unesp
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA
“JÚLIO DE MESQUITA FILHO”
Campus de Rosana - SP
CAMILLA EVANGELISTA XICATTO
O TURISMO LITERÁRIO NA REVISTA CULT:
UMA ANÁLISE SEMIÓTICA
ROSANA – SP.
2008
CAMILLA EVANGELISTA XICATTO
O TURISMO LITERÁRIO NA REVISTA CULT:
UMA ANÁLISE SEMIÓTICA
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso
de Turismo – Unesp/Rosana, como requisito parcial
para obtenção do título de Bacharel em Turismo.
Orientador: Prof. Dra. Maira Angélica Pandolfi
ROSANA-SP
2008
CAMILLA EVANGELISTA XICATTO
O TURISMO LITERÁRIO NA REVISTA CULT:
UMA ANÁLISE SEMIÓTICA
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso
de Turismo – Unesp/Rosana, como requisito parcial
para obtenção do título de Bacharel em Turismo.
Orientador: Prof. Dra. Maira Angélica Pandolfi
Data de aprovação: ___/___/____
MEMBROS COMPONENTES DA BANCA EXAMINADORA:
Prof. Dr. Eduardo Martins, Prof.Dra. Maira Angélica Pandofi e Prof.Dra Patrícia Tosqui
Presidente e Orientador: Prof. Dra. Maira Angélica Pandolfi.
Universidade Estadual Paulista – Campos Experimental de Rosana.
Membro Titular:
Prof.Dr.Eduardo Martins.
Universidade Estadual Paulista – Campos Experimental de Rosana.
Membro Titular:
Prof. Dra. Patrícia Tosqui Lucks.
Universidade Estadual Paulista – Campos Experimental de Rosana.
Local: Universidade Estadual Paulista
UNESP – Campus Experimental de Rosana
À minha mãe.
AGRADECIMENTOS
À minha mãe, pelo incentivo e possibilidade que me deu para chegar ao final desta
jornada. Aos meus tios Gilberto e Fátima pelo apoio, carinho e crença no meu sucesso. Ao meu
pequeno primo a quem chamo esperança e amor, Vitor. À Professora Dra. Maira Angélica
Pandolfi, pela orientação, discussões em torno do assunto e força neste trabalho. À música e à
poesia que não me deixam sentir só. Aos meus amigos Natália Tayota, Luna Ghiotto, Ingrid Lyra,
Victor Marianno, Bruno Pinto, Adília Camargo, Fabiana Silva e Victor Calil; aos que mesmo à
distância estiveram presentes: Janaína Gonçalves, pela ajuda e pelo gosto em comum à Literatura
e à Comunicação, Thaísa Liang, Priscila Petri e Mariana Cassola. E ainda àqueles que não foram
citados, mas que sabem de sua importância durante estes quatro anos.
“ Tudo é e não é ”
Guimarães Rosa, Grande Sertão:Veredas
RESUMO
O objeto de estudo deste trabalho é a seção “Turismo Literário” da Revista CULT, no período que
compreende os anos de 1997 até 2001, totalizando trinta e seis edições. O objetivo geral deste
trabalho é analisar as matérias presentes na seção a fim de apresentar um panorama geral dos
destinos turísticos (nacionais e internacionais) abordados no periódico ao longo do período
referido, bem como a linguagem utilizada e a forma de tratamento dada ao produto turístico.
Sobre esses aspectos, alguns levantamentos foram feitos e analisados à luz da semiótica e de uma
bibliografia que envolve a discussão sobre turismo, literatura, comunicação e cultura. Dessa
maneira, foi possível compreender o conceito de turismo literário apresentado na revista e a
forma de tratamento dada ao assunto.
Palavras-chave: Turismo. Cultura. Comunicação. Literatura.
RESUMEN
La investigación se centró en la sección “Turismo Literário” de la Revista CULT, desde 1997
hasta 2001, con un total de treinta y seis edicciones. El objetivo general del trabajo es presentar
una muestra de todo el contenido recopilado, así como la amplia gama de referencias a los
destinos turísticos (nacionales e internacionales) señalados en el periódico a lo largo de todo el
período recorrido. Además de eso, se buscó evaluar el lenguaje periodistico y la forma en que se
ha presentado el producto turístico. El estudio aplica uma metodologia propuesta por la semiótica
y se basa en una bibliografia sobre turismo, literatura, comunicación y cultura. De esa manera, ha
sido posible comprender la concepción de turismo literario presentada en el periódico y la forma
de abordaje del tema.
Palabras-claves: Turismo. Cultura. Comunicación. Literatura.
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 – Capa do Guia do Turismo Brasileiro…..……………………………………………. 11
Figura 2 – Capa da edição nº1 da Revista CULT………………………………………………....25
Figura 3 – Capa da edição nº 9 da Revista CULT…………………………………………...…....29
Figura 4 – Capa da edição nº 31 da Revista CULT…………………………………………….....32
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO............................................................................................................................... 1
CAPÍTULO 1: CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DA CONCEPÇÃO DE LITERATURA E DE
TURISMO NA SEÇÃO “TURISMO LITERÁRIO”...................................................................... 8
CAPÍTULO 1: CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DA CONCEPÇÃO DE LITERATURA E DE
TURISMO NA SEÇÃO “TURISMO LITERÁRIO”...................................................................... 8
1.1. A Literatura como guia de viagem na Revista CULT ...................................................... 9
1.2 Considerações em torno da linguagem dos guias de viagem ......................................... 10
1.3 A Identidade Visual da Revista CULT ............................................................................. 13
CAPÍTULO 2 : OS CAMINHOS DO DISCURSO E A CONTRUÇÃO DOS SENTIDOS....... 15
CAPÍTULO 3: LITERATURA E TURISMO EM CIDADES ..................................................... 23
3.1 Análise 1: Praga vive kafkamania..................................................................................... 23
3.2 Análise 2: A Nova York dos Anos Loucos......................................................................... 26
3.3 Análise 3: Dublin, personagem joyceana .......................................................................... 30
CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................................ 34
REFERÊNCIAS ............................................................................................................................ 37
BIBLIOGRAFIA SUPLEMENTAR............................................................................................. 39
APÊNDICES ................................................................................................................................. 40
APÊNDICE - BANCO DE DADOS DA REVISTA CULT E DA SEÇÃO “TURISMO
LITERÁRIO” ................................................................................................................................ 41
ANEXO A – TEXTO PUBLICADO NO JORNAL BOLANDO AULA..................................... 114
ANEXO B – TEXTO PUBLICADO NO GUIA DO TURISMO BRASILEIRO ......................... 116
ANEXO C - REVISTA CULT Nº 1, MATÉRIA PRAGA VIVE KAFKAMANIA, 1997, PÁGS. 22 e
23 ................................................................................................................................................. 117
ANEXO D - REVISTA CULT Nº 9, MATÉRIA A NOVA YORK DOS ANOS LOUCOS, 1998,
PÁGS. 11 à 13 ............................................................................................................................. 119
ANEXO E – REVISTA CULT Nº 31, MATÉRIA DUBLIN, PERSONAGEM JOYCEANA, 2000,
págs. 59 à 63 ................................................................................................................................ 122
1
INTRODUÇÃO
O objeto de estudo a ser pesquisado é a seção “Turismo Literário” presente nos
exemplares da Revista CULT, da Lemos Editorial. A primeira edição do periódico surgiu em
julho de 1997, com periodicidade mensal e com uma tiragem de 26.000 exemplares por mês. A
revista é composta por seções fixas, que estão mais diretamente ligadas a uma tendência didática
e informativa, e por matérias que se alternam a cada exemplar. As seções fixas são: “Notas”, que
traz informações sobre lançamento de livros, concursos, congressos e outros eventos;
“Entrevista”, que frequentemente apresenta personalidades do meio cultural e, muitas vezes,
reproduz alguma obra desses escritores, como poemas ou trechos de livros; “Na ponta da língua”,
seção escrita pelo Professor Pasquale Cipro Neto, que aborda questões referentes à língua
portuguesa e seu uso, e “Memória em Revista”, seção do colunista Cláudio Giordano que resgata
revistas, livros culturais e diversas obras antigas que marcaram época.
Matérias sobre bienais de livro ou exposições de arte são publicadas com grande
freqüência, assim como a seção “Fortuna Crítica”, escrita por Ivan Teixeira, que faz um histórico
das principais tendências da crítica literária. As notas paradoxais também merecem destaque por
serem complemento de algumas matérias. As demais seções não presentes em todas as edições
são: “Criação”, onde há a publicação de poesias, textos literários inéditos e contos de escritores
brasileiros; “Biblioteca Imaginária”, escrita por João Alexandre Barbosa e que centraliza
questões da literatura em forma de resenha ou ensaio e o “Dossiê”, que aparece como última
seção da revista trazendo inúmeros textos sobre um determinado assunto ligado à literatura.
A seção “Turismo Literário”, objeto de nossa análise, apresenta um conteúdo voltado para
publicidade e venda de obras literárias que são lançadas no mercado a todo momento. São obras
de escritores representativos da literatura internacional e nacional que podem ser facilmente
associadas a roteiros turísticos literários.
A pesquisa compreendeu a elaboração de um banco de dados, com o levantamento das
matérias que compõem a seção “Turismo Literário” encontradas em trinta e seis exemplares,
correspondentes ao período de 1997 a 2001. Contudo, foram selecionados apenas três exemplares
para a realização da análise semiótica. Essa escolha teve como justificativa alguns itens, tais
como: o primeiro texto faz parte da revista número 1, selecionado por ser a primeira matéria
publicada sobre “Turismo Literário” e por enfocar o escritor Franz Kafka e sua importância para
a cidade de Praga, capital da República Tcheca. O segundo texto pertence à edição número 9 e
2
descreve um famoso hotel localizado em Nova York, fato curioso já que são raras as indicações
de meios de hospedagem e, além disso, destoa dos outros exemplares por apresentar uma capa
original, a única que não estampa a foto ou a caricatura de um escritor. O terceiro texto,
registrado na edição número 31, foi escolhido por apresentar na capa a figura do escritor James
Joyce, assunto central da seção pesquisada e também pela constante presença deste autor na
revista, mesmo que em outras seções e em outros exemplares.
Segundo o editor e jornalista responsável pela Revista CULT, Manuel da Costa Pinto, o
periódico busca “atingir um padrão de equilíbrio entre a atualidade jornalística das matérias e a
profundidade ensaística com que são tratadas” (1998, p.2). Para ele, a combinação entre
jornalistas e acadêmicos é perfeita, ao contrário de muitos que não concordam com tal integração.
Os colaboradores mais freqüentes são jornalistas, editores e também professores
universitários e críticos literários. Os quatro autores que mais colaboram são: Manuel da Costa
Pinto, Cláudio Giordano, Pasquale Cipro Neto e João Alexandre Barbosa. Notamos que na seção
“Turismo Literário”, os autores José Guilherme R. Ferreira, Marcello Rollemberg, Cláudia Nina
e Claudia Cavalcante são os que mais aparecem. Dentre os colaboradores dessa seção, podemos
destacar a presença de profissionais como jornalistas, editores, professores universitários, críticos
literários, tradutores, ensaístas, doutorandos, mestrandos, cineastas, poetas e fotógrafos. É curioso
o fato de que não haja um profissional do Turismo como colaborador dessa seção,
especificamente, já que aborda o Turismo Cultural. Também foi possível observar, ao longo das
edições, que a presença de profissionais do Turismo no campo da Comunicação em publicações
sobre esta área ainda é escassa. É fato também que os profissionais de jornalismo que escrevem
sobre turismo precisam de uma visão geral do turismo, tanto conceitual e operacional quanto
mercadológica. Erbolato na década de 80 já defendia a seguinte idéia:
O turismo é abordado com destaque, na imprensa brasileira, com bastante
ilustrações, a maior parte em cores, mostrando cidades do País ou estrangeiras.
As matérias visam incentivar o leitor a viajar e, por isso, abordam temas
ilimitados: museus, campismo, roteiros de viagens, preços de hotéis e passagens,
excursões promovidas por empresas especializadas, novidades das companhias
de aviação (inauguração de rotas, compra de novos aparelhos, substituição de
uniformes do pessoal de terra e das aeromoças), centros campestres, hotelaria,
pesca, tábua de marés, cardápios de restaurantes, cruzeiros marítimos,
comemorações, política do turismo, reformas de aeroportos, automobilismo,
como viajar para o exterior (passaporte, vistos, compra de passagens, limite de
dólares, o que pode ser trazido, como remeter dinheiro a quem se encontra em
outro país) e outros. (1981, p.59).
3
Dessa forma, pela expressividade do jornalismo especializado em turismo, ressaltamos a
importância da presença do turismólogo em outras áreas, principalmente, no ramo da
Comunicação.
A seção “Turismo Literário” é um importante meio de comunicação que auxilia na
divulgação de diversos destinos turísticos, tanto empíricos quanto ficcionais, se pensarmos o
conceito de turismo aqui de uma forma mais ampla. Nesse sentido, podemos interpretar o título
“Turismo Literário” em seu duplo sentido, ou seja, como convite ao leitor para uma “viagem”
pelos livros e além deles.
No tocante à literatura, a proposta da seção de associar diretamente a realidade ficcional e
a realidade empírica insere, no campo dos estudos literários, uma problematização. A literatura,
como obra de arte que comporta, portanto, um valor estético, em primeira instância, não tem a
obrigatoriedade de retratar o real, mas, ao contrário disso, busca recriá-lo e, assim, consegue
transcendê-lo. Atualmente, é consenso entre os teóricos da literatura brasileira que a literatura não
é cópia da realidade. Esta concepção fez parte de uma visão de mundo e de arte que remonta ao
vocábulo grego mímesis, que significa “imitação” (do latim imitatio), e que designava o conceito
de arte aristotélico. Este conceito concebia a literatura como a faculdade de imitar, reproduzir ou
representar a natureza.
Assim, como ocorre em quase todas as esferas do saber, o conceito de literatura e sua
função sempre estiveram atrelados às manifestações da poética cultural em um determinado
período histórico. Em conseqüência, este é um tema mutante e polêmico nos estudos literários e
que requer debate constante e revisão do assunto.
O conceito aristotélico de arte como imitação, vigente durante todo o renascimento, sofreu
um forte abalo a partir da visão de mundo e de arte instauradas no Romantismo, que ficou
conhecido como o período da “crise de representação”. As estéticas românticas produziram várias
concepções do literário e retomaram idéias da Antiguidade como pontos de constante revisão e
aperfeiçoamento (GONÇALVES e BELLODI, 2005).
Diante dessa problemática, vale ressaltar que não é nosso objetivo aqui discorrer sobre um
tema tão polêmico e tão caro aos estudos literários. Contudo, a retomada da atual concepção
vigente sobre literatura tornou-se fundamental para prosseguir em nossas análises na medida em
que contribui para a leitura semiótica do discurso da seção “Turismo Literário”. É importante
acrescentar que nossa curiosidade intelectual não se esgotou na aplicação da teoria semiótica para
4
a compreensão do referido discurso, mas vai além, na tentativa de compreender a própria relação
que o turismo estabelece com a literatura e vice-versa. Nessa linha investigativa, voltamos para o
objetivo da proposta semiótica que será especificado no capítulo seguinte e que se constitui, a
grosso modo, como um movimento ou vaivém, ou seja, de eterno retorno da cultura para o
discurso e deste para a cultura, pois é nesse ir e vir que ampliamos o seu sentido.
Utilizamos a metodologia da pesquisa bibliográfica para a realização da catalogação do
assunto e a organização do banco de dados. Tal pesquisa fundamenta-se em estudos de teoria
literária, comunicação, turismo, cultura e semiótica e foi realizada a partir de dados coletados em
livros, por meio da internet, artigos, revistas, dissertações e teses. Dessa forma, estudaremos a
fundo o objeto de pesquisa (periódico) em toda sua dimensão comunicativa, enfocando, porém,
as diferentes linguagens presentes na seção “Turismo Literário”.
Através da organização de um banco de dados referente às matérias presentes na seção
abordada, analisaremos a recepção crítica dessa modalidade de turismo, os destinos abordados ao
longo dos anos, bem como a linguagem e o tratamento que recebem na revista. A existência de
um banco de dados proporciona um panorama que mostrará cronologicamente a intensidade com
que certos destinos aparecem e será um suporte capaz de informar em que ano aparecem mais ou
menos determinados destinos, relacionando assim com a época e os acontecimentos no período
em que o texto foi publicado. Posteriormente, descreveremos as análises das matérias
selecionadas de forma detalhada segundo à luz da semiótica.
A escolha por este objeto de estudo vem do interesse por uma modalidade do Turismo
Cultural, o Turismo Literário, a forma com que ele é abordado na Revista CULT e também a
ligação existente entre turismo, cultura, comunicação e literatura. Todo o processo de
comunicação na área turística, desde a elaboração de um roteiro, de sua divulgação e da “venda”
desse produto, é essencial e precisa ser trabalhado de forma minuciosa para, primeiramente,
transmitir todas as informações necessárias ao consumidor e, posteriormente, despertar o desejo
de conhecer determinado local ou serviço turístico proposto.
Gisele Gallicchio (2001) menciona o viajante culto como uma pessoa interessada não
somente pela história, mas como alguém que demonstra domínio dos padrões e valores
designados como cultura pela explicação histórica. Também menciona que freqüentar ambientes
cultos e ter algum conhecimento dos códigos cultivados pela burguesia e legitimados pela
ciência, é a base para definir e distribuir o que é do que não é cultura, quem a detém ou não. É,
5
em sua maioria, consumidor de serviços de paisagens urbanas, de comodidades, de encenações,
de cultura não material, diferentemente do turista de massa, comprador de souvenirs.
Cabe a nós refletirmos se há a possibilidade de que o turismo literário venha a ser
estudado de forma independente ou se sempre será um item dentro do turismo cultural.
Segundo Margarita Barretto (2003, p.19), entende-se por “turismo cultural todo turismo
em que o principal atrativo não seja a natureza, mas algum aspecto da cultura humana.”
Complementa ainda que “esse aspecto pode ser a história, o cotidiano, o artesanato ou qualquer
outro dos inúmeros aspectos que o conceito de cultura abrange.”. Isso torna o “mercado turístico
cultural” um produto abrangente, se levar em conta as variadas atrações turísticas existentes, que
seriam principalmente a oferta e as motivações dos visitantes que acabam por influenciar a
procura pelos mais diversos pontos turísticos.
O turismo cultural é motivado pela busca de informações, de novos conhecimentos, do
processo de interação com outras pessoas, comunidades e lugares, da curiosidade cultural, dos
costumes, da tradição e da identidade cultural. Esta atividade turística tem como fundamento o
elo entre o passado e o presente, o contato e a convivência com a herança cultural.
Para o autor Licínio Cunha, o turismo cultural possui um sentido ambíguo:
No primeiro caso, o turismo é entendido como um instrumento de promoção
cultural. No segundo caso, o turismo é um meio de proporcionar o encontro de
culturas que lhe são preexistentes e de estabelecer relações com valores
adquiridos – o turismo cultural promove e vende o acesso a uma cultura
preexistente, isto é, o turismo combina fatores diversos para mediante um preço,
permitir a uma pessoa desfrutar de uma manifestação ou expressão cultural
(CUNHA, 2002 p.71).
As diferentes definições do conceito de Turismo Cultural demonstram a importância de
tais informações para entendermos o que é o Turismo Literário. Sabemos que o estudo e
investigação deste tipo de turismo ainda é escasso, por isso, tentamos recolher o maior número de
infomações a respeito desse assunto.
O Turismo Literário é bastante atípico, já que o viajante, em vez de buscar os guias
turísticos, procura nos romances e contos literários uma dupla maneira de viajar. Por vezes,
conhecer a casa de um escritor admirado, ver a mesa onde ele escrevia, observar seus objetos
pessoais, percorrer sua intimidade e se deixar penetrar na atmosfera da criação literária pode ser
mais interessante, aos amantes da literatura, do que a visita a um museu. Assim, o turista pode
6
vivenciar, em Baker Street, as impressionantes marcas pessoais do mestre da dedução, Sherlock
Holmes ou percorrer, na Espanha, a rota turística do Cavalheiro da Triste Figura, experimentando
todo o sabor de suas aventuras. Não podemos esquecer, ainda, da instigante Paris, cidade em que
cada esquina esconde uma paisagem literária onde o viajante mais curioso pode,
inesperadamente, encontrar as casas dos Três Mosqueteiros. Em Minas Gerais, foi criado o
primeiro roteiro turístico oficial dedicado a Guimarães Rosa. O circuito percorre as paisagens
descritas pelo autor de Grande Sertão: Veredas; o centro é Cordisburgo, cidade natal do escritor.
Em Natal, a casa onde o escritor Câmara Cascudo viveu a maior parte de sua vida é aberta para
visitação. A casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, foi o primeiro museu-casa do Brasil,
atualmente, além do museu, há a Fundação Casa de Rui Barbosa, importante centro de pesquisa,
preservação de livros e documentação. Não podemos deixar de citar a Casa-Museu Madalegna e
Gilberto Freyre, em Recife, que contém a coleção de objetos de arte, pratarias, azulejos e peças
orientais do escritor e sociólogo pernambucano. Enfim, o que se verifica no âmbito do turismo é
o reflexo de uma forte tendência que também é notória no terreno dos estudos literários: o anseio
da objetividade. É o que acontece quando se pensa, por exemplo, que a literatura é um espelho da
realidade.
De acordo com Danziger e Johnson “talvez a maneira mais antiga e mais venerável de se
escrever a literatura como arte seja considerá-la uma forma de imitação” (1974, p.11-12). Ainda
segundo esses autores, o conceito de arte (que engloba a literatura) como imitação remonta,
historicamente, a Platão e Aristóteles. Hoje, já se entende diferente, pois a realidade não pode ser
considerada como sinônimo de literatura, uma vez que estaríamos negando a própria existência
desta, que se apropria daquela como matéria-prima para as realidades que cria. Sob esse aspecto,
talvez a intersecção entre literatura e turismo nos auxilie a realizar o caminho inverso já que nele
é a realidade que imita a literatura com o intuito de criar suas paisagens turísticas literárias.
Apesar de o turismo literário não ser tradicionalmente explorado no Brasil, nota-se que ele
vem crescendo, tomando grandes dimensões e mostrando que tem potenciais para ser um filão
altamente rentável para o setor. O turismo movido pelas letras possui muitas vertentes, como
visitar o local onde viveu um escritor, os cenários descritos em suas obras, além dos ambientes
dos salões, feiras e festivais literários.
Tratando-se de festivais literários, a Festa Literária Internacional de Paraty, a FLIP, é o
evento literário mais reconhecido hoje em dia. Eventos como este proporcionam aos escritores a
7
possibilidade de conversar em um clima mais intimista com seu público. A FLIP foi criada em
2003 por Liz Calder. A inglesa projetou a festa literária em Paraty nos moldes dos festivais que
são realizados em cidades européias, como Mantova, na Itália, Hay-on-Wye, no País de Gales e
Edimburgo, na Escócia. A cidade de Paraty investiu em eventos paralelos que utilizam a ocasião
para divulgar seu artenasato, sua culinária, artistas e músicos locais, arquitetura, cultura, entre
outros. Além disso, o turismo desencadeado pela FLIP atrai um público intelectualizado, com
bastante cultura e alto poder aquisitivo, além da grande presença de estrangeiros, fatores que
contribuem significativamente para o progresso econômico, cultural, social e político da cidade.
Outro evento nesta área bastante reconhecido é o tradicional Inverno Cultural de São João
del Rei organizado pela Universidade Federal de São João del Rei. No ano de 2005, o festival
integrou dezessete cidades da chamada Trilha dos Inconfidentes, um trecho da Estrada Real que
compreende as cidades onde nasceram ou viveram os conjurados mineiros.
A Jornada Nacional de Literatura, evento realizado em Passo Fundo, no Rio Grande do
Sul, é tão reconhecida que recebeu o título de Patrimônio Histórico e Culturtal do Rio Grande do
Sul. Na primeira Jornada havia setecentos e cinqüenta participantes, hoje já recebem cerca de
vinte mil.
Podemos destacar, ainda, a Feira do Livro de Brasília, o maior evento literário da região
Centro-Oeste; a Bienal do Livro em São Paulo; a Feira do Livro da Serra da Mantiqueira,
localizada em Monte Verde, Minas Gerais; a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, a
Feira do Livro de Florianópolis, a Bienal do Livro na Bahia, a Bienal Capixaba do Livro, no
Espírito Santo e a Bienal Internacional de Pernambuco.
8
CAPÍTULO 1: CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DA CONCEPÇÃO DE LITERATURA
E DE TURISMO NA SEÇÃO “TURISMO LITERÁRIO”
O que é literatura?
Pode parecer absurdo ou, para usar um modismo literário – “kafkiano” – mas essa
pergunta constitui um problema relativamente recente. Esta questão é colocada, na atualidade, de
um modo teórico muito agudo, sobretudo nos textos das correntes vanguardistas, onde, de
maneira concreta, procura-se situar o texto ou o fenômeno literário em relação com as grandes
disciplinas novas das ciências do homem como, por exemplo, a crítica política ou a psicanálise.
A propósito, causou-nos surpresa o fato desse tema, tão atual, estar presente em um jornal
como o Bolando Aula – que serve de apoio didático aos professores das séries iniciais do ensino
fundamental, com circulação nacional e tiragem de 10.000 exemplares. Nesse periódico,
encontramos um artigo intitulado “O que é Literatura? – com as palavras, fazemos arte – a busca
de um conceito de literatura” (ano 7, nº56, maio de 2003, p.10-12) (Vide Anexo A), escrito pelo
professor José Luís Landeira que, de uma maneira bastante informal, procura incitar os alunos
das primeiras séries do ensino fundamental a construir seu conceito de literatura. Nesse texto, o
autor direciona o leitor, primeiramente, para a idéia de literatura como obra de arte que difere, por
exemplo, de um quadro, já que aquela se faz com palavras e este com tinta. Em suma, a
mensagem que o autor procura passar aos seus leitores, por meio de exemplos muito simples e
experiências do cotidiano, é a de que a literatura fala sobre a vida, mas não é a vida, já que se
auto-define por um jeito próprio de se expressar, de organizar as palavras. Como toda arte, a
literatura busca a emoção e o prazer, com a qualidade de incitar o questionamento da realidade e
temas existencialistas de uma forma indireta, ou seja, tocando primeiro o coração e não a razão,
ao contrário do que faz o discurso objetivo do jornalismo ou dos textos científicos.
Convidamos, portanto, aos leitores desse trabalho, assim como o fez o professor José Luíz
Landeira, a construírem o seu próprio conceito de literatura com base nas questões aqui
levantadas.
9
1.1. A Literatura como guia de viagem na Revista CULT
De acordo com o crítico literário Alfredo Bosi em sua História Concisa da Literatura
Brasileira (1994), os primeiros escritos sobre a natureza e o homem brasileiro foram realizados
pelos viajantes e missionários europeus. A esse respeito, vale destacar as palavras do crítico
sobre esses textos:
Enquanto informação, não pertencem à categoria do literário, mas à pura crônica
histórica e, por isso, há quem os omita por escrúpulo (José Veríssimo, por
exemplo, na sua História da Literatura Brasileira). No entanto, a pré-história das
nossas letras interessa como reflexo da visão do mundo e da linguagem que nos
legaram os primeiros observadores do país. É graças a essas tomadas diretas da
paisagem, do índio e dos grupos sociais nascentes, que captamos as condições
primitivas de uma cultura que só mais tarde poderia contar com o fenômeno da
palavra–arte (BOSI, 1994, p.13).
Nas palavras de Bosi, é possível perceber a importância atribuída aos textos que
menciona e que são classificados por ele em sua História da Literatura como “textos de
informação”.
A importância dos escritos desses primeiros “turistas”, ainda não literários, pode ser
sentida na leitura das obras de nossos poetas e escritores vanguardistas como Mário de Andrade
e Oswald de Andrade. A esse respeito, indicamos a leitura das páginas da Revista CULT,
dedicada a Oswald de Andrade e aos 80 anos da Semana de 22. É o que nos diz Jorge Schwartz
ao assinalar que “ […] Dentro do ideário latino-americano da década de 20, pertence a Oswald
de Andrade a resposta mais criativa à questão da descolonização da América e do Brasil”
(CULT, 55, ano V, p.57, fev de 2002).
Das palavras de Schwartz, é possível depreender que é por meio da literatura modernista
que nos “vingamos” do colonizador. Não por acaso, o ano de 1922 foi o ano em que se
comemorou o centenário da Independência. Nesse cenário, quem é que não se lembra da famosa
frase pertencente ao Manifesto de Antropofagia, escrito por Oswald de Andrade: “Tupi or not
tupi, that is the question”.
Não queremos nos perder nas sendas sedutoras abertas pela literatura, mas entender a
relação entre “Turismo e Literatura” proposta na seção “Turismo Literário” na Revista CULT.
Vimos, no exemplo acima, que a literatura tem seu jeito próprio de aludir ao contexto social e
político, pois sua linguagem é criativa e visa o efeito estético, sem a preocupação de informar,
ainda que informe, e muito. Na seção “Turismo Literário”, a forma com que a literatura é
10
abordada sugere uma relação direta ou indireta com os guias de viagem, aproximando-a do
estatuto de verdade, da literatura como mímesis, como informação e cópia do real, tal como
pretendiam os primeiros escritos dos viajantes europeus.
É com essa concepção de literatura que a seção “Turismo Literário” tende a trabalhar,
visto que as obras literárias são vendidas, muitas vezes, como verdadeiros guias turísticos.
Assim, instaura-se o conflito, pois se a literatura não recebe, nesta seção, o tratamento de obra de
arte e, portanto, não cumpre com sua função estética, tampouco funciona como um guia turístico
capaz de fornecer informações precisas sobre o produto turístico cultural que se pretende vender.
Diante dessa constatação, e após lermos as matérias da seção estudada, nos propusemos
responder ao seguinte questionamento por meio da análise semiótica:
Qual seria, então, a relação que o discurso dessa seção pretende estabelecer entre a
literatura e o turismo?
Para responder a essa questão, lançamos a hipótese de que esta aproximação entre
Literatura e Turismo deve-se à concepção de literatura partilhada nessa seção, ou seja, da
literatura enquanto mímesis, como uma representação da realidade. Somente nesse sentido, a
literatura poderá estar mais próxima do fenômeno Turismo e da linguagem “não literária”, porém
envolvente dos guias de viagem.
1.2 Considerações em torno da linguagem dos guias de viagem
Se a literatura não pode ser guia de viagem, de acordo com o conceito atual que se tem de
literatura como obra de arte tal como demonstramos no capítulo anterior, o que poderia, então,
do ponto de vista da linguagem, aproximá-la dos guias de viagem? Será que ambos
compartilham algo em comum?
Para refletirmos sobre essa questão, vamos apresentar abaixo a transcrição de uma
publicidade que tece comentários sobre as características de um guia de viagem:
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Figura 1 Capa do Guia de Viagem
Fonte http: //www.planetaeventos.com/turismo/guias_de_turismo.htm
“ A segunda edição: Cada vez melhor
Quem conheceu a primeira edição, elogiada pela imprensa e pelo público, será
agradavelmente surpreendido pelas inovações: um visual mais arrojado, maior facilidade na
localização das informações, indicação de sites, livros e filmes sobre Paris e adição de um
caderno com fotos coloridas.
Os dados foram atualizados e inseriram-se novos mapas dos bairros parisienses. Deu-se
ênfase especial à indicação de opções e dicas econômicas em todas as áreas, sobretudo as de
hospedagem. Afinal, com a elevação do valor do euro em face do real, muitos viajantes
brasileiros não estão podendo se dar a grandes luxos.
Novidades à parte, PARIS, da série GTB, continua sendo o guia que fala a sua língua.
Seus autores, que moraram na capital francesa, elaboraram uma obra diferenciada, de leitura
agradável e completa em todo tipo de informação.
Cada bairro parisiense é abordado do ponto de vista do viajante, com destaque para cada
uma de suas principais atrações. O guia compreende ainda uma ampla relação de meios de
hospedagem, restaurantes de todos os gêneros, casas noturnas e os melhores endereços para
compras.
A Revolução Francesa, os vinhos e queijos franceses e a relação entre Paris e os
brasileiros são alguns dos variados temas sobre a História e a cultura da França tratados em
textos leves e bem-humorados.
Por tudo isso, mais que um simples guia de viagem, o livro é um olhar bem brasileiro
sobre Paris, que agradará também ao leitor comum.” 1
1
http: //www.planetaeventos.com/turismo/guias_de_turismo.htm
12
No tocante à linguagem, o texto transcrito acima oferece algumas pistas que nos
permitem aproximar a literatura da comunicação turística. O autor do texto publicitário refere-se
ao ponto de vista subjetivo daquele que fala no guia, ou seja, do ponto de vista que poderia ser de
qualquer um de nós, enquanto turistas, o que sugere que o guia apresenta uma linguagem
recheada de informalidade e emoção, tal como um relato nosso a um amigo sobre uma aventura
turística que realizamos num fim de semana. Este ponto de vista subjetivo, que fala a partir das
impressões e das emoções de alguém, tornaria a linguagem do guia mais “leve” e “bem
humorada”, mais próxima, talvez, da linguagem prazerosa da literatura, sem o “peso” de um
vocabulário técnico de um especialista no assunto. Além disso, tanto o autor de literatura quanto
o viajante que fala no guia turístico utilizam-se do discurso descritivo, pautado nas impressões
subjetivas e emoções vividas, buscando causar no leitor um “efeito de verdade”, de proximidade
com o real.
Não podemos deixar de lado, portanto, um aspecto de extrema importância na
caracterização que a matéria faz do guia de viagem ao mencionar que ele contém: “indicação de
sites, livros e filmes sobre Paris e adição de um caderno com fotos coloridas”. Além disso,
ressalta-se a informação de que esses dados foram “atualizados” com mapas mais modernos e
indicação de opções e dicas econômicas em todas as áreas, sobretudo a de “hospedagem”. Esta
última é novamente reiterada ao final da matéria: “ O guia compreende ainda uma ampla relação
de meios de hospedagem, restaurantes de todos os gêneros, casas noturnas e os melhores
endereços para compras.”
Tomando posse dessas informações topológicas e comerciais precisas, o leitor poderá
planejar com tranqüilidade sua viagem.
Do ponto de vista mercadológico, de onde Turismo pode ser concebido como produto,
será que a seção “Turismo Literário” estaria, de fato, interessada em sua venda tanto quanto se
interessa em vender o produto literário? Como podemos avaliar esses aspectos por meio da
análise semiótica de seu discurso?
13
1.3 A Identidade Visual da Revista CULT
A revista vende o produto turístico literário abordado. A tendência comercial não está
presente só na forma dos textos da revista, mas é visível também no tipo de papel utilizado, na
diagramação e na impressão, nas iconografias reproduzidas e nas publicidades que ao longo das
edições foram aumentando. Paulo Lemos (1997, p.2), diretor da Revista CULT, faz a seguinte
afirmação: “ […] algumas empresas clarividentes descobriram que a cultura é, a curto prazo, um
bom negócio (pois efetivamente atrai o interesse do público) e, a longo prazo, um instrumento de
qualificação humana que nenhum país pode menosprezar.” Acrescenta ainda que “[…] a cultura
talvez seja a única matéria-prima cujas fontes são inesgotáveis e que, ao ser consumida, se
reproduz.”
É evidente que para se manter independente de verbas externas, a Revista CULT teve que
se tornar um “produto”. Porém, isto não deve ser visto como algo negativo, principalmente
porque atualmente não sabemos de forma clara o que não é considerado “produto” para consumo
e também pelo fato de ser uma revista que questiona e faz refletir, já que é um “produto” cultural
de consumo.
A identidade visual da CULT é repleta de cores vivas, os temas abordados são bem
divididos, há muitas ilustrações que complementam os textos, uma boa parcela de publicidade,
possui uma boa edição gráfica e diagramação, e em média as edições são compostas de sessenta
e cinco páginas. Outro elemento importante é a capa, na medida em que filtra a importância dada
a determinados temas. O título da revista é sempre apresentado na parte superior da capa em
letras maiúsculas e sua cor muda a cada edição. A maioria das capas traz a imagem, seja foto,
reprodução ou outro tipo de iconografia relacionada à literatura ou a um editor consagrado. O
que se verificou nas capas analisadas é a predominância de reproduções de imagens de escritores
consagrados. A seção “Turismo Literário” nem sempre é indicada na capa, o que já denota seu
grau de importância, com exceção para os casos em que a personalidade literária ou artística que
recebe destaque na capa apresenta uma relação direta com o tema da seção. Em todas as
contracapas nota-se a presença da publicidade, principalmente da Livraria Cultura, sua principal
patrocinadora.
No aspecto verbal, a revista apresenta uma linguagem formal, em sua grande maioria. Há
uma certa característica predominante em unir a clareza jornalística com uma reflexão
14
acadêmica. Devido à simplicidade da linguagem jornalística, foi possível permitir o acesso aos
estudos sobre autores e temas consagrados, tratados com mais profundidade pelo âmbito
acadêmico.
Cabe ressaltar que a Revista CULT é um periódico muito difundido no meio acadêmico e
que tem sido muito estudado por pesquisadores de outras áreas. No entanto, não encontramos até
o presente momento, estudos a respeito da seção “Turismo Literário”. Dessa maneira, o contato
com o objeto de pesquisa não apenas despertou o interesse pelo tema do turismo como deixa
evidente a importância em fazê-lo.
15
CAPÍTULO 2 : OS CAMINHOS DO DISCURSO E A CONTRUÇÃO DOS SENTIDOS
A semiótica é a ciência geral dos signos, pois estuda todos os fenômenos culturais como
sistemas de significação. Os primeiros estudiosos da semiótica foram Charles Sanders Peirce
(1839-1914) e Ferdinand de Saussure (1857-1913).
Pierce (apud Eco, 2005, p.10), define a semiótica como “a doutrina da natureza essencial
e das variedades fundamentais de cada semiose possível”. E considera que “um signo é qualquer
coisa que está para alguém no lugar de algo sob determinados aspectos ou capacidades”.
Para Saussure (apud Eco, 2005, p. 9), semiótica “ é uma ciência que estuda a vida dos
signos no quadro da vida social”. Complementa ainda que a semiótica pode explicar a
consistência dos signos e as leis que os regem. Para ele, a definição de signo é vista como uma
entidade de dupla face. Em sua obra Curso de Linguística Geral (1967), define signo como a
combinação entre o conceito (ou significado) e imagem acústica (ou significante).
Para Umberto Eco (2005, p.10), Saussure não definiu de forma clara o significado de
semiótica, circundava entre uma imagem mental, um conceito e uma realidade psicológica; mas
por outro lado, “sublinhou energicamente o fato de o significado ser algo relacionado à atividade
mental de indivíduos no seio da sociedade”. E isto foi de grande importância.
Um melhor desenvolvimento das idéias de Saussure apenas seria possível a partir de
Greimas que passou a formular as seguintes considerações:
A semiótica tenta determinar as condições em que um objeto se torna objeto
significante para o homem. Herdeira de Saussure e de Hjelmslev, não toma a
linguagem como sistema de signos e sim como sistema de significações, ou
melhor, de relações, pois a significação decorre da relação. Falar da significação
é falar do sentido negativo decorrente do postulado saussuriano da “diferença”.
Uma grandeza semiótica qualquer é, por conseguinte, uma rede de relações e
nunca um termo isolado (apud Barros, 2001, p.13).
Greimas desenvolveu as idéias de Saussure aperfeiçoando um conceito essencial para a
semiótica: um elemento de uma estrutura só adquire valor na medida em que estabelece uma
RELAÇÃO com as outras unidades e com o todo de que faz parte. A palavra-chave para qualquer
estudo semiótico é, portanto, a RELAÇÃO. Saussure através da metáfora do jogo de xadrez,
explicou isto. Uma peça, como o cavalo, por exemplo, não tem o seu valor devido ao material de
que é feito. O cavalo pode ser substituído por qualquer objeto, não importando sua figura
16
aparente. O que determina a identidade do cavalo e seu valor no jogo é a relação que existe: de
oposição com as outras peças e também de sua posição no tabuleiro. Além disso, Greimas
preocupou-se também com a criação de uma metalinguagem específica de análise através do
desenvolvimento de uma linguagem conceptual para falar de uma ou mais linguagens.
Louis Hjelmslev (1899-1965) foi outro estudioso que desenvolveu as idéias de Saussure.
Para ele, significado e significante passaram a ser entendidos em termos de planos de linguagem.
Assim, passou-se a chamar significante o plano de expressão, que explora uma ou mais
linguagens. Para seu conhecimento, essas linguagens são selecionadas e articuladas entre elas em
relações. Já o significado seria o plano de conteúdo, o lugar dos conceitos.
Podemos caracterizar a teoria semiótica pela construção de métodos e técnicas adequadas
de análise interna, onde existe uma busca pelo sujeito por meio do texto; a existência de uma
proposta de análise imanente, no momento do reconhecimento de um objeto textual como uma
máscara, procurando as leis que regem os discursos; a importância do trabalho de construção de
sentido, da imanência à aparência, como forma de um percurso gerativo, que se inicia com
simplicidade e abstração e finaliza de modo mais complexo e concreto, na medida em que cada
nível de profundidade é passível de descrições autônomas e também o entedimento do percurso
gerativo como um percurso de conteúdo, independente da manifestação, linguística ou não, e
anterior a ela.
Segundo Hernandes (2004, p.41) “a semiótica chama a reunião de linguagens num
determinado texto de sincretismo”. E complementa que se tem uma semiótica sincrética quando
há diferentes linguagens, sejam elas gráficas, tipográficas, fotográficas ou gestuais. No caso de
um meio de comunicação impresso como a Revista CULT, que apresenta capa e matérias
internas, com a presença de fotos e fundos coloridos, é um exemplo de “semiótica sincrética”.
Floch (apud Hernandes) afirmou baseado nos conceitos de Hjelmslev, que as semióticas
sincréticas caracterizam-se pela aplicação de diversas linguagens de manifestação e constituem
seu plano de expressão com os elementos presentes que dependem de outras semióticas
heterogêneas. Desse modo, para analisar um texto por meio da semiótica, devemos nos basear no
plano de conteúdo e no plano de expressão.
A semiótica apóia-se em uma teoria de significação, ao mesmo tempo estrutural e
gerativa. Estrutural pois o sentido é gerado a partir da apreensão das diferenças existentes e é
nesse momento que se constroem sistemas de relações. Quanto a ser gerativa, decorre do fato da
17
descoberta da semiótica no plano de conteúdo, o lugar dos conceitos, possibilitando um
enriquecimento de sentido, surgindo a idéia “de algo que nasce e se desenvolve, de que o sentido
é gerado”, segundo constata Hernandes (2004, p.43).
Para analisar o plano de conteúdo faz-se necessário considerar três níveis de abstração: o
fundamental, onde se determinam as estruturas elementares do discurso, o narrativo, um nível
semântico intermediário, e o discursivo, que se aproxima da manifestação textual.
Os textos atribuem uma ideologia, um tipo de “visão de mundo” materializada por uma
formação discursiva que é definida como conjunto de temas e figuras. Essa visão de mundo
corresponde ao ponto de vista de uma classe social em relação à realidade, à maneira como uma
classe explica e entende a ordem social. Fiorin (2004, p.30) explica que a ideologia se constitui
através da realidade e também é constituinte da realidade. “Não é um conjunto de idéias que
surge do nada ou da mente privilegiada de alguns pensadores. Por isso, diz-se que ela é
determinada, em última instância, pelo nível econômico”, afirma. Este conceito de ideologia, sob
o aspecto de visão de mundo, possui uma tradição marxista que Marilena Chauí definiu ao
afirmar:
A ideologia é um conjunto lógico, sistemático e coerente de representaçãoes
(idéias e valores) e de normas ou regras (de conduta) que indicam e preservam
aos membros da sociedade o que devem pensar e como devem pensar, o que
devem valorizar e como devem valorizar, o que devem sentir e como devem
sentir, o que devem fazer e como devem fazer. Ela é, portanto, um corpo
explicativo (representações) e prático (normas, regras, preceitos) de caráter
prescritivo, normativo, regulador, cuja função é dar aos membros de uma
sociedade dividida em classes uma explicação racional para as diferenças
sociais, políticas e culturais, sem jamais atribuir tais diferenças à divisão da
sociedade em classes, a partir das divisões na esfera da produção. Pelo contrário,
a função da ideologia é a de apagar as diferenças como de classes e de fornecer
aos membros da sociedade o sentimento da identidade social, encontrando certos
referenciais identificadores de todos e para todos, como por exemplo, a
Humanidade, a Liberdade, a Igualdade, a Nação ou o Estado (1981, p.113-4).
O plano de expressão controla a dimensão do plano sensível, ou seja, do que é menos
racional em relação à dimensão racional ou inteligível e afetiva do plano de conteúdo. Greimas e
Floch (apud Hernandes, 2004) afirmam que, no plano de expressão, podem ser reconhecidos
formantes figurativos e formantes plásticos. Dentro dos formantes figurativos, admitem-se as
figuras, e através delas é possível entender os conceitos que carregam, guiando-se pela razão.
Greimas afirma que o reconhecimento das figuras “é de natureza social, estando, portanto,
sujeito ao relativismo cultural” (apud Hernandes, 2005, p.47 ). Para o autor, cada cultura impõe
18
condições variáveis ao reconhecimento dos objetos e assim passa a identificar as figuras visuais
como a representação dos objetos no mundo, exigindo uma reprodução dos detalhes
considerados verídicos. É nesse sentido que Umberto Eco faz da semiótica uma Teoria Geral da
Cultura e cita:
[…] reduzir toda a cultura a um problema semiótico não significa reduzir o
conjunto da vida material a puros eventos mentais. Contemplar a cultura em sua
globalidade sub especie semiotica não quer ainda dizer que a cultura toda seja
apenas comunicação e significação, mas que a cultura, em sua complexidade,
pode ser entendida melhor se for abordada de um ponto de vista semiótico. Quer
dizer, em suma, que os objetos, os comportamentos e os valores funcionam
como tais porque obedecem as leis semióticas.” (1932, p.21)
De acordo com a citação de Umberto Eco, podemos compreender que a análise semiótica
não se restringe a uma análise puramente linguística, ou seja, desde um ponto de vista
estruturalista, mas vai muito além disso, transcendendo os limites do signo verbal.
Ainda no âmbito do plano da expressão, vale ressaltar que, para Greimas (apud
Hernandes, 2004, p.47), a figuratividade “é entendida como um certo modo de leitura e um modo
de produção das superfícies construídas”, não é obrigatoriamente ligada a uma normalidade
qualquer e permite dar lugar à vontade de fazer parecido, como uma forma de “imitação da
realidade”, de fazer crer, levando em consideração a associação de traços visuais, à iconização da
pintura, tornando assim mais trabalhoso o processo de reconhecimento, sem deixar transparecer
objetos virtuais, dando lugar à abstração. Hernandes (2004, p.56 ) afirma que “para a semiótica,
um dos componentes determinantes do processo de comunicação é também o fazer-crer, ou seja,
mudar ou reforçar crenças, mexer com atitudes que vão redundar ou não em determinados atos”.
Em relação aos formantes plásticos, eles se interligam às estratégias exclusivas do plano
de expressão. Greimas, Floch e Thürlemann dividiram os formantes plásticos em três categorias,
ligadas à posição, formas e cores. A categoria topológica organiza o modo espacial do texto e
seus elementos através das relações de dimensão, orientação e posição. A categoria cromática,
que se relaciona às cores, divide-se em valor, pureza, tonalidade e luminosidade. Por último, a
categoria eidética, ligada às formas, como reto e curvo ou angular e arredondado.
A relação do plano da expressão com o plano de conteúdo ocorre, principalmente, em
textos visuais. Algo curioso é que o suporte também produz sentido. A cor branca é a primeira
base detectada do efeito de contraste. Para Dondis (apud Hernandes, 2005, p.48) contraste é “a
19
mais dinâmica das técnicas visuais e “se manifesta numa relação de polaridade com a técnica
oposta, a harmonia”. O branco, utilizado como cor de fundo do texto ou como cor da escrita,
sobrepondo-se em um fundo escuro, é um efeito de contraste. O tipo de papel utilizado é fruto de
um sentido temporal que se baseia no tipo de uso, dando a idéia de durável ou efêmero. Podemos
perceber que ao longo das edições publicadas da Revista CULT, por exemplo, ocorre uma
mudança significativa no terceiro ano de existência do periódico, ou seja, o papel passou de
couchê opaco para couchê brilhante, o que diferencia com o papel de jornal, por exemplo, que
possui uma utilização entendida como imediata. Além disso, a Revista CULT tem 21 cm de
largura por 28 cm de altura. Isso prova, segundo Hernandes, que este tipo de suporte é o padrão
das revistas semanais de informação de todo o mundo.
Outro fator que merece importância é a disposição espacial dos textos. O manejo dos
elementos e das linguagens acontece de maneira lógica nas páginas. Obedecem a uma série de
regras e padrões criados pela diagramação, que também é a responsável pela identidade visual.
Existem leis de manejo que são seguidas em diversos jornais e revistas da cultura ocidental.
Estas leis controlam relações entre o plano de expressão e o plano do conteúdo. As quatro
principais são: a primeira, gira em torno do valor de uma matéria devido ao seu tamanho, ou seja,
seu valor é proporcional ao espaço dado. A segunda, consiste na idéia de que o que é apresentado
na parte superior da revista tem mais valor perante àquilo que se encontra na parte inferior. A
terceira lei diz respeito à capa, pois é nela que se encontra o que a revista considera de maior
importância na edição, assim como a distribuição dos assuntos abordados de forma
hierarquizada. A principal função da capa, além de informar, é sensibilizar o leitor, chamando a
atenção através de seus sentimentos e de sua razão. Na semiótica, estes aspectos são chamados
de sensíveis e inteligíveis do público alvo. Por fim, a quarta e última lei trata do espaço mais
valorizado de um texto, o início; obrigatoriamente no começo do texto é que estarão as
informações mais importantes da matéria.
Em qualquer texto, autores e leitores são vistos de forma abstrata como enunciador e
enunciatário. O enunciador procura persuadir o leitor e possui um papel de destinador final do
texto. Já o enunciatário interpreta se o texto parece ser verdadeiro ou não e cumpre o papel de
destinatário. Semioticamente, são chamados de sujeitos da enunciação. É importante ressaltar
que, ao criar um texto, sua base é construída, quase sempre, a partir das características e da
imagem de quem vai recebê-lo, o leitor. Landowski (apud Hernandes, 2004, p.58) explica a
20
enunciação como “ato pelo qual o sujeito faz ser o sentido” e o enunciado “o objeto cujo sentido
faz ser o sujeito”.
Iniciamos o estudo do plano de conteúdo pela primeira etapa na geração de sentido, o
nível fundamental, que possui um caráter abstrato. Greimas caracteriza-o da seguinte forma:
Trata-se de uma categoria ‘primitiva’, dita também proprioceptiva, com a qual
se procura formular, muito sumariamente, o modo como todo ser vivo, inscrito
em um contexto, ‘se sente’ e reage a seu meio, considerado o ser vivo como ‘um
sistema de atrações e repulsões’.” (1973, p.9)
São traços componentes do nível fundamental a organização estrutural mínima, definida
pela relação estabelecida entre dois termos-objetos. Tal relação resultará na manifestação de sua
dupla natureza de conjunção e de disjunção. A estrutura será interpretada por um modelo que
traduza situações em “posições de contradição, contrariedade e complementaridade, e que a torne
operatória, no plano metodológico”, conforme constatação de Barros (2001). As operações são
de dois tipos, a negação, que consiste na produção da contrariedade, e a asserção, que ressalta os
termos primitivos afirmativos. A relação de conformidade do ser vivo com o meio ambiente é
nomeada eufórica, enquanto a sua não conformidade, é chamada disfórica. “A euforia define-se,
assim, como uma tensão decrescente e um relaxamento crescente; a disforia, como aumento de
tensão e diminuição de relaxamento”, complementa Barros (2001, p. 26). Serão os elementos do
nível fundamental que irão concretizar os valores no nível narrativo.
O nível narrativo é o responsável pela descrição e explicação do assunto, onde
determinam-se os participantes e o papel que representam. Diana Luz Pessoa de Barros explica:
Parte-se de duas concepções complementares de narratividade: narratividade
como transformação de estados, de situações, operada pelo fazer transformador
de um sujeito, que age no e sobre o mundo em busca de certos valores investidos
nos objetos; narratividade como sucessão de estabelecimentos e de rupturas de
contratos entre um destinador e um destinatário, de que decorrem a comunicação
e os conflitos entre sujeitos e a circulação de objetos-valor. Em outros termos, as
estruturas narrativas simulam a histótria da busca de valores, da procura de
sentido (2001, p.28).
Neste nível, devemos investigar de que perfomance trata o texto. O objeto
da
transformação é, portanto, um enunciado de estado. O sujeito passa a não existir semanticamente
se não for determinado pela relação de transitividade com um objeto. A narratividade deve ser
entendida como sucessão de transformações e estados pela produção de sentido. Conclui-se que
“as estruturas narrativas simulam tanto a história do homem em busca de valores ou à procura de
21
sentido quanto a dos contratos e dos conflitos que marcam os relacionamentos humanos”,
acrescenta Barros (1997, p.28).
É possível detectar, até o presente momento, que ocorre uma seleção de valores sob a
visão da semiótica e a relação com os sujeitos na passagem semântica fundamental à semântica
narrativa.
A última etapa do plano de conteúdo, a análise discursiva, opera sobre os mesmos
elementos que a análise narrativa, mas retoma alguns aspectos como as projeções da enunciação
no enunciado, os recursos de persuasão utilizados pelo enunciador para convencer o enunciatário
e também a relação existente dos conteúdos narrativos abstratos. A enunciação é que produz o
discurso e determina o sujeito da enunciação. A operação e os procedimentos utilizados pela
enunciação para a realização da projeção denominam-se desembreagem. É através dela que
ocorre a criação do sujeito, do tempo e do espaço do enunciado.
Para a análise do discurso, procura-se investigar sua função na estratégia de persuasão
discursiva dos percursos obtidos no nível narrativo. Hernandes (2004, p.112) afirma que, no
nível discursivo, estudam-se questões mais gerais, como a argumentação utilizada, para depois se
aprofundar e chegar às mais específicas, seguidas das estratégias de enunciação, o exame dos
elementos não-verbais, da diagramação e do plano de expressão.
A teoria semiótica desenvolveu-se muito desde os anos 60 e, a partir desse momento,
passou a examinar objetos cada vez mais complexos. Rudimar Baldissera (2000, p.13), designa a
experiência humana como uma estrutura interpretativa mediada e sustentada por signos. Desta
forma, cada indivíduo, com o intermédio de linguagens, constrói e reconstrói a realidade partindo
de sua cultura, de suas experiências, de seus simulacros. Para o autor “[…] Comunicação é o
processo de construção e disputa de sentidos.” Tornando-se evidente, nesse aspecto, “a
relevância que a comunicação/significação assumem para o turismo, de modo especial quando se
pensa em construção da imagem de um determinado pólo”.
A escolha da análise semiótica para o estudo do objeto, a seção “Turismo Literário” na
Revista CULT, deve-se ao fato de seu enorme potencial na Comunicação e, por conseguinte, sua
relação com o Turismo, na medida em que todo o processo de comunicação na área turística,
desde a elaboração de um roteiro, de sua divulgação e da “venda” desse produto, é essencial e
precisa ser trabalhado de forma minuciosa para, primeiramente, transmitir todas as informações
22
necessárias ao consumidor e, posteriormente, despertar o desejo de conhecer determinado local
ou serviço turístico proposto.
23
CAPÍTULO 3: LITERATURA E TURISMO EM CIDADES
As três matérias selecionadas enfocam autores literários reconhecidos mundialmente,
como Franz Kafka e James Joyce, bem como a atmosfera de uma época que se tornou conhecida
pela presença marcante de uma boemia da qual participavam artistas como Dorothy Parker. Essa
época enfoca, sobretudo, os anos 20, também nomeados de “os anos loucos”. Esses autores são
associados a lugares retratados em suas obras literárias e que se tornaram roteiros turísticos.
3.1 Análise 1: Praga vive kafkamania
Notamos nesta edição que há dois textos inseridos na seção “Turismo Literário” (ver
anexo C). O primeiro, localizado no canto direito da página da matéria, apresenta um breve
histórico sobre Kafka. O segundo, que contrasta com o primeiro devido à utilização da cor preta
de fundo, descreve Kafka e sua relação com Praga. Desse modo, analisaremos inicialmente o
primeiro texto e posteriormente o segundo.
Partindo da análise pela estrutura fundamental, notamos os seguintes pares semânticos:
objetivo x expressionista, indivíduo x universal, empírico x onírico; legalidade x ilegalidade. De
acordo com o inventário semântico levantado, podemos pensar em duas categorias de
significado, que poderão ser classificadas como disfóricas e eufóricas, respectivamente. Na
primeira, encaixam-se os termos que remetem ao universo interior, à subjetividade do ser, tais
como: expressionismo, indivíduo, simbolismo, fundo religioso e filosófico, atmosfera de
angústia, pesadelo e surrealismo. Estes termos, na análise semiótica, indicam um certo grau de
desajuste com a realidade e a presença gradativa de uma tensão do homem com o meio, que
chamaremos de relação disfórica. Na segunda categoria, encaixam-se os termos que remetem ao
universo empírico, tais como: universal, direito, norma e lei. São palavras que denotam
convergência do homem ao meio e, portanto, estabelecem uma relação eufórica.
No segundo processo do percurso gerativo, encontra-se o nível narrativo. Notamos que o
sujeito transformador neste texto é Franz Kafka, que problematiza a realidade empírica e a
relação do homem com as normas impostas por essa realidade. Os traços mais marcantes nesta
categoria são: a presença de temas religiosos, o desespero, a frustração e a psicanálise.
24
No nível discursivo, notamos através dos pares semânticos detectados, uma leitura
existencial. Kafka, ao deixar transparecer a frustração da arte romancista em seu texto, segue
uma linha ainda não vista, a psicanálise. E acaba por considerar culpado o homem sem direito.
Daremos seqüência ao outro texto da mesma seção. No nível fundamental, encontramos
pares semânticos como: tcheco x alemão, singularidade x fértil, resistência x perigo, nazistas x
comunistas, pequeno burguês e burocracia x soviético, partido comunista, irreais x verdade, amor
x ódio, público x privado. O autor do texto refere-se a duas nacionalidades distintas, afirmando
que apesar de Kafka ser tcheco, escrevia seus textos em alemão. Singularidade indica uma só
pessoa, uma só ação, ao contrário de fértil que idealiza algo que produz muito, abundância. A
resistência alude a uma situação de perigo. Nazistas, integrantes do movimento nacional–
socialista alemão chefiado por Adolf Hitler, em confronto com os comunistas, militantes da
doutrina que preconizava a comunidade de bens. A imagem do burguês alude novamente à
oposição socialista x comunista. O par amor e ódio remetem à relação problemática que Kafka
tinha com seu país.
No plano narrativo, observamos que o sujeito central do texto continua sendo Kafka,
nomeado inclusive pelo autor como o escritor mais cult da Escola de Praga, aludindo ao nome da
revista e associando, de imediato, a erudição da revista com o caráter erudito do escritor.
Na última parte do plano de conteúdo, a análise discursiva, identificamos por meio dos
pares semânticos apontados no plano fundamental a preocupação de Kafka com a imposição da
verdade, com os direitos humanos.
Em uma leitura mercadológica, notamos a idéia fixa de informar ao leitor turista ou ao
turista leitor sobre como evitar um processo kafkamaníaco em Praga, devido à “fama” do autor
na cidade. É preciso ter ciência de sua importância, mas não necessariamente tornar-se um
consumidor de objetos como canecas e camisetas personalizadas com o nome do autor. É,
portanto, este tipo de indicação que direciona o leitor ao consumo do produto literário, o livro,
pois a revista tem como perfil um turista cult e não o turista de massa, consumidor de souvenirs.
No plano de expressão, observamos que o texto de cor de fundo preto obteve uma maior
importância em vista do outro texto, de fundo branco. Isto se justifica por dois motivos: pelo
contraste de cores utilizadas como foi citado e por seus tamanhos também. O texto de fundo
preto ocupa duas páginas, enquanto o de fundo branco ocupa apenas uma parte do canto
esquerdo da página. Tal localização alude aos regimes de esquerda, assim como Che Guevara,
25
personalidade escolhida para a capa (ver figura 2). Há três fotografias em preto e branco, uma na
primeira página e as demais nas páginas seguintes. A primeira e a terceira retratam duas
importantes ruas de Praga. A segunda, a imagem de uma antiga casa que Kafka residiu.
Introduzido no texto, uma figura curiosa nos desperta a atenção. Tal imagem apresenta um
homem no centro e ao seu lado esquerdo e direito, duas caricaturas com feições malignas;
compondo o ombro deste mesmo homem centralizado. Há, ainda, a imagem de um homem
portando capuz e com um olhar cruel. Esta imagem, possivelmente, representa o symbiotic
phenomenon, uma fusão de três culturas que moldaram a literatura e o “espírito” da cidade.
A capa desta edição traz a fotografia do guerrilheiro Che Guevara, como consta na figura
abaixo:
Figura 2 Capa da Edição Nº1
Fonte Revista CULT
O título contido é: A última guerrilha de Che Guevara. O nome da figura central,
Guevara, foi publicado com a cor vermelha, para destacar ainda sua imagem inserida na capa. O
subtítulo “Biografias mostram que o mito sobreviveu ao fim do comunismo”, aponta-nos um
dado interessante: o assunto “comunismo” também é comentado no texto de Kafka, apresentando
a intertextualidade existente entre os dois. A capa também aponta a seção Dossiê e menciona a
Entrevista com o editor de cultura Décio de Almeida Prado. No rodapé, há ainda a indicação de
alguns temas que serão discutidos na revista, entre eles, a palavra Kafka, remetendo à seção
Turismo Literário.
26
3.2 Análise 2: A Nova York dos Anos Loucos
No nível das estruturas fundamentais da análise imanente do texto intitulado A Nova York
dos Anos Loucos, presente na seção Turismo Literário da Revista CULT (ver anexo D),
levantamos primeiramente os pares semânticos. Deve-se levar em conta que tais pares compõem
uma mesma categoria estabelecida por uma relação de asserção e negação bem como de euforia
e disforia. As categorias semânticas encontradas foram as seguintes: frieza cosmopolita x espírito
multidisciplinar, luxo discreto x charme conquistado, Puritan Hotel x Algonquin, índios x
explorador, iniciados x iniciantes, street cat x hotel quatro estrelas. Para a semântica, o sentido
nasce da descontinuidade, da ruptura, da percepção e da diferença. Nota-se que no primeiro par
semântico, frieza cosmopolita se contrapõe à espírito multidisciplinar à medida em que o
primeiro sugere uma idéia de distanciamento, de vanguarda, enquanto o segundo de
aproximação, de inovação, que culminará na ruptura. Luxo discreto aparece como algo já
existente, opondo-se à charme conquistado, que traz suavidade e busca. Puritan Hotel, o primeiro
“batismo” do hotel, carrega o conceito de antigo, de puritanismo; Algonquin Hotel, nome
proveniente da homenagem à tribo indígena, sugere a idéia de politeísmo, do não puritanismo, de
modernidade. Os termos iniciados e iniciantes são colocados como uma antítese que sugere
como destinador manipulador a Revista CULT. É ela que se encarregará de iniciar o sujeito
qualificado no texto como “iniciados” (eruditos, cult) em oposição aos “iniciantes”, que não
poderão realizar, de fato, o turismo literário proposto por falta de repertório. Por fim, a palavra
inglesa traduzida como “gato de rua” é contrária à idéia de um hotel quatro estrelas e de seus
componentes; o autor optou pela seleção vocabular do idioma inglês para fazer uma alusão ao
contexto de Nova York, cidade em destaque na matéria.
O texto trata do surgimento de um hotel que se destacou dos demais hotéis nova iorkinos
pela significativa presença dos artistas nos anos 20 naquele local, transformando-se em ambiente
de boemia, tertúlias e fomentando a criação de uma revista. Atualmente essa época descrita é
usada como estratégia de marketing do hotel para atrair turistas.
Na segunda etapa do percurso gerativo, o das estruturas narrativas, é necessário
reconhecer sujeitos humanos que realizam as mudanças descritas no primeiro nível. Esses
sujeitos são os responsáveis pela alteração dos pares semânticos levantados no nível fundamental
27
e o destinador é aquele que delega competência para que os sujeitos possam agir. Neste caso, os
sujeitos do texto são os turistas, denominados de iniciados e iniciantes. Nesse contexto, a Revista
CULT é a que promove a mediação, transformando “turistas” de massa e “incultos” em “turistas
cult”.
Na terceira e última etapa do percurso gerativo, analisamos a estrutura discursiva, uma
visão mais crítica perante às outras estruturas. Nesta análise nos deparamos com um observador
que ao longo do processo assume diferentes posições e perspectivas, sujeito à oscilação do ponto
de vista. Podemos observar, por meio das categorias semânticas levantadas no plano
fundamental, diversas linhas temáticas figurativas que irão suscitar diferentes leituras. A frieza
cosmopolita dos outros hotéis é justificada perfeitamente devido à falta de repertório de seus
visitantes, pelo fato de se oporem àqueles iniciados que foram indicados, de aspecto
investigativo, vorazes, antropófagos e coloridos; numa analogia com os índios, os primeiros
habitantes daquelas paisagens e que aludem aos visitantes consumidores “cults”, interpretados
como “eruditos”; que poderão realmente desfrutar do hotel.
Uma leitura sócio-política coloca como fator primordial para o turismo literário a questão
do repertório desse turista. A leitura mercadológica remete ao fato de que a Revista CULT é
quem conduz esse turista “leigo” a se tornar “turista culto”, portanto, é ela o destinador
manipulador do turismo.
Na terceira página da matéria (anexo D), há um texto sobre o lançamento da biografia de
Dorotyh Parker, frequentadora assídua do Hotel Algonquin nos anos 20. O livro escrito por
Dominique de Saint Pern foi referido em certo momento do texto quando o autor falava da
importância da presença de certos personagens como Dorothy Parker para a fama do Hotel
Algonquin. Marcello Rollemberg, autor da matéria, descreve a obra referida como um “livro
chato”. O autor afirma que a escritora Dominique “optou pelo caminho mais rebuscado do tom
descritivo (…) dando um ar açucarado ao texto”; mas qualifica-o no momento em que afirma
que a escritora permite que Dorothy Parker fale na obra, ou seja, quando descreve trechos ou
falas de “Dottie”, como era chamada. Acrescenta por fim que “de qualquer forma o volume vale
a pena, por ser a primeira biografia de Dorothy Parker lançada”.
Passando agora para o plano de expressão, detectamos inicialmente as figuras. Na
primeira página da matéria, há uma ilustração da Round Table, local em que os escritores
discutiam temas culturais. A figura é apresentada com a seguinte legenda: “A famosa Round
28
Table do Algonquin, onde escritores e artistas capitaneados por Dorothy Parker bebiam e
destilavam veneno nos anos 20”. Já na legenda, nota-se a menção à escritora Dorothy Parker. O
fundo branco se contrapõe com as cores amarela e vermelha usadas para despertar a atenção no
leitor, indicando o título; a cor amarela alude à idéia do ouro, da valorização cultural
sobrepondo-se ao fundo vermelho. A segunda imagem presente na página seguinte é uma
fotografia do The Algonquin com a indicação de seu endereço na legenda. Esta informação
adicional, o endereço do hotel, faz com que o leitor se torne mais próximo do local e assim a
revista procura oferecer o “produto” também. A matéria é composta de 80% de texto escrito e
20% de figura. Em relação à categoria topológica, encontramos figuras de pequena dimensão,
posicionadas no alto das páginas, fator que as valoriza. Na categoria cromática, percebemos um
jogo de cores quentes x cores frias, de claro x escuro. São as cores que indicam o tema da
matéria, o título contra o fundo branco. É importante mencionar que na terceira página da
matéria, cujo assunto centraliza o lançamento do livro de Dominique de Saint Pern, há uma
pequena ilustração do livro, indicando o nome da obra e da autora, juntamente com a informação
do valor e o número de páginas. O fundo agora é amarelo e o local que situa o título, vermelho;
cores usadas no fundo do título da página anterior. Quanto à luminosidade, esta é considerada
opaca.
Vinculadas aos formantes plásticos, as categorias do plano de expressão podem ser
colocadas em um nível hierárquico de continuidade e descontinuidade. A simetria, o uso de cores
frias, o monocromatismo, escuro, opacidade e unidades retas são traços de continuidade,
enquanto a assimetria, as cores quentes, o policromatismo, o claro e a presença de unidade
circular compõem caracterizações de descontinuidade.
A figura 3, apresentada abaixo, não faz menção à seção Turismo Literário. Em
contrapartida apresenta a Bienal do Livro em forma de produto enlatado, com a legenda na parte
inferior da figura, “soup”.
29
Figura 3 Capa da Edição nº 9
Fonte Revista CULT
A tradução da palavra inglesa para o português é sopa, o que sugere ao leitor que a Bienal
é uma “sopa de letras”, reforçado pela palavra Literature, que é apresentada um pouco abaixo do
centro da imagem. Além dessa idéia, o autor alude subjetivamente à estetização que os artistas
pop fizeram de ícones de consumo como a Coca-Cola ou a sopa Campbell’s, onde aspiravam à
forma abstrata perfeita. Na parte inferior da revista, há a legenda “O hipermercado da cultura”,
que acaba por reforçar a imagem do enlatado, presente em todos os hipermercados. As cores
vermelha e branca, utilizadas para ilustrar o produto enlatado, entram em contraste com a cor
verde do fundo da capa. A cor de fundo, juntamente com a cor azul das letras do título, sugerem
a temática do sucesso e da fama. De fato, o azul funciona como índice de sucesso e o verde como
índice de produtividade.
30
3.3 Análise 3: Dublin, personagem joyceana
Iniciamos a análise desta matéria pela estrutura fundamental (ver anexo E). As oposições
semânticas detectadas foram: mago da palavra x tessitura realística, exílio voluntário x
tradicionalismo religioso, capital importante x simples província, entreposto comercial x cidade
industrial, grande x minudezas. Observamos que a palavra mago alude ao lúdico, à magia, e se
opõe à tessitura realística.
O par semântico capital x província assinala um fato importante no texto, pois enobrece
Dublin, em oposição à palavra província, caracterização que o escritor James Joyce, sujeito
central do texto, não gostaria de ver refletida em sua cidade. Entreposto comercial alude ao
comércio, enquanto cidade industrial tem uma abrangência maior, reportando-nos à idéia de
pequeno x grande, apesar da aparente ligação entre eles. O último par semântico não foge muito
à idéia do ocorrido no processo descrito anteriormente; a autora deseja passar a imagem de que a
cidade de Dublin era extremamente agitada, registra-a como full of talk, devido às constantes
ocupações “em falar e beber” das pessoas, como descreve, mas também cita que tal cidade era
grande (palavra apontada no par semântico) em conter miudezas, que indica o contraste entre
pequeno e grande, bem como a relação em que um está contido no outro.
Partindo para o segundo processo, o plano narrativo, o sujeito humano detectado foi o
“leitor atento”. É a ele que o texto é destinado. O autor descreve a importância das obras de
Joyce e faz menção a esse leitor atento no momento em que recomenda a ele o acompanhamento
da leitura dos textos com um mapa da época em mãos. Assim, seria possível encontrar
referenciais de itinerários turísticos da época e que ainda resistem ao tempo. É a leitura dessas
obras que proporcionará o conhecimento ao leitor, sugere a revista. Podemos apontar como
sujeito as obras de James Joyce. Um questionamento curioso é a indicação das obras de Joyce
como uma espécie de “guia turístico”. A literatura é uma recriação da realidade e não a realidade
em si. Desta forma, a hipótese de que o livro de Joyce sirva também como um “guia turístico”
deixa a desejar.
No nível discursivo, é possível identificar as estratégias de persuasão do enunciador.
Retomando os pares semânticos apontados, notamos que ao caracterizar o escritor James Joyce
como mago da palavra, a autora também descreve todo o universo joyceano e alude um certo
encantamento em suas obras, acrescentado o desejo de Joyce de “reconstruir” Dublin a partir da
31
literatura, de acordo com sua ideologia e filosofia, sem dogmas religiosos e costumes
provinciais; Joyce estimava ir além. A descrição do Bloomsday, dia que retrata a história de
Ulisses, obra-prima de Joyce, é comentada minuciosamente pela autora do texto. Além de contar
e apontar com detalhes percursos turísticos, museus e pub’s, a autora registra também o endereço
dos mesmos.
Quanto ao plano de expressão, notamos que a cor verde usada como fundo do título da
matéria e margem do texto continua a seguir o padrão da matéria anterior, a seção Dossiê,
intitulada A máquina de sonhar nesta edição. A escolha da cor verde deve-se ao fato de ser a cor
da bandeira da Irlanda e do uniforme da seleção irlandesa. O assunto central do Dossiê gira em
torno da obra de Joyce, Finnegans Wake, traduzida por Donaldo Schüler, cujo livro é citado no
final da matéria Dublin, personagem joyceana, como exemplo de obras joyceanas eternamente
estudadas por muitos “joyceanos espalhados”, como o autor descreve os seguidores do escritor
irlandês.
A primeira página da matéria traz a imagem em preto e branco da Martello Tower, sob
uma lente fotográfica. Neste local é que se situa o Joyce Museum. A imagem ocupa metade da
página, aludindo à importância deste lugar para Dublin.
Posteriormente, encontramos nas outras páginas da matéria diversas fotografias de pontos
turísticos da cidade de Dublin, obviamente caracterizados pela presença marcante de James
Joyce. Todas as fotografias são apresentadas em preto e branco também, sugerindo a idéia de
continuidade entre uma matéria e outra e aludindo a uma atmosfera nostálgica e saudosista.
Fotografadas por Carlos Goldgrub, a primeira imagem é da vista panorâmica de Dublin, a
imagem seguinte é de uma estátua de Joyce no centro da capital, atrás da estátua é possível
avistar um Café. A ponte sobre o rio Liffey é a terceira imagem apresentada. Essa ponte é uma
importante passagem na obra de Joyce, passagem esta que “interpreta” a transição de um
personagem da inocência à adolescência. Por conseguinte, surge a imagem da entrada do James
Joyce Museum, descrito no texto. Na seqüência, são apresentadas outras imagens que compõem
o cenário joyceano.
A cor branca, colocada como fundo do texto, destaca as fotografias em preto e branco
posicionadas na parte superior das páginas. Vale lembrar que tudo o que se encontra na parte de
cima da revista tem mais valor do que na parte de baixo. Quanto às figuras já mencionadas, estas
32
possuem formas retas e angulares, exceto a da primeira página que possui formatos
arredondados. A matéria é composta de 60% de texto e 40% de imagem.
Por fim, as categorias do plano de expressão dentro de um nível hierárquico podem ser
divididas em contínuo e descontínuo. O uso de cores frias, a simetria existente, escuro, opacidade
presente nas páginas e unidades retas são traços de continuidade. A presença de unidade circular
e a assimetria formam o nível de descontinuidade.
Daremos seqüência nesta etapa à análise da capa, como ilustra a figura abaixo:
Figura 4 Capa da edição nº31
Fonte Revista CULT
De acordo com Hernandes (2004, p.88-89), “a boa capa também é um paradoxo: para a
mesma carga de informação, deve corresponder um tanto de mistério. O leitor deve ficar sabendo
que não sabe (ou não sabe em profundidade) o grande destaque da revista”.
A edição 31 traz uma ilustração do escritor James Joyce. A cor branca das letras do título
da revista, em contraste com a cor de fundo da capa (o vermelho) e em contraste, inclusive, com
o azul utilizado para ilustrar o escritor e o preto no registro de uma igreja invertida, desperta a
atenção do leitor. No canto esquerdo da capa, há a indicação do assunto ilustrado com a cor
amarela, O rio de palavras de James Joyce. O sobrenome do autor é apresentado em cor branca,
que alude ao nome da revista, CULT. Abaixo do título, escrito em letras bem menores, a revista
indica o assunto a ser tratado no dossiê: A prosa circular de Finnegans Wake.
O “leitor atento” perceberá que ao folhear as páginas do dossiê, encontrará a mesma
ilustração da capa, porém em um tamanho reduzido e sem cores; ao lado da ilustração há um
33
pequeno texto informativo sobre tal figura. A capa, na verdade, se inspira na estrutura circular da
obra de Joyce, Finnegans wake. O autor do “mini-texto” afirma que a leitura circular desta obra
alude às imagens do artista holandês M. C. Escher. A igreja invertida, que aparece na capa, é a
inversão do mito de “Adão e Eva”, escrito por Joyce e, por isso, sua imagem aparece como se
refletida na água.
34
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Na matéria Praga vive kafkamania, percebemos que o título e a fotografia, situados na
primeira página da matéria são os elementos mais valorizados do texto. É possível observar que a
imagem ocupa uma grande porcentagem da página e direciona o leitor a procurar a legenda da
fotografia, que só é encontrada na página seguinte. Esta estratégia utilizada no plano da
expressão faz com que o leitor tenha que percorrer toda a matéria para entender do que se trata
tal imagem. O título escrito com a cor branca sobre a cor preta de fundo torna-se bastante
ilustrativo. Nota-se que todas as imagens, exceto a inserida no centro do texto, situam-se no
canto esquerdo da página; detectamos assim, uma estratégia de apresentação “centrífuga” dos
elementos, ou seja, do centro para fora. A ilustração no centro representa uma estratégia
contrária, a “centrípeda”, onde sua intenção é gerar o interesse do leitor a partir da imagem
inserida no centro do texto, fazendo com que ele tenha que ler ou ao menos procurar um trecho
na matéria para entender o significado daquela figura. Do ponto de vista das formas, nos
despertam a atenção as formas retas das imagens com uma moldura de cor branca envolvendoas. Podemos afirmar que o texto trabalha com as relações entre planos manejadas pela
diagramação. De maneira geral, o texto também trabalha com estratégias sensoriais ao apresentar
tais cores contrastantes, o toque e a simulação no ato da leitura.
Detectamos assim, que a matéria que ocupa maior espaço é a matéria de fundo preto, com
um maior número de informações pertinentes ao turista que pretende conhecer o roteiro
“kafkiano”. Percebemos que há uma certa intenção da revista em “vender” as obras do autor,
indicando de forma oculta ao leitor que este poderá encontrar dados interessantes no momento da
visita a Praga.
Em A Nova York dos Anos Loucos, é notável a importância dada à ilustração inicial,
primeiramente porque ela situa-se na parte superior da primeira página da matéria, e, porque o
texto gira em torno dos acontecimentos da Round Table, cuja imagem a representa. É importante
ressaltar que a imagem não apresenta nenhum tipo de moldura e é colocada em um fundo branco,
como se ela estivesse mesmo inserida no texto. O destaque do título preenchido com o fundo de
cor vermelha e escrito com a cor amarela funciona como um alerta à pausa para aquela leitura. A
moldura de cor amarela que cerca as duas páginas iniciais delimita a matéria e mostra de forma
subjetiva, ao leitor, que a página seguinte, ainda que componente da seção “Turismo Literário” já
35
aborda outro tema, no caso, a publicidade do livro A extravagante Dorothy Parker, reforçado
pela inserção da capa do livro. Mesmo não inserido de forma direta no texto principal da seção,
as cores utilizadas no título do texto seguinte, que traz informações sobre o livro, foram escritas
com as mesmas cores do título inicial, porém desta vez possui um fundo de tons rosados, que
quebra o plano cromático adotado anteriormente. Notamos que a frase-título “Biografia de
Dorothy Parker reflete cultura americana dos anos 20 e 30” é o elemento mais valorizado da
matéria. A outra imagem inserida no texto também foi colocada na parte superior da segunda
página, o que reforça a idéia neste caso, da importância do plano de expressão. Para a criação do
contraste, foram colocadas formas irregulares e retas. Temos ainda, no nível topológico, as
relações entre simetria x assimetria, no eidético formas retangulares x circulares, e no cromático
os tons frios (o branco do fundo) x tons quentes (o amarelo e o vermelho como margem e fundo
do título).
A matéria seguinte Dublin, personagem joyceana, apresenta tal título em posição de
destaque, é escrito em letras grandes e coloridas e também colocado na parte superior da página.
Os tipos gráficos manejam relações de seriedade ou leveza, em função da espessura das letras,
neste caso, apresenta certo tom de seriedade. A imagem com forma arredondada apresentada
embaixo do título com a legenda “A Martello Tower, em Dublin”, revela grande importância,
somente no texto é que o leitor descobrirá a importância deste local, afinal é lá que está o Joyce
Museum. O tratamento privilegiado tanto do título quanto da imagem comunica os principais
conteúdos do texto que vem a seguir, apresentado na página posterior. Percorrendo a segunda
página, notamos as disposições das figuras, todas são posicionadas no alto da página, fator que
identifica a atenção e o destaque que o autor quis dar a essas imagens. A moldura verde é trazida
desde a seção “Dossiê” que centraliza um livro de James Joyce, dando a idéia de continuidade do
assunto. Quanto às formas, é notável o grande número de formas retas. Para a criação da
oposição e contraste, encontra-se a imagem arredondada localizada na primeira página. No nível
topológico encontramos as relações entre simetria x assimetria e no eidético formas retas x
formas circulares.
A grande maioria dos destinos turísticos encontrados é internacional, das trinta e seis
edições existentes, apenas seis tratam sobre locais no Brasil. São apresentadas grandes
metrópoles estrangeiras, mas também há cidades menores.
36
Através do levantamento do banco de dados (anexo), foi possível identificar que nas
matérias há mais indicações de obras literárias, algumas aludindo à idéia de que podem ser vistas
como verdadeiros “guias literários”. Há também dois textos que apresentam sugestões de hotéis,
outro de pousada, e também textos que enfocam teatros e fotografia. Há muitas indicações de
museus nas cidades descritas, afinal é uma atração propícia a um perfil de leitor da CULT. Como
ilustra o quadro abaixo:
Número de edições coletadas: 50
Abrangência: 5 anos
Número de seções levantadas: 36
Números de pessoas que escrevem na seção: 18
Colaboradores: José Guilherme R. Ferreira; Marcello Rollemberg; Cláudia Nina e Claudia
Cavalcante.
Temas abordados: Destinos Turísticos Nacionais: 6
Cidades: Brasília; Recife; São Paulo e Rio de Janeiro.
Internacionais: 30
Cidades: Praga; Lisboa; Paris; Uppsala; Londres; Amsterdã; Mancha; Islândia; Nova York; Isla
Negra; São Petersburgo; Buenos Aires; Provença; Berlim; México; Viena; Moscou; Florença;
Dublin; Montaigne; Bordeaux; Madri; Califórnia e Belluno.
Lugares Turísticos apresentados: Museus; Circuitos turísticos; Hotéis; Pousadas; Teatros e
Fotografia.
Sendo assim, é notável o interesse mercadológico voltado para a venda de livros frente à
possibilidade de um interesse ideológico da revista em divulgar turismo, visto que ela não
apresenta nenhuma evidência de algum tipo de patrocinador nessa área.
Desta forma, este trabalho possibilita o desdobramento de novas pesquisas através de
uma análise da linguagem dos guias de viagem e a comparação destes com algumas obras
literárias sugeridas nas matérias.
37
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como rito de passagem. São Leopoldo: Unisinos, 2000.
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Teoria
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38
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39
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TREVIZAN, Zizi. O leitor e o diálogo dos signos. São Paulo: Clíper Editora, 2000.
40
APÊNDICES
41
APÊNDICE - BANCO DE DADOS DA REVISTA CULT E DA SEÇÃO “TURISMO
LITERÁRIO”
Nome do jornal ou revista:
Diretor:
Redator:
Formato:
Papel:
Paginação total:
Preço em (data do periódico):
Data de fundação:
Editor:
Editora:
Número total de pessoal:
Número de colaboradores:
Tipo de impressão:
Número da edição:
Zona de difusão:
Paginação média:
Porcentagem de publicidade:
Porcentagem de textos:
Porcentagem de ilustrações:
Instituições que participam da
publicidade:
Nomes de autores de artigos:
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Local de circulação:
FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
Marcos Paulo Morales
9
Couchê fosco
48
R$3,90 (Julho de 1997)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Manuel da Costa Pinto
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
28
12
Rotativa
1
São Paulo e Rio de Janeiro
64
30%
70%
30%
Livraria Cultura, Fundação S.O.S. Mata
Atlântica, Apple
Mônica Cristina Corrêa, João Roberto
Faria, Heitor Ferraz, Manuel da Costa
Pinto, José Guilherme R. Ferreira,
Pasquale Cipro Neto, Cláudio Giordano,
Jurandir Renovato, José Geraldo Couto,
Fernando Jorge, Adma Muhana, Antonio
Risério, Fábio Lucas
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Revista Baldus; Revista Literatura e
Sociedade, O Estado de S.Paulo; livro
Nothing the sun could not expalin; livro
Together 1996; livro Autobiografia
Norberto Bobbio
Brasil
42
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 1
Data: Julho de 1997
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 22 à 23
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: Praga vive kafkamania
Autor: José Guilherme R. Ferreira
Resumo:
Segundo o crítico literário Fábio Lucas, Kafka muitas vezes aproximava-se do
surrealismo, com sua “atmosfera de angústia e pesadelo”. O escritor tcheco procurou mostrar a
tentativa do homem de romper com as leis de Deus. Antes da psicanálise, fator importante
discutido em suas obras, traços de existencialismo com características de desespero humano e
frustração tornaram-se fatores constantes. Para Kafka, impaciência é o único pecado capital.
José Guilherme R. Ferreira discorre em seu texto que o mais famoso
escritor de Praga, Kafka, representa a reabilitação cultural do país e daí vem a sua tamanha
importância. Além de ser o maior representante do symbiotic phenomenon (fusão de três culturas
que moldaram a literatura e a “alma” da cidade), sua obra e o escritor reproduzem um importante
símbolo de resistência para a falta de liberdade e expressão. O jornalista ainda sugere um breve
roteiro turístico, lembrando que é necessário eliminar o excesso de kafkamania existente.
43
Nome do jornal ou revista:
Diretor:
Redator:
Formato:
Papel:
Paginação total:
Preço em (data do periódico):
Data de fundação:
Editor:
Editora:
Número total de pessoal:
Número de colaboradores:
Tipo de impressão:
Número da edição:
Zona de difusão:
Paginação média:
Porcentagem de publicidade:
Porcentagem de textos:
Porcentagem de ilustrações:
Instituições que participam da
publicidade:
Nomes de autores de artigos:
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Local de circulação:
FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
Marcos Paulo Morales
9
Couchê fosco
54
R$3,90 (Agosto de 1997)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Manuel da Costa Pinto
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
37
13
Rotativa
2
São Paulo e Rio de Janeiro
64
30%
70%
30%
Livraria Cultura, Fundação S.O.S. Mata
Atlântica, Apple, Bienal do Livro
Aurora F. Bernardini, Camila Viegas,
Cláudio Giordano, Cristovão Tezza,
George Steiner, Heitor Ferraz, João
Alexandre Barbosa, José Guilherme
Rodrigues Ferreira, Len Berg, Luciana
Artacho Penna, Mônica Cristina Corrêa,
Pasquale Cipro Neto, Reynaldo Damazio
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Ática Shopping Cultural; Companhia das
Letras; livro Os escombros e o mito; livro
Contos e novelas reunidos; livro Um
crime delicado; livro O cacto e as ruínas;
livro A dignidade da poesia;
Brasil
44
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 2
Data: Agosto de 1997
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 38 à 40
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: Os corações de Lisboa
Autor: José Guilherme R. Ferreira
Resumo:
José Guilherme, autor do artigo, trata do livro de José Saramago, O ano da morte de
Ricardo Reis. Em seu texto encontramos trechos vivos e bem descritos de Saramago, ao
descrever por exemplo uma conversa entre Fernando Pessoa e seu heterônimo Ricardo Reis.
Como aponta o autor, a obra muitas vezes transparece ocultamente um guia de viagem
meramente detalhado a Lisboa de Fernando Pessoa.
Intencionalmente ou não, o autor do artigo não explorou tanto o motivo pelo qual José
Saramago escreveu esta importante obra. É evidente que enobreceu o texto com fragmentos do
livro em seu texto, mas a escassez de críticas e algumas informações mais claras é presente, já
que nem todo leitor pode conhecer inteiramente a história de Fernando Pessoa e de seus
heterônimos.
45
Nome do jornal ou revista:
Diretor:
Redator:
Formato:
Papel:
Paginação total:
Preço em (data do periódico):
Data de fundação:
Editor:
Editora:
Número total de pessoal:
Número de colaboradores:
Tipo de impressão:
Número da edição:
Zona de difusão:
Paginação média:
Porcentagem de publicidade:
Porcentagem de textos:
Porcentagem de ilustrações:
Instituições que participam da
publicidade:
FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
Marcos Paulo Morales
9
Couchê fosco
48
R$3,90 (Setembro de 1997)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Manuel da Costa Pinto
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
34
11
Rotativa
3
São Paulo e Rio de Janeiro
64
30%
70%
30%
Livraria Cultura, Fundação S.O.S. Mata
Atlântica, Apple, Bienal do Livro
Nomes de autores de artigos:
Cláudia Cavalcanti, Cláudio Giordano,
Eloá Heise, Heitor Ferraz, Leonor
Amarante, Pasquale Cipro Neto, Régis
Bonvicino, Renata Dias, Rodrigo Garcia
Lopes, Rodrigo Lacerda, Teixeira Coelho
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Philippe Ariagno
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Livro Sanduíches de realidade; jornal
Folha de S.Paulo; O Globo; Zero Hora;
livro Histórias de Amor; livro E do meio
do mundo prostituto só amores guardei ao
meu charuto; livro As estruturas
antropológicas do imaginário; livro
Cidades inventadas
Brasil
Local de circulação:
46
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 3
Data: Setembro de 1997
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 16 à 19
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: A Paris beatnik
Autor: Leonor Amarante
Resumo:
Leonor Amarante, autora do texto A Paris beatnik, relata neste artigo de maneira clara e
curiosa ao leitor, “personagens” interessantes da geração beat, palavra que significa maravilha em
inglês.
A autora, que frequentou o mesmo hotel três décadas depois, conta fatos ocorridos no
“Hotel Sem Nome”, batizado na década de 50 pelo pintor e poeta americano, militante do
movimento beat, Brion Gysin. O hotel, que hospedava um grande grupo de artistas plásticos,
cineastas, fotógrafos e jornalistas, localizava-se na Rua Gît-le-Coeur, do francês “onde jaz o
coração” e foi cenário de grandes debates, discussões, trabalhos e sessões de fotos, onde em
1984, o frequentador e fotógrafo Harold Chapman publica o livro Du Vieux Paris, cuja obra
relata sem censura, histórias dos mais diversos hóspedes que ocupam os quarenta quartos
existentes no hotel.
A famosa expressão “é proibido proibir” surge antes das manifestações de 1968,
criadas pelos visionistas beatniks, expressão originada da junção de beat com a palavra Sputnik,
espaçonave russa. Sem regras e sem moralismo, o “Hotel sem Nome” foi ideal para estes
importantes personagens que almejavam acima de tudo, a liberdade de expressão.
Até que anos posteriormente, Madame Rachou, proprietária do tão famoso hotel,
aposenta-se e vende-o a franceses, que passam a chamá-lo de Du Vieux Paris, em homenagem ao
livro, onde na década de noventa passou por uma nova reforma, descaracterizando-o e
aumentando de forma significativa seus preços.
Por fim, o texto se encerra com a citação de Burroughs, que afirma em 1984: “… As
coisas que nunca tivemos permanecem, as coisas que temos é que se vão”.
47
Nome do jornal ou revista:
Diretor:
Redator:
Formato:
Papel:
Paginação total:
Preço em (data do periódico):
Data de fundação:
Editor:
Editora:
Número total de pessoal:
Número de colaboradores:
Tipo de impressão:
Número da edição:
Zona de difusão:
Paginação média:
Porcentagem de publicidade:
Porcentagem de textos:
Porcentagem de ilustrações:
Instituições que participam da
publicidade:
FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
Marcos Paulo Morales
9
Couchê fosco
52
R$3,90 (Novembro de 1997)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Manuel da Costa Pinto
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
36
11
Rotativa
4
São Paulo e Rio de Janeiro
64
30%
70%
30%
Livraria Cultura, Fundação S.O.S. Mata
Atlântica, Apple, Bienal do Livro
Nomes de autores de artigos:
Cláudio Giordano, E.M. de Melo e Castro,
Heitor Ferraz, Ivan Teixeira, Jayme
Alberto da Costa Pinto Jr., José
Guilherme R. Ferreira, Len Berg,
Pasquale Cipro Neto, Renato Pompeu,
Rodrigo Lacerda, Sérgio Mauro
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Eugenio Frediani, Juan Esteves
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Livro 2 ou + corpos no mesmo espaço;
livro O ladrão cristalino; livro Mata
Atlântica; Cadernos de Literatura
Brasileira; livro Brás, Bexiga e Barra
Funda; Assine CULT
Brasil
Local de circulação:
48
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 4
Data: Novembro de 2007
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 21 à 23
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: As longas noites de Uppsala
Autor: José Guilherme R. Ferreira
Resumo:
O autor destaca neste texto três importantes “gênios” que marcaram a cidade de
Uppsala na Suécia, o filósofo Michael Foucalt, o botânico Carl von Linné (Lineu) e o diretor de
cinema Ingmar Bergman.
Descreve inicialmente um pouco do percurso de Michael Foucalt, que estudou na
Universidade de Uppsala, importante e mais antigo centro de pesquisa dos países nórdicos; onde
Lineu, botânico e naturalista sueco criou o método de classificação da flora e da fauna que vigora
até hoje, a taxionomia. Fascinado por esta atmosfera que o cercava, Foucalt centraliza Lineu para
sua reflexão epistemológica em As palavras e as coisas.
E era em Hammmarby, cidade localizada próxima a Uppsala, que Lineu cultivava as
espécies que não se fixavam num dos jardins de Uppsala, devido às cheias existentes no rio Frys.
Outra prática de Foucalt, além da filosofia e da paixão pelos livros, era a de animador
cultural, era ele quem organizava os inúmeros eventos culturais na Maison de France local.
E por último, o texto fala de Ingmar Bergman, que fez das ruas do complexo
universitário sueco, seus principais pontos para suas filmagens.
O curioso é que na contracapa da revista há o título “Conheça Uppsala, cidade da
Suécia que encantou o filósofo Michael Foucalt”, há muitas informações sobre o filósofo, mas
deveria ter mais, e, também citar no título Carl von Linné e Bergman, já que são pessoas que
marcaram a cidade de Uppsala, como o autor nos mostra. Assim como colocar o texto de maneira
mais clara, seguindo uma série de fatos e acontecimentos por pessoa citada e não de forma
confusa num tempo cronológico.
49
Nome do jornal ou revista:
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Redator:
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Porcentagem de ilustrações:
Instituições que participam da
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Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Local de circulação:
FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
Marcos Paulo Morales
9
Couchê fosco
60
R$3,90 (Dezembro de 1997)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Manuel da Costa Pinto
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
34
13
Rotativa
5
São Paulo e Rio de Janeiro
64
30%
70%
30%
Livraria Cultura, Fundação S.O.S. Mata
Atlântica, Apple, Bienal do Livro
Camila Viegas, Cláudio Giordano,
Gilberto Figueiredo Martins, Graziela
R.S. Costa Pinto, J.Guinsburg, Len Berg,
Marcello Rollemberg, Maurício Arruda
Mendonça, Pasquale Cipro Neto, Paulo
Paladino, Renato Pompeu, Reynaldo
Damazio, Rosa Gabriela de Castro
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Livro Personae; livro Fotógrafos
brasileiros; livro Libertárias; livro A
Invasão; livro A máquina peluda; livro
Por amor ao mundo; Assine CULT; livro
Barroco de lírios
Brasil
50
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 5
Data: Dezembro de 1997
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 23 à 25
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: A Londres vitoriana de Dickens
Autor: Marcello Rollemberg
Resumo:
O texto muito bem escrito de Marcello Rollemberg nos conta um pouco da cidade de
Londres através da perspectiva de Charles Dickens, o homem que segundo ele, melhor
representou as diferenças sociais da Inglaterra vitoriana, expresão que homenageia a rainha
Vitória, que governou a Inglaterra durante um longo período.
“Londres criou Dickens, mas Dickens também criou Londres”, foi esta citação que
Peter Ackroyd colocou na introdução de seu livro Dickens’ London, uma obra que contém uma
fascinante pesquisa a respeito da cidade e da época em que viveu autor.
Segundo o autor da matéria, Londres para Dickens era uma mistura das classes sociais
existentes na época sob os resquícios da Revolução Industrial, os espetáculos de Covent Garden,
entre outros diversos componentes. Suas obras são como guias dos lugares e das ruas londrinas e
não é à toa que hoje existam inúmeros arredores em Londres que fazem referência aos livros de
Dickens. A antiga casa em que o escritor viveu durante anos, foi transformada na “Dickens
House Museum”.
O texto finaliza-se com a indicação aos turistas de que há guias que levam grupos para
conhecer pontos da cidade relacionados a este tão impotante escritor e também sugere a leitura de
Skecthes by Boz, livro escrito por Dickens antes de sua fama, que funcionará também como um
bom guia de viagem.
51
Nome do jornal ou revista:
Diretor:
Redator:
Formato:
Papel:
Paginação total:
Preço em (data do periódico):
Data de fundação:
Editor:
Editora:
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Número da edição:
Zona de difusão:
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Porcentagem de textos:
Porcentagem de ilustrações:
Instituições que participam da
publicidade:
Nomes de autores de artigos:
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Local de circulação:
FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
Marcos Paulo Morales
9
Couchê fosco
51
R$3,90 (Janeiro de 1998)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Manuel da Costa Pinto
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
35
14
Rotativa
6
São Paulo e Rio de Janeiro
64
30%
70%
30%
Livraria Cultura; Fundação S.O.S. Mata
Atlântica; Apple; Bienal do Livro; Edusp
Claudia Cavalcanti, Cláudia Nina, Cláudio
Giordano, Finisia Fideli, Francisco Costa,
Jeremias Moranu, José Guilherme
Rodrigues Ferreira, Luciana Artacho
Penna, Pasquale Cipro Neto, Paulo
Paladino, Renato Pompeu, Reynaldo
Damazio, Roberto de Sousa Causo,
Rodrigo Lacerda
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Livro O feitiço da ilha do Pavão; livro
Rosângela Rennó; livro A mesma noite;
livro O marciano; livro Guerra sem
batalha:Uma vida entre duas ditaduras;
Assine CULT; livro Cidade de Deus;
livro História do Novo Mundo
Brasil
52
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 6
Data: Janeiro de 1998
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 20 à 23
Seção: Turismo
Título da matéria: Amsterdã, o caleidoscópio holandês
Autor: Cláudia Nina
Resumo:
O texto enfoca a cidade de Amsterdã, sua diversidade cultural existente e o escritor
Albert Camus, que transcreve os acontecimentos e aspectos da capital holandesa em seus livros.
A queda, primeiro livro de Camus, escrito em 1956, tem como personagem principal um exadvogado parisiense que vai a Amsterdã exercer a sua nova profissão, a de juiz penitente.
Segundo Cláudia Nina, o autor nesta obra consegue captar a alma desta cidade que se desdobra
em suas diversas faces.
Um comentário pertinente é que Amsterdã é sem dúvida palco de importantes obras,
pois esta cidade é inspiradora a viagens como a do narrador de A queda, personagem principal do
livro, ou, de Kee Zomer, personagem de J. Bernhef, escritor mais conhecido nacionalmente, em
seu livro Eclips.
Outro reconhecido escritor na Holanda é Harry Mullish, que fala de uma nova
Amsterdã repleta de multiculturas e biodiversidade, em Hoogste tijd, traduzido para o inglês
como “Last Call”.
Por fim, o texto fecha com a citação do escritor Cees Nooteboom, autor de inúmeros
livros de viagens e importante romancista holandês, em seu livro “Nas montanhas da Holanda”: “
Que a terra plana expõe as pessoas a uma total visibilidade que se reflete no comportamento dos
holandeses e, por extensão, de todos os que vivem aqui”, já que Amsterdã torna-se em ser plana e
circular, o que torna as pessoas mais próximas de si mesmas também, como afirma a autora.
53
Nome do jornal ou revista:
Diretor:
Redator:
Formato:
Papel:
Paginação total:
Preço em (data do periódico):
Data de fundação:
Editor:
Editora:
Número total de pessoal:
Número de colaboradores:
Tipo de impressão:
Número da edição:
Zona de difusão:
Paginação média:
Porcentagem de publicidade:
Porcentagem de textos:
Porcentagem de ilustrações:
Instituições que participam da
publicidade:
Nomes de autores de artigos:
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Local de circulação:
FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
Marcos Paulo Morales
9
Couchê fosco
64
R$3,90 (Fevereiro de 1998)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Manuel da Costa Pinto
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
35
13
Rotativa
7
São Paulo e Rio de Janeiro
64
30%
70%
30%
Livraria Cultura, Fundação S.O.S. Mata
Atlântica, Apple, Bienal do Livro
Claudia Cavalcanti, Cláudio Giordano,
Fábio Lucas, Graziela R.S. Costa Pinto,
Heitor Ferraz, J.Guinsburg, José
Guilherme R.Ferreira, Len Berg, Marcello
Rollemberg, Pasquale Cipro Neto, Paulo
Paladino, Régis Bonvicino, Renato
Pompeu
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Disque CULT Assinaturas; livro Margem
de uma onda; livro Magma; livro O livro
da arte; Assine CULT; livro Edmund
Wilson – Uma biografia; livro A
Alemanha de Schreber
Brasil
54
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 7
Data: Fevereiro de 1998
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 20 à 23
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: Andanças de Quixote, sonhos de Cervantes
Autor: José Guilherme R. Ferreira
Resumo:
O texto fala de Dom Quixote de La Mancha, personagem de Miguel de Cervantes, a
rota com mais páginas escritas no tão famoso Guia Michelin. O autor do artigo conta que até hoje
é possível avistar “pequenas estalagens, moinhos caiados de branco… ou um guisado de
carneiro… a evocar os caminhos percorridos por Dom Quixote e seu companheiro Sancho Pança
há quase quatro séculos”. A rota percorrida por estes importantes personagens que fizeram
história, é de Argamansilla de Alba, Puerto Lápice, Consuegra, Alcazar de San Juan, Campo de
Criptana, El Toboso, Tomelloso, Almagro, Mota del Cuervo, Madridejos, Pedro Muñoz e
Ruidera. E em cada dessas cidades, há quase sempre uma descoberta, uma curiosidade ou uma
aventura.
Em Puerto Lápice, de Argamansilla a caminho de Madri, por exemplo, no cardápio
celebrativo da “ Venta Del Quijote” aparecem atualmente a caldereta del pastor, o pisto
manchego e também os duelos y quebrantos, que é a fritada de ovos com torresmos; “presentes
na abertura da novela de Cervantes e Quixote e que, de certa forma, sinalizam a penúria de autor
e personagem”, conforme afirma o autor José Guilherme. Em Campo de Criptana, Consuegra e
Mota del Cuervo, ainda se movimentam os moinhos de vento. O interessante é que há exposições
permanentes em diversos desses moinhos, todas relacionadas às viagens do querido Quixote.
El Toboso é uma das cidades mais típicas da Mancha, lá os turistas fazem até
reverência a Dulcinéia, amada de Quixote, onde em sua casa, há atualmente um museu
etnográfico.
55
Nome do jornal ou revista:
Diretor:
Redator:
Formato:
Papel:
Paginação total:
Preço em (data do periódico):
Data de fundação:
Editor:
Editora:
Número total de pessoal:
Número de colaboradores:
Tipo de impressão:
Número da edição:
Zona de difusão:
Paginação média:
Porcentagem de publicidade:
Porcentagem de textos:
Porcentagem de ilustrações:
Instituições que participam da
publicidade:
FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
Bruno Zeni
9
Couchê fosco
64
R$3,90 (Março de 1998)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Manuel da Costa Pinto
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
41
16
Rotativa
8
São Paulo e Rio de Janeiro
64
30%
70%
30%
Livraria Cultura, Fundação S.O.S. Mata
Atlântica, Apple, Bienal do Livro
Nomes de autores de artigos:
Cláudia Nina, Cláudio Giordano, Eliot
Weinberger, Heitor Ferraz, Ivan Teixeira,
Jayme Alberto da Costa Pinto Jr., Jorge
Schwartz, Mônica Cristina Corrêa, Neusa
Barbosa, Pasquale Cipro Neto, Paulo
Paladino, Renato Pompeu, Rodrigo
Lacerda, Salim Miguel, Simone Rossinetti
Rufinoni, Zahidé Lupinacci Muzart
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Claire Garate
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Revista Ventura; Disque CULT
Assinaturas; livro Romeu e Julieta; livro
Falando de Shakespeare; Assine CULT;
filme O guardião da floresta
Brasil
Local de circulação:
56
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 8
Data: Março de 1998
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página:34 à 37
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: Paradice
Autor: Eliot Weinberger
Resumo:
O título da matéria já expressa elementos presentes neste belo país: Islândia. Mantido
do original, é um trocadilho com as palavras paradise, paraíso em inglês, ice, que é gelo e
Iceland, Islândia em inglês.
Traduzido por Jayme Alberto da Costa Pinto Jr., o texto relata através de uma
linguagem simples e clara, curiosidades e interessantes histórias islandesas.
Islândia, além das ilhas do Pacífico, é o único grupo étnico que possui sua própria
nação-estado independente. Mais da metade dos habitantes, que totaliza 268 mil, vivem na capital
Reykjavik e cercanias. O país é visto como utópico por muitos, não há desempregos e nem
desigualdades socias, a violência quase não existe, continua sendo o único país a ter um partido
formado só por mulheres, com assentos no Parlamento e além do que, a língua islandesa
permanece a mesma desde que se separou do nórdico antigo.
Existem muitas sagas e todas elas retratam o cotidiano de pessoas comuns, não de
heróis, reis ou deuses. O The visitor’s key, é o guia que mais descreve detalhadamente o país,
suas estradas e ruas.
Nomes consagrados como Willian Morris, Julio Verne, Trollope e Auden criaram
diversas histórias deste simbólico país.
57
Nome do jornal ou revista:
Diretor:
Redator:
Formato:
Papel:
Paginação total:
Preço em (data do periódico):
Data de fundação:
Editor:
Editora:
Número total de pessoal:
Número de colaboradores:
Tipo de impressão:
Número da edição:
Zona de difusão:
Paginação média:
Porcentagem de publicidade:
Porcentagem de textos:
Porcentagem de ilustrações:
Instituições que participam da
publicidade:
Nomes de autores de artigos:
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Local de circulação:
FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
Marcos Paulo Morales
9
Couchê fosco
64
R$3,90 (Abril de 1998)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Manuel da Costa Pinto
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
37
15
Rotativa
9
São Paulo e Rio de Janeiro
64
30%
80%
20%
Livraria Cultura, Fundação S.O.S. Mata
Atlântica, Apple, Bienal do Livro,
Chevrolet
Aldo Tagliaferri, Andrea Lombardi,
Aurora F. Bernardini, Claudia Cavalcanti,
Cláudio Giordano, Eugenio Frediani,
Heitor Ferraz, João Alexandre
Barbosa, João Leite, Lazlo Szentkeresty
de Zagon, Marcello Rollemberg, Maria do
Rosario da Costa Aguiar Toschi, Pasquale
Cipro Neto, Paulo Paladino, Renato
Pompeu
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Disque CULT Assinaturas; revista USP;
livro A extravagante Dorothy Parker;
livro Breve espaço entre cor e sombra;
Assine CULT; filme Born to be Wilde
Brasil
58
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 9
Data: Abril de 1998
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 11 à 13
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: A Nova York dos Anos Loucos
Autor: Marcello Rollemberg
Resumo:
O artigo de Marcello Rollemberg, de forma bem escrita, centraliza o tão famoso Hotel
Algonquin localizado em Nova York e inaugurado em 1902 com o nome de Puritan Hotel. Até
que rapidamente foi renomeado a Algonquin em homenagem a uma tribo de índios americanos
que costumavam ficar nos arredores do hotel.
Muitas são as razões pela qual este importante hotel tornou-se o preferido de inúmeros
escritores, cantores e artistas. Entre elas estão o charme do hotel, que já esbanja-o desde seu
lobby, todo decorado com móveis escuros e sóbrios, segundo o autor e uma importante
integrante: a gata Matilde, mascote da casa que foi sendo substituída por outras gatas
sucessivamente ao longo dos anos.
O hotel nos anos 20 possuía frequentadores assíduos como a escritora Dorothy Parker,
o escritor Alexander Wollcotte, o comediante George S. Kauffman e Harol Ross, editor e criador
da notável revista The New Yorker, cuja idéia da criação da revista surgiu num dos encontros da
Round Table, que teve que ser substituída por uma mesa maior devido à grande quantididade de
pessoas que passou a frequentá-la.
E mesmo anos depois, com a queda da bolsa de valores de Nova York e a mudança de
muitos destes frequentadores que acabaram indo para a Costa Oeste ou os estúdios de
Hollywood, o bom astral do local manteve-se em forma de retratos, livos, pôsteres, livros e até
mesmo através de uma grande mesa redonda vazia colocada nos cantos do Rose Room em
homenagem aos seus tão especiais frequentadores.
A última página do artigo fala do lançamento do livro de Dominique de Saint Pern
sobre a biografia de Dorothy Parker. O autor que comenta brevemente a vida da famosa escritora,
comenta que Dominique pecou “diante da fama da biografada: o livro é chato”. E segundo ele, o
que salva no livro são as falas da personagem principal. Mas enfatiza que mesmo assim vale a
pena lê-lo, pois além de ser a primeira biografia lançada da escritora, também passa a se conhecer
mais sobre a vida de Dorothy Parker e também a “um dos períodos mais criativos da cultura deste
século”.
59
Nome do jornal ou revista:
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Instituições que participam da
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Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Local de circulação:
FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
Bruno Zeni
9
Couchê fosco
64
R$3,90 (Maio de 1998)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Manuel da Costa Pinto
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
35
15
Rotativa
10
São Paulo e Rio de Janeiro
64
30%
80%
20%
Livraria Cultura, Apple, Bienal do Livro,
Estadão
Adma Muhana, Cláudia Nina, Cláudio
Giordano, Cristovão Tezza, Eugenio
Frediani, Fabio Weintraub, Jayme Alberto
da Costa Pinto Jr., Joaci Pereira Furtado,
João Alexandre Barbosa, Heitor Ferraz,
Luciana Artacho Penna, Neusa Barbosa,
Pasquale Cipro Neto, Paulo Paladino,
Renato Pompeu
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Livro Minha razão de viver; Disque
CULT Assinaturas; livro Fermat’s
Enigma; livro Vocês ainda não ouviram
nada; Assine CULT; livro Encontros
necessários
Brasil
60
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 10
Data: Maio de 1998
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 12 à 15
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: O retiro sentimental de Sterne
Autor: Cláudia Nina
Resumo:
Cláudia Nina, autora do texto, nos apresenta Coxwold, uma pequena aldeia em North
Yorkshire, Nova York. Foi em uma casa medieval deste vilarejo, que viveu Laurence Sterne,
pároco popular do século XVIII e considerado anos depois, um dos paradigmas do romance
moderno e influenciador de gerações de escritores como Machado de Assis, Samuel Beckett e
James Joyce.
Conhecido como o escritor de Shandy Hall, em referência a uma propriedade rural que
descreve em seu primeiro livro, A vida e as opiniões do cavalheiro Tristram Shandy, a casa ainda
existe depois de quinhentos anos e desde 1967, é mantida pelo colecionador Kenneth Monkman.
Seis anos depois, o espaço foi aberto à visitação pública e continua até hoje. A casa-museu abriga
uma biblioteca secular com diversas raridades, como cartas do escritor, suas primeiras edições de
romance, pinturas e gravuras. E o mais interessante é que os guias são os próprios moradores de
Coxwold.
Sterne era tão envolvido com a vida da ficção literária que chegou a escrever cartas
pessoais com a assinatura de seus personagens, sem perceber que havia cometido um erro.
A autora recomenda um roteiro por Cowwold, que vai do museu e segue aos pubs, às
ruínas de Byland Abbey e ao Natinal Moors, com a recomendação aos turistas para não se
perderam lá, pois o parque é gigantesco. Indica ainda uma pousada, a Wolfson Cottage,
localizada nos fundos do jardim Shandy Hall.
61
Nome do jornal ou revista:
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Data de fundação:
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Editora:
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Instituições que participam da
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Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Local de circulação:
FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
Bruno Zeni
9
Couchê fosco
64
R$3,90 (Junho de 1998)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Manuel da Costa Pinto
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
41
16
Rotativa
11
São Paulo e Rio de Janeiro
64
30%
70%
30%
Livraria Cultura, Fundação S.O.S. Mata
Atlântica, Apple, Bienal do Livro
Cláudio Giordano, Claudio Willer,
Fernando Paixão, Gilberto Figueiredo
Martins, Heitor Ferraz, Ivan Teixeira,
Jayme Alberto da Costa Pinto Jr., João
Alexandre Barbosa, Márcio SeligmannSilva, Marcos Faerman, Martha Mamede
Batalha, Pasquale Cipro Neto, Sérgio
Mauro
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Revista Hypnos; Disque CULT
Assinaturas; livro Apenas um subversivo;
livro Fragmentos; Assine CULT; livro
Poesia e Prosa; livro Onze em campo e
um banco de primeira
Brasil
62
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 11
Data: Junho de 1998
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 14 à 17
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: Brasília, a esfinge utópica
Autor: Gilberto Figueiredo Martins
Resumo:
A matéria se inicia com um trecho da carta de Hegel destinada à Arquitetura. O autor
faz menção a Babel, comparando-a com Brasília por serem cidades simbólicas e planejadas. Em
seguida, um trecho de Oscar Niemeyer, em Minha experiência em Brasília, deixa transaparecer a
insatisfação do arquiteto que idealizou Brasília, ao afirmar que Brasília havia mudado, mas que
ao menos iria representar “o regime capitalista com todos os seus vícios e injustiças”.
Dentre os escritores que buscaram escrever de uma forma crítica e analítica a
ambiguidade existente entre fracasso e utopia do projeto e do processo de construção de Brasília,
destacam-se Mário Pedroso e Clarice Lispector.
Mário Pedrosa ao escrever sobre a Nova Capital, enfatizou a importância da garantia de
uma premissa da utopia planificada de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, pois assim iria impedir a
hipótese imediata da idealização do anacronismo do projeto e do imediatismo da empreitada,
representando um dia, a “reconstrução de todo um país”.
Clarice Lispector buscou transcrever em seus dois textos, o que o projeto de Costa e
Niemeyer trazia de demanda de totalidade, ou seja, como eles chegariam atingir o Absoluto.
Crônicas que segundo Gilberto Figueiredo, tranforma Brasília em algo “fantasmático, espiritual e
flutuante”.
Imagens como o Hotel Nacional, o Pombal, o Palácio da Alvorada, o Museu de Arte e
o Ministério do Exército ilustram as páginas da matéria.
63
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FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
Bruno Zeni
9
Couchê fosco
64
R$3,90 (Julho de 1998)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Manuel da Costa Pinto
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
29
10
Rotativa
12
São Paulo e Rio de Janeiro
64
30%
70%
30%
Ministério da Cultura, Livraria Cultura,
Fundação S.O.S. Mata Atlântica, Apple,
Bienal do Livro
Nomes de autores de artigos:
Carlos Adriano, Eduardo Maretti,
Francisco Costa, Ivan Teixeira, J.L. Mora
Fuentes, Marcos Cesana, Régis
Bonvicino, Samuel Leon, Vera Albers,
Yudith Rosenbaum
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Juan Esteves
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Revista USP; Disque CULT Assinaturas;
livro Cascos e Carícias; livro Safra
Macabra; Assine CULT; livro Bellini e o
demônio; livro Rente; livro Destinos
mistos
Brasil
Local de circulação:
64
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 12
Data: Julho de 1998
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 12 à 15
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: A Ilha de Neruda
Autor: Eduardo Maretti
Resumo:
Em Confesso que vivi, autobiografia escrita pelo encantador escritor Pablo Neruda, o
autor revela ao leitor que para trabalhar seu Canto Geral, precisava de um lugar. O lugar
escolhido então, foi Isla Negra, uma das pequenas maravilhas da exuberante e extensa paisagem
chilena, segundo Eduardo Maretti; em uma casa de pedra em frente ao mar. O lugar lhe rendeu
muitas obras, quatorze anos depois da publicação do livro desejado, em 1950, Neruda escreveu
Memorial de Isla Negra, que reunia histórias sobre sua infância, o exílio, a insônia, o ópio, a
noite, a terra e o mar.
A casa que vivia Pablo Neruda foi transformada em um museu, onde uma señorita
explica a grupos ciceroneados, detalhes lá existentes, além das coleções de garrafas, caracóis e
diversos tipos de objetos, a maioria vinculados à navegação.
Para chegar a Isla Negra, o viajante deve ir até Valparaíso, onde descerá em frente ao
Bar Restaurant La Casona, se for de ônibus. O autor do artigo indica a Hostería La Candela, onde
diz que lá o turista encontrará o señor Ramon, o garçom contador de histórias sobre Neruda.
65
Nome do jornal ou revista:
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Preço em (data do periódico):
Data de fundação:
Editor:
Editora:
Número total de pessoal:
Número de colaboradores:
Tipo de impressão:
Número da edição:
Zona de difusão:
Paginação média:
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Porcentagem de textos:
Porcentagem de ilustrações:
Instituições que participam da
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FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
Bruno Zeni
9
Couchê fosco
63
R$3,90 (Agosto de 1998)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Manuel da Costa Pinto
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
29
7
Rotativa
13
São Paulo e Rio de Janeiro
64
30%
70%
30%
Ministério da Cultura, Livraria Cultura,
Fundação S.O.S. Mata Atlântica, Apple,
Bienal do Livro
Nomes de autores de artigos:
Aurora Fornoni Bernardini, Claudia
Cavalcanti, Ivan Teixeira, J. Guinsburg,
Marcello Rollemberg, Nelson de Oliveira,
Ruy Proença
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Juan Esteves
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Livro As fúrias da mente; Disque CULT
Assinaturas; livro Crisantempo; livro
Safra Macabra; Assine CULT
Brasil
Local de circulação:
66
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 13
Data: Agosto de 1998
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 14 à 17
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: São Petersburgo, sob o signo do classicismo
Autor: Aurora F. Bernardini
Resumo:
O texto centraliza o poeta Josif Bródski, nascido em São Petersburgo, ganhador do
Prêmio Nobel de 1987. Bródski, conhecido como Joseph Brodsky na América, dedicou um
ensaio a sua cidade em 1986, o “Guia a uma cidade que mudou de nome”. A obra carrega este
nome pois em 1703, a cidade que se chamava Sankt Peterburg, passou a se chamar Petrogrado
em 1914, a Leningrado em 1924, para finalmente após a queda do império soviético, passar a se
chamar São Petersburgo.
Geograficamente, o rio Nieva e seus afluentes dividem o centro da cidade em quatro
setores principais: a ilha Vassilievski, a oeste, Petrogrado e Viborg ao norte, e o Almirantado, a
sudoeste, que concentra a maior parte das riquezas culturais e artísticas da cidade, que é também
o núcleo da cidade original da estátua de Pedro I, que inspirou o poeta Púchkin a escrever “O
cavaleiro de Bronze”, poema mais longo e famoso da Rússia.
Segundo Bródski, por dois séculos e meio Petersburgo viveu sob o signo do
classicismo.
Aurora Bernardini comenta um pouco sobre pontos turísticos importantes de São
Petersburgo, entre eles os bania, ou casas de banho, descritas em um poema de Pasternak. São
construções que tem um tipo especial de tijolo que produz um denso vapor d’água quando
aquecido e molhado. Os banhistas esfregam seus corpos com ramalhetes de capim
seco(matchálka) e despejam jatos de água fria uns nos outros.
Menciona também o Teatro Púchkin, o centro comercial Gostinni Door, o cemitério de
Lázaro e o de Tikhvin, a Igreja da Anunciação e a Catedral da Santíssima Trindade.
67
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Diretor:
Redator:
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Paginação total:
Preço em (data do periódico):
Data de fundação:
Editor:
Editora:
Número total de pessoal:
Número de colaboradores:
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Número da edição:
Zona de difusão:
Paginação média:
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Porcentagem de textos:
Porcentagem de ilustrações:
Instituições que participam da
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FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
Bruno Zeni
9
Couchê fosco
63
R$3,90 (Setembro de 1998)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Manuel da Costa Pinto
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
39
12
Rotativa
14
São Paulo e Rio de Janeiro
64
30%
70%
30%
Livraria Cultura, Fundação S.O.S. Mata
Atlântica, Apple, Bienal do Livro
Nomes de autores de artigos:
Gilberto Figueiredo Martins, Ivan
Teixeira, J. Guinsburg, José Guilherme
Rodrigues Ferreira, Laura J. Hosiasson,
Marcos Cesana, Martha Mamede Batalha,
Nelson de Oliveira, Rafael Cardoso,
Reynaldo Damazio, Sergio Vilas Boas,
Teresa de Almeida
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Gustavo Garello/Clarín
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Livro Dinheiro Queimado; Disque CULT
Assinaturas; livro Una magia modesta;
livro Afogado; Assine CULT
Brasil
Local de circulação:
68
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 14
Data: Setembro de 1998
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 19 à 23
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: Os principais escritores argentinos deste século deixaram uma
infinidade de pistas sobre a Buenos Aires que aparece em suas obras, compondo um roteiro
que guarda o sabor da literatura fantástica
Autor: José Guilherme Rodigues Ferreira
Resumo:
Foram muitos os escritores argentinos, que segundo José Guilherme, “deixaram pistas
sobre Buenos Aires”, cada um a seu modo. Entre eles estão: Borges, Julio Cortázar, Roberto Arlt,
Ernesto Sábato, Adolfo Bioy Casares e Ricardo Piglia.
O trajeto percorrido pelo escritor Borges e seus personagens indica sua casa natal, em
Tucúman, a residência da família em Palermo e seu apartamento perto da Plaza San Martín. No
itinerário literário destaca-se a Villa Urquiza e a Villa Ortúzar, bairros que comoveram o poeta.
O texto traz curiosidades sobre a vida de Borges e compara a forma literária de
escritores já citados ao transcrever Buenos Aires, como por exemplo Julio Cortázar que carregava
o bom humor em seus textos, Roberto Arlt que preocupava-se mais com a periferia industrial
argentina, seus imigrantes e personagens trágicos, entre outros.
Pequenos textos sobre as tertúlias da revista Sur, a divisão dos escritores Boedo e
Florida e um trecho da obra Um tal de Lucas, de Julio Cortázar, complementam a matéria.
69
Nome do jornal ou revista:
Diretor:
Redator:
Formato:
Papel:
Paginação total:
Preço em (data do periódico):
Data de fundação:
Editor:
Editora:
Número total de pessoal:
Número de colaboradores:
Tipo de impressão:
Número da edição:
Zona de difusão:
Paginação média:
Porcentagem de publicidade:
Porcentagem de textos:
Porcentagem de ilustrações:
Instituições que participam da
publicidade:
FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
Bruno Zeni
9
Couchê fosco
64
R$3,90 (Outubro de 1998)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Manuel da Costa Pinto
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
33
8
Rotativa
15
São Paulo e Rio de Janeiro
64
30%
70%
30%
Livraria Cultura, Petrobras, Fundação
Unibanco, Apple, Bienal de São Paulo
Nomes de autores de artigos:
Ana Mae Barbosa, Fábio Weintraub,
Ivan Teixeira, Heloisa Godoy, Len Berg,
Luis Krausz, Marcello Rollemberg,
Ricardo Câmara
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Kiko Ferrite
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Revista Gargântua; Disque CULT
Assinaturas; livro Livro das ignorãças;
livro Espelho crítico; livro Conhecimento
Proibido; livro Matéria e paisagem e
poemas anteriores; Assine CULT
Brasil
Local de circulação:
70
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 15
Data: Outubro de 1998
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 14 à 17
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: Itinerário kafkiano
Autor: Marcello Rollemberg
Resumo:
Desta vez é o escritor Marcello Rollemberg que fala sobre Kafka, escritor que esteve
presente na primeira edição da seção Turismo Literário, publicada em julho de 1998.
Neste artigo destaca-se Diários de viagem, que marca a estréia da editora Atalanta no
mercado brasileiro. A editora Cecília Prada reuniu os inúmeros textos de viagens de Franz Kafka
e transformou-os em um livro, graças também ao companheiro de Kafka, Max Brod, que se
recusou a queimar os originais kafkianos, como havia pedido o amigo no leito de morte.
Kafka em seus diários de viagem preocupa-se mais com o acontecimento em si, do que
com a própria sequência da história. Viajou de trem por Lugano, Paris, Weimar, Viena, Brescia,
Reichenberg, entre outras e então minuciosamente foi descrevendo todos os momentos e
situações vividos. É notável ao ler esses textos, que o escritor, acima de tudo, preocupava-se em
tentar entender o ser humano.
Com o acontecimento da primeira Grande Guerra e o fim do rompimento de dois
relacionamentos do escritor, pode-se notar que os textos de Kafka foram ficando mais
“cinzentos”, ou seja, influenciou-os à maneira em que o escritor foi percebendo que o mundo dos
homens era cada vez mais inóspito e incompreensível. E possivelmente foi por isso que não
desejou que a humanidade herdasse seus textos.
71
Nome do jornal ou revista:
Diretor:
Redator:
Formato:
Papel:
Paginação total:
Preço em (data do periódico):
Data de fundação:
Editor:
Editora:
Número total de pessoal:
Número de colaboradores:
Tipo de impressão:
Número da edição:
Zona de difusão:
Paginação média:
Porcentagem de publicidade:
Porcentagem de textos:
Porcentagem de ilustrações:
Instituições que participam da
publicidade:
FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
Bruno Zeni
9
Couchê fosco
64
R$3,90 (Novembro de 1998)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Manuel da Costa Pinto
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
34
9
Rotativa
16
São Paulo e Rio de Janeiro
64
40%
70%
30%
Ministério da Cultura, Arco 99, Livraria
Cultura, Estadão, Apple, Chivas Regal
Nomes de autores de artigos:
Heitor Ferraz, Iury Bueno, Ivan Teixeira,
J. Guinsburg, Júlio Castañon Guimarães,
Len Berg, Lizete Mercadante Machado,
Mônica Cristina Corrêa, Rosie Mehoudar
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Cárcamo
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Revista Gargântua; Disque CULT
Assinaturas; livro Conhecimento
proibido; livro Seleta de Prosa; livro
Conhecimento Proibido; Assine CULT
Brasil
Local de circulação:
72
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista:
Data: Novembro de 199816
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 38 à 42
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: A terra do meio-dia
Autor: Mônica Cristina Corrêa
Resumo:
A cidade descrita desta vez é Arles, localizada no sudeste da França. Marcada pelos
domínios da langue d’oc, a Provença registra um grande número de importantes poetas. Entre
estes poetas, destaca-se o italiano Petrarca, que foi influenciado pela paisagem provençal e pela
paixão cujo nome é Laura, encontrada na cidade de Avignon, a quem dedicou sua obra lírica anos
mais tarde.
Mesmo com a inspiração obtida através da langue d’oc, a produção literária sofreu
sérios prejuízos quansdo o francês foi imposto como língua nacional no século XIX. Vítima de
humilhação e preconceito por causa da fala provençal quando enviado à escola, Fredéric Mistral
não se abalou, fortalecendo assim seu gênio e patriotismo. Escreveu Mireille, importante poema
do autor, que anos depois foi traduzido para o português, Miréia, por Manuel Bandeira. Mistral
ainda, fundou em 1854, uma escola literária, Félibrige, objetivando promover um renascimento
da cultura provençal. Foi indicado ao Prêmio Nobel de 1904 e, com os recursos da premiação
escreveu seu “último poema”, que pode ser apreciado no Museu Arlaten, localizado em um
antigo palácio do século XVI. O Museu oferece também uma bela amostra da história dos
costumes regionais.
A paisagem provinciana influenciou importantes pintores como Paul Cézanne,
Toulouse Lautrec e Van Gogh, que viveu durante um tempo de sua vida em Arles e pintou telas
dos cantos da cidade nas cores das quatro estações. Hoje, em Arles, há o centro cultural L’Espace
Van Gogh, em homenagem ao pintor.
Em Fontvieille, pequeno distrito próximo a Arles, está o moinho que inspirou o escritor
Alphonse Daudet quando escreveu Lettres de mon moulin. E não foram só pintores e escritores
que se encantaram com a beleza dessa região, diversos diretores de cinema como Claude Berri e
Marcel Pagnol produziram grandes filmes ali.
E graças às produções artísticas, a Provença é uma síntese da vida romana na Europa e,
do Medievo à Idade Contemporânea.
73
Nome do jornal ou revista:
Diretor:
Redator:
Formato:
Papel:
Paginação total:
Preço em (data do periódico):
Data de fundação:
Editor:
Editora:
Número total de pessoal:
Número de colaboradores:
Tipo de impressão:
Número da edição:
Zona de difusão:
Paginação média:
Porcentagem de publicidade:
Porcentagem de textos:
Porcentagem de ilustrações:
Instituições que participam da
publicidade:
FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
Bruno Zeni
9
Couchê fosco
55
R$3,90 (Fevereiro de 1999)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Manuel da Costa Pinto
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
34
9
Rotativa
19
São Paulo e Rio de Janeiro
64
40%
70%
30%
Ministério da Cultura, Arco 99, Livraria
Cultura, Estadão, Apple, Chivas Regal
Nomes de autores de artigos:
Adriano Schwartz, Antonio Moura,
Carlos Adriano, Charles Bernstein,
Horácio Costa, Jayme Alberto da Costa
Pinto Jr., Neusa Barbosa, Sérgio
Medeiros, Raúl Antelo, Régis Bonvicino
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Vidal Cavalcante
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Revista Orion; Disque CULT Assinaturas;
livro Um campo vasto; livro Inéditos e
dispersos; livro Tarsila do Amaral, a
modernista; livro Resumo de Ana; Assine
CULT
Brasil
Local de circulação:
74
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 19
Data: Fevereiro de 1999
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 16 à 19
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: Berlim, capital alemã das letras
Autor: Claudia Cavalcante
Resumo:
Theodor Fontane sempre descreveu a topografia berlinense de forma minuciosa,
principalmente no romance Jenny Treibel , “que se não fossem as guerras deste século e a divisão
da cidade pelo muro, seus romances poderiam ser “relidos” em simples passeios pela cidade”,
segundo Claudia Cavalcante.
O fato de ter sido e continuar sendo uma metrópole, transformou Berlim em um
importante centro de manifestações culturais de todos os estilos e em grande quantidade. Nota-se
também o número de notáveis personagens da literutara que por lá já passaram, dentre eles:
Fichte, Hegel, Gerhard, Hauptmann, Brecht, Anna Seghers, Heiner Müller e Heinrich von Kleist .
A antiga casa de Brecht e de sua esposa Helena Weigel, hoje, é um museu e recebe centenas de
turistas.
Uma das principais universidades de Berlim, a Universidade de Humboldt, recebeu
esse nome devido a uma homenagem ao escritor e erudito Wilhelm von Humboldt.
Diante de tantas obras e escritores que giravam em torno da capital alemã,
Alexanderplatz foi a obra mais berlinense existente, escrita por Alfred Döblin. O livro representa
a cidade na República de Weimar na mesma proporção, segundo a autora, que Fontane a
representou no fim do século passado. Elias Canetti em sua autobiografia Uma luz em meus
ouvidos descreveu este mesmo período muito bem também.
Um costume infelizmente extinto, foi a ida aos cafés literários.Os principais pontos de
encontro de importantes escritores e artistas em geral aconteciam no Café des Westens e o
Romanisches Café.
Uma escritora que fugiu do mundo sociopolítico de Fontane e Döblin foi Christa Wolf,
no romance O céu dividido.
Mas nada melhor do que Um campo vasto de Günter Grass para representar o momento
da queda do muro de Berlim.
A autora acaba o artigo afirmando que Berlim possui todos os requisitos para “ser a
capital alemã da vanguarda artística e literária da Europa Central… como convém a uma
metrópole”.
75
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Revista CULT
Paulo Lemos
Bruno Zeni
9
Couchê fosco
55
R$3,90 (Março de 1999)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Manuel da Costa Pinto
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
29
8
Rotativa
20
São Paulo e Rio de Janeiro
64
40%
70%
30%
Petrobras, Arco 99, Livraria Cultura,
Estadão, Apple, Chivas Regal
Nomes de autores de artigos:
Adrián Gurza Lavalle, Aurora F.
Bernardini, Boris Schnaiderman,
Cristovão Tezza, Jerusa Pires Ferreira,
Joca Reiners Terron, Leda Tenório da
Motta, Sérgio Mauro
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
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Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
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Contardo Calligaris
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Disque CULT Assinaturas; livro Francis
Poge – O objeto em jogo; livro Kant e o
ornitorrinco; livro São Petersburgo – Uma
história cultural ; Assine CULT
Local de circulação:
Brasil
76
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 20
Data: Março de 1999
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 28 à 30
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: Uma viagem à Vera: Veríssimo no México
Autor: Adrián Gurza Lavalle
Resumo:
Érico Veríssimo precisava “mudar de ares”. Passou um bom período nos Estados
Unidos, o que lhe rendeu duas grandes obras: Gato pardo em campo de neve e A volta do gato
pardo. Então, foi nos anos 50 que Veríssimo e sua esposa partiram de trem para o México, com
estadias na Cidade do México, Puebla, Oaxaca, Taxco, Guanajuato, entre outras cidades.
México, foi o nome de seu livro publicado após suas experiências no país que além de
constar suas memórias de viagens, oferece uma interpretação “histórica” e “sociológica” da
cultura mexicana e de seu povo. O escritor optou por vivenciar momentos em cidades que não
eram consideradas turísticas, para assim “se debruçar sobre as ruas, os costumes, a arquitetura, a
culinária e a gente das cidades históricas mexicanas”. Cidade do México foi o local que deixou
Veríssimo mais instigado, que passou a chamá-la de “Cidade Insubmissa”, considerando-a “ora
moderna, ora antiga; agora encantadora, logo depois sinistra; aqui bela, e ali adiante feia”.
Antes de encerrar sua viagem, Érico Veríssimo acaba por relatar que o México possui
uma intensidade trágica. Entre os fatores de tal pensamento estão as cores, diz: “muitas as tintas
que combinadas, produzem - apesar de todo o sol – esse tom escuro, ominoso, que nos dá a
sensação de que algo de trágico está sempre por acontecer…”. O que deixa Veríssimo ainda mais
encantado com o país.
77
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Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
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FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
Bruno Zeni
9
Couchê fosco
64
R$3,90 (Abril de 1999)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Manuel da Costa Pinto
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Rotativa
21
São Paulo e Rio de Janeiro
64
40%
70%
30%
Petrobras, I Salão Internacional do Livro
de São Paulo, IX Bienal Internacional do
livro de Rio de Janeiro, Livraria Cultura,
Estadão, Apple, Chivas Regal
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Disque CULT Assinaturas; livro
Variações Goldman; livro O mistério do
leão rampante; livro São Petersburgo –
Uma história cultural ; Assine CULT
Brasil
78
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 21
Data: Abril de 1999
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 35 à 36
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: Café vienense
Autor: Carlos Adriano
Resumo:
Carlos Adriano conta de maneira sucinta neste artigo, um pouco da história de Viena e
de grandes artistas e escritores que retrataram e marcaram de forma significativa a capital
austríaca.
Segundo o autor, grande parte da vida artística e social austríaca aconteceu ao redor das
mesas dos tradicionais cafés que ainda existem por lá. Motivo de tanta frequência, se dá também
ao fato de que os cafés eram os únicos lugares que vedavam o frio através da calefação e também
disponibilizavam revistas e jornais do mundo inteiro. O mais famoso, chamado Café Central,
recebia célebres escritores como Peter Altenberg, Trotski, Arthur Schnitzler, Hermann Bahr, Karl
Kraus, Stefan Zweig e grandes artistas plásticos como Gustav Klimt e Egon Schiele, além do
psicanalista Freud, que de sua antiga casa, onde também clinicava, foi feito o Museu Freud. Era
no Café Central que o escritor Kraus escrevia artigos de sua revista Die Fackel e sua obra Os
últimos dias da humanidade.
A Torre da Literatura, projeto estimado para o ano de 2003, irá ser construída no
chamado “quarteirão dos museus”, onde estão o Museu de História Natural, o Museu de Belas
Artes e a Biblioteca Nacional. A idéia da Torre é de transferir as leituras antes feitas a céu aberto,
para lá, além de ser um centro de documentação e pesquisa.
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Revista CULT
Paulo Lemos
9
Couchê brilhante
64
R$4,50 (Maio de 1999)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Manuel da Costa Pinto
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
30
11
Rotativa
22
São Paulo e Rio de Janeiro
64
30%
70%
30%
Livraria Cultura, Chivas Regal, Petrobras
Nomes de autores de artigos:
Davi Arrigucci Jr., Donizete Galvão,
Eduardo Campos, Fernando Paixão,
Izidoro Blikstein, José Guilherme,
Rodrigues Ferreira, Nelson Ascher,
Régis Bonvicino, Rodrigo Naves,
Teresa de Almeida
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
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Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
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Juan Esteves
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Disque CULT Assinaturas; livro Poesia
reunida; livro Ensaio de Ponto; Assine
CULT
Brasil
Local de circulação:
80
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 22
Data: Maio de 1999
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 32 à 34
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: O sol por testemunha
Autor: José Guilherme Rodrigues Ferreira
Resumo:
O texto discorre sobre a Ilha de Capri e da obra do médico escritor Axel Munthe, A
história de San Michele. Editada em quarenta línguas, a mais recente versão foi feita por um
médico turista coreano.
Axel Munthe chegou a Capri quando tinha dezoito anos, onde catorze anos depois,
realizou o sonho de comprar a casa de Mastro Vicenzo, pequeno viniticultor que contruiu parte
de sua propriedade com os mármores imperiais de Tibério, ao lado das ruínas brancas da capela
de San Michele. O autor que contou muito de sua vida na obra que teve grande repercussão, não
gostava da definição de seu livro como autobiografia, dizia que trabalhou entre a verdade e a
fantasia e que também era um livro sobre a morte com a qual esteve bem perto nos leitos e
enfermarias dos hospitais.
Durante sua carreira, Munthe sempre atendeu aos bairros pobres. Possuía uma alma
nobre, participando até da Primeira Guerra como voluntário da Cruz Vermelha.
A villa de San Michele só passou a ser conhecida depois do livro de Axel Munthe,
escrito em 1929, após a sugestão do escritor Henry James, hóspede assíduo de Anacapri, ao
saber que seu colega Munthe tinha insônia.
81
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Revista CULT
Paulo Lemos
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64
R$4,50 (Junho de 1999)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Manuel da Costa Pinto
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
28
11
Rotativa
23
São Paulo e Rio de Janeiro
64
20%
70%
30%
Livraria Cultura, Chivas Regal, Petrobras
Nomes de autores de artigos:
Ademir Assunção, Andrea Lombardi,
Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira,
Claudia Cavalcanti, Fábio Lucas,
Fernando Paixão, Francisco Costa,
Jeanne Marie Gagnebin, Júlio Castañon
Guimarães, Márcio Seligmann-Silva,
Roney Cytrynowicz
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Kiko Ferrite
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Disque CULT Assinaturas; livro
Invenção e Memória; livro Ensaio de
Ponto; Assine CULT
Brasil
Local de circulação:
82
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 23
Data: Junho de 1999
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 32 à 34
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: O país de Eça de Queiroz
Autor: Claudia Cavalcante
Resumo:
Acompanhando imagens de importantes pontos turísticos de algumas cidades de
Portugal, o texto de Claudia Cavalcante fala de Eça de Queiroz e sua forte ligação com o país.
O escritor do romance Os maias, publicado em 1888, nasceu em Póvoa do Varzim,
onde depois foi viver no Porto, Coimbra, Lisboa, Évora, Leiria, até decidir ir em meados dos anos
60, para o Oriente, Cuba, Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e França.
Eça, que sempre enxergou Portugal sem muita originalidade e um país que importava
tudo, passou a exaltá-lo e a sentir sua falta no período em que esteve no exterior, como consta no
trecho de uma carta escrita a Ramalho Ortigão: “…Estar longe é um grande telescópio para as
virtudes da terra onde se vestiu a primeira camisa”.
Após Eça de Queiroz e sua esposa Emília de Castro herdarem a Quinta da Vila Nova, o
escritor publica Civilização e A cidade e as serras.
83
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Paginação média:
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Porcentagem de ilustrações:
Instituições que participam da
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Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Local de circulação:
FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
9
Couchê brilhante
64
R$4,50 (Julho de 1999)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Manuel da Costa Pinto
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
32
12
Rotativa
24
São Paulo e Rio de Janeiro
64
20%
70%
30%
Livraria Cultura, Chivas Regal, Petrobras
Ademir Assunção, Ana Paula Pacheco,
Antonio Dimas, Aurora F. Bernardini,
Evandro Affonso Ferreira, Fabio
Weintraub, Jacques Leenhardt, K. David
Jackson, Marcos Cesana, Paulo Henriques
Britto, Reynaldo Damazio, Susana
Kampff Lages
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Disque CULT Assinaturas; livro Como
um dia come o outro; Assine CULT; livro
Eletroencefalodrama; livro Passagem de
Walter Benjamin
Brasil
84
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 24
Data: Julho de 1999
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 32 à 34
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: Flanando em Moscou
Autor: Aurora F. Bernardini
Resumo:
Walter Benjamin “retocou” sua obra Diário moscovita quando foi à Rússia “em nome
da paixão” por Asia Laces. Além do romance, Benjamin foi verificar a situação do país após a
Revolução e também havia assumido alguns compromissos literários com seus editores, como o
ensaio sobre aspectos da cidade de Moscou para a revista Die Kreatur; a elaboração do verbete
sobre Goethe para a Grande Enciclopédia Soviética e outro verbete também sobre Goethe para a
Enciclopédia Literária Soviética, que acabou não sendo apovado pelo ministro da Cultura
Lunatchárski.
Mesmo com alguns incidentes em sua viagem como os transtornos de sua paixão, a
desaprovação de seu verbete, os contatos feitos não tão interessantes, a estada de Walter Benjami
foi muito interessante como depoimento, documento e guia histórico-geográfico.
A cidade de Moscou foi retratada por Benjamin em seu “diário” chamado “Moskau”.
Num percurso iniciado pelo centro histórico, feito a pé, de bonde e trenó (nos dias mais frios), o
escritor encantou-se dentro do círculo do Kremlin, com as praças, o céu estrelado e com os
monumentos centrais, além das catedrais da Assunção e do Arcanjo Miguel, em companhia do
correspondente estrangeiro Bernhard Reich.
85
Nome do jornal ou revista:
Diretor:
Redator:
Formato:
Papel:
Paginação total:
Preço em (data do periódico):
FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
9
Couchê brilhante
72
R$4,50 (Agosto de 1999)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Data de fundação:
Manuel da Costa Pinto
Editor:
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.12
Editora:
29
Número total de pessoal:
11
Número de colaboradores:
Rotativa
Tipo de impressão:
Número da edição:
25
São Paulo e Rio de Janeiro
Zona de difusão:
64
Paginação média:
45%
Porcentagem de publicidade:
60%
Porcentagem de textos:
40%
Porcentagem de ilustrações:
Livraria Cultura, Chivas Regal, Banco
Instituições que participam da
BBA, Deutsche Bank, MAM, Lage
publicidade:
Imagy Publicidade, ZAZ, Finn,
Mackenzie, MAC, AACD, Petrobras
Nomes de autores de artigos:
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Local de circulação:
Antonio Arnoni Prado, Bruno Garcez,
Carlos Adriano, Claudia Cavalcanti,
Cristovão Tezza, E.M. de Melo e Castro,
Gerd Bornheim, Heitor Ferraz, Jorge
Schwartz, Mamede Mustafa Jarouche,
Walter Zingerevitz
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Disque CULT Assinaturas; livro Céueclipse; Assine CULT; livro Entre livros;
livro Passagem de Walter Benjamin
Brasil
86
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 25
Data: Agosto de 1999
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 32 à 35
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: Os anos de peregrinação de Thomas Mann
Autor: Claudia Cavalcante
Resumo:
A matéria da tradutora e crítica literária Claudia Cavalcante nos fala de Thomas Mann,
o homem que dedicou sua vida à literatura.
A primeira obra do escritor alemão foi Os Buddenbrook, em 1901, causando transtorno
em Lübeck - cidade em que nasceu – afinal retratou o local com personagens que vivenciavam
cenas de hipocrisia, desavenças familiares e falsos moralismos. Hoje a “Casa Buddenbrook”,
principal cenário de seu romance, funciona como “Centro Heinrich e Thomas Mann” e promove
exposições, palestras e congressos sobre a vida e a obra dos personagens mais famosos da cidade.
Além de Lübeck, Munique, Davos, Veneza e Pacific Palisades foram as cidades que
marcaram a obra de Mann em A montanha mágica; e a autora do texto conta de forma breve e
não cronológica cada período em que esteve nestes lugares o notável escritor Thomas Mann.
Após sua viagem a Veneza, que rendeu ao autor a novela Morte em Veneza, publicada
em 1912, Thomas e sua esposa Katia Mann mudaram-se para Munique juntamente com seus dois
filhos. Lá, o escritor viveu durante vinte anos e foi um de seus endereços mais importantes, pelo
tempo vivido, pelo nascimento de mais quatro filhos e por escrever consideráveis obras nãoficconais como Considerações de um apolítico e Um apelo à razão.
Em meados de 1933, Thomas Mann, exilado, passou pela costa francesa, por Küsnacht,
pelos Estados Unidos e posteriormente pela Califórnia, onde viveu onze anos com sua família.
Com o “espírito centro-europeu”, segundo a autora, Thomas Mann em 1955, decidiu ir
morar na Suíça, onde já sabia que iria ser o seu último endereço, conforme escreveu aos setenta e
oito anos.
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Nome do jornal ou revista:
Diretor:
Redator:
Formato:
Papel:
Paginação total:
Preço em (data do periódico):
FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
9
Couchê brilhante
72
R$4,50 (Outubro de 1999)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Data de fundação:
Manuel da Costa Pinto
Editor:
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.12
Editora:
33
Número total de pessoal:
15
Número de colaboradores:
Rotativa
Tipo de impressão:
Número da edição:
27
São Paulo e Rio de Janeiro
Zona de difusão:
64
Paginação média:
30%
Porcentagem de publicidade:
60%
Porcentagem de textos:
40%
Porcentagem de ilustrações:
Livraria Cultura, Itaú Cultural, Chivas
Instituições que participam da
Regal, Petrobras, Mackenzie, Mandic,
publicidade:
revista Insight, ZAZ, Projeto Tom da
Mata
Nomes de autores de artigos:
Abel Barros Baptista, Adriano Schwartz,
Armindo Trevisan, Caetano Waldrigues
Galindo, Fabio Weintraub, Herberto
Helder, Jeanne Marie Gagnebin, Jorge
Henrique Bastos, José Guilherme
Rodrigues Ferreira, José Paulo Lanyi,
Luisa Mellid-Franco, Marcelo Coelho,
Marcos Cesana, Priscila Figueiredo,
Viviane Gueller
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Kiko Ferrite
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Disque CULT Assinaturas; livro O truque
dos espelhos;Assine CULT; livro Crime
de Estado; livro In praise of antiheroes;
livro Altas literaturas; livro Cristal
Brasil
Local de circulação:
88
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 27
Data: Outubro de 1999
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 35 à 37
Seção: Turismo
Título da matéria: Maquinações florentinas
Autor: José Guilherme Rodrigues Ferreira
Resumo:
José Guilherme R. Ferreira desta vez nos fala da cidade de Florença e de sua ligação
com Leonardo Da Vinci e Nicolau Maquiavel. Para isso, é imprescindível falar do rio Arno, que
pricipalmente, em tempos de desencontros políticos, foi símbolo ao promover, décadas mais
tarde, a confluência do pensamento de Da Vinci e Maquiavel.
A idéia inicial era “alterar” o traçado do rio e transformá-lo numa arma poderosa. Este
projeto foi criado por Leonado Da Vinci e tinha como objetivo estratégico “sufocar” a rebelde
cidade de Pisa.
Maquiavel e Da Vinci se encontraram pela primeira vez nos primeiros anos do século
XVI em Ímola. Em 1503, em Florença, a notável dupla começa a planejar estratégias contra Pisa.
Da Vinci acreditava que Florença precisava estar ligada ao mar por um grande canal, devido sua
vocação comercial, e, tirando o rio de seu traçado, a região ganharia um rico vale agrícola.
Infelizmente o projeto não foi bem sucedido porque o mestre da obra mudou as plantas
de Leonardo, para reduzir a mão-de-obra prevista de mil operários.
Em 1966, depois de centenas de cheias, ocorreu a mais trágica delas para o patrimônio
cultural da cidade. Além de inúmeras mortes, a fúria das águas levou um milhão e meio de livros
antigos e manuscritos. Uma grande coincidência e ironia, é que depois desta grande cheia, foram
encontrados na Biblioteca Nacional de Madri, dois Cadernos perdidos de Da Vinci, com o
esquema de controle das cheias do Arno, com então quatrocentos e cinquenta anos de cidade e
nunca posto em prática.
89
FICHA GERAL
Nome do jornal ou revista:
Diretor:
Redator:
Formato:
Papel:
Paginação total:
Preço em (data do periódico):
Revista CULT
Paulo Lemos
Nomes de autores de artigos:
Adolfo Montejo Navas, Alberto Azcárate,
Ana Paula Soares, Angel Bojadsen,
Bernardo Carvalho, Claudia
Cavalcanti, Contador Borges, Eugênio
Bucci, Gilberto Figueiredo Martins, Ivan
Marques, Ivo Barroso, Marcelo Coelho,
Marcio Mariguela, Milton Hatoum,
Nelson Ascher, Roberto Causo, Ronan
Prigent.
9
Couchê brilhante
64
R$4,50 (Novembro de 1999)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Data de fundação:
Manuel da Costa Pinto
Editor:
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.12
Editora:
36
Número total de pessoal:
17
Número de colaboradores:
Rotativa
Tipo de impressão:
Número da edição:
28
São Paulo e Rio de Janeiro
Zona de difusão:
64
Paginação média:
30%
Porcentagem de publicidade:
70%
Porcentagem de textos:
30%
Porcentagem de ilustrações:
Itaú Cultural, Revista Insight, Feira do
Instituições que participam da
Livro de Porto Alegre, Bienal de Artes
publicidade:
Visuais, Livraria Cultura, Furnas,
Petrobras
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Local de circulação:
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Disque CULT Assinaturas; livro O
tambor; Assine CULT;
Brasil
90
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 28
Data: Novembro de 1999
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 32 à 35
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: Cruzada à piemontesa
Autor: Ana Paula Soares
Resumo:
Turim.
Neste artigo sabemos um pouco da vida de Italo Calvino e de sua vivência na cidade de
A primeira obra reconhecida de Calvino teve como assunto as agitações, greves e
ocupações da maior representante da indústria automobilística da Itália – a Fábrica de
Automóveis de Turim. Italo Calvino interessava-se muito pelo movimento operário.
O escritor começou a trabalhar como vendedor de livros logo que chegou a Turim. Em
pouco tempo, passou ao cargo de redator e, logo depois, o responsável pela assessoria de impresa.
Com menos de trinta anos, Calvino integrava o quadro de colaboradores da Editora Einaudi.
Em seu conto A nuvem do smog, deixou registrado suas primeiras impressões sobre
uma Turim cinzenta, moralista e ordenada. Seu último romance, La giornata d’uno scrutatore,
retrata o funcionamento da democracia através de reflexões e experiências vividas do escritor
Italo Calvino.
91
Nome do jornal ou revista:
Diretor:
Redator:
Formato:
Papel:
Paginação total:
Preço em (data do periódico):
Data de fundação:
Editor:
Editora:
Número total de pessoal:
Número de colaboradores:
Tipo de impressão:
Número da edição:
Zona de difusão:
Paginação média:
Porcentagem de publicidade:
Porcentagem de textos:
Porcentagem de ilustrações:
Instituições que participam da
publicidade:
Nomes de autores de artigos:
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Local de circulação:
FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
9
Couchê brilhante
64
R$4,50 (Dezembro de 1999)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Manuel da Costa Pinto
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.12
25
11
Rotativa
29
São Paulo e Rio de Janeiro
64
45%
60%
40%
Livraria Cultura, Petrobras, Itaú Cultural,
Revista Insigt
Claudia Cavalcanti, Fábio Lucas,
Frederico Barbosa, José Guilherme
Rodrigues Ferreira, Josimar Melo, Lucia
Santaella, Márcio Seligmann-Silva, Maria
Andreia Muncini, Rafael Rocha Daud,
Sérgio Mauro
Antônio Augusto Fontes
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Disque CULT Assinaturas; livro
Mecenato pombalino e poesia
neoclássica; Assine CULT; livro
Lembranças de São Paulo:
A capital paulista nos cartões-postais
e álbuns de lembranças; livro Viagem à
Itália
Brasil
92
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 29
Data: Dezembro de 1999
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 30 à 33
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: Paisagem cabralina
Autor: Claudia Cavalcanti
Resumo:
João Cabral de Melo Neto faria oitenta anos em 2000. Escritor de “O rio”, “O cão sem
plumas”, “Morte e vida severina”, “Auto do Frade”, “Quaderna”, “A educação pela pedra”,
“Museu de tudo”, “A escola das facas”, “Agrestes”, entre outros, vai deixar saudades em Recife.
Segundo a autora do artigo, “sem João Cabral, o conhecido e merecido orgulho
pernambucano se escora agora nos ombros naturalmente arqueados de Ariano Suassuna,
universal e educado pela pedra como o poeta- diplomado “.
Aos vinte e dois anos, o escritor pernambucano muda-se para o Rio de Janeiro. Voltou
diversas vezes à sua cidade, mas conforme um depoimento dado ao jornalista Lula C. Pinto em
1991, mesmo ano em que foi eleito para a Academia Pernambucana de Letras, afirma sua
dificuldade a voltar a Recife – “O Recife que eu conheci, que eu guardei na lembrança, foi o
Recife dos anos 40… Muito mais por essa dor de não rever amigos como Gilberto Freyre… que
pela surpresa de ver como a cidade mudou, sinto dificuldades de voltar a Pernambuco”.
93
FICHA GERAL
Nome do jornal ou revista:
Diretor:
Redator:
Formato:
Papel:
Paginação total:
Preço em (data do periódico):
Revista CULT
Paulo Lemos
9
Couchê brilhante
64
R$4,50 (Janeiro de 2000)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Data de fundação:
Manuel da Costa Pinto
Editor:
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.12
Editora:
30
Número total de pessoal:
11
Número de colaboradores:
Rotativa
Tipo de impressão:
Número da edição:
30
São Paulo e Rio de Janeiro
Zona de difusão:
64
Paginação média:
45%
Porcentagem de publicidade:
60%
Porcentagem de textos:
40%
Porcentagem de ilustrações:
Livraria Cultura, Petrobras, Furnas
Instituições que participam da
publicidade:
Nomes de autores de artigos:
Contador Borges, Eliane Robert Moraes,
Francisco Costa, Gilberto Figueiredo
Martins, Ivan Marques, Ivan Teixeira,
Marcello Rollemberg, Marcelo Mirisola,
Marcelo Moutinho, Marcelo Pen,
Mariarosaria Fabris
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Kiko Ferrite
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Disque CULT Assinaturas; CULT on line;
livro O homem que odiava a segundafeira; Assine CULT; livro Ruminações;
livro Mulher de Porto Pim
Brasil
Local de circulação:
94
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 30
Data: Janeiro de 2000
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 32 à 35
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: Meditação sobre a Paulicéia
Autor: Gilberto Figueiredo Martins
Resumo:
A inclusão da literatura paulista aconteceu com a chegada dos modernistas. Antes
disso, só havia algumas aparições de caráter documental em escritos jesuíticos.
Álvares de Azevedo talvez tenha sido o primeiro deles, com sua obra Macário, que
retratava São Paulo da forma mais pessimista possível, conforme verificamos neste trecho:
“Nunca vi lugar tão insípido como São Paulo. Nunca vi cousa mais tediosa e inspiradora de
spleen. A vida aqui é um bocejar infinito.”.
Em A carne, Júlio Ribeiro, aproximando-se dos estilos de Euclides da Cunha e de Raul
Pompéia, “constrói um discurso que trabalha no limite entre ciência e literatura”, segundo
Gilberto Martins. Privilegia em seu foco a litorânea Santos e São Paulo.
Em 1927, Alcântara Machado publica Notícias de São Paulo ou Novelas Paulistanas,
onde retrata a vida de moradores dos bairros operários de Brás, Bexiga e Barra Funda.
Entre todos os escritores citados, o modernista que melhor “pintou São Paulo” foi
Mário de Andrade em obras como Paulicéia desvairada, Lira paulistana, Macunaíma e Primeiro
de Maio.
95
Nome do jornal ou revista:
Diretor:
Redator:
Formato:
Papel:
Paginação total:
Preço em (data do periódico):
Data de fundação:
Editor:
Editora:
Número total de pessoal:
Número de colaboradores:
Tipo de impressão:
Número da edição:
Zona de difusão:
Paginação média:
Porcentagem de publicidade:
Porcentagem de textos:
Porcentagem de ilustrações:
Instituições que participam da
publicidade:
Nomes de autores de artigos:
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Local de circulação:
FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
9
Couchê brilhante
64
R$4,50 (Fevereiro de 2000)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Manuel da Costa Pinto
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.12
25
9
Rotativa
31
São Paulo e Rio de Janeiro
64
30%
70%
30%
Livraria Cultura, Apple, Furnas, Revista
Insight
Aurora F. Bernardini, Bruno Zeni, Carlos
Adriano, Cláudia Nina, Fabio Weintraub,
Haroldo de Campos, Len Berg, Manoel
Ricardo de Lima, Sérgio Medeiros
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Disque CULT Assinaturas; CULT on line;
livro O céu e o fundo do mar; Assine
CULT; livro Gesta;
Brasil
96
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 31
Data: Fevereiro de 2000
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 59 à 63
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: Dublin, personagem joyceana
Autor: Cláudia Nina
Resumo:
Em um texto detalhado sobre o escritor James Joyce e sua cidade natal Dublin, Cláudia
Nina aponta a importância deste autor que dominava não só de forma absoluta as palavras e a
linguagem, mas também a relevância de quem soube construir imagens; o desenhista de
paisagens urbanas refez, como ninguém, através da literatura, os traços da capital irlandesa nos
anos 1900.
Um leitor atento pode acompanhar em seus textos com a ajuda de um mapa da época,
os diversos referenciais selecionados como o itinerário dos bondes, as ruas, os hotéis, os prédios
históricos, os rios, os bares, os bordéis, as estações de trem, dentre outros tantos elementos.
Ulisses, a obra-prima do autor, oferece aos leitores um desenho completo, correto e
detalhista da cidade de Dublin. Segundo David Pierce em Joyce’s Ireland, Joyce tenta fazer pela
Irlanda o mesmo que Homero na Odisséia fez pela Grécia; Virgílio, com a Eneida, pela Roma;
Dante, em A divina comédia, por toda a Itália e Milton, com o Paraíso perdido, pela Inglaterra.
Outra importante obra de James Joyce foi Dublinenses, que descreve o período entre
1904 e 1907, quando a cidade possuía cerca de duzentos e noventa mil habitantes trabalhando em
destilarias, construção de barcos e na manufatura de alguns produtos.
O chamado Bloomsday, ou seja, o dia 16 de junho de 1904, quando acontece toda a
história de Ulisses, é comemorado como uma verdadeira festa turístico-literária em Dublin. A
comemoração começa oficialmente às oito horas da manhã. A primeira parada normalmente
acontece no James Joyce Museum, onde há leituras e encenações do livro neste dia. O Museu
reúne uma mistura da história de Dublin e da memorabilia de Joyce, incluindo fotografias e uma
biblioteca, segundo afirma Cláudia Nina. No percurso, há também paradas em galerias, no castelo
de Dublin e em pub’s, frequentados pelo autor.
97
Nome do jornal ou revista:
Diretor:
Redator:
Formato:
Papel:
Paginação total:
Preço em (data do periódico):
FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
9
Couchê brilhante
64
R$4,50 (Março de 2000)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Data de fundação:
Manuel da Costa Pinto
Editor:
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.12
Editora:
28
Número total de pessoal:
15
Número de colaboradores:
Rotativa
Tipo de impressão:
Número da edição:
32
São Paulo e Rio de Janeiro
Zona de difusão:
64
Paginação média:
30%
Porcentagem de publicidade:
70%
Porcentagem de textos:
30%
Porcentagem de ilustrações:
O Estado de S.Paulo, Livraria Cultura,
Instituições que participam da
Apple, Furnas
publicidade:
Nomes de autores de artigos:
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Local de circulação:
Antonio Dimas, Camila Viegas, Claudia
Cavalcanti, Emmanuel Tugny, Fabiano
Calixto, Fabio Weintraub, Fernando
Bonassi, J. Guinsburg, Jean-Pierre
Verheggen, José Guilherme Rodrigues
Ferreira, Linda Lê, Marcos Cesana,
Philadelpho Menezes, Rodolfo Dantas,
Stélio Marras
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Disque CULT Assinaturas; CULT on line;
livro Rigor e Paixão; Assine CULT
Brasil
98
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 32
Data: Março de 2000
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 32 à 33
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: Desenho de Cícero Dias transporta leitor ao mundo de Gilberto
Freyre (como consta no índice da revista)
Autor: Revista CULT
Resumo:
A seção Turismo Literário deste mês reproduz o desenho da casa-grande do Engenho
Noruega em 1933, de Cícero Dias, publicado na obra Casa-grande & Senzala, de Gilberto Freyre.
O livro materializa os emblemas da identidade nacional brasileira, suas raças e estratos sociais,
suas personagens-chave e seus costumes, além de seus espaços privados e públicos.
Cícero Dias também materializou a seu modo, esse “microcosmo”, como define a
revista, com linhas e cores à volúpia estilística de Gilberto Freyre. O desenho está presente em
quase todas as edições da obra.
99
Nome do jornal ou revista:
Diretor:
Redator:
Formato:
Papel:
Paginação total:
Preço em (data do periódico):
Data de fundação:
Editor:
Editora:
Número total de pessoal:
Número de colaboradores:
Tipo de impressão:
Número da edição:
Zona de difusão:
Paginação média:
Porcentagem de publicidade:
Porcentagem de textos:
Porcentagem de ilustrações:
Instituições que participam da
publicidade:
Nomes de autores de artigos:
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Local de circulação:
FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
9
Couchê brilhante
64
R$4,50 (Abril de 2000)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Manuel da Costa Pinto
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.12
27
14
Rotativa
33
São Paulo e Rio de Janeiro
64
30%
70%
30%
O Estado de S.Paulo, Livraria Cultura,
Apple, Furnas, Bienal do Livro
Ademir Assunção, Ana Helena Souza,
Carlito Azevedo, Carlos Adriano,
Demétrio Magnoli, Fabio Weintraub,
Heitor Ferraz, Horacio González, João
Correia Filho, Jorge Padilha, Luis
Gusmán, Maria Paula Gurgel Ribeiro,
Renata Albuquerque, Ricardo Piglia
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Disque CULT Assinaturas; CULT on line;
livro A espreita; Assine CULT; livro
Correspondência Mário de Andrade &
Manuel Bandeira
Brasil
100
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 33
Data: Abril de 2000
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 32 à 35
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: As veredas de Riobaldo
Autor: João Correia Filho
Resumo:
Neste artigo repleto de belas fotografias, podemos conhecer mais o trabalho de João
Correia Filho, que percorreu o “grande sertão” de Guimarães Rosa.
O percurso inicial do fotógrafo João Correia inicia-se no sertão central do país
registrando as trilhas do cangaceiro Tatarana. Após esse percurso, o roteiro seguinte baseia-se no
livro Itinerário de Riobaldo Tatarana, escrito a partir de uma pesquisa que localizou nos mapas
os lugares citados por Guimarães Rosa em Grande sertão: veredas.
Dentre as fotos selecionadas, estão: os barqueiros no Rio São Francisco; a Folia de
Reis, ritual que celebra a chegada dos três Reis Magos; os buritis do Parque Nacional Grande
Sertão Veredas; garotos brincando no rio das Velhas; Paulinho, um garoto que recolhe o barco de
seu bisavô no rio Urucuia e Dona Dejanira dos Santos, benzedeira, que reside às margens do rio
São Francisco. Todas as fotografias são acompanhadas de trechos da grande obra de Guimarães
Rosa.
101
Nome do jornal ou revista:
Diretor:
Redator:
Formato:
Papel:
Paginação total:
Preço em (data do periódico):
FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
9
Couchê brilhante
64
R$4,50 (Maio de 2000)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Data de fundação:
Manuel da Costa Pinto
Editor:
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.12
Editora:
23
Número total de pessoal:
11
Número de colaboradores:
Rotativa
Tipo de impressão:
Número da edição:
34
São Paulo e Rio de Janeiro
Zona de difusão:
64
Paginação média:
30%
Porcentagem de publicidade:
70%
Porcentagem de textos:
30%
Porcentagem de ilustrações:
O Estado de S.Paulo, Livraria Cultura,
Instituições que participam da
Apple, Furnas, Bienal do Livro
publicidade:
Nomes de autores de artigos:
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Local de circulação:
André Duarte, Emmanuel Tugny, Fabio
Weintraub, Franklin Leopoldo e Silva,
João Carlos de Carvalho, José
Alexandrino de Souza Filho, Maria
Cecilia de Moraes Pinto, Neuza
Paranhos, Roberto Ventura, Simone
Rossinetti Rufinoni, Valêncio Xavier
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Disque CULT Assinaturas; CULT on line;
livro Paranóia; Assine CULT; livro
Nadja
Brasil
102
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 34
Data: Maio de 2000
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 30 à 34
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: Viagem sentimental à “livraria” de Montaigne
Autor: José Alexandrino de Souza Filho
Resumo:
José Alexandrino inicia seu texto dizendo que pretende despertar no turista literário
leitor o interesse e a curiosidade para conhecer uma certa torre, dentro da qual existe uma
biblioteca, que pertenceu ao escritor e filósofo Michel de Montaigne.
O autor da matéria, é também responsável pelo Projeto “Livraria” de Montaigne e
pesquisador da obra do autor dos Ensaios na Universidade Michel de Montaigne. O Projeto
“Livraria” consiste na reprodução, em escala reduzida, da torre em que o fidaldo Michel de
Montaigne se isolou da vida pública e iniciou a redação dos Ensaios. A réplica foi montada em
julho de 1999 no campus da Universidade Federal da Paraíba e percorrerá outras cidades, dentro
de uma programação ainda não definida.
A torre de Montaigne está localizada na cidade de Bordeaux, sudoeste da França e
capital da região da Aquitaine. O primeiro contato com o escritor dá-se na Igreja de Saint
Michel. A poucos metros da Igreja, avista-se o portão de entrada do Castelo. Na outra entrada, à
direita, avista-se a famosa torre de Montaigne. No térreo está a capela, onde o escritor exercia sua
fé católica. No andar seguinte, chega-se ao quarto de Montaigne. Logo depois, após dezoito
degraus, está a “livraria” de Montaigne, onde o filósofo mandou pintar as máximas gregas e
latinas por volta de 1575.
103
Nome do jornal ou revista:
Diretor:
Redator:
Formato:
Papel:
Paginação total:
Preço em (data do periódico):
FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
9
Couchê brilhante
64
R$4,50 (Julho de 2000)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Data de fundação:
Manuel da Costa Pinto
Editor:
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.12
Editora:
26
Número total de pessoal:
12
Número de colaboradores:
Rotativa
Tipo de impressão:
Número da edição:
36
São Paulo e Rio de Janeiro
Zona de difusão:
64
Paginação média:
30%
Porcentagem de publicidade:
70%
Porcentagem de textos:
30%
Porcentagem de ilustrações:
O Estado de S.Paulo, Livraria Cultura,
Instituições que participam da
Apple, Furnas, Bienal do Livro
publicidade:
Nomes de autores de artigos:
Adolfo Montejo Navas, Almandrade,
Bruno Zeni, Claude-Gilbert Dubois,
Heitor Ferraz, Italo Moriconi, Marcos
Cesana, Nelson de Oliveira, Reynaldo
Damazio, Roberto Causo, Susana Kampff
Lages, Susana Scramim
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Local de circulação:
Excelente
Disque CULT Assinaturas; CULT on line;
livro Dois Irmãos; Assine CULT; livro
Conversa de livraria; livro Kafka
americana; livro A filha de Kafka
Brasil
104
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 36
Data: Julho de 2000
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 42 à 45
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: Madri, a Babilônia espanhola
Autor: Adolfo Montejo Navas
Resumo:
A cidade retratada é Madri e o escritor, Ramón Gómez de la Serna, autor de Toda la
historia de la calle Alcalá, El Prado, El Rastro, La Sagrada Cripta de Pombo, Goya o la Ribera
del Manzanares, Elucidario de Madrid, La Nardo, entre outros. Cujas obras são verdadeiras
cartografias literárias madrilenhas, inclusive em sua autobiografia, Automoribundia.
Segundo o autor da matéria, até mesmo a Madri pós-moderna chega a ter uma cara
ramoniana, porque Ramón era clássico e moderno ao mesmo tempo. Sua modernidade subvertia
os gêneros, mas tinha a densidade do século XVIII.
Infelizmente, o reconhecimento de sua importância literária ainda não possui a
dimensão internacional que Ramón Gómez merece ter.
O importante escritor madrilenho, que morou na cidade até 1936, foi imortalizado na
Praça da Vila, ao lado do escritor Mariano de Larra, também madrilenho.
105
Nome do jornal ou revista:
Diretor:
Redator:
Formato:
Papel:
Paginação total:
Preço em (data do periódico):
Data de fundação:
Editor:
Editora:
Número total de pessoal:
Número de colaboradores:
Tipo de impressão:
Número da edição:
Zona de difusão:
Paginação média:
Porcentagem de publicidade:
Porcentagem de textos:
Porcentagem de ilustrações:
Instituições que participam da
publicidade:
FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
9
Couchê brilhante
64
R$4,50 (Agosto de 2000)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Manuel da Costa Pinto
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.12
Rotativa
37
São Paulo e Rio de Janeiro
64
30%
70%
30%
O Estado de S.Paulo, Livraria Cultura,
Apple, Furnas, Bienal do Livro
Nomes de autores de artigos:
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Local de circulação:
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Disque CULT Assinaturas; CULT on line;
livro História do Brasil; Assine CULT;
livro O gattopardo; filme O leopardo
Brasil
106
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 37
Data: Agosto de 2000
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 20 à 23
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: Arqueologia machadiana do Rio de Janeiro
Autor: Marcello Rollemberg
Resumo:
A matéria, que começa explicitamente divulgando a obra Rio de Assis, de Aline Carrer,
chega a informar até seu preço ao leitor.
Machado de Assis, foi o escritor que mais soube descrever esta cidade tão conhecida
por todos: Rio de Janeiro. O escritor elegeu para seu cenário principal o centro velho do Rio e
seus bairros adjacentes, incluindo também a Tijuca e o Jardim Botânico.
O livro de Aline Carrer, reúne mais de duzentas fotos da cidade e trechos da obra
machadiana para ilustrá-lo. São imagens de Catumbi, o Morro do Castelo, Engenho Velho,
Engenho Novo, entre outros, que acima de tudo, serviram de cenário para as travessuras de
Capitu, as fantasias de Brás Cubas e as obliterações de Esaú e Jacó. O livro ainda, descreve
dezenas de pontos turísticos que eram frequentados pelos personagens de Machado de Assis.
107
Nome do jornal ou revista:
Diretor:
Redator:
Formato:
Papel:
Paginação total:
Preço em (data do periódico):
FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
Maria Cristina Elias
9
Couchê brilhante
64
R$4,50 (Novembro de 2000)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Manuel da Costa Pinto
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.12
29
14
Rotativa
40
São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa
Catarina, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio
Grande do Sul, Rio Grande do Norte
64
Paginação média:
30%
Porcentagem de publicidade:
70%
Porcentagem de textos:
30%
Porcentagem de ilustrações:
O Estado de S.Paulo, Livraria Cultura,
Instituições que participam da
Apple, capitu.com, Bienal do Livro
publicidade:
Data de fundação:
Editor:
Editora:
Número total de pessoal:
Número de colaboradores:
Tipo de impressão:
Número da edição:
Zona de difusão:
Nomes de autores de artigos:
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Local de circulação:
Ademir Assunção, Adolfo Montejo
Navas, Carlos Adriano, Cláudia Nina,
Emmanuel Tugny, Júlio Castañon
Guimarães, Gilberto de Melo Kujawski,
Luiz Ruffato, Marcelo Mirisola, Marcello
Rollemberg, Paulo Bezerra, Reynaldo
Damazio, Sérgio Mauro, Vera Horn
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Disque CULT Assinaturas; CULT on line;
livro Angu de sangue; Assine CULT;
Brasil
108
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 40
Data: Novembro de 2000
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 18 à 21
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: Califórnia, a última fronteira do sonho americano
Autor: Cláudia Nina
Resumo:
A Grande Depressão dos anos 30, foi um dos acontecimentos mais marcantes na
história da Califórnia. Milhares de famílias se juntaram em caravanas e foram embora para o
oeste em busca de melhores condições de vida. John Steinbeck, em seu romance As vinhas da ira,
narra a viagem de uma família de fazendeiros centro-americanos destítuidos pela seca que partem
em busca de terra farta e promissora. O autor acompanha pessoalmente a trajetória de uma das
famílias de Oklahoma até a Califórnia em uma dessas caravanas de imigrantes.
Hoje há um importante centro cultural localizado no Salinas Valley, o National
Steinbeck Center, criado em sua homenagem, contendo inúmeras referências ao mundo literário
do escritor.
Henry Miller, influenciado pelo clima californiano, escreveu Big Sur and the Oranges
of Hieronymu Bosh, imortalizando o local e apresentando ao resto do mundo a região que tanto o
encantou.
Quem marca o século XIX é o escritor Ambroise Bierce, por ter escrito grande parte de
sua vida por lá. The Devil’s Dictionary é um exemplo de muitos dos contos sobrenaturais, que
revelavam o gênio sarcástico do autor.
A marcante geração beat mais uma vez é citada nos artigos da revista CULT. Com
início em Nova York, o movimento ganha projeção na Califórnia. São Francisco foi o cenario
perfeito para o clima de inconformismo que inspirava escritores como Allen Ginsberg, Lawrence
Ferlinghetti, Gregory Corso e Jack Kerouac, segundo nos conta Cláudia Nina. Parte desta história
pode ser revivida na coleção de arte, poesia e política da Livraria City Lights, nos Cafés
Vesuvios, Tosca e Puccini e também no bar Trieste. No roteiro turístico-literário é importante
acrescentar um passeio pelo Marina District, margeado por casas elegantes em estilo
mediterrâneo e onde está o Exploratorium, uma espécie de grande feira interativa de ciências com
exposições permanentes.
Quanto aos escritores, não podemos deixar de citar Samuel Jackson e suas obras San
Francisco is your home; San Francisco Kaleidoscope e Streets of San Francisco e Charles
Bukowski que retratou o mundo artificial do cinema em Hollywood e escreveu o script do filme
Barfly, basado em sua própria experiência como outsider.
109
Nome do jornal ou revista:
Diretor:
Redator:
Formato:
Papel:
Paginação total:
Preço em (data do periódico):
FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
Maria Cristina Elias
9
Couchê brilhante
64
R$4,50 (Janeiro de 2001)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Manuel da Costa Pinto
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.12
29
14
Rotativa
42
São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa
Catarina, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio
Grande do Sul, Rio Grande do Norte
64
Paginação média:
30%
Porcentagem de publicidade:
70%
Porcentagem de textos:
30%
Porcentagem de ilustrações:
O Estado de S.Paulo, Livraria Cultura,
Instituições que participam da
Apple, capitu.com, Bienal do Livro
publicidade:
Data de fundação:
Editor:
Editora:
Número total de pessoal:
Número de colaboradores:
Tipo de impressão:
Número da edição:
Zona de difusão:
Nomes de autores de artigos:
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Local de circulação:
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Disque CULT Assinaturas; CULT on line;
livro Elefante; Assine CULT;
Brasil
110
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 42
Data: Janeiro de 2001
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 18 à 21
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: O palco da anarquia
Autor: Marcello Rollemberg
Resumo:
O assunto desta vez é Londres e seus famosos teatros. Desde 1951 no Royal Festival
Hall acontece um concorrido festival de teatro, onde chegam a comparecer três mil pessoas. Não
podemos deixar de citar outras “jóias de entretenimento da coroa britânica”, segundo Marcello
Rollemberg, como o National Theatre, o National Film Theatre, o Museum of The Moving
Images, a nova Tate Gallery e o Globe, cujo sócio, principal autor e vez ou outra ator, era
Shakespeare.
Desde a chegada dos primeiros romanos, Londres cresceu pendendo mais para a
margem norte do que para a sul. E foi ao norte do Tâmisa que construíram a Catedral de
Westminser e a Torre de Londres, por exemplo.
A imagem que a margem sul do Tâmisa ganhou anos mais tarde, deve-se muito ao
bardo, às peças e à trupe de atores que acompanhavam Shakespeare. Assim, com o sucesso
obtido, muitos “empresários” teatrais criaram vários teatros por toda a margem sul do Tâmisa.
A primeira enecenação de Shakespeare no teatro foi Júlio César. Em 1642, o Globe foi
destruído pelos puritanos liderados por Oliver Cromwell. Felizmente, graças ao ator e diretor
americano San Wanamaker, o novo Globe foi inaugurado em 1996.
111
Nome do jornal ou revista:
Diretor:
Redator:
Formato:
Papel:
Paginação total:
Preço em (data do periódico):
Data de fundação:
Editor:
Editora:
Número total de pessoal:
Número de colaboradores:
Tipo de impressão:
Número da edição:
Zona de difusão:
Paginação média:
Porcentagem de publicidade:
Porcentagem de textos:
Porcentagem de ilustrações:
Instituições que participam da
publicidade:
FICHA GERAL
Revista CULT
Paulo Lemos
9
Couchê brilhante
64
R$4,50 (Março de 2001)
FICHA COMPLEMENTAR
Julho/1997
Manuel da Costa Pinto
Lemos Editorial e Gráficos Ltda.12
Rotativa
45
São Paulo e Rio de Janeiro
64
30%
70%
30%
O Estado de S.Paulo, Livraria Cultura,
Apple, Bienal do Livro
Nomes de autores de artigos:
Nomes de fotógrafos:
Tipos de leitores:
Faixa etária de leitores:
Sexo dos leitores:
Situação social dos leitores:
Qualidade da edição:
Publicidade:
Local de circulação:
Literário
Adulto
Feminino e Masculino
Classe média
Excelente
Disque CULT Assinaturas; CULT on line;
livro O agressor; Assine CULT
Brasil
112
PROJETO: O Turismo Literário na Revista CULT
ORIENTADOR: Maira Angélica Pandolfi
PESQUISADOR: Camilla Evangelista Xicatto
LOCAL DA PESQUISA: UNESP-Campus Experimental de Rosana-SP
PERÍODO: Setembro/2007 a Junho/2008
Veículo: Revista CULT
Número da revista: 45
Data: Abril de 2001
Local: São Paulo
Editora: Lemos Editorial e Gráficos Ltda.
Página: 14 à 17
Seção: Turismo Literário
Título da matéria: Os vales silenciosos de Dino Buzzati
Autor: Maria Andrea Muncini e Aldo Villani
Resumo:
Com tradução de Maria do Rosario da Costa Aguiar Toschi, o texto nos apresenta o
escritor Dino Buzzati, nascido em San Pelegrino. Schiara era o nome da montanha que Buzzati
admirava. Vivia em Milão e lá trabalhava como redator do Corriere della Sera, mas nunca se
desvinculava das montanhas que tanto gostava, onde escalavam-as também. Em seus romances
há uma presença fortíssima deste cenário que encantava o escritor.
Seus primeiros romances foram Bàrnabo delle montagne e Il segreto del bosco vecchio.
Entretanto o romance de maior sucesso foi Il deserto dei Tartari, traduzido para o português
como O deserto dos tártaros.
Além das montanhas, outros fatores inspiradores para Buzzeti foram o “Val Belluna” e
sua cidade natal, que tanto ficou conhecida por suas obras.
113
ANEXOS
114
ANEXO A – TEXTO PUBLICADO NO JORNAL BOLANDO AULA
115
116
ANEXO B – TEXTO PUBLICADO NO GUIA DO TURISMO BRASILEIRO
Livro considerado Referência sobre Turismo
01 - PARIS
R$
48
A segunda edição: Cada vez melhor
Quem conheceu a primeira edição, elogiada pela imprensa e pelo
público, será agradavelmente surpreendido pelas inovações: um visual
mais arrojado, maior facilidade na localização das informações,
indicação de sites, livros e filmes sobre Paris e adição de um caderno
com fotos coloridas.
comprar
livraria cultura
Os dados foram atualizados e inseriram-se novos mapas dos bairros parisienses. Deu-se
ênfase especial à indicação de opções e dicas econômicas em todas as áreas, sobretudo a de
hospedagem. Afinal, com a elevação do valor do euro em face do real, muitos viajantes
brasileiros não estão podendo se dar a grandes luxos.
Novidades à parte, PARIS, da série GTB, continua sendo o guia que fala a sua língua. Seus
autores, que moraram na capital francesa, elaboraram uma obra diferenciada, de leitura
agradável e completa em todo todo tipo de informação.
Cada bairro parisiense é abordado do ponto de vista do viajante, com destaque para cada uma
de suas principais atrações. O guia compreende ainda uma ampla relação de meios de
hospedagem, restaurantes de todos os gêneros, casas noturnas e os melhores endereços para
compras.
A Revolução Francesa, os vinhos e queijos franceses e a relação entre Paris e os brasileiros
são alguns dos variados temas sobre a História e a cultura da França tratados em textos leves e
bem-humorados.
Por tudo isso, mais que um simples guia de viagem, o livro é um olhar bem brasileiro sobre
Paris, que agradará também ao leitor comum.
http://www.planetaeventos.com/turismo/guias_de_turismo.htm
117
ANEXO C - REVISTA CULT Nº 1, MATÉRIA PRAGA VIVE KAFKAMANIA, 1997, PÁGS.
22 e 23
118
119
ANEXO D - REVISTA CULT Nº 9, MATÉRIA A NOVA YORK DOS ANOS LOUCOS, 1998,
PÁGS. 11 à 13
120
121
122
ANEXO E – REVISTA CULT Nº 31, MATÉRIA DUBLIN, PERSONAGEM JOYCEANA,
2000, págs. 59 à 63
123
124
125
126
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