Referência Janeiro de 2015 - Ano 3 - Edição 20 Mercado de Trigo em Grão Depois de se ter atingido a maior área em 10 anos e de ter sido obtida a maior colheita em 11 anos, o cultivo de trigo deve voltar a perder espaço em 2015. Os baixos preços vigentes, mesmo após a recuperação no final do ano passado e em janeiro, e a boa disponibilidade de trigo no Mercosul desestimulam a manutenção da área. A substituição tende a ser principalmente pelo milho, que apresenta maior liquidez, menor risco e pode ser mais rentável. Os preços domésticos do trigo operam nos menores níveis reais desde 2002 – início da série do Cepea – e a expectativa é que a Argentina mais que dobre suas exportações. Para compradores brasileiros, o fator positivo está relacionado com a maior disponibilidade do Mercosul. Estimativas tanto do USDA quanto do Ministério de Agricultura da Argentina apontam que este país poderá produzir 12 milhões de toneladas, o maior volume em três safras. Metade deve ser exportada, segundo o USDA, o que representaria significativo avanço sobre as apenas 1,6 milhão de toneladas embarcadas na temporada 2013/14 (entre dez/13 e nov/14). Dos 12 milhões de toneladas previstos para serem produzidos em 2014/15, 4,7 milhões de toneladas já foram comercializadas, sendo 3,7 milhões para exportação e 1 milhão para indústrias domésticas. Esses dados já evidenciam a maior pressão que virá das importações. Em 2014, problemas climáticos reduziram o potencial produtivo e a qualidade do trigo no Brasil. O pior cenário ocorreu no Rio Grande do Sul, o que favoreceu a retomada da comercialização do produto paranaense. Também exportador relevante para o Brasil, o Uruguai deve produzir a maior safra da sua história, chegando a 2 milhões de toneladas em 2014/15, segundo o USDA. A expectativa, porém, é que as exportações uruguaias baixem para 1,3 milhão de toneladas, contra as 1,6 milhão de toneladas da temporada 2013/14, justamente porque a argentina deve ofertar mais. A estimativa da Conab é de que, além do estoque inicial e das cerca de 6 milhões de toneladas do cereal colhidas no segundo semestre de 2014, outras 6,7 milhões sejam importadas entre ago/14 e jul/15, elevando a disponibilidade interna para 13,5 milhões de toneladas. Para o mesmo período, o consumo interno é previsto em 12,2 milhões de toneladas e as exportações, em 600 mil toneladas. Com isso, os estoques em julho de 2015 seriam por volta de 725 mil toneladas, inferiores aos de jul/14 e à média das últimas cinco safras. Nesse contexto, moinhos, que costumam preferir o grão importado, terão argumentos para pressionar as cotações no mercado brasileiro, ainda que os dados domésticos sugerissem alguma recuperação dos preços. A situação acaba sendo desestimulante para produtores, principalmente quando se considera a relação benefício/custo. Dados da equipe de custos agrícolas do Cepea apontam que a receita a ser obtida não deve cobrir nem os custos operacionais no Paraná e no Rio Grande do Sul. A migração para outras culturas é decidida regionalmente. No Rio Grande do Sul, produtores podem optar por pastagens e/ou culturas de inverno para alimentação de gado. No Paraná, a concorrência direta é com o milho. Esses dados, portanto, indicam certo equilíbrio na relação entre a disponibilidade interna e a demanda total. Além disso, como se prevê uma taxa de câmbio maior em 2015, comparativamente à média de 2014, a paridade de importação tende a aumentar. Com isso, poder-se-ia esperar alguma recuperação das cotações internas. Média de PR Média de RS jan/15 dez/14 nov/14 out/14 set/14 ago/14 jul/14 jun/14 mai/14 abr/14 mar/14 fev/14 jan/14 dez/13 nov/13 out/13 set/13 ago/13 jul/13 jun/13 mai/13 abr/13 mar/13 fev/13 jan/13 R$/tonelada 1.050,00 975,00 900,00 825,00 750,00 675,00 600,00 525,00 450,00 375,00 300,00 225,00 150,00 75,00 - Média de SP Figura 1 - Evolução dos preços médios mensais nominais nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo Fonte: Cepea/Esalq-USP US$ CBOT US$ Kansas US$ FOB ARG Figura 2 - Evolução dos preços médios mensais nas Bolsas de Chicago (CME/CBOT), Kansas (CME/KCBT) e FOB Porto de Buenos Aires Fonte: CME Group e Sagpya Coordenação: Prof. Dr. Geraldo Barros - Pesquisador Responsável: Prof. Dr. Lucilio Alves Equipe: Ana Amélia Zinsly, Débora Kelen Pereira da Silva, Rafaela Moretti Vieira, Deise Soares Souza, Camila Tolltti, Bárbara Alcantra e Karen Sarto Jornalista Responsável: Ana Paula Silva Ponchio Contato: 19-3429-8858 * Fax: 19-3429-8829 * [email protected] * http://www.cepea.esalq.usp.br jan/15 dez/14 nov/14 out/14 set/14 ago/14 jul/14 jun/14 mai/14 abr/14 mar/14 fev/14 jan/14 dez/13 nov/13 out/13 set/13 ago/13 jul/13 jun/13 mai/13 abr/13 mar/13 fev/13 390,00 360,00 330,00 300,00 270,00 240,00 210,00 180,00 150,00 120,00 90,00 60,00 30,00 jan/13 US$/t Cotações Internacionais No mercado internacional, agentes tinham expectativa de ligeira recuperação das Apesar disso, os estoques de passagem devem crescer pela terceira safra consecutiva, cotações em 2015. Na Bolsa de Chicago (CME Group), por exemplo, entre os com relação estoque final/consumo de 27,4%, a maior em três safras. Com a maior contratos Mar/15 e Dez/15, eram previstos aumentos 4%, passando de cerca de US$ oferta, a transações mundiais devem se reduzir 2,3%, para 158,4 milhões de toneladas. 5,955/bushel para US$ 6,193/bushel (médias das últimas cinco cotações). Apesar da expectativa de alta, em janeiro, um cenário baixista foi observado nas A estimativa era de alta porque o USDA indicava boa disponibilidade de trigo no cotações de trigo em grão nas duas bolsas norte-americanas. A queda esteve mercado mundial. Segundo dados do Departamento, a produção mundial do cereal relacionada à valorização do dólar frente a outras moedas, deixando o cereal nortedeve totalizar 722,2 milhões de toneladas na safra 2014/2015, um novo recorde, e o americano mais caro e ao clima favorável para o desenvolvimento da cultura. consumo deve subir para 712,6 milhões de toneladas, também o maior da história. Referência Janeiro de 2015 - Ano 3 - Edição 20 Mercado de Farinha de Trigo Agentes de moinhos apostavam em alta dos preços em janeiro, como consequência do aumento das cotações do grão. Muitos desses players precisaram importar maior volume da matériaprima para manter a qualidade do produto e, com o câmbio elevado, o grão chegou aos moinhos a preços mais elevados. abaixaram os preços, alegando que estavam com dificuldade nas vendas justamente por conta das cotações mais elevadas. Além disso, compradores, que ainda tinham estoques, estavam adquirindo apenas alguns volumes para atender a demanda de curto prazo. Sabendo dessa possível alta, colaboradores do Cepea relatam que, em dezembro, muitas indústrias alimentícias fecharam contratos, em uma tentativa de evitar novas elevações na aquisição de lotes de farinhas nos primeiros meses de 2015. Nas regiões pesquisadas pelo Cepea – PR, RS, SP, SC –, no acumulado de janeiro, a cotação da farinha para massas em geral subiu 7,52% e, para pré-mistura, cotada em sacas de 25 kg, 1,18%. Já as farinhas para bolacha doce tiveram desvalorização de 7,81%; para massas frescas, de 1,04%; para No início de janeiro, os preços das farinhas estiveram mais bolacha salgada, de 0,9% e, para panificação, de 0,36%. altos, mas, na segunda quinzena do mês, alguns moinhos que Preços médios regionais da farinha tipo panificação (R$/sc 50kg - à vista) Regiões Ijuí Oeste do PR Norte do PR Curitiba São Paulo 29-02/jan 05-09/jan 12-16/jan 19-23/jan 26-30/jan 64,50 70,03 72,87 80,45 77,13 65,16 71,74 73,46 80,82 76,70 64,87 70,58 73,08 81,92 78,05 64,87 70,05 69,85 79,00 76,04 64,86 70,52 70,18 78,24 77,59 Média Atual 64,87 70,05 69,85 79,00 76,04 Média Anterior 75,29 81,14 90,45 88,45 88,47 Variação das médias mensais -13,9% -13,0% -20,5% -9,5% -12,8% Média Atual 41,05 52,35 64,38 67,30 63,13 Média Anterior 56,96 60,68 70,77 75,53 68,63 Variação das médias mensais -27,9% -13,7% -9,0% -10,9% -8,0% Média Atual 51,67 62,72 75,56 47,03 72,03 Média Anterior 61,53 74,60 81,13 79,31 83,38 Variação das médias mensais -16,0% -15,9% -6,9% -40,7% -13,6% Média Atual 34,88 35,29 39,04 33,56 39,16 Média Anterior 41,65 41,66 44,62 46,16 46,76 Variação das médias mensais -16,2% -15,3% -12,5% -27,3% -16,3% Preços médios regionais da farinha para bolacha doce (R$/sc 50kg - à vista) Regiões Ijuí Oeste do PR Norte do PR Curitiba São Paulo 29-02/jan 05-09/jan 12-16/jan 19-23/jan 26-30/jan 41,40 51,44 69,17 70,97 63,27 41,26 52,48 63,25 65,80 62,63 41,28 55,90 66,97 69,16 65,99 40,67 53,16 65,69 67,39 63,43 40,66 48,76 56,84 63,20 60,31 Preços médios regionais da farinha para massas em geral (R$/sc 50kg - à vista) Regiões Ijuí Oeste do PR Curitiba Norte do PR São Paulo 29-02/jan 05-09/jan 12-16/jan 19-23/jan 26-30/jan 51,41 59,21 73,97 43,56 73,18 51,72 65,90 77,99 45,44 75,71 51,75 63,72 78,03 45,71 73,03 51,73 62,15 74,29 50,03 69,05 51,73 62,62 73,53 50,42 69,19 Preços médios regionais da farinha do tipo Pré-Mistura para Pão Francês (R$/sc 25kg - à vista) Regiões Ijuí Oeste do PR Curitiba Norte do PR São Paulo 29-02/jan 05-09/jan 12-16/jan 19-23/jan 26-30/jan 34,66 34,66 39,55 32,57 39,70 34,65 35,82 39,53 32,56 39,42 35,08 35,19 39,56 32,57 39,50 34,66 35,57 38,64 34,96 38,34 35,36 35,22 37,92 35,14 38,85 Fonte: Cepea/Esaq - USP Farelo de Trigo As cotações estavam em alta no início de janeiro, devido à menor oferta do derivado nos moinhos. Agente s dessas empresas ainda não havi am retomado a moagem normal das farinhas. A maior demanda por parte dos pecuaristas, que estavam desabastecidos e necessitavam do farelo de trigo para ração animal, já que não havia pastagem suficiente pelo fato de as áreas estarem cobertas com plantação, também contribuiu para a sustentação dos preços. Na segunda quinzena do mês, por outro lado, os preços tiveram leve queda, em razão do aumento da oferta do farelo. A maior disponibilidade, por sua vez, esteve relacionada à volta do processamento das farinhas. Porém, no final de janeiro, as cotações voltaram a subir. Assim, na média de janeiro, dentre as regiões acompanhadas pelo Cepea – PR, RS, SP e SC –, o preço do farelo a granel subiu 1,19%, e o ensacado, 0,67%. Farelo de Trigo Ensacado - R$/tonelada - à vista Regiões Passo Fundo Ijuí Norte do PR Oeste do PR São Paulo 29-02/jan 05-09/jan 12-16/jan 19-23/jan 26-30/jan 459,82 424,77 443,54 463,43 466,12 510,84 447,64 443,48 484,58 488,10 515,42 447,44 443,57 424,93 490,93 448,23 441,79 441,80 443,89 486,11 503,66 441,78 441,79 421,08 482,30 Variação das Média Média Atual Anterior médias mensais 487,59 480,20 1,5% 440,68 477,26 -7,7% 442,84 411,01 7,7% 3,5% 447,58 432,25 25,1% 482,71 385,71 Fonte: Cepea/Esaq - USP Coordenação: Prof. Dr. Geraldo Barros - Pesquisador Responsável: Prof. Dr. Lucilio Alves Equipe: Ana Amélia Zinsly, Débora Kelen Pereira da Silva, Rafaela Moretti Vieira, Deise Soares Souza, Camila Tolltti, Bárbara Alcantra e Karen Sarto Jornalista Responsável: Ana Paula Silva Ponchio Contato: 19-3429-8858 * Fax: 19-3429-8829 * [email protected] * http://www.cepea.esalq.usp.br Referência Janeiro de 2015 - Ano 3 - Edição 20 Toneladas 800.000,00 400,00 700.000,00 350,00 600.000,00 300,00 500.000,00 250,00 400.000,00 200,00 300.000,00 150,00 200.000,00 100,00 100.000,00 50,00 Importação Exportação jan/13 fev/13 mar/13 abr/13 mai/13 jun/13 jul/13 ago/13 set/13 out/13 nov/13 dez/13 jan/14 fev/14 mar/14 abr/14 maio/14 jun/14 jul/14 ago/14 set/14 out/14 nov/14 dez/14 jan/15 jan/13 fev/13 mar/13 abr/13 mai/13 jun/13 jul/13 ago/13 set/13 out/13 nov/13 dez/13 jan/14 fev/14 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14 ago/14 set/14 out/14 nov/14 dez/14 jan/15 Toneladas 700.000,00 600.000,00 500.000,00 400.000,00 300.000,00 200.000,00 100.000,00 0,00 -100.000,00 -200.000,00 -300.000,00 -400.000,00 -500.000,00 -600.000,00 -700.000,00 -800.000,00 -900.000,00 ARGENTINA URUGUAI Preço médio (US$/t) Balança Comercial ESTADOS UNIDOS CHINA PARAGUAI CANADÁ Figura 4 - Origens das importações brasileiras de trigo em grão e preço médio Fonte: Secex Importação Exportação US$/t 1.200,00 1.100,00 1.000,00 900,00 800,00 700,00 600,00 500,00 400,00 300,00 200,00 100,00 jan/13 fev/13 mar/13 abr/13 mai/13 jun/13 jul/13 ago/13 set/13 out/13 nov/13 dez/13 jan/14 fev/14 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14 ago/14 set/14 OUT/14 nov/14 dez/14 jan/15 Toneladas 600.000,00 550.000,00 500.000,00 450.000,00 400.000,00 350.000,00 300.000,00 250.000,00 200.000,00 150.000,00 100.000,00 50.000,00 - jan/13 fev/13 mar/13 abr/13 mai/13 jun/13 jul/13 ago/13 set/13 out/13 nov/13 dez/13 jan/14 fev/14 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14 ago/14 set/14 out/14 nov/14 dez/14 jan/15 Toneladas Figura 3 - Balança comercial mensal de trigo em grão Fonte: Secex 4.000.000,00 3.000.000,00 2.000.000,00 1.000.000,00 0,00 -1.000.000,00 -2.000.000,00 -3.000.000,00 -4.000.000,00 -5.000.000,00 -6.000.000,00 -7.000.000,00 -8.000.000,00 US$/t Importações e Exportações De acordo com dados da Secex, as exportações brasileiras continuaram das 332,485 mil toneladas de trigo em grão que chegaram aos portos aumentando significativamente em janeiro. O volume foi de 553,281 mil brasileiros, seguida dos Estados Unidos (14,88%) e do Paraguai (4%). toneladas no primeiro mês do ano, mais do que o dobro na comparação com dezembro (197,205 mil toneladas). Em relação às farinhas, a Secex mostrou que houve queda de 12,5% nas importações em janeiro. O volume comprado pelo Brasil foi de 19,267 mil Quanto às importações brasileiras do cereal, entre dezembro e janeiro, toneladas, contra 22,029 mil toneladas registradas em dezembro. A maior parte do derivado continua vindo da Argentina. houve aumento de 15,8%, também de acordo com a Secex. A Argentina voltou a ser o principal país fornecedor de trigo, correspondendo a 81,12% Balança Comercial TAILANDIA BANGLADESH OUTROS Preço médio (US$/t) Figura 5 - Balança comercial de trigo em grão acumulada em 12 meses Figura 6 - Destinos das exportações brasileiras de trigo em grão e preço médio Fonte: Secex Fonte: Secex 35.000,00 0,00 30.000,00 -100.000,00 -200.000,00 20.000,00 Toneladas Toneladas 25.000,00 15.000,00 10.000,00 5.000,00 -300.000,00 -400.000,00 -500.000,00 ARGENTINA URUGUAI PARAGUAI CANADÁ ITÁLIA FRANÇA -600.000,00 -700.000,00 jan-13 fev-13 mar-13 abr-13 mai-13 jun-13 jul-13 ago-13 set-13 out-13 nov-13 dez-13 jan-14 fev-14 mar-14 abr-14 mai-14 jun-14 jul-14 ago-14 set-14 out-14 nov-14 dez-14 jan-15 jan-13 fev-13 mar-13 abr-13 mai-13 jun-13 jul-13 ago-13 set-13 out-13 nov-13 dez-13 jan-14 fev-14 mar-14 abr-14 mai-14 jun-14 jul-14 ago-14 set-14 out-14 nov-14 dez-14 jan-15 0,00 OUTROS Figura 7 - Importações brasileiras de farinha de trigo por origens Figura 8 - Importações brasileiras de farinha de trigo acumuladas em 12 meses Fonte: Secex Fonte: Secex METODOLOGIA: Os indicadores do trigo em grão e derivados são realizados por meio de pesquisas diárias de preços junto a cooperativas, indústrias, moinhos e corretores, localizados nas principais regiões produtoras e consumidoras de trigo e derivados no Brasil. O preço do trigo ao produtor significa produto colocado no armazém da região referência, incluindo frete de transporte até este armazém, à vista, em reais, nos tipos pão e brando, saca de 60 quilos. No atacado (disponível), o preço é para o trigo, nos tipos pão e brando, em toneladas, sem ICMS, nas principais regiões produtoras/comercializadoras. O preço do farelo de trigo é para o mercado atacadista, a retirar no moinho da região referência, em toneladas, à vista, sem ICMS. As farinhas foram nomeadas de acordo com a utilização dos agentes de mercado, sem ICMS, posto na região. Estes agentes são formados por moinhos, indústrias de massas, pães e biscoitos. A farinha panificação, em sacas de 50 kg, geralmente, com até 0,40% de cinzas, é utilizada para fazer pão, mas não têm aditivos. A pré-mistura ou farinha para pão francês, em sacas de 25 kg, geralmente possui até 0,50% de cinzas e contém aditivos (fermentos) especificamente para a fabricação de pão francês. Bolacha salgada, em sacas de 50 kg, geralmente, possuí entre 0,50% e 0,55% de cinzas e é utilizada para a fabricação de bolacha tipo cream-craker (água e sal). Bolacha doce, em sacas de 50 kg, geralmente, possuí entre 0,90% e 1% de cinzas. É uma farinha comum bem escura, com alto teor de cinzas. É utilizada para bolachas doces recheadas. IMPORTANTE: Este informativo é de uso exclusivo do colaoradores do Cepea. É PROIBIDO cópia ou uso comercial do mesmo, inclusive a retransmissão por qualquer meio de comunicação. Coordenação: Prof. Dr. Geraldo Barros - Pesquisador Responsável: Prof. Dr. Lucilio Alves Equipe: Ana Amélia Zinsly, Débora Kelen Pereira da Silva, Rafaela Moretti Vieira, Deise Soares Souza, Camila Tolltti, Bárbara Alcantra e Karen Sarto Jornalista Responsável: Ana Paula Silva Ponchio Contato: 19-3429-8858 * Fax: 19-3429-8829 * [email protected] * http://www.cepea.esalq.usp.br