Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal
Hospital Regional da Asa Sul
Residência Médica em Infectologia Pediátrica
II Curso de Antimicrobianos do
Hospital Regional da Asa Sul
JEFFERSON A. P. PINHEIRO
Supervisor da Residência Médica em Infectologia Pediátrica
Médico Assistente da Enfermaria de DIP do HRAS
www.paulomargotto.com.br – 18/5/2009
Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal
Hospital Regional da Asa Sul
Residência Médica em Infectologia Pediátrica
Inibidores de
β-Lactamases
JEFFERSON A. P. PINHEIRO
Supervisor da Residência Médica em Infectologia Pediátrica
Médico Assistente da Enfermaria de DIP do HRAS
Considerações Gerais

Β- Lactamases
Grupo de enzimas capazes de hidrolisar o anel βlactâmico de penicilinas, cefalosporinas e monobactâmicos.
Considerações Gerais

Inibidores de Β- Lactamases
Atuam como substrato suicida se ligando as enzimas
inativando-as.
Bactéria
s
Antibiótico
B-lactamases
Considerações Gerais

Β- Lactamases
Adaptado de Madigan et al., Brock Biology of Microorganisms, 2003.
Caso Clínico
Criança, 3 anos de idade, proveniente de Águas Lindas de Goiás,
região pobre e de pouca infraestrutura médica, deu entrada no PSI
com história de febre aferida de 38 ºC há 4 dias, vômito há 1 dia e
otalgia à direita. Ao exame clínico foi evidenciado membrana timpânica
com hiperemia e opacidade à direita. O médico assistente iniciou
terapêutica para OMA com amoxicilina na dose de 90mg/kg/dia e
orientou retorno caso a febre persistisse por 72 horas. No 3º dia de
antibioticoterapia a mãe retorna ao PSI relatando persistência da
febre e da otalgia, sendo atendida por outro médico que prescreveu
cefalexina na dose de 50mg/kg/dia por 10 dias. Em 48 horas, criança
procurou atendimento em hospital privado com quadro de saída de
secreção purulenta, proptose auricular e hiperemia discreta. Foi
internado e iniciado terapêutica com amoxicilina e clavulanato
endovenosa na dose de 50mg/kg/dia de 8/8horas com melhora do
quadro.
Discussão Clínica

Diagnóstico

Tratamento inicial

Tratamento final
 Febre (38 ºC) / vômitos / otalgia
 Amoxicilina 90 mg/Kg/dia
 Cefalexina 50 mg/kg/dia
 Amoxicilina / clavulanato 50 mg/Kg/dia
Discussão Clínica

Diagnóstico
 Febre (38 ºC) / vômitos/ otalgia
 Proptose auricular e hiperemia discreta
Inibidores da
β-Lactamase
Amoxicilina / Clavulanato

Amoxicilina (Clavulin®): 1970
 Uso oral e endovenoso. Com ação contra gram-positivos e
negativos.
 Biodisponibilidade acima de 90%; indicada em infecções por H.
influenzae, M. catarralis dentre outros.
 Produz níveis séricos elevados por 8h podendo chegar a 12h.
Eliminação renal e bile. Não sofre interferência dos alimentos
 Dose: 50 a 100 mg/Kg/dia em intervalos de 8 a 12 horas
 Trifamox-IBL  amoxicilina / sulbactan
Ampicilina / Sulbactan

Ampicilina (Unasyn®): 1960
 Uso oral (sultamicilina) e endovenoso. Com ação contra grampositivos e negativos.
 Eliminação renal e bile. Pequena metabolização hepática.
 Indicação: infecções por enterococo, meningoencefalite por
listeria e estreptococos do grupo B
 Dose: 100 a 400 mg/Kg/dia em intervalos de 6 horas
Piperacilina / Tazobactan

Piperacilina (Tazocin®): : 1976
 Uso endovenoso. Com ação contra gram-negativos (Serratia,
Pseudomonas, Acinetobacter, Klebsiella, Enterobacter, Proteus
e anaeróbios.
 Indicada em infecções por germes produtores de ESBL
 Produz níveis séricos elevados por 8h a 12h. Eliminação
principalmente biliar. Não sofre interferência dos alimentos
 Dose: 200 a 300 mg/Kg/dia em intervalos de 4 a 6 horas
Caso Clínico
Criança de 2 anos de idade foi agredida na creche por
outra criança maior. Sofreu duas mordidas no braço com
laceração de aproximadamente 0,5 a 1cm. Dois dias após iniciou
no local da mordida, hiperemia, edema com disseminação para
vasos linfáticos do braço e febre aferida de 38,5. Foi iniciado
amoxicilina e clavulanato evoluindo com melhora após 72h.
Discussão Clínica

Tratamento

Diagnósticos

Resposta terapêutica
 Amoxicilina / Clavulanato
“É possível que nos próximos anos uma combinação de antibióticos
com diferentes espectros proverão um crivo terapêutico, do qual
cada vez menos bactérias escaparão”.
Alexander Fleming (1946)
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Jefferson A. P. Pinheiro