PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO POXORÉU - MT 1 JANE MARIA SANCHES LOPES ROCHA PREFEITA DE POXORÉU LENA GUEDES VARANDA VENTRESQUI GUEDES VICE-PREFEITA DE POXORÉU JOSÉ PEDRO DA SILVA JÚNIOR SECRETÁRIO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, CULTURA, ESPORTES E LAZER JOSÉ MESSIAS VIEIRA ASSESSOR PEDAGÓGICO DE POXORÉU LEDA FIGUEIREDO ROCHA DO LAGO ASSESSORA PEDAGÓGICA DE POXORÉU COORDENADORIA PEDAGÓGICA DA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO EUNICE DE ALMEIDA SILVA RODRIGUES GRACIELA MORAES DE SOUZA SECEL- Secretaria Municipal de Educação de Poxoréu Rua Mato Grosso-s/nº- Centro- Poxoréu – Mato Grosso Cep- 78.800-000 2 Vivemos num tempo de transição, marcado por mudanças de paradigmas, conceitos e concepções. O homem, as instituições, a sociedade vivem em constante e veloz processo de transformação nas relações sociais. Faz-se necessário estabelecer a interação entre os diversos setores da sociedade, estimulando um processo permanente de discussão que proporcione o enfrentamento desta realidade. Para isso, é fundamental a definição de políticas públicas nas áreas sociais, em especial na educação. Neste sentido, é compromisso desta administração o investimento efetivo nas pessoas, proporcionando educação de qualidade às crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, num esforço conjunto entre o Poder Público e a Sociedade Civil Organizada. Queremos ser referência nacional no ensino público. É intenção do Plano Municipal de Educação contribuir efetivamente para esta realidade. É preciso concretizar as mudanças necessárias à oferta, ao acesso e à permanência dos educandos nas unidades educativas e instituições de ensino do nosso município. O desafio maior na elaboração deste Plano, todos sabemos, foi articular os vários segmentos e instituições ligadas à Educação, visando à construção conjunta de um documento que contemplasse as reivindicações e expectativas da sociedade em relação à educação municipal, traduzidas em metas. A elaboração participativa deste Plano significa que as diretrizes e metas definidas, de forma articulada, possibilitam efetivamente concretizar a educação de qualidade que as pessoas do nosso Município tanto merecem. Parabéns a Poxoréu por mais esta conquista. Juntos podemos mais na educação! JANE MARIA SANCHEZ LOPES ROCHA Prefeita Municipal 3 Este documento é o resultado de muitos esforços, debates, pesquisas in locus, leituras e análises sobre a educação no município de Poxoréu. O desafio maior foi o tempo necessário para dedicar aos estudos e visitações, bem como, envolver os diversos segmentos do processo educativo e sociedade em geral nas discussões, análises e produções do documento base, pois, como o Plano Municipal de Educação é de caráter democrático, a participação de todos é de suma importância, porém, observamos que o fator que dificultou a elaboração do Plano foi a ausência de disponibilidade de tempo dos diversos segmentos que compõe a educação devido cada um estar no seu cotidiano envolvido com seus afazeres. O Plano Municipal é um instrumento norteador das ações educacionais no município, alinhado ao Plano Nacional de Educação – PNE e ao Plano Estadual de Educação – PEE – MT, visando atingir as metas necessárias para ofertar uma educação de qualidade e igualitária a todos os cidadãos poxorense. É sabido que as oportunidades são maiores àqueles que dão continuidade aos estudos, pois o conhecimento oportuniza o crescimento intelectual, possibilita melhoria da qualidade de vida e o exercício da cidadania. Dessa forma, foi um privilégio estar Secretário Municipal de Educação no momento em que o Plano Municipal de Educação – PME foi construído, pois pude contribuir efetivamente em todos os passos dessa construção. Elevo meus agradecimentos a todos que compartilharam ideias para somar com a melhoria da qualidade de educação no município de Poxoréu. Espero que todos se esforcem no alcance das metas traçadas para os próximos 10 (dez) anos. Todos unidos em prol da qualidade na educação! JOSÉ PEDRO DA SILVA JÚNIOR SECRETÁRIO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, CULTURA, ESPORTES E LAZER 4 APRESENTAÇÃO O processo de elaboração do Plano Municipal de Educação - PME de Poxoréu iniciou de maneira democrática. Os gestores escolares e demais segmentos da comunidade educativa da rede municipal e estadual, juntamente, com membros da Secretaria Municipal de Educação e Assessoria Pedagógica estadual viabilizaram formas de discutir a educação pública do município. Pensar numa política pública para a educação exige esforços e colaboração de toda a sociedade, pois a qualidade do ensino depende da participação e engajamento de todos os envolvidos no processo. Para isso, o Plano Municipal de Educação será elaborado observando todos os aspectos das etapas e modalidades de ensino, bem como, o financiamento educacional que estabelece a concretização das ações. Este processo também contou com a participação do representante do MEC–Ministério da Educação para orientação sobre a elaboração do PME – Plano Municipal de Educação. Todos os dados presentes no diagnóstico foram coletados pela equipe da coordenadoria pedagógica, gestor da Secretaria Municipal de Educação e Assessoria Pedagógica através de visitas in loco, via emails, reuniões com representantes das unidades escolares e comunidade em geral e através da Conferência Municipal de Educação. Para compor a equipe de elaboração do PME, foi baixado um Decreto pela Prefeita Jane Maria Sanchez Lopes Rocha que nomeou os membros da Comissão que conduziu o processo de levantamento de dados e sistematização dos mesmos. Foram utilizados como textos de referência a Constituição Federal, a LDB- Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a Lei Orgânica do Município, o Plano Nacional de Educação, o Plano Estadual de Educação e demais Legislações. A concretização do PME não resume apenas na finalização de sua elaboração, pois, o mesmo permeará durante o período que foi estabelecido para sua vigência, sendo assim, não será um plano de governo, mas sim, um plano independente de pleitos governamentais, ou seja, suas ações e metas para a educação do município devem ser cumpridas no prazo de vigência do Plano que é de 2015 a 2025. O Plano Municipal de Educação será avaliado a cada dois anos para revisão das metas alcançadas e elaboração de novas estratégias para a concretização de metas que não foram atingidas. 5 SUMÁRIO INTRODUÇÃO................................................................................................................................... 7 Breve histórico do Município de Poxoréu-MT ............................................................................... 8 Formação Administrativa .............................................................................................................. 8 Fonte: Confederação Nacional de Municípios ..................................................................... 9 Aspectos econômicos ............................................................................................................... 9 Produção Econômica ............................................................................................................. 9 Produção Agropecuária ...................................................................................................... 10 Agricultura Familiar .............................................................................................................. 11 Mercado de trabalho............................................................................................................. 12 Saneamento básico .................................................................................................................... 14 Aspectos Sociais........................................................................................................................... 14 TAXA DE NATALIDADE DO MUNICÍPIO ............................................................................... 14 Pobreza e Transferência de Renda ...................................................................................... 14 Assistência Social......................................................................................................................... 15 Inclusão Produtiva ........................................................................................................................ 16 Educação ......................................................................................................................................... 17 1. EDUCAÇÃO INFANTIL ............................................................................................................. 21 1.1. DIAGNÓSTICO .................................................................................................................... 21 1.2. DIRETRIZES ........................................................................................................................ 27 2- ENSINO FUNDAMENTAL ....................................................................................................... 28 2.1- DIAGNÓSTICO.................................................................................................................... 28 2.2. DIRETRIZES ........................................................................................................................ 34 3.0 - ENSINO MÉDIO ..................................................................................................................... 35 3.1- DIAGNÓSTICO.................................................................................................................... 35 3.2 - DIRETRIZES ....................................................................................................................... 39 4.0- EDUCAÇÃO ESPECIAL ........................................................................................................ 40 4.1- DIAGNÓSTICO.................................................................................................................... 40 4.2 – DIRETRIZES ...................................................................................................................... 40 5.0- EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA............................................................. 41 5.1- DIAGNÓSTICO.................................................................................................................... 41 5.2- DIRETRIZES ........................................................................................................................ 42 6- EDUCAÇÃO DO CAMPO ......................................................................................................... 42 6.1- DIAGNÓSTICO.................................................................................................................... 42 6.2 - DIRETRIZES ....................................................................................................................... 46 7. EDUCAÇÃO INDÍGENA ............................................................................................................ 47 7.1 DIAGNÓSTICO ..................................................................................................................... 47 7.2. DIRETRIZES ........................................................................................................................ 50 8. EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – EJA ...................................................................... 51 8.1. DIAGNÓSTICO .................................................................................................................... 51 8.2 DIRETRIZES ......................................................................................................................... 55 9. FORMAÇÃO E VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO ....................... 56 9.1. DIAGNÓSTICO ................................................................................................................... 56 9.2. DIRETRIZES ....................................................................................................................... 57 10. FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO ...................................................................................... 58 10.1.DIAGNÓSTICO ................................................................................................................... 58 10.2. DIRETRIZES ...................................................................................................................... 61 11. METAS DO PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO ............................................................. 62 ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE POXORÉU-MT................................................................................................................................. 72 BIBLIOGRAFIA ................................................................................................................................ 73 6 INTRODUÇÃO O PME – Plano Municipal de Educação visa assegurar o direito à qualidade educacional que foi conquistado ao longo da história da educação no País, Estado e Município que são assegurados na Constituição Federal, na Constituição de Mato Grosso, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Os objetivos e metas destas Leis visam: - a universalização da Educação Básica gratuita, compreendendo a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e Médio para toda a população em idade escolar e o acesso de jovens e adultos à educação básica – EJA; a necessária inclusão e atendimento a portadores de necessidades educacionais especiais, comunidades indígenas e populações do campo; - a qualidade de ensino, construída a partir de ações integradas de formação inicial e continuada de profissionais para a promoção do desenvolvimento social, político, econômico e cultural sustentável corrigindo as desigualdades historicamente acumuladas; - a gestão democrática no âmbito educacional, com exercício contínuo de cidadania e por intermédio da qual a escola possa exercer plenamente a sua função estratégica no desenvolvimento das múltiplas dimensões humanas e sociais; - a cooperação entre o estado e o município, assegurando a superação dos problemas de indefinições e superposições de atribuições e competências entre as esferas responsáveis pela gestão da educação. O Plano Municipal de Educação está em consonância com o Plano Nacional e Estadual de Educação para atender as necessidades da educação pública permitindo o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho que é garantido no artigo 205 da Constituição Federal. O foco central do PME é ofertar a Educação Básica gratuita e de qualidade nos vários aspectos que envolvem as dimensões do ensino, ou seja, a dimensão financeira, administrativa, pedagógica, participativa, pessoal e humana e de infraestrutura. Dessa forma, o município, para cumprir suas responsabilidades, conta com recursos da União, do Estado e recursos próprios. O Plano Municipal de Educação, abrange toda a Educação Básica que é atendida pela rede estadual e municipal. A rede municipal, juntamente com a rede estadual realizou uma reorganização do ensino público no município no ano de 2014. Atualmente a rede municipal é responsável pela demanda da Educação Infantil, anos iniciais e parte dos anos finais do ensino fundamental e a rede estadual é responsável pela demanda dos anos iniciais, anos finais, ensino médio e Educação de Jovens e adultos. O Município de Poxoréu também possui uma unidade de ensino técnico que oferta cursos profissionalizantes através da rede estadual de ensino. Cada rede é responsável pelas modalidades de educação que atende, bem como, pela garantia do cumprimento dos objetivos traçados na Constituição Federal, na LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional para ofertar com qualidade estas modalidades. Ressaltamos, que no Plano Municipal de Educação estão definidos os objetivos, metas e estratégias para cada etapa e modalidade de ensino que devem garantir a melhoria da qualidade da educação a todos os cidadãos. A participação de toda a sociedade no processo de elaboração, acompanhamento e avaliação das políticas educacionais para o município, através de encontros, pesquisas e conferência é fundamental para o sucesso das ações que compõem esse Plano. 7 Breve histórico do Município de Poxoréu-MT As origens de Poxoréu são garimpeiras. No fim do século XIX, garimpeiros procuravam infrutiferamente diamantes nas cabeceiras do rio São Lourenço. Mas, a 24 de junho de 1924, João Arenas Teixeira dirigiu-se à Fazenda Firmeza, de Antonio Barcelos, a fim de formar uma expedição ao rio São Lourenço. Com Pedro José, José Pacífico, Antonio Diamantino, Rueda, Francisco Louzada, Félix Abadie e mais um companheiro foram examinando os cascalhos indicadores de diamante, as formas no jargão garimpeiro. A região, já bem conhecida, apresentava rios ainda sem nomes. O primeiro diamante foi encontrado no dia 29 de junho e por isso deram o nome de São Pedro ao córrego. A notícia do diamante se espalhou, e a região dos córregos São Paulo, Pombas, Sete, São Pedro sentiu a corrida garimpeira. A corrutela maior foi a de São Pedro. Em 1927, ocorreu incêndio desolador em São Pedro e os garimpeiros mudaram-se para o sopé do Morro da Mesa, a 30 quilômetros da região explorada, até então, às margens do rio Poxoréu. Assentaram-se os começos de Poxoréu. A primeira denominação do lugar foi Morro da Mesa, em referência ao exuberante morro que tem a forma de mesa talhada em arenito triássico. Posteriormente, o nome foi alterado para Poxoréu. A denominação, de certa forma, foi uma homenagem ao povo bororo. Poxoréo tornou-se lugar de referência na região, ponto de escala de avião na rota Cuiabá-Goiás. O município de Poxoréo foi criado em 05 de março de 1939, através dos decretos-leis nº 145 e nº 208. Inicialmente, dizia-se Poxorêu, com pronúncia fechada. No entanto, o povo habituou-se à pronúncia aberta Poxoréu. Mais tarde, um estudo de numerologia, executado a pedido do prefeito Lindberg Nunes Rocha, em seu segundo mandato, determinou a mudança da grafia para Poxoréo, através da lei municipal nº 01, de 7 de julho de 1968. Através da Lei municipal nº 976 de 25 de maio de 2005, o Prefeito Antônio Rodrigues da Silva, determinou a mudança da grafia Poxoréo para Poxoréu, devido ao estudo etimológico da língua bororo e as regras gramaticais da Língua Portuguesa. Formação Administrativa Distrito criado com a denominação de Poxoréo, pelo decreto estadual nº 131, de 16-021932, subordinado ao município Cuiabá. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Poxoréo figura no município de Cuiabá. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-121936 e 31-12-1937. Elevado à categoria de município com a denominação de Poxoréo, pelo Decreto-lei Estadual nº 208, de 26-10-1938, desmembrado do município de Cuiabá. Sede no atual distrito de Poxoréo (ex-localidade). Constituído de 4 distritos: Poxoréo, Coronel Ponce, Rondonópolis e Ponte de Pedra (ex-Serra da Jibóia ), alterado pelo Decreto-lei acima citado. Todos desmembrados do município de Cuiabá. Instalado em 01-01-1939. O município é constituído de 3(três) distritos: Coronel Ponce, Ponte de Pedra e Rondonópolis. Pela Lei estadual nº 185, de 16-11-1948 é criado o distrito de Alto Coité (ex-povoado), e anexado ao município de Poxoréo. Pela lei estadual nº 142, de 30-09-1948 é criado o distrito de Toriparu (ex-povoado) e anexado ao município de Poxoréo. Em divisão territorial datada de 01-07-1950, o município é constituído de 5 distritos: Alto Coité, Coronel Ponce, Ponte de Pedra, Rondonópolis e Toriparu. Pela lei estadual nº 681, de 11-12-1953, é criado o distrito de Paraíso do Leste (ex-povoado), e anexado ao 8 município de Poxoréo. Pela lei estadual nº 666, de 10-12-1953, desmembra do município de Poxoréo os distritos de Rondonópolis e Ponte de Pedra, para formar o novo município de Rondonópolis. Pela lei estadual nº 1738, de 30-12-1953, o distrito de Toriparu foi transferido de Poxoréo para o de Guiratinga. Em divisão territorial datada de 01-07-1955, o município é constituído de 3 distritos: Alto Coité, Coronel Ponce e Paraíso do Leste. Pela lei estadual nº 1120, de 17-10-1958, é criado o distrito de Pombas e anexado ao município de Poxoréo. Pela lei estadual nº 1191, de 20-12-1958, é criado o distrito de Jarudore (ex-povoado), e anexado ao município de Poxoréo. Pela lei estadual nº 1196, de 22-12-1958, desmembra do município de Poxoréo os distritos de Coronel Ponce e Pombas, para constituir o novo município de Mutum. Em divisão territorial datada de 01-07-1960, o município é constituído de 3 distritos: Alto Coité, Jarudore e Paraíso do Leste. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01-01-1979. Pela lei estadual nº 4351, de 25-09-1981, é criado o distrito de Primavera e anexado ao município de Poxoréo. Em divisão territorial datada de 1-071983, o município é constituído de 4 distritos e 1 povoado: Alto Coité, Jarudore, Paraíso do Leste, Aparecida do Leste (povoado), e Primavera do Leste. Pela lei estadual nº 5014, de 13-05-1986, desmembra do município de Poxoréo o distrito de Primavera. Elevado à categoria de município com a denominação de Primavera do Leste. Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído de 3 distritos e 01 povoado: Alto Coité, Jarudore, Paraíso do Leste e Aparecida do Leste (povoado). Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2009. No ano de 2013, foi criado um novo distrito no município de Poxoréu com a denominação de Nova Poxoréu através da Lei nº 1585/2013, alterada pela Lei nº 1611/2013. Fonte: Confederação Nacional de Municípios Aspectos econômicos Produção Econômica Entre 2005 e 2010, segundo o IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) do município cresceu 45,9%, passando de R$ 197,4 milhões para R$ 288,0 milhões. O crescimento percentual foi inferior ao verificado no Estado, que foi de 52,9%. A participação do PIB do município na composição do PIB estadual diminuiu de 0,53% para 0,50% no período de 2005 a 2010. 9 A estrutura econômica municipal demonstrava participação expressiva do setor de Agropecuário, o qual respondia por 63,8% do PIB municipal. Cabe destacar o setor secundário ou industrial, cuja participação no PIB era de 4,6% em 2010, contra 4,1% em 2005. Variação contrária à verificada no Estado, em que a participação industrial cresceu de 4,1% em 2005 para 15,1% em 2010. . Produção Agropecuária Quando analisamos os aspectos econômicos do município, é importante levar em consideração, dentre outros fatores, a sua capacidade de geração de renda através de atividades nas áreas da pecuária e agricultura. No caso da pecuária, dados coletados da Pesquisa Agrícola Municipal do IBGE, referentes a 2011, apontam que as 5 (cinco) principais culturas de rebanho local são as indicadas no gráfico abaixo: 10 Além do campo da pecuária, a supracitada pesquisa também fornece dados acerca da área de agricultura local. Neste caso, foram coletados dados acerca das 5 (cinco) principais culturas de agricultura do município, divididas entre aquelas permanentes e aquelas temporárias, conforme demonstrado no gráfico que segue: Agricultura Familiar O município possuía 818 agricultores familiares em 2006, que correspondia a 64% dos seus produtores. Esses agricultores familiares acessavam a 10% da área, ocupavam 46% da mão de obra do setor e participavam com 04% do valor da produção agropecuária municipal. Em 2010 havia 376 agricultores familiares cadastrados com DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf) neste município. A tabela abaixo apresenta esses dados relativos também ao seu Estado e ao Brasil: 11 Quantidade de agricultores cadastrados com DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf) Município 376 Estado 61.057 Brasil 4.395.395 Mercado de trabalho Conforme dados do último Censo Demográfico, o município, em agosto de 2010, possuía 7.140 pessoas com 10 anos ou mais de idade economicamente ativas, sendo que 6.533 estavam ocupadas e 607 desocupadas. A taxa de participação ficou em 48,2% e a taxa de desocupação municipal foi de 8,5%. No tocante à taxa de desemprego, o gráfico abaixo fornece indicativos de maneira comparativa: A distribuição das pessoas ocupadas por posição na ocupação mostra que 34,8% tinham carteira assinada, 23,6% não tinham carteira assinada, 24,1% atuam por conta própria e 0,7% de empregadores. Servidores públicos representavam 7,3% do total ocupado e trabalhadores sem rendimentos e na produção para o próprio consumo representavam 9,5% dos ocupados. 12 Das pessoas ocupadas, 9,8% não tinham rendimentos e 48,6% ganhavam até um salário mínimo por mês. O valor do rendimento médio mensal das pessoas ocupadas era de R$ 845,37. Entre os homens, o rendimento era de R$ 976,17 e entre as mulheres de R$ 669,34, apontando uma diferença de 45,84% maior para os homens. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, o mercado de trabalho formal do município apresentou, por seis anos, saldo positivo na geração de novas ocupações entre 2005 e 2012. O número de vagas criadas neste período foi de 1.157. No último ano, as admissões registraram 1.349 contratações, contra 999 demissões. O mercado de trabalho formal em 2010 totalizava 2.110 postos, 66,7% a mais em relação a 2004. O desempenho do município ficou acima da média verificada para o Estado, que cresceu 38,9% no mesmo período. 13 Saneamento básico Ressaltamos que as condições de saneamento e serviços correlatos do município, que interferem nas condições de saúde da população ainda não atende a demanda existente. Dados do Censo Demográfico de 2010 revelaram que na área rural do município, a coleta de lixo atendia 91,6% dos domicílios. Quanto à cobertura da rede de abastecimento de água, o acesso nessa área estava em 85,2% dos domicílios particulares permanentes e 30,7% das residências dispunham de esgotamento sanitário adequado. No caso da área urbana, o gráfico abaixo fornece a distribuição desses serviços para os domicílios particulares permanentes: Aspectos Sociais TAXA DE NATALIDADE DO MUNICÍPIO Natalidade; (nascidos vivos) 2010 2011 2012 2013 2014 234 199 216 228 255 Fonte: Secretaria Municipal de Saúde – Poxoréu-MT Pobreza e Transferência de Renda Conforme dados do último Censo Demográfico, no município, em agosto de 2010, a população total era de 17.599 residentes, dos quais 1.753 se encontravam em situação de extrema pobreza, ou seja, com renda domiciliar per capita abaixo de R$ 70,00. Isso significa que 10,0% da população municipal vivia nessa situação. Do total de extremamente pobres, 911 (52,0%) viviam no meio rural e 841 (48,0%) no meio urbano. 14 No acompanhamento do Plano Brasil Sem Miséria, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) utiliza as informações do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. Ele provê dados individualizados, atualizados no máximo a cada dois anos, sobre os brasileiros com renda familiar de até meio salário mínimo per capita, permitindo saber quem são, onde moram, o perfil de cada um dos membros das famílias e as características dos seus domicílios. De acordo com os registros de março de 2013 do Cadastro Único e com a folha de pagamentos de abril de 2013 do Programa Bolsa Família, o município conta com 2.656 famílias registradas no Cadastro Único e 1.718 famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família (64,68% do total de cadastrados). O gráfico mostra a evolução desses cadastros realizados no município: Em 2010 o município apresenta uma cobertura cadastral inferior às estimativas oficiais, de modo que, para alcançar todas as famílias em extrema pobreza, é necessário realizar ações de Busca Ativa para incluir 294 famílias. De junho de 2011 a janeiro de 2013, o município inscreveu no Cadastro Único e incluiu no Programa Bolsa Família 243 famílias em situação de extrema pobreza. Assistência Social Os atendimentos realizados no âmbito da rede sócio assistencial também são importantes elementos para o diagnóstico do perfil social do seu município. O Benefício de Prestação Continuada (BPC) constitui uma das mais importantes ferramentas de distribuição de renda no âmbito da assistência social, tendo sido instituído ainda na Constituição Federal de 1988. O gráfico abaixo confere informações acerca da quantidade de beneficiários de BPC considerando o período de 2004 a 2013, por tipo de beneficiário: 15 Além do BPC, a Assistência Social desenvolve diversos tipos de programas, ações e atendimentos, especialmente considerando seus espaços institucionais, como é o caso dos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) e o Programa de Atenção Integral à Família (PAIF). O gráfico abaixo apresenta os principais indicadores de atendimento nesse âmbito, considerando os dados coletados no Censo SUAS do MDS para o ano de 2012: Inclusão Produtiva Além dos aspectos de cadastramento no Cadastro Único, no Bolsa Família e de atendimento sócio assistencial, é importante analisar, também, o perfil ocupacional dos indivíduos que fazem parte desse conjunto. Para isso, foram analisados os dados mais atualizados do programa de Microempreendedores Individuais (MEI). Em fevereiro de 2013, o município contava com 257 pessoas cadastradas como MEI. Desse total, foi possível encontrar, também, indivíduos cadastrados simultaneamente no Cadastro Único. O gráfico abaixo mostra a evolução do total destes indivíduos, que estão cadastrados tanto no Cadastro Único, quanto no MEI, para os meses de junho de 2012, novembro de 2012 e fevereiro de 2013: 16 Quando consideramos os indivíduos cadastrados simultaneamente no Cadastro Único e no programa MEI, foi possível observar, para o município, as 5 (cinco) principais atividades econômicas por eles desenvolvidas, conforme demonstrado no gráfico abaixo: Educação Conforme dados do último Censo Demográfico, no município, em agosto de 2010, a taxa de analfabetismo das pessoas de 10 anos ou mais era de 15,1%. Na área urbana, a taxa era de 14,4% e na zona rural era de 16,7%. Entre adolescentes de 10 a 14 anos, a taxa de analfabetismo era de 2,6%. No que concerne à taxa de atendimento da rede educacional do município, os dados do Censo foram calculados por faixa etária, conforme se observa no gráfico abaixo: 17 Fonte IBGE (2010) Pessoas que frequentavam creche ou escola por nível de ensino, sexo e grupos de idade Município = Poxoréo - MT Sexo = Total Ano = 2010 Variável Nível de ensino ou curso Grupos Pessoas que Pessoas que que frequentavam de idade frequentavam escola ou frequentavam escola ou creche (Pessoas) creche (Percentual) 18 ou 19 217 4,14 anos 20 a 24 Total 308 5,87 anos 25 a 29 143 2,72 anos Alfabetização de jovens e adultos Regular de fundamental 20 a 24 anos 25 a 29 anos 18 ou 19 anos ensino 20 a 24 anos 25 a 29 anos 4 0,08 4 0,08 33 0,63 51 0,97 41 0,78 18 0,13 Educação de jovens e adultos do ensino fundamental 20 a 24 anos 25 a 29 anos 18 ou 19 anos Regular do ensino 20 a 24 médio anos 25 a 29 anos 18 ou 19 anos Educação de jovens e 20 a 24 adultos do ensino médio anos 25 a 29 anos 18 ou 19 anos 20 a 24 Superior de graduação anos 25 a 29 anos Especialização de nível superior Mestrado 7 13 0,25 112 2,14 93 1,77 22 0,42 23 0,44 4 0,08 5 0,09 49 0,93 128 2,44 47 0,91 20 a 24 anos 17 25 a 29 anos 11 20 a 24 anos 5 0,32 0,21 0,09 19 Pessoas de 5 anos ou mais de idade, por situação do domicílio, condição de alfabetização e sexo, segundo a idade Município = Poxoréo - MT Situação do domicílio = Total Sexo = Total Idade = Total Ano = 2010 Variável Alfabetização Pessoas de 5 anos ou mais de Pessoas de 5 anos ou mais de idade idade (Pessoas) (Percentual) Total 16.251 100,00 Alfabetizadas 13.592 83,64 Não 2.659 16,36 alfabetizadas 20 1. EDUCAÇÃO INFANTIL 1.1. DIAGNÓSTICO A Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional- LDB/1996 determinam ao município a prioridade da oferta da Educação Infantil, corresponsabilizando a União e os Estados, em regime de colaboração, no atendimento desta demanda. A Lei 9394/96 definiu a Educação Infantil como primeira etapa da Educação Básica, exigindo que a educação e o cuidado das crianças de 0 a 6 anos tivessem o mesmo tratamento dispensado às demais etapas. Esta etapa da Educação Básica tem, portanto a finalidade de assegurar o desenvolvimento integral da criança, sua socialização e preservação de sua individualidade. Deve ser oferecida a crianças de 0 a 3 anos de idade como creche e como pré-escola a crianças de 4 e 5 anos. Sendo assim, a partir de 1996 a rede Estadual do Município de Poxoréu deixou de ofertar a Educação Infantil e esta modalidade passou a ser de responsabilidade somente da rede municipal de ensino, tanto na zona urbana quanto na zona rural. Assim sendo, o município iniciou a ofertar a Educação Infantil para crianças de 4 e 5anos de idade. Atualmente, o município realizou um Termo de Comodato com a Creche Lar do Menino Jesus e oferta a Educação Infantil para todas as faixas etárias, ou seja, de 0 a 5 anos. Os professores que atuam na Educação Infantil são graduados e possuem especialização na área educacional. Existe para cada agrupamento de alunos que frequentam a creche um auxiliar do docente. A maioria das crianças é matriculada no período integral e existem aquelas que, pela necessidade dos pais, as mesmas frequentam apenas o período parcial. A gestão escolar desta etapa de ensino é escolhida através de eleição direta, ou seja, a comunidade escolar interna e externa participa desse processo de escolha do gestor escolar. Existe a Creche Lar do Menino Jesus que funciona como sala anexa do CMEI José Dias Coutinho. A creche possui uma coordenadora pedagógica no próprio prédio e a direção escolar responde pelos dois prédios de Educação Infantil na sede do município. Na zona rural, existe uma instituição que também possui uma sala anexa de Educação Infantil no Assentamento Carlos Mariguella, situado a aproximadamente 18 quilômetros do Distrito de Jarudore. A demanda atendida é de 4 (quatro) e 5 (cinco) anos. Apenas 01 (uma) escola indígena oferta a Educação infantil para as crianças de 4 (quatro) e 05(cinco) anos. Esta escola também possui 01 (uma) sala anexa que se localiza a aproximadamente 50 quilômetros da escola. Devido à necessidade de atender a demanda dessa faixa etária residente na sede do município de Poxoréu está sendo construído um prédio através do PAR - Programa PROINFÂNCIA. A rede municipal também possui uma escola que oferta o ensino fundamental e é autorizada para atender a Educação Infantil (04 e 05 anos) também oferta essa modalidade para atender a demanda. O município de Poxoréu visa, futuramente, ampliar o CMEI José Dias Coutinho para ofertar a Educação Infantil num local apropriado e adaptado para atender com qualidade e segurança esta etapa de ensino. 21 Quantidade de instituições que ofertam a Educação Infantil. Educação Infantil 0 a 3 anos Urbana Urbana Mun. Mun. Mun. Mun. - 2 1 1 2 1 2012 1 1 2 1 1 2013 1 2 1 1 2014 1 2 1 1 2015 1 2 1 1 2010 2011 Educação Infantil 4 e 5 anos Campo Indígena 1 Fonte: Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esportes e Lazer Número de crianças no município matriculadas e não matriculadas de acordo com o censo demográfico 2010. 2010 2010 2010 Matricula das Não matriculadas Total de população residente de 0 a 3 anos 101 950 1.051 4 anos 180 180 360 5 anos 274 17 291 555 1.147 1.702 0 a 1 ano 2 anos 3 anos TOTAL Fonte: Censo Escolar 22 Número de crianças no município 2011 Matriculadas 0a1 ano 2 anos 3 anos 4 anos 5 anos 21 2012 Matriculadas 2013 Matriculadas Matriculadas 39 71 54 77 61 193 215 177 200 218 233 36 46 43 42 76 177 166 253 197 52 Matriculadas 2015 45 19 26 2014 Fonte: Creche Lar do Menino Jesus 23 Instituições que oferecem atendimento em educação de tempo integral de 0 a 05 anos 2011 0a3 Municipal 2012 4e5 1 0a3 2013 4e5 1 0a3 2014 4e5 0a3 1 4e5 1 2015 0a3 4e5 1 Total de Instituições 1 Fonte: Secretaria Municipal de Educação Número de crianças matriculadas na Ed. Infantil - campo 2011 4 anos e 5 anos (multi) 29 N° de Prof. 2012 N° de Prof. 2013 N° de Prof. 2014 N° de Prof. 2015 N° de Prof. 02 30 02 27 02 36 02 31 02 24 Número de crianças matriculadas na zona urbana 2011 Mat. N° de Prof. 2012 Mat. N° de Prof. 2013 Mat. N° de Prof. 2014 Mat. N° de Prof. 2015 Mat. N° de Prof. 0a2 anos 47 04 65 04 79 05 116 04 93 05 3 anos 45 03 29 04 67 03 71 03 55 02 164 09 154 08 181 06 195 07 163 06 221 08 171 09 181 11 194 10 209 11 4 anos 5 anos Fonte: CMEI José Dias Coutinho 25 Situação e previsibilidade dos espaços físicos para a educação infantil Educação Infantil 0 a 3 anos Instituições de Ensino: Urbana Ed. Infantil 4 a 5 anos Rural Urbana Rural Em funcionamento 02 01 03 03 Com espaço adequado 0 0 0 0 Necessidade de construção 01 01 01 01 0 01 0 0 0 01 02 01 02 02 0 0 0 0 02 01 02 02 0 0 0 0 Recurso próprio Em fase construção de Recurso do PAR Com necessidade ampliação de reforma Sem autorização e credenciamento Situação fundiária Regularizada Não regularizada e Fonte: Secretaria Municipal de Educação 26 1.2. DIRETRIZES A concepção de cuidado/educação adotada nos últimos anos na Educação Infantil se apoia no reconhecimento de que para a criança tornar-se cada vez mais sujeito humano, aprendendo e desenvolvendo-se, é necessário que, no seu processo de formação, a pessoa que trabalha com ela atue nas duas direções. Isso significa dizer que, em função da extrema dependência motora, afetiva e cognitiva do ser humano, nessa etapa da vida, e da sua gradativa possibilidade de autonomia, é fundamental que na Instituição de Educação Infantil se favoreça a apropriação de conhecimentos, valores, procedimentos e atitudes. Ao mesmo tempo, deve-se promover o bem-estar da criança, por meio do conhecimento às suas necessidades básicas e relacionais, em um clima de afetividade. Dessa maneira a instituição estará contribuindo para que a criança aprenda e se desenvolva, inserindo-se na cultura e transformando-a, em harmonia com a natureza. A perspectiva de cuidado e educação deve estar presente na Proposta Pedagógica da instituição de Educação Infantil permeando todas as ações desenvolvidas. Trata-se de transformar essas ações em verdadeiras filosofias, que se concretiza no cotidiano, definindo e dando consistência ao trabalho. Dessa maneira, é compromisso da instituição da educação infantil com as famílias- como também seu papel em relação às crianças – cuidar e educar para que: a) Se sintam seguras, protegidas e saudáveis; b) Aprendam a respeitar o outro nas suas diferenças; c) Produzam, transformem e se apropriem, de forma crítica e autônoma, de linguagens, conhecimentos, instrumentos, procedimentos, atitudes, valores, costumes e práticas da cultura em que estão inseridas, necessários à vida coletiva; d) Construam sua identidade e autonomia; e) Se sintam sempre desafiadas e não percam a relação prazerosa com a busca pela compreensão do mundo; f) Se sintam bem e felizes; g) Se desenvolvam na sua integralidade, tanto nos aspectos cognitivos, quanto afetivos, físicos, sociais, éticos e estéticos, contribuindo com sua formação. Dessa forma, para concretizar a proposta de trabalho da instituição de Educação Infantil, o município, além de investir nesta etapa de ensino com seus recursos próprios, necessita buscar apoio dos entes federados para ofertar uma educação que venha cumprir com o ato de cuidar e educar. 27 2- ENSINO FUNDAMENTAL 2.1- DIAGNÓSTICO No ano de 2014 houve a realização do reordenamento das redes de ensino no município. Nessa organização ficou acordado que a rede municipal atenderia a Educação Infantil e os dois primeiros ciclos, extinguindo, assim, de forma gradativa o 3º ciclo do ensino fundamental. A rede estadual oferta o Ensino Fundamental e o Ensino Médio, sendo que algumas escolas estaduais organizaram a sua oferta de acordo com a demanda, ou seja, algumas escolas ofertam apenas o 1º e 2º ciclos, outra oferta o 3º ciclo e outras estão, gradativamente, se organizando para atender a demanda existente na localidade. A maioria dos professores que atuam no Ensino Fundamental possuem graduação e especialização na área educacional. A gestão escolar é escolhida de forma democrática, ou seja, os coordenadores pedagógicos são eleitos pelos pares e, no caso do diretor escolar, pela comunidade interna e externa. O atendimento em Educação de tempo integral é uma possibilidade de melhoria da educação nos seus vários aspectos, ou seja, oferta de educação de qualidade, ocupação do tempo da criança com atividades significativas, ocupação do espaço escolar planejado para atender as necessidades de forma atrativa e, consequentemente, estimular os alunos interessados em ocupar esses espaços. Todavia as redes estadual e municipal ainda não oferta atendimento em Educação de tempo integral no Ensino Fundamental e Médio. Algumas escolas ofertam o Programa Mais Educação. TOTAL DE INSTITUIÇÕES QUE OFERTAM ENSINO FUNDAMENTAL – URBANO 2010 2011 2012 2013 2014 2015 ENSINO FUNDAMENTAL REGULAR Mun. Est. 2 04 2 04 2 04 1 04 1 04 2 04 Fonte: Secel e Assessoria Pedagógica 28 Número de professores e matrículas – Ensino Fundamental 3º ANO Municipal Municipal Municipal Estadual Estadual Estadual 105 5 99 04 109 04 125 05 89 5 99 03 69 03 57 02 42 7 106 6 106 4 76 5 101 4 87 05 87 05 89 05 97 03 73 03 63 7 97 6 111 5 108 3 85 4 91 05 84 05 96 03 85 03 92 02 75 7 105 5 94 4 96 03 111 3 84 06 133 05 101 03 84 03 81 03 60 8 113 6 115 3 53 3 91 3 88 4 140 4 89 3 96 4 87 4 91 Nº DE MATRÍCULAA NA ZONA URBANA 5 Nº DE MATRÍCULA NA ZONA URBANA Nº DE PROFESSORES 2015 122 Nº DE MATRÍCULA NA ZONA URBANA Nº DE PROFESSORES 2014 8 Nº DE MATRÍCULA NA ZONA URBANA Nº DE PROFESSORES 2013 Nº DE MATRÍCULA NA ZONA URBANA 2º ANO Municipal Estadual 2012 Nº DE PROFESSORES 1º ANO (6 ANOS) Municipal 4º ANO REDE 5º ANO Nível Nº DE PROFESSORES 2011 Estadual 29 6º ANO Municipal 7º ANO Municipal 8º ANO Municipal 9º ANO Municipal Estadual Estadual Estadual Estadual 08 89 08 90 08 42 08 08 84 11 17 10 139 10 51 06 83 123 08 85 08 97 08 84 08 41 08 40 - - 11 151 09 88 12 178 10 18 10 176 08 106 08 102 08 32 08 36 06 30 09 130 08 137 09 108 12 183 10 161 08 84 08 82 08 42 08 26 06 13 12 172 09 129 10 162 10 118 11 201 30 31 Ideb (índice de desenvolvimento da educação básica) Ensino Fundamental (anos iniciais) Ensino Fundamental (anos finais) Rede mun. 4.6 2009 Rede Brasil est. 5.2 4.6 4.2 4.3 4.0 Rede mun. 5.2 2011 Rede est. 5.4 4.4 4.5 2013 5.0 Rede mun. 5.2 4.1 4.6 Brasil Rede est. Brasil 5.9 5.2 4.2 4.2 Fonte: Site INEP Metas projetadas do IDEB E.F.(anos iniciais) E.F.(anos finais) 2015 Rede mun. 4.3 4.6 Rede est. 5.0 2017 Rede mun. 4.6 4.2 4.9 Rede est. 5.3 2019 Rede mun. 4.9 4.5 5.1 Rede est. 5.6 2021 Rede mun. 5.2 Rede est. 5.9 4.7 5.4 5.0 Brasil 6.0 5.5 Fonte: Site INEP 32 Proficiência E.F.(anos iniciais) E.F.(anos finais) 2007 2007 2009 Língua Portuguesa Matemática Língua Portuguesa Mun. 175.56 Est. 174.31 Brasil 171.40 Mun. 194.36 240.77 242.72 228.93 220.82 Est. 191.14 252.83 Brasil 189.04 Mun. 173.25 Est. 185.87 Brasil 179.58 240.56 241.50 238.54 236.96 Fonte: Site INEP E.F.(anos iniciais) E.F.(anos finais) 2009 2011 2011 Matemática Matemática Mun. Est. Brasil 195.19 206.83 199.52 Língua Portuguesa Brasi Mun. Est. l 186.7 182.3 190,6 240.21 243.20 240.29 241.2 231.9 243,0 Mun. Est. 203.0 198.8 Brasi l 209,6 243.3 236.8 250,6 Fonte: Site INEP 33 2.2. DIRETRIZES A organização por Ciclos de Formação Humana no município ocorreu a partir do ano de 2007. Na proposta do Ciclo a promoção dos alunos acontece automaticamente, ou seja, aqueles que apresentam distorção idade/ano são enturmados de acordo com a idade/ano/ciclo, conforme a resolução 257/06 CEE-MT e 002/09 CEE-MT. A ampliação do Ensino Fundamental para nove anos significa, também, uma possibilidade de qualificação do ensino e da aprendizagem da alfabetização e do letramento, pois a criança terá mais tempo para se apropriar desses conteúdos. No entanto, o ensino nesse primeiro ano ou nesses dois primeiros anos não deverá se reduzir a essas aprendizagens. Por isso, é preciso que haja a reorganização das Propostas Pedagógicas e dos Projetos Pedagógicos das escolas, de modo que assegurem o pleno desenvolvimento das crianças em seus aspectos físicos, psicológicos, intelectual, social e cognitivo, tendo em vista alcançar os objetivos do ensino fundamental sem, restringir a aprendizagem das crianças de seis anos de idade à exclusividade da alfabetização no primeiro ano do Ensino Fundamental de nove anos, mas sim ampliando as possibilidades de aprendizagem. A educação no município de Poxoréu ainda necessita de mudanças para melhorar sua qualidade, ou seja, um dos impasses que podemos citar é que os profissionais precisam compreender que a promoção automática não significa que o aluno deve passar para outra fase sem ter obtido os conhecimentos próprios da mesma. Isto é, ainda existe uma disparidade entre a fase em que o aluno se encontra e o conhecimento adquirido por ele. Nesse sentido, a Proposta Pedagógica da escola precisa estar alinhada com a Proposta do Ciclo de Formação Humana, pois, é notório algumas falhas na prática educativa cotidiana da escola para que os educandos sejam promovidos de um ano para outro com conhecimentos próprios para cada fase do ciclo. Exemplos de Programas e Projetos que possibilitam a aprendizagem de todos os alunos ao longo de sua escolaridade são os de recuperação formativa, garantia de serviços de apoio especializado para os alunos com necessidades educacionais especiais, entre outros. A formação dos professores, através de projetos criados pela própria escola e Secretaria Municipal de Educação, bem como, a participação em programas estaduais e federais também é necessária para a melhoria da qualidade na educação. Para cumprimento dos objetivos e das metas deste Plano faz-se necessário fortalecer o processo participativo e democrático tendo por base a melhoria dos indicadores escolares e a melhoria das dimensões pedagógicas, administrativas e financeiras das escolas e de seus respectivos órgãos gestores. Ressaltando que a autonomia do CDCEs deve ser garantida em sua plenitude para que possam fiscalizar, opinar, deliberar e gerenciar as ações inerentes ao CDCE. 34 3.0 - ENSINO MÉDIO 3.1- DIAGNÓSTICO A oferta do Ensino Médio é de responsabilidade da rede Estadual. Este nível é ofertado na zona rural e urbana, isto é, cada Distrito possui escola que oferta Ensino Médio à população residente na localidade e nas imediações, mas as escolas da zona urbana também atendem alunos que residem na zona rural do município. A maioria dos professores possui graduação específica com especialização. As escolas de Ensino Médio também não possuem a Educação Integral, ofertam apenas os Programas Mais Educação e Ensino Médio Inovador. Tabela 15: Total de instituições Ensino Médio Regular Urbano Estado Campo Estado 2010 02 04 2011 02 04 2012 02 04 2013 02 04 2014 02 04 2015 02 04 Fonte: Assessoria Pedagógica 35 1º ANO DO E. MÉDIO Estadual 08 190 10 285 08 217 10 26 09 216 2º ANO DO E. MÉDIO Estadual 07 165 09 196 07 166 07 177 07 161 3º ANO DO E. MÉDIO Nível REDE 2014 Nº DE MATRÍCULA NA ZONA URBANA Nº DE PROFESSORES 2013 Nº DE MATRÍCULA NA ZONA URBANA Nº DE PROFESSORES 2012 Nº DE MATRÍCULA NA ZONA URBANA Nº DE PROFESSORES 2011 Nº DE MATRÍCULA NA ZONA URBANA Nº DE PROFESSORES Nº DE MATRÍCULA NA ZONA URBANA Nº DE PROFESSORES Número de matrículas e professores do Ensino Médio da rede estadual de ensino no Município - urbano 2015 Estadual 08 184 07 162 14 95 06 136 06 130 36 Levantamento da taxa de aprovação/reprovação do Ensino Médio. ANO 2010 APROVADOS 735 REPROVADOS 87 2011 631 52 2012 626 142 2013 582 82 2014 597 146 Fonte: Assessoria Pedagógica 37 Levantamento do percentual da taxa de abandono – Ensino Médio. Fonte: Assessoria Pedagógica 38 3.2 - DIRETRIZES O Ensino Médio é a etapa final da Educação Básica e necessita de uma Proposta Pedagógica diferenciada para atender as especificidades do alunado do campo, indígena e residentes na zona urbana. Esta Etapa final exige que o aluno adquira conhecimentos básicos para ingressar na Educação Superior. Portanto, o Ensino Médio ofertado no município ainda apresenta um índice elevado de reprovação e baixa aquisição de conhecimentos por parte dos alunos aprovados, conforme os resultados apresentados no ENEM- Exame Nacional do Ensino Médio. Nesse sentido, as Escolas que ofertam Ensino Médio necessitam reorganizar sua Proposta Curricular para que venha minimizar a reprovação e melhorar a qualidade do ensino. 39 4.0- EDUCAÇÃO ESPECIAL 4.1- DIAGNÓSTICO A Educação Especial no município está em processo de implantação pois, a demanda é atendida apenas na Sala de Recursos Multifuncionais e Psicólogos. A estrutura de uma Sala de Recursos para atender com qualidade necessita de professor com formação específica para atuar nesta modalidade e da equipe multidisciplinar. As salas de recursos existentes no município ainda não possuem os profissionais que formam esta equipe e também não há oferta da formação específica para o professor. O Município ainda não realizou um levantamento para verificar a demanda de pessoas com deficiências que estão fora da escola, ou seja, oferta atendimento apenas para aquelas que procuram os estabelecimentos de ensino munidas de laudos médicos que comprovam a deficiência. ATENDIMENTO A ALUNOS COM DEFICIÊNCIA, TRANSTORNO GLOBAL DO DESENVOLVIMENTO OU ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO: Anos 2010 2011 2012 2013 2014 2015 Municipal Urbana Rural 13 17 10 1 Estadual Urbana 0 0 14 33 2 25 Fonte: Escolas Municipais e Estaduais 4.2 – DIRETRIZES A Educação Especial compreende que a inclusão é a base da oferta desta modalidade. Todo ser humano é dotado de direitos desde seu nascimento, sendo ele normal ou especial. Nessa perspectiva, esta modalidade existe para garantir o direito dos alunos com necessidades educacionais especiais ao acesso e permanência na escola com respeito às suas diferenças. De acordo com o artigo 208, inciso III e inciso II do art. 227da Constituição Federal: o atendimento educacional a essa população deve ser especializado e deve acontecer, preferencialmente, na rede regular de ensino e segundo o art. 8º , inciso I da Lei nº 7853/89: Constitui crime punível com reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa: recusar, suspender, procrastinar, cancelar ou fazer cessar, sem justa causa, a inscrição de aluno em estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado, por motivos derivados da deficiência que porta. Assim sendo, o município necessita melhorar a maneira de ofertar o atendimento especializado ao alunado que possui algum tipo de deficiência para que cumpra o que é estabelecido na Constituição Federal, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, na Resolução CNB/CEB nº 02/2001 (Diretrizes Nacionais para Educação Especial na Educação Básica) e no Estado de Mato Grosso a Resolução CEE nº 261/2002, que fixa normas para a Educação Especial na Educação Básica no Sistema Estadual de Ensino. 40 5.0- EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA 5.1- DIAGNÓSTICO A Escola que oferece a Educação Profissional e Tecnológica, anteriormente, era mantida por entidades filantrópicas e ofertava apenas o Curso Profissionalizante Técnico em Agropecuária. Em 2009 a mesma foi estadualizada através da Lei Complementar nº 374 de 15 de Dezembro de 2009 e, a partir desse período, a escola passou a ofertar outros cursos técnicos. Atualmente, para ingressar nos cursos oferecidos pela Escola Profissional e Tecnológica do município é necessário que os interessados passem por um processo seletivo. Os profissionais possuem habilitação específica para atuar nos cursos ofertados. Atualmente a gestão da escola é indicada pela Secretaria Estadual de Ciências e Tecnologia – SECITEC e é composta por 01 Diretor, 01 Coordenador Pedagógico, 01 Assistente Técnico I e 01 Assistente Técnico II e 01 Gerente de Apoio Pedagógico. Instituições que ofertam cursos no município: Ano 2010 2010 2010 2010 2011 2011 2011 2012 2012 2012 2013 2013 2013 2013 2014 2014 2014 Nº Matrículas 80 40 80 40 80 80 40 40 40 40 40 40 40 40 80 40 40 Cursos Técnico em Agropecuária Técnico em Meio Ambiente Técnico em Informática Técnico em Administração Rural Técnico em Agropecuária Técnico em Informática Técnico em Administração Rural Técnico em Agropecuária Técnico em Meio Ambiente Técnico em Zootecnia Técnico em Agropecuária Técnico em Enfermagem Técnico em análise Clínicas Técnico em Agropecuária Técnico em Agropecuária Técnico em Meio Ambiente Técnico em Informática Fonte: Escola Técnica Estadual de Poxoréu 41 5.2- DIRETRIZES A Educação Tecnológica por ser uma modalidade da Educação Básica necessita desenvolver uma Proposta Curricular vinculada aos conhecimentos adquiridos por parte dos alunos. Deve ser vista, portanto, como um instrumento importante na vida do trabalhador possibilitando ao aluno abertura suficiente para reformular seus conhecimentos frente aos novos desafios. Entende-se, também, que essa modalidade de ensino é mais um componente que possibilita ao trabalhador a conquista e a manutenção de seu emprego, colaborando para melhoria de sua qualidade de vida. Dessa forma, o município necessita colaborar com a Educação Tecnológica no acompanhamento e cobrança ao poder público estadual a execução de uma Proposta Curricular que venha atender às necessidades da demanda, possibilitando a preparação dos alunos quanto à melhoria do desenvolvimento profissional e pessoal. 6- EDUCAÇÃO DO CAMPO 6.1- DIAGNÓSTICO TOTAL DE INSTITUIÇÕES QUE OFERTAM ENSINO FUNDAMENTAL - CAMPO 2010 2011 2012 2013 2014 2015 ENSINO FUNDAMENTAL REGULAR Mun. Est. 3 04 3 04 3 04 3 04 3 04 3 04 42 NÚMEROS DE MATRÍCULAS E PROFESSORES DE SALA MULTI - CAMPO 2011 1º AO 5º ANO (SALA MULTI) 2012 Nº DE Nº ALUNOS PROF. 45 02 2013 2014 2015 DE Nº DE Nº DE Nº DE Nº DE Nº DE Nº DE Nº DE Nº DE ALUNOS PROF. ALUNOS ALUNOS ALUNOS PROF. ALUNOS PROF. 35 02 25 02 21 02 16 02 43 NÚMERO DE MATRÍCULAS E PROFESSORES DO ENSINO FUNDAMENTAL DAS REDES DE ENSINO DO MUNICÍPIO 1º ANO (6 ANOS) Municipal 2º ANO Municipal 3º ANO Municipal 4º ANO Municipal Municipal Estadual Estadual Estadual Estadual Estadual Nº DE MATRÍCULAA NO CAMPO Nº DE PROFESSORES 2015 Nº DE MATRÍCULAA NO CAMPO Nº DE PROFESSORES 2014 Nº DE MATRÍCULAA NO CAMPO Nº DE PROFESSORES 2013 Nº DE MATRÍCULA NA NO CAMPO Nº DE PROFESSORES 2012 Nº MATRÍCULAA NO CAMPO REDE 5º ANO Nível Nº DE PROFESSORES 2011 01 17 01 24 01 18 3 16 3 17 03 28 03 38 03 32 03 26 03 28 01 29 01 14 01 23 01 18 01 14 03 29 03 27 03 5 03 27 03 28 01 28 27 01 20 01 25 01 14 03 33 03 34 03 30 03 40 03 26 01 20 01 25 01 19 01 16 01 23 03 41 03 37 03 32 03 31 03 01 30 01 23 01 23 01 19 01 04 28 03 19 03 33 03 36 03 01 41 14 32 44 6º ANO 7º ANO Estadual 9º ANO Estadual 8º ANO Estadual 04 44 05 73 04 05 81 04 59 04 04 58 04 53 05 96 04 58 41 04 47 04 52 83 04 39 04 45 04 36 05 74 04 35 04 77 04 30 04 71 Estadual A rede estadual oferta a Educação Fundamental do campo por ano e a rede municipal é organizada de acordo com a demanda, ou seja, o município oferta os anos iniciais em sala multi e sala organizada por fase. Nos últimos anos houve uma diminuição do número de alunos da sala multi na rede municipal. Por ser uma escola localizada em assentamento, existe uma rotatividade grande dos alunos. Ambas as redes organizam a Proposta Curricular de acordo com a realidade do local. São realizados projetos envolvendo a comunidade educativa externa e interna das escolas e há grande participação das famílias na execução e culminância dos mesmos. É constatado pela Secretaria Municipal de Educação que as escolas da rede municipal ainda necessitam de um trabalho de acompanhamento dos alunos com déficit de aprendizagem, embora os professores ministrem aulas de reforço, eles encontram dificuldades para trabalharem com sala multi. 45 6.2 - DIRETRIZES Os princípios orientadores da política da Educação do Campo devem-se pautar pelos seguintes princípios: da qualidade; do respeito às organizações e aos movimentos sociais e seus saberes; da identidade e da localidade; da cultura; e, da formação dos sujeitos. A Educação do campo de qualidade é um direito a ser garantido a toda a população campesina. Para ser de qualidade, a educação precisa valorizar a cultura do campo e contribuir para o enriquecimento dos conhecimentos e modos de vida desse povo. O princípio do respeito às organizações e aos movimentos sociais e seus saberes do povo do campo é fundamental para que não haja um distanciamento entre escola e a maneira de organização das comunidades e de seus territórios. A identidade do povo do campo e sua localidade é um dos aspectos fundamentais para construção de uma educação do campo significativa, ou seja, o povo do campo deve receber a educação no campo. O trabalho desenvolvido no campo é uma produção cultural. Nesse sentido, a escola precisa investir em conhecimentos voltados para a produtividade através do trabalho com a terra. O currículo escolar da Educação do Campo deve contemplar as características do povo do campo. Dessa forma, a maneira de atender as necessidades do povo do campo e integrar toda a comunidade deve ser através da realização de projetos que envolvam escola/comunidade. 46 7. EDUCAÇÃO INDÍGENA 7.1 DIAGNÓSTICO A Educação Indígena no município é oferecida pelas redes Estadual e Municipal, sendo duas escolas Municipais que ofertam os anos iniciais do EF e uma escola estadual que oferta o Ensino Fundamental, do 1º ao 9º ano. Estas escolas são situadas nas aldeias que se localizam na Reserva Sangradouro, sendo que a última escola encontra-se a aproximadamente 140 quilômetros da sede do município. As escolas indígenas, tanto da rede municipal quanto da rede estadual são gerenciadas pela Secretaria Municipal de Educação e pela Assessoria Pedagógica, respectivamente. No que se refere à infraestrutura física, material e equipamentos, a escola apresenta condições precárias para o atendimento da oferta. O ensino é organizado por Ciclos de Formação Humana, em classes multifaseadas. A Proposta Curricular é voltada para a cultura indígena, mas não é desvinculada dos saberes necessários à vida na sociedade, ou seja, os costumes, as tradições, as crenças e os rituais fazem parte do currículo, mas o mesmo apresenta os conteúdos básicos de cada fase visando possibilitar o crescimento intelectual do povo indígena, o fortalecimento de sua cultura, e a sua formação enquanto cidadão dentro e fora da localidade onde vive. Observa-se que os professores indígenas ainda necessitam de acompanhamento para qualidade do processo educativo que desenvolvem nas escolas, pois, os mesmos possuem dificuldade em compreender de maneira clara que a educação é um instrumento de melhoria da qualidade de vida. Existe dificuldades por parte da Coordenação Pedagógica e técnicos da Secretaria Municipal de Educação e Assessoria Pedagógica em orientar os professores por não terem o domínio da Língua materna, ou seja, as equipes da coordenação e técnica não tem condições de aferir o desenvolvimento do processo educativo desenvolvido nas escolas com qualidade. TOTAL DE INSTITUIÇÕES QUE OFERTAM EDUCAÇÃO INDÍGENA 2010 2011 2012 2013 2014 2015 ENSINO FUNDAMENTAL REGULAR Indígena Mun. Est. 2 01 2 01 2 01 2 01 2 01 2 01 47 Número de crianças matriculadas na Educação Indígena – Educação Infantil 2011 4 anos e 5 anos (multi) 16 N° de Prof. 2012 N° de Prof. 02 08 02 2013 N° de Prof. 04 02 2014 N° de Prof. 2015 N° de Prof. 08 02 07 02 Número de crianças matriculadas na Educação Indígena Municipal – Anos iniciais 1º ao 5º ano (multi) 2011 N° de Prof. 73 05 2012 N° de Prof. 46 05 2013 N° de Prof. 2014 N° de Prof. 2015 N° de Prof. 42 05 32 05 36 05 48 Número de matrícula e professores da rede estadual 1º Ano Estadual 2º Ano Estadual Estadual 01 06 4º ano 5º ano 01 01 Nº DE MATRÍCULAS Nº DE PROFESSORES 2015 Nº DE MATRÍCULAS Nº DE PROFESSORES Nº DE MATRÍCULAS Nº DE PROFESSORES Nº DE MATRÍCULAS Nº DE PROFESSORES 2014 01 23 01 16 01 05 01 17 01 13 01 16 01 15 05 01 04 01 15 01 14 01 14 02 01 01 01 07 01 11 01 14 01 07 01 06 01 12 01 10 01 01 01 02 01 03 01 10 01 01 01 04 01 06 01 01 01 01 01 03 04 01 2013 14 01 Estadual 2012 Nº DE MATRÍCULAS REDE 3° Ano Nível Nº DE PROFESSORES 2011 6º ano Estadual Estadual 8º ano 7º ano Estadual Estadual 9º Ano 01 Estadual 49 7.2. DIRETRIZES Segundo a Constituição Federal deve ser assegurado às comunidades indígenas utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem. De acordo com as Diretrizes Curriculares da Educação Básica a escola indígena deve “garantir aos índios, suas comunidades e povos, o acesso às informações, conhecimentos técnicos e científicos da sociedade nacional e demais sociedades indígenas e não índias”. Dessa forma, a Educação Indígena deve dar condições para o aluno ter acesso ao conhecimento formal que circula na sociedade para que o mesmo exerça seu papel de cidadão de direitos de forma igualitária.Considerando que os povos indígenas Xavantes são bilíngues, mas que sua língua é um meio de comunicação apenas entre sua etnia, há a necessidade de uma educação que dê condições desses povos se comunicarem com a sociedade não índia para que haja a integração e usufruam dos mesmos direitos de cidadão brasileiro. De acordo com o diagnóstico realizado nas escolas indígenas, observa-se a necessidade de investimento na infraestrutura física, material e nos equipamentos por parte do poder público municipal e estadual visando oferecer melhores condições às escolas para atenderem com qualidade a demanda. 50 2º ANO DA EJA 1º ANO DA EJA Nível REDE Estadual 07 53 07 27 07 07 82 64 07 07 82 76 2013 07 07 Nº DE MATRÍCULA NA ZONA URBANA Nº DE PROFESSORES 2012 Nº DE MATRÍCULA NA ZONA URBANA Nº DE PROFESSORES 2011 Nº DE MATRÍCULA NA ZONA URBANA Nº DE PROFESSORES Nº DE MATRÍCULA NA ZONA URBANA Nº DE PROFESSORES 8. EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – EJA 8.1. DIAGNÓSTICO NÚMERO DE PROFESSORES E MATRÍCULAS DA EJA ENSINO MÉDIO- URBANO 2014 77 88 Estadual 51 2º SEG DA EJA 1º SEG DA EJA Nível REDE 06 198 - 06 142 Estadual 06 Nº DE MATRÍCULA NA ZONA URBANA - Nº DE PROFESSORES 2012 Nº DE MATRÍCULA NA ZONA URBANA Nº DE PROFESSORES 2011 Nº DE MATRÍCULA NA ZONA URBANA Nº DE PROFESSORES Nº DE MATRÍCULA NA ZONA URBANA Nº DE PROFESSORES NÚMERO DE PROFESSORES E MATRÍCULAS DO ENSINO FUNDAMENTAL EJA - URBANO 2013 2014 06 117 15 06 29 Estadual 52 A educação é um dos direitos sociais do cidadão conforme afirma a Constituição Federal de 1998 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. O Município de Poxoréu ainda não garante este direito a todos os cidadãos. Existem duas escolas na sede do município que pertencem a rede estadual de ensino que ofertam a modalidade de EJA, porém, há algumas localidades que ainda não são contempladas com este direito. De acordo com uma pesquisa realizada pela equipe do SESC LER Poxoréu há uma grande demanda que necessita deste atendimento. Foi detectado que não há parceria entre município e Estado para garantir a todos o acesso às escolas que ofertam EJA no município, ou seja, segundo alguns usuários o oferecimento de transporte escolar para estas localidades facilitaria o ingresso dos interessados nesta modalidade. TOTAL DE INSTITUIÇÕES QUE OFERTAM ENSINO FUNDAMENTAL EJA - CAMPO Ensino Fundamental EJA 1º Segmento 2º Segmento 2014 01 02 2015 01 02 TOTAL DE INSTITUIÇÕES QUE OFERTAM ENSINO FUNDAMENTAL EJA – URBANO Ensino Fundamental EJA 1º Segmento 2º Segmento 2011 2012 2013 2014 2015 01 01 03 02 02 02 02 53 NÚMERO DE MATRÍCULAS E PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO DAS REDES DE ENSINO NO MUNICÍPIO - CAMPO 2º ANO DA EJA 1º ANO DA EJA - - Nº DE MATRÍCULAA NO CAMPO Nº DE PROFESSORES Nº DE PROFESSORES 2014 Nº DE MATRÍCULAA NO CAMPO 2013 Nº DE MATRÍCULA NA NO CAMPO Nº DE PROFESSORES REDE 2012 Nº MATRÍCULAA NO CAMPO Nível Nº DE PROFESSORES 2011 15 23 13 09 15 09 Estadual Estadual NÚMERO DE MATRÍCULAS E PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO DAS REDES DE ENSINO NO MUNICÍPIO - URBANO 07 82 07 82 07 77 07 27 07 64 07 76 07 88 Nº DE MATRÍCULAA NO CAMPO 53 Nº DE PROFESSORES Nº DE PROFESSORES 07 Nº DE MATRÍCULAA NO CAMPO Nº DE MATRÍCULA NA NO CAMPO Estadual 2014 Nº DE PROFESSORES Estadual 2013 Nº MATRÍCULAA NO CAMPO 1º ANO DA EJA REDE 2º ANO DA EJA Nível 2012 Nº DE PROFESSORES 2011 Existe também no município o Centro Educacional SESC LER – Poxoréu que é um projeto que possui a finalidade de desenvolver ações educativas para jovens e adultos que não tiveram acesso ou continuidade aos estudos. É uma entidade de prestação de 54 serviços de caráter socioeducativo, cuja atuação se dá no âmbito do bem estar social, nas áreas da saúde, cultura, educação e lazer. Seu objetivo é contribuir para a melhoria das condições de vida da população e facilitar meios de aprimoramento cultural e profissional. Criado, mantido e administrado pelo empresariado do comércio, o SESC cultiva como valor maior e orienta a sua ação o estímulo ao exercício da cidadania e a democracia, principais caminhos na busca do bem estar individual e coletivo. O SESC LER oferta a Educação de Jovens e Adultos com classe de alfabetização, 1º ciclo e parte do 2º ciclo. O ingresso do alunado no ciclo se dá conforme as capacidades apresentadas pelo usuário através de atividades desenvolvidas com sucesso correspondente a cada fase do ciclo. De acordo com entrevista realizada com a equipe da instituição existe um número alto de evasão, mas existe um trabalho que realizam para motivar os usuários a dar continuidade aos estudos na própria unidade, bem como, nas demais unidades que ofertam a modalidade EJA. O usuário que conclui a 2ª fase do 2º ciclo recebe uma declaração de aptidão para ingressar na 3ª fase do 2º ciclo em qualquer instituição que oferta a Educação de Jovens e Adultos. 8.2 DIRETRIZES A demanda de Educação de Jovens e Adultos apresenta faixa etária diferenciada. Dessa forma, as escolas que ofertam esta modalidade aos jovens e adultos devem organizar suas classes e elaborar a proposta pedagógica de forma diferente do ensino regular, tanto na estrutura, quanto no regime escolar, na metodologia, no preenchimento de avaliação e duração visando atender as especificidades e interesses de cada faixa etária e alcançar sucesso no processo educativo. Para isso é primordial que as escolas conheçam a história de vida dos jovens e adultos, suas necessidades e potencialidades. Neste sentido, a proposta pedagógica da escola deve observar as normas vigentes do Conselho Nacional de Educação – CNE, do Conselho Estadual de educação de Mato Grosso – CEE e da Secretaria de Estado de Educação – SEDUC-MT. Deve contemplar, em sua organização e desenvolvimento, além dos valores, princípios e finalidades previstos nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental, o Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos, os mesmos aspectos que a educação regular: situações de aprendizagem que proporcionem ao aluno o desenvolvimento de habilidades socialmente significativas, visando a construção de identidades solidárias, autônomas, competentes e responsáveis; ambiente incentivador da curiosidade, do questionamento, do diálogo, da criatividade e da originalidade; Tratamento dos conteúdos curriculares adequados à idade dos alunos e aos ciclos de desenvolvimento humano; aproveitamento de conhecimentos e habilidades adquiridas pelos educandos por meios informais privilegiando temas adequados a sua faixa etária; metodologias e estratégias diversificadas de aprendizagem apropriadas às necessidades e interesses dos alunos; uso de recursos audiovisuais, biblioteca, material didático, laboratórios e das novas tecnologias de informação e comunicação; formação continuada do professor direcionada para o trabalho com jovens e adultos; avaliação diagnóstica e contínua do desempenho do aluno com instrumento de tomada de consciência de suas conquistas, dificuldades, possibilidades e necessidades ao longo do processo de aprendizagem. Para a execução de uma proposta adequada á Educação de jovens e adultos há necessidade de partilha de responsabilidades entre Estado e Município com complementação da União. Assim sendo, o município de Poxoréu precisa colaborar com mais intensidade no apoio a esta modalidade de ensino para que a mesma seja ofertada com qualidade e garanta à demanda o acesso, a permanência e a continuidade aos estudos. 55 9. FORMAÇÃO E VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO 9.1. DIAGNÓSTICO Formação dos profissionais de apoio em sala de aula nas infantil instituições de Ensino Quantidade de profissionais de apoio em sala de aula por nível de escolaridade Etapa Rede de ensino Ensino Médio Educação Infantil 07 0 a 3 anos Municipal Educação Infantil 02 4 e 5 anos Fonte: Secretaria Municipal de Educação Formação dos professores Rede de Ensino ensino Médio Municipal 05 Estadual 06 Ensino Médio Graduação com Magistério 10 43 02 33 Pós-graduação/ Especialização 27 61 Mestrado 02 01 Fonte: Escolas Municipais e Estaduais Conforme tabela acima, no município de Poxoréu ainda há necessidade de formação inicial de nível superior para os docentes atuantes nas redes de ensino, pois, de acordo com a LDB nos arts 94 a 96 é estabelecida a formação específica para o atendimento das características de cada fase de desenvolvimento dos alunos e, consequentemente, dos objetivos dos diferentes níveis e modalidades de ensino. A qualidade da educação não implica apenas na garantia de ter o profissional habilitado em nível superior. É necessário realizar a formação contínua para todos os docentes atuantes nas redes de ensino. É sabido que é fundamental a melhoria na infraestrutura física e pedagógica das escolas para que haja a qualidade da 56 educação em todos os seus aspectos, ou seja, a formação do docente é de suma importância para garantir a qualidade, mas as condições de trabalho devem ser garantidas para que o docente execute os conhecimentos adquiridos e alcance os objetivos desejados. TABELA SALARIAL DE DESPESA COM PESSOAL - EVOLUÇÃO SALARIAL MUNICIPAL Cargo/Função Carga 2011 Horária Prof/magistério 30 825,61 Prof/graduação 30 1.155,86 Prof/Especialização 30 1.320,98 Prof/Mestrado 30 1.486,10 Prof/Doutorado 30 1.568,66 Apoio/auxiliar 30 679,67 administ. Apoio/vigia 40 453,11 Apoio/serviços 30 453,11 gerais Apoio/motorista 40 453,11 Fonte: Secretaria de Administração DO PISO 2012 2013 2014 2015 1.063,38 1.595,07 1.807,75 2.020,42 2.126,76 952,25 1.133,24 1.699,87 1.926,51 2.153,16 2.266,49 1.014,81 1.274,16 1.911,23 2.166,07 2.420,90 2.548,31 1.070,52 1.439,93 2.159,88 2.447,88 2.735,86 2.879,85 907,35 845,51 1.139,03 965,42 752,10 752,10 801,51 801,51 968,46 899,62 1.032,09 1.088,75 1.158,43 No Plano de Cargos, Carreira e Salários dos profissionais de Educação da rede municipal de Poxoréu, conforme tabela acima, podemos observar que houve evolução salarial para todos os cargos. Para os profissionais do magistério, o salário acompanha o Piso Nacional. De acordo com a tabela da Lei 1500/12 e com o índice do IPCA – Índice de Preço ao Consumidor é calculado o reajuste salarial dos demais servidores. 9.2. DIRETRIZES A valorização dos profissionais da Educação se dá, também, a partir da implantação de Plano de Cargo e Carreira, progressão por titulação e qualificação adquirida durante a carreira, bem como, período reservado à estudos, planejamento e avaliação, incluído na carga de trabalho, condições adequadas de trabalho, incentivos financeiros por dedicação exclusiva, tempo de serviço e localidade, ingresso no ensino público exclusivamente por concurso e a instituição de piso salarial e tratamento igual para todos os profissionais da educação, sejam eles efetivos ou contratados. Para cumprir o que é estabelecido em lei sobre a valorização dos profissionais da Educação faz-se necessário a revisão, avaliação e adequação do PCCS, observando as legislações vigentes. 57 10. FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO 10.1.DIAGNÓSTICO O FUNDEF- Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica foi criado a partir da Emenda Constitucional nº 14 de 12/09/1996 com o objetivo primeiro de implementar uma política redistributiva dos recursos financeiros, almejando, em várias vertentes, não só ampliar a oferta educativa fundamental aos brasileiros, como também qualificá-la. Neste mesmo ano, foi criada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação com o intuito de assegurar igualdade de condições para o acesso e permanência na escola, a liberdade no que tange ao desenvolvimento do intelecto, pluralismo de ideias e concepções pedagógicas, coexistência de redes educacionais públicas e privadas, gratuidade do ensino público, valorização profissional, qualidade e gestão democrática. Para atingir os objetivos da Lei de Diretrizes e Bases foram criadas as Leis Complementares nº 49 e nº 7040, ambas em 01/10/1998 na tentativa de alcançar êxito no desenvolvimento do ensino no âmbito do Estado. Após quase 10 (dez) anos, em junho de 2007, foi criada a Lei nº 11.494/2007 – FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) Tabela referente ao recurso do FUNDEB no município Ano 2010 2011 2012 2013 2014 FUNDEB 2.534.075,56 2.945.202,43 3.138.816,55 3.254.881,93 3.388.578,15 Percebe-se que a partir da criação do FUNDEB houve uma evolução no desenvolvimento do ensino, pois, todas as etapas e modalidades da Educação Básica passaram a se beneficiar do fundo que antes era destinado apenas para o ensino fundamental. O FUNDEB também prevê a inclusão de creches comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, conveniadas com o poder público. Para ter acesso ao dinheiro, elas devem cumprir requisitos, como ter certificado do conselho Nacional de Assistência Social, atender padrões mínimos de qualidade e oferecer igualdade de condições de acesso aos alunos, com atendimento gratuito a todos. O Município possui 2 (duas) instituições filantrópicas que atendem crianças de 0 a 5 anos, mas, atualmente, não recebem o recurso do FUNDEB. São mantidas através de doações de padrinhos do próprio município e da Itália. 58 Número de crianças matriculadas – Filantrópico campo 2A5 ANOS 2011 Mat. N° de Prof. 15 alunos 01 2012 Mat. 18 N° de Prof. 2013 Mat. N° de Prof. 17 01 2014 Mat. N° de Prof. 11 01 2015 Mat. N° de Prof. 10 01 01 Número de crianças matriculadas – Filantrópico urbana 0a5 anos 2011 Mat. N° de Prof. 2012 Mat. N° de Prof. 2013 Mat. N° de Prof. 2014 Mat. N° de Prof. 2015 Mat. 14 05 17 05 17 05 18 05 22 N° de Prof. 05 59 RECEITAS DA EDUCAÇÃO NO MUNICÍPIO Ano Salário Educação PAR 2010 131.147,65 2011 154.721,74 2012 190.003,02 1.106.351,20 2013 192.602,77 2014 206.526,70 Fonte: Secretaria de Fazenda PNATE PNAE PDDE 111.673,65 91.024.56 101.842.43 99.553,19 82..784,96 88.200,00 91.500,00 121.140,00 127.206,00 92.000,00 3.947,40 3.653,40 3.821,10 5.180,00 2.040,00 Transporte RECURSOS Esc./Est. do MUNICÍPIO 549.541,52 4.026.243,96 882.094,01 1.341.228,98 190.003,02 1.174.559,99 891.402,54 2.168.073,52 756.992,59 3.488.215,41 Total 7.444.829,74 5.519.425,12 6.026.537,31 6.738.898,95 8.017.137,81 A tabela acima mostra os investimentos aplicados na educação do município. O PAR - Plano de Ações Articuladas foi o Plano que privilegiou as instituições de ensino com a melhoria da infraestrutura física e material. No município estão sendo construídos: 01 (um) Centro de Educação Infantil (PROINFÂNCIA), 01 (uma) quadra poliesportiva coberta, 01 (uma) escola indígena e foram aprovadas: 01 (uma) cobertura de quadra esportiva e 01 (uma) construção de uma escola do campo. O Município também recebeu ônibus escolar, materiais e equipamentos para uso de alunos e profissionais da educação. Os demais investimentos também contribuíram para a melhoria da educação, porém, ainda há necessidade de uma maior eficiência na gestão desses recursos recebidos. RECURSOS APLICADOS NA MELHORIA E QUALIDADE DA EDUCAÇÃO Ano Educação Infantil (1) Ensino Fundamental (2) 2010 587.332,00 3.937.338,37 2011 278.050,88 5.750.361,97 2012 243.104,08 6.230.122,52 2013 271.997,27 6.491.750,95 2014 721.324,50 6.520.588,67 Fonte: Secretaria de Administraçã Outros (3) 158.996,65 193.854,30 213.569,41 227.750.39 408.307,73 Despesas educação com 4.683.667,02 6.222.267,15 6.686.796,01 6.991.498,61 7.650.220,90 60 RECURSOS APLICADOS COM PESSOAL Ano 2010 2011 2012 2013 2014 Despesas com Despesas com pagamento de equipe pagamento de de apoio (técnicos, professores apoio, vigias, (1) motoristas, etc) (2) 1.771.660,67 124.984,51 1.979.012,36 183.313,00 2.980.587,61 243.585,55 2.630.864,34 250.234,54 2.912.124,15 279.841,38 Encargos (3) 417.261,94 475.711,58 709.318,10 633.841,75 702.232,42 Total (1+2+3) 2.313.907,12 2.638.036,94 3.933.491,26 3.514.940,63 3.894.197,95 Fonte: Secretaria de Administração PROGRAMAS E PROJETOS DO MEC E SEDUC QUE O MUNICÍPIO ESTÁ INSERIDO. O Município é contemplado com os Programas:Programa Mais Educação, Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, Pacto Nacional Pela Alfabetização na Idade Certa, Proinfância, Saúde na Escola, Atleta na Escola, Proinfo, Acessibilidade, Sispacto Ensino Médio, PDDE Água na Escola, PDDE Escola do Campo, PDDE Escola Sustentável, Educação Infantil Manutenção, Transporte Escolar, PNATE. 10.2. DIRETRIZES O financiamento é de suma importância para garantir a melhoria da qualidade na educação. Nesse sentido, o envolvimento dos entes federados na colaboração em ações que exigem financiamento oportunizará aos mantenedores da educação executarem projetos que possibilitam o avanço educacional nos aspectos físicos, pedagógicos, humanos e materiais. Para que esses recursos sejam geridos de forma a atingir os objetivos dos projetos educacionais há necessidade de uma gestão participativa na execução dos mesmos. Para isso, existe o Projeto Político Pedagógico que dá autonomia às instituições de incluir os vários segmentos na elaboração e execução dos projetos da escola nas diferentes dimensões que compõe a organização da instituição, bem como, os Conselhos Deliberativos, eleições de diretores e outras ações de cunho democrático que possibilitam a participação da sociedade no desenvolvimento educacional. De acordo com a LDB 9493/96, art. 14, os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na Educação Básica, de acordo com suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: I- Participação dos profissionais da educação na elaboração do Projeto Pedagógico da escola; II – Participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes; O artigo 15 diz que os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públicas de educação básica que os integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão financeira, observadas as normas gerais de direito financeiro público. Assim sendo, o município precisa fortalecer a gestão democrática no âmbito escolar e dentro dos órgãos mantenedores da educação respeitando as diferenças, compartilhando ideias e sendo tolerante às opiniões que promoverão o crescimento da coletividade. 61 11. METAS DO PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO META 1 – Promover continuamente o sistema único de ensino. INDICADOR: Cumprimento do Art. 11 da Lei Complementar nº 49/98. (Art. 11 Fica implantada, no âmbito do Estado de Mato Grosso, a Gestão Única de Educação Básica das Redes Estadual e Municipal de Ensino Público, com a finalidade de implementar progressivamente o Sistema Único de. Educação Básica, conforme Artigo 244, parágrafo único, da Constituição: Estadual, assegurando: I - universalização do atendimento da Educação Básica; II - melhoria da qualidade de ensino voltada para a. construção de cidadania; III - valorização o remuneração condigna para os profissionais da educação; IV - gestão democrática em todas as instâncias político-administrativas e pedagógicas). ESTRATÉGIAS 1-Estabelecer, por intermédio de instrumentos legais, cooperação entre o município e o Estado, explicitando claramente os objetivos e as responsabilidades comuns de cada ente, no atendimento da escolarização básica de sua competência: demanda da clientela e sua localização, espaços físicos, transporte escolar, recursos didático pedagógicos, recursos humanos, equipamentos e mobiliários. META 2 – Ofertar Educação Infantil para 80% (oitenta por cento) de crianças de 0 a 3 anos até 2024 INDICADOR: Acréscimos anuais da oferta de Educação Infantil para crianças de 0 a 3 anos. ESTTRATÉGIAS 1- Realizar, em regime de colaboração, levantamento anual da demanda por creche para a população de até 03 anos, criando banco de dados e publicizando-o para planejar a oferta e verificar o atendimento da demanda manifesta. 2- Adequar a infraestrutura e materiais didáticos inerentes ao processo educativo, considerando as características das distintas faixas etárias, conforme os padrões do CAQ (Custo Aluno Qualidade). 3- Definir políticas para a Educação Infantil de 0 a 3 anos com base nas diretrizes e sugestões de referenciais curriculares nacionais e nas normas complementares estaduais e municipais. 4- Garantir que, imediatamente à aprovação deste plano, todas as instituições que ofertam a Educação Infantil de 0 a 3 anos tenham formulado seus projetos pedagógicos com a participação dos profissionais de educação e comunidade escolar, observando o Plano Nacional de educação infantil e os seguintes fundamentos norteadores: a)princípios éticos da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum; b) princípios políticos dos direitos e deveres de cidadania, do exercício da criticidade e do respeito à ordem democrática; c)princípios estéticos da sensibilidade, da criatividade, da ludicidade e da diversidade de manifestações artísticas e culturais. 5- Buscar parcerias com os governos estadual e federal para criar e construir centros de Educação Infantil, ampliando os já existentes, para atendimento conjunto de crianças de 0 a 03 anos, em tempo integral, conforme padrões mínimos exigidos pela Legislação, considerando a demanda do município. 6- Garantir ambiente físico para uso exclusivo da Educação Infantil. 7- Acompanhar as unidades de Educação Infantil para orientação do processo pedagógico e de atendimento à demanda. 62 8- Garantir alimentação escolar adequada para todas as crianças atendidas nos estabelecimentos públicos de Educação Infantil e conveniados com a Prefeitura. 09- Garantir, com apoio de outros órgãos (Secretaria de Saúde, Conselho Tutelar, Ministério Público, etc) ações complementares socioeducativas de apoio às famílias de crianças de 0 a 03 anos, tais como palestras sobre desenvolvimento infantil e oficinas pedagógicas, promovendo a interação pais/crianças. META 3- Ofertar educação Infantil 100% (cem por cento) de crianças de 4 a 5 anos até 2020. INDICADOR: Acréscimos anuais da oferta de Educação Infantil para crianças de 4 e 5 anos. ESTRATÉGIAS 1- Realizar, em regime de colaboração, levantamento anual da demanda por creche para a população de 04 e 05 anos, criando banco de dados e publicizando-o para planejar a oferta e verificar o atendimento da demanda manifesta. 2- Adequar a infraestrutura e materiais didáticos inerentes ao processo educativo, considerando as características das distintas faixas etárias, conforme os padrões do CAQ (Custo Aluno Qualidade). 3. Definir políticas para a Educação Infantil, com base nas diretrizes e sugestões de referenciais curriculares nacionais e nas normas complementares estaduais e municipais. 4- Garantir que, imediatamente à aprovação deste plano, todas as instituições que ofertam a Educação Infantil tenham formulado seus projetos pedagógicos com a participação dos profissionais de educação e comunidade escolar, observando o Plano Nacional de educação infantil e os seguintes fundamentos norteadores: a)princípios éticos da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum; b) princípios políticos dos direitos e deveres de cidadania, do exercício da criticidade e do respeito à ordem democrática; c)princípios estéticos da sensibilidade, da criatividade, da ludicidade e da diversidade de manifestações artísticas e culturais. 5- Buscar parcerias com os governos estadual e federal para criar e construir centros de Educação Infantil, ampliando os já existentes, para atendimento conjunto de crianças de 04 a 05 anos, em tempo integral, conforme padrões mínimos exigidos pela Legislação, considerando a demanda do município. 6- Garantir ambiente físico para uso exclusivo da Educação Infantil. 7- Acompanhar as unidades de Educação Infantil para orientação do processo pedagógico e de atendimento à demanda. 8- Garantir alimentação escolar adequada para todas as crianças atendidas nos estabelecimentos públicos de Educação Infantil e conveniados com a Prefeitura. 9- Garantir, com apoio de outros órgãos (Secretaria de Saúde, Conselho Tutelar, Ministério Público, etc) ações complementares socioeducativas de apoio às famílias de crianças de 04 e 05 anos, tais como palestras sobre desenvolvimento infantil e oficinas pedagógicas, promovendo a interação pais/crianças. META 4 - Atender 100% (cem por cento) da população escolarizável no ensino fundamental de 6 (seis) a 14 (quatorze) anos e garantir que 100% (cem por cento) dos alunos concluam com sucesso essa etapa na idade recomendada, até o último ano de vigência deste PME. INDICADOR: Acréscimos anuais da oferta de ensino fundamental à população de 6 (seis) a 14 (quatorze) anos. 63 ESTRATÉGIAS 1- Extinguir, gradativamente, até 2017 a oferta do 3º ciclo do ensino fundamental, acompanhando a garantia desta oferta pelo poder estadual. 2-Assegurar o atendimento de qualidade à população de 06 (seis) a 11 (onze) anos. 3- Garantir o atendimento especializado, recursos adequados e auxílio da equipe multidisciplinar aos educandos que possuem deficiências, através de parcerias entre União, Estado e municípios, envolvendo as Secretarias de Educação, de Saúde, de Bem Estar Social, Ambiental, de Cultura, de Ação Social, Conselho Tutelar e Conselho Municipal de Educação para o pleno atendimento das necessidades dos estudantes da educação básica, incluindo equipe multiprofissional (pedagogos, assistente social, fonoaudiólogos e outros), sem ônus para a educação. 4- Assegurar que todas as escolas que ofertam o Ensino Fundamental tenham desencadeado o processo para a elaboração do seu projeto político-pedagógico, com observância das Diretrizes Curriculares e/ou políticas estadual e municipal, com efetiva participação da comunidade. 5- Garantir instrumentos legais que assegurem eleição direta de gestores pela comunidade, em todas as unidades escolares públicas do município, para os cargos de Diretor, Coordenador e Secretário Escolar, a cada 02 (dois) anos com direito a uma reeleição. 6. Definir expectativas de aprendizagem juntamente com a rede estadual para o Ensino Fundamental, com vista a garantir formação geral comum. 7. Implantar a avaliação sistêmica do processo educacional da educação básica, correspondentes às etapas que compete ao município: Educação Infantil e Ensino Fundamental e baseada na realidade, particularidades e peculiaridades regionais. 8. Realizar campanhas contínuas de mídia promovidas pelo órgão mantenedor visando otimizar a participação da comunidade escolar nos CDCE, grêmios estudantis, conselhos diretores. 9- Acompanhar e cobrar a efetividade da participação dos membros do CDCE em todas as ações desenvolvidas pela escola. 10. Capacitar os membros dos conselhos escolares, conselhos diretores e conselho municipal de educação para que possam exercer seu papel de controle social. 11. Fomentar ações que visem à interação entre família e escola. 12. Garantir aos grêmios estudantis suporte e estrutura na organização de ações, eventos pedagógicos, sociais e culturais realizados nas unidades escolares. 13. Apoiar técnica e financeiramente a gestão escolar, garantindo a participação da comunidade escolar no planejamento e na aplicação dos recursos, visando à ampliação da transparência e ao efetivo desenvolvimento da gestão democrática. 14. Apoiar tecnicamente ações de incentivo à divulgação da cultura nacional, matogrossense e local. 15. Garantir políticas de combate à violência na escola e a construção da cultura de paz e ambiente escolar dotado de segurança para a comunidade escolar. 16. Implantar e implementar rede de comunicação contínua e eficiente entre unidades escolares, estadual, municipal e unidades administrativas centrais e descentralizadas públicas. 17. Assegurar o desenvolvimento de projetos curriculares articulados com a base nacional comum, relacionados à Educação Ambiental, à Educação das Relações Étnico-Raciais e dos direitos humanos, gêneros, sexualidade e música. 18. Garantir meios e espaços permanentes de divulgação, discussão e compartilhamento de vivências e experiências exitosas do Ensino Fundamental. 19. Garantir financiamento anual para pesquisas que tratem do processo ensinoaprendizagem na educação básica. 64 20. Disponibilizar transporte escolar, obedecendo padrões de legislação de trânsito, para alunos do ensino fundamental e educação de jovens e adultos: 1º segmento. 21- Assegurar apoio financeiro, técnico e pedagógico para as escolas municipais que apresentarem projetos que visem ao desenvolvimento significativo dos estudantes, bem como a participação em jogos estudantis intermunicipais e estaduais, mostras científicas e similares. 22- Acompanhar e cobrar a renovação e manutenção periódica dos equipamentos de multimídia, informática e laboratoriais, com profissional capacitado por turno de funcionamento da unidade escolar com a atribuição de auxiliar o professor. 23. Apoiar ações de Educação Ambiental articuladas com os projetos políticospedagógicos das escolas que contribuam ou promovam o desenvolvimento local sustentável. 24. Viabilizar mecanismos normativos que orientem a destinação de parte dos recursos financeiros oriundos do Fundo Municipal de Bens Lesados e/ou outros fundos para apoiar ações em Educação Ambiental desenvolvidas pelas unidades escolares públicas. 25. Fomentar parcerias com órgãos gestores da política ambiental estadual e municipal para abertura de editais anuais de apoio a projetos de Educação Ambiental, visando sua concretização nas escolas e em espaços não escolarizados. 26. Promover ações de Educação Ambiental com os povos indígenas e assentados, em parceria com Ministério do Meio Ambiente e Educação, IBAMA, SEMA e FUNAI, abordando a Legislação Ambiental, Nacional, Estadual e Municipal, possibilitando o desenvolvimento de projetos ambientais. 27. Orientar as escolas para que o ensino da educação religiosa e as solenidades escolares sejam realizados com base na laicidade do ensino, primando pelo direito democrático da religiosidade de todos os povos e culturas, conforme legislação vigente. 28. Constituir comissão com a participação dos profissionais da educação, entidades civis e organizadas para elaborar orientações para o processo de escolha e adoção de livros e materiais didáticos, acervo das bibliotecas escolares, observando as especificidades das relações étnico-raciais no Estado. 29- Distribuir às escolas da rede pública livros/outros materiais pedagógicos, enfocando as temáticas referentes ao Ensino Fundamental. 30- Definir mecanismos para implantação e ampliação em 100% (cem por cento) das escolas por ano a oferta da Língua Estrangeira, Arte e Educação Física aos alunos dos anos iniciais do ensino fundamental, garantindo formação específica para os profissionais que atuam nesta etapa. 31. Orientar e cobrar o cumprimento da Legislação que garante que todas as escolas organizadas em Ciclos de Formação Humana tenham o Coordenador Pedagógico e Professor Articulador em todos os ciclos, com espaço físico específico e adequado para atender a demanda. 32. Garantir a fruição a bens e espaços culturais, de forma regular, bem como a ampliação da prática desportiva, de forma integrada ao currículo escolar. 33- Definir, juntamente com a rede estadual, medidas administrativas, pedagógicas e organizacionais necessárias para garantir ao estudante o acesso e a permanência na escola sem discriminação por motivo de identidade de gênero e orientação sexual. 34- Adotar medidas de fortalecimento do vínculo família/escola para o acompanhamento do processo educativo e demais ações desenvolvidas pela escola. 35- Elaborar e aplicar avaliações para aferir o ensino aprendizagem do Ensino Fundamental da rede municipal e orientar esta aferição na rede estadual de ensino, visando intervenções pedagógicas quando necessário e o alcance de metas projetadas pelo IDEB. 65 36- Apresentar os resultados das avaliações da aprendizagem na rede municipal aos gestores e aos membros do CDCE com o objetivo de apontar as dificuldades encontradas para que sejam tomadas as providências cabíveis. 37- Orientar e cobrar a apresentação dos resultados das avaliações de aprendizagem na rede estadual aos gestores e aos membros do CDCE com o objetivo de apontar as dificuldades encontradas para que sejam tomadas as providências cabíveis. META 5 – Acompanhar e cobrar a garantia junto ao poder estadual da oferta de ensino médio a 100% da demanda, com acréscimos anuais de 25% (vinte e cinco por cento) até 2017. INDICADOR: Acréscimos anuais da oferta de ensino médio. ESTRATÉGIAS 1- Acompanhar todas as escolas que ofertam Ensino médio para que tenham desencadeado o processo para a elaboração do seu projeto político-pedagógico, com observância das Diretrizes Curriculares e/ou políticas estadual e municipal, com efetiva participação da comunidade. 2- Acompanhar e cobrar o cumprimento da Legislação que assegura eleição direta de gestores pela comunidade, em todas as unidades escolares do município. 3- Definir juntamente com a rede estadual expectativas de aprendizagem para o Ensino Médio , com vista a garantir formação geral comum. 4- Orientar a implantação da avaliação sistêmica do processo educacional do Ensino Médio, correspondentes às modalidades que compete ao Estado baseada na realidade, particularidades e peculiaridades regionais. 5-Realizar campanhas contínuas de mídia promovidas pelo órgão mantenedor visando otimizar a participação da comunidade escolar nos CDCE, grêmios estudantis, conselhos diretores. 6- Capacitar os membros dos conselhos que exercem controle social na rede municipal e estadual por meio de materiais disponíveis no Sistema Estadual de Ensino e MEC para que cumpram suas atribuições inerentes ao conselho a que pertence. 7- Apoiar os membros dos conselhos nas formações promovidas pela SECEL, MEC e SEDUC. 8- Fomentar ações que visem à interação entre família e escola. 9- Implantar o grêmio estudantil nas unidades escolares. 10- Colaborar com os grêmios estudantis auxiliando na organização de ações, eventos pedagógicos, sociais e culturais realizados nas unidades escolares. 11- Acompanhar e cobrar a participação da comunidade escolar no planejamento e na aplicação dos recursos, visando à ampliação da transparência e ao efetivo desenvolvimento da gestão democrática. 12- Apoiar tecnicamente ações de incentivo à divulgação da cultura nacional, matogrossense e local. 13- Colaborar com ações educativas de combate à violência na escola e a construção da cultura de paz e ambiente escolar dotado de segurança para a comunidade escolar. 14- Definir mecanismos juntamente com a rede estadual para ampliação de meios de comunicação contínua e eficiente entre unidades escolares, estadual, municipal e unidades administrativas centrais e descentralizadas públicas. 15- Orientar o desenvolvimento de projetos curriculares articulados com a base nacional comum, relacionados à Educação Ambiental, à Educação das Relações Étnico-Raciais e dos direitos humanos, gêneros, sexualidade e música. META 6 – Assegurar até 2020 o atendimento de 50% (cinquenta por cento) aos estudantes com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades 66 ou superdotação, chegando ao atendimento de 80% (oitenta por cento) da demanda até 2024. INDICADOR: Acréscimos anuais do atendimento aos alunos com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. ESTRATÉGIAS 1- Estabelecer parcerias Estado/municípios para a realização de mapeamento e busca ativa de estudantes fora da escola em parceria com as áreas de assistência social, saúde e demais instituições de assistência ao homem do campo, por residência ou local de trabalho. 2- Orientar a adequação de materiais didáticos inerentes ao processo educativo, considerando as características dos alunos que possuem deficiências. 3- Implantar salas de recursos nas escolas da rede municipal sempre que se fizer pertinente ou necessário e acompanhar e cobrar a implantação das salas na rede estadual de ensino. 4- Firmar parceria com o Estado e União para ampliar a oferta de Educação de Jovens e Adultos, no período diurno para contemplar os estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. 5- Fortalecer o atendimento especializado aos estudantes da educação especial possibilitando o acompanhamento individualizado aos estudantes que tenham impedimento comprovado por meio de laudo médico. 6. Firmar parcerias com o Estado para capacitar os profissionais da educação das unidades escolares estaduais e municipais, bem como coordenadores e assessores pedagógicos, para que se assegure, na proposta pedagógica, a inclusão dos estudantes com necessidades educacionais especiais, bem como, para a utilização dos materiais digitais. 07. Estabelecer parcerias com a área de saúde e assistência social do Estado e Município, previdência e outras instituições civis afins, para aplicar testes de acuidade visual, auditiva e demais exames especializados nos estudantes das instituições de educação básica. 8- Realizar, em parceria com as Secretarias de Saúde e de Assistência Social, programas de orientação e acompanhamento às famílias dos estudantes com necessidades educacionais especiais. 9- Elaborar estudos quanto à viabilidade de se disponibilizar monitor ou cuidador dos alunos com necessidades de apoio nas atividades de higienização, alimentação e locomoção entre outras, que exijam auxílio constante no cotidiano escolar. 10- Possibilitar treinamentos esportivos aos estudantes com deficiências em parceria com as demais Secretarias. 11- Oferecer transporte escolar adequado e exclusivo aos alunos com necessidades educacionais especiais. META 7 – Garantir até 2018 atendimento em tempo integral de 50% (cinquenta por cento) da demanda de 0 a 3 anos, ampliando para 100% até 2024. INDICADOR: Acréscimos anuais de atendimento dos alunos em tempo integral. ESTRATÉGIAS 1- E Adequar a infraestrutura das escolas municipais para o atendimento da carga horária ampliada. 2- Adequar recursos pedagógicos, bem como, recursos financeiros para o atendimento da carga horária ampliada na rede municipal. 3- Definir a forma de atendimento dos alunos em tempo integral da rede municipal: 67 profissionais da educação, planejamento de oficinas, recursos materiais e pedagógicos. 4- Acompanhar e cobrar atividades de apoio às tarefas escolares de todas as escolas que implantarem a carga horária de 07 (sete) horas, com previsão de espaço físico, recursos financeiros e profissionais da educação em número suficiente. 5- Criar mecanismos de acompanhamento e avaliação dos resultados obtidos na implementação do currículo com carga horária ampliada. 6- Garantir, no mínimo, três refeições diárias em todas as escolas municipais que implantarem carga horária de 07 (sete) horas. META 8- Garantir até a vigência deste plano o atendimento em tempo integral de 100% de crianças de 4 e 5 anos e do primeiro ciclo. INDICADOR: Acréscimos anuais da oferta do tempo integral para as crianças de 4 e 5 anos e do 1º ciclo. ESTRATÉGIAS 1- Adequar a infraestrutura das escolas municipais para o atendimento da carga horária ampliada e acompanhar e cobrar do poder público estadual a adequação da infraestrutura das escolas estaduais. 2- Adequar recursos pedagógicos, bem como, recursos financeiros para o atendimento da carga horária ampliada na rede municipal. 3- Definir a forma de atendimento dos alunos em tempo integral da rede municipal: profissionais da educação, planejamento de oficinas, recursos materiais e pedagógicos. 4- Acompanhar e cobrar a implantação do atendimento em tempo integral nas escolas da rede estadual. 5- Acompanhar e cobrar atividades de apoio às tarefas escolares de todas as escolas que implantarem a carga horária de 07 (sete) horas, com previsão de espaço físico, recursos financeiros e profissionais da educação em número suficiente. 6- Criar mecanismos de acompanhamento e avaliação dos resultados obtidos na implementação do currículo com carga horária ampliada. 7- Garantir, no mínimo, três refeições diárias em todas as escolas municipais que implantarem carga horária de 07 (sete) horas. 8- Acompanhar e cobrar do poder público estadual a garantia de, no mínimo, três refeições diárias aos alunos das escolas que implantaram o ensino integral. META 9 - Ofertar educação básica a toda população escolarizável que mora no campo, em escolas do e no campo, até 2017. INDICADOR: Número de alunos da Educação Básica atendidos no e do campo pela população escolarizável da Educação Básica que mora no campo. ESTRATÉGIAS: 1. Estabelecer parcerias Estado/municípios para a realização de mapeamento e busca ativa de estudantes fora da escola em parceria com as áreas de assistência social, saúde e demais instituições de assistência ao homem do campo, por residência ou local de trabalho. 2- Garantir nas escolas da rede municipal a relação professor/criança, infraestrutura e material didático adequados ao processo educativo, considerando as características das distintas faixas etárias, conforme os padrões do CAQ (Custo Aluno Qualidade). 3- Acompanhar e cobrar do poder público estadual a garantia da relação professor/criança, infraestrutura e material didático adequados ao processo educativo das escolas estaduais, considerando as características das distintas faixas etárias, conforme os padrões do CAQ (Custo Aluno Qualidade). 4- Promover a oferta da educação básica no e do campo, respeitando as peculiaridades de cada localidade, com infraestrutura apropriada, estimulando a prática agrícola e tecnológica. 68 5- Incentivar o cumprimento das políticas existentes para a educação do campo. 6- Estabelecer parcerias entre os entes responsáveis pela educação básica nas diferentes esferas de governo e outros órgãos e instituições, visando a promoção de orientações, palestras para elaboração e execução de Projetos Didáticos sobre sustentabilidade no uso da terra de forma equilibrada. META 10 - Atender a população indígena, estabelecendo convênio para o atendimento com qualidade desta demanda em todos os níveis de ensino, em 100% (cem por cento) da população em idade apropriada até 2017. INDICADOR: Acréscimos anuais da oferta de todos os níveis de ensino à população em idade apropriada. ESTRATÉGIAS: 1- Realizar, anualmente, em parceria com a rede estadual o mapeamento da população escolarizável que se encontra fora da escola. 2- Equipar as escolas indígenas municipais assegurando a prevenção contra incêndio e pânico, obedecendo ao padrão mínimo de infraestrutura e cobrar do poder público estadual que esta ação seja cumprida conforme estabelecido pelo CEE e CEI. 3- Adequar materiais didático pedagógicos para as escolas indígenas. 4- Criar mecanismos para acompanhar os professores indígenas por meio de formação conforme estabelece a legislação da educação escolar indígena. 5- Estabelecer convênio com o Estado para garantir as condições necessárias infraestrutural e pedagógica para atendimento de estudantes indígenas da rede municipal, tendo em vista que a opção indígena é ser atendida pelo Município e acompanhar e cobrar o atendimento adequado aos alunos com necessidades especiais da rede estadual. 6- Realizar intercâmbio entre escolas indígenas e não indígenas. 7- Participar da Conferência Regional/Estadual da Educação Escolar Indígena para avaliação e acompanhamento das políticas educacionais, com o segmento indígena e seus parceiros institucionais. META 11 - Ofertar vagas para Educação de Jovens e Adultos -EJA para 50% da demanda de 1º segmento de Ensino Fundamental existente até 2020. INDICADOR: Número de vagas ofertadas para EJA – 1º segmento em relação à demanda de jovens e adultos existente para esta etapa. ESTRATÉGIAS: 1- Estabelecer parcerias Estado/Município para realização de mapeamento e busca ativa de jovens e adultos fora da escola, com áreas de assistência social, saúde e proteção à juventude, por residência ou local de trabalho, visando identificar a demanda e programar a oferta da EJA – 1º segmento. 2- Alfabetizar a demanda existente de jovens e adultos oportunizando o processo inicial de escolarização em todos os turnos. 3- Garantir a relação professor/aluno, infraestrutura e material didático adequados ao processo educativo das escolas municipais que ofertam o 1º segmento-EJA, considerando as características desta faixa etária, conforme os padrões do CAQ (Custo Aluno Qualidade). 4- Estabelecer mecanismos e incentivos que integrem os segmentos empregadores públicos e privados e os sistemas de ensino para promover a compatibilização da jornada de trabalho dos empregados com a oferta das ações de alfabetização e de educação de jovens e adultos. 5- Assegurar a oferta de Educação de Jovens e Adultos do 1º segmento, às pessoas privadas de liberdade em todos os estabelecimentos penais, garantindo aos docentes e 69 discentes materiais pedagógicos adequados e espaços físico apropriado e com segurança aos que realizam esse atendimento. 6- Garantir a diversificação curricular da EJA integrando a formação geral à preparação para o mundo do trabalho, estabelecendo inter-relação entre teoria e prática nos eixos da ciência, do trabalho, da tecnologia, da cultura e cidadania, de forma a organizar o tempo e os espaços pedagógicas adequados às características desses estudantes. 7- Apoiar tecnicamente projetos inovadores na EJA que visem ao desenvolvimento de modelos adequados às necessidades específicas desses estudantes. 8- Fomentar Programas de erradicação do analfabetismo de Jovens e Adultos: 1º segmento. META 12 - Acompanhar e cobrar a garantia junto ao poder estadual da oferta de vagas de Educação de Jovens e Adultos – EJA ( ensino fundamental-2º segmento e ensino médio) para 100% (cem por cento) da demanda existente até 2016. INDICADOR: Acréscimos anuais de atendimento dos alunos da EJA – 2º segmento Ensino Fundamental e Ensino Médio. ESTRATÉGIAS: 1- Apoiar tecnicamente as escolas que ofertam educação de jovens e adultos – 2º segmento Ensino Fundamental e Ensino Médio. 2- Celebrar convênio entre o município e Seduc com transporte escolar para os alunos que necessitam se locomover para a escola da EJA. 3- Estimular a diversificação curricular da educação de jovens e adultos, articulando a formação básica e a preparação para o mundo do trabalho e estabelecendo inter-relações entre teoria e prática, nos eixos da ciência do trabalho, da tecnologia, da cultura e cidadania, de forma a organizar o tempo e o espaço pedagógico adequados às características desses alunos e alunas. META 13- Acompanhar e cobrar a garantia junto ao poder estadual da ampliação das matrículas da educação profissional técnica de nível médio, de modo a triplicá-las até 2017. INDICADOR: Acréscimos anuais de atendimento aos alunos da Educação Profissional técnica e Ensino Médio. ESTRATÉGIAS: 1- Apoiar tecnicamente a escola que oferta Educação Profissional Técnica de nível Médio no município. 2-Celebrar convênio entre o Município e SECITEC no oferecimento de transporte escolar para os alunos que necessitam se locomover para a Escola Da Educação Profissional Tecnológica. 3- Colaborar com a divulgação de ofertas de cursos e cedência de espaços físicos para realização de pesquisas e/ou aulas, tais como: a utilização de laboratório de informática pelos alunos e professores da Educação Profissional e Tecnológica existente no município. META 14- Acompanhar e cobrar a garantia junto ao poder estadual da ampliação das matrículas da educação superior, de modo a triplicá-las até 2017. 70 Indicador: Número de matrículas de alunos na educação superior pelo número total de pessoas com ensino médio concluído. ESTRATÉGIAS: 1- Fortalecer a educação superior através de parcerias com instituições de ensino buscando a oferta de cursos para serem ministrados no próprio município. 2- Colaborar com o transporte escolar para alunos da educação superior até que o município oportunize ofertas de cursos desta etapa de ensino. Meta 15 - Garantir, imediatamente, a aplicabilidade integral dos recursos financeiros públicos, conforme previsto na lei Orgânica do Município, destinado à educação. INDICADOR: Cumprimento da lei orgânica do município referente aos recursos financeiros destinados à educação. ESTRATÉGIAS: 1- Estabelecer parcerias entre as secretarias de Educação, Finanças, Administração e Controladoria Geral da Prefeitura para realizar o levantamento dos recursos advindos do Estado, União e do próprio município e cumprir com o planejamento realizado para a educação. 2-Garantir a aplicabilidade dos recursos exclusivamente para a educação municipal. META 16- Revisar, avaliar e adequar o Plano de Cargo Carreira e Salários dos profissionais da educação anualmente. INDICADOR: Adequação do Plano de Cargos, carreira e Salários dos Profissionais da Educação conforme as Legislações educacionais vigentes. ESTRATÉGIAS: 1- Encaminhar o PCCS para o Poder Executivo para que sejam tomadas as devidas providências. 2- Realizar assembleia para apresentação e aprovação das modificações do PCCS dos profissionais da Educação. 3- Encaminhar o PCCS para o Poder Executivo para que sejam tomadas as devidas providências. 71 ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE POXORÉU-MT O presente Plano Municipal de Educação – PME, conforme definido pela equipe educativa e sociedade em geral e aprovado pelos Poderes Executivo e Legislativo, com certeza será adequado à medida que for executado observando necessidades que forem se apresentando durante sua execução. Para que o Plano seja cumprido com sucesso há necessidade de esforços de todos os responsáveis pela educação no município. Portanto, é de fundamental importância o envolvimento dos entes federados, da Secretaria Municipal de Educação, da Assessoria Pedagógica do município, das instituições de ensino, das entidades socioeducativas e da sociedade em geral para identificar os pontos frágeis que precisam ser melhorados e prestar contas dos resultados obtidos com a execução das ações previstas neste plano aos órgãos competentes. O alcance das metas depende dos esforços conjunto da União, Estado e Município. Portanto, o compartilhamento das responsabilidades é de suma importância para que as mesmas sejam atingidas. A partir da aprovação deste plano, serão feitas avaliações periódicas e sistemáticas a cada 2 (dois) anos. Assim sendo, dentro do período dos dez anos estas avaliações servirão para detectar necessidades de correções nas ações desenvolvidas e reorganizar aquelas que não foram possíveis de serem realizadas. Dessa forma, o acompanhamento e a avaliação do Plano Municipal de Educação ficará a cargo de uma comissão que realizará pesquisa e estudos sobre os resultados apresentados referente a cada meta. Esta comissão será composta pela equipe da Secretaria Municipal de Educação, Assessoria Pedagógica, representante da Comissão de Educação da Câmara de Poxoréu, representante do Poder Executivo, representante dos Sindicatos da Educação, representantes de instituições educacionais, de entidades socioeducativas e sociedade civil. Esta comissão será nomeada através de Decreto publicado pelo Poder Executivo. Após avaliação da comissão, os resultados serão apresentados através de Conferência a toda sociedade poxorense para que, se necessário, ações sejam reajustadas visando futuras intervenções. Ressaltando que, para o alcance das metas há a necessidade de investimentos financeiros por parte do poder público, pois, a realização das ações exige financiamento. 72 BIBLIOGRAFIA Constituição da República Federativa do Brasil, Brasília, 1998. Faria, Vitória Líbia Barreto de: Currículo na Educação Infantil: Diálogo com os demais elementos da Proposta Pedagógica/Vitória Faria, Fátima Salles – 2ª Edição - São Paulo, Ática, 2012. IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. LDB da Educação Nacional. Lei nº 9394/96. 20/12/1996. Lei Orgânica do Município de Poxoréu-MT Orientações Curriculares: Diversidades Educacionais/ Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso, 2010. Orientações para a inclusão da criança de 6 anos de idade/Organização do documento: Jeanete Beauchamp, Sandra Denise Pagel, Aricélia Ribeiro do Nascimento – Brasília, FNDE, Estação Gráfica, 2006. Plano Estadual de Educação. Lei nº 10.111/2014. Plano Nacional de Educação. Lei nº 13.005/2014 73 74 75 76 77