SOLUÇÕES
MERCADO CONSUMIDOR
P A L A V R A
B R
A BR e a criação de valor
A partir de meados da década de
80, a maioria das empresas situadas em países desenvolvidos concentrou suas estratégias na criação de
valor para o acionista, através de inMarco Capute,
vestimentos em programas e projeDIRETOR DE MERCADO
tos submetidos a uma forte discipliCONSUMIDOR
na do capital acionário, empurrados
pelas evidências de que os investidores, em particular os institucionais, têm visão de longo prazo sobre o desempenho econômico das empresas.
O forte crescimento dessas economias, principalmente a americana, parece indicar que administrar empresas
tendo como parâmetro a criação de valor beneficia a
economia como um todo, sendo portanto adequada a
todo tipo de companhia, seja ela privada ou estatal, em
qualquer parte do mundo.
Em linha com essas evidências, a BR Distribuidora, a
partir de meados de 1999, orientou seus negócios para a
criação de valor, na convicção de estar contribuindo para
a geração de riqueza para o país e para a prevalência da
lógica de mercado no segmento de distribuição no Brasil.
Mas como seria criar valor?
Certamente, não seria com a adoção de uma temerária alavancagem financeira ou de um profundo corte de
custos de pessoal. Também não seria possível, em um mercado altamente competitivo como é o da distribuição no
país, extrair margens maiores dos negócios, sem a devida
contrapartida em qualidade de produtos e serviços.
Sendo assim, ficou estabelecido que seria preciso redefinir nossos investimentos, realocar ativos, racionalizar
custos de apoio, logística, operacionais e comerciais, avançar em tecnologias de informação, investir em treinamento
e, principalmente, envolver nossos clientes no processo
de criação de valor, entendendo suas necessidades, o que
cria valor para o negócio deles e quanto desse valor eles
estariam dispostos a repassar. Seria necessário também
que os clientes tivessem maior visibilidade de nosso negócio para a geração de oportunidades comerciais.
Para atender essas necessidades, foi realizada uma reorganização das unidades de negócios da BR, através de
um processo de segmentação e redefinição de atividades e
estendida a toda organização o conceito da criação de
valor, incluindo nossos revendedores, que são considerados parceiros e forte elo na relação com os clientes.
Paralelamente, foram adotadas medidas para a valorização e motivação dos empregados, desencadeando
uma ambiência propícia à criatividade e à eficiência. Foram ampliados os canais de comunicação com nossos
clientes, revendedores e empregados, através de reformulação da central de atendimento, da participação ativa
em congressos de entidades de classe, da criação da função de ombudsman, do Jornal do Revendedor, da revista
Canal BR e da revista Soluções BR.
A área de mercado automotivo da BR (em 2001, vendas de cerca de 9,5 bilhões de litros em sua rede de postos) focou suas estratégias no fortalecimento da marca e
na valorização do ponto-de-venda, tendo como principais
programas a implantação de postos com nova imagem, a
expansão do Programa de Gás Natural Veicular, o “De
Olho no Combustível” e a expansão do número de lojas
de conveniências (BR MANIA).
A área de mercado consumidor da BR (em 2001, vendas
diretas ao consumidor de aproximadamente 18 bilhões de
litros) focou suas estratégias na agregação de serviços e no
fornecimento de soluções energéticas. Em função da diversidade de clientes e mercados em que atua, essa área foi
dividida em seis Unidades de Negócios com estratégias e
programas diferenciados para cada segmento de mercado.
A área consumidora tem como veículo maior de comunicação a revista Soluções BR, onde os clientes encontram em detalhes os diversos programas da área, tais
como Cais/CTF, BR Lubrificação, BR Aviation Card, BR
Aviation Center, Rota Premiada, BR Serviços Off Shore,
BR Química, BR Cogeração e Geração Distribuída, BR
Asfaltos e BR 95, entre outros.
A BR Distribuidora teve lucros recordes em 2000 e 2001
e consolidou sua posição de liderança no setor de distribuição, mas o que nos deixa satisfeitos e confiantes na consistência de nossas estratégias são os expressivos e crescentes
índices de satisfação dos clientes e de preferência pela marca BR, mostrados nas últimas pesquisas realizadas.
Deve ser ressaltado que os resultados alcançados tiveram como fatores preponderantes os esforços dos empregados e a participação de nossos clientes na geração
de novos programas e sua disposição em testar novas
idéias e novos conceitos.
As ações da companhia passaram de cerca de R$ 13,00
por lote de 1.000 ações em maio de 1999 para aproximadamente R$ 40,00 em agosto deste ano, resultado que
se torna ainda mais expressivo quando comparado ao
índice Bovespa no mesmo período, mostrando a confiança do investidor, também no longo prazo, na gestão voltada para a criação de valor adotada pela BR.
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MERCADO CONSUMIDOR
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Creating value at BR
From the mid-1980s onwards, most corpowith customers, resellers and employees were
rations in the more developed countries focustreamlined through upgrading the Service Censed their strategies on creating value for their
ter, in addition to more active participation in proshareholders through investing in programs and
fessional congresses, introducing the position of
projects under tight stock capital control, driven
ombudsperson, and launching the three house
by evidence that investors - particularly institujournals: Jornal do Revendedor, Canal BR mational investors - take a long-term view of the
gazine and the Soluções BR magazine.
corporate economic performance.
The automotive market area of BR (with saThe upsurge in these economies - especiles of around 9.5 billion liters at its service statially the USA - seems to indicate that managing Marco Capute,
ons network in 2001) is focusing its strategy on
companies on the basis of creating value bene- CONSUMER
strengthening the brand and enhancing its poMARKET DIRECTOR
fits the economy as a whole and is consequenint-of-sale value, with the main programs intly valid for all types of businesses anywhere in
cluding service stations displaying the new imathe world, whether private or Government-run.
ge, expansion of the vehicular natural gas program, the
Right in step with this trend, from mid-1999 onwards “Keep an eye on the Fuel” program, and extending the
BR Distribuidora focused its attention on creating value number of BT Mania convenience stores.
for its businesses, firmly convinced that it is building up
The BR consumer market area (with direct consumer
wealth for Brazil and buttressing market logic in the nation’s sales of some 18 billion liters in 2001) focused its strategifuel distribution segment.
es on upgrading services and providing energy-based soBut how can value be created?
lutions. Due to the wide diversity of its customers and the
Certainly not through opting for reckless financial le- markets where it operates, this area was divided into six
verage or slashing outlays on staff. And in a market as Business Units that were assigned specific strategies and
competitive as Brazil’s fuel distribution segment, it is not programs tailored to each market segment.
possible to pump up profit margins without the necessary
The main communications tool with the consumer area
counterpart of high-quality products and services.
is the Soluções BR magazine, offering fascinating insights
All this made it quite clear that our investments would into its many different programs in this field, including
have to be redefined, reassigning assets and rationali- the BR Aviation Centers, Cards and Rewards Route prozing back office costs as well as outlays on logistics, grams, as well as many others in the lube-oils, offshore,
operations and sales, moving ahead with information chemicals, asphalt and power generation segments.
technology, investing in training, and above all involving
BR Distribuidora posted record profits in 2000 and 2001,
our customers in the value creation process. We must firming up its leading position in the fuels distribution sector.
understand their needs and know what creates value for However, what really pleases us and leaves us confident of
their businesses, as well as how much of this value they the accuracy of its strategies is the steady rise in customer
are prepared to pass on. Customers must also see our satisfaction rates, reflecting a preference for the BR brand
own business more clearly, generating fresh commercial that has been confirmed through the latest surveys.
opportunities.
It is well worthwhile stressing that these results are due
In order to meet these needs, the BR business units largely to the efforts of the stuff and the participation of
were reorganized through a segmentation process that our customers in developing new programs, in parallel to
redefined their activities and extended the concept of crea- their eagerness to try out fresh ideas and new concepts.
ting value throughout the entire organization - including
The shares issued by the company rose from around
our resellers, who are viewed as partners providing strong R$ 13.00 per 1,000 shares in May 1999 to around
links to end-consumers.
R$ 40.00 in August this year. These figures are even more imIn parallel, measures were adopted to enhance staff pressive when compared to the São Paulo Stock Exchange Index
appreciation and motivation, ushering in a setting that fos- (IBOVESPA) over the same period, reflecting long-term investor
ters creativity and efficiency. Channels of communication trust in the BR management style based on creating value.
Álcool
8.
Asfalto
BR
SOLUÇÕES
4.
O novo combustível da BM&F
A indústria do asfalto não é mais a mesma
PUBLICAÇÃO DA PETROBRAS D ISTRIBUIDORA S.A.
Sumário
Automotivos
PRESIDENTE
Julio Cesar Carmo Bueno
DIRETOR FINANCEIRO E
DE RELAÇÕES COM INVESTIDORES
Abelardo de Lima Puccini
DIRETOR DE OPERAÇÕES
Otacílio Viana de Albuquerque
DIRETOR DE MERCADO CONSUMIDOR
Marco Antonio Vaz Capute
DIRETOR DE MERCADO AUTOMOTIVO
E LUBRIFICANTES
10.
PETROBRAS PODIUM:
MAIS UMA VEZ, A BR É POLE POSITION
13.
15.
17.
19.
27.
Aviação/Aviation
Aeroporto, não! Bem-vindo ao aeroshopping
Airport, no! Welcome to aeroshopping
BR Aviation Center aterrissa em Sorocaba
BR Aviation Center lands in Sorocaba
BR em Boa Cia.
Uma via de mão dupla em Goiás
Gás
30.
Grandes Consumidores
37.
Fernando Cesar Barbosa
CONSELHO EDITORIAL
Andurte de Barros Duarte Filho,
Alexandre Penna Rodrigues, Francelino Silva Paes,
Luiz Otávio de Azevedo Costa,
Marco Antonio de Oliveira do Couto
e Hévila Aparecida Arbex
GERENTE DE COMUNICAÇÃO E MARKETING
Alex Messias
CHEFE DE RELAÇÕES EXTERNAS E INTERNAS
Carmen Navas
EDITOR
Claudio Fernandez
PRODUTORA GERAL
Maria Lucia Carvalho
REPÓRTERES
28.
34.
MERCADO CONSUMIDOR
Energia melhor do que a encomenda
A república energética da BR
Ângela Regina Cunha / Fabiana Couto / Felipe Dias /
Marisa Bastos
PROJETO GRÁFICO
Marcelo Pires Santana / Paula Barrenne de Artagão
DIAGRAMAÇÃO
Modal Informática
PRODUÇÃO GRÁFICA
Ruy Saraiva
SUPERVISÃO GRÁFICA
Transportadores e BR cada vez mais próximos
Armando Augusto
FOTOS
Logística
Tem cliente? A BR está por perto
41.
Produtos Especiais
45.
Plano Petros
48.
Opinião
Com a BR, se plantando tudo dá
O seu futuro é o presente da Petros
Ainda há muito asfalto a percorrer
Adriana Lorete / Marcelo Carnaval
TIRAGEM
30 mil exemplares
PRODUZIDA POR MARGEM EDITORA E
INSIGHT ENGENHARIA DE COMUNICAÇÃO
MARGEM EDITORA
Rua Barão do Flamengo, 22 / 601, Flamengo
CEP 22220-080, Rio de Janeiro, RJ
INSIGHT ENGENHARIA DE
COMUNICAÇÃO & MARKETING
Rua Sete de Setembro, 71/13o e 14o andares, Centro
CEP 20050-005, Rio de Janeiro, RJ
SOLUÇÕES
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O novo combustível
DA BM&F
Com uma média de 100 contratos fechados por dia, o mercado futuro de álcool pode parecer ainda
modesto, principalmente se comparado à produção nacional. Porém, para uma commodity negociada há
apenas dois anos na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o balcão é considerado um dos mais
promissores da entidade.
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do. “A exemplo do mercado internacional de petróleo, a BR poderá comprar uma parte do volume
de álcool anidro, com seu preço indexado à cotação da BM&F, pelo mecanismo chamado no mercado de petróleo internacional de EFP (Exchange
Futures for Physical)”, explica o especialista Renato
de Andrade Costa. Gerente comercial de Soluções
Energéticas da Petrobras Distribuidora, Costa tem
larga experiência no mercado futuro internacional
de petróleo.
Segundo ele, através do EFP, é possível se fixar
o preço da mercadoria física comprando contratos
futuros de álcool na BM&F. Este mecanismo permitiria uma flexibilidade na formação do preço final,
já que o preço será determinado pela média ponderada das cotações e volumes correspondentes
dos contratos futuros comprados. “Estamos convictos de que a utilização deste recurso aumentará de
forma significativa a liquidez do mercado”, defende. Costa acredita ainda que a BR poderia, desta
maneira, fixar o preço de compra no momento que
julgar mais adequado.
Outra vantagem do EFP é a possibilidade de se
efetuar outros tipos de operação, como gerenciamento de estoque, ou de aproveitar oportunidades
comerciais no mercado físico e fixar a respectiva
margem eliminando o
risco da variação de
ainda mais se
preço através de opera-
volume de operação tem crescido sucessivamente e novos investidores estão fazendo parte do sistema. Sua importância
vem aumentando à medida que mais empresas têm
procurado se valer dos contratos para fazer hedge
contra as oscilações dos preços do combustível.
Pois, se o mercado é bom para quem chega agora, é melhor ainda para quem está nele desde o
início. É o caso da BR. Um dos mais ativos players
do balcão, a companhia foi uma das idealizadoras da formatação dos contratos futuros de álcool.
“A entrada da BR no mercado futuro de álcool faz
parte da estratégia elaborada pelo diretor de Mercado Consumidor, Marco Antônio Vaz Capute, de
trazer a cultura de gerenciamento de risco da Petrobras para a BR. Esta medida se deve em grande
parte à tendência cada vez maior de indexação
dos preços dos combustíveis no país ao mercado
internacional”, explica o gerente de Comercialização de Álcool Carburante da BR, Carlos Alberto
Chaves Ferro.
“Só em 2001, a BM&F movimentou um volume
equivalente a cerca de 30% da produção brasileira de álcool anidro, com 67.527 contratos. Em
2002, o total de negócios entre janeiro e julho já é
de 46.161. É um volume bastante razoável para
“O
mercado crescerá
”
o Brasil exportar álcool anidro
um balcão recémcriado, mas ainda
pequeno se comparado a commodities mais fortes ções de mercado futuro.
no mercado exportador. É o caso do café, cujas
operações na BM&F chegam a movimentar quase EXPORTAÇÃO
Para Félix Schouchana, o mercado futuro do
duas vezes a produção nacional e em 2002 já gerou 241.896 contratos”, enfatiza Félix Schouchana, álcool está cumprindo bem seu papel, mas pode
diretor de Mercados Agrícolas da Bolsa de Merca- crescer ainda mais se o Brasil conseguir exportar
dorias & Futuros. Segundo ele, o balcão de futuros álcool anidro. “Neste caso, atrairíamos mais um
já começa a assumir a função de balizador do player para a Bolsa, o exportador (trader), que
mercado de álcool, embora sem a força de outras normalmente opera bastante com as outras comcommodities como o café, o boi gordo, o milho ou modities. Se houver demanda, as usinas aumentariam a área de produção para exportar o excea soja.
A BR, no entanto, confia no rápido crescimento dente”, vislumbra.
A BM&F oferece múltiplas opções para negódo pregão de álcool na BM&F. Para a empresa, a
consolidação do mercado permitirá aos agentes cios, sempre com o objetivo de assegurar uma renentrar e sair de suas posições com segurança, tor- tabilidade ao investidor, garantindo um bom negónando-o um importante instrumento para gerenci- cio a cada fechamento de contrato. É uma forma
amento do risco de preço em função da volatilida- de proteger o aplicador do preço das mercadoride comum às commodities negociadas no merca- as, sempre sujeito às tempestades – climáticas ou
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mercadológicas. A BR sempre
acompanhou de perto o mercado, desde que a Bolsa montou
uma Câmara de Açúcar e do Álcool que formatou os contratos
de álcool. Esta entidade, da qual
Carlos Alberto Ferro faz parte,
funciona hoje como um canal de
comunicação entre o mercado e
a Bolsa. Das distribuidoras – cerca de 200 – só a BR e a Ipiranga
participam da Câmara.
“O contrato foi debatido com
todos os agentes e o texto é absolutamente neutro, isto é, não
prejudica ninguém e busca
apenas discutir o preço e não
atrasar a entrega”, garante
Schouchana. O diretor da
BM&F vai mais além. “Se eu sou
o produtor e meu custo de produção é 400 e aparece alguém
para comprar meu contrato por
500, eu vendo, garantindo uma
margem de lucro de 100. Mas,
claro, quem compra por 500
aposta que vai vender por 530
O mercado
futuro da
BM&F já
negocia o
equivalente a
30% de toda
a produção de
álcool anidro
no Brasil
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SOLUÇÕES
e garantir também seu lucro”,
exemplifica.
Schouchana lamenta pelo
mercado não ser mais forte, o
que, na sua avaliação, depende
do crescimento no número de
agentes. “O ideal para o desenvolvimento do balcão é a existência de vários players dos dois lados, isto é, comprando e vendendo. O mercado futuro torna-se
ainda mais saudável quando o
volume de negócios é de tal grandeza que quem quiser entrar ou
sair não vai afetar o preço nem
sair prejudicado”.
MERCADO
O mercado futuro existe no
Brasil desde 1917 e, no início,
eram negociados apenas produtos agrícolas. O álcool está na
Bolsa de Mercadorias & Futuro
desde março de 2000 – o açúcar é mais antigo, entrou em
1994. O preço do álcool é sempre do entregue posto em Paulí-
Félix Schouchana
nia (interior de São Paulo).
O mercado futuro é regulado
pelo Banco Central, pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
e, no caso do álcool, pela Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Três players operam o mercado
Á
de álcool na BM&F: os vendedores (usinas), os compradores (distribuidoras) e um terceiro agente, o financiador (bancos). Os
contratos são de 30 metros cúbicos de álcool – o equivalente a
um caminhão de 30 mil litros.
Para o sistema como um
todo, e não apenas para o mercado de álcool, o contrato futuro é extremamente útil e necessário pelo seu papel de balizador das cotações. Os bancos,
por exemplo, acompanham de
perto o andamento do pregão.
“Antes de emprestar dinheiro
para o custeio, o banqueiro
sempre quer saber se o tomador fez hedge na Bolsa. Ele acaba cobrando juros mais baixos
para quem fez o hedge, porque
seu risco passa a ser menor”,
revela Schouchana.
Mas o pioneirismo da BR e
da BM&F não pára por aí. A
Bolsa já fez consultas à empresa
sobre a implantação de um balcão futuro de eletricidade. “Será
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um outro instrumento de gerenciamento de risco de preço dos
projetos de geração de energia
da BR”, explica Renato. A BR utilizará o contrato tanto de álcool
como de eletricidade (ainda a
ser lançado) para gerenciar o
risco de preço nos negócios de
que participa. Além disso, a empresa pretende oferecer no futuro aos clientes a venda de combustível e eletricidade com mecanismos de hedge embutidos no
contrato.
CARLOS ALBERTO CHAVES FERRO é o titular da Gerência de Álcool, cujo objetivo é
administrar a aquisição de alcoóis carburantes, a logística de estoques e preços de
transferência para os clientes internos, assim como o relacionamento institucional
com a holding, com o governo e com o setor produtor. ([email protected])
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A s f a l t o
A INDÚSTRIA DO
ASFALTO
não é mais a mesma
O
tom é acadêmico,
mas bem didático.
O objeto de estudo, o
desgaste do asfalto. E o resultado
promete revolucionar o mercado de
pavimentação de estradas e ruas.
A tese de mestrado do engenheiro
da BR Ilonir Tonial sobre a influência do envelhecimento do revestimento na vida útil dos pavimentos
vai permitir um cálculo bem mais
preciso do desgaste dos vários tipos de asfalto e tornará mais econômica a escolha do pavimento
certo para cada tipo de terreno.
Tonial defendeu em junho de
2001, na Coppe/UFRJ, a tese “Influência do envelhecimento do revestimento asfáltico na vida de fadiga de pavimentos”, sob orientação da professora Laura Maria
Goretti da Motta. Seu estudo demonstra o desempenho estrutural de
misturas de asfalto preparadas com
ligantes de elevada ou baixa consistência e confirma algumas observações feitas em estudos de campo, mas até então sem explicação
técnica. Aplicado comercialmente,
o trabalho permitirá um aperfeiçoamento dos projetos estruturais dos
pavimentos asfálticos.
A sugestão do ligante certo –
isto é, com o grau de rigidez ideal
– para rodovias de grande circu8
SOLUÇÕES
Ilonir Tonial: sua tese permitirá um cálculo mais preciso do desgaste do asfalto
lação como a Via Dutra ou estradas vicinais pode significar não só
economia para concessionárias e
prefeituras, mas também conforto para o usuário das estradas.
Antes, não se conseguia explicar como uma estrada projetada
para durar dez anos, com determinado volume de tráfego, durava de sete a oito anos. Ou
como outra, planejada para 10
anos, poderia durar até 30 anos.
Engenheiro-mecânico de formação e hoje gerente de Serviços
de Pavimentação da BR, Tonial lidera uma equipe de técnicos que
agora dispõe de uma importante
ferramenta no mercado de CAP (ci-
mento asfáltico de petróleo). “Podemos oferecer a melhor solução
em técnicas e serviços de pavimentação para nossos clientes, em sua
maioria, prefeituras e concessionárias de rodovias”, garante Tonial.
O pavimento asfáltico, conhecido popularmente como asfalto,
é, na verdade, uma estrutura em
camadas. Na forma mais simples, é composto por três níveis:
revestimento (a superfície), base
(intermediária) e subleito (o terreno original). Antes de se construir um pavimento, costuma-se
fazer ensaios para testar a capacidade de carga do terreno natural em determinadas condições.
A
Dependendo da capacidade de
carga deste terreno, também conhecido como subleito, o material
e a espessura das demais camadas são definidos, incluindo-se a
camada de revestimento asfáltica.
“Até então, o procedimento
para dimensionar a durabilidade
do pavimento em termos de vida
de fadiga era feito com base nas
propriedades das camadas da
estrutura do pavimento no seu estado imediatamente após a construção. Não se levava em conta o
enrijecimento que o revestimento
sofre a cada ano. Em minha tese,
mostrei que este procedimento
não estava correto e como isso
pode ser corrigido dentro do mesmo programa de computador que
faz o cálculo”, explica Tonial.
O programa a que o engenheiro se refere é o Fepave, um dos
softwares usados no projeto do pavimento de rodovias. Calculam-se
as tensões e deformações geradas
na estrutura do pavimento quando
sujeito à carga e de posse destes
dados determina-se através de correlações já estabelecidas o número
de vezes que aquele pavimento
pode ser submetido à mesma carga. Compara-se então este valor
com o número de vezes que a rodovia é submetida a essa carga ao
longo do tempo, determinando-se,
então, o período de vida do pavimento. No caso de rodovias novas,
compara-se o valor de projeto com
o número estimado de vezes que a
mesma carga ocorrerá no pavimento ao longo dos anos.
Como explica Tonial, a cama-
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o
O novo procedimento leva em consideração o enrijecimento do revestimento ano a ano
da superior do pavimento asfáltico, conhecida como camada
asfáltica ou revestimento asfáltico, é composto em média de 94%
de agregado (pedra) e 6% de ligante (asfalto) – este mantém as
partículas do agregado unidas
entre si. “A função do revestimento é impermeabilizar toda a estrutura, protegendo-a da ação da
água, além, é claro, de dar conforto ao motorista”, diz. E complementa. “Imagine um clipe de
prender papéis. Se abrirmos este
clipe e o flexionarmos para um
lado e para o outro, após um determinado número de flexões ele
se quebrará. Este número de vezes necessário para o clipe que-
brar é o que chamamos de vida
de fadiga. Para flexões maiores,
a vida de fadiga será menor e
vice-versa. A passagem de um caminhão em determinada estrada
provoca uma flexão no revestimento maior que aquela provocada
pela passagem de um automóvel.
Portanto, a vida de fadiga desta
estrada sujeita apenas a passagens de caminhões será menor do
que aquela que teríamos se a
mesma estrada fosse submetida
apenas ao tráfego de automóveis.
Na prática encontramos uma situação intermediária cuja vida de
fadiga vai depender da composição dos tipos de veículos do tráfego”, explica Tonial.
JORGE PAULO MORO é o titular da Gerência de Asfaltos, que tem como missão administrar a
comercialização de asfaltos e emulsões na companhia, agregando serviços aos produtos
ofertados, de forma competitiva e rentável, entrosando-se com as demais áreas para o sucesso do negócio, orientada pelo mercado e com foco no cliente. ([email protected])
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PETROBRAS PODIUM:
mais uma vez, a BR é
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POLE POSITION
Petrobras Distribuidora inovou mais uma vez
e antecipou para o consumidor brasileiro o
que os automóveis da Europa e dos Estados Unidos estarão usando a partir de 2005. No
dia 26 de junho, a Petrobras e a BR lançaram no
mercado a nova Petrobras Podium, a gasolina de
maior octanagem e menor impacto ambiental disponível no país.
O produto, desenvolvido pelo Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) com exclusividade
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para a BR, oferece a mesma tecnologia do combustível usado pela equipe Williams de Fórmula1, uma das escuderias mais respeitadas do automobilismo mundial. A Podium, classificada como
gasolina de grife da BR, apresenta 95 octanas –
mais do que a gasolina Premium, com 91, e a
comum, com 87 – e menor nível de benzeno e
enxofre. Com isso, a Petrobras Distribuidora se
antecipou às concorrentes e a uma determinação
internacional. Estes padrões de composição se-
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rão exigidos na Europa e nos Estados Unidos em
2005, e, no Brasil, em 2008.
A concepção da fórmula surgiu em função da
necessidade de melhorar a performance dos veículos com motores de alto desempenho. Embora qualquer tipo de automóvel possa utilizar o
novo combustível, o aumento da potência será
mais bem percebido em veículos com motores
que possuem alta taxa de compressão. Além disso, o produto garante menor nível de depósitos
nos motores, o que aumenta a vida útil das peças originais e reduz a necessidade de manutenção do propulsor. “O lançamento e o sucesso da
Petrobras Podium são emblemáticos do pioneirismo, espírito inovador e competência da Petrobras e da BR diante da abertura do mercado de
petróleo. A iniciativa demonstra cabalmente a
excelência da companhia também no desenvolvimento de produtos e de tecnologia de ponta”,
analisa Antônio Rubens Silvino, gerente de Automotivos da BR.
Inicialmente, a Petrobras Podium da BR está substituindo a gasolina Premium em 60 postos do eixo
Rio-São Paulo – 30 no Rio de Janeiro e 30 em São
Paulo. Os dois estados foram escolhidos estrategicamente pela empresa. “Rio de Janeiro e São Paulo respondem por cerca de 90% das vendas da
gasolina Premium da BR. Nossa meta é aumentar
a participação no mercado, no qual já ocupamos
o primeiro lugar na comercialização de combustíveis automotivos”, explica Fernando César Barbosa, diretor de Mercado Automotivo e Lubrificantes.
Mercado
A Petrobras Podium foi aprovada pelos consumidores cariocas e paulistas, e já está batendo recordes de venda. “Nos trinta primeiros dias no mercado,
o produto teve vendas 70% superiores às da gasolina Premium no mesmo período. Este resultado superou todas as expectativas”, conta Fernando Barbosa.
O recente lançamento da Petrobras Podium também vem causando forte impacto no mercado. Em
comparação com a média diária de vendas da gasolina Premium em maio deste ano, os postos BR
em São Paulo, que passaram a comercializar a Podium, registraram um aumento de 101% nas vendas
até meados de agosto. No Rio de Janeiro, o crescimento foi de 46%. “De acordo com levantamento
da companhia, as vendas da gasolina Premium, em
julho, de alguns postos em São Paulo e no Rio de
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Antônio Rubens Silvino, gerente de Automotivos
Janeiro que continuaram a comercializar o produto
indicaram uma queda de apenas 4% no volume diário em relação aos meses anteriores. Este dado
nos leva a crer que muitos consumidores da Podium
deixaram de abastecer em postos de outras bandeiras”, avalia Antônio Rubens.
Para o gerente de Automotivos da BR, além
da alta tecnologia, o sucesso da gasolina Petrobras Podium junto aos consumidores deve ser creditado também às qualidades ambientais do produto. “Embora não tanto explorado na publicidade é importante destacar a característica ecológica deste novo combustível, que apresenta baixíssimo nível de emissões. Em resumo, o sucesso
das vendas e as manifestações dos consumidores aos nossos revendedores e no nosso SAC indicam que o consumidor final se mostra bastante
satisfeito”, conclui Antônio Rubens Silvino.
Desde 21 de agosto, a gasolina Petrobras Podium está disponível em Brasília, Goiânia e Cuiabá e, a partir de setembro, passou a ser vendida em outras cidades e capitais brasileiras –
além de novos pontos no Rio de Janeiro e em
São Paulo.
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Informações pela internet
Quem quiser saber mais informações sobre a
gasolina Petrobras Podium é só visitar o mini-site
no endereço www.petrobras.com.br/podium. Na
home page, o consumidor terá todas as informações sobre as especificações técnicas do produto, a campanha publicitária e a lista completa
dos postos que estão comercializando o novo
combustível. Além do endereço direto, o minisite pode ser acessado pela página principal do
site da Petrobras Distribuidora, no www.br.com.br.
Visite e confira!
Gasolina Podium de A a Z
Este é um guia completo sobre a gasolina Petrobras Podium. A Soluções BR responde as dúvidas e
perguntas mais freqüentes dos consumidores.
Quais são as características fundamentais
solina Podium?
• A gasolina Podium tem octanagem de
dades (índice antidetonante), menor teor de
(30 ppm) e sua composição especial ainda
não acumular resíduos no motor.
da ga95 unienxofre
permite
Quais os benefícios do seu uso?
• Os benefícios para todos os veículos são:
menor formação de depósitos nos motores, elevando os intervalos entre uma manutenção e outra; baixo nível de emissões de gases poluentes no
meio ambiente; e para os veículos que requerem
uma gasolina de alta octanagem, melhor resposta
nas retomadas de velocidade.
Para quais veículos a gasolina Petrobras Podium é
recomendada?
• Petrobras Podium pode ser usada em qualquer veículo a gasolina, trazendo benefícios ao
motor pelo baixo nível de depósitos, e menor impacto ambiental. Sua maior octanagem só será
percebida quando utilizada em veículos de alto
desempenho, que requerem gasolina do nível da
Super Premium Européia.
Qual o teor de álcool da Petrobras Podium?
• Como todas as gasolinas automotivas comercializadas no país, por força da lei federal, recebe
adição de 24% de álcool anidro. Em 24 de maio
de 2002, o Congresso Nacional aprovou uma lei
que altera o teor para 25%. Porém, a nova regra
ainda não entrou em vigor.
É possível misturar a Petrobras Podium com outras
gasolinas?
• Sim. No entanto, todos os seus benefícios serão menores proporcionalmente à quantidade de
outras gasolinas adicionadas. O desempenho não
será o mesmo quando se mistura a gasolina Podium com outras gasolinas.
Um veículo abastecido com gasolina comum há muito
tempo poderá utilizar a gasolina Podium?
• Sim. Mas primeiro é bom efetuar uma limpeza
no sistema de combustível (tanque, tubulações e bicos injetores) ou usando em misturas e gradativamente ir aumentando a proporção da Podium na
mistura de forma a promover uma limpeza suave.
Não se recomenda o uso intermitente de gasolina
comum (sem aditivo) com gasolinas aditivadas.
Como garantir que a gasolina Podium não será
adulterada?
• Para auxiliar os consumidores, a Petrobras possui
o programa De Olho no Combustível. Laboratórios
móveis visitam os postos BR e realizam análises nos
combustíveis comercializados para verificar sua
qualidade. Além disso, o laboratório verifica as condições de limpeza e armazenagem de produtos.
Caso esteja de acordo em todos os itens verificados, o posto recebe um certificado para que o cliente tenha conhecimento do padrão do estabelecimento. Outra garantia para o consumidor é que
apenas caminhões exclusivos Petrobras Podium fazem o transporte do produto.
RUBENS SILVINO é titular da Gerência de Automotivos, cujo objetivo estratégico é consolidar uma rede de varejo rentável, com multinegócios e presença em todo o território
nacional. A empresa é líder de mercado, com market share de 23,5% no segmento de combustíveis e lubrificantes. Os produtos e serviços automotivos da BR são reconhecidos
pelo seu alto nível de qualidade.
12 SOLUÇÕES
A v i a ç ã o
Aeroporto, não!
BEM-VINDO AO
AEROSHOPPING
O Salgado Filho, em Porto Alegre, foi pioneiro na implantação do aeroshopping
R
esponda rápido: tem cinemas, praça de alimentação
e lojas de grife, o que é?
Quem disse shopping acertou da
missa a metade. É shopping, só
que dentro de um aeroporto. A
Infraero está implantando no Brasil o conceito do aeroshopping,
uma tendência dos grandes aeroportos do mundo.
Os terminais se tornarão um
complexo comercial, com produ-
tos e serviços para quem está
chegando de viagem, aguardando o embarque ou apenas para
consumidores que quiserem fazer
suas compras. Os primeiros aeroportos a receber a nova configuração foram os de Porto Alegre, Palmas e Belém.
Com o aeroshopping, a Infraero – Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária – segue os
ventos internacionais. Cada vez
mais os terminais das grandes cidades estão se transformando em
um completo centro de serviços,
conveniências e negócios. A partir da marca aeroshopping, lançada em junho de 2001, a empresa pretende revitalizar os aeroportos. “O passageiro espera
seu vôo no aeroporto de 30 minutos a duas horas. Neste período, tanto ele como um acompanhante, pode perfeitamente ceder
aos impulsos de compra. Queremos explorar este potencial”, explica o presidente da Infraero, Orlando Boni. O executivo destaca
a parceria com a Petrobras Distribuidora na empreitada. “A BR
compõe nosso mix de produtos e
serviços, oferecendo aos usuários, não só do segmento aviação,
mas também do setor automotivo, qualidade e atendimento compatíveis aos que almejamos. Todos são clientes do aeroporto, inclusive a própria Infraero”, diz
Boni.
Os passageiros poderão identificar um aeroporto já integrado
ao conceito de aeroshopping através da presença de pássaros brasileiros, que ilustram a campanha.
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“Escolhemos a figura dos pássaros porque são uma
riqueza natural do Brasil. Além disso, representam
um símbolo amigável e remetem à própria aviação”,
explica Márcia Chaves, superintendente de Relacionamento com Clientes da Infraero.
O primeiro terminal de passageiros a ser formatado como um aeroshopping foi o Aeroporto
Salgado Filho, em Porto Alegre. No local, já há
praça de alimentação e cinemas. Depois da implantação em Belém e em Palmas, agora estão em
fase de instalação os aeroshoppings de Guarulhos,
Galeão, Brasília, Salvador, Curitiba, Manaus e Recife. Faltam apenas a sinalização e a ambientação. E há outros em fase de projeto para reforma
e ampliação.
O Projeto Aeroshopping da Infraero abrange o
aperfeiçoamento do mix de lojas, produtos e serviços,
além de treinamento do pessoal que atua nas lojas,
orientação da política de promoções de vendas e implantação da comunicação visual. “Um dos objetivos
da iniciativa é equilibrar o marketing de varejo, de modo
a mostrar bons produtos a preços competitivos”, explica o diretor comercial da Infraero, João José Forni.
Apesar de não se limitar aos passageiros e do
interesse de atrair moradores locais, acompanhantes e consumidores em geral, a Infraero está segura de que o novo modelo dos aeroportos não interferirá na área operacional. “Um terminal não
tem sentido se não for pelas operações que gera
todos os dias. Em um aeroporto, 85% das atividades são operacionais. Hoje, a área fixa de comercialização é de cerca de 15%, chegando, no máximo, a 25%”, assegura Orlando Boni.
Para o presidente da Infraero, o êxito dos aeroshoppings depende também da agilidade no
desembaraço dos passageiros, do fluxo das pessoas no aeroporto, da boa sinalização visual dos
espaços comerciais e operacionais e do mix de produtos e serviços oferecidos. “Além, é claro, do bom
atendimento, dos preços e da qualidade dos serviços”, completa Boni.
Não é por acaso que a própria Infraero destaca a parceria com a Petrobras Distribuidora. A tendência de explorar comercialmente os espaços dos
aeroportos já vem sendo seguida pela BR Aviation,
que instalou em agosto, em Sorocaba, São Paulo,
seu segundo BR Aviation Center. Estes centros de
serviços – o primeiro foi inaugurado em Cuiabá,
Mato Grosso – seguem a política de fortalecimento
da marca BR Aviation e de fidelização de clientes
da aviação executiva.
“Estamos acompanhando de perto os movimentos da Infraero, desenvolvendo serviços aeronáuticos inicialmente voltados para aviação executiva,
prestados no BR Aviation Center. Além disso, temos
o BR Aviation Card, que será a moeda corrente
dos aeroshoppings. A idéia é que nosso cartão seja
aceito por várias empresas que prestam serviços à
aviação e, quem sabe, até mesmo pelas empresas
que estão no terminal de passageiros”, diz Edimilson Sant´Anna, gerente de Aviação da BR.
EM GOTAS
A BR Aviation registrou, em julho, a marca de 18,051 milhões de litros de querosene de aviação (QAV-1) comercializados no Aeroporto Internacional de Brasília. Com isso, bateu
pela sexta vez seu próprio recorde de vendas no terminal.
O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola
(Sindag) promoveu de 8 a 10 de agosto o Congresso
Mercosul de Aviação Agrícola, em Foz de Iguaçu. Uma das
patrocinadoras do evento foi a BR Aviation. O objetivo do
encontro foi aproximar a comunidade agrícola e favorecer a
atividade de pulverização agrícola no país, tão importante
para a fertilização de solos, o combate a incêndios e o controle de vetores.
A BR Aviation realizou entre os dias 26 e 28 de junho o 6º
Encontro Nacional de Revendedores de Aviação, no Hotel
Sheraton, no Rio de Janeiro. O evento, que contou com a
participação do diretor de Mercado Consumidor da BR Distribuidora, Marco Antonio Vaz Capute, teve como marca
uma rosa-dos-ventos, um símbolo dos novos rumos que a
BR Aviation irá seguir.
EDIMILSON ANTONIO DATO SANT’ANNA é o titular da Gerência de Aviação, cuja missão é
distribuir produtos de aviação Petrobras, atuando nos serviços de abastecimento de
aeronaves e atividades correlatas, garantindo a satisfação dos consumidores, com
competitividade, rentabilidade e responsabilidade social. ([email protected])
14 SOLUÇÕES
A v i a t i o n
T
The Salgado Filho Airport in Porto Alegre pioneered the Aeroshopping concept
Answer quickly: what has cinemas, a food court and designer
boutiques? Anyone who said a shopping mall was only half right. It is
a shopping mall, but in an airport. The Aeroshopping concept is being
implemented in Brazil by Infraero, right in step with a trend appearing
in major airports all over the world.
hese terminals will become
shopping centers offering
products and services to arriving and departing passengers,
or just ordinary consumers wanting to browse. The first airports
to host these new facilities were
Porto Alegre, Palmas and Belém.
With this Airport Mall concept,
the Brazilian Airport Infrastructure Enterprise (Infraero) keeps pace
with international trends. To an
increasing extent, airports in major towns and cities are turning
into giant centers offering services, facilities and businesses. Based on the Aeroshopping brand
that was launched in 2001, the
company intends to revitalize airports. “Passengers spend thirty
minutes to two hours in the airport waiting for their flight. During
this period both passengers and
their companions can yield to
buying impulses very easily. We
want to exploit this potential”, explains the CEO of Infraero, Orlando Boni. This executive stresses the partnership with Petrobras
Distribuidora in this venture. “BR
is part of the mix of products and
services that we offer users, not
only in the aviation segment but
also the automotive sector, with
AIRPORT, NO!
Welcome to
AEROSHOPPING
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quality and care compatible with our objectives.
Everyone is a customer of the airport, including Infraero itself”, says Boni.
Passengers can identify an airport already integrated into the Aeroshopping concept through the pictures of the Brazilian birds illustrating the campaign. “We
decided on birds because they are one of the natural
treasures of Brazil. Furthermore, they are a friendly
symbol of flight itself”, explains Márcia Chaves, the
Customer Affairs Superintendent of Infraero.
The first passenger terminal to be reorganized
under the Aeroshopping concept was the Salgado
Filho Airport in Porto Alegre, complete with a food
court and movie theaters. Next are Belém and Palmas, followed by Guarulhos, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Curitiba, Manaus and Recife, which
are currently under way. All that remains to be done
is the signposting and decor. Other airports are in
the pipeline for renovation and expansion.
The Aeroshopping Project introduced by Infraero includes upgrading the mix of stores, products
and services, in addition to training the staff working
in the stores, providing guidance on sales promotion policies, and introducing a visual communications concept. “One of the objectives of this initiative
is to firm up retail marketing concepts in order to
showcase good products at competitive prices”, explains the Commercial Director of Infraero, João
José Forni.
Although not limited to passengers and eager to
attract local residents, as well as the friends and
families of travelers, Infraero is confident that this
new Aeroshopping concept will not interfere with the
operating areas. A terminal is meaningless without
the operations it generates every day. At an airport,
85% of the activities are operational. Today, the fixed retail area is around 15%, reaching no more
than 25%,” notes Orlando Boni.
For the Infraero CEO, the success of these Aeroshopping projects also depends on fast customs
clearance for passengers, smooth flows of people
through the airport, and good signposting for the
commercial and operating areas, in addition to the
mix of products and services offered. “Obviously, in
addition to good service, fair prices and top quality
services”, he adds.
It is not by chance that Infraero stresses its partnership with Petrobras Distribuidora. The trend to exploit airport space commercially is already being followed by BR Aviation, which established its second
BR Aviation Center at Sorocaba in São Paulo State in
August. These service centers – the first was established in Cuiabá in Mato Grosso State – buttress the
policy of strengthening the BR Aviation brand and
firming up the loyalty of BR Aviation customers.
“We are keeping a close eye on the activities of
Infraero services, developing in-flight and ground
services initially focused on the executive aviation
segment at the BR Aviation Center. Furthermore, we
have the BR Aviation card, which will be accepted
in the Aeroshopping stores. The idea is that this card
will be accepted by companies providing aviation
services and maybe even by the enterprises in the
passenger terminal,” says Edimilson Sant´Anna, the
Manager of BR Aviation.
EM GOTAS
BR Aviation set a new sales record of 18,051 million liters of
aviation kerosene (QAV-1) at the Brasília International Airport,
breaking its own record for the sixth time at this terminal.
The National Agricultural Aviation Companies Union (Sindag)
organized the Mercosur Agricultural Aviation Congress at Foz
de Iguaçu from August 8-10. One of the sponsors of this event
was BR Aviation. The purpose of this meeting was to build up
closer links with farming communities and encourage cropspraying activities in Brazil, which is so important for fertilizing
soils, combating fires and controlling vectors.
BR Aviation held the VI International Aviation Resellers Meeting at the Hotel Sheraton in Rio de Janeiro on June 26-28.
Attended by the Consumer Market Director of BR Distribuidora,
Marco Antonio Vaz Capute, the symbol of this event was a compass rose - symbolizing the new course set by BR Aviation.
EDIMILSON ANTONIO DATO SANT’ANNA heads up the Aviation Administration, whose target is
to distribute Petrobras aviation products, providing aircraft fueling services and
correlated facilities, guaranteeing consumer satisfaction with competitiveness,
profitability and social responsibility. ([email protected])
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A v i a ç ã o
BR Aviation Center
ATERRISSA
EM SOROCABA
A
proximidade de São Paulo e sua importância para a aviação executiva, que sofre com
a superlotação do Aeroporto de Congonhas,
foram determinantes. A cidade de Sorocaba, a 97
quilômetros da capital paulista, foi escolhida pela Gerência de Produtos de Aviação (GPA) da BR para receber o segundo BR Aviation Center. Em parceria com
a Competro, revendedora de produtos de aviação
da Petrobras na região, a Petrobras Distribuidora oferece serviços extras além de abastecimento de aero-
naves e mantém a liderança no setor em que marca
presença em mais de 100 aeroportos brasileiros.
O gerente da BR Aviation, Edimilson Sant’Anna,
considera o BR Aviation Center uma importante sinalização para o mercado de que a empresa está
pensando grande e a longo prazo, buscando oferecer, além de produtos de qualidade, um atendimento vip a seus clientes. “No caso do BR Aviation
Center de Sorocaba, por exemplo, estamos de olho
no futuro, pensando no nosso cliente. Queremos
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Edimilson Sant’Anna, José Humberto Fazano e Francelino Paes
evitar que o executivo vá a São Paulo, onde o aeroporto de Congonhas fica constantemente congestionado. Este cliente pode perfeitamente pousar seu
avião em Sorocaba e chegar em 20 minutos ao
centro de São Paulo num helicóptero alugado em
nosso BR Aviation Center”, explica Edimilson. Ele
destaca ainda a importância da atuação abrangente da empresa. “Foi interessante inaugurar um
projeto dessa expressão no Aeroporto de Sorocaba. Apesar de ter um grande potencial, este não é
um dos terminais mais movimentados, tais como
Santos Dumont, Pampulha e Goiânia, entre outros.
Isto mostra o compromisso e a responsabilidade
que a BR Aviation tem em relação aos diversos pontos do Brasil, não apenas os de maior movimento”
Os números do BR Aviation Center de Sorocaba
impressionam e estão à altura da progressiva cidade do interior paulista, que abriga a Aerosport,
Feira Internacional da Indústria Aeronáutica. Maior
empreendimento do gênero no país, o evento recebe anualmente cerca de 100 mil visitantes e gera
negócios da ordem de US$ 85 milhões.
“Acreditamos que este é o momento de se pensar
numa alternativa para Congonhas, onde o tempo de
espera para pouso de um turboélice chega a uma
hora. Esta alternativa pode estar em cidades como
Sorocaba, Bragança Paulista e Jundiaí”, diz José Humberto Fazano, sócio-proprietário da Competro.
Inaugurado no dia 14 de agosto, o BR Aviation
Center representou um investimento de mais de
R$ 1 milhão. Mas, segundo Fazano, este aporte será
prontamente recompensado, pois o Aeroporto Estadual de Sorocaba, administrado pelo Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), tem
uma média de 2.300 pousos e decolagens por mês.
“O maior atrativo é mesmo a proximidade de São
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Paulo, onde os aviões executivos em certos horários têm de fazer slot (agendar o pouso) para aterrissar em Congonhas. Além disso, em Sorocaba,
os preços de pouso e decolagem e a estadia são
de 30% a 40% mais baratos”, reitera Fazano.
O BR Aviation Center de Sorocaba tem 1.850
metros quadrados, hangar com capacidade para 22
aeronaves de pequeno e de médio portes, segurança 24 horas e serviços como lavagem e polimento do
avião, salas VIP e de reuniões, loja de conveniência e
business center. Além, é claro, de abastecimento e
serviços de pista. “Como parceiros da BR há cinco
anos, consideramos que no mercado de aviação executiva, o que faz a diferença é credibilidade. E isso a
BR tem de sobra”, avalia Fazano.
O gerente de Marketing de Relacionamento de
Aviação da BR, Francelino Paes, destaca a agilidade com que a companhia desenvolveu esta empreitada. “Desde a concepção do projeto até o momento atual se passaram aproximadamente um ano e
quatro meses, que é um prazo relativamente curto
para tirar um projeto do papel e ter duas unidades
da rede implantadas. O nosso sonho de atender o
cliente provendo desde as suas necessidades mais
simples até as mais complexas, proporcionando-lhe
comodidade, já é uma realidade”, assegura.
Franquia voltada para clientes do mercado executivo, o BR Aviation Center oferece ainda alojamentos para as tripulações e uma sala para estudo
de rotas. Fazano reconhece que, no momento, ele
e seu sócio na Competro, José Francisco Sieber
Luz, não estão pensando na rentabilidade, mas sim
em oferecer o melhor atendimento e fidelizar o
maior número possível de clientes. “Os ganhos virão como conseqüência deste serviço de qualidade. Logo, logo, quem já utiliza os serviços BR em
todos os aeroportos do país também se tornará
nosso cliente. Daí a necessidade de oferecermos
um atendimento padronizado e de alto nível, além
de combustível de primeira linha”, avalia.
Hoje, a companhia tem 55% de market share
no setor aeronáutico e 60% no segmento executivo. Estes números só aumentam a responsabilidade da empresa. “Nosso objetivo é que o cliente
tenha a mesma percepção dos serviços do BR Aviation Center estando em Cuiabá, Sorocaba ou nos
demais aeroportos nos quais iremos implantá-lo.
Por isso, estamos focados na padronização do
atendimento“, enfatiza Érica Saião, coordenadora
do BR Aviation Center.
A v i a t i o n
I
ts closeness to São Paulo and
its importance for executive aviation – which is being edged
out at the overcrowded Congonhas Airport – were determining
factors for the new BR Aviation
Center. Just 97 kilometers from the
São Paulo State Capital, the town
of Sorocaba was selected by the
BR Aviation Products Administration (GPA), as the site of the second BR Aviation Center. In part-
nership with Competro, a local BR
Aviation reseller, Petrobras Distribuidora offers extra services
beyond merely fuelling aircraft,
keeping its position of leadership
in this sector, where it has a notable presence at over 100 Brazilian airports.
The BR Aviation Manager Edimilson Sant’Anna rates the BR
Aviation Center as a significant
indication to the market that the
company is thinking big and
looking ahead over the long term,
striving to offer VIP service to its
customers in addition to top-quality products. “For instance, at the
BR Aviation Center in Sorocaba
we are looking to the future and
thinking about our customers. We
want to avoid executives flying to
São Paulo where the Congonhas
Airport is always busy. These businessmen could land their planes
BR AVIATION CENTER
LANDS
in Sorocaba
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at Sorocaba very easily and reach downtown São Paulo in twenty
minutes in a helicopter leased
from our BR Aviation Center,” explains Edimilson. He also stresses
the importance of the broad-ranging activities of the company. “It
was an interesting approach,
inaugurating a project of this scope at the Sorocaba Airport. Despite its ample potential, this is not
one of the busier terminals like
Santos Dumont, Pampulha and
Goiânia, among others This demonstrates the commitment and
responsibility of BR Aviation to a
wide variety of places in Brazil,
not only the busiest centers.”
The figures for the BR Aviation
Center in Sorocaba are certainly
impressive, right in step with this
progressive town in upstate São
Paulo, which hosts the Aerosport
International Aeronautics Industry
Fair. The largest event of its kind in
Brazil, it welcomes some 100,000
visitors every year, generating some
US$ 85 million in business.
“We believe that this is the right time to think about an alternative for Congonhas, where a
turboprop may have to wait for
up to an hour before it can land.
This alternative could be found in
towns such as Sorocaba, Bragança Paulista and Jundiaí”, says José
Humberto Fazano, the owner-partner of Competro.
Inaugurated on August 14, the
BR Aviation Center represents investments of over a million reais,
but Fazano is confident that the
payback will be fast, as the Sorocaba State Airport, managed by
the São Paulo State Air Traffic Department (Daesp), posts an average of 2,300 landings and takeoffs a month. “The main attraction
is its closeness to São Paulo, where executive aircraft have to book
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landing slots at Congonhas at specific times. Moreover, the landing,
takeoff and stop-over fees are 30%
to 40% lower,” he notes.
The BR Aviation Center at Sorocaba covers 1,850 square meters; its hangar can hold 22 small
and medium-sized aircraft, with
round-the-clock security and services such as aircraft washing and
polishing, VIP lounges and meeting rooms, a convenience store
and business center. Its facilities
obviously include runway and fuelling services. “As partners of BR
for the past five years, we feel that
what makes the difference in the
executive aviation market is credibility. And BR is amply endowed
with this quality,” remarks Fazano.
The Aviation Affairs Marketing
Manager at BR Aviation, Francelino Paes, stresses the speed with
which the company implemented
this enterprise. “From project conception until today took only about
sixteen months, which is quite a short
time span for getting a project off
the drawing board and having two
Centers in this network up and running. Our goal is to service our customers by meeting their every need,
from the simplest to the most complex, while offering them comfort
and convenience, which is already
a reality,” he guarantees.
A franchise designed for clients
on the executive market, the BR
Aviation Center also offers crew
accommodation and a route study room. Fazano acknowledges
that he and his partner at Competro, José Francisco Sieber Luz, are
not thinking about profitability right now, but are rather focused on
offering top quality services, firming
up the loyalty of the largest possible number of customers. “The
profits will start to flow in as a result of these high-quality services.
Pretty soon, anyone who already
uses BR services at all the other airports in Brazil will also become our
customer. This means that we need
to offer high-level, standardized
services, in addition to top-grade
fuel”, he reports.
Today, the company holds a
55% share of the total aircraft market and a 60% share of the executive segment. These figures increase the responsibility of the company even more. “Our objective is
that the customer should have the
same perception of the BR Aviation Center services, whether in Cuiabá, Sorocaba or the other airports were we will open up these
Centers. This is why we are focusing on standardized services,”
emphasized Érica Saião, the BR
Aviation Center Coordinator.
José Humberto Fazano, Edmilson Santana and José Francisco Sieber Luz
B R
e m
b o a
C i a .
Uma via de
Otávio Lage de Siqueira,
diretor-presidente da Jalles Machado
A
ssim como algumas outras
usinas de álcool de Goiás,
acordamos, através da
Sociedade Corretora de Álcool
(empresa representante no setor de vendas), um importante
contrato de comercialização
com a Petrobras Distribuidora.
Hoje, esta parceria já é responsável por mais de 50% das vendas de álcool anidro da Jalles
Machado.
O acordo com a BR nos dá
tranqüilidade para a elaboração
de um planejamento estratégico
de longo prazo, sem sobressaltos, algo decisivo para a gestão
de uma empresa.
E os benefícios vão ainda
mais longe. Além da questão
operacional, estamos negociando com uma companhia que recolhe todos os impostos e encargos previstos em lei. Em Goiás,
como ocorre em várias outras localidades do país, não estamos
livres de um grave problema que
vem crescendo particularmente
MÃO
DUPLA
EM GOIÁS
Um grande acordo é sempre aquele em que se estabelece um caminho
de mão dupla: os benefícios vão e voltam na mesma intensidade. Não
tenho a menor dúvida em identificar nesta troca o maior trunfo da
parceria que firmamos com a BR.
no mercado de álcool e em todos os segmentos da venda de
combustíveis: a sonegação fiscal.
Não são raros os casos de companhias que misturam outras
substâncias, como água. Trata-se
de empresas que abalam a credibilidade de um importante setor da economia. Trabalhar com
a BR é uma garantia de que nosso produto chegará ao consumidor final com qualidade e atrelado a uma marca de respeito.
Mas, como assinalava anteriormente, uma parceria se mede
pela sua reciprocidade. A BR fornece o óleo diesel utilizado pela
Jalles Machado em todo o seu
processo operacional. O combustível também é usado na atividade industrial, em máquinas e
equipamentos.
Todas estas razões ilustram
muito bem a importância da parceria com a Petrobras Distribuidora. Esperamos que este relacionamento entre a Jalles Machado e a BR se consolide cada vez
mais e avance a outras iniciativas de igual ou maior êxito.
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G á s
ENERGIA
melhor do que
A ENCOMENDA
Energia na medida certa e mais barata. Com esta combinação, a Petrobras Distribuidora está entrando
no mercado livre de energia elétrica. O novo produto é o BR 95, na verdade um exclusivo pacote de
serviços para os consumidores A3 (69 KV), A3a (40KV) e A4 (13,8 KV), potencialmente livres. Estes
clientes receberão, na condição de cativos, um desconto de 5% sobre o preço total pago a outras
distribuidoras de energia.
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G
A
Petrobras Distribuidora
participará deste mercado
como broker, atuando
como um agente interveniente, já
que a energia oferecida será o
excedente da produção de cinco
termelétricas da Petrobras – TermoBahia e Fafen, na Bahia, TermoCeará, em Pecém-Caucaia,
Ibirité, em Minas Gerais, TermoRio, no Rio de Janeiro, e Piratininga, em São Paulo.
De acordo com o gerente de
comercialização de Soluções
Energéticas da BR, Renato de Andrade Costa, por se tratar de uma
sobra de energia, o produto BR
95 só estará à venda enquanto
houver capacidade disponível.
“Os clientes interessados devem
entrar em contato o mais rápido
possível”, orienta.
Na prospecção de clientes, a
BR se valerá do trabalho da Gerência de Grandes Consumidores
(GGC), que está colocando em
campo sua infra-estrutura de venda, um trunfo da empresa devido
à vasta capilaridade do atendimento. Com isso, a companhia
espera comercializar o produto em
todo o território nacional.
A oferta da Petrobras Distribuidora é valida, em um primeiro
momento, apenas para o comércio e a indústria que tenham um
consumo mensal igual ou acima de
3MW e estejam instalados nas regiões Sudeste e Nordeste do país.
Nesta categoria de consumo, classificam-se, por exemplo, indústrias
químicas, de bebida, agroindústrias, têxteis e shopping centers.
Para atender a este segmento
Júlio Arnaud,
gerente de vendas a clientes finais
do mercado industrial e comercial, a gerência comercial de Soluções Energéticas é composta de
quatro áreas: vendas a clientes finais, projetos a clientes institucionais, análise de investimentos e,
por último, gestão de riscos em
negócios de energia. ”Identificamos as necessidades energéticas
de cada cliente e qual a melhor
solução. Ou seja: proporcionamos
uma atuação personalizada com
a base de nossos produtos e serviços”, comenta Júlio César Arnaud,
gerente de vendas a clientes finais.
A BR Distribuidora tem soluções
que, dependendo da vocação de
cada cliente, podem contemplar
eficiência energética, co-geração,
geração na ponta e comercialização de eletricidade das térmicas
da Petrobras. Este amplo portfólio de produtos e serviços possibilita aos clientes da empresa um
uso mais racional e eficiente de
energia e a conseqüente redução
dos custos na compra do insumo.
Neste pacote de serviços, os consumidores contam ainda com uma
á
s
assessoria para assinatura dos
contratos referentes ao transporte
da energia. “Os clientes compram
a nossa energia, mas o veículo, o
meio de transporte, continua sendo a distribuidora local”, explica
Renato Costa.
Além de uma das alternativas
de solução energética para os
clientes BR, a geração distribuída – próxima ao local do consumo – também traz ganhos para
o sistema elétrico integrado, em
função da redução de perdas
nos sistemas de transmissão e
distribuição e a melhoria da qualidade e confiabilidade da energia. “Apoiamos o país durante o
racionamento com investimentos
em geração de energia. O objetivo, agora, é atuar no mercado livre de energia, em linha com
o planejamento estratégico do
Sistema Petrobras, beneficiando,
em última instância, o consumidor final. Nosso principal compromisso é verificar qual a melhor opção de suprimento energético para os clientes da companhia”, conclui Costa.
Renato de Andrade, gerente de
comercialização de Soluções Energéticas
Alexandre Penna Rodrigues
Rodrigues é o titular da Gerência de Gás, cujo objetivo é o desenvolvimento e comercialização de soluções energéticas para os clientes BR com o compromisso
de qualidade, competitividade, confiabilidade e rentabilidade. ([email protected])
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A REPÚBLICA
energética da BR
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Em algumas
localidades da
Região Amazônica,
o combustível
fornecido pela
BR só chega
após 45 dias
de transporte
o total, são fornecidos mais de 160
mil metros cúbicos de derivados de
petróleo, utilizados na produção de
500 mil MWh mensais. Este é um trabalho
desenvolvido em parceria com as diversas
empresas da região – Eletronorte, Manaus
Energia, Termonorte, Eletroacre, Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron), Companhia de
Eletricidade do Amapá (Cea), Centrais Elétricas Matogrossenses (Cemat) e Centrais Elétricas do Pará (Celpa). A ação da BR tem
indiscutível impacto social e econômico. Não
é nenhum exagero dizer que a empresa move
o desenvolvimento da Região Amazônica.
Todo este processo é coordenado pela
Gerência Regional de Consumidores do
Centro-Norte. Entre suas atribuições estão
a comercialização dos produtos, a assistência técnica e o planejamento e controle das
programações de entrega de combustível
e lubrificantes. Além disso, a atuação competente da Gerência Regional de Opera-
Quase três milhões de metros quadrados. Mais de 450 cidades. Aproximadamente 10 milhões de habitantes.
Bem que poderia ser um país. E talvez seja mesmo: um país dentro do Brasil. Esta é a nação que enxerga,
lê, trabalha, vive e produz com combustível da Petrobras Distribuidora. Ao longo do tempo, a BR tem
superado o imenso desafio de fornecer combustível para a geração de toda a energia elétrica consumida no
Amazonas, Amapá, Rondônia, Acre, parte do interior do Pará, Roraima e norte do Mato Grosso – quase
todas estas localidades não estão conectadas ao sistema interligado que abastece o restante do país.
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A BR tem uma ampla estrutura de transporte fluvial na região
ções-Norte garante o eficiente
sistema de logística necessário à
operação. “Manter um fornecimento desta magnitude e de tamanho impacto social requer
competência e comprometimento com o nosso cliente. Neste quesito a BR não mede esforços para
prestar sempre o melhor atendimento, antecipando as necessidades dos consumidores. Não podemos errar, pois trabalhamos
para prover um bem de extrema
necessidade que é a energia elétrica”, atesta Thomaz Coutinho,
responsável pela Gerência Regional de Consumidores.
O trabalho da BR consiste no
fornecimento e entrega de diesel e de óleos combustíveis em
32 SOLUÇÕES
diversas localidades da região.
São mais de 250
unidades de geração nos estados atendidos, o que exige uma
bem estruturada rede de logística e um cumprimento de prazos
rigoroso. E é justamente este o
grande desafio da Petrobras Distribuidora. Devido ao difícil acesso, muitas localidades da região
obrigam a empresa a ser praticamente um bandeirante, um desbravador de terras. São estradas
sem pavimentação, picadas na
floresta, leitos de rios, cidades ribeirinhas, ou áreas de vegetação
extremamente fechada. “Várias
vezes, são necessários diversos
Thomaz Coutinho,
gerente regional
de consumidores
modais de transporte para se
atender a uma comunidade. Há
casos em que o combustível da
BR viaja até 45 dias de balsa”,
exemplifica Thomaz.
Mesmo diante de tantos
obstáculos, a BR sempre chega. “Colocamos combustível
ininterruptamente, todos os
meses, garantindo conforto e
qualidade de vida aos brasileiros que habitam a região
menos povoada do país”, diz
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EM GOTAS
A BR desenvolveu um novo lubrificante específico para a
Fórmula Truck, o Lubrax Top Turbo Competição (BR-350BEX). O produto, semi-sintético, tem alta resistência à oxidação e ao cisalhamento, grau de viscosidade SAE 10W40 e
nível de desempenho API CH-4. Submetido a uma série de
testes, o lubrificante apresentou ótimos resultados, suportando altas rotações e temperaturas elevadas, além de proporcionar um aumento de potência em relação ao produto
anteriormente utilizado na categoria, o Lubrax Top Turbo. O
produto começou a ser utilizado a partir da etapa de Guaporé/RS, realizada em 14 de abril, e seu desempenho está sendo bastante elogiado pelos pilotos da categoria.
Thomaz. Um exemplo de eficiência: em Manaus,
onde está instalado um dos maiores parques
de geração térmica do país, a BR mantém o
fornecimento de diversos combustíveis há mais
de 25 anos, sem qualquer interrupção.
A Petrobras Distribuidora está ciente do valor
social deste seu trabalho na Região Amazônica.
Por isso, mesmo diante das dificuldades, quer ir
ainda mais além. A Gerência Regional de Consumidores do Centro-Norte está desenvolvendo com
a Eletrobrás – e também com a participação da
Manaus Energia e da Companhia Energética do
Amazonas – um programa de otimização e controle do suprimento de combustível na região. Este
trabalho, já em vias de implantação, contará com
investimentos da BR em diversas instalações dos
clientes e proporcionará o uso racional do combustível nas unidades geradoras, trazendo economia para todos. Além do constante aprimoramento do suprimento de combustível, a BR também está estudando uma série de projetos, em
parceria com outros investidores, que visam o
aumento da oferta de energia elétrica na região.
“Nos últimos anos, a empresa vem expandindo
sua atuação para atender ao aumento da demanda por energia elétrica em toda a Região
Norte. Na média, a demanda de energia elétrica
na região cresce 7% ao ano”, enfatiza Thomaz.
Comprometida com toda e qualquer ação que
represente o desenvolvimento social e econômico do país, a BR segue fincando sua bandeira
nas regiões mais distantes. No Norte do Brasil,
quando o assunto é energia elétrica, a Petrobras
Distribuidora é uma enorme nação.
A Petrobras Distribuidora foi responsável pelo primeiro enchimento de três turbinas térmicas movidas a gás
natural, instaladas na Usina Térmica William Arjona, pertencente à Tractbel e localizada em Campo Grande,
Mato Grosso do Sul. A companhia forneceu 22.600 litros
do Lubrax Industrial Turbina EP-32. Anteriormente, já havia fornecido 25.000 litros de Marbrax TR-32, utilizados
como óleo de flushing (limpeza para pré-operação) nas
referidas turbinas. Foi efetuado, ainda, teste de compatibilidade entre o produto importado Eterna GT-32 (RenolubFuchs), utilizado em duas outras turbinas térmicas da
usina, e o Lubrax Industrial Turbina EP-32. O resultado
foi positivo e, com isto, a empresa passará a utilizar o produto BR, por ser de menor custo do que o importado e ter
apresentado um desempenho bastante superior nos testes de oxidação ASTM D-943 E ASTM D-2272.
A Gerência de Vendas, Serviços e Utilidades (GVSERV)
concluiu a modernização do Lubrax Express, que contará com manual completo de procedimento de
amostragens e novos frascos transparentes em PET. É a
primeira vez que estes frascos serão oferecidos ao mercado nacional. A utilização reduzirá em até 40% a remessa de amostras para o laboratório da Fábrica de Lubrificantes, já que proporcionará a inspeção visual imediata
do produto.
O grupo Alstom aprovou a utilização do Lubrax Industrial Turbina EP-46 nas turbinas a gás de suas novas
termoelétricas em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
Dos 19 Produtores Independentes de Energia (PIEs)
abastecidos pela BR, 16 encontram-se na área de atuação
da Gerência Regional de Consumidor do Nordeste. Até julho, todas iniciaram os testes de pré-operação. As obras a
cargo da BR foram realizadas em tempo recorde. O consumo potencial mensal dos PIEs, considerando plena geração
de energia, é da ordem de 225 mil m3 de combustíveis.
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TRANSPORTADORES
e BR cada vez mais
PRÓXIMOS
Capute (ao centro) durante a cerimônia de entrega do prêmio
O
Sindicato Nacional do Comércio Transportador Revendedor Retalhista de Óleo
Diesel, Óleo Combustível e Querosene
(TRR), fundado há 85 anos, reconheceu, mais uma
vez, o trabalho da BR como a mais importante parceira do segmento e deu à companhia o Prêmio
Nacional de Melhor Condição Comercial. A BR ficou também com os prêmios regionais de melhor
condição comercial do Nordeste, do Centro-Oeste
e do Sudeste e de melhor atendimento operacional
do Nordeste.
A escolha foi feita em uma votação entre os
460 filiados do sindicato, representantes de 674
empresas de todo o Brasil. Na verdade, o prêmio não é novidade para a BR, que por dez anos
consecutivos vem recebendo o reconhecimento
dos TRRs, um ramo que movimenta anualmente quatro milhões de metros cúbicos de óleo diesel, 400 mil metros cúbicos de óleo combustí34 SOLUÇÕES
vel e 100 mil metros cúbicos de querosene iluminante, para atender a indústrias, comércio,
prestadores de serviços, órgãos públicos, empresas de transporte, hospitais e fazendas. A
BR tem atualmente uma carteira com mais de
200 clientes em todo o país.
“O prêmio é um reflexo de nossa atuação em
termos de competitividade, preço e melhor atendimento ao cliente”, diz Andurte Duarte, gerente
de Grandes Consumidores da BR.
Numa noite de muitos discursos e homenagens – Cláudio Considera, secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, recebeu o Troféu Aplauso, em nome da secretaria – a BR se fez representar pelo diretor
de Mercado Consumidor e então presidente em
exercício, Marco Antônio Vaz Capute, que, ao
discursar, afirmou:
“Continuaremos com essa política forte e mostraremos que somos, realmente, parceiros dos TRRs”.
Andurte Duarte e vários gerentes regionais
estiveram na cerimônia, em São Paulo. Estavam
também presentes o presidente do Sindicato dos
TRRs, Álvaro Rodrigues Antunes de Faria, a superintendente de Abastecimento da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Mercedes Schumacher,
e o presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis), Luiz Gil Siuffo Pereira, além de representantes de distribuidoras e do setor TRR.
A história do setor TRR começou em 1917,
quando donos de frotas de caminhões e transportadoras passaram a atender a uma rede de
pequenos consumidores nos recantos mais lon-
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gínquos do Brasil. Desde que entrou no merca- do. E logística, garante Andurte, a BR tem a
do TRR, a BR sempre teve atuação destacada e melhor, entre as 150 distribuidoras atuantes no
hoje responde por 38% dos negócios. Este é um mercado.
percentual muito significativo, pois o mercado
“A BR vê o segmento de TRR como um elo
TRR movimenta 4,5 bilhões de litros de combus- muito importante na cadeia de suprimento de comtíveis por ano e gera 65 mil empregos. Suas bustível no país, com uma atuação muito dinâmica
quase 700 empresas atendem a 200 mil clien- e competitiva. Pretendemos manter a liderança do
tes. No entanto, até atingir essa participação, a mercado ainda por muito tempo”, disse o gerente
BR enfrentou as turbulências de um segmento de Grandes Consumidores, acrescentando: “Queem que a fidelização é difícil e a logística de remos retomar o patamar de 40% do mercado e
distribuição, fundamental.
manter a atual política comercial que vem trazendo
Até 1999, a BR respondia por 40% do merca- bons resultados à companhia.”
do de TRRs, vendendo grandes volumes para
Entre as caracterísiticas do mercado de TRRs, esmuitos clientes, mas sofria com um grande pro- tão algumas sutilezas. “Trata-se do segmento com a
blema: a inadimplência de alguns.
maior competitividade do mercado de combustível
“A partir de 2000, porém, a companhia op- e o de mais difícil fidelização”, informou Andurte.
tou por uma política de venda restrita, visando
Mas alguns TRRs parecem desfazer este mito.
a reduzir a inadimplência. Passamos a comerci- Como Eduardo Mattos, da Transportadora Jamaializar apenas para os TRRs tradicionais e que ca, de Cerquilho (SP), que, na festa do sindicato,
t i n h a m efetivo r e g i s t r o n a
ANP”, conta Andurte.
O resultado foi uma reduMostraremos que somos realmente
ção no market share de 40%
para 30%. Mas estes 30% correspondiam a um mercado agora mais limpo,
parceiros dos TRRs
com uma atuação que evitava, entre outras coisas, vender combustível para os TRRs que obtinham liminares para a compra de gasolina e usava um bottom da BR na lapela do paletó. “Eu
álcool, o que é proibido por lei.
visto a camisa BR e, quando não posso, uso bot“A virada da BR ocorreu em 2001, quando tom verde-e-amarelo”, disse Mattos, cuja transporadotamos uma política mais seletiva, escolhen- tadora, uma das mais tradicionais de São Paulo,
do para parceiros os TRRs com mais tradição atende a empresas de ônibus e fazendas de cana
no mercado e oferecendo preços mais competi- da região de Sorocaba.
tivos”, conta Andurte.
Cliente BR há 22 anos, Mattos exibe a marO resultado veio em 2002, com a BR assumin- ca da empresa nos 12 caminhões da Jamaido 38% do mercado e mantendo sob controle a ca Transportadora, nos uniformes de seus
inadimplência de um segmento com característi- funcionários e até em seu cartão de visita.
cas muito peculiares, que exige um dia-a-dia de Compra em média quatro milhões de litros
rigoroso acompanhamento de preços. Os Trans- por mês, pagos religiosamente em dia. Ele
portadores Revendedores Retalhistas têm mereci- garante que sempre comprou da companhia,
do atenção especial da BR e isso ficou claro na mesmo quando esta não oferecia o melhor
mensagem do gerente regional de consumidores preço do mercado.
de São Paulo, Antônio Carlos Alves Caldeira, ao
“Meu caso com a BR é de paixão mesmo. Mas
agradecer o prêmio de melhor atendimento co- a companhia nunca me faltou e sempre me ormercial da Região Sul. “Contem com a BR, sem- gulhei dessa parceria. As pessoas pensam que
pre”, resumiu Caldeira.
fidelidade não conta, mas acho que ninguém serCom o movimento de caminhões mudando ve bem a dois senhores. Hoje, recebo tratamena cada dia em direção à distribuidora que ofe- to VIP da BR”, disse Mattos.
rece melhor preço, a logística de cada comCliente que compra da BR 95% de nove mipanhia passa a ser ponto decisivo no merca- lhões de litros/mês, a Disbra Diesel, de Eduardo
“
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Silva, está no mercado há 10
anos. E ele também é fiel.
“Estamos com a BR desde
1966 e sempre nos relacionamos
muito bem. Mesmo agora, com
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o mercado livre, a BR continua
competitiva”, disse Sanches, cuja
transportadora tem 50 caminhões
e fornece óleos diesel e combustível para empresas de ônibus,
hospitais e empresas.
Caldeira retribuiu a fidelidade: “Para nós, da BR, a parceria
com a Disbra Diesel é motivo de
orgulho.”
Ensinando trânsito a quem ainda vai ser motorista
F
oi lançado em meados de
junho o livro Síndrome de
Ícaro? A Educação Infantil e a
Segurança no Trânsito Brasileiro, do gerente de Meio Ambiente e Segurança de Consumidores da BR, José Luiz Rodrigues Neves. A publicação é resultado de uma parceria da
companhia com a Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia
(Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e a
Fundação Nacional de Seguros (Funenseg). Embora o Brasil tenha uma das menores relações entre número de veículos e população, o país é recordista mundial em mortes no
trânsito, com o total de 30 mil
por ano. Os feridos são 350
mil, dos quais 140 mil ficam
incapacitados, total ou parcialmente, de forma temporária
ou permanente.
Também economicamente o
impacto é imenso: tratamento
médico, indenizações e perdas
materiais custam US$ 10 bilhões por ano. José Luiz Rodrigues, pós-graduado em Gestão Internacional de Meio Ambiente em Israel, mostra que é
possível mudar este quadro te-
nebroso dando-se às crianças,
em todas as escolas, educação
para o trânsito.
O nome é uma referência
ao mitológico Ícaro, o jovem
que buscava a liberdade, mas
morreu por voar muito perto
do Sol com suas asas feitas de
cera, desobedecendo aos
conselhos do pai. O livro será
distribuído gratuitamente em
órgãos públicos, universidades, grandes clientes, postos
de gasolina e na Petrobras.
Andurte de Barros Duarte Filho
Filho é o titular da Gerência de Grandes Consumidores, que
tem como objetivo ser líder na comercialização de combustíveis e lubrificantes no mercado, destacando-se pela excelência na qualidade de produtos e serviços a clientes,
com recursos humanos capacitados e motivados, antecipando-se às mudanças no perfil
energético brasileiro e assegurando, de forma sustentável, um retorno adequado aos investimentos. ([email protected])
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Centros de distribuição em todas as regiões do país: este é um dos grandes diferenciais do sistema de logística da BR
TEM CLIENTE?
A BR está por perto
Conciliar bons preços junto ao fornecedor, condições de armazenagem a um custo operacional competitivo
e um sistema de transporte eficiente, que supra as necessidades do consumidor final. O que para muitos é
apenas um desafio, para a Petrobras Distribuidora é um pouco mais do que isso: um compromisso firmado
e renovado dia após dia pelos profissionais da Gerência de Logística da BR (GLOG).
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o longo dos anos, a companhia notabilizou-se pela excelência no serviço de logística. É como se tivesse desenvolvido o dom
da onipresença. Onde existe cliente, a BR está. Certamente, um trabalho que exige controle rigoroso,
profissionalismo, criatividade e, em alguns casos,
até mesmo uma certa dose de aventura. O resultado, no entanto, é recompensador: a satisfação do
consumidor.
Imagine um mapa, não apenas com cidades
e estados, mas com uma complexa combinação
de rotas interligando os mais diversos pontos do
país. É mais ou menos desta maneira que funciona a intrincada estrutura de distribuição da BR.
Tudo começa em uma das onze refinarias da Petrobras espalhadas pelo território nacional. Dali,
os derivados de petróleo são levados para diversas bases e terminais, localizadas em pontos
estratégicos, tão distintos e distantes como Ijuí,
no Rio Grande do Sul, ou Caracaraí, em Roraima. Entram em cena os principais canais de venda: os postos, os Transportadores Revendedores
Retalhistas (TRRs), aeroportos, atacadistas e grandes consumidores. A partir deles, a gasolina, o
diesel, o lubrificante e demais produtos chegam
ao consumidor final: motoristas e caminhoneiros
que procuram os postos BR, empresas de transporte, indústrias e fazendas. “Logística é uma cadeia integrada, que inclui a aquisição ou industrialização dos produtos, a armazenagem e o
transporte, até chegar ao cliente final. Por isso, é
preciso ter um bom preço de compra e um menor custo de movimentação na base e ainda otimizar os modais de transporte para ganhar em
competitividade”, explica Edson Chil, gerente de
Logística da BR.
Poderia ser apenas um compromisso e não
um desafio se o país em questão fosse outro.
Quando o assunto é Brasil, falar de logística significa dificuldades multiplicadas. São mais de oito
milhões de metros quadrados de peculiaridades.
Enquanto as regiões Sudeste e Sul possuem uma
boa infra-estrutura, o mesmo já não ocorre no
resto do país. As grandes distâncias e os vazios
demográficos dificultam o trabalho no CentroOeste; no Nordeste, há muitas localidades com
estradas em condições de conservação aquém
do ideal. A malha ferroviária, mesmo privatizada, ainda carece de novos investimentos, principalmente na via permanente, o que possibilitaria
38 SOLUÇÕES
maior rapidez e segurança nas transferências. No
Norte, a inexistência de rodovias e ferrovias faz
do transporte fluvial a única opção. Para piorar,
características sazonais da Região Amazônica determinam que o abastecimento de certos locais,
como Cruzeiro do Sul, no Acre, seja feito com
seis meses de antecedência. Isto sem falar nos
aspectos tributários, muitas vezes distintos de um
estado para outro.
A gestão desta cadeia em um mercado
cada vez mais competitivo não é tarefa fácil.
A eficiência em logística não requer apenas
uma boa estrutura de armazenamento e transporte. Isto é apenas o início. Antecipação de
tendências, suporte tecnológico e compromisso com o meio ambiente também são fundamentais para a obtenção de resultados positivos, principalmente com as margens de lucro
declinantes no setor, justamente em função da
maior concorrência.
A atual estrutura da BR dispõe de 21 depósitos
de lubrificantes, 14 fábricas de emulsões asfálticas,
oito centros coletores de álcool, 40 unidades operacionais, divididas entre bases e terminais, e 12 pools
(condomínios em conjunto com outras distribuidoras, cinco deles sob o comando da companhia). É a
maior rede de distribuição de combustíveis do Brasil, com unidades estrategicamente localizadas.
Atenta às necessidades de seus clientes e em
busca de uma maior eficiência, a Petrobras Distribuidora vem reestruturando sua rede operacional, com o fechamento de algumas bases e a
construção de outras, em locais considerados
estratégicos. A tendência é que os modais mais
econômicos (navegação de cabotagem e ferro-
Ivan Pacheco, gerente do Planejamento da Logística
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vias) ganhem espaço. “Com a
privatização da malha ferroviária e o aumento dos investimentos privados, vamos utilizar mais
este meio de transporte, de
acordo com a estrutura disponível”, diz Ivan Pacheco, gerente do Planejamento da Logística da BR.
A área de logística trabalha
como se fosse um administrador
da cadeia que envolve do fornecedor (refinarias, centrais petroquímicas, destilarias e usinas) até
consumidor final. Para isto, precisa obter um bom preço de compra, estar em sintonia com as áreas comercial e financeira, para
que não haja excesso ou falta de
produto em estoque; também é
necessário otimizar os modais de
transporte e realizar um estudo
minucioso de todos os clientes.
“Precisamos saber sua exata localização para definirmos por
qual área de influência o cliente
será atendido. Precisamos saber
em que área de influência está o
cliente. Assim decidimos, por
Edson Chil, gerente da Logística
exemplo, de qual refinaria compraremos para atendê-lo com um
preço mais competitivo”, explica
Ivan Pacheco.
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Transporte
A área de transporte é um dos
destaques da BR. Em 2001, o setor movimentou cerca de 19 milhões de metros cúbicos de produtos, utilizando os serviços contratados de aproximadamente
150 empresas transportadoras
rodoviárias, totalizando em torno de 7.500 caminhões. A BR
exige de todas estas companhias um rigoroso controle de qualidade e de segurança, com ênfase na preservação do meio
ambiente, além do cumprimento das obrigações tributárias e
do preparo para lidar com situações de emergência.
Para garantir a adoção de
providências rápidas no caso
de acidentes em transportes,
foi criado o Plano de Emergência em Transporte (PET), que
conta com o apoio de empresas especializadas para pronto atendimento e recuperação
ambiental. O plano é um manual completo de orientação
para situações de crise – ge-
A eficiência da estrutura de transporte fluvial é um dos trunfos do sistema de logística da Petrobras Distribuidora
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Tempos modernos na distribuição de derivados
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os últimos anos, o mercado de distribuição de derivados de petróleo no Brasil passou por uma série de mudanças,
que culminaram com a liberação
das importações, regularizada
desde 1º de janeiro de 2002. Gradualmente, o setor vem sendo desregulamentado a partir de 1995,
com a permissão para a compra
de álcool diretamente das usinas,
a liberação dos valores dos fretes
e dos preços a partir da refinaria.
Outra mudança importante foi a
promulgação da Lei nº 9.478 (Lei
do Petróleo), que dispõe sobre a
política energética nacional, as atividades relativas ao monopólio do
petróleo, instituiu o Conselho Nacional de Política Energética e criou a
Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Com isso, um mercado antes
estagnado ganhou um novo impulso. Mais de duzentas distribuidoras, muitas delas em situação ilegal, passaram a competir; novos
fornecedores, como as centrais petroquímicas, também entraram em
cena; finalmente chegou-se à abertura integral do mercado de combustíveis, no início deste ano.
“Por causa destes fatores, pas-
ralmente relacionadas a acidentes com caminhões-tanque, balsas-tanque e vagões-tanque.
O PET possibilita o imediato acionamento de
empresas especializadas e credenciadas ao
combate a derrames e outros tipos de sinistro,
dos órgãos de segurança, bombeiros, hospitais, polícia e até organizações ligadas ao meio
ambiente.
A preocupação com o meio ambiente também
está presente nas instalações. “Já temos 15% das
bases e terminais em processo de automação. O
desafio da logística, ainda mais agora, com a
abertura do mercado, é colocar o produto ao tempo e à hora da necessidade do cliente, com qualidade e baixo custo. Só nestas condições conseguimos reduzir as perdas no processo e obter maior eficiência nas operações de abastecimento”,
avalia Pacheco.
Mercado
O mercado é dinâmico e exigente, o que obriga a BR a constantes melhorias e ajustes na área
de logística. Entre estas ações estão a negocia-
samos a ter um foco maior no
cliente final. A logística se tornou
um diferencial competitivo”, avalia Ivan Pacheco. A livre concorrência trouxe a necessidade de redução de custos, otimização de
processos e utilização de ativos
em função do nível de serviço desejado e esperado pela clientela.
Por outro lado, o uso intenso
da tecnologia de informação passou a ser um importante aliado.
“Temos, hoje em dia, que integrar
de maneira harmônica todas as
atividades da cadeia logística”, afirma Ivan Pacheco.
ção permanente com a Petrobras e demais fornecedores, o já citado processo de automação
das unidades operacionais e a gestão completa
da cadeia de suprimentos. A companhia também tem se concentrado no avanço dos estoques para ainda mais próximo dos consumidores, na previsão de vendas mais apurada, de
forma a controlar melhor os estoques, e na maior qualidade dos níveis de prestação de serviço. A soma destas parcelas é a satisfação do
cliente, a confiança no produto adquirido e, finalmente, sua fidelização.
“Nosso grande diferencial é que a BR possui a
melhor estrutura operacional do país, aliada a um
quadro de profissionais de produtos preparados e
capacitados para apoiar e assessorar a clientela
para a utilização do produto adequado às suas
necessidades. Mas manter a eficiência é o nosso
grande desafio para estar sempre à frente da competição”, resume Ivan Pacheco. Flexibilidade para
ajustar-se às novas regras, criatividade e tecnologia são as armas da companhia para continuar na
liderança.
EDSON CHIL NOBRE é o titular da Gerência de Logística, que tem como objetivo
posicionar a rede de instalações operacionais da BR, de forma competitiva e integrada
com seus clientes, consumidores e fornecedores, permitindo a oferta do melhor nível
de serviço praticado no mercado aos menores custos de suprimento e distribuição.
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(capa)
Com a BR, se
PLANTANDO
TUDO DÁ
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uitos não sabem, mas
basta perguntar a um
produtor rural e certamente ele falará sobre a importância da Petrobras Distribuidora
em um dos setores mais importantes da economia brasileira: a
agricultura. Embora muito mais
conhecida pela sua atuação na
distribuição de derivados de petróleo e na oferta de soluções
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energéticas em geral, a empresa
tem uma linha completa de eficientes produtos agrícolas, que
contribuem para melhorar os índices de produtividade de diversos segmentos do agronegócio
nacional. “Desde a década de
70, se pensava em criar uma área
agrícola na companhia, mas o
foco de atuação predominante
não permitiu. Então, com o pas-
sar dos anos, desenvolvemos outras formas de trabalhar produtos para o campo”, conta Viviane Salathé, gerente de planejamento de produtos especiais.
No momento, a Gerência de
Produtos Especiais (GPE) vem
dando especial atenção à linha
Oppa, que inclui o Oppa e o
Oppa-BR-CE. Estes óleos minerais desenvolvidos pela Petrobras
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Após
consolidar
a linha Oppa
no mercado,
a BR já estuda
o lançamento
de outros
produtos
voltados para
o setor
agrícola,
como enxofre
ventilado,
pecuário e o
pó molhável
Celso Uzum,
especialista na
área agrícola
da regional
de São Paulo
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s
são utilizados, respectivamente, no
controle do Mal de Sigatoka, doença
que atinge a bananeira, e na quebra
da dormência da macieira.
O Oppa-BR-CE também pode ser
utilizado como adjuvante para herbicidas e fungicidas diversos, assegurando bons resultados em pulverizações.
Como inseticida, atua no combate às
cochonilhas dos citros, pragas que atacam plantas cítricas, causando enormes prejuízos ao agricultor.
A BR decidiu trabalhar seus produtos agrícolas dividindo sua atuação
em três regionais: Sul, São Paulo e
Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro
e outros estados. Ao mesmo tempo,
começou a utilizar os serviços de uma
rede de revendedores, voltados principalmente para pequenos clientes,
contratou um engenheiro-agrônomo
como consultor e ainda selecionou
alguns de seus assessores comerciais
com competência para atuar neste
mercado, voltados sobretudo para os
grandes consumidores.
Outro diferencial que vem proporcionando bons resultados é o desenvolvimento de embalagens padrão em
tamanho menor (a linha Oppa é vendida a granel em tambores de 200
litros, além de baldes e bombonas de
20 litros e frascos de cinco litros, no
caso do Oppa BR-CE) para a rede de
revendedores. Para atingir este objetivo estratégico, em junho a BR firmou
um contrato com a Qualicitrus, localizada em Limeira, São Paulo. A empresa é responsável pela distribuição
de Oppa e Oppa BR-CE em embalagens diferenciadas (de um até 50 litros). A parceria permitirá a penetração em mercados distintos, onde hoje
a BR não atua, como o de hortifrutigranjeiros. “Com esta medida, conseguimos atingir mercados com volume de consumo menor”, explica Celso Uzun, especialista na área agrícola
da regional de São Paulo.
A exposição dos produtos agrícoSOLUÇÕES
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EM GOTAS
Através de uma parceria de longa
data com a Solvenpar Parafinas, a Gerência de Produtos Especiais (GPE) da
BR pretende diversificar sua atuação
na área de beneficiamento de parafinas. A empresa vem dando prosseguimento à comercialização de parafinas em pó, com larga utilização no
mercado, e desenvolvendo os “blends”
de parafinas, usados principalmente
na indústria de pneus.
Antônio Manuel Miranda e Viviane Salathé
las da BR também vem sendo feita através da participação da companhia em feiras e eventos do segmento rural. Recentemente, a empresa marcou presença na 24a
Semana de Citricultura, realizada
entre os dias 3 e 7 de junho, em
Cordeirópolis, São Paulo.
Outros produtos agrícolas da
BR são o enxofre industrial, o Hexano BR, um solvente obtido a partir
de frações do petróleo, e alguns
solventes da linha Solbrax, destinados à indústria sucroalcooleira.
“A linha Oppa já está estabelecida
e consolidada no mercado. Mas
no futuro poderemos lançar outros
produtos, tais como o enxofre ventilado, pecuário e o pó molhável”,
informa Antonio Manuel Miranda,
coordenador de desenvolvimento
de produtos técnicos da GPE.
Visando recuperar o mercado de
parafinas, a BR – através de acordo
de cooperação tecnológica com a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), em
Mataripe, na Bahia – passará a operar a unidade de entabletamento de
parafinas. A parceria abrirá a possibilidade de desenvolvimento de novos
produtos de maior valor agregado, a
serem comercializados no mercado
brasileiro. A operação da unidade será
realizada pela Gerência de Operações.
O início das atividades está previsto
para o mês de agosto.
Mal de Sigatoka e cochonilhas dos citros
O
Mal de Sigatoka, causado
pelo fungo Mycosphaerella
musicola, reduz a produção e a
qualidade dos frutos da bananeira. O desenvolvimento do fungo
provoca desfolhamento precoce, redução do número de pencas por
cacho e do tamanho dos frutos, que
ficam com o sabor alterado. Os
períodos chuvosos, com alta umidade do ar e temperatura média
diária superior a 25ºC, são mais
propícios para o desenvolvimento
da doença. As variedades comerciais de banana cultivadas no Brasil não possuem resistência ao Mal.
O Oppa é extremamente eficaz no
controle do Mal de Sigatoka. Além
de eficiente em baixa dosagem, tem
custo reduzido e pouca toxidez aos
homens e animais.
Cochonilhas dos citros
O Oppa-BR-CE atua com efi-
ciência no combate às cochonilhas
dos citros. O produto age no controle das cochonilhas de carapaça,
matando-as por asfixia. Além disso, consegue penetrar através dos
poros e por baixo das carapaças,
podendo carregar outros inseticidas, que passam a atuar por contato. Ou seja: o Oppa-BR-CE controla diretamente as cochonilhas na
citricultura e melhora a eficácia de
outros inseticidas de contato.
PEDRO CALDAS PEREIRA
PEREIRA é o titular da Gerência de Produtos Especiais, cujos objetivos
são: distribuir e comercializar produtos químicos e insumos para a indústria química,
desenvolvendo, fabricando ou importando quando isto se mostrar adequado e rentável;
garantir o suprimento dos produtos químicos e serviços às áreas de perfuração, produção, refino e transporte de petróleo, no prazo e especificação corretos a um nível
adequado de rentabilidade; ser a melhor opção para a comercialização de GLP, agregando
serviços em sua aplicação como solução energética. ([email protected])
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O SEU FUTURO
é o presente
DA PETROS
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Q
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uando a diretoria da
Satélite Distribuidora de
Petróleo, do Rio Grande do Norte, decidiu oferecer aos
seus empregados um plano de
previdência complementar optou
por dividir a responsabilidade da
definição com os próprios funcionários. Na pesquisa, os trabalhadores foram categóricos na opção pela Petros. Esta é a resposta
à credibilidade que o fundo de
pensão vem instituindo como seu
maior compromisso em 32 anos
de atuação. Concebida em 1970
para atender exclusivamente aos
empregados da Petrobras, a Pe-
s
tros decidiu ir mais além. Primeiro em sua própria casa, crescendo à medida que passou a atender aos colaboradores das subsidiárias da companhia. Depois,
rompendo fronteiras. Nos últimos
anos, a fundação tem ampliado
sua presença para outras empresas. “Somos ambiciosos. Estamos
preparados para expandir nossa
base de patrocinadoras sem aumentar nossa folha de pagamento. Isto porque desenvolvemos um
superprograma de gestão totalmente informatizado”, explica
Solon Guimarães, diretor de seguridade da Petros.
A mesa de operações da Petros administra
R$ 15 bilhões em ativos, de um total de 90 mil associados
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Atualmente, 24 companhias,
entre integrantes do Sistema Petrobras e empresas privadas, patrocinam a Petros. No total, são
aproximadamente 90 mil associados. Um dos diferenciais da entidade é a prestação de planos
personalizados, que se ajustam às
Solon Guimarães, diretor da Petros
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COMPARAÇÃO COM PLANOS DO MERCADO
PLANO A
PLANO B
PETROS
Taxa sobre contribuições
5,0%
1,5%
6,0%
Taxa sobre patrimônio
3,2%
2,0%
0
Patrimônio acumulado em 5 anos
R$ 7.163,00
R$ 7.674,00
R$ 8.149,00
Patrimônio acumulado em 20 anos
R$ 61.648,00
R$ 74.653,00
R$ 92.426,00
Taxa de juros de 12% a.a.
Fonte: www.efuturo.com.br
possibilidades de investimento da
patrocinadora e às expectativas
de retorno dos funcionários da
empresa.
Ao ser patrocinadora da Petros, uma das vantagens que a
empresa encontra é a oportunidade de investir em fundos com
grande potencial de rentabilidade em função do patrimônio da
instituição. A fundação administra ativos da ordem de R$ 15 bilhões, um montante que permite
um maior poder de negociação
no mercado e, conseqüentemente, taxas de retorno muito mais
recompensadoras. Solon Guimarães ressalta, no entanto, que as
empresas não são obrigadas a
aderir à escala de aplicação da
Petros. “As patrocinadoras podem
escolher livremente em que
áreas e quanto investir”.
Como uma instituição sem fins
lucrativos, a Petros ganhou mercado por oferecer as melhores condições de administração para fundos de pensão. “Não cobramos
taxa sobre patrimônio como fazem
outras entidades, apenas uma taxa
de administração mensal. Por isso,
depois de cinco ou seis anos, nosso patrimônio acumulado ultrapassa o resultado projetado por todos
os concorrentes”, explica Guimarães (veja quadro acima).
A Petros vem se destacando
pela modernização de sua estru-
tura administrativa e operacional.
Nos últimos três anos, com a chegada de uma diretoria profissional, contratada no mercado, a
empresa renovou sua carteira de
investimentos, transferindo capital das carteiras de renda fixa e
imobiliária para a carteira de projetos de infra-estrutura. As participações nos campos de produção de petróleo Albacora e Marlin e nas usinas termoelétricas da
Petrobras são exemplos de investimentos da Petros no setor.
Numa busca incessante pela
redução das taxas de risco em
seus investimentos, a Petros foi o
primeiro fundo de pensão a criar
uma área de compliance. Tratase de uma espécie de controladoria interna que analisa o risco
não só dos investimentos em si
como também da estrutura, estratégia e imagem da empresa.
Além disso, dentro da estratégia
implementada pela diretoria de
aperfeiçoamento na gestão dos
ativos, a Petros tem feito um monitoramento diário do seu patrimônio, através da centralização
da custódia de papéis, outra iniciativa na qual foi pioneira. “Com
todas estas vantagens oferecidas,
aliadas à consciência de que
para manter bons profissionais as
empresas têm que oferecer benefícios consistentes, conseguimos
nos últimos dois anos a adesão
de mais 12 patrocinadoras. Além
disso, estamos negociando com
outras 50 empresas. Isto tudo, ressalte-se, foram conquistas obtidas
em um momento difícil do mercado financeiro”, enfatiza
Solon Guimarães. Mais informações podem ser obtidas no site
www.petros.com.br, através
dos telefones (21)2506-0236
ou 2506-0239 ou do e-mail
[email protected].
EMPRESAS PATROCINADORAS
Privadas (17)
PQU, Braskem, Trikem, Ultrafértil, Copesul, Petroflex, Nitriflex, Petros, DSM Elastômeros Brasil, Repsol YPF, Repsol YPF Distribuidora, DBA Engenharia de Sistemas, Cachoeira Dourada, Concessionária da Rodovia Osório-Porto Alegre, Satélite Distribuidora de
Petróleo, Petromarketing Consultoria e Petroquímica Triunfo.
Estatais (6)
Petrobras, Petrobras Distribuidora (BR), Petroquisa, Braspetro,
Gaspetro, Transpetro e REFAP.
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O p i n i ã o
Ainda há muito
ASFALTO
Ernesto Preussler,
diretor da Dynatest Engenharia
S
em dúvida, um avanço que
deve ser destacado e valorizado. No entanto, o Brasil ainda tem que percorrer centenas de quilômetros para se equiparar às nações que são realmente uma referência no modal do
transporte rodoviário. O país ainda tem uma malha proporcionalmente reduzida se comparada às
suas dimensões territoriais.
Para se ter uma idéia, as novas tecnologias desenvolvidas nos
últimos anos foram aplicadas em
apenas 3% da malha rodoviária
nacional. Hoje, estão em curso
projetos que envolvem a pavimentação de nove mil quilômetros de
rodovias. Deste total, apenas 400
quilômetros receberão os produtos e as técnicas mais recentes.
Ainda assim, acredito que em
um período de até dez anos o
país terá uma estrutura de transporte rodoviário bem maior e
uma expertise na produção de
pavimentos asfálticos que não deverá em nada aos países mais
avançados na área. Deve-se realçar que nos últimos seis anos,
houve um grande salto nas exi48 SOLUÇÕES
A PERCORRER
O advento das privatizações das concessões rodoviárias foi um marco
importante no desenvolvimento tecnológico da produção de
pavimentos asfálticos no Brasil. A desestatização trouxe a reboque
investimentos em um volume que há muito não se via na história do
transporte por rodovias no país. Este cenário tem sido fundamental
para o desenvolvimento de novos produtos nos últimos dez anos.
gências e nas especificações técnicas das concessionárias rodoviárias e do próprio governo, no
que diz respeito às estradas ainda estatais. Por isso, estou convicto de que o Brasil caminha
para um alto grau de excelência
no setor. E a BR vem sendo um
ativo protagonista deste processo. Muito do que o país evoluiu
na última década no estudo de
produtos e técnicas de execução
de obras em rodovias leva a assinatura da companhia.
É necessário destacar o quanto
a BR, ao lado da Petrobras, tem
sido audaciosa na pesquisa, no
lançamento de produtos e na elaboração de novos métodos de
aplicação do pavimento asfáltico.
A empresa foi pioneira nos estudos para o tratamento de superfície simples e duplo. Entre suas
grandes realizações, duas merecem destaque: o desenvolvimento
do asfalto modificado, com polímeros, dado o grau de complexidade das mudanças feitas nas propriedades físico-químicas do ligante, e a importação de equipamentos, sobretudo da França.
Ao longo deste processo, a BR
tem conseguido alcançar o binômio determinante para o sucesso
neste setor: qualidade e preço.
Como já foi enfatizado, o país ainda carece de investimentos mais
pesados na malha rodoviária. Com
isso, muitas vezes o desenvolvimento de produtos é limitado pelas restrições orçamentárias. Ainda assim,
a BR e seu eficiente corpo técnico
– que faz da empresa uma escola
no setor – vêm cumprindo o papel
de estimular a pesquisa e o surgimento de modernos materiais.
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nº3 - set/out - Petrobras Distribuidora