RIO + 20 - Pesquisa e Inovação no
Enfrentamento do Aquecimento
Global
Neilton Fidelis
FBMC
Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas
Qual é o desfio posto neste
Século ?
Quero saber
por que o urso
polar está
morrendo?
Bruno – 5 anos
Se as geleiras vão
derreter, por que
vai faltar água
para as pessoas?
Herick – 5 anos
O que a gente faz
para ajudar os
bichos que estão
sem água?
Karen – 6 anos
Aquecimento Global
A água está acabando só
devido ao problema do
aquecimento da Terra?
Raquel dos Santos Silva – 10
anos
Em quanto tempo a
água potável poderá
acabar?
Natália – 9 anos
Quando a água do gelo
derreter, a gente vai
morrer?
Bianca – 5 anos
Tem outra coisa
para o carro
andar que não
faça fumaça?
Lucas – 6 anos
Qual o maior inimigo
do planeta
atualmente?
Daniel – 9 anos
Ainda há tempo para
salvarmos o
planeta?
Emerson – 10 anos
Origem
O denominado “aquecimento global” é uma hipótese que credita a
elevação média da temperatura da atmosfera ao aumento da emissão de
gases de
Efeito Estufa
, principalmente CO2, pelas atividades
humanas (ações antropogênicas)
O efeito estufa é um fenômeno que resulta no aquecimento da atmosfera
junto à superfície do Planeta; o fenômeno é intensificado pela emissão
de certos gases para a atmosfera, sendo o principal deles,
quantidade acumulada, o dióxido de carbono (CO2).
pela
As Mudanças Climáticas Antropogênicas
Aquecimento Global
Como quase todos os assuntos, científicos ou não, que
a humanidade trata, o Aquecimento Global apresenta
múltiplas facetas. De uma forma ou de outra, a
organização da Social ou Política é a força definidora da
verdade, ou pelo menos a verdade presente.
Atividades Antropogênicas que Contribuem para o Aquecimento Global
3%
GEE por Fontes
14%
24%
Atividades Nãoenergéticas
Atividades
Energéticas
18%
Geração de Energia
Industria
14%
Transporte
Construção
Outras Atividades Energéticas Relacionadas
Uso da Terra
5%
Agricultura
Resíduos
8%
14%
Evolução do Consumo Mundial de Energia
120%
100%
80%
Carvão
Petróleo
Gás Natural
60%
Eletricidade Primária
Biomassa e outros
40%
20%
0%
1700
1750
1800
1850
1900
1950
1973
1989
2000
Evolução do Consumo Mundial de Energia
1700 – Consumo Mundial predominantemente renovável – LENHA e DERIVADOS
1800 – O Consumo cresceu 25% neste século
1850 – Em meio século (1800 -1850) o consumo mundial cresceu 47%
• LENHA tem maior participação
• CARVÃO 15%
1900 – No período de 1850 a 1900, o consumo mundial de energia quase duplicou
• LENHA em queda
• CARVÃO é a maior fonte comercial (mais da metade da demanda)
• PETRÓLEO, GÁS NATURAL e ELETRICIDADE passam a compor a cesta das
fontes comerciais (juntas respondem por apenas 2%)
1950
- No período de 1900 a 1950, o consumo mundial de energia cresceu quase duas vezes e
meia
• PETRÓLEO o “energético do século” – 24%
• GÁS NATURAL 8%
• ELETRICIDADE se consolidou como fonte
Evolução do Consumo Mundial de Energia
1970
– Entre 1950 e 1970 o consumo mundial quase que triplicou
• PETRÓLEO, GÁS NATURAL e ELETRICIDADE segue em crescimento
• ENERGIA NUCLEAR como fonte de geração de eletricidade
• O Choque do Petróleo impulsionou a pesquisa de novas fontes de energia
1973
– Entre 1970 e 1990 o crescimento do consumo fica restrito a pouco menos
que 35%
 Acidentes nas Usinas Nucleares
 Ações sobre a demanda e oferta devido o choque do PETRÓLEO
2000
– O século termina com os combustíveis fósseis totalizando 80% de todo
consumo Energético
• Humor dos mercados
• Conflitos por condicionados por escassez e restrições ao acesso ás fontes
• Destaca que as fontes renováveis são as que têm maior
potencial e melhor custo para lidar com as mudanças
climáticas.
• ER Não apresenta limitações técnicas ou escassez de
potencial no mundo
• Enfrentam barreiras políticas e econômicas
•
•
•
•
Revela que o Potencial de redução da emissão de dióxido de carbono (CO2) está entre 220 Gt
(gigatoneladas) e 560 Gt, entre 2010 e 2050
O crescimento da participação das renováveis no mundo pode levar a uma estabilização das
emissões de gases de efeito estufa na faixa de 450 ppm (partes por milhão), limite previsto
pelos cientistas como seguro, além do qual as mudanças do clima se tornam catastróficas e
irreversíveis.
Registra-se uma tendência de crescimento das renováveis
Registra-se uma redução das barreiras na medida em que a pesquisa e desenvolvimento se
ampliam
Participação das Fontes Renováveis
Faixas dos Custos Nivelados Considerados
Conclusões
•
•
•
•
•
•
80% da oferta primária mundial de energia poderá vir de FR na em 2050 caso
políticas públicas adequadas sejam postas em práticas
Aumento da participação das FR pode levar a reduções cumulativas de GEE
entre 220 e 560 bilhões de toneladas de CO2 equivalente (GtCO2-eq) entre 2010
e 2050
Cenários otimistas apontam que as FR tem potencial de reduzir próximo de 1/3
as emissões de GEE creditadas aos cenários energéticos tendenciais
Cenários indicam um papel mais importante para as Renováveis do que para a
Nuclear e para o CCS
A internalização dos custos ambientais tornará a renovável cada vez mais
competitiva
Utilização acelerada de Renováveis implicará em grandes desafios tecnológicos
e institucionais, em particular no que diz respeito à integração destas nos
sistemas energéticos atuais
Estrutura Institucional Brasileira

Política Nacional sobre Mudança Climática

Plano Nacional sobre Mudança Climática

Fundo Nacional sobre Mudança Climática

Comitê Interministerial sobre Mudança
Climática

Comissão Interministerial sobre Mudança
Climática
Plano Nacional sobre Mudança Climática
Define e coordena ações para reduzir emissões de GEE, aumentar a remoção
em sumidouros de carbono, identificando lacunas no conhecimento, tanto para
melhor implementar as medidas de mitigação como aumentar o conhecimento
das vulnerabilidades do Brasil.
Os principais desafios a ser enfrentados em termos de mitigação são:
Redução das emissões provenientes da modificação do uso do solo, e
Crescimento econômico e social seguindo um padrão de desenvolvimento
de baixo carbono
Plano Nacional sobre Mudança Climática
Objetivos
1
2
3
4
5
6
7
Desenvolvimento de baixo carbono
Energia Renovável
Biocombustíveis
Desmatamento
Cobertura Florestal
Vulnerabilidade e Adaptação
Pesquisa e Desenvolvimento
Política Nacional sobre Mudança do Clima
Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação (art. 11)
1.
2.
3.
4.
5.
Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal
Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento no Cerrado
Energia
Agropecuária
Substituição do Carvão de Desmatamento por Florestas Plantadas na Siderurgia
A SEREM REGULAMENTADOS A PARTIR DA PUBLICAÇÃO DO 2° INVENTÁRIO:
1. Transportes
2. Indústria de Transformação e de Bens de Consumo Duráveis
3. Indústria Química Fina e de Base
4. Indústria de Papel e Celulose
5. Mineração
6. Indústria da Construção Civil
7. Serviços de Saúde
8. PLANO DE ADAPTAÇÃO (Sugerido pelo FBMC)
Plano Setoriais Amazônia e Cerrado
1 – Monitoramento e Controle
2 – Áreas Protegidas e Ordenamento
Territorial
3 – Fomento a Atividades Sustentáveis
23
Ações do Plano de Ação para prevenção e Controle do
Desmatamento na Amazônia legal - PPCDAM
Ordenamento Fundiário e Territorial
 Elaboração do Macro Zoneamento da Amazônia;
 Regularização Fundiária de 296 mil posses rurais na Amazônia Legal;
 Criação de seis milhões de hectares de Unidades de Conservação
Federais na Amazônia Legal;
 Regularização Fundiária de 20 UCs Federais na área de influência da
BR 163 e Arco do Desmatamento;
 Demarcação e homologação quatro milhões de hectares de Terras
Indígenas
Ações do Plano de Ação para prevenção e Controle do
Desmatamento na Amazônia legal - PPCDAM
Monitoramento e Controle
 Aprimoramento dos sistemas de monitoramento ambiental;

Montagem de bases móveis para o combate ao desmatamento ilegal;

Criação e implementação da Companhia de Operações Ambientais da Força
Nacional (COA/FN) com 200 policiais militares para pronto emprego;

Implantação de sete novos portais rodoviários para monitoramento e controle do
fluxo de produtos florestais;

Criação e implementação da Comissão Interministerial de Combate aos Crimes e
Infrações Ambientais (CICCIA);

Intensificação das operações integradas de fiscalização do desmatamento e demais
ilícitos associados;

Proteção das unidades de conservação federais, com a formação progressiva de 800
Ações do Plano de Ação para prevenção e Controle do
Desmatamento na Amazônia legal - PPCDAM
Monitoramento e Controle
 guardas- parque para proteção das unidades de conservação da Amazônia legal;
 Responsabilização ambiental (administrativa e civil);
 Apoio à elaboração do Cadastramento Ambiental Rural (CAR) em 15 municípios
prioritários.
 Implementação do projeto de apoio a descentralização da gestão florestal na
Amazônia Legal;
 Fortalecimento dos Batalhões Ambientais da Polícia Militar nos estados da
Amazônia Legal para o combate ao crime ambiental;
 Pesquisa para gestão ambiental sustentável na Amazônia (Rede GEOMA, LBA e
PELD).
Ações do Plano de Ação para prevenção e Controle do
Desmatamento na Amazônia legal - PPCDAM
Fomento às Atividades Produtivas Sustentáveis

Gestão de florestas públicas;

Implementar ações para uma política agrícola sustentável para a Amazônia Legal, em conjunto com
as secretarias estaduais de agricultura;

Aperfeiçoamento dos instrumentos de financiamento e crédito para promover a conservação
ambiental e recuperação da floresta;

Licenciamento ambiental dos assentamentos de reforma agrária, manejo dos recursos naturais e
assistência técnica e extensão rural;

Apoio às comunidades extrativistas e indígenas;

Apoio a projetos de ciência, tecnologia e inovação tecnológica para inclusão e desenvolvimento
social;

Pesquisa e desenvolvimento de modelos produtivos sustentáveis para o Bioma Amazônia;

Apoio ao desenvolvimento rural em bases sustentáveis;

Acordos setoriais.
Objetivos do Plano de Ação para Prevenção e Controle do
Desmatamento e das Queimadas no Cerrado – PPCerrado

Redução da taxa de desmatamento em pelo menos 40%;

Redução das queimadas e dos incêndios florestais;

Disseminação de práticas silviculturais sustentáveis;

Aumento do consumo de carvão de florestas plantadas pelas indústrias de ferro gusa;

Aumento do volume de recursos disponibilizados em linhas de crédito rural subvencionadas para
ações de recuperação de áreas degradadas, manejo florestal;

Redução do passivo ambiental dos estabelecimentos da agricultura familiar e diversificação da
produção;

Aumento da agilidade das ações de controle e fiscalização do desmatamento;

Redução do desmatamento ilegal no entorno e no interior das Unidades de Conservação e das
Terras Indígenas;

Integração com os Governos Estaduais (com planos estaduais de Prevenção e Controle do
Desmatamento em execução);

Aumento do número de áreas protegidas (principalmente Unidades de Conservação).
Ações do Plano de Ação para Prevenção e Controle do
Desmatamento e das Queimadas no Cerrado – PPCerrado
Controle e Monitoramento







Criação e implantação do sistema de monitoramento do bioma (com a produção de
taxas anuais);
Desenvolvimento e implementação do sistema de detecção do desmatamento em
tempo quase real;
Intensificação das operações de fiscalização nos entroncamentos rodoviários;
Capacitação de 4,5 mil brigadistas;
Promoção de Pagamento por Serviços Ambientais no Bioma Cerrado, após
aprovação do PL do PSA;
Realizar estimativa automática quinzenal de áreas queimadas com imagens de baixa
resolução;
Realizar estimativa automática sazonal de áreas queimadas de unidades de
conservação com imagens de alta resolução.
Ações do Plano de Ação para Prevenção e Controle do
Desmatamento e das Queimadas no Cerrado – PPCerrado
Áreas Protegidas e Ordenamento Territorial





Elaboração do Macro Zoneamento Ecológico Econômico do Bioma e Apoio aos
Estados para que façam os respectivos ZEEs;
Homologação de 300 mil hectares de Terras Indígenas;
Demarcação de 5,5 milhões hectares de Terras Indígenas;
Ampliação de 2,5 milhões de hectares de Unidades de Conservação;
Consolidação das UCs Federais existentes no bioma;
Ações do Plano de Ação para Prevenção e Controle do
Desmatamento e das Queimadas no Cerrado – PPCerrado
Fomento às Atividades Sustentáveis





Disponibilização de linhas de crédito rural para a recuperação de 8 milhões de
hectares de pastagens degradadas, de Reserva Legal e Áreas de Preservação
Permanente;
Ampliação de 3,2 milhões de hectares a área de floresta plantada para a siderurgia a
carvão vegetal;
Ampliação dos Fundos Constitucionais (FCO e FNE e FNO) para o financiamento
de projetos de reflorestamento para fins siderúrgicos e de Manejo Florestal e
Sistemas Agroflorestais no Cerrado;
Realização do “Pronaf Sustentável” de forma prioritária nos municípios do Cerrado;
Ampliação da efetividade do Protocolo Verde pelos bancos públicos e privados;
Ações do Plano de Ação para Prevenção e Controle do
Desmatamento e das Queimadas no Cerrado – PPCerrado
Fomento às Atividades Sustentáveis




Execução do Programa Mais Ambiente (Dec. nº 7.029/2009) nos municípios
prioritários;
Disponibilização a assistência técnica e extensão rural em manejo florestal nos
assentamentos do Incra (90 mil famílias beneficiadas);
Inclusão de 7 novos produtos da sociobiodiversidade na Política de Garantia de
Preços Mínimos (PGPM);
Inclusão de produtos do agroextrativismo e da sociobiodiversidade no Programa de
Aquisição de Alimentos (PAA).
Plano Setoriais para agropecuária
Recuperação de Pastagens Degradadas:
Recuperar uma área de 15 milhões de hectares de pastagens degradadas por
meio do manejo adequado e adubação, o que corresponde à redução de 83 a
104 milhões t CO2 eq;
Integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF):
aumentar a área com o sistema iLPF em 4 milhões de hectares, reduzindo de
18 a 22 milhões de t CO2 eq;
Sistema Plantio Direto (SPD):
ampliar a utilização do sistema de plantio direto na palha em 8 milhões de
hectares, correspondendo à redução 16 a 20 milhões de t CO2 eq; e,
Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN): ampliar o uso da fixação biológica em
5,5 milhões de hectares, correspondendo à redução de 10 milhões de t CO2 eq.
33
Plano Setorial para agropecuária
Promover as ações de reflorestamento no país, expandindo a área com
Florestas Plantadas, atualmente, destinada à produção de fibras, madeira e
celulose em 3,0 milhões de hectares, passando de 6,0 milhões de hectares
para 9,0 milhões de hectares.
Ampliar o uso de tecnologias para tratamento de 4,4 milhões de m3 de
dejetos de animais para geração de energia e produção de composto
orgânico.
34
Base de Estruturação do Plano Setorial Energia
 Estimulo a uma maior penetração de bicombustíveis – o etanol, em
substituição a gasolina, e o biodiesel em substituição ao óleo diesel mineral
(5% em volume);
 Manutenção da estratégia de expandir a oferta de energia elétrica com
base na energia hidráulica;
 Estimulo a uma maior penetração de outras fontes renováveis de
produção de energia elétrica, especialmente pequenas centrais
hidroelétricas, centrais eólicas e biomassa da cana;
 Estimulo a eficiência energética, em particular na área de energia elétrica.
35
Plano Substituição do Carvão de Desmatamento
por Florestas Plantadas na Siderurgia
Objetivos




Plantio de florestas
Edição de Normas técnicas
Implantação das normas técnicas
Projeto de modernização
.
36
Plano Substituição do Carvão de Desmatamento
por Florestas Plantadas na Siderurgia
Desafios
• Incrementar a área de floresta plantada para
carvoejamento em cerca de 2,0 milhões de ha até
2020, com aproveitamento de áreas degradadas e
proteção da biodiversidade
• Aumentar a eficiência do processo de conversão da
madeira em carvão vegetal e viabilizar aproveitamento
térmico do metano emitido no processo
.
37
Plano Substituição do Carvão de Desmatamento
por Florestas Plantadas na Siderurgia
Eixos Estratégicos
• MARCO LEGAL
• FINANCIAMENTO
• PESQUISA E DESENVOLVIMENTO
• ORGANIZAÇÃO DA CADEIA DE FORNECEDORES
.
38
Planos Setoriais – Dezembro 2011


Industria
Mineração






Transporte
Saúde
Pesca
Recurso Hídricos
Resíduos
Adaptação
.
39
Fórum Brasileiro
de Mudanças Climáticas
Secretaria Executiva
Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais - IVIG
Anexo do Centro de Tecnologia - Ilha do Fundão
Rio de Janeiro – RJ Cep – 21945-970
www.forumclima.org.br
neilton@ivig.coppe.ufrj.br
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Pesquisa e Inovação no Enfrentamento do Aquecimento