ESTUDO ECONÔMICO DO CICLO PRODUTIVO DA CANA-DE-AÇÚCAR
PARA REFORMA DE CANAVIAL, EM ÁREA DE FORNECEDOR DO ESTADO
DE SÃO PAULO
[email protected]
Apresentação Oral-Economia e Gestão no Agronegócio
MARIA MADALENA ZOCOLLER BORBA1; ALEX MARQUES BAZZO2.
1.UNESP-JABOTICABAL, JABOTICABAL - SP - BRASIL; 2.UNESP, JABOTICABAL
- SP - BRASIL.
Estudo econômico de ciclo produtivo da cana-de-açúcar para reforma de
canavial, em área de fornecedor no Estado de São Paulo.
Grupo de Pesquisa: Economia e Gestão no Agronegócio
Resumo
O objetivo do trabalho foi determinar estágio econômico mais adequado para a reforma do
canavial, por meio da análise de viabilidade econômica da atividade, durante ciclo de
produção cana de açúcar. Esta análise foi realizada para as distâncias de 10, 30 e 50 km da
área de produção até a indústria processadora e duas técnicas de colheita: manual com cana
queimada e mecanizada com cana crua. A ferramenta utilizada na análise econômica foi o
Valor Anual Equivalente. Os dados básicos foram os fornecidos por uma associação dos
plantadores de cana da região administrativa de Ribeirão Preto/SP, e se referem à
produtividade (t/ha), coeficientes técnicos e custos unitários do processo produtivo da
cana, nas várias etapas e estágios do ciclo produtivo. Houve tratamento dos dados e
atualizações e os preços utilizados correspondem à safra 2007/08. De forma complementar,
também foi utilizado o banco de dados do Instituto de Economia Agrícola/SAA-SP
particularmente no que diz respeito aos preços de cana. De acordo com os resultados
obtidos, o melhor estágio para a reforma dos canaviais ocorreu, com maior freqüência, no
sexto corte, com produtividade de 68 t/ha e retorno líquido anual do canavial variando
entre R$750,23/ha e R$181,33 /ha, da menor para maior distância e da colheita manual
para mecanizada.
Palavras-chaves: reforma de canavial, fornecedores de cana, vida econômica do canavial
Economic study of the sugar cane production cycle to reform a
sugar cane field in the São Paulo State.
Abstract
The main objective of this research was to determine the best economic stage to reform a
sugar cane field, through an economic analysis of the activity during production life cycle.
This analysis was accomplished for the distance of 10, 30, and 50 km far from the sugar
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cane mill and for two methods of harvesting (manual-bun and mechanical –crude). The
economic tool for the analysis used was the Equivalent Annual Value – EAV. The data on
unitary cost of the sugar cane production, technical coefficients and agriculture yield
throughout all stayes of the productive life were gotten the Ribeirão Preto/São Paulo
Association of sugar cane suppliers. From price data were update according to the
Brazilian CPI, of April 2008, specially agriculture inputs. Additionally, it was also used the
sugar cane price series from São Paulo Economic Institute/SAA-SP data base. The study
concluded that the best stage to reform a sugar cane field, considering different levels of
between the field, tree sugar mill distances and two methods of harvesting, was observed in
the sixth year of cutting, with 68t/ha and a variation in the EVA from R$750,23/ha
through R$181,33/ha.
Key Words: sugar cane field reform, sugar cane suppliers, sugar cane economic life
1. INTRODUÇÃO
A reforma periódica dos canaviais é uma prática comum, do setor agrícola, do
agronegócio sucroalcooleiro. A lavoura de cana-de-açúcar é uma atividade agrícola
classificada como semi-permanente, que se exauri ao longo de vários anos de produção,
exigindo renovação para a manutenção do fluxo contínuo de matéria-prima à indústria
sucroalcooleira e a continuidade do ciclo de produção do açúcar e álcool. A longevidade
do canavial decorre basicamente das características biológicas das variedades plantadas. A
capacidade de rebrota da planta possibilita vários cortes, porém a cada corte a
produtividade da cana decresce. A pesquisa varietal tem contribuído para ganhos de
produtividade ao longo do ciclo produtivo da cana, como também para ampliar o ciclo, que
no passado recente era composto por uma média de três cortes e saltou para cinco cortes.
Com isso há postergação da renovação dos canaviais e do investimento dela decorrente.
O estado de São Paulo que é o principal produtor nacional, com cerca de 60% da
produção nacional de cana-de-açúcar (IEA/SAA-SP, 2009; IBGE/BR, 2009), tem uma área
em reforma de cana, avaliada pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), na
safra 2008/09, de 428 mil hectares, o que corresponde a 9% da área cultivada com cana-deaçúcar do estado. Segundo essa mesma fonte, na safra 2003/04, a área reformada foi de
14%. Nesse período de seis safras, a área cultivada com cana no estado cresceu 63,07% e
a de reforma 2,66% (INPE/CANASAT, 2009). A atividade passou por grande expansão
em todo o Estado, não só do setor agrícola como também do industrial. Só após abril de
2006 foram 47 unidades industriais, entre usinas e destilarias, a mais em todo o estado;
crescimento de 27% do número de unidades processadoras de cana. Da safra 2007/08 para
a safra 2008/09 houve um crescimento de 12,2% da área de colheita no estado de São
Paulo. A produtividade média no estado também cresceu de 81,88t/ha da safra 2003/04
para 85,26t/ha na, safra 2007/2008, reflexo da utilização de variedades mais produtivas
com ciclo produtivo mais longo e canaviais em estágio inicial de produção, cuja
produtividade é maior do que em estágios mais avançados do ciclo produtivo.
A reforma do canavial é uma atividade complexa que envolve fatores de ordem
técnica, operacionais, como também financeiros das empresas. Ela afeta o planejamento
da lavoura, no tocante as variedades, áreas de viveiros para mudas, área de colheita e do
volume de matéria-prima para atender a demanda industrial. No cotidiano das empresas
agroindustriais e de fornecedoras de cana, da região de Ribeirão Preto/SP, a decisão da
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reforma do canavial é balizada pela produtividade. As empresas acompanham a
produtividade do canavial em cada corte, para então definir o estágio de interrupção do
ciclo produtivo, ou seja, substituição do canavial. Na decisão de reforma são também
avaliadas as condições da lavoura por técnico com experiência no setor. Desta forma o
tamanho do ciclo produtivo, e a decorrente decisão de renovação, são definidos por critério
físico, produtivo, com uma dose de subjetividade. A proposta desta pesquisa é contribuir
com o processo decisão de reforma do canavial, utilizando de critério técnico-econômico.
O objetivo é determinar o ciclo produtivo econômico do canavial, a vida econômica, como
um indicador de reforma, em área de fornecedores de cana da região nordeste do estado de
São Paulo, em diferentes distâncias da área de produção da cana à agroindústria e duas
modalidades de colheita, manual e mecanizada.
2. REVISÃO DE BIBLIOGRÁFICA
A produção científica com foco na gestão empresarial da atividade cana-de-açúcar
no estado de São Paulo é escassa, apesar da relevância da atividade. Do acervo
bibliográfico consultado, verificou-se reduzido material sobre manejo de canaviais
associadas à sua longevidade. As poucas referências bibliográficas encontradas são dos
Anais dos Seminários de Tecnologia Agronômica realizados pelo Centro de Tecnologia da
Cooperativa de Produtores de Cana, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo
(CTC/COPERSUCAR) e de algumas publicações avulsas como segue.
Boyce (1968) que realizou estudo sobre o número de cortes de cana-de-açúcar
necessários para se obter a rentabilidade máxima, trabalhou com situação de reforma após
o primeiro corte até o sexto corte da cana. O ponto ótimo econômico foi determinado como
aquele que ofereceu maior rentabilidade ao produtor de acordo com a formulação:
n
n
n
n
E =1
E =1
E =1
E =1
F = [ Px∑ QTe − (∑ MYe + Hx∑ QTe)] ÷ ∑ Me
Em que:
P = preço da cana, em unidades monetárias/tonelada;
QTe = quantidade de cana, por unidade de área, produzida no estágio E;
MYe = custos dos tratos culturais e implantação do canavial no estágio E, em
unidades monetárias/unidade de área;
H = custos de colheita, em unidades monetárias/tonelada;
Me = numero de meses entre o último corte ou plantio e colheita.
O autor assumiu valores de produtividades na ordem de 60 t/acre até 25 t/acre (148
t/ha e 61 t/ha) e determinou que o maior valor de “F” ocorreu no terceiro corte quando a
rentabilidade assumiu valor de U$17,90/acre, que nos dias atuais, considerando-se o preço
do dólar a R$2,40, corresponderia a R$106,14/ha. Comenta ainda que o primeiro corte, em
razão da elevada produtividade do canavial em comparação com os cortes posteriores, já
torna economicamente justificável a reforma. Considera que se a opção for por um período
de reforma mais longo, a produtividade por corte deve ser elevada para sustentar o número
de socas da cultura.
Barata (1991) utilizou dados da COPERSUCAR e fez um estudo de programação
de área de reforma de talhões, com seis variedades da cana (três de 18 meses e três de12
meses), inclusive de formação de viveiros de mudas e de perfil varietal ideal a ser seguido
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pelas agroindústrias cooperadas. Considerou um horizonte de planejamento de seis anos, a
partir do ano agrícola 1991/92. O modelo utilizado foi o sistema de planejamento de
reforma dos canaviais desenvolvido junto ao CTC/COPERSUCAR, que tem como
fundamento a programação linear. Destaca a importância de utilizar na empresa canavieira
modelo de otimização em seus processos decisórios de renovação, de modo a reduzir a
dependência da experiência e da intuição dos tomadores de decisão. Em 1992, em outro
estudo, o mesmo autor continua utilizar o método de programação linear como objetivo
otimizar o corte e reforma de canaviais. Foram consideradas na análise de reforma, as
estimativas de produtividade de cada variedade nos vários estágios de corte e tipos de solo,
o pol % cana ao longo dos períodos de safra, os valores médios de pureza e fibras e a
necessidade de moagem da agroindústria. A determinação do ciclo econômico ótimo foi
feita por meio do Valor Econômico da Terra (VET):
RLTc
VETc =
[(1 + r ) n − 1]
Onde: RLTc representa a receita liquida total de manejo varietal c; r é a taxa de
desconto; e n o horizonte de planejamento. O máximo valor VET é o momento
economicamente ótimo. O modelo de planejamento sugerido pelo autor indicou um índice
médio de reforma nos três primeiros anos (BARATA (1992).
Barata et al. (1994) chamam atenção para os custos da erracadicação das soqueiras
e de formação do canavial, já que são elevados e têm forte influência no momento da
decisão da reforma. Os autores destacam ainda que nos planos de reforma de canaviais, o
objetivo deve ser o de procurar restabelecer o rendimento agrícola e econômico da
propriedade. O rendimento agrícola de uma propriedade é baseado na produtividade da
cultura no ciclo (vários cortes). No aspecto econômico a busca é por rentabilidade, que
envolve a determinação do número ótimo econômico de corte. No caso das agroindústrias,
a questão da análise econômica da reforma torna-se mais complexa, pois deve abranger
todo o complexo produtivo: cana, açúcar e álcool, a capacidade de moagem, os
arrendamentos e parcerias e taxa de juros dado seu efeito sobre a rentabilidade.
Veiga Filho (2002) usou a ferramenta valor atual como critério econômico para
auxiliar na determinação de quando reformar um canavial. O autor considerou o Valor
Anual Equivalente uma função do número de cortes da cana e estimou os VAE para os
diferentes estágios de produção da cana com base nos dados do Agrianual 2002/iFNP.
Verificou que ciclo da cana deve ser finalizado no 5º corte, podendo ir até o 6ºcorte se
houvesse condições favoráveis ao adiamento. Ocorreram taxas decrescentes do VAE do 5º
para 6° e 7° cortes, porém houve um fluxo positivo de receita líquida, o que induziria o
produtor a adiar a reforma pelo alto valor do investimento da uma nova cultura e dos
custos financeiros. Por outro lado com a reforma no 5° corte, haveria a criação de um novo
fluxo de renda líquida, maior que a anterior. A decisão de reforma neste caso seria
direcionada por critério econômico e não apenas pela produtividade.
Fernandes (2003) publicou um trabalho com apoio da STAB (Sociedade dos
Técnicos Açucareiros e Alcooleiros do Brasil) sobre cálculos na agroindústria da cana-deaçúcar onde faz referência ao Valor Anual Equivalente (VAE) como critério econômico
para auxiliar na reforma do canavial. Denomina O VAE de Valor Econômico Agrícola/ou
Agroindustrial: indicador que combina margem de contribuição de cada estágio do ciclo de
produção, com valor do investimento na formação da cultura, considerando a dimensão
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tempo dos valores monetários. Com essa medida seria estimado o número ideal de cortes
da cana e a indicação técnica-econômica para a renovação do canavial e o planejamento
da lavoura Canavieira.
Sugawara et al. (2006) ao discutir os resultados da análise de regressão linear
múltipla, aplicada no estudo da estimativa de produtividade de cana-de-açúcar, no
município de Ariranha estado de São Paulo, inferiu que a produtividade da cana atingiu um
nível de 68 t/ha cinco anos após o plantio, valor este que não é mais interessante
economicamente para o produtor.
Yoshinaga (2006) analisando as políticas de exploração da cana-de-açúcar no
Brasil observou que no estado de São Paulo, a média de produtividade esta ao redor de 80
a 85 toneladas por hectares, totalizando um ciclo produtivo que soma de cinco a seis
cortes.
Felício (2007) ao realizar estudo, na região de Pitangueiras/SP, que comparou a
produção de cana de ano e meio, com e sem a ação de plantio direto da cultura da soja no
momento da reforma, comentou sobre a queda de produtividade da cana planta ao sexto
corte. No plantio convencional, a produtividade da cana-de-açúcar passou de 118 t/ha no
primeiro corte para 73 t/ha no sexto corte. Apontou o sexto estágio como o de reforma do
canavial.
Sacarelli (2007) realizou um estudo utilizando margem de contribuição para
determinação do número ótimo de cortes do canavial, na região de Ribeirão Preto-SP.
Calculou a margem de contribuição agrícola com base nos parâmetros técnicos propostos
por Fernandes (2003) e dados da CANAPLAN de 2007 de produtividade por corte 134,5
t/ha cana planta, 107,7 t/ha no 2º corte, 92,8 t/ha no 3º, 84,4 t/ha 4º, 80,5 t/ha 5º e de
estimativa de 66,5 t/ha 6º e de 60,7 t/ha 7º, que esta relacionada ao ambiente de produção
classificado como A (produtividade média de 89,6 t/ha); o mais produtivo. Realizou
simulações com as margens de contribuição num período de vinte anos, porém sem
considerar a dimensão tempo dos valores monetários. Cabe ressaltar ainda que a definição
utilizada de margem de contribuição foi à diferença entre Receita bruta e Custo variável
e não tem em sua determinação o valor do investimento na formação da cultura. A autora
concluiu que o maior valor da margem de contribuição ocorreu no 4º corte, ambiente A,
onde a reforma deveria ocorrer.
Neves (2008), ao discutir os desafios da produção de cana-de-açúcar na região de
Centro-Sul, citou que é baixa produtividade do 6° corte (55 t/ha) para os padrões
exigidos de retorno de investimentos e que a prática do sexto corte exige extensões maiores
de área de cana-de-açúcar, há subtilização da terra e a atividade torna-se menos eficiente
devido ao aumento de custo de transporte de cana-de-açúcar da área de produção até a
unidade industrial.
3. METODOLOGIA: DADOS, CONCEITOS E PROCEDIMENTOS
Dados e fontes
Os dados básicos do processo produtivo da cana-de-açúcar utilizados na pesquisa
são os de uma associação de plantadores de cana da região administrativa de Ribeirão
Preto/SP, localizada ao nordeste do estado. Eles refletem o padrão tecnológico médio de
aproximadamente 1.600 fornecedores de cana-de-açúcar da instituição, que tem como
perfil 72% de fornecedores com até 4.000 toneladas de cana entregue na safra. São dados
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de produtividade média da cana por corte e de custos produção, por unidade de área (ha),
por operação de produção e por estágio do ciclo de produção. Os dados foram corrigidos
no que diz respeito aos preços, para adequá-los a safra 2007/2008. Os preços foram
levantados no mercado regional e referem-se: aos preços de maquinários, implementos,
insumos, fretes de calcário e fertilizante. Os preços de corte, carregamento e transporte
foram calculados de duas formas. Um que se refere aos preços do CCT da colheita manual
de cana queimada e outro ao CCT da cana crua através de máquinas colhedoras,
considerando que a tendência é a substituição da queima de cana e colheita manual, pela
colheita mecanizada. De acordo com a Lei Estadual 11.241, de 19 de setembro de 2002,
ficou estabelecido que até no ano de 2021 todas as áreas passíveis de uso de máquina para
colheita de cana não devem ser queimadas. Porém o Protocolo Agro-ambiental assinado
pelos produtores, usineiros e o Governo do Estado de São Paulo estabelece que seja
antecipado o prazo final para eliminação da queimada de cana-de-açúcar para 2014,
adiantando o percentual de cana não queimada, em 2010, de 50% para 70%, nos terrenos
com declividade de até 12% (SÃO PAULO, 2007).
Os dados da colheita de cana mecanizada foram fornecidos por uma agroindústria
do setor sucroalcooleiro da região do estudo. O cálculo da colheita mecânica foi baseado
no preço (R$/t) do serviço da colheitadeira e também do transbordo, sendo que ambos os
valores incluem os gastos com manutenção das máquinas e mão-de-obra dos funcionários.
No cálculo do custo do CCT foram estabelecidas três distâncias diferentes, tanto
para a cana queimada com colheita manual, como para a cana crua colhida mecanicamente.
As distâncias estabelecidas foram de 10, 30 e 50 km, visto que essas são as distâncias mais
freqüentes que ocorrem na região analisada.
No que diz respeito aos preços de cana-de-açúcar foi utilizado o banco de dados do
Instituto de Economia Agrícola/SAA-SP. Foram levantados preços mensais nominais
recebidos pelos produtores do Estado de São Paulo, em R$/t de cana-de-açúcar, por ano
agrícola canavieiro (maio a abril), no período de 2000 até 2008. Foi calculado o preço real
da cana-de-açúcar a partir da utilização do índice IGP-DI na base abril de 2008. O preço
real médio determinado no período 2000 a 2008 foi de R$ 38,87/t. Este preço foi utilizado
para calcular da receita bruta dos fornecedores de cana da região.
Ferramenta de análise: conceitos e procedimento de cálculo
O Valor Anual Equivalente (VAE) foi à ferramenta utilizada para determinar o
ciclo produtivo econômico do canavial, com vistas à reforma.
A definição do VAE considerada foi a do retorno econômico anual do somatório
do valor presente líquido do investimento de implantação da cultura e das margens de
contribuição agrícola ou agroindustrial para “n” cortes (VEIGA FILHO, 2002;
FERNANDES, 2003; ASSAF , 2006). Assaf (2006) afirma que o indicador VAE, por
considerar a remuneração exigida pelos proprietários do capital, constitui-se na melhor
medida de avaliação de investimento, preocupando-se com o sucesso econômico e a
continuidade da empresa, pois quanto mais elevado se apresentar o VAE, maior é a riqueza
gerada no período.
A fórmula utilizada nesta pesquisa na determinação do VAE consistiu em
transformar o fluxo de caixa atualizado de cada alternativa (um corte; dois cortes; até dez
cortes) em um fluxo uniformemente distribuído, por meio da utilização de uma Taxa
Mínima de Atratividade do Capital (TMAC):
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VAEi = VPLi * {[(1 + r ) i * r )] /[(1 + r ) i − 1}
10
VPLi = ∑ MCi /(1 + r ) i + VI
i =1
VAEi= Valor Anual Equivalente no corte i; i = número de cortes da cana (1 a 10 cortes);
VPLi= Valor Presente Líquido no corte i;
r = Taxa real de juros SELIC;
MCi= Margem de Contribuição no corte i e
VI= valor de fundação ou implantação da cana-de-açúcar.
O VPL foi determinado pela soma algébrica descontada dos valores do fluxo
líquido de caixa da alternativa de investimento, por meio da Taxa Mínima de Atratividade
do Capital (TMAC).
O fluxo líquido de caixa foi formado pelo valor do investimento na implantação
do canavial e pela margem de contribuição (MC) em cada corte, ao longo do horizonte de
planejamento. O conceito de margem de contribuição foi da diferença entre a receita bruta
obtida com os produtos e os custos variáveis do sistema de produção segundo a teoria
econômica. No custo variável estão computados os custos operacionais de máquinas, mãode-obra, insumos dos tratos culturais da cana tanto plantio quanto soqueira e os custos da
colheita (corte, carregamento, transporte com serviço de apoio). Também foi adicionado ao
custo variável, o custo oportunidade do capital circulante, considerando a taxa de
remuneração do capital equivalente à do crédito rural, custeio agrícola, de 6,75% aa, na
safra 2007/2008. Essa taxa foi aplicada sobre o capital médio de custeio.
O horizonte de planejamento compreendeu um período de até dez cortes da canade-açúcar. O intervalo entre cortes foi de doze meses, sendo que apenas o primeiro corte
corresponde a 18 meses (cana de ano e meio).
A TMAC utilizada foi à taxa básica de juro da economia brasileira, Selic,
determinada em valor real com base no IGP-DI/FVG, anualizado no período da análise
(8,33% a.a.) e taxa real atual (março/2009) de 6,4% aa calculada com base na meta
inflacionária BR.
Os valores dos VAEs das diferentes alternativa (um corte; dois cortes; até dez
cortes) foram comparadas e o mais elevado valor positivo correspondeu à melhor
alternativa econômica de ciclo produtivo da cana, denominada de vida econômica do
canavial; aquela que maximiza a receita anual equivalente, sendo referencial para reforma
do canavial.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Preço, produção e receita da cana-de-açúcar
O preço real médio histórico, do período 2000/2001 a 2007/2008, recebido pelos
produtores de cana-de-açúcar, do estado de São Paulo, em oito anos de safra foi de
R$38,87/t de cana, ocorrendo cinco anos de preços médios anuais inferiores a essa média e
três anos superior. Os preços reais da cana-de-açúcar oscilaram numa amplitude de 72%,
no período de 2000/2001 a 2007/2008 (Tabela 1). A partir de agosto de 2006 foi acentuada
a queda do preço real da tonelada de cana, que se deu de forma continuada, até o final da
safra 2007/2008, quando chegou a R$29,32/t. As quedas dos preços do açúcar e do álcool
foram parâmetros importantes para tal comportamento de preço da cana.
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No que diz respeito à produtividade da cana esta decresceu do nível médio de 110
t/ha, na primeira colheita para 48 t/ha no décimo corte da cana (Tabela 2).
Os resultados de receita bruta, calculados com base nos preços reais, estão na tabela
2 e refletem as diferenças de preços e de produtividade da cana por corte. O maior valor da
receita de cana, calculada com base no preço real médio histórico de 2000/01 a 2007/08,
foi de R$4.275,70/ha, no primeiro corte e o menor foi de R$1.865,76/ha, no décimo corte.
Na situação mais pessimista considerada (preço R$29,32/t), a maior receita foi de
R$3.225,20/ha e a menor R$1.407,39/ha. A melhor receita da situação pessimista
equivaleu à receita do 5º corte (R$3.259,20/ha), na situação otimista, ao preço real médio
da cana de R$46,56/t. A oscilação receita da cana considerada como provável de ocorrer
devido ao preço, foi de 58%. Essa variação vai ser considerada na determinação do retorno
econômico anual da atividade que será avaliada na seção de simulações de preços.
Tabela 1. Preços em valores reais recebidos pelos produtores de cana-de-açúcar, estado de
São Paulo
Ano
safra
2000/01
2001/02
2002/03
2003/04
2004/05
2005/06
2006/07
2007/08
Média
M
31,70
46,33
41,48
42,07
31,58
33,94
40,81
43,68
38,27
J
33,18
45,74
39,55
42,38
31,87
33,36
43,99
38,86
38,58
J
35,79
45,53
38,87
41,05
32,62
32,83
46,11
35,74
38,97
A
39,78
45,51
37,37
39,73
30,61
33,30
50,63
34,26
39,56
S
41,73
45,50
36,66
39,91
31,60
33,83
49,23
33,10
39,78
O
44,09
45,27
37,74
38,97
32,92
34,13
48,66
32,26
40,25
N
43,78
46,26
36,66
38,82
34,00
34,73
47,85
31,29
40,30
D
46,11
44,49
36,07
38,99
33,62
34,41
47,34
30,75
40,15
J
45,48
44,51
36,28
37,23
33,52
35,45
47,02
29,71
39,93
F
45,48
45,92
36,87
36,44
33,71
37,72
46,07
29,58
40,32
M
45,08
46,62
36,92
33,58
33,67
38,49
45,73
29,39
40,01
A
46,82
43,33
38,73
32,84
34,23
39,22
45,27
29,32
40,06
Média
41,59
45,42
37,77
38,50
32,83
35,12
46,56
33,16
38,87
Tabela 2. Produtividade e receita bruta da cana-de-açúcar, em área de fornecedor SP
Receita (R$/ha)
Preço médio Preço médio Preço mensal Preço médio
histórico
anual menor médio menor anual maior
Nº de Produtividade
(R$38,87/t)
(R$32,83/t)
(R$29,32/t)
(R$46,56/t)
cortes
(t/ha)
1ºcorte
110,00
4.275,70
3.611,30
3.225,20
5.121,60
2ºcorte
92,00
3.576,04
3.020,36
2.697,44
4.283,52
3ºcorte
80,00
3.109,60
2.626,40
2.345,60
3.724,80
4ºcorte
75,00
2.915,25
2.462,25
2.199,00
3.492,00
5ºcorte
70,00
2.720,90
2.298,10
2.052,40
3.259,20
6ºcorte
68,00
2.643,16
2.232,44
1.993,76
3.166,08
7ºcorte
62,00
2.409,94
2.035,46
1.817,84
2.886,72
8ºcorte
60,00
2.332,20
1.969,80
1.759,20
2.793,60
9ºcorte
55,00
2.137,85
1.805,65
1.612,60
2.560,80
10ºcorte
48,00
1.865,76
1.575,84
1.407,36
2.234,88
8
Porto Alegre, 26 a 30 de julho de 2009,
Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural
Custo de formação do canavial
O plantio de um novo canavial é uma das fases de maior importância econômica para os
produtores. O custo de fundação do canavial de fornecedores é apresentado na Tabela 3 e
permite verificar um total operacional de implantação da ordem de R$2.654 por hectare.
Decomposto em mecanização, insumos e mão-de-obra, o item insumos foi o que mais
onerou o plantio. Os gastos com os insumos: adubos, corretivos e inseticidas de solo foram
da ordem de R$1.050,00 por hectare, representando 40% do custo realizado no plantio de
Grupo/Operação
Equipamento
Área Unidade
Total
Coef
Custo
Tecn
(unid/ha) (R$/unid.) (R$/ha)
Mecanização
628,77
Gradagem Pesada (2x)
Aração
Gradagem Niveladora
Curvas de Nivel
Sulcação e Adubação
Marcação de Sulco
Cobrição de Sulcos
Insumos
Corretivos
Adubos e Fertilizantes
VALTRA BH-140
(4)
VALTRA BH-140
(4)
MF-290
Motoniveladora
VALTRA BH-140
(4)
MF-290
MF-290
04.20.20
05.25.25
Inseticida de Solo
Mudas
Fretes
Fretes Corretivos
Fretes Adubo
Aplicação de
Corretivos
Mão-de-Obra
Calagem
Adubação
Distribuição
Corte de Toletes
Repasse
Acerto de Cabeceira
TOTAL
1,97 x 1
100%
hora
3,20
65,43
209,38
100%
100%
100%
hora
hora
hora
2,20
0,73
0,76
65,82
58,66
75,00
144,81
42,82
57,00
100%
100%
100%
hora
hora
hora
1,32
0,56
1,10
62,87
53,53
56,18
100%
tonelada
1,50
65,00
50%
50%
60%
100%
litro
tonelada
0,50
0,50
0,25
10,33
1.600,00
1.850,00
600,00
77,41
100%
100%
km
km
50,00
0,50
0,24
1,80
82,98
29,98
61,80
1.887,31
97,50
862,50
400,00
462,50
90,00
799,66
37,65
12,00
0,90
100%
tonelada
1,50
16,50
100%
100%
100%
100%
100%
100%
diaria
diaria
diaria
diaria
diaria
diaria
0,20
0,10
1,65
0,83
1,65
0,67
27,08
27,08
27,08
27,08
27,08
27,08
24,75
138,09
5,42
2,71
44,68
22,47
44,68
18,14
2.654,18
cana. Os dados da UNICA (2008) mostram que os preços dos fertilizantes subiram em
média 73% em 12 meses (até abril de 2008) e mais de 40% só em 2008. Os gastos com
mudas representaram 31% do total de custo de formação da cana o que correspondeu a R$
800,00 por hectare. Este elevado gasto é resultado do valor da muda cortada, carregada e
transportada até a propriedade rural.
Tabela 3. Custo de implantação de cana-de-açúcar, em área de fornecedor paulista, na
safra2007/08, R$/ha
9
Porto Alegre, 26 a 30 de julho de 2009,
Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural
A representação gráfica abaixo ilustra a composição do custo de plantio da cana.
Mão-de-Obra
Fretes
5%
1%
Mecanização
24%
Mudas
30%
Insumos
40%
A mão-de-obra apresentou uma participação relativa baixa, de 5% do total do custo
do plantio da cana, que em valor monetário foi de R$138,09 por hectare. A título de
comparação, o frete representou 1% com do investimento em fundação da cultura.
Custo de tratos culturais em cana planta e em cana soca
Após o estabelecimento da cultura ocorre o período onde são feitos os tratos
culturais na cana planta. Esse período compreende todas as operações de cultivo até o corte
da cana. Os tratos culturais da cana planta são reduzidos como pode ser observado na
Tabela 4, devido ao pesado investimento já realizado na implantação da atividade. O gasto
mais elevado nos tratos culturais de cana planta foi com insumos e especificamente com os
herbicidas utilizados no combate de plantas daninhas. O valor gasto foi de R$93,22 por
hectare, representando 51% de um total de R$183,65/ha de tratos culturais.
Tabela 4. Custo operacional em cana planta, safra 2007/08
10
Porto Alegre, 26 a 30 de julho de 2009,
Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural
Grupo/Operação
Equipamento
Área
Total
%
Unidade
Coef
Tecn
(unid/ha)
Custo
(R$/unid.)
Mecanização
(R$/ha)
38,99
Aplicação Herbicida
MF-290
100%
hora
0,70
55,70
Mão de Obra
38,99
51,44
Aplicação Herbicidas
Catação de Daninhas
Combate a Formiga
100%
100%
60%
diaria
diaria
diaria
0,10
1,50
0,50
27,08
27,08
27,08
Insumos
2,71
40,61
8,12
93,22
Herbicida - Mistura 1
Velpar K
1,50 l Combine + 1,50 Kg Velpar K
2,00 l Combine + 3,00 l Gesapax
Formicida
Fornicida Dinagro
TOTAL
10%
50%
40%
60%
kg
2,20
kg
2,00
28,50
89,25
88,70
5,70
6,27
44,63
35,48
6,84
183,65
Com o auxílio da representação gráfica abaixo é possível visualizar a composição
do custo com tratos culturais da cana planta.
Mecanização
21%
Insumos
51%
Mão de Obra
28%
A mão-de-obra aumentou sua participação nos tratos culturais para 28% do custo,
porém em valor monetário foi baixo de R$51,44 por hectare.
Os itens que compõem o custo dos tratos culturais em cana soca são apresentados
na Tabela 5. Os tratos culturais da soqueira iniciam após a colheita da cana-de-açúcar, de
forma a proporcionar condições para brotação da planta e nova colheita. Essa etapa se
repete de forma semelhante após cada retirada da produção de cana e, portanto, os
referidos custos das canas socas são semelhantes. O custo para tratar um hectare de
soqueira de cana foi de R$964,96 e os insumos assumiram outra vez liderança, com um
porcentual ainda maior, de 76% dos gastos, o que equivaleu ao valor de R$729,25 por
hectare. Além da alta nos preços dos insumos, o crescimento dos custos relativos aos tratos
de soqueira foi decorrente de nova adubação necessária para à rebrota da cana-de-açúcar.
Na representação gráfica que segue pode-se observar a composição do custo com
os tratos culturais da soqueira de cana.
11
Porto Alegre, 26 a 30 de julho de 2009,
Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural
Mecanização
17%
Fretes
0%
Mão de Obra
7%
Insumos
76%
A efetivação do padrão tecnológico de produção da cana embasado na mecanização
das etapas do processo produtivo ajuda a entender a participação da mecanização, de 17%
no total do custo com os tratos culturais e a mão-de-obra com apenas 7%.
Tabela 5. Custo operacional da cana soca, safra 2007/08
Grupo/Operação
Equipamento
Mecanização
Enleiramento
MF-290
VALTRA BH-140 (4)
Triplice Operação
Aplicação Herbicida
MF-290
Mão de Obra
Queima de Palha
Adubação
Aplicação Herbicidas
Carpa Manual
Combate a Formiga
Insumos
Herbicida - Mistura 1
Velpar K
2,20 Kg Velpar + 1,50 l Vulcane + 1,50 l 2,4 D
5,00 l Gesapax + 1,50 l Vulcane + 1,50 l 2,4 D
Adubo
20.05.20
14.07.28
18.00.36
20.00.20
Formicida
Fretes
Frete
Formic. Diagro
Custo
Coef
Tecn
(unid/ha) (R$/unid.) (R$/ha)
167,26
0,83
54,87
22,77
1,60
65,94
105,50
0,70
55,70
38,99
67,55
0,83
27,08
11,24
0,10
27,08
2,71
0,10
27,08
2,71
2,10
27,08
45,49
0,50
27,08
5,42
729,25
Área
Total
%
Unidade
50%
100%
100%
hora
hora
hora
50%
100%
100%
80%
40%
diaria
diaria
diaria
diaria
diaria
50%
30%
20%
kg
2,20
28,50
96,45
78,25
35%
10%
5%
50%
40%
t.
t.
t.
t.
kg
0,50
0,50
0,50
0,50
2,00
1.400,00
1.400,00
1.350,00
1.200,00
5,70
100%
t.
0,50
1,80
TOTAL
31,35
28,94
15,65
245,00
70,00
33,75
300,00
4,56
0,90
0,90
964,96
12
Porto Alegre, 26 a 30 de julho de 2009,
Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural
Custo da colheita: corte, carregamento e transporte (CCT)
O custo operacional da colheita da cana composta pelo corte, carregamento e
transporte (CCT) variou de acordo com a distância do campo de produção até a unidade
industrial processadora, com a produtividade do canavial e o método de colheita adotado
(cana queimada-manual ou cana crua-mecanizada). Os resultados são apresentados nas
Tabelas 6 e 7, iniciando com a colheita manual de cana queimada e depois, a colheita
mecanizada de cana crua, sendo que em cada técnica de colheita constará três distâncias
(10km, 30km e 50km) e o número de cortes com as respectivas produtividades e custos.
Na de colheita manual, na distância de 10 km do campo de produção a unidade de
processadora, o custo de corte, carregamento e transporte (CCT) foi de R$ 1.191,30/ha no
primeiro corte e R$519,84/ha no décimo corte. Entre o primeiro e o décimo corte ocorreu
uma queda desses gastos em decorrência da queda de produtividade, que passou de 110
t/ha no primeiro corte para 48 t/ha no décimo corte. Na distância de 30 km, o custo do CCT
subiu e foi de 17% superior em relação à distância de 10 km. No caso da distância de 50
km, o custo do CCT passou para R$1.598,30/ha no primeiro corte e no décimo corte
chegou a R$ 697,44/ha, valor esse que se aproxima do custo do sétimo corte na distância
de 10 km, porém com uma produtividade inferior em 14 t/ha.
Em relação ao custo de CCT na colheita mecanizada da cana crua, as despesas
operacionais tendem a aumentar devido a utilização de maquinários de que apresentam
gasto de manutenção elevado.
A mudança na técnica de realização da colheita levou a um expressivo aumento do
custo do CCT que na cana planta foi de R$1.806,20/ha, na distância de 10 km da unidade
industrial. Este custo foi superior ao custo na distância de 50 km na colhida manual da
cana queimada. Em grande parte este aumento do custo esta associado à elevação do custo
de corte, que foi em média de R$10,42/t com a máquina, enquanto o corte manual foi de
R$4,98/t. Passando-se para as distâncias de 30 e 50 km os custos saltaram para
R$1.956,90/ha e R$2.097,70/ha no primeiro corte, respectivamente, indicando ser a
distância um fator limitante para a mudança da técnica de colheita da cana.
Tabela 6. Custos da colheita manual da cana queimada, safra 2007/08
13
Porto Alegre, 26 a 30 de julho de 2009,
Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural
Tabela 7. Custo da colheita mecanizada de cana crua, safra 2007/08
Fluxo de caixa do canavial e o Valor Anual Equivalente (VAE)
Nas Tabelas 8 e 9 são apresentados os fluxos de caixa do investimento no canavial,
na distância de 10, 30 e 50 km, nas modalidades de colheita manual de cana queimada e de
colheita mecanizada de cana crua.
14
Porto Alegre, 26 a 30 de julho de 2009,
Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural
Da análise dos dados da Tabela 8 verifica-se que a margem de contribuição da cana
colhida manualmente foi de R$2.763,25/ha, no primeiro corte e R$280,73/ha no décimo
corte, na distância de 10 km e ao preço real médio histórico de R$38,87/t. O Valor Anual
Equivalente (VAE), que expressa o retorno econômico anual apresentou o maior valor,
R$750,23/ha, no sexto corte, para um taxa real mínima de atratividade do capital de 8,33%
aa. Com esse resultado o ciclo econômico de produção da cana ocorreu com 6,5 anos (cana
de 18 meses), apesar da possibilidade de uma vida produtiva do canavial de até 10,5 anos
ou dez cortes. A indicação de reforma do canavial é, portanto, no estágio sexto corte, com
uma produtividade de 68 t/ha. Aí se define a vida econômica do ativo canavial, com uma
produção geral de 495 t em um hectare ou 82,5t/ha em média por corte. No sexto corte foi
quando ocorreu o mais alto retorno econômico anual; o maior VAE. A produtividade da
cana neste estágio foi de 68 t/ha, sendo 62% menor do que no primeiro corte. A partir daí
os retornos econômicos decresceram, inviabilizando a manutenção do ativo canavial
existente, dada a possibilidade de sua substituição por outro, de maior produtividade.
Da análise comparativa das três distâncias 10, 30 e 50 km, na colheita manual de
cana queimada, observa-se que o aumento da distância (30 e 50 km) elevou os custos de
produção, reduziu o retorno anual econômico, mas manteve o sexto corte como período
mais adequado para renovação do canavial. O fornecedor localizado mais distante da usina,
não conseguiu obter margem de contribuição equivalente a da distância mais próxima (10
km). Portanto, no planejamento da produção o fornecedor deve ficar atento de forma a
selecionar as agroindústrias mais próximas para entrega da sua produção, com vista à
maior viabilidade econômica de sua atividade.
Tabela 8. Fluxo de caixa da atividade cana-de-açúcar, em área de fornecedor paulista,
colheita manual, nas distâncias 10, 30 e 50km, de safra 2007/08
ITENS
Podução de cana (t/ha)
Preço da cana (R$/t)
RECEITA BRUTA
DESPESAS OPERACIONAIS
Mecanização
Insumos
Adubos/Fertiliz/Herbicidas/Inseticidas
Mudas
Fretes
Mão-de-Obra
CCT (10 Km)
Remuneração do capital circulante
MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO
MC Atualizada (8,33%aa)
VPL ( 8,33%aa)
VAE (8,33%a.a.) distância 10km
VAE (8,33% aa) distância 30km
VAE (8,33% aa) distância 50km
FUNDAÇÃO
1
2
3
4
Nº DE CORTES
5
6
7
8
9
10
110,00 92,00 80,00 75,00 70,00 68,00 62,00 60,00 55,00
48,00
38,87 38,87 38,87 38,87 38,87 38,87 38,87 38,87 38,87
38,87
4.275,70 3.576,04 3.109,60 2.915,25 2.720,90 2.643,16 2.409,94 2.332,20 2.137,85 1.865,76
2.654,18 1.512,45 2.093,71 1.954,98 1.897,18 1.839,37 1.816,25 1.746,88 1.723,76 1.665,95 1.585,03
628,77
38,99 167,26 167,26 167,26 167,26 167,26 167,26 167,26 167,26
1.050,00 93,22
799,66
37,65
0,00
138,09 51,44
10,83 1.191,30
137,50
-2.654,18 2.763,25
-2654,18 2450,74
729,25 729,25 729,25 729,25 729,25 729,25 729,25 729,25
0,90
67,55
996,36
132,39
1.482,33
1213,59
0,90
67,55
866,40
123,62
1.154,62
872,61
0,90
67,55
812,25
119,96
1.018,07
710,25
0,90
67,55
758,10
116,31
881,53
567,70
0,90
67,55
736,44
114,84
826,91
491,58
0,90
67,55
671,46
110,46
663,06
363,86
0,90
67,55
649,80
109,00
608,44
308,21
-203,43 1010,16
464,14
304,01
146,10
1882,76
642,11
482,39
324,88
2593,01
714,37
556,78
401,37
3160,71
739,56
584,81
432,20
3652,29
750,23
597,92
447,71
4016,15
741,40
592,07
444,80
4324,37
730,03
583,30
438,59
0,90
67,55
595,65
105,34
471,90
220,66
167,26
729,25
0,90
67,55
519,84
100,22
280,73
121,18
4545,03 4666,21
711,14 683,91
567,17 543,03
425,19 404,10
15
Porto Alegre, 26 a 30 de julho de 2009,
Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural
Na modalidade de colheita mecanizada de cana crua (Tabela 9) os resultados
econômicos foram piores do que os obtidos na colheita manual da cana queimada. Os
níveis de retorno econômico anual caíram muito, devido ao maior custo da colheita,
particularmente do corte mecanizado. A maior margem de contribuição de R$2.125,86/ha
no 1° corte, foi de 30% inferior ao da colheita manual e o maior VAE, que ocorreu no
sexto corte, 125% inferior (R$332,21/ha, para taxa real de desconto de 8,33% aa).
Até a distância de 30 km, seis cortes da cana foi o ciclo de produção que
proporcionou maior retorno anual. Quando a distância aumentou para 50 km da unidade
industrial, foram necessários oito cortes para obter a maior rentabilidade anual da cana,
porém no seu menor nível (R$78,87/ha). A distância do campo de produção à agroindústria
e o custo do serviço da máquina colhedora de cana colocaram limites ao uso dessa técnica
de colheita em área de fornecedor.
Tabela 9. Fluxo de caixa da atividade cana-de-açúcar, em área de fornecedor paulista,
colheita mecanizada, nas distâncias 10, 30 e 50km, de safra 2007/08
16
Porto Alegre, 26 a 30 de julho de 2009,
Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural
ITENS
Podução de cana (t/ha)
Preço da cana (R$/t)
RECEITA BRUTA
DESPESAS OPERACIONAIS
Mecanização
Insumos
Adubos/Fertiliz/Herbicidas/Inseticidas
Mudas
Fretes
Mão-de-Obra
CCT (10 Km)
Remuneração do capital circulante
MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO
MC Atualizada (8,33%aa)
VPL ( 8,33%aa)
VAE (8,33%a.a.) distância 10km
VAE (8,33% aa) distância 30km
VAE (8,33% aa) distância 50km
FUNDAÇÃO
1
2
3
4
Nº DE CORTES
5
6
7
8
9
10
110,00 92,00 80,00 75,00 70,00 68,00 62,00 60,00 55,00 48,00
38,87 38,87 38,87 38,87 38,87 38,87 38,87 38,87 38,87 38,87
4.275,70 3.576,04 3.109,60 2.915,25 2.720,90 2.643,16 2.409,94 2.332,20 2.137,85 1.865,76
2.654,18 2.149,84 2.475,44 2.265,10 2.177,46 2.089,82 2.054,76 1.949,59 1.914,54 1.826,89 1.704,20
628,77
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
1.050,00 93,22 729,25 729,25 729,25 729,25 729,25 729,25
799,66
37,65
0,00
0,90
0,90
0,90
0,90
0,90
0,90
138,09 51,44 67,55 67,55 67,55 67,55 67,55 67,55
16,42 1.806,20 1.510,64 1.313,60 1.231,50 1.149,40 1.116,56 1.018,04
198,99 167,10 153,80 148,26 142,72 140,50 133,85
-2.654,18 2.125,86 1.100,60 844,50 737,79 631,08 588,40 460,35
-2.654,18 1.885,43 901,07 638,23 514,71 406,41 349,79 252,62
729,25
729,25
729,25
0,90
67,55
985,20
131,64
417,66
211,57
0,90
67,55
903,10
126,09
310,96
145,41
0,90
67,55
788,16
118,34
161,56
69,74
-803,33
0,00
-39,20
-28,87
43,07
0,00
472,62
217,17
123,32
0,00
0,00
0,00
870,64 1.169,34 1.419,69 1.580,52 1.707,37 1.774,56 1.772,10
296,94 322,17 332,21 324,69 315,21 299,61 277,30
159,16 178,98 181,33 179,72 171,18 155,54 32,82
14,99 52,79 74,29 78,69 78,87 72,23 58,72
Simulações com preços da cana
As simulações visam flexibilizar dos resultados deterministas discutidos até aqui
Foram realizadas com os preços reais recebidos pelos produtores paulistas (Tabela 1) e
também com a taxa de desconto. O preço da cana tem oscilado (Tabela 1) muito nos
últimos anos, conta com pouco controle do produtor rural e tem forte impacto na
rentabilidade da atividade. A mudança da taxa de juro visa captar um pouco da
instabilidade financeira do mundo atual.
As simulações são:
- situação pessimista: o preço real médio anual mínimo de R$32,83/t e preço real mensal
mínimo de R$29,32/t;
- situação otimista: o preço real médio anual máximo de R$46,56/t;
- taxas de juros: TMAC real de 6,4% aa, em março/2009, de acordo com a Selic.
As Tabelas 10, 11e 12 mostram os resultados econômicos anuais, o estágio de
reforma e produtividade do canavial em dois níveis de taxa mínima de atratividade do
capital (8,33% aa e 6,4% aa) e três de preços reais da cana-de-açúcar.
A colheita mecanizada da cana crua apresentou retorno negativo ao preço de
R$32,83/t e de R$29,32/t, daí não constar os dados nas Tabelas 10 e 11.
Na situação pessimista, com preço real da cana a R$29,32/t, a distância de 10 km
foi à única que apresentou VAE positivo, porém de reduzido valor e com indicação do
estágio para reforma no sétimo corte, a taxa real mínima de atratividade do capital de 6,4%
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aa e no oitavo, a TMAC real de 8,33% aa. Ao preço real da cana de R$32,83/t, até a
distância de 30 km, existiu retorno econômico anual positivo da atividade, mas aos 30 km,
o sétimo corte é o estágio mais adequado para a reforma do canavial.
Na situação otimista, ao preço real de R$46,56/t todas as condições avaliadas:
distância, taxa de desconto, modalidade de colheita: manual e mecanizada foram
favoráveis economicamente e têm no sexto corte o melhor estágio para substituição do
canavial.
Tabela 10. Resultado consolidado dos melhores retornos econômicos anuais das
simulações realizadas, ao preço real da cana R$29,32/t
Modalidades de
colheita/Distância
TMAC=8,33% aa
Estágio Produtivi
dade na
de
reforma
(R$/ha)
reforma
(t/ha)
Preço= R$29,32/t
VAE
Resultado
Colheita manual de
cana queimada
10 km
30 km
50 km
28,14
-----
8ºcorte
-----
60
-----
TMAC=6,4% aa
Estágio Produtivi
dade na
de
reforma
(R$/ha)
reforma
(t/ha)
Preço= R$29,32/t
VAE
48,65
-----
7ºcorte
---
62
-----
Tabela 11. Resultado consolidado dos melhores retornos econômicos anuais das
simulações realizadas, ao preço real da cana R$32,83/t
Modalidades de
colheita/Distância
TMAC=8,33% aa
Estágio Produtivi
dade na
de
reforma
(R$/ha)
reforma
(t/ha)
Preço= R$32,83/t
TMAC=6,4% aa
Estágio Produtivi
dade na
de
reforma
(R$/ha)
reforma
(t/ha)
Preço= R$32,83/t
290,99
140,28
---
313,53
161,4
---
VAE
Resultado
Colheita manual de
cana queimada
10 km
30 km
50 km
6ºcorte
7ºcorte
---
68
62
---
VAE
6ºcorte
7ºcorte
---
68
62
---
Tabela 12. Resultado consolidado dos melhores retornos econômicos anuais das
simulações realizadas, preço da cana R$46,56/t
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Modalidades de
colheita/Distância
Resultado
Colheita manual de
cana queimada
10 km
30 km
50 km
Colheita mecanizada
de cana crua
10 km
30 km
50 km
TMAC=8,33% aa
VAE
Estágio Produtivi
dade na
de
reforma
(R$/ha)
reforma
(t/ha)
Preço= R$46,56/t
TMAC=6,4% aa
VAE
Estágio Produtivi
dade na
de
reforma
(R$/ha)
reforma
(t/ha)
Preço= R$46,56/t
1.336,90
1.184,22
1.033,96
1.360,36
1.207,71
1.057,61
6ºcorte
6ºcorte
6ºcorte
68
68
68
Preço= R$46,56/t
999,65
756,7
660,76
6ºcorte
6ºcorte
6ºcorte
6ºcorte
6ºcorte
6ºcorte
68
68
68
Preço= R$46,56/t
68
68
68
1.034,38
834,07
724,11
6ºcorte
6ºcorte
6ºcorte
68
68
68
CONCLUSÕES
Nas condições analisadas na pesquisa conclui-se:
• A vida econômica do canavial, na maioria das condições avaliadas, somou
seis corte da planta e uma produção neste ciclo econômico de 495 t, em
área de um hectare e produtividade média de 82,5t/ha, por corte.
• O sexto corte, com uma produtividade de 68 t/ha, foi o estágio produtivo
mais adequado para a reforma do canavial por proporcionar maior
viabilidade econômica do empreendimento, na maior parte das situações
avaliadas, ao preço real histórico 2000/01-2007/08, da cana, de R$38,87/t.
• O aumento da distância do campo de produção da cana-de-açúcar à
agroindústria processadora afetou negativamente o retorno econômico
anual da atividade cana, mas no geral manteve o sexto corte, com 68t/ha,
como o melhor estágio para a reforma do canavial.
• A técnica da colheita manual da cana queimada foi mais rentável para o
fornecedor. A colheita mecanizada da cana crua que teve o custo do serviço
de corte mecanizado alto, relativamente ao do corte manual, o que colocou
limite ao uso da colheita mecanizada em área de fornecedor de cana.
• Queda de preço real da cana de R$38,87/t para R$32,83/t e R$29,32
inviabilizaram a colheita mecanizada em área de fornecedor e a atividade
produtiva da cana localizada acima de 50km da agroindústria, mesmo com
queda na taxa de juro. O aumento da distância de 10km para 30km, ao
preço de R$32,83/t fez postergar, por mais um ano a reforma que passou do
sexto corte para sétimo corte. No caso do preço de R$29,32 inviabilizou a
atividade, por não proporcionar renda positiva, apesar da queda de dois
pontos porcentuais na taxa de desconto (8,33% aa para 6,4% aa).
REFERÊNCIA BIBLIOGÁFICA
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Estudo econômico de ciclo produtivo da cana-de-açúcar