Paulo Pimentel
[email protected]
Oral Medicine Secrets, Sonis, ST, et al, ed. Hanley & Belfus, 2003
A intenção deste material não é esgotar o assunto “Protocolos de
Atendimento”, mas apenas dar subsídios iniciais e fomentar uma atitude mais
embasada por parte dos profissionais da rede.
Pedimos que críticas ao material disponibilizado sejam feitas e também
sugestões de protocolos mais recentes e preferencialmente ratificados por autores
brasileiros, o que daria um caráter mais local e adaptado às nossas realidades.
ENDOCRINOPATIAS
ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO AO
PACIENTE PORTADOR DE ENFERMIDADES
ENDÓCRINAS
Questionário de Saúde EMRRH
Abraham-Inpijn et al, 2008
DIABETES MELITUS
DESORDEM METABÓLICA CRÔNICA CARACTERIZADA PELA PERDA RELATIVA
OU ABSOLUTA DE INSULINA, QUE RESULTA EM ELEVADOS NÍVEIS DE
GLICOSE NO SANGUE E PRODUZ DISTÚRBIOS NO METABOLISMO DE
LIPÍDIOS E PROTEÍNAS.
EPIDEMIOLOGIA
2-4% DA POPULAÇÃO GERAL
• 6ª causa de morte nos EUA
• FDI - mais de 300 milhões de pessoas no mundo
com pré-diabetes
• 2010 – 220 milhões com diabetes
EPIDEMIOLOGIA
• Entre 25-44 anos -17/1000
• Acima de 65 – 79/1000
• ↑ expectativa de vida – 10% pacientes odontológicos
SINTOMAS
POLIDIPSIA
POLIÚRIA
POLIFAGIA
ALTERAÇÕES VISUAIS
SEDE / BOCA SECA
CEFALÉIA
IRRITABILIDADE
UMIDADE NO LEITO
• PARESTESIA
• ENURESE NOTURNA
• ALTERAÇÕES VISUAIS
• PERDA OU GANHO DE PESO
• HIPOESTESIA DOLOROSA
• HIPOTENSÃO POSTURAL
TIPO I
INSULINO-DEPENDENTE
(Antigo-DMID)
(DIABETE
INFANTO JUVENIL)
INICIA-SE ANTES DOS 25 ANOS, LIGADA A FATORES
AUTOIMUNES e HEREDITÁRIOS.
5 a 10% DOS CASOS
TIPO II
NÃO INSULINO-DEPENDENTE
(DMNID)
(DIABETE
DA MATURIDADE)
• GERALMENTE APÓS 40 ANOS
• CONTROLADOS COM DIETAS E/OU HIPOGLICEMIANTES
ORAIS (SULFONILURÉIAS; BIGUANIDAS).
• LIGADA A OBESIDADE E HIPERTENSÃO.
• FATORES GENÉTICOS.
• 90 a 95% DOS CASOS.
TIPO GESTACIONAL
AUMENTA O RISCO DE DESENVOLVIMENTO DE DM
CRITÉRIO DIAGNÓSTICO
Glicemia de jejum
NORMAL - abaixo de 100mg/dl.
Entre 100 e 125mg/dl - pré-diabetes.
Acima de 126mg/dl = portadora de diabetes.
www.diabete.com.br
CRITÉRIO DIAGNÓSTICO
Teste oral de tolerância à glicose (TOTG)
NORMAL - abaixo de 140mg/dl.
Entre 140 e 200mg/dl = pré-diabético.
Maior que 200mg/dl = diabetes mellitus.
(*) podem ser realizados os dois exames ou o exame com resultado
alterado deve ser repetido pelo menos mais uma vez.
Glicosúria
www.diabete.com.br
PRÉ-DIABETES

a cada 100 pessoas com pré-diabetes, 11
podem desenvolver a doença a cada ano, se
não forem tomadas medidas preventivas.
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COMPLICAÇÕES SISTÊMICAS
CRÔNICAS
. NEFROPATIA
. RETINOPATIA
. NEUROPATIA
. DOENÇA MICROVASCULAR
. NEUTROPATIA
. PERIODONTITE
MANIFESTAÇÕES BUCAIS
.
DOENÇA PERIODONTAL
. XEROSTOMIA
. HIPOSALIVAÇÃO
. ARDÊNCIA BUCAL
. DISTURBIOS DA GUSTAÇÃO
. ULCERAÇÕES NA MUCOSA BUCAL
. HIPOCALCIFICAÇÃO DO ESMALTE
. HÁLITO CETÔNICO
. LIQUEN PLANO
. INFECÇÕES E DIFICULDADE DE CICATRIZAÇÃO
. NEUROPATIAS
DOENÇA PERIODONTAL
LÍQUIDO CREVICULAR
AUMENTO CITOCINAS
PRÓ-INFLAMATÓRIAS
> PG E2
> IL -1β
MANIFESTAÇÕES BUCAIS
Efeito da terapia periodontal no controle
glicêmico e marcadores inflamatórios

Após terapia periodontal observaram redução
dos problemas periodontais associado a
diminuição de marcadores inflamatórios (IL,
interferon) e glicêmicos(HbA1c)
O'Connell et al, 2008
PAPEL DO DENTISTA

RECONHECER SINAIS DA
DOENÇA

TRATAR CONDIÇÕES
BUCAIS

TRABALHAR EM
MULTIDISCIPLINARIDADE
TRATAMENTO ODONTOLÓGICO
 COLABORAR PARA DIAGNÓSTICO
 TRATAMENTO DENTÁRIO ADEQUADO
 AVERIGUAR TIPO E GRAU DA DOENÇA
 PREVENÇÃO COMPLICAÇÕES MÉDICAS ( CHOQUE HIPO E
HIPERGLICÊMICO, EPISÓDIOS CARDIOVASCULARES AGUDOS)
 TRATAMENTO EMERGÊNCIAS MÉDICAS
CUIDADOS ESPECIAIS
 SUSPENSÃO USO NICOTINA
 CONSULTA PELA MANHÃ (> GLICOSE, < INSULINA)
 TRANQUILIZANTE OU SEDAÇÃO COMPLEMENTAR
 MANTER DIETA NORMAL ANTES DO TRATAMENTO
 MONITORAR SINAIS VITAIS
CUIDADOS ESPECIAIS
• SE CONSULTA DEMORAR, INTERROMPER PARA REFEIÇÃO LEVE
• REDUZIR AO MÍNIMO A POSSIBILIDADE DE INFECÇÃO
• DIETA PÓS OPERATÓRIA DEVE SER AVALIADA
• DIFICULDADE ALIMENTAÇÃO = REDUÇÃO HIPOGLICEMIANTE
• CUIDADOS ESPECIAIS COM AS DOENÇAS PERIODONTAIS
• REDUÇÃO VASOCONSTRICTOR ADRENÉRGICO – QUEBRA GLICOGÊNIO
• AVALIAR PRILOCAÍNA COM FELIPRESSINA
INFECÇÕES
 PURULENTAS: CULTURA E TESTE DE SENSIBILIDADE SE POSSÍVEL
 PRESCRIÇÃO AMOXACILINA ATÉ SAIR RESULTADO
 ESTREITO ACOMPANHAMENTO
 ANTIBIÓTICO PROFILÁTICO – MÉDIO E ALTO RISCO
IMPLANTES ?
- CONTRA INDICADOS EM PACIENTES TIPO I E DESCOMPENSADOS TIPO II.
SÍNTESE DE COLÁGENO PREJUDICADA.
- IMPASSE PARA COMPENSADOS TIPO II.
PROBLEMAS NA FORMAÇÃO E REMODELAÇÃO DA INTERFACE.
Lauda, Silveira e Guimarães (1998)
RISCOS
1.PEQUENO RISCO

REGIME ESTÁVEL, BOM CONTROLE
METABÓLICO, AUSÊNCIA DE CETOACIDOSE OU
HIPOGLICEMIA, SEM COMPLICAÇÃO
PROVOCADA PELA DIABETE, GLICEMIA MENOR
QUE 200 mg/dl E GLICOSÚRIA MÍNIMA (DE
TRAÇOS A 1+).
2. MÉDIO RISCO

REGIME ESTÁVEL, RAZOÁVEL CONTROLE
METABÓLICO, SEM HISTÓRIA RECENTE DE
CETOACIDOSE OU HIPOGLICEMIA, POUCAS
COMPLICAÇÃO PROVOCADA PELA DIABETE,
SEM CETONAS E GLICEMIA MENOR QUE 250
mg/dl E GLICOSÚRIA MÉDIA (0 A 3+).
(*) avaliar a presença de complicações da DM
- HAS
- D. cardíaca congestiva
- IAM
- Angina
- Insuficiência renal
3. GRANDE RISCO

CONTROLE METABÓLICO DEFICIENTE,
SINTOMAS, CETOACIDOSE E HIPOGLICEMIA
FREQUENTES, VÁRIAS COMPLICAÇÕES
PROVOCADAS PELA DIABETE, GLICEMIA MAIOR
QUE 250 mg/dl E GLICOSÚRIA ALTA (4+) E/OU
CETONÚRIA
CONDUTAS
1. PACIENTE DE PEQUENO RISCO
 PROCEDIMENTOS CLÍNICOS NÃO CIRÚRGICOS:
- PODE SER REALIZADO, TOMADAS AS PRECAUÇÕES DEVIDAS
 PROCEDIMENTOS CLÍNICOS CIRÚRGICOS:
– PROTOCOLO REDUÇÃO ESTRESSE - PRE
ACRESCIDOS DE SEDAÇÃO AUXILIAR E ADEQUAÇÃO DA DOSE
INSULINA / HIPOGLICEMIANTE (PELO MÉDICO)
2. PACIENTE DE RISCO MODERADO
 PROCEDIMENTOS CLÍNICOS NÃO CIRÚRGICOS:
– POSSÍVEL USO DE SEDAÇÃO AUXILIAR
 PROCEDIMENTOS CLÍNICOS CIRÚRGICOS DE MENOR COMPLEXIDADE:
– ADEQUAÇÃO DA DOSE DE INSULINA PELO MÉDICO
 PROCEDIMENTOS CLÍNICOS CIRÚRGICOS DE MAIOR COMPLEXIDADE:
– AJUSTE DA INSULINA E A POSSIBILIDADE DE INTERNAÇÃO.
AJUSTE INSULINA
• 201 – 240 mg%, - 4 UNIDADES DE
INSULINA REGULAR VIA INTRADÉRMICA
• 241 – 400 mg%, - 8 ou 10 UNIDADES DE
INSULINA REGULAR VIA INTRADÊRMICA
PACIENTE DE ALTO RISCO
<= 45 mg/dl ou >= 400 mg/dl
ADIAR O TRATAMENTO ATÉ QUE AS CONDIÇÕES METABÓLICAS SE EQUILIBREM
 CONTROLE ENÉRGICO DAS INFECÇÕES BUCAIS.
 AVALIAR CUSTO BENEFÍCIO EM SITUAÇÕES AGUDAS
 TIPO 1 – MAIS SUSCETÍVEL A CETOACIDOSE
 INDICAÇÃO ATENDIMENTO HOSPITALAR
HIPOGLICEMIA
(GLICOSE ABAIXO DE 70 mg/dl – teste rápido
ou 45 mg/dl glic/jejum)
SINAIS
Fome, fraqueza, bradicardia, dormência ou sensações
alteradas
Confusão, mudança humor
Sudorese, palidez
Desorientação
“ É PREFERÍVEL DIMINUIR DOSE DE INSULINA PELA
MANHÃ DO QUE CORRER O RISCO DE UMA
HIPOGLICEMIA”
SILVERMAN
TRATAMENTO EMERGENCIAL

ADMINISTRAR SOLUÇÃO CONTENDO GLICOSE

SE HOUVER PERDA DE CONSCIÊNCIA 2cc GLICOSE A
20% IV
→ SEGUIR PARA EMERGÊNCIA
HIPERGLICEMIA
GLICOSE – acima de 400 mg/dL
ENCAMINHAR PARA MÉDICO
SINAIS E SINTOMAS DE ACIDOSE METABÓLICA
CETOACIDOSE DIABÉTICA
TAQUICARDIA, HIPOTENSÃO, NÁUSEA, VÔMITO, DOR
ABDOMINAL, RESPIRAÇÃO DE KUSSMAUL – CHOQUE – COMA.
CONDUTA (LITTLE)
TESTE RÁPIDO <70 e > 200 mg/dL
Se associado a outras complicações da DM:
insuf. Renal, IAM, ICC, angina, disritmia, DCV
OU, idade avançada
E, PA > 180/110 ou MET <4
EVITAR PROCEDIMENTOS ODONTOLÓGICOS
REFERENCIAR PARA AVALIAÇÃO MÉDICA
Se sintomático - imediata
TRATAMENTO ODONTOLÓGICO, SE NECESSÁRIO, SÓ HOSPITALAR
INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA
Doxiciclina e oxitetraciclina aumentam efeito
antiglicemiante da insulina regular
RECOMENDAÇÃO:
usar outro antibiótico ou
aumentar consumo de
carbohidratos
INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA
Aspirina
Aumenta efeito hipoglicemiante de
Sulfoniluréias, gliburida, clorpropamida, acetohexamida
RECOMENDAÇÃO:
usar outro analgésico
REAÇÕES ADVERSAS
INSULINA – reação insulínica
ANTIGLICEMIANTES – raramente anemia
aplástica
ANESTESIA GERAL – evitar em pacientes de
alto risco
APNÉIA DO SONO
Aumenta risco de HAS, D. cerebrovascular, arritimia, IAM
e DIABETES
RECOMENDAÇÃO:
Avaliar fatores locais e
sistêmicos História de ronco
Estudo PSG se houver suspeita
DISTÚRBIOS DAS
GLÂNDULAS
ADRENAIS
DOENÇA DE
ADDISON
HIPOFUNÇÃO ADRENAL PRIMÁRIA
ENDOCRINOPATIA POTENCIALMENTE FATAL, DECORRENTE DA
DESTRUIÇÃO DO CÓRTEX ADRENAL QUE LEVA À REDUÇÃO DOS
NÍVEIS DE CORTISOL E CONSEQUENTE AUMENTO DO
HORMÔNIO ADRENOCORTICOTRÓFICO (ACTH) CIRCULANTE.

EPIDEMIOLOGIA
1/100.000 pessoas
HIPOFUNÇÃO ADRENAL PRIMÁRIA
ORIGEM DA AGRESSÃO AO CÓRTEX-ADRENAL
AUTO-IMUNE
INFECÇÕES FÚNGICAS - histoplasmose, paracoccidioidomicose
BACTERIANAS - sífilis, tuberculose
VIRAIS - Síndrome da Imunodeficiência Adquirida - SIDA, CMV
Paracoccidioidomicose, tuberculose (75% no Brasil)
HIPOFUNÇÃO ADRENAL SECUNDÁRIA
ADMINISTRAÇÃO DE
CORTICOSTERÓIDES
EXTERNOS
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS
FRAQUEZA
CANSAÇO
AVIDEZ POR SAL
IRRITABILIDADE – CRISE ADDISONIANA
DEPRESSÃO
TONTURAS
DOENÇA DE ADDISON
PERDA DE PESO
DORES ARTICULARES, MUSCULARES
DIARRÉIA
HIPOTENSÃO ARTERIAL
HIPOGLICEMIA EM JEJUM
HIPERKALEMIA
HIPERPIGMENTAÇÃO CUTÁNEOMUCOSA (aumento do ACTH –
estímulo melanócitos)
NECESSIDADE DIÁRIA DE
CORTICÓIDES
CONDIÇÕES NORMAIS
≈ 10-20 mg/dia (prednisona)
STRESS SEVERO
≈ 60 mg/dia

EQUILÍBRIO DO TÔNUS CARDIOVASCULAR

RESPOSTA A STRESS – AUMENTO DO TÔNUS

EQUILÍBRIO CARBOHIDRATOS, HÍDRICO

FUNÇÃO MUSCULAR
INSUFICIÊNCIA CORTICÓIDE AGUDA
FRAQUEZA EXTREMA
CEFALÉIA
DESIDRATAÇÃO
SEM DIAGNÓSTICO
HIPOTENSÃO, FEBRE, COMPROMETIMENTO MENTAL
COLAPSO CARDIOVASCULAR
PODE LEVAR A MORTE
MANIFESTAÇÕES BUCAIS
PIGMENTAÇÃO MACULAR MARROM DIFUSA DA MUCOSA BUCAL
TRATAMENTO
- REPOSIÇÃO DE GLICOCORTICÓIDE (CORTISONA OU PREDNISONA)
CONDUTA CLÍNICA ODONTOLÓGICA
INSUFICIÊNCIA SECUNDÁRIA
-
TRATAMENTO DE ROTINA – EM GERAL NÃO NECESSITAM DE SUPLEMENTAÇÃO
-
ANSIOSOS – AVALIAR SEDAÇÃO E SUPLEMENTAÇÃO CORTICÓIDE
-
CONSULTAS MATUTINAS E CURTAS
ANESTESIA GERAL
-
NECESSIDADE DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR
SÍNDROME DE
CUSHING
SINÔNIMOS:


HIPERCORTISOLISMO
HIPERADRENOCORTICISMO
DEFINIÇÃO
CONDIÇÃO ONDE HÁ EXPOSIÇÃO A NÍVEIS AUMENTADOS DE CORTICÓIDE
POR UM LONGO PERÍODO
(*) WIKIPEDIA: DOENÇA DE CUSHING (TUMOR PITUITÁRIO)
TIPOS
AUMENTO FONTE EXÓGENA
TRATAMENTO COM CORTICOSTERÓIDES – e.g. DOENÇAS AUTO-IMUNES E
TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS.
AUMENTO FONTE ENDÓGENA
GERALMENTE - TUMOR CORTICOADRENAL FUNCIONAL OU UM TUMOR
PITUITÁRIO SECRETOR DA ACTH.
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS
- FACE DE LUA
- OBESIDADE DO TRONCO
- ENFRAQUECIMENTO MUSCULAR
- HAS
- “CORCOVA DE BÚFALO”
- OSTEOPOROSE
- DIABETE MELITO
- RETARDO NA CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS
- DEPRESSÃO
HIRSUTISMO
TRATAMENTO
-
ADRENALECTOMIA UNILATERAL OU BILATERAL
(USO PERMANENTE DE ESTERÓIDES)
- CIRURGIA NA HIPÓFISE
- TRATAMENTO MEDICAMENTOSO
CONDUTA ODONTOLÓGICA
SUSCEPTIBILIDADE A CRISE ADRENAL – EVITAR ESTRESSE AO PACIENTE
CONDUTA PARA PACIENTES EM
TERAPIA COM ESTERÓIDES
TERAPIA ANTIINFLAMATÓRIA – ARTRITE, GOTA...
DOENÇAS DO CONJUNTIVO – LES, AR, SJOGREN...
DOENÇAS RESPIRATÓRIAS – DOPC, ASMA
IMUNOREGULAÇÃO - TRANSPLANTADOS
OUTRAS – SÍNDROME NEFRÓTICA, ADDISON, AUTOIMUNES,
DERMATOLÓGICO...
CONDUTA PARA PACIENTES EM
TERAPIA COM ESTERÓIDES
NÃO NECESSITAM SUPLEMENTAÇÃO
- ESTERÓIDES EM DIAS ALTERNADOS (DOENÇAS SEM RELAÇÃO COM
ADRENAIS)
- USO BAIXAS DOSES SEM RELAÇÃO COM PROBLEMA ADRENAL
(Predn.<15mg/dia)
- ESTERÓIDES INALATÓRIOS
- MAIS DE 2 SEMANAS SEM CORTICÓIDE (APÓS TRATAMENTO EPISÓDICO)
CONDUTA PARA PACIENTES EM
TERAPIA COM ESTERÓIDES
NECESSITAM SUPLEMENTAÇÃO
- INSUFICIÊNCIA ADRENAL CONHECIDA (usuários crônicos
e.g. 10mg/dia)
- PACIENTE EM USO CRÔNICO (dose > 15mg predn./dia)
- USO EPISÓDICO (> 15mg, há menos de 2 semanas)
DÚVIDA ???
TESTE ESTIMULAÇÃO CORTROSYN (ACTH SINTÉTICO)
ESTÍMULO A PRODUÇÃO CORTICÓIDE:
AVALIA CAPACIDADE DE RESPONDER AO STRESS
SUPLEMENTAÇÃO DE ESTERÓIDES
ESQUEMAS
Procedimentos menos estressantes
30-40mg prednisona/dia evento
ANESTESIA GERAL em CTBMF
- NO DIA DA CIRURGIA: 60 mg;
- NO SEGUNDO DIA: 10-20 mg;
- NO TERCEIRO DIA: SUSPENDER.
CONTROLE MICROBIANO
PROFILAXIA ANTIBIÓTICA
-
TEMPO DE USO DO CORTICÓIDE / IMUNOSSUPRESSÃO
AVALIAR GRAU DE INFLAMAÇÃO TECIDUAL
EXTENSÃO ATO CIRÚRGICO
HISTÓRICO
ESQUEMA
Sugestão - amoxacilina 875 mg / 2x dia / por até 5 dias
(*) SE NECESSÁRIO TERAPIA ANTIFÚNGICA
GLÂNDULA
TIREÓIDE
FUNÇÃO

Acumula o iodo - produção de hormônios
tireoideanos - T3 e T4.

Atividades fundamentais:

regulação do metabolismo (funções cardíacas,
gastrintestinais e neurológicas),

reprodução

crescimento celular.
DISFUNÇÃO
 2º
problema endócrino mais comum
 1%
pacientes odontológicos
HIPERTIREOIDISMO
HIPERTIREOIDISMO
- PRODUÇÃO EXCESSIVA DO HORMÔNIO TIROXINA (T4) E
HORMÔNIO TRIIDOTIRONINA (T3).
- 10 / 1 – FEM/MASC
- 2% MULHERES NO MUNDO
- DOENÇA DE GRAVES (IMUNOLÓGICA, <40) – MAIOR CAUSA
HIPERTIREOIDISMO
SINAIS E SINTOMAS
- INTOLERÂNCIA AO CALOR
- NERVOSISMO
- TREMORES
- SUDORESE EXCESSIVA
- FRAQUEZA MUSCULAR
- DIARRÉIA
- AUMENTO DE APETITE
- PERDA DE PESO
- AMENORRÉIA
ACHADOS
ADENOMA
EXOFTALMIA
BÓCIO
TRATAMENTO
- REMOÇÃO CIRÚRGICA DE UMA PORÇÃO DA GLÂNDULA
- IODO RADIOATIVO – ALTERAÇÕES NO PALADAR, EXCESSO DE
SALIVAÇÃO E AUMENTO DAS GLÂNDULAS PARÓTIDA E
SUBMANDIBULAR.
- PROPRANOLOL – TRATAMENTO SINTOMÁTICO
- PROPILTIOURACIL E METIMAZOL – TERAPIA ANTITIREÓIDEA
(*) pode gerar leucopenia
TRATAMENTO ODONTOLÓGICO
- SENSIBILIDADE A VASOCONTRICTORES COM EPINEFRINA
(ANESTÉSICOS E FIOS RETRATORES GENGIVAIS).
- CRISE TIROTÓXICA (GRAVE) – ASSOC.BÓCIO, PULSO CHEIO
(*) CLÍNICA: PRECIPITADA POR INFECÇÕES E TRAUMAS – INQUIETAÇÃO
EXTREMA, NÁUSEA, VÔMITO, DOR ABDOMINAL, COMA E HIPOTENSÃO
GRAVE.
HIP0TIREOIDISMO
Quantidade de hormônio abaixo dos níveis
considerados normais.
Cerca de 5 milhões de brasileiros tem
hipotireoidismo, a grande maioria ainda não
diagnosticada.
A incidência é quatro vezes maior nas
mulheres e aumenta com a idade,
principalmente após os 35 anos.
SINAIS E SINTOMAS
INICIAIS

Cansaço;
Fadiga;
Intolerância ao frio;
Aumento de peso;
Depressão; Pele ressecada;
Cabelos ressecados; Unhas quebradiças;
Constipação intestinal (prisão de ventre);
Anemia; Perda de apetite;
Menstruação irregular ou ausente;
Tornozelos e rosto inchados;
Colesterol elevado; Rouquidão
CASOS SEVEROS




LETARGIA
MIXEDEMA
COMA
CAUSAS

Mais comum - doença de Hashimoto (Autoimune)
OUTRAS

Cirurgia da tireóide

Tratam. de hipertireoidismo com iodo radioativo.

Ausência ou mau funcionamento congênito

Insuficiência TSH
EM QUEM PROCURAR ?









Mulheres acima dos 40 anos;
Homens acima dos 65 anos;
Mulheres em período pós-parto (6 meses após o parto);
Doenças de tireóide prévia;
História familiar - Tireoidite de Hashimoto;
Pessoas que apresentem outras doenças auto-imunes como: Diabetes Tipo I, Lúpus e Artrite Reumatóide;
Pessoas tratadas anteriormente de hipertireoidismo;
Pessoas que estiveram em tratamento de radioterapia de cabeça e pescoço;
Pessoas em uso de lítio ou amiodarona
HIPOTIREOIDISMO
HIP0TIREOIDISMO NA INFÂNCIA
CRETINISMO
NEONATAL
- NANISMO
- NARIZ LARGO E ACHATADO
- LÁBIOS ESPESSOS
- LINGUA GRANDE E PROTRAÍDA
- TÔNUS MUSCULAR FRACO
- PALIDEZ
- RETARDO DE IDADE ÓSSEA
- MALOCLUSÃO
(*) DIMINUIÇÃO REABSORÇÃO INTERNA RAMO –
IMPACTAÇÃO 2ºs MOLARES INF.
DIAGNÓSTICO
TSH (+++)
T4 (hipo +), T3 (hipertireoidismo +++)
TESTE DO PEZINHO
Anticorpos Anti-TPO (tireoidite auto-imune)
PAAF
TRATAMENTO
- REPOSIÇÃO DE HORMÔNIO SINTÉTICO
LEVOTIROXINA SÓDICA (SINTROID)
ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO

SABER TIPO E GRAU DA DOENÇA

EMERGÊNCIA

STRESS AGUDO EM PACIENTE NÃO DIAGNOSTICADO

SUSCEPTIBILIDADE CATECOLAMINAS

SINTOMAS HIPERTIREOIDISMO

AGITAÇÃO, CONFUSÃO, ARRITMIAS, ICC
EM GERAL
(PACIENTES CONTROLADOS E
SINTOMAS LEVES)
- ARGUIR SOBRE CONTROLE MÉDICO
TRATAMENTO DE ROTINA
USAR COM PARCIMÔNIA (EFEITOS POTENCIALIZADOS)
- ANTIDEPRESSIVOS
- SEDATIVOS OU ANALGÉSICOS NARCÓTICOS
Não deixar de usar a medicação no horário correto !!
USO DE LEVOTIROXINA – INTERAÇÃO
Anticoagulantes - ↑ INR
Glicocorticóides
Diazepam
Tricíclicos (Amitriptilina)
Antiácidos (tipos de alumínio e magnésio)
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tratamento - Medicina Oral