DANOS DE FRIO E ATIVIDADE ENZIMÁTICA EM PÊSSEGOS SUBMETIDOS
AO CONDICIONAMENTO, RESFRIAMENTO-RÁPIDO E ARMAZENAMENTO
REFRIGERADO!
Autor: Eduardo SeU:>ert
Orientador: Renar João Bender
RESUMO
o pêssego é uma das principais espécies de frutos de clima temperado produzidos
na região Sul do Brasil. Porém, é, entre os frutos. um dos mais perecíveis em razão da
aceleração do seu metabolismo após a colheita. sendo que sua conservação em temperatura
ambiente não ultrapassa uma semana. Quando armazenado em baixas temperaturas sua
conservação aumenta, porém, alterações fisiológicas podem ocorrer. Estas alterações
chamadas de danos de frio são um problema em pêssegos submetidos ao armazenamento
refrigerado. Entre os principais danos de frio estão a lanosidade e o escurecimento interno,
sendo normalmente os sintomas visualizados após 2 a 4 semanas em armazenagem
refrigerada. Um dos aspectos apontados para a manifestação de sintomas é o uso de índices
de maturação inadequados e o desconhecimento da fisiologia do fruto durante seu
desenvolvimento e amadurecimento. Por isso é importante que os índices de colheita e o
potencial de armazenamentosejam determinadospara cada uma das cultivares. Com o
objetivo de avaliar os parâmetros de maturação e a incidência de danos de frio sobre
cultivares de pêssegos, trabalhos usando o atraso nà armazenagem refrigerada
(condicionamento) e o resfriamento rápido em água, foram testados em cultivares de
pêssegos cultivadas no Brasil, 'Chimarrita', 'Granada' e 'Maciel', e no Chile, 'Late Nos' e
'Sweet September'. Os efeitos do uso do pré-resfriamento em água a baixa temperatura
foram testados nas cvs. Chimarrita e Maciel e o efeito do condicionamento nas variedades
Late Nos e Granada. Em conjunto foram avaliados os parâmetros de maturação das cvs.
Chimarrita. colhida em dois estádios de maturação, e 'Sweet September'. As cultivares
mostraram diferente suscetibilidade quanto aos danos de frio sendo estes visualizados
depois de 14 dias em frio. As cultivares Chimarrita e Sweet September mostraram-se muito
suscetíveis à lanosidade, enquanto que a 'Late Nos' foi medianamente suscetível. As cvs.
Granada e Maciel não são suscetíveis à lanosidade, mas apresentaram suscetibilidade a
retenção de firmeza e escurecimento interno. O condicionamento apresentou efeitos
benéficos em atrasar o início do aparecimento dos sintomas de lanosidade em 'Late Nos',
porém não apresentou efeito sobre a cv. Granada. O pré-resfriamento não aumentou a
porcentagem de desidratação e incidência de podridões em frutos das cvs. Maciel e
Chimarrita. A atividade da enzima poligalacturonase diminuiu e a da pectina metilesterase
aumentou, quando houve alta incidência de lanosidadF.""Estecomportamento da atividade
das enzimas observado no amadurecimento em pêssegos das cultivares Late Nos e Sweet
September. resultou em uma baixa relação PG/PME. Os frutos das cvs. Chimarrita, Maciel,
Granada e Sweet September podem ser comercializados em boas condições até os 14 dias
de armazenagem e na cv. Late Nos até os 28 dias qe armazenagem refrigerada.
ITese de Doutorado em FitOtecnia. Faculdade de Awonomia. Universidade Federal do Rio
Grande do SuL Porto Alegre. RS. Brasil. (158p.) tvf,\io.2004.
Download

Danos de frio e atividade enzimática em pêssegos