PROJETO MÉTRICAS:
Métricas Territoriais de Proteção Social: A Capacidade Protetiva de Famílias Residentes em Territórios Precarizados de Metrópoles
OFICINA 1 - Análise de Indicadores de Vulnerabilidade Social
Em Busca de Metodologias para Métricas Socioterritoriais
Vulnerabilidade e Território:
Compartilhando Ideias sobre Novos Desafios Conceituais e Metodológicos
Flávia da Fonseca Feitosa
Tathiane Mayumi Anazawa
Antônio Miguel Vieira Monteiro
(miguel, flavia, tathiane@dpi.inpe.br)
INPE, 19 de Março de 2012
O INPE e as Métricas Socioterritoriais
Diário de Viagem
SP, 1995-1996 – O MAPA 1
Mapa de Exclusão/Inclusão Social de São Paulo.
Aldaiza Sposati (Coord.) São Paulo, EDUC, 1996.
…novas
técnicas
e
metodologias geoespaciais
que permitem colocar em
perspectiva
a
realidade
sócio-econômico-espacial e
seu movimento territorial.
Modo de objetivação, com
leitura possível na cena
pública, a nova cognição
permite adentrar o debate
político
das
políticas
públicas
Aldaisa Sposati [1,2]
[1] A Fluidez da Inclusão/Exclusão Social, Revista Ciência&Cultura, 2005
[2] Cidade em Pedaços , Editora Brasiliense, 2001, 173 p.
Entre o “fio da navalha”
da
exclusão/inclusão
social coloco em debate
o papel do território
enquanto um possível
“fio da meada” que possa
dar início a uma nova
trama
de
tecer
as
políticas
públicas
brasileiras em direção à
justiça social.
Dirce Koga [1]
[1] Medidas de Cidades: Entre Territórios de Vida e Territórios Vividos, Cortez Editora, 2004
A Oportunidade do Encontro …
Oficinas de
Trabalho…
(1999-2000)
Proposta de Trabalho Conjunto…
Mapa da Exclusão / Inclusão da Cidade de São Paulo 2000: Dinâmica Social dos anos 90,
Aldaiza Sposati (coordenadora). São Paulo, PUC/SP-POLIS-INPE, 2000.
Projeto FAPESP: 2001 a 2002
Projeto: 01965-0
Dinâmica Social, Qualidade Ambiental e Espaços Intraurbanos em São Paulo: Uma Análise Socioespacial
Fase I:
Revistando a Metodologia do Mapa Inclusão/Exclusão Social
Fase II:
Estudos Territoriais das Desigualdades Sociais:
Em Busca da Topografia Social das Cidades
Centro de Estudos das Desigualdades SocioTerritoriais
Fase II: Projeto FAPESP Política Públicas
Piracicaba, Diadema, João Pessoa, Campinas, Guarulhos, Goiânia e São Paulo
E os MAPAS (e Conceitos) Evoluíram…
Novos Desafios
Conceituais: Vulnerabilidade ?
Metodológicos: Como Medir , O Que Medir??
Operacionais: Como ‘Representar’ ??
Uma conversa em uma cidade do país...
(22/02/2011)
PREFEITO: As
pessoas da
comunidade ajudariam a
prefeitura “não fazendo
casas ondem não devem”
MORADORA DE ÁREA DE RISCO:
“Mas a gente está
aqui porque não
tem condição de ter
uma moradia digna.”
PREFEITO: “Minha
filha,
Fonte: Blog A Identidade Bentes:,Publicado em 22/2/2011:
http://www.idbentes.com.br/?tag=amazonino-mendes
então morra, morra!”
Fonte:Transcrição de Matéria Jornalítica GloboNews postada em
YouTube: http://youtu.be/tjGMRb83MPk
Vulnerabilidade:
Uma palavra…
Diferentes tradições de pesquisa…
Vários recortes disciplinares.
Conciliar e somar, não dividir: esta é
nossa expectativa mais ambiciosa no
estudo da vulnerabilidade e na busca de
caminhos para uma conceituação
interdisciplinar e robusta desta marca
indelével
de
nossa
sociedade
contemporânea.
Para uma conceituação interdisciplinar da vulnerabilidade
Daniel Joseph Hogan e Eduardo Marandola Jr.
Capítulo 1. Novas Metrópoles Paulistas: População, Vulnerabilidade e
Segregação. José Marcos Pinto da Cunha ( Org.), NEPO, 2006
Um ponto de partida...
CONCEITOS MEDIADORES
(boundary concepts)
Palavras que operam como conceitos em
diferentes disciplinas e perspectivas. Entidades
negociáveis, permitem que distintas partes
discutam
conceitualmente
sobre
a
multidimensionalidade de questões de interesse
comum
Exemplo: Vulnerabilidade
Löwy, Ilana. 1992. The Strength of Loose Concepts - Boundary Concepts, Federative Experimental Strategies and Disciplinary
Growth: The Case of Immunology. History of Science, Vol. 30, p.371-396
Mollinga, Peter P.(2010) The Rational Organization of Dissent. Working Paper, ZEF, Bonn.
VULNERABILIDADE
Um Conceito Mediador
Riqueza do Conceito
Pluralidade que a diversidade das disciplinas
que o adotam tendem a produzir
Significados diferentes, porém
relacionados:
POSSIBILITA O DESPERTAR DA
CURIOSIDADE SOBRE AS
DIMENSÕES
“ALÉM FRONTEIRA”
Nossa Pequena Contribuição
Instrumentalizar parte deste Debate
Como ???
Capacidade Empírica Sistematizada de Observar Dinâmicas
Urbanas (Grupos, Familias em seus espaços de vida) e Testar
Hipóteses.
Como ???
Tomar as Cidades como
Sistemas Socioecológicos - SSE¹
Traz o Potencial para Análise do Problema com estratégias
que possam lidar empiricamente com Dinâmicas Complexas,
onde Componentes Sociais e Biofísicos estão Interligados
[¹] Elinor Ostrom, A General Framework for Analyzing Sustainability of Social-Ecological Systems,
Science 24 July 2009: Vol. 325 no. 5939 pp. 419-422
Porque uma leitura da Dinâmica das Cidades a partir
do Arcabouço Conceitual de Ostrom para
Sistemas Socioecológicos – SSE ?
Porque ele permite e aposta em uma possibilidade de
exploração empírica (de abordagem metodológica mista)
para estudar as possibilidades (probabilidades) de
soluções cooperativas, sem deixar de observar as
assimetrias dos atores envolvidos, para os diversos dilemas
sociais que confrontam estes sistemas.
[1] M. Janssen and E..Ostrom, GOVERNING SOCIAL-ECOLOGICAL SYSTEMS Handbook of Computational Economics, Volume 2.
Edited by Leigh Tesfatsion and Kenneth L. Judd, 2006
Conceitos mediadores tomam “corpo”
Passam a ser explorados de forma cada vez mais ativa.
Operacionalizações começam a ser geradas:
OBJETOS MEDIADORES
Facilitam a apreensão do conceito e respondem à demanda por
elementos que subsidiem processos de tomada de decisão, mesmo em
condições de incerteza e conhecimento incompleto
Indicadores e
Cartografias da Vulnerabilidade
(conjunto de representações gráficas)
Mas Qual o Problema com Índices e
Indicadores, principalmente os
Indicadores Síntese ??
Índices e Indicadores
Essa longa referência a Desrosière¹ tem o sentido aqui de chamar a atenção para a
complexidade que pode estar envolvida na produção de indicadores. Complexidade que diz
respeito à construção dos fatos sociais, construção que tem uma dimensão
cognitiva/descritiva, normativa/prescritiva e também política na medida em que
circunscreve arenas, participação e representação, o jogo dos atores e a pauta de suas
disputas.
¹DESROSIÈRE, Alain. La politique des grands nombre. Histoire de la raison statistique. Paris : La Découverte, 2000 (2a edicao).
Mas isso significa dizer que, a rigor, os
indicadores não medem a realidade, algo que
estaria lá pronto para ser descrito: participam
da construção social da realidade.
Vera Telles
[1]
[1] Medindo coisas, produzindo fatos, construindo realidades sociais. Seminário Internacional sobre Indicadores Sociais para Inclusão
Social ,15 e 16 de maio de 2003, PUC-SP . Mesa: Indicadores sociais entre a objetividade e a subjetividade (16/05/2003)
Territórios e Lugares nas Cidades
Medidas de Diferentes, de Desiguais
e de (Des)conectados¹
Relações SocioEspaciais através de Indicadores
Espaciais Locais Relacionais
¹ GARCÍA CANCLINI, NESTOR. Diferentes, desiguales y desconectados.
Mapas de la interculturalidad. Editorial Gedisa, Barcelona, 2004.
Nossa experiência...
Parte de uma análise das diferentes linhas teóricas da vulnerabilidade
Linhas teóricas da vulnerabilidade - Adger, 2006
Analisando as diferentes linhas teóricas da vulnerabilidade
(Adger, 2006)
Analisando as diferentes linhas teóricas da vulnerabilidade
Estrutura de Oportunidades e Ativos (Kaztman)
“A incapacidade de uma pessoa ou de um domicílio para aproveitar-se das
oportunidades, disponíveis em distintos âmbitos sócio-econômicos, para
melhorar sua situação de bem-estar ou impedir sua deterioração”
(Kaztman, 2007)
Estado
Mercado
Sociedade
ATIVOS/CAPITAIS
Ativos/Capitais = recursos
Acessibilidade
Estratégias de uso
Condições de
Vulnerabilidade
Analisando as diferentes linhas teóricas da vulnerabilidade
(Adger, 2006)
Modos de vida sustentáveis
e vulnerabilidade à pobreza
Vulnerabilidade de sistemas
socioecológicos
indivíduos, famílias ou
grupos sociais
territórios (regiões e
ecossistemas)
Desconsiderando as
dinâmicas dos sistemas
biofísicos
Abordagens integradas 
recente
Influências quantitativas
Influências qualitativas
Em busca de uma conciliação...
Nossa experiência...
A vulnerabilidade pode ser
contextualizada como uma
propriedade do SSE 
Vulnerabilidade Socioecológica;
Operacionalização  IVSE
Conjunto de indicadores e
representações gráficas que capturem a
dinâmica dos subsistemas social e
ecológico de modo relacional e
multidimensional;
Extensão da caracterização dos
perfis de ativos , para acomodar
dimensões relativas aos territórios.
ANAZAWA, T. M.; FEITOSA, F. F.; MONTEIRO, A. M. V. Indicadores Territoriais de Vulnerabilidade Socioecológica: Uma Proposta Conceitual
e Metodológica e sua Aplicação para São Sebastião, Litoral Norte Paulista. In: MARANDOLA JR., E. e OJIMA, R. (Eds.). Mudanças
Climáticas e as Cidades: População, Urbanização e Adaptação. (No prelo) Publicação prevista para setembro, 2012.
Capital Produtivo
Capacidade de
Reivindicação
Capital Não
Produtivo
Releitura
Capital Humano
Renda
Capital
Social
Maxwell e Smith (1992)
Capital Social
Capital Humano
Relações do
lugar
Ativos
produtivos
Capital
Humano
Capital FísicoNatural
Moser (1998)
Capital Social
Capital
Financeiro
Capital Humano
Capital Físico
Kaztman et al. (1999)
ÍNDICE DE
VULNERABILIDADE
SOCIOECOLÓGICA - IVSE
33
CAPITAL FINANCEIRO
A disponibilidade de recursos de alta liquidez,
como salários, bem como bens materiais de
menor liquidez (imóveis, etc.)
34
CAPITAL HUMANO
O capital humano representa as
habilidades, conhecimentos, capacidade de
trabalho e boa saúde.
35
CAPITAL SOCIAL
Habilidades desenvolvidas para garantia de
benefícios através de associações em redes de
relações sociais ou outras estruturas sociais
36
CAPITAL FÍSICO-NATURAL
Compreende os estoques de recursos relativos à “natureza da
cidade”, aqui entendida como uma produção histórica na qual
a distinção entre objetos naturais e objetos fabricados tornase impossível (SANTOS, 2002). Trata-se de recursos comuns e
indivisíveis, vinculados à localização residencial, que são
relevantes para a manutenção da segurança e bem-estar das
famílias.
Exemplos: condições locais de acesso, serviços e infraestrutura, qualidade
do ar, características geotécnicas do terreno, ou mesmo a distância de
elementos que possam representar alguma ameaça (indústrias de alta
periculosidade, rios e córregos, barragens, áreas contaminadas, etc.).
PILOTO: Litoral Norte de São Paulo
LITORAL NORTE PAULISTA
Turismo
Segunda residência
Migração
Localização geográfica
Porto São Sebastião
Novos empreendimentos
Landsat (TM)
R(5)G(4)B(3)
2000
Imagem
classificada
Pós-processamento
Áreas ocupadas
inclusivas
Dados de Sensoriamento Remoto
Dados Populacionais
Dados Cartográficos
CAPITAL FINANCEIRO
Indicador
Renda do
Chefe de
Família
Domicílios
próprios
Justificativa
O rendimento dos chefes de família indica a capacidade de
cobertura do orçamento doméstico, bem como a capacidade de
aquisição de bens e serviços (SPOSATI, 1996).
A presença de domicílios próprios indica maior estabilidade, ou
seja, a posse de bens duráveis (CUNHA et al.,2004).
Cálculo
Indicador estratificado,
representado pela porcentagem
de chefes de família: (1) sem
rendimento; (2) com até 2
salários mínimos (SM); (3) com
mais de 2 a 5 SM; (4) com mais
de 5 a 10 SM; (5) com mais de
10 a SM; (6) com mais de 20
SM.
Porcentagem de domicílios
próprios
CAPITAL HUMANO
Indicador
Educação do
chefe de família
Alfabetização
dos filhos
Razão de
dependência
Justificativa
O grau de escolaridade do chefe de família indica as oportunidades de
inclusão e acesso ao mundo do trabalho. Quanto maior o grau de
escolaridade do chefe de família, maiores são as habilidades e o
conhecimento adquiridos. A educação também contribui para as
possibilidades de elevação dos salários em função das perspectivas da
oferta e demanda do mercado de trabalho. (SPOSATI, 1996).
Cálculo
Indicador estratificado, representado
pela porcentagem dos chefes de
família: (1) sem instrução ou com
menos de 1 ano de estudo (AE); (2)
com 1 a 3 AE; (3) com 4 a 7 AE; (4)
com 8 a 10 AE; (5) com 11 a 14 AE
e; (6) com 15 ou mais AE.
Indivíduos que freqüentam a escola, a partir da infância, passam a adquirir Porcentagem de filhos alfabetizados
a sociabilidade no âmbito escolar, a noção de crescimento individual e
com mais de cinco anos
coletivo e a valorização do conhecimento formal (escolar), atributos
necessários para a formação de cidadãos capazes de atuar social,
econômica e politicamente. Filhos alfabetizados indicam sua capacitação
individual para sua inserção no mercado de trabalho, para o seu
desenvolvimento pessoal e profissional, para a continuidade de aquisição
de conhecimentos (IBGE, 2010b).
É uma forma de quantificar a população potencialmente ativa e, portanto, Razão entre: "População 0 a 14
a necessidade de geração de trabalho e renda que permita a essa população anos"+"População 60 ou mais" pelo
suprir a parcela inativa. Valores elevados indicam que a população em
total de "População de 15 a 59 anos"
idade produtiva deve sustentar uma grande proporção de dependentes, o
que significa consideráveis encargos assistenciais para a sociedade
(RIPSA, 2008).
CAPITAL SOCIAL
Indicador
Chefe de
família mulher
sem instrução
Índice de
Isolamento da
Pobreza
Justificativa
Indica uma estrutura familiar complexa, uma vez que as
mulheres ocupam-se de atividades domésticas não
remuneradas indispensáveis para reprodução da força de
trabalho. Essa situação leva a falta de tempo para investir
em sua formação educacional e profissional, que reflete na
questão intergeracional, onde seus filhos teriam piores
resultados no desempenho escolar, limitando suas
possibilidades de sair da pobreza ao se tornarem adultos
(CARLOTO, 2005; HIRATA, 2002).
O isolamento de famílias de baixa renda costuma estar
associado à concentração de uma série de desvantagens,
situação esta que tende a configurar relações de vizinhança
mais fracas, diminuição do capital social das famílias e,
consequentemente de capacidade de resposta frente a uma
perturbação (FEITOSA et al., 2007).
Cálculo
Percentual de domicílios
chefiados por mulheres sem
instrução
Grau de concentração de
famílias com renda de até 4
salários mínimos.
CAPITAL FÍSICO-NATURAL
Indicador
Cobertura de
rede de
abastecimento
de água
Cobertura de
esgotamento
sanitário
Cobertura de
coleta de lixo
Justificativa
O acesso à água tratada é fundamental para a melhoria das
condições de saúde e higiene. Constitui-se como caracterização
básica da qualidade de vida da população, possibilitando o
acompanhamento das políticas públicas de saneamentos básico e
ambiental (IBGE, 2010b).
Cálculo
Percentual de domicílios
particulares permanentes servidos
por rede geral de abastecimento
de água
O acesso ao esgotamento sanitário constitui-se tanto para a
caracterização básica da qualidade de vida da população residente
em um território quanto para o acompanhamento das políticas
públicas de saneamentos básico e ambiental. Caso a cobertura deste
serviço seja baixa, a proliferação de doenças transmissíveis
decorrentes de contaminação ambiental será favorecida (IBGE,
2010b).
O acesso à coleta de lixo domiciliar constitui-se num indicador
adequado de infraestrutura e suas informações são importantes por
constituir um indicador que pode ser associado tanto à saúde da
população quanto à proteção do ambiente, pois resíduos não
coletados ou dispostos em locais inadequados favorecem a
proliferação de vetores de doenças e podem contaminar o solo e os
corpos d’água (IBGE, 2010b).
Percentual de domicílios
particulares permanentes que
dispõem de escoadouro de dejetos
através de ligação do domicílio à
rede coletora
Percentual dos domicílios
particulares permanentes
atendidos por serviço regular de
coleta de lixo domiciliar
CAPITAL FÍSICO-NATURAL
Indicador
Declividade
Forma do
terreno
Proximidade a
rios
Proximidade ao
mar
Risco
tecnológico
Justificativa
A declividade é definida como o ângulo de inclinação (zenital) da superfície do
terreno em relação à horizontal. Possui estreita associação com processos de
transporte gravitacional (escoamento, erosão, deslizamento) (VALERIANO,
2008).
Indiretamente, a geração de movimento de massas pode ser condicionada pela
forma do terreno, que exerce um papel relacionado com processos de migração e
acúmulo de matéria (principalmente água) na superfície. A indicação da forma do
terreno é fornecida através da combinação das classes de curvaturas horizontais
(convergente, planar ou divergente) e verticais (côncavo, retilíneo ou convexo)
(VALERIANO, 2008).
Cálculo
Indicador simples com a declividade
expressa em porcentagem
Indicador simples, apresentando nove
classes de formas do terreno: (1)
convergente-côncava; (2) convergenteretilínea; (3) convergente-convexa; (4)
planar-côncava; (5) planar-retilínea; (6)
planar-convexa; (7) divergente-côncava;
(8) divergente-retilínea; (9) divergenteconvexa.
A proximidade à rede drenagem indica uma potencial exposição de um grupo
Indicador simples, construído a partir de
populacional residente ao perigo de uma enchente e assim aos riscos de
buffers de proximidade à rede de
alagamento dos imóveis, interrupção de transportes e serviços e de doenças de
drenagem: (1) até 30m; (2) até 60m; (3)
veiculação hídrica pelo contato direto com a água que pode estar contaminada
até 90m; (4) até 120m; (5) até 150m; (6)
(ALVES et al., 2009; SOUZA, 2004).
mais de 150m de proximidade.
A proximidade ao mar indica uma potencial exposição de um grupo populacional Indicador simples, construído a partir de
residente ao gradual aumento do nível médio do mar em um contexto de
buffers de proximidade ao mar: (1) até
mudanças climáticas, com evidentes consequências para o equilíbrio das zonas
100m; (2) até 200m; (3) até 300m; (4) de
costeiras, assim como para a manutenção dos seus ecossistemas (NEVES;
até 400m; (5) de até 500m; (6) mais de
MUEHE, 2008).
500m.
Configura-se risco tecnológico associado ao terminal petrolífero TEBAR,
Indicador simples, representado por um
incluindo seu parque de tanques de armazenamento de petróleo e derivados na
buffer de proximidade: (1) 0 a 200m; (2)
área central de São Sebastião. A presença de domicílios, edificações em territórios 200 a 400m; (3) 400 a 600m; (4) 600 a
localizados próximos ao TEBAR indica exposição a explosões, emissões,
800m; (5) 800 a 1000m; (6) mais de
vazamentos e contaminação das águas e solos (SANTOS, 2011a).
1000m
Escalas de Análise
Escala de Ocorrência dos Processos
Escala de Captação de Dados
Escala de Atuação sobre os Determinantes
Slides: Christovam Barcellos,CICT/Fiocruz
Unidades Espaciais de Análise
Requisitos para adoção de
unidades espaciais de análise
Presença nos sistemas de informação
Significado popular-organização político-administrativa
Homogeneidade interna - heterogeneidade externa
Coerência com a escala de análise
Tipos de unidades espaciais
Físico-territoriais
Bacias hidrográfica
Ecossistema
Técnicas
Micro região geográfica (IBGE)
Área de influência de cidades (IBGE)
“Região homogênea” (diversos)
Populares
Bairro
Favela
Tipos de unidades espaciais
Político-administrativas
Estado
Município
Distrito
Família ???
Operacionais
Domicílio (Residência)
Setor Censitário (IBGE)
Distrito de água e esgoto (Ag. Saneamento)
CEP (Correios)
Distrito sanitário (SMS)
Área de adscrição (ambulatório)
UNIDADE ESPACIAL DE ANÁLISE
Espaço Celular
Seu objetivo é integrar informações provenientes
de diferentes fontes, em geometrias distintas
agregando-os em uma mesma base espaçotemporal.
Espaço Celular
Atributos das células
Cômputo do IVSE
Painel dos Capitais
Análises
Caraguatatuba
1º olhar: Superfícies de Vulnerabilidade
São Sebastião
0
IVSE - 2000
Menor
acesso
Capital Social
1
Maior
acesso
Capital
FísicoNatural
Capital
Humano
Capital Financeiro
Capital Social
Capital
FísicoNatural
2º olhar: Perfis de Ativos
Capital
Humano
Capital Financeiro
IVSE
sintético
A
Espaço
celular
Painel de observações
B
CH
CFN
Verificação remota
A
1991
2000
CS
0,87
0,88
CH
0,74
0,74
CF
0,68
0,76
CFN
0,66
0,5
IVSE
0,71
0,69
CF
Perfil de
ativos
CS
CFN
CF
Verificação remota
B
CH
Verificação em campo
Imagem de satélite GeoEye (01/10/2009)
CS
1991
2000
CS
0,91
0,89
CH
0,58
0,64
CF
0,59
0,46
CFN
0,28
0,1
IVSE
0,52
0,41
Foto: Tathiane Anazawa
Verificação em campo
Imagem de satélite GeoEye (01/10/2009)
Perfil de
ativos
Foto: Tathiane Anazawa
Espaço
celular
IVSE
sintético
A
Painel de observações
B
CFN
Verificação remota
A
CH
1991
2000
CS
0,7
0,71
CH
0,34
0,48
CF
0,72
0,77
CFN
0,65
0,75
IVSE
0,6
0,55
CF
Perfil de
ativos
CS
CFN
CF
Verificação remota
B
CH
Verificação em campo
Imagem de satélite GeoEye (01/10/2009)
CS
1991
2000
CS
0,7
0,72
CH
0,34
0,48
CF
0,72
0,77
CFN
0,47
0,55
IVSE
0,54
0,48
Foto: Tathiane Anazawa
Verificação em campo
Imagem de satélite GeoEye (01/10/2009)
Perfil de
ativos
Foto: Tathiane Anazawa
Nossa abordagem procura construir uma
representação multifacetada da
vulnerabilidade a partir de uma
caracterização estendida dos perfis de
ativos das famílias (MOSER, 1998;
KAZTMAN, 2000), que incorpora uma
dimensão territorial explícita e uma
dimensão relacional.
Acreditamos que a abordagem
conceitual e metodológica
apresentada tem sua relevância na
promoção do debate necessário
para uma compreensão mais
integrada das dinâmicas de
vulnerabilidade, compreendendo
seus diferenciais e suas trajetórias
nos territórios das cidades.
Esperamos com esta linha de trabalho
ampliar nossa capacidade de superar
as limitações apresentadas pelo uso
único de mapas sínteses e medidas
integradoras, proporcionando novas
perspectivas de leituras, embora mais
complexas, aos estudos de
vulnerabilidade de base empírica.
Muito Obrigado !!!
CÂMARA, G. ; MONTEIRO, Antônio Miguel V.; RAMOS, F. ; SPOSATI, Aldaiza ; KOGA,
D.
Mapping Social Exclusion/Inclusion in Developing Countries: Social
Dynamics of São Paulo in the 90's. In: Michael Goodchild; Dan Janelle. (Org.).
Spatially Integrated Social Science: Examples in Best Practice. 1 ed. New York: Oxford
University Press, 2004, v. 1, p. 223-237.
CÂMARA, G. ; MONTEIRO, Antônio Miguel V.; SPOSATI, Aldaiza ; RAMOS, F. ; KOGA,
D.; AGUIAR Ana Paula D. Territórios Digitais: As Novas fronteiras do Brasil.
Parcerias Estartégicas, n.20 (pt. 2), Jun 2005 , p. 709-726.
No que diz respeito à dimensão espacial,
não buscamos apenas descrever a presença
de diferenciais socioeconômicos no espaço
(entre grupos, atividades etc.), mas
defender a existência de uma dimensão
verdadeiramente espacial nas condições de
vida.
Políticas públicas, pobreza urbana e segregação residencial
Haroldo da Gama Torres, Eduardo César Marques e Renata Mirandola Bichir.
Capítulo 8. Novas Metrópoles Paulistas: População, Vulnerabilidade e Segregação. José
Marcos Pinto da Cunha ( Org.), NEPO, 2006
Download

Miguel_Flavia&Tathi_OFICINA_INPE_19_03_2012