JOÃO MARIA SCHILDT VIEIRA GRAMINA COMPARAÇÃO DE QUESTIONÁRIOS DE QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES COM SÍNDROME PÓS - POLIOMIELITE (SPP) Monografia apresentada a Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina, para obtenção do Título de Especialista em Intervenção Fisioterapêutica nas Doenças Neuromusculares. São Paulo 2008 JOÃO MARIA SCHILDT VIEIRA GRAMINA COMPARAÇÃO DE QUESTIONÁRIOS DE QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES COM SÍNDROME PÓS - POLIOMIELITE (SPP) Monografia apresentada a Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina, para obtenção do Título de Especialista em Intervenção Fisioterapêutica nas Doenças Neuromusculares. Orientador: Prof. Ms. Abrahão A. J. Quadros São Paulo 2008 GRAMINA, João Maria Schildt Vieira Comparação de Questionários de Qualidade de Vida em Pacientes com Síndrome Pós-Poliomielite (SPP). / João Maria Schildt Vieira Gramina. – São Paulo, 2008. viii, 28fs. Monografia (especialização) – Universidade Federal de São Paulo. Escola Paulista de Medicina. Programa de extensão em Intervenção Fisioterapêutica nas Doenças Neuromusculares. Comparison of Quality of Life Questionnaires in Postpoliomyelitis Patients. 1. Qualidade de Vida 2. Síndrome Pós-Poliomielite 3. Questionário UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA DEPARTAMENTO DE NEUROLOGIA E NEUROCIRURGIA Chefe do departamento: Débora Amado Scerni Coordenadores do curso de Especialização: Prof. Dr. Acary Souza Bulle Oliveira Profª. Ms. Francis Meire Fávero Profª. Dra. Sissy Veloso Fontes Prof. Ms. Abrahão Augusto Juviniano Quadros JOÃO MARIA SCHILDT VIEIRA GRAMINA COMPARAÇÃO DE QUESTIONÁRIOS DE QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES COM SÍNDROME PÓS - POLIOMIELITE (SPP) Presidente da banca: Prof. Dr.________________________________________________________ BANCA EXAMINADORA Prof. Dr.________________________________________________________ Prof. Dr.________________________________________________________ Prof. Dr.________________________________________________________ Dedicatória A meus familiares, pelo amor, incentivo, paciência, apoio e compreensão dedicados durante a realização deste trabalho. iii Agradecimentos A Deus, que me concedeu força, perseverança e coragem para a concretização deste trabalho e a realização de mais um sonho. A meu orientador Prof. Ms. Abrahão A. J. Quadros pelo apoio, colaboração e incentivo dedicados a este trabalho. A Dra Márcia Pradella Hallinan pelo apoio e incentivo dedicados a este trabalho. A meus amigos Jocelito e Simone pelo apoio conjunto na realização deste trabalho. iv Lista de quadros Quadro 1. Instrumentos para avaliação de Qualidade de Vida identificados. Quadro 2. Comparação dos Instrumentos de Qualidade de Vida usados na avaliação de pacientes com SPP. v Lista de tabelas Tabela 1. Short Form – 36 Health Survey (SF–36) Tabela 2. Nottingham Health Profile (NHP) Tabela 3. Sickness Impact Profile (SIP) Tabela 4. World Health Organization Quality of Life Bref (Whoqol-Bref) Tabela 5. Life Satisfaction Questionnaire (LSQ) Tabela 6. Polio Problem List (PPL) Tabela 7. General Health Questionnaire – 28 (GHQ–28) Tabela 8. Quality of Life Swedish (Swed–Qual) Tabela 9. Health Index (HI) Tabela 10. Sense of Coherence (SOC) Tabela 11. Quality of Life Index (QLI) vi Lista de abreviaturas e símbolos AVD Atividade de Vida Diária AVP Atividade de Vida Prática DNM Doença do Neurôneo Motor GHQ-28 General Health Questionnaire – 28 (Questionário Geral Saúde–28) HI Health Index (Índice de Saúde) LSQ Life Satisfaction Questionnaire (Questionário de Satisfação com a Vida) NHP Nottinghan Health Profile (Perfil de Saúde Nottingham) PPL Problem Polio List (Lista de Problema da Pólio) QLI Quality of Life Index (Índice Qualidade de Vida) QV Qualidade de Vida SF–36 Short Form Health Survey – 36 (Formulário Curto de Saúde – 36) SIP Sickness Impact Profile (Perfil de Impacto da Doença) SPP Síndrome Pós-Poliomelite SOC Sense of Coherence (Senso de Coerência) Swed–Qual Swedish Quality of Life (Qualidade de Vida Sueco) Whoqol–Bref World health quality of life–Bref (Qualidade de vida de saúde mundial–Curto) vii Resumo Introdução: A síndrome pós-poliomielite (SPP), é definida como uma síndrome clínica de nova fraqueza, fadiga e dor em pessoas que tiveram previamente poliomielite paralítica aguda. Outros sintomas comuns incluem intolerância ao frio, disfagia, dispnéia, que ocorrem pelo menos 15 anos após a estabilização do quadro. Em virtude disso os indivíduos com SPP apresentam uma diminuição progressiva da funcionalidade. Questionários/escalas/ protocolos/ índices são utilizados para avaliar e mensurar a qualidade de vida nessa população. Objetivo: Realizar levantamento bibliográfico para verificar quais instrumentos de avaliação de Qualidade de Vida (QV) são utilizados e validados para pacientes com SPP. Métodos: Na revisão de literatura se utilizou artigos indexados publicados no período de 1972-2007. Resultados: Foram encontrados 11 questionários de Qualidade de Vida aplicados em pacientes com síndrome pós-poliomielite (SPP): SF–36, NHP, SIP, Whoqol–Bref, LSQ, PPL, GHQ–28, Swed–Qual, HI, SOC e QLI. Conclusão: O questionário mais utilizado foi o SF–36 (47,8%) em 23 estudos. A média do número de itens foi 32. A maioria dos questionários (72,7%) aborda pelo menos 4 domínios principais: Físico, Psicológico, Relações sociais e Meio-ambiente. A maioria dos questionários apresentou consistência interna boa baseado Cronbach alfa. Três questionários (27,3%) são validados para a língua portuguesa. De acordo com os achados, não há um consenso na literatura quanto à escolha do instrumento de QV para avaliação dos pacientes com Síndrome PósPoliomielite. viii Sumário Dedicatória ....................................................................................................iii Agradecimentos..............................................................................................iv Listas................................................................................................................v Resumo.........................................................................................................viii 1. INTRODUÇÃO ............................................................................................1 1.1 Objetivo......................................................................................................2 2. REVISÃO DA LITERATURA......................................................................3 2.1 Síndrome pós-poliomielite.........................................................................3 2.2 Características clínicas da SPP.................................................................4 2.3 Diagnóstico diferencia...............................................................................4 2.4 Fisiopatologia............................................................................................5 2.5 Qualidade de vida.....................................................................................5 3. MÉTODOS..................................................................................................7 4. RESULTADOS............................................................................................8 5. DISCUSSÃO.............................................................................................13 6. CONCLUSÕES.........................................................................................19 7. ANEXOS...................................................................................................20 8. REFERÊNCIAS.........................................................................................23 Abstract.........................................................................................................27 Bibliografia consultada..................................................................................28 1 INTRODUÇÃO A síndrome pós-poliomielite (SPP), é definida como uma síndrome clínica de nova fraqueza, fadiga e dor em pessoas que tiveram previamente poliomielite paralítica aguda. Outros sintomas comuns incluem intolerância ao frio, disfagia, dispnéia, e síndrome por uso excessivo1. A inatividade associada aos sintomas psicológicos pode piorar a auto-percepção das limitações impostas pela SPP e assim piorar a qualidade de vida. A fisioterapia busca interferir no ciclo de incapacidade associada à inatividade, melhorando a capacidade funcional dos pacientes com doenças neuromusculares e restituindo sua independência. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define qualidade de vida como “A percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”.2,3 Têm um caráter subjetivo, depende da percepção do indivíduo avaliado, podendo variar até para um mesmo indivíduo no decorrer do tempo.4 Mas, apesar do caráter subjetivo que o termo “qualidade de vida” engloba, ele vem sendo utilizado amplamente em pesquisas na área da saúde desde a metade dos anos 1970.5 Com o avanço nos tratamentos médicos e aumento da expectativa de vida, houve um aumento na prevalência das doenças crônicas. Percebeu-se que aumentar quantitativamente a sobrevida dos pacientes nem sempre produzia um impacto qualitativo que garantisse uma recuperação do estado físico, emocional e social. Assim, medir esse impacto passou a ser importante. Diversos questionários têm sido utilizados nas pesquisas na área da saúde. Com base nesses dados justificou-se a realização do presente estudo, o qual teve como objetivo realizar levantamento bibliográfico para verificar quais instrumentos de avaliação de Qualidade de Vida (QV) são utilizados e validados para pacientes com SPP. 1.1 Objetivos 1. Identificar quais Instrumentos de Qualidade de Vida são utilizados em estudos com pacientes com SPP; 2. Comparar os instrumentos quanto ao: A mais utilizada; Número de itens; Domínios; Consistência interna e; Validação no Brasil. 2 REVISÃO DA LITERATURA 2.1 Síndrome pós-poliomielite A síndrome pós-poliomielite (SPP) é um transtorno neurológico, dentro do capítulo dos efeitos tardios da poliomielite, caracterizados principalmente por nova fraqueza muscular e/ou fadiga muscular anormal em indivíduos que tiveram poliomielite aguda, muitos anos antes. A SPP encontra-se na categoria das doenças do neurônio motor (neuronopatia motora) em virtude dos quadros clínico e histológico estarem intimamente relacionados com disfunção dos neurônios motores inferiores. 6 Além da nova fraqueza muscular e fadiga muscular a SPP se caracteriza por um conjunto de manifestações clínicas como dor muscular e articular, intolerância ao frio, distúrbios do sono. Menos comumente, a síndrome inclui dificuldades respiratórias e de deglutição, atrofias musculares e intolerância ao frio entre outros sintomas. 7 Embora a instalação de nova fraqueza muscular relacionada com uma poliomielite antiga tenha sido descrita em 1875, por Jean Martin Charcot, somente nas últimas décadas é que a presença de novos sinais e sintomas em pacientes que apresentaram poliomielite no passado, tem ganhado merecida atenção. 6 O termo síndrome pós-poliomielite tem sido reservado para situações onde há o aparecimento de novos sinais e sintomas, de natureza inexplicável, em sobreviventes de poliomielite. 6 De acordo com o consenso de 2000 da International Conference on Post-Poliomyelitis, para diagnosticar clinicamente a SPP, é necessário atender aos seguintes critérios: 1 - Poliomielite paralítica prévia com evidência de perda de neurônio motor, confirmado por história de doença paralítica aguda, sinais de fraqueza residual e atrofia muscular no exame neurológico, e sinais de denervação na ENMG. 2 - Período de recuperação funcional parcial ou completa após a poliomielite paralítica aguda, seguida de um intervalo (geralmente 15 anos ou mais) de estabilidade de função neurológica; 3 - Início gradual ou súbito de nova fraqueza muscular progressiva e persistente ou fadigabilidade muscular anormal (endurance diminuído), com ou sem fadiga generalizada, atrofia muscular ou dor muscular e articular; um início súbito pode seguir um período de inatividade, trauma ou cirurgia; 4 - Persistência dos sintomas no mínimo de um ano; 5 - Exclusão de outros problemas neurológicos, médicos e ortopédicos. 6 2.2 Características clínicas da SPP Nos últimos vinte anos houve muita pesquisa clínica e questionários baseados em levantamentos de indivíduos com síndrome pós-poliomielite. A partir dos estudos de Halstead e Rossi em1985, Wekre e col. em 1998, Westbrook em 1991. Em 1993 tornou-se cada vez mais claro que há um conjunto comum de sintomas e queixas que foram freqüentemente encontradas na população de pacientes com síndrome póspoliomielite. A freqüência relativa dos sintomas mais comuns relatados foi similar nesses estudos. 7 Os sintomas mais comuns da SPP são: aumento da fraqueza muscular; fadiga; dor muscular e articular; novas dificuldades na realização das atividades da vida diária, particularmente tarefas relacionadas com a mobilidade. Outros sintomas incluem: intolerância ao frio; disfunção respiratória; alterações do sono; disfagia; dificuldades na fala. 7 Estima-se que 70% dos pacientes sobreviventes de poliomielite desenvolverão SPP cerca de 30 anos após a instalação da doença aguda. Os novos sinais aparecem preferencialmente nos membros previamente mais fracos e nos pacientes com maior fraqueza residual. Dificuldades respiratórias e bulbares acontecem preferencialmente naqueles que apresentam algum déficit residual dessas funções e a instalação da síndrome tem íntima relação com a idade de apresentação da doença aguda - quanto mais velho for o paciente, maior a possibilidade de desenvolvimento da SPP. 6 Trabalhos prospectivos mostram uma piora funcional progressiva na maioria dos portadores de poliomielite. A velocidade de piora é variável de paciente para pacientes sendo geralmente muito lenta, e, ainda, mesmo variável para o próprio paciente. Longos períodos de estabilização seguidos de piora clínica não são incomuns. 6 2.3 Diagnóstico diferencial Entre os diagnósticos diferenciais, destacam-se: Outras doenças que envolvam os corpos celulares dos neurônios motores. A atrofia muscular espinhal progressiva tem comprometimento simétrico, distinguindo-se da forma assimétrica e desproporcional de comprometimento motor da poliomielite. A piora lenta contrasta com a forma de evolução clínica da esclerose lateral amiotrófica. Algumas vezes, pode ser indistinguível clinicamente do bloqueio de condução multifocal, necessitando de estudos eletroneuromiográficos detalhados. Mielopatia: siringomielia e tumor medular. A presença de alteração sensitiva exclui praticamente a possibilidade de síndrome pós-poliomielite. Neuropatias compressivas: plexopatia, hernia de disco, síndrome do túnel do carpo, neuropatia ulnar, neuropatia fibular. Miopatia: miopatia a corpo de inclusão. O início da sintomatologia é mais tardio e o comprometimento motor simétrico faz com que a SPP seja improvável. 6 2.4 Fisiopatologia A síndrome pós-poliomielite encontra-se na categoria das doenças do neurônio motor em virtude de os quadros clínico e histológico estarem intimamente relacionados com disfunção dos neurônios motores inferiores. 6 As unidades motoras gigantes formadas após a doença aguda permite a recuperação e estabilidade funcional. Esta compensação resulta em uma aparente recuperação total ou de força normal, porém, de quinze a quarenta anos depois, pela solicitação metabólica das unidades motoras gigantes, esse equilíbrio é interrompido com o inicio da falência dos neurônios motores, principalmente nas porções distais do axônio levando a uma nova denervação, refletindo-se numa nova fraqueza muscular progressiva, sintoma crítico da SPP.9 Entre os principais mecanismos que levam à síndrome destacam-se o "supertreinamento"(overtraining) e a disfunção dos motoneurônios sobreviventes que causam uma desintegração dos terminais axonais. Quando expostos a fatores de estresse, por exemplo supertreinamentos, esses motoneurônios sobreviventes podem apresentar alterações eletrofisiológicas, reduzindo a velocidade de condução nervosa ou podem apresentar degeneração precoce . 6 2.5 Qualidade de vida A sintomatologia da síndrome pós-pólio causa forte impacto na qualidade de vida. Para isso questionários de QV tem sido aplicados para mensurar a qualidade de vida dessa população. A aplicação dos questionários de QV colaboram no processo de reabilitação e na necessidade de uma intervenção terapêutica específica. A meta a longo prazo das intervenções no estágio da SPP é fornecer aos indivíduos acometidos, princípios e métodos para o manejo de seu corpo e efetuar mudanças no seu estilo de vida que reduzam a carga metabólica excessiva sobre os grupamentos musculares. Sendo assim, os profissionais envolvidos precisam levar em consideração as particularidades e a condição clínica dos indivíduos acometidos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define qualidade de vida como “A percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”.2,3 Têm um caráter subjetivo, depende da percepção do indivíduo avaliado, podendo variar até para um mesmo indivíduo no decorrer do tempo.4 Mas, apesar do caráter subjetivo que o termo “qualidade de vida” engloba, ele vem sendo utilizado amplamente em pesquisas na área da saúde desde a metade dos anos 1970.5 Com o avanço nos tratamentos médicos e aumento da expectativa de vida, houve um aumento na prevalência das doenças crônicas. Percebeu-se que aumentar quantitativamente a sobrevida dos pacientes nem sempre produzia um impacto qualitativo que garantisse uma recuperação do estado físico, emocional e social. Assim, medir esse impacto passou a ser importante. Diversos questionários têm sido utilizados nas pesquisas na área da saúde. Com o avanço nos tratamentos médicos e aumento da expectativa de vida, houve um aumento na prevalência das doenças crônicas. Percebeu-se que aumentar quantitativamente a sobrevida dos pacientes nem sempre produzia um impacto qualitativo que garantisse uma recuperação do estado físico, emocional e social. Assim, medir esse impacto passou a ser importante. Diversos questionários têm sido utilizados nas pesquisas na área da saúde. Com base nesses dados justificou-se a realização do presente estudo, o qual teve como objetivo realizar levantamento bibliográfico para verificar quais instrumentos de avaliação de QV são utilizados e validados para pacientes com SPP. 3 MÉTODOS Foi realizada uma revisão bibliográfica sobre questionários de qualidade de vida utilizados em pacientes com síndrome pós-poliomielite descritos na literatura no período de 1976 a 2007. As Base de dados utilizadas foram: Medline, Scielo, Cochrane, LILACS, PeDRO. Outras fontes: Pubmed e Bireme. Bibliotecas virtuais: biblioteca central - UNIFESP, Lincolnshare Library Como critérios de busca foram utilizados as palavras-chave: questionários, escalas, protocolos, índices, avaliação, qualidade de vida; poliomielite, pólio, síndrome póspoliomielite, síndrome pós-poliomielite, síndrome pós polio. Keys word: Questionnaires, scale, protocols, index, assessment, quality of life, poliomyelitis, polio, post-poliomyelitis, post poliomyelitis, post polio syndrome. Foram incluídos todos os estudos, independente do tipo, que utilizaram os questionários de qualidade de vida na SPP. O trabalho foi aprovado pelo comitê de ética da UNIFESP sob nº 1070/07. (anexo 1) 4 RESULTADOS De acordo com a revisão de literatura realizada entre os anos de 1976 e 2007 para execução deste trabalho foram encontrados 22 artigos, 1 dissertação de mestrado que utilizaram 11 questionários de qualidade de vida na SPP, conforme apresentados abaixo. A lista de autores com os questionários por eles usados estão no anexo 2. Quadro 1. Instrumentos para avaliação de Qualidade de Vida identificados. 1 – Short Form – 36 Health Survey (SF–36); 2 – Nottingham Health Profile (NHP); 3 – Sickness Impact Profile (SIP); 4 – World Health Organization Quality of Life (WHOQOL); 5 – Life Satisfaction Questionnaire (LSQ); 6 – Problem Polio List (PPL); 7 – General Health Questionnaire – 28 (GHQ–28); 8 – Quality of Life Swedish (Swed–Qual); 9 – Health Index (HI); 10 – Sense of Coherence (SOC); 11 – Quality of Life Index (QLI). Os instrumentos de avaliação da Qualidade de Vida estão apresentados em ordem decrescente segundo o número de vezes utilizados. Tabela 1. Short Form – 36 Health Survey (SF–36) Nº Publicação Autores (N) Ano 1 Vasconcelos OM et al 36 2007 1 Gonzales H. et al 135 2006 1 Kaponides G et al 14 2006 1 Legters K et al 172 2006 1 Rosa et al 06 2006 1 Finch LE et al 15 2004 1 Wolfram W et al 226 2003 1 Vasiliadis HM et al 126 2002 1 Trojan 112 2001 1 Noonan VK et al 17 2000 1 Pentland B et al 125 1999 (N) Ano *Validada no Brasil Tabela 2. Nottingham Health Profile (NHP) Nº Publicação Autores 1 Willen C et al 106 2007 2 On Yagiz et al 82 2006 30 2005 1 Horemann H et al 24 2005 2 Nollet F et al 103 2003 103 1999 59 1994 (N) Ano 1 Grimby G et al *Validade em andamento no Brasil Tabela 3. Sickness Impact Profile (SIP) Nº Publicação Autores 1 Markström A et al 91 2002 1 Kling C et al 150 2000 1 Noonan VK et al 17 2000 *Não validada no Brasil Tabela 4. World Health Organization Quality of Life Bref (Whoqol–Bref) Nº Publicação Autores (N) Ano 1 Furlong M et al 119 2007 1 Quadros AAJ, Oliveira 167 2005 (N) Ano Nollet F et al 103 1999 Nollet F et al 103 2003 ASB et al *Validada no Brasil Tabela 5. Life Satisfaction Questionnaire (LSQ) Nº Publicação 2 Autores *Não validada no Brasil Tabela 6. Polio Problem List (PPL) Nº Publicação 2 Autores (N) Ano Nollet F et al 103 1999 Nollet F et al 103 2003 *Não validada no Brasil Tabela 7. General Health Questionnaire – 28 (GHQ–28) Nº Publicação 1 Autores (N) Ano Furlong M et al 119 2007 (N) Ano 150 2000 *Não validada no Brasil Tabela 8. Quality of Life Swedish (Swed–Qual) Nº Publicação 1 Autores Kling C et al *Não validada no Brasil Tabela 9. Health Index (HI) Nº Publicação 1 *Não validada no Brasil Autores Markström A et al (N) Ano 91 2002 Tabela 10. Sense of Coherence (SOC) Nº Publicação 1 Autores Markström A et al (N) Ano 91 2002 (N) Ano 1603 2005 *Não validada no Brasil Tabela 11. Quality of Life Index (QLI) Nº Publicação 1 *Validada no Brasil Autores Stuifbergen AK et al Quadro 2. Comparação dos Instrumentos de Qualidade de Vida usados na avaliação de pacientes com SPP. Instrumento Mais utilizado (N) Nº itens Validade no Brasil Domínios SF–36 1ª (11) 36 Sim 08 Boa Cronbach alfa = 0.85 NHP 2ª (07) 38 Em andamento 06 Boa Cronbach alfa = 0.90-0.94 SIP 3ª (03) 136 Não 03 Boa Cronbach alfa = 0.94 Whoqol–Bref 4ª (02) 26 Sim 04 Boa Cronbach alfa = 0,7678 LSQ 4ª (02) Não 08 - PPL 4ª (02) 16 Não 02 Boa Cronbach alfa =0.84-0.87 GHQ – 28 5ª (01) 28 Não 04 Boa Cronbach alfa =0.91 Swed–Qual 5ª (01) 61 Não 07 Boa Cronbach alfa = 0.80 HI 5ª (01) 10 Não 01 Boa Cronbach alfa = 0.74-0.79 SOC 5ª (01) 13 Não 04 Boa Cronbach alfa = 0.74-0.94 QLI 5º (01) 70 Sim 04 Boa Cronbach alfa = 0.93 - Consistência interna 5 DISCUSSÃO Os sintomas da Síndrome Pós-Poliomielite e os seus resultados podem produzir deficiência e/ou incapacidade das atividades da vida diária (AVD’s), e da vida prática (AVP’s), que afetam a qualidade de vida. 10 Diferentes tipos de questionários foram utilizados para avaliar a qualidade de vida em pacientes com SPP. No entanto, pouco se sabe sobre a comparabilidade e reprodutibilidade dos seus resultados. Observamos que o instrumento mais utilizado foi o Short Form–36 Health Survey (SF– 36). Dos 23 estudos, 11 (47,8%) utilizaram o SF–36, talvez por ser muito divulgada e, portanto, conhecida dos terapeutas tornando-se de fácil aplicação. O Short Form – 36 Health Survey (SF–36) é um medidor do estado de saúde genérico designado para representar multidimensionalmente conceitos de saúde e intervalos de medidas do estado de saúde. Contêm 36 itens que medem a saúde em 8 dimensões: 1) físico funcional, 2) social funcional, 3) papel das limitações devido a problemas físicos, 4) papel das limitações devido a problemas emocionais, 5) saúde mental, 6) energia/ vitalidade, 7) dor e 8) percepção de saúde geral. Um item a mais que mede transição da saúde. A soma em cada uma das oito dimensões é calculada e transformada de modo que os valores mais baixos e os mais elevados possíveis, sejam 8 e 73. Quanto mais alto o escore, melhor estado de saúde. (11-23) Este questionário foi validado no Brasil. Em segundo lugar (30,4%) utilizado sete vezes, Nottingham Health Profile (NHP) é um instrumento genérico de avaliação de qualidade de vida, desenvolvido originalmente para avaliar a QV em pacientes com doenças crônicas. Trata-se de um questionário auto-administrado, constituído de 38 itens, baseados na classificação de incapacidade descrita pela OMS, com respostas no formato sim/não. Os itens estão organizados em seis categorias que englobam nível de energia, dor, reações emocionais, sono, interação social e habilidades físicas. Cada resposta positiva corresponde a um escore de valor “um” (1) e cada resposta negativa corresponde a um escore zero (0), perfazendo uma pontuação máxima de 38. Utilizando uma linguagem de fácil interpretação, o NHP fornece uma medida simples da saúde física, social e emocional do indivíduo, sendo considerado clinicamente válido para distinguir pacientes com diferentes níveis de disfunção e para detectar alterações importantes no quadro de saúde do paciente ao longo do tempo. Sua consistência interna varia entre 0.90 e 0.94 e a confiabilidade teste-reteste é boa (r = 0,75 a 0,88) além de ser sensível para discriminar indivíduos saudáveis de pacientes com sintomas de fadiga. O NHP tem sido utilizado nos últimos anos para a avaliação de qualidade de vida em idosos, portadores de hemiplegia parkinsonismo. Porém, como a grande maioria das escalas de avaliação de QV, esse instrumento foi desenvolvido e escrito originalmente na língua inglesa. Assim, para sua aplicação em outras culturas é necessário que, além da tradução, seja feita uma adaptação transcultural e a avaliação das propriedades de medida do instrumento para a população a ser empregada, visto que apenas a tradução literal do instrumento não é o bastante para sua utilização em outros idiomas. O escore para a categoria física da mobilidade (mobilidade física de NHP) é uma medida preliminar do resultado. A segunda parte (NHP-II) consiste em perguntas a respeito de problemas que foram percebidos em 7 áreas da vida: trabalho assalariado, trabalho em casa, relações pessoais, vida social, vida sexual, hobbies e feriados. A versão Irlandesa da categoria do NHP tem se mostrado satisfatória, a coeficiência interna (Cronbach alfa =77). (24-31) Este questionário está em processo de validação no Brasil. Em terceiro lugar (13,0%) utilizado três vezes, Sickness Impact Profile (SIP) desenvolvido por Bergner et al. (1981). É um medidor de estado de saúde genérico designado para ser usado em vários tipos de condições médicas e em pacientes com diferentes características demográficas. Apresenta 3 dimensôes que são: categoria independente, Física e Psicossocial, Consistindo em 136 itens que cobrem 12 diferentes áreas de atividade: sono e gerência do descanso, comer, casa, recreação e passatempo, corpo, cuidado e movimento, deambulação, mobilidade, comportamento emocional e afetivo/ alerta, interação social, comunicação e trabalho. O questionário informa o limite da função em relação a saúde. Os escores possíveis variam de 0 a 100%; quanto mais elevado o escore, mais séria é a disfunção na vida diária. Um escore de 10% indica desvantagem clínica. A confiabilidade e a valides foram estabelecidas para o SIP e para o uso sueco, com variação dos valores entre 0.94 e 0.97. Durante os últimos anos, houve algumas discussões aproximando os fatores da importância em como as pessoas percebem sua Qualidade de Vida.(20,32,34- 36) Este questionário ainda não foi validado no Brasil. Foram utilizados duas vezes (8,6%), World Health Organization Quality of Life Bref (Whoqol-Bref), Life Satisfaction Questionnaire (LSQ) e o Polio Problem List (PPL): World Health Organization Quality of Life Bref (Whoqol–Bref) consta de 26 questões, sendo duas questões gerais e as demais representam cada uma das 24 facetas que compõe o instrumento original, a WHOQOL-10. Os dados que deram origem à versão abreviada foram extraídos de testes de campo de 20 centros em 18 países diferentes. Uma análise fatorial confirmatória foi realizada para uma solução a quatro domínios. Assim o WHOQOL-Bref é composto por 4 domínios: Físico, Psicológico, Relações sociais e Meio-ambiente. A capacidade de discriminar pacientes de indivíduos normais (validade discriminante) foi observada nos domínios 1 (físico), 2 (psicológico) e 4 (meio-ambiente), sendo neste último com nível de significância limítrofe (a=0,06). O domínio 3 (relações sociais) não apresentou capacidade de discriminação entre pacientes e normais. A noção de que os pacientes psiquiátricos, especialmente pacientes deprimidos, têm uma qualidade de vida e de funcionamento social inferiores ou semelhantes a doenças clínicas graves tem sido evidenciada em outros estudos. O WHOQOL - BREF é mais aceito porque os indivíduos avaliados tem mais dificuldades em concluir a versão mais longa. As questões do WHOQOL foram formuladas para uma escala de respostas de intensidade (nada - extremamente), capacidade (nada - completamente), freqüência (nunca - sempre) e avaliação (muito insatisfeito - muito satisfeito; muito ruim - muito bom). Embora estes pontos âncoras sejam de fácil tradução nas diferentes línguas, as escolhas dos termos intermediários apresentam dificuldades de equivalência semântica nas diferentes línguas (por exemplo, entre as âncoras "nunca" e "sempre" existe "as vezes", "freqüentemente", "muito freqüentemente", "muitas vezes" etc). 2,3,38 Este questionário foi validado no Brasil. Life Satisfaction Questionnaire (LSQ) mensura a qualidade de vida no geral por meio do cuidado pessoal na AVD e mensura sete aspectos específicos: lazer, situação vocacional, situação financeira, vida sexual, relações com cônjuge, vida familiar, contato com amigos/ relacionamento. A pontuação varia de 1 (muito descontente) a 6 (muito satisfeito). 28,29 Este questionário ainda não foi validado no Brasil. Polio Problem List (PPL) Consiste de 16 itens, incluindo sintomas, problemas funcionais, aspectos psicológicos. Identifica “a importância dos problemas” pedindo que os pacientes selecionem seus 3 principais problemas e exponha em ordem decrescente de importância. Além disso, todos os itens são avaliados em uma escala de 7 pontos, variando de 0 (nenhum problema) a 7 (problema severo). 28, 29 Este questionário ainda não foi validado no Brasil. Em quinto lugar (4,3%) utilizados apenas uma vez, os questionários: General Health Questionnaire (GHQ–28), Swedish Quality of life (Swed–Qual), Health Index (HI), Sense of Coherence (SOC) e Quality of Life Index (QLI). General Health Questionnaire–28 (GHQ–28) é um questionário auto-administrado que contém 28 itens, utilizado para avaliar depressão, ansiedade, insônia, disfunção social, e sintomas somáticos. Participantes com escore de 23 ou abaixo são classificados no grupo não psiquiátrico e aqueles com escore de 24 ou acima são classificados no grupo psiquiátrico. O GHQ–28 tem sido apresentado por ter uma medida confiável e válida em muitas populações incluindo traumas na coluna. (37-39) Este questionário ainda não foi validado no Brasil. Questionário de Swed–Qual é baseado em medidas usadas em estudos médicos. Tem sido traduzido para a língua sueca e desenvolvido por Brorsson et al. em 1993. É um medidor de saúde relacionado a QV. O Swed–Qual inclui 61 itens e forma um total de 11 sub-itens de perguntas com quatro alternativa; satisfação com a função física, dor, papel das limitações, questões relativas ao físico e problemas de saúde emocional, bem estar emocional (afeto positivo e afeto negativo), percepção do grau de cognição/ vitalidade, funções do sono, satisfação com a vida familiar, satisfação com relacionamento do companheiro (libido), função sexual e percepção de saúde geral. O índice dos escores varia de 0 a 100. 34,35 Este questionário ainda não foi validado no Brasil. Health Index (HI) é um instrumento clínico utilizado para mensurar a percepção do estado de saúde. Desenvolvido por Hansagi & Rosenquist 1982. O HI é composto de 10 itens: fadiga, energia, sono, mobilidade, humor, depressão, função intestinal, vertigens, dor e saúde durante a semana anterior. Cada item é avaliado numa escala de 1 a 4, onde 1 = muito ruim, 2 = ruim, 3 = bom, e 4 = muito bom. Nove itens avaliam a pontuação global que varia de 9 a 36. Quanto maior a pontuação, melhor será a percepção da saúde. A HI tem sido utilizado em diferentes grupos de pacientes, na Suécia, e provou ser confiável, com valores que variam entre 0,74 e 0,79, e válido pela sua alta correlação com os questionários de Qualidade de Vida.32,33 Este questionário ainda não foi validado no Brasil. Sense of Coherence (SOC) Antonovsky sugere que o sentido da coerência de uma pessoa é um determinante crucial de seu estado de saúde. O SOC, desenvolvido por Antonovsky, mensura a compreensão, o gerenciamento, e falta de compreensão em situações de estresse total da vida. Contém 13 itens sumariados. Os escores podem variar de 13 a 91. Quanto mais elevado o escore, mais forte o sentido da coerência e melhor a percepção da saúde. O SOC foi usada em diferentes categorias de pacientes na Suécia, e provou ser de confiança, com valores que variam entre 0.74 e 0.94, e válidos por suas elevadas correlações. Esse questionário de QV é bem estabelecido.32,41 Este questionário ainda não foi validado no Brasil. Quality of Life Index (QLI) foi desenvolvido para medir a qualidade de vida em termos de satisfação com a vida.44 Qualidade de vida é definida por Ferrans como "uma sensação pessoal de bem-estar que resulta de satisfação ou insatisfação com os domínios da vida, que são importantes para ele/ ela".43 O instrumento é composto por duas partes: a primeira parte mensura a satisfação em vários aspectos da vida e a segunda mensura a importância desses mesmos aspectos. Itens que são classificados como mais importante tem um impacto maior nas pontuações do que aqueles de menor importância. Uma série de versões do QLI foram desenvolvidos para serem usados em diferentes patologias e na população em geral, e foram reportados em mais de 200 estudos publicados. Adequado para uso como um questionário autoadministrado ou em formato de entrevista. São produzidos cinco escores que mensuram a QV global e em quatro domínios: saúde e funcionamento, social e econômico, psicológico/ espiritual, e família.42-47 Este questionário foi validado no Brasil. Quanto ao número de itens dos questionários de qualidade de vida encontrados, o menor número foi de 10 e o maior número foi de 136, média de 32 itens. Dos 11 questionários identificados: 03 (27,3%) tinham o número entre 10 e 16 de itens; 06 (54,5%) tinham o número de 26 a 70 itens; e apenas 01 (9%) tinha um número excessivo de 136 itens. O número de itens pode interferir na avaliação da qualidade de vida. Portanto para a avaliação da qualidade de vida é necessário um número considerável de itens para abordar os domínios que avaliam a Qualidade de Vida. A maioria (72,7%) dos questionários aborda os 4 domínios principais (Físico, Psicológico, Relações sociais e Meio-ambiente). Alguns abordam outras categorias como energia, mobilidade, saúde mental, ocupação e sono. O número de domínios encontrados nos questionários de qualidade vida variou de 1 a 9. A qualidade de vida é mensurada de acordo com os valores dos escores dos itens dentro de cada domínio ou a inter-relação dos domínios. Em relação à consistência interna 10 questionários apresentam o valor Cronbach alfa considerado bom. Dos questionários identificados apenas três (27,3%) foram validados para a língua portuguesa (versão brasileira). 6 CONCLUSÕES No período de 1976 a 2007 foram publicados 22 artigos e realizada 01 dissertação de mestrado que utilizaram 11 questionários de avaliação de qualidade de vida. O questionário mais utilizado nos estudos foi o Short Form–36 Health Survey (SF–36). A maioria dos questionários (54,5%) possui um número de itens considerável para avaliação da QV. A média do número de itens dos questionários foi 32. A maioria dos questionários (72,7%) aborda pelo menos 4 domínios principais: Físico, Psicológico, Relações sociais e Meio-ambiente). A maioria dos questionários (90,9%) apresentou consistência interna boa baseado Cronbach alfa. Três questionários foram validados no Brasil: o Short Form – 36 Health Survey (SF– 36), o World Health Organization Quality of Life Bref (Whoqol-Bref) e o Quality of Life Index (QLI). De acordo com os achados, não há um consenso na literatura quanto à escolha do instrumento de QV para avaliação dos pacientes com Síndrome Pós-Poliomielite. 7 ANEXOS Anexo 1. Parecer do Comitê de Ética Institucional. São Paulo, 13 de julho de 2007. CEP 1070/07 IImo(a). Sr(a). Pesquisador(a) JOÃO MARIA SCHILDT VIEIRA GRAMINA Co-Investigadores: Abrahão Augusto Juviniano Quadros (orientador) Disciplina/Departamento: Neurocirurgia/Neurologia e Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo/Hospital São Paulo Patrocinador: Recursos Próprios. PARECER DO COMITÊ DE ÉTICA INSTITUCIONAL Ref: Projeto de pesquisa intitulado: “Comparação de questionários de qualidade de vida em pacientes com síndrome pós - poliomielite (SPP)”. CARACTERÍSTICA PRINCIPAL DO ESTUDO: revisão de literatura. RISCOS ADICIONAIS PARA O PACIENTE: sem risco. OBJETIVOS: Realizar um levantamento bibliográfico com intuito de identificar as escalas de qualidade de vida usadas nos pacientes com síndrome pós-poliomielite. RESUMO: Será realizada revisão da literatura visando identificar quais instrumentos de avaliação de qualidade de vida são utilizados nos estudos em pacientes com síndrome pós-poliomielite (SPP). Visa comparar os instrumentos subjetivos encontrados na literatura, segundo critérios de revisão, e verificar qual deles apresenta melhor perfil para a população com SPP, no Hospital São Paulo. Será realizada revisão bibliográfica no período de 1972 a 2007, consultando as bases de dados: Medline, Scielo, Cochrane, Lincolshare Library. Serão comparados questionários /escalas / protocolos empregando os mesmos critérios da fonte original do instrumento.. FUNDAMENTOS E RACIONAL: A Síndrome Pós-Poliomielite encontra-se incluída na categoria da Doença do Neurônio Motor, considerando-se que o seu quadro clínico e alterações histológicas estão associados à disfunção dos neurônios motores inferiores. Questionários /escalas, são utilzados visando uma abordagem mais ampla, colocando em destaque a promoção da qualidade de vida desta população.. MATERIAL E MÉTODO: Estudo de revisão de literatura, sem contato com paciente. TCLE: Não se aplica. DETALHAMENTO FINANCEIRO: sem financiamento externo - R$ 550,00. CRONOGRAMA: 7 meses. OBJETIVO ACADÊMICO: Especialização. ENTREGA DE RELATÓRIOS PARCIAIS AO CEP PREVISTOS PARA: 12/7/2008 e 12/7/2009. ____________________________________________________________________________ Rua Botucatu, 572 - 1º andar – conj. 14 - CEP 04023-062 - São Paulo / Brasil Tel.: (011) 5571-1062 - 5539.7162 O Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo/Hospital São Paulo ANALISOU e APROVOU o projeto de pesquisa referenciado. 1. Comunicar toda e qualquer alteração do projeto e termo de consentimento livre e esclarecido. Nestas circunstâncias a inclusão de pacientes deve ser temporariamente interrompida até a resposta do Comitê, após análise das mudanças propostas. 2. Comunicar imediatamente ao Comitê qualquer evento adverso ocorrido durante o desenvolvimento do estudo. 3. Os dados individuais de todas as etapas da pesquisa devem ser mantidos em local seguro por 5 anos para possível auditoria dos órgãos competentes. Atenciosamente, Prof. Dr. José Osmar Medina Pestana Coordenador do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo/ Hospital São Paulo. _______________________________________________________________ Rua Botucatu, 572 - 1º andar – conj. 14 - CEP 04023-062 - São Paulo / Brasil Tel.: (011) 5571-1062 – 5539.7162 Anexo 2. Lista de autores e questionários utilizados. Autor/ ano Instrumentos utilizados 1. Furlong M. et al. 2007 WHOQOL-BREF (Versão australiana), GHQ-28 2. Willen C. et al. 2007 NHP 3. Vasconcelos O.M et al. 2007 SF-36 4. Gonzales H. et al. 2006 SF-36 5. Kaponides G. et al. 2006 SF-36 6. Legter et al. 2006 SF-36 7. Rosa et al. 2006 SF-36 8. Yagiz on et al. 2006 NHP 9. Stuifbergen AK. et al. 2005 QLI 10. Horemans H. et al. 2005 NHP 11. On Ya et al. 2005 NHP 12. Quadros AAJ; Oliveira ASB. 2005. Whoqol-Bref (versão brasileira) 13. Fink LE. et al .2004 SF-36 14. Nollet F. et al. 2003 NHP, PPL, LSQ 15. Wolfram Windisch,et al. 2003 SF-36 16. Markström A. al. 2002 SIP, HI, SOC 17. Noonan VK. et al. 2002 SF-36, SIP 18. Vasiliadis HM. et al. 2002 SF-36 19. Trojan DA et al. 2001 SF-36 20. Kling G. et al. 2000 Swed-Qual, SIP 21. B. Pentland et al. 1999 SF-36 22. Nollet F. et al. 1999 NHP, PPL, LSQ 23. Grimby G. et al. 1994 NHP 8 REFERÊNCIAS 1. Le Compte CM. post polio syndrome: An up date for the primary health care provider source nurse predictioner. 22(6): 133-6, 139, 142-6 passim, 1997 Jun. 2. Fleck MPA, Leal OF, Louzada S, Xavier M, Chamovich E, Vieira G et al. Desenvolvimento da versão em português do instrumento de avaliação de qualidade de vida da OMS (WHOQOL-100). Rev Bras Psiquiatr. 1999; 21(1):19-28. 3. Fleck MPA. O instrumento de avaliação de qualidade de vida da Organização Mundial da Saúde (WHOQOL-100): características e perspectivas. Ciência da Saúde Coletiva 2000; 5(1):33-38. 4. Paschoal SMP. Qualidade de vida do idoso: elaboração de um instrumento que privilegia sua opinião. 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Yagiz On, Arzu; Oncu, Julide; Atamaz, Funda; Durmaz, Berrin. Impact of post-polio related fatigue on quality of life. Journal of Rehabilitation Medicine. 2006; 38 (5):329332 (4). 26. On AY, Oncu J, Uludag B, Ertekin C. Effects of lamotrigine on the symptoms and life qualities of patients with post polio syndrome: a randomized, controlled study. NeuroRehabilitation. 2005; 20(4): 245-51. 27. Horemans H, Bussmann J, Beelen A, Stam H, Nollet F. Walking in postpoliomyelitis syndrome: The relationships between time-scored tests, walking in daily life and perceived mobility problems. Journal of Rehabilitation Medicine, Volume 37, Issue 3 May 2005, pages 142-146. 28. Nollet F, Beelen A, Twisk JW, Lankhorst GJ, De Visser M. Perceived health and physical functioning in postpoliomyelitis syndrome: a 6-year prospective follow-up study. Arch Phys Med Rehabil. 2003 Jul; 84(7):1048-56. 29. Nollet F, Beelen A, Prim MH, de Visser M, Sargeant AJ, Lankhorst GJ, de Jong BA. 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Purpose: The bibliographic survey to see which tools for assessment of quality of life (Qol) are used and validated for patients with SPP. Methods: These review of literature has been used indexed articles published in the period of 1972-2007. Results: There were 11 questionnaires of quality of life applied in with patients with post polio syndrome (SPP): SF–36, NHP, SIP, Whoqol–Bref, LSQ, PPL, GHQ–28, Swed–Qual, HI, SOC e QLI. Conclusion: The questionnaire most used was SF–36 (47,8%) on 23 studies. The average number item was 32. The most of questionnaires (72,7%) covers at least 4 areas main (Physical, Psychological, social Relations, Half-environment). The most of questionnaires (90,9%) showed good internal consistence based Cronbach alfa. Three questionnaires (27,3%) are validated for the portuguese language. According to the findings, there isn't a consensus in the literature about the choice of instrument for assessment of QOL for patients with Post-Polio Syndrome. Bibliografia consultada Sissy Veloso Fontes, Márcia Maiumi Fukujima, José Osmar Cardeal. Fisioterapia Neurofuncional: Fundamentos para a prática - SP: Ed. Atheneu. 2007. Quadros AAJ. Síndrome Pós Poliomielite (SPP). Uma Nova Doença Velha. São Paulo. S.N 2005. Tese de Mestrado em Ciências da Saúde. Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina. Rother ET, Braga MER. Como elaborar sua tese: estrutura e referências Copyrigth c2001, 2005. xi,121.