente en las perspectivas de producción de la plataforma continental en las capas más superficiales (pos sal), es razonable suponer que habrá nuevas y grandes demandas. En ese caso, para garantizar los cronogramas, será necesario recurrir a la capacidad adicional, y los socios de América del Sur tendrán prioridad”, informó Transpetro. Con la atención puesta en el mercado La demanda del segmento de petróleo relativa a la construcción de nuevas embarcaciones está movilizando a inversores brasileños y extranjeros. Estos inversores tienen la intención de construir nuevos astilleros en Brasil, a fin de aprovechar el mercado, que se encuentra muy agitado a partir de las perspectivas creadas con el presal. El grupo chino Sinopacific Shipbuilding tiene la intención de montar un gran astillero en Outeiro (Estado de Pará), mediante una inversión de US$ 1.200 millones. Sinopacific Shipbuilding posee experiencia en la construcción de navíos de gran envergadura, tanqueros, petroleros, de transporte de gas, de productos químicos, además de plataformas. También el Astillero Mauá está invirtiendo en una nueva unidad en São Gonçalo, Niterói, en donde funcionará el astillero Mauá Gradim, en un área de 40 mil m2, inversión que generará inicialmente 800 puestos de trabajo. Según el presidente de la empresa, Domingos D´Arco, el astillero Gradim posibilitará el ingreso del grupo en la competencia generada para la construcción de navíos de la Marina de Brasil, que están listos para entrar en licitación. Otras empresas están invirtiendo en la Industria Naval. En el estado de Bahía, una joint venture entre el Astillero da Bahia S/A, las empresas OAS, Setal, además de la compañía Piemonte Inversiones invertirán US$ 400 millones en la construcción de un astillero para producir sondas, plataformas y navíos de apoyo marítimo. El astillero será construido en Maragosipe, Recôncavo bahiano y se prevé que inicie sus operaciones en el año 2010, a más tardar. El gobierno del estado de Bahía le está dando un incentivo al sector a través del programa Pronaval, y además está esperando nuevos inversores, entre ellos, la empresa Odebrecht. La empresa Rolls Royce también ingresa en el mercado de reparaciones navales y offshore. El presidente de la empresa, Francisco Itazina y el alcalde de Niterói, Godofredo Pinto exhibieron la piedra fundamental de las instalaciones de la compañía Rolls Royce Marine en la Ilha do Cajú, Niterói. El inicio de sus operaciones está previsto para el primer semestre de 2009. Novembro/Dezembro 2008 • Noviembre/Diciembre 2008 33 P O N TO D E V I S TA desloca as reflexões sísmicas para seus locais corretos no espaço em áreas onde as velocidades do som em subsuperfície sofrem mudanças rápidas incomuns. Como o processamento ocorre antes da soma dos dados de reflexão, conhecida como empilhamento, a etapa exige uma potência de cálculo considerável.) “No início da minha carreira, na década de 70, tais métodos estavam apenas começando a surgir, ao passo que hoje os levantamentos sísmicos 3D são o padrão”, disse Lines. “Tais avanços surgiram quando nos demos conta das limitações dos métodos convencionais na exploração de petróleo e gás”. Os avanços na tecnologia de computação possibilitou a criação de imagens 3D, disse ele, acrescentando que “para nós é instrutivo acompanharmos a evolução das novas tecnologias para deixarmos de lado nossos métodos restritivos do passado.” Novo presidente da SEG de olho em avanços não sísmicos Bob Tippee Passar os novos métodos sísmicos da teoria para a prática pode exigir atenção ao progresso de disciplinas científicas e de engenharia separadas, mas relacionadas, disse o novo presidente da Sociedade de Geofísicos de Exploração. “Muitas vezes são necessárias experiências com outros conjuntos de dados” para a aplicação comercial de um novo método geofísico no campo, disse Larry Lines, professor de geofísica da Universidade de Calgary. As técnicas geofísicas mais inovadoras muitas vezes podem levar uma década para serem implementadas, observa Lines, que tornou-se presidente na reunião anual da SEG em Las Vegas nessa semana. “Às vezes isso envolve a implementação de métodos de uma maneira simples e robusta”, explicou ele. “Às vezes existem questões de custo.” Ao simplificar as novas técnicas para o nível necessário para a prática no diaa-dia”, “O fundamental é estar ciente dos avanços em outras áreas”, tais como a eletrônica, a computação e outras áreas da ciência. Foi o progresso na tecnologia de computação, por exemplo, que tornou possível o mais importante avanço que Lines já testemunhou em sua carreira: o uso difundido de métodos sísmicos 3D. Dentro dessa categoria de prática ocorreram avanços importantes na aquisição, no processamento (especialmente na migração de préempilhamento em profundidade em 3D), e na interpretação, com o advento dos workshops de sísmica. (A migração de pré-empilhamento em profundidade 34 Oil & Gas Journal Latinoamericana Simulação aperfeiçoada Com 17 anos de experiência em uma grande empresa de petróleo e 15 anos no meio acadêmico, Lines possuiu uma ampla visão do progresso passado e atual em métodos sísmicos e outros na área de geofísica. “Em termos de produção de petróleo e gás”, diz ele, “Acredito que a área mais importante seja a aplicação da geofísica de reservatório à engenharia de reservatório”. Técnicas como a sismologia de lapso de tempo (4D) e o uso da física de rochas, para a estimativa de parâmetros significativos na simulação de reservatórios, tornaram-se o padrão, mas melhorias cada vez maiores na tomada de decisões no contexto de campos de petróleo. “A melhoria nas simulações de reservatórios e a comparação com o histórico de produção devem nos permitir compreender a programação de processos de recuperação avançada de petróleo e de perfuração to tipo infill”, disse Lines. Inevitavelmente, o progresso em algumas áreas aparenta ter parado. “Eu sempre me perguntei porque o gravímetro de poço de vetor não foi promovido ou utilizado de maneira mais ampla para encontrar anomalias de densidade devidas a depósitos de gás natural”, disse Lines. Ao contrário do instrumento tradicional, o gravímetro de poço de vetor não considera apenas um componente de campo de gravidade vertical anômalo e, dessa forma, pode identificar variações de densidade entre as massas posicionadas lateralmente na subsuperfície. “Talvez seja uma questão de espaçamento de poço ou o fato de que as pessoas acham que os métodos sísmicos são adequados”, disse Lines sobre o uso limitado do gravímetro de vetor. Áreas promissoras Quando lhe perguntaram sobre as áreas promissoras do progresso geofísico, o novo presidente da SEG indicou o seguinte: - Descrição de onda elástica da terra através do registro de múltiplos componentes. A tecnologia de múltiplos componentes permite que os geofones registrem as reflexões de ondas elásticas induzidas sonicamente em que o movimento da partícula é não apenas paralelo ao sentido de deslocamento (ondas compressionais), como também perpendicular ao sentido de deslocamento (ondas cisalhantes). A interpretação baseada em uma combinação dos dados de ondas compressionais (P) e cisalhantes (S) pode apresentar uma idéia mais ampla do movimento da onda através da subsuperfície do que as informações disponíveis em trabalhos tradicionais baseados apenas em dados de ondas compressionais (P). O registro de múltiplos componentes foi aperfeiçoado através da aplicação da tecnologia de sistemas microeletromecânicos (MEMS) aos acelerômetros, que permite que os geofones registrem um espectro mais amplo de freqüências sônicas do que os sistemas anteriores, explicou Lines. Uma largura de banda maior significa mais informações sobre a subsuperfície. A partir das informações sobre o comportamento da onda elástica disponíveis através do registro de múltiplos componentes, os interpretadores podem agora fazer deduções sobre os tipos de rochas e outras características da formação. Mas embora a aquisição de dados de múltiplos componentes envolva custos quase tão baixos quanto a de dados apenas de onda P, os custos do processamento e interpretação de tais dados de múltiplos componentes são muito mais elevados. Um motivo para isso, explicou Lines, é que as reflexões de onda S geralmente possuem uma largura de banda mais limitada, sem altas freqüências, “basicamente devido à Mãe Terra.” “Para nós é instrutivo acompanharmos a evolução das novas tecnologias para deixarmos de lados nossos métodos restritivos do passado.” Laurence (Larry) Lines, professor de geofísica, Universidade de Calgary Lines observa uma ironia nos trabalhos sísmicos modernos: Uma grande parte dos registros de múltiplos componentes produtivos é feita no mar. As ondas S não se propagam através da água, mas os avanços em instrumentos de fundo do mar permitem o registro de dados a partir do que os geofísicos denominam ondas convertidas, que são ondas S induzidas quando as ondas P na água atingem o fundo do mar. • Levantamentos 3D de ângulo amplo. Com arranjos de receptores amplos e muitos receptores por tiro, as empreiteiras sísmicas fazem uma amostragem maior do campo de ondas refletidas do que as informações disponíveis através de projetos de levantamento mais oblongos e convencionais. A melhoria na geometria dos levantamentos aumenta a capacidade do registro de múltiplos componentes de descrever o campo de onda elástica na terra. - Imagens de equação de onda generalizadas através da migração em tempo reverso. Na migração em tempo reverso, os interpretadores modelam os impulsos sônicos com deslocamento descendente e as reflexões com deslocamento ascendente através do uso da equação de onda, que descreve a posição da onda sísmica num determinado momento. A migração de equação de onda convencional modela apenas a onda de impulso até os pontos de reflexão na subsuperfície. Por ser intensa em termos computacionais, a migração em tempo reverso sobrecarrega o computador. Contudo, permite que os interpretadores utilizem uma parte maior das informações disponíveis a partir do registro sísmico do que lhes é possível com outros métodos de migração. Melhora, assim, a criação de imagens das características da subsuperfície envolvendo mergulhos acentuados e mudanças abruptas nas velocidade sônicas, tais como corpos salinos. Os geofísicos usavam de forma limitada a migração em tempo reverso há 25 anos, disse Lines. Mas a técnica era cara devido à carga computacional. “Agora os computadores passaram a adotar normalmente o algoritmo,” disse ele, observando “um imenso interesse nessa área” e acrescentando, “Alguns de nós nos sentimos de alma lavada.” • Extensões nos modelos da física de rochas. À medida que os geofísicos conseguem descrever melhor as camadas de rocha com os avanços nas técnicas, tais como o registro de múltiplos componentes, disse Lines, é necessário que as ferramentas da física de rochas também sejam aperfeiçoadas. Ele cita a equação de Gassman, uma ferramenta para a análise da propagação de ondas que pressupõe que uma propriedade elástica crucial, o módulo de cisalhamento, é igual para rochas saturadas e secas. “Agora observamos diferentes problemas da física de rochas que se estendem além desse modelo”, disse Lines. Precisamos ir além de Gassman.” Ele vê a necessidade de mais medições capazes de melhorar o entendimento dos principais fatores da interpretação, tais como a atenuação, ou o efeito de filtragem da terra sobre a energia sísmica e os módulos de elasticidade. Lines considera a física de rochas “o principal elo entre o que medimos sismicamente e o que lemos na simulação de reservatório”. • Uso de métodos eletromagnéticos e medições de campos potenciais de alta resolução. A criação de imagens eletromagnéticas de fonte controlada (CSEM), que utiliza as diferenças de resistividade entre os fluidos salinos e os hidrocarbonetos, “está começando a parecer produtiva”, disse Lines. Ele também observa melhorias na resolução de dados aeromagnéticos e de aerogravidade, que, como o CSEM, podem “complementar muito bem os métodos sísmicos” e ajudar na interpretação quando as propriedades de rochas divergirem do que os dados sísmicos demonstram. Todas essas áreas promissoras, diz Lines, “estendem os métodos convencionais de exploração geofísica e abolem as restrições de métodos convencionais”. Destaques da carreira Laurence (Larry) Lines é professor de geofísica da Universidade de Calgary. Trabalho Lines tornou-se professor universitário em 1993 após trabalhar 17 anos na Amoco Corp. em Tulsa e Calgary. Ele foi professor catedrático da NSERC/Petro-Canada em sismologia aplicada na Memorial University of Newfoundland de 1993 a 1997 e tornouse professor catedrático de geofísica de exploração na Universidade de Calgary em 1997. Na mesma universidade, trabalhou como chefe do Departamento de Geologia e Geofísica de 2002 a 2007. Educação Ele obteve o título de BSc e MSc em geofísica na Universidade de Alberta e de PhD em geofísica da Universidade da Columbia Britânica. Afiliações Na SEG, Lines trabalhou como editor de Geofísica, orador de renome, editor associado de Geofísica, editor de traduções, presidente de publicações e membro do conselho editorial da The Leading Edge. Ele trabalhou como editor e editor associado para a Sociedade Canadense de Geofísicos de Exploração. Lines e co-autores ganharam o Prêmio da SEG de Melhor Trabalho sobre Geofísica em 1986 e 1998 e receberam menção honrosa pelo melhor trabalho em 1986 e 1998. Ele é membro honorário da SEG, CSEG e da Sociedade Geofísica de Tulsa. Também é membro da Associação de Engenheiros Profissionais, Geólogos e Geofísicos de Alberta, da União Geofísica Canadense, da Associação Européia de Geocientistas e Engenheiros e da Associação Americana de Geólogos de Petróleo. Novembro/Dezembro 2008 • Noviembre/Diciembre 2008 35 P u n to d e v i s ta sísmica. (La migración de pre apilamiento en profundidad traslada las reflexiones sísmicas hacia sus lugares correctos en el espacio en áreas en donde las velocidades del sonido en subsuperficie sufren cambios rápidos y poco comunes. Como el procesamiento tiene lugar antes de la suma de los datos de reflexión, conocida como apilamiento, la etapa exige una potencia de cálculo considerable.). “A inicios de mi carrera, en la década de 1970, tales métodos estaban apenas comenzando a surgir, mientras que en la actualidad los relevamientos sísmicos 3D son el método estándar”, dijo Lines. “Tales avances surgieron cuando nos percatamos de las limitaciones que tenían los métodos convencionales para la exploración de petróleo y gas”. Los avances en la tecnología de computación hicieron posible la creación de imágenes 3D, dijo Lines, y agregó que “para nosotros, resulta instructivo seguir la evolución de las nuevas tecnologías ya que nos permite dejar de lado nuestros métodos restrictivos del pasado”. El nuevo presidente de la SEG está atento a los avances no sísmicos Bob Tippee Pasar a los nuevos métodos sísmicos de la teoría a la práctica puede exigir una debida atención al progreso de ciertas disciplinas científicas y de ingeniería que se encuentran separadas, aunque relacionadas, dijo el nuevo presidente de la Sociedad de Geofísicos de Exploración. “Muchas veces son necesarias experiencias con otros conjuntos de datos” para la aplicación comercial de un nuevo método geofísico en el campo, dijo Larry Lines, profesor de geofísica de la Universidad de Calgary. Las técnicas geofísicas más innovadoras pueden llevar muchas veces una década hasta que se logre su implementación, observa Lines, que se convirtió en presidente en la reunión anual de la SEG, realizada esta semana en Las Vegas. “A veces esto incluye la implementación de métodos de una manera simple y robusta”, explicó Lines. “A veces, existen cuestiones de costo.”. Al simplificar las nuevas técnicas hasta que se pueda alcanzar el nivel necesario para la práctica del día a día”, “Lo fundamental es ser consciente de los avances en otras áreas”, tales como la electrónica, la computación y otras áreas de la ciencia. Fue el progreso en la tecnología de la computación, por ejemplo, lo que tornó posible el avance más importante presenciado por Lines durante toda su carrera: el uso difundido de los métodos sísmicos 3D. Dentro de esa categoría de práctica tuvieron lugar avances importantes en la adquisición, procesamiento (especialmente en lo relativo a la migración de pre apilamiento en profundidad en 3D), así como en la interpretación, a partir del advenimiento de los workshops de 36 Oil & Gas Journal Latinoamericana Simulación perfeccionada Con 17 años de experiencia en una gran empresa de petróleo y 15 en el medio académico, Lines ha tenido una amplia visión del progreso anterior y actual de los métodos sísmicos, así como de otros métodos en el área de la geofísica. “En términos de producción de petróleo y gas”, dice, “creo que el área más importante es la aplicación de la geofísica de reservorio a la ingeniería de reservorio”. Algunas técnicas como la sismología de lapso de tiempo (4D) y el uso de la física de rocas para calcular parámetros significativos en la simulación de reservorios, no sólo se han convertido estándares, sino que representan mejoras cada vez más adelantadas en la toma de decisiones relativas a los campos de petróleo. “La mejora en las simulaciones de reservorios y la comparación con los antecedentes de producción nos permitirán comprender la programación de procesos de recuperación avanzada de petróleo y de perforación de tipo infill”, dijo Lines. De manera inevitable, parece que se ha interrumpido el progreso en algunas áreas. “Yo siempre me he preguntado por qué el gravímetro de pozo de vector nunca se difundió o por qué nunca se lo utilizó de manera más amplia para encontrar anomalías de densidad vinculadas a depósitos de gas natural”, dijo Lines. A diferencia del instrumento tradicional, el gravímetro de pozo de vector no considera únicamente un componente de campo de gravedad vertical anómalo y, de esta manera, puede identificar variaciones de densidad entre las masas ubicadas lateralmente en la subsuperficie. “Tal vez sea una cuestión de espaciamiento de pozo o el hecho de que la gente cree que los métodos sísmicos son adecuados”, dijo Lines, al referirse al uso limitado del gravímetro de vector. Áreas promisoras Al ser indagado sobre las áreas promisoras del progreso geofísico, el nuevo presidente de la SEG señaló lo siguiente: - Descripción de onda elástica de la tierra a través del registro de componentes múltiples. La tecnología de componentes múltiples permite que los geofones registren las reflexiones de onda elásticas inducidas sónicamente en que el movimiento de partícula es no sólo paralelo al sentido del desplazamiento (ondas compresionales), sino también perpendicular al sentido del desplazamiento (ondas cizallantes). La interpretación basada en una combinación de los datos de ondas compresionales (P) y cizallantes (S) puede presentar una idea más amplia del movimiento de la onda a través de la subsuperficie que la información disponible en trabajos tradicionales basados únicamente en datos de ondas compresionales (P). El registro de componentes múltiple fue perfeccionado a través de la aplicación de la tecnología de sistemas microelectromecánicos (MEMS) a los acelerómetros, lo que permite que los geofones registren un espectro más amplio de frecuencias sónicas, en comparación con los sistemas anteriores, explicó Lines. Un mayor ancho de banda significa más información sobre la subsuperficie. A partir de la información disponible sobre el comportamiento de la onda elástica, a través del registro de componentes múltiples, los responsables por la interpretación pueden ahora realizar deducciones sobre los tipos de rocas, así como otras características de la formación. Aunque la adquisición de datos de componentes múltiples involucra costos casi tan bajos como la obtención de datos realizada únicamente mediante ondas P, los costos del procesamiento e interpretación de tales datos de componentes múltiples resultan mucho más elevados. Uno motivo que explica esto último, explicó Lines, es que las reflexiones de onda S poseen por lo general un ancho de banda más limitada, sin altas frecuencias, “debido, básicamente, a la Madre Tierra.”. “Para nosotros, resulta instructivo seguir la evolución de las nuevas tecnologías ya que nos permite dejar de lado nuestros métodos restrictivos del pasado”. Laurence (Larry) Lines, profesor de geofísica, Universidad de Calgary Lines observa una ironía en los trabajos sísmicos modernos: una gran parte de los registros productivos de componentes múltiples se realiza en el mar. Las ondas S no se propagan a través del agua, pero los avances alcanzados en los instrumentos de fondo del mar permiten realizar el registro de datos a partir de aquello que los geofísicos denominan ondas convertidas, que son ondas S inducidas cuando las ondas P en el agua alcanzan el fondo del mar. • Relevamientos 3D de ángulo amplio. Con dispositivos de receptores amplios y muchos receptores por tiro, las empresas que se dedican a los estudios sísmicos realizan un mayor muestreo del campo de ondas reflejadas, en comparación con las informaciones disponibles a través de proyectos de relevamientos más oblongos y convencionales. La mejora en la geometría de los relevamientos aumenta la capacidad del registro de componentes múltiples de describir el campo de onda elástica en la tierra. - Imágenes de ecuación de ondas generalizadas a través de la migración en tiempo revertido. En la migración en tiempo revertido, los responsables por la interpretación modelan los impulsos sónicos con desplazamiento descendente y las reflexiones con desplazamiento ascendente a través del uso de la ecuación de onda, que describe la posición de la onda sísmica en un determinado momento. La migración de ecuación de onda convencional modela únicamente la onda de impulso hasta los puntos de reflexión en la subsuperficie. Al ser intensa en términos de procesos de computación demandados, la migración en tiempo revertido sobrecarga el ordenador. Sin embargo, permite que los responsables por la interpretación utilicen una mayor parte de la información disponible a partir del registro sísmico, en comparación con aquello que es posible mediante el empleo de otros métodos de migración. Mejora, de esta manera, la creación de imágenes de las características de la subsuperficie que incluye inmersiones acentuadas y cambios abruptos en las velocidades sónicas, tales como cuerpos salinos. Hace 25 años, los geofísicos usaban de forma limitada la migración en tiempo revertido, dijo Lines. Pero la técnica era cara en función de la carga de los procesos de computación. “Ahora los ordenadores han pasado a adoptar normalmente el algoritmo”, dijo el profesor, quien posee un “inmenso interés en esa área”. “Algunos de nosotros nos sentimos reivindicados”, agregó Lines. • Extensiones en los modelos de la física de rocas. A medida que los geofísicos logran describir mejor las capas de roca mediante los avances de las técnicas, tales como el registro de componentes múltiples, dijo Lines, es hace necesario que las herramientas de física de rocas también sean mejoradas. Lines cita la ecuación de Gassman, una herramienta para el análisis de la propagación de ondas que presupone que una propiedad elástica crucial, el módulo de cizallamiento, es el mismo para las rocas saturadas y las secas. “Ahora observamos diferentes problemas de la física de rocas que se extienden más allá de ese modelo”, dijo Lines. Necesitamos ir más allá de Gassman.”. Lines ve la necesidad de que existan más mediciones capaces de mejorar la comprensión de los principales factores de la interpretación, tales como la atenuación, o el efecto de filtrado de la tierra sobre la energía sísmica y los módulos de elasticidad. Considera a la física de rocas como “el principal eslabón entre lo que medimos sísmicamente y lo que leemos en la simulación de reservorio”. • Uso de métodos electromagnéticos y mediciones de campos potenciales de alta resolución. La creación de imágenes electromagnéticas de fuente controlada (CSEM), que utiliza las diferencias de resistividad entre los fluidos salinos y los hidrocarburos, “está comenzando a parecer productiva”, dijo Lines. También observa mejoras en la resolución de datos aeromagnéticos y de aerogravedad, que, del mismo modo que el CESM, pueden “complementar muy bien los métodos sísmicos” y ayudar en la interpretación en los casos en los que las propiedades de las rocas divergen con relación a aquello que los datos sísmicos demuestran. Todas esas áreas promisorias, dice Lines, “extienden los métodos convencionales de exploración geofísica y acaban con las restricciones que imponen los métodos convencionales”. Puntos destacados en su carrera Laurence (Larry) Lines es profesor de geofísica de la Universidad de Calgary. Trabajo Lines se convirtió en profesor universitario en 1993, después de haber trabajado 17 años en Amoco Corp. en Tulsa y Calgary. Fue profesor catedrático de la NSERC/Petro-Candada en sismología aplicada en el Memorial University of Newfoundland, de 1993 a 1997 y se convirtió en profesor catedrático de geofísica de exploración en la Universidad de Calgary en 1997. En la misma universidad, trabajó como jefe del Departamento de Geología y Geofísica, de 2002 a 2007. Educação Obtuvo el título de BSc y MSc en geofísica en la Universidad de Alberta y de PhD en geofísica en la Universidad de la Columbia Británica. Afiliaciones En la SEG, Lines trabajó como editor de Geofísica, orador de renombre, editor asociado de Geofísica, editor de traducciones, presidente de publicaciones y miembro del consejo editorial de The Leading Edge. Trabajó como editor y editor asociado para la Sociedad Canadiense de Geofísicos de Exploración. Lines y otros coautores ganaron el Premio de la SEG al Mejor Trabajo sobre Geofísica en 1986 y 1998 y recibieron mención de honor por el mejor trabajo en 1986 y 1998. Es miembro honorario de la SEG, CSEG y de la Sociedad Geofísica de Tulsa. También es miembro de la Asociación de Ingenieros Profesionales, Geólogos y Geofísicos de Alberta, de la Unión Geofísica Canadiense, de la Asociación de Europea de Geocientíficos e Ingenieros y de la Asociación Americana de Geólogos de Petróleo. Novembro/Dezembro 2008 • Noviembre/Diciembre 2008 37 R AIO X A receita operacional da empresa cresceu, passando de R$ 125 bilhões para quase R$ 169 bilhões, com R$ 44 bilhões de reais a mais, o que reflete o resultado do crescimento de todos os segmentos, inclusive o aumento da produção de petróleo cru, do refino e da produção de gás. Petrobras tem lucro líquido histórico em 2008 A Petrobras conseguiu nos nove primeiros meses do ano um lucro líquido de R$ 26 bilhões e R$ 560 milhões e, no terceiro trimestre, de R$ 10 bilhões e 852 milhões, conforme divulgou o diretor Financeiro e de Relações com os Investidores Almir Barbassa . Ao avaliar o ano, afirmou que o impacto maior foi no aumento das vendas, da produção e dos preços. “Esses foram os principais fatores que produziram o resultado do ano. Ambos foram recordes. No trimestre o efeito cambial também teve um efeito significativo”, disse. Produção Cada uma das plataformas instaladas desde o ano passado, segundo o executivo, tem contribuído com uma participação de 5% no resultado total do petróleo e gás produzidos no Brasil. O crescimento da produção da P-52 e P-54, juntas, somam hoje uma média de 155 e 105Mb/dia. “Se olharmos o gás, em separado, houve um crescimento de 17%. O gás cresceu mais que o petróleo”, informou Barbassa. Quanto ao pré-sal, foi assegurado que a Petrobras não vai alterar em nada os investimentos. “A produção do présal vai acontecer naturalmente. Vamos começar os testes de longa duração em Tupi em março do ano que vem. O projeto piloto para produzir 100mil barris está programado e deverá ser executado até o final de 2010”, revelou. A empresa vai receber, até janeiro, mais três plataformas: a P-51, a P-53 e a FPSO-Cidade Niterói. Segundo ele, a perspectiva de continuar a produção é positiva tendo em vista estas unidades que vão agregar 460M b/dia de capacidade. Otimista, o diretor da Petrobras informou que os investimentos consolidados da Petrobras cresceram 11% em relação ao mesmo período do ano passado. Este ano a empresa investiu R$ 34 bilhões e 50 milhões e a expectativa é de ultrapassar os R$ 45 bilhões priorizando as áreas de E & P, de Abastecimento e investindo no Plangás. A intenção é melhorar a qualidade dos produtos, preparar as refinarias para processar mais óleo nacional (pesado) e investir no Plangás para entregas do produto em mercados consumidores. Veja a seguir mais detalhes do balanço fornecido pela Petrobras. Lucro Líquido recorde nos 3º trimestre e nos nove primeiros meses de 2008 Contribuíram para o resultado no acumulado dos primeiros nove meses o crescimento em 4% da produção total associado ao aumento nos preços médios de realização de petróleo e derivados e a menor despesa com plano de pensão. Dessa forma, o lucro líquido consolidado do período atingiu o recorde de R$ 26 bilhões 560 milhões, um aumento de 1% quando comparado com o mesmo período de 2007. A Geração Operacional de Caixa, medida pelo EBITDA, aumentou 24%, alcançando R$ 47 bilhões 686 milhões no período. Este montante, em conjunto com o lucro líquido alcançado no período, reflete o bom desempenho operacional, econômico e financeiro da Companhia, assegurando recursos ao plano de investimentos da Petrobras. Cabe destacar que também contribuiu para a elevação do lucro líquido no período o ganho financeiro líquido de R$ 641 milhões nos nove primeiros meses de 2008, devido, principalmente, ao efeito da depreciação do Real sobre os ativos líquidos expostos à variação cambial, em contrapartida a uma perda financeira líquida de R$ 3.2 bilhões no período dos 9M07 (variação de R$ 3,8 bilhões). A Receita Operacional Líquida registrou avanço de 35%, quando comparada com mesmo período do ano anterior, atingindo R$ 168 bilhões 921 milhões. No trimestre, o lucro líquido alcançou R$ 10 bilhões 852 milhões, 96% superior ao do 3º trimestre de 2007. Este resultado se deve ao aumento da produção, assim como dos preços médios de realização de petróleo, dos derivados e das exportações. Adicionalmente, o resultado financeiro líquido positivo (R$ 2 bilhões 843 milhões) também contribuiu para o resultado do trimestre. Indicadores Econômicos Consolidados Milhões de Reais (R$) 9M08 9M07 Receita Operacional Líquida 168.921 125.161 9M08/9M07 35% 3T08 67.460 3T07 44.469 3T08/3T07 52% Custo dos Produtos Vendidos (109.728) (75.445) 45% (46.757) (27.264) 71% Lucro Bruto 59.193 49.716 19% 20.703 17.205 20% Despesas Operacionais (19.767) (19.249) 3% (8.122) (6.919) 17% Lucro Operacional (1) 39.426 30.467 29% 12.581 10.286 22% Resultado Financeiro 641 (3.161) - 2.843 (1.091) - Equiv. Patrimonial e Desp. Não Operac. 379 (477) - 108 (341) - Imposto de Renda/Contribuição Social (14.169) (8.915) 59% (5.641) (2.779) 103% Lucro Líquido 26.560 16.459 61% 10.852 5.528 96% 47.686 38.321 24% 15.680 13.075 20% EBITDA (2) (1) Lucro antes das receitas e despesas financeiras, da equivalência patrimonial e dos impostos. (2) Lucro operacional antes do resultado financeiro e da equivalência patrimonial + depreciação/amortização. Lucro Líquido da Petrobras no 3º trimestre é 96% superior ao mesmo período de 2007 • O Lucro Líquido da Petrobras foi recorde nos primeiros nove meses e no terceiro trimestre de 2008; • No terceiro trimestre, o Lucro Líquido foi de R$ 10 bilhões 852 milhões; • Nos primeiros nove meses, o Lucro Líquido atingiu R$ 26 bilhões 560 milhões, 61%superior ao mesmo período de 2007; • Neste mesmo período, a Geração Operacional de Caixa (EBITDA) foi de R$ 47 bilhões 686 milhões e os investimentos recordes com R$ 34 bilhões; • Ganho financeiro líquido de R$ 641 milhões nos nove primeiros meses de 2008 devido, principalmente, ao efeito Lucro Líquido Trimestral (R$ milhões) Fonte: Petrobras Lucro Líquido – Acumulado Jan-Set (R$ milhões) da depreciação do Real sobre os ativos líquidos expostos à variação cambial, em contrapartida a uma perda financeira líquida de R$ 3 bilhões 161milhões no período dos primeiros nove meses de 2007; • No trimestre, resultado financeiro líquido positivo foi de R$ 2 bilhões 843 milhões. Empresa firma acordo para fornecer diesel com menor teor de enxofre a partir de 2009 A Petrobras passará a fornecer diesel com menor teor de enxofre para frotas cativas de ônibus urbanos das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. A decisão foi tomada através de um acordo assinado no Ministério Público Federal no final do mês de outubro. O acordo foi firmado entre Petrobras, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Fabricantes de Veículos, Fabricantes de Motores, Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), ligada à Secretaria do Meio Ambiente do Governo de São Paulo). A Petrobras já havia garantido publicamente o fornecimento do diesel para os veículos com tecnologia P-6. O objetivo, segundo o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, é atender a Resolução 315/2002 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), que fixou novos limites de emissões para veículos pesados a diesel, produzidos a partir de janeiro de 2009, com tecnologia P-6. O diesel que será utilizado nos veículos com essa nova tecnologia deverá ser do tipo S-50, que tem 50 ppm (partículas por milhão de enxofre). No acordo firmado, a Petrobras se compromete a fornecer o diesel S-50 mesmo sem a disponibilização do motor diesel P-6 no mercado brasileiro, em um cronograma a ser definido sob orientação do Ministério do Meio Ambiente. O diesel S-50 tem um teor de enxofre menor do que o S-500 (com 500 partículas por milhão), adotado atualmente nas regiões metropolitanas. Paulo Roberto Costa afirmou em entrevista coletiva, que de acordo com o cronograma acertado, o diesel estará disponível para toda a frota de veículos metropolitanos em Fortaleza (CE), Recife (PE) e Belém (PA) a partir de maio de 2009. Disse ainda que a partir de agosto, o diesel S-50 estará disponível para as frotas cativas de ônibus urbanos de Curitiba (PR). Segundo o diretor de Abastecimento, em janeiro de 2010, o combustível será disponibilizado para as frotas cativas de ônibus urbanos de Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG) e Salvador (BA) e da Região Metropolitana da Cidade de São Paulo. “Em janeiro de 2011, o combustível será fornecido também às frotas cativas de ônibus urbanos das outras três Regiões Metropolitanas do Estado de São Paulo - Baixada Santista, Campinas e São José dos Campos e da Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro”, acrescentou Paulo Roberto. A Petrobras comprometeu-se ainda a promover as atividades do Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados de Petróleo e do Gás Natural (Conpet) para São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Vitória. O principal objetivo do Conpet é incentivar o uso eficiente de fontes de energia não renováveis no transporte, nas residências, no comércio, na indústria e na agropecuária. O programa estabelece convênios de cooperação técnica e parcerias com órgãos governamentais, não-governamentais, representantes de entidades ligadas ao tema e também organiza e promove projetos. No acordo também foram ajustadas as condições para a antecipação de uma nova fase do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) para 2012, que está sendo regulamentada pelo Conama. A Petrobras contribuirá com a indústria automobilística no atendimento a esses novos limites de emissões (denominados de fase P-7) para os veículos a diesel. Nesta fase, que é equivalente aos limites Europeus Euro 5, esses motores deverão utilizar, a partir de janeiro de 2013, um diesel com 10 ppm de enxofre. O acordo estabeleceu ações para as várias entidades envolvidas na questão. Novembro/Dezembro 2008 • Noviembre/Diciembre 2008 39 R AIO X Los ingresos operativos de la empresa crecieron, pasando de R$ 125.000 millones a casi R$ 169.044 millones, es decir, 44.000 millones más, lo que refleja el resultado del crecimiento de todos los segmentos, inclusive el aumento de la producción de petróleo crudo, de la refinación y de la producción de gas. Petrobras alcanza ganancias líquidas históricas en 2008 Durante los primeros nueve meses del año, Petrobras consiguió ganancias líquidas de R$ 26.560 millones y, en el tercer trimestre, de R$ 10.852 millones, de acuerdo a lo divulgado por el director financiero y de Relaciones con los Inversores, Almir Barbassa. Al evaluar el año, el ejecutivo afirmó que el mayor impacto estuvo dado por el aumento de las ventas, de la producción y de los precios. “Esos fueron los principales factores que produjeron el resultado de este año. Ambos fueron records. Durante el trimestre, el efecto cambiario también tuvo un efecto significativo”, dijo Barbassa. Producción Cada una de las plataformas instaladas desde el año pasado, según el ejecutivo, ha contribuido con una participación del 5% en el resultado total del petróleo y gas producidos en Brasil. El crecimiento de la producción de la P-52 y de la P-54, juntas, suman hoy un promedio de 155 y 105 Mb/día. “si observamos el gas, por separado, ha habido un crecimiento del 17%. El gas ha crecido más que el petróleo”, informó Barbassa. Con relación al presal, ha sido garantizado que Petrobras no va a alterar en nada las inversiones. “La producción del presal va a tener lugar de manera natural”. Vamos a comenzar las pruebas de larga duración en Tupi en marzo del año que viene. El proyecto piloto para producir 100 mil barriles está programado y deberá ser ejecutado, a más tardar, a fines de 2010”, reveló Barbassa. La empresa va a recibir en enero, a más tardar, tres plataformas más: la P-51, la P-53 y la FPSO – Cidade de Niterói. Según el ejecutivo, la perspectiva de continuar la producción es positiva, si se tienen en cuenta estas unidades, las cuales agregarán 460 M b/día de capacidad. Optimista, el director de Petrobras informó que las inversiones consolidadas de Petrobras han crecido un 11% en relación al mismo período del año pasado. Este año la empresa invirtió R$ 34.050 millones, y la expectativa es que se superarán los R$ 45.000 millones, priorizando las áreas de E&P, de Abastecimiento, además de las inversiones previstas para el Plangas. La intención es mejorar la calidad de los productos, preparar las refinerías para procesar más petróleo nacional (pesado) e invertir en el Plangas para efectuar entregas del producto en mercados consumidores. Vea a continuación más detalles del balance ofrecido por Petrobras. Récord del Beneficio Neto en el 3º trimestre y en los nueve primeros meses de 2008 Aportó al resultado acumulado de los primeros nueve meses el crecimiento de un 4% de la producción total asociado a la subida del promedio de los precios de realización del crudo y de los derivados y a la reducción de los gastos con el plan de pensiones. De este modo, el beneficio neto consolidado del período logró el récord de 26.560 millones de reales, un 61% superior al volumen registrado en el mismo período de 2007. La Generación Operativa de Caja (EBITDA) aumentó un 24% y alcanzó los 47.686 millones de reales en este período. Este monto, sumado al beneficio neto alcanzado en el período, muestra el buen rendimiento operativo, económico y financiero de la Compañía, asegurando recursos al plan de inversiones de Petrobras. Resulta importante destacar que aportó aun al alza del beneficio neto en el período la ganancia financiera neta de 641millones de reales en los nueve primeros meses de 2008, especialmente en razón del efecto de la depreciación del real sobre los activos netos expuestos a la variación cambiaria, frente a la pérdida financiera neta de 3.200 millones de reales en el período de los 9M07 (variación de 3.800 millones de reales). Los Ingresos Operativos Netos registraron una subida de un 35% frente al volumen registrado en el mismo período del año anterior, alcanzando los 168.921 millones de reales. En el trimestre, el beneficio neto llegó a 10.852 millones, un 96% superior al del 3º trimestre de 2007. Este resultado se debe al incremento de la producción, así como también a la subida del promedio de los precios de realización del crudo, de los derivados y de las exportaciones. Asimismo, aportó al resultado del trimestre el resultado financiero neto positivo (2.843 millones de reales). Indicadores Económicos Consolidados Millones de Reales 9M08 9M07 Ingresos Operativos Netos 168.921 Costo de los Productos Vendidos (109.728) Beneficio Bruto 125.161 9M08/9M07 35% 3T08 67.460 3T07 44.469 3T08/3T07 52% (75.445) 45% (46.757) (27.264) 71% 49.716 19% 20.703 17.205 20% Gastos Operativos (19.767) (19.249) 3% (8.122) (6.919) 17% Beneficio Operativo(1) 39.426 30.467 29% 12.581 10.286 22% Resultado Financiero 641 (3.161) - 2.843 (1.091) - Equiv. Patrimonial y Gastos No Operat. 379 (477) - 108 (341) - Impuesto s/ la Renta / Contribución Social (14.169) (8.915) 59% (5.641) (2.779) 103% Beneficio Neto 26.560 16.459 61% 10.852 5.528 96% EBITDA(2) 47.686 38.321 24% 15.680 13.075 (1) Beneficio antes de los ingresos y gastos financieros, de la equivalencia patrimonial y de los impuestos. (2) Beneficio operativo antes del resultado financiero y de la equivalencia patrimonial + depreciación / amortización. 20% Ganancia Líquida de Petrobras en el 3º trimestre es un 96% superior al mismo período de 2007 • La Ganancia Líquida de Petrobras fue record en los primeros nueve meses y en el tercer trimestre de 2008; • En el tercer trimestre, la Ganancia Líquida fue de R$ 10.852 millones; • En los primeros nueve meses, la Ganancia Líquida alcanzó R$ 26.560 millones, un 61% superior al mismo período de 2007; • En este mismo período, la Generación Operativa de Caja (EBITDA) fue de R$ 47.686 millones y las inversiones fueron record, alcanzando R$ 34.000 millones. • Lucro financiero líquido de R$ 641 millones en los primeros nueve meses de 2008 debido, principalmente, al efecto de la depreciación del Real sobre los Beneficio Neto Trimestral (millones de reales) Fuente: Petrobras Benef. Neto – Acum. Ene-Sep (millones de reales) activos líquidos expuestos a variación cambial, en contraposición a una pérdida financiera lí quida de R$ 3.161 millones durante el período de los nueve primeros peses de 2007; • En el trimestre, el resultado financiero líquido positivo fue de R$ 2.843 millones. Empresa firma acuerdo para proveer diesel con menor contenido de azufre a partir de 2009 Petrobras empezará a proveer diesel con menor contenido de azufre para flotas cautivas de autobuses urbanos de las ciudades de São Paulo y Rio de Janeiro. La decisión surgió de un acuerdo firmado en el Ministerio del Interior Federal, a fines del mes de octubre. El acuerdo fue firmado por Petrobras, el Instituto Brasileño de Medioambiente y Recursos Renovables (Ibama), la Agencia Nacional del Petróleo, Gas Natural y Biocombustibles (ANP), Fabricantes de Vehículos, Fabricantes de Motores, la Asociación Nacional de Fabricantes de Vehículos Automotores (Anfavea) y la Compañía de Tecnología de Saneamiento Ambiental del Estado de São Paulo (Cetesb), vinculada a la Secretaría de Medioambiente del Gobierno de São Paulo. Petrobras ya había garantizado públicamente la provisión del diesel para vehículos con tecnología P-6. EL objetivo, según el director de Abastecimiento de Petrobras, Paulo Roberto Costa, es cumplir con la Resolución 315/2002 del Consejo Nacional de Medioambiente (Conama), la cual estableció nuevos límites de emisiones para vehículos pesados movidos a diesel, producidos a partir de enero de 2009, con tecnología P-6. El diesel que será utilizado en los vehículos con esa nueva tecnología será de tipo S-50, que posee 50 ppm (partículas por millón de azufre). En el acuerdo firmado, Petrobras se compromete a proveer el diesel S-50 incluso si no se llegara a contar con disponibilidad del motor diesel P-6 en el mercado brasileño, en un cronograma que será definido bajo orientación del Ministerio del Medioambiente. El diesel S-50 posee un contenido de azufre menor que el S-500 (con 500 partículas por millón), adoptado actualmente en las regiones metropolitanas. Paulo Roberto Costa afirmó en una rueda de prensa que de acuerdo con el cronograma convenido, el diesel estará disponible para toda la flota de vehículos metropolitanos en Fortaleza (estado de Ceará), Recife (estado de Pernambuco) y Belém (estado de Pará) a partir de mayo de 2009. Costa dijo además que a partir de agosto, el diesel S-50 estará disponible para todas las flotas cautivas de autobuses urbanos de Curitiba (estado de Paraná). Según el director de Abastecimiento, en enero de 2010, el combustible será ofrecido a las flotas cautivas de autobuses urbanos de Porto Alegre (estado de Rio Grande do Sul), Belo Horizonte (estado de Minas Gerais) y Salvador (estado de Bahia) y de la Región Metropolitana de la Ciudad de São Paulo. “En enero de 2011, el combustible se ofrecerá también a las flotas cautivas de autobuses urbanos de otras tres Regiones Metropolitanas del estado de São Paulo - Baixada Santista, Campinas y São José dos Campos y de la Región Metropolitana del estado de Rio de Janeiro”, agregó el ejecutivo. Petrobras también se comprometió a promover las actividades del Programa Nacional de Racionalización del Uso de los Derivados del Petróleo y del Gas Natural (Conpet) para São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador y Vitória. El principal objetivo del Conpet es incentivar el uso eficiente de fuentes de energía no renovables en el transporte, en las residencias, en los comercios, en la industria y en el sector agropecuario. El programa establece convenios de cooperación técnica y asociaciones con órganos gubernamentales, no gubernamentales, representantes de entidades vinculadas al tema. El programa también organiza y promueve proyectos. En el acuerdo también fueron ajustadas las condiciones para lograr el adelanto de una nueva fase del Programa de Control de la Contaminación del Aire por Vehículos Automotores (Proconve) para el 2012, el cual está siendo reglamentado por el Conama. Petrobras contribuirá con la industria automovilística en lo relativo al cumplimiento de esos nuevos límites de emisiones (denominados de fase P-7) en el caso de los vehículos diesel. En esa fase, que equivale a los límites europeos Euro 5, esos motores deberán utilizar, a partir de enero de 2013, un diesel con 10 ppm de azufre. El acuerdo estableció medidas para varias entidades involucradas en esa cuestión. Novembro/Dezembro 2008 • Noviembre/Diciembre 2008 41 A GENDA JANEIRO/ENERO 2009 Pipeline Rehabilitation & Maintenance Conference & Exhibition 19 – 21, Manama – Bahrein e-mail:[email protected] www.piipeline-rehab.com Turkish International Oil & Gas Conference & Showcase (TUROGE) 10 – 12, Ankara Turkey Email: [email protected] Middle East Oil & Gas Show & Conference (MEOS) 15 – 18, Manama, BAH Email: [email protected] Offshore Arabia Conference & Exhibition 2009 19 – 21, Dubai – Emirados Árabes [email protected] Asian Biofuels Roundtable 24 – 25, Kuala Lumpur, MAL Email: [email protected] World Future Energy Summit 19 – 21, Abu Dhabi United Arab Emirates Email: [email protected] NPRA International Petrochemical Conference 29 – 31, San Antonio, Tex. US Email: [email protected] FEVEREIRO/FEBRERO 2009 Deep Offshore Technology International Conference & Exhibition 3 – 5, New Orleans, La - USA www.dotinternational.net Global Petrochemicals Conference & Annual Meeting 3 – 5, Cologne Germany Email: [email protected] Pipeline Pigging & Integrity Management Conference 9 – 12, Houston US Email: [email protected] Wind Forum Brazil 2009 16 – 17, São Paulo - SP www.iqpc.com.br International Petrochemicals Technology Conference & Exhibition 16 – 17, London England Email: [email protected] International Downstream Technology & Catalyst Conference & Exhibition 18 – 19, London England Email: [email protected] MARÇO/MARZO 2009 EAGE North African/Mediterranean Petroleum and Geosciences Conference & Exhibition 2 – 4, Tunis Tunisia Email: [email protected] SPE Research & Development Conference 3 – 4, Lisbon Portugal Email: [email protected] Subsea Tieback Forum & Exhibition 3 – 5, San Antonio, Tx – EUA www.subseatiebackforum.com ABRIL/ABRIL 2009 Georgian International Oil, Gas, Energy and Infrastructure Conference & Showcase (GIOGIE) 2 – 3, Tbilisi Georgia Email: [email protected] ATYRAU Regional Oil & Gas Exhibition & OilTech Kazakhstan Petroleum Technology Conference 7 – 9, Atyrau, Kazakhstan Email: [email protected] Sea Asia 21 – 23, Singapura www.sea-asia.com CPS/SEG International Geophysical Conference & Exposition 24 – 27, Beijing, China Email: [email protected] EAGE European Symposium on Improved Oil Recovery 27 – 29, Paris, França Email: [email protected] MAIO/MAYO 2009 Offshore Technology Conference (OTC) 4 – 7, Houston, Tex. US Email: [email protected] EAGE International Petroleum Conference & Exhibition 4 – 6, Shiraz, Iran Email: [email protected] The 9th Annual International Capacity-Building Program: New Era in Oil, Gas & Power Value Creation 11 – 22, Houston, TX USA Email: [email protected] Africa’s Big 3 - Exhibition 12 - 14, Gallagher Estate Midrand, Johannesburg www.fairconsultants.com Uzbekistan International Oil & Gas Exhibition & Conference 12 – 14, Tashkent Uzbekistan Email: [email protected] 10° COTEQ- Conferência sobre Tecnologia de Equipamentos 12 -15, Salvador – Ba www.portosenavios.com.br JUNHO/JUNIO 2009 Caspian International Oil & Gas/ Refining & Petrochemicals Exhibition & Conference 2 - 5, Baku [email protected] www.oilgas-events.com ONS 2009 – Nor Shipping 9 – 12, Oslo, Noruega www.marinenorway.com Brasil Offshore 16 – 19, Macaé – RJ E-mail:[email protected] Moscow International Oil & Gas Exhibition (MIOGE) & Russian Petroleum & Gas Congress 23 – 26, Moscow, Russia Email: [email protected] JULHO/JULIO 2009 Oil Sands and Heavy Oil Technologies Conference & Exhibition 14 – 16, Calgary – Canada www.oilsandstechnologies.com AGOSTO/AGOSTO 2009 Energy Summit 11 – 13, Rio de Janeiro – RJ www.energysummit.com.br OUTUBRO/OCTUBRE 2009 24TH World Gas Conference & Exhibition 5 – 9, Buenos Aires – Argentina [email protected] Kazakhstan International Oil & Gas Exhibition & Conference 6 – 9, Almaty, Kazakhstan Phone: +44 (0) 207 596 5233 Fax: +44 (0) 207 596 5106 Email: [email protected] International Oil & Gas Exploration & Refining Exhibition 14 – 17, Jakarta www.allworldexhibitions.com ©2006 Oil & Gas Journal Latinoamericana | Pennwell Brasil – Grupo Expetro. 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