Relatório de Boas
Práticas do Projecto
TrainingLab
Agosto 06
Colecção TrainingLab
Colecção traningLab
Relatório de Boas Práticas do Projecto TrainingLab
1
Promotor:
Projecto TrainingLab
Título:
Relatório de Boas Práticas do
Projecto TrainingLab
Revisão e coordenação técnicopedagógica:
Membros da Parceria do
Projecto TrainingLab
(CINOP, IB,
EVTA/COLO/KCH,
ZNANIE ASSOCIATION,
HRDA, SALPAUS,
HRAKK, IST, ISQ)
Autora:
Tanja Kreetz (IB)
Capa:
Alexandre Almeida (ISQ)
Design e paginação:
Equipa de Design do “ISQ
e.learning”(ISQ)
Copyright, 2006
Todos os direitos reservados
Relatório de Boas Práticas do Projecto TrainingLab
2
Índice......................................................................... Error! Bookmark not defined.
1. Introdução................................................................................................................. 4
2. Apresentação do Projecto TrainingLab .................................................................... 5
2.1. Objectivos do Projecto ....................................................................................... 5
2.2. Organizações da parceria .................................................................................. 5
2.3. Objectivos da Parceria e Organização ............................................................... 7
3. Factores críticos de sucesso................................................................................... 10
5. Alguns conselhos para pôr em prática em futuros Projectos-piloto ......................... 20
5.1. Gestão do Projecto e outorga de poderes aos parceiros.................................. 20
5.2. Sistema de comunicação ................................................................................. 21
5.3. Cooperação multinacional................................................................................ 22
5.4. Reuniões de Projecto....................................................................................... 23
5.5. Espírito de Equipa............................................................................................ 24
5.6. Fase de Avaliação : curso piloto formar-o-formador......................................... 24
Relatório de Boas Práticas do Projecto TrainingLab
3
1. Introdução
Na sequência do Projecto “TrainingLab”, que tinha como objectivo desenvolver e testar
metodologias de aprendizagem inovadoras para adultos, foi elaborado o Relatório de
Boas Práticas que se segue.
O “TrainingLab” decorreu entre Outubro de 2004 e Setembro de 2006 e foi financiado
pelo Programa Leonardo da Vinci, da Comissão Europeia.
Este Projecto foi levado a cabo por nove organizações de sete países europeus
(Alemanha, Bélgica, Bulgária, Chipre, Finlandia, Holanda e Portugal) e coordenado
pelo Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ), em Portugal.
Pretende-se com este Relatório disponibilizar aos coordenadores de Projecto e
gestores que trabalham em Projectos internacionais, no âmbito da educação de
adultos em processo de formação auto-orientada e no desenvolvimento de recursos
humanos, um conjunto de informações e métodos inovadores para a gestão que
constituíram factores de sucesso e permitiram a obtenção dos excelentes resultados
do Projecto TrainingLab.
Após um sumário dos objectivos do Projecto e da descrição da equipa de Projecto no
Capítulo 2, o relatório apresenta as características da parceria e a distribuição de
tarefas pelos parceiros (Capítulo 3) e os factores críticos de sucesso relacionados com
a obtenção de resultados (Capítulo 4). De modo a dar uma visão geral dos produtos e
resultados do Projecto, o Capítulo 5 lista os detalhes mais relevantes para cada um
dos nove Pacotes de Trabalho. No final do Relatório (Capítulo 6) são apresentados
conselhos concretos para potenciais utilizadores em futuros Projectos.
Relatório de Boas Práticas do Projecto TrainingLab
4
2. Apresentação do Projecto TrainingLab
2.1. Objectivos do Projecto
O principal objectivo que orientou todas as actividades deste Projecto foi o
desenvolvimento de um sistema de formação que incentivasse a formação ao longo da
vida. O sistema apresentado foi baseado na ideia que, para motivar os formandos
para o processo de aprendizagem e assegurar que os efeitos são potenciados, é
necessário investir em metodologias e técnicas que tenham em conta as necessidades
de formação dos participantes e que tornem transparente todo o processo de
formação. Esta perspectiva incrementa a possibilidade de manter os participantes
motivados, promovendo a necessidade de investir em aprendizagem e formação ao
longo da vida.
A implementação desta metodologia androcentrada permite aos potenciais formandos
figurarem como elementos centrais do processo formativo, facilita a transferibilidade
entre situações simuladas na formação e a realidade do contexto de trabalho. Deste
modo, os formandos terão tendência para adoptar atitudes que facilitem a partilha de
conhecimento. Para além destes aspectos positivos para os indivíduos, reconhecemse também as vantagens para as empresas e organizações pois, para além de
fortalecer a sua competitividade, esta metodologia expõe também maior receptividade
à inovação e à mudança e, consequentemente maior aptidão para o desenvolvimento
das suas competências.
Informação adicional sobre este tema pode ser obtida no website do Projecto
http://www.training-lab.net.
2.2. Organizações da parceria
O Projecto TrainingLab foi operacionalizado por nove organizações europeias
(empresas, centros de formação vocacional, escolas de línguas, centros de
especialização e uma universidade) que são apresentadas de seguida:
ISQ – INSTITUTO DE SOLDADURA E QUALIDADE (Oeiras, Portugal)
(coordenador do TrainingLab): Organização privada sem fins lucrativos, técnica e
cientificamente orientada para a garantia da qualidade, inspecções técnicas, ensaios
não-destrutivos, consultoria, ensaios e formação. A Pesquisa, Desenvolvimento e
Inovação constituem-se como actividades essenciais para a identificação e
investimento em oportunidades de negócio baseadas em novas tecnologias. Papel no
Projecto: Promotor e coordenador de Projecto. Responsabilidades: Design,
desenvolvimento e criação do ambiente de formação, desenvolvimento dos produtos
do Projecto; ensaio dos produtos do Projecto; avaliação do Projecto. Website:
http://www.isq.pt
CINOP - CENTRUM VOOR INNOVATIE VAN OPLEIDINGEN (‘s-Hertogenbosch,
Netherlands): Centro para a Inovação da Formação e Educação; actua nos domínios
de pesquisa, desenvolvimento e consultoria no campo da educação vocacional e
formação para clientes públicos e privados. Papel no Projecto: parceiro.
Responsabilidade no Projecto: recolha e compilação das melhores práticas;
desenvolvimento dos produtos do Projecto. Website: http://www.cinop.nl
Relatório de Boas Práticas do Projecto TrainingLab
5
DZ – DRUGESTVO ZNANIE (Sofia, Bulgaria): A Associação Znanie é uma
Organização sem fins lucrativos no domínio da formação e educação. É uma
associação de professores, leitores, tutores universitários e vários especialistas cujo
principal objectivo é criar condições que contribuam para a educação/formação não
formal e qualificação ao longo da vida para todos, através da concepção e
operacionalização de diagnósticos de necessidades, programas específicos de
formação e serviços de consultoria. Papel no Projecto: parceiro. Responsabilidades no
Projecto: desenvolvimento dos produtos do Projecto. Website: http://www.znaniebg.org
EVTA – EUROPEAN VOCATIONAL TRAINING ASSOCIATION (Brussels,
Belgium): É uma Rede europeia de formação vocacional, abrangendo 15 membros de
14 países europeus, representando organismos públicos nacionais de formação e
emprego tem erm vista o reconhecimento e divulgação das diferentes abordagens à
educação vocacional e formação na Europa, contribuindo desta forma para a é
promoção de uma visão Europeia da formação/educação no século 21. Papel no
Projecto: parceiro. Responsabilidades: Divulgação e valorização dos resultados e
produtos do Projecto; desenvolvimento dos produtos do Projecto. Website:
http://www.evta.net.
HRAKK
–
HYVINKÄÄN-RIIHIMÄEN
AIKUISKOULUTUSKESKUS
(Hyvinkaa-Riihimaki, Centro de Educação Vocacional para Adultos) (Hyvinkää,
Finland): É um dos 47 centros de educação vocacional para adultos que formam uma
rede educacional de vasta cobertura na Finlândia. É um poderoso instituto baseado de
raiz no desenvolvimento, que oferece serviços educacionais locais e nacionais em
diversas áreas (negócios e administração, serviços de limpeza, formação ambiental,
formação para imigrantes, tecnologias de informação, indústria metalúrgica, logística,
formação de orientação e cuidados de saúde e higiene, entre outros). Adicionalmente,
a HRAKK oferece formação de equipas por medida e desenvolvimento de serviços
para empresas. Papel no Projecto: parceiro.Responsabilidade no Projecto: design das
fichas de auto avaliação; desenvolvimento dos produtos do Projecto. Website:
http://www.hrakk.fi
HRDA - HUMAN RESOURCE DEVELOPMENT AUTHORITY OF CYPRUS (Nicosia,
Cyprus): É uma Organização semi-governamental cujo objectivo é criar os
necessários pré-requisitos para a formação planeada e sistemática e orientar os
processos de formação em todos os domínios do ciclo formativo, a todos os níveis e
em todos os sectores dos recursos humanos no Chipre. Papel no Projecto: parceiro.
Responsabilidade no Projecto: desenvolvimento dos produtos do Projecto. Website:
http://www.hrdauth.org.cy
Internationaler Bund – Bildungszentrum Stuttgart (Stuttgart/Germany): É uma das
maiores Organizações de formação vocacional na Alemanha (Federação), enfocada
na formação vocacional, acompanhamento de carreiras e cuidados sociais para jovens
e adultos, na sua maior parte incapacitados, tendo como objectivo o seu apoio no
planeamento e melhoramento da sua vida profissional e pessoal. Papel no Projecto:
parceiro. Responsabilidade no Projecto: relatório de boas práticas com os resultados;
divulgação dos resultados; desenvolvimento dos produtos do Projecto. Websites:
http://www.internationaler-bund.de, www.ib-bildung.de.
Relatório de Boas Práticas do Projecto TrainingLab
6
IST – INSTITUTO SUPERIOR TECNICO (Oeiras, Portugal): È um Instituição Pública
de Ensino Superior de âmbito nacional no domínio das Engenharias Ciência e
Tecnologia. A Secção de Tecnologia do Processo do Departamento de Engenharia
Mecânica Responsabilidade foi a responsável pelo acompanhamento deste Projecto.
Papel no Projecto: parceiro.Responsabilidade no Projecto: desenvolvimento dos
produtos do Projectos. Website: http://www.ist.utl.pt
SALPAUS – SALPAUSKANSAINVÄLISTYMISOPINNOT, Departamento de estudos
Internacionais
(Lahti, Finlândia): Centro de educação vocacional e ensino
secundário superior para jovens e adultos. Papel no Projecto: parceiro.
Responsabilidade no Projecto: concepção do website do Projecto; desenvolvimento
dos produtos do Projecto. Website: http://www.salpaus.fi
2.3. Objectivos da Parceria e Organização
Desde o início do Projecto, o objectivo da Parceria foi conceber produtos inovadores
de elevado valor técnico e pedagógico para uma futura aplicação no campo da
formação profissional e educação. O facto de os parceiros se terem mantido em
estreito contacto com as entidades mais representativas da formação do seus paises,
constituiu uma vantagem quer no que concerne às actividades de pesquisa,
investigação e concepção quer também no concerne aos processos de ensaio e
divulgação dos resultados do Projecto. Não obstante as diferenças culturais, de
linguagem e pessoais, houve a constante preocupação de motivar, estimular e
envolver os membros da parceria para que considerassem este Projecto como sua
propriedade e deste modo contribuíssem activamente na concretização dos seus
resultados.
As tarefas e responsabilidades do Projecto TrainingLab foram partilhadas e
distribuídas pelos parceiros, para ese efeito, o ISQ, como coordenador do Projecto,
recomendou veementemente um sistema de gestão baseado em Steering Committees
(SC), de modo a envolver todos os parceiros nas decisões de gestão e obtenção dos
resultados. O tema acordado foi: “Somos todos responsáveis pelo produto final”. Deste
modo, todas as decisões estratégicas foram discutidas e assumidas pela equipa de
gestão. Na reunião de “kick-off”, em Lisboa (Novembro de 2004), onde foi apresentada
aos parceiros a metodologia de gestão SC, cada um teve a oportunidade de escolher
o SC mais adequada à integração das suas competências e coordenação das
actividades. Como resultado deste processo, foram criados 6 SC’s de acordo com a
natureza das tarefas, conforme a seguinte configuração:
SC Inquéritos e pesquisa – CINOP
O objectivo deste SC foi garantir uma metodologia de gestão que possibilitasse a
eficiente recolha de informações fundamentais para a definição de uma linha
orientadora para as actividades seguintes. Ficou acordado que antes de proceder à
concepção de qualquer sistema seria fundamental indentificar boas práticas de
“formação ao longo da vida”, implementadas nos países da EU. Deste modo os
parceiros acordaram em investigar e descrever três boas práticas, priorizando aquelas
que seguiam uma metodologia de formação de adultos Androcentrada.
Estas boas práticas foram descritas resumidamente num formato estruturado
concebido pelo CINOP e disponibilizadas na plataforma da gestão da informação do
Projecto (infomanagment) para votação. Todos os parceiros votaram nas boas
práticas, justificando a razão da sua escolha. A prática mais votada de cada parceiro
foi considerada a melhor prática.
Relatório de Boas Práticas do Projecto TrainingLab
7
Como resultado desta votação coordenada pelo CINOP, o Projecto integrou as 9
melhores práticas, tendo cada parceiro feito uma descrição mais detalhada num novo
formato disponibilizado pelo CINOP para esse efeito.
SC Design - ISQ
O objectivo deste SC foi coordenar a concepção de todos os produtos integrantes do
Projecto.
Integraram-se as actividades neste SC: Conceber os textos para o website (sendo a
EVTA a responsável), conceber a estrutura do website (Sendo o SALPAUS o
responsável), planificar a configuração sala de formação (Sendo o ISQ o responsável),
conceber o curso de Formação Andragógica para Formadores” e seus os recursos
didácticos (Sendo o ISQ o responsável), Conceber a estrutura para as fichas de autoavaliação (Sendo o HRAKK o responsável) e conceber o guia metodológico (Sendo o
ISQ o responsável).
Foi assegurado que todos os parceiros tinham acesso a toda a informação detalhada
e eram capazes de dar e receber feedback de todas as actividades.
Foi ainda garantido que todos os produtos eram entregues e validados pelos
parceiros, dentro dos prazos.
Sendo este o SC o de maior dimensão em termos de actividades, o ISQ propôs-se
como seu coordenador dada a sua experiência nesta metodologia de gestão de
Projecto.
SC Ensaio - ISQ
O objectivo deste SC foi testar resultados e produtos do Projecto, proceder a
alterações e melhorias e obter informações de utilizadores reais para a validação. As
actividades de teste consistiram em testar / avaliar a metodologia desenvolvida através
da realização de um curso piloto “Formação Andragógica para Formadores” em Lisboa
(Janeiro de 2006), no qual foram corrigidos e validados todos os materiais.
SC Relatório de Boas Práticas - IB
O objectivo deste SC foi organizar e coordenar a recolha de dados e as contribuições
dos parceiros para a concepção do Relatório de Boas Práticas, assegurarndo que
todos os parceiros se identificariam com o produto final’; Em simultâneo, que o
documento final teria utilidade para quem pretendesse vir a implementar um Projecto
de natureza semelhante.
SC Valorização e Difusão – EVTA
Com base no seu pacote padrão de divulgação, e em colaboração com o ISQ, a EVTA
desenvolveu um Plano para a Disseminação e Valorização dos resultados do Projecto.
Este plano foi acordado pela equipa do Projecto, com pequenas alterações de menor
importância. O plano consistiu em:
• Concepção de conteúdos para o website do Projecto (www.training-lab.net) –
disponível online até 2008;
• Divulgação do Projecto na Base de Dados EU da EVTA, incluindo um sumário
multilingue do Projecto (11 línguas da Comunidade);
• Colocação de anúncio (Banner) no website para promover o Seminário final;
Relatório de Boas Práticas do Projecto TrainingLab
8
•
•
•
•
Promoção do Seminário final e apresentação dos resultados da mesma,
através da publicação de artigos na EVTA-news;
Concepção e Produção de DVD Promocional sobre o curso de formação
piloto, entregue pelo ISQ (Janeiro de 2006);
Publicação de um artigo sobre o Projecto na revista digital da EVTA “E-zine”;
Organização do Seminário final de disseminação do Projecto, organizado pelo
ISQ (Setembro de 2006) com disponibilização por webconferência para os web
utilizadores.
Para além destes produtos transversais e comuns à parceria, cada parceiro tomou as
suas próprias iniciativas de valorização e difusão, dentro das suas redes de
comunicação e através dos seus canais habituais. As actividades de divulgação e
valorização apresentadas pelos próprios parceiros do Projecto, incluíram a distribuição
de documentação sobre as metodologias desenvolvidas, a implementação de planos
de sessão de formação, o fornecimento de informações sobre o Projecto nos websites
dos parceiros, ligações (links) ao website do Projecto geral, bem como a tradução dos
produtos do Projecto para os seus idiomas.
SC gestão e comunicação entre a Parceria – ISQ
Este SC teve como objectivo garantir uma comunicação e partilha de documentação
eficiente entre a equipa. Para esse efeito adoptou-se um sistema de comunicação
on-line- infomanagment system.
Este sistema permitiu promover a interacção e a dinâmica entre os elementos da
equipa, orientar a actividade para os resultados e eliminar os conflitos dentro do grupo.
Foi também uma excelente ferramenta para lidar com a burocracia financeira, cumprir
prazos de entrega e garantir a excelência dos resultados.
Relatório de Boas Práticas do Projecto TrainingLab
9
3. Factores críticos de sucesso
O capítulo seguinte descreve as tarefas particulares com que as SC tiveram que lidar
e as decisões que tiveram que ser tomadas, de modo a atingir os resultados.
SC Análise – CINOP
Face à necessidade de obter melhores resultados, o coordenador da Steering
Committee apresentou e aceitou algumas as sugestões e mudanças. O coordenador
demonstrou uma grande dedicação e aptidão, o que permitiu desenvolver, em curto
espaço de tempo, uma longa estrutura de boas práticas e coordenar com eficiência a
votação das boas práticas dos parceiros.
A eficiente concretização das suas próprias tarefas, teve um forte impacto nos
restantes participantes e fortaleceu o espiríto de equipa.
SC Design - ISQ
Este SC esteve associado ao maior pacote de trabalho, o que poderia ter conduzido a
alguma falta de coordenação, contudo face ao elevado empenho e responsabilidade
da equipa e à competente coordenação levada a cabo pelo ISQ, os objectivos foram
atingidos sem elevado grau de esforço ou significativas alterações face ao resultados
esperados.
Todos os produtos, tais como o website, a sala de formação, as fichas de autoavaliação e o guia metodológico, foram apresentados inicialmente em versões de
rascunho, as quais foram analizadas, discutidas e melhoradas no seio do grupo –
algumas durante as reuniões de Projecto, (como foi o caso da elaboração do guia
metodológico em Sófia, em Maio de 2005) - outras na plataforma comum de
comunicação.
Todos os produtos foram revistos, melhorados e validados por todos os parceiros pois
o objectivo, para além da garantia da qualidade do produto foi também a garantia da
sua adequabilidade às diferentes realidades da parceria. A concretização dos
resultados, foi sempre baseada em compromissos entre todos os parceiros, o que
exigiu um elevado grau de flexibilidade e de confiança na equipa, por parte do
coordenador.
SC Avaliação - ISQ
As actividades de avaliação foram consideradas de extrema importância para a
concretização dos objectivos e resultados esperados. A sua clareza e transparência
foram um factor importante para a a garantia de altos níveis de confiança entre os
parceiros.
Todos se demonstraram francamente confiantes e interessados em analisar avaliar e
validar os novos produtos, demonstrando elevado empenho em obter produtos com
um de qualidade por forma a poderem e divulgá-los com confiança e o mais possível
no seio das suas instituições.
SC Relatório das Boas Práticas - IB
O relatório de boas práticas foi topicalizado e estruturado num grupo de trabalho
durante a reunião de Nicósia. O seu desenvolvimento e o término do relatório de
boas práticas foi efectuado durante o Verão, motivo pelo qual a actividade, em geral,
se prolongou para além das previsões iniciais.
Este Relatorio foi baseado nas interpretações e informações fornecidas pelos
parceiros sobre o Projecto, considera-se uma referência para gestores de Projectos e
coordenadores envolvidos em Projectos futuros.
Relatório de Boas Práticas do Projecto TrainingLab
10
SC Valorização e Difusão - EVTA
Devido a alguma abstração por parte do coordenador deste SC, durante algum tempo
não houve uma definição concreta quanto ao plano de disseminação/valorização. Mais
uma vez, nesta situação, foi demonstrado o empenho da Parceria que, substituindo-se
ao coordenador, tomou a seu cargo as responsabilidades de disseminação enquanto o
coordenador se demonstrou menos disponível, avançado com as actividades que
poderiam ser garantidas sem a sua participação activa, nomeadamente a divulgação
do website do Projecto, a produção do DVD e a divulgação nas suas redes e contextos
nacionais.
No final, o cooordenador do SC conseguiu assegurar as actividades de disseminação
previstas no Plano, tendo sido concretizadas conforme definido.
SC Gestão e Comunicação entre a Parceria – ISQ
Uma vez que a organização do Projecto baseada em Steering Committees tinha como
objectivo envolver e responsabilizar todos os parceiros nas decisões sobre a
concretização do mesmo.
O coordenador analisou o perfil de cada parceiro de modo a canalizar as mais valias
de cada um em benefício do Projecto. Deste modo conseguiu concentrar todos os
esforços na concretização dos objectivos do Projecto.
A coordenação do Projecto teve que assegurar, de uma forma subtil e actuando
indirectamente, que eram tomadas as decisões adequadas aos objectivos e resultados
esperados.
No princípio do Projecto a equipa estranhou e conotou este modo de actuar da
coordenação com uma atitude de laisser-faire, contudo com o decorrer das actividades
foram constando que o objectivo da coordenação era dar espaço para que todos
demonstrassem as suas competências e capacidades de gestão por forma a garantir
o empenho de todos e a criação de sinergias no grupo.
Algumas das condições essenciais para o empenho dos parceiros neste Projecto,
foram:
1) o processo de validação das decisões, efectuada numa base de grupo;
2) Fazer coincidir as as reuniões de Projecto com as actividades mais relevantes do
Projecto, o que levou a que a equipa trabalhassem em conjunto nos momentos
cruciais;
3) Garantir o empenho de cada um face aos desafios propostos;
4) Garantir um consistente mas “amigável” meio de comunicação.
4. Descrição dos detalhes mais relevantes dos pacotes de trabalho
A seguinte tabela apresenta uma informação detalhada de cada Pacote de Trabalho
do TrainingLab:
Relatório de Boas Práticas do Projecto TrainingLab
11
Pacote de
Trabalho
WP1:
Definição
da da
metodologi
a do
Projecto e
realização
de
actividades
de
investigaçã
o
WP2:
Concepção
e
implementa
ção de um
ambiente de
formaçãom
Steering
Committees
(SC)
•
SC
Gestão e
comunica
ção entre
a
Parceria
(ISQ)
•
SC
Valorizaç
ão e
difusão
(EVTA)
•
SC
Análise
(CINOP)
SC
Design
(ISQ)
SC
Avaliação
(ISQ)
•
•
Objectivo(s)
Tipo(s) de Mês de
resultados Término
Definir a metodologia de Website
trabalho da equipa e planear do
as actividades de investigação Projecto
de suporte à linha orientadora
do Projecto.
4
Identificar um total de 27 boas Análise de 5
práticas.
Selecionar
e Boas
descrever as 9 melhores Práticas
práticas.
Conceber um espaço de
aprendizagem
flexivel,
multifuncional e adequável aos
objectivos de aprendizagem.
Avaliar em que medida é que
este tipo de espaço poder ser
Relatório de Boas Práticas do Projecto TrainingLab
Ambiente
de
formação
multifunci
onal
4
Grupo(s) alvo
Idioma(s)
Coordenadores
do Projecto,
formadores,
professores,
consultores de
formação,
coordenadores,
pedagogos.
Formadores,
professores,
coordenadores,
pedagogos
Alemão,
Búlgaro,
Inglês,
Finlandês,
Português
Formadores,
professores,
consultores,
coordenadores,
pedagogos
Forma
Metodolog
do
N° de
ia
cópias
docum
didáctica
ento
Impres
1 para
são,
cada
versão
idioma
electró
nica
Inglês,
Português
Impres
são,
versão
electró
nica.
1
Inglês,
Português
Espaço
físico /
sala,
sala de
explica
ção,
DVD
Baseada 1
numa
abordage
m
centrada
no
estudante
12
ultifunciona
l
considerado
como
um Plataform
elemento
facilitador
e a Eencorajador do processo de learning
aprendizagem.
16
Formadores,
professores,
consultores de
formação,
mediadores,
coordenadores,
pedagogos
Inglês,
Português
Platafo
rma
virtual
e
recurso
s
didáctic
os
Baseada 1
numa
abordage
m
centrada
no
estudante
5-6
Formadores,
professores,
consultores de
formação,
coordenadores,
pedagogos.,
Finlandês,
Inglês
Impres
são,
formato
electró
nico.
Auto1
reflexão
nos
processos
e
objectivos
da
aprendiza
gem
Formadores,
professores,
consultores de
formação,
coordenadores,
pedagogos.,
Alemão,
Búlgaro,
Finlandês,
Inglês
Impres
são,
versão
electró
nica
Baseada
numa
abordage
m
centrada
no
estudante
WP3:
Elaboração
de fichas de
autoavaliação
•
SC
Design ISQ
Disponibilizar aos formandos Fichas de
as ferramentas necessárias autopara avaliarem as suas avaliação
competências
à
entrada,
identificarem
as
suas
expectativas e objectivos no
seu processo individual de
aprendizagem de forma a
poderem traçar o seu itinerário
formativo.
WP4:
Concepção
do Guia
metodológi
co
•
SC
Design ISQ
Concepção de um guia que Guia
12
disponibilize aos formadores metodológ
um
conjunto
de
linhas ico
orientadoras
para
a
preparação
e
operacionalização de acções
de formação suportadas em
metodologias androcentradas
orientadas para processos de
aprendizagem de adultos.
Relatório de Boas Práticas do Projecto TrainingLab
1
(versão
complet
ae
resumo
,
respecti
vament
e) em
Alemão
,
Búlgaro
,
Finland
13
WP5:
Concepção
dos
conteúdos
didácticos e
do Curso de
formação
andragógic
a para
formadores
•
SC
Design
(ISQ)
WP6:
Operacional
ização do
curso
andragógic
o para
formadores
•
SC
Testar
e
desenvolver
Avaliação metodologias de formação,
(ISQ)
técnicas e instrumentos do
Curso Formação Andragógica
para Formadores
Conceber o conteúdos e os
recursos didácticos do Curso
Formação andragógica para
formadores
Conteúdo 14
s,
métodos
didácticos
para o
curso
piloto
“Formaçã
o
Andragógi
ca para
Formador
es”
Ambiente 16
de
formação
multifunci
onal
Proporcionar a oportunidade
aos formandos vivenciarem
uma formação suportada em 3 sessões 16
metodologias
activas
e online
androcentradas
Avaliar em que medida é que
os formandos estão aptos a
aplicar
processos
autodirigidos
e
metodologias
androcentradas.
Relatório de Boas Práticas do Projecto TrainingLab
ês e
Inglês
1
Formadores,
professores,
consultores de
formação,
mediadores,
coordenadores,
pedagogos
Idioma dos Impres
parceiros + são,
Inglês
DVD
Baseada
em
formação
a
distância
e
formação
presencial
Formadores e
professores
Inglês
Formadores e
professores
Inglês,
Português
Baseada (Favor
numa
ver
abordage WP2)
m
centrada
no
estudante
Baseada
no
conceito
de
formação
a
distância
(Favor
ver
WP2)
14
WP7:
Relatório de
Boas
Práticas e
Handbook
•
•
WP8:
Disseminaç
ão e
Valorização
dos
resultados
do Projecto
•
•
SC
Relatório
de Boas
Práticas
(IB)
SC
Gestão e
Comunica
ção entre
a
Parceria
(ISQ)
SC
Valorizaç
ão e
Difusão
(EVTA)
SC
Gestão e
Comunica
ção entre
a
Parceria
(ISQ)
Divulgar os factores
sucesso do Projecto
obtenção dos resultados
de Relatório
na de Boas
Práticas
24
Coordenadores
de Projecto,
Gestores de
Projecto
Disseminar os produtos do E24
Projecto e explicar a sua handbook
adequada aplicação.
Coordenadores, Alemão,
formandos e
Búlgaro,
pedagogos
Finlandês,
Inglês,
Português
Divulgar as actividades e os Website
resultados do Projecto e tornálos acessíveis ao grande
público
Formadores,
professores,
consultores de
formação,
gestores e
coordenadores
de Projecto,
pedagogos,
escolas, centros
de formação
vocacional,
instituições de
desenvolviment
o social
Relatório de Boas Práticas do Projecto TrainingLab
Mês 4 –
24
Inglês +
idiomas
dos
parceiros
Impres
são,
versão
electró
nica
Versão Baseada
electró no
conceito
nica
de
formação
a
distância
Internet
1
15
Demostrar
e
divulgar
a Plano de Mês 24
qualidade, adequabilidade e Dissemina
capacidade
de ção
transferibilidade dos produtos
e do Projecto.
Demonstrar os resultados DVD
obtidos com o curso piloto.
Relatório de Boas Práticas do Projecto TrainingLab
20
Formadores,
professores,
consultores de
formação,
gestores e
coordenadores
de Projecto,
pedagogos,
escolas, centros
de formação
vocacional,
instituições de
desenvolviment
o social
Formadores,
professores,
consultores de
formação,
gestores e
coordenadores
de Projecto,
pedagogos,
escolas, centros
de formação
vocacional,
instituições de
desenvolviment
o social
Inglês
Virtual
1
Idioma de
cada
parceiro +
Inglês
DVD
1 por
parceir
o+
cópias
16
Divulgar
resultados
Projecto.
os
diversos Brochuras 22
e Produtos do do
Projecto
Apresentar
e
debater
temáticas relacionadas com a
temática
e
divulgar
os
Produtos e resultados do
Projecto
Relatório de Boas Práticas do Projecto TrainingLab
Seminário 23-24
s de
divulgaçã
o
Idioma de
cada
parceiro +
Inglês
Formadores,
Idiomas
professores,
dos
coordenadores parceiros
das
organizações de
formação
vocacional
Impres
são,
virtual
Multim
édia
100 por
parceir
o + 200
para o
coorde
nador
Apresenta 3-4
ção dos
resultados
,
discussão
em grupos
e
plenários
17
Disseminar os produtos do
Projecto de forma a garantir a
sua
utilização
e
transferibilidade
Relatório de Boas Práticas do Projecto TrainingLab
Publicaçõ 21
es na
plataforma
virtual
EXEMPL
O,
largament
e utilizada
pelas
organizaç
ões de
formação
vocacional
, logrando
50.000
formadore
s,
consultore
se
coordenad
ores
Formadores,
professores,
consultores de
formação,
gestores e
coordenadores
de Projecto,
pedagogos,
escolas, centros
de formação
vocacional,
instituições de
desenvolviment
o social
Idiomas
dos
parceiros +
Inglês
Impres
são,
CD,
platafor
ma
virtual
EXEM
PLO
1 em
cada
idioma
dos
parceir
os e
em
Inglês
18
Divulgar os resultados do Seminário 24
Projecto e discuti-los com um s de
público mais vasto
divulgaçã
o
WP9:
Coordenaçã
o e Gestão
do Projecto
•
SC
Gestão e
Comunica
ção entre
o
Coordena
dor da
Parceria
(ISQ)
Assegurar uma comunicação Plataform 1 a 24
eficiente entre os parceiros
a de
comunica
ção
“Infomana
gement”
Proporcionar
aos parceiros Reuniões 2, 8, 16,
um espaço para planearem e de
20, 24
avaliarem as actividades do Projecto
Projecto
Relatório de Boas Práticas do Projecto TrainingLab
Formadores,
professores,
consultores de
formação,
mediadores,
coordenadores,
pedagogos,
escolas, centros
de formação,
instituições de
desenvolviment
o social,
empresas
Coordenadores
e
representantes
das
organizações de
cada parceiro
Coordenadores
do Projecto
Inglês,
Português
Multim
édia
Inglês
Electró Apresenta 1
ção dos
nica,
dados
papel
introduzid
os pelos
parceiros,
Multim discussão 5
entre os
édia
parceiros
Inglês
Apresenta 1
ções,
discussõe
s,
transmiss
ão às
organizaç
ões dos
parceiros
19
5. Alguns conselhos para pôr em prática em futuros Projectos-piloto
Em conformidade com o panorama actual nas sociedades contemporâneas e da
crescente necessidade dos indivíduos estarem envolvidos em formação ao longo da
vida, o Projecto TrainingLab desenvolveu e testou ambientes multifuncionais, bem
como estratégias, métodos e ferramentas para os formadores e formandos, baseados
em metodologias Androcentradas.
Este e outros Projectos que tenham como objectivo o reforço de competências do
formador, o seu papel como orientador, o encorajamento no processo de tomada de
decisões, a auto-responsabilização dos formandos, o desenvolvimento de sistemas
avaliação e a aplicação de métodos inovadores, poderão ser interessantes para
identificar e conhecer as especificidades e diferenças culturais, de modo a que, em
conjunto, as parcerias multinacionais, possam vir a conceber sistemas e/ou produtos
adaptáveis e com potencial de transferbilidade.
Este processo é, em regra, dificultado pelas diferenças culturais por isso, para que os
objectivos do Projecto sejam atingidos, torna-se fundamental assegurar uma
atmosfera agradável de trabalho e clima de partilha e de confiança na parceria.
Este capítulo descreve os vários factores de sucesso do Projecto TrainingLab. Os
resultados apresentados em seguida baseiam-se nos resultados de um questionário
distribuído a todos os parceiros1, no intercâmbio de ideias na “Infomanagement”, bem
como em discussões mantidas durante as reuniões de Projecto.
5.1. Gestão do Projecto e outorga de poderes aos parceiros
Uma das principais ideias do TrainingLab foi a de que todos os parceiros são
responsáveis pelos produtos finais, pelo que eles pertencem a todos. Neste contexto,
foi provado como sendo válida e suportável, para a concretização das diferentes
tarefas do Projecto, a metodologia de gestão através de Steering Committees.
A maioria dos parceiros – e não apenas o promotor do Projecto – teve um papel
importante na generalidade das fases do Projecto e particularmente enquanto
coordenadores do seu SC. Esta metodologia resultou em que todos estivessem
activamente envolvidos nos processos de tomada de decisões, o que contribuiu para
manter a motivação dos participantes, induzindo a uma crescente identificação e
pertença ao Projecto.
Através das suas responsabilidades nos Steering Committees, os parceiros estiveram
envolvidos, não só no desenvolvimento dos resultados do Projecto, mas também no
incentivo aos outros parceiros. Em geral, esta postura levou a um sentimento de posse
dos produtos, sendo os resultados encarados como o produto dos esforços de
cooperação entre os parceiros.
Ao criar Steering Committees, deve ter-se em conta o seguinte:
• Distribuir de modo claro os papéis e responsabilidades no Projecto,
considerando as preferências e competências de cada parceiro (a identificar e
negociar na reunião de kick-off).
•
Definir claramente onde residem as responsabilidades; todos os parceiros
devem ser informados sobre os conteúdos de cada pacote de trabalho.
Relatório de Boas Práticas do Projecto TrainingLab
20
•
O promotor deve incentivar a criatividade no desempenho das tarefas SC –
sem pressionar em demasia os parceiros do Projecto no desempenho do seu
papel.
•
Organizar alguns dos pacotes de trabalho em simultâneo: os parceiros não
devem ter que aguardar pelo trabalho dos outros parceiros, deve ser garantido
que diversos produtos podem estar a ser processados ao mesmo tempo, uma
vez que a responsabilidade pertence a parceiros diferentes.
•
Ter em mente que envolver mais que um parceiro num Steering Committee
pode aumentar tempos de espera no término das tarefas.
•
É necessário deixar bem claro, logo desde o início do Projecto, o que se
espera dos parceiros em termos da sua contribuição, mesmo noutros pacotes
de trabalho que onde não sejam directamente responsáveis.
1. Os parceiros descreveram quatro factores gerais de sucesso do TrainingLab nas
reuniões de Projecto:
- O Curso Piloto de Formação Andragógica para Formadores,
- A estrutura dos Steering Committees,
- A plataforma de comunicação “Infomanagement”,
- As lições e experiências vividas no decurso do Projecto.
5.2. Sistema de comunicação
O Projecto TrainingLab utilizou uma plataforma comum de comunicação
(Infomanagement) de modo a garantir que, apesar das longas distâncias entre as
organizações dos parceiros, estes seriam capazes de comunicar abertamente e em
conjunto, trocando ideias e versões prévias de produtos,.
Salienta-se em particular a funcionalidade de notificação automática por e-mail do
sistemado que provou ser de importância vital para a eficácia da comunicação.
Através destas notificações, os parceiros eram imediatamente informados da
existência de novas mensagens no fórum, sem se sentirem sistematicamente
obrigados a entrar no sistema e verificar a existência das mesmas.
Outra característica que tornou o sistema amigável foi a flexibilidade da estrutura do
fórum. Este foi organizado em tópicos baseados na estrutura dos Steering
Committees, o que permitia uma excelente organização da informação e fácil
acessibilidade à documentação partilhada.
Uma vez que foram adicionados tópicos sócio-culturais à lista temática, foi criado um
espaço de partilha que favoreceu a consolidação de laços e relações sociais, tais
como: permuta de fotografias e pedidos entre os parceiros, informações culturais e
pessoais, etc.
Para o promotor do Projecto, o Infomanagement provou ser um bom meio na redução
dos esforços de gestão, uma vez que as responsabilidades na eficiência do processo
de comunicação e os resultados do Projecto, em geral, foram partilhadas entre os
parceiros.
Relatório de Boas Práticas do Projecto TrainingLab
21
Para potenciais visitantes externos, a plataforma oferece a possibilidade de se
conhecer o Projecto através da leitura do seu conteúdo. Ao instalar este tipo de
sistemas, tanto o coordenador do Projecto como o administrador do fórum devem ter
em conta potenciais desvantagens, tais como o carácter assíncrono das plataformas
de comunicação em ambiente da Internet, que acarreta consigo, por vezes, um atraso
nas decisões e resultados, para além de diversos problemas técnicos, como seja a
falha na entrega da notificação de mensagem.
Um dos parceiros relatou que se pode tornar difícil de concretizar por exemplo uma
discussão no fórum, bem como a localização de um documento guardado.
Para eliminar o risco de dispersão em Projectos de longa duração devem-se organizar
fóruns por semestre de forma a evitar a sua extensão. Foi também sugerido que todos
os documentos relevantes para o Projecto deveriam ser guardados separadamente,
num local mais estruturado e com acesso através da Internet.”
Quando se utilizam plataformas de comunicação deste tipo, baseadas na Internet,
deve assegurar-se que:
•
O sistema é fiável, user-friendly e de fácil utilização com uma estrutura clara
para cada parceiro ou utilizador.
•
Todos os membros têm sempre acesso ao sistema e recebem notificações de
mensagem, sempre que uma nova mensagem é colocada.
•
Os parceiros colocam a informação dentro do tópico correcto.
•
O fórum é regularmente actualizado pelo administrador.
•
Existe uma pessoa de contacto (administrador do fórum) a quem os parceiros
se podem dirigir, caso tenham questões a colocar ou surjam problemas
técnicos.
•
Existem ferramentas de comunicação complementares ao sistema, tal como
sessões telefónicas, em casos urgentes.
•
Foi criado um tópico Social e cultural que fomente o espiríto de equipa e a
partilha de experiências pessoais.
5.3. Cooperação multinacional
Em primeiro lugar, a equipa forma-se com base nas competências dos parceiros. Para
garantir uma boa atmosfera de trabalho, há que ter em atenção a combinação dos
membros do Projecto. O ISQ assegurou que, cada parceiro possuía suficiente
background técnico e conhecimentos no campo da formação e educação vocacional e
andragogia / pedagogia. A parceria foi composta por elementos com experiência em
Projectos internacionais e cultura no domínio dos sistemas de formação vocacional. O
coordenador ISQ possuía imensa experiência na gestão de equipas de Projectos
internacionais.
Relatório de Boas Práticas do Projecto TrainingLab
22
Além disso, a atitude cooperativa de cada elemento foi muito proveitosa e contribuiu
para um bom ambiente de trabalho durante as reuniões de Projecto e no sistema de
comunicação.
Um parceiro definiu o espírito da equipa do seguinte modo: “não havia agendas
secretas ou interesses políticos sensíveis que tomassem lugar, o enfoque de todos os
membros estava na obtenção de resultados de boa qualidade. O facto de todos os
membros terem manifestado o desejo de efectuar em conjunto uma sequência do
Projecto no futuro, fala por si.”
Não obstante as diferenças sócio culturais e de linguagem, atingiu-se uma boa
plataforma para alcançar objectivos baseados num forte espírito de equipa. Um dos
parceiros mencionou: “Para lidar com diferentes nacionalidades é sempre necessário
um entendimento no cruzamento de culturas, entendimento esse que todos os
parceiros mostraram dominar”.
Outro parceiro achou que o facto de todos terem mostrado dotes de comunicar num
inglês de alto nível consistiu num factor de sucesso essencial.
5.4. Reuniões de Projecto
Também importante para um trabalho eficáz foi a preparação e a organização das
reuniões de Projecto. Devido à escassez de reuniões partilhadas e do tempo de
trabalho, em virtude das longas distâncias entre os parceiros de Projectos
internacionais, é importante assegurar que as discussões para o processo do Projecto
sejam vívidas, que a elaboração e a análise de produtos sejam bem articuladas e que
sejam tomadas decisões nas reuniões sobre as futuras actividades do Projecto.
De modo a garantir que as reuniões de Projecto são bem planeadas e organizadas,
sugere-se o seguinte:
•
•
•
•
•
•
Restringir, logo desde o início do Projecto, a discussão ao objectivo
previamente definido, para que se crie um forte entendimento e um
compromisso abrangente dentro da parceria.
Para todas as reuniões seguintes, enviar previamente e com antecedência,
para todos os parceiros, a agenda e toda a documentação a ser discutida na
reunião, de modo a que o trabalho não seja disperso e o tempo seja utilizado
eficientemente.
Marcar uma agenda clara e restringir-se a ela (ou encontrar bons motivos, caso
seja necessário introduzir novos tópicos ou eliminar tópicos iniciais).
Contabilizar tempo suficiente para os trabalhos e discussões, mas também
para que as pessoas se possam conhecer melhor entre si e criar um ambiente
de confiança.
Planear o tempo, não só para falar e discutir sobre o estado de progresso do
Projecto e futuras tarefas nas reuniões, mas também para rever algum trabalho
feito e tomar decisões importantes em conjunto (efeito aglutinante na equipa).
Em trabalhos de grupo é por vezes mais eficaz formar subgrupos de trabalho
do que ter um grupo grande.
Nas reuniões de Projecto, acontece por vezes gastar-se tempo em trabalho que
deveria ter sido preparado antes da reunião. Todavia, esta situação pode ser positiva,
uma vez que permite desenvolver o espírito de equipa. Deste modo, sugere-se que se
identifiquem os “ter que ser”, os “deveria ser” e os “pode ser” da reunião e,
provavelmente, efectuar um re-arranjo nesta base.
Relatório de Boas Práticas do Projecto TrainingLab
23
5.5. Espírito de Equipa
Os encontros entre os parceiros – almoços e jantares oficiais, almoços no local de
trabalho, actividades de “quebra-gelo”, ficar no mesmo hotel durante as reuniões de
Projecto – ou seja: partilhar um tempo precioso em conjunto e adquirir experiência
comum – tem um efeito chave na solidez da equipa. Estas actividades, não só
fortalecem as relações pessoais entre os parceiros, mas também os encorajam a
trabalhar em conjunto. Terminar algum trabalho durante as reuniões de Projecto e
tomar decisões em conjunto, proporciona uma atmosfera de trabalho harmoniosa.
5.6. Fase de Avaliação : curso piloto formar-o-formador
O TrainingLab organizou, em Janeiro de 2006, um Curso Piloto de Formação
Andragógica para Formadores, em Lisboa. A execução de um curso deste tipo
proporcionou aos formadores e professores provenientes de diferentes países da
Europa a possibilidade de:
•
•
•
•
•
Aplicar e testar uma nova metodologia,
Discutir os seus próprios métodos de formação,
Introduzir recursos didácticos da sua autoria,
Aprender uns com os outros
Obter uma percepção de diferentes culturas.
Para o curso foram convidados formadores de diversos países, com diferentes
necessidades, experiências e expectativas. Este curso teve como objectivo não só a
avaliação e validação dos diferentes produtos do Projecto, mas também com o
propósito de divulgar os resultados a possíveis e potenciais utilizadores.
Os participantes foram activamente envolvidos no design da metodologia e recursos
didácticos, logo desde o início. Deste modo, o Projecto foi fortemente orientado para a
prática, permitindo uma transferência de conhecimentos e uma tendência
predominante de resultados dentro das organizações dos parceiros
Uma vez que a actividade conjunta de “quebra-gelo”, no início do curso, incluiu todos
os participantes, inclusivamente os membros do Projecto, todos os elementos do
grupo internacional se ficaram a conhecer. Esta actividade fortaleceu os laços
pessoais bem como as relações de trabalho no grupo e teve um efeito positivo no
relacionamento entre os coordenadores e formadores da organização.
Tal como um dos parceiros mencionou, “foi bom constatar que a gente “nova”
(formador e formandos), se sentiram rápida e confortavelmente inseridos no grupo de
Projecto.”
As lições tiradas deste curso foram as seguintes:
• É importante contextualizar os formadores e formandos desde a fase inicial.
•
Deve ser dado tempo suficiente aos formandos para o planeamento das
actividades de aprendizagem.
•
É necessário fazer uma supervisão passo a passo e acções de seguimento
com frequência.
Relatório de Boas Práticas do Projecto TrainingLab
24
•
Deve ser assegurarado que todos os participantes se comprometem com o
programa e desenvolvem uma compreensão conjunta dos objectivos.
•
Deve-se garantir que o tutor apoia os formandos antes, durante e depois das
actividades de aprendizagem.
•
É importante que a avaliação do curso de formação seja baseada em critérios
de avaliação claros e efectuada de várias formas (discussões de grupo entre
os formandos, formadores e parceiros do Projecto, formas de avaliação).
•
Para os coordenadores do Projecto que, não tiveram a oportunidade de trazer
um participante da sua organização, para o curso formar-o- formador, pode ser
útil ter actualizações diárias das actividades do curso, de modo a que todos
“estejam no mesmo barco”.
•
É fundamental identificar, transmitir e clarificar os critérios para a avaliação do
curso (previamente identificados) e ter em consideração os objectivos da
aprendizagem fixados pelos próprios formandos (efeitos: aumentar a
flexibilidade, o envolvimento e a participação).
•
Ao programar a distribuição do tempo, deve-se reservar tempo suficiente para
discussões mais longas e intercâmbios.
•
É importante que os coordenadores participem na formação piloto, uma vez
que essa atitude irá colher uma melhor visão dos objectivos no processo.
Relatório de Boas Práticas do Projecto TrainingLab
25
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