173 Revista Petrobras | 1 índice — ANO 19 NO 173 8 identidade corporativa Uma forma diferente de comunicação com os públicos de interesse MAR/ABR 2013 12 mobilidade Petroleiros de malas prontas e mente aberta para novos desafios 16 custos Procop chega para garantir futuros investimentos da companhia 18 integração Veteranos e novatos trocam conhecimentos e experiências 20 26 ecoeficiência nós fazemos parte Nossos prédios são cada vez mais “inteligentes” e sustentáveis 2 | Revista Petrobras 173 Duas mulheres no comando do navio. Vamos zarpar com elas! 28 ambiente de trabalHo Reunião ao ar livre? Rede compartilhada de ideias? Se liga 40 prática Gestão da mudança é a onda certa para uma transição tranquila e MAis... — editorial 4 sua.revista.online 5 abre aspas 6 forma e conteÚdo 24 eu curto... 42 nosso olHar 44 a palavra é sua 46 38 conceito Construir plataformas pode ser bem mais simples do que se imagina 36 biodiesel e agricultura familiar Um “mar” de girassóis está mudando a vida no campo 32 cotidiano O botijão de gás agora é chique: bonito, prático, leve e elegante eXpediente revista petrobras 173 • ano 19 • março e abril de 2013 • Av. República do Chile, 65, sala 1.202 • Rio de Janeiro • RJ • CEP: 20031-912 • E-mail: [email protected] – Chave: FRP2 • gerente executivo de comunicação institucional Wilson Santarosa • gerente de relacionamento Gilberto Puig • gerente de relacionamento com o público interno Luiz Otávio Dornellas • conselho editorial Eduardo Villela, Georges Kallay, Helena Tinoco, Katia Pecoraro, Luiz Otávio Dornellas, Marco Antônio Pessoa, Rodrigo Moreira de Faria, Sandra Chaves • coordenação editorial Gabriela Mendes, Nádia Ferreira, Patrícia Alves • consultor para versão digital Bruno Rodrigues • editor responsável Alexandre Medeiros, Mtb 16.757 • editor assistente Francisco Luiz Noel • Projeto Gráfico e Editorial Azul Publicidade • Diagramação, Infografia e Produção da versão digital Azul Publicidade • colaboradores Claudia Lima, Fernanda Pedrosa, Luciana Conti, Marina Gadelha, Pedro Paulo Malta • copidesque Bella Stal • Fotografia Banco de Imagens Petrobras (BIP), Rogério Reis e Pedro Paulo Malta • capa Banco de Imagens Fotolia • impressão Edigráfica • tiragem 75.000 exemplares 34 gestão integrada Distância e tamanho não são problemas para a tecnologia 173 Revista Petrobras | 3 EDITORIAL — Evolução — Mahatma Gandhi, principal personagem da independência da Índia, pregou a desobediência civil como forma de revolução pacífica e libertação dos povos. A frase-símbolo de seu pensamento diz: “Seja você a mudança que quer ver no mundo” U ma mudança puxa outra. Em meio ao turbilhão de transformações pelo qual nossa companhia vem passando às vésperas de seus 60 anos de vida, a Revista Petrobras também mudou. Depois de um intenso trabalho de pesquisa e muita discussão saudável – nenhuma mudança é fácil, não é mesmo? –, chegamos a um novo projeto editorial e gráfico, que agora apresentamos aos leitores. Nossa revista passou a ser bimestral, ganhou mais páginas, um desenho mais leve e moderno. Tudo isso para incorporar duas outras mudanças: temos agora um tema que norteia cada edição, em torno do qual giram todas as matérias, e novas seções. O tema desta edição, é claro, não poderia ser outro: mudança. Nossa intenção é abrir mais espaço na revista para uma reflexão mais profunda e abrangente sobre cada tema proposto. E logo nesta edição de estreia do novo modelo você terá a chance de perceber a diversidade de abordagens com que pretendemos convidá-lo a essa reflexão. Vamos falar de mudança nos negócios, no jeito de trabalhar, na forma de nos comunicarmos, na concepção e construção de prédios administrativos e de plataformas. E assim será com cada tema – o próximo será futuro: muitas abordagens e um mesmo fio condutor. Esperamos que você curta muito a nova Revista Petrobras. E por falar em curtir, que tal mais uma mudança? Nossa edição digital está repleta de mais informações para você – dê uma olhada na página ao lado e navegue à vontade! Descubra seu lugar em mais essa grande jornada que se inicia – e vamos juntos, sempre. foto: BRuNO veigA | BANcO de iMAgeNs petROBRAs SUA.REVISTA.ONLINE — Na rede, na vida A Revista Petrobras tem agora uma versão digital, onde o leitor poderá buscar Web iPad informações complementares ao conteúdo da edição impressa. São gravações de áudio e vídeo, infográficos animados, galerias de fotos, links para sites e blogs. As formações são cada vez mais distribuí- indicações de todos esses recursos es- das por várias plataformas que dialogam tão distribuídas ao longo das matérias entre si, a Revista Petrobras não pode- e seções desta edição, e algumas delas ria deixar de oferecer uma versão digital, ganham destaque nesta página, uma acessada por computadores convencio- espécie de guia para os nossos leitores- nais ou iPads. Veja as dicas de navegação -internautas. Num mundo onde as in- a seguir e boa viagem! como acessar o conteúdo exclusivo para ipad 1. Acesse a App Store. 2. Busque pelo nome da Revista Petrobras. 3. Digite sua senha da iTunes Store e o aplicativo da revista digital será baixado no seu iPad. basta tocar e acessar. sua revista agora vem recheada de interatividade Confira o vídeo Nossas câmeras “levam” você ao cenário da matéria. Confira o áudio As histórias dos personagens das reportagens, em depoimentos exclusivos. acesse o site/blog Links para conteúdos complementares disponíveis na Internet. mande um e-mail para a redação Gostou, tem críticas ou sugestões? É só digitar [email protected] e enviar. envie carta veja a galeria/ envie fotos Quer ver mais imagens ou mandar as suas? Saiba como. Escreva para a redação, e teremos prazer em responder. Nossos destaques Mobilidade Na telinha Em gravações de áudio, os empregados Gilson Campos e Erick Portela falam de suas andanças pelo Brasil e pelo mundo a serviço da Petrobras. O novo espaço de convivência no Cenpes, o bate-papo entre um petroleiro veterano e dois novatos, e as ondas radicais de nosso surfista sergipano. Por dentro do prédio de Vitória Na versão para iPad, você vai “visitar” as novas instalações administrativas da companhia na capital capixaba com nosso infográfico animado. fotos: RogéRio REis | ENgENhaRia/pEtRobRas | aRquiVo pEssoal | pEdRo paulo malta 173 Revista Petrobras | 5 ABRE ASPAS — Como você enfrenta as — ESTE É UM ESPAÇO ABERTO AOS INTEGRANTES DA FORÇA DE TRABALHO, ONDE PODEM EXPRESSAR SEUS PONTOS DE VISTA SOBRE O TEMA CENTRAL DA EDIÇÃO ”SOU DO CONCURSO DE 2005, E SÓ EM 2010 FUI CHAMADO. EU ESTAVA COM CASAMENTO MUDANÇA PARA MIM SIGNIFICA PLANEJAR E MARCADO E TIVE QUE MORAR NO RIO POR AFASTAR TODA INDECISÃO OU MEDO DE FAzER NOVE MESES; TUDO ACONTECEU MUITO ALGO NOVO. CREIO QUE QUANDO O DESEJO DE MUDANÇA RáPIDO. MINHA NOIVA VINHA DE MANAUS A É SOMADO à FORÇA DE VONTADE, AO PENSAMENTO CADA 15 OU 21 DIAS PARA PASSAR O FIM DE CRIATIVO, à EXPERIêNCIA, AO SENTIMENTO SEMANA. CHEGOU O DIA DO CASAMENTO, E E à AÇÃO, Dá COMO RESULTADO O EU FUI PARA MANAUS UM DIA ANTES. CASEI ‘MOTOR’ DESSA MUDANÇA. NO MEU DIA A DIA, O PROCESSO DE MUDANÇA É AMPLIAR CADA VEz MAIS A BUSCA PELO CONHECIMENTO” Jerônimo barbosa dos santos, técnico de suprimento de bens e serviços da Regional Norte-Nordeste dos serviços compartilhados 6 | Revista Petrobras 173 NO SáBADO, E Já NO DOMINGO EU ESTAVA DE VOLTA. A FAMÍLIA ESTá HOJE REUNIDA, APÓS MUITO ESFORÇO, SAUDADE E MUDANÇAS. VALEU A PENA! fábio Ângelo matos dos santos, engenheiro da Malha Norte de gasodutos da transpetro fotos: ARQUIVO PESSOAL | ANTôNIO GARCêS | MIRIAM ABREU mudanças? DESDE QUE ENTREI PARA A PETROBRAS, Há SEIS ANOS, MUDEI DE ESTADO E DE PROFISSÃO. CASEI E ME TORNEI PAI. àS VEzES TEMOS MEDO DAS INCERTEzAS, DA INSTABILIDADE, DAS NOVIDADES. PRECISAMOS TER A HUMILDADE DE ACEITAR QUE NÃO SABEMOS TUDO, MAS DEVEMOS SEMPRE ENCARAR AS MUDANÇAS COMO UMA QUESTÃO DE ATITUDE: A MELHOR MANEIRA DE LIDAR COM ELAS É SENDO PARTE DA SOLUÇÃO, E NÃO DO PROBLEMA, CONTRIBUINDO PARA QUE AS MUDANÇAS ACONTEÇAM DA MELHOR MANEIRA POSSÍVEL PARA TODOS“. Vinícius Bastiani, coordenador de gestão do conhecimento da Área internacional “CONSEGUI FAzER DUAS MUDANÇAS NA MINHA VIDA QUE PARECIAM IMPOSSÍVEIS: EM 2002, PARAR DE FUMAR, E EM 2012, EMAGRECER. UMA LEVOU à OUTRA. QUANDO PAREI DE FUMAR, GANHEI MAIS DE 20 QUILOS. POR MAIS DE NOVE ANOS CONVIVI COM O MEU AUMENTO DE PESO, ATÉ QUE, EM 2011, UM EXAME DETECTOU UMA ESTEATOSE HEPáTICA LEVE, OU SEJA, GORDURA NO FÍGADO. SE EU NÃO PERDESSE PESO, O PROBLEMA SE AGRAVARIA. FOI UMA GUINADA DE VIDA. ESTOU HOJE COM EXATOS 20,6 QUILOS A MENOS. DURMO BEM MELHOR, TENHO MAIS DISPOSIÇÃO PARA TUDO. SOU MAIS FELIz. regina maria gartz de vasconcellos, técnica de Administração e controle da transpetro no terminal de são Francisco do sul (sc) 173 Revista Petrobras | 7 mudança IDENTIDADE CORPORATIVA — dialogar, integrar, cada vez melhor — Os profissionais de comunicação douglas Malentaqui e tiago pereira: padronização visual, verbal e sonora a serviço da marca 8 | Revista Revista Petrobras petrobras173 173 comunicar cResciMeNtO dA petROBRAs e NOvO peRFiL dA FORÇA de tRABALHO iMpÕeM iNOvAÇÕes e desAFiOs À cOMuNicAÇÃO uma marca e muitos atributos cOM Os pÚBLicOs de iNteResse A comunicação na Petrobras facilmente reconhecida por todos. Assim está fluindo pelo caminho do nasceu o projeto Sistema de Identidade, diálogo e da inclusão. A con- Visual, Verbal e Sonora da Petrobras (IDE), tagem regressiva para os 60 dedicado à criação de um conjunto de ele- anos da companhia, que se- mentos que identifiquem a marca e pos- rão comemorados em outubro, marca um sam ser usados de maneira estruturada e tempo de transformações na maneira de flexível em todos os tipos de comunicação a empresa se expressar diante dos seus do Sistema Petrobras. empresa de energia Responsável competente Atuação global públicos, interna e externamente. A ne- “Havia também uma demanda das ge- cessidade de mudar foi mostrada por pes- rências de Comunicação das áreas e unida- compromisso com quisas – em especial, por um diagnóstico des por uniformidade e identidade naqui- o desenvolvimento das expectativas dos empregados a res- lo que passamos para os nossos públicos, sustentável peito do tema. dentro e fora da companhia”, conta o pro- Na Comunicação Institucional, o dia a dia da Gerência de Imagem Corporativa e fissional de comunicação Douglas Yakabe Malentaqui. Marcas já indicava a importância de fortalecermos a marca Petrobras como a úni- Origem brasileira força da marca ca a ser utilizada em toda a companhia. Desde o início de 2012, novos con- Outro imperativo: valorizar os atributos da ceitos de identidade visual, verbal e so- nossa marca, dando-lhe uma identidade nora vêm sendo desenvolvidos por um foto: ROGÉRIO REIS Operações integradas Rentável inovadora 173 Revista Petrobras | 9 mudança IDENTIDADE CORPORATIVA — Na Comunicação Institucional, o dia a dia da Gerência de Imagem Corporativa e Marcas já indicava a importância de fortalecermos a marca Petrobras como a única a ser utilizada em toda a companhia grupo de trabalho formado por represen- tra inovação é a criação de uma tipografia tantes das gerências da Comunicação Ins- exclusiva. Esta letra de uso exclusivo da titucional e gerências de Comunicação de companhia – a Petrobras Sans – está estre- áreas e subsidiárias, em parceria com uma ando nesta edição da revista e em outros empresa contratada. Na base de tudo es- produtos de comunicação, assim como o tão os atributos da marca Petrobras. novo elemento gráfico. “A divisão entre visual, verbal e sonoro foi só uma maneira de organizar o traba- tom petrobras lho. As três vertentes se completam na Para a identidade verbal, há orienta- construção da identidade da marca”, ex- ções de forma e conteúdo, que também plica Tiago Correa de Araújo Pereira, cole- serão aplicadas em toda a comunicação da ga de gerência de Douglas. empresa. O objetivo é estabelecer as ca- A identidade visual vai incluir novas re- racterísticas de um discurso único da Pe- gras de aplicação da marca Petrobras e a trobras – o chamado tom de voz – e as criação de um elemento gráfico corporati- mensagens-chave que devem ser trans- vo – um polígono que deve estar presente mitidas aos diversos públicos, além de pa- nas peças de comunicação do Sistema Pe- drões de redação e estilo. trobras. Também foram estabelecidos uma No campo dos sons, a identidade se paleta de cores para essas peças e critérios traduz em uma “marca sonora” – um som para a escolha de imagens ilustrativas. Ou- característico da empresa, uma “assinatu- Refinando a comunicação o processo de crescimento da petrobras e a mudança do perfil dos empregados, com o ingresso mais direta, mais próxima, mais focada nas pessoas, com espaço para interação. de milhares de trabalhadores nos concursos recen- cada projeto tem um foco: comunicação da es- tes, vinham exigindo uma maneira diferente de fa- tratégia da petrobras; comunicação dos valores da zer a comunicação interna. mais da metade dos em- companhia; comunicação entre líderes e equipes; re- pregados tem menos de dez anos de empresa. um lacionamento e diálogo entre os integrantes da força extenso diagnóstico, por meio de uma série de pes- de trabalho; veículos, campanhas e eventos internos; quisas e reuniões com grupos de foco de diversas e comemoração dos 60 anos. a campanha do aniver- áreas e unidades, gerou elementos que vão orientar sário começou a ser vista em janeiro e se estende até toda a comunicação interna daqui para a frente. a outubro. os demais projetos, em andamento, serão expectativa é de mais diálogo, agilidade, transpa- entregues ao longo do ano e em 2014. rência e participação. o plano é uma parceria da comunicação institu- para conciliar os anseios do público interno com cional e do rH com todas as áreas, levando em conta as necessidades da companhia, seis projetos foram suas especificidades, rumo a uma comunicação inter- elaborados, com envolvimento de integrantes das na mais aberta e mais inclusiva, que gere vínculos e gerências de comunicação de todas as áreas. o ob- leve ao engajamento. estamos preparando a comuni- jetivo comum é pôr em prática uma comunicação cação interna para o futuro da petrobras. 10 | Revista petrobras 173 3. CORES — 3.1 — Introdução cores principais As cores do sistema são classificadas em três grupos: principal, de apoio e especial. verde Petrobras amarelo Petrobr azul Petrobras branco cores principais cores de apoio cores especiais São as cores que devem ser predominantes nos layouts. Têm o papel de ampliar as possibilidades de criação de materiais, desde que em combinação com as cores principais. De uso restrito, conforme especificado no item 3.4. cores de apoio verde água Petro verde claro Petro amarelo claro Pe laranja Petrobra cinza claro Petro O VE EL RD AR ES AM cinza escuro Pet S azul escuro Petro azul claro Petrob verde fluorescen prata Petrobras N S EU UI TR AZ O S cores especiais ÍNDICE ra” a ser sempre reconhecida pela audição. A identidade sonora traz ainda orientações para locuções e elaboração de trilhas sonoras, incluídas as usadas em comerciais de tevê e em gravações para a espera nas chamadas telefônicas. Todas as definições derivadas do projeto serão reunidas em quatro manuais, que estarão concluídos até junho e fica- PORTAL PETROBRAS UTILIZE SEMPRE ARQUIVOS ORIGINAIS Modernos e dinâmicos, os elementos gráficos da nova identidade visual, assim como os tons da paleta de cores, já acompanham a marca petrobras em várias de nossas peças de comunicação, como o blog Fatos e dados rão disponíveis no site da Petrobras na Internet. “Além da Revista Petrobras, o blog Fatos e Dados, o perfil da Petrobras no Facebook e a campanha dos 60 anos já estão usando a identidade visual, a parte do trabalho que está mais adiantada”, informa Douglas. 173 Revista Petrobras | 11 Em caso de dúvida, cons ›› canalmarca@petrob mudança MOBILIDADE — sempre de prontidão — pOR iNiciAtivA pRópRiA Ou NecessidAde dA petROBRAs, MuitOs de NOssOs petROLeiROs ROdARAM O BRAsiL e O MuNdO, gANHARAM MAis expeRiêNciA e dispOsiÇÃO pARA MudAR OutRA vez “M inha vida é andar por esse em Aracaju, Belo Horizonte, Curitiba, Ma- Junto com os sotaques, costumes e di- país, pra ver se um dia des- ceió, Niterói (RJ), Rio de Janeiro, Santos (SP) reções aprendidos em cada cidade, as mu- canso feliz...” Os versos do e São Bernardo do Campo (SP). Na vida de danças de setor e as relações com os colegas xote “Vida de viajante”, gran- seminômade, ganhou companhia a partir também exigem uma boa capacidade de de sucesso de Luiz Gonzaga de 1984, quando se casou com Isabel, com adaptação. “O que é que a companhia espera nos anos 1950 (parceria com Hervé Cordo- quem teve três filhos: o belo-horizontino de nós, seja qual for nosso endereço? Resul- vil), são inspirados nas andanças do pró- Rafael, a santista Luísa e o curitibano Lucas. tado. Para isso, é preciso entender o jeito das prio Rei do Baião. No entanto, poderiam “Dos meus filhos, o que mais viveu as pessoas, ser entendido, estar apto a partici- muito bem ter sido criados em pleno sécu- mudanças foi o mais velho, que quando par daquele universo”, explica o gerente-ge- lo XXI, como uma crônica que retratasse o aprendeu a falar – em Aracaju – me chamava ral de SMS da ETM-Corp. “Sempre que che- dia a dia de muitos de nossos empregados. de ‘paínho’, depois em BH passou a usar gamos a uma cidade para ficar, pensamos Afinal, para os petroleiros, o conceito de ‘uai’, ‘sô’ e ‘trem’, e em Curitiba virou ‘piá’”, que ela vai ser o melhor lugar para morar.” mudança muitas vezes significa também recorda Gilson, nascido em 1958 no muni- Na Petrobras desde 1987, Gilson ressal- trocar de endereço. cípio mineiro de Bambuí e desde agosto de ta a importância da família na prontidão pa- Que o diga o gerente-geral de SMS da 2012 residente do Rio de Janeiro, para onde ra mudanças. “Acabei vivendo muito no am- área de Engenharia, Tecnologia e Materiais se mudou antes da família, que só desem- biente da companhia, numa rotina intensa Corporativo (ETM-Corp) da Petrobras, Gil- barca neste início de 2013. “A família tal- de casa-trabalho, trabalho-casa. Uma dinâ- son Campos, que em seus 33 anos de vida vez saia um pouco sacrificada, mas, por ou- mica que fez crescer para mim a importância profissional fez as malas e mudou de ci- tro lado, ganha uma bagagem cultural e do meu núcleo familiar – o suporte que não dade 15 vezes. Entre idas e vindas, morou uma capacidade de adaptação imensas.” muda no meio de tantas mudanças.” 12 | Revista Petrobras 173 “Sempre que chegamos a uma cidade para ficar, pensamos que ela vai ser o melhor lugar para morar” gilson campos, gerente-geral de SMS da área de Engenharia, Tecnologia e Materiais Corporativo (ETM-Corp) Quem concorda é o gerente-geral da Petrobras Bolívia, Erick Portela, que ainda se adapta à condição de habitante de Santa Confira o áudio com gilson Campos contando suas mudanças em nossa edição digital Cruz de la Sierra, onde foi morar com a família no último mês de agosto. E foi justamente na esposa, Renata, e nos filhos gêmeos Carolina e Bernardo que ele pensou assim que recebeu o convite para se transferir para a cidade mais populosa da Bolívia. “Eles são meu ‘conselho administrativo doméstico’, que consultei antes de dar a resposta positiva”, diz Erick, que se preocupou com todos os detalhes que favorecessem a adaptação, como levar objetos da casa carioca para forrar a residência boliviana, “dando aquele cheiro de casa”. Erick Portela ingressou na Petrobras em 1998. Sempre envolvido na área de gás, sua trajetória esteve constantemente ligada à Bolívia, para onde viajou com foto: ROGÉRIO REIS Os vários crachás que gilson usou ao longo de sua vida, emoldurados como relíquias: história e orgulho de ser petrobras mudança MOBILIDADE — frequência nesses 14 anos de companhia. “O país não era novidade para mim, mas uma coisa é você fazer três reuniões e ir embora. Outra é se mudar com sua família, colocar os filhos na escola, opções de lazer”, explica o gerente, que foi aos livros estudar sobre a condição de expatriado antes de seguir para Santa Cruz. “Há uma curva as andanças do petroleiro gilson campos 1979 como empregado da techint, trabalha na ampliação da Regap, em Betim (Mg). No segundo semestre de 1983 e no primeiro de 1984, divi- de adaptação que se assemelha a um U de de-se entre os estudos em Belo Horizonte e a cabeça para baixo: o expatriado primeiro moradia e o trabalho no Rio de Janeiro. identifica o que piorou em sua vida e só aos poucos vai assimilando o que há de bom. No mesmo ano, vai morar no Rio para traba- Quando está se sentindo local, muitas ve- lhar na instalação em alto-mar da plataforma zes já é hora de voltar ao país de origem”. de pampo, desenvolvida pelo consórcio Men- Entre as referências que ainda vão sen- tech (Mendes Júnior e techint). 1987 volta a morar no Rio, para trabalhar na plata- do assimiladas pela família Portela estão forma semissubmersível de Bicudo. ingres- os bons restaurantes de Santa Cruz, a tele- sa na petrobras. fonia com discagem por pulso, a Internet 4G e a paixão dos habitantes locais pela vai trabalhar embarcado na plataforma de ca- década de 1980 – tanto na idolatria por ção, no espírito santo, e volta a morar em Belo astros pop como Madonna e Michael Jack- Horizonte durante um ano e meio. son quanto no vestuário. “Sunga no clube, nem pensar. Só usam bermudão de náilon, e passei a usar também, pois o expatriado deve entender esses traços culturais locais e assimilá-los na medida do possível. Só não vou mascar coca, pois não gosto nem de pensar em ficar com aquele bagaço de folha dentro da boca”, revela o gerente. Do ponto de vista profissional, Erick Portela se encheu de orgulho com o convite para mudar de país. “A Petrobras, quando 1985 1988 Muda-se para santos (sp), a fim de traba- volta a morar em Aracaju, para trabalhar nas lhar nas obras de modernização da Refina- plataformas pcM10 e pcM11. ria de cubatão. volta para o Rio, indo trabalhar na jaqueta do campo de vermelho. 1989 Faz as malas e vai para Maceió, onde trabalha no etenoduto camaçari-salgema. 1986 escolhe você para ser expatriado, na verda- Ainda pela techint, muda-se para Aracaju, de está entendendo que você pode repre- para trabalhar na estação de compressão de sentar bem a empresa. Para o profissional, Atalaia. Faz concurso para a petrobras. significa ter uma confiança grande da companhia. Você é um diplomata da companhia em outro país”, define Erick, que tem ternando entre as zonas de conforto e des- 39 anos e é natural de Volta Redonda (RJ). conforto, ela faz com que todos estejam Para ele, a oportunidade dada aos empre- prontos para mudar, para dizer não à aco- gados acaba se espelhando na própria modação. No fim das contas, o petroleiro Petrobras. “Ao nos proporcionar essa pos- transforma a Petrobras numa empresa que sibilidade de enfrentar novos desafios, al- se transforma.” 14 | Revista Petrobras 173 Confira o áudio com as impressões de viagem de Erick Portela, gerente-geral da Petrobras Bolívia, em nossa edição digital fotos: aNdRé motta dE souza | gERaldo falCão/ baNCo dE imagENs pEtRobRas 1999 vai trabalhar na Refinaria de capuava (sp). Mora em são Bernardo do campo (sp), mas a família fica em curitiba. 1991 Retorna a BH para trabalhar na construção 2000 da unidade de coqueamento retardado da em julho, muda-se com a família para o Rio, Regap. onde atua na contratação da unidade de hidrotratamento de diesel da Reduc. 1995 em outubro, volta a trabalhar em Belo Hori- volta para santos, indo trabalhar na unidade zonte, na unidade de hidrotratamento de de hidrotratamento de diesel da Refinaria diesel da Regap. em janeiro de 2001, toda a de cubatão, onde chega à sua primeira fun- família se transfere para a capital mineira. ção gerencial: chefe de setor. 1998 2012 desembarca em agosto para mais uma tem- embarca para curitiba e passa a trabalhar porada carioca. gilson aguarda a chegada da no trecho sul do gasoduto Bolívia-Brasil família neste início de 2013. (gasbol). 173 Revista Petrobras | 15 mudança CUSTOS — menos gastos, mais investimentos — PROGRAMA DE OTIMIZAÇÃO DE CUSTOS OPERACIONAIS (PROCOP) PÕE EM FOCO A CULTURA de gestÃO e A pARticipAÇÃO de tOdOs NA RAciONALizAÇÃO de RecuRsOs O 16 | Revista Petrobras 173 ano de 2013 está começan- te do Plano de Negócios e Gestão (PNG) do com uma das mais abran- 2012-2016; no plano operacional, elevar a gentes mudanças já vividas produtividade de nossas atividades a par- pela Petrobras. Estamos pon- tir de benchmarks internos e externos; e do em prática, desde janeiro, no plano organizacional, como programa o Programa de Otimização de Custos Ope- estruturante dentro do PNG, reforçar um racionais (Procop), que busca identificar modelo de gestão voltado para a eficiên- oportunidades de redução de custos com cia em custos. impacto relevante e contínuo nas opera- Com metas claramente definidas, o ções da companhia. Trata-se de um reforço Procop pretende envolver toda a compa- da cultura de gestão muito mais profundo nhia em um esforço coletivo para racio- do que metas e números fazem supor. No nalizar custos com o intuito de gerar cai- anúncio do plano à força de trabalho, no xa para os investimentos previstos no PNG ano passado, a presidente Graça Foster 2012-2016. O mais importante, contudo, explicou que a medida visa a alcançar três é justamente a participação de todos nós, objetivos principais: no plano financeiro, pois o objetivo é aumentar o foco na cultura aumentar a geração de caixa no horizon- de gestão, tanto nas mais simples opefoto: AGêNCIA PETROBRAS rações da companhia quanto nas mais complexas. Em 19 de dezembro foram divul- aumento da produtividade nas operações gadas as metas de redução de custos do Procop, e uma cifra chamou a atenção: algumas iniciativas apresentadas pelo procop R$ 32 bilhões. Este é o montante que se pode economizar no período 2013-2016. exploração e produção É aí que entra o empenho de cada um, e, Redução do consumo de combustíveis nos equipamentos como uma reação em cadeia, se constrói a de produção offshore. força coletiva para que o plano seja um su- Redução do custo anual de intervenção por poço terrestre. cesso. Não vai ser fácil, mas na Petrobras Aumento do fator de utilização das unidades de processamento estamos acostumados a superar desafios, de gás natural. não é mesmo? Redução do número de embarcações por unidade marítima atendida. O programa partiu de um escopo que inclui as atividades de Exploração e Pro- Aumento dos dias produtivos das sondas para manutenção de poços (workover). dução, Abastecimento e Gás e Energia no Brasil, abrangendo também a logística ope- abastecimento rada pela subsidiária Transpetro. Com ba- Aumento da eficiência do custo de manutenção de rotina e de se nesse escopo, foram identificadas 39 paradas programadas em Refino. oportunidades de otimização nos proces- Redução do consumo específico de químicos nas refinarias. sos produtivos e de suporte, envolvendo Redução da produção de resíduos, diminuindo o reprocessamento custos de R$ 43 bilhões. Esse montante no Refino. representa 70% do total dos gastos geren- Redução do número de horas em excesso de estadia nos portos. ciáveis em 2011 (R$ 63 bilhões). Os res- Melhoria da eficiência do uso da frota marítima. tantes R$ 20 bilhões não alcançados pe- Otimização da programação das entregas de produtos, reduzindo lo Procop dizem respeito a atividades de custos logísticos. Pesquisa e Desenvolvimento, Engenharia, Exploração, Comunicação, Responsabilida- transporte de Social, área Financeira e processos de Redução dos custos de manutenção pela otimização gestão. As 39 oportunidades foram des- e padronização das intervenções de rotina nos terminais, oleodutos, dobradas em 515 iniciativas de otimização gasodutos e tanques. de custos, cada uma com um plano de trabalho detalhado. Cada diretor é responsável direto pelas gás e energia Redução do consumo específico de gás natural no processo metas de otimização de custos. E estas são de produção de amônia. monitoradas mensalmente pela Diretoria centralização de compras e compartilhamento de estoques entre Executiva colegiada, que as encaminha a as fábricas de fertilizantes. cada três meses ao Conselho de Administração. Como um dos vários programas demais processos de suporte às operações estruturantes do PNG 2012-2016, criados Redução dos custos por usuário de tecnologia da informação para que os investimentos aconteçam, o e telecomunicações. Procop será estendido também, este ano, Redução dos gastos prediais, de viagens e de transporte terrestre. ao Cenpes, à Petrobras Distribuidora, à Petrobras Biocombustível, à Liquigás e à Gás Brasiliano. Todos participam desse processo – e ele será mais rico na medida do envolvimento de cada um de nós. Clique e saiba mais sobre o Procop na apresentação da presidente Graça Foster, no Portal Petrobras 173 Revista Petrobras | 17 mudança INTEGRAÇÃO — o valor de cada geração — tROcA de expeRiêNciAs eNtRe veteRANOs e JOveNs petROLeiROs, Que iNgRessAM eM NÚMeRO cAdA vez MAiOR NA cOMpANHiA, É iNceNtivAdA eM pROgRAMAs cOMO O MeNtOR petROBRAs D ourado e reluzente, o broche trabalho. ”Esse convívio com os mais expe- mais parece uma medalha. rientes nos dá muita segurança.” No meio, brilha a logomar- Além da convivência com os vetera- ca da Petrobras, sob quatro nos da Gerência de Recursos Humanos pedras verdes, de esmeral- da UO-Rio, onde trabalha, e de conversas da brasileira. “Cada uma representa uma como essa com Guilherme (marcada es- década de serviços prestados”, contabiliza pecialmente para esta matéria da Revista o técnico de operação da UO-Rio Guilher- Petrobras), Rafael ouve algumas histórias me Santa Brígida, 66 anos de idade, 41 na da companhia também por meio de pro- companhia e muitas histórias para contar. jetos como o Mentor – iniciativa da Petro- “Sou do tempo em que as informações so- bras em que, presencial ou virtualmente, bre o poço eram passadas por rádio VHF, os mais experientes compartilham seu co- por um sujeito que ficava horas de plantão nhecimento com os mais novos. na boca do poço”, recorda Guilherme, expli- Programas como o Mentor Petrobras cando que hoje a transmissão é informati- têm o desafio de aproximar essas realida- zada. “Era como um índio batendo tambor des tão distintas e também reforçar os para se comunicar com outra tribo!” nossos valores junto aos mais jovens. Para Boquiaberto, o jovem Rafael Moreira de atingir o alvo, o projeto trabalha em cima Araujo – técnico de administração e contro- de dados como os obtidos na pesquisa le, de 23 anos, desde agosto de 2011 na geração Y, realizada no fim de 2010 como Petrobras – ouve as histórias do veterano uma radiografia desses jovens que, a cada No detalhe, o broche dourado que guilherme (ao lado, de pé) exibe com o mesmo orgulho que sente ao passar sua experiência a jovens como Marina e Rafael com admiração. ”É quase inacreditável o quanto foi feito na geração dele sem os recursos tecnológicos disponíveis hoje”, exclama Rafael, cuja troca de experiências com Guilherme é um bom exemplo do contexto atual da Petrobras, onde experientes e recém-admitidos interagem no ambiente de 18 | Revista Petrobras 173 “Eles são muito mais bem preparados hoje do que eu fui na época da minha admissão” Guilherme Santa Brígida, 66 anos, 41 anos de Petrobras fotos: PEDRO PAULO MALTA concurso, são mais numerosos na Petro- após dar baixa do Exército. “Foi na caserna bras e que vêm mudando o perfil do em- que aprendi os valores mais fundamentais pregado. Respondida por 6.124 profissio- aqui dentro: o senso de responsabilidade e nais nascidos a partir de 1980, a pesquisa a importância do trabalho em equipe.” revelou que se trata de uma geração orgu- Colega de Rafael na Gerência de RH, lhosa da companhia, que tem bom rela- Marina Carvalho de Vasconcelos é outra cionamento com colegas de outras faixas profissional recém-admitida (em outubro etárias e cuja dedicação à Petrobras cres- de 2011) a reconhecer o esforço da geração ce proporcionalmente aos investimentos da de Guilherme. “Sinto a responsabilidade de companhia em suas carreiras. manter esse trabalho, que é feito há tanto “Eles são muito mais bem preparados tempo, tão bem, e superando tantos desa- hoje do que eu fui na época da minha ad- fios”, conta marina, de 33 anos. “quando eu missão”, afirma guilherme santa brígida, estiver com o tempo de serviço dele na que ingressou na companhia como auxiliar companhia e chegar a hora de eu ter um de escritório, em concurso realizado logo broche desses, vai ser um orgulho e tanto.” Quer saber mais sobre o Programa Mentor? nossa gente idade pessoas até 25 anos 3.109 de 26 a 30 anos 8.766 de 31 a 35 anos 9.631 de 36 a 40 anos 6.074 de 41 a 45 anos 4.932 de 46 a 50 anos 10.320 de 51 a 55 anos 11.273 de 56 a 60 anos 5.934 de 61 anos em diante 1.882 total geral 61.921 Fonte: RH, dezembro de 2012 Clique e confira o vídeo com um bate-papo entre o veterano Guilherme e os novatos Rafael e Marina Rafael e Guilherme Guilherme e Marina 173 Revista Petrobras | 19 mudança ECOEFICIêNCIA — 20 | Revista Petrobras 173 D a concepção ao funcionamento, passando pelo projeto e pela obra, os novos prédios da Petrobras são referência em responsabilidade ambiental para a construção civil no país, mostrando como o compromisso com a sustentabilidade é parte integrante do nosso negócio. O foco nas edificações é a ecoeficiência, que se traduz no uso racional de água e energia, e na geração mínima de efluentes e resíduos sólidos, numa combinação de excelência operacional e redução de impactos sobre o meio ambiente, em nome de um futuro sustentável para as novas gerações. Reúso da água, captação da chuva, aproveitamento da luz e da energia solar, adoção de materiais e processos especiais que potencializam a utilização dos recursos naturais estão entre as práticas do nosso novo modo de construir. Provas dessa mudança, que incorpora tecnologias de ponta, são prédios como a expansão do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), projetado pelo arquiteto Siegbert zanettini, na Ilha do Fundão, no Rio, e, na capital capixaba, o Edifício Vitória, projeto do arquiteto Sidonio Porto, que é a sede da companhia no Espírito Santo. Para erguer prédios sustentáveis e inteligentes, a Engenharia da Petrobras segue princípios e conceitos com reconhecimento global. Entre eles, os da certificação norte-americana Leed (Liderança em Energia e Design Ambiental), conferida a construções ecologicamente corretas. exemplo do cenpes A expansão do Cenpes é exemplo de como a adoção dos princípios de sustentabilidade desde a fase de projeto pode resultar em ganhos ambientais e econômicos. O conjunto de prédios, entregue em 173 Revista Petrobras | 21 mudança ECOEFICIêNCIA — A expansão do cenpes (fotos acima e abaixo) ganhou em 2011 o prêmio nacional de obra pública sustentável, que considera critérios como a concepção e a construção 22 | Revista Petrobras 173 outubro de 2010, ampliou para 300 mil pejos das torres de refrigeração do sistema metros quadrados o complexo tecnológico de ar-condicionado. da companhia – um dos maiores do mundo Graças à gestão ecoeficiente dos re- em pesquisa aplicada. Na operação das cursos hídricos, a água reaproveitada após instalações, que reúnem 23 edificações pa- o tratamento dos efluentes soma-se a da ra 66 laboratórios, o destaque é a gestão chuva. Ela é coletada em cinco das seis cis- ecoeficiente da água, com previsão de eco- ternas subterrâneas da expansão e utili- nomia de 600 milhões de litros anuais. zada nas bacias sanitárias e na irrigação das Pela concepção, projeto, construção e áreas verdes, contribuindo para a economia funcionamento, a expansão ganhou, em no consumo de água da Companhia Es- 2011, o prêmio nacional de obra pública tadual de águas e Esgotos (Cedae). A água sustentável, concedido pela organização potável adquirida da concessionária é des- não governamental Green Building Coun- tinada a: pias dos banheiros, dependências cil Brasil (GBC Brasil), que incentiva a in- ligadas à alimentação, bebedouros, parte dústria ecoeficiente. Operado pela Regio- das torres de refrigeração, laboratórios e nal Baía de Guanabara (RBG) dos Serviços plantas de teste. Compartilhados, o conjunto de prédios Quando as novas instalações do Cenpes teve ativada em julho a Estação de Trata- chegarem ao pico de atividades previsto mento e Reúso de águas (Etra), que re- pela Petrobras, a Etra vai tratar 72 mil litros cebe também os esgotos sanitários, quí- de efluentes por hora – 35 mil de origem micos e oleosos da antiga instalação do sanitária; 10 mil, oleosa; e 27 mil litros da Cenpes, do outro lado da Avenida Horácio água utilizada nas torres de resfriamen- de Macedo, na Ilha do Fundão. to, dos quais cinco mil litros serão descar- A estação de tratamento, em fase de tados sob a forma de concentrados sali- pré-operação, proporciona o reúso de gran- nos. No processamento desses efluentes, de quantidade de água das novas instala- a Etra terá tratado 67 mil litros de água, ções – uma economia que chegará a R$ 12 bombeados para reúso nas torres do siste- milhões por ano, quando a Etra estiver a ma de refrigeração. todo o vapor. Além dos efluentes de banhei- Mesmo sem ter entrado em força máxi- ros, cozinhas, copas, laboratórios e plan- ma, as novas instalações já rendem ganhos tas piloto, a estação processa todos os des- em ecoeficiência no uso da água. “Tudo defotos: aNdRé motta dE souza / baNCo dE imagENs pEtRobRas pende do nível de ocupação dos prédios e de os laboratórios estarem em plena carga, mas, mesmo sem termos chegado ainda à vazão de projeto, já economizamos milhões em água nestes primeiros meses”, afirma a coordenadora de Recursos Hídricos e Resíduos da Gerência de Operações de Utilidades da RBG, a engenheira química Taísis Bloomfield. A expansão, onde tra- A principal característica do prédio da Universidade Petrobras é a economia de energia com o uso da luz solar, que se irradia pelo átrio por uma claraboia de 900 metros quadrados balham cerca de duas mil pessoas, deverá abrigar o dobro à medida que forem sendo cido pelos ganhos de circulação de ar e abertos novos laboratórios. integração com o ambiente. Na fase de operação assistida da es- Os desafios começaram antes mesmo tação de tratamento, destinada a ajus- da construção. “O maior desafio foi cons- tes técnicos, um dos focos de atenção é truir um prédio desse porte em uma área o desenvolvimento da cultura de micro- residencial, especialmente na fase de des- -organismos que atuam no tratamento monte de rocha – foram 102 mil metros dos efluentes sanitários. Os efluentes ole- cúbicos de rocha desmontada com explo- osos são tratados pelo processo físico- sões controladas, sem que fosse registra- -químico de osmose reversa e os das tor- do nenhum incidente relevante”, lembra res, pelo de desmineralização. Celso Araripe D’Oliveira, gerente da Unida- A ecoeficiência na gestão dos recursos hídricos fez do Cenpes uma referência em de de Implementação de Empreendimentos de Cabiúnas. tecnologia ambiental. O desempenho do sistema é acompanhado de perto pelo Ins- energia solar no rio tituto Estadual do Ambiente (Inea) e visita- Outro exemplo de construção é o Edi- do com frequência por pesquisadores e fício Cidade Nova, a sede da Universidade universitários ligados à área. Petrobras, no centro carioca. Uma de suas marcas é a economia de energia graças ao Harmonia capixaba uso intensivo da luz solar, que se irradia A sede da Petrobras no Espírito San- pelo átrio por uma claraboia de 900 me- to, inaugurada em 2011 na capital do esta- tros quadrados. Também usamos cada vez do, incorpora todos os conceitos de sus- mais a energia do sol para aquecer água tentabilidade das modernas construções em nossos prédios, como no edifício-se- inteligentes, caracterizadas pela ecoefi- de (Edise), no coração do Rio, e na sede da ciência na gestão da água e da energia. Petrobras Distribuidora, no bairro do Ma- Agregando soluções desenvolvidas no pro- racanã. Inovações sustentáveis como es- jeto do Cenpes, o Edifício Vitória foi projeta- sas são parte integrante do Centro Em- do com atenção a fatores como a incidência presarial Senado, onde a companhia vai da luz solar e a topografia do terreno, como agrupar atividades espalhadas por outros forma de potencializar as vantagens natu- locais do centro do Rio. O prédio da universidade petrobras, no Rio, impressiona pelo aproveitamento da luz solar rais da área, na Praia do Canto. O prédio, que reuniu diversas atividades da companhia antes espalhadas pela Grande Vitória, ocupa um terço da área Clique e acesse a galeria de fotos da expansão do Cenpes Nas páginas 24 e 25, a seção Forma e Conteúdo mostra em detalhes a nova sede de Vitória verde de 82 mil metros quadrados, favore173 Revista Petrobras | 23 FORMA E CONTEÚDO — ele é sustentável NOssO cONJuNtO de pRÉdiOs eM vitóRiA ApOstA NA eFiciêNciA pARA cOMBAteR O despeRdÍciO 24 | Revista Petrobras 173 fonte: ENgENhaRia/pEtRobRas | fotos: ENgENhaRia/pEtRobRas | ilustração: VaNEssa goNçalVEs/ azul 173 Revista Petrobras | 25 mudança NÓS FAzEMOS PARTE — o timão é delas! — peLA pRiMeiRA vez NA HistóRiA dA MARiNHA MeRcANte dO BRAsiL, duAs MuLHeRes OcupAM As pRiNcipAis FuNÇÕes de cOMANdO eM uM NAviO de gRANde pORte É uma senhora mudança. A comandante Hildelene Lobato Bahia, de 38 anos, e a imediata Vanessa dos Santos Silva, de 30, controlam desde janeiro o timão do Rômulo Almeida, quarto navio do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) da Transpetro sem dispensar os brincos, a sorridente Hildelene vai ocupar pela segunda vez o posto de comando de um navio 26 | Revista Petrobras 173 A imediata Vanessa confia na sensibilidade feminina para facilitar o entendimento com a comandante Hildelene ela enxerga longe “Fiquei muito lisonjeada quando fui convidada a navios como Potengi, Pedreiras, Lindoia e Neusa, sempre assumir essa função, não apenas por estar ao lado de com comandantes homens, e nunca tive problemas de uma comandante mulher, mas por ser um navio novo, relacionamento profissional. Mas estou muito confiante de um projeto grande como o Promef. E também pela nessa nova experiência com a comandante Hildelene. confiança que depositaram em meu trabalho, porque A relação entre mulheres é diferente, acho que natu- sei que a tripulação desse navio foi escolhida a dedo por ralmente temos afinidades de pensamento e no jeito sua competência. Minha família ficou radiante quando de fazer as coisas. Não é uma questão de competência dei a notícia. Sou imediata há três anos, trabalhei em apenas, é de interação, e acho que vai fluir muito bem”. vanessa dos santos silva, imediata a pioneira não perde o pique “Nós participamos do processo de construção do tes só havia homens. Vai ser uma honra trabalhar com navio no Estaleiro Mauá, em Niterói (RJ), e fiquei muito uma imediata mulher, e é também uma novidade para feliz de acompanhar esse projeto desde o nascedouro mim. Já havia trabalhado no Carangola com mulheres junto com a Vanessa. Eu já tinha o orgulho de ter sido a como oficial de náutica, maquinista e até bombeadora. primeira mulher no comando de um navio, o Carangola, A imediata é o braço direito da comandante, e eu me que assumi em 2009 e de onde só saí em setembro pas- dou muito bem com a Vanessa, ela é uma referência sado para acompanhar a fase final de preparo do Rô- profissional para mim. Estar com ela no comando si- mulo Almeida. Foi como desbravar uma fronteira, abrir naliza uma mudança de cultura, o avanço da mão de uma nova porta em um mercado de trabalho onde an- obra feminina em cargos de chefia”. Hildelene lobato bahia, comandante fotos: thElma VidalEs E RENata mEll0/baNCo dE imagENs pEtRobRas 173 Revista Petrobras | 27 mudança PRÉDIOS mudança NOVOS AMBIENTE DE TRABALHO — — um novo jeito um modo sustentável — de construir — cristina Bentz em seu “escritório” ao ar livre no cenpes: tendência mundial 28 | Revista Petrobras 173 fotos: João l. aNJos/ aNgulaR/ BANCO DE IMAGENS PETROBRAS de fazer REUNIÕES EM JARDIM SUSPENSO, TROCA DE INFORMAÇÕES COM CLIENTES POR MEIO DE FERRAMENTA DIGITAL E MUITA ColaboRação Em REdE – Já pERCEbEu Como o muNdo DO TRABALHO VEM MUDANDO? H á um ano, a gerente de Im- nossa força de trabalho. “Estamos tra- plementação de Soluções em zendo para dentro da corporação o que o Tecnologias (IST II), da área de mundo nos impulsiona, sempre garantin- Tecnologia da Informação e do a segurança da informação. As manei- Telecomunicações (TIC), Mar- ras de trabalhar estão mudando, e a com- tha Gomes, fez um único pedido aos seus panhia está despertando para isso”, atesta oito coordenadores: inovação. A resposta Martha, acrescentando que existem 166 que obteve foi uma nova forma de traba- wikis em produção. Estes grupos de toda a lho entre estes profissionais e seus clien- companhia se comunicam e constroem co- tes dentro da companhia, com a utilização nhecimento colaborativamente, democra- da ferramenta wiki, de compartilhamento tizando e compartilhando a informação. de informações. A partir dali, eles foram desenvolvendo uma comunicação mais ágil colaboração em rede “As maneiras de trabalhar estão mudando, e a companhia está despertando para isso” martha gomes, gerente de Implementação de Soluções e colaborativa, permitindo mais rapidez e Uma comunicação mais participativa, hu- maior facilidade para a documentação dos mana e transparente. Com essa tríade, que de Tecnologia da Informação projetos desenvolvidos. Em pouco tempo, direciona a nova comunicação da compa- e Telecomunicações (TIC) glossários de termos que aparecem em re- nhia, está sendo desenvolvido o piloto de latórios, e são construídos por clientes e pe- uma rede voltada para a colaboração e para la TIC nos wikis, também foram integrados o compartilhamento, destinada a aperfei- à ferramenta. çoar o trabalho e estreitar o relacionamen- Este movimento de mudança, de busca to dos integrantes de nossa força de traba- por novos modelos de trabalho, ocorreu lho. A rede é subprojeto do Comunicação em diferentes áreas da Petrobras e cada Interna 2.0, um dos seis projetos estratégi- vez estará mais presente no dia a dia da cos do Plano Integrado de Comunicação fotos: RogéRio REis/ baNCo dE imagENs pEtRobRas em Tecnologias (IST II), da área Clique e confira o vídeo com o depoimento de Cristina Bentz 173 Revista Petrobras | 29 mudança AMBIENTE DE TRABALHO — Rede de colaboração 1.300 pessoas, essa rede, ainda sem nome definitivo, deverá estar disponível este “O objetivo é pôr as pessoas em rede para dialogar, falar e serem ouvidas, para que possamos trabalhar de forma mais integrada” consuelo sánchez, líder do grupo de trabalho da rede colaborativa 30 | Revista Petrobras 173 com o Público Interno (PIC Interno), im- ano para 135 mil integrantes da força de plementado pela Comunicação Institucio- trabalho que têm chave e senha. Trata-se nal e pelo RH. Para pôr a rede no ar, junta- de um ambiente sem pré-moderação, ram-se a eles três áreas da TIC – Agilidade, mas com utilização sujeita ao Código de Arquitetura e Desenvolvimento –, no gru- Ética da companhia. po de trabalho que conta ainda com repre- “Durante o projeto-piloto, não houve sentantes da Comunicação de E&P, Abas- nenhum exemplo de mau uso ou posta- tecimento, Gás e Energia e Engenharia. gens de conteúdo inapropriado, e per- Além de perfil para atualização de status e cebemos que 70% das comunidades são reunião de dados profissionais e pesso- relacionadas ao trabalho”, conta Consue- ais, a rede engloba comunidades, blogs, lo. A rede será um instrumento comple- fóruns e a ferramenta wiki. mentar ao portal da companhia. Nela, as “O objetivo é pôr as pessoas em rede informações do portal poderão ser com- para dialogar, falar e serem ouvidas, para partilhadas, “curtidas” e disseminadas. “A que possamos trabalhar de forma mais in- rede permite agilidade, facilidade e pron- tegrada”, conceitua Consuelo Sánchez, líder tidão. Sua implantação foi um processo do grupo de trabalho. “É um espaço para a longo e difícil, mas gratificante, pois es- troca de ideias das pessoas, e não somen- tamos dando voz ao nosso público”, en- te dos departamentos, estimulando, assim, fatiza Consuelo. novas conexões. É o conhecimento das pessoas fluindo”, acrescenta Leonardo Magela, da TIC, integrante do grupo. Jardim suspenso No novo prédio do Centro de Pesqui- Iniciada como piloto, de setembro a sas e Desenvolvimento Leopoldo Améri- dezembro de 2012, para um público de co Miguez de Mello (Cenpes), um jardim fotos: BANCO DE IMAGENS PETROBRAS WiKi esses dispositivos e pressiona para que as empresas os incorporem em seu dia a suspenso no terceiro andar vem se trans- dia. As pessoas querem ver e-mails, sites, formando em local de trabalho dos mais aplicações, agilizando assim as tomadas concorridos. Arejado, com luz natural e de decisões. Os institutos de pesquisa uma infraestrutura que comporta ponto acreditam que até 2015 haverá uma mu- de rede, wireless e cabeamento, a exten- dança completa nos acessos às informa- sa área tem plantas, flores e mobiliário ções, sendo as tecnologias móveis a fon- em madeira, proporcionando um espa- te principal de consumo de informação”, ço de trabalho agradável. Em atividade na conta Fagner. expansão do Cenpes desde outubro, a Já o projeto do Novo Ambiente de geofísica Cristina Bentz, da Gerência de Trabalho (NAT), coordenado por Heloisa Monitoramento Ambiental, conta que a Salgado, será responsável por trazer, ao utilização do espaço tem tido um aumen- fim de quatro anos, um ambiente digital to gradual e que as reuniões semanais de com interfaces, tendo como grande dife- sua área agora são no jardim. “É uma óti- rencial o foco nas pessoas. “Os instrumen- ma solução. Acredito que esses espaços tos de trabalho serão cada vez mais in- mais arborizados sejam uma tendência tegrados. Uma pessoa poderá entrar na mundial”, avalia. sala falando ao celular e transferir sua li- Identificar e maturar as tendências Jardim ao ar livre no centro de convenções da expansão do cenpes: espaço de convivência gação para o softphone”, diz Heloisa. são ações que a TIC está desenvolvendo Outro objetivo do NAT é criar ferra- nos programas Mobilidade e Novo Am- mentas que diminuam o tempo de espe- biente de Trabalho (NAT). O primeiro, co- ra em alguns processos, dando menos ordenado por Anderson Fagner, segue cliques para fazer as mesmas operações, a tendência any screen, anywhere (qual- identificando as pessoas quando entram quer tela em qualquer lugar) e busca so- em outros prédios da Petrobras e conec- luções para dispositivos móveis rápidas, tando-as à rede automaticamente. “Não simples, seguras e de acordo com as é a tecnologia pela tecnologia. É negócio. necessidades dos diferentes grupos de É preciso focar nas vantagens competiti- usuários. “O mercado passa a consumir vas”, frisa Heloisa. 173 Revista Petrobras | 31 mudança COTIDIANO — leveza e inovação na cozinha — FABRicAdOs cOM MAteRiAL RecicLAdO, Os NOvOs bOTIjÕES DE GáS DE COZINhA (GLP) bUSCAM INOVAR O eNvAse, O tRANspORte e O MANuseiO P resente nos lares de milhões de ção do novo modelo, cujo uso é consagra- brasileiros, o botijão de gás está do em países da Europa e da ásia, além de roupa nova. Além do modelo dos Estados Unidos. O produto está desde tradicional, que todos já conhe- fevereiro de 2012 em fase de testes de cem, agora entra em cena o Lev. mercado em cerca de seis mil residências O nome não poderia ser mais apropriado: nas regiões metropolitanas de Rio de Ja- o novo botijão, feito de polietileno de alta neiro, São Paulo e Porto Alegre, em emba- densidade, é cerca de 20% mais leve que o lagens de cinco e nove quilos. velho e conhecido botijão de aço. 32 | Revista Petrobras 173 Os botijões de material reciclável são Subsidiária da Petrobras, uma das maio- resultado de uma parceria da Liquigás com res distribuidoras de gás liquefeito de pe- a Braskem, a maior petroquímica das Amé- tróleo (GLP) do país e líder no mercado de ricas na produção de resinas termoplás- botijões, a Liquigás aposta na populariza- ticas, e a Amtrol-Alfa, empresa líder munfotos: diVulgação/ liquigás dial na fabricação de botijões e responsável ta em sua superfície. Depois de recolhido Brasil. “Com o Lev, a Liquigás reforça mais pela produção das primeiras amostras do das residências, a exemplo do que ocorre uma vez seu pioneirismo e posicionamen- Lev em Portugal. com o modelo de aço, o Lev é apenas lava- to de empresa inovadora, capaz de ofere- O diretor de GLP Envasado da Liquigás, do. “Gastamos 2,4 milhões de litros de tinta cer variedade de produtos, conveniência e Paolo Ditta, assinala que “o Lev se destina a por ano para pintar os botijões atuais de qualidade aos seus consumidores finais”, todos os consumidores, principalmente os aço”, afirma Ricardo Mendes de Paula. destaca o presidente da Liquigás, Antonio residenciais, com a vantagem de atender A Liquigás importou cerca de seis mil também a públicos específicos, como os unidades do Lev para os testes de merca- proprietários de trailers e embarcações, pa- do, com capacidade para armazenar 5 kg (o ra quem o peso, o material e a dimensão do L-5) e 9 kg (o L-9) de GLP. Os resultados vasilhame fazem diferença”. estão sendo consolidados e farão parte de um relatório sobre a viabilidade do pro- seguro e moderno Rubens Silva Silvino. Clique e assista a um vídeo sobre as vantagens do LEV e sua aplicação no dia a dia dos brasileiros jeto para comercialização do produto no O uso do material reciclável em sua composição torna o Lev mais prático e confortável para manuseio e transporte. Com alças ergonômicas, o novo botijão é reves- beleza e tecnologia tido externamente com uma cobertura rígida de polietileno de alta densidade e tem Mais bonito, com linhas harmônicas e novas cores, o botijão Lev tem revestimento ex- internamente um invólucro de aço reforça- terno de polietileno de alta densidade e reforço interno de fibra de vidro. Ele é 20% do com fibra de vidro. mais leve do que o botijão convencional. A modernidade é acompanhada de segurança: a configuração da sua embalagem foi certificada pela TÜV Rheinland, órgão de inspeção independente acreditado pelo Inmetro. Outra vantagem é que a válvula de acoplamento do Lev é semelhante à do tradicional botijão de 13 quilos, o que permite o uso dos reguladores já existentes no mercado. O meio ambiente agradece a chegada do Lev ao Brasil. Segundo o diretor de Operações e Logística da Liquigás, Ricardo Mendes de Paula, os novos botijões, por serem mais leves, podem reduzir o consumo de diesel da frota de caminhões distribuidores, com diminuição significativa das emissões de dióxido de carbono (CO2) – um dos gases do efeito estufa responsáveis pelo aquecimento global. A longevidade é mais uma vantagem ecológica do Lev. O material reciclável que o reveste é altamente resistente à ação do tempo. Além de durarem mais que os botijões de aço, que são sujeitos à corrosão, os botijões Lev dispensam a aplicação de tin173 Revista Petrobras | 33 mudança GESTÃO INTEGRADA — agilidade e precisão no controle de ativos — cOM iNFORMAÇÕes ceNtRALizAdAs, sisteMAs dA tRANspetRO e dA ÁReA de e&p MudAM A ROtiNA de OpeRAÇÃO de dutOs, pLAtAFORMAs e cAMpOs D uas iniciativas estão mudando forma segura e eficiente às indústrias, ter- o modo de gerir ativos na Pe- melétricas, refinarias, terminais e bases de trobras: o Centro Nacional de distribuição em todo o Brasil. Controle Operacional (CNCO), Criado em 2002, o CNCO vem sendo premissas do giop Aumentar a eficiência de produção Reduzir custos operacionais da Transpetro, e o Gerencia- continuamente ampliado. Atualmente, tem Aumentar o fator de recuperação mento Integrado de Operações (GIOp), da 19 consoles operando 24 horas por dia, Reduzir custos de investimentos área de E&P (Exploração e Produção). A sete dias por semana, utilizando sistemas centralização de informações e a comu- computacionais de última geração e tec- nicação contínua são características co- nologia de ponta em telecomunicação. O alcance de tomada de decisão em tempo muns aos dois projetos. cenário no Centro de Controle é de ficção adequado, por meio do redesenho e da Referência mundial entre os principais científica: um painel de projeção, que pode integração dos processos produtivos, onde núcleos operacionais de transporte du- ser dividido em até 40 telas, permite a vi- se cruzam dados e informações da pro- toviário, o CNCO (foto), localizado na sede são completa das movimentações. dução, e a comunicação é total. Foi uma da Transpetro, no Rio de Janeiro, supervisiona e controla, de forma centralizada, mudança que fez toda a diferença na área Qualificação profissional e se insere na metodologia de gestão por a movimentação de petróleo, derivados, A centralização das operações oferece gás natural e combustíveis alternativos inúmeros benefícios, uma vez que permi- O programa GIOp é uma evolução líquidos, como o álcool, em nossos oleo- te a padronização de procedimentos e de do projeto GeDIg (Gerenciamento Digi- dutos e gasodutos. processos adotada pela Petrobras. rotinas, a supervisão de todo o processo tal Integrado de Campos) e usa as lições São 14 mil quilômetros de dutos, o equi- em um mesmo local e a otimização de re- aprendidas com o antecessor. Quem ex- valente a um terço da circunferência da cursos humanos e de softwares de dia- plica é o coordenador nacional do pro- Terra. Desse total, o CNCO monitora hoje gnóstico de vazamentos. Assim, o CNCO grama, Paulo Roberto Viana: “O GIOp tem 86% da movimentação nacional de petró- detecta mais rapidamente eventuais pro- como objetivo a otimização das opera- leo, derivados e biocombustíveis realiza- blemas na operação, agiliza o fluxo de ções através da atuação integrada de ti- da por oleodutos e 100% das operações de comunicação de emergências e reduz o mes interdisciplinares, ao revisarem seus gasodutos. Do Rio de Janeiro, os técnicos tempo de resposta e o impacto de algu- processos de trabalho operacional, sendo de operação podem interferir no funciona- ma anormalidade. estes últimos suportados por tecnologia mento dos dutos e terminais, ligando e des- Por meio do Programa de Treinamento, ligando bombas, abrindo e fechando vál- que prevê cursos de reciclagem teóricos e Na prática, dentro do programa GIOp já vulas e alterando pontos de operação das em simuladores de dutos, o Centro Ope- funcionam as chamadas ReDIAs (Reunião malhas, além de detectar vazamentos e racional mantém seus empregados quali- Diária dos Ativos), reuniões em que são simular condições operacionais futuras. ficados. “A função do CNCO é acompanhar analisadas as ameaças e as oportunidades, É uma complexa infraestrutura para ga- o crescimento do negócio do Sistema Pe- de modo integrado, pelas diversas discipli- rantir que nossos produtos cheguem de trobras. Temos que nos desenvolver sem- nas, com priorização das atividades que pre a fim de estarmos preparados para serão feitas no curto e no médio prazos. adequada ao uso”. atender a todas as demandas da compa- Não há dúvida de que o sistema GIOp nhia”, afirma o gerente Márcio Manhães, representa um investimento tecnológico da área de Óleo. de grande porte, mas Paulo Roberto Viana faz questão de ressaltar: “O enfoque não é gestão por processos apenas na tecnologia, mas principalmente Na área de E&P, funciona desde 2010 nas pessoas e nos processos. A metodolo- o Gerenciamento Integrado de Operações gia é similar àquela usada nos projetos de (GIOp), metodologia de projeto baseada desenvolvimento da produção, passando na gestão por processos, adotada para o por portões decisórios”. foto: RENATA MELLO 173 Revista Petrobras | 35 mudança BIODIESEL E AGRICULTURA FAMILIAR — bons ventos no campo — 36 | Revista Petrobras 173 pROduÇÃO de giRAssOL NO sudOeste de MiNAs geRAis QuAdRupLicOu eM uM ANO. AtuAÇÃO dA petROBRAs BiOcOMBustÍveL estiMuLOu MudANÇAs NA AgRicuLtuRA FAMiLiAR A s plantações de girassol nos municípios do sudoeste de Mi- campos de girassóis nas Gerais, flor que gera matéria-prima para o Programa de Suprimento Agrícola da Petrobras Biocombustível, cresceram e se multiplicaram. Os bons ventos se mostram não só na beleza dos campos floridos, mas nas expressivas cifras que transformaram a realidade local no curto período de um ano. Entre as safras de 2010/2011 e 2011/2012, a produção quadruplicou: passou de 1.138 para 5.038 toneladas, o que corresponde a 83% da safra projetada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o estado. Isso trouxe melhorias significativas para a vida de dezenas de agricultores familiares, parceiros da Petrobras Biocombustível no negócio. Os resultados são fruto de mudanças na forma de atuar, como explica o gerente do Escritório de Suprimento Agrícola de Montes Claros, Eliseu Cerqueira. “O primeiro diferencial foi a assistência técnica. Nesta safra, três profissionais acompanharam de modo exclusivo os agricultores”, conta. bustível Social, que garante competitivida- grãos pela Petrobras. Com o incentivo ao Cultivado na chamada safrinha (entres- de no mercado de biodiesel e reafirma o plantio do girassol, a companhia vem es- safra do plantio de milho), o girassol é plan- nosso compromisso com o desenvolvimen- truturando a cadeia de produção de olea- tado em março e colhido do fim de junho até to associado à sustentabilidade. ginosas no estado, desde a industrialização dos grãos até a comercialização dos setembro. O plantio é mecanizado. O giras- A mudança do tipo de semente foi ou- sol traz benefícios para o solo, ajudando na tro fator fundamental para o salto na co- sua descompactação e favorecendo os pro- lheita. “Graças à orientação dos técnicos, Desde 2010, todo o diesel comerciali- cessos de irrigação. A garantia da compra de os agricultores apostaram na mudança e zado no Brasil contém uma mistura de 5% grãos, aliada à assistência técnica oferecida optaram por utilizar semente híbrida, que de biodiesel, combustível produzido a partir pela Petrobras Biocombustível, se tornou tem produtividade muito maior que a da de plantas oleaginosas cultivadas no país, um grande atrativo para a agricultura fami- semente comum”, explica Cerqueira. O ge- como soja, algodão, palma, mamona, giras- liar na região. Para a companhia, a parceria rente calcula um incremento na economia sol e canola, bem como de gordura animal contribui para a manutenção do Selo Com- local de R$ 6,9 milhões na aquisição de e óleos residuais de fritura. foto: BANCO DE IMAGENS PETROBRAS derivados, como óleos e tortas. 173 Revista Petrobras | 37 mudança CONCEITO — a era da simplificação — pROJetO pAdRÃO dAs pLAtAFORMAs ‘RepLicANtes’ eNvOLve vÁRiAs ÁReAs e diMiNui pRAzOs de cONstRuÇÃO O desafio de explorar as re- drão, encomendado ao Centro de Pesquisas servas descobertas a sete Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes) mil metros de profundidade, pela área de Exploração e Produção (E&P), na camada do pré-sal, fez em articulação com a Engenharia, teve co- com que os nossos técnicos mo inspiração a P-57, um FPSO (navio-pla- se unissem na busca de soluções para via- taforma que processa, armazena e transfe- bilizar a produção de um milhão de barris re óleo e gás) em operação no Campo de prevista para 2017, na Bacia de Santos, e Jubarte, na Bacia de Campos. manter os antigos campos em atividade. “Nunca atendemos a tantas encomen- A demanda é grande. Somente para esta das. Se fôssemos repetir os modelos do década, nosso Plano de Negócios prevê a passado de customização das plataformas, construção de 32 plataformas. Para enfren- teríamos dificuldades para cumprir nossas tar esse desafio, uma grande mudança foi metas”, explica Roberto Moro, gerente-ge- estruturada na engenharia das platafor- ral da Implementação de Empreendimentos mas. A padronização dos projetos das no- de Unidades Estacionárias de Produção II vas unidades de produção, conhecidas co- (IEUEP-II). Oito FPSOs nos moldes da P-57 mo “replicantes”, foi a solução encontrada estão sendo construídos em estaleiros pró- pela Petrobras para viabilizar sua carteira prios ou terceirizados pela Petrobras, em cada vez maior de empreendimentos. vários estados do Brasil. projetada em 2007, a p-57 é o modelo a ser seguido pelas replicantes: sai a customização e entra a padronização “Nós nunca atendemos a tantas encomendas” roberto moro, gerente-geral da Implementação de Empreendimentos de Unidades Estacionárias de Produção II O conceito da repetibilidade, adotado nas “replicantes”, gera uma curva de apren- a p-57 abriu o caminho dizado e resulta na redução de prazos e Projetada em 2007, a unidade não ado- custos ao longo dessas obras. O projeto pa- tou o modelo de customização, o que repre- 38 | Revista Petrobras 173 foto: RODRIGO AzEVEDO FOTOGRAFIAS sentou uma redução de custos signifi- internacionais de qualidade técnica e de cativa, repetida na P-58 e na P-62. “Os custos e prazos, garantindo assim parida- técnicos do Cenpes avaliam que o processo de com os padrões e os preços praticados de padronização e simplificação de proje- por estaleiros estrangeiros. tos traz um excelente resultado para a com- Este modelo garante ganhos também panhia”, diz Márcia Gusmão, gerente de Ges- para a área de E&P na operação e manu- tão de Portfólio de Projetos para E&P, sobre tenção das plataformas, pois algumas ati- o modelo que ficou conhecido internamen- vidades antes executadas a bordo passam a te como “a era da simplificação”. ser realizadas em terra. o ganho é realmente significativo. “o “Podemos citar a otimização dos planos, prazo de construção, que era de 41 meses dos contratos e do treinamento das equipes para as plataformas customizadas, foi de de manutenção e dos estoques de sobres- 33 meses no projeto da P-57. Estamos uti- salentes. Na operação, teremos ganhos no lizando este prazo como padrão a ser se- treinamento dos operadores, nos procedi- guido nos projetos replicantes para o pré- mentos de operação e na maior flexibilida- -sal”, conta Roberto Moro. de de movimentação de operadores entre a simplificação, no entanto, não signi- as plataformas”, avalia Carlos Cunha Dias fica menos rigor nos padrões de seguran- Henriques, gerente de Implantação de Pro- ça operacional. A ordem é utilizar equipa- jetos – Replicantes (E&P-PGSU), atestando mentos com padrão internacional, evitando que a padronização traz benefícios para to- projetá-los para uma única plataforma. No das as áreas envolvidas no processo de sim- fim, todo o projeto é avaliado por métricas plificação da construção das plataformas. o avanço das ‘replicantes’ 2010/2020 – construção de 32 plataformas pico das entregas em 2016, com seis plataformas custo médio de cada plataforma depois da p-57 – us$ 1,5 bilhão prazo de construção atual – 40 meses, podendo cair para 33 173 Revista Petrobras | 39 mudança PRáTICA — transformações em curso — gestÃO dA MudANÇA É HOJe teMA de estudOs eM tOdO O MuNdO e FAtOR esseNciAL pARA O sucessO dAs eMpResAs P ense na palavra mudança. O que “As empresas do século XXI não têm trobras e em modelos conceituais reco- vem à sua cabeça? A combina- fronteiras, se integram a empregados, clien- nhecidos. Por isso, além dos conceitos e ção destas sete letras certamen- tes, fornecedores e comunidade, e têm po- teorias que dão suporte à gestão de mu- te traz outras tantas palavras, tencial de serem motor de transformações”, danças em temas que vão da psicologia, sentidos e sentimentos. E não ressalta Moggi. Mudar se tornou necessá- da antropologia e da pedagogia à admi- só na dimensão da vida privada: as trans- rio, mas para mudar não basta querer. En- nistração, os fóruns fizeram com que ges- formações radicais na organização social volvida com a gestão de mudanças des- tores, líderes e gerentes descrevessem suas e econômica vividas desde o século passa- de o início dos anos 2000, Angela Vega, da experiências de mudança. do tornaram o tema central para as empre- área de Organização, Gestão e Governança sas. Mais do que conceito, a prática de ges- (OG&G), conhece bem os desafios envolvi- tão da mudança é hoje determinante para dos no processo, iniciado com a implantação as pessoas e para os negócios. da Gestão por Processos, como desdobra- No artigo ”A essência da transforma- mento da gestão integrada dos macropro- ção”, Jair Moggi, mestre em Administração cessos auxiliados pelo software de planeja- de Empresas pela Faculdade de Economia e mento de recursos empresariais SAP ERP. “Foram 14 casos, envolvendo mode- Administração da Universidade de São Pau- los de gestão, segurança de informações, lo (USP), considera que o tema se tornou meio ambiente, tecnologia da informação emergencial para o Ocidente em meados da e e-commerce, entre outros. A cada fórum, década de 1970. O declínio da hegemonia todos recebiam um conjunto de conheci- econômica dos Estados Unidos e o avanço mentos e descreviam seus projetos”, conta dos produtos de melhor qualidade e preços Angela Vega. O processo levou à criação de menores vindos dos países orientais indi- ”Começamos pensando em como es- um Referencial Petrobras para a Gestão de cou novo cenário: o modelo técnico-meca- truturar a gestão da mudança para dar Mudanças, com base nos oito passos de nicista de gestão das empresas não era conta da transformação cultural”, lembra. John Kotter, doutor em comportamento or- mais suficiente. Com o apoio de uma consultoria, o cami- ganizacional pela Harvard Business School nho encontrado por Angela foi estruturar e referência no setor. 40 | Revista Petrobras 173 um projeto para construir um esquema Na área de Tecnologia da Informação e referencial de gestão das mudanças, ba- Telecomunicações (TIC), a gestão da mu- seado nos conhecimentos gerados na Pe- dança ganhou corpo. “A área de TIC é muiilustração: flaVia adRiaNE/ azul oito passos para a transformação (do artigo “Liderando a mudança: por que os esforços de transformação fracassam”, de John p. Kotter, publicado na Harvard Business Review de março/abril 1995) to viva. A estrutura se adapta, muda para se adaptar”, afirma a gerente setorial Celia Lozinsky, que começou a trabalhar em gestão de mudança em meados de 2001. A equipe cresceu, criou metodologia de trabalho própria, se reorganizou, e hoje trabalha em pequenos núcleos multidisciplinares nas gerências da TIC, cuidando de projetos para clientes que compõem o Sistema Petrobras. Na TIC, uma gerência setorial de Planejamento e Gestão (PG) dedica-se à gestão de mudança dos projetos internos da unidade e dos inovadores, que têm impacto em toda a companhia, como é o caso da telefonia IP. Celia destaca os três pilares fundamentais da gestão de mudança: comunicação, capacitação e sensibilização/ mobilização. “O ponto de partida é fazer o levantamento dos impactos que a mudança vai causar no público. Por melhor que seja a solução, o processo vai mexer com as pessoas, que estavam em sua zona de conforto”, exemplifica. 173 Revista Petrobras | 41 EU CURTO... — ... andar na corda bamba Para quem saiu da serra catarinense, onde cuidava da vinícola da família, e aportou à beira-mar carioca, o engenheiro agrônomo Enrico Calvette Conti, da Petrobras Biocombustível, até que não demorou a se acostumar com a mudança radical de ambiente. Entre as aulas do mestrado em Gestão Ambiental e os estudos para ingressar na Petrobras – o que conseguiu em 2012 –, Enrico se apaixonou por um esporte do qual não pretende mais se afastar: o slackline. Ele surgiu na década de 1980, com aventureiros que praticavam escaladas no Parque Nacional de Yosemite, nos Estados Unidos. Quando as montanhas estavam muito molhadas para escalar, eles esticavam cordas e fitas, e tentavam se equilibrar sobre elas. “O slackline é um esporte fantástico. Une equilíbrio, concentração e determinação. Faz muito bem para a mente e o corpo. Eu diria que é uma meditação atlética. Além de ser um esporte ao ar livre, traz pitadas de adrenalina e muita emoção”, diz Enrico, que foi vice-campeão brasileiro em 2011, criou algumas manobras e se orgulha de ter sido um dos pioneiros do slackline. “Fizemos o esporte tomar as areias das praias do Rio de Janeiro e do Brasil. Os praticantes se espalharam pelo mundo inteiro”. ... o canto dos curiós A paixão pelos pássaros vem desde criança, quando já admirava o canto do sabiá do seu avô. Mas a paixão virou amor da vida inteira quando Kleber Cruz, técnico de manutenção da Transpetro no Terminal de São Francisco do Sul (SC), ganhou um canário-da-terra de seu tio. O que era hobby virou coisa séria a partir de 2005, quando ele ouviu pela primeira vez o canto do curió (Oryzoborus angolensis), ave da família Emberizidae, nativa do Brasil. Devidamente cadastrado no Ibama como criador amadorista de pássaros silvestres e diretor da Associação de Criadores de Curió de Joinville (SC), Kleber é um estudioso dos métodos de criação, da genética e do manejo de curiós e hoje participa de torneios regionais e nacionais de canto da espécie. “Tenho a minha criação em casa. Criar curió, além de ser um ótimo hobby, garante a preservação e a perpetuação da espécie, que já esteve ameaçada de extinção”. 42 | Revista Petrobras 173 ... reconstruir canções Fernando Goldenberg, da área Internacional, aprendeu a tocar violão com aquelas revistas de cifras que hoje são raridade em bancas de jornal. Ao contrário de muita gente que desiste no meio do caminho, ele foi em frente. Até criar a própria banda, a Suçuarana. “Tocamos durante alguns anos regularmente em um bar de Vila Isabel, e também em casamentos e festas. Nossa onda é desvirtuar as músicas, basicamente MPB. Não fazemos cover, os arranjos são nossos, alguns inusitados, mas sempre com a marca de reconstruir as músicas”, conta. Com o início do trabalho na Petrobras, em 2009, o ritmo da agenda de shows diminuiu, mas não o ímpeto criativo de Fernando: ele está montando um estúdio em casa para aprimorar a qualidade dos novos arranjos da Suçuarana e fazer gravações com nível profissional. Quem sabe não vem um CD por aí? ... a vida sobre as ondas Em Aracaju, onde nasceu, vive e trabalha, José Roberto de Oliveira é conhecido como Tito de Noronha. O apelido vem do surfe, que ele pratica desde 1985, e mais precisamente do convívio com as ondas perfeitas do arquipélago de Fernando de Noronha, para onde já viajou 14 vezes. Técnico de administração e controle da Gerência de Comunicação e Segurança da Informação da UO-Seal, Roberto tem rotina de atleta: faz academia quase todos os dias, corre cinco quilômetros dia sim, dia não, e surfa sempre que o mar tem boas ondas, mesmo em dias de semana. “Minha casa fica a cinco minutos da praia e a quinze minutos do trabalho. Então caio no mar logo cedo, às 5h, ou no final da tarde”, diz ele, que não bebe, não fuma e não perde noite de sono. “O surfe tem uma importância bem significativa na minha vida e nas minhas atitudes. Hoje sou mais tolerante, pensativo e calculista”. Clique e confira o vídeo de tito surfando as ondas do peru e você, cuRte O Quê? [email protected] se você faz algo diferente, desenvolve um talento ou um trabalho voluntário e quer compartilhar com todo mundo, escreva pra gente! fotos: ARQUIVO PESSOAL 173 Revista Petrobras | 43 NOSSO OLHAR — Natureza em foco estA seÇÃO É ABeRtA A cOLABORAÇÕes de tOdOs Os iNtegRANtes dA FORÇA de tRABALHO Que teNHAM NA FOtOgRAFiA uMA FORMA de expRessÃO de seu diA A diA NA cOMpANHiA As fotos selecionadas para publicação terão apenas uma coisa em comum: a Petrobras. E já nesta primeira leva dá para perceber como esse universo é amplo e generoso. Um arco-íris captado de uma janela do Edifício Ventura, no Centro do Rio, e quatro ânguBorboleta em folhagens próximas ao prédio administrativo, 14 de abril de 2010 los inusitados colhidos no Terminal de Paranaguá (PR). Esperamos novos olhares. “Na Comunicação Institucional, trabalho diretamente com fotografia, cobrindo eventos, treinamentos e reuniões. Entre um compromisso e outro de trabalho, às vezes vejo uma oportunidade de fotografar um tema diferente. Pequenos detalhes que não são percebidos pela maioria das pessoas no cotidiano do trabalho. Nas quatro fotos que envio para esta edição está o meu olhar sobre cenários do Terminal de Paranaguá”. alessandra Kitani, técnica de administração e controle da Comunicação Institucional/Atendimento e Articulação Regional da Transpetro no Terminal de Paranaguá (PR) 44 | Revista Petrobras 173 terminal de paranaguá visto da prainha do Rocio, 16 de junho de 2010 árvore florida atrás do prédio administrativo, 16 de junho de 2010 Abelha na flor do pé de graviola, atrás do prédio administrativo, 16 de junho de 2010 “Amo arco-íris, eles sempre me trazem uma sensação de paz, e este, particularmente, foi mesmo lindo e vibrante. Além disso, nunca tinha visto o final de um tão de perto – neste caso, dava para notar que era literalmente na pracinha dos Arcos da Lapa (de modo que se poderia facilmente “ir até lá” naquele momento!). Fiquei imaginando se o famoso pote de ouro estaria ali por baixo... “. Kátia filippi pecoraro, da Gerência de Comunicação Empresarial e Responsabilidade Social da área de Negócio Internacional Arco-íris visto do alto do Edifício Ventura, no Centro do Rio, onde fica a Área de Negócio internacional da petrobras, 30 de agosto de 2012 participe. envie sua foto para [email protected], com uma pequena descrição (máximo de 160 toques), seu nome e lotação. A imagem deve ter 300 dpi (15cm de largura) ou, no mínimo, 5 MB (feita com celular). 173 Revista Petrobras | 45 A PALAVRA é sua — suA voz — você é a nossa força Esta página é uma linha direta entre a revista e seus leitores. Um canal aberto à participação de toda a força de trabalho da Petrobras. Por meio de cartas, e-mails, postagens em nosso site ou outras formas de expressão, você poderá comentar a última edição, sugerir personagens e abordagens para o tema de nossa próxima revista, fazer críticas e elogios. Tudo será bem-vindo: nosso intuito é fazer uma Revista Petrobras cada vez melhor, com a colaboração imprescindível dos leitores. seja um colaborador da revista Cada integrante da nossa força de trabalho pode ter uma boa história para compartilhar. Se você tem alguma sugestão de assunto em sua unidade de trabalho – uma característica marcante, algo inusitado ou singular –, pode nos enviar, e ela será analisada. Nossa revista criou algumas seções para ampliar as possibilidades de colaboração da força de trabalho. Veja algumas delas: abre aspas eu curto... nosso olhar Comentários livres sobre o tema da edição. Pode falar. Atividades ou talentos desenvolvidos fora do ambiente de trabalho. Viva a vida. a fotografia como forma de expressão. Mande a sua. O que você mais curtiu nesta edição? Que assuntos mais lhe interessaram? E o que achou das seções fixas? sua opinião pode nos ajudar a aprimorar a qualidade da publicação. como você pode participar e-mail [email protected] Chave: FRP2 carta Remeter à coordenação editorial. Av. República do Chile, 65, sala 1.202, Gerência de Relacionamento com o Público Interno, Rio de Janeiro – RJ CEP 20031-912 na próXima edição vamos falar sobre futuro participe através dos canais petrobras fotos: BANcO de iMAgeNs petROBRAs