AS 13 DICAS ESSENCIAIS SOBRE NOTA FISCAL ELETRÔNICA
Criada em 2005 e válida em todos os Estados brasileiros, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) chegou
para desembaraçar a relação entre Fiscos e contribuintes. Com a proposta de reduzir custos de
impressão e aquisição do documento fiscal, permitir o acompanhamento do trânsito das
mercadorias e facilitar consulta das notas pela internet, a novidade pode se tornar uma
armadilha para os mais incautos.
1. O Danfe (Documento Auxiliar de Nota Fiscal) NÃO é a Nota Fiscal Eletrônica - Ele é a
representação gráfica da NF-e e tem as seguintes funções:
• Acompanhar a mercadoria em trânsito, fornecendo informações básicas sobre a operação
em curso (emitente, destinatário, valores etc.);
• Conter a Chave de Acesso, composta por 44 números, para consulta das informações da NFe;
• Auxiliar na escrituração das operações documentadas por Nota Fiscal Eletrônica.
2. Já ouviu falar do XML? - A Nota Fiscal Eletrônica é o arquivo popularmente chamado de
arquivo XML. O contribuinte emissor de NF-e é responsável pela sua guarda por, no mínimo, 5
anos. Por isto pesquise e adote sistemas eficientes e confiáveis de backup.
3. Aliás - Além de armazenar o XML por 5 anos, o contribuinte deve sempre verificar se o
arquivo gerado é válido, pois, pelo conceito da NF-e, a validade do documento é garantida pela
assinatura digital. Não esqueça de verificar se a assinatura digital – tecnologia que garante a
integridade e autenticidade de arquivos eletrônicos - é válida. Se não for, mesmo que a Nota
Fiscal Eletrônica estiver autorizada, o contribuinte estará armazenando um documento
inválido e poderá sofrer consequências - uma vez que ele é responsável pela guarda do
documento por 5 anos.
4. Alerta - Fique atento à segurança de seu Certificado Digital. Existem dois tipos de
certificados válidos para assinar a NF-e:
• O E-CNPJ, que além de assinar a Nota Fiscal Eletrônica dá acesso a diversos serviços na
Receita Federal;
• E-NFe, que só permite assinar a NF-e.
5. Dispensa de emissão de NF-e – No caso da legislação de São Paulo, de acordo com a Portaria
CAT 162/2008, há alguns casos em que o contribuinte fica dispensado da emissão de NF-e. Por
exemplo, nos casos da venda fora do estabelecimento, desde que na remessa e no retorno da
mercadoria para venda fora do estabelecimento sejam expedidas Nota Fiscais Eletrônicas,
estas vendas efetuadas fora do estabelecimento podem ser emitidas em papel, nos modelos 1
ou 1 A.
Quando ocorrerem estes casos, o contribuinte deverá preencher o campo Informações
Complementares com a descrição “Dispensado de emissão de NF-e - PCAT 162/2008 - artigo 7º
- Hipótese '__'” e demais informações, dependendo da hipótese de dispensa.
6. Você faz? Informe à Sefaz – Toda e qualquer movimentação que envolva Nota Fiscal
Eletrônica deve ser autorizada pela Secretaria da Fazenda (Sefaz) de origem do contribuinte.
Em suma, para emitir, cancelar ou inutilizar a NF-e, o arquivo deve ser transmitido para a
secretaria, pois, sem a autorização deste órgão, o documento não tem validade.
7. Negativo - Se a nota fiscal for rejeitada pela Sefaz, independente do erro apontado pelo
órgão, ela não fica armazenada no banco de dados do órgão. Caso isso tenha ocorrido, o
contribuinte deve corrigir o documento e retransmiti-lo para que a Secretaria o autorize.
Importante: Caso a nota rejeitada não seja retificada e retransmitida, esta numeração não
constará na base de dados da Sefaz e deverá ser inutilizada por quebra de sequência.
8. De olho nas datas – Atualmente, o prazo para cancelamento da Nota Fiscal Eletrônica é de
até 168 horas após sua autorização. A partir de 1° de janeiro de 2011, o período será reduzido
para 24 horas. No caso do Estado de São Paulo, a partir da Portaria CAT 123/10, será recebido
fora do prazo regulamentar o pedido de cancelamento da NF-e, a partir da data de autorização
em até 744 horas (31 dias). Porém, vale ressaltar que o contribuinte está suscetível a multa, de
acordo com o Regulamento do ICMS (RICMS).
9. Cuidado com o “autocompletar” - A Nota Fiscal Eletrônica não poderá ser cancelada quando
ocorrer a saída da mercadoria. Muitos softwares emissores no mercado preenchem
automaticamente a data de saída na nota. Ou seja, mesmo que a mercadoria não tenha saído
de fato, o documento não poderá ser cancelado, pois, para o Fisco, a data preenchida
corresponde àquela em que produto transitou. Logo, o contribuinte deverá adotar outros
procedimentos em vez do cancelamento, como, por exemplo, providenciar a nota de
devolução.
10. Não é obrigatório - O preenchimento do campo “data de saída/entrada” não é obrigatório
para que a NF-e seja validada. O programa emissor pode deixar este campo em branco, mas é
importante que quando a mercadoria sair da empresa, ela esteja devidamente descrita no
Danfe.
11. É obrigatório - Fique atento a outras obrigatoriedades fiscais além da emissão da Nota
Fiscal Eletrônica. Muitas empresas, por exemplo, são obrigadas à geração do arquivo Sintegra
(Sistema Integrado de Informações sobre Operações Interestaduais com Mercadorias e
Serviços), que deve conter tanto as notas fiscais de emissão própria quanto as notas fiscais de
compra de mercadorias ou produtos.
12. Aliás, parte II - Muitos softwares emissores têm apenas as funcionalidades para emitir a
NF-e e não oferecem outros módulos como controle de estoque e a geração do arquivo
Sintegra, por exemplo. Não se engane com slogans de soluções completas; peça ajuda ao
contador antes de contratar um software emissor.
13. Por último - Quando acontecerem problemas que o impeçam de emitir a NF-e, existem
soluções de contingência, como Scan (Sistema de Contingência do Ambiente Nacional), Dpec
(Declaração Prévia de Emissão em Contingência) e Formulário de Segurança. A opção por uma
destas soluções depende do problema que impede a autorização da NF-e. Nos casos em que
não há conectividade à internet, a única opção é o Formulário de Segurança, que deverá ser
comprado apenas em gráficas credenciadas pelo Fisco – em São Paulo, por exemplo, a relação
pode ser consultada por meio do site http://www.fazenda.sp.gov.br/nfe ou do telefone (11)
3243-3400 (11) 3243-3400.
Fonte: http://www.apress.com.br
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