173 Revista Petrobras | 1
índice
—
ANO 19
NO 173
8
identidade
corporativa
Uma forma diferente de
comunicação com os
públicos de interesse
MAR/ABR 2013
12
mobilidade
Petroleiros de malas
prontas e mente aberta
para novos desafios
16
custos
Procop chega para garantir futuros
investimentos da companhia
18
integração
Veteranos e novatos trocam
conhecimentos e experiências
20
26
ecoeficiência
nós fazemos parte
Nossos prédios são cada vez mais
“inteligentes” e sustentáveis
2 | Revista Petrobras 173
Duas mulheres no comando do
navio. Vamos zarpar com elas!
28
ambiente de trabalHo
Reunião ao ar livre? Rede
compartilhada de ideias? Se liga
40
prática
Gestão da mudança é a
onda certa para uma
transição tranquila
e MAis...
—
editorial
4
sua.revista.online
5
abre aspas
6
forma e conteÚdo
24
eu curto...
42
nosso olHar
44
a palavra é sua
46
38
conceito
Construir plataformas
pode ser bem mais simples
do que se imagina
36
biodiesel e
agricultura familiar
Um “mar” de girassóis está
mudando a vida no campo
32
cotidiano
O botijão de gás agora é chique:
bonito, prático, leve e elegante
eXpediente revista petrobras 173 • ano 19 • março e abril de 2013 • Av. República do Chile, 65, sala 1.202 • Rio de
Janeiro • RJ • CEP: 20031-912 • E-mail: [email protected] – Chave: FRP2 • gerente executivo de comunicação
institucional Wilson Santarosa • gerente de relacionamento Gilberto Puig • gerente de relacionamento com o público
interno Luiz Otávio Dornellas • conselho editorial Eduardo Villela, Georges Kallay, Helena Tinoco, Katia Pecoraro, Luiz Otávio
Dornellas, Marco Antônio Pessoa, Rodrigo Moreira de Faria, Sandra Chaves • coordenação editorial Gabriela Mendes, Nádia
Ferreira, Patrícia Alves • consultor para versão digital Bruno Rodrigues • editor responsável Alexandre Medeiros, Mtb 16.757 •
editor assistente Francisco Luiz Noel • Projeto Gráfico e Editorial Azul Publicidade • Diagramação, Infografia e Produção da
versão digital Azul Publicidade • colaboradores Claudia Lima, Fernanda Pedrosa, Luciana Conti, Marina Gadelha, Pedro Paulo
Malta • copidesque Bella Stal • Fotografia Banco de Imagens Petrobras (BIP), Rogério Reis e Pedro Paulo Malta • capa Banco de
Imagens Fotolia • impressão Edigráfica • tiragem 75.000 exemplares
34
gestão integrada
Distância e tamanho não são
problemas para a tecnologia
173 Revista Petrobras | 3
EDITORIAL
—
Evolução
—
Mahatma Gandhi,
principal personagem da
independência da Índia,
pregou a desobediência
civil como forma de
revolução pacífica e
libertação dos povos.
A frase-símbolo de seu
pensamento diz: “Seja
você a mudança que
quer ver no mundo”
U
ma mudança puxa outra. Em meio ao turbilhão de transformações pelo qual nossa companhia vem passando às vésperas de
seus 60 anos de vida, a Revista Petrobras também mudou. Depois
de um intenso trabalho de pesquisa e muita discussão saudável
– nenhuma mudança é fácil, não é mesmo? –, chegamos a um
novo projeto editorial e gráfico, que agora apresentamos aos leitores. Nossa
revista passou a ser bimestral, ganhou mais páginas, um desenho mais leve e
moderno. Tudo isso para incorporar duas outras mudanças: temos agora um
tema que norteia cada edição, em torno do qual giram todas as matérias, e
novas seções. O tema desta edição, é claro, não poderia ser outro: mudança.
Nossa intenção é abrir mais espaço na revista para uma reflexão mais
profunda e abrangente sobre cada tema proposto. E logo nesta edição de
estreia do novo modelo você terá a chance de perceber a diversidade de
abordagens com que pretendemos convidá-lo a essa reflexão. Vamos falar
de mudança nos negócios, no jeito de trabalhar, na forma de nos comunicarmos, na concepção e construção de prédios administrativos e de plataformas. E assim será com cada tema – o próximo será futuro: muitas abordagens e um mesmo fio condutor.
Esperamos que você curta muito a nova Revista Petrobras. E por falar
em curtir, que tal mais uma mudança? Nossa edição digital está repleta de
mais informações para você – dê uma olhada na página ao lado e navegue à
vontade! Descubra seu lugar em mais essa grande jornada que se inicia – e
vamos juntos, sempre.
foto: BRuNO veigA | BANcO de iMAgeNs petROBRAs
SUA.REVISTA.ONLINE
—
Na rede, na vida
A Revista Petrobras tem agora uma
versão digital, onde o leitor poderá buscar
Web
iPad
informações complementares ao conteúdo da edição impressa. São gravações de
áudio e vídeo, infográficos animados, galerias de fotos, links para sites e blogs. As
formações são cada vez mais distribuí-
indicações de todos esses recursos es-
das por várias plataformas que dialogam
tão distribuídas ao longo das matérias
entre si, a Revista Petrobras não pode-
e seções desta edição, e algumas delas
ria deixar de oferecer uma versão digital,
ganham destaque nesta página, uma
acessada por computadores convencio-
espécie de guia para os nossos leitores-
nais ou iPads. Veja as dicas de navegação
-internautas. Num mundo onde as in-
a seguir e boa viagem!
como acessar o conteúdo
exclusivo para ipad
1. Acesse a App Store.
2. Busque pelo nome da
Revista Petrobras.
3. Digite sua senha da iTunes Store e o
aplicativo da revista digital será baixado
no seu iPad. basta tocar e acessar.
sua revista agora vem recheada de interatividade
Confira o vídeo
Nossas câmeras “levam” você ao cenário
da matéria.
Confira o áudio
As histórias dos personagens das
reportagens, em depoimentos exclusivos.
acesse o site/blog
Links para conteúdos complementares
disponíveis na Internet.
mande um e-mail para a redação
Gostou, tem críticas ou sugestões? É só digitar
[email protected] e enviar.
envie carta
veja a galeria/ envie fotos
Quer ver mais imagens ou mandar as suas?
Saiba como.
Escreva para a redação, e teremos prazer
em responder.
Nossos destaques
Mobilidade
Na telinha
Em gravações de áudio,
os empregados Gilson
Campos e Erick Portela
falam de suas andanças
pelo Brasil e pelo
mundo a serviço
da Petrobras.
O novo espaço de convivência
no Cenpes, o bate-papo
entre um petroleiro
veterano e dois novatos,
e as ondas radicais
de nosso surfista
sergipano.
Por dentro do
prédio de Vitória
Na versão para iPad, você vai “visitar”
as novas instalações administrativas
da companhia na capital capixaba
com nosso infográfico animado.
fotos: RogéRio REis | ENgENhaRia/pEtRobRas | aRquiVo pEssoal | pEdRo paulo malta
173 Revista Petrobras | 5
ABRE ASPAS
—
Como você enfrenta as
—
ESTE É UM ESPAÇO ABERTO AOS
INTEGRANTES DA FORÇA DE
TRABALHO, ONDE PODEM EXPRESSAR
SEUS PONTOS DE VISTA SOBRE O
TEMA CENTRAL DA EDIÇÃO
”SOU DO CONCURSO DE 2005, E SÓ EM 2010
FUI CHAMADO. EU ESTAVA COM CASAMENTO
MUDANÇA PARA MIM SIGNIFICA PLANEJAR E
MARCADO E TIVE QUE MORAR NO RIO POR
AFASTAR TODA INDECISÃO OU MEDO DE FAzER
NOVE MESES; TUDO ACONTECEU MUITO
ALGO NOVO. CREIO QUE QUANDO O DESEJO DE MUDANÇA
RáPIDO. MINHA NOIVA VINHA DE MANAUS A
É SOMADO à FORÇA DE VONTADE, AO PENSAMENTO
CADA 15 OU 21 DIAS PARA PASSAR O FIM DE
CRIATIVO, à EXPERIêNCIA, AO SENTIMENTO
SEMANA. CHEGOU O DIA DO CASAMENTO, E
E à AÇÃO, Dá COMO RESULTADO O
EU FUI PARA MANAUS UM DIA ANTES. CASEI
‘MOTOR’ DESSA MUDANÇA. NO MEU DIA
A DIA, O PROCESSO DE MUDANÇA
É AMPLIAR CADA VEz MAIS A BUSCA
PELO CONHECIMENTO”
Jerônimo barbosa dos santos,
técnico de suprimento de
bens e serviços da Regional
Norte-Nordeste dos
serviços compartilhados
6 | Revista Petrobras 173
NO SáBADO, E Já NO DOMINGO EU ESTAVA
DE VOLTA. A FAMÍLIA ESTá HOJE REUNIDA,
APÓS MUITO ESFORÇO, SAUDADE
E MUDANÇAS. VALEU A PENA!
fábio Ângelo matos dos
santos, engenheiro da
Malha Norte de gasodutos
da transpetro
fotos: ARQUIVO PESSOAL | ANTôNIO GARCêS | MIRIAM ABREU
mudanças?
DESDE QUE ENTREI PARA A PETROBRAS, Há SEIS ANOS,
MUDEI DE ESTADO E DE PROFISSÃO. CASEI E ME TORNEI
PAI. àS VEzES TEMOS MEDO DAS INCERTEzAS, DA INSTABILIDADE, DAS
NOVIDADES. PRECISAMOS TER A HUMILDADE DE ACEITAR QUE NÃO
SABEMOS TUDO, MAS DEVEMOS SEMPRE ENCARAR AS MUDANÇAS
COMO UMA QUESTÃO DE ATITUDE: A MELHOR MANEIRA DE LIDAR
COM ELAS É SENDO PARTE DA SOLUÇÃO, E NÃO DO PROBLEMA,
CONTRIBUINDO PARA QUE AS MUDANÇAS ACONTEÇAM DA
MELHOR MANEIRA POSSÍVEL PARA TODOS“.
Vinícius Bastiani, coordenador de gestão do
conhecimento da Área internacional
“CONSEGUI FAzER DUAS MUDANÇAS NA MINHA VIDA QUE
PARECIAM IMPOSSÍVEIS: EM 2002, PARAR DE FUMAR, E EM 2012,
EMAGRECER. UMA LEVOU à OUTRA. QUANDO PAREI DE FUMAR,
GANHEI MAIS DE 20 QUILOS. POR MAIS DE NOVE ANOS CONVIVI
COM O MEU AUMENTO DE PESO, ATÉ QUE, EM 2011, UM EXAME
DETECTOU UMA ESTEATOSE HEPáTICA LEVE, OU SEJA,
GORDURA NO FÍGADO. SE EU NÃO PERDESSE PESO,
O PROBLEMA SE AGRAVARIA. FOI UMA GUINADA DE
VIDA. ESTOU HOJE COM EXATOS 20,6 QUILOS A
MENOS. DURMO BEM MELHOR, TENHO MAIS
DISPOSIÇÃO PARA TUDO. SOU MAIS FELIz.
regina maria gartz de vasconcellos, técnica de
Administração e controle da transpetro no terminal
de são Francisco do sul (sc)
173 Revista Petrobras | 7
mudança IDENTIDADE CORPORATIVA
—
dialogar, integrar,
cada vez melhor
—
Os profissionais de
comunicação douglas
Malentaqui e tiago
pereira: padronização
visual, verbal e sonora
a serviço da marca
8 | Revista
Revista Petrobras
petrobras173
173
comunicar
cResciMeNtO dA petROBRAs e NOvO peRFiL dA FORÇA de
tRABALHO iMpÕeM iNOvAÇÕes e desAFiOs À cOMuNicAÇÃO
uma marca e
muitos atributos
cOM Os pÚBLicOs de iNteResse
A
comunicação na Petrobras
facilmente reconhecida por todos. Assim
está fluindo pelo caminho do
nasceu o projeto Sistema de Identidade,
diálogo e da inclusão. A con-
Visual, Verbal e Sonora da Petrobras (IDE),
tagem regressiva para os 60
dedicado à criação de um conjunto de ele-
anos da companhia, que se-
mentos que identifiquem a marca e pos-
rão comemorados em outubro, marca um
sam ser usados de maneira estruturada e
tempo de transformações na maneira de
flexível em todos os tipos de comunicação
a empresa se expressar diante dos seus
do Sistema Petrobras.
empresa de energia
Responsável
competente
Atuação global
públicos, interna e externamente. A ne-
“Havia também uma demanda das ge-
cessidade de mudar foi mostrada por pes-
rências de Comunicação das áreas e unida-
compromisso com
quisas – em especial, por um diagnóstico
des por uniformidade e identidade naqui-
o desenvolvimento
das expectativas dos empregados a res-
lo que passamos para os nossos públicos,
sustentável
peito do tema.
dentro e fora da companhia”, conta o pro-
Na Comunicação Institucional, o dia a
dia da Gerência de Imagem Corporativa e
fissional de comunicação Douglas Yakabe
Malentaqui.
Marcas já indicava a importância de fortalecermos a marca Petrobras como a úni-
Origem brasileira
força da marca
ca a ser utilizada em toda a companhia.
Desde o início de 2012, novos con-
Outro imperativo: valorizar os atributos da
ceitos de identidade visual, verbal e so-
nossa marca, dando-lhe uma identidade
nora vêm sendo desenvolvidos por um
foto: ROGÉRIO REIS
Operações integradas
Rentável
inovadora
173 Revista Petrobras | 9
mudança IDENTIDADE CORPORATIVA
—
Na Comunicação
Institucional, o dia
a dia da Gerência de
Imagem Corporativa
e Marcas já indicava
a importância de
fortalecermos a
marca Petrobras
como a única a ser
utilizada em toda
a companhia
grupo de trabalho formado por represen-
tra inovação é a criação de uma tipografia
tantes das gerências da Comunicação Ins-
exclusiva. Esta letra de uso exclusivo da
titucional e gerências de Comunicação de
companhia – a Petrobras Sans – está estre-
áreas e subsidiárias, em parceria com uma
ando nesta edição da revista e em outros
empresa contratada. Na base de tudo es-
produtos de comunicação, assim como o
tão os atributos da marca Petrobras.
novo elemento gráfico.
“A divisão entre visual, verbal e sonoro
foi só uma maneira de organizar o traba-
tom petrobras
lho. As três vertentes se completam na
Para a identidade verbal, há orienta-
construção da identidade da marca”, ex-
ções de forma e conteúdo, que também
plica Tiago Correa de Araújo Pereira, cole-
serão aplicadas em toda a comunicação da
ga de gerência de Douglas.
empresa. O objetivo é estabelecer as ca-
A identidade visual vai incluir novas re-
racterísticas de um discurso único da Pe-
gras de aplicação da marca Petrobras e a
trobras – o chamado tom de voz – e as
criação de um elemento gráfico corporati-
mensagens-chave que devem ser trans-
vo – um polígono que deve estar presente
mitidas aos diversos públicos, além de pa-
nas peças de comunicação do Sistema Pe-
drões de redação e estilo.
trobras. Também foram estabelecidos uma
No campo dos sons, a identidade se
paleta de cores para essas peças e critérios
traduz em uma “marca sonora” – um som
para a escolha de imagens ilustrativas. Ou-
característico da empresa, uma “assinatu-
Refinando a comunicação
o processo de crescimento da petrobras e a
mudança do perfil dos empregados, com o ingresso
mais direta, mais próxima, mais focada nas pessoas, com espaço para interação.
de milhares de trabalhadores nos concursos recen-
cada projeto tem um foco: comunicação da es-
tes, vinham exigindo uma maneira diferente de fa-
tratégia da petrobras; comunicação dos valores da
zer a comunicação interna. mais da metade dos em-
companhia; comunicação entre líderes e equipes; re-
pregados tem menos de dez anos de empresa. um
lacionamento e diálogo entre os integrantes da força
extenso diagnóstico, por meio de uma série de pes-
de trabalho; veículos, campanhas e eventos internos;
quisas e reuniões com grupos de foco de diversas
e comemoração dos 60 anos. a campanha do aniver-
áreas e unidades, gerou elementos que vão orientar
sário começou a ser vista em janeiro e se estende até
toda a comunicação interna daqui para a frente. a
outubro. os demais projetos, em andamento, serão
expectativa é de mais diálogo, agilidade, transpa-
entregues ao longo do ano e em 2014.
rência e participação.
o plano é uma parceria da comunicação institu-
para conciliar os anseios do público interno com
cional e do rH com todas as áreas, levando em conta
as necessidades da companhia, seis projetos foram
suas especificidades, rumo a uma comunicação inter-
elaborados, com envolvimento de integrantes das
na mais aberta e mais inclusiva, que gere vínculos e
gerências de comunicação de todas as áreas. o ob-
leve ao engajamento. estamos preparando a comuni-
jetivo comum é pôr em prática uma comunicação
cação interna para o futuro da petrobras.
10 | Revista petrobras 173
3. CORES
—
3.1
—
Introdução
cores
principais
As cores do sistema são classificadas em três
grupos: principal, de apoio e especial.
verde Petrobras
amarelo Petrobr
azul Petrobras
branco
cores principais
cores de apoio
cores especiais
São as cores que devem ser
predominantes nos layouts.
Têm o papel de ampliar
as possibilidades de criação
de materiais, desde que
em combinação com as
cores principais.
De uso restrito, conforme
especificado no item 3.4.
cores
de apoio
verde água Petro
verde claro Petro
amarelo claro Pe
laranja Petrobra
cinza claro Petro
O
VE
EL
RD
AR
ES
AM
cinza escuro Pet
S
azul escuro Petro
azul claro Petrob
verde fluorescen
prata Petrobras
N
S
EU
UI
TR
AZ
O
S
cores
especiais
ÍNDICE
ra” a ser sempre reconhecida pela audição. A identidade sonora traz ainda orientações para locuções e elaboração de trilhas
sonoras, incluídas as usadas em comerciais
de tevê e em gravações para a espera nas
chamadas telefônicas.
Todas as definições derivadas do projeto serão reunidas em quatro manuais,
que estarão concluídos até junho e fica-
PORTAL PETROBRAS
UTILIZE SEMPRE ARQUIVOS ORIGINAIS
Modernos e
dinâmicos, os
elementos gráficos
da nova identidade
visual, assim
como os tons da
paleta de cores,
já acompanham
a marca petrobras
em várias de
nossas peças
de comunicação,
como o blog
Fatos e dados
rão disponíveis no site da Petrobras na
Internet. “Além da Revista Petrobras, o
blog Fatos e Dados, o perfil da Petrobras
no Facebook e a campanha dos 60 anos já
estão usando a identidade visual, a parte
do trabalho que está mais adiantada”, informa Douglas.
173 Revista Petrobras | 11
Em caso de dúvida, cons
››
canalmarca@petrob
mudança MOBILIDADE
—
sempre
de prontidão
—
pOR iNiciAtivA pRópRiA Ou NecessidAde dA petROBRAs, MuitOs de
NOssOs petROLeiROs ROdARAM O BRAsiL e O MuNdO, gANHARAM
MAis expeRiêNciA e dispOsiÇÃO pARA MudAR OutRA vez
“M
inha vida é andar por esse
em Aracaju, Belo Horizonte, Curitiba, Ma-
Junto com os sotaques, costumes e di-
país, pra ver se um dia des-
ceió, Niterói (RJ), Rio de Janeiro, Santos (SP)
reções aprendidos em cada cidade, as mu-
canso feliz...” Os versos do
e São Bernardo do Campo (SP). Na vida de
danças de setor e as relações com os colegas
xote “Vida de viajante”, gran-
seminômade, ganhou companhia a partir
também exigem uma boa capacidade de
de sucesso de Luiz Gonzaga
de 1984, quando se casou com Isabel, com
adaptação. “O que é que a companhia espera
nos anos 1950 (parceria com Hervé Cordo-
quem teve três filhos: o belo-horizontino
de nós, seja qual for nosso endereço? Resul-
vil), são inspirados nas andanças do pró-
Rafael, a santista Luísa e o curitibano Lucas.
tado. Para isso, é preciso entender o jeito das
prio Rei do Baião. No entanto, poderiam
“Dos meus filhos, o que mais viveu as
pessoas, ser entendido, estar apto a partici-
muito bem ter sido criados em pleno sécu-
mudanças foi o mais velho, que quando
par daquele universo”, explica o gerente-ge-
lo XXI, como uma crônica que retratasse o
aprendeu a falar – em Aracaju – me chamava
ral de SMS da ETM-Corp. “Sempre que che-
dia a dia de muitos de nossos empregados.
de ‘paínho’, depois em BH passou a usar
gamos a uma cidade para ficar, pensamos
Afinal, para os petroleiros, o conceito de
‘uai’, ‘sô’ e ‘trem’, e em Curitiba virou ‘piá’”,
que ela vai ser o melhor lugar para morar.”
mudança muitas vezes significa também
recorda Gilson, nascido em 1958 no muni-
Na Petrobras desde 1987, Gilson ressal-
trocar de endereço.
cípio mineiro de Bambuí e desde agosto de
ta a importância da família na prontidão pa-
Que o diga o gerente-geral de SMS da
2012 residente do Rio de Janeiro, para onde
ra mudanças. “Acabei vivendo muito no am-
área de Engenharia, Tecnologia e Materiais
se mudou antes da família, que só desem-
biente da companhia, numa rotina intensa
Corporativo (ETM-Corp) da Petrobras, Gil-
barca neste início de 2013. “A família tal-
de casa-trabalho, trabalho-casa. Uma dinâ-
son Campos, que em seus 33 anos de vida
vez saia um pouco sacrificada, mas, por ou-
mica que fez crescer para mim a importância
profissional fez as malas e mudou de ci-
tro lado, ganha uma bagagem cultural e
do meu núcleo familiar – o suporte que não
dade 15 vezes. Entre idas e vindas, morou
uma capacidade de adaptação imensas.”
muda no meio de tantas mudanças.”
12 | Revista Petrobras 173
“Sempre que chegamos a uma cidade para ficar,
pensamos que ela vai ser o melhor lugar para morar”
gilson campos, gerente-geral de SMS da área de Engenharia,
Tecnologia e Materiais Corporativo (ETM-Corp)
Quem concorda é o gerente-geral da
Petrobras Bolívia, Erick Portela, que ainda
se adapta à condição de habitante de Santa
Confira o áudio com gilson Campos
contando suas mudanças em
nossa edição digital
Cruz de la Sierra, onde foi morar com a família no último mês de agosto. E foi justamente na esposa, Renata, e nos filhos gêmeos Carolina e Bernardo que ele pensou
assim que recebeu o convite para se transferir para a cidade mais populosa da Bolívia. “Eles são meu ‘conselho administrativo
doméstico’, que consultei antes de dar a
resposta positiva”, diz Erick, que se preocupou com todos os detalhes que favorecessem a adaptação, como levar objetos da
casa carioca para forrar a residência boliviana, “dando aquele cheiro de casa”.
Erick Portela ingressou na Petrobras
em 1998. Sempre envolvido na área de
gás, sua trajetória esteve constantemente ligada à Bolívia, para onde viajou com
foto: ROGÉRIO REIS
Os vários crachás que
gilson usou ao longo de
sua vida, emoldurados
como relíquias: história e
orgulho de ser petrobras
mudança MOBILIDADE
—
frequência nesses 14 anos de companhia. “O país não era novidade para mim,
mas uma coisa é você fazer três reuniões e ir
embora. Outra é se mudar com sua família,
colocar os filhos na escola, opções de lazer”,
explica o gerente, que foi aos livros estudar sobre a condição de expatriado antes
de seguir para Santa Cruz. “Há uma curva
as andanças do petroleiro gilson campos
1979
como empregado da techint, trabalha na ampliação da Regap, em Betim (Mg). No segundo
semestre de 1983 e no primeiro de 1984, divi-
de adaptação que se assemelha a um U de
de-se entre os estudos em Belo Horizonte e a
cabeça para baixo: o expatriado primeiro
moradia e o trabalho no Rio de Janeiro.
identifica o que piorou em sua vida e só aos
poucos vai assimilando o que há de bom.
No mesmo ano, vai morar no Rio para traba-
Quando está se sentindo local, muitas ve-
lhar na instalação em alto-mar da plataforma
zes já é hora de voltar ao país de origem”.
de pampo, desenvolvida pelo consórcio Men-
Entre as referências que ainda vão sen-
tech (Mendes Júnior e techint).
1987
volta a morar no Rio, para trabalhar na plata-
do assimiladas pela família Portela estão
forma semissubmersível de Bicudo. ingres-
os bons restaurantes de Santa Cruz, a tele-
sa na petrobras.
fonia com discagem por pulso, a Internet
4G e a paixão dos habitantes locais pela
vai trabalhar embarcado na plataforma de ca-
década de 1980 – tanto na idolatria por
ção, no espírito santo, e volta a morar em Belo
astros pop como Madonna e Michael Jack-
Horizonte durante um ano e meio.
son quanto no vestuário. “Sunga no clube,
nem pensar. Só usam bermudão de náilon,
e passei a usar também, pois o expatriado
deve entender esses traços culturais locais
e assimilá-los na medida do possível. Só
não vou mascar coca, pois não gosto nem
de pensar em ficar com aquele bagaço de
folha dentro da boca”, revela o gerente.
Do ponto de vista profissional, Erick Portela se encheu de orgulho com o convite
para mudar de país. “A Petrobras, quando
1985
1988
Muda-se para santos (sp), a fim de traba-
volta a morar em Aracaju, para trabalhar nas
lhar nas obras de modernização da Refina-
plataformas pcM10 e pcM11.
ria de cubatão.
volta para o Rio, indo trabalhar na jaqueta do
campo de vermelho.
1989
Faz as malas e vai para Maceió, onde trabalha
no etenoduto camaçari-salgema.
1986
escolhe você para ser expatriado, na verda-
Ainda pela techint, muda-se para Aracaju,
de está entendendo que você pode repre-
para trabalhar na estação de compressão de
sentar bem a empresa. Para o profissional,
Atalaia. Faz concurso para a petrobras.
significa ter uma confiança grande da companhia. Você é um diplomata da companhia em outro país”, define Erick, que tem
ternando entre as zonas de conforto e des-
39 anos e é natural de Volta Redonda (RJ).
conforto, ela faz com que todos estejam
Para ele, a oportunidade dada aos empre-
prontos para mudar, para dizer não à aco-
gados acaba se espelhando na própria
modação. No fim das contas, o petroleiro
Petrobras. “Ao nos proporcionar essa pos-
transforma a Petrobras numa empresa que
sibilidade de enfrentar novos desafios, al-
se transforma.”
14 | Revista Petrobras 173
Confira o áudio com as impressões
de viagem de Erick Portela,
gerente-geral da Petrobras Bolívia,
em nossa edição digital
fotos: aNdRé motta dE souza | gERaldo falCão/ baNCo dE imagENs pEtRobRas
1999
vai trabalhar na Refinaria de capuava (sp).
Mora em são Bernardo do campo (sp), mas
a família fica em curitiba.
1991
Retorna a BH para trabalhar na construção
2000
da unidade de coqueamento retardado da
em julho, muda-se com a família para o Rio,
Regap.
onde atua na contratação da unidade de hidrotratamento de diesel da Reduc.
1995
em outubro, volta a trabalhar em Belo Hori-
volta para santos, indo trabalhar na unidade
zonte, na unidade de hidrotratamento de
de hidrotratamento de diesel da Refinaria
diesel da Regap. em janeiro de 2001, toda a
de cubatão, onde chega à sua primeira fun-
família se transfere para a capital mineira.
ção gerencial: chefe de setor.
1998
2012
desembarca em agosto para mais uma tem-
embarca para curitiba e passa a trabalhar
porada carioca. gilson aguarda a chegada da
no trecho sul do gasoduto Bolívia-Brasil
família neste início de 2013.
(gasbol).
173 Revista Petrobras | 15
mudança CUSTOS
—
menos gastos,
mais investimentos
—
PROGRAMA DE OTIMIZAÇÃO DE CUSTOS OPERACIONAIS (PROCOP) PÕE EM FOCO A CULTURA
de gestÃO e A pARticipAÇÃO de tOdOs NA RAciONALizAÇÃO de RecuRsOs
O
16 | Revista Petrobras 173
ano de 2013 está começan-
te do Plano de Negócios e Gestão (PNG)
do com uma das mais abran-
2012-2016; no plano operacional, elevar a
gentes mudanças já vividas
produtividade de nossas atividades a par-
pela Petrobras. Estamos pon-
tir de benchmarks internos e externos; e
do em prática, desde janeiro,
no plano organizacional, como programa
o Programa de Otimização de Custos Ope-
estruturante dentro do PNG, reforçar um
racionais (Procop), que busca identificar
modelo de gestão voltado para a eficiên-
oportunidades de redução de custos com
cia em custos.
impacto relevante e contínuo nas opera-
Com metas claramente definidas, o
ções da companhia. Trata-se de um reforço
Procop pretende envolver toda a compa-
da cultura de gestão muito mais profundo
nhia em um esforço coletivo para racio-
do que metas e números fazem supor. No
nalizar custos com o intuito de gerar cai-
anúncio do plano à força de trabalho, no
xa para os investimentos previstos no PNG
ano passado, a presidente Graça Foster
2012-2016. O mais importante, contudo,
explicou que a medida visa a alcançar três
é justamente a participação de todos nós,
objetivos principais: no plano financeiro,
pois o objetivo é aumentar o foco na cultura
aumentar a geração de caixa no horizon-
de gestão, tanto nas mais simples opefoto: AGêNCIA PETROBRAS
rações da companhia quanto nas mais complexas. Em 19 de dezembro foram divul-
aumento da produtividade nas operações
gadas as metas de redução de custos do
Procop, e uma cifra chamou a atenção:
algumas iniciativas apresentadas pelo procop
R$ 32 bilhões. Este é o montante que se
pode economizar no período 2013-2016.
exploração e produção
É aí que entra o empenho de cada um, e,
Redução do consumo de combustíveis nos equipamentos
como uma reação em cadeia, se constrói a
de produção offshore.
força coletiva para que o plano seja um su-
Redução do custo anual de intervenção por poço terrestre.
cesso. Não vai ser fácil, mas na Petrobras
Aumento do fator de utilização das unidades de processamento
estamos acostumados a superar desafios,
de gás natural.
não é mesmo?
Redução do número de embarcações por unidade marítima atendida.
O programa partiu de um escopo que
inclui as atividades de Exploração e Pro-
Aumento dos dias produtivos das sondas para manutenção de poços
(workover).
dução, Abastecimento e Gás e Energia no
Brasil, abrangendo também a logística ope-
abastecimento
rada pela subsidiária Transpetro. Com ba-
Aumento da eficiência do custo de manutenção de rotina e de
se nesse escopo, foram identificadas 39
paradas programadas em Refino.
oportunidades de otimização nos proces-
Redução do consumo específico de químicos nas refinarias.
sos produtivos e de suporte, envolvendo
Redução da produção de resíduos, diminuindo o reprocessamento
custos de R$ 43 bilhões. Esse montante
no Refino.
representa 70% do total dos gastos geren-
Redução do número de horas em excesso de estadia nos portos.
ciáveis em 2011 (R$ 63 bilhões). Os res-
Melhoria da eficiência do uso da frota marítima.
tantes R$ 20 bilhões não alcançados pe-
Otimização da programação das entregas de produtos, reduzindo
lo Procop dizem respeito a atividades de
custos logísticos.
Pesquisa e Desenvolvimento, Engenharia,
Exploração, Comunicação, Responsabilida-
transporte
de Social, área Financeira e processos de
Redução dos custos de manutenção pela otimização
gestão. As 39 oportunidades foram des-
e padronização das intervenções de rotina nos terminais, oleodutos,
dobradas em 515 iniciativas de otimização
gasodutos e tanques.
de custos, cada uma com um plano de trabalho detalhado.
Cada diretor é responsável direto pelas
gás e energia
Redução do consumo específico de gás natural no processo
metas de otimização de custos. E estas são
de produção de amônia.
monitoradas mensalmente pela Diretoria
centralização de compras e compartilhamento de estoques entre
Executiva colegiada, que as encaminha a
as fábricas de fertilizantes.
cada três meses ao Conselho de Administração. Como um dos vários programas
demais processos de suporte às operações
estruturantes do PNG 2012-2016, criados
Redução dos custos por usuário de tecnologia da informação
para que os investimentos aconteçam, o
e telecomunicações.
Procop será estendido também, este ano,
Redução dos gastos prediais, de viagens e de transporte terrestre.
ao Cenpes, à Petrobras Distribuidora, à Petrobras Biocombustível, à Liquigás e à Gás
Brasiliano. Todos participam desse processo – e ele será mais rico na medida do envolvimento de cada um de nós.
Clique e saiba mais sobre o Procop na apresentação
da presidente Graça Foster, no Portal Petrobras
173 Revista Petrobras | 17
mudança INTEGRAÇÃO
—
o valor de cada geração
—
tROcA de expeRiêNciAs eNtRe veteRANOs e JOveNs petROLeiROs,
Que iNgRessAM eM NÚMeRO cAdA vez MAiOR NA cOMpANHiA,
É iNceNtivAdA eM pROgRAMAs cOMO O MeNtOR petROBRAs
D
ourado e reluzente, o broche
trabalho. ”Esse convívio com os mais expe-
mais parece uma medalha.
rientes nos dá muita segurança.”
No meio, brilha a logomar-
Além da convivência com os vetera-
ca da Petrobras, sob quatro
nos da Gerência de Recursos Humanos
pedras verdes, de esmeral-
da UO-Rio, onde trabalha, e de conversas
da brasileira. “Cada uma representa uma
como essa com Guilherme (marcada es-
década de serviços prestados”, contabiliza
pecialmente para esta matéria da Revista
o técnico de operação da UO-Rio Guilher-
Petrobras), Rafael ouve algumas histórias
me Santa Brígida, 66 anos de idade, 41 na
da companhia também por meio de pro-
companhia e muitas histórias para contar.
jetos como o Mentor – iniciativa da Petro-
“Sou do tempo em que as informações so-
bras em que, presencial ou virtualmente,
bre o poço eram passadas por rádio VHF,
os mais experientes compartilham seu co-
por um sujeito que ficava horas de plantão
nhecimento com os mais novos.
na boca do poço”, recorda Guilherme, expli-
Programas como o Mentor Petrobras
cando que hoje a transmissão é informati-
têm o desafio de aproximar essas realida-
zada. “Era como um índio batendo tambor
des tão distintas e também reforçar os
para se comunicar com outra tribo!”
nossos valores junto aos mais jovens. Para
Boquiaberto, o jovem Rafael Moreira de
atingir o alvo, o projeto trabalha em cima
Araujo – técnico de administração e contro-
de dados como os obtidos na pesquisa
le, de 23 anos, desde agosto de 2011 na
geração Y, realizada no fim de 2010 como
Petrobras – ouve as histórias do veterano
uma radiografia desses jovens que, a cada
No detalhe, o broche
dourado que guilherme
(ao lado, de pé) exibe
com o mesmo orgulho
que sente ao passar sua
experiência a jovens
como Marina e Rafael
com admiração. ”É quase inacreditável o
quanto foi feito na geração dele sem os recursos tecnológicos disponíveis hoje”, exclama Rafael, cuja troca de experiências com
Guilherme é um bom exemplo do contexto
atual da Petrobras, onde experientes e recém-admitidos interagem no ambiente de
18 | Revista Petrobras 173
“Eles são muito mais bem preparados hoje
do que eu fui na época da minha admissão”
Guilherme Santa Brígida, 66 anos, 41 anos de Petrobras
fotos: PEDRO PAULO MALTA
concurso, são mais numerosos na Petro-
após dar baixa do Exército. “Foi na caserna
bras e que vêm mudando o perfil do em-
que aprendi os valores mais fundamentais
pregado. Respondida por 6.124 profissio-
aqui dentro: o senso de responsabilidade e
nais nascidos a partir de 1980, a pesquisa
a importância do trabalho em equipe.”
revelou que se trata de uma geração orgu-
Colega de Rafael na Gerência de RH,
lhosa da companhia, que tem bom rela-
Marina Carvalho de Vasconcelos é outra
cionamento com colegas de outras faixas
profissional recém-admitida (em outubro
etárias e cuja dedicação à Petrobras cres-
de 2011) a reconhecer o esforço da geração
ce proporcionalmente aos investimentos da
de Guilherme. “Sinto a responsabilidade de
companhia em suas carreiras.
manter esse trabalho, que é feito há tanto
“Eles são muito mais bem preparados
tempo, tão bem, e superando tantos desa-
hoje do que eu fui na época da minha ad-
fios”, conta marina, de 33 anos. “quando eu
missão”, afirma guilherme santa brígida,
estiver com o tempo de serviço dele na
que ingressou na companhia como auxiliar
companhia e chegar a hora de eu ter um
de escritório, em concurso realizado logo
broche desses, vai ser um orgulho e tanto.”
Quer saber mais sobre o Programa Mentor?
nossa gente
idade
pessoas
até 25 anos
3.109
de 26 a 30 anos
8.766
de 31 a 35 anos
9.631
de 36 a 40 anos
6.074
de 41 a 45 anos
4.932
de 46 a 50 anos
10.320
de 51 a 55 anos
11.273
de 56 a 60 anos
5.934
de 61 anos em diante
1.882
total geral
61.921
Fonte: RH, dezembro de 2012
Clique e confira o vídeo com um bate-papo entre o
veterano Guilherme e os novatos Rafael e Marina
Rafael e Guilherme
Guilherme e Marina
173 Revista Petrobras | 19
mudança ECOEFICIêNCIA
—
20 | Revista Petrobras 173
D
a concepção ao funcionamento, passando pelo projeto e
pela obra, os novos prédios da
Petrobras são referência em
responsabilidade ambiental
para a construção civil no país, mostrando
como o compromisso com a sustentabilidade é parte integrante do nosso negócio. O
foco nas edificações é a ecoeficiência, que
se traduz no uso racional de água e energia,
e na geração mínima de efluentes e resíduos sólidos, numa combinação de excelência
operacional e redução de impactos sobre o
meio ambiente, em nome de um futuro sustentável para as novas gerações.
Reúso da água, captação da chuva,
aproveitamento da luz e da energia solar, adoção de materiais e processos especiais que potencializam a utilização dos
recursos naturais estão entre as práticas
do nosso novo modo de construir. Provas
dessa mudança, que incorpora tecnologias de ponta, são prédios como a expansão do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello
(Cenpes), projetado pelo arquiteto Siegbert zanettini, na Ilha do Fundão, no Rio,
e, na capital capixaba, o Edifício Vitória,
projeto do arquiteto Sidonio Porto, que é
a sede da companhia no Espírito Santo.
Para erguer prédios sustentáveis e inteligentes, a Engenharia da Petrobras segue princípios e conceitos com reconhecimento global. Entre eles, os da certificação
norte-americana Leed (Liderança em Energia e Design Ambiental), conferida a construções ecologicamente corretas.
exemplo do cenpes
A expansão do Cenpes é exemplo de
como a adoção dos princípios de sustentabilidade desde a fase de projeto pode
resultar em ganhos ambientais e econômicos. O conjunto de prédios, entregue em
173 Revista Petrobras | 21
mudança ECOEFICIêNCIA
—
A expansão do cenpes
(fotos acima e abaixo) ganhou
em 2011 o prêmio nacional
de obra pública sustentável,
que considera critérios como
a concepção e a construção
22 | Revista Petrobras 173
outubro de 2010, ampliou para 300 mil
pejos das torres de refrigeração do sistema
metros quadrados o complexo tecnológico
de ar-condicionado.
da companhia – um dos maiores do mundo
Graças à gestão ecoeficiente dos re-
em pesquisa aplicada. Na operação das
cursos hídricos, a água reaproveitada após
instalações, que reúnem 23 edificações pa-
o tratamento dos efluentes soma-se a da
ra 66 laboratórios, o destaque é a gestão
chuva. Ela é coletada em cinco das seis cis-
ecoeficiente da água, com previsão de eco-
ternas subterrâneas da expansão e utili-
nomia de 600 milhões de litros anuais.
zada nas bacias sanitárias e na irrigação das
Pela concepção, projeto, construção e
áreas verdes, contribuindo para a economia
funcionamento, a expansão ganhou, em
no consumo de água da Companhia Es-
2011, o prêmio nacional de obra pública
tadual de águas e Esgotos (Cedae). A água
sustentável, concedido pela organização
potável adquirida da concessionária é des-
não governamental Green Building Coun-
tinada a: pias dos banheiros, dependências
cil Brasil (GBC Brasil), que incentiva a in-
ligadas à alimentação, bebedouros, parte
dústria ecoeficiente. Operado pela Regio-
das torres de refrigeração, laboratórios e
nal Baía de Guanabara (RBG) dos Serviços
plantas de teste.
Compartilhados, o conjunto de prédios
Quando as novas instalações do Cenpes
teve ativada em julho a Estação de Trata-
chegarem ao pico de atividades previsto
mento e Reúso de águas (Etra), que re-
pela Petrobras, a Etra vai tratar 72 mil litros
cebe também os esgotos sanitários, quí-
de efluentes por hora – 35 mil de origem
micos e oleosos da antiga instalação do
sanitária; 10 mil, oleosa; e 27 mil litros da
Cenpes, do outro lado da Avenida Horácio
água utilizada nas torres de resfriamen-
de Macedo, na Ilha do Fundão.
to, dos quais cinco mil litros serão descar-
A estação de tratamento, em fase de
tados sob a forma de concentrados sali-
pré-operação, proporciona o reúso de gran-
nos. No processamento desses efluentes,
de quantidade de água das novas instala-
a Etra terá tratado 67 mil litros de água,
ções – uma economia que chegará a R$ 12
bombeados para reúso nas torres do siste-
milhões por ano, quando a Etra estiver a
ma de refrigeração.
todo o vapor. Além dos efluentes de banhei-
Mesmo sem ter entrado em força máxi-
ros, cozinhas, copas, laboratórios e plan-
ma, as novas instalações já rendem ganhos
tas piloto, a estação processa todos os des-
em ecoeficiência no uso da água. “Tudo defotos: aNdRé motta dE souza / baNCo dE imagENs pEtRobRas
pende do nível de ocupação dos prédios e
de os laboratórios estarem em plena carga,
mas, mesmo sem termos chegado ainda
à vazão de projeto, já economizamos milhões em água nestes primeiros meses”,
afirma a coordenadora de Recursos Hídricos e Resíduos da Gerência de Operações
de Utilidades da RBG, a engenheira química Taísis Bloomfield. A expansão, onde tra-
A principal característica do prédio da
Universidade Petrobras é a economia
de energia com o uso da luz solar, que
se irradia pelo átrio por uma claraboia
de 900 metros quadrados
balham cerca de duas mil pessoas, deverá
abrigar o dobro à medida que forem sendo
cido pelos ganhos de circulação de ar e
abertos novos laboratórios.
integração com o ambiente.
Na fase de operação assistida da es-
Os desafios começaram antes mesmo
tação de tratamento, destinada a ajus-
da construção. “O maior desafio foi cons-
tes técnicos, um dos focos de atenção é
truir um prédio desse porte em uma área
o desenvolvimento da cultura de micro-
residencial, especialmente na fase de des-
-organismos que atuam no tratamento
monte de rocha – foram 102 mil metros
dos efluentes sanitários. Os efluentes ole-
cúbicos de rocha desmontada com explo-
osos são tratados pelo processo físico-
sões controladas, sem que fosse registra-
-químico de osmose reversa e os das tor-
do nenhum incidente relevante”, lembra
res, pelo de desmineralização.
Celso Araripe D’Oliveira, gerente da Unida-
A ecoeficiência na gestão dos recursos
hídricos fez do Cenpes uma referência em
de de Implementação de Empreendimentos de Cabiúnas.
tecnologia ambiental. O desempenho do
sistema é acompanhado de perto pelo Ins-
energia solar no rio
tituto Estadual do Ambiente (Inea) e visita-
Outro exemplo de construção é o Edi-
do com frequência por pesquisadores e
fício Cidade Nova, a sede da Universidade
universitários ligados à área.
Petrobras, no centro carioca. Uma de suas
marcas é a economia de energia graças ao
Harmonia capixaba
uso intensivo da luz solar, que se irradia
A sede da Petrobras no Espírito San-
pelo átrio por uma claraboia de 900 me-
to, inaugurada em 2011 na capital do esta-
tros quadrados. Também usamos cada vez
do, incorpora todos os conceitos de sus-
mais a energia do sol para aquecer água
tentabilidade das modernas construções
em nossos prédios, como no edifício-se-
inteligentes, caracterizadas pela ecoefi-
de (Edise), no coração do Rio, e na sede da
ciência na gestão da água e da energia.
Petrobras Distribuidora, no bairro do Ma-
Agregando soluções desenvolvidas no pro-
racanã. Inovações sustentáveis como es-
jeto do Cenpes, o Edifício Vitória foi projeta-
sas são parte integrante do Centro Em-
do com atenção a fatores como a incidência
presarial Senado, onde a companhia vai
da luz solar e a topografia do terreno, como
agrupar atividades espalhadas por outros
forma de potencializar as vantagens natu-
locais do centro do Rio.
O prédio da universidade petrobras,
no Rio, impressiona pelo
aproveitamento da luz solar
rais da área, na Praia do Canto.
O prédio, que reuniu diversas atividades da companhia antes espalhadas pela
Grande Vitória, ocupa um terço da área
Clique e acesse a galeria de fotos
da expansão do Cenpes
Nas páginas 24 e 25, a seção Forma
e Conteúdo mostra em detalhes
a nova sede de Vitória
verde de 82 mil metros quadrados, favore173 Revista Petrobras | 23
FORMA E CONTEÚDO
—
ele é sustentável
NOssO cONJuNtO de pRÉdiOs eM vitóRiA ApOstA
NA eFiciêNciA pARA cOMBAteR O despeRdÍciO
24 | Revista Petrobras 173
fonte: ENgENhaRia/pEtRobRas | fotos: ENgENhaRia/pEtRobRas | ilustração: VaNEssa goNçalVEs/ azul
173 Revista Petrobras | 25
mudança NÓS FAzEMOS PARTE
—
o timão é delas!
—
peLA pRiMeiRA vez NA HistóRiA dA MARiNHA
MeRcANte dO BRAsiL, duAs MuLHeRes
OcupAM As pRiNcipAis FuNÇÕes de
cOMANdO eM uM NAviO de gRANde pORte
É uma senhora mudança. A comandante Hildelene Lobato Bahia, de 38 anos, e a imediata Vanessa
dos Santos Silva, de 30, controlam desde janeiro o
timão do Rômulo Almeida, quarto navio do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef)
da Transpetro
sem dispensar os
brincos, a sorridente
Hildelene vai ocupar
pela segunda vez o
posto de comando
de um navio
26 | Revista Petrobras 173
A imediata
Vanessa confia
na sensibilidade
feminina para facilitar
o entendimento
com a comandante
Hildelene
ela enxerga longe
“Fiquei muito lisonjeada quando fui convidada a
navios como Potengi, Pedreiras, Lindoia e Neusa, sempre
assumir essa função, não apenas por estar ao lado de
com comandantes homens, e nunca tive problemas de
uma comandante mulher, mas por ser um navio novo,
relacionamento profissional. Mas estou muito confiante
de um projeto grande como o Promef. E também pela
nessa nova experiência com a comandante Hildelene.
confiança que depositaram em meu trabalho, porque
A relação entre mulheres é diferente, acho que natu-
sei que a tripulação desse navio foi escolhida a dedo por
ralmente temos afinidades de pensamento e no jeito
sua competência. Minha família ficou radiante quando
de fazer as coisas. Não é uma questão de competência
dei a notícia. Sou imediata há três anos, trabalhei em
apenas, é de interação, e acho que vai fluir muito bem”.
vanessa dos santos silva, imediata
a pioneira não perde o pique
“Nós participamos do processo de construção do
tes só havia homens. Vai ser uma honra trabalhar com
navio no Estaleiro Mauá, em Niterói (RJ), e fiquei muito
uma imediata mulher, e é também uma novidade para
feliz de acompanhar esse projeto desde o nascedouro
mim. Já havia trabalhado no Carangola com mulheres
junto com a Vanessa. Eu já tinha o orgulho de ter sido a
como oficial de náutica, maquinista e até bombeadora.
primeira mulher no comando de um navio, o Carangola,
A imediata é o braço direito da comandante, e eu me
que assumi em 2009 e de onde só saí em setembro pas-
dou muito bem com a Vanessa, ela é uma referência
sado para acompanhar a fase final de preparo do Rô-
profissional para mim. Estar com ela no comando si-
mulo Almeida. Foi como desbravar uma fronteira, abrir
naliza uma mudança de cultura, o avanço da mão de
uma nova porta em um mercado de trabalho onde an-
obra feminina em cargos de chefia”.
Hildelene lobato bahia, comandante
fotos: thElma VidalEs E RENata mEll0/baNCo dE imagENs pEtRobRas
173 Revista Petrobras | 27
mudança
PRÉDIOS
mudança NOVOS
AMBIENTE
DE TRABALHO
—
—
um novo jeito
um modo
sustentável
—
de construir
—
cristina Bentz em seu
“escritório” ao ar livre no
cenpes: tendência mundial
28 | Revista Petrobras 173
fotos: João l. aNJos/ aNgulaR/ BANCO DE IMAGENS PETROBRAS
de fazer
REUNIÕES EM JARDIM SUSPENSO, TROCA DE INFORMAÇÕES
COM CLIENTES POR MEIO DE FERRAMENTA DIGITAL E MUITA
ColaboRação Em REdE – Já pERCEbEu Como o muNdo
DO TRABALHO VEM MUDANDO?
H
á um ano, a gerente de Im-
nossa força de trabalho. “Estamos tra-
plementação de Soluções em
zendo para dentro da corporação o que o
Tecnologias (IST II), da área de
mundo nos impulsiona, sempre garantin-
Tecnologia da Informação e
do a segurança da informação. As manei-
Telecomunicações (TIC), Mar-
ras de trabalhar estão mudando, e a com-
tha Gomes, fez um único pedido aos seus
panhia está despertando para isso”, atesta
oito coordenadores: inovação. A resposta
Martha, acrescentando que existem 166
que obteve foi uma nova forma de traba-
wikis em produção. Estes grupos de toda a
lho entre estes profissionais e seus clien-
companhia se comunicam e constroem co-
tes dentro da companhia, com a utilização
nhecimento colaborativamente, democra-
da ferramenta wiki, de compartilhamento
tizando e compartilhando a informação.
de informações. A partir dali, eles foram
desenvolvendo uma comunicação mais ágil
colaboração em rede
“As maneiras de
trabalhar estão
mudando, e a
companhia está
despertando
para isso”
martha gomes, gerente de
Implementação de Soluções
e colaborativa, permitindo mais rapidez e
Uma comunicação mais participativa, hu-
maior facilidade para a documentação dos
mana e transparente. Com essa tríade, que
de Tecnologia da Informação
projetos desenvolvidos. Em pouco tempo,
direciona a nova comunicação da compa-
e Telecomunicações (TIC)
glossários de termos que aparecem em re-
nhia, está sendo desenvolvido o piloto de
latórios, e são construídos por clientes e pe-
uma rede voltada para a colaboração e para
la TIC nos wikis, também foram integrados
o compartilhamento, destinada a aperfei-
à ferramenta.
çoar o trabalho e estreitar o relacionamen-
Este movimento de mudança, de busca
to dos integrantes de nossa força de traba-
por novos modelos de trabalho, ocorreu
lho. A rede é subprojeto do Comunicação
em diferentes áreas da Petrobras e cada
Interna 2.0, um dos seis projetos estratégi-
vez estará mais presente no dia a dia da
cos do Plano Integrado de Comunicação
fotos: RogéRio REis/ baNCo dE imagENs pEtRobRas
em Tecnologias (IST II), da área
Clique e confira o vídeo com o
depoimento de Cristina Bentz
173 Revista Petrobras | 29
mudança AMBIENTE DE TRABALHO
—
Rede de
colaboração
1.300 pessoas, essa rede, ainda sem nome definitivo, deverá estar disponível este
“O objetivo é pôr as
pessoas em rede
para dialogar, falar
e serem ouvidas,
para que possamos
trabalhar de forma
mais integrada”
consuelo sánchez, líder do grupo
de trabalho da rede colaborativa
30 | Revista Petrobras 173
com o Público Interno (PIC Interno), im-
ano para 135 mil integrantes da força de
plementado pela Comunicação Institucio-
trabalho que têm chave e senha. Trata-se
nal e pelo RH. Para pôr a rede no ar, junta-
de um ambiente sem pré-moderação,
ram-se a eles três áreas da TIC – Agilidade,
mas com utilização sujeita ao Código de
Arquitetura e Desenvolvimento –, no gru-
Ética da companhia.
po de trabalho que conta ainda com repre-
“Durante o projeto-piloto, não houve
sentantes da Comunicação de E&P, Abas-
nenhum exemplo de mau uso ou posta-
tecimento, Gás e Energia e Engenharia.
gens de conteúdo inapropriado, e per-
Além de perfil para atualização de status e
cebemos que 70% das comunidades são
reunião de dados profissionais e pesso-
relacionadas ao trabalho”, conta Consue-
ais, a rede engloba comunidades, blogs,
lo. A rede será um instrumento comple-
fóruns e a ferramenta wiki.
mentar ao portal da companhia. Nela, as
“O objetivo é pôr as pessoas em rede
informações do portal poderão ser com-
para dialogar, falar e serem ouvidas, para
partilhadas, “curtidas” e disseminadas. “A
que possamos trabalhar de forma mais in-
rede permite agilidade, facilidade e pron-
tegrada”, conceitua Consuelo Sánchez, líder
tidão. Sua implantação foi um processo
do grupo de trabalho. “É um espaço para a
longo e difícil, mas gratificante, pois es-
troca de ideias das pessoas, e não somen-
tamos dando voz ao nosso público”, en-
te dos departamentos, estimulando, assim,
fatiza Consuelo.
novas conexões. É o conhecimento das pessoas fluindo”, acrescenta Leonardo Magela, da TIC, integrante do grupo.
Jardim suspenso
No novo prédio do Centro de Pesqui-
Iniciada como piloto, de setembro a
sas e Desenvolvimento Leopoldo Améri-
dezembro de 2012, para um público de
co Miguez de Mello (Cenpes), um jardim
fotos: BANCO DE IMAGENS PETROBRAS
WiKi
esses dispositivos e pressiona para que
as empresas os incorporem em seu dia a
suspenso no terceiro andar vem se trans-
dia. As pessoas querem ver e-mails, sites,
formando em local de trabalho dos mais
aplicações, agilizando assim as tomadas
concorridos. Arejado, com luz natural e
de decisões. Os institutos de pesquisa
uma infraestrutura que comporta ponto
acreditam que até 2015 haverá uma mu-
de rede, wireless e cabeamento, a exten-
dança completa nos acessos às informa-
sa área tem plantas, flores e mobiliário
ções, sendo as tecnologias móveis a fon-
em madeira, proporcionando um espa-
te principal de consumo de informação”,
ço de trabalho agradável. Em atividade na
conta Fagner.
expansão do Cenpes desde outubro, a
Já o projeto do Novo Ambiente de
geofísica Cristina Bentz, da Gerência de
Trabalho (NAT), coordenado por Heloisa
Monitoramento Ambiental, conta que a
Salgado, será responsável por trazer, ao
utilização do espaço tem tido um aumen-
fim de quatro anos, um ambiente digital
to gradual e que as reuniões semanais de
com interfaces, tendo como grande dife-
sua área agora são no jardim. “É uma óti-
rencial o foco nas pessoas. “Os instrumen-
ma solução. Acredito que esses espaços
tos de trabalho serão cada vez mais in-
mais arborizados sejam uma tendência
tegrados. Uma pessoa poderá entrar na
mundial”, avalia.
sala falando ao celular e transferir sua li-
Identificar e maturar as tendências
Jardim ao ar livre no
centro de convenções
da expansão do cenpes:
espaço de convivência
gação para o softphone”, diz Heloisa.
são ações que a TIC está desenvolvendo
Outro objetivo do NAT é criar ferra-
nos programas Mobilidade e Novo Am-
mentas que diminuam o tempo de espe-
biente de Trabalho (NAT). O primeiro, co-
ra em alguns processos, dando menos
ordenado por Anderson Fagner, segue
cliques para fazer as mesmas operações,
a tendência any screen, anywhere (qual-
identificando as pessoas quando entram
quer tela em qualquer lugar) e busca so-
em outros prédios da Petrobras e conec-
luções para dispositivos móveis rápidas,
tando-as à rede automaticamente. “Não
simples, seguras e de acordo com as
é a tecnologia pela tecnologia. É negócio.
necessidades dos diferentes grupos de
É preciso focar nas vantagens competiti-
usuários. “O mercado passa a consumir
vas”, frisa Heloisa.
173 Revista Petrobras | 31
mudança COTIDIANO
—
leveza e inovação na cozinha
—
FABRicAdOs cOM MAteRiAL RecicLAdO, Os NOvOs
bOTIjÕES DE GáS DE COZINhA (GLP) bUSCAM INOVAR
O eNvAse, O tRANspORte e O MANuseiO
P
resente nos lares de milhões de
ção do novo modelo, cujo uso é consagra-
brasileiros, o botijão de gás está
do em países da Europa e da ásia, além
de roupa nova. Além do modelo
dos Estados Unidos. O produto está desde
tradicional, que todos já conhe-
fevereiro de 2012 em fase de testes de
cem, agora entra em cena o Lev.
mercado em cerca de seis mil residências
O nome não poderia ser mais apropriado:
nas regiões metropolitanas de Rio de Ja-
o novo botijão, feito de polietileno de alta
neiro, São Paulo e Porto Alegre, em emba-
densidade, é cerca de 20% mais leve que o
lagens de cinco e nove quilos.
velho e conhecido botijão de aço.
32 | Revista Petrobras 173
Os botijões de material reciclável são
Subsidiária da Petrobras, uma das maio-
resultado de uma parceria da Liquigás com
res distribuidoras de gás liquefeito de pe-
a Braskem, a maior petroquímica das Amé-
tróleo (GLP) do país e líder no mercado de
ricas na produção de resinas termoplás-
botijões, a Liquigás aposta na populariza-
ticas, e a Amtrol-Alfa, empresa líder munfotos: diVulgação/ liquigás
dial na fabricação de botijões e responsável
ta em sua superfície. Depois de recolhido
Brasil. “Com o Lev, a Liquigás reforça mais
pela produção das primeiras amostras do
das residências, a exemplo do que ocorre
uma vez seu pioneirismo e posicionamen-
Lev em Portugal.
com o modelo de aço, o Lev é apenas lava-
to de empresa inovadora, capaz de ofere-
O diretor de GLP Envasado da Liquigás,
do. “Gastamos 2,4 milhões de litros de tinta
cer variedade de produtos, conveniência e
Paolo Ditta, assinala que “o Lev se destina a
por ano para pintar os botijões atuais de
qualidade aos seus consumidores finais”,
todos os consumidores, principalmente os
aço”, afirma Ricardo Mendes de Paula.
destaca o presidente da Liquigás, Antonio
residenciais, com a vantagem de atender
A Liquigás importou cerca de seis mil
também a públicos específicos, como os
unidades do Lev para os testes de merca-
proprietários de trailers e embarcações, pa-
do, com capacidade para armazenar 5 kg (o
ra quem o peso, o material e a dimensão do
L-5) e 9 kg (o L-9) de GLP. Os resultados
vasilhame fazem diferença”.
estão sendo consolidados e farão parte
de um relatório sobre a viabilidade do pro-
seguro e moderno
Rubens Silva Silvino.
Clique e assista a um vídeo sobre
as vantagens do LEV e sua aplicação
no dia a dia dos brasileiros
jeto para comercialização do produto no
O uso do material reciclável em sua
composição torna o Lev mais prático e confortável para manuseio e transporte. Com
alças ergonômicas, o novo botijão é reves-
beleza e tecnologia
tido externamente com uma cobertura rígida de polietileno de alta densidade e tem
Mais bonito, com linhas harmônicas e novas cores, o botijão Lev tem revestimento ex-
internamente um invólucro de aço reforça-
terno de polietileno de alta densidade e reforço interno de fibra de vidro. Ele é 20%
do com fibra de vidro.
mais leve do que o botijão convencional.
A modernidade é acompanhada de segurança: a configuração da sua embalagem foi certificada pela TÜV Rheinland,
órgão de inspeção independente acreditado pelo Inmetro. Outra vantagem é que a
válvula de acoplamento do Lev é semelhante à do tradicional botijão de 13 quilos,
o que permite o uso dos reguladores já
existentes no mercado.
O meio ambiente agradece a chegada do Lev ao Brasil. Segundo o diretor de
Operações e Logística da Liquigás, Ricardo
Mendes de Paula, os novos botijões, por
serem mais leves, podem reduzir o consumo de diesel da frota de caminhões distribuidores, com diminuição significativa
das emissões de dióxido de carbono (CO2)
– um dos gases do efeito estufa responsáveis pelo aquecimento global.
A longevidade é mais uma vantagem
ecológica do Lev. O material reciclável que
o reveste é altamente resistente à ação do
tempo. Além de durarem mais que os botijões de aço, que são sujeitos à corrosão, os
botijões Lev dispensam a aplicação de tin173 Revista Petrobras | 33
mudança GESTÃO INTEGRADA
—
agilidade e precisão
no controle de ativos
—
cOM iNFORMAÇÕes ceNtRALizAdAs, sisteMAs dA tRANspetRO e dA ÁReA
de e&p MudAM A ROtiNA de OpeRAÇÃO de dutOs, pLAtAFORMAs e cAMpOs
D
uas iniciativas estão mudando
forma segura e eficiente às indústrias, ter-
o modo de gerir ativos na Pe-
melétricas, refinarias, terminais e bases de
trobras: o Centro Nacional de
distribuição em todo o Brasil.
Controle Operacional (CNCO),
Criado em 2002, o CNCO vem sendo
premissas do giop
Aumentar a eficiência de produção
Reduzir custos operacionais
da Transpetro, e o Gerencia-
continuamente ampliado. Atualmente, tem
Aumentar o fator de recuperação
mento Integrado de Operações (GIOp), da
19 consoles operando 24 horas por dia,
Reduzir custos de investimentos
área de E&P (Exploração e Produção). A
sete dias por semana, utilizando sistemas
centralização de informações e a comu-
computacionais de última geração e tec-
nicação contínua são características co-
nologia de ponta em telecomunicação. O
alcance de tomada de decisão em tempo
muns aos dois projetos.
cenário no Centro de Controle é de ficção
adequado, por meio do redesenho e da
Referência mundial entre os principais
científica: um painel de projeção, que pode
integração dos processos produtivos, onde
núcleos operacionais de transporte du-
ser dividido em até 40 telas, permite a vi-
se cruzam dados e informações da pro-
toviário, o CNCO (foto), localizado na sede
são completa das movimentações.
dução, e a comunicação é total. Foi uma
da Transpetro, no Rio de Janeiro, supervisiona e controla, de forma centralizada,
mudança que fez toda a diferença na área
Qualificação profissional
e se insere na metodologia de gestão por
a movimentação de petróleo, derivados,
A centralização das operações oferece
gás natural e combustíveis alternativos
inúmeros benefícios, uma vez que permi-
O programa GIOp é uma evolução
líquidos, como o álcool, em nossos oleo-
te a padronização de procedimentos e de
do projeto GeDIg (Gerenciamento Digi-
dutos e gasodutos.
processos adotada pela Petrobras.
rotinas, a supervisão de todo o processo
tal Integrado de Campos) e usa as lições
São 14 mil quilômetros de dutos, o equi-
em um mesmo local e a otimização de re-
aprendidas com o antecessor. Quem ex-
valente a um terço da circunferência da
cursos humanos e de softwares de dia-
plica é o coordenador nacional do pro-
Terra. Desse total, o CNCO monitora hoje
gnóstico de vazamentos. Assim, o CNCO
grama, Paulo Roberto Viana: “O GIOp tem
86% da movimentação nacional de petró-
detecta mais rapidamente eventuais pro-
como objetivo a otimização das opera-
leo, derivados e biocombustíveis realiza-
blemas na operação, agiliza o fluxo de
ções através da atuação integrada de ti-
da por oleodutos e 100% das operações de
comunicação de emergências e reduz o
mes interdisciplinares, ao revisarem seus
gasodutos. Do Rio de Janeiro, os técnicos
tempo de resposta e o impacto de algu-
processos de trabalho operacional, sendo
de operação podem interferir no funciona-
ma anormalidade.
estes últimos suportados por tecnologia
mento dos dutos e terminais, ligando e des-
Por meio do Programa de Treinamento,
ligando bombas, abrindo e fechando vál-
que prevê cursos de reciclagem teóricos e
Na prática, dentro do programa GIOp já
vulas e alterando pontos de operação das
em simuladores de dutos, o Centro Ope-
funcionam as chamadas ReDIAs (Reunião
malhas, além de detectar vazamentos e
racional mantém seus empregados quali-
Diária dos Ativos), reuniões em que são
simular condições operacionais futuras.
ficados. “A função do CNCO é acompanhar
analisadas as ameaças e as oportunidades,
É uma complexa infraestrutura para ga-
o crescimento do negócio do Sistema Pe-
de modo integrado, pelas diversas discipli-
rantir que nossos produtos cheguem de
trobras. Temos que nos desenvolver sem-
nas, com priorização das atividades que
pre a fim de estarmos preparados para
serão feitas no curto e no médio prazos.
adequada ao uso”.
atender a todas as demandas da compa-
Não há dúvida de que o sistema GIOp
nhia”, afirma o gerente Márcio Manhães,
representa um investimento tecnológico
da área de Óleo.
de grande porte, mas Paulo Roberto Viana
faz questão de ressaltar: “O enfoque não é
gestão por processos
apenas na tecnologia, mas principalmente
Na área de E&P, funciona desde 2010
nas pessoas e nos processos. A metodolo-
o Gerenciamento Integrado de Operações
gia é similar àquela usada nos projetos de
(GIOp), metodologia de projeto baseada
desenvolvimento da produção, passando
na gestão por processos, adotada para o
por portões decisórios”.
foto: RENATA MELLO
173 Revista Petrobras | 35
mudança BIODIESEL E AGRICULTURA FAMILIAR
—
bons ventos
no campo
—
36 | Revista Petrobras 173
pROduÇÃO de giRAssOL NO sudOeste de MiNAs geRAis QuAdRupLicOu
eM uM ANO. AtuAÇÃO dA petROBRAs BiOcOMBustÍveL estiMuLOu
MudANÇAs NA AgRicuLtuRA FAMiLiAR
A
s plantações de girassol nos
municípios do sudoeste de Mi-
campos de girassóis
nas Gerais, flor que gera matéria-prima para o Programa
de Suprimento Agrícola da
Petrobras Biocombustível, cresceram e se
multiplicaram. Os bons ventos se mostram
não só na beleza dos campos floridos, mas
nas expressivas cifras que transformaram a
realidade local no curto período de um ano.
Entre as safras de 2010/2011 e 2011/2012,
a produção quadruplicou: passou de 1.138
para 5.038 toneladas, o que corresponde
a 83% da safra projetada pela Companhia
Nacional de Abastecimento (Conab) para o
estado. Isso trouxe melhorias significativas
para a vida de dezenas de agricultores familiares, parceiros da Petrobras Biocombustível no negócio.
Os resultados são fruto de mudanças
na forma de atuar, como explica o gerente do Escritório de Suprimento Agrícola de
Montes Claros, Eliseu Cerqueira. “O primeiro diferencial foi a assistência técnica. Nesta
safra, três profissionais acompanharam de
modo exclusivo os agricultores”, conta.
bustível Social, que garante competitivida-
grãos pela Petrobras. Com o incentivo ao
Cultivado na chamada safrinha (entres-
de no mercado de biodiesel e reafirma o
plantio do girassol, a companhia vem es-
safra do plantio de milho), o girassol é plan-
nosso compromisso com o desenvolvimen-
truturando a cadeia de produção de olea-
tado em março e colhido do fim de junho até
to associado à sustentabilidade.
ginosas no estado, desde a industrialização dos grãos até a comercialização dos
setembro. O plantio é mecanizado. O giras-
A mudança do tipo de semente foi ou-
sol traz benefícios para o solo, ajudando na
tro fator fundamental para o salto na co-
sua descompactação e favorecendo os pro-
lheita. “Graças à orientação dos técnicos,
Desde 2010, todo o diesel comerciali-
cessos de irrigação. A garantia da compra de
os agricultores apostaram na mudança e
zado no Brasil contém uma mistura de 5%
grãos, aliada à assistência técnica oferecida
optaram por utilizar semente híbrida, que
de biodiesel, combustível produzido a partir
pela Petrobras Biocombustível, se tornou
tem produtividade muito maior que a da
de plantas oleaginosas cultivadas no país,
um grande atrativo para a agricultura fami-
semente comum”, explica Cerqueira. O ge-
como soja, algodão, palma, mamona, giras-
liar na região. Para a companhia, a parceria
rente calcula um incremento na economia
sol e canola, bem como de gordura animal
contribui para a manutenção do Selo Com-
local de R$ 6,9 milhões na aquisição de
e óleos residuais de fritura.
foto: BANCO DE IMAGENS PETROBRAS
derivados, como óleos e tortas.
173 Revista Petrobras | 37
mudança CONCEITO
—
a era da
simplificação
—
pROJetO pAdRÃO dAs pLAtAFORMAs ‘RepLicANtes’ eNvOLve
vÁRiAs ÁReAs e diMiNui pRAzOs de cONstRuÇÃO
O
desafio de explorar as re-
drão, encomendado ao Centro de Pesquisas
servas descobertas a sete
Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes)
mil metros de profundidade,
pela área de Exploração e Produção (E&P),
na camada do pré-sal, fez
em articulação com a Engenharia, teve co-
com que os nossos técnicos
mo inspiração a P-57, um FPSO (navio-pla-
se unissem na busca de soluções para via-
taforma que processa, armazena e transfe-
bilizar a produção de um milhão de barris
re óleo e gás) em operação no Campo de
prevista para 2017, na Bacia de Santos, e
Jubarte, na Bacia de Campos.
manter os antigos campos em atividade.
“Nunca atendemos a tantas encomen-
A demanda é grande. Somente para esta
das. Se fôssemos repetir os modelos do
década, nosso Plano de Negócios prevê a
passado de customização das plataformas,
construção de 32 plataformas. Para enfren-
teríamos dificuldades para cumprir nossas
tar esse desafio, uma grande mudança foi
metas”, explica Roberto Moro, gerente-ge-
estruturada na engenharia das platafor-
ral da Implementação de Empreendimentos
mas. A padronização dos projetos das no-
de Unidades Estacionárias de Produção II
vas unidades de produção, conhecidas co-
(IEUEP-II). Oito FPSOs nos moldes da P-57
mo “replicantes”, foi a solução encontrada
estão sendo construídos em estaleiros pró-
pela Petrobras para viabilizar sua carteira
prios ou terceirizados pela Petrobras, em
cada vez maior de empreendimentos.
vários estados do Brasil.
projetada em 2007,
a p-57 é o modelo
a ser seguido pelas
replicantes: sai a
customização e entra
a padronização
“Nós nunca atendemos
a tantas encomendas”
roberto moro, gerente-geral
da Implementação de
Empreendimentos de Unidades
Estacionárias de Produção II
O conceito da repetibilidade, adotado
nas “replicantes”, gera uma curva de apren-
a p-57 abriu o caminho
dizado e resulta na redução de prazos e
Projetada em 2007, a unidade não ado-
custos ao longo dessas obras. O projeto pa-
tou o modelo de customização, o que repre-
38 | Revista Petrobras 173
foto: RODRIGO AzEVEDO FOTOGRAFIAS
sentou uma redução de custos signifi-
internacionais de qualidade técnica e de
cativa, repetida na P-58 e na P-62. “Os
custos e prazos, garantindo assim parida-
técnicos do Cenpes avaliam que o processo
de com os padrões e os preços praticados
de padronização e simplificação de proje-
por estaleiros estrangeiros.
tos traz um excelente resultado para a com-
Este modelo garante ganhos também
panhia”, diz Márcia Gusmão, gerente de Ges-
para a área de E&P na operação e manu-
tão de Portfólio de Projetos para E&P, sobre
tenção das plataformas, pois algumas ati-
o modelo que ficou conhecido internamen-
vidades antes executadas a bordo passam a
te como “a era da simplificação”.
ser realizadas em terra.
o ganho é realmente significativo. “o
“Podemos citar a otimização dos planos,
prazo de construção, que era de 41 meses
dos contratos e do treinamento das equipes
para as plataformas customizadas, foi de
de manutenção e dos estoques de sobres-
33 meses no projeto da P-57. Estamos uti-
salentes. Na operação, teremos ganhos no
lizando este prazo como padrão a ser se-
treinamento dos operadores, nos procedi-
guido nos projetos replicantes para o pré-
mentos de operação e na maior flexibilida-
-sal”, conta Roberto Moro.
de de movimentação de operadores entre
a simplificação, no entanto, não signi-
as plataformas”, avalia Carlos Cunha Dias
fica menos rigor nos padrões de seguran-
Henriques, gerente de Implantação de Pro-
ça operacional. A ordem é utilizar equipa-
jetos – Replicantes (E&P-PGSU), atestando
mentos com padrão internacional, evitando
que a padronização traz benefícios para to-
projetá-los para uma única plataforma. No
das as áreas envolvidas no processo de sim-
fim, todo o projeto é avaliado por métricas
plificação da construção das plataformas.
o avanço das
‘replicantes’
2010/2020 – construção de
32 plataformas
pico das entregas em 2016,
com seis plataformas
custo médio de cada
plataforma depois da p-57
– us$ 1,5 bilhão
prazo de construção atual
– 40 meses, podendo cair
para 33
173 Revista Petrobras | 39
mudança PRáTICA
—
transformações em curso
—
gestÃO dA MudANÇA É HOJe teMA de estudOs eM tOdO O
MuNdO e FAtOR esseNciAL pARA O sucessO dAs eMpResAs
P
ense na palavra mudança. O que
“As empresas do século XXI não têm
trobras e em modelos conceituais reco-
vem à sua cabeça? A combina-
fronteiras, se integram a empregados, clien-
nhecidos. Por isso, além dos conceitos e
ção destas sete letras certamen-
tes, fornecedores e comunidade, e têm po-
teorias que dão suporte à gestão de mu-
te traz outras tantas palavras,
tencial de serem motor de transformações”,
danças em temas que vão da psicologia,
sentidos e sentimentos. E não
ressalta Moggi. Mudar se tornou necessá-
da antropologia e da pedagogia à admi-
só na dimensão da vida privada: as trans-
rio, mas para mudar não basta querer. En-
nistração, os fóruns fizeram com que ges-
formações radicais na organização social
volvida com a gestão de mudanças des-
tores, líderes e gerentes descrevessem suas
e econômica vividas desde o século passa-
de o início dos anos 2000, Angela Vega, da
experiências de mudança.
do tornaram o tema central para as empre-
área de Organização, Gestão e Governança
sas. Mais do que conceito, a prática de ges-
(OG&G), conhece bem os desafios envolvi-
tão da mudança é hoje determinante para
dos no processo, iniciado com a implantação
as pessoas e para os negócios.
da Gestão por Processos, como desdobra-
No artigo ”A essência da transforma-
mento da gestão integrada dos macropro-
ção”, Jair Moggi, mestre em Administração
cessos auxiliados pelo software de planeja-
de Empresas pela Faculdade de Economia e
mento de recursos empresariais SAP ERP.
“Foram 14 casos, envolvendo mode-
Administração da Universidade de São Pau-
los de gestão, segurança de informações,
lo (USP), considera que o tema se tornou
meio ambiente, tecnologia da informação
emergencial para o Ocidente em meados da
e e-commerce, entre outros. A cada fórum,
década de 1970. O declínio da hegemonia
todos recebiam um conjunto de conheci-
econômica dos Estados Unidos e o avanço
mentos e descreviam seus projetos”, conta
dos produtos de melhor qualidade e preços
Angela Vega. O processo levou à criação de
menores vindos dos países orientais indi-
”Começamos pensando em como es-
um Referencial Petrobras para a Gestão de
cou novo cenário: o modelo técnico-meca-
truturar a gestão da mudança para dar
Mudanças, com base nos oito passos de
nicista de gestão das empresas não era
conta da transformação cultural”, lembra.
John Kotter, doutor em comportamento or-
mais suficiente.
Com o apoio de uma consultoria, o cami-
ganizacional pela Harvard Business School
nho encontrado por Angela foi estruturar
e referência no setor.
40 | Revista Petrobras 173
um projeto para construir um esquema
Na área de Tecnologia da Informação e
referencial de gestão das mudanças, ba-
Telecomunicações (TIC), a gestão da mu-
seado nos conhecimentos gerados na Pe-
dança ganhou corpo. “A área de TIC é muiilustração: flaVia adRiaNE/ azul
oito passos para a transformação
(do artigo “Liderando a mudança: por que os esforços de transformação fracassam”,
de John p. Kotter, publicado na Harvard Business Review de março/abril 1995)
to viva. A estrutura se adapta, muda para
se adaptar”, afirma a gerente setorial Celia
Lozinsky, que começou a trabalhar em gestão de mudança em meados de 2001. A
equipe cresceu, criou metodologia de trabalho própria, se reorganizou, e hoje trabalha em pequenos núcleos multidisciplinares nas gerências da TIC, cuidando de
projetos para clientes que compõem o Sistema Petrobras.
Na TIC, uma gerência setorial de Planejamento e Gestão (PG) dedica-se à gestão de mudança dos projetos internos da
unidade e dos inovadores, que têm impacto em toda a companhia, como é o caso
da telefonia IP. Celia destaca os três pilares fundamentais da gestão de mudança:
comunicação, capacitação e sensibilização/
mobilização. “O ponto de partida é fazer o
levantamento dos impactos que a mudança vai causar no público. Por melhor que
seja a solução, o processo vai mexer com
as pessoas, que estavam em sua zona de
conforto”, exemplifica.
173 Revista Petrobras | 41
EU CURTO...
—
... andar na corda bamba
Para quem saiu da serra catarinense, onde cuidava da vinícola da família, e aportou à beira-mar carioca, o engenheiro agrônomo Enrico Calvette Conti, da Petrobras Biocombustível, até
que não demorou a se acostumar com a mudança radical de
ambiente. Entre as aulas do mestrado em Gestão Ambiental e
os estudos para ingressar na Petrobras – o que conseguiu em
2012 –, Enrico se apaixonou por um esporte do qual não pretende mais se afastar: o slackline. Ele surgiu na década de 1980,
com aventureiros que praticavam escaladas no Parque Nacional
de Yosemite, nos Estados Unidos. Quando as montanhas estavam muito molhadas para escalar, eles esticavam cordas e fitas,
e tentavam se equilibrar sobre elas. “O slackline é um esporte
fantástico. Une equilíbrio, concentração e determinação. Faz muito
bem para a mente e o corpo. Eu diria que é uma meditação atlética. Além de ser um esporte ao ar livre, traz pitadas de adrenalina e muita emoção”, diz Enrico, que foi vice-campeão brasileiro
em 2011, criou algumas manobras e se orgulha de ter sido um
dos pioneiros do slackline. “Fizemos o esporte tomar as areias
das praias do Rio de Janeiro e do Brasil. Os praticantes se espalharam pelo mundo inteiro”.
... o canto dos curiós
A paixão pelos pássaros vem desde criança, quando já admirava
o canto do sabiá do seu avô. Mas a paixão virou amor da vida inteira
quando Kleber Cruz, técnico de manutenção da Transpetro no Terminal de São Francisco do Sul (SC), ganhou um canário-da-terra de
seu tio. O que era hobby virou coisa séria a partir de 2005, quando
ele ouviu pela primeira vez o canto do curió (Oryzoborus angolensis), ave da família Emberizidae, nativa do Brasil. Devidamente cadastrado no Ibama como criador amadorista de pássaros silvestres
e diretor da Associação de Criadores de Curió de Joinville (SC), Kleber é um estudioso dos métodos de criação, da genética e do manejo de curiós e hoje participa de torneios regionais e nacionais de
canto da espécie. “Tenho a minha criação em casa. Criar curió, além
de ser um ótimo hobby, garante a preservação e a perpetuação da
espécie, que já esteve ameaçada de extinção”.
42 | Revista Petrobras 173
... reconstruir canções
Fernando Goldenberg, da área Internacional, aprendeu a tocar violão com aquelas revistas de cifras que hoje
são raridade em bancas de jornal. Ao contrário de muita
gente que desiste no meio do caminho, ele foi em frente. Até criar a própria banda, a Suçuarana. “Tocamos durante alguns anos regularmente em um bar de Vila Isabel, e também em casamentos e festas. Nossa onda é
desvirtuar as músicas, basicamente MPB. Não fazemos
cover, os arranjos são nossos, alguns inusitados, mas
sempre com a marca de reconstruir as músicas”, conta.
Com o início do trabalho na Petrobras, em 2009, o ritmo
da agenda de shows diminuiu, mas não o ímpeto criativo
de Fernando: ele está montando um estúdio em casa
para aprimorar a qualidade dos novos arranjos da Suçuarana e fazer gravações com nível profissional. Quem sabe
não vem um CD por aí?
... a vida sobre as ondas
Em Aracaju, onde nasceu, vive e trabalha, José Roberto de Oliveira é conhecido como Tito de Noronha. O apelido vem do surfe,
que ele pratica desde 1985, e mais precisamente do convívio com
as ondas perfeitas do arquipélago de Fernando de Noronha, para
onde já viajou 14 vezes. Técnico de administração e controle da Gerência de Comunicação e Segurança da Informação da UO-Seal,
Roberto tem rotina de atleta: faz academia quase todos os dias,
corre cinco quilômetros dia sim, dia não, e surfa sempre que o mar
tem boas ondas, mesmo em dias de semana. “Minha casa fica a
cinco minutos da praia e a quinze minutos do trabalho. Então caio
no mar logo cedo, às 5h, ou no final da tarde”, diz ele, que não bebe,
não fuma e não perde noite de sono. “O surfe tem uma importância bem significativa na minha vida e nas minhas atitudes. Hoje sou
mais tolerante, pensativo e calculista”.
Clique e confira o vídeo de tito surfando as ondas do peru
e você, cuRte O Quê?
[email protected]
se você faz algo diferente, desenvolve um talento ou um trabalho voluntário
e quer compartilhar com todo mundo, escreva pra gente!
fotos: ARQUIVO PESSOAL
173 Revista Petrobras | 43
NOSSO OLHAR
—
Natureza
em foco
estA seÇÃO É ABeRtA A
cOLABORAÇÕes de tOdOs Os
iNtegRANtes dA FORÇA de
tRABALHO Que teNHAM NA
FOtOgRAFiA uMA FORMA de
expRessÃO de seu diA A diA
NA cOMpANHiA
As fotos selecionadas para publicação terão apenas uma coisa em comum: a Petrobras. E já nesta primeira leva dá para perceber como esse universo é amplo e generoso.
Um arco-íris captado de uma janela do Edifício Ventura, no Centro do Rio, e quatro ânguBorboleta em folhagens próximas ao
prédio administrativo, 14 de abril de 2010
los inusitados colhidos no Terminal de Paranaguá (PR). Esperamos novos olhares.
“Na Comunicação Institucional, trabalho
diretamente com fotografia, cobrindo eventos,
treinamentos e reuniões. Entre um compromisso e
outro de trabalho, às vezes vejo uma oportunidade
de fotografar um tema diferente. Pequenos detalhes
que não são percebidos pela maioria das pessoas
no cotidiano do trabalho. Nas quatro fotos
que envio para esta edição está o meu olhar
sobre cenários do Terminal de Paranaguá”.
alessandra Kitani, técnica de administração e controle da
Comunicação Institucional/Atendimento e Articulação
Regional da Transpetro no Terminal de Paranaguá (PR)
44 | Revista Petrobras 173
terminal de paranaguá visto
da prainha do Rocio,
16 de junho de 2010
árvore florida atrás do
prédio administrativo,
16 de junho de 2010
Abelha na flor do pé de graviola, atrás do prédio
administrativo, 16 de junho de 2010
“Amo arco-íris, eles sempre me trazem uma sensação de
paz, e este, particularmente, foi mesmo lindo e vibrante.
Além disso, nunca tinha visto o final de um tão de perto –
neste caso, dava para notar que era literalmente
na pracinha dos Arcos da Lapa (de modo que se poderia
facilmente “ir até lá” naquele momento!). Fiquei imaginando
se o famoso pote de ouro estaria ali por baixo... “.
Kátia filippi pecoraro, da Gerência de
Comunicação Empresarial e Responsabilidade
Social da área de Negócio Internacional
Arco-íris visto do alto do Edifício Ventura, no Centro do Rio, onde fica a
Área de Negócio internacional da petrobras, 30 de agosto de 2012
participe. envie sua foto para [email protected],
com uma pequena descrição (máximo de 160 toques), seu nome
e lotação. A imagem deve ter 300 dpi (15cm de largura) ou, no mínimo,
5 MB (feita com celular).
173 Revista Petrobras | 45
A PALAVRA é sua
—
suA voz
—
você é a nossa força
Esta página é uma linha direta entre a
revista e seus leitores. Um canal aberto à
participação de toda a força de trabalho da
Petrobras. Por meio de cartas, e-mails, postagens em nosso site ou outras formas de expressão, você poderá comentar a última edição,
sugerir personagens e abordagens para o tema
de nossa próxima revista, fazer críticas e elogios.
Tudo será bem-vindo: nosso intuito é fazer uma
Revista Petrobras cada vez melhor, com a colaboração imprescindível dos leitores.
seja um colaborador da revista
Cada integrante da nossa força de trabalho pode ter uma boa história para compartilhar. Se você tem alguma sugestão de assunto em sua unidade de trabalho – uma característica marcante, algo inusitado ou singular –, pode nos enviar, e ela será analisada.
Nossa revista criou algumas seções para ampliar as possibilidades de colaboração
da força de trabalho. Veja algumas delas:
abre aspas
eu curto...
nosso olhar
Comentários livres
sobre o tema da
edição. Pode falar.
Atividades ou talentos
desenvolvidos fora do
ambiente de trabalho.
Viva a vida.
a fotografia como
forma de expressão.
Mande a sua.
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Que assuntos mais lhe interessaram?
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vamos falar sobre
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173 Revista Petrobras | 1 - Relacionamento Petrobras