um olhar sobre
São Luís | MA
Diagnóstico
socioeconômico
1
9720000
Quatro Séculos
de História
A
Itaúna
A capital maranhense é o pólo de uma rede de cidades formada nos
anos 1970, que se estende, rumo ao interior, ao longo da Estrada de
Ferro Carajás e da Rodovia BR-222. A feição urbana de São Luís foi
desenhada por mãos portuguesas. Uma de suas características é a
simetria no traçado das ruas do centro antigo.
A urbanização da capital foi acelerada na década de 1990, com
reflexos econômicos, demográficos e sociais nos outros municípios da
Ilha de São Luís - Paço do Lumiar, São José de Ribamar e Raposa. Áreas
rurais tornaram-se urbanas, levando à formação de uma metrópole.
Bacu
Além do transporte ferroviário, rodoviário e hidroviário, que faz a
ligação entre São Luís e o Município de Alcântara, a capital conta
com o Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado, por onde
passam mais de 1 milhão de pessoas por ano.
9700000
APA
A região de maior densidade demográfica está entre os Rios
Bacanga e Anil, onde fica o centro histórico. Mas é a região sudoeste
a de maior dinamismo imobiliário e econômico. Seu crescimento é
resultado da abertura de caminhos graças à construção da barragem
do Bacanga e da ponte que liga o Centro ao Porto de Itaqui.
Centro Histórico de São Luís.
A população municipal era de 998.385 habitantes em 2006, de
acordo com estimativa do IBGE. No Censo 2000, a área urbana
contava com 96,3% dos moradores, apresentando densidade
0
demográfica de 10.800 pessoas por quilômetro quadrado.
Belém
Santa
Helena
São Luís
2,5
5
CON
POLÍTICO ADMINISTRATIVAS ÁREAS ESPECIAIS
PA
Santa
Inês
Divisas Municipais
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DE PROTEÇÃO
INTEGRAL
Parque Estadual (PE)
Área de Estudo
Reserva Biológica (REBIO)
Cidades Principais
Aglomerados
populacionais
MA
Terra Indígena (T.I.)
Divisa Interestadual
Parnaíba
Vargem
Grande
Teresina
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DE USO
SUSTENTÁVEL
Área de Proteção Ambiental (AP
Hidrografia
População
Reserva Extrativista (RESEX)
TRAVESSIAS CRÍTICAS
Travessias Críticas
Travessias Críticas - CVRD
666.433
População 1991
TO
PI
População 2000
Taxa anual cresc. pop. 1991 / 2000
Pop. urbana 1991
Palmas
Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.
Um olhar sobre São Luís | MA
Diagnóstico Socioeconômico
3,0%
222.190
Pop. urbana 2000
Taxa anual cresc. pop. urbana 1991 / 2000
2
870.028
837.584
15,9%
Floresta Nacional (FLONA)
560000
580000
600000
LEGENDA
POLÍTICO-ADMINISTRATIVAS
Raposa
Alcântara
Divisa Interestadual
Divisa Municipal
Área de Estudo
Paço do Lumiar
Cidade Principal
Aglomerado Populacional
Paço do Lumiar
Hidrografia
ÁREAS ESPECIAIS
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO
DE PROTEÇÃO INTEGRAL
São Luís - TFPM
São José de Ribamar
Parque Estadual (PE)
MA-201
Mata
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO
DE USO SUSTENTÁVEL
Área de Proteção Ambiental (APA)
TRAVESSIAS
São José de Ribamar
Travessia Não Oficial
Travessias Oficial de Fluxo Intenso
Vila Vitória
SISTEMA VIÁRIO
FERROVIAS
P.E. do Bacanga
São Luís
Estrada de Ferro Carajás
Cia. Ferroviária Nordeste
Vila Maranhão
MARANHÃO
Rio Grande
urituba
Estação
Posto de Manutenção
Ananandiba
Unidade de Apoio
A Baixada Maranhense
Locação
L.
0
2
Locação em Expansão
Ponte, Viaduto, Contenção
Icatu
Km 10
HIDROVIAS
Coqueiro - Estiva
Porto
Pedrinhas
Estiva
Balsa
RODOVIAS
Vila Samara
Estiva
POR ADMINISTRAÇÃO E TIPO DE PAVIMENTAÇÃO
Cajapió
Axixá
APA Upaon-Açu/Miritiba/Alto Preguiças
Rosário
L. 03
Bacabeira
10
Estadual, Pavimentada
NãoIcatu
Informado, Pavimentada
AEROPORTOS
Aeroporto Internacional
15
km
NVENÇÕES
PA)
Federal, Pavimentada
SISTEMA VIÁRIO
FERROVIAS
Cia. Ferroviária Nordeste
Estrada de Férro Carajás
Estação
Parada
Posto de manutenção
Unidades de apoio
Locações
Locações em expansão
Obras de arte
HIDROVIAS
Hidrovia
Balsa
Porto
Histórico
LOCALIZAÇÃO E DADOS TÉCNICOS
RODOVIAS
Por administração e tipo de pavimentação
Federal, pavimentada
PA
Estadual, pavimentada
São Luís
nasceu francesa. Em 1612,
o nobre Daniel de La Touche
do algodão. Em 1980, ganhou o distrito industrial, servido pelo Porto
Não informado, pavimentada
aportou
Ilha de Upaon Açu, como a chamavam os tupinambás, para
de Itaqui. DesdeEstrada
1985, construída
Estrada deCarajás
Ferro Carajás,-a EFC
cidade
Federal, na
em pavimentação
deaFerro
Estadual, em pavimentação
PI
MA da colonização
fundar
a França Equinocial, valendo-se dos tropeços
passou a exportar
o
minério
procedente
do
Pará.
Não informado, em pavimentação
Diagnóstico Integrado da Socioeconomia
Federal, não pavimentada
portuguesa.
Batizada em honra de Luís TO
XII, filho da regente Maria de
O crescimento revalorizou Município
a beleza e a importância
Estadual, não pavimentada
de Sãohistórica
Luís de São
Médicis,
a povoação foi tomada
pelos
portugueses
três anos
PROJEÇÃO
UNIVERSAL
TRANSVERSA DE MERCATOR
- UTM depois,
Não informado, não pavimentada
Luís.
Pelo
conjunto
arquitetônico
dos
séculos
XVII
e
XIX,
tombado
AEROPORTOS
CENTRAL: 45° WGR
tornando-se
porta de entrada para MERIDIANO
aDATUM
ocupação
do Maranhão.
Aeroporto Internacional
HORIZONTAL: SAD 69
em 1974, a capital é Patrimônio
Cultural da REVISÃO:
ESCALA:
DATA:
EXECUTADO POR: pelo Governo Federal
Campo de Pouso
Fonte: IBGE Carta ao milionésimo
No início era o gado que subia ao interior pelos Rios Itapecuru,
Mearim, Munim e Pindaré. A chegada de açorianos, em 1618, deu ares
urbanos à Ilha. Mas a economia maranhense limitou-se à subsistência
até o século XVIII, quando recebeu os braços dos escravos africanos.
Thelma Trigo
22/01/2008
Humanidade desde 1997,1:200.000
por reconhecimento da Organização das
Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Impulso decisivo foi dado em 1756, com a criação da CompanhiaGeral de Comércio do Grão Pará-Maranhão. A cidade transformou-se
em centro exportador de algodão e arroz e chegou a ser a terceira
cidade mais importante da Colônia, recebendo canalizações de água
e esgoto, ruas, calçadas, fontes.
A capital desenvolveu sua própria vida cultural. À herança de franceses
e também de holandeses, que estiveram na ilha do século XVI, juntou-se
a cultura dos senhores de usinas, escravos e índios. A diversidade racial
e cultural, ao lado da natural, virou marca do Maranhão.
Do advento da República ao fim dos anos 1930, São Luís cresceu
movida pela agropecuária do interior, enquanto declinava a economia
3
01
FOLHA:
Técnico verifica iluminação pública
de São Luís (à esquerda).
Planta da Vale, próxima ao Porto de Itaqui.
dimensão
urBANO-AMBIENTAL
Gestão Urbana
A Prefeitura contava com um sistema completo de leis, códigos e outros
instrumentos normativos da ocupação e do uso do solo em 2006. Entre
eles, o Plano Diretor e Códigos de Obras, de Posturas e de Vigilância
Sanitária, Leis sobre Áreas de Interesse Especial e Social, Parcelamento
do Solo, Perímetro Urbano e Zoneamento, além de legislação
complementar de solo criado e de operações urbanas.
Infra-Estrutura
Água
O abastecimento, feito pela Companhia de Águas e Esgoto do
Maranhão (Caema), atendia a 82% dos domicílios urbanos em 2000,
segundo o Censo. Os poços artesianos abasteciam 8% das moradias.
O restante usava água de nascentes, poços rasos e outras fontes.
Esgotos
O tratamento feito pela Caema atendia a 30% dos domicílios. Segundo
o Censo 2000, 49% das moradias estavam ligados à rede geral. Em 28%,
o esgoto era destinado a fossas rudimentares e em 3% a fossas sépticas.
No restante dos domicílios, era descartado em vales e rios.
4
Um olhar sobre São Luís | MA
Diagnóstico Socioeconômico
Limpeza Pública
A coleta de lixo, terceirizada pela Prefeitura, cobria 73% da zona urbana
em 2006. O restante do lixo era queimado ou depositado em locais a
céu aberto. Por dia, 600 toneladas eram destinadas ao Aterro Municipal
da Ribeira, que também recebe resíduos hospitalares e de outras fontes.
Ruas e Iluminação
Os serviços de pavimentação, drenagem e iluminação pública
são terceirizados. A eletrificação domiciliar, a cargo da Companhia
Energética do Maranhão (Cemar), possuía 272.386 ligações de energia
em 2006, atendendo a toda a população.
dimensão
ECONÔMICA
São Luís é principal pólo da economia do Maranhão. Seu crescimento
é resultado da instalação de grandes empreendimentos econômicos,
como o Porto de Itaqui e o Complexo Portuário Ponta da Madeira
(CPPM), além da consolidação do Distrito Industrial. Em cadeia, esses
projetos levaram à dinamização da economia regional.
PIB per capita
(Total em R$ dividido pelo número de habitantes)
São Luís
Território da EFC
PIB e Trabalhadores
Maranhão
São Luís responde por metade do Produto Interno Bruto do território
da Estrada de Ferro Carajás Em 2004, quando o PIB dessa região
somou R$ 11 bilhões 540 milhões, a cidade participou com R$ 5,8
bilhões. O valor correspondia a 50,4% do PIB do território da Estrada
de Ferro Carajás. Exportações de minério e ferro-gusa, serviços
associados, comércio e administração pública são as atividades
econômicas mais importantes da capital.
1999
2004
R$ 5.992
R$ 6.067
R$ 4.521
R$ 5.431
R$ 4.335
R$ 4.992
Fonte: IBGE - PIB dos Municípios.
População Economicamente Ativa (PEA)2, População
Ocupada (POC)3 e taxa de desemprego – 2000
PEA
POC São Luís
384.900
300.697
21,9
Território da EFC
800.147
664.985
16,9
Maranhão
2.170.684
1.914.040
11,8
DESEMPREGO (%)
Fonte: IBGE - Censo Demográfico.
Setores da economia no PIB
1999
2004
Agropecuária
0,4%
0,2%
Indústria
37,2%
41,2%
Serviços (exceto adm. pública)
48,6%
44,2%
Administração pública
13,8%
14,4%
Distribuição da População Ocupada – 2000
Agropecuária
2,6%
Indústria
18%
Comércio 20,8%
Serviços
14,9%
Administração pública
42,8%
Atividades não definidas
Fonte: IBGE - PIB dos Municípios.
0,9%
Fonte: IBGE - Censo Demográfico.
Perfil Socioeconômico
O rendimento médio mensal da população ocupada foi de R$ 583,70
em 2000. O valor foi 18,9% superior à média de rendimento no
território da Estrada de Ferro Carajás (R$ 490,90).
População de 10 anos ou mais ocupada por
anos de estudo – 2000
A renda familiar per capita anual em 2000 alcançou R$ 3.026. O valor
foi superior em 128,5% à média estadual (R$ 1.324) e em 32,9% à
média no território da Estrada de Ferro Carajás (R$ 2.276).
Sem instrução e menos de 1 ano
3,8%
1 a 3 anos
9,5%
4 a 7 anos
22,2%
As pessoas com quatro ou mais anos de estudo eram 86,3% da
população ocupada em 2000. No Maranhão, a média era de 50%.
8 a 10 anos
17,7%
11 a 14 anos
38,5%
Em 2000, os chefes de família com quatro ou mais anos de estudo
eram 78,8%, percentual acima da média estadual (40,6%). De todos
os chefes de família, 91,1% tinham rendimentos – menos que a
média estadual (92,9%).
15 anos ou mais
7,9%
Não determinados
0,4%
Fonte: IBGE - Censo Demográfico.
Distribuição da população ocupada por rendimento
(salário mínimo) – 2000
Até 1
1 - 2
2 - 3
3 - 5
5 - 10
mais de 10
31,3%
29,4%
10,1%
10,8%
9,4%
6,9%
Fonte: IBGE - Censo Demográfico.
1
Produto Interno Bruto: é a soma de todos bens e serviços finais produzidos num lugar durante
um período de tempo. O PIB per capita corresponde à divisão do PIB pelo número de habitantes. Se,
num lugar com 10 mil moradores, o valor dos bens e serviços totaliza R$ 40 milhões no ano, o PIB per
capita é de R$ 4 mil. 2População Economicamente Ativa (PEA): é formada por todas as pessoas
com 15 anos ou mais, aptas para o trabalho, incluídas aquelas que não estão trabalhando. 3População
Ocupada (POC): é composta por todas as pessoas que estão empregadas, ou trabalhando por conta
própria, incluídas aquelas que estão de férias ou trabalham sem carteira assinada.
5
dimensão
SOCIAL
Educação
Estudantes
Professores
A cobertura educacional abrange do ensino infantil ao ensino
universitário, com atendimento prioritário ao ensino fundamental.
Nesta última modalidade, é grande o número de escolas estaduais
que oferecem da 1ª à 8ª série.
Modalidade de ensino
Priv.
Estad.
Munic.
Fed.
Total
Fundamental
2.740
2.799
2.970
43
8.552
995
3.060
-
112
4.167
1.628
168
424
-
2.220
Médio
Matrículas
Pré-escolar
Fonte: IBGE Cidades (2004).
Escola
Ens. Fundamental
| total 194.316 (60,58%) |
Desempenho
Privada 48.998
Aprovação, reprovação e abandono
Estadual 71.727
Municipal 72.584 Escolas Localiz.Ensino Fund.Ensino Médio
Escola
Ens. Médio
| total 75.699 (23,60%) |
Escola
Ens. Pré-escolar
Privada 10.314
| total 50.738 (15,82%) |
Estadual 64.006
Municipal
-
Privada 36.486 Estadual 3.474
Municipal 10.778 Est.
Fed.
Mun.
Fonte: IBGE Cidades (2004) e Prefeitura.
Uma particularidade da capital, fora do ensino regular, é o forte
predomínio das creches privadas. De acordo com o Censo Escolar,
em 2005 elas atendiam a 11.782 das 12.702 crianças matriculadas
em todas as creches.
Part.
Total
Aprov.
Rep.
Aband. Aprov. Rep.
Urbana
85,5%
9,03% 7%
Rural
83,93% 9,45% 6,65% 76,7%
Aband.
71,93% 9,6% 18,47%
15,5% 11,63%
Urbana
83,6%
9,1%
7,4%
64,4%
11,6% 24%
Rural
84%
13,9% 2,1%
71,2%
21,6% 7,3%
Urbana
79,1%
12,5% 8,4%
88,3%
10,7% 1%
Rural
75,8%
11,2% 13%
95,2%
3,3% 1,5%
Urbana
93,3%
4,5%
2,2%
-
-
-
Rural
95,1%
3,4%
1,6%
-
-
-
Urbana
85,5%
9,03% 7%
Rural
83,93% 9,45% 6,65% 76,7%
71,93% 9,6% 18,47%
15,5% 11,63%
Fonte: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - Inep (2004).
No Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) de 2006, a média total
(redação e prova objetiva) foi de 40,9, acima da média estadual (36,8).
A média nacional foi de 42,5.
Alfabetização
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) e a educação especial atendiam
a, respectivamente, de 30.120 e 1.620 estudantes, segundo dados
fornecidos pela Prefeitura e Governo do Estado em 2006.
A taxa de analfabetismo da população com 15 anos ou mais caiu de
11%, em 1991, para 7,3%, em 2000, ficando bem abaixo da média do
Maranhão (27,1%).
Escolas
Segundo o IBGE Cidades de 2004, São Luís possuía 1.134 escolas – a
maioria, particular.
6
Um olhar sobre São Luís | MA
Diagnóstico Socioeconômico
Ensino Universitário
Em São Luís, 38.265 estudantes cursavam o nível superior em 2004 –
a maioria, nas universidades Federal (UFMA) e Estadual do Maranhão
(Uema). A capital conta com outras nove instituições universitárias
de vários portes, que oferecem vários cursos em áreas como a
Tecnológica, a Biomédica e as Ciências Humanas.
Procissão marítima: Dia de São Pedro,
protetor dos Navegantes (foto ao alto).
Brincantes do Boi, no bairro Madre Deus.
7
Saúde
São Luís concentra os principais serviços médico-hospitalares do
estado. Em 2005, possuía 18 hospitais, com 4.189 leitos, dos quais
3.145 (75,1%) estavam integrados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
No ano, em toda a rede, foram realizadas 64.997 internações.
Na atenção básica à saúde, a cidade contava, em 2005, com 56
unidades básicas e sete postos de saúde. Os Programas Saúde
da Família (PSF) e Agentes Comunitários de Saúde (PACS) davam
cobertura a 62,3% da população.
A capital registrou, por habitante, a média de 2,2 consultas médicas
em especialidades básicas – acima da média de 1,5 consulta,
considerada aceitável pelo Ministério da Saúde.
Natalidade
O número de nascimentos registra queda, seguindo a tendência
nacional. A taxa de natalidade foi de 24,3 em 2000 e de 19,8 em
2003. No ano, a taxa do Maranhão foi de 25,6, enquanto a da Região
Nordeste e a do Brasil ficaram em 21,6 e 18,3, respectivamente.
Mortalidade Infantil
O coeficiente de mortalidade infantil foi de 17,4 em 2004. A proporção
de mortes nessa idade em relação a todas as faixas etárias da população
passou de 11,4, em 2000, para 7,4, em 2004. Em 2003 essa proporção foi
de 11 no Maranhão; 8,5 na Região Nordeste; e 5,7 no Brasil.
Coeficiente de mortalidade infantil (2000 a 2004)
2000
2001
2002
2003
2004
21,7 20,4 23,5 20,5 17,4
Fonte: MS/SUS/DASIS/Sinasc.
Coeficiente de mortalidade infantil até os 11 meses
0 a 6 dias
7 a 28 dias
2000
2002 2004
2000 2002
2004 2000
2002
2004
11,6
11,8 1,9
2,4 8,1 6,2
8,8 3,6 1 a 11 meses
8,1 Fonte: MS/SUS/DASIS/Sinasc.
Partos
Proporção de cesarianas
2000
2001
2002
2003
2004
2005
25,8%
24,2%
21%
19,7%
20,2%
20,9%
Fonte: MS/SUS/DASIS/Sinasc.
Taxa de natalidade: corresponde, num certo te mpo, ao resultado da seguinte operação: número de
nascidos vivos x 1.000 ÷ população total. Exemplo: se, durante o ano, 200 bebês nascem vivos num lugar
com 10 mil habitantes, a taxa de natalidade é 20. 2Coeficiente de mortalidade: corresponde, num certo
tempo, ao resultado da seguinte operação: número de mortos com menos de 1 ano x 1.000 ÷ número
de nascidos vivos. Exemplo: se, durante o ano, morrem 20 bebês com menos de 1 ano num lugar em que
nascem 1.000, o coeficiente de mortalidade infantil é 20.
1
8
Um olhar sobre São Luís | MA
Diagnóstico Socioeconômico
Cena cotidiana, em São Luís (foto ao alto).
Festa junina no bairro Madre Deus.
Doenças
Crônicas não-transmissíveis
Parasitárias e infecciosas
Segundo o SUS, nas internações causadas por doenças diarréicas
agudas em 2005, as crianças menores de 5 anos representaram
63,3% dos pacientes. Os menores de 1 ano corresponderam,
respectivamente, a 60% e 53,6% dos internados com sífilis
congênita e septicemia.
Portadores de Diabetes mellitus - 2005
Portadores de hipertensão - 2005
Casos estimados
Cadastrados
Cobertura
Casos estimados
Cadastrados
Cobertura
22.688
4.846
21,3%
69.356
12.270
17,7%
Fonte: Indicadores de Atenção Básica/2006.
Das doenças endêmicas, a leishmaniose foi a principal causa
de internação. Do total, 58,4% dos pacientes com leishmaniose
visceral e 78,7% dos internados com leishmaniose cutânea eram
crianças de até 4 anos.
Respiratórias
Em 2005, segundo o SUS, quando São Luís viveu um
surto de Influenza, 63,7% das internações por infecções
respiratórias foram de crianças com menos de 1 ano.
A pneumonia, nessa faixa etária, foi o principal diagnóstico
das internações.
*Taxa de internação: número de
pacientes em cada grupo de mil
na mesma idade.
Crônicas transmissíveis
Tuberculose - Em 2004, foram registrados mais de 70 casos de
tuberculose por 100 mil habitantes em São Luís, de acordo com
a Secretaria de Saúde do Estado. Um dos municípios maranhenses
com maior incidência da doença, a capital está entre os 22
considerados prioritários, no estado, para o Programa Nacional
de Controle da Tuberculose.
Hanseníase - São Luís, um dos municípios do estado prioritários
para o tratamento da hanseníase, registrou de cinco a dez casos,
em 2005, da doença por mil habitantes. O número é considerado
alto pelo Ministério da Saúde.
Aids - A capital concentrava, em 2004, o maior número de
casos acumulados no Maranhão. Eram 1.615 portadores da
doença, correspondentes à incidência de 18,7 casos por 100 mil
habitantes. Até dezembro de 2004, haviam sido diagnosticados
3.635 casos no estado – a maioria, entre homens.
Circulatórias
De acordo com o SUS, em 2005 as taxas
de internação por insuficiência cardíaca
congestiva e acidente vascular cerebral
corresponderam a 18,1% e 15,8% das
doenças circulatórias, respectivamente.
*Taxa de internação: número
de pacientes por grupo de 10
mil pessoas acima dos 40 anos.
9
10
Um olhar sobre São Luís | MA
Diagnóstico Socioeconômico
Procissão marítima, no Rio Anil (foto ao alto).
Grupo Cia. Sotaque, na orla do Centro Histórico (à esquerda).
Balões na festa junina, no bairro Madre Deus.
Orla do Centro Histórico.
Proteção Social
Desenvolvimento Humano
Outros Programas
De 1991 a 2000, o Índice de Desenvolvimento Humano-Municipal
(IDH-M) evoluiu de 0,721 para 0,778. O crescimento, de 7,9%, manteve
o município no nível médio desse indicador. A maior contribuição
para o avanço do IDH-M foi o aumento da média de anos de vida
entre a população.
A Prefeitura desenvolvia vários programas sociais, voltados para
segmentos como a população infanto-juvenil, portadores de
necessidades especiais, jovens, mulheres, afrodescendentes e
idosos, em 2006.
Bolsa Família
Entre 1991 e 2000, segundo o IBGE, a proporção de pessoas pobres
no município teve uma diminuição de 8,87% e a desigualdade de
renda cresceu de 0,61 para 0,65, pelo Índice de Gini.
O programa federal de maior importância social no município
é o Bolsa Família, que transfere renda a famílias com rendimento
per capita de até R$ 100 por mês. Segundo o IBGE, o programa
atendeu a 66.492 grupos familiares em 2006, correspondentes a
97,4% das 68.252 famílias em situação social vulnerável. O valor
médio do benefício foi de R$ 61,97 mensais.
1
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): é avaliado levando em consideração três necessidades
básicas: acesso ao conhecimento (medido por índices de educação), direito a uma vida longa e saudável
(longevidade) e direito a um padrão de vida digno (renda). De 0 a 0,5: baixo desenvolvimento humano. De
0,5 a 0,8: médio desenvolvimento humano. De 0,8 a 1: alto desenvolvimento humano. 2Índice de Gini:
mede o grau de concentração de renda de um lugar, calculando a diferença entre os rendimentos dos mais
pobres e dos mais ricos. O índice varia de 0 a 1. Quanto mais perto de zero, menor é a distância entre a renda
dos pobres e a dos ricos; quanto mais próximo de 1, maior é a desigualdade.
11
12
Um olhar sobre São Luís | MA
Diagnóstico Socioeconômico
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um olhar sobre São Luís | MA