A INFLUÊNCIA DA INFESTAÇÃO DO
MEXILHÃO DOURADO NA OPERAÇÃO DE
BOMBAS ELEVATÓRIAS
Carlos Barreira Martinez
Márcio Figueiredo de Resende
Cláudia Gonçalves Marques Simeão
Universidade Federal de Minas Gerais - Brasil
O Mexilhão Dourado (Limnoperna fortunei):
 Espécie de molusco, nativa do Sudeste Asiático;
 Primeira ocorrência na América do Sul em 1991
(DARRIGRAN, 1993):
• Bacia do rio da Prata;
• Trazida na água de lastro de grandes embarcações;
• Tem se reproduzido e disseminado aceleradamente.
O Mexilhão Dourado (Limnoperna fortunei):
 Ampla resistência à variedade de fatores ambientais;
 Rápida maturação sexual, ciclo reprodutivo relativamente
rápido e forte capacidade de dispersão;
 Indivíduos crescem lado a lado ou uns sobre os outros,
formando camadas;
 Densidades que chegam a superar
100.000 hab/m².
Mexilhões sobre vegetação
submersa
Autor: Rodrigo De Filippo
Detalhe de colônia de
mexilhões extraída de
tubulação
Fonte: Arquivo FURNAS
Detalhe de colônia de
mexilhões
Fonte: Diário Popular - RS
O efeito de macrofouling:
Não se dispõe de valores de referência na bibliografia
especializada para essa condição de operação
Até o momento a arma principal encontrada contra o
Mexilhão Dourado ainda é a prevenção
Necessidade de obtenção de dados e
valores de referência para as perdas
carga em tubulações infestadas pelo
Limnoperna fortunei
O problema:
Instalações mais afetadas são de pequeno porte, em
pequenas cidades e comunidades, com grandes variações de
N.A. na sucção;
Elevada mortandade dos indivíduos e entupimentos nas
tubulações, elevando custos de manutenção e aumentando
riscos de disseminação da espécie;
Elevação do custo de bombeamento;
Parada de bombas devido a perda de escorva;
Redução da eficiência dos sistemas de abastecimento;
Questão recente e ainda sem solução.
Macrofouling em adutora de ferro fundido
Fonte: CORSAN – Barra do Ribeiro - RS
Macrofouling
Macrofouling em adutora de f.ºf.º
Fonte: CORSAN. Barra do Ribeiro - RS
Macrofouling
Macrofouling em adutora de f.ºf.º
Fonte: CORSAN. Barra do Ribeiro - RS
Contabilização da perda de carga (RESENDE, 2007)
100
Legenda
1,0 i/cm²
2"
Perda de Carga Unitária - J (m/m)
10
21/2"
3"
4"
1
0,5 i/cm²
2"
21/2"
0,1
3"
4"
0 i/cm²
2"
0,01
21/2"
3"
0,001
0
5
10
15
Vazão - Q (L/s)
20
25
30
4"
Contabilização da perda de carga (RESENDE, 2007)
Fator de Atrito (f)
1
DN 2"
DN 2½"
DN 3"
DN 4"
0,1
f = 0,0058e3,36.i
2
R = 0,87
0,01
0,001
0
0,5
Densidade de Infestação (i/cm²)
1
Avaliação da influência no sistema de adução de turbo-bombas
Estudo de caso
470,0
70m
397,0
Moto-bomba
2m
5m
Lrecalque = 550m
Lequiv. Suc = 30m
DN rec = 100mm
DN suc = 125mm
N = 890 rpm
Q = 20 L/s
Avaliação da influência no sistema de adução de turbo-bombas
Estudo de caso
160
140
f=0,007
f=0,015
120
f=0,03
f=0,050
100
f=0,075
80
f=0,12
curva da
bomba
Vazão (m³/s)
0,022
0,020
0,018
0,016
0,014
0,012
0,010
0,008
0,006
0,004
0,002
60
0,000
Altura Manométrica (m)
Legenda
Avaliação da influência no sistema de adução de turbo-bombas
10
Estudo de caso
8. f .Q 2 .L
h  2
[m ca]
 .g.D5
s
H
atm

 Pv  hsuc  h
*
atm

10 x 0,0012 x altitude local (m);
4
h
*
ns 

1,2 * ns 3
3
10
n*Q
H man
1
2
3
4
* H man
0,25 ind/cm²
(f=0,015)
8
Altura de Sucção (m)
H H
0 ind/cm²
(f=0,07)
0,4 ind/cm²
(f=0,03)
6
0,5 ind/cm²
(f=0,05)
4
0,7 ind/cm²
(f=0,075)
1,0 ind/cm²
(f=0,12)
2
0
5
10
15
Vazão (L/s)
20
25
Conclusões
Na medida em que aumenta a infestação, ocorre queda acentuada na
vazão e também da possibilidade de cavitação, no entanto:
 É necessário monitorar e desobstruir a sucção das bombas
 Altura de sucção poderá aumentar até o ponto de provocar
cavitação
 Poderá ocorrer interrupção por perda de escorva
 No caso estudado, ocorrerá cavitação para N.A.<397,0 em
infestações inferiores a 1,0 ind./cm²
Perda de carga aumenta progressivamente, em níveis muitos superiores
àqueles para os quais os sistemas de bombeamento são usualmente
projetados
Assunto ainda pouco explorado, necessita de continuidade nos estudos.
IINFLUÊNCIA DA INFESTAÇÃO DO MEXILHÃO DOURADO
NA OPERAÇÃO DE BOMBAS ELEVATÓRIAS
Carlos Barreira Martinez : martinez@cce.ufmg.br
Márcio Figueiredo de Resende : mresende@golder.com.br
Cláudia Gonçalves Marques Simeão : cgmsimeao@gmail.com
Agradecimentos :