Revista AMAzônica, LAPESAM/GMPEPPE/UFAM/CNPq/EDUA
ISSN 1983-3415 (versão impressa) - ISSN 2318-8774 (versão digital)
Ano 7, Vol XIII, número 1, 2014, Jan-Jun, pág. 51-61.
ESTUDO COMPARATIVO DA QUALIDADE DO SONO EM
PORTUGAL, ESPANHA E BRASIL
Nathália Brandolim dos Santos1
Rui Marguilho2
Saul Neves de Jesus2
Eusébio Pacheco2
Ana Sofia Pinheiro Pinto 2
Rafaela Dias Matavelli2
Alba Gómez Barrero3
Laura Casares Landauro 3
Resumo
O sono é considerado uma das principais necessidades físicas, sendo
primordial para uma vida salutar, permitindo uma boa recuperação física e
psicológica. Pensando na importância da qualidade do sono, a presente
investigação teve como objetivo analisar e comparar a qualidade do sono em
cidadãos portugueses, espanhóis e brasileiros e verificar a influência das
variáveis sociodemográficas na qualidade do sono destes participantes. Os
dados foram coletados através do questionário Índice de Qualidade do Sono de
Pittsburgh (PSQI). A amostra obtida, por país, foi a seguinte: 955 espanhóis,
348 portugueses e 279 brasileiros, totalizando 1582 participantes. Os resultados
obtidos mostram que as amostras do Brasil e da Espanha apresentam pior
qualidade do sono, comparativamente aos participantes de Portugal. Além
disso, verificamos que no Brasil e em Espanha se encontram as maiores médias
dos seguintes componentes avaliados: latência do sono (C2), distúrbios do sono
(C5) e sonolência diurna (C7). São discutidas algumas implicações destes
resultados.
Palavras-Chave: Qualidade do Sono; PSQI; Sono.
1
Universidade Metodista de São Paulo, Brasil
Universidade do Algarve, Portugal
3
Universidade de Granada, Espanha
2
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Resumen
El sueño es considerado una de las principales necesidades físicas y es
esencial para una vida saludable, permitiendo una buena recuperación física y
psicológica. Dada la importancia de la calidad del sueño, esta investigación
tuvo como objetivo analizar y comparar la calidad del sueño en los ciudadanos
portugueses, españoles y brasileños, y la influencia de las variables
demográficas en la calidad del sueño de estos participantes. Los datos fueron
obtenidos a través del cuestionario Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI). La
muestra para cada país fue: 955 de España, 348 de Portugal y 279 de Brasil, en
un total de 1.582 participantes. Los resultados muestran que las muestras
procedentes de Brasil y España tienen una peor calidad del sueño en
comparación con los participantes de Portugal. Además, se encontró un
promedio más alto de la latencia del sueño (C2), trastornos del sueño (C5) y
somnolencia diurna (C7) en Brasil y Espanã. Se discuten algunas implicaciones
de estos resultados.
Palabras clave: Calidad del sueño; PSQI; Sueño.
Abstract
Sleep is considered one of the main physical needs and are essential for
a healthy life, allowing a good physical and psychological recovery. Given the
importance of sleep quality, this research aimed to analyze and compare the
quality of sleep in Portuguese, Spanish and Brazilian citizens, and the influence
of demographic variables in sleep quality of these participants. Data were
collected through the questionnaire Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI). The
sample for each country was: 955 Spanish, 348 Portuguese and 279 Brazilian,
totaling 1582 participants. The results show that the samples from Brazil and
Spain have worse sleep quality compared to participants from Portugal. In
addition, we found that in Brazil and Spain are the highest means of the
following components evaluated: sleep latency (C2), sleep disturbances (C5)
and daytime sleepiness (C7). Some implications of these results are discussed.
Keywords: Sleep Quality; PSQI; Sleep.
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Introdução
O bom funcionamento do organismo bem como a sua recuperação são
condicionados a bons períodos de sono e/ou repouso, o qual todo ser humano
deve se permitir. É fato que o organismo tem a necessidade de um período de
sono a cada ciclo de 24 horas e a capacidade de conservar a independência da
satisfação desta necessidade varia de acordo com o funcionamento de cada
indivíduo, sendo o tempo mínimo também relacionado a cada um
(MAILLOUX-POIRIER, 1995). O sono pode ser definido como uma forma de
repouso normal e periódico que se caracteriza especialmente pela suspensão da
consciência, pelo relaxamento dos sentidos e dos músculos, pela diminuição do
ritmo circulatório e respiratório e pela atividade onírica. Portanto, face a todos
estes fatores ele, mais um vez, se constitui como uma necessidade física
primordial para uma vida salutar, que permite a restauração física, recuperação
psicológica e protege o ser do desgaste natural das horas acordadas (STORES,
2001).
O sono é um processo fisiológico vital, uma interação complexa entre
os fatores orgânicos e fisiológicos - inerentes ao indivíduo - bem como entre os
sociais, culturais e ambientais (SILVA et al., 2012). São caracterizados dois
padrões fundamentais de sono: sem movimentos oculares rápidos (NREM) e
com movimentos oculares rápidos (REM). O sono NREM é composto por
quatro etapas em grau crescente de profundidade: os estágios I e II são
considerados superficiais e os estágios III e IV são os profundos, ou sono delta.
No sono NREM há relaxamento muscular comparativamente à vigília, porém é
mantida alguma tonicidade basal. O sono REM ou sono paradoxal, embora seja
um estágio profundo no tocante à dificuldade de despertar, o indivíduo nessa
fase exibe padrão eletroencefalográfico que se assemelha à vigília, sendo este
um dos seus aparentes paradoxos. Além disso, apesar da atonia muscular que
acompanha este estágio, observam-se movimentos corporais fásicos e erráticos,
de diversos grupamentos musculares, principalmente na face e nos membros,
bem como emissão de sons. Ou seja, mesmo em meio à inibição motora, há
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liberação
fásica
de
atividade
muscular
de
localização
multifocal
(FERNANDES, 2006; HARRINGTON e LEE-CHIONG Jr., 2007).
A nossa vida é constituída por um conjunto de ritmos biológicos que
influenciam e regulam as respostas fisiológicas e comportamentais. O sono é
certamente um dos ritmos mais importantes e a alteração vigília/sono segue o
ritmo circadiano ou o ritmo quotidiano de 24 horas. Mesmo se a luz e a
obscuridade parecem estar na base do ciclo vigília/sono, não são os únicos
fatores determinantes. O sono também está sincronizado com outros ritmos
biológicos (por exemplo, temperatura corporal e taxa de hormônios esteróides)
e difere de um indivíduo para outro (HAYTER, 1980; SCHIRMER, 1983;
CEOLIM, 2006). Portanto, certas pessoas têm a necessidade de cinco (5) horas
de sono para recuperarem enquanto para outras existe a necessidade de 10
horas de sono.
A má qualidade e os distúrbios do sono tem particular relevância para
as pessoas idosas, pois, além de muito frequentes nessa faixa etária, podem
prejudicar a execução de suas tarefas diárias e a sua saúde. Dificuldades em
manter a atenção, redução da velocidade de resposta, prejuízos da memória, da
concentração e do desempenho podem ser o resultado do sono de má
qualidade. Destaca-se que nessa faixa etária esses sinais podem ser
interpretados como indicativos de prejuízo cognitivo ou de demência. Além
disso, ressalta-se a associação entre o sono de má qualidade e a redução da
sobrevida (ALESSI et al., 2005; ARAÚJO, 2008). Essas modificações no
padrão do sono e repouso alteram o balanço homeostático, com repercussões
sobre a função psicológica, sistema imunológico, desempenho, resposta
comportamental, humor e habilidade de adaptação (EBERSOLE, 2001).
Pensando na importância da qualidade do sono, a presente investigação
teve como objetivo analisar e comparar a qualidade do sono em cidadãos
portugueses, espanhóis e brasileiros e verificar a influência das variáveis socio
demográficas na qualidade do sono destes participantes.
Método
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Participantes
Participaram deste estudo 1582 pessoas da população geral, de Portugal
(n=348), Espanha (n=955) e do Brasil (n=279).
Instrumentos
Nesta investigação foram utilizados os seguintes instrumentos:
- Questionário sócio demográfico elaborado Ad-Hoc a partir das
informações pertinentes à pesquisa, bem como questões culturais que podem
ser de grande variação em cada país, tais como: idade, estado civil, nível de
escolaridade e estado laboral.
- Questionário Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI). Este
consta de 19 perguntas auto-aplicadas, as quais permitem analisar os diferentes
fatores da qualidade de sono que se agrupam para formar sete componentes:
qualidade do sono, latência do sono, duração do sono, eficiência do sono,
alterações do sono, uso de medicação para dormir e disfunção diurna. A cada
um dos componentes é atribuída uma pontuação que oscila entre zero (0) a três
(3) pontos. Uma pontuação de 0 pontos indica que não existe dificuldade,
enquanto uma pontuação de 3 indica uma severa dificuldade. Os sete
componentes somam-se para obter uma pontuação global, que oscila entre zero
(não existe dificuldade) e 21 (dificuldades severas em todas as áreas
estudadas), sendo que o autor da escala propõe um ponto de corte quando se
atinge a pontuação cinco (5). Para índices iguais ou superiores a cinco
encontram-se os sujeitos com pouca qualidade de sono. Como instrumento
auto-administrado, o questionário da qualidade de sono de Pittsburgh oferece
uma medida “padronizada” e quantitativa da qualidade de sono que
rapidamente identifica quem tem ou não problemas de sono, mas não
proporciona um diagnóstico, embora oriente para áreas de sono mais
deterioradas (BUYSSE et al., 1989).
Procedimento
O PSQI foi disponibilizado em formato de documento em plataforma
na internet (Google Docs) juntamente com o Termo de Consentimento e houve
uma adaptação ao idioma de cada país participante, sendo, portanto, utilizadas
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três formas equivalentes deste documento. Desta forma, o procedimento
escolhido foi o envio aleatório, via e-mail, de um convite para participação na
pesquisa, bem como a colaboração destas pessoas em redistribuirem o
instrumento para os seus contatos, possibilitando, desta forma, a criação de
uma rede de participantes da pesquisa, o que resultou em uma amostra
heterogênia. Os dados foram avaliados e analisados através do programa
estatístico SPSS, com nível de significância de 95% (P<0,05), considerando o
procedimento descrito pelos autores do questionário (BUYSSE et al., 1989).
Inicialmente, calcularam-se os componentes de um (1) a sete (7) que são
respectivamente: qualidade subjetiva do sono, latência do sono, duração do
sono, eficiência habitual do sono, disturbios do sono, uso de medicação para
dormir e, por fim, sonolência diurna. Em seguida, somaram-se os valores
resultantes destes componentes para a obtenção do valor da Qualidade do
Sono, permitindo uma comparação entre os indíces gerais e específicos de cada
país. Numa segunda etapa visando verificar a influência das variáveis socio
demográficas na qualidade do sono destes participantes foi realizada a análise
de referência cruzada tendo por base principal a variável da qualidade do sono
estabelecendo relações com os dados sociodemográficos de cada país, além de
calcular o qui-quadrado.
Resultados
Os resultados obtidos mostraram que as amostras do Brasil (56,3%) e
da Espanha (50,9%) apresentam pior qualidade do sono, enquanto que em
Portugal 63,1% das respostas indicaram uma melhor qualidade do sono. Além
disso, foi feito o teste de qui-quadrado (P<0,05), o qual demonstrou que as
médias das amostras de cada país são estatisticamente relevantes. Percebendo
que Brasil e Espanha apresentam, em sua maioria, uma má qualidade do sono,
verificamos que as maiores médias dos componentes avaliados são encontradas
nesses países (Conforme tabela 1), tais como, latência do sono (C2), distúrbios
do sono (C5) e sonolência diurna (C7), este último com os mesmos valores
para Portugal (mesmo que nos demais tenham sido reportadas menores
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médias).
Tabela 1. Valores Médios da Qualidade do Sono e de suas Componentes para
Portugal, Espanha e Brasil.
QS
C1
C2
C3
C4
C5
C6
C7
Portuga
6,057
1,077
1,371
0,379
0,506
1,163
0,484
1,074
l
6
5
7
1
8
4
8
3
Espanh
5,354
1,233
1,132
0,279
0,268
1,072
0,276
1,092
a
5
4
6
5
0
0
7
2
Brasil
6,383
0,706
1,480
0,351
0,326
1,236
0,688
1,595
5
1
3
3
2
6
2
0
Em segundo momento para verificar a existência de influência das
variáveis sócio demográficas na qualidade do sono, certificamos que houve
apenas relevância estatisticamente significante nos preditores idade, estado
civil, formação e estado laboral dos participantes provenientes de Portugal
(P<0,05), o que demonstra que estes dados interferem na qualidade do sono
deste país (Conforme tabela 2). Todavia, estes preditores tanto para a Espanha
quanto para o Brasil não interferem diretamente na qualidade do sono desses
participantes (P>0,05), pois não há relevância estatísticamente significativa a
ser considerada para nenhum das variáveis sócio demográficas.
Tabela 2. Variáveis sócio demográficas demonstradas relevantes em Portugal
(%) no que diz respeito a qualidade do sono (QS).
Idade
Até 25 anos
QS >
Total
De 26 a
De 46 a 60
Acima de 61
45 anos
anos
anos
09,20
40,80
11,20
01,75
62,95
10,90
21,60
04,39
0,97
37,05
5
QS
<5
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Estado Civil
Separado, Divorciado,
Casado ou União Estável
Solteiro e Viúvo
QS >
30,20
32,80
63,00
21,69
15,31
37,00
5
QS
<5
Nível de escolaridade
Ensino
Ensino
Ensino
Básico
Básico
Superior
Incompleto
Completo
0,58
8,72
26,83
27,03
63,16
0
6,34
15,80
14,70
36,84
QS >
Pós-Graduação
5
QS
<5
Estado Laboral
QS >
Tempo
Tempo
Contrato
Desempregado
Outro
Integral
Parcial
Efetivo -
- 8h ou
- menos
Dedicação
mais
de 8h
exclusiva
24,71
7,47
13,22
6,33
11,21
62,94
14,36
2,29
4,89
6,61
8,91
37,06
5
QS
<5
Discussão
O sono constitui-se como uma necessidade física primordial para uma
vida salutar, que permite a restauração física recuperação psicológica e protege
o ser do desgaste natural das horas acordadas (STORES, 2001). Resume assim
a necessidade que as pessoas tem de ter as horas de sono necessárias para uma
boa qualidade de vida. Nesta investigação verifica-se que a maior parte da
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população dos países: Espanha e Brasil, apresentam uma má qualidade do
sono. Isto diz respeito a que estas pessoas não tem estabelecido
adequadamente: a qualidade subjetiva do sono, a latência do sono, a duração do
sono, a eficiência habitual do sono; e, manifestando distúrbios do sono,
sonolência diurna e fazendo o uso de medicação para dormir.
Os componentes da qualidade do sono que apresentaram piores valores
de resposta foram a latência do sono, distúrbios do sono e sonolência diurna.
Essas componentes correspondem nos três países. O que nos mostra que as
pessoas apresentam pouco tempo de sono por dia, o que provavelmente é causa
da sonolência diurna, pois não houve um sono de horas suficientes; e ainda, o
agravo de distúrbios do sono que pode estar correspondendo a algum tempo de
noites com poucas horas de sono também.
O sono é um processo fisiológico vital, uma interação complexa entre
os fatores orgânicos e fisiológicos - inerentes ao indivíduo - bem como entre os
sociais, culturais e ambientais (SILVA et al., 2012). Pensando nisto, é
importante verificar que a falta desse repouso adequado acaba a curto ou longo
prazo gerando consequencias físicas, ambientais, sociais e psicológicas
importantes na pessoa, que o deixa de ter de forma saudável. Inerente a isto,
torna-se extremamente importante verificar em uma população de dois países
mais da metade apresentarem valores de má qualidade do sono. Portanto,
segundo Boscolo, Sacco, Antunes, Mello e Tufik (2007) a saúde física e mental
estão associadas com uma boa qualidade do sono. Assim, as pessoas saudáveis
desfrutam dos benefícios de uma boa qualidade de sono em aspectos
biológicos, psicológicos, emocionais, intelectuais e sociais, bem como na
aquisição de satisfação, melhor desempenho no trabalho, e também em
atividades de lazer, contribuindo para uma boa qualidade de vida.
Focando nas consequencias físicas, dos distúrbios do sono e o que
acabarão necessariamente refletindo nos fatores psicológicos, vai se
desenhando um quadro de problema para a saúde pública. Portanto, se mais da
metade das pessoas de um país apresentarem distúrbios do sono, precisarão
necessariamente de algum tipo de intervenção médica, específica ou não ao
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sono. Se este problema não for identificado como uma questão de sono e,
assim, encaminhado para outros tipos de serviço, questões inerentes a uma
diversidade de ramificações da saúde dessa pessoa podem apresentar
complicações. Assim, o indivíduo que poderia ter tido uma prevenção de vários
tipos de doenças ou complicações de sua saúde, agora tem que tratar-se de uma
diversidade de problemas.
A questão torna-se pensar antecipadamente à doença e investir em
prevenção primária para que assim, a qualidade de vida dessas pessoas possa
ser preservada boa durante muitos anos
Conclusão
Os participantes provenientes de Portugal apresentam uma melhor
qualidade do sono se comparados aos espanhóis e brasileiros. No entanto, em
todos os países as dificuldades em se manter uma boa qualidade do sono estão
relacionadas ao número de horas adequadas para o restabelecimento do corpo
pois, sendo estas estabelecidas de forma eficaz, possivelmente não serão
evidenciados quaiquer sintomas de distúrbios do sono e sonolência diurna.
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Contato:
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Recebido em 10/032014. Aceito em 30/5/2014.
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