ACEF/1213/12817 — Relatório preliminar da CAE ACEF/1213/12817 — Relatório preliminar da CAE Caracterização do ciclo de estudos Perguntas A.1 a A.10 A.1. Instituição de Ensino Superior / Entidade Instituidora: Instituto Politécnico De Setúbal A.1.a. Outras Instituições de Ensino Superior / Entidades Instituidoras: A.2. Unidade(s) orgânica(s) (faculdade, escola, instituto, etc.): Escola Superior De Tecnologia De Setúbal A.3. Ciclo de estudos: Engenharia Electrotécnica e Computadores-Ramo de Electromecânica; Ramo de Electrónica e Telecomunicações; Ramo de Electrónica e Computadores; Ramo de Energias Renováveis e Sistemas de Potência. A.4. Grau: Licenciado A.5. Publicação do plano de estudos em Diário da República (nº e data): <sem resposta> A.6. Área científica predominante do ciclo de estudos: Electrónica e Telecomunicações; Electrotecnia e Si A.7.1 Classificação da área principal do ciclo de estudos de acordo com a Portaria nº 256/2005, 16 de Março (CNAEF): 522 A.7.2 Classificação da área secundária do ciclo de estudos de acordo com a Portaria nº 256/2005, 16 de Março (CNAEF), se aplicável: 523 A.7.3 Classificação de outra área secundária do ciclo de estudos de acordo com a Portaria nº 256/2005, 16 de Março (CNAEF), se aplicável: 481 A.8. Número de créditos ECTS necessário à obtenção do grau: 180 A.9. Duração do ciclo de estudos (art.º 3 Decreto-Lei 74/2006, de 24 de Março): 3 Anos A.10. Número de vagas aprovado no último ano lectivo: 60 Relatório da CAE - Ciclo de Estudos em Funcionamento Pergunta A.11 A.11.1.1. Condições de acesso e ingresso, incluindo normas regulamentares Existem, são adequadas e cumprem os requisitos legais A.11.1.2. Evidências que fundamentam as classificações de cumprimento assinaladas. A provas de ingresso são adequadas. pág. 1 de 28 ACEF/1213/12817 — Relatório preliminar da CAE As condições de acesso e ingresso estão de acordo com o Artigo 14º (Normas regulamentares da licenciatura) do Decreto-Lei n.º 74/2006, de 24 de Março, alterado pelo DL 107/2008, de 25 de Junho, e com o Artigo 1º, nº 2 da Portaria nº 1031/2009 de 10 de Setembro, Diário da República, 1ª série-Nº176-10 de Setembro de 2009, em relação às provas de ingresso. Condições de Acesso - 12.º Ano + Provas de Ingresso - Concurso Especial + 23 anos - Concurso Especial CET (Cursos de Especialização Tecnológica) Provas de Ingresso: 07 Física e Química 19 Matemática A Classificações Mínimas Nota de Candidatura: 100 pontos Provas de Ingresso: 95 pontos Fórmula de Cálculo Média do secundário: 65% Provas de ingresso: 35% Existe Preferência Regional e Cursos com Acesso Preferencial. A.11.2.1. Designação É adequada A.11.2.2. Evidências que fundamentam as classificações de cumprimento assinaladas. Ramos claramente relacionados com a especialidade de Eng. Eletrotécnica. A designação está globalmente adequada ao plano de estudos, objectivos e regime de funcionamento. Distribuição de ECTS pelas Áreas Científicas em geral equilibrada no sentido da designação e objectivos. Entre 108 e 111 ECTS no conjunto das Áreas Científicas de ET e de ESP para os Ramos de ERSP, EC e ET. O Ramo de EM é mais diversificado, com 61 ECTS no conjunto destas duas áreas científicas. A inclusão de “Computadores” na designação, embora prática comum, possui uma sustentação moderada em termos do plano de estudos, especialmente no Ramo EM. Pela análise do plano, o Ramo de ERSP poderia designar-se de forma mais adequada “Sistemas de Potência” ou “Sistemas de Potência e Energias Renováveis” - só existem 10 ECTS explicitamente dedicados ao tratamento específico das energias renováveis. Existe alguma redundância na designação do Ramo EC quando na designação geral do curso já existe “ ... e de Computadores”. A.11.3.1. Estrutura curricular e plano de estudos Satisfaz as condições legais A.11.3.2. Evidências que fundamentam as classificações de cumprimento assinaladas. Estão de acordo com o Decreto-Lei n.º 74/2006, de 24 de março, alterado pelo Decreto-Lei n.º pág. 2 de 28 ACEF/1213/12817 — Relatório preliminar da CAE 107/2008, de 25 de junho, Artigo 10.º e Artigo 8º N.º 3 — No ensino politécnico, o ciclo de estudos conducente ao grau de licenciado deve valorizar especialmente a formação que visa o exercício de uma atividade de caráter profissional, assegurando aos estudantes uma componente de aplicação dos conhecimentos e saberes adquiridos às atividades concretas do respetivo perfil profissional. O ciclo de estudos tem 180 créditos ECTS e uma duração de seis semestres, de acordo com o Decreto-Lei 74/2006, de 24 de março, artigo 8º, N.º1, que especifica que no ensino politécnico, o ciclo de estudos conducente ao grau de licenciado tem 180 créditos e uma duração normal de seis semestres curriculares de trabalho dos alunos. Respeitam a legislação aplicável, nomeadamente: - Duração do ciclo de estudos; - Número total de ECTS; - Horas de trabalho em cada semestre; - Relação entre horas de trabalho e ECTS. A.11.4.1 Docente(s) responsável(eis) pela coordenação da implementação do ciclo de estudos Foi indicado e tem o perfil adequado A.11.4.2. Evidências que fundamentam as classificações de cumprimento assinaladas. O docente tem formação científica adequada, com licenciatura, mestrado e doutoramento na área da Engenharia Electrotécnica e investigação na mesma área, mais afim com os Sistemas de Potência – Ramo ERSP. O docente possui experiência de gestão científica e organizacional no ensino superior adequada. Para os Ramos EC, ET e EM estão nomeados professores para assessorarem a coordenação científica (Página Web). No entando, as fichas de docente destes docentes não são muito detalhadas nos campos relativos à experiência profissional e à investigação científica. Não foi possível consultar a ficha de docente para o professor associado à coordenação do Ramo EM. Pergunta A.12 A.12.1. Existem locais de estágio e/ou formação em serviço. Não A.12.2. São indicados recursos próprios da instituição para acompanhar os seus estudantes no período de estágio e/ou formação em serviço. Não aplicável A.12.3. Existem mecanismos para assegurar a qualidade dos estágios e períodos de formação em serviço dos estudantes. Não aplicável A.12.4. São indicados orientadores cooperantes do estágio ou formação em serviço, em número e qualificações adequadas (para ciclos de estudos de formação de professores). Não aplicável A.12.5. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada. Não existe estágio curricular no ciclo de estudos. No entanto existe na ESTSetúbal/IPS um Gabinete de Inserção Profissional (GIP). O GIP visa o apoio à inserção na vida activa dos diplomados da ESTSetúbal/IPS, auxiliando os alunos na procura do primeiro emprego ou de estágios profissionais em colaboração com a Ordem dos Engenheiros Técnicos, conducentes à sua integração no mercado de trabalho. São apresentados 16 Protocolos de Estágio na área do ciclo de estudos e afectação de alunos em 11 pág. 3 de 28 ACEF/1213/12817 — Relatório preliminar da CAE estágios. A.12.6. Pontos Fortes. Existência do Gabinete de Inserção Profissional. É muito valorizado o apoio à inserção na vida activa dos diplomados da ESTSetúbal/IPS. A.12.7. Recomendações de melhoria. Embora não exista estágio curricular, deve ser avaliada a possibilidade de existirem estágios e, em geral, devem ser valorizadas as ligações da instituição ao meio empresarial e dinamizadas as estruturas de apoio à inserção no meio profissional. Do Anexo A17.2: “...verifica-se que a generalidade dos estágios é realizada com empresas com as quais não existe protocolo.”. Os estágios e colaborações devem ser sempre objecto de acordos formais de acodo com a legislação aplicável. Por exemplo, deve ser garantido um enquadramento legal para a existência de um seguro para os estudantes e para aspectos como direitos de autor e propriedade intelectual. 1. Objectivos gerais do ciclo de estudos 1.1. Os objectivos gerais definidos para o ciclo de estudos foram formulados de forma clara. Sim 1.2. Os objectivos definidos são coerentes com a missão e a estratégia da instituição. Sim 1.3. Os docentes envolvidos no ciclo de estudos, bem como os estudantes, conhecem os objectivos definidos. Sim 1.4. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada. A instituição privilegia a formação que visa uma actividade de caracter profissional e uma inserção rápida no mercado de trabalho. Os objectivos do curso são globalmente coerentes com este objectivo. A componente laboratorial é significativa: Entre 26 a 28% indicado no GAV (moderada), mas entre 37% (ERSP) e 44% (EC) considerando todas as aulas PL em todas as áreas. Formação de base equilibrada com 27 ECTS da área Cient. de Matemática e, dependendo do ramo, 6 ECTS na Área Cient. de Mecânica dos Meios Sólidos e 6 ECTS na Área Cient. de Termodinâmica Aplicada. Não são explícitas as áreas clássicas da Mecânica e do Electromagnetismo da Área Cient. de Física. No entanto, existe uma UC de Mecânica e as formas integrais das principais leis do electromagnetismo são estudadas na UC de Electrotecnia I. Apenas no Ramo de ET, na UC de Propagação e Radiação, são estudadas as equações de Maxwell. Docentes e alunos manifestaram conhecer os objectivos do curso e identificam-se com eles. 1.5. Pontos Fortes. Existe uma identificação do corpo docente e discente com os objectivos da instituição e do curso. Curso numa área de elevado significado para o desenvolvimento regional e nacional. pág. 4 de 28 ACEF/1213/12817 — Relatório preliminar da CAE O curso proporciona aos estudantes um horário pós-laboral no Ramo de Electromecânica. Uma percentagem significativa da componente laboratorial reforça o objectivo aplicado do curso e a missão da instituição. Nota: sem considerar a UC de Projecto Final, quando existe, mas considerando todas as aulas do tipo PL em todas as áreas, a componente laboratorial varia entre 37% (ERSP) e 44% (EC). No GAV é indicada uma percentagem laboratorial entre 26 a 28%, valor que provavelmente considera a percentagem laboratorial efectiva em laboratórios das áreas associadas à Engenharia Electrotécnica, e nesse caso é um valor menos significativo. 1.6. Recomendações de melhoria. Devem ser reforçadas as ligações de docentes a projectos de investigação e aplicados à industria, que permitam desenvolver o objectivo de conferir conhecimentos profissionalizantes. Considerar inserir todos os tópicos da área do electromagnetismo na base comum do curso. 2. Organização interna e mecanismos de garantia da qualidade 2.1. Organização Interna 2.1.1. Existe uma estrutura organizacional adequada responsável pelos processos relativos ao ciclo de estudos. Sim 2.1.2. Existem formas de assegurar a participação activa de docentes e estudantes nos processos de tomada de decisão que afectam o processo de ensino/aprendizagem e a sua qualidade. Em parte 2.1.3. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada. Existe a estrutura prevista nos Estatutos do IPS: Presidente do IPS; Director da ESTSetubal; Conselho Técnico-Científico e Conselho Pedagógico; Coordenador de Curso; Comissão Executiva do Departamento; Comissão Científica do Departamento. O Coordenador de Curso aglutina as participações individuais de todos docentes e estudantes envolvidos no curso. Os alunos participam através do Conselho Pedagógico. É referido que existem consultas informais aos docentes e estudantes, quando se justifica. 2.1.4. Pontos Fortes. Os docentes e estudantes mostraram muito interesse em participar nas decisões sobre o processo de ensino/aprendizagem e sobre a sua qualidade. O Coordenador mostrou um elevado grau de empenhamento na organização do ciclo de estudos e existe muita proximidade com os estudantes. pág. 5 de 28 ACEF/1213/12817 — Relatório preliminar da CAE 2.1.5. Recomendações de melhoria. Fomentar a participação do corpo docente, em geral, e fomentar a participação dos estudantes através de inquéritos, com o objectivo de melhorar o processo formativo. Não há evidências de auscultação formal, sistemática e consequente dos conjunto global dos estudantes através de inquéritos. Em geral, a auscultação formal dos estudantes precisa ser operacionalizada de forma a tornar-se eficaz na melhoria do processo formativo. Existem inquéritos protótipo, mas a sua realização, tratamento e discussão não estão ainda sistematizados e consolidados. A auscultação informal de docentes e estudantes efectuada, embora positiva, não substitui a auscultação formal, sistemática, com discussão e com efeitos no processo formativo. A participação em inquéritos por parte dos alunos condiciona o acesso ao Sistema de Informação da Escola. A participação forçada pode deturpar os resultados, recomendando-se procurar formas alternativas de motivar a participação. 2.2. Garantia da Qualidade 2.2.1. Foram definidos mecanismos de garantia da qualidade para o ciclo de estudos. Sim 2.2.2. Foi designado um responsável pelo planeamento e implementação dos mecanismos de garantia da qualidade. Sim 2.2.3. Existem procedimentos para a recolha de informação, acompanhamento e avaliação periódica do ciclo de estudos. Em parte 2.2.4. Existem formas de avaliação periódica das qualificações e competências dos docentes para o desempenho das suaus funções. Em parte 2.2.5. Os resultados das avaliações do ciclo de estudos são discutidos por todos os interessados e utilizados na definição de acções de melhoria. Em parte 2.2.6. O ciclo de estudos já foi anteriormente avaliado/acreditado. Em parte 2.2.7. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada. Existem os Órgãos de Gestão e o Coordenador do Curso. A Escola dispõe de uma estrutura local da Qualidade inserida no Sistema Integrado de Gestão do IPS–SIGIPS. Esta estrutura é coordenada pelo Núcleo de Gestão da Qualidade da Unidade para a Avaliação e a Qualidade do IPS (UNIQUA/IPS) que não tem, no entanto, intervenção direta no funcionamento do ciclo de estudos. O Responsável pela estrutura local da Qualidade é o Sub-Director da ESTSetúbal/IPS. No SGQ há relatórios de docentes e do Coordenador para o CTC com accções de melhoria identificadas. O Coordenador elabora um relatório de monitorização anual. pág. 6 de 28 ACEF/1213/12817 — Relatório preliminar da CAE Existe consulta informal aos docentes e estudantes. Existe Manual da Qualidade . Existe publicado o Regulamento de Avaliação de Desempenho e Alteração do Posicionamento Remuneratório do Pessoal Docente do IPS que prevê a realização da avaliação uma vez em cada triénio. No entanto, este regulamento ainda não foi aplicado. O IPS foi globalmente avaliado em 2008 pela EUA. 2.2.8. Pontos Fortes. No Instituto Politécnico de Setúbal existe uma Unidade para a Avaliação e a Qualidade (UNIQUA-IPS). Estrutura Interna detalhada com responsabilidades na Qualidade. 2.2.9. Recomendações de melhoria. Existem inquéritos protótipo, mas a sua realização, tratamento e discussão não estão generalizados. Deve ser implementada uma auscultação formal, sistemática e consequente dos estudantes através de inquéritos. Os resultados dos processos de avaliação devem ser amplamente divulgados, de modo a envolver todos os intervenientes no processo formativo, docentes, estudantes e não-docentes, nas ações de melhoria. Articular e simplificar a atenção à qualidade pela organização interna (Orgãos e Coordenador) com os procedimentos do SGQ. Simplificar a estrutura e os procedimentos do SGQ para se tornarem mais efetivos na melhoria do processo de ensino/aprendizagem, no cumprimento dos objectivos do curso e da missão institucional. Nomeadamente, o sistema deve ser suficientemente leve para que os docentes colaborem sem reservas nos processos de auto-avaliação, o que não acontece actualmente com todos os docentes. Implementar o Regulamento de Avaliação de Desempenho e A.P.R.P. Docente do IPS. 3. Recursos materiais e parcerias 3.1. Recursos materiais 3.1.1. O ciclo de estudos possui as instalações físicas necessárias ao cumprimento sustentado dos objectivos estabelecidos. Sim 3.1.2. O ciclo de estudos possui os equipamentos didácticos e científicos e os materiais necessários ao cumprimento sustentado dos objectivos estabelecidos. Sim 3.1.3. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada. Estão disponíveis 5 auditorios, 30 salas de aula, 25 laboratórios e 1 mediateca. 3.1.4. Pontos Fortes. Um bom conjunto de 25 laboratórios especializados em geral bem equipados e uma boa mediateca. Estar prevista à partida a existência de um saldo de 250 Euros para o Projecto Final de Curso. 3.1.5. Recomendações de melhoria. pág. 7 de 28 ACEF/1213/12817 — Relatório preliminar da CAE Alguns recursos estão desatualizados, pelo que devem ser atualizados os recursos essenciais. Perante limitações financeiras é fundamental uma análise mais crítica das necessidades e prioridades em recursos materiais, de forma a não colocar em causa a formação. Por exemplo, não dispersando recursos dispendiosos por um elevado número de laboratórios e reorganizando o funcionamento para manter a disponibilidade dos recursos para todos os estudantes que deles necessitem. Embora esteja previsto um saldo inicial para o Projecto Final de Curso, os estudantes referem que muitas vezes a possibilidade de utilização deste saldo e a encomenda de componentes não funcionam em tempo útil. Devem ser estudadas formas de garantir a existência destes recursos em tempo útil. 3.2. Parcerias 3.2.1. O ciclo de estudos estabeleceu e tem consolidada uma rede de parceiros internacionais. Sim 3.2.2. O ciclo de estudos promove colaborações com outros ciclos de estudo dentro da sua instituição, bem como com outras instituições de ensino superior nacionais. Em parte 3.2.3. Existem procedimentos definidos para promover a cooperação interinstitucional no ciclo de estudos. Sim 3.2.4. Existe uma prática de relacionamento do ciclo de estudos com o seu meio envolvente, incluindo o tecido empresarial e o sector público. Sim 3.2.5. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada. A nível do IPS, existem acordos de mobilidade com 13 instituições europeias no âmbito do programa Erasmus e parcerias para bolsas com 11 Universidades Sul-Americanas e uma parceria com 1 instituição Africana. A licenciatura em Eng. Electrotécnica e de Computadores articula a sua formação com o Mestrado em Eng. Electrotécnica e de Computadores, com o qual partilha recursos humanos e materiais. Existe ainda, a nível da ESTSetúbal, colaboração com 2 cursos de outras escolas do IPS. Existem colaborações de docentes com outras instituições em termos de leccionação e de trabalhos finais de licenciatura e mestrado. Existe o Centro para a Internacionalização e Mobilidade do IPS (CIMOB-IPS). É promovida a Semana Internacional no IPS. São referidos trabalhos para o exterior, estágios, palestras, cedência de equipamento e propostas de trabalhos finais de curso. Neste âmbito a escola celebrou 132 protocolos. Na Secção A.17 são indicados 16 acordos no âmbito de estágios associados ao curso. 3.2.6. Pontos Fortes. Existe o Centro para a Internacionalização e Mobilidade do IPS (CIMOB-IPS). 3.2.7. Recomendações de melhoria. Embora exista o Centro para a Internacionalização e Mobilidade do IPS e mecanismos para promover a mobilidade e acordos internacionais, estes não têm tido o sucesso desejado - a mobilidade de docentes e alunos é muito reduzida. pág. 8 de 28 ACEF/1213/12817 — Relatório preliminar da CAE Fortalecer os processos de divulgação e de captação de estudantes e docentes para mobilidade. Promover a divulgação da instituição e o ensino em língua Inglesa, como medida para atrair estudantes em mobilidade. Disponibilizar/melhorar a página Web do IPS em língua Portuguesa e Inglesa e considerar a leccionação de aulas em Inglês. Reforçar o relacionamento com o meio envolvente, nomeadamente através da realização de projetos conjuntos, a partir de propostas de e para organizações do tecido empresarial e/ou sector público, envolvendo docentes e estudantes do ciclo de estudos. Organização de uma associação de Alumni para reforçar a ligação do IPS aos graduados e empresas. 4. Pessoal docente e não docente 4.1. Pessoal Docente 4.1.1. O corpo docente cumpre os requisitos legais. Sim 4.1.2. Os membros do corpo docente (em tempo integral ou parcial) têm a competência académica e experiência de ensino adequadas aos objectivos do ciclo de estudos. Sim 4.1.3. O número e o regime de trabalho dos membros do pessoal docente correspondem às necessidades do ciclo de estudos. Sim 4.1.4. É definida a carga horária do pessoal docente e a sua afectação a actividades de ensino, investigação e administrativas. Em parte 4.1.5. O corpo docente em tempo integral assegura a grande maioria do serviço docente. Sim 4.1.6. A maioria dos docentes mantém a sua ligação ao ciclo de estudos por um período superior a três anos. Sim 4.1.7. Existem procedimentos para avaliação da competência e do desempenho dos docentes do ciclo de estudos. Em parte 4.1.8. É promovida a mobilidade do pessoal docente, quer entre instituições nacionais, quer internacionais. Em parte 4.1.9. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada. Existe um corpo docente próprio, qualificado na área do ciclo de estudos e no seu conjunto adequado em número. O corpo docente apresenta formação académica e experiência de ensino adequadas, mas é necessário garantir a sua adequação aos requisitos do DL 115/2013, quanto ao número de doutorados e especialistas. Alguns docentes, incluindo alguns em tempo integral, não referiram actividades científicas ou de desenvolvimento. tecnológico. Não existe alocação explícita a actividades de investigação e administrativas. pág. 9 de 28 ACEF/1213/12817 — Relatório preliminar da CAE Existe o Reg. de Avaliação de Desempenho e Alteração do Posic. Remuneratório do Pessoal Docente do IPS. A avaliação de desempenho deve realizar-se uma vez em cada triénio, mas ainda não foi implementada. (Complemento na Secção 8 – Observações). Existe o Centro para a Internacionalização e Mobilidade do IPS e a Semana Internacional do IPS, mas as acções de mobilidade concretas do pessoal docente são muito limitadas, quer entre instituições nacionais, quer internacionais. 4.1.10. Pontos Fortes. Os estudantes mostram satisfação com a qualidade da formação dos docentes e com a sua disponibilidade de atendimento, mesmo fora dos horários previstos para o efeito. 4.1.11. Recomendações de melhoria. O número de docentes associado ao curso é elevado (83 TI) - provavelmente devido à existência de 4 ramos e à partilha de recursos com outros cursos. Esta flexibilidade exige que se garanta um equilíbrio do corpo docente por ramo, por ano lectivo e por regime, já que as qualificações apresentadas consideram todos os ramos e doutorados e especialistas em todas as áreas. Por ex., há doutorados que não leccionam em determinados anos (0h na DSD) e há vários doutorados associados a UCs específicas apenas a um ou alguns ramos. Continuar a promover a formação. Os rácios legais de doutores e especialistas nas áreas fundamentais do curso devem ser reforçados, garantindo o equilíbrio entre áreas e entre ramos. Desenvolver ações de promoção e estímulo à mobilidade docente. Incentivar os docentes a reforçar o desenvolvimento de projetos de I&D e de prestação de serviços tecnologicamente avançados para empresas. Implementar o Reg. de Avaliação de Desempenho e A.P.R.P. Docente do IPS. 4.2. Pessoal Não Docente 4.2.1. O pessoal não docente tem a competência profissional e técnica adequada ao apoio à leccionação do ciclo de estudos. Sim 4.2.2. O número e o regime de trabalho do pessoal não docente correspondem às necessidades do ciclo de estudos. Sim 4.2.3. O desempenho do pessoal não docente é avaliado periodicamente. Sim 4.2.4. O pessoal não docente é aconselhado a frequentar cursos de formação avançada ou de formação contínua. Em parte 4.2.5. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada. A ESTSetúbal/IPS dispõe de 30 funcionários: 3 Técnicos Superiores, 1 Especialista de Informática, 20 Assistentes Técnicos e 6 Assistentes Operacionais, afetos ao conjunto dos departamentos. 5 funcionários estão afetos aos laboratórios. pág. 10 de 28 ACEF/1213/12817 — Relatório preliminar da CAE No conjunto dos funcionários, 1 possui o grau de mestre, 3 o grau de licenciado e 3 frequentam uma licenciatura. Adicionalmente 8 possuem o 12.º ano, 2 o 11.º ano e 4 o 9.º ano. A avaliação de desempenho do pessoal não docente é efetuada no âmbito do SIADAP, com periodicidade anual. Existe um Plano de Formação que prevê que cada trabalhador frequente 2 ações por ano. Não foram identificados exemplos de mobilidade do pessoal não docente. 4.2.6. Pontos Fortes. Existe um Plano de Formação Planeada do pessoal não docente. 4.2.7. Recomendações de melhoria. Existe um Plano de Formação que prevê que cada trabalhador frequente 2 ações por ano - em 2010, em 192 trabalhadores (IPS), 155 frequentaram ações de formação. No entanto, não é claro qual desta formação foi específica aos 30 funcionários da ESTSetubal alocados aos departamentos e serviços que suportam mais directamente o ciclo de estudos. Também não foram obtidos exemplos de formação relevante para as funções desempenhadas no âmbito do apoio directo ao ciclo de estudos. Promover a formação especializada do pessoal não docente com o objectivo explícito da melhoria efectiva da qualidade do ciclo de estudos Promover a mobilidade nacional e internacional do pessoal não docente. Organizar maior apoio dos Técnicos aos estudantes para utilização dos laboratórios, se possível, fora do horário das aulas. O número de Técnicos alocados para apoio a laboratórios (5) parece reduzido para todos os departamentos e laboratórios. Considerar re-estruturar a alocação dos Técnicos. 5. Estudantes e ambientes de ensino/aprendizagem 5.1. Caracterização dos estudantes 5.1.1. Existe uma caracterização geral dos estudantes envolvidos no ciclo de estudos, incluindo o seu género, idade, região de proveniência e origem sócio-económica (escolaridade e situação profissional dos pais). Sim 5.1.2. Verifica-se uma procura do ciclo de estudos por parte dos potenciais estudantes ao longo dos últimos 3 anos. Em parte 5.1.3. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada. Os estudantes são maioritariamente do sexo masculino (85%) e são oriundos da região de Lisboa (91%). Das 210 vagas do ciclo de estudos colocadas a concurso nos últimos três anos, foram ocupadas cerca de 29%. Tanto o número de candidatos em 1ª opção (25-11-1), como o número de colocados (40-16-5) têm apresentado uma tendência decrescente. pág. 11 de 28 ACEF/1213/12817 — Relatório preliminar da CAE 5.1.4. Pontos Fortes. 5.1.5. Recomendações de melhoria. Melhorar a divulgação e aumentar a atractividade do ciclo de estudos junto de públicos potenciais diversificados, nomeadamente em termos de região e género. Promover a valorização social e industrial da área do ciclo de estudos, de forma a influenciar as prioridades estratégicas nacionais motivando mais estudantes e financiamentos para a área. O perfil aplicado, muito positivamente reconhecido pelos graduados e empregadores, quando comparado com cursos em áreas semelhantes em instituições universitárias, pode ser aproveitado para promoção do ciclo de estudos e atracção de candidatos. Os casos de sucesso de graduados na indústria podem ser aproveitados para promoção do ciclo de estudos e atracção de candidatos. 5.2. Ambiente de Ensino/Aprendizagem 5.2.1. São tomadas medidas adequadas para o apoio pedagógico e o aconselhamento sobre o percurso académico dos estudantes. Sim 5.2.2. São tomadas medidas para promover a integração dos estudantes na comunidade académica. Sim 5.2.3. Existe aconselhamento dos estudantes sobre a possibilidade de financiamento e de emprego. Sim 5.2.4. Os resultados de inquéritos de satisfação dos estudantes são usados para melhorar o processo de ensino/aprendizagem. Não aplicável 5.2.5. A instituição cria condições para promover a mobilidade dos estudantes. Em parte 5.2.6. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada. O apoio pedagógico e aconselhamento são promovidos pelos Responsaveis pelas UCs, Coordenador do Curso e Conselho Pedagógico. Existe o Gabinete de Apoio ao Estudante (E+), com o objetivo de ajudar a promover o sucesso escolar, nomeadamente através de uma rede de mentorado. Existe uma receção aos estudantes na abertura do ano letivo e a Associação de Estudantes promove a Semana Académica. Os SAS/IPS têm como objectivo garantir a execução da política de Ação Social. Existe um Gabinete de Inserção Profissional (GIP) que pode aconselhar sobre financiamento e emprego. Há auscultação regular dos estudantes pelo Coordenador do Curso e existem inquéritos pedagógicos protótipo. pág. 12 de 28 ACEF/1213/12817 — Relatório preliminar da CAE Existe o Centro para a Internacionalização e Mobilidade do IPS, o Regulamento da Mobilidade Internacional do IPS, o Regulamento de Aplicação do Sistema de Créditos Curriculares e o Regulamento do Reconhecimento Académico do Estudante em Mobilidade. Existe um conjunto de acordos para mobilidade (Secção 3.2.5). 5.2.7. Pontos Fortes. Existência de um Gabinete de Apoio ao Estudante (E+). Existência de um programa interno de apoio aos alunos que, por diversos motivos, não são abrangidos pelo sistema instituído de atribuição de bolsas. São disponibilizados a todos os estudantes, a preços subsidiados, uma residência de estudantes, duas cantinas, um clube desportivo e a prestação de cuidados de saúde. Existe um bom pavilhão desportivo. 5.2.8. Recomendações de melhoria. Não existem inquéritos pedagógicos com carácter sistemático, com divulgação e análise dos seus resultados de forma a influenciar positivamente o processo de ensino/aprendizagem. Deve ser organizada a auscultação formal dos estudantes através de inquéritos, com análise, divulgação e discussão dos dos seus resultados, de forma a melhorar o processo de ensino/aprendizagem. Existe uma estrutura muito completa associada à mobilidade, mas a mobilidade é muito reduzida desenvolver iniciativas de divulgação que motivem os estudantes para a mobilidade internacional. A disponibilização da informação na página Web e a lecionação de aulas numa língua estrangeira podem facilitar o processo. Devem ser promovidas mais acções junto dos estudantes com o objectivo de lhes dar a conhecer todos os serviços a que têm acesso. Não foi possível obter opinião de nenhum estudante ou graduado do Ramo EM. Os estudantes avaliam de forma negativa a recepção e apoio que encontram nos Serviços Académicos. 6. Processos 6.1. Objectivos de Ensino, Estrutura Curricular e Plano de Estudos 6.1.1. Estão definidos os objectivos de aprendizagem (conhecimentos, aptidões e competências) a desenvolver pelos estudantes e foram operacionalizados os objectivos permitindo a medição do grau de cumprimento. Sim 6.1.2. A estrutura curricular corresponde aos princípios do Processo de Bolonha. Sim 6.1.3. Existe um sistema de revisão curricular periódica que assegura a actualização científica e de métodos de trabalho. Em parte 6.1.4. O plano de estudos garante a integração dos estudantes na investigação científica e/ou actividades profissionais. pág. 13 de 28 ACEF/1213/12817 — Relatório preliminar da CAE Em parte 6.1.5. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada. São apresentadas competências específicas na Secção 6.1.1 do GAV e nas FUC. Os graduados e empregadores confirmam a adequação das competências. A estrutura curricular cumpre os requisitos legais e os princípios do Processo de Bolonha: Duração; organização em semestres, horas de trabalho e ECTS; definição de objetivos e competências e medição do seu cumprimento; mecanismos para mobilidade; perfil aplicado associado aos objetivos. É referido que poderão existir revisões sempre que exista justificação e o Coordenador de Curso poderá propor alterações e actualizações de unidades curriculares ao Conselho Técnico-Científico. Não sendo o principal objectivo do curso, os alunos têm contacto com trabalhos com alguma prática de investigação aplicada, sendo alguns envolvidos em projectos de investigação da responsabilidade dos docentes. 6.1.6. Pontos Fortes. Uma significativa componente laboratorial que reforça o objectivo aplicado da formação e a missão da instituição. Nota: embora na Secção 6.3.4 do GAV seja referida uma componente laboratorial de 27% das horas de contacto, por análise do plano de estudos pode verificar-se que a percentagem de aulas do tipo Prático-Laboratorial varia entre 37,4% para o Ramo ERSP e 43,9% para o Ramo de EC. O valor apresentado deve referir-se à componente efectivamente leccionada em laboratórios específicos da área da engenharia electrotécnica, não sendo nesse caso tão significativo. 6.1.7. Recomendações de melhoria. A estrutura cumpre os princípios do Processo de Bolonha. No entanto, a carga de horas de contacto é, em geral, muito significativa (26h por semana), o que torna difícil cumprir o objectivo da realização de trabalhos com elevada autonomia, que deverão também ser elaborados na componente presencial. Ponderar ter uma UC de Projeto/Estágio, com a possibilidade de realizar um Estágio com conteúdo técnico-científico elevado, em opção a Projeto. Em alternativa ao Estágio, garantir o apoio aos estudantes que desejem ter acesso a um estágio logo após a licenciatura. Deve ser melhorado o processo de revisão curricular periódica, evitando a prática indicada de medidas isoladas não regulares. Considerar incluir/consolidar temas de Gestão de Projetos, Gestão de Recursos Humanos e Empreendedorismo na UC da Área Científica de CEC. Considerar uma discussão relativa à base comum de Eng. Electrotécnica em todos os ramos de acordo com as sugestões apresentadas na Secção 6.2.8 deste relatório. 6.2. Organização das Unidades Curriculares 6.2.1. São definidos os objectivos da aprendizagem (conhecimentos, aptidões e competências) que os pág. 14 de 28 ACEF/1213/12817 — Relatório preliminar da CAE estudantes deverão desenvolver em cada unidade curricular. Sim 6.2.2. Existe coerência entre os conteúdos programáticos e os objectivos de cada unidade curricular. Sim 6.2.3. Existe coerência entre as metodologias de ensino e os objectivos de cada unidade curricular. Em parte 6.2.4. Existem mecanismos para assegurar a coordenação entre as unidades curriculares e os seus conteúdos. Sim 6.2.5. Os objectivos de cada unidade curricular são divulgados entre os docentes e os estudantes. Sim 6.2.6. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada. Existem objectivos da aprendizagem e competências específicas descritas nas Fichas de Unidade Curricular, coerentes com os conteúdos programáticos e as metodologias de ensino. As metodologias de ensino descritas nas FUCs são em geral adequadas aos objectivos, tendo sido confirmado por estudantes e graduados. Em geral existe uma carga presencial significativa (26h por semana) obrigando a especial atenção ao desenvolvimento de actividades com elevada autonomia. A coordenação entre as unidades curriculares é em primeiro lugar responsabilidade do Coordenador do Curso e existe auscultação informal de docentes e estudantes. Os alunos criticam negativamente o facto da UC de Introdução à Eng. Electrotécnica ser demasiado genérica. 6.2.7. Pontos Fortes. As Fichas de Unidade Curricular contêm informação detalhada e a bibliografia é adequada. 6.2.8. Recomendações de melhoria. As metodologias descritas nas FUCs são em geral adequadas aos objectivos, mas a percentagem de horas teóricas é muito reduzida (2,7% a 5%), o que significa que a apresentação de novos conceitos terá de ser desenvolvida também em aulas de outros tipos. Deve existir um mecanismo regular e sistemático para a coordenação entre UCs. Dada a estrutura diversificada com 4 ramos, promover uma discussão com o objectivo de analisar/confimar/ajustar a base de Eng. Electrotécnica que deverá ser comum a todos os ramos. Por ex. considerar os tópicos base em Sinais e Sistemas, Processamento de Sinal, Electrónica, Telecomunicações, Automação, Sistemas Eléctricos, Redes de Energia Eléctrica e Máquinas Eléctricas. Neste contexto poderá ser positivo incluir total ou parcialmente Telecomunicações I em ERSP e em EM; Sist. Eléct. Industriais em ET e Redes de E. Eléctrica em EC, ET e EM; os tópicos de Electrotecnia III poderiam ser úteis mais cedo no curso e noutros ramos. Complementado na Secção 9.3. 6.3. Metodologias de Ensino/Aprendizagem 6.3.1. As metodologias de ensino e as didácticas estão adaptadas aos objectivos de aprendizagem das unidades curriculares. Sim 6.3.2. A carga média de trabalho necessária aos estudantes corresponde ao estimado em ECTS. pág. 15 de 28 ACEF/1213/12817 — Relatório preliminar da CAE Em parte 6.3.3. A avaliação da aprendizagem dos estudantes é feita em função dos objectivos da unidade curricular. Sim 6.3.4. As metodologias de ensino facilitam a participação dos estudantes em actividades científicas e/ou profissionais. Em parte 6.3.5. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada. Fichas de Unidade Curricular (FUCs) em geral bem definidas e organizadas. A metodologia de ensino e a avaliação constam das FUCs e estão de acordo com os objectivos. Procura-se que as competências adquiridas conduzam ao pensamento autónomo e à resolução de problemas. São realizadas reuniões, palestras e cursos de curta duração para atender à evolução tecnológica e às novas necessidades dos estudantes. Existe o Regulamento de Avaliação do Aproveitamento dos Estudantes. O Coordenador certifica-se de que a avaliação decorre como previsto em todas as UCs. Não se realizam de forma sistemática inquéritos pedagógicos que permitam verificar a adequação e o cumprimento dos ECTS. Existe no entanto auscultação informal dos estudantes e dos docente pelo Coordenador do Curso e os estudantes concordam globalmente com a adequação dos ECTS. Alguns trabalhos laboratoriais exigem pesquisa bibliográfica, simulação e um relatório detalhado. O projecto final de curso implica uma pesquisa aprofundada. 6.3.6. Pontos Fortes. Os estudantes têm uma opinião muito positiva acerca da disponibilidade dos docentes para os apoiar, incluindo fora das aulas e dos horários previstos para o efeito. Uma componente de prática laboratorial presencial forte no plano de estudos que reforça os objectivos aplicados do ciclo de estudos e a missão da instituição. 6.3.7. Recomendações de melhoria. É referido que o ensino baseado na aula presencial tem evoluído para um ensino baseado no trabalho desenvolvido pelo estudante. No entanto, dada a significativa carga presencial do ciclo de estudos, o trabalho não-presencial desenvolvido pelo aluno está limitado e deverá ter que ser complementado nos períodos presenciais. Devem ser feitos esforços para encorajar os docentes a envolverem-se em actividades de investigação em que os estudantes possam participar. O IPS deve activamente promover e reforçar politicas para a participação de alunos em estágios em empresas. Devem ser consolidados os inquéritos pedagógicos que incluam a componente de aferir da adequação e cumprimento dos ECTS. 7. Resultados pág. 16 de 28 ACEF/1213/12817 — Relatório preliminar da CAE 7.1. Resultados Académicos 7.1.1. O sucesso académico da população discente é efectivo e facilmente mensurável. Em parte 7.1.2. O sucesso académico é semelhante para as diferentes áreas científicas e respectivas unidades curriculares. Em parte 7.1.3. Os resultados da monitorização do sucesso escolar são utilizados para a definição de acções de melhoria no mesmo. Em parte 7.1.4. Não há evidência de dificuldades de empregabilidade dos graduados. Sim 7.1.5. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada. O número total de diplomados por ano é significativo (46-27-28) para o nº de colocados e vagas actuais, embora possa decrescer dada a diminuição recente de colocados. Foi apresentado o valor global de 40% para o sucesso na ESTSetúbal/IPS, existindo o objectivo institucional de atingir os 50%, nomeadamente através do aumento da componente de avaliação contínua. É indicado no GAV um sucesso escolar semelhante para todas as áreas científicas, com excepção da Área Cient. de Matemática onde será inferior. No entanto, não foram apresentados valores concretos e detalhados para o sucesso. A elaboração e análise anual do Relatório de Bolonha permite definir um plano de melhoria contínua. No entanto, não foi possível confirmar junto dos docentes e estudantes que este processo é participado por todos. O Conselho Pedagógico efectua reuniões com os responsáveis das UCs que apresentam taxas de insucesso mais elevadas. A empregabilidade apresentada é muito boa (92.9% na área do curso). 7.1.6. Pontos Fortes. Muito boa empregabilidade dos graduados. Um significativo número de graduados por ano (relativo aos estudantes a frequentar). Existem cursos de nivelamento (por ex.: turma específica de Análise Matemática para os estudantes estrangeiros com mais dificuldades nesta área). 7.1.7. Recomendações de melhoria. Promover a sistematização da aferição, documentação, análise e discussão do sucesso académico. Incluir os resultados dos inquéritos pedagógicos na análise e melhoria do sucesso académico. Analisar, por UC, e promover medidas para melhorar o sucesso, especialmente na Área Científica de Matemática. Uma parte do insucesso deve-se ao abandono (cerca de 20% globalmente na ESTSetubal) e por isso devem ser promovidas acções que o reduzam, para além das medidas já existentes de flexibilidade no pagamento de propinas e da especial atenção nos apoios sociais. Um possível aumento da componente de avaliação contínua (prevista no combate ao insucesso) deve pág. 17 de 28 ACEF/1213/12817 — Relatório preliminar da CAE ser efectuado considerando o período previsto para os exames finais, de forma a garantir um equilíbrio das horas de trabalho (ECTS) dos estudantes em todos os períodos, nomeadamente entre o período lectivo e o período de exames. 7.2. Resultados da actividade científica, tecnológica e artística 7.2.1. Existem Centro(s) de Investigação reconhecido(s), na área científica do ciclo de estudos onde os docentes desenvolvam a sua actividade. Em parte 7.2.2. Existem publicações científicas do corpo docente do ciclo de estudos em revistas internacionais com revisão por pares, nos últimos 3 anos e na área do ciclo de estudos. Sim 7.2.3. Existem outras publicações científicas relevantes do corpo docente do ciclo de estudos. Em parte 7.2.4. As actividades científicas, tecnológicas e artísticas têm uma valorização e impacto no desenvolvimento económico. Sim 7.2.5. As actividades científica, tecnológica e artística estão integradas em projectos e/ou parcerias nacionais e internacionais. Em parte 7.2.6. Os resultados da monitorização das actividades científica, tecnológica e artística são usados para a sua melhoria. Em parte 7.2.7. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada. Alguns docentes participam num conjunto de 6 Centros de Investigação reconhecidos e avaliados pela FCT, não integrados no IPS. Para melhor avaliação devia estar indicado o nº de docentes que participam em cada Centro. Dos 83 docentes (TI) afectos ao ciclo de estudos existem 29 publicações em 5 anos, em revistas internacionais com revisão. Para o universo de docentes e para o período considerado este nº pode ser considerado baixo. Existem também 133 outras publicações em actas de conferência. Pelos 15 projetos financiados apresentados e pelo testemunho dos graduados e empregadores pôde verificar-se que as atividades científicas e tecnológicas têm impacto no desenvolvimento económico. São apresentadas participações em 10 projectos de investigação com parcerias internacionais. A informação sobre as atividades científicas e tecnológicas é efectuada através na Plataforma De Gois, embora não existam evidências da utilização desta informação para a melhoria do desempenho dos docentes. 7.2.8. Pontos Fortes. Publicações com preocupação pela qualidade e com a intenção de privilegiar conferências de referência. Preocupação institucional pela monitorização da actividade científica (plataforma De Góis por exemplo). O apoio a apresentação de publicações em conferência, pressupõe a apresentação interna do mesmo tema num seminário. pág. 18 de 28 ACEF/1213/12817 — Relatório preliminar da CAE 7.2.9. Recomendações de melhoria. Aumentar a produção científica, especialmente as publicações em revista e trabalhos envolvendo estudantes. Estimular a criação de Centros de I&D associados ao IPS ou onde o IPS participe. Melhorar os indicadores globais de produção científica e utilizar a monitorização para aumentar esta atividade e melhorar o processo formativo. São apresentados exemplos de atividades científicas e tecnológicas com impacto no desenvolvimento económico. No entanto, deveria existir uma quantificação global destas atividades envolvendo todos os docentes. Envolver os estudantes em atividades científicas e de desenvolvimento com as empresas. Apesar de ter sido referida a existência de um Gabinete de Divulgação Apoio a Projectos as suas actividades não foram destacadas nem no GAV nem na visita. Sob a orientação geral da direcção da ESTSetúbal/IPS, os docentes devem tomar medidas para se envolverem em mais actividades tecnológicas e projectos de investigação, nacionais e, especialmente, internacionais. 7.3. Outros Resultados 7.3.1. No âmbito do presente ciclo de estudos, existem actividades de desenvolvimento tecnológico e artístico, prestação de serviços à comunidade ou formação avançada. Sim 7.3.2. O ciclo de estudos contribui para o desenvolvimento nacional, regional e local, a cultura científica e a acção cultural, desportiva e artística. Sim 7.3.3. O conteúdo das informações sobre a instituição, o ciclo de estudos e o ensino ministrado são realistas. Sim 7.3.4. Existe um nível significativo de internacionalização do ciclo de estudos. Não 7.3.5. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada. São apresentados bons exemplos de atividades de desenvolvimento tecnológico, prestação de serviços e especialmente formação avançada. Falta, no entanto, uma quantificação global destas actividades. Existem protocolos de colaboração com empresas, autarquias e outras instituições da região. Um nº significativo dos estudantes e graduados está integrado no mercado de trabalho local, promovendo a fixação de empresas e quadros e contribuindo para o desenvolvimento económico e social. A investigação e transferência de tecnologia associada ao ciclo de estudos, especialmente internacional, é reduzida. A mobilidade internacional de alunos e docentes é muito reduzida. Por ex., a percentagem de alunos do curso em programas de mobilidade é 1%. A ESTSetúbal/IPS divulga os seus cursos e actividades através da sua página Web. Promove também os seus cursos em Feiras Pedagógicas, na Semana da Ciência e Tecnologia, no Dia Aberto às pág. 19 de 28 ACEF/1213/12817 — Relatório preliminar da CAE Empresas e através da realização de seminários e workshops. 7.3.6. Pontos Fortes. A área do ciclo de estudos é uma área com elevado contributo para o desenvolvimento regional, nacional e europeu. É organizada a Semana da Ciência e da Tecnologia e o Dia Aberto às Empresas para divulgação cientifica e tecnológica. 7.3.7. Recomendações de melhoria. Promover o contributo do IPS para o desenvolvimento nacional, regional e local, nomeadamente através da participação de graduados que sejam casos de sucesso nas empresas. Deve ser elaborado um plano estratégico para potenciar a internacionalização da instituição e do ciclo de estudos, em complemento à actual estratégia de captação de estudantes nos PALOPs, envolvendo docentes, serviços e estudantes. Disponibilizar mais informação em língua Inglesa no site do IPS. Motivar os docentes e estudantes para a possibilidade de lecionação de aulas em língua Inglesa. A página Web, embora com uma boa apresentação e divulgação geral, encontra-se parcialmente desactualizada. Por exemplo, os Relatórios de Bolonha depois de 2008, os Inquéritos a docentes sobre Bolonha com muitas não-respostas, ou a informação relativa ao Ramo de Electromecânica incompleta. Manter actualizada a informação na página Web. 8. Observações 8.1. Observações: Para referência: ESTSetúbal/IPS – Escola Superior de Tecnologia de Setúbal – Instituto Politécnico de Setúbal ESP – Electrotecnia e Sistemas e Potência / Electrotechnics and Power Systems ERSP – Energias Renováveis e Sistemas de Potência / Renewable Energies and Power Systems EC – Electrónica e Computadores / Electronics and Computers ET – Electrónica e Telecomunicações / Electronics and Telecommunications EM – Electromecânica / Electromechanics CEC – Ciências Empresariais e Comunicação / Business Administration DL / DL - Decreto-Lei / Decree-Law DR / DR – Diário da República GAV / SAS – Guião de AutoaValiação / Self Assessement Script FUC / CUF – Ficha de Unidade Curricular / Curricular Unit Form FD / TF – Folha de Docente / Teacher Form UC / CU – Unidade Curricular / Curricular Unit CAE / EEC - Comissão de Avaliação Externa / External Evaluation Comission IPS-SIGIPS - Sistema Integrado de Gestão do IPS / IPS Quality Management System SGQ / QMS - Sistema de Gestão da Qualidade / Quality Management System GIP / PIO - Gabinete de Inserção Profissional / Professional Integration Office CTC - Conselho Técnico-Científico / Technical Scientific Council SAS/IPS - Serviços de Acção Social do IPS pág. 20 de 28 ACEF/1213/12817 — Relatório preliminar da CAE CEC/BAC - Área Cient. de Ciências Empresariais e Comunicação / Business Administration and Communication Sc. Area TI / IT - Tempo Integral / Integral Time FCT - Fundação para a Ciência e Tecnologia O Guião de AutoaValiação (GAV) revela que foi preparado de forma cuidada - existem no entanto exceções: - Na Pergunta A.5 é referido o Despacho n.º 17 102-G/2007 mas não é referido o Despacho 17319/2010 relativamente à publicação do plano de estudos em Diário da República. - As Fichas de Docente não tiveram um preenchimento uniforme e em algumas foi menos cuidado, tornando por ex. difícil concluir da exacta alocação de serviço docente nalguns casos, o que só pôde ser esclarecido durante a visita. - Regras de alocação de horas docentes nas FUC pouco explícitas. - Alguns docentes não utilizaram o espaço disponível nas suas Fichas de Docente para evidenciar actividades científicas, tecnológicas, pedagógicas ou outras. - Existem várias secções onde são apresentados bons exemplos mas não existem quantificações globais. Por ex. para as actividades apresentadas na Secção 7. - Na Secção 6.1.2 o ciclo des estudos está erradamente associado a 120 ECTS totais. - Na Secção 6.3.4 é indicada uma componente laboratorial total de 27% sem explicação como este valor é obtido - quando apenas contabilizando as horas de contacto do tipo “PL” esse valor varia entre 37,4% e 43,9% dependendo do ramo. - Na Secção 10.2.5 a nova UC de “Projecto em ERSP” tem associados 6 ECTS quando deveriam ser 12 ECTS. Complemento a 4.1.9 e 4.1.11: - Os inquéritos pedagógicos até agora realizados incluem no mesmo inquérito as componentes de funcionamento geral e de avaliação dos docentes. Embora relacionadas, devem ser cuidados de forma que nenhuma das componentes prejudique a eficácia da outra. 8.2. Observações (PDF, máx. 100kB): <sem resposta> 9. Comentários às propostas de acções de melhoria 9.1. Objectivos gerais do ciclo de estudos: A CAE concorda com as propostas de melhoria, que são pertinentes e respondem globalmente aos pontos fracos e constrangimentos identificados na Secção 8.1 e na Secção 9.1 do GAV relativamente à consolidação dos objectivos. Não são, no entanto, apresentadas propostas concretas que respondam à necessidade de maior e melhor divulgação dos objectivos do ciclo de estudos. Assim, adicionalmente: - Devem ser consideradas mais em detalhe ações para divulgar o ciclo de estudos, nomeadamente os seus objectivos, a sua empregabilidade e os casos de sucesso de diplomados, no sentido da cativação de candidatos, reforçando as ações de divulgação existentes como os dias abertos e as palestras para jovens do ensino secundário, assim como identificando outras ações que possam ser desenvolvidas com os mesmos objectivos. - Recomenda-se ainda que a instituição tenha em consideração o mercado global, para além do Português, nomeadamente os mercados de trabalho em outros países e tenha em consideração as pág. 21 de 28 ACEF/1213/12817 — Relatório preliminar da CAE necessidades de investigação quer em Portugal quer no contexto Europeu. - Devem ser reforçadas as ligações de docentes a projectos de qualidade, de investigação e aplicados à industria, que permitem desenvolver o objectivo de conferir conhecimentos profissionalizantes. 9.2. Alterações à estrutura curricular: As alterações propostas mantêm, no fundamental, a alocação de ECTS às áreas científicas, com alguns ajustes: - Redução de 3 ECTS na àrea Científica de Matemática para todos os ramos; - Redução de 6 ECTS na área Científica de ET nos ramos ERSP e EM, com um aumento na Área Científica de ESP, em parte devido à substituição da UC de Métodos e Ferramentas de Simulação pela UC de Electrotecnia III; - Aumento de ECTS na Área Científica de ET nos Ramos EC e ET pelo aumento no Projecto Final de 6 ECTS para 12 ECTS; - São mantidos globalmente os vários tipos de aulas em proporções semelhantes, com algumas adaptações, nomeadamente de ajuste aos novos valores dos ECTS. A uniformização do número de ECTS das UCs para 6 ECTS (excepto Projecto/Estágio com 12 ECTS), possui vantagens organizacionais evidentes mas, em complemento ao ajuste nas cargas de trabalho nas UCs reflectido na proposta de alterações, é necessário garantir que esta nova organização das horas de trabalho continua a cumprir os objectivos do ciclo de estudos. A colocação de uma UC de Projecto/Estágio em todos os ramos do curso, com 12 ECTS, é uma medida muito positiva para contribuir para uma maior inserção dos diplomados no mercado de trabalho e reforçar os objectivos do ciclo de estudos e a missão da instituição. Na organização de estágio, a direcção do curso deve garantir que este possui o potencial e se desenvolve com um elevado nível técnico-científico e com a afinidade adequada, requeridos para um ciclo de licenciatura. Na Secção 10.2.5 a nova UC de Projecto em ERSP/Estágio tem associados 6 ECTS quando deveriam ser 12 ECTS. Já em relação ao plano de estudos: - A alteração que resulta na existência de apenas uma UC de Matemática em cada semestre pretende contribuir para aumentar o sucesso escolar, dado o menor sucesso nesta área científica. Esta proposta de alteração tem no entanto, na opinião da CAE, algumas consequências negativas que são detalhadas na Secção 9.2; - Outra alteração importante no plano de estudos resulta de no Ramo ERSP deixar de existir a UC de Instalações Eléctricas II e passar a existir Projecto/Estágio em ERSP, não sendo apresentadas as novas FUCs de Instalações Eléctricas e de Projecto/Estágio de ERSP. Na opinão da CAE o plano de estudos fica empobrecido se os tópicos anteriormente incluídos em Instalações Eléctricas II não fizerem parte do Ramo ERSP. Recomenda-se reavaliar esta alteração. 9.3. Alterações ao plano de estudos: Para além do indicado na Secção 9.2, as alterações mais significativas referem-se à re-organização das UCs da Área Cient. de Matemática em conjunto com as mudanças de semestre das UCs de Electrotecnia I e Electrotecnia II: - Apenas uma UC de Matemática por semestre; - Deixa de existir a UC de Álgebra Linear e Geometria Analítica no 1.º semestre cujos conteúdos passam a fazer parte da nova UC de Matemática II, em conjunto com parte dos conteúdos da anterior UC de Análise Matemática II que deixa de existir; - A UC de Electrotecnia I passa do 2.º para o 1.º semestre e a UC de Electrotecnia II do 3.º para o 2.º pág. 22 de 28 ACEF/1213/12817 — Relatório preliminar da CAE semestre; - É criada a UC de Matemática Aplicada no 3.º semestre onde são incluídos tópicos de Equações Diferenciais e Séries, entre outros; - Nos Ramos ERSP e EM é criada a UC de Electrotecnia III no 3.º Semestre e é retirada a UC de Métodos e Ferramentas de Simulação; - Deixa de existir a UC de Sociologia das Organizações e Inovação. A alteração para uma UC de Matemática por semestre é positiva no seu objectivo, mas em conjunto com a antecipação de um semestre nas UCs de Electrotecnia, suscita sérias reservas pelo facto de as UCs de Electrotecnia I e Electrotecnia II passarem a ser leccionadas em simultâneo com as UCs de Matemática I e Matemática II respectivamente, onde são estudados tópicos em princípio úteis ou mesmo requeridos pelas UCs de Electrotecnia. Por ex.: - A UC de Electrotecnia I deverá usar conceitos de Cálculo Diferencial e Integral (na UC simultânea de Matemática I), no tópico de Magnetismo, e conceitos de Álgebra Linear (na UC posterior de Matemática II) no tópico Análise Nodal e de Malhas; - A UC de Electrotecnia II deverá usar conceitos de Cálculo Vectorial (na UC simultânea de Matemática II) em todos os seus tópicos e conceitos de Equações Diferencias (na UC posterior de Matemática Aplicada) no tópico de Circuitos em Regime Transitório. Recomenda-se que seja feita uma reavaliação destas alterações e efectuadas as eventuais correcções de ordem de UCs e/ou distribuição de tópicos de forma a garantir a coerência científica entre as UCs de Matemática e as UCs de Electrotecnia. A introdução da UC de Electrotecnia III compreende-se no sentido de tornar mais específicos aos ramos ERSP e EM os tópicos de Sinais e Sistemas. No entanto, estes tópicos são suficientemente transversais para que pudesse existir uma UC única comum a todos os ramos que resultasse da articulação das UCs de Métodos e Ferramentas de Simulação e Electrotecnia III, garantindo que seria também útil para os Ramos ET e EC, nomeadamente permitindo uma ligação natural à UC de Telecomunicações I. (Complementado na Secção 6.2.8). Deve ser considerado manter/incluir os tópicos mais relevantes constantes ou afins com a anterior UC de Sociologia das Organizações e Inovação na nova UC de Economia e Gestão que possui agora 6 ECTS. Por ex. Gestão de Projetos, Gestão de Recursos Humanos e especialmente Empreendedorismo e Inovação. 9.4. Organização interna e mecanismos de garantia da qualidade: As propostas apresentadas são adequadas e devem ser implementadas para responder aos pontos fracos e debilidades identificados nas Secções 8.2 e 9.2 do GAV. No entanto, a obrigatoriedade dos inquéritos não parece ser a solução mais adequada uma vez que, de modo a colher uma melhor opinião, os estudantes devem participar sem estarem sujeitos a medidas coercivas. Estas propostas devem ser consideradas no contexto das recomendações na Secção 2.2, no sentido de simplificar a estrutura e/ou a operacionalização dos procedimentos do Sistema de Gestão da Qualidade de forma a torná-los mais efetivos e com maior aceitação na comunidade. Para além, ou complementando as propostas constantes do relatório, recomenda-se: - Deve ser implementada uma auscultação formal, sistemática e consequente dos estudantes através pág. 23 de 28 ACEF/1213/12817 — Relatório preliminar da CAE de inquéritos. - Os resultados dos processos de avaliação devem ser amplamente divulgados, de modo a envolver todos os intervenientes no processo educativo, docentes, alunos e não-docentes nas ações de melhoria. - Implementar o Regulamento de Avaliação de Desempenho e Alteração do Posicionamento Remuneratório do Pessoal Docente do IPS. - A monitorização da produção científica e desenvolvimento tecnológico, e respetivos mecanismos de melhoria. - Definição de uma estratégia mais eficiente para divulgação do curso de modo a alcançar também outros candidatos fora da região de Lisboa e Setúbal. 9.5. Recursos materiais e parcerias: As propostas apresentadas são em geral adequadas e devem ser implementadas para responder aos pontos fracos e debilidades identificados nas Secções 8.3 e 9.3 do GAV. No entanto, as propostas relativas a aquisições e reforço de pessoal podiam ser acompanhadas de outras complementares no sentido de propor aos órgãos de gestão possíveis reorganizações internas que possam minimizar alguns dos problemas sem necessariamente se traduzirem num aumento significativo de recursos. Adicionalmente, recomenda-se: - Que a introdução do Estágio seja considerada com o devido cuidado para não enfraquecer o conteúdo técnico-científico que esta componente deve ter numa licenciatura em engenharia. Por exemplo, se necessário, o Projecto pode ser uma alternativa a Estágio quando não seja possível obter estágios com o nível técnico-científico requerido. - Que a aquisição de equipamnentos laboratoriais seja precedida de um plano a médio prazo para aquisição dos equipamentos essenciais e nas áreas mais carenciadas. - Que a prioridade ao financiamento de missões científicas baseadas em trabalho de investigação e projectos em colaboração com empresas seja de facto efectiva, considerando também outras prioridades como por exemplo a captação de alunos. - Criação de uma rede Alumni para reforçar a ligação entre os graduados pelo IPS e o meio empresarial. - Fortalecer os processos de divulgação e de captação de estudantes e docentes para mobilidade, nomeadamente disponibilizando a informação em língua Inglesa na página Web da instituição e promovendo a leccionação em Inglês. 9.6. Pessoal docente e não docente: As propostas apresentadas são em geral adequadas para responder aos pontos fracos e debilidades identificados nas Secções 8.4 e 9.4 do GAV. Reavaliar as necessidades de contratação face à diminuição da procura, especialmente se não estiver diretamente em causa a qualidade da formação nem o cumprimento de exigências legais. Adicionalmente recomenda-se: - Aumentar o número de docentes doutorados e/ou especialistas, de modo a estar de acordo com o DL 115/2013. - Fomentar a participação do pessoal não docente em ações de formação. - Desenvolver um plano estratégico para potenciar a internacionalização da instituição. Este plano deve envolver o corpo docente, o pessoal não docente e os alunos. - Aumentar o número de docentes envolvidos no desenvolvimento de projetos de I&D, nacionais e pág. 24 de 28 ACEF/1213/12817 — Relatório preliminar da CAE internacionais, e de prestação de serviços tecnologicamente avançados para empresas. - Implementar o Regulamento de Avaliação de Desempenho e Alteração do Posicionamento Remuneratório do Pessoal Docente do IPS. - Implementar medidas para aumentar a produção científica, com base nos indicadores de investigação existentes. Nomeadamente, deve existir um esforço individual e institucional para que esta exigência se revele uma ferramenta com um impacto positivo na qualidade das formações e na concretização dos objectivos dos ciclos de estudos. 9.7. Estudantes e ambientes de ensino/aprendizagem: As propostas apresentadas são positivas. Os pontos fortes e oportunidades apresentados na Secção 8.5 do GAV devem ser explorados no sentido da divulgação do ciclo de estudos e da captação de alunos. Deveria ser considerada maior reflexão e mais propostas relativas à captação de novos alunos (Secção 8.5 do GAV). Adicionalmente recomenda-se, em complemento às propostas apresentadas: - Desenvolver iniciativas que permitam que os estudantes usufruam da mobilidade internacional, nomeadamente do programa Erasmus. Por exemplo, selecionar parcerias adequadas ao ciclo de estudos e flexibilizar (de forma razoável) a atribuição de créditos ECTS com os parceiros internacionais, disponibilizar a informação na página Web e a leccionação de aulas numa língua estrangeira. - Implementar/reforçar atividades de divulgação de modo a captar mais estudantes, incluindo fora da região de Setúbal e de Lisboa, bem como de outros países. - A instituição deve procurar formas de financiamento para actividades que envolvam os estudantes, por exemplo bolsas ou prémios. - O alargamento do período de acesso às instalações laboratoriais é sempre positivo assim os recursos o permitam. Pode ser possível melhorar este acesso aumentando a prioridade dessa actividade e reorganizando os recursos existentes. - A oferta do regime pós-laboral é positiva, naturalmente sujeita a optimização de recursos. 9.8. Processos: As propostas são em geral adequadas para responder a alguns pontos fracos e debilidades identificados nas Secções 8.6 e 9.6 do GAV. - A proposta de incluir um estágio curricular é vista como positiva pela CAE, chamando-se a atenção para a necessidade de garantir que os estágios se desenvolverão com um conteúdo técnico-científico elevado, adequado ao grau de licenciado. - A realização sistemática e consequente dos inquéritos pedagógicos deve ter prioridade elevada, não depender da participação forçada dos estudantes e incluir a componente de verificação da adequação dos ECTS. - A directiva relativa à homogeneização dos ECTS de cada Unidade Curricular deve ser cuidadosamente considerada, de forma a não quebrar a coerência científica do ciclo de estudos e não prejudicar os objectivos de cada Unidade Curricular individualmente nem do ciclo de estudos como um todo. - Em termos de processo, proposta de alteração do plano de estudos revela uma análise do funcionamento anterior e a existência de mecanismos de revisão da estrutura curricular. Adicionalmente recomenda-se: - Proceder a uma discussão de confirmação/ajuste da base de Engenharia Electrotécnica comum a pág. 25 de 28 ACEF/1213/12817 — Relatório preliminar da CAE todos os ramos de acordo com as sugestões na Secção 6.2.8 deste relatório. 9.9. Resultados: As propostas apresentadas são positivas mas em geral pouco concretas e só respondem parcialmente aos pontos fracos e debilidades identificadas. Deveriam ter sido apresentadas propostas mais concretas para: - Captação de alunos; - A melhoria contínua do sucesso académico, especialmente na Área Científica de Matemática; - Diminuição do abandono escolar. Adicionalmente recomenda-se que: - Sejam implementadas medidas que permitam aumentar o número de alunos que concluem o ciclo de estudos no seu período normal de duração. - Melhorar os indicadores globais de produção científica e utilizar um sistema de monitorização para aumentar esta atividade. Para o número de docentes envolvido no ciclo de estudos, os elementos apresentados são em número muito moderado. - Reforçar a participação de docentes e estudantes em atividades de investigação científica, tecnológica, e de colaboração com a indústria e a comunidade. - Aumentar o nível de internacionalização do ciclo de estudos, estimulando alunos a participarem em programas internacionais de mobilidade. - Alargar a oferta formativa de ciclos de estudo, unidades curriculares, módulos ou outras atividades em língua Inglesa de forma a criar hábitos de trabalho multicultural e facilitar a internacionalização. - Desenvolver um plano estratégico durante o próximo ano para potenciar a internacionalização da instituição. Este plano deve envolver o corpo docente, o pessoal não docente e os alunos. 10. Conclusões 10.1. Recomendação final. O ciclo de estudos deve ser acreditado 10.2. Fundamentação da recomendação: Instituição e curso reconhecidos socialmente, por estudantes, graduados e empregadores, com competências muito relevantes para o tecido empresarial. Estrutura em geral bem organizada, com uma boa componente de ciências base (180 ECTS total) e equilibrada na articulação das áreas dos sistemas de potência, electrónica e telecomunicações. Uma percentagem laboratorial significativa que reforça o objectivo aplicado do curso e a missão da instituição. Quatro ramos com significativo grau de independência num ciclo de 180 ECTS criam um perfil relativamente estreito, com vantagens para o mercado de trabalho imediato, mas que pode exigir mais flexibilidade dos diplomados que continuam os estudos. Estrutura organizacional bem definida com uma boa coordenação do curso. A eficiência pode ser melhorada concentrando os recursos no apoio ao processo formativo. O SGQ deve ser simplificado e tornar-se mais efetivo na melhoria do processo de ensino/aprendizagem, no cumprimento dos objectivos do curso e da missão institucional. É necessário promover a auscultação formal e sistemática de docentes e estudantes e utilizar os seus resultados para melhorar o processo formativo. pág. 26 de 28 ACEF/1213/12817 — Relatório preliminar da CAE As instalações e recursos permitem um bom funcionamento, podendo melhorar, por ex. na actualização de equipamento essencial. O curso e o IPS mantêm colaborações de qualidade com a indústria e o meio envolvente, que devem ser reforçados. É necessário promover a internacionalização e mobilidade de estudantes, docentes e não-docentes. Deve ser reforçada e consolidada a rede de parceiros internacionais. Corpo docente próprio, que atualmente obedece aos requisitos legais em termos de número global de doutores e especialistas, devendo no entanto ser garantido um equilíbrio entre as áreas fundamentais e os ramos do curso. Existem esforços para a melhoria da qualificação que devem ter em conta os requisitos do DL 115/2013. O corpo docente possui, em geral, atividade científica relevante nas áreas integrantes da estrutura curricular que deve no entanto ser reforçada. Existe regulamentação para a avaliação dos docentes que deve passar a ser implementada e os seus resultados utilizados em benefício do processo formativo. O pessoal não docente é qualificado. Deve ser promovida mais formação especializada e maximizado o apoio dos Técnicos aos estudantes e aos laboratórios. Verifica-se uma diminuição significativa recente na procura do curso. Recomenda-se melhorar a sua divulgação junto de públicos potenciais diversificados. Existe uma boa estrutura de apoio aos estudantes incluindo a coordenação do curso e os serviços de acção social mas que deve aumentar o seu grau de eficácia, por ex. na motivação dos estudantes para a mobilidade. A estrutura curricular e plano de estudos cumprem os requisitos legais e estão globalmete de acordo com os objetivos do curso e a missão da instituição. Objetivos e competências coerentes com a área de formação. Existe em geral uma boa organização das UCs e as metodologias estão em geral adaptadas aos objetivos. A proposta de alteração da estrutura e do plano de estudos possui alguns aspectos positivos, nomeadamente no que se refere ao sucesso escolar, ao reforço dos tópicos de Sinais e Sistemas e à inclusão do Projeto/Estágio. No entanto, recomenda-se que esta proposta seja reanalisada de acordo com o conteúdo das Secções 9.2 e 9.3. O sucesso global referido para a ESTSetúbal é de 40%, não tendo sido possível obter dados detalhados por UC. Devem existir esforços para melhorar continuamente o sucesso especialmente na Área Cient. de Matemática. A empregabilidade dos graduados é muito boa, com competências reconhecidas pelos empregadores. Estudantes e graduados mostraram satisfação e motivação. A instituição desenvolve atividade de investigação, de desenvolvimento tecnológico e de interação com a comunidade que devem ser reforçadas e melhor documentadas. Deve ser aumentado o número de projetos e prestações de serviços com instituições/empresas, liderados por docentes e envolvendo estudantes. pág. 27 de 28 ACEF/1213/12817 — Relatório preliminar da CAE Foram identificados pontos fracos e debilidades, tendo sido propostas algumas acções de melhoria. Estas poderiam ser mais ambiciosas, especialmente na divulgação do curso, na captação de alunos e na promoção do sucesso. Face ao exposto, a CAE considera que o ciclo de estudo reúne condições para ser acreditado. A CAE recomenda que seja feita uma reflexão sobre as sugestões de melhoria expressas ao longo deste relatório. pág. 28 de 28