III ENCONTRO CIENTÍFICO E SIMPÓSIO DE EDUCAÇÃO
UNISALESIANO
Educação e Pesquisa: a produção do conhecimento e a formação de
pesquisadores
Lins, 17 21 de outubro de 2011
GESTÃO DE ESTOQUE E SUA INFLUÊNCIA NO CUSTO DE PRODUÇÃO
RESUMO
A administração de materiais, nas específicas áreas de gestão de estoques,
compras, produção e logística, é assunto vital, pois, absorve parte substancial do
orçamento operacional de uma organização. Quanto menor o nível de estoque com
que um sistema produtivo consegue trabalhar, mais eficiente será. Por outro lado
qualquer gerenciamento indevido pode trazer uma serie de despesas inesperadas,
que serão diluídas em seu custo de produção, tornando o produto oneroso, com
baixa rentabilidade e com menor competitividade de mercado. É fundamental que
as empresas diminuam a quantidade de estoque, para isso deve ter uma boa
gestão de compras, logística e produção. Estas ações irão reduzir seu custo unitário
de produção, aumentando sua rentabilidade e sendo mais competitivo no mercado.
Este estudo foi realizado com objetivo de analisar três principais etapas da cadeia
produtiva na busca da redução do custo de produção. E certo a maior oportunidade
que têm na relação rentabilidade e competitividade, mesmo havendo um consenso
literário, ainda são questões que afetam as organizações.
Palavras-chave: produção; estoque; compras; logística; custos.
1 INTRODUÇÃO
A administração dos recursos materiais engloba uma seqüência de
operações que tem seu inicio: na identificação do fornecedor, na compra do bem, no
seu recebimento, na armazenagem de insumos, no transporte e acondicionamento
das cargas, em sua movimentação interna durante processo produtivo, em sua
armazenagem como produto acabado e, finalmente em sua distribuição ao
consumidor final.
Assim, um item de estoque é um recurso, pois agregado a um produto em
processo será transformado em um produto acabado, que deverá ser vendido a um
preço superior ao somatório de todos os custos incorridos em sua fabricação, ou
seja, para uma empresa ser rentável e competitiva nesta composição de preço deve
constar todas as despesas de fabricação, daí a grande importância de um bom
planejamento e controle; para não incluir nos custos erros do processo ou do
responsável pelo processo: tais como uma compra mal efetuada, um frete mal
contratado, desperdícios nos processos produtivos e perdas de inventários.
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Administração de Materiais, assim como as gestões de: logística, compras e
produção exercem a função de responder pela movimentação de materiais, no
ambiente interno e externo da empresa, mais especificamente nas linhas de
produção, desde a chegada da matéria-prima até a entrega do produto final ao
cliente.
O conjunto; Compras, logística e produção, procuram agrupar as diversas
atividades da empresa e relacioná-las aos processos de compra, transformação e
distribuição de seus produtos aos clientes e consumidores finais. Esse agrupamento
permite à empresa melhor controle e maior integração dos diferentes
departamentos, que, originalmente, tinham visão limitada de sua área de atividade.
Muitas vezes prevalecendo os interesses individuais, não importando o envolvimento
que cada departamento tem sobre a distribuição dos produtos finais e conseqüente
influência em toda a empresa.
Com isso, a gestão de estoque no contexto geral tem um importante papel na
formação do custo unitário de produção, será a partir daí que a empresa poderá ser
rentável, além de poder gerar um ambiente competitivo, todas as ações conjuntas
poderão dar a sustentabilidade e a sobrevivência das empresas neste mercado tão
competitivo, onde qualquer diferencial ao cliente tem grande valor.
Questionamento esse que surgiu a partir do pressuposto de que o
administrador necessita saber como se comportam todo fluxo operacional em
relação ao consumo e ao custo de produção.
O artigo tem como objetivo verificar a importância da gestão de estoque e
suas diferentes áreas de atuação na cadeia produtiva e seu custo de produção.
O artigo foi elaborado através do método de revisão bibliográfica onde foram
abordados os seguintes autores: POZO (2008); DIAS (1993); e MARTINS; ALT
(2005).
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
2.1 Gestão de Compras
Segundo, Lambert apud Martins e Alt (2005), a gestão da aquisição a
conhecida função de compras, assume papel verdadeiramente estratégico nos
negócios de hoje em face do volume de recursos, principalmente financeiros,
envolvidos, deixando cada vez mais distante aquela visão de que era uma atividade
burocrática e repetitiva, apenas um centro de despesas e não um centro de lucros. O
valor total gasto em compras de insumo para a produção, seja do produto ou serviço
final, varia entre 50% a 80% do total da receitas brutas. No setor industrial, esse
número alcança a casa dos 57%. É fácil perceber que mesmo pequenos ganhos
decorrentes de melhor produtividade na função têm grande repercussão nos lucro.
Por isso e outros fatores como a reestruturação pela qual passaram as empresas
nestes últimos anos, evolução tecnológica e novos relacionamentos com
fornecedores, cresce cada vez mais a importância das pessoas que trabalham nesta
área, área está que e conhecida por vários nomes, como suprimentos, compras ou
aquisição, estarem muito bem informadas e atualizadas, terem habilidades
interpessoais e dinamismo.
De acordo com Dias (1993), é um segmento essencial do departamento de
Materiais ou suprimentos, que tem por finalidade suprir as necessidades de
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materiais ou serviços, planeja-las quantitativamente e satisfaze-las no momento
certo com as quantidades corretas, verificar se recebeu efetivamente o que foi
comprado e providenciar armazenagem. Portanto e uma operação da área de
materiais, muito importante entre as que compõem o processo de suprimentos.
2.2 Função de Compras
Segundo Martins e Alt (2005), o posicionamento atual da função
aquisição é bem diferente do modo tradicional como era antigamente. Antes da
Primeira Guerra Mundial, tinha papel essencialmente burocrático. Depois, já na
década de 1970, devido principalmente à crise do petróleo, a oferta de várias
matérias-primas começou a diminuir enquanto seus preços aumentavam
vertiginosamente. Nesse cenário, saber o que, quanto, quando e como comprar
começa a assumir condição de sobrevivência, e, assim, o departamento de compras
ganha mais visibilidade dentro da organização. Hoje ela e vista como parte do
processo de logística das empresas, ou seja, como parte integrante da cadeia de
suprimentos (supply chain).
De acordo com Martins e Alt (2005), os imputs internos chegavam vias
planejamento e controle da produção (PCP), que era gerado via planejamento das
necessidades de materiais (MRP), iniciava-se uma série de cotações, geralmente via
telefone, em função do cadastro de fornecedores. Escolhia um deles em função do
critério preço-prazo e qualidade.
Emitia-se um pedido de compra que alimentava o MRP com as datas e
quantidades previstas para entrega, o controle de qualidade (CQ) era orientado em
gerar o roteiro de inspeção no recebimento, contas a pagar, por sua vez, preparava
sua previsão de necessidade de fundos, a tesouraria incluía esta previsão no fundo
de caixa, os materiais ao chegar, se aprovados, são armazenados nos armazéns de
matérias-prima ou embalagens, ou se caso fosse reprovado era gerada nota fiscal
de devolução e o processo reiniciava com fornecedor.
Segundo Pozo (2008), setor de compras ou suprimentos tem responsabilidade
preponderante nos resultados de uma empresa, pois sua ação de suprir a
organização com os recursos materiais para seu perfeito funcionamento e atender
às necessidades de mercado.
2.3 Sistema de Informação
De acordo com fonte revista Exame apud Martins e Alt 2005, este modelo que
se segue e utilizado por praticamente todas as empresas, modelo padrão, porém
deve ser implantado conforme necessidade de cada empresa seguindo vários
critérios em particular.
a) Matriz; Escritório Central acessa todos os sistemas de dados, utilizando
serviços de telecomunicação.
b) Ligações à distância (rede wan); servidores RISC mantêm a empresa ligada
on-line às filiais, transportadoras, vendedores e fornecedores.
c) Fábricas; Ligam-se á matriz para ter acesso a correio eletrônico e
compartilhar dados gerenciais e financeiros, como resultados, pedidos e
faturamentos.
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d) Clientes; Acessam as bases de dados da empresa para consultar
informações sobre, estoques, notas, pedidos e faturamento.
e) Vendedores; Munidos de notebooks equipados com modem, conectam-se as
empresa para tirar pedidos on-line, informações sobre estoque, faturamento e
situações de créditos dos clientes.
f) Fornecedores; Estão todos ligados à empresa. Utilizando padrão que permite
a transferência eletrônica de dados (EDI), têm acesso a várias informações,
como pedidos de compras.
g) Transportadoras; A fim de agilizar a comunicação, a empresa está conectada
via modem ás transportadoras controlam todo o romaneio de cargas e notas
fiscais.
h) Unidades de vendas e representantes; Acessam todo o sistema da matriz.
Conforme Pozo (2008), o sistema de informação que age diretamente em
compras influenciando-a e permitindo seu bom desempenho, segue neste novo
modelo hoje aplicado nas grandes organizações, uma definição totalmente
estratégica; administração de vendas, Planejamento e controle da produção,
Materiais, Transportes, Produção, Engenharia, Vendas, Qualidade, Finanças e
Pesquisa & desenvolvimento.
2.4 Interface da Área de Compras na Empresa
Conforme Martins e Alt (2005), as grandes empresas buscam trabalhar
neste modelo operacional, pois permite uma maior interatividade entre as diferentes
áreas, facilitando fluxo de trabalho e proporcionando bons resultados.
Jurídico: Entradas; Contratos assinados, pareceres sobre processos de compras,
assessoria jurídica; suporte na emissão de notas fiscais de devolução, e destruição
(itens obsoletos) Saídas; Solicitações de pareceres, informações de campo sobre
fornecedores, suporte nas emissões de notas fiscais de industrializações, troca e
simples remessa.
Informática: Entradas; informações sobre novas tecnologias, assessoria na
utilização de EDI, e-mail, intranets, extranets, softwares de compras. Saídas;
informações sobre fornecedores, cópias de solicitações de compras e de pedidos de
compras, cópia de contratos de fornecimento de serviços.
Marketing e Vendas: Entrada; condições do mercado de compradores, novos
concorrentes, novos produtos, novas tecnologias de produtos e processos. Saídas;
custos de promoções, condições do mercado fornecedor.
Contabilidade e Finanças: Entrada; custos de compras, disponibilidade de caixa
assessoria nas negociações sobre condições de pagamento. Saídas; orçamentos
de compras, compromissos de pagamentos, custos dos tens comprados,
informações para subsidiar estudos da relação benefícios sobre custos.
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Qualidade e P&D: Entrada; informações sobre qualidade, especificações de
produtos a serem comprados; Saídas; histórico sobre a qualidade dos
fornecimentos.
Engenharia de Produtos e de Processos: Entradas; especificações de novos
materiais, produtos a serem pesquisados e comprados, solicitações de
levantamento preliminares sobre fornecedores e preços. Saídas; informações sobre
fornecedores, preços, e condições de fornecimento.
Fabricação ou Produção: Entradas; necessidades de materiais e/ou componentes
do processo produtivo, mediante informações de vendas. Saídas; prazos de entrega
dos pedidos, recebimentos previstos.
De acordo com Pozo (2008), além das áreas mencionadas acima, ele
enfatiza também á importância destas duas outras áreas que são fundamentais na
gestão de compras ou suprimentos.
Materiais: Entradas; administra todos os materiais na organização e informa a
situação dos estoques e os recebimentos dos pedidos de compras m andamentos.
Saídas; Dá suporte necessário no abastecimento dos processos de industrialização
de matéria-prima ou material de embalagem e na programação das necessidades
baseando-se nos inventários.
Transporte e Logística: Entradas; Acompanha e informa situações dos fretes e
posicionamento dos materiais em trânsito. Saídas; negociações de redução de
custos em recebimento e principalmente na otimização das cargas junto aos
fornecedores.
2.5. Gestão de Logística
Segundo Pozo (2008), a logística trata de todas as atividades de
movimentação e armazenagem que facilitam o fluxo de compras, produção e
distribuição, além das informações que colocam os produtos em movimentos, com o
propósito de providenciar níveis de serviços adequados aos clientes a um custo
razoável.
De acordo com Martins e Alt (2005), a logística é responsável pelo
planejamento, operação e controle de todo o fluxo de mercadorias, produtos e
matérias-prima, além das informações, desde a fonte fornecedora, ate as empresas
e consumidores.
Conforme Dias (1993), além disto, os administradores estão reconhecendo
que devem coordenar diversas outras áreas dentro das empresas, áreas como;
suprimentos, produção, embalagens, transportes, comercialização e finanças em
uma atividade de controle global, capaz de apoiar cada fase do sistema com maior
eficiência e menor custo investido.
2.5.1. Atividades Primárias e de Apoio
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Segundo Pozo (2008), suas atividades podem ser distribuídas da seguinte
forma:
a) Atividades primárias: Boa negociação na compra dos insumos, uma boa
programação de coleta e entrega são essenciais ao cumprimento da função
logística, e contribuem na redução do maior montante do custo total da logística das
empresas.
Transportes: refere-se a todas as compras de insumos junto aos diversos
fornecedores, e os meios utilizados para movimentar os produtos até os clientes:
que podem ser via rodoviária, ferroviária, aeroviária e marítima. O gerenciamento
destas atividades é de grande importância num processo produtivo, pois representa
para a maioria das empresas o maior custo em relação ao total do custo da logística,
como também no custo unitário de produção.
Gestão de estoques: dependendo do setor em que a empresa atua e da
sazonalidade, é necessário um nível mínimo de estoque que aja como amortecedor;
para que o custo de logística, oferta e demanda, caminhe favorável aos objetivos
das empresas.
Processamento de pedidos: determina o tempo necessário para a entrega de
bens e serviços aos clientes, assim como seus respectivos fornecedores.
b) Atividades Apoio: exercem a função de apoio às atividades primárias na
obtenção de níveis de bens e serviços requisitados pelos clientes, a saber:
Armazenagem: envolve as questões relativas ao espaço necessário para
estocagem dos produtos, além do custo de armazenagem ou outros fatores que
possa ser incluídos neste processo, ex: frete quando há necessidade de armazenar
em outro espaço físico que não seja na própria empresa.
Manuseio de materiais: refere-se à movimentação dos produtos no local de
armazenagem, ate respectivas linhas de produção ou carregamentos de produtos
acabado para clientes ou para centro de distribuições.
Embalagem de proteção: sua finalidade é proteger o produto, garantindo
qualidade final.
Suprimentos: compreende programar, quando da necessidade de produção e
seus respectivos itens da lista de materiais.
Planejamento: Refere-se primeiramente às quantidades agregadas que
devem ser produzidas bem como quando, onde e por quem devem ser fabricadas.
Manutenção de informação: exigem uma interface entre diversas áreas, para
assim formar uma ótima base de dados para que o planejamento de produção, área
de compras e o controle da logística, todos estejam muito bem alinhados.
É por meio da gestão adequada das atividades primárias com as atividades
de suporte que a gestão de Materiais e logística vai atender ao objetivo de
proporcionar ao cliente produtos e serviços que satisfaçam suas necessidades. É
pela coordenação coletiva e cuidadosa dessas atividades relacionadas com o fluxo
de produtos e serviços que a empresa obtém ganhos significativos, como redução
dos estoques, do tempo médio de entrega, da produtividade, das boas práticas de
compras alinhadas com bom processo de armazenagem, serão estas práticas bem
planejadas que vão garantir um bom custo unitário de produção.
Considerando que a importância empresarial está em estudar como o custo
unitário de produção pode prover melhor nível de rentabilidade nos serviços de
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compras, armazenagem, produção e distribuição aos clientes e consumidores, existe
o interesse de que os consumidores tenham bens e serviços quando e onde
quiserem e na condição física que desejar.
Não se pode esquecer, porém, que o problema de os consumidores não residir
próximo às localidades onde os produtos se encontram.
A logística empresarial está composta por um número de organizações e
indivíduos que se encarregam de levar os produtos ou serviços ao local onde o
comprador potencial se encontra, em tempo e momento convenientes, ao menor
custo possível, a esses compradores e em condições de transferir a posse.
Em virtude de nosso ambiente estar em processo acelerado de constantes
mudanças, em razão dos avanços da tecnologia, alterações na economia e em
outros fatores, a empresa tem de se adaptar a todo instante às novas realidades,
colocando à prova seu desempenho e procurando sempre superar uma nova ordem
das coisas (nova visão empresarial).
De acordo com Dias (2003), há uma série de técnicas disponíveis para
gerenciar os estoques, cada uma delas deve ser aplicada conforme posicionamento
de cada empresa, mas uma preocupação fundamental, a precisão nas informações,
as quais podem afetar a operação da empresa em níveis de eficiência. Os maiores
problemas relativos à imprecisão das informações podem ser:
a)
b)
c)
d)
e)
Má localização dos estoques
Armazenamento inadequado
Erros de cálculo nos relatórios de entrada de materiais
Erros gerados no recebimento
Esquecimentos e atraso na emissão de documentos relativos à entrada e
saída de material
f) Procedimentos de contagem física inadequados.
Para cada um dos fatores acima; (e outros que poderão surgir deve ser
analisados para cada empresa em particular), pois os critérios para gerenciamento e
controle, que serão desenvolvidos devem ser levados em consideração.
2.5.2 Logística como Vantagem Competitiva
Segundo Pozo (2008), a logística é o processo de gerenciar
estrategicamente a aquisição, a movimentação e a armazenagem de materiais,
peças e produtos acabados e, também seus fluxos de informações, que se dá
através das organizações de diferentes canais, de modo a maximizar a lucratividade
mediante os pedidos á baixo do custo e a plena satisfação do cliente.
A procura de uma vantagem competitiva sustentável tem se tornado a
preocupação dos gerentes modernos e com visão para as realidades do mercado,
pois isto não é aceitável imaginar que o sucesso de hoje não representar sucesso no
futuro.
2.5.3 As Três Dimensões da Logística
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De acordo com Martins e Alt (2005), a logística tem três principais
dimensões; a dimensão de fluxo, que seria suporte na área de suprimentos,
transformação, distribuição e serviços aos clientes. A dimensão de atividades é o
suporte nos processos operacional, administrativo, de gerenciamento e de
engenharia. E a dimensão de domínios, basicamente os suportes na gestão de
fluxos, tomada de decisão, gestão de recursos e modelo organizacional. Todas estas
áreas de atuação da logística estão qualificadas e amparadas pelo conhecimento,
onde vale ressaltar que cada passo dado à análise de um sistema logístico, há
muitas variáveis independentes que interagem para provocar um efeito, para tal
devemos utilizar todas as ferramentas disponíveis para analisá-las.
2.5.4 Cadeia Estratégica Produtiva
Conforme Pozo (2008), a estruturação estratégica e a compatibilidade dos
fluxos da cadeia de suprimentos e controle das medidas de desempenhos devem
estar alinhadas com o objetivo de toda a cadeia produtiva. Novos modelos estão
surgindo Outsourcing é em sua essência uma relação de parceria e cumplicidade
muito forte e de extrema lealdade com um ou mais fornecedores da cadeia produtiva
com a mesma visão estratégica.
2.5.5 Pontos Básicos da Logística
Segundo Martins e Alt (2005), os principais pontos em que a logística se
baseia são movimentação dos materiais; e a movimentação das informações, o
tempo, o custo e o nível de serviços. Dentre este ponto em particular encontra-se a
atividade que agrega o maior custo dentro das empresas que e o Transporte, para
empresa poder ser competitiva e buscar o menor custo unitário de produção várias
ações são indispensáveis para obter objetivo esperado.
2.5.6 Transporte
De acordo Pozo (2008), o transporte e considerado um elemento muito
importante para a economia, sua importância é sempre sublinhada pelos problemas
financeiros colocados por qrande parte das empresas, geralmente abortado nos
momento de greve.
O custo de transporte e alto, investimento neste segmento seria muito
importante, pois na medida em que o transporte fica mais barato e de fácil acesso,
contribui substancialmente em aumentar a competitividade no mercado, garantir a
economia de escala e reduzir os preços das mercadorias, além de poderem
participar dos mercados mais distantes. Já na falta de um bom sistema de transporte
além do alto custo, o mercado fica limitado na produção local.
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Segundo Martins e Alt (2005), multimodal é todo transporte utilizado por
mais de um modal (marítimo, terrestre e o aéreo) Nas grandes empresas todos os
três modais estão presentes e devem ser acompanhados de perto pelos
administradores. No Brasil, mais da metade do transporte se faz pelas rodovias, o
transporte rodoviário é o menos produtivo dos modais, quando destacamos carga
por hora de operador, além de ter seu custo de mão-de-obra bastante elevado.
2.5.7 Custos Logísticos
Conforme Pozo (2008), um dos principais desafios é gerenciar
adequadamente a relação entre custos e nível de serviço. Uma das funções da
logística é a constante melhoria da rentabilidade, da oferta do nível de serviços aos
clientes, como diferencial competitivo de mercado. A gestão de logística tem como
dever solucionar os problemas existentes entre custos e nível de serviço, que
consistem na falta de sistemas adequados de controle dos custos logísticos. Os
custos com transportes de materiais tendem a compor o custo do produto vendido,
como se fosse custo de material, os custos com distribuição, geralmente, são
alocados como despesas com vendas, por fim outros custos com transportes
aparecem como despesas administrativas. E, com relação ao controle das atividades
logísticas, quase nenhuma evidencia ou detalhamento das reais despesas.
De acordo com Dias (1993), os custos representam parte importante no
processo de decisão na administração da logística. Variam muito no grau de
importância de empresa para empresa, à medida que tenta balancear os custos
básicos de transportes, manutenção custo de estoques, de tal maneira que disso
resultem custo total relativamente baixo, não evidenciando o real custo da operação.
2.5.8 Subsistemas de Abordagem Logística
Segundo Dias (1993), a logística compõe-se de dois subsistemas de
atividades; administração de materiais e distribuição física, e cada uma delas com
seu próprio controle de movimentação e coordenação entre demanda e suprimento.
A administração de materiais compreende que o agrupamento de vários materiais,
de várias origens e sua coordenação dessa atividade com a demanda de produtos.
Desse modo a soma de esforços de vários setores, que geralmente
possuem visões diferentes. Para administração de materiais, todas estas atividades
deveriam ser incluídas na maioria ou na totalidade das atividades realizadas pelos
seguintes departamentos: compras, recebimento, planejamento e controle de
produção,
expedição,
tráfego
e
estoques.
Assim, de modo resumido poderíamos incluir ainda varias outras atividades
logísticas como: compras, programação de entregas na fábrica, transportes, controle
de estoque e matéria-prima, controle de estoque de componentes, armazenagem de
matéria-prima, armazenagem de componentes, previsão de necessidades de
materiais, controle de estoque nos centros de distribuição, processamento de
pedidos de clientes, administração dos centros de distribuição, planejamento dos
centros de distribuição, planejamento de atendimento aos clientes.
2.6 Planejamento da Produção
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Conforme Pozo (2008), toda empresa industrial, possuem dois objetivos
básicos; primeiro e produzir seus produtos, segundo e comercializar o que produziu.
Para que um sistema de produção funcione e necessário utilizar os recursos
produtivos, que incluem: mão-de-obra, materiais, edifício, equipamentos e capital. A
comercialização por sua vez precisa integrar com outras atividades de suporte como:
Pesquisa de Mercado, Promoção, Vendas, Distribuição e Pós-vendas. Entretanto,
tudo que se envolve no processo produção e comercialização requerem a utilização
de recursos financeiros, assim às empresas financiam as fases de produção e
comercialização de seus produtos, isto resulta num terceiro e importante ação que
as empresas devem planejar a adequação e gestão das necessidades financeiras.
2.6.1 Planejamento e Controle de Produção (PCP)
De acordo com Pozo (2008), o PCP é um conjunto de ações interrelacionadas que tem como objetivo direcionar o processo produtivo da empresa e
coordená-lo com as necessidades dos clientes, com isto podemos dizer que duas
principais etapas da área são: a programação e controle da produção. Planejar uma
produção ou planejar uma agenda de produção é tarefa que requer a consideração
de uma multiplicidade de fatores que influem na tomada de decisão sobre, o que,
quanto e quando produzir, então para elaborar a programação da produção será
necessário considerar os seguintes fatores:
a)
Fatores Externos; demanda de mercado, data de entrega estabelecida,
estoque em poder de intermediários e tempo necessário para obtenção de
matéria-prima.
b) Fatores Internos; estoque de produtos acabados, equipamento disponíveis,
pessoal disponível, materiais e ferramentas disponíveis, lotes econômicos de
produção, regime de trabalho, tempo necessário para execução das operações
e possibilidade de rejeições etc.
2.6.2 Funções do PCP
Segundo Pozo (2008), planejamento global é a função que abrange todas as
necessidades de sua área, sendo assim pode programar cada produto a ser
produzido, pois é uma atividade complexa e que envolve a utilização das instalações
prediais, equipamentos, maquinários, materiais e habilidades. Para que a empresa
possa obter lucro, devemos organizar todos estes fatores, fabricar no momento
certo, com requisitos requeridos e preços competitivos, para tanto devemos trabalhar
com um bom sistema que envolve: padrões, programação, ordens e controle. Já no
planejamento do processo produtivo determinará como, onde e quando o produto
deverá ser manufaturado para atender e satisfizer as necessidades dos clientes e
conseqüentemente empresa obter lucro desejado. Para PCP estar preparado para
determinar quando deverá ser fabricado um produto, é necessário conjunto de
informações sobre; arranjo físico, equipamento disponíveis, manuseio interno,
tempos padrões, programas de vendas, programas de manutenção, recursos
humanos, lista de materiais, lista de ferramentas e dispositivos e folhas de
operações.
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2.6.3 Controle
Conforme Pozo (2008), a função controle e parte integrante do sistema de
planejamento são responsáveis em fazer a avaliação das ações que estão sendo
realizadas no processo produtivo e acompanhar com que estava planejado. Nesta
etapa e dada atenção aos elementos que afetam a produção como:
a) Tempo de processo
b) Falta de matéria-prima
c) Controle de mão-de-obra.
Além de relatórios da vida diária da produção, que vai alavancar as melhorias
dos diversos processos de produção, assim como do seu próprio planejamento.
Algumas funções consistem em:
a)
b)
c)
d)
e)
Fazer análises e comparar o planejado ao realizado
Tomar ações corretivas a tempo
Acompanhar as diversas etapas da fabricação
Informar horas paradas por manutenção de equipamentos
Informar horas disponíveis e ou trabalhadas.
Algumas atividades de controle:
Mão-de-obra:
a)
b)
c)
d)
Relação entre horas produtivas e horas pagas da M.O. D
Relação entre M.O. D e M.O.I
Acompanhamento de horas extras e normais
Controle da eficiência da M.O.
Equipamentos:
a)
b)
c)
d)
e)
Utilização das horas disponíveis versus horas utilizadas
Material escrapeado
Eficiência na utilização do material
Rejeição de fornecedores
Rejeição dentro processo produtivo.
Inventários:
a) Custo de estoque
b) Custo de processo
c) Ciclos de fabricação.
2.6.4 Lote Econômico de Produção
De acordo com Pozo (2008), quando se trabalha com estoque reserva, toda
vez que produzir nova ordem de produção, aumenta-se o estoque médio da
empresa, isto vai propiciar um aumento nos custos de manutenção de
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armazenagem, juros, obsolescência, deterioração e outros. Por outro lado
aumentando-se as quantidades do lote de fabricação, diminui os custos de
preparação de máquinas, o custo por unidade produzida, de mão-de-obra e
manuseio. O resultado é que se têm são dois focos de forças, ou seja, duas fontes
opostas, uma encorajando para que seja mantidos grandes estoques e outra
desencorajando-os devido aos altos custos de manutenção.
2.6.5 Como Eliminar o Desperdício
Segundo Pozo (2008), como sistema de trabalho, há três componentes
básicos importantes para eliminar o desperdício O primeiro deles e estabelecer um
equilíbrio no fluxo de processo produtivo, ou seja, onde eles não existem, ou onde
possam ser melhorados. O segundo componente é a atitude de empresa com
relação à qualidade: ação de fazer certo na primeira vez. O terceiro é o envolvimento
dos funcionários, este é pré-requisito para eliminação do desperdício e na solução
da produção com relação às perdas de processo. Este sistema de trabalho JIT pode
funcionar em qualquer ambiente produtivo, seja qual for ramo de atividade.
Simplificando Just In Time, é um conjunto de hipóteses básicas sobre modos
de produção correta, e a maneira certa de conduzir os negócios entre fornecedores
e clientes que leve qualquer forma de fabricação eficiente e produtiva.
3 Conclusão
A administração da gestão de estoques é fundamental para toda e qualquer
organização, pois é justamente onde está localizada a maior parte do ativo circulante
de uma empresa.
É necessário a todo administrador de materiais e recursos patrimoniais, a
habilidade em realizar análises detalhadas dos estoques, não somente pelo simples
fato do volume de capital empregado mais também pelas vantagens competitivas
que a empresa pode ter em relação aos seus concorrentes dispondo de mais
velocidade na execução das atividades e no atendimento aos clientes, além de
reduzir os custos com movimentação e armazenamento.
Na busca da melhoria contínua e no crescimento da empresa o administrador
dispõe hoje de uma série de ferramentas que podem ajudá-lo a se superar cada vez
mais, seus concorrentes.
Através deste estudo realizado, foi possível comprovar que a gestão de
estoque, mesmo existindo um consenso literário, sobre quais fatores os
administradores devem conduzir seu planejamento, muitas vezes à falta do
profissional capacitado leva as organizações à perda drástica da sua rentabilidade
além da sua competitividade de mercado.
Entretanto foi possível concluir, que os sistemas e métodos apresentados
são eficazes, desde que alinhados com profissionais capacitados e bem distribuídos
dentro das organizações, acompanhados de um bom planejamento estratégico bem
direcionado e com objetivos claros, com a participação de todos os resultados serão
alcançado.
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III ENCONTRO CIENTÍFICO E SIMPÓSIO DE EDUCAÇÃO
UNISALESIANO
Educação e Pesquisa: a produção do conhecimento e a formação de
pesquisadores
Lins, 17 21 de outubro de 2011
4 Referências
HAMILTON POZO. Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais uma
abordagem logística. Editora Atlas, São Paulo, 5º edição 2008.
Marco Aurélio P. Dias. Administração de Materiais uma abordagem logística.
Editora Atlas S.A, São Paulo, 4º edição 1993.
PETRÔNIO GARCIA MARTINS E PAULO RENATO CAMPOS ALT.
Administração de Materiais e Recursos Patrimoniais. Editora Saraiva São Paulo, 7º
edição 2005.
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iii encontro científico e simpósio de educação unisalesiano gestão