UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS
JOSINA JOSÉ GONÇALVES OLIVEIRA1
BULLYING: UM PROBLEMA ESCOLAR E SOCIAL
NATIVIDADE-TO
2011
1
Graduada em Geografia pela Faculdade de Filosofia de Porto Nacional – TO, coordenadora de
recursos financeiro da Escola Estadual Nossa Senhora de Fátima - Diretoria Regional de Ensino
de Porto Nacional - TO
JOSINA JOSÉ GONÇALVES OLIVEIRA
BULLYING: UM PROBLEMA ESCOLAR E SOCIAL
TCC apresentado como requisito para
conclusão do curso de Pós-Graduação
e Especialização em coordenação
pedagógica
realizada
pela
Universidade Federal do Tocantins.
Orientadora: Profa. Msc. Alessandra
Camargo
NATIVIDADE-TO
2011
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO...................................................................................................04
2. O que é Bullying.................................................................................................06
2.1. Bullying no contexto pedagógico....................................................................07
2.2. Gestão Democrática e Bullying.......................................................................08
3. METODOLOGIA – PESQUISA AÇÃO...............................................................10
3.1. O desenvolvimento do Projeto de Intervenção...............................................11
4. ANÁLISE DOS DADOS.....................................................................................12
4.1. Relatório das intervenções desenvolvidas no Colégio Estadual Dr. Quintiliano
da Silva e seus efeitos para a comunidade escolar...............................................13
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS...............................................................................15
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANEXOS
1. INTRODUÇÃO
Este trabalho tem como objetivo geral minimizar comportamentos
violentos (psicológicos e físicos) através do envolvimento dos professores e
alunos em ações que promovam a paz, o respeito à dignidade humana e à
valorização das diferenças, para a liberdade num contexto onde há a diversidade
de culturas, de seres, e ainda, onde há rapidez de informações tanto na
transmissão quanto na recepção do espaço tecnológico.
A idéia do trabalho é esclarecer sobre bullying, mostrar suas causas e
consequências para a sociedade, apresentar as preocupações com criação de
novos espaços no colégio para que a temática seja discutida e refletida, e daí
surja novas práticas pedagógicas que propiciem a eliminação do bullying e ou a
amenização dele.
Lembrar dos milhares de cidadãos vítimas de bullying foi um dos motivos
deste TCC e ainda, a confirmação da prática de bullying no Colégio Estadual Dr.
Quintiliano da Silva, Rua A Quadra 14 nº 21-Setor Ginasial no município de
Natividade Tocantins situada a 220 quilômetros de Palmas.
Hoje, ela conta com 27 professores, 435 alunos no Ensino Fundamental,
467 no Ensino Médio e contém 28 dependências – 12 salas de aula, 01 biblioteca,
01 sala de professores, 01 sala para coordenação pedagógica, 02 LABIM, 01
secretaria, 01diretoria, 01 galpão coberto, 01 quadra de esporte coberta, 01
cantina, 08 banheiros, 01 tele posto da TV escola, 01 depósito para material de
limpeza. Níveis e Modalidades de ensino: Ensino Fundamental: 6º ao 9º ano
Ensino Médio: 1ª a 3ª série
Com base nas observações realizadas no colégio referido é que foram
feitas as reflexões sobre bullying. Mas, afinal, o que é bullying, onde atua quem
são as vítimas e os agressores, e como trabalhar para combatê-lo? São
perguntas que propiciará reflexões ao longo desta pesquisa e mostrará ao leitor, o
que a despreocupação com o bullying pode causar à sociedade.
O interesse pelo assunto surgiu após desenvolvimento de algumas
atividades no colégio em questão o que fez com que as cursistas tivessem outro
olhar para a temática. Daí a leitura de “mentes perigosas nas ESCOLAS bullying”
de Silva (2010) com esta leitura favoreceu as discussões com todos os
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professores e equipe diretiva, nessa ordem surgiram os questionários que foram
aplicados por amostragem sobre a temática bullying no contexto escolar.
O estudo deste assunto pretende melhora as relações entre os alunos no
contexto escolar e fora dele e alertar mais sobre os riscos de não agir contra o
bullying nas dependências das escolas. Na trajetória das discussões é
apresentado o conceito de bullying, sugestões para combatê-lo no contexto do
colégio, e como lidar com os agressores e vítimas.
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2. O QUE É BULLYING
Bullying é um ato praticado por muitos alunos e por ele há muitas vítimas
também que na maioria das vezes nem sabem se é ou não bullying e que está
sendo acometidos.
Para alguns
estudiosos desse fenômeno que vem
constrangendo o ambiente escolar e provocando atrocidades como a que
aconteceu em Realengo-Rio de Janeiro em abril de 2011, o bullying tem uma
história longa e perversa e assusta muitas pessoas.
Silva (2010, p.111) afirma que “o bullying é um fenômeno muito antigo no
contexto escolar e o tema começou a ser objeto de pesquisa nos anos 70 em
países escandinavos”. A mesma escritora diz que no Brasil as pesquisas e
cuidados voltados para a temática estão muito tímidos ainda, embora hoje há
estudo por parte de algumas instituições. Segundo ela, já existe um projeto de lei
Nº. 350 de 2007, que autoriza instituir o Programa de Combate ao bullying. O
fenômeno bullying é algo que tem preocupado há mais de 30 anos e nos últimos
anos tem assustado muitas escolas no Brasil, Como se vê é preciso acelerar as
pesquisas e ações no combate ao bullying, e analisar as práticas pedagógicas em
torno do assunto focando um Currículo que visa à formação do cidadão de forma
holística, porque se não a sociedade futura será contrária ao esperado. Para isso
se faz necessário aqui o conceito de bullying por Silva (2010, p.21) assevera que:
A palavra bullying ainda é pouco conhecida do grande público. De
origem inglesa e sem tradução ainda no Brasil, é utilizada para qualificar
comportamentos violentos no âmbito escolar, tanto de meninos quanto
de meninas (...) comportamentos como agressões, assédios,
desrespeitos e são realizados com recorrência e intencionalmente por
parte do agressor. E as agressões não mostram motivações específicas
ou justificáveis (...) os mais fortes usam os mais frágeis como meros
objetos de diversão, prazer e poder, com o intuito de maltratar, intimidar,
humilhar e amedrontar as vítimas.
Se assim conceitua bullying é relevante argumentar aqui, que ao cometer
esse ato o cidadão já infringiu todos os limites da ética, da moral e da cidadania, e
se assim age, como fica o papel da escola onde o cidadão passa a maior parte do
seu tempo? A escola deve ser o espaço de humanização e não do desumano, do
antissocial, da insensatez.
Segundo Silva (2010) “os autores de bullying costumam eleger algumas
estratégias para atingir a vítima como: o abuso de poder, a intimidação e a
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prepotência”. E é importante sublinhar que um agressor sempre costuma agir de
maneira proposital e contra pessoas indefesas, tanto por razões situacional ou
social, se assim age é porque ele carrega preconceitos e discriminação, para
melhor entender as palavras no contexto veja o que diz Sant’Ana (2008, p.58)
sobre cada uma delas:
Preconceito é uma opinião preestabelecida, que é imposta pelo meio,
época e educação. Ele regula as relações de uma pessoa com a
sociedade. Ao regular, ele permeia toda a sociedade, tornando-se uma
espécie de mediador de todas as relações humanas. Ele pode ser
definido, também como uma indisposição, um julgamento prévio,
negativo, que se faz de pessoas estigmatizadas por estereótipos.
Como se vê no conceito de preconceito está a explicação para a ação do
bullying. A temática é problemática, mas não impossível de ser trabalhada.
Deve ser entendido por cada educador e educando que problemas sociais como
esse de Realengo está todo o dia próximo de todos, são inúmeros no mundo e
passado pelos meios de comunicação muitas vezes, mas será o que inibe as
pesquisas aqui no Brasil? Seria a pouca importância que dão ao assunto ou falta
de esclarecimento?
2.1. Bullying no contexto pedagógico
Silva Ana Beatriz (2010, p. 125) diz que
As mentes humanas são capazes de criar poderosas ferramentas, porém
devem ter o compromisso ético de só usá-las para os bons propósitos.
Como bem nos lembra Einstein: “a preocupação com o próprio humano e
o seu destino deve ser o principal interesse de todos os
empreendimentos tecnológicos (...) para que as criações de nossas
mentes sejam uma benção e não uma maldição”.
Como diz os autores acima, se as mentes têm esse poder por que não
usá-la para o bem, isso pode aprender na sala de aula de forma legal e coerente.
Ao expor sobre o assunto é pertinente mencionar o quanto as ações pedagógicas
podem e devem tomar novos rumos.
Mas como isso pode acontecer? Não se tem receita pronta, mas existem
várias ações positivas que podem ajudar como: promover debates entre as
famílias das vítimas e agressores, produção de atividades pedagógicas que
propiciem integração entre os alunos, como teatro, planejamento de aulas com a
temática de forma interdisciplinar e transversal e trazer através dos meios de
7
comunicação com diferentes formas de tecnologias problemas, causas e
consequências do bullying no contexto social.
O desenvolvimento do tema bullying na sala de aula pode propiciar
inúmeras discussões entre os alunos o que propiciará uma formação humana
bem mais confiável no futuro. Tornar a oralidade mais eficiente e apontar caminho
para a escolar no que diz respeito ao desenvolvimento da cidadania, ética e
respeito ao outro. O trabalho com a temática referida acima pode ser a saída para
a formação de uma sociedade mais humana e comprometida com as relações
sociais.
A escola deste contexto requer mudanças de valores e postura da
sociedade em torno do trabalho com a diversidade. Mais do que nunca se precisa
entender que a participação é imprescindível no desenvolvimento da Educação
para a cidadania. Ao refletir sobre o tema argumentado neste trabalho fica a
preocupação que tem o formador de opinião na formação social. Veja o que diz
Freire Paulo (1984 p.99).
[...] a educação ou a ação cultural para a libertação, em lugar de ser
aquela alienante transferência de conhecimento, é o autêntico ato de
conhecer, em que os educando – também educadores como
consciências “intencionadas ao mundo” ou como corpos conscientes, se
inserem com os educadores também – na buscas de novos
conhecimentos como consequência do ato de reconhecer o
conhecimento existente.
Às vezes a escola esquece que o aluno é agente de transformação social,
que cada um ocupa seu papel e esses papéis precisam ser assumidos de forma
política.
2.2.
Gestão Democrática e o Bullying
Hora, Dinair (1994, p.34) diz que:
A escola é um espaço de livre circulação de ideologias (...) como uma
instituição que deve procurar a socialização do saber, das ciências, da
técnica e das artes populares produzidas socialmente, deve estar
comprometida politicamente e ser capaz de interpretar as carências
reveladas pela sociedade, direcionando essas necessidades em função
de princípios educativos capazes de responder às demandas sociais.
Discutir o subtítulo acima faz necessário porque a escola de gestão democrática
deve entender seu papel de instituição política para fazer valer aquela palavra tão
bonita – democrática - é preciso zelar pelo direito do educando em ter acesso à
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informação, discutir sobre ela, colocar seus discursos e o que aprenderam em
prática. Nesse sentido, nada melhor que o espaço em que está inserido.
Democracia é o direito de ter direito a uma educação que se preocupa com a
humanização e cidadania do ser humano.
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3. METODOLOGIA – PESQUISA AÇÃO
3.1. O desenvolvimento do Projeto de Intervenção.
O Projeto “Bullying não, queremos paz” foi desenvolvido de forma
participativa e pedagógica e envolveu comunidade escolar e local. As ações se
deram da seguinte maneira: ação 01 – Elaboração e aplicação do questionário a
dez professores dos 27 educadores existentes na escola. O questionário foi
aplicado com base no referencial teórico lido e nas observações feitas in locu e
nos dias de Planejamento.
Questionário I aplicado aos professores para identificar quando houve
prática de bullying na sala de aula.
Ordem
QUESTÕES
REPOSTAS / PORCENTAGEM
Na sala de aula já aconteceu
Sim / 100%
Não / 0%
01.
ou
acontece
caso
de
bullying?
Com que freqüência esses Raramente / 20%
Frequentemente /0%
02.
casos acontecem?
Sim / 100%
Não / 0%
Você acha que a prática de
03.
bullying traz consequências
ruins
para
os
alunos
envolvidos?
Encaminhar para
Interferir e
Dar bronca e
04.
Como você acha que deve
coordenação / 20
conversar co m
ser a reação do professor continuar a ministrar
a turma / 50%
a aula / 30%
diante do bullying?
06.
Que ações a escola deveria Palestras, leituras de
Produção de
trabalhar para ajudar os textos e peça teatral / parodias,confecção de
alunos que são vítimas do
80%
cartazes,vídeos e debates
bullying?
/ 20%
Tabela 2 – Situação do contexto de sala de aula com relação a prática de bullying
Fonte: Formulário aplicado aos professores das três áreas de conhecimento – Códigos e
Linguagem, Ciências da Natureza e Matemática e Ciências Humanas e suas Tecnologias,
município de Natividade, Tocantins em março de 2011.
Os dados acima são resultados do primeiro questionário aplicado aos
professores, que continha seis questões, sendo: 05 questões fechadas e uma
aberta para dez professores, da Unidade Escolar. 0bteve-se os seguintes
resultados: na questão 1 questiona se na sala de aula já aconteceu ou acontece
casos de bullying, os professores responderam que sim 100% ; na questão 2
questiona com que frequência os casos de bullying acontecem, 80% responderam
frequentemente e 20% raramente; na questão 3 pergunta se a prática de bullying
traz consequências ruins para os alunos envolvidos 100% responderam que sim;
na
questão 4 questiona como o professor pode reagir diante da prática do
10
bullying, 30% dá uma bronca e continua a administrar o conteúdo, 20%
encaminha o aluno agressor
para a Coordenação Pedagógica e 50% faz
intervenção, conversando com a turma fazendo-os refleti sobre essa prática; na
questão 5
interroga se atitudes do professor podem gerar bullying na sala de
aula. 100% responderam que sim e em questão aberta disseram que o professor
tem que refletir o que vai falar para não causar esse tipo de violência, pois o
professor deve ser um exemplo para a turma; na questão 6 pergunta que ação a
escola deve trabalhar para ajudar os alunos que são vítimas de bullying, 40% dos
professores marcaram que podem trabalhar com palestras informativas e
educativas, 20% sugeriram leitura e socialização de texto sobre bullying, 20%
vídeos e debates conscientizando os alunos, 10% marcaram confecções de
cartazes e folders, 10% produção de paródia .
Após analisar resultado do questionário dos professores, realizou-se a
segunda ação do Projeto, elaboração e aplicação do questionário aos educandos
por amostragem no período matutino e vespertino. Ao término da aplicação
realizou-se – análise dos questionários em que se constata enorme quantidade da
prática do bullying nas turmas de 6º ano vespertino, 8º ano e 9º ano
matutinos.
Ao termino da tabulação o resultado sobre a problemática foi apresentado aos
professores e equipe diretiva, momento em que foram sugeridos textos para que
os educadores realizassem um trabalho voltado para valores, ética e cidadania.
Segundo Barbosa (2008) “se cada um parar para pensar, qualquer
pessoa já sofreu bullying em algum momento da vida e os agressores não estão
só na escola, mas em qualquer contexto social “ Na unidade de Ensino supra
citada não poderia ser diferente, o bullying é real e esta causando
constrangimentos a muitos alunos e que muitas vezes não tem coragem de
declarar por medo ou mesmo por falta de quem ouvi-los, pois muitas vezes quem
sofre e os que lidam com tal violência desconhecem sobre o assunto.
Questionário II aplicado aos alunos para identificar quando foram vítimas de
bullying e quando praticaram
ORDEM
01
02
QUESTÕES
Você já sofreu
algum tipo
intimidação,
agressão ou
assedio?
Onde isso
aconteceu?
RESPOSTAS/PORCENTAGEM
Sim / 70%
Não / 30%
Indo para escola / No pátio da
10%
escola / 30%
Na sala de
aula / 40%
Em outro
local/10%
11
Não%
Você já intimidou, Sim%
agrediu, ou
assediou alguém?
Tabela 1 - Visão dos alunos quando e prática de bullying na escola
Fonte: Formulário aplicado aos alunos do 6º ano 02, 8º ano 08 e 9º ano 12 da Escola Estadual Dr.
Quintiliano da Silva, município de Natividade Tocantins em março de 2011.
03
Com relação ao questionário II foram aplicadas três questões fechadas a
trinta alunos, 10 alunos de cada ano 6º, 8º e 9º com o objetivo de identificar casos
de bullying. Na 1ª questão, pergunta se o (a) aluno (a) sofreu algum tipo de
intimidação, agressão ou assédio, 70% responderam que sim e 30%
responderam que não; na 2ª questiona onde aconteceu, 10% marcaram indo ou
vindo da escola, 30% no pátio ,10% no banheiro, 40% na sala de aula e 10% em
outro local. Na 3ª questiona se o aluno já intimidou, agrediu ou assediou alguém,
30% responderam que sim e 70% responderam que não.
A reestruturação do projeto com ações para trabalhar contra bullying foi
pertinente pelo fato de ter lido bibliografias relevantes e isso facilitou o
amadurecimento para intervenções, observações, pesquisas e análise dos dados
dos questionários antes aplicados, percebeu-se a necessidade de mais ações
para o desenvolvimento do Projeto: “BULLYING Não, Queremos Paz”, de forma
que auxiliasse melhor o professor.
12
4. ANÁLISE DOS DADOS
4.1 Relatório das intervenções desenvolvidas no Colégio Estadual Dr. Quintiliano
da Silva e seus efeitos para a comunidade escolar
A sequência das ações se deu da seguinte forma: ação 01 – exibiu-se o
filme “Os” do DVD Volume 03 – “Violência” do autor Içami Tiba para reflexão dos
professores. O filme referido trata das origens e desenvolvimento da violência, e
sobre os procedimentos para a sua prevenção principalmente entre os jovens.
Ação 02 – apresentou-se através de slides o projeto “Bullying não,
queremos paz” aos alunos com participação dos alunos apresentando teatro
sobre a temática abordada no Projeto.
Ação 03 – Foi ministrada pelas cursistas desta pesquisa, Palestra
informativa sobre o bullying para as turmas do Ensino Fundamental e Médio, com
o tema “Quer Paz” com participação da professora Mônica Campos, que ministrou
palestra para os alunos dos 6º anos do Ensino Fundamental e 1ª séries do Ensino
Médio nos turnos matutino e vespertino com o título “Quebrando o Silêncio”, na
oportunidade foram distribuídos revistas e panfletos.
Ação 04 – Confecção de cartazes promovendo a paz com alunos de 6º e
7º ano que foram encaminhados para o Laboratório de Informática onde
pesquisaram imagens e textos sobre violência na escola. Após essa pesquisa, os
alunos produziram cartazes que motivam a Paz e informam sobre o Bullying.
Ação 05 – Pesquisa no Laboratório de Informática sobre o Bullying com turma do
Ensino Médio com o professor de Sociologia para pesquisar sobre o Bullying
(Terminologia /conceito; características; figurantes; consequências; cyberbullying),
depois a turma foi dividida em grupo e montaram um painel informativo sobre a
violência na escola.
Ação 06 – Confecção de folder sobre bullying com turma do Ensino Médio
sob coordenação da professora de Educação Física que levou os alunos da 3ª
série do Ensino Médio para uma pesquisa no LABIN sobre o Bullying, após a
professora de Língua Portuguesa explicou sobre a estrutura do folder, os alunos
confeccionaram o gênero referido que foi corrigido e organizado pelas
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professoras. Ação 07 – Produção de Paródia sobre Violência. Os alunos do 7º e
8º Ano antes da produção participaram de conversa informal, debate e pesquisa
sobre Bullying. As melhores produções foram cantadas ou expostas no mural da
escola.
Ação 08 – O dia “D” contra a violência-bullying.
Os funcionários do
colégio e alunos em geral foram orientados a se trajarem de branco para
representar a PAZ. Nesse dia as cursistas recepcionaram todos no portão
desejando a Paz e colocando um adesivo em todos: “Respeito é bom e eu gosto”.
Durante o intervalo foram colocadas cartolinas no Flip chart para os
alunos desenharem e pintarem quadros que motivam a paz e algumas alunas
estavam com cartazes escritos “Abraços Grátis” abraçando os colegas e na última
aula os alunos foram levados para o pátio da escola, lá foi exposto pela
Orientadora Educacional da instituição em questão um breve esclarecimento
sobre respeito e consequências do bullying.
As ações foram finalizadas com peça teatral encenada pelos alunos do 9º
ano, apresentações de paródias produzidas pelos alunos do 7º ano e recital de
poesias produzidas pelos alunos do 8º Ano.
Ações positivas existem, de diferentes tipos e podem ser usadas no
contexto da sala de aula de forma que os alunos aprendam e desenvolvam bem
o respeito, a ética e a cidadania. Nessa ordem, vale salientar que o trabalho
contribuiu muito com o desenvolvimento pedagógico do colégio, quebrando a
rotina, proporcionando o letramento, a transversalidade, a integração do
currículo e ainda, o desenvolvimento social e humano.
A temática bullying no contexto da sala de aula proporcionou o
desenvolvimento da comunidade escolar e local, pois diretos ou indiretamente
muitos sujeitos estavam envolvidos com este trabalho. Para a coordenação este
trabalho foi de grande relevância, pois com ele o papel do coordenador
pedagógico tornou-se mais pedagógico, mais político e humano. Mostrou para
ele a visão do que é a integração de disciplina, a transversalidade e
proporcionou a pesquisa, a troca de experiência, a contextualização dos
planejamentos, em fim a melhora como educadora e ser humano.
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5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao término das leituras sobre bullying, suas causas e consequências,
realização e intervenções do Projeto Bullying não, queremos paz, são visíveis o
tamanho das atrocidades que as ações ligadas a essa palavra assustadora
podem trazer à sociedade: problemas psicológicos e morais, depressão,
transtorno de pânico, sintomas psicossomáticos, fobia escolar, fobia social,
anorexia e bulimia, dentre outros que muitas vezes traz grandes complicações às
famílias, escola, sem contar com os gastos com saúde, em suma, a prática do
bullying é uma ação que, se não eliminada pode tornar a sociedade muito doente.
A pesquisa aguçou a curiosidade sobre o assunto e tornou-o objeto de
reflexão encorajando a equipe diretiva, professores e alunos a elaborar ações
positivas no combate ao bullying para inserir no Projeto Político Pedagógico do
Colégio Estadual Dr. Quintiliano da Silva.
As dificuldades com relação ao trabalho com bullying existem, mas é
possível desenvolver um bom trabalho em favor da paz, uma vez que educar é
um é missão da escola também não se pode haver barreira na ação contra a
violência no contexto social. Quanto a isso se pode dizer que embora muitas
pessoas no contexto da escola trabalhada não sabiam lidar com o bullying e ainda
o comete, houve por parte deste trabalho uma semente plantada, e os alunos
envolveram de forma política o que trará retornos para a sociedade.
Esse PI foi um dos grandes desafios acontecido na vida profissional da
coordenação, pois empenhou em desenvolver o convívio democrático na Unidade
de Ensino, ajudou amenizar formas de preconceitos e discriminações, como
também incentivou ações relacionadas ao assunto bullying na construção do
PPP ( Projeto Político Pedagógico) do colégio e houve uma melhora significativa
no comportamento do alunos, constatando menor número de registros no livro
de ocorrência como também comentários dos professores durante reuniões.
15
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Paz e Terra. Rio de Janeiro. 1984.
HORA, Dinair Leal da. Gestão democrática na escola: Artes e ofícios da
participação coletiva. São Paulo: Papiros, 1994.
MIDDELTON-MOZ, Jane e ZAWADSKI, Mary. Bullying estratégias de
sobrevivência para crianças e adultos.São Paulo, Artemed Editora S.A,2002.
147p.
SILVA, Ana Beatriz. Mentes perigosas nas escolas – bullying. Rio Janeiro,
2010.Editora Objetiva Ltda.188p.142p.
VEJA, Revista. O Monstro mora ao lado. Editora Abril. Edição 2212, ano 44 – nº
15. 13 de abril de 2011
ANEXOS
CURSISTAS: Clene Mª Nunes da Silva Gonçalves
Josina José Gonçalves Oliveira
Brincadeira de mau gosto como chamar o colega de baleia, feio, dentuço,
ou seja, brincadeira que de alguma forma tendem a ofender seus receptores
psicologicamente ou fisicamente é conhecida como Bullying.
Diante disso resolvemos elaborar um questionário para saber se este tipo
de brincadeira ocorre na escola e se ocorre qual é o papel do professor diante do
bullying na sala de aula.
QUESTIONÁRIO 12
QUESTÃO 1: Na sua sala de aula já aconteceu ou acontece casos de bullying?
( ) sim
( ) não
QUESTÃO 2: Com que frequência estes casos acontecem?
( ) frequentemente
( ) raramente
QUESTÃOS 3: Você acha que esse tipo de comportamento, ou seja,o bullying, pode
trazer consequências para os alunos envolvidos? Justifique.
( )sim
( )não
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
QUESTÃO 4:Como você acha que deve ser a reação do professor diante do bullying?
( ) Dá uma bronca e continua a ministrar o conteúdo.
( ) Encaminhar para a coordenadora pedagógica.
( ) Grita e ameaça os agressores.
( ) Finge que não ouviu e continua a aula.
( ) Interferir e conversar com a turma fazendo-os refletir.
QUESTÁO 5: Você acha que atitudes por parte do professor podem gerar bullying na
sala de aula? Justifique.___________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
QUESTÃO 6: Que ações a escola deveria trabalhar para ajudar os alunos que são
vitimas do bullying?
( ) Palestras informativas e educativas.
( ) Produção e encenação de peça teatral.
( ) Leitura e socialização de textos sobre bullying.
( ) Confecção de cartazes e folder.
( ) Vídeos e debates.
( ) Produção de parodia.
( ) Outros._______________________________________________
2
Adaptado: http://www.fc.unesp.br/upload/pedagogia/TCC%20Luciana%20Pavan%20-%20Final.pdf
QUESTIONÁRIO 23
Questionário fechado aplicado aos alunos do Ensino Fundamental, com a função
de coletar dados que nos mostre o índice de ocorrência de bullying na escola e os
locais mais prováveis.
QUESTÃO 1: Você já sofreu algum tipo de intimidação, agressão e/ou assedio?
( ) sim
( ) não
QUESTÃO 2: Onde isso acontece?
( ) indo para escola
(
( ) no pátio da escola
(
)no banheiro
)na sala de aula
QUESTÃOS 3: Você já intimidou, agrediu e/ou assediou alguém?
( )sim
( )não
3
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