SOLUÇÕES MERCADO CONSUMIDOR P A L A V R A B R A BR e a criação de valor A partir de meados da década de 80, a maioria das empresas situadas em países desenvolvidos concentrou suas estratégias na criação de valor para o acionista, através de inMarco Capute, vestimentos em programas e projeDIRETOR DE MERCADO tos submetidos a uma forte discipliCONSUMIDOR na do capital acionário, empurrados pelas evidências de que os investidores, em particular os institucionais, têm visão de longo prazo sobre o desempenho econômico das empresas. O forte crescimento dessas economias, principalmente a americana, parece indicar que administrar empresas tendo como parâmetro a criação de valor beneficia a economia como um todo, sendo portanto adequada a todo tipo de companhia, seja ela privada ou estatal, em qualquer parte do mundo. Em linha com essas evidências, a BR Distribuidora, a partir de meados de 1999, orientou seus negócios para a criação de valor, na convicção de estar contribuindo para a geração de riqueza para o país e para a prevalência da lógica de mercado no segmento de distribuição no Brasil. Mas como seria criar valor? Certamente, não seria com a adoção de uma temerária alavancagem financeira ou de um profundo corte de custos de pessoal. Também não seria possível, em um mercado altamente competitivo como é o da distribuição no país, extrair margens maiores dos negócios, sem a devida contrapartida em qualidade de produtos e serviços. Sendo assim, ficou estabelecido que seria preciso redefinir nossos investimentos, realocar ativos, racionalizar custos de apoio, logística, operacionais e comerciais, avançar em tecnologias de informação, investir em treinamento e, principalmente, envolver nossos clientes no processo de criação de valor, entendendo suas necessidades, o que cria valor para o negócio deles e quanto desse valor eles estariam dispostos a repassar. Seria necessário também que os clientes tivessem maior visibilidade de nosso negócio para a geração de oportunidades comerciais. Para atender essas necessidades, foi realizada uma reorganização das unidades de negócios da BR, através de um processo de segmentação e redefinição de atividades e estendida a toda organização o conceito da criação de valor, incluindo nossos revendedores, que são considerados parceiros e forte elo na relação com os clientes. Paralelamente, foram adotadas medidas para a valorização e motivação dos empregados, desencadeando uma ambiência propícia à criatividade e à eficiência. Foram ampliados os canais de comunicação com nossos clientes, revendedores e empregados, através de reformulação da central de atendimento, da participação ativa em congressos de entidades de classe, da criação da função de ombudsman, do Jornal do Revendedor, da revista Canal BR e da revista Soluções BR. A área de mercado automotivo da BR (em 2001, vendas de cerca de 9,5 bilhões de litros em sua rede de postos) focou suas estratégias no fortalecimento da marca e na valorização do ponto-de-venda, tendo como principais programas a implantação de postos com nova imagem, a expansão do Programa de Gás Natural Veicular, o “De Olho no Combustível” e a expansão do número de lojas de conveniências (BR MANIA). A área de mercado consumidor da BR (em 2001, vendas diretas ao consumidor de aproximadamente 18 bilhões de litros) focou suas estratégias na agregação de serviços e no fornecimento de soluções energéticas. Em função da diversidade de clientes e mercados em que atua, essa área foi dividida em seis Unidades de Negócios com estratégias e programas diferenciados para cada segmento de mercado. A área consumidora tem como veículo maior de comunicação a revista Soluções BR, onde os clientes encontram em detalhes os diversos programas da área, tais como Cais/CTF, BR Lubrificação, BR Aviation Card, BR Aviation Center, Rota Premiada, BR Serviços Off Shore, BR Química, BR Cogeração e Geração Distribuída, BR Asfaltos e BR 95, entre outros. A BR Distribuidora teve lucros recordes em 2000 e 2001 e consolidou sua posição de liderança no setor de distribuição, mas o que nos deixa satisfeitos e confiantes na consistência de nossas estratégias são os expressivos e crescentes índices de satisfação dos clientes e de preferência pela marca BR, mostrados nas últimas pesquisas realizadas. Deve ser ressaltado que os resultados alcançados tiveram como fatores preponderantes os esforços dos empregados e a participação de nossos clientes na geração de novos programas e sua disposição em testar novas idéias e novos conceitos. As ações da companhia passaram de cerca de R$ 13,00 por lote de 1.000 ações em maio de 1999 para aproximadamente R$ 40,00 em agosto deste ano, resultado que se torna ainda mais expressivo quando comparado ao índice Bovespa no mesmo período, mostrando a confiança do investidor, também no longo prazo, na gestão voltada para a criação de valor adotada pela BR. SOLUÇÕES M e s s a g MERCADO CONSUMIDOR e f r o m B R Creating value at BR From the mid-1980s onwards, most corpowith customers, resellers and employees were rations in the more developed countries focustreamlined through upgrading the Service Censed their strategies on creating value for their ter, in addition to more active participation in proshareholders through investing in programs and fessional congresses, introducing the position of projects under tight stock capital control, driven ombudsperson, and launching the three house by evidence that investors - particularly institujournals: Jornal do Revendedor, Canal BR mational investors - take a long-term view of the gazine and the Soluções BR magazine. corporate economic performance. The automotive market area of BR (with saThe upsurge in these economies - especiles of around 9.5 billion liters at its service statially the USA - seems to indicate that managing Marco Capute, ons network in 2001) is focusing its strategy on companies on the basis of creating value bene- CONSUMER strengthening the brand and enhancing its poMARKET DIRECTOR fits the economy as a whole and is consequenint-of-sale value, with the main programs intly valid for all types of businesses anywhere in cluding service stations displaying the new imathe world, whether private or Government-run. ge, expansion of the vehicular natural gas program, the Right in step with this trend, from mid-1999 onwards “Keep an eye on the Fuel” program, and extending the BR Distribuidora focused its attention on creating value number of BT Mania convenience stores. for its businesses, firmly convinced that it is building up The BR consumer market area (with direct consumer wealth for Brazil and buttressing market logic in the nation’s sales of some 18 billion liters in 2001) focused its strategifuel distribution segment. es on upgrading services and providing energy-based soBut how can value be created? lutions. Due to the wide diversity of its customers and the Certainly not through opting for reckless financial le- markets where it operates, this area was divided into six verage or slashing outlays on staff. And in a market as Business Units that were assigned specific strategies and competitive as Brazil’s fuel distribution segment, it is not programs tailored to each market segment. possible to pump up profit margins without the necessary The main communications tool with the consumer area counterpart of high-quality products and services. is the Soluções BR magazine, offering fascinating insights All this made it quite clear that our investments would into its many different programs in this field, including have to be redefined, reassigning assets and rationali- the BR Aviation Centers, Cards and Rewards Route prozing back office costs as well as outlays on logistics, grams, as well as many others in the lube-oils, offshore, operations and sales, moving ahead with information chemicals, asphalt and power generation segments. technology, investing in training, and above all involving BR Distribuidora posted record profits in 2000 and 2001, our customers in the value creation process. We must firming up its leading position in the fuels distribution sector. understand their needs and know what creates value for However, what really pleases us and leaves us confident of their businesses, as well as how much of this value they the accuracy of its strategies is the steady rise in customer are prepared to pass on. Customers must also see our satisfaction rates, reflecting a preference for the BR brand own business more clearly, generating fresh commercial that has been confirmed through the latest surveys. opportunities. It is well worthwhile stressing that these results are due In order to meet these needs, the BR business units largely to the efforts of the stuff and the participation of were reorganized through a segmentation process that our customers in developing new programs, in parallel to redefined their activities and extended the concept of crea- their eagerness to try out fresh ideas and new concepts. ting value throughout the entire organization - including The shares issued by the company rose from around our resellers, who are viewed as partners providing strong R$ 13.00 per 1,000 shares in May 1999 to around links to end-consumers. R$ 40.00 in August this year. These figures are even more imIn parallel, measures were adopted to enhance staff pressive when compared to the São Paulo Stock Exchange Index appreciation and motivation, ushering in a setting that fos- (IBOVESPA) over the same period, reflecting long-term investor ters creativity and efficiency. Channels of communication trust in the BR management style based on creating value. Álcool 8. Asfalto BR SOLUÇÕES 4. O novo combustível da BM&F A indústria do asfalto não é mais a mesma PUBLICAÇÃO DA PETROBRAS D ISTRIBUIDORA S.A. Sumário Automotivos PRESIDENTE Julio Cesar Carmo Bueno DIRETOR FINANCEIRO E DE RELAÇÕES COM INVESTIDORES Abelardo de Lima Puccini DIRETOR DE OPERAÇÕES Otacílio Viana de Albuquerque DIRETOR DE MERCADO CONSUMIDOR Marco Antonio Vaz Capute DIRETOR DE MERCADO AUTOMOTIVO E LUBRIFICANTES 10. PETROBRAS PODIUM: MAIS UMA VEZ, A BR É POLE POSITION 13. 15. 17. 19. 27. Aviação/Aviation Aeroporto, não! Bem-vindo ao aeroshopping Airport, no! Welcome to aeroshopping BR Aviation Center aterrissa em Sorocaba BR Aviation Center lands in Sorocaba BR em Boa Cia. Uma via de mão dupla em Goiás Gás 30. Grandes Consumidores 37. Fernando Cesar Barbosa CONSELHO EDITORIAL Andurte de Barros Duarte Filho, Alexandre Penna Rodrigues, Francelino Silva Paes, Luiz Otávio de Azevedo Costa, Marco Antonio de Oliveira do Couto e Hévila Aparecida Arbex GERENTE DE COMUNICAÇÃO E MARKETING Alex Messias CHEFE DE RELAÇÕES EXTERNAS E INTERNAS Carmen Navas EDITOR Claudio Fernandez PRODUTORA GERAL Maria Lucia Carvalho REPÓRTERES 28. 34. MERCADO CONSUMIDOR Energia melhor do que a encomenda A república energética da BR Ângela Regina Cunha / Fabiana Couto / Felipe Dias / Marisa Bastos PROJETO GRÁFICO Marcelo Pires Santana / Paula Barrenne de Artagão DIAGRAMAÇÃO Modal Informática PRODUÇÃO GRÁFICA Ruy Saraiva SUPERVISÃO GRÁFICA Transportadores e BR cada vez mais próximos Armando Augusto FOTOS Logística Tem cliente? A BR está por perto 41. Produtos Especiais 45. Plano Petros 48. Opinião Com a BR, se plantando tudo dá O seu futuro é o presente da Petros Ainda há muito asfalto a percorrer Adriana Lorete / Marcelo Carnaval TIRAGEM 30 mil exemplares PRODUZIDA POR MARGEM EDITORA E INSIGHT ENGENHARIA DE COMUNICAÇÃO MARGEM EDITORA Rua Barão do Flamengo, 22 / 601, Flamengo CEP 22220-080, Rio de Janeiro, RJ INSIGHT ENGENHARIA DE COMUNICAÇÃO & MARKETING Rua Sete de Setembro, 71/13o e 14o andares, Centro CEP 20050-005, Rio de Janeiro, RJ SOLUÇÕES SOLUÇÕES M E R C A D O 3 3 3 Á l c o o l O novo combustível DA BM&F Com uma média de 100 contratos fechados por dia, o mercado futuro de álcool pode parecer ainda modesto, principalmente se comparado à produção nacional. Porém, para uma commodity negociada há apenas dois anos na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o balcão é considerado um dos mais promissores da entidade. 4 SOLUÇÕES Á O l c o o l do. “A exemplo do mercado internacional de petróleo, a BR poderá comprar uma parte do volume de álcool anidro, com seu preço indexado à cotação da BM&F, pelo mecanismo chamado no mercado de petróleo internacional de EFP (Exchange Futures for Physical)”, explica o especialista Renato de Andrade Costa. Gerente comercial de Soluções Energéticas da Petrobras Distribuidora, Costa tem larga experiência no mercado futuro internacional de petróleo. Segundo ele, através do EFP, é possível se fixar o preço da mercadoria física comprando contratos futuros de álcool na BM&F. Este mecanismo permitiria uma flexibilidade na formação do preço final, já que o preço será determinado pela média ponderada das cotações e volumes correspondentes dos contratos futuros comprados. “Estamos convictos de que a utilização deste recurso aumentará de forma significativa a liquidez do mercado”, defende. Costa acredita ainda que a BR poderia, desta maneira, fixar o preço de compra no momento que julgar mais adequado. Outra vantagem do EFP é a possibilidade de se efetuar outros tipos de operação, como gerenciamento de estoque, ou de aproveitar oportunidades comerciais no mercado físico e fixar a respectiva margem eliminando o risco da variação de ainda mais se preço através de opera- volume de operação tem crescido sucessivamente e novos investidores estão fazendo parte do sistema. Sua importância vem aumentando à medida que mais empresas têm procurado se valer dos contratos para fazer hedge contra as oscilações dos preços do combustível. Pois, se o mercado é bom para quem chega agora, é melhor ainda para quem está nele desde o início. É o caso da BR. Um dos mais ativos players do balcão, a companhia foi uma das idealizadoras da formatação dos contratos futuros de álcool. “A entrada da BR no mercado futuro de álcool faz parte da estratégia elaborada pelo diretor de Mercado Consumidor, Marco Antônio Vaz Capute, de trazer a cultura de gerenciamento de risco da Petrobras para a BR. Esta medida se deve em grande parte à tendência cada vez maior de indexação dos preços dos combustíveis no país ao mercado internacional”, explica o gerente de Comercialização de Álcool Carburante da BR, Carlos Alberto Chaves Ferro. “Só em 2001, a BM&F movimentou um volume equivalente a cerca de 30% da produção brasileira de álcool anidro, com 67.527 contratos. Em 2002, o total de negócios entre janeiro e julho já é de 46.161. É um volume bastante razoável para “O mercado crescerá ” o Brasil exportar álcool anidro um balcão recémcriado, mas ainda pequeno se comparado a commodities mais fortes ções de mercado futuro. no mercado exportador. É o caso do café, cujas operações na BM&F chegam a movimentar quase EXPORTAÇÃO Para Félix Schouchana, o mercado futuro do duas vezes a produção nacional e em 2002 já gerou 241.896 contratos”, enfatiza Félix Schouchana, álcool está cumprindo bem seu papel, mas pode diretor de Mercados Agrícolas da Bolsa de Merca- crescer ainda mais se o Brasil conseguir exportar dorias & Futuros. Segundo ele, o balcão de futuros álcool anidro. “Neste caso, atrairíamos mais um já começa a assumir a função de balizador do player para a Bolsa, o exportador (trader), que mercado de álcool, embora sem a força de outras normalmente opera bastante com as outras comcommodities como o café, o boi gordo, o milho ou modities. Se houver demanda, as usinas aumentariam a área de produção para exportar o excea soja. A BR, no entanto, confia no rápido crescimento dente”, vislumbra. A BM&F oferece múltiplas opções para negódo pregão de álcool na BM&F. Para a empresa, a consolidação do mercado permitirá aos agentes cios, sempre com o objetivo de assegurar uma renentrar e sair de suas posições com segurança, tor- tabilidade ao investidor, garantindo um bom negónando-o um importante instrumento para gerenci- cio a cada fechamento de contrato. É uma forma amento do risco de preço em função da volatilida- de proteger o aplicador do preço das mercadoride comum às commodities negociadas no merca- as, sempre sujeito às tempestades – climáticas ou SOLUÇÕES M E R C A D O 5 5 Á l c o o l mercadológicas. A BR sempre acompanhou de perto o mercado, desde que a Bolsa montou uma Câmara de Açúcar e do Álcool que formatou os contratos de álcool. Esta entidade, da qual Carlos Alberto Ferro faz parte, funciona hoje como um canal de comunicação entre o mercado e a Bolsa. Das distribuidoras – cerca de 200 – só a BR e a Ipiranga participam da Câmara. “O contrato foi debatido com todos os agentes e o texto é absolutamente neutro, isto é, não prejudica ninguém e busca apenas discutir o preço e não atrasar a entrega”, garante Schouchana. O diretor da BM&F vai mais além. “Se eu sou o produtor e meu custo de produção é 400 e aparece alguém para comprar meu contrato por 500, eu vendo, garantindo uma margem de lucro de 100. Mas, claro, quem compra por 500 aposta que vai vender por 530 O mercado futuro da BM&F já negocia o equivalente a 30% de toda a produção de álcool anidro no Brasil 6 SOLUÇÕES e garantir também seu lucro”, exemplifica. Schouchana lamenta pelo mercado não ser mais forte, o que, na sua avaliação, depende do crescimento no número de agentes. “O ideal para o desenvolvimento do balcão é a existência de vários players dos dois lados, isto é, comprando e vendendo. O mercado futuro torna-se ainda mais saudável quando o volume de negócios é de tal grandeza que quem quiser entrar ou sair não vai afetar o preço nem sair prejudicado”. MERCADO O mercado futuro existe no Brasil desde 1917 e, no início, eram negociados apenas produtos agrícolas. O álcool está na Bolsa de Mercadorias & Futuro desde março de 2000 – o açúcar é mais antigo, entrou em 1994. O preço do álcool é sempre do entregue posto em Paulí- Félix Schouchana nia (interior de São Paulo). O mercado futuro é regulado pelo Banco Central, pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e, no caso do álcool, pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). Três players operam o mercado Á de álcool na BM&F: os vendedores (usinas), os compradores (distribuidoras) e um terceiro agente, o financiador (bancos). Os contratos são de 30 metros cúbicos de álcool – o equivalente a um caminhão de 30 mil litros. Para o sistema como um todo, e não apenas para o mercado de álcool, o contrato futuro é extremamente útil e necessário pelo seu papel de balizador das cotações. Os bancos, por exemplo, acompanham de perto o andamento do pregão. “Antes de emprestar dinheiro para o custeio, o banqueiro sempre quer saber se o tomador fez hedge na Bolsa. Ele acaba cobrando juros mais baixos para quem fez o hedge, porque seu risco passa a ser menor”, revela Schouchana. Mas o pioneirismo da BR e da BM&F não pára por aí. A Bolsa já fez consultas à empresa sobre a implantação de um balcão futuro de eletricidade. “Será l c o o l um outro instrumento de gerenciamento de risco de preço dos projetos de geração de energia da BR”, explica Renato. A BR utilizará o contrato tanto de álcool como de eletricidade (ainda a ser lançado) para gerenciar o risco de preço nos negócios de que participa. Além disso, a empresa pretende oferecer no futuro aos clientes a venda de combustível e eletricidade com mecanismos de hedge embutidos no contrato. CARLOS ALBERTO CHAVES FERRO é o titular da Gerência de Álcool, cujo objetivo é administrar a aquisição de alcoóis carburantes, a logística de estoques e preços de transferência para os clientes internos, assim como o relacionamento institucional com a holding, com o governo e com o setor produtor. ([email protected]) SOLUÇÕES M E R C A D O 7 7 A s f a l t o A INDÚSTRIA DO ASFALTO não é mais a mesma O tom é acadêmico, mas bem didático. O objeto de estudo, o desgaste do asfalto. E o resultado promete revolucionar o mercado de pavimentação de estradas e ruas. A tese de mestrado do engenheiro da BR Ilonir Tonial sobre a influência do envelhecimento do revestimento na vida útil dos pavimentos vai permitir um cálculo bem mais preciso do desgaste dos vários tipos de asfalto e tornará mais econômica a escolha do pavimento certo para cada tipo de terreno. Tonial defendeu em junho de 2001, na Coppe/UFRJ, a tese “Influência do envelhecimento do revestimento asfáltico na vida de fadiga de pavimentos”, sob orientação da professora Laura Maria Goretti da Motta. Seu estudo demonstra o desempenho estrutural de misturas de asfalto preparadas com ligantes de elevada ou baixa consistência e confirma algumas observações feitas em estudos de campo, mas até então sem explicação técnica. Aplicado comercialmente, o trabalho permitirá um aperfeiçoamento dos projetos estruturais dos pavimentos asfálticos. A sugestão do ligante certo – isto é, com o grau de rigidez ideal – para rodovias de grande circu8 SOLUÇÕES Ilonir Tonial: sua tese permitirá um cálculo mais preciso do desgaste do asfalto lação como a Via Dutra ou estradas vicinais pode significar não só economia para concessionárias e prefeituras, mas também conforto para o usuário das estradas. Antes, não se conseguia explicar como uma estrada projetada para durar dez anos, com determinado volume de tráfego, durava de sete a oito anos. Ou como outra, planejada para 10 anos, poderia durar até 30 anos. Engenheiro-mecânico de formação e hoje gerente de Serviços de Pavimentação da BR, Tonial lidera uma equipe de técnicos que agora dispõe de uma importante ferramenta no mercado de CAP (ci- mento asfáltico de petróleo). “Podemos oferecer a melhor solução em técnicas e serviços de pavimentação para nossos clientes, em sua maioria, prefeituras e concessionárias de rodovias”, garante Tonial. O pavimento asfáltico, conhecido popularmente como asfalto, é, na verdade, uma estrutura em camadas. Na forma mais simples, é composto por três níveis: revestimento (a superfície), base (intermediária) e subleito (o terreno original). Antes de se construir um pavimento, costuma-se fazer ensaios para testar a capacidade de carga do terreno natural em determinadas condições. A Dependendo da capacidade de carga deste terreno, também conhecido como subleito, o material e a espessura das demais camadas são definidos, incluindo-se a camada de revestimento asfáltica. “Até então, o procedimento para dimensionar a durabilidade do pavimento em termos de vida de fadiga era feito com base nas propriedades das camadas da estrutura do pavimento no seu estado imediatamente após a construção. Não se levava em conta o enrijecimento que o revestimento sofre a cada ano. Em minha tese, mostrei que este procedimento não estava correto e como isso pode ser corrigido dentro do mesmo programa de computador que faz o cálculo”, explica Tonial. O programa a que o engenheiro se refere é o Fepave, um dos softwares usados no projeto do pavimento de rodovias. Calculam-se as tensões e deformações geradas na estrutura do pavimento quando sujeito à carga e de posse destes dados determina-se através de correlações já estabelecidas o número de vezes que aquele pavimento pode ser submetido à mesma carga. Compara-se então este valor com o número de vezes que a rodovia é submetida a essa carga ao longo do tempo, determinando-se, então, o período de vida do pavimento. No caso de rodovias novas, compara-se o valor de projeto com o número estimado de vezes que a mesma carga ocorrerá no pavimento ao longo dos anos. Como explica Tonial, a cama- s f a l t o O novo procedimento leva em consideração o enrijecimento do revestimento ano a ano da superior do pavimento asfáltico, conhecida como camada asfáltica ou revestimento asfáltico, é composto em média de 94% de agregado (pedra) e 6% de ligante (asfalto) – este mantém as partículas do agregado unidas entre si. “A função do revestimento é impermeabilizar toda a estrutura, protegendo-a da ação da água, além, é claro, de dar conforto ao motorista”, diz. E complementa. “Imagine um clipe de prender papéis. Se abrirmos este clipe e o flexionarmos para um lado e para o outro, após um determinado número de flexões ele se quebrará. Este número de vezes necessário para o clipe que- brar é o que chamamos de vida de fadiga. Para flexões maiores, a vida de fadiga será menor e vice-versa. A passagem de um caminhão em determinada estrada provoca uma flexão no revestimento maior que aquela provocada pela passagem de um automóvel. Portanto, a vida de fadiga desta estrada sujeita apenas a passagens de caminhões será menor do que aquela que teríamos se a mesma estrada fosse submetida apenas ao tráfego de automóveis. Na prática encontramos uma situação intermediária cuja vida de fadiga vai depender da composição dos tipos de veículos do tráfego”, explica Tonial. JORGE PAULO MORO é o titular da Gerência de Asfaltos, que tem como missão administrar a comercialização de asfaltos e emulsões na companhia, agregando serviços aos produtos ofertados, de forma competitiva e rentável, entrosando-se com as demais áreas para o sucesso do negócio, orientada pelo mercado e com foco no cliente. ([email protected]) SOLUÇÕES M E R C A D O 9 9 A u t o m o t i v o s PETROBRAS PODIUM: mais uma vez, a BR é A POLE POSITION Petrobras Distribuidora inovou mais uma vez e antecipou para o consumidor brasileiro o que os automóveis da Europa e dos Estados Unidos estarão usando a partir de 2005. No dia 26 de junho, a Petrobras e a BR lançaram no mercado a nova Petrobras Podium, a gasolina de maior octanagem e menor impacto ambiental disponível no país. O produto, desenvolvido pelo Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) com exclusividade 10 SOLUÇÕES para a BR, oferece a mesma tecnologia do combustível usado pela equipe Williams de Fórmula1, uma das escuderias mais respeitadas do automobilismo mundial. A Podium, classificada como gasolina de grife da BR, apresenta 95 octanas – mais do que a gasolina Premium, com 91, e a comum, com 87 – e menor nível de benzeno e enxofre. Com isso, a Petrobras Distribuidora se antecipou às concorrentes e a uma determinação internacional. Estes padrões de composição se- A rão exigidos na Europa e nos Estados Unidos em 2005, e, no Brasil, em 2008. A concepção da fórmula surgiu em função da necessidade de melhorar a performance dos veículos com motores de alto desempenho. Embora qualquer tipo de automóvel possa utilizar o novo combustível, o aumento da potência será mais bem percebido em veículos com motores que possuem alta taxa de compressão. Além disso, o produto garante menor nível de depósitos nos motores, o que aumenta a vida útil das peças originais e reduz a necessidade de manutenção do propulsor. “O lançamento e o sucesso da Petrobras Podium são emblemáticos do pioneirismo, espírito inovador e competência da Petrobras e da BR diante da abertura do mercado de petróleo. A iniciativa demonstra cabalmente a excelência da companhia também no desenvolvimento de produtos e de tecnologia de ponta”, analisa Antônio Rubens Silvino, gerente de Automotivos da BR. Inicialmente, a Petrobras Podium da BR está substituindo a gasolina Premium em 60 postos do eixo Rio-São Paulo – 30 no Rio de Janeiro e 30 em São Paulo. Os dois estados foram escolhidos estrategicamente pela empresa. “Rio de Janeiro e São Paulo respondem por cerca de 90% das vendas da gasolina Premium da BR. Nossa meta é aumentar a participação no mercado, no qual já ocupamos o primeiro lugar na comercialização de combustíveis automotivos”, explica Fernando César Barbosa, diretor de Mercado Automotivo e Lubrificantes. Mercado A Petrobras Podium foi aprovada pelos consumidores cariocas e paulistas, e já está batendo recordes de venda. “Nos trinta primeiros dias no mercado, o produto teve vendas 70% superiores às da gasolina Premium no mesmo período. Este resultado superou todas as expectativas”, conta Fernando Barbosa. O recente lançamento da Petrobras Podium também vem causando forte impacto no mercado. Em comparação com a média diária de vendas da gasolina Premium em maio deste ano, os postos BR em São Paulo, que passaram a comercializar a Podium, registraram um aumento de 101% nas vendas até meados de agosto. No Rio de Janeiro, o crescimento foi de 46%. “De acordo com levantamento da companhia, as vendas da gasolina Premium, em julho, de alguns postos em São Paulo e no Rio de u t o m o t i v o s Antônio Rubens Silvino, gerente de Automotivos Janeiro que continuaram a comercializar o produto indicaram uma queda de apenas 4% no volume diário em relação aos meses anteriores. Este dado nos leva a crer que muitos consumidores da Podium deixaram de abastecer em postos de outras bandeiras”, avalia Antônio Rubens. Para o gerente de Automotivos da BR, além da alta tecnologia, o sucesso da gasolina Petrobras Podium junto aos consumidores deve ser creditado também às qualidades ambientais do produto. “Embora não tanto explorado na publicidade é importante destacar a característica ecológica deste novo combustível, que apresenta baixíssimo nível de emissões. Em resumo, o sucesso das vendas e as manifestações dos consumidores aos nossos revendedores e no nosso SAC indicam que o consumidor final se mostra bastante satisfeito”, conclui Antônio Rubens Silvino. Desde 21 de agosto, a gasolina Petrobras Podium está disponível em Brasília, Goiânia e Cuiabá e, a partir de setembro, passou a ser vendida em outras cidades e capitais brasileiras – além de novos pontos no Rio de Janeiro e em São Paulo. SOLUÇÕES M E R C A D O 11 11 A u t o m o t i v o s Informações pela internet Quem quiser saber mais informações sobre a gasolina Petrobras Podium é só visitar o mini-site no endereço www.petrobras.com.br/podium. Na home page, o consumidor terá todas as informações sobre as especificações técnicas do produto, a campanha publicitária e a lista completa dos postos que estão comercializando o novo combustível. Além do endereço direto, o minisite pode ser acessado pela página principal do site da Petrobras Distribuidora, no www.br.com.br. Visite e confira! Gasolina Podium de A a Z Este é um guia completo sobre a gasolina Petrobras Podium. A Soluções BR responde as dúvidas e perguntas mais freqüentes dos consumidores. Quais são as características fundamentais solina Podium? • A gasolina Podium tem octanagem de dades (índice antidetonante), menor teor de (30 ppm) e sua composição especial ainda não acumular resíduos no motor. da ga95 unienxofre permite Quais os benefícios do seu uso? • Os benefícios para todos os veículos são: menor formação de depósitos nos motores, elevando os intervalos entre uma manutenção e outra; baixo nível de emissões de gases poluentes no meio ambiente; e para os veículos que requerem uma gasolina de alta octanagem, melhor resposta nas retomadas de velocidade. Para quais veículos a gasolina Petrobras Podium é recomendada? • Petrobras Podium pode ser usada em qualquer veículo a gasolina, trazendo benefícios ao motor pelo baixo nível de depósitos, e menor impacto ambiental. Sua maior octanagem só será percebida quando utilizada em veículos de alto desempenho, que requerem gasolina do nível da Super Premium Européia. Qual o teor de álcool da Petrobras Podium? • Como todas as gasolinas automotivas comercializadas no país, por força da lei federal, recebe adição de 24% de álcool anidro. Em 24 de maio de 2002, o Congresso Nacional aprovou uma lei que altera o teor para 25%. Porém, a nova regra ainda não entrou em vigor. É possível misturar a Petrobras Podium com outras gasolinas? • Sim. No entanto, todos os seus benefícios serão menores proporcionalmente à quantidade de outras gasolinas adicionadas. O desempenho não será o mesmo quando se mistura a gasolina Podium com outras gasolinas. Um veículo abastecido com gasolina comum há muito tempo poderá utilizar a gasolina Podium? • Sim. Mas primeiro é bom efetuar uma limpeza no sistema de combustível (tanque, tubulações e bicos injetores) ou usando em misturas e gradativamente ir aumentando a proporção da Podium na mistura de forma a promover uma limpeza suave. Não se recomenda o uso intermitente de gasolina comum (sem aditivo) com gasolinas aditivadas. Como garantir que a gasolina Podium não será adulterada? • Para auxiliar os consumidores, a Petrobras possui o programa De Olho no Combustível. Laboratórios móveis visitam os postos BR e realizam análises nos combustíveis comercializados para verificar sua qualidade. Além disso, o laboratório verifica as condições de limpeza e armazenagem de produtos. Caso esteja de acordo em todos os itens verificados, o posto recebe um certificado para que o cliente tenha conhecimento do padrão do estabelecimento. Outra garantia para o consumidor é que apenas caminhões exclusivos Petrobras Podium fazem o transporte do produto. RUBENS SILVINO é titular da Gerência de Automotivos, cujo objetivo estratégico é consolidar uma rede de varejo rentável, com multinegócios e presença em todo o território nacional. A empresa é líder de mercado, com market share de 23,5% no segmento de combustíveis e lubrificantes. Os produtos e serviços automotivos da BR são reconhecidos pelo seu alto nível de qualidade. 12 SOLUÇÕES A v i a ç ã o Aeroporto, não! BEM-VINDO AO AEROSHOPPING O Salgado Filho, em Porto Alegre, foi pioneiro na implantação do aeroshopping R esponda rápido: tem cinemas, praça de alimentação e lojas de grife, o que é? Quem disse shopping acertou da missa a metade. É shopping, só que dentro de um aeroporto. A Infraero está implantando no Brasil o conceito do aeroshopping, uma tendência dos grandes aeroportos do mundo. Os terminais se tornarão um complexo comercial, com produ- tos e serviços para quem está chegando de viagem, aguardando o embarque ou apenas para consumidores que quiserem fazer suas compras. Os primeiros aeroportos a receber a nova configuração foram os de Porto Alegre, Palmas e Belém. Com o aeroshopping, a Infraero – Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária – segue os ventos internacionais. Cada vez mais os terminais das grandes cidades estão se transformando em um completo centro de serviços, conveniências e negócios. A partir da marca aeroshopping, lançada em junho de 2001, a empresa pretende revitalizar os aeroportos. “O passageiro espera seu vôo no aeroporto de 30 minutos a duas horas. Neste período, tanto ele como um acompanhante, pode perfeitamente ceder aos impulsos de compra. Queremos explorar este potencial”, explica o presidente da Infraero, Orlando Boni. O executivo destaca a parceria com a Petrobras Distribuidora na empreitada. “A BR compõe nosso mix de produtos e serviços, oferecendo aos usuários, não só do segmento aviação, mas também do setor automotivo, qualidade e atendimento compatíveis aos que almejamos. Todos são clientes do aeroporto, inclusive a própria Infraero”, diz Boni. Os passageiros poderão identificar um aeroporto já integrado ao conceito de aeroshopping através da presença de pássaros brasileiros, que ilustram a campanha. SOLUÇÕES M E R C A D O 13 13 A v i a ç ã o “Escolhemos a figura dos pássaros porque são uma riqueza natural do Brasil. Além disso, representam um símbolo amigável e remetem à própria aviação”, explica Márcia Chaves, superintendente de Relacionamento com Clientes da Infraero. O primeiro terminal de passageiros a ser formatado como um aeroshopping foi o Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre. No local, já há praça de alimentação e cinemas. Depois da implantação em Belém e em Palmas, agora estão em fase de instalação os aeroshoppings de Guarulhos, Galeão, Brasília, Salvador, Curitiba, Manaus e Recife. Faltam apenas a sinalização e a ambientação. E há outros em fase de projeto para reforma e ampliação. O Projeto Aeroshopping da Infraero abrange o aperfeiçoamento do mix de lojas, produtos e serviços, além de treinamento do pessoal que atua nas lojas, orientação da política de promoções de vendas e implantação da comunicação visual. “Um dos objetivos da iniciativa é equilibrar o marketing de varejo, de modo a mostrar bons produtos a preços competitivos”, explica o diretor comercial da Infraero, João José Forni. Apesar de não se limitar aos passageiros e do interesse de atrair moradores locais, acompanhantes e consumidores em geral, a Infraero está segura de que o novo modelo dos aeroportos não interferirá na área operacional. “Um terminal não tem sentido se não for pelas operações que gera todos os dias. Em um aeroporto, 85% das atividades são operacionais. Hoje, a área fixa de comercialização é de cerca de 15%, chegando, no máximo, a 25%”, assegura Orlando Boni. Para o presidente da Infraero, o êxito dos aeroshoppings depende também da agilidade no desembaraço dos passageiros, do fluxo das pessoas no aeroporto, da boa sinalização visual dos espaços comerciais e operacionais e do mix de produtos e serviços oferecidos. “Além, é claro, do bom atendimento, dos preços e da qualidade dos serviços”, completa Boni. Não é por acaso que a própria Infraero destaca a parceria com a Petrobras Distribuidora. A tendência de explorar comercialmente os espaços dos aeroportos já vem sendo seguida pela BR Aviation, que instalou em agosto, em Sorocaba, São Paulo, seu segundo BR Aviation Center. Estes centros de serviços – o primeiro foi inaugurado em Cuiabá, Mato Grosso – seguem a política de fortalecimento da marca BR Aviation e de fidelização de clientes da aviação executiva. “Estamos acompanhando de perto os movimentos da Infraero, desenvolvendo serviços aeronáuticos inicialmente voltados para aviação executiva, prestados no BR Aviation Center. Além disso, temos o BR Aviation Card, que será a moeda corrente dos aeroshoppings. A idéia é que nosso cartão seja aceito por várias empresas que prestam serviços à aviação e, quem sabe, até mesmo pelas empresas que estão no terminal de passageiros”, diz Edimilson Sant´Anna, gerente de Aviação da BR. EM GOTAS A BR Aviation registrou, em julho, a marca de 18,051 milhões de litros de querosene de aviação (QAV-1) comercializados no Aeroporto Internacional de Brasília. Com isso, bateu pela sexta vez seu próprio recorde de vendas no terminal. O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) promoveu de 8 a 10 de agosto o Congresso Mercosul de Aviação Agrícola, em Foz de Iguaçu. Uma das patrocinadoras do evento foi a BR Aviation. O objetivo do encontro foi aproximar a comunidade agrícola e favorecer a atividade de pulverização agrícola no país, tão importante para a fertilização de solos, o combate a incêndios e o controle de vetores. A BR Aviation realizou entre os dias 26 e 28 de junho o 6º Encontro Nacional de Revendedores de Aviação, no Hotel Sheraton, no Rio de Janeiro. O evento, que contou com a participação do diretor de Mercado Consumidor da BR Distribuidora, Marco Antonio Vaz Capute, teve como marca uma rosa-dos-ventos, um símbolo dos novos rumos que a BR Aviation irá seguir. EDIMILSON ANTONIO DATO SANT’ANNA é o titular da Gerência de Aviação, cuja missão é distribuir produtos de aviação Petrobras, atuando nos serviços de abastecimento de aeronaves e atividades correlatas, garantindo a satisfação dos consumidores, com competitividade, rentabilidade e responsabilidade social. ([email protected]) 14 SOLUÇÕES A v i a t i o n T The Salgado Filho Airport in Porto Alegre pioneered the Aeroshopping concept Answer quickly: what has cinemas, a food court and designer boutiques? Anyone who said a shopping mall was only half right. It is a shopping mall, but in an airport. The Aeroshopping concept is being implemented in Brazil by Infraero, right in step with a trend appearing in major airports all over the world. hese terminals will become shopping centers offering products and services to arriving and departing passengers, or just ordinary consumers wanting to browse. The first airports to host these new facilities were Porto Alegre, Palmas and Belém. With this Airport Mall concept, the Brazilian Airport Infrastructure Enterprise (Infraero) keeps pace with international trends. To an increasing extent, airports in major towns and cities are turning into giant centers offering services, facilities and businesses. Based on the Aeroshopping brand that was launched in 2001, the company intends to revitalize airports. “Passengers spend thirty minutes to two hours in the airport waiting for their flight. During this period both passengers and their companions can yield to buying impulses very easily. We want to exploit this potential”, explains the CEO of Infraero, Orlando Boni. This executive stresses the partnership with Petrobras Distribuidora in this venture. “BR is part of the mix of products and services that we offer users, not only in the aviation segment but also the automotive sector, with AIRPORT, NO! Welcome to AEROSHOPPING SOLUÇÕES M E R C A D O 15 15 A v i a t i o n quality and care compatible with our objectives. Everyone is a customer of the airport, including Infraero itself”, says Boni. Passengers can identify an airport already integrated into the Aeroshopping concept through the pictures of the Brazilian birds illustrating the campaign. “We decided on birds because they are one of the natural treasures of Brazil. Furthermore, they are a friendly symbol of flight itself”, explains Márcia Chaves, the Customer Affairs Superintendent of Infraero. The first passenger terminal to be reorganized under the Aeroshopping concept was the Salgado Filho Airport in Porto Alegre, complete with a food court and movie theaters. Next are Belém and Palmas, followed by Guarulhos, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Curitiba, Manaus and Recife, which are currently under way. All that remains to be done is the signposting and decor. Other airports are in the pipeline for renovation and expansion. The Aeroshopping Project introduced by Infraero includes upgrading the mix of stores, products and services, in addition to training the staff working in the stores, providing guidance on sales promotion policies, and introducing a visual communications concept. “One of the objectives of this initiative is to firm up retail marketing concepts in order to showcase good products at competitive prices”, explains the Commercial Director of Infraero, João José Forni. Although not limited to passengers and eager to attract local residents, as well as the friends and families of travelers, Infraero is confident that this new Aeroshopping concept will not interfere with the operating areas. A terminal is meaningless without the operations it generates every day. At an airport, 85% of the activities are operational. Today, the fixed retail area is around 15%, reaching no more than 25%,” notes Orlando Boni. For the Infraero CEO, the success of these Aeroshopping projects also depends on fast customs clearance for passengers, smooth flows of people through the airport, and good signposting for the commercial and operating areas, in addition to the mix of products and services offered. “Obviously, in addition to good service, fair prices and top quality services”, he adds. It is not by chance that Infraero stresses its partnership with Petrobras Distribuidora. The trend to exploit airport space commercially is already being followed by BR Aviation, which established its second BR Aviation Center at Sorocaba in São Paulo State in August. These service centers – the first was established in Cuiabá in Mato Grosso State – buttress the policy of strengthening the BR Aviation brand and firming up the loyalty of BR Aviation customers. “We are keeping a close eye on the activities of Infraero services, developing in-flight and ground services initially focused on the executive aviation segment at the BR Aviation Center. Furthermore, we have the BR Aviation card, which will be accepted in the Aeroshopping stores. The idea is that this card will be accepted by companies providing aviation services and maybe even by the enterprises in the passenger terminal,” says Edimilson Sant´Anna, the Manager of BR Aviation. EM GOTAS BR Aviation set a new sales record of 18,051 million liters of aviation kerosene (QAV-1) at the Brasília International Airport, breaking its own record for the sixth time at this terminal. The National Agricultural Aviation Companies Union (Sindag) organized the Mercosur Agricultural Aviation Congress at Foz de Iguaçu from August 8-10. One of the sponsors of this event was BR Aviation. The purpose of this meeting was to build up closer links with farming communities and encourage cropspraying activities in Brazil, which is so important for fertilizing soils, combating fires and controlling vectors. BR Aviation held the VI International Aviation Resellers Meeting at the Hotel Sheraton in Rio de Janeiro on June 26-28. Attended by the Consumer Market Director of BR Distribuidora, Marco Antonio Vaz Capute, the symbol of this event was a compass rose - symbolizing the new course set by BR Aviation. EDIMILSON ANTONIO DATO SANT’ANNA heads up the Aviation Administration, whose target is to distribute Petrobras aviation products, providing aircraft fueling services and correlated facilities, guaranteeing consumer satisfaction with competitiveness, profitability and social responsibility. ([email protected]) 16 SOLUÇÕES A v i a ç ã o BR Aviation Center ATERRISSA EM SOROCABA A proximidade de São Paulo e sua importância para a aviação executiva, que sofre com a superlotação do Aeroporto de Congonhas, foram determinantes. A cidade de Sorocaba, a 97 quilômetros da capital paulista, foi escolhida pela Gerência de Produtos de Aviação (GPA) da BR para receber o segundo BR Aviation Center. Em parceria com a Competro, revendedora de produtos de aviação da Petrobras na região, a Petrobras Distribuidora oferece serviços extras além de abastecimento de aero- naves e mantém a liderança no setor em que marca presença em mais de 100 aeroportos brasileiros. O gerente da BR Aviation, Edimilson Sant’Anna, considera o BR Aviation Center uma importante sinalização para o mercado de que a empresa está pensando grande e a longo prazo, buscando oferecer, além de produtos de qualidade, um atendimento vip a seus clientes. “No caso do BR Aviation Center de Sorocaba, por exemplo, estamos de olho no futuro, pensando no nosso cliente. Queremos SOLUÇÕES M E R C A D O 17 17 A v i a ç ã o Edimilson Sant’Anna, José Humberto Fazano e Francelino Paes evitar que o executivo vá a São Paulo, onde o aeroporto de Congonhas fica constantemente congestionado. Este cliente pode perfeitamente pousar seu avião em Sorocaba e chegar em 20 minutos ao centro de São Paulo num helicóptero alugado em nosso BR Aviation Center”, explica Edimilson. Ele destaca ainda a importância da atuação abrangente da empresa. “Foi interessante inaugurar um projeto dessa expressão no Aeroporto de Sorocaba. Apesar de ter um grande potencial, este não é um dos terminais mais movimentados, tais como Santos Dumont, Pampulha e Goiânia, entre outros. Isto mostra o compromisso e a responsabilidade que a BR Aviation tem em relação aos diversos pontos do Brasil, não apenas os de maior movimento” Os números do BR Aviation Center de Sorocaba impressionam e estão à altura da progressiva cidade do interior paulista, que abriga a Aerosport, Feira Internacional da Indústria Aeronáutica. Maior empreendimento do gênero no país, o evento recebe anualmente cerca de 100 mil visitantes e gera negócios da ordem de US$ 85 milhões. “Acreditamos que este é o momento de se pensar numa alternativa para Congonhas, onde o tempo de espera para pouso de um turboélice chega a uma hora. Esta alternativa pode estar em cidades como Sorocaba, Bragança Paulista e Jundiaí”, diz José Humberto Fazano, sócio-proprietário da Competro. Inaugurado no dia 14 de agosto, o BR Aviation Center representou um investimento de mais de R$ 1 milhão. Mas, segundo Fazano, este aporte será prontamente recompensado, pois o Aeroporto Estadual de Sorocaba, administrado pelo Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), tem uma média de 2.300 pousos e decolagens por mês. “O maior atrativo é mesmo a proximidade de São 18 SOLUÇÕES Paulo, onde os aviões executivos em certos horários têm de fazer slot (agendar o pouso) para aterrissar em Congonhas. Além disso, em Sorocaba, os preços de pouso e decolagem e a estadia são de 30% a 40% mais baratos”, reitera Fazano. O BR Aviation Center de Sorocaba tem 1.850 metros quadrados, hangar com capacidade para 22 aeronaves de pequeno e de médio portes, segurança 24 horas e serviços como lavagem e polimento do avião, salas VIP e de reuniões, loja de conveniência e business center. Além, é claro, de abastecimento e serviços de pista. “Como parceiros da BR há cinco anos, consideramos que no mercado de aviação executiva, o que faz a diferença é credibilidade. E isso a BR tem de sobra”, avalia Fazano. O gerente de Marketing de Relacionamento de Aviação da BR, Francelino Paes, destaca a agilidade com que a companhia desenvolveu esta empreitada. “Desde a concepção do projeto até o momento atual se passaram aproximadamente um ano e quatro meses, que é um prazo relativamente curto para tirar um projeto do papel e ter duas unidades da rede implantadas. O nosso sonho de atender o cliente provendo desde as suas necessidades mais simples até as mais complexas, proporcionando-lhe comodidade, já é uma realidade”, assegura. Franquia voltada para clientes do mercado executivo, o BR Aviation Center oferece ainda alojamentos para as tripulações e uma sala para estudo de rotas. Fazano reconhece que, no momento, ele e seu sócio na Competro, José Francisco Sieber Luz, não estão pensando na rentabilidade, mas sim em oferecer o melhor atendimento e fidelizar o maior número possível de clientes. “Os ganhos virão como conseqüência deste serviço de qualidade. Logo, logo, quem já utiliza os serviços BR em todos os aeroportos do país também se tornará nosso cliente. Daí a necessidade de oferecermos um atendimento padronizado e de alto nível, além de combustível de primeira linha”, avalia. Hoje, a companhia tem 55% de market share no setor aeronáutico e 60% no segmento executivo. Estes números só aumentam a responsabilidade da empresa. “Nosso objetivo é que o cliente tenha a mesma percepção dos serviços do BR Aviation Center estando em Cuiabá, Sorocaba ou nos demais aeroportos nos quais iremos implantá-lo. Por isso, estamos focados na padronização do atendimento“, enfatiza Érica Saião, coordenadora do BR Aviation Center. A v i a t i o n I ts closeness to São Paulo and its importance for executive aviation – which is being edged out at the overcrowded Congonhas Airport – were determining factors for the new BR Aviation Center. Just 97 kilometers from the São Paulo State Capital, the town of Sorocaba was selected by the BR Aviation Products Administration (GPA), as the site of the second BR Aviation Center. In part- nership with Competro, a local BR Aviation reseller, Petrobras Distribuidora offers extra services beyond merely fuelling aircraft, keeping its position of leadership in this sector, where it has a notable presence at over 100 Brazilian airports. The BR Aviation Manager Edimilson Sant’Anna rates the BR Aviation Center as a significant indication to the market that the company is thinking big and looking ahead over the long term, striving to offer VIP service to its customers in addition to top-quality products. “For instance, at the BR Aviation Center in Sorocaba we are looking to the future and thinking about our customers. We want to avoid executives flying to São Paulo where the Congonhas Airport is always busy. These businessmen could land their planes BR AVIATION CENTER LANDS in Sorocaba SOLUÇÕES M E R C A D O 19 19 A v i a t i o n at Sorocaba very easily and reach downtown São Paulo in twenty minutes in a helicopter leased from our BR Aviation Center,” explains Edimilson. He also stresses the importance of the broad-ranging activities of the company. “It was an interesting approach, inaugurating a project of this scope at the Sorocaba Airport. Despite its ample potential, this is not one of the busier terminals like Santos Dumont, Pampulha and Goiânia, among others This demonstrates the commitment and responsibility of BR Aviation to a wide variety of places in Brazil, not only the busiest centers.” The figures for the BR Aviation Center in Sorocaba are certainly impressive, right in step with this progressive town in upstate São Paulo, which hosts the Aerosport International Aeronautics Industry Fair. The largest event of its kind in Brazil, it welcomes some 100,000 visitors every year, generating some US$ 85 million in business. “We believe that this is the right time to think about an alternative for Congonhas, where a turboprop may have to wait for up to an hour before it can land. This alternative could be found in towns such as Sorocaba, Bragança Paulista and Jundiaí”, says José Humberto Fazano, the owner-partner of Competro. Inaugurated on August 14, the BR Aviation Center represents investments of over a million reais, but Fazano is confident that the payback will be fast, as the Sorocaba State Airport, managed by the São Paulo State Air Traffic Department (Daesp), posts an average of 2,300 landings and takeoffs a month. “The main attraction is its closeness to São Paulo, where executive aircraft have to book 20 SOLUÇÕES landing slots at Congonhas at specific times. Moreover, the landing, takeoff and stop-over fees are 30% to 40% lower,” he notes. The BR Aviation Center at Sorocaba covers 1,850 square meters; its hangar can hold 22 small and medium-sized aircraft, with round-the-clock security and services such as aircraft washing and polishing, VIP lounges and meeting rooms, a convenience store and business center. Its facilities obviously include runway and fuelling services. “As partners of BR for the past five years, we feel that what makes the difference in the executive aviation market is credibility. And BR is amply endowed with this quality,” remarks Fazano. The Aviation Affairs Marketing Manager at BR Aviation, Francelino Paes, stresses the speed with which the company implemented this enterprise. “From project conception until today took only about sixteen months, which is quite a short time span for getting a project off the drawing board and having two Centers in this network up and running. Our goal is to service our customers by meeting their every need, from the simplest to the most complex, while offering them comfort and convenience, which is already a reality,” he guarantees. A franchise designed for clients on the executive market, the BR Aviation Center also offers crew accommodation and a route study room. Fazano acknowledges that he and his partner at Competro, José Francisco Sieber Luz, are not thinking about profitability right now, but are rather focused on offering top quality services, firming up the loyalty of the largest possible number of customers. “The profits will start to flow in as a result of these high-quality services. Pretty soon, anyone who already uses BR services at all the other airports in Brazil will also become our customer. This means that we need to offer high-level, standardized services, in addition to top-grade fuel”, he reports. Today, the company holds a 55% share of the total aircraft market and a 60% share of the executive segment. These figures increase the responsibility of the company even more. “Our objective is that the customer should have the same perception of the BR Aviation Center services, whether in Cuiabá, Sorocaba or the other airports were we will open up these Centers. This is why we are focusing on standardized services,” emphasized Érica Saião, the BR Aviation Center Coordinator. José Humberto Fazano, Edmilson Santana and José Francisco Sieber Luz B R e m b o a C i a . Uma via de Otávio Lage de Siqueira, diretor-presidente da Jalles Machado A ssim como algumas outras usinas de álcool de Goiás, acordamos, através da Sociedade Corretora de Álcool (empresa representante no setor de vendas), um importante contrato de comercialização com a Petrobras Distribuidora. Hoje, esta parceria já é responsável por mais de 50% das vendas de álcool anidro da Jalles Machado. O acordo com a BR nos dá tranqüilidade para a elaboração de um planejamento estratégico de longo prazo, sem sobressaltos, algo decisivo para a gestão de uma empresa. E os benefícios vão ainda mais longe. Além da questão operacional, estamos negociando com uma companhia que recolhe todos os impostos e encargos previstos em lei. Em Goiás, como ocorre em várias outras localidades do país, não estamos livres de um grave problema que vem crescendo particularmente MÃO DUPLA EM GOIÁS Um grande acordo é sempre aquele em que se estabelece um caminho de mão dupla: os benefícios vão e voltam na mesma intensidade. Não tenho a menor dúvida em identificar nesta troca o maior trunfo da parceria que firmamos com a BR. no mercado de álcool e em todos os segmentos da venda de combustíveis: a sonegação fiscal. Não são raros os casos de companhias que misturam outras substâncias, como água. Trata-se de empresas que abalam a credibilidade de um importante setor da economia. Trabalhar com a BR é uma garantia de que nosso produto chegará ao consumidor final com qualidade e atrelado a uma marca de respeito. Mas, como assinalava anteriormente, uma parceria se mede pela sua reciprocidade. A BR fornece o óleo diesel utilizado pela Jalles Machado em todo o seu processo operacional. O combustível também é usado na atividade industrial, em máquinas e equipamentos. Todas estas razões ilustram muito bem a importância da parceria com a Petrobras Distribuidora. Esperamos que este relacionamento entre a Jalles Machado e a BR se consolide cada vez mais e avance a outras iniciativas de igual ou maior êxito. SOLUÇÕES M E R C A D O 27 27 G á s ENERGIA melhor do que A ENCOMENDA Energia na medida certa e mais barata. Com esta combinação, a Petrobras Distribuidora está entrando no mercado livre de energia elétrica. O novo produto é o BR 95, na verdade um exclusivo pacote de serviços para os consumidores A3 (69 KV), A3a (40KV) e A4 (13,8 KV), potencialmente livres. Estes clientes receberão, na condição de cativos, um desconto de 5% sobre o preço total pago a outras distribuidoras de energia. 28 SOLUÇÕES G A Petrobras Distribuidora participará deste mercado como broker, atuando como um agente interveniente, já que a energia oferecida será o excedente da produção de cinco termelétricas da Petrobras – TermoBahia e Fafen, na Bahia, TermoCeará, em Pecém-Caucaia, Ibirité, em Minas Gerais, TermoRio, no Rio de Janeiro, e Piratininga, em São Paulo. De acordo com o gerente de comercialização de Soluções Energéticas da BR, Renato de Andrade Costa, por se tratar de uma sobra de energia, o produto BR 95 só estará à venda enquanto houver capacidade disponível. “Os clientes interessados devem entrar em contato o mais rápido possível”, orienta. Na prospecção de clientes, a BR se valerá do trabalho da Gerência de Grandes Consumidores (GGC), que está colocando em campo sua infra-estrutura de venda, um trunfo da empresa devido à vasta capilaridade do atendimento. Com isso, a companhia espera comercializar o produto em todo o território nacional. A oferta da Petrobras Distribuidora é valida, em um primeiro momento, apenas para o comércio e a indústria que tenham um consumo mensal igual ou acima de 3MW e estejam instalados nas regiões Sudeste e Nordeste do país. Nesta categoria de consumo, classificam-se, por exemplo, indústrias químicas, de bebida, agroindústrias, têxteis e shopping centers. Para atender a este segmento Júlio Arnaud, gerente de vendas a clientes finais do mercado industrial e comercial, a gerência comercial de Soluções Energéticas é composta de quatro áreas: vendas a clientes finais, projetos a clientes institucionais, análise de investimentos e, por último, gestão de riscos em negócios de energia. ”Identificamos as necessidades energéticas de cada cliente e qual a melhor solução. Ou seja: proporcionamos uma atuação personalizada com a base de nossos produtos e serviços”, comenta Júlio César Arnaud, gerente de vendas a clientes finais. A BR Distribuidora tem soluções que, dependendo da vocação de cada cliente, podem contemplar eficiência energética, co-geração, geração na ponta e comercialização de eletricidade das térmicas da Petrobras. Este amplo portfólio de produtos e serviços possibilita aos clientes da empresa um uso mais racional e eficiente de energia e a conseqüente redução dos custos na compra do insumo. Neste pacote de serviços, os consumidores contam ainda com uma á s assessoria para assinatura dos contratos referentes ao transporte da energia. “Os clientes compram a nossa energia, mas o veículo, o meio de transporte, continua sendo a distribuidora local”, explica Renato Costa. Além de uma das alternativas de solução energética para os clientes BR, a geração distribuída – próxima ao local do consumo – também traz ganhos para o sistema elétrico integrado, em função da redução de perdas nos sistemas de transmissão e distribuição e a melhoria da qualidade e confiabilidade da energia. “Apoiamos o país durante o racionamento com investimentos em geração de energia. O objetivo, agora, é atuar no mercado livre de energia, em linha com o planejamento estratégico do Sistema Petrobras, beneficiando, em última instância, o consumidor final. Nosso principal compromisso é verificar qual a melhor opção de suprimento energético para os clientes da companhia”, conclui Costa. Renato de Andrade, gerente de comercialização de Soluções Energéticas Alexandre Penna Rodrigues Rodrigues é o titular da Gerência de Gás, cujo objetivo é o desenvolvimento e comercialização de soluções energéticas para os clientes BR com o compromisso de qualidade, competitividade, confiabilidade e rentabilidade. ([email protected]) SOLUÇÕES M E R C A D O 29 29 G r a n d e s C o n s u m i d o r e s A REPÚBLICA energética da BR 30 SOLUÇÕES G r a n d e s C o n s u m i d o r e s N Em algumas localidades da Região Amazônica, o combustível fornecido pela BR só chega após 45 dias de transporte o total, são fornecidos mais de 160 mil metros cúbicos de derivados de petróleo, utilizados na produção de 500 mil MWh mensais. Este é um trabalho desenvolvido em parceria com as diversas empresas da região – Eletronorte, Manaus Energia, Termonorte, Eletroacre, Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron), Companhia de Eletricidade do Amapá (Cea), Centrais Elétricas Matogrossenses (Cemat) e Centrais Elétricas do Pará (Celpa). A ação da BR tem indiscutível impacto social e econômico. Não é nenhum exagero dizer que a empresa move o desenvolvimento da Região Amazônica. Todo este processo é coordenado pela Gerência Regional de Consumidores do Centro-Norte. Entre suas atribuições estão a comercialização dos produtos, a assistência técnica e o planejamento e controle das programações de entrega de combustível e lubrificantes. Além disso, a atuação competente da Gerência Regional de Opera- Quase três milhões de metros quadrados. Mais de 450 cidades. Aproximadamente 10 milhões de habitantes. Bem que poderia ser um país. E talvez seja mesmo: um país dentro do Brasil. Esta é a nação que enxerga, lê, trabalha, vive e produz com combustível da Petrobras Distribuidora. Ao longo do tempo, a BR tem superado o imenso desafio de fornecer combustível para a geração de toda a energia elétrica consumida no Amazonas, Amapá, Rondônia, Acre, parte do interior do Pará, Roraima e norte do Mato Grosso – quase todas estas localidades não estão conectadas ao sistema interligado que abastece o restante do país. SOLUÇÕES M E R C A D O 31 31 G r a n d e s C o n s u m i d o r e s A BR tem uma ampla estrutura de transporte fluvial na região ções-Norte garante o eficiente sistema de logística necessário à operação. “Manter um fornecimento desta magnitude e de tamanho impacto social requer competência e comprometimento com o nosso cliente. Neste quesito a BR não mede esforços para prestar sempre o melhor atendimento, antecipando as necessidades dos consumidores. Não podemos errar, pois trabalhamos para prover um bem de extrema necessidade que é a energia elétrica”, atesta Thomaz Coutinho, responsável pela Gerência Regional de Consumidores. O trabalho da BR consiste no fornecimento e entrega de diesel e de óleos combustíveis em 32 SOLUÇÕES diversas localidades da região. São mais de 250 unidades de geração nos estados atendidos, o que exige uma bem estruturada rede de logística e um cumprimento de prazos rigoroso. E é justamente este o grande desafio da Petrobras Distribuidora. Devido ao difícil acesso, muitas localidades da região obrigam a empresa a ser praticamente um bandeirante, um desbravador de terras. São estradas sem pavimentação, picadas na floresta, leitos de rios, cidades ribeirinhas, ou áreas de vegetação extremamente fechada. “Várias vezes, são necessários diversos Thomaz Coutinho, gerente regional de consumidores modais de transporte para se atender a uma comunidade. Há casos em que o combustível da BR viaja até 45 dias de balsa”, exemplifica Thomaz. Mesmo diante de tantos obstáculos, a BR sempre chega. “Colocamos combustível ininterruptamente, todos os meses, garantindo conforto e qualidade de vida aos brasileiros que habitam a região menos povoada do país”, diz G r a n d e s C o n s u m i d o r e s EM GOTAS A BR desenvolveu um novo lubrificante específico para a Fórmula Truck, o Lubrax Top Turbo Competição (BR-350BEX). O produto, semi-sintético, tem alta resistência à oxidação e ao cisalhamento, grau de viscosidade SAE 10W40 e nível de desempenho API CH-4. Submetido a uma série de testes, o lubrificante apresentou ótimos resultados, suportando altas rotações e temperaturas elevadas, além de proporcionar um aumento de potência em relação ao produto anteriormente utilizado na categoria, o Lubrax Top Turbo. O produto começou a ser utilizado a partir da etapa de Guaporé/RS, realizada em 14 de abril, e seu desempenho está sendo bastante elogiado pelos pilotos da categoria. Thomaz. Um exemplo de eficiência: em Manaus, onde está instalado um dos maiores parques de geração térmica do país, a BR mantém o fornecimento de diversos combustíveis há mais de 25 anos, sem qualquer interrupção. A Petrobras Distribuidora está ciente do valor social deste seu trabalho na Região Amazônica. Por isso, mesmo diante das dificuldades, quer ir ainda mais além. A Gerência Regional de Consumidores do Centro-Norte está desenvolvendo com a Eletrobrás – e também com a participação da Manaus Energia e da Companhia Energética do Amazonas – um programa de otimização e controle do suprimento de combustível na região. Este trabalho, já em vias de implantação, contará com investimentos da BR em diversas instalações dos clientes e proporcionará o uso racional do combustível nas unidades geradoras, trazendo economia para todos. Além do constante aprimoramento do suprimento de combustível, a BR também está estudando uma série de projetos, em parceria com outros investidores, que visam o aumento da oferta de energia elétrica na região. “Nos últimos anos, a empresa vem expandindo sua atuação para atender ao aumento da demanda por energia elétrica em toda a Região Norte. Na média, a demanda de energia elétrica na região cresce 7% ao ano”, enfatiza Thomaz. Comprometida com toda e qualquer ação que represente o desenvolvimento social e econômico do país, a BR segue fincando sua bandeira nas regiões mais distantes. No Norte do Brasil, quando o assunto é energia elétrica, a Petrobras Distribuidora é uma enorme nação. A Petrobras Distribuidora foi responsável pelo primeiro enchimento de três turbinas térmicas movidas a gás natural, instaladas na Usina Térmica William Arjona, pertencente à Tractbel e localizada em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. A companhia forneceu 22.600 litros do Lubrax Industrial Turbina EP-32. Anteriormente, já havia fornecido 25.000 litros de Marbrax TR-32, utilizados como óleo de flushing (limpeza para pré-operação) nas referidas turbinas. Foi efetuado, ainda, teste de compatibilidade entre o produto importado Eterna GT-32 (RenolubFuchs), utilizado em duas outras turbinas térmicas da usina, e o Lubrax Industrial Turbina EP-32. O resultado foi positivo e, com isto, a empresa passará a utilizar o produto BR, por ser de menor custo do que o importado e ter apresentado um desempenho bastante superior nos testes de oxidação ASTM D-943 E ASTM D-2272. A Gerência de Vendas, Serviços e Utilidades (GVSERV) concluiu a modernização do Lubrax Express, que contará com manual completo de procedimento de amostragens e novos frascos transparentes em PET. É a primeira vez que estes frascos serão oferecidos ao mercado nacional. A utilização reduzirá em até 40% a remessa de amostras para o laboratório da Fábrica de Lubrificantes, já que proporcionará a inspeção visual imediata do produto. O grupo Alstom aprovou a utilização do Lubrax Industrial Turbina EP-46 nas turbinas a gás de suas novas termoelétricas em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Dos 19 Produtores Independentes de Energia (PIEs) abastecidos pela BR, 16 encontram-se na área de atuação da Gerência Regional de Consumidor do Nordeste. Até julho, todas iniciaram os testes de pré-operação. As obras a cargo da BR foram realizadas em tempo recorde. O consumo potencial mensal dos PIEs, considerando plena geração de energia, é da ordem de 225 mil m3 de combustíveis. SOLUÇÕES M E R C A D O 33 33 G r a n d e s C o n s u m i d o r e s TRANSPORTADORES e BR cada vez mais PRÓXIMOS Capute (ao centro) durante a cerimônia de entrega do prêmio O Sindicato Nacional do Comércio Transportador Revendedor Retalhista de Óleo Diesel, Óleo Combustível e Querosene (TRR), fundado há 85 anos, reconheceu, mais uma vez, o trabalho da BR como a mais importante parceira do segmento e deu à companhia o Prêmio Nacional de Melhor Condição Comercial. A BR ficou também com os prêmios regionais de melhor condição comercial do Nordeste, do Centro-Oeste e do Sudeste e de melhor atendimento operacional do Nordeste. A escolha foi feita em uma votação entre os 460 filiados do sindicato, representantes de 674 empresas de todo o Brasil. Na verdade, o prêmio não é novidade para a BR, que por dez anos consecutivos vem recebendo o reconhecimento dos TRRs, um ramo que movimenta anualmente quatro milhões de metros cúbicos de óleo diesel, 400 mil metros cúbicos de óleo combustí34 SOLUÇÕES vel e 100 mil metros cúbicos de querosene iluminante, para atender a indústrias, comércio, prestadores de serviços, órgãos públicos, empresas de transporte, hospitais e fazendas. A BR tem atualmente uma carteira com mais de 200 clientes em todo o país. “O prêmio é um reflexo de nossa atuação em termos de competitividade, preço e melhor atendimento ao cliente”, diz Andurte Duarte, gerente de Grandes Consumidores da BR. Numa noite de muitos discursos e homenagens – Cláudio Considera, secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, recebeu o Troféu Aplauso, em nome da secretaria – a BR se fez representar pelo diretor de Mercado Consumidor e então presidente em exercício, Marco Antônio Vaz Capute, que, ao discursar, afirmou: “Continuaremos com essa política forte e mostraremos que somos, realmente, parceiros dos TRRs”. Andurte Duarte e vários gerentes regionais estiveram na cerimônia, em São Paulo. Estavam também presentes o presidente do Sindicato dos TRRs, Álvaro Rodrigues Antunes de Faria, a superintendente de Abastecimento da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Mercedes Schumacher, e o presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis), Luiz Gil Siuffo Pereira, além de representantes de distribuidoras e do setor TRR. A história do setor TRR começou em 1917, quando donos de frotas de caminhões e transportadoras passaram a atender a uma rede de pequenos consumidores nos recantos mais lon- G r a n d e s C o n s u m i d o r e s gínquos do Brasil. Desde que entrou no merca- do. E logística, garante Andurte, a BR tem a do TRR, a BR sempre teve atuação destacada e melhor, entre as 150 distribuidoras atuantes no hoje responde por 38% dos negócios. Este é um mercado. percentual muito significativo, pois o mercado “A BR vê o segmento de TRR como um elo TRR movimenta 4,5 bilhões de litros de combus- muito importante na cadeia de suprimento de comtíveis por ano e gera 65 mil empregos. Suas bustível no país, com uma atuação muito dinâmica quase 700 empresas atendem a 200 mil clien- e competitiva. Pretendemos manter a liderança do tes. No entanto, até atingir essa participação, a mercado ainda por muito tempo”, disse o gerente BR enfrentou as turbulências de um segmento de Grandes Consumidores, acrescentando: “Queem que a fidelização é difícil e a logística de remos retomar o patamar de 40% do mercado e distribuição, fundamental. manter a atual política comercial que vem trazendo Até 1999, a BR respondia por 40% do merca- bons resultados à companhia.” do de TRRs, vendendo grandes volumes para Entre as caracterísiticas do mercado de TRRs, esmuitos clientes, mas sofria com um grande pro- tão algumas sutilezas. “Trata-se do segmento com a blema: a inadimplência de alguns. maior competitividade do mercado de combustível “A partir de 2000, porém, a companhia op- e o de mais difícil fidelização”, informou Andurte. tou por uma política de venda restrita, visando Mas alguns TRRs parecem desfazer este mito. a reduzir a inadimplência. Passamos a comerci- Como Eduardo Mattos, da Transportadora Jamaializar apenas para os TRRs tradicionais e que ca, de Cerquilho (SP), que, na festa do sindicato, t i n h a m efetivo r e g i s t r o n a ANP”, conta Andurte. O resultado foi uma reduMostraremos que somos realmente ção no market share de 40% para 30%. Mas estes 30% correspondiam a um mercado agora mais limpo, parceiros dos TRRs com uma atuação que evitava, entre outras coisas, vender combustível para os TRRs que obtinham liminares para a compra de gasolina e usava um bottom da BR na lapela do paletó. “Eu álcool, o que é proibido por lei. visto a camisa BR e, quando não posso, uso bot“A virada da BR ocorreu em 2001, quando tom verde-e-amarelo”, disse Mattos, cuja transporadotamos uma política mais seletiva, escolhen- tadora, uma das mais tradicionais de São Paulo, do para parceiros os TRRs com mais tradição atende a empresas de ônibus e fazendas de cana no mercado e oferecendo preços mais competi- da região de Sorocaba. tivos”, conta Andurte. Cliente BR há 22 anos, Mattos exibe a marO resultado veio em 2002, com a BR assumin- ca da empresa nos 12 caminhões da Jamaido 38% do mercado e mantendo sob controle a ca Transportadora, nos uniformes de seus inadimplência de um segmento com característi- funcionários e até em seu cartão de visita. cas muito peculiares, que exige um dia-a-dia de Compra em média quatro milhões de litros rigoroso acompanhamento de preços. Os Trans- por mês, pagos religiosamente em dia. Ele portadores Revendedores Retalhistas têm mereci- garante que sempre comprou da companhia, do atenção especial da BR e isso ficou claro na mesmo quando esta não oferecia o melhor mensagem do gerente regional de consumidores preço do mercado. de São Paulo, Antônio Carlos Alves Caldeira, ao “Meu caso com a BR é de paixão mesmo. Mas agradecer o prêmio de melhor atendimento co- a companhia nunca me faltou e sempre me ormercial da Região Sul. “Contem com a BR, sem- gulhei dessa parceria. As pessoas pensam que pre”, resumiu Caldeira. fidelidade não conta, mas acho que ninguém serCom o movimento de caminhões mudando ve bem a dois senhores. Hoje, recebo tratamena cada dia em direção à distribuidora que ofe- to VIP da BR”, disse Mattos. rece melhor preço, a logística de cada comCliente que compra da BR 95% de nove mipanhia passa a ser ponto decisivo no merca- lhões de litros/mês, a Disbra Diesel, de Eduardo “ ” SOLUÇÕES M E R C A D O 35 35 G r a n d e s C o n Silva, está no mercado há 10 anos. E ele também é fiel. “Estamos com a BR desde 1966 e sempre nos relacionamos muito bem. Mesmo agora, com s u m i d o r e s o mercado livre, a BR continua competitiva”, disse Sanches, cuja transportadora tem 50 caminhões e fornece óleos diesel e combustível para empresas de ônibus, hospitais e empresas. Caldeira retribuiu a fidelidade: “Para nós, da BR, a parceria com a Disbra Diesel é motivo de orgulho.” Ensinando trânsito a quem ainda vai ser motorista F oi lançado em meados de junho o livro Síndrome de Ícaro? A Educação Infantil e a Segurança no Trânsito Brasileiro, do gerente de Meio Ambiente e Segurança de Consumidores da BR, José Luiz Rodrigues Neves. A publicação é resultado de uma parceria da companhia com a Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e a Fundação Nacional de Seguros (Funenseg). Embora o Brasil tenha uma das menores relações entre número de veículos e população, o país é recordista mundial em mortes no trânsito, com o total de 30 mil por ano. Os feridos são 350 mil, dos quais 140 mil ficam incapacitados, total ou parcialmente, de forma temporária ou permanente. Também economicamente o impacto é imenso: tratamento médico, indenizações e perdas materiais custam US$ 10 bilhões por ano. José Luiz Rodrigues, pós-graduado em Gestão Internacional de Meio Ambiente em Israel, mostra que é possível mudar este quadro te- nebroso dando-se às crianças, em todas as escolas, educação para o trânsito. O nome é uma referência ao mitológico Ícaro, o jovem que buscava a liberdade, mas morreu por voar muito perto do Sol com suas asas feitas de cera, desobedecendo aos conselhos do pai. O livro será distribuído gratuitamente em órgãos públicos, universidades, grandes clientes, postos de gasolina e na Petrobras. Andurte de Barros Duarte Filho Filho é o titular da Gerência de Grandes Consumidores, que tem como objetivo ser líder na comercialização de combustíveis e lubrificantes no mercado, destacando-se pela excelência na qualidade de produtos e serviços a clientes, com recursos humanos capacitados e motivados, antecipando-se às mudanças no perfil energético brasileiro e assegurando, de forma sustentável, um retorno adequado aos investimentos. ([email protected]) 36 SOLUÇÕES L o g í s t i c a Centros de distribuição em todas as regiões do país: este é um dos grandes diferenciais do sistema de logística da BR TEM CLIENTE? A BR está por perto Conciliar bons preços junto ao fornecedor, condições de armazenagem a um custo operacional competitivo e um sistema de transporte eficiente, que supra as necessidades do consumidor final. O que para muitos é apenas um desafio, para a Petrobras Distribuidora é um pouco mais do que isso: um compromisso firmado e renovado dia após dia pelos profissionais da Gerência de Logística da BR (GLOG). SOLUÇÕES M E R C A D O 37 37 L o g í A s t i c a o longo dos anos, a companhia notabilizou-se pela excelência no serviço de logística. É como se tivesse desenvolvido o dom da onipresença. Onde existe cliente, a BR está. Certamente, um trabalho que exige controle rigoroso, profissionalismo, criatividade e, em alguns casos, até mesmo uma certa dose de aventura. O resultado, no entanto, é recompensador: a satisfação do consumidor. Imagine um mapa, não apenas com cidades e estados, mas com uma complexa combinação de rotas interligando os mais diversos pontos do país. É mais ou menos desta maneira que funciona a intrincada estrutura de distribuição da BR. Tudo começa em uma das onze refinarias da Petrobras espalhadas pelo território nacional. Dali, os derivados de petróleo são levados para diversas bases e terminais, localizadas em pontos estratégicos, tão distintos e distantes como Ijuí, no Rio Grande do Sul, ou Caracaraí, em Roraima. Entram em cena os principais canais de venda: os postos, os Transportadores Revendedores Retalhistas (TRRs), aeroportos, atacadistas e grandes consumidores. A partir deles, a gasolina, o diesel, o lubrificante e demais produtos chegam ao consumidor final: motoristas e caminhoneiros que procuram os postos BR, empresas de transporte, indústrias e fazendas. “Logística é uma cadeia integrada, que inclui a aquisição ou industrialização dos produtos, a armazenagem e o transporte, até chegar ao cliente final. Por isso, é preciso ter um bom preço de compra e um menor custo de movimentação na base e ainda otimizar os modais de transporte para ganhar em competitividade”, explica Edson Chil, gerente de Logística da BR. Poderia ser apenas um compromisso e não um desafio se o país em questão fosse outro. Quando o assunto é Brasil, falar de logística significa dificuldades multiplicadas. São mais de oito milhões de metros quadrados de peculiaridades. Enquanto as regiões Sudeste e Sul possuem uma boa infra-estrutura, o mesmo já não ocorre no resto do país. As grandes distâncias e os vazios demográficos dificultam o trabalho no CentroOeste; no Nordeste, há muitas localidades com estradas em condições de conservação aquém do ideal. A malha ferroviária, mesmo privatizada, ainda carece de novos investimentos, principalmente na via permanente, o que possibilitaria 38 SOLUÇÕES maior rapidez e segurança nas transferências. No Norte, a inexistência de rodovias e ferrovias faz do transporte fluvial a única opção. Para piorar, características sazonais da Região Amazônica determinam que o abastecimento de certos locais, como Cruzeiro do Sul, no Acre, seja feito com seis meses de antecedência. Isto sem falar nos aspectos tributários, muitas vezes distintos de um estado para outro. A gestão desta cadeia em um mercado cada vez mais competitivo não é tarefa fácil. A eficiência em logística não requer apenas uma boa estrutura de armazenamento e transporte. Isto é apenas o início. Antecipação de tendências, suporte tecnológico e compromisso com o meio ambiente também são fundamentais para a obtenção de resultados positivos, principalmente com as margens de lucro declinantes no setor, justamente em função da maior concorrência. A atual estrutura da BR dispõe de 21 depósitos de lubrificantes, 14 fábricas de emulsões asfálticas, oito centros coletores de álcool, 40 unidades operacionais, divididas entre bases e terminais, e 12 pools (condomínios em conjunto com outras distribuidoras, cinco deles sob o comando da companhia). É a maior rede de distribuição de combustíveis do Brasil, com unidades estrategicamente localizadas. Atenta às necessidades de seus clientes e em busca de uma maior eficiência, a Petrobras Distribuidora vem reestruturando sua rede operacional, com o fechamento de algumas bases e a construção de outras, em locais considerados estratégicos. A tendência é que os modais mais econômicos (navegação de cabotagem e ferro- Ivan Pacheco, gerente do Planejamento da Logística L vias) ganhem espaço. “Com a privatização da malha ferroviária e o aumento dos investimentos privados, vamos utilizar mais este meio de transporte, de acordo com a estrutura disponível”, diz Ivan Pacheco, gerente do Planejamento da Logística da BR. A área de logística trabalha como se fosse um administrador da cadeia que envolve do fornecedor (refinarias, centrais petroquímicas, destilarias e usinas) até consumidor final. Para isto, precisa obter um bom preço de compra, estar em sintonia com as áreas comercial e financeira, para que não haja excesso ou falta de produto em estoque; também é necessário otimizar os modais de transporte e realizar um estudo minucioso de todos os clientes. “Precisamos saber sua exata localização para definirmos por qual área de influência o cliente será atendido. Precisamos saber em que área de influência está o cliente. Assim decidimos, por Edson Chil, gerente da Logística exemplo, de qual refinaria compraremos para atendê-lo com um preço mais competitivo”, explica Ivan Pacheco. o g í s t i c a Transporte A área de transporte é um dos destaques da BR. Em 2001, o setor movimentou cerca de 19 milhões de metros cúbicos de produtos, utilizando os serviços contratados de aproximadamente 150 empresas transportadoras rodoviárias, totalizando em torno de 7.500 caminhões. A BR exige de todas estas companhias um rigoroso controle de qualidade e de segurança, com ênfase na preservação do meio ambiente, além do cumprimento das obrigações tributárias e do preparo para lidar com situações de emergência. Para garantir a adoção de providências rápidas no caso de acidentes em transportes, foi criado o Plano de Emergência em Transporte (PET), que conta com o apoio de empresas especializadas para pronto atendimento e recuperação ambiental. O plano é um manual completo de orientação para situações de crise – ge- A eficiência da estrutura de transporte fluvial é um dos trunfos do sistema de logística da Petrobras Distribuidora SOLUÇÕES M E R C A D O 39 39 L o g í s t i c a Tempos modernos na distribuição de derivados N os últimos anos, o mercado de distribuição de derivados de petróleo no Brasil passou por uma série de mudanças, que culminaram com a liberação das importações, regularizada desde 1º de janeiro de 2002. Gradualmente, o setor vem sendo desregulamentado a partir de 1995, com a permissão para a compra de álcool diretamente das usinas, a liberação dos valores dos fretes e dos preços a partir da refinaria. Outra mudança importante foi a promulgação da Lei nº 9.478 (Lei do Petróleo), que dispõe sobre a política energética nacional, as atividades relativas ao monopólio do petróleo, instituiu o Conselho Nacional de Política Energética e criou a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Com isso, um mercado antes estagnado ganhou um novo impulso. Mais de duzentas distribuidoras, muitas delas em situação ilegal, passaram a competir; novos fornecedores, como as centrais petroquímicas, também entraram em cena; finalmente chegou-se à abertura integral do mercado de combustíveis, no início deste ano. “Por causa destes fatores, pas- ralmente relacionadas a acidentes com caminhões-tanque, balsas-tanque e vagões-tanque. O PET possibilita o imediato acionamento de empresas especializadas e credenciadas ao combate a derrames e outros tipos de sinistro, dos órgãos de segurança, bombeiros, hospitais, polícia e até organizações ligadas ao meio ambiente. A preocupação com o meio ambiente também está presente nas instalações. “Já temos 15% das bases e terminais em processo de automação. O desafio da logística, ainda mais agora, com a abertura do mercado, é colocar o produto ao tempo e à hora da necessidade do cliente, com qualidade e baixo custo. Só nestas condições conseguimos reduzir as perdas no processo e obter maior eficiência nas operações de abastecimento”, avalia Pacheco. Mercado O mercado é dinâmico e exigente, o que obriga a BR a constantes melhorias e ajustes na área de logística. Entre estas ações estão a negocia- samos a ter um foco maior no cliente final. A logística se tornou um diferencial competitivo”, avalia Ivan Pacheco. A livre concorrência trouxe a necessidade de redução de custos, otimização de processos e utilização de ativos em função do nível de serviço desejado e esperado pela clientela. Por outro lado, o uso intenso da tecnologia de informação passou a ser um importante aliado. “Temos, hoje em dia, que integrar de maneira harmônica todas as atividades da cadeia logística”, afirma Ivan Pacheco. ção permanente com a Petrobras e demais fornecedores, o já citado processo de automação das unidades operacionais e a gestão completa da cadeia de suprimentos. A companhia também tem se concentrado no avanço dos estoques para ainda mais próximo dos consumidores, na previsão de vendas mais apurada, de forma a controlar melhor os estoques, e na maior qualidade dos níveis de prestação de serviço. A soma destas parcelas é a satisfação do cliente, a confiança no produto adquirido e, finalmente, sua fidelização. “Nosso grande diferencial é que a BR possui a melhor estrutura operacional do país, aliada a um quadro de profissionais de produtos preparados e capacitados para apoiar e assessorar a clientela para a utilização do produto adequado às suas necessidades. Mas manter a eficiência é o nosso grande desafio para estar sempre à frente da competição”, resume Ivan Pacheco. Flexibilidade para ajustar-se às novas regras, criatividade e tecnologia são as armas da companhia para continuar na liderança. EDSON CHIL NOBRE é o titular da Gerência de Logística, que tem como objetivo posicionar a rede de instalações operacionais da BR, de forma competitiva e integrada com seus clientes, consumidores e fornecedores, permitindo a oferta do melhor nível de serviço praticado no mercado aos menores custos de suprimento e distribuição. 40 SOLUÇÕES P r o d u t o s E s p e c i a i s (capa) Com a BR, se PLANTANDO TUDO DÁ SOLUÇÕES M E R C A D O 41 41 P r o d M u t o s E s uitos não sabem, mas basta perguntar a um produtor rural e certamente ele falará sobre a importância da Petrobras Distribuidora em um dos setores mais importantes da economia brasileira: a agricultura. Embora muito mais conhecida pela sua atuação na distribuição de derivados de petróleo e na oferta de soluções 42 SOLUÇÕES p e c i a i s energéticas em geral, a empresa tem uma linha completa de eficientes produtos agrícolas, que contribuem para melhorar os índices de produtividade de diversos segmentos do agronegócio nacional. “Desde a década de 70, se pensava em criar uma área agrícola na companhia, mas o foco de atuação predominante não permitiu. Então, com o pas- sar dos anos, desenvolvemos outras formas de trabalhar produtos para o campo”, conta Viviane Salathé, gerente de planejamento de produtos especiais. No momento, a Gerência de Produtos Especiais (GPE) vem dando especial atenção à linha Oppa, que inclui o Oppa e o Oppa-BR-CE. Estes óleos minerais desenvolvidos pela Petrobras P r o d Após consolidar a linha Oppa no mercado, a BR já estuda o lançamento de outros produtos voltados para o setor agrícola, como enxofre ventilado, pecuário e o pó molhável Celso Uzum, especialista na área agrícola da regional de São Paulo u t o s E s p e c i a i s são utilizados, respectivamente, no controle do Mal de Sigatoka, doença que atinge a bananeira, e na quebra da dormência da macieira. O Oppa-BR-CE também pode ser utilizado como adjuvante para herbicidas e fungicidas diversos, assegurando bons resultados em pulverizações. Como inseticida, atua no combate às cochonilhas dos citros, pragas que atacam plantas cítricas, causando enormes prejuízos ao agricultor. A BR decidiu trabalhar seus produtos agrícolas dividindo sua atuação em três regionais: Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro e outros estados. Ao mesmo tempo, começou a utilizar os serviços de uma rede de revendedores, voltados principalmente para pequenos clientes, contratou um engenheiro-agrônomo como consultor e ainda selecionou alguns de seus assessores comerciais com competência para atuar neste mercado, voltados sobretudo para os grandes consumidores. Outro diferencial que vem proporcionando bons resultados é o desenvolvimento de embalagens padrão em tamanho menor (a linha Oppa é vendida a granel em tambores de 200 litros, além de baldes e bombonas de 20 litros e frascos de cinco litros, no caso do Oppa BR-CE) para a rede de revendedores. Para atingir este objetivo estratégico, em junho a BR firmou um contrato com a Qualicitrus, localizada em Limeira, São Paulo. A empresa é responsável pela distribuição de Oppa e Oppa BR-CE em embalagens diferenciadas (de um até 50 litros). A parceria permitirá a penetração em mercados distintos, onde hoje a BR não atua, como o de hortifrutigranjeiros. “Com esta medida, conseguimos atingir mercados com volume de consumo menor”, explica Celso Uzun, especialista na área agrícola da regional de São Paulo. A exposição dos produtos agrícoSOLUÇÕES M E R C A D O 43 43 P r o d u t o s E s p e c i a i s EM GOTAS Através de uma parceria de longa data com a Solvenpar Parafinas, a Gerência de Produtos Especiais (GPE) da BR pretende diversificar sua atuação na área de beneficiamento de parafinas. A empresa vem dando prosseguimento à comercialização de parafinas em pó, com larga utilização no mercado, e desenvolvendo os “blends” de parafinas, usados principalmente na indústria de pneus. Antônio Manuel Miranda e Viviane Salathé las da BR também vem sendo feita através da participação da companhia em feiras e eventos do segmento rural. Recentemente, a empresa marcou presença na 24a Semana de Citricultura, realizada entre os dias 3 e 7 de junho, em Cordeirópolis, São Paulo. Outros produtos agrícolas da BR são o enxofre industrial, o Hexano BR, um solvente obtido a partir de frações do petróleo, e alguns solventes da linha Solbrax, destinados à indústria sucroalcooleira. “A linha Oppa já está estabelecida e consolidada no mercado. Mas no futuro poderemos lançar outros produtos, tais como o enxofre ventilado, pecuário e o pó molhável”, informa Antonio Manuel Miranda, coordenador de desenvolvimento de produtos técnicos da GPE. Visando recuperar o mercado de parafinas, a BR – através de acordo de cooperação tecnológica com a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), em Mataripe, na Bahia – passará a operar a unidade de entabletamento de parafinas. A parceria abrirá a possibilidade de desenvolvimento de novos produtos de maior valor agregado, a serem comercializados no mercado brasileiro. A operação da unidade será realizada pela Gerência de Operações. O início das atividades está previsto para o mês de agosto. Mal de Sigatoka e cochonilhas dos citros O Mal de Sigatoka, causado pelo fungo Mycosphaerella musicola, reduz a produção e a qualidade dos frutos da bananeira. O desenvolvimento do fungo provoca desfolhamento precoce, redução do número de pencas por cacho e do tamanho dos frutos, que ficam com o sabor alterado. Os períodos chuvosos, com alta umidade do ar e temperatura média diária superior a 25ºC, são mais propícios para o desenvolvimento da doença. As variedades comerciais de banana cultivadas no Brasil não possuem resistência ao Mal. O Oppa é extremamente eficaz no controle do Mal de Sigatoka. Além de eficiente em baixa dosagem, tem custo reduzido e pouca toxidez aos homens e animais. Cochonilhas dos citros O Oppa-BR-CE atua com efi- ciência no combate às cochonilhas dos citros. O produto age no controle das cochonilhas de carapaça, matando-as por asfixia. Além disso, consegue penetrar através dos poros e por baixo das carapaças, podendo carregar outros inseticidas, que passam a atuar por contato. Ou seja: o Oppa-BR-CE controla diretamente as cochonilhas na citricultura e melhora a eficácia de outros inseticidas de contato. PEDRO CALDAS PEREIRA PEREIRA é o titular da Gerência de Produtos Especiais, cujos objetivos são: distribuir e comercializar produtos químicos e insumos para a indústria química, desenvolvendo, fabricando ou importando quando isto se mostrar adequado e rentável; garantir o suprimento dos produtos químicos e serviços às áreas de perfuração, produção, refino e transporte de petróleo, no prazo e especificação corretos a um nível adequado de rentabilidade; ser a melhor opção para a comercialização de GLP, agregando serviços em sua aplicação como solução energética. ([email protected]) 44 SOLUÇÕES P l a n o P e t r o s O SEU FUTURO é o presente DA PETROS SOLUÇÕES M E R C A D O 45 45 P l a n Q o P e t r o uando a diretoria da Satélite Distribuidora de Petróleo, do Rio Grande do Norte, decidiu oferecer aos seus empregados um plano de previdência complementar optou por dividir a responsabilidade da definição com os próprios funcionários. Na pesquisa, os trabalhadores foram categóricos na opção pela Petros. Esta é a resposta à credibilidade que o fundo de pensão vem instituindo como seu maior compromisso em 32 anos de atuação. Concebida em 1970 para atender exclusivamente aos empregados da Petrobras, a Pe- s tros decidiu ir mais além. Primeiro em sua própria casa, crescendo à medida que passou a atender aos colaboradores das subsidiárias da companhia. Depois, rompendo fronteiras. Nos últimos anos, a fundação tem ampliado sua presença para outras empresas. “Somos ambiciosos. Estamos preparados para expandir nossa base de patrocinadoras sem aumentar nossa folha de pagamento. Isto porque desenvolvemos um superprograma de gestão totalmente informatizado”, explica Solon Guimarães, diretor de seguridade da Petros. A mesa de operações da Petros administra R$ 15 bilhões em ativos, de um total de 90 mil associados 46 SOLUÇÕES Atualmente, 24 companhias, entre integrantes do Sistema Petrobras e empresas privadas, patrocinam a Petros. No total, são aproximadamente 90 mil associados. Um dos diferenciais da entidade é a prestação de planos personalizados, que se ajustam às Solon Guimarães, diretor da Petros P l a n o P e t r o s COMPARAÇÃO COM PLANOS DO MERCADO PLANO A PLANO B PETROS Taxa sobre contribuições 5,0% 1,5% 6,0% Taxa sobre patrimônio 3,2% 2,0% 0 Patrimônio acumulado em 5 anos R$ 7.163,00 R$ 7.674,00 R$ 8.149,00 Patrimônio acumulado em 20 anos R$ 61.648,00 R$ 74.653,00 R$ 92.426,00 Taxa de juros de 12% a.a. Fonte: www.efuturo.com.br possibilidades de investimento da patrocinadora e às expectativas de retorno dos funcionários da empresa. Ao ser patrocinadora da Petros, uma das vantagens que a empresa encontra é a oportunidade de investir em fundos com grande potencial de rentabilidade em função do patrimônio da instituição. A fundação administra ativos da ordem de R$ 15 bilhões, um montante que permite um maior poder de negociação no mercado e, conseqüentemente, taxas de retorno muito mais recompensadoras. Solon Guimarães ressalta, no entanto, que as empresas não são obrigadas a aderir à escala de aplicação da Petros. “As patrocinadoras podem escolher livremente em que áreas e quanto investir”. Como uma instituição sem fins lucrativos, a Petros ganhou mercado por oferecer as melhores condições de administração para fundos de pensão. “Não cobramos taxa sobre patrimônio como fazem outras entidades, apenas uma taxa de administração mensal. Por isso, depois de cinco ou seis anos, nosso patrimônio acumulado ultrapassa o resultado projetado por todos os concorrentes”, explica Guimarães (veja quadro acima). A Petros vem se destacando pela modernização de sua estru- tura administrativa e operacional. Nos últimos três anos, com a chegada de uma diretoria profissional, contratada no mercado, a empresa renovou sua carteira de investimentos, transferindo capital das carteiras de renda fixa e imobiliária para a carteira de projetos de infra-estrutura. As participações nos campos de produção de petróleo Albacora e Marlin e nas usinas termoelétricas da Petrobras são exemplos de investimentos da Petros no setor. Numa busca incessante pela redução das taxas de risco em seus investimentos, a Petros foi o primeiro fundo de pensão a criar uma área de compliance. Tratase de uma espécie de controladoria interna que analisa o risco não só dos investimentos em si como também da estrutura, estratégia e imagem da empresa. Além disso, dentro da estratégia implementada pela diretoria de aperfeiçoamento na gestão dos ativos, a Petros tem feito um monitoramento diário do seu patrimônio, através da centralização da custódia de papéis, outra iniciativa na qual foi pioneira. “Com todas estas vantagens oferecidas, aliadas à consciência de que para manter bons profissionais as empresas têm que oferecer benefícios consistentes, conseguimos nos últimos dois anos a adesão de mais 12 patrocinadoras. Além disso, estamos negociando com outras 50 empresas. Isto tudo, ressalte-se, foram conquistas obtidas em um momento difícil do mercado financeiro”, enfatiza Solon Guimarães. Mais informações podem ser obtidas no site www.petros.com.br, através dos telefones (21)2506-0236 ou 2506-0239 ou do e-mail [email protected]. EMPRESAS PATROCINADORAS Privadas (17) PQU, Braskem, Trikem, Ultrafértil, Copesul, Petroflex, Nitriflex, Petros, DSM Elastômeros Brasil, Repsol YPF, Repsol YPF Distribuidora, DBA Engenharia de Sistemas, Cachoeira Dourada, Concessionária da Rodovia Osório-Porto Alegre, Satélite Distribuidora de Petróleo, Petromarketing Consultoria e Petroquímica Triunfo. Estatais (6) Petrobras, Petrobras Distribuidora (BR), Petroquisa, Braspetro, Gaspetro, Transpetro e REFAP. SOLUÇÕES M E R C A D O 47 47 O p i n i ã o Ainda há muito ASFALTO Ernesto Preussler, diretor da Dynatest Engenharia S em dúvida, um avanço que deve ser destacado e valorizado. No entanto, o Brasil ainda tem que percorrer centenas de quilômetros para se equiparar às nações que são realmente uma referência no modal do transporte rodoviário. O país ainda tem uma malha proporcionalmente reduzida se comparada às suas dimensões territoriais. Para se ter uma idéia, as novas tecnologias desenvolvidas nos últimos anos foram aplicadas em apenas 3% da malha rodoviária nacional. Hoje, estão em curso projetos que envolvem a pavimentação de nove mil quilômetros de rodovias. Deste total, apenas 400 quilômetros receberão os produtos e as técnicas mais recentes. Ainda assim, acredito que em um período de até dez anos o país terá uma estrutura de transporte rodoviário bem maior e uma expertise na produção de pavimentos asfálticos que não deverá em nada aos países mais avançados na área. Deve-se realçar que nos últimos seis anos, houve um grande salto nas exi48 SOLUÇÕES A PERCORRER O advento das privatizações das concessões rodoviárias foi um marco importante no desenvolvimento tecnológico da produção de pavimentos asfálticos no Brasil. A desestatização trouxe a reboque investimentos em um volume que há muito não se via na história do transporte por rodovias no país. Este cenário tem sido fundamental para o desenvolvimento de novos produtos nos últimos dez anos. gências e nas especificações técnicas das concessionárias rodoviárias e do próprio governo, no que diz respeito às estradas ainda estatais. Por isso, estou convicto de que o Brasil caminha para um alto grau de excelência no setor. E a BR vem sendo um ativo protagonista deste processo. Muito do que o país evoluiu na última década no estudo de produtos e técnicas de execução de obras em rodovias leva a assinatura da companhia. É necessário destacar o quanto a BR, ao lado da Petrobras, tem sido audaciosa na pesquisa, no lançamento de produtos e na elaboração de novos métodos de aplicação do pavimento asfáltico. A empresa foi pioneira nos estudos para o tratamento de superfície simples e duplo. Entre suas grandes realizações, duas merecem destaque: o desenvolvimento do asfalto modificado, com polímeros, dado o grau de complexidade das mudanças feitas nas propriedades físico-químicas do ligante, e a importação de equipamentos, sobretudo da França. Ao longo deste processo, a BR tem conseguido alcançar o binômio determinante para o sucesso neste setor: qualidade e preço. Como já foi enfatizado, o país ainda carece de investimentos mais pesados na malha rodoviária. Com isso, muitas vezes o desenvolvimento de produtos é limitado pelas restrições orçamentárias. Ainda assim, a BR e seu eficiente corpo técnico – que faz da empresa uma escola no setor – vêm cumprindo o papel de estimular a pesquisa e o surgimento de modernos materiais.